{"sectors":[{"id":"ai","label":"Inteligência Artificial","short":"IA","overview":"O Brasil tem o maior ecossistema de IA da América Latina, erguido sobre uma base acadêmica profunda (USP, Unicamp, UFMG, UFRGS, UFPE, PUC-Rio, UFG) e sobre um contingente incomumente grande de empresas nativas digitais — Nubank, iFood, Mercado Livre, Magalu, TOTVS, Blip — que operam aprendizado de máquina na escala de dezenas de milhões de usuários. A contribuição distintiva do país tem sido a linguagem: o BERTimbau (2020) e os modelos Sabiá da Maritaca AI (2023-2026), ao lado do Amazônia IA da WideLabs, consolidaram os LLMs 'nativos em português brasileiro' como um nicho viável, com a Maritaca reivindicando paridade ou superioridade em relação aos modelos de fronteira em tarefas jurídicas brasileiras por uma fração do custo.\n\nDesde 2024, o governo federal reenquadrou a IA como uma questão de soberania. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA, julho de 2024) promete cerca de R$23 bilhões até 2028 para supercomputação, uma nuvem governamental, capacitação e bases de dados públicas. O supercomputador Santos Dumont, do LNCC, foi ampliado e entrou no top 100 do TOP500 (nov. 2024) como 'primeiro passo' do plano; em agosto de 2026, Lula anunciou um supercomputador soberano de R$1 bilhão na UFRN, no Rio Grande do Norte (operação no fim de 2027), e uma parceria de R$1,28 bilhão da RNP com a Huawei e a iFlytek para treinar LLMs nacionais em português — uma guinada visivelmente alinhada ao BRICS. Experimentos estaduais, como o SoberanIA do Piauí e a Fábrica de IA Distribuída do MCTI (dez. 2025), levam modelos pequenos em português aos serviços públicos.\n\nRegulação e política de computação estão convergindo. O PL 2338/2023, um projeto de lei de IA baseado em risco e inspirado no AI Act da União Europeia, foi aprovado por unanimidade no Senado em dezembro de 2024, mas travou na Câmara ao longo de 2026 por disputas sobre direitos autorais e responsabilidade, enquanto o Executivo propôs um Sistema Nacional de IA coordenado pela ANPD. Em paralelo, o regime REDATA (sancionado em setembro de 2026) concede alívio tributário a data centers que operem com energia renovável e reservem ao menos 10% da capacidade para o mercado doméstico, atrelando a onda de investimentos dos hyperscalers — os R$14,7 bilhões da Microsoft e dois novos data centers de IA em São Paulo, os R$10 bilhões da AWS, a AI City de escala de gigawatts da Scala no Rio Grande do Sul — à agenda de IA soberana.\n\nAs big techs se enraízam cada vez mais: o Google abriu um centro voltado a IA com 400 engenheiros na USP em maio de 2026, a IBM cofinancia o C4AI com a FAPESP, e o Nubank — após adquirir a Hyperplane e firmar parceria com a OpenAI — está abrindo um laboratório de IA em Palo Alto. O financiamento de venture capital, porém, continua escasso para empresas cujo núcleo é a IA: apenas duas das dez maiores rodadas brasileiras de 2025 (Solfintec, Enter) tinham IA como centro, e Maritaca e WideLabs são pequenas pelos padrões globais. Uma cena vibrante de ética e sociedade civil — Nina da Hora, Tarcízio Silva, Data Privacy Brasil, IRIS — colocou o racismo algorítmico e a vigilância no setor público no centro do debate nacional.\n\nA trajetória do setor é, portanto, de dois gumes: adoção aplicada de nível mundial e uma indústria crível de modelos em língua nacional, limitadas por GPUs importadas caras, um déficit projetado de centenas de milhares de profissionais de tecnologia, legislação lenta e dependência de nuvens estrangeiras. Se os supercomputadores de 2027 e os programas de LLM soberano entregarão modelos treinados, e não apenas anúncios, é o que determinará se o Brasil se tornará produtor, e não consumidor, de IA de fronteira.","key_facts":["O PBIA (julho de 2024) prevê cerca de R$23 bilhões em investimentos em IA até 2028, incluindo um supercomputador soberano e uma nuvem governamental de R$1 bilhão.","O Santos Dumont (LNCC) foi ampliado em quatro vezes, para ~17 petaflops, e ficou em 89º lugar na lista TOP500 de novembro de 2024.","Um supercomputador soberano de IA de R$1 bilhão e ~7,2 exaflops (FP16) foi anunciado em agosto de 2026 para a UFRN, no Rio Grande do Norte, com operação prevista até o fim de 2027.","O projeto de LLM nacional RNP–Huawei–iFlytek tem orçamento de R$1,276 bilhão ao longo de cinco anos, com início em julho de 2027.","O PL 2338/2023 foi aprovado por unanimidade no Senado em 10 de dezembro de 2024, mas não havia sido votado no plenário da Câmara até o fim de 2026.","O Sabiá-4 Thinking, da Maritaca AI (junho de 2026), obteve 77,7% em redação jurídica brasileira, à frente do Gemini 3.1 Pro, do Claude Opus e do GPT-5.4, por cerca de metade do custo.","A Microsoft comprometeu R$14,7 bilhões em nuvem/IA no Brasil (2024) e abriu dois data centers de IA no estado de São Paulo no início de 2026; o Google abriu um centro de IA com 400 engenheiros na USP em maio de 2026.","O REDATA (Lei 15.504, set. 2026) exige 100% de energia renovável e 10% de capacidade doméstica para os benefícios fiscais a data centers, com R$5,2 bilhões em renúncia de receita em 2026.","Apenas 2 das 10 maiores rodadas de startups do Brasil em 2025 (Solfintec, US$52,8 mi; Enter, US$36,8 mi) foram para empresas com IA como núcleo.","O Brasil forma ~53.000 profissionais de tecnologia por ano contra uma demanda de ~159.000, um déficit estrutural de talentos para a IA."],"challenges":["Escassez e custo de computação: GPUs importadas enfrentam tarifas elevadas, e os desenvolvedores brasileiros de LLMs apontam a computação como principal gargalo; os supercomputadores soberanos só chegam em 2027.","Déficit de talentos: ~53.000 formados em tecnologia por ano contra ~159.000 vagas, além da fuga de cérebros dos melhores pesquisadores de ML para laboratórios nos EUA.","Financiamento de venture capital escasso para empresas de IA: a maioria das grandes rodadas vai para fintechs; as empresas nacionais de LLM captam dezenas, não centenas, de milhões.","Incerteza regulatória: o PL 2338 ficou dois anos parado na Câmara, deixando as empresas sem regras claras sobre usos de alto risco, direitos autorais e responsabilidade.","Dependência de hyperscalers e modelos estrangeiros: a maior parte da IA corporativa roda em Azure/AWS/Google e nas APIs da OpenAI/Anthropic, em tensão com a agenda de soberania.","Restrições de energia, água e rede elétrica para data centers, com as condições de energia renovável e eficiência hídrica do REDATA ainda não testadas.","Discriminação algorítmica e vigilância: o reconhecimento facial na segurança pública e sistemas enviesados de crédito e contratação afetam desproporcionalmente os brasileiros negros.","Risco de execução nos programas públicos: um ano após o PBIA, observadores encontraram poucos indicadores publicados e licitações atrasadas."],"international":"A corrida global de IA é, em 2025-2026, uma disputa de dois polos com um terceiro ator regulatório. Segundo o AI Index 2026 da Stanford HAI, o investimento privado em IA nos Estados Unidos chegou a US$285,9 bilhões em 2025, cerca de 23 vezes o da China (US$12,4 bilhões), enquanto o investimento corporativo global somou US$581,7 bilhões (+130% em um ano). Os EUA abrigam 5.427 data centers, mais de dez vezes qualquer outro país, e a indústria produziu mais de 90% dos modelos de fronteira lançados em 2025. A China, porém, fechou a distância técnica: em março de 2026 o melhor modelo americano levava apenas 2,7 pontos de vantagem sobre o melhor chinês, e seis laboratórios (Anthropic, xAI, Google, OpenAI, Alibaba e DeepSeek) estavam a menos de 25 pontos Elo entre si. A União Europeia lidera em regulação: as obrigações do AI Act para modelos de propósito geral vigoram desde agosto de 2025, mas o 'omnibus digital' acordado em maio-junho de 2026 adiou as regras para sistemas de alto risco para dezembro de 2027 (Anexo III) e agosto de 2028 (Anexo I).\n\nNesse mapa, o Brasil é um ator de segunda linha com usuários de primeira. No Global AI Vibrancy Tool da Stanford HAI (edição de novembro de 2025), o país saltou de 35º para 16º entre 36 economias, com 12,74 pontos contra 78,6 dos EUA, puxado pelos pilares de talento (12º), IA responsável (14º) e opinião pública (6º). O Índice Global de Inovação da OMPI é menos generoso: 52º entre 139 economias em 2025 (2º na América Latina e Caribe, 5º entre as de renda média-alta, com o pior desempenho em instituições, 107º) e 53º em 2026, a terceira queda seguida, agora atrás do Chile. O Índice Latino-Americano de IA (ILIA, CEPAL/Cenia) coloca Brasil, Chile e Uruguai no grupo de frente da região, com o Brasil forte em infraestrutura e pesquisa e mais fraco em governança. Em adoção, o Brasil está entre os três maiores mercados do ChatGPT por usuários semanais, é o segundo em desenvolvedores usando a API da OpenAI e envia cerca de 215 milhões de mensagens por dia, segundo a própria empresa, que abriu operação comercial em São Paulo em agosto de 2026; a Microsoft anunciou R$14,7 bilhões em nuvem e IA no país para 2024-2027.\n\nAs dependências são as de um grande consumidor sem cadeia própria. GPUs, memória HBM e a maior parte da capacidade de nuvem vêm de fora, e cerca de 60% dos dados brasileiros são processados no exterior. A regra de 'difusão de IA' editada pelos EUA em janeiro de 2025 colocava o Brasil no grupo intermediário de países sujeitos a cotas de chips avançados; foi revogada em 13 de maio de 2025, mas o governo americano ainda não publicou o regime substituto, e a crise de preços de memória de 2026 encareceu servidores e modems em mais de 30%. A resposta brasileira combinou vértices diferentes: a Declaração dos Líderes do BRICS sobre Governança Global da IA, adotada no Rio em julho de 2025, defende papel central da ONU, soberania de dados e rejeita 'medidas protecionistas unilaterais'; em agosto de 2026 o governo anunciou o supercomputador soberano de R$1 bilhão na UFRN (7,2 exaflops FP16, operação no fim de 2027), a parceria de R$1,276 bilhão da RNP com Huawei e iFlytek para um LLM nacional em português (início em julho de 2027) e a adesão a um programa de chips RISC-V com o ecossistema de Barcelona e o Instituto Eldorado.\n\nO gargalo mais citado é o de pessoas. A Grande São Paulo concentra mais de 540 mil profissionais digitais e de IA, e o país tem mais de 110 mil pessoas com habilidades declaradas em IA generativa, três vezes o México e cinco vezes a Argentina (INSEAD/LinkedIn, 2025). Mas o Instituto Brasileiro de Soberania Digital estima que cerca de 12 mil profissionais de tecnologia deixam o Brasil por ano, a um custo de R$2,2 bilhões em capital humano, e que a economia digital responde por 9,8% do PIB, contra mais de 18% em Singapura e no Reino Unido. O próprio AI Index registra que a migração de pesquisadores de IA para os EUA caiu 89% desde 2017, sinal de que a disputa por talento se tornou multipolar.","international_facts":["Investimento privado em IA em 2025: EUA US$285,9 bilhões, cerca de 23 vezes a China (US$12,4 bilhões); investimento corporativo global de US$581,7 bilhões, +130% (AI Index 2026).","No Global AI Vibrancy da Stanford HAI (nov. 2025), o Brasil subiu de 35º para 16º entre 36 países, com 12,74 pontos contra 78,6 dos EUA; 12º em talento e 6º em opinião pública.","Índice Global de Inovação: Brasil 52º entre 139 economias em 2025 (pior pilar: instituições, 107º) e 53º em 2026, terceira queda consecutiva, atrás do Chile na América Latina.","O Brasil é um dos três maiores mercados do ChatGPT por usuários semanais e o 2º em desenvolvedores na API da OpenAI, com ~215 milhões de mensagens por dia (ago. 2026).","Os EUA abrigam 5.427 data centers, mais de dez vezes qualquer outro país; cerca de 60% dos dados brasileiros são processados no exterior.","Cerca de 12 mil profissionais de tecnologia deixam o Brasil por ano, custo estimado de R$2,2 bilhões/ano (IBSD, 2026); a migração de pesquisadores de IA para os EUA caiu 89% desde 2017 (AI Index)."],"future":"A trajetória global aponta para convergência na fronteira e explosão na aplicação. Com meia dúzia de laboratórios a poucos pontos de distância e modelos abertos de origem chinesa derrubando o custo de inferência, o valor migra para agentes (a taxa de sucesso em tarefas de computador no OSWorld saltou de 12% para cerca de 66% em um ano), para dados proprietários e para a energia e o capital que sustentam a computação. Para o Brasil, isso sugere que a vantagem comparativa não está em treinar modelos de fronteira, e sim em três ativos difíceis de replicar: bases de dados públicas de escala (SUS, Pix, Receita, agro), modelos ajustados ao português e ao direito brasileiro, e uma matriz elétrica limpa que torna o país um candidato natural a hospedar inferência e data centers.\n\nO que precisa amadurecer é a camada institucional. O PBIA promete R$23 bilhões até 2028, mas sua execução depende de orçamento anual e sobreviverá a uma troca de governo em 2027; os supercomputadores da UFRN e da RNP só entregam valor se vierem com regras claras de acesso para universidades, startups e órgãos públicos, com equipes de operação e com bases de dados abertas. No Legislativo, o PL 2338/2023, aprovado no Senado em dezembro de 2024, teve a votação na Câmara empurrada para depois das eleições de outubro de 2026, com direitos autorais como principal nó; o adiamento europeu das regras de alto risco dá ao Brasil margem para calibrar obrigações sem ficar isolado. A ANPD, o Judiciário (que já usa IA generativa em escala) e as agências setoriais precisarão de capacidade técnica que hoje não têm.\n\nOs riscos são conhecidos e se reforçam. A saída de talentos e a baixa participação da indústria no P&D limitam a absorção; a dependência de GPUs, memória e nuvens estrangeiras expõe o país a controles de exportação, tarifas e ciclos de preço, como a crise de memória de 2026; a aposta simultânea em fornecedores chineses (Huawei, iFlytek) e americanos (Microsoft, AWS, OpenAI, Nvidia) pode gerar fricções com Washington e dilemas de interoperabilidade; e o financiamento público de ciência no Brasil tem histórico de contingenciamento. Há também o risco de que a IA amplie desigualdades internas, com adoção concentrada em grandes empresas e no Sudeste.\n\nEntre 2026 e 2030, vale observar se o Brasil consegue transformar uso massivo em produção: modelos nacionais competitivos em benchmarks de português, adoção mensurável no SUS e na administração pública, uma lei de IA aplicável e proporcional, data centers de IA conectados à rede sem estrangular o sistema elétrico, e um lugar definido na governança internacional, seja pelo BRICS, pela OCDE ou pela ONU. O resultado das eleições de 2026 e a regra americana que substituirá a difusão de IA são os dois fatores externos ao setor com maior poder de mudar o roteiro.","future_points":["Votação do PL 2338/2023 na Câmara após as eleições de outubro de 2026: direitos autorais, classificação de risco e papel da ANPD.","Entrada em operação do supercomputador da UFRN (fim de 2027) e da infraestrutura RNP–Huawei–iFlytek (julho de 2027): quem terá acesso e sob quais regras.","Execução orçamentária do PBIA (R$23 bilhões até 2028) e sua continuidade no governo que assume em 2027.","Regra americana substituta para exportação de chips de IA e o tratamento dado ao Brasil; pressões sobre parcerias com empresas chinesas.","Custo e disponibilidade de GPUs e memória (crise de 2026) para data centers, universidades e startups brasileiras.","Desempenho de modelos em português (Sabiá, Amazônia IA, LLM nacional) frente a modelos abertos chineses e americanos, e sua adoção pelo SUS e pelo governo."],"intl_sources":[{"title":"Stanford HAI – The 2026 AI Index Report","url":"https://hai.stanford.edu/ai-index/2026-ai-index-report"},{"title":"Stanford HAI – The 2025 AI Index Report","url":"https://hai.stanford.edu/ai-index/2025-ai-index-report"},{"title":"Convergência Digital – Brasil salta de 35º para 16º em ranking de IA (Global AI Vibrancy)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/brasil-salta-de-35o-para-16o-em-ranking-de-inteligencia-artificial-talento-e-ia-responsavel-puxam/"},{"title":"WIPO – Global Innovation Index 2025: Brazil country profile","url":"https://www.wipo.int/edocs/gii-ranking/2025/br.pdf"},{"title":"Mercado&Consumo – Brasil cai uma posição no ranking global de inovação (GII 2026)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/05/10/2026/inovacao/brasil-cai-uma-posicao-no-ranking-global-de-inovacao-e-perde-ritmo-apos-avancos/"},{"title":"DPL News – Chile, Brasil e Uruguai no pódio regional de IA (ILIA, CEPAL/Cenia)","url":"https://dplnews.com/?p=250937"},{"title":"OpenAI – Expanding our presence in Brazil","url":"https://openai.com/index/expanding-our-presence-in-brazil"},{"title":"Microsoft – Investimento de R$14,7 bilhões em nuvem e IA no Brasil","url":"https://news.microsoft.com/pt-br/microsoft-announces-14-7-billion-reais-investment-over-three-years-in-cloud-and-ai-infrastructure-and-provide-ai-training-at-scale-to-upskill-5-million-people-in-brazil/"},{"title":"BABL AI – BRICS Leaders' Statement on the Global Governance of AI (Rio, 2025)","url":"https://babl.ai/brics-leaders-call-for-global-ai-governance-rooted-in-sovereignty-equity-and-south-south-cooperation/"},{"title":"Steptoe – Rescission of the AI Diffusion Rule and new BIS guidance","url":"https://www.steptoe.com/en/news-publications/international-compliance-blog/trump-administration-charts-new-path-on-ai-export-controls-with-significant-new-guidance-and-rescission-of-diffusion-rule.html"},{"title":"Sidley – EU lawmakers agree to delay key EU AI Act obligations (2026)","url":"https://datamatters.sidley.com/2026/06/22/eu-lawmakers-reach-provisional-agreement-to-delay-key-eu-ai-act-obligations/"},{"title":"Mobile Time – Marco legal da IA fica para o fim do ano (PL 2338)","url":"https://www.mobiletime.com.br/noticias/24/08/2026/marco-ia-voto-fim-do-ano/"},{"title":"Gazeta do Povo – Lula anuncia parceria com empresas da China para desenvolver IA no Brasil","url":"https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lula-anuncia-parceria-com-empresas-da-china-para-desenvolver-ia-no-brasil/"},{"title":"INSEAD Knowledge – Brazil's digital and AI talent landscape","url":"https://knowledge.insead.edu/technology-innovation/brazils-digital-and-ai-talent-landscape-leapfrogging-or-left-behind"},{"title":"Convergência Digital – Fuga de talentos: Brasil perde 12 mil profissionais de tecnologia por ano (IBSD)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/fuga-de-talentos-brasil-perde-r-22-bilhoes-e-12-mil-profissionais-de-tecnologia-por-ano/"}]},{"id":"semiconductors","label":"Semicondutores e Microchips","short":"Chips","overview":"A história dos semicondutores no Brasil é uma sucessão de ambições e de fracassos por pouco. O país tinha uma fábrica de circuitos integrados em operação já em 1980 (a planta da Philco-Ford/RCA em Contagem, MG, depois SID Microeletrônica), mas o fim da reserva de mercado de informática no início dos anos 1990, a política hostil de importações e o subinvestimento crônico varreram a primeira geração de fabricantes de chips entre 1995 e 1997. O que sobreviveu foi o talento em projeto: a Motorola (depois Freescale/NXP) abriu um centro de projeto de CIs em Campinas em 1996, e a Smart Modular Technologies começou a encapsular memórias em Atibaia em 1997. Esses dois fios — projeto fabless e encapsulamento/teste de back-end — continuam sendo a espinha dorsal da indústria hoje.\n\nOs anos 2000 trouxeram o primeiro esforço coordenado do Estado. O BNDES encomendou um estudo internacional em 2002; o Programa Nacional de Microeletrônica (PNM) e depois o programa CI-Brasil (2005) semearam cerca de duas dezenas de design houses, três centros de capacitação (UFRGS, USP e, depois, Unicamp/CTI) e a rede Brazil-IP, formando mais de 1.000 projetistas de chips até 2019. O PADIS (Lei 11.484/2007) criou um regime tributário para fabricantes de chips e displays, e em 2008 o governo federal criou o CEITEC em Porto Alegre como uma fábrica CMOS de 600 nm montada com equipamentos usados da Motorola, famosa pelo 'chip do boi' RFID. Uma segunda aposta, muito maior — a foundry de 90-130 nm da Six/Unitec Semicondutores em Ribeirão das Neves (MG), apoiada pela IBM e anunciada em 2012 com Eike Batista e o BNDES — nunca chegou à produção e desabou em recuperação judicial com cerca de R$600 milhões em dívidas.\n\nNo fim dos anos 2010, o formato realista do setor já havia emergido: um punhado de encapsuladores de memória no estilo OSAT (Smart em Atibaia e Manaus, HT Micron em São Leopoldo, Multilaser em Extrema, a linha QSiP da Qualcomm/USI em Jaguariúna), um conjunto de design houses e institutos fabless (Eldorado, CTI Renato Archer, CPqD, LSI-TEC, Chipus, Idea!, Von Braun, SiliconReef, DFChip), grupos acadêmicos fortes (USP, Unicamp, UFRGS, UFMG, UFPE, UFCG, UFSC, PUCRS, UnB) e uma espinha dorsal de pesquisa formada pelo CNPEM/Sirius e pela rede INCT NAMITEC. O CEITEC, enquanto isso, teve a liquidação determinada em dezembro de 2020 sob Bolsonaro, suspensa pelo TCU, e ficou ocioso por quase três anos.\n\nO período 2023-2026 marca o impulso de política pública mais sério em duas décadas. O governo Lula reverteu a liquidação do CEITEC (Decreto 11.478, abril de 2023), retomou as operações em novembro de 2023 e, em dezembro de 2024, comprometeu R$220 milhões do FNDCT para converter a fábrica à produção de dispositivos de potência em carbeto de silício (SiC), com memorandos de entendimento firmados com as chinesas Sanan e Global Power Technology em 2025-2026. O Congresso aprovou a Lei 14.968/2024 (a 'Lei dos Semicondutores'), que criou o programa Brasil Semicon, prorrogou o PADIS e a Lei de Informática até 2029 e deslocou os incentivos para um modelo por empresa, voltado à exportação; o Decreto 13.065 (julho de 2026) pôs o programa em operação com um conselho gestor presidido pelo MDIC e BNDES/Finep como financiadores. A Missão 4 da Nova Indústria Brasil estabeleceu a meta de elevar a participação do Brasil na cadeia global de chips de cerca de 1% para 2% até 2033, a Finep abriu chamadas não reembolsáveis de R$100 milhões para projeto, front-end e encapsulamento, o MCTI ingressou na RISC-V International como membro Premier, a USP inaugurou a minifábrica PocketFab, de R$89 milhões, em janeiro de 2026, e o Rio Grande do Sul lançou o único programa estadual de semicondutores do país.\n\nEstruturalmente, o Brasil ainda importa mais de 85% dos chips que consome (mais de US$5 bilhões por ano), não tem nenhuma fábrica front-end de ponta e perde para empresas estrangeiras uma parcela grande dos projetistas que forma. A estratégia atual se concentra deliberadamente no que é alcançável: encapsulamento e teste (OSAT), projeto analógico/sinal misto e RISC-V, semicondutores de potência para a transição energética, fotônica e a atração de parceiros asiáticos (Hana Micron, BIWIN, OSATs malaios, fabricantes chineses de SiC), em vez de uma foundry na escala da TSMC.","key_facts":["O Brasil importa mais de 85% dos chips que utiliza, mais de US$5 bilhões por ano, ante cerca de US$1,2 bilhão duas décadas antes (MCTI; Teletime 2023).","O CEITEC, criado em 2008, recebeu cerca de R$790 milhões em recursos públicos até 2023, mas vendeu apenas R$64 milhões em chips (cerca de 8%); teve a liquidação determinada em dez. 2020 e foi reativado pelo Decreto 11.478 em abril de 2023.","O MCTI comprometeu R$220 milhões (FNDCT, 2024-2026) para reequipar o CEITEC para chips de potência em carbeto de silício, com memorandos assinados com as chinesas Sanan e Global Power Technology em 2025-2026.","A Lei 14.968/2024 (Brasil Semicon) prorrogou o PADIS e a Lei de Informática até 2029 e foi estimada em cerca de R$7 bilhões por ano em incentivos (R$21 bilhões até 2026); o Decreto 13.065 a regulamentou em 15 de julho de 2026.","A foundry Six/Unitec em Ribeirão das Neves (MG) absorveu cerca de R$1 bilhão (R$245 milhões do BNDES) a partir de 2012, mas nunca produziu um wafer, encerrando as atividades em 2019 com ~R$600 milhões em dívidas.","O CI-Brasil (2005) formou mais de 1.000 projetistas de CIs e semeou cerca de 22 design houses; estima-se que metade desses projetistas trabalhe hoje no exterior.","A planta da Smart Modular em Atibaia, um investimento de R$1,5 bilhão com mais de 550 funcionários, encapsula mais de 150 milhões de CIs por ano com empilhamentos de até 11 dies; a empresa acrescentou uma unidade de R$150 milhões em Manaus em 2022.","A PocketFab da USP, uma minifábrica modular de R$89 milhões e 150 m² no InovaUSP, foi inaugurada em janeiro de 2026 com meta de 10 milhões de chips de grau automotivo por ano por unidade.","A Chipus anunciou um centro de projeto de chips de R$250 milhões em Porto Alegre (junho de 2025); a EnSilica abriu um segundo centro de projeto brasileiro em Campinas no mesmo ano.","A Nova Indústria Brasil tem como meta elevar a participação do Brasil na cadeia global de semicondutores de ~1% para 2% até 2033; a Finep lançou uma chamada não reembolsável de R$100 milhões para semicondutores em fev. 2024."],"challenges":["Nenhuma fábrica front-end de ponta: a linha de 600 nm do CEITEC e o fracassado projeto Unitec de 90 nm deixam o Brasil dependente de foundries estrangeiras para praticamente todos os wafers de lógica e memória.","Intensidade de capital e escala: uma fábrica moderna de 28 nm custa na ordem de US$10 bilhões, muito além do que os instrumentos do BNDES/Finep ou o PADIS conseguem mobilizar; a política migrou para encapsulamento OSAT e projeto.","Descontinuidade de políticas: incentivos (PADIS, Lei de Informática) renovados em ciclos curtos, CEITEC liquidado e depois revivido, financiamento de capacitação do CI-Brasil encerrado em 2019; investidores citam a falta de uma política industrial estável de 20 anos.","Fuga de talentos: mais de 1.000 projetistas formados pelo CI-Brasil, mas estima-se que metade trabalhe no exterior; o mercado local é estreito demais para reter engenheiros de CIs analógicos/digitais.","Puxão de demanda doméstica minúsculo: a montagem brasileira de eletrônicos (Manaus, São Paulo) importa quase todos os CIs, e a balança comercial em eletrônicos é negativa em dezenas de bilhões de dólares.","Distorções tributárias e de importação: tarifas de importação historicamente altas alimentaram o contrabando, disputas de ICMS entre São Paulo e Manaus, e as regras de PPB determinam onde as plantas de encapsulamento se instalam mais do que a lógica de engenharia.","Infraestrutura pública envelhecida: os equipamentos originais da Motorola no CEITEC já tinham décadas quando foram doados; as salas limpas das universidades (CCS da Unicamp, LSI/LME da USP) precisam de investimentos recorrentes.","Dependência geopolítica: a retomada de 2024-2026 se apoia em transferência de tecnologia chinesa de SiC (Sanan, GPT) e em parceiros OSAT coreanos (Hana Micron) e malaios, expondo a estratégia a mudanças de controle de exportações e de política comercial."],"international":"A indústria global de semicondutores vive, em 2026, o maior superciclo de sua história, movido pela infraestrutura de IA. A receita mundial fechou 2025 em cerca de US$793 bilhões (+21%, Gartner), com a Nvidia respondendo sozinha por 15,8% do total e as memórias HBM da SK Hynix e da Micron crescendo 37% e 50%. Em 2026 os números saíram da escala: as vendas do primeiro semestre somaram US$702 bilhões (+102%), as de agosto US$159,7 bilhões (+144% em um ano, com as Américas crescendo 181%), e a WSTS projeta cerca de US$1,65 trilhão no ano (+108%) e US$2,1 trilhões em 2027, com o segmento de memória subindo mais de 300%. Os gastos com equipamentos chegaram a US$40,5 bilhões no segundo trimestre (+23%, SEMI). A geografia do poder não mudou: Taiwan (TSMC) domina a lógica avançada, Coreia do Sul a memória, EUA o projeto, o software de EDA e parte dos equipamentos, Países Baixos e Japão a litografia e os materiais, e a China é ao mesmo tempo o maior consumidor e o país que mais rapidamente constrói capacidade em nós maduros.\n\nEssa concentração desencadeou a mais intensa rodada de política industrial desde a Guerra Fria. Os EUA, cuja fatia da produção mundial de wafers caiu de 37% em 1990 para menos de 10% em 2024, combinaram os subsídios do CHIPS Act com tarifas setoriais da Seção 232 e, em janeiro de 2026, fecharam com Taiwan um pacote de US$250 bilhões em investimentos diretos mais US$250 bilhões em garantias de crédito, com teto tarifário de 15% e isenções para empresas que construam fábricas em solo americano. A União Europeia, que já aprovou mais de €32 bilhões em 18 decisões de auxílio estatal sob o Chips Act de 2023 sem chegar perto da meta de 20% do mercado mundial, apresentou em junho de 2026 a proposta de um Chips Act 2.0. A Índia inaugurou em fevereiro de 2026 a unidade de montagem e teste da Micron em Sanand e lançou a 'Missão Semicondutores 2.0'; Japão (Rapidus), Coreia e Malásia expandem fábricas e back-end. Em paralelo, os controles de exportação americanos sobre chips e equipamentos avançados para a China e as restrições chinesas a minerais críticos (gálio, germânio, antimônio) transformaram a cadeia em instrumento geopolítico.\n\nO Brasil não aparece em nenhum ranking de capacidade. Importa mais de 85% dos chips que consome, acima de US$5 bilhões por ano, e não tem fábrica de lógica avançada; o que tem é um conjunto de nichos. No back-end, a Zilia (ex-Smart, Atibaia) produz mais de 150 milhões de chips de memória por ano e recebeu R$143,3 milhões do BNDES em junho de 2026; a HT Micron (São Leopoldo) captou R$84,86 milhões em setembro para montar e testar memórias LPDDR5X; e a Tellescom fechou com parceiros da Malásia uma fábrica de encapsulamento no Rio Grande do Sul. No front-end, o CEITEC, reativado em 2023, reconstrói-se em torno de chips de potência em carbeto de silício: os equipamentos de R$220 milhões (FNDCT/Finep) chegaram em agosto de 2026, com cerca de 50% da execução física concluída, e a estatal firmou em maio uma aliança com a chinesa Global Power Technology. O Decreto 13.065, de 15 de julho de 2026, finalmente regulamentou o Brasil Semicon (Lei 14.968/2024), estendendo o PADIS a software, serviços, insumos, displays e painéis solares, com um Conselho Gestor (MDIC, MCTI, Fazenda, BNDES, Finep); a Finep abriu subvenção de R$100 milhões, o MCTI firmou com a Synopsys um acordo de formação e o país aderiu, em agosto, a um esforço de chips RISC-V com o ecossistema de Barcelona e o Instituto Eldorado, com horizonte de 10 a 15 anos.\n\nA exposição brasileira é, portanto, a de um comprador sem alavancas. A crise de memória de 2026 elevou em mais de 30% o preço de modems e set-top boxes, esticou prazos de equipamentos ópticos de 60-90 para 150-180 dias e, segundo a Abinee, deve encarecer notebooks, celulares e TVs em cerca de 30% até 2028. A Resolução Gecex 852, de fevereiro de 2026, elevou o Imposto de Importação de servidores para 18-25% e de circuitos integrados para 7,2%, enquanto Chile, México e Colômbia cobram de 0 a 6%, em contradição com os incentivos do Redata para data centers. E a escolha por parceiros chineses no carbeto de silício, num momento em que os EUA condicionam acesso a tecnologia à distância de Pequim, é uma aposta cujo custo diplomático ainda não foi testado.","international_facts":["Mercado global de semicondutores: US$793 bilhões em 2025 (+21%, Gartner) e projeção WSTS de ~US$1,65 trilhão em 2026 (+108%), com memória crescendo mais de 300% por causa da IA.","Vendas de agosto de 2026: US$159,7 bilhões, +144% em um ano (Américas +181%); gastos com equipamentos de US$40,5 bilhões no 2º trimestre (+23%, SEMI).","A fatia dos EUA na produção mundial de wafers caiu de 37% (1990) para menos de 10% (2024); o acordo EUA–Taiwan de janeiro de 2026 prevê US$250 bi em investimentos e US$250 bi em garantias.","Chips Act europeu: mais de €32 bilhões em 18 decisões de auxílio estatal desde 2023; proposta de Chips Act 2.0 apresentada pela Comissão em junho de 2026.","O Brasil importa mais de 85% dos chips que consome (>US$5 bi/ano); a Zilia (Atibaia) encapsula mais de 150 milhões de chips/ano e o CEITEC tinha ~50% da linha de carbeto de silício executada em agosto de 2026.","Crise de memória de 2026 no Brasil: modems e set-top boxes +30%, prazos de equipamentos ópticos de 60–90 para 150–180 dias; a Abinee projeta efeitos nos preços de eletrônicos até 2028."],"future":"Globalmente, a década deve ser definida por três movimentos: a concentração de valor em memória HBM, lógica avançada e encapsulamento avançado para IA; a redistribuição geográfica da capacidade, com EUA, Japão, Índia e Sudeste Asiático atraindo fábricas e back-end sob subsídios e tarifas; e a bifurcação tecnológica entre um bloco liderado pelos EUA e uma China que avança em nós maduros, carbeto de silício, chips para automóveis e arquiteturas abertas como RISC-V. O superciclo atual também carrega um aviso histórico: a indústria é cíclica, e uma reversão após 2027, quando a capacidade de memória contratada entrar em operação, mudaria preços, apetite por investimento e a paciência dos governos com subsídios.\n\nPara o Brasil, o realismo recomenda escolher poucos nichos e sustentá-los por mais de um governo. Os candidatos naturais são o back-end (montagem, encapsulamento e teste, onde Zilia, HT Micron e Tellescom já operam e onde a Malásia e o Vietnã mostram que é possível escalar sem fábrica de front-end), os chips de potência em carbeto de silício ligados a veículos elétricos, eólica e solar (a aposta do CEITEC, coerente com a fábrica da BYD em Camaçari e com a matriz renovável), e o projeto de circuitos integrados (design houses, IP em RISC-V, chips para agro, IoT e telecom). Isso exige um pipeline de engenheiros que o programa com a Synopsys e a Residência Quântica apenas começam a recompor, demanda pública organizada (compras governamentais, Lei de Informática vinculada a conteúdo local real) e inserção em cadeias asiáticas, mais do que a ambição de uma fábrica de ponta.\n\nAs decisões pendentes são concretas. O PADIS e a Lei de Informática vencem em 2029 e precisam de renovação com metas verificáveis; o Conselho Gestor do Brasil Semicon ainda deve aprovar seu primeiro plano de ação; a Gecex precisará reconciliar a alta do Imposto de Importação sobre servidores com o Redata; e o CEITEC voltou a ser tema eleitoral em setembro de 2026, quando a coordenação econômica da campanha de oposição anunciou que a estatal seria descontinuada em caso de vitória, repetindo a liquidação de 2020. Os riscos de fundo são a descontinuidade política, o custo de capital, a saída de projetistas para o exterior, a dependência de equipamentos e insumos importados em plena crise de memória e a possibilidade de que a parceria com fornecedores chineses restrinja o acesso a ferramentas e mercados americanos.\n\nAté 2030, os sinais a acompanhar são poucos e mensuráveis: a primeira produção comercial de chips de carbeto de silício no CEITEC; a entrada em operação da linha de LPDDR5X da HT Micron e da fábrica de encapsulamento no Rio Grande do Sul; o primeiro chip RISC-V brasileiro saído do consórcio com Barcelona; a renovação do regime tributário; e, no plano externo, o desenho das tarifas americanas da Seção 232, a evolução dos controles de exportação e a duração do ciclo de alta, que define quanto custará, para um país importador, cada servidor, celular e modem.","future_points":["Conclusão da linha de carbeto de silício do CEITEC (execução física ~50% em ago. 2026) e o destino da estatal após as eleições de outubro de 2026.","Primeiro plano de ação do Conselho Gestor do Brasil Semicon e a renovação do PADIS e da Lei de Informática antes do vencimento em 2029.","Conversão dos financiamentos do BNDES e da Finep (Zilia, HT Micron, subvenção de R$100 milhões, Tellescom-Malásia) em capacidade real de back-end.","Contradição entre a alta do Imposto de Importação sobre servidores e chips (Gecex 852/2026) e os incentivos do Redata para data centers.","Duração do superciclo de memória e IA: uma reversão após 2027 mudaria preços, prazos e o apetite por investimento no Brasil.","Pressões dos EUA sobre parcerias com empresas chinesas (Global Power Technology, Sanan) e o desenho das tarifas da Seção 232 sobre semicondutores."],"intl_sources":[{"title":"WSTS – Spring 2026 Semiconductor Market Forecast","url":"https://www.wsts.org/76/Recent-News-Release"},{"title":"WSTS – Global Semiconductor Market records exceptional growth in Q2 2026","url":"https://www.wsts.org/76/Global-Semiconductor-Market-records-exceptional-growth-in-Q2-2026"},{"title":"SIA – Year-to-Date Global Semiconductor Sales Top $1 Trillion Through August (2026)","url":"https://www.semiconductors.org/year-to-date-global-semiconductor-sales-top-1-trillion-through-august/"},{"title":"SEMI – Global Semiconductor Equipment Billings Increased 23% YoY in Q2 2026","url":"https://www.semi.org/en/semi-press-release/global-semiconductor-equipment-billings-increased-23-percent-year-over-year-in-q2-2026-semi-reports"},{"title":"European Commission – European Chips Act (status and Chips Act 2.0)","url":"https://digital-strategy.ec.europa.eu/en/policies/european-chips-act"},{"title":"India Semiconductor Mission – official site (ISM 2.0, Micron Sanand)","url":"https://ism.gov.in/"},{"title":"Teletime – Em 2025, mercado de semicondutores atingiu US$ 793 bilhões (Gartner)","url":"https://teletime.com.br/14/01/2026/em-2025-mercado-de-semicondutores-atingiu-us-793-bilhoes-em-receita/"},{"title":"Tele.Síntese – EUA firmam acordo com Taiwan de US$ 500 bi em semicondutores","url":"https://telesintese.com.br/eua-firmam-acordo-com-taiwan-em-us-500-bi-em-investimentos-em-semicondutores/"},{"title":"Convergência Digital – Programa Brasil Semicondutores sai do papel e expande o PADIS (Decreto 13.065)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/programa-brasil-semicondutores-sai-do-papel-e-expande-o-padis-para-software-e-servicos/"},{"title":"Convergência Digital – CEITEC fecha aliança com empresa chinesa (Global Power Technology)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/ceitec-fecha-alianca-com-empresa-chinesa-para-produzir-semicondutores/"},{"title":"Convergência Digital – CEITEC entra, de novo, em risco de extinção","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/ceitec-estatal-de-semicondutores-entra-de-novo-em-risco-de-extincao/"},{"title":"Convergência Digital – HT Micron capta R$ 84,86 milhões do BNDES (LPDDR5X)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/empresa-de-semicondutores-capta-r-8486-milhoes-do-bndes/"},{"title":"Convergência Digital – Zilia Technologies recebe R$ 143,3 milhões do BNDES","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/zilia-technologies-recebe-r-1433-milhoes-do-bndes-para-ampliar-producao-de-semicondutores-no-brasil/"},{"title":"Teletime – Telecom enfrenta alta de preços de equipamentos e risco de escassez (crise de memória)","url":"https://teletime.com.br/24/04/2026/telecom-enfrenta-alta-de-precos-de-equipamentos-e-risco-de-escassez/"},{"title":"Convergência Digital – Governo adere a programa de chips RISC-V e anuncia infraestrutura RNP–Huawei–iFlytek","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/rio-de-janeiro-ganha-supercomputador-de-r-1-2-bi-da-huawei-e-iflytek/"}]},{"id":"robotics","label":"Robótica, Drones e Automação","short":"Robótica","overview":"O ecossistema brasileiro de robótica, drones e automação é definido por um paradoxo: uma robótica acadêmica de nível mundial e um punhado de campeões de nicho globalmente competitivos se assentam sobre uma das menores densidades de robôs industriais entre as grandes economias. As fábricas brasileiras instalam da ordem de mil a poucos milhares de robôs industriais por ano, muito abaixo de China, Coreia ou México, e executivos há muito citam a mão de obra barata, o capital caro e as tarifas de importação como razões para o atraso da automação. Ainda assim, o país produziu o maior fabricante de drones da América Latina (XMobots, São Carlos), um dos robôs agrícolas de campo mais implantados do mundo (o Solix, movido a energia solar, da Solinftec), uma mineradora (Vale) que opera mais de 70 máquinas autônomas e uma fabricante de eVTOL listada na NYSE (a Eve, da Embraer) com uma carteira de cartas de intenção de 2.800 aeronaves.\n\nA agricultura é o centro de gravidade do setor. O Brasil é o maior produtor mundial de soja, cana-de-açúcar, café e laranja, e suas fazendas são grandes, planas e com restrição de mão de obra, o que as torna ideais para a autonomia. A Solinftec implanta robôs Solix em todo o Brasil e no Meio-Oeste dos EUA; a Jacto iniciou em 2026 as vendas comerciais do pulverizador autônomo de pomares Arbus 4000 JAV; a Stara e outras vendem piloto automático e telemetria; e operadores de drones de pulverização como Arpac e Skydrones fizeram dos drones agrícolas um insumo corriqueiro, com os registros nacionais de drones na ANAC saltando de 133.000 em março de 2026 para 177.000 em setembro de 2026 após uma nova norma (RBAC 100) tornar o registro obrigatório. O Brasil responde por cerca de 62% do valor do mercado de drones da América Latina.\n\nDrones e defesa formam um segundo polo. A Embraer adquiriu participação minoritária na XMobots em 2022; o Nauru 1000C da XMobots se tornou em 2024 o primeiro VANT tático operacional do Exército Brasileiro, com versão armada planejada até 2027; a Santos Lab fornece aos Fuzileiros Navais da Marinha desde 2009; a Speedbird Aero (fundada em 2018) foi pioneira nas entregas por drone do iFood e, em março de 2026, obteve autorização da ANAC para voos urbanos BVLOS sobre áreas de até 5.000 pessoas/km², o primeiro marco nacional do tipo; e a Eve Air Mobility voou seu protótipo de eVTOL em escala real em dezembro de 2025, mirando a certificação em 2028. Indústria pesada e energia acrescentam um terceiro polo: o transporte autônomo da Vale, baseado em Caterpillar, em Brucutu e Carajás (crescendo para ~90 caminhões até 2028), o programa de robótica da Petrobras com a PUC-Rio, o centro CTRob do Senai Joinville e US$180 milhões em contratos de ROVs submarinos em 2025, além da entrada da WEG, em 2025, em robôs móveis autônomos de armazém guiados por IA.\n\nA academia é profunda e incomumente visível por meio de competições. O Brasil sediou a RoboCup em João Pessoa (2014) e em Salvador (2025, 40 países); o ITAndroids do ITA, o RoboCIn da UFPE (vice-campeão mundial na Small Size League Divisão A em 2026), o RoboFEI da FEI e o LaRoCS da Unicamp têm ranking internacional; a USP São Carlos operou o primeiro carro autônomo em via pública da América Latina (CARINA) em 2013; e o VeRLab da UFMG, o LARA da UnB, a UFRGS, a UFSC e o CTI Renato Archer, federal, sustentam quatro décadas de pesquisa em robótica móvel. A Olimpíada Brasileira de Robótica alcança centenas de milhares de estudantes por ano e alimenta o pipeline do Sesi/Senai. Os humanoides chegaram em 2024-2026 principalmente como unidades importadas Unitree G1 na UDESC e no IME do Exército, e não como produtos nacionais.\n\nO apoio de políticas públicas cresceu, mas permanece difuso: o plano Nova Indústria Brasil (2024) e uma linha de crédito de R$12 bilhões do BNDES/Finep para a Indústria 4.0 (agosto de 2025) cobrem explicitamente a robótica, a ABDI financia provas de conceito, e o Senado abriu audiências em 2026 sobre um Programa Nacional de Drones. A questão estrutural para o setor é se o Brasil consegue converter exportadores de nicho fortes e pesquisa em adoção ampla no chão de fábrica, ou se a robótica permanece concentrada na agricultura, na mineração, no petróleo e na defesa, onde a escala brasileira e a pressão de custos são maiores.","key_facts":["O robô Solix, movido a energia solar, da Solinftec tem mais de 100 unidades apenas em fazendas dos EUA (2026), e a empresa, de Araçatuba (SP), captou US$288,8 milhões desde 2007.","A XMobots, de São Carlos, é a maior fabricante de drones da América Latina e a 14ª maior produtora de drones civis do mundo; a Embraer comprou participação minoritária em 2022.","Os registros de drones na ANAC saltaram de 133.000 (março de 2026) para 177.000 (setembro de 2026), cerca de 10.000 novos registros por mês, após o RBAC 100 tornar o registro obrigatório.","O Brasil responde por cerca de 62% do valor do mercado de drones da América Latina.","A Vale opera mais de 70 máquinas autônomas no Brasil e planeja ~90 caminhões autônomos em Carajás até 2028, relatando ganhos de produtividade de até 15% e consumo de combustível 7,5% menor.","A Eve Air Mobility (Embraer) detém cartas de intenção para mais de 2.800 eVTOLs (~US$8 bilhões) e voou seu protótipo em escala real em dezembro de 2025.","A Speedbird Aero realizou quase 40.000 missões comerciais com drones em 14 países e, em março de 2026, obteve a primeira autorização urbana BVLOS do Brasil sob um marco nacional.","A densidade de robôs industriais do Brasil tem sido historicamente de cerca de 10 robôs por 10.000 trabalhadores, contra mais de 500 na Coreia do Sul.","O Brasil sediou o campeonato mundial RoboCup duas vezes, em João Pessoa (2014) e Salvador (2025, 40 países); o RoboCIn da UFPE foi vice-campeão mundial na SSL Divisão A em 2026.","Em outubro de 2025, o Brasil realizou a primeira telecirurgia robótica não experimental da América Latina, a 1.000 km de distância, com latência inferior a 30 ms em um robô Toumai."],"challenges":["Densidade de robôs industriais muito baixa (historicamente ~10 robôs por 10.000 trabalhadores), decorrente de mão de obra relativamente barata, custos de capital altos e incentivos fracos à automação fabril.","Tarifas de importação e o 'Custo Brasil' encarecem braços robóticos, sensores e componentes importados, enquanto não há fabricante nacional de braços robóticos industriais de uso geral.","Atraso regulatório para autonomia: as regras de drones da ANAC/DECEA só avançaram para um marco nacional de BVLOS em 2026, e ainda não há arcabouço legal para veículos rodoviários autônomos.","Financiamento público fragmentado e inconsistente: a robótica está pulverizada entre Finep, BNDES, Embrapii, ABDI e FAPs estaduais, sem um programa nacional dedicado de robótica.","Fuga de cérebros e comercialização rarefeita: laboratórios universitários fortes (ITA, USP, UFPE, Unicamp, UFMG) formam talentos que frequentemente partem para o exterior ou para as big techs, e poucos laboratórios geram spin-offs.","Dependência de plataformas estrangeiras: humanoides (Unitree), autonomia de transporte (Caterpillar), robôs cirúrgicos (Intuitive, MicroPort) e a maioria dos drones de pulverização (DJI) são importados, limitando a captura de valor doméstica.","Os programas de drones de defesa são pequenos e limitados pelo orçamento, com os planos de VANT armado atrasando repetidamente (versão armada do Nauru prevista para 2027).","A concentração setorial em agricultura, mineração e petróleo faz com que a adoção de robótica acompanhe os ciclos de commodities, e não a demanda ampla da manufatura."],"international":"A robótica industrial mundial bateu recordes em 2025: mais de 600 mil robôs instalados (+11%) e um estoque operacional de 5 milhões de unidades, segundo o World Robotics 2026 da IFR. A China instalou 354 mil, 59% do total global (+20%), e seus fabricantes já suprem 55% do próprio mercado; seguem EUA (38,5 mil, +12%), Japão (36,2 mil, -19%), Coreia do Sul (30 mil), Alemanha (menos de 25 mil, -8%) e Índia (10,5 mil, +15%). Em densidade, com dados de 2024, a Coreia lidera com 1.220 robôs por 10 mil trabalhadores da manufatura, seguida de Singapura (818), Alemanha (449), Japão (446) e EUA (307); a China, com 166, é a 22ª, e a média mundial chegou a 132. No México, referência latino-americana, a densidade é de 62. Os robôs de serviço profissionais cresceram 24%, para quase 250 mil unidades, com logística (117,5 mil) na frente, e cerca de 7 mil humanoides de porte humano foram vendidos no mundo.\n\nO Brasil está em um ciclo de recuperação a partir de uma base pequena. Instalou cerca de 4.300 robôs industriais em 2025 (+38%), puxado pela indústria automotiva (quase 2.100, +212%), número que o coloca acima do Canadá (4 mil) e pouco abaixo do México (5,2 mil), mas ainda abaixo de 1% do total mundial e com densidade bem inferior à média global. A IFR não publica a densidade brasileira em seus comunicados; estimativas setoriais a situam em poucas dezenas de robôs por 10 mil trabalhadores. Onde o país se destaca é fora do chão de fábrica: a XMobots, de São Carlos, é a maior empresa de drones da América Latina, com cerca de 700 funcionários e R$220 milhões anunciados para defesa; o mercado de drones agrícolas deve chegar a R$2 bilhões em 2026, com mais de 11 mil aeronaves ativadas (+38%); o Solix da Solinftec opera em mais de cem fazendas americanas; a Vale tem mais de 70 máquinas autônomas; a Eve, da Embraer, realizou em agosto de 2026 o primeiro voo de transição do seu eVTOL; e o iFood passou a entregar por drone em área urbana densa em Barueri.\n\nA dependência é estrutural. Quase todos os robôs industriais instalados no Brasil são importados (Fanuc, ABB, KUKA, Yaskawa e, cada vez mais, fabricantes chineses), assim como motores, redutores, LiDAR e controladores. Nos drones, a chinesa DJI domina o mercado civil global e brasileiro, a ponto de a própria XMobots revender a linha Agras ao lado de seus modelos SPAD; os EUA, por outro lado, vêm restringindo drones chineses por via legislativa e administrativa, o que cria um mercado bifurcado em que o Brasil se beneficia do custo chinês mas fica exposto a sanções secundárias e a cortes de suprimento. Os investimentos globais em drones comerciais chegaram a US$3,86 bilhões em 2025 (Drone Industry Insights). Nos eVTOL, a corrida envolve Joby e Archer nos EUA e a EHang, já certificada na China, com a Eve dependendo da certificação da ANAC e da FAA.\n\nNo plano das políticas, a China fez da 'inteligência corporificada' eixo do 15º Plano Quinquenal (2026-2030); os EUA concentram capital privado (Amazon, Tesla, Nvidia) e a Europa viu a ABB vender sua divisão de robótica ao SoftBank. As projeções para humanoides variam de US$38 bilhões e 1,4 milhão de unidades em 2035 (Goldman Sachs) a US$5 trilhões e 1 bilhão de unidades em 2050 (Morgan Stanley), com a China (302 milhões) muito à frente dos EUA (78 milhões). O Brasil, sem política específica de automação, trata o tema por instrumentos gerais (Nova Indústria Brasil, Finame, depreciação acelerada) e por regulação setorial (RBAC 100 e RBAC-E 94 da ANAC para drones, regras de pulverização do MAPA, espectro da Anatel).","international_facts":["Instalações globais de robôs industriais: mais de 600 mil em 2025 (+11%); estoque operacional recorde de 5 milhões; a China responde por 59% (354 mil) (IFR, World Robotics 2026).","Densidade robótica (2024): Coreia 1.220 robôs por 10 mil trabalhadores, Singapura 818, Alemanha 449, Japão 446, EUA 307, China 166, México 62; média mundial 132.","O Brasil instalou ~4.300 robôs industriais em 2025 (+38%), com ~2.100 na indústria automotiva (+212%); ainda menos de 1% do total global.","Robôs de serviço profissionais: ~250 mil unidades em 2025 (+24%), 117,5 mil em transporte e logística; ~7 mil humanoides de porte humano vendidos no mundo.","Projeções para humanoides: US$38 bilhões e 1,4 milhão de unidades até 2035 (Goldman Sachs); US$5 trilhões e 1 bilhão de unidades até 2050, 302 milhões na China e 78 milhões nos EUA (Morgan Stanley).","Mercado brasileiro de drones agrícolas: ~R$2 bilhões em 2026, com mais de 11 mil drones ativados (+38%); investimentos globais em drones comerciais: US$3,86 bilhões em 2025."],"future":"A fronteira global da robótica deslocou-se da mecânica para a 'IA física': robôs que aprendem em simulação, operam em ambientes não estruturados e são comandados em linguagem natural. A IFR espera adoção ampla de IA em robótica em cinco a dez anos, com logística e armazéns na dianteira, manufatura em seguida e serviços pressionados pela falta de mão de obra; os humanoides precisam ainda provar confiabilidade em ciclos, energia e manutenção. A China combina escala de produção, custo e política de Estado; os EUA concentram capital e modelos de IA; a Europa e o Japão mantêm vantagem em precisão e integração. Em drones, a guerra na Ucrânia e a disputa EUA-China aceleraram tanto a demanda militar quanto a fragmentação de fornecedores.\n\nPara o Brasil, as implicações são de foco. As vantagens comparativas estão onde o país já é grande e as condições são favoráveis à autonomia: agricultura de larga escala (robôs de campo, pulverização por drone, pilotos automáticos), mineração (caminhões autônomos de Carajás), logística urbana e mobilidade aérea avançada (Eve). O que precisa se desenvolver é a base que torna a automação barata: crédito e depreciação para robôs importados, tarifas coerentes sobre máquinas e componentes, normas de segurança e certificação (ISO 10218, integração em fábricas), formação técnica (SENAI, universidades) e regras de operação além da linha de visada (BVLOS), de espectro (a consulta da Anatel de setembro de 2026 sobre a faixa sub-1 GHz) e de gestão de tráfego aéreo não tripulado. A certificação do eVTOL da Eve pela ANAC e pela FAA e a produção em Taubaté são o teste de que o país consegue transformar liderança aeronáutica em robótica aérea.\n\nOs riscos são os de sempre, ampliados pela geopolítica. A densidade robótica pode continuar baixa enquanto o trabalho for barato e o capital caro; a dependência de robôs e drones importados expõe o país a tarifas, a controles de exportação e a eventuais restrições secundárias sobre a DJI; o ciclo de capital de risco para hardware é mais curto que o de software; e o entusiasmo com humanoides pode desviar atenção de automação menos glamorosa e mais rentável. Há também o debate social sobre emprego, que no Brasil se dá sobre uma base de alta informalidade e baixa produtividade.\n\nEntre 2026 e 2030, vale acompanhar se o salto de 38% nas instalações de 2025 se sustenta e aproxima o Brasil da densidade mexicana; a escala comercial do Solix, do Arbus e dos caminhões autônomos da Vale (cerca de 90 em Carajás até 2028); a curva de registros de drones na ANAC e as decisões de espectro e BVLOS; as primeiras entregas da Eve; os primeiros pilotos de humanoides e de robôs com IA em fábricas e centros de distribuição brasileiros; e como a indústria nacional de drones (XMobots, Arpac, Skydrones) se posiciona entre o custo chinês e as restrições americanas.","future_points":["Se o salto de 38% nas instalações de 2025 se sustenta e se a densidade robótica brasileira se aproxima da do México (62 por 10 mil trabalhadores).","Certificação do eVTOL da Eve pela ANAC e pela FAA, produção em Taubaté e as primeiras entregas comerciais.","Regras de espectro e operação além da linha de visada para drones (consulta da Anatel, set. 2026) e a curva de registros na ANAC.","Escala dos robôs de campo (Solix, Arbus) e dos caminhões autônomos da Vale em Carajás (~90 até 2028).","Primeiros pilotos de humanoides e de 'IA física' em fábricas e logística no Brasil e o custo de importação de robôs chineses.","Efeito das restrições dos EUA a drones chineses sobre o mercado brasileiro, dominado pela DJI, e a resposta da indústria nacional (XMobots, Arpac, Skydrones)."],"intl_sources":[{"title":"IFR – Five Million Robots now Operate in Factories Globally (World Robotics 2026)","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/five-million-robots-now-operate-in-factories-globally"},{"title":"IFR – Robot Density Surges in Europe, Asia, and Americas (2026)","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/robot-density-surges-in-europe-asia-and-americas"},{"title":"IFR – Global Sales of Professional Service Robots Surge 24% (2026)","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/global-sales-of-professional-service-robots-surge-24-percent"},{"title":"IFR – China Makes AI-powered Robots Core of National Strategy","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/china-makes-ai-powered-robots-core-of-national-strategy"},{"title":"IFR – Top 5 Global Robotics Trends 2026","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/top-5-global-robotics-trends-2026"},{"title":"IFR – AI in Robotics: New Position Paper (2026)","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/ai-in-robotics-new-position-paper"},{"title":"Morgan Stanley – Humanoid robot market could reach $5 trillion by 2050","url":"https://www.morganstanley.com/insights/articles/humanoid-robot-market-5-trillion-by-2050"},{"title":"Goldman Sachs – The global market for humanoid robots could reach $38 billion by 2035","url":"https://www.goldmansachs.com/insights/articles/the-global-market-for-robots-could-reach-38-billion-by-2035"},{"title":"Drone Industry Insights – Drone market reports and investment database","url":"https://droneii.com/"},{"title":"XMobots – A maior empresa de drones da América Latina","url":"https://xmobots.com.br/"},{"title":"Eve Air Mobility – Newsroom (first transition flight, 2026)","url":"https://eveairmobility.com/"},{"title":"Mobile Time – iFood lança operação com drones em Barueri/SP","url":"https://www.mobiletime.com.br/noticias/01/06/2026/ifood-com-drones-barueri/"},{"title":"Teletime – Anatel abre consulta pública e cogita faixa sub-1 GHz para drones","url":"https://teletime.com.br/28/09/2026/anatel-consulta-publica-drones/"}]},{"id":"space","label":"Espaço e Aeroespacial","short":"Espaço","overview":"O setor aeroespacial brasileiro está ancorado na Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, e em um programa espacial civil conduzido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo INPE, concentrado no corredor tecnológico de São José dos Campos (ITA, DCTA, IAE, IEAv, INPE). O Brasil constrói seus próprios satélites de observação da Terra (CBERS com a China desde 1988, Amazonia-1 em 2021), opera o Centro de Lançamento de Alcântara, quase equatorial, que sediou a primeira tentativa de lançamento orbital comercial do país em dezembro de 2025, e tem uma cena crescente de NewSpace, com fabricantes de CubeSats, startups de serviços de lançamento e programas universitários. A sobreposição militar-civil é alta: as bases de lançamento, o desenvolvimento de foguetes (VLM-1, VS-50) e boa parte da base de engenharia ficam dentro do DCTA, da Força Aérea.","key_facts":["A Embraer entregou um recorde de 244 aeronaves em 2025 (78 comerciais, 155 executivas, 11 de defesa), com receita de US$7,58 bilhões, e encerrou o ano com uma carteira recorde de US$31,6 bilhões; a projeção para 2026 é de receita de US$8,2-8,5 bilhões.","O Amazonia-1 (lançado em fev. 2021 no PSLV indiano) foi o primeiro satélite de observação da Terra integralmente projetado, integrado e operado pelo Brasil; seu sucessor, o Amazonia-1B, está contratado para voar no Vega-C da Avio, a partir de Kourou, em 2027.","O programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), iniciado em 1988, já lançou seis satélites (CBERS-1, 2, 2B, 3 perdido no lançamento, 4, 4A); o CBERS-4A foi lançado em dezembro de 2019 e segue em operação.","O Centro de Lançamento de Alcântara fica a 2,3 graus de latitude sul, o que dá vantagem de até ~30% na carga útil para a órbita geoestacionária em relação a Cabo Canaveral; um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA de 2019 (em vigor desde dez. 2019) liberou o uso comercial de componentes de origem americana.","A sul-coreana Innospace tentou o primeiro lançamento orbital comercial a partir de solo brasileiro em 22-23 de dezembro de 2025 (HANBIT-Nano); o foguete falhou segundos após a decolagem, e um teste de retorno ao voo foi agendado para agosto de 2026, com missão orbital planejada para novembro de 2026.","O Brasil assinou os Acordos Artemis em 15 de junho de 2021, o primeiro país sul-americano a fazê-lo, e o monitoramento do desmatamento pelo PRODES/DETER do INPE sustenta a política climática nacional e o Fundo Amazônia.","A Eve Air Mobility, spin-off de eVTOL da Embraer listada na NYSE, voou seu protótipo em escala real em Gavião Peixoto em dezembro de 2025 e mira a certificação de tipo e a entrada em serviço em 2027, com fábrica planejada em Taubaté (SP) e cerca de 2.800 cartas de intenção."],"challenges":["Orçamentos espaciais civis cronicamente baixos e instáveis: o orçamento da AEB é uma fração pequena do de agências comparáveis de economias emergentes, e programas-chave (lançador VLM-1, Sabiá-Mar, Amazonia-1B) atrasaram anos.","O Brasil ainda não tem capacidade própria de lançamento orbital após a explosão na plataforma do VLS-1 em 2003, que matou 21 técnicos; a comercialização de Alcântara depende de operadores estrangeiros e da disputa fundiária não resolvida com comunidades quilombolas.","Dependência de lançadores estrangeiros (Índia, Europa, SpaceX, China) e de componentes estrangeiros para satélites; cadeia de suprimentos doméstica fraca além de um punhado de empresas (Visiona, Akaer, Orbital, Cenic).","A Embraer enfrenta exposição a tarifas dos EUA (10% assumidos na projeção de 2026), a reestruturação dos pedidos de E2 da Azul sob o Chapter 11 e a lenta conversão das seleções do KC-390 (Eslováquia, Lituânia) em contratos firmes.","Fuga de cérebros e força de trabalho envelhecida no INPE/DCTA; dificuldades para contratar pesquisadores após os congelamentos de contratações de 2016-2022."],"international":"A economia espacial global atingiu um recorde de US$613 bilhões em 2024 (+7,8%), dos quais 78% vieram de atividade comercial e 22% de orçamentos públicos; o gasto governamental somou US$132 bilhões, com os EUA respondendo sozinhos por US$77 bilhões entre programas civis e de segurança nacional (Space Foundation). A consultoria Novaspace contabiliza US$135 bilhões em orçamentos governamentais espalhados por mais de 90 países, com a defesa puxando o crescimento. Em lançamentos, 2025 foi o ano mais intenso da história: 315 missões orbitais bem-sucedidas, 192 delas dos EUA (165 só da SpaceX, com o Falcon 9) e 90 da China, seguidas por Rússia (17), Europa (7), Índia (4), Japão (3), Israel e Coreia do Sul (1 cada). O Brasil não aparece nessa lista: nunca colocou um satélite em órbita a partir do próprio território.\n\nA distância orçamentária é a métrica mais dura. A Agência Espacial Brasileira operou com cerca de R$102 milhões em 2024, o que o então presidente Marco Antonio Chamon descreveu como mil vezes menos que a NASA e equivalente a R$0,64 por habitante, contra ~US$60 per capita nos EUA e ~€35 na França; mesmo somando outras fontes (FNDCT, Força Aérea), o gasto real ficaria em até quatro vezes isso. A CNI alertou em 2025 que o Brasil tem o segundo menor investimento espacial do G20 em proporção do PIB. O resultado é uma dependência estrutural: a Amazonia-1 voou em um PSLV indiano (quase US$26 milhões de lançamento), a Amazonia-1B voará no Vega-C europeu em 2027, e a Starlink chegou a 1 milhão de assinantes no Brasil em janeiro de 2026 (a Anatel contava ~556 mil acessos em novembro de 2025), tornando-se o principal provedor de conectividade na Amazônia e um ponto de atrito sobre soberania digital; a SES e a União Europeia ofereceram, em maio de 2026, trazer a constelação IRIS² ao país como alternativa.\n\nO que o Brasil tem de único é geografia e parcerias. O Centro Espacial de Alcântara, a 2,3° S, economiza até 30% de propelente para órbitas equatoriais e é vendido como alternativa a Kourou, descrito como quase saturado. O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA (2019) abriu a base a veículos com componentes americanos, que representam cerca de 80% da tecnologia dos foguetes comerciais, e o Brasil assinou os Acordos Artemis em 2021. A estatal Alada, criada em 2024, negocia cerca de 20 contratos com empresas das Américas, Europa, Ásia e Oceania. A primeira tentativa orbital comercial, do HANBIT-Nano da sul-coreana Innospace, falhou 33 segundos após a decolagem em 22 de dezembro de 2025 por vazamento de gases de combustão; a AEB autorizou o segundo voo em junho de 2026, mas a empresa adiou a missão para o primeiro semestre de 2027 para priorizar seu veículo hipersônico suborbital SEBIT. Do outro lado, a cooperação com a China completa quase quatro décadas: o CBERS-6, de ~800 kg e com radar SAR em banda X fornecido pela CAST sobre a plataforma multimissão do INPE, está previsto para ~2028 em um Longa Marcha lançado de Taiyuan, e o CBERS-5 entrou em concepção.\n\nNo plano multilateral, o Brasil usou a presidência do BRICS em 2025 para sediar a primeira reunião de agências espaciais do bloco, propor um Conselho Espacial do BRICS (a ser votado possivelmente na Índia, em 2027) e ampliar a Constelação Virtual de sensoriamento remoto criada em 2021. A Embraer, por sua vez, segue como a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, mas a chinesa COMAC encurtou a distância (50 entregas contra 73 da Embraer no segmento comercial em 2024) e as tarifas de 50% impostas pelos EUA em 2025 só pouparam a empresa porque aeronaves e peças foram excluídas da lista. Como resumiu o CEO da MundoGEO em junho de 2026, o país 'ainda não tem autonomia soberana em nenhuma área do setor espacial', embora possa ganhar relevância em cinco anos se o investimento público for mantido.","international_facts":["Economia espacial global: US$613 bilhões em 2024 (+7,8%), 78% comercial; orçamentos governamentais de US$132 bilhões, dos quais US$77 bilhões dos EUA (Space Foundation).","2025 teve 315 lançamentos orbitais bem-sucedidos: EUA 192 (SpaceX 165), China 90, Rússia 17; o Brasil ainda não realizou nenhum lançamento orbital a partir de seu território.","A AEB teve orçamento de ~R$102 milhões em 2024 (R$0,64 por habitante), ante ~US$60 per capita da NASA e ~€35 do CNES; a CNI classifica o Brasil como o segundo menor investidor espacial do G20.","Alcântara: o HANBIT-Nano da Innospace falhou aos 33 s em 22/12/2025; a segunda tentativa, autorizada pela AEB em junho de 2026, foi adiada para o 1º semestre de 2027; a Alada negocia ~20 contratos.","A Starlink alcançou 1 milhão de assinantes no Brasil em janeiro de 2026 (~556 mil acessos no painel da Anatel em nov. 2025); a SES propôs trazer a IRIS² europeia ao país em maio de 2026.","CBERS-6, primeiro satélite radar (SAR banda X) da parceria Brasil-China, pesa ~800 kg e está previsto para ~2028 em um Longa Marcha; a Amazonia-1B voará no Vega-C em 2027."],"future":"A trajetória global é clara: megaconstelações (de ~11,7 mil satélites ativos em 2025 para ~30 mil em 2030, segundo projeção da Força Espacial dos EUA citada pela imprensa brasileira), foguetes reutilizáveis que derrubaram o custo por quilo, conectividade direta ao celular, observação da Terra processada por IA e orçamentos cada vez mais puxados pela defesa. A Space Foundation projeta que a economia espacial ultrapasse US$1 trilhão já em 2032. Para um país com o orçamento da AEB, isso significa que a autonomia plena em lançadores e satélites é inviável no horizonte de 2030; a pergunta relevante é em quais elos da cadeia o Brasil pode ser indispensável e em quais aceita depender de parceiros.\n\nTrês decisões estruturam o período. A primeira é a estratégia de lançadores: o VLM-1 (propulsão sólida, com a Alemanha) foi sucessivamente adiado, e o modelo adotado desde 2024 aposta em Alcântara como porto comercial para veículos estrangeiros, com a Alada vendendo serviços 'a valor justo de mercado' e a AEB prevendo cadência de um lançamento por mês no médio prazo. Essa aposta depende do retorno da Innospace em 2027, do laudo do CENIPA sobre a falha de 2025 e de um primeiro cliente com tecnologia americana sob o acordo de salvaguardas, que até 2026 nunca ocorreu. A segunda é o novo PNAE 2027-2036, em fase final de elaboração em setembro de 2026, que deve definir prioridades entre satélites próprios (CBERS-5/6, Sabia-Mar com a Argentina, a família Amazonia, os satélites de defesa do PESE) e aplicações; a AEB diz que não quer ser 'mera usuária de dados'. A terceira é a conectividade: o SGDC-2 da Telebras, as conversas com a IRIS² e o licenciamento de novas constelações pela Anatel decidirão o grau de dependência da Starlink na Amazônia e em serviços públicos.\n\nO que deveria se desenvolver: um orçamento plurianual previsível para a AEB e o INPE (o modelo atual não sustenta sequer a reposição de pessoal), uma política de compras públicas que ancore a cadeia de CubeSats e componentes nascida nas universidades, a consolidação da Visiona e de fabricantes privados de plataformas, e a integração entre o DCTA/IAE e o setor privado no desenvolvimento de propulsão líquida (VLM-X). Em política externa, o Brasil terá de administrar simultaneamente a cooperação com a China (CBERS, BRICS) e os compromissos com os EUA (Artemis, salvaguardas de Alcântara) em um ambiente de controles de exportação mais rígidos e de competição por bases equatoriais; a ambiguidade tem sido um ativo, mas pode virar passivo se Washington ou Pequim passarem a exigir exclusividade.\n\nRiscos e sinais a observar entre 2026 e 2030: a continuidade do financiamento após as eleições de outubro de 2026; o desempenho do segundo voo da Innospace e a chegada (ou não) de um segundo operador em Alcântara; os lançamentos da Amazonia-1B (2027) e do CBERS-6 (~2028); a decisão sobre o SGDC-2; a certificação do eVTOL da Eve e a corrida Embraer-COMAC no segmento de jatos regionais; e a eventual criação do Conselho Espacial do BRICS. Se a maioria desses marcos for cumprida, o Brasil terá um nicho defensável como porto de lançamento e produtor de dados de observação da Terra; se não, continuará um grande consumidor de tecnologia alheia com uma base equatorial subutilizada.","future_points":["Lançadores: o modelo de porto comercial em Alcântara depende do retorno da Innospace em 2027, do laudo do CENIPA e de um primeiro cliente com tecnologia americana sob o acordo de salvaguardas.","PNAE 2027-2036 (publicação prevista para 2026) definirá a prioridade entre satélites próprios (CBERS-5/6, Sabia-Mar, Amazonia, PESE) e aplicações de dados.","Conectividade soberana: SGDC-2, IRIS² e novas constelações licenciadas pela Anatel decidirão o grau de dependência da Starlink.","Financiamento: a AEB precisa de orçamento plurianual previsível; o atual (~R$100 milhões/ano) é incompatível com qualquer ambição de autonomia.","Geopolítica: equilibrar CBERS/BRICS com Artemis/salvaguardas dos EUA ficará mais difícil sob controles de exportação mais rígidos.","Marcos 2026-2030: Amazonia-1B (2027), CBERS-6 (~2028), certificação do eVTOL da Eve, corrida Embraer-COMAC e Conselho Espacial do BRICS (2027)."],"intl_sources":[{"title":"Space Foundation – The Space Report 2025 Q2: economia espacial de US$613 bi em 2024","url":"https://www.spacefoundation.org/2025/07/22/the-space-report-2025-q2/"},{"title":"Novaspace – Defense Spending Drives Government Space Budgets to Historic High (US$135 bi, 2024)","url":"https://nova.space/2025/01/21/"},{"title":"The Ill-Defined Space – Global Orbital Launch Summary 2025","url":"https://illdefinedspace.substack.com/p/the-ill-defined-space-global-orbital-e67"},{"title":"Revista Pesquisa FAPESP – Marco Antonio Chamon: muitos planos para o espaço (orçamento da AEB)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/marco-antonio-chamon-muitos-planos-para-o-espaco/"},{"title":"CNI – Brasil tem o segundo menor investimento do G20 no setor espacial","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/inovacao-e-tecnologia/brasil-tem-o-segundo-menor-investimento-do-g20-no-setor-espacial-alerta-cni/"},{"title":"U.S. International Trade Administration – Brazil Country Commercial Guide: Space Technologies and Systems","url":"https://trade.gov/country-commercial-guides/brazil-space-technologies-and-systems"},{"title":"Space Intel Report – Innospace inaugural flight failure from Alcântara","url":"https://www.spaceintelreport.com/launcher-startup-innospace-heres-what-we-know-about-inaugural-flight-failure-from-brazils-alcantara-spaceport/"},{"title":"Go4Liftoff – HANBIT-Nano Flight 2 (status e adiamento para 2027)","url":"https://go4liftoff.com/launch/hanbit-nano-flight-2"},{"title":"Correio Braziliense – Brasil disputa mercado espacial e prevê lançamento de foguete neste ano (Alada, Alcântara)","url":"https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/07/7455194-brasil-disputa-mercado-espacial-e-preve-lancamento-de-foguete-neste-ano.html"},{"title":"China Daily – China, Brazil to launch CBERS-6 radar satellite around 2028","url":"https://chinadailyhk.com/article/598071"},{"title":"Gunter's Space Page – CBERS 6","url":"https://space.skyrocket.de/doc_sdat/cbers-6.htm"},{"title":"BRICS Brasil – BRICS expands cooperation in the space sector","url":"https://brics.br/en/news/brics-expands-cooperation-in-the-space-sector-to-reduce-technological-asymmetries-among-member-countries"},{"title":"TELETIME – AEB prepara novo PNAE 2027-2036","url":"https://teletime.com.br/30/09/2026/aeb-programa-pnae-2027-2036/"},{"title":"DPL News – Starlink alcança 1 milhão de clientes no Brasil","url":"https://dplnews.com/?p=303993"},{"title":"Canaltech – Europa quer ajudar Brasil a depender menos da Starlink (IRIS²/SES)","url":"https://canaltech.com.br/telecom/europa-quer-ajudar-brasil-a-depender-menos-da-americana-starlink/"},{"title":"CNN Brasil – Evento reúne setor espacial: 'Brasil pode ganhar relevância em cinco anos'","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/evento-reune-setor-espacial-brasil-pode-ganhar-relevancia-em-cinco-anos/"},{"title":"Air Data News – COMAC delivers more aircraft and gets closer to Embraer","url":"https://www.airdatanews.com/comac-delivers-more-aircraft-and-gets-closer-to-embraer/"}]},{"id":"defense","label":"Defesa e Cibernética","short":"Defesa","overview":"O Brasil tem a maior base industrial de defesa da América Latina, estruturada em torno dos três programas estratégicos da Estratégia Nacional de Defesa de 2008: o FX-2 da Força Aérea (Saab Gripen E/F, montado pela Embraer em Gavião Peixoto) e o cargueiro KC-390, o programa de submarinos PROSUB da Marinha (quatro embarcações da classe Riachuelo, derivadas do Scorpène, mais o Álvaro Alberto, de propulsão nuclear, construído com a Naval Group em Itaguaí) e as fragatas da classe Tamandaré, além do blindado Guarani, da vigilância de fronteiras SISFRON e da artilharia de foguetes ASTROS do Exército. A Embraer domina, seguida por um escalão intermediário formado por Avibras, Taurus, CBC, IMBEL, Helibras, Atech, Akaer, Mectron e Condor, e por um segmento crescente de cibernética e eletrônica (Kryptus, ComDCiber). As exportações de defesa chegaram a cerca de US$3 bilhões em 2025 e cresceram 29% no primeiro semestre de 2026.","key_facts":["O orçamento de defesa do Brasil é de cerca de 1,1-1,2% do PIB (em torno de R$130 bilhões em 2025, incluindo pessoal e aposentadorias), um dos maiores em termos absolutos na América Latina, mas com o investimento espremido abaixo de 10% do total.","O contrato FX-2 com a Saab (assinado em 24 de out. de 2014, R$28,5 bilhões) cobre 36 Gripen E/F; 10 F-39E foram entregues da Suécia em 2022-2025, e o primeiro Gripen montado no Brasil saiu da linha da Embraer em Gavião Peixoto em 25 de março de 2026, com 15 a serem construídos no país até 2033.","PROSUB: o Riachuelo (S40) foi comissionado em 2022, o Humaitá (S41) em 2024, o Tonelero (S42) foi entregue no fim de 2025, e o Almirante Karam (S43) deve ser lançado até o fim de 2026; o Álvaro Alberto (SN-BR), de propulsão nuclear, tem lançamento previsto para cerca de 2034-2035, com o reator terrestre LABGENE, em Iperó, esperado em operação em 2027-2028.","As exportações de defesa autorizadas totalizaram US$1,815 bilhão no primeiro semestre de 2026 (+29% a/a), de cerca de 130 empresas exportadoras vendendo para cerca de 150 países; os principais produtos são aeronaves e peças aeronáuticas, munições, explosivos, sistemas de artilharia e armas leves.","O KC-390 Millennium da Embraer é operado ou encomendado por Brasil, Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria, República Tcheca, Coreia do Sul e Suécia, e foi selecionado pela Eslováquia e pela Lituânia em 2025; o A-29 Super Tucano já foi vendido a mais de 20 forças aéreas.","A Avibras, fabricante do sistema de foguetes ASTROS, encerrou uma greve de 1.280 dias em março de 2026 e foi assumida pela família Batista (J&F/Globe Investimentos) em agosto de 2026 como Avibras Aeroco, retomando a produção em Jacareí.","O programa de fragatas da classe Tamandaré (quatro navios, consórcio Águas Azuis, formado por thyssenkrupp Marine Systems, Embraer e Atech) lançou seu primeiro navio em Itajaí em agosto de 2024 e o segundo, Jerônimo de Albuquerque, em 2025."],"challenges":["Volatilidade orçamentária: programas plurianuais (PROSUB, Gripen, Guarani, SISFRON) são repetidamente esticados; a Marinha afirma que o submarino nuclear precisa de R$1 bilhão adicional por ano ou escorregará para cerca de 2040.","A demanda doméstica fraca e a dependência das exportações deixam as empresas de porte médio frágeis, como mostraram o colapso da Avibras e o encolhimento da Mectron.","Absorção de transferência de tecnologia: os offsets do Gripen e do Scorpène criaram capacidade, mas sustentá-la exige encomendas subsequentes que ainda não foram contratadas.","Aquisições e governança: aprovações lentas, o legado da Lava Jato sobre contratadas (Odebrecht/Novonor em Itaguaí) e a dependência de motores, sensores e mísseis estrangeiros.","As capacidades nos domínios cibernético e espacial continuam incipientes diante da ambição (ComDCiber e os programas de satélites Lessonia e Carcará são de pequena escala)."],"international":"O gasto militar mundial chegou a US$2,887 trilhões em 2025 (+2,9% em termos reais), o 11º ano consecutivo de alta e o maior nível já registrado pelo SIPRI. Os cinco maiores (EUA, US$954 bilhões; China, ~US$336 bilhões; Rússia, ~US$190 bilhões; Alemanha, US$114 bilhões; Índia, US$92 bilhões) concentram 58% do total, e a Europa, que dobrou seus gastos em uma década, chegou a US$864 bilhões (+14%). O Brasil gastou US$23,9 bilhões (+13%), o 21º do mundo, 0,8% do total global e cerca de 1,1% do PIB, abaixo da média da OTAN e dos vizinhos Colômbia (3,2% do PIB); o salto de 2025 foi atribuído pelo SIPRI ao investimento em tecnologia naval e a custos de pessoal. A América do Sul inteira somou US$56,3 bilhões, menos que a Alemanha. A indústria também se concentra: as 100 maiores empresas de armamentos faturaram US$679 bilhões em 2024 (+5,9%), com 39 empresas americanas respondendo por US$334 bilhões e 26 europeias por US$151 bilhões.\n\nNo comércio de armas, o Brasil é um ator marginal como exportador e um importador relevante na sua região. Nos dados do SIPRI para 2021-2025, os EUA dominaram com 42% das exportações globais, seguidos por França (9,8%), Rússia (6,8%, em queda de 64%), Alemanha (5,7%), China (5,6%), Itália (5,1%), Israel (4,4%), Reino Unido (3,4%), Coreia do Sul (3,0%) e Espanha (2,3%). O Brasil ficou em 24º, com 0,3% e queda de 9,3%, dependente de poucos clientes: Portugal (45%), Hungria (26%) e Nigéria (13%), basicamente KC-390 e A-29. Como importador, ocupou o 25º lugar (1,2% do total, +150%), absorvendo 60% das importações sul-americanas, com fornecedores concentrados em França (62%, PROSUB e fragatas), Suécia (18%, Gripen) e Itália (8,6%). As 'autorizações de exportação' contabilizadas pelo Ministério da Defesa, uma métrica mais ampla que a do SIPRI, chegaram a US$3,1 bilhões em 2025 (+74% sobre o recorde de US$1,78 bilhão de 2024), com ~80 empresas vendendo para ~140 países e novos mercados na Ásia e no Oriente Médio.\n\nAs parcerias estruturantes seguem com Europa e, crescentemente, com o Golfo e a Ásia. O programa Gripen com a Saab (36 aeronaves, 10 entregues) atingiu em 2026 sua maturidade industrial: o primeiro Gripen E montado pela Embraer em Gavião Peixoto, a única linha de produção fora da Suécia, foi apresentado em 25 de março e fez o voo inaugural em 7 de outubro de 2026, e um Heads of Agreement assinado em 21 de julho de 2026 abriu caminho para 20 aeronaves adicionais. O C-390 Millennium já foi selecionado por 13 forças aéreas (Brasil, Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Países Baixos, Áustria, República Tcheca, Suécia, Emirados Árabes, Eslováquia, Lituânia, Uzbequistão, que recebeu o primeiro em setembro de 2026, e Colômbia, em agosto de 2026), e a Embraer prepara com a Mahindra uma linha de montagem em Nagpur caso vença a concorrência indiana de transporte médio. Com a Naval Group, o PROSUB entregou três submarinos convencionais e mantém o Álvaro Alberto, de propulsão nuclear, para o início dos anos 2030; o Brasil é o único Estado sem armas nucleares construindo um submarino nuclear e negocia com a AIEA desde junho de 2022 'procedimentos especiais' de salvaguardas para combustível naval enriquecido abaixo de 20%, um precedente seguido de perto por Austrália (AUKUS, com urânio a 93-97%) e Coreia do Sul, que notificou a AIEA em setembro de 2026.\n\nA posição brasileira também é moldada por pressões externas. As tarifas de 50% impostas pelos EUA ao Brasil em julho de 2025 pouparam aeronaves e componentes aeroespaciais, mas a Embraer calculava um custo potencial de US$360 milhões em 2025 e US$3,5 bilhões até 2030 caso fossem aplicadas, lembrete de que 70% das vendas de jatos executivos dependem do mercado americano e de que o ITAR condiciona cada exportação com componentes dos EUA. No ciberespaço, o país é classificado no Tier 1 ('role-modelling') do Índice Global de Cibersegurança da UIT (2º das Américas), tem o 12º maior mercado de cibersegurança do mundo (US$3,3 bilhões em 2024) e prevê R$104,6 bilhões em gastos entre 2025 e 2028, mas permanece entre os alvos mais atacados do planeta (60 bilhões de tentativas de intrusão em 2023, custo médio de violação de US$1,36 milhão). A governança avançou em camadas: Política Nacional de Cibersegurança (Decreto 11.856, dezembro de 2023), Estratégia Nacional (Decreto 12.573, agosto de 2025) e um Comitê Nacional sob o GSI, mas sem a agência reguladora que outros países criaram.","international_facts":["Gasto militar mundial: US$2,887 trilhões em 2025 (+2,9%); o Brasil gastou US$23,9 bilhões (+13%), 21º do mundo, ~1,1% do PIB e 0,8% do total (SIPRI).","Exportadores de armas 2021-2025: EUA 42%, França 9,8%, Rússia 6,8%; o Brasil é o 24º, com 0,3%, vendendo sobretudo a Portugal (45%), Hungria (26%) e Nigéria (13%).","O Brasil é o 25º importador (1,2% do total, +150%), com 62% das compras vindas da França e 18% da Suécia; absorve 60% das importações sul-americanas.","Autorizações de exportação de defesa do Ministério da Defesa: US$3,1 bilhões em 2025 (+74%), ~80 empresas e ~140 países; o país controla 42% das tecnologias estratégicas de defesa, com metas de 55% em 2026 e 75% em 2033.","Gripen: 36 aeronaves contratadas, 10 entregues; o primeiro Gripen E feito no Brasil voou em 7/10/2026 e um acordo preliminar de julho de 2026 prevê 20 unidades adicionais; o C-390 foi selecionado por 13 forças aéreas.","Cibersegurança: mercado de US$3,3 bilhões (12º do mundo), Tier 1 no índice da UIT, mas 60 bilhões de tentativas de intrusão em 2023 e custo médio de violação de US$1,36 milhão."],"future":"A guerra na Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio reescreveram as prioridades globais: drones baratos e munições vagantes em massa, guerra eletrônica, defesa antiaérea em camadas, munições de artilharia em escala industrial, autonomia assistida por IA e a fusão entre os domínios cibernético e espacial. A Europa, agora o maior mercado importador do mundo (33% das importações globais), rearma com urgência e prefere fornecedores com produção rápida e cadeias confiáveis, o que explica por que o C-390 vendeu bem na OTAN, mas também por que a concorrência coreana, turca e israelense cresce. Para o Brasil, isso abre uma janela de exportação em transporte militar, aeronaves de ataque leve, foguetes de artilharia (ASTROS), blindados e sistemas de comando e controle, e expõe lacunas em drones táticos, munições inteligentes e defesa antiaérea.\n\nAs decisões pendentes são concretas. O segundo lote do Gripen (os 20 adicionais do acordo de julho de 2026) precisa virar contrato com financiamento sueco e calendário de entregas até 2033, e o programa só se paga industrialmente se a Embraer e a AEL conseguirem exportar a partir de Gavião Peixoto para a América Latina. O submarino Álvaro Alberto exige, até 2028, a criticalidade do reator LABGENE em Iperó, a conclusão do arranjo de salvaguardas com a AIEA e a ABACC e uma fonte estável de recursos para um casco que só será lançado por volta de 2034-2035; o precedente que o Brasil criar será copiado por Coreia do Sul e observado pela China. A Marinha ainda precisa decidir o escopo do programa de fragatas após a classe Tamandaré e o futuro do porta-helicópteros. No ciberespaço, a E-Ciber de 2025 prevê um Plano Nacional, mas o país ainda debate se cria uma agência nacional (a 'ANCiber') ou mantém a coordenação dispersa entre GSI, Anatel, Banco Central, ANPD e o ComDCiber do Exército.\n\nO que deveria se desenvolver: um orçamento de investimento que saia dos atuais menos de 10% do gasto total, com mecanismos plurianuais blindados de contingenciamento, como os regimes especiais da Lei 12.598/2012 e a Missão 6 da Nova Indústria Brasil tentaram fazer; uma política de drones e munições guiadas com encomendas-âncora para XMobots, Avibras (em reestruturação), CBC e startups; um fundo de exportação com garantias do BNDES compatível com a concorrência estatal de Coreia e Turquia; e a formação de engenheiros em eletrônica embarcada, guerra eletrônica e segurança de software, hoje o gargalo de toda a cadeia. A meta oficial de controlar 75% das tecnologias estratégicas até 2033 só é crível com encomendas regulares; sem demanda doméstica, a base industrial encolhe, como já aconteceu com a Avibras e a Mectron.\n\nRiscos e sinais entre 2026 e 2030: a dependência de três clientes para as exportações; controles de exportação americanos (ITAR) e tarifas usadas como instrumento político; a volatilidade orçamentária depois das eleições de 2026; a possibilidade de que atrasos no LABGENE ou no financiamento adiem o submarino nuclear para a década de 2040; e ataques cibernéticos a infraestrutura crítica (energia, Pix, saúde) que exponham a ausência de uma autoridade nacional. Vale observar: o contrato do segundo lote Gripen, o resultado da concorrência indiana do C-390 e a fábrica de Nagpur, a entrega da quarta fragata Tamandaré, o arranjo AIEA-ABACC para combustível naval, a aprovação (ou não) de uma lei da agência de cibersegurança e a trajetória das exportações, cuja sustentação acima de US$3 bilhões/ano confirmaria que 2025 não foi um pico isolado.","future_points":["Segundo lote Gripen: transformar o acordo preliminar de julho de 2026 (20 aeronaves) em contrato financiado e usar Gavião Peixoto como base de exportação para a América Latina.","Submarino nuclear: criticalidade do LABGENE (2027-2028), arranjo de salvaguardas AIEA-ABACC e financiamento estável; o precedente brasileiro será seguido por Coreia do Sul e observado pela China.","Drones, munições guiadas e defesa antiaérea são as lacunas evidenciadas pela Ucrânia; faltam encomendas-âncora para XMobots, Avibras, CBC e startups.","Cibernética: a E-Ciber (2025) exige um Plano Nacional; a criação de uma agência nacional (ANCiber) segue indecisa entre GSI, Anatel, BC, ANPD e ComDCiber.","Exportações: sustentar mais de US$3 bilhões/ano exige diversificar além de Portugal, Hungria e Nigéria e consolidar o C-390 na Índia, no Golfo e na OTAN.","Riscos: investimento abaixo de 10% do orçamento, ITAR e tarifas dos EUA, volatilidade pós-eleições de 2026 e ataques a infraestrutura crítica."],"intl_sources":[{"title":"SIPRI – Trends in World Military Expenditure, 2025 (fact sheet, abril de 2026)","url":"https://www.sipri.org/sites/default/files/2026-04/2604_milex_2025.pdf"},{"title":"SIPRI – Trends in International Arms Transfers, 2025 (fact sheet, março de 2026)","url":"https://www.sipri.org/sites/default/files/2026-03/fs_2603_at_2025.pdf"},{"title":"SIPRI – Top 100 arms-producing and military services companies, 2024","url":"https://www.sipri.org/publications/2025/sipri-fact-sheets/sipri-top-100-arms-producing-and-military-services-companies-2024"},{"title":"DT Next/PTI – World's largest arms producers increased revenue by 5.9% to record level (SIPRI Top 100)","url":"https://www.dtnext.in/news/world/worlds-largest-arms-producers-increased-revenue-by-59-pc-last-year-to-record-level-sipri-report-855128"},{"title":"Jornal Grande Bahia – Indústria de defesa do Brasil movimenta US$3,1 bilhões e amplia presença em 140 países","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/02/industria-de-defesa-do-brasil-registra-alta-nas-exportacoes-movimenta-us-31-bilhoes-e-amplia-presenca-em-140-paises/"},{"title":"Times Brasil – Exportações da indústria de defesa 2025 e metas de autonomia tecnológica (Missão 6 NIB)","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/exportacoes-industria-defesa-brasil-2025-autonomia-tecnologica/"},{"title":"Poder360 – Investimento estratégico transforma o futuro da defesa do Brasil (opinião, EDGE)","url":"https://www.poder360.com.br/opiniao/investimento-estrategico-transforma-o-futuro-da-defesa-do-brasil/"},{"title":"Embraer – First Gripen E produced in Brazil by Embraer makes maiden flight (7/10/2026)","url":"https://embraer.com/media-center/en/?mediatype=NEWS&detail=32877"},{"title":"Embraer – Embraer delivers first C-390 Millennium to the Uzbekistan Air Force (lista de 13 operadores)","url":"https://embraer.com/media-center/en/?mediatype=NEWS&detail=32824"},{"title":"Embraer – Embraer and Mahindra advance plans for C-390 industrialization in India","url":"https://embraer.com/media-center/en/?mediatype=NEWS&detail=32843"},{"title":"Air Data News – Embraer escapes Donald Trump's heavy tariff","url":"https://www.airdatanews.com/embraer-escapes-donald-trumps-heavy-tariff/"},{"title":"EurAsian Times – Nuclear submarine race spreads: Brazil, South Korea, AUKUS and IAEA safeguards","url":"https://www.eurasiantimes.com/nuclear-submarine-race-spreads/"},{"title":"Bulletin of the Atomic Scientists / CNS – Brazil wants special treatment for its nuclear submarine program, just like Australia","url":"https://nonproliferation.org/brazil-wants-special-treatment-for-its-nuclear-submarine-program-just-like-australia/"},{"title":"DPL News – Brasil investe mais em cibersegurança, mas segue como alvo preferencial de ataques (Brasscom/UIT)","url":"https://dplnews.com/?p=285017"},{"title":"Mattos Filho – Decreto que institui a Política Nacional de Cibersegurança (Decreto 11.856/2023)","url":"https://www.mattosfilho.com.br/unico/decreto-politica-nacional-ciberseguranca/"},{"title":"Planalto – Decreto 12.573/2025: Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12573.htm"}]},{"id":"nuclear","label":"Nuclear","short":"Nuclear","overview":"O Brasil é um dos poucos países que dominam o ciclo completo do combustível nuclear, da mineração de urânio em Caetité (Bahia) à conversão, ao enriquecimento com ultracentrífugas desenvolvidas pela Marinha na INB em Resende e à fabricação de combustível, e opera dois reatores em Angra dos Reis (Angra 1 e 2, cerca de 2 GW, aproximadamente 2-3% da eletricidade nacional). A unidade Angra 3, de 1.405 MW, 66% concluída e paralisada desde 2015, é a controvérsia que define o setor em 2024-2026. O Programa Nuclear da Marinha (CTMSP/Aramar, em Iperó), paralelo, desenvolve o reator de propulsão LABGENE para o submarino Álvaro Alberto, e os institutos civis de pesquisa sob a CNEN (IPEN, CDTN, IEN, IRD) produzem a maior parte dos radiofármacos do país. O Brasil é parte do Tratado de Tlatelolco e do TNP e está sob salvaguardas por meio do arranjo bilateral único da ABACC com a Argentina, mas não assinou o Protocolo Adicional da AIEA.","key_facts":["O Brasil detém cerca de 280.000 toneladas de recursos conhecidos de urânio (U3O8), normalmente citados entre os seis a oito maiores do mundo, com apenas um terço do território prospectado; o projeto de urânio-fosfato de Santa Quitéria (Ceará), com a Galvani, foi relançado em 2025.","Angra 1 (640 MW, Westinghouse, 1985) e Angra 2 (1.350 MW, Siemens/KWU, 2001) geram cerca de 14-15 TWh por ano; a licença de operação de Angra 1 foi estendida até 2044 em 2024.","Angra 3 está 66% construída, com cerca de R$12 bilhões investidos; o BNDES estima R$23,9 bilhões para concluir contra R$22-26 bilhões para abandonar, a Eletronuclear gasta cerca de R$1 bilhão por ano para manter o canteiro em hibernação, e o CNPE ainda não havia decidido em setembro de 2026, enquanto o TCU abriu um processo de acompanhamento em agosto de 2026.","A usina de enriquecimento da INB em Resende usa centrífugas desenvolvidas pela Marinha e hoje fornece parcela significativa do combustível de Angra 1; o Brasil também contrata conversão e enriquecimento no exterior (incluindo um contrato de 2023-2025 com Rosatom/Internexco) enquanto amplia as cascatas domésticas.","O IPEN, em São Paulo, produz a maior parte dos radiofármacos do Brasil (cerca de 2 milhões de procedimentos por ano); o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB, 30 MW), em Iperó, teve a pedra fundamental lançada em 24 de fevereiro de 2025 para encerrar a dependência de molibdênio-99 importado.","A Constituição brasileira (art. 21) reserva a atividade nuclear à União e permite apenas o uso pacífico; o Programa Nuclear Brasileiro (PNB) de 2023-2024 e o decreto governamental de 2024 criaram o comitê de governança do Programa Nuclear Brasileiro e discutem SMRs e uma nova lei nuclear.","A Âmbar Energia (grupo J&F) acertou em 2025 a compra da participação da Eletrobras na Eletronuclear por cerca de R$535 milhões, uma transação ainda em conclusão em 2026."],"challenges":["A decisão sobre Angra 3: uma década de adiamentos, o legado da Lava Jato, fortes implicações tarifárias e mais de R$7 bilhões em dívidas da Eletronuclear com o BNDES e a Caixa.","Subfinanciamento crônico dos institutos da CNEN e do RMB, planejado desde 2008.","Sensibilidade política em torno do enriquecimento e do combustível para submarinos: o Brasil recusa o Protocolo Adicional da AIEA, defende a ABACC, e o SN-BR exige uma abordagem inédita de salvaguardas navais.","A mineração de urânio é limitada pelo licenciamento, pela escassez de água em Caetité e pela oposição local; a produção caiu a quase zero em alguns anos antes de ser retomada.","Força de trabalho envelhecida e ausência de uma política nuclear nacional estável de longo prazo; gargalos de licenciamento na CNEN, que foi desmembrada em 2021 para criar o regulador ANSN."],"international":"A energia nuclear vive o que a IEA chama de 'forte retomada': cerca de 420 reatores produzem pouco menos de 10% da eletricidade mundial (um recorde de 2.667 TWh em 2024), 63 unidades estão em construção (mais de 70 GW, metade na China), o investimento anual supera US$60 bilhões e mais de 40 países adotaram políticas de apoio, incluindo o compromisso de triplicar a capacidade até 2050 firmado na COP28. Mas a geografia dessa retomada é assimétrica: dos 52 reatores que iniciaram construção desde 2017, 25 são de projeto chinês e 23 de projeto russo, e as frotas lideradas por EUA (94 reatores), China (58), França (57) e Rússia (36) dominam a tecnologia. Os pequenos reatores modulares (SMRs) somam até 25 GW em planos anunciados, com projeções da IEA entre 40 GW (políticas atuais) e 120 GW (crescimento acelerado) em 2050, mas nenhum ainda opera comercialmente no Ocidente.\n\nNesse mapa, o Brasil é um caso raro de pequeno operador com ciclo do combustível completo. Angra 1 e 2 (1.884 MWe líquidos) geraram 15,8 TWh dos 751 TWh consumidos em 2024, cerca de 2% da matriz, contra 70% na França e 19% nos EUA; Angra 1 foi autorizada em novembro de 2024 a operar até 2044 com R$3,2 bilhões de investimentos. Angra 3 (1.405 MW), com ~R$12 bilhões gastos e conclusão estimada em ~R$23 bilhões, é uma das obras nucleares mais longas do mundo (iniciada em 1984): o CNPE adiou a decisão em fevereiro de 2025, o canteiro consome cerca de R$1 bilhão por ano, o TCU alertou para a escalada de custos e, em julho de 2026, o CNPE reconheceu interesse público na suspensão temporária (standstill) das dívidas da Eletronuclear com BNDES e Caixa, sem decidir o destino da obra. A estrutura societária também mudou: em outubro de 2025 a Eletrobras (rebatizada Axia Energia) vendeu seus 68% do capital da Eletronuclear à Âmbar, do grupo J&F, por R$535 milhões, mantendo a estatal ENBpar com 64,7% do capital votante.\n\nNa cadeia do combustível, o Brasil é relevante em recursos e marginal em capacidade. O Red Book 2026 (OCDE-AEN/AIEA) registra 167,8 mil tU identificadas, cerca de 3% do mundo e nona posição, enquanto o governo cita a sétima maior reserva do planeta (~280 mil t de U3O8 em números nacionais) com apenas 30% do território mapeado. A mina de Caetité tem capacidade de 340 tU/ano, mas produziu pouco na última década, e Santa Quitéria (970 a 1.270 tU/ano com a Galvani) ainda aguarda licenciamento. No enriquecimento, o mercado mundial de 68 milhões de UTS/ano em 2025 é dividido por quatro fornecedores (Rosatom 42,8%, Urenco 25,4%, CNNC 20,3%, Orano 11%), que detêm mais de 99%; INB e a japonesa JNFL somam 0,5%. A INB em Resende, com centrífugas da Marinha, cobre parte do combustível de Angra 1 e planeja 30 cascatas adicionais para abastecer as duas usinas, mas o país ainda contrata conversão na França (Orano), enriquecimento na Urenco e, desde 2023, UF6 natural da Rosatom (330 t para 2023-2027), além de elementos combustíveis da Westinghouse. O banimento americano ao urânio enriquecido russo a partir de agosto de 2024 e a corrida ocidental por nova capacidade (Orano Tricastin, Urenco EUA e Almelo) mostram que a diversificação é um ativo estratégico, e o Brasil é um dos poucos países do Sul Global com tecnologia própria.\n\nEm governança e não proliferação, o país ocupa uma posição singular: parte do TNP (1998), de Tlatelolco (1967) e do Grupo de Supridores Nucleares (1996), com salvaguardas de escopo total pelo Acordo Quadripartite de 1994 e pela ABACC, que em 2025 manteve 75 instalações sob salvaguardas com 119 inspeções, 98 inspetores e 4.780 quantidades significativas de material contabilizadas; mas sem aderir ao Protocolo Adicional da AIEA. O programa do submarino de propulsão nuclear, com combustível abaixo de 20% de enriquecimento, levou o Brasil a negociar com a AIEA desde 2022 'procedimentos especiais' de salvaguardas, um precedente observado por Austrália (AUKUS) e Coreia do Sul, que anunciou consultas em setembro de 2026. No lado das aplicações, o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB, 30 MW, projeto OPAL com a argentina INVAP) ainda está em construção em Iperó, a CNEN iniciou em 2025 um projeto de microrreator de 3-5 MW, o MME assinou em maio de 2025 um memorando com a Rosatom sobre SMRs, e a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), anunciada em 2021, ainda não havia sido instalada em 2025, deixando a CNEN como reguladora e promotora ao mesmo tempo.","international_facts":["Mundo: ~420 reatores, pouco menos de 10% da eletricidade (recorde de 2.667 TWh em 2024), 63 em construção (>70 GW, metade na China); 48 dos 52 reatores iniciados desde 2017 são de projeto chinês ou russo (IEA/WNA).","Brasil: Angra 1 e 2 (1.884 MWe) geraram 15,8 TWh dos 751 TWh de 2024, cerca de 2% da matriz; Angra 1 foi licenciada até 2044.","Angra 3: 1.405 MW, ~R$12 bilhões gastos, ~R$23 bilhões para concluir, ~R$1 bilhão/ano parada; em julho de 2026 o CNPE reconheceu interesse público em um standstill das dívidas com BNDES e Caixa, sem decidir a obra.","Enriquecimento mundial (68 milhões de UTS/ano em 2025): Rosatom 42,8%, Urenco 25,4%, CNNC 20,3%, Orano 11%; INB e JNFL juntas somam 0,5%.","Urânio: Red Book 2026 registra 167,8 mil tU identificadas no Brasil (~3%, 9º lugar); números nacionais citam ~280 mil t de U3O8 (7º) com 30% do território mapeado.","ABACC em 2025: 75 instalações sob salvaguardas, 119 inspeções, 98 inspetores e 4.780 quantidades significativas; o Brasil não assinou o Protocolo Adicional."],"future":"Globalmente, a década até 2035 deve ser marcada por extensões de vida de reatores (mais de 60 já aprovadas), por novos grandes projetos na China, Índia, Rússia, Golfo e Leste Europeu, pelos primeiros SMRs comerciais ocidentais e pela demanda de data centers, que levou gigantes de tecnologia a contratar energia nuclear. Ao mesmo tempo, a cadeia de suprimento se regionaliza: Ocidente e aliados buscam substituir o urânio enriquecido russo até 2028, a China consolida seu próprio ecossistema de reatores e combustível, e os custos de capital (de US$2.500/kW na China a US$4.500/kW nos EUA e Europa nas metas da IEA para 2040) decidem quem constrói. Para o Brasil, com uma matriz já 89% limpa, a nuclear não é uma necessidade climática urgente; seu valor está em firmeza de geração em um sistema cada vez mais dependente de eólica e solar, em soberania tecnológica no ciclo do combustível, em radiofármacos e na propulsão naval.\n\nA primeira decisão pendente é Angra 3: concluir (~R$23 bilhões, operação em 2031 na melhor hipótese, com impacto tarifário) ou abandonar (estimado em ~R$21 bilhões pelo BNDES, com desmontagem e passivos). A indecisão é a pior opção, como TCU, Eletronuclear e CNEN já disseram, e o standstill de 2026 apenas compra tempo até depois das eleições. A segunda é institucional: criar de fato a ANSN como reguladora independente, separando-a da CNEN, condição que a AIEA considera básica e que qualquer programa de SMRs ou novas usinas exigirá. A terceira é a política de novas usinas: os cenários de planejamento de longo prazo (PNE 2050) contemplam até ~10 GW adicionais, mas não há sítio licenciado nem modelo de financiamento, e a escolha tecnológica (SMRs russos via Rosatom, projetos ocidentais ou chineses, ou um desenho nacional derivado do LABGENE) tem implicações geopolíticas diretas em um ambiente de sanções e controles de exportação.\n\nO que deveria se desenvolver: a conclusão do RMB para encerrar a dependência de molibdênio-99 importado e ampliar a produção de radiofármacos do IPEN; a segunda etapa de Resende (30 cascatas) e o licenciamento de Santa Quitéria, que juntos dariam ao país autossuficiência em combustível para Angra 1 e 2; a criticalidade do LABGENE em Iperó (2027-2028) e o arranjo de salvaguardas com AIEA e ABACC, cujo desenho será copiado por outros países; e uma carreira técnica estável na CNEN, INB e Eletronuclear, onde a média de idade e a evasão de engenheiros são os riscos menos visíveis. Também cabe ao Brasil decidir se adere ao Protocolo Adicional, hoje uma bandeira diplomática que o diferencia da Argentina e que limita parcerias com alguns fornecedores ocidentais.\n\nOs riscos são conhecidos: estouros de custo e prazo em Angra 3, dependência de fornecedores russos em um momento de sanções, acidentes operacionais como o rompimento de contêiner em Caetité em setembro de 2026, descontinuidade orçamentária e captura regulatória. O que observar entre 2026 e 2030: a resolução do CNPE sobre Angra 3 e a resposta de BNDES e Caixa ao standstill; a lei da ANSN; a licença do IBAMA para Santa Quitéria; o número de cascatas em operação em Resende; a primeira criticalidade do RMB e do LABGENE; o resultado das negociações com a AIEA sobre combustível naval; a eventual escolha de um projeto de SMR e um sítio; e a produção de lutécio-177 em Angra 2, um teste de que a infraestrutura existente pode gerar valor além da eletricidade.","future_points":["Angra 3: concluir (~R$23 bilhões, operação em 2031) ou abandonar (~R$21 bilhões); a indecisão custa ~R$1 bilhão/ano e o standstill de 2026 só adia a escolha para depois das eleições.","Criar a ANSN como reguladora independente da CNEN: condição básica para novas usinas, SMRs e credibilidade internacional.","Autossuficiência em combustível: segunda etapa de Resende (30 cascatas) e licenciamento de Santa Quitéria para abastecer Angra 1 e 2 sem Rosatom ou Urenco.","RMB (Iperó) para encerrar a importação de molibdênio-99; LABGENE crítico em 2027-2028 e arranjo de salvaguardas AIEA-ABACC para o submarino.","Novas usinas: cenários de até ~10 GW no PNE 2050, mas sem sítio, financiamento ou escolha tecnológica (Rosatom, ocidentais, chineses ou projeto nacional).","Riscos: estouros de custo, dependência russa sob sanções, acidentes operacionais (Caetité, 2026), evasão de engenheiros e descontinuidade orçamentária."],"intl_sources":[{"title":"IEA – The Path to a New Era for Nuclear Energy (executive summary)","url":"https://www.iea.org/reports/the-path-to-a-new-era-for-nuclear-energy/executive-summary"},{"title":"World Nuclear Association – World Nuclear Performance Report 2025","url":"https://www.world-nuclear.org/our-association/publications/global-trends-reports/world-nuclear-performance-report"},{"title":"World Nuclear Association – Nuclear Power in Brazil (country profile)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"},{"title":"World Nuclear Association – Uranium Enrichment (capacidades por fornecedor 2022-2030)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/conversion-enrichment-and-fabrication/uranium-enrichment"},{"title":"World Nuclear Association – Supply of Uranium (recursos identificados, Red Book 2026)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/uranium-resources/supply-of-uranium"},{"title":"ABACC – Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (dados 2025)","url":"https://abacc.org/en/home/"},{"title":"Agência Brasil – CNPE reconhece interesse público em suspensão das dívidas de Angra 3 (14/07/2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/cnpe-reconhece-interesse-publico-em-suspensao-das-dividas-de-angra-3"},{"title":"Agência Brasil – Angra 3: obra parada gera custo anual de quase R$1 bilhão (22/10/2025)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/angra-3-obra-parada-gera-custo-anual-de-quase-r-1-bilhao"},{"title":"Agência Brasil – Eletrobras vende participação na Eletronuclear para o Grupo J&F (15/10/2025)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/eletrobras-vende-participacao-na-eletronuclear-para-o-grupo-jf"},{"title":"Agência Brasil – Privatizada em 2022, Eletrobras passa a se chamar Axia Energia","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/privatizada-em-2022-eletrobras-passa-se-chamar-axia-energia"},{"title":"Eletronuclear – Painel de geração de Angra 1 e 2","url":"https://www.eletronuclear.gov.br/"},{"title":"INB – Indústrias Nucleares do Brasil (ciclo do combustível e notícias)","url":"https://www.inb.gov.br/"},{"title":"EurAsian Times – Nuclear submarine race spreads: Brazil, AUKUS and South Korea at the IAEA","url":"https://www.eurasiantimes.com/nuclear-submarine-race-spreads/"},{"title":"Bulletin of the Atomic Scientists / CNS – Brazil wants special treatment for its nuclear submarine program","url":"https://nonproliferation.org/brazil-wants-special-treatment-for-its-nuclear-submarine-program-just-like-australia/"}]},{"id":"agtech","label":"Agtech e Bioeconomia","short":"Agro","overview":"O ecossistema brasileiro de ciência e tecnologia agrícola transformou um país que importava alimentos nos anos 1960 no maior exportador mundial de soja, carne bovina, café, açúcar e suco de laranja. A virada se apoia na pesquisa pública: a Embrapa (fundada em 1973) tropicalizou a soja, corrigiu os solos ácidos do Cerrado, difundiu o plantio direto e tornou a fixação biológica de nitrogênio prática padrão, poupando aos agricultores dezenas de bilhões de dólares por ano em fertilizantes. Sobre essa base assentam-se uma densa rede de universidades agrícolas (ESALQ-USP, UFV, UFLA, Unicamp), institutos estaduais (IAC, Instituto Biológico), potências privadas de P&D (CTC na cana-de-açúcar, Suzano/FuturaGene no eucalipto, Jacto e Stara em máquinas) e uma cena de startups com quase 2.000 agtechs mapeadas pelo Radar Agtech Brasil. Desde o fim dos anos 2010, a especialidade brasileira distintiva tem sido os biológicos: o país responde por mais de um terço do mercado global de bioinsumos, ganhou uma Lei de Bioinsumos dedicada em dezembro de 2024, e a microbiologista da Embrapa Mariangela Hungria venceu o World Food Prize de 2025 pela pesquisa com inoculantes que o sustenta. A bioenergia (etanol de cana de primeira e segunda geração, biometano, SAF) e a agricultura de precisão/digital (robôs de campo da Solinftec, monitoramento por satélite, SaaS de gestão agrícola) completam o quadro, enquanto a agricultura regenerativa, o MRV de carbono e a bioeconomia amazônica são os temas de fronteira de 2024-2026.","key_facts":["O Brasil é o exportador nº 1 do mundo de soja, carne bovina, frango, café, açúcar e suco de laranja; o agronegócio representa cerca de um quarto do PIB e exportações de cerca de US$165 bilhões/ano (2024).","A Embrapa (1973) tem ~7.400 funcionários e mais de 40 unidades de pesquisa descentralizadas; as pesquisas de Johanna Döbereiner e Mariangela Hungria fizeram do Brasil o líder mundial em fixação biológica de nitrogênio, com ~85% da área de soja inoculada e uma economia estimada de US$28 bilhões/ano em fertilizantes nitrogenados evitados (Embrapa, 2025/26).","Mercado de bioinsumos: R$6,2-7 bilhões em 2025 (alta de ~15%), mais de 1.000 produtos registrados, mais de 170 produtores; o Brasil responde por mais de um terço do mercado global de biológicos (CropLife Brasil). A Lei 15.070 (Lei de Bioinsumos) foi sancionada em 24 de dez. de 2024.","O Radar Agtech Brasil 2024 (Embrapa/SP Ventures/Homo Ludens, publicado em março de 2025) mapeou 1.972 agtechs e 451 ambientes de inovação, alta de 75% desde 2019; ~41,5% atuam dentro da fazenda (automação e gestão agrícola).","O plantio direto cobre mais de 30 milhões de hectares, uma das maiores áreas do mundo, e cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas são o alvo dos programas ABC+ de agricultura de baixo carbono e recuperação de pastagens.","O Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol (~35 bilhões de litros/ano), principalmente de cana-de-açúcar; a Raízen e a GranBio operam as primeiras usinas comerciais de etanol celulósico (2G) do mundo, e o RenovaBio (2017) criou um crédito de descarbonização negociável (CBIO).","O CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) obteve a primeira aprovação comercial do mundo para cana-de-açúcar transgênica (CTC20BT, 2017) e, na safra 2025/26, registrou receita recorde de R$470,6 milhões, com participação de 32% no plantio de cana no Brasil.","A FuturaGene, da Suzano, tem 11 aprovações da CTNBio para eucalipto transgênico e, em fevereiro de 2026, obteve a primeira liberação regulatória do mundo para um eucalipto editado geneticamente por CRISPR (com lignina reduzida), classificado como convencional pela RN 16.","Crise orçamentária da Embrapa: o custeio solicitado foi de R$376 milhões, mas foram recebidos R$176 milhões para 2024, com a folha de pagamento (~R$4 bilhões/ano) absorvendo quase toda a dotação federal; a presidente Silvia Massruhá aventou uma contribuição setorial (check-off), um fundo patrimonial e fundos de pesquisa lastreados em Fiagro para garantir independência financeira."],"challenges":["Subfinanciamento crônico e força de trabalho envelhecida na Embrapa e nos institutos estaduais de pesquisa; o custeio caiu fortemente em termos reais na última década e mais de 70% do financiamento fora da folha depende de parcerias.","Lacuna de financiamento para scale-ups: o VC em agtechs brasileiras caiu com a desaceleração global; a maioria das 1.972 agtechs está em estágio pré-Série A e depende de corporate venture ou de instrumentos do BNDES/Finep.","Atraso regulatório: a Lei de Bioinsumos ainda aguarda regulamentação completa pelo MAPA; os prazos de registro de edição gênica e de biológicos continuam longos em comparação com os EUA.","Desmatamento e pressão sobre o uso da terra na fronteira do Cerrado e da Amazônia, conformidade com o Regulamento de Desmatamento da UE (EUDR) e exigências de rastreabilidade nas cadeias de soja e carne.","Conectividade rural: grandes parcelas das terras agrícolas carecem de banda larga confiável, limitando a adoção da agricultura digital fora do Centro-Sul.","Volatilidade climática (secas de 2023-2024, enchentes no Rio Grande do Sul) e o custo de adaptar a genética das culturas e a irrigação em biomas diversos."],"international":"Na agricultura, o Brasil não é um seguidor: é um dos polos que definem o mercado mundial. Para a safra 2025/26, a S&P Global projeta 182 milhões de toneladas de soja no país (42,2% da produção global, ante 30,3% dez anos antes) e exportações de 112 milhões de toneladas, 59,2% de todo o comércio mundial do grão — os Estados Unidos, que detinham 39,8% das exportações uma década atrás, caíram para 22,6%. As exportações do agronegócio somaram US$169,2 bilhões em 2025 (+3%), 48,5% da pauta brasileira, com recordes em soja (108,2 milhões de toneladas, US$43,5 bilhões) e carne bovina (US$17,9 bilhões, +40%). O Outlook Agrícola OCDE-FAO 2026-2035 projeta que, até 2035, o Brasil responderá por 61% das exportações mundiais de soja, 72% das de açúcar bruto, 39% das de algodão e 26% das de milho, consolidando a América Latina como a maior região exportadora de alimentos do planeta, com superávit agrícola próximo de US$150 bilhões.\n\nA base tecnológica dessa posição é reconhecida internacionalmente. O World Food Prize de 2025 foi para Mariangela Hungria, da Embrapa, pela fixação biológica de nitrogênio que, segundo o USDA, poupa aos produtores brasileiros até US$25 bilhões por ano em fertilizantes. Nos bioinsumos, o país é o maior mercado do mundo: a CropLife Brasil estima que responde por mais de um terço do mercado global, e a consultoria Kynetec calcula cerca de 90% do mercado latino-americano de biopesticidas e 80% do de bioestimulantes, com o Brasil puxando um crescimento de 120% nos biopesticidas da região entre 2019 e 2023. O uso de bioinsumos cresceu 13% na safra 2024/25, alcançando 156 milhões de hectares tratados e 26% da área plantada, com mais de 170 produtores e 1.000 produtos registrados — mas as exportações ainda são modestas, cerca de US$90 milhões por ano. Em agricultura digital, robótica e edição gênica, porém, a liderança está nos Estados Unidos, na Europa (Países Baixos, Israel) e cada vez mais na China, e o Brasil é sobretudo um grande mercado de adoção de tecnologias de Deere, Bayer, Corteva e Syngenta.\n\nA fragilidade aparece no capital e na pesquisa pública. Segundo o AgFunder, as agrifoodtechs brasileiras captaram apenas US$249 milhões em 2024 (1,5% do total global, 11º lugar no mundo, 2º entre emergentes, atrás da Índia), e o Radar Agtech Brasil 2025 registrou desaceleração: 2.075 startups (+5%), 83% delas usando IA, mas com captação 'mais restritiva'. A Embrapa, âncora do sistema, abriu 2025 com déficit de R$200 milhões, orçamento de custeio de cerca de R$176 milhões (ante necessidade estimada em R$510 milhões) e 73% dos projetos dependentes de recursos externos — uma erosão que contrasta com o retorno social estimado em R$85 bilhões por ano. O país também segue dependente de fertilizantes importados, sobretudo potássio e nitrogenados, e de genética e maquinário de multinacionais.\n\nNo plano geopolítico, 2025-2026 trouxe pressão inédita. A tarifa de 50% imposta pelos EUA em julho de 2025 atingiu café, suco de laranja e carne (cerca de 30% das exportações brasileiras aos EUA, US$12,1 bilhões, são agrícolas); em junho de 2026, o USTR concluiu a investigação da Seção 301 citando fiscalização insuficiente do desmatamento e propôs tarifas adicionais de 25%. Na Europa, o EUDR — que classifica o Brasil como 'risco padrão' — foi adiado para 30 de dezembro de 2026, enquanto o acordo Mercosul-UE abre mercados. A China absorve um terço das vendas (US$55,3 bilhões em 2025; 35% no primeiro semestre de 2026), concentração que é força e vulnerabilidade. Como anfitrião da COP30, o Brasil apresentou o Plano ABC+ como vitrine: meta de 1,1 bilhão de toneladas de CO2e evitadas em 2020-2030, recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas e, em setembro de 2026, a inclusão de biochar, intemperismo acelerado de rochas, BECCS e carbono do solo entre as práticas financiáveis — ainda que a agricultura, responsável por cerca de 643 milhões de toneladas de emissões, fique fora do mercado regulado de carbono até cerca de 2031.","international_facts":["Safra 2025/26: o Brasil deve colher 182 Mt de soja (42,2% da produção mundial) e exportar 112 Mt, 59,2% do comércio global, ante 38,8% dez anos antes; os EUA caíram para 22,6% (S&P Global, mar. 2026).","Exportações do agronegócio: US$169,2 bilhões em 2025 (+3%), 48,5% da pauta exportadora; a China comprou US$55,3 bilhões (32,7%) e a carne bovina bateu recorde de US$17,9 bilhões (+40%).","OCDE-FAO 2026-2035: até 2035 o Brasil deve responder por 61% das exportações mundiais de soja, 72% das de açúcar bruto, 39% das de algodão e 26% das de milho.","Bioinsumos: Brasil tem mais de um terço do mercado global e ~90% do mercado latino-americano de biopesticidas; uso cresceu 13% na safra 2024/25, para 156 milhões de hectares tratados; exportações de apenas ~US$90 milhões/ano.","VC em agrifoodtech: US$249 milhões em 2024 (1,5% do global; 11º no mundo; 2º entre emergentes, atrás da Índia); Radar Agtech 2025: 2.075 agtechs (+5%), 83% usam IA.","Embrapa: déficit de R$200 milhões em 2025, 7.534 funcionários (mais de 2.000 pesquisadores), 73% dos projetos com financiamento externo; a fixação biológica de nitrogênio (World Food Prize 2025) economiza até US$25 bilhões/ano em fertilizantes (USDA)."],"future":"A fronteira global da agricultura caminha para a biologia (microbiomas, edição gênica, proteínas alternativas), para a autonomia (robôs, drones, IA de decisão) e para a contabilidade de carbono e natureza como ativo financeiro. O Brasil chega a essa fronteira com vantagens raras: domínio da agricultura tropical, o maior mercado de biológicos do mundo, fazendas grandes e planas propícias à automação e um marco regulatório de edição gênica (CTNBio) mais permissivo que o europeu. A questão é se converterá a posição de maior usuário em posição de maior desenvolvedor — hoje a propriedade intelectual das sementes, dos equipamentos e das plataformas digitais está majoritariamente fora do país.\n\nQuatro capacidades precisam amadurecer. Primeiro, um modelo de financiamento estável para a Embrapa e os institutos estaduais, que combine orçamento público previsível com royalties, fundações de apoio e parcerias — o déficit estrutural de 2024-2026 é incompatível com a ambição de liderar a bioeconomia. Segundo, a internacionalização dos bioinsumos: regulamentar plenamente a Lei 15.070/2024, harmonizar registros com Mercosul, África e Ásia e transformar US$90 milhões de exportações em uma indústria exportadora. Terceiro, infraestrutura de MRV (medição, relato e verificação) e rastreabilidade digital capaz de atender simultaneamente ao EUDR, à China e ao mercado de carbono, com dados abertos e verificáveis. Quarto, redução da dependência de fertilizantes importados, via fixação biológica, remineralizadores e produção nacional de nitrogenados e potássio.\n\nAs decisões pendentes são concretas: o desfecho da Seção 301 e das tarifas americanas; a aplicação do EUDR a partir de dezembro de 2026 e a classificação de risco por região; a ratificação do acordo Mercosul-UE; a eventual entrada da agricultura no SBCE depois de 2031; e a regulamentação final dos bioinsumos. Os riscos são de concentração (um comprador dominante, a China; poucos fornecedores de insumos), de clima (secas e incêndios que já afetaram as safras recentes), de reputação (desmatamento e metano pecuário, cerca de 500 milhões de toneladas de CO2e) e de capital — o VC em agtech brasileiro é raso e cíclico, e a taxa de juros elevada encarece a adoção de tecnologia pelo produtor médio.\n\nO que observar até 2030: o ritmo de conversão de pastagens degradadas em lavoura e sistemas integrados; o número de registros de bioinsumos brasileiros no exterior; a consolidação do mapa de agtechs (menos empresas, mais escala); a difusão de robôs e drones de pulverização; a aceitação internacional de metodologias brasileiras de remoção de carbono; a trajetória orçamentária da Embrapa; e se as parcerias com os EUA (Fertilize 4 Life), a FAO e a África transformam a expertise tropical brasileira em influência institucional, não apenas em commodities.","future_points":["Financiamento previsível para a Embrapa e institutos estaduais, com modelo híbrido (orçamento, royalties, parcerias)","Transformar bioinsumos em indústria exportadora: harmonização regulatória e registros no exterior","Infraestrutura nacional de MRV e rastreabilidade para EUDR, China e mercado de carbono","Reduzir a dependência de fertilizantes importados e de propriedade intelectual estrangeira em sementes e máquinas","Riscos: concentração na China, tarifas dos EUA (Seção 301), clima, metano pecuário e VC raso","Observar 2026-2030: EUDR (dez. 2026), Mercosul-UE, entrada da agricultura no SBCE, recuperação de 40 Mha de pastagens"],"intl_sources":[{"title":"S&P Global – Brazil sets new records as global soybean leader amid US-China trade tensions (mar. 2026)","url":"https://www.spglobal.com/energy/en/news-research/latest-news/agriculture/032526-brazil-sets-new-records-as-global-soybean-leader-amid-us-china-trade-tensions"},{"title":"AgNavigator – Brazil breaks ag export records in 2025, as EU-Mercosur deal opens opportunities (jan. 2026)","url":"https://www.agnavigator.com/Article/2026/01/09/brazilian-soybeans-beat-us-exports-once-again-in-2025/"},{"title":"Datamar News – Brazil to strengthen role in global agricultural trade over next decade (OECD-FAO Outlook 2026-2035)","url":"https://datamarnews.com/noticias/brazil-to-strengthen-role-in-global-agricultural-trade-over-next-decade/"},{"title":"OECD/FAO – OECD-FAO Agricultural Outlook (relatório completo)","url":"https://www.oecd.org/en/publications/2025/07/oecd-fao-agricultural-outlook-2025-2034_3eb15914/full-report.html"},{"title":"USDA FAS – Brazil: World Food Prize 2025 Awarded to Brazilian Researcher","url":"https://www.fas.usda.gov/data/brazil-world-food-prize-2025-awarded-brazilian-researcher-us-brazil-agricultural-collaboration"},{"title":"Kynetec – Trends in the global biological market at BioEx 2025","url":"https://www.kynetec.com/kynetec-shares-trends-in-the-global-biological-market-at-bioex-2025"},{"title":"Bloomberg Línea – Agro brasileiro domina produção de bioinsumos e agora quer avançar pelo exterior (mai. 2025)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/"},{"title":"AgFunderNews – Brazil's agrifoodtech funding grows 32% in Q1 2025 after meagre 2024 performance","url":"https://agfundernews.com/data-dive-afns-insights-brazils-agrifoodtech-funding-grows-32-in-q1-2025-after-meagre-2024-performance"},{"title":"Forbes Agro – Agtechs chegam a 2.075 no Brasil (Radar Agtech Brasil 2025, mar. 2026)","url":"https://forbes.com.br/forbes-agro/2026/03/agtechs-chegam-a-2-075-no-brasil-e-ampliam-atuacao-fora-do-eixo-tradicional/"},{"title":"Datamar News – Trump's Tariff Surge and EU Law Disrupt Brazil's Agribusiness Geopolitics (jul. 2025)","url":"https://datamarnews.com/noticias/trumps-tariff-surge-and-eu-law-disrupt-brazils-agribusiness-geopolitics/"},{"title":"Latham & Watkins – European Commission proposes further one-year delay to the EU Deforestation Regulation","url":"https://www.lw.com/en/insights/european-commission-proposes-further-one-year-delay-to-the-eu-deforestation-regulation"},{"title":"Carbon Pulse – Brazil adds carbon removal techs to sustainable agriculture support scheme (set. 2026)","url":"https://carbon-pulse.com/552823/"},{"title":"AgFeed – Com déficit anual de R$200 milhões, Embrapa corta custos e novos projetos (jan. 2025)","url":"https://agfeed.com.br/economia/exclusivo-com-deficit-anual-de-r-200-milhoes-embrapa-corta-custos-e-novos-projetos/"}]},{"id":"biotech","label":"Biotecnologia e Saúde","short":"Bio/Saúde","overview":"A força do Brasil em ciências da vida se apoia em dois institutos públicos centenários, a Fiocruz (Rio, 1900) e o Instituto Butantan (São Paulo, 1901), que ainda produzem a maioria das vacinas, dos antivenenos e muitos dos biológicos usados pelo SUS, o sistema único de saúde de 215 milhões de pessoas que é ao mesmo tempo o principal comprador do setor e sua plataforma de inovação de fato. Os anos 2020 trouxeram uma onda de primeiros ambiciosos: a vacina de dose única contra a dengue do Butantan (Butantan-DV), aprovada pela ANVISA em novembro de 2025 como a primeira vacina de dose única contra a dengue do mundo; a plataforma própria de mRNA da Fiocruz, que em setembro de 2026 se tornou a primeira vacina de mRNA latino-americana a chegar a ensaios clínicos sob o programa de transferência de tecnologia da OMS/MPP; as primeiras células CAR-T produzidas localmente para pacientes do SUS, na USP de Ribeirão Preto; e o estudo DNA do Brasil, publicado na Science (2025), que catalogou 8,7 milhões de variantes até então desconhecidas na população mais miscigenada do mundo. Em torno dessas âncoras estão uma forte indústria farmacêutica nacional (EMS, Eurofarma, Aché, Hypera, Cristália, Biolab, Libbs), joint ventures de biológicos criadas pela política de PDPs (Bionovis, Orygen), a estatal de plasma Hemobrás, grandes hospitais de pesquisa (Einstein, Sírio-Libanês, HC-USP, IDOR), grupos de diagnóstico/genômica (Dasa, Fleury, Mendelics) e uma cena de healthtechs (Alice, Sami, Memed, iClinic, Conexa). A política federal Nova Indústria Brasil (2024) fez do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) uma de suas seis missões, com a meta de 50% de fornecimento doméstico dos insumos estratégicos do SUS até 2026 e 70% até 2033, enquanto a bioeconomia amazônica (Natura, Amazônia 4.0, o laboratório de biorrenováveis do CNPEM) é a aposta do país para transformar biodiversidade em indústria do conhecimento.","key_facts":["A ANVISA aprovou a Butantan-DV em 26 de nov. de 2025 para a faixa de 12 a 59 anos: eficácia geral de 74,7%, 91,6% contra dengue grave/com sinais de alarme, 100% contra hospitalização ao longo de cinco anos; mais de 1 milhão de doses produzidas antes da aprovação e ~30 milhões esperadas no 2º semestre de 2026 por meio da parceria com a WuXi.","O candidato a vacina de mRNA contra a COVID-19 da Fiocruz/Bio-Manguinhos recebeu autorização da ANVISA para a Fase I em setembro de 2026, a primeira vacina de mRNA desenvolvida na América Latina e no Caribe a chegar a ensaios clínicos (Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA da OMS/MPP/OPAS).","Bio-Manguinhos e Butantan juntos abastecem a maior parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil, um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo, com mais de 300 milhões de doses/ano nos anos de pico.","O DNA do Brasil (USP, liderado por Lygia da Veiga Pereira; Science, maio de 2025) sequenciou 2.700 genomas completos e encontrou 8,7 milhões de variantes inéditas; o programa governamental Genomas Brasil mira 100.000 genomas até 2030.","O déficit comercial do complexo industrial da saúde brasileiro é de cerca de US$20 bilhões/ano; só as importações de equipamentos médicos chegaram a ~US$10,2 bilhões em 2025, contra ~US$1 bilhão em exportações (MDIC).","A missão de saúde da Nova Indústria Brasil (Missão 2) mira 50% de produção doméstica dos insumos estratégicos do SUS até 2026 e 70% até 2033; o índice estava em 42% em 2025, e o MDIC admitiu que a meta de 2026 não será cumprida.","O Hemocentro de Ribeirão Preto da USP tratou seu primeiro paciente com CAR-T em 2019 e mais de 20 até 2025; a ANVISA autorizou um ensaio de Fase II com 81 pacientes em cinco hospitais, e a fábrica de células Nutera RP (USP, Hemocentro, Butantan) pretende reduzir o custo do CAR-T em ~10 vezes para o SUS.","A Hemobrás (Goiana, PE) coletou um recorde de 217.700 litros de plasma em 2025, já distribui Fator VIII recombinante e, em outubro de 2026, assinou acordos com a Roche (PDP de emicizumabe) e com a Beijing Tiantan (tecnologia de plasma) sob o novo modelo de compensação tecnológica da Lei 15.471/2026; o Novo PAC comprometeu ~R$850 milhões desde 2025.","A Fiocruz está investindo ~R$1 bilhão (Novo PAC) em uma fábrica de IFAs biofarmacêuticos (CTIE) e R$88 milhões em uma biofábrica de mosquitos com Wolbachia no Hub de Saúde do Eusébio, no Ceará.","Mais de 100 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) foram assinadas desde 2008, transferindo tecnologia de biológicos (adalimumabe, trastuzumabe, insulina), vacinas e medicamentos para laboratórios públicos."],"challenges":["Dependência de IFAs importados: mais de 90% dos insumos farmacêuticos ativos são importados, principalmente da China e da Índia.","Instabilidade de financiamento e trabalho precário: ~7.000 dos 11.000 trabalhadores da Fiocruz são terceirizados; os orçamentos de ciência do CNPq, da Finep e das FAPs oscilam com os ciclos fiscais.","Gargalos regulatórios na ANVISA e na CTNBio (quadro de pessoal, prazos de aprovação) e um caminho lento e litigioso para novas terapias entrarem no SUS via CONITEC.","Pesquisa clínica: o Brasil realiza apenas ~2% dos ensaios clínicos globais apesar de sua população; os prazos dos comitês de ética (CEP/CONEP) só foram reformados pela Lei 14.874/2024.","Repartição de benefícios e bioprospecção: a Lei de Acesso à Biodiversidade (13.123/2015) e o cadastro SisGen continuam complexos, desestimulando parte da P&D com espécies nativas.","Vale da morte entre as descobertas acadêmicas (USP, Unicamp, Fiocruz) e as empresas; poucas biotechs brasileiras chegam a ensaios de estágio avançado ou a IPO, e o venture capital para ciências da vida é escasso em comparação com o das fintechs."],"international":"A biotecnologia global é dominada pelos Estados Unidos (NIH, venture capital, big pharma) e, em ritmo acelerado, pela China, que já é fonte de boa parte dos licenciamentos de novas moléculas; a Europa e a Índia (vacinas e insumos farmacêuticos) completam o núcleo. O Brasil ocupa uma posição singular entre os emergentes: é o único país da América Latina com produtores públicos de vacinas em escala global. O Relatório Global do Mercado de Vacinas da OMS lista a Fiocruz entre os 15 principais fabricantes do mundo, com o Butantan também no ranking; Bio-Manguinhos entrega cerca de 120 milhões de doses por ano ao Programa Nacional de Imunizações, com 12 produtos. No mercado farmacêutico, o país responde por 42% das vendas da América Latina (México: 17%), foi o 10º mercado do mundo em 2024 e, segundo a IQVIA, pode chegar ao 6º no médio prazo; genéricos já são cerca de 40% do mercado e 67 biossimilares foram aprovados desde 2016.\n\nO biênio 2025-2026 produziu 'primeiros' que ganharam atenção internacional. A Butantan-DV, aprovada pela Anvisa em 26 de novembro de 2025, é a primeira vacina de dose única contra a dengue do mundo (eficácia de 74,7%, 91,6% contra formas graves e 100% contra hospitalização, em 16 mil voluntários), com 60 milhões de doses previstas em dois anos em parceria com a chinesa WuXi — relevante para uma região que teve 12,6 milhões de casos em 2024. Em setembro de 2026, a vacina de mRNA de Bio-Manguinhos recebeu autorização para a Fase I, a primeira da América Latina e do Caribe a chegar à clínica dentro do programa de transferência de tecnologia OMS/MPP/OPAS. O CAR-T do Hemocentro de Ribeirão Preto, com R$100 milhões do Ministério da Saúde, reportou 87,5% de resposta em linfoma refratário, contra um custo privado de R$2,5 milhões por tratamento. E a pesquisa clínica reagiu à Lei 14.874/2024: o Brasil subiu de 18º (fim de 2025) para 12º (1º trimestre de 2026) em estudos iniciados, com 2,9% do total mundial e mais de 40 mil participantes por ano.\n\nAs dependências, porém, são profundas. Cerca de 95% dos insumos farmacêuticos ativos são importados, majoritariamente da China e da Índia; a produção nacional cobriu apenas ~6% da demanda em 2025, quando no fim dos anos 1980 cobria metade. O déficit comercial do complexo da saúde dobrou de US$11 bilhões (2013) para cerca de US$20 bilhões, o segundo maior do país depois da eletrônica; só em equipamentos médicos, as importações chegaram a US$10,2 bilhões em 2025 contra ~US$1 bilhão de exportações. A missão de saúde da Nova Indústria Brasil é a única das seis que não cumprirá suas metas: a produção nacional atendeu 42% das necessidades do SUS em 2025, abaixo da meta de 50% para 2026, agora remarcada para 70% em 2033. Na ciência, o Nature Index coloca o Brasil em 21º em ciências da saúde e 22º no geral (1º na América do Sul), mas com Share em queda de ~4% entre 2024 e 2025; em healthtechs, o país concentra 64,8% das startups de saúde financiadas na região, que captou US$253,7 milhões em 2024.\n\nAs parcerias definem o momento: o programa de mRNA da OMS (cujo hub central fica na África do Sul) e a plataforma regional da OPAS deram ao Brasil o papel de produtor-âncora para a América Latina, enquanto a cooperação com a Índia em insumos e com empresas chinesas (WuXi) preenche lacunas industriais. As pressões vêm dos EUA — a determinação da Seção 301 de junho de 2026 cita proteção 'inadequada' de propriedade intelectual e lentidão no exame de patentes, e o Brasil está na Watch List da Special 301 desde 2007 — e da competição por talentos e capital, num setor em que a janela de patentes (117 medicamentos, com até US$6 bilhões em vendas, perdem proteção entre 2024 e 2028) abre oportunidades para genéricos e biossimilares nacionais.","international_facts":["Butantan-DV (26/11/2025): eficácia de 74,7% geral, 91,6% contra dengue grave e 100% contra hospitalização em 16 mil voluntários; 60 milhões de doses em dois anos com a WuXi; o Brasil teve 6,4 milhões de casos e 5.972 mortes por dengue em 2024.","Fiocruz/Bio-Manguinhos entrega ~120 milhões de doses/ano ao PNI com 12 produtos; a OMS lista a Fiocruz entre os 15 principais fabricantes de vacinas do mundo, e o Butantan também aparece no ranking.","Mercado farmacêutico: 42% das vendas da América Latina (2024), 10º do mundo (Sindusfarma); IQVIA projeta 6º no médio prazo; genéricos ~40% do mercado; 67 biossimilares aprovados desde 2016.","Dependência: ~95% dos IFAs importados (China e Índia); produção nacional cobre ~6% da demanda (2025); déficit comercial da saúde ~US$20 bilhões (era US$11 bilhões em 2013); equipamentos médicos: US$10,2 bilhões importados vs ~US$1 bilhão exportado (2025).","Pesquisa clínica: Brasil subiu de 18º (fim de 2025) para 12º (1T 2026) em estudos iniciados, com 2,9% do total global, após a Lei 14.874/2024 e o Decreto 12.651/2025; mais de 40 mil participantes/ano.","Nature Index: Brasil é 22º no geral e 21º em ciências da saúde (Share 114), 1º da América do Sul; healthtechs brasileiras são 64,8% das startups de saúde financiadas na América Latina (US$253,7 milhões em 2024)."],"future":"Globalmente, a década é das plataformas: mRNA e RNA autoamplificável, terapias celulares e gênicas, descoberta de fármacos com IA, biossimilares de segunda onda e a regionalização da produção de vacinas após a pandemia. A China se tornou fornecedora de moléculas e de capacidade fabril, e os Estados Unidos vivem turbulência no financiamento público da ciência. Para o Brasil, isso significa que possuir plataformas próprias (mRNA na Fiocruz, CAR-T em Ribeirão Preto, dengue no Butantan) acopladas ao poder de compra do SUS é uma alavanca incomum — mas só se o país sair dos 'primeiros' e entrar na escala, com exportação e prequalificação internacional.\n\nAs capacidades a construir são conhecidas e lentas. Produção de IFAs: a lista de ~140 insumos prioritários (outubro de 2026) e a regulamentação da lei do Ensceis precisam virar investimento, com financiamento compatível com ciclos de dez anos — hoje as linhas seguem mandatos de quatro. Previsibilidade de demanda: incorporação pela Conitec e compras centralizadas plurianuais são o que torna viável fabricar no Brasil. Capacidade regulatória: a Anvisa precisa de pessoal e de vias de confiança (reliance) com agências estrangeiras. Governança de dados genômicos: o Genomas Brasil (100 mil genomas até 2030) e o DNA do Brasil exigem regras de consentimento, soberania e compartilhamento. E uma política para a bioeconomia da biodiversidade, que até hoje não produziu um produto de alcance global.\n\nOs riscos são de três tipos. Geopolítico: dependência de parceiros chineses (WuXi, IFAs) numa década de desacoplamento e pressão americana por regras de patentes. Institucional: o modelo de PDPs já foi alvo de captura e judicialização, e Butantan e Fiocruz dependem de orçamentos estaduais e federais sujeitos ao ciclo político. Científico: fuga de pesquisadores, queda da produção em ciências aplicadas e biológicas no Nature Index, e a necessidade de confirmar no mundo real a eficácia da vacina da dengue em idosos e imunossuprimidos. A concentração em São Paulo e no Rio e a fragilidade das healthtechs fora do eixo completam o quadro.\n\nO que acompanhar: a campanha da Butantan-DV, sua eventual prequalificação pela OMS e as exportações para países vizinhos; os resultados da Fase I do mRNA e os produtos seguintes da plataforma (leishmaniose, tuberculose, oncologia); a incorporação do CAR-T ao SUS, prevista para 2027-2028; a execução da lista de IFAs prioritários; a posição do Brasil no ranking de pesquisa clínica; e se a meta de 70% de produção nacional em 2033 recebe instrumentos ou vira mais uma data.","future_points":["Produzir IFAs: a lista de ~140 insumos prioritários (2026) precisa de financiamento de longo prazo e da regulamentação do Ensceis","Demanda previsível (Conitec, compras plurianuais) como principal instrumento de política industrial em saúde","Escalar plataformas próprias — mRNA, CAR-T, dengue — rumo à prequalificação da OMS e à exportação regional","Governança de dados genômicos e soberania digital para o Genomas Brasil (100 mil genomas até 2030)","Riscos: dependência da China em insumos, pressão americana sobre patentes (Seção 301), captura das PDPs, fuga de cérebros","Observar: CAR-T no SUS (2027-28), meta NIB de 70% em 2033, ranking de pesquisa clínica, déficit comercial de US$20 bilhões"],"intl_sources":[{"title":"OPAS/PAHO – First mRNA vaccine developed by Bio-Manguinhos/Fiocruz with PAHO and WHO support advances to clinical trials (set. 2026)","url":"https://www.paho.org/en/news/14-9-2026-first-mrna-vaccine-developed-bio-manguinhosfiocruz-support-paho-and-who-advances"},{"title":"OMS – FAQ: The mRNA vaccine technology transfer programme","url":"https://www.who.int/initiatives/mrna-technology-transfer-(mrna-tt)-programme/faq"},{"title":"Fiocruz – WHO: Fiocruz is one of the world's 15 main manufacturers of vaccines","url":"https://fiocruz.br/node/178856"},{"title":"Gavi VaccinesWork – Single-dose dengue vaccine 'will help Amazon communities' (dez. 2025)","url":"https://www.gavi.org/vaccineswork/single-dose-dengue-vaccine-will-help-amazon-communities"},{"title":"GTAI – Brasilien bleibt Treiber des lateinamerikanischen Pharmamarkts (abr. 2026)","url":"https://www.gtai.de/de/trade/brasilien/branchen/brasilien-bleibt-treiber-des-lateinamerikanischen-pharmamarkts-907814"},{"title":"Medicina S/A – Brasil sobe para 12º lugar no ranking global de estudos clínicos (ago. 2026)","url":"https://medicinasa.com.br/?p=167859"},{"title":"Futuro da Saúde – Missão de saúde da Nova Indústria Brasil não deve atingir meta de 2026 (jun. 2026)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47454"},{"title":"Futuro da Saúde – Brasil prepara lista de insumos farmacêuticos prioritários (out. 2026)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=51565"},{"title":"Conselho Federal de Farmácia – Pesquisa brasileira com CAR-T chega a 87,5% de eficácia contra câncer (jun. 2026)","url":"https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/11/06/2026/pesquisa-brasileira-com-car-t-chega-a-87-5-de-eficacia-contra-cancer"},{"title":"Inside Precision Medicine – Millions of unknown genetic variants revealed in Brazilians (Science, 2025)","url":"https://www.insideprecisionmedicine.com/topics/precision-medicine/millions-of-unknown-genetic-variants-revealed-in-brazilians"},{"title":"Nature Index – Brazil country output","url":"https://www.nature.com/nature-index/country-outputs/Brazil"},{"title":"Agência Gov – Governo lança estratégia que prevê investimento de R$42 bilhões na indústria da saúde (set. 2023)","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202309/governo-lanca-estrategia-que-preve-investimento-de-r-42-bilhoes-na-industria-da-saude"},{"title":"IT Forum – Startups de saúde da América Latina receberam US$253,7 mi em 2024 (Distrito/ABSS)","url":"https://itforum.com.br/?p=9596821"}]},{"id":"energy","label":"Energia e Tecnologia Climática","short":"Energia","overview":"O Brasil opera uma das redes elétricas de grande porte mais limpas do mundo (cerca de 85-90% renovável, ancorada na hidrelétrica e agora na eólica e na solar) e é o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, com um programa de etanol de 50 anos (Proálcool, 1975) que fez dos carros flex o padrão nacional. A expertise da Petrobras em águas profundas do pré-sal, concentrada no centro de pesquisas CENPES, no Rio, faz do país um líder global em tecnologia de produção em águas ultraprofundas, FPSOs e engenharia submarina. O ciclo 2024-2026 acrescentou um novo arcabouço legal: a lei do Combustível do Futuro (SAF, diesel verde, biometano, CCS), a lei do Hidrogênio de baixo carbono e sua regulamentação de 2026, o mercado regulado de carbono (SBCE), a lei das eólicas offshore e o programa Mover de descarbonização automotiva, enquanto a fábrica da BYD em Camaçari e a expansão solar/eólica em hiperescala no Nordeste remodelaram a indústria. A COP30 em Belém (nov. 2025) colocou a bioeconomia amazônica e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) no centro da narrativa brasileira de tecnologia climática.","key_facts":["A matriz elétrica do Brasil é ~85-90% renovável (hidrelétrica ~55%, eólica ~14%, solar ~20% da capacidade em 2025), uma das redes de grande porte mais limpas do mundo.","A solar ultrapassou 50 GW instalados em 2025, colocando o Brasil entre os seis maiores do mundo; cerca de 60% é geração distribuída (telhados/minigeração) sob o Marco Legal da GD de 2022.","A eólica supera 30 GW, concentrada no Nordeste (Bahia, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará); a Aeris (pás) e a WEG (turbinas) fazem do Brasil um dos poucos países com fabricação eólica doméstica.","O Brasil é o produtor nº 2 de etanol do mundo (~35 bilhões de litros/ano) e pioneiro do etanol celulósico (2G) comercial em escala, via Raízen.","A Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro) determina cortes de emissões do SAF (de 1% em 2027 a 10% em 2037), biodiesel B15 subindo a B20 até 2030, metas de biometano a partir de 2026, diesel verde e um regime de autorização de CCS de 30 anos.","A Lei 14.948/2024 criou o marco do hidrogênio de baixo carbono (regime tributário Rehidro + créditos PHBC); só foi regulamentada em agosto de 2026 pelo Decreto 13.096. A CNI mapeou R$188 bilhões em projetos de H2 anunciados, liderados por Pecém (CE).","A Lei 15.042/2024 criou o mercado regulado de carbono (SBCE), um sistema de cap-and-trade para instalações acima de 25.000 tCO2e/ano, com implantação gradual até cerca de 2030.","O complexo da BYD em Camaçari (BA), inaugurado em out. 2025 com investimento de R$5,5 bilhões, alcançou 100.000 veículos produzidos em julho de 2026, com ~5.500 trabalhadores.","A Petrobras opera o Pegasus (supercomputador no Top 100 global, 2024) para imageamento sísmico e produz ~75% do petróleo do Brasil em campos do pré-sal usando frotas de FPSOs.","A COP30 foi realizada em Belém, no Pará (nov. 2025); o Brasil lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), um fundo de investimento com meta de US$125 bilhões que paga aos países por hectare de floresta em pé."],"challenges":["Curtailment na rede: a eólica e a solar no Nordeste são rotineiramente cortadas pelo ONS por gargalos de transmissão e falta de armazenamento; um marco regulatório para armazenamento em baterias ainda estava pendente em 2025-26.","Os projetos de hidrogênio continuam pré-FID: cinco anos após o lançamento do hub de Pecém, a primeira nota fiscal comercial de H2 verde veio de uma planta de 5 MW da White Martins em São Paulo; as FIDs são esperadas apenas em 2027, com produção por volta de 2029.","A guinada da Petrobras: a empresa continua sendo a maior investidora em P&D do Brasil, mas enfrenta tensão entre a exploração da Margem Equatorial e as metas de transição energética.","'Jabutis' legislativos: a lei das eólicas offshore e outros projetos de energia carregaram emendas que forçam a contratação de termelétricas fósseis, elevando os custos do sistema.","O desmatamento e as emissões por uso da terra, e não a energia, dominam o perfil de GEE do Brasil, de modo que a liderança no setor de energia não se traduz em liderança nas emissões nacionais."],"international":"O sistema elétrico mundial cruzou um limiar em 2025: as renováveis geraram 33,8% da eletricidade global e superaram o carvão (33,0%) pela primeira vez, a solar cresceu 636 TWh (+30%) e, somada à eólica, atendeu 99% do aumento da demanda, enquanto a geração fóssil caiu pela primeira vez desde 2020 e as baterias instaladas saltaram 46%, para ~250 GWh, com custos 45% menores (Ember). A IRENA registrou 585 GW de nova capacidade renovável em 2024 (recorde de +15,1%, total de 4.448 GW), com a China respondendo por quase 64% das adições; a IEA projeta mais 4.600 GW até 2030, perto de 60% na China e a Índia como segundo mercado, enquanto a previsão para os EUA foi cortada quase pela metade após a reversão de políticas em 2025. A eólica instalou um recorde de 165 GW em 2025 (total de 1.299 GW, GWEC).\n\nO Brasil chega a esse cenário com uma vantagem que poucos grandes países têm: 89% de eletricidade de baixo carbono em 2025, mais que o dobro da média mundial de 43%, com hidrelétrica em 52% (era ~90% nos anos 2000), eólica e solar em 27% (acima da média global de 17%, embora abaixo de Chile, 38%, e Uruguai, 46%) e fósseis em 11%; as emissões per capita do setor elétrico são as segundas menores do G20, e o país é o sexto maior consumidor de eletricidade e o segundo maior gerador hidrelétrico do mundo. Com mais de 50 GW de solar (cerca de 60% em geração distribuída) e mais de 30 GW de eólica, o Brasil está entre os seis maiores mercados solares e entre os poucos com fabricação eólica doméstica (Aeris, WEG), mas importa quase todos os módulos fotovoltaicos e células de bateria da China. A IEA, em sua revisão de políticas de novembro de 2025, apontou o reverso da moeda: a expansão de eólica e solar superou a da rede e da flexibilidade, o curtailment cresce (o Brasil é citado nominalmente ao lado da China e dos EUA), o despacho hidrelétrico fica mais difícil com a mudança climática e a tarifação da geração distribuída precisa de reforma.\n\nEm combustíveis, o país é a referência mundial em bioenergia e um produtor de petróleo em ascensão. A IEA identifica o Brasil como o principal polo de crescimento de biocombustíveis líquidos para transporte no mundo até 2030; a mistura de etanol na gasolina subiu para 32% (E32) em agosto de 2026 sob a lei do Combustível do Futuro, com testes para E35, o RenovaBio prepara metas para 2027-2036 (redução de 12,1% na intensidade de carbono até 2036 ante 2018) e os mandatos de SAF, biometano e diesel verde entram em vigor a partir de 2027. Ao mesmo tempo, o governo estima R$3,2 trilhões de investimentos em energia na próxima década, 78% deles em petróleo e gás, 19% em eletricidade e 3% em biocombustíveis, e a IEA projeta que a produção de petróleo atinja o pico na década de 2030; é essa renda que a agência sugere canalizar para um fundo nacional de transição. O Brasil pediu adesão plena à IEA em setembro de 2025 e o processo de acessão foi aberto em fevereiro de 2026.\n\nNo hidrogênio, a realidade global é mais modesta do que os anúncios: a produção de baixa emissão deve chegar a ~1 Mt em 2025 (menos de 1% dos ~100 Mt consumidos), o pipeline anunciado para 2030 encolheu de 49 para 37 Mt/ano em um ano, e a China concentra 65% da capacidade de eletrólise instalada ou com decisão final de investimento e ~60% da fabricação de eletrolisadores (20 GW/ano), com custos de US$600-1.200/kW contra US$2.000-2.600/kW fora da China. O marco legal brasileiro (Lei 14.948/2024, limite de 7 kgCO2e/kgH2, regime Rehidro por cinco anos a partir de 2025, certificação SBCH2) e os créditos fiscais do PHBC posicionam Pecém, Suape e Açu como hubs de exportação para a Europa, mas nenhum projeto de grande escala havia alcançado FID até 2026. A governança do setor também mudou: a Eletrobras, privatizada em 2022 e rebatizada Axia Energia em outubro de 2025, detém 17% da capacidade de geração e 37% das linhas de transmissão do SIN, com o 'grupo governo' (União, BNDES, fundos de pensão) ainda com 41,4% das ações totais após o acordo de conciliação no STF de 2025, e a lei das eólicas offshore (15.097/2025) ganhou em julho de 2026 sua metodologia de seleção de áreas.","international_facts":["Mundo 2025: renováveis com 33,8% da eletricidade superaram o carvão (33,0%); a solar cresceu 636 TWh (+30%) e as baterias instaladas subiram 46%, para ~250 GWh (Ember).","IRENA: 585 GW de renováveis adicionados em 2024 (+15,1%, total de 4.448 GW), 64% na China; a IEA projeta +4.600 GW até 2030, ~60% na China.","Brasil 2025: 89% de eletricidade de baixo carbono (média global de 43%), hidro 52%, eólica+solar 27%, fósseis 11%; 6º maior consumidor e 2º maior gerador hidrelétrico do mundo.","Investimento previsto em energia no Brasil na próxima década: R$3,2 trilhões, 78% em petróleo e gás, 19% em eletricidade e 3% em biocombustíveis; a produção de petróleo deve atingir o pico nos anos 2030 (IEA).","Hidrogênio: ~1 Mt de produção de baixa emissão em 2025 (<1% do total); a China tem 65% da capacidade de eletrólise com FID e ~60% da fabricação de eletrolisadores (IEA).","O Brasil adotou a mistura E32 em agosto de 2026, propõe metas do RenovaBio até 2036 (-12,1% de intensidade de carbono) e abriu em fevereiro de 2026 o processo de adesão à IEA."],"future":"A década que vem será definida menos pela geração e mais pela integração: redes de transmissão, baterias e resposta da demanda para absorver solar e eólica baratas; eletrificação do transporte e do calor industrial; centros de dados como nova carga-âncora; e cadeias de suprimento concentradas na China, de módulos a eletrolisadores, que o Ocidente tenta diversificar com tarifas e subsídios. Para o Brasil, isso converte a abundância renovável em um problema de engenharia de sistema: o curtailment no Nordeste, as filas de conexão, a dificuldade de despachar hidrelétricas com secas mais frequentes e os subsídios cruzados na tarifa da geração distribuída são hoje os gargalos, não a oferta. O PDE 2035, aprovado em junho de 2026, e os leilões de reserva de capacidade com baterias são os instrumentos para resolver isso, e a reforma do modelo de mercado (abertura do mercado livre a consumidores de baixa tensão, tarifação horária) é a pauta regulatória de 2026-2030.\n\nNos combustíveis, a aposta brasileira é diversificar a bioenergia para além do etanol: SAF (mandato de 1% em 2027 subindo até 10% em 2037), diesel verde, biometano, etanol de segunda geração e o E35, com a cana e o milho competindo com alimento e terra, o que a IEA pede para monitorar via avaliações de uso do solo. O hidrogênio de baixo carbono precisa passar de legislação a FIDs: a regulamentação do Rehidro e do PHBC, os leilões de demanda e os acordos com Alemanha, Países Baixos e Japão decidirão se Pecém e Suape viram hubs reais ou ficam no papel enquanto a China domina o equipamento. Em petróleo, o país enfrenta a contradição de ser um dos dez maiores produtores com pico previsto para os anos 2030 enquanto sedia a COP30: a exploração da Margem Equatorial, a captura de carbono e metano no pré-sal e a destinação das receitas (a IEA sugere um fundo de transição) serão decididas nos próximos anos.\n\nO que deveria se desenvolver: uma estratégia energética nacional unificada, como recomenda a IEA, em vez de leis setoriais desconexas; capacidade industrial em baterias, inversores e eletrolisadores (hoje a dependência chinesa é quase total), apoiada pelas regras de conteúdo local do Rehidro e da Nova Indústria Brasil; a eólica offshore, com o primeiro leilão de áreas a partir da metodologia de 2026; o mercado regulado de carbono (SBCE), cuja fase operacional até 2029 definirá o preço do CO2 que viabiliza CCS e hidrogênio; e a modernização da governança da Axia Energia e do setor, para que a maior empresa de transmissão do país invista em rede e não em litígio com o governo. Também é preciso resolver Angra 3 e a política nuclear, pois a firmeza do sistema depende de alguma geração despachável de baixo carbono.\n\nRiscos e sinais entre 2026 e 2030: secas prolongadas e eventos extremos que reduzam a geração hidrelétrica e elevem o uso de termelétricas a gás; pressão tarifária por subsídios acumulados (geração distribuída, CDE); retrocessos regulatórios após as eleições de 2026; atraso na transmissão que amplie o curtailment e afaste investidores; e a reversão de mandatos de biocombustíveis sob pressão de preços. O que observar: o primeiro leilão de baterias e seus preços; o leilão de eólica offshore; os primeiros FIDs de hidrogênio em Pecém e Suape; o teste do E35 e o início do mandato de SAF em 2027; a operação do SBCE; o destino da Margem Equatorial; a conclusão da adesão à IEA; e a evolução da fábrica da BYD em Camaçari, termômetro de se a eletrificação veicular no Brasil será industrial ou apenas importadora.","future_points":["Integração, não geração, é o gargalo: transmissão, leilões de baterias, resposta da demanda e reforma da tarifação da geração distribuída (PDE 2035, aprovado em junho de 2026).","Bioenergia 2.0: SAF (1% em 2027 → 10% em 2037), diesel verde, biometano, E35 e etanol 2G, com monitoramento do uso do solo recomendado pela IEA.","Hidrogênio precisa sair da lei para FIDs: regulamentação do Rehidro/PHBC, leilões de demanda e acordos com Europa e Japão decidirão Pecém e Suape.","Petróleo: pico nos anos 2030, Margem Equatorial, CCS no pré-sal e um fundo de transição com receitas do petróleo (sugestão da IEA).","Indústria: reduzir a dependência quase total de módulos, baterias e eletrolisadores chineses via Rehidro, Nova Indústria Brasil e eólica offshore.","Observar 2026-2030: leilão de baterias, leilão offshore, SBCE operacional, adesão à IEA, Angra 3 e a governança da Axia Energia."],"intl_sources":[{"title":"Ember – Global Electricity Review 2026","url":"https://ember-energy.org/latest-insights/global-electricity-review-2026/"},{"title":"Ember – Brazil: electricity data and insights (89% clean power em 2025)","url":"https://ember-energy.org/countries-and-regions/brazil/"},{"title":"IRENA – Record-Breaking Annual Growth in Renewable Power Capacity (585 GW em 2024)","url":"https://www.irena.org/News/pressreleases/2025/Mar/Record-Breaking-Annual-Growth-in-Renewable-Power-Capacity"},{"title":"IEA – Renewables 2025 (executive summary)","url":"https://www.iea.org/reports/renewables-2025/executive-summary"},{"title":"IEA – Brazil 2025 Energy Policy Review (executive summary)","url":"https://www.iea.org/reports/brazil-2025/executive-summary"},{"title":"IEA – Brazil country page (processo de adesão à IEA, 2026)","url":"https://www.iea.org/countries/brazil"},{"title":"IEA – Global Hydrogen Review 2025 (executive summary)","url":"https://www.iea.org/reports/global-hydrogen-review-2025/executive-summary"},{"title":"GWEC – Global Wind Report (165 GW instalados em 2025)","url":"https://www.gwec.net/reports/globalwindreport"},{"title":"EPE – Plano Decenal de Expansão de Energia 2035","url":"https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/plano-decenal-de-expansao-de-energia-2035"},{"title":"MME – Resolução que institui o E32 é publicada (agosto de 2026)","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/resolucao-que-institui-o-e32-e-publicada-e-nova-mistura-passa-a-valer-neste-sabado"},{"title":"MME – Consulta pública sobre metas do RenovaBio 2027-2036","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/mme-abre-consulta-publica-sobre-metas-do-renovabio-para-o-periodo-de-2027-a-2036"},{"title":"MME – Eólica offshore: publicada metodologia de seleção de áreas (julho de 2026)","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/eolica-offshore-publicada-metodologia-de-selecao-de-areas-ofertadas-no-pais"},{"title":"Planalto – Lei 14.948/2024: marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14948.htm"},{"title":"Agência Brasil – Privatizada em 2022, Eletrobras passa a se chamar Axia Energia","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/privatizada-em-2022-eletrobras-passa-se-chamar-axia-energia"}]},{"id":"minerals","label":"Minerais Críticos","short":"Minerais","overview":"O Brasil ocupa posições de classe mundial em vários minerais críticos: a CBMM fornece cerca de 80% do nióbio global a partir de Araxá (MG); o Brasil tem as segundas maiores reservas de terras raras do mundo (~21 Mt, 23%) e, em 2024, a Serra Verde, em Minaçu (GO), tornou-se a primeira nova produtora de terras raras fora da Ásia em décadas; a Sigma Lithium transformou o Vale do Jequitinhonha em um 'Vale do Lítio'; e Vale, Anglo American, Hydro/Alunorte e CBA ancoram ferro, níquel, cobre, bauxita e alumínio. A resposta do Estado tem sido institucional, e não fiscal: a política Nova Indústria Brasil (2024), uma chamada de R$5 bilhões do BNDES/Finep que selecionou 56 projetos minerais em 2025, o programa de minerais críticos do MCTI e o PL 4.443/2025, projeto do Senado que cria uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e que ainda estava parado em comissão em julho de 2026. A competição EUA-China é o pano de fundo: a USA Rare Earth acertou a compra da Serra Verde em 2026, grupos chineses cortejam ativos de lítio e nióbio, e Washington e Brasília negociaram um diálogo sobre minerais críticos apesar das tensões tarifárias de 2025.","key_facts":["A CBMM (Araxá, MG) produz ~150.000 t/ano de ferronióbio, mais do que a demanda global, e embarca ~80% do nióbio mundial; a empresa migrou para ânodos de bateria de óxido de nióbio com a Toshiba e a Volkswagen Caminhões e Ônibus (recarga em 10-15 minutos).","O Brasil detém ~21 Mt de reservas de terras raras (~23% do total global, 2º lugar depois da China), mas produziu apenas ~20 t em 2024, contra 270.000 t da China.","A Serra Verde (Minaçu, GO) iniciou a produção comercial de terras raras em argilas iônicas em 2024, mira ~6.400 t/ano de REO até o fim de 2027, captou US$565 milhões e acertou em abril de 2026 sua aquisição pela USA Rare Earth (fechamento esperado para o 3º trimestre de 2026).","A Sigma Lithium (Grota do Cirilo, MG) produziu 240.000 t de concentrado de lítio em 2024 e está expandindo para 520.000 t, com a Fase 2 comissionada no 4º trimestre de 2025 e a Fase 3 até o fim de 2026.","O PL 4.443/2025 (sen. Renan Calheiros) criaria a política PNMCE, a lista mineral LBMCE, um Fundo de Garantia da Atividade Mineral, zonas de processamento e um certificado de mineral de baixo carbono; aprovado pela CAE do Senado em dez. 2025, teve a votação adiada na CI em julho de 2026.","A chamada de minerais críticos do BNDES e da Finep de 2025 selecionou 56 projetos com R$5 bilhões inicialmente disponíveis, dez deles ligados a terras raras.","O INCT Materia (liderado pela UFAM, R$10,2 milhões) e o programa de mineração urbana do CETEM miram uma cadeia doméstica de terras raras a ímãs; o Brasil ainda não tem fabricação de ímãs.","A Vale é a maior produtora de minério de ferro do mundo e, por meio da Vale Base Metals (cobre de Carajás, Sossego, Salobo), uma das principais fornecedoras de cobre e níquel; opera caminhões e trens autônomos e o braço de pesquisa Instituto Tecnológico Vale."],"challenges":["Quase todas as produtoras de terras raras e lítio no Brasil são de controle estrangeiro, limitando a captura de valor doméstica e os transbordamentos de P&D.","Ausência de processamento a jusante: o Brasil exporta concentrados (REO para a China, espodumênio para a Ásia) e importa ímãs e células de bateria.","Os prazos de outorga e licenciamento na ANM e nos órgãos ambientais continuam longos; a política de minerais críticos do Senado está parada há mais de um ano.","Conflitos sociais e ambientais (os desastres com barragens de rejeitos de Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019; preocupações com a água no Jequitinhonha; sobreposição com terras indígenas) moldam a confiança pública.","Aperto geopolítico: tarifas dos EUA em 2025, domínio chinês nos contratos de compra (offtake) e disputas por ativos como Serra Verde e Sigma."],"international":"A geopolítica dos minerais críticos é, antes de tudo, a geografia do refino. Segundo a IEA, a fatia dos três maiores refinadores de cada mineral energético subiu de 82% em 2020 para 86% em 2024, e a China é o refinador dominante em 19 dos 20 minerais estratégicos (cerca de 70% em média), com ~60% da mineração e ~90% do refino de terras raras e ~99% do processamento de terras raras pesadas. Em abril de 2025, Pequim impôs licenças de exportação a sete terras raras médias e pesadas (samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio, ítrio) e aos ímãs que as contêm, depois de já ter proibido em dezembro de 2023 a exportação da tecnologia de separação; o caso virou o exemplo canônico de arma comercial, porque um F-35 contém mais de 400 kg desses materiais. A resposta ocidental combina o Critical Raw Materials Act europeu (metas para 2030 de 10% de extração, 40% de processamento e 25% de reciclagem domésticos, com no máximo 65% de um único fornecedor), a Minerals Security Partnership, financiamento estatal (DFC, Departamento de Comércio e Pentágono nos EUA; JOGMEC no Japão) e, em 2025, participações acionárias diretas do governo americano em mineradoras.\n\nO Brasil entra nesse tabuleiro com reservas de classe mundial e produção ainda pequena. Nos dados do USGS para 2025, o país tem a segunda maior reserva de terras raras (21 Mt, contra 44 Mt da China, de um total de >85 Mt) e produziu 2.000 t de óxidos, quase quatro vezes as 560 t de 2024, mas ainda 0,5% das 270 mil t chinesas e menos que EUA (51 mil t), Austrália (29 mil t) e Mianmar (22 mil t). No nióbio, a posição é inversa: 104 mil t das 112 mil t mundiais (93%) e 14 Mt de reservas, com a CBMM fornecendo ~80% do mercado e os EUA importando 67% do seu nióbio do Brasil. Em lítio, o país é o sexto produtor (12 mil t de lítio contido em 2025, ante 92 mil t da Austrália, 62 mil t da China e 56 mil t do Chile), com apenas 540 mil t de reservas, e em grafite é o quarto produtor (65 mil t) com a segunda maior reserva (74 Mt), em um mercado em que a China produz ~80%. Somam-se as terceiras maiores reservas de níquel (16 Mt), além de bauxita, cobre, manganês e ferro, e a vantagem de uma matriz elétrica 89% limpa, que permite certificar minerais de baixo carbono.\n\nO caso emblemático é a Serra Verde, em Minaçu (GO): única mina de argilas iônicas fora da Ásia, em produção comercial desde janeiro de 2024, reconhecida pela Minerals Security Partnership em outubro de 2024, aprovada no programa BNDES-Finep de R$5 bilhões em junho de 2025 e financiada com US$565 milhões pela DFC americana em fevereiro de 2026 (com opção de participação minoritária). Em 20 de abril de 2026, a USA Rare Earth anunciou a compra de 100% do grupo por ~US$2,8 bilhões (US$300 milhões em dinheiro e US$2,5 bilhões em ações), com contrato de compra de 15 anos a preços mínimos garantidos, e em agosto de 2026 fechou um offtake com o governo dos EUA. A operação, somada ao memorando de Goiás com o governo americano (março de 2026) e ao acordo do estado com a JOGMEC japonesa, provocou reação federal: o ministro Márcio Elias Rosa lembrou que 'o subsolo brasileiro pertence à União', deputados do PSOL pediram à PGR a anulação da venda e o presidente Lula chamou de 'traidores da pátria' quem quisesse vender minerais críticos brutos aos EUA. Do outro lado, grupos chineses compraram ativos de níquel e cortejam lítio e nióbio, e a União Europeia visitou o centro de pesquisa em terras raras do país em 2026 em busca de parcerias sob o CRMA.\n\nA resposta institucional chegou em setembro de 2026: o Senado aprovou em 2 de setembro, sem alterações, o PL 2780/2024 da Câmara, e Lula sancionou em 16 de setembro a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com até R$7 bilhões em incentivos, um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (R$2 bilhões da União, podendo chegar a R$5 bilhões), créditos tributários de até 20% dos custos industriais (teto de R$1 bilhão/ano entre 2030 e 2034) para processamento, um conselho (CIMCE) que deverá aprovar mudanças de controle societário e acordos internacionais com impacto geopolítico, e o orçamento do Serviço Geológico elevado de R$8 milhões para R$300 milhões, em um país com apenas 25-30% do território mapeado. A mineração (IBRAM) elogiou a 'base para financiamento e industrialização'; os municípios mineradores (AMIG) criticaram a ausência de mudanças na CFEM e a pouca voz local; acadêmicos alertaram que a definição de 'estratégico' é tão ampla que inclui minério de ferro. O PL 4.443/2025 do Senado, com desenho paralelo, teve a votação adiada por pedido de vista em julho de 2026. Em preços, o mercado global atravessa um vale: o carbonato de lítio caiu de US$63.700/t em 2022 para ~US$9.000/t em 2025, enquanto os óxidos de neodímio-praseodímio subiram de US$55 para US$69/kg com os controles chineses.","international_facts":["A China refina ~90% das terras raras e ~99% das terras raras pesadas, é o refinador dominante em 19 de 20 minerais estratégicos e impôs em abril de 2025 licenças de exportação a sete elementos pesados e aos ímãs que os contêm (IEA, CSIS).","Terras raras 2025 (USGS): produção mundial de 390 mil t, China 270 mil t (69%), EUA 51 mil t, Austrália 29 mil t, Brasil 2.000 t (560 t em 2024); reservas: China 44 Mt, Brasil 21 Mt.","Nióbio: o Brasil produziu 104 mil das 112 mil t mundiais em 2025 (93%) e detém 14 Mt de reservas; 67% do nióbio importado pelos EUA vem do Brasil.","Lítio: o Brasil foi o 6º produtor em 2025 (12 mil t de lítio contido, ante 92 mil t da Austrália); o carbonato caiu de US$63.700/t em 2022 para ~US$9.000/t em 2025.","A Serra Verde (GO) foi vendida à USA Rare Earth por ~US$2,8 bilhões (abril de 2026), após US$565 milhões da DFC americana; Lula chamou de 'traidores da pátria' quem vender minerais brutos aos EUA.","A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi sancionada em 16/9/2026: até R$7 bilhões em incentivos, fundo garantidor de R$2-5 bilhões, conselho com poder de veto sobre mudanças de controle e orçamento do SGB de R$8 milhões para R$300 milhões."],"future":"A IEA projeta que a concentração do refino cairá apenas marginalmente até 2035 (de 86% para 82%), que o cobre pode ter déficit de 30% e que o lítio volta a ficar escasso nos anos 2030, com o capital de projetos fora dos países incumbentes custando ~50% mais. O cenário global combina, portanto, volatilidade de preços (que adia FIDs), industrialização por decreto no Ocidente (participações estatais, pisos de preço, offtakes governamentais, como os que a Serra Verde assinou) e o uso chinês de controles de exportação como instrumento diplomático. Para um país com reservas grandes e refino inexistente, isso significa que o valor estará em separação, metalurgia e componentes (ímãs, ânodos, precursores de bateria), e que os compradores estão dispostos a pagar prêmios e garantias por fornecimento fora da China, desde que haja segurança jurídica.\n\nA primeira decisão pendente é regulamentar a lei de setembro de 2026 sem sufocar o investimento: definir a lista de minerais (hoje ampla a ponto de incluir ferro), instalar o conselho CIMCE e seus critérios para aprovar mudanças de controle e acordos internacionais, capitalizar o fundo garantidor e desenhar o crédito tributário de processamento que só começa em 2030. A segunda é a postura diante da disputa EUA-China: o governo rejeita a exportação de minério bruto e a 'cessão' de estados a Washington, mas depende de capital, tecnologia de separação (ainda majoritariamente chinesa) e mercados que estão, em grande parte, nos dois polos; a venda da Serra Verde e a eventual revisão pelo CIMCE serão o teste de como a regra se aplica. A terceira é federativa: Goiás, Minas Gerais e Bahia assinam acordos próprios com EUA e Japão, e os municípios mineradores exigem uma reforma da CFEM que a lei não fez.\n\nO que deveria se desenvolver: mapeamento geológico (o salto do orçamento do SGB para R$300 milhões é o primeiro passo em um território 70% desconhecido); uma primeira planta de separação de terras raras e uma de ímãs permanentes, possivelmente com a CBMM, cujo modelo integrado mina-metalurgia-cliente é a referência nacional; a expansão do Vale do Lítio (Sigma, fases 2 e 3) com conversão para hidróxido no país; ânodos de grafite e baterias de nióbio-titânio; níquel e cobre de baixo carbono certificados pela matriz limpa; e uma política ambiental e social que incorpore o consentimento prévio de povos indígenas e tradicionais (exigência inserida na lei) e as lições de Mariana e Brumadinho, sob pena de perder a licença social que já é o principal risco de projetos no Norte e no Nordeste.\n\nRiscos e sinais até 2030: um ciclo de preços baixos que inviabilize a Sigma e novos projetos de lítio; a judicialização de vendas a estrangeiros; a captura do fundo garantidor por minérios tradicionais; dependência de tecnologia chinesa de separação; e a militarização da pauta, que afastaria capital europeu e japonês. O que observar: a regulamentação da lei e a composição do CIMCE em 2026-2027; o fechamento e a Fase 2 da Serra Verde sob a USA Rare Earth, com a opção de participação da DFC; o destino do PL 4.443/2025 no Senado; o capítulo de matérias-primas do acordo Mercosul-UE; a execução dos 56 projetos do programa BNDES-Finep; a primeira planta de separação em território brasileiro; os acordos de Goiás com EUA e Japão; e a evolução dos controles chineses, que, a cada rodada, aumentam o prêmio por fornecedores alternativos e, portanto, o valor estratégico das reservas brasileiras.","future_points":["Regulamentar a lei de setembro de 2026: lista de minerais (hoje inclui até ferro), conselho CIMCE e critérios de aprovação de mudanças de controle, capitalização do fundo garantidor e crédito de processamento a partir de 2030.","Definir a postura na disputa EUA-China: rejeitar exportação bruta sem fechar a porta ao capital e à tecnologia de separação; a venda da Serra Verde será o teste.","Da mina ao ímã: primeira planta de separação de terras raras e de ímãs no Brasil, conversão de lítio em hidróxido e ânodos de grafite/nióbio, usando a CBMM como modelo integrado.","Mapeamento: só 25-30% do território é conhecido; o orçamento do SGB de R$300 milhões precisa virar campanhas geológicas de longo prazo.","Licença social: consentimento prévio de povos indígenas, reforma da CFEM pedida pelos municípios e as lições de Mariana e Brumadinho.","Observar 2026-2030: Fase 2 da Serra Verde, PL 4.443/2025, acordo Mercosul-UE, 56 projetos BNDES-Finep, acordos de Goiás com EUA e Japão e novas rodadas de controles chineses."],"intl_sources":[{"title":"USGS – Mineral Commodity Summaries 2026: Rare Earths","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-rare-earths.pdf"},{"title":"USGS – Mineral Commodity Summaries 2026: Niobium","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-niobium.pdf"},{"title":"USGS – Mineral Commodity Summaries 2026: Lithium","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-lithium.pdf"},{"title":"USGS – Mineral Commodity Summaries 2026: Graphite","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-graphite.pdf"},{"title":"IEA – Global Critical Minerals Outlook 2025 (executive summary)","url":"https://www.iea.org/reports/global-critical-minerals-outlook-2025/executive-summary"},{"title":"IEA – Renewables 2025 (participação da China na mineração e no refino de terras raras)","url":"https://www.iea.org/reports/renewables-2025/executive-summary"},{"title":"CSIS – The Consequences of China's New Rare Earths Export Restrictions","url":"https://www.csis.org/analysis/consequences-chinas-new-rare-earths-export-restrictions"},{"title":"European Commission – Critical Raw Materials Act (metas para 2030)","url":"https://single-market-economy.ec.europa.eu/sectors/raw-materials/areas-specific-interest/critical-raw-materials/critical-raw-materials-act_en"},{"title":"Serra Verde – News (produção, DFC, combinação com a USA Rare Earth, offtake MREC)","url":"https://www.serraverde.com/news/"},{"title":"Agência Brasil – Brasil cria política para ampliar produção de minerais críticos (16/09/2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/Brasil-cria-politica-para-ampliar-producao-de-minerais-criticos"},{"title":"Agência Brasil – Mineradoras elogiam, mas municípios criticam PL de minerais críticos (03/09/2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-09/mineradoras-elogiam-mas-municipios-criticam-pl-de-minerais-criticos"},{"title":"Agência Brasil – Câmara aprova fundo de até R$5 bilhões para minerais críticos (06/05/2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/camara-aprova-fundo-de-ate-r-5-bilhoes-para-minerais-criticos"},{"title":"Agência Brasil – Pedido de vista adia votação da Política de Minerais Críticos no Senado (PL 4.443/2025)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-07/pedido-de-vista-adia-votacao-da-politica-de-minerais-criticos"},{"title":"Agência Brasil – Goiás defende acordo com EUA para exploração de minerais críticos (Serra Verde/USA Rare Earth)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/goias-defende-acordo-com-eua-para-exploracao-de-minerais-criticos"}]},{"id":"quantum","label":"Quântica e Fotônica","short":"Quântica","overview":"O Brasil tem cerca de 25 anos de pesquisa em informação quântica, liderada por CBPF (Rio), USP, Unicamp, UFMG, UFRJ, UFPE, UFF e UFABC, organizada nacionalmente por meio do INCT-IQ e de programas INCT posteriores. A camada aplicada é jovem: o centro QuIIN do Senai Cimatec (Salvador), financiado pela Embrapii e pelo MCTI, tornou-se o primeiro centro de competência em quântica do país (2023), a rede de fibra Rio Quântica conectou PUC-Rio, CBPF, UFRJ, IME e UFF, e em 2024 o MCTI formou o grupo de trabalho da IBQuântica (Iniciativa Brasileira de Tecnologias Quânticas). O maior marco de 2025-26 é o CIQUANTA-PB, em João Pessoa: um centro de R$200 milhões que abriga os dois primeiros computadores quânticos supercondutores operacionais do Brasil (20 e 100 qubits), fornecidos por meio de uma parceria com o centro quântico do Delta do Rio Yangtzé, da China (ligado à CETC), com montagem prevista para outubro de 2026. O financiamento público brasileiro para quântica (~R$60 milhões federais mais os R$150 milhões do QuTIa da FAPESP) continua minúsculo em relação ao gasto global.","key_facts":["O CIQUANTA-PB (João Pessoa) foi lançado em junho de 2026: R$200 milhões (R$140 milhões da Paraíba, R$60 milhões do MCTI), 5.100 m² na Estação Ciência Cabo Branco, computadores de 20 e 100 qubits do Centro de Inovação Industrial em Tecnologia Quântica do Delta do Rio Yangtzé, da China (Suzhou).","A Residência em Tecnologias Quânticas do MCTI (2026): R$20 milhões, 156 bolsas, ~500 pessoas capacitadas em João Pessoa, Campina Grande, Fortaleza, Salvador, Goiânia e Campinas.","O QuIIN, no Senai Cimatec (Salvador), é o primeiro centro de competência em quântica do Brasil, criado com a Embrapii/MCTI em 2023 e coordenado por Valéria Loureiro da Silva, com um CoE quântico anterior da Atos/Eviden.","Rio Quântica: a primeira rede física de comunicação quântica do Brasil (fibra entre PUC-Rio, CBPF, UFRJ e IME; enlace a laser em espaço livre até a UFF, em Niterói), coordenada por Antonio Zelaquett Khoury (UFF).","O CBPF e a Unicamp fabricaram um chip supercondutor capaz de gerar qubits, um marco inicial de hardware nacional.","O programa QuTIa da FAPESP compromete R$150 milhões ao longo de cinco anos, sob coordenação de Gustavo Wiederhecker (CCSNano da Unicamp).","A Portaria MCTI 8.194/2024 criou o grupo de trabalho que elaborou a Iniciativa Brasileira de Tecnologias Quânticas (IBQuântica).","Fotônica: a Padtec (Campinas) é a única fabricante de transporte óptico DWDM da América Latina, spin-off do CPqD, que foi pioneiro da fibra óptica brasileira nos anos 1980."],"challenges":["Lacuna de financiamento: ~R$60 milhões federais contra mais de US$42 bilhões no mundo; pesquisadores (Luiz Davidovich, Wiederhecker) apontam repetidamente a falta de infraestrutura laboratorial.","Dependência de hardware estrangeiro (sistemas supercondutores chineses, acesso em nuvem da IBM/Atos), sem cadeia de suprimentos doméstica de refrigeradores de diluição ou CMOS criogênico.","Fuga de cérebros de doutores em informação quântica para a Europa e a América do Norte; poucas startups nacionais para absorver talentos.","Equipamentos caros de comunicação quântica (dispositivos de QKD a ~US$300 mil) limitam a rede experimental nacional proposta.","Escrutínio geopolítico da parceria China-Paraíba e exposição a controles de exportação para futuro hardware dos EUA/UE."],"international":"As tecnologias quânticas saíram do laboratório para a agenda de Estado. O Quantum Technology Monitor da McKinsey (2025) estima a receita de computação quântica em US$4 bilhões em 2024, com potencial de até US$72 bilhões em 2035, e o conjunto de computação, comunicação e sensoriamento em até US$97 bilhões; as startups do setor captaram quase US$2 bilhões em 2024 (+50%), metade concentrada em PsiQuantum e Quantinuum. O investimento público acumulado anunciado no mundo passa de US$65,9 bilhões (Qureca, junho de 2026): a China é estimada em cerca de US$15 bilhões (valor não confirmado oficialmente), o Japão alocou ¥1,05 trilhão (cerca de US$7 bilhões) e respondeu por quase 75% dos anúncios do início de 2025, a Alemanha somou €2 bilhões (2020) e €3 bilhões (2023), o Reino Unido comprometeu £2,5 bilhões em dez anos, a França €1,8 bilhão, a Coreia do Sul KRW 3 trilhões até 2035, a Índia INR 6.003 crore e o Canadá mais de CA$1 bilhão. A ONU declarou 2025 o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas.\n\nOs marcos técnicos vêm sobretudo dos EUA. O chip Willow, do Google (dezembro de 2024), demonstrou com 105 qubits correção de erros 'abaixo do limiar', com a taxa de erro caindo pela metade a cada aumento de escala; a IBM mantém um roteiro que promete demonstrações de vantagem quântica em 2026, o Starling tolerante a falhas em 2029 (200 qubits e 100 milhões de portas) e o Blue Jay em 2033. O governo americano passou a tratar o setor como infraestrutura estratégica: Ordem Executiva 14413 (junho de 2026), US$215 milhões do DOE para a competição Genesis Q, US$1 bilhão do CHIPS Act para a fábrica de chips quânticos da Anderon/IBM em Nova York e acordos de US$100 milhões, com participação acionária, com Rigetti, D-Wave e Quantinuum (setembro de 2026), além de um programa da DARPA para validar máquinas úteis até 2033. A União Europeia adotou a Estratégia Quântica Europeia em julho de 2025, prepara um Quantum Act para 2026 e opera computadores quânticos ligados aos supercomputadores da EuroHPC na Polônia, na Tchéquia e em Munique.\n\nO Brasil é o líder regional de uma região periférica. A Qureca contabiliza pouco mais de R$430 milhões em programas nacionais, cifra que inclui os R$60 milhões iniciais do QuIIN (Embrapii/Senai Cimatec), o QuTIa da FAPESP e, sobretudo, o CIQUANTA-PB, em João Pessoa: R$200 milhões (R$140 milhões do governo da Paraíba e R$60 milhões do MCTI) para abrigar os dois primeiros computadores quânticos operacionais do país, de 20 e 100 qubits, fornecidos pelo centro de tecnologias quânticas da CETC em Suzhou, com acesso remoto prévio a máquinas na China e treinamento de pesquisadores brasileiros lá. O MCTI lançou em junho de 2026 a Residência em Tecnologias Quânticas (R$20 milhões, 156 bolsas, cerca de 500 pessoas em seis cidades) como parte da IBQuântica, ainda em elaboração. Somados, os recursos brasileiros equivalem a menos de 0,2% do investimento público global, e o país chega à computação quântica por meio de hardware chinês num momento em que EUA e UE submetem o setor a controles de exportação e a cláusulas de segurança.\n\nA face mais imediata da transição é a criptografia. Com os padrões pós-quânticos do NIST publicados em 2024, governos e bancos iniciaram a migração; no Brasil, o GSI anunciou em outubro de 2026 uma instrução normativa sobre segurança pós-quântica para o Estado, precedida de um guia do CEPESC previsto para novembro, a rede privativa do governo já incorpora criptografia pós-quântica derivada do protocolo Libharpia (ABIN, 2022), o Itaú criou um instituto de pesquisa e reforçou sua equipe quântica para combate a fraudes, e a Matera adaptou seu core bancário. É nesse campo, e não na fabricação de qubits, que a exposição brasileira é mais concreta: a infraestrutura do Pix, do gov.br e do sistema financeiro depende de algoritmos que precisarão ser substituídos.","international_facts":["Receita de computação quântica: ~US$4 bilhões em 2024, com projeção de até US$72 bilhões em 2035; o conjunto das tecnologias quânticas pode chegar a US$97 bilhões (McKinsey, 2025).","Investimento público acumulado anunciado no mundo supera US$65,9 bilhões (Qureca, jun. 2026): China ~US$15 bi (estimativa), Japão ¥1,05 trilhão, Alemanha €5 bi, Reino Unido £2,5 bi em dez anos, Coreia KRW 3 trilhões até 2035.","Startups quânticas captaram ~US$2 bilhões em 2024 (+50%), metade para PsiQuantum e Quantinuum; o Japão respondeu por quase 75% dos anúncios públicos do início de 2025.","Programas brasileiros somam pouco mais de R$430 milhões (Qureca): CIQUANTA-PB R$200 mi (R$140 mi da Paraíba + R$60 mi do MCTI), Residência Quântica R$20 mi, QuIIN R$60 mi iniciais.","Marcos de hardware: Google Willow (105 qubits, correção de erros 'abaixo do limiar', dez. 2024); a IBM mira o Starling, tolerante a falhas, em 2029 (200 qubits, 100 milhões de portas).","EUA: Ordem Executiva 14413 (jun. 2026), US$1 bilhão do CHIPS Act para a fábrica de chips quânticos da IBM/Anderon em Nova York e US$100 milhões cada para Rigetti, D-Wave e Quantinuum (set. 2026)."],"future":"A década que se abre é a da tolerância a falhas. Os roteiros de IBM, Google, Quantinuum e PsiQuantum convergem para máquinas com correção de erros úteis entre 2029 e 2033, enquanto demonstrações de vantagem quântica em problemas específicos (química, materiais, otimização) são esperadas já em 2026-2027. Em paralelo, os governos tratam o setor como ativo de segurança: participações acionárias, fábricas dedicadas, controles de exportação e prazos obrigatórios de migração criptográfica. Sensores e comunicação quântica, menos visíveis, devem chegar ao mercado antes da computação, em navegação, defesa, geofísica e redes seguras.\n\nPara o Brasil, a questão não é competir com os dez países que financiam o setor em bilhões, mas escolher onde a presença importa. Três frentes se desenham: a migração pós-quântica do Estado, do sistema financeiro e das infraestruturas críticas, que exige padrões, prazos e inventário de criptografia; a formação de uma geração de físicos e engenheiros de software quântico (a Residência tem 36 meses de duração e precisará de continuidade); e o uso de máquinas, próprias ou em nuvem, em problemas em que o país tem dados e demanda, como agricultura, energia, mineração, materiais e finanças. A IBQuântica precisa sair do grupo de trabalho e ganhar orçamento e governança; a integração com a nova infraestrutura de HPC e IA (Santos Dumont, supercomputador da UFRN) e com a rede Rio Quântica daria aos poucos recursos existentes um multiplicador.\n\nOs riscos específicos são de três ordens. Técnica: máquinas supercondutoras de 20 e 100 qubits de fornecedor chinês ainda não têm desempenho público conhecido, exigem operação criogênica sofisticada e podem envelhecer rápido num campo que dobra de escala a cada poucos anos. Geopolítica: a dependência de hardware chinês pode dificultar a participação em consórcios, nuvens e programas de financiamento americanos e europeus sujeitos a controles de exportação. Institucional: orçamentos pequenos, bolsas temporárias, saída de talentos e a volatilidade de prioridades entre governos, num setor que exige décadas.\n\nAté 2030, os sinais a observar são a montagem, calibração e abertura de acesso aos computadores de João Pessoa e os primeiros resultados científicos brasileiros neles; a publicação da instrução normativa do GSI e dos prazos de migração para o Estado e para o Banco Central; a formalização da IBQuântica; a consolidação do QuTIa e do QuIIN como centros de uso industrial; e, no plano externo, o Quantum Act europeu, as demonstrações de vantagem quântica e a chegada do Starling, que redefinirão o que é 'acessível' para um país de renda média.","future_points":["Montagem, calibração e abertura de acesso aos computadores de 20 e 100 qubits do CIQUANTA-PB (2026–2027) e seu desempenho real em benchmarks públicos.","Formalização e orçamento da IBQuântica no MCTI e a continuidade das bolsas da Residência em Tecnologias Quânticas após os 36 meses iniciais.","Instrução normativa do GSI e guia do CEPESC sobre criptografia pós-quântica (fim de 2026): prazos de migração para Estado, bancos, Pix e infraestruturas críticas.","Marcos globais: demonstrações de vantagem quântica (IBM, 2026), Quantum Act europeu (2026) e o Starling tolerante a falhas (2029).","Fricções de controle de exportação e dependência de fornecedor ao combinar hardware chinês com nuvens quânticas e consórcios americanos e europeus.","Integração entre computação quântica e a nova infraestrutura de HPC e IA (Santos Dumont, supercomputador da UFRN) e a expansão da rede Rio Quântica."],"intl_sources":[{"title":"McKinsey – The Year of Quantum: from concept to reality in 2025 (Quantum Technology Monitor)","url":"https://www.mckinsey.com/capabilities/mckinsey-digital/our-insights/the-year-of-quantum-from-concept-to-reality-in-2025"},{"title":"Qureca – Overview on quantum initiatives worldwide (atualizado jun. 2026)","url":"https://www.qureca.com/quantum-initiatives-worldwide/"},{"title":"European Commission – Quantum (Quantum Europe Strategy, Quantum Act, EuroHPC)","url":"https://digital-strategy.ec.europa.eu/en/policies/quantum"},{"title":"US National Quantum Initiative – quantum.gov (EO 14413, DOE Genesis Q, NSF QLCI)","url":"https://www.quantum.gov/"},{"title":"Google – Meet Willow, our state-of-the-art quantum chip","url":"https://blog.google/technology/research/google-willow-quantum-chip/"},{"title":"IBM – Quantum roadmap (Starling 2029, Blue Jay 2033)","url":"https://www.ibm.com/roadmaps/quantum/"},{"title":"Convergência Digital – IBM fecha acordo de US$ 1 bi com o governo Trump e terá fábrica de computação quântica","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/ibm-fecha-acordo-de-us-1-bi-com-o-governo-trump-e-tera-a-primeira-fabrica-de-computacao-quantica-dos-eua/"},{"title":"International Year of Quantum Science and Technology 2025 (UN)","url":"https://quantum2025.org/"},{"title":"Convergência Digital – Paraíba terá os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil (CIQUANTA-PB, Residência Quântica)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-tera-os-dois-primeiros-computadores-quanticos-operacionais-do-brasil-com-capacidades-de-20-e-100-qubits/"},{"title":"Convergência Digital – Paraíba receberá os primeiros computadores quânticos do Brasil (IBQuântica)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-recebera-os-primeiros-computadores-quanticos-do-brasil/"},{"title":"Tele.Síntese – Paraíba estrutura centro quântico com foco em formação e transferência de tecnologia (CETC Suzhou)","url":"https://telesintese.com.br/paraiba-estrutura-centro-quantico-com-foco-em-formacao-transferencia-de-tecnologia-e-soberania-nacional/"},{"title":"Convergência Digital – GSI vai publicar IN sobre segurança pós-quântica para criptografia do Estado","url":"https://convergenciadigital.com.br/seguranca/gsi-vai-publicar-uma-in-para-tratar-da-seguranca-pos-quantica-para-criptografia-do-estado/"},{"title":"Convergência Digital – Computação quântica já chegou e tem de estar no planejamento das empresas (Futurecom 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/computacao-quantica-ja-chegou-e-tem-de-estar-no-planejamento-das-empresas-nacionais/"},{"title":"Tele.Síntese – Itaú cria instituto de pesquisa em IA, computação quântica e robótica","url":"https://telesintese.com.br/itau-cria-instituto-de-pesquisa-em-ia-computacao-quantica-e-robotica/"}]},{"id":"fintech","label":"Fintech e Infraestrutura Pública Digital","short":"Fintech/IPD","overview":"O Brasil é amplamente tratado como o caso de referência mundial de infraestrutura pública digital (IPD) construída pelo Estado, sobreposta a um setor privado de fintechs hipercompetitivo. O Banco Central do Brasil (BCB) lançou o Pix em novembro de 2020 e o Open Finance em 2021, e em 2025 o Pix processou quase 80 bilhões de transações, movimentando mais de R$35 trilhões, usado por ~148 milhões de pessoas físicas (cerca de 86% dos adultos). Sobre esse trilho operam o Nubank (131 milhões de clientes na América Latina, lucro líquido de US$2,9 bilhões em 2025), adquirentes e bancos digitais (Stone, PagBank, Inter, C6, PicPay, Cloudwalk), fintechs de crédito (Creditas, QI Tech) e players de infraestrutura B2B (Celcoin, Asaas, Dock). O Drex, a CBDC do BCB, mudou de rumo em 2025, abandonando um ledger em blockchain em favor de uma infraestrutura de colateral tokenizado, e os prestadores de serviços de criptoativos passaram à supervisão do BCB em 2025-2026. O gov.br, o Serpro e a Dataprev formam a espinha dorsal federal de identidade e dados, com mais de 160 milhões de contas.","key_facts":["Pix em 2025: ~79,8 bilhões de transações, R$35,4 trilhões movimentados (+33,8%), 926 instituições participantes, mais de 920 milhões de chaves registradas, recorde de 313 milhões de transações em 5 de dez. de 2025.","~148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas usaram o Pix em dez. 2025, cerca de 86% da população adulta.","O Pix Automático (débitos recorrentes iniciados pelo lojista) foi lançado em 16 de junho de 2025; o Pix por Aproximação (toque NFC) foi regulamentado em junho de 2025, mas a adoção ainda é baixa (apenas Android/Google Wallet).","O Nubank (fundado em 2013) alcançou 131 milhões de clientes e receita de US$16,3 bilhões / lucro líquido de US$2,87 bilhões em 2025; recebeu aprovação condicional do OCC para uma licença bancária nos EUA em janeiro de 2026.","O Open Finance Brasil foi lançado em fevereiro de 2021 e superou 60 milhões de consentimentos ativos em 2025, um dos maiores ecossistemas de open banking do mundo.","O piloto do Drex (Real Digital) rodou em Hyperledger Besu a partir de 2023; em setembro de 2025, o BCB anunciou que abandonaria o ledger DLT na primeira fase porque os requisitos de privacidade não puderam ser atendidos, refocando o Drex como infraestrutura de colateral tokenizado/crédito.","A Lei 14.478 (dez. 2022) criou o marco legal das prestadoras de serviços de ativos virtuais; resoluções do BCB publicadas em novembro de 2025 submeteram as VASPs à autorização do banco central a partir de fevereiro de 2026.","A identidade digital gov.br tem mais de 160 milhões de contas e mais de 4.000 serviços digitais; o Brasil ficou entre os 20 primeiros no Índice de Desenvolvimento de Governo Eletrônico da ONU em 2024.","O Brasil gerou a maior safra de fintechs da América Latina: Nubank, Stone, PagSeguro, Inter e XP estão todas listadas em bolsas dos EUA; Cloudwalk, Creditas, C6, Neon, Dock, Ebanx, QI Tech e Mercado Bitcoin são unicórnios.","O Cubo, do Itaú (2015), é o maior hub de inovação corporativa da América Latina, com mais de 700 startups residentes."],"challenges":["Fraudes no Pix, golpes de engenharia social e ataques de tomada de conta cresceram com a escala; o BCB respondeu com o mecanismo de contestação MED, bloqueios cautelares e uma exigência de capital mínimo de R$5 milhões para participantes (jan. 2026).","Tensão regulatória com os EUA: a investigação da Seção 301 do USTR em 2025 citou o Pix como suposta concorrência desleal às bandeiras de cartão americanas.","O superendividamento das famílias e a Selic elevada (em torno de 15% em 2025) comprimem as margens das fintechs de crédito e alimentam a inadimplência.","A guinada do Drex em relação à blockchain levantou dúvidas sobre a ambição de CBDC do Brasil frente a preocupações com privacidade e concentração bancária.","A concentração dos grandes bancos persiste: cinco bancos ainda detêm a maior parte do crédito e dos depósitos, apesar dos mais de 900 participantes do Pix."],"international":"O Brasil e a Índia são hoje os dois casos de referência mundial em pagamentos instantâneos públicos, e as comparações entre Pix e UPI estruturam o debate global. O BIS contabiliza mais de 100 jurisdições com sistemas de pagamento rápido, 15 delas na América Latina; o Banco Mundial estima que, em 11 países da região, os pagamentos rápidos passaram de 2% do volume de pagamentos digitais em 2017 para 45% em 2024. O UPI indiano é o maior em quantidade: 228,3 bilhões de transações em 2025 (+33%), cerca de US$3,4 trilhões, com 504 milhões de usuários e 65 milhões de lojistas. O Pix processou 79,8 bilhões de transações (+26%) e R$35,4 trilhões (+33,6%), cerca de US$6,3 trilhões — quase o dobro do UPI em valor, com um terço das transações — e alcança ~82% da população, contra ~27% na Índia. Em setembro de 2026, o Pix somava 1,008 bilhão de chaves, ~170 milhões de usuários e 7,1 bilhões de transações no mês.\n\nOs efeitos de inclusão também são mensuráveis. O Global Findex 2025 registra 86,3% dos adultos brasileiros com conta e 77% fazendo ou recebendo pagamentos digitais, contra 74% e 60% na média latino-americana e caribenha. Sobre esse trilho, o setor privado se tornou o mais denso da região: o Brasil abriga 59% das fintechs latino-americanas (Startup Genome), e o Nubank, com mais de 140 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, obteve em 2026 aprovação condicional para uma licença bancária nos EUA. O modelo brasileiro de infraestrutura pública digital — gov.br, Pix, Open Finance e, em preparação, o Drex como infraestrutura de garantias tokenizadas — foi levado pelo país à presidência do G20 em 2024 como pauta de cooperação, ao lado do India Stack, e é estudado por bancos centrais da Europa ao Sudeste Asiático.\n\nO reconhecimento trouxe pressão. Em 15 de julho de 2025, o USTR abriu uma investigação da Seção 301 contra o Brasil que incluiu, pela primeira vez na história do instrumento, o sistema de pagamentos doméstico de um país; a determinação de 1º de junho de 2026 considerou 'acionáveis' a dupla função do Banco Central como regulador e operador do Pix, a participação obrigatória dos grandes bancos, a gratuidade para pessoas físicas e o teto de tarifas para empresas, e propôs tarifas adicionais de 25% (audiência em 6 de julho, prazo legal em 15 de julho de 2026). O Atlantic Council observa que o mesmo raciocínio já aparece no relatório de barreiras comerciais de 2026 sobre o UPI e pode alcançar o euro digital — pagamentos viraram política comercial.\n\nNas conexões internacionais, o Brasil está um passo atrás da Ásia. O Projeto Nexus, do BIS, foi transferido em 2025 para a Nexus Global Payments, fundada pelos bancos centrais de Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia; o BCB dialoga com mais de 60 bancos centrais, mas não fixou cronograma para um Pix transfronteiriço, hoje oferecido apenas por intermediários privados. Nos criptoativos, a supervisão dos prestadores de serviços migrou para o BCB em 2025-2026, enquanto o Drex abandonou o livro-razão distribuído em favor de uma infraestrutura de colateral tokenizado — um recuo pragmático semelhante ao de outros bancos centrais. Em escala global, o capital de risco se concentrou em IA (48% dos US$469 bilhões de 2025), e as fintechs brasileiras competem por uma fatia cada vez menor desse funil.","international_facts":["Pix 2025: 79,8 bilhões de transações (+26%) e R$35,4 trilhões (+33,6%); em set. 2026, 7,1 bilhões de transações no mês, 1,008 bilhão de chaves e ~170 milhões de usuários (BCB).","UPI (Índia) 2025: 228,3 bilhões de transações (+33%), ~US$3,4 trilhões, 504 milhões de usuários; o Pix movimenta ~US$6,3 trilhões com um terço das transações e alcança ~82% da população, contra ~27% do UPI.","Mais de 100 jurisdições operam sistemas de pagamento instantâneo (BIS, 2024); na América Latina e Caribe, pagamentos rápidos foram 45% do volume de pagamentos digitais em 2024, contra 2% em 2017 (Banco Mundial).","Global Findex 2025: 86,3% dos adultos brasileiros têm conta e 77% fizeram ou receberam pagamentos digitais, contra 74% e 60% na média da América Latina e Caribe.","USTR: investigação da Seção 301 aberta em 15/07/2025; determinação de 01/06/2026 considerou o Pix 'acionável' (conflito regulador-operador) e propôs tarifas adicionais de 25%; audiência em 06/07/2026.","O Brasil abriga 59% das fintechs da América Latina (Startup Genome); o Nubank tem mais de 140 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia (2026)."],"future":"O mundo caminha para pagamentos instantâneos como padrão, para a interligação transfronteiriça de sistemas nacionais, para depósitos e garantias tokenizados em vez de CBDCs de varejo, para a regulação de stablecoins (os EUA aprovaram sua lei em 2025) e para agentes de IA que iniciam pagamentos. O Open Finance evolui para 'open data' (energia, telecom, saúde). O Brasil parte na frente em adoção doméstica, mas o modelo que o levou lá — operação estatal, gratuidade, obrigatoriedade — passou a ser contestado como barreira comercial, e a próxima fase exigirá tanto diplomacia quanto engenharia.\n\nO que deve se desenvolver: um caminho de interoperabilidade internacional para o Pix (adesão ao Nexus ou ligações bilaterais com Mercosul, Índia e Europa), com regras de câmbio e prevenção à lavagem; defesas contra fraudes e golpes, que crescem com o volume e corroem confiança, por meio de dados compartilhados e devolução ampliada (MED); uma governança do Pix que separe melhor regulação e operação sem entregar o trilho a redes privadas; a monetização do Open Finance em crédito mais barato para pessoas e PMEs; a implantação do Drex como infraestrutura de garantias e do arcabouço de criptoativos e stablecoins; e a abertura de interfaces (NFC em todos os sistemas operacionais) que hoje limita o Pix por aproximação.\n\nAs decisões pendentes incluem a resposta à Seção 301 (tarifas, negociação ou mudanças de governança), a autonomia financeira do Banco Central em tramitação no Congresso, a regulação de stablecoins e a tributação da economia digital na reforma tributária. Os riscos: retaliação comercial que contamine outros setores; captura regulatória em ambas as direções (bancos incumbentes versus fintechs lobistas); concentração de mercado em poucos superapps; superendividamento com a expansão do crédito; ciberataques e fraudes sistêmicas; e a dependência de capital estrangeiro das fintechs em um ciclo de juros altos e eleições em outubro de 2026.\n\nEntre 2026 e 2030, vale observar: se o Pix ganha um corredor internacional operacional; se a projeção de que ele responderá por metade do e-commerce brasileiro até 2028 se confirma e o que isso faz com os cartões; o desfecho da disputa com os EUA e sua repercussão sobre o UPI e o euro digital; o lançamento efetivo do Drex; o crescimento dos consentimentos do Open Finance acima dos 60 milhões; a expansão do Nubank aos EUA e ao restante da região; e se o Brasil consegue exportar seu modelo de DPI (via G20, BRICS, OPAS e Banco Mundial) como padrão, e não apenas como inspiração.","future_points":["Pix transfronteiriço: aderir ao Nexus ou fechar corredores bilaterais (Mercosul, Índia, Europa) com regras cambiais claras","Governança do Pix: separar melhor regulação e operação sem ceder o trilho a redes privadas — resposta à Seção 301","Defesas contra fraude e golpes como condição de confiança: dados compartilhados, MED ampliado, biometria","Drex como infraestrutura de garantias tokenizadas; regulação de stablecoins e criptoativos pelo BCB","Riscos: tarifas dos EUA (25% propostos), concentração em superapps, superendividamento, ciclo de juros e eleições de 2026","Observar: Pix em ~50% do e-commerce até 2028, Open Finance acima de 60 milhões de consentimentos, Nubank nos EUA"],"intl_sources":[{"title":"BIS – Faster digital payments: global and regional perspectives (BIS Papers No 152, dez. 2024)","url":"https://www.bis.org/publ/bispap152.htm"},{"title":"Banco Mundial – Fast payments beyond speed: India's pioneering experience (jan. 2026)","url":"https://blogs.worldbank.org/en/psd/fast-payments-beyond-speed--india-s-pioneering-experience"},{"title":"FXC Intelligence – UPI and Pix 2025 growth (abr. 2026)","url":"https://www.fxcintel.com/research/analysis/upi-pix-2025-growth"},{"title":"Metrópoles – Pix bate recorde em 2025 e movimenta R$35,4 trilhões (fev. 2026)","url":"https://metropoles.com/brasil/pix-bate-recorde-em-2025-e-movimenta-r-354-trilhoes"},{"title":"Agência Brasil – Brazil's instant payment system Pix surpasses 170 million users (out. 2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/economia/noticia/2026-10/brazils-instant-payment-system-pix-surpasses-170-million-users"},{"title":"CGAP – How digital innovation is powering Latin America's financial inclusion (Global Findex 2025)","url":"https://www.cgap.org/blog/how-digital-innovation-is-powering-latin-americas-financial-inclusion"},{"title":"Payment Expert – US investigation into Brazil's Pix payment system (jul. 2025)","url":"https://paymentexpert.com/2025/07/22/us-investigation-brazil-pix-payment-system/"},{"title":"USTR / Federal Register – Initiation of Section 301 investigation: Brazil (jul. 2025)","url":"https://public-inspection.federalregister.gov/2025-13498.pdf"},{"title":"Thomson Reuters – USTR Section 301 action: Brazil, 25% tariffs proposed (jun. 2026)","url":"https://www.thomsonreuters.com/en-us/help/onesource-global-trade/regulatory-insights/2026/june-18th/ustr-section-301-action-br-25-tariffs-proposed"},{"title":"Atlantic Council – As the US targets Brazil's payment system, Europe should pay close attention (jun. 2026)","url":"https://www.atlanticcouncil.org/?p=929187"},{"title":"BIS Innovation Hub – Project Nexus","url":"https://www.bis.org/about/bisih/topics/fmis/nexus.htm"},{"title":"Startup Genome – São Paulo ecosystem (59% das fintechs latino-americanas)","url":"https://startupgenome.com/ecosystems/sao-paulo"},{"title":"Nubank – Investor Relations","url":"https://nu.com/en/investors"}]},{"id":"telecom","label":"Telecomunicações e Data Centers","short":"Telecom/DC","overview":"O setor brasileiro de telecomunicações foi privatizado em 1998 (desmembramento da Telebras) e é regulado pela Anatel. Três operadoras (Vivo/Telefônica, Claro/América Movil e TIM) dominam após absorverem o negócio móvel da Oi em 2022, enquanto as duas recuperações judiciais da Oi deram origem à V.tal, a maior rede neutra de fibra das Américas. O leilão do 5G de 2021 arrecadou cerca de R$47 bilhões em compromissos e incluiu obrigações de Open RAN e de conectividade rural. A partir de 2023, o país se tornou a capital latino-americana dos data centers: Scala, Ascenty/Digital Realty, Equinix, Odata, Elea, Tecto e Takoda estão expandindo em Campinas, São Paulo, Rio, Fortaleza e Rio Grande do Sul, com o respaldo do regime tributário Redata de 2025 e de uma ambição declarada de R$2 trilhões em investimentos em dez anos. Fortaleza é um hub de cabos submarinos (EllaLink para a Europa), e o IX.br São Paulo é um dos maiores pontos de troca de tráfego de internet do mundo.","key_facts":["A Anatel foi criada pela Lei Geral de Telecomunicações (1997); a Telebras foi privatizada em 1998 e depois reativada (2010) para o plano nacional de banda larga e o satélite SGDC (2017).","O leilão do 5G de novembro de 2021 (3,5 GHz, 26 GHz, 700 MHz, 2,3 GHz) arrecadou cerca de R$47 bilhões em lances e obrigações; o 5G standalone foi lançado em Brasília em julho de 2022 e chegou a todas as capitais em 2023.","A venda da unidade móvel da Oi para Vivo, TIM e Claro em 2022 e sua segunda recuperação judicial em 2023 encerraram a quarta operadora nacional; a V.tal (controlada pelo BTG Pactual, 2021) hoje opera mais de 30 milhões de residências passadas por fibra.","A capacidade de data centers do Brasil superou ~1 GW em construção/anunciada em 2025; a AI City da Scala em Eldorado do Sul (RS) mira até 4,75 GW, o maior projeto da América Latina.","O Redata (MP 1.318, setembro de 2025) suspende PIS/Cofins, IPI e tributos de importação sobre equipamentos de data center em troca de energia renovável, eficiência hídrica e reserva de parte da capacidade para o mercado doméstico.","A ByteDance/TikTok fez parceria com a Casa dos Ventos (Omnia) em um data center de ~US$10 bilhões e mais de 300 MW em Caucaia, no Ceará, movido a energia eólica (anunciado em 2025).","AWS (região em 2011), Microsoft (2014), Google Cloud (2017) e Oracle (2019) operam regiões em São Paulo; a Microsoft prometeu R$14,7 bilhões (2024) e a AWS R$10 bilhões até 2034.","O IX.br (NIC.br) opera mais de 30 pontos de troca de tráfego; o IX.br São Paulo tem picos acima de 40 Tbps, entre os três maiores IXPs do mundo em tráfego.","Fortaleza é ponto de chegada de mais de 15 cabos submarinos, incluindo o EllaLink (direto para Portugal, 2021), o Monet, o Seabras-1 e os futuros sistemas do Google/Meta.","A Starlink obteve aprovação da Anatel em 2022 e conecta milhares de escolas e comunidades na Amazônia; um embate em 2024 com o Supremo Tribunal Federal (ministro Alexandre de Moraes) congelou brevemente suas contas brasileiras.","O CPqD (1976, Campinas) desenvolveu as centrais digitais Trópico e gerou a Padtec, fabricante brasileira de equipamentos de transporte óptico."],"challenges":["Energia e água: os polos de data centers competem com a rede elétrica no RS e em SP, e as exigências de renováveis do Redata enfrentam gargalos de transmissão.","Exclusão digital: cerca de 20% dos domicílios permanecem desconectados ou apenas com conexão móvel, concentrados no Norte e no Nordeste.","O colapso da Oi deixou passivos de cobre legado, previdência e dívidas e reduziu a concorrência; a banda larga fixa está cada vez mais fragmentada entre milhares de provedores regionais.","Atrasos em espectro e instalação de torres apesar da Lei Geral de Antenas (2015); o licenciamento municipal ainda retarda a densificação do 5G.","Dependência de fornecedores estrangeiros de equipamentos (Huawei, Ericsson, Nokia) e pressão geopolítica sobre a Huawei nos núcleos de rede 5G."],"international":"No plano global, a conectividade avança mais devagar que a infraestrutura de dados. A UIT estima que quase três quartos da população mundial estão online, mas 2,2 bilhões de pessoas seguem desconectadas; a GSMA conta 4,8 bilhões de usuários de internet móvel (59% da população) e um 'hiato de uso' de 38%, pessoas cobertas por banda larga móvel que não a utilizam, contra apenas 3% sem cobertura. O 5G já alcança mais da metade da população mundial e mais de um terço das assinaturas de banda larga móvel, concentrado em países de renda alta. O Brasil está acima da média: 280,5 milhões de acessos móveis em agosto de 2026, dos quais 69,7 milhões em 5G (cerca de 25%) e 59,6 milhões em IoT, com 5G standalone em todas as capitais. No Opensignal 5G Global Awards 2026, Vivo (324 Mbps), Claro (319) e TIM (308) ocuparam as três primeiras posições de velocidade de download entre grandes mercados do mundo, à frente de operadoras americanas e europeias, embora em cobertura e tempo em 5G nenhuma brasileira figure entre as líderes (a T-Mobile americana lidera com 79,7% de tempo em rede 5G). Na fibra, a V.tal e centenas de provedores regionais fizeram do Brasil um dos maiores mercados FTTH do mundo; no satélite, a Starlink detém a maior parte do mercado de banda larga via satélite e, em outubro de 2026, recebeu da Anatel 15+15 MHz na banda S para serviços direto-ao-dispositivo.\n\nÉ nos data centers que a posição brasileira mudou mais rápido. Os EUA concentram 5.427 data centers, mais de dez vezes qualquer outro país, e os maiores mercados (Virgínia do Norte, Chicago, Phoenix, Dallas) são de 10 a 20 vezes maiores que o brasileiro; ainda assim, o Brasil aparece entre o 12º e o 14º mercado mundial e domina a América Latina. A região tinha 1.105 MW em operação e 683 MW em construção no início de 2026, com o Brasil respondendo por 48% da capacidade operacional e 71% da capacidade em construção (JLL); os quatro maiores mercados latino-americanos somaram 1.045 MW no primeiro trimestre de 2026 (+41% em um ano), com São Paulo em 536,7 MW (CBRE). A ABDC estima cerca de 1 GW de capacidade de TI em operação no país, a JLL contabiliza 660 MW em construção e um pipeline de 4,6 GW, com vacância de 4% e 56% do que está em obras já pré-locado; Fortaleza tem 227 MW em construção, o campus da Omnia/Casa dos Ventos no Ceará, com a ByteDance como inquilina, prevê R$50 bilhões e 200 MW iniciais, e a AI City da Scala no Rio Grande do Sul mira até 4,75 GW. As projeções de investimento vão de US$17,4 bilhões até 2030 (JLL) a R$1,2-1,5 trilhão num cenário de 4-5 GW (ABDC).\n\nA política pública correu atrás. A Lei 15.504, sancionada em 15 de setembro de 2026, criou o Redata: suspensão de Imposto de Importação, PIS/Cofins e IPI sobre equipamentos de TIC por cinco anos, convertida em isenção se o operador cumprir exigências de energia renovável ou de baixo carbono, eficiência hídrica (WUE de até 0,05 L/kWh), investimento em P&D e destinação de ao menos 10% da capacidade ao mercado doméstico, com renúncia estimada em R$7,25 bilhões em três anos. O regime ainda depende de regulamentação da Receita Federal e de redução de ICMS no Confaz, e convive com a Resolução Gecex 852, de fevereiro de 2026, que elevou o Imposto de Importação de servidores para 18-25% e de switches e roteadores para 25%, contra 0-6% em Chile, México e Colômbia. Cerca de 60% dos dados brasileiros são processados no exterior, e a soberania digital virou tema transversal: o Coaf restringiu o uso de seus dados para treinar IA, o GSI prepara normas de criptografia pós-quântica e o governo anunciou uma nuvem 'soberana'. Na cadeia de equipamentos, o Brasil não baniu a Huawei das redes 5G, ao contrário de EUA e de parte da UE, e sofre a crise de memória de 2026, que elevou em mais de 30% o preço de modems e esticou prazos de entrega.\n\nA geografia submarina e o 6G completam o quadro. Fortaleza é o principal ponto de pouso de cabos do Atlântico Sul, com o EllaLink ligando-a a Sines, em Portugal, em menos de 60 ms de latência e lançando em 2026 ramais para o Pará e o Maranhão; o cabo Malbec atraiu mais de R$4 bilhões ao Sul; e o Ministério das Comunicações prepara uma política nacional de cabos submarinos para abrir novos pontos de pouso em Belém e Recife. No 6G, as primeiras especificações técnicas estão concluídas, com revisão prevista até meados de 2028 e cerca de 50 milhões de conexões em 2030 segundo a GSMA; o 5G standalone já implantado dá ao Brasil um ponto de partida melhor que o de muitos mercados, mas a decisão sobre espectro (6 GHz, bandas de satélite) e o financiamento das redes seguirão o roteiro de EUA, China, Coreia e UE. Em termos econômicos, nuvem e IA já representam US$92 bilhões de impacto no Brasil, 38% do total latino-americano, segundo estudo da Telecom Advisory Services encomendado pela AWS.","international_facts":["Brasil: 280,5 milhões de acessos móveis em agosto de 2026, dos quais 69,7 milhões em 5G (~25%) (Anatel); Vivo (324 Mbps), Claro (319) e TIM (308) lideram a velocidade 5G entre grandes mercados do mundo (Opensignal 2026).","América Latina: 1.105 MW de data centers em operação e 683 MW em construção; o Brasil responde por 48% da capacidade operacional e 71% da capacidade em construção da região (JLL, 2026).","Brasil: ~1 GW de capacidade de TI em operação (ABDC), 660 MW em construção e 4,6 GW em pipeline (JLL), vacância de 4%; São Paulo concentra 38% da capacidade e 536,7 MW (CBRE, 1T 2026).","O Brasil é o 12º–14º mercado mundial de data centers; os maiores mercados americanos são de 10 a 20 vezes maiores, e os EUA abrigam 5.427 data centers.","Redata (Lei 15.504, 15/9/2026): suspensão de II, PIS/Cofins e IPI por cinco anos, exigindo energia renovável, WUE de até 0,05 L/kWh, P&D e ao menos 10% da capacidade para o mercado doméstico; renúncia de R$7,25 bilhões em três anos.","Mundo: 4,8 bilhões de usuários de internet móvel (59% da população) e hiato de uso de 38% (GSMA 2026); 2,2 bilhões de pessoas offline e 5G cobrindo mais da metade da população (UIT 2025)."],"future":"A infraestrutura digital global está sendo redesenhada pela IA. A demanda por data centers de alta densidade transformou energia, água e conexão à rede em fatores de localização mais decisivos que fibra ou latência, e a disputa EUA-China sobre chips, nuvens e cabos submarinos se sobrepõe a uma onda de 'nuvens soberanas' na Europa, na Índia e nos BRICS. Ao mesmo tempo, as redes móveis caminham para o 6G no fim da década, com IA nativa, sensoriamento e integração terrestre-satelital, e os serviços direto-ao-dispositivo via satélite começam a borrar a fronteira entre operadoras e constelações.\n\nO Brasil tem uma oportunidade rara e condicional. Matriz elétrica majoritariamente renovável, vento e sol abundantes no Nordeste, cabos submarinos, um mercado interno grande e o 5G standalone já implantado o credenciam como hub regional, e talvez global, de inferência e de hospedagem de dados. A condição é resolver o que a lei do Redata não resolve: a fila de conexão à rede (o PNAST filtra pedidos prematuros, e a Axia prevê R$8,7 bilhões em 2.320 km de linhas até 2030), o licenciamento, o ICMS no Confaz, a coerência tarifária entre Gecex e Redata, o backbone de fibra que acompanhe os data centers (a proposta Refibra), a política de cabos submarinos e a inclusão digital (voucher do PNID, conectividade em rodovias), sem a qual a capacidade atende apenas o exterior. Regras claras sobre dados sensíveis e sobre o que a 'nuvem soberana' do governo deve fazer, e o que deve deixar ao mercado, também estão pendentes.\n\nOs riscos são proporcionais. Um pipeline de 4,6 GW é, em grande parte, especulativo; a energia pode virar gargalo, como já ocorre em outros mercados latino-americanos; a renúncia fiscal de R$7,25 bilhões pode subsidiar capacidade voltada a clientes estrangeiros sem transferência de tecnologia; a concentração em São Paulo e a dependência de hardware importado em plena crise de memória elevam custos; e a geopolítica, da Huawei nas redes à pressão americana por localização de dados e tarifas, pode cobrar escolhas. No acesso, a saúde financeira das operadoras, a dominância da Starlink no interior e os conflitos de espectro entre satélite, IoT e redes terrestres são as tensões de 2026-2030.\n\nO que observar: a regulamentação do Redata e os primeiros projetos habilitados; a decisão do Confaz sobre ICMS; a execução das fases iniciais da AI City da Scala e do campus do Ceará; as decisões de conexão à rede e de novas linhas de transmissão; a política de cabos submarinos e os novos pontos de pouso; o cumprimento das obrigações de cobertura do leilão de 2021 e a preparação de espectro para 6G; a entrada da Amazon Leo e de constelações chinesas; e, acima de tudo, se a capacidade construída se traduz em uso doméstico, em empregos qualificados e em redução da parcela de dados brasileiros processados no exterior.","future_points":["Regulamentação do Redata pela Receita Federal e redução de ICMS no Confaz: quantos dos 4,6 GW em pipeline viram decisões de investimento.","Conexão à rede: filas de acesso (PNAST), novas linhas de transmissão (R$8,7 bilhões da Axia até 2030) e a disputa por energia renovável no Nordeste.","Primeiras fases da AI City da Scala (RS) e do campus da ByteDance/Omnia no Ceará (200 MW iniciais, R$50 bilhões).","Cobertura 5G e obrigações do leilão de 2021; preparação para 6G (revisão das especificações até 2028; 50 milhões de conexões em 2030 pela GSMA) e decisões de espectro.","Políticas nacionais de cabos submarinos (novos pontos de pouso em Belém e Recife), de inclusão digital (voucher PNID) e de conectividade em rodovias (PNCR).","Serviços direto-ao-dispositivo via satélite (Starlink na banda S) e a entrada da Amazon Leo e de constelações chinesas no mercado brasileiro."],"intl_sources":[{"title":"Forbes Brasil – Brasil lidera expansão de data centers na América Latina com IA (JLL)","url":"https://forbes.com.br/forbes-money/forbes-real-estate/2026/03/brasil-lidera-expansao-data-centers-america-latina-ia/"},{"title":"DCD – Brasil se prepara para la energía de la IA y la carrera por convertir el potencial en capacidad instalada","url":"https://www.datacenterdynamics.com/es/features/brasil-se-prepara-para-la-energia-de-la-ia-y-la-carrera-por-convertir-el-potencial-en-capacidad-instalada/"},{"title":"Diario de Pernambuco – Energia vira gargalo para expansão de data centers na América Latina (CBRE/JLL)","url":"https://www.diariodepernambuco.com.br/tecnologia/2026/09/11725196-energia-vira-gargalo-para-expansao-de-data-centers-na-america-latina-aponta-estudo.html"},{"title":"Teletime – Governo sanciona Redata com benefícios para data centers (Lei 15.504/2026)","url":"https://teletime.com.br/15/09/2026/governo-sanciona-redata-data-centers/"},{"title":"Teletime – Redata: após sanção, regulamentação, Confaz e backbone entram no foco","url":"https://teletime.com.br/15/09/2026/redata-regulamentacao-confaz-backbone/"},{"title":"Convergência Digital – ABES: aumento do Imposto de Importação de equipamentos de TICs (Gecex 852/2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/abes-aumento-de-imposto-de-importacao-de-equipamentos-de-tics-entre-18-e-25-enterra-os-planos-de-soberania-nacional/"},{"title":"Teletime – Mercado móvel ganha 1,29 milhão de acessos no Brasil em agosto (Anatel)","url":"https://teletime.com.br/05/10/2026/mercado-movel-agosto-2026/"},{"title":"Teletime – 5G brasileiro é destaque em relatório da Opensignal (5G Global Awards 2026)","url":"https://teletime.com.br/29/09/2026/brasil-5g-rapido-dmundo-opensignal/"},{"title":"Teletime – 6G deve alcançar 50 milhões de conexões até 2030, projeta GSMA","url":"https://teletime.com.br/25/09/2026/6g-50-milhoes-acessos-2030/"},{"title":"Convergência Digital – Anatel libera metade do espectro pedido pela Starlink para D2D","url":"https://convergenciadigital.com.br/telecom/anatel-libera-metade-do-espectro-pedido-pela-starlink-para-fazer-d2d/"},{"title":"Teletime – Políticas de data center, cabos submarinos, rodovias e inclusão saem em 2026, diz MCom","url":"https://teletime.com.br/06/10/2026/politicas-data-centers-cabos-mcom-2026/"},{"title":"EllaLink – Cabo submarino Fortaleza–Sines e ramais amazônicos (2026)","url":"https://ella.link/"},{"title":"GSMA – The State of Mobile Internet Connectivity 2026","url":"https://www.gsma.com/somic/"},{"title":"ITU – Facts and Figures 2025","url":"https://www.itu.int/itu-d/reports/statistics/facts-figures-2025/"},{"title":"Teletime – Brasil concentra 38% do impacto econômico de nuvem e IA na América Latina (Telecom Advisory Services)","url":"https://teletime.com.br/09/10/2026/brasil-ia-impacto-economico/"}]},{"id":"creative","label":"Tecnologia Criativa, Games e Mídia","short":"Criativa","overview":"O Brasil tem a maior indústria de games da América Latina (mais de 1.000 estúdios, a Wildlife Studios como unicórnio, a Epic Games adquirindo a Aquiris), e o Marco Legal dos Games (Lei 14.852/2024) finalmente reconheceu os jogos como setor cultural e econômico elegível a incentivos. Uma base profunda de cinema/VFX (O2 Filmes, Conspiração, Vetor Zero, os estúdios da Globo) coexiste com uma cena vibrante de arte e tecnologia enraizada em instituições como Itaú Cultural, FILE, Museu do Amanhã, SESC e laboratórios universitários (USP, NICS da Unicamp, UFMG, IHAC da UFBA, TIDD da PUC-SP). Pioneiros como Eduardo Kac, Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi deram ao Brasil um papel desproporcional na bioarte, na net art e na arqueologia das mídias, enquanto hubs rurais como a Nuvem e hackerspaces como o Garoa estendem a cena para além do eixo Rio-São Paulo.","key_facts":["A Lei 14.852 (Marco Legal dos Games) foi sancionada em 3 de maio de 2024, definindo os jogos eletrônicos, permitindo incentivos culturais nos moldes da Lei Rouanet e simplificando a classificação de importação.","O censo da indústria da Abragames conta mais de 1.000 estúdios brasileiros de games, com São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio, Minas e Santa Catarina como estados líderes; cerca de 70% dos brasileiros adultos jogam games (PGB 2024).","A Wildlife Studios (2011, São Paulo) tornou-se unicórnio em 2019 e foi avaliada em US$3 bilhões em 2020; depois cortou fortemente seu quadro em 2022-2024.","A Epic Games adquiriu o estúdio porto-alegrense Aquiris (Horizon Chase) em 2023, criando a Epic Games Brasil, seu primeiro estúdio na América Latina.","O BIG Festival tornou-se a gamescom latam em 2024 (São Paulo), o maior evento de negócios de games da América Latina; o SBGames é realizado desde 2002.","GFP Bunny (2000) e Genesis (1999), de Eduardo Kac, fizeram do Brasil uma voz fundadora da bioarte; o FILE (2000-) é um dos festivais de linguagem eletrônica mais longevos do mundo.","O Museu do Amanhã (Rio, 2015) já recebeu mais de 5 milhões de visitantes com exposições de ciência e arte midiática; o Itaú Cultural mantém o maior acervo de arte e tecnologia do Brasil (bienais Emoção Art.ficial, 2002-2012).","O setor brasileiro de animação e VFX produz para Globo, Netflix e Disney; 'O Menino e o Mundo' (2013) e 'Perlimps' (2022) receberam aclamação internacional.","Streaming de música: o Brasil é o 3º maior mercado do Spotify em usuários; o Cifra Club/Studio Sol (Belo Horizonte) e o Sua Música (Fortaleza) são plataformas musicais nacionais com dezenas de milhões de usuários."],"challenges":["Lacuna de financiamento: a maioria dos estúdios é micro (menos de 10 pessoas) e depende de trabalho sob encomenda; o acesso à Rouanet para games só começou a funcionar em 2024-2025.","As demissões na Wildlife e a retração global dos games em 2022-2024 cortaram empregos; os talentos migram para estúdios estrangeiros via trabalho remoto.","As instituições culturais dependem de patrocínio corporativo (o Oi Futuro encolheu com o colapso da Oi; a Red Bull Station fechou) e da volatilidade política da Lei Rouanet.","A prática de arte e tecnologia está concentrada em São Paulo e no Rio; os laboratórios universitários enfrentam cortes crônicos de verbas de pesquisa.","Os altos impostos de importação sobre hardware (consoles, RV, GPUs) limitam os mercados domésticos de XR e games."],"international":"Nos games, o Brasil é um mercado grande e um produtor pequeno. A Newzoo o coloca como 9º maior mercado do mundo em 2025, com US$2,7 bilhões, atrás de China (US$53,2 bilhões), Estados Unidos (US$49,8 bilhões), Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, França e Canadá — e logo à frente do México, também com US$2,7 bilhões. A Pesquisa Game Brasil 2026 mostra 75,3% dos brasileiros consumindo jogos digitais, 36,5% deles da Geração Z. Do lado da produção, os mais de 1.000 estúdios mapeados pela Abragames são majoritariamente pequenos e dependentes de prestação de serviços; o país não tem um equivalente a CD Projekt (Polônia), Supercell (Finlândia) ou Embracer (Suécia), e seus dois maiores símbolos vêm do mobile (Wildlife Studios, que cortou pessoal entre 2022 e 2024) e de uma aquisição estrangeira (a Aquiris, comprada pela Epic em abril de 2023 e convertida em Epic Games Brasil, que em março de 2026 anunciou a retirada da série Horizon Chase das lojas, a partir de 1º de junho, nos cortes globais da matriz).\n\nNa música e no audiovisual, o peso é maior. O Global Music Report 2026 da IFPI registra receitas mundiais de música gravada de US$31,7 bilhões em 2025 (+6,4%); a América Latina foi a região que mais cresceu (+17,1%, 16º ano consecutivo) e o Brasil avançou 14,1%, subindo para 8º maior mercado do mundo, à frente de Canadá e México. No cinema, 'Ainda Estou Aqui' venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2 de março de 2025 — o primeiro Oscar de uma produção brasileira —, com cerca de US$36 milhões de bilheteria mundial e mais de 5 milhões de ingressos no país. A UNCTAD estima as exportações globais de serviços criativos em US$1,4 trilhão (2022, +29% desde 2017), com a fatia dos países em desenvolvimento dobrando de 10% para 20% na década; o Brasil, porém, segue importador líquido de serviços criativos, exportando sobretudo conteúdo por meio de plataformas estrangeiras.\n\nNa arte e tecnologia, o Brasil tem presença desproporcional ao seu PIB criativo: o FILE, em São Paulo, realiza edições há mais de 25 anos (a de 2026 tem o tema 'Inter-criatividade'); o SBGames, da Sociedade Brasileira de Computação, é o maior evento acadêmico de games da América Latina; e artistas como Eduardo Kac e Giselle Beiguelman circulam no circuito global de bioarte e arqueologia das mídias. O Marco Legal dos Games (Lei 14.852, de 3 de maio de 2024) reconheceu os jogos como obra audiovisual interativa, deu tratamento especial a empresas com receita até R$16 milhões e equiparou o investimento em games a gasto em P&D e cultura — um arcabouço comparável ao de países que usam incentivos fiscais (Reino Unido, Canadá, França), embora ainda em fase de regulamentação.\n\nAs pressões estruturais são a dependência de plataformas (Steam, Apple, Google, Spotify, Netflix) que capturam a maior parte da receita e dos dados, o custo do hardware importado, a concorrência global por talento (estúdios estrangeiros contratando brasileiros remotamente) e a IA generativa, que ameaça a base da pirâmide do trabalho criativo e tensiona o direito autoral — o projeto de lei de IA (PL 2338) inclui dispositivos sobre o uso de obras protegidas. A gamescom latam, em São Paulo desde 2024, e os programas de exportação com a ApexBrasil são os principais canais de inserção internacional, ao lado das coproduções audiovisuais com Europa e América Latina.","international_facts":["Games: o Brasil é o 9º maior mercado do mundo (US$2,7 bilhões em 2025, Newzoo), atrás de China (US$53,2 bi), EUA (US$49,8 bi), Japão, Coreia, Alemanha, Reino Unido, França e Canadá; o México vem em 10º, também com US$2,7 bilhões.","75,3% dos brasileiros consomem jogos digitais (Pesquisa Game Brasil 2026, 13ª edição); 36,5% dos jogadores são da Geração Z e 54,9% pertencem à classe média.","Música: as receitas globais de música gravada somaram US$31,7 bilhões em 2025 (+6,4%); a América Latina cresceu 17,1% e o Brasil 14,1%, subindo para 8º maior mercado do mundo (IFPI, mar. 2026).","'Ainda Estou Aqui' venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2 de março de 2025, o primeiro Oscar de uma produção brasileira; ~US$36 milhões de bilheteria mundial com orçamento de ~US$9 milhões e mais de 5 milhões de ingressos no Brasil.","Economia criativa global: as exportações de serviços criativos chegaram a US$1,4 trilhão em 2022 (+29% desde 2017); a fatia dos países em desenvolvimento subiu de 10% (2010) para 20% (UNCTAD).","Lei 14.852/2024: empresas de games com receita até R$16 milhões/ano têm tratamento especial de financiamento; o investimento em jogos conta como P&D e cultura (Leis 8.685/1993 e 8.313/1991)."],"future":"O setor criativo mundial atravessa três mudanças simultâneas: a IA generativa redesenha a produção de games, efeitos visuais e música (e reabre a disputa sobre direitos autorais); a indústria de games vive consolidação e demissões após a bolha de 2020-2022; e o streaming amadurece, com o crescimento migrando para a América Latina, a Ásia e a África. A música latino-americana é hoje o motor de crescimento global, e a demanda por conteúdo localizado nunca foi tão alta. Para o Brasil, a oportunidade é ser produtor de propriedade intelectual própria — não apenas público e mão de obra.\n\nO que precisa se desenvolver: a regulamentação e os primeiros editais do Marco Legal dos Games, com critérios que privilegiem estúdios donos de sua propriedade intelectual; dados oficiais do setor (um censo regular comparável ao de outros países); formação técnica em game design, VFX, áudio e engenharia de tempo real; política de exportação coordenada (ApexBrasil, Abragames, Ancine, música); instituições de arte e tecnologia com financiamento plurianual; e uma regulação do vídeo sob demanda — em debate no Congresso — que combine obrigações de investimento com preservação da diversidade de produção. A conexão com a política de IA soberana (bases de dados em português, cultura como insumo) é uma oportunidade pouco explorada.\n\nOs riscos: perder os benefícios do marco legal para grandes grupos ou para o jogo de azar disfarçado (que a lei excluiu); ver os estúdios reduzidos a prestadores de serviço de matrizes estrangeiras, como mostram os cortes na Epic Games Brasil; a substituição de postos de entrada por IA; a volatilidade do financiamento cultural ao sabor dos ciclos políticos (Lei Rouanet); a concentração em São Paulo e no Sul; e a pirataria combinada a preços de hardware entre os mais altos do mundo.\n\nAté 2030, vale acompanhar: os primeiros projetos financiados pela Lei 14.852 e se surge um sucesso global de estúdio brasileiro independente; a consolidação do Brasil no top 10 da música gravada e a parcela da receita que fica no país; as coproduções e o efeito-Oscar sobre o audiovisual; a regulação do VOD e a dos direitos autorais na IA; o crescimento da gamescom latam como porta de negócios regional; e se museus e festivais de arte e tecnologia sobrevivem à redução do patrocínio corporativo.","future_points":["Regulamentar o Marco Legal dos Games com foco em estúdios donos de PI própria; criar um censo setorial regular","Política de exportação coordenada (games, música, audiovisual) e coproduções internacionais","Formação técnica em tempo real, VFX e áudio; conexão com a política de IA soberana (dados em português)","Regulação do VOD e dos direitos autorais na IA generativa (PL 2338) como decisões pendentes","Riscos: dependência de plataformas estrangeiras, cortes em estúdios adquiridos (Epic Brasil), ciclo político da Rouanet","Observar: primeiro hit global independente, Brasil no top 10 da IFPI, efeito-Oscar nas coproduções"],"intl_sources":[{"title":"Newzoo – Top 10 countries by game revenues","url":"https://newzoo.com/resources/rankings/top-10-countries-by-game-revenues"},{"title":"Pesquisa Game Brasil 2026 (13ª edição)","url":"https://www.pesquisagamebrasil.com.br/"},{"title":"Abragames – Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais","url":"https://www.abragames.org/"},{"title":"Planalto – Lei nº 14.852, de 3 de maio de 2024 (marco legal da indústria de jogos eletrônicos)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14852.htm"},{"title":"IFPI – Global Music Report 2026: global recorded music revenues grow 6.4% (mar. 2026)","url":"https://www.ifpi.org/global-music-report-2026-global-recorded-music-revenues-grow-6-4-as-record-companies-drive-innovation/"},{"title":"Academy of Motion Picture Arts and Sciences – 97th Academy Awards (2025)","url":"https://www.oscars.org/oscars/ceremonies/2025"},{"title":"UNCTAD – Creative Economy Outlook 2024","url":"https://unctad.org/publication/creative-economy-outlook-2024"},{"title":"FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica","url":"https://file.org.br/"},{"title":"SBGames – Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBC)","url":"https://www.sbgames.org/"},{"title":"Wikipedia – Aquiris Game Studio / Epic Games Brasil","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Aquiris_Game_Studio"},{"title":"Wikipedia – I'm Still Here (2024 film)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/I%27m_Still_Here_(2024_film)"}]},{"id":"hubs","label":"Hubs de Inovação e Venture Capital","short":"Hubs/VC","overview":"O ecossistema de startups do Brasil nasceu em meados dos anos 2000 (Monashees em 2005, Endeavor Brasil em 2000) e explodiu entre 2018 e 2021, quando o fundo de US$5 bilhões do SoftBank para a América Latina e os fundos crossover globais entraram em peso, criando mais de 20 unicórnios. O financiamento de venture capital atingiu o pico perto de US$9-10 bilhões em 2021, desabou para cerca de US$2 bilhões em 2023 e se recuperou modestamente em 2024-2025, com IA e fintech na liderança. Hubs físicos ancoram os clusters regionais: Porto Digital (Recife, 2000), Cubo Itaú (São Paulo, 2015), ACATE/Sapiens Parque (Florianópolis), San Pedro Valley (Belo Horizonte), Tecnopuc (Porto Alegre) e SENAI CIMATEC (Salvador). Os atores públicos BNDES, Finep e Sebrae complementam VCs como Kaszek, Monashees, Canary, Valor Capital, Astella e Igah.","key_facts":["O Brasil abriga cerca de dois terços dos unicórnios da América Latina: Nubank, iFood, QuintoAndar, Loft, Creditas, Wildlife, Loggi, Ebanx, Unico, Wellhub (Gympass), MadeiraMadeira, Neon, Dock, Cloudwalk, C6, Daki, Olist, Hotmart, Mercado Bitcoin, VTEX, Facily e CargoX.","Investimento de venture capital em startups brasileiras: ~US$9,4 bilhões em 2021 (Distrito), ~US$4,5 bilhões em 2022, ~US$1,9 bilhão em 2023, ~US$2,1 bilhões em 2024, com 2025 mostrando recuperação liderada por IA, fintech e tecnologia climática.","O SoftBank Latin America Fund (2019) aplicou mais de US$5 bilhões, apoiando QuintoAndar, Loggi, Creditas, Gympass, VTEX, Olist e outras.","O Porto Digital (Recife) abriga mais de 400 empresas e mais de 17.000 empregos, gerando mais de R$5 bilhões em receita anual; é o modelo para a política brasileira de parques tecnológicos.","O Cubo Itaú (São Paulo) é o maior hub de inovação corporativa da América Latina, com mais de 700 startups; o Google for Startups Campus São Paulo (2016) fechou seu espaço físico em 2023 e migrou para apoio baseado em programas.","A Y Combinator já apoiou mais de 60 startups brasileiras, o maior número entre os países latino-americanos.","O Brasil ficou em torno do 50º lugar no Índice Global de Inovação da OMPI (49º em 2023, 50º em 2024) e lidera a América Latina junto com o Chile.","O Web Summit Rio estreou em 2023 e a Campus Party Brasil é realizada desde 2008; a São Paulo Tech Week e a Rio Innovation Week são as outras grandes conferências.","O BNDES Garagem (2018) e o Finep Startup fornecem capital público em estágio inicial; o BNDES também conduz a Nova Indústria Brasil e linhas de crédito para data centers/IA (2024-2025).","O trabalho remoto e os salários em dólar impulsionaram, após 2020, uma onda de engenheiros brasileiros trabalhando para empresas estrangeiras, estimada em centenas de milhares."],"challenges":["O inverno de financiamento de 2022-2024 cortou o VC em ~80% em relação ao pico e forçou demissões em Loft, QuintoAndar, Wildlife, Ebanx e outras.","Escassez de saídas: a janela de IPOs na B3 fechou após 2021; a maioria das saídas é via M&A ou listagens nos EUA.","Fuga de cérebros e concorrência do trabalho remoto por engenheiros seniores; o Brasil forma muito menos graduados em computação do que a demanda.","Concentração regional: São Paulo captura a maioria das transações; os hubs do Nordeste e do Norte seguem subfinanciados.","Juros altos (Selic ~15% em 2025) tornam a renda fixa mais atraente do que o venture capital para os LPs locais."],"international":"O capital de risco global se recuperou em 2025 — US$469 bilhões (+47%), o maior volume desde 2022 —, mas de forma extremamente concentrada: 70% foram para os Estados Unidos e 48% (US$226 bilhões) para IA, enquanto o número de rodadas caiu 17% (CB Insights). O Startup Genome calcula que dois terços do crescimento de US$2,8 trilhões no valor dos ecossistemas foram para três cidades americanas. A América Latina ficou à margem dessa onda. Segundo o Startup Genome, as startups brasileiras captaram US$2,03 bilhões em 363 rodadas em 2025 — 52,9% do total regional e menos de 0,5% do global —, uma fração do pico de ~US$9,4 bilhões de 2021. A LAVCA registra que o estágio inicial somou US$2,2 bilhões (52% do total latino-americano), que cinco empresas (Plata, ADDI, Klar, Omie e Kavak) concentraram ~25% dos dólares e que startups apoiadas por VC levantaram mais de US$2 bilhões em dívida, FIDCs e linhas de crédito.\n\nA novidade é a competição com o México. A LAVCA observa que os fundadores mexicanos ficaram apenas 14% atrás dos brasileiros em capital captado em 2025, com crescimento de 21%; o Dealroom mostra São Paulo com US$1,1 bilhão em 2025 contra US$951 milhões da Cidade do México, mas, nos 12 meses até junho de 2026, a capital mexicana (US$1,6 bilhão) ultrapassou São Paulo (US$925 milhões), com Bogotá (US$206 milhões) e Santiago (US$127 milhões) em seguida. Nos rankings, São Paulo é o 37º ecossistema do mundo e o 1º da região, com valor de US$55 bilhões, 16 unicórnios ativos, US$16,7 bilhões captados em 2021-2025 e US$53 bilhões em 425 saídas; a América Latina acumula 72 unicórnios (Dealroom), ao menos 30 deles brasileiros, dentro de um universo global de 1.447 (CB Insights, março de 2026).\n\nOs hubs físicos brasileiros são maiores do que a maioria dos latino-americanos. O Porto Digital, no Recife, abriga 541 empresas, cerca de 24 mil empregos e R$7,4 bilhões de faturamento, 25 anos depois de sua fundação; o Cubo Itaú, desde 2015, opera sobre uma base de mais de 30 mil startups latino-americanas e é o modelo regional de hub corporativo. O PIPE da FAPESP já financiou cerca de 2.000 projetos de P&D em pequenas empresas e o Sebrae apoia mais de 2.500 startups por ano. O Índice Global de Inovação 2025, porém, coloca o Brasil em 52º lugar (50º em 2024), atrás do Chile (51º) e à frente de México (58º), Uruguai (68º) e Colômbia (71º) — a infraestrutura institucional existe, mas os resultados em patentes, exportações de alta tecnologia e capital de risco per capita seguem medianos.\n\nAs dependências e pressões: o ecossistema vive de capital estrangeiro (SoftBank, fundos crossover americanos) e sofre com juros domésticos entre os mais altos do mundo, que o Banco Mundial aponta como freio ao investimento; a janela de IPOs na B3 está fechada desde 2021, o que empurra saídas para fusões e aquisições e para listagens no exterior (Nubank na NYSE); o talento é disputado por empresas estrangeiras que contratam remotamente; e o boom de IA, que absorve metade do VC global, tem poucos campeões latino-americanos. O papel internacional do Brasil é o de maior mercado e maior produtor de unicórnios da região — com 59% das fintechs latino-americanas —, mas sem o papel de exportador de capital ou de plataformas globais.","international_facts":["VC global 2025: US$469 bilhões (+47%), 70% nos EUA; IA levou 48% (US$226 bilhões); o número de rodadas caiu 17% (CB Insights).","Startups brasileiras captaram US$2,03 bilhões em 363 rodadas em 2025, 52,9% do total da América Latina; São Paulo é o 37º ecossistema do mundo e o 1º da região, com valor de US$55 bilhões e 16 unicórnios ativos (Startup Genome).","LAVCA: estágio inicial somou US$2,2 bilhões em 2025 (52% do total regional); o México ficou apenas 14% atrás do Brasil em capital captado; cinco empresas (Plata, ADDI, Klar, Omie, Kavak) levaram ~25% dos dólares.","Dealroom: São Paulo captou US$1,1 bilhão em 2025 (Cidade do México: US$951 milhões), mas nos 12 meses até jun. 2026 a Cidade do México (US$1,6 bilhão) passou São Paulo (US$925 milhões); a América Latina acumula 72 unicórnios.","Porto Digital (Recife, 2000): 541 empresas, ~24 mil empregos e R$7,4 bilhões de faturamento; Cubo Itaú (2015) opera sobre base de mais de 30 mil startups latino-americanas.","Índice Global de Inovação 2025: Brasil em 52º (50º em 2024), atrás do Chile (51º) e à frente de México (58º), Uruguai (68º), Colômbia (71º) e Argentina (77º)."],"future":"O venture capital global deve seguir concentrado em IA, em megarrodadas e em poucas geografias, com secundárias, dívida e fundos soberanos ganhando espaço; na América Latina, o nearshoring favorece o México e a escassez de saídas limita o retorno dos fundos. Para o Brasil, a implicação é dupla: a liderança regional não está garantida, e a próxima geração de empresas valiosas tende a ser nativa em IA, em bioeconomia e em tecnologia climática — áreas em que o país tem ativos científicos, mas pouco capital paciente.\n\nO que deve se desenvolver: instrumentos públicos de coinvestimento (fundos de fundos do BNDES e da Finep) com disciplina de mercado; regras claras para spin-offs universitários e para o uso de infraestrutura pública (Embrapii, INCTs); alocação de fundos de pensão e family offices em VC; um mercado de saídas (B3, M&A, secundárias) que destrave o capital preso na safra de 2021; polos fora de São Paulo com especialização (Recife em software, Florianópolis em hardware e IoT, Belo Horizonte em deep tech, Porto Alegre em games e saúde); política de vistos e de retenção de talento; e acesso a computação para startups de IA por meio do PBIA.\n\nAs decisões pendentes giram em torno da tributação de stock options e de investidores-anjo na reforma tributária, da regulação de IA (PL 2338) e de fintechs, e do próprio ciclo fiscal e eleitoral de 2026-2027, que afeta juros e apetite por risco. Os riscos: 'unicórnios zumbis' da safra de 2021 sem caminho de saída; dependência de poucos investidores estrangeiros; captura regulatória por incumbentes (bancos, telecoms) ou por startups já grandes; concentração em fintech; e a superconstrução de hubs físicos subutilizados quando o trabalho é remoto.\n\nO que observar até 2030: se o VC latino-americano volta a superar US$5 bilhões anuais e qual fatia fica com o Brasil; a disputa São Paulo-Cidade do México; a proporção de rodadas em empresas nativas em IA; a reabertura do mercado de IPOs; as métricas do Porto Digital e dos demais hubs; a posição no Índice Global de Inovação; e se a COP30, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a bioeconomia geram uma classe de ativos investível.","future_points":["Coinvestimento público disciplinado (fundos de fundos BNDES/Finep) e alocação de fundos de pensão em VC","Destravar saídas: reabertura de IPOs na B3, secundárias e M&A para a safra de 2021","Especialização regional dos hubs (Recife, Florianópolis, BH, Porto Alegre) e regras para spin-offs universitários","Riscos: perda da liderança regional para o México, dependência de investidores estrangeiros, 'unicórnios zumbis', juros altos","Decisões pendentes: tributação de stock options e investidor-anjo, PL 2338 (IA), ciclo eleitoral de 2026","Observar: VC latino-americano acima de US$5 bilhões/ano, fatia brasileira, GII (52º em 2025), ativos de bioeconomia pós-COP30"],"intl_sources":[{"title":"CB Insights – State of Venture 2025 (jan. 2026)","url":"https://www.cbinsights.com/research/report/venture-trends-2025/"},{"title":"Startup Genome – São Paulo startup ecosystem","url":"https://startupgenome.com/ecosystems/sao-paulo"},{"title":"Startup Genome – Global Startup Ecosystem Report (GSER 2026)","url":"https://startupgenome.com/report/gser2025"},{"title":"LAVCA – 2026 LAVCA Trends in Tech","url":"https://www.lavca.org/research/2026-lavca-trends-in-tech/"},{"title":"Dealroom – Latin America startup ecosystem guide (jul. 2026)","url":"https://dealroom.co/guides/latin-america"},{"title":"CB Insights – The Complete List of Unicorn Companies","url":"https://www.cbinsights.com/research-unicorn-companies"},{"title":"Porto Digital – Parque tecnológico do Recife","url":"https://www.portodigital.org/"},{"title":"Cubo Itaú – Hub de inovação","url":"https://cubo.itau/"},{"title":"ABVCAP – Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital","url":"https://www.abvcap.com.br/"},{"title":"WIPO – Global Innovation Index 2025","url":"https://www.wipo.int/en/web/global-innovation-index/2025/index"},{"title":"Banco Mundial – Brazil Overview (out. 2026)","url":"https://www.worldbank.org/en/country/brazil/overview"}]},{"id":"universities","label":"Universidades e Sistema de Pesquisa","short":"Pesquisa","overview":"O ecossistema tecnológico do Brasil repousa sobre um sistema público de universidades e pesquisa incomumente concentrado, incomumente financiado pelo Estado e incomumente jovem pelos padrões globais. As universidades de pesquisa mais antigas datam apenas dos anos 1920-30 (a USP foi fundada em 1934), e a arquitetura moderna de financiamento — CNPq e CAPES (ambos de 1951), FAPESP (1962), FNDCT (1969), Finep (1967) — foi construída pelo Estado desenvolvimentista durante e depois da era Vargas e do regime militar. O resultado é um sistema em que cerca de 95% da produção científica brasileira vem de instituições públicas (universidades federais e estaduais mais institutos nacionais), enquanto as universidades privadas majoritariamente ensinam. Só o estado de São Paulo — por meio de USP, Unicamp, UNESP e do 1% da receita tributária estadual garantido constitucionalmente à FAPESP — produz cerca de 40% da ciência indexada do país.\n\nO núcleo de computação e engenharia do sistema é um conjunto reconhecível de institutos: a Escola Politécnica, o IME e o ICMC São Carlos da USP; o Instituto de Computação e a FEEC da Unicamp; a COPPE da UFRJ (a maior escola de pós-graduação em engenharia da América Latina); o DCC da UFMG; o Instituto de Informática da UFRGS; o CIn da UFPE, em Recife; a UFSC, em Florianópolis; e a PUC-Rio com seu laboratório Tecgraf, onde nasceu a linguagem Lua. Esses grupos ancoram clusters regionais — Campinas, São José dos Campos, Florianópolis, Porto Alegre, o Porto Digital de Recife — e fornecem os fundadores e engenheiros por trás da maioria das startups brasileiras de deep tech. Acima deles estão laboratórios nacionais como o CNPEM (sede do síncrotron Sirius, a maior infraestrutura científica já construída no Brasil), o LNCC (o supercomputador Santos Dumont), o INPE (satélites e modelos climáticos), o IMPA (uma Medalha Fields em 2014) e os institutos aplicados CPqD, CTI Renato Archer, Eldorado, CESAR e SENAI CIMATEC, que traduzem pesquisa em indústria.\n\nA tensão definidora do sistema é a volatilidade do financiamento. O Brasil gasta cerca de 1,1-1,3% do PIB em P&D (1,19% em 2023, contra um pico de 1,28% em 2015), aproximadamente metade da média da OCDE e um quinto da Coreia do Sul, com o governo, e não as empresas, sendo historicamente o maior pagador. O programa Ciência sem Fronteiras (2011-2016) enviou cerca de 100.000 estudantes ao exterior a um custo próximo de R$13 bilhões, e depois desmoronou; o teto de gastos constitucional de 2016 (EC 95) e sucessivos contingenciamentos derrubaram o investimento do FNDCT para cerca de R$2 bilhões em 2021, deixaram as bolsas de pós-graduação da CAPES/CNPq congeladas de 2013 a 2023 e provocaram uma diáspora científica mensurável. A produção científica, que crescia 12% ao ano entre 2006 e 2014, caiu de 82.440 artigos em 2021 para cerca de 73.000 em 2024.\n\nDesde 2023, a trajetória se inverteu: o FNDCT foi legalmente descongelado (Lei Complementar 177/2021 e a lei de 2025 que liberou ~R$22 bilhões de superávit acumulado), seu orçamento anual subiu para cerca de R$14 bilhões em 2025, as bolsas foram reajustadas em 25-40%, uma chamada recorde de R$1,45 bilhão do INCT financiou 121 novos institutos nacionais, a fase 2 do Sirius e o laboratório Orion, de nível de biossegurança 4, foram financiados pelo Novo PAC, e programas como o Mais Ciência na Escola, a chamada de repatriação do CNPq (599 pesquisadores de 34 países) e o Profix Brasil miram o pipeline e a diáspora. Se essa recuperação sobreviverá ao ciclo eleitoral de 2026 e ao arcabouço fiscal é a questão em aberto da década.","key_facts":["O Brasil gastou 1,19% do PIB em P&D em 2023 (pico de 1,28% em 2015); a China gastou 2,58% e a Coreia do Sul cerca de 5%.","Pesquisadores brasileiros publicaram ~73.000 artigos indexados na Scopus em 2024 (+4,5%), ocupando o 13º-14º lugar mundial, abaixo dos 82.440 de 2021; o número de autores por milhão de habitantes subiu de 205 (2004) para 932 (2024).","O investimento do FNDCT subiu de cerca de R$2 bilhões em 2021 para R$12 bilhões em 2024 e ~R$14,7 bilhões em 2025; uma lei de 2025 destravou ~R$22 bilhões de superávit acumulado do fundo.","As bolsas da CAPES/CNPq ficaram congeladas por 10 anos (2013-2023) e foram reajustadas em março de 2023: mestrado de R$1.500 para R$2.100 (+40%), doutorado de R$2.200 para R$3.100 (+40%), pós-doutorado de R$4.100 para R$5.200.","A chamada INCT de 2024 aprovou 121 novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia com R$1,45 bilhão (R$1 bilhão do FNDCT), elevando o total nacional a 221; a USP coordena 26 deles.","A FAPESP desembolsou um recorde de R$1,77 bilhão em 2024 em 27.095 auxílios e bolsas, financiada por 1% constitucional da receita tributária do estado de São Paulo (R$2,8 bilhões de receita em 2024); mantém 24 centros CEPID.","O Sirius, síncrotron de 4ª geração do CNPEM em Campinas, custou cerca de R$2,8 bilhões, tem 14 linhas de luz na primeira fase (10 em operação em 2025) e recebeu R$800 milhões do Novo PAC para mais 10; o prédio comporta até 38.","O Ciência sem Fronteiras (2011-2016) financiou cerca de 100.000 bolsas no exterior, a um custo de cerca de R$13 bilhões, antes de ser descontinuado em 2017.","Dos 254.900 doutores formados no Brasil entre 2013 e 2024, 3.145 (1,2%) viviam no exterior em 2025 (Ipea); uma pesquisa da Unicamp de 2023 com 1.200 cientistas brasileiros no exterior constatou que mais de 70% não planejavam voltar. A chamada de repatriação do CNPq de 2024 selecionou 599 pesquisadores de 34 países entre 1.593 candidatos.","A Embrapii tem 91 unidades credenciadas e contratou 3.384 projetos de P&D com a indústria em 11 anos, com 1.136 projetos no valor de R$6,5 bilhões em execução; o Porto Digital, em Recife, cresceu 19%, para R$7,4 bilhões em receita e 24.000 empregos em 2025."],"challenges":["Volatilidade do financiamento: P&D em ~1,2% do PIB, com o FNDCT oscilando de R$2 bilhões (2021) a R$14 bilhões (2025) conforme o governo da vez e o arcabouço fiscal, o que dificulta o planejamento plurianual dos laboratórios.","Baixo P&D empresarial: ao contrário dos pares da OCDE, onde as empresas financiam dois terços do P&D, as companhias brasileiras gastam pouco, de modo que as universidades carregam o fardo da inovação e dependem de incentivos da Lei de Informática/Lei do Bem periodicamente ameaçados.","Fuga de cérebros e carreiras precárias: as bolsas ficaram congeladas de 2013 a 2023, a demanda por pós-doutorado é cinco vezes a oferta, e mais de 70% dos cientistas brasileiros no exterior dizem que não voltarão; a emigração é maior nos programas de STEM mais bem avaliados.","Concentração regional: São Paulo produz ~40% da ciência nacional e abriga os R$2,8 bilhões de receita da FAPESP, enquanto o Norte e o Nordeste dependem de FAPs estaduais frágeis; a chamada INCT de 2024 precisou impor um piso de 30% para essas regiões.","Infraestrutura envelhecida e manutenção: fora de projetos-vitrine como o Sirius, muitos laboratórios e prédios de universidades federais sofrem com manutenção adiada (o incêndio do Museu Nacional em 2018 é o caso emblemático), e as universidades federais enfrentam apertos recorrentes no orçamento discricionário.","Transferência universidade-indústria fraca: apesar da Lei de Inovação de 2004 e do Marco Legal de 2016, NITs burocráticos, licenciamento lento de patentes e regras de compras públicas limitam os spin-offs; a Embrapii e os parques tecnológicos são soluções parciais.","Politização da governança: a nomeação de reitores (a prática de 2019-2022 de ignorar as listas eleitas), congelamentos na avaliação da CAPES e a rotatividade ministerial rompem a continuidade; propostas como o Future-se geraram conflito sem reforma duradoura.","Pipeline e qualidade do ensino: déficits na educação básica limitam o ingresso em STEM, as matrículas em computação ficam aquém da demanda (alta evasão em engenharia/computação), e as práticas de língua inglesa e ciência aberta seguem desiguais."],"international":"O Brasil investe 1,19% do PIB em P&D (2023), nível que o coloca no topo da América Latina — México 0,27%, Argentina 0,60% — mas longe dos líderes: Coreia do Sul 4,94%, Estados Unidos 3,45%, China 2,58%, média da OCDE ~2,7% e União Europeia 2,11% (2022). O patamar está estagnado há uma década (1,15% em 2019, 1,22% em 2020) e, ao contrário dos líderes, mais da metade vem do setor público; o Relatório de Ciência da UNESCO já apontava em 2021 a queda do P&D empresarial e das patentes. Em volume, porém, o sistema é o maior da região e um dos 15 maiores do mundo: o Scimago posiciona o Brasil em 14º lugar em documentos acumulados entre 1996 e 2025 (1,63 milhão), entre a Coreia do Sul e os Países Baixos.\n\nNa ciência de alto impacto, a posição é mais modesta e em leve declínio. O Nature Index coloca o Brasil em 22º lugar no mundo e 1º na América do Sul (Share 542 entre abril de 2025 e março de 2026), com queda de ~4% entre 2024 e 2025 (de 588 para 564); o país é 14º em ciências físicas (em alta, puxado pelo Sirius e pela física de partículas), 21º em ciências da saúde, 22º em ciências biológicas e 28º em ciências aplicadas, onde perdeu 25 pontos de Share em um ano. Para escala: a China somou Share 43.075 e os Estados Unidos 24.958 em 2024; o Brasil, 586. Nos rankings institucionais, a USP caiu de 92ª (QS 2025) para 108ª (QS 2026) e 133ª (QS 2027), e aparece em 141ª no THE 2027, com 81.876 estudantes e apenas 3% de internacionais — a internacionalização segue como ponto fraco.\n\nA arquitetura é incomum: ciência quase inteiramente pública, concentrada em São Paulo — onde a FAPESP, com 1% da receita tributária estadual garantido pela Constituição, financiou 27.095 bolsas e auxílios em 2024 (+18%, recorde) — e organizada em redes nacionais (INCTs, Embrapii, RNP). Isso se compara ao modelo chinês de expansão massiva financiada pelo Estado, ao coreano puxado pelas empresas e ao indiano em rápida ascensão numérica. As pressões de 2025-2026 vêm da competição global por talentos (a Europa e a China recrutam cientistas americanos em meio aos cortes de 2025 nos EUA, e brasileiros são disputados pelos dois lados), da queda da produção indexada desde o pico de 2021, do valor real das bolsas, congeladas por dez anos até 2023, e da turbulência de rankings.\n\nNos papéis globais, o Brasil tem ativos distintos: o Sirius, um dos poucos síncrotrons de quarta geração do mundo; o Santos Dumont e o supercomputador soberano previsto para 2027; a participação na física de altas energias do CERN; a cooperação Sul-Sul (CAPES e CNPq na África e na América Latina); a presença nas redes universitárias dos BRICS; e a condição de candidato à adesão à OCDE, que impõe revisões de política científica. A presidência brasileira do G20 em 2024 e a COP30 em 2025 ampliaram a diplomacia científica — mas o país continua a ter poucos pesquisadores estrangeiros e a exportar mais doutores do que atrai.","international_facts":["P&D: Brasil 1,19% do PIB em 2023, contra Coreia do Sul 4,94%, EUA 3,45%, China 2,58%, média OCDE ~2,7% (2022) e UE 2,11%; México 0,27% e Argentina 0,60% (Banco Mundial/UIS, OCDE).","Scimago: Brasil é o 14º país em documentos acumulados 1996-2025 (1,63 milhão), entre Coreia do Sul (13º) e Países Baixos (15º).","Nature Index (abr. 2025–mar. 2026): Brasil é 22º no mundo e 1º da América do Sul, com Share 542; a Share caiu ~4% entre 2024 e 2025 (588→564); 14º em ciências físicas, 28º em ciências aplicadas (−25 pontos).","USP: 108ª no QS 2026 (92ª em 2025; 133ª no QS 2027) e 141ª no THE 2027; 81.876 alunos, 3% internacionais; 2ª da América Latina.","FAPESP financiou 27.095 bolsas e auxílios em 2024 (+18%, recorde), com 1% da receita tributária paulista garantido constitucionalmente.","Nature Index 2025 Research Leaders: China (Share 43.075) e EUA (24.958) lideram; o Brasil, em 21º (586), tem cerca de 2,3% da Share norte-americana."],"future":"A ciência mundial vive uma reconfiguração: ascensão chinesa em todas as áreas, IA como instrumento de pesquisa e como objeto de disputa por computação, cortes e politização do financiamento nos Estados Unidos em 2025, programas europeus de atração de talentos e uma onda de ciência aberta e de avaliação por impacto. Para o Brasil, a mudança cria uma janela rara de atração e retorno de cientistas — se houver bolsas competitivas, infraestrutura e carreiras — e torna urgente o acesso a computação de grande porte e a dados em português.\n\nO sistema precisa de cinco coisas que não dependem de descobertas, mas de política: financiamento plurianual protegido do contingenciamento (o FNDCT recuperado em 2024-2026 precisa sobreviver ao arcabouço fiscal e à eleição); indexação das bolsas e carreiras de pesquisa fora da universidade, inclusive na indústria; regras de propriedade intelectual e de spin-offs que façam o Marco Legal de CT&I funcionar na prática; internacionalização real (docentes estrangeiros, inglês, cotutelas, CAPES-PrInt ampliado); e uma redistribuição regional que leve infraestrutura ao Norte e ao Nordeste, hoje com índices de capital humano muito abaixo do Sudeste.\n\nOs riscos são conhecidos: dependência quase total do orçamento público em um país com dívida projetada em 90% do PIB; fuga de cérebros de pós-doutores sem perspectiva de contratação; envelhecimento do corpo docente e concursos congelados; queda contínua nos rankings e na Share do Nature Index em ciências aplicadas; desigualdade entre as 27 FAPs estaduais; publicação predatória estimulada por métricas de volume; e a politização de universidades e agências a cada ciclo eleitoral. Há também o risco de captura: incentivos à P&D empresarial (Lei do Bem) que financiam o que já seria feito.\n\nAté 2030, os indicadores a acompanhar são a execução real do FNDCT e das bolsas, a trajetória do Brasil no Nature Index e no Scimago (volta ao pico de 2021?), a entrega dos supercomputadores do PBIA e das novas linhas de luz do Sirius, os resultados da chamada INCT de 2024, a proporção de coautoria internacional e de pesquisadores estrangeiros, a evolução do P&D empresarial como fatia do total e se a meta histórica de 2% do PIB deixa de ser retórica e ganha um calendário.","future_points":["Financiamento plurianual protegido: o FNDCT (R$17,7 bilhões em 2026) precisa sobreviver ao arcabouço fiscal e ao ciclo eleitoral","Bolsas indexadas e carreiras de pesquisa fora da universidade, inclusive na indústria","Internacionalização real: docentes estrangeiros, cotutelas, atração de cientistas em meio aos cortes nos EUA","Infraestrutura: Sirius (novas linhas de luz), supercomputadores do PBIA, dados em português para IA","Riscos: dependência do orçamento público (dívida ~90% do PIB), fuga de cérebros, queda em rankings e em ciências aplicadas","Observar: P&D rumo a 1,5-2% do PIB, Nature Index (22º), Scimago (14º), P&D empresarial como fatia do total"],"intl_sources":[{"title":"Banco Mundial – Research and development expenditure (% of GDP), Brazil","url":"https://data.worldbank.org/indicator/GB.XPD.RSDV.GD.ZS?locations=BR"},{"title":"OCDE – Main Science and Technology Indicators","url":"https://www.oecd.org/en/data/datasets/main-science-and-technology-indicators.html"},{"title":"Scimago Journal & Country Rank – Country rankings","url":"https://www.scimagojr.com/countryrank.php"},{"title":"Nature Index – Brazil country output","url":"https://www.nature.com/nature-index/country-outputs/Brazil"},{"title":"Nature Index – 2025 Research Leaders: leading countries (all subjects)","url":"https://www.nature.com/nature-index/research-leaders/2025/country/all/global"},{"title":"QS – Universidade de São Paulo (QS World University Rankings)","url":"https://www.topuniversities.com/universities/universidade-de-sao-paulo"},{"title":"Times Higher Education – University of São Paulo (World University Rankings)","url":"https://www.timeshighereducation.com/world-university-rankings/university-sao-paulo"},{"title":"FAPESP – Annual Report 2024","url":"https://fapesp.br/en"},{"title":"UNESCO Science Report 2021 – Brazil","url":"https://www.unesco.org/reports/science/2021/en/brazil"},{"title":"CWTS Leiden Ranking 2025","url":"https://www.leidenranking.com/ranking/2025/list"},{"title":"WIPO – Global Innovation Index 2025","url":"https://www.wipo.int/en/web/global-innovation-index/2025/index"}]},{"id":"policy","label":"Governo, Políticas Públicas e Financiamento","short":"Política","overview":"A política tecnológica do Brasil se apoia em uma pilha institucional em camadas que remonta ao Estado desenvolvimentista: o BNDES (1952), o CNPq e a CAPES (1951), o fundo FNDCT (1969) e sua operadora Finep (1967), além de uma tradição de leis de incentivo setoriais, sobretudo a Lei de Informática (1991) e a Lei do Bem (2005). O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) coordena o sistema de ciência e o FNDCT; o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) conduz a política industrial; e uma teia de agências (Embrapii, ABDI, Apex-Brasil, Sebrae, Softex) mais as fundações estaduais de pesquisa (as 27 FAPs, lideradas pela FAPESP) executam os programas na ponta. O Brasil gasta cerca de 1,1-1,3% do PIB em P&D, bem abaixo da meta de 2% repetidamente fixada pelos governos e da média da OCDE de cerca de 2,7%, e o setor público ainda responde por mais da metade desse gasto, ao contrário da maioria dos líderes em inovação.\n\nO período 2016-2022 foi marcado por um colapso severo do financiamento: o orçamento do MCTI encolheu em termos reais, e o FNDCT foi contingenciado (congelado) em até 90% em alguns anos, até que a Lei Complementar 177/2021 proibiu a prática. O governo Lula, que tomou posse em janeiro de 2023, revogou o congelamento restante (MP 1136), suspendeu a liquidação da fabricante estatal de chips Ceitec e reconstruiu o fundo: o FNDCT chegou a cerca de R$14,7 bilhões em 2025 e R$17,7 bilhões em 2026, com decretos em março de 2026 autorizando um aumento de capital de R$3,5 bilhões para a Finep e projetando até R$30 bilhões adicionais em crédito à inovação até 2028.\n\nA estratégia industrial foi relançada em janeiro de 2024 como Nova Indústria Brasil (NIB), um plano orientado por missões até 2033, organizado em torno de seis missões (cadeias agroindustriais sustentáveis, complexo industrial da saúde, infraestrutura e cidades sustentáveis, transformação digital, bioeconomia e transição energética, e tecnologias de defesa/soberania). Seu envelope inicial de financiamento de R$300 bilhões (BNDES, Finep, Embrapii) foi repetidamente reforçado; em junho de 2026, o governo anunciou mais R$140 bilhões até dezembro de 2026 e afirmou ter mobilizado mais de R$750 bilhões desde 2023. Instrumentos complementares incluem o programa automotivo Mover (Lei 14.902/2024, R$19,3 bilhões em créditos tributários), a Lei 14.968/2024 (Brasil Semicon e o regime PADIS modernizado para chips, R$7 bilhões por ano), a depreciação acelerada, o programa Brasil Mais Produtivo e, após uma longa saga legislativa, o regime tributário Redata para data centers (Lei 15.504/2026).\n\nA política digital passou ao centro da agenda. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA, julho de 2024) compromete R$23 bilhões até 2028 em computação soberana (um supercomputador de R$1 bilhão licitado no Rio Grande do Norte em agosto de 2026, a expansão do Santos Dumont), uma nuvem soberana governamental operada pelo Serpro e pela Dataprev, modelos de fundação em língua portuguesa e capacitação da força de trabalho. O projeto de lei de IA PL 2338/2023 foi aprovado no Senado em dezembro de 2024, mas permaneceu travado em uma comissão especial da Câmara, com a votação empurrada para depois das eleições de outubro de 2026 em meio a disputas sobre direitos autorais e governança. A proteção de dados (LGPD, aplicada pela ANPD desde 2020), o Marco Civil da Internet, o Marco Legal das Startups (2021) e o Marco Legal de CT&I (2016) formam a espinha dorsal regulatória, enquanto os debates sobre soberania (nuvem soberana, o satélite de defesa SGDC-2, chips RISC-V) e os alinhamentos internacionais (aliança de IA do BRICS, os satélites CBERS Brasil-China, o atrito com os EUA por tarifas e pelo Pix) moldam o cenário de 2024-2026.\n\nDesafios estruturais persistem: volatilidade orçamentária crônica, baixo P&D privado, processo legislativo lento e fragmentado, dependência de renúncias fiscais com avaliação frágil e uma estrutura federativa em que São Paulo (via FAPESP) comanda mais da metade de todo o financiamento estadual à pesquisa, enquanto a maioria dos estados investe pouco. Ainda assim, a combinação de um FNDCT recuperado, crédito recorde do BNDES à inovação e uma política industrial coerente baseada em missões fez de 2023-2026 o período mais ativo da política tecnológica brasileira desde o início dos anos 2010.","key_facts":["O Brasil investe cerca de 1,1-1,3% do PIB em P&D, contra a meta nacional de 2% e uma média da OCDE próxima de 2,7%; o setor público ainda financia mais da metade disso.","A Nova Indústria Brasil (jan. 2024) começou com R$300 bilhões em financiamento até 2033; em junho de 2026, o governo acrescentou R$140 bilhões até dez. 2026 e afirmou ter mobilizado mais de R$750 bilhões desde 2023.","O FNDCT, congelado em até 90% no fim dos anos 2010, cresceu para cerca de R$14,7 bilhões em 2025 e R$17,7 bilhões em 2026; decretos de março de 2026 autorizaram um aumento de capital de R$3,5 bilhões na Finep e até R$30 bilhões adicionais em crédito à inovação até 2028.","O plano de IA PBIA compromete R$23 bilhões (2024-2028); um supercomputador de R$1 bilhão e 7.200 petaflops foi licitado no Rio Grande do Norte em ago. 2026 para operação até o fim de 2027.","O PL 2338/2023, o projeto de lei de IA, foi aprovado no Senado em 10 de dez. de 2024, mas sua votação na Câmara foi adiada para depois das eleições de out. 2026.","O Redata, regime tributário para data centers, foi anunciado em abr. 2025, caducou como MP 1318 em fev. 2026 e foi finalmente sancionado como Lei 15.504 em 15 de set. de 2026, com R$7,2 bilhões em renúncias fiscais estimadas; há 38 GW de pedidos de conexão de data centers à rede pendentes.","O BNDES aprovou um recorde de R$5,9 bilhões para inovação em jan.-ago. 2024, mais do que o mesmo período de 2019-2023 somado; o BNDES Mais Inovação aprovou R$8 bilhões em seu primeiro ano.","A Embrapii cofinanciou 3.555 projetos com 2.421 empresas por meio de 91 unidades credenciadas, mobilizando R$6,8 bilhões desde 2014.","As 27 fundações estaduais de pesquisa (FAPs) gastaram R$4,9 bilhões em 2024; só a FAPESP respondeu por R$2,8 bilhões (57%), financiada por 1% constitucional da receita tributária de São Paulo.","A Lei 14.968/2024 criou o Brasil Semicon e ampliou o PADIS, com o governo prometendo R$7 bilhões por ano (R$21 bilhões até 2026) para chips e eletrônicos."],"challenges":["Volatilidade orçamentária crônica: o financiamento à ciência oscila a cada governo e regra fiscal, do colapso de 2016-2022 à recuperação a partir de 2023, dificultando a sustentação de programas de longo prazo.","Baixo P&D privado: as empresas respondem por bem menos da metade do P&D nacional, e a maioria dos incentivos (Lei do Bem, Lei de Informática) alcança poucos milhares de empresas concentradas no Sul e no Sudeste.","Lentidão e fragmentação regulatória: o projeto de lei de IA está pendente desde 2023, o Redata levou 17 meses do anúncio à sanção, e os reguladores setoriais se sobrepõem à ANPD e à Anatel.","Dependência de renúncias fiscais com avaliação frágil: os regimes de incentivo (Lei de Informática, PADIS, Mover, Redata) custam dezenas de bilhões de reais por ano, mas enfrentam críticas recorrentes quanto à mensuração de resultados.","Concentração regional: só a FAPESP, de São Paulo, gasta 57% de todo o dinheiro estadual de pesquisa; a maioria das FAPs recebe menos de 0,5% da receita estadual.","Lacunas de soberania digital: dependência de nuvem, chips e operadores de satélite estrangeiros (a banda base do SGDC-1 foi terceirizada à Viasat) apesar das ambições de nuvem soberana e do Brasil Semicon.","Restrições de energia, água e rede elétrica ao boom dos data centers: 38 GW de pedidos de conexão contra definições pouco claras de energia de 'baixa emissão' no Redata.","Talento e capacidade de execução: as metas do PBIA e da NIB (por exemplo, capacitar 115.000 servidores públicos e 5.000 especialistas em HPC) carecem de indicadores públicos de entrega."],"international":"Nos indicadores comparados, o Brasil é um inovador de meio de tabela com instrumentos de Estado acima da média. O Índice Global de Inovação 2025 o coloca em 52º lugar entre cerca de 140 economias (50º em 2024), atrás do Chile (51º) e à frente de México (58º), Uruguai (68º), Colômbia (71º) e Argentina (77º); o topo é ocupado por Suíça, Suécia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Singapura, com a China em 10º. O investimento em P&D, de 1,19% do PIB (2023), fica abaixo da meta nacional de 2% e da média da OCDE (~2,7%), e o setor público responde por mais da metade — o inverso dos líderes. No Índice de Prontidão Governamental para IA da Oxford Insights, os EUA lideram e a China saltou para 8º; o Brasil é citado por ter lançado o primeiro sandbox de IA da América Latina e por um memorando de cooperação em IA com a China.\n\nO contexto mundial é de retorno da política industrial — CHIPS Act e IRA nos EUA, Chips Act e Green Deal na Europa, planos quinquenais chineses, incentivos à produção na Índia — e o Brasil respondeu com a Nova Indústria Brasil (R$300 bilhões até 2033, mais R$140 bilhões adicionados em 2026), com a reconstrução do FNDCT, com o PBIA (R$23 bilhões em IA) e com a estratégia do complexo da saúde (R$42 bilhões). A restrição é macroeconômica: o Banco Mundial projeta crescimento de 2,1% em 2026 (2,3% em 2025), déficit primário de 0,5% do PIB e dívida pública subindo para 90,7% do PIB até 2028, com juros elevados que desestimulam o investimento e baixa produtividade como principal entrave; o FMI projeta 2,4% de crescimento e inflação de 4% em 2026. O espaço fiscal para subsídios, portanto, é estreito, e o custo de capital anula parte dos incentivos.\n\nA pressão externa redefiniu o cálculo. A tarifa americana de 50% de julho de 2025 e a investigação da Seção 301 — cuja determinação de 1º de junho de 2026 considerou 'acionáveis' o Pix, a proteção de propriedade intelectual (o Brasil está na Watch List da Special 301 desde 2007, com exame de patentes lento), a tarifa de 18% sobre o etanol, a fiscalização do desmatamento e os acordos preferenciais com México e Índia, propondo 25% de tarifas adicionais — colocaram a política tecnológica brasileira no centro de uma disputa comercial. Em paralelo, o país aprofundou parcerias com a China (LLMs com Huawei e iFlytek, computadores quânticos, chips de carbeto de silício, BYD) e com a Índia (insumos farmacêuticos), ao mesmo tempo em que mantém a candidatura à OCDE, iniciada com o roteiro de adesão de 2022, e a presença no G20 (presidência em 2024) e nos BRICS.\n\nAs instituições multilaterais seguem parceiras relevantes: o Banco Mundial tem 64 projetos ativos no Brasil (US$13,66 bilhões) e um Marco de Parceria 2024-2028 centrado em produtividade; a IFC mantém US$7,1 bilhões no país, sua segunda maior carteira do mundo. Mas a escala do que se disputa mudou: em 2025, 48% dos US$469 bilhões de capital de risco global foram para IA, e os orçamentos de computação das grandes empresas americanas superam, em um ano, o total do PBIA em cinco. A posição brasileira, em síntese, combina capacidade estatal e instrumentos de financiamento raros entre emergentes com P&D privado fraco, fiscal apertado e exposição crescente a sanções comerciais.","international_facts":["GII 2025: Brasil em 52º lugar entre ~140 economias (50º em 2024); Suíça, Suécia, EUA, Coreia do Sul e Singapura lideram; a China é 10ª; o Chile (51º) supera o Brasil na América Latina.","P&D: 1,19% do PIB (2023) ante meta nacional de 2%; média OCDE ~2,7% (2022), China 2,58%, Coreia do Sul 4,94%; o setor público financia mais da metade do gasto brasileiro.","Macro: PIB +2,3% em 2025 e +2,1% previsto para 2026; dívida pública projetada em 90,7% do PIB até 2028; déficit primário de 0,5% do PIB em 2026 (Banco Mundial, out. 2026); FMI projeta 2,4% de crescimento e 4% de inflação em 2026.","USTR (01/06/2026): práticas brasileiras consideradas 'acionáveis' na Seção 301 — Pix, propriedade intelectual (Brasil na Watch List da Special 301 desde 2007), tarifa de 18% sobre etanol, desmatamento; tarifa adicional de 25% proposta.","Oxford Insights 2025: EUA em 1º e China em 8º no índice de prontidão governamental para IA; o Brasil lançou o primeiro sandbox de IA da América Latina e assinou memorando de cooperação em IA com a China.","Banco Mundial: carteira BIRD de 64 projetos (US$13,66 bilhões); a IFC tem US$7,1 bilhões no Brasil (2ª maior carteira do mundo); o Marco de Parceria 2024-28 foca produtividade."],"future":"A era da política industrial e do tecno-nacionalismo deve se prolongar: controles de exportação, subsídios à produção, disputa por minerais críticos, computação e dados, e uso do comércio como alavanca. Para o Brasil, isso exige administrar o alinhamento entre Estados Unidos e China sem perder autonomia, usando os ativos em que é realmente relevante — agricultura, energia limpa, minerais críticos, infraestrutura pública digital, biodiversidade — como moeda de negociação, e não apenas como mercado comprador de tecnologia dos dois lados.\n\nO que deve se desenvolver: financiamento plurianual de CT&I compatível com o arcabouço fiscal (FNDCT blindado, Finep capitalizada, crédito à inovação de até R$30 bilhões efetivamente executado); reforma da Lei do Bem e da Lei de Informática para premiar P&D adicional, e não captura de renda; compras públicas como instrumento de inovação, à imagem do SUS e do Pix; capacidade regulatória (ANPD, Anatel, Anvisa, autoridade de IA) à altura da lei de IA; avaliação sistemática de programas com cláusulas de saída; coordenação entre MCTI, MDIC e Fazenda, hoje fragmentada; política de talentos e imigração; e as reformas da adesão à OCDE como âncora de qualidade institucional.\n\nAs decisões pendentes se acumulam para depois das eleições de outubro de 2026: o PL 2338 de IA, o PL 4443 de minerais críticos, Angra 3, o futuro do Ceitec, a regulação do VOD, a continuidade da NIB e o orçamento de 2027. Os riscos: captura regulatória pelos beneficiários históricos de incentivos (a Lei de Informática e o Brasil Semicon custam cerca de R$7 bilhões por ano); dependência de subsídio em vez de competitividade; descontinuidade de governo; fragmentação entre dezenas de programas; aperto fiscal que volte a contingenciar a ciência; politização das agências; e tarifas americanas que contaminem setores inteiros. Há também o risco oposto — que o alinhamento tecnológico com a China crie dependências novas em IA, telecom e quântica.\n\nEntre 2026 e 2030, observar: a execução do FNDCT e da Finep ano a ano; se o P&D sobe de 1,2% rumo a 1,5% do PIB e a fatia privada cresce; a posição no Índice Global de Inovação; a votação e a implementação da lei de IA; o desfecho da Seção 301 e das tarifas; o avanço da adesão à OCDE; a entrega dos marcos físicos (supercomputador em 2027, Sirius, Ceitec); o mercado regulado de carbono e os desdobramentos da COP30; e as metas intermediárias da NIB para 2033, começando pela saúde, única missão já reconhecida como atrasada.","future_points":["Financiamento plurianual de CT&I compatível com o arcabouço fiscal: FNDCT blindado, Finep capitalizada, crédito à inovação executado","Reformar Lei do Bem e Lei de Informática para premiar P&D adicional e evitar captura (incentivos ~R$7 bilhões/ano em semicondutores)","Compras públicas como motor de inovação (SUS, Pix) e capacidade regulatória para a lei de IA (PL 2338)","Administrar o alinhamento EUA-China: Seção 301 e tarifas de um lado, LLMs, quântica e chips com a China de outro","Riscos: dívida ~90% do PIB, descontinuidade pós-eleições de 2026, fragmentação de programas, politização das agências","Observar: P&D rumo a 1,5% do PIB, GII (52º), adesão à OCDE, supercomputador em 2027, metas NIB para 2033"],"intl_sources":[{"title":"WIPO – Global Innovation Index 2025","url":"https://www.wipo.int/en/web/global-innovation-index/2025/index"},{"title":"Banco Mundial – Research and development expenditure (% of GDP)","url":"https://data.worldbank.org/indicator/GB.XPD.RSDV.GD.ZS?locations=BR"},{"title":"OCDE – Main Science and Technology Indicators","url":"https://www.oecd.org/en/data/datasets/main-science-and-technology-indicators.html"},{"title":"Banco Mundial – Brazil Overview (out. 2026)","url":"https://www.worldbank.org/en/country/brazil/overview"},{"title":"FMI – Brazil country page (Article IV 2025; WEO Update jul. 2026)","url":"https://www.imf.org/en/Countries/BRA"},{"title":"Thomson Reuters – USTR Section 301 action: Brazil, 25% tariffs proposed (jun. 2026)","url":"https://www.thomsonreuters.com/en-us/help/onesource-global-trade/regulatory-insights/2026/june-18th/ustr-section-301-action-br-25-tariffs-proposed"},{"title":"USTR / Federal Register – Initiation of Section 301 investigation: Brazil (jul. 2025)","url":"https://public-inspection.federalregister.gov/2025-13498.pdf"},{"title":"Oxford Insights – Government AI Readiness Index 2025","url":"https://oxfordinsights.com/ai-readiness/ai-readiness-index/"},{"title":"Agência Gov – Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, R$42 bilhões até 2026 (set. 2023)","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202309/governo-lanca-estrategia-que-preve-investimento-de-r-42-bilhoes-na-industria-da-saude"},{"title":"Futuro da Saúde – Missão de saúde da Nova Indústria Brasil não deve atingir meta de 2026 (jun. 2026)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47454"},{"title":"CB Insights – State of Venture 2025 (concentração em IA)","url":"https://www.cbinsights.com/research/report/venture-trends-2025/"},{"title":"Atlantic Council – As the US targets Brazil's payment system, Europe should pay close attention (jun. 2026)","url":"https://www.atlanticcouncil.org/?p=929187"}]}],"entities":[{"name":"Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)","type":"research-institute","city":"Brasília","state":"DF","founded":1973,"description":"Empresa federal de pesquisa agropecuária com cerca de 7.400 empregados e mais de 40 unidades descentralizadas (Embrapa Soja, Cerrados, Agricultura Digital, Instrumentação, Agroenergia, Amazônia Oriental, entre outras). Sua tropicalização da soja, o manejo de calagem e fertilidade dos solos do Cerrado, os sistemas de plantio direto e os inoculantes de fixação biológica de nitrogênio transformaram o Brasil em um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Seu orçamento está sob pressão: o custeio solicitado foi de R$ 376 milhões, mas a empresa recebeu R$ 176 milhões para 2024, enquanto a folha de pagamento consome cerca de R$ 4 bilhões por ano; a presidente Silvia Massruhá (desde 2023) busca modelos de financiamento baseados em contribuição do tipo check-off, fundo patrimonial (endowment) e Fiagro.","tags":["pesquisa pública","soja","cerrado","bioinsumos","plantio direto","genômica"],"url":"https://www.embrapa.br","significance":5,"sector":"agtech","id":0,"ownership":"federal-soe","canon":0,"intl":{"international":"A Embrapa é frequentemente comparada ao USDA-ARS (EUA), ao INRAE (França) e ao ICAR (Índia): institutos públicos de pesquisa agropecuária com milhares de cientistas e orçamentos consumidos sobretudo por pessoal. Diferentemente do CGIAR, rede multilateral financiada por doadores, a Embrapa depende quase inteiramente do Tesouro, embora cerca de 73% do custeio venha de parcerias. Mantém laboratórios virtuais no exterior (Labex, nos EUA, Europa e Ásia), cooperação Sul-Sul na África e, desde 2024-2025, um acordo renovado com o CGIAR para resiliência de sistemas alimentares. Sua dependência tecnológica concentra-se em sementes e biotecnologia dominadas por multinacionais como Bayer e Corteva, que licenciam cultivares e traços da própria Embrapa, enquanto a agricultura digital a aproxima de empresas globais de dados e maquinário.","future":"O que está em jogo é a sustentabilidade financeira: a direção estuda check-off sobre a produção (uma alíquota de 0,05% cobriria o orçamento, segundo Silvia Massruhá), Fiagros alimentados por royalties, fundo patrimonial e expansão dos NITs, mas todas as opções dependem do Congresso ou do Ministério da Agricultura e devem avançar, se avançarem, a partir de 2026-2027. Observar o novo governo eleito em outubro de 2026, o concurso de 1.027 vagas e o envelhecimento do quadro, além da capacidade de responder a bioinsumos, carbono no solo e adaptação climática no Cerrado e na Amazônia. O risco é a erosão lenta de um ativo estratégico; a oportunidade é institucionalizar um modelo híbrido que preserve a pesquisa pública enquanto monetiza tecnologias.","sources":[{"title":"AgFeed: propostas para a independência financeira da Embrapa","url":"https://agfeed.com.br/economia/exclusivo-tributos-parcerias-fiagros-as-propostas-em-estudo-para-a-independencia-financeira-da-embrapa/"},{"title":"Forbes Agro: presidente da Embrapa redesenha as finanças","url":"https://forbes.com.br/forbesagro/2026/01/presidente-da-embrapa-redesenha-as-financas-do-orgao-para-manter-a-soberania-do-agro/"},{"title":"CGIAR and Embrapa forge new partnership","url":"https://cgiar.org/news-events/news/cgiar-and-embrapa-forge-new-partnership-to-strengthen-food-system-resilience"},{"title":"Embrapa: Plano de Negócios 2026","url":"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1186117/1/PLANO-NEGOCIOS-2026.pdf"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Embrapa","url":"https://www.embrapa.br","verified":true},{"title":"Embrapa – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embrapa","verified":true},{"title":"Tributos, parcerias, Fiagros: as propostas para a independência financeira da Embrapa (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/economia/exclusivo-tributos-parcerias-fiagros-as-propostas-em-estudo-para-a-independencia-financeira-da-embrapa/","verified":true},{"title":"Presidente da Embrapa redesenha as finanças do órgão para manter a soberania do agro (Forbes Agro)","url":"https://forbes.com.br/forbesagro/2026/01/presidente-da-embrapa-redesenha-as-financas-do-orgao-para-manter-a-soberania-do-agro/","verified":true}]},{"name":"Embrapa Agricultura Digital","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1985,"description":"Unidade de agricultura digital da Embrapa (antiga Embrapa Informática Agropecuária) que desenvolve IA, sensoriamento remoto, agrometeorologia (Agritempo) e plataformas de dados, como o mapeamento Radar Agtech Brasil em parceria com a SP Ventures e a Homo Ludens. Coordena a agenda Agro 4.0 da Embrapa, do monitoramento de lavouras por satélite aos gêmeos digitais de fazendas.","tags":["agricultura digital","ia","sensoriamento remoto","radar agtech"],"url":"https://www.embrapa.br/agricultura-digital","significance":3,"sector":"agtech","id":1,"ownership":"federal-soe","canon":1,"sources":[{"title":"Embrapa Agricultura Digital","url":"https://www.embrapa.br/agricultura-digital","verified":false},{"title":"Radar Agtech Brasil (Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens)","url":"https://radaragtech.com.br","verified":true},{"title":"Agritempo – Sistema de Monitoramento Agrometeorológico","url":"https://www.agritempo.gov.br","verified":true},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true}]},{"name":"Embrapa Instrumentação","type":"research-institute","city":"São Carlos","state":"SP","founded":1984,"description":"Unidade de instrumentação e nanotecnologia da Embrapa, conhecida por desenvolver a língua eletrônica, a espectroscopia de emissão óptica com plasma induzido por laser (LIBS) para solos e sensores de baixo custo para agricultura de precisão. O ex-diretor Silvio Crestana chegou à presidência da Embrapa (2005-2009) e segue como voz ativa sobre a crise de financiamento da instituição.","tags":["sensores","nanotecnologia","agricultura de precisão"],"url":"https://www.embrapa.br/instrumentacao","significance":2,"sector":"agtech","id":2,"ownership":"federal-soe","canon":2,"sources":[{"title":"Embrapa Instrumentação","url":"https://www.embrapa.br/instrumentacao","verified":false},{"title":"Embrapa Instrumentação – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embrapa_Instrumenta%C3%A7%C3%A3o","verified":true},{"title":"Silvio Crestana – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Crestana","verified":true}]},{"name":"Mariangela Hungria","type":"person","city":"Londrina","state":"PR","founded":null,"description":"Microbiologista da Embrapa Soja que venceu o World Food Prize de 2025 por quatro décadas de trabalho com inoculantes de rizóbios e Azospirillum que permitem aos agricultores brasileiros substituir o nitrogênio sintético em soja e gramíneas. Sua pesquisa sustenta a posição do Brasil como líder mundial em fixação biológica de nitrogênio, com cerca de 85% da área de soja inoculada e uma economia estimada pela Embrapa em US$ 28 bilhões por ano em fertilizantes evitados.","tags":["bioinsumos","fixação de nitrogênio","world food prize"],"url":"https://www.worldfoodprize.org","significance":4,"sector":"agtech","id":3,"ownership":"person","canon":3,"sources":[{"title":"Mariangela Hungria – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Mariangela_Hungria","verified":true},{"title":"The World Food Prize Foundation","url":"https://www.worldfoodprize.org","verified":false},{"title":"Embrapa Soja","url":"https://www.embrapa.br/soja","verified":false},{"title":"Embrapa","url":"https://www.embrapa.br","verified":true}]},{"name":"Silvia Massruhá","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Cientista da computação e ex-chefe da Embrapa Agricultura Digital, nomeada presidente da Embrapa em 2023, a primeira mulher no cargo. Lidera uma reestruturação financeira, reduzindo as unidades da sede em Brasília de 24 para 13 e propondo contribuições do tipo check-off, um fundo patrimonial (endowment) e fundos de pesquisa lastreados em Fiagro para reduzir a dependência do Tesouro.","tags":["liderança","embrapa"],"url":"https://www.embrapa.br","significance":3,"sector":"agtech","id":4,"ownership":"person","canon":4,"sources":[{"title":"Embrapa","url":"https://www.embrapa.br","verified":true},{"title":"Presidente da Embrapa redesenha as finanças do órgão para manter a soberania do agro (Forbes Agro)","url":"https://forbes.com.br/forbesagro/2026/01/presidente-da-embrapa-redesenha-as-financas-do-orgao-para-manter-a-soberania-do-agro/","verified":true},{"title":"Tributos, parcerias, Fiagros: as propostas para a independência financeira da Embrapa (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/economia/exclusivo-tributos-parcerias-fiagros-as-propostas-em-estudo-para-a-independencia-financeira-da-embrapa/","verified":true}]},{"name":"ESALQ-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz)","type":"university-lab","city":"Piracicaba","state":"SP","founded":1901,"description":"Faculdade de agricultura da USP e escola agrícola mais bem ranqueada da América Latina, com destaque em melhoramento de plantas, ciência do solo, economia agrícola (os índices de preços do CEPEA são usados em todo o país) e genética. Seus ex-alunos e spin-offs deram origem ao polo de agtechs de Piracicaba em torno do AgTech Garage, e a ESALQTec é sua incubadora.","tags":["universidade","agronomia","cepea","piracicaba"],"url":"https://www.esalq.usp.br","significance":4,"sector":"agtech","id":5,"ownership":"public-institution","canon":5,"sources":[{"title":"ESALQ-USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz","url":"https://www.esalq.usp.br","verified":false},{"title":"Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Superior_de_Agricultura_Luiz_de_Queiroz","verified":true},{"title":"CEPEA – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (ESALQ/USP)","url":"https://www.cepea.esalq.usp.br","verified":false},{"title":"ESALQTec – Incubadora Tecnológica da ESALQ/USP","url":"https://esalqtec.com.br","verified":true}]},{"name":"Universidade Federal de Viçosa (UFV)","type":"university-lab","city":"Viçosa","state":"MG","founded":1926,"description":"Universidade federal no estilo land-grant que é um dos principais centros brasileiros de agronomia, zootecnia, engenharia florestal e genética de plantas, com forte tradição em pesquisa de café e de leite e o instituto de biotecnologia BIOAGRO. Seus egressos povoam a Embrapa e o setor do agronegócio.","tags":["universidade","engenharia florestal","café","genética"],"url":"https://www.ufv.br","significance":3,"sector":"agtech","id":6,"ownership":"public-institution","canon":6,"sources":[{"title":"Universidade Federal de Viçosa","url":"https://www.ufv.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Viçosa – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Vi%C3%A7osa","verified":true},{"title":"BIOAGRO – Instituto de Biotecnologia Aplicada à Agropecuária (UFV)","url":"https://www.bioagro.ufv.br","verified":true}]},{"name":"Universidade Federal de Lavras (UFLA)","type":"university-lab","city":"Lavras","state":"MG","founded":1908,"description":"Universidade federal especializada em ciências agrárias, pesquisa de café e engenharia agrícola; mantém uma das incubadoras universitárias de agtechs mais ativas do Brasil (Inbatec/Lavras Tech Park). Figura entre os melhores programas de agricultura do mundo nos rankings.","tags":["universidade","café","incubadora"],"url":"https://ufla.br","significance":2,"sector":"agtech","id":7,"ownership":"public-institution","canon":7,"sources":[{"title":"Universidade Federal de Lavras","url":"https://ufla.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Lavras – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Lavras","verified":true}]},{"name":"Instituto Agronômico de Campinas (IAC)","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1887,"description":"Instituto de pesquisa agrícola mais antigo do Brasil, integrante da APTA do estado de São Paulo. O IAC desenvolveu as variedades de café (Mundo Novo, Catuaí) por trás da maior parte do café brasileiro, foi pioneiro em variedades de citros e cana-de-açúcar e mantém bancos de germoplasma essenciais. Cortes no orçamento estadual reduziram substancialmente seu quadro de pessoal.","tags":["café","citros","pesquisa estadual","germoplasma"],"url":"https://www.iac.sp.gov.br","significance":3,"sector":"agtech","id":8,"ownership":"public-institution","canon":8,"sources":[{"title":"Instituto Agronômico de Campinas (IAC)","url":"https://www.iac.sp.gov.br","verified":false},{"title":"Instituto Agronômico de Campinas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Agron%C3%B4mico_de_Campinas","verified":true},{"title":"APTA – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios","url":"https://www.apta.sp.gov.br","verified":true}]},{"name":"Instituto Biológico","type":"research-institute","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1927,"description":"Instituto do estado de São Paulo voltado à sanidade vegetal e animal, fundado para combater a broca-do-café; hoje é referência em controle biológico, fitopatologia e diagnóstico animal, e fonte histórica da expertise em biocontrole que sustenta a indústria brasileira de biológicos.","tags":["controle biológico","sanidade vegetal","pesquisa estadual"],"url":"http://www.biologico.sp.gov.br","significance":2,"sector":"agtech","id":9,"ownership":"public-institution","canon":9,"sources":[{"title":"Instituto Biológico","url":"http://www.biologico.sp.gov.br","verified":false},{"title":"Instituto Biológico de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Biol%C3%B3gico","verified":true},{"title":"APTA – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios","url":"https://www.apta.sp.gov.br","verified":true}]},{"name":"AgTech Garage","type":"hub","city":"Piracicaba","state":"SP","founded":2017,"description":"Maior hub de inovação aberta para a agricultura do Brasil, localizado ao lado da ESALQ-USP, que conecta mais de 500 startups a empresas associadas como Raízen, Bayer, Syngenta, Yara, John Deere e Jacto. Ancora o 'AgTech Valley' de Piracicaba e conduz programas com a Embrapa e a SP Ventures.","tags":["hub","inovação aberta","piracicaba"],"url":"https://agtechgarage.com","significance":3,"sector":"agtech","id":10,"ownership":"private","canon":10,"sources":[{"title":"AgTech Garage","url":"https://agtechgarage.com","verified":false},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true},{"title":"ESALQTec – Incubadora Tecnológica da ESALQ/USP","url":"https://esalqtec.com.br","verified":true}]},{"name":"Solinftec","type":"startup","city":"Araçatuba","state":"SP","founded":2007,"description":"Fundada por engenheiros cubanos no interior de São Paulo, a Solinftec é a agtech mais capitalizada do Brasil, com R$ 1,3 bilhão captados, incluindo uma rodada de R$ 300 milhões da YvY Capital no fim de 2024. Sua plataforma conecta 60 mil dispositivos em 13 milhões de hectares em 11 países, e seu robô autônomo Solix monitora e aplica defensivos de forma localizada nas lavouras, reduzindo o uso de herbicidas em até 90%; a empresa tem base nos EUA, em Indiana, e tinha como meta 700 unidades do Solix em 2026.","tags":["robótica","agricultura de precisão","ia","candidata a unicórnio"],"url":"https://www.solinftec.com","significance":4,"sector":"agtech","id":11,"ownership":"private","canon":371,"sources":[{"title":"Solinftec","url":"https://www.solinftec.com","verified":false},{"title":"Solinftec – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Solinftec","verified":true},{"title":"Solinftec atinge maioridade com R$ 1,3 bilhão captados e de olho em recursos externos (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/solinftec-atinge-maioridade-com-r-13-bilhao-captados-e-de-olho-em-recursos-externos","verified":true}]},{"name":"Agrosmart","type":"startup","city":"Campinas","state":"SP","founded":2014,"description":"Plataforma de inteligência climática e monitoramento de fazendas fundada por Mariana Vasconcelos, que usa sensores IoT, dados de satélite e IA para decisões de irrigação e de cultivo em toda a América Latina. Posteriormente mudou o foco para MRV de carbono e sustentabilidade para empresas de alimentos, e tem sido voz frequente nos debates sobre agricultura e clima nas COPs.","tags":["iot","clima","mrv","fundadora"],"url":"https://agrosmart.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":12,"ownership":"private","canon":12,"sources":[{"title":"Agrosmart","url":"https://agrosmart.com.br","verified":false},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true}]},{"name":"Aegro","type":"startup","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2014,"description":"SaaS de gestão agrícola para produtores de grãos e pecuaristas que cobre planejamento agronômico, controle financeiro e rastreabilidade; uma das ferramentas de ERP rural mais usadas entre fazendas brasileiras de médio porte, apoiada pela SP Ventures e por investidores da era Monsanto Growth Ventures.","tags":["saas","gestão agrícola"],"url":"https://aegro.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":13,"ownership":"private","canon":13,"sources":[{"title":"Aegro","url":"https://aegro.com.br","verified":false},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true}]},{"name":"Agrotools","type":"startup","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2007,"description":"Empresa de inteligência geoespacial que fornece verificações de risco socioambiental e de desmatamento em propriedades rurais para bancos, tradings e empresas de alimentos (entre os clientes estão JBS, Marfrig, Bunge e Itaú). Seus dados são centrais para a conformidade com o EUDR e para a rastreabilidade da carne bovina no Brasil.","tags":["geoespacial","rastreabilidade","esg","desmatamento"],"url":"https://agrotools.com.br","significance":3,"sector":"agtech","id":14,"ownership":"private","canon":14,"sources":[{"title":"Agrotools","url":"https://agrotools.com.br","verified":false},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true}]},{"name":"Cromai","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2017,"description":"Startup de visão computacional que usa imagens de drones e de solo para mapear plantas daninhas e falhas de plantio em cana-de-açúcar e grãos, permitindo a pulverização localizada. Apoiada pela SP Ventures e por investidores estratégicos, é típica do polo de IA para o agro de Piracicaba/São Paulo.","tags":["visão computacional","ia","cana-de-açúcar"],"url":"https://cromai.com","significance":2,"sector":"agtech","id":15,"ownership":"private","canon":15,"sources":[{"title":"Cromai","url":"https://cromai.com","verified":false},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true}]},{"name":"Biotrop","type":"company","city":"Curitiba","state":"PR","founded":2018,"description":"Empresa brasileira de biológicos (inoculantes microbianos, biocontrole, bioestimulantes) em rápido crescimento, adquirida pelo grupo belga Biobest em 2023 por cerca de R$ 2,4 bilhões (aproximadamente € 500 milhões), o maior negócio do setor de bioinsumos no Brasil e um sinal do interesse global pelo mercado.","tags":["bioinsumos","biológicos","fusões e aquisições"],"url":"https://biotrop.com.br","significance":3,"sector":"agtech","id":16,"ownership":"foreign-multinational","canon":16,"sources":[{"title":"Biotrop","url":"https://biotrop.com.br","verified":false},{"title":"Biobest conclui aquisição de 85% da Biotrop no Brasil (Forbes Agro)","url":"https://forbes.com.br/forbesagro/2023/12/biobest-conclui-aquisicao-de-85-da-biotrop-no-brasil/","verified":false},{"title":"Fim do mistério: belga Biobest é a noiva que comprou a Biotrop (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/negocios/fim-do-misterio-belga-biobest-e-a-noiva-que-comprou-a-biotrop/","verified":false},{"title":"Agro brasileiro domina produção de bioinsumos (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/","verified":true}]},{"name":"Vittia","type":"company","city":"São Joaquim da Barra","state":"SP","founded":1971,"description":"Produtora listada em bolsa (B3: VITT3) de insumos biológicos, fertilizantes especiais e biodefensivos; uma das poucas empresas brasileiras de bioinsumos de atuação exclusiva no segmento com demonstrações financeiras públicas, e um termômetro essencial do mercado doméstico de biológicos, de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões.","tags":["bioinsumos","capital aberto","biodefensivos"],"url":"https://www.vittia.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":17,"ownership":"private","canon":17,"sources":[{"title":"Vittia","url":"https://www.vittia.com.br","verified":false},{"title":"Vittia – Relações com Investidores","url":"https://ri.vittia.com.br","verified":true},{"title":"Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e crescem 15% em 2025 (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/bioinsumos-movimentam-rdollar-6-2-bilhoes-e-crescem-15-em-2025","verified":true},{"title":"Mercado de bioinsumos movimenta R$ 7 bi e projeta R$ 10 bi até 2030 (Movimento Econômico)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/agronegocio/2026/08/19/mercado-de-bioinsumos-movimenta-r-7-bi-no-brasil-e-projeta-r-10-bi-ate-2030/","verified":true}]},{"name":"Koppert Brasil","type":"company","city":"Piracicaba","state":"SP","founded":2011,"description":"Braço brasileiro da líder holandesa em controle biológico, com fábricas em Piracicaba e Charqueada que produzem insetos benéficos, ácaros e microrganismos; o Brasil é o maior mercado da Koppert em área tratada, e a empresa é associada da CropLife Brasil no programa de exportação de bioinsumos.","tags":["controle biológico","bioinsumos","multinacional"],"url":"https://www.koppert.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":18,"ownership":"foreign-multinational","canon":18,"sources":[{"title":"Koppert Brasil","url":"https://www.koppert.com.br","verified":false},{"title":"Agro brasileiro domina produção de bioinsumos (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/","verified":true},{"title":"Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e crescem 15% em 2025 (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/bioinsumos-movimentam-rdollar-6-2-bilhoes-e-crescem-15-em-2025","verified":true}]},{"name":"CropLife Brasil","type":"nonprofit","city":"Brasília","state":"DF","founded":2019,"description":"Associação setorial de defensivos agrícolas, sementes, biotecnologia e biológicos (54 associadas, incluindo Bayer, Syngenta, BASF, Corteva e Koppert). Seus dados mostram que o Brasil detém mais de um terço do mercado global de bioinsumos, com mais de 1.000 produtos registrados; em 2025 lançou um programa de exportação de R$ 5,6 milhões com a ApexBrasil.","tags":["associação","bioinsumos","exportações"],"url":"https://croplifebrasil.org","significance":2,"sector":"agtech","id":19,"ownership":"nonprofit","canon":19,"sources":[{"title":"CropLife Brasil","url":"https://croplifebrasil.org","verified":false},{"title":"Agro brasileiro domina produção de bioinsumos (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/","verified":true},{"title":"Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e crescem 15% em 2025 (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/bioinsumos-movimentam-rdollar-6-2-bilhoes-e-crescem-15-em-2025","verified":true},{"title":"Mercado de bioinsumos movimenta R$ 7 bi e projeta R$ 10 bi até 2030 (Movimento Econômico)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/agronegocio/2026/08/19/mercado-de-bioinsumos-movimenta-r-7-bi-no-brasil-e-projeta-r-10-bi-ate-2030/","verified":true}]},{"name":"Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070/2024)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Lei federal sancionada sem vetos em 24 de dezembro de 2024 que cria um marco regulatório próprio para insumos biológicos (inoculantes, agentes de biocontrole, bioestimulantes, biofertilizantes), incluindo regras para a produção on-farm e uma via de registro simplificada, distinta da dos agrotóxicos químicos. A regulamentação completa pelo MAPA ainda estava pendente ao longo de 2025-2026, um ponto de insatisfação para o setor.","tags":["política pública","bioinsumos","regulação"],"url":"https://www.planalto.gov.br","significance":4,"sector":"agtech","id":20,"ownership":"program-policy","canon":20,"sources":[{"title":"Lei nº 15.070, de 23 de dezembro de 2024 – Lei dos Bioinsumos (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15070.htm","verified":false},{"title":"Lula sanciona lei sobre uso de bioinsumos na agropecuária (O Povo)","url":"https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2024/12/24/lula-sanciona-lei-sobre-uso-de-bioinsumos-na-agropecuaria.html","verified":true},{"title":"Mercado de bioinsumos movimenta R$ 7 bi e projeta R$ 10 bi até 2030 (Movimento Econômico)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/agronegocio/2026/08/19/mercado-de-bioinsumos-movimenta-r-7-bi-no-brasil-e-projeta-r-10-bi-ate-2030/","verified":true}]},{"name":"Raízen","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"Joint venture entre Cosan e Shell e maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, que produz açúcar, etanol de primeira geração, bioeletricidade e etanol de segunda geração (celulósico) a partir do bagaço nas unidades Costa Pinto e Bonfim (inaugurada em 2024), com mais duas plantas de E2G em construção por cerca de R$ 1,6 bilhão com apoio do BNDES. A nova gestão, em 2025, suspendeu novas expansões para 'digerir o portfólio', e todas as usinas são certificadas pela Bonsucro.","tags":["bioenergia","etanol 2g","cana-de-açúcar","saf"],"url":"https://www.raizen.com.br","significance":4,"sector":"agtech","id":21,"ownership":"private","canon":151,"sources":[{"title":"Raízen","url":"https://www.raizen.com.br","verified":false},{"title":"Raízen – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ra%C3%ADzen","verified":true},{"title":"Na Raízen, plantas de E2G ainda vão custar R$ 1,6 bilhão (The AgriBiz)","url":"https://www.theagribiz.com/empresas/na-raizen-plantas-de-e2g-ainda-vao-custar-r-16-bilhao","verified":true}]},{"name":"GranBio","type":"company","city":"São Miguel dos Campos","state":"AL","founded":2011,"description":"Empresa de biotecnologia industrial que inaugurou a Bioflex 1 em 2014, a primeira planta comercial de etanol celulósico do Hemisfério Sul, e mais tarde licenciou sua tecnologia para os EUA e a Ásia; também desenvolve cana-energia e nanocelulose. Suas dificuldades iniciais ilustraram a complexidade do etanol 2G, mas a empresa segue como um emblema dos biorrenováveis brasileiros.","tags":["etanol 2g","biotecnologia industrial","cana-energia"],"url":"https://www.granbio.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":22,"ownership":"private","canon":22,"sources":[{"title":"GranBio","url":"https://www.granbio.com.br","verified":false},{"title":"Segunda geração está chegando (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/segunda-geracao-esta-chegando/","verified":false},{"title":"GranBio inicia produção de etanol de segunda geração (novaCana)","url":"https://www.novacana.com/noticias/granbio-producao-etanol-segunda-geracao-240914","verified":false}]},{"name":"CTC (Centro de Tecnologia Canavieira)","type":"company","city":"Piracicaba","state":"SP","founded":1969,"description":"Empresa de P&D em cana-de-açúcar controlada por usinas e pela Raízen, originada do braço de pesquisa da Copersucar. O CTC obteve a primeira aprovação comercial de cana geneticamente modificada do mundo (CTC20BT, 2017) e em 2025/26 conseguiu a liberação da CTNBio para sua plataforma VerdPRO2 (resistente à broca e tolerante a herbicida); suas variedades alcançaram 32% da área plantada no Brasil, a receita chegou a R$ 470,6 milhões e a empresa inaugurou uma unidade de sementes sintéticas de R$ 100 milhões.","tags":["cana-de-açúcar","transgênicos","melhoramento genético","biotecnologia"],"url":"https://ctc.com.br","significance":4,"sector":"agtech","id":23,"ownership":"private","canon":23,"sources":[{"title":"CTC – Centro de Tecnologia Canavieira","url":"https://ctc.com.br","verified":false},{"title":"CTC encerra safra 2025/26 com lucro de R$ 216,5 milhões e avanço no mercado de plantio (Notícias Agrícolas)","url":"https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/sucroenergetico/421717-ctc-encerra-safra-2025-26-com-lucro-de-r-216-5-milhoes-e-avanco-no-mercado-de-plantio.amp.html","verified":true},{"title":"FuturaGene obtém aprovação regulatória inédita no mundo para eucalipto geneticamente editado (Compre Rural)","url":"https://comprerural.com/futuragene-obtem-aprovacao-regulatoria-inedita-no-mundo-para-eucalipto-geneticamente-editado/","verified":true}]},{"name":"Jacto","type":"company","city":"Pompéia","state":"SP","founded":1948,"description":"Fabricante familiar de máquinas agrícolas conhecida por pulverizadores e colheitadeiras de café, com exportações para mais de 100 países; foi pioneira em um pulverizador autônomo (Arbus 4000 JAV) e investe em conectividade e robótica por meio da divisão Jacto Next e de uma participação no AgTech Garage.","tags":["máquinas agrícolas","pulverizadores","autonomia"],"url":"https://jacto.com","significance":2,"sector":"agtech","id":24,"ownership":"private","canon":386,"sources":[{"title":"Jacto","url":"https://jacto.com","verified":false},{"title":"Jacto leva para a Coopercitrus Expo 2022 o pulverizador autônomo Arbus 4000 JAV (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/jacto-leva-para-a-coopercitrus-expo-2022-o-pulverizador-autonomo-arbus-4000-jav","verified":false},{"title":"AgTech Garage","url":"https://agtechgarage.com","verified":false}]},{"name":"Stara","type":"company","city":"Não-Me-Toque","state":"RS","founded":1960,"description":"Fabricante de máquinas do Rio Grande do Sul que introduziu no Brasil os primeiros controladores de agricultura de precisão e pulverizadores autopropelidos com tecnologia de taxa variável, além de construir a plataforma de telemetria Stara Connect. Símbolo do polo de máquinas do Sul em torno de Não-Me-Toque e da Expodireto.","tags":["máquinas agrícolas","agricultura de precisão","telemetria"],"url":"https://www.stara.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":25,"ownership":"private","canon":387,"sources":[{"title":"Stara","url":"https://www.stara.com.br","verified":false},{"title":"Stara apresenta suas tecnologias para o mundo na Agritechnica (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/stara-apresenta-suas-tecnologias-para-o-mundo-na-agritechnica","verified":false},{"title":"A terra onde as máquinas transformam o campo (Jornal do Comércio)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2023/08/1119593-a-terra-onde-as-maquinas-transformam-o-campo.html","verified":false}]},{"name":"Suzano / FuturaGene","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1924,"description":"Maior produtora de celulose (de eucalipto) do mundo, com 2,7 milhões de hectares e um braço de biotecnologia, a FuturaGene (adquirida em 2010), que detém 11 aprovações da CTNBio para eucalipto geneticamente modificado, incluindo a primeira árvore transgênica comercial aprovada no Brasil (2015). Em fevereiro de 2026, a FuturaGene obteve a primeira liberação regulatória do mundo para um eucalipto editado com CRISPR, com lignina modificada, classificado como convencional sob a RN 16 da CTNBio.","tags":["florestal","eucalipto","edição gênica","celulose"],"url":"https://www.suzano.com.br","significance":4,"sector":"agtech","id":26,"ownership":"private","canon":26,"sources":[{"title":"Suzano","url":"https://www.suzano.com.br","verified":false},{"title":"FuturaGene","url":"https://www.futuragene.com","verified":true},{"title":"Suzano Papel e Celulose – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Suzano_Papel_e_Celulose","verified":true},{"title":"FuturaGene obtém aprovação regulatória inédita no mundo para eucalipto geneticamente editado (Compre Rural)","url":"https://comprerural.com/futuragene-obtem-aprovacao-regulatoria-inedita-no-mundo-para-eucalipto-geneticamente-editado/","verified":true}]},{"name":"Klabin","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1899,"description":"Maior produtora de papel do Brasil e importante empresa florestal integrada, que opera um dos programas de melhoramento de árvores e propagação clonal mais avançados do país; seu complexo Puma, no Paraná, e as pesquisas em nanocelulose e biorrefinaria fazem dela uma referência em bioeconomia ao lado da Suzano.","tags":["florestal","papel","biorrefinaria"],"url":"https://klabin.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":27,"ownership":"private","canon":27,"sources":[{"title":"Klabin","url":"https://klabin.com.br","verified":false},{"title":"Klabin – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Klabin","verified":true}]},{"name":"Agrosatélite","type":"startup","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2013,"description":"Empresa de sensoriamento remoto nascida da expertise do INPE que mapeia áreas de cultivo e mudanças no uso da terra; produz os dados de monitoramento da Moratória da Soja usados pela Abiove e as avaliações de expansão da soja no Cerrado que embasam o EUDR e os compromissos de desmatamento zero.","tags":["satélite","desmatamento","moratória da soja"],"url":"https://agrosatelite.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":28,"ownership":"private","canon":28,"sources":[{"title":"Agrosatélite","url":"https://agrosatelite.com.br","verified":false},{"title":"Abiove – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Moratória da Soja)","url":"https://abiove.org.br","verified":false}]},{"name":"MOSS (MCO2)","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2020,"description":"Marketplace de climate tech que tokenizou créditos de carbono de florestas da Amazônia (MCO2) e os vendeu a empresas e pessoas físicas, um dos empreendimentos brasileiros de carbono mais visíveis; reflete o crescimento e as controvérsias dos créditos voluntários de REDD+ na Amazônia brasileira antes da lei do mercado regulado de carbono (Lei 15.042/2024).","tags":["carbono","redd+","tokenização","amazônia"],"url":"https://moss.earth","significance":2,"sector":"agtech","id":29,"ownership":"private","canon":29,"sources":[{"title":"MOSS","url":"https://moss.earth","verified":false},{"title":"Lei nº 15.042, de 11 de dezembro de 2024 – Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15042.htm","verified":false}]},{"name":"Agroicone","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Think tank e consultoria em política agrícola, bioenergia e uso da terra que produziu análises decisivas por trás do RenovaBio, da implementação do Código Florestal e das posições brasileiras sobre agricultura e clima nas COPs. Uma ponte entre a academia (ex-pesquisadores do ICONE), o governo e o agronegócio.","tags":["política pública","think tank","bioenergia","uso da terra"],"url":"https://agroicone.com.br","significance":2,"sector":"agtech","id":30,"ownership":"nonprofit","canon":30,"sources":[{"title":"Agroicone","url":"https://agroicone.com.br","verified":false},{"title":"Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017 – RenovaBio (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13576.htm","verified":false}]},{"name":"Bayer Crop Science Brasil / P&D das grandes do agro","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Bayer, BASF, Syngenta e Corteva mantêm no Brasil suas maiores operações de P&D tropical: as estações de melhoramento da Bayer em Petrolina e Uberlândia e as tecnologias Intacta para soja, os centros da Syngenta em Holambra e Uberlândia, as unidades da Corteva em Conquista e Mogi Mirim e a estação da BASF em Santo Antônio de Posse. O Brasil é o segundo maior mercado de defensivos agrícolas do mundo e o principal mercado de royalties de biotecnologia em sementes.","tags":["multinacional","sementes","biotecnologia em sementes","defensivos agrícolas"],"url":"https://www.bayer.com.br","significance":3,"sector":"agtech","id":31,"ownership":"foreign-multinational","canon":31,"sources":[{"title":"Bayer Brasil","url":"https://www.bayer.com.br","verified":false},{"title":"Bayer – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Bayer","verified":true},{"title":"Agro brasileiro domina produção de bioinsumos (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/","verified":true}]},{"name":"MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1860,"description":"Ministério federal da agricultura que supervisiona a Embrapa, o registro de agrotóxicos e bioinsumos, a saúde animal, o programa de crédito Plano Safra (mais de R$ 500 bilhões por ano), o plano de baixo carbono ABC+ e o Programa Nacional de Bioinsumos. Sob o ministro Carlos Fávaro (2023-), defendeu a Lei dos Bioinsumos e a agenda digital Agro 4.0 em conjunto com o MCTI.","tags":["ministério","política pública","plano safra"],"url":"https://www.gov.br/agricultura","significance":3,"sector":"agtech","id":32,"ownership":"public-institution","canon":32,"sources":[{"title":"Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)","url":"https://www.gov.br/agricultura","verified":false},{"title":"Ministério da Agricultura e Pecuária – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Agricultura_e_Pecu%C3%A1ria","verified":true},{"title":"Lula sanciona lei sobre uso de bioinsumos na agropecuária (O Povo)","url":"https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2024/12/24/lula-sanciona-lei-sobre-uso-de-bioinsumos-na-agropecuaria.html","verified":true}]},{"name":"Conab (Companhia Nacional de Abastecimento)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1990,"description":"Empresa estatal que publica os levantamentos oficiais de safra e os dados de estoques do Brasil; suas estimativas mensais de grãos (recorde de cerca de 330 milhões de toneladas em 2024/25, projeção acima de 340 milhões para 2025/26) são a referência usada por mercados, pela Embrapa e por formuladores de políticas.","tags":["estatísticas","abastecimento","governo"],"url":"https://www.conab.gov.br","significance":2,"sector":"agtech","id":33,"ownership":"federal-soe","canon":33,"sources":[{"title":"Conab – Companhia Nacional de Abastecimento","url":"https://www.conab.gov.br","verified":false},{"title":"Companhia Nacional de Abastecimento – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Nacional_de_Abastecimento","verified":true}]},{"name":"Natura &Co","type":"company","city":"Cajamar","state":"SP","founded":1969,"description":"Grupo de cosméticos que construiu a maior cadeia privada de suprimentos da bioeconomia amazônica, obtendo mais de 40 bioingredientes de cerca de 10 mil famílias de comunidades agroextrativistas por meio do programa Amazônia Viva e do complexo industrial Ecoparque, em Benevides (PA). Os contratos de repartição de benefícios da Natura são o principal teste prático da Lei de Acesso à Biodiversidade e do SisGen.","tags":["bioeconomia","amazônia","cosméticos","repartição de benefícios"],"url":"https://www.natura.com.br","significance":3,"sector":"biotech","id":34,"ownership":"private","canon":34,"sources":[{"title":"Natura","url":"https://www.natura.com.br","verified":false},{"title":"Natura &Co – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Natura_%26Co","verified":true},{"title":"SisGen – Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético","url":"https://sisgen.gov.br","verified":false}]},{"name":"Carlos Nobre / Amazônia 4.0","type":"person","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2019,"description":"Cientista do clima (INPE, IEA-USP; colaureado com o Nobel da Paz como autor do IPCC) que cunhou o conceito de 'ponto de não retorno' da Amazônia e criou a iniciativa Amazônia 4.0 com Ismael Nobre: 'Laboratórios Criativos' móveis (LCAs) que levam tecnologia de processamento de cacau, cupuaçu e genômica a comunidades da floresta para industrializar a bioeconomia in loco. Também lidera o Painel Científico para a Amazônia.","tags":["pessoa","amazônia","bioeconomia","clima"],"url":"https://amazonia4.org","significance":4,"sector":"biotech","id":35,"ownership":"person","canon":35,"sources":[{"title":"Amazônia 4.0","url":"https://amazonia4.org","verified":false},{"title":"Carlos Nobre (cientista) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Nobre_(cientista)","verified":true},{"title":"Carlos Nobre (scientist) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Carlos_Nobre_(scientist)","verified":true},{"title":"Projeto Amazônia 4.0 (IEA-USP)","url":"https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/projeto-amazonia-4.0","verified":true}]},{"name":"Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1900,"description":"Maior instituição de ciência em saúde pública do Brasil, vinculada ao Ministério da Saúde, com cerca de 11 mil trabalhadores, 16 unidades pelo país e a presidência da Rede Pasteur exercida por Mário Moreira. Abriga Bio-Manguinhos (vacinas e biológicos), Farmanguinhos (medicamentos), a Escola Nacional de Saúde Pública e a nova fábrica biofarmacêutica CTIE, de cerca de R$ 1 bilhão, e a biofábrica de Wolbachia em Eusébio, no Ceará. Moreira foi reeleito em 2025 para o mandato 2025-2028.","tags":["saúde pública","vacinas","pesquisa","sus"],"url":"https://portal.fiocruz.br","significance":5,"sector":"biotech","id":36,"ownership":"public-institution","canon":36,"intl":{"international":"A Fiocruz ocupa um lugar análogo ao do Institut Pasteur, do Robert Koch Institut ou dos NIH: instituto público que combina pesquisa, vigilância, formação e produção para o sistema de saúde. É a única dessas instituições a presidir a Rede Pasteur, com Mário Moreira à frente, o que a conecta a mais de 30 institutos em quatro continentes. Seu modelo industrial (Bio-Manguinhos e Farmanguinhos) a aproxima de produtores públicos como o Serum Institute da Índia em volume de vacinas, embora dependa de insumos farmacêuticos ativos importados, sobretudo da China e da Índia. A biofábrica de Wolbachia em Eusébio integra o World Mosquito Program, de origem australiana, e o hub de mRNA é coordenado pela OMS e pelo Medicines Patent Pool, com apoio da OPAS.","future":"Até 2030 a Fiocruz precisa transformar investimentos em capacidade real: o Complexo Tecnológico de Insumos Estratégicos (CTIE), instituído por portaria em julho de 2026 com mais de R$ 1 bilhão do Novo PAC, só prevê primeiros lotes de IFAs biotecnológicos em 2031. A missão 2 da Nova Indústria Brasil e as parcerias de desenvolvimento produtivo (PDPs) dependem de orçamento do Ministério da Saúde e da continuidade política após as eleições de outubro de 2026. Pontos a observar: resultados clínicos da vacina de mRNA, escala da produção de Wolbachia contra dengue, renovação das PDPs e a capacidade de reter pesquisadores. O risco é a dispersão de prioridades; a oportunidade é consolidar o Brasil como polo regional de biomanufatura pública.","sources":[{"title":"Atlas Público: Fiocruz institui Complexo Tecnológico de Insumos","url":"https://atlaspublico.com.br/noticias/fiocruz-institui-complexo-tecnologico-de-insumos-74948"},{"title":"O Povo: novo investimento da Fiocruz no Eusébio soma R$ 1 bilhão","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/farol/2025/02/13/novo-investimento-da-fiocruz-no-polo-de-saude-do-eusebio-soma-rs-1-bilhao.html"},{"title":"Bio-Manguinhos: Campus Eusébio","url":"https://www.bio.fiocruz.br/index.php/en-us/about-us-bio/our-facilities/139-about-us/2854-campus-eusebio"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Fiocruz","url":"https://portal.fiocruz.br","verified":false},{"title":"Fundação Oswaldo Cruz – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Oswaldo_Cruz","verified":true},{"title":"Mario Moreira takes office for second term as President of Fiocruz (Fiocruz)","url":"https://fiocruz.br/node/291184","verified":true},{"title":"Novo investimento da Fiocruz no Polo de Saúde do Eusébio soma R$ 1 bilhão (O Povo)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/farol/2025/02/13/novo-investimento-da-fiocruz-no-polo-de-saude-do-eusebio-soma-rs-1-bilhao.html","verified":true}]},{"name":"Bio-Manguinhos / Fiocruz","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1976,"description":"Instituto de imunobiológicos da Fiocruz e maior produtor de vacinas do Brasil (febre amarela, poliomielite, tríplice viral, rotavírus, pneumocócica e a vacina AstraZeneca/Oxford contra a COVID-19, via transferência de tecnologia). Como hub de mRNA da OMS/MPP para a América Latina, construiu a primeira plataforma de mRNA da região; seu candidato a vacina de mRNA contra a COVID-19 foi autorizado pela ANVISA para ensaios de Fase I em setembro de 2026, a primeira vacina de mRNA latino-americana a chegar à fase clínica.","tags":["vacinas","mrna","biológicos","hub da oms"],"url":"https://www.bio.fiocruz.br","significance":5,"sector":"biotech","id":37,"ownership":"public-institution","canon":37,"intl":{"international":"Bio-Manguinhos compara-se ao Serum Institute of India e à Sinovac em escala de produção pública, mas sua trajetória recente o aproxima da Afrigen (África do Sul), outro hub de transferência de tecnologia de mRNA da OMS e do Medicines Patent Pool. Foi o primeiro desses hubs na América Latina a levar um candidato próprio à clínica: a Anvisa autorizou a Fase I em setembro de 2026, com apoio da OPAS/OMS. Historicamente absorveu tecnologia da GSK, da Sanofi e da AstraZeneca/Oxford (vacina contra a COVID-19), e fornece febre amarela ao Fundo Rotatório da OPAS e à UNICEF. Suas dependências são insumos críticos importados (lipídios, enzimas, plasmídeos) e equipamentos de bioprocessamento, além da validação regulatória internacional para exportar.","future":"Entre 2026 e 2030, o teste é converter a plataforma de mRNA em produtos relevantes: a COVID-19 é prova de conceito, mas a escolha do próximo alvo (dengue, chikungunya, vírus sincicial respiratório ou gripe) definirá sua utilidade para o SUS e para a região. Os resultados da Fase I em 2027, a compra de capacidade de pesquisa pela própria Fiocruz e a integração com o CTIE em Eusébio são marcos. Riscos: financiamento intermitente, concorrência de Moderna e Pfizer com preços em queda, e a necessidade de pré-qualificação da OMS para alcançar mercados externos. Oportunidade: ocupar o espaço deixado pela retração de doadores globais, tornando-se fornecedor regional de vacinas para emergências sanitárias.","sources":[{"title":"OPAS: primeira vacina mRNA desenvolvida pela Bio-Manguinhos/Fiocruz","url":"https://www.paho.org/pt/noticias/14-9-2026-primeira-vacina-mrna-desenvolvida-pela-bio-manguinhosfiocruz-com-apoio-da-opas-e"},{"title":"Agência Gov: Anvisa autoriza estudo clínico da Fiocruz com vacina de mRNA","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202609/anvisa-autoriza-estudo-clinico-da-fiocruz-com-vacina-de-mrna-para-covid"},{"title":"Fiocruz: Relatório Executivo mRNA","url":"https://captacao.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Relatorio-Executivo-mRNA-1-1.pdf"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Bio-Manguinhos / Fiocruz","url":"https://www.bio.fiocruz.br","verified":false},{"title":"Bio-Manguinhos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Bio-Manguinhos","verified":true},{"title":"First mRNA vaccine developed by Bio-Manguinhos/Fiocruz advances to clinical trials (PAHO)","url":"https://www.paho.org/en/news/14-9-2026-first-mrna-vaccine-developed-bio-manguinhosfiocruz-support-paho-and-who-advances","verified":true}]},{"name":"Mário Moreira","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Gestor de saúde pública que assumiu a presidência da Fiocruz em 2023 e tomou posse para um segundo mandato (2025-2028) em 4 de abril de 2025; também eleito presidente do conselho da Rede Pasteur global. Entre as prioridades estão tratar vacinas como bem público, uma nova vice-presidência de Saúde Global e enfrentar a situação precária de cerca de 7 mil trabalhadores terceirizados da Fiocruz.","tags":["liderança","fiocruz"],"url":"https://portal.fiocruz.br","significance":3,"sector":"biotech","id":38,"ownership":"person","canon":38,"sources":[{"title":"Fiocruz","url":"https://portal.fiocruz.br","verified":false},{"title":"Mario Moreira takes office for second term as President of Fiocruz (Fiocruz)","url":"https://fiocruz.br/node/291184","verified":true},{"title":"Fundação Oswaldo Cruz – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Oswaldo_Cruz","verified":true}]},{"name":"Instituto Butantan","type":"research-institute","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1901,"description":"Instituto biomédico do estado de São Paulo, maior produtor de soros antiofídicos do mundo e principal fornecedor de vacina contra a gripe do Brasil (com tecnologia da Sanofi), que fez da CoronaVac a primeira vacina contra a COVID-19 aplicada no Brasil (jan. de 2021). Sua vacina de dose única contra a dengue, Butantan-DV, foi aprovada pela ANVISA em 26 de novembro de 2025 (74,7% de eficácia, 100% contra hospitalização), com cerca de 30 milhões de doses previstas para 2026 via WuXi; também mantém programas de CAR-T e biológicos e a candidata Butanvac contra a COVID. Diretor: Esper Kallás (desde 2023), sucessor de Dimas Covas.","tags":["vacinas","dengue","soro antiofídico","instituto estadual"],"url":"https://butantan.gov.br","significance":5,"sector":"biotech","id":39,"ownership":"public-institution","canon":39,"intl":{"international":"O Butantan é o par mais próximo do Serum Institute of India entre produtores públicos de vacinas do Sul Global, e o maior fabricante mundial de soros antiofídicos. Sua vacina contra a gripe nasce de tecnologia Sanofi, a CoronaVac veio da chinesa Sinovac e a Butantan-DV é a primeira vacina de dengue de dose única aprovada, concorrendo com a Qdenga (Takeda, duas doses). O instituto licenciou a tecnologia da dengue à MSD (Merck), que a desenvolve como V181 fora do Brasil, e contratou a chinesa WuXi Biologics para formulação e envase dos lotes iniciais, revelando a dependência de capacidade industrial externa. Parcerias com a Valneva (chikungunya) e programas de CAR-T com apoio do governo paulista completam a rede.","future":"O período 2026-2030 será definido pela execução: entregar as cerca de 30 milhões de doses da Butantan-DV previstas para 2026 ao SUS, reduzir a dependência da WuXi com envase nacional e acompanhar os resultados da V181 da MSD, que podem abrir mercados internacionais. A pré-qualificação pela OMS e a incorporação pelo Fundo Rotatório da OPAS são passos para exportar. Riscos: variações de eficácia por sorotipo, concorrência da Takeda, orçamento do estado de São Paulo e eleições estaduais de 2026. Oportunidade: consolidar um portfólio de arboviroses (dengue, chikungunya) para toda a América Latina e usar a renda da dengue para financiar biológicos e terapias celulares.","sources":[{"title":"Mercado&Consumo: Anvisa aprova registro de vacina 100% nacional contra dengue","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/26/11/2025/economia/anvisa-aprova-registro-de-vacina-100-nacional-contra-dengue/amp/"},{"title":"Pesquisa FAPESP: Butantan-DV","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/01/060-063_butantan-DV_359-1.pdf"},{"title":"TNH1: vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026","url":"https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/vacina-brasileira-contra-dengue-estara-no-sus-em-2026-diz-governo/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true},{"title":"Instituto Butantan – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Butantan","verified":true},{"title":"Butantan's dengue vaccine, the world's first single-dose, approved by Anvisa (Center for Immunization Research)","url":"https://centerforimmunizationresearch.org/butantan-institutes-dengue-vaccine-the-worlds-first-single-dose-vaccine-has-been-approved-by-anvisa","verified":true}]},{"name":"Esper Kallás","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Médico infectologista e professor da USP que assumiu a direção do Instituto Butantan em 2023, conduzindo a aprovação pela ANVISA da primeira vacina de dose única contra a dengue do mundo, em novembro de 2025, e sua incorporação ao programa nacional de imunização. Anteriormente, foi um dos principais pesquisadores clínicos em HIV e COVID-19.","tags":["liderança","butantan","dengue"],"url":"https://butantan.gov.br","significance":3,"sector":"biotech","id":40,"ownership":"person","canon":40,"sources":[{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true},{"title":"Butantan's dengue vaccine, the world's first single-dose, approved by Anvisa (Center for Immunization Research)","url":"https://centerforimmunizationresearch.org/butantan-institutes-dengue-vaccine-the-worlds-first-single-dose-vaccine-has-been-approved-by-anvisa","verified":true},{"title":"Instituto Butantan – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Butantan","verified":true}]},{"name":"Dimas Covas","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Hematologista que dirigiu o Instituto Butantan de 2017 a 2023 e liderou a parceria da CoronaVac com a Sinovac durante a pandemia, tornando o Butantan um nome conhecido em todo o país; antes, havia transformado o Hemocentro de Ribeirão Preto no pioneiro brasileiro em terapia celular, base de seu programa de CAR-T.","tags":["liderança","coronavac","terapia celular"],"url":"https://butantan.gov.br","significance":3,"sector":"biotech","id":41,"ownership":"person","canon":41,"sources":[{"title":"Dimas Covas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Dimas_Covas","verified":true},{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true},{"title":"Terapia celular da USP para o SUS: tratamento com células CAR-T (Jornal da USP)","url":"https://jornal.usp.br/?p=882392","verified":true}]},{"name":"Hemobrás","type":"company","city":"Goiana","state":"PE","founded":2004,"description":"Empresa federal de hemoderivados cuja fábrica em Goiana fraciona plasma em albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação e distribui Fator VIII recombinante (transferência de tecnologia da Takeda). Coleta recorde de 217.700 litros de plasma em 2025; o Novo PAC destinou cerca de R$ 850 milhões desde 2025 para expansão (linha de IG líquida da Fase VII, laboratório de P&D); em outubro de 2026, assinou uma PDP com a Roche para o emicizumabe e um acordo de tecnologia de plasma com a Beijing Tiantan sob a Lei 15.471/2026, com a meta de atender 70% da demanda de plasma do SUS até 2033.","tags":["plasma","hemofilia","estatal","pdp"],"url":"https://www.hemobras.gov.br","significance":3,"sector":"biotech","id":42,"ownership":"federal-soe","canon":42,"sources":[{"title":"Hemobrás","url":"https://www.hemobras.gov.br","verified":false},{"title":"Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_Brasileira_de_Hemoderivados_e_Biotecnologia","verified":true},{"title":"Hemobrás fecha acordos para reduzir dependência externa de medicamentos (Movimento Econômico)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/economia/industria-empresas/2026/10/03/hemobras-fecha-acordos-para-reduzir-dependencia-externa-de-medicamentos/","verified":true}]},{"name":"EMS","type":"company","city":"Hortolândia","state":"SP","founded":1964,"description":"Maior empresa farmacêutica do Brasil em unidades vendidas, controlada pela família Sanchez (Grupo NC), com fortes investimentos em genéricos, biossimilares (via Bionovis) e um pipeline crescente de P&D, incluindo um genérico de semaglutida planejado para a expiração da patente em 2026. Seu complexo em Hortolândia é a maior planta farmacêutica da América Latina.","tags":["farmacêutica","genéricos","biossimilares"],"url":"https://www.ems.com.br","significance":3,"sector":"biotech","id":43,"ownership":"private","canon":43,"sources":[{"title":"EMS","url":"https://www.ems.com.br","verified":false},{"title":"EMS faz investimento bilionário para sair na frente na corrida do Ozempic (Forbes)","url":"https://forbes.com.br/forbes-money/2025/06/ems-faz-investimento-bilionario-para-sair-na-frente-na-corrida-do-ozempic/","verified":false},{"title":"EMS e as canetas para obesidade (InvestNews)","url":"https://investnews.com.br/negocios/ems-canetas-obesidade/","verified":false}]},{"name":"Eurofarma","type":"company","city":"Itapevi","state":"SP","founded":1972,"description":"Maior multinacional farmacêutica de capital brasileiro (operações em mais de 20 países), cofundadora da joint venture de biológicos Orygen e parceira em PDPs; em 2021, firmou acordo com a Pfizer/BioNTech para o envase e acabamento da vacina de mRNA contra a COVID-19 no Brasil, o primeiro da América Latina, e segue ampliando seu parque de biotecnologia em Itapevi.","tags":["farmacêutica","biológicos","envase de mrna"],"url":"https://eurofarma.com.br","significance":3,"sector":"biotech","id":44,"ownership":"private","canon":44,"sources":[{"title":"Eurofarma","url":"https://eurofarma.com.br","verified":false},{"title":"Eurofarma – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Eurofarma","verified":true},{"title":"Orygen Biotecnologia","url":"https://www.orygen.com.br","verified":false}]},{"name":"Aché Laboratórios","type":"company","city":"Guarulhos","state":"SP","founded":1966,"description":"Uma das três maiores farmacêuticas brasileiras e líder em medicamentos de marca e fitomedicamentos (o Acheflan, derivado da Cordia verbenacea, foi o primeiro medicamento totalmente desenvolvido no Brasil aprovado pela ANVISA, em 2005); acionista da Bionovis e atuante em dermocosméticos e biológicos por meio de uma fábrica em Pernambuco.","tags":["farmacêutica","fitomedicamentos","biológicos"],"url":"https://www.ache.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":45,"ownership":"private","canon":45,"sources":[{"title":"Aché Laboratórios","url":"https://www.ache.com.br","verified":false},{"title":"Aché Laboratórios Farmacêuticos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ach%C3%A9_Laborat%C3%B3rios_Farmac%C3%AAuticos","verified":true},{"title":"Bionovis","url":"https://www.bionovis.com.br","verified":false}]},{"name":"Hypera Pharma","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2001,"description":"Maior farmacêutica brasileira de capital aberto (B3: HYPE3), focada em consumer health e genéricos de marca (Neosaldina, licença do Buscopan, Addera), com o centro de P&D Hynova, em Anápolis, e participação na Bionovis; foi alvo de uma tentativa fracassada de aquisição pela EMS em 2024-2025.","tags":["farmacêutica","capital aberto","consumer health"],"url":"https://www.hypera.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":46,"ownership":"private","canon":46,"sources":[{"title":"Hypera Pharma","url":"https://www.hypera.com.br","verified":false},{"title":"Hypera Pharma – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Hypera_Pharma","verified":true},{"title":"Hypera Pharma – Relações com Investidores","url":"https://ri.hypera.com.br","verified":false}]},{"name":"Cristália","type":"company","city":"Itapira","state":"SP","founded":1972,"description":"Farmacêutica verticalmente integrada e uma das poucas empresas brasileiras que produzem seus próprios IFAs e moléculas biotecnológicas (insulina recombinante, toxina botulínica, medicamentos hospitalares), com um grande centro de P&D e patentes em sistema nervoso central e anestésicos; parceira do Ministério da Saúde em PDPs.","tags":["farmacêutica","ifa","biotecnologia","medicamentos hospitalares"],"url":"https://www.cristalia.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":47,"ownership":"private","canon":47,"sources":[{"title":"Cristália","url":"https://www.cristalia.com.br","verified":false},{"title":"O remédio é inovar (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-remedio-e-inovar/","verified":false},{"title":"Cristália investirá R$ 350 milhões em planta de biotecnologia em Montes Claros (Diário do Comércio)","url":"https://diariodocomercio.com.br/economia/cristalia-planta-biotecnologia-montes-claros/","verified":false}]},{"name":"Bionovis","type":"company","city":"Valinhos","state":"SP","founded":2012,"description":"Joint venture de biológicos da EMS, Aché, Hypera e União Química criada no âmbito da política de PDPs para transferir ao Brasil tecnologia de anticorpos monoclonais (adalimumabe, trastuzumabe, rituximabe, etanercepte, via Merck KGaA e outras); inaugurou uma fábrica de biotecnologia de R$ 500 milhões em Valinhos para abastecer o SUS.","tags":["biossimilares","pdp","joint venture"],"url":"https://www.bionovis.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":48,"ownership":"private","canon":48,"sources":[{"title":"Bionovis","url":"https://www.bionovis.com.br","verified":false},{"title":"Indústrias investem recursos milionários em medicamentos biológicos (ICTQ)","url":"https://ictq.com.br/industria-farmaceutica/2096-industrias-investem-recursos-milionarios-em-medicamentos-biologicos","verified":false},{"title":"Missão de saúde da Nova Indústria Brasil não deve atingir meta de 2026 (Futuro da Saúde)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47454","verified":true}]},{"name":"Orygen Biotecnologia","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Joint venture de biossimilares da Eurofarma e da Biolab (originalmente também com Cristália e Libbs) formada para internalizar a produção de anticorpos monoclonais no âmbito das PDPs do Ministério da Saúde, irmã gêmea da Bionovis na estratégia industrial brasileira de biológicos.","tags":["biossimilares","pdp","joint venture"],"url":"https://www.orygen.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":49,"ownership":"private","canon":49,"sources":[{"title":"Orygen Biotecnologia","url":"https://www.orygen.com.br","verified":false},{"title":"Andrew Simpson: perto de decolar (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/andrew-simpson-perto-de-decolar/","verified":false},{"title":"Superfarmacêutica Orygen encerra atividades (IstoÉ Dinheiro)","url":"https://istoedinheiro.com.br/superfarmaceutica-orygen-encerra-atividades","verified":false},{"title":"Missão de saúde da Nova Indústria Brasil não deve atingir meta de 2026 (Futuro da Saúde)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47454","verified":true}]},{"name":"Hospital Israelita Albert Einstein","type":"research-institute","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1955,"description":"Hospital mais bem ranqueado do Brasil e potência em pesquisa (Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa) em genômica, IA em saúde, ensaios clínicos e incubação de healthtechs (Eretz.bio), com mandato do PROADI-SUS para transferir conhecimento de gestão e clínico ao sistema público; realizou uma das primeiras implantações de IA em radiologia no Brasil e grandes redes de ensaios clínicos sobre COVID-19.","tags":["hospital","pesquisa","ia em saúde","genômica"],"url":"https://www.einstein.br","significance":4,"sector":"biotech","id":50,"ownership":"nonprofit","canon":50,"sources":[{"title":"Hospital Israelita Albert Einstein","url":"https://www.einstein.br","verified":false},{"title":"Hospital Israelita Albert Einstein – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_Israelita_Albert_Einstein","verified":true},{"title":"Eretz.bio – Hub de inovação do Einstein","url":"https://eretz.bio","verified":false}]},{"name":"Hospital Sírio-Libanês","type":"research-institute","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1921,"description":"Hospital filantrópico com instituto de ensino e pesquisa (IEP) forte em oncologia, medicina de precisão e pesquisa em sistemas de saúde, e parceiro do PROADI-SUS na formação de gestores do SUS; colidera várias redes brasileiras de ensaios clínicos.","tags":["hospital","oncologia","pesquisa"],"url":"https://www.hospitalsiriolibanes.org.br","significance":2,"sector":"biotech","id":51,"ownership":"nonprofit","canon":51,"sources":[{"title":"Hospital Sírio-Libanês","url":"https://www.hospitalsiriolibanes.org.br","verified":false},{"title":"Hospital Sírio-Libanês – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_S%C3%ADrio-Liban%C3%AAs","verified":true}]},{"name":"Hospital das Clínicas USP / InovaHC","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1944,"description":"Maior complexo hospitalar da América Latina, vinculado à faculdade de medicina da USP, com 2.400 leitos e uma densa base de pesquisa (cardiologia no InCor, Instituto do Câncer ICESP). O InovaHC é seu hub de inovação, que pilota startups de healthtech, triagem por IA e patologia digital dentro do SUS.","tags":["hospital","universidade","hub de inovação"],"url":"https://www.hc.fm.usp.br","significance":3,"sector":"biotech","id":52,"ownership":"public-institution","canon":52,"sources":[{"title":"Hospital das Clínicas da FMUSP","url":"https://www.hc.fm.usp.br","verified":false},{"title":"Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_das_Cl%C3%ADnicas_da_Faculdade_de_Medicina_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":true},{"title":"InovaHC – Núcleo de Inovação Tecnológica do HCFMUSP","url":"https://inovahc.hc.fm.usp.br","verified":false}]},{"name":"Hemocentro de Ribeirão Preto / Nutera RP (USP)","type":"university-lab","city":"Ribeirão Preto","state":"SP","founded":1990,"description":"Hemocentro e centro de terapia celular da USP que em 2019 tratou o primeiro paciente com CAR-T da América Latina e, até 2025, havia tratado mais de 20 pacientes com leucemia/linfoma com células CAR-T produzidas localmente; a ANVISA autorizou um ensaio de Fase II com 81 pacientes em cinco hospitais. A fábrica de células Nutera RP, construída com o Instituto Butantan, pretende fornecer CAR-T ao SUS por uma fração do preço comercial, de cerca de R$ 2 milhões.","tags":["car-t","terapia celular","sus","terapia gênica"],"url":"https://www.hemocentro.fmrp.usp.br","significance":4,"sector":"biotech","id":53,"ownership":"public-institution","canon":53,"sources":[{"title":"Hemocentro de Ribeirão Preto (USP)","url":"https://www.hemocentro.fmrp.usp.br","verified":false},{"title":"Terapia celular da USP para o SUS: tratamento com células CAR-T (Jornal da USP)","url":"https://jornal.usp.br/?p=882392","verified":true},{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true}]},{"name":"Dasa","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1961,"description":"Maior rede de diagnósticos e saúde integrada da América Latina, com a unidade Dasa Genômica (ex-GeneOne), que opera uma das maiores operações de sequenciamento clínico da região, e a rede Dasa Oncologia; fortemente endividada após aquisições de hospitais, passou por reestruturação em 2024-2025, incluindo a fusão de hospitais com a Amil.","tags":["diagnósticos","genômica","rede hospitalar"],"url":"https://dasa.com.br","significance":3,"sector":"biotech","id":54,"ownership":"private","canon":54,"sources":[{"title":"Dasa","url":"https://dasa.com.br","verified":false},{"title":"Diagnósticos da América (Dasa) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagn%C3%B3sticos_da_Am%C3%A9rica","verified":true}]},{"name":"Grupo Fleury","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1926,"description":"Grupo de diagnósticos premium (B3: FLRY3) com forte divisão de genômica e medicina de precisão e um braço de pesquisa que publica sobre genética da população brasileira e IA em laboratório; integrante da fusão Fleury-Hermes Pardini (2023), que criou uma plataforma nacional de diagnósticos.","tags":["diagnósticos","genômica","capital aberto"],"url":"https://www.fleury.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":55,"ownership":"private","canon":55,"sources":[{"title":"Grupo Fleury","url":"https://www.fleury.com.br","verified":false},{"title":"Grupo Fleury – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Fleury","verified":true},{"title":"Grupo Fleury – Relações com Investidores","url":"https://ri.fleury.com.br","verified":false}]},{"name":"Mendelics","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Primeiro laboratório de genômica clínica do Brasil, fundado pelo geneticista David Schlesinger, que escalou o sequenciamento neonatal e de doenças raras e o programa Genomas Raros; tem sido central nos pilotos do SUS de diagnóstico por genoma completo e nas ofertas de genômica para o consumidor Mendelics/Genera.","tags":["genômica","doenças raras","startup"],"url":"https://mendelics.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":56,"ownership":"private","canon":56,"sources":[{"title":"Mendelics","url":"https://mendelics.com.br","verified":false},{"title":"DNA brasileiro revela maior diversidade genética do mundo e pode transformar saúde pública (Olhar Digital)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/05/15/ciencia-e-espaco/dna-brasileiro-revela-maior-diversidade-genetica-do-mundo-e-pode-transformar-saude-publica/","verified":true},{"title":"DNA do Brasil","url":"https://www.dnadobrasil.org","verified":false}]},{"name":"DNA do Brasil / Genomas Brasil","type":"program","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2019,"description":"O DNA do Brasil, liderado pela geneticista da USP Lygia da Veiga Pereira (com a coordenadora Kelly Nunes), publicou na Science, em maio de 2025, os genomas completos de 2.700 brasileiros, revelando 8,7 milhões de variantes antes não catalogadas e uma ancestralidade média de 60% europeia, 27% africana e 13% indígena. Alimenta o programa Genomas Brasil, do Ministério da Saúde, que pretende sequenciar 100 mil brasileiros até 2030 para medicina de precisão no SUS.","tags":["genômica","genética de populações","medicina de precisão"],"url":"https://www.dnadobrasil.org","significance":4,"sector":"biotech","id":57,"ownership":"program-policy","canon":57,"sources":[{"title":"DNA do Brasil","url":"https://www.dnadobrasil.org","verified":false},{"title":"DNA brasileiro revela maior diversidade genética do mundo e pode transformar saúde pública (Olhar Digital)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/05/15/ciencia-e-espaco/dna-brasileiro-revela-maior-diversidade-genetica-do-mundo-e-pode-transformar-saude-publica/","verified":true},{"title":"Lygia da Veiga Pereira – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_da_Veiga_Pereira","verified":true}]},{"name":"Lygia da Veiga Pereira","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Geneticista da USP que estabeleceu as primeiras linhagens de células-tronco embrionárias humanas do Brasil (2008) e lidera o projeto de genomas DNA do Brasil; defensora pública da pesquisa com células-tronco durante o julgamento da Lei de Biossegurança no Supremo Tribunal Federal, em 2008, e hoje da genômica em escala populacional no SUS.","tags":["pessoa","células-tronco","genômica"],"url":"https://www.ib.usp.br","significance":3,"sector":"biotech","id":58,"ownership":"person","canon":58,"sources":[{"title":"Lygia da Veiga Pereira – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_da_Veiga_Pereira","verified":true},{"title":"DNA do Brasil","url":"https://www.dnadobrasil.org","verified":false},{"title":"DNA brasileiro revela maior diversidade genética do mundo e pode transformar saúde pública (Olhar Digital)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/05/15/ciencia-e-espaco/dna-brasileiro-revela-maior-diversidade-genetica-do-mundo-e-pode-transformar-saude-publica/","verified":true}]},{"name":"Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2010,"description":"Instituto de pesquisa do grupo hospitalar Rede D'Or, conhecido pela neurociência (os organoides cerebrais de Stevens Rehen que associaram o zika à microcefalia em 2016), pela pesquisa em terapia intensiva e oncologia e por conduzir grandes ensaios clínicos pragmáticos durante a COVID-19.","tags":["neurociência","pesquisa","grupo hospitalar","zika"],"url":"https://www.idor.org","significance":3,"sector":"biotech","id":59,"ownership":"nonprofit","canon":59,"sources":[{"title":"IDOR – Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino","url":"https://www.idor.org","verified":false},{"title":"Minicérebros ajudam a entender relação entre o zika e a microcefalia (Agência FAPESP)","url":"https://agencia.fapesp.br/minicerebros-ajudam-a-entender-relacao-entre-o-zika-e-a-microcefalia/23039","verified":false},{"title":"Microcefalia in vitro (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/microcefalia-in-vitro/","verified":false}]},{"name":"Instituto do Cérebro UFRN (Edmond and Lily Safra)","type":"university-lab","city":"Natal","state":"RN","founded":2011,"description":"Instituto de neurociência fundado por Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro em Natal, um dos principais centros de pesquisa sobre o cérebro do Brasil (sono e memória, interfaces cérebro-máquina, pesquisa com psicodélicos). O projeto Andar de Novo, de Nicolelis, produziu o chute com exoesqueleto na Copa do Mundo de 2014; Ribeiro é uma voz proeminente sobre sonhos e cognição.","tags":["neurociência","interface cérebro-máquina","nordeste"],"url":"https://neuro.ufrn.br","significance":3,"sector":"biotech","id":60,"ownership":"public-institution","canon":60,"sources":[{"title":"Instituto do Cérebro – UFRN","url":"https://neuro.ufrn.br","verified":false},{"title":"Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_do_C%C3%A9rebro_da_Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Norte","verified":true},{"title":"Miguel Nicolelis – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Nicolelis","verified":true}]},{"name":"Suzana Herculano-Houzel","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Neurocientista brasileira que inventou o método do fracionador isotrópico, a 'sopa de cérebro', e estabeleceu que o cérebro humano tem cerca de 86 bilhões de neurônios, derrubando o número de 100 bilhões; ex-UFRJ, hoje na Vanderbilt, é uma das cientistas brasileiras mais conhecidas internacionalmente e divulgadora científica.","tags":["pessoa","neurociência"],"url":"https://www.suzanaherculanohouzel.com","significance":2,"sector":"biotech","id":61,"ownership":"person","canon":61,"sources":[{"title":"Suzana Herculano-Houzel","url":"https://www.suzanaherculanohouzel.com","verified":false},{"title":"Suzana Herculano-Houzel – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Suzana_Herculano-Houzel","verified":true}]},{"name":"CNPEM: LNBio e LNBR","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":2009,"description":"O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais abriga o Sirius, único síncrotron de 4ª geração da América Latina, além do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio: biologia estrutural, descoberta de fármacos, organoides) e do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR, antigo CTBE: enzimas, biomassa e biotecnologia industrial com plantas-piloto). O CNPEM é um hub essencial para biologia sintética e químicos de base biológica.","tags":["síncrotron","biologia estrutural","biorrenováveis","biologia sintética"],"url":"https://cnpem.br","significance":4,"sector":"biotech","id":62,"ownership":"public-institution","canon":62,"sources":[{"title":"CNPEM – Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais","url":"https://cnpem.br","verified":true},{"title":"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Nacional_de_Pesquisa_em_Energia_e_Materiais","verified":true},{"title":"LNBio – Laboratório Nacional de Biociências","url":"https://lnbio.cnpem.br","verified":false},{"title":"CNPEM – Federal resources for Sirius phase 2","url":"https://cnpem.br/en/?p=32832","verified":true}]},{"name":"Hospital de Amor (Barretos)","type":"nonprofit","city":"Barretos","state":"SP","founded":1962,"description":"Hospital filantrópico de câncer que atende cerca de 100% de pacientes do SUS vindos de todo o Brasil, com um instituto de pesquisa forte em genômica do câncer, unidades móveis de rastreamento e estudos de vacinação contra o HPV, e um centro de oncologia molecular que produz pesquisa brasileira prolífica sobre o câncer.","tags":["oncologia","sus","filantrópico","pesquisa"],"url":"https://hospitaldeamor.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":63,"ownership":"nonprofit","canon":63,"sources":[{"title":"Hospital de Amor","url":"https://hospitaldeamor.com.br","verified":false},{"title":"Hospital de Amor – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_de_Amor","verified":true}]},{"name":"Grupo Oncoclínicas","type":"company","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2010,"description":"Maior provedor de oncologia da América Latina (B3: ONCO3), com afiliação ao Dana-Farber, uma unidade de oncologia de precisão e genômica e programas de tratamento com CAR-T; sua expansão ilustra a guinada da saúde privada brasileira para o cuidado especializado e de precisão.","tags":["oncologia","capital aberto","medicina de precisão"],"url":"https://oncoclinicas.com","significance":2,"sector":"biotech","id":64,"ownership":"private","canon":64,"sources":[{"title":"Grupo Oncoclínicas","url":"https://oncoclinicas.com","verified":false},{"title":"Oncoclínicas – Relações com Investidores","url":"https://ri.oncoclinicas.com","verified":false}]},{"name":"BiotechTown","type":"hub","city":"Nova Lima","state":"MG","founded":2017,"description":"Hub de inovação em ciências da vida na região metropolitana de Belo Horizonte, lançado pela Biominas, pelo Hermes Pardini e parceiros, que oferece laboratórios úmidos, instalações-piloto GMP e aceleração para startups de biotecnologia; Minas Gerais também abriga os planos de IFA de insulina da Fiocruz (Nova Lima) e a fábrica de biológicos da Biomm.","tags":["hub","ciências da vida","minas gerais"],"url":"https://biotechtown.com","significance":2,"sector":"biotech","id":65,"ownership":"private","canon":65,"sources":[{"title":"BiotechTown","url":"https://biotechtown.com","verified":false},{"title":"Biominas Brasil","url":"https://biominas.org.br","verified":false}]},{"name":"Biominas Brasil","type":"nonprofit","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1990,"description":"Incubadora de biotecnologia pioneira e organização de ecossistema que já apoiou centenas de startups brasileiras de ciências da vida, produz o principal censo de empresas de biotecnologia do Brasil e conduz o programa Biostartup Lab; cofundadora da BiotechTown.","tags":["incubadora","ecossistema","biotecnologia"],"url":"https://biominas.org.br","significance":2,"sector":"biotech","id":66,"ownership":"private","canon":66,"sources":[{"title":"Biominas Brasil","url":"https://biominas.org.br","verified":false},{"title":"BiotechTown","url":"https://biotechtown.com","verified":false}]},{"name":"Alice","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2019,"description":"Plano de saúde e aplicativo centrados na atenção primária, apoiados por SoftBank, Kaszek e ThornTree, que captaram mais de US$ 170 milhões para construir uma alternativa baseada em tecnologia às operadoras tradicionais do Brasil, com equipes de cuidado próprias e foco em planos corporativos; um emblema da onda brasileira de healthtechs ao lado da Sami.","tags":["healthtech","plano de saúde","startup"],"url":"https://alice.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":67,"ownership":"private","canon":67,"sources":[{"title":"Alice","url":"https://alice.com.br","verified":false},{"title":"Alice capta US$ 127 milhões em rodada liderada pelo SoftBank (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/2021/12/21/alice-capta-us-127-milhoes-em-rodada-liderada-pelo-softbank/","verified":false},{"title":"Alice capta US$ 22 milhões em extensão da Série C (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/alice-capta-us-22-milhoes-em-extensao-da-serie-c/","verified":false}]},{"name":"Conexa Saúde","type":"startup","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2017,"description":"Maior plataforma de telemedicina do Brasil, que cresceu rapidamente durante a pandemia (o CFM autorizou a telemedicina em 2020, tornada permanente pela Lei 14.510/2022), atendendo milhões de vidas por meio de empregadores e seguradoras e adquirindo a Psicologia Viva; representativa do papel da saúde digital no SUS e na rede privada.","tags":["telemedicina","healthtech"],"url":"https://www.conexasaude.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":68,"ownership":"private","canon":68,"sources":[{"title":"Conexa Saúde","url":"https://www.conexasaude.com.br","verified":false},{"title":"Lei nº 14.510, de 27 de dezembro de 2022 – telessaúde (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/L14510.htm","verified":false}]},{"name":"Memed","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Plataforma de prescrição digital usada por centenas de milhares de médicos brasileiros, que se tornou essencial quando as receitas eletrônicas assinadas com certificado ICP-Brasil foram legalizadas em 2020; uma espinha dorsal da infraestrutura de saúde digital do Brasil ao lado do iClinic (gestão de consultórios, adquirido pela Afya) e da Laura (alertas de sepse por IA).","tags":["prescrição eletrônica","healthtech","saúde digital"],"url":"https://memed.com.br","significance":2,"sector":"biotech","id":69,"ownership":"private","canon":69,"sources":[{"title":"Memed","url":"https://memed.com.br","verified":false},{"title":"Memed recebe aporte de R$ 300 milhões (Baguete)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/memed-recebe-aporte-de-r-300-milhoes","verified":false},{"title":"Seu médico já está usando a prescrição digital? (Folha de Pernambuco)","url":"https://www.folhape.com.br/colunistas/inspiracao-recife/seu-medico-ja-esta-usando-a-prescricao-digital/21823/","verified":false}]},{"name":"RNDS / SUS Digital","type":"infrastructure","city":"Brasília","state":"DF","founded":2020,"description":"A Rede Nacional de Dados em Saúde é a plataforma nacional de interoperabilidade de dados de saúde do Ministério da Saúde (HL7 FHIR), lançada durante a COVID-19 para registrar vacinações e resultados laboratoriais e hoje base do aplicativo Meu SUS Digital e do programa SUS Digital (2024), que visa a um prontuário único do cidadão para 215 milhões de pessoas, uma das maiores infraestruturas públicas de dados de saúde do mundo.","tags":["dados de saúde","interoperabilidade","governo","saúde digital"],"url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/rnds","significance":3,"sector":"biotech","id":70,"ownership":"public-institution","canon":70,"sources":[{"title":"RNDS – Rede Nacional de Dados em Saúde (Ministério da Saúde)","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/rnds","verified":false},{"title":"Meu SUS Digital","url":"https://meususdigital.saude.gov.br","verified":false},{"title":"Programa SUS Digital – Ministério da Saúde","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/sus-digital","verified":false}]},{"name":"ANVISA","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1999,"description":"Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que regula medicamentos, vacinas, dispositivos, alimentos e cosméticos; ganhou visibilidade global com as autorizações de vacinas contra a COVID-19 e, em 2025-2026, aprovou a Butantan-DV, a Fase I do mRNA da Fiocruz e novos ensaios de CAR-T. A falta crônica de pessoal e os prazos de aprovação são queixa constante do setor, embora seja listada pela OMS como autoridade regulatória de referência.","tags":["regulador","governo"],"url":"https://www.gov.br/anvisa","significance":3,"sector":"biotech","id":71,"ownership":"public-institution","canon":71,"sources":[{"title":"Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária","url":"https://www.gov.br/anvisa","verified":false},{"title":"Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_Nacional_de_Vigil%C3%A2ncia_Sanit%C3%A1ria","verified":true},{"title":"Butantan's dengue vaccine, the world's first single-dose, approved by Anvisa (Center for Immunization Research)","url":"https://centerforimmunizationresearch.org/butantan-institutes-dengue-vaccine-the-worlds-first-single-dose-vaccine-has-been-approved-by-anvisa","verified":true}]},{"name":"CTNBio","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1995,"description":"Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, vinculada ao MCTI, que aprova OGMs e, por meio da Resolução Normativa 16 (2018), decide caso a caso se produtos editados geneticamente são considerados convencionais, um marco que fez do Brasil uma das jurisdições mais ágeis para culturas, animais e, agora, árvores editadas geneticamente (o eucalipto da FuturaGene, em 2026).","tags":["regulador","transgênicos","edição gênica"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/ctnbio","significance":3,"sector":"agtech","id":72,"ownership":"public-institution","canon":72,"sources":[{"title":"CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (MCTI)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/ctnbio","verified":false},{"title":"Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_T%C3%A9cnica_Nacional_de_Biosseguran%C3%A7a","verified":true},{"title":"FuturaGene obtém aprovação regulatória inédita no mundo para eucalipto geneticamente editado (Compre Rural)","url":"https://comprerural.com/futuragene-obtem-aprovacao-regulatoria-inedita-no-mundo-para-eucalipto-geneticamente-editado/","verified":true}]},{"name":"Nova Indústria Brasil: Missão Saúde (CEIS)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Política industrial federal lançada em janeiro de 2024 com seis missões; a Missão 2 tem como alvo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com o objetivo de elevar a produção nacional de insumos estratégicos do SUS (medicamentos, vacinas, dispositivos) de cerca de 42% (2025) para 50% até 2026 e 70% até 2033, por meio de PDPs, PDILs, crédito do BNDES/Finep e compras centralizadas. O MDIC reconheceu em 2026 que a missão da saúde é a única fora da trajetória para atingir a meta de 2026.","tags":["política pública","política industrial","ceis","pdp"],"url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/composicao/se/cndi/nova-industria-brasil","significance":4,"sector":"biotech","id":73,"ownership":"program-policy","canon":73,"sources":[{"title":"Nova Indústria Brasil – MDIC","url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/composicao/se/cndi/nova-industria-brasil","verified":false},{"title":"Missão de saúde da Nova Indústria Brasil não deve atingir meta de 2026 (Futuro da Saúde)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47454","verified":true},{"title":"Nova política industrial terá R$ 300 bilhões (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2354657","verified":true},{"title":"Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026 (Monitor Mercantil)","url":"https://monitormercantil.com.br/nova-industria-brasil-tera-r-140-bi-ate-dezembro-de-2026/","verified":true}]},{"name":"Lei de Acesso à Biodiversidade (13.123/2015) / SisGen","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2015,"description":"Lei brasileira de acesso à biodiversidade e repartição de benefícios, que implementa regras no estilo do Protocolo de Nagoya por meio do cadastro SisGen: toda P&D sobre patrimônio genético nativo ou conhecimento tradicional deve ser registrada, e os produtos comerciais pagam repartição de benefícios (1% da receita líquida ou contribuição a um fundo). Substituiu a medida provisória de 2001 e é o pano de fundo da bioprospecção da Natura, da Amazônia 4.0 e da indústria farmacêutica.","tags":["política pública","biodiversidade","repartição de benefícios"],"url":"https://sisgen.gov.br","significance":3,"sector":"biotech","id":74,"ownership":"program-policy","canon":74,"sources":[{"title":"SisGen – Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado","url":"https://sisgen.gov.br","verified":false},{"title":"Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015 – Lei da Biodiversidade (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13123.htm","verified":false}]},{"name":"Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) / Programa Hub Amazônia Bioeconomia","type":"program","city":"Belém","state":"PA","founded":2023,"description":"Iniciativas de bioeconomia sediadas no Pará que ganharam impulso com a COP30 em Belém (nov. de 2025): o Plano de Bioeconomia do estado, a Estratégia Nacional de Bioeconomia federal (2024) e o Hub de Bioeconomia e Biotecnologia, além das pesquisas da UFPA, do Museu Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental sobre açaí, cacau e espécies nativas; o Fundo Amazônia do BNDES e os editais de bioeconomia da Finep financiam esses esforços.","tags":["bioeconomia","amazônia","cop30","programa"],"url":"https://www.gov.br/mdic","significance":2,"sector":"biotech","id":75,"ownership":"program-policy","canon":75,"sources":[{"title":"Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)","url":"https://www.gov.br/mdic","verified":false},{"title":"Decreto nº 12.044, de 5 de junho de 2024 – Estratégia Nacional de Bioeconomia (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/decreto/D12044.htm","verified":false},{"title":"Fundo Amazônia (BNDES)","url":"https://www.fundoamazonia.gov.br","verified":false}]},{"name":"Maritaca AI","type":"startup","city":"Campinas","state":"SP","founded":2021,"description":"Fundada pelo professor da Unicamp Rodrigo Nogueira, a Maritaca desenvolve a família de LLMs Sabiá, treinada para o português brasileiro, do Sabiá (2023) e Sabiá-2/3 (2024) ao Sabiá-4 e ao modelo de raciocínio Sabiá-4 Thinking (junho de 2026). A empresa afirma que seus modelos superam os modelos de fronteira GPT, Gemini e Claude na redação de peças jurídicas brasileiras e operam a cerca de metade a um terço do custo, e vende via API (maritaca.ai) e um produto de chat. É o esforço privado de 'LLM nacional' mais visível, e seu CEO defende publicamente uma infraestrutura nacional de computação.","tags":["llm","nlp","português","modelo de fundação"],"url":"https://www.maritaca.ai","significance":5,"sector":"ai","id":76,"ownership":"private","canon":76,"intl":{"international":"A Maritaca integra a onda de 'LLMs soberanos' que inclui a Mistral (França), a Aleph Alpha (Alemanha), a Cohere (Canadá) e iniciativas japonesas e coreanas, todas apostando em idioma, contexto jurídico e custo como diferenciais frente a OpenAI, Google e Anthropic. O relatório técnico do Sabiá-4 (março de 2026) descreve pré-treinamento continuado em corpora de português e legislação brasileira, contexto de 128 mil tokens e capacidades agênticas, com posicionamento de custo-desempenho favorável. A dependência estrutural é de GPUs Nvidia e nuvem estrangeira, além de bases abertas em gerações anteriores. O CEO Rodrigo Nogueira defende publicamente infraestrutura nacional de computação, alinhando a empresa ao debate global sobre soberania digital.","future":"O desafio até 2030 é sobreviver à queda contínua dos preços dos modelos de fronteira e à abertura de pesos por concorrentes chineses, mantendo vantagem em nichos como direito, governo e setor financeiro brasileiros. Observar: acesso ao supercomputador de IA do PBIA em Macaíba (previsto para fim de 2027), o projeto de LLM em português com a RNP, contratos com o setor público e rodadas de captação. A regulação do PL 2338, em especial direitos autorais sobre dados de treinamento, pode tanto onerar quanto proteger um ator nacional. A oportunidade é tornar-se o fornecedor de referência para o português do Brasil; o risco é ser deslocada por modelos multilíngues gratuitos.","sources":[{"title":"Sabiá-4 Technical Report (arXiv 2603.10213)","url":"https://www.alphaxiv.org/abs/2603.10213"},{"title":"Canaltech: CEO de IA brasileira defende infraestrutura nacional","url":"https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/ceo-de-ia-brasileira-defende-criacao-de-infraestrutura-nacional-da-tecnologia/"},{"title":"Sabiá-2 (arXiv)","url":"https://arxiv.org/html/2403.09887v2"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Maritaca AI","url":"https://www.maritaca.ai","verified":false},{"title":"IA brasileira lança modelo poderoso para bater de frente com ChatGPT e Gemini – Sabiá 4 Thinking (Canaltech)","url":"https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/ia-brasileira-lanca-modelo-poderoso-para-bater-de-frente-com-chatgpt-e-gemini/","verified":true},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (JBCS)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","verified":true},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o grande gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo","verified":true}]},{"name":"WideLabs (Amazônia IA)","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2021,"description":"Criadora da Amazônia IA, apresentada como uma família de LLMs em português 100% nacional, lançada em 2024 com treinamento na Oracle OCI e, depois, em infraestrutura da Ascenty. A WideLabs treinou vários outros modelos Amazônia para uso empresarial e governamental (soberania de dados, implantações on-premises), opera no Brasil, no Chile e em El Salvador e, em 2026, captava uma Série A de US$ 50 milhões, descrita pela imprensa como a 'OpenAI latina'.","tags":["llm","nlp","português","empresarial"],"url":"https://widelabs.ai","significance":4,"sector":"ai","id":77,"ownership":"private","canon":77,"sources":[{"title":"WideLabs","url":"https://widelabs.ai","verified":false},{"title":"WideLabs levanta Série A para LLM na América Latina (Lets Money)","url":"https://www.letsmoney.com.br/noticias/widelabs-serie-a-llm-america-latina/","verified":true},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o grande gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo","verified":true}]},{"name":"NeuralMind","type":"startup","city":"Campinas","state":"SP","founded":2016,"description":"Spin-off da Unicamp cofundada por Rodrigo Nogueira que lançou o BERTimbau (2020), o primeiro modelo BERT em português amplamente utilizado, e desenvolve produtos de compreensão de documentos e automação inteligente para bancos, seguradoras e tribunais. Serviu de berço para a Maritaca AI e para boa parte do talento brasileiro em NLP aplicado.","tags":["nlp","ia para documentos","português"],"url":"https://neuralmind.ai","significance":3,"sector":"ai","id":78,"ownership":"private","canon":78,"sources":[{"title":"NeuralMind","url":"https://neuralmind.ai","verified":false},{"title":"BERTimbau – Portuguese BERT (GitHub, neuralmind-ai)","url":"https://github.com/neuralmind-ai/portuguese-bert","verified":false},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (JBCS)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","verified":true}]},{"name":"Hand Talk","type":"startup","city":"Maceió","state":"AL","founded":2012,"description":"Desenvolve os avatares de IA Hugo e Maya, que traduzem texto e fala para Libras (Língua Brasileira de Sinais) e ASL. Seu aplicativo tem mais de 8 milhões de downloads e 1,3 bilhão de palavras traduzidas, seu plugin para sites é usado por mais de 1.000 organizações, e a ONU o elegeu o melhor aplicativo social em 2013. Adquirida pela empresa norte-americana de comunicação para surdos Sorenson em janeiro de 2025; os fundadores Ronaldo Tenório, Thadeu Luz e Carlos Wanderlan permaneceram.","tags":["acessibilidade","visão computacional","nlp","língua de sinais"],"url":"https://www.handtalk.me","significance":4,"sector":"ai","id":79,"ownership":"private","canon":79,"sources":[{"title":"Hand Talk","url":"https://www.handtalk.me","verified":false},{"title":"Hand Talk – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Hand_Talk","verified":true},{"title":"Sorenson compra startup alagoana Hand Talk (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/ma/sorenson-compra-startup-alagoana-hand-talk/","verified":true}]},{"name":"Semantix","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2010,"description":"Empresa de plataforma de big data e IA fundada por Leonardo Santos; tornou-se a primeira empresa brasileira de IA/dados listada na Nasdaq por meio de uma fusão com SPAC em 2022 (ticker STIX), perdendo depois a listagem na Nasdaq em meio à queda de receita. Sua Semantix Data Platform e seus produtos baseados em LLM têm como alvo os setores bancário, de saúde e de varejo.","tags":["plataforma de dados","empresarial","mlops"],"url":"https://semantix.ai","significance":2,"sector":"ai","id":80,"ownership":"private","canon":80,"sources":[{"title":"Semantix","url":"https://semantix.ai","verified":false},{"title":"O que a estreia do primeiro SPAC de tech do Brasil na Nasdaq diz sobre o mercado (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/2022/08/05/primeiro-spac-de-tech-do-brasil-semantix-estreia-na-nasdaq/","verified":false},{"title":"Com fusão, Semantix entra na Nasdaq e agora vale US$ 1 bilhão (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/com-fusao-semantix-entra-na-nasdaq-e-agora-vale-us-1-bilhao/","verified":false}]},{"name":"BRAiN (Brazilian Artificial Intelligence Network)","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2020,"description":"Aliança corporativa criada por Bradesco, Itaú Unibanco e Vale (à qual outras grandes empresas se juntaram depois) para construir capacidade brasileira em IA, financiar pesquisa aplicada e conectar a indústria às universidades. Posiciona-se como uma rede nacional de P&D pré-competitivo em IA, e não como uma empresa de produtos.","tags":["aliança setorial","p&d"],"url":"https://brain.org.br","significance":2,"sector":"ai","id":81,"ownership":"nonprofit","canon":81,"sources":[{"title":"BRAiN – Brazilian Artificial Intelligence Network","url":"https://brain.org.br","verified":false},{"title":"Universidades e empresas se unem para criar projetos de IA no Brasil (Canaltech)","url":"https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/universidades-e-empresas-se-unem-para-criar-projetos-de-ia-no-brasil-134001/","verified":false}]},{"name":"Cortex Intelligence","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2010,"description":"Empresa carioca de 'inteligência de crescimento' que aplica aprendizado de máquina a dados de vendas e marketing (prospecção B2B, dimensionamento de mercado) e é uma das fornecedoras brasileiras de SaaS de IA mais longevas; integra o ecossistema de IA e dados do Rio ao lado da PUC-Rio e da Petrobras.","tags":["b2b","analytics","ml"],"url":"https://www.cortex-intelligence.com","significance":2,"sector":"ai","id":82,"ownership":"private","canon":82,"sources":[{"title":"Cortex Intelligence","url":"https://www.cortex-intelligence.com","verified":false},{"title":"Empresa brasileira de big data e analytics recebe aporte de R$ 120 milhões (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/especial/cloud/empresa-brasileira-de-big-data-e-analytics-recebe-aporte-de-r-120-milhes/","verified":false},{"title":"Cortex recebe aporte de R$ 260 milhões (Baguete)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/cortex-recebe-aporte-de-r-260-milhoes","verified":false}]},{"name":"Pipefy","type":"startup","city":"Curitiba","state":"PR","founded":2015,"description":"Empresa de automação de processos low-code em trajetória de unicórnio fundada por Alessio Alionço; sua camada Pipefy AI (2023 em diante) gera fluxos de trabalho, agentes e relatórios a partir de linguagem natural. É uma das principais exportadoras de SaaS habilitado por IA do ecossistema paranaense, com grande base de clientes nos EUA.","tags":["automação","agentes","saas"],"url":"https://www.pipefy.com","significance":3,"sector":"ai","id":83,"ownership":"private","canon":83,"sources":[{"title":"Pipefy","url":"https://www.pipefy.com","verified":false},{"title":"Pipefy quer ser a Havaianas da inteligência artificial (InvestNews)","url":"https://investnews.com.br/negocios/pipefy-quer-ser-a-havaianas-da-inteligencia-artificial/","verified":false}]},{"name":"Jusbrasil","type":"company","city":"Salvador","state":"BA","founded":2007,"description":"Maior plataforma de informação jurídica do Brasil (dezenas de milhões de usuários mensais), que lançou em 2024 a Jus IA, uma assistente jurídica generativa ancorada em seu acervo de jurisprudência. Sediada em Salvador, é a principal empresa de IA da lawtech brasileira e grande empregadora de engenheiros de NLP no Nordeste.","tags":["lawtech","nlp","llm"],"url":"https://www.jusbrasil.com.br","significance":3,"sector":"ai","id":84,"ownership":"private","canon":84,"sources":[{"title":"Jusbrasil","url":"https://www.jusbrasil.com.br","verified":false},{"title":"Jusbrasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Jusbrasil","verified":true}]},{"name":"Enter","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2021,"description":"Lawtech que usa IA para gerir e automatizar a defesa de empresas em litígios de consumo em massa. Sua Série A de US$ 36,8 milhões em setembro de 2025, liderada pela Founders Fund com Sequoia, Atlantico e ONE.VC, foi uma das poucas rodadas AI-first entre os dez maiores negócios do Brasil em 2025.","tags":["lawtech","llm","startup"],"url":"https://enter.com.br","significance":2,"sector":"ai","id":85,"ownership":"private","canon":85,"sources":[{"title":"Enter (site oficial)","url":"https://enter.com.br","verified":false},{"title":"Rodadas da semana: startup brasileira Enter atrai Sequoia e Founders Fund e capta US$ 35 milhões (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/startups/rodadas-da-semana-startup-brasileira-enter-atrai-sequoia-e-capta-us-35-milhoes","verified":true},{"title":"Das 10 maiores rodadas brasileiras em 2025, minoria é AI-first (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/das-10-maiores-rodadas-brasileiras-em-2025-minoria-e-ai-first/","verified":true},{"title":"Enter capta R$ 500M e cria 1º unicórnio de IA da América Latina (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/enter-capta-r-500m-e-cria-1o-unicornio-de-ia-da-america-latina/","verified":true}]},{"name":"Zenvia","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2003,"description":"Empresa de comunicação para experiência do cliente listada na Nasdaq (2021) que incorporou IA generativa à Zenvia Customer Cloud para bots de WhatsApp/SMS e assistência a atendentes. Uma das maiores empresas de software do Sul do Brasil a usar IA em escala.","tags":["ia conversacional","cx","saas"],"url":"https://www.zenvia.com","significance":2,"sector":"ai","id":86,"ownership":"private","canon":86,"sources":[{"title":"Zenvia (site oficial)","url":"https://www.zenvia.com","verified":true},{"title":"Zenvia levanta R$ 1,1 bilhão na Nasdaq (Baguete)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/zenvia-levanta-r-11-bilhao-na-nasdaq","verified":true},{"title":"Zenvia completes US$150 million single listing IPO on the Nasdaq (Simpson Thacher, 26/07/2021)","url":"https://www.stblaw.com/about-us/news/view/2021/07/26/zenvia-completes-us$150-million-single-listing-ipo-on-the-nasdaq","verified":false}]},{"name":"Blip (Take Blip)","type":"company","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1999,"description":"Plataforma de IA conversacional que alimenta assistentes de WhatsApp e web para bancos, varejistas e operadoras de telecomunicações brasileiros, com mais de um bilhão de mensagens processadas por mês. Captou US$ 100 milhões da Warburg Pincus em 2021 e implantou 'agentes de IA' baseados em LLM em toda a plataforma; âncora do ecossistema de Belo Horizonte.","tags":["ia conversacional","llm","cx"],"url":"https://www.blip.ai","significance":3,"sector":"ai","id":87,"ownership":"private","canon":87,"sources":[{"title":"Blip (site oficial)","url":"https://www.blip.ai","verified":true},{"title":"Startup mineira Take, de chatbots, recebe aporte de US$ 100 milhões da Warburg Pincus (Exame)","url":"https://exame.com/pme/startup-mineira-take-de-chatbots-recebe-aporte-de-us-100-milhoes/","verified":true},{"title":"Take recebe aporte de US$ 100 milhões (Baguete)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/take-recebe-aporte-de-us-100-milhoes","verified":false}]},{"name":"CI&T","type":"company","city":"Campinas","state":"SP","founded":1995,"description":"Empresa de engenharia digital listada na NYSE que lançou o CI&T Flow, uma plataforma de desenvolvimento de software orientada por IA, e relata que grande parte de seu código já é assistida por IA. Atende clientes globais e é um termômetro da adoção de IA nos serviços de TI brasileiros.","tags":["serviços de ti","programação com ia","empresarial"],"url":"https://ciandt.com","significance":3,"sector":"ai","id":88,"ownership":"private","canon":88,"sources":[{"title":"CI&T (site oficial)","url":"https://ciandt.com","verified":true},{"title":"CI&T (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CI%26T","verified":true},{"title":"CI&T – Investor Relations","url":"https://investors.ciandt.com","verified":false}]},{"name":"Stefanini","type":"company","city":"Jaguariúna","state":"SP","founded":1987,"description":"Maior grupo brasileiro de serviços de TI de capital fechado, com a plataforma de assistente virtual Sophie e ofertas de IA generativa; em setembro de 2026, anunciou uma parceria com a NVIDIA para desenvolver e implantar modelos de IA no Brasil. Opera em mais de 40 países.","tags":["serviços de ti","empresarial","nvidia"],"url":"https://stefanini.com","significance":3,"sector":"ai","id":89,"ownership":"private","canon":89,"sources":[{"title":"Stefanini (site oficial)","url":"https://stefanini.com","verified":true},{"title":"Stefanini IT Solutions (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Stefanini_Group","verified":true},{"title":"NVIDIA e Stefanini anunciam parceria para desenvolver IA no país (Startupi)","url":"https://startupi.com.br/nvidia-enterprise-e-stefanini-anunciam-parceria-para-desenvolver-inteligencia-artificial-no-pais/","verified":true}]},{"name":"TOTVS","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1983,"description":"Maior empresa brasileira de software empresarial (ERP), com a plataforma de dados e IA Carol e um conjunto crescente de assistentes de IA generativa embarcados em seus produtos, usados por cerca de 70 mil empresas. Seu alcance de distribuição faz dela um canal fundamental para a adoção de IA na indústria brasileira de médio porte.","tags":["erp","empresarial","plataforma de ia"],"url":"https://www.totvs.com","significance":3,"sector":"ai","id":90,"ownership":"private","canon":90,"sources":[{"title":"TOTVS (site oficial)","url":"https://www.totvs.com","verified":false},{"title":"Totvs (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Totvs","verified":true},{"title":"TOTVS – Relações com Investidores","url":"https://ri.totvs.com","verified":false}]},{"name":"Nubank","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Maior banco digital da América Latina (mais de 100 milhões de clientes) e uma das empresas brasileiras mais intensivas em IA: adquiriu a startup de IA Hyperplane (junho de 2024), firmou uma parceria com a OpenAI para toda a empresa (março de 2025) e anunciou em abril de 2026 um centro dedicado de IA em Palo Alto como parte de uma expansão de R$ 2,5 bilhões em cinco anos nos EUA.","tags":["fintech","llm","ml","big data"],"url":"https://nubank.com.br","significance":4,"sector":"ai","id":91,"ownership":"private","canon":220,"sources":[{"title":"Nubank (site oficial)","url":"https://nubank.com.br","verified":true},{"title":"Nubank (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":true},{"title":"Nubank adquire Hyperplane para acelerar estratégia de IA (Nubank Newsroom, 26/06/2024)","url":"https://international.nubank.com.br/pt-br/companhia/nubank-adquire-hyperplane-para-acelerar-estrategia-de-ia/","verified":true},{"title":"Nubank anuncia centro de IA em Palo Alto (Lets Money)","url":"https://www.letsmoney.com.br/noticias/nubank-centro-ia-palo-alto-eua/","verified":true}]},{"name":"iFood","type":"company","city":"Osasco","state":"SP","founded":2011,"description":"Líder em delivery de comida que, em outubro de 2025, lançou com a Prosus um Large Commerce Model (LCM) proprietário e a assistente Ailo para pedidos via aplicativo e WhatsApp; relata um aumento de 66% na conversão de recomendações e um modelo 60 vezes mais barato do que modelos comerciais comparáveis. Suas equipes de dados e IA estão entre as maiores da tecnologia brasileira.","tags":["sistemas de recomendação","llm","e-commerce"],"url":"https://www.ifood.com.br","significance":4,"sector":"ai","id":92,"ownership":"foreign-multinational","canon":92,"sources":[{"title":"iFood (site oficial)","url":"https://www.ifood.com.br","verified":false},{"title":"iFood (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/IFood","verified":true},{"title":"iFood lança modelo de IA proprietário e assistente para pedidos via WhatsApp (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/ifood-lanca-modelo-de-ia-proprietario-e-assistente-para-pedidos-via-whatsapp/","verified":true}]},{"name":"Mercado Livre","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1999,"description":"Maior plataforma de e-commerce e fintech da América Latina, com grandes operações de engenharia no Brasil; construiu a plataforma de IA generativa Verdi sobre o GPT-4o para atendimento ao cliente e operações e usa ML em logística, fraude e crédito. Está entre os maiores empregadores privados em IA do país.","tags":["e-commerce","llm","ml"],"url":"https://www.mercadolivre.com.br","significance":3,"sector":"ai","id":93,"ownership":"foreign-multinational","canon":93,"sources":[{"title":"Mercado Livre (site oficial)","url":"https://www.mercadolivre.com.br","verified":false},{"title":"Mercado Livre (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_Livre","verified":true},{"title":"Mercado Libre: Verdi, plataforma de IA com GPT-4o (OpenAI)","url":"https://openai.com/index/mercado-libre/","verified":true}]},{"name":"Stone (StoneCo)","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Empresa de pagamentos e software listada na Nasdaq que aplica ML a análise de crédito, fraude e serviços para lojistas e se comprometeu publicamente com copilotos de IA generativa para sua base de PMEs; representativa da adoção de IA em fintechs para além do Nubank.","tags":["fintech","ml"],"url":"https://www.stone.com.br","significance":2,"sector":"ai","id":94,"ownership":"private","canon":223,"sources":[{"title":"Stone (site oficial)","url":"https://www.stone.com.br","verified":true},{"title":"Stone Pagamentos (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Stone_Pagamentos","verified":true},{"title":"StoneCo – Investor Relations","url":"https://investors.stone.co","verified":false}]},{"name":"Magalu / Luiza Labs","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2014,"description":"Unidade de tecnologia interna do Magazine Luiza (Luiza Labs) que criou a influenciadora virtual e assistente Lu e a Magalu Cloud, e vem incorporando IA generativa a busca, atendimento ao cliente e ferramentas para vendedores em todo o marketplace da varejista.","tags":["varejo","ia conversacional","nuvem"],"url":"https://www.magazineluiza.com.br","significance":2,"sector":"ai","id":95,"ownership":"private","canon":95,"sources":[{"title":"Magazine Luiza (site oficial)","url":"https://www.magazineluiza.com.br","verified":true},{"title":"Magazine Luiza (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Magazine_Luiza","verified":true},{"title":"Luizalabs","url":"https://luizalabs.com","verified":true}]},{"name":"Solinftec","type":"startup","city":"Goiânia","state":"GO","founded":2016,"description":"Agtech cuja plataforma de IA gerencia operações e insumos agrícolas; sua Série D de US$ 52,8 milhões em maio de 2025, liderada pela YvY Capital, foi a maior rodada AI-first brasileira de 2025, evidenciando a agricultura como domínio de destaque da IA aplicada no Brasil.","tags":["agtech","ml"],"url":"https://www.solinftec.com","significance":2,"sector":"ai","id":96,"ownership":"private","canon":96,"sources":[{"title":"Solinftec (site oficial)","url":"https://www.solinftec.com","verified":true},{"title":"Solinftec atinge maioridade com R$ 1,3 bilhão captados (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/solinftec-atinge-maioridade-com-r-13-bilhao-captados-e-de-olho-em-recursos-externos","verified":true},{"title":"Das 10 maiores rodadas brasileiras em 2025, minoria é AI-first (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/das-10-maiores-rodadas-brasileiras-em-2025-minoria-e-ai-first/","verified":true},{"title":"Solinftec expands U.S. footprint 243%, deploys 100 autonomous robots (Solinftec, Feb 2026)","url":"https://www.solinftec.com/en-us/blog/solinftec-expands-u-s-footprint-243-deploys-100-autonomous-robots-as-it-showcases-next-generation-solix-system-at-commodity-classic-2026/","verified":true}]},{"name":"Kunumi","type":"startup","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2015,"description":"Consultoria e estúdio de produtos de IA de Minas Gerais fundados por Marcelo Pimenta e Gustavo Dias, que desenvolve soluções de aprendizado de máquina para saúde, finanças e indústria e é um polo de talentos formados na UFMG.","tags":["consultoria","ml"],"url":"https://kunumi.com","significance":1,"sector":"ai","id":97,"ownership":"private","canon":97,"sources":[{"title":"Kunumi (site oficial)","url":"https://kunumi.com","verified":true},{"title":"Bradesco adquire Kunumi, spin-off de IA da UFMG (Diário do Comércio)","url":"https://diariodocomercio.com.br/negocios/bradesco-adquire-kunumi-ufmg/","verified":true},{"title":"Kunumi: spin-off do DCC/UFMG (UFMG Online)","url":"https://www.ufmg.br/online/arquivos/046240.shtml","verified":false}]},{"name":"PBIA – Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2024-2028","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Plano nacional de IA lançado em 30 de julho de 2024, com cerca de R$ 23 bilhões previstos até 2028 em cinco eixos (infraestrutura, formação, inovação, governança, internacionalização). Entre os itens principais estão um supercomputador soberano, a nuvem de governo (R$ 1 bilhão, Serpro/Dataprev), a capacitação de 115 mil servidores públicos e o mapeamento de 2.000 bases de dados públicas; após um ano, observadores notaram que a maioria dos projetos ainda estava em estágio inicial, com poucos indicadores publicados.","tags":["política pública","ia soberana","financiamento"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2024/07/plano-brasileiro-de-ia-tera-supercomputador-e-investimento-de-r-23-bilhoes-em-quatro-anos","significance":5,"sector":"ai","id":98,"ownership":"program-policy","canon":346,"sources":[{"title":"Plano Brasileiro de IA terá supercomputador e investimento de R$ 23 bilhões em quatro anos (MCTI, 30/07/2024)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2024/07/plano-brasileiro-de-ia-tera-supercomputador-e-investimento-de-r-23-bilhoes-em-quatro-anos","verified":true},{"title":"Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial: o que está sendo feito (DPL News)","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","verified":true},{"title":"Supercomputador de R$ 1 bi no RN segue plano de soberania digital e IA no Brasil (Movimento Econômico)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Supercomputador do PBIA está no top 100 global (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=260907","verified":true}]},{"name":"PL 2338/2023 – Marco Legal da IA","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2023,"description":"Projeto de lei de IA baseado em risco, inspirado no AI Act da UE (níveis de risco proibido, alto e baixo; avaliações de impacto algorítmico; multas de até 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões), aprovado por unanimidade no Senado em 10 de dezembro de 2024. Na Câmara desde março de 2025, sob relatoria de Aguinaldo Ribeiro e com comissão especial presidida por Luisa Canziani; o Executivo enviou em dezembro de 2025 um projeto complementar criando um Sistema Nacional de IA (SIA) coordenado pela ANPD. No fim de 2026, a votação em plenário seguia pendente, com direitos autorais e responsabilidade civil como principais pontos de disputa.","tags":["regulação","política pública","ética"],"url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233","significance":5,"sector":"ai","id":99,"ownership":"program-policy","canon":99,"intl":{"international":"O PL 2338 segue a arquitetura baseada em risco do AI Act europeu, em vigor desde agosto de 2024 com obrigações escalonadas até 2027, e afasta-se do modelo norte-americano, que não tem lei federal e avança por ordens executivas e leis estaduais. Na América Latina, Chile e Peru discutem ou aprovaram marcos semelhantes, e o Brasil é observado como potencial 'efeito Bruxelas' regional. A disputa sobre direitos autorais ecoa debates na UE (código de práticas para modelos de propósito geral) e nos tribunais dos EUA. A proposta do Executivo de um Sistema Nacional de IA coordenado pela ANPD aproxima o país do arranjo europeu de autoridades nacionais, com escritório central e supervisão setorial.","future":"A votação em plenário da Câmara não ocorreu antes das eleições de outubro de 2026, após sucessivos adiamentos em 2025-2026 e sem acordo sobre remuneração por uso de obras no treinamento e responsabilidade civil. O texto pode ser retomado em 2027 por um novo Congresso, com risco de envelhecer frente à evolução técnica e de ser diluído por pressões de plataformas e do agronegócio. Observar: o relatório de Aguinaldo Ribeiro, o papel da ANPD, a convivência com a regulação setorial (BCB, Anatel, Anvisa) e a eventual exigência de avaliação de impacto algorítmico. A oportunidade é dar previsibilidade a investidores; o risco é um marco rígido que onere startups nacionais sem alcançar as big techs.","sources":[{"title":"Teletime: parlamentares tentam retomar cronograma para PL de IA (maio 2026)","url":"https://teletime.com.br/04/05/2026/parlamentares-tentam-retomar-cronograma-para-pl-de-ia/"},{"title":"Teletime: votação do PL de IA antes das eleições é improvável","url":"https://teletime.com.br/25/03/2026/votacao-do-pl-de-ia-antes-das-eleicoes-e-improvavel/"},{"title":"Teletime: PL de IA fica para fevereiro de 2026","url":"https://teletime.com.br/16/12/2025/pl-de-inteligencia-artificial-fica-para-fevereiro-de-2026/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"PL 2338/2023 – Marco Legal da Inteligência Artificial (Senado Federal)","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233","verified":true},{"title":"PL de inteligência artificial fica para fevereiro de 2026 (Teletime)","url":"https://teletime.com.br/16/12/2025/pl-de-inteligencia-artificial-fica-para-fevereiro-de-2026/","verified":true},{"title":"PL 2338: marco legal da IA no Brasil em 2026 (IA Locus)","url":"https://ialocus.com.br/blog/post-pl-2338-marco-legal-ia-brasil-2026","verified":true},{"title":"PL 2338/2023 – situação atual (LCF Monitor)","url":"https://monitor.lcfconsulting.com.br/proposicoes/pl-2338-2023/","verified":true}]},{"name":"REDATA – Regime Especial para Data Centers","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2025,"description":"Regime tributário editado inicialmente como medida provisória em setembro de 2025 e sancionado como Lei 15.504 em 15 de setembro de 2026, que suspende imposto de importação, PIS/Cofins e IPI sobre equipamentos de data center em troca de energia 100% renovável, limites rigorosos de eficiência hídrica, 2% de investimento em P&D local e reserva de pelo menos 10% da capacidade para o mercado doméstico (8% nas regiões Norte/Nordeste/Centro-Oeste). O governo estima R$ 5,2 bilhões em renúncia fiscal em 2026; é a principal ponte de política pública entre a computação para IA e o boom de data centers no Brasil.","tags":["política pública","computação","data center"],"url":"https://www.planalto.gov.br","significance":4,"sector":"ai","id":100,"ownership":"program-policy","canon":350,"sources":[{"title":"Lei nº 15.504, de 15 de setembro de 2026 – Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15504.htm","verified":true},{"title":"Lula sanciona REDATA e cria regime fiscal para data centers no Brasil (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/lula-sanciona-redata-e-cria-regime-fiscal-para-data-centers-no-brasil/","verified":true},{"title":"O que é o Redata, o regime fiscal para data centers (eixos)","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/o-que-e-o-redata-o-regime-fiscal-para-data-centers/","verified":true},{"title":"Manifesto pela aprovação da MP 1318/25 (Redata) – Brasscom","url":"https://brasscom.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Manifesto-pela-aprovacao-da-MP-1318.25_REDATA_assinada_v.13.pdf","verified":true}]},{"name":"MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1985,"description":"Ministério responsável pelo PBIA, pelos supercomputadores Santos Dumont e da UFRN, pela Fábrica de IA Distribuída (R$ 35 milhões, dez. de 2025, com Telebras, Scala e Piauí) e pelo programa estruturante IA Brasil no âmbito do FNDCT. A ministra Luciana Santos tem enquadrado a IA em torno da 'soberania digital' e da cooperação no BRICS, incluindo a parceria de 2026 com Huawei/iFlytek para um LLM nacional.","tags":["governo","política pública","financiamento"],"url":"https://www.gov.br/mcti","significance":4,"sector":"ai","id":101,"ownership":"public-institution","canon":321,"sources":[{"title":"Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (site oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br","verified":true},{"title":"Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ministério_da_Ciência,_Tecnologia_e_Inovação","verified":true},{"title":"Lula anuncia parceria com empresas da China para desenvolver IA no Brasil (Gazeta do Povo)","url":"https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lula-anuncia-parceria-com-empresas-da-china-para-desenvolver-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Brasil terá Fábrica de IA Distribuída (Baguete, 10/12/2025)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/brasil-tera-fabrica-de-ia-distribuida","verified":true}]},{"name":"ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2018,"description":"Autoridade de proteção de dados que deverá coordenar o Sistema Nacional de IA (SIA) previsto no PL 2338 e que já atua sobre IA por meio da aplicação da LGPD, incluindo a suspensão, em 2024, do uso de dados de usuários brasileiros pela Meta para treinamento de IA. Seria o regulador residual de IA ao lado das agências setoriais.","tags":["regulação","privacidade"],"url":"https://www.gov.br/anpd","significance":3,"sector":"ai","id":102,"ownership":"public-institution","canon":333,"sources":[{"title":"Autoridade Nacional de Proteção de Dados (site oficial)","url":"https://www.gov.br/anpd/pt-br","verified":true},{"title":"Autoridade Nacional de Proteção de Dados (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Autoridade_Nacional_de_Proteção_de_Dados","verified":true},{"title":"Meta é proibida de usar dados de brasileiros para treinar IA (Poder360, 02/07/2024)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-tech/meta-e-proibida-de-usar-dados-de-brasileiros-para-treinar-ia/","verified":true}]},{"name":"Financiamento de IA pela FINEP / BNDES","type":"government","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1967,"description":"A Finep (com o FNDCT) e o BNDES são os principais financiadores públicos dos projetos do PBIA, incluindo o programa estruturante 'IA Brasil', linhas de crédito subsidiado para startups de IA e as aquisições de supercomputadores. A Finep também financia os centros de competência em IA vinculados à Embrapii.","tags":["financiamento","governo"],"url":"https://www.finep.gov.br","significance":3,"sector":"ai","id":103,"ownership":"federal-soe","canon":103,"sources":[{"title":"Finep (site oficial)","url":"https://www.finep.gov.br","verified":false},{"title":"BNDES (site oficial)","url":"https://www.bndes.gov.br","verified":true},{"title":"Financiadora de Estudos e Projetos (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Financiadora_de_Estudos_e_Projetos","verified":true},{"title":"Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep e projetam R$ 30 bilhões para inovação até 2028 (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","verified":true}]},{"name":"FAPESP","type":"government","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1962,"description":"Fundação de pesquisa do estado de São Paulo que cofinancia o C4AI (com a IBM), os Centros de Pesquisa Aplicada em IA (CPAs) selecionados com o MCTI e o CGI.br em 2021 e muitos recursos em língua portuguesa; o financiador de pesquisa em IA mais importante do Brasil.","tags":["financiamento","pesquisa"],"url":"https://fapesp.br","significance":4,"sector":"ai","id":104,"ownership":"public-institution","canon":615,"sources":[{"title":"FAPESP (site oficial)","url":"https://fapesp.br","verified":true},{"title":"Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundação_de_Amparo_à_Pesquisa_do_Estado_de_São_Paulo","verified":true},{"title":"Relatório de atividades FAPESP 2024 mostra recuperação das instituições científicas de São Paulo (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/relatorio-de-atividades-fapesp-2024-mostra-a-recuperacao-do-desempenho-das-instituicoes-cientificas-de-sao-paulo-pos-pandemia/","verified":true},{"title":"Brasil abre centro de inteligência artificial dedicado à ciência e inovação – C4AI (Última Hora)","url":"https://www.ultimahora.com/brasil-abre-centro-inteligencia-artificial-dedicado-ciencia-e-innovacion-n2909515","verified":true}]},{"name":"SoberanIA / Fábrica de IA Distribuída","type":"government","city":"Teresina","state":"PI","founded":2025,"description":"Programa de IA soberana estadual-federal: a Fábrica de IA do Piauí treina pequenos modelos em português implantados pela plataforma SoberanIA (por exemplo, boletins de ocorrência via WhatsApp, encaminhamento a vagas de emprego), enquanto a Fábrica de IA Distribuída do MCTI (lançada em 9 de dezembro de 2025 com R$ 35 milhões) conecta o Cofre de Dados da Telebras, em Brasília, e o 'Distrito Soberano' da Scala em Eldorado do Sul. O Piauí relata custos 65% menores do que os de LLMs comerciais.","tags":["ia soberana","slm","governo"],"url":"https://www.pi.gov.br","significance":3,"sector":"ai","id":105,"ownership":"program-policy","canon":105,"sources":[{"title":"Governo do Estado do Piauí (site oficial)","url":"https://www.pi.gov.br","verified":true},{"title":"SoberanIA amplia iniciativa de desenvolvimento de IA no Brasil (Teletime, 09/12/2025)","url":"https://teletime.com.br/09/12/2025/soberania-amplia-iniciativa-de-desenvolvimento-de-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Brasil terá Fábrica de IA Distribuída (Baguete, 10/12/2025)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/brasil-tera-fabrica-de-ia-distribuida","verified":true},{"title":"Soberania de IA no Brasil: por que CIOs estão trocando LLMs globais por SLMs em 2026 (Computer Weekly)","url":"https://www.computerweekly.com/br/reportagen/Soberania-de-IA-no-Brasil-Por-que-CIOs-estao-trocando-LLMs-globais-por-SLMs-em-2026","verified":true}]},{"name":"Serpro / Nuvem de Governo","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1964,"description":"Empresa federal de TI (junto com a Dataprev) que opera a nuvem de governo soberana de R$ 1 bilhão prevista no PBIA e signatária das parcerias do MCTI com empresas chinesas para IA em 2025-26; em 2026, reuniu uma aliança público-privada pela 'IA soberana' e hospeda implantações de LLMs governamentais para serviços tributários e ao cidadão.","tags":["governo","nuvem","ia soberana"],"url":"https://www.serpro.gov.br","significance":3,"sector":"ai","id":106,"ownership":"federal-soe","canon":106,"sources":[{"title":"Serpro (site oficial)","url":"https://www.serpro.gov.br","verified":true},{"title":"Serviço Federal de Processamento de Dados (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Serviço_Federal_de_Processamento_de_Dados","verified":true},{"title":"Lula anuncia parceria com empresas da China para desenvolver IA no Brasil (Gazeta do Povo)","url":"https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lula-anuncia-parceria-com-empresas-da-china-para-desenvolver-ia-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"LNCC / Supercomputador Santos Dumont","type":"infrastructure","city":"Petrópolis","state":"RJ","founded":1980,"description":"O Laboratório Nacional de Computação Científica opera o Santos Dumont, principal supercomputador acadêmico do Brasil, ampliado em quatro vezes com a Petrobras (US$ 19,4 milhões, Eviden BullSequana XH3000) para cerca de 17 petaflops e classificado em 89º lugar no TOP500 de novembro de 2024 como o 'primeiro passo' do PBIA. Uma nova expansão de R$ 1,8 bilhão está prevista até 2028, e o LNCC também operará a nova máquina de R$ 1 bilhão da UFRN.","tags":["computação","hpc","infraestrutura"],"url":"https://www.lncc.br","significance":5,"sector":"ai","id":107,"ownership":"public-institution","canon":107,"intl":{"international":"O Santos Dumont, com cerca de 17-20 petaflops e 89º lugar no TOP500 de novembro de 2024, é modesto frente à EuroHPC (JUPITER, primeiro exaflop europeu em 2025), ao programa indiano de IA (AIRAWAT) ou às máquinas de laboratórios nacionais dos EUA, mas é o principal recurso acadêmico da América Latina ao lado da argentina Clementina XXI. Sua ampliação de 2024 foi paga pela Petrobras via cláusula de P&D da ANP, com tecnologia Eviden (BullSequana), evidenciando a dependência de fornecedores europeus e de GPUs Nvidia. O LNCC cumpre papel semelhante ao do Barcelona Supercomputing Center: hospedar, treinar e distribuir tempo de máquina para pesquisa pública, com crescente demanda de IA generativa.","future":"O LNCC terá de operar duas trajetórias ao mesmo tempo: a expansão de R$ 1,8 bilhão do Santos Dumont até 2028 e o novo supercomputador de IA de cerca de R$ 1 bilhão e 7.200 petaflops (FP16) no parque PAX de Macaíba, cuja seleção pública foi lançada em agosto de 2026 com operação prevista para o fim de 2027. Pontos críticos: energia e refrigeração, contratação e retenção de equipe, regras de acesso para empresas e startups, e exposição a controles de exportação de chips. Riscos: atrasos de licitação e obsolescência rápida do hardware. Oportunidade: tornar-se a espinha dorsal computacional do PBIA e de um LLM nacional, com transferência de tecnologia prevista no contrato.","sources":[{"title":"LNCC: expansão do supercomputador Santos Dumont","url":"https://www.gov.br/lncc/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias-1/expansao-do-supercomputador-santos-dumont"},{"title":"Economic News Brasil: supercomputador de IA custará R$ 1 bi, mas não aposentará o Santos Dumont","url":"https://economicnewsbrasil.com.br/2026/08/22/supercomputador-brasileiro-ia-santos-dumont/"},{"title":"DPL News: supercomputador do PBIA está no top 100 global","url":"https://dplnews.com/?p=260907"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Laboratório Nacional de Computação Científica (site oficial)","url":"https://www.gov.br/lncc/pt-br","verified":true},{"title":"Supercomputador SDumont – LNCC","url":"https://sdumont.lncc.br","verified":true},{"title":"Santos Dumont (supercomputer) (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Santos_Dumont_(supercomputer)","verified":true},{"title":"Supercomputador do PBIA está no top 100 global (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=260907","verified":true}]},{"name":"Supercomputador PBIA no PAX/UFRN","type":"infrastructure","city":"Macaíba","state":"RN","founded":2026,"description":"Supercomputador soberano de IA de R$ 1 bilhão anunciado por Lula em 20 de agosto de 2026, a ser instalado no Parque Tecnológico Augusto Severo da UFRN, perto de Natal, e operado pelo LNCC com recursos do FNDCT. Especificado em cerca de 7,2 exaflops FP16 (alegadamente entre os dez maiores do mundo), com exigências no edital de transferência de tecnologia, capacitação de 5.000 pessoas e fornecedores brasileiros; a operação é prevista para o fim de 2027.","tags":["computação","ia soberana","hpc"],"url":"https://www.ufrn.br","significance":4,"sector":"ai","id":108,"ownership":"public-institution","canon":108,"sources":[{"title":"Universidade Federal do Rio Grande do Norte (site oficial)","url":"https://www.ufrn.br","verified":true},{"title":"Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Norte","verified":true},{"title":"Supercomputador de R$ 1 bi no RN segue plano de soberania digital e IA no Brasil (Movimento Econômico)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Supercomputador do PBIA está no top 100 global (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=260907","verified":true}]},{"name":"Projeto de LLM nacional RNP–Huawei–iFlytek","type":"infrastructure","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2026,"description":"Parceria de R$ 1,276 bilhão e cinco anos anunciada em agosto de 2026, na qual a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, com as empresas chinesas Huawei e iFlytek, constrói infraestrutura de supercomputação no estado do Rio de Janeiro para treinar LLMs nacionais em língua portuguesa, com início em julho de 2027. É o esforço de 'LLM nacional' com apoio governamental mais concreto e um marco da diplomacia de IA alinhada ao BRICS.","tags":["llm","ia soberana","computação","china"],"url":"https://www.rnp.br","significance":4,"sector":"ai","id":109,"ownership":"program-policy","canon":109,"sources":[{"title":"RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (site oficial)","url":"https://www.rnp.br","verified":true},{"title":"Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Nacional_de_Ensino_e_Pesquisa","verified":true},{"title":"Lula anuncia parceria com empresas da China para desenvolver IA no Brasil (Gazeta do Povo)","url":"https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lula-anuncia-parceria-com-empresas-da-china-para-desenvolver-ia-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"HPC da Petrobras (Pégaso, Dragão, Atlas)","type":"infrastructure","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2019,"description":"A Petrobras opera os supercomputadores corporativos mais potentes da América Latina (o Pégaso, construído pela Atos/Eviden, com cerca de 21 PF, além de Dragão e Atlas) para imageamento sísmico e IA de reservatórios, anunciou R$ 500 milhões para cinco novas máquinas em 2024 e cofinanciou a ampliação do Santos Dumont. Várias das entradas do Brasil no TOP500 são sistemas da Petrobras.","tags":["computação","hpc","energia"],"url":"https://petrobras.com.br","significance":3,"sector":"ai","id":110,"ownership":"federal-soe","canon":110,"sources":[{"title":"Petrobras – Inovação e tecnologia (CENPES e supercomputadores)","url":"https://petrobras.com.br/inovacao-e-tecnologia","verified":true},{"title":"Petrobras (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras","verified":true},{"title":"TOP500 List – November 2024","url":"https://www.top500.org/lists/top500/2024/11/","verified":true}]},{"name":"Centro de Supercomputação do SENAI CIMATEC","type":"infrastructure","city":"Salvador","state":"BA","founded":2002,"description":"Centro de P&D industrial da Bahia que opera supercomputadores listados no TOP500 (por exemplo, o Ogbon) e um centro de referência em IA e robótica usado em projetos da Petrobras, da Shell e da Embraer, dando ao Nordeste seu principal hub de HPC e IA aplicada.","tags":["computação","hpc","indústria"],"url":"https://www.senaicimatec.com.br","significance":3,"sector":"ai","id":111,"ownership":"parastatal","canon":111,"sources":[{"title":"SENAI CIMATEC (site oficial)","url":"https://www.senaicimatec.com.br","verified":true},{"title":"Embrapii escolhe Senai Cimatec em Salvador para investir em centro de tecnologia quântica (Mercado & Consumo)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2023/inovacao/embrapii-escolhe-senai-cimatec-em-salvador-para-investir-em-centro-de-tecnologia-quantica/","verified":true},{"title":"Copa do Mundo de Robótica reúne em Salvador participantes de 40 países (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/tecnologia-e-inovacao/copa-do-mundo-de-robotica-reune-em-salvador-participantes-de-40-paises/","verified":true}]},{"name":"Scala AI City (Eldorado do Sul)","type":"infrastructure","city":"Eldorado do Sul","state":"RS","founded":2024,"description":"Campus de IA de múltiplos gigawatts da Scala Data Centers no Rio Grande do Sul, com um 'Distrito Soberano' planejado de 500 MW vinculado à Fábrica de IA Distribuída do MCTI e apresentado como computação soberana movida a energia renovável; o maior projeto de data center para IA anunciado no país e candidato a beneficiário do REDATA.","tags":["data center","computação","ia soberana"],"url":"https://scaladatacenters.com","significance":3,"sector":"ai","id":112,"ownership":"private","canon":112,"sources":[{"title":"Scala Data Centers – AI City","url":"https://scaladatacenters.com","verified":true},{"title":"SoberanIA amplia iniciativa de desenvolvimento de IA no Brasil (Teletime, 09/12/2025)","url":"https://teletime.com.br/09/12/2025/soberania-amplia-iniciativa-de-desenvolvimento-de-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Brasil terá Fábrica de IA Distribuída (Baguete, 10/12/2025)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/brasil-tera-fabrica-de-ia-distribuida","verified":true},{"title":"Lula sanciona REDATA e cria regime fiscal para data centers no Brasil (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/lula-sanciona-redata-e-cria-regime-fiscal-para-data-centers-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Google Brasil (centros de engenharia)","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2005,"description":"O centro de engenharia do Google em Belo Horizonte (2005) foi o primeiro da empresa na América Latina; um segundo centro, com cerca de 400 engenheiros e foco em IA, segurança e acessibilidade, foi inaugurado na USP/IPT, em São Paulo, em 28 de maio de 2026, junto com o compromisso de capacitar 1 milhão de brasileiros em IA até o fim de 2026. A pesquisa do Gemini e o trabalho de NLP em português do Google se apoiam fortemente nessas equipes.","tags":["big tech","llm","engenharia"],"url":"https://blog.google/intl/pt-br/","significance":4,"sector":"ai","id":113,"ownership":"foreign-multinational","canon":113,"sources":[{"title":"Blog do Google Brasil","url":"https://blog.google/intl/pt-br/","verified":true},{"title":"Google inaugura centro de engenharia na USP com foco em IA e startups (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2026/05/google-inaugura-centro-de-engenharia-na-usp-com-foco-em-ia-e-startups/","verified":true}]},{"name":"Microsoft Brasil","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1989,"description":"Anunciou R$ 14,7 bilhões (set. de 2024) para infraestrutura de nuvem e IA no Brasil, concluiu dois data centers de IA no estado de São Paulo em janeiro de 2026 (anunciados em 11 de fevereiro de 2026) e se comprometeu a capacitar 5 milhões de pessoas em IA. Também é uma das principais nuvens para startups brasileiras de LLM via Azure OpenAI.","tags":["big tech","nuvem","data center"],"url":"https://www.microsoft.com/pt-br","significance":4,"sector":"ai","id":114,"ownership":"foreign-multinational","canon":114,"sources":[{"title":"Microsoft News Center Brasil","url":"https://news.microsoft.com/pt-br/","verified":true},{"title":"Microsoft divulga a abertura de dois data centers de IA no Brasil (DCD)","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/microsoft-divulga-a-abertura-de-dois-data-centers-de-ia-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Amazon Web Services Brasil","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"A região da AWS em São Paulo (2011) hospeda grande parte da carga de trabalho de IA do Brasil; a AWS anunciou R$ 10,1 bilhões até 2034 para a expansão de data centers em São Paulo e conduz programas de Bedrock/SageMaker com startups brasileiras e o governo.","tags":["big tech","nuvem"],"url":"https://aws.amazon.com/pt/","significance":3,"sector":"ai","id":115,"ownership":"foreign-multinational","canon":115,"sources":[{"title":"Amazon Web Services (site em português)","url":"https://aws.amazon.com/pt/","verified":true},{"title":"AWS anuncia investimento de R$ 10 bi em data centers em São Paulo (Teletime, 11/09/2024)","url":"https://teletime.com.br/11/09/2024/aws-anuncia-investimento-de-r-10-bi-em-data-centers-em-sao-paulo/","verified":true},{"title":"AWS anuncia investimento de R$ 10,1 bi em data centers em São Paulo (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=249034","verified":false}]},{"name":"IBM Research Brasil","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2010,"description":"Laboratório brasileiro da IBM (São Paulo e Rio) que cofinancia o C4AI na USP (US$ 20 milhões em dez anos com a FAPESP) e pesquisa IA para recursos naturais, NLP em português e modelos de fundação; a USP aderiu à AI Alliance, liderada por IBM e Meta, em 2024.","tags":["big tech","pesquisa","nlp"],"url":"https://research.ibm.com/labs/brazil","significance":3,"sector":"ai","id":116,"ownership":"foreign-multinational","canon":116,"sources":[{"title":"IBM Research – Brazil","url":"https://research.ibm.com/labs/brazil","verified":true},{"title":"Brasil abre centro de inteligência artificial dedicado à ciência e inovação – C4AI (Última Hora)","url":"https://www.ultimahora.com/brasil-abre-centro-inteligencia-artificial-dedicado-ciencia-e-innovacion-n2909515","verified":true},{"title":"C4AI – Center for Artificial Intelligence (USP/IBM/FAPESP)","url":"https://c4ai.inova.usp.br","verified":true}]},{"name":"Meta Brasil","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"O Brasil é um dos maiores mercados da Meta e um dos principais locais de implantação da Meta AI no WhatsApp; a decisão da ANPD de julho de 2024 suspendendo o uso de dados de usuários brasileiros pela Meta para treinamento de IA tornou-se um caso emblemático da governança de IA no Brasil.","tags":["big tech","llm","regulação"],"url":"https://about.meta.com","significance":2,"sector":"ai","id":117,"ownership":"foreign-multinational","canon":117,"sources":[{"title":"Meta – About","url":"https://www.meta.com/about/","verified":true},{"title":"Meta é proibida de usar dados de brasileiros para treinar IA (Poder360, 02/07/2024)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-tech/meta-e-proibida-de-usar-dados-de-brasileiros-para-treinar-ia/","verified":true},{"title":"Meta suspende ferramentas de GenAI no Brasil (Baguete)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/meta-suspende-ferramentas-de-genai-no-brasil","verified":false}]},{"name":"NVIDIA no Brasil","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2023,"description":"A NVIDIA não tem laboratório local, mas ancora o ecossistema de computação do Brasil por meio de parcerias: Stefanini (set. de 2026) para o desenvolvimento de modelos nacionais de IA, Claro e Scala para nuvens de GPU, e os sistemas de HPC da Petrobras/Eviden. Os custos de importação de GPUs seguem como uma das principais queixas dos desenvolvedores brasileiros de LLMs.","tags":["big tech","computação","gpu"],"url":"https://www.nvidia.com/pt-br/","significance":2,"sector":"ai","id":118,"ownership":"foreign-multinational","canon":118,"sources":[{"title":"NVIDIA Brasil (site oficial)","url":"https://www.nvidia.com/pt-br/","verified":true},{"title":"NVIDIA e Stefanini anunciam parceria para desenvolver IA no país (Startupi)","url":"https://startupi.com.br/nvidia-enterprise-e-stefanini-anunciam-parceria-para-desenvolver-inteligencia-artificial-no-pais/","verified":true},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o grande gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo","verified":true}]},{"name":"Embraer","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1969,"description":"Fabricante aeroespacial que aplica IA a otimização de projetos, manutenção preditiva e autonomia (via Embraer-X e a unidade de eVTOL Eve), com destaque na Hannover Messe 2026; também mantém parcerias com o Google Cloud e universidades brasileiras em IA para engenharia.","tags":["aeroespacial","ia industrial"],"url":"https://embraer.com","significance":2,"sector":"ai","id":119,"ownership":"mixed-golden-share","canon":489,"sources":[{"title":"Embraer (site oficial)","url":"https://embraer.com","verified":true},{"title":"Embraer (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer","verified":true},{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true},{"title":"Embraer forecasts delivery growth as backlog jumps 20% (Leeham News, Mar 2026)","url":"https://leehamnews.com/2026/03/06/embraer-forecasts-delivery-growth-as-backlog-jumps-20/","verified":true}]},{"name":"C4AI – Centro de Inteligência Artificial (USP/IBM/FAPESP)","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2020,"description":"Dirigido por Fabio Cozman, o C4AI foi lançado em outubro de 2020 com até US$ 20 milhões em dez anos da FAPESP e da IBM, mais de 100 pesquisadores nos campi da USP em São Paulo e São Carlos e projetos em NLP em português, resposta a perguntas sobre a Amazônia Azul, agricultura, reabilitação de AVC e futuro do trabalho. É o principal centro acadêmico de IA do Brasil.","tags":["nlp","pesquisa","academia"],"url":"https://c4ai.inova.usp.br","significance":5,"sector":"ai","id":120,"ownership":"public-institution","canon":120,"intl":{"international":"O C4AI segue o modelo de centros universitários cofinanciados por indústria, como o MIT-IBM Watson AI Lab, o Stanford HAI ou o Mila canadense, mas com escala menor: até US$ 20 milhões em dez anos divididos entre FAPESP e IBM. É o braço brasileiro mais visível da pesquisa acadêmica em IA, com foco em NLP em português, agricultura e Amazônia Azul, temas que lhe dão diferenciação frente a centros do Norte. Depende de computação da IBM e de nuvens estrangeiras e enfrenta a competição global por talentos, com pesquisadores atraídos por big techs e universidades norte-americanas e europeias. Participa de redes como a Global Partnership on AI por meio da USP.","future":"O contrato decenal termina em 2030, e a renovação ou sucessão por outros centros (como os novos centros de IA da FAPESP e do MCTI) definirá sua continuidade. Até lá, o C4AI precisa mostrar impacto: modelos de linguagem em português competitivos, aplicações em saúde e agronegócio e formação de pesquisadores que permaneçam no país. Observar a integração com o PBIA, o acesso ao supercomputador de Macaíba e a capacidade de atrair outros parceiros industriais além da IBM. Riscos: fuga de cérebros, dependência de um único patrocinador privado e orçamento da FAPESP vinculado à arrecadação paulista. Oportunidade: tornar-se o nó acadêmico de referência da IA no Sul Global.","sources":[{"title":"Agência FAPESP: Centro de IA apoiado por FAPESP, IBM e USP inicia atividades","url":"https://agencia.fapesp.br/centro-de-inteligencia-artificial-apoiado-por-fapesp-ibm-e-usp-inicia-atividades/34349"},{"title":"Jornal da USP: USP dá início ao mais moderno Centro de IA do Brasil","url":"https://jornal.usp.br/?p=361749"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"C4AI – Center for Artificial Intelligence (USP/IBM/FAPESP)","url":"https://c4ai.inova.usp.br","verified":true},{"title":"Brasil abre centro de inteligência artificial dedicado à ciência e inovação – C4AI (Última Hora)","url":"https://www.ultimahora.com/brasil-abre-centro-inteligencia-artificial-dedicado-ciencia-e-innovacion-n2909515","verified":true},{"title":"IBM Research – Brazil","url":"https://research.ibm.com/labs/brazil","verified":true}]},{"name":"Recod.ai – Unicamp","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":2008,"description":"Laboratório do Instituto de Computação cofundado por Anderson Rocha e focado em visão computacional, forense e detecção de deepfakes; seu método Open-Set DeepFake Detection, de 2026, alega cerca de 90% de acurácia em bases de dados inéditas. Sandra Avila lidera suas linhas de imagens médicas e IA responsável; o laboratório é um canal de talentos para Maritaca, NeuralMind e Google.","tags":["visão computacional","forense","deepfake","academia"],"url":"https://recod.ai","significance":4,"sector":"ai","id":121,"ownership":"public-institution","canon":121,"sources":[{"title":"Recod.ai – Artificial Intelligence Lab, Unicamp","url":"https://recod.ai","verified":true},{"title":"Fim do jogo para as deepfakes: IA da Unicamp aprende o que é humano para barrar fraudes (Tribuna do Sertão)","url":"https://www.tribunadosertao.com.br/geral/2026/07/08/936772-fim-do-jogo-para-as-deepfakes-ia-da-unicamp-aprende-o-que-e-humano-para-barrar-fraudes","verified":true},{"title":"Anderson Rocha – página pessoal (IC-Unicamp)","url":"https://ic.unicamp.br/~rocha/","verified":true}]},{"name":"UFMG – DCC e Virgilio Almeida","type":"university-lab","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1970,"description":"O departamento de Ciência da Computação da UFMG é o mais bem ranqueado do Brasil em ciência de dados e computação social, casa de Virgilio Almeida (ex-secretário do MCTI, Harvard Berkman Klein) e celeiro do Google BH, da Blip e da Kunumi; forte em sistemas de recomendação, recuperação de informação e pesquisa em governança de IA.","tags":["academia","ciência de dados","governança"],"url":"https://dcc.ufmg.br","significance":3,"sector":"ai","id":122,"ownership":"public-institution","canon":122,"sources":[{"title":"Departamento de Ciência da Computação – UFMG","url":"https://dcc.ufmg.br","verified":true},{"title":"Universidade Federal de Minas Gerais (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Minas_Gerais","verified":true},{"title":"Virgilio Almeida – Berkman Klein Center for Internet & Society, Harvard","url":"https://cyber.harvard.edu/people/valmeida","verified":true}]},{"name":"UFRGS – Instituto de Informática","type":"university-lab","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1989,"description":"Um dos grupos de pesquisa em IA mais antigos do Brasil (IA simbólica, sistemas multiagentes, fala e NLP para o português), que ancora o ecossistema do Sul com a Zenvia e o campus de IA da Scala; seus pesquisadores coordenam vários recursos em língua portuguesa e a comunidade do BRACIS.","tags":["academia","nlp","multiagentes"],"url":"https://www.inf.ufrgs.br","significance":3,"sector":"ai","id":123,"ownership":"public-institution","canon":123,"sources":[{"title":"Instituto de Informática – UFRGS","url":"https://www.inf.ufrgs.br","verified":true},{"title":"Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Sul","verified":true},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (Journal of the Brazilian Computer Society)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","verified":true}]},{"name":"PUC-Rio – ICA e Tecgraf","type":"university-lab","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1940,"description":"O Laboratório de Inteligência Computacional Aplicada (ICA) e o instituto Tecgraf da PUC-Rio aplicam redes neurais e visão computacional ao setor de óleo e gás com a Petrobras, e seu departamento de Informática mantém grandes grupos de NLP; parceiro central do polo de IA para energia do Rio.","tags":["academia","ia industrial","visão computacional"],"url":"https://www.puc-rio.br","significance":3,"sector":"ai","id":124,"ownership":"nonprofit","canon":576,"sources":[{"title":"PUC-Rio (site oficial)","url":"https://www.puc-rio.br","verified":true},{"title":"Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pontifícia_Universidade_Católica_do_Rio_de_Janeiro","verified":true},{"title":"ICA – Laboratório de Inteligência Computacional Aplicada, PUC-Rio","url":"https://ica.ele.puc-rio.br","verified":true},{"title":"Tecgraf/PUC-Rio","url":"https://www.tecgraf.puc-rio.br","verified":true}]},{"name":"CIn-UFPE e CESAR (Porto Digital)","type":"university-lab","city":"Recife","state":"PE","founded":1974,"description":"O Centro de Informática da UFPE é a principal escola de computação do Nordeste e fica dentro do Porto Digital ao lado do CESAR, um instituto de inovação (1996) que faz IA aplicada para a indústria e o governo; juntos, ancoram o talento em IA e a cena de startups do Recife.","tags":["academia","hub","ia aplicada"],"url":"https://portal.cin.ufpe.br","significance":3,"sector":"ai","id":125,"ownership":"public-institution","canon":125,"sources":[{"title":"Centro de Informática – UFPE (site oficial)","url":"https://portal.cin.ufpe.br","verified":true},{"title":"CESAR – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife","url":"https://www.cesar.org.br","verified":true},{"title":"Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Informática_da_Universidade_Federal_de_Pernambuco","verified":true},{"title":"Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025 (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","verified":true}]},{"name":"CEIA – Centro de Excelência em IA (UFG)","type":"research-institute","city":"Goiânia","state":"GO","founded":2019,"description":"Liderado por Anderson Soares na Universidade Federal de Goiás, o CEIA é um dos maiores centros de IA aplicada do país, com centenas de pesquisadores trabalhando com Embrapii, Petrobras, Caixa e o agronegócio, e um líder em avaliação de LLMs em português (leaderboard Open PT-LLM).","tags":["ia aplicada","pesquisa","agtech","avaliação de llm"],"url":"https://ceia.ufg.br","significance":3,"sector":"ai","id":126,"ownership":"public-institution","canon":126,"sources":[{"title":"CEIA – Centro de Excelência em Inteligência Artificial (UFG)","url":"https://ceia.ufg.br","verified":false},{"title":"Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina (Jornal Opção)","url":"https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/centro-de-excelencia-em-inteligencia-artificial-da-ufg-amplia-atuacao-e-chega-a-faculdade-de-medicina-783078/","verified":true},{"title":"Anderson Soares, fundador do CEIA, lidera ranking nacional de influência em IA (Jornal Opção)","url":"https://www.jornalopcao.com.br/tecnologia/anderson-soares-fundador-do-ceia-lidera-ranking-nacional-de-influencia-em-inteligencia-artificial-860769/","verified":true},{"title":"UFG recebe primeiro supercomputador de inteligência artificial da América Latina (O Popular)","url":"https://opopular.com.br/cidades/ufg-recebe-primeiro-supercomputador-de-inteligencia-artifical-da-america-latina-1.2340259","verified":true}]},{"name":"UFC – Insight Data Science Lab","type":"university-lab","city":"Fortaleza","state":"CE","founded":2015,"description":"Laboratório da Universidade Federal do Ceará que desenvolve IA para saúde pública, educação e governo junto com a crescente cena de ciência de dados de Fortaleza; parte da rede do Nordeste com a UFPE e a UFRN, que abrigará o supercomputador do PBIA.","tags":["academia","ciência de dados"],"url":"https://www.insightlab.ufc.br","significance":2,"sector":"ai","id":127,"ownership":"public-institution","canon":127,"sources":[{"title":"Insight Data Science Lab – UFC","url":"https://www.insightlab.ufc.br","verified":true},{"title":"Universidade Federal do Ceará (site oficial)","url":"https://www.ufc.br","verified":true},{"title":"Universidade Federal do Ceará (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Ceará","verified":true}]},{"name":"UnB – CIC e LAPIN","type":"university-lab","city":"Brasília","state":"DF","founded":1962,"description":"O departamento de ciência da computação da Universidade de Brasília e o Laboratório de Políticas Públicas e Internet (LAPIN) combinam pesquisa técnica em IA com análise regulatória, alimentando os debates do PL 2338 e os programas de IA do governo federal.","tags":["academia","política pública"],"url":"https://www.unb.br","significance":2,"sector":"ai","id":128,"ownership":"public-institution","canon":128,"sources":[{"title":"Universidade de Brasília (site oficial)","url":"https://www.unb.br","verified":true},{"title":"Departamento de Ciência da Computação – UnB","url":"https://cic.unb.br","verified":true},{"title":"LAPIN – Laboratório de Políticas Públicas e Internet","url":"https://lapin.org.br","verified":true},{"title":"Universidade de Brasília (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Brasília","verified":true}]},{"name":"UFSC – Polo de IA de Florianópolis","type":"university-lab","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":1960,"description":"Os departamentos de computação e automação da UFSC ancoram o ecossistema de IA de Santa Catarina, que deu origem à Neoway (adquirida pela B3 em 2021) e a um denso aglomerado de startups de ML na 'Ilha do Silício'.","tags":["academia","hub"],"url":"https://ufsc.br","significance":2,"sector":"ai","id":129,"ownership":"public-institution","canon":129,"sources":[{"title":"Universidade Federal de Santa Catarina (site oficial)","url":"https://ufsc.br","verified":true},{"title":"Universidade Federal de Santa Catarina (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Santa_Catarina","verified":true},{"title":"ACATE: pauta para candidatos ao Governo de SC 2026","url":"https://www.acate.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Pauta-ACATE-Candidatos-Governo-2026-2.pdf","verified":true}]},{"name":"SBC – Sociedade Brasileira de Computação / BRACIS","type":"nonprofit","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1978,"description":"A Sociedade Brasileira de Computação organiza o BRACIS (Brazilian Conference on Intelligent Systems, sucessor do SBIA, de 1984) e o simpósio de NLP STIL, publica o Journal of the Brazilian Computer Society (incluindo levantamentos sobre LLMs para o português brasileiro) e coordena a comunidade nacional de pesquisa em IA.","tags":["comunidade","conferência","academia"],"url":"https://www.sbc.org.br","significance":3,"sector":"ai","id":130,"ownership":"nonprofit","canon":130,"sources":[{"title":"Sociedade Brasileira de Computação (site oficial)","url":"https://www.sbc.org.br","verified":true},{"title":"Sociedade Brasileira de Computação (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Brasileira_de_Computação","verified":true},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (Journal of the Brazilian Computer Society)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","verified":true}]},{"name":"Ecossistema de LLMs e benchmarks em português brasileiro","type":"research-institute","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2020,"description":"Recursos abertos que definem o NLP brasileiro: BERTimbau (NeuralMind, 2020), o corpus Carolina (USP), Sabiá, modelos abertos como Bode, TeenyTinyLlama e Tucano, e benchmarks como as provas ENEM/BLUEX/POSCOMP e o leaderboard Open PT-LLM; a base de treinamento em português usada pelos projetos soberanos cresceu de 130 bilhões para 350 bilhões de tokens em 2025-26.","tags":["nlp","conjuntos de dados","benchmarks","código aberto"],"url":"https://huggingface.co/spaces/eduagarcia/open_pt_llm_leaderboard","significance":3,"sector":"ai","id":131,"ownership":"program-policy","canon":131,"sources":[{"title":"Open PT-LLM Leaderboard (Hugging Face)","url":"https://huggingface.co/spaces/eduagarcia/open_pt_llm_leaderboard","verified":true},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (Journal of the Brazilian Computer Society)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","verified":true},{"title":"IA brasileira lança modelo poderoso para bater de frente com ChatGPT e Gemini – Sabiá 4 Thinking (Canaltech)","url":"https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/ia-brasileira-lanca-modelo-poderoso-para-bater-de-frente-com-chatgpt-e-gemini/","verified":true},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o grande gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo","verified":true}]},{"name":"Centros de competência em IA da Embrapii","type":"research-institute","city":"Brasília","state":"DF","founded":2013,"description":"A Embrapii financia projetos de IA entre indústria e universidades por meio de unidades credenciadas (por exemplo, CEIA-UFG, SENAI CIMATEC, CESAR, Eldorado) e, em 2024-25, lançou centros de competência dedicados a IA no eixo de inovação do PBIA.","tags":["financiamento","ia aplicada"],"url":"https://embrapii.org.br","significance":2,"sector":"ai","id":132,"ownership":"parastatal","canon":132,"sources":[{"title":"Embrapii (site oficial)","url":"https://embrapii.org.br","verified":true},{"title":"Centros de Competência EMBRAPII (apresentação, mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true},{"title":"Caderno Valor – Embrapii na COP30 (nov. 2025)","url":"https://embrapii.org.br/wp-content/uploads/2025/11/CADERNO-VALOR_EMBRAPII_COP30_NOV-25.pdf","verified":true}]},{"name":"Instituto da Hora","type":"nonprofit","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2023,"description":"Fundado pela cientista da computação Nina da Hora, uma das principais vozes negras brasileiras sobre viés algorítmico, o instituto pesquisa ética em IA e segurança digital, audita algoritmos do setor público e conduz programas educacionais para jovens das periferias.","tags":["ética","viés algorítmico","sociedade civil"],"url":"https://institutodahora.com","significance":3,"sector":"ai","id":133,"ownership":"nonprofit","canon":133,"sources":[{"title":"Instituto da Hora (site oficial)","url":"https://institutodahora.com","verified":false},{"title":"Nina da Hora (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_da_Hora","verified":true}]},{"name":"Desvelar / Tarcízio Silva","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2020,"description":"Projeto de pesquisa e série de livros de Tarcízio Silva (fellow da Mozilla Foundation, autor de 'Racismo Algorítmico', 2022) que documenta casos de racismo algorítmico no Brasil e embasa as disposições antidiscriminação do PL 2338.","tags":["ética","racismo algorítmico","pesquisa"],"url":"https://desvelar.org","significance":3,"sector":"ai","id":134,"ownership":"nonprofit","canon":134,"sources":[{"title":"Desvelar – direitos humanos e tecnologia","url":"https://desvelar.org","verified":true},{"title":"Meet Tarcízio Silva: exposing algorithmic racism (Mozilla Foundation)","url":"https://www.mozillafoundation.org/blog/meet-tarcizio-silva-exposing-algorithmic-racism/","verified":true},{"title":"Tarcízio Silva – site pessoal","url":"https://tarciziosilva.com.br","verified":true}]},{"name":"Data Privacy Brasil / InternetLab / IRIS","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2014,"description":"Centros de pesquisa da sociedade civil (Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, InternetLab em São Paulo, IRIS em Belo Horizonte) que moldaram a LGPD e são as principais vozes não ligadas à indústria na regulação da IA, publicando análises sobre o PL 2338, discriminação racial em IA e reconhecimento facial no setor público.","tags":["ética","políticas públicas","sociedade civil"],"url":"https://www.dataprivacybr.org","significance":3,"sector":"ai","id":135,"ownership":"nonprofit","canon":135,"sources":[{"title":"Data Privacy Brasil (site oficial)","url":"https://www.dataprivacybr.org","verified":true},{"title":"InternetLab (site oficial)","url":"https://internetlab.org.br","verified":true},{"title":"IRIS – Instituto de Referência em Internet e Sociedade","url":"https://irisbh.com.br","verified":true}]},{"name":"Fabio Cozman","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Professor de engenharia da USP e diretor do C4AI, pesquisador de referência em raciocínio probabilístico e ética em IA, que preside consultas nacionais sobre políticas de IA e integra os órgãos consultivos da estratégia brasileira de IA.","tags":["pessoa","pesquisa","ética"],"url":"https://sites.poli.usp.br/p/fabio.cozman/","significance":4,"sector":"ai","id":136,"ownership":"person","canon":136,"sources":[{"title":"Fabio Gagliardi Cozman – página pessoal (Escola Politécnica da USP)","url":"https://sites.poli.usp.br/p/fabio.cozman/","verified":true},{"title":"C4AI – Center for Artificial Intelligence (USP/IBM/FAPESP)","url":"https://c4ai.inova.usp.br","verified":true},{"title":"Brasil abre centro de inteligência artificial dedicado à ciência e inovação – C4AI (Última Hora)","url":"https://www.ultimahora.com/brasil-abre-centro-inteligencia-artificial-dedicado-ciencia-e-innovacion-n2909515","verified":true}]},{"name":"Rodrigo Nogueira","type":"person","city":"Campinas","state":"SP","founded":null,"description":"Professor da Unicamp, cofundador da NeuralMind e fundador e CEO da Maritaca AI; coautor do BERTimbau e de trabalhos amplamente citados sobre recuperação neural de informação (doc2query, monoT5), é a figura central do desenvolvimento de LLMs no Brasil.","tags":["pessoa","llm","nlp"],"url":"https://www.maritaca.ai","significance":4,"sector":"ai","id":137,"ownership":"person","canon":137,"sources":[{"title":"Maritaca AI (site oficial)","url":"https://www.maritaca.ai","verified":true},{"title":"IA brasileira lança modelo poderoso para bater de frente com ChatGPT e Gemini – Sabiá 4 Thinking (Canaltech)","url":"https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/ia-brasileira-lanca-modelo-poderoso-para-bater-de-frente-com-chatgpt-e-gemini/","verified":true},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (Journal of the Brazilian Computer Society)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","verified":true}]},{"name":"Anderson Rocha","type":"person","city":"Campinas","state":"SP","founded":null,"description":"Professor da Unicamp, cofundador e coordenador do Recod.ai, reconhecido internacionalmente em forense digital e detecção de deepfakes, ex-diretor do Instituto de Computação.","tags":["pessoa","visão computacional","forense"],"url":"https://ic.unicamp.br/~rocha/","significance":3,"sector":"ai","id":138,"ownership":"person","canon":138,"sources":[{"title":"Anderson Rocha – página pessoal (IC-Unicamp)","url":"https://ic.unicamp.br/~rocha/","verified":true},{"title":"Recod.ai – Artificial Intelligence Lab, Unicamp","url":"https://recod.ai","verified":true},{"title":"Fim do jogo para as deepfakes: IA da Unicamp aprende o que é humano para barrar fraudes (Tribuna do Sertão)","url":"https://www.tribunadosertao.com.br/geral/2026/07/08/936772-fim-do-jogo-para-as-deepfakes-ia-da-unicamp-aprende-o-que-e-humano-para-barrar-fraudes","verified":true}]},{"name":"Sandra Avila","type":"person","city":"Campinas","state":"SP","founded":null,"description":"Professora da Unicamp no Recod.ai, atua em visão computacional para imagens médicas (detecção de melanoma) e IA responsável, além de ser uma defensora de destaque das mulheres na pesquisa brasileira em IA.","tags":["pessoa","visão computacional","ia em saúde"],"url":"https://sandraavila.github.io","significance":2,"sector":"ai","id":139,"ownership":"person","canon":139,"sources":[{"title":"Sandra Avila – página pessoal","url":"https://sandraavila.github.io","verified":false},{"title":"Recod.ai – Artificial Intelligence Lab, Unicamp","url":"https://recod.ai","verified":true}]},{"name":"Virgilio Almeida","type":"person","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":null,"description":"Professor emérito da UFMG e faculty associate do Berkman Klein Center, de Harvard; ex-secretário de Política de Informática do MCTI e um dos principais autores sobre governança de IA e impactos sociais dos algoritmos no Brasil.","tags":["pessoa","governança","ciência de dados"],"url":"https://homepages.dcc.ufmg.br/~virgilio/","significance":3,"sector":"ai","id":140,"ownership":"person","canon":140,"sources":[{"title":"Virgilio Almeida – página pessoal (DCC/UFMG)","url":"https://homepages.dcc.ufmg.br/~virgilio/","verified":false},{"title":"Virgilio Almeida – Berkman Klein Center for Internet & Society, Harvard","url":"https://cyber.harvard.edu/people/valmeida","verified":true},{"title":"Departamento de Ciência da Computação – UFMG","url":"https://dcc.ufmg.br","verified":true}]},{"name":"Nina da Hora","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Cientista da computação e ativista, fundadora do Instituto da Hora e ex-integrante da comissão de transparência do TSE, que levou o viés algorítmico e a crítica negra à IA para o centro do debate brasileiro.","tags":["pessoa","ética"],"url":"https://institutodahora.com","significance":3,"sector":"ai","id":141,"ownership":"person","canon":141,"sources":[{"title":"Nina da Hora (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_da_Hora","verified":true},{"title":"Instituto da Hora (site oficial)","url":"https://institutodahora.com","verified":false}]},{"name":"Tarcízio Silva","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Pesquisador e autor de 'Racismo Algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais', fellow de política tecnológica da Mozilla cujo projeto Desvelar cataloga danos algorítmicos no Brasil.","tags":["pessoa","ética"],"url":"https://tarciziosilva.com.br","significance":3,"sector":"ai","id":142,"ownership":"person","canon":142,"sources":[{"title":"Tarcízio Silva – site pessoal","url":"https://tarciziosilva.com.br","verified":true},{"title":"Meet Tarcízio Silva: exposing algorithmic racism (Mozilla Foundation)","url":"https://www.mozillafoundation.org/blog/meet-tarcizio-silva-exposing-algorithmic-racism/","verified":true},{"title":"Desvelar – direitos humanos e tecnologia","url":"https://desvelar.org","verified":true}]},{"name":"Dora Kaufman","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Professora da PUC-SP e colunista (Época Negócios) sobre os impactos sociais e econômicos da IA, uma das intelectuais públicas mais citadas no debate brasileiro sobre regulação da IA.","tags":["pessoa","políticas públicas"],"url":"https://www.pucsp.br","significance":2,"sector":"ai","id":143,"ownership":"person","canon":143,"sources":[{"title":"PUC-SP (site oficial)","url":"https://www1.pucsp.br/","verified":true},{"title":"Coluna IAgora? – Dora Kaufman (Época Negócios)","url":"https://epocanegocios.globo.com/colunas/iagora/","verified":false}]},{"name":"Nelson Leoni","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Fundador e CEO da WideLabs, criador da família de modelos Amazônia IA e um dos principais defensores de LLMs treinados no Brasil para atender governo e setores regulados.","tags":["pessoa","llm"],"url":"https://widelabs.ai","significance":2,"sector":"ai","id":144,"ownership":"person","canon":144,"sources":[{"title":"WideLabs (site oficial)","url":"https://widelabs.ai","verified":true},{"title":"WideLabs levanta Série A para LLM na América Latina (Lets Money)","url":"https://www.letsmoney.com.br/noticias/widelabs-serie-a-llm-america-latina/","verified":true},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o grande gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo","verified":true}]},{"name":"Petrobras","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1953,"description":"Petroleira de controle estatal e maior investidora em P&D do Brasil, que produz a maior parte de seus ~3 milhões de boe/d em campos do pré-sal por meio de uma frota de FPSOs. Suas capacidades em águas profundas, submarinas e sísmicas são reconhecidas globalmente (vários prêmios OTC). O portfólio atual de transição inclui diesel renovável/SAF do BioRefino, reinjeção de CO2 (CCUS) no pré-sal (volumes recordes mundiais de reinjeção de CO2), estudos de eólica offshore e pilotos de hidrogênio de baixo carbono.","tags":["petróleo e gás","pré-sal","fpso","ccus","biocombustíveis"],"url":"https://petrobras.com.br","significance":5,"sector":"energy","id":145,"ownership":"federal-soe","canon":145,"intl":{"international":"A Petrobras é comparada à Equinor pelo domínio de águas profundas e CCUS e à Aramco pelo peso de uma estatal integrada, mas opera com parceiros globais nos consórcios do pré-sal (Shell, TotalEnergies, Equinor, CNOOC e CNPC) e exporta óleo sobretudo para a China. Seus recordes de reinjeção de CO2 superam os volumes do Sleipner norueguês, e a frota de FPSOs vem de estaleiros asiáticos e de operadores como SBM e Modec, uma dependência industrial relevante. No plano 2026-2030, de US$ 109 bilhões, cerca de US$ 78 bilhões vão para exploração e produção e US$ 13 bilhões para transição, proporção semelhante à de majors europeias que recuaram em renováveis.","future":"Até 2030 a Petrobras quer sustentar 2,6-2,7 milhões de boe/d e abrir a Margem Equatorial, cuja perfuração na Foz do Amazonas é o teste ambiental e político mais sensível. Em transição, as apostas são diesel renovável e SAF no BioRefino, CCUS com separação submarina de CO2 (HISEP) em Mero, fertilizantes e gás em Sergipe, enquanto eólica offshore e solar ficaram em segundo plano. Riscos: preço do petróleo, interferência política após as eleições de 2026, pressão por dividendos versus investimento e litígios climáticos. Oportunidade: usar a receita do pré-sal para financiar uma transição seletiva e manter liderança tecnológica em águas profundas, com exportação de serviços e tecnologia.","sources":[{"title":"InfoMoney: Petrobras reduz plano de investimentos para US$ 109 bi entre 2026 e 2030","url":"https://www.infomoney.com.br/mercados/petrobras-petr4-plano-negocios-2026-2030/"},{"title":"Bloomberg Línea: avanço em petróleo e cortes em eólica no plano da Petrobras","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/avanco-em-petroleo-e-cortes-em-eolica-os-detalhes-do-plano-de-negocios-da-petrobras/"},{"title":"Cenário Energia: Petrobras projeta manter 31% de renováveis até 2050","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/11/24/petrobras-projeta-manter-31-de-renovaveis-em-sua-matriz-ate-2050-e-reforca-foco-dual-em-expansao-do-pre-sal-e-transicao-energetica/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Petrobras (site oficial)","url":"https://petrobras.com.br","verified":true},{"title":"Petrobras (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras","verified":true},{"title":"Petrobras awards $180 million in subsea robotics contracts to Oceaneering (World Oil)","url":"https://worldoil.com/news/2025/8/28/petrobras-awards-180-million-in-subsea-robotics-contracts-to-oceaneering/","verified":true},{"title":"Petrobras – Inovação e tecnologia (CENPES e supercomputadores)","url":"https://petrobras.com.br/inovacao-e-tecnologia","verified":true}]},{"name":"CENPES (Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1963,"description":"Centro de pesquisas da Petrobras na Ilha do Fundão, um dos maiores campi corporativos de P&D do Hemisfério Sul, com ~1.500 pesquisadores. Desenvolveu as tecnologias por trás da produção do pré-sal, da robótica submarina, dos risers flexíveis e de processos de biocombustíveis, e abriga o supercomputador Pegasus, usado em imageamento sísmico e simulação de reservatórios.","tags":["p&d","supercomputação","submarino","pré-sal"],"url":"https://petrobras.com.br/inovacao-e-tecnologia","significance":5,"sector":"energy","id":146,"ownership":"federal-soe","canon":146,"intl":{"international":"O CENPES equipara-se aos centros de pesquisa da Equinor em Trondheim, ao EXPEC ARC da Aramco e aos laboratórios da Shell e da TotalEnergies, com a particularidade de ser financiado em grande parte pela cláusula de P&D da ANP, que obriga concessionárias a investir cerca de 1% da receita bruta de grandes campos. Isso o torna também o maior financiador de universidades brasileiras em engenharia. Em computação, a Petrobras contratou cinco supercomputadores Lenovo por cerca de R$ 500 milhões em 2024; o Harpia, maior deles, entrou em operação em 2025, e máquinas como Ada Lovelace e Capivara rodam no CENPES para geoestatística e imageamento sísmico, em escala comparável a majors globais.","future":"A agenda 2026-2030 inclui o Tupã 2 (previsto para 2026), IA aplicada à sísmica e a reservatórios, robótica submarina, o HISEP para separar CO2 no leito marinho e processos de biorrefino. O CENPES também sustenta a exploração da Margem Equatorial e a extensão de vida dos campos do pré-sal. Riscos: oscilação do orçamento de P&D ligado à receita do petróleo, concorrência por talentos de dados e eventual redirecionamento político da Petrobras. Oportunidade: converter conhecimento de águas profundas em serviços exportáveis e em soluções de descarbonização, inclusive licenciando tecnologia a operadores estrangeiros e ancorando o Parque Tecnológico da UFRJ.","sources":[{"title":"DCD: Lenovo entrega primeiro de cinco supercomputadores à Petrobras","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/lenovo-entrega-primeiro-de-cinco-novos-supercomputadores-%C3%A0-petrobras-em-contrato-de-r-500-milh%C3%B5es/"},{"title":"SDxCentral: Petrobras deploys first AI supercomputer","url":"https://www.sdxcentral.com/news/petrobras-deploys-first-ai-supercomputer/"},{"title":"Pesquisa FAPESP: Prova de velocidade","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/prova-de-velocidade/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Petrobras – Inovação e tecnologia (CENPES e supercomputadores)","url":"https://petrobras.com.br/inovacao-e-tecnologia","verified":true},{"title":"Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello – CENPES (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Pesquisas_Leopoldo_Américo_Miguez_de_Mello","verified":true}]},{"name":"Supercomputador Pegasus","type":"infrastructure","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2024,"description":"Principal sistema de HPC da Petrobras, instalado no CENPES em 2024, com ~21 petaflops, o que o torna o supercomputador mais potente da América Latina e coloca o Brasil no Top 100 mundial. Usado em processamento sísmico, modelagem de reservatórios e, cada vez mais, em cargas de trabalho de IA; junta-se aos sistemas anteriores Dragão, Atlas e Fênix.","tags":["hpc","sísmica","ia"],"url":null,"significance":3,"sector":"energy","id":147,"ownership":"federal-soe","canon":147,"sources":[{"title":"Petrobras – Inovação e tecnologia (CENPES e supercomputadores)","url":"https://petrobras.com.br/inovacao-e-tecnologia","verified":true},{"title":"Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello – CENPES (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Pesquisas_Leopoldo_Américo_Miguez_de_Mello","verified":true},{"title":"TOP500 List – November 2024","url":"https://www.top500.org/lists/top500/2024/11/","verified":true}]},{"name":"Eletrobras","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1962,"description":"Maior empresa de energia elétrica da América Latina, privatizada em 2022, dona de ~40 GW de geração majoritariamente hídrica e de cerca de um terço das linhas de transmissão do Brasil. Seu braço de pesquisa, o CEPEL, desenvolveu historicamente as ferramentas de planejamento e simulação da rede (NEWAVE, DECOMP, ANAREDE) usadas pelo ONS e pela EPE.","tags":["concessionária","hidrelétrica","transmissão"],"url":"https://eletrobras.com","significance":4,"sector":"energy","id":148,"ownership":"mixed-golden-share","canon":148,"sources":[{"title":"Eletrobras (site oficial)","url":"https://eletrobras.com","verified":false},{"title":"Eletrobras (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Eletrobras","verified":true},{"title":"Eletrobras Cepel (site oficial)","url":"https://www.cepel.br","verified":true}]},{"name":"CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1974,"description":"Centro de pesquisas em energia elétrica criado pela Eletrobras, desenvolvedor dos softwares de otimização e simulação de rede que sustentam o despacho hidrotérmico brasileiro. Após a privatização da Eletrobras, seu financiamento e sua governança foram reestruturados, com o governo federal e os agentes do setor debatendo seu futuro.","tags":["rede elétrica","software","p&d"],"url":"https://www.cepel.br","significance":3,"sector":"energy","id":149,"ownership":"nonprofit","canon":149,"sources":[{"title":"Eletrobras Cepel (site oficial)","url":"https://www.cepel.br","verified":true},{"title":"Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Cepel","verified":true},{"title":"Eletrobras (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Eletrobras","verified":true}]},{"name":"Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec","type":"infrastructure","city":"Foz do Iguaçu","state":"PR","founded":1974,"description":"A hidrelétrica Brasil-Paraguai de 14 GW fornece ~10% da eletricidade do Brasil e segue como líder mundial em geração anual. Seu parque tecnológico, o Itaipu Parquetec (antigo PTI), abriga laboratórios de redes inteligentes, eletromobilidade, hidrogênio e automação e, com a Siemens Energy, opera um dos primeiros pilotos de hidrogênio verde do Brasil.","tags":["hidrelétrica","parque tecnológico","hidrogênio"],"url":"https://www.itaipu.gov.br","significance":4,"sector":"energy","id":150,"ownership":"federal-soe","canon":150,"sources":[{"title":"Itaipu Binacional (site oficial)","url":"https://www.itaipu.gov.br","verified":true},{"title":"Usina Hidrelétrica de Itaipu (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrelétrica_de_Itaipu","verified":true},{"title":"Itaipu Parquetec (site oficial)","url":"https://www.itaipuparquetec.org.br","verified":true}]},{"name":"Raízen","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"Joint venture entre Cosan e Shell e maior produtora mundial de etanol de cana-de-açúcar, pioneira do etanol de segunda geração (celulósico) comercial a partir do bagaço em Costa Pinto (2014) e Bonfim. Anunciou uma série de usinas 2G com contratos de compra da Shell e de outras empresas, embora tenha desacelerado a expansão em 2025 em meio à redução de alavancagem; também produz biogás e vende combustíveis com a marca Shell.","tags":["etanol","etanol 2g","biogás","cana-de-açúcar"],"url":"https://www.raizen.com.br","significance":5,"sector":"energy","id":151,"ownership":"private","canon":151,"intl":{"international":"A Raízen é a única empresa do mundo a operar etanol celulósico em escala comercial com três usinas (Bonfim, Barra e Univalem) e duas em construção, depois que projetos nos EUA (POET-DSM, Abengoa) e na Europa (Clariant sunliquid) foram fechados. A joint venture com a Shell lhe dá acesso a contratos de compra e a mercados europeus, onde o E2G recebe dupla contagem na diretiva RED e vale até o dobro do etanol convencional. Compete com o etanol de milho norte-americano em volume e com produtores brasileiros de milho em custo. Depende de preços do açúcar, de crédito e, para o 2G, de enzimas e tecnologia de pré-tratamento de origem estrangeira.","future":"O futuro imediato é financeiro: alavancagem de 4,5 vezes a dívida líquida sobre EBITDA no primeiro trimestre de 2026, ação quase 90% abaixo do IPO, plano de venda de R$ 10-15 bilhões em ativos e possível capitalização pelos controladores Cosan e Shell. A meta original de 20 usinas 2G até 2031 foi abandonada; o que está em jogo é concluir Vale do Rosário e Gasa e provar que o E2G gera caixa. O mandato ProBioQAV de SAF (1% em 2027) e a demanda europeia são oportunidades; a oferta crescente de etanol de milho e a queda do açúcar são riscos. Observar o novo ciclo de desembolsos em 2027-2028, quando vencem as principais dívidas.","sources":[{"title":"Money Times: o fôlego do etanol de segunda geração acabou?","url":"https://www.moneytimes.com.br/raizen-raiz4-o-folego-do-etanol-de-segunda-geracao-acabou-o-que-fez-a-empresa-despencar-quase-90-na-bolsa-desde-o-ipo-pads/"},{"title":"eixos: Raízen começa a operar maior usina de etanol 2G do mundo","url":"https://eixos.com.br/raizen-comeca-a-operar-maior-usina-de-etanol-2g-do-mundo/"},{"title":"eixos: mercado paga até duas vezes mais por etanol de segunda geração","url":"https://eixos.com.br/mercado-paga-ate-duas-vezes-mais-por-etanol-de-segunda-geracao-diz-ceo-da-raizen/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Raízen (site oficial)","url":"https://www.raizen.com.br","verified":true},{"title":"Raízen (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Raízen","verified":true},{"title":"Na Raízen, plantas de E2G ainda vão custar R$ 1,6 bilhão (The AgriBiz)","url":"https://www.theagribiz.com/empresas/na-raizen-plantas-de-e2g-ainda-vao-custar-r-16-bilhao","verified":true}]},{"name":"Cosan","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1936,"description":"Grupo diversificado de energia e logística (Raízen, distribuição de gás Compass, ferrovia Rumo, lubrificantes Moove, terras Radar) que adquiriu participação na Vale em 2022. É o principal veículo do setor privado a conectar açúcar e etanol, gás natural e mineração, com reestruturação e venda de ativos em 2025-26.","tags":["holding","etanol","gás"],"url":"https://www.cosan.com.br","significance":3,"sector":"energy","id":152,"ownership":"private","canon":152,"sources":[{"title":"Cosan (site oficial)","url":"https://www.cosan.com.br","verified":true},{"title":"Cosan (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Cosan","verified":true},{"title":"Raízen (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Raízen","verified":true}]},{"name":"BP Bunge Bioenergia (atual bp bioenergy)","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2019,"description":"Produtora de etanol de cana e bioeletricidade formada por BP e Bunge; a BP assumiu o controle total em 2024 e planejou a integração de SAF e biogás. Um dos três maiores grupos de etanol do Brasil, com 11 usinas em cinco estados.","tags":["etanol","bioeletricidade","saf"],"url":null,"significance":3,"sector":"energy","id":153,"ownership":"foreign-multinational","canon":153,"sources":[{"title":"bp bioenergy / BP Bunge Bioenergia (site oficial)","url":"https://www.bpbioenergy.com.br","verified":false},{"title":"BP Bunge Bioenergia (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/BP_Bunge_Bioenergia","verified":true}]},{"name":"Acelen Renováveis","type":"company","city":"Salvador","state":"BA","founded":2021,"description":"Operadora da refinaria de Mataripe, na Bahia, apoiada pela Mubadala, que constrói uma biorrefinaria de diesel renovável e SAF de ~US$ 2,4 bilhões a partir do óleo de macaúba, com início de produção previsto para cerca de 2027. Um dos projetos âncora do mandato de SAF do ProBioQAV.","tags":["saf","diesel renovável","macaúba"],"url":"https://www.acelen.com.br","significance":3,"sector":"energy","id":154,"ownership":"foreign-multinational","canon":154,"sources":[{"title":"Acelen (site oficial)","url":"https://www.acelen.com.br","verified":true},{"title":"BNDES aprova R$ 258 mi para Acelen criar centro de inovação da macaúba (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2636458","verified":true},{"title":"Investment of US$ 2.4 Billion for the Production of Macauba Palm Biofuel in Brazil (AgriBrasilis)","url":"https://agribrasilis.com/2024/02/29/macauba-biofuel-brazil/","verified":false}]},{"name":"Brasil BioFuels (BBF)","type":"company","city":"Manaus","state":"AM","founded":2008,"description":"Grupo de biocombustíveis à base de óleo de palma que constrói uma biorrefinaria de SAF/diesel renovável na Zona Franca de Manaus com a Vibra Energia, voltada aos mercados de aviação na Amazônia e de geração fora da rede. Suas plantações de palma no Pará e em Roraima têm sido alvo de críticas por conflitos fundiários.","tags":["saf","óleo de palma","amazônia"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":155,"ownership":"private","canon":155,"sources":[{"title":"Grupo BBF – Brasil BioFuels (site oficial)","url":"https://grupobbf.com.br","verified":true},{"title":"Lei nº 14.993, de 8 de outubro de 2024 – Combustível do Futuro (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm","verified":true}]},{"name":"Embraer (SAF e transição energética)","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1969,"description":"A fabricante de aeronaves certificou suas famílias E-Jets e Phenom/Praetor para misturas de 100% SAF, testa conceitos de hidrogênio e híbrido-elétricos por meio do programa Energia e é uma voz industrial decisiva por trás do mandato do ProBioQAV. Sua subsidiária Eve desenvolve eVTOLs elétricos.","tags":["saf","aviação","evtol"],"url":"https://embraer.com","significance":3,"sector":"energy","id":156,"ownership":"mixed-golden-share","canon":489,"sources":[{"title":"Embraer (site oficial)","url":"https://embraer.com","verified":true},{"title":"Embraer (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer","verified":true},{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true},{"title":"Lei nº 14.993, de 8 de outubro de 2024 – Combustível do Futuro (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm","verified":true}]},{"name":"Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Sancionada em 8 de outubro de 2024, a lei eleva o teto da mistura de etanol para 35%, escalona o biodiesel de B15 (2025) a B20 (2030), cria o programa de SAF ProBioQAV (redução de emissões de 1% em 2027 a 10% em 2037), torna obrigatório o biometano no gás natural a partir de 2026, cria um programa de diesel verde (PNDV) e um regime de autorização da ANP de 30 anos para CCS.","tags":["políticas públicas","saf","biometano","ccs","etanol"],"url":"https://eixos.com.br/politica/o-que-diz-a-lei-do-combustivel-do-futuro/","significance":5,"sector":"energy","id":157,"ownership":"program-policy","canon":157,"intl":{"international":"A Lei do Combustível do Futuro é a resposta brasileira ao Renewable Fuel Standard e ao crédito 45Z dos EUA, à diretiva RED III e ao ReFuelEU Aviation da União Europeia (2% de SAF em 2025, 6% em 2030) e ao programa E20 da Índia. Diferencia-se por partir de uma base já alta: mistura de etanol de 30-32%, biodiesel B15 e a maior frota flex do mundo. O mandato de biometano, o regime de 30 anos para CCS e o programa de diesel verde seguem desenhos adotados na Califórnia e na Noruega. A dependência externa aparece na tecnologia de SAF (HEFA, alcohol-to-jet), licenciada por empresas como Honeywell UOP e LanzaJet, e na certificação CORSIA da aviação internacional.","future":"Entre 2026 e 2030 a lei passa do papel à régua: E32 provisório desde agosto de 2026, biodiesel rumo a B20, biometano obrigatório na rede de gás e a meta de 1% de redução de emissões via SAF em 2027. O que está em jogo é se a ANP, o CNPE e o MME publicarão as regulações e se haverá oferta nacional de SAF e biometano a preços aceitáveis, ou se os mandatos serão adiados, como já ocorreu com o biodiesel. Observar a consulta do RenovaBio 2027-2036, a capacidade de refino da Petrobras e da Acelen e a reação de petroleiras a projetos de CCS. Risco: inflação de combustíveis em ano eleitoral; oportunidade: exportar biocombustíveis certificados.","sources":[{"title":"Cescon Barrieu: sancionada Lei do Combustível do Futuro","url":"https://cesconbarrieu.com.br/sancionada-lei-do-combustivel-do-futuro-passo-importante-na-transicao-energetica-2/?lang=pt-br"},{"title":"Lefosse: Lei do Combustível do Futuro é aprovada","url":"https://lefosse.com/noticias/lei-do-combustivel-do-futuro-e-aprovada/"},{"title":"Lei 14.993/2024 (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm"},{"title":"MME: notícias (resolução do E32, SAF, RenovaBio)","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Lei nº 14.993, de 8 de outubro de 2024 – Combustível do Futuro (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm","verified":true},{"title":"O que diz a Lei do Combustível do Futuro (eixos)","url":"https://eixos.com.br/politica/o-que-diz-a-lei-do-combustivel-do-futuro/","verified":true}]},{"name":"RenovaBio","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2017,"description":"Política nacional de biocombustíveis (Lei 13.576/2017) que certifica a intensidade de carbono dos produtores e emite créditos de descarbonização negociáveis (CBIOs), que os distribuidores de combustíveis devem aposentar anualmente. Um dos primeiros mercados de créditos de carbono de biocombustíveis em funcionamento no mundo, negociando dezenas de milhões de CBIOs por ano na B3.","tags":["políticas públicas","créditos de carbono","biocombustíveis"],"url":null,"significance":3,"sector":"energy","id":158,"ownership":"program-policy","canon":158,"sources":[{"title":"RenovaBio – Ministério de Minas e Energia","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/secretarias/petroleo-gas-natural-e-biocombustiveis/renovabio-1","verified":true},{"title":"Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017 – Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13576.htm","verified":true}]},{"name":"Lei do Hidrogênio (Lei 14.948/2024) e Decreto 13.096/2026","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Lei de agosto de 2024 que define o hidrogênio de baixo carbono, cria o regime tributário especial Rehidro e o programa de crédito tributário PHBC (R$ 18,3 bilhões entre 2028 e 2032). A regulamentação só veio em agosto de 2026, via Decreto 13.096, depois que a indústria reclamou que o intervalo de dois anos atrasou as decisões finais de investimento.","tags":["políticas públicas","hidrogênio"],"url":null,"significance":4,"sector":"energy","id":159,"ownership":"program-policy","canon":159,"sources":[{"title":"Lei nº 14.948, de 2 de agosto de 2024 – Marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14948.htm","verified":true},{"title":"Projetos de hidrogênio verde somam investimentos de mais de R$ 188 bilhões, mostra CNI","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/sustentabilidade/projetos-de-hidrogenio-verde-somam-investimentos-de-mais-de-r-188-bilhoes-mostra-cni/","verified":true}]},{"name":"Hub de Hidrogênio Verde do Pecém","type":"hub","city":"São Gonçalo do Amarante","state":"CE","founded":2021,"description":"Hub portuário de hidrogênio verde no Ceará com seis pré-contratos (Fortescue, Casa dos Ventos, Auren, FRV, EDF Renewables, Fuella) que somam ~4,2 Mt/ano e ~R$ 63 bilhões em investimentos planejados. A Casa dos Ventos é a mais avançada (primeira fase de 400 kt); as decisões finais de investimento são esperadas para o 1º semestre de 2027 e a produção por volta de 2029, principalmente na forma de amônia para a Europa.","tags":["hidrogênio","porto","exportação"],"url":null,"significance":4,"sector":"energy","id":160,"ownership":"state-soe","canon":160,"sources":[{"title":"Complexo do Pecém (site oficial)","url":"https://www.complexodopecem.com.br","verified":true},{"title":"Cinco anos após criação do hub de hidrogênio verde no Ceará, primeira nota fiscal é emitida no Sudeste (O Povo, set. 2026)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/economia/2026/09/07/cinco-anos-apos-criacao-do-hub-de-hidrogenio-verde-no-ceara-primeira-nota-fiscal-e-emitida-no-sudeste.html","verified":true},{"title":"Projetos de hidrogênio verde somam investimentos de mais de R$ 188 bilhões, mostra CNI","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/sustentabilidade/projetos-de-hidrogenio-verde-somam-investimentos-de-mais-de-r-188-bilhoes-mostra-cni/","verified":true}]},{"name":"Cluster de hidrogênio do Porto do Açu","type":"hub","city":"São João da Barra","state":"RJ","founded":2014,"description":"Porto privado da Prumo Logística no norte do Rio de Janeiro que abriga o projeto planejado de 300 MW de hidrogênio verde/amônia da Fortescue, um memorando de entendimento com a Shell e um complexo de gás para geração de energia da GNA. Beneficia-se da proximidade de áreas de eólica offshore e da logística do pré-sal.","tags":["hidrogênio","porto","offshore"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":161,"ownership":"private","canon":161,"sources":[{"title":"Porto do Açu (site oficial)","url":"https://portodoacu.com.br","verified":true},{"title":"Porto do Açu (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_do_Açu","verified":true},{"title":"Projetos de hidrogênio verde somam investimentos de mais de R$ 188 bilhões, mostra CNI","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/sustentabilidade/projetos-de-hidrogenio-verde-somam-investimentos-de-mais-de-r-188-bilhoes-mostra-cni/","verified":true}]},{"name":"Planta de hidrogênio verde da Unigel (Suape/Camaçari)","type":"company","city":"Camaçari","state":"BA","founded":1966,"description":"Grupo petroquímico que em 2023 começou a construir a primeira planta de hidrogênio verde em escala industrial do Brasil (eletrólise de 60 MW, thyssenkrupp nucera) em seu complexo de amônia de Camaçari, mas pausou o projeto em 2024 em meio a uma reestruturação financeira. Seu destino tornou-se um termômetro da economia do H2 no Brasil.","tags":["hidrogênio","amônia","petroquímica"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":162,"ownership":"private","canon":162,"sources":[{"title":"Unigel (site oficial)","url":"https://www.unigel.com.br","verified":true},{"title":"Unigel (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Unigel","verified":true},{"title":"Unigel adia projeto de hidrogênio verde e atrasa pagamento (BP Money)","url":"https://bpmoney.com.br/negocios/unigel-adia-projeto-e-atrasa-pagamento","verified":true},{"title":"Unigel constrói 1º projeto de hidrogênio verde em escala industrial na Bahia (Diário do Nordeste)","url":"https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/victor-ximenes/unigel-constroi-1-projeto-de-hidrogenio-verde-em-escala-industrial-na-bahia-1.3325154","verified":false}]},{"name":"Casa dos Ventos","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2007,"description":"Maior desenvolvedora eólica independente do Brasil (~dezenas de GW em pipeline, com a TotalEnergies como sócia de 34% desde 2023), que constrói os complexos Babilônia e Rio do Vento, de 1,2 GW, no Nordeste e lidera o projeto de hidrogênio verde mais avançado do Pecém.","tags":["eólica","hidrogênio","desenvolvedora"],"url":"https://casadosventos.com.br","significance":3,"sector":"energy","id":163,"ownership":"private","canon":163,"sources":[{"title":"Casa dos Ventos (site oficial)","url":"https://casadosventos.com.br","verified":true},{"title":"Joint venture entre Casa dos Ventos e TotalEnergies recebe aprovação do Cade (eixos, 24/01/2023)","url":"https://eixos.com.br/eolica/joint-venture-entre-casa-dos-ventos-e-totalenergies-recebe-aprovacao-do-cade/","verified":true},{"title":"Cinco anos após criação do hub de hidrogênio verde no Ceará, primeira nota fiscal é emitida no Sudeste (O Povo, set. 2026)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/economia/2026/09/07/cinco-anos-apos-criacao-do-hub-de-hidrogenio-verde-no-ceara-primeira-nota-fiscal-e-emitida-no-sudeste.html","verified":true}]},{"name":"Aeris Energy","type":"company","city":"Caucaia","state":"CE","founded":2010,"description":"Fabricante de pás eólicas no complexo industrial do Pecém que fornece para Vestas, Siemens Gamesa, Nordex e WEG; uma das maiores fábricas de pás do mundo. Enfrentou uma retração em 2024-25, quando as OEMs globais reorganizaram suas cadeias de suprimentos e os leilões brasileiros desaceleraram.","tags":["eólica","manufatura"],"url":"https://www.aerisenergy.com.br","significance":3,"sector":"energy","id":164,"ownership":"private","canon":164,"sources":[{"title":"Aeris Energy (site oficial)","url":"https://www.aerisenergy.com.br","verified":true},{"title":"Aeris Energy (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeris_Energy","verified":true}]},{"name":"WEG","type":"company","city":"Jaraguá do Sul","state":"SC","founded":1961,"description":"Gigante de equipamentos elétricos industriais (motores, transformadores, inversores), única OEM nacional de aerogeradores do Brasil (classe de 4 MW+) e fornecedora de inversores solares, motores de tração para veículos elétricos, carregadores e sistemas de armazenamento de energia em baterias. Valor de mercado acima de R$ 200 bilhões, entre as empresas mais valiosas do Brasil.","tags":["eólica","manufatura","armazenamento","veículos elétricos"],"url":"https://www.weg.net","significance":4,"sector":"energy","id":165,"ownership":"private","canon":382,"sources":[{"title":"WEG (site oficial)","url":"https://www.weg.net","verified":false},{"title":"WEG S.A. (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/WEG","verified":true},{"title":"Gigantes catarinenses criam primeiro robô com IA 100% brasileiro (NSC Total)","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=7488961","verified":true}]},{"name":"Complexo industrial da BYD em Camaçari","type":"company","city":"Camaçari","state":"BA","founded":2025,"description":"Primeiro complexo de carros de passeio da BYD fora da Ásia, erguido no antigo terreno da Ford com investimento de R$ 5,5 bilhões, inaugurado em outubro de 2025 e produtor do Dolphin Mini, do King e do Song Pro. Ultrapassou 100.000 veículos em julho de 2026, com ~5.500 trabalhadores; inclui também chassis de ônibus/caminhões e montagem planejada de baterias LFP. Escândalo de condições de trabalho na fase de construção, em 2024.","tags":["veículos elétricos","manufatura","baterias"],"url":"https://www.byd.com/br","significance":5,"sector":"energy","id":166,"ownership":"foreign-multinational","canon":166,"intl":{"international":"Camaçari é a primeira fábrica de automóveis de passeio da BYD fora da Ásia e antecede as plantas de Szeged (Hungria), Manisa (Turquia) e as unidades da Tailândia e Indonésia, fazendo do Brasil o laboratório da estratégia de localização da montadora chinesa frente a tarifas nos EUA e na UE. Repete o padrão de ocupar terrenos abandonados por fabricantes ocidentais, no caso a Ford, que deixou o país em 2021. A planta compete com GWM (Iracemápolis), Chery/CAOA e com as tradicionais Stellantis, Volkswagen e Toyota, beneficiando-se do programa Mover e do escalonamento do imposto de importação de elétricos até 35% em julho de 2026. Depende de kits SKD e baterias importados da China enquanto a nacionalização avança.","future":"A BYD mira 50% de conteúdo local até o fim de 2026 e expansão em etapas de 150 mil para 300 mil e, a longo prazo, 600 mil veículos/ano, incluindo um híbrido plug-in flex (etanol) desenvolvido com engenheiros brasileiros e a montagem de baterias LFP. Pedidos comerciais de 50 mil unidades da Argentina e do México sinalizam vocação exportadora, mas ainda sem contratos divulgados. Riscos: queda de 21% nas exportações brasileiras de veículos no primeiro semestre de 2026, legado do escândalo trabalhista de 2024, tensões comerciais e a pressão de fornecedores nacionais por conteúdo. Observar o cumprimento das metas do Mover, a cadeia de baterias e a reação de montadoras ocidentais com fábricas no país.","sources":[{"title":"Jornal Grande Bahia: BYD quer quadruplicar capacidade em Camaçari para 600 mil carros","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/?p=1372887"},{"title":"Movimento Econômico: BYD acelera nacionalização em Camaçari com híbrido flex","url":"https://movimentoeconomico.com.br/estados/bahia/2026/07/16/byd-acelera-nacionalizacao-em-camacari-com-nova-fase-da-fabrica-e-hibrido-flex/"},{"title":"Economic News Brasil: fábrica da BYD chega a 100 mil carros na Bahia","url":"https://economicnewsbrasil.com.br/2026/07/16/fabrica-byd-100-mil-veiculos-camacari/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"BYD Brasil (site oficial)","url":"https://www.byd.com/br","verified":true},{"title":"BYD celebra 100 mil carros produzidos em Camaçari (Monitor Mercantil, jul. 2026)","url":"https://monitormercantil.com.br/byd-celebra-100-mil-carros-produzidos-em-camacari-ba/","verified":true},{"title":"BYD Auto (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/BYD_Auto","verified":true}]},{"name":"Fábrica da GWM em Iracemápolis","type":"company","city":"Iracemápolis","state":"SP","founded":2024,"description":"A antiga fábrica da Mercedes-Benz no interior de São Paulo, hoje da Great Wall Motor, começou a produzir o híbrido plug-in Haval H6 em 2025, com planos de trens de força híbridos a etanol adaptados ao mercado flex brasileiro.","tags":["veículos elétricos","híbrido","manufatura"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":167,"ownership":"foreign-multinational","canon":167,"sources":[{"title":"GWM Brasil (site oficial)","url":"https://www.gwmmotors.com.br","verified":true},{"title":"GWM confirma inauguração de Iracemápolis no primeiro semestre (AutoData, 08/04/2025)","url":"https://www.autodata.com.br/noticias/2025/04/08/gwm-confirma-inauguracao-de-iracemapolis-no-primeiro-semestre/86556/","verified":true},{"title":"Great Wall Motors (Wikipédia)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Great_Wall_Motors","verified":true},{"title":"GWM estreará produção nacional com Haval H6 e lança Poer e H9 neste mês (Vrum, ago. 2025)","url":"https://www.vrum.com.br/noticias/2025/08/7218813-gwm-estreiara-producao-nacional-com-haval-h6-e-lanca-poer-e-h9-neste-mes.html","verified":false}]},{"name":"Programa Mover","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"O Mobilidade Verde e Inovação (Lei 14.902/2024) sucedeu o Rota 2030, oferecendo R$ 19 bilhões em créditos tributários até 2028, atrelados a P&D, eficiência energética e emissões no ciclo de vida (do poço à roda), o que favorece os híbridos a etanol ao lado dos elétricos. Combinado com o retorno gradual das tarifas de importação de veículos elétricos (35% até 2026).","tags":["políticas públicas","automotivo","descarbonização"],"url":null,"significance":3,"sector":"energy","id":168,"ownership":"program-policy","canon":351,"sources":[{"title":"Lei nº 14.902, de 27 de junho de 2024 – Programa Mover (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14902.htm","verified":true},{"title":"Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (site oficial)","url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br","verified":true}]},{"name":"Eletra","type":"company","city":"São Bernardo do Campo","state":"SP","founded":1992,"description":"Fabricante brasileira de trens de força e veículos para ônibus elétricos, principal concorrente nacional da BYD na eletrificação de ônibus urbanos; fornece para a frota da SPTrans, em São Paulo, com carrocerias Marcopolo e chassis Mercedes-Benz.","tags":["ônibus elétrico","manufatura"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":169,"ownership":"private","canon":169,"sources":[{"title":"Eletra (site oficial)","url":"https://www.eletrabus.com.br","verified":true},{"title":"Eletra dobra investimento em sua fábrica de São Bernardo (AutoData, 11/08/2022)","url":"https://www.autodata.com.br/noticias/2022/08/11/eletra-dobra-investimento-em-sua-fabrica-de-sao-bernardo/43850/","verified":true},{"title":"Após mega entrega de 500 ônibus elétricos, sistema SPTrans vai receber mais 39 superarticulados (Diário do Transporte, 03/07/2026)","url":"https://diariodotransporte.com.br/2026/07/03/apos-mega-entrega-de-500-onibus-eletricos-sistema-sptrans-vai-receber-mais-39-superarticulados-nas-proximas-semanas/","verified":true}]},{"name":"Marcopolo","type":"company","city":"Caxias do Sul","state":"RS","founded":1949,"description":"Uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo, produtora do ônibus elétrico integral Attivi e de carrocerias para chassis BYD/Eletra; ator industrial central na onda de eletrificação dos ônibus municipais no Brasil (São Paulo mira uma frota totalmente de emissão zero até 2038).","tags":["ônibus elétrico","manufatura"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":170,"ownership":"private","canon":170,"sources":[{"title":"Marcopolo – site oficial","url":"https://www.marcopolo.com.br","verified":false},{"title":"Marcopolo S.A. – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcopolo_S.A.","verified":true},{"title":"Marcopolo apresenta seu ônibus Attivi Integral totalmente elétrico em Belém (Diário do Transporte, 2023)","url":"https://diariodotransporte.com.br/2023/09/27/marcopolo-apresenta-seu-onibus-attivi-integral-totalmente-eletrico-em-belem-pa/","verified":false},{"title":"Entrevista: Marcopolo ultrapassa mil ônibus elétricos no mundo (Diário do Transporte, set. 2025)","url":"https://diariodotransporte.com.br/2025/09/25/entrevista-marcopolo-ultrapassa-mil-onibus-eletricos-no-mundo-e-oferecer-duas-opcoes-integral-e-encarrocamento-tem-dado-bons-resultados-na-capital-paulista/","verified":false}]},{"name":"Híbrido a etanol da Toyota (Corolla/Yaris Cross flex híbrido)","type":"company","city":"Indaiatuba","state":"SP","founded":2019,"description":"A Toyota lançou no Brasil o primeiro híbrido flex do mundo (Corolla, 2019) e em 2024-25 anunciou R$ 11 bilhões para produzir o Yaris Cross híbrido flex em Sorocaba; também testa um Mirai a célula de combustível com hidrogênio obtido por reforma de etanol com a USP/Shell. A Nissan testou no Brasil, entre 2016 e 2019, um protótipo de célula de combustível SOFC a etanol (e-Bio).","tags":["híbrido","etanol","célula de combustível"],"url":null,"significance":3,"sector":"energy","id":171,"ownership":"foreign-multinational","canon":171,"sources":[{"title":"Toyota do Brasil – site oficial","url":"https://www.toyota.com.br","verified":false},{"title":"Toyota – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Toyota","verified":true},{"title":"Toyota investirá R$ 11 bilhões até 2030 no Brasil, diz Alckmin (Olhar Digital, mar. 2024)","url":"https://olhardigital.com.br/2024/03/05/carros-e-tecnologia/toyota-investira-r-11-bilhoes-ate-2030-no-brasil-diz-alckmin/","verified":false},{"title":"Toyota anuncia investimentos em híbridos no Brasil; BYD inicia obras na Bahia (eixos)","url":"https://eixos.com.br/toyota-anuncia-investimentos-em-hibridos-no-brasil-byd-inicia-obras-na-bahia/","verified":false}]},{"name":"Cocal e Gás Verde (biometano)","type":"company","city":"Narandiba","state":"SP","founded":1980,"description":"A Cocal construiu uma das primeiras plantas de biometano a partir de vinhaça de cana com injeção na rede da Compass/GasBrasiliano (2021), enquanto a Gás Verde (Seropédica, RJ) é a maior produtora de biometano de aterro do Brasil, fornecendo para a Petrobras e clientes industriais. Ambas ancoram o mandato de biometano criado pela lei do Combustível do Futuro.","tags":["biometano","biogás"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":172,"ownership":"private","canon":172,"sources":[{"title":"Cocal – site oficial","url":"https://www.cocal.com.br","verified":false},{"title":"Gás Verde – site oficial","url":"https://gasverde.com.br","verified":true},{"title":"GasBrasiliano começa a operar 1º gasoduto isolado de distribuição de biometano (eixos)","url":"https://eixos.com.br/gasbrasiliano-comeca-a-operar-1o-gasoduto-isolado-de-distribuicao-de-biometano/","verified":false},{"title":"O que diz a Lei do Combustível do Futuro (eixos)","url":"https://eixos.com.br/politica/o-que-diz-a-lei-do-combustivel-do-futuro/","verified":true}]},{"name":"Moura (Baterias Moura)","type":"company","city":"Belo Jardim","state":"PE","founded":1957,"description":"Maior fabricante de baterias do Brasil (chumbo-ácido), que agora investe em packs de íons de lítio, armazenamento estacionário e reciclagem; um símbolo da capacidade industrial do Nordeste, relevante para o marco regulatório de baterias debatido no Congresso.","tags":["baterias","armazenamento","reciclagem"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":173,"ownership":"private","canon":173,"sources":[{"title":"Baterias Moura – site oficial","url":"https://www.moura.com.br","verified":false},{"title":"Baterias Moura – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Baterias_Moura","verified":true},{"title":"Moura: do chumbo-ácido ao lítio – ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico)","url":"https://abve.org.br","verified":false}]},{"name":"Fábrica da Canadian Solar no Brasil","type":"company","city":"Sorocaba","state":"SP","founded":2016,"description":"Planta de montagem de módulos operada pela Canadian Solar (CSI) em parceria com a Flex, um dos poucos sites de fabricação fotovoltaica do Brasil; capacidade de ~1 GW/ano, atendendo a um mercado que importa a grande maioria de seus módulos da China.","tags":["solar","manufatura"],"url":null,"significance":2,"sector":"energy","id":174,"ownership":"foreign-multinational","canon":174,"sources":[{"title":"Canadian Solar Brasil – site oficial","url":"https://www.csisolar.com/br/","verified":true},{"title":"Canadian Solar – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Canadian_Solar","verified":false},{"title":"Canadian Solar starts ramping first module assembly plant in Brazil (PV Tech)","url":"https://pv-tech.org/news/canadian-solar-starts-ramping-first-module-assembly-plant-in-brazil","verified":false},{"title":"Canadian Solar invests over BRL 2 billion in solar power generation in Brazil (InvestSP)","url":"https://www.en.investe.sp.gov.br/news/post/canadian-solar-invests-over-brl-2-billion-in-solar-power-generation-in-brazil","verified":false}]},{"name":"Lei das eólicas offshore (Lei 15.097/2025)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2025,"description":"Sancionada em janeiro de 2025, a lei cria o regime de licenciamento para eólicas offshore em águas brasileiras (o IBAMA tem ~100 projetos em análise, >200 GW), com vetos presidenciais a 'jabutis' que teriam forçado a contratação de termelétricas a gás e carvão; o Congresso depois derrubou parte dos vetos, atraindo críticas pelos custos para o sistema.","tags":["políticas públicas","eólica offshore"],"url":null,"significance":3,"sector":"energy","id":175,"ownership":"program-policy","canon":175,"sources":[{"title":"Lei nº 15.097, de 10 de janeiro de 2025 – Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/L15097.htm","verified":true},{"title":"Lula sanciona Marco das Eólicas Offshore com veto a jabutis (Agência iNFRA, jan. 2025)","url":"https://agenciainfra.com/blog/?p=19968","verified":true},{"title":"Sancionada e publicada a Lei das Eólicas Offshore com vetos (Mattos Filho)","url":"https://www.mattosfilho.com.br/?p=111184","verified":false},{"title":"Energia eólica offshore no Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_eólica_no_Brasil","verified":true}]},{"name":"ONS, EPE e ANEEL","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1998,"description":"A tríade institucional do setor elétrico brasileiro: o ONS (Rio) despacha o sistema interligado, a EPE (Rio) planeja a expansão (o PDE 2034 prevê >R$ 3 trilhões em investimentos) e a ANEEL regula tarifas e conduz o programa obrigatório de P&D (~R$ 500 milhões/ano) que financia projetos de inovação das concessionárias. As três estão no centro dos debates de 2025-26 sobre curtailment, armazenamento e 'modernização da rede'.","tags":["regulador","planejamento","rede elétrica","p&d"],"url":"https://www.gov.br/aneel","significance":4,"sector":"energy","id":176,"ownership":"public-institution","canon":176,"sources":[{"title":"ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica","url":"https://www.gov.br/aneel","verified":false},{"title":"ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico","url":"https://www.ons.org.br","verified":false},{"title":"EPE – Empresa de Pesquisa Energética","url":"https://www.epe.gov.br","verified":false},{"title":"Agência Nacional de Energia Elétrica – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_Nacional_de_Energia_Elétrica","verified":false}]},{"name":"Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE-USP)","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1989,"description":"Instituto interdisciplinar de energia da USP que abriga o Research Centre for Gas Innovation / Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI, financiado pela FAPESP e pela Shell), um dos principais polos brasileiros de pesquisa em CCUS, hidrogênio, biogás e política energética.","tags":["universidade","ccus","hidrogênio","políticas públicas"],"url":"https://www.iee.usp.br","significance":3,"sector":"energy","id":177,"ownership":"public-institution","canon":177,"sources":[{"title":"Instituto de Energia e Ambiente da USP – site oficial","url":"https://www.iee.usp.br","verified":false},{"title":"RCGI – Research Centre for Greenhouse Gas Innovation","url":"https://www.rcgi.poli.usp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Energia e Ambiente da USP – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Energia_e_Ambiente_da_Universidade_de_São_Paulo","verified":true}]},{"name":"Lei do mercado de carbono (Lei 15.042/2024, SBCE)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, um mercado de cap-and-trade para instalações que emitem >25.000 tCO2e/ano (agropecuária isenta), com implantação gradual ao longo de 5-6 anos, registro nacional e permissões CBE e créditos CRVE negociáveis. Posiciona o Brasil como a primeira grande economia emergente com um ETS regulado e dialoga com o Artigo 6 e com os créditos voluntários de REDD+.","tags":["políticas públicas","mercado de carbono"],"url":null,"significance":4,"sector":"energy","id":178,"ownership":"program-policy","canon":178,"sources":[{"title":"Lei nº 15.042, de 11 de dezembro de 2024 – Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15042.htm","verified":true},{"title":"Sancionada lei que regulamenta mercado de carbono (Agência Senado, dez. 2024)","url":"https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2024/12/sancionada-lei-que-regulamenta-mercado-de-carbono","verified":false},{"title":"Lula sanciona sem vetos lei que cria mercado brasileiro de carbono (eixos)","url":"https://eixos.com.br/politica/meio-ambiente/lula-sanciona-sem-vetos-lei-que-cria-mercado-brasileiro-de-carbono/","verified":false},{"title":"Publicada lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil (Mattos Filho)","url":"https://www.mattosfilho.com.br/?p=109708","verified":false}]},{"name":"COP30 em Belém e o Tropical Forest Forever Facility (TFFF)","type":"program","city":"Belém","state":"PA","founded":2025,"description":"O Brasil sediou a COP30 em Belém em novembro de 2025 e lançou o TFFF, um fundo no modelo de endowment (meta de US$ 125 bilhões, com aportes soberanos iniciais liderados por Brasil, Noruega, Indonésia e outros) que paga ~US$ 4 por hectare de floresta tropical conservada, com 20% destinados aos povos indígenas. A conferência também avançou o roteiro de Belém para a transição dos combustíveis fósseis.","tags":["clima","cop30","florestas","financiamento"],"url":null,"significance":4,"sector":"energy","id":179,"ownership":"program-policy","canon":179,"sources":[{"title":"COP30 Brasil – site oficial","url":"https://cop30.br","verified":false},{"title":"2025 United Nations Climate Change Conference – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/2025_United_Nations_Climate_Change_Conference","verified":false},{"title":"Tropical Forest Forever Facility – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Tropical_Forest_Forever_Facility","verified":true},{"title":"Tropical Forest Forever Facility – site oficial","url":"https://tfff.earth","verified":false}]},{"name":"Carlos Nobre e Amazônia 4.0","type":"person","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":null,"description":"Cientista do clima (INPE/USP) que formulou a hipótese do 'ponto de não retorno' da Amazônia e cofundou a iniciativa Amazônia 4.0 e a proposta do Instituto de Tecnologia da Amazônia (AmIT), promovendo uma bioeconomia de floresta em pé com 'Laboratórios Criativos' móveis para as cadeias de valor de cacau, açaí e cupuaçu. Uma voz intelectual central na COP30.","tags":["pessoa","amazônia","bioeconomia"],"url":null,"significance":3,"sector":"energy","id":180,"ownership":"person","canon":180,"sources":[{"title":"Carlos Nobre – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Nobre","verified":false},{"title":"Carlos Nobre (scientist) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Carlos_Nobre_(scientist)","verified":true},{"title":"Amazônia 4.0 – site oficial","url":"https://amazonia4.org","verified":false}]},{"name":"Monitoramento de desmatamento DETER/PRODES do INPE","type":"government","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1988,"description":"Os programas de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (PRODES, anual desde 1988; DETER, alertas em tempo quase real desde 2004) são a referência mundial em monitoramento florestal e sustentam a fiscalização, o REDD+ e a verificação de pagamentos do TFFF. O desmatamento na Amazônia caiu ~30% em 2023-24 com a retomada da fiscalização.","tags":["satélite","monitoramento","amazônia"],"url":"https://www.gov.br/inpe","significance":3,"sector":"energy","id":181,"ownership":"public-institution","canon":181,"sources":[{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais","url":"https://www.gov.br/inpe","verified":false},{"title":"TerraBrasilis – plataforma de dados PRODES/DETER (INPE)","url":"http://terrabrasilis.dpi.inpe.br","verified":false},{"title":"PRODES – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/PRODES","verified":true},{"title":"Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_Espaciais","verified":false}]},{"name":"MOSS (Moss.Earth)","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2020,"description":"Startup de climate tech que tokenizou créditos de carbono REDD+ da Amazônia (token MCO2) e vendeu NFTs lastreados em floresta, uma das startups brasileiras de mercado de carbono mais visíveis; passou por escrutínio sobre a qualidade dos créditos quando o mercado voluntário se corrigiu em 2023-25.","tags":["startup","créditos de carbono","web3"],"url":"https://moss.earth","significance":2,"sector":"energy","id":182,"ownership":"private","canon":29,"sources":[{"title":"MOSS – site oficial","url":"https://moss.earth","verified":false},{"title":"MCO2 (Moss Carbon Credit) – CoinMarketCap","url":"https://coinmarketcap.com/currencies/moss-carbon-credit/","verified":false}]},{"name":"CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração)","type":"company","city":"Araxá","state":"MG","founded":1955,"description":"Controlada pela família Moreira Salles (com consórcios chinês e nipo-coreano detendo 15% cada), produz ~80% do nióbio mundial, ~150.000 t/ano de ferronióbio a partir da jazida de Araxá. Sob o CEO Ricardo Lima, está se diversificando para anodos de bateria de óxido de nióbio com a Toshiba (SCiB) e a Volkswagen Caminhões e Ônibus (ônibus elétrico de carregamento rápido, 2024), uma planta de 3.000 t de óxido de nióbio e uma expansão proposta de >R$ 1 bilhão para 20.000 t.","tags":["nióbio","baterias","minerais críticos"],"url":"https://cbmm.com","significance":5,"sector":"minerals","id":183,"ownership":"private","canon":183,"intl":{"international":"A CBMM controla cerca de 80% da oferta mundial de nióbio, com os demais 20% divididos entre a CMOC (Catalão, também no Brasil) e a Niobec (Magris, Canadá), uma concentração sem paralelo entre minerais críticos, que coloca o nióbio nas listas estratégicas dos EUA e da UE. Consórcios chinês e nipo-coreano detêm 15% cada da empresa, assegurando fornecimento a siderúrgicas asiáticas. Na diversificação, a CBMM compete e coopera com a Toshiba (baterias SCiB com anodo de óxido de nióbio) e observa a britânica Echion, que também desenvolve anodos de nióbio. Em 2025 vendeu mais de 100 mil toneladas em equivalente de ferronióbio, acima da demanda mundial de 133 mil, com capacidade instalada de 150 mil toneladas.","future":"O plano de R$ 13 bilhões para 2026-2031 aposta em novas linhas de óxidos para eletrificação, baterias, óptica, eletrônica e data centers de IA, com R$ 2 bilhões investidos em Araxá em 2026. O que está em jogo é se o nióbio sairá do nicho siderúrgico, onde a demanda cresce pouco, para mercados de alto valor como baterias de recarga ultrarrápida (ônibus com VW Caminhões e Ônibus, Toshiba). Riscos: adoção lenta de baterias de nióbio frente a LFP e sódio-íon, dependência de poucos clientes asiáticos e eventual exploração de terras raras em Araxá por terceiros. Oportunidade: posicionar o Brasil como fornecedor confiável de um mineral crítico em meio à disputa EUA-China.","sources":[{"title":"Diário do Comércio: CBMM planeja investimentos de R$ 13 bilhões até 2031","url":"https://diariodocomercio.com.br/?p=629366"},{"title":"Brasil 61: CBMM inaugura em Araxá a maior fábrica do mundo de anodos à base de nióbio","url":"https://brasil61.com/n/cbmm-inaugura-em-araxa-mg-a-maior-fabrica-do-mundo-de-anodos-a-base-de-niobio-mine240827"},{"title":"InfoMoney: com ônibus elétrico carregado em 10 minutos, CBMM promete turbinar receita","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2512323"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"CBMM – site oficial","url":"https://cbmm.com","verified":false},{"title":"Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Brasileira_de_Metalurgia_e_Mineração","verified":true},{"title":"Top critical mineral miner CBMM sees opportunity in EV batteries (Mining.com, May 2024)","url":"https://www.mining.com/web/top-critical-mineral-miner-cbmm-sees-opportunity-in-ev-batteries/","verified":true},{"title":"CBMM celebra 70 anos (Cenário Energia, abr. 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/04/25/cbmm-celebra-70-anos-e-projeta-futuro-com-foco-em-inovacao-e-transicao-energetica/","verified":true}]},{"name":"Vale","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1942,"description":"Maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas e, por meio da Vale Base Metals (cobre e níquel de Carajás, Sossego, Salobo, Sudbury), grande fornecedora de metais para a transição energética. Opera caminhões e trens autônomos em Carajás, adotou o empilhamento a seco após Brumadinho e mantém um programa de descarbonização de ~US$ 2 bilhões/ano; enfrentou o acordo de Mariana em 2025 e conduz novas expansões de cobre (Bacaba, Alemão).","tags":["minério de ferro","cobre","níquel","autônomo"],"url":"https://vale.com","significance":5,"sector":"minerals","id":184,"ownership":"mixed-golden-share","canon":184,"intl":{"international":"A Vale disputa com Rio Tinto e BHP a liderança em minério de ferro, agora pressionada pela entrada da mina de Simandou (Guiné) em 2025, e com Glencore, Freeport e Codelco em cobre por meio da Vale Base Metals, que tem a saudita Manara Minerals (Ma'aden/PIF) como sócia minoritária. Após Brumadinho e Mariana, tornou-se referência global em transição para empilhamento a seco e descomissionamento de barragens. Sua exposição comercial em metais básicos inclina-se ao Ocidente (Europa recebe 55% do níquel e 28% do cobre), enquanto a China segue o principal destino do minério de ferro. Opera caminhões e trens autônomos em Carajás em escala comparável à da Rio Tinto no Pilbara.","future":"O Vale Base Metals Day de março de 2026 fixou a meta de 700 mil toneladas de cobre por ano até 2035, com Bacaba (2028), expansão de Salobo (2029) e Alemão (2030) em Carajás, e uma estratégia defensiva em níquel diante do excedente global até 2030. Em ferro, o desafio é defender margens com a oferta de Simandou e a desaceleração chinesa. Observar: pagamentos do acordo de Mariana e obrigações de Brumadinho, licenciamento no Pará, metas de descarbonização de escopo 3 e a parcela de 30-35% do EBITDA que a VBM deve atingir em 2035. Riscos: preços, licenças e litígios; oportunidade: tornar-se fornecedor ocidental de cobre para a transição energética.","sources":[{"title":"InfoMoney: Vale Base Metals Day 2026","url":"https://www.infomoney.com.br/mercados/vale-base-metals-day-2026-producao-de-cobre-dobrada-e-mais-sinais-apos-evento/"},{"title":"Times Brasil: Vale, guidance de investimentos em cobre em Carajás 2026-2030","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/vale-guidance-investimentos-cobre-carajas-2026-2030/"},{"title":"Reporte Minero: resultados da Vale no segundo trimestre de 2026","url":"https://www.reporteminero.cl/noticia/noticias/2026/07/vale-resultados-segundo-trimestre-2026-cobre-niquel-hierro"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Vale – site oficial","url":"https://vale.com","verified":false},{"title":"Vale S.A. – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_S.A.","verified":false},{"title":"Vale S.A. – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Vale_S.A.","verified":false}]},{"name":"Instituto Tecnológico Vale (ITV)","type":"research-institute","city":"Belém","state":"PA","founded":2009,"description":"Instituto de pesquisa da Vale com campi em Belém (desenvolvimento sustentável, biodiversidade amazônica, biorremediação de áreas mineradas) e Ouro Preto (mineração e automação), que oferece programas de mestrado e colabora com universidades em rejeitos, genômica da biodiversidade e processamento mineral.","tags":["p&d","mineração","amazônia"],"url":"https://www.itv.org","significance":2,"sector":"minerals","id":185,"ownership":"mixed-golden-share","canon":185,"sources":[{"title":"Instituto Tecnológico Vale – site oficial","url":"https://www.itv.org","verified":false},{"title":"Instituto Tecnológico Vale – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnológico_Vale","verified":true},{"title":"Vale S.A. – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_S.A.","verified":false}]},{"name":"Sigma Lithium","type":"company","city":"Araçuaí","state":"MG","founded":2012,"description":"Produtora listada no Canadá e operada no Brasil de concentrado de lítio 'quíntuplo zero' em Grota do Cirilo, no Vale do Jequitinhonha, liderada por Ana Cabral. Produziu 240.000 t em 2024 e expande para 520.000 t com a Fase 2 (4º trimestre de 2025) e a Fase 3 (fim de 2026); forneceu para LG, Glencore e conversores chineses e atraiu interesse de aquisição, com financiamento do BNDES para a expansão.","tags":["lítio","minerais críticos","exportação"],"url":"https://www.sigmalithiumresources.com","significance":4,"sector":"minerals","id":186,"ownership":"foreign-multinational","canon":186,"sources":[{"title":"Sigma Lithium – site oficial","url":"https://www.sigmalithiumresources.com","verified":false},{"title":"Sigma Lithium and Brazilian officials ring Nasdaq bell to launch Lithium Valley Brazil (Sigma Lithium, 2023)","url":"https://sigmalithiumresources.com/sigma-lithium-and-brazilian-government-officials-ring-nasdaq-opening-bell-to-celebrate-the-launch-of-lithium-valley-brazil-initiative/","verified":false},{"title":"Sigma Lithium CEO outlines expansion plans (S&P Global, Feb 2025)","url":"https://www.spglobal.com/energy/en/news-research/latest-news/metals/021825-interview-sigma-lithium-ceo-outlines-expansion-plans-for-brazil-grota-do-cirilo-plant","verified":true}]},{"name":"Lithium Valley Brazil (Vale do Jequitinhonha)","type":"hub","city":"Araçuaí","state":"MG","founded":2023,"description":"Marca do governo de Minas Gerais lançada na Nasdaq em maio de 2023 para atrair investimentos ao cinturão de pegmatitos do Jequitinhonha, lar de Sigma, AMG, Atlas Lithium (projeto Neves), Latin Resources (Colina) e outras. As exportações brasileiras de lítio foram liberadas por um decreto de 2022.","tags":["lítio","polo","investimento"],"url":null,"significance":3,"sector":"minerals","id":187,"ownership":"program-policy","canon":187,"sources":[{"title":"Sigma Lithium and Brazilian officials ring Nasdaq bell to launch Lithium Valley Brazil (Sigma Lithium, 2023)","url":"https://sigmalithiumresources.com/sigma-lithium-and-brazilian-government-officials-ring-nasdaq-opening-bell-to-celebrate-the-launch-of-lithium-valley-brazil-initiative/","verified":false},{"title":"Governo de Minas lança projeto Vale do Lítio na Nasdaq (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/governo-de-minas-lanca-projeto-vale-do-litio-na-nasdaq/","verified":false},{"title":"Brasil se lança no mapa global do lítio (eixos)","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/brasil-se-lanca-no-mapa-global-do-litio","verified":false},{"title":"Vale do Jequitinhonha – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Jequitinhonha","verified":false}]},{"name":"AMG Brasil (AMG Lithium)","type":"company","city":"Nazareno","state":"MG","founded":1991,"description":"Subsidiária da holandesa AMG Critical Materials, primeira e mais antiga produtora de concentrado de lítio do Brasil (mina Mibra, com tântalo como coproduto), que expandiu para 130.000 t/ano de espodumênio em 2024 e abastece a refinaria de hidróxido de lítio da AMG na Alemanha.","tags":["lítio","tântalo"],"url":null,"significance":2,"sector":"minerals","id":188,"ownership":"foreign-multinational","canon":188,"sources":[{"title":"AMG Critical Materials – site corporativo (AMG Brasil / AMG Lithium)","url":"https://amg-nv.com","verified":false},{"title":"AMG Critical Materials – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/AMG_Critical_Materials","verified":false},{"title":"Brasil se lança no mapa global do lítio (eixos)","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/brasil-se-lanca-no-mapa-global-do-litio","verified":false}]},{"name":"Atlas Lithium","type":"startup","city":"Araçuaí","state":"MG","founded":2011,"description":"Júnior listada na Nasdaq que desenvolve o projeto de lítio Neves, no Jequitinhonha, com uma planta DMS modular e contratos de compra com Chengxin e Yahua; uma de várias juniores (Latin Resources, Oneworld Lithium) que miram a primeira produção em 2025-26.","tags":["lítio","júnior"],"url":null,"significance":2,"sector":"minerals","id":189,"ownership":"foreign-multinational","canon":189,"sources":[{"title":"Atlas Lithium – site oficial","url":"https://www.atlas-lithium.com","verified":false},{"title":"Atlas Lithium joined Brazilian officials at Lithium Valley Brazil launch (Newsfile, 2023)","url":"https://www.newsfilecorp.com/release/166102","verified":false},{"title":"Brasil se lança no mapa global do lítio (eixos)","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/brasil-se-lanca-no-mapa-global-do-litio","verified":false}]},{"name":"Serra Verde (Mineração Serra Verde)","type":"company","city":"Minaçu","state":"GO","founded":2010,"description":"Operadora da jazida de terras raras em argila iônica de Pela Ema, que iniciou a produção comercial em 2024 como a primeira nova mina de terras raras fora da Ásia em décadas, produzindo um concentrado de NdPr-Dy-Tb. Apoiada por Denham Capital e Energy & Minerals Group, com US$ 565 milhões captados e ~360 funcionários sob o CEO Ricardo Grossi; a Fase I mira ~6.400 t/ano de óxidos de terras raras (REO) até 2027. Em abril de 2026 concordou em ser adquirida pela USA Rare Earth, com fechamento previsto para o 3º trimestre de 2026.","tags":["terras raras","minerais críticos","eua-china"],"url":"https://www.mineracaoserraverde.com.br","significance":5,"sector":"minerals","id":190,"ownership":"foreign-multinational","canon":190,"intl":{"international":"Serra Verde é, com a australiana Lynas e a norte-americana MP Materials, um dos poucos produtores de terras raras fora da China, e o único em grande escala fora da Ásia a fornecer os quatro elementos magnéticos (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio) a partir de argila iônica. Foi financiada pela US International Development Finance Corporation (US$ 565 milhões) e tem contrato de compra de 15 anos com um veículo capitalizado por agências do governo dos EUA, com pisos de preço. Em abril de 2026 aceitou ser adquirida pela USA Rare Earth por US$ 300 milhões em dinheiro mais ações, valor implícito de cerca de US$ 2,8 bilhões, inserindo a mina goiana na estratégia norte-americana de cadeia de ímãs.","future":"O fechamento da aquisição, previsto para o terceiro trimestre de 2026, submete Serra Verde a aprovações regulatórias e torna Pela Ema um ativo estratégico dos EUA em solo brasileiro, o que levanta debate sobre soberania mineral e beneficiamento local. A Fase 1 deve atingir cerca de 6.400 toneladas de óxidos por ano até o fim de 2027, e uma Fase 2 pode dobrar a lavra antes de 2030. O que está em jogo para o Brasil é se o concentrado será separado no país ou exportado bruto para refinarias na América do Norte; observar a política de minerais críticos do MME e do BNDES/Finep. Riscos: preços controlados pela China, licenciamento ambiental e execução; oportunidade: ancorar uma cadeia regional de ímãs.","sources":[{"title":"SEC: USA Rare Earth to acquire Serra Verde (press release, abril de 2026)","url":"https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/0001970622/000121390026045339/ea028691001ex99-1.htm"},{"title":"SEC: USA Rare Earth Form 10-Q (junho de 2026)","url":"https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/0001970622/000197062226000057/usar-20260630.htm"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Mineração Serra Verde – site oficial","url":"https://www.mineracaoserraverde.com.br","verified":false},{"title":"Mineração Serra Verde inicia produção comercial de terras raras (Minera Brasil)","url":"https://minerabrasil.com.br/mineracao-serra-verde-inicia-producao-comercial-de-terras-raras-no-brasil","verified":true},{"title":"Presidente da Serra Verde detalha venda à USA Rare Earth (Jornal Opção, abr. 2026)","url":"https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/em-entrevista-exclusiva-presidente-da-serra-verde-detalha-venda-e-futuro-da-producao-de-terras-raras-fora-da-china-818449/","verified":true},{"title":"Terras raras: capa Pesquisa FAPESP 356 (out. 2025)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2025/10/019-021_capa-terras-raras_356-parte-2.pdf","verified":true}]},{"name":"Aclara Resources e outras juniores de terras raras","type":"startup","city":"Nova Roma","state":"GO","founded":2021,"description":"A Aclara (projeto Carbonatito Tocantins, GO) e as juniores australianas Brazilian Rare Earths (Rocha da Rocha, BA), Meteoric Resources (Caldeira, MG) e Viridis (Colossus, MG) avançam com projetos de terras raras em argila iônica e rocha dura; a Aclara busca uma planta de separação nos EUA para atender cadeias de ímãs não chinesas.","tags":["terras raras","júnior","exploração"],"url":null,"significance":2,"sector":"minerals","id":191,"ownership":"foreign-multinational","canon":191,"sources":[{"title":"Aclara Resources – site oficial","url":"https://www.aclara-re.com","verified":true},{"title":"Brazilian Rare Earths – site oficial","url":"https://brazilianrareearths.com","verified":false},{"title":"Terras raras: capa Pesquisa FAPESP 356 (out. 2025)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2025/10/019-021_capa-terras-raras_356-parte-2.pdf","verified":true}]},{"name":"CETEM (Centro de Tecnologia Mineral)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1978,"description":"Centro de tecnologia mineral do MCTI no campus da UFRJ, que desenvolve metalurgia extrativa, separação de terras raras e reciclagem de ímãs por 'mineração urbana' (liderada por Ysrael Marrero Vera), e participa do esforço nacional da cadeia terras raras-ímãs ao lado do LabFabITR, em Lagoa Santa (MG), o laboratório-piloto de ímãs do Brasil.","tags":["p&d","terras raras","reciclagem"],"url":"https://www.gov.br/cetem","significance":3,"sector":"minerals","id":192,"ownership":"public-institution","canon":192,"sources":[{"title":"CETEM – Centro de Tecnologia Mineral","url":"https://www.gov.br/cetem","verified":false},{"title":"Terras raras: capa Pesquisa FAPESP 356 (out. 2025)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2025/10/019-021_capa-terras-raras_356-parte-2.pdf","verified":true}]},{"name":"Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) e ANM","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1969,"description":"O SGB (antiga CPRM) mapeia a geologia do Brasil e lançou em 2024-25 levantamentos do potencial de minerais críticos (lítio, terras raras, grafite, níquel, cobre); a ANM (2017) é a reguladora da mineração, responsável por licenciamento, royalties (CFEM) e fiscalização de barragens de rejeitos, frequentemente citada como gargalo de licenciamento.","tags":["governo","geologia","regulador"],"url":"https://www.sgb.gov.br","significance":3,"sector":"minerals","id":193,"ownership":"federal-soe","canon":193,"sources":[{"title":"Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) – site oficial","url":"https://www.sgb.gov.br","verified":false},{"title":"Agência Nacional de Mineração – site oficial","url":"https://www.gov.br/anm","verified":false},{"title":"Serviço Geológico do Brasil (CPRM) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_de_Pesquisa_de_Recursos_Minerais","verified":true},{"title":"Agência Nacional de Mineração – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_Nacional_de_Mineração","verified":true}]},{"name":"Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 4.443/2025)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2025,"description":"Projeto do Senado de Renan Calheiros (relatores Esperidião Amin na CAE e Wilder Morais na CI) que cria a PNMCE: uma lista nacional de minerais críticos (LBMCE, incluindo terras raras, lítio, grafite, cobre e minerais nucleares), um Fundo Garantidor da Atividade Mineral, debêntures incentivadas e créditos tributários, zonas de processamento e um certificado de mineral de baixo carbono. Aprovado pela CAE em dezembro de 2025; a votação na CI foi adiada em julho de 2026. Um projeto paralelo da Câmara (PL 2.780/2024) ganhou urgência em 2025.","tags":["políticas públicas","minerais críticos"],"url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/170309","significance":4,"sector":"minerals","id":194,"ownership":"program-policy","canon":194,"sources":[{"title":"PL 4443/2025 – Senado Federal","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/170309","verified":true},{"title":"Senado avança na política de minerais críticos (Cenário Energia, dez. 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/09/senado-avanca-na-criacao-da-politica-de-minerais-criticos-com-inclusao-de-cobre-e-minerais-nucleares-na-lista-estrategica/","verified":true},{"title":"Comissão do Senado adia votação da política de minerais críticos (Tribuna do Sertão, jul. 2026)","url":"https://tribunadosertao.com.br/geral/2026/07/14/939618-comissao-do-senado-adia-votacao-de-politica-nacional-para-minerais-criticos-e-estrategicos","verified":true}]},{"name":"Nova Indústria Brasil / chamada BNDES-Finep de minerais críticos","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"A política industrial federal (janeiro de 2024, R$ 300 bilhões) inclui os minerais críticos e a transição energética entre suas seis missões; sua chamada BNDES-Finep de 2024-25 selecionou 56 projetos minerais (dez de terras raras), com R$ 5 bilhões inicialmente disponíveis, e o MCTI lançou em 2025 um programa dedicado a minerais críticos e um conselho de minerais estratégicos liderado pelo MDIC.","tags":["políticas públicas","financiamento","política industrial"],"url":null,"significance":3,"sector":"minerals","id":195,"ownership":"program-policy","canon":323,"sources":[{"title":"Nova Indústria Brasil – MDIC","url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/composicao/se/cdi/nova-industria-brasil","verified":false},{"title":"Nova política industrial terá R$ 300 bilhões (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2354657","verified":true},{"title":"Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026 (Monitor Mercantil)","url":"https://monitormercantil.com.br/nova-industria-brasil-tera-r-140-bi-ate-dezembro-de-2026/","verified":true},{"title":"Finep – chamada de minerais estratégicos BNDES-Finep","url":"https://www.finep.gov.br","verified":false}]},{"name":"Hydro Alunorte e CBA (cadeia do alumínio)","type":"company","city":"Barcarena","state":"PA","founded":1995,"description":"A Alunorte, da Norsk Hydro, no Pará, é a maior refinaria de alumina do mundo fora da China (bauxita de Paragominas via mineroduto), convertendo caldeiras de óleo combustível para gás e eletricidade; a Companhia Brasileira de Alumínio (Votorantim), em Alumínio (SP), opera uma fundição movida a energia hidrelétrica e uma estratégia de alumínio de baixo carbono. Ambas ancoram a cadeia brasileira da bauxita ao alumínio.","tags":["alumínio","bauxita","descarbonização"],"url":null,"significance":2,"sector":"minerals","id":196,"ownership":"foreign-multinational","canon":196,"sources":[{"title":"Hydro Alunorte – Norsk Hydro Brasil","url":"https://www.hydro.com/pt-BR/brasil/","verified":false},{"title":"CBA – Companhia Brasileira de Alumínio – site oficial","url":"https://www.cba.com.br","verified":false},{"title":"Alunorte – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Alunorte","verified":true},{"title":"Companhia Brasileira de Alumínio – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Brasileira_de_Alumínio","verified":true}]},{"name":"Anglo American Barro Alto e Brazilian Nickel","type":"company","city":"Barro Alto","state":"GO","founded":2011,"description":"As operações de ferroníquel Barro Alto e Codemin da Anglo American (vendidas à MMG em 2025 por ~US$ 500 milhões) e o projeto de níquel-cobalto por lixiviação em pilha da Brazilian Nickel no Piauí (primeira produção de MHP em 2024-25) representam o pipeline brasileiro de níquel para baterias e aço inoxidável.","tags":["níquel","cobalto","baterias"],"url":null,"significance":2,"sector":"minerals","id":197,"ownership":"foreign-multinational","canon":197,"sources":[{"title":"Anglo American Brasil – site oficial","url":"https://brasil.angloamerican.com","verified":false},{"title":"Brazilian Nickel – site oficial","url":"https://www.braziliannickel.com","verified":true},{"title":"Anglo American vende negócio de níquel no Brasil para MMG por até US$ 500 milhões (O Povo, fev. 2025)","url":"https://www.opovo.com.br/noticias/economia/2025/02/18/amp/anglo-american-vende-negocio-de-niquel-no-brasil-para-mmg-singapore-por-ate-uss-500-milhoes.html","verified":false},{"title":"Anglo American vende operação de níquel no Brasil para MMG (Minera Brasil, fev. 2025)","url":"https://minerabrasil.com.br/anglo-american-vende-operacao-de-niquel-no-brasil-para-mmg-por-ate-us-500-milhoes/2025/02/18","verified":false}]},{"name":"CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1949,"description":"Instituto de física do MCTI na Urca, casa histórica de César Lattes e líder nacional em informação quântica, óptica quântica e matéria condensada. Abriga o nó da Rio Quântica, fabricou um chip de qubit supercondutor com a Unicamp e opera as instalações de sala limpa do LabNano; entre os pesquisadores estão Ernesto Galvão (Quantum Lab, também no INL) e Ivan Oliveira (computação quântica por RMN).","tags":["quântica","física","laboratório federal"],"url":"https://www.cbpf.br","significance":5,"sector":"quantum","id":198,"ownership":"public-institution","canon":198,"intl":{"international":"O CBPF cumpre no Brasil o papel que laboratórios como o CNR italiano ou o CSIC espanhol têm em física fundamental, e lidera a rede Rio Quântica, análoga em escala reduzida às redes de internet quântica da Quantum Internet Alliance europeia e às redes metropolitanas chinesas. O chip supercondutor fabricado com a Unicamp coloca o país no grupo restrito que produz qubits próprios, embora sem o volume de IBM, Google ou Origin Quantum. A comparação de recursos é desfavorável: o investimento brasileiro em quântica foi estimado em cerca de R$ 60 milhões, contra US$ 42 bilhões globais. Pesquisadores como Ernesto Galvão mantêm pontes com o International Iberian Nanotechnology Laboratory, em Portugal, e com grupos europeus.","future":"A estratégia brasileira de tecnologias quânticas, gestada por grupo de trabalho do MCTI desde 2024, definirá se o CBPF será o eixo acadêmico de um esforço nacional ou coexistirá com polos financiados por estados, como o CIQUANTA na Paraíba e o QuIIN em Salvador, e pela FAPESP (QuTIa, R$ 150 milhões). Pontos a observar: expansão da Rio Quântica para outras redes, infraestrutura do LabNano, formação de doutores e a capacidade de fabricar e testar chips de qubits em cadeia nacional. Riscos: orçamento federal apertado, fuga de talentos e dependência de equipamentos criogênicos importados. Oportunidade: ocupar o espaço da pesquisa em comunicação quântica e sensores, onde o custo de entrada é menor.","sources":[{"title":"Convergência Digital: Brasil quer lugar na computação quântica, mas só tem R$ 60 milhões","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/brasil-quer-lugar-na-computacao-quantica-mas-so-tem-r-60-milhoes-mundo-investe-r-240-bilhoes/"},{"title":"DPL News: país avança na corrida das tecnologias quânticas","url":"https://dplnews.com/?p=261604"},{"title":"Rede Rio: sumário da Rede Rio Quântica","url":"https://rederio.br/sites/default/files/files/downloads/RRQ_Sumario_divulgacao.pdf"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"CBPF – Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas","url":"https://www.cbpf.br","verified":false},{"title":"Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Brasileiro_de_Pesquisas_Físicas","verified":true},{"title":"Primeira rede de criptografia quântica do país deve unir cinco instituições (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/primeira-rede-de-criptografia-quantica-do-pais-deve-unir-cinco-instituicoes-de-pesquisa/","verified":false}]},{"name":"CIQUANTA-PB (Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba)","type":"infrastructure","city":"João Pessoa","state":"PB","founded":2026,"description":"Centro de R$ 200 milhões (R$ 140 milhões do estado, R$ 60 milhões do MCTI) na Estação Ciência Cabo Branco, lançado em 19 de junho de 2026, que abrigará os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil, sistemas supercondutores de 20 e 100 qubits do Yangtze River Delta Industrial Innovation Center for Quantum Technology, da China (CETC 54th Institute, Suzhou). Pesquisadores brasileiros foram treinados na China em meados de 2026, com chegada dos equipamentos em agosto e montagem até outubro de 2026; também operará um Hub Nacional de Experimentação Quântica.","tags":["computação quântica","china","infraestrutura"],"url":null,"significance":5,"sector":"quantum","id":199,"ownership":"public-institution","canon":199,"intl":{"international":"O CIQUANTA-PB inverte o padrão da região: enquanto Japão, Alemanha, Canadá, Espanha e Coreia instalaram sistemas IBM Quantum, a Paraíba optou por computadores supercondutores de 20 e 100 qubits do Yangtze River Delta Industrial Innovation Center for Quantum Technology, ligado ao 54º Instituto da CETC, estatal chinesa que está na lista de restrições do Departamento de Comércio dos EUA. Serão os primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil e da América Latina, com transferência de tecnologia e planos de redes de comunicação quântica entre João Pessoa e Campina Grande. O arranjo expõe o Brasil ao mesmo dilema geopolítico vivido por países que adotam infraestrutura chinesa em telecomunicações.","future":"O cronograma prevê equipamentos chegando em agosto e montagem até outubro de 2026, com operação plena em 2027 e um Hub Nacional de Experimentação Quântica em nuvem, além de 156 bolsas para formar cerca de 500 pessoas em seis cidades. O que está em jogo: demonstrar resultados científicos com máquinas de 100 qubits ruidosos, sustentar o custo operacional com recursos estaduais e federais e administrar a sensibilidade norte-americana, já manifestada em relatório do Congresso dos EUA sobre o radiotelescópio BINGO. Observar a integração com CBPF, Unicamp e CNPEM e a ambição de fabricar chips quânticos no país. Risco: um 'elefante branco' subutilizado; oportunidade: formar a primeira geração de engenheiros quânticos brasileiros.","sources":[{"title":"Movimento Econômico: Paraíba quântica, parceria com China inicia nova era computacional","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/06/26/paraiba-quantica-parceria-com-china-inicia-nova-era-computacional-no-brasil/"},{"title":"Canaltech: Brasil instalará seus dois primeiros computadores quânticos na Paraíba","url":"https://canaltech.com.br/hardware/brasil-instalara-seus-dois-primeiros-computadores-quanticos-na-paraiba/"},{"title":"Portal de Prefeitura: Paraíba terá primeiros computadores quânticos da América Latina","url":"https://portaldeprefeitura.com.br/cotidiano/paraiba-tera-primeiros-computadores-quanticos-da-america-latina-ate/627394/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Paraíba terá os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil (Convergência Digital, jun. 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-tera-os-dois-primeiros-computadores-quanticos-operacionais-do-brasil-com-capacidades-de-20-e-100-qubits/","verified":true},{"title":"Paraíba quântica: parceria com China inicia nova era computacional (Movimento Econômico, jun. 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/06/26/paraiba-quantica-parceria-com-china-inicia-nova-era-computacional-no-brasil/","verified":true},{"title":"Governo da Paraíba – site oficial","url":"https://paraiba.pb.gov.br","verified":false}]},{"name":"QuIIN no Senai Cimatec","type":"research-institute","city":"Salvador","state":"BA","founded":2023,"description":"Centro Quantum Industrial Innovation, primeiro centro de competência em quântica do Brasil, selecionado pela Embrapii com financiamento do MCTI (~R$ 60 milhões) em outubro de 2023 e coordenado por Valéria Loureiro da Silva. Baseia-se em um centro de excelência quântica anterior da Atos/Eviden (emulador Qaptiva) e oferece um programa de pós-graduação em comunicação quântica e projetos industriais com a Petrobras e outras empresas.","tags":["quântica","embrapii","indústria"],"url":"https://www.senaicimatec.com.br","significance":4,"sector":"quantum","id":200,"ownership":"parastatal","canon":200,"sources":[{"title":"Senai Cimatec – site oficial","url":"https://www.senaicimatec.com.br","verified":false},{"title":"Embrapii escolhe Senai Cimatec para centro de tecnologia quântica (Mercado & Consumo, out. 2023)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2023/inovacao/embrapii-escolhe-senai-cimatec-em-salvador-para-investir-em-centro-de-tecnologia-quantica/","verified":true},{"title":"Brasil quer lugar na computação quântica mas só tem R$ 60 milhões (Convergência Digital, ago. 2024)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/brasil-quer-lugar-na-computacao-quantica-mas-so-tem-r-60-milhoes-mundo-investe-r-240-bilhoes/","verified":true},{"title":"Embrapii – site oficial","url":"https://embrapii.org.br","verified":false}]},{"name":"IBQuântica (Iniciativa Brasileira de Tecnologias Quânticas) / MCTI","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Estratégia quântica do MCTI, nascida do grupo de trabalho criado pela Portaria 8.194/2024 e debatida na 5ª Conferência Nacional de C&T. Financia a Residência em Tecnologias Quânticas de 2026 (R$ 20 milhões, 156 bolsas, ~500 residentes em seis cidades) e cofinancia o CIQUANTA-PB; a ministra Luciana Santos a enquadra na ENCTI e na E-Digital.","tags":["políticas públicas","quântica","mcti"],"url":"https://www.gov.br/mcti","significance":4,"sector":"quantum","id":201,"ownership":"program-policy","canon":201,"sources":[{"title":"MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação","url":"https://www.gov.br/mcti","verified":false},{"title":"Brasil quer lugar na computação quântica mas só tem R$ 60 milhões (Convergência Digital, ago. 2024)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/brasil-quer-lugar-na-computacao-quantica-mas-so-tem-r-60-milhoes-mundo-investe-r-240-bilhoes/","verified":true},{"title":"Paraíba terá os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil (Convergência Digital, jun. 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-tera-os-dois-primeiros-computadores-quanticos-operacionais-do-brasil-com-capacidades-de-20-e-100-qubits/","verified":true},{"title":"Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ministério_da_Ciência,_Tecnologia_e_Inovação","verified":false}]},{"name":"INCT-IQ (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica)","type":"program","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2008,"description":"Rede nacional financiada pelo CNPq (duas edições de INCT) sediada na UFMG que conecta ~20 universidades e o CBPF na pesquisa em informação quântica, coordenada historicamente por Amir Caldeira (Unicamp) e depois por físicos da UFMG (Marcelo Terra Cunha, Sebastião de Pádua). Formou a maior parte da comunidade brasileira de informação quântica.","tags":["rede","quântica","cnpq"],"url":null,"significance":4,"sector":"quantum","id":202,"ownership":"program-policy","canon":202,"sources":[{"title":"INCT-IQ – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica","url":"https://sites.ifi.unicamp.br/inctiq/en","verified":true},{"title":"Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) – UFMG/PRPq","url":"https://www.ufmg.br/prpq/institutos-nacionais-de-ciencia-e-tecnologia-inct/","verified":false},{"title":"Redes quânticas – Pesquisa FAPESP 342 (ago. 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2024/08/066-069_redes-quanticas_342.pdf","verified":false}]},{"name":"Rede Rio Quântica","type":"infrastructure","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2022,"description":"Primeiro testbed físico de comunicação quântica do Brasil, que liga PUC-Rio, CBPF, UFRJ e IME por fibra apagada e o CBPF à UFF (Niterói) por um enlace a laser em espaço livre sobre a Baía de Guanabara, coordenado por Antonio Zelaquett Khoury (UFF) com apoio da FAPERJ. Usado em experimentos de QKD e distribuição de emaranhamento.","tags":["comunicação quântica","qkd","testbed"],"url":null,"significance":3,"sector":"quantum","id":203,"ownership":"public-institution","canon":203,"sources":[{"title":"Rede Rio Quântica – sumário de divulgação (RedeRio/FAPERJ)","url":"https://rederio.br/sites/default/files/files/downloads/RRQ_Sumario_divulgacao.pdf","verified":false},{"title":"Primeira rede de criptografia quântica do país deve unir cinco instituições (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/primeira-rede-de-criptografia-quantica-do-pais-deve-unir-cinco-instituicoes-de-pesquisa/","verified":false},{"title":"Fótons gêmeos mantêm correlação após viagem de 7 km sobre a Baía de Guanabara (Agência FAPESP)","url":"https://agencia.fapesp.br/fotons-gemeos-mantem-correlacao-mesmo-apos-viagem-de-7-km-sobre-a-baia-de-guanabara/59162","verified":false}]},{"name":"Instituto de Física da USP (óptica quântica e LMCAL)","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1970,"description":"Sede do Laboratório de Manipulação Coerente de Átomos e Luz (LMCAL), liderado por Paulo Nussenzveig e Marcelo Martinelli, conhecido pelo emaranhamento multipartite em osciladores paramétricos ópticos, além de grupos de teoria da informação quântica; o IFSC-USP, em São Carlos, soma laboratórios de átomos frios e sensoriamento quântico (grupo de BEC de Vanderlei Bagnato).","tags":["óptica quântica","universidade","emaranhamento"],"url":"https://portal.if.usp.br","significance":4,"sector":"quantum","id":204,"ownership":"public-institution","canon":204,"sources":[{"title":"Instituto de Física da USP – site oficial","url":"https://portal.if.usp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Física da Universidade de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Física_da_Universidade_de_São_Paulo","verified":true},{"title":"Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP)","url":"https://www2.ifsc.usp.br","verified":false}]},{"name":"Unicamp (Instituto de Física Gleb Wataghin, CCSNano)","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":1966,"description":"O instituto de física e o centro de nanofabricação (CCSNano) da Unicamp, sob Gustavo Wiederhecker, lideram o programa de tecnologias quânticas QuTIa da FAPESP, de R$ 150 milhões, e trabalham em fotônica integrada, optomecânica e dispositivos supercondutores (com o CBPF). A teoria quântica dissipativa de Amir Caldeira e a proximidade do campus com CPqD/Padtec fazem de Campinas a encruzilhada entre fotônica e quântica.","tags":["universidade","fotônica","fapesp"],"url":"https://www.ifi.unicamp.br","significance":4,"sector":"quantum","id":205,"ownership":"public-institution","canon":559,"sources":[{"title":"Instituto de Física Gleb Wataghin – site oficial","url":"https://www.ifi.unicamp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Física Gleb Wataghin – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Física_Gleb_Wataghin","verified":true},{"title":"CCSNano – Centro de Componentes Semicondutores e Nanotecnologias (Unicamp)","url":"https://www.ccsnano.unicamp.br","verified":false}]},{"name":"Grupo de informação quântica da UFMG","type":"university-lab","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2000,"description":"Um dos grupos mais fortes do Brasil em teoria e experimentos de informação quântica (Sebastião de Pádua, Marcelo Terra Cunha, Raphael Drumond, Carlos Monken), sede do INCT-IQ, com trabalhos em emaranhamento, contextualidade e óptica quântica fotônica.","tags":["universidade","informação quântica"],"url":null,"significance":3,"sector":"quantum","id":206,"ownership":"public-institution","canon":206,"sources":[{"title":"Departamento de Física da UFMG – site oficial","url":"https://www.fisica.ufmg.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Minas Gerais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Minas_Gerais","verified":false},{"title":"INCT-IQ – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica","url":"https://sites.ifi.unicamp.br/inctiq/en","verified":true}]},{"name":"Óptica quântica na UFPE (Daniel Felinto)","type":"university-lab","city":"Recife","state":"PE","founded":1970,"description":"O Departamento de Física da UFPE abriga o laboratório de memória quântica com átomos frios e fontes de fóton único de Daniel Felinto e uma forte tradição em óptica não linear e quântica (Cid de Araújo, José Tabosa), fazendo do Recife um polo quântico do Nordeste ao lado de Salvador e João Pessoa.","tags":["universidade","óptica quântica","átomos frios"],"url":null,"significance":3,"sector":"quantum","id":207,"ownership":"public-institution","canon":207,"sources":[{"title":"Departamento de Física da UFPE – site oficial","url":"https://www.ufpe.br/df","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Pernambuco – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Pernambuco","verified":false}]},{"name":"Grupos de quântica da UFRJ, UFF e UFABC","type":"university-lab","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"A UFRJ (Luiz Davidovich, Nicim Zagury, Fabricio Toscano) construiu os fundamentos teóricos da óptica quântica e dos estudos de decoerência no Brasil; o Laboratório de Informação Quântica da UFF (Zelaquett Khoury, Daniel Jonathan) coordena a Rio Quântica; a UFABC (Roberto Serra, termodinâmica quântica por RMN) e o Gercom da UFPA (Antônio Abelém, internet quântica) completam a rede.","tags":["universidade","quântica","rede"],"url":null,"significance":3,"sector":"quantum","id":208,"ownership":"public-institution","canon":208,"sources":[{"title":"Instituto de Física da UFRJ – site oficial","url":"https://www.if.ufrj.br","verified":false},{"title":"Instituto de Física da UFF – site oficial","url":"https://www.if.uff.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Rio de Janeiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_de_Janeiro","verified":false},{"title":"Redes quânticas – Pesquisa FAPESP 342 (ago. 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2024/08/066-069_redes-quanticas_342.pdf","verified":false}]},{"name":"Luiz Davidovich","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Físico da UFRJ, ex-presidente da Academia Brasileira de Ciências (2016-22) e conselheiro da Finep, pioneiro da óptica quântica e da teoria da decoerência (com o grupo de Haroche) e o mais proeminente defensor público de uma estratégia quântica nacional financiada.","tags":["pessoa","óptica quântica","política científica"],"url":null,"significance":3,"sector":"quantum","id":209,"ownership":"person","canon":209,"sources":[{"title":"Luiz Davidovich – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Davidovich","verified":true},{"title":"Academia Brasileira de Ciências – membro Luiz Davidovich","url":"https://www.abc.org.br/membro/luiz-davidovich/","verified":false}]},{"name":"Padtec","type":"company","city":"Campinas","state":"SP","founded":1999,"description":"Única fabricante de equipamentos de transporte óptico DWDM da América Latina, originada do CPqD e listada na B3 (2021), que fornece sistemas coerentes de 400G-800G a operadoras e enlaces submarinos; explorou a integração de distribuição quântica de chaves com universidades brasileiras. O próprio CPqD (1976) foi pioneiro da fibra óptica brasileira e segue como polo de P&D em fotônica e cibersegurança.","tags":["fotônica","óptica","telecom"],"url":"https://www.padtec.com.br","significance":3,"sector":"quantum","id":210,"ownership":"private","canon":210,"sources":[{"title":"Padtec – site oficial","url":"https://www.padtec.com.br","verified":false},{"title":"Padtec – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Padtec","verified":true},{"title":"Redes quânticas – Pesquisa FAPESP 342 (ago. 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2024/08/066-069_redes-quanticas_342.pdf","verified":false}]},{"name":"Startups brasileiras de quântica (Quantuloop, QuantumB, Qubit Engineering)","type":"startup","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2021,"description":"Um ecossistema pequeno e incipiente: Quantuloop (spin-off da UFSC, linguagem de programação quântica Ket e nuvem de simulação), QuantumB e consultorias de software quântico que atendem bancos (pilotos de otimização de portfólio no Itaú e no Bradesco) e a Petrobras; o QuIIN da Embrapii e a residência da Paraíba buscam semear mais empreendimentos de deep tech.","tags":["startup","software quântico"],"url":null,"significance":2,"sector":"quantum","id":211,"ownership":"private","canon":211,"sources":[{"title":"Quantuloop – site oficial","url":"https://quantuloop.com","verified":true},{"title":"Brasil quer lugar na computação quântica mas só tem R$ 60 milhões (Convergência Digital, ago. 2024)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/brasil-quer-lugar-na-computacao-quantica-mas-so-tem-r-60-milhoes-mundo-investe-r-240-bilhoes/","verified":true},{"title":"Embrapii escolhe Senai Cimatec para centro de tecnologia quântica (Mercado & Consumo, out. 2023)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2023/inovacao/embrapii-escolhe-senai-cimatec-em-salvador-para-investir-em-centro-de-tecnologia-quantica/","verified":true}]},{"name":"Embrapii","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2013,"description":"Agência federal de P&D industrial que cofinancia projetos aplicados com empresas por meio de unidades credenciadas; criou o centro de competência quântica QuIIN no Senai Cimatec e mantém centros de competência em IA, 5G/6G e semicondutores que se sobrepõem a quântica e fotônica.","tags":["financiamento","p&d industrial"],"url":"https://embrapii.org.br","significance":3,"sector":"quantum","id":212,"ownership":"parastatal","canon":607,"sources":[{"title":"Embrapii – site oficial","url":"https://embrapii.org.br","verified":false},{"title":"Embrapii: Caderno Valor COP30 (nov. 2025)","url":"https://embrapii.org.br/wp-content/uploads/2025/11/CADERNO-VALOR_EMBRAPII_COP30_NOV-25.pdf","verified":true},{"title":"Embrapii escolhe Senai Cimatec para centro de tecnologia quântica (Mercado & Consumo, out. 2023)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2023/inovacao/embrapii-escolhe-senai-cimatec-em-salvador-para-investir-em-centro-de-tecnologia-quantica/","verified":true}]},{"name":"Banco Central do Brasil (BCB)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1964,"description":"O banco central brasileiro é o arquiteto da infraestrutura pública digital do país: Pix (2020), Open Finance (2021), o piloto da CBDC Drex e, desde 2025, o regime de licenciamento de prestadoras de serviços de criptoativos. Sob Roberto Campos Neto (2019-2024) e Gabriel Galipolo (2025-) tornou-se referência global em pagamentos instantâneos geridos pelo Estado, citado por FMI, BIS e G20 como o modelo que outros países copiam.","tags":["pix","open finance","drex","regulador","dpi"],"url":"https://www.bcb.gov.br","significance":5,"sector":"fintech","id":213,"ownership":"public-institution","canon":213,"intl":{"international":"O BCB é citado por FMI, BIS e G20 ao lado do Reserve Bank of India como o banco central que mais avançou em infraestrutura pública digital: o Pix supera em adoção o FedNow norte-americano e o SEPA Instant europeu, e o Open Finance brasileiro é um dos mais abrangentes do mundo. Em moeda digital, porém, o caminho divergiu do e-CNY chinês e do euro digital: em novembro de 2025 o BCB encerrou a plataforma do Drex, alegando que as soluções de DLT testadas não garantiam privacidade e sigilo bancário, e voltou-se a uma arquitetura 'agnóstica' de tokenização. Em 2025 também implantou o regime de licenciamento de prestadoras de serviços de criptoativos, alinhado a padrões do GAFI e da UE (MiCA).","future":"Em 2026-2030 o BCB enfrenta três frentes: defender o Pix na investigação da Seção 301 dos EUA, que o acusa de favorecimento compulsório e distorção de preços; redesenhar a tokenização pós-Drex com liquidação em moeda de banco central e colateral de ativos tokenizados; e consolidar a supervisão de criptoativos e big techs. Observar a proposta de autonomia financeira (PEC 65), a gestão de Gabriel Galipolo até 2028, a interoperabilidade internacional do Pix e o combate a fraudes. Riscos: pressão comercial externa, captura política e concentração bancária; oportunidade: exportar o modelo regulatório e manter o Brasil como caso de referência em pagamentos e finanças abertas.","sources":[{"title":"Central do Varejo: Banco Central encerra projeto do Drex e redefine foco para 2026","url":"https://centraldovarejo.com.br/banco-central-encerra-projeto-do-drex-e-redefine-foco-para-2026/?amp=1"},{"title":"Funds Society: Brazil shelves digital currency, for now","url":"https://www.fundssociety.com/en/news/alternativos/brazil-shelves-digital-currency-for-now/"},{"title":"Seu Dinheiro: a visão do BC de Galipolo para o Drex","url":"https://www.seudinheiro.com/2025/criptomoedas/a-visao-do-bc-de-galipolo-para-piloto-do-drex-que-sera-lancado-em-2026-gcsb/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Banco Central do Brasil – site oficial","url":"https://www.bcb.gov.br","verified":false},{"title":"Banco Central do Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Central_do_Brasil","verified":false},{"title":"Relatório de Gestão do Pix 2026 – Banco Central do Brasil","url":"https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2026.pdf","verified":true}]},{"name":"Pix","type":"infrastructure","city":"Brasília","state":"DF","founded":2020,"description":"Trilho de pagamentos instantâneos gratuito, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, lançado em 16 de novembro de 2020. Em 2025 processou ~79,8 bilhões de transações no valor de R$ 35,4 trilhões em 926 instituições, usado por 148 milhões de pessoas (86% dos adultos). O Pix Automático (débitos recorrentes) foi lançado em junho de 2025 e o pagamento por aproximação (NFC) foi regulamentado no mesmo mês; deslocou o dinheiro em espécie, o boleto e boa parte do volume de cartões de débito e virou alvo de uma queixa comercial dos EUA em 2025.","tags":["pagamentos instantâneos","dpi","bcb","pix automático"],"url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix","significance":5,"sector":"fintech","id":214,"ownership":"public-institution","canon":214,"intl":{"international":"O Pix e o UPI indiano são os dois casos mundiais de pagamento instantâneo público com adoção massiva; o Pix processou cerca de 79,8 bilhões de transações em 2025, muito acima do FedNow (EUA, 2023), do SEPA Instant europeu e do PromptPay tailandês em penetração relativa. A diferença em relação a arranjos privados como Zelle ou Visa Direct é a governança estatal, a gratuidade para pessoas físicas e a obrigatoriedade de adesão para grandes instituições, exatamente os pontos atacados pelo USTR na investigação da Seção 301 aberta em 2025, cujo relatório cita o Pix vinte vezes e o classifica como 'injusto e discriminatório'. O modelo é estudado por bancos centrais da América Latina, África e Europa.","future":"O que está em jogo é a defesa do arranjo frente à pressão comercial norte-americana, que o vincula a tarifas punitivas, e a expansão funcional: Pix Automático (recorrência), aproximação por NFC, parcelamento e, mais adiante, pagamentos transfronteiriços via iniciativas como o Nexus do BIS. Observar a resposta do Itamaraty e do BCB, a evolução de fraudes e do Mecanismo Especial de Devolução, a reação das bandeiras de cartão e o impacto sobre a receita de bancos. Riscos: retaliação comercial, incidentes de segurança e captura por grandes incumbentes; oportunidade: tornar-se padrão exportável e base para crédito e serviços para 148 milhões de usuários.","sources":[{"title":"Forbes Brasil: tarifa dos EUA e o Pix","url":"https://forbes.com.br/forbes-money/2026/06/tarifa-eua-pix-brasil/"},{"title":"IstoÉ Dinheiro: Pix, Trump e a via diplomática","url":"https://istoedinheiro.com.br/pix-trump-diplomatico"},{"title":"InvestNews: investigação do Pix pelos EUA","url":"https://investnews.com.br/financas/investigacao-do-pix-eua/amp/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Pix – Banco Central do Brasil","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix","verified":true},{"title":"Pix – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pix","verified":false},{"title":"Relatório de Gestão do Pix 2026 – Banco Central do Brasil","url":"https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2026.pdf","verified":true},{"title":"Pix bate recorde em 2025 e movimenta R$ 35,4 trilhões (Metrópoles)","url":"https://metropoles.com/brasil/pix-bate-recorde-em-2025-e-movimenta-r-354-trilhoes","verified":true}]},{"name":"Open Finance Brasil","type":"infrastructure","city":"Brasília","state":"DF","founded":2021,"description":"Arcabouço obrigatório de open banking lançado em fases a partir de fevereiro de 2021 e ampliado para seguros (Open Insurance) e investimentos. Superou 60 milhões de consentimentos ativos de compartilhamento de dados em 2025, tornando-se um dos maiores do mundo e a espinha dorsal da iniciação de pagamentos (Pix via Open Finance) e da avaliação de crédito.","tags":["open banking","apis","compartilhamento de dados"],"url":"https://openfinancebrasil.org.br","significance":4,"sector":"fintech","id":215,"ownership":"public-institution","canon":215,"sources":[{"title":"Open Finance Brasil – site oficial","url":"https://openfinancebrasil.org.br","verified":true},{"title":"Open Finance – Banco Central do Brasil","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/openfinance","verified":false},{"title":"Open banking – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Open_banking","verified":false}]},{"name":"Drex (Real Digital)","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2023,"description":"Piloto de CBDC de atacado/tokenização do BCB, batizado de Drex em agosto de 2023 e executado em uma rede Hyperledger Besu permissionada com 16 consórcios (bancos, Microsoft, Nubank, Mercado Bitcoin). Em setembro de 2025 o BCB anunciou que abandonaria o ledger DLT na primeira fase de produção porque as soluções de privacidade não estavam maduras, reposicionando o Drex como infraestrutura para garantias, recebíveis e crédito tokenizados.","tags":["cbdc","tokenização","blockchain","guinada 2025"],"url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/drex","significance":4,"sector":"fintech","id":216,"ownership":"program-policy","canon":216,"sources":[{"title":"Drex – Banco Central do Brasil","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/drex","verified":false},{"title":"Drex – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Drex","verified":true},{"title":"Banco Central abandona o blockchain do Drex, o projeto do real digital (Forbes Brasil, nov. 2025)","url":"https://forbes.com.br/forbes-money/2025/11/banco-central-abandona-o-blockchain-do-drex-o-projeto-do-real-digital/","verified":true},{"title":"Central bank stepping back from digital currency project (The Brazilian Report)","url":"https://newsletters.brazilian.report/p/central-bank-stepping-back-from-digital-currency-project","verified":false}]},{"name":"gov.br","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2019,"description":"Portal unificado federal de identidade digital e serviços operado pelo Ministério da Gestão (MGI) com Serpro e Dataprev. Tem mais de 160 milhões de contas (níveis de garantia bronze/prata/ouro), mais de 4.000 serviços digitalizados e sustenta a Carteira de Identidade Nacional, o e-Título e a CNH Digital; o Brasil figura no grupo de elite do índice de governo eletrônico da ONU.","tags":["identidade digital","governo eletrônico","dpi"],"url":"https://www.gov.br","significance":5,"sector":"fintech","id":217,"ownership":"public-institution","canon":217,"intl":{"international":"O gov.br é comparável ao India Stack/Aadhaar pela escala (mais de 170 milhões de usuários, 77,8 milhões em nível ouro) e ao Singpass de Singapura e ao e-ID estoniano pela integração de identidade e serviços. Diferencia-se da carteira de identidade digital europeia (eIDAS 2.0) por ser operado centralmente por Serpro e Dataprev, estatais federais, e não por um ecossistema de provedores certificados. O Brasil figura no grupo 'muito alto' do índice de governo eletrônico da ONU, entrou no top 10 do Digital Government Index da OCDE e obteve 0,986 no GovTech Maturity Index do Banco Mundial em 2025. Mantém intercâmbios com Holanda, Estônia e Portugal e inspira plataformas na América Latina.","future":"Até 2030 a agenda inclui universalizar a Carteira de Identidade Nacional (prazo legal até 2032), ampliar os serviços digitais federais (4.600) e estaduais, integrar IA ao atendimento e migrar cargas para a Nuvem de Governo do PBIA. O que está em jogo: segurança (sequestro de contas gov.br é vetor crescente de fraude), privacidade sob a LGPD e a ANPD, e a interoperabilidade com estados e municípios. A transição de governo em janeiro de 2027 testará a continuidade de uma política que atravessou três administrações. Riscos: incidentes de dados, exclusão digital de idosos e áreas remotas, dependência de dois fornecedores estatais; oportunidade: tornar-se referência exportável de identidade digital pública.","sources":[{"title":"Mobile Time: Brasil entre líderes em governo digital (Banco Mundial)","url":"https://www.mobiletime.com.br/noticias/18/12/2025/brasil-lideres-governo/"},{"title":"Convergência Digital: Brasil entra no top 10 global de governo digital em ranking da OCDE","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/brasil-entra-no-top-10-global-de-governo-digital-em-ranking-da-ocde/"},{"title":"Serpro: intercâmbio Serpro-Holanda (2026)","url":"https://www.serpro.gov.br/menu/noticias/noticias-2026/intercambio-serpro-holanda"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"gov.br – Portal do Governo Federal","url":"https://www.gov.br","verified":false},{"title":"Gov.br – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Gov.br","verified":true},{"title":"Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos","url":"https://www.gov.br/gestao","verified":false}]},{"name":"Serpro","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1964,"description":"Empresa federal de processamento de dados que opera os sistemas da Receita Federal (CPF, imposto de renda, nota fiscal eletrônica NF-e), o login do gov.br e a API de verificação de identidade Datavalid. Com ~8.000 funcionários, é a maior empresa pública de TI da América Latina e operadora central da DPI.","tags":["ti pública","receita federal","nf-e"],"url":"https://www.serpro.gov.br","significance":3,"sector":"fintech","id":218,"ownership":"federal-soe","canon":106,"sources":[{"title":"Serpro – site oficial","url":"https://www.serpro.gov.br","verified":false},{"title":"Serviço Federal de Processamento de Dados – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Serviço_Federal_de_Processamento_de_Dados","verified":true}]},{"name":"Dataprev","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1974,"description":"Empresa de dados da previdência social que processa os benefícios do INSS, a base de dados trabalhista CNIS e os pagamentos de auxílio emergencial (operou o Auxílio Emergencial de 2020 para 68 milhões de pessoas). Junto com o Serpro, forma a camada federal de dados do Brasil e foi central nos programas Bolsa Família e Desenrola.","tags":["ti pública","previdência social","dados"],"url":"https://www.dataprev.gov.br","significance":3,"sector":"fintech","id":219,"ownership":"federal-soe","canon":219,"sources":[{"title":"Dataprev – site oficial","url":"https://www.dataprev.gov.br","verified":false},{"title":"Dataprev – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Dataprev","verified":true}]},{"name":"Nubank","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Maior banco digital do mundo fora da Ásia, fundado por David Velez, Cristina Junqueira e Edward Wible. Alcançou 131 milhões de clientes no Brasil, no México e na Colômbia, US$ 16,3 bilhões de receita e US$ 2,87 bilhões de lucro líquido em 2025, listou-se na NYSE em 2021 e recebeu aprovação condicional para uma licença de banco nacional nos EUA em janeiro de 2026. Atende bem mais da metade da população adulta do Brasil.","tags":["neobank","unicórnio","nyse","cartão de crédito"],"url":"https://nubank.com.br","significance":5,"sector":"fintech","id":220,"ownership":"private","canon":220,"intl":{"international":"O Nubank é o maior banco digital fora da Ásia e compara-se à Revolut (Reino Unido), à Chime e à SoFi (EUA) e aos WeBank e MYbank chineses, superando todos em clientes no Ocidente, com mais de 127 milhões em Brasil, México e Colômbia e receita trimestral recorde de US$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Em janeiro de 2026 recebeu aprovação condicional do OCC para constituir o Nubank, N.A., o maior charter de novo estrangeiro da história norte-americana, com Roberto Campos Neto presidindo o conselho. No México, a Nu obteve autorização da CNBV em 2025 para se tornar banco. Sua expansão depende de capital internacional (listado na NYSE) e de infraestrutura de nuvem global.","future":"Até 2030 o Nubank precisa provar que o modelo brasileiro viaja: capitalizar e abrir o banco nos EUA em 12-18 meses após a aprovação (prazo que leva a 2027), obter licenças finais do FDIC e do Fed, converter a operação mexicana em banco e crescer na Colômbia. No Brasil, o teste é a qualidade do crédito em juros altos, a concorrência de Itaú, Banco do Brasil e fintechs apoiadas no Pix e a regulação prudencial mais rígida do BCB para instituições de pagamento. Observar: margens no México, IA em atendimento e crédito, e a reação de bancos norte-americanos. Risco: diluir a rentabilidade na expansão; oportunidade: tornar-se a primeira fintech latino-americana verdadeiramente global.","sources":[{"title":"Nubank: aprovação para estabelecer banco nacional nos Estados Unidos","url":"https://international.nubank.com.br/pt-br/companhia/nubank-recebe-aprovacao-para-estabelecer-banco-nacional-nos-estados-unidos1"},{"title":"Cointelegraph: Nubank conditional US approval for national bank","url":"https://regional-front.cointelegraph.com/news/nubank-conditional-us-approval-national-bank"},{"title":"Money Times: Nubank recebe aval para criar banco nacional nos EUA","url":"https://www.moneytimes.com.br/nubank-recebe-aval-para-criar-banco-nacional-nos-estados-unidos-vtra/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Nubank – site oficial","url":"https://nubank.com.br","verified":false},{"title":"Nubank – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":true},{"title":"Nubank – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":false}]},{"name":"David Velez","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Fundador e CEO do Nubank, nascido na Colômbia, ex-sócio da Sequoia que criou a empresa em 2013 para atacar o oligopólio bancário concentrado e de tarifas altas do Brasil. Um dos empreendedores mais ricos da América Latina e signatário do Giving Pledge.","tags":["fundador","nubank"],"url":null,"significance":4,"sector":"fintech","id":221,"ownership":"person","canon":221,"sources":[{"title":"David Vélez – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/David_Vélez","verified":true},{"title":"David Vélez – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Vélez","verified":true},{"title":"Nubank – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":true}]},{"name":"Cristina Junqueira","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Cofundadora do Nubank e CEO do Nu Brasil; antes, comandou carteiras de cartão de crédito no Itaú Unibanco. É a executiva mais proeminente do fintech brasileiro e supervisionou o crescimento do Nubank para mais de 100 milhões de clientes no Brasil.","tags":["fundadora","nubank"],"url":null,"significance":3,"sector":"fintech","id":222,"ownership":"person","canon":222,"sources":[{"title":"Cristina Junqueira – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristina_Junqueira","verified":true},{"title":"Cristina Junqueira – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Cristina_Junqueira","verified":true},{"title":"Nubank – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":true}]},{"name":"Stone (StoneCo)","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Adquirente e plataforma bancária para PMEs fundada por Andre Street e Eduardo Pontes, listada na Nasdaq em 2018 com a Berkshire Hathaway como investidora âncora. Atende mais de 4 milhões de lojistas com terminais POS, aceitação de Pix e software (aquisição da Linx, 2020) e compete com PagBank e Cloudwalk.","tags":["adquirência","pme","nasdaq"],"url":"https://www.stone.com.br","significance":4,"sector":"fintech","id":223,"ownership":"private","canon":223,"sources":[{"title":"Stone – site oficial","url":"https://www.stone.com.br","verified":false},{"title":"Stone Pagamentos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Stone_Pagamentos","verified":true}]},{"name":"PagBank (PagSeguro)","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2006,"description":"Braço de pagamentos e banco digital originado do UOL, famoso pela 'maquininha' que levou a aceitação de cartões aos microempreendedores. Listado na NYSE em 2018, tem mais de 30 milhões de clientes e migrou da adquirência para um banco digital completo (PagBank), com Pix, crédito e investimentos.","tags":["adquirência","neobank","nyse"],"url":"https://pagbank.com.br","significance":4,"sector":"fintech","id":224,"ownership":"private","canon":224,"sources":[{"title":"PagBank – site oficial","url":"https://pagbank.com.br","verified":false},{"title":"PagSeguro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/PagSeguro","verified":true},{"title":"PagSeguro – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/PagSeguro","verified":true}]},{"name":"Banco Inter","type":"company","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1994,"description":"Banco de Belo Horizonte que se converteu em um 'superapp' digital sem tarifas em 2015 e se listou na Nasdaq em 2022. Tem mais de 35 milhões de clientes e oferece marketplace, seguros e conta global, sendo o banco digital de maior sucesso fora de São Paulo.","tags":["neobank","superapp","nasdaq"],"url":"https://www.bancointer.com.br","significance":3,"sector":"fintech","id":225,"ownership":"private","canon":225,"sources":[{"title":"Banco Inter – site oficial","url":"https://www.bancointer.com.br","verified":false},{"title":"Banco Inter – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Inter","verified":true},{"title":"Inter & Co – relações com investidores","url":"https://investors.inter.co","verified":false}]},{"name":"C6 Bank","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2018,"description":"Banco digital fundado por ex-sócios do BTG (Marcelo Kalim) que alcançou o status de unicórnio e vendeu 40% ao JPMorgan em 2021 (o JPMorgan depois elevou a fatia para 46%). Com mais de 30 milhões de clientes, é um dos poucos neobanks com um megabanco americano como controlador.","tags":["neobank","jpmorgan","unicórnio"],"url":"https://www.c6bank.com.br","significance":3,"sector":"fintech","id":226,"ownership":"private","canon":226,"sources":[{"title":"C6 Bank – site oficial","url":"https://www.c6bank.com.br","verified":false},{"title":"C6 Bank – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/C6_Bank","verified":true},{"title":"JPMorgan Chase – Wikipedia (participação no C6 Bank)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/JPMorgan_Chase","verified":false}]},{"name":"PicPay","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Carteira digital nascida em Vitória (ES), adquirida pelo grupo J&F/Banco Original e escalada para mais de 60 milhões de usuários com pagamentos P2P, Pix, crédito e um feed social. Tornou-se lucrativa em 2023 e é um dos principais iniciadores de Pix.","tags":["carteira digital","neobank","p2p"],"url":"https://picpay.com","significance":3,"sector":"fintech","id":227,"ownership":"private","canon":227,"sources":[{"title":"PicPay – site oficial","url":"https://picpay.com","verified":false},{"title":"PicPay – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/PicPay","verified":true},{"title":"J&F Investimentos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/J%26F_Investimentos","verified":false}]},{"name":"Cloudwalk (InfinitePay)","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Rede de pagamentos fundada por Luis Silva que virou unicórnio em 2021 (US$ 2,15 bilhões). Conhecida por construir o próprio processamento de pagamentos, uma blockchain (Stratus) e modelos de IA internos para risco e atendimento, atende mais de 4 milhões de lojistas via InfinitePay e lançou o JIM, um produto para os EUA, em 2024; é lucrativa desde 2023.","tags":["pagamentos","ia","unicórnio","adquirência"],"url":"https://www.cloudwalk.io","significance":4,"sector":"fintech","id":228,"ownership":"private","canon":228,"sources":[{"title":"Cloudwalk – site oficial","url":"https://www.cloudwalk.io","verified":false},{"title":"InfinitePay – site oficial","url":"https://www.infinitepay.io","verified":false},{"title":"CloudWalk – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CloudWalk_(company)","verified":true}]},{"name":"Creditas","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Plataforma de crédito com garantia (home equity, veículos e consignado) fundada pelo espanhol Sergio Furio, avaliada em US$ 4,8 bilhões em 2022 com apoio de SoftBank, Kaszek e Fidelity. Reestruturou-se durante o inverno de captações e atingiu a lucratividade em 2024-2025.","tags":["crédito","unicórnio","softbank"],"url":"https://www.creditas.com","significance":3,"sector":"fintech","id":229,"ownership":"private","canon":229,"sources":[{"title":"Creditas – site oficial","url":"https://www.creditas.com","verified":false},{"title":"Creditas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Creditas","verified":true},{"title":"Distrito – Inside Venture Capital Brasil","url":"https://distrito.me","verified":true}]},{"name":"QI Tech","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2018,"description":"Provedora de banking-as-a-service e infraestrutura de crédito (licença de SCD) que virou unicórnio em 2023 após uma rodada de US$ 200 milhões da General Atlantic, um dos poucos novos unicórnios do inverno de captações. Adquiriu a Singulare e fornece core banking a centenas de fintechs.","tags":["baas","infraestrutura de crédito","unicórnio"],"url":"https://qitech.com.br","significance":3,"sector":"fintech","id":230,"ownership":"private","canon":230,"sources":[{"title":"QI Tech – site oficial","url":"https://qitech.com.br","verified":false},{"title":"QI Tech engorda Série B e vira novo unicórnio brasileiro (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/fintech/qi-tech-engorda-serie-b-e-vira-novo-unicornio-brasileiro/","verified":false},{"title":"QI Tech conclui compra da Singulare e projeta R$ 680 mi em receita (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/startups/qi-tech-conclui-compra-da-singulare-e-projeta-r-680-mi-em-receita-e-novos-mas","verified":false}]},{"name":"Ebanx","type":"startup","city":"Curitiba","state":"PR","founded":2012,"description":"Processadora de pagamentos transfronteiriços de Curitiba que permite a comerciantes globais (Spotify, AliExpress, Shein) aceitar meios locais como Pix e boleto na América Latina, na África e na Ásia. Unicórnio desde 2019 e uma das principais exportadoras de fintech do Brasil.","tags":["transfronteiriço","unicórnio","pagamentos"],"url":"https://www.ebanx.com","significance":3,"sector":"fintech","id":231,"ownership":"private","canon":231,"sources":[{"title":"Ebanx – site oficial","url":"https://www.ebanx.com","verified":false},{"title":"EBANX – Crunchbase","url":"https://www.crunchbase.com/organization/ebanx","verified":false},{"title":"Distrito – Inside Venture Capital Brasil","url":"https://distrito.me","verified":true}]},{"name":"Celcoin","type":"startup","city":"Barueri","state":"SP","founded":2016,"description":"Provedora de infraestrutura de finanças embarcadas e banking-as-a-service que processa Pix, pagamentos de contas e crédito para mais de 1.000 empresas, apoiada pela Summit Partners. Consolidou o mercado brasileiro de BaaS por meio de aquisições (Flow Finance, Galax Pay, Finansystech).","tags":["baas","finanças embarcadas"],"url":"https://www.celcoin.com.br","significance":2,"sector":"fintech","id":232,"ownership":"private","canon":232,"sources":[{"title":"Celcoin – site oficial","url":"https://www.celcoin.com.br","verified":false},{"title":"Brazilian fintech Celcoin announces US$125M investment led by Summit Partners (Summit Partners, 2024)","url":"https://www.summitpartners.com/news/brazilian-fintech-celcoin-announces-us-125-million-investment-led-by-summit-partners","verified":false},{"title":"Brazilian Fintech Celcoin Announces US$125 Million Investment Led by Summit Partners (Business Wire, jun. 2024)","url":"https://www.businesswire.com/news/home/20240617472638/en/Brazilian-Fintech-Celcoin-Announces-US125-Million-Investment-Led-by-Summit-Partners","verified":false}]},{"name":"Asaas","type":"startup","city":"Joinville","state":"SC","founded":2011,"description":"Plataforma de cobrança e conta para PMEs de Joinville (Pix, boleto, cartões, gestão de caixa) com mais de 500.000 clientes, apoiada pela Bond Capital. Uma das principais candidatas a exit de fintech do ecossistema de Santa Catarina.","tags":["pme","cobrança","pix"],"url":"https://www.asaas.com","significance":2,"sector":"fintech","id":233,"ownership":"private","canon":233,"sources":[{"title":"Asaas – site oficial","url":"https://www.asaas.com","verified":false},{"title":"Catarinense Asaas capta R$ 820 milhões no exterior (NSC Total)","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=7307791","verified":false},{"title":"Mega rodada: Asaas capta R$ 820M e quer fazer novas aquisições (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/mega-rodada-asaas-capta-r-820m-e-quer-fazer-novas-aquisicoes/","verified":false}]},{"name":"Mercado Pago","type":"company","city":"Osasco","state":"SP","founded":2003,"description":"Braço fintech do Mercado Livre, cuja operação brasileira é a maior, com mais de 60 milhões de usuários, adquirência, crédito e um pedido de licença bancária (2024-2025). É um dos três maiores iniciadores de Pix e uma grande fonte de crédito para PMEs.","tags":["carteira digital","adquirência","mercado livre"],"url":"https://www.mercadopago.com.br","significance":3,"sector":"fintech","id":234,"ownership":"foreign-multinational","canon":234,"sources":[{"title":"Mercado Pago – site oficial","url":"https://www.mercadopago.com.br","verified":false},{"title":"Mercado Libre – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_Libre","verified":true},{"title":"Mercado Pago – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Mercado_Pago","verified":false}]},{"name":"B3","type":"infrastructure","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2017,"description":"Bolsa de valores e câmara de compensação do Brasil, formada pela fusão de BM&FBovespa e Cetip em 2017. Opera ações, derivativos, registro de renda fixa e a central depositária, participa do piloto do Drex e viu as contas de investidores pessoa física saltarem de 600.000 (2017) para mais de 5 milhões após o boom de 2019-2021.","tags":["bolsa","infraestrutura de mercado"],"url":"https://www.b3.com.br","significance":3,"sector":"fintech","id":235,"ownership":"private","canon":235,"sources":[{"title":"B3 – site oficial","url":"https://www.b3.com.br","verified":false},{"title":"B3 (bolsa de valores) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/B3_(bolsa_de_valores)","verified":true},{"title":"B3 (stock exchange) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/B3_(stock_exchange)","verified":false}]},{"name":"Sandbox Regulatório da CVM","type":"policy","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2020,"description":"O sandbox da reguladora do mercado de valores mobiliários (Resolução 29/2021) e as regras de crowdfunding/tokenização permitiram que startups como Mercado Bitcoin e BEE4 testassem valores mobiliários tokenizados e negociação baseada em blockchain. Ao lado do sandbox do BCB, integra a regulação fintech brasileira de 'testar e aprender'.","tags":["regulação","sandbox","tokenização"],"url":"https://www.gov.br/cvm","significance":2,"sector":"fintech","id":236,"ownership":"program-policy","canon":236,"sources":[{"title":"CVM – Comissão de Valores Mobiliários","url":"https://www.gov.br/cvm","verified":false},{"title":"Sandbox Regulatório – CVM","url":"https://www.gov.br/cvm/pt-br/assuntos/sandbox-regulatorio","verified":false},{"title":"Resolução CVM nº 29, de 11 de maio de 2021","url":"https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol029.html","verified":false},{"title":"Comissão de Valores Mobiliários – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Comissão_de_Valores_Mobiliários","verified":false}]},{"name":"Lei 14.478 / Regulação de cripto","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2022,"description":"A Lei dos Ativos Virtuais, de dezembro de 2022, deu ao BCB autoridade sobre as prestadoras de serviços de criptoativos. Em novembro de 2025 o BCB editou resoluções exigindo autorização de VASPs, segregação dos ativos dos clientes e controles de PLD com vigência a partir de fevereiro de 2026, e classificou as transações com stablecoins como operações de câmbio. O Brasil é um dos maiores mercados de cripto do mundo (Mercado Bitcoin, Binance, Bitso).","tags":["cripto","regulação","stablecoins"],"url":null,"significance":3,"sector":"fintech","id":237,"ownership":"program-policy","canon":237,"sources":[{"title":"Lei nº 14.478, de 21 de dezembro de 2022 – Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/L14478.htm","verified":true},{"title":"BC regulamenta criptoativos e cria as sociedades de ativos virtuais (Poder360, nov. 2025)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-economia/bc-regulamenta-criptoativos-e-cria-as-sociedades-de-ativos-virtuais/","verified":true},{"title":"Banco Central divulga normas para a regulamentação de ativos virtuais (Mattos Filho)","url":"https://www.mattosfilho.com.br/unico/normas-regulamentacao-ativos-virtuais/","verified":false},{"title":"Lei dos Criptoativos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_dos_Criptoativos","verified":false}]},{"name":"Cubo Itaú","type":"hub","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2015,"description":"Hub de inovação corporativa criado pelo Itaú Unibanco e pela Redpoint eventures na Vila Olímpia, hoje o maior da América Latina, com mais de 700 startups residentes e mais de 20 parceiros corporativos. Ancora a estratégia tecnológica mais ampla do Itaú (o Itaú é o primeiro banco brasileiro a migrar sistemas centrais para a AWS).","tags":["inovação corporativa","itaú","coworking"],"url":"https://cubo.network","significance":4,"sector":"hubs","id":238,"ownership":"private","canon":238,"sources":[{"title":"Cubo Itaú – site oficial","url":"https://cubo.network","verified":true},{"title":"Cubo Itaú – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Cubo_Itaú","verified":false},{"title":"Itaú Unibanco – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Itaú_Unibanco","verified":false}]},{"name":"XP Inc.","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2001,"description":"Plataforma de investimentos fundada por Guilherme Benchimol em Porto Alegre que quebrou o domínio dos grandes bancos sobre o investimento de varejo, listou-se na Nasdaq em 2019 e alcançou mais de 4 milhões de clientes e mais de R$ 1 trilhão em ativos. Seu modelo de assessores independentes remodelou a gestão de patrimônio no Brasil; BTG Pactual e Warren são seus principais desafiantes.","tags":["wealthtech","corretora","nasdaq"],"url":"https://www.xpinc.com","significance":3,"sector":"fintech","id":239,"ownership":"private","canon":239,"sources":[{"title":"XP Inc. – site oficial","url":"https://www.xpinc.com","verified":false},{"title":"XP Investimentos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/XP_Investimentos","verified":true},{"title":"XP Inc. – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/XP_Inc.","verified":false}]},{"name":"Roberto Campos Neto","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Presidente do BCB entre 2019 e 2024 que defendeu a agenda 'BC#': Pix, Open Finance, Drex e o real em tempo real. É creditado por transformar o banco central em construtor de infraestrutura digital; seu sucessor Gabriel Galipolo (2025-) deu continuidade à agenda e reposicionou o Drex. Campos Neto entrou para o conselho do Nubank em 2025.","tags":["regulador","pix","banco central"],"url":null,"significance":3,"sector":"fintech","id":240,"ownership":"person","canon":240,"sources":[{"title":"Roberto Campos Neto – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Campos_Neto","verified":false},{"title":"Roberto Campos Neto – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Roberto_Campos_Neto","verified":false},{"title":"Banco Central do Brasil – site oficial","url":"https://www.bcb.gov.br","verified":false}]},{"name":"Anatel","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1997,"description":"Agência reguladora nacional de telecomunicações criada pela Lei Geral de Telecomunicações de 1997. Conduziu o leilão do 5G em 2021, licencia a Starlink e outras operadoras de satélite, supervisiona espectro, numeração e regras de defesa do consumidor e, em 2024-2025, impulsionou o Open RAN, o compartilhamento de redes e a destinação da faixa de 6 GHz ao Wi-Fi.","tags":["regulador","espectro","5g"],"url":"https://www.gov.br/anatel","significance":4,"sector":"telecom","id":241,"ownership":"public-institution","canon":241,"sources":[{"title":"Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações","url":"https://www.gov.br/anatel","verified":false},{"title":"Agência Nacional de Telecomunicações – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_Nacional_de_Telecomunicações","verified":true},{"title":"Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997 (Lei Geral de Telecomunicações) – Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9472.htm","verified":true}]},{"name":"Telebras","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1972,"description":"Holding estatal de telecomunicações desmembrada e privatizada em 1998, depois reativada em 2010 para o Plano Nacional de Banda Larga. Opera o satélite geoestacionário SGDC (2017, com Embraer/Thales) para conectar escolas e a Amazônia, e a fibra subfluvial do Norte Conectado ao longo dos rios amazônicos.","tags":["estatal","satélite","banda larga"],"url":"https://www.telebras.com.br","significance":3,"sector":"telecom","id":242,"ownership":"federal-soe","canon":242,"sources":[{"title":"Telebras – site oficial","url":"https://www.telebras.com.br","verified":false},{"title":"Telebras – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Telebras","verified":true},{"title":"Telebras quer soberania total sobre novo SGDC (Teletime, jul. 2026)","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/","verified":true}]},{"name":"CPqD","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1976,"description":"Antigo centro de P&D da Telebras que construiu as primeiras centrais digitais do Brasil (família Trópico, anos 1980), fibra óptica e software para a rede nacional, e deu origem à Padtec e ao cluster de telecomunicações de Campinas. Hoje fundação privada, atua em 5G/Open RAN, cibersegurança, redes inteligentes e blockchain, e é parceiro do Drex e da pesquisa brasileira em 6G.","tags":["p&d","trópico","open ran","campinas"],"url":"https://www.cpqd.com.br","significance":4,"sector":"telecom","id":243,"ownership":"nonprofit","canon":243,"sources":[{"title":"CPqD – site oficial","url":"https://www.cpqd.com.br","verified":false},{"title":"CPqD – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Pesquisa_e_Desenvolvimento_em_Telecomunicações","verified":true},{"title":"Padtec – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Padtec","verified":true}]},{"name":"Padtec","type":"company","city":"Campinas","state":"SP","founded":2001,"description":"Originada do CPqD, a Padtec é a principal fabricante de equipamentos de transporte óptico DWDM da América Latina, fornecendo sistemas de backbone e adjacentes a cabos submarinos para provedores e operadoras brasileiras. Listada na B3 desde 2021, é uma rara fornecedora nacional de hardware de telecomunicações.","tags":["óptica","hardware","campinas"],"url":"https://www.padtec.com.br","significance":2,"sector":"telecom","id":244,"ownership":"private","canon":210,"sources":[{"title":"Padtec – site oficial","url":"https://www.padtec.com.br","verified":false},{"title":"Padtec – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Padtec","verified":true},{"title":"CPqD – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Pesquisa_e_Desenvolvimento_em_Telecomunicações","verified":true}]},{"name":"Vivo (Telefônica Brasil)","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1998,"description":"Maior operadora de telecomunicações do Brasil em receita e participação no mercado móvel (~40%), controlada pela espanhola Telefónica. Liderou a implantação do 5G, adquiriu parte da base móvel da Oi em 2022 e expandiu-se para fintech (Vivo Pay), saúde e IoT; sua joint venture FiBrasil constrói fibra neutra.","tags":["operadora","5g","fibra"],"url":"https://www.telefonica.com.br","significance":4,"sector":"telecom","id":245,"ownership":"foreign-multinational","canon":245,"sources":[{"title":"Vivo – site oficial","url":"https://www.telefonica.com.br","verified":false},{"title":"Telefônica Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Telefônica_Brasil","verified":true},{"title":"Telefônica Brasil – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Telefônica_Brasil","verified":false}]},{"name":"Claro / Embratel","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1965,"description":"Grupo brasileiro da América Movil que reúne a Claro (móvel), a NET (cabo) e a Embratel, antiga estatal de longa distância fundada em 1965 e privatizada em 1998. É o maior provedor de banda larga fixa e TV por assinatura, e a Embratel opera a frota de satélites Star One.","tags":["operadora","satélite","cabo"],"url":"https://www.claro.com.br","significance":3,"sector":"telecom","id":246,"ownership":"foreign-multinational","canon":246,"sources":[{"title":"Claro – site oficial","url":"https://www.claro.com.br","verified":false},{"title":"América Movil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/América_Movil","verified":false},{"title":"Embratel – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embratel","verified":true},{"title":"Embratel – site oficial","url":"https://www.embratel.com.br","verified":false}]},{"name":"TIM Brasil","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1998,"description":"Subsidiária brasileira da Telecom Italia e terceira operadora móvel, pioneira em testes de Open RAN e a primeira a lançar o 5G em São Paulo; ficou com a maior fatia dos clientes móveis da Oi em 2022 e mantém um amplo programa de conectividade para o agronegócio.","tags":["operadora","open ran","5g"],"url":"https://www.tim.com.br","significance":3,"sector":"telecom","id":247,"ownership":"foreign-multinational","canon":247,"sources":[{"title":"TIM Brasil – site oficial","url":"https://www.tim.com.br","verified":false},{"title":"TIM Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/TIM_Brasil","verified":true},{"title":"TIM Brasil – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/TIM_Brasil","verified":false}]},{"name":"Oi","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1998,"description":"Ex-campeã nacional (fusão Telemar/Brasil Telecom) que entrou com a maior recuperação judicial do Brasil em 2016 (R$ 65 bilhões), vendeu seu negócio móvel a Vivo, TIM e Claro em 2022, desmembrou sua rede de fibra na V.tal e entrou em uma segunda recuperação em 2023. Em 2025 era uma empresa de fibra/B2B em encolhimento, um exemplo de advertência sobre consolidação alimentada por dívida.","tags":["operadora","falência","consolidação"],"url":"https://www.oi.com.br","significance":3,"sector":"telecom","id":248,"ownership":"private","canon":248,"sources":[{"title":"Oi – site oficial","url":"https://www.oi.com.br","verified":false},{"title":"Oi (empresa) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Oi_(empresa)","verified":true},{"title":"Oi (telecommunications) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Oi_(telecommunications)","verified":false}]},{"name":"V.tal","type":"infrastructure","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2021,"description":"Rede neutra de fibra no atacado desmembrada da Oi e controlada por fundos do BTG Pactual, com mais de 30 milhões de domicílios cobertos, a maior das Américas. Vende acesso aberto a provedores e operadoras e adquiriu a base de varejo de fibra ClientCo da Oi; também constrói data centers de borda.","tags":["rede neutra","fibra","btg"],"url":"https://www.vtal.com","significance":3,"sector":"telecom","id":249,"ownership":"private","canon":249,"sources":[{"title":"V.tal – site oficial","url":"https://www.vtal.com","verified":false},{"title":"V.tal – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/V.tal","verified":true},{"title":"Oi (empresa) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Oi_(empresa)","verified":true}]},{"name":"Leilão do 5G e política de Open RAN","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2021,"description":"O leilão da Anatel de novembro de 2021 das faixas de 3,5 GHz, 26 GHz, 700 MHz e 2,3 GHz arrecadou ~R$ 47 bilhões, em sua maior parte na forma de obrigações de cobertura: fibra para a Amazônia (Norte Conectado), uma rede privativa federal, conectividade para escolas e 4G em todos os municípios. Não barrou nenhum fornecedor, mas criou o incentivo ao Open RAN e a entidade EAF para desocupar a banda C da TV por satélite.","tags":["espectro","5g","open ran"],"url":null,"significance":3,"sector":"telecom","id":250,"ownership":"program-policy","canon":250,"sources":[{"title":"Primeiro leilão do 5G movimenta R$ 46,79 bilhões (Agência Brasil, nov. 2021)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-11/primeiro-leilao-do-5g-movimenta-r-4679-bilhoes","verified":true},{"title":"Leilão do 5G foi maior certame de radiofrequência da América Latina (Agência Brasil, dez. 2021)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-12/leilao-do-5g-foi-maior-certame-de-radiofrequencia-da-america-latina","verified":false},{"title":"5G – Anatel","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br/regulado/5g","verified":false},{"title":"5G no Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/5G_no_Brasil","verified":false}]},{"name":"Scala Data Centers","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2020,"description":"Operadora hyperscale apoiada pela DigitalBridge, a maior da América Latina, com campi em Tamboré (SP), Campinas, Rio e Porto Alegre. Em 2024 anunciou a AI City em Eldorado do Sul (RS), planejada para até 4,75 GW de capacidade, e em 2025 fechou um contrato de 54 MW ligado a cargas de IA; é uma beneficiária central do Redata.","tags":["data center","hyperscale","ia"],"url":"https://scaladatacenters.com","significance":4,"sector":"telecom","id":251,"ownership":"foreign-multinational","canon":251,"sources":[{"title":"Scala Data Centers – site oficial","url":"https://scaladatacenters.com","verified":true},{"title":"Scala Data Centers' AI City secures 5 GW approval in Brazil (Data Centre Magazine)","url":"https://datacentremagazine.com/data-centres/scala-data-centers-ai-city-secures-5-gw-approval-in-brazil","verified":false},{"title":"'Cidade de data centers' no RS pode gastar mais energia que 40 milhões de pessoas (eCycle)","url":"https://www.ecycle.com.br/cidade-de-data-centers-no-rs-pode-gastar-mais-energia-que-40-milhoes-de-pessoas/","verified":false},{"title":"O que é o Redata, o regime fiscal para data centers (eixos)","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/o-que-e-o-redata-o-regime-fiscal-para-data-centers/","verified":true}]},{"name":"Ascenty (Digital Realty / Brookfield)","type":"company","city":"Campinas","state":"SP","founded":2010,"description":"Primeira grande operadora de colocation do Brasil, adquirida pela Digital Realty e pela Brookfield em 2018 por US$ 1,8 bilhão. Opera mais de 30 data centers, principalmente em Campinas (Hortolândia/Vinhedo) e São Paulo, com rede própria de fibra de 5.000 km, atendendo AWS, Microsoft e Google.","tags":["data center","colocation","campinas"],"url":"https://www.ascenty.com","significance":3,"sector":"telecom","id":252,"ownership":"foreign-multinational","canon":252,"sources":[{"title":"Ascenty – site oficial","url":"https://www.ascenty.com","verified":false},{"title":"Ascenty – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ascenty","verified":false},{"title":"Digital Realty – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Digital_Realty","verified":false}]},{"name":"Equinix Brasil","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"Líder global em interconexão (entrou no país com a aquisição da ALOG), com campi em SP e RJ que hospedam o IX.br e a maior parte dos acessos diretos à nuvem; em 2024-2025 anunciou as novas construções hyperscale SP5/SP6 e uma expansão no Rio como parte de um pipeline de mais de US$ 1 bilhão no Brasil.","tags":["data center","interconexão"],"url":"https://www.equinix.com.br","significance":2,"sector":"telecom","id":253,"ownership":"foreign-multinational","canon":253,"sources":[{"title":"Equinix Brasil – site oficial","url":"https://www.equinix.com.br","verified":false},{"title":"Equinix – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Equinix","verified":false},{"title":"Equinix – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Equinix","verified":false},{"title":"IX.br – NIC.br","url":"https://ix.br","verified":true}]},{"name":"Odata (Aligned)","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2015,"description":"Fundada pela Pátria Investimentos e adquirida pela americana Aligned Data Centers em 2023, a Odata opera campi hyperscale em São Paulo, Rio, Campinas e Fortaleza e detém o primeiro site hyperscale do Brasil no Nordeste, ligado ao hub de cabos de Fortaleza.","tags":["data center","fortaleza"],"url":"https://odatacolocation.com","significance":2,"sector":"telecom","id":254,"ownership":"foreign-multinational","canon":254,"sources":[{"title":"Odata – site oficial","url":"https://odatacolocation.com","verified":false},{"title":"Aligned Data Centers – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Aligned_Data_Centers","verified":false},{"title":"Odata – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/ODATA","verified":false}]},{"name":"Elea Data Centers","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2020,"description":"Operadora carioca (Piemonte Holding) que reconverte prédios legados de telecomunicações em sites de borda e hyperscale, incluindo o campus RJO1 no Rio e o site SP3 em São Paulo; comercializa energia 100% renovável e posicionou o Rio como alternativa a São Paulo para data centers de IA.","tags":["data center","rio","renovável"],"url":"https://elea.com","significance":2,"sector":"telecom","id":255,"ownership":"private","canon":255,"sources":[{"title":"Elea Data Centers (site oficial)","url":"https://elea.com","verified":false},{"title":"Convergência Digital: Elea faz data center verde para Inteligência Artificial no Rio de Janeiro","url":"https://convergenciadigital.com.br/mercado/elea-faz-data-center-verde-para-inteligencia-artificial-no-rio-de-janeiro/","verified":true},{"title":"Teletime: Elea Data Centers terá projeto de 3,2 GW no Rio para impulsionar IA","url":"https://teletime.com.br/09/05/2025/elea-data-centers-tera-projeto-de-32-gw-no-rio-para-impulsionar-ia/","verified":true},{"title":"DCD: Elea anuncia a Rio AI City, projeto de campus de data centers com capacidade de até 3,2 GW","url":"https://datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/elea-anuncia-a-rio-ai-city-projeto-de-campus-de-data-centers-com-capacidade-de-at%C3%A9-32-gw/","verified":false}]},{"name":"Takoda Data Centers","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2024,"description":"Segunda plataforma de data centers da Pátria Investimentos (após a venda da Odata), lançada em 2024 para construir campi hyperscale preparados para IA no Brasil e no México, com um pipeline multibilionário em dólares, ilustrando a onda de capital de private equity na computação brasileira em 2024-2025.","tags":["data center","private equity","ia"],"url":null,"significance":2,"sector":"telecom","id":256,"ownership":"private","canon":256,"sources":[{"title":"Takoda Data Centers (site oficial)","url":"https://takoda.com.br","verified":false},{"title":"Money Times: Pátria lança plataforma de data center com investimento inicial de US$ 1 bilhão","url":"https://www.moneytimes.com.br/patria-lanca-plataforma-de-data-center-com-investimento-inicial-de-us-1-bilhao/","verified":true},{"title":"Startupi: Pátria vai investir US$ 1 bilhão em nova plataforma de data centers hyperscale","url":"https://startupi.com.br/?p=254996","verified":true},{"title":"BNamericas: The datacenter assets investors are looking at in Latin America","url":"https://bnamericas.com/en/analysis/the-datacenter-assets-investors-are-looking-at-in-latin-america","verified":false}]},{"name":"Tecto Data Centers","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2021,"description":"Desenvolvedora de data centers apoiada pelo BTG Pactual que constrói campi hyperscale em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Fortaleza, frequentemente ao lado da fibra da V.tal e de pontos de chegada de cabos submarinos, com pipeline anunciado acima de 500 MW.","tags":["data center","btg"],"url":null,"significance":2,"sector":"telecom","id":257,"ownership":"private","canon":257,"sources":[{"title":"Convergência Digital: V.tal aporta R$ 1 bilhão na unidade Tecto Data Centers","url":"https://convergenciadigital.com.br/mercado/v-tal-aporta-r-1-bilhao-na-unidade-tecto-data-centers/","verified":true},{"title":"DCD: Brazil's V.tal forms Tecto data center subsidiary","url":"https://www.datacenterdynamics.com/en/news/brazils-vtal-forms-tecto-data-center-subsidiary/","verified":true},{"title":"DCD: Tecto expands in Ceará with the launch of 20MW Mega Lobster data center in Fortaleza","url":"https://www.datacenterdynamics.com/en/news/tecto-expands-presence-in-ceara-with-launch-of-mega-lobster-data-center-of-20-mw-in-fortaleza/","verified":true},{"title":"Baguete: V.tal separa unidade de data centers","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/v-tal-separa-unidade-de-data-centers","verified":false}]},{"name":"Redata (MP 1.318/2025)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2025,"description":"Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, anunciado pelo Ministério do Desenvolvimento (MDIC) e pela Fazenda em setembro de 2025. Suspende PIS/Cofins, IPI e tarifas de importação sobre servidores e equipamentos para data centers que operem com energia renovável, cumpram regras de eficiência hídrica e reservem ~10% da capacidade ao mercado doméstico; o governo projeta até R$ 2 trilhões em investimentos em uma década.","tags":["políticas públicas","data center","tributação"],"url":null,"significance":4,"sector":"telecom","id":258,"ownership":"program-policy","canon":350,"sources":[{"title":"Planalto: Medida Provisória nº 1.318/2025 (Redata)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/Mpv/mpv1318.htm","verified":true},{"title":"Eixos: O que é o Redata, o regime fiscal para data centers","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/o-que-e-o-redata-o-regime-fiscal-para-data-centers/","verified":true},{"title":"Startups.com.br: Lula sanciona Redata e cria regime fiscal para data centers no Brasil","url":"https://startups.com.br/negocios/lula-sanciona-redata-e-cria-regime-fiscal-para-data-centers-no-brasil/","verified":true},{"title":"Brasscom: Manifesto pela aprovação da MP 1318/25 (Redata)","url":"https://brasscom.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Manifesto-pela-aprovacao-da-MP-1318.25_REDATA_assinada_v.13.pdf","verified":true}]},{"name":"Data center do TikTok / Casa dos Ventos no Ceará (Omnia)","type":"infrastructure","city":"Caucaia","state":"CE","founded":2025,"description":"A ByteDance se associou à desenvolvedora de renováveis Casa dos Ventos em um campus hyperscale movido a energia eólica perto do porto do Pecém, no Ceará, estimado em ~US$ 10 bilhões (R$ 55 bilhões) e 300 MW em sua primeira fase, um dos maiores investimentos estrangeiros em tecnologia no Nordeste e um caso de teste para o Redata e as regras de conexão à rede.","tags":["data center","bytedance","renovável","ceará"],"url":null,"significance":3,"sector":"telecom","id":259,"ownership":"private","canon":259,"sources":[{"title":"Casa dos Ventos (site oficial) — case Omnia / Data Center Pecém","url":"https://casadosventos.com.br","verified":true},{"title":"Olhar Digital: TikTok: ByteDance fecha acordo bilionário para data center no Brasil","url":"https://olhardigital.com.br/2026/05/18/pro/tiktok-bytedance-fecha-acordo-bilionario-para-data-center-no-brasil/","verified":true},{"title":"InvestNews: O data center do TikTok no Ceará: o quebra-cabeça por trás do gigante de R$ 200 bilhões","url":"https://investnews.com.br/negocios/o-data-center-do-tiktok-no-ceara-o-quebra-cabeca-por-tras-do-gigante-de-r-200-bilhoes/","verified":true},{"title":"New Energy Events: TikTok, Omnia, and Casa dos Ventos to invest US$9.8 billion in 200 MW data center hub in Pecém, Ceará","url":"https://newenergyevents.com/tiktok-omnia-and-casa-dos-ventos-to-invest-us9-8-billion-in-200-mw-data-center-hub-in-pecem-ceara/","verified":false}]},{"name":"Regiões de nuvem AWS / Microsoft / Google / Oracle","type":"bigtech","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"A AWS abriu sua região de São Paulo em 2011, a Microsoft Azure Brazil South em 2014, o Google Cloud southamerica-east1 em 2017 e a Oracle em 2019. Em 2024 a Microsoft prometeu R$ 14,7 bilhões e a AWS R$ 10 bilhões até 2034 para infraestrutura e capacitação em IA; Google e Oracle seguiram com novas zonas, fazendo de São Paulo a capital da nuvem na América Latina.","tags":["nuvem","hyperscaler","ia"],"url":null,"significance":4,"sector":"telecom","id":260,"ownership":"foreign-multinational","canon":260,"sources":[{"title":"AWS: Regiões e zonas de disponibilidade (infraestrutura global)","url":"https://aws.amazon.com/pt/about-aws/global-infrastructure/regions_az/","verified":false},{"title":"Microsoft News Brasil: Microsoft anuncia investimento de R$ 14,7 bilhões ao longo de três anos em infraestrutura de nuvem e IA no Brasil","url":"https://news.microsoft.com/pt-br/microsoft-anuncia-investimento-de-r-147-bilhoes-ao-longo-de-tres-anos-em-infraestrutura-de-nuvem-e-ia-e-oferece-treinamento-em-ia-em-larga-escala-para-capacitar-5-milhoes-de-pessoas-no-brasil/","verified":false},{"title":"DCD: Microsoft divulga a abertura de dois data centers de IA no Brasil","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/microsoft-divulga-a-abertura-de-dois-data-centers-de-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Startups.com.br: Microsoft vai investir R$ 14,7 bi em infraestrutura de IA no Brasil","url":"https://startups.com.br/negocios/microsoft-vai-investir-r-147b-em-infraestrutura-de-ia-no-brasil/","verified":false}]},{"name":"EllaLink e o hub de cabos de Fortaleza","type":"infrastructure","city":"Fortaleza","state":"CE","founded":2021,"description":"O EllaLink (2021) é o primeiro cabo submarino direto de alta capacidade entre o Brasil (Fortaleza) e a Europa (Sines, Portugal), atendendo redes de pesquisa via RNP/GEANT (BELLA). A estação de chegada da Praia do Futuro, em Fortaleza, recebe mais de 15 cabos (Monet, Seabras-1, SAIL para a África, Firmina), tornando-a o ponto mais conectado do Hemisfério Sul.","tags":["cabo submarino","fortaleza","conectividade"],"url":"https://ella.link","significance":3,"sector":"telecom","id":261,"ownership":"foreign-multinational","canon":261,"sources":[{"title":"EllaLink (site oficial)","url":"https://ella.link","verified":false},{"title":"Wikipedia (en): EllaLink","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/EllaLink","verified":true},{"title":"BELLA Programme (RedCLARA/GÉANT) — Building the Europe Link to Latin America","url":"https://bella-programme.redclara.net","verified":false}]},{"name":"Starlink no Brasil","type":"bigtech","city":"Brasília","state":"DF","founded":2022,"description":"O serviço LEO da SpaceX foi licenciado pela Anatel em 2022 e rapidamente se tornou a principal opção de conectividade na Amazônia, com mais de 250.000 assinantes em 2024, incluindo escolas, comunidades indígenas e, de forma controversa, garimpos ilegais. Um impasse em 2024 entre Elon Musk e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em torno do X levou ao bloqueio temporário das contas brasileiras da Starlink.","tags":["satélite","amazônia","leo"],"url":null,"significance":3,"sector":"telecom","id":262,"ownership":"foreign-multinational","canon":262,"sources":[{"title":"Starlink Brasil (site oficial)","url":"https://www.starlink.com/br","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Starlink","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Starlink","verified":true},{"title":"Poder360: Starlink diz à Anatel que não bloqueará acesso ao X","url":"https://www.poder360.com.br/poder-tech/starlink-diz-a-anatel-que-nao-bloqueara-acesso-ao-x","verified":false},{"title":"Aos Fatos: Como a Starlink funciona e quem usa","url":"https://www.aosfatos.org/noticias/como-a-starlink-funciona-e-quem-usa/","verified":false}]},{"name":"CGI.br / NIC.br / IX.br","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1995,"description":"O comitê multissetorial de governança da internet (CGI.br, 1995) e seu braço executivo NIC.br (2005) operam o registro .br, as estatísticas do Cetic.br e o IX.br, cujo ponto de troca de São Paulo ultrapassa 40 Tbps de pico e figura entre os maiores do mundo em tráfego. O pioneiro Demi Getschko, que fez a primeira conexão do Brasil à internet em 1988, dirige o NIC.br.","tags":["governança da internet","ixp","ponto-br"],"url":"https://www.nic.br","significance":4,"sector":"telecom","id":263,"ownership":"nonprofit","canon":263,"sources":[{"title":"NIC.br (site oficial)","url":"https://www.nic.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Comitê Gestor da Internet no Brasil","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Comitê_Gestor_da_Internet_no_Brasil","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Núcleo_de_Informação_e_Coordenação_do_Ponto_BR","verified":true},{"title":"IX.br (NIC.br) — Ponto de Troca de Tráfego","url":"https://ix.br","verified":true}]},{"name":"RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1989,"description":"Rede nacional de ensino e pesquisa que levou a internet às universidades brasileiras no início dos anos 1990 e hoje opera o backbone Rede Ipê, que conecta mais de 1.500 campi, o enlace BELLA/EllaLink com a Europa e os projetos de fibra pelos rios da Amazônia.","tags":["nren","rede de pesquisa"],"url":"https://www.rnp.br","significance":3,"sector":"telecom","id":264,"ownership":"public-institution","canon":634,"sources":[{"title":"RNP (site oficial)","url":"https://www.rnp.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Rede Nacional de Ensino e Pesquisa","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Nacional_de_Ensino_e_Pesquisa","verified":true},{"title":"RNP: Rede Ipê","url":"https://www.rnp.br/sistema-rnp/rede-ipe","verified":false}]},{"name":"Lei Geral de Antenas (Lei 13.116/2015)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2015,"description":"Lei federal que padroniza o licenciamento de torres e antenas com prazos municipais de 60 dias e aprovação tácita, destinada a destravar o adensamento de 4G/5G. Sua adoção desigual pelos municípios continua sendo um gargalo citado por operadoras e pela Anatel.","tags":["políticas públicas","infraestrutura"],"url":null,"significance":2,"sector":"telecom","id":265,"ownership":"program-policy","canon":265,"sources":[{"title":"Planalto: Lei nº 13.116/2015 (Lei Geral de Antenas)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13116.htm","verified":true},{"title":"Teletime: Senado aprova silêncio positivo para licenciamento de antenas; texto segue para sanção","url":"https://teletime.com.br/06/07/2022/senado-aprova-silencio-positivo-para-licenciamento-de-antenas-texto-segue-para-sancao/","verified":true},{"title":"Teletime: Minicom volta a prometer decreto para regulamentar Lei das Antenas em breve","url":"https://teletime.com.br/21/08/2020/minicom-volta-a-prometer-decreto-para-regulamentar-lei-das-antenas-em-breve/","verified":false}]},{"name":"Wildlife Studios","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"Publicadora de jogos para celular fundada pelos irmãos Victor e Arthur Lazarte (Sniper 3D, Zooba, Tennis Clash), com bilhões de downloads, unicórnio desde 2019 e avaliada em US$ 3 bilhões em 2020 por Benchmark, Bessemer e Vulcan. Cortou centenas de empregos em 2022-2024 e se reorientou para menos jogos ativos.","tags":["jogos","mobile","unicórnio"],"url":"https://wildlifestudios.com","significance":4,"sector":"creative","id":266,"ownership":"private","canon":266,"sources":[{"title":"Wildlife Studios (site oficial)","url":"https://wildlifestudios.com","verified":false},{"title":"Startups.com.br: Wildlife Studios recebe aporte de US$ 120 milhões e passa a valer US$ 3 bi","url":"https://startups.com.br/negocios/wildlife-studios-recebe-aporte-de-us-120-milhoes-e-passa-a-valer-us-3-bi/","verified":true},{"title":"Startups.com.br: Unicórnio Wildlife Studios demite de novo e enxuga mais 13%","url":"https://startups.com.br/negocios/demissoes/unicornio-wildlife-studios-demite-de-novo-e-enxuga-13/","verified":true},{"title":"Forbes Brasil: O mundo dos unicórnios — Wildlife Studios","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2021/05/o-mundo-dos-unicornios-wildlife-studios/","verified":false}]},{"name":"Epic Games Brasil (ex-Aquiris)","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2007,"description":"O estúdio porto-alegrense Aquiris, criador de Horizon Chase e Wonderbox, foi adquirido pela Epic Games em 2023 e renomeado Epic Games Brasil, o primeiro estúdio da Epic na América Latina, que trabalha em conteúdo de Fortnite e ferramentas da Unreal. Ancora o cluster de games do Rio Grande do Sul.","tags":["jogos","epic","aquisição"],"url":null,"significance":3,"sector":"creative","id":267,"ownership":"foreign-multinational","canon":267,"sources":[{"title":"Aquiris / Epic Games Brasil (site oficial)","url":"https://www.aquiris.com.br","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Aquiris Game Studio","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Aquiris_Game_Studio","verified":true},{"title":"Epic Games: AQUIRIS is Joining Epic and Becoming Epic Games Brasil","url":"https://www.epicgames.com/site/en-US/news/aquiris-is-joining-epic-and-becoming-epic-games-brasil","verified":true},{"title":"IstoÉ Dinheiro: Epic Games anuncia compra do estúdio brasileiro Aquiris","url":"https://istoedinheiro.com.br/epic-games-anuncia-compra-do-estudio-brasileiro-aquiris","verified":true}]},{"name":"Hoplon","type":"company","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2004,"description":"Estúdio de Florianópolis por trás de Heavy Metal Machines, o MOBA que alcançou mais de 3 milhões de jogadores, e de Taikodom, o primeiro MMO do Brasil (2008). Um dos estúdios independentes mais antigos e um pilar da vertical de games da ACATE.","tags":["jogos","moba","florianópolis"],"url":"https://hoplon.com","significance":2,"sector":"creative","id":268,"ownership":"private","canon":268,"sources":[{"title":"Hoplon (site oficial)","url":"https://hoplon.com","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Hoplon Infotainment","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Hoplon_Infotainment","verified":true},{"title":"Wikipedia (en): Hoplon Infotainment","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Hoplon_Infotainment","verified":true}]},{"name":"Behold Studios","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":2009,"description":"Estúdio indie de Brasília conhecido por Knights of Pen and Paper, Chroma Squad e Galaxy of Pen & Paper, entre os primeiros jogos brasileiros com sucesso global na Steam e com um contrato de publicação com a Paradox.","tags":["jogos","indie"],"url":"https://beholdstudios.com.br","significance":2,"sector":"creative","id":269,"ownership":"private","canon":269,"sources":[{"title":"Behold Studios (site oficial)","url":"https://beholdstudios.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (en): Chroma Squad (Behold Studios)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Chroma_Squad","verified":true},{"title":"Wikipedia (en): Knights of Pen & Paper","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Knights_of_Pen_%26_Paper","verified":false}]},{"name":"Rogue Snail","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2014,"description":"Estúdio carioca fundado por Mark Venturelli (Relic Hunters Zero/Legend, Dungeonland) e apoiado pela Garena; Venturelli é também uma voz ativa no setor, conhecido por ter usado uma palestra no BIG Festival 2022 para criticar os NFTs em jogos.","tags":["jogos","indie","rio"],"url":"https://roguesnail.com","significance":2,"sector":"creative","id":270,"ownership":"private","canon":270,"sources":[{"title":"Rogue Snail (site oficial)","url":"https://roguesnail.com","verified":false},{"title":"Inverse: Game developer goes off script to trash NFTs and web3 gaming publicly (Mark Venturelli)","url":"https://www.inverse.com/input/gaming/game-developer-trash-nfts-web3-gaming","verified":true},{"title":"CGMagazine: Game Dev Wants World To Know There Is More To Brazil Than Blockchain","url":"https://www.cgmagonline.com/news/game-dev-more-to-brazil-than-blockchain","verified":false},{"title":"Folha Vitória: Relic Hunters Legend agora disponível no Steam em acesso antecipado","url":"https://www.folhavitoria.com.br/games/relic-hunters-legend-agora-disponivel-no-steam-em-acesso-antecipado/","verified":false}]},{"name":"Fanatee","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Estúdio paulistano de jogos mobile responsável por CodyCross e Word Lanes, jogos de quebra-cabeça com mais de 100 milhões de downloads e presença constante entre os mais rentáveis na Europa e nos EUA, um contraponto lucrativo à Wildlife, financiada por capital de risco.","tags":["jogos","mobile","quebra-cabeça"],"url":"https://fanatee.com","significance":2,"sector":"creative","id":271,"ownership":"private","canon":271,"sources":[{"title":"Fanatee (site oficial)","url":"https://fanatee.com","verified":true},{"title":"Wikipedia (en): CodyCross","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CodyCross","verified":false},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Fanatee","url":"https://startups.com.br/tag/fanatee/","verified":false}]},{"name":"Afterverse (PK XD)","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2019,"description":"Estúdio do grupo Movile/iFood, originado da PlayKids, que criou o PK XD, um metaverso infantil no estilo Roblox com mais de 100 milhões de downloads, um dos jogos brasileiros mais jogados no mundo.","tags":["jogos","infantil","metaverso"],"url":"https://afterverse.com","significance":2,"sector":"creative","id":272,"ownership":"private","canon":272,"sources":[{"title":"Afterverse (site oficial)","url":"https://afterverse.com","verified":false},{"title":"PK XD (site oficial do jogo)","url":"https://pkxd.com","verified":false},{"title":"Movile (grupo controlador)","url":"https://www.movile.com","verified":false}]},{"name":"Tapps Games","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Publisher paulistana de jogos mobile (Bid Wars, Vlogger Go Viral, Kings of Pool) com mais de 1 bilhão de downloads acumulados, um dos estúdios mobile independentes de maior volume de downloads do Brasil e parceiro frequente dos programas do Google Play e do Apple Arcade.","tags":["jogos","mobile"],"url":"https://tappsgames.com","significance":1,"sector":"creative","id":273,"ownership":"private","canon":273,"sources":[{"title":"Tapps Games (site oficial)","url":"https://tappsgames.com","verified":false},{"title":"Tapps Games no Google Play","url":"https://play.google.com/store/apps/dev?id=5465565183165105418","verified":false},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Tapps Games","url":"https://startups.com.br/tag/tapps-games/","verified":false}]},{"name":"Nuuvem","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2012,"description":"Maior loja digital de jogos para PC da América Latina, fundada no Rio, que foi pioneira em preços em moeda local e pagamento via Pix/boleto para a distribuição de chaves Steam em toda a região.","tags":["jogos","distribuição"],"url":"https://www.nuuvem.com","significance":2,"sector":"creative","id":274,"ownership":"private","canon":274,"sources":[{"title":"Nuuvem (site oficial)","url":"https://www.nuuvem.com","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Nuuvem","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nuuvem","verified":true}]},{"name":"Abragames","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2004,"description":"Associação brasileira de desenvolvedores de jogos que realiza o censo do setor (mais de 1.000 estúdios), o programa de exportação Brazil Games com a ApexBrasil, e fez lobby pelo Marco Legal dos Games.","tags":["jogos","associação"],"url":"https://www.abragames.org","significance":3,"sector":"creative","id":275,"ownership":"nonprofit","canon":275,"sources":[{"title":"Abragames (site oficial)","url":"https://www.abragames.org","verified":false},{"title":"Abragames: Pesquisa da Indústria Brasileira de Games","url":"https://www.abragames.org/pesquisa-da-industria-brasileira-de-games.html","verified":true},{"title":"Planalto: Lei nº 14.852/2024 (Marco Legal dos Games)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14852.htm","verified":true}]},{"name":"Marco Legal dos Games (Lei 14.852/2024)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Sancionada em 3 de maio de 2024, a lei define juridicamente os jogos eletrônicos (separando-os dos jogos de azar), reconhece-os como produtos culturais elegíveis aos incentivos da Lei Rouanet e da Ancine/FSA, permite o uso de jogos na educação e cria um regime simplificado para os estúdios. Seu decreto e as regras da Rouanet foram detalhados em 2024-2025.","tags":["política pública","jogos","rouanet"],"url":null,"significance":4,"sector":"creative","id":276,"ownership":"program-policy","canon":276,"sources":[{"title":"Planalto: Lei nº 14.852/2024 (Marco Legal para a indústria de jogos eletrônicos)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14852.htm","verified":true},{"title":"Agência Brasil: Lula sanciona marco legal dos jogos eletrônicos","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2024-05/lula-sanciona-marco-legal-dos-jogos-eletronicos","verified":false},{"title":"Abragames: Pesquisa da Indústria Brasileira de Games","url":"https://www.abragames.org/pesquisa-da-industria-brasileira-de-games.html","verified":true}]},{"name":"gamescom latam (ex-BIG Festival)","type":"event","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2012,"description":"Fundado como BIG Festival por Gustavo Steinberg, tornou-se gamescom latam em 2024 por meio de uma parceria com a Koelnmesse, atraindo mais de 100.000 participantes e servindo como a principal feira B2B de jogos da região, ao lado do SBGames (acadêmico, desde 2002).","tags":["jogos","evento"],"url":"https://gamescomlatam.com","significance":3,"sector":"creative","id":277,"ownership":"nonprofit","canon":277,"sources":[{"title":"gamescom latam (site oficial)","url":"https://gamescomlatam.com","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): BIG Festival","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/BIG_Festival","verified":true},{"title":"SBGames — Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital","url":"https://www.sbgames.org","verified":false}]},{"name":"O2 Filmes","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1991,"description":"Produtora fundada por Fernando Meirelles (Cidade de Deus, Dois Papas) com pós-produção e VFX próprios (O2 Pós), produtora de séries para streamings globais e escola de formação para talentos brasileiros de VFX.","tags":["cinema","vfx","produção"],"url":"https://www.o2filmes.com","significance":2,"sector":"creative","id":278,"ownership":"private","canon":278,"sources":[{"title":"O2 Filmes (site oficial)","url":"https://www.o2filmes.com","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): O2 Filmes","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/O2_Filmes","verified":true}]},{"name":"Conspiracao Filmes","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1991,"description":"Produtora carioca (fundada por Andrucha Waddington, Claudio Torres e outros) com um grande pipeline de pós-produção/VFX, produzindo para Globo, Netflix e HBO; seu Conspira Lab explora a produção virtual.","tags":["cinema","vfx"],"url":"https://conspira.com.br","significance":2,"sector":"creative","id":279,"ownership":"private","canon":279,"sources":[{"title":"Conspiração Filmes (site oficial)","url":"https://conspira.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Conspiração Filmes","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Conspiração_Filmes","verified":true}]},{"name":"Globo (Estudios Globo / Globo Ventures)","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1965,"description":"O maior grupo de mídia da América Latina opera os Estúdios Globo no Rio, o streaming Globoplay e a Globo Ventures (2017), que investe em startups de mídia e adtech. Seus grupos de P&D foram pioneiros em dublagem por IA, cenários virtuais e nas iniciativas Globo AI de 2024-2025, e o grupo é um dos principais empregadores de tecnólogos criativos.","tags":["mídia","streaming","corporate venture"],"url":"https://globo.com","significance":3,"sector":"creative","id":280,"ownership":"private","canon":280,"sources":[{"title":"Globo (site oficial)","url":"https://globo.com","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Grupo Globo","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Globo","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Estúdios Globo","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Estúdios_Globo","verified":false}]},{"name":"Vetor Zero / Lobo","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1991,"description":"Estúdio paulistano de animação e VFX (com seu braço de design Lobo) conhecido por comerciais premiados, videoclipes e pelo pipeline do longa 'Perlimps'; um polo histórico para talentos brasileiros de 3D e motion design.","tags":["animação","vfx"],"url":"https://www.vetorzero.com.br","significance":2,"sector":"creative","id":281,"ownership":"private","canon":281,"sources":[{"title":"Vetor Zero (site oficial)","url":"https://www.vetorzero.com.br","verified":true},{"title":"Lobo (site oficial do estúdio de design)","url":"https://www.lobo.cx","verified":false}]},{"name":"Cifra Club / Studio Sol","type":"company","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1996,"description":"Empresa de tecnologia musical de Belo Horizonte responsável pelo Cifra Club (cifras e tablaturas, mais de 50 milhões de usuários mensais no mundo), Palco MP3 e Letras.mus.br, uma das maiores propriedades web de música da América Latina e um pilar do San Pedro Valley.","tags":["tecnologia musical","belo horizonte"],"url":"https://www.cifraclub.com.br","significance":2,"sector":"creative","id":282,"ownership":"private","canon":282,"sources":[{"title":"Cifra Club (site oficial)","url":"https://www.cifraclub.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Cifra Club","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Cifra_Club","verified":true},{"title":"Studio Sol (site oficial)","url":"https://www.studiosol.com.br","verified":false}]},{"name":"Sua Musica","type":"startup","city":"Fortaleza","state":"CE","founded":2008,"description":"Plataforma de streaming de Fortaleza voltada a forró, piseiro e gêneros nordestinos, com mais de 10 milhões de usuários mensais, mostrando como as cenas musicais regionais construíram sua própria distribuição fora do Spotify; tem parcerias com ONErpm e Deezer.","tags":["tecnologia musical","streaming","nordeste"],"url":"https://suamusica.com.br","significance":2,"sector":"creative","id":283,"ownership":"private","canon":283,"sources":[{"title":"Sua Música (site oficial)","url":"https://suamusica.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Sua Música","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sua_Música","verified":true}]},{"name":"Eduardo Kac","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Artista nascido no Rio (n. 1962) que cunhou o termo 'bioarte' e criou GFP Bunny (2000), Genesis (1999) e obras de telepresença nos anos 1990; em 2017 enviou 'Inner Telescope' à ISS. Professor radicado em Chicago, continua sendo o artista de mídia brasileiro mais citado.","tags":["bioarte","arte midiática","artista"],"url":"https://www.ekac.org","significance":3,"sector":"creative","id":284,"ownership":"person","canon":284,"sources":[{"title":"Eduardo Kac (site oficial)","url":"https://www.ekac.org","verified":false},{"title":"Wikipedia (en): Eduardo Kac","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Kac","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Eduardo Kac","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Kac","verified":true}]},{"name":"Giselle Beiguelman","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Artista e professora da USP cujas obras de net art e telas urbanas (The Book after the Book, 1999; Poétrica) e escritos sobre memória, IA e patrimônio digital definem a teoria brasileira da arte midiática; curou e cofundou os primeiros programas de arte eletrônica de São Paulo.","tags":["arte midiática","usp","artista"],"url":null,"significance":2,"sector":"creative","id":285,"ownership":"person","canon":285,"sources":[{"title":"Giselle Beiguelman — desvirtual (site oficial)","url":"https://www.desvirtual.com","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Giselle Beiguelman","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Giselle_Beiguelman","verified":true}]},{"name":"Lucas Bambozzi","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Artista de vídeo e mídia, cofundador do festival arte.mov (arte em mídias móveis, 2006-2012) e do Labmovel, e figura-chave na ligação entre a videoarte brasileira e as mídias em rede e locativas; leciona na FAAP e na Unicamp.","tags":["arte midiática","artista","festival"],"url":null,"significance":2,"sector":"creative","id":286,"ownership":"person","canon":286,"sources":[{"title":"Wikipedia (pt): Lucas Bambozzi","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Lucas_Bambozzi","verified":true},{"title":"Labmovel (laboratório móvel cofundado por Lucas Bambozzi)","url":"https://labmovel.net","verified":false},{"title":"Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira","url":"https://enciclopedia.itaucultural.org.br","verified":false}]},{"name":"FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletronica","type":"event","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2000,"description":"Fundado por Paula Perissinotto e Ricardo Barreto, o FILE é um dos festivais de arte eletrônica mais longevos do mundo, realizado anualmente no Centro Cultural da FIESP, na Avenida Paulista, com instalações interativas, jogos e música eletrônica, além de edições no Rio e em Belo Horizonte.","tags":["festival","arte midiática"],"url":"https://file.org.br","significance":3,"sector":"creative","id":287,"ownership":"nonprofit","canon":287,"sources":[{"title":"FILE — Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (site oficial)","url":"https://file.org.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Festival Internacional de Linguagem Eletrônica","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_Internacional_de_Linguagem_Eletrônica","verified":true}]},{"name":"Itau Cultural","type":"cultural-institution","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1987,"description":"O instituto cultural do Itaú sediou as bienais de arte e tecnologia Emoção Art.ficial (2002-2012), a Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Tecnologia e programas contínuos de IA e arte; seu prédio na Paulista e seus editais Rumos são centrais para o financiamento da arte midiática brasileira.","tags":["instituição cultural","arte e tecnologia","acervo"],"url":"https://www.itaucultural.org.br","significance":3,"sector":"creative","id":288,"ownership":"private","canon":288,"sources":[{"title":"Itaú Cultural (site oficial)","url":"https://www.itaucultural.org.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Itaú Cultural","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Itaú_Cultural","verified":true},{"title":"Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira","url":"https://enciclopedia.itaucultural.org.br","verified":false}]},{"name":"Museu do Amanha","type":"cultural-institution","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2015,"description":"Museu de ciências projetado por Santiago Calatrava na Praça Mauá, gerido pelo IDG com patrocínio da Globo e da Shell, estruturado em torno de exposições digitais imersivas sobre clima e Antropoceno; abriga o Museu do Amanhã Lab de arte com dados e já recebeu mais de 5 milhões de visitantes.","tags":["museu","imersivo","rio"],"url":"https://museudoamanha.org.br","significance":3,"sector":"creative","id":289,"ownership":"nonprofit","canon":289,"sources":[{"title":"Museu do Amanhã (site oficial)","url":"https://museudoamanha.org.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Museu do Amanhã","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Amanhã","verified":true},{"title":"Wikipedia (en): Museum of Tomorrow","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Museum_of_Tomorrow","verified":true}]},{"name":"SESC Sao Paulo","type":"cultural-institution","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1946,"description":"Rede cultural financiada pelo comércio, com mais de 40 unidades (Pompeia, 24 de Maio, Avenida Paulista), que encomenda obras de arte midiática, mantém o Sesc Digital e sediou mostras de arte e tecnologia como colaborações com a Ars Electronica e 'Play!'; o maior mecenas não estatal da cultura experimental brasileira.","tags":["instituição cultural","mecenas"],"url":"https://www.sescsp.org.br","significance":2,"sector":"creative","id":290,"ownership":"nonprofit","canon":290,"sources":[{"title":"Sesc São Paulo (site oficial)","url":"https://www.sescsp.org.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Serviço Social do Comércio","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Serviço_Social_do_Comércio","verified":true},{"title":"Sesc Digital","url":"https://sesc.digital","verified":false}]},{"name":"Japan House Sao Paulo","type":"cultural-institution","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2017,"description":"Centro cultural do governo japonês projetado por Kengo Kuma na Avenida Paulista, que exibe design, robótica e arte midiática (teamLab, exposições no estilo Ryoji Ikeda), um dos espaços de arte e tecnologia mais movimentados da cidade.","tags":["instituição cultural","design"],"url":"https://www.japanhousesp.com.br","significance":1,"sector":"creative","id":291,"ownership":"nonprofit","canon":291,"sources":[{"title":"Japan House São Paulo (site oficial)","url":"https://www.japanhousesp.com.br","verified":false},{"title":"Japan House (rede global — Londres, Los Angeles, São Paulo)","url":"https://www.japanhouse.jp","verified":false}]},{"name":"Nuvem - Estacao Rural de Arte e Tecnologia","type":"nonprofit","city":"Resende","state":"RJ","founded":2011,"description":"Residência rural de arte e tecnologia na Serra da Mantiqueira fundada por Bruno Vianna e Cinthia Mendonça, que sedia hackathons sobre hardware aberto, redes comunitárias, software livre e agroecologia; uma referência para a prática descentralizada de arte e tecnologia no Brasil.","tags":["residência","arte e tecnologia","rural"],"url":"https://nuvem.tk","significance":2,"sector":"creative","id":292,"ownership":"nonprofit","canon":292,"sources":[{"title":"Nuvem — Estação Rural de Arte e Tecnologia (site)","url":"https://nuvem.tk","verified":false},{"title":"ISEA Symposium Archives: Bruno Caldas Vianna","url":"https://www.isea-symposium-archives.org/?p=70496","verified":false},{"title":"Instituto Serrapilheira: Silo — Arte e Latitude Rural (iniciativa sucessora, Cinthia Mendonça)","url":"https://serrapilheira.org/en/projetos/silo-arte-e-latitude-rural/","verified":false}]},{"name":"Garoa Hacker Clube","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2010,"description":"Primeiro hackerspace do Brasil, em Pinheiros, São Paulo, que deu origem ao movimento nacional de makerspaces (Fab Labs Livres SP, Olabi no Rio, Raul Hacker Club em Salvador) e à cultura de Arduino e hardware aberto.","tags":["hackerspace","makers"],"url":"https://garoa.net.br","significance":2,"sector":"creative","id":293,"ownership":"nonprofit","canon":293,"sources":[{"title":"Garoa Hacker Clube (site oficial)","url":"https://garoa.net.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Garoa Hacker Clube","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Garoa_Hacker_Clube","verified":true}]},{"name":"NICS - Unicamp","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":1983,"description":"Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora da Unicamp, fundado pelos antecessores do compositor Jônatas Manzolli e um dos mais antigos centros de pesquisa em música computacional e arte sonora da América Latina, atuando em paisagens sonoras, música interativa e composição por IA.","tags":["laboratório universitário","música computacional"],"url":"https://www.nics.unicamp.br","significance":2,"sector":"creative","id":294,"ownership":"public-institution","canon":294,"sources":[{"title":"NICS — Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (site oficial)","url":"https://www.nics.unicamp.br","verified":false},{"title":"COCEN Unicamp — Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa","url":"https://www.cocen.unicamp.br","verified":false}]},{"name":"USP ECA / Grupo Poeticas Digitais","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2002,"description":"A Escola de Comunicações e Artes da USP abriga o Grupo Poéticas Digitais de Gilbertto Prado e o acervo de arte midiática do MAC-USP, o principal lar acadêmico da pesquisa brasileira em arte interativa, ao lado do programa TIDD da PUC-SP e do Lab de Arte e Tecnologia da UFMG.","tags":["laboratório universitário","arte midiática"],"url":null,"significance":2,"sector":"creative","id":295,"ownership":"public-institution","canon":295,"sources":[{"title":"ECA-USP (site oficial)","url":"https://www.eca.usp.br","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Comunicações_e_Artes_da_Universidade_de_São_Paulo","verified":true},{"title":"Grupo Poéticas Digitais (site)","url":"https://www.poeticasdigitais.net","verified":false}]},{"name":"UFBA IHAC","type":"university-lab","city":"Salvador","state":"BA","founded":2008,"description":"Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, instituto interdisciplinar (bacharelado interdisciplinar) que desenvolve pesquisa em arte e tecnologia, cultura digital afro-brasileira e jogos no Nordeste, alimentando a cena de tecnologia criativa de Salvador.","tags":["laboratório universitário","nordeste"],"url":"https://ihac.ufba.br","significance":1,"sector":"creative","id":296,"ownership":"public-institution","canon":296,"sources":[{"title":"IHAC — Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (site oficial)","url":"https://ihac.ufba.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal da Bahia (site oficial)","url":"https://www.ufba.br","verified":false}]},{"name":"Festival de Arte Digital (FAD)","type":"event","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2007,"description":"Festival de arte digital de Belo Horizonte que reúne artistas midiáticos internacionais e instituições de Minas Gerais, parte do circuito com o FILE, o Multiplicidade (Rio) e o Festival de Inverno de Ouro Preto (UFOP/UFMG) que leva a arte e tecnologia para além de São Paulo.","tags":["festival","arte midiática","minas"],"url":null,"significance":1,"sector":"creative","id":297,"ownership":"nonprofit","canon":297,"sources":[{"title":"FAD — Festival de Arte Digital (site oficial)","url":"https://fad.art.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Festival de Arte Digital","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_de_Arte_Digital","verified":true}]},{"name":"Porto Digital","type":"hub","city":"Recife","state":"PE","founded":2000,"description":"Parque tecnológico no histórico Bairro do Recife criado por Silvio Meira e pelo governo estadual, sede de mais de 400 empresas e mais de 17.000 empregos (CESAR, Accenture, Avanade, empresas de jogos e economia criativa) com faturamento anual superior a R$ 5 bilhões. É o caso de sucesso de inovação público-privada mais citado do Brasil e modelo para políticas regionais de tecnologia.","tags":["parque tecnológico","recife","nordeste"],"url":"https://www.portodigital.org","significance":5,"sector":"hubs","id":298,"ownership":"nonprofit","canon":625,"sources":[{"title":"Porto Digital (site oficial)","url":"https://www.portodigital.org","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Porto Digital","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Digital","verified":true},{"title":"Wikipedia (en): Porto Digital","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Porto_Digital","verified":true},{"title":"IT Forum: Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","verified":true}]},{"name":"Silvio Meira","type":"person","city":"Recife","state":"PE","founded":null,"description":"Cientista da computação (UFPE) que fundou o CESAR (1996) e o Porto Digital (2000), presidiu o conselho do Porto Digital e tornou-se a principal voz pública da política de inovação brasileira; também autor e cofundador da TDS Company.","tags":["fundador","porto digital"],"url":null,"significance":3,"sector":"hubs","id":299,"ownership":"person","canon":299,"sources":[{"title":"Silvio Meira — blog 'dia a dia, bit a bit' (site oficial)","url":"https://silvio.meira.com","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Silvio Meira","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Meira","verified":true},{"title":"CESAR — Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife","url":"https://www.cesar.org.br","verified":false}]},{"name":"ACATE / Sapiens Parque","type":"hub","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":1986,"description":"A associação de tecnologia de Florianópolis (ACATE, mais de 1.500 associados) e o parque de inovação Sapiens Parque transformaram Santa Catarina no ecossistema de tecnologia mais denso per capita do Brasil (RD Station, Resultados Digitais, Softplan, Hoplon, Involves), com Joinville (Asaas) e Blumenau como satélites.","tags":["cluster","florianópolis"],"url":"https://www.acate.com.br","significance":3,"sector":"hubs","id":300,"ownership":"nonprofit","canon":300,"sources":[{"title":"ACATE (site oficial)","url":"https://www.acate.com.br","verified":false},{"title":"ACATE: Pauta para candidatos ao Governo de SC 2026","url":"https://www.acate.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Pauta-ACATE-Candidatos-Governo-2026-2.pdf","verified":true},{"title":"Sapiens Parque (site oficial)","url":"https://www.sapiensparque.com.br","verified":false}]},{"name":"San Pedro Valley","type":"hub","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2011,"description":"Comunidade de startups auto-organizada no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, que produziu Hotmart, Sympla, Rock Content, Méliuz e Take Blip e se apoiou nos talentos da UFMG; um modelo de cluster regional construído de baixo para cima.","tags":["cluster","belo horizonte"],"url":"https://www.sanpedrovalley.org","significance":2,"sector":"hubs","id":301,"ownership":"nonprofit","canon":301,"sources":[{"title":"San Pedro Valley (site oficial)","url":"https://www.sanpedrovalley.org","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): San Pedro Valley","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/San_Pedro_Valley","verified":true}]},{"name":"Tecnopuc","type":"hub","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2003,"description":"Parque científico da PUCRS que abriga mais de 150 empresas e laboratórios (HP, Dell, SAP, Thoughtworks) e startups; ao lado da Epic Games Brasil e da AI City da Scala, ancora a identidade tecnológica do Rio Grande do Sul, posta à prova pelas enchentes de 2024.","tags":["parque tecnológico","porto alegre"],"url":"https://tecnopuc.pucrs.br","significance":2,"sector":"hubs","id":302,"ownership":"nonprofit","canon":630,"sources":[{"title":"Tecnopuc (site oficial)","url":"https://tecnopuc.pucrs.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Tecnopuc","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnopuc","verified":true}]},{"name":"SENAI CIMATEC","type":"research-institute","city":"Salvador","state":"BA","founded":2002,"description":"Campus de P&D industrial da Bahia com os supercomputadores para a indústria mais rápidos da América Latina, laboratórios de robótica, Indústria 4.0 e saúde, e o CIMATEC Park; é o principal instituto de pesquisa aplicada do Nordeste e sedia programas de startups com o Senai e a Embrapii.","tags":["pesquisa","salvador","indústria 4.0"],"url":"https://www.senaicimatec.com.br","significance":2,"sector":"hubs","id":303,"ownership":"parastatal","canon":604,"sources":[{"title":"SENAI CIMATEC (site oficial)","url":"https://www.senaicimatec.com.br","verified":true},{"title":"FIEB — Federação das Indústrias do Estado da Bahia (mantenedora)","url":"https://www.fieb.org.br","verified":false},{"title":"Embrapii (site oficial) — unidades credenciadas","url":"https://embrapii.org.br","verified":false}]},{"name":"Monashees","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2005,"description":"Primeira gestora de venture capital dedicada do Brasil, fundada por Eric Acher e Fabio Igel, investidora inicial em 99, Loggi, MadeiraMadeira, Neon, Rappi e Contabilizei, com mais de US$ 1 bilhão sob gestão.","tags":["vc","estágio inicial"],"url":"https://www.monashees.com","significance":3,"sector":"hubs","id":304,"ownership":"private","canon":304,"sources":[{"title":"Monashees (site oficial)","url":"https://www.monashees.com","verified":true},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Monashees","url":"https://startups.com.br/tag/monashees/","verified":false}]},{"name":"Kaszek","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"Maior VC da América Latina (mais de US$ 2 bilhões captados), fundada pelos ex-MercadoLibre Hernan Kazah e Nicolas Szekasy, com São Paulo como seu principal mercado: Nubank, QuintoAndar, Creditas, Loggi, Gympass, Kavak e Nuvemshop.","tags":["vc","latam"],"url":"https://kaszek.com","significance":4,"sector":"hubs","id":305,"ownership":"private","canon":305,"sources":[{"title":"Kaszek (site oficial)","url":"https://kaszek.com","verified":true},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Kaszek","url":"https://startups.com.br/tag/kaszek/","verified":false}]},{"name":"Canary","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2016,"description":"Fundo de pre-seed/seed fundado por Florian Hagenbuch, Marcos Toledo e Julio Vasconcellos, entre os investidores de estágio inicial mais ativos do Brasil (Buser, Alice, Facily, Trybe, Caju), com mais de 100 empresas no portfólio.","tags":["vc","seed"],"url":"https://canary.com.br","significance":2,"sector":"hubs","id":306,"ownership":"private","canon":306,"sources":[{"title":"Canary (site oficial)","url":"https://canary.com.br","verified":true},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Canary","url":"https://startups.com.br/tag/canary/","verified":false}]},{"name":"Valor Capital Group","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"Fundo transfronteiriço EUA-Brasil fundado por Clifford e Scott Sobel, investidor inicial em Stone, Coinbase, Gympass, Loft e Olist, que conecta o capital do Vale do Silício a fundadores brasileiros.","tags":["vc","transfronteiriço"],"url":"https://valorcapitalgroup.com","significance":2,"sector":"hubs","id":307,"ownership":"private","canon":307,"sources":[{"title":"Valor Capital Group (site oficial)","url":"https://valorcapitalgroup.com","verified":true},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Valor Capital Group","url":"https://startups.com.br/tag/valor-capital-group/","verified":false}]},{"name":"SoftBank Latin America Fund","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2019,"description":"Fundo de US$ 5 bilhões de Marcelo Claure (depois US$ 8 bilhões) que desencadeou o boom de investimentos de 2019-2021 no Brasil, apoiando QuintoAndar, Loggi, Creditas, Gympass, VTEX, Olist, MadeiraMadeira e Inter; recuou em 2022 após pesadas desvalorizações.","tags":["vc","growth","boom"],"url":null,"significance":3,"sector":"hubs","id":308,"ownership":"foreign-multinational","canon":308,"sources":[{"title":"SoftBank Group (site oficial)","url":"https://group.softbank/en","verified":false},{"title":"Teletime: SoftBank cria fundo de US$ 5 bilhões para investir na América Latina","url":"https://teletime.com.br/07/03/2019/softbank-cria-fundo-de-us-5-bilhoes-para-investir-na-america-latina/","verified":true},{"title":"InfoMoney: SoftBank vai investir mais US$ 3 bilhões em startups da América Latina","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1701824","verified":true}]},{"name":"Astella Investimentos","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2008,"description":"Investidora de estágio inicial em SaaS e marketplaces (RD Station, Omie, Alice, Kenoby) liderada por Edson Rigonatti e Laura Constantini, conhecida por seu modelo de apoio a fundadores 'E2E', orientado por dados.","tags":["vc","saas"],"url":"https://astella.com.br","significance":1,"sector":"hubs","id":309,"ownership":"private","canon":309,"sources":[{"title":"Astella Investimentos (site oficial)","url":"https://astella.com.br","verified":true},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Astella","url":"https://startups.com.br/tag/astella/","verified":false}]},{"name":"Igah Ventures","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Antiga e.Bricks Ventures (grupo RBS), a Igah apoia rodadas Série A em fintech, SaaS e healthtech (Conta Azul, Infracommerce, Unico) e gere cerca de R$ 2 bilhões.","tags":["vc","série a"],"url":"https://igahventures.com","significance":1,"sector":"hubs","id":310,"ownership":"private","canon":310,"sources":[{"title":"Igah Ventures (site oficial)","url":"https://igahventures.com","verified":true},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Igah Ventures","url":"https://startups.com.br/tag/igah-ventures/","verified":false}]},{"name":"Bossanova Investimentos","type":"vc","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2010,"description":"Micro-VC de pre-seed mais ativo do Brasil em número de negócios (mais de 1.000 investimentos), fundado por João Kepler, operando um modelo de alto volume e tíquetes pequenos que semeou muitas startups regionais.","tags":["vc","pre-seed"],"url":"https://www.bossanovainvestimentos.com.br","significance":1,"sector":"hubs","id":311,"ownership":"private","canon":311,"sources":[{"title":"Bossanova Investimentos (site oficial)","url":"https://www.bossanovainvestimentos.com.br","verified":false},{"title":"Startups.com.br: notícias sobre a Bossanova Investimentos","url":"https://startups.com.br/tag/bossanova-investimentos/","verified":false}]},{"name":"Endeavor Brasil","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2000,"description":"Capítulo brasileiro da rede global de scale-ups, que apoia mais de 300 'Empreendedores Endeavor' (fundadores de Nubank, Gympass, Creditas) e publica pesquisas sobre o ecossistema; seu fundo Endeavor Catalyst coinveste nas empresas do portfólio.","tags":["sem fins lucrativos","scale-up"],"url":"https://endeavor.org.br","significance":3,"sector":"hubs","id":312,"ownership":"nonprofit","canon":312,"sources":[{"title":"Endeavor Brasil (site oficial)","url":"https://endeavor.org.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (en): Endeavor (non-profit)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Endeavor_(non-profit)","verified":true}]},{"name":"ABStartups","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2011,"description":"Associação nacional de startups com mais de 15.000 startups cadastradas, que realiza o censo StartupBase e a conferência CASE e fez lobby pelo Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/2021).","tags":["associação","política pública"],"url":"https://abstartups.com.br","significance":2,"sector":"hubs","id":313,"ownership":"nonprofit","canon":313,"sources":[{"title":"ABStartups (site oficial)","url":"https://abstartups.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Associação Brasileira de Startups","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Associação_Brasileira_de_Startups","verified":true},{"title":"Planalto: Lei Complementar nº 182/2021 (Marco Legal das Startups)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp182.htm","verified":true}]},{"name":"Distrito","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2014,"description":"Plataforma de dados de inovação e operadora de hubs cujos relatórios Distrito Dataminer são a referência padrão para estatísticas de VC no Brasil (US$ 9,4 bilhões em 2021, cerca de US$ 2 bilhões em 2023), ao lado dos dados de LAVCA, Sling Hub e TTR.","tags":["dados","hub de inovação"],"url":"https://distrito.me","significance":2,"sector":"hubs","id":314,"ownership":"private","canon":314,"sources":[{"title":"Distrito — relatórios Inside Venture Capital Brasil","url":"https://distrito.me","verified":true},{"title":"Startups.com.br: Das 10 maiores rodadas brasileiras em 2025, minoria é AI-first","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/das-10-maiores-rodadas-brasileiras-em-2025-minoria-e-ai-first/","verified":true},{"title":"LAVCA — Association for Private Capital Investment in Latin America","url":"https://www.lavca.org","verified":false}]},{"name":"BNDES Garagem","type":"program","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2018,"description":"Programa de aceleração de startups do banco nacional de desenvolvimento, complementado pelos aportes do BNDES em fundos de fundos, pelo Finep Startup (equity) e pelas linhas de crédito da Nova Indústria Brasil de 2024-2025 para IA, data centers e semicondutores.","tags":["financiamento público","aceleração"],"url":"https://www.bndes.gov.br","significance":2,"sector":"hubs","id":315,"ownership":"program-policy","canon":315,"sources":[{"title":"BNDES Garagem (site oficial)","url":"https://www.bndesgaragem.com.br","verified":false},{"title":"BNDES (site oficial)","url":"https://www.bndes.gov.br","verified":false},{"title":"DPL News: BNDES lança 3ª edição de programa de fomento para startups","url":"https://dplnews.com/brasil-bndes-lanca-3a-edicao-de-programa-de-fomento-para-startups/","verified":false},{"title":"Agência FAPESP: Programa gratuito de aceleração de startups oferecido pelo BNDES recebe inscrições","url":"https://agencia.fapesp.br/programa-gratuito-de-aceleracao-de-startups-oferecido-pelo-bndes-recebe-inscricoes-ate-amanha/36498","verified":false}]},{"name":"Web Summit Rio","type":"event","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2023,"description":"Edição latino-americana da megaconferência de Lisboa, realizada no Riocentro com mais de 30.000 participantes e apoiada pela prefeitura do Rio por meio de um contrato plurianual; juntou-se à Campus Party Brasil (desde 2008) e à Rio Innovation Week como eventos de tecnologia de referência.","tags":["evento","conferência"],"url":"https://rio.websummit.com","significance":2,"sector":"hubs","id":316,"ownership":"nonprofit","canon":316,"sources":[{"title":"Web Summit Rio (site oficial)","url":"https://rio.websummit.com","verified":false},{"title":"Wikipedia (en): Web Summit","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Web_Summit","verified":true}]},{"name":"Campus Party Brasil","type":"event","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2008,"description":"LAN party e festival de tecnologia de uma semana que levou a cultura hacker e maker ao grande público brasileiro, atraindo mais de 100.000 participantes por edição em São Paulo e expandindo-se para Brasília, Recife e outras capitais.","tags":["evento","makers"],"url":"https://brasil.campus-party.org","significance":2,"sector":"hubs","id":317,"ownership":"nonprofit","canon":317,"sources":[{"title":"Campus Party Brasil (site oficial)","url":"https://brasil.campus-party.org","verified":false},{"title":"Wikipedia (en): Campus Party","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Campus_Party","verified":true}]},{"name":"Y Combinator Brazilian cohort","type":"program","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2017,"description":"A YC financiou mais de 60 startups brasileiras desde 2017 (precursora da Pismo, Conta Simples, Caju, Lemon, Abstra, Yuno), o maior contingente da América Latina, com vários fundadores se mudando para os EUA enquanto mantêm equipes de engenharia no Brasil, um canal visível do fluxo de talentos pós-2020.","tags":["aceleradora","talentos"],"url":null,"significance":2,"sector":"hubs","id":318,"ownership":"program-policy","canon":318,"sources":[{"title":"Y Combinator: Startup Directory — Brazil","url":"https://www.ycombinator.com/companies?regions=Brazil","verified":false},{"title":"Startups.com.br: Y Combinator seleciona e investe em duas fintechs brasileiras","url":"https://startups.com.br/negocios/y-combinator-fintechs-brasileiras/","verified":true},{"title":"Baguete: Y Combinator procura startups brasileiras","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/y-combinator-procura-startups-brasileiras","verified":false}]},{"name":"Brazilian unicorns (cohort)","type":"program","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2018,"description":"O Brasil criou cerca de 25 unicórnios entre 2018 e 2023: Nubank, iFood, QuintoAndar, Loft, Creditas, Wildlife, Loggi, Ebanx, Unico, Wellhub (Gympass), MadeiraMadeira, Neon, Dock, Cloudwalk, C6, Daki, Olist, Hotmart, Mercado Bitcoin, VTEX, Facily, CargoX, QI Tech e Pismo (vendida à Visa por US$ 1 bilhão em 2023). Vários perderam o status em rodadas de desvalorização (down rounds) em 2023-2025.","tags":["unicórnios","ecossistema"],"url":null,"significance":4,"sector":"hubs","id":319,"ownership":"program-policy","canon":319,"sources":[{"title":"Wikipedia (en): List of unicorn startup companies","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_unicorn_startup_companies","verified":true},{"title":"Distrito — relatórios Inside Venture Capital Brasil","url":"https://distrito.me","verified":true},{"title":"Startups.com.br: Das 10 maiores rodadas brasileiras em 2025, minoria é AI-first","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/das-10-maiores-rodadas-brasileiras-em-2025-minoria-e-ai-first/","verified":true}]},{"name":"Global Innovation Index standing","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"O Brasil ficou em 49º (2023) e 50º (2024) no Índice Global de Inovação da OMPI (WIPO), a melhor posição da América Latina ao lado do Chile, com pontos fortes em sofisticação de mercado e exportações de serviços de TIC e fraquezas em instituições e educação; manteve-se em torno da 50ª posição na edição de 2025.","tags":["ranking","política pública"],"url":"https://www.wipo.int/gii","significance":2,"sector":"hubs","id":320,"ownership":"program-policy","canon":320,"sources":[{"title":"WIPO — Global Innovation Index (site oficial)","url":"https://www.wipo.int/gii","verified":false},{"title":"WIPO — Global Innovation Index 2025","url":"https://www.wipo.int/en/web/global-innovation-index/2025/index","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt): Índice Global de Inovação","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Índice_Global_de_Inovação","verified":true}]},{"name":"Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1985,"description":"Ministério federal que coordena o sistema nacional de ciência e inovação, supervisiona CNPq, Finep, FNDCT, Embrapii, INPE, LNCC e Ceitec, e elaborou o plano de IA PBIA e a estratégia nacional de CT&I. Comandado desde janeiro de 2023 por Luciana Santos (PCdoB), que reverteu o congelamento do FNDCT e suspendeu a liquidação da Ceitec em seu primeiro dia. Sua agenda para 2026 concentra-se em capacidade computacional soberana para IA, semicondutores e nos R$ 17,7 bilhões do FNDCT.","tags":["ministério","ciência","ia","fndct"],"url":"https://www.gov.br/mcti","significance":5,"sector":"policy","id":321,"ownership":"public-institution","canon":321,"intl":{"international":"O MCTI equivale a ministérios como o MSIT coreano, o BMBF alemão ou o DST indiano, mas opera com um país que investe cerca de 1,2-1,3% do PIB em P&D, menos da metade da média da OCDE. Sua rede de agências (CNPq, Finep, FNDCT, Embrapii) espelha a divisão entre fomento à pesquisa e à inovação típica de França e Alemanha. Internacionalmente, coordena a cooperação espacial com a China (CBERS), negociações com a União Europeia em pesquisa, acordos com Índia e Argentina e, mais recentemente, parcerias chinesas em quântica e semicondutores que geram atrito com os EUA. O Brasil não é país associado ao Horizon Europe, o que limita o acesso de seus pesquisadores a grandes consórcios.","future":"Com eleições em outubro de 2026 e novo governo em janeiro de 2027, o que está em jogo é a continuidade de uma agenda que destravou o FNDCT (R$ 17,7 bilhões em 2026), relançou a Ceitec, lançou o PBIA e a Estratégia Nacional de CT&I. Observar: a execução do supercomputador de Macaíba, o Decreto do Brasil Semicon, a estratégia quântica, a eventual reforma do FNDCT para permitir mais crédito e o reajuste de bolsas. Riscos: arcabouço fiscal apertado, troca de ministro e reversão de prioridades, dispersão em muitos projetos simbólicos. Oportunidade: consolidar instituições (LNCC, CNPEM, INPE) com financiamento plurianual e tornar a soberania digital uma política de Estado.","sources":[{"title":"Pesquisa FAPESP: Luciana Santos, 'precisamos de novos arranjos'","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/luciana-santos-precisamos-de-novos-arranjos/"},{"title":"Câmara dos Deputados: apresentação da ministra Luciana Santos (abril de 2025)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2025/09-04-2025-comparecimento-da-ministra-luciana-santos/apresentacao-ministra-luciana-santos_09-04-25"},{"title":"Convergência Digital: liquidação da Ceitec oficialmente suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"MCTI (site oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ministério_da_Ciência,_Tecnologia_e_Inovação","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Liquidação do Ceitec oficialmente suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti","verified":true},{"title":"DPL News: Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","verified":true}]},{"name":"Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2023,"description":"Recriado em 2023 sob o vice-presidente Geraldo Alckmin, o MDIC conduz a política industrial por meio do conselho CNDI e lançou a Nova Indústria Brasil em janeiro de 2024. Alckmin deixou o cargo em 2 de abril de 2026 para concorrer à reeleição e foi sucedido por Marcio Elias Rosa, ex-promotor de São Paulo que era secretário-executivo da pasta. O MDIC também supervisiona ABDI, Apex-Brasil, INPI e os programas Mover e Redata.","tags":["ministério","política industrial","nib"],"url":"https://www.gov.br/mdic","significance":5,"sector":"policy","id":322,"ownership":"public-institution","canon":322,"intl":{"international":"O MDIC é o equivalente brasileiro do Department of Commerce norte-americano, do METI japonês ou do MOTIE coreano, e sua recriação em 2023 coincidiu com a volta global da política industrial (Inflation Reduction Act e CHIPS Act nos EUA, Plano Industrial do Pacto Ecológico na UE, Made in China 2025). Preside o Conselho Gestor do Brasil Semicon e conduz programas como Mover (automotivo) e Redata (data centers), além de negociações comerciais: a guerra tarifária com os EUA em 2025, o acordo Mercosul-União Europeia e a aproximação com a China. A troca de Geraldo Alckmin por Marcio Elias Rosa em abril de 2026 manteve a prioridade declarada de 'indústria como política de Estado'.","future":"O MDIC chega ao fim do mandato com a NIB reforçada em R$ 140 bilhões para 2026 e a tarefa de converter crédito em capacidade produtiva mensurável. O que está em jogo em 2027-2030: a continuidade da política industrial sob novo governo, a regulamentação efetiva do Brasil Semicon e do Redata, o desfecho das tarifas norte-americanas e a ratificação do acordo com a UE, além do debate sobre jornada de 40 horas defendido pelo ministro. Observar o CNDI, a Apex-Brasil e o INPI (prazos de patentes). Riscos: fragmentação de incentivos, captura setorial e desindustrialização persistente; oportunidade: usar minerais críticos, biocombustíveis e energia limpa como vantagem comparativa em cadeias globais.","sources":[{"title":"Agência Gov: Marcio Elias Rosa é o novo ministro do MDIC","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202604/marcio-elias-rosa-e-o-novo-ministro-do-desenvolvimento-industria-comercio-e-servicos"},{"title":"Jornal de Brasília: Marcio Elias Rosa assume MDIC e prioriza indústria como política de Estado","url":"https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/marcio-elias-rosa-assume-mdic-e-prioriza-industria-como-politica-de-estado/"},{"title":"Band: quem é o novo ministro do MDIC","url":"https://www.band.com.br/politica/noticias/marcio-elias-rosa-e-o-novo-ministro-do-mdic-saiba-quem-e-202604031853"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"MDIC (site oficial)","url":"https://www.gov.br/mdic","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ministério_do_Desenvolvimento,_Indústria,_Comércio_e_Serviços","verified":true},{"title":"Agência Gov: Márcio Elias Rosa é o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202604/marcio-elias-rosa-e-o-novo-ministro-do-desenvolvimento-industria-comercio-e-servicos","verified":true},{"title":"Exame: Alckmin confirma que deixará MDIC em 2 de abril para se dedicar às eleições 2026","url":"https://exame.com/brasil/alckmin-confirma-que-deixara-mdic-em-2-de-abril-para-se-dedicar-as-eleicoes-2026/","verified":true}]},{"name":"Nova Indústria Brasil (NIB)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Política industrial orientada por missões para 2024-2033, estruturada em seis missões: cadeias agroindustriais sustentáveis, complexo industrial da saúde resiliente, infraestrutura e cidades sustentáveis, transformação digital da indústria, bioeconomia e transição energética, e tecnologias de defesa/soberania. Lançada com R$ 300 bilhões em financiamento de BNDES, Finep e Embrapii (depois R$ 342 bilhões), recebeu um reforço de R$ 140 bilhões até dezembro de 2026, e o governo afirma ter mobilizado mais de R$ 750 bilhões desde 2023. Inclui metas como 90% de digitalização da indústria e 25% a mais de conteúdo nacional em setores estratégicos até 2033.","tags":["política industrial","missões","financiamento"],"url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/composicao/se/cndi/nova-industria-brasil","significance":5,"sector":"policy","id":323,"ownership":"program-policy","canon":323,"intl":{"international":"A Nova Indústria Brasil adota o vocabulário de 'missões' popularizado por Mariana Mazzucato e pela UE, e coincide com a volta das políticas industriais verticais nos EUA (IRA, CHIPS Act), na Índia (PLI) e na Coreia. Diferentemente desses programas, apoiados majoritariamente em subsídios fiscais e subvenções, a NIB se baseia sobretudo em crédito do BNDES e da Finep, o que a aproxima de modelos como o do KfW alemão. O governo afirma ter mobilizado mais de R$ 750 bilhões desde 2023, incluindo os R$ 140 bilhões anunciados em junho de 2026 (R$ 102,5 bilhões do BNDES e R$ 37,5 bilhões da Finep). Suas metas de conteúdo local dialogam com cláusulas semelhantes nos EUA e na Europa.","future":"O horizonte da NIB é 2033, mas o teste decisivo vem em 2027: um novo governo pode mantê-la, rebatizá-la ou abandoná-la, como ocorreu com o Plano Brasil Maior. Até lá, o que está em jogo é mostrar resultados verificáveis em digitalização da indústria, conteúdo nacional em saúde e defesa, semicondutores e transição energética, além de avaliar o uso do crédito subsidiado. Observar: metodologia de acompanhamento do CNDI, o portal Investe Indústria Brasil, a complementaridade com Brasil Semicon, Mover e Redata, e a capacidade fiscal de sustentar aportes ao BNDES e à Finep. Riscos: dispersão, captura por setores tradicionais e baixa adicionalidade; oportunidade: articular bioeconomia e minerais críticos como vantagem comparativa brasileira.","sources":[{"title":"Movimento Econômico: Nova Indústria Brasil ganha mais R$ 140 bilhões para investimentos neste ano","url":"https://movimentoeconomico.com.br/economia/industria-empresas/politica-industrial/2026/06/22/nova-industria-brasil-ganha-mais-r-140-bilhoes-para-investimentos-neste-ano/"},{"title":"Monitor Mercantil: Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026","url":"https://monitormercantil.com.br/nova-industria-brasil-tera-r-140-bi-ate-dezembro-de-2026/"},{"title":"Agrolink: programa de incentivo à indústria receberá mais R$ 140 bilhões em 2026","url":"https://www.agrolink.com.br/noticias/programa-de-incentivo-a-industria-recebera-mais-r--140-bilhoes-em-2026_515904.html"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"MDIC: Nova Indústria Brasil (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/composicao/se/cndi/nova-industria-brasil","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Nova Indústria Brasil","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Indústria_Brasil","verified":true},{"title":"InfoMoney: Nova política industrial terá R$ 300 bilhões","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2354657","verified":true},{"title":"Monitor Mercantil: Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026","url":"https://monitormercantil.com.br/nova-industria-brasil-tera-r-140-bi-ate-dezembro-de-2026/","verified":true}]},{"name":"Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)","type":"funding-agency","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1967,"description":"Banco de inovação do MCTI e secretaria-executiva do FNDCT, que oferece subvenção econômica, crédito reembolsável e recursos para infraestrutura universitária. Sob Celso Pansera (jan. 2023-jun. 2025) retomou os empréstimos após a seca de 2016-2022; Luiz Antonio Elias Ramos assumiu em junho de 2025. O Decreto 12.912/2026 autorizou um aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões, e a Finep fornece R$ 37,5 bilhões do envelope de R$ 140 bilhões da NIB para 2026.","tags":["crédito à inovação","subvenção","fndct"],"url":"https://www.finep.gov.br","significance":5,"sector":"policy","id":324,"ownership":"federal-soe","canon":324,"intl":{"international":"A Finep é o análogo brasileiro de agências de inovação como a Bpifrance, a Innovate UK, a Vinnova sueca ou o braço de inovação do KfW, combinando subvenção, crédito e apoio a infraestrutura de pesquisa. Sua alavancagem é limitada a nove vezes o patrimônio líquido, regra semelhante à de bancos de desenvolvimento, e por isso o Decreto 12.912/2026 autorizou um aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões com ações do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia. A demanda por financiamento sob a Nova Indústria Brasil chegou a cerca de R$ 40 bilhões em quase 3.000 projetos em dois anos, e a Finep coopera com agências europeias e com o BID em programas conjuntos de inovação.","future":"Até 2028 a Finep poderá usar cerca de R$ 22 bilhões adicionais do superávit do FNDCT em crédito reembolsável (Lei 15.184/2025), e fornece R$ 37,5 bilhões do envelope de R$ 140 bilhões da NIB para 2026. O que está em jogo é a capacidade de carregar uma carteira que já beirava R$ 31 bilhões sem deteriorar a qualidade de crédito, equilibrar subvenção (deep tech, semicondutores, IA) com empréstimos e sustentar o aumento de capital após a troca de governo em 2027. Observar: inadimplência, novos editais de subvenção, o papel no Brasil Semicon e na nuvem soberana. Riscos: politização e uso do FNDCT como banco em detrimento de pesquisa básica; oportunidade: tornar-se ator central do financiamento à inovação industrial.","sources":[{"title":"IstoÉ Dinheiro: Finep receberá aporte de R$ 3,5 bilhões com ações do BNB e do Basa","url":"https://istoedinheiro.com.br/finep-recebera-aporte-de-r-35-bilhoes-com-acoes-do-bnb-e-do-basa"},{"title":"Câmara: Decreto nº 12.912, de 30 de março de 2026","url":"https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2026/decreto-12912-30-marco-2026-798902-publicacaooriginal-178693-pe.html"},{"title":"Atlas Público: União transfere ações do Banco do Nordeste à Finep","url":"https://atlaspublico.com.br/cvm/noticias/uniao-federal-transfere-acoes-do-banco-do-nordeste-a-finep-62741"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Finep (site oficial)","url":"https://www.finep.gov.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Financiadora de Estudos e Projetos","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Financiadora_de_Estudos_e_Projetos","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep e projetam R$ 30 bilhões para inovação até 2028","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Celso Pansera deixa presidência da Finep; Elias Ramos assume","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/celso-pansera-deixa-presidencia-da-finep-elias-ramos-assume-de-forma-interina/","verified":true}]},{"name":"FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)","type":"funding-agency","city":"Brasília","state":"DF","founded":1969,"description":"Principal fundo público de ciência e tecnologia do Brasil, alimentado por contribuições setoriais (petróleo, energia, telecomunicações, TIC) e organizado em fundos setoriais desde 1999. Foi contingenciado em até 90% entre 2017 e 2019, até que a LC 177/2021 proibiu o contingenciamento; a MP 1136 (2022) voltou a congelá-lo parcialmente e foi revogada em 2023. O orçamento se recuperou para cerca de R$ 14,7 bilhões em 2025 e R$ 17,7 bilhões em 2026, com crédito reembolsável acima de R$ 8,8 bilhões e até R$ 30 bilhões adicionais projetados até 2028.","tags":["fundo","orçamento de ciência","recuperação"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/fndct","significance":5,"sector":"policy","id":325,"ownership":"public-institution","canon":325,"intl":{"international":"O FNDCT é o principal fundo público de CT&I do Brasil, com cerca de R$ 17,7 bilhões em 2026, valor comparável em dólares ao orçamento de agências médias europeias, mas muito abaixo da National Science Foundation (US$ 9 bilhões) somada aos NIH, ou da DFG alemã. Sua originalidade é a fonte: contribuições setoriais sobre petróleo, energia, telecomunicações e TIC, modelo próximo ao dos fundos de P&D do setor elétrico em outros países. Diferentemente de agências que operam só subvenção, parte crescente do FNDCT (acima de R$ 8,8 bilhões) é crédito reembolsável via Finep, o que o aproxima de bancos de desenvolvimento. A LC 177/2021, que proibiu o contingenciamento, é vista como marco institucional raro.","future":"O que está em jogo é o equilíbrio entre o uso não reembolsável (bolsas, laboratórios, INCTs, PBIA) e a pressão fiscal para transformar o fundo em fonte de crédito, com até R$ 30 bilhões adicionais projetados até 2028 para empréstimos. Observar a lei orçamentária de 2027 e a eventual tentativa de novo contingenciamento ou de alteração da LC 177 após as eleições; a arrecadação do CT-Petro, sensível ao preço do petróleo; e a transparência de execução. Riscos: concentração em grandes projetos de infraestrutura (supercomputadores, nuvem) em detrimento da pesquisa distribuída, e disputa com estados. Oportunidade: estabilizar o fomento à ciência brasileira em patamar plurianual previsível.","sources":[{"title":"MCTI: relatório semestral do FNDCT reembolsável (2º semestre de 2025)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/fndct/paginas/execucao-orcamentaria-e-financeira/relatorios-semestrais-finep/20252semestreRelatrioFNDCTReembolsvel.pdf"},{"title":"Convergência Digital: orçamento 2025 tira R$ 2,97 bilhões do FNDCT para projeto reembolsável","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/orcamento-2025-tira-r-297-bilhoes-do-fndct-para-projeto-reembolsavel"},{"title":"MCTI: execução orçamentária e financeira do FNDCT 2025","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/fndct/paginas/planilhas-de-execucao-orcamentaria-e-financeira/ExecuoOramentriaeFinanceira2025comRAPAnual.pdf"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"MCTI: FNDCT (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/fndct","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Nacional_de_Desenvolvimento_Científico_e_Tecnológico","verified":true},{"title":"Planalto: Lei Complementar nº 177/2021 (veda contingenciamento do FNDCT)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp177.htm","verified":true},{"title":"Jornal do Brasil: Lula sanciona liberação de R$ 22 bi do FNDCT para ciência e tecnologia","url":"https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/2025/08/1056435-lula-sanciona-liberacao-de-rs-22-bi-de-fundo-para-ciencia-e-tecnologia.html","verified":true}]},{"name":"BNDES","type":"funding-agency","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1952,"description":"Banco nacional de desenvolvimento e maior financiador da Nova Indústria Brasil, responsável por R$ 102,5 bilhões dos R$ 140 bilhões anunciados para 2026. Sob o presidente Aloizio Mercadante, aprovou um recorde de R$ 5,9 bilhões para inovação entre janeiro e agosto de 2024 e R$ 11,2 bilhões desde janeiro de 2023, mais do que os cinco anos anteriores somados. Também coestrutura com a Finep os projetos brasileiros de nuvem soberana e semicondutores.","tags":["banco de desenvolvimento","crédito","nib"],"url":"https://www.bndes.gov.br","significance":5,"sector":"policy","id":326,"ownership":"federal-soe","canon":326,"intl":{"international":"O BNDES está entre os maiores bancos de desenvolvimento nacionais do mundo, comparável ao KfW alemão e ao China Development Bank em ativos relativos ao PIB, e é o principal braço financeiro da Nova Indústria Brasil (R$ 102,5 bilhões dos R$ 140 bilhões de 2026). Em inovação, o programa BNDES Mais Inovação financiou em 2026 fabricantes de semicondutores como Zilia (R$ 143,3 milhões) e HT Micron (R$ 84,9 milhões, em São Leopoldo), além de acordo com a Magalu Cloud para nuvem soberana. Também gere o Fundo Clima e foi protagonista na COP30 em Belém. Sua dependência é do Tesouro para capital e de repasses a juros subsidiados, criticados por economistas ortodoxos.","future":"Até 2030 o BNDES deve provar que o crédito direcionado produz adicionalidade: fábricas de chips e data centers soberanos, descarbonização industrial, infraestrutura do Novo PAC e bioeconomia. Observar: devoluções ao Tesouro, custo da TLP frente à Selic, qualidade da carteira após expansão acelerada, e a continuidade da gestão de Aloizio Mercadante após a eleição de 2026. Riscos: pressão fiscal para reduzir aportes, politização de projetos e concorrência com o mercado de capitais; oportunidades: finanças climáticas (TFFF, fundos de florestas), crédito para minerais críticos e um papel de coestruturador, com a Finep, de uma política de semicondutores de longo prazo.","sources":[{"title":"Jornal do Comércio: BNDES e fábrica de chips em São Leopoldo (HT Micron)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/reporter-brasilia/2026/09/1264177-bndes-e-fabrica-de-chips-em-sao-leopoldo.html"},{"title":"Mercado&Consumo: BNDES aprova R$ 143,3 mi para Zilia ampliar produção de semicondutores","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/10/06/2026/tecnologia/bndes-aprova-r-1433-mi-em-credito-para-zilia-ampliar-producao-de-semicondutores-no-brasil/"},{"title":"Poder360: acordo BNDES-Magalu Cloud (maio de 2026)","url":"https://static.poder360.com.br/2026/05/BNDES-acordo-Magalu-Cloud-25mai2026.pdf"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"BNDES (site oficial)","url":"https://www.bndes.gov.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econômico_e_Social","verified":true},{"title":"Convergência Digital: BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","verified":true},{"title":"Monitor Mercantil: Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026","url":"https://monitormercantil.com.br/nova-industria-brasil-tera-r-140-bi-ate-dezembro-de-2026/","verified":true}]},{"name":"BNDES Mais Inovação","type":"program","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2023,"description":"Linha de crédito lançada em setembro de 2023 com taxas subsidiadas (baseadas na TR) e financiada em parte com recursos do FNDCT, voltada a projetos corporativos de P&D, digitalização e descarbonização. Aprovou cerca de R$ 8 bilhões em seu primeiro ano e respondeu por 73% das aprovações de inovação do BNDES em 2024; micro, pequenas e médias empresas receberam R$ 2,4 bilhões (41%) entre janeiro e agosto de 2024.","tags":["crédito","inovação","pmes"],"url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/bndes-mais-inovacao","significance":4,"sector":"policy","id":327,"ownership":"program-policy","canon":327,"sources":[{"title":"BNDES Mais Inovação (página oficial)","url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/bndes-mais-inovacao","verified":false},{"title":"Convergência Digital: BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep e projetam R$ 30 bilhões para inovação até 2028","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","verified":true}]},{"name":"CNPq","type":"funding-agency","city":"Brasília","state":"DF","founded":1951,"description":"Conselho nacional de pesquisa que financia bolsas, bolsas de produtividade em pesquisa e a chamada Universal, e mantém a Plataforma Lattes de currículos usada por todo o sistema acadêmico. Seu orçamento foi fortemente cortado no fim dos anos 2010 (incluindo um quase colapso no pagamento de bolsas em 2019) e vem sendo parcialmente reconstruído desde 2023, com reajustes de bolsas de até 40%.","tags":["fomento à pesquisa","bolsas"],"url":"https://www.gov.br/cnpq","significance":4,"sector":"policy","id":328,"ownership":"public-institution","canon":611,"sources":[{"title":"CNPq (site oficial)","url":"https://www.gov.br/cnpq","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Nacional_de_Desenvolvimento_Científico_e_Tecnológico","verified":true},{"title":"Bahia Notícias: Lula anuncia novos valores das bolsas CAPES/CNPq (2023)","url":"https://www.bahianoticias.com.br/noticia/277531-lula-anuncia-novos-valores-das-bolsas-capes-cnpq-e-bolsa-permanencia","verified":true},{"title":"Cenário Energia: MCTI nomeia Olival Freire Junior presidente do CNPq","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/05/mcti-nomeia-olival-freire-junior-como-novo-presidente-do-cnpq-e-sinaliza-continuidade-estrategica-no-fomento-a-ciencia/","verified":true}]},{"name":"CAPES","type":"funding-agency","city":"Brasília","state":"DF","founded":1951,"description":"Fundação do Ministério da Educação que financia e avalia os programas de pós-graduação, paga a maior parte das bolsas de mestrado e doutorado e mantém o Portal de Periódicos. É central para o pipeline de engenheiros e cientistas de dados do qual dependem programas como o PBIA e o Brasil Mais Digital.","tags":["pós-graduação","bolsas"],"url":"https://www.gov.br/capes","significance":3,"sector":"policy","id":329,"ownership":"public-institution","canon":612,"sources":[{"title":"CAPES (site oficial)","url":"https://www.gov.br/capes","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Coordenação_de_Aperfeiçoamento_de_Pessoal_de_Nível_Superior","verified":true},{"title":"Bahia Notícias: Lula anuncia novos valores das bolsas CAPES/CNPq (2023)","url":"https://www.bahianoticias.com.br/noticia/277531-lula-anuncia-novos-valores-das-bolsas-capes-cnpq-e-bolsa-permanencia","verified":true}]},{"name":"Embrapii","type":"nonprofit","city":"Brasília","state":"DF","founded":2013,"description":"Organização social vinculada ao MCTI (com o MEC e o Ministério da Saúde) que cofinancia projetos de P&D aplicada entre empresas e unidades de pesquisa credenciadas, normalmente um terço cada da Embrapii, da empresa e da unidade. No fim de 2025 contava com 91 unidades credenciadas mais 9 centros de competência, 3.555 projetos e 2.421 empresas atendidas, mobilizando R$ 6,8 bilhões. Liderada por Alvaro Prata, é um dos três braços de financiamento da Nova Indústria Brasil.","tags":["p&d aplicada","indústria-universidade"],"url":"https://embrapii.org.br","significance":4,"sector":"policy","id":330,"ownership":"parastatal","canon":607,"sources":[{"title":"Embrapii (site oficial)","url":"https://embrapii.org.br","verified":false},{"title":"Embrapii: Caderno Valor COP30 (nov. 2025)","url":"https://embrapii.org.br/wp-content/uploads/2025/11/CADERNO-VALOR_EMBRAPII_COP30_NOV-25.pdf","verified":true},{"title":"UFMG: Presidente da Embrapii defende aproximação entre universidade e indústria","url":"https://www.ufmg.br/?p=4562","verified":true}]},{"name":"ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2004,"description":"Agência vinculada ao MDIC que desenha e testa instrumentos de política industrial, incluindo test beds de Indústria 4.0, o programa Brasil Mais Produtivo e a estruturação da nuvem soberana brasileira com MGI, Serpro e BNDES. Também publica análises de leis como a Lei 14.968/2024 (TIC e semicondutores).","tags":["política industrial","indústria 4.0"],"url":"https://www.abdi.com.br","significance":3,"sector":"policy","id":331,"ownership":"parastatal","canon":331,"sources":[{"title":"ABDI (site oficial)","url":"https://www.abdi.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_Brasileira_de_Desenvolvimento_Industrial","verified":true},{"title":"Senado Federal: Lei nº 14.968/2024 (TICs e semicondutores)","url":"https://legis.senado.leg.br/norma/39600111","verified":true}]},{"name":"Apex-Brasil","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2003,"description":"Agência de promoção de comércio e investimentos vinculada ao MDIC que leva startups e empresas de tecnologia brasileiras a feiras internacionais (Web Summit, CES, SXSW) e atrai investimentos estrangeiros em data centers e manufatura. Conduz programas de internacionalização em conjunto com Softex e Sebrae.","tags":["promoção de exportações","atração de investimentos"],"url":"https://apexbrasil.com.br","significance":3,"sector":"policy","id":332,"ownership":"parastatal","canon":332,"sources":[{"title":"Apex-Brasil (site oficial)","url":"https://apexbrasil.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_Brasileira_de_Promoção_de_Exportações_e_Investimentos","verified":true}]},{"name":"ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2018,"description":"Autoridade de proteção de dados criada pela LGPD, em operação desde 2020 e convertida em agência autônoma em 2022. Edita regulamentos sobre transferências internacionais, dados de crianças e comunicação de incidentes, já sancionou entidades públicas e privadas e, em 2024, impediu a Meta de treinar IA com dados de usuários brasileiros. O PL 2338 a tornaria coordenadora do sistema nacional de governança de IA (SIA) e reguladora residual de IA.","tags":["proteção de dados","lgpd","regulação de ia"],"url":"https://www.gov.br/anpd","significance":4,"sector":"policy","id":333,"ownership":"public-institution","canon":333,"sources":[{"title":"ANPD (site oficial)","url":"https://www.gov.br/anpd","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Autoridade Nacional de Proteção de Dados","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Autoridade_Nacional_de_Proteção_de_Dados","verified":true},{"title":"Planalto: Lei nº 13.709/2018 (LGPD)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm","verified":true},{"title":"Planalto: Lei nº 14.460/2022 (transforma a ANPD em autarquia)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14460.htm","verified":true}]},{"name":"Anatel","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1997,"description":"Agência reguladora de telecomunicações que conduziu o leilão de 5G de 2021 (R$ 47 bilhões em obrigações, incluindo fibra e conectividade escolar), regula operadoras de satélite, incluindo a Starlink, e administra o Fust, fundo de universalização. É peça-chave da agenda de conectividade e infraestrutura de data centers.","tags":["telecomunicações","regulador","5g"],"url":"https://www.gov.br/anatel","significance":3,"sector":"policy","id":334,"ownership":"public-institution","canon":241,"sources":[{"title":"Anatel (site oficial)","url":"https://www.gov.br/anatel","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Agência Nacional de Telecomunicações","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_Nacional_de_Telecomunicações","verified":true},{"title":"Planalto: Lei nº 9.472/1997 (Lei Geral de Telecomunicações)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9472.htm","verified":true},{"title":"Teletime: Telebras quer soberania total sobre novo SGDC e integração multiórbita","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/","verified":true}]},{"name":"ANPEI","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1984,"description":"Associação de empresas inovadoras que faz lobby por incentivos a P&D, monitora o uso da Lei do Bem e publica benchmarks sobre gastos corporativos em inovação. Depõe regularmente no Congresso sobre a distância entre a relação P&D/PIB brasileira, de cerca de 1,2%, e a meta de 2%.","tags":["associação empresarial","incentivos a p&d"],"url":"https://anpei.org.br","significance":2,"sector":"policy","id":335,"ownership":"nonprofit","canon":335,"sources":[{"title":"ANPEI (site oficial)","url":"https://anpei.org.br","verified":false},{"title":"Portal da Indústria: Lei do Bem investiu R$ 296 bi em projetos de inovação e tecnologia no Brasil","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/politica-industrial/lei-do-bem-investiu-r-296-bi-em-projetos-de-inovacao-e-tecnologia-no-brasil/","verified":true},{"title":"IPEA: Evolução dos dispêndios em pesquisa e desenvolvimento","url":"https://ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/499-evolucao-dos-dispendios-em-pesquisa-e-desenvolvimento","verified":true}]},{"name":"Sebrae","type":"nonprofit","city":"Brasília","state":"DF","founded":1972,"description":"Serviço paraestatal de apoio a pequenas empresas financiado por uma contribuição sobre a folha de pagamento, com um amplo portfólio de startups e inovação (Sebrae Startups, Inova, programa ALI) e cofinanciamento de hubs estaduais de inovação. Foi membro fundador da Embrapii e é parceiro frequente de programas do MCTI e da Softex.","tags":["pmes","startups","apoio"],"url":"https://sebrae.com.br","significance":3,"sector":"policy","id":336,"ownership":"parastatal","canon":336,"sources":[{"title":"Sebrae (site oficial)","url":"https://sebrae.com.br","verified":false},{"title":"Wikipedia (pt): Sebrae","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Serviço_Brasileiro_de_Apoio_às_Micro_e_Pequenas_Empresas","verified":true}]},{"name":"Softex","type":"nonprofit","city":"Campinas","state":"SP","founded":1996,"description":"Organização social originada de um programa de exportação de software do CNPq de 1992, hoje a principal operadora do MCTI para programas do setor de software: Brasil Mais Digital e MCTI Futuro (capacitação em competências digitais), Conecta Startup Brasil (inovação aberta entre startups e corporações, com cerca de 300 empresas e mais de 200 desafios mapeados) e o modelo de qualidade MPS.BR. Também gere o Observatório Softex de software brasileiro.","tags":["software","capacitação","startups"],"url":"https://softex.br","significance":3,"sector":"policy","id":337,"ownership":"nonprofit","canon":337,"sources":[{"title":"Softex (site oficial)","url":"https://softex.br","verified":false},{"title":"Kamelo: Impacto da Softex no ecossistema","url":"https://kamelo.substack.com/p/impacto-da-softex-no-ecossistema","verified":true},{"title":"Teletime: Softex vai coordenar programa de capacitação empreendedora bancado pelo MCTIC","url":"https://teletime.com.br/05/12/2019/softex-vai-coordenar-programa-de-capacitacao-empreendedora-bancado-pelo-mctic/","verified":false}]},{"name":"Brasil Mais Digital","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2023,"description":"Programa do MCTI operado com a Softex para capacitar centenas de milhares de pessoas em programação, dados e IA, priorizando mulheres, estudantes negros e de baixa renda, em resposta a um déficit estimado de mais de 500.000 profissionais de TIC até 2025 (Brasscom). Baseia-se nas iniciativas anteriores MCTI Futuro e 'Programadores do Amanhã'.","tags":["competências digitais","capacitação"],"url":"https://www.gov.br/mcti","significance":3,"sector":"policy","id":338,"ownership":"program-policy","canon":338,"sources":[{"title":"MCTI (site oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti","verified":false},{"title":"Convergência Digital: Governo investe R$ 22 milhões para capacitar novos programadores no Brasil","url":"https://convergenciadigital.com.br/carreira/governo-investe-r-22-milhes-para-capacitar-novos-programadores-no-brasil","verified":false},{"title":"Teletime: MCTI cria programa de capacitação para ecossistemas digitais","url":"https://teletime.com.br/31/08/2021/mcti-cria-programa-de-capacitacao-para-ecossistemas-digitais/","verified":false},{"title":"Kamelo: Impacto da Softex no ecossistema","url":"https://kamelo.substack.com/p/impacto-da-softex-no-ecossistema","verified":true}]},{"name":"Lei de Informática / Lei de TICs","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":1991,"description":"A Lei 8.248/1991 substituiu a reserva de mercado dos anos 1980 por incentivos fiscais a fabricantes de TIC condicionados ao investimento de uma parcela da receita em P&D local. Após decisão da OMC, foi convertida em 2019 (Lei 13.969) em um regime de crédito financeiro, e a Lei 14.968/2024 a atualizou novamente junto com o Brasil Semicon. Canaliza da ordem de R$ 3 bilhões por ano em obrigações de P&D, boa parte para institutos como CESAR, Eldorado e Sidia.","tags":["incentivo fiscal","tic","obrigação de p&d"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/lei-de-tics","significance":4,"sector":"policy","id":339,"ownership":"program-policy","canon":339,"sources":[{"title":"MCTI: Lei de TICs (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/lei-de-tics","verified":false},{"title":"Planalto: Lei nº 8.248/1991 (Lei de Informática)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm","verified":true},{"title":"Planalto: Lei nº 13.969/2019 (novo regime de incentivos a TICs)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13969.htm","verified":true},{"title":"Senado Federal: Lei nº 14.968/2024 (TICs e semicondutores)","url":"https://legis.senado.leg.br/norma/39600111","verified":true}]},{"name":"Lei do Bem","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2005,"description":"A Lei 11.196/2005 concede deduções automáticas no imposto de renda corporativo de 60-100% dos gastos em P&D para empresas no regime de lucro real, além de reduções de IPI. Cerca de 3.000 empresas a utilizam por ano, com renúncia fiscal de alguns bilhões de reais; a CNI estima que ela tenha apoiado cerca de R$ 296 bilhões em projetos de inovação desde sua criação, mas exclui a maioria das PMEs e as startups com prejuízo.","tags":["incentivo fiscal","p&d"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/lei-do-bem","significance":4,"sector":"policy","id":340,"ownership":"program-policy","canon":340,"sources":[{"title":"Lei do Bem – MCTI (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/lei-do-bem","verified":false},{"title":"Lei nº 11.196/2005 – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11196.htm","verified":true},{"title":"Portal da Indústria: Lei do Bem investiu R$ 296 bi em projetos","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/politica-industrial/lei-do-bem-investiu-r-296-bi-em-projetos-de-inovacao-e-tecnologia-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Lei de Inovação e Marco Legal de CT&I","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2004,"description":"A Lei 10.973/2004 autorizou instituições públicas de pesquisa a firmar parcerias com empresas e licenciar propriedade intelectual, e criou os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs, escritórios de transferência de tecnologia). O Marco Legal de CT&I de 2016 (Lei 13.243) e seu decreto de 2018 ampliaram isso, simplificando compras para pesquisa, permitindo participação de pesquisadores em spin-offs e dando segurança jurídica a laboratórios público-privados. Juntos, sustentam a Embrapii, as startups universitárias e os programas das FAPs.","tags":["lei de inovação","transferência de tecnologia","nit"],"url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm","significance":4,"sector":"policy","id":341,"ownership":"program-policy","canon":341,"sources":[{"title":"Lei nº 10.973/2004 (Lei de Inovação) – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm","verified":false},{"title":"Lei nº 13.243/2016 (Marco Legal de CT&I) – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm","verified":true},{"title":"Decreto nº 9.283/2018 – regulamenta o Marco Legal de CT&I (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9283.htm","verified":true}]},{"name":"Marco Legal das Startups","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2021,"description":"A Lei Complementar 182/2021 definiu juridicamente as startups, protegeu investidores-anjo de responsabilização, criou o Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), que permite a governos comprar soluções experimentais de até R$ 1,6 milhão, e autorizou sandboxes regulatórios. A adoção do CPSI tem sido lenta, embora estados como Santa Catarina (InovaLabSC) já o utilizem; a lei também simplificou o registro no Inova Simples.","tags":["startups","compras públicas","sandbox"],"url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm","significance":4,"sector":"policy","id":342,"ownership":"program-policy","canon":342,"sources":[{"title":"Lei Complementar nº 182/2021 (Marco Legal das Startups) – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm","verified":false},{"title":"PLP 146/2019 – Marco Legal das Startups (tramitação no Senado Federal)","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/146040","verified":true},{"title":"Marco Legal das Startups é sancionado (Demarest, jun. 2021)","url":"https://www.demarest.com.br/marco-legal-das-startups-e-sancionado/","verified":true}]},{"name":"Marco Civil da Internet","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2014,"description":"A Lei 12.965/2014, a 'constituição da internet', estabeleceu neutralidade de rede, privacidade e regras de responsabilidade de intermediários (plataformas responsáveis apenas após ordem judicial). Em junho de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou parcialmente o Artigo 19, ampliando a responsabilidade das plataformas por conteúdo ilegal, decisão que hoje molda o debate sobre regulação de plataformas ao lado do estagnado 'PL das fake news', o PL 2630.","tags":["lei da internet","neutralidade de rede","plataformas"],"url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm","significance":4,"sector":"policy","id":343,"ownership":"program-policy","canon":343,"sources":[{"title":"Lei nº 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm","verified":false},{"title":"Marco Civil da Internet – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Civil_da_Internet","verified":true},{"title":"Brazilian Civil Rights Framework for the Internet – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_Civil_Rights_Framework_for_the_Internet","verified":true},{"title":"Art. 19: STF concilia votos e plataformas terão responsabilização parcial (Teletime, 26/06/2025)","url":"https://teletime.com.br/26/06/2025/art-19-stf-concilia-votos-e-plataformas-terao-responsabilizacao-parcial/","verified":true}]},{"name":"LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2018,"description":"A Lei 13.709/2018, inspirada no GDPR, está em vigor desde setembro de 2020, com sanções aplicáveis desde agosto de 2021 (multas de até 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões por infração). Aplicada pela ANPD, é a base jurídica sobre a qual estão sendo construídos a regulação de IA e o ECA Digital (lei de proteção de crianças no ambiente online, de 2025).","tags":["proteção de dados","privacidade"],"url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm","significance":4,"sector":"policy","id":344,"ownership":"program-policy","canon":344,"sources":[{"title":"Lei nº 13.709/2018 (LGPD) – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm","verified":false},{"title":"Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Geral_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_de_Dados_Pessoais","verified":true},{"title":"Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) – página oficial","url":"https://www.gov.br/anpd/pt-br","verified":true}]},{"name":"PL 2338/2023 (Marco Legal da IA)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2023,"description":"Projeto de lei de IA baseado em riscos apresentado pelo presidente do Senado Rodrigo Pacheco, aprovado pelo Senado em 10 de dezembro de 2024 com multas de até R$ 50 milhões e um sistema de governança coordenado pela ANPD (SIA). Na Câmara, uma comissão especial presidida por Luisa Canziani, com relatoria de Aguinaldo Ribeiro, realizou 12 audiências em 2025; votações previstas para fevereiro e maio de 2026 foram adiadas, e em 24 de agosto de 2026 Ribeiro anunciou que a votação ficaria para depois das eleições de outubro, tendo direitos autorais e classificação de risco como principais pontos de disputa.","tags":["regulação de ia","projeto de lei","anpd"],"url":"https://www.camara.leg.br/propostas-legislativas/2630131","significance":5,"sector":"policy","id":345,"ownership":"program-policy","canon":99,"sources":[{"title":"PL 2338/2023 – Câmara dos Deputados (ficha de tramitação)","url":"https://www.camara.leg.br/propostas-legislativas/2630131","verified":false},{"title":"PL 2338/2023 – Marco Legal da Inteligência Artificial (Senado Federal)","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233","verified":true},{"title":"Teletime: PL de IA fica para fevereiro de 2026","url":"https://teletime.com.br/16/12/2025/pl-de-inteligencia-artificial-fica-para-fevereiro-de-2026/","verified":true},{"title":"Grownt: PL da IA avança na Câmara, mas Redata e impasse com o Senado travam o calendário","url":"https://grownt.tech/pl-da-ia-avanca-na-camara-mas-redata-e-impasse-com-o-senado-travam-o-calendario/","verified":true}]},{"name":"PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial)","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Lançado em julho de 2024 pelo MCTI com R$ 23 bilhões previstos até 2028 em cinco eixos: infraestrutura, capacitação, inovação, governança e internacionalização. Entre os projetos de destaque estão a expansão de R$ 1,8 bilhão do supercomputador Santos Dumont, uma máquina de R$ 1 bilhão e 7.200 petaflops no parque PAX da UFRN em Macaíba (licitada em 20 de agosto de 2026, operação até o fim de 2027, operada pelo LNCC), uma Nuvem de Governo de R$ 1 bilhão operada por Serpro e Dataprev, um projeto de LLM em língua portuguesa com a RNP e a capacitação de 115.000 servidores públicos.","tags":["ia","supercomputação","soberania"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2024/07/plano-brasileiro-de-ia-tera-supercomputador-e-investimento-de-r-23-bilhoes-em-quatro-anos","significance":5,"sector":"policy","id":346,"ownership":"program-policy","canon":346,"intl":{"international":"O PBIA, com R$ 23 bilhões até 2028, é modesto frente ao EuroHPC e às 'AI Factories' europeias (bilhões de euros), à IndiaAI Mission (cerca de US$ 1,25 bilhão só em computação) e aos investimentos privados norte-americanos, mas se inscreve na mesma lógica de 'IA soberana': computação própria, modelos no idioma nacional e capacitação de servidores. Compara-se ao Latam-GPT chileno na ambição de um LLM regional e à Nuvem de Governo de países como Alemanha (Delos) e França (Bleu). A dependência de GPUs Nvidia e de fornecedores estrangeiros de supercomputação (Eviden, Lenovo) é semelhante à de todos os países fora dos EUA e da China.","future":"Os marcos até 2028 são a entrega do supercomputador de 7.200 petaflops em Macaíba (operação prevista para o fim de 2027), a expansão do Santos Dumont, a Nuvem de Governo de Serpro e Dataprev e o LLM em português com a RNP. O próprio MCTI reconheceu, em 2025, execução 'mais lenta do que o desejado' e ação direta limitada em educação; estados do Norte e Nordeste pedem coordenação. Observar: regras de acesso privado à computação, aquisição de GPUs sob controles de exportação, resultados do treinamento de 115 mil servidores e a sobrevivência do plano à mudança de governo em 2027. Risco: infraestrutura cara e subutilizada; oportunidade: dar ao Brasil capacidade própria de treinar e rodar modelos.","sources":[{"title":"Mobile Time: PBIA em debate no fórum da RNP (setembro de 2025)","url":"https://www.mobiletime.com.br/?p=835679"},{"title":"Economic News Brasil: supercomputador brasileiro de IA custará R$ 1 bi","url":"https://economicnewsbrasil.com.br/2026/08/22/supercomputador-brasileiro-ia-santos-dumont/"},{"title":"ABES: Brazil invests R$23 billion in four years in AI","url":"https://abes.org.br/en/?p=92979"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Plano Brasileiro de IA terá supercomputador e investimento de R$ 23 bilhões em quatro anos (MCTI, jul. 2024)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2024/07/plano-brasileiro-de-ia-tera-supercomputador-e-investimento-de-r-23-bilhoes-em-quatro-anos","verified":false},{"title":"DPL News: Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","verified":true},{"title":"Movimento Econômico: Supercomputador de R$ 1 bi no RN","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Serpro investirá R$ 710 milhões no Plano de Inteligência Artificial (Teletime, 01/08/2024)","url":"https://teletime.com.br/01/08/2024/serpro-investira-r-710-milhoes-no-plano-nacional-de-inteligencia-artificial/","verified":true}]},{"name":"Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2021,"description":"Primeira estratégia nacional de IA do Brasil, publicada pelo MCTI em abril de 2021, no governo Bolsonaro, com nove eixos temáticos mas sem orçamento ou metas, amplamente criticada como meramente aspiracional. Foi superada na prática pelo PBIA de 2024, que acrescentou financiamento, e pela BRICS AI Alliance Network, à qual o Brasil aderiu em dezembro de 2024.","tags":["ia","estratégia"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/inteligencia-artificial","significance":2,"sector":"policy","id":347,"ownership":"program-policy","canon":347,"sources":[{"title":"Inteligência Artificial – Transformação Digital (MCTI, página oficial da EBIA)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/inteligencia-artificial","verified":false},{"title":"Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial – documento de referência (MCTI, 2021, PDF)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/arquivosinteligenciaartificial/ebia-documento_referencia_4-979_2021.pdf","verified":false},{"title":"DPL News: Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","verified":true}]},{"name":"Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2016,"description":"Estratégia-quadro do MCTI; a edição 2016-2022 fixou a meta de 2% de P&D sobre o PIB, da qual nunca se chegou perto, e uma nova estratégia 2024-2030 aprovada pelo conselho CNCT alinha as prioridades científicas às missões da NIB, ao PBIA e à transição energética. É o documento de referência para os planos anuais de investimento do FNDCT.","tags":["estratégia","política científica"],"url":"https://www.gov.br/mcti","significance":2,"sector":"policy","id":348,"ownership":"program-policy","canon":348,"sources":[{"title":"Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – página oficial","url":"https://www.gov.br/mcti","verified":false},{"title":"Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) – MCTI","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/encti","verified":false},{"title":"IPEA: Evolução dos dispêndios em P&D","url":"https://ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/499-evolucao-dos-dispendios-em-pesquisa-e-desenvolvimento","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","verified":true}]},{"name":"Lei 14.968/2024 and Brasil Semicon","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Sancionada em 11 de setembro de 2024, a lei atualizou o regime de incentivos a TIC e criou o Programa Brasil Semicondutores, permitindo a BNDES e Finep financiar projetos de design, encapsulamento e fabricação de chips e reformando o PADIS (incentivos por empresa, exportações elegíveis, design de software incluído). O governo prometeu R$ 7 bilhões por ano (R$ 21 bilhões até 2026); Lula vetou uma prorrogação automática até 2073. Entre as ações relacionadas estão a retomada da Ceitec e um esforço de 10-15 anos para um chip RISC-V com parceiros de Barcelona.","tags":["semicondutores","padis","incentivos"],"url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm","significance":4,"sector":"policy","id":349,"ownership":"program-policy","canon":457,"sources":[{"title":"Lei nº 14.968/2024 – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm","verified":false},{"title":"Senado: Lei 14.968/2024","url":"https://legis.senado.leg.br/norma/39600111","verified":true},{"title":"Jornal Contábil: Sancionada lei que prevê R$ 21 bi em incentivos para semicondutores","url":"https://jornalcontabil.com.br/noticia/sancionada-lei-que-preve-r-21-bi-em-incentivos-para-producao-de-semicondutores/","verified":true}]},{"name":"Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2025,"description":"Suspende PIS/Cofins, IPI e imposto de importação sobre equipamentos de data center em troca de energia 100% renovável ou de baixa emissão, eficiência hídrica de 0,05 L/kWh, 10% da capacidade reservada a usuários nacionais e 2% do valor dos equipamentos em P&D (40% nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste). Anunciado em abril de 2025, editado como MP 1318 em setembro de 2025, caducou em 25 de fevereiro de 2026, voltou como PL 278/2026, foi aprovado no Senado em 1º de setembro e sancionado como Lei 15.504 em 15 de setembro de 2026, com R$ 7,2 bilhões em renúncia estimada e 38 GW de pedidos de conexão à rede pendentes.","tags":["data centers","regime tributário","energia"],"url":"https://www.gov.br/mdic","significance":4,"sector":"policy","id":350,"ownership":"program-policy","canon":350,"sources":[{"title":"Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – página oficial","url":"https://www.gov.br/mdic","verified":false},{"title":"Medida Provisória nº 1.318/2025 (Redata) – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/mpv/mpv1318.htm","verified":true},{"title":"Eixos: O que é o Redata","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/o-que-e-o-redata-o-regime-fiscal-para-data-centers/","verified":true},{"title":"Brasscom: Manifesto pela aprovação da MP 1318/25 (Redata)","url":"https://brasscom.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Manifesto-pela-aprovacao-da-MP-1318.25_REDATA_assinada_v.13.pdf","verified":true}]},{"name":"Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação)","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Sucessor do Rota 2030 (2018-2024), instituído pela Lei 14.902 em junho de 2024 com R$ 19,3 bilhões em créditos tributários para 2024-2028 vinculados a P&D automotivo, descarbonização e conteúdo local, além da reintrodução do imposto de importação sobre veículos elétricos. Ajudou a desencadear mais de R$ 130 bilhões em investimentos anunciados por montadoras (BYD, GWM, Stellantis, VW) e foi alterado por MP em 2025 para permitir a importação direta de autopeças.","tags":["automotivo","créditos tributários","descarbonização"],"url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/mover","significance":3,"sector":"policy","id":351,"ownership":"program-policy","canon":351,"sources":[{"title":"Programa Mover – MDIC (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/mover","verified":false},{"title":"Lei nº 14.902/2024 (Programa Mover) – texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14902.htm","verified":true},{"title":"InfoMoney: Nova política industrial terá R$ 300 bilhões","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2354657","verified":true}]},{"name":"Serpro","type":"infrastructure","city":"Brasília","state":"DF","founded":1964,"description":"Empresa federal de processamento de dados que atende Receita Federal, Tesouro e gov.br; esteve na lista de privatizações em 2019-2022 e hoje é a âncora da nuvem soberana Nuvem de Governo no âmbito do PBIA, com a Dataprev (R$ 1 bilhão), e da 'nuvem brasileira' público-privada estruturada com MGI, ABDI e BNDES.","tags":["ti estatal","nuvem soberana","gov.br"],"url":"https://www.serpro.gov.br","significance":3,"sector":"policy","id":352,"ownership":"federal-soe","canon":106,"sources":[{"title":"Serpro – site oficial","url":"https://www.serpro.gov.br","verified":true},{"title":"Serviço Federal de Processamento de Dados – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_Federal_de_Processamento_de_Dados","verified":true},{"title":"Governo lança nuvem soberana com Serpro e Dataprev, sem abrir mão das big techs (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/governo-lanca-nuvem-soberana-com-serpro-e-dataprev-sem-abrir-mao-das-big-techs/","verified":true},{"title":"Serpro investirá R$ 710 milhões no Plano de Inteligência Artificial (Teletime, 01/08/2024)","url":"https://teletime.com.br/01/08/2024/serpro-investira-r-710-milhoes-no-plano-nacional-de-inteligencia-artificial/","verified":true}]},{"name":"Dataprev","type":"infrastructure","city":"Brasília","state":"DF","founded":1974,"description":"Empresa estatal que processa dados previdenciários, trabalhistas e de benefícios (INSS, Bolsa Família) e opera a nuvem soberana do governo em conjunto com o Serpro. Seus conjuntos de dados estão entre as 2.000 bases públicas que o PBIA planeja mapear para uso em IA até 2027.","tags":["ti estatal","dados sociais"],"url":"https://www.dataprev.gov.br","significance":2,"sector":"policy","id":353,"ownership":"federal-soe","canon":219,"sources":[{"title":"Dataprev – site oficial","url":"https://www.dataprev.gov.br","verified":false},{"title":"Dataprev – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Dataprev","verified":true},{"title":"Governo lança nuvem soberana com Serpro e Dataprev, sem abrir mão das big techs (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/governo-lanca-nuvem-soberana-com-serpro-e-dataprev-sem-abrir-mao-das-big-techs/","verified":true}]},{"name":"Telebras and the SGDC program","type":"infrastructure","city":"Brasília","state":"DF","founded":1972,"description":"Operadora estatal de telecomunicações dona do satélite geoestacionário de defesa e comunicações SGDC-1 (lançado em 2017, cerca de R$ 3 bilhões, 60 Gbps) e responsável pelos programas Wi-Fi Brasil e de conectividade escolar. Em julho de 2026 publicou um RFI para o SGDC-2, exigindo controle brasileiro total das operações e da banda base (após perder o controle da banda base do SGDC-1 para a Viasat), até 100 Gbps e um modelo multiórbita, com contratação prevista para 2027.","tags":["satélite","defesa","conectividade"],"url":"https://www.telebras.com.br","significance":3,"sector":"policy","id":354,"ownership":"federal-soe","canon":354,"sources":[{"title":"Telebras – site oficial","url":"https://www.telebras.com.br","verified":true},{"title":"Telebras – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Telebras","verified":true},{"title":"Geostationary Satellite for Defense and Strategic Communications (SGDC-1) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SGDC-1","verified":true},{"title":"Teletime: Telebras quer soberania total sobre novo SGDC","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/","verified":true}]},{"name":"Infraestrutura pública digital gov.br","type":"infrastructure","city":"Brasília","state":"DF","founded":2019,"description":"Portal único de identidade digital e serviços operado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), com mais de 160 milhões de contas e mais de 4.000 serviços digitalizados, complementado pelo Pix (Banco Central, 2020) e pelo Open Finance (2021). O Pix tornou-se um ponto de atrito geopolítico em 2025, quando os EUA abriram uma investigação sob a Seção 301 citando-o; o trio é citado internacionalmente como modelo de infraestrutura pública digital.","tags":["ipd","identidade digital","pix"],"url":"https://www.gov.br","significance":3,"sector":"policy","id":355,"ownership":"public-institution","canon":355,"sources":[{"title":"Portal gov.br – site oficial","url":"https://www.gov.br","verified":false},{"title":"gov.br – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Gov.br","verified":true},{"title":"Pix – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pix","verified":true}]},{"name":"FAPESP","type":"funding-agency","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1962,"description":"Fundação de pesquisa de São Paulo, com 1% da receita tributária estadual garantido pela constituição estadual de 1989, gastou R$ 2,8 bilhões em 2024, cerca de 57% de todo o financiamento das FAPs estaduais no Brasil. Financia o programa PIPE para pequenas empresas, os centros de pesquisa CEPID, os programas BIOTA e de clima e grandes centros de IA, e publica a revista Pesquisa FAPESP. Uma proposta de 2024 na LDO estadual para limitar seus recursos foi retirada após protestos.","tags":["financiamento estadual","pesquisa","são paulo"],"url":"https://fapesp.br","significance":4,"sector":"policy","id":356,"ownership":"public-institution","canon":615,"sources":[{"title":"FAPESP – site oficial","url":"https://fapesp.br","verified":false},{"title":"Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_de_Amparo_%C3%A0_Pesquisa_do_Estado_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP: Financiamento estadual (FAPs 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true},{"title":"Revista Pesquisa FAPESP – site oficial","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br","verified":false}]},{"name":"Investe SP e a política de inovação do estado de São Paulo","type":"government","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2008,"description":"Agência de promoção de investimentos de São Paulo, que, com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Desenvolve SP, apoia parques tecnológicos (São José dos Campos, Campinas), a atração de data centers e os incentivos estaduais próprios a startups. O estado concentra cerca de um terço do P&D brasileiro e a maior fatia dos unicórnios.","tags":["agência estadual","investimento"],"url":"https://www.investe.sp.gov.br","significance":2,"sector":"policy","id":357,"ownership":"public-institution","canon":357,"sources":[{"title":"Investe São Paulo – site oficial","url":"https://www.investe.sp.gov.br","verified":true},{"title":"Investe São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Investe_S%C3%A3o_Paulo","verified":true},{"title":"Governo de SP concede credenciamento definitivo a sete parques tecnológicos (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=114015","verified":false},{"title":"Pesquisa FAPESP: Financiamento estadual (FAPs 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true}]},{"name":"FAPERJ","type":"funding-agency","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1980,"description":"Fundação de pesquisa do Rio de Janeiro, a segunda maior FAP, com R$ 647 milhões em 2024, financiando pesquisa universitária, programas de startups e hubs de inovação em um estado que abriga BNDES, Finep, LNCC, INPI, IMPA e grandes universidades federais.","tags":["financiamento estadual","rio"],"url":"https://www.faperj.br","significance":2,"sector":"policy","id":358,"ownership":"public-institution","canon":616,"sources":[{"title":"FAPERJ – site oficial","url":"https://www.faperj.br","verified":false},{"title":"FAPERJ – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/FAPERJ","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP: Financiamento estadual (FAPs 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true}]},{"name":"FAPEMIG","type":"funding-agency","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1985,"description":"Fundação de pesquisa de Minas Gerais, com R$ 552 milhões em 2024, que financia o ecossistema de startups do San Pedro Valley, os centros de IA da UFMG (sede do planejado centro nacional de transparência algorítmica previsto no PBIA) e os programas de deep tech do estado.","tags":["financiamento estadual","minas gerais"],"url":"https://fapemig.br","significance":2,"sector":"policy","id":359,"ownership":"public-institution","canon":617,"sources":[{"title":"FAPEMIG – site oficial","url":"https://fapemig.br","verified":false},{"title":"FAPEMIG – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/FAPEMIG","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP: Financiamento estadual (FAPs 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true}]},{"name":"Porto Digital e a política de inovação de Pernambuco","type":"hub","city":"Recife","state":"PE","founded":2000,"description":"Parque tecnológico público-privado no centro histórico do Recife, criado por lei estadual com reduções de ISS, que cresceu para 541 empresas, mais de 24.000 trabalhadores e R$ 7,4 bilhões de faturamento em 2025 (alta de 19%). Apoiado pelo programa Inova PE e por recursos da Finep, expandiu-se para Caruaru e Petrolina e é frequentemente citado como a política estadual de cluster tecnológico mais bem-sucedida do Brasil.","tags":["parque tecnológico","política estadual","nordeste"],"url":"https://www.portodigital.org","significance":4,"sector":"policy","id":360,"ownership":"nonprofit","canon":360,"sources":[{"title":"Porto Digital – site oficial","url":"https://www.portodigital.org","verified":false},{"title":"Porto Digital – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Digital","verified":true},{"title":"Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025 (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","verified":true}]},{"name":"Política de ecossistema de inovação de Santa Catarina e FAPESC","type":"government","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2008,"description":"A lei estadual de inovação de Santa Catarina de 2008 e a fundação FAPESC (R$ 306 milhões em 2024) sustentam um setor de tecnologia que faturou R$ 42,5 bilhões em 2024, 7,75% da economia estadual, com 29.300 empresas e 134.000 pessoas. O estado construiu uma rede de 24 Centros de Inovação, usa compras via CPSI por meio do InovaLabSC e opera o crédito subsidiado Pronampe Inovação; a plataforma da ACATE para 2026 pede um fundo garantidor de crédito de R$ 100 milhões.","tags":["política estadual","centros de inovação","florianópolis"],"url":"https://fapesc.sc.gov.br","significance":3,"sector":"policy","id":361,"ownership":"public-institution","canon":361,"sources":[{"title":"FAPESC – site oficial","url":"https://fapesc.sc.gov.br","verified":false},{"title":"Lei estadual nº 14.328/2008 (Lei Catarinense de Inovação) – ALESC","url":"https://leis.alesc.sc.gov.br/html/2008/14328_2008_lei.html","verified":false},{"title":"ACATE: Pauta para candidatos ao Governo de SC 2026","url":"https://www.acate.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Pauta-ACATE-Candidatos-Governo-2026-2.pdf","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP: Financiamento estadual (FAPs 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true}]},{"name":"Ceitec","type":"infrastructure","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2008,"description":"Empresa estatal de semicondutores que fabrica chips RFID e de identificação, cuja liquidação foi determinada em 2020 e revertida quando Luciana Santos suspendeu o processo em 2 de janeiro de 2023. Está sendo reposicionada como plataforma pública dentro do Brasil Semicon, ao lado do esforço nacional de chip RISC-V e de um projeto de chips em Campinas.","tags":["semicondutores","empresa estatal"],"url":"https://www.ceitec-sa.com","significance":2,"sector":"policy","id":362,"ownership":"federal-soe","canon":425,"sources":[{"title":"Ceitec S.A. – site oficial","url":"https://www.ceitec-sa.com","verified":false},{"title":"CEITEC – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CEITEC","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Liquidação do Ceitec suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti","verified":true}]},{"name":"Ministério das Comunicações","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2020,"description":"Ministério responsável pela política de telecomunicações e radiodifusão, pela Anatel, pela Telebras, pelos Correios e pelos programas de conectividade financiados pelo Fust, como a banda larga escolar. Frederico Siqueira (UB) assumiu em maio de 2025 após a renúncia de Juscelino Filho, apoiando o papel da Telebras na conectividade escolar e o projeto SGDC-2.","tags":["ministério","telecomunicações","conectividade"],"url":"https://www.gov.br/mcom","significance":3,"sector":"policy","id":363,"ownership":"public-institution","canon":363,"sources":[{"title":"Ministério das Comunicações – página oficial","url":"https://www.gov.br/mcom","verified":false},{"title":"Ministério das Comunicações (Brasil) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_das_Comunica%C3%A7%C3%B5es_(Brasil)","verified":true},{"title":"Mobile Time: Frederico Siqueira toma posse no MCom","url":"https://www.mobiletime.com.br/noticias/07/05/2025/mcom-frederico-posse/","verified":true}]},{"name":"Ministério da Defesa (programas de tecnologia)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1999,"description":"Coproprietário do programa de satélites SGDC, patrocinador do centro de lançamento de Alcântara, dos offsets industriais do KC-390 e do Gripen e da missão 'tecnologias de defesa e soberania' da Nova Indústria Brasil. Seu credenciamento de defesa na Embrapii e a política de indústria de defesa das PNDs canalizam recursos para tecnologias cibernéticas, espaciais e de uso dual.","tags":["defesa","espaço","uso dual"],"url":"https://www.gov.br/defesa","significance":2,"sector":"policy","id":364,"ownership":"public-institution","canon":520,"sources":[{"title":"Ministério da Defesa – página oficial","url":"https://www.gov.br/defesa","verified":false},{"title":"Ministério da Defesa (Brasil) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Defesa_(Brasil)","verified":true},{"title":"Brasil anuncia investimento bilionário no setor aeroespacial e de defesa (Teletime, 12/02/2025)","url":"https://teletime.com.br/12/02/2025/brasil-anuncia-investimento-bilionario-no-setor-aeroespacial-e-de-defesa/","verified":true}]},{"name":"Cooperação espacial Brasil-China (CBERS)","type":"program","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1988,"description":"O programa China-Brazil Earth Resources Satellite, conduzido por INPE e CAST, lançou seis satélites desde 1999 (CBERS-4A em 2019) e está desenvolvendo o CBERS-6, equipado com radar, para o fim desta década. É a parceria tecnológica Sul-Sul mais longeva e um modelo citado nas conversas do BRICS sobre IA e cooperação digital, ao lado dos acordos Brasil-China de 2024-2025 sobre IA e data centers.","tags":["espaço","china","internacional"],"url":"http://www.cbers.inpe.br","significance":3,"sector":"policy","id":365,"ownership":"program-policy","canon":365,"sources":[{"title":"CBERS – Programa Sino-Brasileiro de Satélites (INPE, site oficial)","url":"http://www.cbers.inpe.br","verified":true},{"title":"Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CBERS","verified":true},{"title":"China–Brazil Earth Resources Satellite program – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/China%E2%80%93Brazil_Earth_Resources_Satellite_program","verified":true},{"title":"Luciana Santos firma cooperação científica entre Brasil e China (Correio Braziliense, abr. 2023)","url":"https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2023/04/5087493-luciana-santos-firma-cooperacao-cientifica-entre-brasil-e-china.html","verified":true}]},{"name":"Diplomacia tecnológica internacional: G20, BRICS, COP30, UE e EUA","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"O Brasil usou sua presidência do G20 em 2024 para promover a IA para o desenvolvimento e a infraestrutura pública digital, aderiu à BRICS AI Alliance Network (dez. 2024) e sediou a cúpula do BRICS de 2025 no Rio, com uma declaração sobre governança de IA, e depois exibiu bioeconomia e tecnologias climáticas na COP30 em Belém (nov. 2025). As relações com os EUA azedaram em 2025, com tarifas de 50% e uma investigação sob a Seção 301 citando o Pix e o comércio digital, o que motivou o pacote de crédito Brasil Soberano, enquanto os laços com a UE avançaram via acordo com o Mercosul e cooperação em pesquisa no Horizonte Europa.","tags":["diplomacia","brics","g20","cop30"],"url":"https://www.gov.br/mre","significance":3,"sector":"policy","id":366,"ownership":"program-policy","canon":366,"sources":[{"title":"Ministério das Relações Exteriores – página oficial","url":"https://www.gov.br/mre","verified":false},{"title":"17th BRICS summit (Rio de Janeiro, 2025) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/2025_BRICS_summit","verified":true},{"title":"Embrapii: Caderno Valor COP30 (Nov 2025)","url":"https://embrapii.org.br/wp-content/uploads/2025/11/CADERNO-VALOR_EMBRAPII_COP30_NOV-25.pdf","verified":true}]},{"name":"Luciana Santos","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação desde janeiro de 2023, engenheira eletricista, ex-prefeita de Olinda e presidente nacional do PCdoB. Revogou o congelamento do FNDCT, barrou a liquidação da Ceitec, lançou o PBIA e apresentou o supercomputador do Rio Grande do Norte como um 'projeto de soberania digital'.","tags":["ministra","mcti"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/composicao/ministra","significance":4,"sector":"policy","id":367,"ownership":"person","canon":367,"sources":[{"title":"Ministra Luciana Santos – MCTI (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/composicao/ministra","verified":false},{"title":"Luciana Santos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Luciana_Santos","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Liquidação do Ceitec suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti","verified":true},{"title":"Movimento Econômico: Supercomputador de R$ 1 bi no RN","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Geraldo Alckmin","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Vice-presidente do Brasil e ministro do MDIC de janeiro de 2023 a 2 de abril de 2026, arquiteto e rosto público da Nova Indústria Brasil, do Mover e da lei do Brasil Semicon. Deixou o ministério para concorrer novamente como vice na chapa de Lula, entregando o MDIC a Marcio Elias Rosa.","tags":["vice-presidente","mdic","política industrial"],"url":"https://www.gov.br/planalto/pt-br/vice-presidencia","significance":4,"sector":"policy","id":368,"ownership":"person","canon":368,"sources":[{"title":"Vice-Presidência da República – página oficial","url":"https://www.gov.br/planalto/pt-br/vice-presidencia","verified":false},{"title":"Geraldo Alckmin – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Alckmin","verified":true},{"title":"Exame: Alckmin confirma que deixará MDIC em 2 de abril","url":"https://exame.com/brasil/alckmin-confirma-que-deixara-mdic-em-2-de-abril-para-se-dedicar-as-eleicoes-2026/","verified":true},{"title":"Agência Gov: Márcio Elias Rosa é o novo ministro do MDIC","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202604/marcio-elias-rosa-e-o-novo-ministro-do-desenvolvimento-industria-comercio-e-servicos","verified":true}]},{"name":"Aloizio Mercadante","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Presidente do BNDES desde fevereiro de 2023, ex-ministro da Ciência (2011-2012) e da Educação, que reposicionou o banco como principal financiador da Nova Indústria Brasil, criou o BNDES Mais Inovação e impulsionou aprovações recordes para inovação. Tem sido um dos mais vocais defensores de políticas industriais para nuvem soberana, semicondutores e minerais críticos.","tags":["bndes","presidente"],"url":"https://www.bndes.gov.br","significance":4,"sector":"policy","id":369,"ownership":"person","canon":369,"sources":[{"title":"BNDES – site oficial","url":"https://www.bndes.gov.br","verified":false},{"title":"Aloizio Mercadante – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Aloizio_Mercadante","verified":true},{"title":"Convergência Digital: BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","verified":true}]},{"name":"Celso Pansera","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Presidente da Finep de janeiro de 2023 a junho de 2025 e ex-ministro da Ciência (2015-2016), que supervisionou a retomada dos empréstimos e das chamadas de subvenção da Finep após a seca orçamentária, antes de deixar o cargo a pedido para disputar a prefeitura de Maricá; Luiz Antonio Elias Ramos, diretor de inovação da Finep, o sucedeu.","tags":["finep","presidente"],"url":"https://www.finep.gov.br","significance":2,"sector":"policy","id":370,"ownership":"person","canon":370,"sources":[{"title":"Finep – site oficial","url":"https://www.finep.gov.br","verified":false},{"title":"Celso Pansera – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Celso_Pansera","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Celso Pansera deixa presidência da Finep","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/celso-pansera-deixa-presidencia-da-finep-elias-ramos-assume-de-forma-interina/","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","verified":true}]},{"name":"Solinftec","type":"company","city":"Araçatuba","state":"SP","founded":2007,"description":"Agtech que criou a plataforma de IA ALICE para lavouras de cana e grãos e o robô de campo movido a energia solar Solix, que escaneia as plantas uma a uma e aplica herbicida com redução de até 95%. Mais de 100 robôs Solix operam em fazendas dos EUA, e a empresa já captou US$ 288,8 milhões, incluindo uma Série D de US$ 57 milhões (2024) e US$ 36 milhões em debêntures (2025). Emprega mais de 800 pessoas, 330 em P&D, no Brasil, EUA, Colômbia, México e China.","tags":["agricultura","robô de campo","ia","scale-up"],"url":"https://www.solinftec.com","significance":5,"sector":"robotics","id":371,"ownership":"private","canon":371,"intl":{"international":"A Solinftec disputa o mercado de robótica agrícola com a Carbon Robotics (LaserWeeder), o See & Spray da John Deere, a Verdant Robotics, a suíça Ecorobotix e a francesa Naïo, com a diferença de ter nascido na cana brasileira e de usar um robô solar leve que escaneia planta a planta. Em maio de 2026 tinha cerca de 150 robôs Solix nos EUA e 100 no Brasil, operando em 14 países e 15 milhões de hectares, e lançou nos EUA o modelo comercial 'Freedom per Acre' com produtores do Corn Belt. Captou US$ 288,8 milhões, incluindo Série D e debêntures, e mantém equipes na China, no México e na Colômbia, o que a torna uma das poucas agtechs brasileiras realmente globais.","future":"A meta de receita é R$ 500 milhões em 2026, com IA multiagente para cana e grãos e a chegada do modelo de adoção por experiência ao Brasil (cinco usinas no segundo semestre de 2026, grãos em 2027). O que está em jogo é escalar frota e serviços sem queimar caixa em um setor em que a John Deere integra robótica ao maquinário e o custo de capital segue alto. Observar: novas rodadas ou IPO, parcerias com fabricantes de defensivos, tarifas e tensões comerciais EUA-Brasil, e a redução de até 95% no uso de herbicidas como argumento regulatório. Riscos: ciclo agrícola fraco e concorrência de capital intensivo; oportunidade: tornar-se padrão em agricultura regenerativa com dados.","sources":[{"title":"Forbes Agro: Solinftec lança Freedom per Acre nos EUA","url":"https://forbes.com.br/forbes-agro/2026/05/solinftec-lanca-freedom-per-acre-nos-eua-a-nova-estrategia-para-colocar-seus-robos-nas-fazendas/"},{"title":"Forbes Agro: Solinftec lança IA multiagente na Agrishow e mira R$ 500 milhões em 2026","url":"https://forbes.com.br/forbes-agro/2026/04/solinftec-lanca-ia-multiagente-na-agrishow-e-mira-r-500-milhoes-em-2026/"},{"title":"AgFeed: Solinftec atinge maioridade com R$ 1,3 bilhão captados","url":"https://agfeed.com.br/agtech/solinftec-atinge-maioridade-com-r-13-bilhao-captados-e-de-olho-em-recursos-externos"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Solinftec – site oficial","url":"https://www.solinftec.com","verified":true},{"title":"Solinftec expands U.S. footprint 243%, deploys 100 autonomous robots (Feb 2026)","url":"https://www.solinftec.com/en-us/blog/solinftec-expands-u-s-footprint-243-deploys-100-autonomous-robots-as-it-showcases-next-generation-solix-system-at-commodity-classic-2026/","verified":true},{"title":"Solinftec atinge maioridade com R$ 1,3 bilhão captados e de olho em recursos externos (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/solinftec-atinge-maioridade-com-r-13-bilhao-captados-e-de-olho-em-recursos-externos","verified":true},{"title":"Solinftec emite R$ 189 milhões em CRA verde e reforça caixa para 2026 (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/solinftec-emite-r-189-milhoes-em-cra-verde-e-reforca-caixa-para-2026","verified":true}]},{"name":"XMobots","type":"company","city":"São Carlos","state":"SP","founded":2007,"description":"Maior fabricante de drones da América Latina e, segundo relatos, 14º maior produtor de drones civis do mundo, com mais de 200 funcionários. Fabrica a linha de drones agrícolas Arator e o VANT tático VTOL Nauru 1000C (181 kg, 10 h de autonomia, enlace de 60 km), que estreou operacionalmente no Exército Brasileiro em 2024 e deve ter uma versão armada até 2027. A Embraer adquiriu participação minoritária em 2022.","tags":["drones","defesa","agricultura","embraer"],"url":"https://www.xmobots.com.br","significance":5,"sector":"robotics","id":372,"ownership":"private","canon":372,"intl":{"international":"A XMobots é a resposta brasileira a fabricantes de VANTs táticos como a israelense Elbit (Hermes), a IAI (Heron), a turca Baykar (Bayraktar TB2) e os CH chineses, em um mercado em que a FAB historicamente operou Hermes 450/900 importados. Com a participação minoritária da Embraer desde 2022, integra-se ao portfólio de defesa do maior grupo aeroespacial do país e expôs a nova série Nauru na FIDAE 2026, no Chile, buscando exportação regional. Em drones agrícolas (linha Arator), concorre com a dominância global da DJI, e depende de componentes importados (motores, sensores, enlaces) e de regulação da ANAC e do DECEA para operações além da linha de visada.","future":"O marco mais relevante é a versão armada do Nauru 1000C, que o Exército planeja incorporar até 2027 como primeiro drone ofensivo das Forças Armadas, dentro do planejamento estratégico 2024-2027. O que está em jogo: homologação de armamento, escala de produção, contratos plurianuais em meio a orçamentos de defesa limitados e a conquista de clientes latino-americanos. Observar: a sinergia com a Embraer Defesa, o programa de drones do Novo PAC, a competição com startups de munições guiadas e drones de baixo custo inspirados na guerra da Ucrânia, e as regras de exportação da SEPROD. Risco: depender de um único comprador estatal; oportunidade: tornar-se o campeão regional em VANTs táticos duais.","sources":[{"title":"Jovem Pan: Exército vai equipar drones brasileiros com mísseis até 2027","url":"https://jovempan.com.br/brasil/exercito-vai-equipar-drones-brasileiros-com-misseis-ate-2027/"},{"title":"Defensa.com: XMobots promociona na FIDAE 2026 novos UAV da série Nauru","url":"https://www.defensa.com/fidae-2026/brasilena-xmobots-promociona-fidae-2026-nuevos-uav-serie-nauru"},{"title":"Defesa Aérea & Naval: XMobots apresenta Nauru 1000C e Nauru 500C ISR na Mostra BID","url":"https://defesaaereanaval.com.br/defesa/mostra-bid-xmobots-apresenta-solucoes-de-inteligencia-e-vigilancia-nauru-1000c-e-nauru-500c-isr"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"XMobots – site oficial","url":"https://www.xmobots.com.br","verified":true},{"title":"XMobots – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/XMobots","verified":true},{"title":"Embraer compra fatia minoritária da fabricante de drones XMobots (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1937968","verified":true},{"title":"Drone Nauru 1000C participa de primeira missão oficial no Exército (Dec 2024)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/exercito/drone-nauru-1000c-participa-de-primeira-missao-oficial-no-exercito-brasileiro","verified":true}]},{"name":"Speedbird Aero","type":"startup","city":"Franca","state":"SP","founded":2018,"description":"Empresa de carga no modelo drone-as-a-service que desenvolveu os drones de entrega DLV-1, DLV-2 e DLV-4 e realiza entregas para o iFood no Brasil. Já voou quase 40.000 missões comerciais em 14 países; em março de 2026 a ANAC autorizou seu DLV-2 A25 sobre áreas com até 5.000 pessoas/km², a primeira aprovação BVLOS urbana do Brasil sob o arcabouço nacional. Também opera com Skyports e UrbanV na Europa e iniciou um teste de carga na cidade de Nova York em 2026.","tags":["drones","entrega","logística","bvlos"],"url":"https://www.speedbird.aero","significance":4,"sector":"robotics","id":373,"ownership":"private","canon":373,"sources":[{"title":"Speedbird Aero – site oficial","url":"https://www.speedbird.aero","verified":true},{"title":"Speedbird gains Brazil approval for urban BVLOS flights (AIN, Mar 2026)","url":"https://backend.ainonline.com/aviation-news/futureflight/2026-03-19/speedbird-gains-brazil-approval-urban-bvlos-flights","verified":true},{"title":"Speedbird Aero & Skyports launch drone cargo trial in New York City (2026)","url":"https://www.unmannedsystemstechnology.com/2026/04/speedbird-aero-skyports-launch-drone-cargo-trial-in-new-york-city/","verified":true}]},{"name":"Eve Air Mobility","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2020,"description":"Spin-off de eVTOL da Embraer, listada na NYSE (EVEX) em 2022 a cerca de US$ 2,9 bilhões. Detém cartas de intenção para mais de 2.800 aeronaves (cerca de US$ 8 bilhões) de 30 clientes em 13 países, voou seu protótipo não tripulado em escala real em 19 de dezembro de 2025 em Gavião Peixoto e planeja uma fábrica em Taubaté com capacidade para 480 unidades/ano. A certificação e a entrada em serviço foram adiadas para 2028.","tags":["evtol","mobilidade aérea urbana","embraer","autonomia"],"url":"https://eveairmobility.com","significance":5,"sector":"robotics","id":374,"ownership":"mixed-golden-share","canon":374,"intl":{"international":"A Eve é um dos poucos desenvolvedores de eVTOL com um grande fabricante aeronáutico como controlador, o que a diferencia de Joby e Archer (EUA), apoiadas por Toyota, Stellantis e capital de risco, e das europeias Lilium e Volocopter, que entraram em insolvência em 2024-2025. Herdou da Embraer certificação, cadeia de suprimentos e a parceria Nidec Aerospace para motores elétricos. Suas cerca de 3.000 cartas de intenção e pedidos de 30 clientes em 13 países compõem uma das maiores carteiras do setor, embora condicionadas à certificação. O protótipo em escala real voou em dezembro de 2025 em Gavião Peixoto, e a certificação com a ANAC segue com validação prevista pela FAA.","future":"A Embraer passou a indicar entrada em serviço até o fim de 2028, depois de metas sucessivas de 2026 e 2027, com produção concentrada em Taubaté (até 480 unidades/ano) e Brasil e EUA como primeiros mercados. O que está em jogo é a corrida por caixa e certificação: Joby e Archer avançam com operações iniciais nos Emirados e nos EUA, enquanto a Eve precisa financiar testes de voo e industrialização sem diluir excessivamente os acionistas. Observar: campanha de ensaios com protótipos, vertiportos em São Paulo, fornecedores de baterias, e a conversão de LOIs em pedidos firmes. Risco: novos atrasos e consolidação do setor; oportunidade: liderar a mobilidade aérea urbana no Sul Global com custo industrial brasileiro.","sources":[{"title":"Air Data News: Embraer expects to put its eVTOL into service by the end of 2028","url":"https://www.airdatanews.com/embraer-expects-to-put-its-e-vtol-into-service-by-the-end-of-2028/"},{"title":"Olhar Digital: Embraer revela quando seu carro voador pode decolar","url":"https://olhardigital.com.br/2026/06/12/carros-e-tecnologia/embraer-revela-quando-seu-carro-voador-pode-finalmente-decolar/"},{"title":"Canal VE: fábrica da Eve deve entrar em operação até 2028","url":"https://canalve.com.br/fabrica-eve-air-mobility-deve-entrar-operacao-2028/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Eve Air Mobility – site oficial","url":"https://eveairmobility.com","verified":true},{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true},{"title":"Eve Air Mobility completes first flight of full-scale eVTOL prototype (Dec 2025)","url":"https://www.barchart.com/story/news/36712450/eve-air-mobility-completes-successful-first-flight-of-full-scale-evtol-prototype","verified":true},{"title":"Eve pushes eVTOL certification target to 2028 (Air Data News)","url":"https://www.airdatanews.com/eve-pushes-e-vtol-certification-target-to-2028-as-development-timeline-slips-again/","verified":true}]},{"name":"Embraer","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1969,"description":"A campeã aeroespacial do Brasil atua como investidora-âncora do ecossistema nacional de drones e autonomia: criou a Eve Air Mobility, adquiriu participação minoritária na XMobots (2022) e mantém o braço de inovação EmbraerX. Sua unidade Embraer Defesa trabalha em conceitos de aeronaves não tripuladas e loyal wingman junto com a Força Aérea.","tags":["aeroespacial","drones","corporate venture"],"url":"https://embraer.com","significance":4,"sector":"robotics","id":375,"ownership":"mixed-golden-share","canon":489,"sources":[{"title":"Embraer – site oficial","url":"https://embraer.com","verified":false},{"title":"Embraer – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer","verified":true},{"title":"Embraer compra fatia minoritária da fabricante de drones XMobots (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1937968","verified":true},{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true}]},{"name":"Santos Lab","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2006,"description":"Fabricante de VANTs sediada no Rio cujo minidrone Carcará, lançado à mão (primeiro voo em 2009), foi o primeiro VANT construído para o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, seguido pelo Carcará II. Fornece para a Marinha há mais de uma década e já fez parcerias com a Insitu e empresas israelenses em plataformas maiores.","tags":["drones","defesa","marinha"],"url":"https://www.santoslab.com.br","significance":3,"sector":"robotics","id":376,"ownership":"private","canon":376,"sources":[{"title":"Santos Lab – site oficial","url":"https://www.santoslab.com.br","verified":false},{"title":"SantosLab Carcará (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SantosLab_Carcar%C3%A1","verified":true},{"title":"Marinha do Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Marinha_do_Brasil","verified":true}]},{"name":"Skydrones Tecnologia","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2011,"description":"Uma das primeiras empresas de drones agrícolas do Brasil, conhecida pelo drone pulverizador Pelicano, usado em lavouras de arroz e soja no Rio Grande do Sul, e por testes de drones de sanitização urbana durante a COVID-19. Participou das audiências do Senado sobre drones em 2026 como representante do setor.","tags":["drones","agricultura","pulverização"],"url":"https://skydrones.com.br","significance":3,"sector":"robotics","id":377,"ownership":"private","canon":377,"sources":[{"title":"SkyDrones – site oficial","url":"https://skydrones.com.br","verified":true},{"title":"Drones são apresentados para agricultores de soja e arroz (Revista Cultivar)","url":"https://www.revistacultivar.com.br/noticias/drones-sao-apresentados-para-agricultores-de-soja-e-arroz","verified":true},{"title":"Porto Alegre testa drones pulverizadores para combater Covid-19 (Jornal do Comércio, mar. 2020)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado_digital/2020/03/731695-porto-alegre-testa-drones-pulverizadores-para-combater-covid-19.html","verified":true}]},{"name":"Horus Aeronaves / Horus Smart Detections","type":"startup","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2014,"description":"Começou como fabricante de drones de mapeamento e, por volta de 2020, migrou para a inspeção por IA de grandes áreas com drones e satélites, inspecionando mais de 15 GWp de usinas solares e redes elétricas para a Enel. Adquirida em fevereiro de 2025 pela Nightingale Partners, de Sydney, que mira 60% de receita internacional até 2026.","tags":["drones","inspeção","ia","energia"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":378,"ownership":"private","canon":378,"sources":[{"title":"Horus Smart Detections – site (domínio informado; em out. 2026 redirecionava para página de venda de domínio)","url":"https://horus.ai","verified":false},{"title":"Horus acquired by Australian firm Nightingale (Feb 2025)","url":"https://finder.techleap.nl/news/feed/horus-acquired-by-australian-firm-nightingale","verified":true}]},{"name":"Arpac","type":"startup","city":"Piracicaba","state":"SP","founded":2015,"description":"Serviço de pulverização agrícola por drones fundado pelo ex-piloto de linha aérea Eduardo Goerl, atendendo inicialmente usinas de cana da Raízen. Cresceu de 45 ha pulverizados em 2019 para cerca de 70.000 ha acumulados em 2025, com receita projetada de cerca de R$ 7 milhões em 2025; a Yamaha liderou uma rodada de cerca de R$ 10 milhões em 2021.","tags":["drones","agricultura","pulverização","serviço"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":379,"ownership":"private","canon":379,"sources":[{"title":"Yamaha lidera rodada de R$ 9,4 milhões em startup de pulverização agrícola com drones (Startupi)","url":"https://startupi.com.br/yamaha-lidera-rodada-de-r-94-milhoes-em-startup-de-pulverizacao-agricola-com-drones/","verified":true},{"title":"Yamaha Motor lidera rodada de investimento Seed na startup ARPAC (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/yamaha-motor-lidera-rodada-de-investimento-seed-na-startup-arpac-de-aplicacao-com-drones","verified":true},{"title":"Arpac: ele já esteve num avião em chamas, hoje sobrevoa o agro com drones (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/ele-ja-esteve-num-aviao-em-chamas-hoje-sobrevoa-o-agro-com-uma-empresa-de-drones/","verified":true}]},{"name":"Nest Design Aerospace","type":"startup","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":null,"description":"Apresentou o ATD-150 em março de 2025, anunciado como o primeiro drone-alvo a jato totalmente nacional do Brasil (150 kg de MTOW, Mach 0,6, motor Turbomachine TJ-200 fabricado no Brasil). Projetado para simular ameaças aéreas no treinamento das Forças Armadas e exibido na LAAD 2025.","tags":["drones","defesa","jato"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":380,"ownership":"private","canon":380,"sources":[{"title":"Brazil's first fully indigenous jet-powered drone ATD-150 (Army Recognition)","url":"https://www.armyrecognition.com/archives/archives-aerospace-defense/defense-news-aerospace-2025/brazil-strengthens-strategic-autonomy-with-first-fully-indigenous-jet-powered-drone-atd-150","verified":true},{"title":"ATD-150 decola no interior do Brasil: drone a jato 100% nacional com motor TJ-200 (Click Petróleo e Gás)","url":"https://clickpetroleoegas.com.br/atd-150-decola-no-interior-do-brasil-finalmente-e-rompe-o-mito-drone-a-jato-100-nacional-150-kg-motor-tj200-brasileiro-passa-de-600-km-h-e-leva-a-defesa-antiaerea-a-outro-nivel-ctl01/","verified":true}]},{"name":"AEL Sistemas","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1982,"description":"Subsidiária brasileira da Elbit Systems e face local do VANT MALE Hermes 900 usado pela Força Aérea; também fornece aviônicos, enlaces de dados Link BR-2 e, por meio da empresa irmã ARES, estações de armas remotas com capacidade antidrone. Um canal-chave de entrada da tecnologia não tripulada israelense na defesa brasileira.","tags":["defesa","drones","aviônica","elbit"],"url":"https://www.ael.com.br","significance":3,"sector":"robotics","id":381,"ownership":"foreign-multinational","canon":381,"sources":[{"title":"AEL Sistemas – site oficial","url":"https://www.ael.com.br","verified":true},{"title":"AEL Sistemas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/AEL_Sistemas","verified":true},{"title":"AEL Sistemas e ARES encerram LAAD 2025 (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/defesa/defesa-e-inovacao-ael-sistemas-e-ares-encerram-laad-como-referencias-em-solucoes-multidominio","verified":true}]},{"name":"WEG","type":"company","city":"Jaraguá do Sul","state":"SC","founded":1961,"description":"Maior grupo de motores e automação industrial do Brasil (inversores, CLPs, controle de movimento). Em abril de 2025 lançou um robô móvel autônomo com IA para armazéns, desenvolvido em conjunto com a Senior Sistemas, com cargas de 150-500 kg e mais de 20 unidades já em operação em suas próprias fábricas no Brasil e no México; também tem parceria com a Intel em visão computacional para a indústria.","tags":["automação industrial","amr","logística","manufatura"],"url":"https://www.weg.net","significance":4,"sector":"robotics","id":382,"ownership":"private","canon":382,"sources":[{"title":"WEG – site oficial","url":"https://www.weg.net","verified":false},{"title":"WEG S.A. – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/WEG","verified":true},{"title":"Gigantes catarinenses criam primeiro robô com IA 100% brasileiro (WEG/Senior, NSC)","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=7488961","verified":true}]},{"name":"Indústrias Romi","type":"company","city":"Santa Bárbara d'Oeste","state":"SP","founded":1930,"description":"Principal fabricante brasileira de máquinas-ferramenta e injetoras de plástico, listada na B3 (ROMI3). Fornece centros de usinagem CNC e células automatizadas turnkey com carregamento robotizado, o que a torna um termômetro da demanda doméstica por automação fabril.","tags":["máquinas-ferramenta","automação industrial","manufatura"],"url":"https://www.romi.com","significance":3,"sector":"robotics","id":383,"ownership":"private","canon":383,"sources":[{"title":"Indústrias Romi – site oficial","url":"https://www.romi.com","verified":false},{"title":"Indústrias Romi – Relações com Investidores","url":"https://ri.romi.com","verified":false},{"title":"Brazil Country Commercial Guide: Highly Automated and Autonomous Systems (trade.gov)","url":"https://trade.gov/country-commercial-guides/brazil-highly-automated-and-autonomous-systems","verified":true}]},{"name":"Pollux","type":"company","city":"Joinville","state":"SC","founded":1996,"description":"Uma das maiores integradoras de robótica industrial do Brasil (linhas de montagem, visão de máquina, IIoT, robots-as-a-service, AMRs), com cerca de 300 funcionários. Adquirida pela Accenture em 2021 como sua primeira aquisição de robótica industrial no mundo, voltou a ser independente em setembro de 2025 sob o fundador José Rizzo, que também preside a Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).","tags":["automação industrial","integradora","amr","indústria 4.0"],"url":"https://www.pollux.com.br","significance":4,"sector":"robotics","id":384,"ownership":"foreign-multinational","canon":384,"sources":[{"title":"Pollux – site oficial","url":"https://www.pollux.com.br","verified":true},{"title":"Pollux volta a ser independente (Baguete, Sep 2025)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/pollux-volta-a-ser-independente","verified":true},{"title":"Accenture acquiring Brazilian industrial robotics firm Pollux (The Robot Report)","url":"https://www.therobotreport.com/accenture-acquiring-brazilian-industrial-robotics-firm-pollux/","verified":true}]},{"name":"Instor","type":"startup","city":"Viamão","state":"RS","founded":2008,"description":"Empresa de robótica móvel que constrói robôs de inspeção autônomos e teleoperados para ambientes perigosos em petróleo e gás, mineração, nuclear e logística. Apoiada pelos programas South Summit Brazil e FIEMG Lab.","tags":["inspeção","robô móvel","petróleo e gás"],"url":"https://www.instor.com.br","significance":2,"sector":"robotics","id":385,"ownership":"private","canon":385,"sources":[{"title":"Instor – site oficial","url":"https://www.instor.com.br","verified":true},{"title":"Instor company profile (CB Insights)","url":"https://www.cbinsights.com/company/instor","verified":true}]},{"name":"Jacto","type":"company","city":"Pompeia","state":"SP","founded":1948,"description":"Fabricante familiar de pulverizadores com receita de R$ 3,7 bilhões (2025) que inaugurou uma fábrica de cerca de 100.000 m² em 2023. Iniciou as vendas comerciais do pulverizador autônomo de pomares Arbus 4000 JAV na Agrishow 2026 (um operador supervisiona quatro máquinas; um citricultor comprou 12) e planeja conectividade por satélite e dobrar a receita até 2033.","tags":["agricultura","máquina autônoma","pulverizadores"],"url":"https://www.jacto.com","significance":4,"sector":"robotics","id":386,"ownership":"private","canon":386,"sources":[{"title":"Jacto – site oficial","url":"https://www.jacto.com","verified":true},{"title":"Jacto lança versão comercial de máquina autônoma (AgFeed, Feb 2026)","url":"https://agfeed.com.br/grande-slam-do-agro/jacto-se-conecta-ao-espaco-lanca-versao-comercial-de-maquina-autonoma-e-inicia-plano-para-dobrar-receita","verified":true}]},{"name":"Stara","type":"company","city":"Não-Me-Toque","state":"RS","founded":1960,"description":"Fabricante de máquinas agrícolas que foi pioneira no Brasil na adoção de piloto automático, taxa variável e telemetria (controladores Topper, Stara Connect) e já apresentou conceitos de trator e plantadeira autônomos. Uma referência em eletrônica para agricultura de precisão no cinturão de grãos do Sul.","tags":["agricultura","agricultura de precisão","autonomia"],"url":"https://www.stara.com.br","significance":3,"sector":"robotics","id":387,"ownership":"private","canon":387,"sources":[{"title":"Stara – site oficial","url":"https://www.stara.com.br","verified":true},{"title":"Stara apresenta portfólio de lançamentos no 36º Show Rural (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/stara-apresenta-portfolio-de-lancamentos-no-36o-show-rural","verified":true},{"title":"Brazil Country Commercial Guide: Highly Automated and Autonomous Systems (trade.gov)","url":"https://trade.gov/country-commercial-guides/brazil-highly-automated-and-autonomous-systems","verified":true}]},{"name":"Agrosmart","type":"startup","city":"Campinas","state":"SP","founded":2014,"description":"Startup de IoT agrícola e agronomia digital que fornece sensores, automação de irrigação e inteligência climática a produtores de toda a América Latina. Representa a camada de dados da qual dependem a robótica agrícola e a irrigação autônoma.","tags":["agricultura","iot","irrigação"],"url":"https://agrosmart.com.br","significance":2,"sector":"robotics","id":388,"ownership":"private","canon":12,"sources":[{"title":"Agrosmart – site oficial","url":"https://agrosmart.com.br","verified":true},{"title":"Como a Agrosmart está criando as fazendas do futuro (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/como-a-agrosmart-esta-criando-as-fazendas-do-futuro","verified":true},{"title":"Agrosmart recebe aporte do fundo de investimento paulista, após convite para programa da NASA (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/agrosmart-recebe-aporte-do-fundo-de-investimento-paulista-apos-convite-para-programa-da-nasa","verified":true}]},{"name":"Vale","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1942,"description":"Mineradora que opera a maior frota autônoma do Brasil: o programa começou em Brucutu (MG) em 2018 e em Carajás (PA) em 2019, usando o Caterpillar MineStar Command com a concessionária Sotreq. Mais de 70 máquinas autônomas (caminhões, perfuratrizes, equipamentos de pátio) operam no Brasil, os 14 caminhões de Carajás devem chegar a cerca de 90 até 2028, e a Vale relata ganhos de produtividade de até 15% e consumo de combustível 7,5% menor.","tags":["mineração","transporte autônomo","automação"],"url":"https://vale.com","significance":4,"sector":"robotics","id":389,"ownership":"mixed-golden-share","canon":184,"sources":[{"title":"Vale – site oficial","url":"https://vale.com","verified":false},{"title":"Vale S.A. – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_S.A.","verified":true},{"title":"Vale amplia frota de caminhões autônomos em Carajás (Agência Infra, Dec 2025)","url":"https://agenciainfra.com/blog/vale-amplia-frota-de-caminhoes-autonomos-em-carajas/","verified":true},{"title":"Mineração guiada por algoritmos: caminhões autônomos da Vale (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/12/mineracao-guiada-por-algoritmos-como-funcionam-os-caminhoes-autonomos-da-vale/","verified":true}]},{"name":"Petrobras / CENPES","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1953,"description":"Petrolífera estatal cujo centro de pesquisas CENPES impulsiona a maior demanda por P&D em robótica do Brasil: o robô de inspeção de risers AURI com a PUC-Rio (testado em 2022), o centro de robótica CTRob com o Senai Joinville (mais de 10 robôs construídos), robôs escaladores de torres de flare e US$ 180 milhões em contratos de ROVs submarinos concedidos à Oceaneering em 2025 para operações no pré-sal.","tags":["petróleo e gás","submarino","rov","inspeção"],"url":"https://petrobras.com.br","significance":4,"sector":"robotics","id":390,"ownership":"federal-soe","canon":145,"sources":[{"title":"Petrobras – site oficial","url":"https://petrobras.com.br","verified":false},{"title":"CENPES – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Pesquisas_Leopoldo_Am%C3%A9rico_Miguez_de_Mello","verified":true},{"title":"Petrobras desenvolve robô inédito para inspeções submarinas (AURI)","url":"https://dplnews.com/brasil-petrobras-desenvolve-robo-inedito-para-inspecoes-submarinas/","verified":true},{"title":"Petrobras awards $180 million in subsea robotics contracts to Oceaneering (World Oil)","url":"https://worldoil.com/news/2025/8/28/petrobras-awards-180-million-in-subsea-robotics-contracts-to-oceaneering/","verified":true}]},{"name":"Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser (Joinville)","type":"research-institute","city":"Joinville","state":"SC","founded":2013,"description":"Instituto de pesquisa aplicada do Senai que abriga o CTRob Centro de Tecnologia Robótica com a Petrobras, focado em robôs para tarefas perigosas em petróleo e gás (escaladores de torres de flare, tanque de testes submarinos). Liderado pelo pesquisador-chefe Luís Gonzaga Trabasso, é um dos principais polos de P&D em robótica industrial do Sul.","tags":["pesquisa aplicada","senai","petróleo e gás","manufatura"],"url":"https://www.senai.br","significance":3,"sector":"robotics","id":391,"ownership":"parastatal","canon":391,"sources":[{"title":"Senai – site oficial","url":"https://www.senai.br","verified":false},{"title":"Institutos Senai de Inovação e Tecnologia – Senai Santa Catarina","url":"https://institutos.sc.senai.br/","verified":false},{"title":"Senai Santa Catarina – site oficial","url":"https://www.sc.senai.br","verified":true},{"title":"Instituto Senai de Inovação de Joinville vai sediar centro de tecnologia robótica com a Petrobras","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=6942904","verified":true}]},{"name":"Senai Cimatec","type":"research-institute","city":"Salvador","state":"BA","founded":2002,"description":"Principal campus de tecnologia da Bahia para educação em Indústria 4.0, robótica e automação, com unidades Embrapii e um centro de supercomputação. Seu ecossistema sediou a RoboCup 2025 em Salvador e apoia as equipes de robótica do Nordeste e clientes industriais como o polo petroquímico de Camaçari e o cluster automotivo da BYD.","tags":["educação","senai","indústria 4.0","nordeste"],"url":"https://www.senaicimatec.com.br","significance":3,"sector":"robotics","id":392,"ownership":"parastatal","canon":604,"sources":[{"title":"Senai Cimatec – site oficial","url":"https://www.senaicimatec.com.br","verified":true},{"title":"Copa do Mundo de Robótica reúne em Salvador participantes de 40 países (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/tecnologia-e-inovacao/copa-do-mundo-de-robotica-reune-em-salvador-participantes-de-40-paises/","verified":true},{"title":"Copa dos Robôs 2025 destaca avanço da IA e protagonismo brasileiro (CNN Brasil)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/copa-dos-robos-2025-destaca-avanco-da-ia-e-protagonismo-brasileiro-veja/","verified":true}]},{"name":"Laboratório de Robótica Móvel (LRM), ICMC-USP São Carlos","type":"university-lab","city":"São Carlos","state":"SP","founded":2010,"description":"Liderado por Denis Wolf e Fernando Osório, o laboratório construiu o CARINA, primeiro carro autônomo da América Latina testado em vias públicas (2013, financiado pela FAPESP), e em 2019 venceu três das quatro categorias do desafio internacional de direção autônoma CARLA. O trabalho continua com o CARINA II e com percepção para cenas urbanas complexas.","tags":["veículos autônomos","robótica móvel","usp"],"url":"https://www.lrm.icmc.usp.br","significance":4,"sector":"robotics","id":393,"ownership":"public-institution","canon":393,"sources":[{"title":"Laboratório de Robótica Móvel (LRM) – ICMC-USP","url":"https://www.lrm.icmc.usp.br","verified":false},{"title":"Carro robótico que dispensa motorista será testado na rua (Agência FAPESP, CARINA)","url":"https://agencia.fapesp.br/carro-robotico-que-dispensa-motorista-sera-testado-na-rua/18077","verified":true},{"title":"Equipe da USP é premiada em desafio de carros autônomos CARLA (Agência FAPESP, 2019)","url":"https://agencia.fapesp.br/equipe-da-usp-e-premiada-em-desafio-que-visa-aumentar-seguranca-de-carros-autonomos/31144","verified":true}]},{"name":"Denis Wolf","type":"person","city":"São Carlos","state":"SP","founded":null,"description":"Professor do ICMC-USP e colíder do Laboratório de Robótica Móvel; pesquisador principal do programa de veículo autônomo CARINA e um dos principais pesquisadores brasileiros em percepção e navegação para carros autônomos.","tags":["veículos autônomos","pesquisador"],"url":null,"significance":3,"sector":"robotics","id":394,"ownership":"person","canon":394,"sources":[{"title":"Laboratório de Robótica Móvel (LRM) – ICMC-USP","url":"https://www.lrm.icmc.usp.br","verified":false},{"title":"Carro robótico que dispensa motorista será testado na rua (Agência FAPESP, CARINA)","url":"https://agencia.fapesp.br/carro-robotico-que-dispensa-motorista-sera-testado-na-rua/18077","verified":true},{"title":"Equipe da USP é premiada em desafio de carros autônomos CARLA (Agência FAPESP, 2019)","url":"https://agencia.fapesp.br/equipe-da-usp-e-premiada-em-desafio-que-visa-aumentar-seguranca-de-carros-autonomos/31144","verified":true}]},{"name":"Fernando Osório","type":"person","city":"São Carlos","state":"SP","founded":null,"description":"Professor do ICMC-USP que coordena o Laboratório de Robótica Móvel com Denis Wolf, trabalhando em veículos inteligentes, aprendizado de máquina para robótica e no projeto CARINA; organizador de longa data na comunidade brasileira de robótica.","tags":["veículos autônomos","pesquisador"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":395,"ownership":"person","canon":395,"sources":[{"title":"Laboratório de Robótica Móvel (LRM) – ICMC-USP","url":"https://www.lrm.icmc.usp.br","verified":false},{"title":"Carro robótico que dispensa motorista será testado na rua (Agência FAPESP, CARINA)","url":"https://agencia.fapesp.br/carro-robotico-que-dispensa-motorista-sera-testado-na-rua/18077","verified":true},{"title":"Equipe da USP é premiada em desafio de carros autônomos CARLA (Agência FAPESP, 2019)","url":"https://agencia.fapesp.br/equipe-da-usp-e-premiada-em-desafio-que-visa-aumentar-seguranca-de-carros-autonomos/31144","verified":true}]},{"name":"VeRLab (Laboratório de Visão Computacional e Robótica), UFMG","type":"university-lab","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1996,"description":"Fundado por Mario Campos, o VeRLab trabalha com mapeamento 3D, cobertura multirrobô, imageamento subaquático, teleoperação de equipamentos de mineração e robôs educacionais abertos. A UFMG também abriga a equipe de drones Avant, que venceu o EletroQuad SAE Brasil 2025, e o grupo MACRO de mecatrônica/carros autônomos.","tags":["visão computacional","robótica móvel","mineração","drones"],"url":"https://www.verlab.dcc.ufmg.br","significance":3,"sector":"robotics","id":396,"ownership":"public-institution","canon":396,"sources":[{"title":"VeRLab – Laboratory of Computer Vision & Robotics (UFMG)","url":"https://www.verlab.dcc.ufmg.br","verified":true},{"title":"Prof. Mario Campos awarded the Medalha da Inconfidência (VeRLab UFMG)","url":"https://www.verlab.dcc.ufmg.br/prof-mario-f-m-campos-was-awarded-the-medalha-da-inconfidencia/","verified":true},{"title":"Equipe da UFMG vence competição de drones autônomos EletroQuad 2025","url":"https://www.ufmg.br/?p=6890","verified":true}]},{"name":"Mario Campos","type":"person","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":null,"description":"Professor de ciência da computação da UFMG e fundador do VeRLab, um dos pioneiros da pesquisa em robótica no Brasil; recebeu a Medalha da Inconfidência de Minas Gerais (grau Honra) em 2018.","tags":["pesquisador","visão computacional"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":397,"ownership":"person","canon":397,"sources":[{"title":"VeRLab – Laboratory of Computer Vision & Robotics (UFMG)","url":"https://www.verlab.dcc.ufmg.br","verified":true},{"title":"Prof. Mario Campos awarded the Medalha da Inconfidência (VeRLab UFMG)","url":"https://www.verlab.dcc.ufmg.br/prof-mario-f-m-campos-was-awarded-the-medalha-da-inconfidencia/","verified":true}]},{"name":"ITAndroids / ITA","type":"university-lab","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2005,"description":"Equipe de robótica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em competição desde 2005 e liderada por Marcos Maximo. Na RoboCup 2025 em Salvador conquistou ouro na Small Size League Série B e bronze na simulação Soccer 3D; o ITA é amplamente citado como um centro de excelência brasileiro em sistemas autônomos e abriga a instalação de prototipagem aeroespacial HangarLab.","tags":["robocup","futebol de robôs","aeroespacial","competição"],"url":"https://www.itandroids.com.br","significance":3,"sector":"robotics","id":398,"ownership":"public-institution","canon":398,"sources":[{"title":"ITAndroids – site oficial","url":"https://www.itandroids.com.br","verified":false},{"title":"Instituto Tecnológico de Aeronáutica – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnol%C3%B3gico_de_Aeron%C3%A1utica","verified":true},{"title":"ITAndroids conquista ouro na Copa do Mundo de Futebol Robótico (2025)","url":"https://militares.estrategia.com/portal/outros/itandroids-conquista-ouro-na-copa-do-mundo-de-futebol-robotico/","verified":true}]},{"name":"RoboCIn, Centro de Informática UFPE","type":"university-lab","city":"Recife","state":"PE","founded":2015,"description":"Fundada com 12 estudantes e coordenada por Edna Barros, a RoboCIn já conquistou mais de 15 prêmios e, em julho de 2026, tornou-se a primeira equipe brasileira a ficar em segundo lugar na Small Size League Divisão A da RoboCup (Incheon, Coreia), competindo também nas ligas de humanoides e simulação 2D. Seu trabalho em sistemas embarcados gerou protótipos de robôs de limpeza de painéis solares.","tags":["robocup","futebol de robôs","humanoide","nordeste"],"url":"https://robocin.com.br","significance":4,"sector":"robotics","id":399,"ownership":"public-institution","canon":399,"sources":[{"title":"RobôCIn – site oficial","url":"https://robocin.com.br","verified":true},{"title":"UFPE desbanca gigantes na Ásia e conquista vice-campeonato mundial de robótica (Jul 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/07/06/ufpe-desbanca-gigantes-na-asia-e-conquista-vice-campeonato-mundial-de-robotica/","verified":true}]},{"name":"LaRoCS (Laboratório de Robótica e Sistemas Cognitivos), Unicamp","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":null,"description":"Coordenado por Esther Colombini no Instituto de Computação da Unicamp, o LaRoCS pesquisa robôs cognitivos que aprendem de forma incremental com mecanismos de atenção, incluindo a humanoide 'Marta'. A Unicamp também abriga o grupo de controle e autonomia LRCA e coorganiza o CBA 2026.","tags":["robótica cognitiva","humanoide","ia"],"url":"https://ic.unicamp.br/~esther","significance":3,"sector":"robotics","id":400,"ownership":"public-institution","canon":400,"sources":[{"title":"Esther Colombini / LaRoCS – Instituto de Computação da Unicamp","url":"https://ic.unicamp.br/~esther","verified":false},{"title":"Pesquisas no Brasil desenvolvem humanoides que unem robótica e IA (Paraíba Business, Apr 2025)","url":"https://paraibabusiness.com.br/pesquisas-no-brasil-desenvolvem-humanoides-que-unem-robotica-e-ia/","verified":true}]},{"name":"Esther Colombini","type":"person","city":"Campinas","state":"SP","founded":null,"description":"Professora da Unicamp que lidera o LaRoCS, atuando na interseção entre arquiteturas cognitivas, aprendizado por reforço e robôs humanoides; uma das mulheres mais visíveis da pesquisa brasileira em IA e robótica e organizadora frequente da RoboCup.","tags":["pesquisadora","humanoide","ia"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":401,"ownership":"person","canon":401,"sources":[{"title":"Esther Colombini – página pessoal (IC-Unicamp)","url":"https://ic.unicamp.br/~esther","verified":false},{"title":"Pesquisas no Brasil desenvolvem humanoides que unem robótica e IA (Paraíba Business, Apr 2025)","url":"https://paraibabusiness.com.br/pesquisas-no-brasil-desenvolvem-humanoides-que-unem-robotica-e-ia/","verified":true}]},{"name":"RoboFEI / Centro Universitário FEI","type":"university-lab","city":"São Bernardo do Campo","state":"SP","founded":2004,"description":"O programa de robótica humanoide da FEI, liderado por Reinaldo Bianchi, constrói humanoides kid-size a partir das placas de circuito e se classifica para as ligas de humanoides da RoboCup há mais de uma década. A FEI coorganizou a RoboCup 2025 em Salvador e o evento Robótica 2022, o maior encontro de robótica da América Latina.","tags":["humanoide","robocup","educação"],"url":"https://www.fei.edu.br","significance":3,"sector":"robotics","id":402,"ownership":"nonprofit","canon":402,"sources":[{"title":"Centro Universitário FEI – site oficial","url":"https://www.fei.edu.br","verified":false},{"title":"Centro Universitário FEI – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Universit%C3%A1rio_FEI","verified":true},{"title":"Copa do Mundo de Robótica reúne em Salvador participantes de 40 países (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/tecnologia-e-inovacao/copa-do-mundo-de-robotica-reune-em-salvador-participantes-de-40-paises/","verified":true},{"title":"Copa dos Robôs 2025 destaca avanço da IA e protagonismo brasileiro (CNN Brasil)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/copa-dos-robos-2025-destaca-avanco-da-ia-e-protagonismo-brasileiro-veja/","verified":true}]},{"name":"Reinaldo Bianchi","type":"person","city":"São Bernardo do Campo","state":"SP","founded":null,"description":"Professor da FEI, coorganizador da RoboCup e líder da equipe de humanoides da RoboFEI; uma voz de destaque ao argumentar que a robótica acadêmica brasileira é forte, mas a indústria nacional adota lentamente por causa da mão de obra barata.","tags":["pesquisador","humanoide","robocup"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":403,"ownership":"person","canon":403,"sources":[{"title":"Centro Universitário FEI – site oficial","url":"https://www.fei.edu.br","verified":false},{"title":"Indústria instala 1,5 mil robôs por ano (Estadão/ABCD)","url":"https://abcdoabc.com.br/industria-instala-15-mil-robos-por-ano/","verified":true},{"title":"Pesquisas no Brasil desenvolvem humanoides que unem robótica e IA (Paraíba Business, Apr 2025)","url":"https://paraibabusiness.com.br/pesquisas-no-brasil-desenvolvem-humanoides-que-unem-robotica-e-ia/","verified":true}]},{"name":"Anna Helena Reali Costa","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Professora da Escola Politécnica da USP e fundadora do grupo LTI de robótica e aprendizado de máquina; pioneira do aprendizado por reforço e da robótica multiagente no Brasil e ex-liderança na comunidade brasileira de competições de robótica.","tags":["pesquisadora","ia","usp"],"url":null,"significance":2,"sector":"robotics","id":404,"ownership":"person","canon":404,"sources":[{"title":"LTI – Laboratório de Técnicas Inteligentes (Escola Politécnica da USP)","url":"https://sites.usp.br/lti/","verified":false},{"title":"Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) – Poli-USP","url":"https://www.pcs.usp.br","verified":false}]},{"name":"LARA (Laboratório de Automação e Robótica), UnB","type":"university-lab","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Laboratório de engenharia elétrica da Universidade de Brasília que trabalha com controle de VANTs, locomoção humanoide, manipulação robótica e robótica assistiva, liderado por pesquisadores como Geovany Borges; um polo nacional de robótica aérea e teoria de controle na capital.","tags":["controle","drones","humanoide"],"url":"http://lara.unb.br","significance":2,"sector":"robotics","id":405,"ownership":"public-institution","canon":405,"sources":[{"title":"LARA – Laboratório de Automação e Robótica (UnB)","url":"http://lara.unb.br","verified":true},{"title":"Departamento de Engenharia Elétrica – Universidade de Brasília","url":"https://ene.unb.br","verified":false}]},{"name":"Grupo de Pesquisa Phi Robotics, UFRGS","type":"university-lab","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":null,"description":"Grupo de robótica da computação da UFRGS liderado por Edson Prestes, conhecido pelo mapeamento com robôs móveis e pela liderança de Prestes nos padrões IEEE de Ontologias para Robótica e Automação (IEEE 1872). A UFRGS também contribui para o polo regional de drones e autonomia agrícola no Rio Grande do Sul.","tags":["robótica móvel","padrões","ontologia"],"url":"https://www.inf.ufrgs.br/phi-group","significance":2,"sector":"robotics","id":406,"ownership":"public-institution","canon":406,"sources":[{"title":"Phi Robotics Research Group – INF/UFRGS","url":"https://www.inf.ufrgs.br/phi-group","verified":false},{"title":"Instituto de Informática – UFRGS","url":"https://www.inf.ufrgs.br","verified":false},{"title":"IEEE Std 1872-2015 – Ontologies for Robotics and Automation (IEEE Xplore)","url":"https://ieeexplore.ieee.org/document/7084073","verified":false}]},{"name":"Instituto Militar de Engenharia (IME)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1792,"description":"O instituto de engenharia do Exército adquiriu um humanoide Unitree G1 EDU (~R$194.000) com recursos do MCTI para pesquisa em algoritmos de controle e atuadores; o robô prestou continência aos chefes dos três Poderes no desfile de 7 de setembro de 2026, Dia da Independência, em Brasília, o primeiro humanoide em um desfile militar brasileiro.","tags":["defesa","humanoide","educação"],"url":"https://www.ime.eb.br","significance":2,"sector":"robotics","id":407,"ownership":"public-institution","canon":580,"sources":[{"title":"Instituto Militar de Engenharia – site oficial","url":"https://www.ime.eb.br","verified":false},{"title":"Instituto Militar de Engenharia – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Militar_de_Engenharia","verified":true},{"title":"Robô humanoide do Exército custa R$194 mil (Revista Oeste, Sep 2026)","url":"https://revistaoeste.com/tecnologia/robo-humanoide-do-exercito-custa-r-194-mil/","verified":true}]},{"name":"UDESC Joinville (Centro de Ciências Tecnológicas)","type":"university-lab","city":"Joinville","state":"SC","founded":null,"description":"Em dezembro de 2024, a Universidade do Estado de Santa Catarina comprou o que foi noticiado como o primeiro robô humanoide do Brasil, uma unidade Unitree importada via Gohobby, para pesquisa em aplicações de saúde, indústria e educação em seu campus de Joinville.","tags":["humanoide","educação"],"url":"https://www.udesc.br","significance":2,"sector":"robotics","id":408,"ownership":"public-institution","canon":408,"sources":[{"title":"UDESC – site oficial","url":"https://www.udesc.br","verified":false},{"title":"Universidade do Estado de Santa Catarina – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_do_Estado_de_Santa_Catarina","verified":true},{"title":"Udesc compra primeiro robô humanoide do Brasil (Baguete, Dec 2024)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/udesc-compra-primeiro-robo-humano-do-brasil","verified":true}]},{"name":"CTI Renato Archer","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1982,"description":"Centro de tecnologia federal do MCTI com quatro décadas de trabalho em robótica (robôs móveis, impressão 3D para medicina, automação industrial), apresentado em panorama na Conferência Brasileira de Robótica de 2026, em João Pessoa. Um dos poucos laboratórios federais que oferecem serviços de P&D em robótica para a indústria.","tags":["laboratório federal","pesquisa","impressão 3d"],"url":"https://www.gov.br/cti","significance":2,"sector":"robotics","id":409,"ownership":"public-institution","canon":431,"sources":[{"title":"CTI Renato Archer – página oficial","url":"https://www.gov.br/cti","verified":false},{"title":"Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Tecnologia_da_Informa%C3%A7%C3%A3o_Renato_Archer","verified":true},{"title":"CTI Renato Archer newsletter maio 2026","url":"https://www.gov.br/cti/pt-br/publicacoes/newsletter/newsletter-maio-2026.pdf","verified":true}]},{"name":"RoboCup Brasil / Competição Brasileira de Robótica (CBR)","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2003,"description":"O capítulo nacional da RoboCup organiza a CBR anual (realizada em conjunto com o Simpósio Brasileiro de Robótica e o LARS) e trouxe o campeonato mundial para João Pessoa (2014) e Salvador (15 a 21 de julho de 2025, 40 países, 45 equipes brasileiras). A Conferência Brasileira de Robótica de 2026, em João Pessoa, deu continuidade ao circuito.","tags":["competição","robocup","comunidade"],"url":"https://www.robocup.org.br","significance":3,"sector":"robotics","id":410,"ownership":"nonprofit","canon":410,"sources":[{"title":"RoboCup Brasil – site oficial","url":"https://www.robocup.org.br","verified":true},{"title":"Copa do Mundo de Robótica reúne em Salvador participantes de 40 países (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/tecnologia-e-inovacao/copa-do-mundo-de-robotica-reune-em-salvador-participantes-de-40-paises/","verified":true},{"title":"Copa dos Robôs 2025 destaca avanço da IA e protagonismo brasileiro (CNN Brasil)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/copa-dos-robos-2025-destaca-avanco-da-ia-e-protagonismo-brasileiro-veja/","verified":true}]},{"name":"Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR)","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2007,"description":"Olimpíada nacional de robótica para estudantes da educação básica, com modalidades prática (robô de resgate) e teórica, realizada com apoio do Sesi, de universidades e do CNPq, alcançando centenas de milhares de estudantes por ano, com recorde de inscrições estaduais em 2025. A final nacional de 2025, em Vitória (ES), enviou uma equipe de Goiás à RoboCupJunior na Coreia do Sul em 2026.","tags":["educação","competição","educação básica"],"url":"https://www.obr.org.br","significance":3,"sector":"robotics","id":411,"ownership":"nonprofit","canon":411,"sources":[{"title":"Olimpíada Brasileira de Robótica – site oficial","url":"https://www.obr.org.br","verified":true},{"title":"Olimpíada Brasileira de Robótica – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Olimp%C3%ADada_Brasileira_de_Rob%C3%B3tica","verified":true},{"title":"Goianos vencem Olimpíada Brasileira de Robótica 2025 (O Popular)","url":"https://opopular.com.br/cidades/goianos-vencem-olimpiada-brasileira-de-robotica-e-v-o-representar-o-brasil-na-coreia-do-sul-1.3325980","verified":true}]},{"name":"Sociedade Brasileira de Automática (SBA)","type":"nonprofit","city":"Campinas","state":"SP","founded":1975,"description":"A sociedade nacional de controle e automação, fundada por Plínio Castrucci (USP) e Celso Bottura (Unicamp), publica uma revista científica e realiza o Congresso Brasileiro de Automática; o CBA 2026, em São Paulo (6 a 9 de outubro), marca 50 anos desde o primeiro congresso e é coorganizado pela FEM da Unicamp e pela Poli-USP.","tags":["sociedade profissional","controle","automação"],"url":"https://www.sba.org.br","significance":2,"sector":"robotics","id":412,"ownership":"nonprofit","canon":412,"sources":[{"title":"Sociedade Brasileira de Automática – site oficial","url":"https://www.sba.org.br","verified":true},{"title":"CBA 2026 - XXVI Congresso Brasileiro de Automática (SBA)","url":"https://sites.usp.br/cba2026/","verified":true}]},{"name":"ABINEE","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1963,"description":"A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica representa fabricantes de automação e equipamentos industriais, publica estatísticas do setor e faz lobby sobre tarifas e incentivos à Indústria 4.0 que moldam a adoção doméstica de robôs.","tags":["associação setorial","eletrônica","políticas públicas"],"url":"https://www.abinee.org.br","significance":2,"sector":"robotics","id":413,"ownership":"nonprofit","canon":413,"sources":[{"title":"ABINEE – site oficial","url":"https://www.abinee.org.br","verified":false},{"title":"Indústria instala 1,5 mil robôs por ano (Estadão/ABCD)","url":"https://abcdoabc.com.br/industria-instala-15-mil-robos-por-ano/","verified":true},{"title":"Brazil Country Commercial Guide: Highly Automated and Autonomous Systems (trade.gov)","url":"https://trade.gov/country-commercial-guides/brazil-highly-automated-and-autonomous-systems","verified":true}]},{"name":"ABII (Associação Brasileira de Internet Industrial)","type":"nonprofit","city":"Joinville","state":"SC","founded":2016,"description":"Associação setorial de IoT Industrial e Indústria 4.0 liderada pelo fundador da Pollux, José Rizzo, a voz mais citada sobre a baixa densidade de robôs no Brasil (~1.500 instalações/ano, ~10 robôs por 10.000 trabalhadores). Realiza os eventos da ABII nos quais foram anunciadas as iniciativas de robótica Petrobras-Senai.","tags":["associação setorial","indústria 4.0"],"url":"https://abii.com.br","significance":2,"sector":"robotics","id":414,"ownership":"nonprofit","canon":414,"sources":[{"title":"ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial (site oficial)","url":"https://abii.com.br","verified":false},{"title":"Indústria instala 1,5 mil robôs por ano (Estadão/ABCD)","url":"https://abcdoabc.com.br/industria-instala-15-mil-robos-por-ano/","verified":true},{"title":"Instituto Senai de Inovação de Joinville vai sediar centro de tecnologia robótica com a Petrobras","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=6942904","verified":true}]},{"name":"ABDrone","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2017,"description":"Associação brasileira da indústria de drones que publica o anuário anual de drones (133.000 drones registrados em março de 2026) e, em setembro de 2026, pediu ao Senado um Programa Nacional de Drones com redução de impostos sobre componentes e mais recursos para P&D.","tags":["associação setorial","drones","políticas públicas"],"url":"https://abdrone.com.br","significance":2,"sector":"robotics","id":415,"ownership":"nonprofit","canon":415,"sources":[{"title":"ABDrone – site oficial","url":"https://abdrone.com.br","verified":false},{"title":"ANAC registra 177 mil drones; Senado cobra incentivo (Sep 2026)","url":"https://pickdrones.com/pt/anac-177-mil-drones-brasil-2026/","verified":true},{"title":"Brasil já tem mais de 133 mil drones registrados (Olhar Digital, Mar 2026)","url":"https://olhardigital.com.br/2026/03/03/carros-e-tecnologia/brasil-ja-tem-mais-de-133-mil-drones-registrados-e-numero-deve-aumentar/","verified":true}]},{"name":"Regulação de drones ANAC / DECEA (RBAC 100)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2017,"description":"O RBAC-E 94 (2017) da ANAC criou as primeiras regras civis para drones no Brasil; seu sucessor, o RBAC 100, em vigor desde julho de 2026, tornou o registro obrigatório para quase toda a frota, elevando os registros a 177.000 em setembro de 2026. A ANAC criou uma unidade dedicada de fiscalização de drones e, em março de 2026, adotou um marco nacional baseado em SORA para operações BVLOS urbanas.","tags":["regulação","drones","bvlos"],"url":"https://www.gov.br/anac","significance":4,"sector":"robotics","id":416,"ownership":"program-policy","canon":416,"sources":[{"title":"ANAC – página oficial","url":"https://www.gov.br/anac","verified":false},{"title":"Drones – ANAC (página oficial sobre aeronaves não tripuladas)","url":"https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/drones","verified":false},{"title":"ANAC registra 177 mil drones; Senado cobra incentivo (Sep 2026)","url":"https://pickdrones.com/pt/anac-177-mil-drones-brasil-2026/","verified":true},{"title":"Speedbird gains Brazil approval for urban BVLOS flights (AIN, Mar 2026)","url":"https://backend.ainonline.com/aviation-news/futureflight/2026-03-19/speedbird-gains-brazil-approval-urban-bvlos-flights","verified":true}]},{"name":"BNDES / Finep Crédito Indústria 4.0","type":"policy","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2025,"description":"Linha de crédito de R$12 bilhões anunciada em 25 de agosto de 2025 no âmbito do plano Nova Indústria Brasil (R$10 bilhões do BNDES, R$2 bilhões da Finep para Norte, Nordeste e Centro-Oeste), financiando equipamentos de robótica, IA, IoT e sensoriamento a taxas limitadas a 8,5% ao ano. Complementa a chamada de R$3 bilhões do BNDES/Finep para atrair centros de P&D corporativos (2025) e os apoios da ABDI para provas de conceito em robótica.","tags":["financiamento","indústria 4.0","política industrial"],"url":"https://www.bndes.gov.br","significance":3,"sector":"robotics","id":417,"ownership":"program-policy","canon":326,"sources":[{"title":"BNDES – site oficial","url":"https://www.bndes.gov.br","verified":false},{"title":"Finep – site oficial","url":"https://www.finep.gov.br","verified":false},{"title":"Governo lança R$12 bi em crédito do BNDES e Finep para Indústria 4.0 (Aug 2025)","url":"https://startups.com.br/negocios/governo-lanca-r-12-bi-em-credito-do-bndes-e-finep-para-industria-4-0/","verified":true},{"title":"Convergência Digital: BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","verified":true}]},{"name":"Walk Again Project / Miguel Nicolelis","type":"person","city":"Natal","state":"RN","founded":2013,"description":"O neurocientista Miguel Nicolelis liderou o Walk Again Project, consórcio internacional cujo exoesqueleto controlado pelo cérebro permitiu que um paraplégico desse o chute cerimonial de abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014 em São Paulo, e cujos estudos posteriores relataram recuperação neurológica parcial em pacientes paraplégicos. Seu Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, em Macaíba (RN), ancora a pesquisa brasileira em interfaces cérebro-máquina.","tags":["exoesqueleto","interface cérebro-máquina","neurociência"],"url":"https://www.nicolelislab.net","significance":3,"sector":"robotics","id":418,"ownership":"person","canon":418,"sources":[{"title":"Instituto Santos Dumont – site oficial","url":"https://www.institutosantosdumont.org.br","verified":true},{"title":"Miguel Nicolelis – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Nicolelis","verified":true},{"title":"Walk Again Project – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Walk_Again_Project","verified":true},{"title":"Nicolelis: movido a pensamento (Agência FAPESP)","url":"https://agencia.fapesp.br/movido-a-pensamento/8557","verified":true}]},{"name":"Programa de telecirurgia Unimed / Hospital Nove de Julho","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2025,"description":"Em outubro de 2025, o Brasil realizou dois marcos inéditos em telecirurgia robótica: a equipe da Unimed operou um modelo a 3.200 km de distância (de João Pessoa a Curitiba) por internet compartilhada de baixo custo com latência de 45 ms em um Edge Medical MP1000, e o urologista Rafael Coelho, do Hospital Nove de Julho, realizou a primeira telecirurgia não experimental da América Latina em um paciente com câncer de próstata em Porto Alegre, usando um robô Toumai com latência inferior a 30 ms. O SUS aprovou a prostatectomia robótica em agosto de 2025.","tags":["robótica cirúrgica","telecirurgia","saúde"],"url":"https://www.h9j.com.br","significance":3,"sector":"robotics","id":419,"ownership":"private","canon":419,"sources":[{"title":"Hospital Nove de Julho – site oficial","url":"https://www.h9j.com.br","verified":true},{"title":"Inédito no mundo: Brasil realiza telecirurgia robótica com internet de baixo custo (Olhar Digital, Oct 2025)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/10/22/medicina-e-saude/inedito-no-mundo-brasil-realiza-telecirurgia-robotica-com-internet-de-baixo-custo/","verified":true},{"title":"Telecirurgia robótica: o primeiro passo (Futuro da Saúde)","url":"https://futurodasaude.com.br/telecirurgia-robotica-acesso-artigo/","verified":true}]},{"name":"Robótica da PUC-Rio (parceria com a Petrobras)","type":"university-lab","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Os laboratórios de engenharia da PUC-Rio desenvolveram em conjunto com a Petrobras o robô autônomo de inspeção de risers AURI, testado na plataforma P-43, na Bacia de Campos, em 2022, projetado para evitar mais de 1.300 horas de mergulho e limpar risers 10 vezes mais rápido. A universidade é parceira de longa data da Petrobras em robótica submarina e de inspeção.","tags":["submarino","inspeção","óleo e gás"],"url":"https://www.puc-rio.br","significance":2,"sector":"robotics","id":420,"ownership":"nonprofit","canon":420,"sources":[{"title":"PUC-Rio – site oficial","url":"https://www.puc-rio.br","verified":false},{"title":"Petrobras desenvolve robô inédito para inspeções submarinas (AURI)","url":"https://dplnews.com/brasil-petrobras-desenvolve-robo-inedito-para-inspecoes-submarinas/","verified":true},{"title":"CENPES – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Pesquisas_Leopoldo_Am%C3%A9rico_Miguez_de_Mello","verified":true}]},{"name":"Oceaneering Brazil","type":"company","city":"Macaé","state":"RJ","founded":null,"description":"Contratada norte-americana de robótica submarina que, em agosto de 2025, conquistou cerca de US$180 milhões em contratos da Petrobras para serviços de ROVs de classe de trabalho e apoio de embarcações no offshore brasileiro, ilustrando como as operações do pré-sal continuam sendo o maior mercado do país para robôs submarinos, atendido majoritariamente por operadores estrangeiros.","tags":["submarino","rov","óleo e gás"],"url":"https://www.oceaneering.com","significance":2,"sector":"robotics","id":421,"ownership":"foreign-multinational","canon":421,"sources":[{"title":"Oceaneering – site oficial","url":"https://www.oceaneering.com","verified":false},{"title":"Oceaneering International – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Oceaneering_International","verified":true},{"title":"Petrobras awards $180 million in subsea robotics contracts to Oceaneering (World Oil)","url":"https://worldoil.com/news/2025/8/28/petrobras-awards-180-million-in-subsea-robotics-contracts-to-oceaneering/","verified":true}]},{"name":"Autonomia Sotreq / Caterpillar (Brasil)","type":"company","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1941,"description":"Revendedora brasileira da Caterpillar e parceira de implementação do transporte autônomo Cat MineStar Command da Vale, que começou em Brucutu em 2018 e expandirá Carajás para ~90 caminhões (incluindo modelos de 400 toneladas) até 2028, com 2.000 trabalhadores sendo requalificados.","tags":["mineração","transporte autônomo","revendedora"],"url":"https://www.sotreq.com.br","significance":2,"sector":"robotics","id":422,"ownership":"private","canon":422,"sources":[{"title":"Sotreq – site oficial","url":"https://www.sotreq.com.br","verified":false},{"title":"Vale amplia frota de caminhões autônomos em Carajás (Agência Infra, Dec 2025)","url":"https://agenciainfra.com/blog/vale-amplia-frota-de-caminhoes-autonomos-em-carajas/","verified":true},{"title":"Mineração guiada por algoritmos: caminhões autônomos da Vale (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/12/mineracao-guiada-por-algoritmos-como-funcionam-os-caminhoes-autonomos-da-vale/","verified":true}]},{"name":"DroneShow Robotics / MundoGEO","type":"hub","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2015,"description":"Maior feira de drones e robótica da América Latina, realizada pela MundoGEO e pelo CEO Emerson Granemann em São Paulo, onde robôs humanoides foram exibidos ao público pela primeira vez em 2025; o principal ponto de encontro comercial da indústria brasileira de VANTs.","tags":["feira","drones","ecossistema"],"url":"https://droneshowla.com","significance":2,"sector":"robotics","id":423,"ownership":"private","canon":423,"sources":[{"title":"DroneShow Robotics – site oficial","url":"https://droneshowla.com","verified":true},{"title":"MundoGEO – portal oficial","url":"https://mundogeo.com","verified":true},{"title":"Edição de 2025 da DroneShow Robotics acontecerá de 3 a 5 de junho, em São Paulo (Revista Cultivar)","url":"https://www.revistacultivar.com.br/noticias/edicao-de-2025-da-droneshow-robotics-acontecera-de-3-a-5-de-junho-em-sao-paulo","verified":true}]},{"name":"Programa de drones da Marinha do Brasil / Corpo de Fuzileiros Navais","type":"government","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"A Marinha criou um esquadrão de aeronaves remotamente pilotadas e, em novembro de 2025, testou seu primeiro drone de ataque de desenvolvimento próprio, construído pelo Corpo de Fuzileiros Navais (1,64 m de envergadura, 25 min de autonomia, custo unitário de ~R$10.000), em Minas Gerais e na Ilha do Governador, marcando uma mudança para munições vagantes de baixo custo ao lado dos VANTs de reconhecimento da Santos Lab.","tags":["defesa","drones","marinha"],"url":"https://www.marinha.mil.br","significance":2,"sector":"robotics","id":424,"ownership":"public-institution","canon":424,"sources":[{"title":"Marinha do Brasil – site oficial","url":"https://www.marinha.mil.br","verified":false},{"title":"Marinha do Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Marinha_do_Brasil","verified":true},{"title":"Marinha testa primeiro drone de combate de fabricação nacional (Band, Nov 2025)","url":"https://www.band.com.br/noticias/jornal-da-band/ultimas/marinha-do-brasil-testa-primeiro-drone-de-combate-de-fabricacao-nacional-202511032052","verified":true}]},{"name":"CEITEC S.A.","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2008,"description":"Fabricante estatal federal de chips (Lei 11.759/2008) com a única fábrica CMOS de front-end da América Latina (600 nm, wafers de 150 mm, construída com equipamentos doados pela Motorola e tecnologia de processo da X-FAB). Conhecida pelo RFID 'chip do boi' e por chips de identificação veicular e de pedágio; recebeu ~R$790 milhões em recursos públicos, mas vendeu apenas ~R$64 milhões em chips até 2023. Teve a liquidação determinada em dezembro de 2020, foi revivida pelo Decreto 11.478 (abril de 2023), reiniciou as atividades em 14 de novembro de 2023 e agora está sendo reequipada com R$220 milhões (FNDCT) para dispositivos de potência em carbeto de silício, com memorandos de entendimento com a chinesa Sanan (2025) e a Global Power Technology (2026). Presidente: Augusto Gadelha.","tags":["fábrica","estatal","sic","rfid","retomada"],"url":"https://www.ceitec-sa.com","significance":5,"sector":"semiconductors","id":425,"ownership":"federal-soe","canon":425,"intl":{"international":"A CEITEC é um caso raro de fábrica estatal de semicondutores em país em desenvolvimento: enquanto Taiwan (TSMC, nascida com apoio público), Coreia e China (SMIC) construíram campeões a partir de capital estatal e escala, a planta de Porto Alegre ficou em um nó de 600 nm e vendeu pouco, o que levou à liquidação em 2020 e à reversão em 2023. Sua guinada para carbeto de silício a coloca em um segmento disputado por Wolfspeed, STMicroelectronics, Infineon e pelas chinesas Sanan e Global Power Technology, justamente as duas com que assinou memorandos em 2025 e 2026. A opção por parceiros chineses, em um setor sob controles de exportação norte-americanos, é a principal dependência e o principal risco geopolítico.","future":"Com R$ 220 milhões do FNDCT, novos equipamentos chegaram entre junho e julho de 2026 e estão em comissionamento; a questão até 2030 é se a linha de SiC produzirá dispositivos de potência competitivos para veículos elétricos, energia solar e redes, e se encontrará clientes além do 'chip do boi' e das etiquetas RFID. Observar: a conclusão da reequipagem, contratos com montadoras e fabricantes de inversores, o encaixe nos incentivos do Brasil Semicon (Decreto 13.065/2026) e a governança estatal após a eleição de 2026, já que um novo governo pode retomar a tese da liquidação. Risco: repetir o histórico de subsídio sem receita; oportunidade: ancorar uma cadeia de eletrônica de potência para a eletrificação brasileira.","sources":[{"title":"Jornal do Comércio: reativação da Ceitec avança com a chegada de novos equipamentos (julho de 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/07/1258045-reativacao-do-ceitec-avanca-com-a-chegada-de-novos-equipamentos.html"},{"title":"Teletime: Ceitec receberá R$ 220 milhões para produção de semicondutores","url":"https://teletime.com.br/06/12/2024/ceitec-recebera-r-220-milhoes-para-producao-de-semicondutores/"},{"title":"Jornal do Comércio: Ceitec quer acelerar entrada nas Américas com parceria chinesa","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2025/06/1207340-ceitec-quer-acelerar-entrada-nas-americas-com-parceria-chinesa.html"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"CEITEC S.A. (site oficial)","url":"https://www.ceitec-sa.com","verified":false},{"title":"Wikipédia – CEITEC","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CEITEC","verified":true},{"title":"Planalto – Lei nº 11.759/2008 (autoriza a criação da CEITEC S.A.)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11759.htm","verified":true},{"title":"Poder360 – Governo Lula quer reativar estatal conhecida por só dar prejuízo (dez. 2023)","url":"https://www.poder360.com.br/tecnologia/governo-lula-quer-reativar-estatal-conhecida-por-so-dar-prejuizo/","verified":true}]},{"name":"Unitec Semicondutores (ex-Six Semicondutores)","type":"company","city":"Ribeirao das Neves","state":"MG","founded":2012,"description":"A mais ambiciosa tentativa de fábrica de chips do Brasil: concebida em 2005 pelo ex-presidente da VW Brasil Wolfgang Sauer, lançada em 2012 pela EBX de Eike Batista com BNDES (33%) e IBM (18,8%, fornecendo CMOS de 90/130 nm). Previa 130.000 wafers/ano e R$1,2 bilhão de investimento; após o colapso de Batista em 2014, a argentina Corporacion America assumiu e a renomeou Unitec. Operou apenas como design house, perdeu a IBM em 2019, quebrou com ~R$600 milhões em dívidas e entrou em recuperação judicial; o BNDES processou para recuperar R$173 milhões.","tags":["fábrica","fracassada","ibm","bndes","história"],"url":null,"significance":4,"sector":"semiconductors","id":426,"ownership":"private","canon":426,"sources":[{"title":"InfoMoney/Estadão – O que aconteceu com a fábrica de chips nacional (Unitec, out. 2022)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1947369","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP – O sonho do chip (abr. 2018)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-sonho-do-chip/","verified":true},{"title":"IEEE Spectrum – Brazil Starts a Chip Industry (2011)","url":"https://spectrum.ieee.org/brazil-starts-a-chip-industry","verified":true},{"title":"Teletime – Uma breve história dos semicondutores no Brasil","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Smart Modular Technologies do Brasil","type":"company","city":"Atibaia","state":"SP","founded":1997,"description":"Subsidiária da norte-americana SMART Global (Newark, CA) e maior OSAT do Brasil: a planta de Atibaia (R$1,5 bilhão investidos, mais de 550 funcionários) corta, empilha (até 11 dies), encapsula e testa memórias DRAM, LPDDR, eMMC e eMCP, encapsulando mais de 150 milhões de CIs por ano sob o PADIS. Abriu uma unidade de R$150 milhões em Manaus em 2022 para módulos DRAM, SSDs e módulos IoT, e mantém uma linha conjunta de P&D em encapsulamento avançado com o Instituto Eldorado. Liderada por Rogerio Nunes, presidente de longa data da ABISEMI.","tags":["osat","memória","padis","encapsulamento"],"url":"https://www.smartm.com","significance":5,"sector":"semiconductors","id":427,"ownership":"foreign-multinational","canon":427,"intl":{"international":"A Smart Modular do Brasil é um OSAT (montagem e teste) de memórias comparável, em escala muito menor, a ASE, Amkor e JCET, e existe por causa do PADIS e da Lei de Informática, que tornam viável encapsular DRAM e eMMC no país em vez de importar módulos prontos. É subsidiária da Penguin Solutions (antiga SMART Global, Califórnia), que mantém a marca SMART Modular em memórias para HPC e IA. Depende integralmente de wafers de Samsung, Micron e SK hynix, e sua linha conjunta de encapsulamento avançado com o Instituto Eldorado é um dos poucos esforços brasileiros em 2.5D/3D. O presidente Rogerio Nunes, à frente da ABISEMI, é a principal voz do setor junto ao governo.","future":"O Brasil Semicon (Lei 14.968/2024, Decreto 13.065/2026) prorrogou o PADIS até 2029 e desloca os incentivos para termos por empresa e orientados à exportação, exigindo ao menos 5% da receita em P&D; a Smart precisa decidir se investe em encapsulamento avançado (HBM, chiplets) ou permanece em memórias convencionais para o mercado interno. Observar: a demanda de servidores de IA e data centers no Brasil (Redata), a competição de importados sob eventuais cortes de tarifa, a unidade de Manaus e a renovação dos incentivos após 2029. Riscos: mudança de política em novo governo e concentração de clientes; oportunidade: ser o nó brasileiro de uma cadeia regional de memórias e módulos para IA.","sources":[{"title":"Baguete: Smart produz memórias para computador no país","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/smart-produz-memorias-para-computador-no-pais"},{"title":"Câmara dos Deputados: apresentação de Rogerio Nunes (Smart/ABISEMI) no seminário Lei de Informática","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/2018/seminario-lei-de-informatica-no-brasil/painel-i/9-rogerio-nunes"},{"title":"Penguin Solutions: Q1 Fiscal 2026 results","url":"https://www.itiger.com/hans/news/2601487278"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"SMART Modular Technologies (site oficial)","url":"https://www.smartm.com","verified":true},{"title":"Wikipedia – Penguin Solutions (ex-SMART Global Holdings)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Penguin_Solutions","verified":true},{"title":"Convergência Digital – Smart investe R$ 150 milhões em Manaus e descarta deixar São Paulo (mar. 2022)","url":"https://convergenciadigital.com.br/mercado/smart-investe-r-150-milhes-em-manaus-e-descarta-deixar-so-paulo","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Resultados da Lei da Informática: setor de semicondutores (Rogerio Nunes, SMART Modular, 2018)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/2018/seminario-lei-de-informatica-no-brasil/painel-i/9-rogerio-nunes","verified":true}]},{"name":"HT Micron Semicondutores","type":"company","city":"São Leopoldo","state":"RS","founded":2009,"description":"Joint venture Brasil-Coreia da Hana Micron e da Parit Participacoes, sediada no parque Tecnosinos da Unisinos com apoio do BNDES/Finep; sua planta de back-end de 10.000 m2 foi inaugurada em 2014 para encapsular e testar memórias eMMC/eMCP e módulos SiP (por exemplo, um transceptor RF Sigfox). O BNDES aprovou R$99 milhões em 2023 para uma linha uMCP e R$84,9 milhões (Mais Inovacao) em 2025-2026 para memória LPDDR5X. Seu centro de design fica no ITT Chip da Unisinos.","tags":["osat","memória","coreia","bndes"],"url":"https://www.htmicron.com.br","significance":4,"sector":"semiconductors","id":428,"ownership":"private","canon":428,"sources":[{"title":"HT Micron Semicondutores (site oficial)","url":"https://www.htmicron.com.br","verified":true},{"title":"Notícias Agrícolas – BNDES aprova financiamento para fabricante de chips do RS (mar. 2023)","url":"https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/344801-bndes-aprova-financiamento-para-fabricante-de-chips-do-rs.html","verified":true},{"title":"Times Brasil – HT Micron capta R$ 84 milhões para inovação e expansão tecnológica no RS (2026)","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/ht-micron-capta-r-84-milhoes-para-inovacao-e-expansao-tecnologica-no-rio-grande-do-sul/","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP – Cooperação estratégica (fábrica de encapsulamento da HT Micron em São Leopoldo, set. 2014)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/cooperacao-estrategica/","verified":true}]},{"name":"Chipus Microeletronica","type":"company","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2009,"description":"A design house fabless privada mais conhecida do Brasil, fundada por Murilo Pessatti e incubada no MIDI Tecnologico; 100% de capital brasileiro, com financiamento de investidores-anjo, CNPq/CI-Brasil, FAPESC, Finep e BNDES Criatec 2. Projeta ASICs de baixo consumo com forte componente analógico e licencia um portfólio de mais de 200 blocos de IP para clientes na Ásia, Europa e EUA. Em junho de 2025, anunciou um centro de design de CIs de R$250 milhões em Porto Alegre, e é ativa na comunidade brasileira de RISC-V.","tags":["design house","analógico","ip","risc-v","fabless"],"url":"https://www.chipus-ip.com","significance":4,"sector":"semiconductors","id":429,"ownership":"private","canon":429,"sources":[{"title":"Chipus Microeletrônica (site oficial)","url":"https://www.chipus-ip.com","verified":false},{"title":"TI Inside – Catarinense Chipus cresce no disputado mercado de semicondutores (2017)","url":"https://tiinside.com.br/18/08/2017/catarinense-chipus-cresce-no-disputador-mercado-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"Teletime – Rio Grande do Sul vai ganhar quatro fábricas de chips até 2029 (out. 2025)","url":"https://teletime.com.br/20/10/2025/rio-grande-do-sul-vai-ganhar-quatro-fabricas-de-chips-ate-2029/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Empresa catarinense de semicondutores vai implementar centro de P&D no RS (jun. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/especiais/anuario-de-investimentos/2025/06/1207669-empresa-catarinense-de-semicondutores-vai-implementar-centro-de-p-d-no-rs.html","verified":true}]},{"name":"Instituto de Pesquisas Eldorado","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1997,"description":"Instituto de P&D sem fins lucrativos criado sob a Lei de Informática, um dos maiores do Brasil; seu grupo de microeletrônica (~50-60 projetistas) codesenvolve demoduladores, CIs médicos e chips RFID e conduziu o treinamento do CI-Brasil que formou centenas de projetistas. Opera o Laboratorio de Encapsulamento Heterogeneo Avancado (~500 m2 de sala limpa ISO 100-10.000) para encapsulamento 2.5D/3D, SiP e fotônico, construído com a Smart Modular. Sedia o evento anual RISC-V Brasil (2024, 2025) e é uma unidade EMBRAPII.","tags":["design house","encapsulamento","risc-v","embrapii","capacitação"],"url":"https://www.eldorado.org.br","significance":5,"sector":"semiconductors","id":430,"ownership":"nonprofit","canon":430,"intl":{"international":"O Eldorado segue o modelo de institutos aplicados como Fraunhofer (Alemanha), imec (Bélgica), ITRI (Taiwan) e CEA-Leti (França), financiado em grande parte por obrigações de P&D da Lei de Informática de multinacionais como Motorola e Samsung. Em 2024 firmou com o Barcelona Supercomputing Center uma colaboração em RISC-V para HPC e IA, inserindo o Brasil na arquitetura aberta promovida pela RISC-V International como alternativa à dependência de Arm e x86. O Laboratório de Encapsulamento Heterogêneo Avançado, construído com a Smart Modular, é a única sala limpa brasileira dedicada a 2.5D/3D e fotônica, e o instituto é unidade EMBRAPII e anfitrião do RISC-V Brasil.","future":"Até 2030 o Eldorado pode se tornar o 'imec brasileiro' se o Brasil Semicon direcionar incentivos a design e encapsulamento avançado, áreas em que o país tem alguma base; o risco é a Lei de Informática, que expira em 2029, perder força e secar o financiamento das multinacionais. Observar: projetos de chips RISC-V para o PBIA e para defesa, a demanda por encapsulamento de módulos de IA, a formação de projetistas (herança do CI-Brasil) e a cooperação com o BSC e com a União Europeia. Oportunidade: posicionar-se como integrador entre universidades (Unicamp, USP), Ceitec e indústria; risco: dispersão em muitos projetos pequenos sem produto âncora.","sources":[{"title":"RISC-V International: BSC and Brazil's Instituto Eldorado collaborate on RISC-V for HPC and AI","url":"https://riscv.org/news/2024/04/bsc-and-brazils-instituto-eldorado-collaborate-to-advance-risc-v-development-for-hpc-and-ai"},{"title":"BSC: Brazil and Europe sign innovative project with RISC-V technology for HPC","url":"https://bsc.es/node/63270"},{"title":"Design & Reuse: BSC-Instituto Eldorado RISC-V HPC","url":"https://design-reuse.com/news/56068/bsc-instituto-eldorado-risc-v-hpc.html"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Instituto de Pesquisas Eldorado (site oficial)","url":"https://www.eldorado.org.br","verified":true},{"title":"Instituto Eldorado – Microeletrônica e encapsulamento","url":"https://www.eldorado.org.br/?p=117","verified":true},{"title":"RISC-V Brasil 2025 – evento sediado pelo Instituto Eldorado e Unicamp (Sympla)","url":"https://www.sympla.com.br/evento/risc-v-brasil-2025-hosted-by-eldorado-research-institute-and-co-hosted-by-unicamp/2929890","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Centros de Competência (apresentação Abinee, mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true}]},{"name":"CTI Renato Archer","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1982,"description":"Unidade de pesquisa do MCTI (antigo CenPRA) e âncora do programa CI-Brasil; abriga uma design house (~30 projetistas), um laboratório de encapsulamento e confiabilidade de CIs, instalações de MEMS e eletrônica impressa, e o centro de treinamento CT-2. Historicamente focado em chips RFID e para o agronegócio com a Embrapa e em qualificação/análise de falhas para a indústria.","tags":["laboratório governamental","design house","encapsulamento","mems"],"url":"https://www.gov.br/cti","significance":4,"sector":"semiconductors","id":431,"ownership":"public-institution","canon":431,"sources":[{"title":"CTI Renato Archer (site oficial)","url":"https://www.gov.br/cti/pt-br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Tecnologia_da_Informação_Renato_Archer","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"CTI Renato Archer – Newsletter maio 2026","url":"https://www.gov.br/cti/pt-br/publicacoes/newsletter/newsletter-maio-2026.pdf","verified":true}]},{"name":"LSI-TEC","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1998,"description":"Associação tecnológica sem fins lucrativos originada do Laboratorio de Sistemas Integraveis (LSI) da USP e uma das design houses originais do CI-Brasil (~40 projetistas). Projeta CIs digitais e de sinal misto, SoCs e núcleos de IP para os setores automotivo, de energia e de TV digital, e sediou o centro de treinamento de projetistas CT-3 em São Paulo.","tags":["design house","usp","sem fins lucrativos","capacitação"],"url":"https://www.lsitec.org.br","significance":3,"sector":"semiconductors","id":432,"ownership":"nonprofit","canon":432,"sources":[{"title":"LSI-TEC – Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (site oficial)","url":"https://www.lsitec.org.br","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Programa CI-Brasil: ferramenta para o desenvolvimento da área de semicondutores (Nilton Morimoto, LSI/USP, 2021)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2021/04-10-2021-ap-o-brasil-e-a-crise-global-de-semicondutores/nilton-morimoto-lsi-usp","verified":true}]},{"name":"Idea! Electronic Systems","type":"company","city":"Campinas","state":"SP","founded":2001,"description":"Design house fabless privada (~12 projetistas) que surgiu do ecossistema de Campinas; especializada em projeto de CIs analógicos/de sinal misto e RF, IP e serviços de ASIC, e uma das poucas design houses com fins lucrativos da era CI-Brasil ainda em operação.","tags":["design house","analógico","rf","fabless"],"url":"https://www.idea-ip.com","significance":2,"sector":"semiconductors","id":433,"ownership":"private","canon":433,"sources":[{"title":"Idea! Electronic Systems (site oficial)","url":"https://www.idea-ip.com","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Brazilian Semiconductor Scenario and Opportunities (slide deck, design-house census)","url":"https://www.slideshare.net/slideshow/brazilian-semiconductor-scenario-and-opportuni3es/62897897","verified":true}]},{"name":"CPqD","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1976,"description":"Centro de P&D em telecomunicações originado da Telebras; seus grupos de microeletrônica e fotônica (~30 projetistas) projetam CIs para comunicações ópticas e 5G/Open RAN, abriga um centro de competência EMBRAPII e gerou a spin-off BrPhotonics para circuitos integrados fotônicos.","tags":["design house","fotônica","telecom","embrapii"],"url":"https://www.cpqd.com.br","significance":3,"sector":"semiconductors","id":434,"ownership":"nonprofit","canon":243,"sources":[{"title":"CPqD (site oficial)","url":"https://www.cpqd.com.br","verified":false},{"title":"Wikipédia – CPqD","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CPqD","verified":true},{"title":"Teletime – Joint-venture do CPqD é inaugurada em Campinas (BrPhotonics, ago. 2015)","url":"https://teletime.com.br/21/08/2015/joint-venture-do-cpqd-e-inaugurada-em-campinas/","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Centros de Competência (apresentação Abinee, mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true}]},{"name":"BrPhotonics","type":"company","city":"Campinas","state":"SP","founded":2014,"description":"Empresa de circuitos integrados fotônicos criada pelo CPqD com a norte-americana GigOptix (depois GigPeak/IDT) para projetar e montar moduladores de fotônica de silício e de polímero para transceptores ópticos de 100G+; o principal ator brasileiro em chips fotônicos e uma referência para o roteiro de encapsulamento fotônico do Eldorado.","tags":["fotônica","pic","óptica","startup"],"url":"https://www.brphotonics.com","significance":2,"sector":"semiconductors","id":435,"ownership":"private","canon":435,"sources":[{"title":"BrPhotonics (site oficial)","url":"https://www.brphotonics.com","verified":false},{"title":"Pesquisa FAPESP – Mercado global é a meta (BrPhotonics, dez. 2015)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/mercado-global-e-a-meta/","verified":true},{"title":"Teletime – Joint-venture do CPqD é inaugurada em Campinas (ago. 2015)","url":"https://teletime.com.br/21/08/2015/joint-venture-do-cpqd-e-inaugurada-em-campinas/","verified":true}]},{"name":"Von Braun Labs","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1997,"description":"Centro de Pesquisas Avancadas Wernher von Braun, instituto privado sem fins lucrativos com um grupo de projeto de CIs (~20 projetistas) focado em RFID, IoT e SoCs de baixo consumo; desenvolveu o programa de capacitação em projeto de CIs ChampionChip, agora exportado para a Malásia (300 engenheiros) como parte da missão de semicondutores ao Sudeste Asiático de 2026.","tags":["design house","rfid","capacitação","sem fins lucrativos"],"url":"https://www.vonbraunlabs.com","significance":3,"sector":"semiconductors","id":436,"ownership":"nonprofit","canon":436,"sources":[{"title":"Von Braun Labs (site oficial)","url":"https://www.vonbraunlabs.com","verified":false},{"title":"IDTechEx – Wernher von Braun Center for Advanced Research (perfil)","url":"https://www.idtechex.com/ja/timeline/wernher-von-braun-center-for-advanced-research/c49932","verified":true},{"title":"RFID Journal – Brazil's Von Braun Labs Brings New Secure UHF Chip, Solutions to U.S.","url":"https://www.rfidjournal.com/news/brazils-von-braun-labs-brings-new-secure-uhf-chip-solutions-to-u-s/73034/","verified":true},{"title":"Digital News Asia – Malaysia Semiconductor IC Design Park strengthens collaboration with Brazil (ChipInventor/Von Braun Labs, 2026)","url":"https://www.digitalnewsasia.com/business/malaysia-semiconductor-ic-design-park-strengthens-global-semiconductor-collaboration-brazil","verified":true}]},{"name":"SiliconReef","type":"startup","city":"Recife","state":"PE","founded":2008,"description":"Startup de projeto de CIs fundada por Marilia Lima e Tiago Lins e incubada no C.E.S.A.R, no Porto Digital; começou com um 'chip verde' para colheita de energia fotovoltaica em dispositivos portáteis e tornou-se a design house de referência do Nordeste (~10 projetistas), trabalhando em ASICs de gerenciamento de energia e interface de sensores.","tags":["design house","startup","gerenciamento de energia","porto digital"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":437,"ownership":"private","canon":437,"sources":[{"title":"Mind the Bridge – SiliconReef (perfil da empresa)","url":"https://mindthebridge.com/alumni/siliconreef/","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Brazilian Semiconductor Scenario and Opportunities (slide deck, design-house census)","url":"https://www.slideshare.net/slideshow/brazilian-semiconductor-scenario-and-opportuni3es/62897897","verified":true},{"title":"Porto Digital (site oficial)","url":"https://www.portodigital.org","verified":true}]},{"name":"DFChip","type":"startup","city":"Brasília","state":"DF","founded":2010,"description":"Design house em Brasília (~10 projetistas) que emergiu do ecossistema de microeletrônica da UnB e do programa CI-Brasil, projetando ASICs digitais/de sinal misto e IP para aplicações de IoT, segurança e governo.","tags":["design house","unb","startup"],"url":null,"significance":1,"sector":"semiconductors","id":438,"ownership":"private","canon":438,"sources":[{"title":"DFChip (site oficial)","url":"https://www.dfchip.com.br","verified":false},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Brazilian Semiconductor Scenario and Opportunities (slide deck, design-house census)","url":"https://www.slideshare.net/slideshow/brazilian-semiconductor-scenario-and-opportuni3es/62897897","verified":true},{"title":"Innovation & Management Review – Open innovation in the semiconductor industry: analysis of Brazilian design houses (2020)","url":"https://www.redalyc.org/journal/5375/537563771002/html","verified":true}]},{"name":"Design House Inatel (Santa Rita do Sapucai)","type":"research-institute","city":"Santa Rita do Sapucaí","state":"MG","founded":2005,"description":"Grupo de projeto de CIs do Inatel no 'Vale da Eletronica' brasileiro, criado sob o CI-Brasil para atender as mais de 150 empresas de eletrônica da região com projeto de chips RF, de telecom e de sinal misto; parte do panorama de 22 design houses mapeado pela SBMicro/CI-Brasil.","tags":["design house","telecom","mg","ci-brasil"],"url":"https://www.inatel.br","significance":2,"sector":"semiconductors","id":439,"ownership":"nonprofit","canon":439,"sources":[{"title":"Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações (site oficial)","url":"https://www.inatel.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Instituto Nacional de Telecomunicações","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Telecomunicações","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Centros de Competência (apresentação Abinee, mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true}]},{"name":"DHBH / Design House Belo Horizonte (UFMG)","type":"university-lab","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2006,"description":"Design house criada sob o CI-Brasil em torno dos grupos de microeletrônica da UFMG (GICS/OptMA) para projetar CIs analógicos, RF e resistentes à radiação; parte do polo de Minas Gerais que também abrigou o projeto da fundição Unitec e a fotovoltaica orgânica da SUNEW.","tags":["design house","ufmg","universidade"],"url":null,"significance":1,"sector":"semiconductors","id":440,"ownership":"public-institution","canon":440,"sources":[{"title":"Wikipédia – Universidade Federal de Minas Gerais","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Minas_Gerais","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Brazilian Semiconductor Scenario and Opportunities (slide deck, design-house census)","url":"https://www.slideshare.net/slideshow/brazilian-semiconductor-scenario-and-opportuni3es/62897897","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Programa CI-Brasil: ferramenta para o desenvolvimento da área de semicondutores (Nilton Morimoto, LSI/USP, 2021)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2021/04-10-2021-ap-o-brasil-e-a-crise-global-de-semicondutores/nilton-morimoto-lsi-usp","verified":true}]},{"name":"NSCAD Microeletronica","type":"nonprofit","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2007,"description":"Design house criada sob o CI-Brasil em Porto Alegre, vinculada ao ecossistema UFRGS/PUCRS e ao primeiro centro de design da CEITEC, oferecendo suporte a ferramentas CAD e serviços de projeto de CIs digitais/de sinal misto para empresas regionais.","tags":["design house","porto alegre","ci-brasil"],"url":null,"significance":1,"sector":"semiconductors","id":441,"ownership":"nonprofit","canon":441,"sources":[{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Brazilian Semiconductor Scenario and Opportunities (slide deck, design-house census)","url":"https://www.slideshare.net/slideshow/brazilian-semiconductor-scenario-and-opportuni3es/62897897","verified":true},{"title":"MCTI – Programa Nacional de Microeletrônica / CI-Brasil (documento PNM-Design)","url":"https://k5wjimuivujmf4qkjnhqx0.mctic.gov.br/upd_blob/0008/8078.pdf","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Programa CI-Brasil: ferramenta para o desenvolvimento da área de semicondutores (Nilton Morimoto, LSI/USP, 2021)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2021/04-10-2021-ap-o-brasil-e-a-crise-global-de-semicondutores/nilton-morimoto-lsi-usp","verified":true}]},{"name":"CETENE","type":"government","city":"Recife","state":"PE","founded":2005,"description":"Centro de Tecnologias Estrategicas do Nordeste, unidade do MCTI com um grupo de projeto de CIs (~20 projetistas), laboratórios de micro/nanofabricação e encapsulamento que atendem o Nordeste; âncora do polo de microeletrônica do Recife ao lado da UFPE e do Porto Digital.","tags":["laboratório governamental","recife","design house"],"url":"https://www.gov.br/cetene","significance":2,"sector":"semiconductors","id":442,"ownership":"public-institution","canon":442,"sources":[{"title":"CETENE – Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (site oficial)","url":"https://www.gov.br/cetene/pt-br","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Agência FAPESP – Microeletrônica ganha impulso (lançamento do CI-Brasil, 2005)","url":"https://agencia.fapesp.br/microeletronica-ganha-impulso/3890","verified":true}]},{"name":"EnSilica Brasil","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2019,"description":"Braço brasileiro da empresa britânica de ASICs fabless EnSilica: primeiro centro de design no Tecnopuc (Porto Alegre), segundo inaugurado em Campinas em 2025 após um contrato multimilionário em libras de projeto e fabricação de computação óptica. Projeta ASICs de sinal misto para os setores automotivo, industrial, de saúde e de comunicações e é uma beneficiária visível do programa Semicondutores RS.","tags":["centro de design","asic","reino unido","tecnopuc"],"url":"https://www.ensilica.com","significance":3,"sector":"semiconductors","id":443,"ownership":"foreign-multinational","canon":443,"sources":[{"title":"EnSilica (site oficial)","url":"https://www.ensilica.com","verified":true},{"title":"EnSilica – How EnSilica Supports Brazil's Growing Semiconductor Ecosystem (Jan 2026)","url":"https://www.ensilica.com/news-and-insight/how-ensilica-supports-brazils-growing-semiconductor-ecosystem/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Capacidade de formar talentos coloca a região na vitrine para o ciclo inovador do RS (nov. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/mapa-economico/regiao-metropolitana/2025/11/1226819-capacidade-de-formar-talentos-coloca-a-regiao-na-vitrine-para-o-ciclo-inovador-do-rs.html","verified":true}]},{"name":"Impinj Brasil","type":"bigtech","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2015,"description":"Centro brasileiro de projeto de chips RFID/RAIN da norte-americana Impinj, localizado no Tecnopuc; um dos grupos internacionais de design que absorveram engenheiros do pipeline CEITEC/UFRGS e ancora o polo de Porto Alegre.","tags":["centro de design","rfid","multinacional"],"url":"https://www.impinj.com","significance":2,"sector":"semiconductors","id":444,"ownership":"foreign-multinational","canon":444,"sources":[{"title":"Impinj (site oficial)","url":"https://www.impinj.com","verified":false},{"title":"Wikipedia – Impinj","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Impinj","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Capacidade de formar talentos coloca a região na vitrine para o ciclo inovador do RS (nov. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/mapa-economico/regiao-metropolitana/2025/11/1226819-capacidade-de-formar-talentos-coloca-a-regiao-na-vitrine-para-o-ciclo-inovador-do-rs.html","verified":true},{"title":"EnSilica – How EnSilica Supports Brazil's Growing Semiconductor Ecosystem (Tecnopuc, Jan 2026)","url":"https://www.ensilica.com/news-and-insight/how-ensilica-supports-brazils-growing-semiconductor-ecosystem/","verified":true}]},{"name":"Fábrica QSiP Qualcomm / USI","type":"bigtech","city":"Jaguariúna","state":"SP","founded":2019,"description":"QSiP da Qualcomm (System-in-Package, ~400 componentes integrando processador, memória e conectividade) montado no Brasil pela taiwanesa USI (Grupo ASE) sob incentivos de PPB/ICMS; anunciado em fevereiro de 2018 (US$200 milhões em cinco anos, ~800 empregos) com a ASUS como cliente de lançamento (Zenfone Max Shot, 2019). O CEO global da Qualcomm, Cristiano Amon, é brasileiro formado na Unicamp.","tags":["sip","encapsulamento","multinacional","ppb"],"url":"https://www.qualcomm.com","significance":3,"sector":"semiconductors","id":445,"ownership":"foreign-multinational","canon":445,"sources":[{"title":"Qualcomm (site oficial)","url":"https://www.qualcomm.com","verified":false},{"title":"Wikipédia – Qualcomm","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Qualcomm","verified":true},{"title":"Qualcomm – Qualcomm, USI and ASUS collaborate to foster growth of mobile and semiconductor industry in Brazil (Mar 2019)","url":"https://www.qualcomm.com/news/releases/2019/03/13/qualcomm-usi-and-asus-collaborate-foster-growth-mobile-and-semiconductor","verified":true},{"title":"Teletime – Uma breve história dos semicondutores no Brasil","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Multilaser (linha de memória de Extrema)","type":"company","city":"Extrema","state":"MG","founded":2012,"description":"Grupo brasileiro de eletrônicos de consumo que montou uma linha de back-end credenciada no PADIS em Extrema (MG) para encapsular e testar memórias DRAM/flash para seus próprios tablets, celulares e produtos de armazenamento, um dos cinco grupos OSAT que o governo contabiliza no Brasil.","tags":["osat","memória","padis"],"url":"https://www.multilaser.com.br","significance":2,"sector":"semiconductors","id":446,"ownership":"private","canon":446,"sources":[{"title":"Multi (Multilaser) – site oficial","url":"https://www.multilaser.com.br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Multi (Multilaser)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Multilaser","verified":true},{"title":"MCTI – Relatório trienal resumido do Programa PADIS 2020-2022","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/padis/arquivos_padis/relatorio-trienal-resumido-do-programa-padis-2020-2022.pdf","verified":false},{"title":"Planalto – Lei nº 11.484/2007 (PADIS e PATVD)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm","verified":true}]},{"name":"Positivo Tecnologia","type":"company","city":"Curitiba","state":"PR","founded":1989,"description":"Maior fabricante brasileira de PCs; monta notebooks, celulares e servidores em Curitiba, Ilheus e Manaus sob a Lei de Informática e o PPB, e tem operado linhas de módulos de memória e SSDs que a tornam uma das principais compradoras domésticas de CIs encapsulados localmente; uma voz frequente (com a ABINEE) nos debates sobre o PADIS e a Lei de Informática.","tags":["oem","eletrônica","lei de informática"],"url":"https://www.positivotecnologia.com.br","significance":2,"sector":"semiconductors","id":447,"ownership":"private","canon":447,"sources":[{"title":"Positivo Tecnologia (site oficial)","url":"https://www.positivotecnologia.com.br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Positivo Tecnologia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Positivo_Tecnologia","verified":true},{"title":"Planalto – Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991 (Lei de Informática)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm","verified":true}]},{"name":"Foxconn Brasil","type":"bigtech","city":"Jundiai","state":"SP","founded":2005,"description":"Gigante taiwanesa de EMS que monta iPhones, PCs e servidores em Jundiai, Indaiatuba e Manaus sob o PPB; tema recorrente de especulações sobre encapsulamento de chips no Brasil (notadamente o anúncio de US$12 bilhões de 2011 que nunca se concretizou) e grande importadora de CIs.","tags":["ems","multinacional","ppb"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":448,"ownership":"foreign-multinational","canon":448,"sources":[{"title":"Foxconn (site oficial)","url":"https://www.foxconn.com","verified":false},{"title":"Wikipédia – Foxconn","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Foxconn","verified":true},{"title":"Poder360 – Foxconn, de Taiwan, prometeu à Dilma R$ 60 bi e nunca cumpriu (abr. 2023)","url":"https://www.poder360.com.br/governo/foxconn-de-taiwan-prometeu-r-60-bi-para-dilma-e-nunca-cumpriu/","verified":true},{"title":"Baguete – Foxconn investirá US$ 12 bi no BR (abr. 2011)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/foxconn-investira-us-12-bi-no-br","verified":true}]},{"name":"Semikron Brasil","type":"company","city":"Carapicuiba","state":"SP","founded":1970,"description":"Grupo alemão de eletrônica de potência (hoje Semikron Danfoss) que fabrica há décadas dispositivos discretos de potência e módulos IGBT em Carapicuiba, historicamente a única operação contínua de back-end de semicondutores de potência do Brasil.","tags":["potência","discretos","multinacional"],"url":"https://www.semikron-danfoss.com","significance":2,"sector":"semiconductors","id":449,"ownership":"foreign-multinational","canon":449,"sources":[{"title":"Semikron Danfoss (site oficial)","url":"https://www.semikron-danfoss.com","verified":true},{"title":"Wikipedia – Semikron","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Semikron","verified":true}]},{"name":"TERA Industria de Semicondutores","type":"company","city":"Manaus","state":"AM","founded":2020,"description":"Empresa de encapsulamento de memória sediada em Manaus (CEO Sung Un Song) que, em agosto de 2026, assinou um Acordo-Quadro de Parceria Estratégica com a chinesa BIWIN para transferência de tecnologia e fabricação local de produtos de memória para fabricantes brasileiros de smartphones e PCs sob o regime da Zona Franca.","tags":["osat","memória","manaus","biwin"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":450,"ownership":"private","canon":450,"sources":[{"title":"Olhar Digital – Brasil terá nova parceria para ampliar produção de chips de memória (BIWIN–TERA, ago. 2026)","url":"https://olhardigital.com.br/2026/08/05/pro/brasil-tera-nova-parceria-para-ampliar-producao-de-chips-de-memoria/","verified":true},{"title":"Teletime – Uma breve história dos semicondutores no Brasil","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Tellescom Semicondutores","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2022,"description":"Empresa brasileira liderada por Ronaldo Aloise Junior (que ajudou a estruturar a JV HT Micron/Hana Micron), negociando uma planta de encapsulamento e teste de US$170-200 milhões no Rio Grande do Sul com parceiros malaios para chips automotivos e de telecom não relacionados a memória; avançou durante a Missao Semicondutores Sudeste Asiatico liderada pelo MCTI (abril-maio de 2026).","tags":["osat","malásia","automotivo","rs"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":451,"ownership":"private","canon":451,"sources":[{"title":"Click Petróleo e Gás – Tellescom fecha parceria estratégica com grupos da Malásia para fábrica de encapsulamento no RS (jun. 2026)","url":"https://clickpetroleoegas.com.br/empresa-brasileira-avanca-em-semicondutores-e-fecha-parceria-estrategica-com-grupos-da-malasia-trazendo-ao-rio-grande-do-sul-uma-fabrica-de-encapsulamento-de-semicondutores-fortalecen-hl1402/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – RS e Malásia estreitam relação e ideia da fábrica de semicondutores avança (mai. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2025/05/1201261-rs-e-malasia-estreitam-relacao-e-ideia-da-fabrica-de-semicondutores-avanca.html","verified":true},{"title":"Teletime – Rio Grande do Sul vai ganhar quatro fábricas de chips até 2029 (out. 2025)","url":"https://teletime.com.br/20/10/2025/rio-grande-do-sul-vai-ganhar-quatro-fabricas-de-chips-ate-2029/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Empresa catarinense de semicondutores vai implementar centro de P&D no RS (jun. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/especiais/anuario-de-investimentos/2025/06/1207669-empresa-catarinense-de-semicondutores-vai-implementar-centro-de-p-d-no-rs.html","verified":true}]},{"name":"ABISEMI","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2014,"description":"Associacao Brasileira da Industria de Semicondutores, entidade setorial do segmento (entre os membros estão Smart, HT Micron, Qualcomm, Multilaser e design houses); presidida por muito tempo por Rogerio Nunes, fez lobby pela prorrogação do PADIS e pela lei Brasil Semicon de 2024 e reporta receita setorial de ~US$1,5 bilhão/ano.","tags":["associação","políticas públicas","lobby"],"url":"https://www.abisemi.org.br","significance":3,"sector":"semiconductors","id":452,"ownership":"nonprofit","canon":452,"sources":[{"title":"ABISEMI – Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (site oficial)","url":"https://www.abisemi.org.br","verified":false},{"title":"Agência Câmara – Sancionada lei que amplia incentivos para indústria de semicondutores (set. 2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"Teletime – Uma breve história dos semicondutores no Brasil","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Resultados da Lei da Informática: setor de semicondutores (Rogerio Nunes, SMART Modular, 2018)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/2018/seminario-lei-de-informatica-no-brasil/painel-i/9-rogerio-nunes","verified":true}]},{"name":"SBMicro - Sociedade Brasileira de Microeletronica","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1986,"description":"Sociedade científica que realiza o simpósio anual SBMicro (40ª edição em 2026) e coorganiza SBCCI, WCAS, INSCIT e SForum como a semana de conferências 'Chip in' (Chip in Sampa 2026 na USP, 24 a 28 de agosto, presidida por Joao Antonio Martino). Também hospeda o portal de design houses do CI-Brasil e integra o fórum de semicondutores do RS.","tags":["conferência","acadêmico","comunidade"],"url":"https://sbmicro.org.br","significance":3,"sector":"semiconductors","id":453,"ownership":"nonprofit","canon":453,"sources":[{"title":"SBMicro – Sociedade Brasileira de Microeletrônica (site oficial)","url":"https://sbmicro.org.br","verified":true},{"title":"Chip in Sampa 2026 / 40º SBMicro (USP)","url":"https://www.psi.poli.usp.br/chipinsampa/","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true}]},{"name":"Programa CI-Brasil","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2005,"description":"Programa do MCTI/CATI (aprovado em dezembro de 2002 como PNM-Design, lançado em junho de 2005) que financiou ~22 design houses, três centros regionais de treinamento (CT-1 UFRGS, CT-2 CTI/Unicamp, CT-3 USP) e a rede Brazil-IP; formou mais de 1.000 projetistas de CIs com bolsas do CNPq até o financiamento cessar em 2019. Sete empresas e dois centros de design de ICTs permaneciam ativos em 2023.","tags":["políticas públicas","capacitação","design houses","mcti"],"url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br","significance":4,"sector":"semiconductors","id":454,"ownership":"program-policy","canon":454,"sources":[{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"MCTI – Programa Nacional de Microeletrônica / CI-Brasil (documento PNM-Design)","url":"https://k5wjimuivujmf4qkjnhqx0.mctic.gov.br/upd_blob/0008/8078.pdf","verified":true},{"title":"Agência FAPESP – Microeletrônica ganha impulso (lançamento do CI-Brasil, 2005)","url":"https://agencia.fapesp.br/microeletronica-ganha-impulso/3890","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Programa CI-Brasil: ferramenta para o desenvolvimento da área de semicondutores (Nilton Morimoto, LSI/USP, 2021)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2021/04-10-2021-ap-o-brasil-e-a-crise-global-de-semicondutores/nilton-morimoto-lsi-usp","verified":true}]},{"name":"PADIS (Lei 11.484/2007)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2007,"description":"Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnologico da Industria de Semicondutores: zera PIS/COFINS/IPI (e, desde 2024, imposto de importação e AFRMM) para empresas credenciadas de chips, displays e, agora, design/serviços em troca de gastos em P&D. Prorrogado até 2026 e depois até 2029 pela Lei 14.968/2024; o credenciamento é feito pelo MCTI.","tags":["políticas públicas","tributação","incentivo"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/padis","significance":4,"sector":"semiconductors","id":455,"ownership":"program-policy","canon":455,"sources":[{"title":"MCTI – PADIS (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/padis","verified":false},{"title":"Planalto – Lei nº 11.484/2007 (PADIS e PATVD)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm","verified":true},{"title":"Convergência Digital – Programa Brasil Semicondutores sai do papel e expande o Padis para software e serviços","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/programa-brasil-semicondutores-sai-do-papel-e-expande-o-padis-para-software-e-servicos/","verified":true},{"title":"DPL News – Nova Ceitec e prorrogação do Padis buscam incentivar indústria de semicondutores no Brasil (abr. 2023)","url":"https://dplnews.com/?p=187975","verified":true}]},{"name":"Lei de Informatica (Lei 8.248/1991)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":1991,"description":"Lei pós-reserva de mercado que concede reduções de IPI a fabricantes de eletrônicos que investem uma parcela da receita em P&D, financiando institutos como Eldorado e CPqD; sua reforma de 2019 (Lei 13.969) converteu os benefícios em créditos financeiros após decisão da OMC, e a Lei 14.968/2024 a prorrogou até 2029.","tags":["políticas públicas","tributação","p&d"],"url":null,"significance":3,"sector":"semiconductors","id":456,"ownership":"program-policy","canon":456,"sources":[{"title":"Planalto – Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991 (Lei de Informática)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm","verified":true},{"title":"Planalto – Lei nº 13.969, de 26 de dezembro de 2019 (reforma da Lei de Informática)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13969.htm","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Resultados da Lei da Informática: setor de semicondutores (Rogerio Nunes, SMART Modular, 2018)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/2018/seminario-lei-de-informatica-no-brasil/painel-i/9-rogerio-nunes","verified":true},{"title":"Agência Câmara – Sancionada lei que amplia incentivos para indústria de semicondutores (prorrogação até 2029)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/","verified":true}]},{"name":"Lei 14.968/2024 - Brasil Semicon","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"A 'Lei dos Semicondutores', sancionada em 11 de setembro de 2024 a partir do PL 13/2020 (Capitao Alberto Neto / Andre Figueiredo): cria o Programa Brasil Semicondutores, prorroga o PADIS e a Lei de Informática até 2029, desloca os incentivos para termos por empresa e orientados à exportação, estende o PADIS a serviços e design e atribui papéis de financiamento ao BNDES/Finep. Estimada em ~R$7 bilhões/ano; Lula vetou uma prorrogação automática até 2073. Regulamentada pelo Decreto 13.065, de 15 de julho de 2026, com um Conselho Gestor presidido pelo MDIC.","tags":["políticas públicas","lei","incentivo","2024"],"url":"https://legis.senado.leg.br/norma/39600111/publicacao/39602279","significance":5,"sector":"semiconductors","id":457,"ownership":"program-policy","canon":457,"intl":{"international":"A Lei 14.968/2024 é a versão brasileira da onda de leis de chips: o CHIPS and Science Act dos EUA (US$ 52,7 bilhões), o EU Chips Act (43 bilhões de euros), a India Semiconductor Mission (US$ 10 bilhões) e os subsídios japoneses à Rapidus. A diferença é de instrumento e escala: em vez de subvenções diretas a fábricas de ponta, o Brasil renova incentivos fiscais (PADIS, Lei de Informática) estimados em R$ 7 bilhões/ano, exige ao menos 5% da receita em P&D e orienta os benefícios à exportação, com crédito financeiro de 2,62 vezes o gasto em P&D. O Decreto 13.065, de julho de 2026, criou o Conselho Gestor presidido pelo MDIC, com MCTI, Fazenda, BNDES e Finep.","future":"O prazo é curto: os principais incentivos vigoram até dezembro de 2029, depois que Lula vetou a prorrogação até 2073, e o Conselho Gestor terá de definir uma estratégia de atração de investimento estrangeiro até lá. O que está em jogo é se o Brasil consegue trazer encapsulamento avançado, memórias, SiC e design para o país ou se o programa apenas sustenta os incumbentes (Smart, HT Micron, Zilia, Ceitec). Observar: os primeiros termos por empresa, a coordenação com o Redata (data centers) e o PBIA, a reação dos EUA à presença chinesa (Ceitec/Sanan) e a decisão de um novo governo sobre renovar o regime. Risco: sunset sem substituto; oportunidade: foco em nichos onde o Brasil tem mercado interno.","sources":[{"title":"Planalto: Decreto nº 13.065, de 15 de julho de 2026","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/decreto/D13065.htm"},{"title":"Planalto: Lei nº 14.968, de 11 de setembro de 2024","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14968.htm"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Senado Federal – Lei nº 14.968, de 11 de setembro de 2024","url":"https://legis.senado.leg.br/norma/39600111/publicacao/39602279","verified":true},{"title":"Planalto – Lei nº 14.968, de 11 de setembro de 2024 (Programa Brasil Semicondutores)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm","verified":true},{"title":"Agência Câmara – Sancionada lei que amplia incentivos para indústria de semicondutores (set. 2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"Jornal Contábil – Sancionada lei que prevê R$ 21 bi em incentivos para produção de semicondutores","url":"https://jornalcontabil.com.br/noticia/sancionada-lei-que-preve-r-21-bi-em-incentivos-para-producao-de-semicondutores/","verified":true}]},{"name":"Nova Industria Brasil - Missao 4","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Política industrial lançada em janeiro de 2024; a Missão 4 (transformação digital, R$186,6 bilhões público+privado anunciados em setembro de 2024) estabelece metas para semicondutores, incluindo elevar a participação do Brasil na cadeia global de chips de ~1% para 2% até 2033, com chamadas Finep Mais Inovação (R$100 milhões não reembolsáveis para projeto de chips, front-end e encapsulamento) e linhas de crédito do BNDES.","tags":["políticas públicas","política industrial","2033"],"url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/nib","significance":4,"sector":"semiconductors","id":458,"ownership":"program-policy","canon":458,"sources":[{"title":"MDIC – Nova Indústria Brasil (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/nib","verified":false},{"title":"Wikipédia – Nova Indústria Brasil","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Indústria_Brasil","verified":true},{"title":"InfoMoney – Missão 4 da Nova Indústria Brasil: transformação digital (set. 2024)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2596994","verified":true},{"title":"Monitor Mercantil – Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026","url":"https://monitormercantil.com.br/nova-industria-brasil-tera-r-140-bi-ate-dezembro-de-2026/","verified":true}]},{"name":"MCTI - Ministerio da Ciencia, Tecnologia e Inovacao","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1985,"description":"Dono da CEITEC, credenciador do PADIS e gestor técnico do Brasil Semicon; sob a ministra Luciana Santos (2023-), reverteu a liquidação da CEITEC, comprometeu R$220 milhões para sua linha de SiC, aderiu à RISC-V International como membro Premier (2024), intermediou as parcerias com Sanan/GPT e liderou a missão de semicondutores ao Sudeste Asiático de 2026.","tags":["governo","ministério","políticas públicas"],"url":"https://www.gov.br/mcti","significance":5,"sector":"semiconductors","id":459,"ownership":"public-institution","canon":321,"sources":[{"title":"MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (site oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ministério_da_Ciência,_Tecnologia_e_Inovação","verified":true},{"title":"Convergência Digital – Liquidação do Ceitec oficialmente suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti","verified":true},{"title":"IT Forum – MCTI intermedia parceria entre Ceitec e Global Power Technology (mai. 2026)","url":"https://itforum.com.br/?p=9623593","verified":true}]},{"name":"BNDES","type":"government","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1952,"description":"Banco de desenvolvimento que financiou todos os grandes empreendimentos de chips: 33% da Unitec (R$245 milhões, hoje em litígio), HT Micron (R$99 milhões em 2023, R$84,9 milhões em 2025-26), Chipus via Criatec 2 e o conselho da CEITEC; membro estatutário do conselho gestor do Brasil Semicon.","tags":["financiamento","banco","governo"],"url":"https://www.bndes.gov.br","significance":4,"sector":"semiconductors","id":460,"ownership":"federal-soe","canon":326,"sources":[{"title":"BNDES – O banco nacional do desenvolvimento (site oficial)","url":"https://www.bndes.gov.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econômico_e_Social","verified":true},{"title":"Notícias Agrícolas – BNDES aprova financiamento para fabricante de chips do RS (HT Micron, mar. 2023)","url":"https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/344801-bndes-aprova-financiamento-para-fabricante-de-chips-do-rs.html","verified":true},{"title":"InfoMoney/Estadão – O que aconteceu com a fábrica de chips nacional (Unitec/BNDES, out. 2022)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1947369","verified":true}]},{"name":"Finep","type":"government","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1967,"description":"Agência de inovação do MCTI e operadora do FNDCT; conduziu a chamada não reembolsável de R$100 milhões para semicondutores de fevereiro de 2024 (design, front-end, encapsulamento/teste) dentro do programa Mais Inovação de R$2,18 bilhões e canaliza os R$220 milhões do financiamento da linha de SiC da CEITEC. O presidente Celso Pansera chamou o ataque à CEITEC de 'quase fatal'.","tags":["financiamento","subvenções","fndct"],"url":"https://www.finep.gov.br","significance":4,"sector":"semiconductors","id":461,"ownership":"federal-soe","canon":324,"sources":[{"title":"Finep – Financiadora de Estudos e Projetos (site oficial)","url":"https://www.finep.gov.br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Financiadora_de_Estudos_e_Projetos","verified":true},{"title":"DPL News – MCTI lança edital de R$ 100 milhões para semicondutores (fev. 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=222808","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Ceitec desenvolverá novo chip até 2026 (dez. 2024)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2024/12/1182516-ceitec-desenvolvera-novo-chip-ate-2026.html","verified":true}]},{"name":"EMBRAPII","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2013,"description":"Agência de cofinanciamento de P&D industrial cujas unidades credenciadas incluem Eldorado (hardware móvel/IoT), CTI, CPqD, Inatel e o Virtus da UFCG; seus Centros de Competencia de 2025 (R$800 milhões) incluem Hardware Inteligente para a Industria (Virtus/UFCG) e sensoriamento para agricultura digital com linhas de SoC e CI.","tags":["financiamento","p&d","centros de competência"],"url":"https://embrapii.org.br","significance":3,"sector":"semiconductors","id":462,"ownership":"parastatal","canon":607,"sources":[{"title":"EMBRAPII – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (site oficial)","url":"https://embrapii.org.br","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Centros de Competência (apresentação Abinee, mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Caderno Valor COP30 (nov. 2025)","url":"https://embrapii.org.br/wp-content/uploads/2025/11/CADERNO-VALOR_EMBRAPII_COP30_NOV-25.pdf","verified":true}]},{"name":"Programa Semicondutores RS","type":"policy","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2023,"description":"Único programa estadual de semicondutores do Brasil (Decreto 57.209, setembro de 2023, Sict/governador Eduardo Leite): um roteiro elaborado pela Gartner, R$14 milhões em chamadas Fapergs/Sict, cursos com bolsas para projetistas de CIs (Unipampa) e engenheiros de encapsulamento (ITT Chip da Unisinos), um fórum permanente com ABISEMI/SBMicro/MCTI e missões da Invest RS à Malásia; alega mais de R$1 bilhão em projetos de encapsulamento e design atraídos.","tags":["políticas públicas","estadual","rs","polo"],"url":"https://www.estado.rs.gov.br","significance":3,"sector":"semiconductors","id":463,"ownership":"program-policy","canon":463,"sources":[{"title":"Governo do Estado do Rio Grande do Sul (portal oficial)","url":"https://www.estado.rs.gov.br","verified":true},{"title":"Governo do RS – Fórum Permanente do Programa Semicondutores RS se reúne pela primeira vez (abr. 2025)","url":"https://www.estado.rs.gov.br/com-a-presenca-do-governador-eduardo-leite-forum-permanente-do-programa-semicondutores-rs-se-reune-pela-primeira-vez","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – RS e Malásia estreitam relação e ideia da fábrica de semicondutores avança (mai. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2025/05/1201261-rs-e-malasia-estreitam-relacao-e-ideia-da-fabrica-de-semicondutores-avanca.html","verified":true},{"title":"Teletime – Rio Grande do Sul vai ganhar quatro fábricas de chips até 2029 (out. 2025)","url":"https://teletime.com.br/20/10/2025/rio-grande-do-sul-vai-ganhar-quatro-fabricas-de-chips-ate-2029/","verified":true}]},{"name":"USP - LSI / LME / PSI (Escola Politecnica)","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1975,"description":"O complexo de microeletrônica da USP: o Laboratorio de Microeletronica (LME, primeira sala limpa universitária do Brasil, anos 1970), o Laboratorio de Sistemas Integraveis (LSI, origem da LSI-TEC) e os laboratórios do departamento PSI (LAMINA, Joao Antonio Martino); sediou o centro de treinamento de projetistas CT-3 e organiza o Chip in Sampa 2026. Forte em física de dispositivos SOI/FinFET, sensores e projeto de sistemas.","tags":["universidade","sala limpa","capacitação","sbmicro"],"url":"https://www.psi.poli.usp.br","significance":4,"sector":"semiconductors","id":464,"ownership":"public-institution","canon":464,"sources":[{"title":"Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI) – Escola Politécnica da USP","url":"https://www.psi.poli.usp.br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Politécnica_da_Universidade_de_São_Paulo","verified":true},{"title":"Chip in Sampa 2026 / 40º SBMicro (USP)","url":"https://www.psi.poli.usp.br/chipinsampa/","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Programa CI-Brasil: ferramenta para o desenvolvimento da área de semicondutores (Nilton Morimoto, LSI/USP, 2021)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2021/04-10-2021-ap-o-brasil-e-a-crise-global-de-semicondutores/nilton-morimoto-lsi-usp","verified":true}]},{"name":"USP PocketFab (InovaUSP)","type":"infrastructure","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2026,"description":"Minifábrica modular e portátil de R$89 milhões e 150 m2 inaugurada em janeiro de 2026 no InovaUSP, coordenada por Marcelo Zuffo com a Escola Politecnica (projeto) e o SENAI-SP/FIESP (validação, capacitação); a primeira unidade visa 10 milhões de chips de grau automotivo (ADAS, sensores de manutenção preditiva) por ano, com um plano de dez unidades alcançando ~60 milhões de chips e até 500 empregos por polo.","tags":["minifábrica","usp","automotivo","2026"],"url":"https://www.hardware.com.br/noticias/pocketfab-usp-fabrica-semicondutores-brasil/","significance":4,"sector":"semiconductors","id":465,"ownership":"public-institution","canon":465,"sources":[{"title":"Hardware.com.br – PocketFab: com R$ 89 milhões, USP montou a menor fábrica de chips do Brasil (2026)","url":"https://www.hardware.com.br/noticias/pocketfab-usp-fabrica-semicondutores-brasil/amp/","verified":true},{"title":"Jornal da USP – Microfábrica de chips criada na USP pode reduzir dependência de semicondutores estrangeiros","url":"https://jornal.usp.br/?p=980228","verified":true},{"title":"DPL News – USP inaugura fábrica compacta de semicondutores (fev. 2026)","url":"https://dplnews.com/usp-inaugura-fabrica-compacta-de-semicondutores/","verified":true}]},{"name":"Unicamp - CCS e FEEC","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":1974,"description":"Centro de Componentes Semicondutores e Nanotecnologias (CCS), uma sala limpa com litografia por feixe de elétrons e ferramentas de plasma ECR, e os grupos de microeletrônica da FEEC (Jacobus Swart, que liderou o INCT NAMITEC); alma mater do CEO da Qualcomm, Cristiano Amon, coanfitriã do RISC-V Brasil 2025 e âncora do polo de Campinas.","tags":["universidade","sala limpa","namitec","risc-v"],"url":"https://www.ccs.unicamp.br","significance":4,"sector":"semiconductors","id":466,"ownership":"public-institution","canon":466,"sources":[{"title":"CCSNano – Centro de Componentes Semicondutores e Nanotecnologias da Unicamp (site oficial)","url":"https://www.ccs.unicamp.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Universidade Estadual de Campinas","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Estadual_de_Campinas","verified":true},{"title":"RISC-V Brasil 2025 – evento sediado pelo Instituto Eldorado e Unicamp (Sympla)","url":"https://www.sympla.com.br/evento/risc-v-brasil-2025-hosted-by-eldorado-research-institute-and-co-hosted-by-unicamp/2929890","verified":true},{"title":"Agência FAPESP – Conhecimento básico e aplicado (livro de Jacobus Swart, coordenador do NAMITEC)","url":"https://agencia.fapesp.br/conhecimento-basico-e-aplicado/10511","verified":true}]},{"name":"UFRGS - PGMicro e Instituto de Informatica","type":"university-lab","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2002,"description":"Programa de pós-graduação em microeletrônica (PGMicro) e os grupos de VLSI do Instituto de Informatica (Ricardo Reis, Sergio Bampi, Luigi Carro); sediou o centro de treinamento CT-1 do CI-Brasil, forneceu engenheiros para a CEITEC e para os centros de design do Tecnopuc, e é uma das três universidades (com Unicamp e USP) nomeadas na estratégia brasileira de RISC-V.","tags":["universidade","vlsi","capacitação","risc-v"],"url":"https://www.ufrgs.br/pgmicro","significance":4,"sector":"semiconductors","id":467,"ownership":"public-institution","canon":467,"sources":[{"title":"PGMicro – Programa de Pós-Graduação em Microeletrônica da UFRGS","url":"https://www.ufrgs.br/pgmicro","verified":false},{"title":"Wikipédia – Universidade Federal do Rio Grande do Sul","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Sul","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Capacidade de formar talentos coloca a região na vitrine para o ciclo inovador do RS (nov. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/mapa-economico/regiao-metropolitana/2025/11/1226819-capacidade-de-formar-talentos-coloca-a-regiao-na-vitrine-para-o-ciclo-inovador-do-rs.html","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – O Brasil e a crise global de semicondutores (Tiago Balen, PGMicro/UFRGS, 2021)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2021/04-10-2021-ap-o-brasil-e-a-crise-global-de-semicondutores/tiago-balen-pgmicro-ufrgs","verified":false}]},{"name":"PUCRS / Tecnopuc","type":"hub","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2003,"description":"Parque científico da PUCRS com 330 empresas e ~6.500 trabalhadores, sede dos centros de design da EnSilica e da Impinj e dos grupos de projeto de hardware da PUCRS (GAPH/ GSE) que colaboraram em chips da CEITEC; o núcleo físico do polo de semicondutores de Porto Alegre.","tags":["hub","parque científico","porto alegre"],"url":"https://www.pucrs.br/tecnopuc","significance":3,"sector":"semiconductors","id":468,"ownership":"nonprofit","canon":468,"sources":[{"title":"Tecnopuc – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (site oficial)","url":"https://www.pucrs.br/tecnopuc","verified":false},{"title":"Wikipédia – Tecnopuc","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnopuc","verified":true},{"title":"EnSilica – How EnSilica Supports Brazil's Growing Semiconductor Ecosystem (Tecnopuc, Jan 2026)","url":"https://www.ensilica.com/news-and-insight/how-ensilica-supports-brazils-growing-semiconductor-ecosystem/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Capacidade de formar talentos coloca a região na vitrine para o ciclo inovador do RS (nov. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/mapa-economico/regiao-metropolitana/2025/11/1226819-capacidade-de-formar-talentos-coloca-a-regiao-na-vitrine-para-o-ciclo-inovador-do-rs.html","verified":true}]},{"name":"Unisinos ITT Chip / Tecnosinos","type":"university-lab","city":"São Leopoldo","state":"RS","founded":2010,"description":"Instituto Tecnologico de Semicondutores da Unisinos dentro do parque Tecnosinos, ao lado da HT Micron: forma engenheiros de encapsulamento (30 bolsas, Semicondutores RS), já produziu mais de 30 mestres e três projetos de chips IoT prontos, e abriga dez empresas.","tags":["universidade","encapsulamento","capacitação","tecnosinos"],"url":"https://www.unisinos.br/itt/ittchip","significance":3,"sector":"semiconductors","id":469,"ownership":"nonprofit","canon":469,"sources":[{"title":"Unisinos – ittChip, Instituto Tecnológico de Semicondutores (página oficial)","url":"https://www.unisinos.br/itt/ittchip","verified":false},{"title":"Pesquisa FAPESP – Cooperação estratégica (HT Micron, Unisinos e ITT Chip, set. 2014)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/cooperacao-estrategica/","verified":true},{"title":"Baguete – RS ganha R$ 28 mi para parques e chips (instituto de semicondutores da Unisinos, abr. 2012)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/rs-ganha-r-28-mi-para-parques-e-chips","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – HT Micron lança primeiro chip de Internet das Coisas do Brasil (com instituto da Unisinos, jun. 2019)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/colunas/mercado_digital/2019/06/688970-ht-micron-lanca-primeiro-chip-de-internet-das-coisas-do-brasil.html","verified":true}]},{"name":"UFMG - Grupos de microeletrônica","type":"university-lab","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1990,"description":"Grupos de engenharia elétrica e ciência da computação da UFMG em projeto de CIs analógicos/RF, efeitos de radiação e hardware reconfigurável; origem da design house DHBH e da base de engenharia de Minas Gerais na qual o projeto Unitec se apoiou.","tags":["universidade","analógico","mg"],"url":"https://www.ufmg.br","significance":2,"sector":"semiconductors","id":470,"ownership":"public-institution","canon":470,"sources":[{"title":"UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais (site oficial)","url":"https://www.ufmg.br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Universidade Federal de Minas Gerais","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Minas_Gerais","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true}]},{"name":"UFPE - Microeletrônica e Porto Digital","type":"university-lab","city":"Recife","state":"PE","founded":1998,"description":"O Centro de Informatica e os grupos de eletrônica da UFPE (fundadores do Brazil-IP, projeto digital e verificação) alimentam as startups de hardware do Porto Digital e o C.E.S.A.R; o polo do Recife sediou o lançamento do CI-Brasil em 2005 e os grupos de design SiliconReef/CETENE.","tags":["universidade","recife","porto digital"],"url":"https://www.cin.ufpe.br","significance":2,"sector":"semiconductors","id":471,"ownership":"public-institution","canon":471,"sources":[{"title":"CIn UFPE – Centro de Informática (site oficial)","url":"https://portal.cin.ufpe.br/","verified":true},{"title":"Wikipédia – Universidade Federal de Pernambuco","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Pernambuco","verified":true},{"title":"Agência FAPESP – Microeletrônica ganha impulso (lançamento do CI-Brasil, 2005)","url":"https://agencia.fapesp.br/microeletronica-ganha-impulso/3890","verified":true},{"title":"Porto Digital (site oficial)","url":"https://www.portodigital.org","verified":true}]},{"name":"UFCG - Virtus","type":"university-lab","city":"Campina Grande","state":"PB","founded":2010,"description":"O centro de pesquisa Virtus da UFCG e os grupos LAD/sistemas embarcados, um nó fundador do Brazil-IP conhecido por projeto e verificação de CIs digitais; abriga o Centro de Competência EMBRAPII em Hardware Inteligente para a Industria (2025).","tags":["universidade","embrapii","projeto digital"],"url":"https://virtus.ufcg.edu.br","significance":2,"sector":"semiconductors","id":472,"ownership":"public-institution","canon":472,"sources":[{"title":"VIRTUS – UFCG (site oficial)","url":"https://virtus.ufcg.edu.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Universidade Federal de Campina Grande","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Campina_Grande","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Centros de Competência (apresentação Abinee, mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true}]},{"name":"UFSC - Microeletrônica (LCI / GME)","type":"university-lab","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":1995,"description":"Os grupos de circuitos integrados e MEMS da UFSC, que incubaram os fundadores da Chipus e abastecem o polo de Florianopolis (MIDI Tecnologico, ACATE) com talentos em projeto analógico e de baixo consumo.","tags":["universidade","analógico","florianópolis"],"url":"https://www.ufsc.br","significance":2,"sector":"semiconductors","id":473,"ownership":"public-institution","canon":473,"sources":[{"title":"UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina (site oficial)","url":"https://www.ufsc.br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Universidade Federal de Santa Catarina","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Santa_Catarina","verified":true},{"title":"TI Inside – Catarinense Chipus cresce no disputado mercado de semicondutores (2017)","url":"https://tiinside.com.br/18/08/2017/catarinense-chipus-cresce-no-disputador-mercado-de-semicondutores/","verified":true}]},{"name":"Grupos de microeletrônica da UFRN e da UnB","type":"university-lab","city":"Natal","state":"RN","founded":2000,"description":"Membros da rede Brazil-IP: os laboratórios de sistemas embarcados e projeto de CIs da UFRN em Natal, e os grupos LPCI/microeletrônica da UnB em Brasília que deram origem à DFChip; ambos fornecem projetistas ao ecossistema CI-Brasil.","tags":["universidade","brazil-ip"],"url":null,"significance":1,"sector":"semiconductors","id":474,"ownership":"public-institution","canon":474,"sources":[{"title":"Wikipédia – Universidade Federal do Rio Grande do Norte","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Norte","verified":true},{"title":"Wikipédia – Universidade de Brasília","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Brasília","verified":true},{"title":"CI-Brasil – Design Houses (portal SBMicro)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true},{"title":"Câmara dos Deputados – Programa CI-Brasil: ferramenta para o desenvolvimento da área de semicondutores (Nilton Morimoto, LSI/USP, 2021)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/apresentacoes-de-convidados-em-eventos-de-2021/04-10-2021-ap-o-brasil-e-a-crise-global-de-semicondutores/nilton-morimoto-lsi-usp","verified":true}]},{"name":"CNPEM / Síncrotron Sirius","type":"infrastructure","city":"Campinas","state":"SP","founded":2020,"description":"A fonte de luz síncrotron de quarta geração do Brasil (Sirius, ~R$1,8 bilhão) e as salas limpas do LNNano no CNPEM fornecem metrologia de raios X, nanofabricação e caracterização de materiais para pesquisa em semicondutores e SiC/GaN, e os grupos internos de projeto de detectores/ASICs contribuem para o know-how brasileiro em chips.","tags":["infraestrutura","síncrotron","nanofabricação"],"url":"https://cnpem.br","significance":3,"sector":"semiconductors","id":475,"ownership":"public-institution","canon":594,"sources":[{"title":"CNPEM – Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (site oficial)","url":"https://cnpem.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Sirius (acelerador de partículas)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sirius_(acelerador_de_partículas)","verified":true},{"title":"CNPEM – Federal resources for Sirius phase 2","url":"https://cnpem.br/en/?p=32832","verified":true}]},{"name":"NAMITEC (INCT)","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":2008,"description":"Instituto Nacional de Ciencia e Tecnologia em Nanodispositivos Semicondutores e Sistemas Micro/Nanoeletronicos, uma rede CNPq/FAPESP de ~124 pesquisadores em 23 instituições (liderada a partir da Unicamp por Jacobus Swart) que coordena pesquisa em dispositivos, circuitos e sensores; a espinha dorsal acadêmica da SBMicro.","tags":["rede","inct","pesquisa"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":476,"ownership":"public-institution","canon":476,"sources":[{"title":"NAMITEC – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Micro e Nanoeletrônicos (site)","url":"https://namitec.cti.gov.br","verified":false},{"title":"Agência FAPESP – Conhecimento básico e aplicado (Jacobus Swart coordena o NAMITEC)","url":"https://agencia.fapesp.br/conhecimento-basico-e-aplicado/10511","verified":true},{"title":"CNPq – Chamada INCT: resultado preliminar indica aprovação de 121 institutos","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos","verified":true}]},{"name":"Comunidade RISC-V Brasil","type":"hub","city":"Campinas","state":"SP","founded":2024,"description":"O impulso brasileiro pela ISA aberta: o MCTI aderiu à RISC-V International como membro Premier (2024), Eldorado e Unicamp sediam o evento anual RISC-V Brasil (junho de 2024: mais de 200 participantes de 86 organizações; julho de 2025 com a CEO da RISC-V, Andrea Gallo), e UFRGS, Unicamp, USP, Chipus, HwIT e ChipInventor desenvolvem SoCs RISC-V para os setores aeroespacial, de defesa, agronegócio e energia, incluindo um projeto de HPC UE-Brasil com o BSC.","tags":["risc-v","hardware aberto","ecossistema"],"url":"https://riscv.org","significance":3,"sector":"semiconductors","id":477,"ownership":"nonprofit","canon":477,"sources":[{"title":"RISC-V International (site oficial)","url":"https://riscv.org","verified":false},{"title":"RISC-V International – RISC-V Brazil 2024 recap","url":"https://riscv.org/?p=88504","verified":true},{"title":"RISC-V Brasil 2025 – evento sediado pelo Instituto Eldorado e Unicamp (Sympla)","url":"https://www.sympla.com.br/evento/risc-v-brasil-2025-hosted-by-eldorado-research-institute-and-co-hosted-by-unicamp/2929890","verified":true}]},{"name":"Luciana Santos","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação desde 2023; conduziu a retomada da CEITEC (reinício em novembro de 2023, programa de SiC de R$220 milhões em dezembro de 2024), a adesão do Brasil à RISC-V, as parcerias chinesas em SiC e a missão de semicondutores ao Sudeste Asiático de 2026.","tags":["pessoa","ministra","políticas públicas"],"url":null,"significance":4,"sector":"semiconductors","id":478,"ownership":"person","canon":367,"sources":[{"title":"Wikipédia – Luciana Santos","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Luciana_Santos","verified":true},{"title":"MCTI – Ministra Luciana Santos (página oficial)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/composicao/ministra","verified":false},{"title":"DPL News – MCTI anuncia investimento de R$ 220 milhões na Ceitec para produção de semicondutores","url":"https://dplnews.com/brasil-mcti-anuncia-investimento-de-r-220-milhoes-na-ceitec-para-producao-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Ceitec desenvolverá novo chip até 2026 (dez. 2024)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2024/12/1182516-ceitec-desenvolvera-novo-chip-ate-2026.html","verified":true}]},{"name":"Augusto Gadelha","type":"person","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":null,"description":"Presidente da CEITEC desde sua retomada em 2023 (ex-secretário do MCTI e figura da SBC); lidera a conversão para dispositivos de potência em carbeto de silício e os memorandos de entendimento com Sanan e Global Power Technology, projetando lucratividade em cinco a sete anos.","tags":["pessoa","ceitec","executivo"],"url":null,"significance":3,"sector":"semiconductors","id":479,"ownership":"person","canon":479,"sources":[{"title":"CEITEC S.A. (site oficial)","url":"https://www.ceitec-sa.com","verified":false},{"title":"Jornal do Comércio – Na retomada, Ceitec deverá seguir nova rota tecnológica (nov. 2023)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2023/11/1130213-na-retomada-ceitec-devera-seguir-nova-rota-tecnologica.html","verified":true},{"title":"Teletime – Ceitec receberá R$ 220 milhões para produção de semicondutores (dez. 2024)","url":"https://teletime.com.br/06/12/2024/ceitec-recebera-r-220-milhoes-para-producao-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Ceitec desenvolverá novo chip até 2026 (dez. 2024)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2024/12/1182516-ceitec-desenvolvera-novo-chip-ate-2026.html","verified":true}]},{"name":"Rogerio Nunes","type":"person","city":"Atibaia","state":"SP","founded":null,"description":"SVP/GM da Smart Modular Brasil, diretor da ABINEE e presidente de longa data da ABISEMI; a principal voz pública da indústria pela prorrogação do PADIS e pela lei Brasil Semicon.","tags":["pessoa","indústria","abisemi"],"url":null,"significance":3,"sector":"semiconductors","id":480,"ownership":"person","canon":480,"sources":[{"title":"Câmara dos Deputados – Resultados da Lei da Informática: setor de semicondutores (Rogerio Nunes, SMART Modular, 2018)","url":"https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/2018/seminario-lei-de-informatica-no-brasil/painel-i/9-rogerio-nunes","verified":true},{"title":"ABISEMI – Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (site oficial)","url":"https://www.abisemi.org.br","verified":false},{"title":"Teletime – Uma breve história dos semicondutores no Brasil","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true},{"title":"Agência Câmara – Sancionada lei que amplia incentivos para indústria de semicondutores (set. 2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/","verified":true}]},{"name":"Cristiano Amon","type":"person","city":"San Diego","state":"SP","founded":null,"description":"CEO da Qualcomm nascido no Brasil (formado na FEEC da Unicamp), que defendeu a fábrica de montagem de QSiP em Jaguariuna e continua sendo o brasileiro mais proeminente na indústria global de chips.","tags":["pessoa","qualcomm","diáspora"],"url":null,"significance":3,"sector":"semiconductors","id":481,"ownership":"person","canon":481,"sources":[{"title":"Wikipedia – Cristiano Amon","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Cristiano_Amon","verified":true},{"title":"Qualcomm – Cristiano Amon, President and CEO (página oficial)","url":"https://www.qualcomm.com/company/leadership/cristiano-amon","verified":false},{"title":"Qualcomm – Qualcomm, USI and ASUS collaborate in Brazil (Mar 2019)","url":"https://www.qualcomm.com/news/releases/2019/03/13/qualcomm-usi-and-asus-collaborate-foster-growth-mobile-and-semiconductor","verified":true}]},{"name":"Murilo Pessatti","type":"person","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":null,"description":"Cofundador e CEO da Chipus; anunciou o centro de design de R$250 milhões em Porto Alegre (2025) e é palestrante frequente no RISC-V Brasil e em painéis da indústria da SBMicro.","tags":["pessoa","startup","chipus"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":482,"ownership":"person","canon":482,"sources":[{"title":"Chipus Microeletrônica (site oficial)","url":"https://www.chipus-ip.com","verified":false},{"title":"TI Inside – Catarinense Chipus cresce no disputado mercado de semicondutores (2017)","url":"https://tiinside.com.br/18/08/2017/catarinense-chipus-cresce-no-disputador-mercado-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"Teletime – Rio Grande do Sul vai ganhar quatro fábricas de chips até 2029 (out. 2025)","url":"https://teletime.com.br/20/10/2025/rio-grande-do-sul-vai-ganhar-quatro-fabricas-de-chips-ate-2029/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – Empresa catarinense de semicondutores vai implementar centro de P&D no RS (jun. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/especiais/anuario-de-investimentos/2025/06/1207669-empresa-catarinense-de-semicondutores-vai-implementar-centro-de-p-d-no-rs.html","verified":true}]},{"name":"Jacobus Swart","type":"person","city":"Campinas","state":"SP","founded":null,"description":"Professor da FEEC da Unicamp, ex-diretor do CCS e coordenador do NAMITEC; um dos tecnólogos de semicondutores mais experientes do Brasil e crítico franco da lacuna entre a força em projeto e a ausência de uma fundição em funcionamento.","tags":["pessoa","acadêmico","unicamp"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":483,"ownership":"person","canon":483,"sources":[{"title":"Agência FAPESP – Conhecimento básico e aplicado (livro de Jacobus Swart, Unicamp/NAMITEC)","url":"https://agencia.fapesp.br/conhecimento-basico-e-aplicado/10511","verified":true},{"title":"IntechOpen – Jacobus Swart (perfil)","url":"https://www.intechopen.com/profiles/5235","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP – O sonho do chip (abr. 2018)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-sonho-do-chip/","verified":true}]},{"name":"Marcelo Zuffo","type":"person","city":"São Paulo","state":"SP","founded":null,"description":"Professor da Escola Politecnica da USP e coordenador do InovaUSP, líder do projeto da minifábrica PocketFab com o SENAI-SP e a FIESP.","tags":["pessoa","usp","pocketfab"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":484,"ownership":"person","canon":484,"sources":[{"title":"Jornal da USP – Microfábrica de chips criada na USP pode reduzir dependência de semicondutores estrangeiros (Marcelo Zuffo)","url":"https://jornal.usp.br/?p=980228","verified":true},{"title":"Hardware.com.br – PocketFab: com R$ 89 milhões, USP montou a menor fábrica de chips do Brasil","url":"https://www.hardware.com.br/noticias/pocketfab-usp-fabrica-semicondutores-brasil/amp/","verified":true},{"title":"DPL News – USP inaugura fábrica compacta de semicondutores (fev. 2026)","url":"https://dplnews.com/usp-inaugura-fabrica-compacta-de-semicondutores/","verified":true}]},{"name":"Henrique de Oliveira Miguel","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, o responsável por estruturar o plano de reativação da CEITEC (R$300 milhões em três anos, 50-60 contratações) e a vertente de semicondutores da Nova Indústria Brasil.","tags":["pessoa","mcti","políticas públicas"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":485,"ownership":"person","canon":485,"sources":[{"title":"DPL News – Nova Ceitec e prorrogação do Padis buscam incentivar indústria de semicondutores no Brasil (abr. 2023)","url":"https://dplnews.com/?p=187975","verified":true},{"title":"MCTI – Currículo de Henrique de Oliveira Miguel (Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/composicao/setad/quem-e-quem/curriculo/curriculo-henriquedeoliveiramiguel.pdf","verified":false},{"title":"Poder360 – Governo Lula quer reativar estatal conhecida por só dar prejuízo (dez. 2023)","url":"https://www.poder360.com.br/tecnologia/governo-lula-quer-reativar-estatal-conhecida-por-so-dar-prejuizo/","verified":true}]},{"name":"Polo de semicondutores de Campinas","type":"hub","city":"Campinas","state":"SP","founded":1996,"description":"O ecossistema de chips mais denso do Brasil: CCS/FEEC da Unicamp, CTI Renato Archer, Eldorado, CPqD, BrPhotonics, Von Braun, Idea!, o antigo centro de 145 projetistas da NXP, EnSilica, o escritório de representação do imec, CNPEM/Sirius e a fábrica Qualcomm/USI na vizinha Jaguariuna.","tags":["polo","campinas","hub"],"url":null,"significance":4,"sector":"semiconductors","id":486,"ownership":"program-policy","canon":486,"sources":[{"title":"Semiconductor Engineering – Brazil Paves New Semiconductor Path","url":"https://semiengineering.com/brazil-paves-new-semiconductor-path","verified":true},{"title":"Teletime – Uma breve história dos semicondutores no Brasil","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true},{"title":"RISC-V Brasil 2025 – evento sediado pelo Instituto Eldorado e Unicamp (Sympla)","url":"https://www.sympla.com.br/evento/risc-v-brasil-2025-hosted-by-eldorado-research-institute-and-co-hosted-by-unicamp/2929890","verified":true},{"title":"Teletime – Joint-venture do CPqD é inaugurada em Campinas (BrPhotonics, ago. 2015)","url":"https://teletime.com.br/21/08/2015/joint-venture-do-cpqd-e-inaugurada-em-campinas/","verified":true}]},{"name":"Polo Porto Alegre / Sao Leopoldo","type":"hub","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2008,"description":"A fábrica da CEITEC, a OSAT da HT Micron no Tecnosinos, EnSilica e Impinj no Tecnopuc, o centro de design planejado da Chipus, os talentos de UFRGS/PUCRS/Unisinos e o programa estadual Semicondutores RS fazem da região metropolitana do RS o segundo polo do Brasil e o único com política estadual.","tags":["polo","rs","hub"],"url":null,"significance":4,"sector":"semiconductors","id":487,"ownership":"program-policy","canon":487,"sources":[{"title":"Jornal do Comércio – Capacidade de formar talentos coloca a região na vitrine para o ciclo inovador do RS (nov. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/mapa-economico/regiao-metropolitana/2025/11/1226819-capacidade-de-formar-talentos-coloca-a-regiao-na-vitrine-para-o-ciclo-inovador-do-rs.html","verified":true},{"title":"Governo do RS – Fórum Permanente do Programa Semicondutores RS se reúne pela primeira vez (abr. 2025)","url":"https://www.estado.rs.gov.br/com-a-presenca-do-governador-eduardo-leite-forum-permanente-do-programa-semicondutores-rs-se-reune-pela-primeira-vez","verified":true},{"title":"Teletime – Rio Grande do Sul vai ganhar quatro fábricas de chips até 2029 (out. 2025)","url":"https://teletime.com.br/20/10/2025/rio-grande-do-sul-vai-ganhar-quatro-fabricas-de-chips-ate-2029/","verified":true},{"title":"Jornal do Comércio – RS e Malásia estreitam relação e ideia da fábrica de semicondutores avança (mai. 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2025/05/1201261-rs-e-malasia-estreitam-relacao-e-ideia-da-fabrica-de-semicondutores-avanca.html","verified":true}]},{"name":"Polos de design de Florianopolis e Recife","type":"hub","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2005,"description":"Dois polos menores construídos sobre o design, e não sobre a manufatura: Florianopolis (Chipus, UFSC, incubadoras MIDI/ACATE) e o Porto Digital do Recife (SiliconReef, C.E.S.A.R, CETENE, UFPE), este último escolhido para lançar o CI-Brasil em 2005.","tags":["polo","design","hub"],"url":null,"significance":2,"sector":"semiconductors","id":488,"ownership":"program-policy","canon":488,"sources":[{"title":"Agência FAPESP – Microeletrônica ganha impulso (lançamento do CI-Brasil, 2005)","url":"https://agencia.fapesp.br/microeletronica-ganha-impulso/3890","verified":true},{"title":"TI Inside – Catarinense Chipus cresce no disputado mercado de semicondutores (2017)","url":"https://tiinside.com.br/18/08/2017/catarinense-chipus-cresce-no-disputador-mercado-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"Porto Digital (site oficial)","url":"https://www.portodigital.org","verified":true},{"title":"Mind the Bridge – SiliconReef (perfil da empresa)","url":"https://mindthebridge.com/alumni/siliconreef/","verified":true}]},{"name":"Embraer","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1969,"description":"Terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo e âncora da indústria aeroespacial e de defesa do Brasil. Em 2025, entregou um recorde de 244 aeronaves (E-Jets E2, jatos executivos Phenom e Praetor, KC-390 Millennium e A-29 Super Tucano) com receita de US$7,58 bilhões e uma carteira de pedidos recorde de US$31,6 bilhões. A Embraer também realiza a montagem final do Gripen F-39 em Gavião Peixoto, é coproprietária do consórcio das fragatas Tamandaré e controla a Eve Air Mobility, a Atech e a Visiona.","tags":["aeronaves","defesa","e2","kc-390","super tucano","nyse: erj"],"url":"https://embraer.com","significance":5,"sector":"space","id":489,"ownership":"mixed-golden-share","canon":489,"intl":{"international":"A Embraer é o terceiro fabricante mundial de jatos comerciais, única alternativa relevante ao duopólio Airbus-Boeing abaixo de 150 assentos desde que a Bombardier cedeu o CSeries à Airbus, e observa a COMAC chinesa como futura concorrente. Em 2025 entregou 244 aeronaves com carteira recorde de US$ 31,6 bilhões; em setembro de 2026 entregou o 2.000º E-Jet e, no terceiro trimestre, 66 aeronaves. O KC-390 ganhou clientes na OTAN (Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria, Suécia, entre outros) e no Uzbequistão, com plano de industrialização na Índia com o Mahindra Group. Depende de motores Pratt & Whitney e do mercado norte-americano, exposto às tensões tarifárias de 2025, e monta o Gripen com a Saab em Gavião Peixoto.","future":"Até 2030 as decisões-chave são o próximo produto (um novo narrowbody ou derivado para 150+ assentos, ou um turboélice), a flexibilização da cláusula de escopo dos pilotos nos EUA que limita o E175-E2, e a consolidação do C-390 como padrão ocidental de transporte militar médio. Observar: a produção do Gripen F no Brasil, a Eve rumo a 2028, as fragatas Tamandaré, a cadeia de suprimentos e eventuais tarifas. Riscos: concentração de demanda nos EUA, câmbio e gargalos de motores; oportunidades: defesa em alta global, Índia como segundo polo industrial e a liderança em aviação regional sustentável. A Embraer segue a âncora que define o alcance tecnológico de todo o setor aeroespacial brasileiro.","sources":[{"title":"Embraer Media Center","url":"https://embraer.com/media-center/en/"},{"title":"Embraer Relações com Investidores","url":"https://ri.embraer.com.br/"},{"title":"Saab: First Gripen E produced in Brazil makes maiden flight","url":"https://www.saab.com/newsroom"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Embraer (site oficial)","url":"https://embraer.com","verified":false},{"title":"Wikipédia – Embraer","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer","verified":true},{"title":"Leeham News – Embraer forecasts delivery growth as backlog jumps 20% (Mar 2026)","url":"https://leehamnews.com/2026/03/06/embraer-forecasts-delivery-growth-as-backlog-jumps-20/","verified":true},{"title":"Air Data News – Embraer backlog reaches record US$31.6 billion at end of 2025","url":"https://www.airdatanews.com/embraer-backlog-reaches-record-usdollar31-6-billion-at-end-of-2025/","verified":true}]},{"name":"Francisco Gomes Neto","type":"person","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":null,"description":"Presidente e CEO da Embraer desde abril de 2019, tendo conduzido a empresa pelo colapso da joint venture com a Boeing, pela pandemia e por uma virada rumo a receita e carteira de pedidos recordes em 2025. Ex-CEO da Marcopolo e executivo da MWM/Navistar. Tem impulsionado a linha de exportação do Gripen, o eVTOL da Eve e um possível novo programa de turboélice.","tags":["ceo","embraer"],"url":null,"significance":4,"sector":"space","id":490,"ownership":"person","canon":490,"sources":[{"title":"Embraer – Leadership (site oficial)","url":"https://embraer.com/global/en/leadership","verified":true},{"title":"Movimento Econômico – Brasil produz 1º caça supersônico e insere Embraer em cadeia global de defesa (mar. 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/seguranca/2026/03/25/brasil-produz-1o-caca-supersonico-e-insere-embraer-em-cadeia-global-de-defesa/","verified":true},{"title":"Leeham News – Embraer forecasts delivery growth as backlog jumps 20% (Mar 2026)","url":"https://leehamnews.com/2026/03/06/embraer-forecasts-delivery-growth-as-backlog-jumps-20/","verified":true}]},{"name":"Eve Air Mobility","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2020,"description":"Subsidiária de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Embraer, originada da Embraer-X e listada na NYSE (EVEX) em 2022. Seu protótipo em escala real voou em Gavião Peixoto em dezembro de 2025, e a empresa mira a certificação de tipo pela ANAC e as primeiras entregas em 2027 a partir de uma fábrica planejada em Taubaté, SP, respaldada por cerca de 2.800 cartas de intenção e financiamento do BNDES.","tags":["evtol","mobilidade aérea urbana","embraer-x"],"url":"https://eveairmobility.com","significance":4,"sector":"space","id":491,"ownership":"mixed-golden-share","canon":374,"sources":[{"title":"Eve Air Mobility (site oficial)","url":"https://eveairmobility.com","verified":true},{"title":"Wikipedia – Eve Air Mobility","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true},{"title":"Bloomberg Línea – Carros voadores terão primeira fábrica no país em Taubaté, decide Eve","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/carros-voadores-terao-primeira-fabrica-no-pais-no-interior-de-sp-decide-eve/","verified":true},{"title":"Aerospace Innovations – Eve Air Mobility completes first flight of full-scale eVTOL prototype (Dec 2025)","url":"https://aerospace-innovations.com/eve-air-mobility-completes-successful-first-flight-of-full-scale-evtol-prototype/","verified":true}]},{"name":"Embraer-X","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2017,"description":"Braço de inovação disruptiva e venture da Embraer, originalmente sediado em Melbourne, Flórida. Incubou a Eve (eVTOL), a Beacon (marketplace de manutenção) e os conceitos da Embraer de voo autônomo e gerenciamento de tráfego aéreo urbano, e hoje conduz o corporate venturing com startups brasileiras.","tags":["inovação","venture"],"url":"https://embraerx.embraer.com","significance":2,"sector":"space","id":492,"ownership":"mixed-golden-share","canon":492,"sources":[{"title":"Embraer-X (site oficial)","url":"https://embraerx.embraer.com","verified":true},{"title":"Wikipedia – Eve Air Mobility (origem na EmbraerX)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true},{"title":"Wikipédia – Embraer","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer","verified":true}]},{"name":"Agência Espacial Brasileira (AEB)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1994,"description":"Agência espacial civil vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que coordena o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e a Política Nacional Espacial. Licencia operações de lançamento em Alcântara, conduz o esforço de comercialização de Alcântara, gerencia os programas de CubeSats e de educação, e representa o Brasil nos Acordos Artemis, no COPUOS e em acordos bilaterais com China, Índia, Argentina e EUA. Seu orçamento continua pequeno (na ordem de R$100-200 milhões por ano).","tags":["agência espacial","pnae","alcântara"],"url":"https://www.gov.br/aeb","significance":5,"sector":"space","id":493,"ownership":"public-institution","canon":493,"intl":{"international":"A AEB opera com orçamento da ordem de R$ 100-200 milhões anuais, uma fração do que recebem a ESA (cerca de 7,7 bilhões de euros em 2025), a ISRO ou mesmo a argentina CONAE, apesar de o Brasil ter o maior programa espacial da América do Sul. Sua inserção internacional é ampla: signatária dos Acordos Artemis desde 2021, parceira da China no CBERS, da Argentina no Sabiá-Mar, e, em setembro de 2026, assinou memorando com a ESA na 'Missão Brasil-Europa'. Lançou satélites educacionais (EduSat) em missões rideshare da SpaceX, sinal de dependência de lançadores estrangeiros enquanto Alcântara não opera comercialmente. O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA (2019) estrutura o uso do centro por empresas ocidentais.","future":"O que está em jogo até 2030 é se a AEB conseguirá transformar a vantagem geográfica de Alcântara em lançamentos comerciais regulares após a falha do HANBIT-Nano da Innospace em dezembro de 2025, e se o PNAE 2022-2031 terá orçamento para Amazonia-1B, CBERS-5/6 e o VLM-1. Observar: licenciamento de novos operadores, a solução para as comunidades quilombolas de Alcântara, a cooperação com a ESA, a Índia e a China, e a troca de governo em 2027. Riscos: estagnação orçamentária, perda de engenheiros e irrelevância frente a lançadores privados baratos; oportunidade: tornar o Brasil o porto espacial equatorial do Atlântico Sul e um fornecedor regional de dados de observação da Terra.","sources":[{"title":"AEB: notícias","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias"},{"title":"Agência Espacial Brasileira","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Agência Espacial Brasileira (site oficial)","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Agência Espacial Brasileira","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_Espacial_Brasileira","verified":true},{"title":"AEB – Relatório de Gestão 2025","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br/acesso-a-informacao/auditorias/prestacao-de-contas/relatorio-de-gestao-aeb-2025.pdf","verified":true},{"title":"Agência Brasil – Innospace sets new schedule for HANBIT-Nano launch at Alcântara (Jul 2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/node/1698114","verified":true}]},{"name":"Marco Antonio Chamon","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Presidente da Agência Espacial Brasileira desde 2023. Físico, ex-pesquisador e diretor de tecnologia do INPE, trabalhou anteriormente na Embraer e no projeto de comercialização do Centro Espacial de Alcântara. Tem priorizado a abertura comercial de Alcântara (Innospace), um roteiro nacional de veículos lançadores e a renovação dos programas de CubeSats.","tags":["aeb","presidente"],"url":null,"significance":3,"sector":"space","id":494,"ownership":"person","canon":494,"sources":[{"title":"Folha Vitória – Marco Antonio Chamon é nomeado presidente da Agência Espacial Brasileira (2023)","url":"https://www.folhavitoria.com.br/geral/marco-antonio-chamon-e-nomeado-presidente-da-agencia-espacial-brasileira/","verified":true},{"title":"Agência Espacial Brasileira (site oficial)","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br","verified":true},{"title":"AEB – Relatório de Gestão 2025","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br/acesso-a-informacao/auditorias/prestacao-de-contas/relatorio-de-gestao-aeb-2025.pdf","verified":true}]},{"name":"INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)","type":"research-institute","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1961,"description":"Instituto nacional de pesquisas espaciais do Brasil: constrói e opera satélites (SCD-1/2, série CBERS com a China, Amazonia-1, os futuros Amazonia-1B e Sabiá-Mar), opera o laboratório de integração e testes LIT, e fornece previsão do tempo e do clima (CPTEC), clima espacial (EMBRACE) e o monitoramento de desmatamento PRODES/DETER que fundamenta a política para a Amazônia. Suas estações terrenas em Cuiabá e Alcântara atendem missões nacionais e internacionais.","tags":["satélites","observação da terra","prodes","deter","cbers","amazonia-1"],"url":"https://www.gov.br/inpe","significance":5,"sector":"space","id":495,"ownership":"public-institution","canon":495,"intl":{"international":"O INPE é comparável à ISRO em origem (observação da Terra e meteorologia para desenvolvimento) e à CONAE argentina em escala, e mantém com a China, desde 1988, a cooperação CBERS, uma das mais longevas parcerias espaciais Sul-Sul; em 2026 recebeu delegações chinesas para o CBERS-5 e avançou com a CRESDA no CBERS-6. O Amazonia-1 (2021) foi o primeiro satélite inteiramente projetado no país, e o Sabiá-Mar é desenvolvido com a Argentina. O monitoramento PRODES/DETER é referência mundial de transparência florestal, usado por Global Forest Watch e negociações climáticas, e o CPTEC compara-se a serviços meteorológicos nacionais, dependendo de dados Copernicus, NOAA e EUMETSAT e de supercomputadores importados.","future":"Até 2030 o INPE precisa lançar Amazonia-1B e os novos CBERS, renovar a frota de supercomputação meteorológica e repor um quadro técnico que envelhece sem concursos regulares. O que está em jogo é a soberania de dados ambientais em um período em que o desmatamento é moeda diplomática (COP30 em Belém, acordo Mercosul-UE) e em que constelações comerciais (Planet, Maxar) oferecem alternativas. Observar: orçamento do MCTI, parcerias com a ESA e a China, o laboratório LIT como serviço para a indústria, previsão de extremos climáticos (El Niño 2026-2027) e a integração com o Cemaden. Risco: perda de capacidade de projetar satélites; oportunidade: liderar serviços climáticos para a América Latina.","sources":[{"title":"INPE: portal institucional e notícias (CBERS-5 e CBERS-6, 2026)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br"},{"title":"AEB: notícias","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (site oficial)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_Espaciais","verified":true},{"title":"SatNews – INPE awards SpaceLaunch contract for Amazonia-1B mission on Vega-C (Jan 2026)","url":"http://satnews.com/2026/01/27/inpe-awards-spacelaunch-contract-for-amazonia-1b-mission-on-vega-c/","verified":true},{"title":"Wikipédia – PRODES","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/PRODES","verified":true}]},{"name":"Clezio Marcos De Nardin","type":"person","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":null,"description":"Diretor do INPE desde 2021, geofísico espacial que lidera o programa de clima espacial EMBRACE e supervisionou as operações do Amazonia-1, o CBERS-4A e a recuperação da credibilidade do monitoramento do INPE após a demissão de Ricardo Galvão em 2019. Conduz o plano diretor 2024-2027 do instituto, incluindo o Amazonia-1B e o Sabiá-Mar.","tags":["inpe","diretor"],"url":null,"significance":3,"sector":"space","id":496,"ownership":"person","canon":496,"sources":[{"title":"CNN Brasil – Clezio Marcos de Nardin é nomeado diretor do Inpe","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/clezio-marcos-de-nardin-e-nomeado-diretor-do-inpe/","verified":true},{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (site oficial)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br","verified":true},{"title":"SatNews – INPE awards SpaceLaunch contract for Amazonia-1B mission on Vega-C (Jan 2026)","url":"http://satnews.com/2026/01/27/inpe-awards-spacelaunch-contract-for-amazonia-1b-mission-on-vega-c/","verified":true}]},{"name":"Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)","type":"infrastructure","city":"Alcântara","state":"MA","founded":1983,"description":"Base de lançamento da Força Aérea Brasileira a 2,3 graus de latitude sul, no litoral do Maranhão, entre os espaçoportos mais bem localizados do mundo. Palco da explosão do VLS-1 em 2003, lançou foguetes de sondagem VS-30/VS-40 e, após o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA de 2019, sediou o HANBIT-Nano da Innospace, a primeira tentativa de lançamento comercial a partir do Brasil, que falhou em 22-23 de dezembro de 2025. O programa de comercialização do Centro Espacial de Alcântara e as disputas de terras quilombolas moldam seu futuro.","tags":["base de lançamento","espaçoporto","tsa","innospace"],"url":"https://www.fab.mil.br/organizacoes/mostra/42/CENTRO%20DE%20LAN%C3%87AMENTO%20DE%20ALC%C3%82NTARA","significance":5,"sector":"space","id":497,"ownership":"public-institution","canon":497,"intl":{"international":"Alcântara compete, em teoria, com Kourou (Guiana Francesa, ESA), Cabo Canaveral, Sriharikota e os novos portos de pequenos lançadores (Mahia, na Nova Zelândia; Andøya e Esrange, na Europa): sua latitude de 2,3°S oferece economia de combustível para órbitas geoestacionárias que poucos rivais igualam. O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA (2019) abriu a base a empresas ocidentais, e a sul-coreana Innospace fez em dezembro de 2025 a primeira tentativa comercial, o HANBIT-Nano, que falhou e está sob investigação conjunta com o CENIPA. A base ainda é operada pela FAB, sem a estrutura civil de um porto espacial comercial, e carrega a disputa fundiária com comunidades quilombolas, levada à Corte Interamericana de Direitos Humanos.","future":"O que está em jogo é se a falha de dezembro de 2025 será um tropeço ou um sinal de que Alcântara não decola comercialmente: a Innospace prometeu plano de relançamento, outras empresas (C6 Launch, Hyperion e lançadores brasileiros como o VLM-1) têm interesse, e o Programa de Comercialização do Centro Espacial exige investimentos em infraestrutura e licenciamento ágil pela AEB. Observar: o acordo com as comunidades quilombolas, a criação de uma empresa ou autarquia civil para operar o centro, e a competição de portos europeus e asiáticos por microlançadores. Risco: permanecer como base de foguetes de sondagem; oportunidade: capturar parte do mercado de pequenos satélites do Atlântico Sul.","sources":[{"title":"Innospace: site institucional (missões e comunicados)","url":"https://www.innospc.com/"},{"title":"AEB: notícias","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"FAB – Centro de Lançamento de Alcântara (página oficial)","url":"https://www.fab.mil.br/organizacoes/mostra/42/CENTRO%20DE%20LAN%C3%87AMENTO%20DE%20ALC%C3%82NTARA","verified":false},{"title":"Wikipédia – Centro de Lançamento de Alcântara","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Lançamento_de_Alcântara","verified":true},{"title":"Agência Brasil – Innospace sets new schedule for HANBIT-Nano launch at Alcântara (Jul 2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/node/1698114","verified":true},{"title":"Foguete sul-coreano explode após decolar na base de Alcântara (dez. 2025)","url":"https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/foguete-sul-coreano-explode-apos-decolar-na-base-de-alcantara/611394/","verified":true}]},{"name":"Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)","type":"infrastructure","city":"Parnamirim","state":"RN","founded":1965,"description":"O primeiro centro de lançamento do Brasil, que disparou a série Sonda de foguetes de sondagem e hoje apoia voos suborbitais do VSB-30, foguetes estudantis (cargas úteis do PION e da OBSAT) e o rastreamento de lançamentos do Ariane a partir de Kourou. Atua como complemento de testes e rastreamento da FAB a Alcântara.","tags":["base de lançamento","foguetes de sondagem"],"url":null,"significance":3,"sector":"space","id":498,"ownership":"public-institution","canon":498,"sources":[{"title":"FAB – Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (site oficial)","url":"https://www2.fab.mil.br/clbi/","verified":false},{"title":"Wikipédia – Centro de Lançamento da Barreira do Inferno","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Lançamento_da_Barreira_do_Inferno","verified":true},{"title":"Wikipedia – Barreira do Inferno Launch Center","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Barreira_do_Inferno_Launch_Center","verified":true}]},{"name":"Innospace (operações no Brasil)","type":"company","city":"Alcântara","state":"MA","founded":2017,"description":"Startup sul-coreana de pequenos lançadores que se tornou a primeira operadora comercial em Alcântara, realizando o teste suborbital HANBIT-TLV em março de 2023 e a tentativa orbital HANBIT-Nano em 22-23 de dezembro de 2025, que levava CubeSats brasileiros (incluindo o PION-BR2) e falhou pouco após a decolagem. Após um redesenho orientado pelo CENIPA, agendou um teste de retorno ao voo para agosto de 2026 e uma missão orbital para novembro de 2026, usando serviços de lançamento da AEB e da FAB.","tags":["lançador","lançamento comercial","hanbit"],"url":"https://www.innospc.com","significance":3,"sector":"space","id":499,"ownership":"foreign-multinational","canon":499,"sources":[{"title":"INNOSPACE (site oficial)","url":"https://www.innospc.com","verified":true},{"title":"Wikipedia – Innospace","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Innospace","verified":true},{"title":"Wikipedia – Innospace HANBIT-NANO","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Innospace_HANBIT-NANO","verified":true},{"title":"Agência Brasil – Innospace sets new schedule for HANBIT-Nano launch at Alcântara (Jul 2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/node/1698114","verified":true}]},{"name":"DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial)","type":"research-institute","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1953,"description":"Guarda-chuva da Força Aérea para a ciência e tecnologia aeroespacial do Brasil: ITA (ensino), IAE (foguetes e lançadores), IEAv (estudos avançados), IFI (certificação) e os centros de lançamento de Alcântara e Barreira do Inferno. Seu campus criou o polo de São José dos Campos que deu origem à Embraer, à Avibras e a dezenas de fornecedores.","tags":["força aérea","p&d","ita","iae"],"url":"https://www.fab.mil.br/organizacoes/mostra/8","significance":4,"sector":"space","id":500,"ownership":"public-institution","canon":500,"sources":[{"title":"FAB – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (página oficial)","url":"https://www.fab.mil.br/organizacoes/mostra/8","verified":false},{"title":"Wikipédia – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Ciência_e_Tecnologia_Aeroespacial","verified":true},{"title":"ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica (site oficial)","url":"https://www.ita.br","verified":true}]},{"name":"ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)","type":"university-lab","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1950,"description":"Escola de engenharia de elite da Força Aérea, inspirada no MIT, cujos ex-alunos fundaram a Embraer e lideram a maioria das empresas aeroespaciais do Brasil. Conduz o programa de CubeSats ITASAT (ITASAT-1 lançado em 2018, ITASAT-2 em desenvolvimento), pesquisa em hipersônica e propulsão, e está em expansão com um novo campus em Fortaleza, CE.","tags":["educação","cubesat","itasat"],"url":"https://www.ita.br","significance":4,"sector":"space","id":501,"ownership":"public-institution","canon":501,"sources":[{"title":"ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica (site oficial)","url":"https://www.ita.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Instituto Tecnológico de Aeronáutica","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnológico_de_Aeronáutica","verified":true},{"title":"ITASAT – projeto de nanossatélite do ITA (site do projeto)","url":"http://www.itasat.ita.br","verified":true}]},{"name":"IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço)","type":"research-institute","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1969,"description":"Instituto de foguetes e veículos lançadores do DCTA, desenvolvedor dos foguetes de sondagem Sonda, VS-30, VS-40 e VSB-30 (usado pelo DLR/ESA), do malfadado VLS-1 e do microlançador VLM-1, desenvolvido com o DLR alemão, cujo motor sólido S50 foi testado em 2021-2024 e cujo primeiro voo (precursor suborbital VS-50) foi repetidamente adiado para 2026-2027.","tags":["foguetes","vlm-1","vs-50","motor s50"],"url":"https://www.gov.br/iae","significance":4,"sector":"space","id":502,"ownership":"public-institution","canon":502,"sources":[{"title":"IAE – Instituto de Aeronáutica e Espaço (site oficial)","url":"https://www.gov.br/iae/pt-br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Instituto de Aeronáutica e Espaço","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Aeronáutica_e_Espaço","verified":true},{"title":"Wikipédia – Centro de Lançamento de Alcântara (VLS-1)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Lançamento_de_Alcântara","verified":true}]},{"name":"IEAv (Instituto de Estudos Avançados)","type":"research-institute","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1984,"description":"Instituto do DCTA para física avançada e hipersônica: construiu o demonstrador de scramjet hipersônico 14-X (voado em um VSB-30 em dezembro de 2021, em Alcântara), opera os túneis de choque hipersônicos do Brasil e pesquisa lasers, fotônica e sensoriamento de natureza nuclear para a Força Aérea.","tags":["hipersônica","14-x","scramjet"],"url":"https://www.gov.br/ieav","significance":3,"sector":"space","id":503,"ownership":"public-institution","canon":503,"sources":[{"title":"IEAv – Instituto de Estudos Avançados (site oficial)","url":"https://www.gov.br/ieav/pt-br","verified":false},{"title":"Wikipédia – Instituto de Estudos Avançados","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Estudos_Avançados","verified":true},{"title":"Wikipédia – 14-X (veículo hipersônico)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/14-X","verified":true}]},{"name":"Visiona Tecnologia Espacial","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2012,"description":"Joint venture da Embraer (51%) e da Telebras (49%) criada para integrar o satélite geoestacionário SGDC-1 (lançado em 2017 em um Ariane 5). Construiu e lançou o VCUB1 (2023), o primeiro nanossatélite de observação da Terra projetado pela iniciativa privada no Brasil, e fornece serviços de imagens de satélite, geointeligência e agricultura de precisão, enquanto concorre pelo SGDC-2 e por constelações de observação da Terra.","tags":["satélites","sgdc","vcub1","geointeligência"],"url":"https://www.visionaespacial.com.br","significance":4,"sector":"space","id":504,"ownership":"mixed-golden-share","canon":504,"sources":[{"title":"Visiona Tecnologia Espacial (site oficial)","url":"https://visionaespacial.com/","verified":true},{"title":"Wikipédia – Visiona Tecnologia Espacial S.A.","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Visiona","verified":true},{"title":"Teletime – Telebras quer soberania total sobre novo SGDC e integração multiórbita (jul. 2026)","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/","verified":true},{"title":"Wikipedia – Geostationary Satellite for Defense and Strategic Communications (SGDC-1)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SGDC-1","verified":true}]},{"name":"SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas)","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2017,"description":"Primeiro satélite geoestacionário soberano do Brasil, construído pela Thales Alenia Space e integrado pela Visiona, lançado em 4 de maio de 2017 e operado pela Telebras (banda larga em banda Ka para áreas remotas) e pela Força Aérea (comunicações militares em banda X). O SGDC-2 é estudado desde 2020 para 2027-2028, com a Visiona defendendo maior conteúdo nacional.","tags":["satélite geoestacionário","comunicações de defesa","telebras"],"url":null,"significance":3,"sector":"space","id":505,"ownership":"program-policy","canon":505,"sources":[{"title":"Wikipedia – Geostationary Satellite for Defense and Strategic Communications (SGDC-1)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SGDC-1","verified":true},{"title":"Telebras (site oficial)","url":"https://www.telebras.com.br","verified":true},{"title":"Teletime – Telebras quer soberania total sobre novo SGDC e integração multiórbita (jul. 2026)","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/","verified":true},{"title":"Wikipédia – Visiona Tecnologia Espacial S.A. (integradora do SGDC)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Visiona","verified":true}]},{"name":"Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres)","type":"program","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1988,"description":"A mais longa parceria espacial Sul-Sul: INPE e CAST construíram em conjunto seis satélites de sensoriamento remoto (CBERS-1 em 1999, 2, 2B, 3 perdido em 2013, 4 em 2014, 4A em 2019), com distribuição gratuita de imagens que semeou o monitoramento ambiental brasileiro. O CBERS-5/6 está em negociação, e o programa também impulsiona a estação terrena de Cuiabá e a indústria de câmeras do Brasil (Opto, Equatorial).","tags":["china","sensoriamento remoto","inpe"],"url":"http://www.cbers.inpe.br","significance":4,"sector":"space","id":506,"ownership":"program-policy","canon":506,"sources":[{"title":"CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (site oficial INPE)","url":"http://www.cbers.inpe.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Satélite_Sino-Brasileiro_de_Recursos_Terrestres","verified":true},{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (site oficial)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br","verified":true}]},{"name":"Amazonia-1 / Amazonia-1B","type":"program","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2021,"description":"O Amazonia-1, lançado em 28 de fevereiro de 2021 no PSLV-C51 da Índia, foi o primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, construído e operado no Brasil, usando a Plataforma Multimissão e um imageador de campo largo para desmatamento e agricultura. O INPE contratou seu sucessor, o Amazonia-1B (câmera AWFI, programa AQUAE de monitoramento de águas), para lançamento em 2027 em um Vega-C a partir de Kourou, via SpaceLaunch.","tags":["observação da terra","inpe","pslv","vega-c"],"url":"https://www.gov.br/inpe","significance":4,"sector":"space","id":507,"ownership":"program-policy","canon":507,"sources":[{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (site oficial)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Amazônia-1","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Amazônia-1","verified":true},{"title":"SatNews – INPE awards SpaceLaunch contract for Amazonia-1B mission on Vega-C (Jan 2026)","url":"http://satnews.com/2026/01/27/inpe-awards-spacelaunch-contract-for-amazonia-1b-mission-on-vega-c/","verified":true}]},{"name":"Sabiá-Mar","type":"program","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2008,"description":"Missão de satélite Brasil-Argentina (INPE-CONAE) de cor do oceano e monitoramento costeiro para pesca, florações de algas e ecossistemas costeiros. O Sabiá-Mar 1 está sendo integrado pelo INPE com instrumentos argentinos; após anos de atrasos, seu lançamento está previsto para o fim da década de 2020, e é o principal exemplo brasileiro de cooperação espacial no Mercosul.","tags":["cor do oceano","argentina","conae"],"url":null,"significance":2,"sector":"space","id":508,"ownership":"program-policy","canon":508,"sources":[{"title":"Wikipedia – SABIA-Mar","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SABIA-Mar","verified":true},{"title":"CONAE – SABIA-Mar (Argentina.gob.ar)","url":"https://www.argentina.gob.ar/ciencia/conae/misiones-espaciales/sabia-mar","verified":true},{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (site oficial)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br","verified":true}]},{"name":"PRODES / DETER (monitoramento de desmatamento do INPE)","type":"program","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1988,"description":"Os sistemas de desmatamento por satélite do INPE: o PRODES produz desde 1988 o número oficial anual de corte raso na Amazônia, e o DETER (2004) emite alertas em tempo quase real para a fiscalização do IBAMA. São a base de evidências para o Fundo Amazônia, a NDC do Brasil e os pagamentos de REDD+, e estiveram no centro do embate político de 2019 que custou o cargo ao diretor do INPE, Ricardo Galvão; os dados de 2023-2025 mostraram quedas acentuadas no desmatamento da Amazônia.","tags":["desmatamento","amazônia","sensoriamento remoto","clima"],"url":"http://terrabrasilis.dpi.inpe.br","significance":4,"sector":"space","id":509,"ownership":"program-policy","canon":509,"sources":[{"title":"TerraBrasilis – Plataforma de dados geográficos do INPE (PRODES/DETER)","url":"http://terrabrasilis.dpi.inpe.br","verified":true},{"title":"Wikipédia – PRODES","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/PRODES","verified":true},{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (site oficial)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br","verified":true},{"title":"Wikipédia – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_Espaciais","verified":true}]},{"name":"Akaer","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1992,"description":"Empresa de engenharia e aeroestruturas que é fornecedora-chave da Saab (seções de fuselagem do Gripen E, com a Saab como acionista minoritária), da Embraer e do programa espacial brasileiro (estruturas de satélites, conceito do CubeSat lunar Garatéa-L). É uma das poucas empresas brasileiras que reúnem manufatura de estruturas aeroespaciais e engenharia de sistemas espaciais.","tags":["aeroestruturas","gripen","saab","satélites"],"url":"https://www.akaer.com.br","significance":3,"sector":"space","id":510,"ownership":"private","canon":510,"sources":[{"title":"Akaer – site oficial","url":"https://www.akaer.com.br","verified":false},{"title":"Akaer: Half a Million Hours Dedicated to Gripen Program (Akaer / Saab em Foco)","url":"https://akaer.com.br/en/post/akaer-half-a-milion-hours-dedicated-to-gripen-program","verified":true},{"title":"Saab expands co-operation with Akaer in Brazil (Saab press release, 2012)","url":"https://www.saab.com/newsroom/press-releases/2012/saab-expands-co-operation-with-akaer-in-brazil","verified":true},{"title":"No time dos supersônicos – primeiro F-39E Gripen montado no Brasil (Pesquisa FAPESP, ed. 363, 2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/04/069-071_gripen_363.pdf","verified":true}]},{"name":"Orbital Engenharia","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1985,"description":"Fabricante de subsistemas de satélites que construiu os painéis solares, estruturas e controle térmico do SCD, CBERS e Amazonia-1 e fornece sistemas de baterias e energia para os programas Carcará e Lessonia da Força Aérea. Está entre a base industrial central das missões do INPE.","tags":["subsistemas de satélites","painéis solares"],"url":"https://orbitalengenharia.com.br","significance":2,"sector":"space","id":511,"ownership":"private","canon":511,"sources":[{"title":"Orbital Engenharia – site oficial","url":"https://orbitalengenharia.com.br","verified":true},{"title":"Um satélite brasileiro – Amazonia 1 (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/um-satelite-brasileiro/","verified":true},{"title":"Sete empresas de São José ajudaram a produzir o Amazonia-1 (Prefeitura de São José dos Campos, 2021)","url":"https://www.sjc.sp.gov.br/noticias/2021/marco/01/sete-empresas-de-sao-jose-ajudaram-a-produzir-o-amazonia-1/","verified":true},{"title":"Solução em órbita – painéis solares da Orbital para o CBERS-2B (Agência FAPESP, 2007)","url":"https://agencia.fapesp.br/solucao-em-orbita/7171","verified":true}]},{"name":"Cenic Engenharia","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1992,"description":"Especialista em materiais compósitos que produz envelopes de motores-foguete (S50 para o VLM-1), vasos de pressão e aeroestruturas para o IAE, a Embraer e a Avibras. Uma das poucas empresas brasileiras com capacidade de enrolamento filamentar para veículos lançadores.","tags":["compósitos","motores-foguete"],"url":null,"significance":2,"sector":"space","id":512,"ownership":"private","canon":512,"sources":[{"title":"Cenic Engenharia – site oficial","url":"https://www.cenic.com.br","verified":false},{"title":"Sete empresas de São José ajudaram a produzir o Amazonia-1 (Prefeitura de São José dos Campos, 2021)","url":"https://www.sjc.sp.gov.br/noticias/2021/marco/01/sete-empresas-de-sao-jose-ajudaram-a-produzir-o-amazonia-1/","verified":true},{"title":"VLM (rocket) – Wikipedia (motor S50)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/VLM_(rocket)","verified":true}]},{"name":"PION Labs","type":"startup","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2019,"description":"Startup NewSpace que lançou o PION-BR1 no Transporter-3 da SpaceX em janeiro de 2022, o primeiro satélite totalmente desenvolvido por uma empresa privada brasileira, e lançou um foguete de sondagem educacional da Barreira do Inferno em 2023 com cargas úteis da Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT). Seu PION-BR2 'Cientistas de Alcântara' estava manifestado no voo fracassado do HANBIT-Nano de dezembro de 2025.","tags":["newspace","cubesat","educação"],"url":"https://pionlabs.com.br","significance":2,"sector":"space","id":513,"ownership":"private","canon":513,"sources":[{"title":"PION Labs – site oficial","url":"https://pionlabs.com.br","verified":false},{"title":"PION Labs – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/PION_Labs","verified":true},{"title":"Foguete sul-coreano explode após decolar na base de Alcântara (dez. 2025)","url":"https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/foguete-sul-coreano-explode-apos-decolar-na-base-de-alcantara/611394/","verified":true},{"title":"Innospace HANBIT-NANO – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Innospace_HANBIT-NANO","verified":true}]},{"name":"Parque Tecnológico São José dos Campos","type":"hub","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2006,"description":"Parque tecnológico municipal vizinho à Embraer, ao DCTA e ao INPE que abriga o Cluster Aeroespacial Brasileiro, a incubadora Nexus, o centro de engenharia da Embraer, escritórios de pesquisa da Boeing e da Saab e dezenas de fornecedores e startups aeroespaciais. É o núcleo físico do 'Vale Aeroespacial' brasileiro e do corredor de defesa e aeroespacial do Vale do Paraíba.","tags":["polo","hub de inovação","vale aeroespacial"],"url":"https://pqtec.org.br","significance":3,"sector":"space","id":514,"ownership":"nonprofit","canon":514,"sources":[{"title":"Parque Tecnológico São José dos Campos – site oficial","url":"https://pqtec.org.br","verified":false},{"title":"Parque Tecnológico de São José dos Campos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Tecnol%C3%B3gico_de_S%C3%A3o_Jos%C3%A9_dos_Campos","verified":true},{"title":"Sete empresas de São José ajudaram a produzir o Amazonia-1 (Prefeitura de São José dos Campos, 2021)","url":"https://www.sjc.sp.gov.br/noticias/2021/marco/01/sete-empresas-de-sao-jose-ajudaram-a-produzir-o-amazonia-1/","verified":true}]},{"name":"NanosatC-BR (UFSM/INPE)","type":"university-lab","city":"Santa Maria","state":"RS","founded":2014,"description":"Primeiro programa universitário de CubeSats do Brasil, conduzido pela Universidade Federal de Santa Maria com o Centro Regional Sul do INPE. O NanosatC-BR1 foi lançado em 2014 em um Dnepr e o NanosatC-BR2 em 2021 em um Soyuz, levando magnetômetros e chips tolerantes à radiação para estudos da Anomalia Magnética do Atlântico Sul.","tags":["cubesat","universidade","clima espacial"],"url":null,"significance":2,"sector":"space","id":515,"ownership":"public-institution","canon":515,"sources":[{"title":"NanosatC-BR – INPE Centro Regional Sul / UFSM","url":"http://www.inpe.br/crs/nanosat/","verified":false},{"title":"Após adiamento, nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2 é lançado com sucesso (Canaltech, 22/03/2021)","url":"https://canaltech.com.br/espaco/apos-adiamento-nanossatelite-brasileiro-nanosatc-br2-e-lancado-com-sucesso-181082/","verified":true},{"title":"Nanossatélite brasileiro desenvolvido na UFSM é colocado em órbita (Olhar Digital, 2021)","url":"https://olhardigital.com.br/2021/03/22/ciencia-e-espaco/nanossatelite-brasileiro-colocado-em-orbita/","verified":false},{"title":"NANOSATC-BR2 – Nanosats Database","url":"https://www.nanosats.eu/sat/nanosatc-br2","verified":false}]},{"name":"FloripaSat / UFSC SpaceLab","type":"university-lab","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2014,"description":"Laboratório estudantil de CubeSats da Universidade Federal de Santa Catarina, que lançou o FloripaSat-1 em dezembro de 2019 em um Longa Marcha 4B chinês, junto com o CBERS-4A, e abriu o código de seus subsistemas. Os sucessores incluem o GOLDS-UFSC e a constelação Catarina para coleta de dados ambientais com o INPE.","tags":["cubesat","código aberto","universidade"],"url":"https://spacelab.ufsc.br","significance":2,"sector":"space","id":516,"ownership":"public-institution","canon":516,"sources":[{"title":"SpaceLab UFSC – site oficial","url":"https://spacelab.ufsc.br","verified":false},{"title":"SpaceLab UFSC – repositórios de código aberto (GitHub)","url":"https://github.com/spacelab-ufsc","verified":false},{"title":"Serpens – SpaceLab UFSC (participação no programa SERPENS)","url":"https://spacelab.ufsc.br/en/serpens/","verified":false}]},{"name":"SERPENS / Programa de Nanossatélites (AEB-UnB)","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2015,"description":"Iniciativa universitária de nanossatélites da AEB: o SERPENS-1 (Universidade de Brasília com parceiros nos EUA, Itália e Espanha) foi liberado da ISS em setembro de 2015 para radioamadorismo e coleta de dados; o SPORT (CubeSat ionosférico NASA-INPE-ITA) foi lançado em 2022. Essas missões semearam o ecossistema atual de CubeSats e a Olimpíada Brasileira de Satélites.","tags":["cubesat","iss","sport"],"url":null,"significance":2,"sector":"space","id":517,"ownership":"program-policy","canon":517,"sources":[{"title":"Agência Espacial Brasileira – site oficial","url":"https://www.gov.br/aeb","verified":false},{"title":"Nanossatélite brasileiro é acoplado à Estação Espacial Internacional (Teletime, 24/08/2015)","url":"https://teletime.com.br/24/08/2015/nanossatelite-brasileiro-e-acoplado-a-estacao-espacial-internacional/","verified":true},{"title":"SERPENS reaches the ISS (Pesquisa FAPESP, 2015)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/en/serpens-reaches-the-iss/","verified":true}]},{"name":"Acordos Artemis (Brasil)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2021,"description":"O Brasil assinou os Acordos Artemis, liderados pelos EUA, em 15 de junho de 2021, como primeiro signatário sul-americano, comprometendo-se com normas de transparência, interoperabilidade e exploração lunar pacífica. Combinados com o AST de Alcântara de 2019, reorientaram a diplomacia espacial brasileira rumo aos EUA, enquanto a cooperação CBERS com a China continuou.","tags":["políticas públicas","nasa","lunar"],"url":"https://www.nasa.gov/artemis-accords","significance":2,"sector":"space","id":518,"ownership":"program-policy","canon":518,"sources":[{"title":"The Artemis Accords – NASA","url":"https://www.nasa.gov/artemis-accords","verified":false},{"title":"Acordos Artemis – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordos_Artemis","verified":false},{"title":"Artemis Accords – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Artemis_Accords","verified":false},{"title":"Governo assina acordo com a Nasa para participação em programa espacial (Poder360, 15/06/2021)","url":"https://www.poder360.com.br/governo/governo-assina-acordo-com-a-nasa-para-participacao-em-programa-espacial/","verified":true}]},{"name":"Saab Aeronáutica Montagens / Programa Gripen","type":"program","city":"Gavião Peixoto","state":"SP","founded":2014,"description":"O programa FX-2 contratou 36 Gripen E/F (F-39) por R$28,5 bilhões em outubro de 2014, com profunda transferência de tecnologia: a Saab Aeroestruturas constrói cones de cauda e estruturas em São Bernardo do Campo, a Akaer fabrica seções de fuselagem e a Embraer faz a montagem final em Gavião Peixoto, onde o primeiro F-39E montado no Brasil foi apresentado em 25 de março de 2026. Dez aeronaves foram entregues a partir da Suécia até 2025, 15 serão construídas no Brasil até 2033, e Saab e Embraer cortejam a Colômbia e outros compradores latino-americanos.","tags":["caça","gripen","fx-2","transferência de tecnologia"],"url":"https://www.saab.com/markets/brazil","significance":5,"sector":"defense","id":519,"ownership":"program-policy","canon":519,"intl":{"international":"O programa Gripen brasileiro é o maior contrato da história da Saab e o único caso em que um caça de quarta geração avançada é produzido fora de seu país de origem com transferência profunda de tecnologia: em 7 de outubro de 2026 o primeiro Gripen E fabricado pela Embraer em Gavião Peixoto fez seu voo inaugural, o primeiro Gripen construído fora da Suécia. O modelo concorre com F-16 e F-35 (EUA), Rafale (França) e Eurofighter, e a Colômbia escolheu o Gripen em 2025, com a Saab e a Embraer propondo o Brasil como polo regional de produção e suporte. A dependência crítica é de componentes norte-americanos (motor GE F414) sujeitos a regras ITAR, o que condiciona exportações.","future":"Até 2033 o Brasil deve montar 15 das 36 aeronaves e desenvolver com a Saab o biposto Gripen F, enquanto a FAB discute um segundo lote para substituir os F-5. O que está em jogo é consolidar a cadeia (Saab Aeroestruturas, Akaer, Embraer) com volume suficiente, o que depende de vendas à Colômbia e a outros latino-americanos e da disposição sueca de compartilhar trabalho. Observar: contratos colombianos e sua parcela brasileira, a integração de armamentos nacionais (míssil A-Darter), o orçamento de defesa e a autonomia em software de missão. Riscos: cortes fiscais e restrições ITAR; oportunidade: tornar o Brasil o centro de manutenção e produção de Gripen das Américas.","sources":[{"title":"Saab Newsroom: First Gripen E produced in Brazil makes maiden flight (outubro de 2026)","url":"https://www.saab.com/newsroom"},{"title":"Saab: Colombia market page","url":"https://www.saab.com/markets/colombia"},{"title":"Embraer Media Center","url":"https://embraer.com/media-center/en/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Saab in Brazil – site oficial","url":"https://www.saab.com/markets/brazil","verified":false},{"title":"Saab JAS 39 Gripen – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Saab_JAS_39_Gripen","verified":false},{"title":"Brasil produz 1º caça supersônico e insere Embraer em cadeia global de defesa (Movimento Econômico, mar. 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/seguranca/2026/03/25/brasil-produz-1o-caca-supersonico-e-insere-embraer-em-cadeia-global-de-defesa/","verified":true},{"title":"No time dos supersônicos – primeiro F-39E Gripen montado no Brasil (Pesquisa FAPESP, ed. 363, 2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/04/069-071_gripen_363.pdf","verified":true}]},{"name":"Ministério da Defesa","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1999,"description":"Ministério civil que supervisiona o Exército, a Marinha e a Força Aérea, a Estratégia Nacional de Defesa (2008, revisada em 2012, 2016, 2020 e 2024), a lei da indústria de defesa de 2012 (status de EED) e a secretaria SEPROD, que autoriza exportações. Sob o ministro José Múcio (desde 2023), impulsionou uma linha de investimento em defesa de R$112,9 bilhões no Novo PAC e a diplomacia de defesa com Argentina, Suécia, Finlândia e Chile.","tags":["ministério","end","aquisições"],"url":"https://www.gov.br/defesa","significance":5,"sector":"defense","id":520,"ownership":"public-institution","canon":520,"intl":{"international":"O Brasil gasta cerca de 1,1% do PIB em defesa (em torno de US$ 20 bilhões, segundo o SIPRI), abaixo da meta de 2% da OTAN e do novo patamar de 3,5% discutido pela aliança em 2025, e com parcela elevada em pessoal. O Ministério da Defesa conduz uma diplomacia de defesa que privilegia parcerias tecnológicas: Suécia (Gripen), França (PROSUB), além de Argentina, Finlândia e Chile, e autoriza exportações via SEPROD, com a Embraer (KC-390, A-29) como principal vetor. A linha de R$ 112,9 bilhões no Novo PAC é a tentativa de dar previsibilidade plurianual comparável às leis de programação militar francesas. A Estratégia Nacional de Defesa de 2024 enfatiza Amazônia, Atlântico Sul e tecnologias duais.","future":"O que está em jogo em 2027-2030 é a execução: o submarino nuclear exige cerca de R$ 1 bilhão adicional por ano para ser lançado em 2034-2035, o Gripen demanda segundo lote, as fragatas Tamandaré e o Astros 2020 precisam de fluxo contínuo, e a Avibras, visitada pelo ministro em 2026, ilustra a fragilidade da base industrial. Observar: o novo governo e ministro em 2027, a lei de programação de defesa, os exercícios cibernéticos (Guardião Cibernético), a adoção de drones armados e a reforma do status de Empresa Estratégica de Defesa. Riscos: contingenciamentos e descontinuidade de programas; oportunidade: usar a demanda global por defesa para exportar e sustentar a indústria.","sources":[{"title":"Ministério da Defesa: portal e notícias (2026)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br"},{"title":"Marinha do Brasil: PROSUB","url":"https://www.marinha.mil.br/prosub"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Ministério da Defesa – site oficial","url":"https://www.gov.br/defesa","verified":true},{"title":"Ministério da Defesa (Brasil) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Defesa_(Brasil)","verified":false},{"title":"Lei nº 12.598/2012 – normas especiais para compras e desenvolvimento de produtos de defesa (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12598.htm","verified":true},{"title":"Exportações da indústria de defesa crescem 29% no 1º semestre de 2026 (O Imparcial / Agência Gov)","url":"https://oimparcial.com.br/brasil/2026/07/exportacoes-da-industria-de-defesa-brasileira-crescem-29-e-somam-us-1815-bi-no-primeiro-semestre/","verified":true}]},{"name":"Estratégia Nacional de Defesa (END)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2008,"description":"A Estratégia Nacional de Defesa de 2008, elaborada sob o ministro Nelson Jobim, definiu os três setores estratégicos (nuclear, cibernético, espacial) e os projetos emblemáticos: submarino nuclear, Gripen, KC-390, Guarani, SISFRON e ASTROS 2020. Vinculou o desenvolvimento nacional a uma base industrial de defesa doméstica, arcabouço mantido na revisão de 2024 e no Livro Branco de Defesa Nacional.","tags":["políticas públicas","estratégia"],"url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/politica-nacional-de-defesa","significance":3,"sector":"defense","id":521,"ownership":"program-policy","canon":521,"sources":[{"title":"Política Nacional de Defesa, Estratégia Nacional de Defesa e Livro Branco – Ministério da Defesa","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/politica-nacional-de-defesa","verified":true},{"title":"Estratégia Nacional de Defesa – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gia_Nacional_de_Defesa","verified":true},{"title":"Decreto nº 6.703/2008 – aprova a Estratégia Nacional de Defesa (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6703.htm","verified":true}]},{"name":"PROSUB / Itaguaí Construções Navais","type":"program","city":"Itaguaí","state":"RJ","founded":2008,"description":"Programa de submarinos Brasil-França assinado em 2008 com a DCNS (Naval Group) e a Odebrecht: quatro submarinos da classe Riachuelo derivados do Scorpène (Riachuelo S40 comissionado em 2022, Humaitá S41 em 2024, Tonelero S42 entregue no fim de 2025, Almirante Karam S43 com lançamento até o fim de 2026) e o SN-BR Álvaro Alberto, de propulsão nuclear, cujas seções de casco estão em construção no estaleiro de Itaguaí. A Marinha estima o lançamento do submarino nuclear para 2034-2035 se o financiamento aumentar em cerca de R$1 bilhão por ano; caso contrário, por volta de 2040.","tags":["submarinos","naval group","scorpène","submarino nuclear"],"url":"https://www.marinha.mil.br/prosub","significance":5,"sector":"defense","id":522,"ownership":"program-policy","canon":522,"intl":{"international":"O PROSUB nasceu da parceria estratégica Brasil-França de 2008 com a então DCNS (hoje Naval Group) e equivale, em ambição, ao que a Austrália busca com o AUKUS e a Índia alcançou com a classe Arihant: um país sem armas nucleares operando submarino de propulsão nuclear. Os quatro Scorpène adaptados estão quase completos: Riachuelo (2022), Humaitá (2024), Tonelero (entregue no fim de 2025) e Almirante Karam, já lançado e com imersão estática concluída em 2026. O Naval Group segue parceiro em inspeções e qualidade, e o estaleiro de Itaguaí é um dos mais modernos do Hemisfério Sul. A dependência é de aço especial, sistemas de combate e, para o SN-BR, da negociação de salvaguardas com a AIEA e a ABACC.","future":"Com os convencionais concluídos, o programa entra em sua fase mais difícil: construir o Álvaro Alberto, cujas seções de casco avançam em Itaguaí, enquanto o reator protótipo LABGENE só deve operar plenamente em 2027-2028. A Marinha estima lançamento em 2034-2035 com R$ 1 bilhão extra por ano, ou por volta de 2040 sem ele. Observar: o acordo de salvaguardas para combustível naval (precedente aberto pelo AUKUS), a governança da ICN após a saída da Odebrecht/Novonor, o papel futuro do Naval Group, e se o estaleiro receberá encomendas para não perder equipe. Risco: um 'vale da morte' industrial entre os dois programas; oportunidade: exportar manutenção e construir mais convencionais.","sources":[{"title":"Marinha do Brasil: PROSUB (lançamento do Almirante Karam, entrega do Tonelero)","url":"https://www.marinha.mil.br/prosub"},{"title":"Marinha do Brasil: CTMSP","url":"https://www.marinha.mil.br/ctmsp"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"PROSUB – Marinha do Brasil","url":"https://www.marinha.mil.br/prosub","verified":false},{"title":"Programa de Desenvolvimento de Submarinos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_de_Desenvolvimento_de_Submarinos","verified":true},{"title":"Riachuelo-class submarine – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Riachuelo-class_submarine","verified":true},{"title":"Programa de submarinos precisa de aporte adicional de R$ 1 bilhão por ano (Defesa Aérea & Naval / CNN Brasil)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/programa-de-submarinos-da-marinha-precisa-de-aporte-adicional-de-r-1-bilhao-por-ano-para-manter-cronograma-de-entrega-em-2034-ou-2035","verified":true}]},{"name":"Fragatas Classe Tamandaré / Águas Azuis","type":"program","city":"Itajaí","state":"SC","founded":2020,"description":"Quatro fragatas derivadas do MEKO A-100 encomendadas em 2020 ao consórcio Águas Azuis (thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa e Atech), construídas no estaleiro TKMS/Oceana em Itajaí com integração brasileira de sistemas de gerenciamento de combate e sensores. A Tamandaré (F200) foi lançada em agosto de 2024 e a Jerônimo de Albuquerque em 2025; as entregas vão de 2026 a 2029 e o programa é a principal renovação da esquadra de superfície da Marinha.","tags":["fragatas","thyssenkrupp","embraer","atech"],"url":"https://www.aguasazuis.com.br","significance":4,"sector":"defense","id":523,"ownership":"program-policy","canon":523,"sources":[{"title":"Águas Azuis – site oficial","url":"https://www.aguasazuis.com.br","verified":false},{"title":"Classe Tamandaré – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Classe_Tamandar%C3%A9","verified":true},{"title":"Tamandaré-class frigate – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Tamandar%C3%A9-class_frigate","verified":false},{"title":"Fragatas Classe Tamandaré: governança com a SPE Águas Azuis (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/fragatas-classe-tamandare-marinha-e-emgepron-realizam-2a-reuniao-de-governanca-estrategica-com-a-sociedade-de-proposito-especifico-aguas-azuis","verified":true}]},{"name":"Viatura Blindada Guarani (Iveco Defence Vehicles)","type":"program","city":"Sete Lagoas","state":"MG","founded":2009,"description":"O blindado anfíbio 6x6 de transporte de pessoal do Exército, desenvolvido com a Iveco e construído em Sete Lagoas com torres da Elbit/AEL e da Ares. Mais de 500 dos mais de 2.000 planejados foram entregues desde 2014; está em serviço no Líbano, nas Filipinas e na Argentina (por meio de acordos de exportação) e ancora a modernização das brigadas mecanizadas do Exército.","tags":["blindado","exército","iveco"],"url":null,"significance":3,"sector":"defense","id":524,"ownership":"program-policy","canon":524,"sources":[{"title":"Programa Guarani – Escritório de Projetos do Exército (EPEx)","url":"http://www.epex.eb.mil.br/index.php/guarani","verified":false},{"title":"VBTP-MR Guarani – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/VBTP-MR_Guarani","verified":false},{"title":"VBTP-MR Guarani – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/VBTP-MR_Guarani","verified":false}]},{"name":"SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras)","type":"program","city":"Brasília","state":"DF","founded":2012,"description":"Programa do Exército para monitorar os 17.000 km de fronteira terrestre do Brasil com radares, sensores, drones, comunicações e centros de comando, contratado ao consórcio Tepro (Savis/Embraer e Bradar) como integrador principal. Apenas o trecho-piloto em Mato Grosso do Sul foi concluído em sua primeira década; a implantação completa agora é projetada para a década de 2030 e o financiamento foi ampliado no Novo PAC.","tags":["fronteira","vigilância","exército","embraer"],"url":null,"significance":3,"sector":"defense","id":525,"ownership":"program-policy","canon":525,"sources":[{"title":"SISFRON – Escritório de Projetos do Exército (EPEx)","url":"http://www.epex.eb.mil.br/index.php/sisfron","verified":true},{"title":"Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Integrado_de_Monitoramento_de_Fronteiras","verified":true},{"title":"Atech – site oficial (integradora de sistemas de comando e controle)","url":"https://www.atech.com.br","verified":false}]},{"name":"Avibras (Avibras Aeroco)","type":"company","city":"Jacareí","state":"SP","founded":1961,"description":"Fabricante do lançador múltiplo de foguetes ASTROS II/ASTROS 2020, do míssil de cruzeiro tático AV-TM 300 e do drone Falcão, historicamente a maior exportadora de armas do Brasil (Iraque, Arábia Saudita, Malásia, Indonésia). Entrou em recuperação judicial em março de 2022, enfrentou uma greve de 1.280 dias encerrada em março de 2026, e foi reestruturada como Avibras Aeroco e adquirida pela Globe Investimentos (J&F), da família Batista, em agosto de 2026, retomando as entregas de munições ao Exército e mirando 1.000 funcionários e R$500 milhões de receita até 2028.","tags":["mísseis","astros","artilharia de foguetes","j&f"],"url":"https://www.avibras.com.br","significance":4,"sector":"defense","id":526,"ownership":"private","canon":526,"sources":[{"title":"Avibras – site oficial","url":"https://www.avibras.com.br","verified":false},{"title":"Avibras – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Avibras","verified":false},{"title":"Avibras – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Avibras","verified":false},{"title":"Avibras: de 1.280 dias de greve à retomada com os irmãos Batista (Sociedade Militar, out. 2026)","url":"https://www.sociedademilitar.com.br/2026/10/de-1-280-dias-de-greve-e-risco-de-falencia-a-retomada-com-os-irmaos-batista-avibras-mira-india-malasia-1-000-funcionarios-e-r-500-milhoes-ate-2028-afch.html","verified":true}]},{"name":"Mectron (Embraer Defesa)","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1991,"description":"Empresa de mísseis e aviônica adquirida pela Embraer em 2011 que desenvolveu os mísseis ar-ar MAA-1 Piranha e MAA-1B, o míssil antirradiação MAR-1 (exportado para o Paquistão) e codesenvolveu o míssil ar-ar de quinta geração A-Darter com a sul-africana Denel. Absorvida pela Embraer Defesa & Segurança em 2017, sua linhagem continua na SIATT e no roteiro de mísseis da Força Aérea.","tags":["mísseis","mar-1","a-darter"],"url":null,"significance":2,"sector":"defense","id":527,"ownership":"mixed-golden-share","canon":527,"sources":[{"title":"Embraer Defesa & Segurança – site oficial","url":"https://embraer.com/global/en/defense-security","verified":false},{"title":"Mectron – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Mectron","verified":true},{"title":"A-Darter – Wikipedia (míssil codesenvolvido com a Denel)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/A-Darter","verified":false}]},{"name":"SIATT","type":"company","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2016,"description":"Empresa de mísseis e sistemas de armas criada a partir da equipe de engenharia da Mectron (com o EDGE Group, dos Emirados Árabes Unidos, assumindo 50% de participação em 2023) que desenvolve o míssil antinavio MANSUP para a Marinha, o míssil anticarro MSS 1.2 e as armas guiadas a laser MAX 1.2. Representa a tentativa do Brasil de manter capacidade soberana em mísseis após a absorção da Mectron.","tags":["mísseis","mansup","edge"],"url":"https://siatt.com.br","significance":3,"sector":"defense","id":528,"ownership":"private","canon":528,"sources":[{"title":"SIATT – site oficial","url":"https://siatt.com.br","verified":false},{"title":"Grupo EDGE compra 50% de empresa especializada em armas inteligentes (Poder360, 30/09/2023)","url":"https://www.poder360.com.br/economia/grupo-edge-compra-50-de-empresa-especializada-em-armas-inteligentes","verified":true},{"title":"UAE's Edge Group acquires stake in Brazilian missile maker SIATT (Defense News, 2023)","url":"https://www.defensenews.com/industry/2023/10/05/uaes-edge-group-acquires-stake-in-brazilian-missile-maker-siatt/","verified":false}]},{"name":"Atech Negócios em Tecnologias","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1997,"description":"Empresa de sistemas controlada pela Embraer, nascida do projeto de vigilância da Amazônia SIVAM, que desenvolve o software de controle de tráfego aéreo do Brasil (SAGITARIO), sistemas de comando e controle para a Força Aérea e a Marinha, o sistema de gerenciamento de combate das fragatas Tamandaré e soluções de defesa civil e cibersegurança.","tags":["c4isr","controle de tráfego aéreo","embraer"],"url":"https://www.atech.com.br","significance":3,"sector":"defense","id":529,"ownership":"mixed-golden-share","canon":529,"sources":[{"title":"Atech – site oficial","url":"https://www.atech.com.br","verified":false},{"title":"Atech S/A – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Atech","verified":true},{"title":"Fragatas Classe Tamandaré: governança com a SPE Águas Azuis (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/fragatas-classe-tamandare-marinha-e-emgepron-realizam-2a-reuniao-de-governanca-estrategica-com-a-sociedade-de-proposito-especifico-aguas-azuis","verified":true}]},{"name":"Helibras (Airbus Helicopters Brasil)","type":"company","city":"Itajubá","state":"MG","founded":1978,"description":"Subsidiária brasileira da Airbus Helicopters e única fabricante de helicópteros da América Latina, que monta o H225M Caracal para o programa H-XBR (50 aeronaves para as três Forças, concluído em 2024-2025) e helicópteros Esquilo/Fennec, com um centro de engenharia em Itajubá.","tags":["helicópteros","airbus","h225m"],"url":"https://www.helibras.com.br","significance":3,"sector":"defense","id":530,"ownership":"foreign-multinational","canon":530,"sources":[{"title":"Helibras – site oficial","url":"https://www.helibras.com.br","verified":false},{"title":"Helibras – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Helibras","verified":true},{"title":"Helibras – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Helibras","verified":false},{"title":"Brazilian Army receives last H225M (HeliOps, set. 2026)","url":"https://www.heliopsmag.com/antares/news/brazilian-army-receive-last-h225m/","verified":true}]},{"name":"Taurus Armas","type":"company","city":"São Leopoldo","state":"RS","founded":1939,"description":"Uma das maiores fabricantes de pistolas do mundo, listada na B3, com fábricas no Rio Grande do Sul e em Bainbridge, Geórgia (EUA), fornecendo pistolas e fuzis às polícias e forças armadas brasileiras e exportando para mais de 100 países. Está construindo uma fábrica em joint venture na Índia (Jindal) e uma nova linha de fuzis para o Exército.","tags":["armas leves","exportações","b3: tasa"],"url":"https://www.taurusarmas.com.br","significance":3,"sector":"defense","id":531,"ownership":"private","canon":531,"sources":[{"title":"Taurus Armas – site oficial","url":"https://www.taurusarmas.com.br","verified":false},{"title":"Taurus Armas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Taurus_Armas","verified":true},{"title":"Taurus (manufacturer) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Taurus_(manufacturer)","verified":false},{"title":"Taurus assina acordo de joint venture para fabricar armas na Índia (Forbes Brasil, 27/01/2020)","url":"https://forbes.com.br/negocios/2020/01/taurus-assina-acordo-de-joint-venture-para-fabricar-armas-na-india/","verified":true}]},{"name":"CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos)","type":"company","city":"Ribeirão Pires","state":"SP","founded":1926,"description":"Grupo de munições que controla a Magtech, a Sellier & Bellot (República Tcheca) e a MEN (Alemanha), o que o torna um dos maiores produtores de munição de armas leves do mundo e fornecedor quase monopolista das forças e polícias brasileiras. Detém o status de empresa estratégica de defesa (EED) e é um dos principais exportadores de defesa.","tags":["munições","exportações"],"url":"https://www.cbc.com.br","significance":3,"sector":"defense","id":532,"ownership":"private","canon":532,"sources":[{"title":"CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos – site oficial","url":"https://www.cbc.com.br","verified":true},{"title":"CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Brasileira_de_Cartuchos","verified":true},{"title":"Companhia Brasileira de Cartuchos – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Companhia_Brasileira_de_Cartuchos","verified":false},{"title":"Indústria de defesa registra US$ 3,1 bilhões em exportações (Jornal Grande Bahia, fev. 2026)","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/02/industria-de-defesa-do-brasil-registra-alta-nas-exportacoes-movimenta-us-31-bilhoes-e-amplia-presenca-em-140-paises/","verified":true}]},{"name":"IMBEL (Indústria de Material Bélico do Brasil)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1975,"description":"Fabricante estatal de armamentos vinculada ao Exército, com fábricas em Itajubá (fuzis, fuzil de assalto IA2), Piquete e Magé (explosivos, propelentes) e Juiz de Fora (munições). Fornece o fuzil padrão do Exército e mantém linhas de rádios e criptografia, e é tema frequente de debates sobre modernização e privatização.","tags":["estatal","fuzis","explosivos"],"url":"https://www.imbel.gov.br","significance":2,"sector":"defense","id":533,"ownership":"federal-soe","canon":533,"sources":[{"title":"IMBEL – site oficial","url":"https://www.imbel.gov.br","verified":false},{"title":"Indústria de Material Bélico do Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstria_de_Material_B%C3%A9lico_do_Brasil","verified":true},{"title":"IMBEL – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/IMBEL","verified":false}]},{"name":"Condor Não-Letal","type":"company","city":"Nova Iguaçu","state":"RJ","founded":1985,"description":"Principal fabricante latino-americana de armas não letais e de menor letalidade (gás lacrimogêneo, balas de borracha, granadas de atordoamento, armas de choque Spark), exportando para mais de 50 países e fornecendo às polícias brasileiras e a contingentes de paz da ONU. Suas exportações enfrentaram escrutínio de direitos humanos em vários mercados.","tags":["não letal","polícia","exportações"],"url":"https://www.condornaoletal.com.br","significance":2,"sector":"defense","id":534,"ownership":"private","canon":534,"sources":[{"title":"Condor Tecnologias Não-Letais – site oficial","url":"https://www.condornaoletal.com.br","verified":true},{"title":"Exportações da indústria de defesa crescem 29% no 1º semestre de 2026 (O Imparcial / Agência Gov)","url":"https://oimparcial.com.br/brasil/2026/07/exportacoes-da-industria-de-defesa-brasileira-crescem-29-e-somam-us-1815-bi-no-primeiro-semestre/","verified":true},{"title":"ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança","url":"https://www.abimde.org.br","verified":false}]},{"name":"Kryptus","type":"company","city":"Campinas","state":"SP","founded":2003,"description":"Empresa de criptografia e cibersegurança nascida da Unicamp que fabrica módulos de segurança de hardware, comunicações seguras e equipamentos criptográficos para as Forças Armadas, a Justiça Eleitoral (urnas eletrônicas) e o segmento terrestre do SGDC. É uma empresa estratégica de defesa certificada e fornecedora central do ComDCiber.","tags":["criptografia","cibersegurança","hsm"],"url":"https://www.kryptus.com","significance":3,"sector":"defense","id":535,"ownership":"private","canon":535,"sources":[{"title":"Kryptus – site oficial","url":"https://www.kryptus.com","verified":true},{"title":"Criptocomputador da Kryptus vira item estratégico da defesa (Baguete, 25/04/2025)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/criptocomputador-da-kryptus-vira-item-estrategico-da-defesa","verified":true},{"title":"Kryptus tem mais produtos classificados como PED pelo Ministério da Defesa (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/defesa/kryptus-tem-mais-produtos-classificados-como-ped-pelo-ministerio-da-defesa","verified":false}]},{"name":"Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":2016,"description":"Comando conjunto de defesa cibernética liderado pelo Exército (a partir do CDCiber de 2010), responsável pela defesa das redes militares, pelos exercícios Guardião Cibernético com operadores de infraestruturas críticas e pela coordenação com o centro de incidentes cibernéticos do GSI. O setor cibernético é um dos três setores estratégicos da Estratégia Nacional de Defesa.","tags":["cibernético","exército","comando conjunto"],"url":null,"significance":3,"sector":"defense","id":536,"ownership":"public-institution","canon":536,"sources":[{"title":"Comando de Defesa Cibernética – Exército Brasileiro","url":"https://www.comdciber.eb.mil.br","verified":false},{"title":"Guardião Cibernético 7.0 será feito simultaneamente em Brasília e Belém (Convergência Digital, 12/09/2025)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/guardiao-cibernetico-7-0-sera-feito-simultaneamente-em-brasilia-e-belem/","verified":true},{"title":"Estratégia Nacional de Defesa – Wikipédia (setor cibernético como setor estratégico)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gia_Nacional_de_Defesa","verified":true}]},{"name":"CTEx (Centro Tecnológico do Exército)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1979,"description":"Centro de pesquisa e desenvolvimento do Exército em Guaratiba, Rio de Janeiro, que conduz projetos sobre o blindado Guarani, o conjunto de sensores do SISFRON, radares (SABER M60 com a Bradar), o míssil de cruzeiro AV-TM com a Avibras e os novos esforços do Exército em drones e munições vagantes. Trabalha com o IME (Instituto Militar de Engenharia) em materiais e energéticos.","tags":["exército","p&d","radares"],"url":null,"significance":2,"sector":"defense","id":537,"ownership":"public-institution","canon":537,"sources":[{"title":"Centro Tecnológico do Exército (CTEx) – site oficial","url":"https://www.ctex.eb.mil.br","verified":false},{"title":"SISFRON – Escritório de Projetos do Exército (EPEx)","url":"http://www.epex.eb.mil.br/index.php/sisfron","verified":true},{"title":"VBTP-MR Guarani – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/VBTP-MR_Guarani","verified":false}]},{"name":"Embraer Defesa & Segurança / KC-390 Millennium","type":"program","city":"Gavião Peixoto","state":"SP","founded":2011,"description":"Braço de defesa da Embraer, que produz o transporte tático KC-390 Millennium (primeiro voo em 2015, em serviço no Brasil, em Portugal e na Hungria; encomendado por Países Baixos, Áustria, República Tcheca, Coreia do Sul e Suécia; selecionado por Eslováquia e Lituânia em 2025) e o A-29 Super Tucano (mais de 260 vendidos), e lidera a montagem do Gripen, as fragatas Tamandaré e o SISFRON. A carteira de pedidos do segmento somava US$4,6 bilhões no fim de 2025.","tags":["kc-390","super tucano","transporte militar"],"url":"https://embraer.com/global/en/defense-security","significance":4,"sector":"defense","id":538,"ownership":"mixed-golden-share","canon":538,"sources":[{"title":"Embraer Defesa & Segurança – site oficial","url":"https://embraer.com/global/en/defense-security","verified":false},{"title":"Embraer C-390 Millennium – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Embraer_C-390_Millennium","verified":true},{"title":"Embraer forecasts delivery growth as backlog jumps 20% (Leeham News, mar. 2026)","url":"https://leehamnews.com/2026/03/06/embraer-forecasts-delivery-growth-as-backlog-jumps-20/","verified":true},{"title":"Embraer backlog reaches record US$31.6 billion at end of 2025 (Air Data News)","url":"https://www.airdatanews.com/embraer-backlog-reaches-record-usdollar31-6-billion-at-end-of-2025/","verified":true}]},{"name":"ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança)","type":"nonprofit","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1985,"description":"Associação setorial de cerca de 200 empresas de defesa e segurança que faz lobby pela lei da indústria de defesa, pelo financiamento à exportação e pela linha de defesa do Novo PAC, e organiza a presença brasileira na LAAD, a feira de defesa do Rio de Janeiro. As exportações brasileiras de defesa chegaram a cerca de US$3 bilhões em 2025 e US$1,8 bilhão no primeiro semestre de 2026.","tags":["associação setorial","laad","exportações"],"url":"https://www.abimde.org.br","significance":2,"sector":"defense","id":539,"ownership":"nonprofit","canon":539,"sources":[{"title":"ABIMDE – site oficial","url":"https://www.abimde.org.br","verified":false},{"title":"Exportações da indústria de defesa crescem 29% no 1º semestre de 2026 (O Imparcial / Agência Gov)","url":"https://oimparcial.com.br/brasil/2026/07/exportacoes-da-industria-de-defesa-brasileira-crescem-29-e-somam-us-1815-bi-no-primeiro-semestre/","verified":true},{"title":"Indústria de defesa registra US$ 3,1 bilhões em exportações (Jornal Grande Bahia, fev. 2026)","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/02/industria-de-defesa-do-brasil-registra-alta-nas-exportacoes-movimenta-us-31-bilhoes-e-amplia-presenca-em-140-paises/","verified":true},{"title":"Lei nº 12.598/2012 – normas especiais para compras e desenvolvimento de produtos de defesa (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12598.htm","verified":true}]},{"name":"Eletronuclear","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1997,"description":"Operadora de controle estatal de Angra 1 (640 MW, 1985) e Angra 2 (1.350 MW, 2001), na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, e proprietária do projeto paralisado de Angra 3. Controlada pela ENBPar após a privatização da Eletrobras em 2022, com a Âmbar Energia (J&F) acertando a compra da antiga participação da Eletrobras por cerca de R$ 535 milhões. A licença de Angra 1 foi prorrogada até 2044 em 2024.","tags":["energia nuclear","angra","concessionária"],"url":"https://www.eletronuclear.gov.br","significance":5,"sector":"nuclear","id":540,"ownership":"federal-soe","canon":540,"intl":{"international":"A Eletronuclear é uma operadora pequena no padrão mundial (Angra 1 e 2 somam cerca de 2 GW, contra 61 reatores da EDF ou 94 nos EUA), mas opera com desempenho estável: em setembro de 2026 Angra 2 rodava a 100% (1.362 MWe) e Angra 1 entrou em parada para reabastecimento. A privatização da Eletrobras em 2022 a deixou sob a ENBPar, arranjo semelhante ao de operadoras estatais remanescentes em mercados liberalizados, e a Âmbar Energia (J&F) negocia comprar a antiga participação da Eletrobras por cerca de R$ 535 milhões, abrindo caminho a capital privado como ocorreu com a Vattenfall ou a EDF parcial. Depende do combustível da INB, de tecnologia Westinghouse e Siemens/KWU e da extensão de licença de Angra 1 até 2044.","future":"Até 2030 a Eletronuclear enfrenta três decisões externas a ela: o destino de Angra 3, a entrada da Âmbar como sócia e a renovação tarifária pela ANEEL. Observar: a aprovação regulatória da venda (CADE, CNEN, MME), o custo de manter o canteiro de Angra 3 (cerca de R$ 1 bilhão/ano), o armazenamento a seco de combustível usado, a preparação para a extensão de vida de Angra 2 (licença até 2041) e o interesse em pequenos reatores modulares. Riscos: endividamento com a Eletrobras, decisões adiadas e perda de equipe experiente; oportunidade: um sócio privado com apetite por energia firme e a valorização global da nuclear em metas climáticas e em data centers.","sources":[{"title":"Eletronuclear: portal institucional (dados operacionais de Angra 1 e 2, 2026)","url":"https://www.eletronuclear.gov.br/"},{"title":"MME: notícias","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Eletronuclear – site oficial","url":"https://www.eletronuclear.gov.br","verified":true},{"title":"Eletronuclear – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Eletronuclear","verified":false},{"title":"Angra Nuclear Power Plant – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant","verified":true},{"title":"Angra 3: governo busca bancos para suspender dívidas (IstoÉ Dinheiro, jul. 2026)","url":"https://istoedinheiro.com.br/angra-3-governo-busca-bancos-para-suspender-dividas","verified":true}]},{"name":"Angra 3","type":"infrastructure","city":"Angra dos Reis","state":"RJ","founded":1984,"description":"Reator de água pressurizada Siemens/KWU de 1.405 MW cuja construção começou em 1984, foi retomada em 2010 e parou em 2015 em meio à Lava Jato. Com cerca de 66% de conclusão e R$ 12 bilhões investidos, o BNDES estima R$ 23,9 bilhões para terminar a obra contra R$ 22-26 bilhões para abandoná-la, e a Eletronuclear gasta cerca de R$ 1 bilhão por ano para manter o canteiro conservado. O CNPE adia a decisão desde dezembro de 2024; o ministro Alexandre Silveira defende a conclusão, o TCU abriu um processo em agosto de 2026 e o governo prometeu uma decisão em 2026.","tags":["reator","projeto paralisado","cnpe","bndes"],"url":null,"significance":5,"sector":"nuclear","id":541,"ownership":"federal-soe","canon":541,"intl":{"international":"Angra 3 pertence ao grupo global de reatores de 'geração herdada' concluídos décadas depois do início: Mochovce 3 (Eslováquia, 2023), Flamanville 3 (França, 2024), Vogtle 3 e 4 (EUA, 2023-2024, custo de US$ 35 bilhões) e Olkiluoto 3 (Finlândia, 2023), todos com estouros de orçamento, mas nenhum com paralisação tão longa (desde 2015) ou com origem em escândalo de corrupção como a Lava Jato. A estimativa do BNDES, de R$ 23,9 bilhões para concluir contra R$ 22-26 bilhões para abandonar, repete o dilema de Watts Bar 2 nos EUA, concluído em 2016 após 43 anos. A dependência tecnológica é do projeto Siemens/KWU, hoje sem fornecedor original, o que exige a Framatome ou parceiros chineses e coreanos.","future":"O CNPE adia a decisão desde dezembro de 2024; o ministro Alexandre Silveira defende concluir, o TCU abriu processo em agosto de 2026 e o governo prometeu decidir em 2026, mas o calendário eleitoral empurra a escolha para o próximo governo. O que está em jogo: cerca de R$ 1 bilhão/ano para conservar o canteiro, uma tarifa de energia nuclear acima do mercado a ser paga pelos consumidores, e a credibilidade do programa nuclear. Observar: a definição de um sócio privado (Âmbar/J&F), a escolha de EPC e fornecedor de sistemas, o preço-teto do CNPE e a posição do TCU. Riscos: novo estouro de custos e mais uma década de obra; oportunidade: 1,4 GW de energia firme para 2031-2032.","sources":[{"title":"Eletronuclear: portal institucional","url":"https://www.eletronuclear.gov.br/"},{"title":"MME: notícias (CNPE e política nuclear)","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Angra 3 – Eletronuclear","url":"https://www.eletronuclear.gov.br/Nossas-Atividades/Paginas/Angra-3.aspx","verified":true},{"title":"Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Central_Nuclear_Almirante_%C3%81lvaro_Alberto","verified":true},{"title":"TCU vai apurar situação das obras de Angra 3 (Poder360, ago. 2026)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-energia/tcu-vai-apurar-situacao-das-obras-de-angra-3/","verified":true},{"title":"Governo quer definir retomada de Angra 3 ainda em 2026 (set. 2026)","url":"https://www.brasilemfolhas.com.br/2026/09/governo-quer-definir-retomada-de-angra-3-ainda-em-2026/","verified":true}]},{"name":"INB (Indústrias Nucleares do Brasil)","type":"government","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1988,"description":"Empresa federal detentora do monopólio constitucional sobre mineração, enriquecimento de urânio e fabricação de combustível nuclear. Extrai urânio em Caetité (Bahia), enriquece na Fábrica de Combustível Nuclear de Resende com ultracentrífugas desenvolvidas pela Marinha, fabrica elementos combustíveis para Angra 1 e 2, contrata conversão e enriquecimento adicionais no exterior (inclusive com a Internexco, da Rosatom) e está relançando a mina de urânio-fosfato de Santa Quitéria, no Ceará, com a Galvani.","tags":["urânio","enriquecimento","ciclo do combustível","caetité","resende"],"url":"https://www.inb.gov.br","significance":5,"sector":"nuclear","id":542,"ownership":"federal-soe","canon":542,"intl":{"international":"A INB é uma das poucas empresas do mundo a cobrir toda a cadeia do combustível nuclear sob monopólio constitucional, como Rosatom/TENEX, Orano, CNNC e Kazatomprom, mas em escala muito menor: enriquece em Resende com ultracentrífugas da Marinha, fabrica elementos combustíveis para Angra 1 e 2 e ainda contrata conversão e parte do enriquecimento no exterior, inclusive com a Internexco (Rosatom), o que gera questões geopolíticas em meio às sanções ao setor nuclear russo. O Brasil tem uma das maiores reservas de urânio conhecidas e exporta pouco. O projeto Santa Quitéria, com a Galvani, segue o modelo de coproduto fosfato-urânio praticado em poucos lugares, e enfrenta licenciamento ambiental prolongado no Ceará.","future":"Até 2030 a INB precisa ampliar cascatas em Resende para reduzir importações de enriquecimento, licenciar e construir Santa Quitéria, e recuperar confiança após a ruptura de um contêiner em Caetité em setembro de 2026, cujas medidas de monitoramento ambiental estão em curso. Observar: a tramitação de propostas para flexibilizar o monopólio e permitir sócios privados na mineração, a dependência de fornecedores russos sob sanções, a demanda adicional caso Angra 3 seja concluída e as oportunidades de exportação de urânio em um ciclo nuclear global em alta. Riscos: acidentes e atrasos de licenciamento; oportunidade: tornar o Brasil fornecedor relevante de combustível em um mercado que busca alternativas à Rússia.","sources":[{"title":"INB: portal institucional e notícias (ocorrência em Caetité, setembro de 2026)","url":"https://www.inb.gov.br/"},{"title":"MME: notícias","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"INB – Indústrias Nucleares do Brasil – site oficial","url":"https://www.inb.gov.br","verified":true},{"title":"Indústrias Nucleares do Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstrias_Nucleares_do_Brasil","verified":false},{"title":"INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio (Monitor Mercantil)","url":"https://monitormercantil.com.br/inb-prepara-segunda-fase-de-enriquecimento-de-uranio-no-brasil/","verified":true},{"title":"Brazil's INB signs contract with Russia for conversion and enrichment of uranium (World Nuclear News)","url":"https://world-nuclear-news.org/articles/brazils-inb-signs-contract-with-russia-for-conversion-and-enrichment-of-uranium","verified":true}]},{"name":"CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear)","type":"government","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1956,"description":"Autoridade nuclear federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que financia e opera os institutos de pesquisa IPEN, CDTN, IEN, IRD e CRCN, gerencia os rejeitos radioativos e o projeto do RMB. Suas funções regulatórias foram desmembradas em 2021 para a nova Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a fim de separar a promoção do licenciamento.","tags":["regulador","pesquisa","ansn"],"url":"https://www.gov.br/cnen","significance":4,"sector":"nuclear","id":543,"ownership":"public-institution","canon":543,"sources":[{"title":"CNEN – site oficial","url":"https://www.gov.br/cnen","verified":true},{"title":"Comissão Nacional de Energia Nuclear – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_Nacional_de_Energia_Nuclear","verified":false},{"title":"Lei nº 14.222/2021 – cria a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14222.htm","verified":true}]},{"name":"IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares)","type":"research-institute","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1956,"description":"Maior instituto da CNEN, situado no campus da USP, opera o reator de pesquisa IEA-R1 (1957) e cíclotrons que produzem a maior parte dos radiofármacos do Brasil, abastecendo cerca de 2 milhões de procedimentos médicos por ano. O IPEN abrigou os primeiros trabalhos de enriquecimento da Marinha, forma boa parte da força de trabalho nuclear e lidera os programas de Mo-99 e lutécio-177 ligados ao RMB.","tags":["radiofármacos","reator de pesquisa","medicina nuclear"],"url":"https://www.gov.br/ipen","significance":4,"sector":"nuclear","id":544,"ownership":"public-institution","canon":544,"sources":[{"title":"IPEN – site oficial","url":"https://www.gov.br/ipen","verified":true},{"title":"Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Pesquisas_Energ%C3%A9ticas_e_Nucleares","verified":false},{"title":"Reator Multipropósito Brasileiro – projeto estruturante (IPEN/CNEN)","url":"https://www.gov.br/ipen/pt-br/projetos-estruturantes-cnen/rmb-1","verified":true}]},{"name":"Reator Multipropósito Brasileiro (RMB)","type":"infrastructure","city":"Iperó","state":"SP","founded":2025,"description":"Reator de pesquisa de piscina aberta de 30 MW projetado com a argentina INVAP ao lado do centro de Aramar da Marinha, em Iperó, destinado a acabar com a dependência brasileira de molibdênio-99 importado, testar combustíveis e materiais para o reator do submarino e para SMRs e fornecer feixes de nêutrons para a ciência. Planejado desde 2008, suas obras de infraestrutura finalmente começaram em 24 de fevereiro de 2025, com cerca de R$ 926 milhões orçados até 2026 via Novo PAC, FNDCT e FINEP.","tags":["reator de pesquisa","mo-99","invap","iperó"],"url":"https://www.gov.br/ipen/pt-br/projetos-estruturantes-cnen/rmb-1","significance":4,"sector":"nuclear","id":545,"ownership":"public-institution","canon":545,"sources":[{"title":"Reator Multipropósito Brasileiro – projeto estruturante (IPEN/CNEN)","url":"https://www.gov.br/ipen/pt-br/projetos-estruturantes-cnen/rmb-1","verified":true},{"title":"Governo federal inicia obras do Reator Multipropósito Brasileiro (fev. 2025)","url":"https://www.tribunadosertao.com.br/brasil/2025/02/24/721072-governo-federal-inicia-obras-do-reator-multiproposito-brasileiro-voltado-para-tecnologia-nuclear","verified":true},{"title":"Brasil dá mais um passo na construção do submarino nuclear (Pesquisa FAPESP, ed. 354, 2025)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/brasil-da-mais-um-passo-na-construcao-do-submarino-nuclear/","verified":true}]},{"name":"CTMSP / Centro Experimental Aramar (Programa Nuclear da Marinha)","type":"research-institute","city":"Iperó","state":"SP","founded":1979,"description":"Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, que opera o Centro Experimental Aramar, onde o Brasil dominou o enriquecimento de urânio por ultracentrifugação nos anos 1980 e está construindo o LABGENE, protótipo em terra do reator de propulsão de água pressurizada do submarino Álvaro Alberto, com operação plena prevista para 2027-2028. Também fornece centrífugas à INB e é o núcleo técnico da capacidade nuclear de uso dual do Brasil.","tags":["marinha","enriquecimento","labgene","reator de submarino"],"url":"https://www.marinha.mil.br/ctmsp","significance":5,"sector":"nuclear","id":546,"ownership":"public-institution","canon":546,"intl":{"international":"O CTMSP é o equivalente brasileiro ao CEA-DAM francês ou ao Bhabha Atomic Research Centre indiano no desenvolvimento de reatores navais, e o Brasil é o único país sem armas nucleares a construir um submarino de propulsão nuclear fora de um arranjo como o AUKUS, o que torna o LABGENE um caso de estudo para a AIEA e a ABACC em salvaguardas de combustível naval. Dominou o enriquecimento por ultracentrifugação nos anos 1980, tecnologia que hoje fornece à INB, e cooperou com a França no desenho do submarino, mas não do reator. A dependência é de orçamento da Marinha e de componentes especiais importados; a comparação de recursos com programas franceses ou indianos é desfavorável em ordens de grandeza.","future":"O LABGENE deve atingir operação plena em 2027-2028, validando o reator PWR que equipará o Álvaro Alberto, previsto para lançamento em 2034-2035 se houver R$ 1 bilhão adicional por ano. O que está em jogo: manter equipes altamente especializadas com salários públicos, negociar com a AIEA um procedimento especial para combustível naval, e aproveitar o Reator Multipropósito Brasileiro em Iperó, atrasado, para radiofármacos. Observar: marcos de criticalidade do LABGENE, a produção de centrífugas para a INB, o interesse em pequenos reatores modulares derivados e a continuidade política após 2026. Riscos: atrasos crônicos e escrutínio internacional; oportunidade: consolidar autonomia em um ciclo nuclear completo de uso dual.","sources":[{"title":"Marinha do Brasil: CTMSP","url":"https://www.marinha.mil.br/ctmsp"},{"title":"Marinha do Brasil: PROSUB","url":"https://www.marinha.mil.br/prosub"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo – site oficial","url":"https://www.marinha.mil.br/ctmsp","verified":true},{"title":"LABGENE: conhecendo a planta nuclear do submarino de propulsão nuclear brasileiro (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/labgene-conhecendo-a-planta-nuclear-do-submarino-de-propulsao-nuclear-brasileiro","verified":true},{"title":"Brasil dá mais um passo na construção do submarino nuclear (Pesquisa FAPESP, ed. 354, 2025)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/brasil-da-mais-um-passo-na-construcao-do-submarino-nuclear/","verified":true},{"title":"Programa nuclear brasileiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_brasileiro","verified":true}]},{"name":"CDTN (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear)","type":"research-institute","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1952,"description":"Instituto da CNEN no campus da UFMG que opera o reator de pesquisa TRIGA IPR-R1, com trabalhos em radiofármacos, materiais nucleares, traçadores ambientais e nas questões de mineração de urânio e gestão de rejeitos de Minas Gerais (antiga mina de Poços de Caldas). Também abriga programas de pós-graduação em ciências nucleares.","tags":["pesquisa","triga","minas gerais"],"url":"https://www.gov.br/cdtn","significance":2,"sector":"nuclear","id":547,"ownership":"public-institution","canon":547,"sources":[{"title":"CDTN – site oficial","url":"https://www.gov.br/cdtn","verified":true},{"title":"CNEN – site oficial (institutos de pesquisa)","url":"https://www.gov.br/cnen","verified":true},{"title":"Programa nuclear brasileiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_brasileiro","verified":true}]},{"name":"IEN (Instituto de Engenharia Nuclear)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1962,"description":"Instituto da CNEN no campus do Fundão da UFRJ que opera o reator de pesquisa Argonauta e um cíclotron produtor de FDG para exames PET no Rio, além de realizar trabalhos de instrumentação de reatores, fatores humanos e simulação em apoio às operações de Angra e ao RMB.","tags":["pesquisa","cíclotron","engenharia de reatores"],"url":"https://www.gov.br/ien","significance":2,"sector":"nuclear","id":548,"ownership":"public-institution","canon":548,"sources":[{"title":"IEN – Instituto de Engenharia Nuclear – site oficial","url":"https://www.gov.br/ien","verified":true},{"title":"CNEN – site oficial (institutos de pesquisa)","url":"https://www.gov.br/cnen","verified":true},{"title":"Programa nuclear brasileiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_brasileiro","verified":true}]},{"name":"ABACC (Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares)","type":"policy","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1991,"description":"Agência bilateral de salvaguardas, única no mundo, criada por Brasil e Argentina em 1991, que inspeciona as instalações nucleares dos dois países em conjunto com a AIEA sob o Acordo Quadripartite. É o modelo que o Brasil invoca para recusar o Protocolo Adicional da AIEA e será central na salvaguarda do combustível do submarino de propulsão nuclear, o primeiro caso do tipo para um Estado não detentor de armas nucleares.","tags":["salvaguardas","argentina","não proliferação"],"url":"https://abacc.org/","significance":3,"sector":"nuclear","id":549,"ownership":"public-institution","canon":549,"sources":[{"title":"ABACC – site oficial","url":"https://abacc.org/","verified":true},{"title":"Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_Brasileiro-Argentina_de_Contabilidade_e_Controle_de_Materiais_Nucleares","verified":true},{"title":"Brazilian-Argentine Agency for Accounting and Control of Nuclear Materials – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian%E2%80%93Argentine_Agency_for_Accounting_and_Control_of_Nuclear_Materials","verified":true}]},{"name":"Marco da política nuclear: Tlatelolco, TNP, Constituição e CNPE","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":1988,"description":"A Constituição de 1988 restringe a atividade nuclear a fins pacíficos sob monopólio federal; o país aderiu a Tlatelolco (1967, plenamente vigente em 1994) e ao TNP (1998), mas recusa o Protocolo Adicional da AIEA, em defesa de seu know-how de enriquecimento e do programa de submarinos. O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) e o comitê de governança do Programa Nuclear de 2024 definem decisões de política energética como Angra 3, SMRs e a há muito prometida nova lei nuclear.","tags":["política","tnp","não proliferação","cnpe"],"url":null,"significance":3,"sector":"nuclear","id":550,"ownership":"program-policy","canon":550,"sources":[{"title":"Constituição Federal de 1988 – art. 21, XXIII (atividade nuclear) (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm","verified":false},{"title":"Decreto nº 2.864/1998 – promulga o Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d2864.htm","verified":true},{"title":"Programa nuclear brasileiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_brasileiro","verified":true},{"title":"Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) – Ministério de Minas e Energia","url":"https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/conselhos-e-comites/cnpe","verified":false}]},{"name":"Urânio em Caetité (URA) e Santa Quitéria","type":"infrastructure","city":"Caetité","state":"BA","founded":2000,"description":"A única mina de urânio em operação no Brasil, o complexo de Lagoa Real/Caetité da INB, na Bahia, produz yellowcake para Angra, com a produção retomada em 2020 a partir da cava a céu aberto do Engenho e um aumento planejado de 10%. Os cerca de 280.000 t de recursos conhecidos de U3O8 do Brasil estão entre os maiores do mundo, com apenas um terço do território prospectado; o projeto de urânio-fosfato de Santa Quitéria (Ceará), com a Galvani, foi relançado em 2025 após anos de disputas de licenciamento.","tags":["mineração de urânio","reservas","inb"],"url":null,"significance":3,"sector":"nuclear","id":551,"ownership":"federal-soe","canon":551,"sources":[{"title":"INB – Indústrias Nucleares do Brasil – site oficial","url":"https://www.inb.gov.br","verified":true},{"title":"Brasil retoma produção de urânio na Bahia (Agência Brasil, 01/12/2020)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-12/brasil-retoma-da-producao-de-uranio-na-bahia","verified":true},{"title":"Megaprojeto de urânio no sertão cearense é retomado pelo governo (Correio da Manhã, jan. 2025)","url":"https://www.correiodamanha.com.br/especiais/2025/01/177988-megaprojeto-de-uranio-no-sertao-cearense-e-retomado-pelo-governo.html","verified":true}]},{"name":"Alexandre Silveira","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Ministro de Minas e Energia desde janeiro de 2023 e presidente do CNPE, o órgão que deve decidir o destino de Angra 3. Tem declarado repetidamente apoio à conclusão da usina, à modernização da Eletronuclear e à ampliação da energia nuclear na matriz, ao mesmo tempo em que adia a votação formal e apoiou a suspensão das dívidas da Eletronuclear com o BNDES e a Caixa em 2026.","tags":["ministro","mme","angra 3"],"url":null,"significance":3,"sector":"nuclear","id":552,"ownership":"person","canon":552,"sources":[{"title":"Ministério de Minas e Energia – site oficial","url":"https://www.gov.br/mme","verified":false},{"title":"Alexandre Silveira – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Silveira","verified":true},{"title":"Angra 3: governo busca bancos para suspender dívidas (IstoÉ Dinheiro, jul. 2026)","url":"https://istoedinheiro.com.br/angra-3-governo-busca-bancos-para-suspender-dividas","verified":true},{"title":"Governo quer definir retomada de Angra 3 ainda em 2026 (set. 2026)","url":"https://www.brasilemfolhas.com.br/2026/09/governo-quer-definir-retomada-de-angra-3-ainda-em-2026/","verified":true}]},{"name":"José Múcio Monteiro","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Ministro da Defesa desde janeiro de 2023, ex-ministro do TCU e ex-deputado, encarregado de reconstruir as relações civil-militares após os atos de 8 de janeiro de 2023 sem deixar de sustentar os programas estratégicos. Tem defendido a linha de investimento em defesa do Novo PAC, a produção local do Gripen, o financiamento do PROSUB e a diplomacia de exportação de defesa com Argentina, Suécia, Finlândia e Chile em 2026.","tags":["ministro","defesa"],"url":null,"significance":3,"sector":"defense","id":553,"ownership":"person","canon":553,"sources":[{"title":"Ministério da Defesa – site oficial","url":"https://www.gov.br/defesa","verified":true},{"title":"José Múcio – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_M%C3%BAcio","verified":true},{"title":"Brasil produz 1º caça supersônico e insere Embraer em cadeia global de defesa (Movimento Econômico, mar. 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/seguranca/2026/03/25/brasil-produz-1o-caca-supersonico-e-insere-embraer-em-cadeia-global-de-defesa/","verified":true},{"title":"Exportações da indústria de defesa crescem 29% no 1º semestre de 2026 (O Imparcial / Agência Gov)","url":"https://oimparcial.com.br/brasil/2026/07/exportacoes-da-industria-de-defesa-brasileira-crescem-29-e-somam-us-1815-bi-no-primeiro-semestre/","verified":true}]},{"name":"Universidade de São Paulo (USP)","type":"university","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1934,"description":"Maior e mais bem ranqueada universidade de pesquisa do Brasil, responsável por cerca de um quinto da produção científica nacional e consistentemente a primeira da América Latina nos rankings QS/THE. Seus pontos fortes em tecnologia abrangem a Escola Politécnica, o IME, o ICMC de São Carlos, a física (IF) e o Centro de Inteligência Artificial (C4AI, com IBM e FAPESP). Coordena 26 dos INCTs aprovados em 2024-25. O reitor Aluísio Segurado tomou posse em janeiro de 2026.","tags":["referência","computação","engenharia","ia","física"],"url":"https://www.usp.br","significance":5,"sector":"universities","id":554,"ownership":"public-institution","canon":554,"intl":{"international":"A USP é a universidade brasileira mais presente nos rankings globais: 108ª no QS World University Rankings 2026 e 133ª na edição 2027, e segunda da América Latina no QS regional, em disputa com UNAM, UBA, PUC Chile e Unicamp. Produz cerca de um quinto da ciência nacional, proporção semelhante à de Tsinghua na China ou da Universidade de Tóquio no Japão em seus sistemas. Mantém centenas de convênios internacionais (Yale, Sorbonne, Cambridge), coordena 26 INCTs e abriga o C4AI com a IBM. Seu financiamento vem de parcela fixa do ICMS paulista, modelo próximo ao das universidades estaduais norte-americanas, e depende da FAPESP para a maior parte da pesquisa competitiva.","future":"O mandato de Aluísio Segurado (2026-2030) começa com a queda de 25 posições no QS, pressão por internacionalização e envelhecimento do corpo docente. O que está em jogo: a reforma tributária que substituirá o ICMS pelo IBS a partir de 2027-2033 e pode alterar a base da vinculação orçamentária, a disputa por talentos com universidades estrangeiras e empresas de IA, e a transformação digital do ensino. Observar: parcerias com indústria em semicondutores e IA, a expansão de cotas e permanência estudantil, novos centros de pesquisa aplicada e o uso da computação do PBIA. Riscos: estagnação em rankings e orçamento; oportunidade: liderar a agenda de IA, saúde e bioeconomia na América Latina.","sources":[{"title":"QS Top Universities: Universidade de São Paulo","url":"https://www.topuniversities.com/universities/universidade-de-sao-paulo"},{"title":"Jornal da USP","url":"https://jornal.usp.br/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Universidade de São Paulo – site oficial","url":"https://www.usp.br","verified":false},{"title":"Universidade de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":false},{"title":"USP vai coordenar 26 novos INCTs (Jornal da USP)","url":"https://jornal.usp.br/?p=869491","verified":true},{"title":"Novos reitor e vice-reitora da USP tomam posse (Jornal da USP)","url":"https://jornal.usp.br/?p=969896","verified":true}]},{"name":"Escola Politécnica da USP (Poli-USP)","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1893,"description":"Escola de engenharia mais influente do Brasil, anterior à própria USP. Sede do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI, microeletrônica e TV digital), do departamento de engenharia de computação PCS, de grupos de robótica e automação e de um grande fluxo de fundadores para o ecossistema de startups de São Paulo. Mantém a empresa júnior Poli Júnior e a parceria com o hub Inova USP.","tags":["engenharia","microeletrônica","robótica","fundadores"],"url":"https://www.poli.usp.br","significance":5,"sector":"universities","id":555,"ownership":"public-institution","canon":555,"intl":{"international":"A Poli-USP ocupa no Brasil o lugar que o MIT, a Imperial College, a ISAE-SUPAERO ou o Politecnico di Milano ocupam em seus países: escola de engenharia que alimenta a indústria e o ecossistema de startups. Mantém há décadas duplos diplomas com as grandes écoles francesas, intercâmbios com Alemanha e Estados Unidos, e um fluxo contínuo de fundadores para fintechs e deep techs de São Paulo. O LSI foi pioneiro em microeletrônica e no padrão de TV digital, e grupos de robótica, automação e computação (PCS) sustentam parcerias com Petrobras, Embraer e multinacionais. Em 2026, trabalha com o governo paulista em tecnologias de hidrovias (Hidrosis), exemplo de pesquisa aplicada a infraestrutura.","future":"Até 2030 a Poli enfrenta a mesma pergunta das grandes escolas de engenharia: como formar engenheiros para IA, semicondutores e transição energética com currículos tradicionais e corpo docente em renovação. O que está em jogo: a reforma curricular, a atração de estudantes de baixa renda, a retenção de professores diante de salários do setor privado e a ampliação de laboratórios para design de chips, alinhada ao Brasil Semicon. Observar: a parceria com o Inova USP, o papel do LSI em projetos nacionais de hardware, o crescimento de spin-offs e os convênios internacionais. Riscos: perda de relevância frente a cursos privados e online; oportunidade: tornar-se o polo de engenharia da soberania digital brasileira.","sources":[{"title":"Jornal da USP (Poli-USP e governo de SP desenvolvem tecnologias para hidrovias)","url":"https://jornal.usp.br/"},{"title":"Escola Politécnica da USP","url":"https://www.poli.usp.br/"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Escola Politécnica da USP – site oficial","url":"https://www.poli.usp.br","verified":false},{"title":"Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Polit%C3%A9cnica_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":true},{"title":"Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) – Poli-USP","url":"https://www.lsi.usp.br","verified":false}]},{"name":"ICMC-USP (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação)","type":"university-lab","city":"São Carlos","state":"SP","founded":1971,"description":"Instituto de computação e matemática da USP em São Carlos, consistentemente avaliado com nota máxima (CAPES 7) em ciência da computação. Forte em aprendizado de máquina, ciência de dados, engenharia de software, visão computacional e robótica, ancora o polo de São Carlos ao lado da UFSCar, da EESC e do parque tecnológico ParqTec, e abriga o CEPID de matemática aplicada CeMEAI.","tags":["ciência-da-computação","aprendizado-de-máquina","ciência-de-dados","robótica"],"url":"https://www.icmc.usp.br","significance":4,"sector":"universities","id":556,"ownership":"public-institution","canon":556,"sources":[{"title":"ICMC-USP – site oficial","url":"https://www.icmc.usp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Ci%C3%AAncias_Matem%C3%A1ticas_e_de_Computa%C3%A7%C3%A3o_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":true},{"title":"CeMEAI – Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID FAPESP)","url":"https://www.cemeai.icmc.usp.br","verified":false}]},{"name":"IME-USP (Instituto de Matemática e Estatística)","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1970,"description":"Instituto de matemática, estatística e ciência da computação da USP no campus do Butantã, um dos principais departamentos de computação do Brasil em teoria, algoritmos, software livre, bioinformática e estatística computacional. Seu Departamento de Ciência da Computação ajudou a fundar o movimento brasileiro de software livre e forma muitos dos engenheiros seniores de São Paulo.","tags":["ciência-da-computação","matemática","estatística","software-livre"],"url":"https://www.ime.usp.br","significance":4,"sector":"universities","id":557,"ownership":"public-institution","canon":557,"sources":[{"title":"IME-USP – site oficial","url":"https://www.ime.usp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Matem%C3%A1tica_e_Estat%C3%ADstica_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":true},{"title":"Departamento de Ciência da Computação – IME-USP","url":"https://www.ime.usp.br/dcc/","verified":false}]},{"name":"Instituto de Física da USP (IF-USP)","type":"university-lab","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1970,"description":"Instituto de física da USP, herdeiro do departamento onde Gleb Wataghin formou César Lattes e Mario Schenberg nos anos 1930-40. Forte em matéria condensada, física nuclear e de partículas, informação quântica e fotônica; é um usuário-chave do Sirius e participante de colaborações do CERN.","tags":["física","quântica","fotônica"],"url":"https://portal.if.usp.br","significance":3,"sector":"universities","id":558,"ownership":"public-institution","canon":204,"sources":[{"title":"Instituto de Física da USP – site oficial","url":"https://portal.if.usp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Física da Universidade de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_F%C3%ADsica_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":true},{"title":"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Sirius) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Nacional_de_Pesquisa_em_Energia_e_Materiais","verified":true}]},{"name":"Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)","type":"university","city":"Campinas","state":"SP","founded":1966,"description":"Segunda universidade estadual de pesquisa de São Paulo, fundada por Zeferino Vaz com a física e a engenharia em seu núcleo. Universidade mais produtiva do Brasil em patentes (a Inova Unicamp já licenciou centenas de patentes e gerou mais de 1.000 'empresas-filhas'), ancora o polo de Campinas, com CNPEM, CPqD, CTI e Eldorado nas proximidades. Reitor Paulo Cesar Montagner (2025-2029).","tags":["referência","patentes","polo-campinas","engenharia"],"url":"https://www.unicamp.br","significance":5,"sector":"universities","id":559,"ownership":"public-institution","canon":559,"intl":{"international":"A Unicamp aparece em 233º no QS 2026 e 277º no QS 2027, terceira da América Latina, e é a universidade mais produtiva do Brasil em patentes, comparando-se nesse quesito a universidades empreendedoras como KU Leuven, Technion ou Tsinghua: a Inova Unicamp registrou marca histórica de 254 contratos de transferência de tecnologia ativos e as empresas do Parque Científico e Tecnológico cresceram mais de 40% em empregos e receita em 2025. Ancora o polo de Campinas com CNPEM, CPqD, CTI e Eldorado, arranjo semelhante a Grenoble (CEA-Leti) ou Leuven (imec). Participa de programas de internacionalização de startups e dialoga com MIT e Anpei em deep tech.","future":"Sob o reitor Paulo Cesar Montagner (2025-2029), a Unicamp precisa reverter a queda em rankings sem abandonar sua vocação de transferência de tecnologia. O que está em jogo: a vinculação orçamentária ao ICMS, afetada pela reforma tributária a partir de 2027, a liderança em quântica (CCSNano e o programa QuTIa da FAPESP), a formação de projetistas de chips para o Brasil Semicon e a consolidação do parque tecnológico como destino de laboratórios corporativos. Observar: novas empresas-filhas, acordos com a China e a Europa, e a integração com o Sirius e o Eldorado. Riscos: evasão de talentos e infraestrutura envelhecida; oportunidade: ser o Leuven brasileiro em semicondutores, fotônica e biotecnologia.","sources":[{"title":"QS Top Universities: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)","url":"https://www.topuniversities.com/universities/universidade-estadual-de-campinas-unicamp"},{"title":"Inova Unicamp","url":"https://www.inova.unicamp.br/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Unicamp – site oficial","url":"https://www.unicamp.br","verified":false},{"title":"Universidade Estadual de Campinas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Estadual_de_Campinas","verified":false},{"title":"Inova Unicamp – Agência de Inovação","url":"https://www.inova.unicamp.br","verified":false},{"title":"Relatório de atividades FAPESP 2024 mostra a recuperação das instituições científicas de São Paulo (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/relatorio-de-atividades-fapesp-2024-mostra-a-recuperacao-do-desempenho-das-instituicoes-cientificas-de-sao-paulo-pos-pandemia/","verified":true}]},{"name":"Instituto de Computação da Unicamp (IC-Unicamp)","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":1969,"description":"Um dos mais antigos e melhores departamentos de ciência da computação do Brasil (seu bacharelado data de 1969). Conhecido por arquitetura de computadores, criptografia e segurança, visão computacional e redes; abriga o laboratório RECOD.ai, mantém parcerias com Motorola, Samsung e Ericsson no âmbito da Lei de Informática e colidera o H.IAAC e outros centros de IA.","tags":["ciência-da-computação","segurança","visão-computacional","ia"],"url":"https://ic.unicamp.br","significance":4,"sector":"universities","id":560,"ownership":"public-institution","canon":560,"sources":[{"title":"Instituto de Computação da Unicamp – site oficial","url":"https://ic.unicamp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Computação da UNICAMP – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Computa%C3%A7%C3%A3o_da_Universidade_Estadual_de_Campinas","verified":true},{"title":"RECOD.ai – Laboratório de Inteligência Artificial do IC-Unicamp","url":"https://recod.ai","verified":false}]},{"name":"FEEC-Unicamp (Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação)","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":1967,"description":"Faculdade de engenharia elétrica e de computação da Unicamp, líder nacional em telecomunicações, comunicações ópticas, eletrônica de potência e semicondutores. Seu trabalho em óptica e fotônica alimentou o CPqD e a spin-off Padtec, e ela é parceira central da eletrônica do acelerador Sirius e dos programas de pesquisa em 5G/6G.","tags":["engenharia-elétrica","telecom","fotônica","semicondutores"],"url":"https://www.fee.unicamp.br","significance":4,"sector":"universities","id":561,"ownership":"public-institution","canon":561,"sources":[{"title":"FEEC-Unicamp – site oficial","url":"https://www.fee.unicamp.br","verified":false},{"title":"Universidade Estadual de Campinas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Estadual_de_Campinas","verified":false},{"title":"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Sirius) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Nacional_de_Pesquisa_em_Energia_e_Materiais","verified":true}]},{"name":"Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW-Unicamp)","type":"university-lab","city":"Campinas","state":"SP","founded":1966,"description":"Instituto de física da Unicamp, batizado em homenagem ao físico ucraniano-italiano que fundou a física brasileira. Conhecido por óptica e fotônica (incubou a equipe do acelerador Sirius e o programa brasileiro de fibra óptica), semicondutores, tecnologias quânticas e nanociência, com laços estreitos com o CNPEM, vizinho de porta.","tags":["física","fotônica","quântica","nanociência"],"url":"https://portal.ifgw.unicamp.br","significance":3,"sector":"universities","id":562,"ownership":"public-institution","canon":562,"sources":[{"title":"Instituto de Física Gleb Wataghin – site oficial","url":"https://portal.ifgw.unicamp.br","verified":false},{"title":"Instituto de Física Gleb Wataghin da UNICAMP – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_F%C3%ADsica_Gleb_Wataghin","verified":true},{"title":"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Sirius) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Nacional_de_Pesquisa_em_Energia_e_Materiais","verified":true}]},{"name":"Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)","type":"university","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1920,"description":"Maior universidade federal do Brasil e segunda maior produtora de ciência, com a COPPE, o NCE, o Instituto de Física, o Instituto de Matemática e o Museu Nacional. Seu campus da Ilha do Fundão abriga o Parque Tecnológico da UFRJ e o CENPES da Petrobras. Reitor Roberto Medronho (2023-2027).","tags":["referência","federal","engenharia","petróleo-e-gás"],"url":"https://ufrj.br","significance":5,"sector":"universities","id":563,"ownership":"public-institution","canon":563,"intl":{"international":"A UFRJ é a maior universidade federal do Brasil e segunda produtora de ciência do país, comparável à UNAM mexicana e à UBA argentina como universidade pública nacional gratuita e massiva, e a universidades europeias por abrigar, no Fundão, um parque tecnológico com laboratórios de Petrobras, Shell, Siemens, GE e outras. A COPPE e o Instituto de Física têm redes internacionais em energia, oceanografia e física de partículas (CERN), e o Museu Nacional, reconstruído após o incêndio de 2018, tem apoio da UNESCO e de museus estrangeiros. Depende do orçamento federal do MEC, sujeito a contingenciamentos recorrentes, e da cláusula de P&D da ANP, que financia boa parte de sua engenharia.","future":"O mandato de Roberto Medronho vai até 2027, e a sucessão coincidirá com o novo governo federal e seu orçamento para universidades. O que está em jogo: a recuperação da infraestrutura do Fundão, a reabertura do Museu Nacional, a sustentação do hospital universitário e a renovação do Parque Tecnológico em um momento em que a Petrobras reorienta sua P&D. Observar: a execução dos recursos do Novo PAC para universidades, a reposição de professores aposentados, o avanço em IA e computação científica e os rankings internacionais. Riscos: cortes federais e deterioração de prédios históricos; oportunidade: usar a transição energética (eólica offshore, hidrogênio, CCUS) para renovar a parceria com a indústria.","sources":[{"title":"COPPE/UFRJ","url":"https://www.coppe.ufrj.br/"},{"title":"Universidade Federal do Rio de Janeiro","url":"https://ufrj.br/"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"UFRJ – site oficial","url":"https://ufrj.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Rio de Janeiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_de_Janeiro","verified":false},{"title":"Parque Tecnológico da UFRJ","url":"https://www.parque.ufrj.br","verified":false},{"title":"Produção científica brasileira volta a crescer em 2024 (CNN Brasil / Elsevier-Bori)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/producao-cientifica-brasileira-volta-a-crescer-em-2024/","verified":true}]},{"name":"COPPE/UFRJ","type":"university-lab","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1963,"description":"Maior escola de pós-graduação em engenharia da América Latina, fundada por Alberto Luiz Coimbra, com 13 programas e cerca de 100 laboratórios. Forte em engenharia oceânica/offshore (tanque do LabOceano), sistemas de computação (PESC), nanotecnologia, energia e no Núcleo de Transferência de Tecnologia; também mantém a incubadora da COPPE e os grupos de visualização Lab2M/Lab3D a serviço da Petrobras.","tags":["engenharia","pós-graduação","offshore","computação"],"url":"https://coppe.ufrj.br","significance":5,"sector":"universities","id":564,"ownership":"public-institution","canon":564,"intl":{"international":"A COPPE é a maior escola de pós-graduação em engenharia da América Latina e compara-se a departamentos como os do MIT, da NTNU norueguesa (offshore) ou da Texas A&M em engenharia oceânica, com o LabOceano entre os tanques oceânicos mais profundos do mundo. Dez de seus treze programas têm nota de excelência internacional da CAPES. Mantém com a Universidade Tsinghua o Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia e trabalha com Petrobras, Shell e Equinor em projetos financiados pela cláusula de P&D da ANP, modelo de financiamento que lembra os consórcios industriais noruegueses. Sua dependência do petróleo é, ao mesmo tempo, força e vulnerabilidade.","future":"Até 2030 a COPPE precisa diversificar para além do petróleo: energia eólica offshore, hidrogênio, CCUS, economia azul, saúde digital (um sistema de alerta de surtos para o SUS) e inovação social via sua incubadora. O que está em jogo: a continuidade dos recursos da ANP com a mudança de perfil da Petrobras, o orçamento federal da UFRJ, a renovação de equipamentos do LabOceano e a retenção de pesquisadores. Observar: parcerias com a China e a Europa em energia, a transferência de tecnologia para a indústria naval e o papel na Margem Equatorial. Riscos: dependência de um único financiador; oportunidade: liderar a engenharia da transição energética oceânica no Atlântico Sul.","sources":[{"title":"COPPE/UFRJ","url":"https://www.coppe.ufrj.br/"},{"title":"Universidade Federal do Rio de Janeiro","url":"https://ufrj.br/"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"COPPE/UFRJ – site oficial","url":"https://coppe.ufrj.br","verified":false},{"title":"Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/COPPE","verified":true},{"title":"LabOceano – Laboratório de Tecnologia Oceânica da COPPE","url":"https://www.laboceano.coppe.ufrj.br","verified":false}]},{"name":"NCE/UFRJ (Núcleo de Computação Eletrônica)","type":"university-lab","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1970,"description":"Histórico centro de computação da UFRJ, que construiu alguns dos primeiros computadores nacionais nos anos 1970 e ajudou a criar o backbone da Internet brasileira por meio da Rede Rio e da RNP. Hoje é um instituto (Instituto Tércio Pacitti) que atua em governo digital, acessibilidade e tecnologia educacional.","tags":["história-da-computação","internet","governo-digital"],"url":"https://www.nce.ufrj.br","significance":3,"sector":"universities","id":565,"ownership":"public-institution","canon":565,"sources":[{"title":"Instituto Tércio Pacitti (NCE/UFRJ) – site oficial","url":"https://www.nce.ufrj.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Rio de Janeiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_de_Janeiro","verified":false},{"title":"RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa","url":"https://www.rnp.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)","type":"university","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1927,"description":"A principal universidade federal fora do eixo Rio-São Paulo, forte em ciência da computação (DCC), engenharia elétrica, biotecnologia e vacinas. Ancora o parque BH-TEC e o ecossistema de startups do San Pedro Valley e é parceira da Fapemig nos maiores programas de pesquisa do estado.","tags":["federal","ciência-da-computação","biotecnologia","minas"],"url":"https://ufmg.br","significance":4,"sector":"universities","id":566,"ownership":"public-institution","canon":566,"sources":[{"title":"UFMG – site oficial","url":"https://ufmg.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Minas Gerais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Minas_Gerais","verified":false},{"title":"Presidente da Embrapii defende aproximação entre universidade e indústria (UFMG)","url":"https://www.ufmg.br/?p=4562","verified":true},{"title":"BH-TEC – Parque Tecnológico de Belo Horizonte","url":"https://www.bhtec.org.br","verified":false}]},{"name":"DCC-UFMG (Departamento de Ciência da Computação)","type":"university-lab","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1973,"description":"Departamento de ciência da computação com nota CAPES 7, internacionalmente conhecido por recuperação de informação, ciência da web e de redes sociais, mineração de dados e NLP (Nivio Ziviani, Virgílio Almeida, Wagner Meira Jr.). Dele saiu a Akwan, adquirida pelo Google em 2005 para se tornar o centro de engenharia do Google em Belo Horizonte, e mais tarde a Kunumi e outras startups de IA.","tags":["ciência-da-computação","recuperação-de-informação","ia","google"],"url":"https://dcc.ufmg.br","significance":4,"sector":"universities","id":567,"ownership":"public-institution","canon":567,"sources":[{"title":"DCC-UFMG – site oficial","url":"https://dcc.ufmg.br","verified":true},{"title":"Universidade Federal de Minas Gerais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Minas_Gerais","verified":false},{"title":"Nivio Ziviani – Wikipédia (fundador da Akwan, adquirida pelo Google em 2005)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nivio_Ziviani","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)","type":"university","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1934,"description":"Principal universidade de pesquisa do Sul do Brasil, frequentemente apontada como a melhor federal pelos índices do MEC. Forte em computação (Instituto de Informática), materiais, microeletrônica e agricultura; alimenta a indústria de software de Porto Alegre e é parceira do Tecnopuc e dos centros de P&D da HP/Dell.","tags":["federal","computação","microeletrônica","sul"],"url":"https://www.ufrgs.br","significance":4,"sector":"universities","id":568,"ownership":"public-institution","canon":568,"sources":[{"title":"UFRGS – site oficial","url":"https://www.ufrgs.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Sul","verified":false},{"title":"MCTI – Indicadores Nacionais de CT&I 2025","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/indicadores/paginas/publicacoes/arquivos/indicadores_cti_2025.pdf","verified":true}]},{"name":"Instituto de Informática da UFRGS (INF-UFRGS)","type":"university-lab","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1989,"description":"Instituto de computação com nota CAPES 7, conhecido por microeletrônica e projeto VLSI, computação paralela e de alto desempenho, computação gráfica e redes. Seu grupo de microeletrônica contribuiu para a fundição de chips CEITEC e para o programa Brazil-IP; seus egressos povoam Dell, HP, SAP Labs e Thoughtworks em Porto Alegre.","tags":["ciência-da-computação","microeletrônica","hpc","computação-gráfica"],"url":"https://www.inf.ufrgs.br","significance":4,"sector":"universities","id":569,"ownership":"public-institution","canon":569,"sources":[{"title":"Instituto de Informática da UFRGS – site oficial","url":"https://www.inf.ufrgs.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Sul","verified":false},{"title":"CEITEC – Wikipédia (fundição de chips em Porto Alegre)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CEITEC","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)","type":"university","city":"Recife","state":"PE","founded":1946,"description":"Principal universidade de pesquisa do Nordeste, com física, química, medicina e, sobretudo, computação (CIn) como pontos fortes. É o motor acadêmico do Porto Digital e da reputação do Recife como capital brasileira da engenharia de software.","tags":["federal","nordeste","computação"],"url":"https://www.ufpe.br","significance":4,"sector":"universities","id":570,"ownership":"public-institution","canon":570,"sources":[{"title":"UFPE – site oficial","url":"https://www.ufpe.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Pernambuco – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Pernambuco","verified":false},{"title":"Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025 (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","verified":true}]},{"name":"CIn-UFPE (Centro de Informática)","type":"university-lab","city":"Recife","state":"PE","founded":1974,"description":"Escola de computação mais integrada à indústria no Brasil, avaliada com CAPES 7, com forças em engenharia de software, métodos formais, IA e sistemas embarcados. O CIn cofundou o CESAR (1996) e o Porto Digital (2000), abriga no campus laboratórios da Motorola, da Samsung e de outras empresas sob a Lei de Informática, e seus egressos lideram boa parte das 541 empresas do Porto Digital no Recife.","tags":["ciência-da-computação","engenharia-de-software","porto-digital","ia"],"url":"https://www.cin.ufpe.br","significance":5,"sector":"universities","id":571,"ownership":"public-institution","canon":571,"intl":{"international":"O CIn-UFPE é o exemplo brasileiro mais próximo do modelo Stanford-Vale do Silício ou Technion-Haifa: uma escola de computação que gerou um ecossistema (CESAR em 1996, Porto Digital em 2000) e abriga laboratórios de Motorola, Samsung e outras empresas financiados pela Lei de Informática, com nota máxima da CAPES e programa entre os sete melhores do país. Seus egressos lideram boa parte das 541 empresas do Porto Digital, que faturaram R$ 7,4 bilhões em 2025. Em 2026 avança com a ATI-PE em um sistema de computação de alto desempenho e oferece graduação em Inteligência Artificial. A dependência estrutural é dos incentivos da Lei de Informática, que sustentam os laboratórios corporativos no campus.","future":"O que está em jogo até 2030: a renovação da Lei de Informática além de 2029, da qual dependem os laboratórios de multinacionais, a reconstrução de infraestrutura da UFPE após incêndios em 2026 que motivaram medidas emergenciais da CAPES, e a concorrência do trabalho remoto para empresas estrangeiras, que drena talentos do Recife. Observar: o HPC com a ATI-PE, a rede quântica do Recife, novos cursos em IA e dados, parcerias com o Porto Digital em saúde e economia criativa, e a retenção de docentes. Riscos: dependência de incentivos fiscais e orçamento federal; oportunidade: consolidar o Nordeste como polo de software e IA com custo competitivo e identidade própria.","sources":[{"title":"CIn-UFPE: portal","url":"https://portal.cin.ufpe.br/"},{"title":"Porto Digital","url":"https://www.portodigital.org/"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"Centro de Informática da UFPE – site oficial","url":"https://portal.cin.ufpe.br/","verified":false},{"title":"Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Inform%C3%A1tica_da_Universidade_Federal_de_Pernambuco","verified":true},{"title":"Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025 (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","verified":true}]},{"name":"Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)","type":"university","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":1960,"description":"Espinha dorsal de pesquisa do polo tecnológico de Florianópolis, com programas de ponta em engenharia mecânica, elétrica e de controle, ciência da computação e automação. Seus laboratórios (LabSolar, LABMETRO, LCMI) geraram empresas que semearam o ecossistema da 'Ilha do Silício', incluindo o Sapiens Parque e a associação setorial ACATE.","tags":["federal","engenharia","florianópolis","automação"],"url":"https://ufsc.br","significance":4,"sector":"universities","id":572,"ownership":"public-institution","canon":572,"sources":[{"title":"UFSC – site oficial","url":"https://ufsc.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Santa Catarina – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Santa_Catarina","verified":false},{"title":"ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia","url":"https://www.acate.com.br","verified":false}]},{"name":"Universidade de Brasília (UnB)","type":"university","city":"Brasília","state":"DF","founded":1961,"description":"Fundada por Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira como um experimento modernista, a UnB é a universidade de pesquisa da capital federal, com forças em ciência da computação, engenharia elétrica, cibersegurança e informática do setor público (mantém intensa parceria com o governo e com o ecossistema Serpro/Dataprev). Abriga o Parque Científico e Tecnológico da UnB.","tags":["federal","govtech","cibersegurança"],"url":"https://www.unb.br","significance":3,"sector":"universities","id":573,"ownership":"public-institution","canon":573,"sources":[{"title":"UnB – site oficial","url":"https://www.unb.br","verified":false},{"title":"Universidade de Brasília – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Bras%C3%ADlia","verified":false},{"title":"Parque Científico e Tecnológico da UnB","url":"https://www.pct.unb.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)","type":"university","city":"São Carlos","state":"SP","founded":1968,"description":"Universidade federal conhecida pela engenharia de materiais (DEMa, o primeiro programa de materiais do Brasil), pela ciência da computação e pelo Grupo de Pesquisa em Sistemas Inteligentes. Com a USP São Carlos, faz da cidade a maior concentração per capita de doutores do Brasil e sustenta as instituições ParqTec e Embrapa Instrumentação.","tags":["federal","materiais","ciência-da-computação","são-carlos"],"url":"https://www.ufscar.br","significance":3,"sector":"universities","id":574,"ownership":"public-institution","canon":574,"sources":[{"title":"UFSCar – site oficial","url":"https://www.ufscar.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de São Carlos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_S%C3%A3o_Carlos","verified":false},{"title":"ParqTec – Fundação Parque Tecnológico de São Carlos","url":"https://www.parqtec.com.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Estadual Paulista (UNESP)","type":"university","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1976,"description":"Terceira universidade estadual de São Paulo, distribuída por 24 campi em cidades como Bauru, Ilha Solteira, Rio Claro e São José do Rio Preto. Forte em ciências agrárias, física e computação aplicada; sedia, em São Paulo, o Instituto Sul-Americano para Pesquisa Fundamental do ICTP (SAIFR).","tags":["estadual","multicampi","física","agricultura"],"url":"https://www.unesp.br","significance":3,"sector":"universities","id":575,"ownership":"public-institution","canon":575,"sources":[{"title":"UNESP – site oficial","url":"https://www.unesp.br","verified":false},{"title":"Universidade Estadual Paulista – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Estadual_Paulista_J%C3%BAlio_de_Mesquita_Filho","verified":false},{"title":"ICTP South American Institute for Fundamental Research (ICTP-SAIFR)","url":"https://www.ictp-saifr.org","verified":false}]},{"name":"PUC-Rio","type":"university","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1941,"description":"Principal universidade privada de pesquisa do Brasil, com ciência da computação e engenharia elétrica de alto nível e a incubadora Instituto Gênesis. O Departamento de Informática criou a linguagem Lua e o laboratório Tecgraf; a PUC-Rio também foi pioneira nos primeiros programas de pós-graduação em engenharia do país e mantém laços profundos com a Petrobras e o setor de petróleo.","tags":["privada","ciência-da-computação","lua","incubadora"],"url":"https://www.puc-rio.br","significance":4,"sector":"universities","id":576,"ownership":"nonprofit","canon":576,"sources":[{"title":"PUC-Rio – site oficial","url":"https://www.puc-rio.br","verified":false},{"title":"Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pontif%C3%ADcia_Universidade_Cat%C3%B3lica_do_Rio_de_Janeiro","verified":false},{"title":"Lua (linguagem de programação) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Lua_(linguagem_de_programa%C3%A7%C3%A3o)","verified":false}]},{"name":"Tecgraf/PUC-Rio","type":"university-lab","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1987,"description":"Instituto de desenvolvimento de software técnico-científico nascido de uma parceria com a Petrobras; o laboratório onde Roberto Ierusalimschy, Waldemar Celes e Luiz Henrique de Figueiredo criaram a linguagem Lua em 1993. Desenvolve software de visualização 3D, geociências, engenharia estrutural e gêmeos digitais para a Petrobras, a Marinha e a indústria, empregando centenas de engenheiros.","tags":["software","lua","visualização","petrobras"],"url":"https://www.tecgraf.puc-rio.br","significance":4,"sector":"universities","id":577,"ownership":"nonprofit","canon":577,"sources":[{"title":"Tecgraf/PUC-Rio – site oficial","url":"https://www.tecgraf.puc-rio.br","verified":true},{"title":"Lua: about – history (lua.org)","url":"https://www.lua.org/about.html","verified":false},{"title":"Lua (programming language) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Lua_(programming_language)","verified":false}]},{"name":"PUCRS e Tecnopuc","type":"university","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1948,"description":"Universidade católica pontifícia cujo parque científico Tecnopuc (2003) abriga mais de 200 organizações, entre elas HP, Dell, Thoughtworks e os laboratórios de inovação da Microsoft/Mobile, com unidades em Porto Alegre e Viamão. A PUCRS é forte em engenharia de software, neurociência (Instituto do Cérebro do RS) e na incubadora Ideia; o Tecnopuc é frequentemente citado como o parque tecnológico universitário mais bem administrado do Brasil.","tags":["privada","parque-tecnológico","software","porto-alegre"],"url":"https://www.pucrs.br","significance":4,"sector":"universities","id":578,"ownership":"nonprofit","canon":578,"sources":[{"title":"PUCRS – site oficial","url":"https://www.pucrs.br","verified":false},{"title":"Tecnopuc – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS","url":"https://www.pucrs.br/tecnopuc/","verified":false},{"title":"TECNOPUC – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnopuc","verified":true},{"title":"Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pontif%C3%ADcia_Universidade_Cat%C3%B3lica_do_Rio_Grande_do_Sul","verified":false}]},{"name":"Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)","type":"university","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1950,"description":"Instituto de engenharia administrado pela Força Aérea e inspirado no MIT (Richard Smith foi seu primeiro reitor), com o vestibular mais seletivo do Brasil. Seus egressos fundaram a Embraer (Ozires Silva) e lideram boa parte da indústria aeroespacial e de defesa brasileira; o ITA fica dentro do complexo do DCTA, ao lado do Parque Tecnológico de São José dos Campos, e está se expandindo com um campus em Fortaleza.","tags":["aeroespacial","engenharia","militar","embraer"],"url":"https://www.ita.br","significance":5,"sector":"universities","id":579,"ownership":"public-institution","canon":579,"intl":{"international":"O ITA foi criado em 1950 à imagem do MIT, com o norte-americano Richard Smith como primeiro reitor, e compara-se hoje à ISAE-SUPAERO francesa, à Embry-Riddle e à Caltech em seletividade e vocação aeroespacial. Está dentro do DCTA, ao lado do IAE e do Parque Tecnológico de São José dos Campos, formando um complexo semelhante ao de Toulouse. Seus egressos fundaram a Embraer e dirigem Saab Aeroestruturas, Akaer, Visiona e Atech. Coopera com a NASA (projeto SPORT de cubesat), com a Dassault Systèmes e com universidades europeias, e seus alunos participam de competições internacionais de robótica e matemática. Depende do orçamento da Força Aérea e de salários públicos para reter docentes.","future":"O ITA está em expansão com o campus de Fortaleza e a meta de ampliar o número de alunos, aposta que exige corpo docente e laboratórios à altura. O que está em jogo até 2030: formar engenheiros para o Gripen F, o KC-390, a Eve e os programas espaciais, manter a qualidade com o dobro de ingressantes e ampliar a pesquisa em propulsão, materiais e sistemas autônomos. Observar: parcerias com Saab e Embraer, o novo campus, a atração de professores estrangeiros, a participação em missões de cubesats e o papel no VLM-1. Riscos: diluição da excelência e orçamento militar comprimido; oportunidade: tornar-se referência latino-americana em engenharia aeroespacial e de defesa.","sources":[{"title":"Instituto Tecnológico de Aeronáutica","url":"https://www.ita.br/"},{"title":"Embraer Media Center","url":"https://embraer.com/media-center/en/"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"ITA – site oficial","url":"https://www.ita.br","verified":false},{"title":"Instituto Tecnológico de Aeronáutica – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnol%C3%B3gico_de_Aeron%C3%A1utica","verified":false},{"title":"Parque Tecnológico de São José dos Campos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Tecnol%C3%B3gico_de_S%C3%A3o_Jos%C3%A9_dos_Campos","verified":true}]},{"name":"Instituto Militar de Engenharia (IME)","type":"university","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1792,"description":"Escola de engenharia do Exército, cuja linhagem remonta à Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, de 1792, e que reivindica o título de escola de engenharia mais antiga das Américas. Forma engenheiros militares e civis em computação, eletrônica de defesa, engenharia nuclear e de materiais e abriga a pesquisa em defesa cibernética do Exército.","tags":["militar","engenharia","defesa","cibernética"],"url":"https://www.ime.eb.br","significance":3,"sector":"universities","id":580,"ownership":"public-institution","canon":580,"sources":[{"title":"IME – Instituto Militar de Engenharia – site oficial","url":"https://www.ime.eb.br","verified":false},{"title":"Instituto Militar de Engenharia – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Militar_de_Engenharia","verified":false},{"title":"Guardião Cibernético 7.0 será feito simultaneamente em Brasília e Belém (Convergência Digital, 2025)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/guardiao-cibernetico-7-0-sera-feito-simultaneamente-em-brasilia-e-belem/","verified":true}]},{"name":"Universidade Federal do Ceará (UFC)","type":"university","city":"Fortaleza","state":"CE","founded":1954,"description":"Principal universidade de pesquisa do Ceará, com ciência da computação forte (Grupo de Redes, Insight Data Science Lab), engenharia de teleinformática e um campus da UFC em Quixadá inteiramente dedicado à computação. Dá suporte ao crescente hub de software e cabos submarinos de Fortaleza e ao instituto de pesquisa aplicada Instituto Atlântico.","tags":["federal","nordeste","computação","redes"],"url":"https://www.ufc.br","significance":3,"sector":"universities","id":581,"ownership":"public-institution","canon":581,"sources":[{"title":"UFC – site oficial","url":"https://www.ufc.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Ceará – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Cear%C3%A1","verified":false},{"title":"Campus da UFC em Quixadá","url":"https://www.quixada.ufc.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Instituto do Cérebro","type":"university","city":"Natal","state":"RN","founded":1958,"description":"Universidade federal nordestina com computação forte (DIMAp, IMD Instituto Metrópole Digital, que forma milhares de profissionais de TI) e o Instituto do Cérebro, fundado em 2011 e associado ao trabalho de interface cérebro-máquina do neurocientista Miguel Nicolelis. A incubadora do IMD-UFRN e o parque 'Metrópole Digital', em Natal, são as principais âncoras tecnológicas do estado.","tags":["federal","neurociência","computação","nordeste"],"url":"https://www.ufrn.br","significance":3,"sector":"universities","id":582,"ownership":"public-institution","canon":582,"sources":[{"title":"UFRN – site oficial","url":"https://www.ufrn.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Norte","verified":false},{"title":"Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_do_C%C3%A9rebro_da_Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Norte","verified":true},{"title":"Instituto Metrópole Digital – UFRN","url":"https://www.imd.ufrn.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal da Bahia (UFBA)","type":"university","city":"Salvador","state":"BA","founded":1946,"description":"Principal universidade federal da Bahia, com pesquisa reconhecida em ciência da computação (engenharia de software, sistemas distribuídos), física e saúde. É parceira do SENAI CIMATEC e do Parque Tecnológico da Bahia e colidera o crescente ecossistema digital e de biotecnologia de Salvador.","tags":["federal","nordeste","computação"],"url":"https://www.ufba.br","significance":2,"sector":"universities","id":583,"ownership":"public-institution","canon":583,"sources":[{"title":"UFBA – site oficial","url":"https://www.ufba.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal da Bahia – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_da_Bahia","verified":false},{"title":"SENAI CIMATEC","url":"https://www.senaicimatec.com.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal do Paraná (UFPR)","type":"university","city":"Curitiba","state":"PR","founded":1912,"description":"Universidade mais antiga do Brasil pela data de fundação, forte em ciência da computação (laboratório de software livre C3SL, bioinformática), engenharia elétrica e ciências agrárias. Integra o polo tecnológico de Curitiba ao lado da UTFPR, da PUCPR, do instituto Tecpar e do programa Tecnoparque.","tags":["federal","sul","software-livre","bioinformática"],"url":"https://www.ufpr.br","significance":2,"sector":"universities","id":584,"ownership":"public-institution","canon":584,"sources":[{"title":"UFPR – site oficial","url":"https://www.ufpr.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Paraná – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Paran%C3%A1","verified":false},{"title":"C3SL – Centro de Computação Científica e Software Livre (UFPR)","url":"https://www.c3sl.ufpr.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal do ABC (UFABC)","type":"university","city":"Santo André","state":"SP","founded":2005,"description":"Jovem universidade federal interdisciplinar da região industrial do ABC paulista, criada com um modelo sem departamentos e um corpo docente 100% composto por doutores. Forte em materiais, energia, neurociência e ciência da computação/IA; figura entre as universidades brasileiras com maior impacto de citações por artigo, apesar do tamanho.","tags":["federal","interdisciplinar","materiais","ia"],"url":"https://www.ufabc.edu.br","significance":2,"sector":"universities","id":585,"ownership":"public-institution","canon":585,"sources":[{"title":"UFABC – site oficial","url":"https://www.ufabc.edu.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do ABC – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_ABC","verified":false},{"title":"Produção científica brasileira volta a crescer em 2024 (CNN Brasil / Elsevier-Bori)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/producao-cientifica-brasileira-volta-a-crescer-em-2024/","verified":true}]},{"name":"UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo)","type":"university","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1933,"description":"Originalmente a Escola Paulista de Medicina, a UNIFESP é a principal universidade federal de ciências da saúde do Brasil e uma importante base de pesquisa em biotecnologia e healthtech. Seu campus de São José dos Campos (ICT) concentra-se em ciência da computação e engenharia e se conecta ao polo aeroespacial.","tags":["federal","saúde","biotecnologia","computação"],"url":"https://www.unifesp.br","significance":2,"sector":"universities","id":586,"ownership":"public-institution","canon":586,"sources":[{"title":"UNIFESP – site oficial","url":"https://www.unifesp.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":false},{"title":"Instituto de Ciência e Tecnologia – UNIFESP São José dos Campos","url":"https://www.unifesp.br/campus/sjc/","verified":false}]},{"name":"UFPB e UFCG (universidades federais da Paraíba)","type":"university","city":"João Pessoa","state":"PB","founded":1955,"description":"A UFPB (João Pessoa) e a UFCG (Campina Grande, desmembrada em 2002) dão à Paraíba uma reputação desproporcional em computação: o curso de ciência da computação da UFCG e seu laboratório de sistemas distribuídos LSD estão entre os mais bem avaliados do país, e Campina Grande abriga o Parque Tecnológico da Paraíba e laboratórios financiados por Hewlett-Packard, Motorola e Ericsson.","tags":["federal","nordeste","ciência-da-computação","sistemas-distribuídos"],"url":"https://www.ufcg.edu.br","significance":3,"sector":"universities","id":587,"ownership":"public-institution","canon":587,"sources":[{"title":"UFCG – site oficial","url":"https://www.ufcg.edu.br","verified":false},{"title":"UFPB – site oficial","url":"https://www.ufpb.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Campina Grande – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Campina_Grande","verified":false},{"title":"Universidade Federal da Paraíba – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_da_Para%C3%ADba","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)","type":"university","city":"Vitória","state":"ES","founded":1954,"description":"Universidade federal do Espírito Santo, com forças em ciência da computação (computação de alto desempenho no LCAD, veículos autônomos - o carro autônomo IARA), engenharia elétrica e robótica. Apoiada pela FAPES estadual e parceira da base industrial da Vale e da ArcelorMittal.","tags":["federal","robótica","veículos-autônomos","hpc"],"url":"https://www.ufes.br","significance":2,"sector":"universities","id":588,"ownership":"public-institution","canon":588,"sources":[{"title":"UFES – site oficial","url":"https://www.ufes.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Espírito Santo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Esp%C3%ADrito_Santo","verified":false},{"title":"LCAD – Laboratório de Computação de Alto Desempenho (UFES, carro autônomo IARA)","url":"https://www.lcad.inf.ufes.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Estadual de Maringá (UEM)","type":"university","city":"Maringá","state":"PR","founded":1969,"description":"Universidade estadual paranaense reconhecida pela ciência da computação, pela química e pela pesquisa agrícola, e por seu papel na indústria de software de Maringá (o polo Software by Maringá). Uma das universidades estaduais mais fortes fora de São Paulo.","tags":["estadual","sul","computação"],"url":"https://www.uem.br","significance":1,"sector":"universities","id":589,"ownership":"public-institution","canon":589,"sources":[{"title":"UEM – site oficial","url":"https://www.uem.br","verified":false},{"title":"Universidade Estadual de Maringá – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Estadual_de_Maring%C3%A1","verified":false},{"title":"Software by Maringá","url":"https://www.softwarebymaringa.com.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal de Uberlândia (UFU)","type":"university","city":"Uberlândia","state":"MG","founded":1969,"description":"Universidade federal da região do Triângulo Mineiro, forte em engenharia elétrica, computação (FACOM) e biotecnologia; sustenta a indústria de logística e telecomunicações de Uberlândia (sede da Algar Telecom) e a cena de agtech da cidade.","tags":["federal","minas","engenharia-elétrica"],"url":"https://ufu.br","significance":1,"sector":"universities","id":590,"ownership":"public-institution","canon":590,"sources":[{"title":"UFU – site oficial","url":"https://ufu.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Uberlândia – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Uberl%C3%A2ndia","verified":false},{"title":"Faculdade de Computação (FACOM) – UFU","url":"https://facom.ufu.br","verified":false}]},{"name":"Universidade Federal de Goiás (UFG)","type":"university","city":"Goiânia","state":"GO","founded":1960,"description":"Universidade federal de Goiás, com um Instituto de Informática forte (visão computacional, HPC, informática agrícola) e pesquisa em biotecnologia e farmácia. Ancora o crescente ecossistema de agtech e healthtech do Centro-Oeste em conjunto com unidades da Embrapa.","tags":["federal","centro-oeste","agtech","computação"],"url":"https://www.ufg.br","significance":1,"sector":"universities","id":591,"ownership":"public-institution","canon":591,"sources":[{"title":"UFG – site oficial","url":"https://www.ufg.br","verified":false},{"title":"Universidade Federal de Goiás – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Goi%C3%A1s","verified":false},{"title":"Instituto de Informática – UFG","url":"https://inf.ufg.br","verified":false}]},{"name":"Insper","type":"university","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1987,"description":"Escola privada sem fins lucrativos de negócios, economia e engenharia em São Paulo, que acrescentou cursos de engenharia de computação e mecatrônica em 2015, com currículo baseado em projetos e inspirado no Olin College. Conhecida por ciência de dados, talentos para fintechs e seus laços com a comunidade de venture capital de São Paulo.","tags":["privada","negócios","engenharia","ciência-de-dados"],"url":"https://www.insper.edu.br","significance":2,"sector":"universities","id":592,"ownership":"nonprofit","canon":592,"sources":[{"title":"Insper – site oficial","url":"https://www.insper.edu.br","verified":false},{"title":"Insper – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Insper","verified":false},{"title":"Engenharias Insper – Engenharia de Computação, Mecânica e Mecatrônica","url":"https://www.insper.edu.br/graduacao/engenharias/","verified":false}]},{"name":"Fundação Getulio Vargas (FGV)","type":"university","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1944,"description":"Mais influente think tank-universidade do Brasil em economia, políticas públicas e gestão, com a EMAp, escola de matemática aplicada (ciência de dados e IA no Rio), o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio (governança da internet) e o instituto de economia IBRE. Sua pesquisa molda os debates de política digital, como o Marco Civil e o projeto de lei de IA.","tags":["privada","políticas-públicas","economia","governança-de-ia"],"url":"https://portal.fgv.br","significance":3,"sector":"universities","id":593,"ownership":"nonprofit","canon":593,"sources":[{"title":"FGV – site oficial","url":"https://portal.fgv.br","verified":false},{"title":"Fundação Getulio Vargas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Getulio_Vargas","verified":false},{"title":"Escola de Matemática Aplicada (EMAp) – FGV","url":"https://emap.fgv.br","verified":false},{"title":"Centro de Tecnologia e Sociedade – FGV Direito Rio","url":"https://cts.fgv.br","verified":false}]},{"name":"CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais)","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1984,"description":"Organização social supervisionada pelo MCTI que opera quatro laboratórios nacionais: LNLS (síncrotron Sirius), LNNano (nanotecnologia), LNBio (biociências) e LNBR (biorrenováveis), além da escola de graduação Ilum. O Sirius, fonte de luz de quarta geração de 3 GeV que custou cerca de R$ 2,8 bilhões, tinha 10 de 14 linhas de luz em operação em 2025, com mais 10 financiadas pelo Novo PAC; o CNPEM também está construindo o Orion, o primeiro laboratório BSL-4 (NB4) do Brasil. Diretor-geral Antonio José Roque da Silva.","tags":["laboratório-nacional","síncrotron","nanotecnologia","biotecnologia","infraestrutura"],"url":"https://cnpem.br","significance":5,"sector":"universities","id":594,"ownership":"public-institution","canon":594,"intl":{"international":"O CNPEM equivale a laboratórios nacionais como DESY (Alemanha), Argonne e Brookhaven (EUA) ou o MAX IV sueco, com a particularidade de operar como Organização Social sob contrato de gestão com o MCTI, modelo que lhe dá flexibilidade incomum no setor público brasileiro. Reúne quatro laboratórios nacionais (LNLS, LNNano, LNBio, LNBR) e a escola Ilum, e constrói o Orion, que será o primeiro laboratório de biossegurança máxima (NB4) do mundo conectado a um acelerador de partículas, atraindo atenção da OMS e de centros de doenças emergentes. Pesquisadores do CNPEM são eleitos fellows de sociedades como a American Physical Society, e o Sirius recebe usuários da América Latina e da Europa.","future":"Até 2030 o CNPEM precisa concluir a fase 2 do Sirius (10 novas linhas com recursos do Novo PAC), construir e licenciar o Orion, cujo custo e exigências de biossegurança são inéditos no país, e consolidar a Ilum como formadora de cientistas. O que está em jogo: a estabilidade do contrato de gestão em meio a mudanças de governo, o custo de energia do síncrotron, a retenção de engenheiros de aceleradores disputados globalmente e a ampliação de usuários industriais (agro, petróleo, farmácia, semicondutores). Observar: cronograma do Orion, novas linhas de luz, cooperação internacional e uso de IA em dados experimentais. Risco: infraestrutura sem orçamento operacional; oportunidade: ser o hub científico do Sul Global.","sources":[{"title":"CNPEM","url":"https://cnpem.br/"},{"title":"LNLS / Sirius","url":"https://lnls.cnpem.br/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"CNPEM – site oficial","url":"https://cnpem.br","verified":false},{"title":"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Nacional_de_Pesquisa_em_Energia_e_Materiais","verified":true},{"title":"CNPEM – Federal resources for Sirius phase 2","url":"https://cnpem.br/en/?p=32832","verified":true},{"title":"Relatório de atividades FAPESP 2024 mostra a recuperação das instituições científicas de São Paulo (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/relatorio-de-atividades-fapesp-2024-mostra-a-recuperacao-do-desempenho-das-instituicoes-cientificas-de-sao-paulo-pos-pandemia/","verified":true}]},{"name":"Sirius (LNLS)","type":"infrastructure","city":"Campinas","state":"SP","founded":2018,"description":"Fonte de luz síncrotron de quarta geração do Brasil, uma das poucas do mundo ao lado do MAX IV (Suécia) e do ESRF-EBS, com 518 m de circunferência e energia de 3 GeV. Maior infraestrutura científica já construída no Brasil (~R$ 2,8 bilhões), atende pesquisas em materiais, farmácia, agricultura, petróleo e semicondutores; a fase 2 acrescenta 10 linhas de luz com R$ 800 milhões do Novo PAC. Sucedeu o UVX (1997-2019).","tags":["síncrotron","big-science","materiais"],"url":"https://lnls.cnpem.br","significance":5,"sector":"universities","id":595,"ownership":"public-institution","canon":595,"intl":{"international":"O Sirius pertence ao clube das fontes de luz de quarta geração, com o MAX IV (Suécia, 2016), o ESRF-EBS (França, 2020), o APS-U (EUA, 2024) e o HEPS chinês, e é a maior infraestrutura científica já construída no Brasil. Opera dez linhas de luz (Carnaúba, Cateretê, Cedro, Ema, Imbuia, Ipê, Manacá, Mogno, Paineira e Sabiá) e iniciou o comissionamento da Tatu, primeira da fase 2, anunciada como a primeira do mundo a fazer nanoespectroscopia em sua faixa de energia em máquina de quarta geração. A sexta chamada recebeu 375 propostas e selecionou 119; a Paineira introduziu modo 'mail-in'. Sediou a conferência internacional XRM 2026. Depende de ímãs, detectores e eletrônica importados e de orçamento do MCTI.","future":"A fase 2 adiciona 10 linhas com R$ 800 milhões do Novo PAC, e a questão até 2030 é entregá-las enquanto se amplia o tempo de feixe para indústria e para a América Latina. O que está em jogo: transformar capacidade científica em impacto (fármacos, catalisadores, materiais para baterias, metrologia para semicondutores), manter a confiabilidade da máquina com equipe reduzida e financiar a operação, cujo custo anual é elevado. Observar: comissionamento da Tatu e das demais linhas, uso por Petrobras e agro, parcerias com ESRF e MAX IV, e a conexão com o Orion. Riscos: atraso de linhas e cortes operacionais; oportunidade: tornar o Brasil polo de ciência de materiais e biologia estrutural do hemisfério.","sources":[{"title":"LNLS / Sirius","url":"https://lnls.cnpem.br/"},{"title":"CNPEM","url":"https://cnpem.br/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Sirius – Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/CNPEM)","url":"https://lnls.cnpem.br","verified":false},{"title":"Sirius (acelerador de partículas) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sirius_(acelerador_de_partículas)","verified":true},{"title":"Sirius (synchrotron light source) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Sirius_(synchrotron_light_source)","verified":true},{"title":"CNPEM – Federal resources for Sirius phase 2","url":"https://cnpem.br/en/?p=32832","verified":true}]},{"name":"LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica)","type":"research-institute","city":"Petrópolis","state":"RJ","founded":1980,"description":"Laboratório nacional de computação científica do MCTI, operador do supercomputador Santos Dumont (o maior sistema acadêmico de HPC do Brasil, atualizado em 2024 para ~5,1 petaflops) e da rede nacional de HPC SINAPAD. Pesquisa em modelagem computacional, bioinformática, biologia computacional e IA científica; seu programa de pós-graduação forma os especialistas em HPC do Brasil.","tags":["hpc","supercomputação","laboratório-nacional","bioinformática"],"url":"https://www.gov.br/lncc","significance":4,"sector":"universities","id":596,"ownership":"public-institution","canon":107,"sources":[{"title":"LNCC – Laboratório Nacional de Computação Científica (gov.br)","url":"https://www.gov.br/lncc","verified":false},{"title":"Laboratório Nacional de Computação Científica – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Laboratório_Nacional_de_Computação_Científica","verified":true},{"title":"SDumont – Sistema Brasileiro de Computação Petaflópica (LNCC)","url":"https://sdumont.lncc.br","verified":true},{"title":"Santos Dumont LNCC supercomputer receives fourfold upgrade (Eviden press release)","url":"https://eviden.com/insights/press-releases/santos-dumont-lncc-supercomputer-receives-fourfold-upgrade","verified":false}]},{"name":"INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)","type":"research-institute","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":1961,"description":"Instituto de pesquisa espacial do Brasil, construtor dos satélites CBERS e Amazonia-1, operador dos sistemas PRODES/DETER de monitoramento do desmatamento na Amazônia e do centro de previsão do tempo e clima CPTEC (supercomputadores Tupã/Egeon). Instituição politicamente exposta (seu diretor Ricardo Galvão foi exonerado em 2019 por causa dos dados de desmatamento), ancora o polo espacial de São José dos Campos com o ITA/DCTA.","tags":["espaço","satélites","clima","observação-da-terra"],"url":"https://www.gov.br/inpe","significance":4,"sector":"universities","id":597,"ownership":"public-institution","canon":495,"sources":[{"title":"INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (gov.br)","url":"https://www.gov.br/inpe","verified":false},{"title":"Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_Espaciais","verified":true},{"title":"Clezio Marcos de Nardin é nomeado diretor do Inpe (CNN Brasil)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/clezio-marcos-de-nardin-e-nomeado-diretor-do-inpe/","verified":true},{"title":"INPE awards SpaceLaunch contract for Amazonia-1B mission on Vega-C (SatNews, Jan 2026)","url":"http://satnews.com/2026/01/27/inpe-awards-spacelaunch-contract-for-amazonia-1b-mission-on-vega-c/","verified":true}]},{"name":"INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia)","type":"research-institute","city":"Manaus","state":"AM","founded":1952,"description":"Instituto de pesquisa da Amazônia do MCTI, principal fonte de ciência sobre biodiversidade, ecologia e carbono florestal da região (o experimento LBA, a torre ATTO com a Alemanha). Cada vez mais uma referência em bioeconomia e biotecnologia, com vínculos às obrigações de P&D da Zona Franca de Manaus.","tags":["amazônia","biodiversidade","bioeconomia","clima"],"url":"https://www.gov.br/inpa","significance":2,"sector":"universities","id":598,"ownership":"public-institution","canon":598,"sources":[{"title":"INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (gov.br)","url":"https://www.gov.br/inpa","verified":false},{"title":"Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_da_Amazônia","verified":true},{"title":"ATTO – Amazon Tall Tower Observatory (projeto INPA/Max Planck)","url":"https://www.attoproject.org","verified":false}]},{"name":"CTI Renato Archer","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1982,"description":"Centro de tecnologia da informação do MCTI, criado na era da reserva de mercado como o instituto de computação do governo. Atua em encapsulamento e qualificação de microeletrônica, impressão 3D/manufatura aditiva (foi pioneiro na impressão 3D médica no Brasil), robótica, qualidade de software e displays, e certifica hardware para a Lei de Informática.","tags":["microeletrônica","manufatura-aditiva","robótica","laboratório-governamental"],"url":"https://www.gov.br/cti","significance":3,"sector":"universities","id":599,"ownership":"public-institution","canon":431,"sources":[{"title":"CTI Renato Archer – Centro de Tecnologia da Informação (gov.br)","url":"https://www.gov.br/cti","verified":false},{"title":"Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Tecnologia_da_Informação_Renato_Archer","verified":true},{"title":"CTI Renato Archer – Newsletter maio 2026","url":"https://www.gov.br/cti/pt-br/publicacoes/newsletter/newsletter-maio-2026.pdf","verified":true}]},{"name":"CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1949,"description":"Fundado por César Lattes (codescobridor do píon) e José Leite Lopes, o CBPF é o instituto de pesquisa em física do MCTI. Atua em cosmologia, matéria condensada, nanociência, informação quântica e na participação brasileira no CERN (LHCb) e no observatório Pierre Auger; abriga o Laboratório Multiusuário de Nanociência.","tags":["física","quântica","cern","laboratório-nacional"],"url":"https://www.gov.br/cbpf","significance":3,"sector":"universities","id":600,"ownership":"public-institution","canon":198,"sources":[{"title":"CBPF – Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (gov.br)","url":"https://www.gov.br/cbpf","verified":false},{"title":"Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Brasileiro_de_Pesquisas_Físicas","verified":true},{"title":"Brazilian Center for Research in Physics – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_Center_for_Research_in_Physics","verified":false}]},{"name":"IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1952,"description":"Instituto de elite da matemática brasileira, organização social vinculada ao MCTI, onde Artur Avila conquistou a Medalha Fields de 2014 (a primeira da América Latina) e que sediou o Congresso Internacional de Matemáticos de 2018. Organiza a olimpíada de matemática OBMEP, que alcança ~18 milhões de estudantes, o curso de graduação IMPA Tech (2024) e trabalhos aplicados crescentes em ciência de dados e finanças. Diretor Marcelo Viana.","tags":["matemática","medalha-fields","olimpíada","ciência-de-dados"],"url":"https://impa.br","significance":4,"sector":"universities","id":601,"ownership":"public-institution","canon":601,"sources":[{"title":"IMPA – Instituto de Matemática Pura e Aplicada","url":"https://impa.br","verified":false},{"title":"Instituto de Matemática Pura e Aplicada – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Matemática_Pura_e_Aplicada","verified":true},{"title":"OBMEP – Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas","url":"https://www.obmep.org.br","verified":false},{"title":"IMPA Tech – graduação em Matemática da Tecnologia e Inovação","url":"https://impatech.impa.br","verified":false}]},{"name":"CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações)","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1976,"description":"Criado pelo monopólio estatal de telecomunicações Telebrás, o CPqD desenvolveu as primeiras centrais digitais do Brasil, a fibra óptica e a central Trópico, e após a privatização (1998) tornou-se uma fundação privada. Hoje faz P&D em redes ópticas, 5G/Open RAN, cibersegurança, IA e identidade digital, gerou a Padtec e outras empresas e é uma das maiores unidades da Embrapii.","tags":["telecom","óptica","5g","pesquisa-aplicada"],"url":"https://www.cpqd.com.br","significance":4,"sector":"universities","id":602,"ownership":"nonprofit","canon":243,"sources":[{"title":"CPqD – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações","url":"https://www.cpqd.com.br","verified":false},{"title":"Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CPqD","verified":true},{"title":"Uma breve história dos semicondutores no Brasil (Teletime, mar. 2023)","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true}]},{"name":"Instituto Eldorado","type":"research-institute","city":"Campinas","state":"SP","founded":1997,"description":"Instituto privado de P&D sem fins lucrativos fundado com a Motorola para canalizar obrigações da Lei de Informática, hoje um dos maiores do Brasil, com mais de 1.000 funcionários e unidades em Campinas, Manaus, Brasília e Porto Alegre. Atua em software embarcado, projeto e testes de hardware, IA, IoT e encapsulamento de semicondutores para clientes como Motorola, Samsung, Lenovo e Qualcomm.","tags":["pesquisa-aplicada","lei-de-informática","embarcados","ia"],"url":"https://www.eldorado.org.br","significance":3,"sector":"universities","id":603,"ownership":"nonprofit","canon":603,"sources":[{"title":"Instituto de Pesquisas Eldorado – site oficial","url":"https://www.eldorado.org.br","verified":false},{"title":"Instituto Eldorado – Microeletrônica e encapsulamento","url":"https://www.eldorado.org.br/?p=117","verified":true},{"title":"RISC-V Brasil 2025 hosted by Eldorado Research Institute and co-hosted by Unicamp (Sympla)","url":"https://www.sympla.com.br/evento/risc-v-brasil-2025-hosted-by-eldorado-research-institute-and-co-hosted-by-unicamp/2929890","verified":true}]},{"name":"SENAI CIMATEC","type":"research-institute","city":"Salvador","state":"BA","founded":2002,"description":"Campus tecnológico de referência do SENAI na Bahia, que combina um centro universitário, um nó da rede de Institutos SENAI de Inovação e a maior infraestrutura de robótica industrial e supercomputação (Yemoja, Ogbon) do Nordeste. Trabalha com Petrobras, Shell, Embraer e outras em submarino, manufatura, healthtech e IA; é uma importante unidade da Embrapii e administra o CIMATEC Park.","tags":["pesquisa-aplicada","indústria","robótica","hpc","nordeste"],"url":"https://www.senaicimatec.com.br","significance":3,"sector":"universities","id":604,"ownership":"parastatal","canon":604,"sources":[{"title":"SENAI CIMATEC – site oficial","url":"https://www.senaicimatec.com.br","verified":false},{"title":"Embrapii escolhe Senai Cimatec em Salvador para investir em centro de tecnologia quântica (Mercado & Consumo, out. 2023)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2023/inovacao/embrapii-escolhe-senai-cimatec-em-salvador-para-investir-em-centro-de-tecnologia-quantica","verified":true},{"title":"Copa do Mundo de Robótica reúne em Salvador participantes de 40 países (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/tecnologia-e-inovacao/copa-do-mundo-de-robotica-reune-em-salvador-participantes-de-40-paises/","verified":true}]},{"name":"Institutos SENAI de Inovação (rede ISI)","type":"research-institute","city":"Brasília","state":"DF","founded":2013,"description":"Rede de 28 institutos de pesquisa aplicada mantida pela confederação industrial CNI/SENAI, inspirada na Fraunhofer alemã, cobrindo temas que vão de microeletrônica (ISI Microeletrônica, Manaus) e sistemas embarcados (Florianópolis) a biotecnologia, polímeros, lasers e energia renovável. A maioria é credenciada pela Embrapii e cofinancia projetos com fabricantes de médio porte.","tags":["pesquisa-aplicada","indústria","modelo-fraunhofer","rede"],"url":"https://www.portaldaindustria.com.br/senai/canais/inovacao-e-tecnologia","significance":3,"sector":"universities","id":605,"ownership":"parastatal","canon":605,"sources":[{"title":"SENAI – Inovação e Tecnologia (Institutos SENAI de Inovação)","url":"https://www.portaldaindustria.com.br/senai/canais/inovacao-e-tecnologia","verified":false},{"title":"Institutos SENAI de Inovação – portal da rede ISI","url":"https://www.isi.senai.br","verified":false},{"title":"Instituto Senai de Inovação de Joinville vai sediar centro de tecnologia robótica (NSC Total)","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=6942904","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Centros de Competência (mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true}]},{"name":"CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife)","type":"research-institute","city":"Recife","state":"PE","founded":1996,"description":"Instituto privado de inovação surgido do CIn da UFPE por iniciativa de Silvio Meira e colegas, cofundador do Porto Digital. Entrega P&D em software, UX e sistemas embarcados para Motorola, Samsung, Fiat e outras, mantém a CESAR School (graduação e pós-graduação) e é uma das maiores unidades da Embrapii no Brasil.","tags":["pesquisa-aplicada","software","porto-digital","educação"],"url":"https://www.cesar.org.br","significance":3,"sector":"universities","id":606,"ownership":"nonprofit","canon":606,"sources":[{"title":"CESAR – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife","url":"https://www.cesar.org.br","verified":false},{"title":"Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Estudos_e_Sistemas_Avançados_do_Recife","verified":true},{"title":"Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025 (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","verified":true}]},{"name":"Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial)","type":"nonprofit","city":"Brasília","state":"DF","founded":2013,"description":"Organização social financiada pelo MCTI, pelo MEC e pelo Ministério da Saúde que paga até um terço dos projetos de P&D industrial executados por 91 unidades de pesquisa credenciadas (CPqD, CESAR, institutos SENAI, laboratórios universitários), com empresas e unidades cobrindo o restante. Contratou 3.384 projetos em 11 anos, com 1.136 projetos no valor de R$ 6,5 bilhões em execução, e mantém programas temáticos em IA, semicondutores, bioeconomia e saúde. Presidente Álvaro Prata.","tags":["pesquisa-industrial","contrapartida","política-de-inovação"],"url":"https://embrapii.org.br","significance":4,"sector":"universities","id":607,"ownership":"parastatal","canon":607,"sources":[{"title":"Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial","url":"https://embrapii.org.br","verified":false},{"title":"Embrapii – Caderno Valor COP30 (nov. 2025)","url":"https://embrapii.org.br/wp-content/uploads/2025/11/CADERNO-VALOR_EMBRAPII_COP30_NOV-25.pdf","verified":true},{"title":"UFMG – Presidente da Embrapii defende aproximação entre universidade e indústria","url":"https://www.ufmg.br/?p=4562","verified":true},{"title":"EMBRAPII – Centros de Competência (mar. 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","verified":true}]},{"name":"Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)","type":"research-institute","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1900,"description":"Fundação de pesquisa e produção do Ministério da Saúde, maior instituição biomédica da América Latina, produtora de vacinas (Bio-Manguinhos, incluindo a vacina AstraZeneca contra a COVID) e diagnósticos. Relevante para a tecnologia como grande centro de bioinformática, dados de saúde e IA em saúde pública.","tags":["saúde","biotecnologia","vacinas"],"url":"https://portal.fiocruz.br","significance":2,"sector":"universities","id":608,"ownership":"public-institution","canon":36,"sources":[{"title":"Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz (portal)","url":"https://portal.fiocruz.br","verified":false},{"title":"Fundação Oswaldo Cruz – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundação_Oswaldo_Cruz","verified":true},{"title":"Mario Moreira takes office for second term as President of Fiocruz","url":"https://fiocruz.br/node/291184","verified":true},{"title":"First mRNA vaccine developed by Bio-Manguinhos/Fiocruz advances to clinical trials (PAHO, 2026)","url":"https://www.paho.org/en/news/14-9-2026-first-mrna-vaccine-developed-bio-manguinhosfiocruz-support-paho-and-who-advances","verified":true}]},{"name":"Instituto Butantan","type":"research-institute","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1900,"description":"Instituto biomédico do estado de São Paulo, famoso pelos antivenenos e como produtor da vacina CoronaVac contra a COVID e da vacina contra a dengue (aprovada em 2025). Nó essencial do polo de biotecnologia de São Paulo e grande parceiro da FAPESP.","tags":["saúde","biotecnologia","vacinas"],"url":"https://butantan.gov.br","significance":2,"sector":"universities","id":609,"ownership":"public-institution","canon":39,"sources":[{"title":"Instituto Butantan – site oficial","url":"https://butantan.gov.br","verified":true},{"title":"Instituto Butantan – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Butantan","verified":true},{"title":"Butantan's dengue vaccine, the world's first single-dose, approved by Anvisa (CIR)","url":"https://centerforimmunizationresearch.org/butantan-institutes-dengue-vaccine-the-worlds-first-single-dose-vaccine-has-been-approved-by-anvisa","verified":true}]},{"name":"Embrapa","type":"research-institute","city":"Brasília","state":"DF","founded":1973,"description":"Empresa federal de pesquisa agropecuária, a quem se credita ter tornado viável a agricultura tropical brasileira (solos do cerrado, soja tropical). Com ~40 unidades em todo o país, atua cada vez mais em agtech, sensoriamento remoto, agricultura de precisão e bioinsumos; tratada em profundidade no setor de agronegócio.","tags":["agricultura","agtech","federal"],"url":"https://www.embrapa.br","significance":2,"sector":"universities","id":610,"ownership":"federal-soe","canon":0,"sources":[{"title":"Embrapa – site oficial","url":"https://www.embrapa.br","verified":true},{"title":"Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embrapa","verified":true},{"title":"Presidente da Embrapa redesenha as finanças do órgão (Forbes Agro, jan. 2026)","url":"https://forbes.com.br/forbesagro/2026/01/presidente-da-embrapa-redesenha-as-financas-do-orgao-para-manter-a-soberania-do-agro/","verified":true},{"title":"Tributos, parcerias, Fiagros: propostas para a independência financeira da Embrapa (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/economia/exclusivo-tributos-parcerias-fiagros-as-propostas-em-estudo-para-a-independencia-financeira-da-embrapa/","verified":true}]},{"name":"CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)","type":"funding-agency","city":"Brasília","state":"DF","founded":1951,"description":"Conselho federal de pesquisa vinculado ao MCTI, que financia auxílios à pesquisa, o sistema de Bolsa de Produtividade, bolsas de iniciação científica e de pós-graduação, o programa INCT e a Plataforma Lattes. Quase ficou sem recursos para bolsas em 2019; desde 2023 conduz a chamada INCT de R$ 1,45 bilhão, uma chamada de repatriação (599 pesquisadores selecionados) e as bolsas Profix Brasil. Presidente Olival Freire Jr. (nomeado em dezembro de 2025 após atuar como diretor).","tags":["federal","fomento","bolsas","inct"],"url":"https://www.gov.br/cnpq","significance":5,"sector":"universities","id":611,"ownership":"public-institution","canon":611,"intl":{"international":"O CNPq é o análogo brasileiro da NSF norte-americana, da DFG alemã, do CONICET argentino ou da ANID chilena: agência de fomento à pesquisa e a bolsas, com cerca de R$ 2,8 bilhões aplicados em 2025 e 107 mil bolsas ativas, volume relevante na América Latina mas pequeno frente aos US$ 9 bilhões da NSF. Mantém chamadas conjuntas com a ANR francesa (imunologia, HPC, IA, quântica), o programa Pepe Mujica de colaboração latino-americana e caribenha, e a Plataforma Lattes, com cerca de 9 milhões de currículos, um banco de dados de pesquisadores sem equivalente internacional em abrangência. Quase ficou sem recursos para bolsas em 2019, episódio que ecoou cortes semelhantes no CONICET e no CONACYT.","future":"Até 2030 o CNPq precisa consolidar a recuperação: a chamada INCT de R$ 1,45 bilhão, a repatriação de pesquisadores, novas bolsas de iniciação e pós-graduação (mais de 4.500 aprovadas em 2026) e a renegociação de dívidas de ex-bolsistas. O que está em jogo é o valor das bolsas, reajustado em 2023 após uma década congelado e sob nova pressão inflacionária, o orçamento de 2027 sob novo governo e a transição do fomento para temas estratégicos do PBIA e da quântica. Observar: a modernização da Lattes, a integração com a CAPES, a avaliação dos INCTs em operação e a cooperação internacional. Riscos: novo ciclo de cortes; oportunidade: reter e repatriar talentos em um momento de cortes em agências estrangeiras.","sources":[{"title":"CNPq: portal institucional e notícias (2026)","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br"},{"title":"MCTI: FNDCT","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/fndct"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (gov.br)","url":"https://www.gov.br/cnpq","verified":false},{"title":"Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Nacional_de_Desenvolvimento_Científico_e_Tecnológico","verified":true},{"title":"CNPq – Chamada INCT: resultado preliminar indica aprovação de 121 institutos","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos","verified":true},{"title":"MCTI nomeia Olival Freire Junior como novo presidente do CNPq (Cenário Energia, dez. 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/05/mcti-nomeia-olival-freire-junior-como-novo-presidente-do-cnpq-e-sinaliza-continuidade-estrategica-no-fomento-a-ciencia/","verified":true}]},{"name":"CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)","type":"funding-agency","city":"Brasília","state":"DF","founded":1951,"description":"Fundação do Ministério da Educação que financia e avalia todos os programas de pós-graduação brasileiros (a nota de 1 a 7 que define o prestígio dos departamentos), paga a maioria das bolsas de mestrado e doutorado e mantém o Portal de Periódicos e programas internacionais como o CAPES-PrInt. Suas bolsas ficaram congeladas de 2013 a 2023, antes do reajuste de 40%. Presidente Denise Pires de Carvalho.","tags":["federal","pós-graduação","avaliação","bolsas"],"url":"https://www.gov.br/capes","significance":5,"sector":"universities","id":612,"ownership":"public-institution","canon":612,"intl":{"international":"A CAPES combina funções que em outros países estão separadas: avalia toda a pós-graduação (como as agências de acreditação europeias), paga a maior parte das bolsas de mestrado e doutorado (como o DAAD ou o China Scholarship Council) e mantém o Portal de Periódicos, uma das maiores assinaturas coletivas de literatura científica do mundo. A nota de 1 a 7 é um sistema de avaliação nacional sem equivalente direto, estudado por agências de outros países. Programas como o CAPES-PrInt e acordos com Fulbright, DAAD e outras agências estruturam a internacionalização. O congelamento de bolsas entre 2013 e 2023 reproduziu dinâmicas vistas na Argentina e no México, e o reajuste de 40% em 2023 só recompôs parte da perda.","future":"O que está em jogo até 2030 é o modelo de avaliação (ciclo 2025-2028, com debate sobre indicadores de impacto e ciência aberta), o valor real das bolsas, o custo crescente do Portal de Periódicos em um mercado editorial concentrado e a segurança de dados, após incidente na plataforma Meus Dados em 2026. Observar: a resposta a emergências (como as medidas para programas da UFPE após incêndios), o uso de IA na avaliação e na detecção de fraudes, o orçamento do MEC de 2027 e a continuidade da gestão. Riscos: perda de doutores para o exterior e desvalorização da pós-graduação; oportunidade: alinhar bolsas e avaliação às missões nacionais (IA, saúde, transição energética).","sources":[{"title":"CAPES: portal institucional e notícias","url":"https://www.gov.br/capes/pt-br"},{"title":"CNPq: portal institucional","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (gov.br)","url":"https://www.gov.br/capes","verified":false},{"title":"Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Coordenação_de_Aperfeiçoamento_de_Pessoal_de_Nível_Superior","verified":true},{"title":"Lula anuncia novos valores das bolsas CAPES/CNPq (2023)","url":"https://www.bahianoticias.com.br/noticia/277531-lula-anuncia-novos-valores-das-bolsas-capes-cnpq-e-bolsa-permanencia","verified":true},{"title":"Portal de Periódicos da CAPES","url":"https://www.periodicos.capes.gov.br","verified":false}]},{"name":"Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)","type":"funding-agency","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1967,"description":"Agência federal de inovação e secretaria executiva do FNDCT, que oferece empréstimos subsidiados, subvenção não reembolsável e participação acionária (Finep Startup, Finep Mais Inovação) a empresas, além de chamadas de infraestrutura para universidades. Sua capacidade de crédito foi restaurada pelas mudanças no FNDCT de 2023-2025, com programas alinhados à política Nova Indústria Brasil. Presidente Celso Pansera.","tags":["federal","financiamento-à-inovação","fndct","crédito"],"url":"https://www.finep.gov.br","significance":4,"sector":"universities","id":613,"ownership":"federal-soe","canon":324,"sources":[{"title":"Finep – Financiadora de Estudos e Projetos","url":"https://www.finep.gov.br","verified":false},{"title":"Financiadora de Estudos e Projetos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Financiadora_de_Estudos_e_Projetos","verified":true},{"title":"Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep e projetam R$ 30 bilhões para inovação até 2028 (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","verified":true},{"title":"Celso Pansera deixa presidência da Finep; Elias Ramos assume de forma interina (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/celso-pansera-deixa-presidencia-da-finep-elias-ramos-assume-de-forma-interina/","verified":true}]},{"name":"FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":1969,"description":"Principal fundo federal de ciência, alimentado por 16 fundos setoriais (CT-Petro, CT-Info, CT-Energ etc.) e gerido pela Finep com o CNPq. Cronicamente contingenciado até a Lei Complementar 177/2021 proibir os bloqueios; o investimento subiu de ~R$ 2 bilhões (2021) para R$ 12 bilhões (2024) e ~R$ 14,7 bilhões (2025), e uma lei de 2025 (PL 847/2025) liberou ~R$ 22 bilhões de superávit acumulado, com até 50% utilizáveis em empréstimos.","tags":["federal","fundo","fundos-setoriais","política"],"url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/fndct","significance":5,"sector":"universities","id":614,"ownership":"public-institution","canon":325,"sources":[{"title":"FNDCT – Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (MCTI)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/fndct","verified":false},{"title":"Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Nacional_de_Desenvolvimento_Científico_e_Tecnológico","verified":true},{"title":"Lei Complementar nº 177, de 12 de janeiro de 2021 (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp177.htm","verified":true},{"title":"Lula sanciona liberação de R$ 22 bi de fundo para ciência e tecnologia (Jornal do Brasil, ago. 2025)","url":"https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/2025/08/1056435-lula-sanciona-liberacao-de-rs-22-bi-de-fundo-para-ciencia-e-tecnologia.html","verified":true}]},{"name":"FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)","type":"funding-agency","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1962,"description":"Fundação de pesquisa mais bem financiada da América Latina, com 1% da receita tributária do estado de São Paulo garantido pela constituição estadual (R$ 2,8 bilhões de receita em 2024). Desembolsou um recorde de R$ 1,77 bilhão em 2024 em 27.095 auxílios e bolsas, incluindo 24 centros de pesquisa CEPID, o programa PIPE para pequenas empresas (1.324 projetos ativos), centros de pesquisa em engenharia com empresas e os programas BIOTA/Clima; também publica a revista Pesquisa FAPESP e financia cerca de metade do sistema paulista de pesquisa. Presidente Marco Antonio Zago.","tags":["estadual","fomento","cepid","pipe","são-paulo"],"url":"https://fapesp.br","significance":5,"sector":"universities","id":615,"ownership":"public-institution","canon":615,"intl":{"international":"A FAPESP é um caso singular no mundo: uma agência subnacional com 1% da receita tributária do estado garantida pela constituição, sem paralelo direto em agências de regiões como Catalunha, Baviera ou Califórnia. Com R$ 2,8 bilhões de receita e R$ 1,77 bilhão desembolsados em 2024, financia cerca de metade do sistema paulista de pesquisa e mantém acordos de cooperação com NSF, ANR, DFG, UKRI, NWO e dezenas de outras agências, além de programas como SPRINT e os CEPIDs, inspirados nos centros de excelência norte-americanos. O PIPE, para pequenas empresas, é modelado no SBIR dos EUA. Seu programa QuTIa (R$ 150 milhões) e os centros de IA a conectam às agendas globais de fronteira.","future":"O risco estrutural até 2033 é a reforma tributária: o ICMS, base da vinculação de 1%, será substituído pelo IBS entre 2027 e 2033, e a transposição da regra exigirá mudança constitucional estadual e vigilância política. Também estão em jogo a sucessão de Marco Antonio Zago, a eleição estadual de 2026 e a manutenção da autonomia frente a governos de diferentes orientações. Observar: novas rodadas de CEPIDs e centros de pesquisa em engenharia com empresas, a estratégia em IA e quântica, a internacionalização de startups do PIPE e o financiamento de infraestrutura compartilhada (Sirius, supercomputação). Oportunidade: ancorar São Paulo como polo científico do hemisfério; risco: erosão silenciosa da base de receita.","sources":[{"title":"FAPESP: estatísticas","url":"https://fapesp.br/estatisticas"},{"title":"Agência FAPESP","url":"https://agencia.fapesp.br/"}],"confidence":"medium"},"sources":[{"title":"FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo","url":"https://fapesp.br","verified":false},{"title":"Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundação_de_Amparo_à_Pesquisa_do_Estado_de_São_Paulo","verified":true},{"title":"Relatório de Atividades FAPESP 2024 mostra a recuperação do desempenho das instituições científicas de São Paulo (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/relatorio-de-atividades-fapesp-2024-mostra-a-recuperacao-do-desempenho-das-instituicoes-cientificas-de-sao-paulo-pos-pandemia/","verified":true},{"title":"Financiamento estadual: as FAPs em 2024 (Pesquisa FAPESP 360)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true}]},{"name":"FAPERJ (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro)","type":"funding-agency","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1980,"description":"Fundação de pesquisa do estado do Rio de Janeiro, com direito legal a 2% da receita estadual, mas que historicamente recebeu bem menos durante as crises fiscais do estado (2016-2019 viu uma inadimplência quase total). Recuperou-se após 2020 e contribuiu com R$ 150 milhões para a chamada INCT de 2024; financia os programas 'Cientista do Nosso Estado' e de startups.","tags":["estadual","fomento","rio"],"url":"https://www.faperj.br","significance":3,"sector":"universities","id":616,"ownership":"public-institution","canon":616,"sources":[{"title":"FAPERJ – Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro","url":"https://www.faperj.br","verified":false},{"title":"FAPERJ – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/FAPERJ","verified":true},{"title":"Financiamento estadual: as FAPs em 2024 (Pesquisa FAPESP 360)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true}]},{"name":"FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais)","type":"funding-agency","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1985,"description":"Fundação de pesquisa de Minas Gerais, com uma parcela constitucional de 1% da receita estadual (frequentemente paga de forma parcial). Cofinancia INCTs (R$ 50 milhões em 2024), a Rede Mineira de Inovação, aceleração de startups com o Sebrae e infraestrutura universitária na UFMG, UFV, UFU e UFLA.","tags":["estadual","fomento","minas"],"url":"https://fapemig.br","significance":2,"sector":"universities","id":617,"ownership":"public-institution","canon":617,"sources":[{"title":"FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais","url":"https://fapemig.br","verified":false},{"title":"Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundação_de_Amparo_à_Pesquisa_do_Estado_de_Minas_Gerais","verified":true},{"title":"Financiamento estadual: as FAPs em 2024 (Pesquisa FAPESP 360)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true}]},{"name":"Fundações estaduais de pesquisa: FAPERGS, FACEPE, FAPESC, FAPDF e a rede CONFAP","type":"funding-agency","city":"Brasília","state":"DF","founded":2006,"description":"As 27 fundações estaduais de pesquisa do Brasil (FAPs), coordenadas pelo CONFAP, cofinanciam programas federais e lançam chamadas regionais: a FAPERGS (RS, 1964) apoia a computação de Porto Alegre e a ciência da reconstrução pós-enchentes; a FACEPE (PE, 1989) apoia o Porto Digital e o CIn; a FAPESC (SC, anos 1990) financia o ecossistema de inovação de Florianópolis; a FAPDF (DF, 1992) financia o polo de govtech de Brasília. As FAPs foram escolhidas em 2025 para distribuir as ~1.000 bolsas Profix Brasil.","tags":["estadual","fomento","rede","regional"],"url":"https://confap.org.br","significance":3,"sector":"universities","id":618,"ownership":"public-institution","canon":618,"sources":[{"title":"CONFAP – Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa","url":"https://confap.org.br","verified":false},{"title":"Financiamento estadual: as FAPs em 2024 (Pesquisa FAPESP 360)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","verified":true},{"title":"FAPERGS – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul","url":"https://fapergs.rs.gov.br","verified":false},{"title":"FACEPE – Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco","url":"https://www.facepe.br","verified":false}]},{"name":"BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)","type":"funding-agency","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1952,"description":"Banco federal de desenvolvimento, grande financiador da inovação por meio do BNDES Funtec (recursos não reembolsáveis para institutos de pesquisa), da aceleradora BNDES Garagem, dos fundos Criatec e outros fundos de venture capital e, desde 2023, das linhas de crédito Nova Indústria Brasil e Mais Inovação (com a Finep), que cobrem semicondutores, IA e bioeconomia. Presidente Aloizio Mercadante.","tags":["federal","banco-de-desenvolvimento","venture","política-industrial"],"url":"https://www.bndes.gov.br","significance":3,"sector":"universities","id":619,"ownership":"federal-soe","canon":326,"sources":[{"title":"BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social","url":"https://www.bndes.gov.br","verified":false},{"title":"Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econômico_e_Social","verified":true},{"title":"BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","verified":true},{"title":"Governo lança R$ 12 bi em crédito do BNDES e Finep para Indústria 4.0 (Startups.com.br, ago. 2025)","url":"https://startups.com.br/negocios/governo-lanca-r-12-bi-em-credito-do-bndes-e-finep-para-industria-4-0/","verified":true}]},{"name":"MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação)","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1985,"description":"Ministério federal da ciência que supervisiona CNPq, Finep, FNDCT e institutos nacionais (CNPEM, LNCC, INPE, INPA, CTI, CBPF, IMPA). Sob a ministra Luciana Santos (2023-2026), reconstruiu o FNDCT, lançou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA, R$ 23 bilhões, 2024), as missões tecnológicas da Nova Indústria Brasil, o Mais Ciência na Escola e o programa Brasil Semicon.","tags":["federal","ministério","política","ia"],"url":"https://www.gov.br/mcti","significance":5,"sector":"universities","id":620,"ownership":"public-institution","canon":321,"sources":[{"title":"MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (gov.br)","url":"https://www.gov.br/mcti","verified":false},{"title":"Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ministério_da_Ciência,_Tecnologia_e_Inovação","verified":true},{"title":"MCTI – Indicadores Nacionais de CT&I 2025","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/indicadores/paginas/publicacoes/arquivos/indicadores_cti_2025.pdf","verified":true},{"title":"Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial: o que está sendo feito (DPL News)","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","verified":true}]},{"name":"INCTs (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2008,"description":"Programa de rede de referência do CNPq, que financia institutos nacionais virtuais conectando grupos de vários estados; houve chamadas em 2008, 2014 e 2022/2024. A chamada de 2024 aprovou 121 novos INCTs com R$ 1,45 bilhão (R$ 1 bilhão do FNDCT mais FAPESP, FAPERJ, CAPES, Fapemig, Fapes e Ministério da Saúde), com 39% destinados ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste, elevando o total a 221. Entre os INCTs relevantes para tecnologia estão os de IA (INCT-IA), cibersegurança, informação quântica, nanotecnologia, fotônica, Internet do Futuro, saúde digital e semicondutores (NAMITEC).","tags":["rede","fomento","ia","quântica","nanotecnologia"],"url":"https://www.gov.br/cnpq","significance":4,"sector":"universities","id":621,"ownership":"program-policy","canon":621,"sources":[{"title":"CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (gov.br)","url":"https://www.gov.br/cnpq","verified":false},{"title":"CNPq – Chamada INCT: resultado preliminar indica aprovação de 121 institutos","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos","verified":true},{"title":"USP vai coordenar 26 novos INCTs (Jornal da USP)","url":"https://jornal.usp.br/?p=869491","verified":true}]},{"name":"CEPIDs (Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão - FAPESP)","type":"policy","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2000,"description":"Programa de centros de pesquisa de 11 anos da FAPESP, o instrumento de financiamento de mais longo horizonte do Brasil. Os 24 CEPIDs em operação em 2024 incluem o CeMEAI (matemática aplicada/ciência de dados, ICMC), o Centro de Pesquisa em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, o CeRTEV (materiais vítreos), o BIOEN, o Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco, o CEPID Neuromat e as adições de 2024; três novos centros foram aprovados em maio de 2024 e uma quarta chamada ampliou o modelo.","tags":["fomento","centros-de-pesquisa","são-paulo","longo-prazo"],"url":"https://cepid.fapesp.br","significance":3,"sector":"universities","id":622,"ownership":"program-policy","canon":622,"sources":[{"title":"CEPID – Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (FAPESP)","url":"https://cepid.fapesp.br","verified":false},{"title":"FAPESP – Programa CEPID","url":"https://fapesp.br/cepid","verified":false},{"title":"Relatório de Atividades FAPESP 2024 mostra a recuperação do desempenho das instituições científicas de São Paulo (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/relatorio-de-atividades-fapesp-2024-mostra-a-recuperacao-do-desempenho-das-instituicoes-cientificas-de-sao-paulo-pos-pandemia/","verified":true}]},{"name":"Parque Tecnológico de São José dos Campos","type":"hub","city":"São José dos Campos","state":"SP","founded":2006,"description":"Maior parque tecnológico do Brasil em área, construído em torno do polo aeroespacial e de defesa formado por ITA, INPE, DCTA e Embraer. Abriga mais de 300 empresas e centros de P&D (Embraer, Boeing, Ericsson, Johnson & Johnson), além dos campi da UNIFESP e da Unesp e da incubadora Nexus; recentemente expandido como Parque de Inovação Tecnológica.","tags":["parque-tecnológico","aeroespacial","defesa"],"url":"https://www.pqtec.org.br","significance":3,"sector":"universities","id":623,"ownership":"nonprofit","canon":623,"sources":[{"title":"Parque Tecnológico São José dos Campos – site oficial","url":"https://www.pqtec.org.br","verified":false},{"title":"Parque Tecnológico de São José dos Campos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Tecnológico_de_São_José_dos_Campos","verified":true}]},{"name":"Sapiens Parque","type":"hub","city":"Florianópolis","state":"SC","founded":2002,"description":"Parque de inovação de 4,3 milhões de m2 no norte de Florianópolis, de propriedade estadual e ligado à UFSC e à ACATE. Abriga mais de 100 empresas (incluindo as origens da Resultados Digitais/RD Station, unidades da Softplan e o instituto Senai de sistemas embarcados) na cidade que lidera o Brasil em receita de tecnologia per capita.","tags":["parque-tecnológico","florianópolis","software"],"url":"https://www.sapiensparque.com.br","significance":2,"sector":"universities","id":624,"ownership":"state-soe","canon":624,"sources":[{"title":"Sapiens Parque – site oficial","url":"https://www.sapiensparque.com.br","verified":false},{"title":"UFSC ativa instituto de inovação no Sapiens Parque com investimento de R$ 19 milhões (NSC Total)","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=7149225","verified":false},{"title":"ACATE – Pauta para candidatos ao Governo de SC 2026","url":"https://www.acate.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Pauta-ACATE-Candidatos-Governo-2026-2.pdf","verified":true}]},{"name":"Porto Digital","type":"hub","city":"Recife","state":"PE","founded":2000,"description":"Parque tecnológico urbano mais bem-sucedido do Brasil, criado pelo governo de Pernambuco, pelo CIn da UFPE e pelo CESAR no histórico Bairro do Recife. Em 2025, suas 541 empresas faturaram R$ 7,4 bilhões (+19%) e empregaram cerca de 24.000 pessoas; abriga Accenture, Globo, CESAR e centenas de startups, e expandiu-se para a economia criativa e para um novo hub de R$ 185 milhões. Presidente Pierre Lucena.","tags":["parque-tecnológico","software","recife","hub-de-referência"],"url":"https://www.portodigital.org","significance":5,"sector":"universities","id":625,"ownership":"nonprofit","canon":625,"intl":{"international":"O Porto Digital é comparado a distritos de inovação como 22@ Barcelona, Station F em Paris, Ruta N em Medellín e o Boston Innovation District, com a particularidade de ter revitalizado um bairro histórico portuário e de ser gerido por uma organização social criada por estado, universidade (CIn-UFPE) e CESAR. Com 541 empresas, R$ 7,4 bilhões de faturamento e cerca de 24 mil colaboradores, é o maior parque tecnológico urbano do Brasil. Internacionaliza-se por meio do hub Cais do Porto em Aveiro (Portugal) e da chamada binacional Conexão Luso-BR (2026), e exporta seu modelo para Goiás e para o interior de Pernambuco (Caruaru). Abriga Accenture, Globo e centenas de startups, e recebeu o prêmio Anprotec 2026.","future":"Até 2030 o Porto Digital quer crescer com um novo hub de R$ 185 milhões, a rede quântica do Recife (de 7 km para 40 km) e a agenda de IA com o Sebrae, mantendo a atratividade fiscal municipal e os incentivos da Lei de Informática. O que está em jogo: reter talentos diante do trabalho remoto para empresas estrangeiras, diversificar da prestação de serviços de TI para produtos e deep tech, e sustentar a governança em meio à eleição estadual de 2026 em Pernambuco. Observar: faturamento e empregos de 2026, a expansão para economia criativa e saúde, e o papel em semicondutores e IA via CIn. Riscos: dependência de incentivos e de grandes contratantes; oportunidade: ser o hub de inovação de referência do Nordeste e um polo luso-brasileiro.","sources":[{"title":"Porto Digital","url":"https://www.portodigital.org/"},{"title":"Movimento Econômico: rede quântica do Recife opera 7 km e mira 40 km com Porto Digital","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/05/12/rede-quantica-do-recife-opera-7-km-e-mira-40-km-com-porto-digital/"}],"confidence":"high"},"sources":[{"title":"Porto Digital – site oficial","url":"https://www.portodigital.org","verified":true},{"title":"Porto Digital – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Digital","verified":true},{"title":"Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025 (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","verified":true}]},{"name":"Parque Tecnológico da UFRJ","type":"hub","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2003,"description":"No campus da Ilha do Fundão da UFRJ, ao lado da COPPE e do CENPES da Petrobras, abriga centros de P&D de Siemens, GE, Schlumberger, Baker Hughes, Halliburton, Dell e L'Oréal, atraídos sobretudo pelas obrigações de P&D dos royalties do petróleo da ANP. Também sedia a incubadora da COPPE e incubadoras no modelo Gênesis e ~100 startups.","tags":["parque-tecnológico","petróleo-e-gás","p&d-corporativo"],"url":"https://www.parque.ufrj.br","significance":3,"sector":"universities","id":626,"ownership":"public-institution","canon":626,"sources":[{"title":"Parque Tecnológico da UFRJ – site oficial","url":"https://www.parque.ufrj.br","verified":true},{"title":"Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ","url":"https://www.incubadora.coppe.ufrj.br","verified":false}]},{"name":"Supera Parque","type":"hub","city":"Ribeirão Preto","state":"SP","founded":2014,"description":"Parque tecnológico da USP Ribeirão Preto e da prefeitura, voltado a saúde, biotecnologia e agtech, que incuba mais de 100 startups no interior paulista. Junto com o Pequeno Príncipe e outros hubs de saúde, dá suporte ao polo biomédico de Ribeirão Preto financiado pela FAPESP.","tags":["parque-tecnológico","healthtech","biotecnologia","agtech"],"url":"https://superaparque.com.br","significance":1,"sector":"universities","id":627,"ownership":"public-institution","canon":627,"sources":[{"title":"Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto – site oficial","url":"https://superaparque.com.br","verified":true},{"title":"Parque de inovação da USP em Ribeirão Preto vai coordenar a cadeia produtiva da saúde na região (Jornal da USP)","url":"https://jornal.usp.br/?p=1000799","verified":false},{"title":"Supera Incubadora recebe inscrições para novos negócios (Agência FAPESP)","url":"https://agencia.fapesp.br/supera-incubadora-recebe-inscricoes-para-novos-negocios/50907","verified":false}]},{"name":"CIATEC e o ecossistema de inovação de Campinas","type":"hub","city":"Campinas","state":"SP","founded":1983,"description":"A CIATEC é a empresa municipal de Campinas que administra os dois parques tecnológicos da cidade (Polos I e II), sede de CPqD, CNPEM, Eldorado, CTI, Lenovo e outros. Com a agência Inova da Unicamp, o Techno Park e as mais de 1.000 'empresas-filhas' da Unicamp, Campinas é frequentemente chamada de Vale do Silício brasileiro em deep tech e telecomunicações.","tags":["parque-tecnológico","polo-campinas","deep-tech"],"url":"https://ciatec.org.br","significance":2,"sector":"universities","id":628,"ownership":"state-soe","canon":628,"sources":[{"title":"CIATEC – Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas","url":"https://ciatec.org.br","verified":false},{"title":"Inova Unicamp – Agência de Inovação da Unicamp (empresas-filhas)","url":"https://www.inova.unicamp.br","verified":true}]},{"name":"BH-TEC (Parque Tecnológico de Belo Horizonte)","type":"hub","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":2005,"description":"Parque científico vizinho ao campus da Pampulha da UFMG, criado por UFMG, governos estadual e municipal, Fapemig e Sebrae. Abriga empresas de biotecnologia, software e tecnologia para mineração e se conecta à comunidade de startups do San Pedro Valley (origens de Hotmart, Méliuz, Sympla) e ao escritório de engenharia do Google em Belo Horizonte.","tags":["parque-tecnológico","minas","biotecnologia","software"],"url":"https://www.bhtec.org.br","significance":2,"sector":"universities","id":629,"ownership":"nonprofit","canon":629,"sources":[{"title":"BH-TEC – Parque Tecnológico de Belo Horizonte","url":"https://www.bhtec.org.br","verified":false},{"title":"San Pedro Valley – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/San_Pedro_Valley","verified":true}]},{"name":"Tecnopuc","type":"hub","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":2003,"description":"Parque científico e tecnológico da PUCRS, que abriga mais de 200 organizações e cerca de 7.000 pessoas em Porto Alegre e Viamão, com HP, Dell, Thoughtworks e SAP entre suas âncoras. Frequentemente eleito o melhor parque tecnológico do Brasil (ANPROTEC), integra a incubadora Ideia e o Tecnopuc Startups.","tags":["parque-tecnológico","porto-alegre","p&d-corporativo"],"url":"https://www.pucrs.br/tecnopuc","significance":3,"sector":"universities","id":630,"ownership":"nonprofit","canon":630,"sources":[{"title":"Tecnopuc – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS","url":"https://www.pucrs.br/tecnopuc","verified":false},{"title":"TECNOPUC – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnopuc","verified":true}]},{"name":"Ciência sem Fronteiras (2011-2016)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2011,"description":"Programa de mobilidade emblemático de Dilma Rousseff, que enviou cerca de 100.000 estudantes (em sua maioria de graduação) a universidades no exterior em áreas STEM, a um custo próximo de R$ 13 bilhões. Criticado pela seleção frágil, pelas deficiências em inglês e pelo baixo impacto em pesquisa, foi descontinuado para a graduação em 2017; seu legado é uma geração de engenheiros com formação internacional, laços mais fortes com universidades dos EUA e do Reino Unido e uma lição de cautela sobre escala sem desenho institucional.","tags":["política","mobilidade","legado"],"url":null,"significance":3,"sector":"universities","id":631,"ownership":"program-policy","canon":631,"sources":[{"title":"Ciência sem Fronteiras – portal do programa","url":"https://cienciasemfronteiras.gov.br","verified":false},{"title":"Ciência sem Fronteiras – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciência_sem_Fronteiras","verified":true},{"title":"Decreto nº 7.642, de 13 de dezembro de 2011 – institui o Programa Ciência sem Fronteiras (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7642.htm","verified":true},{"title":"Experiência encerrada: o fim do Ciência sem Fronteiras (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/experiencia-encerrada/","verified":true}]},{"name":"Mais Ciência na Escola","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2024,"description":"Programa do MCTI/MEC/CNPq que financia clubes de ciência, laboratórios e bolsas em escolas públicas de ensino médio, com R$ 100 milhões iniciais do FNDCT alcançando ~1.000 escolas em 2024 e mais R$ 100 milhões anunciados em novembro de 2024 para chegar a ~2.000 escolas em 2025. Mira o pipeline de STEM ao lado da bolsa ampliada de iniciação científica júnior (elevada de R$ 100 para R$ 300).","tags":["política","educação","pipeline"],"url":"https://www.gov.br/cnpq","significance":2,"sector":"universities","id":632,"ownership":"program-policy","canon":632,"sources":[{"title":"CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (gov.br)","url":"https://www.gov.br/cnpq","verified":false},{"title":"MEC discute programa Mais Ciência na Escola (Agência Gov, jun. 2024)","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202406/mec-discute-programa-mais-ciencia-na-escola","verified":false},{"title":"Programa Mais Ciência na Escola vai dobrar número de unidades em 2025 (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=264577","verified":true}]},{"name":"Future-se (proposta de 2019)","type":"policy","city":"Brasília","state":"DF","founded":2019,"description":"Proposta do Ministério da Educação no governo Bolsonaro para que as universidades federais se financiassem parcialmente por meio de fundos patrimoniais privados e organizações sociais, em troca de autonomia. Rejeitada por quase todos os conselhos universitários e jamais aprovada pelo Congresso, tornou-se um símbolo do confronto de 2019-2022 entre o governo e o sistema federal de universidades.","tags":["política","governança","controvérsia"],"url":null,"significance":1,"sector":"universities","id":633,"ownership":"program-policy","canon":633,"sources":[{"title":"Future-se – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Future-se","verified":true},{"title":"Maioria das federais rejeita plano do MEC (Jornal de Brasília)","url":"https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/maioria-das-federais-rejeita-plano-do-mec/","verified":false},{"title":"Por unanimidade, Conselho da Universidade Federal do Cariri rejeita o programa Future-se (O Povo, ago. 2019)","url":"https://www.opovo.com.br/noticias/cariri/2019/08/27/por-unanimidade--conselho-da-universidade-federal-do-cariri-rejeita-o-programa-future-se.html","verified":false}]},{"name":"RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa)","type":"infrastructure","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1989,"description":"Rede nacional de ensino e pesquisa do Brasil, que trouxe a Internet ao país no início dos anos 1990 e hoje opera o backbone Ipê, que conecta mais de 1.500 campi a 100 Gbps, além do enlace submarino BELLA com a Europa. Mantém a identidade federada (CAFe), a rede Eduroam e os programas de inovação RNP Ideias.","tags":["rede","internet","infraestrutura"],"url":"https://www.rnp.br","significance":3,"sector":"universities","id":634,"ownership":"public-institution","canon":634,"sources":[{"title":"RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa","url":"https://www.rnp.br","verified":false},{"title":"Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Nacional_de_Ensino_e_Pesquisa","verified":true},{"title":"RNP – Rede Ipê (backbone acadêmico nacional)","url":"https://www.rnp.br/sistema-rnp/rede-ipe","verified":false}]},{"name":"Supercomputador Santos Dumont (LNCC)","type":"infrastructure","city":"Petrópolis","state":"RJ","founded":2015,"description":"Maior supercomputador acadêmico do Brasil, construído pela Atos/Bull e atualizado em 2024 para cerca de 5,1 petaflops no âmbito do Novo PAC, atendendo ~200 projetos por ano em clima, petróleo, bioinformática e IA. Junto com as máquinas Pégaso/Dragão da Petrobras, representa a principal capacidade de HPC do país; o plano PBIA promete um supercomputador de IA maior.","tags":["hpc","infraestrutura","ia"],"url":"https://sdumont.lncc.br","significance":3,"sector":"universities","id":635,"ownership":"public-institution","canon":635,"sources":[{"title":"SDumont – Sistema Brasileiro de Computação Petaflópica (LNCC)","url":"https://sdumont.lncc.br","verified":true},{"title":"Santos Dumont LNCC supercomputer receives fourfold upgrade (Eviden press release)","url":"https://eviden.com/insights/press-releases/santos-dumont-lncc-supercomputer-receives-fourfold-upgrade","verified":false},{"title":"LNCC recebe equipamentos para aumentar capacidade do supercomputador Santos Dumont (DCD)","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/lncc-recebe-equipamentos-para-aumentar-capacidade-do-supercomputador-santos-dumont/","verified":false},{"title":"Supercomputadores: a corrida pela capacidade de processamento (Pesquisa FAPESP 337, mar. 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2024/03/012-019_supercomputadores_337-parte-1.pdf","verified":false}]},{"name":"Olival Freire Jr.","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Físico e historiador da ciência da UFBA, nomeado presidente do CNPq em dezembro de 2025 após atuar como seu diretor científico desde 2023. Arquiteto das chamadas de repatriação e Profix Brasil e da reforma da 'Política de Novação' do CNPq para acelerar a execução dos auxílios; enfrenta o déficit de pós-doutorado (demanda cinco vezes maior que a oferta).","tags":["liderança","cnpq"],"url":null,"significance":3,"sector":"universities","id":636,"ownership":"person","canon":636,"sources":[{"title":"MCTI nomeia Olival Freire Junior como novo presidente do CNPq (Cenário Energia, dez. 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/05/mcti-nomeia-olival-freire-junior-como-novo-presidente-do-cnpq-e-sinaliza-continuidade-estrategica-no-fomento-a-ciencia/","verified":true},{"title":"O presidente do CNPq, Olival Freire Jr., faz um balanço dos 75 anos da agência (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-presidente-do-cnpq-olival-freire-jr-faz-um-balanco-dos-75-anos-da-agencia/","verified":false},{"title":"MCTI anuncia três novos diretores do CNPq (CNPq, 2023)","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/mcti-anuncia-tres-novos-diretores-do-cnpq","verified":false}]},{"name":"Luciana Santos","type":"person","city":"Brasília","state":"DF","founded":null,"description":"Engenheira eletricista, ex-prefeita de Olinda e presidente do PCdoB, que exerceu o cargo de ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação a partir de 2023, supervisionando a recuperação do FNDCT para ~R$ 14,7 bilhões, o plano de IA PBIA de R$ 23 bilhões, a chamada de 121 INCTs e o financiamento da fase 2 do Sirius e do Orion.","tags":["liderança","mcti","ministra"],"url":null,"significance":3,"sector":"universities","id":637,"ownership":"person","canon":367,"sources":[{"title":"Luciana Santos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Luciana_Santos","verified":true},{"title":"MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (gov.br)","url":"https://www.gov.br/mcti","verified":false},{"title":"Lula sanciona liberação de R$ 22 bi de fundo para ciência e tecnologia (Jornal do Brasil, ago. 2025)","url":"https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/2025/08/1056435-lula-sanciona-liberacao-de-rs-22-bi-de-fundo-para-ciencia-e-tecnologia.html","verified":true},{"title":"Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial: o que está sendo feito (DPL News)","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","verified":true}]},{"name":"Antonio José Roque da Silva","type":"person","city":"Campinas","state":"SP","founded":null,"description":"Físico (USP/Unicamp) que liderou o projeto Sirius e é diretor-geral do CNPEM; rosto público da big science brasileira, hoje à frente da fase 2 do Sirius e do laboratório BSL-4 Orion.","tags":["liderança","cnpem","sirius"],"url":null,"significance":2,"sector":"universities","id":638,"ownership":"person","canon":638,"sources":[{"title":"José Roque: físico fala sobre o acelerador Sirius e o primeiro laboratório de biossegurança máxima do país (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/jose-roque-fisico-fala-sobre-o-acelerador-sirius-e-o-primeiro-laboratorio-de-biosseguranca-maxima-do-pais/","verified":false},{"title":"CNPEM – Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais","url":"https://cnpem.br","verified":true},{"title":"CNPEM – Federal resources for Sirius phase 2","url":"https://cnpem.br/en/?p=32832","verified":true},{"title":"O homem da máquina (Pesquisa FAPESP)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-homem-da-maquina/","verified":false}]},{"name":"Marcelo Viana","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Matemático luso-brasileiro e diretor-geral do IMPA desde 2015, que trouxe o ICM de 2018 para o Rio, expandiu a OBMEP e lançou o IMPA Tech; laureado com o Grand Prix Scientifique Louis D.","tags":["liderança","impa","matemática"],"url":null,"significance":2,"sector":"universities","id":639,"ownership":"person","canon":639,"sources":[{"title":"Marcelo Viana – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Viana","verified":true},{"title":"IMPA – Instituto de Matemática Pura e Aplicada","url":"https://impa.br","verified":false},{"title":"Marcelo Viana – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Viana","verified":false}]},{"name":"Silvio Meira","type":"person","city":"Recife","state":"PE","founded":null,"description":"Cientista da computação (CIn da UFPE, hoje na TDS Company), fundador do CESAR e cocriador do Porto Digital, amplamente considerado o pai intelectual do ecossistema de tecnologia do Recife e uma das principais vozes brasileiras sobre transformação digital.","tags":["liderança","porto-digital","cesar"],"url":null,"significance":2,"sector":"universities","id":640,"ownership":"person","canon":299,"sources":[{"title":"Silvio Meira – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Meira","verified":true},{"title":"Silvio Meira – site pessoal","url":"https://silvio.meira.com","verified":false},{"title":"CESAR – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife","url":"https://www.cesar.org.br","verified":false},{"title":"TDS Company – The Digital Strategy Company","url":"https://tds.company","verified":false}]},{"name":"Roberto Ierusalimschy","type":"person","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":null,"description":"Professor de ciência da computação da PUC-Rio e arquiteto-chefe da linguagem de programação Lua (1993, com Waldemar Celes e Luiz Henrique de Figueiredo), a tecnologia de software de origem brasileira mais usada no mundo, embarcada em games, Roblox, Redis, Nginx e produtos da Adobe.","tags":["pessoa","lua","puc-rio"],"url":"https://www.inf.puc-rio.br/~roberto/","significance":2,"sector":"universities","id":641,"ownership":"person","canon":641,"sources":[{"title":"Roberto Ierusalimschy – página pessoal (PUC-Rio)","url":"https://www.inf.puc-rio.br/~roberto/","verified":false},{"title":"Roberto Ierusalimschy – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Roberto_Ierusalimschy","verified":true},{"title":"Roberto Ierusalimschy – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Ierusalimschy","verified":true},{"title":"Lua: about (lua.org)","url":"https://www.lua.org/about.html","verified":false}]},{"name":"NUCLEP (Nuclebrás Equipamentos Pesados)","sector":"nuclear","type":"company","city":"Itaguaí","state":"RJ","founded":1975,"description":"Fabricante estatal federal de equipamentos pesados criada em 1975 como braço industrial da Nuclebrás e hoje vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Sua fábrica em Itaguaí é uma das poucas do Hemisfério Sul capazes de fabricar vasos de pressão de reatores, geradores de vapor e outros componentes nucleares Classe 1, e construiu as seções do casco resistente dos submarinos da classe Tupi e da classe Riachuelo (derivada do Scorpène), além do casco do submarino de propulsão nuclear SN-BR Álvaro Alberto no âmbito do PROSUB. Também fabrica equipamentos para Angra 3, plataformas da Petrobras e a Marinha, e é fornecedora central da base industrial nuclear e naval do país, apesar da crônica subutilização e da dependência do Tesouro.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","nuclear","equipamentos-pesados","submarinos","prosub","itaguaí"],"url":"https://www.nuclep.gov.br","significance":4,"id":642,"canon":642,"sources":[{"title":"NUCLEP – Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A.","url":"https://www.nuclep.gov.br","verified":false},{"title":"Nuclebrás Equipamentos Pesados – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nuclebrás_Equipamentos_Pesados","verified":true},{"title":"Programa de submarinos da Marinha precisa de aporte adicional de R$ 1 bilhão por ano (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/programa-de-submarinos-da-marinha-precisa-de-aporte-adicional-de-r-1-bilhao-por-ano-para-manter-cronogr","verified":true},{"title":"Riachuelo-class submarine (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Riachuelo-class_submarine","verified":true}]},{"name":"Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa)","sector":"nuclear","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":2013,"description":"Empresa estatal federal criada pela Lei 12.706/2012 e instalada em 2013, vinculada ao Ministério da Defesa por meio da Marinha, para preservar e desenvolver o know-how de engenharia do Programa Nuclear da Marinha (PNM) e do PROSUB. Seus ~1.000 engenheiros e técnicos trabalham no reator-protótipo em terra LABGENE, em Aramar, na planta de propulsão do submarino nuclear SN-BR Álvaro Alberto, na tecnologia de enriquecimento de urânio e na segurança nuclear naval, e a empresa assinou em 2024 um contrato com a Naval Group sobre integração de submarinos nucleares. É a ponte institucional entre os centros de pesquisa do CTMSP e o estaleiro de Itaguaí.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","marinha","submarino-nuclear","prosub","aramar","engenharia"],"url":"https://www.amazul.mar.mil.br","significance":4,"id":643,"canon":643,"sources":[{"title":"Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.","url":"https://www.amazul.mar.mil.br","verified":false},{"title":"Amazônia Azul Tecnologias de Defesa – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Amazônia_Azul_Tecnologias_de_Defesa","verified":true},{"title":"Lei nº 12.706, de 8 de agosto de 2012 – autoriza a criação da AMAZUL (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12706.htm","verified":true},{"title":"Programa de submarinos da Marinha precisa de aporte adicional de R$ 1 bilhão por ano (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/programa-de-submarinos-da-marinha-precisa-de-aporte-adicional-de-r-1-bilhao-por-ano-para-manter-cronogr","verified":true}]},{"name":"Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais)","sector":"defense","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1982,"description":"Empresa estatal federal vinculada à Marinha (Lei 7.000/1982) que atua como braço comercial e de gestão de projetos da construção naval brasileira. É a contratante do programa de fragatas da classe Tamandaré (consórcio Águas Azuis, com thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa e Atech), gerencia munições e serviços de reparo da Marinha por meio do Arsenal de Marinha e exporta produtos navais. A Emgepron é o veículo pelo qual os pacotes de transferência de tecnologia de sistemas de gerenciamento de combate, sensores e construção de cascos entram na base industrial de defesa brasileira.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","marinha","construção-naval","fragatas","tamandaré","indústria-de-defesa"],"url":"https://www.emgepron.mar.mil.br","significance":3,"id":644,"canon":644,"sources":[{"title":"Emgepron – Empresa Gerencial de Projetos Navais","url":"https://www.emgepron.mar.mil.br","verified":false},{"title":"Empresa Gerencial de Projetos Navais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_Gerencial_de_Projetos_Navais","verified":true},{"title":"Lei nº 7.000, de 9 de junho de 1982 – autoriza a criação da EMGEPRON (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/L7000.htm","verified":true},{"title":"Fragatas Classe Tamandaré: Marinha e Emgepron realizam 2ª reunião de governança estratégica com a SPE Águas Azuis (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/fragatas-classe-tamandare-marinha-e-emgepron-realizam-2a-reuniao-de-governanca-estrategica-com-a-sociedade-de","verified":true}]},{"name":"Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos)","sector":"robotics","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":1969,"description":"Empresa pública federal e maior operadora logística do Brasil (~85.000 funcionários), mantida estatal após o arquivamento, em 2023, do projeto de privatização da era Bolsonaro, mas enfrentando grave crise financeira em 2024-2025, que levou a um empréstimo com garantia do governo e a uma reestruturação. Sua relevância tecnológica está na infraestrutura logística nacional de e-commerce, nas plataformas Correios Log+ e de marketplace, nos centros de triagem automatizados e nos serviços de identidade postal digital. Em 26 de março de 2025, realizou sua primeira entrega por drone BVLOS, em Curitiba, com a Speedbird Aero e o software de controle de tráfego UTM da Atech/Embraer, dentro do sandbox regulatório da cidade.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","logística","drones","e-commerce","automação","empresa-pública"],"url":"https://www.correios.com.br","significance":3,"id":645,"canon":645,"sources":[{"title":"Correios – site oficial","url":"https://www.correios.com.br","verified":false},{"title":"Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_Brasileira_de_Correios_e_Telégrafos","verified":true},{"title":"Correios: empréstimo de R$ 20 bilhões e prejuízo histórico (Gazeta do Povo)","url":"https://www.gazetadopovo.com.br/republica/correios-emprestimo-20-bilhoes-prejuizo-historico/","verified":false},{"title":"Correios autorizam empréstimo de R$ 20 bilhões para tentar conter crise financeira (SBT News)","url":"https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/correios-autorizam-emprestimo-de-r-20-bilhoes-para-tentar-conter-crise-financeira","verified":false}]},{"name":"Caixa Econômica Federal","sector":"fintech","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":1861,"description":"Banco público integralmente federal e principal canal do governo para pagamento de benefícios sociais, financiamento habitacional e FGTS. Seu aplicativo Caixa Tem, lançado em 2020 para pagar o auxílio emergencial da COVID a ~68 milhões de pessoas, é uma das maiores operações de onboarding digital já conduzidas por um banco estatal e um pilar da infraestrutura pública digital brasileira ao lado do Pix e do gov.br. A Caixa participa do Pix e do Open Finance, opera plataformas de loterias e pagamentos e mantém grandes unidades internas de tecnologia; ficou fora dos debates de privatização, embora subsidiárias (Caixa Seguridade, Caixa Cartões) tenham sido parcialmente abertas ao capital privado.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","banco-público","pix","caixa-tem","pagamentos-digitais","open-finance"],"url":"https://www.caixa.gov.br","significance":3,"id":646,"canon":646,"sources":[{"title":"Caixa Econômica Federal – site oficial","url":"https://www.caixa.gov.br","verified":false},{"title":"Caixa Econômica Federal – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_Econômica_Federal","verified":true},{"title":"Caixa Tem – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_Tem","verified":true}]},{"name":"Banco do Brasil e BB Tecnologia e Serviços (BBTS)","sector":"fintech","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":1808,"description":"O Banco do Brasil é um banco de economia mista sob controle federal (a União detém ~50% das ações) e um dos maiores compradores e desenvolvedores de TI do país, pioneiro em internet banking (anos 1990), Pix, Open Finance e atendimento ao cliente com IA generativa. Sua subsidiária BB Tecnologia e Serviços (BBTS) descende da Cobra Computadores (1974), a estatal que construiu os primeiros minicomputadores de projeto brasileiro; o BB assumiu o controle majoritário nos anos 1990 e a renomeou em 2013. A BBTS presta serviços de manutenção de hardware de caixas eletrônicos/autoatendimento, segurança eletrônica, fábrica de software e gestão de telecomunicações para o conglomerado BB e outras entidades públicas.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","banco-público","bbts","cobra","pix","open-finance","tecnologia-bancária"],"url":"https://www.bbts.com.br","significance":3,"id":647,"canon":647,"sources":[{"title":"BB Tecnologia e Serviços (BBTS) – site oficial","url":"https://www.bbts.com.br","verified":false},{"title":"Banco do Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_do_Brasil","verified":true},{"title":"BB Tecnologia e Serviços – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/BB_Tecnologia_e_Serviços","verified":true},{"title":"BB Tecnologia e Serviços – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/BB_Tecnologia_e_Servi%C3%A7os","verified":true}]},{"name":"Furnas Centrais Elétricas","sector":"energy","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1957,"description":"Histórica empresa de geração e transmissão do Sudeste (usinas hidrelétricas de Furnas, Itumbiara e Marimbondo; o sistema de transmissão HVDC/CA de Itaipu), fundada como estatal federal em 1957. Tornou-se subsidiária integral da Eletrobras e foi, portanto, privatizada junto com a controladora em junho de 2022; desde então a Eletrobras vem incorporando Furnas, Chesf e Eletronorte a uma estrutura corporativa única. Furnas continua sendo grande patrocinadora de P&D no âmbito do programa de P&D obrigatório da ANEEL, opera grandes subestações e centros de despacho e abriga pilotos de hidrogênio, armazenamento em baterias e subestações digitais.","ownership":"mixed-golden-share","tags":["eletrobras","privatizada-2022","hidrelétrica","transmissão","p&d-aneel"],"url":"https://www.furnas.com.br","significance":2,"id":648,"canon":648,"sources":[{"title":"Furnas – site oficial","url":"https://www.furnas.com.br","verified":false},{"title":"Eletrobras Furnas – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Furnas_Centrais_Elétricas","verified":true},{"title":"Eletrobras – site oficial","url":"https://eletrobras.com","verified":false}]},{"name":"Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco)","sector":"energy","type":"company","city":"Recife","state":"PE","founded":1945,"description":"Primeira grande empresa federal de eletricidade do Brasil (1945), construtora dos complexos hidrelétricos de Paulo Afonso, Sobradinho e Xingó, no rio São Francisco, e de boa parte da rede de transmissão do Nordeste. A Chesf tornou-se subsidiária da Eletrobras e foi privatizada junto com ela em 2022, com a União mantendo uma golden share na controladora. É hoje a plataforma para as ambições da Eletrobras em energia eólica, solar e hidrogênio verde no Nordeste e financia projetos de P&D da ANEEL com universidades regionais como UFPE e UFCG.","ownership":"mixed-golden-share","tags":["eletrobras","privatizada-2022","hidrelétrica","nordeste","transmissão"],"url":"https://www.chesf.com.br","significance":2,"id":649,"canon":649,"sources":[{"title":"Chesf – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco","url":"https://www.chesf.com.br","verified":false},{"title":"Eletrobras CHESF – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Chesf","verified":true},{"title":"Eletrobras – site oficial","url":"https://eletrobras.com","verified":false}]},{"name":"Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil)","sector":"energy","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":1973,"description":"Criada em 1973 para eletrificar a Amazônia, a Eletronorte construiu Tucuruí (a maior hidrelétrica integralmente brasileira), Balbina e Samuel e as linhas de transmissão de longa distância que interligaram o Norte. Como subsidiária da Eletrobras, foi privatizada em 2022 e está sendo incorporada à estrutura unificada da Eletrobras. A Eletronorte é relevante para a inovação em sistemas isolados da Amazônia (híbridos solar-bateria-diesel), tecnologia de monitoramento de bacias hidrográficas e transmissão em terrenos difíceis.","ownership":"mixed-golden-share","tags":["eletrobras","privatizada-2022","amazônia","hidrelétrica","sistemas-isolados"],"url":"https://www.eletronorte.com.br","significance":2,"id":650,"canon":650,"sources":[{"title":"Eletronorte – Centrais Elétricas do Norte do Brasil","url":"https://www.eletronorte.com.br","verified":false},{"title":"Eletronorte – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Eletronorte","verified":true},{"title":"Eletrobras – site oficial","url":"https://eletrobras.com","verified":false}]},{"name":"Transpetro (Petrobras Transporte)","sector":"energy","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1998,"description":"Subsidiária integral de logística da Petrobras criada em 1998, após o fim do monopólio do petróleo, que opera ~14.000 km de dutos, 47 terminais e a maior frota de petroleiros da América Latina. É a cliente do programa de construção naval Promef, que reanimou os estaleiros brasileiros, e é tecnologicamente relevante pela robótica de integridade de dutos (PIGs), SCADA e gêmeos digitais de terminais, logística de GNL e biocombustíveis e pela renovação de frota planejada com embarcações de menor emissão. Seu conselho aprovou um novo programa de encomenda de navios em 2024-2025 no âmbito da retomada da indústria naval do governo Lula.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","petrobras","dutos","navegação","indústria-naval","logística"],"url":"https://www.transpetro.com.br","significance":2,"id":651,"canon":651,"sources":[{"title":"Transpetro – Petrobras Transporte S.A.","url":"https://www.transpetro.com.br","verified":false},{"title":"Transpetro – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Transpetro","verified":true}]},{"name":"Petrobras Biocombustível (PBio)","sector":"energy","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2008,"description":"Subsidiária integral da Petrobras criada em 2008 para produzir biodiesel e etanol. Seu desinvestimento foi cancelado pelo conselho da Petrobras em novembro de 2024, mantendo a PBio no portfólio como veículo da estratégia de baixo carbono da companhia, com duas usinas de biodiesel em operação (Candeias, BA, e Montes Claros, MG) e uma hibernada em Quixadá, CE. A PBio é central nos planos da Petrobras para o diesel coprocessado R5/R10, SAF/HVO e parcerias com produtores de cana-de-açúcar e biometano no âmbito da lei do Combustível do Futuro.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","petrobras","biodiesel","biocombustíveis","transição-energética"],"url":"https://petrobras.com.br","significance":2,"id":652,"canon":652,"sources":[{"title":"Petrobras – site oficial","url":"https://petrobras.com.br","verified":false},{"title":"Petrobras – Form 6-K de 6 de novembro de 2024 (Petrobras Biocombustível mantida no portfólio) – SEC","url":"https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/1119639/000129281424004041/pbr20241106_6k.htm","verified":true},{"title":"Retirada da PBio do plano de desinvestimento da Petrobras abre nova expectativa sobre a usina de Quixadá (O Povo, nov. 2024)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/economia/2024/11/09/retirada-da-pbio-do-plano-de-desinvestimento-da-petrobras-abre-nova-expectativa-sobre-a-usina-de-quixada.html","verified":true},{"title":"Petrobras mantém Petrobras Biocombustível em seu portfólio e avalia parcerias (Visno Invest)","url":"https://visnoinvest.com.br/news/4482/petrobras-mantem-petrobras-biocombustivel-em-seu-portfolio-e-avalia-parcerias","verified":false}]},{"name":"PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.)","sector":"energy","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":2013,"description":"Empresa pública federal criada pela Lei 12.304/2010 e instalada em 2013 para representar a União nos contratos de partilha de produção do polígono do pré-sal, gerir a parcela de petróleo e gás da União e auditar a unitização. Comercializa o petróleo da União por meio de leilões, e seu papel de dados (dados de reservatório, produção e custos dos consórcios do pré-sal) a torna um nó essencial nos sistemas de informação de petróleo e gás e na governança do maior empreendimento de recursos naturais intensivo em tecnologia do Brasil.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","pré-sal","partilha-de-produção","petróleo-gás","dados"],"url":"https://www.presalpetroleo.gov.br","significance":2,"id":653,"canon":653,"sources":[{"title":"PPSA – Pré-Sal Petróleo S.A. – site oficial","url":"https://www.presalpetroleo.gov.br","verified":true},{"title":"Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pré-Sal_Petróleo_S.A.","verified":true},{"title":"Lei nº 12.304, de 2 de agosto de 2010 – autoriza a criação da PPSA (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12304.htm","verified":true}]},{"name":"Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais)","sector":"energy","type":"company","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1952,"description":"Concessionária de energia elétrica de economia mista controlada pelo Estado de Minas Gerais (listada na B3 e na NYSE), um dos maiores grupos de distribuição, geração e transmissão do Brasil. Sucessivas tentativas de privatização (a mais recente sob o governador Zema) não passaram pela assembleia legislativa, de modo que permanece uma estatal estadual. A Cemig mantém um grande portfólio de P&D da ANEEL com a UFMG e o CEFET-MG, pilotos de redes inteligentes e geração distribuída, e seu braço de venture capital investiu em startups de energia.","ownership":"state-soe","tags":["estatal-estadual","minas-gerais","concessionária","redes-inteligentes","p&d-aneel"],"url":"https://www.cemig.com.br","significance":2,"id":654,"canon":654,"sources":[{"title":"Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais","url":"https://www.cemig.com.br","verified":false},{"title":"Companhia Energética de Minas Gerais – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Cemig","verified":true},{"title":"Cemig – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Cemig","verified":false}]},{"name":"Copel (Companhia Paranaense de Energia)","sector":"energy","type":"company","city":"Curitiba","state":"PR","founded":1954,"description":"A concessionária integrada de eletricidade do Paraná (geração, transmissão, distribuição, legado em telecomunicações) foi privatizada em 8 de agosto de 2023 por meio de uma oferta secundária de R$ 5,2 bilhões na B3, que reduziu a participação do estado a cerca de 15%, com direito a voto limitado a 10% e uma golden share com poder de veto para o Estado do Paraná. A Copel foi pioneira em rede de fibra óptica de concessionária estadual (Copel Telecom, vendida em 2020) e continua patrocinando P&D da ANEEL com a UFPR e o Lactec, operando agora como corporação de capital pulverizado.","ownership":"mixed-golden-share","tags":["privatizada-2023","golden-share","paraná","concessionária","p&d-aneel"],"url":"https://www.copel.com","significance":2,"id":655,"canon":655,"sources":[{"title":"Copel – Companhia Paranaense de Energia","url":"https://www.copel.com","verified":false},{"title":"Companhia Paranaense de Energia – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Copel","verified":true},{"title":"Paraná vende ações da Copel e privatiza companhia (Poder360, ago. 2023)","url":"https://www.poder360.com.br/economia/parana-vende-acoes-da-copel-e-privatiza-companhia-por-r-45-bi/","verified":false},{"title":"Privatização da Copel movimenta R$ 5,2 bi na 2ª maior oferta do ano na B3 (Forbes Brasil, ago. 2023)","url":"https://forbes.com.br/forbes-money/2023/08/privatizacao-da-copel-movimenta-r52-bi-na-2a-maior-oferta-do-ano-na-b3/","verified":false}]},{"name":"Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo)","sector":"energy","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1973,"description":"A maior empresa de água e saneamento das Américas, que atende ~28 milhões de pessoas, foi privatizada em 22 de julho de 2024, quando o Estado de São Paulo vendeu 32% de sua participação de 50,3% por R$ 14,8 bilhões, mantendo 18,3%, enquanto a Equatorial Energia tornou-se acionista de referência com 15% e o estado preservou proteções de governança do tipo golden share. A Sabesp é grande compradora de tecnologia para água: medição IoT, análise para detecção de vazamentos, monitoramento de reservatórios por satélite e IA, e mantém um programa de inovação (Pitch Sabesp) e um centro de tecnologia em São Paulo.","ownership":"mixed-golden-share","tags":["privatizada-2024","saneamento","tecnologia-hídrica","são-paulo","iot"],"url":"https://www.sabesp.com.br","significance":2,"id":656,"canon":656,"sources":[{"title":"Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo","url":"https://www.sabesp.com.br","verified":false},{"title":"Sabesp – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sabesp","verified":true},{"title":"Privatização da Sabesp é concluída e SP recebe R$ 14,8 bilhões (Poder360, jul. 2024)","url":"https://www.poder360.com.br/infraestrutura/privatizacao-da-sabesp-e-concluida-e-sp-recebe-r-148-bilhoes/","verified":false},{"title":"Sabesp é privatizada por R$ 14,8 bi, a maior oferta de saneamento da história (Mercado & Consumo, jul. 2024)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/19/07/2024/economia/sabesp-e-privatizada-por-r-148-bi-a-maior-oferta-de-saneamento-da-historia/amp/","verified":false}]},{"name":"Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo)","sector":"policy","type":"company","city":"Taboão da Serra","state":"SP","founded":1969,"description":"Empresa estatal de TI de São Paulo (1969) que opera o data center do estado, a rede e o aplicativo de atendimento ao cidadão Poupatempo, a identidade digital do estado de SP e os sistemas do Detran-SP, da educação e da saúde. É a maior empresa pública subnacional de TI do país e uma referência em plataformas de governo digital (o Poupatempo Digital alcançou dezenas de milhões de usuários) e em contratações estaduais de nuvem e cibersegurança.","ownership":"state-soe","tags":["estatal-estadual","governo-digital","poupatempo","data-center","são-paulo"],"url":"https://www.prodesp.sp.gov.br","significance":2,"id":657,"canon":657,"sources":[{"title":"Prodesp – Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo","url":"https://www.prodesp.sp.gov.br","verified":true},{"title":"Poupatempo – Governo do Estado de São Paulo","url":"https://www.poupatempo.sp.gov.br","verified":false}]},{"name":"Procergs (Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul)","sector":"policy","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1972,"description":"Empresa estatal de TI do Rio Grande do Sul (1972) que opera o data center do estado, o portal rs.gov.br, a Nota Fiscal Gaúcha e os sistemas tributários, além do aplicativo gaúcho de cidadania digital. É historicamente relevante pela adoção pública pioneira de software livre e governo eletrônico nos anos 2000 e, hoje, pela nuvem estadual, pelos dados abertos e pela recuperação dos sistemas estaduais após as enchentes de 2024.","ownership":"state-soe","tags":["estatal-estadual","governo-digital","rio-grande-do-sul","software-livre","dados-abertos"],"url":"https://www.procergs.rs.gov.br","significance":1,"id":658,"canon":658,"sources":[{"title":"Procergs – Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul","url":"https://www.procergs.rs.gov.br","verified":false},{"title":"Procergs – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Procergs","verified":true}]},{"name":"Prodam-SP (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo)","sector":"policy","type":"company","city":"São Paulo","state":"SP","founded":1983,"description":"Empresa municipal de TI da Cidade de São Paulo (1983), responsável pelo data center da cidade, pela plataforma de atendimento ao cidadão SP156, pela integração do Bilhete Único, pelos prontuários digitais de saúde (SIGA Saúde) e pelos sistemas geoespaciais da maior cidade da América Latina. A Prodam é parceira frequente de pilotos de civic tech e cidades inteligentes e do portal municipal de dados abertos.","ownership":"state-soe","tags":["estatal-municipal","cidade-inteligente","governo-digital","são-paulo"],"url":"https://portal.prodam.sp.gov.br/","significance":1,"id":659,"canon":659,"sources":[{"title":"Prodam – Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (portal oficial)","url":"https://portal.prodam.sp.gov.br/","verified":true},{"title":"SP156 – Portal de atendimento da Prefeitura de São Paulo","url":"https://sp156.prefeitura.sp.gov.br","verified":false}]},{"name":"Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná)","sector":"policy","type":"company","city":"Curitiba","state":"PR","founded":1964,"description":"Empresa estatal de TI mais antiga do Brasil (1964), pertencente ao Estado do Paraná, que opera o data center estadual, o aplicativo cidadão Paraná Inteligência Artificial (PIÁ), o e-Protocolo e as plataformas estaduais de governo eletrônico e educação. A Celepar é referência nacional em identidade digital estadual e tem sido um laboratório de assistentes de IA e interoperabilidade em serviços públicos.","ownership":"state-soe","tags":["estatal-estadual","governo-digital","paraná","assistente-de-ia","interoperabilidade"],"url":"https://www.celepar.pr.gov.br","significance":1,"id":660,"canon":660,"sources":[{"title":"Celepar – Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná","url":"https://www.celepar.pr.gov.br","verified":false},{"title":"Celepar – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Celepar","verified":true},{"title":"PIÁ – Paraná Inteligência Artificial (Governo do Paraná)","url":"https://www.pia.pr.gov.br","verified":false}]},{"name":"Prodabel (Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte)","sector":"policy","type":"company","city":"Belo Horizonte","state":"MG","founded":1974,"description":"Empresa municipal de TI de Belo Horizonte (1974), responsável pelos sistemas, pelo geoprocessamento e pela infraestrutura de dados abertos da cidade. Destaca-se por ter sido pioneira em políticas municipais de inclusão digital e software livre nos anos 2000, pelas iniciativas de cidade inteligente e pelo 'PBH App' de BH, e como âncora do ecossistema de civic tech do San Pedro Valley / BH-TEC.","ownership":"state-soe","tags":["estatal-municipal","cidade-inteligente","geoprocessamento","belo-horizonte"],"url":"https://prefeitura.pbh.gov.br/prodabel","significance":1,"id":661,"canon":661,"sources":[{"title":"Prodabel – Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (PBH)","url":"https://prefeitura.pbh.gov.br/prodabel","verified":true},{"title":"Prodabel – Histórico (Transparência PBH)","url":"https://prefeitura.pbh.gov.br/prodabel/transparencia/historico","verified":false},{"title":"Prefeitura de Belo Horizonte comemora os 50 anos da Prodabel (PBH)","url":"https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/prefeitura-de-belo-horizonte-comemora-os-50-anos-da-prodabel","verified":false}]},{"name":"Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba)","sector":"agtech","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":1974,"description":"Empresa pública federal (1974) vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional que construiu e opera os grandes perímetros irrigados do vale do São Francisco (polo de fruticultura Petrolina-Juazeiro, Jaíba, Salitre) e hoje cobre boa parte do Norte e do Nordeste. É relevante para o agtech como operadora pública de infraestrutura de irrigação, automação da gestão hídrica e estações de pesquisa em piscicultura, e politicamente como grande canal de emendas parlamentares.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","irrigação","são-francisco","desenvolvimento-regional","agricultura"],"url":"https://www.codevasf.gov.br","significance":2,"id":662,"canon":662,"sources":[{"title":"Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba","url":"https://www.codevasf.gov.br","verified":false},{"title":"Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_de_Desenvolvimento_dos_Vales_do_São_Francisco_e_do_Parnaíba","verified":true}]},{"name":"Casa da Moeda do Brasil","sector":"fintech","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1694,"description":"Empresa pública federal fundada em 1694 e a mais antiga empresa estatal do país, que produz cédulas e moedas para o Banco Central, passaportes, selos fiscais e documentos de segurança em seu complexo industrial de Santa Cruz, no Rio. Foi retirada da lista de privatizações em 2023 e vem se reposicionando para produtos de segurança digital, cédulas de polímero, os sistemas SICOBE/rastreabilidade e a impressão segura para o ecossistema de identidade gov.br, à medida que o uso de dinheiro em espécie declina com o Pix.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","impressão-de-segurança","cédulas","passaportes","identidade"],"url":"https://www.casadamoeda.gov.br","significance":1,"id":663,"canon":663,"sources":[{"title":"Casa da Moeda do Brasil – site oficial","url":"https://www.casadamoeda.gov.br","verified":false},{"title":"Casa da Moeda do Brasil – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_da_Moeda_do_Brasil","verified":true},{"title":"Casa da Moeda do Brasil – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Casa_da_Moeda_do_Brasil","verified":false}]},{"name":"EBC (Empresa Brasil de Comunicação)","sector":"creative","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":2007,"description":"Empresa pública federal de radiodifusão (2007) que opera a TV Brasil, a Agência Brasil, a Rádio Nacional e a Radioagência Nacional, sucedendo a Radiobrás. É relevante para o ecossistema de tecnologia criativa como operadora pública da transição para a TV digital, da plataforma nacional de streaming de mídia pública e de feeds de notícias abertos amplamente reaproveitados pela mídia brasileira, e tem sido um campo de batalha sobre independência editorial entre governos.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","mídia-pública","radiodifusão","tv-digital","agência-brasil"],"url":"https://www.ebc.com.br","significance":1,"id":664,"canon":664,"sources":[{"title":"EBC – Empresa Brasil de Comunicação","url":"https://www.ebc.com.br","verified":false},{"title":"Empresa Brasil de Comunicação – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_Brasil_de_Comunicação","verified":true},{"title":"Lei nº 11.652, de 7 de abril de 2008 – autoriza a criação da EBC (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11652.htm","verified":true},{"title":"Agência Brasil (EBC)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br","verified":false}]},{"name":"Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária)","sector":"space","type":"company","city":"Brasília","state":"DF","founded":1972,"description":"Empresa pública federal (1972) que já administrou quase todos os aeroportos comerciais brasileiros; após as rodadas de concessão de 2011-2022, ficou com apenas um punhado de aeroportos regionais e foi reorientada como consultoria e operadora de pequenos aeroportos (Rede Infraero). Continua relevante pelo know-how em navegação aérea e automação aeroportuária, pela transferência de sistemas a operadores privados na era das concessões e pelo plano de 2023-2025 de usar a Infraero para gerir aeroportos de aviação regional no âmbito do programa federal AmpliAR.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","aeroportos","aviação","concessões","aviação-regional"],"url":"https://www.infraero.gov.br","significance":1,"id":665,"canon":665,"sources":[{"title":"Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária","url":"https://www.infraero.gov.br","verified":false},{"title":"Infraero – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Infraero","verified":true}]},{"name":"Autoridade Portuária de Santos (APS, ex-Codesp)","sector":"robotics","type":"company","city":"Santos","state":"SP","founded":1980,"description":"Empresa estatal federal (Companhia Docas do Estado de São Paulo, 1980; renomeada Autoridade Portuária de Santos em 2021) que administra o maior porto da América Latina. Sua privatização, planejada para 2022, foi abandonada pelo governo Lula em 2023. A APS está implantando uma rede 5G privada, um sistema VTMIS de tráfego de embarcações com radares e sensores, um gêmeo digital do porto, monitoramento do fluxo de caminhões e a plataforma de documentos digitais Porto Sem Papel, fazendo de Santos o campo de testes da automação portuária brasileira.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","porto","automação","5g","gêmeo-digital","logística"],"url":"https://www.portodesantos.com.br","significance":2,"id":666,"canon":666,"sources":[{"title":"Autoridade Portuária de Santos – Porto de Santos","url":"https://www.portodesantos.com.br","verified":false},{"title":"Companhia Docas do Estado de São Paulo – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Docas_do_Estado_de_São_Paulo","verified":true},{"title":"Porto de Santos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_de_Santos","verified":false}]},{"name":"CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos)","sector":"robotics","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1984,"description":"Empresa pública federal (1984) que opera sistemas ferroviários urbanos em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal após a privatização das redes do Rio e de São Paulo. É relevante pela sinalização ferroviária, pela automação CBTC e pela concessão do metrô de BH (2024) à Comporte, e como a operadora federal remanescente de trens urbanos em um setor que migra para as mãos dos estados e da iniciativa privada.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","trens-urbanos","sinalização","metrô","mobilidade"],"url":"https://www.cbtu.gov.br","significance":1,"id":667,"canon":667,"sources":[{"title":"CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos","url":"https://www.cbtu.gov.br","verified":false},{"title":"Companhia Brasileira de Trens Urbanos – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Brasileira_de_Trens_Urbanos","verified":true}]},{"name":"Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre)","sector":"robotics","type":"company","city":"Porto Alegre","state":"RS","founded":1980,"description":"Empresa pública federal (1980) que opera a linha ferroviária metropolitana de Porto Alegre (Linha 1) e o Aeromóvel, people mover movido a ar que leva ao aeroporto Salgado Filho, uma tecnologia inventada no Brasil. Sua concessão a operadores privados foi estudada no PPI e seguiu contestada; as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul danificaram gravemente o sistema, motivando um programa de reconstrução e modernização com nova sinalização e novo material rodante.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","trens-urbanos","aeromóvel","porto-alegre","mobilidade"],"url":"https://www.trensurb.gov.br","significance":1,"id":668,"canon":668,"sources":[{"title":"Trensurb – Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre","url":"https://www.trensurb.gov.br","verified":false},{"title":"Metrô de Porto Alegre (Trensurb) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Trensurb","verified":true},{"title":"Aeromóvel – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeromóvel","verified":true}]},{"name":"BNDESPar (BNDES Participações)","sector":"policy","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1982,"description":"Braço de participações acionárias do BNDES (1982), historicamente o maior investidor institucional do Brasil em empresas nacionais e o veículo do Estado para assumir participações em empresas estratégicas (Embraer, Vale, JBS, Eletrobras, Petrobras). Em tecnologia, ancora fundos de venture capital (BNDES Garagem, Criatec, os fundos de deep tech e clima de 2024-2025), investiu diretamente em empreendimentos de minerais críticos do tipo Sigma Lithium e detém as posições da era das golden shares do Estado em empresas privatizadas.","ownership":"federal-soe","tags":["estatal","bndes","participações","venture-capital","participações-estratégicas"],"url":"https://www.bndes.gov.br","significance":2,"id":669,"canon":669,"sources":[{"title":"BNDES – BNDESPar (mercado de capitais)","url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/mercado-de-capitais/bndespar","verified":false},{"title":"BNDESPar – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/BNDESPar","verified":true},{"title":"BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","verified":true}]},{"name":"Nuclebrás (Empresas Nucleares Brasileiras) [histórica, 1974-1988]","sector":"nuclear","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1974,"description":"Holding estatal federal criada em dezembro de 1974 para executar o acordo nuclear Brasil-Alemanha Ocidental de 1975 (oito reatores, ciclo do combustível e enriquecimento por jato centrífugo com a KWU/Siemens). A Nuclebrás criou subsidiárias para equipamentos pesados (NUCLEP), engenharia (Nuclen), combustível (Nuclei), mineração (Nuclam) e construção (Nuclemon). O programa ruiu sob o endividamento e a crise dos anos 1980; a Nuclebrás foi extinta em 1988, com seus ativos passando à INB (ciclo do combustível), à Nuclen/Eletronuclear (reatores) e à NUCLEP, enquanto o programa paralelo autônomo da Marinha em Aramar alcançou o enriquecimento por centrífuga.","ownership":"federal-soe","tags":["histórica","estatal","nuclear","acordo-brasil-alemanha","anos-1970"],"url":null,"significance":3,"id":670,"canon":670,"sources":[{"title":"Nuclebrás – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nuclebrás","verified":true},{"title":"Lei nº 6.189, de 16 de dezembro de 1974 – reestrutura a CNEN e cria a NUCLEBRÁS (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6189.htm","verified":true},{"title":"Angra Nuclear Power Plant (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant","verified":true}]},{"name":"Embratel [estatal federal histórica, 1965-1998]","sector":"telecom","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1965,"description":"A Empresa Brasileira de Telecomunicações foi fundada em 1965 como a operadora federal de longa distância e internacional, construiu o backbone de micro-ondas, as primeiras estações terrenas de satélite do Brasil (Tanguá, 1969) e o sistema de satélites domésticos Brasilsat (1985), e operou a rede de pacotes Renpac e o backbone inicial da internet. Parte do sistema Telebras a partir de 1972, foi privatizada no leilão da Telebras de julho de 1998 para a MCI WorldCom e mais tarde absorvida pela América Móvil/Claro. A escola de engenharia da Embratel e seus ativos de satélite (Star One) semearam boa parte da expertise brasileira em telecomunicações e comunicações espaciais.","ownership":"federal-soe","tags":["histórica","privatizada-1998","telecom","satélites","sistema-telebras"],"url":null,"significance":3,"id":671,"canon":671,"sources":[{"title":"Embratel – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embratel","verified":true},{"title":"Embratel – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Embratel","verified":false},{"title":"Embratel – site oficial (Claro)","url":"https://www.embratel.com.br","verified":false}]},{"name":"Cobra Computadores [histórica, 1974]","sector":"semiconductors","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1974,"description":"A Computadores e Sistemas Brasileiros S.A. foi fundada em julho de 1974 pelo BNDE, pela Marinha e por sócios privados (incluindo a Ferranti) como a empresa nacional de computadores da era da reserva de mercado, absorvendo os projetos da Digibrás. Licenciou o Ferranti Argus-700 (Cobra-700) e depois projetou os minicomputadores da série Cobra 500 (o Cobra 530, de 1980, é considerado o primeiro computador produzido comercialmente e projetado inteiramente no Brasil), que rodavam os sistemas operacionais SOD/SOM. Protegida pela política de reserva da SEI, forneceu a bancos e ao governo; após a abertura de 1991 encolheu, foi assumida pelo Banco do Brasil nos anos 1990 e tornou-se a BB Tecnologia e Serviços em 2013.","ownership":"federal-soe","tags":["histórica","estatal","política-de-informática","reserva-de-mercado","minicomputador","anos-1970"],"url":null,"significance":3,"id":672,"canon":672,"sources":[{"title":"BB Tecnologia e Serviços (ex-Cobra Computadores) – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/BB_Tecnologia_e_Serviços","verified":true},{"title":"BB Tecnologia e Serviços (formerly Cobra) – Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/BB_Tecnologia_e_Servi%C3%A7os","verified":true},{"title":"Dia da Informática: 6 empresas que marcaram a história da TI no Brasil (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9563822","verified":false},{"title":"BB Tecnologia e Serviços (BBTS) – site oficial","url":"https://www.bbts.com.br","verified":false}]},{"name":"Digibrás (Empresa Digital Brasileira) [histórica, 1973-1976]","sector":"semiconductors","type":"company","city":"Rio de Janeiro","state":"RJ","founded":1973,"description":"Holding federal de curta duração criada em 1973 pelo governo militar para desenvolver uma indústria nacional de computadores, na esteira do projeto de minicomputador G-10 da Marinha e do BNDE com a USP e a PUC-Rio (a linhagem do 'Patinho Feio'). A Digibrás promoveu a criação da Cobra em 1974 e foi incorporada a ela, mas seu mandato antecipou as diretrizes de reserva de mercado da CAPRE de 1977 e a política da era SEI que protegeu os fabricantes brasileiros de hardware até 1992.","ownership":"federal-soe","tags":["histórica","estatal","política-de-informática","g-10","anos-1970"],"url":null,"significance":1,"id":673,"canon":673,"sources":[{"title":"Patinho Feio – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Patinho_Feio","verified":true},{"title":"Política Nacional de Informática – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Política_Nacional_de_Informática","verified":true},{"title":"Origens militares da indústria nacional de informática (Velho General)","url":"https://velhogeneral.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Origens-militares-da-industria-nacional-de-informatica.pdf","verified":false}]},{"name":"SEI (Secretaria Especial de Informática) [histórica, 1979-1990]","sector":"policy","type":"government","city":"Brasília","state":"DF","founded":1979,"description":"Órgão criado em 1979 sob o Conselho de Segurança Nacional para substituir a CAPRE e conduzir a política de informática do Brasil; controlava importações e licenciamento de computadores e componentes, impondo a reserva de mercado consolidada pela Lei de Informática 7.232/1984 (reserva até 1992). A SEI fomentou fabricantes nacionais (Cobra, Itautec, Scopus, Edisa, SID) e a base brasileira de microeletrônica, mas provocou a disputa comercial da Seção 301 com os EUA em 1985-1989 e foi extinta em 1990 pelo governo Collor, que abriu o mercado; a Lei de Informática de 1991 substituiu a reserva por incentivos fiscais atrelados a P&D local. É a referência central para os debates sobre soberania tecnológica conduzida pelo Estado no Brasil.","ownership":"public-institution","tags":["histórica","política-de-informática","reserva-de-mercado","soberania-tecnológica","anos-1980"],"url":null,"significance":4,"id":674,"canon":674,"sources":[{"title":"Política Nacional de Informática – Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Política_Nacional_de_Informática","verified":true},{"title":"Lei nº 7.232, de 29 de outubro de 1984 – Política Nacional de Informática (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7232.htm","verified":true},{"title":"Lei nº 7.232/1984 – Legislação Informatizada (Câmara dos Deputados)","url":"https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1980-1987/lei-7232-29-outubro-1984-356182-veto-30603-pl.html","verified":false},{"title":"Uma breve história dos semicondutores no Brasil (Teletime, mar. 2023)","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true}]}],"timeline":[{"year":1887,"event":"Instituto Agronômico de Campinas (IAC) fundado pelo imperador Pedro II, o mais antigo instituto de pesquisa agrícola do Brasil.","sector":"agtech","sources":[{"title":"Instituto Agronômico de Campinas - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Agron%C3%B4mico_de_Campinas","verified":false},{"title":"Instituto Agronômico (IAC) - site oficial","url":"https://www.iac.sp.gov.br/","verified":false}]},{"year":1900,"event":"Instituto Soroterápico Federal (depois Fundação Oswaldo Cruz) fundado no Rio de Janeiro para combater a peste bubônica.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Fiocruz - História","url":"https://portal.fiocruz.br/historia","verified":false},{"title":"Fundação Oswaldo Cruz - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Oswaldo_Cruz","verified":false}]},{"year":1900,"event":"Instituto Butantan fundado em São Paulo para produzir soro antipestoso; o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) surge no Rio de Janeiro no mesmo ano.","sector":"universities","sources":[{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true},{"title":"Instituto Butantan - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Butantan","verified":false},{"title":"Fiocruz - História","url":"https://portal.fiocruz.br/historia","verified":false}]},{"year":1901,"event":"ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) fundada em Piracicaba; incorporada à USP em 1934.","sector":"agtech","sources":[{"title":"ESALQ - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Superior_de_Agricultura_Luiz_de_Queiroz","verified":false},{"title":"ESALQ/USP - site oficial","url":"https://www.esalq.usp.br/","verified":false}]},{"year":1901,"event":"Instituto Butantan fundado em São Paulo para produzir antivenenos e soro antipestoso.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true},{"title":"Instituto Butantan - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Butantan","verified":false}]},{"year":1920,"event":"Universidade do Rio de Janeiro criada por decreto federal, núcleo da atual UFRJ.","sector":"universities","sources":[{"title":"Decreto 14.343/1920 (institui a Universidade do Rio de Janeiro) - Câmara dos Deputados","url":"https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-14343-7-setembro-1920-570508-publicacaooriginal-93654-pe.html","verified":false},{"title":"Universidade Federal do Rio de Janeiro - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_de_Janeiro","verified":false}]},{"year":1926,"event":"Universidade Federal de Viçosa (UFV) nasce como ESAV, inspirada nos land-grant colleges dos EUA.","sector":"agtech","sources":[{"title":"Universidade Federal de Viçosa - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Vi%C3%A7osa","verified":false},{"title":"UFV - site oficial","url":"https://www.ufv.br/","verified":false}]},{"year":1930,"event":"Indústrias Romi fundada em Santa Bárbara d'Oeste (SP); torna-se a principal fabricante de máquinas-ferramenta do Brasil e, depois, integradora de automação.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Indústrias Romi - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstrias_Romi","verified":false},{"title":"Romi - site oficial","url":"https://www.romi.com/","verified":false}]},{"year":1934,"event":"Universidade de São Paulo (USP) fundada, reunindo a Escola Politécnica (1893) e novas faculdades com corpo docente de cientistas europeus.","sector":"universities","sources":[{"title":"Universidade de São Paulo - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":false},{"title":"USP - História","url":"https://www5.usp.br/institucional/a-usp/historia/","verified":false}]},{"year":1941,"event":"CTA (hoje DCTA) é concebido; o ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, é fundado em 1950 em São José dos Campos","sector":"space","sources":[{"title":"Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Ci%C3%AAncia_e_Tecnologia_Aeroespacial","verified":false},{"title":"Instituto Tecnológico de Aeronáutica - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnol%C3%B3gico_de_Aeron%C3%A1utica","verified":false}]},{"year":1949,"event":"Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) fundado no Rio por César Lattes e José Leite Lopes.","sector":"universities","sources":[{"title":"Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Brasileiro_de_Pesquisas_F%C3%ADsicas","verified":false},{"title":"CBPF - gov.br","url":"https://www.gov.br/cbpf/pt-br","verified":false}]},{"year":1950,"event":"Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) inaugurado em São José dos Campos, inspirado no MIT, semeando o cluster aeroespacial brasileiro e, mais tarde, a Embraer.","sector":"universities","sources":[{"title":"Instituto Tecnológico de Aeronáutica - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnol%C3%B3gico_de_Aeron%C3%A1utica","verified":false},{"title":"ITA - site oficial","url":"http://www.ita.br/","verified":false}]},{"year":1951,"event":"CNPq e CAPES são criados, fundando o sistema federal de financiamento à ciência.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 1.310/1951 (cria o CNPq) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l1310.htm","verified":true},{"title":"CAPES - História e missão","url":"https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/historia-e-missao","verified":false},{"title":"CNPq - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Nacional_de_Desenvolvimento_Cient%C3%ADfico_e_Tecnol%C3%B3gico","verified":false}]},{"year":1951,"event":"CNPq e CAPES criados, estabelecendo os pilares federais de financiamento à pesquisa e de pós-graduação.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lei 1.310/1951 (cria o CNPq) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l1310.htm","verified":true},{"title":"CAPES - História e missão","url":"https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/historia-e-missao","verified":false},{"title":"CNPq - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Nacional_de_Desenvolvimento_Cient%C3%ADfico_e_Tecnol%C3%B3gico","verified":false}]},{"year":1952,"event":"BNDES (então BNDE) é fundado como o banco nacional de desenvolvimento.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 1.628/1952 (cria o BNDE) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l1628.htm","verified":false},{"title":"BNDES - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econ%C3%B4mico_e_Social","verified":false}]},{"year":1952,"event":"IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) fundado no Rio de Janeiro.","sector":"universities","sources":[{"title":"IMPA - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Matem%C3%A1tica_Pura_e_Aplicada","verified":false},{"title":"IMPA - site oficial","url":"https://impa.br/","verified":false}]},{"year":1953,"event":"Petrobras fundada como monopólio estatal do petróleo sob Getúlio Vargas.","sector":"energy","sources":[{"title":"Lei 2.004/1953 (cria a Petrobras) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l2004.htm","verified":false},{"title":"Petrobras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras","verified":false}]},{"year":1955,"event":"CBMM fundada em Araxá (MG) para explorar a maior jazida de nióbio do mundo.","sector":"minerals","sources":[{"title":"CBMM celebra 70 anos (Cenário Energia, Apr 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/04/25/cbmm-celebra-70-anos-e-projeta-futuro-com-foco-em-inovacao-e-transicao-energetica/","verified":true},{"title":"CBMM - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CBMM","verified":false}]},{"year":1956,"event":"CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) criada","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Decreto 40.110/1956 (cria a CNEN) - Câmara dos Deputados","url":"https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1950-1959/decreto-40110-10-outubro-1956-332657-publicacaooriginal-1-pe.html","verified":false},{"title":"CNEN - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_Nacional_de_Energia_Nuclear","verified":false},{"title":"CNEN - gov.br","url":"https://www.gov.br/cnen/pt-br","verified":false}]},{"year":1961,"event":"WEG fundada em Jaraguá do Sul (SC); torna-se o maior grupo de motores, acionamentos e automação industrial do Brasil.","sector":"robotics","sources":[{"title":"WEG Industries - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/WEG_Industries","verified":false},{"title":"WEG - site oficial","url":"https://www.weg.net/","verified":false}]},{"year":1961,"event":"Antecessor do INPE (GOCNAE) criado pelo presidente Jânio Quadros; o primeiro foguete de sondagem Sonda do Brasil é lançado em 1965","sector":"space","sources":[{"title":"Decreto 51.133/1961 (cria o GOCNAE) - Câmara dos Deputados","url":"https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1960-1969/decreto-51133-3-agosto-1961-390808-publicacaooriginal-1-pe.html","verified":false},{"title":"INPE - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_Espaciais","verified":false},{"title":"Sonda I (foguete de sondagem) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Sonda_I","verified":false}]},{"year":1961,"event":"Antecessor do INPE (GOCNAE) criado; Universidade de Brasília (UnB) fundada por Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lei 3.998/1961 (autoriza a Fundação Universidade de Brasília) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l3998.htm","verified":false},{"title":"Universidade de Brasília - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Bras%C3%ADlia","verified":false},{"title":"INPE - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_Espaciais","verified":false}]},{"year":1962,"event":"FAPESP começa a operar em São Paulo; a constituição estadual de 1989 lhe garante depois 1% da receita tributária do estado.","sector":"policy","sources":[{"title":"FAPESP - Sobre a FAPESP","url":"https://fapesp.br/sobre","verified":false},{"title":"FAPESP - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_de_Amparo_%C3%A0_Pesquisa_do_Estado_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":false}]},{"year":1962,"event":"FAPESP começa a operar com uma parcela constitucionalmente garantida da receita do estado de São Paulo.","sector":"universities","sources":[{"title":"FAPESP - Sobre a FAPESP","url":"https://fapesp.br/sobre","verified":false},{"title":"FAPESP - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_de_Amparo_%C3%A0_Pesquisa_do_Estado_de_S%C3%A3o_Paulo","verified":false}]},{"year":1963,"event":"Petrobras cria o CENPES, seu centro de pesquisas no Rio de Janeiro (transferido para a Ilha do Fundão em 1973).","sector":"energy","sources":[{"title":"CENPES (Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello) - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Pesquisas_Leopoldo_Am%C3%A9rico_Miguez_de_Mello","verified":false},{"title":"Petrobras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras","verified":false}]},{"year":1963,"event":"COPPE/UFRJ fundada por Alberto Luiz Coimbra, criando o modelo brasileiro de escola de pós-graduação em engenharia.","sector":"universities","sources":[{"title":"COPPE/UFRJ - site oficial","url":"https://www.coppe.ufrj.br/","verified":false},{"title":"COPPE - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Alberto_Luiz_Coimbra_de_P%C3%B3s-Gradua%C3%A7%C3%A3o_e_Pesquisa_de_Engenharia","verified":false}]},{"year":1965,"event":"Centro de Lançamento da Barreira do Inferno inaugurado perto de Natal, o primeiro sítio de lançamento do Brasil","sector":"space","sources":[{"title":"Centro de Lançamento da Barreira do Inferno - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Lan%C3%A7amento_da_Barreira_do_Inferno","verified":false},{"title":"Barreira do Inferno Launch Center - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Barreira_do_Inferno_Launch_Center","verified":false}]},{"year":1965,"event":"Embratel é fundada como a operadora estatal de longa distância e internacional.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Embratel - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embratel","verified":false},{"title":"Lei 4.117/1962 (Código Brasileiro de Telecomunicações) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4117.htm","verified":false}]},{"year":1966,"event":"Unicamp fundada em Campinas sob Zeferino Vaz, com a física (Gleb Wataghin) e a engenharia como pontos fortes iniciais.","sector":"universities","sources":[{"title":"Universidade Estadual de Campinas - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Estadual_de_Campinas","verified":false},{"title":"Unicamp - site oficial","url":"https://www.unicamp.br/","verified":false}]},{"year":1967,"event":"Brasil assina o Tratado de Tlatelolco, que proíbe armas nucleares na América Latina","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Treaty of Tlatelolco - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Treaty_of_Tlatelolco","verified":false},{"title":"OPANAL - Organismo para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e Caribe","url":"https://www.opanal.org/","verified":false}]},{"year":1967,"event":"Finep é criada; o fundo FNDCT vem em 1969.","sector":"policy","sources":[{"title":"Decreto 61.056/1967 (constitui a Finep) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/d61056.htm","verified":true},{"title":"Decreto-Lei 719/1969 (cria o FNDCT) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/del0719.htm","verified":false},{"title":"Finep - Financiadora de Estudos e Projetos","url":"http://www.finep.gov.br/","verified":false}]},{"year":1967,"event":"Finep criada como a agência federal de financiamento à inovação.","sector":"universities","sources":[{"title":"Decreto 61.056/1967 (constitui a Finep) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/d61056.htm","verified":true},{"title":"Finep - Financiadora de Estudos e Projetos","url":"http://www.finep.gov.br/","verified":false}]},{"year":1969,"event":"Embraer fundada como empresa estatal em São José dos Campos; o primeiro Bandeirante voa em 1972","sector":"space","sources":[{"title":"Decreto-Lei 770/1969 (autoriza a criação da Embraer) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/del0770.htm","verified":false},{"title":"Embraer - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer","verified":false},{"title":"Embraer EMB 110 Bandeirante - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Embraer_EMB_110_Bandeirante","verified":false}]},{"year":1969,"event":"FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) instituído.","sector":"universities","sources":[{"title":"Decreto-Lei 719/1969 (cria o FNDCT) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/del0719.htm","verified":false},{"title":"Finep - FNDCT","url":"http://www.finep.gov.br/a-finep-externo/fndct","verified":false}]},{"year":1972,"event":"Telebras criada como a holding estatal de telecomunicações.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Lei 5.792/1972 (autoriza a criação da Telebrás) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5792.htm","verified":false},{"title":"Telebras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Telebras","verified":false}]},{"year":1973,"event":"Embrapa criada pelo governo federal para construir um sistema nacional de pesquisa agropecuária.","sector":"agtech","sources":[{"title":"Lei 5.851/1972 (autoriza a criação da Embrapa) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/l5851.htm","verified":true},{"title":"Embrapa","url":"https://www.embrapa.br","verified":true},{"title":"Embrapa - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_Brasileira_de_Pesquisa_Agropecu%C3%A1ria","verified":false}]},{"year":1975,"event":"Programa Proálcool lança o etanol de cana-de-açúcar como combustível nacional; Embrapa Cerrados e Embrapa Soja são criadas.","sector":"agtech","sources":[{"title":"Decreto 76.593/1975 (institui o Proálcool) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1970-1979/d76593.htm","verified":false},{"title":"Proálcool - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pro%C3%A1lcool","verified":false},{"title":"Embrapa Cerrados","url":"https://www.embrapa.br/cerrados","verified":false}]},{"year":1975,"event":"Programa Proálcool lançado após o choque do petróleo, criando a primeira economia de biocombustíveis em escala nacional do mundo.","sector":"energy","sources":[{"title":"Decreto 76.593/1975 (institui o Proálcool) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1970-1979/d76593.htm","verified":false},{"title":"Ethanol fuel in Brazil - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Ethanol_fuel_in_Brazil","verified":false}]},{"year":1975,"event":"Acordo nuclear Brasil-Alemanha Ocidental: reatores Siemens/KWU e transferência de tecnologia do ciclo do combustível","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Decreto 76.695/1975 (promulga o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1970-1979/D76695.htm","verified":false},{"title":"Acordo nuclear Brasil-Alemanha - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_nuclear_Brasil-Alemanha","verified":false}]},{"year":1975,"event":"Sociedade Brasileira de Automática (SBA) fundada por Plínio Castrucci (USP) e Celso Bottura (Unicamp); o primeiro Congresso Brasileiro de Automática é realizado em São Paulo em 1976.","sector":"robotics","sources":[{"title":"SBA - Sociedade Brasileira de Automática","url":"https://www.sba.org.br/","verified":false},{"title":"CBA 2026 - XXVI Congresso Brasileiro de Automática (SBA)","url":"https://sites.usp.br/cba2026/","verified":true}]},{"year":1976,"event":"Bio-Manguinhos criado dentro da Fiocruz para produzir vacinas (meningite e, depois, sarampo, febre amarela, poliomielite).","sector":"biotech","sources":[{"title":"Bio-Manguinhos / Fiocruz","url":"https://www.bio.fiocruz.br/","verified":false},{"title":"Bio-Manguinhos - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Bio-Manguinhos","verified":false}]},{"year":1976,"event":"CPqD inaugurado em Campinas como centro de P&D da Telebras; desenvolve depois as centrais digitais Trópico.","sector":"telecom","sources":[{"title":"CPqD - site oficial","url":"https://www.cpqd.com.br/","verified":false},{"title":"CPqD - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CPqD","verified":false}]},{"year":1976,"event":"CPqD criado pela Telebrás em Campinas; produz as primeiras centrais digitais e a primeira fibra óptica do Brasil.","sector":"universities","sources":[{"title":"CPqD - site oficial","url":"https://www.cpqd.com.br/","verified":false},{"title":"CPqD - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CPqD","verified":false}]},{"year":1979,"event":"Começa o programa nuclear 'paralelo' secreto; a Marinha inicia os trabalhos de enriquecimento por ultracentrifugação no IPEN","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Programa nuclear brasileiro - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_brasileiro","verified":false},{"title":"Brazilian nuclear program - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_nuclear_program","verified":false}]},{"year":1980,"event":"Joint venture Philco-Ford/RCA inaugura a primeira fábrica operacional de CIs do Brasil em Contagem (MG); depois SID Microeletrônica, fechada em 1995.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Teletime - Uma breve historia dos semicondutores no Brasil (Mar 2023)","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP - O sonho do chip (Apr 2018)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-sonho-do-chip/","verified":true}]},{"year":1980,"event":"Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) lançada: sítio de Alcântara escolhido, satélites SCD e lançador VLS planejados","sector":"space","sources":[{"title":"Missão Espacial Completa Brasileira - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Miss%C3%A3o_Espacial_Completa_Brasileira","verified":false},{"title":"Agência Espacial Brasileira - gov.br","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br","verified":false}]},{"year":1980,"event":"LNCC criado; CTI (então CTI/SEI) fundado em Campinas; o projeto do LNLS para construir um síncrotron é aprovado em 1983.","sector":"universities","sources":[{"title":"LNCC - Laboratório Nacional de Computação Científica","url":"https://www.gov.br/lncc/pt-br","verified":false},{"title":"CTI Renato Archer - gov.br","url":"https://www.gov.br/cti/pt-br","verified":false},{"title":"LNLS - Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (CNPEM)","url":"https://lnls.cnpem.br/","verified":false}]},{"year":1983,"event":"Sistema de artilharia de foguetes ASTROS II, da Avibras, exportado para o Iraque, consolidando o Brasil como exportador de armamentos","sector":"defense","sources":[{"title":"Astros II MLRS - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Astros_II_MLRS","verified":false},{"title":"Avibras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Avibras","verified":false}]},{"year":1984,"event":"Primeiro Simpósio Brasileiro de Inteligência Artificial (SBIA), depois fundido no BRACIS, funda a comunidade nacional de pesquisa em IA sob a SBC.","sector":"ai","sources":[{"title":"SBIA - Brazilian Symposium on Artificial Intelligence (DBLP, desde 1984)","url":"https://dblp.org/db/conf/sbia/index.html","verified":false},{"title":"Sociedade Brasileira de Computação (SBC)","url":"https://www.sbc.org.br/","verified":false}]},{"year":1984,"event":"Itaipu Binacional inicia a geração; a usina de 14 GW torna-se a maior hidrelétrica do mundo até Três Gargantas.","sector":"energy","sources":[{"title":"Usina Hidrelétrica de Itaipu - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_de_Itaipu","verified":false},{"title":"Itaipu Binacional - site oficial","url":"https://www.itaipu.gov.br/","verified":false}]},{"year":1984,"event":"Lei de Informática institui a reserva de mercado para a computação nacional; mais tarde (1991) torna-se o regime de incentivo fiscal a P&D que financia institutos como Eldorado e CESAR.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lei 7.232/1984 (Política Nacional de Informática) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7232.htm","verified":true},{"title":"Lei 8.248/1991 (Lei de Informática) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm","verified":true},{"title":"Política Nacional de Informática - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_Nacional_de_Inform%C3%A1tica","verified":false}]},{"year":1985,"event":"Angra 1 entra em operação comercial","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Angra Nuclear Power Plant (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant","verified":true},{"title":"Eletronuclear - site oficial","url":"https://www.eletronuclear.gov.br/","verified":false}]},{"year":1985,"event":"O Ministério da Ciência e Tecnologia (hoje MCTI) é criado.","sector":"policy","sources":[{"title":"Decreto 91.146/1985 (cria o Ministério da Ciência e Tecnologia) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1980-1989/1985-1987/D91146.htm","verified":true},{"title":"Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Ci%C3%AAncia,_Tecnologia_e_Inova%C3%A7%C3%A3o","verified":false}]},{"year":1986,"event":"Farmanguinhos, da Fiocruz, e o Butantan se expandem como produtores públicos de medicamentos genéricos e vacinas do Brasil sob o novo arcabouço do SUS (Constituição de 1988).","sector":"biotech","sources":[{"title":"Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm","verified":false},{"title":"Farmanguinhos / Fiocruz","url":"https://www.far.fiocruz.br/","verified":false},{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true}]},{"year":1988,"event":"Brasil e China assinam acordo de cooperação para os satélites CBERS; a nova Constituição restringe o uso nuclear a fins pacíficos","sector":"space","sources":[{"title":"Programa CBERS - INPE","url":"http://www.cbers.inpe.br/","verified":false},{"title":"China–Brazil Earth Resources Satellite program - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/China%E2%80%93Brazil_Earth_Resources_Satellite_program","verified":false},{"title":"Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm","verified":false}]},{"year":1989,"event":"RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) é criada, levando a internet às universidades brasileiras.","sector":"telecom","sources":[{"title":"RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa","url":"https://www.rnp.br/","verified":false},{"title":"Rede Nacional de Ensino e Pesquisa - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Nacional_de_Ensino_e_Pesquisa","verified":false}]},{"year":1991,"event":"Acordo Bilateral Brasil-Argentina cria a ABACC, a agência conjunta de salvaguardas nucleares","sector":"nuclear","sources":[{"title":"ABACC - Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares","url":"https://www.abacc.org.br/","verified":false},{"title":"ABACC - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian%E2%80%93Argentine_Agency_for_Accounting_and_Control_of_Nuclear_Materials","verified":false}]},{"year":1991,"event":"Lei de Informática (Lei 8.248) vincula os incentivos fiscais de TIC ao gasto local em P&D, substituindo a reserva de mercado.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 8.248/1991 (Lei de Informática) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm","verified":true},{"title":"Política Nacional de Informática - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_Nacional_de_Inform%C3%A1tica","verified":false}]},{"year":1991,"event":"Lei de Informática (Lei 8.248/1991) substitui a reserva de mercado por incentivos fiscais vinculados a P&D; o II PLANIN define a microeletrônica como prioridade.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Lei 8.248/1991 (Lei de Informática) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm","verified":true},{"title":"Teletime - Uma breve historia dos semicondutores no Brasil (Mar 2023)","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true}]},{"year":1992,"event":"Petrobras vence o primeiro de seus prêmios OTC Distinguished Achievement por tecnologia de águas profundas (Marlim).","sector":"energy","sources":[{"title":"Marlim oil field - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Marlim_oil_field","verified":false},{"title":"Petrobras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras","verified":false}]},{"year":1993,"event":"SCD-1, o primeiro satélite brasileiro, lançado no Pegasus; a Embraer é privatizada em 1994","sector":"space","sources":[{"title":"SCD-1 - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SCD-1","verified":false},{"title":"Embraer - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer","verified":false}]},{"year":1993,"event":"Linguagem de programação Lua criada no Tecgraf da PUC-Rio por Roberto Ierusalimschy, Waldemar Celes e Luiz Henrique de Figueiredo.","sector":"universities","sources":[{"title":"The evolution of Lua / history - Lua.org","url":"https://www.lua.org/history.html","verified":false},{"title":"Lua (programming language) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Lua_(programming_language)","verified":false}]},{"year":1994,"event":"Agência Espacial Brasileira (AEB) criada como agência civil","sector":"space","sources":[{"title":"Lei 8.854/1994 (cria a Agência Espacial Brasileira) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8854.htm","verified":false},{"title":"Agência Espacial Brasileira - gov.br","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br","verified":false}]},{"year":1995,"event":"Lei de Biossegurança cria a CTNBio; variedades de soja desenvolvidas pela Embrapa para o Cerrado fazem do Brasil um dos maiores exportadores de soja.","sector":"agtech","sources":[{"title":"Lei 8.974/1995 (primeira Lei de Biossegurança / CTNBio) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8974.htm","verified":false},{"title":"Embrapa Soja","url":"https://www.embrapa.br/soja","verified":false}]},{"year":1995,"event":"CGI.br (Comitê Gestor da Internet) é criado para governar a internet brasileira; a internet comercial é aberta.","sector":"telecom","sources":[{"title":"CGI.br - Comitê Gestor da Internet no Brasil","url":"https://cgi.br/","verified":false},{"title":"Portaria Interministerial 147/1995 (cria o CGI.br)","url":"https://cgi.br/portarias/numero/147","verified":false},{"title":"Comitê Gestor da Internet no Brasil - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Comit%C3%AA_Gestor_da_Internet_no_Brasil","verified":false}]},{"year":1996,"event":"A política de medicamentos genéricos do Brasil e a criação da ANVISA (1999) reestruturam o mercado farmacêutico; as nacionais EMS, Eurofarma e Aché disparam.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Lei 9.787/1999 (medicamentos genéricos) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9787.htm","verified":false},{"title":"Lei 9.782/1999 (cria a ANVISA) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9782.htm","verified":false}]},{"year":1996,"event":"Pollux fundada em Joinville (SC), tornando-se uma das maiores integradoras de robótica industrial do Brasil.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Accenture acquiring Brazilian industrial robotics firm Pollux (The Robot Report)","url":"https://www.therobotreport.com/accenture-acquiring-brazilian-industrial-robotics-firm-pollux/","verified":true},{"title":"Pollux - site oficial","url":"https://www.pollux.com.br/","verified":false}]},{"year":1996,"event":"Motorola abre um centro de projeto de CIs em Campinas (depois Freescale e, em seguida, NXP); a Smart Modular inicia o encapsulamento de memórias em Atibaia em 1997.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Teletime - Uma breve historia dos semicondutores no Brasil (Mar 2023)","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP - O sonho do chip (Apr 2018)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-sonho-do-chip/","verified":true}]},{"year":1997,"event":"Lei Geral de Telecomunicações cria a Anatel.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Lei 9.472/1997 (Lei Geral de Telecomunicações) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9472.htm","verified":false},{"title":"Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br","verified":false}]},{"year":1997,"event":"UVX, a primeira fonte de luz síncrotron da América Latina, é inaugurada no LNLS, em Campinas.","sector":"universities","sources":[{"title":"LNLS - Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (CNPEM)","url":"https://lnls.cnpem.br/","verified":false},{"title":"Laboratório Nacional de Luz Síncrotron - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Laborat%C3%B3rio_Nacional_de_Luz_S%C3%ADncrotron","verified":false}]},{"year":1998,"event":"Brasil ratifica o Tratado de Não Proliferação Nuclear; o jato regional ERJ-145 da Embraer inicia seu boom de exportações","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Decreto 2.864/1998 (promulga o TNP) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2864.htm","verified":true},{"title":"Embraer ERJ family - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Embraer_ERJ_family","verified":false}]},{"year":1998,"event":"Telebras privatizada; Telefônica, Telemar (Oi) e outras assumem as operadoras regionais.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Telebras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Telebras","verified":false},{"title":"Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br","verified":false}]},{"year":1999,"event":"Fundos Setoriais são criados dentro do FNDCT, incluindo o CT-Info e o CT-Infra.","sector":"policy","sources":[{"title":"Finep - Fundos Setoriais do FNDCT","url":"http://www.finep.gov.br/a-finep-externo/fndct/fundos-setoriais","verified":false},{"title":"Lei 10.176/2001 (CT-Info) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10176.htm","verified":false},{"title":"Lei 10.197/2001 (CT-Infra) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10197.htm","verified":false}]},{"year":1999,"event":"CBERS-1 lançado de Taiyuan, na China","sector":"space","sources":[{"title":"CBERS-1 - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CBERS-1","verified":false},{"title":"Programa CBERS - INPE","url":"http://www.cbers.inpe.br/","verified":false}]},{"year":1999,"event":"Fundos Setoriais criados para alimentar o FNDCT; o CT-Petro é o primeiro.","sector":"universities","sources":[{"title":"Finep - Fundos Setoriais do FNDCT","url":"http://www.finep.gov.br/a-finep-externo/fndct/fundos-setoriais","verified":false},{"title":"Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo; cria o CT-Petro) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9478.htm","verified":false}]},{"year":2000,"event":"Porto Digital fundado em Recife; a Endeavor Brasil é lançada; primeira edição do festival FILE em São Paulo; Eduardo Kac apresenta GFP Bunny.","sector":"hubs","sources":[{"title":"Porto Digital","url":"https://www.portodigital.org","verified":true},{"title":"Endeavor Brasil","url":"https://endeavor.org.br/","verified":false},{"title":"GFP Bunny - Eduardo Kac","url":"https://www.ekac.org/gfpbunny.html","verified":false}]},{"year":2000,"event":"Porto Digital é fundado em Recife como parque tecnológico público-privado.","sector":"policy","sources":[{"title":"Porto Digital","url":"https://www.portodigital.org","verified":true},{"title":"Porto Digital - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Digital","verified":false}]},{"year":2000,"event":"Porto Digital fundado em Recife pelo governo do estado de Pernambuco, pelo CIn da UFPE e pelo CESAR.","sector":"universities","sources":[{"title":"Porto Digital","url":"https://www.portodigital.org","verified":true},{"title":"Porto Digital - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Digital","verified":false}]},{"year":2001,"event":"Angra 2 entra em operação comercial","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Angra Nuclear Power Plant (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant","verified":true},{"title":"Eletronuclear - site oficial","url":"https://www.eletronuclear.gov.br/","verified":false}]},{"year":2002,"event":"Primeiro simpósio SBGames; começa a bienal Emoção Art.ficial, do Itaú Cultural.","sector":"creative","sources":[{"title":"SBGames - Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital","url":"https://www.sbgames.org/","verified":false},{"title":"Emoção Art.ficial - Itaú Cultural","url":"https://www.itaucultural.org.br/","verified":false}]},{"year":2002,"event":"BNDES encomenda um estudo internacional sobre a construção de uma indústria nacional de CIs; o CATI aprova o Programa Nacional de Microeletrônica (PNM-Design).","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"MCTI - PNM-Design / CI-Brasil program document (2002-2004)","url":"https://k5wjimuivujmf4qkjnhqx0.mctic.gov.br/upd_blob/0008/8078.pdf","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP - O sonho do chip (Apr 2018)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-sonho-do-chip/","verified":true}]},{"year":2003,"event":"Nova Lei de Biossegurança (11.105/2005, após os debates de 2003) legaliza a soja transgênica; a Embrapa publica os primeiros resultados brasileiros de sequenciamento genômico (Xylella, programa Genolyptus de eucalipto em 2002).","sector":"agtech","sources":[{"title":"Lei 11.105/2005 (Lei de Biossegurança) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11105.htm","verified":false},{"title":"Lei de Biossegurança - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Biosseguran%C3%A7a","verified":false}]},{"year":2003,"event":"Volkswagen lança o Gol Total Flex, o primeiro carro flex; em poucos anos o flex passa de 80% das vendas brasileiras.","sector":"energy","sources":[{"title":"Motor flex - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_flex","verified":false},{"title":"Flexible-fuel vehicles in Brazil - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Flexible-fuel_vehicles_in_Brazil","verified":false}]},{"year":2003,"event":"VLS-1 V03 explode na plataforma em Alcântara, matando 21 técnicos","sector":"space","sources":[{"title":"2003 Alcântara VLS accident - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/2003_Alc%C3%A2ntara_VLS_accident","verified":false},{"title":"Acidente de Alcântara - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_de_Alc%C3%A2ntara","verified":false}]},{"year":2004,"event":"Hemobrás criada por lei para produzir medicamentos derivados de plasma; fábrica construída em Goiana, Pernambuco.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Lei 10.972/2004 (cria a Hemobrás) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.972.htm","verified":true},{"title":"Hemobrás - gov.br","url":"https://www.gov.br/hemobras/pt-br","verified":false}]},{"year":2004,"event":"Lei de Inovação (Lei 10.973) permite a cooperação universidade-empresa e cria os NITs (núcleos de inovação tecnológica); a ABDI é fundada.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 10.973/2004 (Lei de Inovação) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm","verified":true},{"title":"Lei 11.080/2004 (cria a ABDI) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l11.080.htm","verified":false},{"title":"ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial","url":"https://www.abdi.com.br/","verified":false}]},{"year":2004,"event":"PTT.br (hoje IX.br) lança pontos públicos de troca de tráfego de internet.","sector":"telecom","sources":[{"title":"NIC.br / IX.br","url":"https://ix.br","verified":true}]},{"year":2004,"event":"Lei de Inovação (Lei 10.973) permite às universidades licenciar tecnologia e aos pesquisadores trabalhar com empresas.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lei 10.973/2004 (Lei de Inovação) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm","verified":true}]},{"year":2005,"event":"Monashees fundada, a primeira gestora de VC dedicada do Brasil; NIC.br criado.","sector":"hubs","sources":[{"title":"monashees - site oficial","url":"https://monashees.com.br/","verified":false},{"title":"NIC.br","url":"https://nic.br/","verified":false}]},{"year":2005,"event":"Lei do Bem (Lei 11.196) cria incentivos fiscais automáticos para P&D empresarial.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 11.196/2005 (Lei do Bem) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11196.htm","verified":false},{"title":"Portal da Indústria: Lei do Bem investiu R$ 296 bi em projetos","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/politica-industrial/lei-do-bem-investiu-r-296-bi-em-projetos-de-inovacao-e-tecnologia-no-brasil/","verified":true}]},{"year":2005,"event":"A equipe de robótica ITAndroids, do ITA, começa a competir nacional e internacionalmente.","sector":"robotics","sources":[{"title":"ITAndroids - ITA","url":"http://www.itandroids.com.br/","verified":false},{"title":"ITAndroids conquista ouro na Copa do Mundo de Futebol Robótico (2025)","url":"https://militares.estrategia.com/portal/outros/itandroids-conquista-ouro-na-copa-do-mundo-de-futebol-robotico/","verified":true}]},{"year":2005,"event":"Programa CI-Brasil lançado em Recife pelo ministro Eduardo Campos (R$12,1 milhões na primeira fase) para criar design houses e formar projetistas.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Agencia FAPESP - Microeletronica ganha impulso (CI-Brasil launch, Jun 2005)","url":"https://agencia.fapesp.br/microeletronica-ganha-impulso/3890","verified":true},{"title":"CI-Brasil design houses (SBMicro portal)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","verified":true}]},{"year":2005,"event":"Lei do Bem cria incentivos fiscais a P&D para empresas.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lei 11.196/2005 (Lei do Bem) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11196.htm","verified":false},{"title":"Portal da Indústria: Lei do Bem investiu R$ 296 bi em projetos","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/politica-industrial/lei-do-bem-investiu-r-296-bi-em-projetos-de-inovacao-e-tecnologia-no-brasil/","verified":true}]},{"year":2006,"event":"Começa o trabalho do Butantan com a dengue na era Hemobrás: acordo NIH/Butantan para uma vacina tetravalente de vírus vivo atenuado contra a dengue (TV003).","sector":"biotech","sources":[{"title":"Vacina contra a dengue avança (Butantan/NIH) - Pesquisa FAPESP","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/vacina-contra-a-dengue-avanca/","verified":false},{"title":"Entenda como foram os estudos da vacina da dengue do Butantan - Poder360","url":"https://www.poder360.com.br/poder-saude/entenda-como-foram-os-estudos-da-vacina-da-dengue-do-butantan/","verified":false},{"title":"Butantan's dengue vaccine, the world's first single-dose, approved by Anvisa (CIR / Butantan)","url":"https://centerforimmunizationresearch.org/butantan-institutes-dengue-vaccine-the-worlds-first-single-dose-vaccine-has-been-approved-by-anvisa","verified":true}]},{"year":2006,"event":"Petrobras descobre o campo de Tupi (Lula), no pré-sal da Bacia de Santos, sob 2 km de sal.","sector":"energy","sources":[{"title":"Lula oil field (Tupi) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Lula_oil_field","verified":false},{"title":"Petrobras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras","verified":false}]},{"year":2006,"event":"Marcos Pontes torna-se o primeiro brasileiro no espaço (Soyuz TMA-8 rumo à ISS); usina de enriquecimento da INB em Resende é inaugurada","sector":"space","sources":[{"title":"Marcos Pontes - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Marcos_Pontes","verified":false},{"title":"INB - Indústrias Nucleares do Brasil","url":"https://www.inb.gov.br/","verified":false}]},{"year":2007,"event":"Regime de incentivo a semicondutores PADIS é criado (Lei 11.484).","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 11.484/2007 (PADIS) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm","verified":false}]},{"year":2007,"event":"Solinftec fundada em Araçatuba (SP); XMobots fundada em São Carlos (SP).","sector":"robotics","sources":[{"title":"Solinftec - site oficial","url":"https://www.solinftec.com/","verified":false},{"title":"XMobots - site oficial","url":"https://xmobots.com.br/","verified":false}]},{"year":2007,"event":"Lei 11.484/2007 cria o PADIS, o regime tributário para fabricantes de semicondutores e displays.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Lei 11.484/2007 (PADIS) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm","verified":false},{"title":"Teletime - Uma breve historia dos semicondutores no Brasil (Mar 2023)","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","verified":true}]},{"year":2008,"event":"Ministério da Saúde lança as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para transferir tecnologia de produtos estratégicos do SUS a laboratórios públicos.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) - Ministério da Saúde","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/pdp","verified":false}]},{"year":2008,"event":"Estratégia Nacional de Defesa (END) publicada; acordo PROSUB com a França (DCNS) assinado; CBERS-2B em órbita","sector":"defense","sources":[{"title":"Decreto 6.703/2008 (Estratégia Nacional de Defesa) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6703.htm","verified":false},{"title":"Riachuelo-class submarine (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Riachuelo-class_submarine","verified":true},{"title":"CBERS-2B - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CBERS-2B","verified":false}]},{"year":2008,"event":"Primeira edição da Campus Party Brasil em São Paulo.","sector":"hubs","sources":[{"title":"Campus Party - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Campus_Party","verified":false},{"title":"Campus Party Brasil","url":"https://brasil.campus-party.org/","verified":false}]},{"year":2008,"event":"INCT-IQ (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica) criado, liderado a partir da UFMG por Amir Caldeira e outros.","sector":"quantum","sources":[{"title":"INCT-IQ - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica (Unicamp)","url":"https://sites.ifi.unicamp.br/inctiq/en","verified":false},{"title":"Um instituto para a informação quântica - Pesquisa FAPESP","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/um-instituto-para-a-informacao-quantica/","verified":false},{"title":"CNPq - Programa INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia)","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/inct","verified":false}]},{"year":2008,"event":"Lei 11.759/2008 cria a CEITEC S.A. em Porto Alegre como empresa pública federal, com uma fábrica de 600 nm montada a partir de equipamentos doados pela Motorola e tecnologia da X-FAB.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Lei 11.759/2008 (autoriza a criação da CEITEC S.A.) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11759.htm","verified":true},{"title":"CEITEC - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/CEITEC","verified":false},{"title":"IEEE Spectrum - Brazil Starts a Chip Industry (2011)","url":"https://spectrum.ieee.org/brazil-starts-a-chip-industry","verified":true}]},{"year":2008,"event":"Primeira chamada INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) cria ~100 institutos nacionais.","sector":"universities","sources":[{"title":"CNPq - Programa INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia)","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/inct","verified":false}]},{"year":2009,"event":"Bio-Manguinhos começa a produzir a vacina contra a febre amarela em escala para a pré-qualificação da OMS; a Embrapa lança o plano ABC de agricultura de baixo carbono (2010).","sector":"biotech","sources":[{"title":"Bio-Manguinhos / Fiocruz","url":"https://www.bio.fiocruz.br/","verified":false},{"title":"Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) - MAPA","url":"https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/plano-abc","verified":false}]},{"year":2009,"event":"Contrato do blindado Guarani 6x6 com a Iveco; construção de Angra 3 formalmente retomada","sector":"defense","sources":[{"title":"VBTP-MR Guarani - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/VBTP-MR_Guarani","verified":false},{"title":"Angra Nuclear Power Plant (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant","verified":true}]},{"year":2009,"event":"O mini-VANT Carcará, da Santos Lab, faz seu primeiro voo e é adotado pelo Corpo de Fuzileiros Navais.","sector":"robotics","sources":[{"title":"SantosLab Carcará (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SantosLab_Carcar%C3%A1","verified":true}]},{"year":2009,"event":"HT Micron (Hana Micron + Parit) fundada na Unisinos/Tecnosinos, em São Leopoldo; Chipus fundada em Florianópolis.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Times Brasil - HT Micron capta R$ 84 milhoes (2026)","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/ht-micron-capta-r-84-milhoes-para-inovacao-e-expansao-tecnologica-no-rio-grande-do-sul/","verified":true},{"title":"TI Inside - Catarinense Chipus cresce no mercado de semicondutores (2017)","url":"https://tiinside.com.br/18/08/2017/catarinense-chipus-cresce-no-disputador-mercado-de-semicondutores/","verified":true},{"title":"HT Micron - site oficial","url":"https://htmicron.com.br/","verified":false}]},{"year":2010,"event":"IBM Research abre seu laboratório no Brasil; Semantix e Cortex fundadas, primeira onda de empresas de dados/IA.","sector":"ai","sources":[{"title":"IBM Research – Brazil - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/IBM_Research_%E2%80%93_Brazil","verified":false},{"title":"Semantix","url":"https://semantix.ai/","verified":false}]},{"year":2010,"event":"Telebras reativada para o Plano Nacional de Banda Larga; o Garoa Hacker Clube é inaugurado como o primeiro hackerspace do Brasil.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Decreto 7.175/2010 (Programa Nacional de Banda Larga) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7175.htm","verified":false},{"title":"Garoa Hacker Clube","url":"https://garoa.net.br/","verified":false},{"title":"Garoa Hacker Clube - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Garoa_Hacker_Clube","verified":false}]},{"year":2011,"event":"AWS abre a região de São Paulo; Wildlife Studios e San Pedro Valley fundados; Kaszek e Valor Capital são lançadas.","sector":"hubs","sources":[{"title":"AWS Global Infrastructure - Regions (São Paulo, 2011)","url":"https://aws.amazon.com/about-aws/global-infrastructure/regions_az/","verified":false},{"title":"Wildlife Studios - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Wildlife_Studios","verified":false},{"title":"Kaszek","url":"https://www.kaszek.com/","verified":false}]},{"year":2011,"event":"Ciência sem Fronteiras lançado, com meta de 101.000 bolsas no exterior.","sector":"universities","sources":[{"title":"Pesquisa FAPESP - Experiência encerrada (Ciência sem Fronteiras)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/experiencia-encerrada/","verified":true},{"title":"Ciência sem Fronteiras - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_sem_Fronteiras","verified":false}]},{"year":2012,"event":"Hand Talk fundada em Maceió; a ONU a elege melhor aplicativo social em 2013.","sector":"ai","sources":[{"title":"Sorenson compra startup alagoana Hand Talk (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/ma/sorenson-compra-startup-alagoana-hand-talk/","verified":true},{"title":"Hand Talk - site oficial","url":"https://www.handtalk.me/","verified":false}]},{"year":2012,"event":"Bionovis (EMS, Aché, Hypera, União Química) e Orygen (Eurofarma, Biolab), joint ventures de biológicos, formadas sob a política de PDPs.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Bionovis - site oficial","url":"https://www.bionovis.com.br/","verified":false},{"title":"Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) - Ministério da Saúde","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/pdp","verified":false}]},{"year":2012,"event":"Lei 12.598 cria o status de Empresa Estratégica de Defesa (EED) e incentivos fiscais; começa o piloto do SISFRON","sector":"defense","sources":[{"title":"Lei 12.598/2012 (normas para compras e desenvolvimento de produtos de defesa) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12598.htm","verified":false},{"title":"SISFRON - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Integrado_de_Monitoramento_de_Fronteiras","verified":false}]},{"year":2012,"event":"Six Semicondutores (EBX de Eike Batista, BNDES, IBM com 18,8%) anuncia uma foundry de 90/130 nm de R$1,2 bilhão em Ribeirão das Neves (MG); a CEITEC entrega o primeiro lote de RFID 'chip do boi'.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"InfoMoney/Estadao - O que aconteceu com a fabrica de chips nacional (Unitec, Oct 2022)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1947369","verified":true},{"title":"IEEE Spectrum - Brazil Starts a Chip Industry (2011)","url":"https://spectrum.ieee.org/brazil-starts-a-chip-industry","verified":true}]},{"year":2013,"event":"Nubank fundado por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible.","sector":"fintech","sources":[{"title":"Wikipedia - Nubank","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":true}]},{"year":2013,"event":"Embrapii é criada como organização social que cofinancia P&D industrial.","sector":"policy","sources":[{"title":"Embrapii - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial","url":"https://embrapii.org.br/","verified":false},{"title":"Embrapii - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embrapii","verified":false}]},{"year":2013,"event":"O projeto CARINA, da USP São Carlos, realiza o primeiro teste de carro autônomo em vias públicas da América Latina.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Carro robótico que dispensa motorista será testado na rua (Agência FAPESP, CARINA)","url":"https://agencia.fapesp.br/carro-robotico-que-dispensa-motorista-sera-testado-na-rua/18077","verified":true}]},{"year":2013,"event":"CBERS-3 perdido em falha de lançamento do Longa Marcha 4B","sector":"space","sources":[{"title":"CBERS-3 - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CBERS-3","verified":false},{"title":"Programa CBERS - INPE","url":"http://www.cbers.inpe.br/","verified":false}]},{"year":2013,"event":"Embrapii criada como organização social que cofinancia P&D industrial em unidades credenciadas.","sector":"universities","sources":[{"title":"Embrapii - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial","url":"https://embrapii.org.br/","verified":false},{"title":"Embrapii - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Embrapii","verified":false}]},{"year":2014,"event":"GranBio inaugura a usina Bioflex 1 em Alagoas, a primeira usina comercial de etanol celulósico do Hemisfério Sul; a usina 2G Costa Pinto, da Raízen, vem em seguida.","sector":"agtech","sources":[{"title":"GranBio - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/GranBio","verified":false},{"title":"GranBio - site oficial","url":"https://www.granbio.com.br/","verified":false},{"title":"Na Raízen, plantas de E2G ainda vão custar R$ 1,6 bilhão (The AgriBiz)","url":"https://www.theagribiz.com/empresas/na-raizen-plantas-de-e2g-ainda-vao-custar-r-16-bilhao","verified":true}]},{"year":2014,"event":"Brasil seleciona o Saab Gripen NG (FX-2), contrato assinado em 24 de outubro para 36 aeronaves; CBERS-4 lançado","sector":"defense","sources":[{"title":"Saab JAS 39 Gripen (Brazil / F-39E) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Saab_JAS_39_Gripen","verified":false},{"title":"Programa F-X2 - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_F-X2","verified":false},{"title":"CBERS-4 - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CBERS-4","verified":false}]},{"year":2014,"event":"Raízen/Iogen inauguram a usina de etanol celulósico 2G Costa Pinto, em Piracicaba, a primeira unidade em escala comercial do Brasil.","sector":"energy","sources":[{"title":"Na Raízen, plantas de E2G ainda vão custar R$ 1,6 bilhão (The AgriBiz)","url":"https://www.theagribiz.com/empresas/na-raizen-plantas-de-e2g-ainda-vao-custar-r-16-bilhao","verified":true},{"title":"Raízen - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ra%C3%ADzen","verified":false}]},{"year":2014,"event":"Marco Civil da Internet (Lei 12.965) estabelece os princípios de neutralidade de rede e direitos dos usuários.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm","verified":true},{"title":"Marco Civil da Internet - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Civil_da_Internet","verified":false}]},{"year":2014,"event":"Brasil sedia a RoboCup em João Pessoa; o exoesqueleto do projeto Andar de Novo (Walk Again), de Nicolelis, dá o pontapé simbólico de abertura da Copa do Mundo da FIFA em São Paulo.","sector":"robotics","sources":[{"title":"RoboCup 2014 - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/RoboCup_2014","verified":false},{"title":"Nicolelis: movido a pensamento (Agência FAPESP)","url":"https://agencia.fapesp.br/movido-a-pensamento/8557","verified":true},{"title":"Walk Again Project - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Walk_Again_Project","verified":false}]},{"year":2014,"event":"Eike Batista sai; a Corporación América entra e a Six torna-se Unitec Semicondutores. Associação setorial ABISEMI é formada. Fábrica da HT Micron é inaugurada.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"InfoMoney/Estadao - O que aconteceu com a fabrica de chips nacional (Unitec, Oct 2022)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1947369","verified":true},{"title":"ABISEMI - Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores","url":"https://abisemi.org.br/","verified":false},{"title":"Times Brasil - HT Micron capta R$ 84 milhoes (2026)","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/ht-micron-capta-r-84-milhoes-para-inovacao-e-expansao-tecnologica-no-rio-grande-do-sul/","verified":true}]},{"year":2014,"event":"Marco Civil da Internet sancionado; região Brazil South da Microsoft Azure é inaugurada.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm","verified":true},{"title":"Azure geographies (Brazil South) - Microsoft","url":"https://azure.microsoft.com/en-us/explore/global-infrastructure/geographies/","verified":false}]},{"year":2014,"event":"Artur Avila (IMPA) ganha a Medalha Fields, a primeira da América Latina.","sector":"universities","sources":[{"title":"Artur Avila - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Artur_Avila","verified":false},{"title":"IMPA - site oficial","url":"https://impa.br/","verified":false}]},{"year":2015,"event":"Lei de Acesso à Biodiversidade (13.123) cria o SisGen para patrimônio genético e conhecimento tradicional; a epidemia de zika desencadeia pesquisas de resposta rápida na Fiocruz, no Butantan e no IDOR.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Lei 13.123/2015 (acesso ao patrimônio genético) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13123.htm","verified":false},{"title":"SisGen - Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético","url":"https://sisgen.gov.br/","verified":false},{"title":"2015–2016 Zika virus epidemic - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/2015%E2%80%932016_Zika_virus_epidemic","verified":false}]},{"year":2015,"event":"Cubo Itaú é inaugurado em São Paulo; Museu do Amanhã é inaugurado no Rio; Lei Geral de Antenas é promulgada.","sector":"hubs","sources":[{"title":"Cubo Itau","url":"https://cubo.network","verified":true},{"title":"Museu do Amanhã - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Amanh%C3%A3","verified":false},{"title":"Lei 13.116/2015 (Lei Geral de Antenas) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13116.htm","verified":false}]},{"year":2015,"event":"Rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, da Samarco (Vale/BHP), em Mariana (MG), o pior desastre ambiental do Brasil.","sector":"minerals","sources":[{"title":"Mariana dam disaster - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Mariana_dam_disaster","verified":false},{"title":"Rompimento de barragem em Mariana - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Rompimento_de_barragem_em_Mariana","verified":false}]},{"year":2015,"event":"Construção de Angra 3 paralisada em meio às investigações de corrupção da Lava Jato, com cerca de 65% concluída; primeiro voo do KC-390","sector":"nuclear","sources":[{"title":"Angra Nuclear Power Plant (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant","verified":true},{"title":"Embraer C-390 Millennium - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Embraer_C-390_Millennium","verified":false}]},{"year":2015,"event":"RoboCIn fundado no Centro de Informática da UFPE com 12 estudantes.","sector":"robotics","sources":[{"title":"RoboCIn - UFPE","url":"https://robocin.com.br/","verified":false},{"title":"UFPE desbanca gigantes na Ásia e conquista vice-campeonato mundial de robótica (Jul 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/07/06/ufpe-desbanca-gigantes-na-asia-e-conquista-vice-campeonato-mundial-de-robotica/","verified":true}]},{"year":2016,"event":"Marco Legal de CT&I (Lei 13.243) simplifica compras e parcerias de pesquisa; o teto de gastos constitucional (EC 95) inicia um aperto de seis anos no orçamento da ciência.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 13.243/2016 (Marco Legal de CT&I) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm","verified":false},{"title":"Emenda Constitucional 95/2016 (Teto de Gastos) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm","verified":false}]},{"year":2016,"event":"Oi pede a maior recuperação judicial da história brasileira (R$65 bilhões); Google for Startups Campus São Paulo é inaugurado.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Oi (empresa) - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Oi_(empresa)","verified":false},{"title":"Oi (telecommunications) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Oi_(telecommunications)","verified":false}]},{"year":2016,"event":"Marco Legal de CT&I (Lei 13.243) e Emenda Constitucional 95 (teto de gastos por 20 anos) são aprovados; o Ciência sem Fronteiras é encerrado.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lei 13.243/2016 (Marco Legal de CT&I) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm","verified":false},{"title":"Emenda Constitucional 95/2016 (Teto de Gastos) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm","verified":false},{"title":"Pesquisa FAPESP - Experiência encerrada (Ciência sem Fronteiras)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/experiencia-encerrada/","verified":true}]},{"year":2017,"event":"CTNBio aprova a CTC20BT, a primeira cana-de-açúcar transgênica aprovada comercialmente no mundo; política de bioenergia RenovaBio é promulgada.","sector":"agtech","sources":[{"title":"CTC - Centro de Tecnologia Canavieira","url":"https://ctc.com.br/","verified":false},{"title":"Lei 13.576/2017 (RenovaBio) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13576.htm","verified":false}]},{"year":2017,"event":"Lei do RenovaBio (13.576) cria os créditos de descarbonização CBIO para biocombustíveis.","sector":"energy","sources":[{"title":"Lei 13.576/2017 (RenovaBio) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13576.htm","verified":false},{"title":"RenovaBio - ANP","url":"https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/renovabio","verified":false}]},{"year":2017,"event":"Satélite geoestacionário de defesa e comunicações SGDC-1 é lançado para a Telebras e o Ministério da Defesa.","sector":"policy","sources":[{"title":"Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sat%C3%A9lite_Geoestacion%C3%A1rio_de_Defesa_e_Comunica%C3%A7%C3%B5es","verified":false},{"title":"Telebras - site oficial","url":"https://www.telebras.com.br/","verified":false}]},{"year":2017,"event":"Satélite geoestacionário de defesa e comunicações SGDC-1 lançado no Ariane 5","sector":"space","sources":[{"title":"Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sat%C3%A9lite_Geoestacion%C3%A1rio_de_Defesa_e_Comunica%C3%A7%C3%B5es","verified":false},{"title":"Telebras - site oficial","url":"https://www.telebras.com.br/","verified":false}]},{"year":2017,"event":"Satélite geoestacionário SGDC lançado; região do Google Cloud em São Paulo é inaugurada; Japan House São Paulo é inaugurada.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sat%C3%A9lite_Geoestacion%C3%A1rio_de_Defesa_e_Comunica%C3%A7%C3%B5es","verified":false},{"title":"Google Cloud locations","url":"https://cloud.google.com/about/locations","verified":false},{"title":"Japan House São Paulo","url":"https://www.japanhousesp.com.br/","verified":false}]},{"year":2018,"event":"AgTech Garage é inaugurado em Piracicaba, tornando-se o maior hub de inovação agtech do Brasil; começa o boom de biológicos para a soja no Cerrado.","sector":"agtech","sources":[{"title":"AgTech Garage - site oficial","url":"https://agtechgarage.com/","verified":false},{"title":"Agro brasileiro domina produção de bioinsumos (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/","verified":true}]},{"year":2018,"event":"Riachuelo (S40), o primeiro submarino do PROSUB, lançado em Itaguaí","sector":"defense","sources":[{"title":"Riachuelo-class submarine (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Riachuelo-class_submarine","verified":true}]},{"year":2018,"event":"Stone e PagSeguro fazem IPO na Nasdaq/NYSE; BNDES Garagem é lançado; Nubank torna-se unicórnio.","sector":"fintech","sources":[{"title":"StoneCo - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/StoneCo","verified":false},{"title":"PagSeguro - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/PagSeguro","verified":false},{"title":"Wikipedia - Nubank","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":true}]},{"year":2018,"event":"LGPD (Lei 13.709) é promulgada; programa automotivo Rota 2030 é criado; ANPD é criada por lei.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 13.709/2018 (LGPD) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm","verified":true},{"title":"Lei 13.755/2018 (Rota 2030) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13755.htm","verified":true},{"title":"Lei 13.853/2019 (cria a ANPD) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13853.htm","verified":false}]},{"year":2018,"event":"Vale inicia seu programa de transporte autônomo na mina de Brucutu (MG) com a Caterpillar; Speedbird Aero é fundada; Embraer apresenta o conceito do eVTOL Eve.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Mineração guiada por algoritmos: caminhões autônomos da Vale (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/12/mineracao-guiada-por-algoritmos-como-funcionam-os-caminhoes-autonomos-da-vale/","verified":true},{"title":"Speedbird Aero - site oficial","url":"https://www.speedbird.aero/","verified":false},{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true}]},{"year":2018,"event":"Qualcomm anuncia a produção do system-in-package QSiP com a USI no Brasil (fábrica de Jaguariúna, 2019); a Unitec fica sem financiamento e encerra as atividades em 2019.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Qualcomm - Qualcomm, USI and ASUS collaborate in Brazil (Mar 2019)","url":"https://www.qualcomm.com/news/releases/2019/03/13/qualcomm-usi-and-asus-collaborate-foster-growth-mobile-and-semiconductor","verified":true},{"title":"InfoMoney/Estadao - O que aconteceu com a fabrica de chips nacional (Unitec, Oct 2022)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1947369","verified":true}]},{"year":2018,"event":"Incêndio destrói o Museu Nacional/UFRJ; o prédio do síncrotron Sirius é entregue em Campinas.","sector":"universities","sources":[{"title":"National Museum of Brazil fire - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/National_Museum_of_Brazil_fire","verified":false},{"title":"Sirius (synchrotron light source) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Sirius_(synchrotron_light_source)","verified":false},{"title":"LNLS - Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (CNPEM)","url":"https://lnls.cnpem.br/","verified":false}]},{"year":2019,"event":"Brasil lança a consulta para sua primeira estratégia nacional de IA (EBIA, publicada em 2021); CEIA-UFG é criado.","sector":"ai","sources":[{"title":"Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA) - MCTI","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/inteligencia-artificial","verified":false},{"title":"CEIA - Centro de Excelência em Inteligência Artificial (UFG)","url":"https://ceia.ufg.br/","verified":false}]},{"year":2019,"event":"Hemocentro da USP de Ribeirão Preto trata o primeiro paciente com CAR-T da América Latina; o primeiro Radar Agtech Brasil mapeia 1.125 agtechs.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Terapia celular da USP para o SUS (Jornal da USP, CAR-T)","url":"https://jornal.usp.br/?p=882392","verified":true},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true}]},{"year":2019,"event":"SoftBank Latin America Fund (US$5 bilhões) é lançado; Wildlife Studios e Ebanx alcançam o status de unicórnio; portal gov.br é unificado.","sector":"hubs","sources":[{"title":"Wildlife Studios - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Wildlife_Studios","verified":false},{"title":"Ebanx - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Ebanx","verified":false},{"title":"Gov.br - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Gov.br","verified":false}]},{"year":2019,"event":"Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho mata 270 pessoas; a Vale acelera o empilhamento a seco e as operações autônomas.","sector":"minerals","sources":[{"title":"Brumadinho dam disaster - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brumadinho_dam_disaster","verified":false},{"title":"Mineração guiada por algoritmos: caminhões autônomos da Vale (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/12/mineracao-guiada-por-algoritmos-como-funcionam-os-caminhoes-autonomos-da-vale/","verified":true}]},{"year":2019,"event":"Equipe da USP São Carlos vence três das quatro categorias do desafio internacional de direção autônoma CARLA; a Vale inicia a autonomia em Carajás.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Equipe da USP é premiada em desafio de carros autônomos CARLA (Agência FAPESP, 2019)","url":"https://agencia.fapesp.br/equipe-da-usp-e-premiada-em-desafio-que-visa-aumentar-seguranca-de-carros-autonomos/31144","verified":true},{"title":"Vale amplia frota de caminhões autônomos em Carajás (Agência Infra, Dec 2025)","url":"https://agenciainfra.com/blog/vale-amplia-frota-de-caminhoes-autonomos-em-carajas/","verified":true}]},{"year":2019,"event":"Acordo de Salvaguardas Tecnológicas Brasil-EUA para Alcântara assinado (março) e em vigor (dezembro); CBERS-4A lançado; diretor do INPE Ricardo Galvão demitido por causa dos dados de desmatamento","sector":"space","sources":[{"title":"Decreto 10.220/2020 (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas Brasil-EUA, Alcântara) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10220.htm","verified":false},{"title":"CBERS-4A - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CBERS-4A","verified":false},{"title":"Ricardo Galvão - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Galv%C3%A3o","verified":false}]},{"year":2019,"event":"Programa Future-se proposto para as universidades federais e depois abandonado; o CNPq quase fica sem recursos para bolsas em setembro.","sector":"universities","sources":[{"title":"Future-se - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Future-se","verified":false},{"title":"CNPq - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Nacional_de_Desenvolvimento_Cient%C3%ADfico_e_Tecnol%C3%B3gico","verified":false}]},{"year":2020,"event":"NeuralMind lança o BERTimbau; o C4AI é inaugurado na USP com financiamento da IBM e da FAPESP; aliança BRAiN é formada.","sector":"ai","sources":[{"title":"BERTimbau - neuralmind-ai/portuguese-bert (GitHub)","url":"https://github.com/neuralmind-ai/portuguese-bert","verified":false},{"title":"C4AI - Center for Artificial Intelligence (USP/IBM/FAPESP)","url":"https://c4ai.inova.usp.br/","verified":false},{"title":"Brasil abre centro de IA – C4AI (Última Hora)","url":"https://www.ultimahora.com/brasil-abre-centro-inteligencia-artificial-dedicado-ciencia-e-innovacion-n2909515","verified":true}]},{"year":2020,"event":"COVID-19: o Butantan faz parceria com a Sinovac (CoronaVac) e a Fiocruz com a AstraZeneca/Oxford; as primeiras doses de vacina contra a COVID produzidas no Brasil são entregues em jan. 2021.","sector":"biotech","sources":[{"title":"CoronaVac - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CoronaVac","verified":false},{"title":"Vacinação contra a COVID-19 no Brasil - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Vacina%C3%A7%C3%A3o_contra_a_COVID-19_no_Brasil","verified":false},{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","verified":true}]},{"year":2020,"event":"Pix é lançado em 16 de novembro e alcança 100 milhões de chaves em poucos meses.","sector":"fintech","sources":[{"title":"Banco Central do Brasil - Pix","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix","verified":true},{"title":"Banco Central do Brasil - Relatorio de Gestao do Pix 2026","url":"https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2026.pdf","verified":true}]},{"year":2020,"event":"LGPD entra em vigor e a ANPD começa a operar.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei 13.709/2018 (LGPD) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm","verified":true},{"title":"ANPD - Autoridade Nacional de Proteção de Dados","url":"https://www.gov.br/anpd/pt-br","verified":false}]},{"year":2020,"event":"Eve Air Mobility é constituída pela Embraer; Speedbird Aero recebe aprovação da ANAC para entregas experimentais por drone.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true},{"title":"Speedbird gains Brazil approval for urban BVLOS flights (AIN, Mar 2026)","url":"https://backend.ainonline.com/aviation-news/futureflight/2026-03-19/speedbird-gains-brazil-approval-urban-bvlos-flights","verified":true}]},{"year":2020,"event":"Dezembro: o governo Bolsonaro determina a dissolução/liquidação da CEITEC; o TCU suspende o processo posteriormente.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Decreto 10.578/2020 (dissolução da CEITEC) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10578.htm","verified":false},{"title":"Poder360 - Governo Lula quer reativar estatal conhecida por so dar prejuizo (Dec 2023)","url":"https://www.poder360.com.br/tecnologia/governo-lula-quer-reativar-estatal-conhecida-por-so-dar-prejuizo/","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Liquidação do Ceitec suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti","verified":true}]},{"year":2020,"event":"Sirius produz a primeira luz; a ciência brasileira se mobiliza na pandemia (Butantan/CoronaVac, Fiocruz/AstraZeneca).","sector":"universities","sources":[{"title":"Sirius (synchrotron light source) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Sirius_(synchrotron_light_source)","verified":false},{"title":"CNPEM","url":"https://cnpem.br","verified":true},{"title":"CoronaVac - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CoronaVac","verified":false}]},{"year":2021,"event":"Programa Nacional de Bioinsumos (MAPA, Decreto 10.375 de 2020) acelera os registros; o Brasil torna-se o maior adotante de biológicos do mundo.","sector":"agtech","sources":[{"title":"Decreto 10.375/2020 (Programa Nacional de Bioinsumos) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10375.htm","verified":true},{"title":"Agro brasileiro domina produção de bioinsumos (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/","verified":true}]},{"year":2021,"event":"Projeto de lei de IA PL 21/2020 é aprovado na Câmara; Zenvia e CI&T abrem capital nos EUA; Blip capta US$100 milhões.","sector":"ai","sources":[{"title":"PL 21/2020 (marco legal da IA) - Câmara dos Deputados","url":"https://www.camara.leg.br/propostas-legislativas/2236340","verified":false},{"title":"CI&T - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/CI%26T","verified":false}]},{"year":2021,"event":"Ceará e o Porto do Pecém lançam o Hub de Hidrogênio Verde; memorandos com Fortescue, EDP, White Martins e outras.","sector":"energy","sources":[{"title":"Cinco anos após criação do hub de hidrogênio verde no Ceará (O Povo, Sep 2026)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/economia/2026/09/07/cinco-anos-apos-criacao-do-hub-de-hidrogenio-verde-no-ceara-primeira-nota-fiscal-e-emitida-no-sudeste.html","verified":true},{"title":"Projetos de hidrogênio verde somam R$188 bilhões (CNI)","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/sustentabilidade/projetos-de-hidrogenio-verde-somam-investimentos-de-mais-de-r-188-bilhoes-mostra-cni/","verified":true}]},{"year":2021,"event":"Open Finance é lançado; leilão do 5G arrecada ~R$47 bilhões; IPO do Nubank (avaliação de US$41 bilhões); cabo EllaLink chega a Fortaleza; VC atinge o pico de ~US$9,4 bilhões; V.tal é criada.","sector":"fintech","sources":[{"title":"Open Finance Brasil","url":"https://openfinancebrasil.org.br","verified":true},{"title":"Anatel - 5G no Brasil","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/5G","verified":false},{"title":"EllaLink - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/EllaLink","verified":false}]},{"year":2021,"event":"Marco Legal das Startups (LC 182) e a Estratégia Brasileira de IA (EBIA) são publicados; a LC 177 proíbe o contingenciamento dos recursos do FNDCT.","sector":"policy","sources":[{"title":"Lei Complementar 182/2021 (Marco Legal das Startups) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm","verified":false},{"title":"Lei Complementar 177/2021 (veda contingenciamento do FNDCT) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp177.htm","verified":true},{"title":"Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA) - MCTI","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/inteligencia-artificial","verified":false}]},{"year":2021,"event":"Accenture adquire a Pollux, sua primeira aquisição em robótica industrial no mundo; a Yamaha investe ~R$10 milhões na startup de drones de pulverização Arpac.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Accenture acquiring Brazilian industrial robotics firm Pollux (The Robot Report)","url":"https://www.therobotreport.com/accenture-acquiring-brazilian-industrial-robotics-firm-pollux/","verified":true},{"title":"Arpac: ele já esteve num avião em chamas, hoje sobrevoa o agro com drones (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/ele-ja-esteve-num-aviao-em-chamas-hoje-sobrevoa-o-agro-com-uma-empresa-de-drones/","verified":true}]},{"year":2021,"event":"Amazonia-1 lançado no PSLV (28 de fev.); Brasil assina os Acordos Artemis (15 de junho); regulador ANSN é desmembrado da CNEN","sector":"space","sources":[{"title":"Amazonia-1 - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Amazonia-1","verified":false},{"title":"Artemis Accords - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Artemis_Accords","verified":false},{"title":"Lei 14.222/2021 (cria a ANSN) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14222.htm","verified":true}]},{"year":2021,"event":"Lei Complementar 177 proíbe o contingenciamento do FNDCT; o investimento efetivo do FNDCT chega ao fundo do poço, perto de R$2 bilhões.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lei Complementar 177/2021 (veda contingenciamento do FNDCT) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp177.htm","verified":true},{"title":"IPEA: Evolução dos dispêndios em P&D","url":"https://ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/499-evolucao-dos-dispendios-em-pesquisa-e-desenvolvimento","verified":true}]},{"year":2022,"event":"Fiocruz anuncia a primeira plataforma de vacinas de mRNA do Brasil; Bio-Manguinhos é selecionado como hub de transferência de tecnologia de mRNA da OMS/MPP para a América Latina.","sector":"biotech","sources":[{"title":"First mRNA vaccine developed by Bio-Manguinhos/Fiocruz advances to clinical trials (PAHO, Sep 2026)","url":"https://www.paho.org/en/news/14-9-2026-first-mrna-vaccine-developed-bio-manguinhosfiocruz-support-paho-and-who-advances","verified":true},{"title":"Bio-Manguinhos / Fiocruz","url":"https://www.bio.fiocruz.br/","verified":false}]},{"year":2022,"event":"Primeiro Gripen F-39E entregue à FAB; Riachuelo comissionado; Avibras entra em recuperação judicial; PION-BR1 torna-se o primeiro satélite privado brasileiro","sector":"defense","sources":[{"title":"Saab JAS 39 Gripen (Brazil / F-39E) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Saab_JAS_39_Gripen","verified":false},{"title":"Riachuelo-class submarine (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Riachuelo-class_submarine","verified":true},{"title":"Avibras: de 1.280 dias de greve à retomada com os irmãos Batista (Sociedade Militar, Oct 2026)","url":"https://www.sociedademilitar.com.br/2026/10/de-1-280-dias-de-greve-e-risco-de-falencia-a-retomada-com-os-irmaos-batista-avibras-mira-india-malasia-1-000-funcionarios-e-r-500-milhoes-ate-2028-afch.html","verified":true}]},{"year":2022,"event":"Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300) desencadeia um boom de energia solar em telhados.","sector":"energy","sources":[{"title":"Lei 14.300/2022 (Marco Legal da Geração Distribuída) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14300.htm","verified":false}]},{"year":2022,"event":"MP 1136 recongela parte do FNDCT; a ANPD torna-se autarquia autônoma.","sector":"policy","sources":[{"title":"Medida Provisória 1.136/2022 (FNDCT) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/mpv/mpv1136.htm","verified":false},{"title":"Lei 14.460/2022 (ANPD torna-se autarquia) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14460.htm","verified":false}]},{"year":2022,"event":"Embraer adquire participação minoritária na XMobots; Eve abre capital na NYSE (EVEX) avaliada em ~US$2,9 bilhões; Petrobras e PUC-Rio testam o robô de inspeção de risers AURI; primeiro Nauru 1000C entregue ao Exército.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Embraer compra fatia minoritária da fabricante de drones XMobots (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1937968","verified":true},{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","verified":true},{"title":"Petrobras desenvolve robô inédito para inspeções submarinas (AURI)","url":"https://dplnews.com/brasil-petrobras-desenvolve-robo-inedito-para-inspecoes-submarinas/","verified":true}]},{"year":2022,"event":"Brasil assina memorandos com a Coreia do Sul/Samsung e a Intel sobre uma possível fábrica de chips (nunca concretizada); a Smart investe R$150 milhões em Manaus.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"DPL News - Governo negocia atracao de fabrica de chips da Samsung (Aug 2022)","url":"https://dplnews.com/?p=162213","verified":true},{"title":"Convergencia Digital - Smart investe R$150 milhoes em Manaus (Mar 2022)","url":"https://convergenciadigital.com.br/mercado/smart-investe-r-150-milhes-em-manaus-e-descarta-deixar-so-paulo","verified":true}]},{"year":2022,"event":"Oi vende a unidade móvel para Vivo, TIM e Claro; 5G standalone é lançado em Brasília; Lei 14.478 cria o marco dos criptoativos; Starlink aprovada pela Anatel.","sector":"telecom","sources":[{"title":"Oi (empresa) - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Oi_(empresa)","verified":false},{"title":"Lei 14.478/2022 (marco dos criptoativos) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14478.htm","verified":false},{"title":"Anatel - 5G no Brasil","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/5G","verified":false}]},{"year":2023,"event":"Maritaca AI lança o Sabiá, o primeiro LLM em português brasileiro; o Senado apresenta o PL 2338/2023, oriundo da comissão de juristas.","sector":"ai","sources":[{"title":"Maritaca AI","url":"https://www.maritaca.ai/","verified":false},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (JBCS)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","verified":true},{"title":"PL 2338/2023 (marco regulatório da IA) - Senado Federal","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233","verified":false}]},{"year":2023,"event":"Nova Indústria Brasil é elaborada; a Amazônia 4.0, de Carlos Nobre, pilota laboratórios criativos de bioeconomia; a Lei 14.874 (2024) reforma as regras de pesquisa clínica.","sector":"biotech","sources":[{"title":"Projeto Amazônia 4.0 (IEA-USP)","url":"https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/projeto-amazonia-4.0","verified":true},{"title":"Lei 14.874/2024 (pesquisa com seres humanos) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14874.htm","verified":false},{"title":"Missão de saúde da Nova Indústria Brasil não deve atingir meta de 2026 (Futuro da Saúde)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47454","verified":true}]},{"year":2023,"event":"Piloto do Drex começa em Hyperledger Besu; Epic Games adquire a Aquiris; segunda recuperação judicial da Oi; Web Summit Rio estreia; financiamento de VC chega ao fundo do poço, perto de US$1,9 bilhão.","sector":"fintech","sources":[{"title":"Wikipedia (pt) - Drex","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Drex","verified":true},{"title":"Aquiris Game Studio - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Aquiris_Game_Studio","verified":false},{"title":"Oi (empresa) - Wikipédia","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Oi_(empresa)","verified":false}]},{"year":2023,"event":"Sigma Lithium embarca o primeiro concentrado de 'lítio verde' de Grota do Cirilo; a Embrapii seleciona o Senai Cimatec para o centro quântico QuIIN.","sector":"minerals","sources":[{"title":"Sigma Lithium CEO outlines expansion plans (S&P Global, Feb 2025)","url":"https://www.spglobal.com/energy/en/news-research/latest-news/metals/021825-interview-sigma-lithium-ceo-outlines-expansion-plans-for-brazil-grota-do-cirilo-plant","verified":true},{"title":"Embrapii escolhe Senai Cimatec para centro de tecnologia quântica (Mercado & Consumo, Oct 2023)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2023/inovacao/embrapii-escolhe-senai-cimatec-em-salvador-para-investir-em-centro-de-tecnologia-quantica/","verified":true}]},{"year":2023,"event":"Iniciativa Lithium Valley Brazil lançada na Nasdaq pelo governo de Minas Gerais.","sector":"minerals","sources":[{"title":"Governo de Minas lança projeto Vale do Lítio na Nasdaq - Startups.com.br","url":"https://startups.com.br/negocios/governo-de-minas-lanca-projeto-vale-do-litio-na-nasdaq/","verified":false},{"title":"Brasil se lança no mapa global do lítio - eixos","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/brasil-se-lanca-no-mapa-global-do-litio","verified":false},{"title":"Sigma Lithium CEO outlines expansion plans (S&P Global, Feb 2025)","url":"https://www.spglobal.com/energy/en/news-research/latest-news/metals/021825-interview-sigma-lithium-ceo-outlines-expansion-plans-for-brazil-grota-do-cirilo-plant","verified":true}]},{"year":2023,"event":"Governo Lula revoga o congelamento do FNDCT, suspende a liquidação da Ceitec, lança o BNDES Mais Inovação (set.) e as metas de capacitação do Brasil Mais Digital.","sector":"policy","sources":[{"title":"Convergência Digital: Liquidação do Ceitec suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti","verified":true},{"title":"Apoio do BNDES à inovação alcança R$ 5,3 bi em 2023 (BNDES Mais Inovação) - Agência Gov","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202402/apoio-do-bndes-a-inovacao-alcanca-r-5-3-bilhoes-em-operacoes-aprovadas-em-2023","verified":false},{"title":"Convergência Digital: BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","verified":true}]},{"year":2023,"event":"Embraer anuncia a primeira linha de produção da Eve em Taubaté (SP); Petrobras e Senai Joinville anunciam o centro de tecnologia em robótica CTRob; Jacto inaugura fábrica de ~100.000 m² em Pompeia.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Carros voadores terão primeira fábrica no país em Taubaté (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/carros-voadores-terao-primeira-fabrica-no-pais-no-interior-de-sp-decide-eve/","verified":true},{"title":"Instituto Senai de Inovação de Joinville vai sediar centro de tecnologia robótica com a Petrobras","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=6942904","verified":true},{"title":"Jacto lança versão comercial de máquina autônoma (AgFeed, Feb 2026)","url":"https://agfeed.com.br/grande-slam-do-agro/jacto-se-conecta-ao-espaco-lanca-versao-comercial-de-maquina-autonoma-e-inicia-plano-para-dobrar-receita","verified":true}]},{"year":2023,"event":"Decreto 11.478 (abril) reverte a liquidação da CEITEC; as operações são retomadas em 14 de novembro de 2023 sob a ministra Luciana Santos. O RS lança o Programa Semicondutores RS (Decreto 57.209).","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Decreto 11.478/2023 (revoga a dissolução da CEITEC) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/d11478.htm","verified":true},{"title":"CUT-RS - Apos processo de liquidacao, Ceitec retoma operacoes (Nov 2023)","url":"https://www.cut.org.br/noticias/apos-processo-de-liquidacao-ceitec-retoma-operacoes-em-porto-alegre-234b/","verified":true},{"title":"Governo RS - Forum Permanente do Programa Semicondutores RS (Apr 2025)","url":"https://www.estado.rs.gov.br/com-a-presenca-do-governador-eduardo-leite-forum-permanente-do-programa-semicondutores-rs-se-reune-pela-primeira-vez","verified":true}]},{"year":2023,"event":"Marco Antonio Chamon nomeado presidente da AEB; linha de montagem final do Gripen é inaugurada em Gavião Peixoto; construção da classe Tamandaré avança em Itajaí","sector":"space","sources":[{"title":"Marco Antonio Chamon é nomeado presidente da AEB (Folha Vitória, 2023)","url":"https://www.folhavitoria.com.br/geral/marco-antonio-chamon-e-nomeado-presidente-da-agencia-espacial-brasileira/","verified":true},{"title":"Brasil produz 1º caça supersônico e insere Embraer em cadeia global de defesa (Movimento Econômico, Mar 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/seguranca/2026/03/25/brasil-produz-1o-caca-supersonico-e-insere-embraer-em-cadeia-global-de-defesa/","verified":true},{"title":"Fragatas Classe Tamandaré: governança com a SPE Águas Azuis (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/fragatas-classe-tamandare-marinha-e-emgepron-realizam-2a-reuniao-de-governanca-estrategica-com-a-sociedade-de-proposito-especifico-aguas-azuis","verified":true}]},{"year":2023,"event":"Novo governo reajusta as bolsas da CAPES/CNPq em 25-40% após uma década de congelamento; o orçamento do FNDCT chega a ~R$10 bilhões.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lula anuncia novos valores das bolsas CAPES/CNPq (2023)","url":"https://www.bahianoticias.com.br/noticia/277531-lula-anuncia-novos-valores-das-bolsas-capes-cnpq-e-bolsa-permanencia","verified":true},{"title":"IPEA: Evolução dos dispêndios em P&D","url":"https://ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/499-evolucao-dos-dispendios-em-pesquisa-e-desenvolvimento","verified":true}]},{"year":2024,"event":"Nova Indústria Brasil lançada (jan.) com a saúde como Missão 2; Lei dos Bioinsumos (15.070) sancionada em 24 de dez.; epidemia recorde de dengue (mais de 6 milhões de casos) impulsiona a corrida pela vacina.","sector":"agtech","sources":[{"title":"InfoMoney: Nova política industrial terá R$ 300 bilhões","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2354657","verified":true},{"title":"Lei 15.070/2024 (Lei dos Bioinsumos) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l15070.htm","verified":true},{"title":"Lula sanciona lei sobre uso de bioinsumos na agropecuária (Lei 15.070/2024)","url":"https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2024/12/24/lula-sanciona-lei-sobre-uso-de-bioinsumos-na-agropecuaria.html","verified":true}]},{"year":2024,"event":"PBIA lançado (julho) com R$23 bilhões; WideLabs lança o Amazônia IA; ANPD suspende o treinamento de IA da Meta com dados brasileiros; Microsoft promete R$14,7 bilhões; Senado aprova o PL 2338 (10 de dez.); Nubank compra a Hyperplane.","sector":"ai","sources":[{"title":"DPL News: Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","verified":true},{"title":"WideLabs Série A LLM América Latina (Lets Money)","url":"https://www.letsmoney.com.br/noticias/widelabs-serie-a-llm-america-latina/","verified":true},{"title":"Meta é proibida de usar dados de brasileiros para treinar IA (ANPD) - Poder360","url":"https://www.poder360.com.br/poder-tech/meta-e-proibida-de-usar-dados-de-brasileiros-para-treinar-ia/","verified":false}]},{"year":2024,"event":"Marco Legal dos Games (Lei 14.852) sancionado; gamescom latam substitui o BIG Festival; Scala anuncia a AI City de 4,75 GW no RS; Microsoft promete R$14,7 bilhões; impasse Starlink-STF; Nova Indústria Brasil lançada.","sector":"creative","sources":[{"title":"Lei 14.852/2024 (Marco Legal dos Games) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14852.htm","verified":false},{"title":"Scala Data Centers - AI City","url":"https://scaladatacenters.com","verified":true},{"title":"Abragames - Pesquisa da Industria Brasileira de Games","url":"https://www.abragames.org/pesquisa-da-industria-brasileira-de-games.html","verified":true}]},{"year":2024,"event":"Primeira fragata da classe Tamandaré lançada (agosto); licença de Angra 1 estendida até 2044; CNPE adia pela primeira vez a decisão sobre Angra 3 (dezembro)","sector":"defense","sources":[{"title":"Fragatas Classe Tamandaré: governança com a SPE Águas Azuis (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/fragatas-classe-tamandare-marinha-e-emgepron-realizam-2a-reuniao-de-governanca-estrategica-com-a-sociedade-de-proposito-especifico-aguas-azuis","verified":true},{"title":"Angra 1 obtém licença para operar por mais 20 anos - Agência Brasil","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-11/angra-1-obtem-licenca-para-operar-por-mais-20-anos","verified":false},{"title":"Decisão sobre conclusão das obras de Angra 3 é adiada mais uma vez (Folha PE, Feb 2025)","url":"https://www.folhape.com.br/economia/decisao-sobre-conclusao-das-obras-de-angra-3-e-adiada-mais-uma-vez/392515/","verified":true}]},{"year":2024,"event":"Lei 14.948 (hidrogênio de baixo carbono), Lei 14.993 (Combustível do Futuro) e Lei 15.042 (mercado de carbono SBCE) promulgadas; o MCTI cria o grupo de trabalho da IBQuântica (Portaria 8.194).","sector":"energy","sources":[{"title":"Lei 14.948/2024 (hidrogênio de baixa emissão de carbono) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14948.htm","verified":false},{"title":"Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14993.htm","verified":false},{"title":"Lei 15.042/2024 (SBCE - mercado de carbono) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l15042.htm","verified":false}]},{"year":2024,"event":"Petrobras inaugura o supercomputador Pegasus (21 petaflops), o mais potente da América Latina.","sector":"energy","sources":[{"title":"Petrobras recebe Pégaso, maior supercomputador da América Latina - DPL News","url":"https://dplnews.com/?p=176289","verified":false},{"title":"Atos entrega o novo supercomputador da Petrobras - DCD","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/atos-entrega-o-novo-supercomputador-da-petrobras/","verified":false}]},{"year":2024,"event":"Serra Verde inicia a produção comercial de terras raras em Minaçu (GO), a primeira nova mina de terras raras fora da Ásia em décadas.","sector":"minerals","sources":[{"title":"Mineração Serra Verde inicia produção comercial de terras raras (Minera Brasil)","url":"https://minerabrasil.com.br/mineracao-serra-verde-inicia-producao-comercial-de-terras-raras-no-brasil","verified":true},{"title":"Terras raras: capa Pesquisa FAPESP 356 (Oct 2025)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2025/10/019-021_capa-terras-raras_356-parte-2.pdf","verified":true}]},{"year":2024,"event":"Nova Indústria Brasil lançada (22 de jan.); lei do Mover (jun.); plano de IA PBIA (jul., R$23 bilhões); Lei 14.968 Brasil Semicon (set.); Senado aprova o projeto de lei de IA PL 2338 (10 de dez.); Brasil adere à Rede da Aliança de IA do BRICS.","sector":"policy","sources":[{"title":"InfoMoney: Nova política industrial terá R$ 300 bilhões","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2354657","verified":true},{"title":"Lei 14.902/2024 (Programa Mover) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14902.htm","verified":false},{"title":"Lei 14.968/2024 (Brasil Semicon) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm","verified":false}]},{"year":2024,"event":"Solinftec capta US$57 milhões em Série D; Nauru 1000C estreia na Operação Perseu do Exército; UDESC compra o primeiro humanoide Unitree do Brasil; política industrial Nova Indústria Brasil é lançada.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Solinftec atinge maioridade com R$ 1,3 bilhão captados (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/solinftec-atinge-maioridade-com-r-13-bilhao-captados-e-de-olho-em-recursos-externos","verified":true},{"title":"Drone Nauru 1000C participa de primeira missão oficial no Exército (Dec 2024)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/exercito/drone-nauru-1000c-participa-de-primeira-missao-oficial-no-exercito-brasileiro","verified":true},{"title":"Udesc compra primeiro robô humanoide do Brasil (Baguete, Dec 2024)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/udesc-compra-primeiro-robo-humano-do-brasil","verified":true}]},{"year":2024,"event":"Nova Indústria Brasil lançada (jan.); chamada de R$100 milhões da Finep para semicondutores; MCTI adere à RISC-V International como membro Premier; Lei 14.968 'Brasil Semicon' sancionada em 11 de set.; R$220 milhões para a linha de SiC da CEITEC anunciados em 5 de dez.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"DPL News - MCTI lanca edital de R$ 100 milhoes para semicondutores (Feb 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=222808","verified":true},{"title":"RISC-V International - RISC-V Brazil 2024 recap","url":"https://riscv.org/?p=88504","verified":true},{"title":"Camara - Sancionada lei que amplia incentivos para industria de semicondutores (Lei 14.968/2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/","verified":true}]},{"year":2024,"event":"Chamada INCT recorde de R$1,45 bilhão aprova 121 institutos; Mais Ciência na Escola alcança ~1.000 escolas; a produção brasileira de artigos volta a crescer (+4,5%).","sector":"universities","sources":[{"title":"CNPq - Chamada INCT: resultado preliminar indica aprovação de 121 institutos","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos","verified":true},{"title":"Mais Ciência na Escola vai dobrar número de unidades em 2025 (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=264577","verified":true},{"title":"Produção científica brasileira volta a crescer em 2024 (CNN Brasil / Elsevier-Bori)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/producao-cientifica-brasileira-volta-a-crescer-em-2024/","verified":true}]},{"year":2025,"event":"Santos Dumont entra no top 100 do TOP500; Sorenson adquire a Hand Talk; parceria Nubank–OpenAI; iFood lança o LCM/Ailo; medida provisória do REDATA (set.); MCTI lança a Fábrica de IA Distribuída (dez.).","sector":"ai","sources":[{"title":"Supercomputador do PBIA está no top 100 global (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=260907","verified":true},{"title":"Sorenson compra startup alagoana Hand Talk (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/ma/sorenson-compra-startup-alagoana-hand-talk/","verified":true},{"title":"iFood lança modelo de IA proprietário e assistente (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/ifood-lanca-modelo-de-ia-proprietario-e-assistente-para-pedidos-via-whatsapp/","verified":true}]},{"year":2025,"event":"DNA do Brasil publicado na Science (maio); Mariangela Hungria vence o World Food Prize; Radar Agtech contabiliza 1.972 agtechs; ANVISA aprova a vacina de dose única contra a dengue Butantan-DV (26 de nov.).","sector":"biotech","sources":[{"title":"DNA brasileiro revela maior diversidade genética do mundo (Olhar Digital, Science 2025)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/05/15/ciencia-e-espaco/dna-brasileiro-revela-maior-diversidade-genetica-do-mundo-e-pode-transformar-saude-publica/","verified":true},{"title":"2025 World Food Prize Laureate - Mariangela Hungria (brochure)","url":"https://www.worldfoodprize.org/documents/filelibrary/2025_Laureate_Brochure__FINAL_7E7F48F8F1D39.pdf","verified":false},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","verified":true}]},{"year":2025,"event":"Lei das eólicas offshore (15.097) sancionada em janeiro com vetos parciais; BYD inaugura a fábrica de Camaçari (out.); COP30 realizada em Belém (nov.), lançando o TFFF.","sector":"energy","sources":[{"title":"Lei 15.097/2025 (eólicas offshore) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15097.htm","verified":false},{"title":"BYD celebra 100 mil carros produzidos em Camaçari (Monitor Mercantil, Jul 2026)","url":"https://monitormercantil.com.br/byd-celebra-100-mil-carros-produzidos-em-camacari-ba/","verified":true},{"title":"2025 United Nations Climate Change Conference (COP30, Belém) - Wikipedia","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/2025_United_Nations_Climate_Change_Conference","verified":false}]},{"year":2025,"event":"Pix Automático e Pix por Aproximação são lançados; Pix atinge 80 bilhões de transações; Drex abandona o ledger DLT; regime tributário Redata para data centers (MP 1.318); data center TikTok/Casa dos Ventos no Ceará anunciado; BCB regulamenta as VASPs de cripto; Cloudwalk e Nubank registram lucros recordes.","sector":"fintech","sources":[{"title":"Metropoles - Pix bate recorde em 2025 e movimenta R$35,4 trilhoes","url":"https://metropoles.com/brasil/pix-bate-recorde-em-2025-e-movimenta-r-354-trilhoes","verified":true},{"title":"Wikipedia (pt) - Drex","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Drex","verified":true},{"title":"Lula sanciona REDATA (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/lula-sanciona-redata-e-cria-regime-fiscal-para-data-centers-no-brasil/","verified":true}]},{"year":2025,"event":"CAE do Senado aprova o PL 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos (dez.); BNDES/Finep selecionam 56 projetos de minerais críticos.","sector":"minerals","sources":[{"title":"PL 4443/2025 - Senado Federal","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/170309","verified":true},{"title":"Senado avança na política de minerais críticos (Cenário Energia, Dec 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/09/senado-avanca-na-criacao-da-politica-de-minerais-criticos-com-inclusao-de-cobre-e-minerais-nucleares-na-lista-estrategica/","verified":true}]},{"year":2025,"event":"Redata anunciado (abr.) e editado como MP 1318 (set.); Frederico Siqueira torna-se ministro das Comunicações (maio); Pansera deixa a Finep (jun.); Brasil sedia a cúpula do BRICS e a COP30; EUA impõem tarifas de 50% e abrem uma investigação da Seção 301 que atinge o Pix (jul.-ago.); pacote de crédito Brasil Soberano.","sector":"policy","sources":[{"title":"Eixos: O que é o Redata","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/o-que-e-o-redata-o-regime-fiscal-para-data-centers/","verified":true},{"title":"Mobile Time: Frederico Siqueira toma posse no MCom","url":"https://www.mobiletime.com.br/noticias/07/05/2025/mcom-frederico-posse/","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Celso Pansera deixa presidência da Finep","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/celso-pansera-deixa-presidencia-da-finep-elias-ramos-assume-de-forma-interina/","verified":true}]},{"year":2025,"event":"Paraíba e MCTI assinam cooperação para o CIQUANTA-PB (nov.).","sector":"quantum","sources":[{"title":"Paraíba terá os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil (Convergência Digital, Jun 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-tera-os-dois-primeiros-computadores-quanticos-operacionais-do-brasil-com-capacidades-de-20-e-100-qubits/","verified":true},{"title":"Paraíba quântica: parceria com China inicia nova era computacional (Movimento Econômico, Jun 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/06/26/paraiba-quantica-parceria-com-china-inicia-nova-era-computacional-no-brasil/","verified":true}]},{"year":2025,"event":"RoboCup realizada em Salvador com 40 países; WEG lança robô móvel autônomo guiado por IA; Pollux recupera a independência da Accenture; Oceaneering vence contratos de ROVs de US$180 milhões com a Petrobras; BNDES/Finep lançam linha de crédito de R$12 bilhões para a Indústria 4.0; primeira telecirurgia robótica não experimental da América Latina; protótipo de eVTOL da Eve faz o primeiro voo (19 de dez.); Vale anuncia expansão para ~90 caminhões autônomos em Carajás até 2028.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Copa do Mundo de Robótica reúne em Salvador participantes de 40 países (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/tecnologia-e-inovacao/copa-do-mundo-de-robotica-reune-em-salvador-participantes-de-40-paises/","verified":true},{"title":"Gigantes catarinenses criam primeiro robô com IA 100% brasileiro (WEG/Senior, NSC)","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=7488961","verified":true},{"title":"Pollux volta a ser independente (Baguete, Sep 2025)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/pollux-volta-a-ser-independente","verified":true}]},{"year":2025,"event":"EnSilica abre centro de projeto em Campinas; Chipus anuncia centro de projeto de R$250 milhões em Porto Alegre; CEITEC assina memorando com a Sanan na China; RISC-V Brasil 2025 realizado no Eldorado; HT Micron obtém R$84,9 milhões do BNDES Mais Inovação.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"EnSilica - How EnSilica Supports Brazil's Growing Semiconductor Ecosystem (Jan 2026)","url":"https://www.ensilica.com/news-and-insight/how-ensilica-supports-brazils-growing-semiconductor-ecosystem/","verified":true},{"title":"Jornal do Comercio - Ceitec quer acelerar entrada nas Americas com parceria chinesa (Jun 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2025/06/1207340-ceitec-quer-acelerar-entrada-nas-americas-com-parceria-chinesa.html","verified":true},{"title":"Sympla - RISC-V Brasil 2025 hosted by Eldorado and Unicamp","url":"https://www.sympla.com.br/evento/risc-v-brasil-2025-hosted-by-eldorado-research-institute-and-co-hosted-by-unicamp/2929890","verified":true}]},{"year":2025,"event":"Começa a construção do RMB em Iperó (24 de fev.); HANBIT-Nano da Innospace falha no primeiro lançamento comercial a partir de Alcântara (dez.); primeiro voo do protótipo de eVTOL da Eve; Embraer registra recorde de 244 entregas","sector":"space","sources":[{"title":"Governo federal inicia obras do Reator Multipropósito Brasileiro (Feb 2025)","url":"https://www.tribunadosertao.com.br/brasil/2025/02/24/721072-governo-federal-inicia-obras-do-reator-multiproposito-brasileiro-voltado-para-tecnologia-nuclear","verified":true},{"title":"Foguete sul-coreano explode após decolar na base de Alcântara (Dec 2025)","url":"https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/foguete-sul-coreano-explode-apos-decolar-na-base-de-alcantara/611394/","verified":true},{"title":"Innospace HANBIT-NANO (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Innospace_HANBIT-NANO","verified":true}]},{"year":2025,"event":"Lei libera ~R$22 bilhões de superávit do FNDCT; orçamento do FNDCT de ~R$14,7 bilhões; fase 2 do Sirius (10 linhas de luz, R$800 milhões) e laboratório Orion, de nível de biossegurança 4, avançam; Profix Brasil oferece ~1.000 bolsas de quatro anos por meio das FAPs estaduais.","sector":"universities","sources":[{"title":"Lula sanciona liberação de R$ 22 bi do FNDCT (Jornal do Brasil, Aug 2025)","url":"https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/2025/08/1056435-lula-sanciona-liberacao-de-rs-22-bi-de-fundo-para-ciencia-e-tecnologia.html","verified":true},{"title":"CNPEM - Federal resources for Sirius phase 2","url":"https://cnpem.br/en/?p=32832","verified":true}]},{"year":2026,"event":"Microsoft inaugura data centers de IA em SP (fev.); centro de engenharia do Google na USP (maio); Sabiá-4 Thinking (junho); Lula anuncia o supercomputador de R$1 bilhão da UFRN e o projeto de LLM nacional com Huawei/iFlytek (ago.); REDATA sancionado como lei (set.); parceria Stefanini–NVIDIA.","sector":"ai","sources":[{"title":"Microsoft divulga abertura de dois data centers de IA no Brasil (DCD)","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/microsoft-divulga-a-abertura-de-dois-data-centers-de-ia-no-brasil/","verified":true},{"title":"Google inaugura centro de engenharia na USP (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2026/05/google-inaugura-centro-de-engenharia-na-usp-com-foco-em-ia-e-startups/","verified":true},{"title":"IA brasileira lança modelo poderoso – Sabiá 4 Thinking (Canaltech)","url":"https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/ia-brasileira-lanca-modelo-poderoso-para-bater-de-frente-com-chatgpt-e-gemini/","verified":true}]},{"year":2026,"event":"FuturaGene/Suzano obtém a primeira liberação do mundo para eucalipto editado geneticamente (fev.); vacina de mRNA contra a COVID da Fiocruz liberada para a Fase I (set.); Hemobrás assina acordos com a Roche e a Beijing Tiantan (out.); implantação em massa da Butantan-DV.","sector":"biotech","sources":[{"title":"FuturaGene obtém aprovação regulatória inédita para eucalipto geneticamente editado (Feb 2026)","url":"https://comprerural.com/futuragene-obtem-aprovacao-regulatoria-inedita-no-mundo-para-eucalipto-geneticamente-editado/","verified":true},{"title":"First mRNA vaccine developed by Bio-Manguinhos/Fiocruz advances to clinical trials (PAHO, Sep 2026)","url":"https://www.paho.org/en/news/14-9-2026-first-mrna-vaccine-developed-bio-manguinhosfiocruz-support-paho-and-who-advances","verified":true}]},{"year":2026,"event":"Primeiro Gripen montado no Brasil apresentado (25 de mar.); greve da Avibras termina e a família Batista assume o controle (ago.); TCU abre processo sobre Angra 3 (ago.); lançamento do Almirante Karam (S43) previsto","sector":"defense","sources":[{"title":"Brasil produz 1º caça supersônico e insere Embraer em cadeia global de defesa (Movimento Econômico, Mar 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/seguranca/2026/03/25/brasil-produz-1o-caca-supersonico-e-insere-embraer-em-cadeia-global-de-defesa/","verified":true},{"title":"Avibras: de 1.280 dias de greve à retomada com os irmãos Batista (Sociedade Militar, Oct 2026)","url":"https://www.sociedademilitar.com.br/2026/10/de-1-280-dias-de-greve-e-risco-de-falencia-a-retomada-com-os-irmaos-batista-avibras-mira-india-malasia-1-000-funcionarios-e-r-500-milhoes-ate-2028-afch.html","verified":true},{"title":"TCU vai apurar situação das obras de Angra 3 (Poder360, Aug 2026)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-energia/tcu-vai-apurar-situacao-das-obras-de-angra-3/","verified":true}]},{"year":2026,"event":"Decreto 13.096 finalmente regulamenta a lei do hidrogênio (ago.); BYD Camaçari ultrapassa 100.000 veículos (julho).","sector":"energy","sources":[{"title":"Decreto 13.096/2026 (regulamenta a Lei 14.948/2024 - hidrogênio) - Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/decreto/d13096.htm","verified":true},{"title":"BYD celebra 100 mil carros produzidos em Camaçari (Monitor Mercantil, Jul 2026)","url":"https://monitormercantil.com.br/byd-celebra-100-mil-carros-produzidos-em-camacari-ba/","verified":true},{"title":"Cinco anos após criação do hub de hidrogênio verde no Ceará (O Povo, Sep 2026)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/economia/2026/09/07/cinco-anos-apos-criacao-do-hub-de-hidrogenio-verde-no-ceara-primeira-nota-fiscal-e-emitida-no-sudeste.html","verified":true}]},{"year":2026,"event":"Nubank recebe aprovação condicional para licença bancária nos EUA (janeiro); participantes do Pix devem cumprir piso de capital de R$5 milhões; regime de autorização das VASPs de cripto entra em vigor (fevereiro); MED do Pix ampliado para rastrear fraudes em múltiplas contas.","sector":"fintech","sources":[{"title":"Nubank recebe aprovação condicional para criar banco nos EUA - Poder360","url":"https://www.poder360.com.br/poder-economia/nubank-recebe-aprovacao-condicional-para-criar-banco-nos-eua/","verified":false},{"title":"Banco Central do Brasil - Relatorio de Gestao do Pix 2026","url":"https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2026.pdf","verified":true},{"title":"Wikipedia - Nubank","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","verified":true}]},{"year":2026,"event":"USA Rare Earth acerta a aquisição da Serra Verde (abril); CI do Senado adia a votação sobre minerais críticos (julho).","sector":"minerals","sources":[{"title":"Presidente da Serra Verde detalha venda à USA Rare Earth (Jornal Opção, Apr 2026)","url":"https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/em-entrevista-exclusiva-presidente-da-serra-verde-detalha-venda-e-futuro-da-producao-de-terras-raras-fora-da-china-818449/","verified":true},{"title":"Comissão do Senado adia votação da política de minerais críticos (Jul 2026)","url":"https://tribunadosertao.com.br/geral/2026/07/14/939618-comissao-do-senado-adia-votacao-de-politica-nacional-para-minerais-criticos-e-estrategicos","verified":true}]},{"year":2026,"event":"MP 1318 caduca (fev.); capital da Finep reforçado por decreto (mar.); Alckmin deixa o MDIC, substituído por Marcio Elias Rosa (abr.); NIB ganha R$140 bilhões (jun.); Telebras publica RFI do SGDC-2 (jul.); licitação do supercomputador do RN (20 de ago.); votação do projeto de lei de IA adiada para depois das eleições (24 de ago.); Redata sancionado como Lei 15.504 (15 de set.).","sector":"policy","sources":[{"title":"Grownt: PL da IA avança na Câmara, mas Redata e impasse com o Senado travam o calendário","url":"https://grownt.tech/pl-da-ia-avanca-na-camara-mas-redata-e-impasse-com-o-senado-travam-o-calendario/","verified":true},{"title":"Convergência Digital: Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","verified":true},{"title":"Agência Gov: Márcio Elias Rosa é o novo ministro do MDIC","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202604/marcio-elias-rosa-e-o-novo-ministro-do-desenvolvimento-industria-comercio-e-servicos","verified":true}]},{"year":2026,"event":"CIQUANTA-PB lançado em João Pessoa (junho) com computadores de 20 e 100 qubits fabricados na China; começa a Residência em Tecnologias Quânticas.","sector":"quantum","sources":[{"title":"Paraíba terá os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil (Convergência Digital, Jun 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-tera-os-dois-primeiros-computadores-quanticos-operacionais-do-brasil-com-capacidades-de-20-e-100-qubits/","verified":true},{"title":"Paraíba quântica: parceria com China inicia nova era computacional (Movimento Econômico, Jun 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/06/26/paraiba-quantica-parceria-com-china-inicia-nova-era-computacional-no-brasil/","verified":true}]},{"year":2026,"event":"Speedbird obtém aprovação urbana BVLOS sob marco nacional (março); Jacto começa a vender o pulverizador autônomo Arbus 4000 JAV na Agrishow; norma de drones RBAC 100 entra em vigor em julho e os registros chegam a 177.000; RoboCIn é vice-campeão mundial na RoboCup de Incheon; IME do Exército desfila um Unitree G1 em 7 de setembro; CBA 2026 marca os 50 anos do congresso da SBA.","sector":"robotics","sources":[{"title":"Speedbird gains Brazil approval for urban BVLOS flights (AIN, Mar 2026)","url":"https://backend.ainonline.com/aviation-news/futureflight/2026-03-19/speedbird-gains-brazil-approval-urban-bvlos-flights","verified":true},{"title":"Jacto lança versão comercial de máquina autônoma (AgFeed, Feb 2026)","url":"https://agfeed.com.br/grande-slam-do-agro/jacto-se-conecta-ao-espaco-lanca-versao-comercial-de-maquina-autonoma-e-inicia-plano-para-dobrar-receita","verified":true},{"title":"ANAC registra 177 mil drones; Senado cobra incentivo (Sep 2026)","url":"https://pickdrones.com/pt/anac-177-mil-drones-brasil-2026/","verified":true}]},{"year":2026,"event":"PocketFab da USP inaugurada (jan.); parceria CEITEC-Global Power Technology (maio); Missão Semicondutores Sudeste Asiático e plano de OSAT Tellescom-Malásia para o RS; Decreto 13.065 regulamenta o Brasil Semicon (15 de jul.); novos equipamentos da CEITEC chegam (jul.); parceria de memórias BIWIN-TERA em Manaus (ago.); Chip in Sampa marca o 40º aniversário do SBMicro.","sector":"semiconductors","sources":[{"title":"Hardware.com.br - PocketFab USP (Apr 2026)","url":"https://www.hardware.com.br/noticias/pocketfab-usp-fabrica-semicondutores-brasil/amp/","verified":true},{"title":"IT Forum - MCTI intermedia parceria entre Ceitec e Global Power Technology (May 2026)","url":"https://itforum.com.br/?p=9623593","verified":true},{"title":"Click Petroleo e Gas - Tellescom fecha parceria com grupos da Malasia (Jun 2026)","url":"https://clickpetroleoegas.com.br/empresa-brasileira-avanca-em-semicondutores-e-fecha-parceria-estrategica-com-grupos-da-malasia-trazendo-ao-rio-grande-do-sul-uma-fabrica-de-encapsulamento-de-semicondutores-fortalecen-hl1402/","verified":true}]},{"year":2026,"event":"Aluísio Segurado toma posse como reitor da USP (janeiro); Olival Freire Jr. lidera o CNPq; a recuperação do financiamento enfrenta o teste fiscal do ano eleitoral.","sector":"universities","sources":[{"title":"Jornal da USP - Novos reitor e vice-reitora da USP tomam posse","url":"https://jornal.usp.br/?p=969896","verified":true},{"title":"MCTI nomeia Olival Freire Junior presidente do CNPq","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/05/mcti-nomeia-olival-freire-junior-como-novo-presidente-do-cnpq-e-sinaliza-continuidade-estrategica-no-fomento-a-ciencia/","verified":true},{"title":"Pesquisa FAPESP - Fuga de cérebros (Ipea study, 2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/05/026-028_fuga-de-cerebros_364.pdf","verified":true}]}],"sources":[{"title":"Butantan's dengue vaccine, the world's first single-dose, approved by Anvisa (CIR / Butantan)","url":"https://centerforimmunizationresearch.org/butantan-institutes-dengue-vaccine-the-worlds-first-single-dose-vaccine-has-been-approved-by-anvisa","sector":"agtech_biotech"},{"title":"First mRNA vaccine developed by Bio-Manguinhos/Fiocruz advances to clinical trials (PAHO, Sep 2026)","url":"https://www.paho.org/en/news/14-9-2026-first-mrna-vaccine-developed-bio-manguinhosfiocruz-support-paho-and-who-advances","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Mario Moreira takes office for second term as President of Fiocruz","url":"https://fiocruz.br/node/291184","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Lula sanciona lei sobre uso de bioinsumos na agropecuária (Lei 15.070/2024)","url":"https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2024/12/24/lula-sanciona-lei-sobre-uso-de-bioinsumos-na-agropecuaria.html","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e crescem 15% em 2025 (Revista Cultivar)","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/bioinsumos-movimentam-rdollar-6-2-bilhoes-e-crescem-15-em-2025","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Mercado de bioinsumos movimenta R$ 7 bi e projeta R$ 10 bi até 2030","url":"https://movimentoeconomico.com.br/agronegocio/2026/08/19/mercado-de-bioinsumos-movimenta-r-7-bi-no-brasil-e-projeta-r-10-bi-ate-2030/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Agro brasileiro domina produção de bioinsumos (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/agro/agro-brasileiro-domina-producao-de-bioinsumos-e-agora-quer-avancar-pelo-exterior/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Radar Agtech Brasil: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados (Canal Rural)","url":"https://www.canalrural.com.br/agricultura/agro-brasileiro-acelera-inovacao-quase-2-mil-agtechs-e-451-hubs-mapeados/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Solinftec atinge maioridade com R$ 1,3 bilhão captados (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/solinftec-atinge-maioridade-com-r-13-bilhao-captados-e-de-olho-em-recursos-externos","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Tributos, parcerias, Fiagros: propostas para a independência financeira da Embrapa (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/economia/exclusivo-tributos-parcerias-fiagros-as-propostas-em-estudo-para-a-independencia-financeira-da-embrapa/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Presidente da Embrapa redesenha as finanças do órgão (Forbes Agro, Jan 2026)","url":"https://forbes.com.br/forbesagro/2026/01/presidente-da-embrapa-redesenha-as-financas-do-orgao-para-manter-a-soberania-do-agro/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"FuturaGene obtém aprovação regulatória inédita para eucalipto geneticamente editado (Feb 2026)","url":"https://comprerural.com/futuragene-obtem-aprovacao-regulatoria-inedita-no-mundo-para-eucalipto-geneticamente-editado/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"CTC encerra safra 2025/26 com lucro de R$ 216,5 milhões","url":"https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/sucroenergetico/421717-ctc-encerra-safra-2025-26-com-lucro-de-r-216-5-milhoes-e-avanco-no-mercado-de-plantio.amp.html","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Na Raízen, plantas de E2G ainda vão custar R$ 1,6 bilhão (The AgriBiz)","url":"https://www.theagribiz.com/empresas/na-raizen-plantas-de-e2g-ainda-vao-custar-r-16-bilhao","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Terapia celular da USP para o SUS (Jornal da USP, CAR-T)","url":"https://jornal.usp.br/?p=882392","sector":"agtech_biotech"},{"title":"DNA brasileiro revela maior diversidade genética do mundo (Olhar Digital, Science 2025)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/05/15/ciencia-e-espaco/dna-brasileiro-revela-maior-diversidade-genetica-do-mundo-e-pode-transformar-saude-publica/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Hemobrás fecha acordos para reduzir dependência externa de medicamentos (Oct 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/economia/industria-empresas/2026/10/03/hemobras-fecha-acordos-para-reduzir-dependencia-externa-de-medicamentos/","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Novo investimento da Fiocruz no Polo de Saúde do Eusébio soma R$ 1 bilhão (O Povo)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/farol/2025/02/13/novo-investimento-da-fiocruz-no-polo-de-saude-do-eusebio-soma-rs-1-bilhao.html","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Missão de saúde da Nova Indústria Brasil não deve atingir meta de 2026 (Futuro da Saúde)","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47454","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Projeto Amazônia 4.0 (IEA-USP)","url":"https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/projeto-amazonia-4.0","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Embrapa","url":"https://www.embrapa.br","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Instituto Butantan","url":"https://butantan.gov.br","sector":"agtech_biotech"},{"title":"CNPEM","url":"https://cnpem.br","sector":"agtech_biotech"},{"title":"Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (DPL News)","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","sector":"ai"},{"title":"Supercomputador do PBIA está no top 100 global (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=260907","sector":"ai"},{"title":"Supercomputador de R$1 bi no RN segue plano de soberania digital (Movimento Econômico)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/","sector":"ai"},{"title":"Lula anuncia parceria com empresas da China para desenvolver IA (Gazeta do Povo)","url":"https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lula-anuncia-parceria-com-empresas-da-china-para-desenvolver-ia-no-brasil/","sector":"ai"},{"title":"PL de IA fica para fevereiro de 2026 (Teletime)","url":"https://teletime.com.br/16/12/2025/pl-de-inteligencia-artificial-fica-para-fevereiro-de-2026/","sector":"ai"},{"title":"PL 2338 marco legal IA Brasil 2026 (IA Locus)","url":"https://ialocus.com.br/blog/post-pl-2338-marco-legal-ia-brasil-2026","sector":"ai"},{"title":"Lula sanciona REDATA (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/lula-sanciona-redata-e-cria-regime-fiscal-para-data-centers-no-brasil/","sector":"ai"},{"title":"IA brasileira lança modelo poderoso – Sabiá 4 Thinking (Canaltech)","url":"https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/ia-brasileira-lanca-modelo-poderoso-para-bater-de-frente-com-chatgpt-e-gemini/","sector":"ai"},{"title":"WideLabs Série A LLM América Latina (Lets Money)","url":"https://www.letsmoney.com.br/noticias/widelabs-serie-a-llm-america-latina/","sector":"ai"},{"title":"Sorenson compra startup alagoana Hand Talk (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/ma/sorenson-compra-startup-alagoana-hand-talk/","sector":"ai"},{"title":"Das 10 maiores rodadas brasileiras em 2025, minoria é AI-first (Startups.com.br)","url":"https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/das-10-maiores-rodadas-brasileiras-em-2025-minoria-e-ai-first/","sector":"ai"},{"title":"Microsoft divulga abertura de dois data centers de IA no Brasil (DCD)","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/microsoft-divulga-a-abertura-de-dois-data-centers-de-ia-no-brasil/","sector":"ai"},{"title":"Google inaugura centro de engenharia na USP (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2026/05/google-inaugura-centro-de-engenharia-na-usp-com-foco-em-ia-e-startups/","sector":"ai"},{"title":"iFood lança modelo de IA proprietário e assistente (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/ifood-lanca-modelo-de-ia-proprietario-e-assistente-para-pedidos-via-whatsapp/","sector":"ai"},{"title":"Nubank centro de IA em Palo Alto (Lets Money)","url":"https://www.letsmoney.com.br/noticias/nubank-centro-ia-palo-alto-eua/","sector":"ai"},{"title":"Brasil abre centro de IA – C4AI (Última Hora)","url":"https://www.ultimahora.com/brasil-abre-centro-inteligencia-artificial-dedicado-ciencia-e-innovacion-n2909515","sector":"ai"},{"title":"IA da Unicamp contra deepfakes (Tribuna do Sertão / Sputnik)","url":"https://www.tribunadosertao.com.br/geral/2026/07/08/936772-fim-do-jogo-para-as-deepfakes-ia-da-unicamp-aprende-o-que-e-humano-para-barrar-fraudes","sector":"ai"},{"title":"Soberania de IA no Brasil: CIOs trocam LLMs por SLMs em 2026 (Computer Weekly)","url":"https://www.computerweekly.com/br/reportagen/Soberania-de-IA-no-Brasil-Por-que-CIOs-estao-trocando-LLMs-globais-por-SLMs-em-2026","sector":"ai"},{"title":"NVIDIA e Stefanini anunciam parceria (Startupi)","url":"https://startupi.com.br/nvidia-enterprise-e-stefanini-anunciam-parceria-para-desenvolver-inteligencia-artificial-no-pais/","sector":"ai"},{"title":"Large Language Models in Brazilian Portuguese: A Chronological Survey (JBCS)","url":"https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/jbcs/article/view/5789","sector":"ai"},{"title":"Meet Tarcízio Silva: exposing algorithmic racism (Mozilla)","url":"https://www.mozillafoundation.org/blog/meet-tarcizio-silva-exposing-algorithmic-racism/","sector":"ai"},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo","sector":"ai"},{"title":"Paraíba terá os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil (Convergência Digital, Jun 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-tera-os-dois-primeiros-computadores-quanticos-operacionais-do-brasil-com-capacidades-de-20-e-100-qubits/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Paraíba quântica: parceria com China inicia nova era computacional (Movimento Econômico, Jun 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/06/26/paraiba-quantica-parceria-com-china-inicia-nova-era-computacional-no-brasil/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Brasil quer lugar na computação quântica mas só tem R$60 milhões (Convergência Digital, Aug 2024)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/brasil-quer-lugar-na-computacao-quantica-mas-so-tem-r-60-milhoes-mundo-investe-r-240-bilhoes/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Embrapii escolhe Senai Cimatec para centro de tecnologia quântica (Mercado & Consumo, Oct 2023)","url":"https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2023/inovacao/embrapii-escolhe-senai-cimatec-em-salvador-para-investir-em-centro-de-tecnologia-quantica/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Presidente da Serra Verde detalha venda à USA Rare Earth (Jornal Opção, Apr 2026)","url":"https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/em-entrevista-exclusiva-presidente-da-serra-verde-detalha-venda-e-futuro-da-producao-de-terras-raras-fora-da-china-818449/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Terras raras: capa Pesquisa FAPESP 356 (Oct 2025)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2025/10/019-021_capa-terras-raras_356-parte-2.pdf","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Senado avança na política de minerais críticos (Cenário Energia, Dec 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/09/senado-avanca-na-criacao-da-politica-de-minerais-criticos-com-inclusao-de-cobre-e-minerais-nucleares-na-lista-estrategica/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Comissão do Senado adia votação da política de minerais críticos (Jul 2026)","url":"https://tribunadosertao.com.br/geral/2026/07/14/939618-comissao-do-senado-adia-votacao-de-politica-nacional-para-minerais-criticos-e-estrategicos","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"PL 4443/2025 - Senado Federal","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/170309","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Top critical mineral miner CBMM sees opportunity in EV batteries (Mining.com, May 2024)","url":"https://www.mining.com/web/top-critical-mineral-miner-cbmm-sees-opportunity-in-ev-batteries/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Sigma Lithium CEO outlines expansion plans (S&P Global, Feb 2025)","url":"https://www.spglobal.com/energy/en/news-research/latest-news/metals/021825-interview-sigma-lithium-ceo-outlines-expansion-plans-for-brazil-grota-do-cirilo-plant","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"BYD celebra 100 mil carros produzidos em Camaçari (Monitor Mercantil, Jul 2026)","url":"https://monitormercantil.com.br/byd-celebra-100-mil-carros-produzidos-em-camacari-ba/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Cinco anos após criação do hub de hidrogênio verde no Ceará (O Povo, Sep 2026)","url":"https://mais.opovo.com.br/jornal/economia/2026/09/07/cinco-anos-apos-criacao-do-hub-de-hidrogenio-verde-no-ceara-primeira-nota-fiscal-e-emitida-no-sudeste.html","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"O que diz a Lei do Combustível do Futuro (eixos)","url":"https://eixos.com.br/politica/o-que-diz-a-lei-do-combustivel-do-futuro/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Projetos de hidrogênio verde somam R$188 bilhões (CNI)","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/sustentabilidade/projetos-de-hidrogenio-verde-somam-investimentos-de-mais-de-r-188-bilhoes-mostra-cni/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Mineração Serra Verde inicia produção comercial de terras raras (Minera Brasil)","url":"https://minerabrasil.com.br/mineracao-serra-verde-inicia-producao-comercial-de-terras-raras-no-brasil","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"CBMM celebra 70 anos (Cenário Energia, Apr 2025)","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/04/25/cbmm-celebra-70-anos-e-projeta-futuro-com-foco-em-inovacao-e-transicao-energetica/","sector":"energy_minerals_quantum"},{"title":"Banco Central do Brasil - Relatorio de Gestao do Pix 2026","url":"https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2026.pdf","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Payments CMI - Pix no Brasil: ultimas estatisticas do Banco Central","url":"https://paymentscmi.com/insights/pix-no-brasil-ultimas-estatisticas-banco-central/","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Metropoles - Pix bate recorde em 2025 e movimenta R$35,4 trilhoes","url":"https://metropoles.com/brasil/pix-bate-recorde-em-2025-e-movimenta-r-354-trilhoes","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Wikipedia - Nubank","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nubank","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Wikipedia (pt) - Drex","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Drex","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"WIPO - Global Innovation Index 2025","url":"https://www.wipo.int/en/web/global-innovation-index/2025/index","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Banco Central do Brasil - Pix","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Open Finance Brasil","url":"https://openfinancebrasil.org.br","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Abragames - Pesquisa da Industria Brasileira de Games","url":"https://www.abragames.org/pesquisa-da-industria-brasileira-de-games.html","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"NIC.br / IX.br","url":"https://ix.br","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Porto Digital","url":"https://www.portodigital.org","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Distrito - Inside Venture Capital Brasil reports","url":"https://distrito.me","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Scala Data Centers - AI City","url":"https://scaladatacenters.com","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"Cubo Itau","url":"https://cubo.network","sector":"fintech_telecom_creative_hubs"},{"title":"InfoMoney: Nova política industrial terá R$ 300 bilhões","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2354657","sector":"policy"},{"title":"Monitor Mercantil: Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026","url":"https://monitormercantil.com.br/nova-industria-brasil-tera-r-140-bi-ate-dezembro-de-2026/","sector":"policy"},{"title":"DPL News: Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/","sector":"policy"},{"title":"Movimento Econômico: Supercomputador de R$ 1 bi no RN","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/","sector":"policy"},{"title":"Teletime: PL de IA fica para fevereiro de 2026","url":"https://teletime.com.br/16/12/2025/pl-de-inteligencia-artificial-fica-para-fevereiro-de-2026/","sector":"policy"},{"title":"Grownt: PL da IA avança na Câmara, mas Redata e impasse com o Senado travam o calendário","url":"https://grownt.tech/pl-da-ia-avanca-na-camara-mas-redata-e-impasse-com-o-senado-travam-o-calendario/","sector":"policy"},{"title":"LCF Monitor: PL 2338/2023 situação atual","url":"https://monitor.lcfconsulting.com.br/proposicoes/pl-2338-2023/","sector":"policy"},{"title":"Eixos: O que é o Redata","url":"https://eixos.com.br/energia-eletrica/o-que-e-o-redata-o-regime-fiscal-para-data-centers/","sector":"policy"},{"title":"Convergência Digital: Decretos injetam R$ 3,5 bilhões na Finep","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/decretos-injetam-r-35-bilhoes-na-finep-e-projetam-r-30-bilhoes-para-inovacao-ate-2028/","sector":"policy"},{"title":"Convergência Digital: Celso Pansera deixa presidência da Finep","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/celso-pansera-deixa-presidencia-da-finep-elias-ramos-assume-de-forma-interina/","sector":"policy"},{"title":"Convergência Digital: BNDES bate recorde com R$ 5,9 bilhões para inovação","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/bndes-bate-recorde-com-r-59-bilhoes-para-inovacao/","sector":"policy"},{"title":"Jornal Contábil: Sancionada lei que prevê R$ 21 bi em incentivos para semicondutores","url":"https://jornalcontabil.com.br/noticia/sancionada-lei-que-preve-r-21-bi-em-incentivos-para-producao-de-semicondutores/","sector":"policy"},{"title":"Convergência Digital: Liquidação do Ceitec suspensa pelo MCTI","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/liquidao-do-ceitec-oficialmente-suspensa-pelo-mcti","sector":"policy"},{"title":"Agência Gov: Márcio Elias Rosa é o novo ministro do MDIC","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202604/marcio-elias-rosa-e-o-novo-ministro-do-desenvolvimento-industria-comercio-e-servicos","sector":"policy"},{"title":"Exame: Alckmin confirma que deixará MDIC em 2 de abril","url":"https://exame.com/brasil/alckmin-confirma-que-deixara-mdic-em-2-de-abril-para-se-dedicar-as-eleicoes-2026/","sector":"policy"},{"title":"Embrapii: Caderno Valor COP30 (Nov 2025)","url":"https://embrapii.org.br/wp-content/uploads/2025/11/CADERNO-VALOR_EMBRAPII_COP30_NOV-25.pdf","sector":"policy"},{"title":"Pesquisa FAPESP: Financiamento estadual (FAPs 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf","sector":"policy"},{"title":"IT Forum: Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","sector":"policy"},{"title":"ACATE: Pauta para candidatos ao Governo de SC 2026","url":"https://www.acate.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Pauta-ACATE-Candidatos-Governo-2026-2.pdf","sector":"policy"},{"title":"Teletime: Telebras quer soberania total sobre novo SGDC","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/","sector":"policy"},{"title":"Mobile Time: Frederico Siqueira toma posse no MCom","url":"https://www.mobiletime.com.br/noticias/07/05/2025/mcom-frederico-posse/","sector":"policy"},{"title":"Kamelo: Impacto da Softex no ecossistema","url":"https://kamelo.substack.com/p/impacto-da-softex-no-ecossistema","sector":"policy"},{"title":"Portal da Indústria: Lei do Bem investiu R$ 296 bi em projetos","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/politica-industrial/lei-do-bem-investiu-r-296-bi-em-projetos-de-inovacao-e-tecnologia-no-brasil/","sector":"policy"},{"title":"IPEA: Evolução dos dispêndios em P&D","url":"https://ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/499-evolucao-dos-dispendios-em-pesquisa-e-desenvolvimento","sector":"policy"},{"title":"Senado: Lei 14.968/2024","url":"https://legis.senado.leg.br/norma/39600111","sector":"policy"},{"title":"Brasscom: Manifesto pela aprovação da MP 1318/25 (Redata)","url":"https://brasscom.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Manifesto-pela-aprovacao-da-MP-1318.25_REDATA_assinada_v.13.pdf","sector":"policy"},{"title":"Solinftec expands U.S. footprint 243%, deploys 100 autonomous robots (Feb 2026)","url":"https://www.solinftec.com/en-us/blog/solinftec-expands-u-s-footprint-243-deploys-100-autonomous-robots-as-it-showcases-next-generation-solix-system-at-commodity-classic-2026/","sector":"robotics"},{"title":"Embraer compra fatia minoritária da fabricante de drones XMobots (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1937968","sector":"robotics"},{"title":"Speedbird gains Brazil approval for urban BVLOS flights (AIN, Mar 2026)","url":"https://backend.ainonline.com/aviation-news/futureflight/2026-03-19/speedbird-gains-brazil-approval-urban-bvlos-flights","sector":"robotics"},{"title":"Speedbird Aero & Skyports launch drone cargo trial in New York City (2026)","url":"https://www.unmannedsystemstechnology.com/2026/04/speedbird-aero-skyports-launch-drone-cargo-trial-in-new-york-city/","sector":"robotics"},{"title":"Vale amplia frota de caminhões autônomos em Carajás (Agência Infra, Dec 2025)","url":"https://agenciainfra.com/blog/vale-amplia-frota-de-caminhoes-autonomos-em-carajas/","sector":"robotics"},{"title":"Mineração guiada por algoritmos: caminhões autônomos da Vale (Forbes Brasil)","url":"https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/12/mineracao-guiada-por-algoritmos-como-funcionam-os-caminhoes-autonomos-da-vale/","sector":"robotics"},{"title":"Petrobras awards $180 million in subsea robotics contracts to Oceaneering (World Oil)","url":"https://worldoil.com/news/2025/8/28/petrobras-awards-180-million-in-subsea-robotics-contracts-to-oceaneering/","sector":"robotics"},{"title":"Petrobras desenvolve robô inédito para inspeções submarinas (AURI)","url":"https://dplnews.com/brasil-petrobras-desenvolve-robo-inedito-para-inspecoes-submarinas/","sector":"robotics"},{"title":"Instituto Senai de Inovação de Joinville vai sediar centro de tecnologia robótica com a Petrobras","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=6942904","sector":"robotics"},{"title":"Pollux volta a ser independente (Baguete, Sep 2025)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/pollux-volta-a-ser-independente","sector":"robotics"},{"title":"Accenture acquiring Brazilian industrial robotics firm Pollux (The Robot Report)","url":"https://www.therobotreport.com/accenture-acquiring-brazilian-industrial-robotics-firm-pollux/","sector":"robotics"},{"title":"Gigantes catarinenses criam primeiro robô com IA 100% brasileiro (WEG/Senior, NSC)","url":"https://www.nsctotal.com.br/?p=7488961","sector":"robotics"},{"title":"Jacto lança versão comercial de máquina autônoma (AgFeed, Feb 2026)","url":"https://agfeed.com.br/grande-slam-do-agro/jacto-se-conecta-ao-espaco-lanca-versao-comercial-de-maquina-autonoma-e-inicia-plano-para-dobrar-receita","sector":"robotics"},{"title":"Indústria instala 1,5 mil robôs por ano (Estadão/ABCD)","url":"https://abcdoabc.com.br/industria-instala-15-mil-robos-por-ano/","sector":"robotics"},{"title":"ANAC registra 177 mil drones; Senado cobra incentivo (Sep 2026)","url":"https://pickdrones.com/pt/anac-177-mil-drones-brasil-2026/","sector":"robotics"},{"title":"Brasil já tem mais de 133 mil drones registrados (Olhar Digital, Mar 2026)","url":"https://olhardigital.com.br/2026/03/03/carros-e-tecnologia/brasil-ja-tem-mais-de-133-mil-drones-registrados-e-numero-deve-aumentar/","sector":"robotics"},{"title":"Eve pushes eVTOL certification target to 2028 (Air Data News)","url":"https://www.airdatanews.com/eve-pushes-e-vtol-certification-target-to-2028-as-development-timeline-slips-again/","sector":"robotics"},{"title":"Eve Air Mobility completes first flight of full-scale eVTOL prototype (Dec 2025)","url":"https://www.barchart.com/story/news/36712450/eve-air-mobility-completes-successful-first-flight-of-full-scale-evtol-prototype","sector":"robotics"},{"title":"Eve Air Mobility (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Air_Mobility","sector":"robotics"},{"title":"Horus acquired by Australian firm Nightingale (Feb 2025)","url":"https://finder.techleap.nl/news/feed/horus-acquired-by-australian-firm-nightingale","sector":"robotics"},{"title":"Arpac: ele já esteve num avião em chamas, hoje sobrevoa o agro com drones (AgFeed)","url":"https://agfeed.com.br/agtech/ele-ja-esteve-num-aviao-em-chamas-hoje-sobrevoa-o-agro-com-uma-empresa-de-drones/","sector":"robotics"},{"title":"Brazil's first fully indigenous jet-powered drone ATD-150 (Army Recognition)","url":"https://www.armyrecognition.com/archives/archives-aerospace-defense/defense-news-aerospace-2025/brazil-strengthens-strategic-autonomy-with-first-fully-indigenous-jet-powered-drone-atd-150","sector":"robotics"},{"title":"Drone Nauru 1000C participa de primeira missão oficial no Exército (Dec 2024)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/exercito/drone-nauru-1000c-participa-de-primeira-missao-oficial-no-exercito-brasileiro","sector":"robotics"},{"title":"Exército vai equipar drones brasileiros com mísseis até 2027 (Folha PE)","url":"https://www.folhape.com.br/noticias/exercito-vai-equipar-drones-brasileiros-com-misseis-ate-2027/346958/","sector":"robotics"},{"title":"Marinha testa primeiro drone de combate de fabricação nacional (Band, Nov 2025)","url":"https://www.band.com.br/noticias/jornal-da-band/ultimas/marinha-do-brasil-testa-primeiro-drone-de-combate-de-fabricacao-nacional-202511032052","sector":"robotics"},{"title":"AEL Sistemas e ARES encerram LAAD 2025 (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/defesa/defesa-e-inovacao-ael-sistemas-e-ares-encerram-laad-como-referencias-em-solucoes-multidominio","sector":"robotics"},{"title":"SantosLab Carcará (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/SantosLab_Carcar%C3%A1","sector":"robotics"},{"title":"Instor company profile (CB Insights)","url":"https://www.cbinsights.com/company/instor","sector":"robotics"},{"title":"Copa do Mundo de Robótica reúne em Salvador participantes de 40 países (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/tecnologia-e-inovacao/copa-do-mundo-de-robotica-reune-em-salvador-participantes-de-40-paises/","sector":"robotics"},{"title":"Copa dos Robôs 2025 destaca avanço da IA e protagonismo brasileiro (CNN Brasil)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/copa-dos-robos-2025-destaca-avanco-da-ia-e-protagonismo-brasileiro-veja/","sector":"robotics"},{"title":"UFPE desbanca gigantes na Ásia e conquista vice-campeonato mundial de robótica (Jul 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/07/06/ufpe-desbanca-gigantes-na-asia-e-conquista-vice-campeonato-mundial-de-robotica/","sector":"robotics"},{"title":"ITAndroids conquista ouro na Copa do Mundo de Futebol Robótico (2025)","url":"https://militares.estrategia.com/portal/outros/itandroids-conquista-ouro-na-copa-do-mundo-de-futebol-robotico/","sector":"robotics"},{"title":"Pesquisas no Brasil desenvolvem humanoides que unem robótica e IA (Paraíba Business, Apr 2025)","url":"https://paraibabusiness.com.br/pesquisas-no-brasil-desenvolvem-humanoides-que-unem-robotica-e-ia/","sector":"robotics"},{"title":"Udesc compra primeiro robô humanoide do Brasil (Baguete, Dec 2024)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/udesc-compra-primeiro-robo-humano-do-brasil","sector":"robotics"},{"title":"Robô humanoide do Exército custa R$194 mil (Revista Oeste, Sep 2026)","url":"https://revistaoeste.com/tecnologia/robo-humanoide-do-exercito-custa-r-194-mil/","sector":"robotics"},{"title":"Goianos vencem Olimpíada Brasileira de Robótica 2025 (O Popular)","url":"https://opopular.com.br/cidades/goianos-vencem-olimpiada-brasileira-de-robotica-e-v-o-representar-o-brasil-na-coreia-do-sul-1.3325980","sector":"robotics"},{"title":"Equipe da USP é premiada em desafio de carros autônomos CARLA (Agência FAPESP, 2019)","url":"https://agencia.fapesp.br/equipe-da-usp-e-premiada-em-desafio-que-visa-aumentar-seguranca-de-carros-autonomos/31144","sector":"robotics"},{"title":"Carro robótico que dispensa motorista será testado na rua (Agência FAPESP, CARINA)","url":"https://agencia.fapesp.br/carro-robotico-que-dispensa-motorista-sera-testado-na-rua/18077","sector":"robotics"},{"title":"Prof. Mario Campos awarded the Medalha da Inconfidência (VeRLab UFMG)","url":"https://www.verlab.dcc.ufmg.br/prof-mario-f-m-campos-was-awarded-the-medalha-da-inconfidencia/","sector":"robotics"},{"title":"Equipe da UFMG vence competição de drones autônomos EletroQuad 2025","url":"https://www.ufmg.br/?p=6890","sector":"robotics"},{"title":"CBA 2026 - XXVI Congresso Brasileiro de Automática (SBA)","url":"https://sites.usp.br/cba2026/","sector":"robotics"},{"title":"CTI Renato Archer newsletter maio 2026","url":"https://www.gov.br/cti/pt-br/publicacoes/newsletter/newsletter-maio-2026.pdf","sector":"robotics"},{"title":"Governo lança R$12 bi em crédito do BNDES e Finep para Indústria 4.0 (Aug 2025)","url":"https://startups.com.br/negocios/governo-lanca-r-12-bi-em-credito-do-bndes-e-finep-para-industria-4-0/","sector":"robotics"},{"title":"ABDI lança edital para provas de conceito em IA e robótica na indústria","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/abdi-lanca-edital-de-r-1-milhao-para-financiar-provas-de-conceito-em-ia-e-robotica-na-industria/","sector":"robotics"},{"title":"Inédito no mundo: Brasil realiza telecirurgia robótica com internet de baixo custo (Olhar Digital, Oct 2025)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/10/22/medicina-e-saude/inedito-no-mundo-brasil-realiza-telecirurgia-robotica-com-internet-de-baixo-custo/","sector":"robotics"},{"title":"Telecirurgia robótica: o primeiro passo (Futuro da Saúde)","url":"https://futurodasaude.com.br/telecirurgia-robotica-acesso-artigo/","sector":"robotics"},{"title":"Nicolelis: movido a pensamento (Agência FAPESP)","url":"https://agencia.fapesp.br/movido-a-pensamento/8557","sector":"robotics"},{"title":"Brazil Country Commercial Guide: Highly Automated and Autonomous Systems (trade.gov)","url":"https://trade.gov/country-commercial-guides/brazil-highly-automated-and-autonomous-systems","sector":"robotics"},{"title":"Poder360 - Governo Lula quer reativar estatal conhecida por so dar prejuizo (Dec 2023)","url":"https://www.poder360.com.br/tecnologia/governo-lula-quer-reativar-estatal-conhecida-por-so-dar-prejuizo/","sector":"semiconductors"},{"title":"DPL News - MCTI anuncia investimento de R$ 220 milhoes na Ceitec","url":"https://dplnews.com/brasil-mcti-anuncia-investimento-de-r-220-milhoes-na-ceitec-para-producao-de-semicondutores/","sector":"semiconductors"},{"title":"Convergencia Digital - CEITEC R$220 milhoes SiC (Dec 2024)","url":"https://convergenciadigital.com.br/?p=36829","sector":"semiconductors"},{"title":"Jornal do Comercio - Ceitec quer acelerar entrada nas Americas com parceria chinesa (Jun 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2025/06/1207340-ceitec-quer-acelerar-entrada-nas-americas-com-parceria-chinesa.html","sector":"semiconductors"},{"title":"IT Forum - MCTI intermedia parceria entre Ceitec e Global Power Technology (May 2026)","url":"https://itforum.com.br/?p=9623593","sector":"semiconductors"},{"title":"Jornal do Comercio - Reativacao do Ceitec avanca com a chegada de novos equipamentos (Jul 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/07/1258045-reativacao-do-ceitec-avanca-com-a-chegada-de-novos-equipamentos.html","sector":"semiconductors"},{"title":"CUT-RS - Apos processo de liquidacao, Ceitec retoma operacoes (Nov 2023)","url":"https://www.cut.org.br/noticias/apos-processo-de-liquidacao-ceitec-retoma-operacoes-em-porto-alegre-234b/","sector":"semiconductors"},{"title":"Baguete - Ceitec ganhara injecao de R$110 milhoes (Nov 2023)","url":"https://www.baguete.com.br/noticias/ceitec-ganhara-injecao-de-r-110-milhoes","sector":"semiconductors"},{"title":"Camara - Sancionada lei que amplia incentivos para industria de semicondutores (Lei 14.968/2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/","sector":"semiconductors"},{"title":"Senado - Lei 14.968 de 11 de setembro de 2024","url":"https://legis.senado.leg.br/norma/39600111/publicacao/39602279","sector":"semiconductors"},{"title":"DPL News - Decreto coloca em operacao politica para semicondutores (Decreto 13.065, Jul 2026)","url":"https://dplnews.com/decreto-coloca-operacao-politica-semicondutores-brasil/","sector":"semiconductors"},{"title":"Convergencia Digital - Programa Brasil Semicondutores sai do papel e expande o Padis","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/programa-brasil-semicondutores-sai-do-papel-e-expande-o-padis-para-software-e-servicos/","sector":"semiconductors"},{"title":"InfoMoney - Missao 4 da Nova Industria Brasil (Sep 2024)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=2596994","sector":"semiconductors"},{"title":"DPL News - MCTI lanca edital de R$ 100 milhoes para semicondutores (Feb 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=222808","sector":"semiconductors"},{"title":"DPL News - Semicondutores e IA receberao R$270 milhoes (Jan 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=221370","sector":"semiconductors"},{"title":"Hardware.com.br - PocketFab USP (Apr 2026)","url":"https://www.hardware.com.br/noticias/pocketfab-usp-fabrica-semicondutores-brasil/amp/","sector":"semiconductors"},{"title":"InfoMoney/Estadao - O que aconteceu com a fabrica de chips nacional (Unitec, Oct 2022)","url":"https://www.infomoney.com.br/?p=1947369","sector":"semiconductors"},{"title":"Pesquisa FAPESP - O sonho do chip (Apr 2018)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-sonho-do-chip/","sector":"semiconductors"},{"title":"Semiconductor Engineering - Brazil Paves New Semiconductor Path","url":"https://semiengineering.com/brazil-paves-new-semiconductor-path","sector":"semiconductors"},{"title":"IEEE Spectrum - Brazil Starts a Chip Industry (2011)","url":"https://spectrum.ieee.org/brazil-starts-a-chip-industry","sector":"semiconductors"},{"title":"Teletime - Uma breve historia dos semicondutores no Brasil (Mar 2023)","url":"https://teletime.com.br/23/03/2023/uma-breve-historia-dos-semicondutores-no-brasil/","sector":"semiconductors"},{"title":"Times Brasil - HT Micron capta R$ 84 milhoes (2026)","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/ht-micron-capta-r-84-milhoes-para-inovacao-e-expansao-tecnologica-no-rio-grande-do-sul/","sector":"semiconductors"},{"title":"Noticias Agricolas - BNDES aprova financiamento para HT Micron (Mar 2023)","url":"https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/344801-bndes-aprova-financiamento-para-fabricante-de-chips-do-rs.html","sector":"semiconductors"},{"title":"Convergencia Digital - Smart investe R$150 milhoes em Manaus (Mar 2022)","url":"https://convergenciadigital.com.br/mercado/smart-investe-r-150-milhes-em-manaus-e-descarta-deixar-so-paulo","sector":"semiconductors"},{"title":"TI Inside - Catarinense Chipus cresce no mercado de semicondutores (2017)","url":"https://tiinside.com.br/18/08/2017/catarinense-chipus-cresce-no-disputador-mercado-de-semicondutores/","sector":"semiconductors"},{"title":"EnSilica - How EnSilica Supports Brazil's Growing Semiconductor Ecosystem (Jan 2026)","url":"https://www.ensilica.com/news-and-insight/how-ensilica-supports-brazils-growing-semiconductor-ecosystem/","sector":"semiconductors"},{"title":"Jornal do Comercio - Capacidade de formar talentos coloca a regiao na vitrine (Nov 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/mapa-economico/regiao-metropolitana/2025/11/1226819-capacidade-de-formar-talentos-coloca-a-regiao-na-vitrine-para-o-ciclo-inovador-do-rs.html","sector":"semiconductors"},{"title":"Governo RS - Forum Permanente do Programa Semicondutores RS (Apr 2025)","url":"https://www.estado.rs.gov.br/com-a-presenca-do-governador-eduardo-leite-forum-permanente-do-programa-semicondutores-rs-se-reune-pela-primeira-vez","sector":"semiconductors"},{"title":"Jornal do Comercio - RS e Malasia estreitam relacao e ideia da fabrica avanca (May 2025)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/colunas/mercado-digital/2025/05/1201261-rs-e-malasia-estreitam-relacao-e-ideia-da-fabrica-de-semicondutores-avanca.html","sector":"semiconductors"},{"title":"Click Petroleo e Gas - Tellescom fecha parceria com grupos da Malasia (Jun 2026)","url":"https://clickpetroleoegas.com.br/empresa-brasileira-avanca-em-semicondutores-e-fecha-parceria-estrategica-com-grupos-da-malasia-trazendo-ao-rio-grande-do-sul-uma-fabrica-de-encapsulamento-de-semicondutores-fortalecen-hl1402/","sector":"semiconductors"},{"title":"Olhar Digital - Brasil tera nova parceria para ampliar producao de chips de memoria (BIWIN-TERA, Aug 2026)","url":"https://olhardigital.com.br/2026/08/05/pro/brasil-tera-nova-parceria-para-ampliar-producao-de-chips-de-memoria/","sector":"semiconductors"},{"title":"RISC-V International - RISC-V Brazil 2024 recap","url":"https://riscv.org/?p=88504","sector":"semiconductors"},{"title":"Sympla - RISC-V Brasil 2025 hosted by Eldorado and Unicamp","url":"https://www.sympla.com.br/evento/risc-v-brasil-2025-hosted-by-eldorado-research-institute-and-co-hosted-by-unicamp/2929890","sector":"semiconductors"},{"title":"Chip in Sampa 2026 / 40th SBMicro","url":"https://www.psi.poli.usp.br/chipinsampa/","sector":"semiconductors"},{"title":"CI-Brasil design houses (SBMicro portal)","url":"https://cibrasil.sbmicro.org.br/index.php/en/design-houses2","sector":"semiconductors"},{"title":"MCTI - PNM-Design / CI-Brasil program document (2002-2004)","url":"https://k5wjimuivujmf4qkjnhqx0.mctic.gov.br/upd_blob/0008/8078.pdf","sector":"semiconductors"},{"title":"Agencia FAPESP - Microeletronica ganha impulso (CI-Brasil launch, Jun 2005)","url":"https://agencia.fapesp.br/microeletronica-ganha-impulso/3890","sector":"semiconductors"},{"title":"Brazilian Semiconductor Scenario and Opportunities (slide deck, design-house census)","url":"https://www.slideshare.net/slideshow/brazilian-semiconductor-scenario-and-opportuni3es/62897897","sector":"semiconductors"},{"title":"EMBRAPII - Centros de Competencia (Mar 2025)","url":"https://storage.googleapis.com/uploads-site-embrapii/2025/03/Centros-de-Competencia-EMBRAPII-Abinee-11Mar25.pdf","sector":"semiconductors"},{"title":"Instituto Eldorado - Microeletronica e encapsulamento","url":"https://www.eldorado.org.br/?p=117","sector":"semiconductors"},{"title":"DPL News - Governo negocia atracao de fabrica de chips da Samsung (Aug 2022)","url":"https://dplnews.com/?p=162213","sector":"semiconductors"},{"title":"Qualcomm - Qualcomm, USI and ASUS collaborate in Brazil (Mar 2019)","url":"https://www.qualcomm.com/news/releases/2019/03/13/qualcomm-usi-and-asus-collaborate-foster-growth-mobile-and-semiconductor","sector":"semiconductors"},{"title":"Embraer forecasts delivery growth as backlog jumps 20% (Leeham News, Mar 2026)","url":"https://leehamnews.com/2026/03/06/embraer-forecasts-delivery-growth-as-backlog-jumps-20/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Embraer backlog reaches record US$31.6 billion at end of 2025 (Air Data News)","url":"https://www.airdatanews.com/embraer-backlog-reaches-record-usdollar31-6-billion-at-end-of-2025/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Brasil produz 1º caça supersônico e insere Embraer em cadeia global de defesa (Movimento Econômico, Mar 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/seguranca/2026/03/25/brasil-produz-1o-caca-supersonico-e-insere-embraer-em-cadeia-global-de-defesa/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Programa de submarinos precisa de aporte adicional de R$1 bilhão por ano (Defesa Aérea & Naval / CNN Brasil)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/programa-de-submarinos-da-marinha-precisa-de-aporte-adicional-de-r-1-bilhao-por-ano-para-manter-cronograma-de-entrega-em-2034-ou-2035","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Avibras: de 1.280 dias de greve à retomada com os irmãos Batista (Sociedade Militar, Oct 2026)","url":"https://www.sociedademilitar.com.br/2026/10/de-1-280-dias-de-greve-e-risco-de-falencia-a-retomada-com-os-irmaos-batista-avibras-mira-india-malasia-1-000-funcionarios-e-r-500-milhoes-ate-2028-afch.html","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Foguete sul-coreano explode após decolar na base de Alcântara (Dec 2025)","url":"https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/foguete-sul-coreano-explode-apos-decolar-na-base-de-alcantara/611394/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Innospace new schedule for HANBIT-Nano at Alcântara (Agência Brasil, Jul 2026)","url":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/node/1698114","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Innospace HANBIT-NANO (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Innospace_HANBIT-NANO","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"INPE awards SpaceLaunch contract for Amazonia-1B mission on Vega-C (SatNews, Jan 2026)","url":"http://satnews.com/2026/01/27/inpe-awards-spacelaunch-contract-for-amazonia-1b-mission-on-vega-c/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Eve Air Mobility completes first flight of full-scale eVTOL prototype (Dec 2025)","url":"https://aerospace-innovations.com/eve-air-mobility-completes-successful-first-flight-of-full-scale-evtol-prototype/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Carros voadores terão primeira fábrica no país em Taubaté (Bloomberg Línea)","url":"https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/carros-voadores-terao-primeira-fabrica-no-pais-no-interior-de-sp-decide-eve/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Governo quer definir retomada de Angra 3 ainda em 2026 (Sep 2026)","url":"https://www.brasilemfolhas.com.br/2026/09/governo-quer-definir-retomada-de-angra-3-ainda-em-2026/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"TCU vai apurar situação das obras de Angra 3 (Poder360, Aug 2026)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-energia/tcu-vai-apurar-situacao-das-obras-de-angra-3/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Angra 3: governo busca bancos para suspender dívidas (IstoÉ Dinheiro, Jul 2026)","url":"https://istoedinheiro.com.br/angra-3-governo-busca-bancos-para-suspender-dividas","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Decisão sobre conclusão das obras de Angra 3 é adiada mais uma vez (Folha PE, Feb 2025)","url":"https://www.folhape.com.br/economia/decisao-sobre-conclusao-das-obras-de-angra-3-e-adiada-mais-uma-vez/392515/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Governo federal inicia obras do Reator Multipropósito Brasileiro (Feb 2025)","url":"https://www.tribunadosertao.com.br/brasil/2025/02/24/721072-governo-federal-inicia-obras-do-reator-multiproposito-brasileiro-voltado-para-tecnologia-nuclear","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"RMB project page (IPEN/CNEN)","url":"https://www.gov.br/ipen/pt-br/projetos-estruturantes-cnen/rmb-1","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Exportações da indústria de defesa crescem 29% no 1º semestre de 2026 (O Imparcial / Agência Gov)","url":"https://oimparcial.com.br/brasil/2026/07/exportacoes-da-industria-de-defesa-brasileira-crescem-29-e-somam-us-1815-bi-no-primeiro-semestre/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Indústria de defesa registra US$ 3,1 bilhões em exportações (Jornal Grande Bahia, Feb 2026)","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/02/industria-de-defesa-do-brasil-registra-alta-nas-exportacoes-movimenta-us-31-bilhoes-e-amplia-presenca-em-140-paises/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio (Monitor Mercantil)","url":"https://monitormercantil.com.br/inb-prepara-segunda-fase-de-enriquecimento-de-uranio-no-brasil/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"INB signs contract with Internexco (Rosatom) for conversion and enrichment (World Nuclear News)","url":"https://world-nuclear-news.org/articles/brazils-inb-signs-contract-with-russia-for-conversion-and-enrichment-of-uranium","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Megaprojeto de urânio no sertão cearense é retomado pelo governo (Jan 2025)","url":"https://www.correiodamanha.com.br/especiais/2025/01/177988-megaprojeto-de-uranio-no-sertao-cearense-e-retomado-pelo-governo.html","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Marco Antonio Chamon é nomeado presidente da AEB (Folha Vitória, 2023)","url":"https://www.folhavitoria.com.br/geral/marco-antonio-chamon-e-nomeado-presidente-da-agencia-espacial-brasileira/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Clezio Marcos de Nardin é nomeado diretor do Inpe (CNN Brasil)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/clezio-marcos-de-nardin-e-nomeado-diretor-do-inpe/","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"PION Labs (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/PION_Labs","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Riachuelo-class submarine (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Riachuelo-class_submarine","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Fragatas Classe Tamandaré: governança com a SPE Águas Azuis (Defesa Aérea & Naval)","url":"https://defesaaereanaval.com.br/naval/fragatas-classe-tamandare-marinha-e-emgepron-realizam-2a-reuniao-de-governanca-estrategica-com-a-sociedade-de-proposito-especifico-aguas-azuis","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Angra Nuclear Power Plant (Wikipedia)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"AEB Relatório de Gestão 2025","url":"https://www.gov.br/aeb/pt-br/acesso-a-informacao/auditorias/prestacao-de-contas/relatorio-de-gestao-aeb-2025.pdf","sector":"space_defense_nuclear"},{"title":"Produção científica brasileira volta a crescer em 2024 (CNN Brasil / Elsevier-Bori)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/producao-cientifica-brasileira-volta-a-crescer-em-2024/","sector":"universities"},{"title":"Ipea - Evolution of research and development expenditure","url":"https://ipea.gov.br/cts/en/all-contents/articles/articles/509-evolution-of-research-and-development-expenditure","sector":"universities"},{"title":"Lula anuncia novos valores das bolsas CAPES/CNPq (2023)","url":"https://www.bahianoticias.com.br/noticia/277531-lula-anuncia-novos-valores-das-bolsas-capes-cnpq-e-bolsa-permanencia","sector":"universities"},{"title":"Lula sanciona liberação de R$ 22 bi do FNDCT (Jornal do Brasil, Aug 2025)","url":"https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/2025/08/1056435-lula-sanciona-liberacao-de-rs-22-bi-de-fundo-para-ciencia-e-tecnologia.html","sector":"universities"},{"title":"CNPq - Chamada INCT: resultado preliminar indica aprovação de 121 institutos","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos","sector":"universities"},{"title":"Pesquisa FAPESP - Relatório de atividades FAPESP 2024","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/relatorio-de-atividades-fapesp-2024-mostra-a-recuperacao-do-desempenho-das-instituicoes-cientificas-de-sao-paulo-pos-pandemia/","sector":"universities"},{"title":"Pesquisa FAPESP - Fuga de cérebros (Ipea study, 2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/05/026-028_fuga-de-cerebros_364.pdf","sector":"universities"},{"title":"CNPEM - Federal resources for Sirius phase 2","url":"https://cnpem.br/en/?p=32832","sector":"universities"},{"title":"Mais Ciência na Escola vai dobrar número de unidades em 2025 (DPL News)","url":"https://dplnews.com/?p=264577","sector":"universities"},{"title":"Porto Digital cresce 19% e fatura R$ 7,4 bilhões em 2025 (IT Forum)","url":"https://itforum.com.br/?p=9620731","sector":"universities"},{"title":"UFMG - Presidente da Embrapii defende aproximação entre universidade e indústria","url":"https://www.ufmg.br/?p=4562","sector":"universities"},{"title":"Pesquisa FAPESP - Experiência encerrada (Ciência sem Fronteiras)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/experiencia-encerrada/","sector":"universities"},{"title":"Jornal da USP - Novos reitor e vice-reitora da USP tomam posse","url":"https://jornal.usp.br/?p=969896","sector":"universities"},{"title":"Jornal da USP - USP vai coordenar 26 novos INCTs","url":"https://jornal.usp.br/?p=869491","sector":"universities"},{"title":"MCTI nomeia Olival Freire Junior presidente do CNPq","url":"https://cenarioenergia.com.br/2025/12/05/mcti-nomeia-olival-freire-junior-como-novo-presidente-do-cnpq-e-sinaliza-continuidade-estrategica-no-fomento-a-ciencia/","sector":"universities"},{"title":"MCTI - Indicadores Nacionais de CT&I 2025","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/indicadores/paginas/publicacoes/arquivos/indicadores_cti_2025.pdf","sector":"universities"}],"generated":"2026-10-12","edges":[{"s":321,"t":107,"type":"parent","label":"LNCC é unidade de pesquisa do MCTI","w":5},{"s":321,"t":346,"type":"parent","label":"MCTI coordena o PBIA","w":5},{"s":346,"t":107,"type":"funds","label":"expansão do Santos Dumont","w":5},{"s":346,"t":108,"type":"funds","label":"supercomputador soberano (R$1 bi)","w":5},{"s":325,"t":108,"type":"funds","label":"recursos do FNDCT","w":5},{"s":107,"t":108,"type":"operates","label":"LNCC operará a máquina do PAX","w":5},{"s":582,"t":108,"type":"hosts","label":"instalado no Parque Augusto Severo","w":4},{"s":346,"t":105,"type":"funds","label":"eixo de IA soberana","w":3},{"s":346,"t":132,"type":"funds","label":"centros de competência em IA","w":3},{"s":321,"t":105,"type":"funds","label":"Fábrica de IA Distribuída (R$35 mi)","w":4},{"s":106,"t":105,"type":"partner","label":"Telebras/Serpro: Cofre de Dados","w":3},{"s":112,"t":105,"type":"partner","label":"Distrito Soberano de Eldorado do Sul","w":3},{"s":251,"t":112,"type":"parent","label":"Scala Data Centers controla o campus","w":5},{"s":350,"t":112,"type":"regulates","label":"regime tributário REDATA","w":4},{"s":322,"t":350,"type":"parent","label":"MDIC/Fazenda estruturam o REDATA","w":3},{"s":118,"t":112,"type":"supplies","label":"GPUs para o AI City","w":3},{"s":118,"t":110,"type":"supplies","label":"GPUs do Pégaso/Dragão","w":3},{"s":145,"t":110,"type":"operates","label":"Petrobras opera o HPC","w":5},{"s":103,"t":107,"type":"funds","label":"Finep/FNDCT no Santos Dumont","w":3},{"s":103,"t":111,"type":"funds","label":"supercomputador do Cimatec","w":3},{"s":604,"t":111,"type":"operates","label":"Cimatec opera o centro de HPC","w":4},{"s":634,"t":109,"type":"operates","label":"RNP lidera projeto do LLM nacional","w":5},{"s":321,"t":109,"type":"partner","label":"apoio do MCTI (R$1,276 bi)","w":3},{"s":615,"t":120,"type":"funds","label":"FAPESP: centro de engenharia","w":5},{"s":116,"t":120,"type":"funds","label":"IBM cofinancia o C4AI","w":5},{"s":116,"t":120,"type":"partner","label":"parceria IBM Research","w":4},{"s":554,"t":120,"type":"hosts","label":"USP sedia o C4AI","w":5},{"s":136,"t":120,"type":"leads","label":"Fabio Cozman dirige o C4AI","w":5},{"s":136,"t":554,"type":"trained_at","label":"Poli-USP","w":3},{"s":557,"t":120,"type":"partner","label":"IME-USP no C4AI","w":3},{"s":560,"t":121,"type":"hosts","label":"IC-Unicamp","w":4},{"s":138,"t":121,"type":"leads","label":"Anderson Rocha coordena","w":5},{"s":139,"t":121,"type":"leads","label":"Sandra Avila, pesquisadora","w":2},{"s":138,"t":559,"type":"trained_at","label":"doutorado Unicamp","w":3},{"s":139,"t":559,"type":"trained_at","label":"doutorado Unicamp","w":3},{"s":559,"t":78,"type":"spinoff","label":"NeuralMind nasce na Unicamp","w":4},{"s":137,"t":78,"type":"leads","label":"Rodrigo Nogueira cofundou","w":4},{"s":137,"t":76,"type":"leads","label":"fundador da Maritaca","w":5},{"s":137,"t":559,"type":"trained_at","label":"professor/egresso Unicamp","w":4},{"s":78,"t":76,"type":"spinoff","label":"equipe BERTimbau → Sabiá","w":3},{"s":76,"t":131,"type":"partner","label":"Sabiá e benchmarks","w":4},{"s":78,"t":131,"type":"partner","label":"BERTimbau","w":4},{"s":554,"t":131,"type":"partner","label":"corpus Carolina","w":3},{"s":120,"t":131,"type":"partner","label":"modelos e benchmarks","w":3},{"s":130,"t":131,"type":"partner","label":"BRACIS / comunidade SBC","w":3},{"s":144,"t":77,"type":"leads","label":"Nelson Leoni, CEO","w":5},{"s":77,"t":76,"type":"competes","label":"LLMs em português","w":3},{"s":567,"t":122,"type":"hosts","label":"DCC-UFMG","w":4},{"s":140,"t":122,"type":"leads","label":"Virgilio Almeida","w":5},{"s":140,"t":566,"type":"trained_at","label":"UFMG","w":3},{"s":569,"t":123,"type":"hosts","label":"INF-UFRGS","w":4},{"s":571,"t":125,"type":"hosts","label":"CIn-UFPE","w":4},{"s":606,"t":125,"type":"partner","label":"CESAR","w":4},{"s":625,"t":125,"type":"hosts","label":"Porto Digital","w":4},{"s":591,"t":126,"type":"hosts","label":"UFG sedia o CEIA","w":5},{"s":132,"t":126,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":4},{"s":132,"t":111,"type":"funds","label":"unidade Embrapii Cimatec","w":3},{"s":607,"t":132,"type":"parent","label":"Embrapii opera os centros","w":5},{"s":581,"t":127,"type":"hosts","label":"UFC","w":4},{"s":573,"t":128,"type":"hosts","label":"UnB","w":4},{"s":572,"t":129,"type":"hosts","label":"UFSC","w":4},{"s":577,"t":576,"type":"partner","label":"Tecgraf","w":4},{"s":145,"t":576,"type":"funds","label":"Petrobras financia o Tecgraf","w":4},{"s":99,"t":113,"type":"regulates","label":"Marco Legal da IA","w":3},{"s":99,"t":114,"type":"regulates","label":"Marco Legal da IA","w":3},{"s":99,"t":117,"type":"regulates","label":"Marco Legal da IA","w":3},{"s":333,"t":117,"type":"regulates","label":"caso treinamento Meta (2024)","w":4},{"s":99,"t":333,"type":"partner","label":"ANPD coordena o SIA","w":4},{"s":135,"t":99,"type":"partner","label":"sociedade civil no PL 2338","w":3},{"s":141,"t":133,"type":"leads","label":"Nina da Hora, fundadora","w":5},{"s":141,"t":576,"type":"trained_at","label":"PUC-Rio","w":3},{"s":142,"t":134,"type":"leads","label":"Tarcízio Silva","w":5},{"s":142,"t":585,"type":"trained_at","label":"UFABC","w":2},{"s":113,"t":79,"type":"funds","label":"Google.org apoia a Hand Talk","w":3},{"s":92,"t":373,"type":"partner","label":"entregas por drone (Speedbird)","w":4},{"s":87,"t":117,"type":"partner","label":"parceiro WhatsApp Business","w":3},{"s":86,"t":87,"type":"competes","label":"plataformas conversacionais","w":2},{"s":220,"t":223,"type":"competes","label":"fintechs com IA","w":2},{"s":92,"t":93,"type":"competes","label":"plataformas de consumo","w":2},{"s":308,"t":220,"type":"funds","label":"SoftBank","w":3},{"s":305,"t":220,"type":"funds","label":"Série A (2014)","w":5},{"s":559,"t":88,"type":"spinoff","label":"CI&T fundada por egressos","w":2},{"s":81,"t":184,"type":"partner","label":"Vale cofundou a BRAiN","w":3},{"s":96,"t":371,"type":"competes","label":"IA para o agro","w":2},{"s":106,"t":217,"type":"operates","label":"plataforma gov.br","w":4},{"s":321,"t":425,"type":"parent","label":"CEITEC é estatal do MCTI","w":5},{"s":324,"t":425,"type":"funds","label":"Finep financia a reativação","w":4},{"s":485,"t":425,"type":"leads","label":"estruturou a reativação","w":4},{"s":479,"t":425,"type":"leads","label":"presidente da CEITEC","w":5},{"s":367,"t":321,"type":"leads","label":"ministra Luciana Santos","w":5},{"s":485,"t":321,"type":"leads","label":"secretário do MCTI","w":4},{"s":321,"t":431,"type":"parent","label":"CTI é unidade do MCTI","w":5},{"s":321,"t":442,"type":"parent","label":"CETENE é unidade do MCTI","w":3},{"s":321,"t":454,"type":"parent","label":"programa CI-Brasil","w":4},{"s":321,"t":607,"type":"parent","label":"Embrapii (OS)","w":4},{"s":321,"t":477,"type":"partner","label":"membro Premier da RISC-V Intl","w":3},{"s":326,"t":426,"type":"funds","label":"BNDES: 33% da Six/Unitec","w":4},{"s":116,"t":426,"type":"supplies","label":"IBM: processo CMOS 90/130 nm","w":3},{"s":426,"t":425,"type":"competes","label":"fabs rivais (fracassadas)","w":2},{"s":326,"t":428,"type":"funds","label":"BNDES: uMCP e LPDDR5X","w":4},{"s":324,"t":428,"type":"funds","label":"Finep","w":3},{"s":469,"t":428,"type":"hosts","label":"Tecnosinos / ITT Chip","w":4},{"s":487,"t":428,"type":"hosts","label":"cluster gaúcho","w":3},{"s":487,"t":425,"type":"hosts","label":"cluster gaúcho","w":3},{"s":487,"t":443,"type":"hosts","label":"cluster gaúcho","w":3},{"s":487,"t":467,"type":"hosts","label":"UFRGS","w":3},{"s":487,"t":468,"type":"hosts","label":"Tecnopuc","w":3},{"s":487,"t":469,"type":"hosts","label":"Unisinos","w":3},{"s":463,"t":487,"type":"partner","label":"Programa Semicondutores RS","w":4},{"s":463,"t":443,"type":"funds","label":"beneficiária do programa RS","w":3},{"s":463,"t":469,"type":"funds","label":"curso de encapsulamento","w":3},{"s":486,"t":430,"type":"hosts","label":"cluster de Campinas","w":3},{"s":486,"t":431,"type":"hosts","label":"cluster de Campinas","w":3},{"s":486,"t":243,"type":"hosts","label":"cluster de Campinas","w":3},{"s":486,"t":466,"type":"hosts","label":"Unicamp","w":3},{"s":559,"t":486,"type":"partner","label":"Unicamp ancora o cluster","w":4},{"s":488,"t":429,"type":"hosts","label":"polo de Florianópolis","w":3},{"s":488,"t":437,"type":"hosts","label":"polo do Recife","w":3},{"s":482,"t":429,"type":"leads","label":"fundador da Chipus","w":5},{"s":473,"t":429,"type":"spinoff","label":"Chipus nasce da UFSC","w":3},{"s":324,"t":429,"type":"funds","label":"Finep","w":3},{"s":454,"t":429,"type":"funds","label":"CI-Brasil / CNPq","w":3},{"s":429,"t":477,"type":"partner","label":"SoCs RISC-V","w":3},{"s":429,"t":443,"type":"competes","label":"design houses fabless","w":2},{"s":607,"t":430,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":4},{"s":430,"t":477,"type":"hosts","label":"sedia o RISC-V Brasil","w":4},{"s":559,"t":477,"type":"partner","label":"coorganiza evento","w":3},{"s":467,"t":477,"type":"partner","label":"SoCs RISC-V","w":3},{"s":456,"t":430,"type":"funds","label":"P&D obrigatório da Lei de Informática","w":4},{"s":456,"t":243,"type":"funds","label":"P&D obrigatório","w":4},{"s":456,"t":436,"type":"funds","label":"P&D obrigatório","w":3},{"s":456,"t":439,"type":"funds","label":"P&D obrigatório","w":3},{"s":456,"t":432,"type":"funds","label":"P&D obrigatório","w":3},{"s":456,"t":447,"type":"regulates","label":"PPB e incentivos","w":3},{"s":431,"t":454,"type":"hosts","label":"CT-2 CTI/Unicamp","w":4},{"s":467,"t":454,"type":"hosts","label":"CT-1 UFRGS","w":4},{"s":432,"t":454,"type":"hosts","label":"CT-3 USP","w":3},{"s":454,"t":437,"type":"funds","label":"design house CI-Brasil","w":3},{"s":454,"t":439,"type":"funds","label":"design house CI-Brasil","w":3},{"s":454,"t":440,"type":"funds","label":"design house CI-Brasil","w":3},{"s":454,"t":441,"type":"funds","label":"design house CI-Brasil","w":3},{"s":454,"t":432,"type":"funds","label":"design house CI-Brasil","w":3},{"s":611,"t":454,"type":"funds","label":"bolsas CNPq","w":3},{"s":455,"t":427,"type":"funds","label":"incentivos PADIS","w":4},{"s":455,"t":428,"type":"funds","label":"incentivos PADIS","w":4},{"s":455,"t":425,"type":"funds","label":"incentivos PADIS","w":3},{"s":455,"t":457,"type":"succeeded","label":"Brasil Semicon renova o PADIS","w":5},{"s":456,"t":457,"type":"succeeded","label":"Lei de TICs prorrogada","w":3},{"s":458,"t":457,"type":"partner","label":"Missão 4 da NIB","w":4},{"s":323,"t":458,"type":"parent","label":"Missão 4","w":5},{"s":322,"t":458,"type":"partner","label":"MDIC","w":3},{"s":457,"t":326,"type":"partner","label":"papel de financiamento","w":3},{"s":457,"t":324,"type":"partner","label":"papel de financiamento","w":3},{"s":452,"t":457,"type":"partner","label":"lobby da ABISEMI","w":3},{"s":480,"t":452,"type":"leads","label":"presidente da ABISEMI","w":4},{"s":480,"t":427,"type":"leads","label":"Smart Modular Brasil","w":5},{"s":427,"t":428,"type":"competes","label":"encapsulamento de memória","w":3},{"s":427,"t":446,"type":"competes","label":"memória Extrema","w":2},{"s":450,"t":446,"type":"competes","label":"memória Zona Franca","w":1},{"s":481,"t":559,"type":"trained_at","label":"Cristiano Amon, Unicamp","w":4},{"s":481,"t":445,"type":"leads","label":"CEO global da Qualcomm","w":4},{"s":444,"t":425,"type":"competes","label":"chips RFID","w":3},{"s":483,"t":466,"type":"leads","label":"Jacobus Swart, Unicamp","w":3},{"s":483,"t":431,"type":"leads","label":"ex-diretor do CTI","w":2},{"s":484,"t":465,"type":"leads","label":"coordena o PocketFab","w":5},{"s":484,"t":464,"type":"leads","label":"professor da Poli-USP","w":3},{"s":554,"t":465,"type":"hosts","label":"InovaUSP","w":5},{"s":555,"t":464,"type":"hosts","label":"Poli-USP","w":4},{"s":464,"t":465,"type":"partner","label":"design para o PocketFab","w":4},{"s":605,"t":465,"type":"partner","label":"SENAI-SP: validação e formação","w":3},{"s":561,"t":466,"type":"hosts","label":"FEEC","w":4},{"s":466,"t":594,"type":"partner","label":"CCS e Sirius","w":3},{"s":611,"t":476,"type":"funds","label":"INCT NAMITEC","w":3},{"s":621,"t":476,"type":"parent","label":"programa INCT","w":3},{"s":466,"t":476,"type":"hosts","label":"NAMITEC na Unicamp/CTI","w":3},{"s":467,"t":425,"type":"partner","label":"formação de talentos","w":4},{"s":467,"t":441,"type":"spinoff","label":"NSCAD","w":3},{"s":468,"t":443,"type":"hosts","label":"Tecnopuc","w":4},{"s":578,"t":443,"type":"hosts","label":"PUCRS","w":3},{"s":243,"t":435,"type":"spinoff","label":"BrPhotonics","w":4},{"s":243,"t":210,"type":"spinoff","label":"Padtec","w":5},{"s":471,"t":437,"type":"spinoff","label":"SiliconReef","w":3},{"s":625,"t":437,"type":"hosts","label":"Porto Digital","w":3},{"s":474,"t":438,"type":"spinoff","label":"DFChip / UnB","w":2},{"s":566,"t":440,"type":"hosts","label":"DHBH na UFMG","w":3},{"s":470,"t":440,"type":"partner","label":"grupos UFMG","w":3},{"s":587,"t":472,"type":"hosts","label":"UFCG / Virtus","w":3},{"s":572,"t":473,"type":"hosts","label":"UFSC","w":3},{"s":570,"t":471,"type":"hosts","label":"UFPE","w":3},{"s":566,"t":470,"type":"hosts","label":"UFMG","w":3},{"s":607,"t":439,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":3},{"s":607,"t":431,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":3},{"s":452,"t":321,"type":"partner","label":"diálogo setorial","w":3},{"s":674,"t":672,"type":"regulates","label":"SEI e reserva de mercado","w":3},{"s":673,"t":672,"type":"succeeded","label":"Digibrás → Cobra","w":3},{"s":674,"t":456,"type":"succeeded","label":"reserva de mercado → Lei de Informática","w":4},{"s":674,"t":321,"type":"succeeded","label":"SEI absorvida pelo MCT","w":3},{"s":326,"t":672,"type":"funds","label":"BNDES acionista da Cobra","w":3},{"s":672,"t":425,"type":"succeeded","label":"ciclos de estatais de hardware","w":2},{"s":371,"t":151,"type":"partner","label":"Solinftec opera em usinas da Raízen","w":3},{"s":371,"t":12,"type":"competes","label":"agro digital","w":2},{"s":554,"t":372,"type":"spinoff","label":"XMobots nasce em São Carlos (USP)","w":3},{"s":416,"t":372,"type":"regulates","label":"RBAC 100","w":4},{"s":416,"t":373,"type":"regulates","label":"RBAC 100","w":4},{"s":416,"t":374,"type":"regulates","label":"certificação eVTOL","w":3},{"s":416,"t":377,"type":"regulates","label":"RBAC 100","w":3},{"s":416,"t":378,"type":"regulates","label":"RBAC 100","w":3},{"s":416,"t":379,"type":"regulates","label":"RBAC 100","w":3},{"s":372,"t":424,"type":"supplies","label":"drones para Marinha/Exército","w":3},{"s":376,"t":424,"type":"supplies","label":"Carcará para os Fuzileiros","w":4},{"s":489,"t":374,"type":"parent","label":"Embraer controla a Eve","w":5},{"s":326,"t":374,"type":"funds","label":"BNDES financia eVTOL","w":4},{"s":579,"t":489,"type":"partner","label":"ITA forma engenheiros da Embraer","w":5},{"s":501,"t":398,"type":"hosts","label":"ITAndroids no ITA","w":4},{"s":579,"t":398,"type":"hosts","label":"ITAndroids","w":5},{"s":381,"t":519,"type":"supplies","label":"displays do Gripen","w":4},{"s":381,"t":538,"type":"supplies","label":"aviônicos KC-390","w":3},{"s":381,"t":489,"type":"supplies","label":"aviônicos","w":3},{"s":382,"t":391,"type":"partner","label":"ISI Joinville","w":3},{"s":382,"t":489,"type":"partner","label":"motores elétricos (Ipanema)","w":3},{"s":384,"t":391,"type":"partner","label":"automação industrial","w":3},{"s":605,"t":391,"type":"parent","label":"rede ISI","w":4},{"s":607,"t":391,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":3},{"s":408,"t":391,"type":"partner","label":"UDESC Joinville","w":3},{"s":607,"t":604,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":4},{"s":604,"t":145,"type":"partner","label":"robótica para a Petrobras","w":3},{"s":386,"t":387,"type":"competes","label":"máquinas agrícolas","w":3},{"s":184,"t":396,"type":"funds","label":"Vale/ITV e VeRLab","w":3},{"s":184,"t":185,"type":"parent","label":"instituto de pesquisa da Vale","w":5},{"s":184,"t":422,"type":"partner","label":"caminhões autônomos em Carajás","w":3},{"s":422,"t":184,"type":"supplies","label":"autonomia Caterpillar","w":4},{"s":145,"t":420,"type":"funds","label":"robótica PUC-Rio","w":4},{"s":145,"t":564,"type":"funds","label":"Petrobras financia a COPPE","w":5},{"s":145,"t":421,"type":"partner","label":"ROVs offshore","w":3},{"s":421,"t":145,"type":"supplies","label":"ROVs","w":3},{"s":145,"t":604,"type":"funds","label":"projetos Cimatec","w":3},{"s":556,"t":393,"type":"hosts","label":"ICMC-USP","w":5},{"s":394,"t":393,"type":"leads","label":"Denis Wolf","w":5},{"s":395,"t":393,"type":"leads","label":"Fernando Osório","w":3},{"s":394,"t":554,"type":"trained_at","label":"USP","w":3},{"s":393,"t":410,"type":"partner","label":"RoboCup","w":3},{"s":567,"t":396,"type":"hosts","label":"DCC-UFMG","w":5},{"s":397,"t":396,"type":"leads","label":"Mario Campos","w":5},{"s":398,"t":410,"type":"partner","label":"RoboCup","w":3},{"s":571,"t":399,"type":"hosts","label":"CIn-UFPE","w":5},{"s":399,"t":410,"type":"partner","label":"RoboCup","w":4},{"s":560,"t":400,"type":"hosts","label":"IC-Unicamp","w":5},{"s":401,"t":400,"type":"leads","label":"Esther Colombini","w":5},{"s":401,"t":579,"type":"trained_at","label":"doutorado ITA","w":3},{"s":403,"t":402,"type":"leads","label":"Reinaldo Bianchi","w":5},{"s":403,"t":554,"type":"trained_at","label":"USP","w":3},{"s":404,"t":554,"type":"trained_at","label":"USP","w":3},{"s":402,"t":410,"type":"partner","label":"RoboCup","w":3},{"s":573,"t":405,"type":"hosts","label":"UnB","w":4},{"s":569,"t":406,"type":"hosts","label":"INF-UFRGS","w":4},{"s":520,"t":580,"type":"parent","label":"IME / Exército","w":4},{"s":410,"t":411,"type":"partner","label":"OBR e CBR","w":4},{"s":130,"t":411,"type":"partner","label":"SBC organiza a OBR","w":3},{"s":415,"t":416,"type":"partner","label":"regulação de drones","w":3},{"s":582,"t":418,"type":"hosts","label":"Instituto do Cérebro UFRN","w":4},{"s":418,"t":60,"type":"partner","label":"Walk Again Project","w":3},{"s":576,"t":420,"type":"hosts","label":"PUC-Rio","w":4},{"s":520,"t":424,"type":"parent","label":"Marinha / Fuzileiros","w":4},{"s":379,"t":371,"type":"competes","label":"drones agrícolas vs automação","w":1},{"s":490,"t":489,"type":"leads","label":"CEO da Embraer","w":5},{"s":489,"t":492,"type":"parent","label":"Embraer-X","w":4},{"s":492,"t":374,"type":"spinoff","label":"Eve nasce na EmbraerX","w":4},{"s":489,"t":504,"type":"parent","label":"Visiona (51%)","w":5},{"s":242,"t":504,"type":"parent","label":"Telebras (49%)","w":4},{"s":504,"t":505,"type":"operates","label":"integrou o SGDC-1","w":4},{"s":242,"t":505,"type":"operates","label":"satélite SGDC","w":5},{"s":520,"t":505,"type":"partner","label":"uso militar do SGDC","w":3},{"s":321,"t":493,"type":"parent","label":"AEB vinculada ao MCTI","w":5},{"s":494,"t":493,"type":"leads","label":"presidente da AEB","w":5},{"s":321,"t":495,"type":"parent","label":"INPE é unidade do MCTI","w":5},{"s":496,"t":495,"type":"leads","label":"diretor do INPE","w":5},{"s":500,"t":497,"type":"operates","label":"DCTA/FAB opera Alcântara","w":5},{"s":500,"t":498,"type":"operates","label":"CLBI","w":4},{"s":493,"t":499,"type":"regulates","label":"licença de lançamento","w":4},{"s":497,"t":499,"type":"hosts","label":"primeira operadora comercial","w":4},{"s":513,"t":499,"type":"partner","label":"PION-BR2 no HANBIT-Nano","w":3},{"s":495,"t":506,"type":"operates","label":"CBERS","w":5},{"s":495,"t":507,"type":"operates","label":"Amazonia-1","w":5},{"s":495,"t":509,"type":"operates","label":"PRODES/DETER","w":5},{"s":495,"t":508,"type":"operates","label":"Sabiá-Mar","w":3},{"s":493,"t":506,"type":"funds","label":"programa CBERS","w":4},{"s":493,"t":507,"type":"funds","label":"Amazonia-1","w":4},{"s":493,"t":517,"type":"funds","label":"SERPENS","w":3},{"s":573,"t":517,"type":"partner","label":"UnB","w":3},{"s":365,"t":506,"type":"partner","label":"cooperação Brasil-China","w":3},{"s":520,"t":500,"type":"parent","label":"DCTA via FAB","w":5},{"s":500,"t":501,"type":"parent","label":"ITA","w":5},{"s":500,"t":502,"type":"parent","label":"IAE","w":5},{"s":500,"t":503,"type":"parent","label":"IEAv","w":5},{"s":502,"t":497,"type":"partner","label":"VSB-30 / VLM-1","w":3},{"s":502,"t":498,"type":"partner","label":"lançamentos suborbitais","w":3},{"s":501,"t":489,"type":"partner","label":"formação de engenheiros","w":5},{"s":519,"t":501,"type":"partner","label":"Saab/CISB no ITA","w":3},{"s":510,"t":519,"type":"supplies","label":"fuselagens do Gripen","w":4},{"s":510,"t":489,"type":"supplies","label":"aeroestruturas","w":4},{"s":510,"t":495,"type":"supplies","label":"estruturas de satélite","w":3},{"s":511,"t":495,"type":"supplies","label":"painéis solares e estruturas","w":4},{"s":511,"t":506,"type":"supplies","label":"subsistemas CBERS","w":3},{"s":512,"t":502,"type":"supplies","label":"motor S50 / VLM-1","w":4},{"s":514,"t":504,"type":"hosts","label":"Parque Tecnológico SJC","w":3},{"s":514,"t":510,"type":"hosts","label":"Parque Tecnológico SJC","w":3},{"s":495,"t":515,"type":"partner","label":"NanosatC-BR","w":3},{"s":572,"t":516,"type":"hosts","label":"UFSC SpaceLab","w":4},{"s":493,"t":518,"type":"partner","label":"Acordos Artemis","w":3},{"s":35,"t":495,"type":"partner","label":"Carlos Nobre, ex-INPE","w":3},{"s":489,"t":519,"type":"partner","label":"Gripen E/F","w":5},{"s":489,"t":538,"type":"parent","label":"Embraer Defesa","w":5},{"s":489,"t":527,"type":"parent","label":"Mectron (2011)","w":4},{"s":489,"t":529,"type":"parent","label":"Atech","w":4},{"s":326,"t":489,"type":"funds","label":"BNDES Exim","w":4},{"s":493,"t":497,"type":"partner","label":"Centro Espacial de Alcântara","w":4},{"s":520,"t":519,"type":"funds","label":"contrato Gripen","w":5},{"s":529,"t":519,"type":"supplies","label":"Link-BR2 / sistemas","w":3},{"s":520,"t":538,"type":"funds","label":"KC-390","w":5},{"s":529,"t":538,"type":"supplies","label":"sistemas de missão","w":3},{"s":527,"t":528,"type":"spinoff","label":"SIATT nasce da equipe da Mectron","w":4},{"s":528,"t":520,"type":"supplies","label":"MANSUP / MSS 1.2","w":4},{"s":528,"t":526,"type":"partner","label":"consórcio MANSUP","w":3},{"s":526,"t":520,"type":"supplies","label":"Astros","w":4},{"s":520,"t":522,"type":"funds","label":"PROSUB","w":5},{"s":546,"t":522,"type":"partner","label":"reator do SN-BR","w":5},{"s":643,"t":522,"type":"partner","label":"engenharia nuclear naval","w":5},{"s":642,"t":522,"type":"supplies","label":"seções de casco","w":4},{"s":644,"t":522,"type":"partner","label":"gestão de projetos navais","w":3},{"s":644,"t":523,"type":"partner","label":"contratante das fragatas","w":5},{"s":529,"t":523,"type":"partner","label":"Águas Azuis","w":4},{"s":489,"t":523,"type":"partner","label":"Embraer Defesa no consórcio","w":4},{"s":520,"t":523,"type":"funds","label":"Classe Tamandaré","w":5},{"s":520,"t":524,"type":"funds","label":"Guarani","w":4},{"s":520,"t":525,"type":"funds","label":"SISFRON","w":4},{"s":489,"t":525,"type":"partner","label":"Savis/Bradar","w":3},{"s":530,"t":520,"type":"supplies","label":"H225M","w":4},{"s":531,"t":520,"type":"supplies","label":"armas leves","w":3},{"s":532,"t":520,"type":"supplies","label":"munições","w":3},{"s":532,"t":531,"type":"parent","label":"CBC controla a Taurus","w":3},{"s":520,"t":533,"type":"parent","label":"IMBEL","w":4},{"s":533,"t":520,"type":"supplies","label":"material bélico","w":3},{"s":559,"t":535,"type":"spinoff","label":"Kryptus nasce na Unicamp","w":4},{"s":535,"t":536,"type":"supplies","label":"criptografia","w":4},{"s":535,"t":505,"type":"supplies","label":"segmento terrestre do SGDC","w":3},{"s":535,"t":520,"type":"supplies","label":"EED certificada","w":3},{"s":520,"t":536,"type":"parent","label":"ComDCiber","w":5},{"s":520,"t":537,"type":"parent","label":"CTEx","w":4},{"s":537,"t":580,"type":"partner","label":"IME","w":3},{"s":539,"t":520,"type":"partner","label":"ABIMDE","w":3},{"s":520,"t":521,"type":"parent","label":"END","w":4},{"s":521,"t":522,"type":"regulates","label":"prioridade estratégica","w":3},{"s":521,"t":519,"type":"regulates","label":"prioridade estratégica","w":3},{"s":553,"t":520,"type":"leads","label":"ministro da Defesa","w":5},{"s":520,"t":644,"type":"parent","label":"Emgepron / Marinha","w":4},{"s":520,"t":643,"type":"parent","label":"Amazul / Marinha","w":4},{"s":543,"t":642,"type":"parent","label":"NUCLEP vinculada à CNEN","w":3},{"s":540,"t":541,"type":"operates","label":"Angra 3","w":5},{"s":542,"t":540,"type":"supplies","label":"combustível nuclear","w":5},{"s":542,"t":551,"type":"operates","label":"URA Caetité","w":5},{"s":543,"t":540,"type":"regulates","label":"licenciamento","w":5},{"s":543,"t":541,"type":"regulates","label":"licenciamento","w":4},{"s":543,"t":542,"type":"regulates","label":"regulação","w":4},{"s":543,"t":544,"type":"parent","label":"IPEN","w":5},{"s":543,"t":547,"type":"parent","label":"CDTN","w":4},{"s":543,"t":548,"type":"parent","label":"IEN","w":4},{"s":543,"t":545,"type":"operates","label":"projeto RMB","w":4},{"s":546,"t":545,"type":"partner","label":"vizinho de Aramar","w":4},{"s":325,"t":545,"type":"funds","label":"FNDCT","w":3},{"s":324,"t":545,"type":"funds","label":"Finep","w":4},{"s":520,"t":546,"type":"parent","label":"Marinha","w":5},{"s":643,"t":546,"type":"partner","label":"LABGENE","w":5},{"s":546,"t":542,"type":"supplies","label":"ultracentrífugas","w":4},{"s":642,"t":540,"type":"supplies","label":"componentes pesados","w":3},{"s":549,"t":542,"type":"regulates","label":"salvaguardas","w":4},{"s":549,"t":546,"type":"regulates","label":"salvaguardas em Aramar","w":4},{"s":550,"t":543,"type":"regulates","label":"marco constitucional","w":3},{"s":552,"t":542,"type":"leads","label":"MME","w":3},{"s":552,"t":540,"type":"leads","label":"MME / CNPE","w":3},{"s":670,"t":542,"type":"succeeded","label":"Nuclebrás → INB (1988)","w":4},{"s":670,"t":642,"type":"succeeded","label":"NUCLEP era subsidiária","w":4},{"s":670,"t":540,"type":"succeeded","label":"Nuclen → Eletronuclear","w":3},{"s":648,"t":540,"type":"succeeded","label":"diretoria nuclear de Furnas","w":2},{"s":554,"t":544,"type":"hosts","label":"campus USP","w":3},{"s":326,"t":540,"type":"funds","label":"dívidas Angra 3","w":3},{"s":321,"t":198,"type":"parent","label":"CBPF é unidade do MCTI","w":5},{"s":198,"t":203,"type":"partner","label":"nó da Rio Quântica","w":5},{"s":576,"t":203,"type":"partner","label":"PUC-Rio","w":4},{"s":563,"t":203,"type":"partner","label":"UFRJ","w":4},{"s":580,"t":203,"type":"partner","label":"IME","w":3},{"s":208,"t":203,"type":"partner","label":"UFF via enlace óptico","w":4},{"s":616,"t":203,"type":"funds","label":"FAPERJ","w":4},{"s":321,"t":199,"type":"funds","label":"MCTI (R$60 mi)","w":4},{"s":201,"t":199,"type":"partner","label":"IBQuântica","w":4},{"s":587,"t":199,"type":"partner","label":"UFPB","w":3},{"s":607,"t":200,"type":"funds","label":"Embrapii seleciona o QuIIN","w":5},{"s":321,"t":200,"type":"funds","label":"MCTI (~R$60 mi)","w":4},{"s":604,"t":200,"type":"hosts","label":"Senai Cimatec","w":5},{"s":201,"t":200,"type":"partner","label":"IBQuântica","w":4},{"s":200,"t":145,"type":"partner","label":"projetos com a Petrobras","w":3},{"s":321,"t":201,"type":"parent","label":"iniciativa do MCTI","w":5},{"s":611,"t":202,"type":"funds","label":"CNPq","w":4},{"s":617,"t":202,"type":"funds","label":"FAPEMIG","w":3},{"s":621,"t":202,"type":"parent","label":"programa INCT","w":4},{"s":206,"t":202,"type":"hosts","label":"sede do INCT-IQ","w":5},{"s":566,"t":206,"type":"hosts","label":"UFMG","w":5},{"s":615,"t":204,"type":"funds","label":"FAPESP","w":4},{"s":562,"t":559,"type":"hosts","label":"IFGW","w":5},{"s":615,"t":559,"type":"funds","label":"FAPESP","w":5},{"s":559,"t":466,"type":"partner","label":"CCSNano","w":3},{"s":570,"t":207,"type":"hosts","label":"UFPE","w":5},{"s":563,"t":208,"type":"hosts","label":"UFRJ","w":4},{"s":585,"t":208,"type":"hosts","label":"UFABC","w":3},{"s":209,"t":208,"type":"leads","label":"Davidovich (UFRJ)","w":4},{"s":209,"t":576,"type":"trained_at","label":"PUC-Rio","w":3},{"s":209,"t":202,"type":"partner","label":"INCT-IQ","w":3},{"s":204,"t":202,"type":"partner","label":"INCT-IQ","w":3},{"s":559,"t":202,"type":"partner","label":"INCT-IQ","w":3},{"s":207,"t":202,"type":"partner","label":"INCT-IQ","w":3},{"s":198,"t":202,"type":"partner","label":"INCT-IQ","w":3},{"s":243,"t":210,"type":"partner","label":"QKD com CPqD","w":3},{"s":572,"t":211,"type":"spinoff","label":"Quantuloop (UFSC)","w":3},{"s":211,"t":200,"type":"partner","label":"ecossistema deep-tech","w":3},{"s":554,"t":555,"type":"parent","label":"Poli","w":5},{"s":554,"t":556,"type":"parent","label":"ICMC","w":5},{"s":554,"t":557,"type":"parent","label":"IME","w":5},{"s":554,"t":204,"type":"parent","label":"IF","w":5},{"s":559,"t":560,"type":"parent","label":"IC","w":5},{"s":559,"t":561,"type":"parent","label":"FEEC","w":5},{"s":559,"t":562,"type":"parent","label":"IFGW","w":5},{"s":563,"t":564,"type":"parent","label":"COPPE","w":5},{"s":563,"t":565,"type":"parent","label":"NCE","w":4},{"s":566,"t":567,"type":"parent","label":"DCC","w":5},{"s":568,"t":569,"type":"parent","label":"INF","w":5},{"s":570,"t":571,"type":"parent","label":"CIn","w":5},{"s":576,"t":577,"type":"parent","label":"Tecgraf","w":5},{"s":578,"t":630,"type":"operates","label":"Tecnopuc","w":5},{"s":321,"t":611,"type":"parent","label":"CNPq","w":5},{"s":321,"t":324,"type":"parent","label":"Finep","w":5},{"s":321,"t":325,"type":"parent","label":"FNDCT","w":4},{"s":324,"t":325,"type":"operates","label":"Finep é secretaria-executiva do FNDCT","w":5},{"s":321,"t":598,"type":"parent","label":"INPA","w":4},{"s":321,"t":601,"type":"parent","label":"IMPA (OS)","w":4},{"s":321,"t":594,"type":"parent","label":"CNPEM (OS)","w":5},{"s":321,"t":634,"type":"parent","label":"RNP (OS)","w":4},{"s":321,"t":632,"type":"parent","label":"Mais Ciência na Escola","w":3},{"s":636,"t":611,"type":"leads","label":"presidente do CNPq","w":5},{"s":612,"t":554,"type":"funds","label":"pós-graduação","w":4},{"s":612,"t":559,"type":"funds","label":"pós-graduação","w":4},{"s":612,"t":563,"type":"funds","label":"pós-graduação","w":4},{"s":612,"t":566,"type":"funds","label":"pós-graduação","w":3},{"s":612,"t":568,"type":"funds","label":"pós-graduação","w":3},{"s":612,"t":570,"type":"funds","label":"pós-graduação","w":3},{"s":611,"t":621,"type":"funds","label":"INCTs","w":5},{"s":325,"t":621,"type":"funds","label":"INCTs","w":4},{"s":615,"t":621,"type":"funds","label":"INCTs em SP","w":3},{"s":324,"t":564,"type":"funds","label":"CT-Infra","w":4},{"s":324,"t":554,"type":"funds","label":"CT-Infra","w":3},{"s":324,"t":595,"type":"funds","label":"Sirius","w":5},{"s":325,"t":595,"type":"funds","label":"Sirius","w":5},{"s":594,"t":595,"type":"operates","label":"Sirius","w":5},{"s":638,"t":594,"type":"leads","label":"diretor-geral","w":5},{"s":639,"t":601,"type":"leads","label":"diretor-geral","w":5},{"s":641,"t":576,"type":"trained_at","label":"PUC-Rio","w":4},{"s":641,"t":577,"type":"leads","label":"criou Lua no Tecgraf","w":3},{"s":299,"t":606,"type":"leads","label":"fundador do CESAR","w":5},{"s":299,"t":579,"type":"trained_at","label":"ITA","w":4},{"s":299,"t":625,"type":"leads","label":"fundador e cientista-chefe","w":5},{"s":571,"t":606,"type":"spinoff","label":"CESAR nasce do CIn","w":5},{"s":606,"t":625,"type":"partner","label":"Porto Digital","w":5},{"s":625,"t":606,"type":"hosts","label":"âncora do parque","w":5},{"s":570,"t":625,"type":"partner","label":"UFPE","w":4},{"s":615,"t":554,"type":"funds","label":"FAPESP","w":5},{"s":615,"t":575,"type":"funds","label":"FAPESP","w":4},{"s":615,"t":622,"type":"funds","label":"CEPIDs","w":5},{"s":622,"t":554,"type":"funds","label":"CEPIDs na USP","w":4},{"s":622,"t":559,"type":"funds","label":"CEPIDs na Unicamp","w":4},{"s":616,"t":563,"type":"funds","label":"FAPERJ","w":4},{"s":616,"t":576,"type":"funds","label":"FAPERJ","w":3},{"s":617,"t":566,"type":"funds","label":"FAPEMIG","w":4},{"s":618,"t":568,"type":"funds","label":"FAPERGS","w":3},{"s":618,"t":570,"type":"funds","label":"FACEPE","w":3},{"s":618,"t":572,"type":"funds","label":"FAPESC","w":3},{"s":607,"t":605,"type":"funds","label":"unidades Embrapii","w":4},{"s":607,"t":606,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":4},{"s":607,"t":603,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":4},{"s":607,"t":243,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":4},{"s":607,"t":564,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":3},{"s":605,"t":604,"type":"parent","label":"rede ISI","w":4},{"s":603,"t":559,"type":"partner","label":"Eldorado e Unicamp","w":3},{"s":243,"t":559,"type":"partner","label":"CPqD e Unicamp","w":3},{"s":107,"t":635,"type":"operates","label":"Santos Dumont","w":5},{"s":634,"t":107,"type":"partner","label":"RNP","w":3},{"s":634,"t":554,"type":"supplies","label":"rede acadêmica","w":3},{"s":634,"t":559,"type":"supplies","label":"rede acadêmica","w":3},{"s":634,"t":563,"type":"supplies","label":"rede acadêmica","w":3},{"s":495,"t":579,"type":"partner","label":"INPE e ITA","w":3},{"s":623,"t":579,"type":"partner","label":"Parque SJC","w":3},{"s":624,"t":572,"type":"partner","label":"Sapiens e UFSC","w":3},{"s":563,"t":626,"type":"operates","label":"Parque da UFRJ","w":5},{"s":627,"t":554,"type":"partner","label":"USP Ribeirão","w":3},{"s":628,"t":559,"type":"partner","label":"Campinas","w":4},{"s":629,"t":566,"type":"partner","label":"BH-TEC","w":4},{"s":611,"t":631,"type":"operates","label":"Ciência sem Fronteiras","w":4},{"s":612,"t":631,"type":"operates","label":"Ciência sem Fronteiras","w":4},{"s":500,"t":579,"type":"parent","label":"DCTA","w":5},{"s":574,"t":556,"type":"partner","label":"polo de São Carlos","w":3},{"s":569,"t":467,"type":"hosts","label":"PGMicro","w":4},{"s":594,"t":62,"type":"parent","label":"LNBio/LNBR","w":5},{"s":592,"t":593,"type":"competes","label":"escolas privadas","w":1},{"s":573,"t":517,"type":"hosts","label":"SERPENS","w":3},{"s":582,"t":60,"type":"hosts","label":"Instituto do Cérebro","w":4},{"s":453,"t":466,"type":"partner","label":"SBMicro e comunidade acadêmica","w":3},{"s":453,"t":454,"type":"partner","label":"formação de projetistas","w":3},{"s":326,"t":383,"type":"funds","label":"Crédito Indústria 4.0","w":3},{"s":383,"t":391,"type":"partner","label":"manufatura avançada","w":3},{"s":92,"t":115,"type":"partner","label":"iFood na AWS","w":3},{"s":115,"t":106,"type":"competes","label":"nuvem de governo vs nuvem pública","w":3},{"s":326,"t":607,"type":"funds","label":"BNDES e Embrapii","w":3},{"s":90,"t":89,"type":"competes","label":"software corporativo com IA","w":3},{"s":84,"t":131,"type":"partner","label":"IA jurídica em português","w":2},{"s":83,"t":114,"type":"partner","label":"automação na nuvem","w":2},{"s":419,"t":245,"type":"partner","label":"telecirurgia sobre rede comercial","w":3},{"s":0,"t":1,"type":"parent","label":"unidade descentralizada","w":5},{"s":0,"t":2,"type":"parent","label":"unidade descentralizada","w":4},{"s":0,"t":3,"type":"hosts","label":"pesquisadora da Embrapa Soja","w":4},{"s":4,"t":0,"type":"leads","label":"presidente da Embrapa","w":5},{"s":32,"t":0,"type":"parent","label":"vinculada ao MAPA","w":5},{"s":32,"t":33,"type":"parent","label":"vinculada ao MAPA","w":4},{"s":32,"t":20,"type":"operates","label":"regulamenta e registra bioinsumos","w":4},{"s":20,"t":16,"type":"regulates","label":"registro de bioinsumos","w":4},{"s":20,"t":17,"type":"regulates","label":"registro de bioinsumos","w":3},{"s":20,"t":18,"type":"regulates","label":"registro de bioinsumos","w":3},{"s":19,"t":20,"type":"partner","label":"articulação do marco legal","w":3},{"s":19,"t":31,"type":"partner","label":"associada","w":3},{"s":72,"t":26,"type":"regulates","label":"eucalipto transgênico","w":4},{"s":72,"t":23,"type":"regulates","label":"cana Bt","w":4},{"s":72,"t":31,"type":"regulates","label":"liberação de OGMs","w":4},{"s":72,"t":0,"type":"regulates","label":"liberação de OGMs","w":3},{"s":0,"t":5,"type":"partner","label":"pesquisa agronômica","w":5},{"s":0,"t":6,"type":"partner","label":"pesquisa agronômica","w":3},{"s":0,"t":7,"type":"partner","label":"cafeicultura","w":2},{"s":0,"t":8,"type":"partner","label":"pesquisa agronômica","w":3},{"s":0,"t":31,"type":"partner","label":"P&D em sementes e biotecnologia","w":3},{"s":0,"t":12,"type":"partner","label":"agricultura digital","w":2},{"s":0,"t":33,"type":"partner","label":"dados de safra","w":2},{"s":0,"t":662,"type":"partner","label":"irrigação e agricultura familiar","w":2},{"s":1,"t":371,"type":"partner","label":"agricultura digital","w":2},{"s":554,"t":5,"type":"parent","label":"unidade da USP","w":5},{"s":615,"t":5,"type":"funds","label":"bolsas e projetos","w":4},{"s":324,"t":0,"type":"funds","label":"projetos de P&D","w":4},{"s":611,"t":0,"type":"funds","label":"bolsas e projetos","w":3},{"s":607,"t":2,"type":"funds","label":"unidade Embrapii","w":3},{"s":10,"t":151,"type":"partner","label":"corporate partner","w":3},{"s":10,"t":386,"type":"partner","label":"corporate partner","w":3},{"s":10,"t":31,"type":"partner","label":"corporate partner","w":3},{"s":10,"t":5,"type":"partner","label":"ecossistema de Piracicaba","w":3},{"s":10,"t":23,"type":"partner","label":"ecossistema de Piracicaba","w":2},{"s":371,"t":151,"type":"supplies","label":"automação de operações agrícolas","w":3},{"s":152,"t":151,"type":"parent","label":"Cosan controla a Raízen (JV com Shell)","w":5},{"s":151,"t":23,"type":"parent","label":"acionista do CTC","w":3},{"s":151,"t":153,"type":"competes","label":"etanol e açúcar","w":4},{"s":23,"t":5,"type":"partner","label":"melhoramento de cana","w":3},{"s":23,"t":0,"type":"partner","label":"cana-de-açúcar","w":2},{"s":26,"t":0,"type":"partner","label":"florestas plantadas","w":2},{"s":158,"t":151,"type":"regulates","label":"CBIOs","w":4},{"s":157,"t":151,"type":"regulates","label":"mandatos de etanol e SAF","w":5},{"s":326,"t":151,"type":"funds","label":"etanol 2G e bioenergia","w":4},{"s":326,"t":26,"type":"funds","label":"expansão florestal","w":3},{"s":181,"t":14,"type":"supplies","label":"dados de desmatamento","w":3},{"s":181,"t":28,"type":"spinoff","label":"fundada por egressos do INPE","w":3},{"s":14,"t":181,"type":"partner","label":"monitoramento territorial","w":2},{"s":554,"t":15,"type":"spinoff","label":"fundada por egressos da USP","w":2},{"s":16,"t":17,"type":"competes","label":"bioinsumos","w":3},{"s":31,"t":5,"type":"partner","label":"pesquisa agronômica","w":3},{"s":178,"t":29,"type":"regulates","label":"mercado de carbono","w":3},{"s":30,"t":178,"type":"partner","label":"pesquisa de política climática","w":2},{"s":30,"t":179,"type":"partner","label":"agenda de bioeconomia","w":2},{"s":8,"t":9,"type":"partner","label":"institutos da APTA-SP","w":2},{"s":32,"t":31,"type":"regulates","label":"registro de agrotóxicos","w":3},{"s":6,"t":0,"type":"partner","label":"melhoramento genético","w":2},{"s":3,"t":5,"type":"trained_at","label":"formação em agronomia","w":2},{"s":36,"t":37,"type":"parent","label":"unidade produtora de vacinas","w":5},{"s":38,"t":36,"type":"leads","label":"presidente da Fiocruz","w":4},{"s":40,"t":39,"type":"leads","label":"diretor do Butantan","w":4},{"s":41,"t":40,"type":"succeeded","label":"Kallás sucedeu Covas na direção","w":3},{"s":41,"t":53,"type":"leads","label":"dirige o Hemocentro de Ribeirão Preto","w":4},{"s":554,"t":53,"type":"parent","label":"unidade da USP","w":4},{"s":554,"t":52,"type":"parent","label":"hospital universitário","w":4},{"s":554,"t":58,"type":"hosts","label":"professora do IB-USP","w":3},{"s":58,"t":57,"type":"leads","label":"coordenadora científica","w":5},{"s":54,"t":57,"type":"partner","label":"sequenciamento","w":3},{"s":36,"t":39,"type":"partner","label":"vacinas para o SUS","w":4},{"s":37,"t":70,"type":"supplies","label":"vacinas ao PNI/SUS","w":4},{"s":39,"t":70,"type":"supplies","label":"vacinas ao PNI/SUS","w":4},{"s":73,"t":37,"type":"funds","label":"CEIS / PDPs","w":5},{"s":73,"t":39,"type":"funds","label":"CEIS / PDPs","w":5},{"s":73,"t":42,"type":"funds","label":"CEIS","w":4},{"s":73,"t":48,"type":"funds","label":"PDPs de biossimilares","w":3},{"s":323,"t":73,"type":"parent","label":"Missão 1 da NIB","w":5},{"s":326,"t":73,"type":"funds","label":"financiamento da missão","w":4},{"s":322,"t":73,"type":"leads","label":"coordenação com Min. Saúde","w":4},{"s":326,"t":37,"type":"funds","label":"complexo industrial de Santa Cruz","w":4},{"s":326,"t":39,"type":"funds","label":"nova fábrica de vacinas","w":4},{"s":326,"t":42,"type":"funds","label":"fábrica de Goiana","w":3},{"s":324,"t":36,"type":"funds","label":"P&D em saúde","w":4},{"s":324,"t":39,"type":"funds","label":"P&D em vacinas","w":3},{"s":611,"t":36,"type":"funds","label":"bolsas e projetos","w":3},{"s":615,"t":39,"type":"funds","label":"projetos de pesquisa","w":3},{"s":615,"t":57,"type":"funds","label":"genômica populacional","w":3},{"s":53,"t":42,"type":"supplies","label":"transferência de tecnologia (fator VIII)","w":3},{"s":43,"t":48,"type":"parent","label":"sócia da JV Bionovis","w":4},{"s":45,"t":48,"type":"parent","label":"sócia da JV Bionovis","w":3},{"s":46,"t":48,"type":"parent","label":"sócia da JV Bionovis","w":3},{"s":44,"t":49,"type":"parent","label":"sócia da JV Orygen","w":4},{"s":48,"t":37,"type":"partner","label":"PDP de biossimilares","w":3},{"s":49,"t":37,"type":"partner","label":"PDP de biossimilares","w":2},{"s":43,"t":44,"type":"competes","label":"genéricos e similares","w":4},{"s":44,"t":46,"type":"competes","label":"farmacêutica","w":3},{"s":71,"t":37,"type":"regulates","label":"registro de vacinas","w":5},{"s":71,"t":39,"type":"regulates","label":"registro de vacinas","w":5},{"s":71,"t":43,"type":"regulates","label":"registro de medicamentos","w":4},{"s":71,"t":44,"type":"regulates","label":"registro de medicamentos","w":4},{"s":71,"t":48,"type":"regulates","label":"biossimilares","w":3},{"s":71,"t":42,"type":"regulates","label":"hemoderivados","w":3},{"s":69,"t":70,"type":"partner","label":"integração com SUS Digital","w":2},{"s":50,"t":52,"type":"partner","label":"pesquisa clínica","w":2},{"s":50,"t":70,"type":"partner","label":"PROADI-SUS","w":3},{"s":51,"t":70,"type":"partner","label":"PROADI-SUS","w":2},{"s":54,"t":55,"type":"competes","label":"medicina diagnóstica","w":3},{"s":64,"t":54,"type":"partner","label":"negociações de fusão em oncologia (2024)","w":2},{"s":59,"t":563,"type":"partner","label":"neurociência e pesquisa clínica","w":2},{"s":61,"t":563,"type":"trained_at","label":"professora do ICB-UFRJ","w":2},{"s":582,"t":60,"type":"parent","label":"instituto da UFRN","w":4},{"s":321,"t":594,"type":"funds","label":"organização social do MCTI","w":5},{"s":62,"t":595,"type":"partner","label":"uso do síncrotron Sirius","w":3},{"s":62,"t":151,"type":"partner","label":"biorrefinarias e etanol 2G","w":2},{"s":62,"t":22,"type":"partner","label":"etanol 2G","w":2},{"s":34,"t":35,"type":"partner","label":"Amazônia 4.0 e bioeconomia","w":3},{"s":74,"t":34,"type":"regulates","label":"acesso ao patrimônio genético","w":4},{"s":74,"t":36,"type":"regulates","label":"acesso ao patrimônio genético","w":3},{"s":35,"t":75,"type":"partner","label":"hub de bioeconomia na Amazônia","w":2},{"s":598,"t":35,"type":"partner","label":"pesquisa amazônica","w":2},{"s":75,"t":598,"type":"partner","label":"bioeconomia amazônica","w":2},{"s":66,"t":65,"type":"operates","label":"cofundou e opera o hub","w":3},{"s":66,"t":566,"type":"partner","label":"ecossistema mineiro","w":2},{"s":305,"t":67,"type":"funds","label":"Série A/B","w":3},{"s":308,"t":67,"type":"funds","label":"Série B","w":3},{"s":36,"t":70,"type":"partner","label":"informação em saúde","w":2},{"s":145,"t":146,"type":"parent","label":"centro de pesquisas","w":5},{"s":146,"t":147,"type":"operates","label":"supercomputação para geofísica","w":5},{"s":145,"t":651,"type":"parent","label":"subsidiária integral","w":5},{"s":145,"t":652,"type":"parent","label":"subsidiária integral","w":4},{"s":653,"t":145,"type":"partner","label":"gestão dos contratos de partilha","w":3},{"s":146,"t":564,"type":"partner","label":"engenharia offshore","w":4},{"s":157,"t":145,"type":"regulates","label":"diesel R e SAF","w":3},{"s":148,"t":648,"type":"parent","label":"controladora (pré-2022)","w":4},{"s":148,"t":649,"type":"parent","label":"controladora (pré-2022)","w":4},{"s":148,"t":650,"type":"parent","label":"controladora (pré-2022)","w":4},{"s":148,"t":149,"type":"parent","label":"centro de pesquisa do sistema Eletrobras","w":4},{"s":148,"t":150,"type":"parent","label":"sócia brasileira até 2023","w":2},{"s":149,"t":564,"type":"partner","label":"sistemas elétricos","w":2},{"s":564,"t":148,"type":"partner","label":"P&D em energia","w":3},{"s":176,"t":148,"type":"regulates","label":"geração e transmissão","w":5},{"s":176,"t":163,"type":"regulates","label":"geração eólica/solar","w":4},{"s":176,"t":648,"type":"regulates","label":"geração e transmissão","w":3},{"s":176,"t":649,"type":"regulates","label":"geração e transmissão","w":3},{"s":176,"t":650,"type":"regulates","label":"geração e transmissão","w":3},{"s":176,"t":654,"type":"regulates","label":"distribuição","w":3},{"s":176,"t":655,"type":"regulates","label":"distribuição","w":3},{"s":176,"t":150,"type":"regulates","label":"despacho pelo ONS","w":3},{"s":177,"t":176,"type":"partner","label":"planejamento energético","w":2},{"s":554,"t":177,"type":"parent","label":"instituto da USP","w":4},{"s":151,"t":489,"type":"partner","label":"SAF de etanol","w":3},{"s":151,"t":171,"type":"supplies","label":"etanol para híbridos flex","w":2},{"s":157,"t":153,"type":"regulates","label":"mandatos de biocombustíveis","w":4},{"s":157,"t":154,"type":"regulates","label":"diesel verde","w":4},{"s":157,"t":155,"type":"regulates","label":"biodiesel","w":3},{"s":157,"t":172,"type":"regulates","label":"biometano","w":3},{"s":158,"t":153,"type":"regulates","label":"CBIOs","w":3},{"s":157,"t":158,"type":"succeeded","label":"Combustível do Futuro amplia o RenovaBio","w":3},{"s":326,"t":163,"type":"funds","label":"parques eólicos","w":4},{"s":326,"t":164,"type":"funds","label":"fábrica de pás","w":3},{"s":159,"t":160,"type":"regulates","label":"marco do hidrogênio","w":5},{"s":159,"t":161,"type":"regulates","label":"marco do hidrogênio","w":3},{"s":159,"t":162,"type":"regulates","label":"marco do hidrogênio","w":3},{"s":160,"t":163,"type":"hosts","label":"pré-contrato de 400 kt","w":4},{"s":160,"t":259,"type":"partner","label":"eletricidade renovável no Pecém","w":3},{"s":163,"t":259,"type":"partner","label":"sócia do campus de data center","w":5},{"s":175,"t":163,"type":"regulates","label":"eólica offshore","w":3},{"s":382,"t":169,"type":"supplies","label":"motores e powertrain elétrico","w":3},{"s":382,"t":170,"type":"supplies","label":"motores elétricos","w":2},{"s":169,"t":166,"type":"competes","label":"ônibus elétricos","w":3},{"s":166,"t":167,"type":"competes","label":"veículos elétricos","w":4},{"s":351,"t":166,"type":"funds","label":"créditos tributários Mover","w":4},{"s":351,"t":167,"type":"funds","label":"créditos tributários Mover","w":3},{"s":351,"t":171,"type":"funds","label":"créditos tributários Mover","w":3},{"s":322,"t":351,"type":"operates","label":"programa do MDIC","w":4},{"s":323,"t":351,"type":"parent","label":"Missão 2 da NIB","w":3},{"s":164,"t":163,"type":"partner","label":"cadeia eólica cearense","w":2},{"s":179,"t":178,"type":"partner","label":"agenda climática","w":3},{"s":179,"t":180,"type":"partner","label":"ciência da Amazônia","w":3},{"s":179,"t":181,"type":"partner","label":"dados de desmatamento","w":3},{"s":495,"t":181,"type":"operates","label":"programa do INPE","w":5},{"s":181,"t":29,"type":"supplies","label":"dados de desmatamento","w":2},{"s":154,"t":489,"type":"partner","label":"SAF","w":2},{"s":366,"t":179,"type":"partner","label":"diplomacia climática","w":3},{"s":669,"t":184,"type":"parent","label":"acionista relevante via BNDESPar","w":3},{"s":184,"t":564,"type":"partner","label":"mineração e engenharia","w":3},{"s":184,"t":566,"type":"partner","label":"pesquisa em mineração","w":2},{"s":184,"t":192,"type":"partner","label":"tecnologia mineral","w":2},{"s":184,"t":594,"type":"partner","label":"materiais e caracterização","w":2},{"s":184,"t":196,"type":"spinoff","label":"Alunorte vendida à Hydro (2011)","w":2},{"s":185,"t":594,"type":"partner","label":"pesquisa em materiais","w":2},{"s":185,"t":598,"type":"partner","label":"biodiversidade amazônica","w":2},{"s":193,"t":184,"type":"regulates","label":"licenças minerárias","w":5},{"s":193,"t":183,"type":"regulates","label":"licenças minerárias","w":4},{"s":193,"t":186,"type":"regulates","label":"licenças minerárias","w":4},{"s":193,"t":190,"type":"regulates","label":"licenças minerárias","w":4},{"s":193,"t":188,"type":"regulates","label":"licenças minerárias","w":3},{"s":193,"t":192,"type":"partner","label":"mapeamento geológico","w":3},{"s":321,"t":192,"type":"parent","label":"unidade de pesquisa do MCTI","w":4},{"s":192,"t":564,"type":"partner","label":"processamento mineral","w":2},{"s":194,"t":183,"type":"regulates","label":"minerais estratégicos","w":3},{"s":194,"t":186,"type":"regulates","label":"minerais estratégicos","w":3},{"s":194,"t":190,"type":"regulates","label":"minerais estratégicos","w":4},{"s":322,"t":194,"type":"leads","label":"conselho de minerais estratégicos","w":3},{"s":321,"t":194,"type":"partner","label":"programa de minerais críticos","w":3},{"s":326,"t":323,"type":"operates","label":"chamada BNDES-Finep","w":4},{"s":324,"t":323,"type":"operates","label":"chamada BNDES-Finep","w":4},{"s":187,"t":186,"type":"hosts","label":"Vale do Lítio","w":4},{"s":187,"t":188,"type":"hosts","label":"Vale do Lítio","w":3},{"s":186,"t":188,"type":"competes","label":"lítio","w":3},{"s":183,"t":594,"type":"partner","label":"nióbio em materiais avançados","w":2},{"s":184,"t":326,"type":"partner","label":"financiamento de longo prazo","w":2},{"s":213,"t":214,"type":"operates","label":"criou e opera o Pix","w":5},{"s":213,"t":215,"type":"operates","label":"regula e coordena o Open Finance","w":5},{"s":213,"t":216,"type":"operates","label":"piloto do Drex","w":5},{"s":240,"t":213,"type":"leads","label":"presidente do BCB (2019-2024)","w":4},{"s":213,"t":237,"type":"operates","label":"regulador designado de ativos virtuais","w":3},{"s":213,"t":235,"type":"regulates","label":"infraestrutura de mercado","w":3},{"s":236,"t":213,"type":"partner","label":"sandbox conjunto","w":2},{"s":235,"t":239,"type":"partner","label":"negociação em bolsa","w":2},{"s":235,"t":216,"type":"partner","label":"piloto do Drex","w":3},{"s":213,"t":220,"type":"regulates","label":"licença bancária","w":5},{"s":213,"t":223,"type":"regulates","label":"instituição de pagamento","w":4},{"s":213,"t":224,"type":"regulates","label":"instituição de pagamento","w":4},{"s":213,"t":225,"type":"regulates","label":"banco digital","w":3},{"s":213,"t":226,"type":"regulates","label":"banco digital","w":3},{"s":213,"t":227,"type":"regulates","label":"instituição de pagamento","w":3},{"s":213,"t":228,"type":"regulates","label":"instituição de pagamento","w":3},{"s":213,"t":230,"type":"regulates","label":"SCD / BaaS","w":3},{"s":213,"t":234,"type":"regulates","label":"instituição de pagamento","w":3},{"s":213,"t":239,"type":"regulates","label":"banco XP","w":3},{"s":213,"t":646,"type":"regulates","label":"banco público","w":3},{"s":213,"t":647,"type":"regulates","label":"banco público","w":3},{"s":214,"t":220,"type":"hosts","label":"participante direto","w":4},{"s":214,"t":223,"type":"hosts","label":"participante direto","w":3},{"s":214,"t":227,"type":"hosts","label":"participante direto","w":3},{"s":214,"t":228,"type":"hosts","label":"participante direto","w":3},{"s":214,"t":234,"type":"hosts","label":"participante direto","w":3},{"s":214,"t":647,"type":"hosts","label":"participante direto","w":3},{"s":214,"t":646,"type":"hosts","label":"participante direto","w":3},{"s":215,"t":220,"type":"hosts","label":"participante","w":3},{"s":216,"t":647,"type":"partner","label":"piloto do Drex","w":2},{"s":216,"t":646,"type":"partner","label":"piloto do Drex","w":2},{"s":216,"t":220,"type":"partner","label":"piloto do Drex","w":2},{"s":221,"t":220,"type":"leads","label":"fundador e CEO","w":5},{"s":222,"t":220,"type":"leads","label":"cofundadora","w":4},{"s":305,"t":229,"type":"funds","label":"investidora","w":4},{"s":308,"t":229,"type":"funds","label":"Série D","w":4},{"s":308,"t":225,"type":"funds","label":"aquisição de participação (2019)","w":4},{"s":307,"t":228,"type":"funds","label":"investidora","w":3},{"s":319,"t":220,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":4},{"s":319,"t":229,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":3},{"s":319,"t":231,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":3},{"s":319,"t":228,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":3},{"s":319,"t":226,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":3},{"s":319,"t":230,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":3},{"s":220,"t":225,"type":"competes","label":"banco digital","w":4},{"s":220,"t":226,"type":"competes","label":"banco digital","w":3},{"s":220,"t":227,"type":"competes","label":"carteira digital","w":3},{"s":220,"t":234,"type":"competes","label":"conta digital","w":3},{"s":220,"t":647,"type":"competes","label":"varejo bancário","w":3},{"s":223,"t":224,"type":"competes","label":"adquirência","w":4},{"s":223,"t":228,"type":"competes","label":"adquirência","w":3},{"s":223,"t":234,"type":"competes","label":"adquirência","w":3},{"s":224,"t":228,"type":"competes","label":"adquirência","w":3},{"s":225,"t":226,"type":"competes","label":"banco digital","w":3},{"s":93,"t":234,"type":"parent","label":"braço financeiro do Mercado Livre","w":5},{"s":219,"t":217,"type":"operates","label":"serviços do gov.br","w":3},{"s":219,"t":646,"type":"supplies","label":"dados do INSS para pagamentos","w":3},{"s":646,"t":217,"type":"partner","label":"Caixa Tem e benefícios sociais","w":3},{"s":647,"t":217,"type":"partner","label":"login unificado","w":2},{"s":663,"t":213,"type":"supplies","label":"cédulas e moedas","w":3},{"s":238,"t":312,"type":"partner","label":"ecossistema de startups","w":2},{"s":260,"t":220,"type":"supplies","label":"nuvem AWS","w":2},{"s":363,"t":241,"type":"parent","label":"agência vinculada","w":3},{"s":363,"t":242,"type":"parent","label":"estatal vinculada","w":5},{"s":363,"t":250,"type":"leads","label":"política de 5G","w":4},{"s":241,"t":250,"type":"operates","label":"leilão de 5G (2021)","w":5},{"s":241,"t":245,"type":"regulates","label":"outorga e espectro","w":5},{"s":241,"t":246,"type":"regulates","label":"outorga e espectro","w":5},{"s":241,"t":247,"type":"regulates","label":"outorga e espectro","w":5},{"s":241,"t":248,"type":"regulates","label":"outorga e recuperação judicial","w":4},{"s":241,"t":249,"type":"regulates","label":"rede neutra","w":3},{"s":241,"t":262,"type":"regulates","label":"licença de satélite","w":4},{"s":241,"t":242,"type":"regulates","label":"outorga","w":3},{"s":241,"t":265,"type":"operates","label":"regulamentação de antenas","w":2},{"s":250,"t":245,"type":"regulates","label":"obrigações do leilão","w":3},{"s":250,"t":246,"type":"regulates","label":"obrigações do leilão","w":3},{"s":250,"t":247,"type":"regulates","label":"obrigações do leilão","w":3},{"s":243,"t":250,"type":"partner","label":"OpenRAN@Brasil","w":4},{"s":242,"t":105,"type":"partner","label":"Cofre de Dados","w":3},{"s":242,"t":671,"type":"parent","label":"holding do sistema Telebrás (1965-1998)","w":4},{"s":242,"t":243,"type":"spinoff","label":"centro de P&D do sistema Telebrás","w":4},{"s":210,"t":245,"type":"supplies","label":"DWDM","w":3},{"s":210,"t":248,"type":"supplies","label":"DWDM","w":2},{"s":210,"t":634,"type":"supplies","label":"DWDM para a rede Ipê","w":3},{"s":243,"t":634,"type":"partner","label":"redes de pesquisa","w":3},{"s":324,"t":243,"type":"funds","label":"P&D","w":3},{"s":339,"t":243,"type":"funds","label":"Lei de Informática","w":3},{"s":671,"t":246,"type":"succeeded","label":"Embratel privatizada e absorvida pela Claro","w":4},{"s":248,"t":249,"type":"spinoff","label":"rede de fibra separada da Oi","w":5},{"s":245,"t":248,"type":"partner","label":"adquiriu parte da Oi Móvel (2022)","w":3},{"s":246,"t":248,"type":"partner","label":"adquiriu parte da Oi Móvel (2022)","w":3},{"s":247,"t":248,"type":"partner","label":"adquiriu parte da Oi Móvel (2022)","w":3},{"s":245,"t":246,"type":"competes","label":"telefonia e banda larga","w":4},{"s":245,"t":247,"type":"competes","label":"telefonia e banda larga","w":4},{"s":246,"t":247,"type":"competes","label":"telefonia e banda larga","w":4},{"s":249,"t":245,"type":"supplies","label":"fibra neutra","w":3},{"s":249,"t":247,"type":"supplies","label":"fibra neutra","w":3},{"s":251,"t":252,"type":"competes","label":"data centers","w":4},{"s":251,"t":253,"type":"competes","label":"data centers","w":3},{"s":251,"t":254,"type":"competes","label":"data centers","w":3},{"s":252,"t":253,"type":"competes","label":"data centers","w":3},{"s":251,"t":260,"type":"supplies","label":"colocation para hyperscalers","w":4},{"s":252,"t":260,"type":"supplies","label":"colocation para hyperscalers","w":3},{"s":350,"t":251,"type":"regulates","label":"regime tributário","w":3},{"s":350,"t":252,"type":"regulates","label":"regime tributário","w":3},{"s":350,"t":259,"type":"regulates","label":"regime tributário","w":3},{"s":322,"t":350,"type":"leads","label":"proposta do MDIC","w":4},{"s":259,"t":160,"type":"partner","label":"energia renovável do Pecém","w":2},{"s":261,"t":634,"type":"partner","label":"programa BELLA","w":4},{"s":263,"t":343,"type":"partner","label":"princípios do Marco Civil","w":3},{"s":263,"t":634,"type":"partner","label":"governança da internet","w":2},{"s":263,"t":241,"type":"partner","label":"governança da internet","w":2},{"s":263,"t":245,"type":"supplies","label":"troca de tráfego IX.br","w":2},{"s":634,"t":109,"type":"leads","label":"consórcio para LLM nacional","w":5},{"s":105,"t":112,"type":"partner","label":"Distrito Soberano","w":3},{"s":275,"t":266,"type":"partner","label":"associada","w":3},{"s":275,"t":267,"type":"partner","label":"associada","w":2},{"s":275,"t":268,"type":"partner","label":"associada","w":2},{"s":275,"t":269,"type":"partner","label":"associada","w":2},{"s":275,"t":270,"type":"partner","label":"associada","w":2},{"s":275,"t":271,"type":"partner","label":"associada","w":2},{"s":275,"t":272,"type":"partner","label":"associada","w":2},{"s":275,"t":274,"type":"partner","label":"associada","w":2},{"s":275,"t":276,"type":"partner","label":"articulação do Marco Legal dos Games","w":4},{"s":275,"t":277,"type":"partner","label":"parceira do evento","w":3},{"s":332,"t":275,"type":"funds","label":"programa Brazil Games","w":4},{"s":276,"t":266,"type":"regulates","label":"marco regulatório","w":3},{"s":319,"t":266,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":4},{"s":312,"t":266,"type":"partner","label":"empreendedores Endeavor","w":2},{"s":300,"t":268,"type":"hosts","label":"ecossistema catarinense","w":3},{"s":278,"t":280,"type":"supplies","label":"produção de conteúdo","w":3},{"s":279,"t":280,"type":"supplies","label":"produção de conteúdo","w":3},{"s":281,"t":280,"type":"supplies","label":"animação e VFX","w":2},{"s":554,"t":285,"type":"hosts","label":"professora da FAU-USP","w":3},{"s":285,"t":295,"type":"partner","label":"arte e tecnologia na USP","w":2},{"s":284,"t":287,"type":"partner","label":"exposições de arte eletrônica","w":2},{"s":286,"t":287,"type":"partner","label":"exposições de arte eletrônica","w":2},{"s":285,"t":287,"type":"partner","label":"exposições de arte eletrônica","w":2},{"s":288,"t":285,"type":"hosts","label":"exposições e curadoria","w":3},{"s":286,"t":292,"type":"partner","label":"arte, tecnologia e território","w":2},{"s":289,"t":180,"type":"partner","label":"divulgação científica","w":2},{"s":293,"t":317,"type":"partner","label":"cultura maker","w":2},{"s":559,"t":294,"type":"parent","label":"núcleo da Unicamp","w":4},{"s":554,"t":295,"type":"parent","label":"grupo da ECA-USP","w":4},{"s":583,"t":296,"type":"parent","label":"instituto da UFBA","w":3},{"s":294,"t":295,"type":"partner","label":"rede de pesquisa em arte e tecnologia","w":2},{"s":571,"t":299,"type":"hosts","label":"professor do CIn-UFPE","w":4},{"s":625,"t":571,"type":"partner","label":"formação de talentos","w":4},{"s":625,"t":125,"type":"partner","label":"CIn/CESAR em IA","w":2},{"s":324,"t":625,"type":"funds","label":"projetos de inovação","w":3},{"s":625,"t":471,"type":"partner","label":"microeletrônica em Recife","w":2},{"s":300,"t":572,"type":"partner","label":"talentos e pesquisa","w":3},{"s":361,"t":300,"type":"funds","label":"política estadual de inovação","w":3},{"s":301,"t":566,"type":"partner","label":"talentos da UFMG","w":2},{"s":301,"t":629,"type":"partner","label":"parque tecnológico de BH","w":2},{"s":604,"t":111,"type":"parent","label":"centro de supercomputação","w":3},{"s":604,"t":200,"type":"parent","label":"QuIIN","w":3},{"s":604,"t":583,"type":"partner","label":"ecossistema baiano","w":2},{"s":304,"t":319,"type":"funds","label":"investidora de unicórnios (Loggi, 99, Rappi)","w":3},{"s":305,"t":319,"type":"funds","label":"investidora de unicórnios","w":4},{"s":308,"t":319,"type":"funds","label":"investidora de unicórnios","w":4},{"s":312,"t":319,"type":"partner","label":"rede de empreendedores","w":3},{"s":312,"t":221,"type":"partner","label":"empreendedor Endeavor","w":2},{"s":313,"t":342,"type":"partner","label":"articulação do Marco Legal","w":4},{"s":313,"t":312,"type":"partner","label":"ecossistema de startups","w":2},{"s":326,"t":315,"type":"operates","label":"programa de aceleração","w":5},{"s":319,"t":92,"type":"hosts","label":"unicórnio","w":4},{"s":320,"t":321,"type":"partner","label":"indicadores nacionais","w":2},{"s":336,"t":313,"type":"partner","label":"apoio a startups","w":2},{"s":336,"t":312,"type":"partner","label":"empreendedorismo","w":2},{"s":368,"t":322,"type":"leads","label":"vice-presidente e ministro","w":5},{"s":368,"t":323,"type":"leads","label":"coordena a NIB","w":4},{"s":369,"t":326,"type":"leads","label":"presidente do BNDES","w":5},{"s":370,"t":324,"type":"leads","label":"presidente da Finep","w":4},{"s":321,"t":607,"type":"funds","label":"contrato de gestão","w":4},{"s":321,"t":601,"type":"funds","label":"organização social","w":3},{"s":321,"t":346,"type":"leads","label":"coordenação do PBIA","w":5},{"s":321,"t":347,"type":"leads","label":"coordenação da EBIA","w":3},{"s":347,"t":346,"type":"succeeded","label":"PBIA substituiu a EBIA","w":3},{"s":321,"t":348,"type":"leads","label":"estratégia nacional","w":3},{"s":321,"t":338,"type":"operates","label":"programa de formação","w":4},{"s":321,"t":337,"type":"funds","label":"organização social","w":4},{"s":337,"t":338,"type":"operates","label":"operadora do programa","w":5},{"s":321,"t":339,"type":"operates","label":"gestão com MDIC","w":3},{"s":322,"t":339,"type":"operates","label":"gestão com MCTI","w":3},{"s":321,"t":340,"type":"operates","label":"aprovação de projetos","w":4},{"s":321,"t":457,"type":"operates","label":"Brasil Semicon","w":3},{"s":322,"t":457,"type":"partner","label":"Brasil Semicon","w":3},{"s":322,"t":323,"type":"leads","label":"coordenação da NIB","w":5},{"s":322,"t":331,"type":"parent","label":"agência vinculada","w":4},{"s":322,"t":332,"type":"parent","label":"agência vinculada (desde 2023)","w":3},{"s":322,"t":350,"type":"operates","label":"regime tributário","w":4},{"s":326,"t":323,"type":"funds","label":"principal financiador","w":5},{"s":324,"t":323,"type":"funds","label":"financiamento à inovação","w":4},{"s":323,"t":327,"type":"parent","label":"instrumento da NIB","w":4},{"s":326,"t":327,"type":"operates","label":"linha de crédito","w":5},{"s":325,"t":611,"type":"funds","label":"programas do CNPq","w":3},{"s":611,"t":621,"type":"operates","label":"programa INCT","w":4},{"s":325,"t":346,"type":"funds","label":"PBIA","w":4},{"s":611,"t":612,"type":"partner","label":"bolsas e pós-graduação","w":3},{"s":611,"t":554,"type":"funds","label":"bolsas e projetos","w":3},{"s":611,"t":559,"type":"funds","label":"bolsas e projetos","w":3},{"s":611,"t":563,"type":"funds","label":"bolsas e projetos","w":3},{"s":324,"t":594,"type":"funds","label":"infraestrutura de pesquisa","w":3},{"s":326,"t":669,"type":"parent","label":"braço de participações","w":5},{"s":669,"t":489,"type":"parent","label":"acionista","w":2},{"s":331,"t":323,"type":"partner","label":"apoio à política industrial","w":3},{"s":333,"t":344,"type":"operates","label":"autoridade da LGPD","w":5},{"s":333,"t":99,"type":"partner","label":"candidata a regulador da IA","w":3},{"s":363,"t":354,"type":"parent","label":"estatal vinculada","w":4},{"s":520,"t":354,"type":"partner","label":"SGDC — uso de defesa","w":3},{"s":335,"t":340,"type":"partner","label":"defesa do incentivo","w":3},{"s":339,"t":430,"type":"funds","label":"P&D via Lei de Informática","w":4},{"s":340,"t":489,"type":"funds","label":"incentivo a P&D","w":3},{"s":341,"t":554,"type":"regulates","label":"NITs e inovação acadêmica","w":3},{"s":341,"t":607,"type":"regulates","label":"base legal","w":3},{"s":342,"t":319,"type":"regulates","label":"regime de startups","w":3},{"s":343,"t":113,"type":"regulates","label":"responsabilidade de plataformas","w":3},{"s":343,"t":117,"type":"regulates","label":"responsabilidade de plataformas","w":3},{"s":106,"t":355,"type":"operates","label":"plataforma gov.br","w":4},{"s":219,"t":355,"type":"operates","label":"serviços do gov.br","w":3},{"s":615,"t":622,"type":"operates","label":"programa CEPID","w":4},{"s":361,"t":572,"type":"funds","label":"FAPESC","w":3},{"s":495,"t":365,"type":"operates","label":"programa CBERS","w":4},{"s":321,"t":365,"type":"funds","label":"cooperação espacial","w":3},{"s":673,"t":672,"type":"parent","label":"Cobra criada pela Digibrás e BNDE","w":3},{"s":674,"t":339,"type":"succeeded","label":"Lei 8.248/91 sucedeu a reserva de mercado","w":2}],"flows":{"ai":{"stages":[{"name":"Política & regulação","ids":[346,99,350,321,333,103,615]},{"name":"Pesquisa & formação","ids":[120,121,122,123,125,126,131,130]},{"name":"Infraestrutura de computação","ids":[107,108,109,110,111,112]},{"name":"Modelos & startups","ids":[76,77,78,79,83,87]},{"name":"Big techs & adoção","ids":[113,114,115,116,117,118,220,92,90]}],"links":[{"s":346,"t":107,"w":5},{"s":346,"t":108,"w":5},{"s":615,"t":120,"w":5},{"s":103,"t":111,"w":3},{"s":321,"t":107,"w":5},{"s":99,"t":113,"w":3},{"s":333,"t":117,"w":4},{"s":346,"t":131,"w":3},{"s":121,"t":76,"w":4},{"s":121,"t":78,"w":4},{"s":131,"t":76,"w":4},{"s":131,"t":77,"w":3},{"s":120,"t":116,"w":4},{"s":107,"t":120,"w":2},{"s":108,"t":76,"w":2},{"s":112,"t":77,"w":2},{"s":76,"t":220,"w":2},{"s":87,"t":117,"w":3},{"s":79,"t":113,"w":3},{"s":109,"t":76,"w":2},{"s":118,"t":112,"w":3},{"s":118,"t":110,"w":3},{"s":110,"t":118,"w":2}]},"semiconductors":{"stages":[{"name":"Política & financiamento","ids":[457,455,456,454,458,321,326,324,607,463]},{"name":"Pesquisa & formação","ids":[464,465,466,467,469,431,594,476,477]},{"name":"Design houses","ids":[429,430,432,436,437,439,443,433]},{"name":"Fabricação & encapsulamento","ids":[425,427,428,445,449,450,451,426]},{"name":"Mercado & usuários","ids":[446,447,448,444,452,481]}],"links":[{"s":321,"t":425,"w":5},{"s":324,"t":425,"w":4},{"s":455,"t":427,"w":4},{"s":455,"t":428,"w":4},{"s":326,"t":428,"w":4},{"s":454,"t":429,"w":3},{"s":456,"t":430,"w":4},{"s":607,"t":430,"w":4},{"s":463,"t":443,"w":3},{"s":321,"t":431,"w":5},{"s":457,"t":465,"w":3},{"s":467,"t":425,"w":4},{"s":464,"t":432,"w":4},{"s":466,"t":433,"w":2},{"s":469,"t":428,"w":4},{"s":477,"t":429,"w":3},{"s":477,"t":430,"w":4},{"s":465,"t":427,"w":2},{"s":431,"t":437,"w":2},{"s":429,"t":427,"w":2},{"s":430,"t":425,"w":2},{"s":443,"t":428,"w":2},{"s":436,"t":425,"w":2},{"s":425,"t":444,"w":3},{"s":427,"t":447,"w":3},{"s":427,"t":446,"w":2},{"s":445,"t":448,"w":2},{"s":428,"t":446,"w":2},{"s":427,"t":452,"w":4},{"s":445,"t":481,"w":3}]},"robotics":{"stages":[{"name":"Política & financiamento","ids":[416,326,607,413,415]},{"name":"Pesquisa & formação","ids":[393,396,398,399,400,402,405,406,391,604,410,411]},{"name":"Fabricantes & integradores","ids":[372,373,374,376,377,381,382,383,384,385]},{"name":"Aplicação & operadores","ids":[371,386,387,184,145,421,422,424,419]}],"links":[{"s":416,"t":372,"w":4},{"s":416,"t":373,"w":4},{"s":416,"t":374,"w":3},{"s":326,"t":382,"w":2},{"s":607,"t":391,"w":3},{"s":607,"t":604,"w":3},{"s":326,"t":374,"w":4},{"s":415,"t":372,"w":2},{"s":393,"t":372,"w":3},{"s":398,"t":374,"w":3},{"s":391,"t":384,"w":3},{"s":391,"t":382,"w":3},{"s":406,"t":385,"w":2},{"s":399,"t":376,"w":1},{"s":402,"t":383,"w":1},{"s":410,"t":372,"w":1},{"s":604,"t":145,"w":3},{"s":396,"t":184,"w":3},{"s":372,"t":424,"w":3},{"s":376,"t":424,"w":4},{"s":377,"t":386,"w":2},{"s":381,"t":184,"w":1},{"s":382,"t":184,"w":2},{"s":384,"t":145,"w":2},{"s":385,"t":145,"w":2},{"s":373,"t":371,"w":1},{"s":374,"t":419,"w":1},{"s":383,"t":386,"w":2}]},"space":{"stages":[{"name":"Política & agências","ids":[493,321,520,365,518,505]},{"name":"P&D & formação","ids":[495,500,501,502,503,515,516,517]},{"name":"Indústria & integradores","ids":[489,504,510,511,512,513,492]},{"name":"Lançamento & operação","ids":[497,498,499,506,507,509]}],"links":[{"s":321,"t":495,"w":5},{"s":321,"t":493,"w":5},{"s":520,"t":500,"w":5},{"s":493,"t":517,"w":3},{"s":493,"t":516,"w":2},{"s":365,"t":495,"w":3},{"s":505,"t":504,"w":4},{"s":493,"t":495,"w":4},{"s":501,"t":489,"w":5},{"s":495,"t":511,"w":4},{"s":495,"t":510,"w":3},{"s":502,"t":512,"w":4},{"s":500,"t":489,"w":3},{"s":495,"t":504,"w":3},{"s":516,"t":513,"w":2},{"s":503,"t":489,"w":2},{"s":489,"t":497,"w":1},{"s":504,"t":507,"w":2},{"s":511,"t":506,"w":3},{"s":513,"t":499,"w":3},{"s":512,"t":497,"w":2},{"s":510,"t":497,"w":1},{"s":511,"t":507,"w":4},{"s":489,"t":509,"w":1}]},"defense":{"stages":[{"name":"Política & demanda","ids":[520,521,553,539,536]},{"name":"P&D & formação","ids":[537,580,579,500,503,546]},{"name":"Indústria de defesa","ids":[526,527,528,529,530,531,532,533,534,535,642,644]},{"name":"Programas estratégicos","ids":[519,522,523,524,525,538,505]}],"links":[{"s":520,"t":537,"w":4},{"s":520,"t":580,"w":4},{"s":520,"t":500,"w":5},{"s":520,"t":546,"w":5},{"s":521,"t":546,"w":3},{"s":536,"t":535,"w":4},{"s":553,"t":500,"w":2},{"s":539,"t":526,"w":2},{"s":579,"t":527,"w":3},{"s":579,"t":529,"w":3},{"s":537,"t":533,"w":3},{"s":546,"t":642,"w":4},{"s":580,"t":535,"w":2},{"s":500,"t":526,"w":3},{"s":503,"t":528,"w":2},{"s":546,"t":644,"w":3},{"s":526,"t":519,"w":2},{"s":529,"t":519,"w":3},{"s":529,"t":523,"w":4},{"s":642,"t":522,"w":4},{"s":644,"t":523,"w":5},{"s":644,"t":522,"w":3},{"s":535,"t":505,"w":3},{"s":530,"t":538,"w":1},{"s":528,"t":519,"w":2},{"s":527,"t":519,"w":2},{"s":532,"t":524,"w":1},{"s":529,"t":525,"w":3}]},"nuclear":{"stages":[{"name":"Política & regulação","ids":[550,543,549,552,520,326]},{"name":"Pesquisa & formação","ids":[544,547,548,545,546,564]},{"name":"Ciclo do combustível & equipamentos","ids":[542,551,642,643,670]},{"name":"Geração & aplicações","ids":[540,541,522,148]}],"links":[{"s":543,"t":544,"w":5},{"s":543,"t":547,"w":4},{"s":543,"t":548,"w":4},{"s":543,"t":545,"w":4},{"s":520,"t":546,"w":5},{"s":549,"t":546,"w":4},{"s":552,"t":545,"w":2},{"s":326,"t":545,"w":2},{"s":546,"t":642,"w":4},{"s":546,"t":542,"w":4},{"s":546,"t":643,"w":5},{"s":544,"t":542,"w":3},{"s":545,"t":542,"w":2},{"s":548,"t":642,"w":1},{"s":564,"t":643,"w":2},{"s":547,"t":551,"w":2},{"s":542,"t":540,"w":5},{"s":551,"t":540,"w":4},{"s":642,"t":541,"w":3},{"s":642,"t":522,"w":4},{"s":643,"t":522,"w":5},{"s":670,"t":540,"w":3},{"s":542,"t":541,"w":4},{"s":670,"t":148,"w":1}]},"quantum":{"stages":[{"name":"Política & financiamento","ids":[201,321,607,611,615,616,617,621]},{"name":"Pesquisa acadêmica","ids":[198,202,204,559,206,207,208,209]},{"name":"Centros & infraestrutura","ids":[199,200,203]},{"name":"Empresas & aplicações","ids":[210,211,145,243]}],"links":[{"s":201,"t":202,"w":3},{"s":611,"t":202,"w":4},{"s":615,"t":204,"w":4},{"s":615,"t":559,"w":3},{"s":617,"t":202,"w":3},{"s":621,"t":202,"w":4},{"s":321,"t":198,"w":5},{"s":616,"t":208,"w":3},{"s":198,"t":203,"w":5},{"s":208,"t":203,"w":4},{"s":206,"t":200,"w":2},{"s":207,"t":199,"w":2},{"s":202,"t":199,"w":3},{"s":202,"t":200,"w":3},{"s":204,"t":203,"w":1},{"s":559,"t":200,"w":2},{"s":200,"t":211,"w":3},{"s":200,"t":145,"w":3},{"s":203,"t":210,"w":3},{"s":199,"t":211,"w":2},{"s":203,"t":243,"w":2},{"s":199,"t":145,"w":1}]},"universities":{"stages":[{"name":"Política & financiamento","ids":[321,611,612,324,325,615,616,617,618,607]},{"name":"Universidades","ids":[554,559,563,566,568,570,572,573,576,578,579,580]},{"name":"Institutos & grande ciência","ids":[594,595,107,495,431,198,601,243,603,604,606]},{"name":"Parques & transferência","ids":[623,625,626,628,629,630,624]},{"name":"Indústria & spin-offs","ids":[489,145,76,429,535,606,88]}],"links":[{"s":615,"t":554,"w":5},{"s":615,"t":559,"w":5},{"s":612,"t":554,"w":4},{"s":611,"t":563,"w":4},{"s":616,"t":563,"w":4},{"s":617,"t":566,"w":4},{"s":618,"t":568,"w":3},{"s":618,"t":570,"w":3},{"s":324,"t":564,"w":4},{"s":321,"t":579,"w":2},{"s":325,"t":563,"w":3},{"s":612,"t":576,"w":3},{"s":554,"t":601,"w":2},{"s":559,"t":594,"w":4},{"s":559,"t":603,"w":3},{"s":559,"t":243,"w":3},{"s":570,"t":606,"w":5},{"s":563,"t":107,"w":3},{"s":579,"t":495,"w":3},{"s":563,"t":198,"w":3},{"s":576,"t":601,"w":2},{"s":580,"t":198,"w":2},{"s":572,"t":604,"w":1},{"s":606,"t":625,"w":5},{"s":603,"t":628,"w":3},{"s":243,"t":628,"w":3},{"s":495,"t":623,"w":3},{"s":107,"t":626,"w":1},{"s":594,"t":628,"w":2},{"s":604,"t":624,"w":1},{"s":601,"t":626,"w":1},{"s":623,"t":489,"w":4},{"s":626,"t":145,"w":4},{"s":628,"t":76,"w":3},{"s":625,"t":606,"w":4},{"s":628,"t":429,"w":1},{"s":628,"t":535,"w":3},{"s":628,"t":88,"w":2},{"s":624,"t":429,"w":2}]},"agtech":{"stages":[{"name":"Política & regulação","ids":[32,20,72,158,157,178]},{"name":"Pesquisa pública & universidades","ids":[0,1,2,5,6,8,3,4]},{"name":"Indústria & bioinsumos","ids":[151,23,26,31,16,17,386,387]},{"name":"Startups & hubs","ids":[10,371,14,12,13,28,29]},{"name":"Capital & mercado","ids":[326,324,615,33,19,30]}],"links":[{"s":32,"t":0,"w":5},{"s":72,"t":0,"w":3},{"s":0,"t":23,"w":2},{"s":0,"t":26,"w":2},{"s":0,"t":31,"w":3},{"s":5,"t":23,"w":3},{"s":5,"t":31,"w":3},{"s":151,"t":10,"w":3},{"s":151,"t":371,"w":3},{"s":23,"t":10,"w":2},{"s":31,"t":10,"w":3},{"s":386,"t":10,"w":3},{"s":10,"t":326,"w":2}]},"biotech":{"stages":[{"name":"Política & regulação","ids":[73,71,74,323,322]},{"name":"Pesquisa & universidades","ids":[36,39,62,53,52,60,58,35]},{"name":"Produção pública & PDPs","ids":[37,42,48,49,70]},{"name":"Indústria & serviços privados","ids":[43,44,46,45,47,54,50,34]},{"name":"Startups, hubs & capital","ids":[67,68,69,56,65,66,326,324,305]}],"links":[{"s":73,"t":39,"w":5},{"s":71,"t":39,"w":5},{"s":74,"t":36,"w":3},{"s":36,"t":37,"w":5},{"s":36,"t":70,"w":2},{"s":39,"t":70,"w":4},{"s":53,"t":42,"w":3},{"s":48,"t":43,"w":4},{"s":48,"t":46,"w":3},{"s":48,"t":45,"w":3},{"s":49,"t":44,"w":4},{"s":70,"t":50,"w":3},{"s":43,"t":67,"w":2}]},"energy":{"stages":[{"name":"Política & regulação","ids":[157,158,159,175,178,176,351,179]},{"name":"Estatais & pesquisa","ids":[145,146,148,149,150,177,181,564]},{"name":"Produtores & indústria","ids":[151,153,154,163,164,382,166,167,171]},{"name":"Hubs & novos vetores","ids":[160,161,162,259,172,29]},{"name":"Capital & financiamento","ids":[326,324,323,152]}],"links":[{"s":157,"t":145,"w":3},{"s":176,"t":148,"w":5},{"s":176,"t":150,"w":3},{"s":176,"t":177,"w":2},{"s":179,"t":181,"w":3},{"s":145,"t":151,"w":2},{"s":163,"t":160,"w":4},{"s":163,"t":259,"w":5},{"s":160,"t":326,"w":2}]},"minerals":{"stages":[{"name":"Política & regulação","ids":[194,193,323,322,321]},{"name":"Pesquisa & geologia","ids":[192,185,594,564,566]},{"name":"Mineradoras","ids":[184,183,186,190,188,189,191,196,197]},{"name":"Hubs regionais","ids":[187]},{"name":"Capital & demanda","ids":[326,324,669,382,166]}],"links":[{"s":193,"t":192,"w":3},{"s":321,"t":192,"w":4},{"s":321,"t":594,"w":5},{"s":192,"t":184,"w":2},{"s":185,"t":184,"w":5},{"s":594,"t":184,"w":2},{"s":594,"t":183,"w":2},{"s":564,"t":184,"w":3},{"s":566,"t":184,"w":2},{"s":186,"t":187,"w":4},{"s":188,"t":187,"w":3},{"s":187,"t":326,"w":2}]},"fintech":{"stages":[{"name":"Regulação & infraestrutura pública","ids":[213,214,215,216,217,106,219,237,236,235]},{"name":"Bancos & incumbentes","ids":[646,647,239,93]},{"name":"Fintechs","ids":[220,223,224,225,226,227,228,229,230,231,232,233,234]},{"name":"Capital & hubs","ids":[305,308,307,238,319,312]},{"name":"Usuários & mercado","ids":[221,222,240,342,344]}],"links":[{"s":213,"t":646,"w":3},{"s":213,"t":647,"w":3},{"s":213,"t":239,"w":3},{"s":214,"t":646,"w":3},{"s":214,"t":647,"w":3},{"s":216,"t":646,"w":2},{"s":216,"t":647,"w":2},{"s":217,"t":646,"w":3},{"s":217,"t":647,"w":2},{"s":219,"t":646,"w":3},{"s":235,"t":239,"w":2},{"s":647,"t":220,"w":3},{"s":93,"t":234,"w":5},{"s":220,"t":305,"w":5},{"s":220,"t":319,"w":4},{"s":225,"t":308,"w":4},{"s":226,"t":319,"w":3},{"s":228,"t":307,"w":3},{"s":228,"t":319,"w":3},{"s":229,"t":305,"w":4},{"s":229,"t":308,"w":4},{"s":229,"t":319,"w":3},{"s":230,"t":319,"w":3},{"s":231,"t":319,"w":3},{"s":319,"t":342,"w":3},{"s":312,"t":221,"w":2}]},"telecom":{"stages":[{"name":"Política & regulação","ids":[241,363,250,350,265,263]},{"name":"Pesquisa & estatais","ids":[243,242,634,210,505]},{"name":"Operadoras & redes","ids":[245,246,247,248,249,262,261]},{"name":"Data centers & nuvem","ids":[251,252,253,254,255,259,260,112]},{"name":"Demanda & aplicações","ids":[220,106,109,107,105]}],"links":[{"s":241,"t":242,"w":3},{"s":363,"t":242,"w":5},{"s":250,"t":243,"w":4},{"s":263,"t":634,"w":2},{"s":634,"t":261,"w":4},{"s":210,"t":245,"w":3},{"s":210,"t":248,"w":2},{"s":245,"t":251,"w":2},{"s":260,"t":220,"w":2},{"s":112,"t":105,"w":3}]},"creative":{"stages":[{"name":"Política & fomento","ids":[276,332,615,275]},{"name":"Universidades & pesquisa","ids":[294,295,296,554,559]},{"name":"Estúdios & produtoras","ids":[266,267,268,269,270,271,272,278,279,281]},{"name":"Plataformas & instituições","ids":[280,274,282,283,288,289,290,664]},{"name":"Artistas, festivais & comunidade","ids":[284,285,286,287,277,292,293,297]}],"links":[{"s":615,"t":554,"w":5},{"s":615,"t":559,"w":5},{"s":294,"t":266,"w":2},{"s":278,"t":280,"w":3},{"s":279,"t":280,"w":3},{"s":281,"t":280,"w":2},{"s":288,"t":285,"w":3}]},"hubs":{"stages":[{"name":"Política & fomento público","ids":[326,315,324,336,342,361,320]},{"name":"Universidades & institutos","ids":[571,606,572,566,578,604]},{"name":"Parques & hubs","ids":[625,300,301,630,238,314]},{"name":"Capital de risco","ids":[305,304,308,307,306,309,310,311]},{"name":"Startups, redes & eventos","ids":[319,312,313,316,317,318,299]}],"links":[{"s":361,"t":572,"w":3},{"s":571,"t":625,"w":4},{"s":606,"t":625,"w":5},{"s":572,"t":300,"w":3},{"s":566,"t":301,"w":2},{"s":578,"t":630,"w":5},{"s":625,"t":305,"w":2},{"s":305,"t":319,"w":4},{"s":304,"t":319,"w":3},{"s":308,"t":319,"w":4}]},"policy":{"stages":[{"name":"Lideranças & ministérios","ids":[367,368,369,321,322,363,520]},{"name":"Leis & marcos","ids":[339,340,341,342,343,344,99,457,350]},{"name":"Estratégias & programas","ids":[323,327,346,338,351,348,365,366]},{"name":"Agências de fomento & operadores","ids":[324,325,326,611,612,607,331,332,337,336,615]},{"name":"Reguladores, infraestrutura & estados","ids":[333,241,106,219,354,355,360,361,357,616,617]}],"links":[{"s":321,"t":339,"w":3},{"s":321,"t":340,"w":4},{"s":321,"t":457,"w":3},{"s":322,"t":339,"w":3},{"s":322,"t":457,"w":3},{"s":322,"t":350,"w":4},{"s":339,"t":323,"w":2},{"s":323,"t":324,"w":4},{"s":323,"t":326,"w":5},{"s":323,"t":331,"w":3},{"s":327,"t":326,"w":5},{"s":346,"t":325,"w":4},{"s":338,"t":337,"w":5},{"s":324,"t":333,"w":2}]}},"patterns":{"ai":[{"title":"Compute soberano como aposta central","text":"O PBIA concentra recursos em infraestrutura própria (Santos Dumont, supercomputador do PAX, Fábrica de IA Distribuída), apostando que capacidade computacional pública destrava modelos nacionais antes que o mercado o faça.","ids":[346,107,108,105,112,325]},{"title":"Eixo Campinas–São Paulo","text":"Os principais modelos em português (Sabiá, BERTimbau) e o C4AI saem de Unicamp e USP, com FAPESP e IBM como financiadores; o resto do país aparece como rede de laboratórios satélites.","ids":[76,78,120,121,615,116,559,554]},{"title":"Dependência de big techs e nuvem estrangeira","text":"Google, Microsoft, AWS e NVIDIA dominam a camada de nuvem, GPUs e distribuição; a regulação (PL 2338, ANPD, REDATA) tenta negociar soberania de dados sem afastar o investimento.","ids":[113,114,115,118,99,333,350]},{"title":"Diplomacia tecnológica bifurcada","text":"Projetos com Huawei/iFlytek via RNP convivem com data centers norte-americanos, refletindo a posição BRICS-aligned mas não exclusiva do Brasil em IA.","ids":[109,634,112,251,115]}],"semiconductors":[{"title":"Ciclo de reinício","text":"Da Cobra e da reserva de mercado à CEITEC, Six/Unitec e agora PocketFab e Brasil Semicon, o setor repete ciclos de grande aposta estatal, esvaziamento e relançamento sem continuidade de política.","ids":[672,674,425,426,465,457,455]},{"title":"Design sem fab","text":"O CI-Brasil criou dezenas de design houses e uma geração de projetistas (Chipus, Eldorado, LSI-TEC, Von Braun), mas a fabricação avançada continua importada; a cadeia local termina em encapsulamento de memória.","ids":[454,429,430,432,436,427,428]},{"title":"Dois clusters, um estado ativo","text":"Campinas (Eldorado, CTI, CPqD, Unicamp) e o eixo Porto Alegre–São Leopoldo (CEITEC, HT Micron, UFRGS, Tecnopuc) concentram quase tudo, e o Rio Grande do Sul é o único estado com programa próprio.","ids":[486,487,463,467,469,466,431]},{"title":"Incentivo fiscal como política industrial","text":"PADIS e Lei de Informática, renovados pelo Brasil Semicon, sustentam o setor por desoneração e P&D obrigatório mais do que por compras públicas ou capital de risco.","ids":[455,456,457,458,326,324]}],"robotics":[{"title":"Agro e drones como porta de entrada","text":"A robótica brasileira com escala comercial é agrícola e aérea (Solinftec, XMobots, Jacto, Speedbird), regulada pela ANAC/DECEA, enquanto a robótica industrial segue dominada por integradores estrangeiros.","ids":[371,372,373,386,416,384]},{"title":"Petrobras e Vale como demandantes-âncora","text":"Robótica offshore e de mineração nasce de contratos com Petrobras e Vale, que financiam laboratórios (COPPE, PUC-Rio, VeRLab) e importam autonomia (Oceaneering, Caterpillar).","ids":[145,184,420,396,421,422,564]},{"title":"Competições como pipeline de formação","text":"RoboCup, OBR e laboratórios universitários (LRM, RoboCIn, ITAndroids, LaRoCS, RoboFEI) formam a maior parte dos engenheiros, com pouca ponte para startups de hardware.","ids":[410,411,393,399,398,400,402]},{"title":"Embraer como plataforma de mobilidade autônoma","text":"Eve, Nest e o ecossistema de São José dos Campos mostram a aeronáutica como vetor de robótica avançada, apoiada por BNDES e pelo ITA.","ids":[374,489,380,579,326]}],"space":[{"title":"Embraer e DCTA como eixo gêmeo","text":"O setor gira em torno de São José dos Campos: DCTA/ITA/IAE no lado público e Embraer, Visiona e fornecedores (Akaer, Orbital, Cenic) no lado industrial, com forte circulação de pessoas entre eles.","ids":[489,500,501,502,504,510,511,512,514]},{"title":"Alcântara como ativo subutilizado","text":"O CLA é o principal trunfo geográfico do programa, mas depende de operadores estrangeiros (Innospace) e de lançadores nacionais ainda inexistentes.","ids":[497,499,493,502,513]},{"title":"Observação da Terra como missão de Estado","text":"CBERS, Amazonia-1 e PRODES/DETER definem a utilidade pública do INPE, ligando espaço a política ambiental e diplomacia com a China.","ids":[495,506,507,509,365,179]},{"title":"Telecom militar e civil fundidas","text":"O SGDC articula Telebras, Ministério da Defesa, Visiona e Kryptus, mostrando que o espaço brasileiro é também infraestrutura de defesa e conectividade.","ids":[505,242,520,504,535]}],"defense":[{"title":"Programas estratégicos com transferência de tecnologia","text":"Gripen, PROSUB, Tamandaré, Guarani e KC-390 são contratos com parceiros estrangeiros (Saab, Naval Group, TKMS, Iveco) cuja justificativa central é absorção tecnológica pela indústria local.","ids":[519,522,523,524,538,510,529]},{"title":"Marinha como polo nuclear-naval","text":"PROSUB, Amazul, NUCLEP, CTMSP e Emgepron formam um complexo estatal que liga defesa e energia nuclear sob comando da Marinha.","ids":[522,643,642,546,644,520]},{"title":"Fragilidade das empresas privadas","text":"Avibras, Mectron/SIATT e Helibras dependem de poucos contratos do Ministério da Defesa; crises fiscais reaparecem como recuperação judicial e venda de controle (EDGE na SIATT).","ids":[526,527,528,530,520]},{"title":"Cibernética a partir da universidade","text":"Kryptus (Unicamp) e o ComDCiber mostram um caminho em que a defesa cibernética nasce de spin-offs acadêmicos e não da indústria bélica tradicional.","ids":[535,536,559,106]}],"nuclear":[{"title":"Dualidade civil-militar","text":"O ciclo do combustível (INB, Caetité) e a tecnologia de enriquecimento vêm do programa naval em Aramar, sob salvaguardas da ABACC, fundindo energia e submarino nuclear.","ids":[546,542,551,549,522,643]},{"title":"Angra 3 como obra inacabada","text":"Iniciada nos anos 1980 e ainda sem conclusão, Angra 3 concentra as dívidas da Eletronuclear e a indecisão do CNPE sobre o futuro nuclear.","ids":[541,540,552,326,148]},{"title":"Institutos da CNEN como base científica","text":"IPEN, CDTN e IEN sustentam radiofármacos, materiais e formação, e o RMB em Iperó busca encerrar a importação de molibdênio-99.","ids":[543,544,547,548,545]},{"title":"Herança das estatais dos anos 1970","text":"INB, NUCLEP e Eletronuclear são sucessoras da Nuclebrás e de Furnas, mostrando continuidade institucional sob reorganizações sucessivas.","ids":[670,542,642,540,648]}],"quantum":[{"title":"Infraestrutura importada da China","text":"Os primeiros computadores quânticos operacionais (CIQUANTA-PB) chegam por acordo com Suzhou, repetindo em quantum a dependência de hardware estrangeiro vista em semicondutores.","ids":[199,201,321]},{"title":"Rede acadêmica anterior à política","text":"INCT-IQ, CBPF e grupos de USP, Unicamp, UFMG, UFPE e UFRJ construíram a base científica por décadas antes da IBQuântica, que agora tenta coordená-los.","ids":[202,198,204,559,206,207,208,201]},{"title":"Comunicação quântica como nicho aplicado","text":"A Rio Quântica, a Padtec/CPqD e o QuIIN apontam QKD e redes seguras como primeiro caso de uso industrial, com Petrobras e bancos como clientes-piloto.","ids":[203,210,243,200,145,211]},{"title":"Embrapii como ponte indústria-academia","text":"O QuIIN no Cimatec é o modelo de centro de competência que o MCTI usa para transformar pesquisa em projetos industriais, ainda com poucas startups.","ids":[200,607,604,211]}],"universities":[{"title":"Concentração no Sudeste","text":"USP, Unicamp, UFRJ e seus institutos recebem a maior parte dos recursos de FAPESP, CAPES e Finep e abrigam a grande ciência (Sirius, LNCC), reproduzindo a assimetria regional.","ids":[554,559,563,615,594,595,107]},{"title":"Fundações estaduais como diferencial","text":"A FAPESP (1% da receita paulista) explica por que São Paulo domina CEPIDs e centros como o C4AI; as demais FAPs operam em escala muito menor.","ids":[615,622,616,617,618,120]},{"title":"Transferência via parques e spin-offs","text":"Porto Digital/CESAR, Parque SJC/ITA–Embraer e Campinas/Unicamp mostram parques tecnológicos como principal canal de conversão de pesquisa em empresas.","ids":[625,606,623,579,489,628,559]},{"title":"Dependência do FNDCT e ciclos de corte","text":"Universidades e institutos federais dependem de CNPq, CAPES e FNDCT, sujeitos a contingenciamento; Ciência sem Fronteiras e Future-se marcam ciclos de expansão e retração.","ids":[611,612,325,631,633,321]}],"agtech":[{"title":"Embrapa como espinha dorsal","text":"A Embrapa concentra a pesquisa agropecuária pública e irradia parcerias para ESALQ, UFV e IAC, enquanto suas unidades (Agricultura Digital, Instrumentação) funcionam como pontes com startups e a Embrapii.","ids":[0,1,2,5,6,8,607]},{"title":"Piracicaba como cluster","text":"ESALQ, CTC, AgTech Garage e a Koppert formam em Piracicaba um polo denso onde pesquisa em cana, bioinsumos e startups se cruzam com corporações como Raízen, Jacto e Bayer.","ids":[5,23,10,18,151,386,31]},{"title":"Regulação biológica em dois guichês","text":"A CTNBio controla a liberação de transgênicos (cana Bt, eucalipto, sementes) enquanto o MAPA e a Lei dos Bioinsumos regulam o registro de produtos biológicos, criando duas portas regulatórias para a mesma cadeia.","ids":[72,32,20,26,23,16,17]},{"title":"Dados espaciais alimentam o agro","text":"O monitoramento do INPE (DETER/PRODES) é insumo direto de startups de rastreabilidade e carbono como Agrotools, Agrosatélite e MOSS, conectando agtech à política climática.","ids":[181,14,28,29,178]}],"biotech":[{"title":"Duopólio público de vacinas","text":"Bio-Manguinhos (Fiocruz) e Butantan produzem a quase totalidade das vacinas do PNI, financiados pelo BNDES e pela Missão Saúde da NIB e regulados pela ANVISA.","ids":[36,37,39,70,71,73,326]},{"title":"PDPs ligam público e privado","text":"Joint ventures farmacêuticas como Bionovis e Orygen existem para transferir tecnologia de biossimilares ao SUS via Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo com os laboratórios públicos.","ids":[48,49,43,44,45,46,37]},{"title":"USP como fábrica de biotecnologia","text":"Hemocentro de Ribeirão Preto, HC/InovaHC e o projeto DNA do Brasil mostram a USP como origem de tecnologia (fator VIII para a Hemobrás) e de lideranças (Covas, Kallás, Lygia Pereira).","ids":[554,53,52,57,58,41,40,42]},{"title":"Bioeconomia amazônica emergente","text":"Carlos Nobre, Natura, INPA e o hub de Belém articulam uma agenda de bioeconomia regulada pela Lei de Acesso à Biodiversidade, ainda com poucos atores industriais.","ids":[35,34,598,75,74,179]}],"energy":[{"title":"Petrobras financia a engenharia nacional","text":"A cláusula de P&D da ANP faz da Petrobras e do CENPES o maior financiador de pesquisa em engenharia do país, com a COPPE/UFRJ como principal destino e supercomputação própria.","ids":[145,146,147,564,420]},{"title":"Biocombustíveis: regulação empurra a cadeia","text":"RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro criam demanda garantida para etanol, SAF e biometano, beneficiando Raízen, BP Bunge, Acelen e a Embraer, com crédito do BNDES.","ids":[157,158,151,153,154,489,326]},{"title":"Nordeste como fronteira do hidrogênio e dos data centers","text":"O Pecém reúne pré-contratos de hidrogênio verde, a cadeia eólica (Casa dos Ventos, Aeris) e o campus TikTok/Omnia, sob o marco do hidrogênio e do Redata.","ids":[160,163,164,259,159,350]},{"title":"Eletrificação via montadoras chinesas","text":"BYD e GWM, atraídas pelo Programa Mover, reconfiguram a indústria automotiva enquanto WEG, Eletra e Moura disputam a cadeia de componentes.","ids":[166,167,351,382,169,173]}],"minerals":[{"title":"Vale como centro gravitacional","text":"A Vale, com o BNDESPar como acionista e o ITV como braço de pesquisa, ancora as parcerias com COPPE, UFMG, CETEM e CNPEM que definem a agenda tecnológica da mineração.","ids":[184,185,669,564,566,192,594]},{"title":"Capital estrangeiro nos minerais críticos","text":"Lítio (Sigma, AMG, Atlas) e terras raras (Serra Verde, Aclara) são operados por empresas estrangeiras em polos regionais como o Vale do Lítio, sob licenças da ANM.","ids":[186,188,189,190,191,187,193]},{"title":"Política industrial chega à mineração","text":"A NIB e a chamada BNDES-Finep de minerais críticos, somadas ao PL de minerais estratégicos e ao conselho do MDIC, tentam internalizar refino e processamento.","ids":[323,194,326,324,322,321]},{"title":"Nióbio como caso de monopólio tecnológico","text":"A CBMM domina o mercado global de nióbio e financia pesquisa em universidades e no CNPEM para abrir novas aplicações, como baterias.","ids":[183,594,554,559]}],"fintech":[{"title":"Banco Central como arquiteto de plataforma","text":"O BCB opera o Pix, o Open Finance e o Drex, infraestruturas públicas que reduzem barreiras de entrada e ao mesmo tempo regulam todos os entrantes, de Nubank a Mercado Pago.","ids":[213,214,215,216,220,234,240]},{"title":"Nubank e o modelo de VC global","text":"Kaszek, SoftBank e Valor financiam a geração de unicórnios fintech (Nubank, Creditas, Cloudwalk, Inter), que depois listam em bolsas americanas.","ids":[305,308,307,220,229,228,225,319]},{"title":"Estatais de TI como infraestrutura digital","text":"Serpro e Dataprev operam o gov.br e os fluxos de dados que sustentam Caixa, Banco do Brasil e os programas sociais, formando a camada estatal da economia digital.","ids":[106,219,217,646,647]},{"title":"Guerra de adquirência","text":"Stone, PagBank, Cloudwalk e Mercado Pago disputam o pequeno varejo com maquininhas e crédito, pressionadas pela interoperabilidade do Pix.","ids":[223,224,228,234,214]}],"telecom":[{"title":"Herança do sistema Telebrás","text":"CPqD, Padtec e Embratel descendem do sistema Telebrás; a privatização de 1998 dispersou essa capacidade em um instituto, uma fornecedora óptica e as operadoras estrangeiras.","ids":[242,671,243,210,246]},{"title":"Oi desmontada, V.tal nasce","text":"A recuperação judicial da Oi gerou a V.tal (fibra neutra) e repartiu a Oi Móvel entre Vivo, Claro e TIM, consolidando o mercado em três operadoras.","ids":[248,249,245,246,247,241]},{"title":"Data centers como nova infraestrutura","text":"Scala, Ascenty, Equinix e o campus TikTok/Casa dos Ventos transformam energia renovável em capacidade de nuvem e IA, com o Redata como incentivo fiscal.","ids":[251,252,253,259,163,350,260,112]},{"title":"RNP como rede-plataforma","text":"A RNP conecta universidades, o LNCC e o cabo EllaLink e agora lidera o projeto de LLM nacional com Huawei e iFlytek.","ids":[634,107,261,109,321]}],"creative":[{"title":"Abragames e o marco dos games","text":"A associação organizou estúdios como Wildlife, Hoplon e Rogue Snail para aprovar o Marco Legal dos Games e exportar via Apex-Brasil.","ids":[275,276,332,266,268,270,277]},{"title":"Sul como polo de estúdios","text":"Porto Alegre (Epic/Aquiris, Afterverse) e Florianópolis (Hoplon) concentram estúdios ancorados em Tecnopuc e ACATE.","ids":[267,272,268,630,300]},{"title":"Globo como demanda audiovisual","text":"Produtoras como O2, Conspiração e Vetor Zero orbitam a Globo, principal compradora de conteúdo e VFX.","ids":[280,278,279,281]},{"title":"Arte e tecnologia via universidades e instituições","text":"NICS-Unicamp, ECA-USP e UFBA formam artistas-pesquisadores (Kac, Beiguelman, Bambozzi) que circulam por FILE, Itaú Cultural e SESC.","ids":[294,295,296,284,285,286,287,288,290]}],"hubs":[{"title":"Porto Digital: parque, universidade e instituto","text":"O tripé CIn-UFPE, CESAR e Porto Digital, liderado por Silvio Meira, é o modelo de cluster público-privado mais citado do país.","ids":[625,606,571,299,324]},{"title":"VCs globais criam unicórnios","text":"Kaszek, SoftBank, Monashees e Valor concentram as rodadas que formaram a safra de unicórnios 2018-2023, com Endeavor como rede de apoio.","ids":[305,308,304,307,319,312]},{"title":"Parques ligados a universidades","text":"Tecnopuc (PUCRS), Sapiens/ACATE (UFSC) e San Pedro Valley (UFMG) mostram que os hubs regionais nascem ao lado de universidades fortes.","ids":[630,578,300,572,301,566]},{"title":"Estado como acelerador","text":"BNDES Garagem, Sebrae, FAPESC e o Marco Legal das Startups compõem a camada pública de apoio ao empreendedorismo.","ids":[315,326,336,361,342,313]}],"policy":[{"title":"MCTI e MDIC como dois eixos","text":"O MCTI (Finep, CNPq, Embrapii, institutos) comanda a ciência; o MDIC (NIB, ABDI, Apex, Mover, Redata) comanda a política industrial — e a NIB tenta unir os dois.","ids":[321,322,323,324,611,607,331]},{"title":"FNDCT-Finep-BNDES como trilho do dinheiro","text":"O FNDCT, operado pela Finep, e o BNDES (Mais Inovação, BNDESPar) são os canais pelos quais a política industrial vira crédito e subvenção.","ids":[325,324,326,327,669,323]},{"title":"Leis de incentivo sustentam institutos","text":"Lei de Informática, Lei do Bem e PADIS financiam institutos como Eldorado e CPqD e empresas como Embraer e WEG, substituindo orçamento direto.","ids":[339,340,430,243,489,382]},{"title":"Regulação digital em camadas","text":"Marco Civil, LGPD (ANPD) e o PL 2338 formam uma pilha regulatória que incide sobre big techs e fintechs e disputa quem regulará a IA.","ids":[343,344,333,99,113,117]}]},"viz":{"series":{"pix_transactions_bn":{"label":"Transações Pix por ano (bilhões)","unit":"bi","points":[{"x":2020,"y":0.19,"approx":true},{"x":2021,"y":9.4},{"x":2022,"y":24.0},{"x":2023,"y":42.0},{"x":2024,"y":63.4},{"x":2025,"y":79.7,"approx":true}],"source":"https://paymentscmi.com/insights/pix-no-brasil-ultimas-estatisticas-banco-central/","approx":false,"note":"2025 ≈ 'quase 80 bi' (+25,7%) segundo BC; 2020 cobre apenas nov-dez."},"pix_users_mn":{"label":"Usuários Pix cadastrados (milhões, pessoas físicas)","unit":"mi","points":[{"x":2020,"y":41},{"x":2021,"y":112},{"x":2022,"y":134},{"x":2023,"y":150},{"x":2024,"y":160},{"x":2025,"y":170}],"source":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/estatisticaspix","approx":true,"note":"Fev/2025: 165,0 mi PF e 19,2 mi PJ (BCB)."},"fndct_budget_rbn":{"label":"FNDCT – recursos disponibilizados (R$ bilhões)","unit":"R$ bi","points":[{"x":2013,"y":10.3},{"x":2014,"y":7.4,"approx":true},{"x":2015,"y":5.9,"approx":true},{"x":2016,"y":5.1,"approx":true},{"x":2017,"y":4.8},{"x":2018,"y":4.9,"approx":true},{"x":2019,"y":5.0,"approx":true},{"x":2020,"y":5.3,"approx":true},{"x":2021,"y":5.6,"approx":true},{"x":2022,"y":9.3,"approx":true},{"x":2023,"y":9.96},{"x":2024,"y":12.7},{"x":2025,"y":14.1},{"x":2026,"y":17.7}],"source":"https://brasilenergia.com.br/brasilenergia/acoes-em-transicao-energetica/fundo-que-financia-a-ciencia-e-a-tecnologia-bate-recordes","approx":true,"note":"2013, 2017, 2023-2025 verificados (CNI/Finep). Entre 2016 e 2021 grande parte da arrecadação foi contingenciada (até ~85% em 2020); LC 177/2021 vedou o contingenciamento."},"rd_gdp_pct":{"label":"Dispêndio em P&D (% do PIB)","unit":"%","points":[{"x":2000,"y":1.04},{"x":2002,"y":0.98},{"x":2004,"y":0.96},{"x":2006,"y":1.01},{"x":2008,"y":1.13},{"x":2010,"y":1.16},{"x":2012,"y":1.13},{"x":2013,"y":1.2},{"x":2014,"y":1.27},{"x":2015,"y":1.37},{"x":2016,"y":1.31},{"x":2017,"y":1.26},{"x":2018,"y":1.26},{"x":2019,"y":1.21},{"x":2020,"y":1.14},{"x":2021,"y":1.15},{"x":2022,"y":1.12},{"x":2023,"y":1.16}],"source":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/indicadores","approx":true},"scientific_papers_k":{"label":"Artigos científicos indexados (mil/ano, Scopus)","unit":"mil","points":[{"x":2010,"y":47},{"x":2011,"y":52},{"x":2012,"y":56},{"x":2013,"y":60},{"x":2014,"y":64},{"x":2015,"y":67},{"x":2016,"y":73},{"x":2017,"y":78},{"x":2018,"y":83},{"x":2019,"y":88},{"x":2020,"y":95},{"x":2021,"y":99},{"x":2022,"y":96},{"x":2023,"y":95},{"x":2024,"y":97}],"source":"https://www.scimagojr.com/countrysearch.php?country=BR","approx":true},"electricity_matrix_2024":{"label":"Matriz elétrica 2024 (% da geração)","unit":"%","parts":[{"name":"Hidrelétrica","value":55.6},{"name":"Eólica","value":14.4},{"name":"Solar","value":9.3},{"name":"Biomassa","value":8.0},{"name":"Gás natural","value":7.0},{"name":"Nuclear","value":2.1},{"name":"Outros","value":3.6}],"source":"https://brasilenergia.com.br/energia/geracao/eolica-e-solar-representaram-237-na-geracao-no-brasil-em-2024","approx":true,"note":"Eólica+solar = 23,7% verificado (BEN 2025/EPE); demais fatias aproximadas; renováveis ≈ 88%."},"solar_installed_gw":{"label":"Solar fotovoltaica – potência acumulada (GW)","unit":"GW","points":[{"x":2015,"y":0.07},{"x":2016,"y":0.15},{"x":2017,"y":1.1},{"x":2018,"y":2.5},{"x":2019,"y":4.6},{"x":2020,"y":7.9},{"x":2021,"y":13.9},{"x":2022,"y":24.0},{"x":2023,"y":37.5},{"x":2024,"y":52.6},{"x":2025,"y":65.5}],"source":"https://canalsolar.com.br/energia-solar-potencia-instalada-brasil-absolar/","approx":true,"note":"Absolar: 55 GW atingidos em mar/2025 (37,4 GD + 17,6 GC); ~13 GW adicionados em 2025."},"wind_installed_gw":{"label":"Eólica – potência acumulada (GW)","unit":"GW","points":[{"x":2010,"y":0.9},{"x":2011,"y":1.4},{"x":2012,"y":2.5},{"x":2013,"y":3.5},{"x":2014,"y":6.0},{"x":2015,"y":8.7},{"x":2016,"y":10.7},{"x":2017,"y":12.8},{"x":2018,"y":14.7},{"x":2019,"y":15.4},{"x":2020,"y":17.8},{"x":2021,"y":21.0},{"x":2022,"y":25.0},{"x":2023,"y":30.0},{"x":2024,"y":33.7},{"x":2025,"y":36.5}],"source":"https://abeeolica.org.br/","approx":true},"niobium_world_share":{"label":"Participação do Brasil na produção mundial (%)","unit":"%","parts":[{"name":"Nióbio","value":89},{"name":"Grafite","value":6},{"name":"Terras raras (reservas)","value":23},{"name":"Lítio (produção)","value":4},{"name":"Minério de ferro","value":17},{"name":"Bauxita","value":7},{"name":"Urânio (reservas)","value":5}],"source":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2025/mcs2025.pdf","approx":true,"note":"USGS Mineral Commodity Summaries 2025; terras raras e urânio = participação nas reservas."},"embraer_deliveries":{"label":"Entregas de aeronaves Embraer (total/ano)","unit":"aeronaves","points":[{"x":2010,"y":246,"approx":true},{"x":2011,"y":204,"approx":true},{"x":2012,"y":205,"approx":true},{"x":2013,"y":209,"approx":true},{"x":2014,"y":208,"approx":true},{"x":2015,"y":221,"approx":true},{"x":2016,"y":225,"approx":true},{"x":2017,"y":210,"approx":true},{"x":2018,"y":181,"approx":true},{"x":2019,"y":198,"approx":true},{"x":2020,"y":130,"approx":true},{"x":2021,"y":141,"approx":true},{"x":2022,"y":159,"approx":true},{"x":2023,"y":181,"approx":true},{"x":2024,"y":206},{"x":2025,"y":244}],"source":"https://www.aviation24.be/manufacturers/embraer/embraer-delivers-strong-fourth-quarter-exceeds-prior-year-performance-and-meets-2025-guidance/","approx":false,"note":"2024 (206) e 2025 (244: 78 comerciais, 155 executivos) verificados; anos anteriores = comercial+executivo (defesa parcialmente incluída)."},"defense_exports_usd_bn":{"label":"Exportações de produtos de defesa (US$ bilhões)","unit":"US$ bi","points":[{"x":2015,"y":0.5,"approx":true},{"x":2016,"y":0.7,"approx":true},{"x":2017,"y":0.9,"approx":true},{"x":2018,"y":1.0,"approx":true},{"x":2019,"y":0.95,"approx":true},{"x":2020,"y":0.8,"approx":true},{"x":2021,"y":0.9,"approx":true},{"x":2022,"y":1.1,"approx":true},{"x":2023,"y":1.5,"approx":true},{"x":2024,"y":1.78},{"x":2025,"y":3.1}],"source":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/02/industria-de-defesa-do-brasil-registra-alta-nas-exportacoes-movimenta-us-31-bilhoes-e-amplia-presenca-em-140-paises/","approx":true,"note":"2025 = US$ 3,1 bi (+74% vs 2024 recorde de ~US$ 1,78 bi) – Ministério da Defesa."},"unicorns":{"label":"Unicórnios brasileiros","items":[{"name":"99","city":"São Paulo","year_unicorn":2018,"sector":"mobilidade","valuation_usd_bn":1.0},{"name":"Nubank","city":"São Paulo","year_unicorn":2018,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":60.0},{"name":"PagSeguro","city":"São Paulo","year_unicorn":2018,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":3.0},{"name":"Stone","city":"São Paulo","year_unicorn":2018,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":4.0},{"name":"iFood (Movile)","city":"Osasco","year_unicorn":2018,"sector":"foodtech","valuation_usd_bn":5.4},{"name":"Arco Educação","city":"Fortaleza","year_unicorn":2018,"sector":"edtech","valuation_usd_bn":1.5},{"name":"Gympass (Wellhub)","city":"São Paulo","year_unicorn":2019,"sector":"healthtech","valuation_usd_bn":2.4},{"name":"Loggi","city":"São Paulo","year_unicorn":2019,"sector":"logtech","valuation_usd_bn":2.0},{"name":"QuintoAndar","city":"Campinas","year_unicorn":2019,"sector":"proptech","valuation_usd_bn":5.1},{"name":"Ebanx","city":"Curitiba","year_unicorn":2019,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":1.5},{"name":"Wildlife Studios","city":"São Paulo","year_unicorn":2019,"sector":"games","valuation_usd_bn":3.0},{"name":"Loft","city":"São Paulo","year_unicorn":2020,"sector":"proptech","valuation_usd_bn":2.9},{"name":"VTEX","city":"Rio de Janeiro","year_unicorn":2020,"sector":"e-commerce","valuation_usd_bn":1.7},{"name":"Creditas","city":"São Paulo","year_unicorn":2020,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":4.8},{"name":"C6 Bank","city":"São Paulo","year_unicorn":2020,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":5.0},{"name":"MadeiraMadeira","city":"Curitiba","year_unicorn":2021,"sector":"e-commerce","valuation_usd_bn":1.0},{"name":"Hotmart","city":"Belo Horizonte","year_unicorn":2021,"sector":"creator economy","valuation_usd_bn":1.2},{"name":"Mercado Bitcoin (2TM)","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"cripto","valuation_usd_bn":2.1},{"name":"Unico","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"idtech","valuation_usd_bn":2.6},{"name":"Frete.com (CargoX)","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"logtech","valuation_usd_bn":1.0},{"name":"Nuvemshop","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"e-commerce","valuation_usd_bn":3.1},{"name":"Olist","city":"Curitiba","year_unicorn":2021,"sector":"e-commerce","valuation_usd_bn":1.5},{"name":"CloudWalk (InfinitePay)","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":2.15},{"name":"Daki","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"delivery","valuation_usd_bn":1.1},{"name":"Facily","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"social commerce","valuation_usd_bn":1.0},{"name":"Merama","city":"São Paulo","year_unicorn":2021,"sector":"e-commerce","valuation_usd_bn":1.2},{"name":"Dock","city":"São Paulo","year_unicorn":2022,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":1.5},{"name":"Neon","city":"São Paulo","year_unicorn":2022,"sector":"fintech","valuation_usd_bn":1.6}],"source":"https://distrito.me/","approx":true,"note":"Valuations = última rodada/estimativa (Nubank = valor de mercado)."},"vc_funding_usd_bn":{"label":"Venture capital no Brasil (US$ bilhões/ano)","unit":"US$ bi","points":[{"x":2015,"y":0.4},{"x":2016,"y":0.3},{"x":2017,"y":0.9},{"x":2018,"y":1.3},{"x":2019,"y":2.7},{"x":2020,"y":3.5},{"x":2021,"y":9.7},{"x":2022,"y":4.5},{"x":2023,"y":1.9},{"x":2024,"y":2.4},{"x":2025,"y":2.8}],"source":"https://distrito.me/dataminer/","approx":true,"note":"Distrito/LAVCA; Liga Ventures: R$ 9,3 bi (2023) e R$ 13,9 bi (2024)."},"startups_count":{"label":"Startups ativas no Brasil (ABStartups/StartupBase)","unit":"startups","points":[{"x":2015,"y":4151},{"x":2017,"y":5147},{"x":2019,"y":12727},{"x":2020,"y":13374},{"x":2022,"y":14000},{"x":2024,"y":14500}],"source":"https://startupbase.com.br/","approx":true,"note":"Mudança metodológica em 2019 (base ampliada)."},"datacenter_capacity_mw":{"label":"Capacidade instalada de data centers (MW)","unit":"MW","points":[{"x":2019,"y":280},{"x":2020,"y":330},{"x":2021,"y":400},{"x":2022,"y":470},{"x":2023,"y":540},{"x":2024,"y":600},{"x":2025,"y":680},{"x":2026,"y":840},{"x":2030,"y":1400}],"source":"https://startups.com.br/negocios/inteligencia-artificial/data-center/brasil-pode-dobrar-capacidade-de-data-centers-ate-2030-aponta-jll/","approx":true,"note":"JLL: 706 MW em operação no 1S2026, 660 MW em construção; 2026 e 2030 são projeções (dobrar até 2030)."},"internet_users_pct":{"label":"Usuários de internet (% da população)","unit":"%","points":[{"x":2010,"y":41},{"x":2011,"y":46},{"x":2012,"y":49},{"x":2013,"y":51},{"x":2014,"y":55},{"x":2015,"y":58},{"x":2016,"y":61},{"x":2017,"y":67},{"x":2018,"y":70},{"x":2019,"y":74},{"x":2020,"y":81},{"x":2021,"y":81},{"x":2022,"y":80},{"x":2023,"y":84},{"x":2024,"y":86}],"source":"https://cetic.br/pt/pesquisa/domicilios/","approx":true,"note":"TIC Domicílios (Cetic.br) / ITU."},"bioinputs_market_rbn":{"label":"Mercado de bioinsumos (R$ bilhões)","unit":"R$ bi","points":[{"x":2019,"y":1.2,"approx":true},{"x":2020,"y":1.7,"approx":true},{"x":2021,"y":2.5,"approx":true},{"x":2022,"y":4.0,"approx":true},{"x":2023,"y":4.9,"approx":true},{"x":2024,"y":5.4},{"x":2025,"y":6.2}],"source":"https://revistacultivar.com.br/noticias/bioinsumos-movimentam-rdollar-6-2-bilhoes-e-crescem-15-em-2025","approx":true,"note":"2025 = R$ 6,2 bi (+15%) verificado (CropLife Brasil); faturamento quintuplicou em cinco anos."},"agri_exports_usd_bn":{"label":"Exportações do agronegócio (US$ bilhões)","unit":"US$ bi","points":[{"x":2010,"y":76.4},{"x":2011,"y":94.6},{"x":2012,"y":95.8},{"x":2013,"y":100.0},{"x":2014,"y":96.7},{"x":2015,"y":88.2},{"x":2016,"y":84.9},{"x":2017,"y":96.0},{"x":2018,"y":101.2},{"x":2019,"y":96.8},{"x":2020,"y":100.8},{"x":2021,"y":120.6},{"x":2022,"y":159.1},{"x":2023,"y":166.5},{"x":2024,"y":164.3},{"x":2025,"y":169.2}],"source":"https://revistacultivar.com.br/noticias/agronegocio-brasileiro-fecha-2025-com-recorde-em-exportacoes","approx":false,"note":"MAPA/Agrostat; 2024 e 2025 verificados, demais de memória da série oficial."},"soy_production_mt":{"label":"Produção de soja (milhões de toneladas)","unit":"Mt","points":[{"x":1977,"y":12.5},{"x":1990,"y":19.9},{"x":2000,"y":32.3},{"x":2010,"y":68.7},{"x":2020,"y":124.8},{"x":2025,"y":171.5}],"source":"https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/graos","approx":true,"note":"Conab, safra encerrada no ano indicado."},"vaccine_doses_butantan_fiocruz":{"label":"Doses de vacinas fornecidas (milhões, 2024)","unit":"mi doses","parts":[{"name":"Butantan","value":126.0},{"name":"Fiocruz (Bio-Manguinhos)","value":100.0,"approx":true}],"source":"https://fundacaobutantan.org.br/assets/[FB]_Relatorio_da_Administracao_12-05-25.pdf","approx":true,"note":"Butantan: 125,96 mi doses vendidas em 2024 (136,2 mi em 2023), majoritariamente ao MS/PNI; Fiocruz estimativa."},"nuclear_capacity":{"label":"Capacidade nuclear (MW)","unit":"MW","parts":[{"name":"Angra 1","value":640},{"name":"Angra 2","value":1350},{"name":"Angra 3 (em obras)","value":1405}],"source":"https://www.eletronuclear.gov.br/","approx":false},"satellites_launched":{"label":"Satélites brasileiros","items":[{"name":"Brasilsat A1","year":1985,"type":"comunicação"},{"name":"SCD-1","year":1993,"type":"científico/coleta de dados"},{"name":"SCD-2","year":1998,"type":"científico/coleta de dados"},{"name":"CBERS-1","year":1999,"type":"observação"},{"name":"SACI-1","year":1999,"type":"científico"},{"name":"CBERS-2","year":2003,"type":"observação"},{"name":"CBERS-2B","year":2007,"type":"observação"},{"name":"CBERS-3","year":2013,"type":"observação (falha no lançamento)"},{"name":"NanoSatC-BR1","year":2014,"type":"cubesat"},{"name":"CBERS-4","year":2014,"type":"observação"},{"name":"AESP-14","year":2015,"type":"cubesat"},{"name":"SERPENS","year":2015,"type":"cubesat"},{"name":"Tancredo-1","year":2017,"type":"cubesat"},{"name":"SGDC-1","year":2017,"type":"comunicação"},{"name":"ITASAT-1","year":2018,"type":"cubesat"},{"name":"CBERS-4A","year":2019,"type":"observação"},{"name":"FloripaSat-1","year":2019,"type":"cubesat"},{"name":"Amazonia-1","year":2021,"type":"observação"},{"name":"NanoSatC-BR2","year":2021,"type":"cubesat"},{"name":"SPORT","year":2022,"type":"cubesat científico"},{"name":"VCUB1","year":2023,"type":"cubesat"}],"source":"https://www.gov.br/inpe/","approx":true},"semiconductor_import_usd_bn":{"label":"Importações de semicondutores (US$ bilhões)","unit":"US$ bi","points":[{"x":2015,"y":3.6},{"x":2016,"y":3.3},{"x":2017,"y":4.0},{"x":2018,"y":4.3},{"x":2019,"y":4.5},{"x":2020,"y":4.6},{"x":2021,"y":6.3},{"x":2022,"y":6.9},{"x":2023,"y":5.5},{"x":2024,"y":6.2},{"x":2025,"y":6.5}],"source":"https://comexstat.mdic.gov.br/","approx":true,"note":"Comex Stat (NCM 8541/8542) – estimativas."},"phd_graduates_k":{"label":"Doutores titulados por ano (mil)","unit":"mil","points":[{"x":2000,"y":5.3},{"x":2002,"y":6.9},{"x":2004,"y":8.1},{"x":2006,"y":9.4},{"x":2008,"y":10.7},{"x":2010,"y":11.3},{"x":2012,"y":13.9},{"x":2013,"y":15.3},{"x":2014,"y":16.7},{"x":2015,"y":18.6},{"x":2016,"y":20.6},{"x":2017,"y":21.6},{"x":2018,"y":22.9},{"x":2019,"y":24.4},{"x":2020,"y":20.9},{"x":2021,"y":20.5},{"x":2022,"y":23.5},{"x":2023,"y":25.0}],"source":"https://geocapes.capes.gov.br/","approx":true},"games_industry_studios":{"label":"Estúdios de jogos no Brasil (censo Abragames)","unit":"estúdios","points":[{"x":2014,"y":142},{"x":2018,"y":375},{"x":2021,"y":1009},{"x":2023,"y":1042},{"x":2024,"y":1100,"approx":true}],"source":"https://www.meioemensagem.com.br/marketing/games-cresce-o-numero-de-desenvolvedores-e-estudios-brasileiros","approx":true,"note":"1.009 (2021) e 1.042 (2022-23) verificados."},"ai_funding_pbia":{"label":"PBIA – R$ 23 bi por eixo (2024-2028)","unit":"R$ bi","parts":[{"name":"Inovação empresarial","value":13.79},{"name":"Infraestrutura e desenvolvimento","value":5.79},{"name":"Melhoria dos serviços públicos","value":1.76},{"name":"Formação e capacitação","value":1.15},{"name":"Regulação e governança","value":0.1}],"source":"https://revistapesquisa.fapesp.br/plano-nacional-de-ia-elenca-areas-prioritarias-para-receber-investimentos/","approx":false,"note":"Soma ≈ R$ 22,6 bi; mais R$ 435 mi em ações de impacto imediato."},"quantum_qubits_brazil":{"label":"Computação quântica no Brasil","items":[{"name":"CIQUANTA-PB 20-qubit","year":2026,"qubits":20},{"name":"CIQUANTA-PB 100-qubit","year":2026,"qubits":100}],"source":"https://www.gov.br/mcti/","approx":true}},"sources":[{"title":"Payments CMI – Pix: últimas estatísticas do Banco Central","url":"https://paymentscmi.com/insights/pix-no-brasil-ultimas-estatisticas-banco-central/"},{"title":"Band – Volume de transações via Pix aumentou 25,7% em 2025","url":"https://www.band.com.br/economia/noticias/volume-de-transacoes-via-pix-aumentou-257-em-2025-ante-2024-mostra-bc-202608101109"},{"title":"Brasil Energia – Fundo que financia a ciência e a tecnologia bate recordes (FNDCT)","url":"https://brasilenergia.com.br/brasilenergia/acoes-em-transicao-energetica/fundo-que-financia-a-ciencia-e-a-tecnologia-bate-recordes"},{"title":"Brasil Energia – Eólica e solar representaram 23,7% da geração em 2024","url":"https://brasilenergia.com.br/energia/geracao/eolica-e-solar-representaram-237-na-geracao-no-brasil-em-2024"},{"title":"Canal Solar – Brasil atinge 55 GW de solar (Absolar)","url":"https://canalsolar.com.br/energia-solar-potencia-instalada-brasil-absolar/"},{"title":"Startups.com.br – Brasil pode dobrar capacidade de data centers até 2030 (JLL)","url":"https://startups.com.br/negocios/inteligencia-artificial/data-center/brasil-pode-dobrar-capacidade-de-data-centers-ate-2030-aponta-jll/"},{"title":"Revista Cultivar – Agronegócio fecha 2025 com recorde em exportações","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/agronegocio-brasileiro-fecha-2025-com-recorde-em-exportacoes"},{"title":"Revista Cultivar – Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bi em 2025","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/bioinsumos-movimentam-rdollar-6-2-bilhoes-e-crescem-15-em-2025"},{"title":"Aviation24 – Embraer 2025 deliveries","url":"https://www.aviation24.be/manufacturers/embraer/embraer-delivers-strong-fourth-quarter-exceeds-prior-year-performance-and-meets-2025-guidance/"},{"title":"Jornal Grande Bahia – Indústria de defesa exporta US$ 3,1 bi","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/02/industria-de-defesa-do-brasil-registra-alta-nas-exportacoes-movimenta-us-31-bilhoes-e-amplia-presenca-em-140-paises/"},{"title":"Pesquisa FAPESP – PBIA áreas prioritárias","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/plano-nacional-de-ia-elenca-areas-prioritarias-para-receber-investimentos/"},{"title":"Meio & Mensagem – Abragames: cresce número de estúdios","url":"https://www.meioemensagem.com.br/marketing/games-cresce-o-numero-de-desenvolvedores-e-estudios-brasileiros"},{"title":"Fundação Butantan – Relatório da Administração 2024","url":"https://fundacaobutantan.org.br/assets/[FB]_Relatorio_da_Administracao_12-05-25.pdf"},{"title":"IT Forum – Startups brasileiras com 50% mais aportes em 2024 (Liga Ventures)","url":"https://itforum.com.br/?p=9596547"},{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2025","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2025/mcs2025.pdf"},{"title":"MCTI – Indicadores nacionais de C&T","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/indicadores"},{"title":"CAPES – GeoCapes","url":"https://geocapes.capes.gov.br/"},{"title":"Cetic.br – TIC Domicílios","url":"https://cetic.br/pt/pesquisa/domicilios/"},{"title":"ABEEólica","url":"https://abeeolica.org.br/"},{"title":"Conab – Safras de grãos","url":"https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/graos"},{"title":"Distrito – Dataminer","url":"https://distrito.me/dataminer/"},{"title":"SCImago Journal & Country Rank – Brazil","url":"https://www.scimagojr.com/countrysearch.php?country=BR"}]},"administrations":[{"id":"pre1930","label":"Antes de 1930","president":"República Velha","group":"pre","party":null,"start":1889,"end":1930,"summary":""},{"id":"vargas1","label":"Vargas (1930–45)","president":"Getúlio Vargas","group":"vargas","party":"—","start":1930,"end":1945,"summary":"Fundou a base institucional da ciência e da tecnologia de Estado: regulou as universidades (Estatuto de 1931), viu nascer a USP (1934) e a Universidade do Brasil (1937) e criou INT, IBGE, CNP, CSN e Vale. Centralizou e controlou politicamente o ensino superior, fechando a UDF (1939) e impondo o modelo único da Faculdade Nacional de Filosofia."},{"id":"dutra","label":"Dutra (1946–51)","president":"Eurico Gaspar Dutra","group":"dutra-jk","party":"PSD","start":1946,"end":1951,"summary":"Governo de transição que federalizou universidades (Bahia, Recife, Paraná, Rio Grande do Sul), apoiou a criação do CBPF (1949) e do ITA (1950) e sancionou, em seus últimos dias, a Lei 1.310/1951 que criou o CNPq. A agenda científica foi fortemente marcada pela questão nuclear e pela segurança nacional."},{"id":"vargas2","label":"Vargas (1951–54)","president":"Getúlio Vargas","group":"dutra-jk","party":"PTB","start":1951,"end":1954,"summary":"Instalou o CNPq (abr/1951) e criou a CAPES (jul/1951), o IMPA e o INPA (1952), além do BNDE (1952) e da Petrobras (1953), definindo o par agência de fomento-empresa estatal que estruturaria a C&T brasileira. O projeto nuclear autônomo de Álvaro Alberto foi bloqueado pela pressão norte-americana."},{"id":"jk","label":"Kubitschek (1956–61)","president":"Juscelino Kubitschek","group":"dutra-jk","party":"PSD","start":1956,"end":1961,"summary":"O Plano de Metas industrializou por substituição de importações com tecnologia importada, enquanto o governo federalizava e criava uma dezena de universidades (UFSC, UFG, UFF, UFSM, UFPA, UFPB, UFRN, UFES) e instituía a CNEN (1956) e a COSUPI (1958). A pesquisa científica em si recebeu pouca prioridade orçamentária frente à infraestrutura e à indústria."},{"id":"jango","label":"Quadros / Goulart (1961–64)","president":"Jânio Quadros e João Goulart","group":"dutra-jk","party":"PTN/PTB","start":1961,"end":1964,"summary":"Período curto e instável que, no entanto, deixou marcos duradouros: a UnB (1961), a LDB (1961), a origem do INPE (GOCNAE, 1961), a Lei 4.118/1962 do monopólio nuclear e a COPPE (1963). A FAPESP, criada pelo estado de São Paulo, começou a operar em 1962."},{"id":"castelo","label":"Castelo Branco (1964–67)","president":"Humberto Castelo Branco","group":"militar","party":"regime militar","start":1964,"end":1967,"summary":"Definiu o modelo de pós-graduação (Parecer 977/1965) e criou o FUNTEC no BNDE (1964), primeiro fundo federal para formação científica, ao lado dos acordos MEC-USAID. Ao mesmo tempo, a intervenção na UnB (1965) e as cassações iniciais revelaram o padrão de modernização autoritária do regime."},{"id":"costa","label":"Costa e Silva (1967–69)","president":"Artur da Costa e Silva","group":"militar","party":"regime militar","start":1967,"end":1969,"summary":"Criou Finep (1967) e FNDCT (1969) e aprovou a Reforma Universitária (Lei 5.540/1968), que institucionalizou a pesquisa e a pós-graduação nas universidades. Com o AI-5 e o Decreto-Lei 477/1969, aposentou compulsoriamente dezenas de professores e cientistas, provocando perdas e exílio."},{"id":"medici","label":"Médici (1969–74)","president":"Emílio Garrastazu Médici","group":"militar","party":"regime militar","start":1969,"end":1974,"summary":"Auge do financiamento estatal: o FNDCT passou a ser operado pela Finep (1971), o I PBDCT (1973) planejou a C&T no I PND e nasceram Telebras (1972) e Embrapa (1973), com rápida expansão da pós-graduação. A repressão continuou, como no massacre de Manguinhos (1970), e a tecnologia ficou atrelada a projetos de poder nacional."},{"id":"geisel","label":"Geisel (1974–79)","president":"Ernesto Geisel","group":"militar","party":"regime militar","start":1974,"end":1979,"summary":"Consolidou o sistema: CNPq transformado em fundação (1974), CAPES reestruturada com o I PNPG (1975), II PBDCT, CPqD (1976), Nuclebrás e Proálcool, no maior patamar real do FNDCT na história. A estratégia de autonomia tecnológica dependeu de endividamento externo e de empresas estatais que a crise seguinte fragilizaria."},{"id":"figueiredo","label":"Figueiredo (1979–85)","president":"João Figueiredo","group":"militar","party":"regime militar","start":1979,"end":1985,"summary":"Formalizou a política de informática (SEI 1979, Lei 7.232/1984) e lançou os planos III PBDCT e II PNPG, mas a crise da dívida (1982-1984) cortou o FNDCT em mais da metade em termos reais e levou as universidades a greves e deterioração. O PADCT com o Banco Mundial (1984) foi a resposta tardia à escassez."},{"id":"sarney","label":"Sarney (1985–90)","president":"José Sarney","group":"sarney","party":"PMDB","start":1985,"end":1990,"summary":"Criou o MCT (1985), deu início ao LNLS, à RNP e ao RHAE e inscreveu na Constituição de 1988 a autonomia universitária e o dever do Estado com a pesquisa. A hiperinflação e os ajustes de 1987-1989 corroeram orçamentos e bolsas, limitando o alcance da nova institucionalidade."},{"id":"collor","label":"Collor (1990–92)","president":"Fernando Collor","group":"collor-itamar","party":"PRN","start":1990,"end":1992,"summary":"Rebaixou o MCT a secretaria (1990), extinguiu a SEI e impôs os menores orçamentos de C&T em décadas, com atrasos salariais e bolsas restritas. Trocou a reserva de mercado pela Lei de Informática (8.248/1991) com contrapartida em P&D e reorientou a política para qualidade e competitividade (PBQP)."},{"id":"itamar","label":"Itamar (1992–94)","president":"Itamar Franco","group":"collor-itamar","party":"PMDB","start":1992,"end":1994,"summary":"Recriou o MCT (1992) e deixou leis estruturantes de longa duração: incentivos ao P&D industrial (Lei 8.661/1993), fundações de apoio (Lei 8.958/1994) e a UNIFESP (1994). Foi um governo de reconstrução institucional, sem expansão orçamentária relevante em meio à estabilização."},{"id":"fhc","label":"FHC (1995–2002)","president":"Fernando Henrique Cardoso","group":"fhc","party":"PSDB","start":1995,"end":2002,"summary":"Inventou os fundos setoriais (1999-2002) e a CIDE-Tecnologia, criou as organizações sociais (LNLS 1998, IMPA, RNP, CGEE), inaugurou o LNLS (1997) e reformou a avaliação (LDB, Provão, CAPES). Contingenciou boa parte dos novos fundos, privatizou a Telebras com impacto sobre o CPqD e manteve as universidades federais em estagnação salarial e de matrículas."},{"id":"lula1","label":"Lula (2003–10)","president":"Luiz Inácio Lula da Silva","group":"lula1","party":"PT","start":2003,"end":2010,"summary":"Maior ciclo de expansão: Lei de Inovação (2004), Lei do Bem (2005), PACTI (R$ 41,2 bi), nova lei do FNDCT (2007), REUNI, 14 novas universidades federais, 38 Institutos Federais e os INCTs (2008). A ampliação ocorreu com forte dependência do crescimento das receitas e de desonerações, deixando um sistema maior e mais vulnerável a ajustes."},{"id":"dilma","label":"Dilma (2011–16)","president":"Dilma Rousseff","group":"dilma","party":"PT","start":2011,"end":2016,"summary":"Lançou Ciência sem Fronteiras (104 mil bolsas, R$ 13,2 bi), PBM, Inova Empresa, Embrapii, quatro novas federais e o Marco Legal de CT&I (EC 85/2015, Lei 13.243/2016). O ajuste de 2015 e a queda das receitas derrubaram FNDCT e Finep, e o CsF consumiu recursos que o sistema de pesquisa reclamou."},{"id":"temer","label":"Temer (2016–18)","president":"Michel Temer","group":"temer","party":"MDB","start":2016,"end":2018,"summary":"Fundiu MCTI e Comunicações, aprovou o teto de gastos (EC 95/2016) e impôs em 2017 o menor orçamento de C&T em mais de uma década (-44%), encerrando o Ciência sem Fronteiras. Regulamentou o Marco Legal de CT&I, sancionou a LGPD, criou a ANPD e cinco universidades por desmembramento, e inaugurou o Sirius (2018)."},{"id":"bolsonaro","label":"Bolsonaro (2019–22)","president":"Jair Bolsonaro","group":"bolsonaro","party":"PSL/PL","start":2019,"end":2022,"summary":"Contingenciou cerca de 90% da parcela não reembolsável do FNDCT, cortou bolsas da CAPES e do CNPq em 2019, bloqueou 30% das federais e propôs o Future-se, entrando em choque com o Congresso (LC 177/2021). Separou novamente os ministérios (2020), aprovou a nova Lei de Informática (2019), a EBIA e o Marco Legal das Startups (2021) e manteve o Sirius em operação."},{"id":"lula3","label":"Lula (2023–26)","president":"Luiz Inácio Lula da Silva","group":"lula3","party":"PT","start":2023,"end":2026,"summary":"Zerou o contingenciamento do FNDCT (R$ 10 bi em 2023, R$ 14,7 bi em 2025), reajustou bolsas em 40% após dez anos, aprovou 121 INCTs, lançou Nova Indústria Brasil, PBIA, Mais Inovação Brasil, a iniciativa quântica e capitalizou a Finep (2026). O arcabouço fiscal pressiona CNPq, bolsas e investimentos do MCTI em 2025-2026, e parte dos programas depende de crédito reembolsável e de execução plurianual."}],"admin_groups":[{"id":"pre","label":"Antes de 1930","start":1889,"end":1930},{"id":"vargas","label":"Vargas","start":1930,"end":1945},{"id":"dutra-jk","label":"Dutra · Vargas II · JK · Jango","start":1946,"end":1964},{"id":"militar","label":"Regime militar","start":1964,"end":1985},{"id":"sarney","label":"Sarney","start":1985,"end":1990},{"id":"collor-itamar","label":"Collor · Itamar","start":1990,"end":1994},{"id":"fhc","label":"FHC","start":1995,"end":2002},{"id":"lula1","label":"Lula I–II","start":2003,"end":2010},{"id":"dilma","label":"Dilma","start":2011,"end":2016},{"id":"temer","label":"Temer","start":2016,"end":2018},{"id":"bolsonaro","label":"Bolsonaro","start":2019,"end":2022},{"id":"lula3","label":"Lula III","start":2023,"end":2026}],"admin_actions":[{"admin":"pre1930","year":1876,"type":"created","title":"Escola de Minas de Ouro Preto e Serviço Geológico","text":"A Escola de Minas (1876, Claude-Henri Gorceix) formou os engenheiros que dirigiram a mineração e a siderurgia por um século; o Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil (1907) iniciou o mapeamento sistemático que a CPRM herdaria.","ids":[193],"confidence":"high","source":"UFOP; SGB, histórico","sector":"minerals","id":0},{"admin":"pre1930","year":1887,"type":"created","title":"Imperial Estação Agronômica de Campinas (IAC)","text":"D. Pedro II criou em 1887 a estação agronômica que viraria o Instituto Agronômico de Campinas, transferido ao estado de São Paulo em 1892; a rede paulista se completou com a ESALQ (1901) e o Instituto Biológico (1927), berço da pesquisa em café, cana e algodão antes de qualquer sistema federal.","ids":[8,5,9],"confidence":"high","source":"IAC/ESALQ históricos institucionais","sector":"agtech","id":1},{"admin":"pre1930","year":1900,"type":"created","title":"Instituto Soroterápico Federal (Manguinhos)","text":"Criado em 25/5/1900 para produzir soro e vacina contra a peste, virou Instituto Oswaldo Cruz em 1908 após as campanhas sanitárias no Rio; é a origem da Fiocruz e da tradição federal de pesquisa biomédica aplicada.","ids":[36],"confidence":"high","source":"Fiocruz, Casa de Oswaldo Cruz","sector":"biotech","id":2},{"admin":"pre1930","year":1901,"type":"created","title":"Instituto Butantan (governo de São Paulo)","text":"Fundado em 1901 sob Vital Brazil para produzir soro antipestoso e antiofídico, o Butantan tornou-se o maior produtor de vacinas da América Latina, sempre como instituição estadual, o que explica seus repetidos atritos com governos federais.","ids":[39],"confidence":"high","source":"Instituto Butantan, histórico","sector":"biotech","id":3},{"admin":"vargas1","year":1930,"type":"created","title":"Ministério da Educação e Saúde","text":"Vargas criou o MES em 1930 e, na reforma Capanema de 1937, reorganizou a saúde pública e incorporou o Instituto Oswaldo Cruz ao ministério; a Fundação Rockefeller e o Serviço Nacional de Febre Amarela (1940) estruturaram a produção nacional da vacina antiamarílica em Manguinhos.","ids":[36],"confidence":"medium","source":"Casa de Oswaldo Cruz, Dicionário Histórico-Biográfico","sector":"biotech","id":4},{"admin":"vargas1","year":1931,"type":"regulated","title":"Primeiro regulamento das radiocomunicações","text":"O Decreto 20.047 (27/5/1931) e o Decreto 21.111 (1/3/1932) regularam os serviços de radiocomunicação e radiodifusão, atribuindo à União a outorga de concessões e organizando o Departamento de Correios e Telégrafos.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Decreto 20.047/1931; Decreto 21.111/1932","sector":"telecom","id":5},{"admin":"vargas1","year":1931,"type":"regulated","title":"Estatuto das Universidades Brasileiras (Decreto 19.851/1931)","text":"A Reforma Francisco Campos, logo após a criação do Ministério da Educação e Saúde (1930), estabeleceu pela primeira vez um regime jurídico federal para universidades (mínimo de três faculdades, reitoria, conselhos), consolidando o modelo que orientaria a USP e a Universidade do Brasil. Também criou o Conselho Nacional de Educação (Decreto 19.850/1931).","ids":[],"confidence":"high","source":"Decretos 19.850 e 19.851, de 11/04/1931","sector":"universities","id":6},{"admin":"vargas1","year":1932,"type":"created","title":"Cota de tela, INCE e DIP","text":"O Decreto 21.240 (4/4/1932) nacionalizou a censura e criou a obrigatoriedade de exibição de filmes brasileiros (cota de tela); o Instituto Nacional de Cinema Educativo foi criado em 1936 (Lei 378/1937) sob Roquette-Pinto, e o DIP (Decreto-Lei 1.915/1939) centralizou propaganda, rádio e cinema.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 21.240/1932; Lei 378/1937; Decreto-Lei 1.915/1939","sector":"creative","id":7},{"admin":"vargas1","year":1934,"type":"regulated","title":"Código de Águas e Conselho Nacional do Petróleo","text":"O Decreto 24.643/1934 nacionalizou o potencial hidráulico e submeteu as concessionárias estrangeiras (Light, Amforp) a tarifas pelo custo histórico; o Decreto-Lei 395/1938 declarou de utilidade pública o abastecimento de petróleo e criou o CNP, embrião do monopólio estatal. A Chesf foi criada pelo Decreto-Lei 8.031 (3/10/1945), dias antes da deposição de Vargas.","ids":[649],"confidence":"high","source":"Decreto 24.643/1934; Decreto-Lei 395/1938; Decreto-Lei 8.031/1945","sector":"energy","id":8},{"admin":"vargas1","year":1934,"type":"regulated","title":"Código de Minas e criação do DNPM","text":"O Decreto 24.642 (10/7/1934) separou a propriedade do solo e do subsolo e exigiu autorização federal para lavra, e o Decreto 23.979/1934 criou o Departamento Nacional da Produção Mineral; a Constituição de 1937 restringiu a mineração a brasileiros, abrindo o ciclo nacionalista do setor.","ids":[193],"confidence":"high","source":"Decreto 24.642/1934; Decreto 23.979/1934","sector":"minerals","id":9},{"admin":"vargas1","year":1934,"type":"created","title":"USP (1934) e Universidade do Brasil (1937)","text":"A USP foi criada pelo Decreto estadual 6.283 (25/01/1934), sob o interventor Armando de Salles Oliveira, reunindo faculdades existentes e a nova Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras com professores estrangeiros contratados (missão francesa, italiana e alemã). No plano federal, a Lei 452 (05/07/1937) reorganizou a Universidade do Rio de Janeiro como Universidade do Brasil, modelo-padrão do Estado Novo. Em 1934 também nasceu a Universidade de Porto Alegre, embrião da UFRGS.","ids":[554,563,568],"confidence":"high","source":"Decreto estadual 6.283/1934; Lei 452/1937","sector":"universities","id":10},{"admin":"vargas1","year":1938,"type":"created","title":"Pesquisa agronômica federal: CNEPA e SNPA","text":"O Decreto-Lei 982/1938 criou o Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas e, em 1943, o Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas (SNPA), primeira estrutura federal de experimentação agrícola; Vargas também criou o Instituto do Açúcar e do Álcool (1933), que regularia a cana por quase 60 anos. Em 1962 a Lei Delegada 9 reorganizou o sistema no DPEA (depois DNPEA), antecessor direto da Embrapa.","ids":[32],"confidence":"medium","source":"Embrapa, histórico da pesquisa agropecuária federal","sector":"agtech","id":11},{"admin":"vargas1","year":1938,"type":"created","title":"Estado desenvolvimentista: INT, IBGE, CNP, CSN, Vale e FGV","text":"A era Vargas montou a base técnica do Estado: reorganização do Instituto Nacional de Tecnologia (1933), IBGE (1936), DASP (1938), Conselho Nacional do Petróleo (1938), CSN (1941), Vale do Rio Doce (1942) e FGV (1944). A tecnologia era tratada como atributo de empresas e órgãos estatais, não de uma política científica autônoma.","ids":[593],"confidence":"high","source":"Decretos-Lei 579/1938 (DASP), 3.002/1941 (CSN), 4.352/1942 (Vale)","sector":"policy","id":12},{"admin":"vargas1","year":1939,"type":"cut","title":"Fechamento da Universidade do Distrito Federal (UDF)","text":"A UDF, criada em 1935 por Anísio Teixeira como projeto de universidade laica e voltada à pesquisa, foi extinta pelo Decreto-Lei 1.063 (20/01/1939) e absorvida pela Universidade do Brasil, cuja Faculdade Nacional de Filosofia (Decreto-Lei 1.190/1939) passou a ser o padrão nacional obrigatório. O episódio marca a centralização e o controle político do ensino superior no Estado Novo.","ids":[563],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 1.063/1939; Decreto-Lei 1.190/1939","sector":"universities","id":13},{"admin":"vargas1","year":1941,"type":"created","title":"Ministério da Aeronáutica e base industrial","text":"O Decreto-Lei 2.961 (20/1/1941) criou o Ministério da Aeronáutica e a FAB, unificando a aviação militar; a Fábrica Nacional de Motores (1942) e a CSN (1941) formaram a base industrial pesada que o setor de defesa usaria nas décadas seguintes.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 2.961/1941; FAB histórico","sector":"defense","id":14},{"admin":"vargas1","year":1942,"type":"created","title":"Companhia Vale do Rio Doce","text":"Criada pelo Decreto-Lei 4.352 (1/6/1942) como contrapartida dos Acordos de Washington, a CVRD assumiu as minas de Itabira e a Estrada de Ferro Vitória a Minas para fornecer minério de ferro aos Aliados; junto com a CSN (1941), formou a base da siderurgia e da mineração estatais.","ids":[184],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 4.352/1942; Vale, histórico","sector":"minerals","id":15},{"admin":"vargas1","year":1942,"type":"created","title":"Criação do Senai","text":"O Decreto-Lei 4.048 (22 jan 1942) criou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, financiado por contribuição compulsória da indústria — origem do Sistema S que hoje opera os Institutos Senai de Inovação, o Cimatec e a formação em automação e robótica.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 4.048/1942","sector":"robotics","id":16},{"admin":"vargas1","year":1945,"type":"created","title":"Sumoc: embrião do Banco Central","text":"O Decreto-Lei 7.293 (2 fev 1945) criou a Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), que dividia funções de autoridade monetária com o Banco do Brasil e o Tesouro; foi a semente institucional do BC de 1964.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 7.293/1945","sector":"fintech","id":17},{"admin":"dutra","year":1946,"type":"expanded","title":"Federalizações do pós-guerra e criação do ITA e do CBPF","text":"O governo Dutra federalizou e criou universidades (Universidade da Bahia e Universidade do Recife em 1946; federalização das universidades do Paraná e do Rio Grande do Sul em 1950), instalou o ITA (1950) no âmbito do Centro Técnico de Aeronáutica planejado desde 1945 e deu apoio ao CBPF, fundado em 15/01/1949 por César Lattes, José Leite Lopes e Jayme Tiomno como sociedade civil.","ids":[583,570,584,568,579,198],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 9.155/1946 (UBA); Lei 1.254/1950 (federalizações)","sector":"universities","id":18},{"admin":"dutra","year":1949,"type":"created","title":"Escola Superior de Guerra e ITA","text":"A Lei 785 (20/8/1949) criou a Escola Superior de Guerra, matriz doutrinária da segurança nacional; o ITA começou a formar engenheiros aeronáuticos em 1950.","ids":[501],"confidence":"high","source":"Lei 785/1949; ESG histórico","sector":"defense","id":19},{"admin":"dutra","year":1949,"type":"created","title":"CBPF (1949): berço da física teórica e quântica","text":"Fundado em 15/01/1949 por César Lattes, José Leite Lopes e Jayme Tiomno como sociedade civil com apoio do governo Dutra e de empresários, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas formou a primeira geração de físicos quânticos do país; foi incorporado ao CNPq em 1976 e integra hoje o GT da iniciativa quântica do MCTI.","ids":[198],"confidence":"high","source":"CBPF, histórico institucional","sector":"quantum","id":20},{"admin":"dutra","year":1950,"type":"created","title":"ITA começa a funcionar","text":"O Decreto 27.695 (16/1/1950) aprovou o regulamento do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, concebido no Plano Smith-Montenegro de 1945 e executado pela COCTA (Decreto 26.508/1949); a primeira turma começou em 1950 no Rio e migrou para São José dos Campos.","ids":[501],"confidence":"high","source":"camara.leg.br/legin Decreto 27.695/1950; MUSAL/FAB 'Primórdios do CTA'","sector":"space","id":21},{"admin":"dutra","year":1951,"type":"created","title":"CNPq, base do financiamento à pesquisa","text":"A Lei 1.310, de 15 de janeiro de 1951, criou o Conselho Nacional de Pesquisas (hoje CNPq), que décadas depois financiaria os grupos de computação e IA das universidades por bolsas e editais.","ids":[611],"confidence":"high","source":"Lei 1.310/1951 (Planalto)","sector":"ai","id":22},{"admin":"vargas2","year":1951,"type":"regulated","title":"Controle de exportação de minerais estratégicos e CNPq","text":"A Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos (1951) submeteu a venda de monazita, tório e outros minerais atômicos a autorização federal, em meio às negociações com os EUA; o CNPq (Lei 1.310/1951) nasceu com atribuições sobre minerais nucleares, e a CBMM (1955) começaria a explorar o nióbio de Araxá.","ids":[183,543],"confidence":"medium","source":"Lei 1.310/1951; CNEN, histórico","sector":"minerals","id":23},{"admin":"vargas2","year":1951,"type":"created","title":"CNPq e a doutrina Álvaro Alberto","text":"A Lei 1.310 (15/1/1951) criou o CNPq com mandato explícito sobre energia atômica e controle estatal dos minerais nucleares, sob o almirante Álvaro Alberto; o Instituto de Pesquisas Radioativas da UFMG (1952), origem do CDTN, foi o primeiro centro de pesquisa nuclear.","ids":[547],"confidence":"high","source":"Lei 1.310/1951; CDTN histórico","sector":"nuclear","id":24},{"admin":"dutra","year":1951,"type":"created","title":"CNPq (Lei 1.310/1951): primeira agência federal de política científica","text":"Sancionada em 15/01/1951, a lei do Conselho Nacional de Pesquisas deu ao Estado um órgão de fomento e coordenação da pesquisa com mandato sobre a energia nuclear; o projeto do almirante Álvaro Alberto nasceu no Conselho de Segurança Nacional e foi instalado já no governo Vargas.","ids":[611],"confidence":"high","source":"Lei 1.310/1951","sector":"policy","id":25},{"admin":"dutra","year":1951,"type":"created","title":"Lei 1.310/1951: criação do CNPq","text":"A lei que criou o Conselho Nacional de Pesquisas foi sancionada por Dutra em 15/01/1951, duas semanas antes da posse de Vargas, após articulação do almirante Álvaro Alberto; o órgão foi instalado em 17/04/1951, já no segundo governo Vargas, com forte agenda nuclear. Embora frequentemente atribuído a Vargas, formalmente o CNPq é obra do fim do governo Dutra.","ids":[611],"confidence":"high","source":"Lei 1.310, de 15/01/1951","sector":"universities","id":26},{"admin":"vargas2","year":1951,"type":"created","title":"CAPES (Decreto 29.741/1951)","text":"A Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior foi criada em 11/07/1951, dirigida por Anísio Teixeira, para formar quadros qualificados para o desenvolvimento; tornou-se a agência de avaliação e fomento da pós-graduação. Junto com o CNPq instalado em abril, forma o par de agências que estrutura o sistema até hoje.","ids":[612],"confidence":"high","source":"Decreto 29.741, de 11/07/1951","sector":"universities","id":27},{"admin":"vargas2","year":1952,"type":"created","title":"IMPA, INPA e BNDE: institutos de pesquisa e banco de desenvolvimento","text":"Em 1952 o CNPq criou o IMPA (15/10/1952) e o governo criou o INPA em Manaus (Decreto 31.672, 29/10/1952); no mesmo ano nasceu o BNDE (Lei 1.628/1952), que na década seguinte financiaria a pós-graduação via FUNTEC. O CNPq assumiu também o fomento ao CBPF e a política nuclear.","ids":[601,598,326,198],"confidence":"high","source":"Decreto 31.672/1952; Lei 1.628/1952","sector":"universities","id":28},{"admin":"vargas2","year":1953,"type":"created","title":"Ministério da Saúde autônomo","text":"A Lei 1.920/1953 separou a Saúde da Educação, criando o Ministério da Saúde a que Fiocruz, PNI e Anvisa seriam depois vinculados.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 1.920/1953","sector":"biotech","id":29},{"admin":"vargas2","year":1953,"type":"created","title":"CTA, núcleo tecnológico da defesa aérea","text":"O Decreto 34.701 (26/11/1953) organizou o Centro Técnico de Aeronáutica em São José dos Campos, de onde sairiam o Bandeirante, o VLS e os institutos IAE e IEAv.","ids":[500],"confidence":"high","source":"MUSAL/FAB","sector":"defense","id":30},{"admin":"vargas2","year":1953,"type":"created","title":"Petrobras e o monopólio do petróleo","text":"A Lei 2.004 (3/10/1953), fruto da campanha O Petróleo é Nosso, criou a Petrobras com monopólio de pesquisa, lavra e refino; o BNDE (1952) e a Lei 2.308/1954 (Imposto Único sobre Energia Elétrica e Fundo Federal de Eletrificação) criaram o funding estatal para a expansão elétrica.","ids":[145,326],"confidence":"high","source":"Lei 2.004/1953; Lei 2.308/1954","sector":"energy","id":31},{"admin":"vargas2","year":1953,"type":"created","title":"BNDE (1952) e Petrobras (1953): empresas e banco públicos como vetores tecnológicos","text":"A Lei 1.628/1952 criou o BNDE, que em 1964 abriria o FUNTEC para a pós-graduação e nas décadas seguintes seria o maior financiador da inovação industrial; a Lei 2.004/1953 criou a Petrobras, cujo CENPES (1966) se tornaria o maior centro de P&D empresarial do país.","ids":[326],"confidence":"high","source":"Leis 1.628/1952 e 2.004/1953","sector":"policy","id":32},{"admin":"vargas2","year":1953,"type":"created","title":"CTA organizado em São José dos Campos","text":"O Decreto 34.701 (26/11/1953) organizou o Centro Técnico de Aeronáutica (hoje DCTA), considerado instalado em 1/1/1954 após a extinção da COCTA; o campus abrigaria ITA, IAE e IEAv, núcleo tecnológico da Embraer e do programa espacial.","ids":[500,501],"confidence":"high","source":"MUSAL/FAB 'Primórdios do CTA'; DCTA Livro 70 anos","sector":"space","id":33},{"admin":"jk","year":1956,"type":"created","title":"CNEN e IEA/IPEN","text":"O Decreto 40.110 (10/10/1956) criou a Comissão Nacional de Energia Nuclear; no mesmo ano nasceu em São Paulo o Instituto de Energia Atômica (hoje IPEN), cujo reator IEA-R1, fornecido pelo programa Átomos para a Paz, atingiu criticalidade em 1957.","ids":[543,544],"confidence":"high","source":"CNEN/IPEN históricos","sector":"nuclear","id":34},{"admin":"jk","year":1956,"type":"created","title":"Plano de Metas, CNEN (1956) e grupos executivos setoriais","text":"O Plano de Metas (31 metas) e grupos executivos como o GEIA (indústria automobilística, 1956) industrializaram por substituição de importações com tecnologia estrangeira; a CNEN (Decreto 40.110/1956) retirou o nuclear do CNPq e a COSUPI (1958) apoiou escolas de engenharia.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 40.110/1956","sector":"policy","id":35},{"admin":"jk","year":1957,"type":"created","title":"Furnas, Plano de Metas e Ministério das Minas e Energia","text":"Furnas foi criada em 1957 para suprir o eixo Rio–São Paulo–Minas (usina de Furnas, 1963); o Plano de Metas destinou 43% dos investimentos a energia e a capacidade instalada passou de 3,1 GW (1955) para 4,8 GW (1961); a Lei 3.782/1960 criou o Ministério das Minas e Energia.","ids":[648,654],"confidence":"high","source":"Lei 3.782/1960; Memória da Eletricidade","sector":"energy","id":36},{"admin":"jk","year":1959,"type":"created","title":"GEACE, primeiro órgão para computadores","text":"O Grupo Executivo para Aplicação de Computadores Eletrônicos (GEACE), criado em 1959, foi a primeira instância federal para orientar a importação e o uso de computadores no país, no quadro desenvolvimentista do Plano de Metas.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Marques, I. 'Minicomputadores brasileiros nos anos 1970' (histórico do GEACE)","sector":"semiconductors","id":37},{"admin":"jk","year":1960,"type":"expanded","title":"Onda de federalizações e novas universidades (1957-1961)","text":"O governo JK federalizou e criou uma dezena de universidades: UFPA (Lei 3.191/1957), UFSC e UFG (Lei 3.849/1960), UFF (Lei 3.848/1960), UFSM (Lei 3.834-C/1960, a primeira do interior), UFJF (Lei 3.858/1960), federalização da UFPB (Lei 3.835/1960) e da UFRN (Lei 3.849/1960), UFES (Lei 3.868, 30/01/1961). Criou ainda a COSUPI (1958) para apoiar escolas de engenharia e a CNEN (1956).","ids":[572,591,582,587,588],"confidence":"high","source":"Leis 3.191/1957, 3.848 e 3.849/1960, 3.868/1961","sector":"universities","id":38},{"admin":"jango","year":1961,"type":"created","title":"GOCNAE (1961, origem do INPE) e Lei 4.118/1962 (monopólio nuclear)","text":"Jânio Quadros criou o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Decreto 51.133, 03/08/1961), embrião do INPE; Goulart sancionou a Lei 4.118 (27/08/1962), que fez da CNEN autarquia e instituiu o monopólio estatal de minérios e materiais nucleares.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 51.133/1961; Lei 4.118/1962","sector":"policy","id":39},{"admin":"jango","year":1961,"type":"created","title":"GOCNAE, embrião do INPE","text":"Jânio Quadros criou o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Decreto 51.133, 3/8/1961), primeiro órgão civil de pesquisa espacial, que virou CNAE em 1963 e INPE em 1971.","ids":[495],"confidence":"high","source":"INPE histórico institucional; Decreto 51.133/1961","sector":"space","id":40},{"admin":"jango","year":1961,"type":"created","title":"UnB (Lei 3.998/1961) e LDB (Lei 4.024/1961)","text":"João Goulart sancionou em dezembro de 1961 a lei que criou a Fundação Universidade de Brasília (15/12/1961; inaugurada em 21/04/1962, projeto de Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira) e a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (20/12/1961). Em 1963 surgiu a COPPE/UFRJ, primeiro programa sistemático de pós-graduação em engenharia; em 1962 foi instalada a FAPESP, fundação estadual paulista.","ids":[573,564,615],"confidence":"high","source":"Leis 3.998 e 4.024/1961","sector":"universities","id":41},{"admin":"jango","year":1962,"type":"created","title":"Eletrobras instalada e Cenpes criado","text":"A Lei 3.890-A/1961 (sancionada por Jânio Quadros) autorizou a Eletrobras, instalada em 11/6/1962 por Goulart como holding federal do setor; a Petrobras criou em 1963 o Centro de Pesquisas (Cenpes), que décadas depois dominaria a tecnologia de águas profundas.","ids":[148,146,145],"confidence":"high","source":"Lei 3.890-A/1961; Petrobras, histórico do Cenpes","sector":"energy","id":42},{"admin":"jango","year":1962,"type":"regulated","title":"Monopólio da União sobre minérios nucleares","text":"A Lei 4.118/1962 criou a Política Nacional de Energia Nuclear e reservou à União pesquisa, lavra e comércio de minérios nucleares, reorganizando a CNEN; a Lei 4.131/1962 disciplinou o capital estrangeiro, afetando as mineradoras multinacionais.","ids":[543,542],"confidence":"high","source":"Lei 4.118/1962","sector":"minerals","id":43},{"admin":"jango","year":1962,"type":"regulated","title":"Lei 4.118: monopólio da União","text":"A Lei 4.118 (27/8/1962) estabeleceu a Política Nacional de Energia Nuclear, o monopólio da União sobre minérios e materiais nucleares e a CNEN como autarquia; o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) foi criado em 1962 no Rio.","ids":[543,548],"confidence":"high","source":"Lei 4.118/1962","sector":"nuclear","id":44},{"admin":"jango","year":1962,"type":"regulated","title":"Código Brasileiro de Telecomunicações","text":"A Lei 4.117 (27/8/1962) criou o Conselho Nacional de Telecomunicações (Contel), o Fundo Nacional de Telecomunicações e autorizou a criação de uma empresa pública para os troncos interestaduais e internacionais, a futura Embratel.","ids":[671],"confidence":"high","source":"Lei 4.117/1962","sector":"telecom","id":45},{"admin":"castelo","year":1964,"type":"created","title":"Criação do Banco Central e do Serpro","text":"A Lei 4.595 (31 dez 1964) criou o Banco Central do Brasil e o Conselho Monetário Nacional; a Lei 4.516 (1 dez 1964) criou o Serpro para processar dados da Receita, base da futura infraestrutura pública digital.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 4.595/1964; Lei 4.516/1964","sector":"fintech","id":46},{"admin":"castelo","year":1964,"type":"created","title":"FUNTEC/BNDE: primeiro fundo federal de C&T","text":"O Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico, criado no BNDE em 1964, financiou a implantação da pós-graduação em engenharia e ciências (COPPE, ITA, Unicamp) e é o antecedente direto do modelo Finep/FNDCT.","ids":[326,564],"confidence":"high","source":"BNDE/FUNTEC 1964","sector":"policy","id":47},{"admin":"castelo","year":1965,"type":"created","title":"Sistema Nacional de Crédito Rural e Estatuto da Terra","text":"A Lei 4.829/1965 criou o SNCR, com crédito rural a juros subsidiados que financiaria a modernização mecânico-química do campo nas duas décadas seguintes; o Estatuto da Terra (Lei 4.504/1964) definiu o marco fundiário e a função social da propriedade.","ids":[32],"confidence":"high","source":"Lei 4.829/1965; Lei 4.504/1964","sector":"agtech","id":48},{"admin":"castelo","year":1965,"type":"created","title":"CLBI inaugurado em Natal","text":"O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno realizou seu primeiro lançamento (foguete Nike-Apache, 15/12/1965) em cooperação com a NASA, tornando-se o primeiro centro de lançamento da América do Sul.","ids":[498],"confidence":"high","source":"FAB/CLBI histórico","sector":"space","id":49},{"admin":"castelo","year":1965,"type":"created","title":"Embratel e Ministério das Comunicações","text":"A Embratel foi constituída em 16/9/1965 para integrar o país por troncos de micro-ondas e satélite, e o Decreto-Lei 200 (25/2/1967) criou o Ministério das Comunicações.","ids":[671,246,363],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 200/1967; histórico Embratel","sector":"telecom","id":50},{"admin":"castelo","year":1965,"type":"regulated","title":"Parecer Sucupira 977/1965, FUNTEC/BNDE (1964) e crise da UnB","text":"O Parecer CFE 977 (03/12/1965) definiu mestrado e doutorado nos moldes norte-americanos, base da pós-graduação brasileira; o FUNTEC, criado no BNDE em 1964, foi o primeiro fundo federal a financiar pós-graduação e pesquisa tecnológica (COPPE, por exemplo). No mesmo período os acordos MEC-USAID (1965-1968) e a intervenção na UnB (mais de 200 professores demitiram-se em outubro de 1965) marcaram o lado repressivo.","ids":[612,564,573,326],"confidence":"high","source":"Parecer CFE 977/1965; BNDE/FUNTEC 1964","sector":"universities","id":51},{"admin":"castelo","year":1966,"type":"created","title":"Instituto Nacional do Cinema","text":"O Decreto-Lei 43 (18/11/1966) criou o INC, autarquia que passou a administrar a cota de tela, o financiamento e a fiscalização do cinema, substituindo o modelo de comissões do período anterior.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 43/1966","sector":"creative","id":52},{"admin":"costa","year":1967,"type":"created","title":"Finep (1967) e FNDCT (1969)","text":"A Finep foi criada pelo Decreto 61.056 (24/7/1967) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico pelo Decreto-Lei 719 (31/7/1969), dupla que se tornaria a principal fonte federal de recursos para computação, supercomputação e, mais tarde, IA.","ids":[324,325],"confidence":"high","source":"Decreto 61.056/1967; Decreto-Lei 719/1969","sector":"ai","id":53},{"admin":"costa","year":1967,"type":"created","title":"Finep e FNDCT: a infraestrutura de fomento","text":"O Decreto 61.056 (24 jul 1967) criou a Finep e o Decreto-Lei 719 (31 jul 1969) o FNDCT — a dupla que financiaria incubadoras, parques, subvenção a startups e fundos de venture capital nas décadas seguintes.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 61.056/1967; Decreto-Lei 719/1969","sector":"hubs","id":54},{"admin":"castelo","year":1967,"type":"regulated","title":"Código de Mineração (Decreto-Lei 227/1967)","text":"Editado em 28/2/1967, o Código de Mineração instituiu os regimes de autorização de pesquisa e concessão de lavra, ainda vigentes; no mesmo ano a US Steel descobriu as jazidas de ferro de Carajás, que seriam exploradas pela Amazônia Mineração (Vale e US Steel, 1970).","ids":[193,184],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 227/1967","sector":"minerals","id":55},{"admin":"costa","year":1967,"type":"created","title":"Finep (Decreto 61.056/1967)","text":"Criada em 24/07/1967 como empresa pública para financiar estudos, projetos e programas, a Financiadora de Estudos e Projetos sucedeu o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (1965) e, a partir de 1971, tornou-se a secretaria executiva do FNDCT.","ids":[324],"confidence":"high","source":"Decreto 61.056/1967","sector":"policy","id":56},{"admin":"costa","year":1968,"type":"regulated","title":"Reforma Universitária (Lei 5.540/1968) e Unicamp (1966)","text":"A Lei 5.540 (28/11/1968) extinguiu as cátedras, criou departamentos e o regime de créditos, impôs a indissociabilidade ensino-pesquisa e institucionalizou a pós-graduação, viabilizando a profissionalização docente em tempo integral. A Unicamp, instalada em 05/10/1966 por Zeferino Vaz, e a UFSCar (instalada em 1970) nasceram neste ciclo como universidades concebidas em torno da pesquisa.","ids":[559,574],"confidence":"high","source":"Lei 5.540/1968","sector":"universities","id":57},{"admin":"costa","year":1969,"type":"created","title":"Embrafilme","text":"O Decreto-Lei 862 (12/9/1969), assinado pela Junta Militar, criou a Empresa Brasileira de Filmes, inicialmente para promover o cinema brasileiro no exterior, depois a principal financiadora e distribuidora do cinema nacional.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 862/1969","sector":"creative","id":58},{"admin":"costa","year":1969,"type":"created","title":"Embraer estatal","text":"O Decreto-Lei 770 (19/8/1969) criou a Embraer como estatal do Ministério da Aeronáutica; a FAB garantiu a demanda inicial com 80 Bandeirantes e a licença do jato de treinamento Xavante (1970).","ids":[489],"confidence":"high","source":"camara.leg.br Decreto-Lei 770/1969","sector":"defense","id":59},{"admin":"costa","year":1969,"type":"created","title":"CPRM criada","text":"O Decreto-Lei 764 (15/8/1969) criou a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais como empresa pública de geologia e prospecção, transformada em serviço geológico pela Lei 8.970/1994; o Projeto RADAM (1970, Médici) mapeou a Amazônia por radar e revelou boa parte das reservas conhecidas hoje.","ids":[193],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 764/1969; SGB, histórico","sector":"minerals","id":60},{"admin":"costa","year":1969,"type":"created","title":"FNDCT (Decreto-Lei 719/1969)","text":"O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico foi criado em 31/07/1969, semanas antes do afastamento de Costa e Silva, para dar apoio financeiro a programas e projetos prioritários de C&T; é até hoje o principal instrumento federal de fomento, operado pela Finep.","ids":[325,324],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 719/1969","sector":"policy","id":61},{"admin":"costa","year":1969,"type":"created","title":"Embraer e IAE criados pelo regime militar","text":"O Decreto-Lei 770 (19/8/1969), assinado por Costa e Silva doze dias antes de seu AVC, criou a Embraer como sociedade de economia mista do Ministério da Aeronáutica para produzir o Bandeirante; a empresa começou a operar em 2/1/1970, já sob Médici, com encomenda inicial de 80 Bandeirantes e licença do Xavante. No mesmo ano o CTA ganhou o Instituto de Atividades Espaciais (IAE).","ids":[489,502,500],"confidence":"high","source":"camara.leg.br Decreto-Lei 770/1969; Embraer 55 anos (Monitor Mercantil)","sector":"space","id":62},{"admin":"costa","year":1969,"type":"expanded","title":"Estação de Tanguá e entrada no Intelsat","text":"Em 1969 a Embratel inaugurou a estação terrena de Tanguá (RJ) e integrou o Brasil ao sistema Intelsat, viabilizando a transmissão ao vivo da chegada do homem à Lua e, em 1970, da Copa do México.","ids":[671],"confidence":"high","source":"Histórico Embratel / Intelsat","sector":"telecom","id":63},{"admin":"costa","year":1969,"type":"cut","title":"AI-5, Decreto-Lei 477/1969 e aposentadorias compulsórias","text":"Com o AI-5 (dez/1968), o Decreto-Lei 477 (26/02/1969) proibiu atividade política de professores e estudantes, e em 29/04/1969 foram aposentados compulsoriamente dezenas de professores da USP (Florestan Fernandes, Mário Schenberg, Caio Prado Jr., Isaías Raw, entre outros). A perseguição acelerou a emigração de cientistas e feriu justamente as instituições que a mesma reforma dizia fortalecer.","ids":[554],"confidence":"high","source":"AI-5; Decreto-Lei 477/1969","sector":"universities","id":64},{"admin":"medici","year":1970,"type":"created","title":"Fiocruz criada em meio ao Massacre de Manguinhos","text":"O Decreto 66.624/1970 fundiu o Instituto Oswaldo Cruz e outros órgãos na Fundação Instituto Oswaldo Cruz, mas no mesmo ano o AI-5 cassou dez pesquisadores do IOC (o Massacre de Manguinhos), esvaziando a pesquisa básica por uma década; a Central de Medicamentos (Ceme, Decreto 68.806/1971) passou a comprar e distribuir fármacos para a rede pública.","ids":[36],"confidence":"high","source":"Decreto 66.624/1970; Fiocruz, Casa de Oswaldo Cruz","sector":"biotech","id":65},{"admin":"medici","year":1970,"type":"expanded","title":"Encomendas estatais criam Engesa e Avibras como fornecedores","text":"No auge do 'milagre', o Exército adotou os blindados Cascavel e Urutu da Engesa (1970-74) e a Avibras passou a desenvolver foguetes para as Forças Armadas, enquanto a FAB sustentava a Embraer; nasceu a tríade exportadora dos anos 1980.","ids":[526,489],"confidence":"medium","source":"Conhecimento histórico; ABIMDE","sector":"defense","id":66},{"admin":"medici","year":1970,"type":"cut","title":"Massacre de Manguinhos (1970)","text":"Em 01/04/1970 dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz foram cassados com base no AI-5, desmontando linhas de pesquisa inteiras; o episódio é emblemático do custo científico da repressão mesmo no auge do financiamento estatal à C&T.","ids":[36],"confidence":"high","source":"Fiocruz, Casa de Oswaldo Cruz","sector":"universities","id":67},{"admin":"medici","year":1971,"type":"created","title":"Angra 1 contratada da Westinghouse","text":"Decidida no governo Costa e Silva (1969) em regime turnkey, Angra 1 foi contratada da Westinghouse em 1971, ano em que a CNEN ganhou o braço empresarial CBTN; as obras começaram em 1972, sem transferência de tecnologia.","ids":[540,543],"confidence":"high","source":"Eletronuclear histórico","sector":"nuclear","id":68},{"admin":"medici","year":1971,"type":"expanded","title":"INPE institucionalizado e Embraer alavancada por encomendas da FAB","text":"O Decreto 68.532 (22/4/1971) transformou a CNAE em Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), ligado ao CNPq; a FAB sustentou a Embraer nos primeiros anos com os pedidos do Bandeirante e do Xavante, política de compras que viabilizou a empresa.","ids":[495,489],"confidence":"high","source":"INPE histórico; Decreto 68.532/1971","sector":"space","id":69},{"admin":"medici","year":1972,"type":"created","title":"CEBRAE, embrião do Sebrae","text":"Em jul 1972 BNDE, Finep e ABDE criaram o Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena Empresa (CEBRAE), primeiro órgão federal dedicado a micro e pequenas empresas, antecessor do Sebrae.","ids":[],"confidence":"high","source":"Sebrae, histórico institucional","sector":"hubs","id":70},{"admin":"medici","year":1972,"type":"created","title":"CAPRE (1972) e Digibrás (1973)","text":"O Decreto 70.370 (5/4/1972) criou a Coordenação de Atividades de Processamento Eletrônico (CAPRE) para racionalizar compras de computadores pelo governo, e em 1973 foi constituída a Digibrás, holding estatal para fomentar a indústria nacional de computadores.","ids":[673],"confidence":"high","source":"Decreto 70.370/1972","sector":"semiconductors","id":71},{"admin":"medici","year":1972,"type":"created","title":"Telebras (Lei 5.792/1972)","text":"A Lei 5.792 (11/7/1972) criou a Telecomunicações Brasileiras S.A. como holding que absorveu centenas de concessionárias locais, unificou o sistema e lançou o DDD e a expansão da telefonia fixa nos anos 1970.","ids":[242,354],"confidence":"high","source":"Lei 5.792/1972","sector":"telecom","id":72},{"admin":"medici","year":1973,"type":"created","title":"Embrapa criada","text":"A Lei 5.851 (7/12/1972) autorizou a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, instalada em 26/4/1973 como empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura; o modelo apostou em centros nacionais por produto e em pós-graduação em massa, com mais de 1.000 pesquisadores enviados ao exterior na primeira década.","ids":[0,32],"confidence":"high","source":"Lei 5.851/1972; Embrapa, Memória","sector":"agtech","id":73},{"admin":"medici","year":1973,"type":"created","title":"Programa Nacional de Imunizações (PNI)","text":"Instituído em 1973 e formalizado pela Lei 6.259/1975, o PNI criou demanda pública estável que sustentou a produção nacional de vacinas; a epidemia de meningite de 1974 expôs a dependência de importações e motivou o investimento em Manguinhos.","ids":[36,37],"confidence":"high","source":"Ministério da Saúde, PNI 50 anos; Lei 6.259/1975","sector":"biotech","id":74},{"admin":"medici","year":1973,"type":"created","title":"Tratado de Itaipu, Eletronorte e Braspetro","text":"O Tratado de Itaipu com o Paraguai (26/4/1973) viabilizou a maior hidrelétrica do mundo à época (12,6 GW, custo final acima de US$ 15 bilhões); a Eletronorte foi criada em 1973 para a Amazônia (Tucuruí) e a Braspetro (1972) levou a Petrobras ao exterior. Antes, a Lei 4.357/1964 (correção monetária dos ativos) e o DNAEE (1965) haviam saneado as finanças das concessionárias, a Eletrosul fora criada em 1968 e a Lei 5.655/1971 garantiu remuneração de 10% a 12% às empresas, fechando o modelo de holding federal.","ids":[145,148,150,650],"confidence":"high","source":"Tratado de Itaipu (1973); Eletronorte, histórico","sector":"energy","id":75},{"admin":"medici","year":1973,"type":"expanded","title":"I PND (1972-1974), I PBDCT (1973) e Telebras/Embrapa","text":"O planejamento de C&T foi integrado ao I PND; o I PBDCT (1973-1974) multiplicou o FNDCT, cuja secretaria executiva passou à Finep (Decreto 68.748/1971). A Telebras (Lei 5.792/1972) e a Embrapa (instalada em 1973) criaram as bases de P&D em telecomunicações e agropecuária.","ids":[325,324,354],"confidence":"high","source":"Decreto 68.748/1971; Lei 5.792/1972","sector":"policy","id":76},{"admin":"medici","year":1973,"type":"expanded","title":"FNDCT em operação, I PBDCT e salto da pós-graduação","text":"O FNDCT (Decreto-Lei 719/1969) passou a ser operado pela Finep como secretaria executiva (Decreto 68.748/1971) e o I Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1973-1974), parte do I PND, canalizou recursos para pós-graduação e laboratórios. O número de cursos de pós-graduação cresceu de cerca de 125 (1969) para quase 600 em 1975; a Embrapa (1973) e a Telebras (1972) nasceram no mesmo ciclo.","ids":[325,324,612,611],"confidence":"medium","source":"Decreto 68.748/1971; I PBDCT; CAPES/GEOCAPES","sector":"universities","id":77},{"admin":"geisel","year":1974,"type":"created","title":"Itaipu Binacional, Cepel e Acordo Nuclear","text":"A Itaipu Binacional foi constituída em 17/5/1974 e o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) criado no mesmo ano pela Eletrobras e suas subsidiárias; o Acordo Nuclear Brasil–Alemanha (1975) e a Nuclebrás completaram a estratégia de autonomia tecnológica do II PND, e a Petrobras abriu contratos de risco com estrangeiras (1975).","ids":[150,149,148,145],"confidence":"high","source":"Itaipu Binacional; Cepel, histórico","sector":"energy","id":78},{"admin":"geisel","year":1974,"type":"created","title":"Dataprev (1974) e CVM (1976)","text":"A Lei 6.125 (4 nov 1974) criou a Dataprev para processar a previdência social (hoje gerencia o CNIS e paga ~35 milhões de benefícios/mês); a Lei 6.385 (7 dez 1976) criou a CVM, futura reguladora de crowdfunding e do sandbox do mercado de capitais.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 6.125/1974; Lei 6.385/1976","sector":"fintech","id":79},{"admin":"geisel","year":1974,"type":"created","title":"Nuclebrás e Acordo Brasil-Alemanha","text":"A Lei 6.189 (16/12/1974) criou a Nuclebrás e suas subsidiárias (NUCLEP, Nuclen, Nuclam, Nuclei); o Acordo de 27/6/1975 com a Alemanha previa até oito reatores KWU, enriquecimento por jato centrífugo e reprocessamento; Angra 2 e 3 foram contratadas em 1976.","ids":[670,642,543,541],"confidence":"high","source":"Lei 6.189/1974; Acordo Brasil-Alemanha 1975","sector":"nuclear","id":80},{"admin":"geisel","year":1974,"type":"created","title":"Cobra Computadores","text":"Em julho de 1974 nasceu a Cobra (Computadores e Sistemas Brasileiros), associação entre Marinha, BNDE e a inglesa Ferranti, primeira fabricante nacional de minicomputadores e símbolo da política de capacitação tecnológica.","ids":[672],"confidence":"high","source":"Histórico Cobra Tecnologia / Marinha do Brasil","sector":"semiconductors","id":81},{"admin":"geisel","year":1975,"type":"expanded","title":"Polocentro, Prodecer e Embrater: a ocupação tecnológica do Cerrado","text":"O II PND financiou o Polocentro (Decreto 75.320/1975) e o acordo Brasil–Japão do Prodecer (assinado em 1974, 1ª fase em 1979), enquanto a Embrapa criava os centros de Cerrados e de Soja (1975) e a Embrater (Lei 6.126/1974) organizava a extensão rural; a soja adaptada ao trópico foi o produto emblemático dessa fase.","ids":[0,32],"confidence":"high","source":"Decreto 75.320/1975; Lei 6.126/1974; Embrapa Cerrados","sector":"agtech","id":82},{"admin":"geisel","year":1975,"type":"expanded","title":"Embrafilme reformada, Funarte e Concine","text":"A Lei 6.281 (9/12/1975) extinguiu o INC e deu à Embrafilme distribuição e coprodução (anos de maior bilheteria do cinema nacional); a Lei 6.312 (16/12/1975) criou a Funarte e o Decreto 77.299 (1976) o Concine, no âmbito da Política Nacional de Cultura de 1975.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 6.281/1975; Lei 6.312/1975; Decreto 77.299/1976","sector":"creative","id":83},{"admin":"geisel","year":1975,"type":"created","title":"IMBEL, Helibras e ruptura do acordo militar com os EUA","text":"A Lei 6.227 (14/7/1975) criou a IMBEL para reunir as fábricas do Exército; a Helibras foi fundada em 1978 (Aérospatiale e governo de Minas); em março de 1977 Geisel denunciou o Acordo de Assistência Militar Brasil-EUA de 1952 em reação às pressões de Carter, acelerando a busca de autonomia industrial.","ids":[533,530],"confidence":"high","source":"Lei 6.227/1975; Helibras histórico","sector":"defense","id":84},{"admin":"geisel","year":1975,"type":"created","title":"Proálcool","text":"O Decreto 76.593 (14/11/1975) criou o Programa Nacional do Álcool em resposta ao choque do petróleo, com crédito subsidiado a destilarias e mistura obrigatória; a segunda fase (Decreto 83.700/1979, Figueiredo) lançou o carro a álcool, que chegou a 96% das vendas em 1985, e a produção passou de 0,6 bilhão para 11,8 bilhões de litros em uma década.","ids":[23,152],"confidence":"high","source":"Decreto 76.593/1975; Decreto 83.700/1979","sector":"energy","id":85},{"admin":"geisel","year":1975,"type":"expanded","title":"I PNPG (1975-1979), CNPq-fundação (Lei 6.129/1974) e II PBDCT","text":"Geisel reorganizou o sistema: a Lei 6.129 (06/11/1974) transformou o CNPq em fundação vinculada à SEPLAN com o nome atual; a CAPES foi reestruturada (Decreto 74.299/1974) e lançou o I Plano Nacional de Pós-Graduação, com bolsas e a avaliação sistemática iniciada em 1976. O II PBDCT (1976-1979) sustentou o maior volume real de recursos do FNDCT na história até os anos 2000.","ids":[611,612,325],"confidence":"high","source":"Lei 6.129/1974; Decreto 74.299/1974; I PNPG","sector":"universities","id":86},{"admin":"geisel","year":1976,"type":"created","title":"Bio-Manguinhos","text":"Criado em 1976 como unidade de produção da Fiocruz, Bio-Manguinhos começou com vacinas contra meningite (tecnologia do Instituto Mérieux) e febre amarela e tornou-se o principal fornecedor do PNI; o II PND também financiou a Finep e o FNDCT, que custearam laboratórios de biologia molecular nas universidades.","ids":[37,36,324,325],"confidence":"high","source":"Bio-Manguinhos, histórico institucional","sector":"biotech","id":87},{"admin":"geisel","year":1976,"type":"expanded","title":"II PBDCT, CNPq-fundação, CPqD (1976), Nuclebrás e Proálcool: ápice do Estado tecnológico","text":"O II PND e o II PBDCT (1976-1979) levaram o FNDCT ao maior patamar real de sua história; a Lei 6.129/1974 reorganizou o CNPq sob a SEPLAN; a Telebras criou o CPqD em Campinas (1976); a Nuclebrás (Lei 6.189/1974) e o acordo nuclear com a Alemanha (1975) e o Proálcool (Decreto 76.593/1975) completaram a estratégia de autonomia tecnológica.","ids":[611,354,325],"confidence":"high","source":"Lei 6.129/1974; Lei 6.189/1974; Decreto 76.593/1975","sector":"policy","id":88},{"admin":"geisel","year":1976,"type":"created","title":"CPqD/Telebras (1976) e a primeira fibra óptica brasileira (1977): herança fotônica","text":"O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebras, criado em Campinas em 1976, e o Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp produziram em 1977 a primeira fibra óptica nacional, dando origem a lasers, componentes optoeletrônicos e à cadeia de comunicações ópticas que hoje sustenta a comunicação quântica (Padtec, PUC-Rio, UFPE).","ids":[354,562,210],"confidence":"high","source":"CPqD; Unicamp/IFGW","sector":"quantum","id":89},{"admin":"geisel","year":1976,"type":"regulated","title":"Reserva de mercado de minicomputadores e Cobra","text":"A CAPRE (criada em 1972) impôs em 1976–77 a reserva de mercado para minicomputadores e a Cobra (1974) tornou-se a fabricante estatal; no mesmo período nasceu a Sociedade Brasileira de Automática (1975), comunidade acadêmica de controle e automação.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Decreto 70.370/1972; Resoluções CAPRE 1976–77","sector":"robotics","id":90},{"admin":"geisel","year":1976,"type":"created","title":"CPqD em Campinas","text":"O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebras, criado em 1976, desenvolveu as centrais digitais Trópico, fibras ópticas e o telefone público a cartão, formando a base tecnológica nacional do setor.","ids":[243,242],"confidence":"high","source":"cpqd.com.br (histórico)","sector":"telecom","id":91},{"admin":"geisel","year":1977,"type":"regulated","title":"Início da reserva de mercado de minicomputadores","text":"A partir de 1975–76 a CAPRE passou a controlar importações de computadores (Resolução CDE 05/1976) e, em 1977, reservou o segmento de minicomputadores a empresas de capital nacional (Cobra, Labo, Edisa, SID), rejeitando a IBM e outras multinacionais.","ids":[672],"confidence":"high","source":"Evans, P. 'State, capital and the transformation of dependence' (1986); CAPRE Res. 01/1977","sector":"semiconductors","id":92},{"admin":"geisel","year":1978,"type":"created","title":"CETEM, Nuclebrás e o complexo do alumínio","text":"O Centro de Tecnologia Mineral foi criado em 1978 para pesquisa em processamento mineral; a Nuclebrás (1974) absorveu a cadeia do urânio e o II PND fechou com o Japão os acordos da Albrás-Alunorte (1976–78) e trouxe a Alcoa/Alumar, enquanto a Vale assumiu 100% de Carajás em 1977 após a saída da US Steel.","ids":[192,184,196,542],"confidence":"high","source":"CETEM, histórico; Vale, histórico","sector":"minerals","id":93},{"admin":"figueiredo","year":1979,"type":"created","title":"CTEx, Emgepron, AMX e auge exportador","text":"O Centro Tecnológico do Exército foi criado em 1979 e a Emgepron pela Lei 7.000 (9/6/1982); o programa AMX com a Itália (1980) levou a Embraer ao caça-bombardeiro; as vendas de Cascavel da Engesa e do Astros II da Avibras ao Iraque colocaram o Brasil entre os maiores exportadores de armas do mundo em desenvolvimento nos anos 1980.","ids":[537,644,526,489],"confidence":"high","source":"Lei 7.000/1982; ABIMDE; literatura sobre indústria de defesa","sector":"defense","id":94},{"admin":"figueiredo","year":1979,"type":"created","title":"Programa Autônomo e CTMSP","text":"Frustrado com o jato centrífugo alemão, o regime iniciou em 1979 o programa paralelo: a Marinha (codinome Chalana, depois COPESP/CTMSP) desenvolveu a ultracentrifugação com o IPEN, enriquecendo os primeiros miligramas em 1982; Exército e Aeronáutica buscavam ciclos próprios.","ids":[546,544],"confidence":"high","source":"Wikipedia Brazilian Navy Nuclear Program; Carnegie 'Brazil's boreholes'","sector":"nuclear","id":95},{"admin":"figueiredo","year":1979,"type":"created","title":"SEI e Política Nacional de Informática","text":"O Decreto 84.067 (out 1979) criou a Secretaria Especial de Informática e a Lei 7.232 (29 out 1984) legalizou a reserva de mercado para informática e automação industrial, protegendo fabricantes nacionais de CLPs e CNCs, mas atrasando a adoção de robôs industriais.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 84.067/1979; Lei 7.232/1984","sector":"robotics","id":96},{"admin":"figueiredo","year":1979,"type":"created","title":"SEI substitui a CAPRE","text":"O Decreto 84.067 (8/10/1979) extinguiu a CAPRE e criou a Secretaria Especial de Informática, vinculada ao Conselho de Segurança Nacional, que passou a controlar importações, projetos industriais e a nascente microeletrônica.","ids":[674],"confidence":"high","source":"Decreto 84.067/1979","sector":"semiconductors","id":97},{"admin":"figueiredo","year":1979,"type":"created","title":"MECB aprovada e Alcântara criado","text":"A Missão Espacial Completa Brasileira (1979) previa satélites de coleta de dados (SCD), o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e um novo centro de lançamento; o Centro de Lançamento de Alcântara foi criado pelo Decreto 88.136 (1/3/1983), com remoção de comunidades quilombolas.","ids":[497,502,495],"confidence":"high","source":"AEB/INPE histórico MECB; Decreto 88.136/1983","sector":"space","id":98},{"admin":"figueiredo","year":1980,"type":"created","title":"LNCC, núcleo da computação científica","text":"O Laboratório Nacional de Computação Científica foi criado em 1980 no âmbito do CNPq (Rio de Janeiro; transferido para Petrópolis em 1998), tornando-se o futuro anfitrião do supercomputador Santos Dumont e da infraestrutura de IA do PBIA.","ids":[107],"confidence":"high","source":"gov.br/lncc (histórico institucional)","sector":"ai","id":99},{"admin":"figueiredo","year":1980,"type":"created","title":"Programa Grande Carajás e Serra Pelada","text":"O Decreto-Lei 1.813 (24/11/1980) criou o Programa Grande Carajás com isenções fiscais para mineração, metalurgia e infraestrutura; o Projeto Ferro Carajás (cerca de US$ 3,5 bilhões, com US$ 304 milhões do Banco Mundial) foi inaugurado em 1985 e o garimpo de Serra Pelada (1980) foi colocado sob controle federal.","ids":[184],"confidence":"high","source":"Decreto-Lei 1.813/1980; Vale, Projeto Ferro Carajás","sector":"minerals","id":100},{"admin":"figueiredo","year":1982,"type":"created","title":"BNDESPar e o Programa de Parques Tecnológicos do CNPq","text":"Em 1982 o BNDES fundiu Embramec, Fibase e Ibrasa na BNDESPar, seu braço de participações; em 1984 o CNPq lançou o Programa Brasileiro de Parques Tecnológicos, que semeou iniciativas em São Carlos (ParqTec, primeira incubadora do país, 1984–85), Campinas, Florianópolis, Campina Grande e Brasília.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Anprotec/MCTI, Estudo de Parques (2019); Revista Pesquisa FAPESP","sector":"hubs","id":101},{"admin":"figueiredo","year":1982,"type":"created","title":"CTI em Campinas","text":"A SEI criou em 1982 o Centro Tecnológico para Informática (hoje CTI Renato Archer), em Campinas, com laboratórios de microeletrônica e uma linha-piloto de circuitos integrados, embrião do polo de semicondutores da região.","ids":[431,486],"confidence":"high","source":"gov.br/cti (histórico institucional)","sector":"semiconductors","id":102},{"admin":"figueiredo","year":1983,"type":"cut","title":"Crise da dívida corta o crédito rural subsidiado","text":"Com a crise externa, o volume real de crédito rural caiu cerca de metade entre 1979 e 1984 e os juros negativos foram eliminados em 1983–84; a Embrapa manteve-se com empréstimos do Banco Mundial e do BID, mas a pesquisa pública passou a disputar recursos escassos.","ids":[0,32],"confidence":"medium","source":"Banco Central, séries do SNCR; literatura sobre política agrícola dos anos 1980","sector":"agtech","id":103},{"admin":"figueiredo","year":1983,"type":"cut","title":"Crise da dívida: colapso real do FNDCT e arrocho nas universidades","text":"Com o ajuste externo de 1982-1984 o FNDCT perdeu mais da metade do valor real, o III PBDCT (1980-1985) e o II PNPG (1982-1985) ficaram subfinanciados e as universidades federais viveram greves e deterioração salarial. Como resposta parcial, o governo negociou o PADCT I (1984) com o Banco Mundial (US$ 72 mi de empréstimo) e criou a UNIR (Lei 7.011/1982).","ids":[325,612,611],"confidence":"medium","source":"Finep/FNDCT séries históricas; PADCT I","sector":"universities","id":104},{"admin":"figueiredo","year":1984,"type":"expanded","title":"Tucuruí e Itaipu entram em operação sob endividamento","text":"Itaipu (1984) e Tucuruí (1984) começaram a gerar, e Angra 1 entrou em operação comercial em 1985, mas financiadas por dívida externa: a Eletrobras tornou-se captadora de recursos para o Tesouro e as tarifas, usadas no combate à inflação, deixaram o setor insolvente ao fim da década.","ids":[150,650,148],"confidence":"high","source":"Memória da Eletricidade; Eletrobras, relatórios","sector":"energy","id":105},{"admin":"figueiredo","year":1984,"type":"regulated","title":"Reserva de mercado e automação bancária nacional","text":"A SEI (1979) e a Lei 7.232/1984 (Política Nacional de Informática) fecharam o mercado de minis e micros; sob hiperinflação, os bancos construíram redes próprias de automação com fornecedores nacionais (Itautec, SID, Cobra), criando a tradição de TI bancária que depois sustentou o Pix.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Lei 7.232/1984","sector":"fintech","id":106},{"admin":"figueiredo","year":1984,"type":"expanded","title":"Angra 1 entra em operação, Angra 3 começa e Nuclebrás encolhe","text":"Angra 1 atingiu criticalidade em 1982 e operação comercial em 1/1/1985; as obras civis de Angra 3 começaram em 1984, mas a crise da dívida reduziu o programa alemão a Angra 2 e 3 e esvaziou a Nuclebrás.","ids":[540,541,670],"confidence":"high","source":"Eletronuclear; TD Eixos 'Angra 3 vale quanto custa' (2020)","sector":"nuclear","id":107},{"admin":"figueiredo","year":1984,"type":"regulated","title":"SEI (1979) e Política Nacional de Informática (Lei 7.232/1984)","text":"A Secretaria Especial de Informática (Decreto 84.067, 08/10/1979), ligada ao Conselho de Segurança Nacional, e a Lei 7.232 (29/10/1984) formalizaram a reserva de mercado de minis e microcomputadores por oito anos, criando uma indústria nacional mas também atrito com os EUA. Em paralelo, a crise da dívida (1982-1984) encolheu o FNDCT em mais da metade em termos reais; o PADCT (1984) com o Banco Mundial foi a resposta.","ids":[674,339,325],"confidence":"high","source":"Decreto 84.067/1979; Lei 7.232/1984","sector":"policy","id":108},{"admin":"figueiredo","year":1984,"type":"regulated","title":"Lei 7.232, Política Nacional de Informática","text":"A Lei 7.232 (29/10/1984) formalizou a reserva de mercado por oito anos, criou o CONIN e exigiu capital nacional para empresas do setor, consolidando o modelo protecionista que vigoraria até 1992.","ids":[674],"confidence":"high","source":"Lei 7.232/1984","sector":"semiconductors","id":109},{"admin":"sarney","year":1985,"type":"created","title":"Ministério da Ciência e Tecnologia e RNP","text":"O MCT foi criado pelo Decreto 91.146 (15/3/1985) e, em 1989, o ministério lançou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), que conectou as universidades à internet acadêmica e viabilizou a pesquisa colaborativa em computação no país.","ids":[321,634],"confidence":"high","source":"Decreto 91.146/1985; rnp.br (história)","sector":"ai","id":110},{"admin":"sarney","year":1985,"type":"expanded","title":"PASNI e o SUS na Constituição","text":"O Programa de Autossuficiência Nacional em Imunobiológicos (1985–86) investiu em Bio-Manguinhos, Butantan, Tecpar e Fundação Ataulpho de Paiva; a Constituição de 1988 (arts. 196–200) criou o Sistema Único de Saúde universal e o Ministério da Ciência e Tecnologia (1985) deu abrigo institucional à biotecnologia.","ids":[37,39,321],"confidence":"medium","source":"Ministério da Saúde, PASNI; Constituição Federal 1988","sector":"biotech","id":111},{"admin":"sarney","year":1985,"type":"created","title":"Ministério da Cultura e Lei Sarney","text":"O Decreto 91.144 (15/3/1985) criou o Ministério da Cultura, desmembrado do MEC, e a Lei 7.505 (2/7/1986), a Lei Sarney, instituiu o primeiro mecanismo de incentivo fiscal à cultura no país.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 91.144/1985; Lei 7.505/1986","sector":"creative","id":112},{"admin":"sarney","year":1985,"type":"neglected","title":"ABIMDE nasce enquanto a bolha exportadora estoura","text":"A ABIMDE foi fundada em 1985, mas o fim da Guerra Irã-Iraque (1988), o fracasso do tanque Osório (Engesa) na Arábia Saudita e a crise fiscal derrubaram as exportações; o governo não estruturou política de sustentação da indústria.","ids":[539,526],"confidence":"medium","source":"ABIMDE histórico; literatura sobre Engesa","sector":"defense","id":113},{"admin":"sarney","year":1985,"type":"expanded","title":"Criação do MCT e fundação da Anprotec","text":"O MCT foi criado em 15 mar 1985 e passou a abrigar o fomento a incubadoras; em 1987 as primeiras incubadoras fundaram a Anprotec, que articulou a política nacional de ambientes de inovação (4 incubadoras em 1989, 135 em 2000).","ids":[],"confidence":"medium","source":"Decreto 91.146/1985; Anprotec","sector":"hubs","id":114},{"admin":"sarney","year":1985,"type":"created","title":"MCT (Decreto 91.146, 15/03/1985) e capítulo de C&T na Constituição","text":"Sarney criou o Ministério da Ciência e Tecnologia com Renato Archer, reunindo CNPq, Finep e FNDCT; a Constituição de 1988 fixou o dever do Estado de promover C&T (art. 218) e o mercado interno como patrimônio nacional (art. 219); a Lei 7.646/1987 regulou o software. A hiperinflação, porém, corroeu os orçamentos.","ids":[321,324,325,611],"confidence":"high","source":"Decreto 91.146/1985; CF/1988 arts. 218-219; Lei 7.646/1987","sector":"policy","id":115},{"admin":"sarney","year":1985,"type":"created","title":"MCT, PADCT e Lei do Software","text":"A criação do MCT (1985), o PADCT I (1985, com o Banco Mundial, incluindo instrumentação e automação) e a Lei 7.646/1987 (software) mantiveram a reserva de mercado sob o governo civil, enquanto a crise fiscal reduzia o investimento público em pesquisa.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Decreto 91.146/1985; Lei 7.646/1987","sector":"robotics","id":116},{"admin":"figueiredo","year":1985,"type":"expanded","title":"Brasilsat A1, primeiro satélite doméstico","text":"Contratado em 1982 pela Embratel, o Brasilsat A1 foi lançado em 8/2/1985 por um Ariane, dando ao país seu primeiro sistema doméstico de comunicações por satélite (o A2 seguiu em 1986).","ids":[671],"confidence":"high","source":"Histórico Embratel / Star One","sector":"telecom","id":117},{"admin":"sarney","year":1986,"type":"regulated","title":"Fim da conta-movimento e Constituição de 1988","text":"Em janeiro de 1986 o CMN extinguiu a conta-movimento do Banco do Brasil junto ao BC, concentrando no BC a função de autoridade monetária; a Constituição de 1988 (arts. 164 e 192) proibiu o BC de financiar o Tesouro e remeteu o sistema financeiro a lei complementar.","ids":[],"confidence":"high","source":"Voto CMN 45/1986; CF/1988 arts. 164 e 192","sector":"fintech","id":118},{"admin":"sarney","year":1986,"type":"cut","title":"Paralisação de Angra 3","text":"Em abril de 1986, por falta de recursos e sob o impacto de Chernobyl, as obras de Angra 3 foram suspensas; os equipamentos alemães ficaram armazenados por décadas.","ids":[541],"confidence":"high","source":"TD Eixos 2020; Eletronuclear","sector":"nuclear","id":119},{"admin":"sarney","year":1986,"type":"created","title":"LNLS (1986-1987), RNP (1989), FAPEMIG e autonomia universitária na Constituição","text":"O governo Sarney criou o MCT (1985) e, via CNPq, deu início ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron em Campinas (projeto desde 1983, laboratório criado em 1986-1987), lançou a RNP (1989) e o programa RHAE (1987). A Constituição de 1988 fixou a autonomia universitária (art. 207) e o dever do Estado com a pesquisa (art. 218), mas a hiperinflação corroeu bolsas e orçamentos entre 1987 e 1989.","ids":[594,634,617],"confidence":"high","source":"Constituição de 1988, arts. 207 e 218; CNPEM/LNLS","sector":"universities","id":120},{"admin":"sarney","year":1987,"type":"expanded","title":"Enriquecimento anunciado e Aramar inaugurado","text":"Sarney anunciou em 4/9/1987 o domínio da ultracentrifugação pela Marinha; o Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP), foi inaugurado em 8/4/1988, e declarações conjuntas com a Argentina (Foz do Iguaçu 1985, Iperó 1988) abriram a confiança mútua.","ids":[546],"confidence":"high","source":"Wikipedia Brazilian Navy Nuclear Program; ABACC histórico","sector":"nuclear","id":121},{"admin":"sarney","year":1987,"type":"regulated","title":"Lei do Software e disputa com os EUA","text":"A Lei 7.646 (18/12/1987) regulou o software sob o regime da PNI, em meio à investigação da Seção 301 aberta pelos EUA (1985–89) contra a reserva de mercado; a Constituição de 1988 (art. 171) ainda privilegiou a 'empresa brasileira de capital nacional'.","ids":[674],"confidence":"high","source":"Lei 7.646/1987; USTR Section 301 Brazil Informatics (1985–1989)","sector":"semiconductors","id":122},{"admin":"sarney","year":1988,"type":"regulated","title":"Monopólio do petróleo na Constituição, Procel e crise do Proálcool","text":"A Constituição de 1988 (art. 177) constitucionalizou o monopólio da Petrobras e a Lei 7.990/1989 criou compensação financeira pelo uso de recursos hídricos; o Procel (1985) inaugurou a eficiência energética, mas a queda do preço do petróleo e a crise fiscal levaram ao desabastecimento de álcool em 1989–90 e ao colapso das vendas de carros a álcool.","ids":[145,148],"confidence":"high","source":"Constituição Federal 1988, art. 177; Lei 7.990/1989","sector":"energy","id":123},{"admin":"sarney","year":1988,"type":"regulated","title":"Constituição restringe mineração a empresas nacionais e cria a CFEM","text":"O art. 176 da Constituição de 1988 reservou a lavra a brasileiros ou empresas de capital nacional e o art. 231 condicionou a mineração em terras indígenas a lei específica e autorização do Congresso; a Lei 7.990/1989 criou a Compensação Financeira pela Exploração Mineral, regulamentada pela Lei 8.001/1990 (Collor) com alíquotas de até 3%.","ids":[193],"confidence":"high","source":"Constituição Federal 1988, arts. 176 e 231; Lei 7.990/1989; Lei 8.001/1990","sector":"minerals","id":124},{"admin":"sarney","year":1988,"type":"cut","title":"Fim da Nuclebrás e Constituição de 1988","text":"O Decreto-Lei 2.464 (31/8/1988) extinguiu a Nuclebrás e criou a INB; a Nuclen passou à Furnas; a Constituição (art. 21, XXIII) restringiu a atividade nuclear a fins pacíficos e sujeitou-a à aprovação do Congresso.","ids":[670,542,550],"confidence":"high","source":"camara.leg.br Decreto-Lei 2.464/1988; CF/88","sector":"nuclear","id":125},{"admin":"sarney","year":1988,"type":"created","title":"Acordo CBERS com a China e MCT","text":"Sarney criou o Ministério da Ciência e Tecnologia (1985), ao qual o INPE foi vinculado, e assinou com a China o protocolo do CBERS (6/7/1988), programa sino-brasileiro de satélites de recursos terrestres; em 1988 o INPE iniciou o PRODES, monitoramento anual do desmatamento amazônico.","ids":[506,495,509,365],"confidence":"high","source":"INPE/CBERS histórico; MCTI","sector":"space","id":126},{"admin":"sarney","year":1988,"type":"regulated","title":"Constituição mantém o monopólio estatal","text":"O art. 21, XI, da Constituição de 1988 reservou à União a exploração direta ou por empresas estatais dos serviços de telecomunicações, consolidando o sistema Telebras e vedando concessões privadas até a EC 8/1995.","ids":[242],"confidence":"high","source":"Constituição Federal de 1988, art. 21","sector":"telecom","id":127},{"admin":"sarney","year":1989,"type":"regulated","title":"Lei de Agrotóxicos (7.802/1989) e criação do Ibama","text":"A Lei 7.802/1989 instituiu o registro tripartite de defensivos (Agricultura, Saúde e Meio Ambiente) que vigorou até 2023, e a Lei 7.735/1989 criou o Ibama; a Constituição de 1988 (art. 187) definiu a política agrícola com participação do setor e consolidou o SNCR.","ids":[32],"confidence":"high","source":"Lei 7.802/1989; Lei 7.735/1989","sector":"agtech","id":128},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Extinção da Embrater, do IBC e do IAA","text":"A Lei 8.029/1990 extinguiu a Embrater (extensão rural), o Instituto Brasileiro do Café e o Instituto do Açúcar e do Álcool, desmontando o sistema público de assistência técnica; a Lei Agrícola 8.171/1991 compensou parcialmente ao formalizar o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária sob coordenação da Embrapa.","ids":[0,32],"confidence":"high","source":"Lei 8.029/1990; Lei 8.171/1991","sector":"agtech","id":129},{"admin":"collor","year":1990,"type":"created","title":"Leis Orgânicas do SUS (8.080 e 8.142/1990)","text":"As leis regulamentaram o SUS, criaram o financiamento tripartite e o controle social; o maior comprador público de vacinas e medicamentos do hemisfério nasceu aí, embora os vetos de Collor à Lei 8.080 tenham adiado a participação social até a Lei 8.142.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.080/1990; Lei 8.142/1990","sector":"biotech","id":130},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Extinção de Embrafilme, Concine, Funarte e MinC","text":"A MP 151 e a Lei 8.029 (12/4/1990) extinguiram Embrafilme, Concine, Funarte e Fundação do Cinema Brasileiro, rebaixaram o MinC a Secretaria da Cultura e revogaram a Lei Sarney; a produção de longas caiu para quase zero em 1992.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.029/1990","sector":"creative","id":131},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Colapso da indústria bélica sem socorro estatal","text":"Engesa (concordata em 1990, falência em 1993) e Avibras (concordata em 1990) não foram socorridas; Collor extinguiu o SNI, reduziu o orçamento militar e anunciou o fim do programa nuclear paralelo, deslocando as Forças Armadas do centro do Estado.","ids":[526],"confidence":"high","source":"Conhecimento histórico; Revista Oeste 'decadência da indústria bélica'","sector":"defense","id":132},{"admin":"collor","year":1990,"type":"regulated","title":"Sebrae como serviço social autônomo","text":"A Lei 8.029 (12 abr 1990) e o Decreto 99.570 (out 1990) transformaram o CEBRAE em Sebrae, entidade privada de interesse público financiada por contribuição compulsória sobre a folha — dando-lhe orçamento estável e autonomia que o tornariam o maior apoiador de startups em estágio inicial fora do governo.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.029/1990; Decreto 99.570/1990","sector":"hubs","id":133},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Serra do Cachimbo e fim do programa paralelo","text":"Em 18/9/1990 Collor lacrou simbolicamente o poço de testes da Serra do Cachimbo e repudiou explosivos nucleares na ONU; uma CPI expôs o programa paralelo e o orçamento do programa da Marinha foi drasticamente reduzido.","ids":[546],"confidence":"high","source":"Carnegie Endowment 'Looking back at Brazil's boreholes' (2014)","sector":"nuclear","id":134},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Extinção do MCT (Lei 8.028/1990) e fim da SEI","text":"A reforma administrativa de Collor transformou o MCT em Secretaria da Ciência e Tecnologia da Presidência, extinguiu a SEI e cortou drasticamente FNDCT, CNPq e CAPES no auge do ajuste; a abertura comercial encerrou o modelo protecionista.","ids":[321,674,325],"confidence":"high","source":"Lei 8.028/1990","sector":"policy","id":135},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Extinção da SEI e abertura às importações","text":"A Lei 8.028 (12/4/1990) extinguiu a SEI, cujas funções passaram ao Departamento de Política de Informática (DEPIN) da Secretaria de Ciência e Tecnologia, enquanto a reforma tarifária derrubou alíquotas de importação de bens de informática.","ids":[674],"confidence":"high","source":"Lei 8.028/1990","sector":"semiconductors","id":136},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Colapso orçamentário e rebaixamento do MCT","text":"Collor extinguiu o Ministério da Ciência e Tecnologia (reduzido a Secretaria da Presidência em 1990) e contingenciou a C&T; o SCD-1, concluído pelo INPE, ficou no solo à espera de lançador e só subiu em 1993 num foguete americano Pegasus.","ids":[495,502],"confidence":"medium","source":"Conhecimento histórico; INPE histórico do SCD-1","sector":"space","id":137},{"admin":"collor","year":1990,"type":"cut","title":"Ministério das Comunicações extinto","text":"A Lei 8.028 (12/4/1990) fundiu o Ministério das Comunicações ao novo Ministério da Infraestrutura e congelou investimentos da Telebras, enquanto a telefonia celular começava a operar no Rio de Janeiro (1990).","ids":[363,242],"confidence":"high","source":"Lei 8.028/1990","sector":"telecom","id":138},{"admin":"collor","year":1991,"type":"created","title":"ProTeM-CC, programa temático em computação","text":"Em 1991 o CNPq lançou o Programa Temático Multiinstitucional em Ciência da Computação (ProTeM-CC), que financiou redes de pesquisa em áreas como inteligência artificial, bancos de dados e redes ao longo da década de 1990.","ids":[611],"confidence":"medium","source":"CNPq / SBC, histórico do ProTeM-CC","sector":"ai","id":139},{"admin":"collor","year":1991,"type":"created","title":"Lei Rouanet","text":"A Lei 8.313 (23/12/1991) instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com o Fundo Nacional da Cultura, os Ficart e o mecenato por renúncia fiscal, que se tornaria o principal mecanismo de financiamento cultural do país.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.313/1991","sector":"creative","id":140},{"admin":"collor","year":1991,"type":"regulated","title":"Abertura da informática e choque do Plano Collor","text":"O Plano Collor (MP 168/1990) bloqueou por 18 meses ativos financeiros acima de Cr$ 50 mil, abalando a confiança no sistema bancário; a Lei 8.248 (23 out 1991) encerrou a reserva de mercado, liberando a importação de hardware e software para a automação bancária.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.024/1990; Lei 8.248/1991","sector":"fintech","id":141},{"admin":"collor","year":1991,"type":"regulated","title":"ABACC e salvaguardas","text":"O Acordo de Guadalajara (18/7/1991) criou a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares; o Acordo Quadripartite com a AIEA (13/12/1991) submeteu todas as instalações a salvaguardas abrangentes.","ids":[549,550],"confidence":"high","source":"ABACC histórico","sector":"nuclear","id":142},{"admin":"collor","year":1991,"type":"regulated","title":"Lei de Informática (Lei 8.248/1991): da reserva de mercado aos incentivos com contrapartida em P&D","text":"A Lei 8.248 (23/10/1991) substituiu a reserva de mercado, que expirava em 1992, por isenção de IPI condicionada a Processo Produtivo Básico e aplicação de 5% do faturamento em P&D (parte em universidades e institutos). Com o PBQP e o PACTI (1990), reorientou a política para qualidade e competitividade.","ids":[339],"confidence":"high","source":"Lei 8.248/1991","sector":"policy","id":143},{"admin":"collor","year":1991,"type":"regulated","title":"Lei de Informática e fim da reserva de mercado","text":"A Lei 8.248 (23 out 1991) substituiu a reserva por incentivos fiscais condicionados a P&D local para bens de informática e automação, e a reserva caiu em 1992; o PBQP (1990) e a abertura comercial forçaram a modernização de fábricas com robôs e CLPs importados.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.248/1991","sector":"robotics","id":144},{"admin":"collor","year":1991,"type":"regulated","title":"Lei de Informática (8.248/1991) encerra a reserva","text":"A Lei 8.248 (23/10/1991) fixou o fim da reserva de mercado para outubro de 1992 e a substituiu por isenção de IPI condicionada ao Processo Produtivo Básico e à aplicação de 5% do faturamento em P&D, modelo que rege o setor até hoje.","ids":[456,339],"confidence":"high","source":"Lei 8.248/1991","sector":"semiconductors","id":145},{"admin":"collor","year":1991,"type":"cut","title":"Desmonte: MCT rebaixado, bolsas e FNDCT em queda","text":"A Lei 8.028 (12/04/1990) transformou o MCT em Secretaria da Presidência, o FNDCT caiu aos menores valores de sua história e o CNPq e a CAPES restringiram novas bolsas; as universidades federais acumularam atrasos salariais e greves. O governo, por outro lado, lançou a Lei de Informática (8.248/1991) e o PBQP, deslocando a política para a competitividade industrial.","ids":[611,612,325,321],"confidence":"medium","source":"Lei 8.028/1990; séries Finep/FNDCT","sector":"universities","id":146},{"admin":"itamar","year":1992,"type":"reversed","title":"Ministério das Comunicações recriado","text":"A Lei 8.490 (19/11/1992) recriou o Ministério das Comunicações, que sob Itamar iniciou os estudos de flexibilização do monopólio e a expansão da telefonia celular Banda A pelas operadoras estaduais.","ids":[363],"confidence":"high","source":"Lei 8.490/1992","sector":"telecom","id":147},{"admin":"itamar","year":1993,"type":"regulated","title":"Extinção do Inamps consolida o SUS","text":"A Lei 8.689/1993 extinguiu o Inamps e transferiu suas funções ao SUS; a CPMF (1993–96) foi criada como fonte provisória para a saúde, e Farmanguinhos (Fiocruz) ampliou a produção de medicamentos para a rede pública.","ids":[36],"confidence":"medium","source":"Lei 8.689/1993","sector":"biotech","id":148},{"admin":"itamar","year":1993,"type":"reversed","title":"MinC recriado e Lei do Audiovisual","text":"A Lei 8.490 (19/11/1992) recriou o Ministério da Cultura e a Lei 8.685 (20/7/1993) criou os incentivos do audiovisual (arts. 1º e 3º), que financiaram a 'Retomada' do cinema brasileiro a partir de 1995.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.490/1992; Lei 8.685/1993","sector":"creative","id":149},{"admin":"itamar","year":1993,"type":"regulated","title":"Lei 8.631: fim da remuneração garantida e encontro de contas","text":"A Lei 8.631/1993 extinguiu a remuneração garantida e a equalização tarifária, permitiu um encontro de contas de cerca de US$ 26 bilhões entre concessionárias e Tesouro e preparou o setor para concessões competitivas; o PND de Collor (Lei 8.031/1990) já previa a venda de estatais, e a Light e a Escelsa foram incluídas em 1992–93.","ids":[148],"confidence":"high","source":"Lei 8.631/1993; Lei 8.031/1990","sector":"energy","id":150},{"admin":"itamar","year":1993,"type":"created","title":"Programa Softex 2000 e fundos de empresas emergentes","text":"O CNPq criou o Programa Nacional de Software para Exportação (Softex 2000, 1993), com núcleos regionais que viraram agentes de incubação (Recife, Campinas, Blumenau); a Instrução CVM 209 (mar 1994) criou os Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE), primeiro veículo de venture capital regulado.","ids":[],"confidence":"high","source":"CNPq, Programa Softex (1993); Instrução CVM 209/1994","sector":"hubs","id":151},{"admin":"itamar","year":1993,"type":"reversed","title":"Recriação do MCT (Lei 8.490/1992) e Lei 8.661/1993 (PDTI/PDTA)","text":"Itamar restabeleceu o MCT como ministério (19/11/1992) e criou incentivos fiscais aos Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial e Agropecuário, antecedentes da Lei do Bem; a Lei 8.958/1994 regulou as fundações de apoio.","ids":[321,340],"confidence":"high","source":"Leis 8.490/1992 e 8.661/1993","sector":"policy","id":152},{"admin":"itamar","year":1993,"type":"created","title":"PDTI/PDTA: incentivos fiscais a P&D industrial","text":"A Lei 8.661 (2 jun 1993) criou os Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial e Agropecuário, primeiro incentivo fiscal amplo a P&D empresarial no Brasil, antecessor da Lei do Bem e usado por fabricantes de máquinas e automação.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 8.661/1993","sector":"robotics","id":153},{"admin":"itamar","year":1993,"type":"regulated","title":"Regulamentação da Lei de Informática","text":"O Decreto 792 (2/4/1993) regulamentou os incentivos da Lei 8.248, detalhando o PPB e a contrapartida de P&D, permitindo que os benefícios começassem a ser efetivamente concedidos.","ids":[456],"confidence":"medium","source":"Decreto 792/1993","sector":"semiconductors","id":154},{"admin":"itamar","year":1994,"type":"privatized","title":"Embraer privatizada e SIVAM decidido","text":"A Embraer foi privatizada em 7/12/1994 com golden share da União sobre programas militares; a Raytheon foi escolhida em 1994 para o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), contrato de cerca de US$ 1,4 bilhão assinado em 1997.","ids":[489],"confidence":"high","source":"DIEESE NT 198; literatura SIVAM","sector":"defense","id":155},{"admin":"itamar","year":1994,"type":"created","title":"Plano Real e adesão à Basileia","text":"A MP 434 (fev 1994) e a Lei 8.880/1994 criaram a URV e, em 1º jul 1994, o real (consolidado pela Lei 9.069/1995 sob FHC); a Resolução CMN 2.099 (ago 1994) adotou os requisitos de capital de Basileia. O fim da receita inflacionária forçou os bancos a reinventar seu modelo de negócios e tecnologia.","ids":[],"confidence":"high","source":"MP 434/1994; Lei 8.880/1994; Res. CMN 2.099/1994","sector":"fintech","id":156},{"admin":"itamar","year":1994,"type":"regulated","title":"DNPM vira autarquia e CPRM vira serviço geológico","text":"A Lei 8.876/1994 transformou o DNPM em autarquia e a Lei 8.970/1994 converteu a CPRM em empresa pública de serviço geológico, encerrando sua atuação em prospecção comercial; a Vale foi incluída no PND em 1995 por decreto do governo seguinte.","ids":[193],"confidence":"high","source":"Lei 8.876/1994; Lei 8.970/1994","sector":"minerals","id":157},{"admin":"itamar","year":1994,"type":"regulated","title":"Tlatelolco e Quadripartite em vigor","text":"O Acordo Quadripartite entrou em vigor em 4/3/1994 e o Brasil aderiu plenamente ao Tratado de Tlatelolco (30/5/1994), concluindo a normalização regional; o programa da Marinha seguiu sem recursos e o país aderiu ao MTCR em 1995.","ids":[550,549],"confidence":"high","source":"ABACC; Itamaraty","sector":"nuclear","id":158},{"admin":"itamar","year":1994,"type":"created","title":"AEB: programa espacial passa a comando civil","text":"Após o SCD-1 (9/2/1993), a Lei 8.854 (10/2/1994) criou a Agência Espacial Brasileira, autarquia civil que substituiu a militar COBAE e coordenou o PNAE; a mudança foi requisito para a adesão ao MTCR, concluída em 1995.","ids":[493,495],"confidence":"high","source":"planalto.gov.br Lei 8.854/1994","sector":"space","id":159},{"admin":"itamar","year":1994,"type":"privatized","title":"Embraer privatizada","text":"No leilão de 7/12/1994 o controle da Embraer foi vendido por cerca de US$ 130 milhões, pagos majoritariamente em 'moedas podres', a um grupo com Bozano Simonsen, Previ, Sistel e Wasserstein Perella; a União manteve golden share com veto sobre programas militares, transferência de tecnologia e mudança de controle.","ids":[489],"confidence":"high","source":"DIEESE Nota Técnica 198 (2018)","sector":"space","id":160},{"admin":"itamar","year":1994,"type":"reversed","title":"Recriação do MCT, Lei das Fundações de Apoio (8.958/1994) e UNIFESP","text":"A Lei 8.490 (19/11/1992) recriou o MCT; a Lei 8.958 (20/12/1994) regulou as fundações de apoio às universidades, instrumento central da pesquisa contratada; a Lei 8.957 (15/12/1994) transformou a Escola Paulista de Medicina em UNIFESP; e a Lei 8.661/1993 criou incentivos ao P&D industrial (PDTI/PDTA).","ids":[586,321],"confidence":"high","source":"Leis 8.490/1992, 8.661/1993, 8.957 e 8.958/1994","sector":"universities","id":161},{"admin":"fhc","year":1995,"type":"created","title":"Primeira Lei de Biossegurança e CTNBio","text":"A Lei 8.974/1995 criou a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança e o marco para OGMs; a liberação da soja Roundup Ready pela CTNBio em 1998 foi suspensa pela Justiça a pedido do Idec e do Greenpeace, abrindo um impasse de cinco anos sobre transgênicos.","ids":[72],"confidence":"high","source":"Lei 8.974/1995","sector":"agtech","id":162},{"admin":"fhc","year":1995,"type":"regulated","title":"Proer e Proes: saneamento do sistema bancário","text":"O Proer (MP 1.179, nov 1995) financiou a absorção de bancos privados insolventes (Econômico, Nacional, Bamerindus) e o Proes (MP 1.514, 1996) reestruturou os bancos estaduais; a Lei 9.613/1998 criou o COAF, núcleo do combate à lavagem de dinheiro.","ids":[],"confidence":"high","source":"MP 1.179/1995; MP 1.514/1996; Lei 9.613/1998","sector":"fintech","id":163},{"admin":"fhc","year":1995,"type":"regulated","title":"EC 6/1995 abre a mineração ao capital estrangeiro","text":"A Emenda Constitucional 6 (15/8/1995) eliminou a distinção entre empresa brasileira de capital nacional e estrangeiro, permitindo o controle externo de mineradoras; a Lei Kandir (1996) desonerou de ICMS as exportações de minério, consolidando o modelo exportador.","ids":[193],"confidence":"high","source":"EC 6/1995; Lei Complementar 87/1996","sector":"minerals","id":164},{"admin":"fhc","year":1996,"type":"created","title":"Pronaf e Zoneamento Agrícola de Risco Climático","text":"Sucedendo o Provap de Itamar Franco (1994), o Decreto 1.946/1996 criou o Pronaf, crédito subsidiado para a agricultura familiar que chegaria a dezenas de bilhões por safra; no mesmo ano o Zarc, baseado em pesquisa da Embrapa, passou a condicionar crédito e seguro ao calendário de plantio.","ids":[0,32],"confidence":"high","source":"Decreto 1.946/1996; MAPA/Zarc","sector":"agtech","id":165},{"admin":"fhc","year":1996,"type":"regulated","title":"Lei de Patentes (9.279/1996) e acesso universal a antirretrovirais","text":"A Lei 9.279/1996 reconheceu patentes farmacêuticas sem período de transição, aceitando o mecanismo pipeline criticado pela indústria nacional; a Lei 9.313/1996 garantiu antirretrovirais gratuitos pelo SUS, criando demanda que Farmanguinhos e laboratórios privados atenderam com genéricos e ameaças de licença compulsória (2001).","ids":[36,43,44],"confidence":"high","source":"Lei 9.279/1996; Lei 9.313/1996","sector":"biotech","id":166},{"admin":"fhc","year":1996,"type":"privatized","title":"Privatização de Escelsa, Light, Gerasul e distribuidoras estaduais","text":"Escelsa (jul/1995, R$ 357,9 milhões) foi a primeira venda, seguida pela Light (mai/1996, US$ 2,26 bilhões para EDF, Houston e AES) e pela Gerasul (1998, R$ 947 milhões para a Tractebel); com o PND estadual (Cerj, Coelba, CPFL, Eletropaulo e outras), cerca de 80% da distribuição ficou privada até 2000, enquanto a EC 9/1995 encerrou o monopólio legal da Petrobras.","ids":[148],"confidence":"high","source":"https://en.wikipedia.org/wiki/Privatizations_under_the_Fernando_Henrique_Cardoso_presidency","sector":"energy","id":167},{"admin":"fhc","year":1996,"type":"cut","title":"Submarino nuclear congelado","text":"O objetivo do submarino nuclear foi congelado em 1996 e o programa da Marinha ficou praticamente paralisado de 1995 a 2003; só após o apagão de 1999 o governo liberou R$ 34,7 milhões (fev/2000) para Aramar.","ids":[546],"confidence":"high","source":"Wikipedia Brazilian Navy Nuclear Program","sector":"nuclear","id":168},{"admin":"fhc","year":1997,"type":"regulated","title":"Lei de Proteção de Cultivares e Lei de Patentes","text":"A Lei 9.456/1997 criou o direito do melhorista e o SNPC, permitindo a cobrança de royalties por variedades (inclusive pela Embrapa) e atraindo multinacionais de sementes; a Lei de Patentes 9.279/1996 abriu patenteamento de processos biotecnológicos e microrganismos. O Moderfrota (BNDES, 2000) financiou a renovação da frota de máquinas, enquanto a Embrapa ficou sem concursos relevantes entre 1997 e 2002.","ids":[0,31,326],"confidence":"high","source":"Lei 9.456/1997; Lei 9.279/1996","sector":"agtech","id":169},{"admin":"fhc","year":1997,"type":"created","title":"ANEEL, ANP, ONS e a Lei do Petróleo","text":"A Lei 9.427/1996 criou a ANEEL e a Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo) criou a ANP e o CNPE, abrindo a exploração a concessões licitadas; o ONS e o MAE (1998) completaram o modelo de mercado, e a Lei 9.991/2000 obrigou concessionárias a investir em P&D, criando a principal fonte de recursos do Cepel e de centros universitários.","ids":[176,149,145],"confidence":"high","source":"Lei 9.427/1996; Lei 9.478/1997; Lei 9.991/2000","sector":"energy","id":170},{"admin":"fhc","year":1997,"type":"privatized","title":"Privatização da Vale","text":"Em 6/5/1997 o Consórcio Brasil (CSN de Benjamin Steinbruch, fundos de pensão via Litel, Opportunity e NationsBank) comprou 41,73% das ações ordinárias da CVRD por R$ 3,34 bilhões, com prêmio de 20% sobre o mínimo, em leilão contestado por mais de cem ações judiciais; a União manteve golden share e parte das ações, e a CPRM teve orçamento reduzido na década.","ids":[184,193],"confidence":"high","source":"https://en.wikipedia.org/wiki/Privatizations_under_the_Fernando_Henrique_Cardoso_presidency","sector":"minerals","id":171},{"admin":"fhc","year":1997,"type":"neglected","title":"Fracassos do VLS-1","text":"Os voos VLS-1 V01 (2/11/1997, com o SCD-2A) e V02 (11/12/1999, com o SACI-2) falharam em voo; o programa prosseguiu com orçamento declinante e dependência de componentes embargados.","ids":[502,497],"confidence":"high","source":"Wikipedia VLS-1; IAE histórico","sector":"space","id":172},{"admin":"fhc","year":1997,"type":"regulated","title":"Fim do monopólio e criação da Anatel","text":"A Emenda Constitucional 8 (15/8/1995) permitiu concessões privadas, a Lei Mínima 9.295/1996 licitou a Banda B celular (US$ 7,6 bilhões) e a Lei Geral de Telecomunicações 9.472 (16/7/1997) criou a Anatel e autorizou a privatização do Sistema Telebras.","ids":[241],"confidence":"high","source":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/transparencia/desestatizacao/projetos-encerrados/privatizacao-federais-telecomunicacoes","sector":"telecom","id":173},{"admin":"fhc","year":1997,"type":"regulated","title":"LDB, Provão, Lei das OS e CNPEM/LNLS como primeira organização social","text":"FHC reorganizou o marco regulatório: LDB (Lei 9.394/1996), Exame Nacional de Cursos (1996), nova escala de avaliação da CAPES (1998), Portal de Periódicos (2000) e Pronex (1996). O LNLS foi inaugurado em 01/07/1997 (primeiro síncrotron do hemisfério sul) e sua gestora ABTLuS tornou-se, em 1998, a primeira organização social federal (Lei 9.637/1998), modelo depois estendido a IMPA, RNP, CGEE e Embrapii.","ids":[594,612,601,634],"confidence":"high","source":"Leis 9.394/1996 e 9.637/1998; LNLS","sector":"universities","id":174},{"admin":"fhc","year":1998,"type":"regulated","title":"Lei de Direitos Autorais, Lei do Software e Rouanet 100%","text":"As Leis 9.609 e 9.610 (19/2/1998) atualizaram a proteção de software e direitos autorais para o ambiente digital, e a Lei 9.874 (23/11/1999) permitiu dedução de 100% na Rouanet para segmentos como artes cênicas e música instrumental.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 9.610/1998; Lei 9.874/1999","sector":"creative","id":175},{"admin":"fhc","year":1998,"type":"created","title":"PNI: Programa Nacional de Apoio a Incubadoras","text":"Em 1996 o Softex virou sociedade civil (hoje OSCIP) e em 1998 o MCT instituiu o PNI, articulando CNPq, Finep, Sebrae e Anprotec no financiamento de incubadoras; o número de incubadoras saltou de 60 (1997) para 135 (2000).","ids":[],"confidence":"medium","source":"MCT, Manual para Implantação de Incubadoras (1999)","sector":"hubs","id":176},{"admin":"fhc","year":1998,"type":"regulated","title":"Adesão ao TNP e ao CTBT","text":"O Decreto Legislativo 65 (2/7/1998) e o Decreto 2.864 (7/12/1998) formalizaram a adesão ao Tratado de Não Proliferação, encerrando três décadas de recusa; o Brasil também ratificou o CTBT em 1998.","ids":[550],"confidence":"high","source":"Decreto 2.864/1998","sector":"nuclear","id":177},{"admin":"fhc","year":1998,"type":"privatized","title":"Privatização da Telebras (1998), CPqD como fundação privada e FUNTTEL","text":"O leilão da Telebras (29/07/1998, R$ 22 bi) desfez o maior sistema de P&D estatal em telecomunicações; o CPqD foi convertido em fundação de direito privado sustentada pelo FUNTTEL (Lei 10.052/2000) e por contratos, e gerou spin-offs como a Padtec (1999). A Lei 9.637/1998 criou as organizações sociais (LNLS, IMPA, RNP, CGEE 2001).","ids":[354,210,594],"confidence":"high","source":"Lei 9.472/1997; Lei 10.052/2000; Lei 9.637/1998","sector":"policy","id":178},{"admin":"fhc","year":1998,"type":"privatized","title":"Privatização da Telebras, R$ 22 bi","text":"Em 29/7/1998, doze holdings (três de telefonia fixa, Embratel e oito celulares) foram vendidas na Bolsa do Rio por R$ 22 bilhões, ágio de 63%, dando origem a Telefônica/Vivo, Telemar/Oi, Brasil Telecom, TIM e à Embratel sob a MCI; o CPqD virou fundação privada.","ids":[242,671,243,245,247,248],"confidence":"high","source":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/transparencia/desestatizacao/projetos-encerrados/privatizacao-federais-telecomunicacoes","sector":"telecom","id":179},{"admin":"fhc","year":1999,"type":"created","title":"Anvisa e Lei dos Genéricos","text":"A Lei 9.782/1999 criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Lei 9.787/1999 instituiu os medicamentos genéricos, com testes de bioequivalência; a Ceme fora extinta em 1997 e a Lei 10.196/2001 deu à Anvisa anuência prévia em patentes farmacêuticas. EMS, Eurofarma e Aché cresceram sobre o mercado de genéricos.","ids":[71,43,44,45,46],"confidence":"high","source":"Lei 9.782/1999; Lei 9.787/1999","sector":"biotech","id":180},{"admin":"fhc","year":1999,"type":"created","title":"Ministério da Defesa e Política de Defesa Nacional","text":"A primeira Política de Defesa Nacional saiu em 1996; a Lei Complementar 97 (9/6/1999) criou o Ministério da Defesa, extinguindo os ministérios militares e o EMFA; FHC lançou em 2001 o programa F-X para substituir os Mirage, suspenso por Lula em 2003.","ids":[520],"confidence":"high","source":"Lei Complementar 97/1999; PDN 1996","sector":"defense","id":181},{"admin":"fhc","year":1999,"type":"created","title":"Fundos setoriais recompõem o FNDCT","text":"A partir do CT-Petro (Lei 9.478/1997) e da CIDE-Tecnologia (Lei 10.168/2000), o governo criou 16 fundos setoriais (CT-Info, CT-Energ, Fundo Verde-Amarelo etc.), vinculando receitas ao FNDCT e dando à Finep recursos estáveis para inovação empresarial.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 10.168/2000; Lei 10.176/2001","sector":"hubs","id":182},{"admin":"fhc","year":1999,"type":"privatized","title":"Privatização da Telebras (1998) e spin-off da Padtec (1999)","text":"Com o leilão da Telebras (29/07/1998) o CPqD virou fundação privada financiada pelo FUNTTEL (2000) e por contratos, e a Padtec nasceu em 1999 como spin-off de transmissão óptica DWDM, preservando parte da competência fotônica em uma empresa privada que hoje integra o ecossistema de comunicações ópticas sobre o qual se apoiam as redes de comunicação quântica.","ids":[354,210],"confidence":"high","source":"Lei 9.472/1997; Lei 10.052/2000; Padtec","sector":"quantum","id":183},{"admin":"fhc","year":1999,"type":"expanded","title":"CBERS-1 em órbita e fundo setorial CT-Espacial","text":"O CBERS-1 foi lançado em 14/10/1999, dando ao Brasil imagens próprias para o PRODES; a Lei 9.994 (24/7/2000) criou o fundo setorial CT-Espacial dentro do FNDCT, fonte vinculada para o setor.","ids":[506,509,493,325],"confidence":"high","source":"INPE/CBERS; Lei 9.994/2000","sector":"space","id":184},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"created","title":"Sociedade da Informação e fundo CT-Info","text":"O Programa Sociedade da Informação (Decreto 3.294/1999; Livro Verde, 2000) organizou a agenda digital federal, e a Lei 10.176/2001 criou o fundo setorial CT-Info dentro do FNDCT, destinando parte da renúncia da Lei de Informática à pesquisa em TI.","ids":[325,339],"confidence":"high","source":"Decreto 3.294/1999; Lei 10.176/2001","sector":"ai","id":185},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"created","title":"Projeto Genoma Brasileiro e genômica da Xylella","text":"Após a FAPESP sequenciar o genoma da Xylella fastidiosa (2000, capa da Nature), o MCT lançou o Projeto Genoma Brasileiro (rede de 25 laboratórios) e os Institutos do Milênio (2001), com recursos dos fundos setoriais criados em 1999–2001 (CT-Saúde, CT-Biotec).","ids":[325,321,62],"confidence":"medium","source":"MCT, Programa Genoma Brasileiro; FAPESP","sector":"biotech","id":186},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"privatized","title":"Privatização dos bancos estaduais e entrada de estrangeiros","text":"Banerj (1997), Bemge e Credireal (1998), Baneb (1999), Banestado (2000) e Banespa (vendido ao Santander em nov 2000 por R$ 7,05 bi) foram privatizados; o governo autorizou a entrada de HSBC (Bamerindus, 1997), ABN Amro e Santander, concentrando o setor.","ids":[],"confidence":"high","source":"Programa Proes / leilões BNDES 1997–2000","sector":"fintech","id":187},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"created","title":"Projeto Inovar: nasce o venture capital institucional","text":"Em mai 2000 a Finep, com o BID/Fumin, lançou o Projeto Inovar — Venture Forum, Incubadora de Fundos (seleção de gestores com aporte público) e Portal Capital de Risco — que estruturou a indústria brasileira de VC e os primeiros fundos de que Finep e BNDES foram cotistas-âncora.","ids":[],"confidence":"high","source":"Finep, Projeto Inovar (2000)","sector":"hubs","id":188},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"created","title":"Porto Digital (Recife)","text":"Criado em dez 2000 pelo governo de Pernambuco (R$ 33 milhões da privatização da Celpe) a partir do CIn-UFPE e do CESAR, com Silvio Meira como articulador, o Porto Digital usou Lei de Informática, Softex e Finep federais e tornou-se o maior parque urbano de TI do país (mais de 400 empresas, R$ 5 bi de faturamento).","ids":[],"confidence":"high","source":"Porto Digital, histórico; política estadual (Lei PE 11.975/2001)","sector":"hubs","id":189},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"created","title":"Fundos setoriais do FNDCT (1999-2002) e CIDE-Tecnologia","text":"A partir do CT-Petro (Lei 9.478/1997, operante em 1999), FHC criou 16 fundos setoriais vinculados ao FNDCT: CT-Energ, CT-Hidro, CT-Mineral, CT-Espacial (Leis 9.991 a 9.994/2000), Fundo Verde-Amarelo e CIDE sobre remessas tecnológicas (Lei 10.168/2000), CT-Info (Lei 10.176/2001), CT-Infra (Lei 10.197/2001), CT-Saúde, CT-Biotec, CT-Agro e CT-Aero (Lei 10.332/2001). A arrecadação chegou a cerca de R$ 1,4 bi em 2002, mas com forte contingenciamento (48% da receita retida entre 1999 e 2011, segundo levantamento da FAPESP); a aplicação em 2002 ficou em pouco mais de R$ 340 mi.","ids":[325,324],"confidence":"high","source":"Leis 9.478/1997, 9.991-9.994/2000, 10.168/2000, 10.197 e 10.332/2001","sector":"policy","id":190},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"regulated","title":"Acordo de Salvaguardas com os EUA assinado e barrado no Congresso","text":"FHC assinou em 18/4/2000 o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas para uso comercial de Alcântara; a Câmara considerou cláusulas lesivas à soberania (restrição a receitas e a áreas de acesso exclusivo) e o texto nunca foi votado, sendo retirado pelo governo Lula em 2003.","ids":[497],"confidence":"high","source":"Canaltech 'Brasil e EUA concluem negociações após quase 20 anos' (2019); Câmara CCTCI","sector":"space","id":191},{"admin":"fhc","year":2000,"type":"created","title":"Fust, Funttel e CGI.br","text":"A Portaria Interministerial 147/1995 criou o Comitê Gestor da Internet; a Lei 9.998 (17/8/2000) instituiu o Fust para universalização e a Lei 10.052 (28/11/2000) o Funttel para P&D em telecomunicações, financiando o CPqD após a privatização.","ids":[263,243],"confidence":"high","source":"Lei 9.998/2000; Lei 10.052/2000","sector":"telecom","id":192},{"admin":"fhc","year":2001,"type":"created","title":"Ancine e Condecine","text":"A MP 2.228-1 (6/9/2001) criou a Agência Nacional do Cinema, a Condecine e os Funcines, e manteve a cota de tela fixada por decreto anual, estrutura que rege o audiovisual até hoje.","ids":[],"confidence":"high","source":"MP 2.228-1/2001","sector":"creative","id":193},{"admin":"fhc","year":2001,"type":"neglected","title":"Apagão de 2001 e Proinfa como resposta","text":"A transição incompleta para o mercado travou investimentos em geração e, com a seca, o governo impôs racionamento de 20% entre junho de 2001 e fevereiro de 2002; a resposta foi o Programa Prioritário de Termeletricidade e a Lei 10.438/2002, que criou o Proinfa (3.300 MW de eólica, PCH e biomassa) e a CDE.","ids":[176,148],"confidence":"high","source":"Lei 10.438/2002; Câmara de Gestão da Crise de Energia (2001)","sector":"energy","id":194},{"admin":"fhc","year":2001,"type":"expanded","title":"Eletronuclear criada e Angra 2 concluída","text":"A Eletronuclear nasceu em 1997 da fusão da Nuclen com a área nuclear de Furnas; Angra 2 (1.350 MW) entrou em operação comercial em 1/2/2001, 25 anos após o contrato com a KWU.","ids":[540],"confidence":"high","source":"Eletronuclear histórico","sector":"nuclear","id":195},{"admin":"fhc","year":2001,"type":"regulated","title":"Renovação da Lei de Informática e fundos setoriais","text":"A Lei 10.176 (11 jan 2001) prorrogou os incentivos da Lei de Informática até 2009 mantendo 'automação' no escopo, e os fundos setoriais (CT-Info, Verde-Amarelo) criaram recursos estáveis no FNDCT para cooperação universidade-empresa.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 10.176/2001","sector":"robotics","id":196},{"admin":"fhc","year":2001,"type":"expanded","title":"Lei 10.176 prorroga incentivos e cria CT-Info; PNM","text":"A Lei 10.176 (11/1/2001) prorrogou a Lei de Informática até 2009 com redução gradual e criou o fundo setorial CT-Info; em novembro de 2002 o MCT lançou o Programa Nacional de Microeletrônica, com a proposta de design houses e uma fábrica nacional.","ids":[456,339],"confidence":"high","source":"Lei 10.176/2001; MCT, Programa Nacional de Microeletrônica (2002)","sector":"semiconductors","id":197},{"admin":"fhc","year":2001,"type":"created","title":"CT-Infra (Lei 10.197/2001) e fundos setoriais para infraestrutura de pesquisa","text":"Entre os 16 fundos setoriais criados de 1999 a 2002, o CT-Infra (20% da arrecadação dos demais fundos) passou a financiar laboratórios e infraestrutura das universidades e institutos públicos via Finep, tornando-se a principal fonte federal de investimento em infraestrutura de pesquisa; em 2024 o CT-Infra executou mais de R$ 1,9 bi, contra menos de R$ 30 mi em 2020.","ids":[325,324],"confidence":"high","source":"Lei 10.197/2001; Pesquisa FAPESP ed. 350 (2025)","sector":"universities","id":198},{"admin":"fhc","year":2001,"type":"neglected","title":"Estagnação das federais e expansão via setor privado","text":"Com congelamento salarial, contratações restritas e greves (1998 e a greve de mais de 100 dias em 2001), as matrículas nas federais cresceram modestamente (de cerca de 364 mil em 1994 para 532 mil em 2002), enquanto as privadas saltaram de 971 mil para 2,43 milhões. Só duas federais surgiram por transformação (UFT, Lei 10.032/2000; UNIFEI, Lei 10.435/2002).","ids":[],"confidence":"medium","source":"INEP/Censo da Educação Superior; Leis 10.032/2000 e 10.435/2002","sector":"universities","id":199},{"admin":"fhc","year":2002,"type":"created","title":"Novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)","text":"A Lei 10.214 (27 mar 2001) deu base legal à compensação e liquidação; em 22 abr 2002 entrou em operação o STR (liquidação bruta em tempo real) e a TED, eliminando o risco sistêmico de liquidação e criando a espinha dorsal sobre a qual o Pix seria construído.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 10.214/2001; BCB, Reestruturação do SPB (2002)","sector":"fintech","id":200},{"admin":"lula1","year":2003,"type":"created","title":"Plano Safra anual e liberação da soja transgênica","text":"O primeiro Plano Safra (2003/04) somou R$ 27,15 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 5,4 bilhões no Pronaf, inaugurando o anúncio anual que se tornou o principal instrumento de política agrícola; as MPs 113 e 131/2003 legalizaram a safra de soja RR plantada clandestinamente, e a Lei de Sementes 10.711/2003 reorganizou o mercado.","ids":[32,33],"confidence":"high","source":"MAPA, Plano Safra 2003/04; MP 131/2003; Lei 10.711/2003","sector":"agtech","id":201},{"admin":"lula1","year":2003,"type":"expanded","title":"Bancarização: correspondentes, contas simplificadas e consignado","text":"As Resoluções CMN 3.104 e 3.110 (2003) criaram contas simplificadas e liberaram correspondentes bancários (lotéricas, varejo); a Lei 10.820/2003 regulou o crédito consignado e a Lei 11.110/2005 o microcrédito (PNMPO). Caixa e BB lideraram a inclusão de dezenas de milhões de clientes.","ids":[],"confidence":"high","source":"Res. CMN 3.104/2003 e 3.110/2003; Lei 10.820/2003; Lei 11.110/2005","sector":"fintech","id":202},{"admin":"lula1","year":2003,"type":"expanded","title":"CNPq apoia a robótica competitiva (CBR e OBR)","text":"A Competição Brasileira de Robótica (2003, com a RoboCup Brasil) e a Olimpíada Brasileira de Robótica (2007) passaram a receber apoio regular do CNPq e do MCT, formando as equipes universitárias (ITAndroids, RoboCIn, RoboFEI, UFMG) que hoje lideram a área.","ids":[],"confidence":"medium","source":"CNPq, chamadas de apoio a olimpíadas científicas","sector":"robotics","id":203},{"admin":"lula1","year":2003,"type":"created","title":"Após a tragédia do VLS, parceria com a Ucrânia","text":"O VLS-1 V03 explodiu na plataforma de Alcântara em 22/8/2003, matando 21 técnicos. Em 21/10/2003 Lula e Kuchma assinaram o tratado que criou a binacional Alcântara Cyclone Space para lançar o foguete Cyclone-4; o Brasil gastou R$ 483 milhões sem nenhum lançamento.","ids":[497,502],"confidence":"high","source":"Defesa Aérea & Naval 'parceria com Ucrânia custou R$ 483 mi'","sector":"space","id":204},{"admin":"lula1","year":2003,"type":"regulated","title":"CGI.br multissetorial e Banda Larga nas Escolas","text":"O Decreto 4.829 (3/9/2003) reestruturou o CGI.br com representação eleita da sociedade civil, academia e empresas; em 2008 o Decreto 6.424 trocou metas de orelhões por backhaul e banda larga nas escolas públicas, e o Decreto 6.654/2008 alterou o PGO para permitir a fusão Oi–Brasil Telecom.","ids":[263,248],"confidence":"high","source":"Decreto 4.829/2003; Decreto 6.424/2008; Decreto 6.654/2008","sector":"telecom","id":205},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"regulated","title":"Lei de Inovação (2004) e Lei do Bem (2005)","text":"A Lei 10.973/2004 autorizou parcerias universidade-empresa e a Lei 11.196/2005 criou incentivos fiscais automáticos à P&D empresarial, instrumentos que depois sustentariam laboratórios corporativos de IA e os centros de competência da Embrapii.","ids":[341,340],"confidence":"high","source":"Lei 10.973/2004; Lei 11.196/2005","sector":"ai","id":206},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"created","title":"Hemobrás, Profarma e Lei de Inovação","text":"A Lei 10.972/2004 criou a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, com fábrica planejada em Goiana (PE); o BNDES lançou o Profarma (2004, R$ 1,25 bilhão iniciais) para a indústria farmacêutica nacional e a Lei de Inovação 10.973/2004 permitiu parcerias ICT–empresa e cessão de patentes públicas.","ids":[42,326,341],"confidence":"high","source":"Lei 10.972/2004; BNDES, Profarma","sector":"biotech","id":207},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"expanded","title":"Cultura digital, Pontos de Cultura e JogosBR","text":"Sob Gilberto Gil, a Ancine passou ao MinC (Decreto 4.858/2003), o programa Cultura Viva (2004) criou os Pontos de Cultura com kits de software livre e licenças Creative Commons, e o edital JogosBR (MinC/Finep, 2004) foi o primeiro fomento federal a jogos eletrônicos.","ids":[275],"confidence":"medium","source":"Portaria MinC 156/2004; Edital JogosBR 2004","sector":"creative","id":208},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"regulated","title":"Novo modelo do setor elétrico, EPE e Luz para Todos","text":"A Lei 10.848/2004 instituiu leilões por menor tarifa e a CCEE e a Lei 10.847/2004 criou a Empresa de Pesquisa Energética para recentralizar o planejamento; o Luz para Todos (Decreto 4.873/2003) levou energia a 15 milhões de pessoas até 2014, e a Lei 10.762/2003 viabilizou a contratação do Proinfa, que criou a indústria eólica nacional.","ids":[176,148,163,164],"confidence":"high","source":"Lei 10.848/2004; Lei 10.847/2004; MME, Luz para Todos","sector":"energy","id":209},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"created","title":"Lei de Inovação","text":"A Lei 10.973 (2 dez 2004) autorizou universidades a licenciar tecnologia, pesquisadores a se afastar para criar empresas, e a União a subvencionar diretamente empresas inovadoras e participar de fundos — base legal dos NITs, da subvenção da Finep e das incubadoras universitárias.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 10.973/2004","sector":"hubs","id":210},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"expanded","title":"Secretaria de Geologia e Mineração, Programa Geologia do Brasil e internacionalização da Vale","text":"O MME criou a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (2004) e a CPRM voltou a contratar (concursos de 2004 e 2006) com o Programa Geologia do Brasil e o PAC; a Vale comprou a canadense Inco por US$ 18 bilhões (2006) e criou o Instituto Tecnológico Vale (2009), enquanto o governo pressionou a empresa a investir em siderurgia e a trocar o presidente Roger Agnelli (2011).","ids":[193,184,185],"confidence":"medium","source":"MME/SGM; Vale, relatórios anuais","sector":"minerals","id":211},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"created","title":"PITCE, Lei de Inovação (Lei 10.973/2004) e ABDI","text":"A Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (31/03/2004) elegeu semicondutores, software, fármacos e bens de capital; a Lei 10.973 (02/12/2004) autorizou subvenção econômica a empresas, compartilhamento de laboratórios públicos, NITs e participação de pesquisadores em empresas; a Lei 11.080/2004 criou a ABDI e o CNDI.","ids":[341,331,332],"confidence":"high","source":"Lei 10.973/2004; Lei 11.080/2004","sector":"policy","id":212},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"created","title":"PITCE, ABDI e nova prorrogação da Lei de Informática","text":"A Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (mar 2004) criou a ABDI (Lei 11.080, dez 2004) e elegeu bens de capital e software como prioridades; a Lei 11.077/2004 prorrogou a Lei de Informática até 2019.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 11.080/2004; Lei 11.077/2004","sector":"robotics","id":213},{"admin":"lula1","year":2004,"type":"expanded","title":"PITCE elege semicondutores; Lei 11.077","text":"A Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (março de 2004) definiu semicondutores e software como opções estratégicas, e a Lei 11.077 (30/12/2004) prorrogou a Lei de Informática até 2019.","ids":[456,339],"confidence":"high","source":"Lei 11.077/2004; PITCE (2004)","sector":"semiconductors","id":214},{"admin":"lula1","year":2005,"type":"regulated","title":"Lei de Biossegurança (11.105/2005)","text":"A nova lei deu à CTNBio a decisão técnica final sobre OGMs e criou o CNBS; seguiram-se liberações comerciais de algodão e milho Bt (2005–2008), e o Brasil tornou-se o segundo país em área transgênica, com a Embrapa lançando sua própria soja (Cultivance, com a Basf) e o feijão GM (2011).","ids":[72,0,31],"confidence":"high","source":"Lei 11.105/2005; ISAAA","sector":"agtech","id":215},{"admin":"lula1","year":2005,"type":"regulated","title":"Lei de Biossegurança libera pesquisa com células-tronco embrionárias","text":"A Lei 11.105/2005 autorizou pesquisas com embriões inviáveis ou congelados há mais de três anos, confirmada pelo STF na ADI 3.510 (2008), e deu à CTNBio decisão final sobre OGMs de uso em saúde; o Decreto 6.108/2007 licenciou compulsoriamente o efavirenz, produzido por Farmanguinhos a partir de 2009.","ids":[72,36,58],"confidence":"high","source":"Lei 11.105/2005; Decreto 6.108/2007","sector":"biotech","id":216},{"admin":"lula1","year":2005,"type":"created","title":"Programa Nacional de Biodiesel e a era flex","text":"A Lei 11.097/2005 tornou obrigatória a mistura de biodiesel (B2 em 2008, B5 em 2010) e criou o Selo Combustível Social; a Petrobras Biocombustível nasceu em 2008; com a redução de IPI para motores flex (2003), estes passaram de 3% para mais de 85% das vendas em 2008, e a fusão Cosan–Shell gerou a Raízen (2011).","ids":[652,151,152,155,171],"confidence":"high","source":"Lei 11.097/2005; Anfavea","sector":"energy","id":217},{"admin":"lula1","year":2005,"type":"created","title":"Lei do Bem e subvenção econômica da Finep","text":"A Lei 11.196 (21 nov 2005) criou incentivos fiscais automáticos a P&D empresarial; a primeira chamada de subvenção econômica da Finep (ago 2006, R$ 300 milhões) inaugurou o dinheiro não reembolsável direto a empresas, incluindo nascentes.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 11.196/2005; Finep, Subvenção Econômica 2006","sector":"hubs","id":218},{"admin":"lula1","year":2005,"type":"created","title":"Lei do Bem (Lei 11.196/2005)","text":"O capítulo III da Lei 11.196 (21/11/2005) criou incentivos fiscais automáticos a P&D (dedução de 160% a 200% no IRPJ/CSLL, depreciação acelerada), substituindo o PDTI/PDTA; a renúncia fiscal alcançou cerca de R$ 1,5 bi/ano no fim da década, concentrada em grandes empresas com lucro real.","ids":[340],"confidence":"high","source":"Lei 11.196/2005; MCTI relatórios anuais da Lei do Bem","sector":"policy","id":219},{"admin":"lula1","year":2005,"type":"created","title":"Programa CI-Brasil","text":"Lançado em 2005 pelo MCT, o CI-Brasil formou projetistas de circuitos integrados em centros de treinamento (CTI em Campinas e Porto Alegre) e fomentou uma rede de design houses, criando a massa crítica de engenharia que o PADIS e a CEITEC exigiriam.","ids":[454,431],"confidence":"high","source":"MCTI, Programa CI-Brasil","sector":"semiconductors","id":220},{"admin":"lula1","year":2006,"type":"created","title":"Fundo Setorial do Audiovisual, EBC e Plano Nacional de Cultura","text":"A Lei 11.437 (28/12/2006) criou o FSA, alimentado pela Condecine; a Lei 11.652 (7/4/2008) criou a Empresa Brasil de Comunicação (TV Brasil); e a Lei 12.343 (2/12/2010) instituiu o Plano Nacional de Cultura com metas decenais.","ids":[664],"confidence":"high","source":"Lei 11.437/2006; Lei 11.652/2008; Lei 12.343/2010","sector":"creative","id":221},{"admin":"lula1","year":2006,"type":"regulated","title":"Simples Nacional, MEI e isenção para FIPs estrangeiros","text":"A LC 123 (dez 2006) criou o Simples Nacional e a LC 128/2008 o MEI, simplificando a vida de startups em estágio inicial; a Lei 11.312 (jun 2006) zerou o IR de investidores estrangeiros em FIPs, condição para a entrada de Kaszek, Monashees e fundos globais na década seguinte.","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 123/2006; LC 128/2008; Lei 11.312/2006","sector":"hubs","id":222},{"admin":"lula1","year":2006,"type":"expanded","title":"Enriquecimento industrial em Resende","text":"Após a disputa de 2004 com a AIEA sobre acesso visual às centrífugas da Marinha, a INB inaugurou em maio de 2006 a primeira cascata da Unidade de Enriquecimento em Resende (RJ), levando a tecnologia de Aramar à escala industrial.","ids":[542,546],"confidence":"high","source":"INB histórico; literatura sobre a inspeção de 2004","sector":"nuclear","id":223},{"admin":"lula1","year":2006,"type":"expanded","title":"Missão Centenário e PNAE 2005-2014","text":"Marcos Pontes voou à Estação Espacial Internacional em março de 2006 em acordo com a Rússia; o governo lançou o PNAE 2005-2014 e manteve a cooperação com a China (CBERS-2 em 2003, CBERS-2B em 2007), enquanto o orçamento da AEB crescia até o pico da década seguinte.","ids":[493,495,506],"confidence":"high","source":"AEB PNAE 2005-2014; INPE/CBERS","sector":"space","id":224},{"admin":"lula1","year":2007,"type":"created","title":"SPED e Nota Fiscal Eletrônica","text":"O Decreto 6.022 (22 jan 2007) instituiu o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), com a NF-e (piloto 2006) operada pelo Serpro — uma das primeiras infraestruturas públicas digitais de escala nacional, hoje base de fintechs de crédito B2B e cobrança.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 6.022/2007","sector":"fintech","id":225},{"admin":"lula1","year":2007,"type":"created","title":"Criatec: primeiro fundo seed público","text":"O BNDES (R$ 80 mi) e o BNB (R$ 20 mi) lançaram o Criatec I, fundo de capital semente de R$ 100 milhões para 36 empresas nascentes de base tecnológica, com gestores regionais; seguiram-se Criatec II (2013) e III (2016).","ids":[],"confidence":"high","source":"BNDES, Fundo Criatec (2007)","sector":"hubs","id":226},{"admin":"lula1","year":2007,"type":"reversed","title":"Retomada de Angra 3 e do programa da Marinha","text":"A Resolução CNPE 3 (25/6/2007) aprovou a conclusão de Angra 3, orçada em R$ 8,3 bilhões; o governo anunciou em 2007 recursos de cerca de R$ 1 bilhão em oito anos para o programa nuclear da Marinha, o PROSUB (2008) incluiu o submarino de propulsão nuclear e o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro foi lançado em 2008.","ids":[541,546,522,545],"confidence":"medium","source":"TCU 29/8/2017; TD Eixos 2020; Senado (Alencar 2007)","sector":"nuclear","id":227},{"admin":"lula1","year":2007,"type":"expanded","title":"PACTI 2007-2010 (R$ 41,2 bi), Lei do FNDCT (11.540/2007), PDP e Sibratec","text":"O Plano de Ação em C,T&I (20/11/2007) consolidou metas e orçamento plurianual; a Lei 11.540 (12/11/2007) deu ao FNDCT conselho diretor, operação reembolsável e previsão de descontingenciamento gradual; a Política de Desenvolvimento Produtivo (2008) e o Sibratec (Decreto 6.259/2007) completaram o arranjo. Os fundos setoriais alocados ao FNDCT passaram de pouco mais de R$ 340 mi (2002) para R$ 3,2 bi (2010); a subvenção econômica a empresas atingiu R$ 526 mi em 2010.","ids":[325,324,321],"confidence":"high","source":"Lei 11.540/2007; Leta et al. (2018); Pesquisa FAPESP ed. 256","sector":"policy","id":228},{"admin":"lula1","year":2007,"type":"created","title":"PADIS (Lei 11.484/2007)","text":"A Lei 11.484 (31/5/2007) criou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, com isenção de IPI, PIS/Cofins, Cide e IRPJ para fabricantes e design houses que investissem ao menos 5% em P&D.","ids":[455],"confidence":"high","source":"Lei 11.484/2007","sector":"semiconductors","id":229},{"admin":"lula1","year":2007,"type":"created","title":"Expansão Fase I, REUNI (Decreto 6.096/2007) e 14 novas universidades federais","text":"Entre 2003 e 2010 foram criadas 14 universidades federais (UFABC, UFGD, UFTM, UNIFAL, UFVJM, UFERSA, UFRB, UTFPR, UFCSPA, UNIPAMPA, UFFS, UFOPA, UNILA, UNILAB) e 126 campi; o REUNI (24/04/2007) financiou a quase duplicação das vagas de ingresso nas federais entre 2007 e 2012 em troca de metas de ampliação e redução da evasão. A Lei 11.892/2008 criou 38 Institutos Federais; o Prouni (2005) ampliou o acesso privado.","ids":[585],"confidence":"high","source":"Decreto 6.096/2007; Lei 11.892/2008; Lei 11.145/2005 (UFABC)","sector":"universities","id":230},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"expanded","title":"Recomposição da Embrapa: concursos, PAC Embrapa e novas unidades","text":"Após uma década sem contratações, a Embrapa fez concursos em 2006 e 2009–10, criou a Embrapa Agroenergia (2006) e a Agrossilvipastoril (2009) e recebeu o PAC Embrapa (2008–10, cerca de R$ 600 milhões para infraestrutura e laboratórios); o orçamento aproximou-se de R$ 2 bilhões em 2010.","ids":[0],"confidence":"medium","source":"Embrapa, relatórios de gestão 2008–2010","sector":"agtech","id":231},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"PPCDAm, Fundo Amazônia e crédito condicionado","text":"O PPCDAm (2004) e o Fundo Amazônia (Decreto 6.527/2008, gerido pelo BNDES, com até US$ 1 bilhão da Noruega) somaram-se à Resolução 3.545/2008 do Banco Central, que condicionou crédito rural na Amazônia à regularidade ambiental; o desmatamento caiu cerca de 80% entre 2004 e 2012 e a Moratória da Soja (2006) ganhou base pública.","ids":[326,181],"confidence":"high","source":"Decreto 6.527/2008; INPE/PRODES","sector":"agtech","id":232},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs)","text":"O programa INCT do CNPq/MCT (2008) financiou redes nacionais de pesquisa, incluindo grupos de computação, visão e aprendizado de máquina, e a Lei 11.540/2007 deu ao FNDCT natureza contábil estável, ampliando seus repasses.","ids":[621,325],"confidence":"high","source":"Edital INCT 2008 (CNPq); Lei 11.540/2007","sector":"ai","id":233},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"Complexo Industrial da Saúde: GECIS e as primeiras PDPs","text":"O programa Mais Saúde (2007) e a Política de Desenvolvimento Produtivo (2008) elegeram o CIS como setor estratégico; o Decreto de 12/5/2008 criou o GECIS e a Portaria 978/2008 abriu as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, nas quais laboratórios públicos (Bio-Manguinhos, Butantan, Farmanguinhos) absorvem tecnologia de empresas privadas em troca de compras garantidas do SUS.","ids":[36,37,39,42],"confidence":"high","source":"Portaria GM/MS 978/2008; Decreto de 12/5/2008 (GECIS)","sector":"biotech","id":234},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"Estratégia Nacional de Defesa","text":"O Decreto 6.703 (18/12/2008) aprovou a END, com três eixos (reorganização das Forças, reestruturação da base industrial de defesa e recomposição de efetivos) e três setores estratégicos: espacial, cibernético e nuclear; o F-X2 foi relançado em 2008.","ids":[521,520],"confidence":"high","source":"Decreto 6.703/2008","sector":"defense","id":235},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"PROSUB e H-X BR com a França","text":"A parceria estratégica Lula-Sarkozy (23/12/2008) contratou quatro submarinos Scorpène, o projeto do submarino nuclear e o estaleiro de Itaguaí (cerca de € 6,7 bilhões), além de 50 helicópteros EC-725 montados pela Helibras (R$ 5,1 bi); o Senado aprovou em 2/9/2009 empréstimos de € 6,08 bilhões (~R$ 17 bi).","ids":[522,530,546],"confidence":"high","source":"Congresso em Foco 2/9/2009; Marinha/PROSUB","sector":"defense","id":236},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"INCT de Informação Quântica (INCT-IQ) no edital de 2008","text":"O primeiro edital dos INCTs (122 institutos, R$ 607 mi) criou o INCT-IQ, coordenado por Amir Caldeira (Unicamp) e reunindo cerca de 30 grupos (USP, UFRJ, UFMG, UFPE, UFF, UFABC, CBPF), com Luiz Davidovich (UFRJ) entre os líderes; é a primeira rede nacional explicitamente dedicada à informação quântica e foi renovada na chamada de 2014 (resultado em 2016).","ids":[202,621,209,204,206,207,208],"confidence":"high","source":"CNPq, edital INCT 2008; INCT-IQ","sector":"quantum","id":237},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"INCTs, incluindo sistemas embarcados e robótica","text":"O programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (2008, CNPq/FAPs) financiou redes como o INCT-SEC (Sistemas Embarcados Críticos, ICMC-USP São Carlos), berço de pesquisa em veículos autônomos, VANTs e robótica móvel.","ids":[],"confidence":"medium","source":"CNPq, Edital INCT 2008","sector":"robotics","id":238},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"CEITEC S.A. e fábrica em Porto Alegre","text":"A Lei 11.759 (31/7/2008) criou a estatal CEITEC; a fábrica de wafers de 6 polegadas (0,6 µm, equipamentos doados pela Motorola) foi inaugurada por Lula em fevereiro de 2010, com o 'chip do boi' (RFID) como primeiro produto.","ids":[425,487],"confidence":"high","source":"Lei 11.759/2008; https://www.designworldonline.com/brazil-opens-the-first-home-grown-chip-fab-south-of-the-rio-grande/","sector":"semiconductors","id":239},{"admin":"lula1","year":2008,"type":"created","title":"INCTs: 122 institutos com R$ 607 milhões (edital 2008)","text":"O programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (CNPq/MCT, 2008) aprovou 122 redes com R$ 607 mi (FNDCT R$ 190 mi, FAPESP R$ 113 mi, CNPq R$ 110 mi, FAPEMIG, FAPERJ, CAPES, BNDES, Petrobras e Ministério da Saúde), inaugurando o modelo de redes nacionais que seria renovado em 2014 e 2024. No mesmo ciclo as bolsas de mestrado/doutorado foram reajustadas para R$ 1.200/R$ 1.800 (2008).","ids":[621,611,612,615,616,617],"confidence":"high","source":"Pesquisa FAPESP ed. 175 (2010); CNPq","sector":"universities","id":240},{"admin":"lula1","year":2009,"type":"created","title":"KC-390 e Guarani lançados","text":"A FAB contratou a Embraer em 2009 para desenvolver o cargueiro KC-390, e o Exército fechou com a Iveco (dez/2009) o programa Guarani, com 2.044 blindados previstos em 20 anos (~R$ 6 bi); ambos visavam âncoras industriais para a END.","ids":[538,524,489],"confidence":"medium","source":"Embraer; Exército/Iveco Defence","sector":"defense","id":241},{"admin":"lula1","year":2009,"type":"created","title":"PRIME: Primeira Empresa Inovadora","text":"A Finep lançou em 2009 o programa PRIME, que concedeu R$ 120 mil não reembolsáveis a cerca de 1.400 empresas nascentes via incubadoras-âncora, e o MCT relançou o PNI incluindo parques tecnológicos; o PRIME foi descontinuado em 2011 por problemas de execução.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Finep, Programa PRIME (2009)","sector":"hubs","id":242},{"admin":"lula1","year":2009,"type":"expanded","title":"Atração de back-end: HT Micron e Smart","text":"Com PADIS e Lei de Informática, a coreana Hana Micron formou a HT Micron (2009, São Leopoldo/RS) para encapsulamento de memórias, e a Smart Modular ampliou a planta de Atibaia, formando o polo de montagem e teste do país.","ids":[428,427,455],"confidence":"medium","source":"ABISEMI; histórico HT Micron","sector":"semiconductors","id":243},{"admin":"lula1","year":2010,"type":"created","title":"Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono)","text":"O Decreto 7.390/2010 regulamentou a Política Nacional sobre Mudança do Clima no agro e o Programa ABC passou a oferecer crédito específico (R$ 2 bilhões na safra 2010/11) para ILPF, plantio direto, recuperação de pastagens e fixação biológica de nitrogênio, tecnologias em grande parte desenvolvidas pela Embrapa.","ids":[0,32,3],"confidence":"high","source":"Decreto 7.390/2010; MAPA, Plano ABC","sector":"agtech","id":244},{"admin":"lula1","year":2010,"type":"created","title":"Regime de partilha do pré-sal, PPSA e capitalização da Petrobras","text":"Após a descoberta de Tupi (2006–07), a Lei 12.351/2010 criou o regime de partilha com a Petrobras operadora única (mínimo de 30%) e o Fundo Social; a Lei 12.276/2010 cedeu onerosamente 5 bilhões de barris (R$ 74,8 bilhões) e a Lei 12.304/2010 criou a PPSA; a capitalização de setembro de 2010 levantou R$ 120 bilhões, a maior oferta de ações da história até então.","ids":[145,653,146],"confidence":"high","source":"Lei 12.351/2010; Lei 12.276/2010; Lei 12.304/2010","sector":"energy","id":245},{"admin":"lula1","year":2010,"type":"expanded","title":"Licença e financiamento de Angra 3","text":"A CNEN concedeu a licença de construção em maio de 2010, autorizando a laje do prédio do reator, e o BNDES aprovou R$ 6,1 bilhões (58,6% do investimento) com operação prevista para dezembro de 2015; o ciclo do combustível foi fechado com a produção de UF6 em 2010.","ids":[541,540,326],"confidence":"high","source":"NEI Magazine 10/1/2011; TD Eixos 2020","sector":"nuclear","id":246},{"admin":"lula1","year":2010,"type":"reversed","title":"PNBL reativa a Telebras","text":"O Decreto 7.175 (12/5/2010) criou o Programa Nacional de Banda Larga e autorizou a Telebras, mantida como casca desde 1998, a operar a rede de fibra para atacado e órgãos públicos; a ADPF 215 do DEM contra o decreto foi julgada improcedente pelo STF em dezembro de 2020.","ids":[242,354],"confidence":"high","source":"https://teletime.com.br/15/12/2020/depois-de-dez-anos-stf-decide-que-telebras-pode-implementar-o-pnbl/","sector":"telecom","id":247},{"admin":"dilma","year":2011,"type":"expanded","title":"Lei do SeAC e salto do FSA","text":"A Lei 12.485 (12/9/2011) criou cotas de conteúdo brasileiro na TV paga e a Condecine-Teles, que multiplicou a arrecadação do FSA; o Recine (Lei 12.599/2012) desonerou salas de cinema e o programa Brasil de Todas as Telas (2014) anunciou R$ 1,2 bilhão para produção e distribuição.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Lei 12.485/2011; Lei 12.599/2012; Ancine, Brasil de Todas as Telas (2014)","sector":"creative","id":248},{"admin":"dilma","year":2011,"type":"regulated","title":"Cadastro Positivo (modelo opt-in)","text":"A Lei 12.414 (9 jun 2011) criou o Cadastro Positivo de crédito, mas em regime de adesão voluntária; a baixa adesão limitou o efeito sobre o spread até a reforma de 2019.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 12.414/2011","sector":"fintech","id":249},{"admin":"dilma","year":2011,"type":"created","title":"Plano Brasil Maior, ENCTI 2012-2015 e 'Inovação' no nome do MCTI","text":"O PBM (02/08/2011) sucedeu a PDP com desonerações e conteúdo local; a MP 541 convertida na Lei 12.545 (14/12/2011) renomeou o ministério para MCTI; a Estratégia Nacional de CT&I 2012-2015 fixou meta de P&D em 1,8% do PIB (não alcançada).","ids":[321,348],"confidence":"high","source":"Lei 12.545/2011; ENCTI 2012-2015","sector":"policy","id":250},{"admin":"dilma","year":2011,"type":"created","title":"Plano Brasil Maior e Institutos Senai de Inovação","text":"O Plano Brasil Maior (ago 2011) ampliou desonerações e compras públicas para bens de capital; em paralelo, CNI/Senai criaram a rede de Institutos Senai de Inovação (a partir de 2013, com BNDES e Embrapii), incluindo o ISI de Sistemas de Manufatura em Joinville.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Decreto 7.540/2011; CNI/Senai, rede ISI","sector":"robotics","id":251},{"admin":"dilma","year":2011,"type":"regulated","title":"Lei do SeAC, 4G e REPNBL","text":"A Lei 12.485 (12/9/2011) abriu a TV por assinatura às teles e criou a Condecine-Teles; o leilão de 4G (2,5 GHz) de junho de 2012 arrecadou R$ 2,93 bilhões com metas para a Copa, e a Lei 12.715/2012 criou o REPNBL, desonerando redes de banda larga.","ids":[241],"confidence":"medium","source":"Lei 12.485/2011; Lei 12.715/2012; Anatel, leilão 2,5 GHz (2012)","sector":"telecom","id":252},{"admin":"dilma","year":2011,"type":"created","title":"Ciência sem Fronteiras (Decreto 7.642/2011)","text":"Lançado em 13/12/2011 com meta de 101 mil bolsas, o programa concedeu cerca de 104 mil bolsas até 2016 (78,9 mil de graduação sanduíche) ao custo de R$ 13,2 bi entre 2011 e 2017 (R$ 6,3 bi em bolsas, R$ 5,8 bi pagos a universidades estrangeiras, R$ 976 mi em idiomas), consumindo em 2015 metade do orçamento da CAPES e mais de R$ 2 bi do FNDCT (2013-2015). Foi encerrado em abril de 2017 pelo governo Temer.","ids":[631,612,611,325],"confidence":"high","source":"Decreto 7.642/2011; Pesquisa FAPESP ed. 256 (2017)","sector":"universities","id":253},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"regulated","title":"Novo Código Florestal e CAR","text":"A Lei 12.651/2012 redefiniu APPs e reserva legal, anistiou parte do desmatamento anterior a 2008 e criou o Cadastro Ambiental Rural, base de dados georreferenciada que viabilizou toda uma geração de agtechs de monitoramento e rastreabilidade.","ids":[28,14],"confidence":"high","source":"Lei 12.651/2012","sector":"agtech","id":254},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"created","title":"TI Maior e Start-Up Brasil, R$ 500 mi","text":"Em agosto de 2012 o MCTI lançou o Programa Estratégico de Software e Serviços de TI (TI Maior), com R$ 500 milhões até 2015, e o Start-Up Brasil, primeiro programa federal de aceleração de startups de software.","ids":[],"confidence":"high","source":"https://abes.com.br/en/ti-maior-tera-investimentos-de-r-500-milhoes/","sector":"ai","id":255},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"expanded","title":"PDPs chegam a ~100, margem de preferência e consórcios de biossimilares","text":"A Portaria 837/2012 e a Portaria 2.531/2014 consolidaram as PDPs, que chegaram a cerca de 100 parcerias e dezenas de produtos; o Decreto 7.713/2012 criou margem de preferência de até 25% em compras públicas de fármacos, a Lei 12.401/2011 criou a Conitec, e os consórcios Bionovis e Orygen (2012) foram formados para biossimilares. O Inova Saúde (BNDES/Finep, 2013) ofertou R$ 3,6 bilhões.","ids":[48,49,324,326,36,37,39],"confidence":"medium","source":"Portaria GM/MS 2.531/2014; Decreto 7.713/2012; BNDES/Finep Inova Saúde","sector":"biotech","id":256},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"created","title":"Secretaria da Economia Criativa, Vale-Cultura e Cultura Viva em lei","text":"O Decreto 7.743 (31/5/2012) criou a Secretaria da Economia Criativa no MinC; a Lei 12.761 (27/12/2012) instituiu o Vale-Cultura; a Lei 12.853 (2013) reformou a gestão coletiva de direitos autorais (ECAD) e a Lei 13.018 (22/7/2014) transformou os Pontos de Cultura em política de Estado.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 7.743/2012; Lei 12.761/2012; Lei 12.853/2013; Lei 13.018/2014","sector":"creative","id":257},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"regulated","title":"Lei 12.598/2012 (RETID) e Livro Branco","text":"A Lei 12.598 (21/3/2012) criou o Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa, a figura da Empresa Estratégica de Defesa e regras de compras com preferência nacional; o primeiro Livro Branco de Defesa Nacional foi publicado em 2012.","ids":[520,539],"confidence":"high","source":"camara.leg.br Lei 12.598/2012","sector":"defense","id":258},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"created","title":"SISFRON contratado","text":"O Exército contratou em 2012 o consórcio Tepro (Savis/OrbiSat, Embraer) para o projeto-piloto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras em Dourados (MS); o custo total previsto era R$ 12 bilhões em dez anos, mas a execução ficou muito abaixo do cronograma.","ids":[525,538],"confidence":"high","source":"Estado de Minas 8/11/2013; UPI 28/11/2012","sector":"defense","id":259},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"cut","title":"MP 579 renova concessões com corte tarifário e fragiliza a Eletrobras","text":"A MP 579/2012 (Lei 12.783/2013) antecipou a renovação de concessões de geração e transmissão em troca de corte médio de 20% nas tarifas; a Eletrobras aceitou e perdeu bilhões em receita anual, registrando prejuízo de R$ 6,9 bilhões em 2012 e R$ 14,4 bilhões em 2015, enquanto a seca de 2014–15 forçou reajustes de até 50% em 2015.","ids":[148,648,649],"confidence":"high","source":"Lei 12.783/2013; Eletrobras, demonstrações financeiras 2012–2015","sector":"energy","id":260},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"created","title":"TI Maior e Start-Up Brasil","text":"O Programa Estratégico de Software e Serviços de TI (TI Maior, ago 2012, R$ 500 milhões) incluiu o Start-Up Brasil: bolsas CNPq de até R$ 200 mil por startup e seleção de aceleradoras privadas, executado pela Softex; a primeira chamada (dez 2012) atraiu 367 candidatas para 50 vagas.","ids":[],"confidence":"high","source":"MCTI, TI Maior (2012); Start-Up Brasil","sector":"hubs","id":261},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"created","title":"Amazul e obras de Angra 3 a pleno","text":"A Lei 12.706 (8/8/2012) criou a Amazul para reter engenheiros do programa nuclear e do PROSUB; as obras de Angra 3 reiniciaram em abril de 2011 com orçamento de R$ 9,95 bilhões e a Caixa emprestou R$ 3,8 bilhões em 2015.","ids":[643,541,540],"confidence":"high","source":"Lei 12.706/2012; TD Eixos 2020","sector":"nuclear","id":262},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"expanded","title":"Six/Unitec Semicondutores com BNDES","text":"Anunciada em 2012 como investimento de R$ 1,2 bilhão em Ribeirão das Neves (MG), a Six Semicondutores reuniu BNDESPar (33%), IBM (18,8%) e o grupo EBX de Eike Batista; o BNDES emprestou R$ 173 milhões, a empresa virou Unitec em 2014, nunca produziu e entrou em recuperação judicial em 2022 com dívidas de R$ 600 milhões.","ids":[426,326,669],"confidence":"high","source":"https://www.infomoney.com.br/?p=1947369","sector":"semiconductors","id":263},{"admin":"dilma","year":2012,"type":"created","title":"Visiona e contrato do SGDC","text":"A Visiona Tecnologia Espacial (Embraer 51%, Telebras 49%) foi criada em 2012 como integradora do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas; o contrato com a Thales Alenia Space foi assinado em 2013, num programa estimado em cerca de R$ 2,7 bilhões para banda larga do PNBL e comunicações militares.","ids":[504,505,489,242],"confidence":"medium","source":"Telebras/Visiona; Teletime (2014)","sector":"space","id":264},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"expanded","title":"Inova Agro e Plano Inova Empresa","text":"Dentro do Plano Inova Empresa (R$ 32,9 bilhões), BNDES e Finep lançaram o Inova Agro com R$ 1 bilhão para inovação em insumos, máquinas e genética; a Lei 13.123/2015 (acesso à biodiversidade) substituiu a MP 2.186-16/2001 e criou o SisGen, destravando pesquisa com recursos genéticos nativos.","ids":[324,326,74],"confidence":"medium","source":"BNDES/Finep, Inova Agro; Lei 13.123/2015","sector":"agtech","id":265},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"expanded","title":"Leilão de Libra, Inova Energia e primeiro leilão solar","text":"O primeiro leilão de partilha (Libra, out/2013) rendeu bônus de R$ 15 bilhões; o Inova Energia (BNDES/Finep/ANEEL, R$ 3 bilhões) financiou redes inteligentes e renováveis e o leilão de reserva de 2014 contratou 890 MW solares; a Petrobras investiu cerca de US$ 45 bilhões ao ano e chegou a US$ 130 bilhões de dívida em 2015, no auge da Lava Jato.","ids":[145,653,174,324,326],"confidence":"high","source":"ANP, 1ª Rodada de Partilha; BNDES/Finep Inova Energia","sector":"energy","id":266},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"regulated","title":"Lei 12.865/2013: arranjos e instituições de pagamento","text":"A Lei 12.865 (9 out 2013) e as Circulares BCB 3.680–3.683 (nov 2013) trouxeram adquirentes, carteiras digitais e emissores de moeda eletrônica para a regulação do BC, com conta de pagamento e segregação de recursos — o marco legal que permitiu Nubank, PagSeguro, Stone, PicPay e Mercado Pago operarem fora dos bancos.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 12.865/2013; Circulares BCB 3.680 a 3.683/2013","sector":"fintech","id":267},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"created","title":"InovAtiva Brasil","text":"O MDIC lançou em set 2013 o InovAtiva Brasil, programa gratuito de aceleração e mentoria em escala nacional (com Fundação CERTI e, depois, Sebrae), que já passou de 5 mil startups aceleradas e virou a maior porta de entrada pública do ecossistema.","ids":[],"confidence":"high","source":"MDIC, InovAtiva Brasil (2013)","sector":"hubs","id":268},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"regulated","title":"Plano Nacional de Mineração 2030 e PL 5.807/2013 do novo marco","text":"O PNM 2030 (fev/2011) projetou triplicar a produção mineral até 2030; o PL 5.807/2013 propunha agência reguladora, CFEM de até 4% e licitação de áreas, mas travou na Câmara após oposição do setor e do Congresso, e a criação da ANM só viria em 2017.","ids":[193],"confidence":"high","source":"MME, PNM 2030; PL 5.807/2013","sector":"minerals","id":269},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"created","title":"Embrapii (OS, set/2013) e Plano Inova Empresa (R$ 32,9 bi)","text":"O Inova Empresa (14/03/2013) articulou BNDES e Finep em chamadas conjuntas de R$ 32,9 bi; a Embrapii, qualificada como organização social em 02/09/2013 e contratada por MCTI e MEC, passou a cofinanciar P&D empresarial em unidades credenciadas (mais de 90 unidades em 2024).","ids":[607,326,324],"confidence":"high","source":"Decreto de 02/09/2013; BNDES/Finep Inova Empresa","sector":"policy","id":270},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"created","title":"Inova Empresa e Inova Aerodefesa","text":"O Plano Inova Empresa (mar 2013) mobilizou R$ 32,9 bilhões de Finep e BNDES em editais conjuntos; o Inova Aerodefesa (abr 2013, R$ 2,9 bi, com Ministério da Defesa e AEB) financiou linhas de sistemas aéreos não tripulados, beneficiando empresas como XMobots e Santos Lab.","ids":[],"confidence":"high","source":"Finep/BNDES, Plano Inova Empresa (2013)","sector":"robotics","id":271},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"created","title":"Embrapii","text":"Qualificada como Organização Social em set 2013 (após piloto de 2011), a Embrapii passou a cofinanciar P&D empresarial via unidades credenciadas (Senai, ICTs), com dezenas de projetos de automação, manufatura avançada e robótica.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto de qualificação OS, 2013; Embrapii","sector":"robotics","id":272},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"created","title":"SGDC contratado por R$ 1,3 bi","text":"Em 28/11/2013 a Telebras contratou a Visiona (Embraer/Telebras) por R$ 1,3 bilhão para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, construído pela Thales Alenia Space; após o caso Snowden, o Decreto 8.135/2013 determinou que as comunicações do governo usassem redes de estatais.","ids":[505,354,242],"confidence":"high","source":"https://teletime.com.br/28/11/2013/telebras-assina-contrato-com-a-visiona-para-o-sgdc-por-r-13-bilhao/","sector":"telecom","id":273},{"admin":"dilma","year":2013,"type":"expanded","title":"Quatro novas federais (2013) e último reajuste de bolsas por dez anos","text":"As Leis 12.818, 12.824, 12.825 e 12.826 (05/06/2013) criaram UFSB, UNIFESSPA, UFOB e UFCA, completando 18 novas universidades federais em 2003-2014 e 204 campi. Em abril de 2013 as bolsas CAPES/CNPq foram reajustadas para R$ 1.500 (mestrado) e R$ 2.200 (doutorado), valores que permaneceriam congelados até 2023.","ids":[612,611],"confidence":"high","source":"Leis 12.818 a 12.826/2013; CAPES","sector":"universities","id":274},{"admin":"dilma","year":2014,"type":"regulated","title":"Marco Civil da Internet","text":"A Lei 12.965 (23/4/2014) fixou neutralidade de rede, proteção de dados e responsabilidade de intermediários, base jurídica para a economia de dados que alimenta a IA no país.","ids":[343],"confidence":"high","source":"Lei 12.965/2014","sector":"ai","id":275},{"admin":"dilma","year":2014,"type":"created","title":"Gripen e KC-390 em série","text":"Em maio de 2014 a FAB assinou R$ 7,2 bilhões por 28 KC-390; em 27/10/2014, um dia após a reeleição, o COMAER contratou 36 Gripen E/F da Saab por SEK 39,3 bilhões (US$ 5,4 bi) com transferência de tecnologia à Embraer e à indústria nacional por dez anos.","ids":[519,538,489],"confidence":"high","source":"Estado de Minas 27/10/2014; Exame/Baguete maio 2014","sector":"defense","id":276},{"admin":"dilma","year":2014,"type":"regulated","title":"Lei de Informática prorrogada até 2029","text":"A Lei 13.023 (8 ago 2014) estendeu até 2029 os incentivos a bens de informática e automação, mantendo o principal mecanismo de P&D do setor eletroeletrônico.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 13.023/2014","sector":"robotics","id":277},{"admin":"dilma","year":2014,"type":"expanded","title":"Lei 13.023 prorroga Lei de Informática até 2029","text":"A Lei 13.023 (8/8/2014) estendeu até 2029 a redução de IPI da Lei de Informática, dando horizonte longo às fábricas de TICs e design houses do PADIS, no âmbito do Plano Brasil Maior.","ids":[456,339],"confidence":"high","source":"Lei 13.023/2014","sector":"semiconductors","id":278},{"admin":"dilma","year":2014,"type":"expanded","title":"Pico orçamentário da AEB: R$ 300 milhões","text":"A LOA 2014 destinou R$ 300 milhões à AEB (dentro de R$ 9,5 bilhões do MCTI), maior patamar da história da agência; o CBERS-4 foi lançado em 7/12/2014 após a perda do CBERS-3 em falha do Longa Marcha (dez/2013); vigorava o PNAE 2012-2021.","ids":[493,506],"confidence":"high","source":"Teletime 29/1/2014 'AEB terá orçamento de R$ 300 milhões'","sector":"space","id":279},{"admin":"dilma","year":2014,"type":"regulated","title":"Marco Civil da Internet e Lei Geral de Antenas","text":"A Lei 12.965 (23/4/2014) consagrou neutralidade de rede e direitos dos usuários, e a Lei 13.116 (20/4/2015) padronizou o licenciamento de antenas e o compartilhamento de infraestrutura para acelerar a expansão das redes.","ids":[343,265],"confidence":"high","source":"Lei 12.965/2014; Lei 13.116/2015","sector":"telecom","id":280},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"created","title":"Supercomputador Santos Dumont no LNCC","text":"Licitado em 2014 por cerca de R$ 60 milhões (Atos/Bull) e instalado em 2015 no LNCC, em Petrópolis, o Santos Dumont estreou com 1,1 petaflops como a maior máquina da América Latina, e a Lei 13.243/2016 (Marco Legal de CT&I) flexibilizou a gestão da pesquisa.","ids":[107,635,341],"confidence":"high","source":"https://www.datacenterdynamics.com/br/notícias/eviden-fornecera-upgrade-para-supercomputador-do-lncc-no-brasil/","sector":"ai","id":281},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"cut","title":"Contingenciamento atrasa KC-390, PROSUB e SISFRON","text":"O corte de R$ 69,9 bilhões do Decreto 8.456/2015 e os seguintes reduziram os investimentos da Defesa, atrasando entregas do KC-390, as obras de Itaguaí e o SISFRON; o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) foi ativado em 2016 como núcleo do setor estratégico cibernético.","ids":[538,522,525,536],"confidence":"medium","source":"Decreto 8.456/2015; Exército/ComDCiber","sector":"defense","id":282},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"regulated","title":"Emenda 85 e Marco Legal de CT&I","text":"A EC 85 (fev 2015) elevou a inovação à Constituição e a Lei 13.243 (11 jan 2016) flexibilizou a Lei de Inovação: bolsas, compartilhamento de laboratórios, dispensa de licitação e participação de ICTs em empresas — base dos ambientes promotores de inovação.","ids":[],"confidence":"high","source":"EC 85/2015; Lei 13.243/2016","sector":"hubs","id":283},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"regulated","title":"Mariana: rompimento da barragem de Fundão e Fundação Renova","text":"O rompimento da barragem da Samarco (Vale/BHP) em 5/11/2015 matou 19 pessoas e poluiu o rio Doce; o TTAC de março de 2016 criou a Fundação Renova com previsão de R$ 20 bilhões, modelo depois considerado insuficiente e substituído pela repactuação de 2024.","ids":[184],"confidence":"high","source":"TTAC Samarco/União/MG/ES (2/3/2016)","sector":"minerals","id":284},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"cut","title":"Lava Jato paralisa Angra 3","text":"Com a prisão do presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva (jul/2015) e as denúncias de cartel das empreiteiras, as obras pararam em setembro/outubro de 2015 com cerca de 67% executadas e ~R$ 7 bilhões gastos; o TCU apontou 'irregularidades graves'.","ids":[541,540],"confidence":"high","source":"TCU 29/8/2017; InfoMoney; TD Eixos 2020","sector":"nuclear","id":285},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"regulated","title":"DECEA: primeiras regras de acesso de drones ao espaço aéreo","text":"A ICA 100-40 do DECEA (nov 2015) regulamentou o acesso de aeronaves remotamente pilotadas ao espaço aéreo brasileiro, antecipando-se à ANAC em vista das Olimpíadas de 2016.","ids":[],"confidence":"medium","source":"DECEA, ICA 100-40 (2015)","sector":"robotics","id":286},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"cut","title":"Denúncia do tratado com a Ucrânia e ajuste fiscal","text":"Com R$ 483 milhões gastos e o Cyclone-4 sem perspectiva, o Brasil denunciou o tratado da Alcântara Cyclone Space em 2015; a empresa nunca foi formalmente dissolvida porque a Ucrânia não consentiu. O contingenciamento de 2015-16 reduziu a AEB e o INPE.","ids":[497,493],"confidence":"high","source":"Defesa Aérea & Naval; Money Times 'Senado extingue binacional'","sector":"space","id":287},{"admin":"dilma","year":2015,"type":"cut","title":"Ajuste fiscal de 2015: contingenciamento no MCTI e fim de novas chamadas do CsF","text":"O ajuste de 2015 cortou cerca de um quarto do orçamento discricionário do MCTI, suspendeu novas chamadas de graduação do Ciência sem Fronteiras e levou a Finep à crise de caixa; a parcela não reembolsável executada do FNDCT caiu de R$ 3,01 bi (2015) para R$ 1,05 bi (2016). A EC 85/2015 e o Marco Legal de CT&I (Lei 13.243/2016), aprovados no mesmo período, ampliaram a flexibilidade jurídica sem recursos.","ids":[631,325,324],"confidence":"medium","source":"ADUSP/SBPC, carta PLOA 2021 (série FNDCT 2010-2021)","sector":"universities","id":288},{"admin":"temer","year":2016,"type":"neglected","title":"Santos Dumont quase desligado; MCTI fundido","text":"Em junho de 2016 o LNCC alertou que o Santos Dumont poderia ser desligado por falta de recursos para a conta de energia, e a MP 726/2016 fundiu o MCTI ao Ministério das Comunicações (MCTIC), com orçamento discricionário em mínimos históricos.","ids":[635,321],"confidence":"high","source":"https://istoedinheiro.com.br/no-rj-supercomputador-pode-ser-desligado-por-falta-de-recursos-para-energia","sector":"ai","id":289},{"admin":"temer","year":2016,"type":"cut","title":"Teto de gastos (EC 95/2016) desfinancia o SUS","text":"A EC 95 congelou o piso federal da saúde em termos reais por 20 anos; estimativa de Francisco Funcia para o Conselho Nacional de Saúde apontou perda superior a R$ 20 bilhões ao ano já em 2019 (R$ 122,6 bilhões gastos contra R$ 142,8 bilhões pela regra anterior), e o Decreto 9.245/2017 instituiu a Política Nacional de Inovação Tecnológica na Saúde sem recursos novos.","ids":[],"confidence":"high","source":"https://monitormercantil.com.br/saude-perdeu-r-20-bilhoes-com-teto-dos-gastos/","sector":"biotech","id":290},{"admin":"temer","year":2016,"type":"cut","title":"MinC extinto e recriado em 11 dias","text":"A MP 726 (12/5/2016) extinguiu o Ministério da Cultura, incorporado à Educação; após ocupações de prédios da Funarte e do Iphan em todo o país, a MP 728 (23/5/2016) o recriou. O FSA atingiu R$ 522 milhões investidos em 2018, mas uma crise de governança apontada por TCU e MPF deixou déficit de cerca de R$ 200 milhões.","ids":[],"confidence":"high","source":"MP 726/2016; MP 728/2016; https://istoedinheiro.com.br/investimento-publico-audiovisual-recorde-2025","sector":"creative","id":291},{"admin":"temer","year":2016,"type":"cut","title":"Teto de gastos e aposta em exportações","text":"A EC 95/2016 congelou despesas primárias por 20 anos, comprimindo investimentos; Temer criou o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (Decreto 8.903/2016), a Política Nacional de Exportação de Produtos de Defesa (Decreto 9.607/2018) e abriu em 2017 a seleção das fragatas Tamandaré.","ids":[520,523],"confidence":"high","source":"EC 95/2016; Decretos 8.903/2016 e 9.607/2018","sector":"defense","id":292},{"admin":"temer","year":2016,"type":"privatized","title":"Fim da operação obrigatória da Petrobras no pré-sal e desinvestimentos","text":"A Lei 13.365/2016 retirou a obrigação de a Petrobras operar todos os blocos de partilha; a estatal vendeu cerca de US$ 21 bilhões em ativos em 2017–18 (NTS por US$ 5,2 bilhões, Carcará, Lapa), adotou preços de paridade de importação e a Lei 13.586/2017 estendeu o Repetro até 2040; em 2018 foram privatizadas seis distribuidoras da Eletrobras (Ceal, Cepisa, Ceron, Eletroacre, Boa Vista, Amazonas).","ids":[145,148,651],"confidence":"high","source":"Lei 13.365/2016; Lei 13.586/2017; Petrobras, relatórios de desinvestimento","sector":"energy","id":293},{"admin":"temer","year":2016,"type":"created","title":"Agenda BC+ (Ilan Goldfajn)","text":"Lançada em dez 2016, a Agenda BC+ organizou a modernização do sistema em pilares (cidadania financeira, legislação, eficiência, crédito barato), gestando fintechs de crédito, pagamentos instantâneos e open banking; em mar 2017 o CADE aprovou a fusão BM&FBovespa–Cetip, criando a B3.","ids":[],"confidence":"high","source":"BCB, Agenda BC+ (2016); CADE Ato de Concentração 2017","sector":"fintech","id":294},{"admin":"temer","year":2016,"type":"regulated","title":"Investidor-anjo, novos FIPs e crowdfunding","text":"A LC 155 (27 out 2016) reconheceu o investidor-anjo com proteção contra passivos da investida; a Instrução CVM 578 (ago 2016) modernizou os FIPs; a Instrução CVM 588 (jul 2017) regulou o equity crowdfunding (até R$ 5 milhões por rodada).","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 155/2016; Instrução CVM 578/2016; Instrução CVM 588/2017","sector":"hubs","id":295},{"admin":"dilma","year":2016,"type":"regulated","title":"EC 85/2015 e Marco Legal de CT&I (Lei 13.243/2016)","text":"A Emenda 85 (26/02/2015) inseriu a inovação na Constituição e criou o Sistema Nacional de CT&I; a Lei 13.243 (11/01/2016) alterou nove leis para flexibilizar compras, importações, bolsas, dedicação exclusiva e ICTs privadas. A regulamentação só veio com o Decreto 9.283/2018 (Temer).","ids":[341],"confidence":"high","source":"EC 85/2015; Lei 13.243/2016","sector":"policy","id":296},{"admin":"temer","year":2016,"type":"cut","title":"Fusão MCTI+Comunicações (MP 726/2016), EC 95/2016 e orçamento de 2017 44% menor","text":"A MP 726 (12/05/2016, convertida na Lei 13.341/2016) criou o MCTIC sob Gilberto Kassab; a EC 95 (15/12/2016) instituiu o teto de gastos; em 2017 o MCTIC teve limite de R$ 3,2 bi em discricionárias (contra R$ 7,3 bi empenhados em 2014) e em 2016 61% da receita do FNDCT (R$ 1,6 bi de R$ 2,6 bi) foi para reserva de contingência. Também sob Temer o BNDES devolveu antecipadamente ao Tesouro R$ 100 bi (2016), R$ 50 bi (2017) e R$ 130 bi (2018).","ids":[321,325,326],"confidence":"high","source":"Lei 13.341/2016; EC 95/2016; Pesquisa FAPESP ed. 256; BNDES","sector":"policy","id":297},{"admin":"dilma","year":2016,"type":"expanded","title":"Renovação do INCT-IQ e consolidação dos grupos de óptica quântica","text":"A chamada INCT 2014 (resultado em 2016) renovou o INCT-IQ por mais um ciclo, e os grupos de óptica quântica (LMCAL-USP, UFPE com Daniel Felinto, UFRJ, PUC-Rio) cresceram com bolsas do Ciência sem Fronteiras e das FAPs, apesar do colapso do FNDCT a partir de 2016.","ids":[202,204,207,621],"confidence":"medium","source":"CNPq chamada INCT 2014; INCT-IQ","sector":"quantum","id":298},{"admin":"dilma","year":2016,"type":"created","title":"Brasil Mais Produtivo (1ª fase)","text":"Lançado em abr 2016 pelo MDIC com Senai, Sebrae e ABDI (R$ 50 milhões), levou consultorias de manufatura enxuta a 3 mil pequenas e médias indústrias, com ganhos médios de produtividade acima de 50%; o programa foi continuado por Temer.","ids":[],"confidence":"high","source":"Agência Brasil, abr 2016","sector":"robotics","id":299},{"admin":"temer","year":2016,"type":"cut","title":"Fim do VLS-1 e fusão do MCTI com Comunicações","text":"A AEB encerrou em 2016 o programa VLS-1, após quase 20 anos sem sucesso, redirecionando esforços ao microlançador VLM-1 com a Alemanha; a Lei 13.341/2016 fundiu o MCTI ao Ministério das Comunicações (MCTIC), diluindo a pasta.","ids":[502,493],"confidence":"medium","source":"Wikipedia VLS-1 (encerramento 2016); Lei 13.341/2016","sector":"space","id":300},{"admin":"temer","year":2016,"type":"cut","title":"MCTIC: Comunicações fundidas à Ciência; SGDC lançado","text":"A MP 726 (12/5/2016) extinguiu o Ministério das Comunicações, fundido ao MCTI; o SGDC foi lançado de Kourou em 4/5/2017 e o Decreto 9.612 (2018) redefiniu as políticas de telecomunicações, enquanto o PL 79/2016 (fim das concessões) tramitava.","ids":[363,505,242],"confidence":"high","source":"MP 726/2016; https://teletime.com.br/04/05/2017/sgdc-e-lancado-com-sucesso-na-guiana-francesa/","sector":"telecom","id":301},{"admin":"temer","year":2017,"type":"cut","title":"Teto de gastos e PDI: investimento da Embrapa cai a R$ 66,8 milhões","text":"O ajuste fiscal de 2015 (Dilma) e a EC 95/2016 derrubaram o investimento da Embrapa de R$ 96,9 milhões (2016) para R$ 66,8 milhões em 2017, menor nível desde 2010 e cerca de 2% de um orçamento de R$ 3,5 bilhões, dos quais ~85% em salários; o ministro Blairo Maggi defendeu reestruturação para cortar despesas em até 50% e um PDI para reduzir a folha em 20%, enquanto o Plano Safra seguia em recorde (R$ 187,7 bilhões em 2015/16; R$ 190,25 bilhões em 2017/18).","ids":[0],"confidence":"high","source":"https://www.brasilagro.com.br/conteudo/embrapa-enfrenta-sua-maior-crise-em-45-anos.html","sector":"agtech","id":302},{"admin":"temer","year":2017,"type":"created","title":"RenovaBio (Lei 13.576/2017)","text":"Sancionada em 26/12/2017, a Política Nacional de Biocombustíveis criou metas de descarbonização para distribuidoras e os créditos CBIO (um por tonelada de CO2 evitada), negociados na B3 desde 2020; é o principal instrumento de mercado do etanol e do biodiesel e sobreviveu às três administrações seguintes.","ids":[158,151,153,152],"confidence":"high","source":"Lei 13.576/2017","sector":"energy","id":303},{"admin":"temer","year":2017,"type":"created","title":"Finep Startup e Programa Centelha","text":"Em 19 jun 2017 a Finep lançou o Finep Startup (até R$ 1 milhão por empresa, com opção de participação futura, 50 startups); em 2018 MCTIC/Finep lançaram o Centelha I (R$ 40,1 milhões, 19 estados, 15,4 mil ideias e 498 startups contratadas, executado via FAPs e Fundação CERTI).","ids":[],"confidence":"high","source":"Finep (2017); E-book Resultados Centelha I","sector":"hubs","id":304},{"admin":"temer","year":2017,"type":"created","title":"ANM e nova CFEM (MPs 789, 790 e 791)","text":"As MPs de julho de 2017 viraram a Lei 13.540/2017 (CFEM sobre receita bruta, ferro de 2% para até 3,5%) e a Lei 13.575/2017 (26/12/2017), que extinguiu o DNPM e criou a Agência Nacional de Mineração, regulamentada pelo Decreto 9.406/2018; a MP 790 (código) caducou e o decreto que extinguia a Renca (ago/2017) foi revogado após reação internacional.","ids":[193],"confidence":"high","source":"Lei 13.540/2017; Lei 13.575/2017; Decreto 9.406/2018","sector":"minerals","id":305},{"admin":"temer","year":2017,"type":"regulated","title":"ANAC RBAC-E 94: marco dos drones","text":"Aprovado em 2 mai 2017, o RBAC-E 94 criou as classes de drones (até 25 kg, 25–150 kg, acima), cadastro no SISANT, licenças e regras de operação, complementado pelas normas do DECEA e da Anatel — base legal para a indústria de drones agrícolas e de inspeção.","ids":[],"confidence":"high","source":"ANAC, Resolução 419/2017 (RBAC-E 94)","sector":"robotics","id":306},{"admin":"temer","year":2017,"type":"neglected","title":"OMC condena incentivos; CEITEC e Unitec à deriva","text":"Painel da OMC (2017) e Órgão de Apelação (dez/2018) condenaram Lei de Informática e PADIS a pedido de UE e Japão; a CEITEC acumulou prejuízos (R$ 49,6 mi em 2016) e dependência do Tesouro (~R$ 360 mi em 2016–19), e BNDES e Finep condicionaram a Unitec à apresentação de garantias (2018).","ids":[425,426,455],"confidence":"high","source":"OMC DS472/DS497; https://tiinside.com.br/07/03/2018/bndes-e-finep-condicionam-continuidade-do-financiamento-da-unitec-a-apresentacao-de-garantias/","sector":"semiconductors","id":307},{"admin":"temer","year":2017,"type":"expanded","title":"SGDC lançado e CDPEB criado","text":"O SGDC-1 foi lançado em 4/5/2017 por um Ariane 5 em Kourou, dando ao país banda Ka para o PNBL e banda X militar; o Decreto 9.279 (6/2/2018) criou o Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro na Casa Civil/GSI para destravar Alcântara.","ids":[505,504,493,497],"confidence":"high","source":"Decreto 9.279/2018 (camara.leg.br); Telebras","sector":"space","id":308},{"admin":"temer","year":2017,"type":"cut","title":"Teto de gastos (EC 95/2016), corte de 44% no MCTIC e fim do Ciência sem Fronteiras","text":"A EC 95 (15/12/2016) congelou o gasto primário real por 20 anos; em 2017 o MCTIC teve as despesas discricionárias limitadas a R$ 3,2 bi, 44% abaixo da LOA e menos da metade dos R$ 7,3 bi empenhados em 2014. O FNDCT não reembolsável executou R$ 1,22 bi (2017) e R$ 0,95 bi (2018); o CsF foi encerrado em abril de 2017 e substituído pelo CAPES-PrInt (internacionalização institucional, nov/2017).","ids":[631,612,325,321],"confidence":"high","source":"Pesquisa FAPESP ed. 256 (2017); Senado 19/04/2017","sector":"universities","id":309},{"admin":"temer","year":2018,"type":"regulated","title":"LGPD e Estratégia E-Digital","text":"O Decreto 9.319 (21/3/2018) instituiu a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, com eixo sobre dados e IA, e a Lei 13.709 (14/8/2018) criou a LGPD; a MP 869 (dez/2018) previu a ANPD.","ids":[344,333],"confidence":"high","source":"Decreto 9.319/2018; Lei 13.709/2018","sector":"ai","id":310},{"admin":"temer","year":2018,"type":"regulated","title":"Fintechs de crédito (SCD e SEP) e duplicata escritural","text":"A Resolução CMN 4.656 (26 abr 2018) criou a Sociedade de Crédito Direto e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas, permitindo que fintechs emprestem sem banco intermediário (QI Tech foi uma das primeiras SCDs); a Lei 13.775/2018 criou a duplicata escritural, base para fintechs de recebíveis.","ids":[],"confidence":"high","source":"Res. CMN 4.656/2018; Lei 13.775/2018","sector":"fintech","id":311},{"admin":"temer","year":2018,"type":"created","title":"E-Digital e LGPD","text":"O Decreto 9.319 (21 mar 2018) instituiu a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital) e a Lei 13.709 (14 ago 2018, LGPD) criou o regime de proteção de dados e a ANPD — pré-requisitos para o compartilhamento consentido de dados no open banking.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 9.319/2018; Lei 13.709/2018","sector":"fintech","id":312},{"admin":"temer","year":2018,"type":"regulated","title":"Decreto 9.283 regulamenta o Marco Legal de CT&I","text":"O Decreto 9.283 (7 fev 2018) regulamentou a Lei 13.243/2016, definindo ambientes promotores de inovação (parques, incubadoras, hubs), encomendas tecnológicas e bônus tecnológico — a base jurídica usada por parques e NITs até hoje.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 9.283/2018","sector":"hubs","id":313},{"admin":"temer","year":2018,"type":"created","title":"BNDES Garagem","text":"Anunciado em 2018 e operado a partir de 2019 em parceria com aceleradoras, o BNDES Garagem tornou-se o programa de aceleração do banco (centenas de startups, com foco em govtech, agtech e impacto), reeditado em 2021 e 2024.","ids":[],"confidence":"high","source":"BNDES Garagem (2018)","sector":"hubs","id":314},{"admin":"temer","year":2018,"type":"regulated","title":"Diretrizes da Política Nuclear e condições para Angra 3","text":"O Decreto 9.600 (5/12/2018) consolidou as diretrizes da Política Nuclear Brasileira; a Resolução CNPE 14 (out/2018) fixou condições para concluir Angra 3 com parceiro privado (tarifa de referência R$ 480/MWh); a Eletronuclear ficou fora do plano de privatização da Eletrobras por vedação constitucional.","ids":[540,541,550],"confidence":"high","source":"Decreto 9.600/2018; TD Eixos 2020","sector":"nuclear","id":315},{"admin":"temer","year":2018,"type":"regulated","title":"Decreto 9.283/2018, LGPD (Lei 13.709/2018), ANPD (MP 869/2018) e E-Digital","text":"Temer regulamentou o Marco Legal de CT&I (07/02/2018), lançou a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (Decreto 9.319/2018), sancionou a LGPD (14/08/2018) e criou a ANPD por medida provisória (27/12/2018), convertida na Lei 13.853/2019 já sob Bolsonaro.","ids":[341,344,333],"confidence":"high","source":"Decreto 9.283/2018; Lei 13.709/2018; MP 869/2018","sector":"policy","id":316},{"admin":"temer","year":2018,"type":"created","title":"Agenda Brasileira para a Indústria 4.0","text":"O GTI 4.0 (2017) resultou na Agenda Brasileira para a Indústria 4.0 (mar 2018, MDIC/ABDI), com testbeds, crédito BNDES para digitalização e a linha Finep de R$ 1,5 bilhão para IoT (2018).","ids":[],"confidence":"high","source":"MDIC/ABDI, Agenda Brasileira para a Indústria 4.0 (2018)","sector":"robotics","id":317},{"admin":"temer","year":2018,"type":"created","title":"Rota 2030","text":"A Lei 13.755 (10 dez 2018) criou o Rota 2030, programa de 15 anos com créditos tributários condicionados a gastos em P&D automotivo, eficiência e manufatura avançada, antecessor do Mover.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 13.755/2018","sector":"robotics","id":318},{"admin":"temer","year":2018,"type":"regulated","title":"Lei 13.674 ajusta a Lei de Informática à OMC","text":"A Lei 13.674 (11/6/2018) alterou a Lei 8.248 para atender à decisão da OMC, mantendo os incentivos mas reformulando contrapartidas de P&D e o tratamento de produtos importados.","ids":[456,339],"confidence":"high","source":"Lei 13.674/2018","sector":"semiconductors","id":319},{"admin":"temer","year":2018,"type":"created","title":"Inauguração do Sirius (14/11/2018) e cinco novas federais por desmembramento","text":"Temer inaugurou a primeira etapa do Sirius, fonte de luz síncrotron de 4ª geração do CNPEM (R$ 1,8 bi, projeto iniciado em 2012), e regulamentou o Marco Legal de CT&I (Decreto 9.283/2018). Em 2018 sancionou a criação de UFCAT e UFJ (Leis 13.634 e 13.635), UFR (Lei 13.637) e UFDPar e UFAPE (Lei 13.651), desmembradas de UFG, UFMT, UFPI e UFRPE.","ids":[595,594,341],"confidence":"high","source":"CNPEM; Leis 13.634, 13.635, 13.637 e 13.651/2018","sector":"universities","id":320},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"PLOA 2020 corta 45% da Embrapa e governo estuda reestruturação","text":"A proposta orçamentária para 2020 reduzia a dotação da Embrapa de R$ 3,634 bilhões para R$ 1,981 bilhão (parcialmente recomposta pelo Congresso), mais de 1.300 empregados saíram por PDI em 2019 e o MAPA contratou consultoria externa para estudar fusão de unidades; a presidência da empresa trocou duas vezes no ano e o quadro caiu de 12 mil para 9,4 mil funcionários.","ids":[0,32],"confidence":"high","source":"https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-09/governo-estuda-reestruturacao-da-embrapa","sector":"agtech","id":321},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"created","title":"Câmara do Agro 4.0, Programa Agro 4.0 e Lei do Agro","text":"MAPA e MCTIC criaram a Câmara do Agro 4.0 (ago/2019) e, via ABDI, o Programa Agro 4.0 (2020) com editais para conectividade e digitalização de fazendas; a Lei 13.986/2020 (Lei do Agro) modernizou a CPR e criou o Fundo Garantidor Solidário e o patrimônio rural em afetação, ampliando o crédito privado e as fintechs do agro.","ids":[32,331,12,13],"confidence":"high","source":"https://teletime.com.br/15/08/2019/governo-lanca-camara-agro-4-0-para-iot-no-campo/; Lei 13.986/2020","sector":"agtech","id":322},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"neglected","title":"Suspensão do Fundo Amazônia e alta do desmatamento","text":"Noruega e Alemanha congelaram repasses ao Fundo Amazônia em 2019 após o governo tentar alterar sua governança; o desmatamento na Amazônia subiu quase 60% entre 2019 e 2022 em relação ao quadriênio anterior, alimentando a regulação europeia antidesmatamento (EUDR) que passou a pressionar a rastreabilidade do agro brasileiro.","ids":[326,181],"confidence":"high","source":"https://www.moneytimes.com.br/fundo-amazonia-acumula-aportes-e-promessas-de-r-319-bilhoes-desde-a-posse-de-lula-veja-paises-que-contribuiram/","sector":"agtech","id":323},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"ANPD criada e Governo Digital","text":"A Lei 13.853 (8/7/2019) criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, instalada em novembro de 2020, e a Lei 14.129/2021 (Governo Digital) organizou o uso de dados e automação na administração federal.","ids":[333,344],"confidence":"high","source":"Lei 13.853/2019; Lei 14.129/2021","sector":"ai","id":324},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"Contingenciamento do FNDCT","text":"Entre 2019 e 2021 a maior parte do FNDCT foi retida em reserva de contingência (na ordem de R$ 4–5 bilhões por ano), e a Lei Complementar 177/2021, que proibiu o contingenciamento, foi sancionada com vetos derrubados pelo Congresso; bolsas do CNPq também foram reduzidas.","ids":[325,611],"confidence":"medium","source":"LC 177/2021; https://sbfte.org.br/wp-content/uploads/2021/01/nota_vetos_FNDCT_deputados.pdf","sector":"ai","id":325},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"Suspensão de 19 PDPs e extinção do departamento do Complexo Industrial","text":"Em julho de 2019 o Ministério da Saúde suspendeu PDPs de 19 medicamentos (cerca de R$ 2,1 bilhões em compras anuais, segundo o Inesc) e a reforma administrativa extinguiu o Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde; 87 PDPs permaneciam vigentes, mas sem novos editais até 2022.","ids":[36,37,39],"confidence":"high","source":"https://outraspalavras.net/crise-brasileira/a-quem-interessa-sabotar-os-laboratorios-publicos/","sector":"biotech","id":326},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"Fim do MinC, teto de R$ 1 mi na Rouanet, Ancine sob ameaça","text":"A MP 870 (1/1/2019) extinguiu o MinC, reduzido a Secretaria Especial da Cultura (Cidadania, depois Turismo); a IN 2/2019 limitou a captação da Rouanet a R$ 1 milhão por projeto; em julho de 2019 Bolsonaro disse que extinguiria a Ancine se ela não pudesse ter 'filtro', e o decreto anual da cota de tela deixou de ser editado, com a cota expirando em 2021.","ids":[],"confidence":"high","source":"https://www.jb.com.br/pais/2019/07/1010409-bolsonaro-diz-que-vai-extinguir-ancine-se-agencia-nao-puder-ter-filtro.html","sector":"creative","id":327},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"expanded","title":"IPI de consoles cai de 50% para 20%","text":"Três decretos (agosto de 2019, outubro de 2020 e agosto de 2021) reduziram o IPI de consoles de 50% para 20%, de acessórios de 40% para 12% e zeraram o imposto sobre portáteis com tela, com renúncia estimada em R$ 119,5 milhões para 2022.","ids":[275],"confidence":"high","source":"https://olhardigital.com.br/2021/08/12/games-e-consoles/bolsonaro-reduz-imposto-de-videogames/","sector":"creative","id":328},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Decretos de armas, militarização do governo e nova END","text":"Os decretos 9.785/2019 e sucessores ampliaram o acesso civil a armas e munições, favorecendo Taurus e CBC; o TCU contou 6.157 militares em cargos civis em 2020 (2.765 em 2018); a PND/END atualizadas foram enviadas ao Congresso em 2020. O investimento, porém, caiu a 6,8% do orçamento da Defesa em 2022.","ids":[531,532,520,521],"confidence":"high","source":"Poder360 17/7/2020 (TCU); Congresso em Foco fev/2025","sector":"defense","id":329},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"created","title":"gov.br e Lei do Governo Digital","text":"O Decreto 9.756 (11 abr 2019) unificou os portais federais no gov.br com login único (mais de 150 milhões de contas); a Lei 14.063/2020 regulou assinaturas eletrônicas e a Lei 14.129 (29 mar 2021) consolidou o Governo Digital, com Serpro e Dataprev como operadores.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 9.756/2019; Lei 14.063/2020; Lei 14.129/2021","sector":"fintech","id":330},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Cadastro Positivo compulsório","text":"A Lei Complementar 166 (8 abr 2019) tornou automática a inclusão de consumidores no Cadastro Positivo (com opção de saída), ampliando a base de dados para modelos de crédito de fintechs e birôs.","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 166/2019","sector":"fintech","id":331},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Inova Simples e Conecta Startup Brasil","text":"A LC 167 (24 abr 2019) criou o Inova Simples, regime de abertura e fechamento simplificado para startups; em 2019 MCTIC, ABDI e Softex (CNPq como executor) lançaram o Conecta Startup Brasil, conectando 50 empresas demandantes a startups early stage com até R$ 200 mil por projeto.","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 167/2019; TI Inside 08/05/2019","sector":"hubs","id":332},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"Contingenciamento do FNDCT e crise do CNPq","text":"Entre 2019 e 2021 a maior parte do FNDCT foi retida em reserva de contingência (cerca de R$ 5 bi só em 2021) e o CNPq quase suspendeu bolsas em 2019; o Congresso reagiu com a LC 177 (jan 2021), que proibiu o contingenciamento, derrubando vetos presidenciais.","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 177/2021; SBPC/Anpei","sector":"hubs","id":333},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Brumadinho: fim das barragens a montante e Lei 14.066/2020","text":"O rompimento da barragem B1 da Vale em 25/1/2019 matou 272 pessoas; a Resolução ANM 13/2019 proibiu barragens a montante e a Lei 14.066/2020 endureceu a Política Nacional de Segurança de Barragens; a Vale fechou com Minas Gerais acordo de R$ 37,7 bilhões (4/2/2021). A ANM, porém, seguiu com poucas dezenas de fiscais para mais de 700 barragens e orçamento discricionário mínimo.","ids":[193,184],"confidence":"high","source":"Lei 14.066/2020; Resolução ANM 13/2019; acordo Vale–MG (2021)","sector":"minerals","id":334},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"CDPNB no GSI e criação da ANSN","text":"O Decreto 9.828 (10/6/2019) instituiu o Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro sob o GSI; a Lei 14.222 (15/10/2021), originada de MP de maio de 2021, criou a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, separando a fiscalização da CNEN — implantação que o TCU ainda considerava travada em 2025.","ids":[543],"confidence":"high","source":"Decreto 9.828/2019; Poder360 18/10/2021; TCU/Cenário Energia mar/2025","sector":"nuclear","id":335},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Nova Lei de Informática (Lei 13.969/2019) e ANPD em lei","text":"Após derrota na OMC (painéis DS472/DS497), a Lei 13.969 (26/12/2019) trocou a isenção de IPI por crédito financeiro proporcional ao P&D contratado, mantendo a obrigação de investir em pesquisa; a Lei 13.853 (08/07/2019) consolidou a ANPD.","ids":[339,333],"confidence":"high","source":"Lei 13.969/2019; Lei 13.853/2019","sector":"policy","id":336},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"created","title":"Câmara Brasileira da Indústria 4.0 e Plano Nacional de IoT","text":"Em 3 abr 2019 Ministério da Economia e MCTIC lançaram a Câmara Brasileira da Indústria 4.0 (com ABDI, Finep, CNPq, Sebrae, Embrapii, BNDES e CNI) e seu Plano de Ação 2019–2022; o Decreto 9.854 (25 jun 2019) instituiu o Plano Nacional de IoT, com a Lei 14.108/2020 isentando dispositivos de taxas do Fistel.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 9.854/2019; Baguete 03/04/2019","sector":"robotics","id":337},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Lei 13.969: Lei de Informática vira crédito financeiro","text":"Após derrota do Brasil na OMC, a Lei 13.969 (26 dez 2019) converteu a isenção de IPI em créditos financeiros proporcionais ao investimento em P&D, preservando o mecanismo para bens de informática e automação.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 13.969/2019","sector":"robotics","id":338},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"Cortes no MCTI e no FNDCT","text":"O orçamento discricionário do MCTI caiu ao menor nível em décadas, o CNPq quase ficou sem recursos para bolsas (2019) e o FNDCT foi majoritariamente contingenciado até 2021, reduzindo chamadas de robótica, automação e apoio a competições; o Brasil Mais (2020) manteve consultorias de produtividade via Sebrae/Senai.","ids":[],"confidence":"high","source":"LOA 2019–2021; LC 177/2021","sector":"robotics","id":339},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Lei de TICs (13.969/2019) troca isenção por crédito","text":"A Lei 13.969 (26/12/2019) substituiu a isenção de IPI da Lei de Informática por crédito financeiro proporcional aos gastos em P&D, encerrando o contencioso na OMC e mantendo os benefícios até 2029.","ids":[339,456],"confidence":"high","source":"Lei 13.969/2019","sector":"semiconductors","id":340},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Acordo de Salvaguardas com os EUA aprovado","text":"Bolsonaro e Trump assinaram o AST em 18/3/2019; o Congresso o aprovou (Decreto Legislativo 134, novembro de 2019; promulgação pelo Decreto 10.220/2020), permitindo lançamentos com tecnologia americana de Alcântara, com área de acesso controlado e vedação ao uso de receitas para foguetes nacionais.","ids":[497,493],"confidence":"high","source":"Canaltech (mar/2019); Senado 'aprova acordo com EUA' (brasil61)","sector":"space","id":341},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"Demissão de Ricardo Galvão e cortes no INPE","text":"O diretor do INPE foi exonerado em agosto de 2019 após defender os dados de desmatamento do DETER contestados pelo presidente; o PLOA 2021 cortou 49% dos repasses da AEB ao INPE (de R$ 63,6 mi para R$ 32,7 mi) e zerou as ações de pesquisa espacial e de satélites científicos.","ids":[495,509,493],"confidence":"high","source":"Folha PE/Folha 'AEB zera orçamento do Inpe para pesquisa em 2021'; Senado Notícias (Pontes, set/2019)","sector":"space","id":342},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"regulated","title":"Nova LGT (13.879/2019), Fust reformado, MCom recriado","text":"A Lei 13.879 (3/10/2019) permitiu migrar concessões de telefonia fixa para autorizações em troca de investimentos; a MP 980 (jun/2020) recriou o Ministério das Comunicações e a Lei 14.109 (dez/2020) liberou o Fust para financiar banda larga.","ids":[241,363],"confidence":"high","source":"Lei 13.879/2019; Lei 14.109/2020","sector":"telecom","id":343},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"privatized","title":"Telebras qualificada para privatização","text":"Decretos de 16/10/2019 incluíram Telebras e Correios no PPI para estudos de desestatização; o BNDES abriu consultas a consultores em 2021 (RFIs 17 e 18/2021), mas a venda não se concretizou e o CPPI retirou a Telebras do programa em abril de 2023.","ids":[242],"confidence":"high","source":"https://www.suno.com.br/noticias/?p=41304","sector":"telecom","id":344},{"admin":"bolsonaro","year":2019,"type":"cut","title":"Bloqueio de 30% nas federais, 11,8 mil bolsas CAPES cortadas e Future-se","text":"Em abril-maio de 2019 o MEC bloqueou cerca de R$ 1,7 bi (30% das despesas discricionárias) das universidades federais, liberados apenas no fim do ano; a CAPES cortou 11,8 mil bolsas em três rodadas (5,6% do total; R$ 819 mi contingenciados de R$ 4,2 bi) e o CNPq suspendeu novas bolsas em agosto por falta de recursos. O Future-se (17/07/2019; PL 3.076/2020), que propunha fundos patrimoniais e OS na gestão das federais, foi rejeitado pelas universidades e abandonado.","ids":[633,612,611],"confidence":"high","source":"Poder360 03/09/2019; MEC","sector":"universities","id":345},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"expanded","title":"MP 994: R$ 1,9 bilhão para a Fiocruz produzir a vacina de Oxford/AstraZeneca","text":"A MP 994/2020 (ago/2020) liberou R$ 1,9 bilhão para encomenda tecnológica de 100 milhões de doses e transferência de tecnologia do IFA a Bio-Manguinhos, que entregou mais de 100 milhões de doses em 2021 e nacionalizou o insumo em 2022; no mesmo ano o governo lançou o programa Genomas Brasil (out/2020).","ids":[36,37,57],"confidence":"high","source":"https://congressoemfoco.com.br/saude/governo-libera-r-19-bilhao-para-producao-da-vacina-contra-covid-19","sector":"biotech","id":346},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"neglected","title":"Bolsonaro contra o Butantan: 'não compraremos a vacina da China'","text":"Em 21/10/2020 o presidente desautorizou o ministro Pazuello e cancelou a intenção de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac produzida pelo Butantan com a Sinovac; o contrato de 100 milhões de doses só foi assinado em janeiro de 2021, sob pressão da pandemia, e a Lei 14.124/2021 flexibilizou aquisições. O Butantan concluiu a entrega das 100 milhões de doses em setembro de 2021.","ids":[39,41],"confidence":"high","source":"https://poder360.com.br/coronavirus/nao-compraremos-vacina-da-china-diz-bolsonaro/","sector":"biotech","id":347},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"created","title":"Fragatas Tamandaré contratadas","text":"Em 5/3/2020 a Marinha contratou o consórcio Águas Azuis (ThyssenKrupp Marine Systems, Embraer Defesa e Atech) por R$ 9,1 bilhões para quatro fragatas construídas em Itajaí (SC), com entregas previstas de 2025 a 2028; o TCU apontaria atrasos e problemas em 2024.","ids":[523,529,538],"confidence":"high","source":"Jornal de Brasília 4/3/2020; Correio da Manhã dez/2024","sector":"defense","id":348},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"created","title":"Pix lançado pelo Banco Central","text":"Em 16 nov 2020 o BC lançou o Pix (Resolução BCB 1/2020), pagamento instantâneo gratuito para pessoas físicas e obrigatório para instituições com mais de 500 mil contas; em poucos anos superou cartões e boletos, com mais de 150 milhões de usuários.","ids":[],"confidence":"high","source":"Resolução BCB 1/2020","sector":"fintech","id":349},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"created","title":"Open Banking / Open Finance","text":"A Resolução Conjunta CMN/BCB 1 (4 mai 2020) instituiu o open banking em fases a partir de 1º fev 2021 (dados institucionais, cadastrais, transacionais e iniciação de pagamentos), rebatizado Open Finance em 2022 — um dos maiores ecossistemas de compartilhamento de dados do mundo.","ids":[],"confidence":"high","source":"Resolução Conjunta CMN/BCB 1/2020","sector":"fintech","id":350},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"regulated","title":"Sandboxes regulatórios (CVM, BC, Susep)","text":"A Instrução CVM 626 (15 mai 2020) criou o sandbox do mercado de capitais; a Resolução CMN 4.865 (out 2020) o do BC; a Susep lançou o seu em 2020 — ambientes de teste com dispensa regulatória temporária para modelos de negócio inovadores.","ids":[],"confidence":"high","source":"Instrução CVM 626/2020; Res. CMN 4.865/2020","sector":"fintech","id":351},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"expanded","title":"Caixa Tem e a poupança social digital","text":"Para pagar o Auxílio Emergencial (Lei 13.982/2020), a Caixa criou o app Caixa Tem e abriu mais de 100 milhões de contas poupança social digital em meses, o maior movimento de inclusão financeira digital da história do país.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 13.982/2020; Caixa Econômica Federal","sector":"fintech","id":352},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"privatized","title":"Dataprev e Serpro no Programa de Desestatização","text":"O Decreto 10.199 (15 jan 2020) incluiu a Dataprev no PND e o CPPI recomendou a desestatização do Serpro, com fechamento de filiais e PDVs; a venda não se concretizou, mas a tentativa marcou a disputa sobre quem opera os dados de toda a população.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 10.199/2020; CPPI/PPI 2020","sector":"fintech","id":353},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"regulated","title":"Sandbox da CVM e Política Nacional de Inovação","text":"A Instrução CVM 626 (mai 2020) criou o sandbox regulatório do mercado de capitais; o Decreto 10.534 (28 out 2020) instituiu a Política Nacional de Inovação e sua Câmara, e o Centelha II (ago 2020, R$ 105 milhões) levou o programa aos 26 estados e DF.","ids":[],"confidence":"high","source":"Instrução CVM 626/2020; Decreto 10.534/2020","sector":"hubs","id":354},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"regulated","title":"PL 191/2020, Pró-Minerais Estratégicos e liberação do lítio","text":"O PL 191/2020 (6/2/2020) propôs regulamentar mineração e hidrelétricas em terras indígenas e teve urgência aprovada em março de 2022, sem votação final; o Decreto 10.657/2021 criou o Pró-Minerais Estratégicos (licenciamento prioritário) e o Decreto 10.577/2020 liberou a exportação de lítio do controle da CNEN, destravando Sigma Lithium e AMG no Vale do Jequitinhonha; o Plano Mineração e Desenvolvimento 2020–23 fixou a agenda.","ids":[193,186,188,187],"confidence":"high","source":"PL 191/2020; Decreto 10.657/2021; Decreto 10.577/2020","sector":"minerals","id":355},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"reversed","title":"Recriação do Ministério das Comunicações (MP 980/2020) e Política Nacional de Inovação","text":"A MP 980 (10/06/2020, Lei 14.074/2020) desfez a fusão de 2016, devolvendo ao MCTI o nome e o escopo originais; o Decreto 10.534 (28/10/2020) instituiu a Política Nacional de Inovação e a Portaria MCTI 4.617 (06/04/2021) a Estratégia Brasileira de IA. O BNDES devolveu cerca de R$ 100 bi ao Tesouro em 2019 e seguiu quitando a dívida em 2021-2022, reduzindo seu papel no crédito à inovação.","ids":[321,363,347,326],"confidence":"high","source":"MP 980/2020; Decreto 10.534/2020; Portaria MCTI 4.617/2021","sector":"policy","id":356},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"privatized","title":"Dissolução da CEITEC decretada","text":"A CEITEC entrou no PPI (Decreto 10.065, 14/10/2019) e no PND (Decreto 10.297, 2020); o Decreto 10.578 (15/12/2020) autorizou sua desestatização por dissolução societária, a liquidação começou em 2021 com demissões, e o TCU suspendeu o processo em setembro de 2021.","ids":[425],"confidence":"high","source":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10578.htm","sector":"semiconductors","id":357},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"neglected","title":"AEB estagnada em cerca de R$ 100 milhões","text":"Sob o ministro Marcos Pontes, o orçamento da AEB ficou em torno de R$ 100 milhões anuais (R$ 102 mi em 2023 e 2024, 'mesmo patamar dos últimos anos'), um terço do pico de 2014; Alcântara recebeu só manutenção, e o PNAE 2022-2031 foi lançado sem fontes novas de financiamento.","ids":[493,497],"confidence":"medium","source":"Pesquisa FAPESP entrevista Marco Chamon (nov/2023)","sector":"space","id":358},{"admin":"bolsonaro","year":2020,"type":"created","title":"Sirius em operação (2020) e criação da UFNT (Lei 13.856/2019)","text":"Apesar dos cortes, o Sirius recebeu recursos do FNDCT e realizou os primeiros experimentos em 2020 (proteínas do SARS-CoV-2), com linhas de luz abertas a usuários a partir de 2021; a Lei 13.856 (08/07/2019) criou a Universidade Federal do Norte do Tocantins, desmembrada da UFT.","ids":[595,594],"confidence":"medium","source":"CNPEM; Lei 13.856/2019","sector":"universities","id":359},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"created","title":"Plano ABC+ (2020–2030)","text":"O MAPA lançou o ABC+ com meta de adotar tecnologias de baixa emissão em mais 72 milhões de hectares e mitigar 1,1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente até 2030, sucedendo o Plano ABC; o programa manteve-se como principal vitrine climática do agro, embora sem recursos adicionais expressivos.","ids":[32,0],"confidence":"high","source":"https://revistacultivar.com.br/noticias/plano-abc-pretende-reduzir-emissao-de-carbono-em-mais-de-1-bilhao-de-toneladas","sector":"agtech","id":360},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"created","title":"EBIA, estratégia sem metas nem orçamento","text":"A Portaria MCTI 4.617 (6/4/2021) instituiu a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial, com nove eixos, mas sem indicadores mensuráveis, cronograma, órgão de governança ou dotação orçamentária, o que foi criticado por FGV, ITS Rio e pelo TCU.","ids":[347],"confidence":"high","source":"https://cyberbrics.info/artificial-intelligence-in-brazil-still-needs-a-strategy/","sector":"ai","id":361},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"expanded","title":"Centros de Pesquisa Aplicada em IA (MCTI/FAPESP/CGI.br)","text":"Em maio de 2021 MCTI, FAPESP e CGI.br anunciaram seis Centros de Pesquisa Aplicada em IA (ICMC-USP, UFMG, Unicamp, Senai Cimatec, IPT e UFC), com R$ 1 milhão por ano cada por até dez anos e contrapartida igual das empresas (cerca de R$ 20 milhões por centro); no mesmo período a FAPESP criou com IBM e USP o C4AI (2020).","ids":[120],"confidence":"high","source":"https://agencia.fapesp.br/35787/","sector":"ai","id":362},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"cut","title":"Orçamento 2022 corta 85% da verba de vacinas e contingencia o FNDCT","text":"A proposta orçamentária para 2022 previu R$ 3,9 bilhões para vacinas contra a covid-19 contra R$ 27,8 bilhões autorizados em 2021; o FNDCT, principal fonte da Finep para biotecnologia, teve cerca de R$ 600 milhões cortados em 2021 por MP, revertida pelo Congresso só em parte.","ids":[325,324,36,39],"confidence":"high","source":"https://outraspalavras.net/outrasaude/menos-verba-para-vacinas/","sector":"biotech","id":363},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"privatized","title":"EBC incluída no programa de privatização","text":"Decreto publicado em 9/4/2021 incluiu a Empresa Brasil de Comunicação no PND, com estudos do BNDES e extinção como alternativa; a EBC dependia de R$ 389 milhões da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública em 2020.","ids":[664],"confidence":"high","source":"https://www.cnnbrasil.com.br/economia/decreto-inclui-eletrobras-e-ebc-em-programa-de-privatizacao/","sector":"creative","id":364},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"cut","title":"KC-390 reduzido de 28 para 22 e crise da Avibras","text":"Por restrição fiscal, a FAB anunciou em 2021 corte unilateral da encomenda (chegou a falar em 15 unidades) e fechou em fevereiro de 2022 acordo com a Embraer por 22 aviões, com entregas até 2034; a Avibras entrou em recuperação judicial em 2022 com dívidas de ~R$ 600 milhões e paralisou a produção.","ids":[538,526,489],"confidence":"high","source":"Overt Defense 14/2/2022; TradeMap/InfoMoney ago/2026","sector":"defense","id":365},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"privatized","title":"Petrobras vende refinarias, TAG e BR Distribuidora","text":"Sob acordo com o Cade (2019) para vender 8 refinarias (50% da capacidade), a Petrobras vendeu a RLAM à Mubadala (US$ 1,65 bilhão, 2021), além de REMAN, SIX e Lubnor; a TAG foi vendida à Engie por US$ 8,6 bilhões (2019) e a BR Distribuidora foi totalmente privatizada (2019–2021); a Nova Lei do Gás (14.134/2021) abriu o mercado. O presidente trocou quatro vezes o comando da estatal por disputas sobre preços.","ids":[145,651],"confidence":"high","source":"https://www.gazetadopovo.com.br/energia/cade-reve-acordo-e-decide-que-petrobras-nao-precisa-mais-vender-refinarias/; Petrobras, fatos relevantes","sector":"energy","id":366},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"regulated","title":"Autonomia do Banco Central","text":"A Lei Complementar 179 (24 fev 2021) deu ao BC mandatos fixos de quatro anos para presidente e diretores, não coincidentes com o do presidente da República, e objetivo primário de estabilidade de preços; Roberto Campos Neto foi o primeiro presidente sob o novo regime.","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 179/2021","sector":"fintech","id":367},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"created","title":"Marco Legal das Startups","text":"A LC 182 (1 jun 2021) definiu startup, criou o contrato público de solução inovadora (CPSI), protegeu investidores-anjo e flexibilizou S.A.s pequenas; a Lei 14.195 (ago 2021) desburocratizou a abertura de empresas. O Brasil chegou a mais de 20 unicórnios no período.","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 182/2021; Lei 14.195/2021","sector":"hubs","id":368},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"privatized","title":"Eletrobras privatizada, Eletronuclear vai à ENBPar e Angra 3 reinicia parcialmente","text":"A Lei 14.182 (12/7/2021) privatizou a Eletrobras e transferiu o controle da Eletronuclear à estatal ENBPar; obras civis de Angra 3 foram retomadas em novembro de 2022 com novo consórcio; a INB concluiu em 2022 a fase 1 do enriquecimento (10 cascatas, 70% da demanda de Angra 1). O RMB ficou praticamente parado por falta de orçamento.","ids":[540,541,542,545],"confidence":"high","source":"Lei 14.182/2021; NEI Magazine 16/8/2023; Agência Brasil jul/2026","sector":"nuclear","id":369},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"created","title":"Marco Legal das Startups (LC 182/2021)","text":"A Lei Complementar 182 (01/06/2021) definiu startups, protegeu investidores-anjo, criou o sandbox regulatório e o contrato público de solução inovadora (CPSI); junto com a Lei 14.195/2021 (ambiente de negócios) é o principal legado regulatório pró-inovação do período.","ids":[342],"confidence":"high","source":"LC 182/2021","sector":"policy","id":370},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"neglected","title":"Sem programa federal dedicado; simulador Atos QLM no Senai Cimatec (2021) e Rede Rio Quântica (2022) como iniciativas não federais","text":"Entre 2019 e 2022 não houve programa, chamada ou dotação federal específica para tecnologias quânticas; a EBIA (2021) citou o tema apenas como tendência. As iniciativas relevantes foram privadas ou estaduais: o Senai Cimatec e a Atos lançaram em maio de 2021 o Latin America Quantum Computer Center com o simulador Quantum Learning Machine (Cimatec Kuatomuo), e a FAPERJ criou a Rede Rio Quântica (2022).","ids":[200,604,203,347],"confidence":"medium","source":"Baguete 30/04/2021; FAPERJ; EBIA 2021","sector":"quantum","id":371},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"regulated","title":"MAPA regulamenta drones agrícolas","text":"A Portaria MAPA 298 (22 set 2021) regulamentou a aplicação de agrotóxicos, fertilizantes e sementes por drones: registro no Sipeagro, curso de aplicador aeroagrícola remoto, responsável técnico e distâncias mínimas — destravando o mercado de Arpac, XMobots, Solinftec e similares.","ids":[],"confidence":"high","source":"Portaria MAPA 298/2021","sector":"robotics","id":372},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"expanded","title":"Amazonia-1 em órbita e Acordos Artemis","text":"O Amazonia-1, primeiro satélite inteiramente projetado e integrado no Brasil (INPE/Plataforma Multimissão), foi lançado em 28/2/2021 por um PSLV indiano ao custo de quase US$ 26 milhões; em 15/6/2021 o Brasil foi o primeiro país sul-americano a assinar os Acordos Artemis da NASA. O CBERS-4A havia subido em dez/2019.","ids":[507,518,495,506],"confidence":"high","source":"Pesquisa FAPESP entrevista Marco Chamon (2023); NASA Artemis Accords","sector":"space","id":373},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"created","title":"Leilão do 5G, R$ 47,2 bi","text":"Em 4–5/11/2021 a Anatel leiloou as faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz: R$ 7,44 bilhões em outorgas e R$ 47,2 bilhões em valor econômico, a maior parte em compromissos (rede privativa do governo, Norte Conectado, fibra na Amazônia, R$ 3,1 bi para escolas); a Starlink foi autorizada em janeiro de 2022.","ids":[250,241,262],"confidence":"high","source":"https://teletime.com.br/05/11/2021/outorgas-no-leilao-do-5g-somam-r-744-bilhoes-veja-valor-por-operadora/","sector":"telecom","id":374},{"admin":"bolsonaro","year":2021,"type":"cut","title":"Contingenciamento de ~90% do FNDCT e disputa com o Congresso (LC 177/2021, PLN 16/2021, MP 1.136/2022)","text":"O FNDCT não reembolsável executou R$ 0,85 bi (2019) e R$ 0,93 bi (2020, incluindo R$ 334 mi para a Covid); o PLOA 2021 previa R$ 0,5 bi de R$ 5,3 bi. A LC 177 (12/01/2021) proibiu a reserva de contingência do fundo, o veto presidencial foi derrubado em 17/03/2021, mas o governo manteve o bloqueio, retirou R$ 600 mi do MCTI via PLN 16 (out/2021) e editou a MP 1.136 (29/08/2022), devolvida pelo Senado. A CAPES caiu de R$ 4,2 bi (LOA 2019) para R$ 3,0 bi (PLOA 2021); o MCTI empenhou R$ 2,9 bi em 2021, mínimo da série; o Lattes ficou fora do ar em jul/2021.","ids":[325,324,612,611],"confidence":"high","source":"LC 177/2021; Agência Senado 29/08/2022; Pesquisa FAPESP ed. 350","sector":"universities","id":375},{"admin":"bolsonaro","year":2022,"type":"neglected","title":"Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo vetadas","text":"A Lei Aldir Blanc (14.017, 29/6/2020) liberou R$ 3 bilhões emergenciais na pandemia; a Lei Paulo Gustavo (LC 195, R$ 3,86 bilhões) e a Política Nacional Aldir Blanc (Lei 14.399, R$ 3 bilhões por ano por cinco anos) foram vetadas por Bolsonaro e tiveram os vetos derrubados pelo Congresso em 5/7/2022, com execução adiada para 2023.","ids":[],"confidence":"high","source":"https://www.poder360.com.br/congresso/congresso-derruba-veto-a-lei-aldir-blanc-de-apoio-a-cultura/","sector":"creative","id":376},{"admin":"bolsonaro","year":2022,"type":"privatized","title":"Privatização da Eletrobras","text":"A Lei 14.182/2021 autorizou a capitalização que diluiu a União de cerca de 72% para 43% do capital, com voto limitado a 10% por acionista; a oferta de 9/6/2022 levantou R$ 33,7 bilhões a R$ 42 por ação, a segunda maior do mundo no ano. A lei embutiu jabutis (contratação compulsória de 8 GW de térmicas a gás e PCHs) e deixou o financiamento do Cepel pela Eletrobras decrescente, levando o centro à crise em 2023–24.","ids":[148,149,648,649,650],"confidence":"high","source":"https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/eletrobras-e-privatizada-com-oferta-de-r-337-bilhoes-na-bolsa/; Lei 14.182/2021","sector":"energy","id":377},{"admin":"bolsonaro","year":2022,"type":"regulated","title":"Marco da geração distribuída (Lei 14.300/2022) e programas do CNPE","text":"A Lei 14.300 (6/1/2022) deu segurança jurídica à micro e minigeração com transição de subsídios até 2045; a GD solar saltou de 8 GW (2021) para mais de 30 GW em 2024. O CNPE criou em 2021 o Programa Combustível do Futuro (Res. 7/2021) e o Programa Nacional do Hidrogênio (Res. 2/2021), embriões das leis de 2024.","ids":[174,157,159],"confidence":"high","source":"Lei 14.300/2022; Resoluções CNPE 2 e 7/2021","sector":"energy","id":378},{"admin":"bolsonaro","year":2022,"type":"regulated","title":"Marco cambial e Lei dos Criptoativos","text":"A Lei 14.286 (29 dez 2021) modernizou o mercado de câmbio e a Lei 14.478 (21 dez 2022) criou o marco legal das prestadoras de serviços de ativos virtuais, remetendo a regulação a órgão do Executivo. Em mai 2021 o BC também publicou as diretrizes do Real Digital, origem do Drex.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 14.286/2021; Lei 14.478/2022","sector":"fintech","id":379},{"admin":"bolsonaro","year":2022,"type":"regulated","title":"Crowdfunding ampliado e visto de nômade digital","text":"A Resolução CVM 88 (27 abr 2022) elevou o teto do crowdfunding para R$ 15 milhões por oferta e para empresas com até R$ 40 milhões de receita; a Resolução CNIg 45 (publicada jan 2022) criou o visto temporário para nômades digitais, atraindo profissionais remotos para hubs como Florianópolis.","ids":[],"confidence":"high","source":"Resolução CVM 88/2022; Resolução CNIg 45/2021","sector":"hubs","id":380},{"admin":"bolsonaro","year":2022,"type":"cut","title":"FNDCT bloqueado: ~90% da parcela não reembolsável em reserva, LC 177 vetada, MP 1.136 devolvida","text":"O FNDCT não reembolsável executou R$ 0,85 bi (2019), R$ 0,93 bi (2020) e o PLOA 2021 reservava R$ 4,8 bi de R$ 5,3 bi; o CNPq teve R$ 22 mi para fomento no PLOA 2021 (18% de 2019). O Congresso aprovou a LC 177 (jan/2021), derrubou o veto (mar/2021), rejeitou o PLN 17/2022 e o Senado devolveu a MP 1.136 (29/08/2022), que limitava o uso do fundo a R$ 5,555 bi em 2022 e só liberaria 100% em 2027. O orçamento empenhado do MCTI caiu a R$ 2,9 bi em 2021.","ids":[325,324,611,321],"confidence":"high","source":"ADUSP carta PLOA 2021; Agência Senado 29/08/2022; Pesquisa FAPESP ed. 350","sector":"policy","id":381},{"admin":"bolsonaro","year":2022,"type":"expanded","title":"Lei 14.302 prorroga PADIS até 2026","text":"A Lei 14.302 (7/1/2022), oriunda do PL 3.042/2021, estendeu o PADIS, que expiraria em janeiro de 2022, até o fim de 2026, com crédito de 2,62 vezes os gastos em P&D (teto de 13,1%) e inclusão de insumos para painéis fotovoltaicos.","ids":[455],"confidence":"high","source":"https://dplnews.com/?p=131979","sector":"semiconductors","id":382},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"Fundo Amazônia reativado e PPCDAm retomado","text":"Nos primeiros meses de 2023 o governo reativou o Fundo Amazônia (aportes e promessas de R$ 3,19 bilhões até maio, incluindo R$ 2,5 bilhões dos EUA e R$ 500 milhões do Reino Unido) e a 5ª fase do PPCDAm; o Plano Safra 2023/24, de R$ 364,2 bilhões (empresarial) mais R$ 71,6 bilhões do Pronaf, passou a dar desconto de juros a produtores com práticas sustentáveis e CAR regular.","ids":[326,32,181],"confidence":"high","source":"Money Times (maio/2023); MAPA, Plano Safra 2023/24","sector":"agtech","id":383},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"regulated","title":"Nova Lei de Agrotóxicos (14.785/2023) sancionada com vetos","text":"Sancionada em 27/12/2023, a lei concentrou no MAPA a coordenação do registro de defensivos, com prazos de análise de até 2 anos, mantendo pareceres de Anvisa e Ibama; Lula vetou dispositivos que permitiam registro temporário por omissão e flexibilizavam critérios de risco, após forte oposição de entidades de saúde e ambientais.","ids":[32,71,19],"confidence":"high","source":"https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2023/12/28/lula-sanciona-novo-marco-legal-para-uso-de-pesticidas","sector":"agtech","id":384},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"FNDCT descontingenciado","text":"Com a LC 177 em vigor e sem reserva de contingência, o FNDCT executou cerca de R$ 10 bilhões em 2023 e aproximadamente R$ 12,7 bilhões em 2024, os maiores valores de sua história, financiando chamadas da Finep para IA, semicondutores e supercomputação.","ids":[325,324],"confidence":"medium","source":"Finep/MCTI, execução do FNDCT 2023–2024","sector":"ai","id":385},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"created","title":"Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde","text":"O Decreto 11.715 (26/9/2023) instituiu a Estratégia Nacional do CEIS e recriou o GECEIS; em janeiro de 2024 a Nova Indústria Brasil adotou a missão de elevar de 42% para 70% a participação nacional nas compras públicas de medicamentos, vacinas e equipamentos até 2033, e em agosto de 2024 governo e indústria anunciaram R$ 57,4 bilhões em investimentos no setor, com crédito do BNDES e da Finep.","ids":[73,323,326,324,36,37,39,42],"confidence":"high","source":"Decreto 11.715/2023; Agência Brasil ago/2024; CFF jan/2024","sector":"biotech","id":386},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"MinC recriado, EBC fora do PND, Rouanet reaberta","text":"A MP 1.154 (1/1/2023, Lei 14.600/2023) recriou o Ministério da Cultura sob Margareth Menezes; decreto de 2/1/2023 retirou a EBC do programa de privatização; a IN de 11/4/2023 revogou as regras de 2019 e fixou captação de R$ 1 a 10 milhões por projeto e cachês de até R$ 25 mil.","ids":[664],"confidence":"high","source":"https://www.agazeta.com.br/hz/cultura/margareth-menezes-revoga-regras-de-bolsonaro-e-publica-nova-instrucao-sobre-lei-rouanet-0423","sector":"creative","id":387},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"expanded","title":"Execução da Lei Paulo Gustavo e da PNAB","text":"Em 2023 o MinC repassou os R$ 3,86 bilhões da Lei Paulo Gustavo a estados e municípios, o maior aporte direto da história para a cultura, e a partir de 2024 passou a executar a Política Nacional Aldir Blanc, com R$ 3 bilhões anuais até 2028.","ids":[],"confidence":"high","source":"LC 195/2022; Lei 14.399/2022; gov.br/cultura","sector":"creative","id":388},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"Revogaço dos decretos de armas e desmilitarização","text":"O Decreto 11.366 (1/1/2023) suspendeu novos registros e o Decreto 11.615 (21/7/2023) restringiu calibres, quantidades e CACs, revertendo a política de Bolsonaro; o governo também reduziu a presença de militares em cargos civis.","ids":[531,532],"confidence":"high","source":"Correio Braziliense dez/2022; Decreto 11.615/2023","sector":"defense","id":389},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"expanded","title":"PAC Defesa e Missão 6 da Nova Indústria Brasil","text":"O Novo PAC reservou R$ 31,4 bilhões para Defesa (Gripen, KC-390, blindados, fragatas, submarinos); em 12/2/2025 Lula anunciou R$ 112,9 bilhões para a Missão 6 (R$ 79,8 bi públicos, R$ 42,1 bi já alocados em 2023-24), com meta de domínio nacional de 55% das tecnologias críticas até 2026 e 75% até 2033; a Embraer firmou R$ 2,1 bi com a Finep e R$ 331 mi com o BNDES.","ids":[520,519,538,522,523,323],"confidence":"high","source":"Jornal de Brasília 12/2/2025; discurso José Múcio (gov.br/defesa)","sector":"defense","id":390},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"Serpro, Dataprev e Correios saem do PND","text":"O Decreto 11.478 (6 abr 2023) excluiu Serpro, Dataprev, Correios, EBC e outras estatais dos programas de desestatização, reafirmando as duas empresas como operadoras públicas da infraestrutura de dados do Estado (gov.br, CNIS, Receita).","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 11.478/2023","sector":"fintech","id":391},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"regulated","title":"BC regula cripto (Decreto 11.563 e Resoluções 519–521)","text":"O Decreto 11.563 (13 jun 2023) designou o BC como regulador da Lei 14.478; em 10 nov 2025 as Resoluções BCB 519, 520 e 521 criaram a figura da PSAV (autorização, capital mínimo, sede no Brasil, segregação patrimonial) e incluíram cripto no mercado de câmbio, com vigência em fev 2026.","ids":[],"confidence":"high","source":"Decreto 11.563/2023; Resoluções BCB 519, 520 e 521/2025","sector":"fintech","id":392},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"Recomposição do FNDCT","text":"Com a LC 177 em vigor e sem contingenciamento, o FNDCT executou cerca de R$ 10 bilhões em 2023, o maior orçamento de sua história, recompondo bolsas do CNPq, chamadas da Finep e o apoio a parques e incubadoras.","ids":[],"confidence":"high","source":"MCTI/Finep, execução FNDCT 2023","sector":"hubs","id":393},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"created","title":"Mais Inovação Brasil","text":"Lançado em 31 ago 2023, o programa prevê R$ 66 bilhões até 2026 em crédito, subvenção e participação (Finep e BNDES Mais Inovação); o BNDES aprovou R$ 5,9 bi para inovação só entre jan–ago 2024, recorde desde 1995, e o BNDES Mais Inovação R$ 8 bi até ago 2024.","ids":[],"confidence":"high","source":"MCTI (31/08/2023); Metrópoles 17/09/2024","sector":"hubs","id":394},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"Governo pede retirada do PL 191 e lança o Lithium Valley","text":"Em março de 2023 o governo pediu à Câmara a retirada de pauta e o arquivamento do PL 191/2020 e criou o Ministério dos Povos Indígenas; em maio de 2023 Minas Gerais e o governo federal apresentaram o Lithium Valley Brazil na Nasdaq, e a Sigma Lithium iniciou a produção de concentrado em Grota do Cirilo; a Serra Verde começou em 2024 a produzir terras raras em Minaçu (GO), primeira mina em escala fora da Ásia.","ids":[186,187,188,189,190,191],"confidence":"high","source":"https://www.metropoles.com/brasil/politica-brasil/governo-pede-retirada-de-projeto-de-mineracao-em-terras-indigenas","sector":"minerals","id":395},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"expanded","title":"Expansão do enriquecimento da INB","text":"A INB contratou a Amazul (ago/2023) para a fase 2 de Resende, com 30 novas cascatas visando atender Angra 1 e 2 até 2033 e Angra 3 até 2037, e fechou com a Internexco (Rosatom) a conversão e o enriquecimento no exterior do urânio de Caetité; o projeto Santa Quitéria (urânio-fosfato, CE) seguia sem licença prévia do Ibama em 2025.","ids":[542,643,551],"confidence":"high","source":"NEI Magazine 16/8/2023; World Nuclear News; O Povo nov/2025","sector":"nuclear","id":396},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"FNDCT sem contingenciamento e recuperação do MCTI","text":"O FNDCT voltou a ser integralmente executado: cerca de R$ 10 bi em 2023, mais de R$ 12 bi em 2024 (R$ 6,4 bi não reembolsáveis, +27,8% sobre 2023) e R$ 14,7 bi em 2025; as operações reembolsáveis somaram mais de R$ 22 bi em 2023-2024. O orçamento empenhado do MCTI passou de R$ 2,9 bi (2021) para R$ 7,5 bi (2023) e R$ 8,7 bi (2024); a dotação total subiu de R$ 12,8 bi (LOA 2024) para R$ 16,7 bi (PLOA 2025).","ids":[325,324,321],"confidence":"high","source":"Finep (CCTCI, 21/05/2025); Pesquisa FAPESP ed. 350; SBFTE PLOA 2025","sector":"policy","id":397},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"created","title":"MDIC recriado, BNDES Mais Inovação e Mais Inovação Brasil (R$ 60 bi)","text":"O MDIC foi recriado em janeiro de 2023 (MP 1.154, Lei 14.600/2023) sob Geraldo Alckmin, com o CNDI reativado; o BNDES aprovou em maio de 2023 a linha BNDES Mais Inovação (R$ 20 bi) e em 31/08/2023 BNDES, Finep e MCTI lançaram o Mais Inovação Brasil com R$ 60 bi e taxas reduzidas, revertendo a retração do banco na inovação após as devoluções ao Tesouro de 2016-2021.","ids":[327,326,322,368,324],"confidence":"high","source":"Forbes 05/2023; BNDES/Finep 31/08/2023; Lei 14.600/2023","sector":"policy","id":398},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"created","title":"QuIIN - Quantum Industrial Innovation no Senai Cimatec (Embrapii, R$ 60 mi)","text":"Em outubro de 2023 a Embrapii selecionou o Senai Cimatec (Salvador) para o primeiro centro de competência em tecnologias quânticas para a indústria, com R$ 60 mi do Programa Prioritário IoT/Manufatura 4.0 do MCTI, modelo de associação de empresas e ambiente para startups.","ids":[200,604,607,321],"confidence":"high","source":"Embrapii; Mercado&Consumo 17/10/2023","sector":"quantum","id":399},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"created","title":"Mais Inovação Brasil e Brasil Mais Produtivo (nova fase)","text":"O Mais Inovação Brasil (ago 2023, R$ 66 bi até 2026 via Finep e BNDES Mais Inovação) e a nova fase do Brasil Mais Produtivo (nov 2023, R$ 2 bi, meta de 200 mil MPMEs com Senai, Sebrae e ABDI) priorizaram digitalização, manufatura avançada e automação.","ids":[],"confidence":"high","source":"MCTI 31/08/2023; Teletime 16/11/2023","sector":"robotics","id":400},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"CEITEC retirada da privatização e reativada","text":"O Decreto 11.478 (6/4/2023) excluiu a CEITEC do PND e do PPI, e o Decreto 11.768 (6/11/2023) reverteu a dissolução, destituiu o liquidante e restabeleceu a diretoria; o MCTI anunciou R$ 110 milhões para 2024.","ids":[425],"confidence":"high","source":"https://www.brasildefato.com.br/2023/11/07/decreto-autoriza-reversao-do-processo-de-liquidacao-e-estabelece-retomada-operacional-da-ceitec/","sector":"semiconductors","id":401},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"expanded","title":"Alcântara estreia comercialmente e CBERS-6 é assinado","text":"A sul-coreana Innospace lançou o HANBIT-TLV em 19/3/2023, primeiro lançamento de empresa estrangeira em Alcântara; em 14/4/2023, em Pequim, Brasil e China assinaram o CBERS-6 (satélite radar de ~700 kg, previsto para 2028). O primeiro voo comercial da Innospace (HANBIT-Nano, 22/12/2025) explodiu segundos após decolar.","ids":[499,497,506,365],"confidence":"high","source":"Teletime 20/3/2023; Correio Braziliense abr/2023; Forbes Brasil dez/2025","sector":"space","id":402},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"Telebras fora da privatização; Escolas Conectadas","text":"Em abril de 2023 o CPPI retirou Telebras e Correios do programa de privatizações iniciado em 2019; a Lei 14.533 (11/1/2023) criou a Política Nacional de Educação Digital e o Decreto 11.713 (set/2023) a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, usando recursos do leilão 5G.","ids":[242],"confidence":"medium","source":"https://teletime.com.br/06/04/2023/cppi-tambem-retira-telebras-e-correios-de-programa-de-privatizacoes-iniciado-no-governo-bolsonaro/","sector":"telecom","id":403},{"admin":"lula3","year":2023,"type":"reversed","title":"Reajuste de 40% nas bolsas após dez anos e recomposição do FNDCT","text":"Em 16/02/2023 o governo reajustou as bolsas CAPES/CNPq a partir de março: mestrado de R$ 1.500 para R$ 2.100, doutorado de R$ 2.200 para R$ 3.100, pós-doutorado de R$ 4.100 para R$ 5.200 e iniciação científica de R$ 400 para R$ 700. O FNDCT voltou a ser executado sem contingenciamento: cerca de R$ 5,0 bi não reembolsáveis em 2023 (+79% sobre 2022) e R$ 6,4 bi em 2024; orçamento total do fundo acima de R$ 12 bi em 2024 e R$ 14,7 bi em 2025.","ids":[612,611,325,324],"confidence":"high","source":"Correio Braziliense 16/02/2023; Finep (apresentação CCTCI, maio/2025)","sector":"universities","id":404},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Estratégia Nacional de Bioeconomia e Missão 1 da Nova Indústria Brasil","text":"O Decreto 12.044/2024 instituiu a Estratégia Nacional de Bioeconomia e a NIB (jan/2024) definiu como Missão 1 as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, com metas de mecanização da agricultura familiar e de ampliação de bioinsumos; BNDES e Finep abriram linhas específicas para bioeconomia amazônica.","ids":[323,75,35,326,324],"confidence":"medium","source":"Decreto 12.044/2024; MDIC, Nova Indústria Brasil","sector":"agtech","id":405},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"reversed","title":"Embrapa: concurso após 15 anos, Novo PAC e recomposição parcial","text":"A Embrapa entrou no Novo PAC (R$ 1 bilhão previsto em infraestrutura), abriu concurso com 1.027 vagas (edital de dez/2024, o primeiro em 15 anos) e viu a dotação de pesquisa subir de R$ 156 milhões (2024) para R$ 335 milhões em 2025 e R$ 602,5 milhões aprovados para 2026; ainda assim a empresa iniciou 2025 com déficit de R$ 200 milhões e estima precisar de R$ 510 milhões anuais de custeio, após queda de 80% em dez anos.","ids":[0,4],"confidence":"high","source":"https://agfeed.com.br/economia/exclusivo-com-deficit-anual-de-r-200-milhoes-embrapa-corta-custos-e-novos-projetos/; Forbes dez/2024; BNews abr/2025","sector":"agtech","id":406},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Lei dos Bioinsumos (15.070/2024)","text":"Sancionada sem vetos em 23/12/2024, a lei criou marco próprio para produção, registro e comercialização de bioinsumos (inclusive produção on farm para uso próprio), separando-os do regime de agrotóxicos; o Brasil já era o maior mercado de biológicos agrícolas do mundo, com empresas como Biotrop, Vittia e Koppert e pesquisa de base da Embrapa em fixação biológica de nitrogênio.","ids":[20,16,17,18,19,3,0],"confidence":"high","source":"https://agfeed.com.br/economia/sem-vetos-nova-lei-dos-bioinsumos-e-sancionada-falta-a-regulamentacao","sector":"agtech","id":407},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"PBIA, R$ 23 bi em quatro anos","text":"Lançado em 30 de julho de 2024, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (IA para o Bem de Todos) prevê R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028 em infraestrutura (supercomputador e nuvem soberana), formação, serviços públicos, apoio a empresas e modelos de linguagem em português.","ids":[346],"confidence":"high","source":"https://teletime.com.br/30/07/2024/plano-de-inteligencia-artificial-preve-r-23-bi-para-a-tecnologia-no-brasil/","sector":"ai","id":408},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"expanded","title":"Upgrade do Santos Dumont com recursos da Petrobras","text":"Em abril de 2024 o LNCC contratou a Eviden por US$ 19,4 milhões (R$ 99 milhões) para adicionar 17 petaflops ao Santos Dumont, quadruplicando a capacidade, com recursos de P&D da Petrobras.","ids":[635,107],"confidence":"high","source":"https://www.datacenterdynamics.com/br/notícias/eviden-fornecera-upgrade-para-supercomputador-do-lncc-no-brasil/","sector":"ai","id":409},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"regulated","title":"PL 2338 aprovado no Senado, travado na Câmara","text":"O Senado aprovou o Marco Legal da IA em 10/12/2024 (relator Eduardo Gomes); na Câmara desde março de 2025, a comissão especial (relator Aguinaldo Ribeiro) ainda não apresentou parecer em outubro de 2026, com mais de 35 projetos apensados.","ids":[99],"confidence":"high","source":"https://ialocus.com.br/blog/post-pl-2338-marco-legal-ia-brasil-2026","sector":"ai","id":410},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"regulated","title":"Novo marco das PDPs e PDIL e Lei da Pesquisa Clínica","text":"As Portarias GM/MS 4.472 e 4.473 (20/6/2024) reabriram as PDPs com matriz de desafios tecnológicos e criaram o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local, com ICTs e startups; a Lei 14.874/2024 instituiu o marco da pesquisa clínica com seres humanos, encurtando prazos de análise ética para atrair ensaios ao país.","ids":[71,36,37,39,50,51],"confidence":"high","source":"https://www.mattosfilho.com.br/unico/governo-marco-pdps-pdil/; Lei 14.874/2024","sector":"biotech","id":411},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Marco Legal dos Games e retorno da cota de tela","text":"A Lei 14.852 (3/5/2024) reconheceu o desenvolvimento de jogos eletrônicos como atividade cultural e tecnológica, com acesso a Lei do Bem, Rouanet e Audiovisual (sancionada com vetos); as Leis 14.814 e 14.815 (15/1/2024) restabeleceram a cota de tela até 2033 e as cotas na TV paga até 2038.","ids":[276,275],"confidence":"high","source":"https://www.poder360.com.br/governo/lula-sanciona-marco-legal-dos-jogos-eletronicos-no-brasil/","sector":"creative","id":412},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Política Nacional de Economia Criativa","text":"Em 7/8/2024 o MinC lançou as 15 diretrizes da Política Nacional de Fomento à Economia Criativa, construídas com a 4ª Conferência Nacional de Cultura, e em 2025 reorganizou a Secretaria de Economia Criativa (Cláudia Leitão), abrangendo games, design e tecnologia criativa.","ids":[],"confidence":"medium","source":"https://www.poder360.com.br/poder-governo/governo-lanca-politica-nacional-de-fomento-a-economia-criativa/","sector":"creative","id":413},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"reversed","title":"Resgate da Avibras","text":"Após o fracasso da venda à australiana DefendTex e o interesse da chinesa Norinco (2024), Lula acionou o BNDES para evitar controle estrangeiro; a produção em Jacareí foi retomada em maio de 2026 após acordo de R$ 230 milhões em dívidas trabalhistas, e a J&F negocia 100% da empresa depois de aportar R$ 300 milhões.","ids":[526,326],"confidence":"high","source":"TradeMap/InfoMoney 22/8/2026","sector":"defense","id":414},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"expanded","title":"PROSUB avança, submarino nuclear atrasa","text":"O submarino Tonelero foi lançado em 27/3/2024 com Lula e Macron e o Humaitá incorporado em 2024; mas o Álvaro Alberto, de propulsão nuclear, ficou para a segunda metade dos anos 2030 e a Marinha estima necessidade de R$ 1 bilhão adicional por ano para manter o cronograma.","ids":[522,546,643],"confidence":"high","source":"Jornal do Comércio 27/3/2024; Defesa Aérea & Naval; Pesquisa FAPESP 354 (2025)","sector":"defense","id":415},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"reversed","title":"Petrobras abandona a venda de refinarias e retoma fertilizantes","text":"Em 22/5/2024 o Cade aceitou renegociar o TCC de 2019, liberando a Petrobras de vender Repar, Refap, Regap, Lubnor e Rnest; a estatal reabriu a fábrica de fertilizantes de Araucária (ANSA), retomou as Fafens arrendadas à Unigel e relançou a UFN3, e os planos estratégicos 2024–28 (US$ 102 bilhões) e 2025–29 (US$ 111 bilhões) reservaram US$ 11,5 bilhões para baixo carbono; a disputa sobre dividendos custou o cargo a Jean Paul Prates (mai/2024).","ids":[145,652,146,147],"confidence":"high","source":"https://www.gazetadopovo.com.br/energia/cade-reve-acordo-e-decide-que-petrobras-nao-precisa-mais-vender-refinarias/","sector":"energy","id":416},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Lei do Hidrogênio e PHBC","text":"A Lei 14.948 (2/8/2024) criou o marco legal do hidrogênio de baixa emissão (certificação, Rehidro) e a Lei 14.990/2024 instituiu o PHBC, com R$ 18,3 bilhões em créditos fiscais entre 2028 e 2032; hubs do Pecém, do Açu e de Suape disputam os projetos, e o Decreto 13.096/2026 regulamentou a certificação.","ids":[159,160,161,162],"confidence":"high","source":"https://eixos.com.br/hidrogenio/governo-sanciona-programa-de-r-18-bi-para-hidrogenio-de-baixo-carbono/; Lei 14.948/2024","sector":"energy","id":417},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Lei do Combustível do Futuro e Programa Mover","text":"A Lei 14.993 (8/10/2024) fixou a mistura de etanol entre 22% e 35%, elevou o biodiesel até 25%, criou mandatos para SAF, diesel verde e biometano e o marco de captura de carbono; a Lei 14.902/2024 (Mover) deu R$ 19,3 bilhões em créditos fiscais 2024–28 à descarbonização automotiva, atraindo fábricas da BYD (Camaçari) e da GWM (Iracemápolis) e o híbrido flex da Toyota.","ids":[157,351,166,167,171,172,151],"confidence":"high","source":"Lei 14.993/2024; Lei 14.902/2024","sector":"energy","id":418},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"regulated","title":"Mercado de carbono (SBCE) e marco das eólicas offshore","text":"A Lei 15.042 (11/12/2024) criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, com o agro excluído da regulação; a Lei 15.097 (10/1/2025) regulou as eólicas offshore, mas Lula vetou jabutis e o Congresso derrubou parte dos vetos em 17/6/2025 (contratação compulsória de PCHs, prorrogação do Proinfa), com custo estimado pela Abrace em R$ 197 bilhões até 2050.","ids":[178,175,163,164],"confidence":"high","source":"https://www.metropoles.com/brasil/economia-br/congresso-derrubada-a-veto-de-lula-deve-gerar-aumento-na-conta-de-luz; Lei 15.042/2024","sector":"energy","id":419},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"expanded","title":"BNDES Garagem 2024 e Centelha III","text":"O BNDES relançou o Garagem em ago 2024 com prêmios de até R$ 150 mil por startup; o MCTI/Finep abriram o Centelha III (editais estaduais em 2025) e a Nova Indústria Brasil (jan 2024) trouxe metas de inovação e compras públicas via CPSI. O Brasil ocupou a 50ª posição no Global Innovation Index 2024.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Agência Gov 20/08/2024; FAPES Edital 18/2025","sector":"hubs","id":420},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"expanded","title":"Chamada BNDES/Finep de R$ 5 bilhões para minerais estratégicos","text":"Dentro da Nova Indústria Brasil, BNDES (R$ 4 bilhões) e Finep (R$ 1 bilhão) lançaram chamada para transformação de minerais estratégicos que recebeu 124 planos de negócios de 136 grupos em 23 estados, somando R$ 85,2 bilhões em investimentos propostos, com mais propostas em terras raras (27), lítio (25), cobre (24) e grafite (20).","ids":[326,324,323,190,191,186,189],"confidence":"high","source":"https://eixos.com.br/transicao-energetica/bndes-edital-de-minerais-estrategicos-tem-projetos-com-investimentos-de-r-852-bi/","sector":"minerals","id":421},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"regulated","title":"Repactuação de Mariana: R$ 170 bilhões","text":"Em 25/10/2024 Vale, BHP e Samarco assinaram com União, Minas Gerais e Espírito Santo a repactuação dos danos de 2015: R$ 170 bilhões, dos quais R$ 100 bilhões em novos repasses ao poder público em 20 anos, R$ 32 bilhões em obrigações das empresas e R$ 38 bilhões já gastos, encerrando a Fundação Renova.","ids":[184],"confidence":"high","source":"https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-assina-acordo-de-reparacao-dos-danos-de-mariana/","sector":"minerals","id":422},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"neglected","title":"Indecisão sobre Angra 3","text":"O CNPE encomendou ao BNDES estudo (2024) que concluiu em 2025 que concluir a usina (R$ 23,9 bilhões, operação em março de 2033) é mais vantajoso que abandoná-la (R$ 21,9 a 25,97 bi); com 66% das obras feitas, R$ 12 bilhões gastos e ~R$ 1 bilhão/ano de custo parada, o governo adiou a decisão três vezes, reconheceu em 14/7/2026 interesse público no standstill das dívidas com BNDES e Caixa e o TCU abriu apuração em 26/8/2026; sem decisão final em outubro de 2026.","ids":[541,540,326],"confidence":"high","source":"Canal Solar nov/2025; Agência Brasil 14/7/2026; Brasil em Folhas 2/9/2026","sector":"nuclear","id":423},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Nova Indústria Brasil (R$ 300 bi), PBIA (R$ 23 bi) e Mover","text":"A NIB (22/01/2024) organizou a política industrial em seis missões com R$ 300 bi em financiamento até 2026 (BNDES, Finep, Embrapii), depois ampliados; o Plano Brasileiro de IA (30/07/2024) previu R$ 23 bi em 2024-2028, inclusive um supercomputador; o Programa Mover (Lei 14.902/2024) substituiu o Rota 2030 com créditos a P&D automotivo.","ids":[323,346,351,322],"confidence":"high","source":"Planalto 22/01/2024; MCTI/PBIA 30/07/2024; Lei 14.902/2024","sector":"policy","id":424},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"regulated","title":"GT da Iniciativa Brasileira para Tecnologias Quânticas (Portaria MCTI 8.194/2024) - IBQuântica","text":"A Portaria MCTI 8.194 (19/05/2024) criou grupo de trabalho com três secretarias do MCTI, Finep, CNPq, Embrapii, CBPF, CNPEM e LNCC para propor a estratégia nacional quântica, fontes de financiamento, formação de talentos e centros regionais de competência, com mandato de um ano; a iniciativa resultante é a IBQuântica, articulada à transformação digital, semicondutores e fotônica.","ids":[201,321,198,594,324,611,607],"confidence":"high","source":"Portaria MCTI 8.194/2024 (DOU 21/05/2024)","sector":"quantum","id":425},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Nova Indústria Brasil — Missão 4 (transformação digital)","text":"Lançada em 22 jan 2024 com R$ 300 bi em financiamentos até 2026, a NIB fixou na Missão 4 as metas de digitalizar 90% das empresas industriais e triplicar a participação da produção nacional em novas tecnologias (automação, robótica, IoT), com Embrapii e BNDES como operadores.","ids":[],"confidence":"high","source":"MDIC/CNDI, Nova Indústria Brasil (2024)","sector":"robotics","id":426},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Mover sucede o Rota 2030","text":"A MP 1.205 (dez 2023), convertida na Lei 14.902 (27 jun 2024), criou o Programa Mobilidade Verde e Inovação com R$ 19,3 bilhões em créditos tributários (2024–2028) para P&D em descarbonização, eletrificação e automação da cadeia automotiva.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 14.902/2024","sector":"robotics","id":427},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"regulated","title":"Depreciação acelerada de máquinas e equipamentos","text":"A Lei 14.871 (28 mai 2024) permitiu depreciar em dois anos máquinas, equipamentos e aparelhos novos (R$ 3,4 bilhões de renúncia em 2024–25), estimulando a renovação do parque fabril com robôs e automação.","ids":[],"confidence":"high","source":"Lei 14.871/2024","sector":"robotics","id":428},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"created","title":"Missão 4 da NIB e Mais Inovação Semicondutores","text":"A Nova Indústria Brasil (janeiro de 2024) colocou semicondutores na Missão 4 (transformação digital), e em 1/2/2024 MCTI e Finep lançaram a chamada Mais Inovação Semicondutores, com R$ 100 milhões não reembolsáveis para design, fabricação e encapsulamento.","ids":[458,323,324],"confidence":"high","source":"https://dplnews.com/?p=222808","sector":"semiconductors","id":429},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"expanded","title":"Lei 14.968/2024, Brasil Semicon","text":"Sancionada em 11/9/2024, a lei criou o Programa Brasil Semicondutores, prorrogou PADIS e Lei de Informática até 2029, passou a conceder incentivo por empresa (não por produto), incluiu exportações e serviços e autorizou BNDES e Finep a estruturar projetos; estimativa de R$ 7 bilhões por ano em incentivos, com veto à prorrogação automática até 2073.","ids":[457,455,456],"confidence":"high","source":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/","sector":"semiconductors","id":430},{"admin":"lula3","year":2024,"type":"expanded","title":"Novo PAC universidades (R$ 5,5 bi), Mais Ciência na Escola e 6,7 mil novos cargos","text":"Em 10/06/2024 o governo anunciou R$ 5,5 bi do Novo PAC para 10 novos campi (R$ 600 mi), 338 obras (R$ 3,17 bi) e hospitais universitários (R$ 1,75 bi), além de recomposição de custeio; em outubro de 2025 anunciou 6,7 mil novos cargos. O Mais Ciência na Escola (MCTI/MEC, 2024) recebeu R$ 200 mi em nov/2024 dentro de um pacote de R$ 740 mi de popularização da ciência, com meta de laboratórios em 2 mil escolas, 20 mil bolsas de estudantes e 2 mil de professores.","ids":[632],"confidence":"high","source":"Planalto 10/06/2024; Poder360 08/11/2024","sector":"universities","id":431},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"expanded","title":"Plano Safra 2025/26 de R$ 516,2 bilhões","text":"O Plano Safra empresarial passou de R$ 400,6 bilhões (2024/25) para R$ 516,2 bilhões (2025/26), com R$ 414,7 bilhões em custeio e comercialização e R$ 101,5 bilhões em investimento, além de R$ 89 bilhões do Pronaf; o peso crescente da equalização de juros (Selic a 15%) virou tema de disputa fiscal entre Fazenda e MAPA.","ids":[32,33],"confidence":"high","source":"https://www.diariodepernambuco.com.br/economia/2025/07/7793224-plano-safra-planalto-confirma-5162-bi-para-agricultura-empresarial.html","sector":"agtech","id":432},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"neglected","title":"Moratória da Soja sob ataque sem defesa federal clara","text":"O pacto privado de 2006 contra soja de áreas desmatadas na Amazônia passou a ser atacado por lei de Mato Grosso (Lei 12.709/2024, que retira incentivos fiscais de signatários) e por processo no Cade (2025); o governo federal dividiu-se entre MAPA e MMA e não assumiu posição pública em defesa do mecanismo, enquanto negociava a implementação da EUDR com a União Europeia.","ids":[32,28,30],"confidence":"medium","source":"Lei estadual MT 12.709/2024; cobertura Cade/Moratória 2025","sector":"agtech","id":433},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"created","title":"SoberanIA e Fábrica de IA Distribuída","text":"Em 9 de dezembro de 2025 MCTI, Telebras, Governo do Piauí, Scala Data Centers e Modular anunciaram o SoberanIA: fábrica de IA distribuída (treinamento de modelos de fundação), Cofre de Dados soberano em Brasília e um corpus em português ampliado de 130 para 350 bilhões de tokens.","ids":[105,242],"confidence":"medium","source":"https://teletime.com.br/09/12/2025/soberania-amplia-iniciativa-de-desenvolvimento-de-ia-no-brasil/","sector":"ai","id":434},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"expanded","title":"Hemobrás inaugura fábrica de Goiana e Fiocruz patenteia plataforma de mRNA","text":"Em 14/8/2025 foi inaugurada a planta de fracionamento de plasma da Hemobrás em Goiana (PE), 21 anos após a criação da empresa, com meta de seis hemoderivados 100% nacionais até 2027; Bio-Manguinhos, hub da OMS para mRNA na América Latina desde 2021, registrou em 2025 a primeira plataforma brasileira de vacinas de mRNA, com ensaio clínico de vacina contra covid previsto para o fim do ano.","ids":[42,36,37,38],"confidence":"high","source":"https://www.paho.org/pt/noticias/14-8-2025-brasil-avanca-na-producao-hemoderivados-com-inauguracao-nova-fabrica-da-hemobras; Poder360 ago/2025","sector":"biotech","id":435},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"expanded","title":"Investimento público no audiovisual bate recorde","text":"Segundo a Ancine, o investimento público no audiovisual chegou a R$ 1,41 bilhão em 2025 (recorde), com R$ 564,3 milhões do FSA em produção, R$ 411 milhões em financiamento e R$ 437,8 milhões em leis de incentivo; o BNDES retomou em 2024 linha de R$ 400 milhões com recursos do FSA.","ids":[],"confidence":"high","source":"https://istoedinheiro.com.br/investimento-publico-audiovisual-recorde-2025","sector":"creative","id":436},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"regulated","title":"PL do streaming aprovado na Câmara, pendente no Senado","text":"A Câmara aprovou em 4/11/2025 a regulação do vídeo sob demanda (Condecine progressiva de até 4% da receita bruta, cota de 10% de obras brasileiras no catálogo e proeminência), tramitando no Senado como substitutivo ao PL 2.331/2022; até outubro de 2026 não havia sido votado.","ids":[],"confidence":"medium","source":"https://teletime.com.br/17/11/2025/senado-analisara-pl-do-streaming-como-substitutivo-do-pl-2-331/","sector":"creative","id":437},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"regulated","title":"Acordo União–Eletrobras e programa Luz do Povo","text":"O governo não reverteu a privatização: o acordo homologado pelo STF em 11/12/2025 deu à União 3 de 10 conselheiros e R$ 2,4 bilhões em debêntures da Eletronuclear para Angra 1, em troca do fim da ação contra o limite de voto; a MP 1.300/2025 virou a Lei 15.235/2025 (Luz do Povo, até R$ 10 bilhões ao ano via CDE para gratuidade até 80 kWh), mas a abertura do mercado livre ficou para outras MPs.","ids":[148,176],"confidence":"high","source":"https://www.cnnbrasil.com.br/politica/stf-homologa-acordo-entre-governo-e-eletrobras/; Lei 15.235/2025","sector":"energy","id":438},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"cut","title":"Drex: fim da plataforma DLT e redução de escopo","text":"Após as fases-piloto (2023–25), o BC anunciou em ago 2025 que abandonaria a rede DLT (Hyperledger Besu) por dificuldades de privacidade e, em nov 2025, desligou a plataforma de testes: o Drex deixa de ser uma CBDC de varejo e vira infraestrutura de tokenização de garantias e liquidação, integrada a Pix e Open Finance.","ids":[],"confidence":"high","source":"Valor Econômico (ago 2025); BCB (nov 2025)","sector":"fintech","id":439},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"regulated","title":"Crise da 'taxação do Pix' e MP da gratuidade","text":"A IN RFB 2.219/2024 ampliou o reporte de movimentações por fintechs; uma onda de desinformação sobre 'imposto no Pix' levou o governo a revogá-la (15 jan 2025) e a editar a MP 1.288/2025 garantindo gratuidade e sigilo, que caducou em jun 2025 sem votação. Em jul 2025 o USTR abriu investigação (Seção 301) citando o Pix.","ids":[],"confidence":"high","source":"IN RFB 2.219/2024; MP 1.288/2025; Senado Notícias 12/06/2025","sector":"fintech","id":440},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"expanded","title":"Pix por aproximação e Pix Automático","text":"O BC lançou o Pix por aproximação (fev 2025) e, em 16 jun 2025, o Pix Automático para cobranças recorrentes (assinaturas, contas), além de preparar o Pix parcelado — ampliando o Pix para substituir débito automático e cartões em pagamentos recorrentes.","ids":[],"confidence":"high","source":"BCB, Pix Automático (2025)","sector":"fintech","id":441},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"regulated","title":"Endurecimento após a Operação Carbono Oculto","text":"Após a operação de 28 ago 2025 revelar o uso de fintechs e PSTIs para lavagem de dinheiro do crime organizado, o BC (5 set 2025) fixou teto de R$ 15 mil por Pix/TED para instituições de pagamento não autorizadas, capital mínimo de R$ 15 milhões para PSTIs e antecipou para mai 2026 a autorização obrigatória de todas as IPs.","ids":[],"confidence":"high","source":"BCB, medidas de 05/09/2025 (Forbes Brasil)","sector":"fintech","id":442},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"neglected","title":"ANM segue subfinanciada: bloqueio cancela fiscalizações de barragens","text":"Em outubro de 2025 a ANM alertou que um bloqueio de R$ 5,9 milhões e déficit de R$ 3,2 milhões a obrigavam a retirar 17 fiscalizações de barragens do planejamento, suspender outras 15 e as ações contra garimpo ilegal, sem caixa sequer para a sede em Minas Gerais; o quadro de fiscais nunca foi recomposto desde Brumadinho.","ids":[193],"confidence":"high","source":"https://www.gazetadopovo.com.br/republica/anm-alerta-que-nao-conseguira-fiscalizar-barragens/","sector":"minerals","id":443},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"expanded","title":"RMB sai do papel","text":"Após R$ 300 milhões do Novo PAC em 2024, as obras de infraestrutura do Reator Multipropósito Brasileiro começaram em Iperó em 24/2/2025, com R$ 926 milhões previstos até 2026 via FNDCT/Finep, parceria com a argentina INVAP e meta de autossuficiência em molibdênio-99 para o SUS.","ids":[545,544,324,325],"confidence":"high","source":"Tribuna do Sertão/MCTI 24/2/2025","sector":"nuclear","id":444},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"neglected","title":"Labgene e submarino nuclear atrasam","text":"O Labgene, protótipo terrestre do reator naval em Aramar, ainda precisava de cerca de três anos para gerar energia por fissão (maio/2025); o submarino Álvaro Alberto ficou para a segunda metade dos anos 2030 e a Marinha pede R$ 1 bilhão adicional por ano, enquanto Eletrobras (Axia) vendeu sua participação na Eletronuclear à Âmbar (J&F) em outubro de 2025.","ids":[546,522,643,540],"confidence":"medium","source":"Pesquisa FAPESP 354 (ago/2025); Agência Brasil jul/2026","sector":"nuclear","id":445},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"expanded","title":"Finep financia vigilância de drones e pesquisa em humanoides","text":"A Finep aportou R$ 28 milhões (de R$ 40 mi) no projeto MUST da IACIT (abr 2025) para rastreamento de drones e eVTOLs em áreas urbanas; recursos da Finep também pagaram o robô humanoide Unitree G1 do IME, exibido pelo Exército em 2026. Não há, porém, um programa federal específico para robótica humanoide.","ids":[],"confidence":"medium","source":"Convergência Digital 02/04/2025; Poder360 set 2026","sector":"robotics","id":446},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"created","title":"Alada e aportes do FNDCT ao programa espacial","text":"A Lei 15.083 (2/1/2025) criou a estatal Alada, subsidiária da NAV Brasil (Ministério da Defesa), para explorar comercialmente infraestrutura aeroespacial e redes de satélites; o MCTI anunciou R$ 486,8 milhões para o programa espacial em 2025, incluindo dois microlançadores contratados pela Finep e R$ 30 mi do FNDCT ao Maranhão. O orçamento-base da AEB seguiu entre R$ 102 e R$ 135 milhões em 2024.","ids":[493,497,324,325],"confidence":"medium","source":"Senado Notícias 3/1/2025 (Lei 15.083); Poder360 24/1/2025; Nord Research","sector":"space","id":447},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"regulated","title":"ECA Digital","text":"A Lei 15.211 (17/9/2025) impôs às plataformas digitais deveres de proteção a crianças e adolescentes (verificação de idade, controle parental, limites a publicidade), sob fiscalização da ANPD.","ids":[333],"confidence":"medium","source":"Lei 15.211/2025","sector":"telecom","id":448},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"created","title":"Redata e política de data centers (MP 1.318)","text":"A MP 1.318 (17/9/2025) criou o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, com suspensão de PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação para projetos com energia renovável, eficiência hídrica (WUE ≤ 0,05 L/kWh) e 10% da capacidade para o mercado interno; o governo estimou renúncia de R$ 5,2 bi em 2026 e até R$ 2 trilhões em investimentos em dez anos, mas a MP caducou em 25/2/2026.","ids":[350],"confidence":"high","source":"https://tagdlaw.com.br/mp-1-318-2025-caduca-e-deixa-sem-efeito-incentivo-fiscal-para-datacenters/","sector":"telecom","id":449},{"admin":"lula3","year":2025,"type":"expanded","title":"121 novos INCTs (Chamada CNPq 46/2024) com ~R$ 1,45 bi","text":"O resultado preliminar da chamada (início de 2025) aprovou 121 institutos entre 651 propostas, com aporte de cerca de R$ 1,45 bi: FNDCT R$ 1 bi, FAPESP R$ 200 mi, FAPERJ R$ 150 mi, Ministério da Saúde R$ 100 mi, CAPES R$ 50 mi, FAPEMIG R$ 50 mi e FAPES R$ 10 mi; a USP coordena 26 deles. É a maior rodada do programa desde 2008 (122 institutos, R$ 607 mi).","ids":[621,611,612,615,616,617],"confidence":"high","source":"CNPq, resultado preliminar Chamada 46/2024","sector":"universities","id":450},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"regulated","title":"Redata vira lei após MP caducar","text":"A MP 1.318 (17/9/2025) criou o regime tributário para data centers de nuvem e IA, mas caducou em 25/2/2026 sem votação no Senado; o PL 278/2026 foi sancionado como Lei 15.504 em 15/9/2026, com suspensão de PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação condicionada a energia renovável, 10% da capacidade para o mercado interno e 2% em P&D.","ids":[350],"confidence":"high","source":"https://www.mattosfilho.com.br/wp-content/uploads/2026/09/regime-especial-de-tributacao-para-data-centers.pdf","sector":"ai","id":451},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"created","title":"Supercomputador do PBIA no PAX/UFRN, ~R$ 1 bi","text":"Em 20 de agosto de 2026 o governo publicou a chamada pública para o supercomputador de IA do PBIA, pacote de cerca de R$ 1 bilhão do FNDCT, a ser executado pelo LNCC no Parque Tecnológico Augusto Severo (UFRN, Macaíba/RN), com operação prevista para o fim de 2027.","ids":[108,107,346],"confidence":"medium","source":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/","sector":"ai","id":452},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"cut","title":"Bloqueio orçamentário e negociação de mais 20 Gripen","text":"Em 2024 o investimento foi R$ 9,2 bilhões (7,4% do orçamento da Defesa) e pessoal consumiu 78,2% (R$ 96,6 bi); em 2026 o Ministério teve R$ 4,36 bilhões bloqueados, ao mesmo tempo em que Brasil e Suécia declararam interesse em 20 Gripen adicionais (frota de 56), com 11 dos 36 entregues.","ids":[520,519],"confidence":"high","source":"Congresso em Foco fev/2025; Bloomberg Línea 4/6/2026","sector":"defense","id":453},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"created","title":"Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (Lei 15.506/2026)","text":"Após tramitarem o PL 2.780/2024 (Câmara, Zé Silva) e o PL 4.443/2025 (Senado, Renan Calheiros), a Lei 15.506 foi sancionada sem vetos em 16/9/2026, criando a PNMCE, o conselho Cimce (Decreto 13.118/2026, vinculado à Presidência), o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (R$ 2 bilhões iniciais), R$ 5 bilhões para beneficiamento, o certificado de mineral de baixo carbono e a triagem de aquisições estrangeiras de direitos minerários, em meio à disputa EUA–China por terras raras e nióbio.","ids":[194,193,183,190,191],"confidence":"high","source":"https://www.camara.leg.br/noticias/1305164-nova-lei-cria-a-politica-nacional-de-minerais-criticos-e-estrategicos; Demarest, set/2026","sector":"minerals","id":454},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"expanded","title":"Lei 15.184/2025 (R$ 22 bi do superávit do FNDCT), capitalização da Finep (R$ 3,5 bi) e Redata","text":"A Lei 15.184 (ago/2025) autorizou usar cerca de R$ 22 bi do superávit financeiro do FNDCT em crédito à inovação até 2028; os Decretos 12.912 e 12.913 (30/03/2026) autorizaram aumento de capital da Finep em até R$ 3,5 bi com ações do BNB e do Basa e criaram o Plano Anual de Aplicação de Recursos. O Redata (MP 1.318, set/2025) caducou em fev/2026 e foi recriado por lei sancionada em 15/09/2026, com exigência de 2% em P&D e 10% de capacidade para o mercado interno.","ids":[325,324,350],"confidence":"high","source":"Lei 15.184/2025; Decretos 12.912 e 12.913/2026; Baguete 15/09/2026","sector":"policy","id":455},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"cut","title":"Arcabouço fiscal: CNPq e investimentos do MCTI pressionados em 2025-2026","text":"O PLOA 2025 reduziu o CNPq (R$ 2,022 bi para R$ 1,948 bi) e a ação de bolsas (-20%) mesmo com o FNDCT em alta; o orçamento de 2026 fixou R$ 17,8 bi para MCTI e Comunicações, 5% abaixo de 2025, com investimentos do MCTI 17% menores e corte linear de 0,8% no relatório preliminar.","ids":[611,321],"confidence":"medium","source":"SBFTE PLOA 2025; Congresso em Foco 09/12/2025","sector":"policy","id":456},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"created","title":"CIQUANTA-PB: Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba com parceria chinesa (R$ 150 mi)","text":"Acordo MCTI-Governo da Paraíba (nov/2025) e lançamento em abril de 2026 do centro na Estação Ciência Cabo Branco (João Pessoa), com cerca de R$ 150 mi, parceria com o Suzhou Quantum Center (China), UFCG e Fapesq, e dois computadores quânticos de 20 e 100 qubits previstos para agosto-outubro de 2026, apresentados como os primeiros operacionais da América Latina; em junho de 2026 recebeu mais R$ 20 mi.","ids":[199,587,321],"confidence":"high","source":"MCTI 14/04/2026; TI Inside 14/04/2026; Paraíba Total 22/06/2026","sector":"quantum","id":457},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"expanded","title":"Residência em Tecnologias Quânticas (R$ 20 mi), linha quântica na chamada Finep de R$ 300 mi e iniciativa do Exército","text":"Em 19/06/2026 o MCTI lançou a residência em tecnologias quânticas (R$ 20 mi em 36 meses, 156 bolsas, cerca de 500 formados em João Pessoa, Campina Grande, Fortaleza, Salvador, Goiânia e Campinas); a Finep publicou em março de 2026 chamada de R$ 300 mi com linha para computação, comunicação, sensores e materiais quânticos; em setembro de 2026 o Exército abriu agenda de tecnologias quânticas de defesa. Críticos apontam que o total dedicado ainda é da ordem de dezenas de milhões de reais.","ids":[201,324,211],"confidence":"medium","source":"MCTI 19/06/2026; MIT Technology Review Brasil 26/06/2026","sector":"quantum","id":458},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"regulated","title":"Lei 15.504/2026 institui o Redata","text":"O PL 278/2026, que reproduziu a MP, foi aprovado e sancionado sem vetos como Lei 15.504 em 15/9/2026, com exigência de 2% dos bens incentivados aplicados em P&D com ICTs, redução de 20% das contrapartidas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e benefícios de PIS/Cofins e IPI válidos até 31/12/2026; a LC 237/2026 excepcionou o regime das travas orçamentárias.","ids":[350],"confidence":"high","source":"https://www.mattosfilho.com.br/wp-content/uploads/2026/09/regime-especial-de-tributacao-para-data-centers.pdf","sector":"telecom","id":459},{"admin":"lula3","year":2026,"type":"cut","title":"Limites fiscais: CNPq e bolsas em queda na PLOA 2025 e orçamento de 2026 5% menor","text":"Apesar do crescimento do FNDCT, a PLOA 2025 reduziu o CNPq de R$ 2,022 bi para R$ 1,948 bi (-3,65%) e a ação de bolsas de formação de R$ 1,48 bi para R$ 1,31 bi (-20%); a dotação do MCTI subiu de R$ 12,8 bi (LOA 2024) para R$ 16,7 bi (PLOA 2025). Para 2026 o relatório setorial fixou R$ 17,8 bi para MCTI e Comunicações somados, 5% abaixo de 2025, com investimentos do MCTI 17% menores.","ids":[611,321],"confidence":"medium","source":"SBFTE, análise PLOA 2025; Congresso em Foco 09/12/2025","sector":"universities","id":460}],"admin_summaries":{"ai":"A base institucional da IA brasileira foi erguida por governos muito anteriores à tecnologia: CNPq (Dutra, 1951), Finep e FNDCT (Costa e Silva, 1967–69), LNCC (Figueiredo, 1980), MCT e RNP (Sarney). Lula e Dilma criaram os instrumentos modernos (Lei de Inovação, INCTs, supercomputador Santos Dumont, Marco Civil); Temer e Bolsonaro regularam dados (LGPD, ANPD) e lançaram a EBIA (2021), mas contingenciaram o FNDCT e deixaram a estratégia sem metas nem orçamento. Lula 3 retomou o fundo, lançou o PBIA (R$ 23 bi, 2024), o SoberanIA e o Redata (Lei 15.504/2026), enquanto o PL 2338 segue travado na Câmara.","semiconductors":"O regime militar construiu a política de informática por etapas: CAPRE (Médici), Cobra e reserva de minicomputadores (Geisel), SEI, CTI e Lei 7.232 (Figueiredo). Collor desmontou a reserva e, com a Lei 8.248/1991, trocou protecionismo por incentivos fiscais atrelados a P&D, renovados por FHC, Lula e Dilma. Lula criou CI-Brasil, PADIS e a CEITEC; Dilma apostou na Six/Unitec, que nunca produziu; Temer e Bolsonaro adaptaram a lei à OMC, e Bolsonaro decretou a dissolução da CEITEC (2020), revertida por Lula 3, que lançou a Missão 4 da NIB e a Lei 14.968/2024 (Brasil Semicon).","telecom":"O Estado construiu o sistema: Código de Telecomunicações (Goulart, 1962), Embratel e Ministério das Comunicações (Castelo Branco), Telebras (Médici, 1972), CPqD (Geisel) e Brasilsat (Figueiredo). FHC quebrou o monopólio (EC 8/1995), criou a Anatel (1997) e privatizou a Telebras por R$ 22 bilhões (1998); Lula reativou a Telebras com o PNBL (2010) e Dilma contratou o SGDC e aprovou o Marco Civil. Bolsonaro tentou privatizar a Telebras, modernizou a LGT e leiloou o 5G (R$ 47,2 bi, 2021); Lula 3 retirou a Telebras da privatização e criou o Redata para data centers, consolidado na Lei 15.504/2026.","creative":"Vargas fundou a política audiovisual (cota de tela, INCE, DIP) e o regime militar a estatizou (INC, Embrafilme, Concine, Funarte); Sarney criou o MinC e a primeira lei de incentivo. Collor extinguiu Embrafilme, Concine e o ministério (1990) e, em seguida, criou a Lei Rouanet; Itamar recriou o MinC e aprovou a Lei do Audiovisual; FHC criou a Ancine; Lula e Dilma montaram o FSA, os Pontos de Cultura, a EBC e a Lei do SeAC. Temer e Bolsonaro extinguiram o MinC (o segundo de forma duradoura), travaram Rouanet e FSA e vetaram as leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, derrubadas pelo Congresso; Lula 3 recriou o MinC, executou essas leis, sancionou o Marco Legal dos Games (2024) e levou o investimento público no audiovisual a recorde (R$ 1,41 bi em 2025).","space":"O setor espacial nasceu sob tutela militar (ITA/CTA nos anos 1950, INPE em 1961, MECB em 1979, Alcântara em 1983) e passou a comando civil com a AEB em 1994, no mesmo ano em que Itamar privatizou a Embraer. Após o pico orçamentário de R$ 300 milhões em 2014, a AEB encolheu para cerca de R$ 100 milhões anuais entre 2019 e 2024; o Acordo de Salvaguardas com os EUA, barrado no Congresso na era FHC, foi aprovado em 2019 e abriu Alcântara a lançamentos comerciais, enquanto Lula 3 apostou em nova estatal (Alada), no CBERS-6 e em microlançadores financiados pela Finep.","defense":"A base industrial de defesa foi erguida pelo Estado entre Vargas e o regime militar (Ministério da Aeronáutica em 1941, CTA, Embraer, IMBEL, Engesa e Avibras), entrou em colapso com o fim da Guerra Irã-Iraque e os cortes de Collor, e foi reorganizada por FHC com o Ministério da Defesa (1999). Lula e Dilma relançaram grandes programas (END 2008, PROSUB, KC-390, Gripen, Lei 12.598/2012), que Temer e Bolsonaro mantiveram sob forte restrição fiscal (teto de gastos, corte do KC-390, crise da Avibras); Lula 3 tenta recompor via PAC Defesa e Nova Indústria Brasil, mas o investimento segue abaixo de 8% do orçamento da pasta, com quase 80% consumido por pessoal.","nuclear":"O programa nuclear oscilou entre ambição autonomista e asfixia financeira: nasceu com o CNPq de Álvaro Alberto (1951) e a CNEN (1956), ganhou escala com o Acordo Brasil-Alemanha e a Nuclebrás de Geisel (1974-75), derivou para o programa paralelo da Marinha (1979) e foi desmontado por Sarney e Collor (fim da Nuclebrás em 1988, Serra do Cachimbo em 1990, ABACC em 1991). FHC concluiu Angra 2 e aderiu ao TNP (1998); Lula retomou Angra 3 e o submarino nuclear (2007-08); a Lava Jato paralisou Angra 3 em 2015 a 66% das obras e, com R$ 12 bilhões gastos e R$ 23,9 bilhões para concluir, Lula 3 ainda não decidiu seu destino em 2026, embora invista no RMB e na expansão do enriquecimento da INB.","agtech":"A pesquisa agropecuária pública nasceu no Império (IAC, 1887) e foi reorganizada pelo regime militar com a Embrapa (Médici, 1973) e os programas de ocupação do Cerrado (Geisel). A redemocratização trouxe marcos regulatórios de biotecnologia e propriedade intelectual (FHC: CTNBio, cultivares; Lula: Lei de Biossegurança) e o crédito anual do Plano Safra, enquanto Collor desmontou a extensão rural. De 2015 a 2022 a Embrapa sofreu asfixia orçamentária e ameaças de reestruturação; Lula 3 recompôs parcialmente o orçamento, retomou concursos e sancionou a Lei dos Bioinsumos, mas a agenda ambiental (Fundo Amazônia, moratória da soja, agrotóxicos) segue como linha de fratura política do setor.","biotech":"O Brasil construiu capacidade pública em imunobiológicos a partir de Manguinhos (1900) e do Butantan (1901), consolidada pelo regime militar com a Fiocruz, o PNI e Bio-Manguinhos, e pelo SUS da redemocratização. FHC montou o arcabouço regulatório (patentes, genéricos, Anvisa), Lula e Dilma transformaram o Complexo Industrial da Saúde em política industrial (Hemobrás, PDPs, Profarma), e Temer e Bolsonaro cortaram financiamento (EC 95, suspensão de PDPs) em meio ao conflito político sobre a CoronaVac. Lula 3 relançou a agenda com a Estratégia CEIS, a missão saúde da Nova Indústria Brasil e a fábrica da Hemobrás.","energy":"O Estado desenvolvimentista criou os pilares do setor (Petrobras com Vargas, Eletrobras com Jânio/Jango, Itaipu, Cepel e Proálcool com Médici e Geisel), e a crise dos anos 1980 abriu caminho para a reforma de mercado de FHC (privatizações, ANEEL/ANP), interrompida pelo apagão de 2001. Lula e Dilma reestatizaram o planejamento (novo modelo, pré-sal, partilha), Temer e Bolsonaro desinvestiram (RenovaBio à parte) e privatizaram a Eletrobras, e Lula 3 manteve a privatização mas reverteu a venda de refinarias e aprovou o pacote de leis da transição energética (hidrogênio, Combustível do Futuro, mercado de carbono, eólicas offshore).","minerals":"A mineração foi organizada como ativo estratégico do Estado por Vargas (Código de Minas, DNPM, Vale) e pelos militares (Código de Mineração de 1967, CPRM, Carajás), aberta ao capital estrangeiro e privatizada por FHC (EC 6/1995, venda da Vale em 1997) e reregulada após as tragédias de Mariana e Brumadinho (ANM e nova CFEM com Temer, Lei de Barragens com Bolsonaro). A fiscalização seguiu subfinanciada em todos os governos recentes; a agenda de minerais críticos nasceu com Bolsonaro (Pró-Minerais Estratégicos, liberação do lítio) e foi industrializada por Lula 3 (chamada BNDES/Finep de R$ 5 bilhões e Lei 15.506/2026).","universities":"O sistema universitário e de pesquisa brasileiro foi construído em camadas por administrações muito distintas: a era Vargas regulou e fundou as primeiras universidades modernas (USP 1934, Universidade do Brasil 1937), Dutra e Vargas 2 criaram as agências (CNPq, jan/1951; CAPES, jul/1951), o regime militar institucionalizou a pós-graduação (Parecer 977/1965, Reforma Universitária 1968, I PNPG 1975) ao mesmo tempo em que cassava professores, e a redemocratização trouxe a autonomia constitucional (art. 207) e o ciclo de expansão do século XXI (REUNI 2007, 18 novas federais 2003-2014, Ciência sem Fronteiras 2011). O financiamento oscila fortemente com a conjuntura fiscal: a parcela não reembolsável do FNDCT executada caiu de R$ 3,74 bi (2013) para R$ 0,85 bi (2019) e R$ 0,93 bi (2020), recuperando-se para cerca de R$ 5,0 bi (2023) e R$ 6,4 bi (2024); o orçamento empenhado do MCTI (sem atividades-meio, nominal) foi de R$ 3,4 bi (2020), R$ 2,9 bi (2021), R$ 4,6 bi (2022), R$ 7,5 bi (2023) e R$ 8,7 bi (2024). As bolsas de pós-graduação resumem o padrão: mestrado/doutorado passaram de R$ 1.200/R$ 1.800 (2008) a R$ 1.500/R$ 2.200 (2013), ficaram congeladas por dez anos e subiram para R$ 2.100/R$ 3.100 em 2023; a CAPES cortou 11,8 mil bolsas em 2019 e teve orçamento reduzido de R$ 4,2 bi (LOA 2019) para R$ 3,0 bi (PLOA 2021).","policy":"A política federal de C&T&I alternou ciclos de construção institucional e de contração fiscal. O regime militar montou o tripé Finep (1967) - FNDCT (1969) - planos PBDCT, Sarney criou o MCT (1985), Collor o rebaixou e trocou a reserva de mercado pela Lei de Informática (1991), Itamar o recriou (1992) e FHC inventou os fundos setoriais (1999-2002), que Lula consolidou com a Lei de Inovação (2004), a Lei do Bem (2005), a Lei do FNDCT (2007) e o PACTI (R$ 41,2 bi, 2007-2010). Dilma lançou PBM, Embrapii e o Marco Legal de CT&I (2016); Temer fundiu MCTI e Comunicações e aprovou o teto de gastos (EC 95/2016); Bolsonaro separou os ministérios (2020), aprovou o Marco Legal das Startups (2021) e contingenciou cerca de 90% do FNDCT até ser contido pela LC 177/2021; Lula 3 zerou o contingenciamento e lançou Nova Indústria Brasil (R$ 300 bi), PBIA (R$ 23 bi) e a capitalização da Finep (R$ 3,5 bi, 2026). Série do orçamento empenhado do MCTI (nominal, sem atividades-meio; SIOP/FAPESP): 2020 R$ 3,4 bi; 2021 R$ 2,9 bi; 2022 R$ 4,6 bi; 2023 R$ 7,5 bi; 2024 R$ 8,7 bi; pontos anteriores com definições distintas: 2014 R$ 7,3 bi de custeio e investimento empenhados, 2017 limite de R$ 3,2 bi (-44%), 2018 cerca de R$ 4,1 bi. Dotação total do MCTI: LOA 2024 R$ 12,8 bi; PLOA 2025 R$ 16,7 bi; 2026 R$ 17,8 bi para MCTI e Comunicações somados. FNDCT não reembolsável executado (R$ bi): 2010 2,74; 2011 2,17; 2012 2,81; 2013 3,74; 2014 3,61; 2015 3,01; 2016 1,05; 2017 1,22; 2018 0,95; 2019 0,85; 2020 0,93; 2022 ~2,8; 2023 ~5,0; 2024 6,4.","quantum":"A quântica brasileira tem raízes longas (CBPF 1949, física de Lattes e Leite Lopes; óptica e fibras na Unicamp/CPqD dos anos 1970), mas só virou objeto de política explícita nos anos 2020. O regime militar legou a fotônica estatal da Telebras/CPqD (1976), FHC privatizou a Telebras (1998) e viu nascer a Padtec (1999), Lula 1 criou o INCT de Informação Quântica (2008), o período Bolsonaro não teve programa nem orçamento dedicados (a iniciativa relevante, o simulador Atos QLM no Senai Cimatec em 2021, foi privada), e Lula 3 montou a arquitetura atual: QuIIN/Embrapii (2023, R$ 60 mi), GT da Iniciativa Brasileira para Tecnologias Quânticas (2024), CIQUANTA-PB com a China (2026, R$ 150 mi, computadores de 20 e 100 qubits), residência em tecnologias quânticas (R$ 20 mi) e linha quântica na chamada Finep de R$ 300 mi (2026). Os montantes seguem modestos frente aos programas nacionais de EUA, China e UE.","fintech":"A infraestrutura financeira digital brasileira nasce estatal e autoritária — Banco Central e Serpro (1964), Dataprev (1974) — e é moldada pela hiperinflação e pela reserva de mercado, que forçaram a automação bancária precoce. O Plano Real (Itamar/FHC) e o SPB (2002) estabilizaram o sistema; Lula e Dilma ampliaram a bancarização e abriram a porta às instituições de pagamento (Lei 12.865/2013); Temer (Agenda BC+) e Bolsonaro (Pix, Open Finance, autonomia do BC) consolidaram o salto das fintechs. Lula 3 manteve a agenda do BC (Pix Automático, cripto), reverteu privatizações de Serpro/Dataprev, redirecionou o Drex e endureceu regras após o uso de fintechs pelo crime organizado.","hubs":"O apoio federal a hubs e capital de risco começa na infraestrutura de fomento da ditadura (Finep 1967, FNDCT 1969, CEBRAE 1972, BNDESPar 1982) e na primeira onda de parques e incubadoras (CNPq 1984, Anprotec 1987). FHC montou os fundos setoriais e o Projeto Inovar (2000), enquanto Pernambuco criava o Porto Digital; Lula 1 deu o arcabouço legal (Lei de Inovação, Lei do Bem, Simples) e o primeiro fundo seed público (Criatec). Dilma lançou Start-Up Brasil e InovAtiva; Temer regulou investidor-anjo, crowdfunding e criou Finep Startup e BNDES Garagem; Bolsonaro aprovou o Marco Legal das Startups e sandboxes, mas contingenciou o FNDCT. Lula 3 recompôs o FNDCT e lançou o Mais Inovação Brasil.","robotics":"A automação industrial brasileira foi moldada primeiro pela formação técnica (Senai, 1942) e pela política de informática do regime militar (CAPRE, SEI, Lei 7.232/1984), depois pela abertura e pela Lei de Informática (1991), renovada por todos os governos seguintes. Lula 1 e Dilma criaram o arcabouço de política industrial (PITCE, ABDI, Inova Empresa, Embrapii, Institutos Senai) e o apoio do CNPq à robótica competitiva; Temer regulou drones (RBAC-E 94) e lançou a Agenda da Indústria 4.0 e o Rota 2030; Bolsonaro criou a Câmara da Indústria 4.0 e o Plano de IoT, mas cortou o fomento à ciência. Lula 3 retomou a política industrial com a Nova Indústria Brasil (Missão 4, digitalização), o Mover, a depreciação acelerada e o Mais Inovação Brasil."},"terms":[{"id":"llm","term":"LLM (modelo de linguagem de grande porte)","aliases":["LLM (modelo de linguagem de grande porte)","LLM","LLMs","modelo de linguagem","modelos de linguagem","large language model"],"sectors":["ai"],"definition":"Um modelo de linguagem de grande porte (LLM, de *large language model*) é uma rede neural treinada para prever o próximo token — um fragmento de palavra — a partir de uma sequência de texto. Quase todos os LLMs atuais usam a arquitetura Transformer, proposta em 2017 no artigo \"Attention Is All You Need\", cujo mecanismo de atenção permite relacionar qualquer posição de uma sequência com todas as outras em paralelo. O \"grande porte\" refere-se à escala: bilhões ou trilhões de parâmetros ajustáveis e um pré-treinamento sobre trilhões de tokens extraídos da web, de livros, de código e de outras fontes.\n\nO ciclo de vida de um LLM tem etapas distintas. No pré-treinamento, o modelo aprende regularidades estatísticas da linguagem e, indiretamente, conhecimento de mundo. Em seguida vêm o ajuste fino supervisionado, que ensina o formato de instrução e resposta, e o alinhamento por preferências humanas (RLHF ou variantes), que molda o comportamento conversacional. Modelos recentes acrescentam uma fase de treinamento para raciocínio, em que o sistema aprende a gerar cadeias intermediárias de pensamento antes da resposta final, gastando mais computação no momento da inferência para melhorar a precisão em matemática, programação e planejamento.\n\nEm uso, o LLM recebe um prompt dentro de uma janela de contexto (hoje de centenas de milhares de tokens em alguns modelos) e gera texto de forma autorregressiva, um token por vez. Técnicas como mistura de especialistas (MoE) ativam só parte dos parâmetros a cada token, reduzindo custo; quantização e destilação produzem versões menores para rodar em servidores modestos ou em dispositivos. O modelo pode ser ampliado com recuperação de documentos (RAG) e com ferramentas externas, base dos agentes de IA.\n\nLLMs importam porque transformaram a interface entre pessoas e computadores — linguagem natural passou a ser uma forma de programar — e porque se tornaram infraestrutura de uso geral, embutida em buscadores, escritórios, atendimento e desenvolvimento de software. Suas limitações são igualmente estruturais: produzem afirmações falsas com fluência (alucinações), reproduzem vieses dos dados, têm custo energético elevado e dependem de dados e de computação concentrados em poucas empresas. Para um país, a questão não é só usar LLMs, mas ter capacidade de avaliá-los, adaptá-los ao seu idioma e às suas instituições e, quando estratégico, treiná-los.","brazil":"O Brasil tem um ecossistema pequeno, mas ativo, de LLMs em português. A Maritaca AI, fundada em 2022 por pesquisadores ligados à Unicamp e liderada por Rodrigo Nogueira, desenvolve a família Sabiá — o Sabiá-4 Thinking, lançado em 2026, é um modelo de raciocínio passo a passo voltado ao português brasileiro — e mantém o assistente MariTalk. A WideLabs, de Porto Alegre, lançou em julho de 2024 o Amazônia IA, apresentado como um dos primeiros LLMs nativos em português brasileiro, treinado com apoio da Oracle e da NVIDIA e hospedado em data centers no país. No campo aberto, o projeto Tucano liberou modelos e o corpus GigaVerbo, com cerca de 200 bilhões de tokens em português, e a NeuralMind já havia publicado o BERTimbau em 2020. Grupos acadêmicos como o C4AI (USP/IBM/FAPESP), o Recod.ai (Unicamp) e o CEIA (UFG) sustentam a pesquisa de base, e o ecossistema de benchmarks em português cresce em torno de exames como o ENEM.\n\nO gargalo reconhecido pelos próprios fundadores é computação. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), de 2024, prevê R$ 23 bilhões até 2028 e teve como primeiro passo a ampliação do supercomputador Santos Dumont (LNCC) para 18,85 petaflops, com foco em treinar modelos de fundação em português. Em agosto de 2026 o governo anunciou um sistema de IA de cerca de R$ 1 bilhão no Parque Tecnológico Augusto Severo (UFRN) e um projeto de LLM nacional conduzido pela RNP com Huawei e iFlytek, orçado em R$ 1,276 bilhão em cinco anos. Empresas como Jusbrasil, Blip, Zenvia, TOTVS e os grandes bancos aplicam LLMs em escala, em geral sobre modelos estrangeiros ajustados ao contexto local.","international":"A fronteira é definida por um punhado de laboratórios: OpenAI, Google DeepMind, Anthropic, Meta e xAI nos Estados Unidos; DeepSeek, Alibaba (Qwen), Moonshot e outros na China; Mistral na Europa. O lançamento do DeepSeek-R1 em janeiro de 2025, com pesos abertos e custo de treinamento declarado muito abaixo do padrão americano, reposicionou a China como fonte de modelos abertos competitivos e deslocou o debate para eficiência. Os orçamentos continuam gigantescos: analistas citados pela CNBC projetavam cerca de US$ 550 bilhões em investimentos dos hiperescaladores em 2026, e a NVIDIA previa US$ 500 bilhões em receita de GPUs Blackwell e Rubin.\n\nDo lado regulatório, as obrigações do AI Act europeu para modelos de propósito geral entraram em vigor em agosto de 2025, com deveres de documentação, direitos autorais e avaliação de risco sistêmico para os modelos mais potentes. A competição também se dá por padrões de interoperabilidade (como o MCP para conexão a ferramentas), por acesso a dados de qualidade e por energia e chips, hoje sujeitos a controles de exportação.","future":"A trajetória técnica aponta para modelos de raciocínio mais eficientes, janelas de contexto maiores, multimodalidade e um deslocamento de custo do treinamento para a inferência. Para o Brasil, as decisões críticas são de alocação: concentrar recursos em treinar modelos do zero ou em adaptar e avaliar modelos abertos com dados nacionais de qualidade (jurídicos, de saúde, agropecuários), construir capacidade de computação pública estável e formar talento em escala. O investimento público via PBIA e a parceria com fornecedores chineses levantam questões de dependência tecnológica que merecem acompanhamento.\n\nRiscos a observar incluem a concentração de mercado em poucos provedores, a erosão de ecossistemas de informação por conteúdo sintético, o custo energético dos data centers e a possibilidade de que modelos treinados majoritariamente em inglês reproduzam mal a diversidade linguística e cultural brasileira. A cobertura do português em dados e avaliações é o indicador mais concreto a monitorar.","related_ids":[76,77,78,109,107,131,137,346,120,121],"sources":[{"title":"Attention Is All You Need (Vaswani et al., 2017)","url":"https://arxiv.org/abs/1706.03762"},{"title":"Maritaca AI lança Sabiá-4 Thinking (Alura, 2026)","url":"https://www.alura.com.br/noticias/maritaca-ai-lanca-sabia-4-thinking-modelo-raciocinio-brasileiro"},{"title":"WideLabs desenvolve primeira IA generativa nativa em português brasileiro (Oracle Brasil)","url":"https://blogs.oracle.com/oracle-brasil/widelabs-desenvolve-primeira-ia-generativa-nativa-em-portugues-brasileiro-com-ajuda-da-oracle-cloud"},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o grande gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo"},{"title":"Tucano: Advancing Neural Text Generation for Portuguese (arXiv)","url":"https://arxiv.org/abs/2411.07854"},{"title":"Brasil amplia infraestrutura de IA com supercomputador, nuvem nacional e chips RISC-V (ago. 2026)","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/08/brasil-amplia-infraestrutura-de-inteligencia-artificial-com-supercomputador-nuvem-nacional-e-chips-risc-v/"}]},{"id":"modelo-de-fundacao","term":"Modelo de fundação","aliases":["Modelo de fundação","modelo de fundação","modelos de fundação","foundation model","modelo de propósito geral","GPAI"],"sectors":["ai"],"definition":"\"Modelo de fundação\" (*foundation model*) é um termo cunhado em 2021 pelo Center for Research on Foundation Models, da Universidade Stanford, para designar modelos treinados em dados amplos, em grande escala e geralmente por auto-supervisão, que podem ser adaptados a uma ampla gama de tarefas. A ideia central é a mudança de paradigma: em vez de treinar um modelo específico para cada problema, treina-se um modelo geral uma vez e deriva-se dele, por ajuste fino ou simples instrução, soluções para tradução, classificação, geração de código, análise de imagens e muito mais.\n\nTecnicamente, modelos de fundação são, na maioria, Transformers de grande escala. Os LLMs são o caso mais visível, mas a categoria inclui modelos de visão (como os de segmentação e de texto-imagem), modelos multimodais que combinam texto, imagem, áudio e vídeo, modelos de proteínas e de moléculas, modelos de séries temporais e de robótica (visão-linguagem-ação). O que os une é a dinâmica econômica e técnica: custo de treinamento elevado e concentrado, seguido de reutilização barata por milhares de aplicações.\n\nEssa dinâmica traz duas propriedades estudadas pelo relatório de Stanford: emergência (capacidades que aparecem com a escala sem terem sido programadas) e homogeneização (muitas aplicações passam a depender de poucos modelos, de modo que falhas, vieses ou vulnerabilidades do modelo-base se propagam para todo o ecossistema). Por isso o termo migrou da pesquisa para a regulação: o AI Act europeu chama essa classe de \"modelos de IA de propósito geral\" (GPAI) e impõe obrigações de documentação, transparência sobre dados de treinamento e, para os de \"risco sistêmico\" (acima de um limiar de computação), avaliação de riscos e relato de incidentes.\n\nA importância do conceito está em nomear a camada de infraestrutura da IA contemporânea. Quem controla modelos de fundação controla a base sobre a qual produtos, serviços públicos e pesquisas são construídos, e define, nos pesos e nos dados, quais línguas, culturas e conhecimentos são bem representados.","brazil":"O Brasil não tem hoje um modelo de fundação de fronteira treinado do zero, mas tem iniciativas que miram essa camada. O PBIA destinou a ampliação do Santos Dumont, no LNCC, ao treinamento de modelos de fundação em português, ciência de dados e IA generativa; em 2026 o governo somou um sistema de IA de cerca de R$ 1 bilhão na UFRN e o projeto de LLM nacional da RNP com Huawei e iFlytek, que inclui uma pilha de software \"soberana\" e modelos em português. No setor privado, Sabiá (Maritaca AI) e Amazônia IA (WideLabs) são modelos em português construídos, ao menos em parte, sobre bases abertas estrangeiras, enquanto o Tucano é um modelo aberto treinado em corpus próprio. Centros como o C4AI (USP), o Recod.ai (Unicamp), o CEIA (UFG) e os centros de competência da Embrapii fazem pesquisa de adaptação e avaliação.\n\nA discussão brasileira sobre modelos de fundação também aparece no PL 2338/2023, que trata de modelos de propósito geral e sistemas generativos com obrigações específicas, e no debate sobre acesso a dados públicos: o PBIA prevê mapear 2 mil bases de dados públicas até 2027 para alimentar algoritmos.","international":"Os modelos de fundação de fronteira são produzidos por poucos atores — OpenAI, Google, Anthropic, Meta, xAI, DeepSeek, Alibaba, Mistral — e exigem clusters de dezenas ou centenas de milhares de GPUs. A corrida se estendeu a modelos científicos (proteínas, clima, materiais) e a modelos de robótica. Na União Europeia, as obrigações para GPAI vigoram desde 2 de agosto de 2025, com um código de práticas voluntário e supervisão do AI Office; o acordo do \"Digital Omnibus\" de maio de 2026 manteve essa data enquanto adiava regras para sistemas de alto risco.\n\nGovernos passaram a tratar modelos de fundação como ativo estratégico: Estados Unidos, China, França, Emirados Árabes, Índia e Arábia Saudita financiam ou hospedam modelos próprios, e a disputa por chips e por dados licenciados (acordos com editoras, processos por direitos autorais) tornou-se parte da geopolítica da IA.","future":"A questão para os próximos anos é se a camada de fundação continuará concentrada ou se modelos abertos e especializados, menores e mais baratos, dividirão o mercado. Para o Brasil, há três caminhos não excludentes: adaptar modelos abertos com dados nacionais, participar de consórcios internacionais e desenvolver modelos próprios em domínios onde o país tem dados únicos (agropecuária, biodiversidade, saúde pública, direito). Cada opção exige computação estável, corpora curados e capacidade de avaliação independente.\n\nRiscos incluem a homogeneização (dependência coletiva de poucos modelos estrangeiros), a opacidade sobre dados de treinamento e a captura do debate regulatório por quem controla os modelos. O acompanhamento das obrigações do AI Act para GPAI oferecerá evidência empírica sobre o que funciona em transparência e governança.","related_ids":[346,107,108,109,76,77,99,120,132],"sources":[{"title":"On the Opportunities and Risks of Foundation Models (Bommasani et al., Stanford CRFM, 2021)","url":"https://arxiv.org/abs/2108.07258"},{"title":"Regulamento (UE) 2024/1689 — AI Act (EUR-Lex)","url":"https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2024/1689/oj"},{"title":"Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial: o que está sendo feito? (DPL News, 2025)","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/"},{"title":"Brasil amplia infraestrutura de IA com supercomputador, nuvem nacional e chips RISC-V (ago. 2026)","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/08/brasil-amplia-infraestrutura-de-inteligencia-artificial-com-supercomputador-nuvem-nacional-e-chips-risc-v/"},{"title":"EU AI Act Omnibus Agreement — Postponed High-Risk Deadlines (Gibson Dunn, 2026)","url":"https://www.gibsondunn.com/eu-ai-act-omnibus-agreement-postponed-high-risk-deadlines-and-other-key-changes/"}]},{"id":"treinamento-e-inferencia","term":"Treinamento e inferência","aliases":["Treinamento e inferência","treinamento","inferência","treinamento de modelos","inferência de IA","pré-treinamento","ajuste fino"],"sectors":["ai"],"definition":"Treinamento e inferência são as duas fases econômicas e técnicas da vida de um modelo de aprendizado de máquina. No treinamento, os parâmetros do modelo são ajustados por descida de gradiente: o modelo faz previsões sobre lotes de dados, mede o erro e corrige os pesos, repetindo o processo por trilhões de tokens. Em LLMs isso exige milhares de aceleradores operando em paralelo por semanas ou meses, com paralelismo de dados, de tensores e de pipeline, e redes de interconexão de alta largura de banda. A quantidade de computação é medida em FLOPs totais; os maiores treinamentos conhecidos passam de 10^25 FLOPs, limiar que o AI Act europeu usa para presumir risco sistêmico.\n\nAs \"leis de escala\" formalizaram a relação entre computação, dados e desempenho: Kaplan e colegas (2020) mostraram ganhos previsíveis com a escala, e o trabalho da DeepMind sobre o Chinchilla (2022) indicou que muitos modelos estavam subtreinados em dados — para um orçamento fixo, convém equilibrar parâmetros e tokens. Esses resultados orientaram os investimentos da década. O treinamento inclui ainda etapas posteriores: ajuste fino supervisionado, aprendizado por reforço com feedback humano ou com recompensas verificáveis (matemática, código) e destilação para modelos menores.\n\nA inferência é a execução do modelo treinado para atender pedidos. Em LLMs, ela tem duas fases: o processamento do prompt (*prefill*), paralelo e intensivo em computação, e a geração token a token (*decode*), limitada pela largura de banda de memória, com o cache de atenção (KV cache) crescendo com o contexto. Otimizações incluem quantização (pesos em 8 ou 4 bits), *batching*, decodificação especulativa e mistura de especialistas. Modelos de raciocínio deslocaram o esforço para a inferência: gastam mais tokens \"pensando\" antes de responder, o que melhora resultados, mas multiplica o custo por consulta.\n\nEssa distinção importa porque define a infraestrutura necessária. Treinamento de fronteira pede clusters gigantes e concentrados; inferência pede capacidade distribuída, perto dos usuários, com baixa latência e custo por token decrescente. Países que não treinam modelos de fronteira ainda precisam de infraestrutura de inferência para operar IA sob sua jurisdição.","brazil":"A capacidade brasileira de treinamento é limitada e majoritariamente pública. O Santos Dumont (LNCC) foi ampliado em 2025 para 18,85 petaflops com GPUs NVIDIA H100, superchips Grace Hopper e APUs AMD MI300A fornecidos pela Eviden, como primeiro passo do PBIA. A Petrobras opera o Pégaso (21 petaflops, 2.016 GPUs A100, R$ 300 milhões), voltado a imageamento sísmico, e o SENAI CIMATEC mantém um centro de supercomputação. Em agosto de 2026 o governo anunciou licitação de um sistema de IA de cerca de R$ 1 bilhão para a UFRN, com cerca de 7,2 exaflops em FP16 e operação prevista para o fim de 2027, com exigências de conteúdo local e transferência de tecnologia.\n\nNa inferência, o país depende das regiões de nuvem de AWS, Microsoft, Google e Oracle e de uma onda de novos data centers — Scala AI City em Eldorado do Sul, o projeto da Omnia/Casa dos Ventos para o TikTok no Ceará, expansões de Ascenty, Odata, Elea e outros — estimulada pelo regime tributário Redata e pela abundância de energia renovável. Do lado da cadeia, a HT Micron anunciou em 2026 uma linha de encapsulamento de memórias LPDDR5X voltada a demandas de IA, com financiamento de R$ 84,86 milhões do BNDES.","international":"O treinamento de fronteira é dominado por empresas americanas e chinesas com acesso a centenas de milhares de GPUs. A NVIDIA relatou cerca de 6 milhões de GPUs Blackwell embarcadas em quatro trimestres e prevê a produção em massa da geração Rubin no segundo semestre de 2026; analistas projetam investimentos dos hiperescaladores perto de US$ 550 bilhões em 2026. A DeepSeek mostrou, em 2025, que engenharia de eficiência pode reduzir drasticamente o custo de treinamento, e a inferência tornou-se a maior fatia da demanda à medida que agentes e modelos de raciocínio se difundem.\n\nControles de exportação dos Estados Unidos restringem a venda de aceleradores avançados à China e a países terceiros, e a memória de alta largura de banda (HBM) tornou-se gargalo: a WSTS previu em maio de 2026 que o segmento de memória cresceria cerca de 250% no ano, puxado por infraestrutura de IA.","future":"A tendência é de custo por token em queda e de volume de inferência em alta, o que desloca o valor para energia, memória e proximidade do usuário — áreas em que o Brasil tem vantagens (eletricidade renovável, mercado grande) e desvantagens (tributação de hardware, latência para fora do país). As decisões importantes são sobre o uso da computação pública (quem acessa, com que critérios), a integração entre supercomputadores acadêmicos e nuvem comercial e as condicionantes socioambientais dos novos data centers (água, energia, empregos).\n\nVale observar se os sistemas anunciados para 2027 serão entregues no prazo, se a exigência de conteúdo local será cumprida sem inflar custos e se a inferência de modelos sensíveis (saúde, governo) ficará em território nacional. O risco de superinvestimento global em capacidade também é real e pode mudar preços e disponibilidade.","related_ids":[107,108,110,111,112,118,259,260,350,428],"sources":[{"title":"Scaling Laws for Neural Language Models (Kaplan et al., 2020)","url":"https://arxiv.org/abs/2001.08361"},{"title":"Training Compute-Optimal Large Language Models (Hoffmann et al., 2022)","url":"https://arxiv.org/abs/2203.15556"},{"title":"Brazil's national scientific computing lab completes upgrade of Santos Dumont supercomputer (DCD, 2025)","url":"https://www.datacenterdynamics.com/en/news/brazils-national-scientific-computing-lab-completes-upgrade-of-santos-dumont-supercomputer/"},{"title":"Supercomputador da Petrobras com 2.016 GPUs Nvidia A100 é entregue (Tecnoblog)","url":"https://tecnoblog.net/noticias/supercomputador-da-petrobras-com-2-016-gpus-nvidia-a100-e-entregue/"},{"title":"Nvidia projects $500B in GPU sales from Blackwell and Rubin (TrendForce, out. 2025)","url":"https://www.trendforce.com/news/2025/10/29/news-nvidia-dismisses-ai-bubble-concerns-reportedly-projects-500b-in-gpu-sales-from-blackwell-and-rubin/"},{"title":"Supercomputador de R$ 1 bi no RN segue plano de soberania digital e IA (Movimento Econômico, ago. 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/"}]},{"id":"gpu-e-aceleradores-de-ia","term":"GPU e aceleradores de IA","aliases":["GPU e aceleradores de IA","GPU","GPUs","acelerador","aceleradores","acelerador de IA","TPU","NPU"],"sectors":["ai","semiconductors"],"definition":"A GPU (unidade de processamento gráfico) é um processador projetado para executar a mesma operação sobre muitos dados ao mesmo tempo. Nascida para renderizar gráficos, mostrou-se ideal para o aprendizado profundo porque o treinamento e a inferência de redes neurais se reduzem a multiplicações de matrizes massivamente paralelas. Uma GPU moderna de data center reúne milhares de núcleos aritméticos, unidades dedicadas a tensores (que multiplicam blocos de matrizes em precisões reduzidas, como FP8 e FP4), e dezenas ou centenas de gigabytes de memória de alta largura de banda (HBM) empilhada ao lado do chip, pois o desempenho em IA é frequentemente limitado pelo tráfego de memória, não pela aritmética.\n\n\"Acelerador de IA\" é o termo mais amplo para qualquer chip especializado nesse tipo de cálculo. Além das GPUs da NVIDIA e da AMD, incluem-se ASICs projetados sob medida — as TPUs do Google, os Trainium e Inferentia da Amazon, os MTIA da Meta —, chips de startups (Cerebras, Groq, SambaNova), as NPUs embarcadas em celulares e notebooks e, na China, os Ascend da Huawei. A escolha entre GPU de propósito geral e ASIC envolve o equilíbrio entre flexibilidade de software e eficiência por watt.\n\nEm escala de data center, o acelerador é só parte do sistema: interconexões de alta velocidade (NVLink, InfiniBand, Ethernet para IA), refrigeração líquida, memória e, decisivamente, software. O ecossistema CUDA da NVIDIA, acumulado por quase duas décadas, é a principal barreira à entrada de concorrentes; alternativas abertas (ROCm, Triton, PyTorch com múltiplos backends) reduzem, mas não eliminam, essa vantagem.\n\nAceleradores importam porque são o insumo físico escasso da IA. Sua fabricação depende de nós avançados da TSMC, de encapsulamento 2.5D (CoWoS) e de HBM produzida por três fornecedores (SK hynix, Samsung, Micron); seu comércio é objeto de controles de exportação; seu consumo elétrico define onde data centers podem ser construídos. Quem tem acesso a aceleradores em volume define o ritmo de sua IA.","brazil":"O Brasil não projeta nem fabrica aceleradores de IA e importa todo o hardware, com tributação elevada que encarece clusters locais. A capacidade pública concentra-se no Santos Dumont (LNCC), que após a ampliação de 2025 conta com GPUs NVIDIA H100, superchips Grace Hopper e APUs AMD MI300A, e na Petrobras, cujo Pégaso reúne 2.016 GPUs A100. O PBIA prevê um sistema de cerca de R$ 1 bilhão na UFRN (operação ao fim de 2027), licitado com exigências de conteúdo local e transferência de tecnologia, e um programa de longo prazo (10 a 15 anos) para desenvolver chips RISC-V voltados a HPC e IA, em cooperação com o ecossistema de Barcelona.\n\nNo setor privado, as regiões de nuvem de AWS, Microsoft, Google e Oracle oferecem GPUs no país — o Amazônia IA, da WideLabs, roda em data centers da Oracle no Brasil com apoio da NVIDIA — e novos campi como o Scala AI City (Eldorado do Sul) foram concebidos para cargas de IA. Na cadeia de componentes, a HT Micron (São Leopoldo) anunciou em 2026 uma linha de encapsulamento de memórias LPDDR5X para IA, com crédito do BNDES, e o Instituto Eldorado desenvolve com o Barcelona Supercomputing Center uma unidade de aceleração de multiplicação de matrizes para processador RISC-V.","international":"A NVIDIA domina o mercado de aceleradores de data center: informou cerca de 6 milhões de GPUs Blackwell embarcadas em quatro trimestres, prevê US$ 500 bilhões em receita combinada de Blackwell e Rubin e planeja a produção em massa do Rubin (com HBM4 e CPU Vera) no segundo semestre de 2026. AMD (MI300/MI350), Google (TPU), Amazon (Trainium) e Broadcom (ASICs sob encomenda) disputam o restante. O gargalo migrou para a memória: a WSTS previu em maio de 2026 crescimento de cerca de 250% no segmento de memória, impulsionado por HBM.\n\nA geopolítica é central. Os Estados Unidos restringem a exportação de aceleradores avançados à China desde 2022, com regras sucessivas; em 2025 a participação da NVIDIA no mercado chinês caiu, segundo a empresa, de 95% para zero, enquanto a Huawei e outras empresas chinesas ampliam seus chips próprios. A produção física depende de Taiwan (TSMC), e governos de vários países subsidiam fábricas e compram clusters nacionais como política de \"IA soberana\".","future":"A próxima fase envolve chips especializados em inferência, memória mais barata e abundante, fotônica para interconexão e um possível reequilíbrio entre GPUs e ASICs à medida que cargas se estabilizam. Para o Brasil, a questão realista não é fabricar GPUs de fronteira, mas garantir acesso previsível (compras públicas plurianuais, nuvem, parcerias), reduzir a tributação sobre hardware de pesquisa, inserir-se em nichos da cadeia (encapsulamento de memória, projeto de blocos RISC-V, software de otimização) e usar bem a capacidade instalada.\n\nRiscos a observar: dependência de um único fornecedor, exposição a controles de exportação de terceiros, obsolescência rápida de equipamentos comprados com dinheiro público e o impacto energético. O cumprimento das cláusulas de transferência de tecnologia nas licitações do PBIA será um teste concreto.","related_ids":[118,107,108,110,112,428,430,115,477],"sources":[{"title":"Nvidia projects $500B in GPU sales from Blackwell and Rubin (TrendForce, out. 2025)","url":"https://www.trendforce.com/news/2025/10/29/news-nvidia-dismisses-ai-bubble-concerns-reportedly-projects-500b-in-gpu-sales-from-blackwell-and-rubin/"},{"title":"Brazil's national scientific computing lab completes upgrade of Santos Dumont supercomputer (DCD, 2025)","url":"https://www.datacenterdynamics.com/en/news/brazils-national-scientific-computing-lab-completes-upgrade-of-santos-dumont-supercomputer/"},{"title":"WSTS Spring 2026 Semiconductor Market Forecast","url":"https://www.wsts.org/76/Recent-News-Release"},{"title":"Framework for Artificial Intelligence Diffusion (Federal Register, jan. 2025)","url":"https://www.federalregister.gov/documents/2025/01/15/2025-00636/framework-for-artificial-intelligence-diffusion"},{"title":"HT Micron deve iniciar nova fase de produção em até seis meses (Jornal do Comércio, set. 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/09/1264318-ht-micron-deve-iniciar-nova-fase-de-producao-em-ate-seis-meses.html"},{"title":"BSC and Brazil's Instituto Eldorado collaborate on RISC-V for HPC and AI (HPCwire, 2024)","url":"https://www.hpcwire.com/off-the-wire/bsc-and-brazils-instituto-eldorado-collaborate-to-advance-risc-v-development-for-hpc-and-ai/"}]},{"id":"supercomputador-e-petaflops","term":"Supercomputador e petaflops","aliases":["Supercomputador e petaflops","supercomputador","supercomputadores","petaflops","exaflops","HPC","computação de alto desempenho","TOP500"],"sectors":["ai","universities"],"definition":"Um supercomputador é um sistema de computação de alto desempenho (HPC) formado por milhares de nós — cada um com CPUs, frequentemente GPUs, e memória — ligados por uma rede de interconexão de baixa latência e um sistema de arquivos paralelo. Diferentemente de um data center de nuvem, que atende muitos pedidos independentes, o supercomputador é projetado para que uma única aplicação use milhares de processadores de forma coordenada, resolvendo problemas de simulação (clima, sísmica, dinâmica molecular, fusão nuclear), análise de dados e, cada vez mais, treinamento de modelos de IA.\n\nO desempenho é medido em FLOPS (operações de ponto flutuante por segundo): 1 petaflops são 10^15 operações por segundo e 1 exaflops são 10^18, mil vezes mais. A referência histórica é o benchmark LINPACK (HPL), que resolve um sistema linear denso em precisão dupla (64 bits) e ordena a lista TOP500, publicada duas vezes ao ano desde 1993. Como a IA usa precisões reduzidas (16, 8 ou 4 bits), surgiram métricas complementares — o HPL-MxP, de precisão mista, e os \"exaflops de IA\" anunciados por fabricantes —, que produzem números muito maiores e não são comparáveis aos de precisão dupla. Uma leitura cuidadosa exige sempre perguntar em qual precisão o número foi medido.\n\nAlém da velocidade bruta, importam a eficiência energética (lista Green500, em gigaflops por watt), a largura de banda de memória e rede, o armazenamento e o software de escalonamento. Supercomputadores modernos consomem dezenas de megawatts e exigem refrigeração líquida; seu custo vai de centenas de milhões a bilhões de dólares, e seu ciclo de vida útil é de cinco a sete anos.\n\nSupercomputadores importam porque são infraestrutura científica compartilhada: permitem pesquisa que nenhuma universidade sustentaria sozinha, sustentam previsões meteorológicas e exploração de petróleo e, hoje, decidem quem pode treinar modelos de IA de grande porte. Por isso voltaram ao centro das políticas industriais.","brazil":"O principal sistema acadêmico brasileiro é o Santos Dumont, do LNCC, em Petrópolis: inaugurado em 2015 com 1,1 petaflops, foi ampliado em 2025 pela Eviden para 18,85 petaflops, com GPUs NVIDIA H100, superchips Grace Hopper e APUs AMD MI300A, como primeiro passo do PBIA. A Petrobras é a maior operadora de HPC do país: o Pégaso, entregue pela Atos em 2022 com 2.016 GPUs A100 e 21 petaflops (R$ 300 milhões), estreou em 33º lugar no mundo e se soma a sistemas anteriores como Dragão e Atlas, usados em imageamento sísmico do pré-sal. O SENAI CIMATEC (Salvador) mantém um centro de supercomputação voltado à indústria, e universidades como USP, Unicamp e UFRGS operam clusters menores. Historicamente o Brasil chegou a ter oito sistemas simultâneos no TOP500, quase todos da Petrobras.\n\nO salto previsto é o sistema de IA do PBIA no Parque Tecnológico Augusto Severo (UFRN), em Natal: cerca de R$ 1 bilhão, aproximadamente 7,2 exaflops em FP16, operado pelo LNCC com recursos do FNDCT, licitado em 2026 com exigências de conteúdo local e meta de operação no fim de 2027. Em paralelo, o projeto RNP–Huawei–iFlytek no Rio de Janeiro prevê capacidade de processamento para um LLM nacional. A RNP provê a rede acadêmica que interliga esses recursos.","international":"A lista TOP500 de junho de 2026 marcou uma virada: o LineShine, do Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, China, estreou em primeiro lugar com 2,198 exaflops no HPL, o primeiro sistema chinês no topo desde o Sunway TaihuLight (2017). Seguem El Capitan (1,809 exaflops), Frontier (1,353) e Aurora (1,012), nos Estados Unidos, e o JUPITER Booster (1,0 exaflops), na Alemanha, primeiro sistema exaescala da Europa. São cinco máquinas exaescala; o desempenho agregado da lista chegou a 18,73 exaflops e o piso de entrada a 2,66 petaflops — abaixo do qual o Santos Dumont, com 18,85 petaflops, se qualificaria.\n\nA Europa expande sua rede EuroHPC com \"fábricas de IA\" acopladas aos supercomputadores; os Estados Unidos sustentam os laboratórios do Departamento de Energia; a China publica cada vez menos dados oficiais. A convergência entre HPC e IA faz com que os maiores clusters privados de IA já superem, em precisão reduzida, qualquer sistema público.","future":"O Brasil está transitando de uma capacidade de dezenas de petaflops para uma de exaflops em precisão de IA, o que exigirá operação profissional, políticas de acesso transparentes e orçamento recorrente para energia, manutenção e renovação. A integração com a nuvem comercial, a formação de equipes de suporte científico e o uso efetivo por pesquisadores e empresas — não só a aquisição — serão os indicadores de sucesso.\n\nPontos de atenção: cumprimento de prazos e de cláusulas de conteúdo local nas licitações, dependência de fornecedores estrangeiros (inclusive chineses, com implicações geopolíticas), e o risco de que sistemas voltados a IA sejam subutilizados para simulação científica tradicional. A distinção entre exaflops de IA e de precisão dupla deve ser mantida nas comunicações públicas.","related_ids":[107,635,108,110,147,111,109,634,346],"sources":[{"title":"TOP500 June 2026 — Highlights","url":"https://top500.org/lists/top500/2026/06/highs"},{"title":"Brazil's national scientific computing lab completes upgrade of Santos Dumont supercomputer (DCD, 2025)","url":"https://www.datacenterdynamics.com/en/news/brazils-national-scientific-computing-lab-completes-upgrade-of-santos-dumont-supercomputer/"},{"title":"Santos Dumont LNCC supercomputer receives fourfold upgrade (Eviden press release, 2025)","url":"https://eviden.com/wp-content/uploads/2025/07/PR-Santos-Dumont-LNCC-supercomputer-receives-fourfold-upgrade-as-the-first-step-in-the-Brazilian-Artificial-Intelligence-Plan.pdf"},{"title":"Supercomputador da Petrobras com 2.016 GPUs Nvidia A100 é entregue (Tecnoblog)","url":"https://tecnoblog.net/noticias/supercomputador-da-petrobras-com-2-016-gpus-nvidia-a100-e-entregue/"},{"title":"Supercomputador de R$ 1 bi no RN segue plano de soberania digital e IA (Movimento Econômico, ago. 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/"}]},{"id":"processamento-de-linguagem-natural","term":"Processamento de linguagem natural (PLN)","aliases":["Processamento de linguagem natural (PLN)","PLN","NLP","processamento de linguagem natural","linguística computacional"],"sectors":["ai"],"definition":"Processamento de linguagem natural (PLN) é a área da computação e da linguística que desenvolve métodos para que máquinas analisem, interpretem e produzam linguagem humana, escrita ou falada. Suas tarefas clássicas incluem segmentação em palavras e sentenças, etiquetagem morfossintática, análise sintática, reconhecimento de entidades nomeadas, resolução de correferência, análise de sentimento, tradução automática, sumarização, resposta a perguntas, reconhecimento e síntese de fala. Cada uma dessas tarefas exige lidar com ambiguidade, variação dialetal, ironia e conhecimento de mundo implícito.\n\nHistoricamente a área passou por três paradigmas. Até os anos 1980 predominaram regras escritas por linguistas; nas décadas seguintes, métodos estatísticos treinados em corpora anotados (modelos ocultos de Markov, campos aleatórios condicionais); e, a partir de 2013, representações neurais — vetores de palavras (word2vec), redes recorrentes e, desde 2017, o Transformer. Modelos pré-treinados como o BERT (2018) e, depois, os LLMs generativos unificaram muitas tarefas em um único modelo adaptável por instrução, transformando a prática do PLN: boa parte do trabalho migrou da engenharia de atributos para a curadoria de dados, a avaliação e o alinhamento.\n\nEssa mudança não eliminou os problemas específicos de cada língua. O português tem morfologia verbal rica, concordância, clíticos, variação significativa entre o Brasil e Portugal e registros regionais e informais abundantes em redes sociais. Modelos multilíngues treinados majoritariamente em inglês cobrem o português com qualidade desigual, e corpora de alta qualidade (jurídicos, clínicos, científicos) em português são escassos ou de acesso restrito. Benchmarks em português são necessários para medir o que de fato funciona.\n\nO PLN importa porque a linguagem é o meio de quase todos os serviços públicos e privados: atendimento, justiça, saúde, educação. Capacidade nacional em PLN significa poder adaptar, auditar e, quando preciso, construir ferramentas que entendam a língua como falada no país.","brazil":"O Brasil tem uma comunidade de PLN consolidada desde os anos 1990, organizada em torno do NILC (ICMC-USP, São Carlos), de grupos na Unicamp, UFMG, UFRGS, PUC-Rio e UFPE, da conferência PROPOR (Processamento Computacional da Língua Portuguesa) e do STIL, evento da Sociedade Brasileira de Computação. A NeuralMind publicou em 2020 o BERTimbau, modelo BERT pré-treinado em português brasileiro que se tornou referência; a Maritaca AI lançou em 2023 o Sabiá e um conjunto de avaliações em português, e seus modelos seguem sendo os mais usados do segmento; o projeto Tucano liberou o corpus GigaVerbo (200 bilhões de tokens) e modelos abertos. O C4AI (USP/IBM/FAPESP) e o Recod.ai (Unicamp) mantêm linhas de pesquisa em PLN e multimodalidade.\n\nEm aplicações, a Hand Talk traduz português para Libras com avatares, o Jusbrasil aplica PLN a milhões de documentos jurídicos, e Blip, Zenvia e TOTVS incorporam LLMs a atendimento e software empresarial. O setor público usa PLN em triagem de processos judiciais e em assistentes do gov.br. O desafio estrutural continua sendo dados: corpora em português brasileiro com licença clara e cobertura de domínios especializados.","international":"Globalmente, o PLN foi absorvido pelos LLMs: os grandes laboratórios americanos e chineses publicam modelos multilíngues que cobrem o português com qualidade crescente, e a pesquisa acadêmica se voltou para avaliação, interpretabilidade, eficiência e línguas de poucos recursos. Comunidades como a ACL mantêm os principais congressos; a Europa financia modelos abertos multilíngues (como os projetos ligados ao EuroHPC) para reduzir a dependência de modelos em inglês.\n\nA disputa por dados licenciados — acordos com editoras, processos por direitos autorais, restrições de rastreamento na web — e as exigências de transparência sobre dados de treinamento no AI Act europeu redefinem a economia dos corpora. Para línguas como o português, com cerca de 260 milhões de falantes, a cooperação entre Brasil, Portugal e países africanos lusófonos é uma oportunidade pouco explorada.","future":"A fronteira técnica é a multimodalidade (texto, fala, imagem) e os modelos de raciocínio; a fronteira para o português é dados e avaliação. Investimentos públicos em corpora abertos de qualidade — legislação, jurisprudência, prontuários anonimizados, literatura, transcrições de fala regional — teriam efeito multiplicador sobre todo o ecossistema, assim como benchmarks em português mantidos de forma independente.\n\nRiscos incluem o achatamento da variação linguística por modelos treinados em português \"padrão\" ou europeu, a exclusão de línguas indígenas (mais de 150 no Brasil) e a dependência de modelos cuja cobertura do português pode mudar por decisão comercial de terceiros. Vale observar o desempenho dos modelos nacionais em exames e tarefas reais, não só em anúncios.","related_ids":[556,78,76,79,84,131,120,121,130,137],"sources":[{"title":"BERTimbau: Pretrained BERT Models for Brazilian Portuguese (BRACIS 2020, Springer)","url":"https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-030-61377-8_28"},{"title":"Sabiá: Portuguese Large Language Models (arXiv, 2023)","url":"https://arxiv.org/abs/2304.07880"},{"title":"Tucano: Advancing Neural Text Generation for Portuguese (arXiv)","url":"https://arxiv.org/abs/2411.07854"},{"title":"Hand Talk — tradução para Libras","url":"https://www.handtalk.me/br/"},{"title":"Attention Is All You Need (Vaswani et al., 2017)","url":"https://arxiv.org/abs/1706.03762"}]},{"id":"visao-computacional","term":"Visão computacional","aliases":["Visão computacional","visão computacional","visão de máquina","computer vision","reconhecimento de imagens"],"sectors":["ai","agtech","space"],"definition":"Visão computacional é o campo que desenvolve métodos para que computadores extraiam informação de imagens e vídeos: identificar o que há em uma cena (classificação), onde está (detecção e segmentação), como se move (rastreamento, fluxo óptico), qual é sua geometria tridimensional (estéreo, estrutura a partir de movimento) e o que significa em contexto (descrição, resposta a perguntas visuais). Suas entradas vão de fotos de celular a imagens de satélite, radar, lidar, microscopia e exames médicos.\n\nA virada moderna ocorreu em 2012, quando redes neurais convolucionais (CNNs) treinadas em GPUs venceram com folga o desafio ImageNet. Nos anos seguintes, arquiteturas como ResNet, detectores em tempo real da família YOLO e redes de segmentação tornaram-se padrão industrial. A partir de 2020, o Transformer chegou à visão (Vision Transformer), e surgiram modelos de fundação visuais: o CLIP, que alinha imagens e texto, o Segment Anything (SAM), capaz de segmentar qualquer objeto sob comando, e modelos multimodais que descrevem e raciocinam sobre imagens. A geração de imagens e vídeo por difusão é a face mais visível desse avanço.\n\nNa prática, sistemas de visão combinam captura (câmeras, sensores), pré-processamento, um modelo treinado — frequentemente ajustado a partir de um modelo de fundação — e inferência em servidor ou na borda (câmeras, drones, tratores, celulares), onde latência e consumo impõem modelos compactos. A qualidade depende de dados anotados representativos: um detector de pragas treinado em um bioma falha em outro; um sistema de reconhecimento facial treinado em poucos fenótipos erra mais em outros.\n\nVisão computacional importa porque é o sentido pelo qual a automação entra no mundo físico — agricultura de precisão, inspeção industrial, diagnóstico por imagem, monitoramento ambiental, veículos autônomos — e também porque é a tecnologia de vigilância por excelência, o que a coloca no centro dos debates sobre biometria, privacidade e discriminação algorítmica.","brazil":"O Brasil tem usos de visão computacional de escala continental. O INPE monitora o desmatamento da Amazônia com os sistemas PRODES e DETER a partir de imagens dos satélites CBERS (programa sino-brasileiro), Amazonia-1 e de parceiros, e empresas como Agrosatélite aplicam análise de imagens a safras e cadeias produtivas. No agro, a Cromai detecta plantas daninhas e falhas de plantio, a Solinftec combina visão e robótica em campo, e a Embrapa Agricultura Digital desenvolve modelos para fenotipagem e sanidade. Em pesquisa, o Recod.ai (Unicamp), com Anderson Rocha e Sandra Avila, é referência em forense digital, detecção de deepfakes e imagens médicas; o VeRLab (UFMG) e o LRM (ICMC-USP) trabalham visão para robótica e veículos autônomos; o C4AI (USP) e o CEIA (UFG) atuam em aplicações de saúde e segurança pública.\n\nNa saúde, Einstein, Sírio-Libanês, Dasa e Fleury testam IA para laudos de imagem. No setor público, o reconhecimento facial em estádios, transporte e segurança pública expandiu-se, e sua regulação é um dos pontos mais disputados do PL 2338/2023, com organizações como Data Privacy Brasil e pesquisadores como Tarcízio Silva e Nina da Hora documentando vieses raciais.","international":"Os modelos de fundação visuais e multimodais são produzidos pelos mesmos laboratórios que dominam os LLMs (Google, Meta, OpenAI, startups chinesas), enquanto a visão embarcada é liderada por fabricantes de chips (NVIDIA Jetson, Qualcomm) e por empresas de automação e de câmeras. A direção autônoma (Waymo, Tesla, Baidu) e a robótica são os grandes consumidores; a observação da Terra tornou-se um mercado com constelações comerciais (Planet, Maxar) e modelos de fundação para imagens de satélite.\n\nNa regulação, o AI Act europeu proíbe a raspagem indiscriminada de imagens faciais para bancos de dados e restringe a identificação biométrica remota em tempo real em espaços públicos; nos Estados Unidos, cidades e estados adotaram regras locais sobre reconhecimento facial. A China é o maior usuário de visão para vigilância e um grande exportador dessa tecnologia.","future":"A tendência é a fusão de visão com linguagem e ação — modelos que veem, descrevem e operam ferramentas ou robôs — e a difusão de inferência na borda. Para o Brasil, as oportunidades estão em domínios com dados únicos (biomas, cultivares, pragas, saúde pública) e na soberania sobre imagens de satélite, com a continuidade dos programas CBERS, Amazonia e Sabiá-Mar.\n\nOs riscos são conhecidos: vigilância biométrica sem salvaguardas, vieses raciais em reconhecimento facial, deepfakes em eleições e fraude, e dependência de modelos estrangeiros para infraestrutura crítica. A definição que o Congresso dará ao reconhecimento facial no marco legal da IA e a capacidade de auditar sistemas usados pelo Estado são os pontos a acompanhar.","related_ids":[495,509,506,15,371,121,138,139,396,135],"sources":[{"title":"An Image is Worth 16x16 Words: Vision Transformer (Dosovitskiy et al., 2020)","url":"https://arxiv.org/abs/2010.11929"},{"title":"Segment Anything (Kirillov et al., Meta AI, 2023)","url":"https://arxiv.org/abs/2304.02643"},{"title":"PRODES — Monitoramento do desmatamento da Amazônia (INPE/OBT)","url":"http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/prodes"},{"title":"Regulamento (UE) 2024/1689 — AI Act (EUR-Lex)","url":"https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2024/1689/oj"},{"title":"Recod.ai — Instituto de Computação da Unicamp","url":"https://recod.ai/"}]},{"id":"ia-soberana","term":"IA soberana","aliases":["IA soberana","soberania em IA","soberania digital","sovereign AI","IA nacional"],"sectors":["ai","policy","telecom"],"definition":"\"IA soberana\" designa a capacidade de um país (ou bloco) de desenvolver, treinar, operar e governar sistemas de inteligência artificial com infraestrutura, dados, modelos e talentos sob sua jurisdição, de modo que decisões sobre o que a IA faz, com quais dados e para quem não dependam exclusivamente de empresas ou governos estrangeiros. O termo ganhou força a partir de 2023, impulsionado tanto por governos — França, Índia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Japão — quanto por fornecedores como a NVIDIA, que o adotaram como argumento de venda de supercomputadores nacionais.\n\nAnaliticamente, a soberania em IA tem camadas. A primeira é computação: acesso a aceleradores e data centers em território nacional, com energia e conectividade. A segunda é dados: bases públicas e privadas de qualidade, com regras claras de acesso e proteção. A terceira é modelos: capacidade de treinar, ajustar, avaliar e auditar modelos — não necessariamente de fronteira, mas adequados a língua, direito e contexto locais. A quarta é software e padrões: pilhas abertas que evitem aprisionamento a um fornecedor. A quinta é talento e instituições: pesquisadores, engenheiros, reguladores e tribunais capazes de compreender e fiscalizar os sistemas. A sexta é regulação: leis de proteção de dados, de IA e de compras públicas que determinem onde e como sistemas sensíveis operam.\n\nSoberania não é autarquia. Nenhum país controla toda a cadeia — chips avançados vêm de Taiwan, equipamentos de litografia dos Países Baixos, modelos abertos de Estados Unidos e China. A versão realista do conceito é a redução de dependências críticas e a preservação de capacidade de escolha: poder trocar de fornecedor, exigir que dados sensíveis fiquem no país, treinar modelos em domínios estratégicos e recusar sistemas que violem direitos.\n\nO conceito importa porque a IA se tornou infraestrutura de Estado (saúde, justiça, defesa, tributação) e porque a concentração de capacidade em poucas empresas e dois países cria riscos de dependência, de vigilância e de exclusão linguística e cultural. Também importa criticamente: a retórica da soberania pode justificar gastos ineficientes, protecionismo ou controle estatal da informação.","brazil":"A agenda brasileira de IA soberana se articula em torno do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA, 2024), com R$ 23 bilhões previstos até 2028 em cinco eixos. Em infraestrutura, inclui a ampliação do Santos Dumont (R$ 1,8 bilhão até 2028), o sistema de IA de cerca de R$ 1 bilhão na UFRN, a Nuvem de Governo operada por Serpro e Dataprev (R$ 1 bilhão) e, anunciada em agosto de 2026, uma \"Nuvem Brasileira\" em parceria público-privada entre MGI, ABDI, Serpro e BNDES, usando o poder de compra do Estado para criar escala para fornecedores nacionais. Em modelos, o projeto da RNP com Huawei e iFlytek (R$ 1,276 bilhão em cinco anos) promete um LLM nacional e uma pilha de software soberana — parceria que, por envolver fornecedores chineses, também levanta debate sobre que tipo de soberania se constrói. Em chips, o governo lançou um programa de 10 a 15 anos para capacidade em RISC-V, em cooperação com Barcelona. Em governança, a UFMG abriga o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável.\n\nCompletam o quadro a iniciativa SoberanIA/Fábrica de IA Distribuída, o regime tributário Redata para data centers, a expansão de campi como o Scala AI City e o projeto do TikTok no Ceará, a LGPD e a ANPD como base regulatória, e a participação do Brasil na rede de IA do BRICS. O marco legal da IA (PL 2338/2023) segue em tramitação, com votação na Câmara prevista para depois de 2026.","international":"Os Estados Unidos tratam liderança em IA como objetivo de segurança nacional e usam controles de exportação de chips como instrumento, inclusive sobre terceiros países. A China persegue autossuficiência em chips e modelos e produziu os principais modelos de pesos abertos de 2025. A União Europeia combina o AI Act com investimentos em \"fábricas de IA\" e \"gigafábricas\" acopladas à rede EuroHPC, e com o JUPITER, seu primeiro supercomputador exaescala. Índia (IndiaAI Mission), Japão, Coreia, Arábia Saudita e Emirados compram capacidade em larga escala; a França apoia a Mistral como campeã nacional.\n\nO debate internacional reconhece a tensão entre soberania e interdependência: a maioria das \"IAs nacionais\" roda em GPUs americanas fabricadas em Taiwan, com modelos de base estrangeiros. A soberania efetiva tem se concentrado em dados, regulação e capacidade de inferência local, mais do que em treinamento de fronteira.","future":"O Brasil tem ativos reais — energia renovável, mercado grande, uma língua com centenas de milhões de falantes, instituições de pesquisa, dados públicos extensos — e lacunas conhecidas: pouca computação, baixa densidade de talento sênior, dependência total de hardware importado. As decisões estruturantes são a governança da computação pública (acesso meritocrático e transparente), a abertura de dados com proteção de direitos, a escolha de parcerias internacionais (com quais condicionantes de transferência de tecnologia e de controle) e a conclusão do marco legal.\n\nPontos a observar: entrega dos sistemas prometidos para 2027, cumprimento de cláusulas de conteúdo local sem desperdício, condicionantes ambientais e sociais dos data centers (energia, água, empregos qualificados), e a coerência entre soberania declarada e dependência prática de fornecedores únicos. A soberania se mede menos por anúncios e mais pela capacidade de trocar de fornecedor sem colapso de serviços.","related_ids":[346,105,106,108,109,107,350,112,333,477],"sources":[{"title":"Brasil amplia infraestrutura de IA com supercomputador, nuvem nacional e chips RISC-V (ago. 2026)","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/08/brasil-amplia-infraestrutura-de-inteligencia-artificial-com-supercomputador-nuvem-nacional-e-chips-risc-v/"},{"title":"Um ano de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial: o que está sendo feito? (DPL News, 2025)","url":"https://dplnews.com/um-ano-de-plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-o-que-esta-sendo-feito/"},{"title":"Supercomputador de R$ 1 bi no RN segue plano de soberania digital e IA (Movimento Econômico, ago. 2026)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2026/08/20/supercomputador-de-r-1-bi-no-rn-segue-plano-de-soberania-digital-e-ia-no-brasil/"},{"title":"EuroHPC AI Factories","url":"https://www.eurohpc-ju.europa.eu/ai-factories_en"},{"title":"Framework for Artificial Intelligence Diffusion (Federal Register, jan. 2025)","url":"https://www.federalregister.gov/documents/2025/01/15/2025-00636/framework-for-artificial-intelligence-diffusion"}]},{"id":"modelo-de-pesos-abertos","term":"Modelo de pesos abertos (open weights)","aliases":["Modelo de pesos abertos (open weights)","pesos abertos","open weights","código aberto em IA","IA de código aberto","open source AI","modelo aberto"],"sectors":["ai"],"definition":"Um modelo de pesos abertos (*open weights*) é um modelo de aprendizado de máquina cujos parâmetros treinados — as matrizes numéricas que codificam o que o modelo aprendeu — são publicados para download, permitindo que qualquer pessoa o execute, ajuste e redistribua nos termos de uma licença. O termo surgiu para distinguir essa prática do \"código aberto\" clássico: publicar pesos não equivale a publicar o código de treinamento nem os dados, e muitas licenças de pesos (como a do Llama, da Meta) impõem restrições de uso ou de escala comercial que não seriam aceitas em software livre.\n\nA Open Source Initiative tentou fixar a fronteira com a Open Source AI Definition 1.0, de outubro de 2024: um sistema de IA só é de código aberto se garantir as liberdades de usar, estudar, modificar e compartilhar, e se disponibilizar o código completo de treinamento e inferência, os parâmetros e \"informação sobre os dados\" suficiente para que um especialista reconstrua um sistema substancialmente equivalente. Por esse critério, a maioria dos modelos chamados de \"abertos\" — que divulgam pesos sem dados — são apenas de pesos abertos. Modelos como OLMo (Allen Institute) e alguns projetos acadêmicos chegam mais perto da abertura plena.\n\nTecnicamente, pesos abertos viabilizam ajuste fino com dados locais, quantização para hardware modesto, inspeção de comportamento, execução sem envio de dados a terceiros e pesquisa independente de segurança e interpretabilidade. Economicamente, criam um piso competitivo: um modelo aberto bom reduz o preço que provedores fechados podem cobrar. Politicamente, são o principal vetor de difusão de capacidade para países sem laboratórios de fronteira.\n\nOs riscos são o reverso das vantagens: salvaguardas podem ser removidas por ajuste fino, o uso indevido não pode ser revogado e a atribuição de responsabilidade se dilui. O AI Act europeu isenta parcialmente modelos de propósito geral abertos de algumas obrigações, exceto quando apresentam risco sistêmico. O debate sobre pesos abertos é, no fundo, um debate sobre quem controla a camada de fundação da IA.","brazil":"O Brasil é predominantemente usuário e adaptador de pesos abertos estrangeiros — Llama, Qwen, Mistral, Gemma, DeepSeek — ajustados com dados em português por empresas, universidades e órgãos públicos, o que explica por que a disponibilidade de modelos abertos é tratada aqui como questão de soberania. Os modelos comerciais nacionais mais conhecidos são fechados: o Sabiá, da Maritaca AI, foi construído sobre bases abertas e distribuído por API; o Amazônia IA, da WideLabs, também é proprietário. Entre os abertos, o Tucano, de Nicholas Kluge Corrêa e colegas, liberou modelos, o corpus GigaVerbo e avaliações; o BERTimbau (NeuralMind, 2020) foi por anos o modelo aberto em português mais baixado; iniciativas como TeenyTinyLlama e modelos derivados em grupos da UNESP, UFG e Unicamp completam o quadro.\n\nA avaliação comparativa é feita no Open PT LLM Leaderboard, mantido por pesquisadores brasileiros no Hugging Face. O projeto de LLM nacional da RNP com Huawei e iFlytek promete uma \"pilha de software soberana\", mas o grau de abertura de pesos e dados ainda não foi definido publicamente — questão relevante para que o investimento beneficie todo o ecossistema. O PL 2338/2023 trata de modelos de propósito geral, e sua redação final definirá se desenvolvedores de modelos abertos terão regime diferenciado.","international":"Em 2025 os modelos de pesos abertos mais competitivos passaram a vir da China: DeepSeek-R1 (licença MIT, janeiro de 2025), a família Qwen da Alibaba e modelos da Moonshot, Zhipu e outras. A Meta mantém a família Llama; a Mistral e a Google (Gemma) seguem lançando modelos; e em agosto de 2025 a OpenAI publicou o gpt-oss, seus primeiros modelos de pesos abertos desde o GPT-2, sob Apache 2.0. A OSI fixou a definição de IA de código aberto; a Linux Foundation e a Hugging Face concentram a infraestrutura de distribuição.\n\nA geopolítica pressiona em duas direções: governos americanos debatem se pesos abertos difundem capacidade para adversários, enquanto a China os usa para ganhar adoção global e contornar restrições a chips. Na União Europeia, o AI Act concede isenções parciais a modelos abertos de propósito geral, mantendo obrigações para os de risco sistêmico.","future":"A questão aberta é se a fronteira continuará fechada enquanto os modelos abertos ficam um passo atrás — cenário em que países como o Brasil terão acesso a capacidade \"quase de fronteira\" a baixo custo — ou se pressões regulatórias e de segurança restringirão a publicação de pesos. Para o Brasil, a estratégia mais robusta é dupla: investir em adaptação, avaliação e dados em português sobre modelos abertos e exigir que modelos financiados com dinheiro público sejam, no mínimo, de pesos abertos com documentação de dados.\n\nRiscos a observar: dependência de modelos abertos cuja licença pode mudar, uso indevido (fraude, desinformação, deepfakes) facilitado por pesos sem salvaguardas, e a captura do termo \"aberto\" por produtos que não permitem estudo nem reprodução. A definição da OSI oferece um padrão útil para políticas públicas de compras e fomento.","related_ids":[76,77,78,109,131,120,121,126,99,346],"sources":[{"title":"The Open Source AI Definition 1.0 (Open Source Initiative, 2024)","url":"https://opensource.org/ai/open-source-ai-definition"},{"title":"Introducing gpt-oss (OpenAI, ago. 2025)","url":"https://openai.com/index/introducing-gpt-oss/"},{"title":"DeepSeek-R1: Incentivizing Reasoning Capability in LLMs via Reinforcement Learning (arXiv, 2025)","url":"https://arxiv.org/abs/2501.12948"},{"title":"Tucano: Advancing Neural Text Generation for Portuguese (arXiv)","url":"https://arxiv.org/abs/2411.07854"},{"title":"Open PT LLM Leaderboard (Hugging Face)","url":"https://huggingface.co/spaces/eduagarcia/open_pt_llm_leaderboard"},{"title":"IAs brasileiras começam a nascer; capacidade de computação é o grande gargalo (Brazil Journal)","url":"https://braziljournal.com/ias-brasileiras-comecam-a-nascer-capacidade-de-computacao-e-o-grande-gargalo"}]},{"id":"regulacao-de-ia-baseada-em-risco","term":"Regulação de IA baseada em risco","aliases":["Regulação de IA baseada em risco","PL 2338","PL 2338/2023","AI Act","regulação de IA","marco legal da IA","abordagem baseada em risco","lei de IA"],"sectors":["ai","policy"],"definition":"Regulação de IA baseada em risco é o modelo normativo que calibra obrigações legais conforme o potencial de dano de cada uso de inteligência artificial, em vez de regular a tecnologia em abstrato ou setor por setor. Em geral, estabelece uma escala: usos de risco inaceitável (ou \"excessivo\") são proibidos — por exemplo, manipulação subliminar, pontuação social por governos, certas formas de identificação biométrica em massa; usos de alto risco (saúde, educação, emprego, crédito, segurança pública, justiça, infraestrutura crítica) exigem avaliação de impacto, gestão de riscos, qualidade de dados, documentação, supervisão humana, transparência e registro; usos de risco limitado exigem apenas transparência (avisar que se interage com uma IA, rotular conteúdo sintético); e usos de risco mínimo ficam livres, sujeitos às leis gerais.\n\nO arranjo foi consolidado pelo AI Act da União Europeia (Regulamento 2024/1689) e influenciou projetos em dezenas de países, inclusive o Brasil. A ele se somou, a partir de 2023, uma camada horizontal para modelos de propósito geral (GPAI), com deveres de documentação técnica, respeito a direitos autorais e, para os de \"risco sistêmico\", avaliações e relato de incidentes — reconhecendo que o mesmo modelo pode alimentar usos de qualquer nível de risco. A arquitetura institucional costuma prever uma autoridade coordenadora, reguladores setoriais com competência mantida, sanções proporcionais ao faturamento e mecanismos como *sandboxes* regulatórios e autoavaliação de conformidade.\n\nAs críticas vêm de dois lados. Para uns, listas fixas de alto risco envelhecem depressa e obrigações ex ante oneram pequenas empresas sem necessariamente proteger as pessoas, sendo preferível apoiar-se em leis existentes (consumidor, antidiscriminação, responsabilidade civil, proteção de dados). Para outros, a abordagem é frouxa demais porque permite ao próprio desenvolvedor classificar o risco e porque exceções para segurança pública esvaziam proibições. Alternativas incluem regras setoriais (como nos Estados Unidos e, verticalmente, na China), regimes de responsabilidade civil e padrões técnicos voluntários.\n\nO tema importa porque a classificação de risco define, na prática, o que pode ser automatizado e sob que garantias — em áreas que vão de concessão de crédito a reconhecimento facial policial — e porque a escolha regulatória afeta investimento, inovação e a posição do país em cadeias globais.","brazil":"O Brasil discute o Marco Legal da IA desde 2019, com a Estratégia Brasileira de IA (EBIA, 2021) e o PL 21/2020, aprovado pela Câmara; o Senado criou uma comissão de juristas que originou o PL 2338/2023, de autoria do presidente do Senado, aprovado em plenário em dezembro de 2024. O texto adota a abordagem baseada em risco: proíbe sistemas de risco excessivo, lista usos de alto risco com avaliação de impacto algorítmico e obrigações de governança, garante direitos às pessoas afetadas (informação, explicação, contestação, revisão humana), cria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de IA (SIA) com a ANPD como coordenadora e os reguladores setoriais mantidos, trata de direitos autorais no treinamento e prevê multas de até R$ 50 milhões por infração ou 2% do faturamento. Reconhecimento facial em segurança pública e a lista de alto risco foram os pontos mais disputados.\n\nNa Câmara, uma comissão especial foi instalada em 2025, presidida por Luisa Canziani, com Aguinaldo Ribeiro como relator; o relator defende uma \"lei viva\", com governança flexível no lugar de classificações rígidas. Em fevereiro de 2026 foram apresentados projetos alternativos (PL 704/2026 e PL 762/2026), e em maio de 2026 o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, afirmou que a aprovação deve ficar para 2027, dado o calendário eleitoral. Enquanto isso, a LGPD, a ANPD, o Marco Civil, o Código de Defesa do Consumidor e normas setoriais (Banco Central, CVM, Anvisa, CFM) são os instrumentos efetivamente aplicados, e o governo prepara um guia de direitos em IA no âmbito do PBIA. Organizações como Data Privacy Brasil, InternetLab, IRIS e pesquisadores como Dora Kaufman, Tarcízio Silva e Virgilio Almeida animam o debate público.","international":"O AI Act europeu entrou em vigor em 1º de agosto de 2024, com proibições aplicáveis desde fevereiro de 2025 e obrigações para modelos de propósito geral desde 2 de agosto de 2025. Em 6 de maio de 2026 as instituições europeias chegaram a acordo provisório sobre o \"Digital Omnibus\", que adia as obrigações para sistemas de alto risco autônomos (Anexo III) para 2 de dezembro de 2027 e para IA embarcada em produtos regulados (Anexo I) para 2 de agosto de 2028, mantém as regras de GPAI e de transparência (artigo 50, agosto de 2026) e cria nova proibição de imagens íntimas não consentidas geradas por IA. O recuo parcial reflete pressão da indústria e preocupação com competitividade.\n\nOs Estados Unidos não têm lei federal de IA; alternam ordens executivas, orientações de agências e leis estaduais (Colorado, Califórnia, Texas), com tentativas federais de preempção. A China regula verticalmente (recomendação algorítmica, deepfakes, IA generativa) com foco em controle de conteúdo. A Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre IA (2024) e os princípios da OCDE e da UNESCO oferecem base multilateral; o Processo de Hiroshima do G7 e as cúpulas de segurança de IA tratam de modelos de fronteira.","future":"O Brasil decidirá, provavelmente em 2027, entre um marco horizontal detalhado nos moldes europeus e um modelo mais principiológico, apoiado em reguladores setoriais e numa lei \"viva\" atualizável por norma infralegal. Em qualquer formato, a efetividade dependerá de capacidade institucional — a ANPD tem orçamento e quadro reduzidos para coordenar um sistema nacional — e de regras claras sobre reconhecimento facial, uso pelo Estado e direitos autorais no treinamento.\n\nPontos a observar: o impacto da flexibilização europeia sobre o texto brasileiro, a interação com o regime tributário de data centers (Redata) e o PBIA, a inclusão de modelos de propósito geral e a previsão de sandboxes. O risco de inação é deixar decisões sobre biometria, crédito e saúde à autorregulação; o risco de excesso é afastar investimento e onerar pequenas empresas sem proteger melhor as pessoas.","related_ids":[99,333,344,347,346,135,143,142,140,213],"sources":[{"title":"Comissão que vai analisar projeto sobre IA será presidida por Luisa Canziani; Aguinaldo Ribeiro será relator (Câmara dos Deputados)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1160383-comissao-que-vai-analisar-projeto-sobre-inteligencia-artificial-sera-presidida-por-luisa-canziani-aguinaldo-ribeiro-sera-relator/"},{"title":"PL 2338/2023 — tramitação no Senado Federal","url":"https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233"},{"title":"Eduardo Gomes diz que PL de IA deve ficar para 2027 (Telesíntese, maio 2026)","url":"https://telesintese.com.br/eduardo-gomes-diz-que-pl-de-ia-deve-ficar-para-2027-juscelino-e-aguinaldo-defendem-lei-viva/"},{"title":"Inteligência artificial reacende debates na Câmara dos Deputados (Demarest, mar. 2026)","url":"https://www.demarest.com.br/inteligencia-artificial-reacende-debates-na-camara-dos-deputados/"},{"title":"EU AI Act Omnibus Agreement — Postponed High-Risk Deadlines (Gibson Dunn, 2026)","url":"https://www.gibsondunn.com/eu-ai-act-omnibus-agreement-postponed-high-risk-deadlines-and-other-key-changes/"},{"title":"Regulamento (UE) 2024/1689 — AI Act (EUR-Lex)","url":"https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2024/1689/oj"}]},{"id":"benchmark-de-ia","term":"Benchmark de IA","aliases":["Benchmark de IA","benchmark","benchmarks","avaliação de modelos","leaderboard","ranking de modelos"],"sectors":["ai"],"definition":"Um benchmark de IA é um conjunto padronizado de tarefas, dados e métricas usado para medir e comparar o desempenho de modelos. Ele define o que se mede (acurácia em perguntas de múltipla escolha, taxa de resolução de problemas de programação, preferência de avaliadores humanos), em que dados (um conjunto de teste fixo, idealmente não visto no treinamento) e como se pontua. Benchmarks são a moeda da pesquisa em IA: orientam o que os laboratórios otimizam, justificam anúncios comerciais e, cada vez mais, servem de insumo para reguladores e compradores.\n\nOs benchmarks evoluíram com os modelos. ImageNet (visão) e GLUE/SuperGLUE (linguagem) foram superados; o MMLU (conhecimento em 57 disciplinas), GSM8K e MATH (matemática), HumanEval e SWE-bench (programação, este com tarefas reais do GitHub), GPQA (perguntas de nível de pós-graduação) e o Humanity's Last Exam tentaram acompanhar a fronteira. O ARC-AGI, da ARC Prize Foundation, mede raciocínio fluido em quebra-cabeças fáceis para humanos e difíceis para máquinas; sua terceira versão, voltada a agentes, era em 2026 descrita como o único benchmark ainda não vencido, com mais de US$ 2 milhões em prêmios. Arenas de comparação às cegas por preferência humana (LMArena) e avaliações holísticas (HELM, de Stanford) complementam as métricas automáticas.\n\nOs problemas são bem documentados. Contaminação: dados de teste vazam para o treinamento, inflando resultados. Saturação: modelos atingem o teto e o benchmark deixa de discriminar. Lei de Goodhart: otimizar para a métrica deteriora o que ela deveria medir. Representatividade: a maioria dos benchmarks é em inglês e reflete cultura e currículo norte-americanos. Por isso cresce a avaliação em contextos reais (tarefas longas, agentes, custo por tarefa), a avaliação de segurança (red teaming, capacidades perigosas) e a criação de institutos públicos de avaliação.\n\nBenchmarks importam porque, sem medição independente, as afirmações sobre capacidade de IA são apenas marketing — e porque políticas públicas de compras, regulação e fomento precisam de evidência comparável.","brazil":"O Brasil construiu um ecossistema de avaliação em português a partir de exames nacionais. Pesquisadores ligados à Unicamp e à Maritaca AI usaram o ENEM como benchmark para GPT-3.5 e GPT-4 em 2023 e introduziram, com o Sabiá, um conjunto de avaliações em português; exames da OAB, provas de residência médica e concursos públicos passaram a ser usados de forma semelhante. O Open PT LLM Leaderboard, mantido por pesquisadores brasileiros no Hugging Face, agrega esses testes e compara modelos abertos; o projeto Tucano mostrou que vários benchmarks em português se correlacionam pouco com a quantidade de treinamento, alertando para sua validade. Grupos como o C4AI (USP), o Recod.ai (Unicamp), o CEIA (UFG) e o UFMG/DCC publicam avaliações de viés, segurança e desempenho em contexto brasileiro, e a BRACIS (SBC) é o fórum principal.\n\nNo setor público, o PBIA e o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, na UFMG, apontam para avaliação e auditoria como funções de Estado, e o PL 2338/2023 prevê avaliações de impacto para sistemas de alto risco. Falta ainda um organismo de avaliação independente com capacidade computacional, nos moldes dos institutos de segurança de IA criados em outros países.","international":"A avaliação de IA se institucionalizou: o Reino Unido criou o AI Security Institute, os Estados Unidos o Center for AI Standards and Innovation (CAISI, no NIST), ao qual a ARC Prize fornece benchmarks, e a União Europeia o AI Office, que avalia modelos de risco sistêmico. Organizações como Epoch AI, LMArena, Scale AI e a ARC Prize Foundation publicam rankings de referência; os laboratórios divulgam resultados em SWE-bench, GPQA, ARC-AGI e Humanity's Last Exam a cada lançamento.\n\nO debate atual é sobre avaliação de agentes (tarefas longas, uso de ferramentas, custo), sobre contaminação em escala de internet e sobre a divergência entre pontuações e utilidade real. Benchmarks em línguas além do inglês e culturalmente situados são uma lacuna reconhecida.","future":"A avaliação tende a se deslocar de provas estáticas para tarefas dinâmicas, ambientes simulados e auditorias contínuas em produção, com atenção a custo e segurança. Para o Brasil, a oportunidade é consolidar benchmarks em português brasileiro mantidos por instituições independentes, com dados novos (não públicos antes do teste) e cobertura de domínios críticos — direito, saúde, educação, serviços públicos — e usá-los em compras governamentais.\n\nRiscos: dependência de rankings estrangeiros que não refletem o uso local, \"ensino para a prova\" por fornecedores e falta de capacidade computacional para avaliar modelos grandes. Um instituto público de avaliação com acesso ao Santos Dumont e aos novos sistemas do PBIA seria um passo concreto.","related_ids":[131,76,137,120,121,126,122,130,346,99],"sources":[{"title":"ARC Prize — ARC-AGI benchmarks","url":"https://arcprize.org/"},{"title":"Measuring Massive Multitask Language Understanding (MMLU, Hendrycks et al.)","url":"https://arxiv.org/abs/2009.03300"},{"title":"Evaluating GPT-3.5 and GPT-4 Models on Brazilian University Admission Exams (arXiv, 2023)","url":"https://arxiv.org/abs/2303.17003"},{"title":"Open PT LLM Leaderboard (Hugging Face)","url":"https://huggingface.co/spaces/eduagarcia/open_pt_llm_leaderboard"},{"title":"Holistic Evaluation of Language Models (HELM, Stanford CRFM)","url":"https://arxiv.org/abs/2211.09110"},{"title":"Tucano: Advancing Neural Text Generation for Portuguese (arXiv)","url":"https://arxiv.org/abs/2411.07854"}]},{"id":"agente-de-ia","term":"Agente de IA","aliases":["Agente de IA","agentes de IA","agente de IA","IA agêntica","agentic AI","agentes autônomos","MCP","A2A"],"sectors":["ai"],"definition":"Um agente de IA é um sistema que usa um modelo — hoje, quase sempre um LLM — para perseguir um objetivo de forma relativamente autônoma: percebe um ambiente (texto, telas, APIs, sensores), decide ações, executa-as por meio de ferramentas e observa os resultados, repetindo o ciclo até concluir a tarefa ou pedir ajuda. A diferença em relação a um chatbot é a capacidade de agir — pesquisar na web, consultar bancos de dados, escrever e executar código, preencher formulários, enviar mensagens, controlar um navegador ou um robô — e de encadear muitos passos com memória do que já foi feito.\n\nA arquitetura típica combina: um modelo de raciocínio e planejamento, que decompõe o objetivo em etapas (padrões como o ReAct alternam pensamento e ação); um conjunto de ferramentas descritas ao modelo, que ele invoca por chamadas estruturadas; memória de curto prazo (contexto) e de longo prazo (bancos vetoriais, arquivos); e um orquestrador que impõe limites, pede confirmação humana em ações sensíveis e registra o que ocorreu. Sistemas multiagentes distribuem papéis entre vários agentes especializados. Agentes de programação (que editam repositórios e rodam testes) e agentes de uso de computador (que operam interfaces gráficas) foram os primeiros a atingir uso comercial amplo, em 2024–2025.\n\nA interoperabilidade virou disputa de padrões. O Model Context Protocol (MCP), publicado pela Anthropic em novembro de 2024, padroniza como aplicações de IA se conectam a ferramentas e dados — uma espécie de \"USB-C para IA\" adotado por OpenAI, Microsoft, Google e ferramentas de desenvolvimento. O Agent2Agent (A2A), lançado pelo Google em 2025 e doado à Linux Foundation, padroniza a comunicação entre agentes de fornecedores diferentes; em 2026 passou a integrar a Agentic AI Foundation, com comitê técnico de AWS, Cisco, Google, IBM, Microsoft, Salesforce, SAP e ServiceNow.\n\nAgentes importam porque deslocam a IA de \"responder\" para \"fazer\", com impacto direto em produtividade, emprego e segurança. Também concentram os riscos: injeção de instruções maliciosas via conteúdo que o agente lê, ações irreversíveis tomadas por erro, acúmulo de permissões e dificuldade de atribuir responsabilidade quando cadeias de agentes falham.","brazil":"No Brasil, agentes de IA chegaram primeiro ao atendimento e às operações empresariais. Blip e Zenvia, que construíram negócios em chatbots e mensageria (WhatsApp é o canal dominante no país), reposicionaram-se para agentes que executam transações; TOTVS, Pipefy, CI&T e Stefanini integram agentes a software de gestão e a serviços de consultoria; iFood, Mercado Livre e Magalu/Luiza Labs usam agentes em logística, atendimento e desenvolvimento interno; bancos e fintechs (Nubank, Itaú, Banco do Brasil) aplicam agentes de programação e de suporte sob regulação do Banco Central. A Maritaca AI oferece modelos com chamadas de ferramentas em português, e o Serpro e a Dataprev testam agentes em serviços do gov.br.\n\nA regulação é incipiente: o PL 2338/2023 não trata especificamente de agentes, mas suas regras sobre supervisão humana, explicação e responsabilidade se aplicam; a LGPD governa o acesso a dados pessoais por agentes; e o Banco Central e a CVM acompanham o uso em finanças. Grupos acadêmicos de planejamento e sistemas multiagentes — tradição forte em USP, UFRGS, PUC-Rio e UFPE — voltam-se a agentes baseados em LLMs.","international":"Os grandes laboratórios lançaram produtos agênticos: agentes de programação (Claude Code, Codex, Copilot, Cursor), agentes de uso de computador e navegação (Operator, Computer Use) e plataformas empresariais (Salesforce, Microsoft, ServiceNow, Google). A padronização avança com MCP e A2A, ambos de código aberto, e com especificações de segurança para ferramentas e identidades de agentes. O \"comércio agêntico\" (agentes comprando em nome de pessoas) e os agentes em pesquisa científica são as novas frentes.\n\nOs riscos ganharam atenção regulatória e técnica: injeção de prompt é tratada como a principal vulnerabilidade, provedores de nuvem introduzem identidades e permissões específicas para agentes, e economistas estudam os efeitos sobre ocupações de serviços e programação. A União Europeia discute como as obrigações do AI Act se aplicam a sistemas agênticos.","future":"A trajetória é de agentes mais longos (tarefas de horas ou dias), coordenados em equipes e integrados a sistemas legados — o que, no Brasil, inclui o gov.br, o Pix e os ERPs que sustentam a economia. As decisões relevantes são de governança: que ações exigem confirmação humana, como registrar e auditar decisões, quem responde por danos e como proteger dados sob a LGPD quando um agente atravessa múltiplos sistemas.\n\nPontos a observar: adoção dos padrões MCP/A2A por fornecedores nacionais e pelo setor público, surgimento de incidentes de segurança com agentes, efeitos sobre o mercado de trabalho em atendimento, programação e serviços administrativos, e se o marco legal incorporará disposições específicas sobre autonomia e supervisão.","related_ids":[87,86,90,83,88,92,93,220,106,99],"sources":[{"title":"What is the Model Context Protocol (MCP)?","url":"https://modelcontextprotocol.io/introduction"},{"title":"Introducing the Model Context Protocol (Anthropic, nov. 2024)","url":"https://www.anthropic.com/news/model-context-protocol"},{"title":"Agent2Agent (A2A) Protocol — documentação oficial","url":"https://a2a-protocol.org/latest/"},{"title":"Announcing the Agent2Agent Protocol (Google for Developers, 2025)","url":"https://developers.googleblog.com/en/a2a-a-new-era-of-agent-interoperability/"},{"title":"ReAct: Synergizing Reasoning and Acting in Language Models (arXiv, 2022)","url":"https://arxiv.org/abs/2210.03629"}]},{"id":"semicondutor","term":"Semicondutor","aliases":["Semicondutor","semicondutores","chip","chips","circuito integrado","microeletrônica","microchip"],"sectors":["semiconductors"],"definition":"Semicondutor é um material — o silício é o mais usado — cuja condutividade elétrica fica entre a dos condutores e a dos isolantes e pode ser controlada por dopagem (introdução de impurezas), por campos elétricos e por luz. Essa propriedade permite construir o transistor, uma chave eletrônica que liga e desliga a passagem de corrente, e o diodo, que a deixa passar em um só sentido. Um circuito integrado, ou chip, reúne bilhões de transistores e interconexões metálicas fabricados em camadas sobre uma lâmina (wafer) de silício por sequências de litografia, deposição, gravação e implantação iônica. No uso corrente, \"semicondutores\" designa toda a indústria que projeta, fabrica e comercializa esses componentes.\n\nA indústria se divide em famílias de produtos: lógica (processadores, GPUs, chips de celular, FPGAs), memória (DRAM, NAND flash, HBM), analógicos e de sinal misto (conversores, gerenciamento de energia, rádio), discretos e de potência (MOSFETs, IGBTs, em silício ou em carbeto de silício e nitreto de gálio), optoeletrônicos e sensores (câmeras, LEDs, lasers). E em etapas da cadeia de valor: projeto (empresas *fabless* e *design houses*, com ferramentas de EDA e blocos de propriedade intelectual), fabricação de wafers (*foundries* e fabricantes integrados), encapsulamento e teste (OSATs), além de equipamentos (litografia, deposição, metrologia) e materiais (wafers, gases, fotorresistes, químicos ultrapuros).\n\nA economia do setor é definida pela Lei de Moore — a duplicação periódica da densidade de transistores — e pelos custos crescentes para sustentá-la: uma fábrica de nó avançado custa mais de US$ 20 bilhões, e só três empresas (TSMC, Samsung, Intel) ainda disputam os nós de ponta. Em contrapartida, nós maduros (28 nm e acima) respondem pela maior parte do volume físico de chips, usados em automóveis, eletrodomésticos, indústria e infraestrutura. O setor é cíclico, intensivo em capital e altamente concentrado geograficamente: Taiwan na fabricação avançada, Coreia na memória, Países Baixos e Japão em equipamentos, Estados Unidos em projeto e EDA.\n\nSemicondutores importam porque são o substrato material de toda a economia digital — da IA aos carros elétricos — e porque sua cadeia é o ponto de maior tensão geopolítica da tecnologia contemporânea, objeto de controles de exportação, subsídios e disputas sobre Taiwan.","brazil":"O Brasil importa quase a totalidade dos chips que consome e tem uma indústria pequena, concentrada em encapsulamento, teste e projeto. A tentativa de criar uma fábrica nacional de wafers, a estatal CEITEC (Porto Alegre, 2008), produziu chips de RFID e identificação, foi colocada em liquidação em 2020 e teve a decisão revertida em 2023; em reestruturação sob a presidência de Augusto Gadelha, recebeu novos equipamentos em 2026 e mira semicondutores de potência (incluindo carbeto de silício) e encapsulamento avançado, com orçamento operacional de R$ 60 milhões em 2025. A Unitec/Six, em Minas Gerais, não chegou a operar como fábrica. Os ativos em funcionamento são de *back-end*: HT Micron (Hana Micron, São Leopoldo, com nova linha de memórias LPDDR5X financiada pelo BNDES em 2026), Smart Modular (Atibaia), a linha de memória da Multilaser (Extrema) e a QSiP da Qualcomm/USI em Campinas. No projeto, cerca de duas dezenas de *design houses* — Chipus, SiliconReef, DFChip, Idea!, Instituto Eldorado, CTI Renato Archer, LSI-TEC, Von Braun, NSCAD — nasceram do programa CI-Brasil e atuam em sinal misto, RFID, sensores e IP.\n\nA política pública se apoia no PADIS (Lei 11.484/2007), que isenta tributos de produção e projeto, e foi atualizada pela Lei 14.968/2024, que criou o Programa Brasil Semicondutores: incentivos por empresa e não por produto, estímulo à exportação, possibilidade de aporte de BNDES e Finep em novos empreendimentos e um conselho gestor; a vigência dos incentivos foi prorrogada para 2029, com veto à renovação automática até 2073. A Missão 4 da Nova Indústria Brasil trata semicondutores como prioridade. Associações como ABISEMI e SBMicro, polos em Campinas, Porto Alegre/São Leopoldo, Florianópolis e Recife, e programas estaduais como o Semicondutores RS completam o ecossistema; o Brasil tornou-se membro *premier* da RISC-V International em 2024.","international":"A indústria vive um ciclo extraordinário puxado pela IA. A WSTS, em sua previsão de maio de 2026, estimou que o mercado global de semicondutores superaria US$ 1,5 trilhão em 2026 — alta de cerca de 90% sobre 2025 —, com o segmento de memória crescendo perto de 250%, impulsionado por HBM e computação acelerada, e a lógica cerca de 37%; para 2027 projetou cerca de US$ 1,9 trilhão. A TSMC detém cerca de 65% do mercado de *foundry* e iniciou a produção em massa de 2 nm no quarto trimestre de 2025; Samsung e Intel disputam o restante dos nós avançados, e a SMIC lidera na China.\n\nA política industrial voltou com força: CHIPS Act nos Estados Unidos, Chips Act europeu, subsídios no Japão (Rapidus, TSMC em Kumamoto), Coreia e Índia; controles americanos de exportação de equipamentos e chips avançados para a China; e esforço chinês de autossuficiência. A concentração em Taiwan segue sendo o maior risco sistêmico da cadeia.","future":"Para o Brasil, a questão não é alcançar a fronteira de fabricação — custo e escala tornam isso inviável no horizonte visível — mas escolher nichos defensáveis: encapsulamento e teste (inclusive de memória para IA), semicondutores de potência para a eletrificação (carbeto de silício, onde a CEITEC aposta), projeto de chips e blocos RISC-V, e integração com a demanda local de agro, energia, automotivo e telecomunicações. Previsibilidade regulatória — o PADIS vence em 2029 — e compras públicas são as alavancas disponíveis.\n\nRiscos: dispersão de recursos em muitos projetos subescala, dependência de um único parceiro estrangeiro, e descolamento entre fomento e mercado. Vale observar a efetiva reativação da CEITEC, o cumprimento das novas linhas da HT Micron e os resultados do Programa Brasil Semicondutores em exportação e investimento privado.","related_ids":[425,428,427,445,429,452,454,455,457,458],"sources":[{"title":"WSTS Spring 2026 Semiconductor Market Forecast","url":"https://www.wsts.org/76/Recent-News-Release"},{"title":"Sancionada lei que amplia incentivos para indústria de semicondutores (Câmara dos Deputados, 2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/"},{"title":"Lei nº 14.968/2024 — Programa Brasil Semicondutores (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"},{"title":"Presidente de Ceitec habla sobre la reactivación de la estatal brasileña de chips (DPL News, 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=253808"},{"title":"TrendForce — foundry ranking and 2nm race","url":"https://www.trendforce.com/news/?p=33899"},{"title":"HT Micron deve iniciar nova fase de produção em até seis meses (Jornal do Comércio, set. 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/09/1264318-ht-micron-deve-iniciar-nova-fase-de-producao-em-ate-seis-meses.html"}]},{"id":"wafer-e-no-de-processo","term":"Wafer e nó de processo","aliases":["Wafer e nó de processo","wafer","wafers","lâmina de silício","nanômetro","nm","nó de processo","nó tecnológico","2 nm","3 nm"],"sectors":["semiconductors"],"definition":"O wafer (lâmina) é o disco fino de silício monocristalino sobre o qual os chips são fabricados. Ele é cortado de um lingote cilíndrico crescido pelo método Czochralski a partir de silício purificado a 99,9999999%, polido até a planicidade de poucos nanômetros e, então, submetido a centenas de etapas de processo que constroem, camada a camada, os transistores e as interconexões. Ao final, o wafer é cortado em dezenas a milhares de *dies* (pastilhas), cada um um chip. O diâmetro padrão da indústria avançada é 300 mm; fábricas mais antigas ou de nicho usam 200 mm e 150 mm. Quanto maior o wafer e menor o *die*, mais chips por lâmina; o percentual de *dies* funcionais é o rendimento (*yield*), variável que define a economia de uma fábrica.\n\n\"Nó de processo\" designa uma geração de tecnologia de fabricação. Até os anos 2000 o número — 180 nm, 90 nm, 45 nm — correspondia aproximadamente ao comprimento do canal do transistor. Desde então virou rótulo comercial: \"7 nm\", \"5 nm\", \"3 nm\" e \"2 nm\" indicam avanço relativo de densidade e eficiência, mas nenhuma dimensão física do chip mede 2 nanômetros, e nós de nome igual de fabricantes diferentes não são equivalentes. Métricas como transistores por milímetro quadrado são comparações mais honestas.\n\nCada salto de nó exigiu mudar a arquitetura do transistor: do planar ao FinFET (a partir de 22 nm, em 2011), cujo canal vertical em forma de barbatana melhora o controle da corrente, e deste ao transistor de porta envolvente (GAA, *gate-all-around*) com nanofolhas empilhadas — introduzido pela Samsung em 3 nm (2022) e pela TSMC no N2 (2025). Em seguida vêm a alimentação pela face traseira do wafer e, mais adiante, transistores complementares empilhados (CFET). Cada geração custa mais em litografia (EUV), em etapas de processo e em projeto, de modo que apenas três empresas ainda disputam a ponta.\n\nWafers e nós importam porque definem desempenho, consumo e custo de todo produto eletrônico e porque a capacidade de fabricar em nós avançados é hoje o ativo industrial mais disputado do planeta. Mas vale lembrar que a maior parte do volume mundial de chips é produzida em nós maduros, de 28 nm para cima, essenciais para automóveis, indústria e energia.","brazil":"O Brasil não fabrica wafers de silício nem opera fábricas em nós avançados. A única linha de fabricação *front-end* do país é a da CEITEC, em Porto Alegre, projetada para lâminas de 200 mm em processos de centenas de nanômetros, adequados a chips de RFID, identificação e, no plano de reativação, semicondutores de potência; em 2026 a empresa recebeu novos equipamentos e reforma os existentes. A Unitec/Six, que planejou uma fábrica de nós de 90 a 130 nm em Minas Gerais, não a concluiu. A HT Micron e a Smart Modular recebem wafers processados no exterior para encapsulamento e teste — o que inclui, na HT Micron, montagem de memórias LPDDR5X a partir de 2026.\n\nEm escala de pesquisa, salas limpas universitárias fabricam dispositivos em wafers de 100 e 150 mm: o CCS da Unicamp, o LSI e o LME da Escola Politécnica da USP, o PocketFab da USP, o LNNano do CNPEM, grupos da UFRGS, UFMG, UFPE, UFSC e UFCG, articulados pelo INCT NAMITEC e pela SBMicro. Esses laboratórios formam a mão de obra de processo e sustentam linhas de MEMS, sensores e fotônica.","international":"A TSMC iniciou a produção em massa do N2 (2 nm, nanofolhas GAA) no quarto trimestre de 2025 em Hsinchu e Kaohsiung, prevê o N2P para o segundo semestre de 2026 e já desenvolve o A16, com alimentação traseira; seu investimento de capital em 2026 foi planejado entre US$ 52 bilhões e US$ 56 bilhões. A Samsung produz em SF2 e a Intel em 18A (Panther Lake), ambas com rendimento inicial inferior ao da TSMC; a Rapidus, no Japão, mira 2 nm em 2027. Na China, a SMIC avança em 7 nm e 5 nm com litografia DUV e multipadronização, sob controles de exportação de equipamentos.\n\nO mercado de wafers brutos é dominado por Shin-Etsu e SUMCO (Japão), GlobalWafers (Taiwan), Siltronic (Alemanha) e SK Siltron (Coreia); a transição para 450 mm foi abandonada na década passada. Em compostos, carbeto de silício e nitreto de gálio migram de 150 mm para 200 mm.","future":"Os nós abaixo de 2 nm (A14, A10) chegarão até o fim da década com litografia de alta abertura numérica, alimentação traseira e empilhamento 3D, a custos que restringirão ainda mais o número de clientes. Para o Brasil, a aposta realista é em nós maduros e em tecnologias de nicho — potência, sensores, RFID, fotônica — onde uma linha de 200 mm pode ser economicamente viável se tiver mercado âncora (energia, agro, identificação, defesa).\n\nPontos a observar: se a CEITEC consegue qualificar um processo de potência competitivo, se universidades conseguem renovar equipamentos de sala limpa, e se o país mantém acesso a serviços de fabricação externos (MPW) para suas *design houses* em meio a controles de exportação cada vez mais amplos.","related_ids":[425,426,428,466,464,465,594,476,453,467],"sources":[{"title":"TSMC 2nm mass production on schedule, rapid growth expected in 2026 (DigiTimes)","url":"https://www.digitimes.com/news/a20260116PD232.html"},{"title":"Samsung, TSMC set stage for fierce race in 2nm chip tech (TrendForce)","url":"https://www.trendforce.com/news/?p=33899"},{"title":"TSMC Logic Technology","url":"https://www.tsmc.com/english/dedicatedFoundry/technology/logic"},{"title":"Reativação do Ceitec avança com a chegada de novos equipamentos (Jornal do Comércio, jul. 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/07/1258045-reativacao-do-ceitec-avanca-com-a-chegada-de-novos-equipamentos.html"},{"title":"ASML EUV lithography systems","url":"https://www.asml.com/en/products/euv-lithography-systems"}]},{"id":"foundry","term":"Foundry (fábrica de chips)","aliases":["Foundry (fábrica de chips)","foundry","foundries","fab","fábrica de chips","fundição de semicondutores","pure-play foundry"],"sectors":["semiconductors"],"definition":"*Foundry* (ou *fab*, de *fabrication plant*) é uma fábrica que produz chips a partir de projetos de terceiros. O modelo *pure-play foundry* — fabricar sem projetar produtos próprios — foi inaugurado pela TSMC em 1987 e separou a indústria em duas metades: empresas *fabless*, que projetam e vendem chips, e *foundries*, que investem dezenas de bilhões de dólares em fábricas e vendem capacidade de produção. Fabricantes integrados (IDMs), como Intel, Samsung, Texas Instruments e os produtores de memória, mantêm as duas funções, mas a Intel passou a oferecer seus processos a clientes externos (Intel Foundry) e a Samsung opera uma divisão de *foundry* separada.\n\nUma *fab* moderna é uma sala limpa de dezenas de milhares de metros quadrados onde wafers percorrem centenas de etapas em equipamentos de litografia, deposição, gravação, implantação, polimento e metrologia, em ciclos de dois a três meses. A *foundry* oferece a seus clientes um *process design kit* (PDK) — regras, modelos e bibliotecas para projetar naquele nó —, serviços de *tape-out* e, cada vez mais, encapsulamento avançado (como o CoWoS da TSMC, usado em GPUs de IA). Sua economia depende de utilização alta e constante: uma fábrica de nó avançado custa mais de US$ 20 bilhões e se deprecia em poucos anos.\n\nA estrutura do mercado é piramidal. Na ponta, só TSMC, Samsung e Intel fabricam em 3 nm ou abaixo. Em nós intermediários e maduros atuam GlobalFoundries, UMC, SMIC, Tower, Hua Hong e dezenas de fábricas especializadas (analógico, potência, MEMS, compostos). Serviços de *multi-project wafer* (MPW), oferecidos por *foundries* e intermediários, permitem que universidades e pequenas empresas compartilhem uma lâmina e fabriquem protótipos a custo acessível.\n\n*Foundries* importam porque concentram o ponto de estrangulamento físico da economia digital: a maior parte dos chips avançados do mundo sai de poucas fábricas em Taiwan. Isso explica os subsídios bilionários para construir fábricas nos Estados Unidos, Europa e Japão e a centralidade da TSMC na geopolítica.","brazil":"O Brasil tem uma única *fab* de silício, a estatal CEITEC, em Porto Alegre, criada em 2008 com linha de 200 mm e processos de centenas de nanômetros, que produziu chips de RFID (identificação animal, veicular e de documentos). Colocada em liquidação em 2020 e resgatada em 2023, está em reestruturação sob a presidência de Augusto Gadelha: retomou a venda de chips de geração anterior, recebeu novos equipamentos em junho e julho de 2026 e redireciona a rota tecnológica para semicondutores de potência, incluindo carbeto de silício, em prazo estimado de três a quatro anos; Gadelha afirma que a força realista da empresa está no encapsulamento avançado, não na fabricação de wafers em larga escala. A Unitec Semicondutores (ex-Six), projeto privado em Ribeirão das Neves (MG), não concluiu a fábrica de wafers e operou apenas em encapsulamento de memória.\n\nPara prototipagem, as *design houses* e universidades brasileiras usam serviços de MPW no exterior, historicamente via o programa CI-Brasil e acordos com *foundries* e intermediários; o PocketFab da USP e as salas limpas da Unicamp, da USP e do CNPEM atendem pesquisa e dispositivos especiais. A Lei 14.968/2024 permite que BNDES e Finep estruturem e financiem novos empreendimentos fabris, e a Missão 4 da Nova Indústria Brasil inclui semicondutores entre as prioridades, mas não há, em 2026, projeto anunciado de uma nova *fab* comercial de lógica no país.","international":"A TSMC detém cerca de 65% da receita mundial de *foundry* e quase toda a capacidade de 3 nm e 2 nm, com produção em massa de N2 desde o fim de 2025 e fábricas em construção no Arizona, no Japão e na Alemanha. A Samsung Foundry tem cerca de 9% de participação e busca clientes para seu 2 nm; a Intel Foundry acumulou prejuízos (US$ 2,3 bilhões só no quarto trimestre de 2024) enquanto desenvolve o 18A e o 14A. Na China, SMIC e Hua Hong expandem capacidade em nós maduros e avançam em 7 nm e abaixo com litografia DUV, sob controles de exportação. GlobalFoundries e UMC dominam nós intermediários; a Rapidus japonesa tenta entrar em 2 nm em 2027.\n\nGovernos financiam fábricas como política de segurança: o CHIPS Act americano, o Chips Act europeu e os pacotes do Japão, da Coreia e da Índia somam centenas de bilhões de dólares, com resultados desiguais em prazos e custos.","future":"A fabricação de ponta tende a permanecer em Taiwan, Coreia e, em menor escala, Estados Unidos e Japão; a Europa concentra-se em nós maduros e compostos; a China busca autossuficiência. Para o Brasil, a decisão estratégica é se vale manter uma *fab* estatal de nicho (potência, RFID, sensores) com mercado âncora e metas claras, ou concentrar recursos em encapsulamento, teste e projeto, onde o retorno por real investido é maior. A experiência de Unitec/Six e da própria CEITEC mostra o custo de projetos fabris sem demanda garantida.\n\nPontos a observar: qualificação do processo de potência da CEITEC, eventuais parcerias com fabricantes estrangeiros de nós maduros (inclusive chineses, com implicações geopolíticas), continuidade do acesso a MPW internacional e a disposição de BNDES e Finep de financiar fábricas no âmbito do Programa Brasil Semicondutores.","related_ids":[425,426,479,465,466,457,458,326,324,454],"sources":[{"title":"Presidente de Ceitec habla sobre la reactivación de la estatal brasileña de chips (DPL News, 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=253808"},{"title":"Reativação do Ceitec avança com a chegada de novos equipamentos (Jornal do Comércio, jul. 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/07/1258045-reativacao-do-ceitec-avanca-com-a-chegada-de-novos-equipamentos.html"},{"title":"TrendForce — foundry market share and 2nm status","url":"https://www.trendforce.com/news/?p=33899"},{"title":"TSMC 2nm mass production on schedule (DigiTimes)","url":"https://www.digitimes.com/news/a20260116PD232.html"},{"title":"Sancionada lei que amplia incentivos para indústria de semicondutores (Câmara dos Deputados, 2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/"},{"title":"CEITEC S.A.","url":"https://www.ceitec-sa.com/"}]},{"id":"fabless-e-design-house","term":"Fabless e design house","aliases":["Fabless e design house","fabless","design house","design houses","projeto de chips","casa de projeto","IC design"],"sectors":["semiconductors"],"definition":"Uma empresa *fabless* projeta e comercializa chips sem possuir fábrica: desenvolve a arquitetura e o circuito, entrega o projeto a uma *foundry* para fabricação, contrata encapsulamento e teste a OSATs e vende o produto final sob sua marca. O modelo nasceu nos anos 1980 e se tornou dominante na lógica: NVIDIA, Qualcomm, AMD, Broadcom, MediaTek e Apple (como projetista cativa) são *fabless*. Ele concentra o valor no projeto e no software e libera a empresa do investimento de dezenas de bilhões em fábricas — ao custo de depender de poucas *foundries*.\n\nUma *design house* é uma empresa de serviços de projeto: desenvolve circuitos integrados, blocos de propriedade intelectual (IP) ou partes de um chip sob encomenda de terceiros — fabricantes de equipamentos que precisam de um ASIC, empresas *fabless* que terceirizam etapas, governos e institutos. Pode trabalhar do nível de sistema ao *layout* físico, ou especializar-se em sinal misto, radiofrequência, verificação ou *back-end* físico. Em países sem indústria de fabricação, as *design houses* são a forma mais acessível de participar da cadeia: exigem talento e licenças de software, não fábricas.\n\nO fluxo de projeto parte da especificação e da descrição em linguagem de hardware (Verilog, VHDL, cada vez mais linguagens de alto nível), passa por verificação funcional, síntese lógica, posicionamento e roteamento, análise de temporização e de consumo, e termina no *tape-out*, a entrega dos arquivos de máscara à *foundry*. As ferramentas de EDA (Synopsys, Cadence, Siemens EDA) e os blocos de IP (núcleos Arm ou RISC-V, memórias, interfaces) são insumos caros e concentrados; os PDKs das *foundries* definem o que é possível em cada nó. O custo de desenvolver um chip de ponta passa de centenas de milhões de dólares, mas chips de nó maduro ou de sinal misto podem ser projetados por equipes pequenas com acesso a MPW.\n\nO modelo importa porque é onde está a maior parte do valor agregado e das margens da indústria — e porque projeto é a camada em que países de renda média podem construir capacidade real.","brazil":"O Brasil tem uma rede de *design houses* criada a partir do programa CI-Brasil (anos 2000), que financiou centros de projeto e formação de projetistas: Chipus Microeletrônica (Florianópolis, sinal misto e IP analógica), SiliconReef (Recife), DFChip (Brasília), Idea! Electronic Systems (Campinas), Instituto Eldorado, CTI Renato Archer, LSI-TEC, Von Braun Labs, NSCAD Microeletrônica, Design House do Inatel (Santa Rita do Sapucaí), DHBH (UFMG) e a filial brasileira da britânica EnSilica, entre outras; a americana Impinj, líder em chips de RFID, tem presença comercial no país e a Qualcomm, comandada pelo brasileiro Cristiano Amon, opera a QSiP com a USI em Campinas. O PADIS cobre atividades de projeto, e a Lei 14.968/2024 (Brasil Semicondutores) reforçou incentivos à exportação de serviços de projeto. O programa CI Innovator, da Softex com o MCTI, retomou a formação de projetistas, e o Brasil tornou-se membro *premier* da RISC-V International em 2024.\n\nAs *design houses* concentram-se nos polos de Campinas, Porto Alegre/São Leopoldo, Florianópolis e Recife (Porto Digital), com pós-graduações fortes em microeletrônica na UFRGS (PGMicro), Unicamp, USP, UFMG, UFPE, UFSC e UFCG. Os nichos são sinal misto, RFID, sensores, potência e blocos de IP; o Instituto Eldorado desenvolve com o Barcelona Supercomputing Center uma unidade de aceleração matricial para RISC-V, e iniciativas como o u32BR miram um microcontrolador nacional. A escala ainda é pequena e a maior parte da receita vem de serviços para clientes estrangeiros.","international":"As maiores empresas de semicondutores por valor de mercado são *fabless*: a NVIDIA, que domina aceleradores de IA, seguida de Broadcom, Qualcomm, AMD e MediaTek; Apple, Google, Amazon e Microsoft tornaram-se projetistas de chips próprios. Taiwan, com MediaTek, Realtek e Novatek, e a China, com HiSilicon (Huawei), UNISOC e centenas de startups, são os outros polos. O setor de EDA é um oligopólio americano (Synopsys, Cadence) e alemão-americano (Siemens EDA), e foi usado como instrumento de controle de exportação contra a China em 2025.\n\nA arquitetura RISC-V abriu espaço para novos projetistas ao eliminar royalties de instrução; *chiplets* e encapsulamento avançado permitem compor sistemas a partir de blocos fabricados em nós diferentes, reduzindo barreiras para empresas menores. Europa e Índia financiam programas de projeto como alternativa à fabricação.","future":"O projeto é a camada em que o Brasil pode crescer com investimento moderado: formar milhares de projetistas, financiar *tape-outs* em MPW, criar blocos de IP em RISC-V com demanda pública (identificação, defesa, energia, agro) e inserir *design houses* em cadeias de exportação. A integração com a demanda local — eletrificação, telecomunicações, Internet das coisas rural — é o que distingue um ecossistema de serviços de um de produtos.\n\nRiscos: fuga de talentos para o exterior e para grandes empresas de software, dependência de licenças de EDA caras e sujeitas a controles de exportação, e fragmentação em muitos centros pequenos sem escala. Vale observar o volume de *tape-outs* nacionais por ano, a sobrevivência das *design houses* independentes e os resultados do programa de RISC-V anunciado em 2026.","related_ids":[429,437,438,433,430,431,432,454,481,477],"sources":[{"title":"Soccer, Chips, RISC-V and Brazil (RISC-V International, 2024)","url":"https://riscv.org/blog/soccer-chips-risc-v-and-brazil/"},{"title":"Brazil and Europe sign innovative project with RISC-V technology for HPC (Instituto Eldorado, 2024)","url":"https://www.eldorado.org.br/en/noticia/brazil-and-europe-sign-innovative-project-whit-risc-v-technology-for-hpc/"},{"title":"Sancionada lei que amplia incentivos para indústria de semicondutores (Câmara dos Deputados, 2024)","url":"https://www.camara.leg.br/noticias/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores/"},{"title":"Lei nº 11.484/2007 — PADIS (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm"},{"title":"Chipus Microeletrônica","url":"https://www.chipus.com.br/"},{"title":"TrendForce — foundry ranking","url":"https://www.trendforce.com/news/?p=33899"}]},{"id":"osat","term":"OSAT: encapsulamento e teste","aliases":["OSAT: encapsulamento e teste","OSAT","encapsulamento","back-end","packaging","montagem e teste","encapsulamento avançado","advanced packaging"],"sectors":["semiconductors"],"definition":"OSAT (*outsourced semiconductor assembly and test*) é a empresa que executa o *back-end* da fabricação de chips: recebe wafers já processados pela *foundry*, corta-os em *dies*, monta cada *die* em um substrato ou moldura, conecta seus contatos elétricos aos terminais externos (por fios de ouro ou cobre, *wire bonding*, ou por microesferas de solda, *flip-chip*), protege o conjunto com resina ou tampa (encapsulamento) e testa o componente final, descartando os defeituosos. O resultado é o chip tal como aparece numa placa: um invólucro preto com pinos ou esferas. Historicamente considerado de baixo valor agregado e intensivo em mão de obra, o *back-end* migrou para a Ásia a partir dos anos 1960 e deu origem a gigantes como ASE (Taiwan), Amkor (Estados Unidos/Coreia) e JCET (China).\n\nNas últimas décadas o encapsulamento se tornou estratégico. Com a desaceleração da Lei de Moore, ganhos de desempenho passaram a vir de integrar vários chips em um só pacote: *system-in-package* (SiP), encapsulamento em leque (*fan-out*), integração 2.5D sobre interpositores de silício (como o CoWoS da TSMC, que une GPU e pilhas de memória HBM), empilhamento 3D com vias através do silício (TSV) e *chiplets* ligados por interconexões de alta densidade (padrão UCIe). A memória HBM é ela própria um produto de encapsulamento avançado: oito a dezesseis *dies* de DRAM empilhados e ligados por milhares de TSVs. A capacidade de CoWoS tornou-se, em 2024–2025, o gargalo da oferta de aceleradores de IA.\n\nO teste também cresceu em complexidade: testes de wafer antes do corte, testes funcionais e de confiabilidade (*burn-in*) após o encapsulamento, e testes em nível de sistema para chips de IA e automotivos. Equipamentos de teste (Advantest, Teradyne) e de montagem (ASMPT, Besi, K&S) formam um mercado próprio.\n\nOSATs importam porque são a porta de entrada mais viável para países sem *foundries*: exigem investimento menor, empregam mais, podem agregar valor a chips importados e, no encapsulamento avançado, participam da fronteira tecnológica.","brazil":"O *back-end* é o segmento em que o Brasil efetivamente produz. A HT Micron, controlada pelo grupo sul-coreano Hana Micron e instalada no Tecnosinos, em São Leopoldo (RS), encapsula e testa circuitos integrados para a indústria de TI e comunicações, tinha receita superior a R$ 1 bilhão em 2024 segundo o presidente da CEITEC, e em setembro de 2026 anunciou, com financiamento de R$ 84,86 milhões do BNDES, uma nova operação de montagem, encapsulamento e teste de memórias LPDDR5X voltadas a demandas de IA, com operação prevista em três a seis meses. A Smart Modular Technologies (Atibaia, SP) encapsula memórias e monta módulos; a Multilaser opera linha de memória em Extrema (MG); a Unitec (ex-Six) atuou em encapsulamento de memória; a QSiP, da Qualcomm com a USI em Campinas, produz *system-in-package* para dispositivos conectados. Empresas como TERA e Tellescom atuam em módulos e componentes de potência.\n\nA própria CEITEC identifica o encapsulamento avançado — cortar e encapsular wafers fabricados em outro lugar — como sua força realista, e o PADIS incentiva essas etapas. O Brasil é um dos poucos mercados fora da Ásia com atividade de *back-end* de memória em escala, apoiado em incentivos fiscais e na demanda do mercado interno de eletrônicos (Lei de Informática), o que o programa Brasil Semicondutores pretende converter em exportação.","international":"A ASE Technology (Taiwan) é a maior OSAT do mundo, seguida de Amkor e JCET; a TSMC tornou-se um ator central ao internalizar o encapsulamento avançado (CoWoS, SoIC) para seus clientes de IA, e Intel e Samsung oferecem serviços equivalentes. A capacidade de CoWoS e a oferta de HBM (SK hynix, Samsung, Micron) limitaram a produção de GPUs em 2024–2025 e motivaram expansões bilionárias. Governos passaram a financiar *back-end* como parte da política de chips: o CHIPS Act americano apoiou a Amkor no Arizona; a Índia atraiu a Micron para uma planta de montagem e teste em Gujarat; Malásia, Vietnã e Filipinas disputam deslocamentos da China.\n\nA WSTS projetou em maio de 2026 crescimento de cerca de 250% no segmento de memória, impulsionado por HBM — um sinal de que o valor migra para o empilhamento e a integração, não só para o transistor.","future":"Para o Brasil, o *back-end* é o caminho de menor resistência para ampliar a participação na cadeia: linhas de encapsulamento de memória para IA, módulos de potência para eletrificação, SiP para Internet das coisas e, com a CEITEC, encapsulamento avançado de nicho. A escala dependerá de demanda âncora (data centers no país, automotivo, energia) e de previsibilidade dos incentivos, que vencem em 2029.\n\nPontos a observar: entrega da nova linha da HT Micron no prazo, decisão sobre o papel da CEITEC em encapsulamento, atração de outras OSATs e a capacidade de exportar — único caminho para escala em um mercado interno pequeno. O risco é repetir o padrão de linhas que existem apenas enquanto duram os incentivos.","related_ids":[428,427,446,426,445,425,450,455,457,326],"sources":[{"title":"HT Micron deve iniciar nova fase de produção em até seis meses (Jornal do Comércio, set. 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/09/1264318-ht-micron-deve-iniciar-nova-fase-de-producao-em-ate-seis-meses.html"},{"title":"HT Micron capta R$ 84 milhões para inovação e expansão tecnológica no RS (Times Brasil)","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/ht-micron-capta-r-84-milhoes-para-inovacao-e-expansao-tecnologica-no-rio-grande-do-sul/"},{"title":"Presidente de Ceitec habla sobre la reactivación de la estatal brasileña de chips (DPL News, 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=253808"},{"title":"WSTS Spring 2026 Semiconductor Market Forecast","url":"https://www.wsts.org/76/Recent-News-Release"},{"title":"Lei nº 11.484/2007 — PADIS (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm"}]},{"id":"risc-v","term":"RISC-V","aliases":["RISC-V","ISA aberta","arquitetura RISC-V","RISC-V International"],"sectors":["semiconductors","ai"],"definition":"RISC-V (pronuncia-se \"risc five\") é uma arquitetura de conjunto de instruções (ISA) aberta e livre de royalties. A ISA é o contrato entre hardware e software: define quais instruções um processador entende, como são codificadas e o que fazem. Historicamente as ISAs dominantes são proprietárias — x86 (Intel e AMD) e Arm, licenciada mediante pagamento. O RISC-V, criado em 2010 na Universidade da Califórnia em Berkeley, foi concebido como um padrão aberto: qualquer pessoa pode projetar, fabricar e vender processadores compatíveis sem pedir permissão nem pagar licença pela ISA. A especificação é mantida pela RISC-V International, associação sem fins lucrativos fundada em 2015 (como RISC-V Foundation) e incorporada na Suíça em 2020, justamente para ficar fora do alcance de controles de exportação nacionais.\n\nTecnicamente, é uma arquitetura RISC (instruções simples e regulares) modular: um conjunto-base pequeno — inteiros de 32 ou 64 bits — ao qual se somam extensões padronizadas (multiplicação, ponto flutuante, atômicas, vetores, criptografia, hipervisor) e extensões personalizadas. Para evitar fragmentação, a RISC-V International define perfis (como o RVA23, para aplicações com sistema operacional completo) que fixam quais extensões um processador deve implementar. É importante distinguir a ISA aberta das implementações: um núcleo RISC-V pode ser de código aberto (como os de projetos acadêmicos) ou proprietário (como os da SiFive ou da Alibaba T-Head).\n\nA adoção começou em microcontroladores e controladores embarcados — bilhões de núcleos em discos, placas de rede, celulares e automóveis — e avança para aplicações de desempenho: aceleradores de IA, processadores para computação de alto desempenho (o Barcelona Supercomputing Center lidera o esforço europeu) e, mais lentamente, para dispositivos com sistema operacional completo, onde o ecossistema de software ainda amadurece.\n\nO RISC-V importa porque remove uma barreira de entrada e uma dependência: países e empresas podem projetar processadores sem licenciar uma ISA controlada por uma empresa estrangeira sujeita a sanções. Por isso tornou-se peça da estratégia chinesa de autossuficiência, da autonomia tecnológica europeia e do debate brasileiro sobre soberania.","brazil":"O Brasil aderiu formalmente ao RISC-V: em fevereiro de 2024 tornou-se membro *premier* da RISC-V International, por iniciativa do MCTI e da Softex, que mantêm o programa CI Innovator para formar projetistas. Em março de 2024 o Instituto Eldorado, com pesquisadores da Unicamp, assinou memorando com o Barcelona Supercomputing Center para desenvolver uma unidade de aceleração de multiplicação de matrizes integrada a um processador RISC-V voltado a HPC e IA, no âmbito do PPI-Softex. Há iniciativas como o u32BR, de um microcontrolador nacional em RISC-V, projetos de chips na USP, adoção pelo Von Braun Labs e por *design houses*, e uma comunidade RISC-V Brasil articulada em universidades, que incorporaram a ISA ao ensino de arquitetura de computadores (com tradução de livros de referência para o português).\n\nEm agosto de 2026 o governo federal anunciou, dentro do PBIA, um programa de 10 a 15 anos para construir capacidade nacional de desenvolvimento de chips RISC-V para computação de alto desempenho e IA, em cooperação com o ecossistema de Barcelona — a aposta é usar a ISA aberta para que os supercomputadores e a nuvem soberana venham a incorporar, no longo prazo, componentes projetados no país. O programa ainda não tem orçamento e instituições executoras detalhados publicamente.","international":"A China é o maior adotante de RISC-V, com Alibaba (T-Head/XuanTie), startups e programas estatais que veem na ISA aberta uma saída para as restrições a x86 e Arm; isso levou parlamentares americanos a propor restrições à participação de empresas dos Estados Unidos na RISC-V International, até agora sem efeito. A Europa financia processadores RISC-V para HPC por meio da EuroHPC e de iniciativas lideradas pelo BSC; a Índia desenvolve a família Shakti; Qualcomm, NVIDIA, Google e Samsung usam núcleos RISC-V em funções de controle, e a SiFive, a Andes e a Codasip vendem IP. O ecossistema de software (Linux, compiladores, Android) avança, mas ainda é menos maduro que o de Arm para aplicações de usuário final.\n\nA RISC-V International, sediada na Suíça, completou quinze anos da arquitetura em 2025 e organiza cúpulas anuais na América do Norte, Europa e China; a padronização de perfis como o RVA23 é o principal instrumento contra a fragmentação.","future":"O RISC-V deve consolidar-se em microcontroladores e aceleradores e disputar servidores e dispositivos no fim da década, se o software acompanhar. Para o Brasil, é a arquitetura certa para aprender a projetar processadores — não há royalties nem licenças a negociar — mas o valor está na implementação, na verificação e no software, não na ISA. Um programa de 10 a 15 anos só terá efeito se produzir *tape-outs* regulares, demanda pública (identificação, defesa, energia, educação) e núcleos reutilizáveis.\n\nRiscos: fragmentação por extensões personalizadas, dependência de IP estrangeira mesmo em RISC-V, e tentativas de politizar a RISC-V International. Vale observar os primeiros chips brasileiros em RISC-V com volume comercial e o detalhamento orçamentário do programa anunciado em 2026.","related_ids":[477,430,436,464,337,321,454,346,108,429],"sources":[{"title":"About RISC-V International","url":"https://riscv.org/about/"},{"title":"Soccer, Chips, RISC-V and Brazil (RISC-V International, fev. 2024)","url":"https://riscv.org/blog/soccer-chips-risc-v-and-brazil/"},{"title":"BSC and Brazil's Instituto Eldorado collaborate on RISC-V for HPC and AI (HPCwire, 2024)","url":"https://www.hpcwire.com/off-the-wire/bsc-and-brazils-instituto-eldorado-collaborate-to-advance-risc-v-development-for-hpc-and-ai/"},{"title":"Brazil and Europe sign innovative project with RISC-V technology for HPC (Instituto Eldorado)","url":"https://www.eldorado.org.br/en/noticia/brazil-and-europe-sign-innovative-project-whit-risc-v-technology-for-hpc/"},{"title":"Brasil amplia infraestrutura de IA com supercomputador, nuvem nacional e chips RISC-V (ago. 2026)","url":"https://jornalgrandebahia.com.br/2026/08/brasil-amplia-infraestrutura-de-inteligencia-artificial-com-supercomputador-nuvem-nacional-e-chips-risc-v/"}]},{"id":"fpga-e-asic","term":"FPGA e ASIC","aliases":["FPGA e ASIC","FPGA","FPGAs","ASIC","ASICs","lógica programável","circuito integrado de aplicação específica"],"sectors":["semiconductors","space","defense"],"definition":"FPGA (*field-programmable gate array*) é um chip cuja lógica pode ser configurada depois da fabricação. Ele contém uma matriz de blocos lógicos programáveis (tabelas de consulta e registradores), blocos de memória, multiplicadores dedicados (DSP), interfaces de alta velocidade e, nos modelos maiores, núcleos de processador fixos; uma rede de interconexão igualmente programável liga tudo. O projetista descreve o circuito desejado em linguagem de hardware (VHDL, Verilog) ou em ferramentas de síntese de alto nível, e um arquivo de configuração \"desenha\" esse circuito na matriz — processo reversível, que permite corrigir e atualizar o hardware em campo.\n\nASIC (*application-specific integrated circuit*) é o oposto: um chip projetado e fabricado para uma função específica, com lógica fixa gravada em silício. É mais rápido, mais eficiente em energia e mais barato por unidade em grandes volumes, mas exige custos de engenharia não recorrentes (NRE) de milhões a centenas de milhões de dólares, ciclos de desenvolvimento de um a dois anos e não admite correção depois do *tape-out*. As TPUs do Google, os Trainium da Amazon, os chips de mineração de criptomoedas e a maior parte dos circuitos em celulares e automóveis são ASICs.\n\nA escolha entre os dois é econômica e de risco. FPGAs vencem em volumes baixos, em protótipos, em padrões que ainda mudam (telecomunicações, redes), em aplicações que exigem latência determinística (finanças, controle industrial) e em ambientes onde a atualização em campo é crítica (satélites, defesa, instrumentação científica). ASICs vencem quando o volume paga o NRE ou quando desempenho e consumo são decisivos, caso dos aceleradores de IA dos hiperescaladores. Há meio-termo: ASICs estruturados, FPGAs com núcleos fixos (SoCs adaptativos) e *chiplets* que combinam partes fixas e programáveis.\n\nO par importa porque define como a inovação em hardware acontece: FPGAs são a ferramenta de aprendizado, prototipagem e produção de nicho — acessível a universidades e pequenas empresas —, enquanto ASICs são a forma final de produtos de volume e o campo em que os gigantes de nuvem passaram a competir com a NVIDIA.","brazil":"No Brasil, FPGAs são a tecnologia de hardware digital mais difundida fora dos microcontroladores. Estão em equipamentos de telecomunicações da Padtec e do CPqD, em sistemas de defesa e aviônicos (AEL Sistemas, Mectron/Embraer, Atech, Kryptus, em criptografia), em satélites e cargas úteis do INPE e da Visiona, em instrumentação do Sirius (CNPEM) e em equipamentos médicos e industriais. As universidades — UFRGS, Unicamp, USP, UFMG, UFPE, UFSC, UFCG (Virtus), ITA — formam engenheiros em FPGA, e competições de robótica e computação reconfigurável usam placas de baixo custo. Pesquisa em tolerância a radiação para FPGAs em aplicações espaciais é uma linha reconhecida na UFRGS e no INPE.\n\nASICs são o produto das *design houses* nacionais: Chipus, SiliconReef, DFChip, Idea!, Eldorado, CTI, LSI-TEC e outras projetam circuitos de sinal misto, RFID, sensores e gerenciamento de energia fabricados em *foundries* estrangeiras via MPW, e a CEITEC produziu seus chips de identificação. A iniciativa de aceleradores em RISC-V com o Barcelona Supercomputing Center e o programa de chips para IA anunciado em 2026 miram, no longo prazo, ASICs nacionais de computação. O Brasil não fabrica FPGAs, mercado dominado por dois fornecedores americanos.","international":"O mercado de FPGAs é um duopólio: AMD (que absorveu a Xilinx em 2022) e Altera (desmembrada da Intel em 2024–2025, com participação majoritária da Silver Lake), seguidas de Lattice e Microchip em dispositivos menores e de baixo consumo; a China desenvolve fornecedores próprios sob controles de exportação, já que FPGAs avançados são tratados como tecnologia de uso dual. FPGAs são amplamente usados em redes 5G, em aceleração de data center, em sistemas espaciais (versões tolerantes a radiação) e em prototipagem de ASICs.\n\nEm ASICs, a tendência mais importante é a dos aceleradores de IA sob medida: Google (TPU, já em sétima geração), Amazon (Trainium), Meta (MTIA), Microsoft (Maia) e OpenAI contratam a Broadcom e a Marvell para projetar chips que reduzam a dependência da NVIDIA; a TSMC fabrica quase todos. Isso faz dos ASICs de IA um dos segmentos de crescimento mais rápido da indústria.","future":"A fronteira é a convergência: FPGAs com blocos de IA e processadores, ASICs compostos de *chiplets*, e fluxos de projeto assistidos por IA que reduzem o custo de NRE. Para o Brasil, FPGAs seguem sendo a base pedagógica e industrial de baixo risco — defesa, espaço, telecomunicações, instrumentação —, e ASICs são a aposta de longo prazo via *design houses* e RISC-V, dependente de demanda âncora e de acesso contínuo a fabricação externa.\n\nRiscos: controles de exportação sobre FPGAs avançados e ferramentas de EDA, e a tentação de financiar ASICs sem mercado. Vale observar o número de *tape-outs* nacionais e a presença de FPGAs e ASICs brasileiros em programas estratégicos como satélites, SISFRON, PROSUB e redes de energia.","related_ids":[210,243,381,535,495,504,467,472,429,437],"sources":[{"title":"AMD Adaptive SoCs and FPGAs","url":"https://www.amd.com/en/products/adaptive-socs-and-fpgas.html"},{"title":"Altera — FPGAs and programmable solutions","url":"https://www.altera.com/"},{"title":"Lattice Semiconductor","url":"https://www.latticesemi.com/"},{"title":"Google Cloud TPU","url":"https://cloud.google.com/tpu"},{"title":"BSC and Brazil's Instituto Eldorado collaborate on RISC-V for HPC and AI (HPCwire, 2024)","url":"https://www.hpcwire.com/off-the-wire/bsc-and-brazils-instituto-eldorado-collaborate-to-advance-risc-v-development-for-hpc-and-ai/"}]},{"id":"carbeto-de-silicio","term":"Carbeto de silício (SiC)","aliases":["Carbeto de silício (SiC)","carbeto de silício","SiC","chips de potência","semicondutores de potência","eletrônica de potência","wide bandgap","GaN"],"sectors":["semiconductors","energy"],"definition":"O carbeto de silício (SiC) é um semicondutor composto de silício e carbono com banda proibida larga (*wide bandgap*): cerca de 3,3 elétron-volts, contra 1,1 eV do silício. Essa propriedade, somada a um campo elétrico de ruptura quase dez vezes maior e a uma condutividade térmica cerca de três vezes superior, permite fabricar dispositivos de potência — diodos e transistores MOSFET — que suportam tensões mais altas (650 V a 1.700 V e além), comutam mais rápido, perdem menos energia em condução e operam a temperaturas mais elevadas do que seus equivalentes em silício. Em um inversor de veículo elétrico, substituir IGBTs de silício por MOSFETs de SiC reduz perdas, encolhe o sistema de refrigeração e aumenta a autonomia em alguns pontos percentuais. O nitreto de gálio (GaN), outro material de banda larga, ocupa a faixa de tensões mais baixas e frequências mais altas (carregadores, data centers, rádio).\n\n\"Chips de potência\" é o nome genérico dos dispositivos que controlam fluxos de energia elétrica — convertendo corrente alternada em contínua, elevando ou reduzindo tensões, acionando motores. São fabricados em nós maduros (centenas de nanômetros a alguns micrômetros), mas sua dificuldade está nos materiais e na confiabilidade: o SiC, por exemplo, exige crescimento de cristais por transporte físico de vapor a mais de 2.000 °C, lento e caro, e substratos com baixa densidade de defeitos; a transição de wafers de 150 mm para 200 mm foi um dos marcos da década.\n\nA demanda explodiu com a eletrificação: tração e carregamento de veículos elétricos (a Tesla popularizou o SiC no inversor do Model 3, a partir de 2017), inversores solares, eólicos e de armazenamento em baterias, trens, fontes de data centers e redes elétricas. O SiC passou de nicho a mercado de bilhões de dólares em menos de uma década, com cadeia própria — substratos, epitaxia, fabricação de dispositivos, módulos de potência — e uma guerra de preços entre fornecedores ocidentais e chineses.\n\nSemicondutores de potência importam porque são o ponto em que a eletrificação encontra a microeletrônica: a eficiência de cada carro elétrico, usina solar e data center depende deles. E porque, por serem fabricados em nós maduros, estão ao alcance de países sem *foundries* de ponta.","brazil":"O Brasil tem demanda crescente e produção incipiente em potência. A eletrificação da frota (fábricas da BYD em Camaçari e da GWM em Iracemápolis, ônibus elétricos da Eletra e da Marcopolo), a expansão solar e eólica, o hidrogênio verde e a demanda de data centers criam mercado para módulos e sistemas de potência. A WEG é a maior fabricante nacional de motores, inversores e carregadores e consome semicondutores de potência importados; a Semikron Brasil monta módulos de potência; a TERA e a Tellescom atuam em componentes e módulos; a Moura, em baterias.\n\nNa fabricação de chips, a CEITEC definiu os semicondutores de potência como sua nova rota tecnológica na reativação iniciada em 2023, com prazo estimado de três a quatro anos e a fabricação de chips de carbeto de silício — para mobilidade elétrica, energias renováveis e sistemas de potência — listada entre as novas capacidades a implantar após a chegada de equipamentos em 2026. Grupos de pesquisa em dispositivos e materiais de banda larga existem na Unicamp, na USP, na UFRGS, na UFMG e no CNPEM, e o CEPEL (Eletrobras) e o Itaipu Parquetec trabalham com eletrônica de potência para redes. O país não produz substratos nem epitaxia de SiC.","international":"O mercado de SiC é liderado por STMicroelectronics, Infineon, onsemi, Rohm e Wolfspeed, esta última a maior fornecedora de substratos de SiC, pioneira em fabricação de dispositivos em wafers de 200 mm (Mohawk Valley) e, após expansão agressiva e desaceleração da demanda por veículos elétricos em 2024, em recuperação judicial (Chapter 11) em 2025. A pressão vem da China: fornecedores de substratos como SICC e TanKeBlue passaram de cerca de 10% do mercado em 2021 para quase 40% em 2025, e os preços de wafers de SiC caíram cerca de 30% em 2024, segundo a Yole Group; fabricantes chineses de dispositivos avançam com a maior indústria de veículos elétricos do mundo como mercado interno.\n\nA Europa (Infineon em Dresden e Kulim, ST na Itália) e os Estados Unidos (CHIPS Act) subsidiaram fábricas de SiC como parte da política de eletrificação; o GaN cresce em carregadores, data centers e, cada vez mais, automotivo.","future":"O SiC continuará a ganhar espaço em tração de alta tensão (800 V), redes e armazenamento, enquanto o GaN avança em baixa e média tensão; a consolidação em 200 mm e a queda de preços impulsionada pela China devem persistir. Para o Brasil, potência é o nicho mais coerente com a demanda doméstica — eletrificação, renováveis, hidrogênio — e com fabricação em nós maduros; a questão é se a CEITEC conseguirá qualificar um processo competitivo e se haverá integração com montadores de módulos e fabricantes de inversores nacionais.\n\nPontos a observar: cronograma e parceiros tecnológicos da rota de potência da CEITEC, decisões de localização de montadoras e fabricantes de inversores sobre conteúdo local, e o impacto da guerra de preços chinesa sobre a viabilidade de qualquer produção nacional.","related_ids":[425,449,450,382,166,167,169,173,149,466],"sources":[{"title":"Wolfspeed's bold SiC bets meet tough timing and growing competition (Yole Group, 2025)","url":"https://www.yolegroup.com/strategy-insights/wolfspeeds-bold-sic-bets-meet-tough-timing-and-growing-competition/"},{"title":"Wolfspeed remains operational during bankruptcy, targets Q3 2025 exit (TrendForce)","url":"https://www.trendforce.com/news/2025/07/01/news-wolfspeed-remains-operational-during-bankruptcy-targets-q3-2025-exit-next-moves-and-challenges-ahead/"},{"title":"Chipmaker Wolfspeed faces bankruptcy due to Chinese price pressure (Techzine, 2025)","url":"https://www.techzine.eu/news/infrastructure/131632/chipmaker-wolfspeed-faces-bankruptcy-due-to-chinese-price-pressure/"},{"title":"Reativação do Ceitec avança com a chegada de novos equipamentos (Jornal do Comércio, jul. 2026)","url":"https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/07/1258045-reativacao-do-ceitec-avanca-com-a-chegada-de-novos-equipamentos.html"},{"title":"Presidente de Ceitec habla sobre la reactivación de la estatal brasileña de chips (DPL News, 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=253808"}]},{"id":"litografia","term":"Litografia","aliases":["Litografia","litografia","fotolitografia","EUV","litografia EUV","High-NA","DUV","ASML"],"sectors":["semiconductors"],"definition":"Litografia é a etapa da fabricação de chips que transfere os padrões do projeto para o wafer. O wafer é coberto por um fotorresiste sensível à luz; uma máscara (retículo) com o desenho de uma camada do circuito é projetada sobre ele por um sistema óptico que reduz a imagem; a luz altera a solubilidade do resiste nas áreas expostas; a revelação remove parte do resiste e deixa um padrão que guia as etapas seguintes de gravação, deposição ou implantação. Um chip avançado passa por dezenas de camadas litográficas, cada uma alinhada às anteriores com precisão de poucos nanômetros. A resolução mínima depende do comprimento de onda da luz, da abertura numérica (NA) da óptica e de truques de processo — quanto menor a onda e maior a NA, menores os detalhes.\n\nA indústria usou luz de 365 nm, depois 248 nm e, desde os anos 2000, 193 nm (DUV, laser de fluoreto de argônio) com imersão em água para aumentar a NA, e multipadronização (várias exposições por camada) para ir além do limite óptico. O salto seguinte foi o ultravioleta extremo (EUV), com 13,5 nm, produzido por um plasma de gotículas de estanho atingidas por laser e refletido por espelhos multicamada em vácuo, pois nenhum material é transparente nessa faixa. A ASML, dos Países Baixos, é a única fabricante de scanners EUV do mundo, depois de duas décadas de desenvolvimento com Zeiss, TRUMPF e consórcios de clientes; seus sistemas NXE (NA 0,33, como o NXE:3800E) resolvem cerca de 13 nm e são usados nos nós de 7 nm a 2 nm, e a geração High-NA (NA 0,55, EXE:5200B), cujo primeiro sistema de produção foi entregue em 2025, resolve cerca de 8 nm para os nós abaixo de 2 nm, a um preço por máquina superior a US$ 350 milhões.\n\nAlém da projeção óptica há litografia por feixe de elétrons (sem máscara, lenta, usada em pesquisa e fabricação de máscaras), nanoimpressão (Canon) e litografia direcionada por automontagem. Máscaras, fotorresistes (dominados por fabricantes japoneses), metrologia e correção de proximidade óptica são indústrias associadas.\n\nLitografia importa porque é o gargalo tecnológico mais estreito de toda a cadeia: uma única empresa, de um único país, controla a ferramenta sem a qual não existem chips avançados — o que a tornou o principal instrumento dos controles de exportação contra a China.","brazil":"O Brasil não tem indústria de litografia e não opera scanners EUV ou DUV de produção. A fabricação na CEITEC usa litografia óptica convencional, adequada a processos de centenas de nanômetros em lâminas de 200 mm. Em escala de pesquisa, salas limpas universitárias e nacionais dispõem de alinhadoras de máscara, escritores de máscara e litografia por feixe de elétrons para dispositivos, MEMS e fotônica: o CCS da Unicamp, o LSI e o LME da Poli-USP, o LNNano do CNPEM (que também usa a luz do Sirius em técnicas de caracterização de materiais litográficos), o CTI Renato Archer e grupos da UFRGS, UFMG e UFPE. Essas capacidades sustentam a formação de engenheiros de processo e protótipos de sensores e dispositivos ópticos, não produção.\n\nA dependência brasileira é, portanto, total e indireta: os chips importados pelo país foram litografados em Taiwan, Coreia, Estados Unidos, China ou Europa. Qualquer estratégia nacional de fabricação — como a rota de potência da CEITEC — operará com equipamentos de litografia maduros adquiridos no mercado secundário ou de fornecedores de nós antigos, segmento em que a oferta é mais ampla e menos sujeita a controles.","international":"A ASML detém o monopólio do EUV e a maior parte do mercado de DUV de imersão, com Nikon e Canon em segundo plano; iniciou a entrega dos scanners High-NA de produção (EXE:5200B) em 2025, com a Intel como primeiro cliente para o 14A, e TSMC e Samsung avaliando o momento de adoção, dado o custo. Os controles de exportação dos Estados Unidos e dos Países Baixos proíbem a venda de EUV à China desde 2019 e restringem DUV de imersão avançado desde 2023; a China responde com a SMEE em DUV, com relatos de protótipos de EUV e com multipadronização DUV para produzir 7 nm e 5 nm a custos mais altos. O Japão (Gigaphoton, Lasertec, Tokyo Electron, JSR) domina lasers, inspeção de máscaras e fotorresistes.\n\nO custo da litografia é o maior componente do custo dos nós avançados e um dos motivos de haver apenas três fabricantes na fronteira.","future":"A rota é High-NA EUV para os nós A14 e A10, com discussões sobre uma geração Hyper-NA (0,75) para a década de 2030, enquanto nós maduros continuam com DUV por décadas. Para o Brasil, litografia é um tema de dependência a ser gerida, não de desenvolvimento: garantir acesso a equipamentos maduros para fabricação de nicho, manter salas limpas universitárias atualizadas e formar engenheiros de processo e de metrologia são as medidas realistas.\n\nVale observar a evolução dos controles de exportação (que podem alcançar equipamentos maduros e peças de reposição), o avanço chinês em litografia doméstica — que mudaria a geografia da fabricação em nós maduros — e a possibilidade de o Sirius e o CNPEM contribuírem em metrologia e materiais para litografia.","related_ids":[425,594,595,466,464,431,467,470,471],"sources":[{"title":"ASML EUV lithography systems (NXE and EXE platforms)","url":"https://www.asml.com/en/products/euv-lithography-systems"},{"title":"ASML ships first High-NA EUV production scanner (Bits&Chips)","url":"https://bits-chips.com/article/asml-ships-first-high-na-euv-production-scanner/"},{"title":"TSMC 2nm mass production on schedule (DigiTimes)","url":"https://www.digitimes.com/news/a20260116PD232.html"},{"title":"Intel to make history on ASML's EXE:5200B High-NA EUV (Techovedas)","url":"https://techovedas.com/intel-to-make-history-on-asmls-exe5200b-high-na-euv-ushers-in-the-next-era-of-chipmaking/"},{"title":"CEITEC S.A.","url":"https://www.ceitec-sa.com/"}]},{"id":"rfid","term":"RFID","aliases":["RFID","identificação por radiofrequência","etiqueta RFID","tag RFID","NFC","EPC Gen2"],"sectors":["semiconductors","agtech","robotics"],"definition":"RFID (*radio-frequency identification*) é a tecnologia que identifica objetos, animais ou pessoas à distância por meio de ondas de rádio. Um sistema RFID tem três partes: a etiqueta (*tag*), formada por um chip minúsculo e uma antena; o leitor, que emite um sinal de rádio e decodifica a resposta; e o software que associa o identificador lido a informações. As etiquetas passivas, as mais comuns, não têm bateria: captam energia do campo do leitor para alimentar o chip e respondem modulando o sinal refletido (*backscatter*). Etiquetas ativas e semipassivas carregam bateria e alcançam distâncias maiores, com custo mais alto.\n\nAs faixas de frequência definem o uso. Baixa frequência (125–134 kHz) alcança centímetros e funciona bem perto de água e metal, por isso é padrão em microchips de animais e controle de acesso. Alta frequência (13,56 MHz) inclui o NFC usado em cartões de pagamento, passaportes e celulares. Ultra-alta frequência (860–960 MHz), regida pelo padrão EPC Gen2 (ISO/IEC 18000-63), lê centenas de etiquetas por segundo a até dez metros e domina varejo, logística e identificação industrial; o chip de uma etiqueta UHF passiva custa centavos e é fabricado em nós maduros. Os chips UHF são produzidos por poucas empresas (Impinj, NXP) e montados em bilhões de etiquetas por conversores em todo o mundo.\n\nA tecnologia resolve o problema que o código de barras não resolve: ler sem linha de visada, em massa e sem intervenção humana, atribuindo a cada item um identificador único. Isso permite inventário em segundos, rastreabilidade de ponta a ponta, caixas sem atendentes, controle de ativos hospitalares, pedágio sem parada e rastreabilidade sanitária de rebanhos. A RFID é uma das bases da Internet das coisas de baixo custo e da automação logística.\n\nRFID importa, no contexto brasileiro, por ser a tecnologia em que o país chegou a projetar e fabricar chips completos — e por seus usos em agro, varejo, saúde e identificação pública.","brazil":"A RFID é o segmento em que o Brasil produziu chips integralmente nacionais. A CEITEC, de Porto Alegre, projetou e fabricou um chip de identificação animal em baixa frequência (o \"chip do boi\", lançado em 2012 para rastreabilidade bovina, com custo prometido bem abaixo do importado), um chip UHF passivo compatível com o padrão EPC, e chips para identificação veicular (o programa SINIAV) e de documentos. Após a decisão de reativação, a empresa retomou em 2024 a venda de chips de geração anterior a um fabricante de etiquetas RFID e ao Grupo Hospitalar Conceição, de Porto Alegre, para controle de ativos. A americana Impinj, líder em chips UHF, tem presença comercial no Brasil, e a Acura Global e outras empresas nacionais fabricam leitores e etiquetas.\n\nNo uso, o varejo de moda e os atacadistas adotaram RFID para inventário e prevenção de perdas (casos como Brascol e Memove foram pioneiros na década de 2010), a HP Brasil usou a tecnologia em sua linha de impressoras, Petrobras e Vale a aplicam em ativos industriais, e as Forças Armadas em logística. No agro, a identificação eletrônica de bovinos com brincos RFID avança com exigências de rastreabilidade de mercados importadores; na saúde, hospitais rastreiam equipamentos e materiais; nas rodovias, pedágios eletrônicos usam tags de veículo. A GS1 Brasil coordena padrões EPC no país.","international":"A RFID UHF vive expansão sustentada: dezenas de bilhões de etiquetas por ano, impulsionadas por mandatos de grandes varejistas (Walmart e outros exigem etiquetagem de fornecedores), por logística de e-commerce, aviação (bagagem), saúde e automotivo. Impinj e NXP dominam os chips; Avery Dennison, SML e outras convertem etiquetas; a China é o maior produtor de etiquetas e leitores. Padrões GS1/EPC e ISO garantem interoperabilidade; a integração com sensores, Bluetooth e IA de inventário amplia o escopo.\n\nA privacidade — leitura não autorizada de etiquetas em roupas, documentos e veículos — é objeto de regulação na Europa e de proteções técnicas (desativação, criptografia em NFC).","future":"A tendência é RFID em quase todos os itens de varejo e em cadeias alimentares, com etiquetas mais baratas, sensores embutidos e leitura por celulares e robôs de inventário. Para o Brasil, há demanda concreta — rastreabilidade bovina para exportação, varejo, saúde pública, identificação de veículos e documentos — que poderia ancorar produção nacional de chips e etiquetas, se houver política de compras e padrões estáveis.\n\nPontos a observar: se a CEITEC retomará produção própria de chips RFID ou se limitará a encapsular e vender estoques, a evolução dos programas públicos de identificação (animal, veicular, documental) e a adoção de etiquetas inteligentes com sensores no agro.","related_ids":[425,444,429,443,0,32,184,93,50,646],"sources":[{"title":"Brazil Is Poised to Become a Major Player in RFID (RFID Journal, 2014)","url":"https://www.rfidjournal.com/?p=73731"},{"title":"Chip do boi nacional deve custar 60% menos que o importado (Revista Cultivar)","url":"https://www.revistacultivar.com.br/noticias/chip-do-boi-nacional-deve-custar-60-menos-que-o-importado"},{"title":"RFID SoC Has a Cow (Microwave Journal)","url":"https://microwavejournal.com/articles/10554-rfid-soc-has-a-cow"},{"title":"Presidente de Ceitec habla sobre la reactivación de la estatal brasileña de chips (DPL News, 2024)","url":"https://dplnews.com/?p=253808"},{"title":"Impinj — RAIN RFID","url":"https://www.impinj.com/"}]},{"id":"amr-e-agv","term":"Robô móvel autônomo (AMR) e AGV","aliases":["Robô móvel autônomo (AMR) e AGV","AMR","AGV","robô móvel autônomo","veículo guiado automaticamente","robôs de armazém","intralogística"],"sectors":["robotics"],"definition":"AGV (*automated guided vehicle*) e AMR (*autonomous mobile robot*) são as duas gerações de robôs móveis usados para transportar materiais em fábricas, armazéns, hospitais e centros de distribuição. O AGV, em uso desde os anos 1950, segue trajetos fixos definidos por fios enterrados, fitas magnéticas, refletores a laser ou grades de códigos QR no piso; para quando encontra um obstáculo e precisa que o layout seja alterado para mudar de rota. É confiável e previsível, mas rígido. O AMR, difundido a partir dos anos 2010, constrói e mantém um mapa do ambiente com lidar e câmeras (localização e mapeamento simultâneos, SLAM), planeja sua própria rota, contorna pessoas e obstáculos e pode ser realocado por software, sem obras.\n\nEm ambos os casos, a inteligência coletiva está no sistema de gestão de frota, que atribui tarefas, evita congestionamentos, gerencia carga de baterias e se integra ao sistema de gestão de armazém (WMS) ou de produção. Padrões de interoperabilidade como o VDA 5050, criado pela indústria automotiva alemã, permitem que robôs de fabricantes diferentes compartilhem o mesmo controlador; normas de segurança (ISO 3691-4 para veículos industriais sem condutor) definem sensores, velocidades e zonas de proteção para operar entre pessoas. Os formatos variam: plataformas que carregam estantes inteiras (modelo popularizado pela Kiva, comprada pela Amazon em 2012), carrinhos de picking que seguem operadores, empilhadeiras autônomas, robôs de classificação em grades e sistemas *goods-to-person* em que o estoque vai até o trabalhador.\n\nA tecnologia habilitadora é a mesma dos veículos autônomos — sensores baratos, computação embarcada, SLAM, aprendizado de máquina para percepção —, mas em ambientes controlados, o que explica por que a automação logística amadureceu antes dos carros sem motorista. O custo caiu a ponto de serviços de robôs por assinatura (RaaS) serem comuns.\n\nAMRs e AGVs importam porque são a forma mais difundida de robótica fora da linha de montagem: a Federação Internacional de Robótica contou 117,5 mil robôs profissionais de transporte e logística vendidos em 2025, a maior categoria de robôs de serviço, e os maiores operadores de e-commerce já têm frotas de centenas de milhares de unidades.","brazil":"No Brasil, a intralogística automatizada chegou primeiro aos grandes centros de distribuição de e-commerce e varejo — Mercado Livre, Magalu, Amazon — e às montadoras e indústrias de bens de consumo, em geral com robôs importados de fabricantes americanos, europeus e chineses. A integração é feita por empresas nacionais: a Pollux Automation, de Joinville (SC), é integradora certificada de MiR, Omron, Universal Robots e outros para AMRs e automação de linhas, com clientes como Nestlé, Unilever, Volkswagen e BMW e operação também no México; a Instor e outras integradoras atuam em robótica industrial; a WEG fornece acionamentos, motores e sistemas de automação. Os Institutos SENAI de Inovação, em especial o de Sistemas de Manufatura em Joinville, e a ABII (Associação Brasileira de Internet Industrial) difundem a tecnologia entre médias empresas, e a ABINEE representa o setor eletroeletrônico.\n\nNa pesquisa, o Laboratório de Robótica Móvel do ICMC-USP (São Carlos), o VeRLab da UFMG, o LaRoCS da Unicamp, o LARA da UnB e o grupo Phi Robotics da UFRGS trabalham navegação autônoma, SLAM e percepção, e competições como a RoboCup Brasil e a Competição Brasileira de Robótica formam estudantes nessas técnicas. A Autoridade Portuária de Santos e operadores logísticos estudam automação de pátios, e os Correios modernizam centros de triagem. Não há fabricante nacional de AMRs em escala; a oportunidade brasileira está em integração, software de frota e aplicações em agro e mineração.","international":"A China domina a fabricação de AMRs (Geek+, Hikrobot, Quicktron, Hai Robotics), seguida de Europa (MiR/Teradyne, KUKA, Omron) e Estados Unidos (Locus, Zebra/Fetch, Symbotic); a Amazon, com mais de um milhão de robôs em seus centros e um modelo de fundação para coordená-los, é o maior operador do mundo. A IFR registrou em 2025 quase 250 mil robôs de serviço profissionais vendidos (alta de 24%), com transporte e logística representando 47% do total; o segmento de robôs de serviço para consumidores alcançou 34,2 milhões de unidades.\n\nA tendência é integrar AMRs a braços manipuladores (robôs móveis de picking), a sistemas de visão com IA para reconhecer itens e a padrões como VDA 5050 para frotas heterogêneas. A escassez de mão de obra em logística nos países ricos e a queda de custos de lidar e computação sustentam a expansão.","future":"A robótica móvel deve se expandir de armazéns para hospitais, varejo, agricultura e mineração, com robôs mais capazes de manipular e de operar em ambientes não estruturados. Para o Brasil, com custo de mão de obra menor e galpões frequentemente projetados sem automação, a adoção será seletiva — onde há escala, pressão de prazo e falta de trabalhadores —, e o valor nacional estará em integração, software, manutenção e nichos como agro (robôs de campo da Solinftec), portos e mineração (caminhões autônomos da Vale).\n\nPontos a observar: entrada de fabricantes chineses com preços baixos, regulação de segurança no trabalho para robôs entre pessoas, efeitos sobre o emprego em logística e o surgimento de fabricantes nacionais de plataformas móveis para aplicações específicas.","related_ids":[384,385,382,93,95,645,391,414,393,371],"sources":[{"title":"IFR — World Robotics 2026 Service Robots: professional service robots up 24% (set. 2026)","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/robotics-market-value"},{"title":"Pollux Automation — automação industrial, cobots e AMRs","url":"https://www.pollux.com.br/"},{"title":"Amazon deploys its 1 millionth robot and a new generative AI foundation model (About Amazon, 2025)","url":"https://www.aboutamazon.com/news/operations/amazon-million-robots-ai-foundation-model"},{"title":"IFR — Five Million Robots Now Operate in Factories Globally (World Robotics 2026)","url":"https://ifr.org/news/five-million-robots-now-operate-in-factories-globally/"}]},{"id":"drone-rpas-bvlos","term":"Drone / RPAS e voo BVLOS","aliases":["Drone / RPAS e voo BVLOS","drone","drones","RPAS","RPA","BVLOS","VANT","UAS","aeronave remotamente pilotada","RBAC-E 100"],"sectors":["robotics","agtech","defense"],"definition":"Drone é o nome popular de uma aeronave sem tripulação a bordo. A terminologia técnica distingue o VANT (veículo aéreo não tripulado), termo genérico; a RPA (*remotely piloted aircraft*), aeronave pilotada remotamente por um operador humano; o RPAS, o sistema completo — aeronave, estação de controle e enlace de comando; e o UAS, usado pela OACI e pelos Estados Unidos, que inclui também aeronaves autônomas. Os aeromodelos, de uso recreativo, são tratados à parte. As aeronaves vão de multirrotores de centenas de gramas a asas fixas e híbridos VTOL com horas de autonomia e dezenas de quilos de carga, usados em mapeamento, inspeção de linhas e dutos, pulverização agrícola, entrega, segurança pública e defesa.\n\nA distinção regulatória central é entre voo VLOS (*visual line of sight*), em que o piloto mantém contato visual direto com a aeronave, e BVLOS (*beyond visual line of sight*), em que a aeronave voa além do alcance visual — condição necessária para inspeções de longa distância, entregas, mapeamento de grandes áreas e agricultura em escala. O BVLOS exige enlace de comando e controle confiável (rádio, celular ou satélite), capacidade de detectar e evitar outras aeronaves (*detect and avoid*), geocercas, procedimentos de perda de enlace e, crescentemente, sistemas de gestão de tráfego não tripulado (UTM) que coordenam voos em baixa altitude. Por isso, a maior parte das regulações do mundo autoriza BVLOS caso a caso, por avaliação de risco (metodologia SORA, da JARUS), e caminha para regras padronizadas.\n\nO setor se organiza em camadas: fabricantes de aeronaves (dominados pela chinesa DJI no segmento civil), fornecedores de sensores e software (fotogrametria, IA para análise de imagens), operadores de serviço e reguladores de aviação civil, controle do espaço aéreo e espectro. Na agricultura, drones de pulverização e de mapeamento se tornaram ferramenta corrente; na defesa, a guerra na Ucrânia transformou drones baratos em arma de massa.\n\nDrones importam porque democratizaram o acesso ao espaço aéreo e à observação de alta resolução, e porque o BVLOS é a fronteira que separa um brinquedo ou ferramenta local de uma infraestrutura de serviços aéreos.","brazil":"O Brasil tem uma das maiores frotas civis fora da China, Estados Unidos e Europa: a ANAC registrava 133 mil drones em março de 2026 e 177 mil em setembro, salto de 33% em seis meses atribuído ao novo regulamento, que tornou o cadastro obrigatório para quase toda a frota; o país responde por cerca de 62% do valor do mercado latino-americano. A ANAC publicou em 16 de junho de 2026 o RBAC-E 100, em vigor desde julho, que substituiu o RBAC-E 94 (2017) e troca a classificação por peso por uma baseada no risco da operação, em três categorias — Aberta, Específica e Certificada —, com mais flexibilidade para usos de baixo risco e requisitos mais rígidos para voos sobre pessoas, cargas sensíveis e BVLOS; o DECEA regula o acesso ao espaço aéreo e a Anatel o uso do espectro. Entidades como a ABDrone e o evento DroneShow articulam o setor, e em setembro de 2026 o Senado discutiu um Programa Nacional de Drones, com pedidos de redução de tributos sobre componentes e mais P&D.\n\nA indústria nacional tem nichos relevantes. A Speedbird Aero obteve da ANAC certificado para operações BVLOS em 2020 e certificados de aeronavegabilidade para seus modelos de entrega DLV-1 (2022) e DLV-2 (2024), opera rotas de entrega com o iFood (como a de Alphaville, em 2026) e conseguiu autorização BVLOS na União Europeia em 2025. A XMobots (São Carlos) fabrica asas fixas e VTOLs para mapeamento e agro; Santos Lab, Skydrones, Horus Aeronaves, Arpac (pulverização) e Nest Design Aerospace completam o quadro, e a AEL Sistemas e a Embraer atuam em sistemas militares; a Marinha e o Exército mantêm programas próprios. A agricultura é o maior mercado, com pulverização e mapeamento dominados por aeronaves chinesas.","international":"A DJI domina o mercado civil mundial, e a China tem cerca de 3,29 milhões de drones civis registrados, dezoito vezes a frota brasileira; a América do Norte ultrapassa 855 mil. Os Estados Unidos avançaram em 2025 com a proposta de regra Part 108 para normalizar o BVLOS, substituindo as isenções caso a caso; a Europa opera as categorias aberta, específica e certificada do regulamento EASA desde 2021 e implanta o U-space para tráfego não tripulado; a OACI harmoniza padrões para RPAS em espaço aéreo controlado. Entregas comerciais (Zipline, Wing, Amazon) crescem em rotas definidas, e a inspeção de infraestrutura é o uso BVLOS mais maduro.\n\nA geopolítica marcou o setor: restrições a produtos chineses nos Estados Unidos, a difusão de drones de ataque de baixo custo na Ucrânia e no Oriente Médio e o crescimento de sistemas antidrone. A dependência mundial de uma única empresa chinesa é vista como vulnerabilidade de cadeia.","future":"O BVLOS rotineiro — habilitado por regras padronizadas, detecção e evasão certificada e UTM — é o que transformará drones em infraestrutura de logística e inspeção. O RBAC-E 100 coloca o Brasil em linha com o modelo europeu; o teste será a capacidade da ANAC e do DECEA de processar autorizações em escala e de integrar drones ao espaço aéreo com aviação tripulada e, em breve, eVTOLs.\n\nPontos a observar: fiscalização de uma frota que cresce 10 mil unidades por mês, política industrial para reduzir a dependência de aeronaves chinesas (tributos sobre componentes, encomendas públicas), uso em segurança pública e seus limites de privacidade, e a consolidação de empresas nacionais em entrega e agro.","related_ids":[373,372,376,378,379,381,415,416,423,424],"sources":[{"title":"Novo regulamento de drones no Brasil: o que muda com o RBAC-E 100 (Machado Meyer, jun. 2026)","url":"https://www.machadomeyer.com.br/pt/inteligencia-juridica/publicacoes-ij/aviacao-e-navegacao/novo-regulamento-de-drones-no-brasil-o-que-muda-com-o-rbac-e-100"},{"title":"ANAC registra 177 mil drones; Senado cobra incentivo (Pick Drones, set. 2026)","url":"https://pickdrones.com/pt/anac-177-mil-drones-brasil-2026/"},{"title":"Brasil já tem mais de 133 mil drones registrados (Olhar Digital, mar. 2026)","url":"https://olhardigital.com.br/2026/03/03/carros-e-tecnologia/brasil-ja-tem-mais-de-133-mil-drones-registrados-e-numero-deve-aumentar/"},{"title":"ANAC — Consulta Pública 09/2025: justificativa do novo regulamento de aeronaves não tripuladas","url":"https://www.gov.br/anac/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/consultas-publicas/consultas/2025/cp-09-2025/cp-09-2025-justificativa.pdf"},{"title":"Speedbird Aero — aeronaves e certificações BVLOS","url":"https://speedbird.aero/"}]},{"id":"evtol","term":"eVTOL","aliases":["eVTOL","eVTOLs","carro voador","mobilidade aérea urbana","UAM","AAM","mobilidade aérea avançada"],"sectors":["robotics","space"],"definition":"eVTOL (*electric vertical take-off and landing*) é uma aeronave elétrica de decolagem e pouso verticais, concebida para transportar passageiros ou carga em distâncias curtas — tipicamente até 100 quilômetros — a partir de pontos de pouso compactos (vertiportos), com ruído e emissões locais muito menores que os de um helicóptero. O conceito combina propulsão elétrica distribuída (muitos motores pequenos e redundantes), baterias de íons de lítio, controle de voo digital e, em muitos projetos, piloto a bordo na fase inicial com perspectiva de operação autônoma.\n\nHá três famílias de arquitetura. Multirrotores (como o EH216-S da chinesa EHang) usam só rotores verticais, são simples e lentos, com alcance limitado. Configurações *lift + cruise* (como a da Eve, da Embraer) têm rotores dedicados à sustentação vertical e um propulsor separado para o voo horizontal, sustentado por asas; são mais eficientes em cruzeiro e mecanicamente simples, embora carreguem o peso dos rotores inativos. Rotores basculantes ou de empuxo vetorado (Joby, Archer) inclinam as mesmas hélices entre as fases de voo, maximizando eficiência ao custo de complexidade mecânica e de certificação. Em todos os casos, a densidade energética das baterias é a restrição física central: a transição entre voo vertical e horizontal consome muita potência, e a reserva exigida por regulamentação reduz o alcance útil.\n\nA certificação é o gargalo. A FAA criou em 2024 uma categoria \"powered-lift\" com regras para pilotos e operações; a EASA estabeleceu condições especiais para VTOL (SC-VTOL) com nível de segurança equivalente ao de aviões comerciais; a ANAC brasileira trabalha em conjunto com ambas. Além da aeronave, o ecossistema exige vertiportos, carregadores de alta potência, gestão de tráfego aéreo urbano (UATM) e aceitação pública quanto a ruído e segurança.\n\neVTOLs importam porque são a primeira nova categoria de aeronave civil em décadas, com dezenas de bilhões de dólares investidos, e porque o Brasil — por meio da Embraer — é um dos poucos países com um fabricante na corrida.","brazil":"A Eve Air Mobility, controlada pela Embraer e listada em Nova York desde 2022, é a aposta brasileira: sua aeronave *lift + cruise*, com oito rotores de sustentação, asa e propulsor traseiro, quatro passageiros e piloto, teve o primeiro voo do protótipo em escala real, não tripulado e em pairado, na unidade de ensaios da Embraer em Gavião Peixoto (SP), em dezembro de 2025, acompanhado em março de 2026 por demonstração ao presidente da República; em agosto de 2026 realizou o primeiro voo de transição rumo ao voo sustentado pela asa. A Eve prevê seis protótipos e centenas de voos de ensaio, mira o início das operações comerciais em 2027, sujeito à certificação pela ANAC em cooperação com FAA e EASA, fabricará a aeronave em Taubaté (SP) e acumula uma carteira de cartas de intenção de milhares de unidades com operadores de vários países. Também desenvolve software de gestão de tráfego aéreo urbano e serviços de suporte.\n\nEm torno dela gravitam a Embraer-X (de onde a Eve nasceu), o Parque Tecnológico de São José dos Campos, o ITA e o DCTA, fornecedores aeronáuticos como Akaer, e a Helibras, que opera helicópteros no maior mercado de aviação executiva de São Paulo — cidade frequentemente citada como caso de uso inicial para eVTOLs. Projetos acadêmicos e startups de aeronaves elétricas existem em menor escala.","international":"A corrida mundial tem três polos. Nos Estados Unidos, Joby e Archer lideram a certificação pela FAA, com operações iniciais previstas em Dubai e Abu Dhabi e demonstrações domésticas; Beta Technologies foca carga e aeronaves convencionais elétricas. Na China, a EHang obteve em 2023 o primeiro certificado de tipo do mundo para um eVTOL de passageiros sem piloto e iniciou operações turísticas, dentro de uma política nacional de \"economia de baixa altitude\". Na Europa, a Volocopter e a Lilium entraram em insolvência em 2024–2025, sinal de que o custo de certificação e a escassez de capital eliminam concorrentes; a britânica Vertical Aerospace prossegue.\n\nReguladores ainda divergem em detalhes de certificação e de operação, e a infraestrutura de vertiportos e carregamento está em fase piloto. O investimento acumulado no setor supera dezenas de bilhões de dólares, com retornos ainda distantes.","future":"Os primeiros serviços comerciais com passageiros devem ocorrer entre 2026 e 2028 em rotas limitadas (aeroporto–centro, cidades do Golfo, China), com escala real dependendo de baterias melhores, custos operacionais competitivos com helicópteros e aceitação social. Para o Brasil, a decisão estratégica é consolidar a Eve como fabricante exportador e, ao mesmo tempo, preparar o ambiente regulatório e urbano — vertiportos, UATM com o DECEA, regras de ruído — para que o mercado doméstico exista.\n\nRiscos: atrasos de certificação, concorrência de preços chinesa, concentração de capital em poucos sobreviventes e a possibilidade de que a mobilidade aérea urbana atenda apenas a um público de alta renda. Vale observar os marcos de ensaio da Eve em 2026–2027, a data efetiva de certificação pela ANAC e a conversão de cartas de intenção em pedidos firmes.","related_ids":[374,489,492,490,514,501,500,510,530,416],"sources":[{"title":"Primeiro voo da Eve aproxima Embraer da era dos carros voadores (Forbes Brasil, dez. 2025)","url":"https://forbes.com.br/forbes-life/2025/12/primeiro-voo-da-eve-aproxima-embraer-da-era-dos-carros-voadores/"},{"title":"Eve Air Mobility's eVTOL Prototype Completes First Flight (Mobility Engineering Technology, jan. 2026)","url":"https://www.mobilityengineeringtech.com/component/content/article/54447-eve-air-mobilitys-evtol-prototype-completes-first-flight"},{"title":"Lula acompanha voo de protótipo do carro voador em base da Embraer (IstoÉ Dinheiro, mar. 2026)","url":"https://istoedinheiro.com.br/lula-acompanha-voo-de-prototipo-do-carro-voador-em-base-da-embraer"},{"title":"Eve Air Mobility — site oficial e notícias (voo de transição, ago. 2026)","url":"https://www.eveairmobility.com/"}]},{"id":"cobot","term":"Cobot (robô colaborativo)","aliases":["Cobot (robô colaborativo)","cobot","cobots","robô colaborativo","robôs colaborativos","robótica colaborativa"],"sectors":["robotics"],"definition":"Cobot, ou robô colaborativo, é um braço robótico projetado para trabalhar no mesmo espaço que pessoas, sem as grades de proteção que isolam os robôs industriais tradicionais. A diferença não está apenas no tamanho — cobots costumam ter carga útil de 3 a 30 kg e alcance de até cerca de 1,5 m — mas no projeto de segurança: motores com sensores de torque em cada junta, superfícies arredondadas, velocidades limitadas e controle que detecta contato e para imediatamente. A norma ISO 10218 e a especificação técnica ISO/TS 15066 definem quatro modos de colaboração: parada monitorada de segurança, condução manual, monitoramento de velocidade e separação (o robô desacelera à medida que a pessoa se aproxima) e limitação de potência e força, em que o contato é admitido dentro de limites biomecânicos.\n\nO conceito foi formulado em 1996 por pesquisadores da Northwestern University e comercializado em escala a partir de 2008 pela dinamarquesa Universal Robots. Além da segurança, os cobots trouxeram facilidade de uso: programação por demonstração (o operador move o braço e grava posições), interfaces gráficas em tablets, instalação em bancadas e carrinhos móveis, e um ecossistema de garras, câmeras e ferramentas prontas. Isso tornou a automação viável para pequenas e médias empresas e para tarefas de baixo volume e alta variedade — montagem, parafusamento, paletização, alimentação de máquinas, inspeção, solda leve, laboratórios.\n\nHá limites. Para operar em modo colaborativo, o cobot anda devagar; em muitas instalações ele trabalha, na prática, em ritmo industrial atrás de barreiras virtuais, e a \"colaboração\" se resume à facilidade de implantação. Fabricantes de robôs industriais (FANUC, KUKA, ABB, Yaskawa) lançaram linhas colaborativas, e fabricantes chineses reduziram os preços. A integração com visão computacional e com IA generativa para programar por linguagem natural é a fronteira atual.\n\nCobots importam porque são a porta de entrada da robótica para o grosso do tecido industrial — fábricas pequenas, oficinas, laboratórios, serviços — e porque redefinem a relação entre trabalhador e máquina: menos substituição, mais compartilhamento de tarefas.","brazil":"O Brasil tem baixa densidade de robôs industriais, mas cresce rápido: segundo a IFR, o país instalou quase 4.300 robôs industriais em 2025, alta de 38%, com o setor automotivo respondendo por cerca de 2.100 unidades (alta de 212%), puxado por novas fábricas e eletrificação. Nesse mercado, os cobots são a categoria de maior apelo para a indústria de médio porte, e sua difusão é feita por integradores: a Pollux Automation, de Joinville, integra cobots da Universal Robots, FANUC e KUKA com visão e intralogística; Instor, Indústrias Romi (máquinas-ferramenta com células robotizadas) e dezenas de integradores regionais atuam em metalmecânica, alimentos e eletroeletrônicos; a WEG fornece automação e acionamentos. A rede de Institutos SENAI de Inovação — em especial o ISI de Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser, em Joinville — e o SENAI CIMATEC capacitam empresas e testam células colaborativas; a ABINEE e a ABII representam fornecedores e usuários.\n\nNa formação, laboratórios como o RoboCIn (UFPE), o RoboFEI, o LaRoCS (Unicamp), o LARA (UnB) e grupos de controle e automação organizados na Sociedade Brasileira de Automática pesquisam interação humano-robô, aprendizado por demonstração e segurança; a Olimpíada Brasileira de Robótica e a Competição Brasileira de Robótica alimentam o funil de talentos. Não há fabricante nacional de cobots em escala; a oportunidade está em integração, garras e ferramentas, software e serviços.","international":"O mercado mundial de robôs industriais atingiu recorde em 2025: mais de 600 mil instalações (alta de 11%) e um estoque operacional de 5 milhões de unidades, segundo a IFR, com a China respondendo por 354 mil instalações (59% do total) e fornecedores chineses detendo 55% do próprio mercado; seguem Estados Unidos (38,5 mil), Japão, Coreia e Alemanha. Os cobots representam uma fração próxima de um décimo das instalações, mas crescem acima da média. A Universal Robots (Teradyne) mantém liderança em volume, desafiada por FANUC (série CRX), Doosan, Techman e fabricantes chineses (Jaka, Aubo, Elite, Dobot) com preços agressivos.\n\nA fronteira é a combinação de cobots com IA: programação por linguagem natural, visão para peças não estruturadas e aprendizado por demonstração, além de plataformas móveis que levam o braço até a tarefa. Normas de segurança são revisadas para acomodar essas capacidades.","future":"Os cobots devem continuar a crescer mais rápido que os robôs tradicionais, com preços em queda e programação cada vez mais simples, até se tornarem equipamentos comuns em oficinas e laboratórios. Para o Brasil, cuja indústria é majoritariamente de pequenas e médias empresas com baixa automação, a questão é produtividade e qualificação: programas como os Institutos SENAI e as linhas de crédito à digitalização podem acelerar a adoção, se combinados com formação de integradores.\n\nPontos a observar: a sustentação do crescimento de instalações registrado em 2025, a entrada de cobots chineses de baixo custo, a adaptação das normas regulamentadoras de segurança do trabalho (NR-12) à colaboração humano-robô e o surgimento de fornecedores nacionais de periféricos e software.","related_ids":[384,385,383,382,391,604,605,413,399,402],"sources":[{"title":"IFR — Five Million Robots Now Operate in Factories Globally (World Robotics 2026, Brazil +38%)","url":"https://ifr.org/news/five-million-robots-now-operate-in-factories-globally/"},{"title":"ISO/TS 15066:2016 — Robots and robotic devices: collaborative robots","url":"https://www.iso.org/standard/62996.html"},{"title":"Universal Robots — robôs colaborativos","url":"https://www.universal-robots.com/"},{"title":"Pollux Automation — robótica industrial e colaborativa","url":"https://www.pollux.com.br/"}]},{"id":"rov-e-robotica-submarina","term":"ROV e robótica submarina","aliases":["ROV e robótica submarina","ROV","ROVs","robótica submarina","AUV","veículo operado remotamente","veículo subaquático autônomo","robótica subsea"],"sectors":["robotics","energy","defense"],"definition":"ROV (*remotely operated vehicle*) é um robô submarino não tripulado, ligado por um cabo umbilical a um navio ou plataforma, de onde recebe energia e comandos e para onde envia vídeo e dados de sensores. Os ROVs de observação são pequenos e levam câmeras e sonar; os ROVs de trabalho (*work-class*), que pesam toneladas e operam a mais de 3.000 metros de profundidade, carregam braços manipuladores hidráulicos, ferramentas de corte e torque, e sistemas de injeção de fluidos para instalar, inspecionar e reparar equipamentos submarinos — árvores de natal, manifolds, dutos, cabos e âncoras. O piloto opera a partir de uma sala de controle, com apoio de posicionamento acústico e, cada vez mais, de automação de tarefas repetitivas.\n\nO AUV (*autonomous underwater vehicle*) dispensa o cabo: navega de forma autônoma com baterias, sensores inerciais e acústicos, executando levantamentos de fundo marinho, inspeção de dutos e pesquisa oceanográfica em missões de horas ou dias, sem comunicação contínua — a água bloqueia ondas de rádio, de modo que a comunicação submarina depende de acústica lenta ou de cabos. Entre os dois surgiram os ROVs elétricos e residentes, que ficam instalados no fundo do mar por meses em estações de acoplamento e são pilotados de terra por link de satélite ou fibra, e veículos híbridos que combinam autonomia com cabo fino.\n\nA tecnologia habilitadora inclui materiais e vedação para pressões de centenas de atmosferas, propulsão elétrica eficiente, sensores (sonar multifeixe, lidar submarino, câmeras de alta sensibilidade), navegação sem GPS e, recentemente, visão computacional para detecção de anomalias e mapeamento tridimensional. A robótica submarina é indispensável onde mergulhadores não podem chegar — abaixo de 300 metros — e onde a intervenção humana é cara e perigosa.\n\nImporta porque sustenta a exploração de petróleo e gás em águas profundas, a instalação e manutenção de parques eólicos marítimos e cabos submarinos de dados, a defesa (minas, vigilância), a pesquisa oceanográfica e, de forma controversa, a prospecção de mineração em águas profundas.","brazil":"O Brasil é um dos maiores mercados de robótica submarina do mundo em razão do pré-sal: a Petrobras opera campos em lâminas d'água de mais de 2.000 metros, com milhares de quilômetros de dutos e centenas de equipamentos submarinos que exigem inspeção e intervenção contínuas por ROVs de trabalho embarcados em navios de apoio. A Oceaneering, maior fabricante e operadora de ROVs *work-class* do mundo, mantém base em Macaé e no Rio de Janeiro; empresas como Fugro, Subsea 7, TechnipFMC e DOF operam frotas sob contrato com a Petrobras e outras operadoras, e a cadeia de serviços concentra-se na Bacia de Campos e em Santos. O CENPES, centro de pesquisas da Petrobras, financia desenvolvimento de robótica submarina em parceria com universidades — notadamente a PUC-Rio, com laboratórios de robótica e de tecnologia submarina, e a COPPE/UFRJ, com o LabOceano — em temas como inspeção autônoma de dutos, veículos residentes e manipulação.\n\nA Marinha do Brasil usa ROVs e AUVs em levantamento hidrográfico, busca e salvamento e segurança da \"Amazônia Azul\", e o programa de drones do Corpo de Fuzileiros Navais inclui sistemas não tripulados; o CTMSP e a Amazul atuam em tecnologia naval. A expansão prevista das eólicas marítimas (Lei 15.097/2025) e dos cabos submarinos que chegam a Fortaleza e Santos ampliará a demanda. Não há fabricante nacional de ROVs de trabalho em escala, mas há produção de ROVs de observação, sensores e software, e forte competência em engenharia submarina.","international":"A Oceaneering, que operava 279 sistemas ROV de trabalho já em 2017, lidera o mercado, seguida de Saab Seaeye (ROVs elétricos), Forum Energy, Kystdesign e Schilling (TechnipFMC) em veículos, e de Fugro, Subsea 7 e DOF em serviços; a Kongsberg (Hugin) e a Teledyne dominam AUVs de levantamento. A tendência é a operação remota a partir de centros em terra, a residência de veículos no fundo do mar e a automação de inspeções com IA, reduzindo navios e tripulações. A eólica marítima do Mar do Norte e da Ásia e a manutenção de cabos submarinos tornaram-se mercados comparáveis ao petróleo.\n\nNa defesa, veículos submarinos não tripulados (UUVs) de grande porte são desenvolvidos pelos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e China para vigilância e guerra de minas. A mineração em águas profundas, com robôs coletores de nódulos, aguarda regulação da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos e enfrenta oposição ambiental.","future":"A robótica submarina caminha para operações sem navio — veículos residentes, pilotados de terra, com autonomia crescente — e para a fusão de ROV e AUV em veículos híbridos. Para o Brasil, isso significa oportunidade de desenvolver software, sensores e serviços de operação remota a partir de bases nacionais, aproveitando a demanda cativa da Petrobras e das futuras eólicas marítimas, além de aplicações em defesa e em monitoramento ambiental da costa e da Amazônia Azul.\n\nPontos a observar: exigências de conteúdo local nos contratos da Petrobras para robótica submarina, parcerias entre operadoras estrangeiras e universidades brasileiras, a formação de pilotos e engenheiros de ROV e a posição do país no debate sobre mineração em águas profundas.","related_ids":[421,420,145,146,576,564,424,546,175,261],"sources":[{"title":"Oceaneering — ROV Services","url":"https://www.oceaneering.com/rov-services/"},{"title":"Saab Seaeye — electric underwater robotic systems","url":"https://www.saabseaeye.com/"},{"title":"Fugro — remote and autonomous marine operations","url":"https://www.fugro.com/"},{"title":"Petrobras — site institucional (pré-sal e tecnologia)","url":"https://petrobras.com.br/"}]},{"id":"industria-4-0-e-gemeo-digital","term":"Indústria 4.0 e gêmeo digital","aliases":["Indústria 4.0 e gêmeo digital","Indústria 4.0","gêmeo digital","digital twin","manufatura avançada","internet industrial","IIoT","fábrica inteligente"],"sectors":["robotics","policy"],"definition":"\"Indústria 4.0\" é o nome dado, a partir da Feira de Hannover de 2011 e da plataforma alemã Industrie 4.0, à quarta etapa da industrialização: depois da mecanização a vapor, da eletricidade com produção em massa e da automação por eletrônica e computadores, viria a integração de sistemas ciberfísicos — máquinas, produtos e processos conectados que trocam dados em tempo real e tomam decisões descentralizadas. Seus componentes são a Internet das coisas industrial (sensores e controladores em rede), computação em nuvem e na borda, análise de dados e inteligência artificial, robótica colaborativa e móvel, manufatura aditiva, realidade aumentada para operadores e segurança cibernética. O objetivo é fábricas que se reconfiguram para lotes pequenos, preveem falhas, rastreiam cada peça e se integram verticalmente (do chão de fábrica ao ERP) e horizontalmente (com fornecedores e clientes).\n\nO gêmeo digital é o conceito que amarra essa visão. Formulado por Michael Grieves em 2002 e aplicado pela NASA a veículos espaciais, é uma representação virtual de um objeto, processo ou sistema físico, alimentada por dados reais e capaz de simular, prever e otimizar seu comportamento. Um gêmeo de produto acompanha uma turbina ao longo da vida útil; um gêmeo de processo simula uma linha antes de alterá-la; um gêmeo de planta ou de cidade integra milhares de ativos. A fidelidade varia da réplica geométrica à simulação física e ao modelo preditivo com IA. A norma ISO 23247 define uma estrutura para gêmeos digitais em manufatura, e padrões de interoperabilidade — OPC UA para comunicação de máquinas, Asset Administration Shell para descrever ativos — são o que permite integrar fornecedores distintos.\n\nNa prática, a Indústria 4.0 é menos uma ruptura do que uma trajetória de adoção desigual: grandes empresas de automotivo, aeroespacial, energia e processo avançaram; pequenas e médias ainda lutam com conectividade, dados em silos e falta de pessoal. Os ganhos documentados vêm de manutenção preditiva, qualidade, redução de energia e rastreabilidade; os riscos, de segurança cibernética e dependência de plataformas proprietárias.\n\nO conceito importa porque organiza políticas industriais em dezenas de países e porque o gêmeo digital se tornou ferramenta corrente em energia, infraestrutura, saúde e cidades, muito além da fábrica.","brazil":"A agenda brasileira de Indústria 4.0 é conduzida pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e pelo MDIC, com o programa Brasil Mais Produtivo — relançado em 2023 em parceria com SENAI, Sebrae e bancos públicos para levar consultoria em produtividade e digitalização a milhares de pequenas e médias indústrias — e com a Nova Indústria Brasil, cuja Missão 4 trata de transformação digital da indústria. A rede de Institutos SENAI de Inovação, a Embrapii e seus centros de competência e a ABII (Associação Brasileira de Internet Industrial) formam a infraestrutura de apoio; a CNI e a ABINEE representam usuários e fornecedores; o Programa Mover vincula incentivos automotivos a manufatura avançada.\n\nNas empresas, a WEG oferece plataformas de IoT industrial e motores conectados; a Embraer usa gêmeos digitais em projeto e produção aeronáutica; a Petrobras aplica gêmeos digitais a plataformas, equipamentos submarinos e refinarias, com apoio do CENPES e de universidades; a Vale usa monitoramento digital de barragens e operação autônoma em minas; Itaipu, Eletrobras e distribuidoras adotam gêmeos de ativos elétricos; Romi, Pollux e integradores digitalizam o chão de fábrica. A adoção, porém, é concentrada: pesquisas da CNI e da ABDI apontam que a maioria das indústrias brasileiras ainda está em estágios iniciais, com barreiras de custo, conectividade (o 5G privativo e o Open RAN são apostas) e qualificação. Universidades como USP, Unicamp, UFSC, UFRGS e UFMG e o SENAI CIMATEC mantêm laboratórios-fábrica e pesquisa em gêmeos digitais.","international":"A Alemanha segue como referência conceitual (Plattform Industrie 4.0, Industrial Digital Twin Association e o padrão Asset Administration Shell), a China executa a maior digitalização industrial do mundo dentro de planos estatais e lidera em robôs instalados, e os Estados Unidos avançam por plataformas de software e nuvem industrial (Siemens Xcelerator, Rockwell, PTC, AWS, Microsoft, NVIDIA Omniverse para gêmeos fotorrealistas). A IFR registrou 5 milhões de robôs industriais em operação em 2025, e a inteligência artificial generativa chega à engenharia e à manutenção. O Digital Twin Consortium, a ISO e a IEC consolidam padrões; a segurança cibernética de sistemas industriais (OT) tornou-se preocupação de governos após ataques a infraestrutura.\n\nA geopolítica das cadeias de suprimento e as exigências de rastreabilidade e de pegada de carbono (passaporte digital de produto na União Europeia) empurram a digitalização para fornecedores de países emergentes.","future":"A fronteira é a convergência de gêmeos digitais com IA — simulação para treinar robôs e otimizar processos, agentes que operam fábricas com supervisão humana — e sua extensão a cidades, redes elétricas e saúde. Para o Brasil, o desafio é menos de fronteira e mais de base: conectar e qualificar a indústria média, que concentra o emprego, e ancorar a digitalização em cadeias onde o país é competitivo (agroindústria, mineração, energia, papel e celulose, aeroespacial).\n\nPontos a observar: resultados mensuráveis do Brasil Mais Produtivo e da Missão 4, difusão do 5G industrial, segurança cibernética de infraestruturas críticas, e se a exigência europeia de passaporte digital de produto se tornará barreira ou incentivo para exportadores brasileiros.","related_ids":[331,322,323,605,391,607,414,382,489,145],"sources":[{"title":"Plattform Industrie 4.0 (Alemanha)","url":"https://www.plattform-i40.de/"},{"title":"Digital Twin Consortium","url":"https://www.digitaltwinconsortium.org/"},{"title":"ABDI — Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial","url":"https://www.abdi.com.br/"},{"title":"IFR — Five Million Robots Now Operate in Factories Globally (World Robotics 2026)","url":"https://ifr.org/news/five-million-robots-now-operate-in-factories-globally/"},{"title":"NVIDIA Omniverse — plataforma para gêmeos digitais","url":"https://www.nvidia.com/en-us/omniverse/"}]},{"id":"robo-humanoide","term":"Robô humanoide","aliases":["Robô humanoide","humanoide","humanoides","robô humanoide","robôs humanoides","robótica humanoide"],"sectors":["robotics","ai"],"definition":"Robô humanoide é um robô com forma e proporções aproximadamente humanas — tronco, duas pernas, dois braços com mãos, cabeça com sensores —, projetado para operar em ambientes construídos para pessoas e, idealmente, usar as mesmas ferramentas, portas, escadas e postos de trabalho. O argumento a seu favor é a versatilidade: em vez de adaptar a fábrica ou a casa ao robô, adapta-se o robô ao mundo existente. O argumento contra é a complexidade: equilíbrio bípede, manipulação destra e percepção em ambientes não estruturados são problemas muito mais difíceis do que mover um braço fixo ou uma plataforma com rodas.\n\nTecnicamente, um humanoide combina atuadores elétricos de alta densidade de torque (a geração atual abandonou a hidráulica), baterias, sensores (câmeras, lidar, sensores táteis e de força), controle de corpo inteiro para equilíbrio dinâmico e, cada vez mais, modelos de aprendizado de máquina para percepção e manipulação. A virada recente veio da IA: modelos de visão-linguagem-ação, treinados com demonstrações humanas, teleoperação e simulação em massa, permitem que o robô aprenda tarefas por imitação em vez de programação explícita; a escassez de dados de manipulação do mundo real é hoje o principal gargalo, e a teleoperação em larga escala é usada para coletá-los.\n\nO mercado é embrionário, mas real. A Federação Internacional de Robótica estimou em cerca de 7 mil os humanoides de porte completo (acima de 1,40 m) vendidos no mundo em 2025, a maioria para pesquisa, demonstração e pilotos em logística e manufatura. Os preços caíram de centenas de milhares de dólares para dezenas de milhares em modelos chineses de pesquisa, e fabricantes anunciam metas de produção em massa. Entre o anúncio e a utilidade há ainda questões de confiabilidade, autonomia de bateria (poucas horas), segurança ao lado de pessoas e custo total de operação comparado a robôs especializados.\n\nHumanoides importam porque concentram o investimento e a atenção da robótica nesta década, porque são o ponto de encontro entre IA generativa e mundo físico e porque sua eventual viabilidade teria efeitos amplos sobre trabalho, cuidado e indústria.","brazil":"O Brasil não fabrica humanoides comerciais, e sua presença no tema é acadêmica e competitiva. Equipes universitárias participam há anos das ligas de humanoides da RoboCup — o RoboCIn (Centro de Informática da UFPE), o ITAndroids (ITA), o RoboFEI (Centro Universitário FEI, com Reinaldo Bianchi) e o LaRoCS da Unicamp (Esther Colombini) estão entre as mais premiadas — e a RoboCup Brasil e a Competição Brasileira de Robótica mantêm categorias de futebol e de robôs de serviço humanoides, enquanto a Olimpíada Brasileira de Robótica forma a base. Grupos de controle e aprendizado por reforço na USP (Anna Helena Reali Costa), na UFMG (VeRLab) e na UFRGS trabalham locomoção e manipulação; o Walk Again Project, de Miguel Nicolelis, desenvolveu exoesqueletos controlados por interface cérebro-máquina, área vizinha.\n\nComercialmente, humanoides começaram a aparecer no país em eventos, varejo e demonstrações, importados sobretudo da China, e integradores e grupos industriais acompanham pilotos no exterior; as fábricas de veículos elétricos chinesas no Brasil são candidatas naturais aos primeiros testes locais. Não há política pública específica para humanoides; o tema entra, de forma indireta, no PBIA e nos programas de manufatura avançada.","international":"A corrida é americana e chinesa. Nos Estados Unidos, Tesla (Optimus), Figure, Agility Robotics (Digit, já em operação piloto em logística), Boston Dynamics (Atlas elétrico, com a Hyundai) e Apptronik captaram bilhões e anunciam metas de produção em fábricas de automóveis e armazéns; a NVIDIA fornece computação, simulação e modelos de fundação para robôs. Na China, Unitree (G1 e H1, com preços agressivos), UBTech, AgiBot, Fourier e dezenas de startups contam com apoio estatal, cadeia de componentes barata e eventos de grande visibilidade, como a meia maratona de humanoides de Pequim em 2025; o país já concentra a maior parte das unidades vendidas. A IFR contabilizou cerca de 7 mil humanoides de porte completo vendidos em 2025.\n\nOs debates centrais são sobre dados de treinamento (teleoperação versus simulação), segurança física e padrões (normas ISO para robôs de serviço estão em revisão), e sobre se humanoides superarão, em custo e confiabilidade, robôs especializados nas mesmas tarefas.","future":"A próxima fase será de pilotos industriais em escala de centenas a milhares de unidades, com tarefas repetitivas em logística e montagem, enquanto o uso doméstico e em cuidados permanece distante por razões de segurança e custo. Para o Brasil, a estratégia realista é acompanhar como usuário avançado e pesquisador — integração em fábricas, software, avaliação de segurança, formação via competições —, aproveitando a presença de montadoras chinesas e a tradição acadêmica em RoboCup.\n\nPontos a observar: preço e confiabilidade dos modelos chineses, primeiros pilotos em fábricas brasileiras, regras de segurança do trabalho e responsabilidade civil para robôs bípedes entre pessoas, e a evolução dos modelos de fundação para robótica, que decidirão se a promessa de versatilidade se cumpre.","related_ids":[399,398,402,403,400,401,404,410,418,118],"sources":[{"title":"IFR — World Robotics 2026 Service Robots: about 7,000 full-size humanoids sold in 2025","url":"https://ifr.org/ifr-press-releases/news/robotics-market-value"},{"title":"Boston Dynamics — Atlas","url":"https://bostondynamics.com/atlas/"},{"title":"Unitree Robotics","url":"https://www.unitree.com/"},{"title":"Figure AI","url":"https://www.figure.ai/"},{"title":"RoboCup Federation","url":"https://www.robocup.org/"}]},{"id":"qubit-e-computacao-quantica","term":"Qubit e computação quântica","aliases":["Qubit e computação quântica","qubit","qubits","computação quântica","computador quântico","computadores quânticos","qubit lógico","correção de erros quânticos"],"sectors":["quantum"],"definition":"O qubit (bit quântico) é a unidade de informação da computação quântica. Enquanto um bit clássico vale 0 ou 1, um qubit é um sistema físico de dois níveis — o spin de um elétron, os estados de energia de um íon, a corrente em um circuito supercondutor, a polarização de um fóton — que pode existir em superposição: uma combinação dos dois estados com amplitudes complexas, que só se resolve em 0 ou 1 quando medida. Vários qubits podem ser emaranhados, de modo que o estado conjunto não se descreve pelos estados individuais; o espaço de estados de n qubits tem 2^n dimensões. Um computador quântico manipula essas amplitudes com portas lógicas (rotações, portas de emaranhamento) e usa interferência para amplificar as respostas corretas antes da medição.\n\nIsso não torna o computador quântico um computador clássico mais rápido em tudo. Ele oferece ganhos, às vezes exponenciais, apenas para problemas com estrutura adequada: fatoração de inteiros e logaritmos discretos (algoritmo de Shor, que quebra a criptografia RSA e de curvas elípticas), busca não estruturada (Grover, ganho quadrático), simulação de sistemas quânticos — química, materiais, supercondutividade — e certas tarefas de álgebra linear e otimização, com vantagens mais incertas. Para a maior parte da computação cotidiana, não há ganho.\n\nO obstáculo é o ruído. Qubits perdem coerência em microssegundos a segundos, e cada porta introduz erro. A solução é a correção de erros quânticos: codificar um qubit lógico em muitos qubits físicos (código de superfície, códigos qLDPC) e medir continuamente síndromes de erro sem destruir a informação. Em dezembro de 2024 o Google demonstrou com o chip Willow (105 qubits supercondutores) que aumentar o tamanho do código reduz o erro lógico exponencialmente — operar \"abaixo do limiar\" —, marco buscado desde os anos 1990. A IBM publicou em 2025 um roteiro para o Starling, computador tolerante a falhas com 200 qubits lógicos e 100 milhões de portas previsto para 2029, baseado em códigos qLDPC que exigem cerca de dez vezes menos qubits físicos que o código de superfície.\n\nAs plataformas competem: supercondutores (Google, IBM, Rigetti), íons aprisionados (Quantinuum, IonQ), átomos neutros (QuEra, Pasqal, Atom Computing), fótons (PsiQuantum, Xanadu), spins em silício e qubits topológicos (Microsoft, cujo chip Majorana 1, de 2025, é contestado pela comunidade). Computação quântica importa porque ameaça a criptografia atual, promete acelerar a descoberta de materiais e fármacos e se tornou objeto de programas nacionais bilionários.","brazil":"O Brasil tem tradição em física quântica teórica e óptica quântica — CBPF, Instituto de Física da USP, UFMG, UFPE (Daniel Felinto), UFRJ (Luiz Davidovich), UFF, UFABC, IFGW-Unicamp — organizada no INCT de Informação Quântica e, mais recentemente, na IBQuântica (Iniciativa Brasileira de Tecnologias Quânticas), articulada pelo MCTI para estruturar uma estratégia nacional; o financiamento, porém, era estimado em poucas dezenas de milhões de reais quando programas nacionais no exterior somam dezenas de bilhões. Em junho de 2026 o MCTI lançou em João Pessoa o CIQUANTA-PB (Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba), com cerca de R$ 200 milhões — R$ 140 milhões do governo estadual e R$ 60 milhões do ministério —, que abrigará os dois primeiros computadores quânticos operacionais do país, de 20 e de 100 qubits, e um programa de residência de R$ 20 milhões com 156 bolsas para formar cerca de 500 pessoas em seis cidades.\n\nNa Bahia, o SENAI CIMATEC abriga o QuIIN (Quantum Industrial Innovation), apresentado como o primeiro centro de computação quântica do país, com cursos de pós-graduação e testes de comunicação quântica. O Rio de Janeiro concentra a Rede Rio Quântica (UFRJ, UFF, PUC-Rio, CBPF) em comunicação. Startups como Quantuloop, QuantumB e Qubit Engineering desenvolvem software e consultoria, e bancos e a Petrobras testam algoritmos em nuvens quânticas estrangeiras. O país não fabrica qubits em escala e depende de acesso remoto a máquinas de IBM, Google, Amazon e outras.","international":"Os marcos recentes vieram de empresas americanas: o Willow do Google (correção de erros abaixo do limiar, dezembro de 2024), o roteiro da IBM para o Starling (2029), com processadores intermediários Loon (2025), Kookaburra (2026) e Cockatoo (2027), e o Majorana 1 da Microsoft (fevereiro de 2025, oito qubits topológicos, com alegação de caminho para um milhão de qubits recebida com ceticismo). Quantinuum e IonQ avançam em íons aprisionados com fidelidades altas, e empresas de átomos neutros demonstraram centenas a milhares de qubits físicos. Programas nacionais — Estados Unidos (National Quantum Initiative), China, União Europeia (Quantum Flagship), Reino Unido, Japão, Coreia, Índia — somam dezenas de bilhões de dólares, e a DARPA avalia, no programa QBI, quais empresas podem chegar a máquinas úteis até 2033.\n\nA corrida é também por controles de exportação sobre componentes criogênicos e de controle e pela padronização de métricas, já que contagens de qubits físicos pouco dizem sobre utilidade.","future":"Até o fim da década espera-se o primeiro computador quântico tolerante a falhas com dezenas a centenas de qubits lógicos, suficiente para simulações químicas úteis e, mais tarde, para ameaçar a criptografia atual — o que torna a migração pós-quântica urgente desde já. Para o Brasil, a estratégia realista é formar pessoas, garantir acesso a máquinas (próprias de pequeno porte e remotas), desenvolver algoritmos e software para problemas nacionais (energia, agro, materiais, logística) e inserir-se em nichos de hardware onde há competência, como fotônica e controle.\n\nPontos a observar: entrega e uso efetivo dos computadores do CIQUANTA-PB, consolidação da IBQuântica em estratégia nacional com orçamento, e a continuidade de financiamento à física básica, origem do capital humano. O risco é dispersar recursos em anúncios sem massa crítica.","related_ids":[199,200,201,202,198,204,207,209,211,203],"sources":[{"title":"Meet Willow, our state-of-the-art quantum chip (Google, dez. 2024)","url":"https://blog.google/technology/research/google-willow-quantum-chip/"},{"title":"How IBM will build the world's first large-scale, fault-tolerant quantum computer (IBM, jun. 2025)","url":"https://www.ibm.com/quantum/blog/large-scale-ftqc"},{"title":"Microsoft's Majorana 1 chip carves new path for quantum computing (Microsoft, fev. 2025)","url":"https://news.microsoft.com/source/features/innovation/microsofts-majorana-1-chip-carves-new-path-for-quantum-computing/"},{"title":"Paraíba terá os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil (Convergência Digital, jun. 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/paraiba-tera-os-dois-primeiros-computadores-quanticos-operacionais-do-brasil-com-capacidades-de-20-e-100-qubits/"},{"title":"Primeiro centro de computação quântica no Brasil é inaugurado no SENAI CIMATEC (Portal da Indústria)","url":"https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/inovacao-e-tecnologia/primeiro-centro-de-computacao-quantica-no-brasil-e-inaugurado-no-senai-cimatec/"},{"title":"Brasil quer lugar na computação quântica, mas só tem R$ 60 milhões (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/inovacao/brasil-quer-lugar-na-computacao-quantica-mas-so-tem-r-60-milhoes-mundo-investe-r-240-bilhoes/"}]},{"id":"criptografia-pos-quantica","term":"Criptografia pós-quântica","aliases":["Criptografia pós-quântica","pós-quântica","PQC","criptografia pós-quântica","ML-KEM","ML-DSA","resistente a quântica","quantum-safe"],"sectors":["quantum","fintech","defense","policy"],"definition":"Criptografia pós-quântica (PQC) é o conjunto de algoritmos criptográficos projetados para resistir a ataques de computadores quânticos, mas executados em computadores clássicos comuns. A motivação é o algoritmo de Shor: um computador quântico tolerante a falhas de porte suficiente quebraria em horas os sistemas de chave pública que protegem quase toda a comunicação digital — RSA, Diffie-Hellman e curvas elípticas —, usados em HTTPS, VPNs, assinaturas digitais, certificados, atualizações de software, blockchains e cartões. A criptografia simétrica (AES) e as funções de hash são menos afetadas e exigem apenas chaves maiores.\n\nA ameaça é presente, não futura, por causa do ataque \"colher agora, decifrar depois\": dados interceptados e armazenados hoje poderão ser lidos quando a máquina existir, o que torna urgente proteger informação de longa vida (segredos de Estado, saúde, propriedade intelectual, identidades). Por isso o NIST, instituto de padrões dos Estados Unidos, conduziu de 2016 a 2024 uma competição pública que resultou, em agosto de 2024, nos primeiros padrões: FIPS 203 (ML-KEM, antes Kyber), para estabelecimento de chaves, e FIPS 204 (ML-DSA, antes Dilithium) e FIPS 205 (SLH-DSA, antes SPHINCS+), para assinaturas digitais; o FALCON virá como FIPS 206. Em março de 2025 o NIST selecionou o HQC, baseado em códigos corretores de erros, como alternativa ao ML-KEM com fundamento matemático distinto, com padrão previsto para 2027. ML-KEM e ML-DSA se apoiam em problemas de reticulados (*lattices*); SLH-DSA, apenas em funções de hash; HQC, em decodificação de códigos.\n\nNa prática, a migração usa modos híbridos — combinar um algoritmo clássico e um pós-quântico, de modo que a segurança se mantenha se um deles falhar — e exige \"agilidade criptográfica\": inventariar onde cada algoritmo é usado e poder substituí-lo sem reescrever sistemas. Os custos são chaves e assinaturas maiores (quilobytes em vez de dezenas de bytes), mais tráfego e novos requisitos para dispositivos restritos e certificados. O NIST propôs descontinuar RSA e curvas elípticas de 112 bits de segurança até 2030 e proibi-los até 2035; navegadores e grandes provedores já usam ML-KEM híbrido por padrão em conexões TLS.\n\nA PQC importa porque é a resposta mais concreta e imediata à computação quântica: protege infraestrutura crítica, sistemas financeiros e identidade digital, e precisa estar implantada antes que a ameaça se materialize.","brazil":"O Brasil deu em 2026 um passo institucional relevante: a Instrução Normativa 35 do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), de 30 de janeiro de 2026, determinou a adoção de algoritmos pós-quânticos na ICP-Brasil — a infraestrutura de chaves públicas nacional, da AC-Raiz às autoridades certificadoras — e, por consequência, nos certificados digitais e na Assinatura gov.br, que ultrapassa 1 milhão de assinaturas por dia; o presidente do ITI previu as primeiras assinaturas avançadas pós-quânticas no primeiro semestre de 2026 e afirmou que a indústria nacional de equipamentos já está preparada. A migração foi precedida de estudos acadêmicos apresentados no Simpósio Brasileiro de Segurança da Informação (SBSeg) sobre os desafios de incluir algoritmos pós-quânticos na ICP-Brasil, com participação de grupos como o LabSEC da UFSC, a UnB e o ITA.\n\nNa indústria, a Kryptus, fabricante nacional de módulos de segurança (HSMs) e criptografia para defesa e finanças, implementa os novos padrões; o Serpro e a Dataprev operam a infraestrutura do gov.br; o Banco Central, responsável pelo Pix, pelo Open Finance e pelo Drex, e a B3 acompanham as recomendações internacionais; o Comando de Defesa Cibernética e o CTEx tratam de criptografia de Estado. A pesquisa em criptografia pós-quântica tem grupos na UnB, UFSC, Unicamp, USP, UFMG e no IMPA; a comunidade se encontra no SBSeg (SBC). Falta ainda um plano nacional de migração com prazos e inventário para toda a administração pública e infraestruturas críticas.","international":"Os Estados Unidos lideram a transição: além dos padrões do NIST, a NSA definiu o conjunto CNSA 2.0 com prazos para sistemas de segurança nacional, e memorandos presidenciais exigem inventário e migração das agências federais até meados da década de 2030. A União Europeia publicou em 2025 um roteiro coordenado que pede início da migração em todos os Estados-membros até 2026 e conclusão em infraestruturas críticas até 2030; Reino Unido, Canadá, Austrália, Japão e Coreia seguem trajetórias semelhantes, e a China desenvolve padrões próprios. Na indústria, Cloudflare, Google, Apple (iMessage PQ3), Signal (PQXDH) e os principais navegadores já usam troca de chaves híbrida com ML-KEM na maior parte do tráfego; a padronização em TLS, SSH, certificados X.509 e assinaturas de código avança no IETF.\n\nO debate técnico inclui a confiança nos reticulados (daí o HQC como reserva), o desempenho em dispositivos embarcados e a relação com a distribuição quântica de chaves, que agências de segurança ocidentais consideram complementar, não substituta, da PQC.","future":"A década de 2026–2035 será a da migração: inventário, modos híbridos, substituição de certificados e de hardware de segurança, com prazos regulatórios se aproximando de 2030. Para o Brasil, a decisão do ITI coloca a identidade digital na frente; o passo seguinte é um plano nacional que cubra sistema financeiro (Pix, Drex, Open Finance), telecomunicações, energia, defesa e os grandes sistemas do Estado, com cronograma, financiamento e exigências em compras públicas.\n\nRiscos: sistemas legados que não podem ser atualizados, dependência de fornecedores estrangeiros de HSMs e de software, e a falsa sensação de segurança de quem adia a migração porque \"o computador quântico ainda não existe\". Vale observar a implantação efetiva das assinaturas pós-quânticas no gov.br, a adoção pelo Banco Central e a adaptação dos padrões brasileiros ao HQC e ao FIPS 206 quando publicados.","related_ids":[535,536,213,214,216,217,106,572,573,130],"sources":[{"title":"NIST Selects HQC as Fifth Algorithm for Post-Quantum Encryption (NIST, mar. 2025)","url":"https://www.nist.gov/news-events/news/2025/03/nist-selects-hqc-fifth-algorithm-post-quantum-encryption"},{"title":"NIST Releases First 3 Finalized Post-Quantum Encryption Standards (NIST, ago. 2024)","url":"https://www.nist.gov/news-events/news/2024/08/nist-releases-first-3-finalized-post-quantum-encryption-standards"},{"title":"ITI: certificado digital e assinatura gov.br adotam criptografia pós-quântica (Convergência Digital, fev. 2026)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/iti-certificado-digital-e-assinatura-gov-br-adotam-criptografia-quantica/"},{"title":"Challenges and Strategies for the Inclusion of Post-Quantum Algorithms in ICP-Brasil (SBSeg, SBC)","url":"https://sol.sbc.org.br/index.php/sbseg_estendido/article/view/36779"},{"title":"Desafios Operacionais e Estratégias para Implantação de ICPs Pós-Quânticas em Escala Nacional (SBSeg, SBC)","url":"https://sol.sbc.org.br/index.php/sbseg/article/view/44306"}]},{"id":"comunicacao-quantica-e-qkd","term":"Comunicação quântica e QKD","aliases":["Comunicação quântica e QKD","QKD","comunicação quântica","distribuição quântica de chaves","internet quântica","rede quântica","criptografia quântica"],"sectors":["quantum","telecom","defense"],"definition":"Comunicação quântica é o uso de estados quânticos — em geral fótons individuais ou feixes de luz com propriedades quânticas — para transmitir informação com garantias que a física clássica não oferece. Sua aplicação mais madura é a distribuição quântica de chaves (QKD, *quantum key distribution*): duas partes geram uma chave secreta compartilhada enviando fótons por fibra óptica ou pelo ar, de modo que qualquer tentativa de interceptação altera os estados medidos e é detectada estatisticamente. O fundamento é o teorema da não clonagem e o fato de que medir um sistema quântico o perturba. A chave resultante é então usada por algoritmos clássicos de cifragem; a QKD não transmite mensagens, apenas chaves, e exige um canal clássico autenticado em paralelo.\n\nOs protocolos partem do BB84 (Bennett e Brassard, 1984), que codifica bits em polarizações de fótons únicos, e do E91, baseado em pares emaranhados. Há duas famílias de implementação: a de variáveis discretas (DV-QKD), com detectores de fótons únicos, e a de variáveis contínuas (CV-QKD), que usa detecção coerente com componentes de telecomunicações convencionais, mais barata e integrável. Protocolos independentes do dispositivo de medição (MDI-QKD) eliminam ataques contra os detectores, o elo mais vulnerável. A limitação física é a perda na fibra: sem repetidores quânticos — ainda experimentais, pois sinais quânticos não podem ser amplificados — o alcance prático é de 100 a 200 km por enlace, de modo que redes longas usam \"nós confiáveis\" intermediários ou satélites, como o chinês Micius (2016), que distribuiu chaves entre continentes.\n\nA visão de longo prazo é a internet quântica: redes que distribuem emaranhamento entre nós distantes, permitindo QKD de ponta a ponta sem nós confiáveis, computação quântica distribuída e sensoriamento quântico em rede. Isso exige memórias quânticas, repetidores e interfaces entre fótons e qubits de matéria — fronteira de pesquisa.\n\nA comunicação quântica importa porque oferece segurança baseada em física, não em hipóteses matemáticas, para enlaces críticos — governo, defesa, finanças, infraestrutura. Mas tem limites reconhecidos por agências de segurança: custo, alcance, necessidade de hardware dedicado e vulnerabilidades de implementação, razão pela qual é vista como complemento, não substituto, da criptografia pós-quântica.","brazil":"A iniciativa mais estruturada é a Rede Rio Quântica, projeto dos grupos de óptica e informação quântica da UFF (coordenação de Antonio Zelaquett Khoury), PUC-Rio, UFRJ e CBPF para construir uma rede metropolitana de comunicação quântica no Rio de Janeiro: a primeira implementação usa MDI-QKD entre nós ligados pelas fibras da Rede Rio/FAPERJ, com a UFF conectada por enlace em espaço livre ou fibra dedicada, e o objetivo declarado de criar competência em redes quânticas e preparar a integração do país à futura internet quântica. Em Salvador, o QuIIN do SENAI CIMATEC realizou em julho de 2026 o que apresentou como a primeira videochamada protegida por QKD no Brasil, com equipamentos de CV-QKD da espanhola LuxQuanta e geradores quânticos de números aleatórios acoplados a equipamentos de rede convencionais, em um enlace de teste de cerca de 50 km; o centro oferece pós-graduação em comunicação quântica e parcerias com empresas.\n\nA pesquisa de base está na óptica quântica da USP, UFPE (Daniel Felinto), UFMG, UFRJ, UFF, UFABC e CBPF, articulada pelo INCT de Informação Quântica e pela IBQuântica do MCTI. Na indústria, a Padtec (Campinas), fabricante de sistemas ópticos DWDM, e o CPqD têm competência em transmissão óptica e são fornecedores naturais de componentes e enlaces para redes quânticas; a RNP, que opera a rede acadêmica, é a candidata natural a hospedar enlaces quânticos de longa distância. Não há, em 2026, rede quântica em operação comercial no país.","international":"A China lidera em escala: a rede troncal Pequim–Xangai (cerca de 2.000 km, com nós confiáveis), o satélite Micius e a rede integrada terra-espaço de mais de 4.600 km demonstrada em 2021, além de serviços comerciais para bancos e governo. A União Europeia constrói a EuroQCI, infraestrutura de comunicação quântica com segmento terrestre em todos os Estados-membros e segmento espacial a partir do satélite Eagle-1, e padroniza QKD via ETSI; Coreia, Japão, Singapura e Reino Unido operam redes-piloto. Fornecedores incluem Toshiba, ID Quantique, QuantumCTek (China), LuxQuanta e Quantum Xchange.\n\nAgências como a NSA e o NCSC britânico desaconselham QKD para segurança nacional em favor da PQC, apontando custo e vulnerabilidades de implementação; o debate europeu e asiático a trata como camada adicional para enlaces críticos. Repetidores quânticos e memórias são o foco de programas de pesquisa de longo prazo.","future":"A comunicação quântica deve evoluir de redes metropolitanas e enlaces ponto a ponto para redes nacionais com satélites e, na década de 2030, para os primeiros repetidores quânticos práticos. Para o Brasil, o caminho realista é consolidar a Rede Rio Quântica e os testes do QuIIN em uma rede de pesquisa interligada pela RNP, integrar a indústria óptica nacional (Padtec, CPqD, BrPhotonics) ao desenvolvimento de componentes e formar especialistas — enquanto a proteção efetiva da infraestrutura nacional avança pela criptografia pós-quântica.\n\nPontos a observar: financiamento continuado via IBQuântica e fundações estaduais, eventual enlace quântico em espaço livre ou por satélite com a Agência Espacial Brasileira, e a definição do papel da QKD em defesa e no sistema financeiro à luz das posições divergentes de agências internacionais.","related_ids":[203,200,198,204,207,202,201,210,243,634],"sources":[{"title":"Rede Rio Quântica — sumário de divulgação (UFF, PUC-Rio, UFRJ, CBPF)","url":"https://rederio.br/sites/default/files/files/downloads/RRQ_Sumario_divulgacao.pdf"},{"title":"SENAI CIMATEC realiza videochamada protegida por rede quântica (TI Inside, jul. 2026)","url":"https://tiinside.com.br/10/07/2026/senai-cimatec-realiza-videochamada-protegida-por-rede-quantica/"},{"title":"European Quantum Communication Infrastructure (EuroQCI) — Comissão Europeia","url":"https://digital-strategy.ec.europa.eu/en/policies/european-quantum-communication-infrastructure-euroqci"},{"title":"Quantum cryptography: Public key distribution and coin tossing (Bennett & Brassard, BB84; reimpressão TCS 2014)","url":"https://doi.org/10.1016/j.tcs.2014.05.025"},{"title":"NIST Releases First 3 Finalized Post-Quantum Encryption Standards (NIST, ago. 2024)","url":"https://www.nist.gov/news-events/news/2024/08/nist-releases-first-3-finalized-post-quantum-encryption-standards"}]},{"id":"fotonica-integrada","term":"Fotônica integrada","aliases":["Fotônica integrada","fotônica","fotônica integrada","fotônica de silício","silicon photonics","circuito fotônico integrado","PIC","óptica co-empacotada"],"sectors":["quantum","semiconductors","telecom"],"definition":"Fotônica integrada é a fabricação de circuitos que guiam, modulam, combinam e detectam luz em um chip, da mesma forma que a microeletrônica manipula elétrons. Um circuito fotônico integrado (PIC) reúne guias de onda (trilhas de material transparente que confinam a luz por diferença de índice de refração), divisores e acopladores, moduladores (que imprimem dados na luz variando fase ou amplitude), filtros, multiplexadores de comprimento de onda e fotodetectores, em escala de micrômetros. As plataformas materiais incluem o silício sobre isolante — a fotônica de silício, que aproveita as fábricas CMOS existentes —, o fosfeto de índio (único capaz de integrar lasers de forma nativa), o nitreto de silício (baixas perdas) e o niobato de lítio em filme fino (moduladores rápidos). Como o silício não emite luz eficientemente, os lasers são em geral fabricados à parte e integrados por montagem híbrida ou heterogênea.\n\nA aplicação dominante é a comunicação de dados. Transceptores ópticos de 400 Gb/s, 800 Gb/s e 1,6 Tb/s ligam servidores e comutadores em data centers e sustentam as redes de longa distância; a fotônica integrada reduziu seu custo, tamanho e consumo. A fronteira é a óptica co-empacotada (CPO): colocar os motores ópticos no mesmo encapsulamento que o chip de comutação ou a GPU, eliminando conversões elétricas longas. A NVIDIA anunciou em março de 2025 comutadores Spectrum-X e Quantum-X com fotônica de silício co-empacotada, desenvolvidos com TSMC, Coherent, Lumentum e Corning, prometendo 3,5 vezes mais eficiência energética e 4 vezes menos lasers; a interligação óptica direta entre chips (*optical I/O*) é o próximo passo para clusters de IA.\n\nAlém das comunicações, PICs servem a lidar para veículos autônomos, sensores biomédicos e ambientais, giroscópios, espectrômetros portáteis, processamento óptico de sinais e computação fotônica analógica para IA (Lightmatter, Lightelligence). Na tecnologia quântica, a fotônica integrada é a base de computadores quânticos fotônicos (PsiQuantum, Xanadu), de fontes e detectores para QKD e de interfaces para redes quânticas — razão de sua classificação junto às tecnologias quânticas.\n\nA fotônica integrada importa porque é o que permitirá continuar a escalar a largura de banda e reduzir a energia dos data centers de IA, e porque abre uma rota de participação industrial em nós maduros, com fábricas e ferramentas menos concentradas que as da lógica avançada.","brazil":"O Brasil tem um polo de fotônica em Campinas, herdeiro do CPqD, o centro de pesquisa das telecomunicações criado em 1976. Dele nasceram a Padtec, fabricante de sistemas de transmissão óptica DWDM que exporta para América Latina e África, e a BrPhotonics, criada em 2014 pelo CPqD com uma empresa americana para desenvolver circuitos fotônicos integrados e moduladores de alta velocidade para transceptores coerentes — uma das poucas empresas do hemisfério sul com projeto de PICs. O próprio CPqD mantém laboratórios de fotônica e participa de projetos de redes ópticas e de comunicação quântica; a Unicamp (IFGW e FEEC), vizinha, forma a maior parte dos pesquisadores da área, e o LNNano, do CNPEM, dispõe de sala limpa para fabricar dispositivos fotônicos em escala de pesquisa; a USP, a UFPE (óptica quântica), a UFMG e a UFSC completam a rede acadêmica, que também sustenta os experimentos de comunicação quântica em fibra no país.\n\nA demanda doméstica cresce com os data centers de IA (Scala AI City, Ascenty, Odata, Elea, o projeto do TikTok no Ceará), com o hub de cabos submarinos de Fortaleza (EllaLink e outros) e com as redes de fibra de V.tal e das operadoras; quase todos os transceptores e componentes, porém, são importados. A fotônica integrada se encaixa nas prioridades do programa Brasil Semicondutores e da IBQuântica, mas não há ainda uma linha nacional de fabricação de PICs em volume.","international":"O mercado é puxado pelos data centers de IA. A TSMC, a Intel, a GlobalFoundries e a Tower produzem fotônica de silício em volume; Broadcom, Marvell, Cisco, Coherent, Lumentum e Innolight dominam transceptores e motores ópticos; a NVIDIA levou a CPO a comutadores (Quantum-X em 2025, Spectrum-X em 2026) e a Ayar Labs, a Celestial AI e a Lightmatter desenvolvem interconexão óptica entre chips. A China é o maior fabricante de transceptores e investe em PICs próprios sob restrições de exportação. A Europa mantém a iniciativa PhotonDelta (Países Baixos), as fundições de fosfeto de índio e nitreto de silício e programas do Chips Act europeu; o Japão aposta em \"fotônica-eletrônica convergente\" (NTT IOWN).\n\nEm quântica, a PsiQuantum levantou bilhões para construir computadores fotônicos em Brisbane e Chicago, e a fotônica integrada é componente de quase todas as plataformas de rede quântica.","future":"A óptica co-empacotada e a interconexão óptica entre chips devem se tornar padrão nos clusters de IA até o fim da década, e os PICs se espalharão para sensores e dispositivos de consumo. Para o Brasil, a fotônica é um dos poucos segmentos de semicondutores com empresa de projeto estabelecida, demanda local em expansão e fabricação em nós maduros — portanto, uma aposta coerente para o programa Brasil Semicondutores: apoiar projeto de PICs, montagem e teste de transceptores para data centers nacionais e componentes para redes quânticas.\n\nPontos a observar: a trajetória da BrPhotonics e da Padtec no mercado de 800 Gb/s e 1,6 Tb/s, eventuais exigências de conteúdo local nos incentivos a data centers (Redata) que criem demanda por fotônica nacional, e a integração entre o polo de Campinas, o CNPEM e as iniciativas quânticas.","related_ids":[435,210,243,562,561,594,112,261,207,457],"sources":[{"title":"NVIDIA Spectrum-X and Quantum-X silicon photonics networking switches (NVIDIA, mar. 2025)","url":"https://nvidianews.nvidia.com/news/nvidia-spectrum-x-co-packaged-optics-networking-switches-ai-factories"},{"title":"BrPhotonics — circuitos fotônicos integrados (Campinas)","url":"https://www.brphotonics.com/"},{"title":"Padtec — sistemas de comunicação óptica","url":"https://www.padtec.com.br/"},{"title":"CPQD — Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações","url":"https://www.cpqd.com.br/"},{"title":"PhotonDelta — ecossistema europeu de fotônica integrada","url":"https://www.photondelta.com/"}]},{"id":"satelite-observacao-da-terra","term":"Satélite de observação da Terra","aliases":["Satélite de observação da Terra","observação da Terra","sensoriamento remoto"],"sectors":["space","agtech","energy"],"definition":"Satélite de observação da Terra é uma plataforma orbital equipada com sensores que medem a radiação eletromagnética refletida ou emitida pela superfície, pelos oceanos e pela atmosfera do planeta. O conjunto de técnicas para obter informação sobre um objeto sem contato físico, a partir dessas medições, chama-se sensoriamento remoto. Os sensores podem ser passivos (câmeras ópticas e multiespectrais, radiômetros no infravermelho térmico e em micro-ondas), que registram a luz solar refletida ou o calor emitido, ou ativos (radares de abertura sintética, SAR, e altímetros e lidares), que emitem o próprio sinal e medem o retorno, o que lhes permite operar à noite e através de nuvens.\n\nQuatro parâmetros definem a utilidade de uma missão: resolução espacial (o tamanho do menor detalhe distinguível, de dezenas de centímetros em satélites comerciais a centenas de metros em sensores de largo campo), resolução espectral (quantas bandas do espectro são registradas, de poucas bandas visíveis a centenas de bandas hiperespectrais), resolução temporal (o intervalo de revisita a um mesmo ponto) e faixa imageada (a largura da faixa de terreno coberta a cada passagem). Há um compromisso físico entre eles: uma câmera de faixa larga, como a WFI do Amazonia-1 (830 km de faixa, 64 m de resolução), revisita o país em poucos dias, enquanto sensores de alta resolução cobrem faixas estreitas e precisam de constelações para revisitar com frequência.\n\nA maioria dos satélites de observação voa em órbita baixa heliossíncrona, entre cerca de 600 e 800 km de altitude, cruzando o equador sempre à mesma hora solar local, o que garante iluminação comparável entre imagens de datas diferentes. Os dados brutos descem para estações terrenas, passam por correções radiométricas e geométricas e são distribuídos em níveis de processamento padronizados; cada vez mais, análises por aprendizado de máquina transformam séries temporais de imagens em alertas de desmatamento, mapas de uso do solo, estimativas de safra e índices de vegetação.\n\nA observação da Terra importa porque é a única fonte de informação sinóptica, repetitiva e verificável sobre o território inteiro: sustenta previsão do tempo, monitoramento ambiental e climático, fiscalização de desmatamento e mineração ilegal, agricultura de precisão, defesa civil em desastres, cartografia, planejamento urbano e inteligência militar. Para um país continental como o Brasil, com a maior floresta tropical do mundo, é infraestrutura crítica de soberania informacional.","brazil":"O Brasil tem uma das mais longas tradições de sensoriamento remoto do mundo em desenvolvimento, concentrada no INPE, que recebe imagens Landsat desde 1973 e opera o programa CBERS com a China desde 1988 (CBERS-1 lançado em 1999; CBERS-4 em 2014; CBERS-4A em 2019). Em 28 de fevereiro de 2021 o INPE colocou em órbita o Amazonia-1, primeiro satélite de observação integralmente projetado, integrado e testado no país, com cerca de 640 kg, órbita de 752 km e câmera WFI de 64 m de resolução; o projeto custou cerca de R$ 380 milhões, 70% deles contratados em dez empresas nacionais (Cenic, Fibraforte, Equatorial Sistemas, Opto, entre outras). O sucessor Amazonia-1B, construído sobre a mesma Plataforma Multimissão com peças sobressalentes qualificadas, tem lançamento contratado em um Vega C para 2027, e o INPE recebeu R$ 199,4 milhões do FNDCT/Finep para a campanha de lançamento dele e do Sabiá-Mar, satélite de cor do oceano em parceria com a Argentina. O CBERS-6, primeiro da série com radar SAR em banda X fornecido pela China, tem protocolo promulgado em 2025 e lançamento previsto para 2028.\n\nOs dados alimentam os sistemas PRODES e DETER, referência mundial para medir e alertar desmatamento na Amazônia, e usuários como Embrapa, Ibama, Cemaden, IBGE e ANA. A indústria privada ganhou espaço: a Visiona (Embraer e Telebras) lançou em 2023 o VCUB1, primeiro satélite de observação projetado pela indústria nacional, e a Agrosatélite aplica imagens à agricultura. No campo militar, a FAB opera desde 2022 os satélites radar Carcará I e II (projeto Lessonia-1, da finlandesa ICEYE, R$ 167,9 milhões), auditado pelo TCU em 2025 por falhas de planejamento, mas considerado viável.","international":"O setor passou de poucos satélites governamentais a centenas de plataformas comerciais em constelação. Programas públicos de referência são o Landsat (EUA, desde 1972), o Copernicus europeu (Sentinel-1 a Sentinel-6, com política de dados abertos que se tornou padrão), a frota chinesa Gaofen e os sistemas meteorológicos de NOAA, EUMETSAT, JMA e CMA. Empresas como Planet (imagens diárias de 3 a 5 m), Maxar/Vantor (30 cm), Airbus, ICEYE, Capella e Umbra (SAR de alta resolução) vendem dados e análises, e a Satellogic, parceira de agências latino-americanas, opera a partir do Uruguai. A guerra na Ucrânia mostrou o valor estratégico de imagens comerciais e acelerou contratos de defesa com constelações privadas.\n\nPadrões internacionais são coordenados pelo CEOS e pelo GEO (Group on Earth Observations), e a WMO mantém o catálogo OSCAR das missões. A geopolítica dos dados envolve controle de exportação de sensores de alta resolução, soberania sobre arquivos nacionais e dependência de nuvens comerciais (Google Earth Engine, AWS) para processar petabytes. A tendência técnica é para sensores hiperespectrais, SAR de baixo custo em cubesats, processamento a bordo com IA e fusão de dados ópticos e radar, com revisitas sub-diárias.","future":"Para o Brasil, as decisões-chave são garantir continuidade de dados (Amazonia-1B e CBERS-6 chegam quando o Amazonia-1 e o CBERS-4A se aproximam do fim da vida útil), dominar radar SAR e alta resolução, que hoje dependem de compra de imagens estrangeiras, e institucionalizar a compra pública de dados comerciais nacionais para sustentar empresas como Visiona e Agrosatélite. O novo PNAE 2027-2036, em elaboração pela AEB em 2026, deve explicitar essa estratégia; o orçamento historicamente irregular do INPE é o principal risco.\n\nVale acompanhar também a integração entre observação da Terra e políticas de clima e agricultura: mercado de carbono (SBCE), rastreabilidade de cadeias livres de desmatamento exigida por compradores internacionais e o monitoramento de compromissos assumidos na COP30 criam demanda crescente por dados auditáveis, o que pode financiar o setor, mas também aumenta a exposição a disputas sobre a confiabilidade dos sistemas nacionais.","related_ids":[495,506,507,508,509,504,493,365,28,181],"sources":[{"title":"Revista Pesquisa FAPESP — Amazônia no espaço (Amazonia-1)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/amazonia-no-espaco/"},{"title":"European Spaceflight — Brazil's Amazonia-1B Satellite to Be Launched Aboard Vega C (jan. 2026)","url":"https://europeanspaceflight.com/?p=5980"},{"title":"INPE/FNDCT — Plano de trabalho: lançamento dos satélites Amazonia-1B e Sabiá-Mar (TED 0002/2026)","url":"https://www.gov.br/inpe/pt-br/acesso-a-informacao/convenios-e-transferencias/termos-de-execucao-descentralizada-ted-do-inpe/repositorio-de-documentos/2026/planodetrabalho_inpe-lancamentodosateliteamazonia1bsabia-mar-ref-0002-26.pdf"},{"title":"Gunter's Space Page — CBERS-6 (SAR)","url":"https://space.skyrocket.de/doc_sdat/cbers-6.htm"},{"title":"WMO OSCAR — Satellite: Amazônia-1B","url":"https://space.oscar.wmo.int/satellites/view/amazonia_1b"},{"title":"Teletime — TCU identifica falhas em projeto da Aeronáutica para sistema de satélites (Lessonia)","url":"https://teletime.com.br/02/04/2025/tcu-identifica-falhas-em-projeto-da-aeronautica-para-sistema-de-satelites/"}]},{"id":"satelite-geoestacionario","term":"Satélite geoestacionário","aliases":["Satélite geoestacionário","geoestacionário","GEO"],"sectors":["space","telecom","defense"],"definition":"Satélite geoestacionário é aquele colocado em órbita circular equatorial a cerca de 35.786 km de altitude, onde o período orbital (23 h 56 min 4 s) coincide com a rotação da Terra. Visto do solo, o satélite parece fixo em um ponto do céu, o que permite antenas terrestres apontadas de forma permanente, sem rastreamento. Três satélites espaçados de 120 graus cobrem quase todo o planeta, exceto as regiões polares. O conceito foi popularizado por Arthur C. Clarke em 1945 e o primeiro satélite geoestacionário operacional, o Syncom 3, voou em 1964.\n\nTecnicamente, a órbita GEO impõe exigências severas. O lançamento leva o satélite a uma órbita de transferência (GTO) elíptica, e a propulsão de bordo, química ou elétrica, circulariza e zera a inclinação; a propulsão elétrica, mais lenta, reduz massa e custo. Perturbações gravitacionais do Sol e da Lua e a assimetria do campo gravitacional terrestre exigem manobras periódicas de manutenção de posição, e o combustível para elas limita a vida útil típica a 15 anos ou mais. A distância implica latência de ida e volta de aproximadamente 500 a 600 ms e perdas de propagação elevadas, compensadas por antenas de alto ganho e potências de transmissão de vários quilowatts, alimentadas por painéis solares de grande porte.\n\nOs satélites de comunicação GEO operam em bandas C, Ku e Ka (e crescentemente Q/V), com transponders convencionais ou cargas úteis de alta vazão (HTS) que reutilizam frequências em dezenas ou centenas de feixes pontuais. Posições orbitais e espectro são coordenados pela UIT, e cada país notifica e defende suas posições. Além das telecomunicações, a GEO abriga satélites meteorológicos (GOES, Meteosat), de alerta antimíssil e de retransmissão de dados.\n\nA órbita importa porque é a única que oferece cobertura contínua e estável de um território inteiro com um só veículo, o que a torna ideal para difusão de TV, backhaul de telecomunicações, comunicações militares seguras e observação meteorológica contínua, mesmo diante da competição recente das constelações em órbita baixa.","brazil":"O Brasil entrou no grupo de países com satélite geoestacionário próprio em maio de 2017, com o SGDC-1 (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), construído pela Thales Alenia Space e lançado por um Ariane 5. Operado pela Telebras em parceria com o Ministério da Defesa, oferece cerca de 60 Gbps em banda Ka para banda larga civil (programa de conexão de escolas e postos de saúde) e um segmento em banda X de uso exclusivo militar, controlado do Centro de Operações Espaciais (COPE) em Brasília, com redundância no Rio de Janeiro. O programa custou perto de R$ 3 bilhões, incluindo a transferência de tecnologia à Visiona, que absorveu competências de integração de sistemas. Posições orbitais brasileiras também são exploradas por operadores comerciais como Star One (Claro/Embratel), Hispasat e SES.\n\nCom o SGDC-1 entrando em 2027 no último terço da vida projetada de 15 anos, a Telebras publicou em julho de 2026 uma consulta (RFI) para o SGDC-2, com até 100 Gbps, controle operacional e de banda-base totalmente brasileiros e integração com redes em órbita baixa e média para serviços não críticos; a contratação é prevista para 2027, condicionada ao orçamento federal. A experiência do SGDC-1, em que a estatal precisou terceirizar à Viasat a operação de banda-base por falta de recursos, pesa no desenho do novo projeto.","international":"O mercado GEO é dominado por fabricantes como Thales Alenia Space, Airbus Defence and Space, Maxar, Boeing, Lockheed Martin e a chinesa CAST, e por operadores como SES, Intelsat (adquirida pela SES em 2025), Eutelsat, Viasat/Inmarsat, Hispasat e os asiáticos. A demanda por grandes satélites de difusão caiu com o streaming e com a concorrência de LEO, e os fabricantes migraram para plataformas HTS flexíveis, reconfiguráveis por software em órbita, e para satélites menores (Astranis, Swissto12). Estratégias multiórbita, que combinam GEO, MEO (O3b mPOWER) e LEO (OneWeb), tornaram-se a resposta dos operadores tradicionais à Starlink.\n\nA GEO segue estratégica para defesa e meteorologia: forças armadas de EUA, China, Rússia, Europa e Índia operam satélites militares dedicados, e a presença de satélites inspetores russos e chineses na órbita geoestacionária alimenta preocupações sobre segurança espacial. A congestão de posições e a coordenação de espectro na UIT, bem como o descarte responsável em órbita-cemitério, são temas regulatórios recorrentes.","future":"A decisão central para o Brasil é financiar e contratar o SGDC-2 a tempo de evitar lacuna de cobertura, preservando controle soberano dos canais militares e governamentais enquanto delega a redes multiórbita comerciais a conectividade de massa, modelo que a própria Telebras admite não ter recursos para replicar sozinha. Garantir participação industrial nacional (Visiona, Embraer) sem inflar custos é o segundo dilema.\n\nVale acompanhar o avanço de satélites GEO reconfiguráveis e de menor porte, que podem baratear uma eventual frota regional, e a evolução regulatória da Anatel sobre direitos de exploração de satélites estrangeiros, que afeta a sustentabilidade econômica de uma capacidade geoestacionária estatal.","related_ids":[505,242,354,504,520,493,262,241,246],"sources":[{"title":"ESA — Types of orbits","url":"https://www.esa.int/Enabling_Support/Space_Transportation/Types_of_orbits"},{"title":"Teletime — Telebras quer soberania total sobre novo SGDC e integração multiórbita (jul. 2026)","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/"},{"title":"DCD — Brasil entra para grupo de países que têm seu próprio satélite geoestacionário de comunicações","url":"https://www.datacenterdynamics.com/br/opini%C3%B5es/brasil-entra-para-grupo-de-pa%C3%ADses-que-t%C3%AAm-seu-pr%C3%B3prio-sat%C3%A9lite-geoestacion%C3%A1rio-de-comunica%C3%A7%C3%B5es/"},{"title":"Defesa Aérea & Naval — SGDC: transferência de operações para a Telebras","url":"https://defesaaereanaval.com.br/aviacao/sgdc-transferencia-de-operacoes-para-a-telebras-comeca-nesta-quinta"}]},{"id":"cubesat-nanossatelite","term":"CubeSat / nanossatélite","aliases":["CubeSat / nanossatélite","CubeSat","cubesat","nanossatélite"],"sectors":["space","universities"],"definition":"Nanossatélite é a classe de satélites com massa entre 1 e 10 kg; CubeSat é o padrão modular mais difundido dentro dela. Criado em 1999 pela Cal Poly e pela Universidade Stanford, o padrão define a unidade básica 1U como um cubo de 10 cm de aresta e cerca de 1,3 kg, combinável em 2U, 3U, 6U, 12U e 16U. A padronização de dimensões e de interfaces mecânicas permitiu desenvolver dispensadores (P-POD e similares) que acomodam qualquer CubeSat conforme ao padrão, o que transformou o lançamento em serviço de prateleira: o satélite viaja como carga secundária em foguetes comerciais ou é ejetado da Estação Espacial Internacional.\n\nA arquitetura típica reúne computador de bordo, rádio em UHF/VHF, banda S ou X, painéis solares e baterias de íons de lítio, sistema de determinação e controle de atitude (magnetômetros, sensores solares, rodas de reação ou bobinas magnéticas) e uma carga útil: câmera, receptor de coleta de dados, experimento científico, demonstração tecnológica. Muitos componentes são comerciais de prateleira (COTS), com tolerância limitada à radiação, o que é compensado por redundância, vida útil curta e aceitação de risco. Órbitas baixas de 400 a 600 km garantem reentrada natural em poucos anos, mitigando detritos.\n\nO barateamento radical é a razão de sua importância: uma missão de dezenas de milhares a poucos milhões de dólares permite que universidades formem engenheiros com projetos reais, que startups testem tecnologias em órbita em meses, e que constelações comerciais de observação (Planet), internet das coisas (Swarm, Lacuna) e rastreamento marítimo e aéreo (Spire) operem com centenas de unidades. Até 31 de julho de 2026 haviam sido lançados 3.417 nanossatélites, dos quais 3.165 CubeSats, por entidades de 94 países, segundo a base Nanosats.eu.\n\nOs limites também são claros: pouca potência (dezenas de watts), aberturas ópticas pequenas, propulsão limitada e vida útil curta restringem o desempenho; por isso, CubeSats complementam, mas não substituem, satélites de porte médio e grande em missões que exigem alta resolução, alta potência ou longevidade.","brazil":"A trajetória brasileira começou com o NanosatC-BR1, 1U desenvolvido por UFSM e INPE e lançado em 2014, seguido pelo SERPENS (3U, consórcio liderado pela UnB com apoio da AEB, 2015), pelo AESP-14 do ITA, pelo Tancredo-1 (escola pública de Ubatuba) e pelo FloripaSat-1, 1U do SpaceLab da UFSC lançado em dezembro de 2019. Em 2021 subiu o NanosatC-BR2. O programa Constelação Catarina, criado por portaria da AEB em maio de 2021, prevê 13 nanossatélites fabricados em Santa Catarina (UFSC SpaceLab e Senai) para monitoramento climático, agricultura e defesa civil; dois satélites da UFSC e um da UFMA integravam a carga do voo inaugural do Hanbit-Nano em Alcântara, perdido na falha de 22 de dezembro de 2025.\n\nNo campo industrial, a Visiona lançou em abril de 2023, em um Falcon 9, o VCUB1, primeiro satélite de observação e coleta de dados projetado pela indústria nacional, com câmera OPTO 3UCAM feita no Brasil e software de bordo próprio, em parceria com Embrapa, INPE, Cemaden e outros. A PION Labs comercializa kits e plataformas nanossatelitais educacionais, e empresas como Akaer e Cenic fornecem subsistemas. O Programa de Nanossatélites da AEB e editais de Finep e CNPq sustentam a base universitária, mas a falta de um lançador nacional e a instabilidade orçamentária mantêm o ritmo brasileiro bem abaixo do de países como Índia, Turquia ou Argentina.","international":"A indústria de pequenos satélites se profissionalizou: Planet opera cerca de 200 Doves de 3U, a Spire mais de cem CubeSats, e integradores como GomSpace, ISISPACE, AAC Clyde Space, Tyvak, Blue Canyon e Endurosat vendem plataformas completas. Missões científicas e interplanetárias (MarCO em Marte, 2018; os CubeSats da Artemis I, 2022; LICIACube na missão DART) mostraram que o formato alcançou maturidade. Lançadores dedicados (Electron, da Rocket Lab) e missões de compartilhamento (Transporter, da SpaceX, com até 120 nanossatélites por voo) derrubaram o custo por quilograma.\n\nA previsão da Nanosats.eu é de cerca de 1.900 nanossatélites lançados entre 2024 e 2029, com crescimento de unidades maiores (12U e 16U) e de cargas SAR e de telecomunicações. Regulação de detritos, coordenação de frequências na UIT e exigência de desorbitação em cinco anos (regra da FCC americana desde 2024) são as pressões regulatórias dominantes.","future":"Para o Brasil, o passo lógico é converter capacidade universitária em cadeia produtiva: a Constelação Catarina, o programa de pequenos satélites da AEB e demandas públicas (Embrapa, Cemaden, Defesa) podem ancorar encomendas recorrentes à indústria nacional, enquanto o Microlançador Brasileiro (MLBR) e o VLM-1, se voarem, dariam acesso próprio ao espaço para cargas de 40 a 150 kg. O risco é dispersão em dezenas de projetos acadêmicos sem continuidade operacional.\n\nA oportunidade estratégica está em aplicações de alto valor com dados nacionais: internet das coisas para o agro, alertas de desastres, radar de baixo custo para fronteiras e monitoramento ambiental. Para isso será preciso resolver gargalos de teste e qualificação (câmaras termovácuo, ensaios de vibração) e de lançamento regular a partir de Alcântara.","related_ids":[515,516,517,504,513,510,512,493,572,573],"sources":[{"title":"Nanosats.eu — Nanosatellite & CubeSat database (dados até jul. 2026)","url":"https://www.nanosats.eu/"},{"title":"UFSC SpaceLab — Projects (FloripaSat-1, Catarina Constellation)","url":"https://spacelab.ufsc.br/projects"},{"title":"Teletime — Desenvolvido no Brasil, satélite de observação da Visiona (VCUB1) é lançado com sucesso","url":"https://teletime.com.br/17/04/2023/desenvolvido-no-brasil-satelite-de-observacao-da-visiona-e-lancado-com-sucesso/"},{"title":"DPL News — Governo cria programa para fabricação de nanossatélites em Santa Catarina (Constelação Catarina)","url":"https://dplnews.com/brasil-governo-cria-programa-para-fabricacao-de-nanossatelites-em-santa-catarina/"},{"title":"Revista Pesquisa FAPESP — Nanossatélites (ed. 328, 2023)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2023/06/066-069_nanosatelites_328.pdf"},{"title":"SBT News — Explosão é registrada durante lançamento do foguete Hanbit-Nano no Maranhão","url":"https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/explosao-e-registrada-durante-lancamento-do-foguete-hanbit-nano-no-maranhao"}]},{"id":"veiculo-lancador","term":"Veículo lançador","aliases":["Veículo lançador","veículo lançador","foguete","VLS","VLM"],"sectors":["space","defense"],"definition":"Veículo lançador é o foguete capaz de acelerar uma carga útil até a velocidade orbital, cerca de 7,8 km/s em órbita baixa, vencendo a gravidade e o arrasto atmosférico. Por causa da equação do foguete de Tsiolkovsky, que relaciona a velocidade final à razão entre massa inicial e final e à velocidade de exaustão dos gases, lançadores são construídos em estágios: cada estágio esgotado é descartado para que a massa morta não seja acelerada até o fim. Lançar 1 kg em órbita exige, tipicamente, entre 50 e 100 kg de veículo na decolagem.\n\nA propulsão pode ser sólida (propelente pré-moldado à base de perclorato de amônio, alumínio e ligante polimérico, simples e armazenável, mas sem possibilidade de desligamento), líquida (querosene, metano ou hidrogênio com oxigênio líquido, mais eficiente e controlável, com turbobombas e sistemas complexos) ou híbrida (combustível sólido e oxidante líquido, como o Hanbit-Nano). Além dos motores, o lançador integra estruturas leves, sistema de navegação inercial com GNSS, controle de atitude por tubeiras móveis ou jatos, separação pirotécnica de estágios, coifa, telemetria e sistema de terminação de voo para destruição em caso de desvio.\n\nA classe do veículo é definida pela carga útil: microlançadores levam até cerca de 300 kg à órbita baixa; pequenos lançadores, até 2 toneladas; médios e pesados, de 2 a mais de 20 toneladas; e superpesados, acima de 50 toneladas. A reutilização do primeiro estágio, consolidada pelo Falcon 9, reduziu drasticamente o custo por quilograma e redefiniu o mercado.\n\nDominar um lançador é o elo mais difícil e politicamente sensível da autonomia espacial: as mesmas tecnologias servem a mísseis balísticos, por isso são controladas pelo Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR), e poucos países, pouco mais de dez, têm capacidade orbital própria.","brazil":"O Brasil persegue um lançador próprio desde os anos 1960. A família de foguetes de sondagem Sonda (1 a 4) do IAE levou ao Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), de quatro estágios sólidos, cujos dois primeiros protótipos falharam em voo em 1997 e 1999; o terceiro explodiu na plataforma de Alcântara em 22 de agosto de 2003, matando 21 técnicos e engenheiros, e o programa foi encerrado anos depois. Em paralelo, o IAE consolidou o VSB-30, foguete de sondagem suborbital de dois estágios qualificado e usado regularmente pela agência espacial alemã DLR e pela ESA em campanhas de microgravidade, hoje o produto espacial brasileiro mais bem-sucedido.\n\nDois microlançadores estão em desenvolvimento. O VLM-1 (Veículo Lançador de Microssatélites), do IAE em parceria com o DLR desde 2010, usa o motor S50 fabricado pela Avibras em dois de seus três estágios e sofreu paralisação pela crise financeira da fornecedora, em recuperação judicial desde 2022; a FAB estima sistemas prontos para voo em julho de 2027, se a Avibras retomar a produção; o motor S50 foi testado em voo no VS-50 em 2023. O MLBR (Microlançador Brasileiro), liderado desde 2024 por um consórcio privado (Cenic Engenharia, PlasmaHub, Delsis, Etsys e Concert Space) com R$ 189 milhões da Finep e apoio da AEB, é um foguete de 12 m, três estágios sólidos e 40 kg a 450 km; concluiu a revisão crítica de projeto em maio de 2025, testou hidrostaticamente o motor do primeiro estágio em janeiro de 2026 e mira o primeiro voo em 2027. Enquanto isso, o acesso ao espaço se dá por lançadores estrangeiros (PSLV, Falcon 9, Vega C) e por operadores comerciais em Alcântara, como a sul-coreana Innospace.","international":"O mercado é dominado pela SpaceX, que realizou mais de 150 lançamentos em 2025 com Falcon 9 e Falcon Heavy e testa o Starship, superpesado totalmente reutilizável. A China é o segundo polo, com a família Longa Marcha e dezenas de empresas privadas (LandSpace, Galactic Energy, Space Pioneer) que avançam em metano e reutilização. A Europa recuperou acesso com o Ariane 6 (2024) e o Vega C, e fomenta microlançadores (Isar, RFA, MaiaSpace); Rússia, Índia (PSLV, LVM3), Japão (H3) e Coreia do Sul (Nuri) completam o grupo de países com capacidade orbital. Nova Zelândia e EUA abrigam a Rocket Lab (Electron, Neutron); a Blue Origin estreou o New Glenn em 2025.\n\nMicrolançadores enfrentam economia difícil: a missão compartilhada barata dos grandes veículos pressiona preços, e várias startups faliram (Virgin Orbit, 2023; Astra reestruturada). O controle de exportação pelo MTCR, do qual o Brasil é membro desde 1995 e presidiu a partir de novembro de 2023, e os acordos de salvaguardas tecnológicas moldam quem pode lançar o quê e de onde.","future":"A pergunta estratégica para o Brasil é se vale manter dois microlançadores concorrentes, VLM-1 estatal e MLBR privado, com orçamentos modestos, ou concentrar esforços e assegurar propulsão sólida nacional, hoje refém da situação da Avibras, único fabricante de grandes motores. Um primeiro voo orbital bem-sucedido em 2027-2028 colocaria o país em um clube reduzido, mas exigirá tolerância a falhas e campanhas de teste contínuas, exatamente o que faltou após 2003.\n\nA alternativa complementar, já em curso, é tornar Alcântara um porto espacial para lançadores estrangeiros, gerando receita e demanda local, com a restrição do AST de que essa receita não financie sistemas da Categoria I do MTCR. Vale acompanhar também a propulsão líquida brasileira (motores L75 e desenvolvimentos de startups) e o plano PNAE 2027-2036.","related_ids":[502,500,526,512,497,493,324,499,498,494],"sources":[{"title":"Revista Pesquisa FAPESP — Brasil desenvolve foguete para colocar pequenos satélites na órbita terrestre (abr. 2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/brasil-desenvolve-foguete-para-colocar-pequenos-satelites-na-orbita-terrestre/"},{"title":"Wikipedia — VLM (rocket)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/VLM_(rocket)"},{"title":"Wikipedia — VS-50","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/VS-50"},{"title":"Wikipedia — Alcântara Space Center (histórico de lançamentos, acidente do VLS-1)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Alc%C3%A2ntara_Space_Center"},{"title":"SBT News — Explosão é registrada durante lançamento do foguete Hanbit-Nano no Maranhão (dez. 2025)","url":"https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/explosao-e-registrada-durante-lancamento-do-foguete-hanbit-nano-no-maranhao"},{"title":"MTCR — Missile Technology Control Regime","url":"https://www.mtcr.info/en/"}]},{"id":"centro-de-lancamento-alcantara","term":"Centro de lançamento (Alcântara)","aliases":["Centro de lançamento (Alcântara)","centro de lançamento","Alcântara"],"sectors":["space","defense","policy"],"definition":"Centro de lançamento, ou porto espacial, é o complexo de infraestrutura terrestre que prepara, lança e rastreia veículos espaciais. Compreende plataformas e torres de lançamento, prédios de integração e abastecimento, bunkers de controle, radares e antenas de telemetria e rastreio, estações meteorológicas, sistemas de segurança de voo capazes de destruir um foguete fora de rota e áreas de exclusão em terra e no mar sob as trajetórias. A escolha do sítio obedece a critérios físicos e de segurança: proximidade do equador, azimutes de lançamento abertos sobre o oceano, baixa densidade populacional, clima previsível e acesso logístico.\n\nA latitude é determinante. Quanto mais perto do equador, maior a velocidade de rotação da Terra aproveitada no lançamento para o leste (cerca de 465 m/s na linha do equador) e menor a correção de inclinação necessária para alcançar a órbita geoestacionária, o que se traduz em mais carga útil por foguete ou menos propelente. Alcântara, a 2°18' de latitude sul, oferece ganho de desempenho de dezenas de por cento em relação a bases de latitudes médias e permite lançamentos tanto equatoriais quanto polares sobre o Atlântico.\n\nAlém da geografia, um porto espacial moderno depende de marco regulatório (licenciamento de lançamento e reentrada, seguros de responsabilidade, regras de segurança), de acordos internacionais que permitam a entrada de componentes controlados e de modelo de negócios que combine operação governamental com uso comercial. Centros como Cabo Canaveral, Kourou, Baikonur, Wenchang e Sriharikota mostram que a infraestrutura só se sustenta com cadência regular de lançamentos.\n\nUm porto espacial importa como ativo de soberania e de economia: é a porta de acesso independente ao espaço, condição para programas de satélites e lançadores nacionais, e, quando aberto a clientes comerciais, fonte de receita, emprego qualificado e inserção em cadeias globais de alta tecnologia.","brazil":"O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, foi construído a partir de 1982 e operado pela Força Aérea; o primeiro lançamento, do foguete de sondagem Sonda 2, ocorreu em 21 de fevereiro de 1990. Abrigou os voos do VLS-1 em 1997 e 1999 e o acidente de 22 de agosto de 2003, com 21 mortos, além de campanhas regulares de foguetes de sondagem (VSB-30) e do voo do demonstrador hipersônico 14-X S em 2021. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal, criado em 1965, atua como estação de rastreio redundante. A instalação do CLA deslocou comunidades quilombolas nos anos 1980, conflito que voltou à pauta nas expansões de 2001 e 2021 e levou a um pedido de desculpas e reparação do governo federal em 2023.\n\nO Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos, em vigor desde dezembro de 2019, e a Portaria 698/2021 da AEB, que criou o licenciamento de lançamentos inspirado na norma americana 14 CFR Part 450, abriram a fase comercial. A sul-coreana Innospace realizou em 19 de março de 2023 o voo suborbital do Hanbit-TLV, primeiro lançamento comercial no país, e em 22 de dezembro de 2025 tentou o primeiro voo orbital, do Hanbit-Nano de dois estágios e propulsão híbrida, com oito cargas (sete brasileiras, incluindo nanossatélites da UFSC e da UFMA); o veículo sofreu anomalia cerca de 30 segundos após a decolagem e foi destruído pelo sistema de terminação de voo, sem feridos. A AEB afirmou que a base funcionou integralmente, a Innospace mantém cerca de cinco janelas reservadas e prevê retorno ao voo ainda em 2026, e outras empresas (Hyperion, Orion AST, C6 Launch) assinaram acordos de uso do Centro Espacial de Alcântara (CEA), a área comercial do sítio.","international":"O mundo vive um boom de portos espaciais: além dos complexos históricos (Cabo Canaveral e Vandenberg nos EUA, Kourou na Guiana Francesa, Baikonur e Plesetsk, Jiuquan, Taiyuan, Xichang e Wenchang na China, Sriharikota na Índia, Tanegashima no Japão), surgiram bases comerciais como Mahia (Rocket Lab, Nova Zelândia), Andøya (Noruega), SaxaVord e Sutherland (Escócia), Esrange (Suécia) e o porto comercial de Hainan, na China. A SpaceX concentra a maior parte dos lançamentos globais em três plataformas, com cadência superior a uma missão a cada três dias, enquanto a Europa tenta multiplicar sítios para microlançadores.\n\nO desafio comum é econômico: a infraestrutura é cara e só se paga com dezenas de lançamentos por ano, o que favorece poucos sítios. Regimes de controle de exportação (MTCR, ITAR americano) e acordos de salvaguardas definem quais foguetes e satélites podem operar em cada base, e a segurança de áreas de impacto e o impacto ambiental e social sobre comunidades locais são tensões recorrentes.","future":"Alcântara tem vantagem geográfica rara, mas só se consolidará se converter acordos em lançamentos regulares: a repetição do Hanbit-Nano, a chegada de outros operadores e o eventual voo do MLBR e do VLM-1 nos próximos dois anos dirão se o CEA vira porto espacial de fato ou permanece promessa. Investimentos em infraestrutura comercial (plataformas, abastecimento, logística do porto de Itaqui) e um órgão licenciador ágil são condições necessárias.\n\nRiscos a acompanhar incluem a sustentabilidade financeira de startups de lançamento, a disputa fundiária com comunidades quilombolas, que exige solução negociada e duradoura, e os limites impostos pelo AST, que vedam a participação de países fora do MTCR e o uso da receita para sistemas de Categoria I. O novo PNAE 2027-2036 deve definir o modelo de governança do centro.","related_ids":[497,499,493,498,500,502,516,494,512,503],"sources":[{"title":"Wikipedia — Alcântara Space Center","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Alc%C3%A2ntara_Space_Center"},{"title":"Olhar Digital — Explosão de foguete não muda planos para Alcântara, diz presidente da AEB (jan. 2026)","url":"https://olhardigital.com.br/2026/01/30/ciencia-e-espaco/explosao-de-foguete-nao-muda-planos-para-alcantara-diz-presidente-da-agencia-espacial-brasileira/"},{"title":"SBT News — Explosão é registrada durante lançamento do foguete Hanbit-Nano no Maranhão","url":"https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/explosao-e-registrada-durante-lancamento-do-foguete-hanbit-nano-no-maranhao"},{"title":"Movimento Econômico — Contagem regressiva para o 1º lançamento comercial espacial no NE (dez. 2025)","url":"https://movimentoeconomico.com.br/tecnologia/2025/12/15/contagem-regressiva-para-o-1o-lancamento-comercial-espacial-no-ne/"},{"title":"Orbit Codex — Hanbit-Nano Flight 2 (InnoSat-0), Alcântara","url":"https://orbitcodex.com/operations/flight-2-hanbit-nano"},{"title":"Câmara dos Deputados — Decreto 10.220/2020 (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas Brasil-EUA)","url":"https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2020/decreto-10220-5-fevereiro-2020-789729-publicacaooriginal-159928-pe.html"}]},{"id":"acordo-de-salvaguardas-tecnologicas-ast","term":"Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST)","aliases":["Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST)","AST","salvaguardas tecnológicas"],"sectors":["space","policy","defense"],"definition":"Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (Technology Safeguards Agreement, TSA) é um tratado bilateral pelo qual o país que abriga um centro de lançamento se compromete a proteger contra acesso e transferência não autorizados as tecnologias de foguetes e satélites de outro país que venham a ser lançados a partir de seu território. Os Estados Unidos exigem esse instrumento sempre que veículos, espaçonaves ou componentes americanos, sujeitos à legislação de controle de exportação (ITAR), forem operados em bases estrangeiras; acordos semelhantes existem com Nova Zelândia, Reino Unido, Austrália, Índia e outros.\n\nNa prática, o AST cria regimes físicos e jurídicos dentro da base. Áreas restritas, designadas em conjunto, só podem ser acessadas por pessoas autorizadas pelo governo americano, que monitora e inspeciona continuamente, inclusive por circuito fechado de TV e sem aviso prévio; áreas controladas, designadas pelo país anfitrião, admitem pessoal autorizado por qualquer dos governos envolvidos. O anfitrião deve impedir acesso não escoltado, usar crachás de identificação, respeitar lacres e embalagens, devolver equipamentos, dados e destroços em caso de acidente e limitar a divulgação de informações técnicas. Autoridades policiais e de emergência locais mantêm acesso em situações legais, por arranjos acordados.\n\nO acordo também carrega cláusulas de não proliferação: o anfitrião não pode lançar veículos ou satélites controlados por países sob sanções do Conselho de Segurança da ONU ou designados como patrocinadores de terrorismo, nem permitir entrada significativa de equipamentos, tecnologia, pessoal ou recursos financeiros de países fora do MTCR; e a receita obtida com lançamentos pode financiar o programa espacial, mas não a aquisição, desenvolvimento ou operação de sistemas da Categoria I do MTCR (foguetes capazes de levar 500 kg a 300 km), categoria em que se enquadram lançadores de satélites.\n\nO instrumento é relevante porque, sem ele, nenhum foguete ou satélite com componentes americanos, presentes na quase totalidade da indústria espacial ocidental, pode usar a base; e é controverso porque transfere ao parceiro poderes de controle dentro do território nacional.","brazil":"Brasil e Estados Unidos negociaram um primeiro AST em 2000, rejeitado pelo Congresso brasileiro em 2001-2002 sob acusação de ferir a soberania, episódio que travou o uso comercial de Alcântara por quase duas décadas e contribuiu para o fracasso da parceria com a Ucrânia (Cyclone-4). O acordo atual foi assinado em Washington em 18 de março de 2019, aprovado pelo Congresso em outubro e novembro de 2019 (Decreto Legislativo 523/2019), entrou em vigor em 16 de dezembro de 2019 e foi promulgado pelo Decreto 10.220, de 5 de fevereiro de 2020. O texto mantém as cláusulas típicas do modelo americano, incluindo a restrição ao uso da receita para sistemas de Categoria I e a vedação à entrada de países fora do MTCR, e prevê vigência indeterminada com denúncia mediante aviso de um ano.\n\nO governo argumentou que o Brasil mantém controle da base, que a Força Aérea segue operando, e que o acordo apenas viabiliza clientes comerciais; críticos apontam que a cláusula do MTCR exclui parceiros como a China, com quem o país coopera no programa CBERS. Na sequência, a AEB editou regras de licenciamento (Portaria 698/2021) e firmou contratos com empresas americanas e de países aliados, e a Innospace realizou os primeiros lançamentos comerciais (2023 e 2025). Em 2026 o Brasil também avança na adesão ampliada aos Acordos Artemis, assinados em 2021, no mesmo eixo de alinhamento regulatório com os EUA.","international":"ASTs tornaram-se peça padrão da economia espacial comercial. Os Estados Unidos mantêm acordos com a Nova Zelândia (que permitiu as operações da Rocket Lab em Mahia), com o Reino Unido (bases escocesas), com a Austrália (2024) e com a Índia (2024), além de arranjos específicos para Kourou. A lógica é simétrica à da China e da Rússia, que também restringem onde seus foguetes e satélites podem operar, e ao regime europeu de controle de bens de dupla utilização. O MTCR, criado em 1987 e com 35 membros, fornece o vocabulário técnico (Categoria I e II) que esses acordos incorporam.\n\nA geopolítica recente intensificou a lógica de blocos: a divisão entre cadeias de suprimento ocidentais e chinesas, as sanções à Rússia desde 2022 e a disputa por normas espaciais (Acordos Artemis versus a estação lunar sino-russa ILRS) fazem dos acordos de salvaguardas, mais do que instrumentos técnicos, marcadores de alinhamento estratégico.","future":"Para o Brasil, o AST é condição necessária, mas não suficiente, para transformar Alcântara em porto espacial; o teste real será a cadência de lançamentos nos próximos anos. O país precisará administrar a tensão entre o alinhamento regulatório com os EUA e a cooperação histórica com a China em satélites, e definir como financiar seus lançadores nacionais sem violar a cláusula de receita.\n\nVale acompanhar eventuais arranjos complementares (que, se onerosos, exigem aprovação do Congresso), a implementação prática dos controles de acesso na base e o debate sobre soberania que ressurgirá a cada incidente ou mudança de governo. Um fracasso comercial reforçaria críticos; sucessos recorrentes consolidariam o modelo.","related_ids":[497,493,499,518,366,520,365,494],"sources":[{"title":"Planalto — Decreto 10.220/2020 (promulga o AST Brasil-EUA)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10220.htm"},{"title":"Câmara dos Deputados — Decreto 10.220/2020, publicação original","url":"https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2020/decreto-10220-5-fevereiro-2020-789729-publicacaooriginal-159928-pe.html"},{"title":"Defesa Aérea & Naval — Brasil assina Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA","url":"https://defesaaereanaval.com.br/ciencia-e-tecnologia/brasil-assina-acordo-de-salvaguardas-tecnologicas-com-os-eua-e-coloca-o-pais-como-um-importante-player-no-setor-aeroespacial"},{"title":"Poder360 — Texto do Decreto do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas Brasil-EUA (PDF)","url":"https://static.poder360.com.br/2020/02/PDF-Decreto-Acordo-Salvaguardas-Tecnologicas-Brasil-EUA.pdf"},{"title":"MTCR — Missile Technology Control Regime","url":"https://www.mtcr.info/en/"}]},{"id":"orbita-baixa-leo-e-constelacoes","term":"Órbita baixa (LEO) e constelações","aliases":["Órbita baixa (LEO) e constelações","LEO","órbita baixa","constelação"],"sectors":["space","telecom"],"definition":"Órbita terrestre baixa (Low Earth Orbit, LEO) é a faixa entre cerca de 180 km, abaixo da qual o arrasto atmosférico derruba rapidamente um satélite, e 2.000 km, limite imposto pelos cinturões de radiação de Van Allen. Nela os satélites viajam a cerca de 7,8 km/s e completam uma volta em aproximadamente 90 minutos, passando sobre um ponto do solo por poucos minutos. A proximidade reduz a latência de comunicação para 20 a 40 ms e permite imagens de alta resolução com óticas pequenas, mas obriga a usar muitos satélites para cobertura contínua: daí as constelações.\n\nUma constelação é um conjunto coordenado de satélites distribuídos em planos orbitais e fases de modo a garantir que pelo menos um esteja sempre visível de qualquer ponto de interesse. Sistemas de navegação (GPS, Galileo) usam constelações em órbita média; as megaconstelações de banda larga operam em LEO entre 500 e 1.200 km, com centenas a milhares de unidades, antenas de arranjo de fase que formam feixes eletronicamente, enlaces ópticos a laser entre satélites para rotear tráfego sem passar pelo solo e terminais de usuário planos que rastreiam satélites em movimento. A produção em série, o lançamento em lotes de dezenas de unidades e a substituição frequente (vida útil de cinco a sete anos) viraram a economia do setor do avesso.\n\nO crescimento acelerado trouxe problemas sistêmicos: risco de colisão e geração de detritos (síndrome de Kessler), interferência na astronomia óptica e de rádio, congestão de espectro coordenado pela UIT e assimetria entre operadores privados gigantes e reguladores nacionais. Normas de desorbitação em cinco anos, manobras automatizadas de evitação de colisão e padrões de compartilhamento de dados de posição são respostas em construção.\n\nA LEO importa porque hoje concentra a maior parte dos satélites ativos e redefine a conectividade global: leva internet a áreas remotas, oferece comunicação resiliente em crises e guerras, e cria dependências estratégicas de poucas empresas e países.","brazil":"O Brasil é usuário intensivo e produtor incipiente. A Starlink, autorizada pela Anatel em 2022, tornou-se o maior provedor de internet por satélite do país, com forte presença na Amazônia, em escolas e em áreas rurais, e também em garimpos ilegais, o que levou a debates sobre bloqueio de terminais, e em 2024 a um conflito entre a empresa e o Supremo Tribunal Federal. Outros entrantes são a OneWeb/Eutelsat, a Amazon Leo (Kuiper), com autorização da Anatel, e operadores chineses interessados no mercado. A Telebras, no desenho do SGDC-2, planeja integrar redes LEO e MEO de terceiros para serviços não críticos.\n\nNo lado da produção, o país opera em LEO seus satélites de observação (Amazonia-1, CBERS-4A), os satélites radar Carcará I e II do projeto Lessonia-1 da FAB (lançados por um Falcon 9 em maio de 2022, cerca de 100 kg cada), os nanossatélites universitários e o VCUB1 da Visiona. Não há constelação brasileira de comunicações; a estratégia oficial combina compra de capacidade estrangeira, exigências regulatórias da Anatel (como estação de gateway no país) e desenvolvimento gradual de pequenos satélites nacionais.","international":"A Starlink, da SpaceX, superou 10 mil satélites em órbita em março de 2026 e cerca de 11 mil em agosto, com aproximadamente 12 milhões de assinantes, e já oferece serviço direto a celulares. A OneWeb (Eutelsat) opera cerca de 650 satélites; a Amazon Leo tinha quase 400 em órbita em meados de 2026 e obteve da FCC prorrogação do prazo de implantação para 2028; a China acelera as constelações Guowang (SatNet) e Qianfan (SpaceSail), com centenas de unidades e planos de mais de 13 mil cada, e exporta serviço a países do Sul Global, incluindo o Brasil. A União Europeia constrói a IRIS², multiórbita, prevista para 2030.\n\nA dimensão geopolítica ficou evidente na Ucrânia, onde a Starlink virou infraestrutura militar crítica, e em debates sobre dependência de um único fornecedor privado. Regulação de detritos, coordenação de espectro na UIT (conferência WRC-27) e proteção da astronomia são as frentes normativas em disputa.","future":"O Brasil tende a permanecer comprador de conectividade LEO, mas pode negociar melhor: exigir gateways e dados em território nacional, diversificar fornecedores (ocidentais e chineses) para reduzir dependência e usar o poder de compra do Estado (escolas, saúde, Defesa) como alavanca. Uma constelação nacional de pequeno porte para observação e internet das coisas, apoiada no MLBR e em Alcântara, é mais factível que uma de banda larga.\n\nRiscos a observar: concentração de mercado e risco de desligamento unilateral, impactos sobre a astronomia (o Brasil abriga observatórios e participa de consórcios internacionais), e a sustentabilidade orbital à medida que o número de objetos ativos ultrapassar algumas dezenas de milhares nesta década.","related_ids":[262,241,242,505,504,507,515,516,493,497],"sources":[{"title":"ESA — Types of orbits","url":"https://www.esa.int/Enabling_Support/Space_Transportation/Types_of_orbits"},{"title":"KeepTrack — Starlink Hits 10,000 Satellites in Orbit (mar. 2026)","url":"https://keeptrack.space/articles/21"},{"title":"24/7 Wall St. — Starlink now has 11k satellites in orbit; Amazon hasn't cracked 1,000 (ago. 2026)","url":"https://247wallst.com/investing/2026/08/21/elon-musk-starlink-now-has-11k-satellites-in-orbit-amazon-hasnt-even-cracked-1000/"},{"title":"Wikipedia — Satellite internet constellation","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Satellite_internet_constellation"},{"title":"Defesa Aérea & Naval — Lessonia-1: SpaceX lança os satélites brasileiros Carcará I e II","url":"https://defesaaereanaval.com.br/espaco/lessonia-1-spacex-lanca-hoje-os-satelites-brasileiros-carcara-i-e-carcara-ii"},{"title":"Teletime — Telebras quer soberania total sobre novo SGDC e integração multiórbita","url":"https://teletime.com.br/23/07/2026/telebras-quer-soberania-total-sobre-novo-sgdc-e-integracao-multi-orbita/"}]},{"id":"voo-hipersonico","term":"Voo hipersônico","aliases":["Voo hipersônico","hipersônico","hipersônica"],"sectors":["space","defense"],"definition":"Voo hipersônico é o regime de velocidades acima de Mach 5, cinco vezes a velocidade do som, em que a física do escoamento muda qualitativamente: ondas de choque muito próximas ao corpo, aquecimento aerodinâmico extremo (temperaturas de superfície de milhares de graus), dissociação e ionização do ar que formam plasma e interferem nas comunicações, e forte acoplamento entre aerodinâmica, propulsão e estrutura. Veículos de reentrada e mísseis balísticos já voam hipersonicamente há décadas; o que define a fronteira atual é o voo hipersônico sustentado e manobrável dentro da atmosfera.\n\nDuas famílias dominam. Os veículos planadores (hypersonic glide vehicles) são lançados por foguete e planam a dezenas de quilômetros de altitude, manobrando durante o voo, o que dificulta a previsão de trajetória pelos sistemas de defesa. Os veículos de propulsão aspirada usam o scramjet (supersonic combustion ramjet), motor sem partes móveis em que o ar é comprimido pela própria geometria da entrada, a combustão ocorre em escoamento supersônico e não há compressor nem turbina; como não carrega oxidante, o scramjet promete maior alcance e carga útil, mas só funciona acima de cerca de Mach 4 ou 5 e depende de um acelerador (foguete) para chegar lá. A combinação de scramjet com fuselagem waverider, que aproveita a onda de choque para gerar sustentação, é o conceito de referência.\n\nOs desafios tecnológicos são materiais ultra-resistentes a temperatura (compósitos carbono-carbono, cerâmicas de ultra-alta temperatura), gerenciamento térmico, controle em presença de plasma, túneis de vento capazes de reproduzir as condições e simulação computacional de alta fidelidade. Por isso cada voo de teste é caro e raro, e a maturação depende de campanhas sistemáticas de demonstradores.\n\nO interesse é duplo: militar, por armas capazes de vencer defesas antimísseis e encurtar o tempo de decisão, e civil, pela perspectiva de acesso ao espaço mais barato com veículos aspirados e de aviação de altíssima velocidade.","brazil":"O Brasil mantém um dos poucos programas de scramjet fora das grandes potências. O Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do DCTA, pesquisa propulsão hipersônica aspirada desde meados dos anos 1990 e em 2008 estruturou o Projeto 14-X (PropHiper), com túneis de choque hipersônicos próprios em São José dos Campos. O programa é dividido em quatro etapas com demonstradores em voo. Na primeira, a Operação Cruzeiro, o 14-X S, demonstrador de scramjet construído pela empresa Orbital Engenharia, foi lançado do Centro de Lançamento de Alcântara em 14 de dezembro de 2021 por um Veículo Acelerador Hipersônico derivado do VSB-30 (o 32º da série) do IAE; a FAB relatou que o veículo atingiu a condição de teste em torno de Mach 6 a cerca de 30 km de altitude, com apogeu suborbital perto de 160 km, e testou a combustão supersônica, embora dados completos sobre a ignição do motor não tenham sido divulgados em detalhe.\n\nO objetivo final é o 14-X W, veículo integrado scramjet-waverider para voar a cerca de Mach 10 (12.000 km/h) a 30 km de altitude, lançado pelo acelerador RATO-14X, com conclusão prevista para 2030. Em 2026 a FAB reiterou que o projeto é experimental, sem plano de produção em série ou integração a sistemas de armas, e analistas acadêmicos alertam que sem campanhas de teste sistemáticas e evolução progressiva dos protótipos ele pode permanecer apenas um demonstrador. A base de conhecimento envolve ITA, universidades (UFABC, Mackenzie) e indústria de São José dos Campos.","international":"A corrida hipersônica é liderada por Rússia e China. A Rússia declara operacionais o planador Avangard, o míssil aerolançado Kinzhal e o míssil de cruzeiro Zircon, e usou mísseis hipersônicos em combate na Ucrânia a partir de 2022; a China exibe o DF-17 com planador DF-ZF, o DF-27 e desenvolve mísseis de cruzeiro scramjet. Os Estados Unidos aceleraram programas após atrasos: o LRHW (Dark Eagle) do Exército e o Conventional Prompt Strike da Marinha compartilham um corpo planador, e a Força Aérea desenvolve o HACM com a Austrália, enquanto a DARPA testou o HAWC. Índia (teste de míssil de longo alcance em novembro de 2024), França (ASN4G), Japão, Coreia do Sul e Austrália têm programas próprios.\n\nO tema reorganiza a defesa antimísseis (interceptadores de fase de planeio, sensores espaciais de rastreamento) e os regimes de controle de armas, pois borra as fronteiras entre mísseis balísticos e de cruzeiro cobertas por tratados existentes. A escassez de instalações de teste e de materiais de alta temperatura é um gargalo compartilhado.","future":"Para o Brasil, o valor do 14-X está menos em uma arma e mais em manter competência científica em uma tecnologia de fronteira, com aplicações em materiais, simulação e propulsão que transbordam para o setor espacial e para a indústria de São José dos Campos. A decisão a tomar é se o programa receberá orçamento para voos regulares de demonstradores até 2030 ou seguirá em ritmo de um teste por década.\n\nVale acompanhar a colaboração com universidades e a eventual inserção do país em cooperações internacionais de pesquisa hipersônica civil, mantendo a conformidade com o MTCR, que trata veículos hipersônicos com cautela crescente, e a evolução do debate sobre armas hipersônicas e estabilidade estratégica, no qual o Brasil tradicionalmente defende limites negociados.","related_ids":[503,500,502,511,497,498,501,585,493,510],"sources":[{"title":"Wikipedia — 14-XS (voo de 14 de dezembro de 2021)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/14-XS"},{"title":"Defesa Aérea & Naval — Projeto 14-X: o Brasil na era da propulsão hipersônica","url":"https://defesaaereanaval.com.br/aviacao/projeto-14-x-o-brasil-na-era-da-propulsao-hipersonica"},{"title":"Tribuna do Sertão — Projeto de foguete hipersônico da FAB coloca o Brasil na elite tecnológica global, avaliam analistas (abr. 2026)","url":"https://www.tribunadosertao.com.br/geral/2026/04/16/888643-projeto-de-foguete-hipersonico-da-fab-coloca-o-brasil-na-elite-tecnologica-global-avaliam-analistas"},{"title":"Revista Pesquisa FAPESP — Más rápido que una bala (14-X)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/es/mas-rapido-que-una-bala/"},{"title":"Wikipedia — Hypersonic weapon","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Hypersonic_weapon"}]},{"id":"submarino-de-propulsao-nuclear","term":"Submarino de propulsão nuclear","aliases":["Submarino de propulsão nuclear","submarino nuclear","SN-BR"],"sectors":["defense","nuclear"],"definition":"Submarino de propulsão nuclear é aquele cuja energia vem de um reator nuclear compacto, em vez de motores diesel e baterias. O reator, quase sempre do tipo água pressurizada (PWR), aquece um circuito primário de água mantido a alta pressão; essa água transfere calor em geradores de vapor a um circuito secundário, cujo vapor move turbinas acopladas ao eixo da hélice (ou a geradores elétricos, na propulsão turboelétrica) e turbogeradores que alimentam todos os sistemas de bordo. Como a fissão não consome oxigênio, o submarino não precisa emergir ou usar snorkel para recarregar baterias, o que elimina a vulnerabilidade central do submarino convencional.\n\nAs consequências operacionais são decisivas: autonomia submersa limitada apenas por víveres e pela tripulação (semanas ou meses), velocidade sustentada elevada (acima de 25 nós) para patrulhar grandes áreas oceânicas e perseguir ou evitar alvos, e capacidade de permanecer oculto em grandes profundidades. Em troca, o navio é maior, mais caro e mais ruidoso em baixa velocidade que os melhores convencionais com propulsão independente de ar, exige blindagem contra radiação, tripulação altamente qualificada e infraestrutura de apoio nuclear em terra. O combustível é urânio enriquecido: as marinhas dos EUA e do Reino Unido usam urânio altamente enriquecido (acima de 90%) para núcleos que duram toda a vida do navio; França e China usam urânio de baixo enriquecimento, com reabastecimentos periódicos.\n\nO ciclo de desenvolvimento é longo e caro porque integra três fronteiras tecnológicas: o reator naval (compacto, resistente a choques e inclinações, com controle rápido de potência), o casco e os sistemas de combate de um submarino moderno e a cadeia industrial nuclear (enriquecimento, fabricação de combustível, manuseio de rejeitos). Apenas seis países operam submarinos nucleares (EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Índia), e a Austrália, pelo acordo AUKUS, deve receber os seus a partir dos anos 2030.\n\nO interesse estratégico está na negação de área e na dissuasão convencional: um submarino nuclear de ataque pode ameaçar qualquer força naval em um oceano inteiro, protegendo linhas de comunicação marítimas, recursos offshore e a soberania sobre zonas econômicas exclusivas.","brazil":"O Programa Nuclear da Marinha nasceu em 1979 e, no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), dominou o enriquecimento por ultracentrifugação em 1982 e desenvolveu o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), protótipo terrestre do reator naval em Iperó (SP). O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), contratado em 2008 com a francesa DCNS (hoje Naval Group), construiu o complexo naval de Itaguaí (RJ), com estaleiro e base, e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, e transferiu tecnologia de projeto e construção de quatro submarinos convencionais da classe Riachuelo, derivados do Scorpène: Riachuelo (S40, comissionado em setembro de 2022), Humaitá (S41, janeiro de 2024), Tonelero (S42, novembro de 2025) e Almirante Karam (S43, lançado em novembro de 2025 e em provas de mar em 2026). O estaleiro Itaguaí Construções Navais, a Amazul (engenharia nuclear) e a Nuclep (seções de casco) formam a espinha dorsal industrial.\n\nO submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto (SN-10) terá cerca de 6.000 toneladas e 100 m, com reator PWR de 48 MW a urânio enriquecido a 20%, projetado para operar sem reabastecimento. O corte da primeira chapa ocorreu em junho de 2024 em Itaguaí; a Marinha reprogramou o batimento de quilha para 2027 e o lançamento para 2037, citando restrições orçamentárias, testes do protótipo do reator e negociações de salvaguardas com a AIEA. Em setembro de 2025 foram assinados contratos adicionais de cerca de 600 milhões de euros com a Naval Group para suporte técnico ao reator e ao projeto. O custo estimado é de cerca de US$ 3,8 bilhões por unidade, contra cerca de US$ 1 bilhão por submarino convencional. A Estratégia Nacional de Defesa trata o programa como prioridade e prevê a nacionalização completa do ciclo do combustível para ele.","international":"Os Estados Unidos operam a maior frota (classes Virginia, Los Angeles, Seawolf, Ohio e Columbia em construção), seguidos por Rússia (Yasen-M, Borei), China (expansão acelerada das classes Type 093/094 e sucessores), Reino Unido (Astute, Dreadnought), França (Suffren/Barracuda, a referência técnica do projeto brasileiro) e Índia (Arihant, com propulsão desenvolvida com apoio russo). O acordo AUKUS (2021) tornou a Austrália o primeiro país sem armas nucleares a receber submarinos nucleares, com urânio altamente enriquecido, o que abriu um debate na AIEA sobre como aplicar salvaguardas a material nuclear em uso militar não proibido, questão que afeta diretamente o Brasil.\n\nOs custos são elevados: um Virginia custa acima de US$ 4 bilhões e um Suffren cerca de 2 bilhões de euros, e a base industrial é gargalo até para os EUA. A tendência é de propulsão turboelétrica, maior automação, integração com veículos não tripulados e, para novos entrantes, uso de urânio de baixo enriquecimento para reduzir riscos de proliferação.","future":"O Álvaro Alberto é o projeto tecnológico mais ambicioso e demorado do Estado brasileiro, e sua viabilidade depende de três fatores: orçamento estável ao longo de mais de uma década, conclusão e operação do LABGENE para validar o reator e um arranjo inédito de salvaguardas com a AIEA e a ABACC para o combustível naval, que o Brasil negocia como país sem armas nucleares e sem Protocolo Adicional. O calendário já deslizou para 2037 e novos atrasos são prováveis.\n\nA pergunta estratégica é se o país preserva a cadeia industrial (Itaguaí, Nuclep, Amazul, CTMSP) durante a longa espera, por exemplo com novos submarinos convencionais e exportação de serviços, e se o programa gera transbordamentos civis, como o Reator Multipropósito e tecnologias de ultracentrífugas. Vale acompanhar as negociações em Viena, a saúde financeira da ICN e as decisões orçamentárias anuais do Ministério da Defesa.","related_ids":[522,546,643,642,549,550,521,520,644,542],"sources":[{"title":"Wikipedia — Riachuelo-class submarine (status das unidades do PROSUB)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Riachuelo-class_submarine"},{"title":"Wikipedia — Brazilian submarine Álvaro Alberto (SN-10)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_submarine_%C3%81lvaro_Alberto"},{"title":"Marinha do Brasil — PROSUB","url":"https://www.marinha.mil.br/prosub"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"},{"title":"Ministério da Defesa — Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa (PDF)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/pnd_end_congresso_.pdf"}]},{"id":"offset-e-transferencia-de-tecnologia","term":"Offset e transferência de tecnologia","aliases":["Offset e transferência de tecnologia","offset","transferência de tecnologia"],"sectors":["defense","policy"],"definition":"Offset, ou compensação comercial, industrial e tecnológica, é o conjunto de contrapartidas que um fornecedor estrangeiro se obriga a prestar ao país comprador como condição de uma grande aquisição, tipicamente de defesa ou aeroespacial. As contrapartidas podem ser diretas, ligadas ao próprio produto (coprodução, montagem local, fabricação de componentes, transferência de tecnologia, treinamento, manutenção no país), ou indiretas, sem relação com o produto (investimentos, compras de outros bens, cooperação em pesquisa). O valor é expresso como percentual do contrato, frequentemente 100% ou mais, com multiplicadores que premiam compromissos de maior conteúdo tecnológico.\n\nTransferência de tecnologia, o componente mais valioso e mais difícil, significa que o receptor adquire a capacidade de projetar, produzir, modificar e sustentar o sistema de forma autônoma, e não apenas de montá-lo. Ela envolve licenças de propriedade intelectual, documentação técnica, treinamento prolongado de engenheiros no exterior, participação em desenvolvimento conjunto e qualificação de fornecedores locais. Governos exportadores impõem limites, protegendo tecnologias sensíveis (códigos-fonte, algoritmos de guerra eletrônica, materiais de assinatura reduzida) e sujeitando tudo a regimes de controle de exportação, como o ITAR americano.\n\nA eficácia do offset é disputada. Defensores apontam casos em que a compensação criou indústrias competitivas, como a aeronáutica sul-coreana e turca; críticos observam que offsets encarecem os contratos (o custo é embutido no preço), geram compromissos cumpridos no papel e raramente produzem autonomia quando falta capacidade de absorção no receptor, como engenheiros, laboratórios e demanda continuada. A OMC isenta compras de defesa das regras contra exigências de conteúdo local, o que explica por que a prática persiste quase exclusivamente nesse setor.\n\nA importância está na economia política da defesa: para países de renda média, grandes aquisições são oportunidades raras de alavancar a base industrial, e o offset é o instrumento que converte gasto militar em política industrial.","brazil":"A política brasileira formalizou-se na Portaria Normativa 764/MD/2002 (Política e Diretrizes de Compensação Comercial, Industrial e Tecnológica do Ministério da Defesa) e foi elevada a lei pela Lei 12.598/2012, que torna obrigatória a celebração de acordos de compensação, com Plano de Compensação, nas importações de produtos e sistemas de defesa, salvo dispensa motivada pelo Ministério da Defesa; o Decreto 7.970/2013 atribuiu à Comissão Mista da Indústria de Defesa a análise desses acordos. Os casos emblemáticos são o programa F-X2: o contrato de 2014 com a Saab para 36 caças Gripen E/F (cerca de SEK 39,3 bilhões) incluiu pacote de compensação avaliado em US$ 9 bilhões, 1,7 vez o valor do pedido, com transferência integral de tecnologia, participação de engenheiros brasileiros no desenvolvimento em Linköping, linha de montagem na Embraer em Gavião Peixoto (inaugurada em maio de 2023; primeira unidade produzida no Brasil apresentada em março de 2026), fábrica de aeroestruturas da Saab em São Bernardo do Campo e fornecedores como Akaer, AEL Sistemas e Atech. O pedido cresceu para 40 unidades em 2022, 45 em 2024, e em junho de 2026 foi assinado memorando para mais 20 Gripen E a serem produzidos no Brasil.\n\nOutros programas com offset relevante foram o H-XBR (50 helicópteros H225M da Airbus montados pela Helibras em Itajubá), o PROSUB (transferência de projeto de submarinos pela Naval Group e construção do estaleiro de Itaguaí), as fragatas classe Tamandaré (projeto MEKO da TKMS, consórcio Águas Azuis com Embraer e Atech) e o blindado Guarani (Iveco, com projeto conjunto do Exército). A experiência mostra resultados desiguais: o Gripen e o PROSUB geraram competências de engenharia reais, enquanto parte das compensações indiretas teve pouco efeito duradouro.","international":"Cerca de 130 países praticam offsets de defesa, com regras formais em Índia (política de 30% de compensação em contratos acima de certo valor, reformada em 2020), Turquia, Coreia do Sul, Polônia, Emirados Árabes Unidos (programa Tawazun) e países do Golfo, além de quase todos os europeus. Os Estados Unidos, maior exportador, não exigem offsets em suas compras, mas suas empresas os concedem para vender no exterior, sob supervisão do Departamento de Comércio. A União Europeia restringiu offsets entre seus membros a partir da Diretiva 2009/81, considerando-os distorções do mercado interno.\n\nA tendência recente é substituir compensações indiretas por coprodução estruturada e parcerias de desenvolvimento conjunto (como o KF-21 coreano-indonésio, o GCAP europeu-japonês e os acordos de produção local de munições na Europa pós-2022), e condicionar exportações a alinhamentos geopolíticos. A exigência de transferência real de propriedade intelectual tornou-se o ponto de maior atrito nas negociações.","future":"Para o Brasil, o desafio é converter os pacotes já contratados em capacidade sustentável: a cadeia do Gripen só se mantém se houver novos pedidos (daí a negociação de mais 20 aeronaves para produção local e a hipótese de exportação regional), e a engenharia de submarinos precisa de continuidade de obras em Itaguaí. A avaliação sistemática dos resultados de offset, hoje pouco transparente, melhoraria as próximas negociações, como as de novos navios, mísseis e sistemas de defesa antiaérea.\n\nRiscos incluem o encarecimento de contratos por compensações mal dimensionadas, restrições de reexportação impostas pelos países de origem (componentes americanos em produtos brasileiros) e a dependência de orçamentos de defesa voláteis. Vale acompanhar a revisão da política de offset do Ministério da Defesa e a articulação com a Nova Indústria Brasil.","related_ids":[519,538,522,530,523,524,510,529,520,539],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 12.598/2012 (normas especiais para compras, contratações e desenvolvimento de produtos de defesa)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12598.htm"},{"title":"Planalto — Decreto 7.970/2013 (regulamenta a Lei 12.598/2012; CMID e compensações)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7970.htm"},{"title":"Wikipedia — Saab JAS 39 Gripen (programa brasileiro e pacote de compensação)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Saab_JAS_39_Gripen"},{"title":"Ministério da Defesa — Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa (PDF)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/pnd_end_congresso_.pdf"}]},{"id":"base-industrial-de-defesa-bid","term":"Base industrial de defesa (BID)","aliases":["Base industrial de defesa (BID)","base industrial de defesa","BID"],"sectors":["defense","policy"],"definition":"Base industrial de defesa é o conjunto de empresas, estatais e privadas, institutos de pesquisa e organizações militares que pesquisam, desenvolvem, produzem, mantêm e modernizam os produtos e sistemas usados pelas forças armadas e de segurança de um país. A Estratégia Nacional de Defesa brasileira a define como o conjunto de organizações estatais e privadas, civis e militares, que realizam ou conduzem pesquisas, projetos, desenvolvimento, industrialização, produção, reparo, conservação, revisão, conversão, modernização ou manutenção de produtos de defesa.\n\nA BID se distingue de outros setores industriais por características estruturais: o Estado é o comprador quase exclusivo (monopsônio), as séries são curtas e os ciclos de desenvolvimento longos, as tecnologias são controladas por regimes de exportação e a demanda oscila com orçamentos e prioridades políticas. Isso justifica regimes legais, regulatórios e tributários especiais em troca de compromissos como continuidade de produção, conteúdo nacional e preservação de capacidades críticas. A dualidade tecnológica, em que produtos militares e civis compartilham aviônica, sensores, materiais, software e comunicações, é a forma de ampliar escala e reduzir dependência do orçamento militar.\n\nAnalistas distinguem níveis de capacidade: montagem e manutenção local, fabricação licenciada, desenvolvimento autônomo de subsistemas e, no topo, concepção integral de sistemas complexos (caças, submarinos, mísseis, satélites) com domínio das tecnologias críticas. O acesso a mercados externos é vital para a escala, mas depende de política externa, financiamento à exportação e autorizações dos países de origem de componentes.\n\nUma BID robusta importa por três razões: reduz a vulnerabilidade a embargos e interrupções de suprimento em crises, converte gasto militar em emprego qualificado e inovação com transbordamento civil, e dá ao país voz em regimes internacionais de controle. Sua ausência torna a defesa inteiramente dependente de fornecedores externos e de suas prioridades.","brazil":"A BID brasileira teve auge nos anos 1970-80, quando Embraer, Engesa e Avibras figuravam entre grandes exportadores do Sul Global, colapsou nos anos 1990 (falência da Engesa, crise da Avibras) e foi reconstruída a partir da Estratégia Nacional de Defesa de 2008 e da Lei 12.598/2012, que criou as figuras da Empresa Estratégica de Defesa (EED) e do regime tributário RETID. Hoje o Ministério da Defesa credencia algumas centenas de Empresas de Defesa e EEDs, e a ABIMDE reúne as principais. O núcleo é a Embraer Defesa & Segurança (cargueiro KC-390 Millennium, exportado a Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, Tchéquia, Suécia, Coreia do Sul e outros; o A-29 Super Tucano; e participação no Gripen), ao lado de Avibras (sistema ASTROS, em recuperação judicial desde 2022 e adquirida em 2025 por investidores privados, renomeada Avibras Aeroco), SIATT (mísseis, com 50% do grupo emiradense EDGE desde 2023), Atech (comando e controle), Akaer (aeroestruturas), Helibras, Iveco Defence Vehicles (blindado Guarani), Taurus e CBC (armas e munições, grandes exportadoras), IMBEL (estatal de material bélico), Condor (não letais), Kryptus (criptografia) e os estaleiros ligados ao PROSUB e às fragatas Tamandaré.\n\nOs números são modestos para o tamanho do país: o setor emprega dezenas de milhares de pessoas, com faturamento na casa de dezenas de bilhões de reais, e a participação do Brasil no comércio mundial de armas é inferior a 1%. O orçamento de investimento das Forças Armadas, historicamente comprimido pelo custeio de pessoal, é a maior restrição; programas como SISFRON, PROSUB, Gripen, KC-390, Tamandaré e Guarani foram repetidamente estendidos por falta de recursos.","international":"O mercado global de defesa cresce desde 2022: o gasto militar mundial superou US$ 2,7 trilhões em 2024, segundo o SIPRI, e a Europa reindustrializa a produção de munições, blindados e defesa aérea. Os Estados Unidos dominam exportações (mais de 40% do total), seguidos por França, Rússia, China, Alemanha, Itália, Reino Unido, Israel e Coreia do Sul, esta última a potência emergente mais bem-sucedida em converter encomendas em exportações (K2, K9, FA-50). A Turquia tornou-se exportadora de drones e blindados, e Índia e Arábia Saudita investem para nacionalizar compras.\n\nTendências estruturais incluem a entrada de empresas de tecnologia e startups (Anduril, Helsing, Palantir), a produção em massa de drones e munições guiadas de baixo custo, a integração entre defesa e espaço, e políticas industriais explícitas como o programa europeu EDIP e a reorganização da base industrial americana. Países de renda média competem por nichos (aeronaves de treinamento, veículos, munições, software) e por parcerias de coprodução.","future":"As escolhas brasileiras passam por concentrar recursos em poucos programas estruturantes em vez de dispersá-los, dar previsibilidade orçamentária plurianual (a proposta de gasto mínimo de 2% do PIB em defesa ressurge no Congresso), e usar exportação, como a do KC-390, para sustentar escala. A recuperação da Avibras, única fabricante de grandes motores-foguete e artilharia de saturação, é um teste da capacidade do Estado de preservar capacidades críticas.\n\nRiscos incluem a dependência de componentes importados sujeitos a reexportação, a perda de engenheiros para outros setores e o descompasso entre discurso de soberania e orçamento. Oportunidades estão em drones, defesa cibernética, satélites, munições inteligentes e na articulação com a Nova Indústria Brasil e o BNDES, que voltou a financiar defesa.","related_ids":[539,520,521,526,527,528,529,531,532,533],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 12.598/2012","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12598.htm"},{"title":"Ministério da Defesa — Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa (PDF)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/pnd_end_congresso_.pdf"},{"title":"Planalto — Decreto 7.970/2013 (regulamenta a Lei 12.598/2012)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7970.htm"},{"title":"Wikipedia — Avibras (crise, recuperação judicial e venda)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Avibras"},{"title":"Wikipedia — Saab JAS 39 Gripen (produção no Brasil)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Saab_JAS_39_Gripen"}]},{"id":"produto-estrategico-de-defesa-ped-prode","term":"Produto estratégico de defesa (PED/PRODE)","aliases":["Produto estratégico de defesa (PED/PRODE)","PED","PRODE","Lei 12.598"],"sectors":["defense","policy"],"definition":"Produto de Defesa (PRODE) e Produto Estratégico de Defesa (PED) são categorias jurídicas criadas pela Lei 12.598, de 21 de março de 2012, para organizar as compras, contratações e o desenvolvimento de bens e serviços usados pelas Forças Armadas brasileiras. PRODE é todo bem, serviço, obra ou informação, inclusive armamentos, munições, meios de transporte e de comunicações, fardamentos e materiais de uso individual e coletivo, utilizado nas atividades finalísticas de defesa, excluídos os de uso administrativo. PED é o PRODE que, pelo conteúdo tecnológico, pela dificuldade de obtenção ou pela imprescindibilidade, é de interesse estratégico para a defesa nacional, como material bélico naval, terrestre e aeroespacial, serviços especializados de pesquisa e desenvolvimento e equipamentos e serviços ligados à inteligência. A lei define ainda Sistema de Defesa (SD) como o conjunto inter-relacionado de PRODEs que atende a uma finalidade específica.\n\nA classificação tem efeitos práticos. Licitações para PED podem ser restritas a Empresas Estratégicas de Defesa (EED), empresas com sede, administração e estabelecimento industrial no Brasil, capacidade científica e tecnológica comprovada, controle de voto majoritariamente nacional e compromisso de continuidade produtiva, credenciadas pelo Ministério da Defesa. Os editais podem exigir transferência de tecnologia, conteúdo nacional mínimo e participação na cadeia produtiva, e os contratos devem prever continuidade de produção, cessão de propriedade intelectual e poderes do Estado sobre alterações e treinamento de terceiros. A importação de PRODE ou SD exige acordo de compensação (offset), salvo dispensa.\n\nO Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (RETID) suspende ou zera PIS/Cofins e IPI nas vendas e importações de EEDs e de seus fornecedores dedicados, e o Decreto 7.970/2013 criou a Comissão Mista da Indústria de Defesa (CMID) para classificar produtos, propor credenciamentos e analisar compensações, com base no sistema de catalogação SISMICAT.\n\nO arcabouço importa porque é o instrumento legal que permite ao Estado usar o poder de compra como política industrial de defesa, protegendo capacidades nacionais em um setor em que o comprador é único e as regras gerais de licitação seriam inadequadas.","brazil":"Desde 2012 o Ministério da Defesa credenciou centenas de Empresas de Defesa e algumas dezenas delas como EED, incluindo Embraer Defesa, Avibras, SIATT, Atech, Akaer, Helibras, Iveco Defence Vehicles, Taurus, CBC, IMBEL, Condor, Kryptus e estaleiros ligados aos programas navais. Os produtos classificados como PED cobrem desde o KC-390 e o Gripen montado no Brasil até o blindado Guarani, os mísseis MANSUP e A-Darter, o sistema ASTROS e seu míssil tático de cruzeiro, radares e sistemas de comando e controle, criptografia e satélites de defesa. A Estratégia Nacional de Defesa e a Política Nacional de Defesa, atualizadas periodicamente e enviadas ao Congresso, estabelecem que o orçamento deve estabilizar a aquisição de PRODE e priorizar produtos de uso dual.\n\nNa prática, o RETID e as licitações restritas tiveram impacto limitado por causa da irregularidade do orçamento de investimento, que faz contratos previstos em anos serem executados em décadas, e por disputas sobre a definição de conteúdo nacional. A Lei 14.133/2021, nova lei de licitações, convive com o regime especial, e o BNDES e a Finep voltaram a oferecer linhas para EEDs, em articulação com a Nova Indústria Brasil.","international":"Todos os grandes compradores de defesa mantêm regimes análogos. Os Estados Unidos usam o Buy American Act, o Berry Amendment e a lei de produção de defesa (Defense Production Act) para proteger a base industrial e priorizar fornecedores domésticos; a União Europeia, via Diretiva 2009/81 e, desde 2024, o programa EDIP, incentiva compras conjuntas com conteúdo europeu; Índia, Turquia e Coreia do Sul combinam listas de produtos de aquisição obrigatoriamente doméstica com metas de nacionalização. A exceção de segurança do Acordo de Compras Governamentais da OMC legitima essas políticas.\n\nRegimes de controle de exportação (Arranjo de Wassenaar, MTCR, ITAR e EAR americanos) definem o que pode ser transferido e reexportado, e a crescente dualidade tecnológica (semicondutores, IA, espaço) estende a lógica dos produtos estratégicos a setores civis, como mostram as listas de tecnologias críticas dos EUA e da UE.","future":"O marco legal brasileiro é considerado adequado; a lacuna está na execução. Previsibilidade orçamentária, atualização das listas de PED para incluir cibernética, espaço, drones e IA, e avaliação pública dos resultados do RETID (renúncia fiscal versus capacidades criadas) são as agendas em discussão, assim como a flexibilização do controle de capital estrangeiro em EEDs, pressionada por casos como a entrada da EDGE na SIATT.\n\nVale acompanhar a revisão da END prevista para 2028, a tramitação de propostas de piso de gastos em defesa e a convergência entre a política de PED e as compras de segurança pública, que podem dar escala a produtos como blindados leves, drones e sistemas de comunicação.","related_ids":[520,539,521,535,528,526,538,326,324,323],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 12.598/2012 (texto compilado)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12598.htm"},{"title":"Planalto — Decreto 7.970/2013 (regulamento: classificação PRODE/PED, EED, CMID)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7970.htm"},{"title":"Ministério da Defesa — Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa (PDF)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/pnd_end_congresso_.pdf"}]},{"id":"defesa-cibernetica","term":"Defesa cibernética","aliases":["Defesa cibernética","cibernética","cibersegurança","cyber"],"sectors":["defense","ai","policy"],"definition":"Defesa cibernética é o conjunto de ações ofensivas, defensivas e exploratórias realizadas no espaço cibernético, no contexto de planejamento militar ou de proteção de ativos estratégicos do Estado, para assegurar o uso do próprio espaço cibernético e negar ou degradar o uso pelo adversário. Distingue-se da segurança cibernética ou da informação, voltada à proteção de sistemas e dados de organizações em geral contra crimes e falhas, e da segurança cibernética nacional, que coordena a proteção de infraestruturas críticas civis (energia, telecomunicações, finanças, saúde) e envolve agências civis, reguladores e o setor privado. Na doutrina brasileira, defesa cibernética é o nível estratégico e operacional das Forças Armadas; guerra cibernética é o nível tático de emprego em operações.\n\nTecnicamente, a área combina monitoramento contínuo de redes e detecção de intrusões, inteligência de ameaças, resposta a incidentes e análise forense, testes de penetração e exercícios de equipes vermelhas e azuis, criptografia e gestão de identidades, e capacidades ofensivas de exploração de vulnerabilidades para inteligência ou efeito. A superfície de ataque cresce com a digitalização de sistemas de armas, satélites, redes de comando e controle e sistemas industriais (SCADA), e a inteligência artificial amplia tanto ataques (phishing automatizado, descoberta de vulnerabilidades, deepfakes) quanto defesas.\n\nO domínio cibernético tem propriedades peculiares: baixo custo de entrada, dificuldade de atribuição, fronteira tênue entre espionagem, crime e ato de guerra, e dependência de cadeias de suprimento globais de hardware e software. Isso faz dele arena permanente de competição entre Estados, abaixo do limiar do conflito armado, e exige integração entre militares, agências civis, empresas e academia.\n\nA relevância é dupla: a defesa cibernética protege a capacidade de combate e a infraestrutura nacional em crises, e a dependência tecnológica em software, nuvem e equipamentos de rede torna a autonomia nesse domínio uma questão de soberania.","brazil":"A Estratégia Nacional de Defesa de 2008 elegeu o setor cibernético como um dos três estratégicos, ao lado do nuclear e do espacial, e atribuiu sua coordenação ao Exército. Daí nasceram o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), definido em 2010 e inaugurado em 2012, com estreia operacional na Rio+20 e atuação na Copa das Confederações, na Jornada Mundial da Juventude e na Copa do Mundo de 2014; o Núcleo do Comando de Defesa Cibernética, criado em 2014, que deu origem ao Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), de natureza conjunta das três Forças e sediado em Brasília, e a Escola Nacional de Defesa Cibernética (ENaDCiber), responsável pela formação de pessoal em parceria com universidades. O conjunto compõe o Sistema Militar de Defesa Cibernética, com os eixos de doutrina, operações, inteligência, ciência e tecnologia e recursos humanos, e o ComDCiber atua em eleições, grandes eventos e exercícios como o Guardião Cibernético, que envolve operadores de infraestruturas críticas. O Centro Tecnológico do Exército e o Instituto Militar de Engenharia conduzem P&D, e a Kryptus é a principal empresa nacional de criptografia e módulos de segurança.\n\nNo lado civil, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência coordena a segurança da informação do governo e o CTIR Gov responde a incidentes; o Decreto 11.856, de dezembro de 2023, instituiu a Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber) e o Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), presidido pelo GSI, com 19 cadeiras federais e nove da sociedade civil, academia e empresas. A criação de uma agência nacional de cibersegurança segue em debate no Congresso, e o país figura entre os mais atacados por ransomware do mundo, com incidentes de alto impacto em órgãos públicos (STJ, Ministério da Saúde) e empresas.","international":"Estados Unidos (US Cyber Command, NSA e a agência civil CISA), China (Força de Apoio Estratégico, reorganizada em 2024 em uma Força do Ciberespaço), Rússia (GRU e FSB, autores de ataques a redes elétricas ucranianas e de interferência eleitoral), Israel (Unidade 8200), Reino Unido (NCSC e National Cyber Force) e Coreia do Norte (grupo Lazarus, roubo de criptoativos) definem o estado da arte ofensivo e defensivo. A OTAN reconheceu o ciberespaço como domínio operacional em 2016, e a guerra na Ucrânia mostrou operações cibernéticas integradas a ataques cinéticos e o papel de empresas (Microsoft, Starlink) na defesa de um país.\n\nA governança internacional avança lentamente: o Grupo de Trabalho Aberto da ONU, a Convenção da ONU contra o Cibercrime (2024) e normas de comportamento responsável coexistem com uma indústria de spyware comercial e com a militarização de vulnerabilidades. A dependência de poucos fornecedores de software, nuvem e equipamentos (e a disputa EUA-China sobre Huawei e TikTok) transforma a cibersegurança em política industrial.","future":"O Brasil precisa resolver a fragmentação institucional (Defesa, GSI, ANPD, Anatel, Banco Central, Polícia Federal), definir se cria uma agência nacional civil com poderes regulatórios e ampliar a formação de especialistas, deficitária em todos os níveis. A proteção de infraestruturas críticas privatizadas, como energia, telecomunicações e saneamento, e das eleições é a prioridade operacional recorrente.\n\nVale acompanhar a implementação da PNCiber e de sua Estratégia, a tramitação do projeto da agência, a integração entre IA e cibersegurança no PBIA e a capacidade de desenvolver tecnologia nacional de criptografia e de redes seguras, que reduziria a dependência de fornecedores estrangeiros em sistemas de defesa.","related_ids":[536,535,521,520,537,580,333,344,263,355],"sources":[{"title":"Planalto — Decreto 11.856/2023 (Política Nacional de Cibersegurança e CNCiber)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11856.htm"},{"title":"Wikipédia — Centro de Defesa Cibernética (CDCiber, NuComDCiber, ENaDCiber)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Defesa_Cibern%C3%A9tica"},{"title":"Ministério da Defesa — Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa (setores estratégicos)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/pnd_end_congresso_.pdf"},{"title":"Exército Brasileiro — Campanha de Conscientização Cibernética","url":"https://www.eb.mil.br/web/central-de-conteudos/campanha-de-conscientizacao-cibernetica"}]},{"id":"missil-e-sistema-de-armas-guiadas","term":"Míssil e sistema de armas guiadas","aliases":["Míssil e sistema de armas guiadas","míssil","mísseis"],"sectors":["defense","space"],"definition":"Míssil é um projétil autopropulsado e guiado, capaz de corrigir sua trajetória em voo para atingir um alvo; distingue-se do foguete não guiado, que segue trajetória balística após o lançamento, e da munição guiada sem propulsão própria, como bombas guiadas e projéteis de artilharia inteligentes. Um sistema de armas guiadas integra o míssil a sensores de detecção e designação (radar, eletro-óptica, enlaces de dados), lançadores, sistema de comando e controle e logística, e seu desempenho depende tanto da arma quanto dessa cadeia.\n\nOs mísseis se classificam pela plataforma e pelo alvo (superfície-ar, ar-ar, antinavio, ar-superfície, antitanque, de cruzeiro para ataque a terra, balísticos), pelo alcance e pelo tipo de voo. Mísseis de cruzeiro voam na atmosfera com motor a jato ou turbofan e asas, em baixa altitude para evitar radares; mísseis balísticos seguem trajetória parabólica após a queima de motores-foguete; mísseis táticos usam motores-foguete sólidos de curta queima. Os subsistemas críticos são a propulsão, a navegação (inercial com correção por satélite e, em versões avançadas, correlação de terreno ou imagem), o autodiretor ou seeker (radar ativo, infravermelho de imagem, laser semiativo), o enlace de dados para atualização em voo e a espoleta e ogiva.\n\nO desenvolvimento é caro e demorado porque exige campanhas de testes em voo, instrumentação de campos de prova, qualificação de motores e eletrônica em ambiente severo e integração com plataformas (navios, aviões, veículos) de fabricantes diferentes. Por serem potenciais vetores de armas de destruição em massa, mísseis com mais de 300 km de alcance e 500 kg de carga são controlados pelo MTCR, que restringe a transferência de motores, guiagem e materiais.\n\nA importância é central na guerra moderna: armas guiadas de precisão decidem conflitos navais e aéreos, a saturação com mísseis e drones baratos redefiniu a defesa aérea na Ucrânia e no Oriente Médio, e a autonomia em mísseis é um dos indicadores mais claros de maturidade de uma base industrial de defesa.","brazil":"A indústria nacional de mísseis é relativamente pequena, mas tem produtos operacionais. A Avibras desenvolveu desde os anos 1980 o sistema de artilharia de saturação ASTROS, exportado a Arábia Saudita, Iraque, Malásia, Indonésia e outros e usado em combate na Guerra do Golfo; para ele desenvolve o míssil tático de cruzeiro AV-TM 300, de 300 km de alcance, guiado por GPS e laser, ainda em desenvolvimento, e o foguete guiado SS-40G. A Mectron, depois absorvida pela Embraer Defesa e sucedida pela SIATT, produziu o míssil antirradar MAR-1 (exportado ao Paquistão) e desenvolveu com a sul-africana Denel o míssil ar-ar de curto alcance A-Darter, de quinta geração, que equipa o Gripen brasileiro. A SIATT, que desde setembro de 2023 tem 50% do grupo emiradense EDGE, lidera o MANSUP, míssil antinavio da Marinha (70 km, cerca de 870 km/h), com oito disparos de teste entre novembro de 2018 e junho de 2026, incluindo um afundamento de alvo em setembro de 2024 e um lançamento de bateria costeira a partir de lançador ASTROS em dezembro de 2024; a versão MANSUP-ER, de 200 km com turbojato, foi encomendada pelas marinhas brasileira e emiradense, e em fevereiro de 2026 foi contratada a variante ar-superfície MARSUP. A Omnisys fornece seekers e a Atech, gerenciamento de projeto.\n\nA Marinha também fabrica torpedos e desenvolve mísseis superfície-ar de curto alcance, o Exército opera o ASTROS 2020 e a FAB integra mísseis estrangeiros (Meteor, Iris-T) ao Gripen. A crise da Avibras, em recuperação judicial desde 2022 e vendida em 2025, expôs a fragilidade da única fabricante de grandes motores-foguete sólidos, dos quais dependem também o VLM-1 e o 14-X.","international":"Os Estados Unidos (Raytheon/RTX, Lockheed Martin), a Europa (MBDA, Kongsberg, Saab, Diehl), Rússia, China e Israel dominam o mercado, e Coreia do Sul, Turquia (Roketsan), Índia (BrahMos com a Rússia, Akash), Irã e Coreia do Norte expandem produção própria e exportações. A guerra na Ucrânia e os ataques no Mar Vermelho revelaram escassez de estoques de mísseis de defesa aérea no Ocidente e dispararam investimentos em capacidade de produção (Patriot, IRIS-T, SAMP/T) e em interceptadores de baixo custo contra drones. Mísseis hipersônicos e de planeio, além de mísseis antinavio de longo alcance, são as fronteiras de maior competição.\n\nO MTCR, com 35 membros e presidido pelo Brasil a partir de novembro de 2023, segue como principal regime de controle, pressionado pela difusão de tecnologia de drones e de mísseis de cruzeiro em países fora do arranjo.","future":"O Brasil tem a oportunidade de consolidar uma família de mísseis nacionais (MANSUP e derivados, A-Darter, AV-TM 300) com exportação via parceria com os Emirados, mas depende de orçamento para séries de produção e de uma solução duradoura para a propulsão sólida da Avibras Aeroco. A integração nacional de mísseis em navios, blindados e aeronaves, com software e enlaces próprios, é o próximo degrau de autonomia.\n\nRiscos incluem o controle estrangeiro de empresas-chave, as restrições de reexportação de componentes e a competição com fornecedores estabelecidos. Vale acompanhar a declaração de operacionalidade plena do MANSUP, os testes do AV-TM 300 e os programas de defesa antiaérea de média altura das Forças Armadas, historicamente a maior lacuna de capacidade do país.","related_ids":[526,527,528,529,538,523,519,537,502,520],"sources":[{"title":"Wikipedia — MANSUP (histórico de testes e variantes)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/MANSUP"},{"title":"Wikipedia — Avibras (ASTROS, AV-TM 300, recuperação judicial)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Avibras"},{"title":"MTCR — Missile Technology Control Regime","url":"https://www.mtcr.info/en/"},{"title":"Ministério da Defesa — Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa (PDF)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/pnd_end_congresso_.pdf"},{"title":"Planalto — Lei 12.598/2012 (produtos estratégicos de defesa)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12598.htm"}]},{"id":"monitoramento-de-fronteiras-sisfron","term":"Monitoramento de fronteiras (SISFRON)","aliases":["Monitoramento de fronteiras (SISFRON)","SISFRON"],"sectors":["defense","telecom","space"],"definition":"Monitoramento de fronteiras é a vigilância contínua de faixas de fronteira terrestre por meio de sensores, comunicações e sistemas de apoio à decisão, para detectar, identificar e reagir a movimentos ilegais (contrabando, tráfico de drogas e armas, garimpo e desmatamento ilegais, incursões) e apoiar operações militares e interagências. O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) é o programa do Exército Brasileiro que materializa esse conceito ao longo dos 16.886 km de fronteira terrestre do país, em uma faixa de 150 km de largura, abrangendo dez países vizinhos e onze estados.\n\nTecnicamente, o SISFRON é um sistema C4ISR (comando, controle, comunicações, computação, inteligência, vigilância e reconhecimento): radares fixos e móveis de vigilância terrestre, sensores eletro-ópticos e câmeras de longo alcance em torres, equipamentos de visão noturna, sensores de guerra eletrônica (medidas de apoio eletrônico), aeronaves remotamente pilotadas, rádios táticos definidos por software, enlaces por fibra, rádio e satélite (incluindo o SGDC), e centros de operações em brigadas e comandos militares de área que fundem os dados em uma imagem comum da situação. Ele também moderniza a infraestrutura de comunicações seguras do próprio Exército e alimenta operações conjuntas com Polícia Federal, Receita Federal, Ibama e Funai, sob o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (Decreto 8.903/2016).\n\nSistemas desse tipo enfrentam três dificuldades estruturais: a escala geográfica e ambiental (floresta, pantanal, cerrado, rios), que encarece sensores e manutenção; a dependência de energia, conectividade e pessoal em áreas remotas; e a necessidade de converter detecções em ação, o que depende de efetivos, mobilidade e cooperação entre órgãos.\n\nA relevância é econômica e de segurança: fronteiras porosas alimentam o crime organizado, e a vigilância integrada é a forma de projetar presença do Estado em regiões onde ela é rarefeita, além de sustentar a indústria nacional de radares, sensores e comunicações.","brazil":"Concebido a partir da Estratégia Nacional de Defesa de 2008, o SISFRON foi incluído no Livro Branco de Defesa Nacional de 2012 como um dos projetos estratégicos do Exército, com custo total então estimado em cerca de R$ 11,9 bilhões ao longo de dez anos. O projeto-piloto, instalado a partir de 2012 na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados (MS), cobre cerca de 660 km de fronteira com Paraguai e Bolívia e foi executado pelo consórcio Tepro (Savis e Bradar, ambas então controladas pela Embraer Defesa), com radares Saber da Bradar, torres de sensores e rádios da Harris e de fabricantes nacionais; a segunda fase, iniciada em 2022, estendeu o sistema ao Paraná, a Santa Catarina e ao Amazonas. O Exército administra o programa pelo Escritório de Projetos do Exército (EPEx), e empresas como Atech e Savis fornecem sistemas de comando e controle.\n\nA execução ficou muito aquém do planejado: até 2022, apenas cerca de R$ 2 bilhões haviam sido desembolsados, e a conclusão, prevista originalmente para 2022, foi adiada para 2035, com estimativas pessimistas, no ritmo orçamentário vigente, de décadas adicionais. Relatórios do TCU apontaram falta de coordenação interagências, e em 2025 veículos especializados relataram torres de vigilância praticamente inoperantes em trechos do piloto por falta de manutenção. Ainda assim, o sistema apoiou apreensões recordes de drogas e armas em Mato Grosso do Sul e serve como laboratório de integração entre forças e agências.","international":"A vigilância de fronteiras tornou-se mercado global de tecnologia. Os Estados Unidos investem bilhões em torres autônomas com inteligência artificial (Anduril), radares, aeróstatos e drones na fronteira com o México; a União Europeia opera o Eurosur e a agência Frontex com satélites Copernicus, drones e sensores; Índia e Israel mantêm cercas inteligentes e sistemas de detecção densos em fronteiras conflituosas. Tecnologias emergentes incluem fusão de dados por IA, drones de longa permanência, sensores acústicos e sísmicos de baixo custo, satélites radar com revisita frequente e redes de comunicação em órbita baixa que eliminam a dependência de torres.\n\nO debate internacional envolve a eficácia desses sistemas frente a adaptações do crime organizado, o custo de manutenção em terrenos remotos e questões de direitos humanos e privacidade na vigilância de populações fronteiriças.","future":"O futuro do SISFRON depende de uma decisão política sobre orçamento plurianual: sem recursos previsíveis, a tecnologia instalada envelhece antes de o sistema ser concluído. Uma revisão que incorpore satélites radar nacionais (Lessonia), constelações de pequenos satélites, drones e IA pode reduzir a dependência de torres fixas e baratear a cobertura da Amazônia, enquanto a integração com Polícia Federal, Receita e estados amplia o retorno do investimento.\n\nVale acompanhar os aportes anuais ao programa, a conclusão da fase do Arco Norte, a sustentação logística do piloto em Dourados e a articulação com a Marinha (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul) e a FAB para uma vigilância integrada do território.","related_ids":[525,538,529,521,520,537,505,509,262],"sources":[{"title":"EPEx / Exército Brasileiro — SISFRON","url":"https://www.epex.eb.mil.br/index.php/sisfron"},{"title":"Wikipédia — Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Integrado_de_Monitoramento_de_Fronteiras"},{"title":"Ministério da Defesa — Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa (PDF)","url":"https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/pnd_end_congresso_.pdf"},{"title":"Teletime — TCU identifica falhas em projeto da Aeronáutica para sistema de satélites (Lessonia-1)","url":"https://teletime.com.br/02/04/2025/tcu-identifica-falhas-em-projeto-da-aeronautica-para-sistema-de-satelites/"}]},{"id":"ciclo-do-combustivel-nuclear","term":"Ciclo do combustível nuclear","aliases":["Ciclo do combustível nuclear","ciclo do combustível"],"sectors":["nuclear","minerals","energy"],"definition":"Ciclo do combustível nuclear é a sequência de etapas industriais que leva o urânio da mina ao reator e, depois, ao armazenamento ou reciclagem do combustível usado. A parte inicial (front end) compreende a mineração e o beneficiamento, em que o minério é lavrado e lixiviado para produzir o concentrado de urânio (yellowcake, U3O8); a conversão, que purifica o concentrado e o transforma em hexafluoreto de urânio (UF6), gás à temperatura moderada adequado ao enriquecimento; o enriquecimento, que eleva a fração do isótopo físsil U-235 de 0,7% naturais para 3% a 5% nos reatores a água leve; a reconversão do UF6 enriquecido em pó de dióxido de urânio (UO2); e a fabricação, em que o pó é prensado e sinterizado em pastilhas cerâmicas, encapsuladas em varetas de liga de zircônio e montadas em elementos combustíveis de até cinco metros.\n\nNo reator, cerca de um terço dos elementos é substituído a cada ciclo de 12 a 18 meses, à medida que produtos de fissão se acumulam e absorvem nêutrons. A parte final (back end) começa no resfriamento em piscinas por alguns anos, segue para o armazenamento a seco em contêineres blindados e termina na disposição em repositório geológico profundo (ciclo aberto) ou no reprocessamento químico para separar urânio e plutônio e fabricar combustível misto MOX (ciclo fechado), prática de França, Rússia, Japão e outros. O combustível usado típico contém ainda cerca de 95% de U-238, 1% de U-235, 1% de plutônio e 3% de produtos de fissão.\n\nCada etapa concentra em poucos países: a conversão em escala industrial existe em meia dúzia deles, o enriquecimento comercial em quatro grandes operadores (Rosatom, Urenco, CNNC e Orano, com mais de 99% da capacidade mundial) e o reprocessamento em França e Rússia, principalmente. Como enriquecimento e reprocessamento permitem, em princípio, produzir material para armas, são as tecnologias mais sensíveis do ponto de vista da não proliferação e estão sob salvaguardas internacionais.\n\nDominar o ciclo completo é raro e estratégico: garante segurança de suprimento para usinas e reatores navais, reduz exposição a sanções e flutuações de mercado e sustenta uma indústria de alta tecnologia em metalurgia, química, mecânica fina e instrumentação.","brazil":"O Brasil é um dos poucos países que dominam todas as etapas do ciclo, embora não em escala industrial completa. A estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), sucessora da Nuclebrás (criada em 1975 no acordo com a Alemanha Ocidental), lavra e beneficia urânio em Caetité (BA), unidade com capacidade nominal de 340 toneladas de urânio por ano, cuja produção a céu aberto foi encerrada em 2012 e reiniciada em novas frentes na década seguinte; o projeto Santa Quitéria (CE), em consórcio com a Galvani, prevê urânio como subproduto do fosfato, com 970 a 1.270 tU/ano, mas aguarda licenciamento do Ibama há mais de uma década. As reservas razoavelmente asseguradas do país somam cerca de 210 mil toneladas de urânio, entre as maiores do mundo, com apenas um terço do território prospectado.\n\nA conversão industrial é a lacuna: o concentrado de Caetité é enviado ao exterior (Canadá e França) para virar UF6, e só a Marinha opera uma pequena planta em Aramar. Na Fábrica de Combustível Nuclear em Resende (RJ), a INB enriquece urânio por ultracentrifugação com máquinas desenvolvidas pela Marinha, reconverte UF6 em pó de UO2 (160 t/ano), fabrica pastilhas (120 t/ano) e monta elementos combustíveis (280 t/ano) para Angra 1 e 2; o enriquecimento nacional ainda cobre fração da demanda, com a meta de atender 100% das usinas até 2037. O combustível usado permanece em piscinas e, desde 2021, em armazenamento a seco em Angra, com licença estendida por 40 anos pela CNEN em 2025. A Constituição reserva à União o monopólio das atividades do ciclo e as submete ao uso exclusivamente pacífico.","international":"A cadeia global foi redesenhada pela guerra na Ucrânia. A Rússia detém cerca de 43% da capacidade mundial de enriquecimento (29 milhões de SWU/ano em 2025), seguida por Urenco (25%), CNNC (20%) e Orano (11%); a Rosatom também domina a conversão e o fornecimento de combustível para reatores VVER. Os Estados Unidos proibiram importações de urânio enriquecido russo a partir de agosto de 2024, com isenções até 2028, e Urenco e Orano anunciaram expansões (4,6 e 2,5 milhões de SWU/ano, respectivamente) para substituir o fornecimento russo; a Centrus produz HALEU (urânio enriquecido entre 5% e 20%) para reatores avançados. Cazaquistão, Canadá, Namíbia, Austrália e Uzbequistão lideram a mineração, e os preços do urânio dispararam entre 2023 e 2024.\n\nNo back end, a Finlândia inaugurou o primeiro repositório geológico para combustível usado (Onkalo), a Suécia aprovou o seu, e França e Rússia mantêm o reprocessamento; a maioria dos países ainda armazena o combustível usado à espera de solução definitiva.","future":"As decisões brasileiras são claras: construir a planta de conversão de UF6 em escala industrial (projeto da INB em estudo há anos), destravar Santa Quitéria para elevar a produção e viabilizar exportação, completar as cascatas de Resende para atender Angra 1, 2 e, eventualmente, 3, e definir o destino final do combustível usado. O ciclo nacional também é condição para o submarino nuclear, cujo combustível enriquecido a 20% exigirá arranjos específicos de salvaguardas.\n\nA oportunidade geopolítica é a escassez de capacidade ocidental de conversão e enriquecimento pós-2022, que valoriza fornecedores confiáveis; o risco é a INB continuar subfinanciada e com licenças ambientais travadas. Vale acompanhar o orçamento da INB, a decisão sobre Angra 3 (que define a demanda de combustível) e eventuais parcerias para exportar concentrado ou serviços de enriquecimento.","related_ids":[542,551,540,541,543,546,549,550,670,642],"sources":[{"title":"INB — Ciclo do combustível nuclear","url":"https://www.inb.gov.br/Nossas-Atividades/Ciclo-do-combustivel-nuclear"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"},{"title":"World Nuclear Association — Uranium Enrichment (capacidades por operador, 2025)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/conversion-enrichment-and-fabrication/uranium-enrichment"},{"title":"Wikipedia — Nuclear fuel cycle","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_fuel_cycle"},{"title":"World Nuclear Association — Radioactive Waste Management","url":"https://world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/nuclear-wastes/radioactive-waste-management"}]},{"id":"enriquecimento-de-uranio-e-ultracentrifuga","term":"Enriquecimento de urânio e ultracentrífuga","aliases":["Enriquecimento de urânio e ultracentrífuga","enriquecimento","ultracentrífuga","ultracentrífugas"],"sectors":["nuclear","defense"],"definition":"Enriquecimento de urânio é o processo de aumentar a proporção do isótopo físsil U-235, que no urânio natural é de apenas 0,71%, até os 3% a 5% exigidos pelos reatores a água leve, até 20% para alguns reatores de pesquisa e navais (limite do urânio de baixo enriquecimento) ou acima de 90% para armas e certos reatores militares. Como U-235 e U-238 são quimicamente idênticos, a separação explora a pequena diferença de massa (três unidades em 235), o que exige processos físicos repetidos muitas vezes. O esforço é medido em unidades de trabalho separativo (SWU): produzir 1 kg de urânio a 5% consome cerca de 8 SWU e 10 kg de urânio natural, deixando urânio empobrecido como rejeito.\n\nA ultracentrífuga a gás é a tecnologia dominante. Hexafluoreto de urânio gaseoso é injetado em um cilindro vertical (rotor) que gira a 50 mil a 70 mil rotações por minuto em vácuo, com velocidade periférica próxima de 500 a 700 m/s; a força centrífuga concentra as moléculas mais pesadas, com U-238, junto à parede, e as mais leves, com U-235, perto do eixo, e um contrafluxo térmico axial amplifica a separação. Cada máquina produz um ganho pequeno, por isso centenas ou milhares são conectadas em cascatas, em que o produto levemente enriquecido de um estágio alimenta o seguinte e o rejeito retorna aos anteriores. As centrífugas consomem 40 a 50 kWh por SWU, cinquenta vezes menos que a difusão gasosa que substituíram.\n\nOs segredos industriais estão nos materiais e na mecânica: rotores de fibra de carbono ou de ligas especiais (maraging), mancais magnéticos ou de agulha, motores de alta frequência, balanceamento e controle de vibração que permitem anos de operação contínua sem manutenção. Por isso a tecnologia é um dos itens mais controlados do mundo, sob o Grupo de Supridores Nucleares e salvaguardas da AIEA, e o número de países que a dominam é pequeno.\n\nO enriquecimento é o gargalo estratégico do ciclo do combustível: quem o controla decide quem opera reatores, e a mesma cascata, reconfigurada, pode produzir material para armas, razão do seu peso em negociações de não proliferação.","brazil":"O Brasil desenvolveu ultracentrífugas de forma autônoma no programa da Marinha iniciado em 1979, após o fracasso da transferência da tecnologia de jato centrífugo (jet nozzle) prevista no acordo nuclear com a Alemanha de 1975. A equipe do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), liderada pelo então capitão Othon Pinheiro da Silva, obteve o primeiro enriquecimento em laboratório em 1982 e construiu no Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP), cascatas de demonstração que enriquecem a cerca de 5%, usadas para desenvolver o combustível do submarino de propulsão nuclear, projetado para urânio a 20%. As centrífugas brasileiras, com rotor de fibra de carbono e mancal magnético, são consideradas eficientes e sua tecnologia é mantida sob sigilo industrial; a Marinha as cede em arrendamento à INB.\n\nNa Fábrica de Combustível Nuclear de Resende (RJ), a INB produz urânio enriquecido desde 2009 e concluiu a primeira fase da unidade (2000-2023), dimensionada para cerca de 70% da demanda de Angra 1; a segunda fase (2023-2037) visa atender 100% do enriquecimento das usinas de Angra, com dezenas de cascatas adicionais e investimento total estimado em cerca de R$ 3 bilhões, dependente de orçamento federal. Em 2004 o país negociou com a AIEA um protocolo de inspeção que verifica o material sem expor o desenho das centrífugas, protegido por painéis, precedente citado em debates internacionais. O Brasil não assinou o Protocolo Adicional, argumentando que o TNP já lhe impõe obrigações desproporcionais em relação às potências nucleares.","international":"A capacidade mundial de enriquecimento era de cerca de 68 milhões de SWU/ano em 2025, com a Rosatom russa em 43%, a Urenco (Alemanha, Holanda, Reino Unido e EUA) em 25%, a CNNC chinesa em 20% e a Orano francesa em 11%, além de pequenas plantas no Brasil, Japão, Irã, Índia, Paquistão, Argentina e Coreia do Norte. A proibição americana de urânio enriquecido russo (2024) e a busca europeia por independência energética geram a maior expansão em décadas: a Urenco adiciona 4,6 milhões de SWU/ano até 2036 e a Orano 2,5 milhões até 2030; nos EUA, a Centrus, em Piketon, produz HALEU para reatores avançados com US$ 900 milhões do Departamento de Energia. Tecnologias de separação a laser (SILEX/Global Laser Enrichment) buscam licenciamento.\n\nO enriquecimento é também o centro da crise com o Irã, cujas instalações de Natanz e Fordow foram atacadas em junho de 2025, e do debate sobre o combustível naval de Austrália (AUKUS) e Brasil, casos que testam o regime de salvaguardas.","future":"Para o Brasil, a decisão é se completa Resende e passa a exportar serviços de enriquecimento, aproveitando a escassez de capacidade não russa, ou se mantém o programa em ritmo de autossuficiência parcial. Isso exige escala industrial de fabricação de centrífugas, hoje artesanal, e orçamento estável; a INB e o CTMSP dependem de dotações anuais que oscilam.\n\nO risco político está em usar o combustível do submarino como pretexto para opacidade: um arranjo transparente com AIEA e ABACC, que proteja segredos industriais sem reduzir a verificação, é condição para que a capacidade brasileira seja vista como ativo, e não como ameaça. Vale acompanhar as negociações em Viena, o cronograma da fase 2 de Resende e eventuais parcerias comerciais com países que buscam alternativa à Rosatom.","related_ids":[546,542,543,549,550,522,544,670,540],"sources":[{"title":"World Nuclear Association — Uranium Enrichment","url":"https://world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/conversion-enrichment-and-fabrication/uranium-enrichment"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil (programa da Marinha, Resende)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"},{"title":"INB — Ciclo do combustível nuclear (enriquecimento por ultracentrifugação em Resende)","url":"https://www.inb.gov.br/Nossas-Atividades/Ciclo-do-combustivel-nuclear"},{"title":"Wikipedia — Brazilian submarine Álvaro Alberto (combustível a 20% e negociações com a AIEA)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_submarine_%C3%81lvaro_Alberto"}]},{"id":"reator-pwr","term":"Reator PWR","aliases":["Reator PWR","PWR","reator a água pressurizada"],"sectors":["nuclear","energy"],"definition":"O reator a água pressurizada (Pressurized Water Reactor, PWR) é o tipo de reator nuclear mais difundido no mundo, correspondendo a quase 70% da frota comercial, além de equipar quase todos os submarinos e porta-aviões nucleares. Nele, a água comum desempenha dois papéis: modera (desacelera) os nêutrons para sustentar a fissão do U-235 e retira o calor do núcleo. O circuito primário é mantido a cerca de 155 bar, pressão suficiente para que a água não ferva mesmo saindo do núcleo a cerca de 315 °C; um pressurizador com aquecedores elétricos e aspersores controla essa pressão.\n\nA água do primário circula por geradores de vapor, trocadores de calor com milhares de tubos finos, e transfere energia a um circuito secundário fisicamente separado, cuja água ferve e produz vapor saturado a cerca de 60 a 70 bar que aciona a turbina e o gerador elétrico; o vapor é condensado e retorna como água de alimentação. Essa separação mantém a radioatividade confinada ao primário, dentro de um vaso de pressão de aço forjado de 20 a 25 cm de espessura, por sua vez abrigado em um edifício de contenção de concreto e aço. O combustível é dióxido de urânio enriquecido a 3% a 5%, em pastilhas dentro de varetas de liga de zircônio agrupadas em elementos; a reatividade é controlada por barras absorvedoras, que caem por gravidade em caso de falta de energia, e pela concentração de ácido bórico dissolvido na água, ajustada ao longo do ciclo. O coeficiente de temperatura negativo torna o reator autorregulável: se a água esquenta, a reação diminui.\n\nOs projetos de terceira geração e geração III+ (AP1000 da Westinghouse, EPR franco-alemão, VVER-1200 russo, Hualong One chinês, APR-1400 coreano) adicionam sistemas passivos de segurança, recombinadores de hidrogênio e proteção contra fusão do núcleo. As desvantagens do PWR são a complexidade do pressurizador e dos geradores de vapor, a eficiência térmica relativamente baixa (33% a 37%) e o custo de capital elevado dos grandes vasos forjados, produzidos por poucas forjarias no mundo.\n\nO PWR importa porque é a base da energia nuclear atual e dos novos reatores modulares a água leve, e porque sua segurança e economia definem o debate sobre o papel da energia nuclear na descarbonização.","brazil":"As três usinas brasileiras são PWR. Angra 1 (Westinghouse, dois circuitos, 640 MW brutos, 609 MW líquidos) foi comprada pronta nos anos 1970, atingiu a criticalidade em 1982 e opera comercialmente desde 1985; sua licença foi estendida em 2024 até 2044, com investimentos de cerca de R$ 3,2 bilhões. Angra 2 (Siemens/KWU, 1.350 MW brutos, 1.275 MW líquidos), fruto do acordo com a Alemanha de 1975, entrou em operação em 2000-2001. Angra 3, também de projeto Siemens pré-Konvoi, com 1.405 MW, começou a ser construída em 1984, foi paralisada em 1986, retomada em 2010 e interrompida em 2015 por escândalos de corrupção e falta de financiamento, com cerca de 65% das obras civis executadas; a Eletronuclear estima cerca de R$ 20 bilhões para concluí-la (já investidos entre R$ 8 e 12 bilhões, dependendo da base de cálculo), enquanto o BNDES avaliou que abandonar custaria cerca de R$ 21 bilhões em perdas. O Conselho Nacional de Política Energética adiou a decisão em 2025 e a empresa passou a estimar operação em 2031 caso a obra seja retomada; em 2026 a questão seguia sem definição final.\n\nA Eletronuclear, controlada pela ENBPar após a privatização da Eletrobras em 2022, opera as usinas, que geram cerca de 2% a 3% da eletricidade do país. A Nuclep, em Itaguaí, fabrica componentes pesados (geradores de vapor, vaso de Angra 3) e o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), da Marinha em Iperó, é um PWR terrestre de demonstração do reator naval; o Brasil também estudou com a Rosatom e com a Westinghouse opções para novas usinas, sem decisão.","international":"Há cerca de 440 reatores de potência em operação no mundo e mais de 60 em construção, a maioria PWR. A China lidera a expansão, com cerca de 30 unidades em obras, sobretudo Hualong One e CAP1000, e aprova uma dezena de novos reatores por ano; a Rússia constrói VVER-1200 em casa e exporta para Egito, Turquia, Bangladesh, Hungria e Índia; a Coreia do Sul venceu o contrato das usinas de Dukovany, na Tchéquia, em 2024-2025. Nos Estados Unidos, os dois AP1000 de Vogtle entraram em operação em 2023-2024 com custo de US$ 35 bilhões, e o governo e empresas de tecnologia impulsionam reativações e novas unidades para alimentar centros de dados; a França planeja seis EPR2 e a Polônia construirá AP1000.\n\nOs desafios são custo e prazo: projetos ocidentais recentes (Flamanville 3, Hinkley Point C, Vogtle) sofreram atrasos de uma década e sobrecustos de duas a três vezes, enquanto China e Coreia constroem em cinco a seis anos. A cadeia de forjados pesados e a formação de mão de obra são gargalos globais.","future":"A decisão sobre Angra 3 é o ponto de inflexão da política nuclear brasileira: concluir a usina mantém viva a cadeia industrial (Nuclep, INB, engenharia) e adiciona 1,4 GW firmes e de baixo carbono, mas exige financiamento e tarifa compatíveis e governança que evite repetir os erros do passado; abandoná-la implica perdas contábeis e o fim prático do PWR de grande porte no país. O Plano Nacional de Energia 2050 prevê de 8 a 10 GW nucleares adicionais, meta que nenhuma decisão concreta sustenta.\n\nVale acompanhar a deliberação do CNPE e do TCU, a extensão de vida de Angra 2 (que terá de ser decidida nesta década), a possível participação privada no setor e a convergência entre o PWR de grande porte e os pequenos reatores modulares a água leve, que podem ser a via de novas unidades no Brasil.","related_ids":[540,541,542,642,543,546,670,552,148],"sources":[{"title":"Wikipedia — Pressurized water reactor","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Pressurized_water_reactor"},{"title":"Wikipedia — Angra Nuclear Power Plant","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Angra_Nuclear_Power_Plant"},{"title":"Eletronuclear — Angra 3","url":"https://www.eletronuclear.gov.br/Nossas-Atividades/Paginas/Angra-3.aspx"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil (status de Angra 1, 2 e 3; decisão do CNPE)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"}]},{"id":"reator-multiproposito-de-pesquisa","term":"Reator multipropósito de pesquisa","aliases":["Reator multipropósito de pesquisa","reator multipropósito","RMB","reator de pesquisa"],"sectors":["nuclear","biotech","universities"],"definition":"Reator de pesquisa é um reator nuclear projetado não para gerar eletricidade, mas para produzir nêutrons que servem a experimentos científicos, ensaios de materiais e produção de radioisótopos. Opera em potências de alguns quilowatts a dezenas de megawatts térmicos, muito abaixo dos 3.000 a 4.000 MW térmicos de uma usina, e com configurações que privilegiam o acesso ao fluxo de nêutrons: núcleos compactos de urânio de baixo enriquecimento em piscinas abertas de água leve, que servem de blindagem e refrigerante, com refletores de berílio ou água pesada e canais que conduzem feixes de nêutrons a laboratórios externos.\n\nUm reator multipropósito combina várias funções em uma única instalação de alto fluxo (acima de 10^14 nêutrons por cm² por segundo). A principal é a irradiação de alvos para produzir radioisótopos, sobretudo o molibdênio-99, cujo decaimento gera o tecnécio-99m usado em cerca de 85% dos exames de medicina nuclear do mundo, além de iodo-131, lutécio-177, irídio-192 e cobalto-60 para medicina e indústria. Outras funções são o teste de combustíveis e materiais sob irradiação para qualificar componentes de usinas e reatores navais, a dopagem de silício por transmutação de nêutrons para a indústria de semicondutores de potência, a análise por ativação neutrônica em geologia, arqueologia e meio ambiente, e a pesquisa com feixes de nêutrons (difração, espalhamento, imageamento) em física, química, biologia estrutural e engenharia de materiais, complementar à luz síncrotron.\n\nOs reatores de referência dessa classe são o OPAL australiano (20 MW, projeto da argentina INVAP, 2006), o RA-10 argentino em construção, o JHR francês, o HANARO coreano e o PALLAS holandês em obras, todos movidos pela substituição de reatores envelhecidos dos anos 1950 e 1960 que ainda produzem a maior parte do Mo-99 mundial.\n\nEsses reatores importam porque sustentam a medicina nuclear, formam operadores e engenheiros nucleares e ancoram ecossistemas de pesquisa; sua ausência obriga a importar radioisótopos de meia-vida curta sob risco permanente de desabastecimento.","brazil":"O Brasil opera quatro reatores de pesquisa pequenos e antigos: o IEA-R1 do IPEN, em São Paulo (piscina, 5 MW, inaugurado em 1957, o mais antigo do hemisfério sul em operação), o Argonauta do IEN, no Rio de Janeiro (1965), o TRIGA IPR-R1 do CDTN, em Belo Horizonte (1960), e o IPEN/MB-01, reator de potência zero da Marinha e do IPEN usado para validar núcleos. Nenhum tem fluxo suficiente para produzir Mo-99 em escala, e o país importa todo o molibdênio para os geradores de tecnécio que o IPEN fabrica, com exposição a preços internacionais, câmbio e à fragilidade dos reatores estrangeiros.\n\nO Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) é a resposta, projeto estratégico da CNEN concebido em 2008: reator de piscina aberta de 30 MW térmicos, com o OPAL como referência, em um sítio de cerca de 2 milhões de m² em Iperó (SP), vizinho ao Centro Experimental Aramar da Marinha. O projeto básico foi feito por Intertechne e INVAP, o detalhamento convencional pela Amazul e o nuclear pela INVAP, com financiamento do FNDCT/Finep; o combustível tipo RMB foi desenvolvido pelo IPEN (19 elementos fabricados) e validado em criticalidade no IPEN/MB-01 em março de 2020. As licenças ambientais prévia (2015) e de instalação (2019) foram obtidas, a licença de local nuclear saiu em 2015 e a de construção estava em análise pela ANSN no fim de 2025, quando as obras de infraestrutura avançavam no sítio. O custo total é estimado em bilhões de reais e a conclusão, originalmente prevista para 2021, foi sucessivamente adiada por falta de orçamento, agora com recursos do Novo PAC e horizonte de operação no fim desta década ou início da próxima. O RMB inclui laboratórios de processamento de radioisótopos, feixes de nêutrons e análise pós-irradiação, e servirá também aos testes de combustível do programa naval.","international":"A oferta mundial de Mo-99 depende de meia dúzia de reatores de pesquisa (BR2 na Bélgica, HFR na Holanda, SAFARI-1 na África do Sul, OPAL na Austrália, MARIA na Polônia, LVR-15 na Tchéquia) e das usinas de processamento associadas; as crises de 2009-2010, quando os reatores canadense NRU e holandês HFR pararam simultaneamente, mostraram a vulnerabilidade da cadeia e levaram a OCDE a recomendar recuperação integral de custos e eliminação de alvos de urânio altamente enriquecido, hoje praticamente concluída. Novos reatores (RA-10, PALLAS, JHR) e rotas alternativas (produção de Mo-99 por aceleradores e de Tc-99m em cíclotrons, como as da NorthStar e da SHINE nos EUA) buscam substituir as instalações envelhecidas.\n\nPaíses emergentes consideram reatores multipropósito peça de soberania tecnológica: Argentina (INVAP) tornou-se exportadora de reatores de pesquisa para Austrália, Egito, Argélia e Arábia Saudita, e a Coreia do Sul vendeu um ao Jordânia. A AIEA mantém cerca de 220 reatores de pesquisa em operação em mais de 50 países.","future":"Concluir o RMB é a decisão nuclear civil mais relevante do Brasil nesta década: ele eliminaria a dependência de Mo-99 importado, abriria a produção nacional de lutécio-177 e outros isótopos terapêuticos, apoiaria o programa naval e criaria em Iperó um polo de ciência de nêutrons complementar ao Sirius. O risco é o histórico de orçamentos intermitentes, que já atrasou o projeto em quase uma década e eleva o custo; outro é a defasagem do projeto em relação a avanços recentes, mitigável pela parceria com a INVAP.\n\nVale acompanhar a emissão da licença de construção pela ANSN, a continuidade dos aportes do Novo PAC, os contratos de fornecimento de componentes nucleares e a formação de operadores, além da articulação com a indústria farmacêutica para escalar a produção de radiofármacos quando o reator entrar em operação.","related_ids":[545,544,543,546,643,547,548,324,325,595],"sources":[{"title":"CNEN — O que é o RMB (Reator Multipropósito Brasileiro)","url":"https://www.gov.br/cnen/pt-br/rmb/o-que-e-o-rmb-reator-multiproposito-brasileiro"},{"title":"CNEN — RMB: O empreendimento (projeto, licenciamento, status)","url":"https://www.gov.br/cnen/pt-br/rmb/o-empreendimento"},{"title":"IPEN — Projetos estruturantes CNEN: RMB","url":"https://www.gov.br/ipen/pt-br/projetos-estruturantes-cnen/rmb-1"},{"title":"CNEN — Produção de radiofármacos (dependência de Mo-99 importado e papel do RMB)","url":"https://www.gov.br/cnen/pt-br/assunto/pesquisa-desenvolvimento-e-ensino-na-area-nuclear/producao-de-radiofarmacos"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil (RMB, INVAP, OPAL)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"}]},{"id":"radiofarmaco","term":"Radiofármaco","aliases":["Radiofármaco","radiofármacos","medicina nuclear"],"sectors":["nuclear","biotech"],"definition":"Radiofármaco é um medicamento que contém um radionuclídeo, isótopo instável que emite radiação, ligado a uma molécula que o conduz a um órgão, tecido ou alvo molecular específico. Em doses traçadoras, serve ao diagnóstico: emissores gama, como o tecnécio-99m, são detectados por câmaras de cintilação e tomografia SPECT, e emissores de pósitrons, como o flúor-18 da fluordesoxiglicose (FDG), por tomografia PET, que mapeia metabolismo, perfusão e expressão de receptores com sensibilidade molecular. Em doses terapêuticas, emissores beta ou alfa, como iodo-131, lutécio-177, rádio-223 e actínio-225, destroem seletivamente células-alvo, abordagem que, combinada ao diagnóstico com o mesmo vetor, forma a chamada teranóstica.\n\nOs radionuclídeos vêm de três fontes: reatores de pesquisa (molibdênio-99, iodo-131, lutécio-177, samário-153, por fissão ou ativação neutrônica), cíclotrons (flúor-18, gálio-68, iodo-123, cobre-64, por bombardeio de alvos com prótons) e geradores, pequenas colunas em que um isótopo-pai de meia-vida mais longa decai no isótopo-filho de uso clínico, como o gerador de Mo-99/Tc-99m (meias-vidas de 66 h e 6 h) e o de germânio-68/gálio-68. A logística é ditada pela meia-vida: FDG precisa ser produzido em cíclotrons próximos aos hospitais e usado em horas; Mo-99 é transportado entre continentes em dias; produtos de meia-vida longa podem ser estocados.\n\nA fabricação envolve radioquímica, marcação de moléculas em condições farmacêuticas (boas práticas de fabricação, esterilidade, controle de pureza radioquímica) e blindagem, e é regulada simultaneamente pelas autoridades nucleares e sanitárias. Cerca de 85% dos procedimentos diagnósticos de medicina nuclear no mundo, dezenas de milhões por ano, usam Tc-99m, enquanto a terapia com Lu-177 (PSMA para câncer de próstata, DOTATATE para tumores neuroendócrinos) é o segmento de crescimento mais rápido da indústria farmacêutica nuclear.\n\nRadiofármacos importam porque sustentam a cardiologia, a oncologia e a neurologia modernas, e porque sua cadeia de suprimento, dependente de poucos reatores e de prazos de horas, é frágil e estratégica.","brazil":"A produção brasileira é predominantemente estatal e concentrada na CNEN: o IPEN, em São Paulo, é o maior produtor da América Latina, com um portfólio de 38 radiofármacos (geradores de Tc-99m, de que é o único fabricante nacional, 14 radioisótopos primários, compostos marcados com I-123, I-131, Sm-153 e Lu-177 e 14 kits liofilizados) e cíclotrons para FDG; o IEN, no Rio, produz FDG e iodo-123 ultrapuro; o CDTN, em Belo Horizonte, e o CRCN-NE, em Recife, produzem FDG. Esses produtos viabilizam cerca de 1,5 milhão de procedimentos de medicina nuclear por ano em 432 serviços, com cerca de 30% pelo SUS. A Emenda Constitucional 49/2006 quebrou o monopólio da União para radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas, abrindo o mercado de FDG a empresas privadas, e dezenas de cíclotrons privados operam hoje no país; a Eletronuclear assinou em 2025 acordo para produzir lutécio-177 em Angra 2, e o IPEN pesquisa a produção de actínio-225, isótopo alfa de nova geração.\n\nA vulnerabilidade central é a importação de todo o Mo-99 (da Holanda, Bélgica, África do Sul, Argentina e Rússia), que expõe o sistema a interrupções externas, câmbio e preço; a solução estrutural é o Reator Multipropósito Brasileiro em Iperó, ainda em construção. A Anvisa regula o registro e as boas práticas de fabricação, e a CNEN e a ANSN licenciam as instalações. A medicina nuclear brasileira enfrenta ainda concentração regional no Sudeste e filas no SUS para exames PET.","international":"O mercado global de radiofármacos é estimado em torno de US$ 8 a 10 bilhões anuais e cresce a dois dígitos, puxado pela teranóstica: a Novartis adquiriu a Advanced Accelerator Applications e a Endocyte e vende Lutathera e Pluvicto (Lu-177), e Bayer, AstraZeneca, Eli Lilly e Bristol Myers Squibb fizeram aquisições bilionárias de empresas de radioligantes entre 2023 e 2025. A oferta de Lu-177 sem carreador (via itérbio-176 enriquecido) e de Ac-225 (escasso, produzido a partir de tório-229 ou por aceleradores) é o gargalo da próxima década. Na produção de Mo-99, a OCDE e a AIEA coordenaram a transição para alvos de urânio de baixo enriquecimento e a recuperação integral de custos, e empresas como NorthStar e SHINE, nos EUA, desenvolvem rotas por aceleradores.\n\nA Argentina (CNEA e INVAP), com o reator RA-3 e o RA-10 em construção, é a referência regional e fornecedora do Brasil; a cooperação bilateral em radioisótopos é um dos eixos históricos da relação nuclear entre os dois países.","future":"O Brasil pode passar de importador a exportador regional de radiofármacos se concluir o RMB, modernizar o IPEN (que opera com infraestrutura e quadro de pessoal envelhecidos) e atrair indústria farmacêutica para marcar e distribuir produtos teranósticos no país. A regulação precisa acompanhar: registros ágeis na Anvisa, incorporação de terapias com Lu-177 ao SUS e regras claras para a produção privada de isótopos de meia-vida mais longa, hoje restrita pelo monopólio constitucional.\n\nRiscos a observar: ruptura de suprimento de Mo-99 por paradas de reatores estrangeiros, perda de pessoal especializado e atraso adicional do RMB. Oportunidades: produção nacional de Ac-225 e Lu-177, parcerias com a Argentina e integração da medicina nuclear à estratégia do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.","related_ids":[544,545,547,548,543,540,586,594],"sources":[{"title":"CNEN — Produção de radiofármacos","url":"https://www.gov.br/cnen/pt-br/assunto/pesquisa-desenvolvimento-e-ensino-na-area-nuclear/producao-de-radiofarmacos"},{"title":"Wikipedia — Technetium-99m (uso clínico, Mo-99, crise de 2009-2010)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Technetium-99m"},{"title":"Planalto — Emenda Constitucional 49/2006 (radioisótopos de meia-vida curta)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc49.htm"},{"title":"IPEN — Actínio-225: pesquisa do IPEN vai ampliar autonomia brasileira em radiofármacos contra o câncer","url":"https://www.gov.br/ipen/pt-br/assuntos/mais-noticias/actinio-225-pesquisa-do-ipen-vai-ampliar-autonomia-brasileira-em-nova-geracao-de-radiofarmacos-contra-o-cancer"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil (Lu-177 em Angra 2; RMB)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"}]},{"id":"reator-modular-pequeno-smr","term":"Reator modular pequeno (SMR)","aliases":["Reator modular pequeno (SMR)","SMR","SMRs"],"sectors":["nuclear","energy"],"definition":"Reator modular pequeno (Small Modular Reactor, SMR) é, na definição da AIEA, um reator nuclear com potência de até 300 MW elétricos por módulo, projetado para ser fabricado em série em fábrica e transportado ao local, onde módulos podem ser instalados um a um conforme a demanda. Microrreatores, de até cerca de 10 a 20 MW, são a subclasse voltada a instalações remotas, minas e bases militares. A proposta inverte a lógica histórica da energia nuclear, que buscou economias de escala em unidades de 1.000 a 1.600 MW, apostando em economias de série, prazos de construção curtos, menor capital por projeto e simplificação dos sistemas.\n\nTecnicamente há duas famílias. Os SMR a água leve (NuScale VOYGR, GE Hitachi BWRX-300, Rolls-Royce SMR, Holtec SMR-300, Linglong One/ACP100 chinês, RITM-200 russo, Nuward francês) são versões compactas de PWR ou BWR, muitas vezes integrais, com geradores de vapor dentro do vaso, resfriamento passivo por convecção natural e menos tubulações, o que reduz cenários de acidente; aproveitam combustível e cadeias de licenciamento existentes. Os reatores avançados usam outros refrigerantes e combustíveis: gás a alta temperatura com combustível TRISO (X-energy Xe-100, HTR-PM chinês, já em operação), sódio líquido (TerraPower Natrium), sais fundidos (Kairos, Terrestrial), chumbo (newcleo), com temperaturas mais altas para calor industrial e hidrogênio, mas muitos dependem de HALEU, urânio enriquecido entre 5% e 20%, ainda escasso.\n\nAs vantagens alegadas são segurança passiva, flexibilidade de localização (substituição de usinas a carvão, centros de dados, dessalinização, calor de processo), menor risco financeiro por projeto e possibilidade de fabricação em série. As dúvidas são econômicas: sem série, o custo por kW tende a ser maior que o das grandes usinas, como mostrou o cancelamento do projeto da NuScale em Utah em 2023, cujo custo estimado subiu de US$ 58 para US$ 89 por MWh, e estudos independentes situam o custo de muitos projetos bem acima de alternativas renováveis com armazenamento.\n\nO conceito importa porque é a aposta da indústria nuclear para voltar a crescer no Ocidente e para atender a demanda de eletricidade firme e de baixo carbono de indústrias e centros de dados.","brazil":"O Brasil ainda não tem projeto de SMR em licenciamento, mas o tema entrou na agenda. O Plano Nacional de Energia 2050 prevê 8 a 10 GW nucleares adicionais e cita os SMR como opção para regiões isoladas e sistemas industriais; a Eletronuclear criou em 2023 uma área de novos negócios e assinou memorandos com fornecedores (entre eles a Rolls-Royce SMR e a Westinghouse) para estudar a tecnologia, e a Frente Parlamentar da Energia Nuclear, lançada em 2023, defende um marco regulatório específico. Em março de 2025 a CNEN iniciou um projeto de três anos para demonstrar o conceito de um microrreator nacional de 3 a 5 MW capaz de operar dez anos sem reabastecimento em locais remotos, e em maio de 2025 o Ministério de Minas e Energia anunciou a intenção de desenvolver SMR com a russa Rosatom, em cooperação ainda sem contratos. A Marinha, com o reator naval do LABGENE, e a Nuclep, que fabrica vasos e componentes pesados, são a base industrial que poderia apoiar um SMR brasileiro.\n\nAnalistas apontam como aplicações plausíveis a substituição de térmicas a óleo em sistemas isolados da Amazônia, o fornecimento firme a centros de dados e a complementação de renováveis variáveis, mas destacam que a ANSN, criada em 2021 e ainda em consolidação, precisaria de capacidade para licenciar projetos novos, e que o custo em um país com renováveis baratas é a maior barreira.","international":"Há mais de 80 projetos de SMR em desenvolvimento em 18 países, segundo a AIEA, e mais de 100 na contagem da WNA, mas até 2026 apenas China e Rússia operam unidades: a usina flutuante Akademik Lomonosov, no Ártico russo, desde 2020; o HTR-PM chinês, de leito de esferas e alta temperatura, desde 2021; e o Linglong One (ACP100, 125 MW), em Hainan, com operação prevista para o fim de 2026. No Ocidente, o Canadá tomou em 2025 a decisão de investimento do primeiro BWRX-300 em Darlington (CA$ 7,7 bilhões para a primeira unidade), o Reino Unido escolheu a Rolls-Royce SMR em 2025 para três unidades em Wylfa, os EUA licenciaram as versões de 77 MW da NuScale e financiam X-energy e TerraPower, e empresas de tecnologia (Google, Amazon, Microsoft, Meta) assinaram contratos de compra de energia nuclear, inclusive de SMR, para centros de dados. A Polônia, a Romênia, a Estônia e países do Golfo planejam unidades.\n\nOs obstáculos são financiamento, licenciamento inédito, cadeias de suprimento de HALEU e componentes e a comprovação de custos; relatórios de bancos e consultorias em 2026 ainda consideravam o setor distante da realidade comercial em escala, apesar do crescente apoio político.","future":"Para o Brasil, a questão não é se os SMR funcionam, mas se competem com hidrelétricas, eólica, solar e baterias em um sistema já majoritariamente renovável; nichos como a Amazônia isolada, polos industriais e centros de dados são os cenários a estudar com rigor de custos. Uma estratégia realista combinaria participação da indústria nacional (Nuclep, INB, Marinha) em cadeias de fornecedores de projetos estrangeiros com preparação regulatória da ANSN.\n\nVale acompanhar os custos reais das primeiras unidades ocidentais (Darlington, Wylfa) até o fim da década, a entrada em operação do Linglong One, a evolução do suprimento de HALEU e a definição de um marco legal brasileiro para novos reatores, incluindo a eventual abertura do setor a investimento privado, hoje limitada pela Constituição.","related_ids":[540,543,642,546,552,541,176,542,522],"sources":[{"title":"IAEA — Small modular reactors","url":"https://www.iaea.org/topics/small-modular-reactors"},{"title":"World Nuclear Association — Small Nuclear Power Reactors","url":"https://world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/nuclear-power-reactors/small-nuclear-power-reactors"},{"title":"Wikipedia — Small modular reactor (status 2025-2026, custos, Darlington, NuScale)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Small_modular_reactor"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil (planos de SMR, microrreator da CNEN, Rosatom)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"}]},{"id":"salvaguardas-nucleares-aiea-abacc-tnp","term":"Salvaguardas nucleares (AIEA/ABACC/TNP)","aliases":["Salvaguardas nucleares (AIEA/ABACC/TNP)","salvaguardas","TNP","ABACC"],"sectors":["nuclear","policy","defense"],"definition":"Salvaguardas nucleares são o conjunto de medidas técnicas e jurídicas pelas quais uma autoridade internacional verifica que materiais e instalações nucleares de um país são usados exclusivamente para fins pacíficos e que não há desvio de urânio ou plutônio para armas. O instrumento central é a contabilidade de materiais: operadores declaram inventários e fluxos de material nuclear, e inspetores verificam as declarações por meio de medições independentes, amostragem, análise de registros, lacres, câmeras de vigilância e monitoramento remoto, buscando detectar o desvio de uma quantidade significativa (por exemplo, 8 kg de plutônio ou 25 kg de U-235 em urânio altamente enriquecido) em tempo oportuno.\n\nO arcabouço global repousa no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP, 1968, em vigor desde 1970), que obriga os Estados não nucleares a concluir com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) um Acordo de Salvaguardas Abrangentes (modelo INFCIRC/153), aplicável a todo material nuclear no território; 182 Estados têm acordos desse tipo. Após a descoberta do programa clandestino iraquiano, criou-se em 1997 o Protocolo Adicional (INFCIRC/540), que amplia as informações exigidas e dá acesso a locais não declarados, adotado por cerca de 140 países; as potências nucleares têm acordos de oferta voluntária, e Índia, Paquistão e Israel, acordos específicos por instalação. Tratados regionais de zona livre de armas nucleares, como o de Tlatelolco para a América Latina (1967), complementam o sistema, e o parágrafo 14 do acordo-modelo prevê procedimento especial para material usado em atividades militares não proibidas, como a propulsão naval.\n\nO regime é político tanto quanto técnico: define a confiança entre vizinhos, condiciona o acesso a tecnologia e combustível por meio do Grupo de Supridores Nucleares e é o mecanismo pelo qual casos como Irã e Coreia do Norte chegam ao Conselho de Segurança.\n\nAs salvaguardas importam porque permitem que a energia nuclear se expanda sem multiplicar o risco de armas e porque, para países com tecnologia sensível, como enriquecimento, são a credencial de legitimidade internacional.","brazil":"O Brasil construiu um dos arranjos de salvaguardas mais singulares do mundo. Após décadas de rivalidade nuclear com a Argentina e de programas paralelos militares nos anos 1980, os dois países criaram, pelo Acordo de Guadalajara de 18 de julho de 1991, a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), que administra o Sistema Comum de Contabilidade e Controle e realiza inspeções cruzadas com inspetores de cada país no outro; em 2025 a agência supervisionava 75 instalações, cerca de 4.780 quantidades significativas de material, e realizou 119 inspeções com 98 inspetores. O Acordo Quadripartite (Brasil, Argentina, ABACC e AIEA, INFCIRC/435), em vigor desde 1994, estabeleceu salvaguardas abrangentes; o Brasil ratificou o Tratado de Tlatelolco plenamente em 1994, aderiu ao TNP em 1998, entrou no Grupo de Supridores Nucleares em 1996 e sua Constituição de 1988 restringe a atividade nuclear a fins pacíficos. O país não assinou o Protocolo Adicional, argumentando que as potências não cumprem a obrigação de desarmamento do artigo VI do TNP, e em 2004 negociou com a AIEA inspeções em Resende que verificam o material sem expor o desenho das ultracentrífugas.\n\nO submarino de propulsão nuclear coloca o Brasil como primeiro Estado sem armas nucleares a retirar material de salvaguardas para propulsão naval sob o parágrafo 14 (a Austrália, no AUKUS, receberá reatores selados). O país negocia com AIEA e ABACC um procedimento especial que garanta não desvio sem revelar características do reator, negociação citada pela Marinha entre as causas do adiamento do cronograma do submarino para 2037. A CNEN e, desde 2021, a ANSN são as contrapartes nacionais, e a ABACC completou 35 anos em 2026.","international":"A AIEA aplica salvaguardas em mais de 180 países com cerca de 300 inspetores e orçamento regular limitado, e a verificação é tensionada por três frentes: o Irã, que após os ataques de junho de 2025 às instalações de Natanz e Fordow suspendeu a cooperação e cujo estoque de urânio a 60% deixou de ser verificado; a Coreia do Norte, fora do regime desde 2009; e a Rússia, que ocupa a usina de Zaporizhzhia na Ucrânia. O AUKUS abriu precedente sobre propulsão naval, e a Agência desenvolve abordagens para reatores avançados, pequenos reatores modulares e repositórios geológicos, cujas tecnologias de verificação (análise de dados, monitoramento remoto, aprendizado de máquina) evoluem rapidamente.\n\nO modelo ABACC é citado como exemplo de confiança regional e inspirou propostas para a península coreana e o Oriente Médio; Brasil e Argentina também coordenam posições sobre desarmamento e sobre o Tratado de Proibição de Armas Nucleares (TPAN), que o Brasil assinou em 2017 e cuja ratificação ainda tramita.","future":"A decisão brasileira sobre salvaguardas navais definirá sua credibilidade: um arranjo robusto com AIEA e ABACC, aplicado antes de o combustível ser fabricado, pode transformar o país em referência para outros Estados que considerem propulsão nuclear; opacidade ou atrasos alimentariam suspeitas e dificultariam acesso a tecnologia. A ratificação do TPAN e a posição sobre o Protocolo Adicional continuarão em debate na diplomacia.\n\nVale acompanhar a atualização dos procedimentos da ABACC para novas instalações (RMB, Resende fase 2, LABGENE), o financiamento da agência binacional e a evolução do regime global sob pressão das crises iraniana e ucraniana, que podem levar a reformas da AIEA com impacto direto sobre as obrigações brasileiras.","related_ids":[549,550,543,542,546,522,366,545],"sources":[{"title":"ABACC — Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (dados de 2025)","url":"https://abacc.org/"},{"title":"IAEA — Safeguards agreements (tipos de acordo e número de Estados)","url":"https://www.iaea.org/topics/safeguards-agreements"},{"title":"IAEA — Safeguards legal framework","url":"https://www.iaea.org/topics/safeguards-legal-framework"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil (TNP, Tlatelolco, Quadripartite, Protocolo Adicional)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"},{"title":"Wikipedia — Brazilian submarine Álvaro Alberto (negociações com a AIEA sobre combustível naval)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_submarine_%C3%81lvaro_Alberto"}]},{"id":"rejeitos-radioativos","term":"Rejeitos radioativos","aliases":["Rejeitos radioativos","rejeitos"],"sectors":["nuclear","energy"],"definition":"Rejeitos radioativos são materiais que contêm radionuclídeos em concentrações acima dos limites de isenção e para os quais não se prevê uso futuro. Classificam-se por atividade, meia-vida e geração de calor: rejeitos de muito baixa atividade (entulho de descomissionamento, quase inofensivo), baixa atividade (luvas, filtros, roupas e resinas de usinas, hospitais e indústrias, cerca de 90% do volume e 1% da radioatividade), média atividade (componentes de reatores, resinas e lodos que exigem blindagem, mas não refrigeração) e alta atividade (combustível usado e resíduos de reprocessamento, cerca de 3% do volume e 95% da radioatividade, que geram calor e exigem blindagem e resfriamento por séculos). Rejeitos de meia-vida curta decaem a níveis seguros em décadas; os de meia-vida longa, com actinídeos e produtos de fissão como césio-137 e estrôncio-90, e, no combustível usado, plutônio e amerício, exigem isolamento por milhares de anos.\n\nA gestão segue etapas: segregação na origem, tratamento para reduzir volume (compactação, incineração, evaporação), condicionamento em matrizes estáveis (cimento, betume, vidro borossilicato para alta atividade), armazenamento em depósitos iniciais (no gerador), intermediários (centralizados, por décadas) e disposição final. Para baixa e média atividade de meia-vida curta, a solução consolidada são repositórios de superfície ou próximos à superfície, com barreiras de engenharia e monitoramento por 300 anos; para alta atividade, o consenso científico é o repositório geológico profundo, a 400 a 500 m em rocha estável, com barreiras múltiplas (cápsulas de cobre ou aço, argila bentonítica, rocha). O combustível usado é resfriado em piscinas por pelo menos cinco anos e depois guardado a seco em contêineres de aço e concreto ventilados.\n\nO princípio econômico é que o gerador paga: fundos de descomissionamento e de rejeitos são provisionados na tarifa, e o custo representa cerca de 5% do preço da eletricidade nuclear. O desafio é menos técnico que político: escolher sítios com aceitação local e manter instituições por horizontes de séculos.\n\nO tema importa porque a credibilidade da energia nuclear e da medicina nuclear depende de soluções demonstradas para seus resíduos, e porque acidentes com fontes órfãs, como o do césio-137 em Goiânia em 1987, mostram o custo da gestão falha.","brazil":"A Lei 10.308/2001 atribui à CNEN a responsabilidade legal exclusiva pelo destino final dos rejeitos, prevê depósitos iniciais (a cargo dos geradores), intermediários e finais (projetados, construídos e operados pela CNEN, com tarifa paga pelos depositantes), proíbe a importação de rejeitos e a disposição em ilhas, plataforma continental e águas territoriais, e garante compensação financeira aos municípios que abrigam depósitos; a Lei 14.222/2021, que criou a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), transferiu a ela as funções regulatórias, separando regulador e operador. O único depósito final em operação é o de Abadia de Goiás, que guarda os cerca de 3.500 m³ de rejeitos do acidente radiológico de Goiânia (1987), em que uma fonte de césio-137 abandonada contaminou centenas de pessoas e matou quatro. Rejeitos institucionais de hospitais, indústrias e pesquisa são recolhidos e armazenados nos depósitos intermediários de IPEN, CDTN, IEN e CRCN-NE, este autorizado em setembro de 2026 a operar seu depósito intermediário.\n\nOs rejeitos de baixa e média atividade das usinas de Angra ficam em depósitos iniciais no próprio sítio, e o combustível usado permanece nas piscinas e, desde 2021, na Unidade de Armazenamento Complementar a Seco, cuja autorização a CNEN estendeu por 40 anos em abril de 2025. O Projeto RBMN (Repositório de Rejeitos de Baixo e Médio Nível de Radiação), conduzido pela CNEN desde 2008 e também chamado Projeto Centenário, busca um sítio para o repositório nacional de superfície, com estudos em regiões de Minas Gerais, Goiás e outros estados, mas ainda sem definição de local, em parte pela resistência de comunidades e governos locais; não há decisão sobre a disposição final do combustível usado, que o país trata como reserva energética a definir.","international":"Quase 430 mil toneladas de combustível usado foram descarregadas no mundo, cerca de 30% reprocessadas e 263 mil toneladas em armazenamento. A Finlândia é o primeiro país a concluir um repositório geológico para combustível usado, o Onkalo, em Olkiluoto, em fase de testes finais e início de operação em 2025-2026; a Suécia aprovou o repositório de Forsmark em 2022 e a França avança no licenciamento do Cigéo, em Bure; Canadá escolheu em 2024 o sítio de Ignace, e a Suíça o de Nördlich Lägern. Os Estados Unidos abandonaram Yucca Mountain e mantêm o combustível em cerca de 70 sítios; o repositório WIPP, no Novo México, recebe rejeitos transurânicos militares. Repositórios de baixa e média atividade operam em dezenas de países (El Cabril na Espanha, Centre de l'Aube na França, SFR na Suécia, Rokkasho no Japão).\n\nA tendência inclui armazenamento a seco prolongado, processos de seleção de sítio baseados em consentimento voluntário das comunidades e debate sobre reprocessamento e reatores avançados que consumam actinídeos, cujo impacto real sobre o volume de alta atividade é incerto.","future":"O Brasil precisa de um repositório nacional de baixa e média atividade antes que os depósitos intermediários saturem e de uma política explícita para o combustível usado, cuja decisão pode esperar décadas, mas não indefinidamente. A consolidação da ANSN como regulador independente, com quadros e orçamento, e um processo de escolha de sítio transparente e com participação local são as condições para destravar o RBMN.\n\nVale acompanhar o cronograma do RBMN, a decisão sobre Angra 3 (que amplia a geração de rejeitos e exige planejamento do descomissionamento de Angra 1 após 2044), a gestão de rejeitos do RMB e do programa naval e a cooperação com a Argentina e com a AIEA em tecnologias de repositório, além do controle de fontes órfãs, tema recorrente em notas da CNEN.","related_ids":[543,540,544,547,548,542,541,546],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 10.308/2001 (depósitos de rejeitos radioativos)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10308.htm"},{"title":"Planalto — Lei 14.222/2021 (cria a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14222.htm"},{"title":"CNEN — Armazenamento de rejeitos radioativos","url":"https://www.gov.br/cnen/pt-br/assunto/pesquisa-desenvolvimento-e-ensino-na-area-nuclear/armazenamento-de-rejeitos-radioativos"},{"title":"CNEN — CRCN-NE recebe autorização para operação de depósito intermediário (set. 2026)","url":"https://www.gov.br/cnen/pt-br/assunto/ultimas-noticias/crcn-ne-cnen-recebe-autorizacao-para-operacao-de-deposito-intermediario"},{"title":"World Nuclear Association — Radioactive Waste Management","url":"https://world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/nuclear-wastes/radioactive-waste-management"},{"title":"World Nuclear Association — Nuclear Power in Brazil (armazenamento a seco em Angra)","url":"https://world-nuclear.org/information-library/country-profiles/countries-a-f/brazil"}]},{"id":"pre-sal","term":"Pré-sal","aliases":["Pré-sal","pré-sal"],"sectors":["energy","policy"],"definition":"Pré-sal designa o conjunto de reservatórios de petróleo e gás situados abaixo de uma espessa camada de sal no subsolo marinho da margem continental brasileira, sobretudo nas bacias de Santos e Campos. A geologia é herança da separação entre América do Sul e África, há cerca de 120 milhões de anos: em lagos e mares rasos do rifte formaram-se rochas carbonáticas microbiais (coquinas e carbonatos) que acumularam matéria orgânica e, quando o oceano jovem evaporou ciclicamente, foram cobertas por até 2.000 m de sal (halita e sais mais solúveis). O sal, impermeável e plástico, selou os reservatórios e preservou óleo leve, de 28 a 30 graus API, com alto teor de gás associado e, em vários campos, de CO2.\n\nExplorar o pré-sal exigiu romper limites técnicos. Os reservatórios estão sob lâminas d'água de 2.000 a 2.400 m, a profundidades totais de 5.000 a 7.000 m, a 200 a 300 km da costa. A camada de sal distorce as ondas sísmicas, o que levou a avanços em sísmica de pré-empilhamento em profundidade e em imageamento de alta resolução; a perfuração através do sal, que flui e fecha poços, exigiu fluidos e revestimentos especiais; e a produção depende de poços de longo alcance, sistemas submarinos a grandes pressões, separação e reinjeção de CO2 e gás, e plataformas flutuantes do tipo FPSO com capacidade de 150 mil a 225 mil barris por dia. A produtividade dos poços, frequentemente acima de 30 mil barris diários, é das maiores do mundo e explica custos de extração baixos, abaixo de US$ 10 por barril nos melhores campos.\n\nO regime jurídico também é distinto. Desde a Lei 12.351/2010, as áreas dentro do polígono do pré-sal e as declaradas estratégicas são contratadas por partilha de produção: o consórcio vencedor recupera custos em óleo e divide com a União o excedente em óleo, oferecendo em leilão o maior percentual para o Estado; a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) representa a União nos consórcios e comercializa sua parcela; parte das receitas vai ao Fundo Social, voltado a educação e saúde. A Petrobras tem preferência para operar com participação mínima de 30%.\n\nO pré-sal importa porque transformou o Brasil em um dos dez maiores produtores mundiais de petróleo, mudou a economia política do setor e concentra a maior parte das reservas e da arrecadação, ao mesmo tempo que levanta o dilema entre renda petroleira e transição energética.","brazil":"A descoberta de Tupi (depois Lula, hoje novamente Tupi), em 2006, anunciada em 2007, abriu a província; a produção comercial começou em 2010. Em julho de 2026, segundo o boletim mensal da ANP, o Brasil produziu 4,50 milhões de barris de petróleo por dia e 215 milhões de m³ de gás, total de 5,85 milhões de barris de óleo equivalente, dos quais 4,82 milhões (82,4%) vieram do pré-sal; Búzios, com 1,40 milhão de boe/d, e Tupi, com 1,04 milhão, são os maiores campos, e a Petrobras responde por 86,5% do óleo nacional. Búzios ultrapassou 1,2 milhão de barris diários em junho de 2026 com oito unidades em operação e deve chegar a onze plataformas até 2028, tornando-se o maior campo em águas ultraprofundas do mundo. Shell, TotalEnergies, Equinor (operadora de Bacalhau, cujo FPSO começou a produzir em 2025), Petrogal, Repsol Sinopec, CNOOC e CNPC são os principais parceiros, e a PPSA comercializa dezenas de milhões de barris da União por ano.\n\nO pré-sal sustenta o Cenpes, centro de pesquisa da Petrobras, com inovações em poços, sistemas submarinos, separação de CO2 e simulação de reservatórios no supercomputador Pegasus, além da indústria de FPSOs e de serviços de Macaé e do Rio de Janeiro. As receitas (royalties, participações especiais e excedente em óleo) somam dezenas de bilhões de reais ao ano para União, estados e municípios. Em paralelo, a Petrobras obteve em 2025 licença do Ibama para perfurar na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, nova fronteira exploratória politicamente controversa, e a produção do pré-sal deve atingir o pico no início da década de 2030.","international":"O Brasil é o maior produtor da América Latina e disputa com Canadá, Iraque e Emirados Árabes a posição entre o sexto e o oitavo produtor mundial, atrás de EUA, Arábia Saudita e Rússia, e é um dos poucos países fora da OPEP com forte crescimento de oferta, ao lado de Estados Unidos, Guiana e Canadá. Em 2025 a Agência Internacional de Energia projetou excesso de oferta global e preços pressionados, e a OPEP+ reverteu cortes de produção, o que reduz a renda esperada de novos projetos. O Brasil aderiu em 2025 à Carta de Cooperação da OPEP+, sem metas de produção, e discute o papel de produtor de petróleo em uma trajetória de descarbonização, debate que marcou a COP30 em Belém, em 2025.\n\nTecnicamente, o pré-sal consolidou a liderança brasileira em águas ultraprofundas, compartilhada com o Golfo do México, a Guiana (Stabroek, operado pela ExxonMobil) e a África Ocidental; a demanda por FPSOs e equipamentos submarinos é dominada por fornecedores como SBM Offshore, MODEC, TechnipFMC, Subsea7 e estaleiros asiáticos.","future":"A trajetória do pré-sal é de pico de produção nos anos 2030 seguido de declínio, o que coloca duas escolhas: quanto investir em novas fronteiras (Margem Equatorial, áreas de partilha ainda não licitadas, revitalização de Campos) e como usar a renda para financiar a transição, via Fundo Social, biocombustíveis, hidrogênio e eólica offshore. A reinjeção de CO2, que já faz do pré-sal o maior programa de CCUS do mundo em volume, e a redução de emissões por barril são os argumentos da Petrobras para seguir produzindo em um mercado em descarbonização.\n\nRiscos incluem preços baixos prolongados, dependência fiscal de estados e municípios produtores, pressão ambiental sobre a Margem Equatorial e a competição com o óleo mais barato do Oriente Médio. Vale acompanhar os leilões de partilha da ANP, o plano estratégico 2026-2030 da Petrobras e a evolução da demanda global de petróleo após 2030.","related_ids":[145,653,146,147,176,651,564,179,652],"sources":[{"title":"ANP — Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, julho de 2026 (PDF)","url":"https://www.gov.br/anp/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins-anp/boletins/arquivos-bmppgn/2026/julho.pdf"},{"title":"Planalto — Lei 12.351/2010 (regime de partilha de produção, polígono do pré-sal, Fundo Social)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12351.htm"},{"title":"Agência Petrobras — notícias (recorde de Búzios, P-80, CCS São Tomé)","url":"https://agencia.petrobras.com.br/"},{"title":"Wikipedia — Búzios oil field","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/B%C3%BAzios_oil_field"}]},{"id":"fpso","term":"FPSO","aliases":["FPSO","FPSOs"],"sectors":["energy"],"definition":"FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) é uma unidade flutuante que recebe o petróleo e o gás de poços submarinos, processa-os a bordo, armazena o óleo em tanques no casco e o transfere periodicamente para navios aliviadores, dispensando oleodutos até a costa. O casco pode ser um petroleiro convertido ou um casco novo padronizado; sobre ele ficam os módulos de processo (separação de óleo, gás e água, compressão e tratamento de gás, remoção e reinjeção de CO2, tratamento de água produzida, geração elétrica por turbinas a gás) e a acomodação da tripulação. O gás é exportado por gasoduto, usado na própria unidade ou reinjetado.\n\nA conexão com o fundo do mar se faz por risers flexíveis ou rígidos e umbilicais de controle, que sobem dos manifolds e das árvores de natal molhadas instaladas sobre os poços. A ancoragem pode ser por turret, estrutura giratória que permite ao navio girar em torno dos risers conforme vento e correnteza, ou por spread mooring, com linhas fixas, mais comum no Brasil, onde as condições oceânicas o permitem. A capacidade típica das unidades do pré-sal é de 150 mil a 225 mil barris de óleo por dia e 6 a 12 milhões de m³ de gás, com armazenamento de 1,4 a 2 milhões de barris, operando por 25 a 30 anos sem docagem.\n\nO modelo de negócio varia: a operadora pode ser proprietária (unidades da série P da Petrobras, construídas sob encomenda) ou afretar a unidade de empresas especializadas que a projetam, financiam e operam (SBM Offshore, MODEC, Yinson, BW Offshore, Altera, MISC), em contratos de 20 a 25 anos que custam de US$ 2 a 4 bilhões por unidade. A construção é global: cascos em estaleiros chineses e singapurenses, módulos em várias origens e integração em cantões asiáticos ou brasileiros.\n\nOs FPSOs importam porque são a tecnologia que viabilizou a produção em águas profundas longe da costa, onde plataformas fixas são impossíveis, e porque sua cadeia de fornecimento, de engenharia a estaleiros, é um dos maiores mercados industriais ligados ao petróleo. Mais de 270 unidades operam no mundo, e o Brasil é o maior mercado.","brazil":"O Brasil opera a maior frota de FPSOs do mundo, mais de 50 unidades, quase todas da Petrobras ou afretadas por ela, com crescimento acelerado pelo pré-sal: as unidades de Búzios, Tupi, Mero, Sépia, Atapu e Itapu, entre outras, respondem por mais de 80% da produção nacional. A geração mais recente inclui as unidades de 225 mil barris por dia construídas sobre cascos padronizados (Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e Alexandre de Gusmão, da SBM Offshore, e as da MODEC, como Bacalhau, da Equinor, em operação desde 2025), e a série própria da Petrobras para Búzios (P-78 e P-79, de 180 mil barris, em operação, e P-80, que zarpou da Ásia rumo ao Brasil em setembro de 2026, seguida de P-82 e P-83), que elevará o campo a onze unidades até 2028. A Petrobras prevê mais de uma dezena de novas unidades até 2030 em seu plano estratégico, além de unidades de revitalização em Marlim e Albacora.\n\nA política de conteúdo local, intensa entre 2003 e 2016, criou e depois esvaziou estaleiros (Rio Grande, Brasfels, Jurong Aracruz, Enseada); hoje os cascos e grande parte dos módulos vêm da China e de Singapura, enquanto estaleiros brasileiros como o BrasFELS, em Angra dos Reis, integram módulos e fazem a integração final de algumas unidades da série P, e o Cenpes desenvolve tecnologias de separação de CO2, processamento submarino e eletrificação para reduzir emissões das plataformas. Os FPSOs são também o principal destino do gás associado reinjetado, núcleo do programa de CCUS do pré-sal.","international":"O mercado global de FPSOs vive um ciclo forte, com cerca de uma dezena de novas unidades contratadas por ano e carteira dominada por Brasil, Guiana (Liza, Unity, Prosperity e One Guyana, da SBM, para a ExxonMobil), África Ocidental (Nigéria, Angola), Golfo do México e Mar do Norte. SBM Offshore, com o casco padronizado Fast4Ward, MODEC, Yinson e BW Offshore lideram os afretamentos; estaleiros chineses (COSCO, CMHI, BOMESC) e singapurenses (Seatrium) concentram a construção, e a TechnipFMC e a Subsea7 dominam os sistemas submarinos. Os custos subiram com inflação e demanda, e os prazos de entrega se alongaram para quatro anos ou mais.\n\nTendências tecnológicas incluem FPSOs eletrificados ou com captura de CO2 nas turbinas, unidades totalmente digitalizadas e com operação remota, separação e injeção de CO2 em alta pressão e projetos para gás e GNL flutuante (FLNG). O debate sobre emissões de escopo 1 das plataformas e sobre o descomissionamento de unidades antigas, do qual o Brasil tem dezenas na Bacia de Campos, cresce em importância regulatória.","future":"Para o Brasil, as decisões giram em torno de quanto da cadeia de FPSOs ainda se pode nacionalizar de forma competitiva (módulos, integração, serviços de engenharia e manutenção) sem repetir os excessos do passado, e de como usar a demanda da Petrobras para desenvolver tecnologia de baixo carbono (plataformas com captura de CO2, eletrificação a partir da costa, hidrogênio offshore). O descomissionamento de dezenas de unidades antigas, com custos de bilhões de dólares, abre um novo mercado para estaleiros nacionais.\n\nRiscos incluem atrasos e sobrecustos em estaleiros asiáticos, a volatilidade do preço do petróleo que pode adiar novas unidades e a pressão climática sobre a expansão da produção. Vale acompanhar as entregas de P-80, P-82 e P-83, os contratos de Sépia 2, Atapu 2 e Barracuda-Caratinga e os projetos de FPSO com captura de carbono do Cenpes.","related_ids":[145,146,653,651,564,176,147],"sources":[{"title":"Wikipedia — Floating production storage and offloading","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Floating_production_storage_and_offloading"},{"title":"ANP — Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, julho de 2026 (PDF)","url":"https://www.gov.br/anp/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins-anp/boletins/arquivos-bmppgn/2026/julho.pdf"},{"title":"Agência Petrobras — notícias (P-80 inicia viagem rumo ao Brasil, set. 2026; recorde de Búzios)","url":"https://agencia.petrobras.com.br/"},{"title":"MODEC — News (FPSOs Bacalhau, Búzios, Marlim)","url":"https://www.modec.com/news/"}]},{"id":"hidrogenio-verde","term":"Hidrogênio verde","aliases":["Hidrogênio verde","hidrogênio verde","hidrogênio de baixo carbono","H2V"],"sectors":["energy","policy"],"definition":"Hidrogênio verde é o hidrogênio produzido por eletrólise da água com eletricidade renovável, sem emissões diretas de CO2. A eletrólise separa a molécula de água em hidrogênio e oxigênio aplicando corrente elétrica em eletrolisadores alcalinos (tecnologia madura, mais barata), de membrana de troca de prótons (PEM, compactos e flexíveis, mas dependentes de irídio e platina) ou de óxido sólido (alta temperatura, maior eficiência, menos maduros). O processo consome cerca de 50 a 55 kWh por quilograma de hidrogênio, e a eletricidade representa 60% a 80% do custo, o que torna regiões com energia renovável barata e abundante as candidatas naturais à produção.\n\nA terminologia das cores (verde, azul para hidrogênio de gás natural com captura de carbono, cinza para o produzido sem captura, rosa para o nuclear, turquesa para pirólise de metano, branco ou natural para o encontrado em reservatórios geológicos) está sendo substituída por métricas de intensidade de carbono no ciclo de vida, expressas em kg de CO2 equivalente por kg de hidrogênio: a lei brasileira adota o limite de 7 kgCO2e/kgH2 até 2030 para hidrogênio de baixa emissão, a União Europeia exige redução de 70% em relação ao fóssil (cerca de 3,4 kg) e os créditos americanos escalonam o benefício abaixo de 4 kg.\n\nHoje o mundo produz cerca de 100 milhões de toneladas de hidrogênio por ano, quase todo cinza, usado em refinarias e na síntese de amônia para fertilizantes e de metanol. O hidrogênio de baixo carbono é a via para descarbonizar esses usos e, potencialmente, siderurgia (redução direta de minério), transporte pesado, aviação (combustíveis sintéticos) e armazenamento sazonal de energia; o transporte a longas distâncias exige convertê-lo em amônia, metanol ou derivados, pois o gás é pouco denso e caro de liquefazer.\n\nO tema importa porque é a aposta de muitos países para exportar energia renovável na forma de molécula e reindustrializar com baixo carbono, mas também porque os custos reais, de US$ 4 a 8 por kg contra US$ 1 a 2 do hidrogênio cinza, frustraram a maioria das metas anunciadas no início da década.","brazil":"O Brasil tem vantagens estruturais: matriz elétrica cerca de 90% renovável, recurso eólico e solar excepcional no Nordeste, portos com áreas industriais e demanda interna de hidrogênio em refinarias e fábricas de fertilizantes. O marco legal veio com a Lei 14.948, de agosto de 2024, que define hidrogênio de baixa emissão de carbono (até 7 kgCO2e/kgH2 até 2030), cria a Política Nacional, o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e seu comitê gestor, o Sistema Brasileiro de Certificação (SBCH2) e o regime tributário Rehidro, com suspensão de PIS/Cofins para projetos habilitados até 2026 e exigências de conteúdo local e de investimento em P&D; a Lei 14.990/2024 criou o PHBC, programa de créditos fiscais de até R$ 18,3 bilhões em cinco anos, com prioridade para fertilizantes, siderurgia, cimento, químicos e transporte pesado, e o Decreto 13.096, de agosto de 2026, regulamentou o conjunto, definindo a ANP como reguladora, o Inmetro como acreditador e a CCEE como gestora do registro de certificados.\n\nOs polos são o Porto do Pecém (CE), onde a EDP inaugurou em 2022 uma planta-piloto e empresas como Fortescue, Casa dos Ventos e Qair assinaram pré-contratos para plantas de escala industrial, e o Porto do Açu (RJ), com projetos de amônia e metanol verdes; a Unigel construiu em Camaçari (BA) a primeira planta industrial de eletrólise do país, de 60 MW, mas paralisou o projeto em 2023 por falta de viabilidade comercial. A Petrobras, a Raízen e a Vale estudam rotas a partir de etanol e de biometano, e a Casa dos Ventos planeja fornecer energia a projetos de amônia. Até 2026 a maior parte dos projetos anunciados, que somam dezenas de bilhões de dólares, não havia alcançado decisão final de investimento, à espera de compradores dispostos a pagar o prêmio verde, sobretudo na Europa.","international":"A Agência Internacional de Energia registrava em 2025 mais de 200 projetos de hidrogênio de baixa emissão com investimento comprometido, mas a produção efetiva ainda era inferior a 1 milhão de toneladas por ano, e a década foi marcada por uma onda de cancelamentos e adiamentos na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália diante de custos, falta de demanda contratada e incerteza regulatória. A China lidera com folga a fabricação de eletrolisadores (mais de 60% da capacidade mundial) e os maiores projetos em operação; a União Europeia sustenta a demanda com metas obrigatórias (RFNBO em refinarias e transportes, 42% de hidrogênio renovável na indústria até 2030) e leilões do Banco Europeu do Hidrogênio, e a Alemanha financia importações via H2Global. Nos EUA, o crédito 45V foi preservado em 2025, mas com prazos encurtados.\n\nPaíses exportadores potenciais (Chile, Austrália, Marrocos, Namíbia, Omã, Arábia Saudita, Brasil) competem pelos mesmos compradores europeus e asiáticos; o projeto NEOM, na Arábia Saudita, de 2,2 GW, é o maior em construção. A amônia verde para fertilizantes e combustível marítimo é a aplicação mais próxima da viabilidade.","future":"O realismo substituiu a euforia: para o Brasil, as apostas mais sólidas são substituir hidrogênio cinza em refinarias e fertilizantes (reduzindo a importação de amônia e ureia), fornecer amônia e combustíveis marítimos de baixo carbono e, em prazo mais longo, exportar derivados por Pecém e Açu quando os preços do carbono na Europa tornarem o prêmio pagável. A integração com biocombustíveis (hidrogênio de etanol e de biometano, com captura de CO2) é um diferencial brasileiro reconhecido na lei.\n\nRiscos incluem a competição por eletricidade e por água com outros usos, o custo da infraestrutura portuária e de transmissão, e a dependência de subsídios externos. Vale acompanhar as primeiras habilitações do Rehidro e os leilões do PHBC, a certificação SBCH2, as decisões de investimento em Pecém e Açu e o desenho dos contratos de compra na Europa, que definirão se a janela exportadora se abre antes de 2030.","related_ids":[159,160,161,162,163,145,176,581,151,322],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 14.948/2024 (marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14948.htm"},{"title":"Planalto — Decreto 13.096/2026 (regulamenta a Lei 14.948/2024 e o PHBC)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/decreto/D13096.htm"},{"title":"IEA — Global Hydrogen Review 2025","url":"https://www.iea.org/reports/global-hydrogen-review-2025"}]},{"id":"combustivel-sustentavel-de-aviacao-saf","term":"Combustível sustentável de aviação (SAF)","aliases":["Combustível sustentável de aviação (SAF)","SAF"],"sectors":["energy","agtech"],"definition":"Combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel, SAF) é o querosene de aviação produzido a partir de fontes renováveis ou de resíduos, com redução significativa de emissões de gases de efeito estufa no ciclo de vida e química compatível com os motores, sistemas de combustível e infraestrutura existentes (drop-in). Como a aviação não tem alternativa elétrica ou a hidrogênio viável para longas distâncias nas próximas décadas, o SAF é o principal instrumento de descarbonização do setor, responsável por 2% a 3% das emissões globais de CO2 e meta de emissões líquidas zero em 2050 na ICAO e na IATA.\n\nA norma ASTM D7566 define as rotas aprovadas e os limites de mistura, hoje de até 50% com querosene fóssil, por falta de aromáticos no SAF puro; blends de 100% estão em teste. As principais rotas são HEFA (hidroprocessamento de óleos vegetais, gorduras e óleo de cozinha usado, a única em escala comercial e de menor custo), Fischer-Tropsch (gaseificação de biomassa ou resíduos seguida de síntese), ATJ (alcohol-to-jet, que desidrata, oligomeriza e hidrogena etanol ou isobutanol em hidrocarbonetos de querosene) e HFS-SIP (açúcares fermentados), além dos combustíveis sintéticos (e-SAF ou PtL) feitos de hidrogênio verde e CO2 capturado, ainda caros. A redução de emissões varia de 50% a 90% conforme a matéria-prima e o uso da terra.\n\nO gargalo é econômico e de matéria-prima: o SAF custa de duas a cinco vezes mais que o querosene fóssil, e as gorduras e óleos residuais usados no HEFA são limitados, o que direciona o crescimento futuro para a rota ATJ a partir de etanol e para FT e e-SAF. Por isso os governos adotam mandatos de mistura e metas de redução, créditos fiscais e esquemas de certificação de sustentabilidade (CORSIA, RSB, ISCC).\n\nO SAF importa porque é um mercado potencial de centenas de milhões de toneladas por ano e porque países com biomassa abundante e etanol barato têm vantagem comparativa clara para produzi-lo e exportá-lo.","brazil":"A Lei 14.993, de outubro de 2024 (Combustível do Futuro), criou o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), que obriga as companhias aéreas a reduzir emissões em voos domésticos com uso de SAF: 1% em 2027, 2% em 2029, 3% em 2030 e um ponto percentual a mais por ano até 10% em 2037, com fiscalização da ANAC e metas ajustáveis pelo CNPE; a lei também prevê isenções para empresas sem acesso ao combustível. Diferentemente dos mandatos europeus, a meta brasileira é de redução de emissões, não de volume, o que premia SAF de menor intensidade de carbono, como o derivado de etanol de cana, para o qual o país é o maior produtor mundial de matéria-prima.\n\nOs projetos em curso incluem a Acelen Renováveis, que constrói na Bahia uma biorrefinaria de HVO e SAF a partir de macaúba e outros óleos, com início previsto para 2027; a Brasil BioFuels (BBF), com biorrefinaria em Manaus voltada a óleo de palma; a Petrobras, que testou coprocessamento de SAF na refinaria de Cubatão (RPBC) e planeja unidades dedicadas em Cubatão e no Paraná; e estudos de ATJ com etanol por Raízen, BP Bunge e outros, apoiados por pesquisas do CTC, da Embrapa e do CNPEM. A Embraer, terceira maior fabricante de aviões, participa de testes de 100% SAF e é interessada direta na oferta nacional. A ausência de preço de carbono na aviação doméstica e o custo do capital são os entraves.","international":"A produção mundial de SAF foi de cerca de 1 milhão de toneladas em 2024 (0,3% do querosene consumido) e deveria aproximadamente dobrar em 2025, ainda abaixo de 1% do mercado, segundo a IATA, que critica a lentidão da oferta e os prêmios de preço cobrados pelas petroleiras. A União Europeia impõe pelo ReFuelEU Aviation mistura mínima de 2% em 2025, 6% em 2030, 20% em 2035 e 70% em 2050, com submetas de combustíveis sintéticos (1,2% em 2030, 35% em 2050); o Reino Unido adotou mandato de 2% em 2025 rumo a 10% em 2030; os Estados Unidos preferem créditos fiscais (o 45Z sucedeu o crédito específico de SAF em 2025) e metas voluntárias de 3 bilhões de galões em 2030. A ICAO aprovou em 2023 a meta de reduzir 5% da intensidade de carbono do combustível até 2030, e o esquema CORSIA exige compensações a partir de 2027.\n\nNeste (Finlândia), World Energy, Phillips 66, TotalEnergies e Repsol lideram a produção HEFA; a LanzaJet inaugurou em 2024 na Geórgia (EUA) a primeira planta comercial de ATJ a partir de etanol, e empresas como Gevo e a própria Raízen avaliam a rota. A China começou a exigir mistura em aeroportos selecionados.","future":"O Brasil pode se tornar grande exportador de SAF se combinar etanol barato com tecnologia ATJ, certificação reconhecida (CORSIA, UE) e financiamento de longo prazo; a Petrobras, a Raízen e a Acelen são os candidatos a ancorar as primeiras plantas de escala, e o mandato doméstico de 2027 cria demanda mínima. O risco é o descompasso entre a meta e a oferta: sem plantas operando até 2027, as companhias aéreas terão de importar ou pedir isenção, e a credibilidade do programa sofre.\n\nVale acompanhar as decisões de investimento da Acelen e da Petrobras, a regulamentação do ProBioQAV pela ANP e pela ANAC, a aceitação do etanol de cana nas regras de sustentabilidade europeias (que restringem culturas alimentares) e a evolução da rota ATJ nos EUA, que definirá o custo de referência.","related_ids":[157,154,155,145,652,151,158,489,23,153],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro: ProBioQAV, biometano, diesel verde, CCS)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm"},{"title":"Comissão Europeia — ReFuelEU Aviation (mandatos de SAF)","url":"https://transport.ec.europa.eu/transport-modes/air/environment/refueleu-aviation_en"},{"title":"Wikipedia — Sustainable aviation fuel (rotas ASTM D7566, produção, CORSIA)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Sustainable_aviation_fuel"}]},{"id":"etanol-de-segunda-geracao-2g","term":"Etanol de segunda geração (2G)","aliases":["Etanol de segunda geração (2G)","etanol 2G","etanol de segunda geração","celulósico"],"sectors":["energy","agtech","biotech"],"definition":"Etanol de segunda geração, ou celulósico, é o etanol produzido a partir da fração lignocelulósica da biomassa (bagaço e palha de cana, palha de milho, resíduos florestais, gramíneas), e não dos açúcares ou amidos diretamente fermentáveis usados no etanol de primeira geração. A lignocelulose é composta de celulose (polímero de glicose), hemicelulose (polímero de açúcares de cinco e seis carbonos, sobretudo xilose) e lignina (polímero aromático que confere rigidez e resiste à degradação); liberar os açúcares dessa matriz é o desafio central.\n\nA rota bioquímica tem quatro etapas. O pré-tratamento (explosão a vapor, ácido diluído, hidrotérmico ou organosolv) rompe a estrutura e expõe a celulose. A hidrólise enzimática usa coquetéis de celulases e hemicelulases para converter os polímeros em glicose e xilose; as enzimas representam 20% a 40% do custo. A fermentação usa leveduras geneticamente modificadas capazes de converter também os açúcares de cinco carbonos, resistentes aos inibidores (furfural, ácidos) gerados no pré-tratamento. A destilação e a desidratação são iguais às do 1G. A lignina residual é queimada em caldeiras para gerar vapor e eletricidade, fechando o balanço energético. A rota termoquímica alternativa gaseifica a biomassa e converte o gás de síntese em etanol por catálise ou fermentação.\n\nA vantagem é dupla: aumenta em até 50% a produção de etanol por hectare sem expandir área plantada, usando resíduos já disponíveis na usina, e reduz emissões no ciclo de vida em 80% ou mais em relação à gasolina. A dificuldade é industrial: a recalcitrância da biomassa, o custo das enzimas, a necessidade de operar reatores com sólidos abrasivos e a longa curva de aprendizado levaram a maioria das plantas pioneiras no mundo a fechar.\n\nO 2G importa porque é a tecnologia que permite expandir biocombustíveis e matéria-prima para combustível de aviação e química renovável sem conflito com alimentos, e porque o Brasil, com 600 milhões de toneladas de cana processadas por ano e resíduos concentrados nas usinas, é o lugar do mundo onde ela tem mais chance de ser competitiva.","brazil":"O Brasil é hoje praticamente o único país com produção comercial contínua de etanol celulósico. A Raízen, joint venture de Cosan e Shell e maior produtora mundial de etanol de cana, inaugurou em 2015 a planta de Costa Pinto, em Piracicaba (SP), com tecnologia da canadense Iogen e capacidade de 40 milhões de litros por ano, levou quase uma década para estabilizar a operação e, em 2024, inaugurou a segunda unidade, em Bonfim (Guariba, SP), com 82 milhões de litros, seguida de novas plantas em construção em Univalem e outras usinas; a empresa anunciou em 2021 a meta de 20 plantas até 2030-2031 e contratos de longo prazo com Shell, Ferrari e empresas de energia europeias, mas em 2025-2026, pressionada por endividamento e revisão de portfólio, desacelerou o cronograma de novas unidades. A GranBio inaugurou em 2014 a Bioflex 1, em São Miguel dos Campos (AL), com 82 milhões de litros de capacidade nominal, usando palha e tecnologia Beta Renewables; a planta operou de forma intermitente e a empresa reorientou-se para licenciar sua tecnologia AVAP e produzir nanocelulose.\n\nA pesquisa é densa: o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) desenvolveu processos e leveduras, o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do CNPEM pesquisa enzimas, leveduras e pré-tratamentos, com apoio da FAPESP (programa BIOEN) e da Embrapa Agroenergia, e grupos da Unicamp, USP e UFSCar atuam em biologia sintética. O RenovaBio favorece o 2G, que recebe mais créditos de descarbonização (CBIOs) por litro em razão da baixa intensidade de carbono, e a Lei do Combustível do Futuro amplia a demanda ao elevar a mistura de etanol na gasolina e criar o mandato de SAF.","international":"Fora do Brasil, a onda de plantas comerciais dos anos 2010 fracassou: nos Estados Unidos, as unidades de DuPont (Nevada, Iowa), Abengoa (Hugoton, Kansas) e POET-DSM (Emmetsburg) fecharam ou foram convertidas a outros usos entre 2017 e 2020, a italiana Beta Renewables (Crescentino) faliu em 2017, e a suíça Clariant abandonou sua planta na Romênia em 2023. Os motivos foram custos acima do previsto, dificuldades mecânicas com sólidos, enzimas caras e queda de preços do petróleo. Sobrevivem projetos de nicho na Índia (plantas da IOC, HPCL e BPCL com palha de arroz, apoiadas por política contra a queima de resíduos), na China e em escala piloto na Europa, além de rotas termoquímicas (Enerkem, no Canadá; LanzaTech, de fermentação de gases industriais).\n\nO interesse renasceu pela demanda de combustível de aviação (rota ATJ) e de química renovável, e a norma europeia RED III considera o etanol celulósico biocombustível avançado com contagem dupla, criando prêmio de preço para as exportações brasileiras.","future":"O 2G brasileiro chegou à fase de escala, mas sua expansão depende de três fatores: redução contínua de custos de enzimas e de capital por planta (hoje acima de R$ 1 bilhão por unidade de 80 milhões de litros), contratos de longo prazo com prêmio verde, sobretudo na Europa e para SAF, e saúde financeira dos grupos sucroenergéticos, abalada em 2025-2026. O mercado interno, por si só, não paga o prêmio.\n\nVale acompanhar o cronograma revisado da Raízen, a entrada de outros grupos (BP Bioenergy, Atvos, São Martinho) e de licenciadores de tecnologia, a evolução das leveduras e enzimas nacionais e o encaixe do 2G nas regras de sustentabilidade da UE e do CORSIA, que determinarão o valor do produto exportado.","related_ids":[151,152,22,23,158,157,594,5,153,615],"sources":[{"title":"Wikipedia — Cellulosic ethanol (rotas, plantas comerciais, desafios)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Cellulosic_ethanol"},{"title":"Wikipedia — Raízen (acionistas, capacidade, unidades)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Ra%C3%ADzen"},{"title":"Planalto — Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro: mistura de etanol, SAF)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm"}]},{"id":"biometano","term":"Biometano","aliases":["Biometano","biometano"],"sectors":["energy","agtech"],"definition":"Biometano é o gás combustível obtido pela purificação do biogás até especificação equivalente à do gás natural, com teor de metano acima de 90% a 96%, o que permite injetá-lo em gasodutos, usá-lo em veículos a gás e em indústrias sem adaptação de equipamentos. O biogás, por sua vez, resulta da digestão anaeróbia de matéria orgânica por consórcios de microrganismos em biodigestores, aterros sanitários ou estações de tratamento de esgoto, e contém tipicamente 50% a 70% de metano, 30% a 45% de CO2, vapor d'água, sulfeto de hidrogênio e traços de siloxanos e outros contaminantes.\n\nA purificação (upgrading) remove água, H2S e CO2 por tecnologias como lavagem com água pressurizada, adsorção com modulação de pressão (PSA), membranas seletivas, absorção química com aminas ou separação criogênica; o CO2 separado pode ser capturado para uso industrial ou armazenamento, tornando o biometano potencialmente negativo em carbono. As matérias-primas são resíduos agroindustriais (vinhaça e torta de filtro da cana, dejetos de suínos e bovinos, resíduos de laticínios e frigoríficos), resíduos sólidos urbanos em aterros, lodo de esgoto e culturas energéticas, como na Alemanha. O digestato resultante é biofertilizante.\n\nO balanço climático é duplamente favorável: o metano que seria emitido por resíduos em decomposição, com potencial de aquecimento cerca de 28 vezes o do CO2 em cem anos, é capturado e queimado, e o gás substitui combustível fóssil. O custo, de duas a três vezes o do gás natural em muitos mercados, depende de escala, da proximidade de gasodutos ou de consumidores e do valor de créditos de carbono e de certificados.\n\nO biometano importa porque é o combustível renovável mais imediatamente compatível com a infraestrutura de gás existente e porque converte um passivo ambiental, os resíduos do agronegócio e das cidades, em energia distribuída, especialmente em países de grande produção agrícola.","brazil":"O Brasil tem um dos maiores potenciais do mundo, estimado pela ABiogás em mais de 120 milhões de m³ por dia (equivalente a mais da metade da demanda nacional de gás natural), concentrado na cana (vinhaça, torta de filtro, palha), na pecuária e em resíduos urbanos, mas produz uma fração mínima disso. A ANP regula a qualidade (Resolução ANP 886/2022) e autoriza as plantas; o número de unidades autorizadas passou de 20 e o mercado cresceu cinco vezes desde 2020, com capacidade na ordem de centenas de milhares de m³ por dia. Os marcos são a Gás Verde, em Seropédica (RJ), que transforma biogás de aterro na maior planta de biometano da América Latina e abastece indústrias e distribuidoras, e a Cocal, em Narandiba (SP), pioneira em biometano de vinhaça e torta de filtro para gasoduto e frota; a Raízen, em parceria com a Geo Biogas, a Adecoagro, a Jalles, a ZEG e a Orizon (aterros) ampliaram a oferta, e distribuidoras como Comgás, GasBrasiliano e Naturgy injetam o gás na rede.\n\nA Lei 14.993/2024 criou o mandato de descarbonização do gás natural: a partir de 1º de janeiro de 2026, produtores e importadores de gás devem comprovar redução de emissões, inicialmente de 1%, até o limite de 10%, por meio de biometano ou de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), com multas de R$ 100 mil a R$ 50 milhões, e o RenovaBio remunera o biometano com CBIOs. O programa Metano Zero e incentivos estaduais (São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro) complementam a política. Os entraves são o custo de capital, a logística em regiões sem gasodutos e a conexão às redes de distribuição.","international":"A Europa lidera: a Dinamarca já supre mais de 40% de seu consumo de gás com biometano, a Alemanha tem a maior frota de biodigestores (mas baseada em milho energético, hoje desincentivado), e França, Itália e Reino Unido crescem rapidamente, sustentados pela meta REPowerEU de 35 bilhões de m³ por ano em 2030, estabelecida após a crise do gás russo. Nos Estados Unidos, o gás natural renovável de aterros e dejetos cresce com créditos do RFS e do LCFS californiano e com investimentos de bp, Shell e Chevron em produtoras. A China, a Índia (programa SATAT) e o Brasil são os mercados emergentes mais citados.\n\nA Agência Internacional de Energia estima que o potencial sustentável global de biogás e biometano supera 1.000 bilhões de m³ equivalentes por ano, com mais de 30 tipos de matéria-prima, mas que a produção atual é uma fração pequena, e aponta custo, regulação de acesso à rede e certificação de origem como barreiras. A padronização de certificados (como o europeu ERGaR) e a contabilização de emissões de metano evitadas são debates técnicos em curso.","future":"O mandato de 2026 cria pela primeira vez demanda compulsória e deve destravar dezenas de projetos, sobretudo no setor sucroenergético, que tem matéria-prima concentrada e já opera biodigestores de vinhaça; a integração com a captura do CO2 da purificação, com a produção de hidrogênio e com fertilizantes orgânicos amplia o valor. A escolha regulatória relevante é calibrar o ritmo de elevação da meta e o preço dos certificados sem encarecer o gás industrial.\n\nVale acompanhar a regulamentação do CGOB pela ANP e pelo CNPE, os investimentos de Raízen, Cocal, Gás Verde e Orizon, a expansão de gasodutos e corredores de gás no interior de São Paulo, Paraná e Goiás, e a contabilização do biometano no mercado regulado de carbono (SBCE) a partir do fim da década.","related_ids":[172,157,158,151,176,0,652,145],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro: mandato de biometano e CGOB)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm"},{"title":"ABiogás — Associação Brasileira do Biogás (plantas autorizadas, crescimento do mercado)","url":"https://abiogas.org.br/"},{"title":"IEA — Outlook for Biogas and Biomethane (2025)","url":"https://www.iea.org/reports/outlook-for-biogas-and-biomethane"},{"title":"Wikipédia — Biometano","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Biometano"}]},{"id":"geracao-distribuida","term":"Geração distribuída","aliases":["Geração distribuída","geração distribuída","GD"],"sectors":["energy","policy"],"definition":"Geração distribuída (GD) é a produção de eletricidade em pequenas unidades conectadas à rede de distribuição, junto ou perto do ponto de consumo, em vez de em grandes usinas ligadas à transmissão. No Brasil, o conceito legal de micro e minigeração distribuída (MMGD) abrange centrais de fontes renováveis ou cogeração qualificada de até 75 kW (micro) e de 75 kW a 3 MW, ou 5 MW em casos específicos (mini), conectadas por meio de unidades consumidoras. A tecnologia dominante é a fotovoltaica em telhados e em pequenas usinas de solo, seguida de biogás, hidrelétricas de pequeno porte e eólica de pequena escala.\n\nO modelo econômico é o sistema de compensação de energia elétrica (net metering): a energia injetada na rede gera créditos em kWh que abatem o consumo da mesma unidade ou de outras do mesmo titular, em modalidades de autoconsumo local, autoconsumo remoto, geração compartilhada por consórcios e cooperativas e empreendimentos com múltiplas unidades; os créditos valem 60 meses. Como a tarifa compensada inclui componentes de rede e encargos, o consumidor com GD deixa de pagar parte dos custos fixos do sistema, que são redistribuídos aos demais, o que motivou o debate regulatório sobre a cobrança do chamado Fio B.\n\nTecnicamente, a GD altera a operação das redes: fluxos bidirecionais, elevação de tensão em alimentadores com muita injeção ao meio-dia, necessidade de inversores inteligentes com funções de suporte à rede e de medição bidirecional, e, em escala de sistema, a curva de demanda em forma de pato, com rampas acentuadas ao fim da tarde e cortes de geração (curtailment) em usinas centralizadas nos horários de sol. Baterias, resposta da demanda e tarifas horárias são as respostas em implantação.\n\nA GD importa porque democratizou o investimento em energia (milhões de consumidores tornaram-se produtores), reduziu contas e emissões e criou uma indústria de instalação e serviços, mas também porque obriga a redesenhar a regulação tarifária e o planejamento das distribuidoras.","brazil":"A GD brasileira nasceu com a Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL, acelerou após a REN 687/2015 e explodiu com a queda do preço dos módulos: o país ultrapassou 40 GW de potência instalada em micro e minigeração em 2025-2026, com milhões de sistemas atendendo a mais de 5 milhões de unidades consumidoras, concentrados em residências, comércio e agronegócio de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, segundo a ABSOLAR e a ANEEL; somada à geração centralizada, a fonte solar passou a segunda da matriz, atrás apenas da hidráulica. A Lei 14.300, de janeiro de 2022 (Marco Legal da MMGD), deu segurança jurídica ao setor: manteve as regras antigas até 2045 para sistemas existentes ou solicitados em até 12 meses, criou transição gradual de cobrança dos componentes de rede para novos sistemas (15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028, com regra geral a partir de 2029) e atribuiu à ANEEL e ao CNPE a valoração de custos e benefícios; a REN 1.059/2023 regulamentou a lei.\n\nA cadeia inclui fabricantes de módulos (Canadian Solar em Sorocaba, BYD em Campinas), inversores e estruturas, milhares de integradores, financiamento bancário e de fintechs e associações como a ABSOLAR e a ABGD. As tensões atuais são a sobrecarga de redes em regiões de alta penetração, os pedidos de conexão negados por distribuidoras, o custo dos subsídios cruzados estimado em bilhões de reais por ano, pagos pelos demais consumidores, e a integração de baterias atrás do medidor, para a qual a ANEEL propôs regras em 2026.","international":"A geração distribuída solar é fenômeno global: a China instalou mais de 100 GW de solar distribuída em um único ano (2023), a Alemanha, a Austrália (com mais de um terço das residências com painéis) e os Estados Unidos (Califórnia) são referências de política, e países emergentes, do Paquistão à África do Sul, viram adoção explosiva em resposta a tarifas altas e redes instáveis. A tendência regulatória é migrar do net metering puro para a remuneração da energia exportada a valor próximo do mercado (net billing), como fez a Califórnia em 2023, e para tarifas horárias que incentivem baterias e consumo ao meio-dia.\n\nO barateamento de baterias de lítio-ferro-fosfato, cujo preço caiu mais de 80% em uma década, transforma a GD em sistemas híbridos com armazenamento, e redes inteligentes, inversores conectados e agregadores de recursos distribuídos (usinas virtuais) são o foco de reguladores na Europa, na Austrália e nos EUA.","future":"O Brasil terá de administrar a transição tarifária até 2029 sem frear o setor nem perpetuar subsídios cruzados, e integrar baterias e tarifas horárias para transformar a GD de problema operacional em recurso de flexibilidade. A regulamentação da ANEEL para armazenamento, a abertura do mercado livre a consumidores de baixa tensão prevista para a segunda metade da década e a modernização das distribuidoras são as decisões estruturais.\n\nVale acompanhar os indicadores mensais da ANEEL e da ABSOLAR, a judicialização de regras de conexão, os leilões de reserva de capacidade com baterias e a evolução dos cortes de geração renovável, cujo custo recai sobre usinas centralizadas enquanto a GD segue crescendo sem despacho centralizado.","related_ids":[176,174,173,177,148,654,655,166],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 14.300/2022 (Marco Legal da Microgeração e Minigeração Distribuída)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14300.htm"},{"title":"ANEEL — Micro e Minigeração Distribuída (definições, SCEE, REN 1.059/2023)","url":"https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/geracao-distribuida"},{"title":"ABSOLAR — Infográfico do mercado solar (atualização mensal)","url":"https://www.absolar.org.br/mercado/infografico/"},{"title":"ANEEL — Notícias (expansão da matriz elétrica em 2026; regras para solar, baterias e veículos elétricos)","url":"https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/noticias"}]},{"id":"eolica-offshore","term":"Eólica offshore","aliases":["Eólica offshore","offshore","eólica offshore"],"sectors":["energy","policy"],"definition":"Eólica offshore é a geração de eletricidade por turbinas eólicas instaladas no mar, onde os ventos são mais fortes e constantes que em terra, com fatores de capacidade de 45% a 60% contra 30% a 45% no onshore. As turbinas atuais têm 10 a 15 MW cada, rotores acima de 220 m de diâmetro e torres de 150 m; em 2025 o tamanho médio instalado superou 10 MW. As fundações fixas (monopilares, jaquetas, gravidade) são viáveis até cerca de 50 a 60 m de profundidade; além disso, usam-se plataformas flutuantes ancoradas, tecnologia ainda em escala pré-comercial e mais cara.\n\nA cadeia é industrial e logística: fabricação de pás, naceles, torres e fundações de grande porte, portos com cais reforçados e áreas de montagem, navios especializados de instalação (jack-up) e de lançamento de cabos, subestações marítimas, cabos submarinos de alta tensão em corrente alternada ou contínua para parques distantes e operação e manutenção em ambiente marinho. Os custos de capital, de US$ 3 a 5 milhões por MW, são duas a três vezes os da eólica terrestre, compensados em parte pela maior geração e pela proximidade de centros de carga costeiros.\n\nA regulação exige planejamento espacial marinho para conciliar parques com pesca, navegação, petróleo e gás, áreas protegidas, rotas de aves e defesa, e um regime de cessão de uso do espaço marítimo, que pertence ao Estado, por licitação ou autorização, além de licenciamento ambiental e conexão à rede. Após uma década de quedas acentuadas, os custos subiram entre 2022 e 2024 com inflação, juros e gargalos de cadeia, provocando cancelamentos de projetos nos EUA e no Reino Unido e leilões sem lances.\n\nA fonte importa porque pode fornecer energia renovável em grande escala perto das cidades, com perfil de geração complementar à solar, e porque sua cadeia produtiva (portos, estaleiros, metalurgia) é ativo de política industrial, inclusive para hidrogênio verde.","brazil":"O Brasil tem potencial excepcional: o Roadmap Eólica Offshore da EPE estimou cerca de 700 GW técnicos em águas de até 50 m de profundidade, com destaque para as costas do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão), do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, onde os ventos são fortes e as profundidades favoráveis a fundações fixas. O interesse privado se antecipou à regulação: em 2025 havia cerca de uma centena de projetos em licenciamento ambiental no Ibama, somando mais de 230 GW, de empresas como Petrobras (em parceria com a Equinor), Shell, TotalEnergies, Ocean Winds, Iberdrola/Neoenergia, Casa dos Ventos, Qair e Corio. A Aeris Energy, no Ceará, fabrica pás para o mercado global e portos como Pecém e Açu se preparam para servir de base logística, muitas vezes em conjunto com projetos de hidrogênio verde.\n\nO marco legal é a Lei 15.097, de 10 de janeiro de 2025, que disciplina a cessão de uso de bens da União (mar territorial, zona econômica exclusiva, plataforma continental e águas interiores) para geração offshore em prismas delimitados, em duas modalidades: oferta permanente, por autorização mediante chamamento público, e oferta planejada, por licitação de áreas definidas pelo governo, com bônus de assinatura, taxa anual por área e participação na receita dividida entre União, estados, municípios e fundo para comunidades afetadas, exigências de conteúdo local e licenciamento ambiental com estudo de impacto. A lei recebeu dispositivos estranhos ao tema (os jabutis, como prorrogação de contratos de PCHs e eólicas e hidrogênio de etanol), vetados pelo presidente e parcialmente restabelecidos pelo Congresso em julho de 2025, com custo estimado em bilhões de reais para os consumidores. A regulamentação da cessão de uso e o planejamento espacial marinho avançavam em 2026, e o governo sinalizava o primeiro certame para o fim da década; nenhuma turbina offshore está instalada no país.","international":"A capacidade mundial atingiu 92,5 GW no fim de 2025, com 9,3 GW instalados no ano, o terceiro melhor resultado da história, e a China liderou pelo oitavo ano consecutivo, com 6,6 GW em 2025; China, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Taiwan detêm 90% do total, e 19 mercados já operam a fonte, segundo o GWEC. A Europa, berço da tecnologia (Ørsted, Vattenfall, RWE, Iberdrola, Equinor; fabricantes Siemens Gamesa e Vestas), enfrentou crise de custos, e nos Estados Unidos o governo federal suspendeu em 2025 novas autorizações e licenças, paralisando projetos em construção; a Ásia (Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Vietnã) é a nova fronteira, e fabricantes chineses (Mingyang, Goldwind) avançam com turbinas de 16 a 20 MW.\n\nA eólica flutuante, com projetos-piloto na Noruega, na Escócia, em Portugal e na França e leilões comerciais na Califórnia e na Coreia, deve abrir águas profundas na próxima década. Preços de leilão voltaram a subir e governos ajustaram contratos (CfDs) para restaurar a atratividade.","future":"O Brasil não precisa da eólica offshore para atender à demanda nos próximos anos, dado o excedente de renováveis terrestres e os cortes de geração, por isso a decisão estratégica é se e quando criar o mercado: um primeiro leilão de oferta planejada de poucos gigawatts no Nordeste ou no Sul, vinculado a hidrogênio verde, data centers ou substituição de térmicas, criaria cadeia produtiva e aprendizado sem onerar o consumidor. O conteúdo local exigido pela lei precisa ser calibrado para não repetir custos excessivos.\n\nRiscos incluem conflitos com pesca e comunidades costeiras, a saturação da transmissão no Nordeste, o custo dos jabutis e a volatilidade dos custos globais da cadeia. Vale acompanhar o decreto de regulamentação, o planejamento espacial marinho, as licenças do Ibama e as decisões de Petrobras e Equinor sobre projetos-piloto.","related_ids":[175,163,164,145,176,161,160,159],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 15.097/2025 (aproveitamento de potencial energético offshore)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/L15097.htm"},{"title":"GWEC — Global Offshore Wind Report (capacidade mundial 2025)","url":"https://www.gwec.net/reports/globaloffshorewindreport"},{"title":"EPE — Roadmap Eólica Offshore Brasil","url":"https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/roadmap-eolica-offshore-brasil"}]},{"id":"captura-e-armazenamento-de-carbono-ccus","term":"Captura e armazenamento de carbono (CCUS)","aliases":["Captura e armazenamento de carbono (CCUS)","CCUS","CCS","captura de carbono"],"sectors":["energy","policy"],"definition":"Captura, uso e armazenamento de carbono (Carbon Capture, Utilisation and Storage, CCUS) é o conjunto de tecnologias que separa o CO2 de fontes concentradas (usinas termelétricas, refinarias, siderúrgicas, cimenteiras, plantas de fertilizantes, processamento de gás natural e fermentação de etanol) ou do ar ambiente, o comprime e transporta por duto ou navio, e o utiliza em processos industriais ou o injeta em formações geológicas profundas para armazenamento permanente. A sigla CCS refere-se apenas à captura e ao armazenamento; CCU, ao uso (em bebidas, estufas, combustíveis sintéticos, materiais de construção); e BECCS e DACCS, respectivamente, à captura em processos de biomassa e diretamente do ar, que resultam em remoção líquida de carbono da atmosfera.\n\nA captura usa absorção química com aminas (a tecnologia madura), adsorção em sólidos, membranas, separação criogênica ou combustão com oxigênio puro; o custo varia de US$ 15 a 30 por tonelada em correntes puras, como as de etanol e de processamento de gás, a US$ 50 a 120 em cimento e termelétricas e centenas de dólares na captura direta do ar. O armazenamento ocorre em reservatórios de petróleo e gás depletados, aquíferos salinos profundos (abaixo de 800 m, onde o CO2 fica em estado supercrítico) ou camadas de carvão, sob rochas selantes, com monitoramento sísmico e de poços por décadas; a injeção para recuperação avançada de petróleo (EOR) é a forma mais antiga de uso e armazena parte do gás, mas é contabilizada à parte por prolongar a produção de óleo.\n\nA capacidade mundial de captura em operação é de cerca de 50 milhões de toneladas por ano, menos de 0,15% das emissões globais, e os cenários de emissões líquidas zero da AIE exigem bilhões de toneladas por ano em 2050, o que coloca o CCUS entre as tecnologias mais defasadas em relação às metas. Críticos apontam que ela prolonga a vida de ativos fósseis e consome energia; defensores argumentam que é indispensável para cimento, aço, químicos e para remoções.\n\nO tema importa porque define a viabilidade de descarbonizar indústrias pesadas e porque cria um novo setor regulado, com direitos de uso do subsolo, responsabilidade de longo prazo e mercados de créditos.","brazil":"O Brasil opera o maior programa de reinjeção de CO2 em reservatórios do mundo: nos campos do pré-sal, cujo gás associado contém alto teor de CO2, a Petrobras separa o gás nas plataformas com membranas e o reinjeta para recuperação avançada e para evitar emissões, com volumes anuais superiores a 10 milhões de toneladas, recorde de cerca de 14 milhões em 2024 e dezenas de milhões acumuladas desde 2008, segundo a companhia; a meta é ampliar a capacidade com novas plataformas e tecnologias de separação do Cenpes. Em agosto de 2026 a Petrobras contratou a perfuração de poços para o projeto-piloto de CCS de São Tomé, no Rio de Janeiro, o primeiro da América Latina a testar captura, transporte e armazenamento em reservatório salino. No setor de etanol, a FS Bioenergia iniciou em Lucas do Rio Verde (MT) o primeiro projeto de BECCS do país, injetando o CO2 quase puro da fermentação em aquífero salino, com capacidade de centenas de milhares de toneladas por ano, modelo replicável em dezenas de usinas de milho e cana, e grupos como Raízen e Atvos estudam a rota.\n\nO marco regulatório veio na Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro), que exige autorização da ANP, por 30 anos renováveis, para captura destinada a estocagem, transporte por duto e armazenamento geológico, atribui ao operador a responsabilidade por segurança, monitoramento, resposta a vazamentos e auditorias, restringe a atividade a empresas constituídas no Brasil e exclui a injeção para recuperação de petróleo já regida por contratos de exploração. A ANP regulamentou os procedimentos em 2025-2026, e o CCUS também aparece na Nova Indústria Brasil e nos planos de descarbonização de siderúrgicas (Gerdau, ArcelorMittal, CSN) e cimenteiras. Pesquisas em COPPE/UFRJ, Unicamp, PUC-RS e CNPEM apoiam o setor.","international":"O Global CCS Institute contava em 2025 77 instalações em operação e 47 em construção, com capacidade planejada crescendo mais de 30% ao ano desde 2017, concentradas nos Estados Unidos (créditos 45Q de US$ 85 por tonelada, projetos em etanol e amônia, hubs no Golfo do México), no Canadá, na Noruega (Sleipner e Snøhvit desde os anos 1990 e o hub Northern Lights, que começou a receber CO2 por navio em 2025), no Reino Unido (clusters HyNet e East Coast, com decisão de investimento em 2024-2025), na Holanda (Porthos), na Austrália, no Oriente Médio e na China. A Dinamarca e a Noruega licenciam armazenamento transfronteiriço no Mar do Norte, e a Diretiva europeia e o Net-Zero Industry Act fixam meta de 50 milhões de toneladas por ano de capacidade de injeção na UE em 2030.\n\nOs desafios são financiamento (poucos projetos fecham sem subsídio direto ou preço de carbono acima de US$ 80), licenciamento de poços de injeção (classe VI nos EUA), aceitação pública e a integridade das remoções vendidas como créditos. A captura direta do ar (Climeworks, 1PointFive) permanece cara e em escala de dezenas de milhares de toneladas.","future":"O Brasil tem duas vantagens raras: fontes de CO2 biogênico puro e barato nas usinas de etanol (potencial de dezenas de milhões de toneladas por ano de remoções) e geologia de armazenamento conhecida, além de experiência operacional da Petrobras. Convertê-las em indústria depende de preço de carbono (o SBCE, em implantação) e de regras claras para créditos de remoção exportáveis sob o Artigo 6 do Acordo de Paris, além de dutos de CO2 do Centro-Oeste e do interior de São Paulo até sítios de injeção.\n\nRiscos incluem a percepção de que o CCUS legitima a expansão petroleira, a responsabilidade de longo prazo pelos sítios e o custo para a indústria pesada sem apoio público. Vale acompanhar o piloto de São Tomé, a escala do BECCS em etanol, a regulamentação da ANP e a inclusão de remoções no mercado regulado de carbono.","related_ids":[145,146,157,178,179,564,594,151,22],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 14.993/2024 (capítulo de captura e estocagem geológica de CO2)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm"},{"title":"Global CCS Institute — Global Status of CCS 2025","url":"https://www.globalccsinstitute.com/global-status-of-ccs/"},{"title":"IEA — Carbon Capture, Utilisation and Storage","url":"https://www.iea.org/energy-system/carbon-capture-utilisation-and-storage"},{"title":"Agência Petrobras — Petrobras assina contrato de perfuração para o Projeto Piloto de CCS São Tomé (ago. 2026)","url":"https://agencia.petrobras.com.br/"}]},{"id":"mercado-regulado-de-carbono-sbce","term":"Mercado regulado de carbono (SBCE)","aliases":["Mercado regulado de carbono (SBCE)","SBCE","mercado de carbono"],"sectors":["energy","policy","fintech"],"definition":"Mercado regulado de carbono é um sistema de comércio de emissões (cap-and-trade) em que o Estado fixa um teto decrescente para as emissões de gases de efeito estufa de setores regulados, distribui ou leiloa permissões equivalentes a esse teto e obriga cada instalação a entregar, ao fim de cada período, permissões suficientes para cobrir o que emitiu; quem reduz abaixo da cota pode vender o excedente, e quem emite mais precisa comprar, de modo que a redução ocorre onde é mais barata e o preço do carbono emerge do mercado. Difere do imposto sobre carbono, que fixa o preço e deixa a quantidade variar, e do mercado voluntário, em que empresas compram créditos de projetos (florestais, energia, metano) sem obrigação legal e com qualidade heterogênea.\n\nO desenho envolve escolhas técnicas decisivas: quais setores e limiares de emissão entram; se as permissões são distribuídas gratuitamente (para proteger indústrias expostas à concorrência externa e evitar fuga de carbono) ou leiloadas (gerando receita); quanto de créditos de compensação externos pode ser usado; mecanismos de estabilidade de preço (reservas, pisos e tetos); e o sistema de monitoramento, relato e verificação (MRV) por auditores acreditados, que é a base de confiança do sistema. Registros eletrônicos rastreiam cada ativo para evitar dupla contagem, e a interação com mecanismos de ajuste de carbono na fronteira, como o CBAM europeu, torna o preço doméstico um instrumento de política comercial.\n\nMais de 80 instrumentos de precificação de carbono, entre impostos e mercados, operam no mundo, cobrindo cerca de um quarto das emissões globais e arrecadando mais de US$ 100 bilhões por ano; o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia, criado em 2005, é a referência e reduziu em cerca de metade as emissões dos setores cobertos.\n\nO instrumento importa porque é a forma mais eficiente, em teoria, de internalizar o custo climático em escala econômica, financia a transição com receita própria e conecta o país a mercados internacionais de créditos sob o Artigo 6 do Acordo de Paris.","brazil":"A Lei 15.042, de 11 de dezembro de 2024, instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Operadores de instalações que emitam mais de 10 mil toneladas de CO2 equivalente por ano devem apresentar plano de monitoramento e relatar emissões; acima de 25 mil toneladas, devem também conciliar periodicamente suas obrigações entregando Cotas Brasileiras de Emissões (CBE, cada uma equivalente a uma tonelada) ou Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE), estes gerados por projetos com metodologias acreditadas e integráveis ao mercado voluntário. A produção agropecuária primária ficou fora do sistema, por pressão da bancada ruralista, embora o setor seja o segundo maior emissor do país depois do desmatamento. A governança prevê um Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima como instância deliberativa, um órgão gestor com poderes regulatórios e sancionatórios e um comitê técnico consultivo; o Plano Nacional de Alocação definirá o teto, a quantidade de cotas e a proporção gratuita ou leiloada em cada período.\n\nA implantação é gradual: até dois anos para regulamentação, um ano para os operadores instalarem sistemas de relato, dois anos de relato sem obrigação de conciliação, depois o primeiro Plano de Alocação com distribuição gratuita e abertura do mercado, e só então a operação plena, o que projeta o início efetivo da negociação para o fim da década. Em 2025-2026 o governo trabalhava no decreto de regulamentação e na definição do órgão gestor, tema disputado entre Ministério da Fazenda e Ministério do Meio Ambiente, enquanto setores como siderurgia, cimento, químico e óleo e gás se preparavam para o MRV. O país já tem experiência com o RenovaBio, mercado de créditos de descarbonização de combustíveis (CBIOs) desde 2020, e com ativos voluntários de carbono florestal (MOSS e outros), e a COP30, em Belém, em novembro de 2025, deu visibilidade ao desenho brasileiro e à regulamentação do Artigo 6.","international":"O EU ETS cobre cerca de 40% das emissões europeias, com preços entre 60 e 90 euros por tonelada em 2024-2026, e será complementado pelo ETS2, para combustíveis de transporte e edificações, a partir de 2027-2028; o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) entrou na fase definitiva em janeiro de 2026, cobrando importações de aço, cimento, alumínio, fertilizantes, hidrogênio e eletricidade pela diferença de preço de carbono, com impacto direto sobre exportadores brasileiros. A China opera o maior mercado do mundo em emissões cobertas, inicialmente restrito a geração elétrica e, desde 2025, estendido a siderurgia, cimento e alumínio, com preços ainda baixos; Coreia do Sul, Califórnia e Quebec, Reino Unido, Nova Zelândia, México e Indonésia têm sistemas próprios, e Índia, Turquia e Vietnã preparam os seus, em parte como resposta ao CBAM.\n\nO Artigo 6 do Acordo de Paris, cujas regras finais foram concluídas na COP29 em Baku (2024), permite transferir resultados de mitigação entre países e cria um mecanismo de créditos supervisionado pela ONU; a integridade dos créditos florestais e as regras contra dupla contagem são o debate central.","future":"O sucesso do SBCE depende de um teto ambicioso e de regras de alocação que não transfiram cotas gratuitas em excesso, de um órgão gestor com capacidade técnica e independência, e da integração com o CBAM, para que o preço pago pela indústria brasileira fique no país em vez de ser recolhido na fronteira europeia. A inclusão futura da agropecuária, hoje excluída, e a articulação com o RenovaBio e com créditos de remoção (florestais e BECCS) definirão o alcance do sistema.\n\nRiscos incluem atrasos regulatórios que empurrem a operação para a próxima década, judicialização e captura por setores regulados, e volatilidade de preços sem mecanismos de estabilidade. Vale acompanhar o decreto de regulamentação, a escolha do órgão gestor, o primeiro Plano Nacional de Alocação e os acordos bilaterais do Brasil sob o Artigo 6.","related_ids":[178,179,158,29,30,322,145,157,181],"sources":[{"title":"Planalto — Lei 15.042/2024 (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15042.htm"},{"title":"Comissão Europeia — EU Emissions Trading System (EU ETS)","url":"https://climate.ec.europa.eu/eu-action/eu-emissions-trading-system-eu-ets_en"},{"title":"World Bank — Carbon Pricing Dashboard (instrumentos em operação; Brazil ETS em desenvolvimento)","url":"https://carbonpricingdashboard.worldbank.org/"}]},{"id":"motor-flex-e-hibrido-flex","term":"Motor flex e híbrido flex","aliases":["Motor flex e híbrido flex","flex","híbrido flex"],"sectors":["energy","robotics"],"definition":"Motor flex (flexible fuel) é um motor de combustão interna capaz de operar com gasolina, etanol hidratado ou qualquer mistura dos dois, ajustando automaticamente a injeção, o ponto de ignição e demais parâmetros à proporção de cada combustível. A tecnologia brasileira dispensou o sensor físico de teor de etanol usado nos veículos flex americanos: um software na unidade de controle do motor infere a proporção pela leitura da sonda lambda (sensor de oxigênio no escapamento), pela quantidade de combustível injetada e por outros sinais, estratégia desenvolvida pela Bosch no Brasil em 1994 e comercializada pela Magneti Marelli em 2003. Como o etanol tem menor poder calorífico (cerca de 30% a menos por litro) e maior octanagem e calor latente de vaporização, os motores flex têm taxas de compressão intermediárias e sistemas de partida a frio (originalmente um reservatório de gasolina, hoje aquecimento do combustível ou da admissão).\n\nO híbrido flex combina esse motor com um ou mais motores elétricos e uma bateria, em arquiteturas leves (mild hybrid, 12 ou 48 volts, que assistem o motor), completas (full hybrid, capaz de mover o veículo só com eletricidade em baixa velocidade e recuperar energia na frenagem) ou plug-in (bateria maior, recarregável na rede, com dezenas de quilômetros de autonomia elétrica). Quando o motor queima etanol, as emissões do poço à roda de um híbrido flex se aproximam das de um elétrico a bateria carregado em redes de média intensidade de carbono, pois o etanol de cana emite 70% a 90% menos que a gasolina no ciclo de vida.\n\nO argumento técnico-econômico é o da descarbonização pragmática: aproveitar a infraestrutura de distribuição de etanol e a frota existente, com baterias pequenas (menos lítio, níquel e cobalto) e sem depender da rede elétrica, enquanto se desenvolvem motores de alta eficiência otimizados para etanol, com taxas de compressão maiores, injeção direta e turbo. Para a indústria automobilística instalada no Brasil, é também uma forma de diferenciar a produção local frente a elétricos importados.\n\nA tecnologia importa porque fez do Brasil o único país com frota majoritariamente bicombustível e deu ao etanol um mercado de dezenas de bilhões de litros, e porque o híbrido flex é a aposta nacional de transição em meio à eletrificação global.","brazil":"O primeiro carro flex, o Volkswagen Gol 1.6 Total Flex, foi lançado em março de 2003; em 2005 a tecnologia já respondia por 73% das vendas, e desde então por 80% a 90% dos emplacamentos de veículos leves, com mais de 40 milhões de unidades acumuladas; motocicletas flex existem desde 2009 (Honda CG 150 Titan Mix). A escolha do consumidor na bomba, pela regra prática dos 70% de paridade de preço, faz a demanda de etanol hidratado oscilar com os preços relativos, o que o RenovaBio e a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina (27%, podendo subir a 35% pela Lei 14.993/2024; elevada a 30% em 2025) estabilizam parcialmente. O Programa Mover (Lei 14.902/2024) condiciona incentivos fiscais de R$ 19,3 bilhões entre 2024 e 2028 a metas de eficiência energética e de descarbonização medidas do poço à roda, o que favorece o etanol, e concede redução adicional de IPI a híbridos flex até o fim de 2026.\n\nA Toyota lançou em 2019, em Indaiatuba, o Corolla híbrido flex, primeiro do mundo, seguido do Corolla Cross híbrido flex produzido em Sorocaba desde 2021, e anunciou investimentos de bilhões de reais para novos híbridos flex compactos; a Stellantis introduziu sistemas Bio-Hybrid leves em Fiat e Jeep, a CAOA Chery, a Volkswagen, a Honda e a Renault (via Horse) desenvolveram híbridos flex, e as chinesas BYD, em Camaçari, e GWM, em Iracemápolis, passaram a produzir híbridos plug-in flex, reconhecendo o etanol como vantagem local. Fabricantes de motores e componentes (Bosch, Magneti Marelli, Mahle), o CTC, a Raízen e universidades (Unicamp, USP, UFSC) pesquisam motores otimizados para etanol e células a combustível de etanol, e a Nissan testou no país tecnologia de célula de óxido sólido alimentada por etanol.","international":"O mundo caminha para a eletrificação: veículos elétricos a bateria e híbridos plug-in superaram 20% das vendas globais de carros em 2024-2025, com a China acima de 50%, a Europa em torno de 25% e os Estados Unidos em cerca de 10%, e a China domina a cadeia de baterias e exporta carros elétricos a preços baixos. Veículos flex a etanol fora do Brasil são nicho: nos Estados Unidos, milhões de veículos E85 raramente usam a mistura; Suécia e Tailândia tiveram experiências limitadas; a Índia, maior mercado em expansão, adotou mistura de 20% de etanol na gasolina em 2025 e incentiva motores flex e híbridos flex com participação de montadoras japonesas, inspirada no modelo brasileiro, e Toyota e Suzuki apresentaram protótipos flex híbridos para esse mercado.\n\nOs híbridos em geral tiveram renascimento em 2024-2025 nos EUA e na Europa diante da desaceleração dos elétricos puros, e a Toyota defende abertamente uma estratégia multitecnológica, da qual o híbrido flex brasileiro é vitrine. A União Europeia mantém a meta de proibir motores a combustão em 2035, mas discute flexibilizações para combustíveis neutros em carbono.","future":"A questão para o Brasil é por quanto tempo o híbrido flex será competitivo diante da queda contínua do custo de baterias e da entrada de elétricos chineses produzidos localmente: a vantagem de emissões depende de o motorista abastecer com etanol, e a vantagem industrial, de as montadoras continuarem a investir em motores a combustão de alta eficiência no país. O Mover e as metas de descarbonização do poço à roda são o principal instrumento para orientar essa transição.\n\nVale acompanhar as vendas de híbridos flex versus elétricos puros, o avanço de motores dedicados a etanol de alta compressão, a eventual padronização de células a combustível de etanol, as decisões de BYD e GWM sobre modelos flex e a política indiana, que pode criar o segundo grande mercado para a tecnologia brasileira.","related_ids":[171,351,166,167,151,158,157,152,23],"sources":[{"title":"Wikipedia — Flexible-fuel vehicles in Brazil","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Flexible-fuel_vehicles_in_Brazil"},{"title":"Planalto — Lei 14.902/2024 (Programa Mover: créditos fiscais, descarbonização, IPI para híbridos flex)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14902.htm"},{"title":"Planalto — Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro: mistura de etanol na gasolina)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14993.htm"},{"title":"ANFAVEA — Estatísticas (vendas e produção de veículos leves 2025-2026)","url":"https://anfavea.com.br/site/estatisticas/"}]},{"id":"tropicalizacao-da-soja","term":"Tropicalização da soja","aliases":["Tropicalização da soja","tropicalização"],"sectors":["agtech"],"definition":"Tropicalização da soja é o nome dado ao conjunto de inovações genéticas, agronômicas e microbiológicas que permitiu cultivar, em latitudes baixas e solos tropicais, uma leguminosa domesticada no nordeste da China, entre 45° e 50° de latitude norte. A soja (Glycine max) é uma planta de dias curtos: a indução floral é controlada pelo fotoperíodo, e as cultivares de clima temperado, quando levadas para perto do Equador, florescem cedo demais, ficam baixas e produzem pouco. Por isso as primeiras tentativas no Brasil fracassaram, como o plantio de Gustavo D'Utra na Bahia em 1882, e a cultura só prosperou inicialmente no Rio Grande do Sul, entre 1920 e 1940, onde o regime de luz se aproximava do de origem.\n\nO avanço decisivo foi genético: a incorporação, nas cultivares brasileiras, do caráter de período juvenil longo. A juvenilidade é a fase vegetativa inicial em que a planta não floresce mesmo sob dias curtos; o caráter é controlado por poucos genes recessivos e foi identificado em acessos como 'Santa Maria', PI 240664, PI 159925 e PI 274454. Com ele, a soja passou a atingir porte e área foliar adequados antes de florescer, viabilizando cultivares de crescimento determinado, ciclo de 100 a 140 dias, 0,70 a 1,00 m de altura e baixa sensibilidade à época de semeadura, aptas às latitudes do Cerrado e, depois, do Matopiba e da Amazônia Legal.\n\nA genética, porém, não bastava. Os solos do Cerrado são ácidos, pobres em fósforo e com alumínio tóxico, exigindo um pacote de correção química (calagem e gessagem) e recomendações de adubação por região e por nível de produtividade. Como a soja é exigente em nitrogênio, a seleção de estirpes de Bradyrhizobium eficientes em condições tropicais e a formulação de inoculantes dispensaram o adubo nitrogenado. O preparo convencional com arado e grade erodia rapidamente o solo sob chuvas tropicais, o que levou ao sistema plantio direto, hoje usado em cerca de 90% da área de soja. Houve ainda a construção de sistemas de produção e conservação de sementes de qualidade sob calor e chuva irregular, e cultivares com resistência a nematoides, vírus, bactérias e fungos.\n\nO resultado foi uma quebra de paradigma: até os anos 1970 não se cultivava soja com sucesso em regiões tropicais. O caso tornou-se o exemplo canônico de ciência agrícola adaptativa, em que a pesquisa pública (Embrapa Soja, criada em 1975 em Londrina, institutos estaduais e universidades) construiu uma agricultura tropical sem copiar modelos temperados, e explica por que o Brasil é hoje o maior produtor e exportador mundial do grão.","brazil":"O Brasil colheu, segundo a Conab, 169,7 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, dentro de uma safra recorde de grãos de 345,2 milhões de toneladas em 81,9 milhões de hectares. A cultura é hoje transgênica em 99% da área, inoculada com bactérias fixadoras em cerca de 85% dela e cultivada em plantio direto quase universalmente. A base genética foi construída pela Embrapa (Embrapa Soja, pesquisadores como Romeu Kiihl e Leones de Almeida), pelo IAC, pela UFV e pela ESALQ, e depois diversificada por programas privados (GDM, Bayer, Corteva, Syngenta, TMG, Nidera), que licenciam germoplasma e eventos transgênicos.\n\nO pacote tecnológico brasileiro tornou-se referência exportável: cultivares de período juvenil longo e sistemas de manejo tropical foram levados a savanas africanas (Moçambique, Zâmbia, Angola) e a países sul-americanos. A fixação biológica de nitrogênio, celebrada com o World Food Prize 2025 concedido a Mariangela Hungria (Embrapa Soja), e o plantio direto, nascido no Paraná em 1972, completam a tríade que sustenta a competitividade da soja nacional. Instituições como o MAPA, a Conab e a CTNBio regulam e monitoram a cadeia.","international":"Os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina respondem por cerca de 80% da produção mundial de soja; a China é o maior importador, com compras anuais superiores a 100 milhões de toneladas, o que torna o grão um ativo geopolítico central nas disputas comerciais sino-americanas. A soja tropicalizada brasileira deslocou a norte-americana no mercado chinês e inspirou a expansão em outras regiões tropicais. Ao mesmo tempo, a União Europeia, com o regulamento antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação foi adiada para 30 de dezembro de 2026 para grandes operadores, exige rastreabilidade de origem livre de desmatamento, afetando diretamente a cadeia brasileira.\n\nNo plano científico, a fronteira é a genética de adaptação climática: tolerância à seca e ao calor, eficiência no uso de água e fósforo, e resistência à ferrugem asiática e a nematoides. Programas de melhoramento em latitudes baixas na África e no Sudeste Asiático usam a experiência brasileira como ponto de partida.","future":"O futuro da soja tropical dependerá de produzir mais sem expandir sobre vegetação nativa. A pressão sobre o Cerrado e o Matopiba, as tensões em torno da Moratória da Soja na Amazônia e as exigências de rastreabilidade de mercados europeus e asiáticos devem empurrar a cadeia para a intensificação sustentável: duas ou três safras por ano, integração lavoura-pecuária-floresta e recuperação de pastagens degradadas, que a Embrapa estima como a maior fronteira de expansão sem desmatamento.\n\nDo lado da ciência, a edição gênica já entrou no portfólio brasileiro, com soja tolerante à seca aprovada pela CTNBio como não transgênica em 2023, e as mudanças climáticas tornam urgente a seleção para estresses combinados. Vale observar os riscos de concentração do mercado de sementes em poucas multinacionais, a dependência de royalties biotecnológicos e a necessidade de manter financiamento público estável para a Embrapa, cuja pesquisa de longo prazo foi o que tornou a tropicalização possível.","related_ids":[0,3,5,6,8,31,32,33,72],"sources":[{"title":"A soja no Brasil é movida por inovações tecnológicas (Decio Gazzoni, Embrapa Soja) — Revista Cultivar","url":"https://revistacultivar.com.br/artigos/a-soja-no-brasil-e-movida-por-inovacoes-tecnologicas"},{"title":"Kiihl & Almeida — Melhoramento de soja para baixas latitudes (Embrapa Soja, SBMP 2001)","url":"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1163572/1/Kiihl-melhoramento-SBMP-2001.pdf"},{"title":"Brasil deve colher safra recorde de 345,2 milhões de toneladas em 2024/25 (Conab) — Revista Cultivar","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/brasil-deve-colher-safra-recorde-de-345-2-milhoes-de-toneladas-em-2024-25"},{"title":"25 anos de transgênicos no campo (Agroconsult/CropLife Brasil, 2023)","url":"https://static.poder360.com.br/2024/04/25-anos-biotech-digital-PT-12-11.pdf"},{"title":"Parlamento Europeu aprova adiamento da lei antidesmatamento para dezembro de 2026 — Times Brasil","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/parlamento-europeu-aprova-adiamento-da-lei-antidesmatamento-para-dezembro-de-2026/"}]},{"id":"plantio-direto","term":"Plantio direto","aliases":["Plantio direto","plantio direto","sistema plantio direto","SPD"],"sectors":["agtech"],"definition":"O sistema plantio direto (SPD) é um modo de manejo conservacionista do solo em que a semeadura é feita diretamente sobre os resíduos da cultura anterior (a palhada), sem aração nem gradagem. Ele se apoia em três princípios interdependentes: mobilização mínima do solo, restrita ao sulco de semeadura; cobertura permanente com palha ou plantas vivas; e rotação, sucessão ou consorciação de culturas, incluindo plantas de cobertura. A máquina central é a semeadora-adubadora de plantio direto, que corta a palha, abre um sulco estreito, deposita semente e fertilizante e fecha o solo em uma única operação.\n\nTecnicamente, o SPD reproduz a dinâmica de um solo não perturbado. A palhada reduz a energia de impacto das gotas de chuva e a velocidade da enxurrada, cortando a erosão em uma ordem de grandeza; mantém o solo mais frio e úmido, favorecendo microrganismos e a fauna do solo; e a decomposição lenta dos resíduos acumula matéria orgânica e carbono na camada superficial. A ausência de revolvimento preserva a estrutura de agregados, os canais radiculares e a atividade de minhocas. Em contrapartida, exige controle de plantas daninhas por herbicidas ou por supressão com cobertura, manejo de pragas que sobrevivem na palha e correção da acidez em superfície, já que o calcário não é incorporado.\n\nO sistema é indissociável de outras tecnologias da agricultura tropical. A fixação biológica de nitrogênio na soja é até 30% maior sob plantio direto que sob preparo convencional; as culturas de segunda safra (milho safrinha, braquiárias) fornecem a palha que o Cerrado, com decomposição rápida, exige; e o uso de herbicidas de amplo espectro associado a cultivares transgênicas tolerantes facilitou a dessecação pré-plantio. O SPD é também a principal via de sequestro de carbono em solos agrícolas reconhecida pelos planos de agricultura de baixo carbono.\n\nPara a agricultura em clima tropical, com chuvas intensas e solos frágeis, o plantio direto foi mais do que uma técnica: foi a condição de sobrevivência da fronteira agrícola. Sem ele, a expansão da soja e do milho sobre o Cerrado teria reproduzido a erosão catastrófica observada no Paraná e no Rio Grande do Sul nas décadas de 1960 e 1970.","brazil":"O Brasil é a maior área contínua de plantio direto do mundo. A história começa com o agricultor Herbert Bartz, de Rolândia (PR), que, após perder solo em chuvas torrenciais, conheceu a técnica por meio do IPEAME (instituto criado em 1968 em Colombo, PR), visitou produtores nos Estados Unidos e na Inglaterra em 1970-1971 e, em outubro de 1972, semeou os primeiros 200 hectares de soja sem arar. Grupos de produtores como o Clube da Minhoca (1979) e a Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (Febrapdp, fundada em 23 de julho de 1992 em Cruz Alta, RS) difundiram a prática, com apoio de pesquisa do Iapar, da Embrapa (Embrapa Trigo, Embrapa Soja, Embrapa Solos e Embrapa Cerrados) e de universidades como a ESALQ e a UFV.\n\nA área passou de cerca de 1 milhão de hectares em 1992 para 32 milhões no levantamento da Febrapdp de 2018; estimativas da Embrapa Solos para 2024/25 situam-na entre 33 e 39 milhões de hectares, e a soja é conduzida em plantio direto em cerca de 90% de sua área. O Plano ABC+ (2020-2030) estabelece a meta de levar o sistema a cerca de 75% da área plantada do país até 2030. Fabricantes nacionais de semeadoras, como Jacto e Stara, construíram indústrias de máquinas em torno do sistema, e a pesquisa atual concentra-se na qualidade do SPD (rotação efetiva, plantas de cobertura, compactação) e na mensuração do carbono do solo para mercados de crédito.","international":"Estimativas da FAO e de redes de agricultura de conservação indicam cerca de 200 milhões de hectares sob plantio direto ou cultivo mínimo no mundo, concentrados nos Estados Unidos, no Brasil, na Argentina, no Canadá, na Austrália e no Paraguai, com adoção crescente na China, no Cazaquistão e em partes da África. Nos Estados Unidos o sistema nasceu nos anos 1960 com os herbicidas, mas a adoção plena, com rotação e cobertura, ainda é parcial; na Europa a prática avança lentamente por restrições regulatórias a herbicidas e pela estrutura fundiária.\n\nO plantio direto é hoje um pilar das agendas de solo saudável e de carbono: o programa 4 por 1000 lançado na COP21, as metodologias de crédito de carbono em solos (Verra VM0042) e os protocolos de agricultura regenerativa de grandes compradores de grãos pressupõem o SPD como prática de base, e o Brasil é frequentemente citado como referência de escala.","future":"O próximo passo é qualificar a adoção. Boa parte da área brasileira pratica um plantio direto parcial, com sucessão soja-milho sem rotação diversificada nem plantas de cobertura, o que compromete os ganhos de carbono e de resiliência. A meta do ABC+ exige expandir para regiões de pecuária e de agricultura familiar, onde a mecanização e a assistência técnica são mais escassas, e enfrentar problemas como compactação, resistência de plantas daninhas a herbicidas e novas pragas da palhada.\n\nA quantificação de carbono no solo por sensoriamento, espectroscopia e modelagem, hoje cara e incerta, decidirá se o plantio direto se converterá em receita de créditos para o produtor. Também há risco em políticas externas que, ao restringirem herbicidas como o glifosato, podem indiretamente desestimular o sistema. O desafio é manter o SPD como tecnologia viva, atualizada por pesquisa pública e por redes de produtores, e não apenas como rótulo.","related_ids":[0,5,6,3,386,387,32,178,7],"sources":[{"title":"Plantio direto: a história da lida que mudou o jeito de plantar — Forbes Agro","url":"https://forbes.com.br/forbesagro/2022/08/plantio-direto-a-historia-da-lida-que-mudou-o-jeito-de-plantar/"},{"title":"Sistema de plantio direto comemora 50 anos com 32 mi de ha semeados no país — BrasilAgro","url":"https://www.brasilagro.com.br/conteudo/sistema-de-plantio-direto-comemora-50-anos-com-32-mi-de-ha-semeados-no-pais.html"},{"title":"Febrapdp prevê plantio direto em 75% da área agrícola até 2030 — Canal Rural","url":"https://www.canalrural.com.br/agronegocio/febrapdp-preve-plantio-direto-em-75-de-area-agricola-ate-2030/"},{"title":"A soja no Brasil é movida por inovações tecnológicas — Revista Cultivar","url":"https://revistacultivar.com.br/artigos/a-soja-no-brasil-e-movida-por-inovacoes-tecnologicas"},{"title":"A pesquisa em fixação biológica do nitrogênio na Embrapa Soja (Anais RELARE)","url":"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/990886/1/ApesquisaemfixacaobiologicadonitrogenionaEmbrapaSojapassadopresenteeperspectivasfuturas.pdf"}]},{"id":"fixacao-biologica-de-nitrogenio","term":"Fixação biológica de nitrogênio","aliases":["Fixação biológica de nitrogênio","fixação biológica","inoculante","inoculantes","FBN"],"sectors":["agtech"],"definition":"Fixação biológica de nitrogênio (FBN) é o processo pelo qual certos microrganismos convertem o nitrogênio gasoso da atmosfera (N2), inerte e inacessível às plantas, em amônia assimilável, por meio da enzima nitrogenase. É a única alternativa natural à síntese industrial de amônia pelo processo Haber-Bosch, que consome gás natural e responde por parcela relevante das emissões da agricultura. Na agricultura, a FBN é explorada principalmente pela simbiose entre leguminosas (soja, feijão, amendoim, alfafa) e bactérias dos gêneros Bradyrhizobium e Rhizobium, que colonizam as raízes e formam nódulos, estruturas onde a planta fornece carboidratos e ambiente de baixo oxigênio e a bactéria devolve nitrogênio.\n\nO inoculante é o produto que leva essas bactérias ao campo: uma formulação líquida ou turfosa contendo estirpes selecionadas em alta concentração, aplicada às sementes ou no sulco de semeadura. A eficiência depende da estirpe (capacidade de fixar, competitividade frente a bactérias nativas, tolerância a estresse), da qualidade da formulação, da compatibilidade com fungicidas e inseticidas de tratamento de sementes e do manejo do solo. No Brasil, as estirpes recomendadas para soja são selecionadas e registradas por meio da Relare, rede de laboratórios criada em 1985 e ligada ao Ministério da Agricultura, e os inoculantes são regulados como bioinsumos.\n\nAlém da simbiose com leguminosas, há a fixação associativa por bactérias que vivem na superfície ou no interior de raízes de gramíneas, como Azospirillum brasilense em milho, trigo, arroz e braquiárias. Essas bactérias fixam menos nitrogênio, mas produzem fitormônios que estimulam o crescimento radicular e a absorção de nutrientes. A coinoculação, que combina Bradyrhizobium e Azospirillum na soja, e os bioinoculantes para gramíneas são as fronteiras comerciais mais recentes.\n\nA importância da FBN é agronômica, econômica e climática. Uma tonelada de grãos de soja exporta cerca de 80 kg de nitrogênio; sem fixação biológica, a soja exigiria adubação nitrogenada maciça, cara e emissora de óxido nitroso. O Brasil construiu, ao longo de cinco décadas, o maior caso mundial de substituição de fertilizante químico por microrganismos.","brazil":"A FBN é um dos pilares da agricultura tropical brasileira. A linhagem científica remonta a Johanna Döbereiner, da Embrapa Agrobiologia, e consolidou-se na Embrapa Soja (Londrina), fundada em 1975, onde Mariangela Hungria liderou a seleção de estirpes de Bradyrhizobium e a liberação das estirpes de Azospirillum brasilense Ab-V5 e Ab-V6 para milho e trigo. Hungria recebeu o World Food Prize 2025, conhecido como Nobel da agricultura. Segundo a Embrapa, a soja brasileira é cultivada com inoculantes em cerca de 85% da área, a maior taxa de inoculação do mundo; a economia em fertilizante nitrogenado foi estimada em cerca de US$ 25 a 28 bilhões na última safra, com 230 a 280 milhões de toneladas de CO2 equivalente evitadas. Para gramíneas, mais de 40 milhões de doses de inoculantes são comercializadas por ano, e o Azospirillum pode reduzir em até 25% a adubação nitrogenada de cobertura.\n\nA indústria nacional de inoculantes inclui empresas como Biotrop, Vittia e Total Biotecnologia, multinacionais como Koppert, Novonesis, Corteva e Bayer, e redes de pesquisa como o INCT MicroAgro. A Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070/2024) consolidou o marco regulatório de inoculantes, inclusive para produção na propriedade. A FBN também sustenta a imagem de baixo carbono da soja brasileira em negociações internacionais.","international":"A FBN é explorada em todos os países produtores de leguminosas, mas em nenhum com a intensidade brasileira. Nos Estados Unidos e na Argentina, solos com populações estabelecidas de rizóbios e a disponibilidade de nitrogênio barato reduziram a prática de inoculação anual. Globalmente, a agricultura consome mais de 100 milhões de toneladas de nitrogênio sintético por ano, e a fabricação de amônia responde por cerca de 1% a 2% do consumo mundial de energia, o que torna a FBN estratégica para a descarbonização.\n\nA fronteira internacional é a engenharia de microrganismos: empresas como a norte-americana Pivot Bio vendem bactérias editadas para fixar nitrogênio em milho mesmo na presença de fertilizante, enquanto consórcios acadêmicos buscam transferir a nitrogenase ou a capacidade de nodulação para cereais. O mercado global de biológicos agrícolas, do qual os inoculantes são o segmento mais maduro, cresce a dois dígitos ao ano, liderado por Brasil, Estados Unidos e Europa.","future":"Para o Brasil, o desafio é ampliar a FBN além da soja: feijão, milho, cana e pastagens, com estirpes e formulações adaptadas, e consolidar a coinoculação e os bioinoculantes de gramíneas com evidência agronômica robusta. A regulamentação da Lei 15.070/2024, ainda pendente de decreto em meados de 2026, definirá controle de qualidade, rotulagem e fiscalização, cruciais para evitar a proliferação de produtos ineficazes que corroem a confiança do produtor.\n\nNo horizonte científico estão a seleção assistida por genômica de estirpes, microrganismos sintéticos e cereais fixadores, com implicações regulatórias ainda indefinidas, além do risco de dependência de poucas estirpes e da erosão da capacidade pública de pesquisa que gerou a tecnologia. Monitorar a evolução de populações nativas de rizóbios menos eficientes e o efeito de defensivos sobre a simbiose são tarefas permanentes.","related_ids":[0,3,16,17,18,19,20,32,5],"sources":[{"title":"Quem é a pesquisadora brasileira que recebeu o prêmio conhecido como Nobel da agricultura — Band","url":"https://www.band.com.br/noticias/quem-e-a-pesquisadora-brasileira-que-recebeu-o-premio-conhecido-como-nobel-da-agricultura-202505142009"},{"title":"Mercado de bioinsumos movimenta R$ 7 bi no Brasil e projeta R$ 10 bi até 2030 (XXII Relare) — Movimento Econômico","url":"https://movimentoeconomico.com.br/agronegocio/2026/08/19/mercado-de-bioinsumos-movimenta-r-7-bi-no-brasil-e-projeta-r-10-bi-ate-2030/"},{"title":"A pesquisa em fixação biológica do nitrogênio na Embrapa Soja: passado, presente e perspectivas (Anais RELARE)","url":"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/990886/1/ApesquisaemfixacaobiologicadonitrogenionaEmbrapaSojapassadopresenteeperspectivasfuturas.pdf"},{"title":"Cientista da Embrapa ganha Prêmio Mundial da Alimentação — Agência Gov","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202506/cientista-da-embrapa-ganha-premio-mundial-da-alimentacao-nobel-da-agricultura"},{"title":"Lei nº 15.070/2024 (Lei dos Bioinsumos) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15070.htm"}]},{"id":"bioinsumo","term":"Bioinsumo","aliases":["Bioinsumo","bioinsumos","biológicos","bioinsumos agrícolas"],"sectors":["agtech"],"definition":"Bioinsumo é o termo brasileiro, consolidado pela Lei 15.070/2024, para produtos, processos ou tecnologias de origem vegetal, animal ou microbiana, inclusive biotecnológica, usados na produção, proteção, armazenamento e beneficiamento agrícola, florestal e aquícola, e que atuam sobre o crescimento, o desenvolvimento ou os mecanismos de resposta dos organismos. A categoria abrange inoculantes (bactérias fixadoras de nitrogênio e fungos micorrízicos), produtos de biocontrole (bactérias como Bacillus thuringiensis, fungos como Trichoderma, Beauveria e Metarhizium, vírus, nematoides entomopatogênicos e insetos parasitoides como Trichogramma e Cotesia), bioestimulantes, biofertilizantes, semioquímicos (feromônios) e extratos vegetais.\n\nOs mecanismos de ação são diversos: competição e antibiose contra patógenos, parasitismo e infecção de pragas, indução de resistência sistêmica na planta, solubilização de fósforo e potássio, produção de fitormônios e mitigação de estresses hídrico e salino. Diferentemente dos agroquímicos de síntese, os biológicos são organismos vivos ou seus metabólitos: têm prazo de validade curto, sensibilidade a temperatura, UV e pH, janelas de aplicação estreitas e exigem compatibilidade com defensivos convencionais. Em troca, apresentam baixa toxicidade, menor risco de resistência quando usados em programas integrados e tempo de carência reduzido.\n\nA cadeia industrial de bioinsumos inclui coleções de microrganismos e prospecção, fermentação em biorreatores (submersa ou em estado sólido), formulação (líquida, pó molhável, granulado, encapsulado), controle de qualidade (concentração, pureza, viabilidade) e distribuição com cadeia de frio. Um segmento distinto é a produção na propriedade (on-farm), em que produtores multiplicam microrganismos em biofábricas próprias, prática disseminada no Brasil e agora regulada: é permitida sem comercialização, com rastreabilidade e registro simplificado.\n\nO mercado de bioinsumos cresce porque combina três demandas: redução de custos frente a fertilizantes e defensivos importados, manejo de pragas e doenças que desenvolveram resistência a químicos (como a Helicoverpa e os nematoides) e exigências de sustentabilidade de compradores e reguladores. Ele é hoje o segmento de insumos de crescimento mais rápido da agricultura brasileira.","brazil":"O Brasil está entre os três maiores mercados de bioinsumos do mundo. Segundo a Anpii Bio, as vendas superaram R$ 7 bilhões na safra 2024/25, com projeção de R$ 10 bilhões em 2030; o número de indústrias registradas passa de 200 e cresceu mais de 50% entre 2022 e 2025. A soja brasileira recebe biológicos em cerca de 85% da área a cada safra, com ganhos de produtividade de 8% a 16%, e o controle biológico de pragas da cana e do milho é feito em dezenas de milhões de hectares. O marco regulatório evoluiu do Programa Nacional de Bioinsumos (2020) para a Lei 15.070, sancionada em 23 de dezembro de 2024, que criou regras próprias de registro, fiscalização (MAPA no âmbito federal, órgãos estaduais no uso), produção on-farm, incentivos creditícios e taxa própria; o decreto regulamentador ainda não havia sido publicado em agosto de 2026, o que a indústria aponta como entrave.\n\nO ecossistema inclui a Embrapa (coleções de microrganismos, estirpes de Bradyrhizobium e Azospirillum, Bacillus para tolerância à seca), institutos estaduais como o Instituto Biológico (SP), empresas nacionais como Biotrop (adquirida pela Biobest em 2023), Vittia, Simbiose e Ballagro, multinacionais como Koppert, Corteva, Bayer, Syngenta e Novonesis, e associações como CropLife Brasil e Anpii Bio. Universidades (ESALQ, UFV, UFLA) formam a base científica e de pessoal.","international":"O mercado global de biológicos agrícolas é estimado em torno de US$ 15 bilhões e cresce a dois dígitos anuais, com projeções de US$ 45 bilhões até 2032. Os Estados Unidos lideram em biopesticidas registrados pela EPA; a União Europeia impulsiona a adoção com a meta de reduzir o uso de agroquímicos de síntese, mas mantém registro lento e caro para microrganismos; a Índia e a China expandem rapidamente, inclusive com produção estatal. As grandes empresas de insumos reorganizaram seus portfólios por aquisições: Novozymes e Chr. Hansen fundiram-se em Novonesis, e Bayer, Corteva, Syngenta e BASF têm plataformas de biológicos.\n\nA harmonização regulatória é a questão internacional central: definições, exigências de eficácia e de segurança divergem entre países, o que dificulta registros simultâneos. A OCDE e a FAO trabalham em diretrizes, e o modelo brasileiro de lei específica passou a ser observado como alternativa ao enquadramento dos biológicos como agrotóxicos.","future":"A trajetória é de crescimento com amadurecimento. A regulamentação da Lei 15.070 definirá padrões de qualidade e rotulagem que separarão produtos eficazes de soluções sem evidência, questão sensível na produção on-farm, onde contaminações e dosagens erradas são frequentes. A biologia sintética e a edição de microrganismos trazem produtos de nova geração e novas perguntas regulatórias; a inteligência artificial acelera a prospecção de estirpes e a formulação.\n\nHá riscos a observar: dependência de poucas espécies de Bacillus e Trichoderma, concentração do setor em multinacionais, propriedade intelectual sobre microrganismos oriundos da biodiversidade brasileira (sujeitos à Lei 13.123/2015 e ao SisGen) e expectativas excessivas de substituição total de químicos. O cenário mais provável é a integração: biológicos e sintéticos em programas de manejo, com dados de campo e rastreabilidade garantindo o desempenho.","related_ids":[20,16,17,18,19,0,3,9,32,74],"sources":[{"title":"Lei nº 15.070, de 23 de dezembro de 2024 — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15070.htm"},{"title":"Indústria espera publicação do decreto da Lei de Bioinsumos — Canal Rural","url":"https://www.canalrural.com.br/radar/industria-espera-publicacao-do-decreto-da-lei-de-bioinsumos-para-as-proximas-semanas/"},{"title":"Mercado de bioinsumos movimenta R$ 7 bi no Brasil e projeta R$ 10 bi até 2030 — Movimento Econômico","url":"https://movimentoeconomico.com.br/agronegocio/2026/08/19/mercado-de-bioinsumos-movimenta-r-7-bi-no-brasil-e-projeta-r-10-bi-ate-2030/"},{"title":"Mercado de bioinsumos pode alcançar US$ 45 bilhões até 2032 — Agrolink","url":"https://www.agrolink.com.br/noticias/mercado-de-bioinsumos-podem-alcancar-us--45-bilhoes-ate-2032_517300.html"},{"title":"Embrapa Agricultura Digital (inoculantes Bacillus e ferramentas digitais)","url":"https://www.embrapa.br/agricultura-digital"}]},{"id":"agricultura-de-precisao","term":"Agricultura de precisão","aliases":["Agricultura de precisão","agricultura de precisão","agricultura digital","agricultura 4.0"],"sectors":["agtech","robotics","ai"],"definition":"Agricultura de precisão é o conjunto de técnicas que trata a variabilidade espacial e temporal da lavoura, aplicando insumos e operações no lugar certo, na dose certa e no momento certo, em vez de manejar o talhão como unidade homogênea. Seu ciclo clássico tem quatro etapas: coleta de dados georreferenciados (amostragem de solo em grade, mapas de produtividade gerados por colhedoras com GNSS, sensores de dossel, imagens de satélite e drones, estações meteorológicas); análise e geração de mapas de prescrição; aplicação a taxa variável de calcário, fertilizantes, sementes e defensivos por máquinas com controladores eletrônicos; e avaliação dos resultados na safra seguinte.\n\nA base tecnológica inclui posicionamento por satélite com correção RTK (precisão centimétrica), piloto automático e controle de seções em pulverizadores e semeadoras, protocolos de comunicação entre trator e implemento (ISOBUS), telemetria de frota e sensores ópticos que medem índices de vegetação (NDVI) para adubação nitrogenada em tempo real. Nos últimos anos somaram-se visão computacional e inteligência artificial para pulverização seletiva planta a planta (que reduz herbicidas em mais de 50%), robôs autônomos de campo, modelos de previsão climática e de pragas, e plataformas de gestão que integram dados agronômicos, financeiros e de rastreabilidade.\n\nO termo agricultura digital, ou agricultura 4.0, é mais amplo: refere-se à digitalização de toda a cadeia, da gestão da propriedade à comercialização e ao crédito, com conectividade, computação em nuvem, internet das coisas e análise de dados. A agricultura de precisão é o seu núcleo agronômico. Suas promessas são produtividade, eficiência no uso de insumos (e, portanto, menor custo e menor impacto ambiental) e geração de dados que viabilizam seguro, crédito e certificação.\n\nOs limites são bem conhecidos: custo de equipamentos, necessidade de conectividade no campo, interoperabilidade entre marcas, propriedade e governança dos dados do produtor e capacitação técnica. Em países tropicais acrescenta-se a dificuldade de calibrar modelos desenvolvidos para climas temperados e a heterogeneidade entre grandes fazendas altamente mecanizadas e a agricultura familiar.","brazil":"A pesquisa Embrapa/Sebrae/Inpe de 2020 mostrou que 84% dos produtores brasileiros usam ao menos uma ferramenta digital, mas principalmente internet e aplicativos de mensagem; tecnologias especializadas tinham adoção menor: imagens de drone ou satélite (17%), sensores de campo (16%) e sistemas automatizados ou robotizados (7%). Os obstáculos citados eram custo (67%) e conectividade (48%); um estudo da ESALQ-USP estimava que apenas cerca de 5% da área agricultável tinha conexão, e o MAPA calculava a necessidade de cerca de 16 mil antenas para cobrir 90% da área. O leilão do 5G (2021) incluiu obrigações de cobertura 4G em rodovias e localidades rurais, e a internet por satélite de baixa órbita (Starlink) mudou rapidamente o quadro em fazendas remotas.\n\nO ecossistema é denso: a Embrapa Agricultura Digital (Campinas) e a Embrapa Instrumentação (São Carlos) desenvolvem plataformas como AgroAPI, Zarc Plantio Certo e BovTrace; a ESALQ e a UFV formam especialistas; fabricantes nacionais como Jacto e Stara embarcam eletrônica de precisão em pulverizadores e semeadoras; a Solinftec (Araçatuba) opera robôs e plataformas de inteligência artificial em milhões de hectares no Brasil e nos Estados Unidos; startups como Agrosmart, Aegro, Agrotools e Cromai, e o hub AgTech Garage (Piracicaba) articulam o setor; e multinacionais como John Deere, CNH, AGCO e Bayer mantêm centros de desenvolvimento no país. Drones de pulverização (XMobots, DJI) e a regulação da ANAC/DECEA são outra frente em expansão.","international":"A liderança tecnológica está nos Estados Unidos (John Deere, com pulverização seletiva por visão computacional e trator autônomo; Trimble; Climate FieldView da Bayer), na Europa (CNH, AGCO, Claas, Kverneland) e, crescentemente, na China (XAG e DJI em drones agrícolas, plataformas estatais de dados). A adoção de guia automático por GNSS ultrapassa 60% a 70% das áreas de grãos norte-americanas, mas a taxa variável plena continua minoritária. A Índia e a África avançam por outro caminho: serviços digitais via celular para pequenos produtores (previsão, preços, crédito).\n\nQuestões de governança internacional incluem o direito de reparo e a interoperabilidade de máquinas, a propriedade dos dados agronômicos, a conectividade por constelações de satélites e o uso de inteligência artificial generativa em assistência técnica. A agricultura de precisão é também insumo central de sistemas de monitoramento, rastreabilidade e mensuração de carbono exigidos por reguladores e compradores.","future":"A trajetória aponta para autonomia (robôs e máquinas sem operador), decisões planta a planta e integração de dados com crédito, seguro e mercados de carbono. Para o Brasil, as prioridades são conectividade rural, interoperabilidade e modelos agronômicos calibrados para o trópico, além de levar a tecnologia à agricultura familiar por cooperativas e serviços compartilhados. O custo da energia, a manutenção de eletrônica em ambientes severos e a formação de operadores são gargalos práticos.\n\nRiscos a observar: concentração dos dados em poucas plataformas estrangeiras, dependência de GNSS e de nuvens externas (questão de soberania digital), segurança cibernética de máquinas conectadas e a possibilidade de a tecnologia aprofundar a desigualdade entre grandes e pequenos produtores. A promessa ambiental, de menos insumo por unidade produzida, só se realizará se a adoção for medida e verificada.","related_ids":[1,2,4,371,12,13,14,386,387,262],"sources":[{"title":"O campo digitalizado — Revista Pesquisa FAPESP (pesquisa Embrapa/Sebrae/Inpe 2020)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/o-campo-digitalizado/"},{"title":"Pesquisa revela que 84,1% dos produtores rurais acessam tecnologias digitais — Revista Cultivar","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/pesquisa-inedita-revela-comportamento-do-produtor-rural-84-1-acessam-tecnologias-digitais"},{"title":"Embrapa Agricultura Digital — portal institucional","url":"https://www.embrapa.br/agricultura-digital"},{"title":"Sinal ruim da internet é a maior praga contra a agricultura de precisão — Gazeta do Povo","url":"https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura/sinal-ruim-da-internet-e-maior-praga-contra-agricultura-de-precisao-21rol2wjqx70dt24q4thvc7bc"}]},{"id":"cultivar-e-melhoramento-genetico","term":"Cultivar e melhoramento genético","aliases":["Cultivar e melhoramento genético","cultivar","cultivares","melhoramento genético","melhoramento de plantas"],"sectors":["agtech"],"definition":"Cultivar (de cultivated variety) é a variedade de planta cultivada que se distingue de outras por características claramente definidas, é homogênea entre indivíduos e estável ao longo das gerações, critérios conhecidos pela sigla DHE (distinguibilidade, homogeneidade e estabilidade). É a unidade comercial do melhoramento genético: o que o agricultor compra em forma de semente, muda ou tolete e o que a legislação registra e protege. Uma cultivar pode ser uma linhagem pura (soja, trigo, arroz), um híbrido (milho, sorgo, hortaliças), um clone (cana, eucalipto, batata, café conilon) ou uma população melhorada.\n\nO melhoramento genético é a ciência de criar cultivares. Parte da variabilidade disponível em bancos de germoplasma e populações, realiza cruzamentos ou induz mutações, e seleciona, ao longo de gerações e ambientes, os genótipos com melhor produtividade, qualidade, resistência a doenças e pragas, adaptação a estresses e características agroindustriais. Métodos clássicos (seleção massal, genealógica, retrocruzamento, hibridação para explorar heterose) foram acelerados por ferramentas moleculares: marcadores de DNA e seleção assistida, seleção genômica (predição de desempenho a partir de milhares de marcadores), duplo-haploides, fenotipagem de alto rendimento com sensores e drones, speed breeding com várias gerações por ano e, mais recentemente, edição gênica. A transgenia introduz genes de outras espécies e constitui categoria regulatória à parte.\n\nO marco institucional envolve dois registros distintos. O registro de cultivares habilita a produção e a venda de sementes e mudas (no Brasil, o Registro Nacional de Cultivares, criado pela Lei de Sementes 10.711/2003). A proteção de cultivares confere ao obtentor direito exclusivo de reprodução comercial por 15 anos (18 para videiras e árvores), nos moldes da convenção UPOV; no Brasil, a Lei 9.456/1997 criou o Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), preservando o privilégio do agricultor de guardar semente para uso próprio e a isenção do melhorista para pesquisa.\n\nO melhoramento é a tecnologia agrícola de maior retorno histórico: boa parte dos ganhos de produtividade do século XX veio de genética, e a cultivar é o veículo pelo qual outras tecnologias (fixação biológica, plantio direto, transgenia) chegam ao campo. Controlar o melhoramento é controlar a cadeia de valor da semente.","brazil":"O Brasil construiu programas públicos de melhoramento de classe mundial: o Instituto Agronômico de Campinas (IAC, 1887) em café, cana e algodão; a Embrapa (1973) em soja, feijão, arroz, milho, trigo, mandioca e frutas; a Rede Interuniversitária Ridesa (cultivares RB de cana, herdeiras do Planalsucar) e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC); a UFV, a UFLA e a ESALQ em diversas culturas; e empresas florestais como Suzano (com a FuturaGene, dona do primeiro eucalipto transgênico comercial aprovado, em 2015) e Klabin em clones de eucalipto e pinus. Com a Lei de Proteção de Cultivares de 1997, o setor privado passou a dominar o mercado de soja, milho e algodão: GDM, Bayer, Corteva, Syngenta, TMG e outras licenciam germoplasma e cobram royalties, enquanto a Embrapa segue relevante em culturas de menor interesse comercial e como fornecedora de germoplasma adaptado.\n\nO SNPC do MAPA já recebia, no fim dos anos 2000, cerca de 200 pedidos de proteção por ano, com a soja liderando, e o acervo protegido soma hoje milhares de cultivares. Bancos de germoplasma da Embrapa (Cenargen) guardam dezenas de milhares de acessos, incluindo mais de 65 mil de soja. A tropicalização da soja, o café arábica resistente à ferrugem, o feijão-carioca, o arroz irrigado e as braquiárias melhoradas são exemplos de cultivares brasileiras que mudaram a economia agrícola.","international":"O mercado global de sementes, da ordem de US$ 60 bilhões, é dominado por poucas empresas após as fusões de 2016-2018 (Bayer-Monsanto, Dow-DuPont em Corteva, ChemChina-Syngenta, BASF), que combinam germoplasma, eventos biotecnológicos, defensivos e plataformas digitais. A convenção UPOV de 1991, mais restritiva ao privilégio do agricultor que a de 1978 adotada pelo Brasil, é a referência nos países desenvolvidos. O sistema CGIAR (IRRI, CIMMYT, Embrapa como parceira) mantém o melhoramento público para países em desenvolvimento, e a China elevou a indústria de sementes a prioridade de segurança nacional, com aprovações de milho e soja transgênicos e editados a partir de 2023.\n\nA fronteira técnica é a convergência de seleção genômica, fenotipagem automatizada, inteligência artificial e edição gênica, que encurta ciclos de melhoramento de dez para poucos anos. A regulação da edição gênica (sem transgene) está sendo liberalizada em vários países, inclusive na União Europeia, com acordo político sobre novas técnicas genômicas em 2025.","future":"O Brasil precisará decidir como equilibrar propriedade intelectual e acesso: a cobrança de royalties sobre semente salva, as tentativas de revisar a Lei 9.456 para aderir à UPOV 1991 e a concentração do mercado estão em debate permanente. Manter programas públicos robustos é essencial para culturas sem interesse privado e para a diversidade genética, assim como investir em bancos de germoplasma e em pré-melhoramento com espécies nativas.\n\nAs mudanças climáticas exigem cultivares para calor, seca, novas pragas e ciclos mais curtos, e a edição gênica, com aprovações da CTNBio desde 2018, oferece caminho rápido, mas depende de licenças de patentes estrangeiras sobre CRISPR. Observar também a bioeconomia de espécies nativas (açaí, cupuaçu, pequi, guaraná), cujo melhoramento está em estágio inicial e envolve direitos de comunidades tradicionais.","related_ids":[0,8,5,6,7,23,26,31,32,72],"sources":[{"title":"Proteção de cultivares estimula competitividade do agronegócio (MAPA/SNPC) — Revista Cultivar","url":"https://www.revistacultivar.com.br/noticias/protecao-de-cultivares-estimula-competitividade-do-agronegocio"},{"title":"Kiihl & Almeida — Melhoramento de soja para baixas latitudes (Embrapa Soja)","url":"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1163572/1/Kiihl-melhoramento-SBMP-2001.pdf"},{"title":"Soja com genoma editado para tolerância à seca é aprovada pela CTNBio (banco de germoplasma com 65 mil acessos) — Revista Cultivar","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/soja-com-genoma-editado-para-tolerancia-a-seca-e-aprovada-pela-ctnbio"},{"title":"Histórico das cultivares de soja convencional no Brasil — Embrapa (Alice)","url":"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/964671/1/HistoricodascultivaresdesojaconvencionalnoBrasil.pdf"}]},{"id":"edicao-genica-crispr","term":"Edição gênica (CRISPR)","aliases":["Edição gênica (CRISPR)","edição gênica","CRISPR","geneticamente editado","edição genômica"],"sectors":["agtech","biotech"],"definition":"Edição gênica é o conjunto de técnicas que permite alterar sequências de DNA em posições predeterminadas do genoma de um organismo, com precisão de um ou poucos nucleotídeos. A ferramenta dominante é o sistema CRISPR-Cas, derivado de um mecanismo imune de bactérias e adaptado em 2012 por Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier (Nobel de Química de 2020). Um RNA-guia leva a nuclease Cas9 (ou Cas12, Cas13 e variantes) até a sequência-alvo, onde ela corta a dupla hélice; o reparo celular pode então gerar pequenas deleções ou inserções que inativam um gene (reparo por junção de extremidades) ou, se um molde for fornecido, substituir a sequência (reparo dirigido por homologia). Gerações posteriores, como edição de bases e prime editing, modificam letras sem cortar as duas fitas.\n\nA classificação regulatória usa a nomenclatura SDN (site-directed nuclease): SDN-1 produz mutações sem molde externo, SDN-2 usa um molde curto para trocar poucos nucleotídeos e SDN-3 insere sequências longas, inclusive transgenes. Produtos SDN-1 e SDN-2 frequentemente não contêm DNA recombinante no produto final e são, em muitos países, indistinguíveis de mutações naturais ou induzidas por melhoramento convencional, razão pela qual não são tratados como organismos geneticamente modificados. Técnicas correlatas (mutagênese dirigida por oligonucleotídeos, RNA de interferência tópico, agroinfiltração, metilação dirigida) compõem o grupo das Técnicas Inovadoras de Melhoramento de Precisão.\n\nNa agricultura, a edição acelera o melhoramento ao permitir alterar características complexas sem introduzir genes estranhos: tolerância à seca, redução de fatores antinutricionais, resistência a doenças, maior vida de prateleira, perfil de óleo e amido. Na saúde, viabilizou a primeira terapia gênica baseada em CRISPR aprovada (Casgevy, para anemia falciforme e betatalassemia, em 2023) e dezenas de ensaios clínicos; em microrganismos, redesenha leveduras e bactérias industriais. Os limites técnicos incluem edições fora do alvo, mosaicismo, eficiência variável de entrega às células e, em plantas, a dependência de protocolos de regeneração de tecidos.\n\nA relevância da edição gênica está em tornar o melhoramento mais rápido, barato e preciso, deslocando a fronteira regulatória da técnica para o produto e abrindo espaço para instituições públicas e empresas médias, não apenas para as multinacionais detentoras de transgênicos.","brazil":"O Brasil foi um dos primeiros países a definir regras: a Resolução Normativa nº 16 da CTNBio, de 15 de janeiro de 2018, estabeleceu um procedimento de consulta caso a caso para produtos obtidos por Técnicas Inovadoras de Melhoramento de Precisão. Se o produto final comprovadamente não contém DNA ou RNA recombinante, entre outros critérios, ele não é considerado OGM e segue a via regulatória convencional, com análise em até 90 dias, prorrogáveis. Com isso, a CTNBio já avaliou dezenas de consultas, abrangendo bovinos, tilápia, cana-de-açúcar, milho, soja e microrganismos.\n\nA Embrapa Soja obteve, em setembro de 2022, a classificação como não transgênica de uma soja editada para inativar a lectina (fator antinutricional) e, em março de 2023, de uma soja tolerante à seca editada com CRISPR-Cas9 sob licença da Corteva, a partir de fontes de tolerância identificadas em banco de germoplasma com mais de 65 mil acessos. O CTC desenvolve cana editada para maior teor de sacarose e digestibilidade, e grupos da USP, Unicamp, UFV, CNPEM e Fiocruz atuam em plantas, microrganismos e terapias. A dependência de licenças de patentes estrangeiras sobre CRISPR e a capacidade limitada de regeneração in vitro de espécies tropicais são os gargalos mais citados.","international":"A regulação diverge entre blocos. A Argentina (2015) e o Brasil (2018) foram pioneiros na abordagem produto a produto; os Estados Unidos isentaram de supervisão do USDA plantas com edições que poderiam ocorrer por melhoramento convencional (regra SECURE, 2020); o Japão comercializa desde 2021 tomate rico em GABA e peixes editados; a China aprovou soja e milho editados a partir de 2023; o Reino Unido aprovou a lei de melhoramento de precisão em 2023; e a União Europeia, após decisão judicial de 2018 que tratava edições como OGM, alcançou em 2025 acordo político para um regulamento sobre novas técnicas genômicas que libera plantas de categoria equivalente à convencional.\n\nA disputa de patentes entre a Universidade da Califórnia e o Broad Institute, licenciamentos pela Corteva e pelo Broad para agricultura e o surgimento de nucleases alternativas (Cas12a, TnpB, sistemas não-CRISPR) moldam o acesso. Na saúde, terapias in vivo de edição (PCSK9 para colesterol, ATTR) estão em fase avançada, e a edição de bases e o prime editing entram em clínica.","future":"Para o Brasil, as perguntas são de capacidade e de acesso: formar massa crítica em edição de espécies tropicais, garantir liberdade de operação frente a patentes, manter a CTNBio ágil e transparente, e definir a rotulagem (a legislação atual não exige rótulo para produtos não OGM). A rastreabilidade analítica é um desafio técnico: edições pontuais são difíceis de detectar, o que gera tensão com mercados que exigem identificação.\n\nEm perspectiva, a edição pode ampliar a bioeconomia (microrganismos industriais, bioinsumos editados), acelerar a adaptação climática de cultivos e trazer terapias avançadas nacionais, mas também concentrar poder econômico se o acesso às ferramentas permanecer restrito. Observar a convergência com inteligência artificial para desenho de edições, a edição em animais de produção e os debates éticos sobre uso em humanos (germinativo), proibido no Brasil.","related_ids":[72,0,23,31,36,62,554,559,6,71],"sources":[{"title":"Resolução Normativa nº 16 da CTNBio, de 15 de janeiro de 2018 (TIMPs)","url":"https://ojoioeotrigo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Resolucao-N-16.pdf"},{"title":"Soja com genoma editado para tolerância à seca é aprovada pela CTNBio — Revista Cultivar","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/soja-com-genoma-editado-para-tolerancia-a-seca-e-aprovada-pela-ctnbio"},{"title":"CTNBio aprova soja da Embrapa com genoma editado para reduzir fatores antinutricionais — Revista Cultivar","url":"https://revistacultivar.com.br/noticias/ctnbio-aprova-soja-da-embrapa-com-genoma-editado-para-reduzir-fatores-antinutricionais"},{"title":"Controvérsias da edição genética — Revista Pesquisa FAPESP","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/controversias-da-edicao-genetica"},{"title":"A legislação brasileira de biossegurança em face das TIMPs — Biodiverso (UFRGS)","url":"https://seer.ufrgs.br/index.php/biodiverso/article/view/136831"}]},{"id":"organismo-geneticamente-modificado","term":"Organismo geneticamente modificado (OGM)","aliases":["Organismo geneticamente modificado (OGM)","OGM","transgênico","transgênicos","organismos geneticamente modificados"],"sectors":["agtech","biotech"],"definition":"Organismo geneticamente modificado (OGM) é aquele cujo material genético foi alterado por técnicas de engenharia genética, em especial pela introdução de DNA recombinante que não ocorreria por cruzamento ou recombinação natural. Quando o gene inserido vem de outra espécie, fala-se em transgênico. Em plantas, a transformação é feita por Agrobacterium tumefaciens (bactéria que transfere naturalmente um segmento de DNA para o genoma vegetal) ou por biobalística (microprojéteis revestidos de DNA), seguida de regeneração de plantas a partir de células transformadas e seleção do evento, nome dado a cada inserção específica, que recebe identificador único e é o objeto da avaliação regulatória.\n\nAs duas características dominantes no mercado são a tolerância a herbicidas (genes como o cp4-epsps, que confere resistência ao glifosato, ou genes de tolerância a glufosinato, dicamba e 2,4-D) e a resistência a insetos por proteínas Cry e Vip da bactéria Bacillus thuringiensis (plantas Bt), frequentemente combinadas em eventos piramidados com várias proteínas. Há ainda eventos de resistência a vírus (mamão, feijão), tolerância à seca, qualidade nutricional (óleo, arroz dourado) e, em outros organismos, mosquitos Aedes aegypti modificados, salmão de crescimento rápido, microrganismos industriais e animais para produção de fármacos.\n\nA biossegurança avalia, caso a caso, a caracterização molecular do evento, a equivalência substancial e a alergenicidade do alimento, a toxicidade das proteínas expressas, o fluxo gênico para parentes silvestres, efeitos sobre organismos não-alvo e a evolução de resistência em pragas e plantas daninhas. O Protocolo de Cartagena (2003) regula o movimento transfronteiriço; a rotulagem varia de obrigatória (União Europeia, Brasil) a voluntária (Estados Unidos, até 2022). O manejo de resistência (áreas de refúgio, rotação de modos de ação) é parte integrante do uso responsável.\n\nOs OGMs são a tecnologia agrícola de adoção mais rápida da história e também a mais contestada, com debates sobre concentração do mercado de sementes, dependência de herbicidas, coexistência com a agricultura orgânica e soberania alimentar que persistem após três décadas de cultivo comercial sem evidência de dano à saúde humana reconhecida pelas academias de ciências.","brazil":"O Brasil é o segundo maior produtor mundial de culturas transgênicas: 52,8 milhões de hectares em 2019 (ISAAA), atrás dos Estados Unidos (71,5 milhões), e cerca de 56,9 milhões na safra 2022/23, segundo levantamento da Agroconsult para a CropLife Brasil, com adoção de 99% na soja, 98% no milho verão, 97% no milho safrinha e 99% no algodão, além de feijão, cana-de-açúcar e eucalipto. A soja Roundup Ready entrou ilegalmente pelo Rio Grande do Sul nos anos 1990, vinda da Argentina, e foi legalizada por medidas provisórias até a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), que criou a CTNBio, comissão técnica de 27 membros que avalia e aprova liberações, e o Conselho Nacional de Biossegurança. O Decreto 4.680/2003 impõe rotulagem com o símbolo T para alimentos com mais de 1% de ingredientes transgênicos.\n\nEntre os desenvolvimentos nacionais destacam-se o feijão resistente ao mosaico dourado da Embrapa (aprovado em 2011), a cana Bt do CTC (2017), o eucalipto de maior produtividade da Suzano/FuturaGene (2015) e mosquitos Aedes modificados da Oxitec em Piracicaba. O estudo de 25 anos da Agroconsult estima R$ 143,5 bilhões em renda agrícola adicional, 21,4 milhões de hectares de expansão evitada, 1,6 milhão de toneladas a menos de agrotóxicos e 70,4 milhões de toneladas de CO2 não emitidas. O mercado é dominado por Bayer, Corteva, Syngenta e BASF, com a Embrapa e o CTC como atores públicos e cooperativos; a resistência de plantas daninhas ao glifosato e de lagartas a proteínas Bt é hoje o principal problema agronômico.","international":"Em 2019, 190,4 milhões de hectares de culturas biotecnológicas eram cultivados em 29 países, com outros 43 importando-as; Estados Unidos, Brasil, Argentina, Canadá e Índia respondiam por mais de 90% da área, e a adoção global era de 74% na soja, 79% no algodão, 31% no milho e 27% na canola. A União Europeia mantém regime restritivo, com poucas aprovações de cultivo e importação de rações transgênicas; a China, após décadas de cautela, aprovou o plantio comercial de milho e soja transgênicos em 2023-2024, e países africanos (Nigéria, Quênia, Gana) começaram a liberar milho Bt e feijão-caupi Bt.\n\nO regime internacional combina o Protocolo de Cartagena, o Codex Alimentarius para avaliação de alimentos e acordos bilaterais sobre presença adventícia. A geopolítica da soja transgênica liga Brasil, Estados Unidos e China; a edição gênica desloca o debate regulatório, e as empresas migram para eventos piramidados e para características de resistência à seca e a novos herbicidas em resposta à resistência.","future":"A trajetória é de saturação de área e sofisticação de características: eventos com múltiplos modos de ação, tolerância a estresses abióticos, qualidade industrial e, em perspectiva, fixação de nitrogênio e fotossíntese mais eficiente. Para o Brasil, a questão central é a gestão da resistência, que compromete a durabilidade das tecnologias Bt e de tolerância a herbicidas, e o custo crescente de royalties para o produtor.\n\nHá escolhas a observar: o equilíbrio entre rotulagem e informação ao consumidor, a coexistência com mercados não-OGM (prêmios para soja convencional), o papel da Embrapa em eventos públicos de interesse nacional, a regulação de OGMs de segunda geração (microrganismos, animais, mosquitos com gene drive) e a interação com a legislação de acesso à biodiversidade. A convergência com a edição gênica tende a diluir a fronteira entre OGM e não-OGM, exigindo regulação baseada em risco do produto.","related_ids":[72,0,19,31,23,26,32,71,5],"sources":[{"title":"ISAAA Brief 55 — Global Status of Commercialized Biotech/GM Crops: 2019 (sumário executivo)","url":"https://www.isaaa.org/resources/publications/briefs/55/executivesummary/default.asp"},{"title":"25 anos de transgênicos no campo (Agroconsult/CropLife Brasil, 2023)","url":"https://static.poder360.com.br/2024/04/25-anos-biotech-digital-PT-12-11.pdf"},{"title":"Brasil se consolida como referência na adoção de biotecnologia — Revista Cultivar","url":"https://www.revistacultivar.com.br/noticias/brasil-se-consolida-como-referencia-na-adocao-de-biotecnologia-e-atinge-36-6-milhoes-de-hectares-plantados"},{"title":"Brasil já é o segundo maior produtor mundial de transgênicos — Idec","url":"https://idec.org.br/em-acao/em-foco/brasil-ja-e-o-segundo-maior-produtor-mundial-de-transgenicos"},{"title":"Resolução Normativa nº 16 da CTNBio (critérios OGM/não OGM)","url":"https://ojoioeotrigo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Resolucao-N-16.pdf"}]},{"id":"rastreabilidade-e-mrv-de-carbono","term":"Rastreabilidade e MRV de carbono","aliases":["Rastreabilidade e MRV de carbono","rastreabilidade","MRV","monitoramento, relato e verificação","rastreabilidade agropecuária"],"sectors":["agtech","energy","policy"],"definition":"Rastreabilidade é a capacidade de seguir um produto, lote ou animal ao longo da cadeia produtiva, da origem ao consumidor, registrando quem o produziu, onde, quando e por quais mãos passou. Na agropecuária, ela se apoia em identificação (brincos eletrônicos e visuais em bovinos, lotes de grãos, polígonos georreferenciados de talhões e do Cadastro Ambiental Rural), em documentos de trânsito (como a Guia de Trânsito Animal) e em modelos de custódia: segregação física, balanço de massa ou identidade preservada. Sensoriamento remoto (séries de satélites Landsat, Sentinel, CBERS e Amazônia-1, alertas DETER e PRODES do INPE, mapas MapBiomas) cruza a origem declarada com a conversão de vegetação nativa, e tecnologias como blockchain e assinaturas digitais buscam garantir integridade dos registros.\n\nMRV é a sigla de monitoramento (ou mensuração), relato e verificação, a espinha dorsal de qualquer sistema de carbono. Monitorar é quantificar emissões e remoções de gases de efeito estufa segundo metodologias reconhecidas (diretrizes do IPCC, em níveis de detalhe chamados tiers; protocolos como o GHG Protocol e normas ISO 14064); relatar é declará-las em inventário padronizado e auditável; verificar é submetê-las a avaliação independente por organismo acreditado. Em sistemas regulados, o MRV define quanto cada operador deve compensar; em mercados voluntários, sustenta a emissão de créditos, que exigem ainda adicionalidade, permanência, linha de base conservadora e salvaguardas contra dupla contagem.\n\nNa agricultura, MRV é especialmente difícil: carbono no solo varia no espaço e muda lentamente, emissões de metano entérico e de óxido nitroso dependem de modelos, e a permanência do carbono em pastagens, florestas plantadas e sistemas integrados está sujeita a reversão. Por isso proliferam abordagens híbridas, que combinam amostragem de solo, sensoriamento remoto, modelagem biogeoquímica e dados de manejo rastreáveis, e protocolos específicos para pecuária de baixo carbono.\n\nRastreabilidade e MRV convergem porque mercados e reguladores passaram a exigir provas: de que a carne ou a soja não vêm de área desmatada, e de que as reduções de emissão alegadas são reais. Quem controla a infraestrutura de dados (identificação, registros, satélites, verificadores) controla o acesso aos mercados premium e ao financiamento climático.","brazil":"O Brasil opera há duas décadas sistemas parciais: o Sisbov (criado para atender exigências europeias), a Moratória da Soja (2006, auditada por satélite) e os protocolos de monitoramento de fornecedores de frigoríficos. Em 17 de dezembro de 2024 o MAPA lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a construção de um sistema eletrônico nacional integrado aos sistemas estaduais a partir de 2025, a obrigatoriedade de brincos para animais vacinados contra brucelose por volta de 2027 e a identificação individual de todo o rebanho, de mais de 200 milhões de cabeças, até 2032, substituindo a marcação a fogo; o Pará antecipou um programa estadual próprio. A Embrapa Agricultura Digital desenvolve plataformas de rastreabilidade (Embrapa Trace, BovTrace) e o protocolo Carne Baixo Carbono; empresas como Agrotools e Agrosatélite fazem análise geoespacial de risco, e a MOSS e outras originam créditos.\n\nNo carbono regulado, a Lei 15.042/2024 (11 de dezembro de 2024) criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), com obrigações de plano de monitoramento, relato anual verificado por organismo acreditado e conciliação para operadores acima de 10 mil e 25 mil tCO2e por ano, mas excluiu a produção agropecuária primária, que participa apenas como fornecedora voluntária de créditos (CRVE). O regulamento antidesmatamento europeu (EUDR), com aplicação adiada para 30 de dezembro de 2026 para grandes operadores e 30 de junho de 2027 para pequenos, exige geolocalização de origem para soja, carne, café, madeira, cacau e borracha, pressionando a cadeia brasileira a integrar rastreabilidade e MRV.","international":"O regime internacional de MRV deriva da Convenção do Clima e do Acordo de Paris: inventários nacionais com diretrizes do IPCC, Marco de Transparência Reforçada em vigor desde 2024 e mecanismos do Artigo 6 (créditos transferíveis entre países, com o mecanismo 6.4 operacional a partir de 2025). Nos mercados voluntários, Verra e Gold Standard dominam, sob escrutínio após a crise de integridade dos créditos de REDD em 2023; o Conselho de Integridade (ICVCM) e a Iniciativa de Integridade dos Mercados Voluntários (VCMI) estabelecem selos de qualidade. Padrões setoriais como o SBTi FLAG orientam metas corporativas para agricultura, floresta e uso da terra.\n\nNa rastreabilidade, a União Europeia é o regulador mais exigente (EUDR, devida diligência corporativa), seguida por normas de bancos e de grandes compradores; a China começa a exigir carbono de produtos importados em setores industriais, e os Estados Unidos recuaram de regras federais de divulgação climática em 2025. Tecnologias de monitoramento (constelações privadas de satélites, inteligência artificial para detecção de mudanças, sensores de metano) tornam-se bens de infraestrutura.","future":"O Brasil tem a oportunidade de transformar a obrigação em vantagem: rebanho integralmente identificado, cadeias de grãos rastreadas por polígono e MRV de solo e pastagem calibrado para o trópico permitiriam monetizar a pecuária de baixo carbono, o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta. Para isso, faltam interoperabilidade entre sistemas estaduais, custo acessível de identificação para pequenos produtores, verificadores acreditados em número suficiente e governança pública dos dados.\n\nOs riscos incluem a captura da rastreabilidade por padrões privados estrangeiros, a exclusão da agricultura familiar e de produtores da Amazônia que não conseguirem comprovar origem, a fragilidade das metodologias de carbono no solo e a possibilidade de que créditos de baixa integridade desacreditem o mercado. A implementação do SBCE (fases até o fim da década), a aplicação do EUDR e a maturação do PNIB até 2032 são os marcos a acompanhar.","related_ids":[1,14,28,29,181,178,179,32,33,0],"sources":[{"title":"Rastreabilidade sim, mas até 2032: o plano do governo para identificar o rebanho bovino (PNIB) — AgFeed","url":"https://agfeed.com.br/economia/rastreabilidade-sim-mas-ate-2032-o-plano-do-governo-para-identificar-o-rebanho-bovino/"},{"title":"Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) — MAPA","url":"https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/rastreabilidade-animal/pnib-1/PNIBVersofinalDEFESOELEITORAL.pdf"},{"title":"Lei nº 15.042/2024 — Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15042.htm"},{"title":"Parlamento Europeu aprova adiamento da lei antidesmatamento para dezembro de 2026 — Times Brasil","url":"https://timesbrasil.com.br/brasil/parlamento-europeu-aprova-adiamento-da-lei-antidesmatamento-para-dezembro-de-2026/"},{"title":"Embrapa Agricultura Digital (Embrapa Trace, BovTrace, Carne Baixo Carbono)","url":"https://www.embrapa.br/agricultura-digital"}]},{"id":"integracao-lavoura-pecuaria-floresta","term":"Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)","aliases":["Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)","ILPF","sistemas integrados de produção","integração lavoura-pecuária","sistemas agrossilvipastoris"],"sectors":["agtech","energy"],"definition":"Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é uma estratégia de produção que combina, na mesma área, atividades agrícolas, pecuárias e florestais, em consórcio, sucessão ou rotação, de modo que uma atividade beneficie as outras. Suas modalidades são a integração lavoura-pecuária (agropastoril), em que grãos e pastagens se alternam no tempo; a pecuária-floresta (silvipastoril), com renques de árvores em pastagens; a lavoura-floresta (silviagrícola); e a integração completa (agrossilvipastoril), com os três componentes. O arranjo típico brasileiro planta soja ou milho consorciado com braquiária, que após a colheita vira pastagem para o gado, entre linhas de eucalipto espaçadas que serão colhidas para madeira, energia ou celulose.\n\nOs mecanismos agronômicos são a ciclagem de nutrientes (o pasto aproveita o residual da adubação, a lavoura se beneficia da matéria orgânica da pastagem), a quebra de ciclos de pragas, doenças e plantas daninhas pela alternância de culturas, a melhoria física e biológica do solo pelas raízes profundas das gramíneas forrageiras, o sombreamento que reduz o estresse térmico dos animais e aumenta o ganho de peso, e a produção de palha para o plantio direto. O componente florestal sequestra carbono no tronco e no solo, o que permite compensar o metano entérico do rebanho e fundamenta protocolos como a Carne Carbono Neutro da Embrapa.\n\nO principal motivo econômico é a recuperação de pastagens degradadas: o Brasil tem dezenas de milhões de hectares de pasto com baixa produtividade, e a lavoura paga a correção do solo que renova a pastagem, enquanto o boi dilui riscos climáticos e de preço da agricultura. O sistema exige planejamento, maquinário, conhecimento em três atividades e gestão mais complexa, razão pela qual sua adoção depende de assistência técnica e de crédito adequado.\n\nA ILPF é considerada a tecnologia brasileira mais completa de intensificação sustentável, por aumentar a produção de alimentos, fibras e energia por hectare sem abrir novas áreas, ao mesmo tempo em que gera serviços ambientais mensuráveis.","brazil":"Levantamento da Associação Rede ILPF estimou mais de 17,4 milhões de hectares com algum sistema integrado no Brasil em 2020, liderados por Mato Grosso do Sul (3,1 milhões de ha), Mato Grosso (2,3 milhões) e Rio Grande do Sul (2,2 milhões), com crescimento de cerca de 52% entre as safras 2015/16 e 2020/21. Nos cinco primeiros anos do Plano ABC (2010-2015) a área integrada cresceu 5,96 milhões de hectares, superando a meta de 4 milhões, com sequestro estimado de 21,8 milhões de toneladas de CO2. O Plano ABC+ (2020-2030) e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (2023), que pretende converter até 40 milhões de hectares em uma década, colocam a ILPF no centro da estratégia climática do agro.\n\nA pesquisa é liderada pela Embrapa (unidades Agrossilvipastoril, Gado de Corte, Cerrados, Pecuária Sudeste), que coordena a Rede ILPF com empresas como Bradesco, Cocamar, John Deere, Soesp e Syngenta, e por universidades como ESALQ, UFV e UFLA. Empresas de celulose (Klabin, Suzano) e frigoríficos interessam-se pelo componente florestal e pela carne de baixo carbono. O crédito do Plano Safra (linha RenovAgro, antigo ABC) e a mensuração de carbono para o SBCE e mercados voluntários são os instrumentos de política em evolução.","international":"Sistemas integrados existem em todo o mundo sob nomes como agrofloresta, silvipastoreio e integrated crop-livestock systems, mas em escala e grau de mecanização muito inferiores aos brasileiros. A FAO promove a intensificação sustentável e a agroecologia, a União Europeia financia agrofloresta pela política agrícola comum, e países africanos e asiáticos aplicam sistemas integrados em pequena escala. Nos Estados Unidos, a integração lavoura-pecuária é marginal, desfeita pela especialização regional em grãos e confinamentos.\n\nA ILPF brasileira é referência em organismos como o Banco Mundial, a FAO e o IPCC como solução baseada na natureza para agricultura tropical, e ganha visibilidade nas negociações sobre pecuária e desmatamento (COP30 em Belém, metas de metano). Compradores globais de carne e couro começam a premiar protocolos verificados de carbono.","future":"A expansão depende de resolver quatro gargalos: assistência técnica em escala, crédito de longo prazo compatível com o ciclo das árvores, mercados estáveis para a madeira de pequenos plantios e métodos de MRV que remunerem o carbono do solo e das árvores. A meta de converter dezenas de milhões de hectares de pastagens degradadas em uma década é ambiciosa e exigirá coordenação entre MAPA, Embrapa, bancos e estados.\n\nDeve-se observar a qualidade da adoção (muitas áreas praticam apenas a integração lavoura-pecuária, sem árvores), o risco de monocultura de eucalipto, os efeitos sobre a biodiversidade e a água, e a competição por terra com a soja em um cenário de preços altos. Em compensação, a ILPF é uma das poucas tecnologias que reduz emissões por quilo de carne sem reduzir o rebanho, o que a torna peça central de qualquer estratégia brasileira de pecuária de baixo carbono.","related_ids":[0,5,6,7,27,26,32,178,30,33],"sources":[{"title":"Mato Grosso do Sul é o maior estado em área de sistemas integrados (Rede ILPF, 2020) — CNA","url":"https://cnabrasil.org.br/noticias/sustentabilidade-mato-grosso-do-sul-e-o-maior-estado-em-area-de-sistemas-integrados-de-producao-na-agropecuaria"},{"title":"ILPF em números — Embrapa (Infoteca)","url":"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1064859/1/2016cpamtilpfemnumeros.pdf"},{"title":"Sistema ILPF cresce como opção de recuperação de pasto a baixo custo — Corteva Coeficiente Agro","url":"https://www.corteva.com/br/coeficiente-agro/sistema-ilpf-cresce-como-opcao-de-recuperacao-de-pasto-a-baixo-custo.html"},{"title":"Emissão de CO2 é reduzida com Integração Lavoura-Pecuária-Floresta — Revista Cultivar","url":"https://www.revistacultivar.com.br/noticias/emissao-de-co2-e-reduzida-com-integracao-lavoura-pecuaria-floresta"},{"title":"Lei nº 15.042/2024 — SBCE (exclusão da produção agropecuária primária) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L15042.htm"}]},{"id":"bioeconomia","term":"Bioeconomia","aliases":["Bioeconomia","bioeconomia","sociobioeconomia","economia da floresta em pé"],"sectors":["agtech","biotech","energy","policy"],"definition":"Bioeconomia é o conjunto de atividades econômicas que usam recursos biológicos renováveis (plantas, animais, microrganismos, resíduos orgânicos) e processos biológicos para produzir alimentos, materiais, energia, produtos químicos, fármacos e serviços, substituindo bases fósseis e buscando regenerar os ecossistemas de que dependem. O conceito tem três vertentes que convivem e disputam o sentido do termo: a visão biotecnológica (biologia sintética, enzimas, fermentação de precisão, biofábricas); a visão de biorrecursos (biomassa agrícola e florestal convertida em biocombustíveis, bioplásticos, celulose, químicos renováveis); e a visão bioecológica, centrada na conservação, no uso sustentável da biodiversidade e nos conhecimentos de povos e comunidades tradicionais.\n\nNo Brasil consolidou-se o termo sociobioeconomia para a terceira vertente: cadeias de valor de produtos da floresta em pé (açaí, castanha-do-brasil, cacau nativo, babaçu, óleos, resinas, pescado, turismo), em que a renda de comunidades extrativistas, indígenas e agricultores familiares é parte do objetivo, e não um efeito colateral. O Decreto 12.044, de 5 de junho de 2024, que instituiu a Estratégia Nacional de Bioeconomia, define a bioeconomia como modelo de desenvolvimento produtivo e econômico fundado em valores de justiça, ética e inclusão, baseado no uso sustentável, na regeneração e na conservação da biodiversidade, com conhecimento científico e tradicional, para gerar valor, emprego, renda e equilíbrio climático.\n\nTecnicamente, a bioeconomia industrial depende de biorrefinarias que fracionam a biomassa em açúcares, lignina, óleos e proteínas; de microrganismos e enzimas desenhados para convertê-los; de processos de separação e purificação; e de logística de biomassa de baixa densidade. A sociobioeconomia depende de beneficiamento local, padronização de qualidade, rastreabilidade de origem, acesso a mercados e de instrumentos de repartição de benefícios do uso da biodiversidade e do conhecimento tradicional. Ambas exigem métricas: o que conta como bioeconomia, quanto vale e quais impactos gera são questões ainda em construção.\n\nA bioeconomia importa porque conecta descarbonização, segurança alimentar, saúde e desenvolvimento regional, e porque países com biodiversidade e biomassa abundantes, como o Brasil, podem ocupar posição de fornecedores de produtos de maior valor, em vez de commodities, se controlarem a tecnologia de conversão.","brazil":"O Brasil reúne a maior biodiversidade do planeta, a maior produção de biomassa agrícola e uma indústria madura de biocombustíveis (etanol de cana e de milho, biodiesel, biometano, etanol de segunda geração da Raízen e da GranBio, SAF em desenvolvimento) e de celulose (Suzano, Klabin), além de uma indústria de cosméticos com cadeias de sociobiodiversidade, como a Natura, que compra insumos de comunidades amazônicas desde 2000. A Estratégia Nacional de Bioeconomia (2024) criou a Comissão Nacional de Bioeconomia (MMA, MDIC e Fazenda), um Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia e um sistema nacional de informações; a Nova Indústria Brasil tem missão dedicada à bioeconomia e à descarbonização; e a Lei 13.123/2015 e o SisGen regulam o acesso ao patrimônio genético e a repartição de benefícios.\n\nNa Amazônia, iniciativas como a Amazônia 4.0 de Carlos Nobre (laboratórios criativos para beneficiamento local de cacau, cupuaçu e óleos), o Hub Amazônia Bioeconomia do ITP, o Inpa, a Fundação Amazônia Sustentável e planos estaduais (Pará, Amazonas) tentam criar uma economia da floresta em pé. Na indústria, CNPEM/LNBR, Embrapa Agroenergia, CTC e startups desenvolvem enzimas, leveduras e processos. A presidência brasileira do G20 em 2024 lançou a Iniciativa de Bioeconomia do G20, que produziu dez princípios de alto nível, e a COP30 em Belém (2025) deu visibilidade ao tema, com o Tropical Forest Forever Facility como mecanismo de financiamento da floresta.","international":"A União Europeia tem estratégia de bioeconomia desde 2012 (atualizada em 2018 e renovada em 2025), com foco em biorrefinarias, bioplásticos e economia circular; os Estados Unidos lançaram em 2022 uma iniciativa nacional de biotecnologia e biomanufatura, com ênfase em segurança econômica frente à China; e a China incluiu a bioeconomia em seu plano quinquenal com meta de setor de trilhões de yuans. Mais de 60 países têm estratégias dedicadas, e a Alemanha, a Finlândia, a Holanda, o Canadá e a Malásia são referências em biorrefinarias e biomateriais. A OCDE, a FAO e o Fórum Mundial de Bioeconomia tentam padronizar métricas.\n\nA fronteira tecnológica é a biologia sintética e a fermentação de precisão (proteínas, enzimas, químicos, materiais), em que startups norte-americanas e europeias enfrentaram dificuldades de escala após o ciclo de capital de 2021. A disputa por biomassa barata e por regras de sustentabilidade (critérios da diretiva europeia de renováveis, certificações como Bonsucro e RSB) coloca o Brasil em posição privilegiada como fornecedor, mas também sob pressão de rastreabilidade e de uso da terra.","future":"A bioeconomia brasileira tem dois caminhos a conciliar: o industrial, que exige capital, escala, propriedade intelectual e energia barata para converter a vantagem em biomassa em produtos de valor, e o socioambiental, que exige infraestrutura, assistência técnica, logística e mercados para que a floresta em pé pague mais do que a pastagem. O risco é que a bioeconomia vire rótulo para o que já se faz (etanol, celulose, soja) sem transformar a estrutura produtiva, ou que a sociobioeconomia permaneça em escala de projeto-piloto.\n\nDecisões a observar: a implementação do Plano Nacional e seus indicadores, o financiamento do BNDES e do Fundo Amazônia, a regulamentação de acesso à biodiversidade e de repartição de benefícios digital (sequências genéticas), a Lei do Combustível do Futuro e o SAF, a destinação de terras públicas e a proteção de territórios tradicionais, e a capacidade do país de desenvolver tecnologia própria de conversão de biomassa em vez de licenciar enzimas e microrganismos estrangeiros.","related_ids":[34,35,75,74,179,22,151,62,323,326],"sources":[{"title":"Decreto nº 12.044, de 5 de junho de 2024 — Estratégia Nacional de Bioeconomia — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/decreto/D12044.htm"},{"title":"Decree No. 12044 establishing the National Strategy for Bioeconomy — UNEP LEAP","url":"https://leap.unep.org/en/countries/br/national-legislation/decree-no-12044-establishing-national-strategy-bioeconomy"},{"title":"Perspectivas e desafios da Estratégia Nacional de Bioeconomia — Le Monde Diplomatique Brasil","url":"https://diplomatique.org.br/perspectivas-e-desafios-da-estrategia-nacional-de-bioeconomia/"},{"title":"Governo Federal institui Estratégia Nacional de Bioeconomia — Mattos Filho","url":"https://www.mattosfilho.com.br/?p=105189"},{"title":"Lei nº 13.123/2015 — acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13123.htm"}]},{"id":"plataforma-vacinal","term":"Plataforma vacinal","aliases":["Plataforma vacinal","vacina","vacinas","plataforma vacinal","plataformas de vacinas"],"sectors":["biotech"],"definition":"Plataforma vacinal é a base tecnológica comum, de fabricação, formulação e entrega de antígenos, a partir da qual se podem desenvolver várias vacinas trocando apenas o alvo. A ideia é industrial: em vez de inventar um processo para cada doença, padronizam-se o substrato celular, o vetor ou a química do antígeno, os adjuvantes, as etapas de purificação e o envase, de modo que uma nova vacina seja, em grande parte, uma mudança de sequência genética. Isso reduz tempo de desenvolvimento, custo regulatório e risco de escala, e foi o que permitiu, em 2020, levar vacinas contra a covid-19 da sequência viral ao uso emergencial em menos de um ano.\n\nAs principais plataformas são: vírus inteiros inativados (influenza, raiva, poliomielite injetável, CoronaVac); vírus vivos atenuados (febre amarela, sarampo-caxumba-rubéola, dengue de dose única); proteínas recombinantes ou subunidades, produzidas em leveduras, células de inseto ou mamífero (hepatite B, HPV, Novavax); polissacarídeos conjugados a proteínas carreadoras (pneumocócicas, meningocócicas, Hib); vetores virais não replicantes (adenovírus das vacinas Oxford-AstraZeneca e Janssen, ou o vetor Ebola da Merck); ácidos nucleicos, com o mRNA em nanopartículas lipídicas (Pfizer-BioNTech, Moderna) e o DNA plasmidial; e partículas semelhantes a vírus (VLP). Cada plataforma tem perfil distinto de imunogenicidade, reatogenicidade, estabilidade térmica, custo por dose e tempo de produção.\n\nA cadeia produtiva divide-se em produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), em biorreatores ou ovos embrionados; purificação; formulação com adjuvantes e estabilizantes; envase e liofilização (fill-finish); controle de qualidade e liberação de lotes por laboratório oficial; e distribuição em cadeia de frio. A regulação exige boas práticas de fabricação, ensaios clínicos de fase I a III e farmacovigilância; o Programa de Pré-qualificação da OMS habilita produtores a vender para agências multilaterais.\n\nDominar plataformas, e não apenas envasar produtos importados, é o que distingue países com soberania vacinal: define quem produz na próxima pandemia, quem decide prioridades de doenças negligenciadas e quem controla a propriedade intelectual e os insumos críticos.","brazil":"O Brasil tem um dos maiores programas públicos de imunização do mundo (PNI, criado em 1973) e dois grandes produtores públicos: Bio-Manguinhos, da Fiocruz (Rio de Janeiro), maior fornecedor mundial da vacina de febre amarela e produtor de tríplice viral, pneumocócica, poliomielite e, durante a pandemia, da vacina Oxford-AstraZeneca com IFA nacional; e o Instituto Butantan (São Paulo), que fornece ao PNI dezenas de milhões de doses anuais de influenza, além de hepatite A e B, DTP, raiva e, a partir de 2026, a vacina da dengue de dose única desenvolvida internamente e registrada pela Anvisa no fim de 2025. Segundo o relatório de mercado de vacinas da OMS de 2022, ambos figuram entre os 15 maiores fornecedores de vacinas para a organização. O domínio de plataformas se dá por transferência de tecnologia (as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo com GSK, Pfizer, MSD e Sinovac) e por desenvolvimento próprio, como a plataforma de mRNA de Bio-Manguinhos, cuja primeira vacina entrou em ensaio clínico de fase I em 2026.\n\nOutros atores incluem Fundação Ezequiel Dias (Funed), Instituto Vital Brazil, Tecpar, o SENAI CIMATEC (vacinas de RNA com parceiros estrangeiros), universidades (USP, UFMG, Unifesp) e a Anvisa como reguladora, além da Hemobrás e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde como política guarda-chuva. A Fiocruz constrói o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde em Santa Cruz (RJ) para ampliar a capacidade de IFA e envase.","international":"O mercado global de vacinas é concentrado: segundo a OMS, dez fabricantes fornecem 71% das doses recebidas pela organização, e o Serum Institute of India sozinho entrega cerca de 20%, mais de um bilhão de doses por ano; a China (23 fábricas) e a Índia (7) respondem por 31% das 94 fábricas fornecedoras. Em valor, dominam Pfizer, GSK, Merck, Sanofi e Moderna. A pandemia expôs a desigualdade de acesso e levou a iniciativas de produção regional (hub de mRNA da OMS na África do Sul, Acelerador Africano de Fabricação de Vacinas da Gavi, plataforma regional da OPAS) e ao Acordo sobre Pandemias adotado pela Assembleia Mundial da Saúde em 2025, com anexo de acesso a patógenos e repartição de benefícios ainda em negociação.\n\nA geopolítica mudou em 2025: os Estados Unidos cancelaram contratos federais de pesquisa em vacinas de mRNA e reduziram apoio a organismos multilaterais, enquanto a China e a Índia expandem exportações e a Europa reforça a HERA. A CEPI persegue a meta de 100 dias entre identificação de patógeno e vacina disponível, o que depende de plataformas pré-validadas.","future":"Para o Brasil, o caminho é passar de envasador e receptor de tecnologia a desenvolvedor: consolidar a plataforma de mRNA, modernizar as plantas de Bio-Manguinhos e Butantan, produzir IFA de vacinas de rotina e manter pipeline para doenças tropicais (dengue, chikungunya, zika, leishmaniose, febre amarela de nova geração). Isso exige financiamento previsível, compras públicas de longo prazo e regulação ágil da Anvisa, além de pessoal qualificado em bioprocessos.\n\nRiscos a observar: queda das coberturas vacinais e desinformação, que reduzem a demanda; dependência de insumos importados (lipídeos, enzimas, frascos, filtros); custos crescentes de novas vacinas (RSV, HPV nonavalente, pneumocócicas de alta valência) que pressionam o orçamento do SUS; e a possibilidade de que a redução do apoio norte-americano a vacinas de mRNA abra espaço, mas também fragmente padrões regulatórios internacionais.","related_ids":[36,37,38,39,40,41,71,73,42,604],"sources":[{"title":"Fiocruz e Butantan estão entre os 15 principais produtores mundiais de vacinas para a OMS — Folha de Pernambuco","url":"https://www.folhape.com.br/noticias/fiocruz-e-butantan-estao-entre-os-15-principais-produtores-mundiais-de/248101/"},{"title":"Primeira vacina mRNA desenvolvida por Bio-Manguinhos/Fiocruz com apoio da OPAS e OMS avança para fase clínica — OPAS","url":"https://www.paho.org/pt/noticias/14-9-2026-primeira-vacina-mrna-desenvolvida-pela-bio-manguinhosfiocruz-com-apoio-da-opas-e"},{"title":"Butantan expande produção e coloca Brasil como fornecedor global de vacinas — ICTQ","url":"https://ictq.com.br/industria-farmaceutica/4425-butantan-expande-producao-e-coloca-brasil-como-fornecedor-global-de-vacinas"},{"title":"Governo lança Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde — Agência Gov","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202309/governo-lanca-estrategia-para-desenvolver-complexo-economico-industrial-da-saude-com-investimento-de-r-42-bilhoes-ate-2026"}]},{"id":"vacina-de-mrna","term":"Vacina de mRNA","aliases":["Vacina de mRNA","mRNA","RNA mensageiro","vacina de RNA","vacinas de mRNA"],"sectors":["biotech"],"definition":"Vacina de mRNA é aquela que entrega às células do vacinado uma molécula de RNA mensageiro sintético codificando o antígeno, em vez do antígeno pronto. As próprias células traduzem a sequência, produzem a proteína (por exemplo, a espícula do SARS-CoV-2), e o sistema imune responde a ela, gerando anticorpos e células T. O mRNA é degradado em dias e não entra no núcleo nem se integra ao genoma. A tecnologia resultou de décadas de pesquisa sobre como evitar que o RNA exógeno fosse destruído ou provocasse inflamação excessiva, culminando na modificação de nucleosídeos (N1-metilpseudouridina) descrita por Katalin Karikó e Drew Weissman, laureados com o Nobel de Medicina de 2023.\n\nA produção é essencialmente química e enzimática, sem cultivo de células ou vírus: um molde de DNA plasmidial é linearizado e transcrito in vitro por uma RNA polimerase; o transcrito recebe cap na extremidade 5' e cauda poli-A, é purificado (cromatografia, remoção de RNA de fita dupla) e encapsulado em nanopartículas lipídicas (LNP) compostas de lipídio ionizável, colesterol, fosfolipídio e lipídio-PEG, que protegem o RNA e promovem sua entrada nas células. Variantes incluem o RNA autoamplificável (saRNA ou replicon), que codifica também a maquinaria de replicação e permite doses menores, e o mRNA circular. As desvantagens são a instabilidade térmica (exigência de congelamento, embora formulações mais estáveis estejam em desenvolvimento), o custo dos lipídeos e enzimas, patentes concentradas e reatogenicidade local.\n\nA grande virtude é a velocidade e a modularidade: trocar o antígeno significa trocar a sequência, com o mesmo processo e a mesma planta. Por isso a plataforma é candidata a vacinas contra influenza, vírus sincicial respiratório (a primeira vacina de mRNA contra RSV foi aprovada em 2024), citomegalovírus, HIV, malária e tuberculose, e a vacinas terapêuticas personalizadas contra o câncer, em que se codificam neoantígenos do tumor de cada paciente.\n\nA tecnologia é também um teste de soberania: países que dominam a síntese de mRNA, a produção de lipídeos e a formulação em LNP podem responder a surtos com produção local em semanas, enquanto os demais dependem de importações e de licenças.","brazil":"Em 2021 a OMS selecionou a Fiocruz como centro de desenvolvimento e produção de vacinas de mRNA para a América Latina, dentro do Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA coordenado com o Medicines Patent Pool e a OPAS, cujo hub é a Afrigen, na África do Sul. O projeto de Bio-Manguinhos começou em janeiro de 2022, com financiamento do BNDES, e passou por lotes-piloto não clínicos, adaptação de salas de processo (2024), estudo de toxicologia e depósito de patente nacional; em setembro de 2026 a Anvisa autorizou o ensaio clínico de fase I de sua vacina contra a covid-19 que expressa a proteína espícula, a primeira vacina de mRNA desenvolvida na América Latina e no Caribe a chegar à fase clínica. A meta é a primeira área de produção de RNA em boas práticas de fabricação da região, replicável para doenças com potencial pandêmico, leishmaniose, tuberculose e câncer.\n\nOutras frentes incluem o SENAI CIMATEC, na Bahia, que participou de ensaios de uma vacina de RNA autoamplificável com parceiro norte-americano; grupos da USP, da UFMG, da Unicamp e do Instituto Butantan em formulações lipídicas e RNA terapêutico; e empresas de síntese de ácidos nucleicos. O gargalo é a cadeia de insumos (plasmídeos, enzimas, lipídeos ionizáveis, equipamentos microfluídicos), quase toda importada, que causou atrasos no projeto da Fiocruz.","international":"Pfizer-BioNTech e Moderna distribuíram bilhões de doses e detêm as patentes centrais, em litígio com a Alnylam, a Arbutus e entre si. A China aprovou vacinas de mRNA domésticas em 2023; o Japão aprovou a de Daiichi Sankyo e a de RNA autoamplificável da Arcturus/Meiji Seika; a Índia aprovou a Gennova. O hub da OMS na África do Sul transfere a tecnologia a 15 parceiros em países de renda média, entre eles Brasil, Argentina, Senegal, Egito, Indonésia e Vietnã. A Moderna e a Merck conduzem fase III de vacina individualizada de mRNA contra melanoma, e combinações gripe-covid estão em registro.\n\nO ambiente político mudou em 2025: o Departamento de Saúde dos Estados Unidos cancelou cerca de meio bilhão de dólares em projetos de mRNA da BARDA, a Moderna cortou investimentos e a demanda por vacinas de covid caiu. Em contrapartida, a União Europeia, o Japão, a China e a Coreia do Sul mantêm programas, e a tecnologia avança para terapias de proteínas, edição gênica in vivo e vacinas contra o câncer.","future":"Para o Brasil, as questões são escala e sustentação: transformar a planta-piloto em capacidade industrial, nacionalizar insumos críticos (plasmídeos, enzimas, lipídeos), formar pessoal e manter o programa financiado mesmo sem emergência sanitária, com um portfólio de alvos de interesse nacional (dengue, chikungunya, zika, leishmaniose, oropouche) que o mercado privado não prioriza.\n\nDeve-se acompanhar a estabilidade das formulações (vacinas liofilizadas ou refrigeradas), a resolução de litígios de patentes que afetam a liberdade de operação do hub da OMS, a aceitação pública da tecnologia, afetada por desinformação, e a convergência com terapias de RNA para câncer e doenças raras. A posição brasileira como polo regional dependerá de o país avançar das fases clínicas ao registro e à produção regular.","related_ids":[36,37,38,39,71,73,326,604,324],"sources":[{"title":"Primeira vacina mRNA desenvolvida pela Bio-Manguinhos/Fiocruz avança para ensaio clínico de fase I — OPAS/OMS","url":"https://www.paho.org/pt/noticias/14-9-2026-primeira-vacina-mrna-desenvolvida-pela-bio-manguinhosfiocruz-com-apoio-da-opas-e"},{"title":"Relatório Executivo — projeto vacina de mRNA Fiocruz/BNDES (jan. 2025)","url":"https://captacao.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Relatorio-Executivo-mRNA-1-1.pdf"},{"title":"Fiocruz avança no desenvolvimento de vacinas de mRNA — Outra Saúde","url":"https://outraspalavras.net/outrasaude/fiocruz-avanca-no-desenvolvimento-de-vacinas-de-mrna/"},{"title":"OMS seleciona Fiocruz para produzir vacina baseada em RNA mensageiro — Metrópoles","url":"https://www.metropoles.com/brasil/oms-seleciona-fiocruz-para-produzir-vacina-baseada-em-rna-mensageiro"}]},{"id":"parceria-para-o-desenvolvimento-produtivo","term":"Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP)","aliases":["Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP)","PDP","PDPs","parcerias para o desenvolvimento produtivo"],"sectors":["biotech","policy"],"definition":"Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) é o instrumento do Ministério da Saúde brasileiro que usa o poder de compra do SUS para internalizar a produção de medicamentos, vacinas, hemoderivados, dispositivos e insumos estratégicos. O mecanismo associa um laboratório público (como Bio-Manguinhos e Farmanguinhos da Fiocruz, Butantan, Funed, Instituto Vital Brazil, Lafepe, Bahiafarma, Hemobrás) a uma empresa privada detentora da tecnologia, nacional ou estrangeira. Durante o prazo da parceria, tipicamente até dez anos, o Ministério compra o produto do laboratório público, que o adquire da empresa parceira enquanto absorve, etapa por etapa, a tecnologia de produção, do envase à síntese do ingrediente farmacêutico ativo. Ao final, o produto deve ser fabricado no país com autonomia tecnológica e preço decrescente.\n\nO processo tem quatro fases. Na fase I, a proposta é apresentada e avaliada por comissão técnica e comitê deliberativo, com assinatura de termo de compromisso; na fase II, implementa-se o projeto e começa o monitoramento; na fase III, iniciam-se o desenvolvimento, a transferência e a absorção da tecnologia, com contrato de aquisição entre o Ministério e a instituição pública; na fase IV, verifica-se a internalização, isto é, a capacidade de produzir no Brasil. A elegibilidade depende de o produto constar da lista de produtos estratégicos para o SUS (hoje, a Matriz de Desafios Produtivos e Tecnológicos em Saúde) e de critérios como alta dependência de importação ou risco de descontinuidade.\n\nA lógica econômica é trocar preço por tecnologia: o SUS aceita pagar, no início, mais do que no mercado spot em troca de redução gradual, segurança de abastecimento e capacidade industrial. Por isso a PDP exige governança rigorosa: transparência na seleção, metas verificáveis de transferência, sanções por descumprimento e separação entre quem formula a política e quem avalia projetos.\n\nA PDP tornou-se o eixo da política industrial da saúde brasileira porque enfrenta uma vulnerabilidade estrutural: mais de 90% dos ingredientes farmacêuticos ativos e grande parte dos biológicos de alto custo são importados, e a pandemia mostrou que a dependência pode custar vidas.","brazil":"As PDPs nasceram em 2008-2009 e foram sucessivamente regulamentadas pelas Portarias 837/2012 e 2.531/2014. Em junho de 2024, dentro da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o Ministério publicou a Portaria GM/MS 4.472/2024 (novo marco das PDPs) e a Portaria 4.473/2024, que criou o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL) para projetos de pesquisa e desenvolvimento conduzidos por instituições públicas e ICTs com parceiros privados, inclusive startups. O novo marco permite que empresa privada nacional seja ao mesmo tempo receptora e transferidora de tecnologia, retira o Ministério do contrato de transferência (celebrado apenas entre os parceiros), prevê contratos plurianuais de compra com sanções e cria regime de transição para acordos antigos. A retomada seguiu anos de paralisia: auditorias do TCU apontaram falhas de monitoramento e irregularidades em parcerias celebradas na década de 2010, e novas PDPs foram suspensas até a reforma.\n\nExemplos emblemáticos incluem as vacinas contra HPV (MSD-Butantan), pneumocócica (Pfizer-Bio-Manguinhos) e tríplice viral (GSK-Bio-Manguinhos), anticorpos monoclonais e biossimilares (infliximabe, rituximabe, trastuzumabe, adalimumabe) com laboratórios como Bionovis, Libbs e Orygen, insulinas, antirretrovirais e o fator VIII recombinante da Hemobrás com a Takeda. A estratégia do CEIS projeta cerca de R$ 23 bilhões em investimentos privados via PDPs até 2026, e um painel público acompanha as parcerias vigentes.","international":"Instrumentos análogos de compra pública com transferência de tecnologia existem em vários países de renda média: a Índia construiu sua indústria de genéricos e vacinas com compras governamentais e licenças compulsórias; a China usa compras centralizadas por volume e exigências de produção local; a Argentina e o México têm laboratórios públicos; a África do Sul, o Egito e a Indonésia receberam transferência de mRNA pelo hub da OMS. Países desenvolvidos recorrem a contratos de compra antecipada (como os da pandemia), à BARDA nos Estados Unidos e à HERA na Europa, que financiam capacidade produtiva e pesquisa em troca de prioridade de acesso.\n\nA OMS e a OPAS incentivam a produção regional após a covid-19, e o Acordo sobre Pandemias de 2025 inclui compromissos de transferência de tecnologia. Ao mesmo tempo, a concentração da produção de ingredientes ativos na China e na Índia e as restrições de propriedade intelectual tornam o modelo de PDP relevante como referência de política industrial baseada em demanda pública.","future":"O futuro das PDPs dependerá de governança: seleção baseada em evidência de necessidade, metas de internalização verificáveis, auditoria independente e articulação com Anvisa, BNDES e Finep. A migração de genéricos e biossimilares para produtos de maior complexidade (terapias avançadas, mRNA, dispositivos digitais) exigirá parceiros com capacidade de pesquisa, não só de envase, e o PDIL pode ser o canal para inovação local.\n\nRiscos a observar: dependência de poucos laboratórios públicos com capacidade ociosa ou gestão frágil, preços de transferência acima do mercado por tempo excessivo, judicialização, e mudanças de governo que interrompem parcerias de dez anos. Em contrapartida, a convergência com a Nova Indústria Brasil e com metas de 70% de produção nacional dá às PDPs peso estratégico raro na política industrial brasileira.","related_ids":[73,36,37,39,42,48,49,71,326,324],"sources":[{"title":"Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) — Ministério da Saúde","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/pdp"},{"title":"Governo Federal publica novo marco regulatório de PDPs e PDIL (Portarias 4.472 e 4.473/2024) — Mattos Filho","url":"https://www.mattosfilho.com.br/unico/governo-marco-pdps-pdil/"},{"title":"MS publica novas regras para o programa de PDPs e o PDIL — Machado Meyer","url":"https://www.machadomeyer.com.br/pt/inteligencia-juridica/publicacoes-ij/life-sciences-e-saude/ms-publica-novas-regras-para-o-programa-de-pdps-e-o-pdil"},{"title":"Acompanhamento das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo — TCU","url":"https://portal.tcu.gov.br/data/files/84/11/6B/1D/F7CEE8103A4A64C8F18818A8/Acompanhamento%20das%20Parcerias%20para%20o%20Desenvolvimento%20Produtivo%20-%20PDP.pdf"},{"title":"Governo lança estratégia que prevê investimento de R$ 42 bilhões na indústria da saúde — Agência Gov","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202309/governo-lanca-estrategia-para-desenvolver-complexo-economico-industrial-da-saude-com-investimento-de-r-42-bilhoes-ate-2026"}]},{"id":"biossimilar","term":"Biossimilar","aliases":["Biossimilar","biossimilares","biológicos (medicamentos)","medicamentos biológicos","produto biológico não novo"],"sectors":["biotech"],"definition":"Biossimilar é um medicamento biológico desenvolvido para ser altamente semelhante a um produto biológico de referência já aprovado, sem diferenças clinicamente significativas em qualidade, segurança e eficácia. Medicamentos biológicos (anticorpos monoclonais, insulinas, hormônios, fatores de coagulação, enzimas, proteínas de fusão) são moléculas grandes e complexas, produzidas em células vivas, com variações naturais de glicosilação e dobramento; por isso um biossimilar nunca é uma cópia idêntica, como um genérico de molécula sintética, mas uma versão comparável, e a sua aprovação depende de demonstrar essa comparabilidade por um exercício escalonado.\n\nO desenvolvimento começa pela caracterização analítica extensa (estrutura primária, modificações pós-traducionais, agregados, atividade biológica) em comparação com múltiplos lotes do produto de referência; segue com estudos não clínicos e com estudos clínicos de farmacocinética e farmacodinâmica e, quando necessário, de eficácia e segurança em uma indicação sensível, com avaliação de imunogenicidade. A extrapolação permite estender a aprovação a outras indicações do referência quando o mecanismo de ação é o mesmo. A intercambialidade, isto é, a substituição do referência pelo biossimilar na farmácia ou pelo prescritor, é decidida por regra nacional e tem avançado com evidências de que a troca não compromete a segurança.\n\nA fabricação exige linhagens celulares (geralmente CHO), biorreatores, purificação por cromatografia, formulação e envase estéril, em plantas de boas práticas de fabricação que custam centenas de milhões de dólares; por isso o mercado é dominado por grandes fabricantes com economia de escala. O efeito econômico é a competição: biossimilares reduzem preços de biológicos em 30% a 70% e liberam orçamento para incorporar terapias novas, o que importa porque os biológicos concentram parcela crescente dos gastos com medicamentos.\n\nNo Brasil, a RDC 55/2010 da Anvisa estabeleceu duas vias de registro para produtos biológicos não novos: a via de comparabilidade, que corresponde ao biossimilar internacional, e a via de desenvolvimento individual, com dossiê próprio e mais dados clínicos; a RDC 875/2024 atualizou o marco.","brazil":"O primeiro biossimilar foi aprovado no Brasil em 2015 e, até setembro de 2025, a Anvisa havia aprovado 67 produtos biológicos não novos, abrangendo 21 substâncias ativas, entre elas adalimumabe, etanercepte, infliximabe, rituximabe, trastuzumabe, bevacizumabe, ranibizumabe, aflibercepte, denosumabe, tocilizumabe, ustequinumabe, eculizumabe, filgrastim, pegfilgrastim, somatropina, teriparatida e insulinas. As empresas com mais aprovações são Amgen, Samsung Bioepis e Sandoz (sete cada), Celltrion e Pfizer, o que mostra que a oferta é majoritariamente importada. A indústria nacional estruturou-se em consórcios: a Bionovis (EMS, Aché, Hypera e União Química, 2012) e a Orygen (Eurofarma e Biolab), além de Libbs, Biomm (insulinas) e Cristália, muitas vezes em PDPs com Bio-Manguinhos e outros laboratórios públicos para fornecer ao SUS, maior comprador de biológicos do país. Em dezembro de 2025 celebrou-se o primeiro Dia Nacional do Medicamento Biossimilar.\n\nOs desafios brasileiros são a produção local de IFA biológico (ainda limitada), a precificação e a intercambialidade no mercado privado, o interesse de gestores em promover a troca e a capacidade regulatória da Anvisa para acompanhar o ritmo global. O CEIS e as PDPs reformuladas em 2024 colocam os biossimilares entre as prioridades de internalização.","international":"A União Europeia aprovou o primeiro biossimilar em 2006 e tem mais de cem autorizados, com economias de dezenas de bilhões de euros; os Estados Unidos começaram em 2015 e, em 2024-2025, a FDA simplificou os requisitos de intercambialidade e passou a dispensar estudos comparativos de eficácia em muitos casos. Os grandes fabricantes são Samsung Bioepis e Celltrion (Coreia do Sul), Sandoz, Amgen, Biocon (Índia), Fresenius Kabi e, em ascensão, Henlius e outras empresas chinesas. O ciclo é ditado pelas expirações de patentes: adalimumabe (2023 nos EUA), ustequinumabe e aflibercepte (2025), denosumabe (2025) e, no horizonte, pembrolizumabe (2028) e outros oncológicos de altíssimo valor.\n\nA OMS atualizou em 2022 suas diretrizes para reduzir a exigência de ensaios clínicos comparativos, tendência que pode baratear o desenvolvimento e favorecer produtores de países emergentes. A geopolítica dos insumos (meios de cultura, resinas cromatográficas, biorreatores descartáveis) e a concentração da manufatura terceirizada (CDMOs) na Ásia são preocupações de segurança de abastecimento.","future":"A próxima onda de biossimilares oncológicos e imunológicos de alto custo é uma oportunidade de economia para o SUS e para planos de saúde, mas só se houver regras claras de intercambialidade, compras públicas previsíveis e produção local competitiva. O Brasil pode consolidar a Bionovis, a Orygen e os laboratórios públicos como fabricantes de IFA, não apenas de envase, e usar as PDPs e o PDIL para isso.\n\nRiscos a observar: guerra de preços que inviabilize fabricantes nacionais, dependência de CDMOs asiáticas, judicialização de patentes e de intercambialidade, e desatualização regulatória. A evolução para biossimilares de produtos mais complexos (conjugados anticorpo-fármaco, biespecíficos) e a convergência com a produção de terapias avançadas definem a fronteira técnica.","related_ids":[71,48,49,43,44,45,46,47,37,73],"sources":[{"title":"Follow-on biologicals/biosimilars approved in Brazil: September 2025 update — GaBI Journal","url":"https://gabi-journal.net/follow-on-biologicals-biosimilars-approved-in-brazil-september-2025-update.html"},{"title":"Gauging the Future of Biosimilars in Brazil — GEN","url":"https://genengnews.com/insights/gauging-the-future-of-biosimilars-in-brazil"},{"title":"Precificação, intercambialidade e interesse de gestores são desafios para ampliação de biossimilares — Futuro da Saúde","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=42556"},{"title":"Brasil celebra o 1º Dia Nacional do Medicamento Biossimilar (Anvisa, dez. 2025) — Legismap","url":"https://legismap.com.br/conteudos/artigos-e-noticias/noticias-anvisa-em-16-12-2025"},{"title":"Governo Federal publica novo marco regulatório de PDPs e PDIL — Mattos Filho","url":"https://www.mattosfilho.com.br/unico/governo-marco-pdps-pdil/"}]},{"id":"terapia-car-t","term":"Terapia CAR-T","aliases":["Terapia CAR-T","CAR-T","células CAR-T","terapia celular CAR-T"],"sectors":["biotech"],"definition":"Terapia CAR-T é uma imunoterapia celular em que linfócitos T do próprio paciente são modificados geneticamente para expressar um receptor de antígeno quimérico (CAR), uma proteína sintética que combina um fragmento de anticorpo capaz de reconhecer um alvo na superfície das células tumorais (como CD19 em leucemias e linfomas B, ou BCMA no mieloma múltiplo) com domínios de sinalização intracelular (CD3-zeta e coestimuladores como 4-1BB ou CD28) que ativam a célula T ao contato. O resultado é um medicamento vivo: células que patrulham o organismo, reconhecem o tumor independentemente do sistema de apresentação de antígenos, destroem-no e podem persistir por anos.\n\nO processo autólogo tem várias etapas: coleta de leucócitos por leucaférese; ativação dos linfócitos T; transdução com vetor lentiviral ou retroviral que insere o gene do CAR (ou, em abordagens mais recentes, edição por transposons ou CRISPR); expansão em biorreatores por uma a duas semanas; controle de qualidade (esterilidade, potência, número de cópias do vetor); criopreservação; e, após quimioterapia linfodepletora, infusão no paciente. A fabricação é individualizada, leva de duas a quatro semanas e exige salas limpas e cadeia logística criogênica, o que explica preços de lista entre US$ 370 mil e 500 mil por tratamento nos Estados Unidos.\n\nOs resultados em leucemia linfoblástica aguda B e linfomas B refratários são sem precedentes, com remissões completas duráveis em pacientes sem outras opções, o que levou à aprovação da primeira terapia, o tisagenlecleucel, pela FDA em 2017. As toxicidades são específicas: síndrome de liberação de citocinas e neurotoxicidade, manejáveis com tocilizumabe e corticoides, além de citopenias prolongadas e risco de infecções. Fronteiras ativas incluem CAR-T alogênicos (de doador, prontos para uso), CAR-T gerados in vivo por vetores ou nanopartículas, alvos para tumores sólidos, uso em doenças autoimunes (lúpus, miastenia) e fabricação descentralizada no hospital (point-of-care).\n\nA terapia CAR-T importa para além da oncologia: é o modelo de uma nova classe de medicamentos personalizados que desafia regulação, precificação, logística e a organização de sistemas públicos de saúde.","brazil":"O Brasil é o país da América Latina mais avançado em CAR-T. Em 2019, o Centro de Terapia Celular (CTC) da USP em Ribeirão Preto tratou, de forma compassiva, o primeiro paciente latino-americano com células produzidas localmente. Em 2022, com apoio da FAPESP, o Hemocentro de Ribeirão Preto, a USP e o Instituto Butantan inauguraram o Nutera, primeira planta de produção de produtos celulares da região, com capacidade inicial para 13 pacientes a cada 34 dias e meta de 150 por ano. A Anvisa autorizou em setembro de 2023 o ensaio clínico de fases 1 e 2 (CARTHEDRALL), financiado pelo Ministério da Saúde com R$ 100 milhões, para 81 pacientes com leucemia linfoblástica aguda B e linfoma não Hodgkin B recaídos ou refratários, em cinco centros (HC de Ribeirão Preto, HC-USP, Unicamp, Sírio-Libanês e BP). Em junho de 2026, 25 pacientes do SUS haviam sido tratados, com taxa de resposta de 87,5%, e a equipe discutia com a Anvisa a via de registro, ainda não submetida.\n\nEm paralelo, a Anvisa registrou a partir de 2022 terapias comerciais importadas (tisagenlecleucel e outras), com preços na faixa de R$ 2 milhões por paciente, oferecidas em hospitais privados como Einstein, Sírio-Libanês e Oncoclínicas; o Einstein também desenvolve CAR-T acadêmico. O desafio é construir uma rede nacional de centros habilitados, uma via regulatória para terapias produzidas em hospitais públicos e um modelo de financiamento que viabilize a incorporação ao SUS a custo muito inferior ao internacional.","international":"Estados Unidos e China concentram a pesquisa: a China tem mais ensaios clínicos registrados que qualquer outro país e aprovou produtos domésticos; nos Estados Unidos há meia dúzia de terapias aprovadas (CD19 e BCMA), com expansão para linhas anteriores de tratamento e para doenças autoimunes após resultados em lúpus. A Índia aprovou em 2023 um CAR-T nacional (NexCAR19) por cerca de US$ 40 mil, e a Espanha desenvolveu o ARI-0001 em hospital público sob a exceção hospitalar europeia, modelos próximos ao brasileiro. Em 2025-2026 a FDA removeu exigências de monitoramento prolongado, facilitando o acesso ambulatorial.\n\nAs fronteiras são CAR-T alogênicos (Allogene, Caribou), células NK e macrófagos com CAR, CAR-T in vivo (Capstan, adquirida pela AbbVie em 2025, e empresas chinesas), fabricação automatizada e redução de custos. O preço e a complexidade logística mantêm a terapia inacessível na maior parte do mundo, o que torna a produção pública descentralizada tema central para a OMS.","future":"Para o Brasil, o passo decisivo é a aprovação regulatória do CAR-T nacional e sua incorporação ao SUS com produção em rede (Ribeirão Preto, São Paulo, Rio, Minas, Bahia, Pernambuco), o que exigiria formação de profissionais, vetores virais nacionais e financiamento estável. A redução de custo para uma fração do preço comercial é plausível, como mostram Índia e Espanha, mas depende de escala e de uma via regulatória para terapias acadêmicas.\n\nA observar: a resolução da via de registro na Anvisa, a competição de produtos importados com descontos para o SUS, a sustentabilidade do modelo de hospital-fabricante, a expansão para mieloma e doenças autoimunes e a chegada de CAR-T in vivo, que pode tornar obsoleta a fabricação ex vivo em uma década. O risco é o Brasil consolidar excelência científica sem transformá-la em acesso.","related_ids":[53,39,50,51,52,64,71,615,554,559],"sources":[{"title":"'Nenhuma etapa está sendo pulada', afirma Diego Clé, líder do estudo brasileiro de CAR-T — Futuro da Saúde","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=47260"},{"title":"Nutera advanced therapy center will produce CAR-T cells for clinical trial — Agência FAPESP","url":"https://agencia.fapesp.br/nutera-advanced-therapy-center-will-produce-car-t-cells-for-use-in-clinical-trial-of-cancer-treatment/49987"},{"title":"Terapia celular da USP para o SUS — Jornal da USP","url":"https://jornal.usp.br/?p=882392"},{"title":"CAR-T na saúde pública: Brasil investe na terapia para reduzir custos com câncer — Futuro da Saúde","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=26761"},{"title":"Terapia CAR-T contra câncer que custa US$ 500 mil pode ser ofertada no SUS — Canaltech","url":"https://canaltech.com.br/saude/terapia-car-t-contra-cancer-que-custa-us-500-mil-pode-ser-ofertada-no-sus-219510/"}]},{"id":"hemoderivados","term":"Hemoderivados","aliases":["Hemoderivados","hemoderivado","plasma","medicamentos derivados do plasma","fracionamento de plasma"],"sectors":["biotech"],"definition":"Hemoderivados são medicamentos obtidos pelo fracionamento industrial do plasma humano, a fração líquida do sangue rica em proteínas. Diferem dos hemocomponentes (concentrado de hemácias, plaquetas, plasma fresco), preparados em hemocentros por centrifugação para transfusão, por serem produtos farmacêuticos padronizados, purificados e submetidos a inativação viral, fabricados em plantas que processam centenas de milhares de litros de plasma por ano. Os principais são a albumina (expansor volêmico em cirurgias, queimados e cirrose), as imunoglobulinas intravenosas e subcutâneas (imunodeficiências primárias, doenças autoimunes e neurológicas), os fatores de coagulação VIII e IX (hemofilias A e B), o fator de von Willebrand, o complexo protrombínico, o fibrinogênio, a antitrombina, a alfa-1 antitripsina e o inibidor de C1-esterase.\n\nO processo clássico é o fracionamento de Cohn, desenvolvido nos anos 1940: precipitação sequencial de proteínas com etanol frio em diferentes pH e temperaturas, hoje combinada com cromatografia de troca iônica e de afinidade para maior pureza e rendimento. Etapas de segurança incluem triagem sorológica e molecular dos doadores, quarentena do plasma, inativação por solvente-detergente, pasteurização e nanofiltração. O plasma pode ser recuperado de doações de sangue total ou coletado por plasmaférese (plasma de origem), modalidade que domina a oferta mundial e que, nos Estados Unidos, admite doadores remunerados, enquanto Brasil e muitos países europeus vedam a remuneração.\n\nA partir dos anos 1990, proteínas recombinantes passaram a substituir hemoderivados em algumas indicações, sobretudo os fatores VIII e IX produzidos em células de mamífero, hoje preferidos na hemofilia, e surgiram alternativas não derivadas de plasma, como o anticorpo biespecífico emicizumabe e terapias gênicas para hemofilia. A demanda por imunoglobulinas, porém, cresce de forma contínua e depende exclusivamente de plasma humano, o que faz do plasma uma matéria-prima estratégica e frequentemente escassa.\n\nOs hemoderivados são, assim, um caso de soberania sanitária: países que coletam plasma suficiente e dominam o fracionamento garantem o tratamento de dezenas de milhares de pacientes crônicos; os demais importam a preços crescentes e ficam vulneráveis a crises de oferta.","brazil":"A Constituição brasileira veda a comercialização de sangue e derivados, e a Lei 10.972/2004 criou a Hemobrás, empresa pública vinculada ao Ministério da Saúde, para fracionar o plasma excedente dos hemocentros e abastecer o SUS. Após anos de atraso, a fábrica de Goiana (PE) foi inaugurada em 14 de agosto de 2025, com a previsão de que ao menos seis hemoderivados (albumina, imunoglobulina, fatores VIII e IX, complexo protrombínico e fator de von Willebrand) sejam 100% nacionais a partir de 2027, atendendo mais de 30 mil pessoas com coagulopatias e milhões que usam albumina e imunoglobulina. Em 2025 a estatal coletou recorde de 217,7 mil litros de plasma, e o plano anunciado em outubro de 2026 prevê capacidade de 700 mil litros por ano em 2033, suficiente para 70% da demanda do SUS, com R$ 850 milhões do Novo PAC, uma fase industrial dedicada à imunoglobulina líquida 10% e um laboratório de pesquisa e desenvolvimento.\n\nA Hemobrás já distribui a partir de Goiana o fator VIII recombinante fruto de transferência de tecnologia da Takeda, garante toda a imunoglobulina usada pelo SUS, negocia PDP com a Roche para o emicizumabe, assinou carta de intenções com a Beijing Tiantan para tecnologia e fornecimento complementar de imunoglobulina e apoia o desenvolvimento pré-clínico de terapia gênica nacional para hemofilias com a UFMG. A rede de hemocentros públicos (Hemorio, Fundação Pró-Sangue, Hemominas, Hemocentro de Ribeirão Preto) é a base de coleta.","international":"O mercado global de hemoderivados supera US$ 30 bilhões e é dominado por CSL Behring, Grifols, Takeda e Octapharma, seguidas por Kedrion, LFB, Bio Products Laboratory e produtores chineses (Tiantan, Hualan, Shanghai RAAS). Os Estados Unidos fornecem a maior parte do plasma de origem do mundo, graças à remuneração de doadores, e a Europa debate como reduzir essa dependência; a China, que proíbe importação de plasma, expandiu a coleta interna. A demanda por imunoglobulinas cresce de 6% a 8% ao ano, com episódios de escassez após a pandemia.\n\nTendências: declínio relativo dos fatores plasmáticos de coagulação frente a recombinantes de meia-vida estendida, biespecíficos e terapias gênicas; novas indicações para imunoglobulinas e alfa-1 antitripsina; automação da plasmaférese; e debates éticos e regulatórios (regulamento europeu de substâncias de origem humana, 2024) sobre remuneração e autossuficiência.","future":"Para o Brasil, a questão central é o plasma: elevar a coleta, com plasmaférese em hemocentros e maior aproveitamento do plasma recuperado, é condição para que a fábrica de Goiana opere com escala e custo competitivo. A diversificação para imunoglobulina líquida, recombinantes e terapia gênica reduz o risco de a planta nascer obsoleta em fatores de coagulação, e a entrada de parceiros chineses e europeus deve ser avaliada em termos de dependência tecnológica.\n\nRiscos a observar: atrasos recorrentes, custo unitário acima do importado, oscilações orçamentárias, dificuldades de compra de insumos, e a necessidade de uma política nacional de doação de plasma. O horizonte de 2033 para autossuficiência parcial é longo, mas a estrutura instalada é hoje a maior da América Latina em fracionamento público.","related_ids":[42,73,36,53,566,607,71,48,326],"sources":[{"title":"Brasil avança na produção de hemoderivados com inauguração de nova fábrica da Hemobrás — OPAS/OMS","url":"https://www.paho.org/pt/noticias/14-8-2025-brasil-avanca-na-producao-hemoderivados-com-inauguracao-nova-fabrica-da-hemobras"},{"title":"Ministério da Saúde anuncia ampliação da fábrica de medicamentos da Hemobrás em Goiana — Diario de Pernambuco","url":"https://www.diariodepernambuco.com.br/vida-urbana/2026/10/11725627-ministerio-da-saude-anuncia-ampliacao-da-fabrica-de-medicamentos-da-hemobras-em-goiana.html"},{"title":"Hemobrás fecha acordos para reduzir dependência externa de medicamentos — Movimento Econômico","url":"https://movimentoeconomico.com.br/economia/industria-empresas/2026/10/03/hemobras-fecha-acordos-para-reduzir-dependencia-externa-de-medicamentos/"},{"title":"Brasil terá produção 100% nacional de hemoderivados — Agência Gov","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202508/brasil-tera-producao-100-nacional-de-hemoderivados"}]},{"id":"complexo-economico-industrial-da-saude","term":"Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS)","aliases":["Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS)","CEIS","complexo industrial da saúde","complexo econômico-industrial da saúde"],"sectors":["biotech","policy"],"definition":"Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) é o conceito, formulado por Carlos Gadelha e colegas da Fiocruz no início dos anos 2000, que trata a saúde não apenas como setor de gastos sociais, mas como sistema produtivo articulado, capaz de gerar inovação, emprego, exportações e soberania. O complexo reúne três subsistemas interligados pela demanda do sistema de saúde: a base química e biotecnológica (fármacos e medicamentos, vacinas, hemoderivados, reagentes e kits diagnósticos); a base mecânica, eletrônica e de materiais (equipamentos médicos, implantes, dispositivos, órteses e próteses); e os serviços (hospitais, laboratórios, atenção primária, saúde digital), que são ao mesmo tempo consumidores e locais de inovação.\n\nA tese central é que o Estado, como maior comprador de produtos de saúde em países com sistemas universais, pode usar o poder de compra, a regulação e o financiamento para direcionar a estrutura produtiva: margens de preferência em licitações, parcerias de transferência de tecnologia, encomendas tecnológicas, crédito e subvenção à pesquisa, e articulação entre ministérios da Saúde, da Indústria e da Ciência. A dependência externa aparece como vulnerabilidade: um déficit comercial crônico em produtos de saúde indica que o sistema público financia, indiretamente, a indústria de outros países e fica exposto a rupturas de oferta, como ocorreu com máscaras, respiradores, vacinas e insumos durante a pandemia de covid-19.\n\nO CEIS também é um marco analítico: mede fluxos comerciais, mapeia capacidades produtivas e científicas, identifica lacunas (a chamada matriz de desafios produtivos e tecnológicos) e orienta onde concentrar instrumentos. Ele conecta a agenda de saúde às de inovação, de desenvolvimento regional e de segurança nacional, aproximando-se do que outros países chamam de segurança sanitária ou resiliência de cadeias de suprimento em saúde.\n\nO conceito importa porque o Brasil combina um sistema universal de saúde com indústria nacional relativamente grande, mas tecnologicamente dependente, o que torna o CEIS a principal política industrial setorial do país e um laboratório observado por outros países de renda média.","brazil":"O conceito virou política em ciclos: o Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (GECIS) e as PDPs no fim dos anos 2000; a reorganização em 2023, quando o Grupo Executivo do CEIS (GECEIS) foi recriado em abril e, em 26 de setembro, o Decreto 11.715 instituiu a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do CEIS, com investimento previsto de R$ 42 bilhões até 2026 (R$ 9 bilhões do Novo PAC, R$ 6 bilhões do BNDES, R$ 4 bilhões da Finep e cerca de R$ 23 bilhões privados via PDPs). A meta é elevar a produção nacional para uma média de 70% dos produtos consumidos pelo SUS, partindo de cerca de 50% em equipamentos e 60% em medicamentos acabados, com mais de 90% dos ingredientes farmacêuticos ativos importados. O déficit comercial em saúde foi estimado em cerca de US$ 20 bilhões em 2023, contra US$ 11 bilhões em 2013.\n\nA Nova Indústria Brasil (2024) incorporou o CEIS como sua Missão 2, e as Portarias 4.472 e 4.473/2024 criaram o novo marco de PDPs e o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local. Os atores são a Fiocruz (Bio-Manguinhos, Farmanguinhos), o Butantan, a Hemobrás, laboratórios oficiais estaduais, a indústria farmacêutica nacional (EMS, Eurofarma, Aché, Hypera, Cristália, Bionovis, Orygen), fabricantes de equipamentos, a Anvisa, o BNDES, a Finep e a Embrapii, sob coordenação do Ministério da Saúde (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do CEIS) e do MDIC.","international":"A pandemia transformou a segurança de cadeias de saúde em prioridade global. A União Europeia criou a HERA (2021) e discute uma lei de medicamentos críticos; os Estados Unidos usaram a Lei de Produção de Defesa, a BARDA e incentivos à produção doméstica de ingredientes ativos; a Índia lançou esquemas de incentivo à produção de intermediários químicos para reduzir a dependência da China, que fabrica cerca de 40% dos ingredientes ativos do mundo; e a União Africana, com a Gavi, financia a fabricação regional de vacinas. A OMS defende a produção local e a transferência de tecnologia, consolidadas no Acordo sobre Pandemias de 2025.\n\nAo mesmo tempo, tarifas norte-americanas sobre produtos farmacêuticos (2025) e controles de exportação reconfiguram cadeias, e a concentração de manufatura terceirizada na Ásia continua. O CEIS brasileiro é citado pela OPAS como modelo de articulação entre política de saúde e política industrial em país de renda média.","future":"O teste do CEIS é a execução: converter decretos e metas em plantas de ingredientes ativos, vacinas, biológicos, dispositivos e software que de fato abasteçam o SUS a preços sustentáveis. Isso exige continuidade entre governos, regulação previsível, formação de engenheiros de bioprocessos e integração com universidades e Embrapii. A meta de 70% de produção nacional até o fim da década é ambiciosa e deverá ser medida por indicadores públicos.\n\nRiscos: protecionismo que encareça produtos sem gerar inovação, captura por grupos de interesse, dependência de poucos laboratórios públicos, e a tensão entre compra pelo menor preço (lei de licitações) e política industrial. Oportunidades: terapias avançadas, saúde digital, bioeconomia e exportação para América Latina e África, onde laboratórios públicos brasileiros já têm presença.","related_ids":[73,36,37,39,42,43,44,71,323,326],"sources":[{"title":"Governo lança estratégia para desenvolver Complexo Econômico-Industrial da Saúde com investimento de R$ 42 bilhões até 2026 — Agência Gov","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202309/governo-lanca-estrategia-para-desenvolver-complexo-economico-industrial-da-saude-com-investimento-de-r-42-bilhoes-ate-2026"},{"title":"Meta do Ministério da Saúde é que 70% dos insumos do SUS sejam industrializados no Brasil — Extra Classe","url":"https://www.extraclasse.org.br/?p=90673"},{"title":"Governo recria grupo executivo para acelerar complexo industrial — Futuro da Saúde","url":"https://futurodasaude.com.br/?p=18416"},{"title":"Governo Federal publica novo marco regulatório de PDPs e PDIL — Mattos Filho","url":"https://www.mattosfilho.com.br/unico/governo-marco-pdps-pdil/"},{"title":"Public Pharma Brazil: o caso Bio-Manguinhos/Fiocruz — People's Health Movement","url":"https://phmovement.org/sites/default/files/2026-08/PublicPharma%20Brazil%20Bio-Manguinhos%20Fiocruz%20case%20PT.pdf"}]},{"id":"genomica-e-sequenciamento","term":"Genômica e sequenciamento","aliases":["Genômica e sequenciamento","genômica","sequenciamento genômico","sequenciamento de DNA","medicina genômica"],"sectors":["biotech","ai"],"definition":"Genômica é o estudo do conjunto completo do material genético de um organismo, o genoma, e de como suas variações se relacionam com características, doenças e evolução. Sequenciamento é a leitura da ordem das bases do DNA (ou do RNA). A primeira geração, o método de Sanger, sequenciou o genoma humano de referência em 2003 a um custo de bilhões de dólares; a segunda geração, de sequenciamento massivo em paralelo por fragmentos curtos (dominada pela Illumina e, mais recentemente, pela chinesa MGI e pela Ultima), derrubou o custo de um genoma humano completo para algumas centenas de dólares; a terceira geração, de leituras longas (PacBio e Oxford Nanopore), resolve regiões repetitivas e variantes estruturais e permitiu, em 2022, o genoma humano telômero a telômero.\n\nO fluxo tem três partes: a molhada (extração, preparo de bibliotecas, sequenciamento), a bioinformática (alinhamento a um genoma de referência, identificação de variantes, anotação) e a interpretação (classificação de variantes como patogênicas ou benignas, associação estatística em estudos de genoma completo, escores poligênicos de risco, farmacogenômica). Aplicações clínicas incluem o diagnóstico de doenças raras, a oncologia de precisão (sequenciamento de tumores para escolher terapias-alvo e biópsia líquida), o rastreio pré-natal não invasivo e a triagem neonatal; aplicações em saúde pública incluem a vigilância genômica de patógenos, que durante a pandemia identificou variantes do SARS-CoV-2 em tempo real; e, na agricultura, a seleção genômica e a caracterização de germoplasma.\n\nA genômica populacional enfrenta um viés: a maioria dos genomas sequenciados é de ancestralidade europeia, o que degrada a acurácia de testes e escores em populações miscigenadas e indígenas. Daí os programas nacionais de sequenciamento de populações, que criam referências locais, descobrem variantes novas e alimentam a medicina de precisão. Questões de privacidade, consentimento, propriedade dos dados e uso por seguradoras acompanham o campo, assim como a dependência de equipamentos e reagentes de poucos fornecedores.\n\nA genômica é hoje infraestrutura: define a competitividade em medicina, agricultura, biotecnologia industrial e vigilância epidemiológica, e os dados genômicos tornaram-se ativo geopolítico.","brazil":"O Brasil entrou na genômica pelo projeto Genoma FAPESP, que em 2000 publicou na Nature o primeiro genoma de um fitopatógeno, a Xylella fastidiosa, seguido por genomas da cana, do café e de patógenos humanos, formando a geração de pesquisadores que criou empresas e laboratórios. Em saúde humana, o programa Genomas Brasil, do Ministério da Saúde (2020), e o projeto DNA do Brasil, coordenado por Lygia da Veiga Pereira (USP), buscam sequenciar 100 mil genomas de brasileiros até 2030; o primeiro grande resultado, publicado na Science em maio de 2025, analisou cerca de 2,7 mil genomas completos de todas as regiões, inclusive comunidades ribeirinhas, rurais e indígenas, identificou 8,7 milhões de variantes não catalogadas, mais de 36 mil potencialmente danosas, e descreveu ancestralidade média de 60% europeia, 27% africana e 13% indígena, com forte assimetria entre linhagens paternas europeias e maternas africanas e indígenas.\n\nO setor privado é liderado por Dasa, Fleury e Mendelics (diagnóstico genômico de doenças raras e oncologia), com laboratórios acadêmicos de referência no Instituto de Biociências da USP, no Hospital Israelita Albert Einstein, no IDOR, no CNPEM (LNBio) e em redes de vigilância genômica da Fiocruz e do Instituto Adolfo Lutz, que sequenciaram a variante Gama do SARS-CoV-2. A dependência de sequenciadores e reagentes importados, o custo em dólar e a formação em bioinformática são os principais gargalos.","international":"Os grandes programas nacionais são o UK Biobank e a Genomics England (mais de 500 mil genomas), o All of Us norte-americano, o Million Veteran Program, o programa dos Emirados, o da Arábia Saudita e iniciativas chinesas de escala comparável. A Illumina domina os sequenciadores, mas enfrenta concorrência da MGI (do grupo BGI), alvo de restrições nos Estados Unidos por motivos de segurança nacional, e de novas empresas de leitura longa e de sequenciamento barato. A triagem neonatal por genoma completo, a biópsia líquida para rastreamento de câncer e os escores poligênicos em cuidado primário são as fronteiras clínicas.\n\nA governança internacional discute a repartição de benefícios de informação de sequências digitais (Fundo de Cali, criado na COP16 da biodiversidade), a soberania e a localização de dados genômicos, e a inteligência artificial aplicada a genomas (modelos de linguagem de DNA, predição de estrutura e função de proteínas), que transforma a interpretação de variantes.","future":"O Brasil pode converter sua diversidade genética em vantagem científica e clínica se concluir o sequenciamento de 100 mil genomas, construir um painel de referência nacional, integrar a genômica ao SUS (doenças raras, oncologia, farmacogenômica) e formar bioinformatas em escala. A vigilância genômica de patógenos, consolidada na pandemia, deve ser mantida para dengue, oropouche, influenza aviária e resistência antimicrobiana.\n\nRiscos a observar: dependência tecnológica de sequenciadores e nuvens estrangeiras, proteção de dados genéticos sob a LGPD, consentimento de populações indígenas e tradicionais, uso discriminatório por seguradoras, e a tentação de importar escores poligênicos calibrados em europeus. A decisão sobre onde armazenar e quem pode usar os dados dos brasileiros é tão estratégica quanto o sequenciamento em si.","related_ids":[57,58,56,54,55,36,62,50,59,615],"sources":[{"title":"DNA brasileiro revela maior diversidade genética do mundo e pode transformar saúde pública (Science, maio 2025) — Olhar Digital","url":"https://olhardigital.com.br/2025/05/15/ciencia-e-espaco/dna-brasileiro-revela-maior-diversidade-genetica-do-mundo-e-pode-transformar-saude-publica/"},{"title":"DNA do Brasil: entenda como o DNA brasileiro pode mudar a medicina de precisão — Canaltech","url":"https://canaltech.com.br/saude/dna-do-brasil-entenda-como-o-dna-brasileiro-pode-mudar-a-medicina-de-precisao-173385/"},{"title":"Pesquisa revela origem genética dos brasileiros e impacto na saúde — Estratégia MED","url":"https://med.estrategia.com/portal/atualidades/pesquisa-revela-origem-genetica-dos-brasileiros-e-impacto-na-saude/"},{"title":"USP vai mapear variações genéticas e doenças da população brasileira — Bem Paraná","url":"https://www.bemparana.com.br/noticia/usp-vai-mapear-variacoes-geneticas-e-doencas-da-populacao-brasileira-639"}]},{"id":"soro-antiofidico-e-antivenenos","term":"Soro antiofídico e antivenenos","aliases":["Soro antiofídico e antivenenos","antiofídico","soro","antiveneno","soros antipeçonhentos","soroterapia"],"sectors":["biotech"],"definition":"Soro antiofídico, ou antiveneno, é um medicamento biológico composto de imunoglobulinas capazes de neutralizar as toxinas do veneno de serpentes; por extensão, antivenenos tratam acidentes com escorpiões, aranhas, lagartas e abelhas. A produção segue o método estabelecido há mais de um século: cavalos (ou, em alguns países, ovelhas) são imunizados com doses crescentes de veneno extraído de animais mantidos em serpentários; o plasma hiperimune é coletado por plasmaférese; as imunoglobulinas são purificadas e, na maioria dos produtos, digeridas com pepsina para gerar fragmentos F(ab')2, que mantêm a capacidade de neutralização com menor risco de reações adversas; o produto é formulado, testado quanto à potência (capacidade de neutralizar uma quantidade definida de veneno em modelo animal) e envasado em ampolas que exigem cadeia de frio.\n\nOs soros são específicos para gêneros ou grupos de serpentes, pois os venenos variam em composição (enzimas proteolíticas, fosfolipases, neurotoxinas, hemotoxinas) entre espécies e mesmo entre regiões. Por isso existem soros monovalentes e polivalentes: no Brasil, antibotrópico (jararacas, que causam a grande maioria dos acidentes), anticrotálico (cascavéis), antilaquético (surucucu), antielapídico (corais) e combinações, além de antiescorpiônico, antiaracnídico, antilonômico (lagartas Lonomia) e soros antitetânico, antirrábico e antibotulínico, também heterólogos. A dose depende da gravidade clínica, não do peso do paciente, e deve ser administrada o mais cedo possível por via intravenosa em ambiente hospitalar.\n\nA Organização Mundial da Saúde incluiu o envenenamento por serpentes na lista de doenças tropicais negligenciadas em 2017 e estima 5,4 milhões de picadas por ano, 1,8 a 2,7 milhões de envenenamentos, 81 mil a 138 mil mortes e cerca de três vezes mais amputações e incapacidades permanentes, concentradas na África subsaariana e no sul da Ásia; a meta é reduzir mortes e incapacidades pela metade até 2030. O mercado de antivenenos é frágil: poucos produtores, demanda mal estimada, preços crescentes e produtos de baixa qualidade que corroem a confiança.\n\nNovas abordagens incluem anticorpos monoclonais e recombinantes de ampla neutralização, antivenenos de ovelhas e camelídeos, moléculas pequenas que inibem toxinas e a produção in vitro, que dispensaria cavalos. Nenhuma, porém, substituiu ainda o soro equino, que permanece a única terapia eficaz.","brazil":"O Brasil é uma referência histórica e atual. Em 1901, Vital Brazil demonstrou a especificidade dos antivenenos (o soro contra jararaca não neutraliza o da cascavel) e fundou o Instituto Butantan, em São Paulo; o Instituto Vital Brazil, em Niterói, seguiu em 1919. Hoje quatro produtores públicos fabricam todos os soros usados no país e os entregam exclusivamente ao Ministério da Saúde, que distribui gratuitamente via SUS: o Butantan (maior produtor da América Latina, com fazenda de cavalos em Araçariguama e coleta de plasma automatizada desde 2018), a Fundação Ezequiel Dias (Funed, Minas Gerais), o Instituto Vital Brazil (Rio de Janeiro) e o Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos do Paraná. O país registra cerca de 30 mil acidentes ofídicos por ano, com maior incidência na Amazônia, onde a distância dos hospitais e a cadeia de frio limitam o acesso, e pesquisadores do Inpa e da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas testam a descentralização da soroterapia e o uso de freezers solares.\n\nA pesquisa em toxinologia é forte no Butantan, na USP, na UFMG, na Unesp e na Fiocruz, com produtos derivados de venenos como o captopril, anti-hipertensivo desenvolvido a partir de peptídeos da jararaca identificados por Sérgio Ferreira nos anos 1960. Episódios de desabastecimento (2016-2017) expuseram a fragilidade de depender de plantas públicas envelhecidas, o que levou a investimentos na modernização do Butantan e da Funed, e à adoção de boas práticas de fabricação exigidas pela Anvisa.","international":"A oferta global é concentrada em poucos produtores públicos e privados: o Instituto Clodomiro Picado (Costa Rica), que exporta para a África e é modelo de produção pública; Bharat Serums, VINS e Premium Serums (Índia); Inosan e Bioclon (México); Instituto Butantan e outros latino-americanos; e laboratórios na China e na Austrália. A África vive crise crônica desde que a Sanofi descontinuou o Fav-Afrique em 2014, com antivenenos de qualidade duvidosa e preços elevados. A OMS criou um programa de avaliação risco-benefício e pré-qualificação de antivenenos e lançou em 2019 sua estratégia global contra o envenenamento ofídico.\n\nNa fronteira científica, grupos nos Estados Unidos, na Dinamarca e no Reino Unido publicaram em 2024-2025 coquetéis de anticorpos monoclonais humanos e nanocorpos que neutralizam toxinas de dezenas de espécies, com apoio da Wellcome Trust, e a inteligência artificial passou a desenhar proteínas neutralizantes, mas os custos e a regulação ainda separam esses avanços da clínica em países pobres.","future":"Para o Brasil, as prioridades são garantir a produção pública com plantas modernas e capacidade excedente, levar o soro aos pontos remotos da Amazônia (descentralização, cadeia de frio solar, soros liofilizados) e investir em antivenenos de nova geração a partir de sua liderança em toxinologia. A exportação de soros e de know-how para a África e a América Latina é uma oportunidade diplomática e industrial.\n\nRiscos a observar: a dependência de quatro produtores públicos sujeitos a restrições orçamentárias, o envelhecimento de infraestrutura, as mudanças climáticas e o desmatamento que alteram a distribuição de serpentes e escorpiões (os acidentes escorpiônicos já superam os ofídicos em número), e a demora para incorporar recombinantes, que exigirão nova via regulatória e ensaios clínicos complexos em um campo historicamente negligenciado.","related_ids":[39,40,41,36,71,598,554,566,73],"sources":[{"title":"Snakebite envenoming — WHO fact sheet","url":"https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/snakebite-envenoming"},{"title":"Acidentes ofídicos — Ministério da Saúde","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/acidentes-ofidicos"},{"title":"Instituto Butantan — portal institucional (soros e vacinas)","url":"https://butantan.gov.br/"},{"title":"Fiocruz e Butantan estão entre os 15 principais produtores mundiais de imunobiológicos para a OMS — Folha de Pernambuco","url":"https://www.folhape.com.br/noticias/fiocruz-e-butantan-estao-entre-os-15-principais-produtores-mundiais-de/248101/"}]},{"id":"bioprospeccao-e-acesso-a-biodiversidade","term":"Bioprospecção e acesso à biodiversidade","aliases":["Bioprospecção e acesso à biodiversidade","bioprospecção","SisGen","repartição de benefícios","acesso ao patrimônio genético","ABS"],"sectors":["biotech","agtech","policy"],"definition":"Bioprospecção é a busca sistemática, em organismos e em seus genes, moléculas e processos, de recursos com potencial de aplicação em medicamentos, cosméticos, alimentos, enzimas industriais, insumos agrícolas e materiais. Ela vai da coleta e da identificação taxonômica à triagem de extratos, ao isolamento de compostos ativos, à caracterização genética e, cada vez mais, à mineração de bancos de dados de sequências e à biologia sintética, que permite produzir uma molécula sem acessar fisicamente o organismo de origem. Historicamente gerou fármacos como a quinina, o taxol, a artemisinina e, a partir do veneno da jararaca brasileira, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril).\n\nO acesso à biodiversidade é o regime jurídico que governa essa busca. A Convenção sobre Diversidade Biológica (1992) reconheceu a soberania dos Estados sobre seus recursos genéticos e estabeleceu que seu uso deve gerar repartição justa e equitativa de benefícios com os países e, quando há conhecimento tradicional associado, com povos indígenas e comunidades locais, mediante consentimento prévio informado e termos mutuamente acordados. O Protocolo de Nagoya (2010, em vigor em 2014) detalhou essas obrigações, e a COP16 da CBD (Cali, 2024) criou o Fundo de Cali para que empresas que usam informação de sequências digitais (DSI) contribuam com parte de seus lucros ou receitas, respondendo à desmaterialização do acesso.\n\nNo Brasil, a Lei 13.123/2015, sancionada em 20 de maio de 2015, substituiu a Medida Provisória 2.186-16/2001 e regulamentou o acesso ao patrimônio genético, definido como informação de origem genética de espécies vegetais, animais, microbianas ou de outra natureza, e ao conhecimento tradicional associado. O Decreto 8.772/2016 criou o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen), plataforma eletrônica em que pesquisadores e empresas cadastram, de forma autodeclaratória, as atividades de acesso antes de remeter amostras ao exterior, requerer propriedade intelectual ou comercializar produto. A repartição de benefícios incide sobre o produto acabado em que o componente da biodiversidade é elemento principal de agregação de valor: 1% da receita líquida anual, redutível a 0,1% por acordo setorial, na modalidade monetária (depositada no Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios, FNRB) ou o equivalente a 75% desse valor em modalidade não monetária (projetos, transferência de tecnologia, capacitação). Microempresas, pequenas empresas e agricultores tradicionais são isentos; o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), no Ministério do Meio Ambiente, com representação de governo e sociedade, delibera e normatiza.\n\nO regime tenta equilibrar três objetivos em tensão: estimular a pesquisa e a inovação com a biodiversidade, garantir que parte do valor retorne ao país e às comunidades detentoras de conhecimento, e evitar a biopirataria, isto é, a apropriação sem consentimento ou compensação.","brazil":"O Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta e um dos regimes de acesso mais estruturados. O SisGen, em operação desde 2017, acumula dezenas de milhares de cadastros de pesquisa e desenvolvimento, e a lei de 2015 foi considerada um avanço de desburocratização frente à MP anterior, que criminalizava a pesquisa básica e paralisou coleções. Empresas como a Natura construíram cadeias de insumos da sociobiodiversidade amazônica (andiroba, ucuuba, murumuru, castanha) com acordos de repartição de benefícios com comunidades, e setores de cosméticos, fitoterápicos, alimentos e bioinsumos agrícolas (microrganismos isolados de solos brasileiros) são os principais usuários do regime. Programas de pesquisa como o Biota-FAPESP (desde 1999), o Inpa, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Fiocruz, o CNPEM e coleções microbianas como a da Embrapa formam a base científica; o Hub Amazônia Bioeconomia do ITP e a Estratégia Nacional de Bioeconomia tentam conectar bioprospecção e desenvolvimento local.\n\nOs problemas apontados são a arrecadação ainda modesta do FNRB, a dificuldade de identificar a origem de conhecimentos tradicionais difusos, a sobreposição com a legislação de bioinsumos e de propriedade intelectual, a fiscalização limitada e o desconhecimento da lei por startups e universidades. O Brasil ratificou o Protocolo de Nagoya em 2021 e é protagonista no debate sobre informação digital de sequências, que afeta diretamente sua capacidade de capturar valor de genomas e metagenomas de sua biodiversidade.","international":"Mais de 140 países são parte do Protocolo de Nagoya, com regimes nacionais que variam da Índia (autoridade nacional de biodiversidade e taxas sobre receita) à Costa Rica, à África do Sul e aos países andinos. A União Europeia regula o cumprimento por usuários europeus (Regulamento 511/2014). A grande disputa contemporânea é a DSI: sequências genéticas em bancos de dados públicos podem ser usadas por qualquer empresa sem acesso físico, e o Fundo de Cali, operacional desde 2025, pede contribuições de 1% dos lucros ou 0,1% das receitas de setores dependentes de DSI, ainda em fase inicial de adesão. A OMPI adotou em maio de 2024 um tratado sobre propriedade intelectual, recursos genéticos e conhecimento tradicional que exige divulgação de origem em pedidos de patente.\n\nCasos de biopirataria (a tentativa de registro de marca do cupuaçu no Japão, patentes sobre uso de plantas medicinais indianas) moldaram o debate, e a biologia sintética, a inteligência artificial aplicada à descoberta de moléculas e a metagenômica ampliam o valor da informação sobre o organismo em si.","future":"O Brasil precisa fazer o regime funcionar como motor, não como barreira: simplificar o SisGen para pesquisa básica, dar segurança jurídica a empresas que investem em biodiversidade, aumentar a transparência e a aplicação dos recursos do FNRB em benefício de comunidades, e criar capacidade de fiscalização sobre o uso de sequências brasileiras no exterior. A integração com a Estratégia Nacional de Bioeconomia e com a Lei de Bioinsumos é o próximo passo regulatório.\n\nRiscos a observar: a evasão do regime via DSI e biologia sintética, a judicialização de acordos setoriais, a tensão entre direitos de povos indígenas e interesses industriais, e a possibilidade de que a complexidade afaste pesquisadores e empresas, deixando a biodiversidade sem uso e sem valor. A negociação internacional sobre o Fundo de Cali e a revisão do Protocolo de Nagoya decidirão se países megadiversos capturam parte do valor da revolução biotecnológica.","related_ids":[74,34,35,75,36,598,62,615,39,20],"sources":[{"title":"Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015 — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13123.htm"},{"title":"Decreto nº 12.044/2024 — Estratégia Nacional de Bioeconomia (repartição de benefícios como diretriz) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/decreto/D12044.htm"},{"title":"Edital Prospera Sociobio 2026 — Fundação Amazônia Sustentável","url":"https://fas-amazonia.org/wp-content/uploads/2026/02/EDITAL-Prospera-Sociobio-_REVISADO_2026.pdf"},{"title":"Perspectivas e desafios da Estratégia Nacional de Bioeconomia — Le Monde Diplomatique Brasil","url":"https://diplomatique.org.br/perspectivas-e-desafios-da-estrategia-nacional-de-bioeconomia/"}]},{"id":"telessaude-e-saude-digital","term":"Telessaúde e saúde digital","aliases":["Telessaúde e saúde digital","telessaúde","saúde digital","RNDS","telemedicina","SUS Digital"],"sectors":["biotech","ai","telecom"],"definition":"Telessaúde é a prestação de serviços de saúde a distância por meio de tecnologias de informação e comunicação, com transmissão segura de dados, texto, som e imagem. Abrange a teleconsulta (atendimento direto ao paciente), a teleinterconsulta e a teleconsultoria (apoio entre profissionais, base do Telessaúde Brasil Redes criado em 2007 para a atenção primária), o telediagnóstico (laudos de eletrocardiogramas, exames de imagem e retinografias a distância), o telemonitoramento de doenças crônicas por dispositivos conectados, a telecirurgia e a tele-educação. Saúde digital é o conceito mais amplo: a digitalização de registros, processos e decisões em saúde, incluindo prontuários eletrônicos, prescrição e atestados digitais, interoperabilidade entre sistemas, identificação unívoca do cidadão, análise de dados, inteligência artificial para diagnóstico e gestão, e aplicativos para o paciente.\n\nA infraestrutura técnica assenta em padrões: terminologias clínicas (CID, SNOMED CT, LOINC, TUSS), modelos de informação e interfaces de troca de dados (o padrão HL7 FHIR tornou-se o idioma comum das plataformas nacionais), identidade digital e assinatura eletrônica, segurança da informação e governança de dados sensíveis. Uma rede nacional de dados em saúde funciona como barramento de interoperabilidade: sistemas de hospitais, laboratórios, farmácias e unidades básicas enviam documentos clínicos padronizados a um repositório que os disponibiliza, com controle de acesso, ao cidadão e aos profissionais que o atendem em qualquer ponto do país.\n\nOs benefícios são acesso em regiões remotas, redução de deslocamentos e filas, continuidade do cuidado, vigilância epidemiológica em tempo real e eficiência de gestão. Os riscos são exclusão digital, qualidade variável do atendimento remoto, fragmentação de sistemas, vazamento de dados, viés em algoritmos e a captura de dados públicos por plataformas privadas. Por isso a regulação exige consentimento informado, autonomia do profissional para indicar atendimento presencial, sigilo e conformidade com a proteção de dados.\n\nA pandemia de covid-19 fez da telessaúde um serviço de massa e da saúde digital uma prioridade de Estado, e a inteligência artificial generativa reabre o debate sobre quem decide, quem responde e quem lucra com os dados da saúde.","brazil":"O Brasil regulou a telessaúde em caráter permanente pela Lei 14.510, de 27 de dezembro de 2022, que alterou a Lei Orgânica do SUS e autorizou a prática em todo o território nacional, com princípios de autonomia do profissional, consentimento livre e esclarecido, direito de recusa e atendimento presencial sob demanda, sigilo e observância da LGPD, do Marco Civil da Internet e do Código de Defesa do Consumidor; os conselhos profissionais federais definem a ética (o CFM, pela Resolução 2.314/2022). A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), lançada em 2020 durante a pandemia como plataforma oficial de interoperabilidade do Ministério da Saúde, conecta sistemas públicos e privados e reúne registros de vacinação, resultados de exames, atendimentos e medicamentos, acessíveis ao cidadão pelo aplicativo Meu SUS Digital (antigo Conecte SUS) e aos profissionais pelo SUS Digital Profissional; o Programa SUS Digital (2024) financia estados e municípios para informatizar a atenção primária e integrar-se à rede.\n\nO setor privado cresceu rápido: operadoras e plataformas como Alice e Conexa Saúde, prescrição digital pela Memed, redes de diagnóstico como Dasa e Fleury, hospitais como Einstein e Sírio-Libanês com telemedicina e inteligência artificial, e programas de telecirurgia robótica. Dataprev e Serpro operam parte da infraestrutura pública, e a identidade gov.br é a chave de acesso. A conectividade em áreas remotas (inclusive via satélites de baixa órbita) e a formação de profissionais são os limites práticos; a ANPD e a LGPD definem o regime de dados sensíveis.","international":"A OMS adotou em 2020 uma Estratégia Global de Saúde Digital e certifica a maturidade digital dos países; a União Europeia aprovou em 2025 o Espaço Europeu de Dados de Saúde, que dá aos cidadãos acesso transfronteiriço a seus registros e regula o uso secundário de dados para pesquisa; a Índia construiu a Missão Nacional de Saúde Digital com centenas de milhões de identidades de saúde; a Estônia é referência em prontuário nacional; e os Estados Unidos consolidaram as flexibilidades de telessaúde do período pandêmico com regras de interoperabilidade e de inteligência artificial transparente. A FDA já autorizou mais de mil dispositivos médicos baseados em IA, a maioria em imagem.\n\nTendências: assistentes de IA generativa para documentação clínica e triagem, monitoramento remoto com sensores vestíveis, gêmeos digitais e hospitais virtuais, além de preocupações crescentes com cibersegurança (ataques a redes hospitalares) e com a concentração de dados em grandes plataformas de tecnologia.","future":"O Brasil tem uma rede nacional de dados e um marco legal, mas a cobertura real depende de informatizar as unidades básicas de todos os municípios, padronizar sistemas estaduais e tornar o prontuário realmente portável. A incorporação de inteligência artificial no SUS exigirá regras de validação, auditoria e responsabilidade, em diálogo com o marco legal da IA, e a telessaúde pode ser a via mais rápida para levar especialistas à Amazônia e ao interior.\n\nRiscos a observar: desigualdade de acesso digital, uso de dados do SUS por empresas sem contrapartida pública, dependência de nuvens e modelos estrangeiros, judicialização sobre teleconsulta e primeira consulta, e a sustentabilidade do financiamento federal a estados e municípios. A medida do sucesso será a continuidade do cuidado medida em desfechos, não o número de aplicativos.","related_ids":[70,67,68,69,54,55,50,71,333,344],"sources":[{"title":"Lei nº 14.510, de 27 de dezembro de 2022 (telessaúde) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/L14510.htm"},{"title":"Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) — Ministério da Saúde","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/rnds"},{"title":"Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) — Ministério da Saúde","url":"https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi"},{"title":"Lei nº 13.709/2018 (LGPD) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm"}]},{"id":"niobio","term":"Nióbio","aliases":["Nióbio","nióbio","ferronióbio","Nb"],"sectors":["minerals"],"definition":"Nióbio (Nb, número atômico 41) é um metal de transição refratário, cinza, dúctil, com ponto de fusão de 2.477 °C, alta resistência à corrosão e supercondutividade abaixo de 9,2 K. Na natureza ocorre sobretudo no pirocloro, mineral de complexos carbonatíticos como os de Araxá e Catalão, e na columbita-tantalita (coltan), associada a pegmatitos. O minério é lavrado, concentrado por flotação e separação magnética e convertido por redução aluminotérmica em ferronióbio, liga com cerca de 65% de nióbio que é a forma em que mais de 90% do metal chega ao mercado. Produtos de maior valor são o ferronióbio de grau vácuo e o nióbio metálico para superligas, o óxido de nióbio (Nb2O5) e ligas nióbio-titânio e nióbio-estanho.\n\nA aplicação dominante é a microligação de aços: adicionar de 0,02% a 0,1% de nióbio refina o grão e precipita carbonitretos que elevam a resistência mecânica e a tenacidade, permitindo aços de alta resistência e baixa liga (HSLA) mais leves para dutos, automóveis, estruturas, pontes e torres eólicas. Alguns gramas por tonelada de aço reduzem peso e consumo de energia ao longo da vida do produto, o que explica por que o aço absorve cerca de três quartos do consumo mundial. As superligas à base de níquel com nióbio (como a Inconel 718) equipam turbinas de aviões e foguetes; as ligas Nb-Ti e Nb3Sn são os fios supercondutores dos magnetos de ressonância magnética, do LHC e do reator ITER; e óxidos de nióbio entram em lentes, capacitores, catalisadores e, na fronteira, em anodos de baterias de íons de lítio de carga ultrarrápida.\n\nO nióbio é um caso raro de commodity com oferta ultraconcentrada e demanda difusa. O Brasil produz cerca de 93% do nióbio do mundo e detém as maiores reservas; o Canadá responde pela maior parte do restante. Apesar disso, o preço é relativamente estável (ferronióbio em torno de US$ 26 por quilo em 2024-2025, segundo o USGS), porque o principal produtor adotou historicamente uma estratégia de preços previsíveis e de desenvolvimento de novas aplicações para expandir a demanda, em vez de restringir a oferta.\n\nO elemento aparece em quase todas as listas de minerais críticos de países industrializados justamente por essa concentração geográfica, e tornou-se no Brasil símbolo recorrente, e frequentemente mitificado, de riqueza estratégica.","brazil":"Segundo o USGS, o Brasil produziu cerca de 104 mil toneladas de nióbio contido em 2024 e em 2025, de um total mundial de 112 mil, e detém reservas de 14 milhões de toneladas, contra 6,5 milhões da China e 640 mil do Canadá. A produção concentra-se em três empresas: a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), fundada em 1955 em Araxá (MG), controlada pela família Moreira Salles e com participações minoritárias de consórcios japonês-coreano e chinês adquiridas em 2011, que domina cerca de três quartos do mercado mundial e opera a cadeia completa, da mina ao nióbio metálico e aos óxidos; a CMOC Brasil, controlada pela chinesa China Molybdenum desde 2016, em Catalão e Ouvidor (GO); e a Mineração Taboca, em Pitinga (AM), que produz liga de ferro-nióbio-tântalo como subproduto do estanho. O nióbio rende ao país exportações da ordem de alguns bilhões de dólares por ano.\n\nA CBMM é também o centro de pesquisa e desenvolvimento do elemento: mantém programas com siderúrgicas e universidades para difundir aços microligados, desenvolve com a Toshiba e com a Volkswagen Caminhões baterias com anodo de óxido de nióbio e titânio, e investiu em capacidade de óxidos de alta pureza. O CETEM, a USP, a UFMG e o CNPEM atuam em metalurgia e novos materiais de nióbio, e a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (Lei 15.506/2026) inclui o elemento entre os de interesse por sua relevância para superávit comercial e tecnologia.","international":"Fora do Brasil, a única mina relevante é a Niobec, em Quebec (Canadá), com cerca de 6 mil a 7 mil toneladas anuais; projetos em desenvolvimento incluem Elk Creek (NioCorp, Nebraska), que recebeu interesse do governo norte-americano em 2025, e depósitos na Austrália, na Tanzânia e no Malawi. Columbita de garimpo na República Democrática do Congo, em Ruanda e na Nigéria abastece sobretudo a cadeia do tântalo. Os Estados Unidos importam 67% do nióbio do Brasil e 28% do Canadá e o incluem na lista de minerais críticos, assim como a União Europeia no Regulamento de Matérias-Primas Críticas; substitutos parciais (vanádio, molibdênio, titânio) existem, mas com perda de desempenho.\n\nA demanda cresce com a infraestrutura chinesa e indiana, com a eletrificação (torres eólicas, veículos mais leves) e, potencialmente, com baterias de nióbio para frotas comerciais e armazenamento, nicho em que empresas como a britânica Echion e a CBMM disputam licenças de óxidos de nióbio. O interesse estratégico, mais que o volume, mantém o nióbio na agenda diplomática.","future":"Para o Brasil, o nióbio ilustra o dilema entre exportar liga de valor intermediário e desenvolver produtos finais: a tentativa de ampliar a participação de óxidos, metal e componentes de baterias é o caminho de agregação de valor, e a CBMM já captura a maior parte da cadeia, diferentemente de outras commodities minerais. A diversificação de aplicações é a estratégia que sustenta preços e evita substituição.\n\nRiscos a observar: tentativas de outros países de reduzir a dependência do Brasil por novos projetos ou substitutos, a politização interna do tema (propostas de estatização ou de restrição de exportação), pressões geopolíticas sobre a participação chinesa no setor e a competição entre tecnologias de bateria. A manutenção de capacidade de pesquisa metalúrgica nacional e a transparência sobre reservas e receitas são as condições para que o nióbio siga como trunfo e não como mito.","related_ids":[183,193,192,194,594,322,566,554],"sources":[{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Niobium","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-niobium.pdf"},{"title":"CBMM — Líder mundial na produção e fornecimento de produtos de nióbio","url":"https://cbmm.com/pt/"},{"title":"Lei nº 15.506/2026 — Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15506.htm"},{"title":"Lei nº 13.540/2017 (alíquota da CFEM para o nióbio) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13540.htm"}]},{"id":"terras-raras","term":"Terras raras","aliases":["Terras raras","terras-raras","elementos de terras raras","ETR","REE"],"sectors":["minerals","energy","defense"],"definition":"Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos, os 15 lantanídeos (do lantânio ao lutécio) mais o escândio e o ítrio, de propriedades químicas muito semelhantes e propriedades magnéticas, ópticas e catalíticas únicas. Dividem-se em leves (lantânio, cério, praseodímio, neodímio, samário) e pesadas (do európio ao lutécio, mais o ítrio), estas mais escassas e valiosas. Não são raras na crosta, mas raramente se concentram em depósitos lavráveis e quase nunca ocorrem isoladas, o que torna a separação o estágio tecnicamente mais difícil e poluente da cadeia. Os minerais principais são a bastnäsita e a monazita (esta com tório radioativo), a xenotima e as argilas iônicas, em que os elementos estão adsorvidos em minerais de argila e podem ser extraídos por lixiviação com sais, sem britagem nem moagem intensivas.\n\nA cadeia de valor tem seis etapas: mineração e concentração; craqueamento químico do concentrado; separação dos elementos por extração por solventes em centenas de estágios ou por troca iônica; produção de óxidos de alta pureza; redução a metais e ligas; e fabricação de componentes, principalmente ímãs permanentes de neodímio-ferro-boro (com praseodímio e, para alta temperatura, disprósio e térbio). Esses ímãs são o uso de maior valor: motores de veículos elétricos, geradores eólicos de acionamento direto, discos rígidos, alto-falantes, robôs, drones, mísseis e aviões de caça. Outros usos são catalisadores de refino e automotivos (lantânio, cério), polimento de vidro, fósforos e lasers, baterias de níquel-hidreto metálico e ligas especiais.\n\nA geopolítica domina o tema. Segundo o USGS, a China produziu cerca de 270 mil toneladas de óxidos em 2024 e em 2025, de um total mundial de 380 mil a 390 mil, seguida por Estados Unidos (51 mil em 2025), Austrália (29 mil) e Mianmar (22 mil), e controla parcela ainda maior da separação e da produção de ímãs, estimada em cerca de 90%. Em 2025 Pequim impôs controles de exportação a sete terras raras pesadas e a tecnologias de processamento, usados como alavanca na disputa comercial com Washington, e as suspendeu temporariamente após acordo em novembro. As reservas mundiais superam 85 milhões de toneladas, com a China (44 milhões) e o Brasil (21 milhões) à frente.\n\nTerras raras importam porque a transição energética, a eletrônica e a defesa dependem de ímãs de alto desempenho sem substitutos de igual eficiência, e porque a cadeia está concentrada em um único país como poucas outras na economia global.","brazil":"O Brasil tem a segunda maior reserva do mundo, 21 milhões de toneladas de óxidos, mas produção ainda incipiente: 560 toneladas em 2024 e cerca de 2 mil em 2025, segundo o USGS. O marco é a Serra Verde, que iniciou em 2024, no depósito Pela Ema, em Minaçu (GO), a primeira operação comercial de terras raras em argilas iônicas fora da Ásia, com os quatro elementos magnéticos (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio), meta de 6.400 toneladas de óxidos por ano até o fim de 2027, vida útil de 25 anos e possibilidade de dobrar a produção até o fim da década. Projetos em estágio avançado incluem Carina (Aclara, GO), Caldeira (Meteoric, Poços de Caldas, MG), Colossus (Viridis, MG) e Rocha da Rocha (Brazilian Rare Earths, BA), além do histórico da monazita do litoral processada pela Nuclemon e pela INB. O ativo brasileiro é a abundância de argilas iônicas ricas em terras raras pesadas, as mais escassas.\n\nO elo faltante é o processamento: o país exporta concentrados e não separa óxidos em escala, embora o CETEM, a UFMG, o CNPEM e o CDTN desenvolvam rotas de separação e a planta-piloto MagBras, em Lagoa Santa (MG), apoiada pelo MCTI, pela Finep e pelo Senai, produza os primeiros ímãs de neodímio nacionais. A Lei 15.506/2026 criou crédito tributário para beneficiamento e um fundo garantidor, e a chamada conjunta BNDES-Finep para minerais estratégicos (2025) mobilizou financiamento para o setor. Estados Unidos, União Europeia e Japão passaram a cortejar o Brasil como fornecedor alternativo à China.","international":"A reação ocidental à dependência chinesa acelerou em 2025: o Departamento de Defesa dos Estados Unidos tornou-se acionista da MP Materials (Mountain Pass, Califórnia) e garantiu um preço mínimo para neodímio-praseodímio, a Lynas (Austrália, com refinaria na Malásia e planta no Texas) expandiu a separação de pesadas, a Iluka constrói refinaria na Austrália com apoio estatal, e a União Europeia fixou metas de 10% de extração, 40% de processamento e 25% de reciclagem domésticos até 2030 pelo Regulamento de Matérias-Primas Críticas. O Japão, desde o embargo chinês de 2010, estoca e financia a Lynas via JOGMEC. Mianmar virou fonte opaca de pesadas processadas na China, e Vietnã, Tanzânia, Groenlândia e Canadá têm projetos.\n\nOs preços são voláteis e manipuláveis pela oferta chinesa, o que dificulta financiar minas fora da China sem garantias públicas. Reciclagem de ímãs, motores sem terras raras e ímãs com menos disprósio são respostas tecnológicas em curso, mas nenhuma elimina a demanda no horizonte de uma década.","future":"O Brasil pode tornar-se, em dez anos, o segundo polo mundial de terras raras pesadas se transformar reservas em óxidos separados e, idealmente, em ímãs, o que exige tecnologia de separação, energia e reagentes competitivos, licenciamento ambiental robusto para resíduos (inclusive radioativos na monazita) e contratos de longo prazo com compradores ocidentais que dividam o risco de preço.\n\nRiscos a observar: a estratégia chinesa de derrubar preços para inviabilizar concorrentes, a tentação de exportar apenas concentrado, a concorrência de Austrália e África por capital, os impactos socioambientais em Goiás e Minas, e a dependência de parceiros estrangeiros para a etapa de separação. A regulamentação da Lei 15.506, a formação da lista oficial de minerais críticos e o desempenho da Serra Verde e da MagBras são os marcadores dos próximos anos.","related_ids":[190,191,183,192,193,194,326,324,566,542],"sources":[{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Rare Earths","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-rare-earths.pdf"},{"title":"Serra Verde — Operations (Pela Ema, Goiás)","url":"https://serraverde.com/operations/"},{"title":"Lei nº 15.506/2026 — Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15506.htm"},{"title":"PL 2780/2024 — ficha de tramitação (transformado na Lei 15.506/2026) — Câmara dos Deputados","url":"https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2531893"}]},{"id":"litio","term":"Lítio","aliases":["Lítio","lítio","Li","carbonato de lítio","hidróxido de lítio","espodumênio"],"sectors":["minerals","energy"],"definition":"Lítio (Li, número atômico 3) é o metal mais leve e o de maior potencial eletroquímico, o que o torna insubstituível, por ora, como portador de carga nas baterias de íons de lítio que movem veículos elétricos, eletrônicos portáteis e sistemas de armazenamento de energia. Segundo o USGS, as baterias absorvem cerca de 88% do consumo mundial; o restante vai para cerâmicas e vidros, graxas, tratamento de ar, fluxos de lingotamento e fármacos (carbonato de lítio no transtorno bipolar).\n\nHá três tipos de fonte. Os pegmatitos de rocha dura, em que o lítio está no espodumênio e na petalita, são lavrados a céu aberto, britados, moídos e concentrados por flotação e separação por densidade até um concentrado com 5,5% a 6% de óxido de lítio, depois convertido em carbonato ou hidróxido de lítio em refinarias químicas (calcinação, lixiviação ácida, purificação); é o modelo da Austrália, do Brasil e do Zimbábue. As salmouras de salares andinos (Chile, Argentina, Bolívia) são bombeadas para piscinas de evaporação por 12 a 18 meses até concentrar o lítio, com baixo custo mas alto uso de água em regiões áridas, e começam a ser substituídas por extração direta (DLE) com adsorventes e membranas. Argilas e salmouras geotérmicas e de campos de petróleo são a terceira fronteira. O produto final de grau bateria exige pureza acima de 99,5% e é fabricado majoritariamente na China, que refina a maior parte do lítio do mundo mesmo sem ser a maior mineradora.\n\nO mercado é cíclico e pequeno em valor frente à sua importância: a produção mundial passou de cerca de 222 mil toneladas de lítio contido em 2024 para 290 mil em 2025, com Austrália, Chile, China, Argentina, Zimbábue e Brasil à frente, e as reservas somam 37 milhões de toneladas. O preço do carbonato de grau bateria saltou de US$ 11.700 por tonelada em 2021 para US$ 63.700 em 2022 e caiu para cerca de US$ 9.000 em 2025, ciclo que inviabilizou projetos e consolidou produtores. Novas químicas (baterias de sódio, LFP com menos lítio por kWh) e a reciclagem moderam, mas não revertem, a trajetória de crescimento da demanda.\n\nO lítio é o elemento emblemático da transição energética e de suas disputas: entre países produtores que querem industrializar (Chile, Argentina, Bolívia, Indonésia para o níquel) e consumidores que querem garantir oferta (China, Estados Unidos, União Europeia).","brazil":"O Brasil produziu cerca de 10.200 toneladas de lítio contido em 2024 e 12 mil em 2025, com reservas de 540 mil toneladas (USGS), quase inteiramente no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, região que o governo estadual batizou de Lithium Valley Brazil em 2023. A Sigma Lithium, listada na Nasdaq, em Toronto, na B3 e, desde 2026, na Austrália, iniciou em 2023 a produção no complexo Grota do Cirilo (Araçuaí e Itinga), com capacidade nominal de 270 mil toneladas anuais de concentrado na fase 1, expansão em curso para 520 mil e planejada para 770 mil, recursos de 107 milhões de toneladas a 1,4% de óxido de lítio e um modelo sem barragens (empilhamento a seco), sem carvão e sem água potável; em 2026 a empresa enfrentou disputa judicial sobre suas operações. A Companhia Brasileira de Lítio, pioneira em Araçuaí, é a única a produzir carbonato e hidróxido no país, em pequena escala; a AMG Brasil produz concentrado em Nazareno (MG) e a Atlas Lithium e a Pilbara Minerals (projeto Colina) desenvolvem novos depósitos.\n\nAté 2022 o lítio era tratado como mineral de interesse nuclear, com exportações controladas pela CNEN; o Decreto 11.120/2022 liberou o comércio e destravou investimentos. A Lei 15.506/2026 e a chamada BNDES-Finep de 2025 miram o elo de refino químico, que o país não tem em escala, e fabricantes de baterias instalados no Brasil (Moura, BYD em Camaçari) são compradores potenciais. Questões sociais e hídricas no Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do país, acompanham a expansão.","international":"A Austrália lidera a mineração (Greenbushes, Pilgangoora), o Chile e a Argentina as salmouras (SQM, Albemarle, Arcadium e o novo regime argentino de incentivos a grandes investimentos), e a China domina o refino e a fabricação de células (CATL, BYD, Ganfeng, Tianqi), além de controlar minas no Zimbábue e na Argentina. O Chile lançou em 2023 uma estratégia nacional com participação estatal majoritária em novos projetos, concretizada na parceria Codelco-SQM; a Bolívia segue sem produção relevante. Os Estados Unidos condicionam incentivos a cadeias sem entidades estrangeiras de preocupação, e a União Europeia impõe metas de processamento e reciclagem.\n\nO colapso de preços de 2023-2025 atrasou minas e refinarias fora da China e mostrou a dificuldade de financiar oferta diversificada em mercado volátil. A extração direta de salmouras, a reciclagem de baterias e as células de sódio são as variáveis tecnológicas; a geopolítica, com controles de exportação chineses sobre tecnologia de processamento, a variável política.","future":"O Brasil pode consolidar-se como fornecedor relevante de concentrado de espodumênio e tentar subir para carbonato e hidróxido de grau bateria, o que requer energia e reagentes competitivos, escala e compradores âncora; integrar-se à cadeia de baterias nacional (células e reciclagem) seria o passo seguinte. A rastreabilidade ambiental e social da produção, hoje um diferencial de marketing da Sigma, pode tornar-se exigência de mercado.\n\nRiscos a observar: dependência de um único grande produtor e de uma região, volatilidade de preços que paralisa expansões, conflitos com comunidades e uso de água no semiárido mineiro, possível substituição tecnológica em segmentos de baixo custo e a competição por capital com Austrália, África e Argentina. A regulamentação da política de minerais críticos e a eventual atração de uma refinaria de lítio definirão se o Vale do Jequitinhonha será mina ou polo industrial.","related_ids":[186,187,188,189,193,194,192,173,166,543],"sources":[{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Lithium","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-lithium.pdf"},{"title":"Sigma Lithium — Operações (Grota do Cirilo)","url":"https://sigmalithiumcorp.com/pt/operacoes/"},{"title":"Sigma Lithium — página inicial e notícias","url":"https://sigmalithiumcorp.com/pt/pagina-inicial/"},{"title":"Lei nº 15.506/2026 — Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15506.htm"}]},{"id":"grafite-e-grafeno","term":"Grafite e grafeno","aliases":["Grafite e grafeno","grafite","grafeno","grafite natural","materiais 2D"],"sectors":["minerals","energy","semiconductors"],"definition":"Grafite é a forma cristalina estável do carbono em que átomos ligados em hexágonos formam lâminas planas empilhadas e fracamente ligadas entre si, o que lhe dá maciez, lubricidade, condutividade elétrica e térmica e resistência a altas temperaturas. Ocorre como grafite natural, em depósitos de flocos (flake), amorfo ou de veio, lavrados e concentrados por flotação, ou é produzido como grafite sintético pela grafitização de coque de petróleo ou de agulha a mais de 2.800 °C, processo eletrointensivo que fornece eletrodos para fornos elétricos a arco. Os usos tradicionais são refratários para siderurgia, lubrificantes, lonas de freio, lápis, metais em pó e vedações; o uso que mudou o mercado é o anodo das baterias de íons de lítio, que leva de 50 a 100 kg de grafite por veículo elétrico, na forma de grafite natural esferoidizado e purificado a 99,95% e revestido, ou de grafite sintético.\n\nSegundo o USGS, a China produziu cerca de 1,27 milhão de toneladas de grafite natural em 2024 e 1,4 milhão em 2025, seguida de longe por Madagascar (80 mil a 85 mil), Brasil (58 mil a 65 mil) e Moçambique (39 mil a 60 mil), e controla a quase totalidade da produção de anodos; em dezembro de 2023 Pequim impôs licenças de exportação a produtos de grafite. As reservas são lideradas por China (100 milhões de toneladas) e Brasil (74 milhões), seguidos de Madagascar e Moçambique. Os Estados Unidos não mineram grafite e importam 46% da China.\n\nGrafeno é uma única lâmina de grafite: uma camada de átomos de carbono com um átomo de espessura, isolada em 2004 por Andre Geim e Konstantin Novoselov (Nobel de Física de 2010). É o material mais fino e mais resistente conhecido, com condutividade elétrica e térmica excepcionais, impermeabilidade a gases e transparência. Produz-se por esfoliação mecânica ou em fase líquida de grafite, por redução de óxido de grafite ou por deposição química de vapor (CVD) sobre metais, cada rota com qualidade e custo distintos; muitos produtos vendidos como grafeno são, na prática, nanoplaquetas de grafite com várias camadas, o que levou a normas de caracterização (ISO/TS 80004-13). As aplicações comerciais hoje são aditivos para polímeros, concretos, asfaltos, tintas condutoras, revestimentos anticorrosivos, pneus e eletrodos de baterias; sensores, membranas, eletrônica flexível e transistores permanecem em desenvolvimento.\n\nGrafite e grafeno ligam a mineração à nanotecnologia: um país com reservas de grafite de qualidade pode, em princípio, abastecer anodos de bateria e materiais avançados, mas o valor está no processamento e na propriedade intelectual, não na rocha.","brazil":"O Brasil é o terceiro produtor e o segundo detentor de reservas de grafite natural do mundo. A produção concentra-se em Minas Gerais, onde a Nacional de Grafite, de Itapecerica, Salto da Divisa e Pedra Azul, é um dos maiores produtores de grafite natural fora da China, e na Bahia, onde a South Star Battery Metals iniciou em Santa Cruz a primeira nova mina de grafite das Américas em mais de uma década, voltada a anodos. A purificação e a esferoidização para grau bateria ainda não existem em escala, e a maior parte da produção abastece refratários e exportação de concentrado. O CETEM, a UFMG, a Unicamp e o CNPEM pesquisam purificação e materiais de carbono.\n\nEm grafeno, o Brasil desenvolveu capacidade industrial precoce: o MackGraphe, centro de pesquisa da Universidade Mackenzie criado em 2016 com parceria de Singapura; a UCSGraphene, da Universidade de Caxias do Sul, primeira planta industrial de grafeno da América Latina (2019-2020); o CTNano da UFMG, com apoio da Codemge, e sua planta em Minas; e a Gerdau Graphene, criada em 2020 pela siderúrgica para vender aditivos de grafeno para plásticos, tintas e lubrificantes a partir de grafite nacional. Esses atores formam um dos poucos ecossistemas de grafeno do hemisfério sul, embora o mercado ainda seja de dezenas de milhões de reais.","international":"Na cadeia de grafite, a China domina minas, grafite sintético e anodos (mais de 90%), e projetos fora dela dependem de subsídios: a Syrah Resources opera Balama (Moçambique) e uma planta de anodos na Louisiana com empréstimo do governo norte-americano; a Nouveau Monde (Quebec), a Talga (Suécia) e a Northern Graphite (Canadá) avançam lentamente; e Madagascar, Tanzânia e Moçambique são as novas fronteiras de mineração. A União Europeia classifica o grafite natural como matéria-prima estratégica e os Estados Unidos excluem anodos chineses de incentivos fiscais, criando demanda por oferta alternativa, embora a queda de preços de 2023-2025 e o avanço do grafite sintético e de anodos de silício tenham frustrado expectativas.\n\nEm grafeno, a Europa investiu um bilhão de euros no Graphene Flagship (2013-2023), o Reino Unido mantém o Instituto Nacional de Grafeno em Manchester, a Coreia do Sul e o Japão lideram em eletrônica, e a China produz a maior parte do grafeno em volume (pó e filmes) para compósitos e baterias. O mercado global continua modesto, na casa de centenas de milhões de dólares, com aplicações em escala concentradas em aditivos e revestimentos.","future":"A oportunidade brasileira é dupla: tornar-se fornecedor confiável de grafite de grau bateria para cadeias ocidentais, o que exige plantas de purificação e esferoidização e contratos com fabricantes de células, e consolidar o ecossistema de grafeno em aplicações de alto volume onde o país tem demanda, como construção civil, asfalto, siderurgia, agricultura e proteção anticorrosiva em petróleo e gás.\n\nRiscos a observar: a sobrecapacidade chinesa e os preços baixos, que podem adiar investimentos; a substituição parcial do grafite natural por sintético e por silício nos anodos; a necessidade de energia barata e limpa para purificação térmica; e, no grafeno, o descompasso entre promessa e produto, que já consumiu capital em outras regiões. A inclusão do grafite na política de minerais críticos e a possível atração de uma fábrica de anodos são os sinais a observar.","related_ids":[193,192,194,185,594,566,559,173,166,605],"sources":[{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Graphite (natural)","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-graphite.pdf"},{"title":"Lei nº 15.506/2026 — Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15506.htm"},{"title":"Agência Nacional de Mineração — notícias (minerais críticos e parcerias de pesquisa)","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias"},{"title":"Lei nº 13.540/2017 — CFEM (alíquotas e distribuição) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13540.htm"}]},{"id":"minerais-criticos-e-estrategicos","term":"Minerais críticos e estratégicos","aliases":["Minerais críticos e estratégicos","minerais críticos","minerais estratégicos","matérias-primas críticas","PNMCE"],"sectors":["minerals","policy","energy","defense"],"definition":"Minerais críticos são aqueles cuja importância econômica para setores-chave é alta e cujo suprimento está sujeito a risco relevante de interrupção, seja por concentração geográfica da produção, por dependência de importações, por instabilidade geopolítica ou por ausência de substitutos. A criticidade não é uma propriedade do mineral, mas da relação entre um país (ou bloco) e uma cadeia de suprimento em um momento dado; por isso as listas variam e são revisadas periodicamente. A metodologia dominante, desenvolvida em Yale e adotada com variações pelos Estados Unidos e pela União Europeia, combina indicadores de importância econômica (valor adicionado dos setores usuários), de risco de suprimento (concentração medida por índices de Herfindahl, governança dos países produtores, dependência de importação, taxa de reciclagem, substituibilidade) e, às vezes, de vulnerabilidade ambiental e social.\n\nMinerais estratégicos, na terminologia brasileira, são aqueles relevantes por razões distintas da escassez: substâncias de que o país detém reservas significativas e que são essenciais ao superávit comercial, ao desenvolvimento tecnológico ou regional ou à redução de emissões, mesmo que não vinculadas à transição energética. A distinção reflete a posição do Brasil como grande produtor: para um importador, lítio e terras raras são críticos; para o Brasil, são estratégicos como fonte de valor, e os críticos são os de que depende, como potássio e fosfato para fertilizantes, enxofre e alguns metais de alta tecnologia.\n\nAs listas internacionais convergem em torno de um núcleo: lítio, cobalto, níquel, grafite, manganês e terras raras para baterias e ímãs; cobre e alumínio para redes elétricas; silício, gálio, germânio e terras raras para semicondutores e defesa; nióbio, tântalo, tungstênio, titânio, vanádio e metais do grupo da platina para ligas e catalisadores; urânio para energia nuclear. A Agência Internacional de Energia projeta multiplicação da demanda por lítio, grafite, cobalto e níquel até 2040 em cenários de descarbonização, e identifica o cobre como o gargalo mais provável por volume.\n\nO conceito tornou-se instrumento de política industrial e de segurança: define quais cadeias recebem incentivos, estoques, acordos comerciais preferenciais e restrições a investimentos estrangeiros, e organiza a competição entre China, Estados Unidos, União Europeia, Japão e países produtores por controle de minas, refinarias e tecnologias.","brazil":"O Brasil instituiu sua política em 16 de setembro de 2026, com a Lei 15.506 (originada do PL 2780/2024 e de projetos correlatos como o PL 4.443/2025), que criou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência, com até 15 representantes do Executivo e membros de estados, municípios, setor privado e universidades, encarregado de definir e revisar a cada quatro anos a lista de substâncias. Os instrumentos incluem o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com cotas federais de até R$ 2 bilhões; o programa federal de beneficiamento (PFMCE), com crédito tributário de até 20% dos gastos em processamento, limitado a R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034; a extensão do regime Reidi e das debêntures incentivadas à mineração e ao beneficiamento; um certificado de mineral de baixo carbono; um cadastro nacional de projetos; leilões de áreas prioritárias pela ANM; contratos de streaming e royalties registrados; e uma rede nacional de pesquisa. A lei substitui a abordagem anterior, baseada em resolução do Conselho Nacional de Política Mineral (2021) e no Comitê Interministerial Pró-Minerais Estratégicos.\n\nEm paralelo, o BNDES e a Finep lançaram em 2025 uma chamada conjunta de R$ 5 bilhões para projetos de minerais estratégicos, o Serviço Geológico do Brasil retomou mapeamentos, e o país negociou com Estados Unidos, União Europeia, Japão e China acordos sobre terras raras, lítio, nióbio, grafite, níquel e cobre, em meio às tensões tarifárias de 2025. Os ativos são a Serra Verde (terras raras), a Sigma e o Vale do Jequitinhonha (lítio), a CBMM (nióbio), a Vale (níquel, cobre), a Anglo American e a Brazilian Nickel (níquel), a cadeia do alumínio (Hydro Alunorte, CBA), o grafite mineiro e baiano e o urânio da INB.","international":"Os Estados Unidos mantêm lista de minerais críticos revisada em 2025, usaram a Lei de Produção de Defesa, participações estatais (MP Materials) e tarifas, negociaram acordos de minerais com Ucrânia, República Democrática do Congo e outros parceiros e lideram a Minerals Security Partnership com aliados. A União Europeia aprovou em 2024 o Regulamento de Matérias-Primas Críticas, com 34 matérias críticas e 17 estratégicas e metas de 10% de extração, 40% de processamento, 25% de reciclagem e no máximo 65% de dependência de um único país até 2030, além de projetos estratégicos selecionados dentro e fora do bloco. O Japão estoca e financia via JOGMEC; a Índia lançou sua missão de minerais críticos; a Austrália e o Canadá posicionam-se como fornecedores confiáveis.\n\nA China, por sua vez, usa controles de exportação (gálio e germânio em 2023, grafite em 2023, antimônio em 2024, terras raras e tecnologias de processamento em 2025) e investimentos em minas na África e na América Latina para manter a posição dominante no refino. A Agência Internacional de Energia alerta que a concentração do processamento aumentou em vez de diminuir desde 2020, e países produtores (Indonésia, Chile, Zimbábue) restringem exportação de minério bruto para forçar industrialização local.","future":"A lei brasileira chega tarde em relação a seus pares, mas com instrumentos abrangentes; o teste será a regulamentação, a composição e a independência do CIMCE, a definição da lista e a capacidade de atrair projetos de processamento, não só de extração. A posição do Brasil entre China e Ocidente permite negociar com ambos, mas exige regras claras sobre investimento estrangeiro e exportação de concentrados.\n\nRiscos a observar: incentivos fiscais sem contrapartidas de agregação de valor, captura por grandes mineradoras, conflitos com comunidades e com a legislação ambiental, volatilidade de preços que inviabiliza projetos e a possibilidade de que a ênfase em minerais críticos relaxe o controle sobre barragens e impactos. Em contrapartida, a convergência com a política industrial (Nova Indústria Brasil), com a transição energética e com a defesa oferece ao país chance rara de deixar de ser apenas exportador de minério.","related_ids":[194,193,192,183,184,186,190,196,326,324],"sources":[{"title":"Lei nº 15.506, de 16 de setembro de 2026 — PNMCE e CIMCE — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15506.htm"},{"title":"PL 2780/2024 — Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos — Câmara dos Deputados","url":"https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2531893"},{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Rare Earths","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-rare-earths.pdf"},{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Lithium","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-lithium.pdf"},{"title":"ANM — Parceria prevê pesquisa e formação em minerais críticos (notícias ANM)","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias"}]},{"id":"beneficiamento-e-refino-mineral","term":"Beneficiamento e refino mineral","aliases":["Beneficiamento e refino mineral","beneficiamento","refino","processamento mineral","metalurgia extrativa","tratamento de minérios"],"sectors":["minerals","energy"],"definition":"Beneficiamento mineral (ou tratamento de minérios) é o conjunto de operações físicas e físico-químicas que transformam o minério bruto lavrado em um concentrado comercializável, separando os minerais de interesse dos minerais de ganga, sem alterar a identidade química das substâncias. Começa pela cominuição (britagem e moagem em moinhos de bolas, SAG ou prensas de rolos), que libera as partículas minerais; segue pela classificação por tamanho (peneiras, hidrociclones); e culmina na concentração, que explora diferenças de propriedades: densidade (jigues, espirais, mesas), susceptibilidade magnética (separadores de baixa e alta intensidade), condutividade elétrica (separação eletrostática) ou química de superfície (flotação, em que reagentes coletores, espumantes e depressores tornam seletivamente hidrofóbicas as partículas-alvo, que aderem a bolhas de ar). Etapas de desaguamento (espessadores, filtros) produzem o concentrado e os rejeitos, que vão para barragens, pilhas filtradas ou cavas.\n\nRefino e metalurgia extrativa são as etapas seguintes, que mudam a natureza química do material para obter metais ou compostos puros. A pirometalurgia usa calor: ustulação, calcinação, fusão redutora em altos-fornos e fornos elétricos (ferro, ferroligas como o ferronióbio por aluminotermia), conversão e refino a fogo. A hidrometalurgia usa soluções: lixiviação com ácidos, cianeto ou amônia, em tanques, pilhas ou sob pressão (processo HPAL para níquel laterítico), seguida de purificação por extração por solventes, troca iônica ou precipitação e de recuperação por eletro-obtenção ou cristalização, rota típica de cobre oxidado, ouro, urânio, lítio, terras raras e alumina (processo Bayer). A eletrometalurgia obtém metais por eletrólise (alumínio pelo processo Hall-Héroult, zinco, cobre eletrorefinado a 99,99%). Produtos de grau bateria, ímãs e semicondutores exigem purezas e especificações que só o refino avançado atinge.\n\nO valor agregado cresce ao longo da cadeia, assim como a intensidade de capital, energia, reagentes e conhecimento. Por isso a localização do refino define quem captura a renda e quem controla a oferta: a China processa a maior parte das terras raras, do lítio, do cobalto e do grafite do mundo, mesmo sem ser a maior mineradora de vários deles, e a Indonésia proibiu em 2020 a exportação de minério de níquel para forçar a instalação de fundições e plantas HPAL. O beneficiamento também é onde se decidem os impactos ambientais: uso de água e energia, reagentes, rejeitos e emissões.\n\nPara países exportadores de minério, como o Brasil, beneficiamento e refino são a fronteira entre ser fornecedor de rocha e ser parte da indústria.","brazil":"O Brasil é potência em mineração e exportação de minério, sobretudo de ferro, que a Vale beneficia e pelotiza, com crescente processamento a seco, mas processa pouco dos minerais da transição energética. As exceções mostram o que é possível: a CBMM controla toda a cadeia do nióbio, do pirocloro ao metal e aos óxidos de alta pureza; a Hydro Alunorte, em Barcarena (PA), é a maior refinaria de alumina fora da China, e a CBA integra bauxita, alumina e alumínio; a Brazilian Nickel usa lixiviação em pilhas no Piauí para produzir hidróxido misto de níquel e cobalto; a Anglo American produz ferroníquel em Barro Alto (GO); e a Companhia Brasileira de Lítio produz carbonato e hidróxido em pequena escala. Em terras raras, lítio e grafite, porém, o país exporta concentrados e ainda não possui separação ou refino em escala.\n\nO CETEM, criado em 1978 e vinculado ao MCTI, com sede no Rio de Janeiro e núcleos regionais, é o centro público de tecnologia mineral e recebe 1,8% da CFEM; o Instituto Tecnológico Vale, a UFMG, a UFOP, a Escola Politécnica da USP, a Unicamp e o CNPEM (com o Sirius para caracterização de materiais) completam a base de pesquisa. A Lei 15.506/2026 criou um crédito tributário de até 20% dos gastos em beneficiamento e processamento de minerais críticos, estendeu o Reidi a essas atividades e previu um certificado de mineral de baixo carbono, apostando na matriz elétrica renovável brasileira como vantagem para refino eletrointensivo.","international":"A geografia do refino é o centro da disputa por minerais críticos. A China construiu capacidade de processamento com subsídios, energia barata e tolerância ambiental, e controla cerca de 90% da separação de terras raras, mais de 60% do refino de lítio e cobalto e a quase totalidade dos anodos de grafite. Estados Unidos e União Europeia reagem com créditos fiscais à produção, metas de processamento doméstico (40% na Europa até 2030), empréstimos a refinarias (Lynas no Texas, Syrah na Louisiana) e exigências de origem; o Japão e a Coreia do Sul mantêm refino especializado; a Indonésia converteu-se em polo de níquel com capital chinês; e Chile e Argentina discutem agregar valor ao lítio.\n\nAs fronteiras tecnológicas são a extração direta de lítio, a bio-hidrometalurgia, a separação de terras raras por novas rotas (cromatografia, membranas, biossorção), o reprocessamento de rejeitos e a reciclagem urbana de baterias e ímãs, além da eletrificação e descarbonização de fornos. A água e a energia tornaram-se fatores de localização tão importantes quanto o minério.","future":"O Brasil tem a oportunidade de combinar reservas, energia renovável barata e mercado interno para atrair refinarias de lítio, plantas de separação de terras raras e purificação de grafite, e para reprocessar rejeitos de ferro e de outras minas, transformando passivos em insumos. Isso exige regulação estável, licenciamento previsível, parcerias tecnológicas e demanda âncora, inclusive compras públicas e indústria de baterias.\n\nRiscos a observar: incentivos que financiem plantas sem mercado ou dependentes de tecnologia estrangeira cativa; impactos ambientais do refino químico (resíduos, radioatividade na monazita, efluentes); competição com a China em custo; e a tentação de medir sucesso pela extração, não pela transformação. A evolução do crédito do PFMCE a partir de 2030 e os primeiros projetos de separação de terras raras serão os indicadores concretos.","related_ids":[192,185,184,183,196,197,186,190,194,594],"sources":[{"title":"Lei nº 15.506/2026 — programa federal de beneficiamento e processamento (PFMCE) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15506.htm"},{"title":"Lei nº 13.540/2017 — destinação de 1,8% da CFEM ao CETEM — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13540.htm"},{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Niobium","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-niobium.pdf"},{"title":"USGS Mineral Commodity Summaries 2026 — Rare Earths","url":"https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2026/mcs2026-rare-earths.pdf"},{"title":"Sigma Lithium — Operações (beneficiamento de espodumênio com empilhamento a seco)","url":"https://sigmalithiumcorp.com/pt/operacoes/"}]},{"id":"barragem-de-rejeitos","term":"Barragem de rejeitos","aliases":["Barragem de rejeitos","barragem","barragens de rejeitos","barragens de mineração","segurança de barragens"],"sectors":["minerals","policy"],"definition":"Barragem de rejeitos é a estrutura construída para armazenar os rejeitos do beneficiamento mineral, a polpa de partículas finas, água e reagentes residuais que sobra depois da extração do mineral de interesse. Diferentemente de barragens de água, que são projetadas de uma vez, as de rejeitos crescem ao longo de décadas, em alteamentos sucessivos, e seu conteúdo é um material saturado que pode se comportar como sólido ou, sob perturbação, liquefazer-se e escoar como fluido denso a dezenas de quilômetros por hora. Há três métodos de alteamento: a jusante, em que cada etapa se apoia sobre solo compactado em direção oposta ao reservatório, mais seguro e mais caro; por linha de centro, intermediário; e a montante, em que os diques se apoiam sobre o próprio rejeito depositado, o mais barato e o mais suscetível à liquefação.\n\nOs modos de ruptura incluem liquefação estática ou sísmica do rejeito, galgamento por chuva ou falha de drenagem, erosão interna (piping), ruptura da fundação e instabilidade de taludes. A gestão de segurança exige caracterização geotécnica, instrumentação (piezômetros, inclinômetros, radares e interferometria por satélite), auditorias independentes, planos de ação de emergência com sirenes e rotas de fuga, e a definição de uma zona de autossalvamento a jusante, onde não há tempo para intervenção externa. Alternativas ao armazenamento úmido são o empilhamento a seco de rejeitos filtrados, a disposição em cavas exauridas, o espessamento em pasta e a redução do volume por processamento a seco ou reaproveitamento como agregado e matéria-prima.\n\nDois desastres brasileiros redefiniram o tema mundialmente. Em 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco (Vale e BHP), rompeu em Mariana (MG), matou 19 pessoas e lançou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeito pela bacia do Rio Doce até o mar. Em 25 de janeiro de 2019, a barragem B1 da mina Córrego do Feijão, da Vale, rompeu em Brumadinho (MG), matou 270 pessoas e revelou que estruturas a montante inativas podiam liquefazer sem aviso. Em resposta, o setor adotou em 2020 o Padrão Global da Indústria para Gestão de Rejeitos (GISTM), promovido pelo ICMM, pelo PNUMA e por investidores, e vários países revisaram leis.\n\nA barragem de rejeitos é hoje o maior passivo de risco da mineração: define licença social, custo de capital, seguros e a capacidade de um país de expandir a produção de minerais críticos sem repetir tragédias.","brazil":"O Brasil tem uma das legislações mais rígidas do mundo após Mariana e Brumadinho. A Lei 14.066/2020, de 30 de setembro de 2020, alterou a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/2010) para proibir a construção e o alteamento de barragens a montante, exigir sua descaracterização (prazo inicial de 25 de fevereiro de 2022, prorrogável pela ANM com anuência ambiental), vedar barragens com comunidades na zona de autossalvamento, obrigar planos de ação de emergência para todas as barragens de mineração, criar o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens e instituir multas de R$ 2 mil a R$ 1 bilhão e caducidade do título minerário em caso de ruptura com dano grave; Minas Gerais aprovou lei estadual própria em 2019. Segundo o boletim da ANM de setembro de 2026, há 909 barragens de mineração cadastradas, 467 delas sob a política nacional, com 62 em nível de emergência 1, seis em nível 2 e uma em nível 3 (Serra Azul, em Itatiaiuçu, MG), além de 13 em alerta; das 74 estruturas a montante existentes em 2019, 25 foram descaracterizadas e descadastradas e 42 permanecem no cadastro, com obras programadas até 2027, 2029 e, nos casos mais complexos (Xingu, Forquilha III), 2035.\n\nA Vale, responsável pela maior parte das estruturas críticas, firmou acordo de reparação de Brumadinho com Minas Gerais em 2021, de R$ 37,7 bilhões, e a repactuação de Mariana, assinada em outubro de 2024 pela Samarco, Vale e BHP com União, estados e municípios, totalizou R$ 170 bilhões; ações judiciais prosseguem no Reino Unido e na Holanda. O Instituto Tecnológico Vale, a UFMG, a UFOP e a Fundação Renova (extinta na repactuação) concentraram pesquisa e reparação, e a ANM ampliou fiscalização com recursos de acordos. Projetos novos, como a Sigma Lithium, adotam empilhamento a seco e anunciam operação sem barragens.","international":"Rupturas de barragens de rejeitos ocorrem em todo o mundo, com frequência de várias por década: Mount Polley (Canadá, 2014), Fundão (2015), Brumadinho (2019), Jagersfontein (África do Sul, 2022) e casos na China, no Peru e no Cazaquistão. O GISTM, publicado em agosto de 2020, exige dos membros do ICMM classificação de consequência, engenheiro de registro, revisões independentes e divulgação pública; a Investor Mining and Tailings Safety Initiative, liderada pela Igreja da Inglaterra e por fundos de pensão, criou o Portal Global de Rejeitos, que lista milhares de estruturas. Chile, Peru e Canadá fortaleceram regras, e a Austrália revisou diretrizes; a União Europeia regula pela diretiva de resíduos de extração.\n\nA fronteira técnica é a redução ou eliminação de barragens úmidas: filtragem e empilhamento a seco, processamento a seco de minério de ferro, reaproveitamento de rejeitos em cimento, cerâmica e pavimentos, e monitoramento contínuo por sensores e satélites com inteligência artificial. A pressão de investidores (ESG) e seguradoras encarece barragens convencionais e favorece alternativas.","future":"O desafio brasileiro imediato é concluir a descaracterização das barragens a montante remanescentes, operação delicada que pode durar até 2035, e lidar com estruturas em emergência que mantêm comunidades deslocadas há anos. No médio prazo, a expansão de lítio, terras raras, grafite e cobre exigirá que novos projetos nasçam sem barragens úmidas ou com padrões de classe mundial, e que a ANM tenha pessoal e tecnologia para fiscalizar quase mil estruturas.\n\nRiscos a observar: flexibilizações legislativas sob pressão econômica, autodeclaração de estabilidade sem auditoria efetiva, envelhecimento de estruturas de pequenas mineradoras com menor capacidade financeira, eventos climáticos extremos que elevam o risco de galgamento e a lentidão da reparação às vítimas. A conclusão da repactuação de Mariana e o julgamento das ações internacionais contra a BHP e a Vale definirão o custo real de uma ruptura.","related_ids":[184,185,193,192,196,186,566,194],"sources":[{"title":"Lei nº 14.066, de 30 de setembro de 2020 — Política Nacional de Segurança de Barragens — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/L14066.htm"},{"title":"ANM — Boletim Mensal de Barragens de Mineração, agosto de 2026","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens/boletim-de-barragens-de-mineracao/boletim-mensal-agosto-2026.pdf"},{"title":"ANM — Relatório trimestral de descaracterização de barragens a montante, julho de 2026","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens/boletim-de-barragens-de-mineracao/julho_2026_relatorio-trimestral-descaracterizacao"},{"title":"ANM — Barragens de mineração (página institucional)","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens"},{"title":"ANM — notícias (Brumadinho B1A, fiscalização de barragens e pilhas, 2026)","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias"}]},{"id":"cfem-e-royalties-minerais","term":"CFEM e royalties minerais","aliases":["CFEM e royalties minerais","CFEM","royalties","royalties minerais","Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais"],"sectors":["minerals","policy"],"definition":"Royalty mineral é o pagamento devido ao proprietário do recurso pelo direito de extraí-lo e esgotá-lo. Na maioria dos países, inclusive no Brasil, os recursos minerais do subsolo pertencem ao Estado, não ao dono da terra, e a mineradora os explora por concessão. O royalty remunera o esgotamento de um ativo não renovável e distingue-se dos tributos gerais (imposto de renda, contribuições sociais) e de taxas de fiscalização. Pode ser cobrado sobre o volume produzido (específico), sobre o valor da venda ou da produção (ad valorem), ou sobre lucros e margens (baseado em renda), desenhos que distribuem de modo diferente o risco entre Estado e empresa: o ad valorem é simples e estável, mas insensível a custos; o baseado em lucro captura mais em ciclos de alta, mas é volátil e sujeito a planejamento tributário.\n\nNo Brasil, a Constituição de 1988 estabelece que os recursos minerais pertencem à União (art. 20, IX) e assegura a estados, Distrito Federal e municípios participação no resultado da exploração ou compensação financeira (art. 20, § 1º). Daí a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), criada pelas Leis 7.990/1989 e 8.001/1990 e reformada pela Lei 13.540/2017, que ampliou a base de cálculo da receita líquida (após deduções de frete e seguro) para a receita bruta da venda menos os tributos sobre a comercialização, ou o valor de referência no caso de consumo próprio e exportação. As alíquotas variam por substância: 3,5% para o minério de ferro (redutível excepcionalmente a 2%), 3% para bauxita, manganês, nióbio e sal-gema, 2% para diamante e demais substâncias, 1,5% para ouro e 1% para rochas, areias e cascalhos de uso imediato na construção civil, rochas ornamentais e águas minerais. Na lavra garimpeira, paga o primeiro adquirente.\n\nA distribuição é descentralizada: 60% para os municípios produtores, 15% para os estados, 15% para municípios afetados pela mineração sem produção em seu território (por ferrovias, portos, pilhas, barragens e plantas de beneficiamento) e 10% para a esfera federal, divididos entre a Agência Nacional de Mineração (7%), o FNDCT (1%), o CETEM (1,8%) e o Ibama (0,2%). Os recursos não podem pagar dívidas nem pessoal permanente e devem beneficiar a comunidade local; ao menos 20% devem, preferencialmente, ir para diversificação econômica, mineração sustentável e ciência e tecnologia. Estados como Minas Gerais e Pará criaram ainda taxas estaduais de fiscalização de recursos minerários.\n\nA CFEM é, assim, a principal renda mineral pública do Brasil e o elo fiscal entre a mineração e os territórios que a sofrem; sua eficácia depende de arrecadação efetiva, fiscalização e uso dos recursos em desenvolvimento duradouro.","brazil":"A arrecadação da CFEM acompanha o preço do minério de ferro, que responde pela maior parte: atingiu recorde próximo de R$ 10 bilhões em 2021, no auge dos preços, e desde então oscila em torno de R$ 7 bilhões anuais, com Minas Gerais e Pará concentrando mais de 80% do total. Municípios como Parauapebas e Canaã dos Carajás (PA), Itabira, Nova Lima, Congonhas, Mariana e Itabirito (MG) figuram entre os maiores beneficiários e tornaram-se casos de estudo sobre dependência fiscal de uma única fonte e sobre a qualidade do gasto. A ANM publica anualmente a lista de municípios afetados, administra a arrecadação e trava disputas jurídicas com mineradoras sobre a base de cálculo; em setembro de 2026 editou súmula fixando o IPI como marco para a incidência sobre produtos industrializados em fatos geradores anteriores à reforma de 2017.\n\nA Lei 13.540/2017 nasceu da constatação de que a CFEM arrecadava pouco frente ao faturamento do setor, e o debate sobre alíquotas e repartição voltou com a tragédia de Brumadinho e com a agenda de minerais críticos: a Lei 15.506/2026 prevê contratos privados de streaming e royalties registrados na ANM e um fundo garantidor financiado em parte por mineradoras, e a destinação de 1% da CFEM ao FNDCT e 1,8% ao CETEM mantém o vínculo entre renda mineral e pesquisa. O Ibram, as associações municipalistas e o Tribunal de Contas acompanham a aplicação dos recursos.","international":"Os regimes variam. A Austrália cobra royalties estaduais ad valorem (5% a 7,5% para o minério de ferro na Austrália Ocidental); o Canadá usa royalties provinciais baseados em lucro; o Chile aprovou em 2023 um novo royalty do cobre que combina componente ad valorem de 1% com alíquotas progressivas sobre a margem operacional, limitando a carga total a cerca de 46,5%; o Peru aplica regalías sobre a margem; a Indonésia e vários países africanos elevaram royalties e exigiram participação estatal na onda de nacionalismo de recursos dos anos 2020. A Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extrativas (EITI) padroniza a divulgação de pagamentos, e fundos soberanos (Noruega, Chile, Botsuana) são o modelo para transformar renda finita em ativo permanente.\n\nCom a demanda por minerais críticos, países produtores renegociam contratos e royalties (República Democrática do Congo, Zâmbia, Chile, México, com a nacionalização do lítio), e os países consumidores pressionam por estabilidade regulatória em troca de financiamento. A tributação da mineração tornou-se parte das negociações geopolíticas sobre cadeias de suprimento.","future":"O Brasil deverá decidir se mantém o modelo ad valorem simples ou introduz componentes sensíveis a preço e margem, como o Chile, para capturar mais em ciclos de alta sem afugentar investimentos em baixa. Igualmente importante é a qualidade do gasto: regras que incentivem municípios mineradores a poupar e diversificar, como fundos locais e metas de investimento em educação e infraestrutura, e transparência comparável à do EITI, que o país ainda não integra.\n\nRiscos a observar: judicialização permanente da base de cálculo, dependência fiscal de poucos municípios e de um único mineral, isenções e incentivos a minerais críticos que reduzam a renda pública sem contrapartidas, e a volatilidade do minério de ferro. A oportunidade é usar a CFEM e os novos instrumentos para financiar a transição dos territórios mineradores para economias que sobrevivam ao esgotamento das minas.","related_ids":[193,184,183,192,325,194,196,186,190,322],"sources":[{"title":"Lei nº 13.540/2017 — alíquotas, base de cálculo e distribuição da CFEM — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13540.htm"},{"title":"CFEM — Agência Nacional de Mineração (fundamento, distribuição e aplicação)","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/arrecadacao/cfem"},{"title":"ANM — notícias (súmula sobre IPI e CFEM; lista provisória de municípios afetados, 2026)","url":"https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias"},{"title":"Lei nº 15.506/2026 — contratos de streaming e royalties e Fundo Garantidor da Atividade Mineral — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15506.htm"},{"title":"Ibram — Economia Mineral Brasileira","url":"https://ibram.org.br/economia-mineral/"}]},{"id":"pix","term":"Pix (pagamento instantâneo)","aliases":["Pix (pagamento instantâneo)","Pix","pagamento instantâneo"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Pix é o arranjo de pagamentos instantâneos criado, regulado e operado pelo Banco Central do Brasil (BCB), lançado em 16 de novembro de 2020. Tecnicamente, é um sistema de transferência de fundos em tempo real, disponível 24 horas por dia, todos os dias do ano, em que o pagador e o recebedor veem a liquidação em poucos segundos. Diferentemente dos cartões, não há rede privada intermediando a transação: a liquidação ocorre no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), uma infraestrutura centralizada do BCB em que cada participante mantém uma Conta PI, e as mensagens seguem o padrão ISO 20022.\n\nO segundo componente é o DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais), base de dados que associa 'chaves' (CPF/CNPJ, e-mail, telefone ou chave aleatória) a contas transacionais. Isso permite pagar sem digitar agência e conta, e viabiliza QR Codes estáticos e dinâmicos, 'copia e cola' e, desde 2025, o Pix por Aproximação via NFC. Bancos, cooperativas, instituições de pagamento e fintechs podem aderir como participantes diretos (conectados ao SPI) ou indiretos (via um participante direto), o que abriu o sistema para centenas de instituições em condições de competição mais simétricas.\n\nO desenho combina decisões técnicas e regulatórias: gratuidade para pessoas físicas, tarifação livre mas baixa para empresas, obrigatoriedade de adesão para instituições com mais de 500 mil contas, limites por horário para mitigar fraudes e um Mecanismo Especial de Devolução (MED) para casos de golpe ou falha operacional. Sobre essa base foram adicionados produtos como Pix Saque e Pix Troco (2021), Pix Agendado, Pix por Aproximação (fevereiro de 2025) e Pix Automático (junho de 2025), para débitos recorrentes, além de estudos para o Pix Parcelado e para uso internacional.\n\nA importância do Pix é dupla. Economicamente, reduziu o custo de transação, acelerou a inclusão financeira e deslocou volume de dinheiro em espécie, boletos, TED e DOC (este último extinto em 2024). Como peça de infraestrutura pública digital, demonstrou que um banco central pode operar um 'trilho' aberto sobre o qual o setor privado compete em interface e serviços, modelo hoje estudado por outros países.","brazil":"Em 2024 o Pix registrou 63,4 bilhões de transações e R$ 26,4 trilhões movimentados; em 2025 saltou para 79,8 bilhões de operações e R$ 35,4 trilhões, com dias de pico acima de 250 milhões de transações. Em fevereiro de 2025 havia cerca de 165 milhões de pessoas físicas e 19 milhões de empresas cadastradas, o que faz do Pix o meio de pagamento mais usado do país, à frente de cartões de débito e crédito em número de transações. Ele se apoia na governança do Banco Central do Brasil (BCB) e, no índice deste atlas, conecta-se diretamente a Open Finance Brasil, Drex, Nubank, Cloudwalk (InfinitePay), Celcoin, Mercado Pago e Caixa Econômica Federal, entre os maiores participantes.\n\nO sucesso trouxe desafios: fraudes por engenharia social, 'contas laranja' em instituições de pagamento pequenas (que motivaram o endurecimento das regras de autorização em 2025), e pressão internacional, já que o governo dos EUA incluiu o Pix em uma investigação comercial (Seção 301) em 2025, por supostamente prejudicar empresas americanas de cartões. O BCB responde com novas regras de devolução, MED 2.0, limites mais rígidos e a agenda de interoperabilidade com outros sistemas de pagamento instantâneo.","international":"Pagamentos instantâneos tornaram-se infraestrutura padrão: a Índia opera o UPI (NPCI), o maior sistema do mundo em número de transações, com dezenas de bilhões por mês; a zona do euro tem o SEPA Instant, obrigatório para bancos desde 2025; o Reino Unido o Faster Payments; os EUA lançaram o FedNow em 2023 (ao lado do RTP privado); e China, Tailândia (PromptPay), Singapura (PayNow) e México (CoDi/DiMo) têm sistemas próprios. O BIS coordena o projeto Nexus para interligar esses sistemas, e o G20 mantém metas de pagamentos transfronteiriços mais baratos e rápidos.\n\nPix e UPI são as referências de 'infraestrutura pública digital' nesse campo, estudadas por FMI, Banco Mundial e bancos centrais. A principal disputa geopolítica é entre modelos públicos abertos e redes privadas de cartões e big techs (Apple Pay, Google Pay, Alipay/WeChat Pay), além da ascensão das stablecoins como alternativa para pagamentos internacionais.","future":"A agenda do BCB inclui Pix Parcelado, Pix Garantido, ampliação do Pix Automático, uso em comércio eletrônico via Open Finance (jornada sem redirecionamento) e a conexão internacional, começando por acordos bilaterais e pelo Nexus. A pergunta estratégica é se o Pix continuará a ser um bem público neutro ou se será capturado por poucos grandes participantes, e como financiar sua evolução sem tarifar o usuário final.\n\nOs riscos a observar são segurança (fraudes, vazamentos do DICT, resiliência operacional), concentração, e a sustentabilidade do modelo diante de pressões comerciais externas. O que vale acompanhar: estatísticas mensais do BCB, a implantação de MED 2.0 e autenticação biométrica, a regulação de instituições de pagamento após as Resoluções BCB 494/495 e os pilotos de pagamentos transfronteiriços.","related_ids":[213,214,215,216,220,228,232,234,240,646],"sources":[{"title":"Banco Central do Brasil — Pix (página oficial)","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix"},{"title":"Pix no Brasil: últimas estatísticas do Banco Central (PCMI, 2025)","url":"https://paymentscmi.com/insights/pix-no-brasil-ultimas-estatisticas-banco-central/"},{"title":"Pix bate recorde em 2025 e movimenta R$ 35,4 trilhões (Metrópoles, fev. 2026)","url":"https://metropoles.com/brasil/pix-bate-recorde-em-2025-e-movimenta-r-354-trilhoes"},{"title":"Relatório de Gestão do Pix (BCB)","url":"https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2026.pdf"},{"title":"Lei 12.865/2013 — arranjos e instituições de pagamento","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12865.htm"}]},{"id":"open-finance","term":"Open Finance","aliases":["Open Finance","Open Banking"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Open Finance (ou, em sua versão inicial, Open Banking) é um regime regulatório e técnico em que instituições financeiras são obrigadas a compartilhar, mediante consentimento do cliente, dados e serviços por meio de APIs padronizadas. O princípio é que os dados pertencem ao cliente, não ao banco: a pessoa pode autorizar que outra instituição acesse seu histórico de conta, cartões, crédito, investimentos e seguros, ou inicie pagamentos em seu nome, para obter ofertas melhores e serviços integrados.\n\nTecnicamente, o sistema é uma federação de APIs REST com um diretório central de participantes, certificados digitais, perfis de segurança (FAPI/OAuth 2.0) e um fluxo de consentimento com prazo e escopo definidos. Há dois grandes blocos: compartilhamento de dados (cadastrais e transacionais) e iniciação de pagamentos, em que um 'iniciador de transação de pagamento' (ITP) dispara um Pix a partir do app de terceiros. Governança, padrões, certificação e disputas ficam a cargo de uma estrutura de autorregulação supervisionada pelo regulador.\n\nO Open Finance importa porque ataca uma assimetria de informação que historicamente favorece bancos incumbentes: sem acesso ao histórico do cliente, um entrante precifica crédito pior. Com dados portáveis, surgem agregadores financeiros, comparadores de crédito, gestão de finanças pessoais, 'conta única' e, para empresas, conciliação automática e crédito baseado em fluxo de caixa. Também cria um trilho alternativo a cartões para o comércio eletrônico.\n\nOs desafios são de qualidade e disponibilidade das APIs, experiência de consentimento (atrito, revogações), proteção de dados (LGPD), responsabilidade por fraudes e o custo recorrente de manter a infraestrutura, que recai sobretudo sobre os detentores de dados.","brazil":"O Open Finance Brasil foi instituído pela Resolução Conjunta CMN/BCB nº 1/2020 e implantado em fases a partir de fevereiro de 2021 (dados públicos das instituições, dados de clientes, iniciação de pagamentos e, depois, expansão para seguros, investimentos e câmbio). Ao completar quatro anos, em fevereiro de 2025, somava 62 milhões de consentimentos e mais de 2,3 bilhões de comunicações semanais entre instituições; relatórios de 2026 falam em cerca de 128 milhões de consentimentos ativos e mais de 4 bilhões de chamadas por semana, o que o torna, em escopo e volume, o maior ecossistema regulado do gênero no mundo. A governança cabe à estrutura Open Finance Brasil, sob supervisão do Banco Central do Brasil (BCB); a adesão é obrigatória para os grandes bancos e opcional para os demais.\n\nOs casos de uso que mais cresceram são agregação de contas, análise de crédito com dados transacionais e iniciação de pagamentos via Pix. A agenda 2025–2026 inclui a Jornada Sem Redirecionamento (JSR), que permite pagamentos recorrentes sem autenticar no banco a cada compra, a portabilidade digital de crédito e a integração com Open Insurance (Susep). A baixa adesão de pessoas jurídicas e a qualidade desigual das APIs são as críticas mais frequentes. Entre as instituições do índice, Nubank, Banco Inter, C6 Bank, PicPay, QI Tech e Celcoin estão entre os usuários mais ativos.","international":"O Reino Unido foi pioneiro com o Open Banking mandatório para os nove maiores bancos (CMA9) a partir de 2018, hoje com cerca de 15 milhões de usuários; a União Europeia abriu o caminho com a PSD2 (2018) e discute a PSD3 e o regulamento FIDA, que estende o acesso a dados a seguros, pensões e investimentos. A Austrália criou o Consumer Data Right (2020), transversal a bancos, energia e telecom; a Índia tem o Account Aggregator; nos EUA, a regra 1033 do CFPB (outubro de 2024) tornou obrigatório o acesso a dados, mas passou a ser revisada em 2025 sob pressão dos bancos.\n\nGlobalmente, mais de 70 jurisdições têm algum marco de Open Banking. A tendência é migrar de 'Open Banking' para 'Open Finance' e 'Open Data', com debates sobre quem paga pela infraestrutura (modelos comerciais de API), padrões comuns (FAPI 2.0) e o papel das big techs, que podem se tornar as maiores usuárias de dados bancários.","future":"O Open Finance brasileiro deve evoluir para um 'Open Data' financeiro integrado ao Pix, ao Drex e ao gov.br, com a JSR, a portabilidade de crédito e o compartilhamento de dados de empresas. A tese é que a combinação de identidade (gov.br), pagamento (Pix) e dados (Open Finance) forma uma infraestrutura pública digital completa.\n\nO que acompanhar: taxas de disponibilidade e sucesso das APIs, o modelo de remuneração entre transmissores e receptores de dados, a responsabilidade por fraudes em pagamentos iniciados por terceiros, o uso de dados por grandes plataformas e a convergência com a regulação de proteção de dados e de IA. O risco é o sistema ficar grande em números e pequeno em valor percebido pelo usuário se os casos de uso não se traduzirem em crédito mais barato.","related_ids":[213,215,214,220,225,226,227,230,232,239],"sources":[{"title":"Open Finance Brasil — portal oficial","url":"https://openfinancebrasil.org.br/"},{"title":"Banco Central do Brasil — Open Finance","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/openfinance"},{"title":"Open Finance faz quatro anos com 62 milhões de consentimentos (IT Forum, fev. 2025)","url":"https://itforum.com.br/noticias/open-finance-quatro-anos-consentimentos/"},{"title":"Brasil se destaca globalmente: 128 milhões de consentimentos ativos no Open Finance (jan. 2026)","url":"https://amdjus.com.br/brasil-se-destaca-globalmente-128-milhoes-de-consentimentos-ativos-no-open-finance/"},{"title":"Open Finance: baixa adesão das empresas (PJs) entra no radar do Banco Central (Convergência Digital)","url":"https://convergenciadigital.com.br/governo/open-finance-baixa-adesao-das-empresas-pjs-entra-no-radar-do-banco-central/"}]},{"id":"cbdc-drex","term":"Moeda digital de banco central (CBDC)","aliases":["Moeda digital de banco central (CBDC)","CBDC","Drex","real digital"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Uma moeda digital de banco central (CBDC, de central bank digital currency) é uma forma digital da moeda soberana emitida diretamente pelo banco central, e não por bancos comerciais. Há dois modelos: a CBDC de varejo, acessível a pessoas e empresas como um 'dinheiro digital' público, e a CBDC de atacado, usada apenas por instituições financeiras para liquidar operações entre si. Em ambos os casos, a moeda é um passivo do banco central, o que a diferencia de depósitos bancários (passivo de bancos) e de stablecoins (passivo de empresas privadas).\n\nTecnicamente, uma CBDC pode rodar em bancos de dados convencionais ou em redes de registro distribuído (DLT) permissionadas. A escolha por DLT visa 'programabilidade': contratos inteligentes que liquidam automaticamente a entrega de um ativo contra o pagamento (DvP), executam garantias ou fracionam ativos tokenizados. O desafio central é conciliar privacidade das transações com a necessidade de supervisão, prevenção à lavagem e resiliência, o chamado 'trilema' de privacidade, conformidade e escala.\n\nO Drex é o projeto brasileiro, anunciado em 2021 como 'real digital' e rebatizado em 2023. Desde o início o Banco Central o desenhou como uma CBDC de atacado: o Drex circula entre bancos, e o público usaria 'depósitos tokenizados', versões em token dos depósitos bancários, com o banco central garantindo a liquidação final. O objetivo declarado não era substituir o Pix, mas criar uma plataforma para ativos tokenizados e crédito com garantias (imóveis, veículos, recebíveis) com custos menores.\n\nCBDCs importam por razões de soberania monetária (resposta a stablecoins e a moedas digitais estrangeiras), de eficiência (liquidação atômica) e de inclusão; e são controversas por riscos de desintermediação bancária, vigilância financeira e complexidade tecnológica.","brazil":"O piloto do Drex rodou em uma rede Hyperledger Besu operada pelo Banco Central do Brasil (BCB). A primeira fase (2023–2024) reuniu 16 consórcios com bancos, fintechs, B3 e provedores de tecnologia, testando emissão, transferência e DvP com títulos públicos. A segunda fase (2024–2025) testou 13 casos de uso, como crédito com garantia de imóveis e veículos, créditos de carbono, comércio exterior e consórcios. Em agosto de 2025, o BCB admitiu que as soluções de privacidade testadas (provas de conhecimento zero e afins) eram insuficientes e anunciou que reduziria o uso de blockchain, dividindo o projeto em uma trilha de curto prazo, sobre infraestrutura própria, focada em reconciliação de gravames e garantias, e uma trilha de longo prazo com DLT.\n\nEm novembro de 2025 a plataforma piloto foi desligada e o BCB informou que inverteria a lógica: definir primeiro casos de uso e só então a infraestrutura. Na prática, o Drex se afastou da ideia de 'moeda' e se aproximou de uma infraestrutura de registro de garantias integrada a Pix e Open Finance. Participantes como B3, Nubank, Itaú, Bradesco e Santander mantêm projetos de tokenização em paralelo, e a Lei 14.478/2022 e as normas do BCB para prestadores de serviços de ativos virtuais formam o arcabouço complementar.","international":"Segundo o rastreador do Atlantic Council, mais de 130 países estudam CBDCs, mas poucas estão em circulação: a China lidera com o e-CNY (yuan digital), com trilhões de yuans em transações acumuladas e expansão para uso transfronteiriço; Bahamas, Jamaica e Nigéria têm CBDCs de varejo com baixa adoção. O Banco Central Europeu concluiu em 2025 a fase de preparação do euro digital e aguarda a legislação da UE para decidir a emissão, prevista não antes de 2027–2029. Nos EUA, a direção é oposta: a ordem executiva de janeiro de 2025 proibiu CBDC de varejo e o GENIUS Act (julho de 2025) regulou stablecoins em dólar, apostando no setor privado.\n\nNo atacado, o BIS coordena projetos como Agorá (depósitos tokenizados entre bancos centrais) e o mBridge (China, Hong Kong, Tailândia, Emirados e Arábia Saudita), de que o BIS se retirou em 2024 por preocupações geopolíticas. A disputa de fundo é entre CBDCs, stablecoins e depósitos tokenizados como forma de 'dinheiro programável'.","future":"No Brasil, a questão aberta é o que o Drex será: um registro público de garantias e ativos tokenizados sobre o qual bancos e fintechs constroem crédito mais barato, uma camada de liquidação para tokenização de títulos e recebíveis, ou um projeto arquivado. O BCB sinalizou lançamentos parciais em 2026, mas sem compromisso tecnológico. Acompanhar a regulação final das VASPs e stablecoins (com efeitos a partir de 2026) é tão importante quanto o próprio Drex, porque as stablecoins em dólar já são o 'dinheiro digital' mais usado por brasileiros em cripto.\n\nGlobalmente, vale observar a decisão legislativa europeia sobre o euro digital, a internacionalização do e-CNY e se os EUA consolidam um padrão de stablecoins que reduza o espaço para CBDCs. Os riscos são privacidade, exclusão de quem não tem acesso digital, custo de infraestruturas que não encontram caso de uso e concentração de poder no banco central.","related_ids":[213,216,214,215,235,237,240,220],"sources":[{"title":"Banco Central do Brasil — Drex (página oficial)","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/drex"},{"title":"Drex reduz uso de tecnologia blockchain e pode ter lançamento em 2026 (Exame, ago. 2025)","url":"https://exame.com/future-of-money/drex-reduz-uso-de-tecnologia-blockchain-e-pode-ter-lancamento-em-2026"},{"title":"Banco Central desligará plataforma Drex e diz que criará nova infraestrutura (nov. 2025)","url":"https://cooperativismodecredito.coop.br/2025/11/banco-central-desligara-plataforma-drex-e-diz-que-criara-nova-infraestrutura/"},{"title":"Drex: real digital pode ter mudado de rumo (Olhar Digital, nov. 2025)","url":"https://olhardigital.com.br/2025/11/05/pro/drex-real-digital-pode-ter-mudado-de-rumo-ou-chegado-ao-fim/"},{"title":"Atlantic Council — CBDC Tracker","url":"https://www.atlanticcouncil.org/cbdctracker/"},{"title":"Lei 14.478/2022 — marco dos ativos virtuais","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14478.htm"}]},{"id":"arranjo-de-pagamento","term":"Arranjo de pagamento","aliases":["Arranjo de pagamento","arranjo de pagamento","arranjos de pagamento"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Arranjo de pagamento é, segundo a Lei 12.865/2013, o 'conjunto de regras e procedimentos que disciplina a prestação de determinado serviço de pagamento ao público', aceito por mais de um recebedor e acessado diretamente por pagadores e recebedores. Em termos simples, é o 'esquema' por trás de uma bandeira de cartão, de uma carteira digital ou do Pix: define quem pode participar, como as transações são autorizadas, compensadas e liquidadas, quem assume o risco de crédito e fraude, e como as tarifas (como a taxa de intercâmbio) são divididas.\n\nOs atores de um arranjo são o instituidor (a entidade que cria e governa as regras, como Visa, Mastercard, Elo ou o próprio Banco Central no caso do Pix), os emissores (que oferecem o instrumento de pagamento ao usuário), os credenciadores ou 'adquirentes' (que afiliam lojistas e capturam transações), os subcredenciadores e facilitadores (como marketplaces e gateways) e as câmaras ou sistemas de liquidação. A Lei 12.865 também definiu a 'instituição de pagamento' (IP), pessoa jurídica que adere a um ou mais arranjos para gerir contas de pagamento, emitir moeda eletrônica ou instrumentos pós-pagos, credenciar lojistas ou iniciar pagamentos, sem ser banco.\n\nO conceito importa porque separa a 'infraestrutura de regras' da 'prestação do serviço', permitindo que empresas de tecnologia entrem no mercado sob licença mais leve do que a bancária, mas submetidas ao Banco Central. A regulação de arranjos (Resolução BCB 150/2021) e de IPs (Resolução BCB 80/2021, com capital proporcional e segregação de recursos de clientes) é o que estrutura a competição em cartões, maquininhas, carteiras e o Pix.\n\nQuestões típicas de arranjos são interoperabilidade, tarifas de intercâmbio, acesso não discriminatório, prazos de liquidação e a divisão de responsabilidade em fraudes, todos objeto de intervenção regulatória.","brazil":"O marco brasileiro vem da Lei 12.865/2013, que incorporou os arranjos ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e deu ao Banco Central do Brasil (BCB) competência para regulá-los. Desde então surgiram as grandes adquirentes independentes (Stone, PagBank/PagSeguro, Cloudwalk/InfinitePay), carteiras e contas digitais (PicPay, Mercado Pago), e provedores de infraestrutura 'banking as a service' (Celcoin, Asaas, Dock). O BCB interveio em pontos críticos: fim da exclusividade entre adquirentes e bandeiras (2010), limites para intercâmbio de débito e pré-pago, registro de recebíveis de cartão (2021), prazos de liquidação e o próprio Pix como arranjo público.\n\nO número de instituições de pagamento cresceu para várias centenas, muitas operando abaixo dos limiares que dispensavam autorização prévia. Após casos de uso de IPs em lavagem de dinheiro, expostos pela Operação Carbono Oculto em 2025, o BCB editou as Resoluções 494 e 495 (setembro de 2025), que exigem autorização prévia para toda IP, com janela única de pedidos em maio de 2026, requisitos mais rígidos de governança, sede e capital, o que deve consolidar o setor. A B3 e as registradoras de recebíveis (CERC, TAG, Núclea) completam a infraestrutura de mercado.","international":"Internacionalmente, os arranjos dominantes são as redes de cartões (Visa, Mastercard, American Express, UnionPay, JCB), as carteiras de big techs (Apple Pay, Google Pay, Alipay, WeChat Pay) e, cada vez mais, os sistemas públicos de pagamento instantâneo (UPI, Pix, FedNow, SEPA Instant). A regulação varia: a UE tem a PSD2/PSD3 e o regulamento de interchange (0,2% débito/0,3% crédito); os EUA regulam intercâmbio de débito (Durbin) e discutem crédito; a Índia proibiu MDR em UPI para pequenos lojistas.\n\nOs temas quentes são o custo das tarifas de cartão (acordos antitruste bilionários nos EUA e no Reino Unido), interoperabilidade entre carteiras, o acesso de não bancos às infraestruturas de liquidação dos bancos centrais (já permitido no Reino Unido e na UE a partir de 2025) e a entrada de stablecoins como novo 'arranjo' de pagamento, com Visa e Mastercard integrando-as a suas redes.","future":"No Brasil, o movimento é de consolidação regulatória: menos IPs, mais exigências de compliance e supervisão unificada, com o Pix pressionando as margens de cartões e novos arranjos (Pix Automático, Pix Parcelado, pagamentos via Open Finance) competindo com débito e crédito. A tokenização de recebíveis e a eventual integração com o Drex podem mudar a liquidação.\n\nO que observar: resultado da janela de autorização de IPs em 2026, novas regras de intercâmbio e prazos de liquidação, o tratamento de stablecoins como meio de pagamento após a regulação de ativos virtuais, e as disputas comerciais externas em torno do Pix. O risco é um regime tão exigente que afaste inovação, ou tão frouxo que permita fraudes sistêmicas.","related_ids":[213,214,223,224,227,228,232,233,234,235],"sources":[{"title":"Lei 12.865/2013 (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12865.htm"},{"title":"Resolução BCB nº 150/2021 — arranjos de pagamento","url":"https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=421572"},{"title":"Mudanças estruturais no regime de autorização de IPs: Resoluções 494 e 495 (Capital Aberto, dez. 2025)","url":"https://capitalaberto.com.br/regulacao/legislacao-mercados/2025/12/mudancas-estruturais-no-regime-de-autorizacao-de-instituicoes-de-pagamento-as-resolucoes-494-e-495-do-banco-central"},{"title":"Banco Central do Brasil — Estabilidade financeira (arranjos e instituições de pagamento)","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira"},{"title":"Migalhas — Novo marco legal e regulatório de arranjos e instituições de pagamento","url":"https://www.migalhas.com.br/depeso/190039/novo-marco-legal-e-regulatorio-de-arranjos-e-instituicoes-de-pagamento"}]},{"id":"sandbox-regulatorio","term":"Sandbox regulatório","aliases":["Sandbox regulatório","sandbox","sandbox regulatório"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Sandbox regulatório é um ambiente experimental controlado em que um regulador autoriza, por tempo determinado e com salvaguardas, que empresas testem produtos, serviços ou modelos de negócio inovadores que não se encaixam nas regras vigentes, ou que exigiriam uma licença plena desproporcional ao estágio do projeto. O termo vem da 'caixa de areia' da computação, onde código roda isolado do sistema. O conceito foi popularizado pela Financial Conduct Authority britânica em 2016 e se espalhou para mais de 70 jurisdições.\n\nO funcionamento típico tem quatro etapas: um edital define temas prioritários e critérios de elegibilidade (inovação real, benefício ao consumidor, necessidade de teste); os projetos selecionados recebem autorização temporária com limites de escala (número de clientes, volume financeiro), obrigações de transparência e um plano de saída; o regulador acompanha os testes e dispensa ou adapta normas específicas; ao final, a empresa migra para uma licença regular, encerra a atividade, ou o regulador muda a regra para todos. A Lei Complementar 182/2021 (Marco Legal das Startups) deu base legal geral aos sandboxes no Brasil, permitindo a qualquer órgão regulador suspender a aplicação de suas normas em programas desse tipo.\n\nO sandbox importa por dois motivos. Para a empresa, reduz o custo e o tempo de chegar ao mercado com uma ideia que a regulação não previu. Para o regulador, é uma forma de 'aprender fazendo': observar riscos reais antes de escrever normas, evitando tanto a proibição preventiva quanto a omissão. Também sinaliza ao mercado quais temas o regulador quer ver explorados.\n\nAs críticas apontam que sandboxes podem se tornar vitrines com poucos participantes, criar vantagem competitiva para selecionados, ou servir de pretexto para afrouxar a proteção do consumidor; por isso, a avaliação ex post e a publicação de resultados são parte essencial do instrumento.","brazil":"O Brasil tem sandboxes em pelo menos quatro reguladores. A Susep foi a primeira a operar (Resolução CNSP 381/2020), com turmas de insurtechs a partir de 2020. A CVM criou o seu com a Instrução 626/2020, depois convertida na Resolução CVM 29/2021, com foco em tokenização e negociação de valores mobiliários, abrindo caminho para plataformas de ativos tokenizados e mercados de balcão alternativos. O Banco Central do Brasil (BCB) e o CMN regulamentaram o sandbox financeiro pelas Resoluções CMN 4.865/2020 e BCB 29/2020; o primeiro ciclo recebeu 52 propostas e selecionou sete projetos em novembro de 2021, com duração de um ano prorrogável. A ANPD lançou em 2025 um sandbox voltado a proteção de dados e inteligência artificial.\n\nAlém dos financeiros, a lógica de sandbox foi adotada pela Anatel para redes e espectro experimentais e por estados e municípios em mobilidade e cidades inteligentes, com base no art. 11 da LC 182/2021. No índice deste atlas, o Sandbox Regulatório da CVM e o Marco Legal das Startups são as entradas de referência.","international":"Reino Unido (FCA), Singapura (MAS), Hong Kong, Austrália, Emirados Árabes e Lituânia têm os sandboxes financeiros mais ativos; a FCA já passou mais de mil empresas por seus programas e criou também um 'digital sandbox' permanente com dados sintéticos. A União Europeia incorporou o instrumento ao AI Act (2024), que obriga cada Estado-membro a ter ao menos um sandbox de IA até 2026, e criou o regime-piloto de DLT (2023) para infraestruturas de mercado baseadas em blockchain.\n\nA avaliação acadêmica é mista: sandboxes ajudam a atrair capital e reduzir incerteza para startups, mas seu impacto sistêmico depende de o regulador converter os aprendizados em normas gerais. Em países do Sul Global, o Banco Mundial e a CGAP recomendam sandboxes sobretudo quando há capacidade de supervisão para acompanhá-los.","future":"No Brasil, a tendência é usar o sandbox para temas de fronteira: tokenização e cripto (CVM e BCB), inteligência artificial e dados (ANPD), seguros embutidos e paramétricos (Susep), saúde digital e cidades inteligentes. A proposta de regulação de IA em tramitação no Congresso (PL 2338/2023) também prevê ambientes de teste.\n\nO que observar: se os reguladores publicam avaliações dos ciclos e mudam regras a partir deles; se há coordenação entre sandboxes (um 'balcão único' para fintechs que tocam CVM, BCB e Susep ao mesmo tempo, como já se discute); e se o instrumento não se torna mera formalidade. O risco oposto é a captura: empresas selecionadas obterem vantagens duradouras sem concorrência.","related_ids":[236,342,213,333,215,216,237],"sources":[{"title":"Lei Complementar 182/2021 — Marco Legal das Startups (art. 11, sandbox)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm"},{"title":"BC divulga lista de 7 projetos do Sandbox selecionados para inovação (Poder360, nov. 2021)","url":"https://www.poder360.com.br/economia/bc-divulga-lista-de-7-projetos-do-sandbox-selecionados-para-inovacao/"},{"title":"Sandbox regulatório é aprovado por BC e CMN e abre mais espaço para fintechs (InfoMoney)","url":"https://www.infomoney.com.br/economia/fintechs-em-teste-sandbox-regulatorio-e-aprovado-por-bc-e-cmn/"},{"title":"ANPD — Edital nº 02/2025 do Sandbox Regulatório","url":"https://www.gov.br/anpd/pt-br/assuntos/projetos-acoes-iniciativas/sandbox/edital-no-02-2025"},{"title":"TCU — Sandbox regulatório (estudo)","url":"https://portal.tcu.gov.br/data/files/86/75/3F/4B/669A38102DFE0FF7F18818A8/SandBox%20Regulatorio.pdf"}]},{"id":"fintech-de-credito-scd-sep","term":"Fintech de crédito (SCD e SEP)","aliases":["Fintech de crédito (SCD e SEP)","SCD","SEP","fintech de crédito"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Fintechs de crédito são empresas de tecnologia autorizadas a conceder empréstimos sem serem bancos. No Brasil, a Resolução CMN 4.656/2018 criou duas licenças específicas, hoje consolidadas na Resolução CMN 5.050/2022: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP). Ambas operam exclusivamente por plataforma eletrônica e são supervisionadas pelo Banco Central, mas com exigências de capital e governança mais leves que as de um banco múltiplo, justamente porque não captam depósitos do público.\n\nA SCD empresta com capital próprio: realiza operações de empréstimo e financiamento e adquire direitos creditórios, podendo depois vender ou ceder essas carteiras a fundos (FIDCs), bancos e outras instituições, emitir cartões de crédito e distribuir seguros e produtos de terceiros. A SEP opera o modelo peer-to-peer: intermedeia operações em que credores (pessoas ou empresas) financiam diretamente tomadores por meio da plataforma, sem assumir o risco de crédito, com limite de exposição por credor a um mesmo devedor (R$ 15 mil, salvo investidores qualificados). Desde 2024, a Resolução CMN 5.159 ampliou os modelos, permitindo à SCD usar certificados de cédulas de crédito bancário (CCCB) para captar e à SEP financiar fornecedores de bens e serviços.\n\nO modelo importa porque desverticaliza o crédito. Antes, uma fintech precisava 'alugar' a licença de um banco parceiro (modelo de correspondente bancário) para originar empréstimos; com a SCD, passa a ser a própria credora, controlando produto, precificação e dados, enquanto o funding vem de FIDCs, securitizadoras ou de sua própria capitalização. Isso permite crédito especializado por nicho: capital de giro para pequenas empresas, antecipação de recebíveis, crédito consignado, financiamento ao consumo em marketplaces, crédito rural e 'banking as a service' para empresas não financeiras.\n\nOs riscos são de crédito (carteiras jovens e pouco testadas em ciclos de alta de juros), de funding (dependência de FIDCs e cotas subordinadas) e de uso indevido da licença por grupos que buscam apenas uma 'instituição financeira de prateleira'.","brazil":"O Banco Central do Brasil (BCB) já autorizou mais de uma centena de SCDs e um grupo bem menor de SEPs; a maioria das grandes fintechs de crédito do índice, como Creditas, QI Tech, Celcoin e Asaas, opera com SCD própria, e a Nubank e a Cloudwalk combinam licenças (instituição de pagamento, SCD e, em alguns casos, banco múltiplo). A QI Tech, que oferece infraestrutura de crédito para outras empresas, tornou-se unicórnio em 2023 a partir desse modelo. O crédito originado por fintechs ainda é fração pequena do estoque total, dominado por cinco grandes bancos, mas cresce acima da média em segmentos como pequenas empresas e consumo em plataformas.\n\nO arcabouço se conecta a outras infraestruturas: o Open Finance (dados para análise de crédito), o registro centralizado de recebíveis (garantias), o Pix (desembolso e cobrança) e o Drex (garantias tokenizadas). A agenda regulatória recente inclui a Resolução 5.159/2024, regras de proporcionalidade prudencial (segmentos S1–S5) e o endurecimento das exigências de governança após casos de uso de fintechs em lavagem de dinheiro em 2025.","international":"Nos EUA, fintechs de crédito como SoFi, Upstart, Affirm e Kabbage dependem de 'bank partners' ou de licenças estaduais de lending, com debates sobre 'true lender' e tetos de juros; a SoFi obteve licença bancária nacional em 2022. No Reino Unido, Funding Circle e Zopa começaram como P2P e migraram para licenças bancárias; o modelo P2P puro encolheu após a crise de confiança da LendingClub (2016) e as quebras de plataformas P2P na China (2018–2020), onde o governo encerrou o setor. A Índia regula NBFCs digitais e proibiu práticas abusivas de apps de empréstimo.\n\nA tendência global é a 'bancarização' das fintechs bem-sucedidas (licenças plenas) e a consolidação, com o funding migrando para securitização e crédito privado. O 'buy now, pay later' (Klarna, Affirm) e o crédito embutido em plataformas (embedded lending) são as frentes que mais crescem.","future":"No Brasil, o teste será o ciclo de inadimplência: carteiras originadas por fintechs com funding de FIDC precisam atravessar juros altos sem crises de liquidez. Mudanças esperadas incluem regras mais claras para 'banking as a service', responsabilidade de SCDs por parceiros, uso do Open Finance para portabilidade de crédito e eventual integração de garantias tokenizadas.\n\nO que observar: a proporção de crédito originado fora dos grandes bancos, a qualidade das carteiras de SCDs, a entrada de grandes varejistas e marketplaces como credores, e a resposta regulatória a fraudes e a 'instituições de fachada'. O cenário positivo é um mercado de crédito mais competitivo; o negativo, um conjunto de pequenos credores frágeis que o regulador precisa limpar.","related_ids":[213,229,230,232,233,220,228,215],"sources":[{"title":"Resolução CMN nº 4.656/2018 — texto consolidado (BCB Normativos)","url":"https://normativos.bcb.gov.br/Lists/Normativos/Attachments/50579/Res_4656_v8_P.pdf"},{"title":"CMN aprova resolução para ampliar modelos de negócios envolvendo fintechs de crédito (Demarest, jul. 2024)","url":"https://www.demarest.com.br/cmn-aprova-resolucao-para-ampliar-modelos-de-negocios-envolvendo-fintechs-de-credito/"},{"title":"As fintechs de crédito no Brasil: SEP e SCD (Sturzenegger e Cavalcante)","url":"https://www.sturzeneggerecavalcante.com.br/artigos/as-fintechs-de-credito-no-brasil-a-sociedade-de-emprestimo-entre-pessoas-e-a-sociedade-de-credito-direto/"},{"title":"Nova regulamentação de fintechs de crédito (KLA Advogados)","url":"https://klalaw.com.br/nova-regulamentacao-de-fintechs-de-credito/"},{"title":"Banco Central do Brasil — Fintechs","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/fintechs"}]},{"id":"infraestrutura-publica-digital","term":"Infraestrutura pública digital (DPI)","aliases":["Infraestrutura pública digital (DPI)","infraestrutura pública digital","DPI"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Infraestrutura pública digital (DPI, de digital public infrastructure) é o conjunto de sistemas digitais compartilhados, seguros e interoperáveis, operados ou governados pelo Estado, sobre os quais governos e empresas constroem serviços. A definição consagrada pelo G20 e pela ONU identifica três camadas básicas: identidade digital (quem é a pessoa), pagamentos (como transferir valor) e troca de dados com consentimento (como compartilhar informação). A analogia é com estradas e redes elétricas: bens públicos de rede que ninguém constrói sozinho e sobre os quais a inovação privada floresce.\n\nO que distingue uma DPI de um simples sistema de governo eletrônico é o desenho: padrões abertos e APIs públicas, governança que garante acesso não discriminatório, escala nacional, uso obrigatório ou quase obrigatório em certas funções e a possibilidade de que terceiros (bancos, fintechs, startups, outros órgãos) 'pluguem' serviços. Muitas DPIs usam software livre ou bens públicos digitais (digital public goods), como o MOSIP para identidade e o Mojaloop para pagamentos, mas o traço definidor é a governança pública, não a licença do código.\n\nA ideia ganhou força a partir do India Stack (Aadhaar, UPI, DigiLocker, Account Aggregator), da experiência estoniana (X-Road) e dos sistemas brasileiros (Pix, gov.br, Open Finance). A pandemia mostrou que países com identidade e pagamentos digitais conseguiram distribuir auxílios em semanas, e isso transformou a DPI em agenda de desenvolvimento, com apoio de Banco Mundial, PNUD, Fundação Gates e União Europeia.\n\nAs críticas são importantes: DPIs concentram dados sensíveis (risco de vigilância e vazamentos), podem excluir quem não tem acesso digital, e exigem capacidade estatal de operação e proteção de dados. Por isso o debate internacional insiste em 'salvaguardas' (privacidade por design, inclusão, governança participativa) como parte da definição.","brazil":"O Brasil é citado, ao lado da Índia, como caso de referência. Sua DPI combina o gov.br (identidade digital com cerca de 172 milhões de contas e mais de 4.600 serviços federais), o Pix (pagamentos, com quase 80 bilhões de transações em 2025) e o Open Finance (compartilhamento de dados, com mais de 100 milhões de consentimentos), além de bases como CPF, CNPJ, CadÚnico, Dataprev (previdência e benefícios) e Serpro (fazenda e identidade). A Carteira de Identidade Nacional (CIN), com o CPF como número único, e o Drex são extensões em curso. Diferente da Índia, onde o Estado construiu tudo a partir do Aadhaar, no Brasil a DPI emergiu de instituições distintas (Banco Central, Ministério da Gestão, Receita, TSE) e foi integrada depois.\n\nNa presidência brasileira do G20, em 2024, a declaração ministerial de Maceió sobre economia digital tratou DPI, conectividade significativa, integridade da informação e IA como prioridades, com diretrizes para identidade e compartilhamento de dados. O Brasil também passou a 'exportar' o modelo, com cooperação sobre Pix e gov.br com países latino-americanos e africanos. Os desafios domésticos são a proteção de dados (ANPD, LGPD), a inclusão de quem não tem smartphone e a coordenação entre os entes federativos.","international":"A Índia transformou DPI em política externa: o India Stack e a declaração do G20 de Nova Délhi (2023) deram ao termo sua definição oficial, e o país promove acordos para exportar UPI e Aadhaar. A ONU (PNUD) e o Banco Mundial lideram a iniciativa '50 in 5', para que 50 países tenham DPIs até 2028, e a União Europeia constrói a Carteira Europeia de Identidade Digital (eIDAS 2.0), obrigatória para os Estados-membros até o fim de 2026. Estônia, Singapura (Singpass), Coreia do Sul e Dinamarca têm pilhas maduras.\n\nA disputa geopolítica está em quem define padrões e fornece a tecnologia: software livre apoiado por fundações, soluções estatais exportadas pela Índia e pela China, ou plataformas das big techs (carteiras digitais da Apple e do Google, 'login com' Google). Países do Sul Global veem a DPI como forma de reduzir dependência; críticos alertam para 'solucionismo' e vigilância.","future":"A próxima fronteira é integrar as camadas: identidade com biometria e carteira de credenciais verificáveis, pagamentos programáveis, dados com consentimento padronizado para saúde, educação e seguros, e serviços de IA sobre essa base (atendimento, detecção de fraude). No Brasil, isso passa por consolidar o gov.br como identidade universal, conectar Pix e Open Finance ao comércio, e definir a governança de dados entre União, estados e municípios.\n\nO que observar: a regulamentação da CIN e das carteiras digitais, acordos internacionais de interoperabilidade (Pix transfronteiriço, reconhecimento mútuo de identidade), o papel da ANPD e a resposta a incidentes de segurança. O risco é construir infraestrutura excelente sem salvaguardas equivalentes, ou deixar que o controle dos padrões migre para fornecedores privados.","related_ids":[355,217,214,215,219,106,213,366,333,344],"sources":[{"title":"G20 Ministerial Declaration — Maceió, 13 September 2024 (texto integral, gov.uk)","url":"https://gov.uk/government/publications/g20-ministerial-declaration-maceio-13-september-2024/g20-ministerial-declaration-13-september-2024"},{"title":"G20 inclui conectividade significativa em declaração para economia digital (Teletime, set. 2024)","url":"https://teletime.com.br/13/09/2024/g20-inclui-conectividade-significativa-em-declaracao-para-economia-digital/"},{"title":"ITS Rio — Relatório Infraestruturas Digitais Públicas (2024)","url":"https://itsrio.org/wp-content/uploads/2016/12/20240411_Relatorio_InfraestruturasDigitaisPublicas_1.pdf"},{"title":"Contas Ouro no gov.br crescem 142% de 2022 a 2025 (Poder360, dez. 2025)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-governo/contas-ouro-no-gov-br-crescem-142-de-2022-a-2025/"},{"title":"Brookings — Brazil's G20 opportunity: a consensus on digital data","url":"https://www.brookings.edu/articles/brazils-g20-opportunity-a-consensus-on-digital-data/"}]},{"id":"identidade-digital-govbr","term":"Identidade digital (gov.br)","aliases":["Identidade digital (gov.br)","identidade digital","gov.br"],"sectors":["fintech","policy"],"definition":"Identidade digital é o conjunto de credenciais e processos que permitem a uma pessoa provar quem é em meios eletrônicos, com níveis de confiança proporcionais ao risco do serviço acessado. Um sistema nacional de identidade digital tem três funções: cadastro (vincular a credencial a uma pessoa real, com validação documental ou biométrica), autenticação (provar que quem acessa é o titular, via senha, biometria, token ou certificado) e autorização (permitir que o titular compartilhe atributos ou assine documentos). Quando o Estado opera esse sistema como login único para serviços públicos e privados, ele se torna uma infraestrutura pública digital.\n\nO gov.br é a identidade digital do governo federal brasileiro, criada em 2019 ao unificar logins dispersos (Cidadão.br, Brasil Cidadão) e operada por Serpro e Dataprev sob a Secretaria de Governo Digital. Cada conta tem um 'selo' de confiabilidade: bronze (cadastro básico com validação de dados), prata (validação por bancos credenciados ou biometria facial da base de habilitação) e ouro (biometria facial da Justiça Eleitoral, QR Code da Carteira de Identidade Nacional ou certificado digital ICP-Brasil). O nível determina o que a pessoa pode fazer: consultas simples no bronze, serviços sensíveis como INSS, Receita e assinatura eletrônica no prata e ouro.\n\nSobre o login foram construídos serviços-plataforma: a assinatura eletrônica gov.br (com validade jurídica pela Lei 14.063/2020), a Carteira de Documentos (CNH, CIN, título, cartão SUS), notificações, o 'Login com gov.br' para sites privados e APIs para estados e municípios. A Carteira de Identidade Nacional (Decreto 10.977/2022) adota o CPF como número único e emite credencial com QR Code, resolvendo a fragmentação histórica dos RGs estaduais.\n\nA importância é prática e estratégica: reduz fraude, elimina filas e papel, viabiliza auxílios emergenciais, e cria uma 'chave' confiável para o Pix, o Open Finance e o setor privado. Os riscos são concentração de dados biométricos, golpes de engenharia social e exclusão digital.","brazil":"Em dezembro de 2025 o gov.br somava cerca de 172 milhões de contas, das quais 77,8 milhões no nível ouro (alta de 142% desde 2022), e dava acesso a cerca de 4.600 serviços federais e 8.300 estaduais e municipais. Cerca de metade dos usuários ouro ativaram verificação em duas etapas, e o governo passou a exigir validação biométrica para operações sensíveis após ondas de golpes. A Carteira de Identidade Nacional já é emitida em todos os estados e permite elevar a conta ao nível ouro. No índice, o gov.br está ligado à Infraestrutura pública digital gov.br, ao Serpro / Nuvem de Governo, à Dataprev e à Casa da Moeda do Brasil, além da ANPD e da LGPD.\n\nO gov.br é hoje a maior identidade digital da América Latina e serve de base para o Meu INSS, a declaração do IR, o Enem, o Siga Antenado e para o 'Login com gov.br' em serviços privados. Os desafios são a resistência de alguns estados à CIN, a integração com identidade de empresas (e-CNPJ) e a proteção contra vazamentos e uso indevido de biometria.","international":"A Índia tem o maior sistema do mundo, o Aadhaar, com cerca de 1,4 bilhão de cadastros biométricos e autenticação paga por serviços públicos e privados; a Estônia foi pioneira em identidade com certificado e assinatura digital, base do X-Road; Singapura (Singpass), Dinamarca (MitID) e Coreia do Sul têm adoção quase universal. A União Europeia aprovou o eIDAS 2.0 (2024) e obriga cada país a oferecer uma Carteira Europeia de Identidade Digital até o fim de 2026, com credenciais verificáveis e aceitação obrigatória por grandes plataformas. Nos EUA não há identidade federal; estados emitem carteiras móveis (mDL) integradas a Apple e Google Wallet, e o Login.gov cobre serviços federais.\n\nA disputa técnica é entre modelos centralizados com biometria (Índia, Brasil) e modelos de credenciais descentralizadas e 'minimização de dados' (UE), além do papel das big techs como carteiras. Padrões como ISO 18013-5 (mDL), W3C Verifiable Credentials e OpenID4VC tendem a tornar as carteiras interoperáveis.","future":"No Brasil, as prioridades são universalizar a CIN, levar o gov.br a todos os serviços estaduais e municipais, oferecer credenciais verificáveis (provar idade sem revelar a data de nascimento) e integrar prova de vida, saúde (SUS) e educação. O 'Login com gov.br' pode se tornar a forma padrão de cadastro em fintechs e e-commerce, reduzindo fraude de identidade, o maior custo oculto do sistema financeiro.\n\nO que observar: regulação do uso de biometria pela ANPD, governança do acesso de empresas privadas à autenticação gov.br, resiliência operacional de Serpro e Dataprev, e acordos de reconhecimento mútuo com Mercosul e UE. O risco central é a centralização: uma única credencial para tudo é conveniente e, ao mesmo tempo, um ponto único de falha e de vigilância.","related_ids":[217,355,106,219,663,333,344,214,215],"sources":[{"title":"Contas Ouro no gov.br crescem 142% de 2022 a 2025 (Poder360, dez. 2025)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-governo/contas-ouro-no-gov-br-crescem-142-de-2022-a-2025/"},{"title":"Validação biométrica de conta ouro do gov.br dificulta golpes (Poder360)","url":"https://www.poder360.com.br/poder-governo/validacao-biometrica-de-conta-ouro-do-gov-br-dificulta-golpes/"},{"title":"Carteira de Identidade Nacional libera conta gov.br Ouro (Tecnoblog)","url":"https://tecnoblog.net/noticias/carteira-de-identidade-nacional-libera-conta-gov-br-ouro-reforca-governo/"},{"title":"Decreto 10.977/2022 — Carteira de Identidade Nacional","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/decreto/d10977.htm"},{"title":"Lei 14.063/2020 — assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14063.htm"}]},{"id":"tokenizacao-de-ativos","term":"Tokenização de ativos","aliases":["Tokenização de ativos","tokenização","ativos tokenizados"],"sectors":["fintech"],"definition":"Tokenização é a representação digital de um ativo (ou de direitos sobre ele) em um registro distribuído, de modo que sua propriedade possa ser transferida, fracionada e programada por contratos inteligentes. O 'token' é um registro criptograficamente assinado que aponta para um ativo subjacente: um título de dívida, uma cota de fundo, um recebível, um imóvel, um crédito de carbono, uma obra de arte ou a própria moeda (stablecoins e depósitos tokenizados). A tokenização não cria o ativo nem muda sua natureza jurídica, mas muda a infraestrutura de registro, custódia e liquidação.\n\nTecnicamente, há três decisões: a rede (pública como Ethereum e Solana, ou permissionada como Hyperledger Besu, Corda e redes de consórcios bancários), o padrão de token (ERC-20 para fungíveis, ERC-721/1155 para não fungíveis, ERC-3643 para valores mobiliários com restrições de transferência) e o vínculo legal entre token e ativo (quem custodia o lastro, o que acontece em caso de falência, como se aplica a lei de valores mobiliários). A liquidação 'atômica', em que entrega e pagamento ocorrem na mesma transação, é o principal ganho de eficiência, pois elimina o risco de contraparte e dias de espera.\n\nA promessa é reduzir custos de emissão e distribuição, abrir investimentos ilíquidos a pequenos investidores (fracionamento), operar 24/7 e automatizar eventos (juros, amortização, garantias). Os riscos são jurídicos (o token confere mesmo o direito?), operacionais (chaves, oráculos, contratos com bugs), de mercado (liquidez ilusória) e regulatórios (quando um token é valor mobiliário).\n\nA tokenização virou a ponte entre finanças tradicionais e cripto: grandes gestoras tokenizam fundos de títulos públicos, bancos testam depósitos tokenizados e bancos centrais discutem CBDCs de atacado para liquidar esses ativos.","brazil":"O Brasil tem um dos ecossistemas mais ativos de tokenização fora dos mercados centrais. A CVM admitiu em 2022 (Parecer de Orientação 40) que tokens podem ser valores mobiliários e, pela Resolução CVM 88, permitiu ofertas públicas de tokens de recebíveis e dívida via crowdfunding, mecanismo que movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão em 2024, segundo a autarquia; o sandbox da CVM abrigou plataformas de tokenização e negociação. A Lei 14.478/2022 criou o marco dos ativos virtuais e o Decreto 11.563/2023 designou o Banco Central do Brasil (BCB) como regulador das prestadoras de serviços (VASPs), cujas normas finais foram publicadas no fim de 2025, com entrada em vigor em 2026. Plataformas como Mercado Bitcoin, Liqi, Vórtx QR Tokenizadora e BTG (Mynt) tokenizam recebíveis do agronegócio, duplicatas, consórcios, precatórios e imóveis; a B3 e a Núclea desenvolvem infraestrutura de registro, e o Drex foi concebido como camada de liquidação para esses ativos.\n\nAlém do mercado de capitais, bancos como Itaú, Bradesco e Santander participaram dos pilotos do Drex com tokenização de títulos públicos e garantias, e as stablecoins em dólar (USDT, USDC) respondem pela maior parte do volume cripto no país, o que levou o BCB a regulá-las como operações de câmbio. O desafio é dar segurança jurídica e liquidez secundária a tokens que, hoje, são sobretudo instrumentos de captação primária.","international":"O mercado global de ativos do mundo real tokenizados (RWA) passou de dezenas de bilhões de dólares em 2025, puxado por fundos de títulos públicos americanos (BlackRock BUIDL, Franklin Templeton, Ondo), crédito privado e stablecoins, que somam mais de US$ 250 bilhões. Nos EUA, o GENIUS Act (2025) regulou stablecoins e a SEC flexibilizou a postura sobre cripto; a UE aplica o MiCA (2024–2025) e o regime-piloto de DLT; Singapura (Projeto Guardian), Hong Kong e Suíça (SIX Digital Exchange) lideram em infraestrutura regulada. O BIS, com o Projeto Agorá, testa depósitos tokenizados entre bancos centrais, e consultorias projetam trilhões de dólares em ativos tokenizados até 2030, projeções que devem ser lidas com cautela.\n\nA disputa estrutural é entre redes públicas (com liquidez global e risco de governança) e redes permissionadas de bancos (controladas, mas fragmentadas), e entre stablecoins privadas e moedas digitais públicas como camada de liquidação.","future":"No Brasil, 2026 é o ano de implementação da regulação de VASPs e stablecoins, o que deve profissionalizar custódia e distribuição. A integração entre tokens de recebíveis, registradoras, FIDCs e o Pix pode tornar o país um laboratório de crédito tokenizado para pequenas empresas e agronegócio. O destino do Drex, agora focado em garantias, definirá se haverá uma camada pública de liquidação.\n\nO que observar: ofertas de tokens sob a Resolução CVM 88 e eventual regime próprio de 'valores mobiliários digitais', a tokenização de títulos públicos (Tesouro) e de cotas de fundos, acordos de interoperabilidade entre redes, e incidentes de segurança. O risco é confundir inovação de registro com inovação de crédito: tokenizar não torna um mau recebível bom.","related_ids":[235,237,216,213,236,239,220],"sources":[{"title":"Lei 14.478/2022 — marco legal dos ativos virtuais","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14478.htm"},{"title":"Com R$ 1,3 bilhão em ativos, Brasil vira referência em tokenização (Money Times, mai. 2025)","url":"https://www.moneytimes.com.br/com-r-13-bilhao-em-ativos-brasil-vira-referencia-em-tokenizacao-jals/"},{"title":"Resolução CVM nº 88: o crescimento do mercado e os desafios da nova fase regulatória (Capital Aberto)","url":"https://capitalaberto.com.br/artigos/resolucao-cvm-88-mercado-regulacao/"},{"title":"Tokenização de ativos no mercado de capitais (Capital Aberto, set. 2025)","url":"https://www.capitalaberto.com.br/opiniao/artigos/2025/09/tokenizacao-a-funcional-convergencia-entre-inovacao-e-tradicao"},{"title":"Banco Central do Brasil — Drex","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/drex"}]},{"id":"banco-digital","term":"Banco digital","aliases":["Banco digital","banco digital","bancos digitais","neobank"],"sectors":["fintech"],"definition":"Banco digital (ou neobank) é uma instituição financeira que presta serviços bancários exclusivamente por canais digitais, sem rede de agências, com tecnologia própria construída 'do zero' em nuvem e um modelo de negócio centrado em aplicativo, baixo custo operacional e aquisição de clientes em escala. O termo abrange tanto bancos com licença plena (banco múltiplo ou comercial) quanto fintechs que operam com licenças mais leves, como instituição de pagamento (conta e cartão pré-pago), sociedade de crédito direto (empréstimos) e distribuição de investimentos, combinadas sob uma mesma marca.\n\nA arquitetura típica difere da dos bancos tradicionais: core bancário em microsserviços e nuvem pública (em vez de mainframes), processamento de cartões próprio ou via provedores modernos, onboarding com biometria e validação de identidade automatizada, análise de crédito com aprendizado de máquina sobre dados transacionais, e atendimento majoritariamente por chat. O custo de servir um cliente cai para uma fração do custo de um banco com agências, o que permite isenção de tarifas e produtos para segmentos antes excluídos.\n\nEconomicamente, bancos digitais ganham com intercâmbio de cartões, crédito (cartão rotativo, pessoal, consignado), tesouraria sobre depósitos e, cada vez mais, com investimentos, seguros e serviços para empresas. Seu desafio é converter uma base enorme de clientes de baixa renda em rentabilidade sustentável, e atravessar ciclos de inadimplência sem o colchão dos incumbentes.\n\nA importância está na inclusão financeira e na pressão competitiva: dezenas de milhões de pessoas abriram sua primeira conta ou obtiveram seu primeiro cartão em bancos digitais, e os bancos tradicionais tiveram de zerar tarifas e refazer seus aplicativos.","brazil":"O Brasil é o maior mercado de bancos digitais do mundo em número de clientes. O Nubank, fundado em 2013 por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible, atingiu cerca de 135 milhões de clientes na América Latina em 2026, dos quais 115 milhões no Brasil (mais de 60% da população adulta), tornou-se uma das instituições financeiras mais valiosas das Américas e recebeu, em janeiro de 2026, aprovação condicional para licença bancária nos EUA. Banco Inter (listado na Nasdaq), C6 Bank (com participação do JPMorgan), PicPay, Mercado Pago, Neon, Will Bank e os braços digitais dos incumbentes (Next/Bradesco, Iti/Itaú) completam o quadro. O crescimento foi viabilizado pelo Banco Central do Brasil (BCB): licenças proporcionais, Pix (que eliminou a vantagem da TED/DOC dos grandes), Open Finance, portabilidade de salário e a agenda de competição.\n\nOs bancos digitais brasileiros exportam o modelo (Nubank no México e na Colômbia; Ebanx e dLocal em pagamentos) e migram para licenças plenas. As críticas recorrentes envolvem concentração de crédito em cartão com juros altos, atendimento automatizado e o uso de contas digitais por golpistas. A regulação de 2025 sobre instituições de pagamento e a discussão sobre 'bancos sistemicamente importantes' entre os digitais indicam que a fase de licença leve está terminando.","international":"No mundo, os maiores neobanks são Nubank, Revolut (Reino Unido, mais de 50 milhões de clientes, licença bancária britânica obtida em 2024), WeBank e MYbank (China, ligados a Tencent e Ant), KakaoBank (Coreia), Chime (EUA, com IPO em 2025), Monzo e Starling (Reino Unido), N26 (Alemanha) e Tinkoff/T-Bank (Rússia). A rentabilidade variou: Nubank, Starling, KakaoBank e Revolut dão lucro; muitos neobanks europeus e americanos encolheram após 2022 com o fim do capital barato.\n\nA tendência é a convergência: neobanks pedem licenças bancárias plenas e expandem para crédito e investimentos; incumbentes lançam marcas digitais; e big techs (Apple, com cartão e conta de poupança; Alipay; WeChat) competem na camada de interface. Reguladores discutem capital, liquidez e risco de corrida digital, após a quebra do Silicon Valley Bank em 2023 ter mostrado a velocidade de saques por aplicativo.","future":"No Brasil, os bancos digitais devem avançar para crédito garantido (imobiliário, consignado, veículos), empresas (PMEs, folha, cobrança), investimentos e seguros, com uso intensivo de IA no atendimento e na análise de risco, e para o exterior. A pergunta é se continuarão a ganhar participação ou se os incumbentes, com Pix e apps renovados, estabilizaram a disputa.\n\nO que observar: rentabilidade do crédito em ciclo de juros altos, exigências prudenciais crescentes (inclusive para instituições de pagamento), efeitos do Open Finance na portabilidade de clientes, fraudes e proteção do consumidor, e a eventual licença bancária plena do Nubank nos EUA. O risco sistêmico de um banco digital com mais de 100 milhões de clientes é uma novidade para o regulador.","related_ids":[220,221,222,225,226,227,234,213,214,215],"sources":[{"title":"Nubank chega a 135 milhões de clientes aos 13 anos (Let's Money, 2026)","url":"https://www.letsmoney.com.br/noticias/nubank-13-anos-135-milhoes-clientes/"},{"title":"Nubank chega a 131 milhões de clientes (Mobile Time, fev. 2026)","url":"https://www.mobiletime.com.br/noticias/25/02/2026/nubank-131-mi-clientes/"},{"title":"Nubank anuncia investimento de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026 (Let's Money)","url":"https://www.letsmoney.com.br/fintech/nubank-investimento-45-bilhoes-brasil-2026/"},{"title":"Banco Central do Brasil — Fintechs","url":"https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/fintechs"},{"title":"Nu Holdings — Relações com Investidores","url":"https://investors.nu/"}]},{"id":"5g","term":"5G","aliases":["5G"],"sectors":["telecom"],"definition":"5G é a quinta geração de redes móveis, padronizada pelo 3GPP a partir do Release 15 (2018) e reconhecida pela UIT como IMT-2020. Em relação ao 4G/LTE, traz três famílias de capacidade: banda larga móvel aprimorada (eMBB), com velocidades de pico de vários gigabits por segundo; comunicações ultraconfiáveis de baixa latência (URLLC), com latência de poucos milissegundos para automação industrial, veículos e cirurgia remota; e internet das coisas massiva (mMTC), para milhões de sensores por quilômetro quadrado com baixo consumo de energia.\n\nTecnicamente, o 5G combina novas faixas de espectro (abaixo de 1 GHz para cobertura, faixas médias como 3,5 GHz para capacidade e ondas milimétricas como 26 GHz para altíssima velocidade localizada), antenas Massive MIMO com formação de feixe, uma nova interface de rádio (5G NR) e um núcleo de rede nativo em nuvem, baseado em serviços e virtualização. Há dois modos de implantação: non-standalone (NSA), em que o rádio 5G se apoia no núcleo 4G, e standalone (SA), com núcleo 5G próprio, necessário para latência baixa, fatiamento de rede (network slicing) e redes privadas industriais.\n\nO 5G importa menos pelo celular e mais pela indústria: redes privadas em fábricas, portos, minas e campos agrícolas, veículos conectados, cidades e acesso fixo sem fio (FWA) onde a fibra não chega. Ele é também a base sobre a qual se constroem a computação de borda, o Open RAN e, no futuro, o 6G.\n\nOs custos são altos (densificação de antenas, fibra para backhaul, espectro) e a monetização tem sido lenta no mundo todo, o que transformou o 5G em debate de política industrial: quem fornece os equipamentos, com que fontes de financiamento e que obrigações de cobertura.","brazil":"O leilão do 5G, realizado pela Anatel em novembro de 2021, foi o maior da história das telecomunicações brasileiras: cerca de R$ 47 bilhões entre ofertas e compromissos, nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, com modelo 'não arrecadatório' que converteu a maior parte do valor em obrigações: cobertura 5G em todas as capitais até julho de 2022 e em municípios com mais de 30 mil habitantes até 2029, fibra para localidades sem backhaul, conectividade de escolas públicas (via a entidade EACE), redes na Amazônia (programa Norte Conectado) e a limpeza da faixa de 3,5 GHz com a distribuição de kits de TV digital pela entidade Siga Antenado. Vencedores incluíram Vivo, Claro, TIM, Brisanet, Algar, Sercomtel e a Winity (operadora atacadista em 700 MHz). O 5G SA começou em Brasília em 6 de julho de 2022.\n\nA base de acessos 5G superou 57,8 milhões de usuários no fim de 2025 (alta de mais de 33% no ano), e a Vivo cobria 905 cidades em maio de 2026; o 5G já responde por quase metade do tráfego de dados móveis das grandes operadoras. A política de 5G (Portaria MCom de 2021) incentivou redes abertas, e o CPqD, o Inatel e a RNP tocam programas de Open RAN e 6G. No índice, veja Anatel, Leilão do 5G e política de Open RAN, Vivo, Claro, TIM, CPqD e a Lei Geral de Antenas, cujo entrave municipal ainda atrasa a densificação.","international":"China e Coreia do Sul lideram em adoção: a China tem mais de 4 milhões de estações 5G e mais de um bilhão de assinaturas, com Huawei e ZTE como fornecedores dominantes; os EUA apostaram em faixa média (C-band) após leilões de mais de US$ 80 bilhões e em FWA; a Europa ficou atrás em cobertura SA e debate consolidação de operadoras. Globalmente, a GSMA estima mais de 2 bilhões de conexões 5G em 2025, cerca de um quarto do total. A geopolítica dividiu o mercado de equipamentos: EUA, Reino Unido, Japão, Austrália e parte da UE restringiram Huawei e ZTE, concentrando o fornecimento em Ericsson, Nokia e Samsung, enquanto Brasil, Índia (parcialmente) e a maior parte do Sul Global mantiveram fornecedores chineses.\n\nO 3GPP evoluiu para o 5G-Advanced (Release 18, 2024) e já define o 6G, previsto para padronização por volta de 2028–2030, com foco em IA nativa, sensoriamento e integração com satélites (NTN).","future":"No Brasil, a agenda até 2029 é cumprir as obrigações de cobertura em cidades médias e pequenas, resolver o licenciamento municipal de antenas, expandir redes privadas 5G na indústria e no agronegócio, e definir o uso de novas faixas (como 4,8 GHz e ondas milimétricas) e a convergência com satélites de órbita baixa e direct-to-cell. O financiamento via Fust e a política de Open RAN são variáveis de política industrial.\n\nO que observar: ritmo do 5G SA e do fatiamento de rede, casos industriais reais, consolidação de operadoras regionais, a entrada de satélites como 'quarta operadora' e a preparação do Brasil para o 6G (programa Brasil 6G). O risco é um 5G que replica o 4G com mais velocidade, sem os ganhos industriais que justificaram o investimento.","related_ids":[241,250,245,246,247,243,265,363,262],"sources":[{"title":"Anatel — 5G (página oficial)","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/5G"},{"title":"Telesíntese — base de acessos 5G supera 57,8 milhões de usuários em 2025 (fev. 2026)","url":"https://www.telesintese.com.br/?s=acessos+5G"},{"title":"Teletime — cobertura de notícias sobre 5G","url":"https://teletime.com.br/tag/5g/"},{"title":"OpenRAN@Brasil (MCTI/RNP)","url":"https://openranbrasil.org.br/"},{"title":"Lei 13.116/2015 — Lei Geral de Antenas","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13116.htm"}]},{"id":"open-ran","term":"Open RAN","aliases":["Open RAN","O-RAN","redes abertas"],"sectors":["telecom","policy"],"definition":"Open RAN (Open Radio Access Network) é uma arquitetura de rede de acesso móvel em que as interfaces entre os componentes da estação rádio base são abertas e padronizadas, permitindo combinar hardware e software de fornecedores diferentes. Em uma rede tradicional, antena, unidade de rádio e processamento em banda base vêm integrados de um único fabricante (Ericsson, Nokia, Huawei, ZTE, Samsung), com interfaces proprietárias. No Open RAN, a rede é desagregada em unidade de rádio (O-RU), unidade distribuída (O-DU) e unidade centralizada (O-CU), ligadas por interfaces abertas, como o Open Fronthaul (7.2x), e o software roda em servidores de uso geral, virtualizado ou em contêineres.\n\nA O-RAN Alliance, criada em 2018 por operadoras (AT&T, China Mobile, Deutsche Telekom, NTT Docomo, Orange), define as especificações. Um elemento central é o RIC (RAN Intelligent Controller), que permite aplicações de otimização (xApps em tempo quase real, rApps em tempo não real) de terceiros, abrindo caminho para uso de IA na gestão do rádio. Também se fala de 'vRAN' (RAN virtualizada), que pode existir sem interfaces abertas; e de 'single-vendor Open RAN', em que um fabricante entrega tudo, mas com interfaces compatíveis.\n\nA motivação é econômica e geopolítica: reduzir a dependência de um oligopólio de fornecedores (agravada pelas restrições a Huawei e ZTE), estimular entrantes (Mavenir, Rakuten Symphony, Parallel Wireless, NEC, Fujitsu, Dell, Intel) e acelerar a inovação por software. As críticas apontam complexidade de integração, consumo de energia de servidores genéricos, maturidade inferior em Massive MIMO e dificuldade de atribuir responsabilidade quando algo falha.\n\nPara países sem fabricantes de telecom, o Open RAN é visto como chance de entrar na cadeia por meio de software, rádios e integração de sistemas.","brazil":"O Brasil adotou o Open RAN como política de Estado. A política de 5G de 2021 e o edital do leilão trataram redes abertas como prioridade, e o MCTI financia, com recursos da Lei de Informática, o programa OpenRAN@Brasil, executado pela RNP com CPqD, Inatel e universidades: um testbed nacional distribuído em 'ilhas' (incluindo UFRN no Nordeste), chamadas públicas para parcerias, cursos sobre xApps e, em 2026, um protótipo nacional de unidade de rádio aberta (O-RU) que superou 1,5 Gbps em testes e foi exibido na Futurecom. O CPqD firmou parcerias internacionais, inclusive com o Japão, e o programa Brasil 6G articula pesquisa de longo prazo. A Anatel acompanha a agenda, e a cooperação Brasil–Índia incluiu Open RAN em 2026.\n\nComercialmente, a adoção pelas grandes operadoras ainda é limitada a testes e redes privadas; o mercado de equipamentos continua dominado por Ericsson, Nokia e Huawei. No índice, veja CPqD, Leilão do 5G e política de Open RAN, Anatel, MCTI e as operadoras Vivo, TIM Brasil e Claro / Embratel.","international":"Os casos emblemáticos são a Rakuten Mobile (Japão), primeira rede nacional totalmente Open RAN e virtualizada, a DISH/EchoStar (Boost Mobile) nos EUA, e o contrato de US$ 14 bilhões da AT&T com a Ericsson (2023) para que 70% do tráfego passe por equipamentos 'open-capable' até 2026, que críticos consideram Open RAN de fornecedor único. Vodafone, Deutsche Telekom e Telefónica mantêm implantações seletivas na Europa; o governo dos EUA criou um fundo de US$ 1,5 bilhão (Wireless Innovation Fund) para acelerar o ecossistema, e Japão, Reino Unido e Índia têm programas próprios. A consultoria Dell'Oro estima que o Open RAN ainda representa parcela pequena do mercado de RAN e deve levar anos para acelerar.\n\nA geopolítica é decisiva: o Open RAN é promovido por EUA, Japão e Europa como alternativa a fornecedores chineses, e a China avança com sua própria versão de redes abertas dentro de seus fornecedores.","future":"A tendência é que o Open RAN se consolide primeiro em redes privadas, operadoras entrantes e áreas rurais, e em 'brownfield' com fornecedores tradicionais oferecendo interfaces abertas. O 6G nasce com virtualização e IA nativas, o que favorece a arquitetura aberta no longo prazo.\n\nPara o Brasil, as decisões são: manter o financiamento público ao testbed e ao protótipo nacional, criar demanda (compras públicas, redes privadas, obrigações em novos leilões) e definir se há ambição industrial (fabricar rádios e integrar sistemas) ou apenas de pesquisa. O que observar: adoção em redes comerciais, maturidade de Massive MIMO aberto, consumo energético e a efetiva diversificação de fornecedores. O risco é investir em uma tecnologia que o mercado global não adote em escala.","related_ids":[243,250,241,321,245,247,246,339,439],"sources":[{"title":"OpenRAN@Brasil — programa MCTI/RNP (site oficial)","url":"https://openranbrasil.org.br/"},{"title":"Teletime — notícias sobre Open RAN (protótipo brasileiro supera 1,5 Gbps, jul. 2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/open-ran/"},{"title":"O-RAN Alliance (especificações)","url":"https://www.o-ran.org/"},{"title":"CPqD","url":"https://www.cpqd.com.br/"},{"title":"Anatel — 5G","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/5G"}]},{"id":"data-center","term":"Data center","aliases":["Data center","data center","data centers","datacenter","centro de dados"],"sectors":["telecom","ai","energy"],"definition":"Data center (centro de dados) é a instalação física que abriga servidores, equipamentos de armazenamento e de rede, com infraestrutura dedicada de energia, refrigeração, segurança e conectividade. É a camada material da nuvem, da internet e da inteligência artificial: toda aplicação digital roda em algum data center. Eles se classificam por função (corporativos, de colocation, em que o operador aluga espaço, energia e conectividade a vários clientes, e hyperscale, construídos por ou para gigantes de nuvem), por porte (medido em megawatts de capacidade elétrica de TI, não em metros quadrados) e por resiliência (os níveis Tier I a IV do Uptime Institute, que definem redundância de energia e refrigeração).\n\nOs indicadores centrais são a potência (MW), a eficiência energética (PUE, razão entre energia total e energia de TI; os melhores ficam perto de 1,1), o consumo de água (WUE), a densidade por rack (kW) e a latência até os usuários e as redes. A IA mudou o projeto: racks com GPUs consomem 50 a 150 kW, exigem refrigeração líquida e levam a campi de centenas de megawatts ou gigawatts, com acesso a energia firme e limpa como principal restrição.\n\nA localização segue três fatores: energia (abundante, barata e preferencialmente renovável), conectividade (proximidade de pontos de troca de tráfego e cabos submarinos) e demanda (usuários e empresas). Por isso surgem polos: Virgínia do Norte, Frankfurt, Singapura, e no Brasil a região metropolitana de São Paulo, com polos emergentes no Ceará e no Rio Grande do Sul.\n\nData centers importam como infraestrutura crítica (segurança nacional, continuidade de serviços), como vetor de investimento (bilhões em capex) e como questão ambiental e energética (demanda elétrica, água, licenciamento), o que os coloca no centro das políticas industriais atuais.","brazil":"O Brasil é o maior mercado de data centers da América Latina, concentrado em São Paulo (Barueri, Santana de Parnaíba, Tamboré, Campinas, Vinhedo) e com polos em Rio de Janeiro, Fortaleza (porta dos cabos submarinos), Porto Alegre e Brasília. Os principais operadores do índice são Scala Data Centers (grupo DigitalBridge), Ascenty (Digital Realty/Brookfield), Equinix Brasil, Odata (Aligned), Elea Data Centers, Takoda e Tecto, além das regiões de nuvem de AWS, Microsoft, Google e Oracle. Projetos de grande porte anunciados em 2025–2026 incluem o campus de IA da Scala em Eldorado do Sul (RS), com planos de gigawatts, e o data center do TikTok com a Casa dos Ventos no Ceará (Omnia), ambos atrelados a energia renovável. Em 2026, Elea anunciou um data center para IA em Belém e RNP, V.tal e Tecto lançaram o Centro Nacional de Dados do Ceará.\n\nA política pública se materializou no Redata: proposto pela MP 1.318/2025, que caducou, e sancionado como Lei 15.504 em setembro de 2026, suspende PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação sobre equipamentos, com contrapartidas de energia renovável, eficiência hídrica, investimento em P&D e reserva de capacidade para o mercado interno. A regulamentação, a redução do ICMS pelos estados (Confaz) e a Política Nacional de Data Centers do MCom são os passos seguintes. O Brasil oferece matriz elétrica majoritariamente renovável e localização estratégica entre as Américas, a Europa e a África, mas enfrenta custo de capital alto, tributação de equipamentos e gargalos de transmissão.","international":"Os EUA concentram cerca de 40% da capacidade global, com a Virgínia do Norte como maior polo do mundo; seguem China, Europa (Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris, Dublin) e Ásia-Pacífico (Singapura, Tóquio, Sydney, Índia). A corrida da IA elevou o capex combinado das grandes empresas de nuvem a centenas de bilhões de dólares por ano em 2025–2026, com projetos como o Stargate (OpenAI, Oracle, SoftBank), campi de gigawatts e contratos de energia nuclear e geotérmica. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo elétrico de data centers pode mais que dobrar até 2030, chegando a cerca de 3% da eletricidade mundial.\n\nGovernos disputam esses investimentos com incentivos fiscais, energia e licenciamento rápido (Emirados, Arábia Saudita, Índia, Malásia), enquanto Irlanda, Holanda e Singapura impuseram moratórias por falta de energia. A soberania de dados (onde ficam os dados e sob que lei) e a localização de capacidade de IA tornaram-se temas de segurança nacional.","future":"O Brasil tem uma janela: energia renovável barata, demanda doméstica crescente e o Redata. Para capturá-la precisa regulamentar a lei, alinhar o ICMS, acelerar conexões à rede de transmissão e garantir que parte da capacidade sirva a empresas e ao setor público brasileiros, não só à exportação de processamento. Polos fora de São Paulo (Nordeste, Sul, Norte) dependem de fibra e de cabos submarinos.\n\nO que observar: anúncios efetivamente convertidos em obras, a regulamentação do Redata e da Política Nacional de Data Centers, a disponibilidade de GPUs e de energia firme, licenciamento ambiental e uso de água, e a relação com nuvem soberana e IA. Os riscos são bolha de anúncios, pressão sobre o sistema elétrico e a reprodução, no Brasil, da dependência tecnológica em escala maior.","related_ids":[251,252,253,254,255,256,257,259,260,350],"sources":[{"title":"Medida Provisória 1.318/2025 — Redata (texto, Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/Mpv/mpv1318.htm"},{"title":"Convergência Digital — cobertura do Redata e da Lei 15.504/2026","url":"https://www.convergenciadigital.com.br/tag/redata"},{"title":"Teletime — notícias sobre o Redata (Senado aprova; governo sanciona, set. 2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/redata/"},{"title":"Teletime — notícias sobre data centers no Brasil","url":"https://teletime.com.br/tag/data-center/"},{"title":"IEA — Energy and AI (relatório)","url":"https://www.iea.org/reports/energy-and-ai"}]},{"id":"hyperscaler","term":"Hyperscaler","aliases":["Hyperscaler","hyperscaler","hyperscalers","nuvem pública"],"sectors":["telecom","ai"],"definition":"Hyperscaler é o termo usado para as poucas empresas que operam infraestrutura de computação em nuvem em escala global, com dezenas de regiões e centenas de data centers padronizados, capazes de adicionar capacidade de forma quase ilimitada e elástica. O grupo central é formado por Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud, seguidos por Alibaba Cloud, Oracle Cloud, Huawei Cloud, Tencent Cloud e IBM; Meta e Apple são hyperscalers em infraestrutura própria, mas não vendem nuvem pública.\n\nA nuvem pública oferece recursos de computação, armazenamento, rede, bancos de dados, análise de dados e, cada vez mais, modelos de IA como serviço, cobrados por uso. Tecnicamente, os hyperscalers se distinguem por projetar seus próprios data centers, servidores e até chips (Graviton e Trainium na AWS, TPU no Google, Maia e Cobalt na Microsoft), por redes privadas globais de fibra e cabos submarinos próprios, e por software de orquestração que trata milhões de máquinas como um só computador. Suas 'regiões' são conjuntos de data centers independentes (zonas de disponibilidade) em uma área geográfica, o que permite a clientes manter dados em um país específico.\n\nEles importam porque se tornaram a camada básica da economia digital: startups, governos e grandes empresas rodam sobre eles, e a IA generativa aprofundou a dependência, já que treinar e servir modelos exige a escala de GPUs que só eles (e poucos 'neoclouds' como CoreWeave) possuem. Isso levanta questões de concorrência (custos de saída, pacotes de licenças), soberania (jurisdição dos dados, CLOUD Act americano), resiliência (falhas de uma região afetam milhares de serviços) e energia.\n\nO modelo econômico se baseia em escala e margens altas, financiando investimentos anuais de dezenas de bilhões de dólares por empresa em data centers e chips.","brazil":"Todos os grandes hyperscalers têm regiões de nuvem no Brasil, concentradas em São Paulo: a AWS inaugurou a região sa-east-1 em 2011; a Microsoft a Brazil South em 2014 (e uma região secundária no Rio); o Google Cloud chegou em 2017; a Oracle abriu São Paulo (2019) e Vinhedo (2020); a Huawei Cloud opera desde 2019, e a IBM e a Alibaba têm presença menor. A onda de IA trouxe anúncios bilionários: a AWS prometeu R$ 10,1 bilhões até 2034, a Microsoft R$ 14,7 bilhões em três anos (2024) para infraestrutura e capacitação, e o Google Cloud anunciou que dobrará sua capacidade no país até 2030. Esses investimentos se apoiam em operadores de colocation como Scala, Ascenty, Odata e Equinix, e foram estimulados pelo Redata (Lei 15.504/2026). Um estudo da Telecom Advisory Services estimou em US$ 92 bilhões o impacto econômico de nuvem e IA no Brasil, 38% do total latino-americano.\n\nO setor público brasileiro usa nuvem pública por meio de contratos multicloud intermediados por Serpro e Dataprev, e discute uma 'nuvem soberana' para dados sensíveis. No índice, veja Regiões de nuvem AWS / Microsoft / Google / Oracle, Amazon Web Services Brasil, Microsoft Brasil, Google Brasil, Serpro / Nuvem de Governo e Redata.","international":"AWS, Azure e Google Cloud detêm cerca de dois terços do mercado global de infraestrutura de nuvem, estimado em bem mais de US$ 300 bilhões por ano, com crescimento de dois dígitos puxado por IA; Alibaba lidera na China, e Oracle cresceu com contratos de IA. O capex somado das big techs americanas em 2025–2026 superou US$ 400 bilhões anuais, direcionado a GPUs da NVIDIA, chips próprios e campi de gigawatts. A Europa reage com iniciativas de soberania (Gaia-X, EUCS, 'nuvens soberanas' das próprias AWS e Microsoft operadas localmente), e a China constrói um ecossistema paralelo.\n\nReguladores de concorrência (CMA britânica, Comissão Europeia, FTC americana) investigam práticas de licenciamento, taxas de egresso e exclusividades; a UE adotou o Data Act, que facilita a troca de provedor. A geopolítica dos chips e dos cabos submarinos passa cada vez mais pelos hyperscalers.","future":"A dependência dos hyperscalers tende a crescer com a IA, o que torna a política brasileira uma questão de termos de troca: atrair investimento e capacidade de IA ao país, exigir contrapartidas (capacidade local, P&D, energia limpa), proteger dados públicos e manter alternativas (provedores nacionais, nuvem de governo, software livre) para evitar aprisionamento.\n\nO que observar: conversão dos anúncios em capacidade real de GPUs no Brasil, regras de soberania e localização de dados, a regulamentação do Redata, disputas antitruste e o papel dos 'neoclouds' e operadores nacionais. O risco é o Brasil se tornar apenas um local barato de energia para processar dados de terceiros, sem desenvolver capacidade própria.","related_ids":[260,115,114,113,116,106,350,251,252,253],"sources":[{"title":"Teletime — Google Cloud dobrará capacidade de nuvem no Brasil até 2030 (set. 2026) e cobertura de nuvem","url":"https://teletime.com.br/tag/nuvem/"},{"title":"Convergência Digital — Redata e data centers","url":"https://www.convergenciadigital.com.br/tag/redata"},{"title":"AWS — Regiões e infraestrutura global","url":"https://aws.amazon.com/pt/about-aws/global-infrastructure/"},{"title":"Microsoft Brasil — notícias oficiais","url":"https://news.microsoft.com/pt-br/"},{"title":"Synergy Research Group — participação de mercado em nuvem","url":"https://www.srgresearch.com/"}]},{"id":"ixp","term":"Ponto de troca de tráfego (IXP)","aliases":["Ponto de troca de tráfego (IXP)","IXP","IX.br","ponto de troca de tráfego","PTT"],"sectors":["telecom"],"definition":"Ponto de troca de tráfego (IXP, Internet Exchange Point; no Brasil, PTT) é uma infraestrutura física neutra onde redes autônomas (provedores de acesso, operadoras, redes de distribuição de conteúdo, universidades, empresas) se interconectam diretamente para trocar tráfego de internet, em vez de encaminhá-lo por um provedor de trânsito pago. Tecnicamente, é uma grande rede local Ethernet de alta capacidade, distribuída em um ou mais data centers de uma região metropolitana, à qual cada participante conecta seu roteador e anuncia suas rotas via BGP, bilateralmente ou por meio de route servers.\n\nA economia é simples: ao 'fazer peering' em um IXP, um provedor regional alcança centenas de outras redes e os grandes conteúdos (Google, Meta, Netflix, Akamai, Cloudflare), que instalam servidores de cache no mesmo local, pagando apenas a porta e o circuito até o ponto. Isso reduz custo, latência (o tráfego não precisa ir a outro país ou estado) e dependência de poucos operadores de backbone, e aumenta a resiliência: se um trânsito internacional cai, o tráfego doméstico continua.\n\nIXPs são por isso considerados infraestrutura crítica da internet. Sua governança varia: há modelos associativos sem fins lucrativos (AMS-IX, LINX), comerciais (DE-CIX, Equinix) e públicos ou semipúblicos, como o IX.br, mantido pelo NIC.br sob diretrizes do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), gratuito para os participantes e financiado pelo registro de domínios .br.\n\nQuanto mais participantes e tráfego, mais valioso o ponto, o que gera efeitos de rede e concentração em algumas metrópoles; a estratégia de levar IXPs ao interior visa manter o tráfego local e barateá-lo.","brazil":"O IX.br, criado como PTTMetro em 2004 e operado pelo NIC.br, é o maior conjunto de pontos de troca de tráfego do mundo. O ponto de São Paulo é o maior IXP do planeta em número de participantes (mais de 2.400 sistemas autônomos) e um dos maiores em tráfego, com picos acima de 20 Tbps; o agregado nacional superou 31 Tbps em 2023 e continuou a crescer, com Rio de Janeiro e Fortaleza em torno de 4 Tbps cada. Em 2026, com a inauguração do 40º ponto, no Amapá, o IX.br passou a estar presente em todos os estados. Essa infraestrutura explica, em parte, por que o Brasil tem milhares de pequenos provedores de banda larga competitivos: eles alcançam o conteúdo global diretamente nos PTTs.\n\nO IX.br se integra ao hub de cabos submarinos de Fortaleza e aos data centers de São Paulo (Equinix, Ascenty, Scala e outros abrigam seus pontos de presença). No índice, veja CGI.br / NIC.br / IX.br, EllaLink e o hub de cabos de Fortaleza, V.tal e as operadoras Vivo e Claro / Embratel. O modelo gratuito e neutro é frequentemente citado como exemplo de governança multissetorial da internet brasileira.","international":"Os maiores IXPs do mundo são o IX.br São Paulo, o DE-CIX Frankfurt (com picos acima de 17–20 Tbps), o AMS-IX (Amsterdã) e o LINX (Londres), seguidos por pontos em Moscou, Paris, Hong Kong, Singapura e Tóquio; a Euro-IX e a PCH mantêm bases de dados do setor, com mais de 700 IXPs ativos. A tendência é a expansão para o Sul Global (África, Sudeste Asiático, América Latina), onde a falta de IXPs ainda faz o tráfego doméstico transitar por Europa ou EUA, e a transformação de operadores de IXP em plataformas de interconexão com nuvens (DE-CIX, Equinix).\n\nA geopolítica aparece na soberania do tráfego: países buscam manter dados domésticos dentro de suas fronteiras e reduzir dependência de poucos cabos e provedores de trânsito.","future":"Para o Brasil, o desafio é escalar: portas de 400 Gbps e 800 Gbps, mais pontos no interior, interligação entre PTTs regionais, segurança de roteamento (RPKI, MANRS) e resiliência física dos data centers que abrigam o IX.br. A chegada de data centers de IA no Nordeste e no Sul deve deslocar parte do tráfego para fora de São Paulo.\n\nO que observar: crescimento de tráfego e participantes, a integração com nuvens e CDNs, a sustentabilidade do financiamento pelo .br e debates sobre neutralidade e governança do CGI.br. O risco é a concentração em poucos data centers de São Paulo e a eventual pressão para comercializar um serviço que hoje é bem público.","related_ids":[263,261,245,246,249,251,253,343],"sources":[{"title":"IX.br — site oficial (NIC.br)","url":"https://ix.br/"},{"title":"IX.br — estatísticas de tráfego agregado de São Paulo","url":"https://ix.br/trafego/agregado/sp"},{"title":"IX.br — Wikipedia (en), com histórico e números de tráfego","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/IX.br"},{"title":"NIC.br — Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR","url":"https://www.nic.br/"},{"title":"CGI.br — Comitê Gestor da Internet no Brasil","url":"https://cgi.br/"}]},{"id":"cabo-submarino","term":"Cabo submarino","aliases":["Cabo submarino","cabo submarino","cabos submarinos"],"sectors":["telecom","defense"],"definition":"Cabos submarinos de fibra óptica são a espinha dorsal da internet global: cerca de 99% do tráfego intercontinental de dados passa por eles, e não por satélites. Um cabo moderno tem poucos centímetros de diâmetro, contém de 8 a 24 pares de fibra protegidos por aço, cobre e polietileno, e é alimentado eletricamente a partir das estações terrestres para energizar os repetidores ópticos instalados a cada 60–100 km. Com multiplexação por divisão de comprimento de onda e tecnologias como space-division multiplexing, um único sistema transatlântico transporta hoje centenas de terabits por segundo.\n\nO ciclo de um cabo envolve estudo de rota (evitando falhas geológicas, zonas de pesca e ancoragem), autorizações em cada jurisdição atravessada, fabricação (poucos fornecedores: SubCom, ASN, NEC, HMN Tech), lançamento por navios especializados, estações de aterramento (landing stations) e operação por 20–25 anos. Os consórcios tradicionais de operadoras foram substituídos, em grande parte, pelas big techs: Google, Meta, Microsoft e Amazon financiam ou possuem a maioria dos novos cabos, para conectar seus data centers.\n\nA geografia dos cabos define a geografia digital: cidades com muitas estações de aterramento (Marselha, Singapura, Fortaleza) atraem data centers e IXPs, e países com poucas rotas ficam vulneráveis a cortes. Rupturas por âncoras, pesca e terremotos são comuns (cerca de 150–200 por ano) e são reparadas por uma frota global pequena de navios; sabotagem e espionagem tornaram-se preocupação de segurança nacional, com casos no Mar Báltico, no Mar Vermelho e em torno de Taiwan.\n\nA regulação envolve direito do mar (UNCLOS), licenciamento ambiental e de telecomunicações, e cada vez mais política de segurança e controle de fornecedores.","brazil":"O Brasil é o principal ponto de aterramento da América do Sul. Fortaleza (Praia do Futuro) é um dos maiores hubs de cabos do mundo, com mais de uma dezena de sistemas, entre eles o EllaLink (Fortaleza–Sines, Portugal, inaugurado em 2021, primeira ligação direta de alta capacidade entre América do Sul e Europa), o Monet e o SACS (Angola Cables, para os EUA e para a África), o Malbec (Meta/GlobeNet) e cabos de Google e operadoras; Rio de Janeiro, Santos/Praia Grande e Salvador completam a costa. Em 2026, a V.tal anunciou o cabo Synapse entre Brasil e EUA, com possíveis ramificações para seis cidades brasileiras; o EllaLink iniciou a instalação de um ramo para a Guiana Francesa; a Angola Cables modernizou Monet e SACS; e a Padtec, fabricante brasileira de equipamentos ópticos, adquiriu a LEV Brasil e criou uma divisão de infraestrutura submarina.\n\nO governo trata o tema como política: o Ministério das Comunicações prepara uma política nacional de cabos submarinos (inclusive cabos ao longo da costa brasileira, para reduzir dependência de rotas terrestres), há projeto de lei específico no Congresso e a Anatel abriu tomada de subsídios em 2026 sobre a regulação. No índice, veja EllaLink e o hub de cabos de Fortaleza, V.tal, Padtec, Telebras, Claro / Embratel e Vivo.","international":"Há cerca de 600 cabos ativos ou planejados, somando mais de 1,5 milhão de quilômetros. A Google opera dezenas de cabos próprios (como Firmina, que liga EUA, Brasil, Uruguai e Argentina); a Meta anunciou em 2025 o Waterworth, com 50 mil km ligando EUA, Brasil, Índia, África do Sul e Austrália, o mais longo do mundo; o 2Africa (Meta e operadoras) circunda a África. A disputa EUA–China transferiu rotas e fornecedores: cabos ligados à HMN Tech foram vetados em projetos transpacíficos, e os EUA criaram regras para licenciar aterramentos com base em segurança.\n\nA resiliência virou prioridade: a UE lançou um plano de ação para cabos (2025), a OTAN monitora o Báltico e o Comitê Internacional de Proteção de Cabos publicou diretrizes sobre concentração geográfica e risco sistêmico. A escassez de navios de reparo e de fabricantes é um gargalo global.","future":"Para o Brasil, os eixos são: diversificar rotas (mais cabos para a Europa, a África e a costa oeste da América do Sul), criar cabos costeiros nacionais, transformar Fortaleza e outras cidades em polos de data centers e integrar os cabos aos projetos de IA e nuvem. A combinação de aterramentos, energia renovável e Redata pode fazer do Nordeste um hub digital atlântico.\n\nO que observar: a política nacional de cabos e o PL no Congresso, regulação da Anatel, novos sistemas de Google, Meta e V.tal, a presença de fornecedores chineses em cabos que aterram no Brasil, e a capacidade de reparo regional. Os riscos são concentração em Fortaleza, interferência geopolítica em projetos e licenciamento lento.","related_ids":[261,249,245,246,210,263,242,251,363],"sources":[{"title":"EllaLink — site oficial","url":"https://ella.link/"},{"title":"Teletime — notícias sobre cabos submarinos (Synapse, EllaLink, política nacional, 2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/cabos-submarinos/"},{"title":"TeleGeography — Submarine Cable Map","url":"https://www.submarinecablemap.com/"},{"title":"International Cable Protection Committee (ICPC)","url":"https://www.iscpc.org/"},{"title":"Anatel — Agência Nacional de Telecomunicações","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br"}]},{"id":"rede-neutra-de-fibra","term":"Rede neutra de fibra","aliases":["Rede neutra de fibra","fibra neutra","rede neutra","open access"],"sectors":["telecom"],"definition":"Rede neutra de fibra é um modelo de negócio em que uma empresa constrói e opera a infraestrutura de fibra óptica até residências e empresas (FTTH, fiber to the home) e a aluga, em condições não discriminatórias, a múltiplos provedores de serviço que competem pelo cliente final. A operadora de rede neutra (também chamada de atacadista ou 'wholesale-only') não vende internet ao consumidor: fornece acesso passivo (fibra apagada, dutos, postes) ou ativo (porta de rede com capacidade), e os provedores cuidam de marca, vendas, atendimento e cobrança.\n\nTecnicamente, uma rede FTTH usa arquitetura PON (passive optical network), em que uma fibra do nó central é dividida por divisores ópticos para dezenas de casas; os padrões GPON (2,5 Gbps) e XGS-PON (10 Gbps simétricos) coexistem, e a migração para 25G/50G-PON está em curso. O indicador básico é o número de 'homes passed' (domicílios alcançáveis) e a taxa de penetração (homes connected). A rede neutra racionaliza esse investimento: em vez de três operadoras passarem cabos pelos mesmos postes, uma constrói e todas usam, o que reduz custo e viabiliza cidades menores.\n\nO modelo se separa da operadora verticalmente integrada tradicional e aproxima a telecom de setores como energia e ferrovias, com infraestrutura regulada e serviço competitivo. Levanta questões de governança: acesso realmente equânime (quando um grande provedor é acionista da rede), preços de atacado, qualidade e incentivo a investir em áreas pouco lucrativas.\n\nA rede neutra tornou-se o veículo preferido de fundos de infraestrutura e de pensão, que buscam ativos de longo prazo com receita contratada, e de operadoras que querem reduzir capex transferindo a fibra para veículos separados.","brazil":"O Brasil tem um dos mercados de fibra mais dinâmicos do mundo, com mais de 60% dos acessos de banda larga fixa em FTTH e milhares de provedores regionais. A V.tal, criada em 2021 a partir da rede de fibra da Oi e controlada por fundos do BTG Pactual (com a Oi como acionista minoritária), é a maior rede neutra do país, com dezenas de milhões de domicílios alcançáveis, e expandiu por aquisições (Nio, Um Telecom, aprovada pelo Cade em 2026) e contratos com operadoras como a Algar; ainda registra prejuízos contábeis em meio à integração. A FiBrasil nasceu em 2021 como joint venture entre Vivo e o fundo canadense CDPQ e, em 2025–2026, voltou a ser 100% da Vivo; a I-Systems, criada por TIM e IHS, voltou ao controle da TIM em 2026. Vero, Ligga (Copel), Alloha e outras operam redes com acesso compartilhado.\n\nEsse movimento de 'retomada' pelas operadoras mostra os limites do modelo puro no Brasil: quando o principal cliente da rede neutra é também seu sócio, a neutralidade é contestada, e o custo de capital elevado pressiona os investidores financeiros. A Anatel acompanha o tema no plano regulatório da banda larga e nas condições de acesso a postes e dutos, gargalo recorrente. No índice, veja V.tal, Oi, Vivo, TIM Brasil e Anatel.","international":"Na Europa, as redes neutras cresceram com apoio regulatório: Open Fiber (Itália, com participação da CDP e da Macquarie), CityFibre (Reino Unido), Deutsche GigaNetz e Deutsche Glasfaser (Alemanha), e as redes municipais da Suécia são exemplos; a Comissão Europeia favorece modelos 'wholesale-only' com regulação mais leve. Nos EUA, o modelo é minoritário, embora fundos tenham comprado participações em redes de fibra de operadoras (AT&T/BlackRock Gigapower). Na América Latina, Chile (On*Net Fibra, da Telefónica e KKR), Colômbia e Peru replicaram o desenho.\n\nO capital vem majoritariamente de fundos de infraestrutura e de pensão (KKR, Brookfield, CDPQ, Macquarie, Ardian), que avaliam a fibra como ativo regulado de longo prazo; a desaceleração do crédito desde 2022 levou a fusões e à venda de ativos.","future":"No Brasil, o cenário provável é de consolidação: menos redes neutras, maiores e com contratos âncora de grandes operadoras, convivendo com milhares de provedores regionais que também constroem fibra própria. A migração para XGS-PON e a convergência com 5G (fibra como backhaul) ampliam o papel das redes neutras, e a demanda de data centers por fibra metropolitana e de longa distância abre nova linha de negócio.\n\nO que observar: o destino acionário da V.tal e seu eventual IPO ou fusão, regras de acesso a postes (compartilhamento com distribuidoras de energia), a definição regulatória de 'neutralidade' e as taxas de penetração em cidades médias. O risco é a reverticalização, com redes neutras que, na prática, voltam a ser de uma operadora.","related_ids":[249,248,245,247,246,241,326,265],"sources":[{"title":"V.tal — site oficial","url":"https://www.vtal.com/"},{"title":"Teletime — notícias sobre rede neutra (V.tal, FiBrasil, I-Systems, 2025–2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/rede-neutra/"},{"title":"Anatel — Agência Nacional de Telecomunicações","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br"},{"title":"Lei 13.116/2015 — Lei Geral de Antenas (compartilhamento de infraestrutura)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13116.htm"},{"title":"FTTH Council Europe — panorama de fibra","url":"https://www.ftthcouncil.eu/"}]},{"id":"internet-por-satelite-leo","term":"Internet por satélite LEO","aliases":["Internet por satélite LEO","Starlink","internet por satélite","LEO","órbita baixa"],"sectors":["telecom","space"],"definition":"Internet por satélite em órbita baixa (LEO, low Earth orbit) é o fornecimento de banda larga por constelações de centenas a milhares de satélites a 300–1.200 km de altitude, em vez dos satélites geoestacionários (GEO) tradicionais, a 36 mil km. A proximidade reduz a latência de cerca de 600 ms para 20–50 ms, comparável à fibra, e permite velocidades de dezenas a centenas de megabits por segundo com antenas pequenas, de apontamento eletrônico (phased array), que o usuário instala sozinho.\n\nA arquitetura exige escala: como cada satélite cruza o céu em minutos, é preciso uma constelação densa para cobertura contínua, enlaces a laser entre satélites para rotear tráfego no espaço, estações terrestres (gateways) conectadas à internet e lançamentos frequentes e baratos, o que explica por que a SpaceX, dona dos foguetes, lidera com a Starlink. Os satélites LEO têm vida curta (5–7 anos) e são substituídos continuamente, o que transforma a operação em uma 'fábrica' de satélites e lançamentos.\n\nO serviço resolve o 'último quilômetro' em áreas remotas, rurais, marítimas e aéreas, onde fibra e torres são inviáveis, e oferece redundância para redes terrestres em desastres e conflitos. A fronteira seguinte é o direct-to-cell (D2D): satélites que se comunicam diretamente com celulares comuns, usando espectro de operadoras móveis, para mensagens e, depois, dados.\n\nOs problemas são o custo por usuário em áreas densas (capacidade limitada por célula), a poluição luminosa e o lixo orbital, a dependência de uma empresa privada estrangeira para infraestrutura crítica e o conflito com operadoras terrestres por espectro e clientes.","brazil":"A Starlink foi autorizada pela Anatel em 2022 e tornou-se rapidamente o maior provedor de internet por satélite do país, com forte presença na Amazônia (incluindo escolas e unidades de saúde), no agronegócio e entre comunidades sem fibra; em 2026 liderou as adições líquidas de banda larga fixa em alguns meses, à frente de operadoras tradicionais. Isso gerou tensões: o uso por garimpo ilegal e crime organizado na Amazônia, o bloqueio temporário de contas da Starlink em 2024 durante a disputa entre o STF e a rede X, de Elon Musk, e a competição com provedores regionais. A Anatel ampliou o espectro da Starlink na banda S (outubro de 2026), abriu consultas sobre reestruturação dessa faixa e recebeu pedidos de espectro em Ku, Ka e Q/V; analistas avaliam que a empresa pode disputar leilões e se tornar uma 'quarta operadora'. A Amazon Leo (ex-Kuiper) prepara estreia em 2026, e a Telebras, com o satélite geoestacionário SGDC, atende demandas governamentais.\n\nO direct-to-cell avança por parcerias entre operadoras e constelações; a Anatel sinalizou que não fará leilão específico e deve antecipar a regulamentação. O programa Norte Conectado (fibra fluvial) e o 5G rural são as alternativas terrestres. No índice, veja Starlink no Brasil, Telebras e o programa SGDC, Anatel, Ministério das Comunicações e as operadoras móveis.","international":"A Starlink opera mais de 8 mil satélites e alcançou 12 milhões de assinantes em 2026, com receita em forte crescimento; a Amazon Leo aproximava-se de 400 satélites, a Eutelsat OneWeb atende empresas e governos, e a China lança as constelações Guowang e Qianfan (Spacesail), que buscam clientes no Sul Global, inclusive no Brasil. Nos EUA, a SpaceX obteve autorização para 15 mil satélites D2D e comprou espectro para a Starlink Mobile, aproximando-se do papel de operadora.\n\nOs temas geopolíticos são a dependência de infraestrutura privada americana (evidenciada na Ucrânia), a regulação da UIT sobre espectro e órbitas, a sustentabilidade orbital e a resposta europeia (IRIS², constelação soberana prevista para o fim da década). Países como Índia, África do Sul e Itália negociaram a entrada da Starlink sob condições de licenciamento e participação local.","future":"No Brasil, as decisões são sobre espectro (quanto reservar para satélites, a que preço), condições de licenciamento (segurança, cooperação com autoridades, sede local), interoperabilidade do D2D com as operadoras e o papel do Estado (Telebras, satélites próprios) para evitar dependência de um único fornecedor. A internet por satélite deve se tornar complementar e não substituta da fibra e do 5G em áreas densas.\n\nO que observar: entrada da Amazon Leo e das constelações chinesas, regulamentação do D2D, resultados das consultas da Anatel sobre banda S e o impacto sobre provedores regionais. Riscos: captura de infraestrutura crítica por interesses privados estrangeiros, uso criminoso em áreas remotas e congestionamento orbital.","related_ids":[262,241,242,354,245,247,363,507],"sources":[{"title":"Teletime — notícias sobre Starlink no Brasil (espectro em banda S, D2D, assinantes, 2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/starlink/"},{"title":"Starlink — site oficial (Brasil)","url":"https://www.starlink.com/br"},{"title":"Anatel — Agência Nacional de Telecomunicações","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br"},{"title":"Telebras — site oficial","url":"https://www.telebras.com.br/"},{"title":"UIT — Radiocommunication Sector (ITU-R)","url":"https://www.itu.int/en/ITU-R/"}]},{"id":"espectro-de-radiofrequencia","term":"Espectro de radiofrequência","aliases":["Espectro de radiofrequência","espectro","leilão de espectro","radiofrequência"],"sectors":["telecom","policy"],"definition":"Espectro de radiofrequência é o intervalo de frequências eletromagnéticas (de cerca de 3 kHz a 300 GHz) usado para comunicações sem fio: rádio e TV, telefonia móvel, Wi-Fi, satélites, radares, aviação, defesa e ciência. É um recurso natural finito e não consumível, mas escasso em um dado lugar e momento: duas transmissões na mesma frequência, no mesmo local, interferem uma na outra. Por isso o espectro é administrado pelo Estado, que destina faixas a serviços, define regras técnicas e autoriza o uso, de forma exclusiva (licenciada) ou compartilhada (não licenciada, como o Wi-Fi).\n\nA física determina o valor de cada faixa: frequências baixas (abaixo de 1 GHz) propagam-se longe e atravessam paredes, ideais para cobertura rural e interna, mas com pouca largura de banda; faixas médias (1–7 GHz) equilibram cobertura e capacidade e são o 'coração' do 5G (3,5 GHz); ondas milimétricas (acima de 24 GHz) oferecem capacidade enorme em alcance curto. A UIT coordena a harmonização global nas Conferências Mundiais de Radiocomunicações (WRC), a cada quatro anos, para que equipamentos funcionem em todo o mundo e para evitar interferência entre países.\n\nA alocação se dá por leilões (desde os anos 1990, com desenhos como leilões simultâneos de rodadas múltiplas e combinatórios), por outorga direta com obrigações, ou por compartilhamento dinâmico (como o CBRS nos EUA). O desenho do leilão define se o objetivo é arrecadar ou expandir cobertura: valores altos elevam o custo das redes e podem retardar investimentos.\n\nEspectro é também poder: faixas para defesa, satélites e novas tecnologias (Wi-Fi 6E/7, 5G, direct-to-cell) disputam o mesmo recurso, e as decisões nacionais afetam ecossistemas industriais inteiros.","brazil":"No Brasil, a Anatel administra o espectro com base na Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/1997), alterada pela Lei 13.879/2019, que criou autorizações renováveis sucessivamente e permitiu mercado secundário de frequências. Marcos: leilões de 3G (2007), 4G em 2,5 GHz (2012) e 700 MHz (2014, R$ 5,85 bilhões, com limpeza da TV analógica), e o leilão do 5G em 2021, o maior da história, com cerca de R$ 47 bilhões em ofertas e compromissos nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, desenhado para converter arrecadação em obrigações de cobertura, fibra e conectividade de escolas. Em 2021 a Anatel destinou toda a faixa de 6 GHz (1.200 MHz) ao uso não licenciado, favorecendo Wi-Fi 6E e 7, decisão alinhada aos EUA e distinta da Europa e da China, que reservaram parte para IMT.\n\nA agenda atual envolve a reestruturação da banda S e o espectro para satélites (Starlink e outras constelações pediram faixas em S, Ku, Ka e Q/V), o direct-to-cell, as faixas de 4,8 GHz e ondas milimétricas para 5G e redes privadas, o espectro para a Winity (operadora atacadista de 700 MHz), as renovações de autorizações antigas sob a nova lei e a preparação para a WRC-27, que pode identificar novas faixas para 6G. A Anatel também faz leilões 'residuais' de sobras e estuda compartilhamento dinâmico. No índice, veja Anatel, Leilão do 5G e política de Open RAN, Starlink no Brasil e as operadoras.","international":"Os EUA arrecadaram mais de US$ 80 bilhões no leilão da C-band (2021) e debatem renovar a autoridade de leilões da FCC e liberar espectro federal; a UE discute harmonizar renovações mais longas e a faixa de 6 GHz superior; a China aloca faixas administrativamente a suas operadoras estatais; a Índia realizou grandes leilões de 5G em 2022 e disputa com a Starlink a forma de alocação para satélites (leilão ou outorga administrativa). A WRC-23 identificou parte do 6 GHz para IMT em várias regiões e abriu estudos para 6G (faixas de 7–15 GHz) na WRC-27.\n\nA tendência global é a convergência entre espectro terrestre e satelital (D2D), preços de leilão em queda em muitos mercados, mais compartilhamento dinâmico e a disputa entre Wi-Fi e redes móveis pela faixa de 6 GHz.","future":"O Brasil precisa decidir quanto espectro reservar para satélites e D2D, como tratar a entrada de constelações estrangeiras em leilões, se migra para desenhos de outorga ainda mais orientados a obrigações, e como acelerar a limpeza de faixas (incluindo TV e radiodifusão) sem conflitos. A WRC-27 e o 6G exigem posição nacional articulada entre Anatel, MCom e indústria.\n\nO que observar: consultas da Anatel sobre banda S e satélites, novos leilões (sobras do 5G, 4,8 GHz, mmWave), regras de renovação e mercado secundário, e o equilíbrio entre Wi-Fi e IMT em 6 GHz. O risco é alocar faixas estratégicas sem contrapartidas claras ou travar inovação por indecisão regulatória.","related_ids":[241,250,245,246,247,262,363,265],"sources":[{"title":"Anatel — 5G (página oficial)","url":"https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/5G"},{"title":"Lei 9.472/1997 — Lei Geral de Telecomunicações","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9472.htm"},{"title":"Lei 13.879/2019 — alterações na LGT (autorizações e mercado secundário)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13879.htm"},{"title":"Teletime — Starlink e espectro (banda S, Ku/Ka/Q/V, 2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/starlink/"},{"title":"ITU — World Radiocommunication Conferences","url":"https://www.itu.int/en/ITU-R/conferences/wrc/"}]},{"id":"computacao-em-nuvem-soberana","term":"Computação em nuvem soberana","aliases":["Computação em nuvem soberana","nuvem soberana","nuvem de governo","soberania digital"],"sectors":["telecom","policy","ai"],"definition":"Computação em nuvem soberana é o conjunto de arranjos técnicos, jurídicos e operacionais que garante que dados e cargas de trabalho de um país (sobretudo do Estado e de setores críticos) fiquem sob jurisdição nacional, em infraestrutura localizada no território, operada por pessoal e empresas sujeitos à lei local, e imunes a acessos compelidos por governos estrangeiros. Vai além da simples 'residência de dados': inclui quem controla as chaves de criptografia, quem administra a plataforma, que leis se aplicam a pedidos de acesso e se o país consegue continuar operando se um fornecedor for sancionado ou sair.\n\nHá graus: nuvem pública estrangeira com região local (dados no país, mas controle da matriz); 'nuvem soberana' de hyperscaler, operada por entidade local com separação de pessoal e sistemas (modelo que AWS, Microsoft, Google e Oracle oferecem na Europa); nuvem de governo operada por estatais ou empresas nacionais com software proprietário ou aberto (OpenStack, Kubernetes); e nuvens privadas em data centers do próprio órgão. A escolha envolve trocar escala, custo e inovação por controle.\n\nO debate ganhou força com o CLOUD Act americano (2018), que permite a autoridades dos EUA requisitar dados de empresas americanas onde quer que estejam armazenados, com a guerra na Ucrânia, com as sanções tecnológicas e com a IA, que exige concentrar dados sensíveis para treinar modelos. Governos passaram a tratar nuvem como infraestrutura crítica, equiparável a energia e telecom, e a exigir certificações (como o EUCS europeu, o SecNumCloud francês e o FedRAMP americano).\n\nA nuvem soberana é também política industrial: criar fornecedores e competências nacionais em operação de infraestrutura e software, e não apenas consumir serviços importados.","brazil":"No Brasil, a nuvem de governo é operada principalmente pelo Serpro (ligado ao Ministério da Fazenda) e pela Dataprev (previdência e trabalho), que mantêm data centers próprios e oferecem a órgãos públicos serviços de nuvem e contratos 'multicloud' que intermediam o uso de AWS, Microsoft, Google e Oracle sob regras de segurança; em 2026 a Anatel, por exemplo, contratou multicloud do Serpro. Estatais estaduais como Prodesp, Procergs, Celepar e Prodam exercem papel semelhante nos estados. O gov.br, o Pix e as bases do INSS e da Receita rodam nessa infraestrutura, o que a torna crítica. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a ANPD regulam transferências internacionais, e normas do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria de Governo Digital classificam dados e exigem controles.\n\nO Plano Brasileiro de IA (PBIA) prevê infraestrutura computacional própria (supercomputador e nuvem para pesquisa) e o Redata exige que parte da capacidade dos data centers incentivados atenda ao mercado interno. Em 2026 o governo dos EUA passou a combater regras de soberania de dados em outros países, o que pressiona o Brasil. No índice, veja Serpro / Nuvem de Governo, Dataprev, PBIA, Redata, ANPD, LGPD, as regiões de nuvem dos hyperscalers e as estatais estaduais de TI.","international":"A Europa é o epicentro: a França exige SecNumCloud para dados sensíveis e criou joint ventures como Bleu (Orange, Capgemini e Microsoft) e S3ns (Thales e Google); a Alemanha tem a Delos (SAP, Arvato e Microsoft); a UE tenta fechar o esquema de certificação EUCS e discute um 'Cloud and AI Development Act'; a AWS lançou uma European Sovereign Cloud em Brandemburgo com investimento de € 7,8 bilhões e operação legalmente separada; a iniciativa Gaia-X busca padrões de interoperabilidade. A Índia tem a MeghRaj e exige localização de dados financeiros; a China fechou seu mercado a operadores estrangeiros sem sócio local; os EUA usam o FedRAMP e nuvens governamentais dedicadas (AWS GovCloud, Azure Government).\n\nA tensão de fundo é entre a eficiência da escala global dos hyperscalers e a exigência de controle nacional, agravada por sanções, pela IA e pela disputa EUA–China; a 'soberania digital' tornou-se bandeira política em muitos países.","future":"O Brasil deve definir uma política explícita: classificar dados por sensibilidade, exigir controles (chaves nacionais, operação local, auditoria) proporcionais, fortalecer Serpro e Dataprev como integradores e operadores, apoiar provedores nacionais e software aberto, e usar o poder de compra do Estado para criar demanda. A IA no setor público (modelos sobre dados de saúde, previdência e educação) torna a decisão urgente.\n\nO que observar: certificações e normas de nuvem para governo, a regulamentação do Redata, ofertas 'soberanas' dos hyperscalers no Brasil, a capacidade computacional pública prevista no PBIA e a pressão comercial externa contra regras de localização. O risco é oscilar entre dependência total e autarquia inviável; o caminho realista é controle sobre o essencial e abertura no resto.","related_ids":[106,219,355,346,350,260,333,344,657,658],"sources":[{"title":"Serpro — site oficial","url":"https://www.serpro.gov.br/"},{"title":"Dataprev — site oficial","url":"https://www.dataprev.gov.br/"},{"title":"Teletime — Anatel fecha contrato de multicloud com o Serpro; EUA combatem regras de soberania de dados (2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/nuvem/"},{"title":"Lei 13.709/2018 — LGPD","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm"},{"title":"Gaia-X — iniciativa europeia de infraestrutura de dados","url":"https://gaia-x.eu/"}]},{"id":"estudio-de-games-e-engine","term":"Estúdio de games e engine","aliases":["Estúdio de games e engine","estúdio de games","engine","game engine","motor de jogo"],"sectors":["creative"],"definition":"Um estúdio de games é a empresa que concebe, desenvolve e, muitas vezes, publica jogos eletrônicos, combinando design de jogo, programação, arte, áudio, narrativa, testes e produção. Os estúdios variam de equipes de duas ou três pessoas (o cenário 'indie') a operações com milhares de funcionários (estúdios 'AAA'); podem ser independentes, pertencer a publishers (que financiam e distribuem) ou a plataformas (Sony, Microsoft, Nintendo, Tencent). O modelo de negócio define o produto: venda única (premium), gratuito com compras internas (free-to-play), assinatura, publicidade em jogos móveis ou serviços ao vivo com atualizações contínuas.\n\nA engine (motor de jogo) é a plataforma de software sobre a qual o jogo é construído: cuida de renderização gráfica, física, áudio, animação, inteligência artificial de personagens, rede, entrada do jogador e exportação para múltiplas plataformas (PC, consoles, celulares, web, realidade virtual). Antes, cada estúdio escrevia sua engine; hoje, a maioria usa engines comerciais ou abertas, o que reduziu drasticamente a barreira de entrada. As dominantes são a Unity (líder em jogos móveis e indie, com licenciamento por assinatura e, após a polêmica da 'taxa por instalação' em 2023, por receita), a Unreal Engine da Epic Games (padrão em jogos AAA e em produção audiovisual virtual, com royalties de 5% acima de US$ 1 milhão) e a Godot, de código aberto, em rápida expansão; grandes estúdios mantêm engines próprias (Frostbite, RE Engine, Decima).\n\nEngines transbordaram para fora dos games: cinema e TV (produção virtual com telas LED, como em The Mandalorian), arquitetura, simulação industrial e automotiva, treinamento, 'gêmeos digitais' e experiências de realidade estendida. Isso faz do domínio de engines uma competência estratégica para toda a economia criativa e para a indústria.\n\nA economia dos estúdios é de alto risco: ciclos longos, custos crescentes, dependência das lojas (Steam, App Store, Google Play, consoles) que retêm cerca de 30% da receita, e ondas de demissões após o pico pandêmico. A inteligência artificial generativa entra como ferramenta de produção e como controvérsia trabalhista e autoral.","brazil":"O Brasil tem mais de mil estúdios de games, segundo os censos da Abragames, a maioria pequenos e concentrados em São Paulo, Sul e Nordeste, com Recife (Porto Digital) e Curitiba como polos. O caso mais destacado é a Wildlife Studios (São Paulo), estúdio de jogos móveis como Tennis Clash e Zooba, que se tornou unicórnio em 2019. A gaúcha Aquiris (Horizon Chase) foi adquirida pela Epic Games em 2023 e virou Epic Games Brasil, trabalhando em Fortnite; a Hoplon (Florianópolis) criou Heavy Metal Machines; a Behold Studios (Brasília) fez Knights of Pen & Paper e Chroma Squad; a Rogue Snail (Relic Hunters) e a Fanatee (CodyCross), a Tapps Games e a Afterverse (PK XD, com dezenas de milhões de jogadores) completam a amostra do índice, ao lado da Nuuvem (loja digital) e do festival gamescom latam (ex-BIG Festival), maior evento do setor na América Latina.\n\nO Marco Legal dos Games (Lei 14.852/2024) deu definição jurídica ao jogo eletrônico, afastou-o de jogos de azar, enquadrou o desenvolvimento como atividade cultural e inovadora (acesso à Lei Rouanet, Lei do Bem e fundos de inovação) e criou regras para proteção de crianças. Programas estaduais (Spcine, Ancine via FSA, editais de games) e cursos superiores em dezenas de universidades formam a base. O mercado consumidor brasileiro é um dos dez maiores do mundo, mas a maior parte da receita vai para jogos estrangeiros; a exportação de estúdios brasileiros se dá sobretudo via mobile e trabalho sob contrato (outsourcing de arte e desenvolvimento) para publishers estrangeiros.","international":"A indústria global de games fatura cerca de US$ 190 bilhões por ano, mais que cinema e música gravada juntos, com cerca de metade em jogos móveis e domínio de empresas chinesas (Tencent, NetEase, miHoYo), americanas (Microsoft, após comprar a Activision Blizzard por US$ 69 bilhões, Electronic Arts, Take-Two, Roblox), japonesas (Sony, Nintendo, Bandai Namco) e europeias (Ubisoft, Embracer, Supercell). As lojas e plataformas concentram poder: a disputa Epic contra Apple e Google sobre comissões abriu os sistemas móveis à concorrência em várias jurisdições, e o Digital Markets Act europeu reforçou a tendência.\n\nEm engines, Unity e Unreal dividem o mercado, com a Godot crescendo entre independentes; a Unreal consolidou-se como ferramenta de produção virtual em cinema, e a Nvidia (Omniverse) e empresas de IA generativa pressionam a fronteira. A indústria passou por mais de 30 mil demissões entre 2023 e 2025 após o excesso de investimento da pandemia.","future":"Para o Brasil, a oportunidade está em três frentes: estúdios de jogos móveis e de serviços ao vivo com alcance global, prestação de serviços de desenvolvimento e arte para publishers estrangeiros (um mercado em que Polônia, Ucrânia e Filipinas são referências) e o uso de engines fora dos games, em audiovisual, indústria e educação. A regulamentação do Marco Legal, o financiamento (FSA, Finep, BNDES) e a formação técnica são as alavancas.\n\nO que observar: a consolidação de estúdios médios, aquisições por grupos estrangeiros, a regulação de jogos de azar online (apostas), que pode contaminar a percepção do setor, o impacto da IA generativa sobre empregos de arte e programação e a dependência das lojas digitais. O risco é um ecossistema de muitos estúdios pequenos sem escala nem capital para competir.","related_ids":[266,267,268,269,270,271,272,273,274,275],"sources":[{"title":"Abragames — Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais","url":"https://www.abragames.org/"},{"title":"Lei 14.852/2024 — Marco Legal para a Indústria de Jogos Eletrônicos","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14852.htm"},{"title":"gamescom latam (ex-BIG Festival)","url":"https://latam.gamescom.global/"},{"title":"Epic Games — Unreal Engine (licenciamento)","url":"https://www.unrealengine.com/"},{"title":"Godot Engine — motor de jogo de código aberto","url":"https://godotengine.org/"},{"title":"Wildlife Studios","url":"https://wildlifestudios.com/"}]},{"id":"marco-legal-dos-games","term":"Marco Legal dos Games","aliases":["Marco Legal dos Games","Lei 14.852","Marco Legal dos Jogos Eletrônicos"],"sectors":["creative","policy"],"definition":"O Marco Legal dos Games é a Lei 14.852, de 3 de maio de 2024, que estabelece o marco legal para a indústria de jogos eletrônicos no Brasil. Resultado de uma década de tramitação (PL 2.796/2021 e antecessores), a lei resolve um problema básico: até então, 'jogo eletrônico' não tinha definição jurídica própria e era tratado, para fins fiscais e regulatórios, ora como software, ora como brinquedo, ora confundido com jogos de azar, o que gerava insegurança e tributação elevada sobre consoles.\n\nA lei define jogo eletrônico em três sentidos: a obra audiovisual interativa desenvolvida como programa de computador, em que as imagens se alteram em tempo real a partir das ações do jogador; o dispositivo central e os acessórios dedicados a executá-lo (consoles); e o software para aplicação em dispositivos móveis, consoles e realidade virtual, aumentada, mista ou estendida, distribuído por download ou streaming. Exclui expressamente loterias, apostas e jogos cujo prêmio depende de resultado aleatório ou de prognóstico, separando o setor do debate sobre apostas online.\n\nEm seguida, estabelece que desenvolver, publicar, distribuir e comercializar jogos é atividade livre, sujeita apenas à classificação indicativa (que deve considerar riscos de microtransações), e enquadra o desenvolvimento como atividade de inovação, de formação de recursos humanos e de cultura: empresas com receita de até R$ 16 milhões podem acessar incentivos como a Lei Rouanet (jogos passam a ser segmento cultural), a Lei do Audiovisual e os mecanismos de fomento à inovação. A lei também trata do uso de jogos na educação, da formação profissional (sem exigência de licença estatal), da proteção de crianças e adolescentes (interesse superior, restrição de compras por padrão) e permite registrar marcas específicas para jogos no INPI.\n\nO marco importa porque dá ao setor identidade jurídica, acesso a políticas públicas desenhadas para outras indústrias criativas e um ponto de partida para regulamentações futuras (tributação de consoles, incentivos, exportação).","brazil":"A lei foi sancionada com veto a um artigo (art. 19) e passou a ser regulamentada aos poucos: o Ministério da Cultura incluiu jogos nos editais da Política Nacional Aldir Blanc e da Lei Rouanet; a Ancine e o Fundo Setorial do Audiovisual lançaram linhas para games; e a Abragames, principal associação do setor e autora de censos periódicos, articula a agenda de regulamentação tributária, sobretudo a redução de impostos sobre consoles e a desoneração de exportação de serviços. A gamescom latam, em São Paulo, funciona como vitrine de política pública e negócios.\n\nO marco se conecta à Lei de Informática e à Lei do Bem (inovação), ao Marco Legal das Startups (muitos estúdios são startups) e à discussão sobre apostas online (Lei 14.790/2023), da qual a lei fez questão de se separar. No índice, veja Marco Legal dos Games (Lei 14.852/2024), Abragames, Wildlife Studios, Epic Games Brasil, Hoplon, Behold Studios e gamescom latam.","international":"Poucos países têm uma lei geral para games; o mais comum são incentivos fiscais setoriais, como o Video Games Tax Relief britânico (agora Video Games Expenditure Credit), os créditos fiscais de Quebec e Ontário, que atraíram Ubisoft e outros, o crédito francês (CIJV) e programas na Coreia do Sul, Polônia e Alemanha. A China regula licenças de publicação e tempo de jogo de menores; a União Europeia trata games via regras de consumo (compras internas, loot boxes) e o Digital Markets Act; nos EUA, não há lei federal específica, mas estados discutem proteção de menores e loot boxes.\n\nA tendência global é regular aspectos pontuais (proteção de crianças, microtransações, dados, trabalho) e usar incentivos fiscais como instrumento de atração de estúdios, mais do que legislar sobre a indústria como um todo. O caso brasileiro é visto como exemplo de 'lei de reconhecimento' do setor.","future":"Os próximos passos no Brasil são a regulamentação dos incentivos (como os jogos entrarão nos editais e na Rouanet com regras próprias), a redução da carga tributária sobre consoles e acessórios, políticas de exportação (Apex-Brasil) e a eventual criação de um fundo ou linha específica de financiamento. A reforma tributária (IBS/CBS) definirá o tratamento de jogos digitais e de compras internas.\n\nO que observar: a aplicação prática das regras de proteção de crianças (compras por padrão bloqueadas, interação online), a interface com a regulação de apostas e de IA, e se os incentivos chegam a estúdios pequenos e fora de São Paulo. O risco é a lei permanecer declaratória, sem orçamento nem regulamentação que mudem a realidade dos estúdios.","related_ids":[276,275,266,267,268,269,277,288,340,342],"sources":[{"title":"Lei 14.852/2024 — texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14852.htm"},{"title":"Abragames — associação do setor","url":"https://www.abragames.org/"},{"title":"Lei 8.313/1991 — Lei Rouanet (texto consolidado)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8313cons.htm"},{"title":"Ancine — Agência Nacional do Cinema","url":"https://www.gov.br/ancine/pt-br"},{"title":"gamescom latam","url":"https://latam.gamescom.global/"}]},{"id":"lei-rouanet","term":"Incentivo fiscal à cultura (Lei Rouanet)","aliases":["Incentivo fiscal à cultura (Lei Rouanet)","Lei Rouanet","incentivo fiscal à cultura","Pronac","mecenato"],"sectors":["creative","policy"],"definition":"Incentivo fiscal à cultura é o mecanismo pelo qual o Estado renuncia a parte da receita de impostos para que contribuintes destinem esse valor diretamente a projetos culturais aprovados. No Brasil, o instrumento central é a Lei 8.313, de 23 de dezembro de 1991, a Lei Rouanet, que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) com três mecanismos: o Fundo Nacional da Cultura (FNC, recursos orçamentários diretos), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart, nunca efetivamente usados) e o incentivo fiscal, ou mecenato, que se tornou sinônimo da lei.\n\nO funcionamento é em três etapas. O proponente (artista, produtora, instituição) cadastra o projeto no sistema do Ministério da Cultura (Salic), que analisa a adequação e autoriza a captação por um valor-teto. O proponente então busca patrocinadores: empresas tributadas pelo lucro real podem deduzir até 4% do imposto de renda devido, e pessoas físicas até 6%, abatendo integralmente (art. 18, para segmentos como artes cênicas, música instrumental e erudita, livros, museus e patrimônio) ou parcialmente (art. 26, com 30% a 40% de dedução) o valor aportado. Por fim, o projeto é executado e prestado contas; o dinheiro nunca passa pelo caixa do governo, vai da empresa ao projeto, e o Estado apenas abre mão do imposto.\n\nO modelo tem méritos e críticas estruturais. Descentraliza a decisão (quem escolhe o que financiar é a empresa, não o Estado), alavanca a marca do patrocinador e financia desde grandes museus até festivais. Mas concentra recursos no Sudeste, em instituições e artistas já consolidados e capazes de 'vender' projetos a departamentos de marketing, e transfere ao contribuinte o custo integral de decisões privadas. Por isso há limites por projeto e proponente, cotas regionais e exigência de contrapartidas de acesso.\n\nMecanismos semelhantes existem para o audiovisual (Lei 8.685/1993, Lei do Audiovisual), o esporte e, mais recentemente, para jogos eletrônicos, incorporados à Rouanet pelo Marco Legal dos Games.","brazil":"A Lei Rouanet captou cerca de R$ 3,3 bilhões em 2024, recorde histórico, e seguiu em patamar semelhante em 2025, com milhares de projetos aprovados por ano, segundo o Ministério da Cultura; os maiores captadores são museus, orquestras, festivais e instituições culturais de grandes grupos (Itaú Cultural, Sesc, Centro Cultural Banco do Brasil, Museu do Amanhã, Japan House São Paulo), além de produções de teatro e exposições. A lei atravessou ciclos políticos: foi alvo de ataques e de restrições (limite de R$ 1 milhão por projeto e corte de cachês em 2019–2022) e teve regras ampliadas em 2023, com teto de R$ 10 milhões por projeto, cotas para Norte, Nordeste e Centro-Oeste e novas linhas para culturas populares, periféricas e tecnologia.\n\nEla convive com instrumentos de fomento direto criados após a pandemia, a Lei Aldir Blanc (2020), a Lei Paulo Gustavo (LC 195/2022, R$ 3,86 bilhões) e a Política Nacional Aldir Blanc (Lei 14.399/2022, R$ 3 bilhões por ano por cinco anos), e com leis estaduais e municipais de incentivo (ProAC em São Paulo, Lei de Incentivo do Rio). O campo de arte e tecnologia, incluindo festivais como o FILE e espaços como o Itaú Cultural e o Sesc, é um dos beneficiários da Rouanet, assim como, desde 2024, os jogos eletrônicos. No índice, veja Itaú Cultural, SESC São Paulo, Museu do Amanhã, FILE, Marco Legal dos Games e as produtoras O2 Filmes e Conspiração Filmes.","international":"Os EUA financiam a cultura sobretudo por doações privadas dedutíveis do imposto de renda e por fundações, com um orçamento público federal pequeno (NEA); a França e a Alemanha apostam no financiamento público direto, complementado por incentivos a mecenato (lei Aillagon, na França, com dedução de 60%); o Reino Unido combina o Arts Council (financiado inclusive por loterias) e créditos fiscais setoriais para teatro, orquestras, museus, cinema e games; a Coreia do Sul usa fundos públicos e políticas de exportação cultural. Em toda a OCDE, créditos fiscais para audiovisual e games tornaram-se a principal ferramenta de atração de produções.\n\nO debate internacional gira em torno de eficiência (quanto do incentivo gera cultura adicional), equidade (quem decide e quem recebe) e transparência, com tendência a combinar incentivos fiscais, fundos públicos com seleção por editais e políticas de exportação.","future":"No Brasil, a questão é a complementaridade entre Rouanet, fundos diretos (PNAB) e políticas setoriais (audiovisual, games, música), e a correção da concentração regional e institucional. Propostas em debate incluem metas de desconcentração, uso de dados do Salic para avaliação de impacto, simplificação para pequenos proponentes e novas linhas para arte e tecnologia, inclusive inteligência artificial.\n\nO que observar: a continuidade da PNAB após 2027, mudanças de regras em novos governos (a lei é politicamente volátil), a entrada dos games e de projetos digitais, o tratamento dos incentivos na reforma tributária e indicadores de acesso e distribuição regional. O risco é a lei oscilar entre expansão sem controle e restrições punitivas, sem uma política cultural estável.","related_ids":[288,290,289,291,287,276,278,279,280],"sources":[{"title":"Lei 8.313/1991 — Lei Rouanet (texto consolidado, Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8313cons.htm"},{"title":"Ministério da Cultura — portal oficial","url":"https://www.gov.br/cultura/pt-br"},{"title":"Salic — Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura","url":"https://salic.cultura.gov.br/"},{"title":"Lei 14.399/2022 — Política Nacional Aldir Blanc","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/L14399.htm"},{"title":"Lei 14.852/2024 — jogos eletrônicos como segmento cultural (art. 12 e 18)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14852.htm"}]},{"id":"vfx","term":"Efeitos visuais (VFX)","aliases":["Efeitos visuais (VFX)","VFX","efeitos visuais","pós-produção digital"],"sectors":["creative"],"definition":"Efeitos visuais (VFX, visual effects) são as imagens criadas ou manipuladas digitalmente fora do set de filmagem e integradas ao material captado, para produzir o que seria perigoso, caro ou impossível de filmar: criaturas, destruição, cenários, multidões, extensões de cenário, remoção de elementos e rejuvenescimento de atores. Distinguem-se dos efeitos especiais (SFX), feitos fisicamente durante a filmagem (explosões, chuva, maquiagem), embora ambos se combinem.\n\nO pipeline típico envolve pré-visualização (previs), rastreamento de câmera (matchmove), modelagem 3D, texturização, rigging e animação, simulação de fluidos, tecidos, cabelo e destruição, iluminação e renderização fisicamente baseada, rotoscopia e chroma key, e, por fim, composição (compositing), que integra todas as camadas ao fotograma com cor e grão coerentes. Ferramentas de referência são Maya e Houdini (3D e simulação), Nuke (composição), Blender (aberto), renderizadores como Arnold e RenderMan, e, cada vez mais, engines de jogos como a Unreal para produção virtual com telas LED, em que o cenário digital é exibido em tempo real atrás dos atores.\n\nA indústria é intensiva em trabalho qualificado e em computação (fazendas de renderização e nuvem), opera sob prazos curtos e orçamentos apertados definidos pelos estúdios contratantes, e se organiza em grandes casas globais com filiais em cidades com créditos fiscais. É também um dos setores mais afetados pela inteligência artificial generativa, usada para rotoscopia automática, upscaling, rejuvenescimento e geração de elementos, o que levanta disputas trabalhistas e autorais.\n\nVFX são hoje parte de quase todo conteúdo audiovisual, não só de blockbusters: novelas, séries, publicidade, games e experiências imersivas dependem do mesmo pipeline, o que faz da capacidade em VFX um indicador da maturidade tecnológica de uma indústria audiovisual.","brazil":"O Brasil tem uma indústria de VFX e pós-produção consolidada em publicidade e TV, concentrada em São Paulo e no Rio, e em expansão em cinema e séries para plataformas. A O2 Filmes (de Fernando Meirelles) e a Conspiração Filmes mantêm núcleos de pós-produção; a Vetor Zero e o estúdio Lobo são referências em animação e VFX publicitários com clientes internacionais; os Estúdios Globo operam uma das maiores estruturas de efeitos visuais da América Latina para novelas e séries; e casas como Quanta Post, Trator Filmes e Mol Studio atendem cinema. O sucesso internacional de produções brasileiras, como 'Ainda Estou Aqui' (Oscar de melhor filme internacional em 2025) e séries de Netflix, Globoplay e Prime Video, aumentou a demanda por VFX de época, extensões de cenário e trabalho invisível.\n\nO setor também é exportador de talento: artistas brasileiros trabalham em casas como ILM, Framestore, DNEG e Weta, e estúdios locais prestam serviços para publicidade estrangeira. A Ancine e o Fundo Setorial do Audiovisual financiam produção, mas não há crédito fiscal específico para serviços de VFX como em Canadá ou Reino Unido; o Marco Legal dos Games e a entrada de engines na produção virtual aproximam games e audiovisual. No índice, veja O2 Filmes, Conspiração Filmes, Globo (Estúdios Globo), Vetor Zero / Lobo e Epic Games Brasil.","international":"As grandes casas são Industrial Light & Magic (Disney), Weta FX (Nova Zelândia), DNEG (Índia/Reino Unido), Framestore, MPC e Mikros (Technicolor Group, cuja falência em 2025 reorganizou o setor), Rodeo FX, Scanline (Netflix) e Pixomondo (Sony). A geografia é ditada por créditos fiscais: Londres, Vancouver, Montreal, Sydney e Mumbai concentram o trabalho, e a Índia tornou-se o maior polo de mão de obra. A indústria enfrenta margens estreitas, picos e vales de demanda ligados a greves e cortes dos estúdios, e a pressão da IA generativa, que estúdios adotam para reduzir custos enquanto sindicatos buscam proteções.\n\nA produção virtual com Unreal Engine e telas LED, popularizada por The Mandalorian, redistribuiu parte do trabalho da pós-produção para a pré-produção, e a renderização em nuvem reduziu a necessidade de infraestrutura própria.","future":"Para o Brasil, há espaço para se tornar um polo de serviços de VFX e animação para a América Latina e para plataformas globais, aproveitando custo competitivo, fuso horário próximo aos EUA e talento formado em escolas de animação e games. Isso exigiria incentivos fiscais a serviços audiovisuais, infraestrutura de renderização e dados, e política de exportação.\n\nO que observar: a regulação do streaming (que pode gerar demanda por produção nacional), a entrada da IA generativa nos pipelines e seus efeitos sobre empregos, a convergência entre estúdios de games e de VFX, e a capacidade de reter talentos. O risco é permanecer como fornecedor de publicidade e novela sem capturar a produção internacional de alto valor.","related_ids":[278,279,280,281,267,266,268,288],"sources":[{"title":"O2 Filmes","url":"https://www.o2filmes.com/"},{"title":"Vetor Zero","url":"https://www.vetorzero.com.br/"},{"title":"Visual Effects Society (VES)","url":"https://www.vesglobal.org/"},{"title":"Ancine — Agência Nacional do Cinema","url":"https://www.gov.br/ancine/pt-br"},{"title":"Epic Games — Unreal Engine para cinema e produção virtual","url":"https://www.unrealengine.com/en-US/solutions/film-television"}]},{"id":"arte-digital-e-new-media","term":"Arte digital e new media","aliases":["Arte digital e new media","arte digital","new media","arte e tecnologia","new media art"],"sectors":["creative","universities"],"definition":"Arte digital e new media (arte de novas mídias) designam práticas artísticas que usam tecnologias computacionais, eletrônicas e de rede como meio, tema ou ambiente: arte generativa e algorítmica, instalações interativas, vídeo e som digitais, net art, realidade virtual e aumentada, arte robótica, bioarte, arte com inteligência artificial, jogos artísticos, performances telemáticas e intervenções em espaço público com dados e sensores. O que as une não é um suporte, mas uma atitude: tratar a tecnologia como linguagem, questionando seus códigos, infraestruturas e efeitos sociais, e não apenas como ferramenta de produção de imagens.\n\nHistoricamente, o campo nasce nos anos 1950–1960 com a arte cinética e a 'computer art' (Frieder Nake, Vera Molnár, o grupo Nova Tendência), passa pela videoarte e pelos laboratórios de pesquisa (Bell Labs, MIT Media Lab, ZKM na Alemanha, Ars Electronica na Áustria, desde 1979) e se expande com a internet nos anos 1990, com a cultura maker e o software livre nos 2000, e com blockchain e IA generativa nos 2020. A institucionalização veio por festivais (Ars Electronica, Transmediale, Siggraph), centros dedicados e, mais lentamente, por museus e pelo mercado.\n\nTecnicamente, a prática envolve programação criativa (Processing, p5.js, openFrameworks, TouchDesigner, Max/MSP, Pure Data), eletrônica (Arduino, Raspberry Pi, sensores), engines de jogo, aprendizado de máquina e fabricação digital. Preservação é um problema central: obras dependem de hardware, sistemas operacionais e plataformas que ficam obsoletos, exigindo emulação, documentação e migração contínuas.\n\nA relevância do campo cresceu porque ele antecipa debates públicos sobre vigilância, algoritmos, dados, automação e ecologia, e porque forma profissionais híbridos (artistas-programadores, designers de interação) que irrigam indústrias criativas, games, XR e design.","brazil":"O Brasil tem tradição pioneira: Abraham Palatnik criou os cinecromáticos nos anos 1950, Waldemar Cordeiro fez arte computacional na USP nos anos 1960 e 1970 e Julio Plaza e Eduardo Kac trabalharam com telemática e holografia nos anos 1980. Kac, radicado em Chicago, tornou-se referência mundial em bioarte com obras como 'Genesis' e 'GFP Bunny'. Giselle Beiguelman (USP) e Lucas Bambozzi (artista e curador) estão entre os nomes que articulam prática, teoria e curadoria, e o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), criado em 2000 em São Paulo, é o principal festival do gênero na América Latina. O Itaú Cultural, com o ciclo 'Emoção Art.ficial' e sua enciclopédia, o Sesc São Paulo, o Museu do Amanhã (Rio), a Japan House São Paulo e festivais como o Festival de Arte Digital (FAD, Belo Horizonte) formam o circuito institucional; a Nuvem – Estação Rural de Arte e Tecnologia (Visconde de Mauá) e o Garoa Hacker Clube representam residências e cultura maker.\n\nNa universidade, destacam-se o NICS (Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora) da Unicamp, o grupo Poéticas Digitais da ECA-USP, o IHAC da UFBA, programas em PUC-SP, UFRJ, UnB e UFMG, e escolas como a Fundação Armando Alvares Penteado. O financiamento vem da Lei Rouanet, de editais do Ministério da Cultura e de empresas (Itaú, Oi Futuro, que encerrou atividades em 2023). O desafio é a sustentabilidade: poucos espaços dedicados, mercado reduzido e preservação precária de acervos. No índice, veja Eduardo Kac, Giselle Beiguelman, Lucas Bambozzi, FILE, Itaú Cultural, Museu do Amanhã, SESC São Paulo, Japan House, Nuvem, Garoa Hacker Clube, NICS-Unicamp, USP ECA / Poéticas Digitais, UFBA IHAC e FAD.","international":"O circuito global tem polos em Linz (Ars Electronica), Berlim (Transmediale), Karlsruhe (ZKM), Nova York (New Museum, Rhizome, Eyebeam), Tóquio (ICC, teamLab, cuja indústria de experiências imersivas tornou-se negócio bilionário), Seul e Xangai. Artistas como Refik Anadol, Rafael Lozano-Hemmer (México/Canadá), Hito Steyerl, Ryoji Ikeda, Sougwen Chung e Holly Herndon definem a agenda atual, que inclui IA generativa, dados, ecologia e crítica das plataformas. O mercado passou pelo ciclo dos NFTs (2021–2022), que trouxe visibilidade e recursos à arte generativa (Art Blocks, Tyler Hobbs) e depois colapsou, deixando um nicho estável.\n\nMuseus incorporam o campo (MoMA, Centre Pompidou, LACMA) e discutem preservação de obras baseadas em software; empresas de tecnologia financiam residências (Google Arts & Culture, Nvidia, OpenAI) e geram controvérsias sobre uso de obras para treinar modelos.","future":"Para o Brasil, as perguntas são institucionais e econômicas: como manter espaços e festivais dedicados, como preservar acervos digitais, como integrar arte e tecnologia às políticas de inovação (e não apenas de cultura) e como aproveitar a convergência com games, XR, música e design para criar empregos. A IA generativa abre tanto novos meios quanto disputas sobre autoria e trabalho artístico.\n\nO que observar: editais de arte e tecnologia no Ministério da Cultura e nos estados, a continuidade de FILE e FAD, o surgimento de experiências imersivas comerciais em museus, a presença brasileira em bienais e festivais internacionais e o debate regulatório sobre IA e direitos autorais. O risco é o campo ficar entre o mercado de arte, que o ignora, e a indústria, que o absorve sem crítica.","related_ids":[284,285,286,287,288,289,290,291,292,293],"sources":[{"title":"FILE — Festival Internacional de Linguagem Eletrônica","url":"https://file.org.br/"},{"title":"Itaú Cultural — Enciclopédia de Arte e Cultura Brasileiras","url":"https://enciclopedia.itaucultural.org.br/"},{"title":"Eduardo Kac — site oficial","url":"https://www.ekac.org/"},{"title":"Ars Electronica (Linz)","url":"https://ars.electronica.art/"},{"title":"ZKM | Center for Art and Media Karlsruhe","url":"https://zkm.de/en"},{"title":"Festival de Arte Digital (FAD)","url":"https://fad.art.br/"}]},{"id":"realidade-estendida-xr","term":"Realidade estendida (XR)","aliases":["Realidade estendida (XR)","XR","realidade virtual","realidade aumentada","realidade mista","VR","AR","MR"],"sectors":["creative","ai"],"definition":"Realidade estendida (XR, extended reality) é o termo guarda-chuva para tecnologias que combinam ambientes físicos e digitais em diferentes graus: a realidade virtual (VR) substitui o campo de visão por um ambiente totalmente sintético, por meio de óculos fechados com telas e rastreamento de movimento; a realidade aumentada (AR) sobrepõe informações e objetos digitais ao mundo real, via celular ou óculos transparentes; e a realidade mista (MR) ancora objetos virtuais no espaço físico com oclusão e interação, geralmente por óculos com câmeras que reproduzem o ambiente (passthrough). O 'computação espacial' (spatial computing) é o nome que a indústria passou a usar para o conjunto.\n\nOs componentes técnicos são displays de alta densidade (OLED, micro-OLED), óptica (lentes pancake, guias de onda para AR transparente), rastreamento de posição e de mãos e olhos por câmeras e sensores inerciais (inside-out tracking), processadores dedicados (Snapdragon XR, Apple R1) e software de mapeamento espacial (SLAM), além de engines (Unity, Unreal, Godot) e padrões abertos como o OpenXR. Latência abaixo de 20 ms e campo de visão amplo são os requisitos para evitar desconforto; peso, bateria e preço são as barreiras de adoção.\n\nAs aplicações vão de games e entretenimento (o maior mercado) a treinamento industrial e médico, manutenção assistida, arquitetura, educação, telepresença, arte e museus. Os óculos inteligentes com IA (câmeras, microfones e assistentes, com ou sem display) emergem como categoria de massa, convergindo XR com inteligência artificial.\n\nA XR importa como próxima interface de computação (depois do PC e do celular) e como meio artístico, mas sua adoção tem sido mais lenta do que o previsto: o 'metaverso' prometido em 2021 não se materializou, e a indústria se reorientou para dispositivos mais leves e casos de uso específicos.","brazil":"O Brasil tem um ecossistema relevante de produtores de XR, mas pequeno mercado de hardware (preços elevados por impostos e câmbio, e lançamento tardio de dispositivos como o Apple Vision Pro). O estúdio ARVORE (São Paulo) é referência internacional em VR, com a série Pixel Ripped e a experiência 'The Line', vencedora de um Emmy em 2020; produtoras de publicidade e eventos (como Vetor Zero e Lobo) fazem AR e experiências imersivas; e startups aplicam XR em treinamento industrial (Petrobras, Vale, Embraer), saúde e educação. Museus e centros culturais, como o Museu do Amanhã, a Japan House e o Itaú Cultural, exibem obras imersivas, e o FILE tem seção dedicada; o Marco Legal dos Games inclui expressamente software para VR, AR, MR e XR na definição de jogo eletrônico.\n\nNa pesquisa, grupos em USP, Unicamp, UFRGS, UFPE/CESAR, PUC-Rio (Tecgraf) e UFBA trabalham com visualização, interação e XR aplicada à indústria e à educação; o SENAI e os Institutos de Inovação usam XR em treinamento. O desafio é o acesso: poucos dispositivos no país, dependência de lojas estrangeiras e ausência de política de incentivo específica. No índice, veja Marco Legal dos Games, Hoplon, Wildlife Studios, Museu do Amanhã, Japan House, FILE e Tecgraf/PUC-Rio.","international":"A Meta domina o mercado de consumo com a linha Quest (Quest 3 e 3S) e os óculos Ray-Ban Meta, que vendem milhões de unidades e ganharam versão com display em 2025, além do protótipo Orion de AR; a Apple lançou o Vision Pro em 2024 como 'computador espacial' de alto preço e adoção limitada; Samsung e Google lançaram em 2025 o Galaxy XR com o sistema Android XR; Sony (PlayStation VR2), Pico (ByteDance), HTC e Varjo atendem nichos; Microsoft encerrou o HoloLens. Os investimentos da Meta ultrapassam dezenas de bilhões de dólares anuais em sua divisão Reality Labs, com prejuízos persistentes, e a indústria aposta na convergência com assistentes de IA.\n\nPadrões abertos (OpenXR, WebXR) e engines (Unity, Unreal) sustentam o ecossistema de software; o mercado global de XR é estimado em dezenas de bilhões de dólares, com crescimento mais lento que o previsto, e a China emerge como grande produtora de óculos inteligentes.","future":"A trajetória provável é a migração de headsets fechados para óculos leves com IA e AR gradual, com casos de uso em trabalho, treinamento e entretenimento, e a convergência com games e audiovisual. Para o Brasil, a oportunidade está em conteúdo e serviços (estúdios de XR, treinamento industrial, museus e turismo imersivos), não em hardware.\n\nO que observar: lançamentos oficiais de dispositivos no país e sua tributação, editais de cultura e inovação para XR, adoção industrial em treinamento e manutenção, e questões de privacidade (câmeras sempre ligadas, dados biométricos de olhos e rosto), que a LGPD e a ANPD terão de enfrentar. O risco é repetir a bolha do metaverso: investir em promessas de plataforma sem usuários.","related_ids":[276,266,268,289,291,287,281,577,288],"sources":[{"title":"Lei 14.852/2024 — definição de jogo eletrônico inclui VR/AR/MR/XR (art. 5)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14852.htm"},{"title":"ARVORE Immersive Experiences","url":"https://arvore.io/"},{"title":"Khronos Group — OpenXR","url":"https://www.khronos.org/openxr/"},{"title":"Meta — Reality Labs e Quest (site oficial)","url":"https://www.meta.com/quest/"},{"title":"Apple — Vision Pro","url":"https://www.apple.com/apple-vision-pro/"}]},{"id":"cota-de-tela-e-regulacao-do-streaming","term":"Cota de tela e regulação do streaming","aliases":["Cota de tela e regulação do streaming","cota de tela","streaming","regulação do VOD","Condecine"],"sectors":["creative","policy"],"definition":"Cota de tela é a obrigação legal de que salas de cinema exibam um número mínimo de obras nacionais por ano, distribuído ao longo do calendário e com diversidade de títulos, como forma de garantir espaço de mercado à produção local diante do domínio dos grandes estúdios estrangeiros. É um instrumento clássico de política audiovisual, usado desde os anos 1930 em vários países, e se baseia na ideia de que o cinema é bem cultural e não apenas mercadoria, princípio reconhecido pela Convenção da Unesco sobre diversidade cultural (2005).\n\nNo Brasil, a cota de tela está prevista na Medida Provisória 2.228-1/2001 (que criou a Ancine) e é fixada anualmente por decreto, com número de dias por sala e teto de sessões por título; a Lei 14.814/2024 prorrogou a obrigação até 31 de dezembro de 2033, exigiu distribuição proporcional ao longo do ano, análise de impacto regulatório anual e previu multas de até 5% da receita diária média por sessão descumprida. Para a TV paga, a Lei 12.485/2011 (Lei do SeAC) criou cotas de conteúdo brasileiro independente em canais e pacotes.\n\nA regulação do streaming (vídeo sob demanda, VOD) estende essa lógica às plataformas digitais: obrigação de investir parte da receita em produção nacional independente ou de pagar uma contribuição (no Brasil, a Condecine, que financia o Fundo Setorial do Audiovisual), cotas de catálogo (percentual de obras brasileiras) e regras de proeminência (destaque de conteúdo nacional na interface), além de transparência de dados de audiência. O argumento é a assimetria: TV aberta e paga pagam Condecine e cumprem cotas, enquanto plataformas globais operavam sem obrigações.\n\nAs críticas apontam risco de restringir a oferta ao consumidor, de criar produção 'para cumprir cota' e de dificultar a entrada de serviços menores; os defensores respondem com os dados de países que regularam sem perda de mercado e com a necessidade de financiar produção independente.","brazil":"A regulação do streaming tramita há quase uma década. Em 4 de novembro de 2025 a Câmara dos Deputados aprovou o PL 8.889/2017 (relator Doutor Luizinho), que cria a Condecine-Streaming, com alíquota cinco vezes maior para serviços de assinatura que para plataformas de compartilhamento de vídeo, eleva cotas de conteúdo nacional no catálogo (hoje a referência é 10%), amplia o uso do Fundo Setorial do Audiovisual para criadores digitais e retira a possibilidade de que obras cuja titularidade foi cedida a plataformas estrangeiras contem como nacionais. O texto foi ao Senado, onde tramita como substitutivo ao PL 2.331/2022, e o Conselho de Comunicação Social recomendou em agosto de 2026 que os senadores o apreciem; as empresas de streaming (plataformas globais como Netflix, Amazon e Disney, representadas por associações como a Strima) criticam a assimetria e pedem regras próximas às europeias, sem importar o modelo da TV paga.\n\nEnquanto isso, a cota de tela de cinema está garantida até 2033, a Ancine fiscaliza e publica análises de impacto, e o governo estuda a renovação da Condecine e do FSA. O setor independente (produtoras como O2 e Conspiração, a Globo, com interesses dos dois lados, e a EBC) e os sindicatos pressionam por aprovação. No índice, veja Globo (Estúdios Globo / Globo Ventures), O2 Filmes, Conspiração Filmes, EBC e Itaú Cultural.","international":"A União Europeia revisou em 2018 a Diretiva de Serviços de Mídia Audiovisual, impondo 30% de obras europeias nos catálogos de streaming, proeminência e permitindo obrigações de investimento; a França exige que plataformas invistam 20% a 25% da receita local em produção europeia e francesa, com janelas de exibição negociadas; Itália, Espanha, Alemanha e Dinamarca adotaram variantes. O Canadá aprovou a Online Streaming Act (2023) e exige contribuições de 5% da receita; a Austrália legislou em 2025 obrigações de investimento em conteúdo local; a Coreia do Sul e a Índia debatem cotas. Nos EUA, não há cotas, e o governo trata regras de conteúdo local como barreiras comerciais, inclusive em investigações contra parceiros, o que pesa nas negociações brasileiras.\n\nO debate global migrou de cotas de catálogo para obrigações de investimento direto e de proeminência, consideradas mais eficazes, e para a inclusão de plataformas de vídeo (YouTube, TikTok) nas regras.","future":"No Brasil, o desfecho no Senado definirá o modelo: contribuição (Condecine) versus investimento direto, nível das cotas de catálogo, tratamento das plataformas de compartilhamento e regras de proeminência. O impacto sobre a produção independente, sobre o FSA e sobre a oferta ao consumidor dependerá dos percentuais e da fiscalização pela Ancine, que precisará de dados de audiência das plataformas.\n\nO que observar: a votação no Senado e eventual retorno à Câmara, a reação comercial dos EUA, o uso dos recursos do FSA (inclusive para games e criadores digitais), a renovação da Condecine e a prorrogação ou revisão da cota de tela antes de 2033. O risco é um texto que agrade a todos no papel e não seja fiscalizável, ou uma disputa comercial que paralise a política audiovisual.","related_ids":[280,278,279,664,288,276,366],"sources":[{"title":"Lei 14.814/2024 — prorroga a cota de tela até 2033 (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14814.htm"},{"title":"Empresas de streaming criticam projeto aprovado pela Câmara (Teletime, 5 nov. 2025)","url":"https://teletime.com.br/05/11/2025/empresas-de-streaming-criticam-projeto-aprovado-pela-camara/"},{"title":"Teletime — cobertura da regulação de VOD/streaming (2025–2026)","url":"https://teletime.com.br/tag/vod/"},{"title":"Medida Provisória 2.228-1/2001 — Política Nacional do Cinema e Ancine","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/mpv/2228-1.htm"},{"title":"Ancine — Agência Nacional do Cinema","url":"https://www.gov.br/ancine/pt-br"}]},{"id":"economia-criativa","term":"Economia criativa","aliases":["Economia criativa","economia criativa","indústrias criativas","indústria criativa"],"sectors":["creative","policy"],"definition":"Economia criativa é o conjunto de atividades econômicas cujo insumo principal é a criatividade, o conhecimento e a propriedade intelectual: artes, patrimônio e museus, audiovisual, música, editorial, design, moda, arquitetura, publicidade, games, software criativo e mídias digitais. O conceito foi formulado no fim dos anos 1990 (Reino Unido, com o mapeamento das 'creative industries' do DCMS em 1998, e o livro de John Howkins, em 2001) e adotado pela UNCTAD e pela Unesco como categoria de política de desenvolvimento, articulando cultura, tecnologia e comércio.\n\nMetodologicamente, a economia criativa é medida por classificações de atividades (CNAE, no Brasil) e ocupações, o que gera números distintos conforme o recorte: alguns incluem software e publicidade (e chegam a 3% ou mais do PIB), outros restringem-se ao núcleo cultural. A UNCTAD distingue bens criativos (livros, filmes, artesanato, design) de serviços criativos (software, pesquisa e desenvolvimento, publicidade, audiovisual), e estes últimos cresceram muito mais rápido, puxados pela digitalização.\n\nA economia criativa importa por quatro razões: gera empregos qualificados e resistentes à automação, concentra-se em cidades e pode revitalizar territórios (distritos criativos), exporta identidade e 'soft power' e é a camada de conteúdo que dá valor a plataformas digitais, games, XR e inteligência artificial. Ao mesmo tempo, é marcada por informalidade, renda irregular e desigualdade de acesso, e sua cadeia de valor é cada vez mais capturada por plataformas globais de distribuição.\n\nA inteligência artificial generativa é o novo divisor: amplia a produtividade criativa e, ao mesmo tempo, desvaloriza trabalho humano e usa obras protegidas como dados de treinamento, o que coloca a economia criativa no centro da regulação de IA e de direitos autorais.","brazil":"O Mapeamento da Indústria Criativa da Firjan, principal referência nacional, estima a participação do setor em torno de 3% do PIB (cerca de R$ 230 bilhões em 2020) e perto de um milhão de trabalhadores formais, com remuneração média acima da do mercado, concentrados em São Paulo e Rio e nas áreas de tecnologia (software, TI) e consumo (publicidade, design, moda). O Observatório Itaú Cultural mantém o Painel de Dados da economia da cultura, e o IBGE publica o Sistema de Informações e Indicadores Culturais. O Ministério da Cultura recriou em 2023 a Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural, e a Política Nacional Aldir Blanc, a Lei Paulo Gustavo e a Lei Rouanet são os principais instrumentos de financiamento; Marco Legal dos Games (2024) e a regulação do streaming em debate afetam diretamente o setor.\n\nTerritorialmente, destacam-se o Porto Digital em Recife, que combina TIC e economia criativa (com o Armazém da Criatividade em Caruaru), distritos criativos em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre, e polos de games, audiovisual e música. Exportações criativas brasileiras são lideradas por audiovisual (novelas, séries, 'Ainda Estou Aqui'), música (streaming de artistas brasileiros no exterior) e games mobile. No índice, veja Itaú Cultural, SESC São Paulo, Abragames, Wildlife Studios, Globo, Porto Digital e Cifra Club / Studio Sol.","international":"Segundo a UNCTAD (Creative Economy Outlook 2024), as exportações mundiais de serviços criativos ultrapassaram US$ 1,4 trilhão em 2022, mais que o dobro das de bens criativos, com forte crescimento de software, publicidade, pesquisa e audiovisual; China, EUA, Reino Unido, Alemanha e Índia lideram. A Unesco estima que o setor cultural e criativo gera cerca de 3% do PIB global e dezenas de milhões de empregos. Coreia do Sul (K-pop, séries, games) tornou-se o caso de política de exportação cultural mais estudado; o Reino Unido, Canadá, Austrália e Colômbia (a 'economia laranja') têm estratégias nacionais.\n\nOs temas globais são a remuneração justa nas plataformas de streaming, a regulação de IA e direitos autorais (UE, Reino Unido, EUA), a proteção da diversidade cultural (Convenção da Unesco de 2005) e a inclusão da economia criativa nas agendas de desenvolvimento e clima.","future":"No Brasil, a economia criativa pode crescer se articular cultura com inovação: integrar os instrumentos de fomento cultural às políticas de inovação (Finep, BNDES, Lei do Bem), formar profissionais híbridos (arte e tecnologia), fortalecer distritos criativos e aproveitar o alcance internacional da música e do audiovisual. A regulação do streaming e do uso de obras em IA definirá quem captura o valor.\n\nO que observar: dados atualizados (Firjan, IBGE, Itaú Cultural), a continuidade da PNAB, a implementação do Marco Legal dos Games, a regulação de IA e direitos autorais no Congresso e o desempenho das exportações criativas. O risco é um setor grande em empregos e pequeno em captura de valor, com a renda migrando para plataformas e modelos estrangeiros.","related_ids":[288,290,275,266,280,282,283,625,276,287],"sources":[{"title":"Firjan — Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil","url":"https://www.firjan.com.br/economiacriativa/"},{"title":"Observatório Itaú Cultural — dados da economia da cultura","url":"https://www.itaucultural.org.br/observatorio"},{"title":"UNCTAD — Creative Economy Outlook 2024","url":"https://unctad.org/publication/creative-economy-outlook-2024"},{"title":"Ministério da Cultura — portal oficial","url":"https://www.gov.br/cultura/pt-br"},{"title":"Porto Digital — parque tecnológico de TIC e economia criativa","url":"https://www.portodigital.org/"}]},{"id":"unicornio","term":"Unicórnio","aliases":["Unicórnio","unicórnio","unicórnios","startup unicórnio"],"sectors":["hubs"],"definition":"Unicórnio é uma empresa de capital fechado, nascida como startup, avaliada em US$ 1 bilhão ou mais em uma rodada de investimento privado. O termo foi cunhado pela investidora Aileen Lee em 2013, quando essas empresas eram raras como o animal mitológico; desde então, o número passou de algumas dezenas para mais de 1.200 no mundo, o que esvaziou parte do simbolismo, mas manteve o rótulo como marcador de status e de acesso a capital, talento e imprensa. Variantes incluem 'decacórnio' (US$ 10 bilhões) e 'hectocórnio' (US$ 100 bilhões).\n\nÉ importante entender o que o número significa: a avaliação (valuation) de um unicórnio é o preço implícito por ação pago pelo último investidor multiplicado pelo total de ações, e não um valor de mercado líquido. Investidores de rodadas tardias costumam ter preferências de liquidação (receber primeiro em caso de venda), o que infla a avaliação nominal das ações comuns; por isso, muitos unicórnios 'valem' menos do que o título sugere, e vários tiveram rodadas de baixa (down rounds) ou abriram capital abaixo da avaliação privada após 2022.\n\nO status de unicórnio costuma coincidir com um ponto de inflexão operacional: a empresa atingiu escala, contrata executivos experientes, cria programas de stock options relevantes e começa a planejar IPO, aquisição ou permanência privada por mais tempo. Para o ecossistema, unicórnios funcionam como escolas de talentos (ex-funcionários fundam novas empresas), âncoras de investidores estrangeiros e provas de que um mercado consegue gerar empresas de tecnologia de grande porte.\n\nA crítica é que a métrica mede capital captado, e não lucro, impacto ou sustentabilidade, e que incentiva crescimento a qualquer custo; após 2022, a indústria passou a valorizar 'camelos' (empresas eficientes) e a observar receita, margem e geração de caixa.","brazil":"O Brasil criou seu primeiro unicórnio em janeiro de 2018, a 99 (mobilidade), com o investimento da Didi, seguida no mesmo ano por Nubank, PagSeguro e Stone (estas por IPO), iFood/Movile, e em 2019–2021 por Gympass (hoje Wellhub), Loggi, QuintoAndar, Ebanx, Wildlife Studios, Loft, VTEX, Creditas, C6 Bank, MadeiraMadeira, Hotmart, Mercado Bitcoin, Unico, Cloudwalk, Frete.com, Olist, Facily, Daki, entre outras; depois do aperto de 2022 vieram Dock, Neon, QI Tech (2023), a venda da Pismo à Visa por US$ 1 bilhão e, em 2025, a Asaas, com rodada liderada pela Bond. O país soma cerca de 25 empresas que alcançaram a marca, mais da metade das da América Latina, concentradas em fintech (Nubank, Creditas, QI Tech, Ebanx, Cloudwalk, Asaas), marketplaces e logística, e majoritariamente em São Paulo. O Nubank, listado na NYSE em 2021, é o maior deles e um dos bancos mais valiosos das Américas.\n\nAlguns unicórnios perderam o status ou encolheram (Facily, Loft, Daki) e vários passaram por demissões; as aberturas de capital previstas migraram para o exterior ou foram adiadas. Os investidores que lideraram essas rodadas incluem SoftBank Latin America Fund, Kaszek, Monashees, Valor Capital, Tiger Global e General Atlantic. No índice, veja Brazilian unicorns (cohort), Nubank, Creditas, QI Tech, Ebanx, Cloudwalk, Asaas, Wildlife Studios, Kaszek, Monashees e SoftBank Latin America Fund.","international":"Os EUA concentram cerca de metade dos unicórnios do mundo e a China cerca de um quinto, seguidos por Índia, Reino Unido, Alemanha e Israel; os maiores são empresas de IA (OpenAI, Anthropic, xAI), SpaceX, ByteDance, Stripe, Shein e Databricks, com avaliações de dezenas a centenas de bilhões de dólares. Após o pico de 2021 (mais de 500 novos unicórnios em um ano), a criação caiu drasticamente em 2023–2024 e se concentrou em inteligência artificial em 2025–2026, com megarrodadas de fundos soberanos, big techs e gestoras como Thrive, Andreessen Horowitz e SoftBank.\n\nA tendência é empresas permanecerem privadas por mais tempo, com mercados secundários para liquidez de funcionários, e um descolamento entre poucas empresas de IA com avaliações estratosféricas e o resto do ecossistema, com 'unicórnios zumbis' que não conseguem novas rodadas.","future":"Para o Brasil, a próxima geração de unicórnios deve vir de fintech de infraestrutura, agtech, saúde, IA aplicada e software para empresas, e o teste será transformar avaliação em empresas lucrativas e listadas, de preferência também na B3. A escassez de capital de estágio avançado no país faz com que rodadas grandes dependam de fundos estrangeiros, sensíveis a câmbio e juros.\n\nO que observar: IPOs e aquisições de unicórnios brasileiros, retomada de rodadas de crescimento, criação de fundos locais de late stage (BNDES, fundos de pensão), o desempenho dos listados (Nubank, Inter, VTEX) e a eventual onda de IA. O risco é o país continuar a gerar poucas empresas de grande escala e perder sedes e empregos qualificados para o exterior.","related_ids":[319,220,229,230,231,228,233,266,304,305],"sources":[{"title":"Aileen Lee — Welcome to the Unicorn Club (TechCrunch, 2013)","url":"https://techcrunch.com/2013/11/02/welcome-to-the-unicorn-club/"},{"title":"CB Insights — The Complete List of Unicorn Companies","url":"https://www.cbinsights.com/research-unicorn-companies"},{"title":"Distrito — inteligência sobre startups e unicórnios brasileiros","url":"https://distrito.me/"},{"title":"Nu Holdings — Relações com Investidores","url":"https://investors.nu/"},{"title":"LAVCA — Association for Private Capital Investment in Latin America (dados de VC)","url":"https://www.lavca.org/research/"}]},{"id":"venture-capital","term":"Venture capital","aliases":["Venture capital","venture capital","capital de risco","VC","capital empreendedor"],"sectors":["hubs"],"definition":"Venture capital (capital de risco ou capital empreendedor) é a modalidade de investimento em participação acionária minoritária em empresas jovens de alto potencial de crescimento e alto risco, com a expectativa de retorno por meio da venda da participação anos depois (IPO, aquisição ou venda a outro fundo). Diferencia-se do private equity, que compra empresas maduras, e do crédito, que não participa do capital. O capital é organizado em fundos com prazo determinado (em geral dez anos), geridos por uma gestora (general partner) que capta recursos de investidores institucionais e famílias (limited partners), como fundos de pensão, endowments, seguradoras, fundos soberanos e empresas.\n\nA economia do venture capital segue a 'lei de potência': a maioria dos investimentos perde dinheiro ou retorna pouco, e um ou dois em cada dez pagam o fundo inteiro. Por isso, gestores buscam mercados enormes, modelos escaláveis e equipes capazes de crescer rápido, investem por estágios (pré-seed, seed, séries A, B, C e rodadas de crescimento) e exigem direitos de governança (conselho, preferências, veto), além de cobrar taxa de administração (cerca de 2% ao ano) e participação nos ganhos (carry, cerca de 20%).\n\nO instrumento típico é a ação preferencial conversível com preferências de liquidação; em estágios iniciais, usam-se notas ou mútuos conversíveis. A avaliação é negociada rodada a rodada, e a diluição dos fundadores é compensada pela expectativa de que a fatia menor valha mais. O retorno médio da classe depende de poucos fundos de elite, o que torna acesso e reputação centrais.\n\nO venture capital importa porque financia a inovação que bancos não financiam (sem garantias, sem lucro, com risco tecnológico) e constrói ecossistemas: gestores, advogados, executivos e redes de fundadores. Seus efeitos colaterais são bolhas de avaliação, incentivo ao crescimento predatório e concentração geográfica.","brazil":"O venture capital brasileiro amadureceu nos anos 2010 e teve seu pico em 2021, quando startups do país captaram cerca de US$ 9 bilhões, segundo Distrito e ABVCAP, mais da metade do total da América Latina; com a alta de juros, o volume caiu para a faixa de US$ 2 a 3 bilhões anuais em 2023–2025, com menos rodadas tardias e mais foco em eficiência. As principais gestoras do índice são Monashees (2005), Kaszek (2011, argentino-brasileira), Canary, Valor Capital Group, Astella, Igah Ventures e Bossanova (micro-VC de alto volume), além dos fundos globais SoftBank Latin America Fund (US$ 8 bilhões anunciados em 2019–2021), Tiger Global, General Atlantic, Riverwood e Andreessen Horowitz, e gestoras locais como DNA Capital, Redpoint eventures e Alexia. O capital público é relevante: BNDESPar e Finep investem em fundos (FIPs) e programas como BNDES Garagem, e a Resolução CVM 175 (2022) modernizou a regulação de fundos.\n\nOs setores dominantes são fintech (quase metade do volume), varejo digital, logística, saúde, agtech e, desde 2024, inteligência artificial. Obstáculos estruturais: juros reais altos que tornam a renda fixa concorrente imbatível, poucos fundos de pensão investindo em VC, falta de capital local de estágio avançado e dependência de saídas no exterior. No índice, veja ainda Cubo Itaú, Endeavor Brasil, ABStartups, Distrito e Brazilian unicorns (cohort).","international":"O venture capital global movimentou entre US$ 300 e 400 bilhões por ano em 2024–2025, com os EUA respondendo por cerca de dois terços e com concentração inédita em inteligência artificial: poucas empresas (OpenAI, Anthropic, xAI, Databricks) absorveram dezenas de bilhões em megarrodadas, enquanto o restante do mercado encolheu. China recuou por razões regulatórias e geopolíticas; Índia, Reino Unido, Israel e Alemanha disputam o segundo pelotão; a América Latina captou cerca de US$ 4 bilhões anuais, segundo a LAVCA. Fundos soberanos do Golfo e big techs tornaram-se investidores decisivos.\n\nDebates em curso: a 'morte' do modelo clássico de fundos pequenos diante de plataformas gigantes (a16z, Sequoia, General Catalyst), o retorno dos investidores com IPOs mais raros, mercados secundários, e o papel do Estado (fundos de fundos, incentivos fiscais como SEIS/EIS britânico e o francês Tibi) para destravar capital institucional.","future":"No Brasil, o venture capital deve crescer se os juros caírem e se fundos de pensão e seguradoras forem incentivados a alocar em inovação; o governo discute fundos de fundos (BNDES, Finep), e a B3 estuda mecanismos para listar empresas de tecnologia mais cedo. A onda de IA pode trazer capital, mas também concentrar investimentos em poucas empresas e no exterior.\n\nO que observar: volume anual e número de rodadas (Distrito, ABVCAP, LAVCA), fundos locais de estágio avançado, saídas via IPO e M&A, novos programas públicos e a regulação de fundos (CVM 175), além da entrada de capital de corporações. O risco é um ecossistema que forma boas empresas em estágio inicial e as perde, por falta de capital, para compradores estrangeiros.","related_ids":[304,305,306,307,308,309,310,311,315,669],"sources":[{"title":"ABVCAP — Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital","url":"https://www.abvcap.com.br/"},{"title":"Distrito — relatórios sobre venture capital no Brasil","url":"https://distrito.me/"},{"title":"LAVCA — Industry Data & Analysis (2024, 2025, 2026)","url":"https://www.lavca.org/research/"},{"title":"Resolução CVM nº 175/2022 — marco dos fundos de investimento","url":"https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol175.html"},{"title":"BNDES Garagem — programa de apoio a startups","url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/onde-atuamos/inovacao/bndes-garagem"}]},{"id":"parque-tecnologico","term":"Parque tecnológico","aliases":["Parque tecnológico","parque tecnológico","parques tecnológicos","parque científico e tecnológico"],"sectors":["hubs","universities"],"definition":"Parque tecnológico (ou parque científico e tecnológico) é um empreendimento territorial planejado que concentra, em uma área delimitada, empresas de base tecnológica, centros de pesquisa, laboratórios, incubadoras e serviços compartilhados, em geral vinculado a uma ou mais universidades, com o objetivo de promover a transferência de conhecimento, a criação de empresas inovadoras e o desenvolvimento regional. Difere de um distrito industrial pelo foco em conhecimento e pela presença de uma entidade gestora que seleciona empresas, organiza interações e articula governo, academia e setor privado (o modelo da 'tríplice hélice').\n\nO conceito nasce nos EUA com o Stanford Research Park (1951), berço do Vale do Silício, e o Research Triangle Park (Carolina do Norte, 1959); espalhou-se pela Europa (Sophia Antipolis, Cambridge Science Park), Ásia (Tsukuba, Hsinchu, Daedeok, Zhongguancun) e América Latina a partir dos anos 1980. A International Association of Science Parks (IASP) reúne mais de 300 parques em 70 países.\n\nUm parque opera em três camadas: a imobiliária (terrenos, edifícios, infraestrutura, com receita de aluguel ou cessão), a de serviços (incubação, aceleração, laboratórios compartilhados, propriedade intelectual, acesso a financiamento) e a de rede (eventos, conexão com pesquisadores, compras públicas, atração de empresas-âncora). Seu sucesso depende menos dos prédios e mais da densidade de talentos, da presença de empresas que demandem pesquisa e de governança estável; muitos parques fracassaram como 'condomínios de escritórios' sem interação real.\n\nParques importam como instrumento de política regional (fixar talentos fora das capitais), de aproximação universidade-empresa (laboratórios, estágios, spin-offs) e de atração de investimento, e sua avaliação se faz por empresas residentes, empregos qualificados, faturamento, patentes e novas empresas criadas.","brazil":"O Brasil tem cerca de uma centena de iniciativas de parques tecnológicos, das quais mais de 50 em operação, segundo levantamentos do MCTI e da Anprotec (fundada em 1987, com mais de 300 associados entre parques, incubadoras e aceleradoras). O caso mais bem-sucedido é o Porto Digital, no centro histórico do Recife, criado em 2000 a partir do Centro de Informática da UFPE e do CESAR: reúne mais de 540 empresas de TIC e economia criativa, cerca de 24 mil empregos e faturamento de R$ 7,4 bilhões, com um polo em Caruaru; sua governança por organização social e sua ligação com a política estadual de Pernambuco são referência. Outros parques relevantes do índice: Tecnopuc (PUCRS, Porto Alegre, 2003, com centros de P&D de multinacionais), Sapiens Parque e o ecossistema da ACATE em Florianópolis, o Parque Tecnológico de São José dos Campos (aeroespacial, ligado a Embraer, ITA e Inpe), o Parque Tecnológico da UFRJ (petróleo e gás, com centros de pesquisa de Petrobras e fornecedores), o Supera Parque (Ribeirão Preto, saúde), o BH-TEC (Belo Horizonte) e o Itaipu Parquetec (Foz do Iguaçu, energia).\n\nO financiamento combina recursos federais (MCTI, Finep, FNDCT), estaduais (fundações de amparo, como a FAPESC em Santa Catarina), municipais (terrenos, isenções) e privados. Os desafios recorrentes são a dependência de verbas públicas, a baixa demanda de P&D pelas empresas brasileiras, a governança instável a cada mudança de governo e a dificuldade de medir resultados. No índice, veja também Porto Digital e a política de inovação de Pernambuco, Política de ecossistema de inovação de Santa Catarina e FAPESC e Investe SP.","international":"Os parques mais influentes hoje são asiáticos: Zhongguancun (Pequim), Shenzhen Hi-Tech Industrial Park, Hsinchu (Taiwan, sede da TSMC), Daedeok Innopolis (Coreia) e Tsukuba (Japão), fruto de política industrial sustentada por décadas; na Europa, Cambridge, Sophia Antipolis e os parques nórdicos; nos EUA, o modelo migrou para 'distritos de inovação' urbanos (Kendall Square em Cambridge, Cortex em St. Louis) e para campi de universidades. A Ásia e o Oriente Médio constroem parques de IA e semicondutores como peças de soberania tecnológica.\n\nA literatura internacional (OCDE, IASP) converge: parques funcionam quando há massa crítica de pesquisa aplicada, empresas-âncora que demandam inovação e governança profissional, e fracassam quando são projetos imobiliários; a tendência é integrar parques a cidades (distritos de inovação) em vez de isolá-los.","future":"Para o Brasil, a agenda é consolidar os parques que funcionam, conectá-los a políticas industriais (Nova Indústria Brasil, PBIA, semicondutores, saúde, defesa) e a compras públicas, profissionalizar a gestão e medir resultados. A conversão de parques em 'distritos de inovação' urbanos (como o Porto Digital e iniciativas em São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte) é a direção mais promissora.\n\nO que observar: indicadores padronizados (MCTI/Anprotec), instalação de centros de P&D de multinacionais, spin-offs universitários, políticas estaduais e a sustentabilidade financeira após ciclos eleitorais. O risco é a multiplicação de parques sem demanda real por inovação, repetindo o padrão de 'elefantes brancos'.","related_ids":[625,630,624,623,626,627,629,300,150,360],"sources":[{"title":"Porto Digital — site oficial (números do parque)","url":"https://www.portodigital.org/"},{"title":"Anprotec — Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores","url":"https://anprotec.org.br/site/"},{"title":"MCTI — Parques tecnológicos e incubadoras (programa)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br"},{"title":"IASP — International Association of Science Parks and Areas of Innovation","url":"https://www.iasp.ws/"},{"title":"Tecnopuc — parque científico e tecnológico da PUCRS","url":"https://www.pucrs.br/tecnopuc/"}]},{"id":"incubadora-e-aceleradora","term":"Incubadora e aceleradora","aliases":["Incubadora e aceleradora","incubadora","aceleradora","incubadoras","aceleradoras","incubação","aceleração"],"sectors":["hubs"],"definition":"Incubadoras e aceleradoras são mecanismos de apoio a empresas nascentes, com lógicas diferentes. A incubadora, modelo surgido nos EUA nos anos 1950 e difundido nos 1980, oferece a empresas em estágio muito inicial espaço físico, infraestrutura compartilhada, consultoria em gestão, acesso a laboratórios e a redes, por períodos longos (dois a quatro anos), em geral sem tomar participação acionária; costuma ser ligada a universidades, parques tecnológicos, governos ou entidades como o Sebrae, e seu foco é reduzir a mortalidade de empresas de base tecnológica e transferir conhecimento acadêmico.\n\nA aceleradora, modelo criado pela Y Combinator (2005) e pela Techstars (2006), é um programa curto (três a seis meses), em turmas, com investimento inicial em troca de participação (tipicamente 5% a 10%), mentoria intensiva, acesso a investidores e um evento final (demo day); seu objetivo é 'acelerar' empresas que já têm produto e tração até a próxima rodada de capital. Aceleradoras podem ser independentes (com fundos próprios), corporativas (ligadas a grandes empresas, que buscam inovação e parcerias) ou públicas.\n\nEntre os dois surgiram formatos híbridos: hubs e espaços de coworking com programas (Cubo, Station F), programas de 'pré-aceleração' e de 'scale-up' para empresas maduras (Endeavor), venture builders que criam empresas do zero e programas de inovação aberta. A avaliação desses mecanismos é difícil: aceleradoras de elite mostram efeito positivo em captação e sobrevivência, mas a maioria dos programas tem resultados modestos, e a seleção (escolher empresas boas) explica parte do sucesso.\n\nEsses mecanismos importam porque reduzem assimetrias de informação e custo de transação no início da vida de uma empresa, conectam fundadores a capital e clientes e, no caso das incubadoras universitárias, transformam pesquisa em empresas.","brazil":"O Brasil tem uma das maiores redes de incubadoras do mundo: o mapeamento da Anprotec em parceria com o Sebrae identificou mais de 360 incubadoras, com milhares de empresas incubadas e graduadas, e dezenas de aceleradoras. A Anprotec, criada em 1987, desenvolveu com o Sebrae o modelo Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos), padrão de gestão para incubadoras. Incubadoras de universidades (Cietec/USP, Incamp/Unicamp, Coppe/UFRJ, Raiar/PUCRS, Midi Tecnológico em Florianópolis) e de parques (Porto Digital, Tecnopuc) formam o núcleo. Entre as aceleradoras e hubs do índice: Cubo Itaú (criado em 2015 com a Redpoint eventures, hoje um dos maiores hubs da América Latina), BNDES Garagem (2019), Endeavor Brasil (scale-ups), ACE (hoje ACE Cortex), Wayra (Vivo/Telefónica), Darwin Startups, Baita e programas públicos como InovAtiva Brasil (MDIC/Sebrae) e Start-Up Brasil (MCTI, 2013–2016). A ABStartups e a Distrito mapeiam o ecossistema, e a turma brasileira da Y Combinator (Nubank, QuintoAndar, Loft, Brex, com fundadores brasileiros) mostra a conexão com o exterior.\n\nOs desafios são a sustentabilidade financeira das incubadoras (dependentes de verbas públicas), a qualidade desigual, o excesso de programas corporativos sem compromisso de compra e a concentração em São Paulo. No índice, veja também ABStartups, Distrito, Sebrae, ACATE / Sapiens Parque e San Pedro Valley.","international":"A Y Combinator (que investe US$ 500 mil por turma de centenas de empresas e formou Airbnb, Stripe, Coinbase, OpenAI em sua origem sem fins lucrativos) e a Techstars seguem como referências; Station F (Paris), Plug and Play, 500 Global, Antler e Entrepreneur First expandiram-se globalmente; China e Índia têm milhares de incubadoras apoiadas pelo Estado; a Europa financia redes via Horizonte Europa e o EIC. Aceleradoras corporativas se multiplicaram nos anos 2010 e depois encolheram, dando lugar a fundos de corporate venture e a parcerias comerciais.\n\nO debate internacional é sobre eficácia: estudos mostram que aceleradoras de alta reputação ajudam, mas que o 'efeito aceleradora' médio é pequeno; a tendência é a especialização (deep tech, clima, saúde, IA), programas mais longos para hardware e biotecnologia, e venture studios.","future":"No Brasil, a direção provável é a especialização (agtech, saúde, deep tech, IA, clima) com programas ligados a laboratórios e grandes compradores, a integração entre incubadoras universitárias e fundos de investimento (para que a pesquisa chegue ao mercado) e a profissionalização dos hubs corporativos, com foco em contratos reais. Programas públicos (BNDES, Finep, Sebrae, estados) devem exigir métricas de resultado.\n\nO que observar: taxas de sobrevivência e captação de empresas graduadas, novos programas federais e estaduais, a consolidação de hubs em cidades médias e a entrada de aceleradoras globais no país. O risco é a 'indústria do empreendedorismo' crescer mais que as empresas que ela promete criar.","related_ids":[238,315,313,336,312,318,314,300,301,625],"sources":[{"title":"Anprotec — Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores","url":"https://anprotec.org.br/site/"},{"title":"Sebrae — modelo Cerne para incubadoras","url":"https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/"},{"title":"Cubo Itaú","url":"https://cubo.network/"},{"title":"BNDES Garagem","url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/onde-atuamos/inovacao/bndes-garagem"},{"title":"Y Combinator — programa e termos padrão","url":"https://www.ycombinator.com/about"},{"title":"Endeavor Brasil","url":"https://endeavor.org.br/"}]},{"id":"marco-legal-das-startups","term":"Marco Legal das Startups","aliases":["Marco Legal das Startups","Lei Complementar 182","LC 182/2021"],"sectors":["hubs","policy"],"definition":"O Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador é a Lei Complementar 182, de 1º de junho de 2021, que define juridicamente startup, cria regras para investimento, reduz a responsabilidade de investidores, institui o sandbox regulatório como instrumento geral e cria uma modalidade especial de contratação pública de soluções inovadoras. Resultou da fusão do PLP 146/2019 com propostas do governo e do setor (ABStartups, Anjos do Brasil, Dínamo), após anos de queixas de que o direito societário e a legislação de compras eram hostis a empresas nascentes.\n\nA lei define startup como organização, nova ou recente, cuja atuação se caracteriza pela inovação aplicada a modelo de negócios ou a produtos e serviços, e fixa requisitos objetivos para o tratamento especial: receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior, até dez anos de CNPJ e declaração de modelo inovador no ato constitutivo ou enquadramento no regime Inova Simples. Esse recorte abre acesso a instrumentos específicos sem criar um novo tipo societário.\n\nNo capítulo de investimentos, a lei lista instrumentos que não integram o capital social até sua conversão (opções de compra de ações, debêntures e mútuos conversíveis, sociedade em conta de participação, contrato de investidor-anjo) e estabelece que o investidor que não é sócio não responde por dívidas da empresa, inclusive em recuperação judicial, e não está sujeito à desconsideração da personalidade jurídica, salvo dolo, fraude ou simulação, atacando o principal medo de investidores pessoas físicas. Permite ainda que empresas com obrigações legais de investimento em P&D (como as de energia, petróleo e telecom) cumpram-nas aplicando em startups por meio de fundos.\n\nO capítulo de contratações públicas cria a licitação por 'teste de solução', com critérios de potencial de resolução do problema e maturidade, e o Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), de até 12 meses prorrogáveis por 12, com valor máximo de R$ 1,6 milhão, seguido de contrato de fornecimento sem nova licitação por até 48 meses e cinco vezes o valor. A lei também alterou a Lei das S.A. para simplificar companhias menores.","brazil":"Nos anos seguintes à sanção, o CPSI foi usado por órgãos federais, estaduais e municipais (prefeituras de São Paulo, Recife e Curitiba, governos estaduais, estatais) para contratar startups em saúde, mobilidade, educação e gestão, ainda em escala modesta e com dúvidas jurídicas sobre a transição para o contrato de fornecimento. O sandbox previsto no art. 11 deu respaldo a programas de CVM, Banco Central, Susep, ANPD e Anatel, e a proteção ao investidor consolidou o uso de mútuos conversíveis e contratos de investidor-anjo. As mudanças na Lei das S.A. (conselho de administração facultativo e publicações simplificadas para companhias com receita até R$ 78 milhões) reduziram custos de empresas em crescimento.\n\nO ecossistema avalia a lei como avanço, mas incompleto: ficaram de fora a tributação de stock options (que continua em disputa no Judiciário e no Congresso, com projeto de marco legal próprio), o tratamento tributário de investidores-anjo e de fundos, e a 'startup unipessoal'. A lei dialoga com o Inova Simples (LC 167/2019), a Lei de Inovação e o Marco Legal de CT&I, a Lei do Bem e o Marco Legal dos Games. No índice, veja Marco Legal das Startups, ABStartups, Endeavor Brasil, Sebrae, Sandbox Regulatório da CVM e Banco Central do Brasil.","international":"Vários países adotaram 'startup acts' na mesma década: Itália (2012, com definição de startup inovadora, incentivos fiscais e visto), França (La French Tech e a lei PACTE), Tunísia (2018), Senegal, Nigéria e Quênia (leis de startups com fundos e incentivos), Espanha (Ley de Startups, 2022, com benefícios fiscais a investidores e stock options) e Índia (Startup India, 2016, com registro e isenções). O padrão comum é a combinação de definição legal, incentivos fiscais ao investimento, flexibilização trabalhista e societária, compras públicas inovadoras e vistos para talentos.\n\nOs EUA não têm lei específica, mas contam com o JOBS Act (2012, crowdfunding e IPOs facilitados), tratamento fiscal favorável a ganhos em pequenas empresas (QSBS) e um mercado de capitais profundo; o Reino Unido usa os incentivos SEIS/EIS, considerados os mais eficazes para investimento-anjo.","future":"A agenda brasileira inclui o marco legal das stock options, a revisão de limites e procedimentos do CPSI, incentivos fiscais a investidores de risco (nos moldes do SEIS/EIS), a regulamentação de sandboxes multirregulador e a adaptação da lei à reforma tributária. Há também propostas de visto para empreendedores e de simplificação do fechamento de empresas.\n\nO que observar: dados de uso do CPSI por governos, decisões do Carf e do STJ sobre stock options, projetos de lei de incentivo ao investimento-anjo e a avaliação de impacto da lei pelo TCU e pelo Congresso. O risco é a lei ficar como boa arquitetura jurídica sem os incentivos econômicos que, em outros países, deram tração aos ecossistemas.","related_ids":[342,313,312,336,236,213,341,340,276],"sources":[{"title":"Lei Complementar 182/2021 — texto integral (Planalto)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm"},{"title":"Lei Complementar 123/2006 — Simples Nacional (arts. 61-A investidor-anjo e 65-A Inova Simples)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm"},{"title":"ABStartups — Associação Brasileira de Startups","url":"https://abstartups.com.br/"},{"title":"Lei Complementar 167/2019 — Inova Simples","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp167.htm"},{"title":"Lei 10.973/2004 — Lei de Inovação","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm"}]},{"id":"investidor-anjo","term":"Investidor-anjo","aliases":["Investidor-anjo","investidor-anjo","investidores-anjo","investimento anjo","angel investor"],"sectors":["hubs"],"definition":"Investidor-anjo é a pessoa física (ou, mais raramente, empresa) que investe capital próprio em empresas nascentes, nos estágios em que ainda não há receita ou tração suficiente para atrair fundos de venture capital, aportando também experiência, rede de contatos e mentoria. O termo vem do teatro da Broadway, onde 'anjos' financiavam produções, e se consolidou no Vale do Silício nos anos 1980–1990. Anjos típicos são empreendedores que venderam empresas, executivos e profissionais liberais; investem valores de dezenas a centenas de milhares de reais por empresa, montam carteiras de dez a vinte participações para diluir o risco e esperam retorno em cinco a dez anos.\n\nO investimento-anjo preenche o 'vale da morte' entre o capital dos fundadores, família e amigos e a primeira rodada institucional (seed). Organiza-se em grupos ou redes de anjos, que compartilham a análise de oportunidades (due diligence), coinvestem e negociam termos padronizados, e, cada vez mais, em plataformas de equity crowdfunding e sindicatos online, que permitem tíquetes menores. Os instrumentos usuais são o mútuo conversível (empréstimo que vira participação na próxima rodada, com desconto e teto de avaliação), notas conversíveis e, no Brasil, o contrato de participação específico da legislação.\n\nA economia é de alto risco e retorno assimétrico: a maioria dos investimentos é perdida, e o retorno vem de poucas empresas que crescem muito; estudos nos EUA e no Reino Unido estimam retornos médios de 2 a 3 vezes o capital em carteiras diversificadas, com enorme dispersão. Por isso vários países criam incentivos fiscais ao investimento-anjo (dedução ou isenção de ganho de capital), considerando-o bem público para o ecossistema.\n\nA importância do anjo está em três contribuições: capital nos estágios mais arriscados, transferência de experiência de gestão e sinalização de qualidade para investidores seguintes.","brazil":"O investimento-anjo no Brasil se organizou a partir dos anos 2000, com redes como Gávea Angels (2002), São Paulo Anjos e a Anjos do Brasil (2011), que estima o volume anual em torno de R$ 1 bilhão e alguns milhares de investidores ativos, concentrados em São Paulo e no Sul. A Lei Complementar 155/2016 criou o 'contrato de participação' (art. 61-A da LC 123), que permite ao anjo aportar em empresas do Simples Nacional sem ser sócio, sem responder por dívidas, com contrato de até sete anos, remuneração limitada a 50% dos lucros e resgate, após dois anos, limitado ao valor investido corrigido, e o Marco Legal das Startups (LC 182/2021) reforçou a proteção ao investidor não sócio contra a desconsideração da personalidade jurídica. A Receita Federal regulou a tributação dos rendimentos (IN RFB 1.719/2017), com alíquotas regressivas de 22,5% a 15%, o que o setor considera desfavorável em relação à isenção de ganhos de capital em outros países.\n\nPlataformas de equity crowdfunding reguladas pela CVM (Resolução 88/2022), como Captable, CapTable e Kria, ampliaram o acesso, com ofertas de até R$ 15 milhões. Os anjos mais ativos incluem fundadores de unicórnios e executivos, e redes corporativas e universitárias (Poli Angels, Insper Angels) multiplicam-se. No índice, veja ABStartups, Endeavor Brasil, Marco Legal das Startups, Canary, Monashees e Cubo Itaú.","international":"Nos EUA, cerca de 300 mil anjos investem em torno de US$ 25 a 30 bilhões por ano em dezenas de milhares de empresas, segundo o Center for Venture Research, com sindicatos online (AngelList) e grupos regionais; o Reino Unido tem os esquemas SEIS e EIS, que dão dedução de 30% a 50% do imposto de renda e isenção de ganho de capital, apontados como o incentivo mais eficaz do mundo e copiados por Portugal, Itália e Espanha; a França usa a redução de IR 'Madelin'; Israel, Singapura e Canadá têm programas próprios. A Europa (EBAN) e a América Latina (redes nacionais) organizam o setor.\n\nA tendência global é a profissionalização (micro-fundos, 'solo capitalists', operadores que investem como anjos) e a digitalização via plataformas, além de incentivos fiscais como política pública de inovação.","future":"No Brasil, a pauta é o incentivo fiscal: projetos de lei propõem dedução ou isenção para investimentos-anjo, nos moldes do SEIS/EIS, e a correção da tributação do contrato de participação. A reforma tributária e o marco das stock options também afetam o setor. O crescimento de redes regionais e universitárias e a liquidez via aquisições podem reciclar capital de fundadores bem-sucedidos.\n\nO que observar: aprovação de incentivos fiscais, dados anuais da Anjos do Brasil, volume de equity crowdfunding (CVM) e participação de anjos em rodadas seed ao lado de fundos. O risco é o anjo brasileiro permanecer um nicho de alta renda em duas ou três cidades, sem escala para alimentar o funil de startups.","related_ids":[313,312,342,304,306,238,236,311],"sources":[{"title":"Anjos do Brasil — organização de fomento ao investimento-anjo","url":"https://www.anjosdobrasil.net/"},{"title":"Lei Complementar 155/2016 — contrato de participação do investidor-anjo (art. 61-A da LC 123)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp155.htm"},{"title":"Lei Complementar 182/2021 — Marco Legal das Startups","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm"},{"title":"Resolução CVM nº 88/2022 — crowdfunding de investimento","url":"https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol088.html"},{"title":"UK Government — Seed Enterprise Investment Scheme (SEIS)","url":"https://www.gov.uk/guidance/venture-capital-schemes-apply-to-use-the-seed-enterprise-investment-scheme"}]},{"id":"corporate-venture-capital","term":"Corporate venture capital","aliases":["Corporate venture capital","corporate venture","CVC","corporate venture capital","capital de risco corporativo"],"sectors":["hubs"],"definition":"Corporate venture capital (CVC) é o investimento de uma empresa estabelecida, com recursos próprios, em participações minoritárias de startups, com objetivos que combinam retorno financeiro e estratégia: acesso antecipado a tecnologias, novos mercados e modelos de negócio, inteligência sobre tendências, parcerias comerciais e, eventualmente, aquisições. Diferencia-se do venture capital tradicional porque o único investidor do veículo é a corporação, o horizonte pode ser mais longo ou mais curto conforme a estratégia, e o valor para a startup inclui acesso a clientes, canais e conhecimento setorial, além do capital.\n\nOs formatos variam: unidade interna que investe do balanço (caso a caso), fundo cativo gerido por equipe própria com mandato e capital definidos (Google Ventures, Intel Capital, Salesforce Ventures), fundo gerido por gestora independente para um ou poucos cotistas corporativos (modelo comum no Brasil), e participação como cotista de fundos de VC multi-investidor (fund of funds). Programas de inovação aberta, aceleradoras corporativas e venture builders frequentemente antecedem ou acompanham o CVC.\n\nOs dilemas são conhecidos: conflito entre retorno financeiro e interesse estratégico (a empresa pode querer exclusividade, a startup não), ciclos de entusiasmo e abandono ligados ao resultado trimestral da matriz e à troca de executivos, lentidão de governança e a dificuldade de a startup negociar com um investidor que também é potencial comprador ou concorrente. CVCs bem-sucedidos têm mandato de longo prazo, equipe dedicada com incentivos próprios, autonomia e processos para transformar investimento em parceria comercial.\n\nO CVC importa porque é o canal pelo qual grandes empresas se conectam à inovação externa, e porque em economias com pouco capital institucional de risco, como a brasileira, as corporações são fonte relevante de recursos e, sobretudo, de clientes para startups.","brazil":"O CVC cresceu no Brasil a partir de 2015, impulsionado por programas de inovação aberta e pela Lei das Startups, que permite cumprir obrigações legais de P&D com investimento em fundos. Levantamentos da ABVCAP e de consultorias apontam mais de uma centena de corporações ativas, entre elas Globo Ventures (mídia e tecnologia), Embraer-X e Embraer Ventures (aeroespacial e mobilidade), Vale Ventures (US$ 100 milhões, mineração e descarbonização), Braskem Oxygea (US$ 150 milhões, química e sustentabilidade), Suzano Ventures, Gerdau Next Ventures, Raízen (Pulse), Ambev (ZX Ventures), Natura, Localiza, Totvs Ventures, Magazine Luiza, Vivo (Wayra) e TIM (com a Upload Ventures), além dos bancos: Itaú (Kinea Ventures e Cubo), Bradesco (inovabra ventures), Banco do Brasil (BB Ventures) e BTG. A Petrobras e a Eletrobras estruturaram veículos com apoio de BNDES e Finep, e a agenda de descarbonização e IA concentra os novos mandatos.\n\nBoa parte dos veículos brasileiros é gerida por gestoras independentes (modelo de fundo de um só cotista), por razões regulatórias e de expertise, e muitos têm tamanho modesto (R$ 50 a 500 milhões). As críticas apontam a descontinuidade a cada troca de CEO e a baixa conversão de investimentos em contratos. No índice, veja Globo, Embraer-X, TOTVS, Magalu / Luiza Labs, Cubo Itaú, BNDESPar, BNDES, Petrobras e Embraer.","international":"Globalmente, o CVC participa de cerca de um quinto a um quarto das rodadas de venture capital e de uma parcela maior do valor investido, segundo CB Insights e Global Corporate Venturing; os maiores programas são Google Ventures e CapitalG (Alphabet), M12 (Microsoft), Salesforce Ventures, Qualcomm Ventures, Samsung (Next e Catalyst), Tencent, SoftBank, e, desde 2023, NVIDIA (NVentures) e as big techs investindo em IA, em operações que misturam participação acionária, fornecimento de computação e acordos comerciais (Microsoft–OpenAI, Amazon–Anthropic). A Intel Capital, decana do setor, foi separada da matriz em 2025. Japão, Coreia e Alemanha têm forte tradição de CVC industrial; a China usa CVCs de Tencent e Alibaba como instrumentos de ecossistema.\n\nA tendência é de CVCs mais estratégicos e integrados (compras, parcerias) e de concentração em IA, clima e saúde, com debates sobre concorrência quando big techs investem em potenciais rivais.","future":"No Brasil, o CVC pode se tornar a principal fonte de capital de risco em setores onde o país tem grandes empresas (agro, energia, mineração, saúde, finanças, mídia) e onde o conhecimento setorial importa mais que o capital. Isso exige mandatos de longo prazo, governança independente e integração com áreas de negócio, além de instrumentos públicos de coinvestimento (BNDES, Finep) para alavancar.\n\nO que observar: novos fundos anunciados e sua efetiva alocação, uso do CVC para cumprir obrigações de P&D (ANP, Aneel, Anatel), conversão de investimentos em contratos e aquisições, e a entrada de estatais. O risco é o padrão 'modismo': veículos criados em anos de otimismo e abandonados na primeira reestruturação.","related_ids":[280,492,90,95,238,669,326,145,489,245],"sources":[{"title":"ABVCAP — Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (estudos de CVC)","url":"https://www.abvcap.com.br/"},{"title":"Global Corporate Venturing","url":"https://globalventuring.com/"},{"title":"CB Insights — State of CVC","url":"https://www.cbinsights.com/research/report/corporate-venture-capital-trends-2024/"},{"title":"Lei Complementar 182/2021 — art. 9 (obrigações de P&D cumpridas via investimento em startups)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm"},{"title":"Embraer-X","url":"https://embraerx.embraer.com/"}]},{"id":"inct","term":"Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT)","aliases":["Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT)","INCT","INCTs","Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) são redes de pesquisa de grande porte, financiadas por chamadas públicas do CNPq em parceria com o MCTI, a CAPES, o Ministério da Saúde e fundações estaduais de amparo à pesquisa. Um INCT não é um prédio nem uma nova instituição jurídica: é um consórcio virtual de grupos de pesquisa, sediado em uma universidade ou instituto que atua como coordenador, reunindo laboratórios associados de várias regiões do país e parceiros internacionais em torno de um tema estratégico (informação quântica, nanotecnologia, doenças tropicais, inteligência artificial, agricultura de baixo carbono, entre dezenas de outros).\n\nO programa foi criado em 2008 como sucessor dos Institutos do Milênio (2001–2008) e organiza-se em ciclos de cinco anos, renováveis. Cada edital define o teto de recursos por proposta (dobrado para R$ 15 milhões na chamada de 2024), exige que a rede tenha pelo menos três missões — produzir ciência de fronteira, formar recursos humanos (mestres, doutores e pós-doutores) e transferir conhecimento para a sociedade, empresas e políticas públicas — e impõe critérios de descentralização regional, com percentual mínimo de recursos para Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A seleção combina avaliação por pares nacionais e internacionais e um comitê de coordenação com representantes das agências parceiras.\n\nO arranjo financeiro é um dos traços mais importantes do modelo. O FNDCT, por meio do MCTI, aporta a maior parte dos recursos; o CNPq executa a chamada; a CAPES oferece bolsas; e as FAPs cofinanciam os institutos sediados em seus estados, o que multiplica o volume total e cria um raro exemplo de coordenação federativa em ciência. Em troca, os INCTs tornam-se a espinha dorsal de áreas inteiras: muitos laboratórios multiusuários, bancos de dados e redes de ensaios clínicos no Brasil existem porque um INCT os sustenta.\n\nA importância do instrumento está em oferecer financiamento de médio prazo, em escala superior ao dos projetos individuais do balcão do CNPq, para temas que exigem massa crítica distribuída geograficamente. Sua fragilidade histórica, por outro lado, é a dependência do ciclo orçamentário federal: quando o FNDCT foi contingenciado, entre 2016 e 2021, os INCTs da chamada de 2014 operaram anos com repasses parciais, e a chamada seguinte atrasou.","brazil":"A chamada CNPq/MCTI/FNDCT nº 46/2024 é a maior da história do programa: 651 propostas submetidas, 521 recomendadas e 121 aprovadas no resultado preliminar, com cerca de R$ 1,45 bilhão — cinco vezes o valor da chamada anterior. O FNDCT aportou R$ 1 bilhão; a FAPESP, R$ 200 milhões; a FAPERJ, R$ 150 milhões; o Ministério da Saúde, R$ 100 milhões; a CAPES e a FAPEMIG, R$ 50 milhões cada; e a FAPES, R$ 10 milhões. Trinta e nove por cento dos recursos federais foram destinados a redes do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, acima do mínimo de 30% do edital. Somados aos cerca de 100 INCTs da chamada de 2022 (vigentes até 2027–2028), o país passará a ter mais de 220 institutos em operação. Ao longo de 16 anos, segundo o CNPq, o programa gerou mais de 1.800 parcerias nacionais e 1.300 internacionais, incluindo 515 com empresas brasileiras.\n\nA USP coordena o maior número de INCTs (26 na chamada de 2024), seguida por Unicamp, UFRJ, UFMG e UFRGS. Exemplos relevantes para este atlas são o INCT de Informação Quântica (INCT-IQ), que articula os grupos de óptica e informação quântica de UFMG, UFRJ, UFPE, USP e UFRN; o NAMITEC, em microeletrônica e sensores; e os INCTs em inteligência artificial e tecnologias quânticas contemplados pelo edital de 2024, alinhados ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e à Iniciativa Brasileira de Tecnologias Quânticas.","international":"O INCT é a versão brasileira dos \"centros de excelência\" em rede adotados por vários sistemas de pesquisa: os Centres of Excellence da Austrália (ARC), os Clusters of Excellence da Excellence Strategy alemã (financiados pela DFG com ciclos de sete anos), os Centres de Excelência do Conselho de Pesquisa da Noruega e os Science and Technology Centers da National Science Foundation dos Estados Unidos, que combinam pesquisa de fronteira, formação e transferência. A Coreia do Sul mantém os Science Research Centers e Engineering Research Centers desde 1990, com financiamento de até nove anos, e a China financia Key Laboratories nacionais em rede, reorganizados a partir de 2022 sob o Ministério da Ciência e Tecnologia.\n\nA diferença brasileira está menos no desenho e mais na previsibilidade: nos países da OCDE, os centros têm orçamento plurianual protegido e avaliações de meio de ciclo com consequências claras, enquanto no Brasil o fluxo de recursos dependeu, até 2021, da liberação anual do FNDCT.","future":"O desafio imediato é fazer com que os quase 220 INCTs recebam os repasses no cronograma previsto, algo que a LC 177/2021, ao proibir o contingenciamento do FNDCT, tornou mais provável, mas não garantiu — bloqueios decorrentes do arcabouço fiscal continuam possíveis. Ao mesmo tempo, o programa precisa fechar o ciclo de avaliação: o CNPq ainda não divulga, de forma sistemática, indicadores de resultado por instituto que permitam comparar redes e justificar renovações.\n\nVale observar se o crescimento do número de institutos será acompanhado de concentração temática em prioridades nacionais (IA, quântica, semicondutores, bioeconomia, saúde) ou se manterá a lógica de atender toda a comunidade; se a cooperação com as FAPs se estenderá a mais estados; e se os INCTs conseguirão converter parcerias com empresas em produtos e spin-offs, dimensão em que seus resultados ainda são modestos em relação ao volume de publicações e titulações.","related_ids":[621,611,321,325,612,615,616,617,202,476],"sources":[{"title":"CNPq — Chamada INCT: resultado preliminar indica aprovação de 121 institutos","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos"},{"title":"Agência Gov — Chamada pública investe valor recorde de R$ 1,5 bilhão em INCTs","url":"https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202410/chamada-publica-investe-valor-recorde-de-r-1-5-bilhao-em-institutos-nacionais-de-ciencia-e-tecnologia"},{"title":"Jornal da USP — USP vai coordenar 26 novos INCTs","url":"https://jornal.usp.br/?p=869491"},{"title":"Agência FAPESP — Institutos Nacionais de C&T têm edital","url":"https://agencia.fapesp.br/institutos-nacionais-de-ct-tem-edital/9244"}]},{"id":"cepid","term":"CEPID (FAPESP)","aliases":["CEPID (FAPESP)","CEPID","CEPIDs","Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) são o programa de financiamento de longo prazo da FAPESP para centros de pesquisa de fronteira sediados em instituições do estado de São Paulo. Diferentemente dos auxílios regulares, que financiam um projeto com prazo de dois a cinco anos, o CEPID garante a um grupo de pesquisadores apoio por até onze anos, com até R$ 10 milhões anuais na fase inicial de cinco anos, condicionado a avaliações independentes no segundo, quarto e sétimo ano. A ideia é dar a equipes de excelência a estabilidade necessária para atacar problemas que não cabem em um ciclo curto de edital.\n\nCada centro assume três missões obrigatórias. A primeira é a pesquisa fundamental ou aplicada em tema de alta relevância, com liberdade para redirecionar questões conforme os resultados. A segunda é a inovação: transferir conhecimento para empresas e para políticas públicas, por meio de patentes, licenciamento, criação de spin-offs ou assessoria a órgãos de governo. A terceira é a difusão: produzir materiais didáticos, cursos para professores da rede pública, exposições e conteúdo para o público em geral. Os relatórios de avaliação cobram desempenho nas três frentes, e não apenas em artigos.\n\nA seleção é longa e exigente. A FAPESP recebe pré-propostas, convida uma parte delas a apresentar propostas completas e submete o conjunto a revisores nacionais e estrangeiros e a um comitê internacional, formado por cientistas de universidades da Europa e dos Estados Unidos, que entrevista os coordenadores. A instituição-sede compromete-se a contrapartidas — salários dos pesquisadores, espaço físico e manutenção —, o que explica por que o investimento total de um ciclo supera em muito o desembolso da Fundação.\n\nO CEPID importa por ser o experimento mais consistente, no Brasil, de financiamento institucional de longo prazo baseado em avaliação por mérito: um modelo que a FAPESP pôde adotar porque dispõe de receita constitucional vinculada (1% da receita tributária do estado) e, portanto, pode assumir compromissos de uma década sem depender do orçamento anual.","brazil":"A FAPESP lançou a primeira chamada em 1998 e financiou 11 CEPIDs entre outubro de 2000 e dezembro de 2012, com R$ 260 milhões. O segundo ciclo, selecionado a partir de 90 pré-propostas e com participação de 250 revisores e um comitê internacional de 11 membros, resultou em 17 centros a partir de 2013 — oito deles continuidades da primeira geração —, com previsão de US$ 680 milhões em onze anos (US$ 370 milhões da FAPESP e US$ 310 milhões em salários das instituições-sede). Entre os frutos desses ciclos estão o Centro de Terapia Celular de Ribeirão Preto, o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CePOF) de São Carlos, que colaborou no lançamento de 25 produtos, e centros em neurociência, materiais, matemática e genômica.\n\nUma terceira geração começou a operar a partir das chamadas de 2019–2021 e, em setembro de 2026, a Fundação anunciou cinco novos centros — em doenças negligenciadas, vírus emergentes, emergências planetárias, envelhecimento e imunogenômica do câncer — que se somam aos 11 então em operação, entre eles o CRISQUAM (materiais inteligentes e quânticos), o Centro Brasileiro de Geometria, o Centro de Estudos da Favela e o Centro de Inovação Teranóstica em Câncer. USP, Unicamp, Unesp, UFSCar e Unifesp sediam a maioria dos centros, e o programa serviu de inspiração aos INCTs federais e aos Centros de Pesquisa em Engenharia que a FAPESP financia com empresas (como o C4AI, com a IBM).","international":"O desenho dos CEPIDs foi explicitamente inspirado nos Science and Technology Centers da National Science Foundation dos Estados Unidos, criados em 1987, que financiam centros por até dez anos com missões de pesquisa, educação e transferência de conhecimento. Modelos próximos são os Centres of Excellence da Dinamarca (Danish National Research Foundation, ciclos de dez anos), os Clusters of Excellence da Alemanha, os Centers of Excellence do Japão (WPI, World Premier International Research Center Initiative, com dez a quinze anos de apoio) e os Institutes for Basic Science da Coreia do Sul, que oferecem financiamento estável e avaliação periódica a diretores de centro escolhidos por comitês internacionais.\n\nNesses países, como em São Paulo, a lógica é a mesma: concentrar recursos em poucos grupos de alto desempenho e exigir, em troca, resultados em formação e inovação, não apenas publicações.","future":"O quarto ciclo do CEPID consolida uma inflexão temática: saúde, biologia e agricultura, em diálogo com emergências climáticas e sanitárias. Resta saber se a FAPESP conseguirá manter o ritmo de renovação com uma receita que, embora vinculada, oscila com a arrecadação paulista e sofre pressões periódicas de governos e do Legislativo estadual por redirecionamento.\n\nDois pontos a acompanhar: a capacidade dos centros de transformar a missão de inovação em empresas e licenciamentos mensuráveis — historicamente mais fraca que a de pesquisa e difusão — e a possibilidade de outras FAPs (FAPERJ, FAPEMIG, FAPESC) replicarem o modelo de financiamento de onze anos, algo que exige previsibilidade orçamentária que poucas delas têm.","related_ids":[622,615,554,559,575,574,586,621,120],"sources":[{"title":"Agência FAPESP — FAPESP anuncia cinco novos CEPIDs","url":"https://agencia.fapesp.br/fapesp-anuncia-cinco-novos-cepids/59228"},{"title":"Agência FAPESP — Comitê internacional analisa propostas de novos CEPIDs","url":"https://agencia.fapesp.br/comite-internacional-analisa-propostas-de-novos-cepids/59133"},{"title":"Pesquisa FAPESP — A expansão do conhecimento (segundo ciclo dos CEPIDs)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-expansao-do-conhecimento/"},{"title":"Portal CEPID — Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão","url":"https://cepid.fapesp.br/"}]},{"id":"fap","term":"Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP)","aliases":["Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP)","FAP","FAPs","fundação de amparo","fundações estaduais de amparo à pesquisa"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) são agências estaduais de fomento à ciência, tecnologia e inovação. Cada uma é criada por lei do respectivo estado, tem personalidade jurídica própria (em geral fundação pública ou autarquia) e financia bolsas de formação, auxílios a projetos, infraestrutura de laboratórios, eventos, publicações e, cada vez mais, programas de inovação em empresas. Juntas, formam o segundo pilar do financiamento público à pesquisa no Brasil, ao lado das agências federais CNPq, CAPES e Finep.\n\nO traço distintivo das FAPs é a vinculação constitucional de receita. A Constituição Federal de 1988 (art. 218, § 5º) autorizou os estados a destinar parcela de sua receita orçamentária a entidades de fomento à pesquisa; a maioria das constituições estaduais fixou percentuais entre 0,5% e 2% da receita tributária. Na prática, poucos estados cumprem integralmente o dispositivo, e a média efetiva gira em torno de 0,5%. Onde a vinculação é respeitada, a FAP ganha o que falta às agências federais: previsibilidade plurianual, que permite compromissos longos como bolsas de doutorado, centros de pesquisa de uma década e programas de atração de pesquisadores.\n\nAs FAPs operam por chamadas públicas e por fluxo contínuo, com avaliação por pares. Além do fomento clássico, muitas mantêm instrumentos de apoio à inovação empresarial — o PIPE da FAPESP, inspirado no SBIR norte-americano, financia pesquisa em pequenas empresas desde 1997 —, cofinanciam editais nacionais (INCTs, Pronex, Pesquisa para o SUS) e articulam-se por meio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), criado em 2006, que negocia acordos com o governo federal, agências estrangeiras e empresas.\n\nPara o sistema de inovação, as FAPs cumprem um papel que nenhum outro ator desempenha: descentralizam a decisão de fomento, aproximam as prioridades de pesquisa dos problemas regionais e amortecem os ciclos de corte do orçamento federal. A contrapartida é a enorme desigualdade entre elas — uma única fundação concentra mais da metade dos recursos do conjunto.","brazil":"Todos os 26 estados e o Distrito Federal têm hoje uma FAP. Em 2024, o orçamento somado das 27 fundações foi de R$ 4,9 bilhões, contra cerca de R$ 3,5 bilhões (em valores corrigidos) no período 2018–2021, segundo levantamento do SoU_Ciência (Unifesp). A FAPESP, criada em 1962 e beneficiária de 1% da receita tributária paulista desde a Constituição estadual de 1989, recebeu R$ 2,8 bilhões — 57% do total —, mantém cerca de 2.200 bolsas de pós-doutorado e gasta em torno de 5% com administração. Seguem-se a FAPERJ (R$ 647 milhões), a FAPEMIG (R$ 552 milhões) e a FAPESC (R$ 306 milhões); na outra ponta, as fundações do Acre e do Amapá, criadas na última década, operam com cerca de R$ 7 milhões cada, e oito FAPs ainda não oferecem bolsas de mestrado e doutorado. A FAPERGS (1964), a FAPERJ (1980) e a FAPEMIG (1985) são as mais antigas depois da paulista.\n\nAs FAPs tornaram-se parceiras indispensáveis do governo federal: na chamada INCT 2024, FAPESP, FAPERJ, FAPEMIG e FAPES aportaram juntas R$ 410 milhões. Também respondem por boa parte da política de inovação regional — a FAPESC, por exemplo, é peça central do ecossistema catarinense, e a FACEPE apoia o Porto Digital em Pernambuco.","international":"Sistemas federativos costumam ter agências subnacionais de pesquisa, mas raramente com a autonomia orçamentária das FAPs brasileiras. Na Alemanha, os Länder financiam diretamente as universidades e cofinanciam a DFG e as sociedades de pesquisa (Max Planck, Fraunhofer, Helmholtz, Leibniz) em proporções fixadas por acordo federativo. Nos Estados Unidos, estados como Califórnia, Texas (CPRIT, em câncer) e Massachusetts mantêm fundos estaduais de pesquisa e inovação, mas o grosso do fomento é federal (NIH, NSF, DOE). No Canadá, Quebec mantém os Fonds de recherche du Québec, provavelmente o paralelo mais próximo de uma FAP.\n\nNa China, as províncias e municípios operam fundos próprios de ciência natural e parques tecnológicos, e a competição entre governos locais por talentos e empresas é uma marca do sistema. Na Índia, os conselhos estaduais de ciência e tecnologia têm papel menor diante do financiamento central. A Espanha e a Itália têm agências regionais fortes em algumas regiões (Catalunha, País Basco, Lombardia), geralmente ligadas a políticas de inovação industrial.","future":"A agenda das FAPs passa por três questões. A primeira é o cumprimento dos percentuais constitucionais: a maioria dos estados repassa menos do que suas constituições determinam, e a judicialização e a mobilização das comunidades científicas locais têm tido resultados desiguais. A segunda é a convergência federativa — a experiência dos INCTs, dos acordos CONFAP–Finep e das chamadas conjuntas sugere que as FAPs podem funcionar como braço descentralizado da política nacional, desde que o governo federal aceite dividir a decisão.\n\nA terceira é a transição para a inovação: pressionadas por governadores a mostrar impacto econômico, várias fundações ampliam programas para startups, parques tecnológicos e cooperação com empresas, o que pode fortalecer os ecossistemas regionais ou, se exagerado, desidratar o fomento à pesquisa básica e à formação. O risco permanente é a tentação de governos estaduais em crise fiscal de desvincular receitas — tentativas recorrentes em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ao longo das últimas décadas.","related_ids":[615,616,617,618,361,357,360,621,622,611],"sources":[{"title":"Pesquisa FAPESP — À procura de equilíbrio (financiamento estadual à pesquisa, 2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-procura-de-equilibrio/"},{"title":"Pesquisa FAPESP — Financiamento estadual (edição 360, PDF)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/02/028-030_financiamento-estadual_360.pdf"},{"title":"FAPESP — Relatório de Atividades 2024","url":"https://fapesp.br/publicacoes/relat2024.pdf"},{"title":"FAPEG — CONFAP completa 17 anos","url":"https://goias.gov.br/fapeg/conselho-nacional-das-fundacoes-estaduais-de-amparo-a-pesquisa-confap-completa-17-anos/"}]},{"id":"bolsa-de-pesquisa","term":"Bolsa de pesquisa (CAPES/CNPq)","aliases":["Bolsa de pesquisa (CAPES/CNPq)","bolsa","bolsas","bolsista","bolsas de pesquisa","bolsa de mestrado","bolsa de doutorado"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Bolsa de pesquisa é o instrumento pelo qual o Estado brasileiro financia diretamente pessoas — e não projetos ou instituições — para que se dediquem à formação científica ou à pesquisa. Trata-se de um auxílio mensal, isento de imposto de renda e sem vínculo empregatício, pago a estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado, a pós-doutores, a pesquisadores em estágio no exterior e a cientistas consolidados (as bolsas de produtividade em pesquisa do CNPq). Juridicamente, a bolsa é tratada como doação com encargo: o bolsista compromete-se a cumprir um plano de trabalho e a dedicar-se, em regra, em tempo integral, mas não acumula direitos trabalhistas como férias remuneradas, décimo terceiro ou contribuição previdenciária automática.\n\nAs duas grandes concedentes federais são a CAPES, fundação do Ministério da Educação criada em 1951 para formar professores universitários, e o CNPq, agência do MCTI criada no mesmo ano. A CAPES concede a maior parte de suas bolsas por cotas institucionais: cada programa de pós-graduação recebe um número de bolsas proporcional à sua nota na avaliação quadrienal (programas Demanda Social e Proex) e as distribui aos alunos segundo critérios próprios. O CNPq combina cotas (PIBIC, para iniciação científica, desde 1988; cotas de mestrado e doutorado para programas) com bolsas vinculadas a projetos e chamadas, além das bolsas de produtividade, que funcionam como um selo de reconhecimento a pesquisadores de alto desempenho. As FAPs estaduais, sobretudo a FAPESP, completam o sistema com bolsas de valores em geral superiores aos federais.\n\nO valor da bolsa é uma decisão política de alto impacto. Entre 2013 e 2023, os valores federais ficaram congelados — R$ 1.500 para mestrado e R$ 2.200 para doutorado —, perdendo cerca de metade do poder de compra e empurrando parte dos pós-graduandos para o trabalho paralelo ou para o exterior. Em fevereiro de 2023, o governo reajustou as bolsas de CAPES e CNPq (mestrado para R$ 2.100, doutorado para R$ 3.100, pós-doutorado para R$ 5.200 e iniciação científica para R$ 700), com custo estimado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano, para um universo de aproximadamente 258 mil bolsistas das duas agências.\n\nA bolsa importa porque é a principal porta de entrada na carreira científica e o mecanismo que viabiliza a dedicação integral exigida pela pós-graduação. Seu desenho — cotas por desempenho, isenção fiscal, ausência de vínculo — molda quem consegue permanecer na ciência e por quanto tempo.","brazil":"Em 2023, a CAPES mantinha cerca de 200 mil bolsistas (incluindo programas de formação de professores da educação básica, como PIBID e Residência Pedagógica) e o CNPq, cerca de 77 mil. O reajuste de 2023, formalizado pela Portaria CAPES nº 33/2023 e por ato equivalente do CNPq, foi o primeiro em dez anos e veio acompanhado de promessas de política permanente de correção, ainda não institucionalizada em lei. Em 2025, cortes no orçamento aprovado pelo Congresso reduziram em R$ 359 milhões os recursos da CAPES e em R$ 92 milhões os do CNPq em relação à proposta do Executivo, pressionando o número de novas cotas.\n\nProgramas específicos moldaram gerações de pesquisadores: o PIBIC, do CNPq, inicia dezenas de milhares de graduandos por ano; o Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) e o CAPES-PrInt sustentam a internacionalização; o Ciência sem Fronteiras (2011–2016) foi essencialmente um programa de bolsas; e as bolsas de produtividade do CNPq (níveis 2 a 1A e Sênior) são usadas informalmente como indicador de prestígio em concursos e editais. Um debate recorrente é o de reconhecer direitos previdenciários aos bolsistas — proposta que avança lentamente no Congresso e que colide com a natureza jurídica de doação da bolsa.","international":"Nos Estados Unidos, a maior parte dos doutorandos é financiada por assistantships de ensino ou pesquisa pagos pela universidade com recursos de grants federais (NIH, NSF, DOE), com valores entre US$ 30 mil e US$ 45 mil anuais e, cada vez mais, status de trabalhador sindicalizado; a NSF mantém o Graduate Research Fellowship Program, com cerca de 2 mil novas bolsas por ano. Na Alemanha, Países Baixos e países nórdicos, doutorandos são em geral contratados como funcionários com salário, férias e previdência, e as bolsas stricto sensu (DAAD, fundações políticas) são minoritárias. A França combina contratos doutorais de três anos com bolsas CIFRE em empresas.\n\nA China expandiu massivamente as bolsas do China Scholarship Council e os estipêndios de doutorado nas universidades Double First-Class, e a Coreia do Sul financia pós-graduandos via BK21 (Brain Korea 21). A Índia paga bolsas JRF/SRF via UGC e CSIR, com reajustes periódicos e protestos recorrentes por atrasos — situação análoga à brasileira. A tendência internacional é tratar o doutorado como trabalho qualificado, com direitos sociais, e não como auxílio.","future":"O sistema brasileiro de bolsas precisa resolver três tensões. A primeira é a indexação: sem regra de reajuste automático, cada década de congelamento repete a erosão de 2013–2023 e desloca talentos para fora da ciência ou do país. A segunda é a natureza jurídica: a pressão por previdência e proteção social dos bolsistas tende a crescer, e a resposta — contratos de trabalho, como na Europa, ou bolsas com contribuição previdenciária — tem implicações fiscais relevantes.\n\nA terceira é a alocação: a distribuição por cotas institucionais favorece programas consolidados do Sudeste e Sul, e os editais recentes tentam compensar com reservas regionais e políticas de inclusão. Vale observar, ainda, o crescimento de bolsas vinculadas a projetos com empresas (como as da Embrapii e as do CNPq para pesquisa em empresas), que ampliam a inserção de doutores fora da academia — hoje a maior lacuna do sistema, já que a maior parte dos doutores brasileiros continua empregada em universidades públicas.","related_ids":[612,611,615,321,631,325,616,617],"sources":[{"title":"CNN Brasil — Governo anuncia reajuste de 25% a 200% em bolsas de pesquisa (fev. 2023)","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/politica/governo-lula-anuncia-que-bolsas-de-pesquisa-terao-reajuste-de-25-a-200/"},{"title":"Portaria CAPES nº 33, de 16 de fevereiro de 2023 (valores de bolsas)","url":"https://www.sead.ufscar.br/pt-br/assets/arquivos/institucional/portaria-capes-no-33-de-16-de-fevereiro-de-2023-portaria-capes-no-33-de-16-de-fevereiro-de-2023-dou-imprensa-nacional.pdf"},{"title":"Mais Goiás / Estadão — Governo vai aumentar bolsas de mestrado e doutorado em cerca de 40%","url":"https://www.maisgoias.com.br/brasil/governo-vai-aumentar-bolsas-de-mestrado-e-doutorado-em-cerca-de-40-veja-valores/"},{"title":"Pesquisa FAPESP — À procura de equilíbrio (orçamentos de CAPES e CNPq em 2024–2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-procura-de-equilibrio/"}]},{"id":"pos-graduacao-stricto-sensu","term":"Pós-graduação stricto sensu","aliases":["Pós-graduação stricto sensu","pós-graduação","mestrado","doutorado","doutores","programas de pós-graduação","PPG"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Pós-graduação stricto sensu é o conjunto dos cursos de mestrado e doutorado — acadêmicos e profissionais — reconhecidos pelo Ministério da Educação e avaliados pela CAPES. Distingue-se da pós-graduação lato sensu (especializações e MBAs), que não confere grau acadêmico nem está sujeita à avaliação nacional. O marco conceitual é o Parecer nº 977/1965 do Conselho Federal de Educação, o \"Parecer Sucupira\", que definiu o mestrado e o doutorado como etapas de formação para a pesquisa e para o magistério superior, segundo o modelo norte-americano de cursos com créditos, exames e dissertação ou tese.\n\nO sistema funciona em torno de programas de pós-graduação (PPGs), unidades acadêmicas que reúnem um corpo docente permanente, linhas de pesquisa e os cursos de mestrado e doutorado. Para existir, um programa precisa ser aprovado pela CAPES; para continuar, precisa obter nota mínima 3 na avaliação quadrienal, que atribui conceitos de 1 a 7 com base em produção intelectual, formação de alunos, inserção social e internacionalização. As notas determinam o número de bolsas, o prestígio e, em última instância, a sobrevivência do programa: cursos com notas 1 e 2 são descredenciados. Esse acoplamento entre avaliação e financiamento, único no mundo em sua abrangência, é o motor que fez a pós-graduação brasileira crescer com padrões relativamente homogêneos de qualidade.\n\nA pós-graduação stricto sensu é o lugar onde se produz quase toda a ciência brasileira: os docentes dos PPGs são os pesquisadores, e os alunos de mestrado e doutorado, com bolsas de CAPES, CNPq e FAPs, são a força de trabalho dos laboratórios. É também a principal via de formação de quadros para universidades, institutos de pesquisa, agências reguladoras, empresas estatais e, em escala ainda modesta, para a indústria privada.\n\nEntre 1996 e 2021, o país titulou mais de um milhão de mestres e 319 mil doutores. A proporção de doutores por 100 mil habitantes subiu de 7,9 em 2013 para 10,4 em 2021, e as mulheres são maioria entre os novos doutores (55,6%), uma das taxas mais altas do mundo. Ainda assim, o número de doutores por mil trabalhadores formais (4,4) permanece bem abaixo do de países da OCDE, e a absorção fora da academia é limitada.","brazil":"A Avaliação Quadrienal 2021–2024 da CAPES, divulgada em fevereiro de 2026, examinou 4.555 programas em 50 áreas, com 1.980 avaliadores. Os programas de excelência (notas 6 e 7) passaram de 667 para 808, alta de 21%; 1.272 programas subiram de nota, 2.721 mantiveram-se e 382 caíram; 48 cursos com notas 1 e 2 serão descredenciados. USP (125 programas 6 e 7), UFRJ (50), UFRGS (45), Unesp (44) e UFMG (42) lideram, mas Norte e Centro-Oeste tiveram a maior proporção de programas em ascensão — a UFPA dobrou seus programas de excelência, de 7 para 14. A expansão pós-REUNI alterou o mapa: a participação do Sudeste nos cursos de doutorado caiu de 79% (1996) para cerca de 50% (2021), enquanto o Nordeste subiu de 6% para 16%.\n\nO ciclo 2025–2028 mudará critérios: as notas 6 e 7 passarão a exigir desempenho em múltiplas dimensões (impacto social, internacionalização, ODS, interdisciplinaridade, boas práticas), o Qualis de periódicos será complementado por indicadores de impacto por artigo e serão introduzidos \"casos de impacto\", à maneira do REF britânico. Mestrados profissionais (regulamentados em 1998 e expandidos a partir de 2009) e doutorados profissionais (2017) crescem como ponte com o setor produtivo. O principal gargalo segue sendo a inserção de doutores: cerca de três quartos deles trabalham em educação superior, e a indústria absorve uma fração pequena, em contraste com Coreia, Alemanha ou Estados Unidos.","international":"Os Estados Unidos titulam cerca de 57 mil doutores em pesquisa por ano (Survey of Earned Doctorates), quase metade estrangeiros, com forte absorção pela indústria em engenharia e computação; não há avaliação nacional de programas, e a reputação é mediada por rankings e acreditação. A China tornou-se o maior produtor mundial de doutores em STEM, com mais de 80 mil doutores por ano, sob planejamento centralizado de vagas pelo Ministério da Educação. A Alemanha titula cerca de 28 mil doutores por ano, grande parte em contratos de trabalho em universidades e institutos, com a indústria empregando a maioria dos engenheiros doutores.\n\nO Reino Unido avalia a pesquisa pelo Research Excellence Framework (REF), de ciclo de sete anos, que combina produção, impacto e ambiente — referência explícita para as mudanças da CAPES. A Coreia do Sul usou o programa BK21 (desde 1999) para financiar pós-graduações de elite, e a Índia, com cerca de 40 mil doutores por ano, enfrenta problemas de qualidade desigual e baixa absorção, semelhantes aos brasileiros. Em quase todos esses países, a proporção de doutores por mil trabalhadores supera a brasileira por fator de dois a quatro.","future":"A pós-graduação brasileira entra em fase de maturidade: o número de programas cresce pouco e a prioridade desloca-se para qualidade, impacto e redução de assimetrias regionais. As decisões a observar são a implementação dos novos critérios da CAPES para 2025–2028 — se a ênfase em impacto social e boas práticas reduzirá a corrida por quantidade de artigos sem introduzir subjetividade excessiva — e a política de bolsas, cuja erosão entre 2013 e 2023 produziu evasão e envelhecimento dos doutorandos.\n\nO risco estrutural é formar doutores para um mercado que não os absorve: sem políticas de contratação de mestres e doutores pela indústria (crédito fiscal, bolsas em empresas, encomendas tecnológicas) e sem crescimento das vagas docentes, parte da capacidade formada migra para o exterior ou para ocupações fora da pesquisa. A articulação da pós-graduação com a Nova Indústria Brasil, com os INCTs e com os centros de competência da Embrapii será um teste de se a formação de alto nível se conecta, enfim, ao sistema produtivo.","related_ids":[612,611,554,559,563,566,568,601,621,615],"sources":[{"title":"Pesquisa FAPESP — Avaliação quadrienal da CAPES registra avanço em programas de excelência (2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/avaliacao-quadrienal-da-capes-registra-avanco-em-programas-de-pos-graduacao-de-excelencia/"},{"title":"Pesquisa FAPESP — Crescimento da pós-graduação desde os anos 1990 melhora a distribuição regional dos cursos (CGEE, Mestres e Doutores 2024)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/crescimento-da-pos-graduacao-desde-os-anos-1990-melhora-a-distribuicao-regional-dos-cursos/"},{"title":"Pesquisa FAPESP — Avaliação da CAPES (edição 362, PDF)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2026/04/026-029_avaliacao-capes_362.pdf"},{"title":"MCTI — Indicadores sobre o ensino de pós-graduação (tabela 3.5.1, 2022)","url":"https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/indicadores/paginas/recursos-humanos/indicadores-sobre-o-ensino-de-pos-graduacao/arquivos/tab_03_05_01_E_2022.pdf"}]},{"id":"modelo-embrapii","term":"Modelo Embrapii","aliases":["Modelo Embrapii","modelo Embrapii","unidade Embrapii","Unidades Embrapii","Centros de Competência Embrapii"],"sectors":["policy","universities","robotics","ai","semiconductors"],"definition":"O \"modelo Embrapii\" é a forma de financiar pesquisa e desenvolvimento em parceria entre empresas e instituições de pesquisa criada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), uma organização social qualificada em 2013 e vinculada por contrato de gestão ao MCTI e ao MEC — e, mais tarde, também ao MDIC e ao Ministério da Saúde. A inspiração declarada é a Sociedade Fraunhofer alemã: institutos de pesquisa aplicada que vivem de contratos com a indústria, mas recebem do Estado um financiamento-base que lhes permite assumir riscos e manter competências.\n\nO mecanismo tem três partes. Primeiro, a Embrapii credencia Unidades — laboratórios de universidades, institutos de pesquisa, Institutos SENAI de Inovação ou institutos privados sem fins lucrativos — em uma área de competência delimitada (manufatura avançada, materiais, biotecnologia, microeletrônica, inteligência artificial, 5G, entre outras), após avaliação de infraestrutura, equipe e histórico de projetos com empresas. Segundo, cada Unidade recebe uma meta plurianual de contratação e um teto de recursos não reembolsáveis que pode usar para cofinanciar projetos de P&D encomendados por empresas. Terceiro, o custo de cada projeto é dividido em três: a Embrapii aporta até um terço em recursos financeiros não reembolsáveis; a empresa paga pelo menos um terço em dinheiro; e a Unidade cobre o restante com contrapartida econômica (horas de pesquisadores, uso de equipamentos, bolsas).\n\nA diferença em relação ao fomento tradicional está na governança: não há edital nem avaliação por pares caso a caso. A Unidade negocia diretamente com a empresa, assina o contrato em semanas e só precisa cumprir metas agregadas — volume contratado, número de empresas, participação de pequenas e médias, propriedade intelectual gerada —, acompanhadas pela Embrapii por indicadores. A velocidade e a previsibilidade do cofinanciamento são o que atrai as empresas; o financiamento-base e o carimbo de qualidade são o que atrai os laboratórios.\n\nO modelo importa por ter criado, em uma década, um mercado de P&D contratado entre universidades e empresas que praticamente não existia no Brasil, e por ter servido de plataforma para programas de outros ministérios e bancos (Rota 2030/Mover, Brasil Mais Produtivo, BNDES, Sebrae), que passaram a usar a rede de Unidades como canal de execução.","brazil":"Segundo o painel público da Embrapii em 2026, a organização conta com 96 Unidades ativas, 4.547 projetos contratados com 3.113 empresas e R$ 9,23 bilhões investidos em P&D empresarial, somadas as três fontes. A fase-piloto (2011–2013) envolveu o IPT, o INT e o SENAI CIMATEC; hoje a rede inclui, entre muitas, o Instituto Eldorado e o CTI Renato Archer em Campinas, o CPqD, o CESAR no Recife, a Coppe/UFRJ, o Tecnopuc, a rede de Institutos SENAI de Inovação e laboratórios de USP, Unicamp, UFMG, UFRGS e UFSC. A partir de 2020, a Embrapii passou a credenciar também Centros de Competência em tecnologias habilitadoras — inteligência artificial, 5G/6G, manufatura 4.0, agro digital —, com financiamento adicional do FNDCT e metas de formação de pessoal.\n\nO modelo foi incorporado à Nova Indústria Brasil como um dos três instrumentos financeiros centrais, ao lado de BNDES e Finep, e recebe aportes do Mover (automotivo) e de programas de saúde (CEIS). As críticas recorrentes apontam concentração de projetos em grandes empresas e em poucos estados, dificuldade de medir o impacto além do volume contratado e dependência de aportes orçamentários do MCTI que, embora protegidos pelo contrato de gestão, sofreram cortes entre 2017 e 2022.","international":"A Fraunhofer-Gesellschaft, referência do modelo, mantém cerca de 75 institutos na Alemanha e um orçamento anual de aproximadamente € 3 bilhões, dos quais cerca de 30% são financiamento-base federal e estadual e o restante vem de contratos com a indústria e projetos públicos competitivos — a proporção de receita contratada define o financiamento-base do ano seguinte, criando incentivo direto à cooperação. Os Catapult centres do Reino Unido (criados a partir de 2011, hoje nove centros temáticos) seguem lógica semelhante, com terços de financiamento público, contratos privados e projetos competitivos.\n\nOs Estados Unidos operam os Manufacturing USA Institutes (17 institutos públicos-privados criados desde 2012, com cofinanciamento do Departamento de Defesa, Energia e Comércio), a Coreia do Sul mantém institutos governamentais de pesquisa (GRIs, como o ETRI e o KIST) com forte contratação industrial, e Taiwan tem no ITRI o caso mais célebre de instituto aplicado que gerou empresas (TSMC, UMC). A China financia institutos de pesquisa industrial em nível provincial e os \"novos institutos de P&D\" ligados a universidades, com mecanismos de cofinanciamento empresa–governo comparáveis ao brasileiro.","future":"A questão central para a próxima década é se a Embrapii passará de intermediária de projetos a construtora de capacidades: os Centros de Competência e as metas de formação de engenheiros e doutores em empresas apontam nessa direção, mas exigem financiamento-base estável e maior do que o atual. A inclusão da organização como executora de políticas de MDIC, Saúde e Mover amplia recursos, mas também a expõe ao risco de dispersão de missão e de captura por agendas setoriais.\n\nVale acompanhar três indicadores: a participação de pequenas e médias empresas e de startups nos projetos; a conversão de projetos em propriedade intelectual licenciada, produtos lançados e empregos de doutores na indústria; e a capacidade de replicar o modelo em áreas de soberania tecnológica (semicondutores, IA, defesa) onde a demanda privada é fraca e o Estado precisa ser o cliente. O debate sobre transformar a Embrapii em agência de maior escala, aos moldes de uma Fraunhofer brasileira, voltará sempre que a política industrial ganhar prioridade.","related_ids":[607,605,604,132,321,322,326,323,430,243],"sources":[{"title":"Embrapii — Página institucional com painel de resultados","url":"https://embrapii.org.br/"},{"title":"Lei nº 9.637/1998 — Organizações Sociais e contrato de gestão","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9637.htm"},{"title":"Lei nº 10.973/2004 — Lei de Inovação (instrumentos de apoio à P&D empresarial)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm"},{"title":"Wikipédia — Nova Indústria Brasil (Embrapii como instrumento da política industrial)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Ind%C3%BAstria_Brasil"}]},{"id":"organizacao-social-ciencia","term":"Organização Social (OS) de ciência","aliases":["Organização Social (OS) de ciência","organização social","OS","organizações sociais","contrato de gestão"],"sectors":["policy","universities"],"definition":"Organização Social (OS) é a qualificação jurídica, criada pela Lei nº 9.637/1998, que o Poder Executivo pode conceder a uma entidade privada sem fins lucrativos atuante em ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, meio ambiente, cultura ou saúde, para que ela execute atividades de interesse público mediante um contrato de gestão. Na área de ciência e tecnologia, o instrumento permitiu ao governo federal operar grandes laboratórios e agências com a flexibilidade do direito privado — contratação pela CLT, compras por regulamento próprio, orçamento plurianual — e com controle por resultados, em vez de controle por procedimentos.\n\nO contrato de gestão é o coração do modelo. Nele, o ministério supervisor e a OS fixam um programa de trabalho, metas quantitativas e qualitativas, prazos e indicadores de desempenho, além de limites para remuneração de dirigentes. A entidade recebe repasses orçamentários da União, pode captar recursos de outras fontes (FAPs, empresas, agências internacionais) e é avaliada periodicamente por uma comissão de especialistas. Sua governança é exercida por um conselho de administração em que representantes do poder público (20% a 40%) e de entidades da sociedade civil (20% a 30%) devem, somados, ter maioria; os conselheiros não são remunerados. A OS pode receber bens públicos em permissão de uso e servidores cedidos, e a dispensa de licitação para contratá-la está prevista na legislação de compras públicas.\n\nA lógica é separar formulação e execução: o Estado define o que quer — operar um síncrotron, formar matemáticos, conectar universidades a uma rede de alta capacidade, produzir estudos estratégicos — e contrata uma entidade especializada para fazê-lo, com liberdade de meios e responsabilidade pelos fins. Em troca da flexibilidade, a OS submete-se a controle externo do Tribunal de Contas da União, a publicidade de relatórios e à possibilidade de desqualificação em caso de descumprimento.\n\nO modelo importa porque resolveu, para um conjunto pequeno de instituições de ponta, o problema crônico da administração direta brasileira: a impossibilidade de contratar pesquisadores rapidamente, pagar salários competitivos, comprar equipamentos importados com agilidade e planejar além do exercício fiscal. Sua constitucionalidade, questionada na ADI 1.923, foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, com a ressalva de que a seleção de OS e suas contratações devem observar princípios de impessoalidade e publicidade.","brazil":"O MCTI supervisiona seis organizações sociais, que concentram parte da infraestrutura científica mais sofisticada do país: o CNPEM (qualificado em 1997–1998, à época como ABTLuS), que opera o síncrotron Sirius e os laboratórios nacionais de biociências, nanotecnologia e biorrenováveis em Campinas; o IMPA (2000), referência mundial em matemática e sede da Olimpíada Brasileira de Matemática; o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (1999), na Amazônia; a RNP (2002), que opera a rede acadêmica nacional; o CGEE (2002), que produz estudos prospectivos e avaliações para o governo; e a Embrapii (2013), que financia P&D entre empresas e institutos. Os contratos de gestão são o canal por onde o FNDCT e o orçamento do MCTI financiam essas entidades — a LC 177/2021 limitou a 25% dos recursos do fundo o que pode ir, por ano, para operações não reembolsáveis de organizações sociais.\n\nEstados replicaram o modelo em saúde e cultura em escala muito maior, com resultados e controvérsias variados; em ciência, o caso mais relevante é o das OSs paulistas na área cultural e o uso de fundações de apoio pelas universidades, que cumprem função análoga de flexibilização. O modelo federal de OS científica permaneceu restrito, em parte por resistência de sindicatos de servidores e de órgãos de controle, em parte porque exige do ministério supervisor uma capacidade de definir metas e avaliar resultados que nem sempre existe.","international":"O arranjo mais parecido é o dos laboratórios nacionais do Departamento de Energia dos Estados Unidos, que são de propriedade federal mas operados por universidades, consórcios ou empresas sob contratos de gestão (modelo GOCO — government-owned, contractor-operated): o Lawrence Berkeley pela Universidade da Califórnia, o Fermilab por um consórcio universitário, o Los Alamos por uma sociedade entre Battelle, universidades e empresas. O Reino Unido usa executive agencies e organizações como o UK Atomic Energy Authority e os Catapults; a Alemanha organiza seus grandes centros (Helmholtz, Max Planck, Fraunhofer, Leibniz) como associações privadas sem fins lucrativos financiadas por acordos federativos, com liberdade de contratação e avaliação externa periódica.\n\nA França mantém os EPST (CNRS, Inria, INRAE) como estabelecimentos públicos de direito público, com menos flexibilidade, mas criou fundações de cooperação científica para contornar rigidez. A Coreia do Sul transformou seus institutos governamentais de pesquisa em entidades com conselhos próprios sob o NST (National Research Council of Science and Technology) e a China mantém os institutos da Academia Chinesa de Ciências como unidades públicas com crescente autonomia administrativa.","future":"O modelo de OS em ciência tende a ser testado em duas direções. De um lado, a pressão por expandi-lo — para novos laboratórios nacionais, para centros de inteligência artificial e computação de alto desempenho e para institutos aplicados em áreas da Nova Indústria Brasil — cresce à medida que a administração direta se mostra incapaz de operar infraestruturas complexas com agilidade. De outro, órgãos de controle e o próprio Legislativo cobram transparência comparável à do setor público em salários, compras e nomeações, e os contratos de gestão são periodicamente questionados quanto à robustez de suas metas.\n\nPontos a observar: a estabilidade dos repasses (OSs não podem contingenciar folha de pagamento, e atrasos do Tesouro já produziram crises no CNPEM e na RNP); a renovação de conselhos de administração com independência real; e a eventual criação de um marco legal específico para organizações de pesquisa — distinto do das OSs de saúde —, que reconheça a natureza de longo prazo da ciência e proteja essas entidades de oscilações políticas.","related_ids":[594,595,601,634,607,321,325,62,639,638],"sources":[{"title":"Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998 — Organizações Sociais","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9637.htm"},{"title":"Lei Complementar nº 177/2021 — FNDCT (limite para OSs)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp177.htm"},{"title":"LNLS/CNPEM — Sirius, organização social supervisionada pelo MCTI","url":"https://lnls.cnpem.br/sirius/"},{"title":"Embrapii — organização social com contrato de gestão com o governo federal","url":"https://embrapii.org.br/"}]},{"id":"sincrotron","term":"Síncrotron","aliases":["Síncrotron","síncrotron","luz síncrotron","fonte de luz síncrotron","linha de luz"],"sectors":["universities","biotech","minerals","energy","quantum"],"definition":"Um síncrotron de luz é um acelerador de partículas construído para produzir radiação eletromagnética de altíssimo brilho — do infravermelho aos raios X duros — a partir de elétrons que circulam quase à velocidade da luz em um anel de armazenamento. Quando os elétrons são desviados por ímãs (dipolos, onduladores, wigglers), emitem radiação tangencialmente à órbita; essa luz é conduzida por linhas de luz (beamlines) a estações experimentais onde pesquisadores analisam a estrutura atômica e molecular de materiais, proteínas, solos, rochas, catalisadores, baterias, fósseis e tecidos biológicos, com resolução espacial, temporal e química inatingível em laboratórios convencionais.\n\nUm síncrotron moderno tem três componentes: um acelerador linear que gera e acelera os elétrons; um anel injetor (booster) que os leva à energia final (3 GeV, no caso brasileiro); e o anel de armazenamento, onde circulam por horas e produzem a luz. A qualidade da fonte é medida pelo brilho e pela emitância do feixe de elétrons: quanto menor a emitância, mais concentrado e coerente é o feixe de luz. As fontes de quarta geração, baseadas em redes magnéticas de múltiplos dipolos (multi-bend achromats), reduziram a emitância em uma a duas ordens de grandeza em relação às de terceira geração, abrindo técnicas como nanotomografia, imagem por coerência e espectroscopia de alta resolução in situ.\n\nSíncrotrons são infraestruturas de uso compartilhado: pesquisadores de universidades e empresas submetem propostas, avaliadas por mérito científico, e recebem tempo de feixe gratuito (com compromisso de publicar) ou pago (uso proprietário, comum em farmacêuticas e mineradoras). São, portanto, bens públicos científicos que servem a dezenas de áreas simultaneamente — farmacologia, agricultura, petróleo, energia, materiais quânticos, paleontologia — e exigem equipes permanentes de centenas de engenheiros e cientistas.\n\nA relevância para um país está na capacidade de projetar e construir a máquina: um síncrotron de quarta geração demanda ímãs de precisão micrométrica, câmaras de ultra-alto vácuo, eletrônica de radiofrequência, detectores, criogenia e software de controle, competências que, uma vez dominadas, se espalham para a indústria. Existem cerca de 50 fontes de luz síncrotron em operação no mundo, concentradas na América do Norte, Europa e Ásia.","brazil":"O Brasil é o único país da América Latina e do hemisfério sul (ao lado da Austrália) a operar um síncrotron. O primeiro, o UVX, foi projetado e construído pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) em Campinas e operou de 1997 a 2019 — uma máquina de segunda geração, de 1,37 GeV, primeira do hemisfério sul. Seu sucessor, Sirius, é uma fonte de quarta geração com 3 GeV, 518 metros de circunferência e corrente de até 350 mA, construída pelo CNPEM com cerca de R$ 1,8 bilhão do MCTI e apoio da FAPESP, com índice de conteúdo nacional em torno de 85%. As obras começaram em 2015, o prédio e os dois primeiros aceleradores foram inaugurados em novembro de 2018, a primeira volta dos elétrons no anel ocorreu em novembro de 2019 e os primeiros experimentos, na linha Manacá, foram feitos em 2020, durante a pandemia, estudando proteínas do SARS-CoV-2.\n\nA primeira fase prevê 14 linhas de luz, batizadas com nomes de plantas brasileiras (Carnaúba, Cateretê, Ema, Ipê, Mogno, Paineira, Sabiá, Imbuia, Cedro, Manacá, Sapê, Quati, Sapucaia, Jatobá); dez estavam em operação em 2025 e seis abertas a usuários externos em regime regular. O governo incluiu a segunda fase de Sirius — novas linhas e instrumentação — no Novo PAC, e o CNPEM constrói ao lado o Orion, complexo de laboratórios de máxima contenção biológica (NB4) acoplado ao síncrotron, único no mundo nesse formato. Sirius é a maior infraestrutura científica já construída no Brasil e a base de competências que o CNPEM e empresas da região de Campinas (ímãs, vácuo, eletrônica) pretendem exportar.","international":"O MAX IV, na Suécia, inaugurado em 2016, foi a primeira fonte de quarta geração do mundo e a referência direta para o projeto de Sirius; o ESRF, em Grenoble, concluiu a atualização EBS em 2020 (6 GeV), e o Advanced Photon Source, nos Estados Unidos, reabriu em 2024 após a modernização APS-U. A China inaugurou em 2025 a High Energy Photon Source (HEPS), em Pequim, de 6 GeV, e opera o SSRF em Xangai; o Japão tem o SPring-8 (8 GeV) e o novo NanoTerasu (2024); a Coreia do Sul opera o PLS-II e constrói uma fonte de quarta geração em Ochang. A Alemanha planeja o PETRA IV em Hamburgo, o Reino Unido o Diamond-II, a Suíça concluiu o SLS 2.0 e os Estados Unidos modernizam o ALS (ALS-U). A Índia opera o Indus-2 e discute uma fonte de quarta geração; o SESAME, na Jordânia, é o único síncrotron do Oriente Médio.\n\nA tendência global é a atualização em massa para quarta geração e a convergência com lasers de elétrons livres (XFEL) e com inteligência artificial para análise de dados em tempo real — áreas em que Sirius, por ser recente, está na fronteira.","future":"O desafio de Sirius é passar de uma máquina a um sistema: completar as linhas da primeira fase, financiar a segunda, formar a comunidade de usuários (ainda pequena em relação à capacidade instalada) e aumentar o uso industrial, hoje minoritário. O orçamento de operação — da ordem de centenas de milhões de reais por ano, dependente do contrato de gestão do CNPEM com o MCTI — é o ponto vulnerável: atrasos de repasse em 2017–2022 chegaram a ameaçar o cronograma de construção.\n\nVale observar a conclusão do Orion e sua integração com Sirius, que pode posicionar o Brasil em biossegurança e vacinas; a exportação de tecnologia de aceleradores por empresas brasileiras; a formação de uma segunda geração de físicos de aceleradores capaz de projetar a próxima máquina ou um XFEL; e a cooperação com a América Latina, para que Sirius funcione como facilidade regional, o que ampliaria a demanda e a diplomacia científica do país.","related_ids":[595,594,62,321,615,559,628,36,39,183],"sources":[{"title":"LNLS/CNPEM — Sirius","url":"https://lnls.cnpem.br/sirius/"},{"title":"Wikipedia — Sirius (synchrotron light source)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Sirius_(synchrotron_light_source)"},{"title":"CNPEM — Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais","url":"https://cnpem.br/"},{"title":"Lei nº 9.637/1998 — regime jurídico da OS que opera o CNPEM","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9637.htm"}]},{"id":"nit","term":"Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT)","aliases":["Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT)","NIT","NITs","transferência de tecnologia universitária","agência de inovação","escritório de transferência de tecnologia"],"sectors":["universities","policy","hubs"],"definition":"O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) é o órgão que toda Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) pública brasileira é obrigada a manter para gerir sua política de inovação, por força do art. 16 da Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004). Corresponde ao que, nos Estados Unidos, se chama technology transfer office e, na Europa, knowledge transfer office: a unidade que identifica resultados de pesquisa com potencial de aplicação, protege a propriedade intelectual (patentes, registros de software, cultivares, marcas), negocia licenciamentos e contratos com empresas, apoia a criação de spin-offs e zela pelo cumprimento da legislação de inovação pela instituição.\n\nAs competências legais do NIT incluem avaliar e classificar os resultados de pesquisa, opinar sobre a conveniência de divulgar ou proteger criações, acompanhar o processamento de pedidos de patente, negociar e gerir acordos de transferência de tecnologia, desenvolver estudos de prospecção tecnológica e inteligência competitiva e promover a cultura de inovação na instituição. O Marco Legal de CT&I de 2016 ampliou esse papel: o NIT passou a poder ser constituído como entidade privada sem fins lucrativos — uma fundação de apoio ou agência com personalidade jurídica própria —, o que permite contratar pessoal, receber e aplicar receitas de licenciamento e participar do capital de empresas, superando a rigidez da administração pública direta.\n\nO funcionamento típico envolve um fluxo: o pesquisador comunica uma invenção, o NIT avalia a patenteabilidade e o mercado, deposita o pedido no INPI (e, se houver recursos, no exterior via PCT), busca licenciados e, em caso de sucesso, divide os royalties — a lei garante ao inventor entre 5% e um terço dos ganhos da instituição. Quando a tecnologia é imatura, a alternativa é a criação de uma spin-off, com a ICT podendo participar do capital, ou a pesquisa colaborativa financiada pela empresa, cujo contrato define a titularidade da propriedade intelectual.\n\nA importância dos NITs está em converter a produção científica — na qual o Brasil é relevante — em tecnologia apropriável, dimensão em que o país é fraco. Universidades públicas estão entre os maiores depositantes de patentes no INPI, mas a taxa de licenciamento é baixa, e a receita de royalties é marginal em relação aos orçamentos institucionais, padrão também observado na maior parte das universidades do mundo.","brazil":"A obrigatoriedade dos NITs data de 2004, mas a profissionalização veio depois: o Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), criado em 2006, reúne os gestores das ICTs, mantém o mestrado profissional em rede PROFNIT e publica guias e levantamentos; o MCTI consolida anualmente, no relatório Formict, as informações de política de propriedade intelectual das ICTs, que mostram centenas de instituições com NIT formalmente instituído, mas poucas com equipe dedicada e receita de licenciamento relevante. A Agência de Inovação Inova Unicamp, criada em 2003, é o caso de maior sucesso: a Unicamp é há anos a universidade com mais patentes depositadas e licenciadas no país e com o maior número de \"empresas-filhas\" mapeadas. A Agência USP de Inovação, a CTIT da UFMG, a Coppetec/UFRJ e a Agência de Inovação da UFSC seguem modelos semelhantes; na UFPE, o NIT atua em articulação com o Porto Digital e o CESAR.\n\nOs obstáculos recorrentes são conhecidos: insegurança jurídica na partilha de propriedade intelectual com empresas (parcialmente resolvida pelo Marco Legal de 2016 e pelo Decreto nº 9.283/2018), lentidão do INPI (hoje reduzida), falta de carreira e remuneração para gestores de inovação nas universidades, e a dificuldade de a ICT pública participar do capital de startups e aceitar risco. Políticas recentes — como a inclusão de NITs em chamadas do CNPq e no Pronit/FNDCT — tentam financiar a estrutura em vez de apenas exigi-la.","international":"O modelo mundial foi definido pelo Bayh-Dole Act norte-americano de 1980, que atribuiu às universidades a titularidade das invenções geradas com recursos federais e criou o incentivo para os escritórios de transferência; a AUTM registra hoje nas universidades dos Estados Unidos cerca de 3 bilhões de dólares anuais em royalties e mais de mil startups criadas por ano, embora a receita se concentre em poucas instituições (Stanford, MIT, Columbia, Universidade da Califórnia). O Reino Unido financia a transferência por meio do Higher Education Innovation Fund e avalia-a no Knowledge Exchange Framework; a Alemanha confia a função principalmente aos institutos Fraunhofer e às agências de patentes regionais; Israel criou empresas de transferência de tecnologia com personalidade jurídica própria (Yissum, na Universidade Hebraica, e Yeda, no Instituto Weizmann), que estão entre as mais rentáveis do mundo.\n\nA China reformou sua lei de transferência em 2015, dando às universidades autonomia para licenciar e distribuir até 50% ou mais dos ganhos aos inventores, e os escritórios chineses lideram hoje o volume mundial de patentes universitárias. A Coreia do Sul exige escritórios de transferência nas universidades desde 2000 e os financia por desempenho; a Índia aprovou em 2023 regras para que institutos públicos (IITs, CSIR) criem empresas de transferência.","future":"A agenda dos NITs no Brasil desloca-se da proteção para a comercialização: patentear menos e licenciar mais, criar spin-offs com participação acionária da universidade e medir impacto por empresas criadas, empregos e receita, não por depósitos. Isso exige três mudanças que estão em curso de forma desigual: a transformação dos NITs em agências com personalidade jurídica (permitida desde 2016, ainda pouco usada), a construção de carreiras de gestores de inovação e a integração com parques tecnológicos, incubadoras e fundos de venture capital universitário.\n\nOs riscos são a burocratização (NITs como cartórios de patentes) e a captura por lógicas de arrecadação de curto prazo, que podem restringir a publicação aberta de resultados. Vale observar a adoção de políticas de \"licença expressa\" e de modelos padronizados de contrato, a atuação de órgãos de controle sobre a participação de universidades em empresas, e a evolução dos indicadores do Formict, que permitirão verificar se a reforma legal de 2016 produziu, de fato, mais tecnologia transferida.","related_ids":[559,554,566,341,321,611,628,627,625,606],"sources":[{"title":"Lei nº 10.973/2004 — Lei de Inovação (art. 16, NITs)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm"},{"title":"Lei nº 13.243/2016 — Marco Legal de CT&I (NIT como entidade privada sem fins lucrativos)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm"},{"title":"Decreto nº 9.283/2018 — regulamento da Lei de Inovação","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9283.htm"},{"title":"FORTEC — Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia","url":"https://fortec.org.br/"}]},{"id":"fuga-de-cerebros","term":"Fuga de cérebros","aliases":["Fuga de cérebros","fuga de cérebros","brain drain","evasão de talentos","circulação de cérebros","diáspora científica"],"sectors":["universities","policy","ai"],"definition":"Fuga de cérebros (brain drain) é a emigração de pessoas com alta qualificação — cientistas, engenheiros, médicos, programadores — de um país para outro que lhes oferece melhores salários, infraestrutura, estabilidade ou liberdade. A expressão nasceu na Grã-Bretanha dos anos 1960, para descrever a saída de cientistas britânicos para os Estados Unidos, e foi depois aplicada sobretudo aos países em desenvolvimento, que formam profissionais com recursos públicos e os perdem para economias avançadas. O fenômeno é hoje analisado de forma mais matizada, com os conceitos de brain gain (o país de destino ganha), brain circulation (os emigrantes retornam, colaboram ou investem) e brain waste (o emigrante trabalha abaixo de sua qualificação).\n\nOs determinantes são bem documentados. Do lado da expulsão, pesam a insuficiência e a instabilidade do financiamento à pesquisa, a escassez de posições permanentes para doutores recém-formados, salários não competitivos, burocracia para importar equipamentos, violência e instabilidade política. Do lado da atração, contam os programas de visto para talentos, bolsas de pós-doutorado, salários em moeda forte, laboratórios equipados e, de forma crescente, a demanda das grandes empresas de tecnologia por profissionais em inteligência artificial e semicondutores. Em ciência, o canal principal é o pós-doutorado: o pesquisador sai para um estágio temporário e não encontra posição para voltar.\n\nA perda para o país de origem não se limita ao investimento em formação. Doutores que emigram levam redes, projetos, capacidade de orientar e, muitas vezes, propriedade intelectual em gestação; a saída concentrada em áreas de fronteira (IA, biotecnologia, física quântica) pode esvaziar grupos inteiros. Por outro lado, a diáspora científica pode ser um ativo: colaborações internacionais, coautoria, mentoria, atração de investimento e, quando há política para isso, retorno.\n\nA fuga de cérebros importa para o sistema de inovação porque o capital humano avançado é o recurso mais caro e mais lento de formar — um doutor exige vinte anos de escolarização e cerca de uma década de financiamento público — e porque, diferentemente do capital físico, ele decide onde ficar.","brazil":"O Brasil viveu ondas sucessivas: a emigração de cientistas perseguidos pela ditadura nos anos 1960–70, a saída durante a crise dos anos 1980–90 e, mais recentemente, a fuga associada aos cortes de 2015–2022, quando os orçamentos de CAPES, CNPq e MCTI caíram em termos reais, as bolsas ficaram congeladas por dez anos e o número de concursos para docentes despencou. Levantamentos do CNPq e reportagens da imprensa científica registraram, nesse período, aumento do número de doutores e pós-doutores brasileiros em universidades europeias, norte-americanas e canadenses, e o Ciência sem Fronteiras (2011–2016), ao enviar dezenas de milhares de estudantes ao exterior sem política de retorno, ampliou a diáspora qualificada. Em áreas como inteligência artificial e ciência de dados, a emigração passou a ocorrer direto da graduação, atraída por empresas de tecnologia.\n\nAs respostas são incipientes. O programa Conhecimento Brasil, lançado pelo MCTI e pelo CNPq em 2024, financia a colaboração de pesquisadores brasileiros no exterior com grupos nacionais e a vinda temporária deles; o CAPES-PrInt e os editais de professor visitante da FAPESP (e sua modalidade Jovem Pesquisador) buscam atrair talentos; a retomada do orçamento do FNDCT a partir de 2023 e o reajuste de bolsas reduziram a pressão de saída. O país não tem, porém, um programa estruturado de repatriação com cargos e laboratórios, nem dados sistemáticos sobre o estoque de doutores brasileiros no exterior.","international":"A China é o caso paradigmático de reversão: o programa Thousand Talents (2008) e seus sucessores ofereceram salários, laboratórios e recursos de pesquisa a cientistas chineses e estrangeiros, e a proporção de doutores chineses formados nos Estados Unidos que retornam cresceu de forma sustentada, impulsionada também pelas restrições norte-americanas a partir de 2018. A Índia mantém os programas Ramanujan e VAJRA para atrair pesquisadores de volta ou em regime de visita, e a Coreia do Sul, com o Brain Pool e o Brain Return 500, converteu a diáspora em motor de sua indústria de semicondutores nos anos 1980–90.\n\nEm 2025, a dinâmica global mudou: cortes e interferência política nas agências de pesquisa dos Estados Unidos (NIH, NSF) e restrições a vistos produziram, pela primeira vez em décadas, um movimento de saída de cientistas, que a União Europeia tentou capturar com a iniciativa Choose Europe for Science, dotada de € 500 milhões para 2025–2027, e que países como Canadá, França, Alemanha e Austrália disputam com programas de atração. Para o Brasil, isso abre uma janela — atrair pesquisadores estrangeiros e brasileiros em trânsito — que só se aproveita com vagas, salários e infraestrutura.","future":"A questão para o Brasil é passar de uma política de formação (bolsas no exterior) a uma política de retenção e circulação: posições permanentes para jovens doutores, financiamento previsível, redução da burocracia de importação e de contratação de estrangeiros e um programa de repatriação com escala. A disputa global por talentos em IA, semicondutores e quântica tende a se intensificar, e países que não oferecem carreira perderão exatamente os quadros que suas políticas industriais dizem precisar.\n\nPontos a observar: a consolidação do Conhecimento Brasil e de instrumentos de \"diáspora como ativo\"; a criação de dados oficiais sobre doutores no exterior; o efeito da expansão de centros de competência e laboratórios nacionais sobre a demanda por pesquisadores; e a capacidade de aproveitar a janela aberta pela crise científica norte-americana de 2025, como fazem Europa e Canadá. O risco inverso — brain waste interno, com doutores subempregados — exige políticas de absorção pela indústria tanto quanto de retenção na academia.","related_ids":[611,612,615,631,321,554,346,325,367],"sources":[{"title":"Wikipédia — Fuga de cérebros","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fuga_de_c%C3%A9rebros"},{"title":"Pesquisa FAPESP — À procura de equilíbrio (orçamentos de CAPES, CNPq e FAPs)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-procura-de-equilibrio/"},{"title":"Decreto nº 7.642/2011 — Ciência sem Fronteiras (modalidades de atração de pesquisadores)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7642.htm"},{"title":"CNN Brasil — Reajuste das bolsas de pesquisa em 2023 após dez anos de congelamento","url":"https://www.cnnbrasil.com.br/politica/governo-lula-anuncia-que-bolsas-de-pesquisa-terao-reajuste-de-25-a-200/"}]},{"id":"producao-cientifica-indexacao","term":"Produção científica e indexação","aliases":["Produção científica e indexação","artigos indexados","produção científica","Scopus","Web of Science","indexação","bibliometria","SciELO"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Produção científica é o conjunto de artigos, livros, capítulos, teses, patentes e outros registros gerados por pesquisadores; indexação é a inclusão desses registros em bases de dados que os tornam localizáveis, contáveis e comparáveis. As duas bases comerciais dominantes são a Web of Science (Clarivate), herdeira do Science Citation Index criado por Eugene Garfield em 1964, e a Scopus (Elsevier, 2004); a elas se somam bases abertas como o Google Scholar, o OpenAlex, o Dimensions e, no mundo lusófono e latino-americano, a SciELO. Uma revista \"indexada\" é aquela que passou pela seleção editorial dessas bases — periodicidade, revisão por pares, corpo editorial internacional, ética de publicação — e cujos artigos, portanto, contam nas estatísticas nacionais e nos rankings.\n\nA indexação é a infraestrutura invisível da avaliação científica. Dela derivam os indicadores que governos e agências usam para medir desempenho: número de artigos, citações recebidas, fator de impacto das revistas, índice h de pesquisadores, impacto normalizado por área (FWCI, CNCI), proporção de artigos entre os 10% mais citados e colaboração internacional. Rankings de universidades (ARWU, THE, QS, Leiden) e relatórios nacionais de ciência (NSF Science and Engineering Indicators, UNESCO Science Report) partem dessas bases, e, no Brasil, a avaliação da CAPES, as bolsas de produtividade do CNPq e muitos concursos usam o Qualis — uma classificação de periódicos construída em parte sobre esses indicadores.\n\nO sistema tem vieses conhecidos. As bases comerciais sobrerrepresentam periódicos em inglês e das ciências naturais e biomédicas; sub-representam livros, ciências humanas, pesquisa aplicada e publicação em línguas locais; e o uso de métricas de revista para avaliar indivíduos é criticado desde a Declaração de San Francisco (DORA, 2012) e o Manifesto de Leiden (2015). O crescimento da ciência aberta, dos repositórios de preprints e das bases abertas (OpenAlex substituiu o Microsoft Academic em 2022) está mudando a paisagem, assim como a proliferação de revistas predatórias e de fábricas de artigos, que contaminam as contagens.\n\nPara um país, a posição nos rankings de produção indexada é um indicador grosseiro, mas influente, de capacidade científica. Ela captura volume e visibilidade internacional; não captura, sozinha, qualidade, relevância local ou impacto econômico.","brazil":"O Brasil ocupa a 14ª posição mundial em documentos indexados na Scopus, tanto no acumulado 1996–2025 (cerca de 1,63 milhão de documentos, 28,9 milhões de citações, índice h de 910) quanto no ano de 2024 (94,9 mil documentos), atrás de Rússia e Coreia do Sul e à frente de Países Baixos e Turquia — o que corresponde a algo entre 2% e 2,5% da produção mundial. O país chegou ao 13º lugar entre 2016 e 2021 e perdeu uma posição com o avanço de Irã, Turquia e outros. O impacto de citação normalizado está abaixo da média mundial na maioria das áreas, com exceções em agricultura, veterinária, odontologia, parasitologia e física de partículas; a colaboração internacional envolve cerca de um terço dos artigos. USP, Unicamp, UFRJ, Unesp e UFRGS respondem por grande parte da produção, e a USP é há décadas a instituição latino-americana com maior volume.\n\nDois traços distinguem o caso brasileiro. Primeiro, a SciELO (Scientific Electronic Library Online), criada em 1997 pela FAPESP com a BIREME/OPAS e hoje apoiada também pelo CNPq e pela CAPES, é a maior biblioteca de revistas de acesso aberto do Sul global e deu visibilidade a periódicos nacionais, embora boa parte deles permaneça fora das bases comerciais. Segundo, a Plataforma Lattes do CNPq (1999) constitui um registro curricular nacional praticamente completo, usado por todas as agências. A CAPES anunciou que, no ciclo 2025–2028, complementará o Qualis de periódicos com indicadores de impacto por artigo e \"casos de impacto\", movendo-se na direção das recomendações do DORA e da coalizão europeia CoARA.","international":"A China ultrapassou os Estados Unidos em volume de artigos indexados (1,23 milhão contra 754 mil na Scopus em 2024) e, desde 2022–2023, também em participação nos artigos mais citados e no Nature Index, resultado de duas décadas de incentivos monetários por publicação — abolidos oficialmente em 2020, quando o governo chinês passou a desencorajar a \"adoração ao SCI\". A Índia é o terceiro maior produtor (367 mil documentos em 2024), com forte crescimento e problemas de qualidade; Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá, França, Espanha, Austrália e Coreia do Sul completam os dez primeiros. Em impacto normalizado, lideram Suíça, Países Baixos, Dinamarca, Singapura e Estados Unidos.\n\nA tendência regulatória é a reforma da avaliação: a coalizão CoARA (2022), com mais de 700 instituições signatárias, a política de ciência aberta da UNESCO (2021) e o Plano S (acesso aberto obrigatório para pesquisa financiada por agências europeias) deslocam o foco das métricas de revista para avaliação qualitativa e abertura. Os Estados Unidos determinaram acesso aberto imediato a publicações financiadas por agências federais a partir de 2025, e a UE investe na infraestrutura aberta OpenAIRE e em alternativas às bases comerciais.","future":"O Brasil tende a manter-se entre a 13ª e a 16ª posições em volume, e o indicador relevante passa a ser o impacto: elevar a proporção de artigos entre os mais citados e a colaboração internacional, reduzir a publicação em periódicos de baixa qualidade e fortalecer a visibilidade das revistas nacionais. A decisão da CAPES de incorporar impacto por artigo e casos de impacto, se bem implementada, pode reduzir a corrida por quantidade; mal implementada, pode introduzir subjetividade e favorecer áreas com métricas mais fáceis.\n\nVale observar o avanço de bases abertas (OpenAlex) como alternativa às assinaturas caras de Scopus e Web of Science, pagas pela CAPES; a adesão de agências brasileiras ao DORA e à CoARA; a política de ciência aberta e preprints (SciELO Preprints, criado em 2020); e o impacto da inteligência artificial generativa sobre a integridade da publicação — fábricas de artigos e revistas predatórias atingem com força países com avaliação baseada em contagem. Finalmente, a conexão entre produção indexada e patentes, produtos e políticas continua frágil, e nenhuma métrica bibliométrica a resolve.","related_ids":[554,559,563,566,568,575,612,611,615,130],"sources":[{"title":"SCImago Journal & Country Rank — ranking de países (1996–2025)","url":"https://www.scimagojr.com/countryrank.php"},{"title":"SCImago Journal & Country Rank — ranking de países, 2024","url":"https://www.scimagojr.com/countryrank.php?year=2024"},{"title":"Pesquisa FAPESP — Avaliação quadrienal da CAPES e novos critérios (Qualis, impacto)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/avaliacao-quadrienal-da-capes-registra-avanco-em-programas-de-pos-graduacao-de-excelencia/"},{"title":"Pesquisa FAPESP — Crescimento da pós-graduação desde os anos 1990 (CGEE)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/crescimento-da-pos-graduacao-desde-os-anos-1990-melhora-a-distribuicao-regional-dos-cursos/"}]},{"id":"universidade-federal-reuni","term":"Universidade federal e REUNI","aliases":["Universidade federal e REUNI","universidade federal","universidades federais","REUNI","IFES","expansão das federais"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Universidades federais são instituições de ensino superior mantidas pela União, organizadas como autarquias ou fundações públicas vinculadas ao Ministério da Educação, gratuitas por determinação constitucional (art. 206) e dotadas de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial (art. 207). Seus professores e técnicos são servidores públicos federais, ingressos por concurso, com carreira e remuneração definidas em lei; seu orçamento vem majoritariamente do Tesouro, por meio de uma matriz de distribuição (a \"matriz OCC\", para outros custeios e capital) baseada em número de alunos equivalentes, ponderado por área e por indicadores de pós-graduação. Além do ensino de graduação e pós-graduação, elas respondem pela maior parte da pesquisa científica do país e mantêm hospitais universitários, museus, rádios, fazendas experimentais e serviços de extensão.\n\nO REUNI — Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, instituído pelo Decreto nº 6.096/2007 — foi o maior programa de expansão dessa rede desde sua formação. Lançado no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação, ofereceu às universidades recursos adicionais de pessoal e custeio (até 20% do orçamento em cinco anos) e investimentos em obras em troca da adesão a planos de reestruturação com metas: elevar a taxa de conclusão dos cursos presenciais para 90% e a relação aluno/professor para 18 por 1, criar vagas noturnas, reduzir a evasão, flexibilizar currículos (incluindo bacharelados interdisciplinares) e articular graduação, pós-graduação e educação básica. Todas as 54 universidades federais então existentes aderiram.\n\nEntre 2003 e 2014, somando a fase de expansão anterior (criação de universidades em cidades do interior) e o REUNI (2008–2012), o governo federal criou 18 novas universidades e 173 campi, e as vagas de ingresso nas federais praticamente dobraram, de cerca de 130 mil para mais de 240 mil por ano. Em paralelo, a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) reservou metade das vagas a egressos de escolas públicas, com subcotas de renda e raça, e o Sisu unificou o acesso pelo Enem. O resultado foi uma mudança de perfil: as federais tornaram-se mais numerosas, mais interioranas e socialmente mais diversas.\n\nA relevância para a tecnologia é direta: as universidades federais formam a maioria dos engenheiros e cientistas da computação do país fora de São Paulo, abrigam os programas de pós-graduação que o REUNI ajudou a disseminar e são os nós regionais de inovação — de Recife a Porto Alegre, de Fortaleza a Campina Grande.","brazil":"O Brasil tem hoje 69 universidades federais, presentes em todos os estados, com cerca de 1,3 milhão de alunos de graduação e a maior parte dos programas de pós-graduação com notas 6 e 7 fora de São Paulo — UFRJ, UFRGS, UFMG, UFPE, UFSC, UnB, UFC, UFRN, UFPR, UFBA e UFSCar são exemplos de instituições que combinam formação em massa e pesquisa de ponta, muitas delas com parques tecnológicos (Parque Tecnológico da UFRJ, Sapiens Parque junto à UFSC) e núcleos de inovação. Universidades criadas no ciclo de expansão, como UFABC (2005), UFFS, Unila, Unilab e UFOPA, trouxeram modelos curriculares e missões regionais novos; a UFABC tornou-se referência em interdisciplinaridade e produtividade científica.\n\nA expansão, porém, não foi acompanhada de financiamento estável. A partir de 2015, e sobretudo sob o teto de gastos (2017–2023), os orçamentos discricionários das federais caíram em termos reais, com bloqueios recorrentes de custeio em 2019 e 2022 que ameaçaram o funcionamento de restaurantes universitários, bolsas de assistência estudantil e manutenção. A proposta Future-se (2019), que previa fundos patrimoniais e gestão por organizações sociais, foi rejeitada pela maioria das universidades e abandonada. O debate atual gira em torno de assistência estudantil para o novo perfil de alunos, reposição de docentes, infraestrutura envelhecida e a autonomia financeira prometida pela Constituição e nunca regulamentada.","international":"Os sistemas públicos de ensino superior variam muito. Nos Estados Unidos, as universidades públicas são estaduais (os sistemas da Califórnia, Texas, Michigan), cobram anuidades e dependem cada vez menos de recursos estaduais e mais de mensalidades, pesquisa patrocinada e fundos patrimoniais; o governo federal financia pesquisa, não ensino. Na Alemanha, as universidades são dos Länder, gratuitas e financiadas por acordos federativos, com a Excellence Strategy federal premiando clusters e universidades de excelência. A França mantém universidades nacionais gratuitas ao lado das grandes écoles, e reformou-as com fusões e autonomia (lei LRU de 2007). O Reino Unido cobra anuidades altas e avalia pesquisa pelo REF.\n\nA China expandiu de forma ainda mais acelerada que o Brasil — de 3 milhões para mais de 40 milhões de estudantes de ensino superior em duas décadas —, com forte hierarquização (projetos 985, 211 e Double First-Class) e investimento concentrado nas universidades de elite. A Índia criou novos IITs, IIMs e universidades centrais nos anos 2000 e 2010, enfrentando problemas de qualidade desigual e falta de docentes semelhantes aos do REUNI. Em quase todos esses países, o acesso ampliado foi acompanhado de mecanismos de financiamento por desempenho ou de cobrança, caminhos que o Brasil não adotou.","future":"As universidades federais enfrentam uma transição demográfica e fiscal: a população jovem começa a diminuir, a concorrência do ensino privado a distância é intensa e o orçamento permanece sujeito ao arcabouço fiscal e a disputas anuais. As decisões a observar são a regulamentação da autonomia financeira (orçamento global plurianual, como propõe a Andifes), a reposição de docentes aposentados, a atualização da matriz de distribuição para premiar pesquisa, inovação e inclusão, e a ampliação da assistência estudantil, condição para que as cotas se traduzam em formação completa.\n\nEm tecnologia, o potencial das federais está em sua distribuição geográfica: são elas que podem ancorar ecossistemas de IA, semicondutores, energia renovável e bioeconomia fora do eixo São Paulo–Campinas, como já fazem UFPE, UFCG, UFRGS, UFSC e UFMG. Isso exige, porém, flexibilidade para cooperar com empresas, contratar pesquisadores estrangeiros e participar de startups — temas em que o Marco Legal de CT&I avançou no papel, mas em que a cultura administrativa e os órgãos de controle ainda impõem limites.","related_ids":[563,566,568,570,572,573,574,581,582,583],"sources":[{"title":"Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007 — institui o REUNI","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6096.htm"},{"title":"Wikipédia — Reuni","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Reuni"},{"title":"Pesquisa FAPESP — Avaliação quadrienal da CAPES 2021–2024 (desempenho das federais)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/avaliacao-quadrienal-da-capes-registra-avanco-em-programas-de-pos-graduacao-de-excelencia/"},{"title":"Lei Complementar nº 200/2023 — arcabouço fiscal (exclusão de receitas próprias das universidades federais do limite)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp200.htm"}]},{"id":"ciencia-sem-fronteiras","term":"Ciência sem Fronteiras","aliases":["Ciência sem Fronteiras","CsF","Programa Ciência sem Fronteiras"],"sectors":["universities","policy"],"definition":"Ciência sem Fronteiras (CsF) foi o programa federal de bolsas de estudo no exterior lançado em julho de 2011 e formalizado pelo Decreto nº 7.642/2011, com a meta de conceder 101 mil bolsas até 2015 para estudantes e pesquisadores brasileiros em universidades estrangeiras de excelência, além de atrair pesquisadores de fora para o Brasil. Executado conjuntamente pela CAPES (MEC) e pelo CNPq (MCTI), concentrou-se em áreas consideradas estratégicas — engenharias, ciências exatas e da terra, computação, biotecnologia, saúde, energia, aeroespacial, indústria criativa e tecnologias de ponta —, excluindo deliberadamente humanidades e ciências sociais.\n\nO programa oferecia bolsas em várias modalidades: graduação sanduíche (um ano letivo no exterior, com estágio ou pesquisa de verão), doutorado sanduíche, doutorado pleno, pós-doutorado, desenvolvimento tecnológico e inovação no exterior e, no sentido inverso, pesquisador visitante especial e jovem talento. A graduação sanduíche foi, de longe, a modalidade dominante, com perto de 80% das bolsas — uma escolha que distinguiu o CsF de programas anteriores de CAPES e CNPq, historicamente centrados na pós-graduação, e que refletia o objetivo de expor uma geração inteira de futuros engenheiros a ambientes universitários estrangeiros.\n\nA operação foi feita por acordos com agências e consórcios parceiros (Fulbright e IIE nos Estados Unidos, Universities UK, Campus France, DAAD, CALDO no Canadá, entre outros) e por chamadas abertas em que o estudante escolhia o país. O governo custeava mensalidade, passagem, seguro, auxílio-instalação e, quando necessário, cursos de idioma — este último item tornou-se um problema, pois grande parte dos candidatos não tinha proficiência em inglês, o que levou à criação do programa Inglês sem Fronteiras (depois Idiomas sem Fronteiras) e à exclusão de Portugal como destino, em 2013, para evitar a concentração de bolsistas em universidades de língua portuguesa.\n\nO CsF importa como o maior experimento de internacionalização do ensino superior brasileiro e como caso de estudo em política pública: ambicioso, caro, popular e encerrado sem avaliação de resultados comparável ao seu tamanho.","brazil":"Entre 2011 e 2016, o programa concedeu cerca de 93 mil bolsas, das quais perto de 79% de graduação sanduíche, a um custo total estimado em torno de R$ 13 bilhões; os principais destinos foram Estados Unidos (mais de 27 mil bolsistas), Reino Unido, Canadá, França, Austrália, Alemanha, Espanha, Itália e Irlanda. A segunda fase, anunciada em 2014 com meta de mais 100 mil bolsas, não se concretizou: com a recessão e o impeachment, o MEC suspendeu novas bolsas de graduação em 2016 e, em abril de 2017, o governo Temer encerrou a modalidade, mantendo apenas cerca de 5 mil bolsas de pós-graduação em andamento. O Decreto nº 9.784/2019 revogou a estrutura de comitês do programa, e o CAPES-PrInt (Programa Institucional de Internacionalização, lançado em 2017) assumiu a agenda, com foco em pós-graduação, parcerias institucionais e atração de pesquisadores, em escala muito menor.\n\nOs balanços produzidos pelo Senado (2015), pelo TCU e por estudos acadêmicos apontam ganhos em proficiência linguística, autonomia e empregabilidade dos bolsistas, além da ampliação de redes de cooperação; e apontam problemas: ausência de indicadores e de acompanhamento dos egressos, custo por bolsista elevado em comparação com a pós-graduação, baixa seletividade em alguns anos, uso de recursos da CAPES e do CNPq que pressionou outras linhas de fomento e falta de mecanismo de retorno — parte dos bolsistas de doutorado pleno permaneceu no exterior. O programa deixou, ainda assim, uma geração de engenheiros e cientistas com experiência internacional que hoje ocupa posições em empresas, universidades e startups.","international":"Programas nacionais de bolsas no exterior em grande escala existem sobretudo em países que buscam formar rapidamente quadros técnicos: o King Abdullah Scholarship Program, da Arábia Saudita (desde 2005, mais de 100 mil bolsistas, com forte presença nos Estados Unidos), o China Scholarship Council (que financia dezenas de milhares de doutorandos e pós-doutores por ano, com obrigação de retorno), o Bolashak do Cazaquistão (desde 1993, com cláusula de retorno e trabalho no país) e o Becas Chile (2008). A Índia e a Coreia do Sul, por sua vez, confiaram mais em autofinanciamento das famílias e em bolsas de pós-graduação.\n\nA lição comparativa é que programas duráveis combinam seletividade, foco na pós-graduação, compromisso de retorno e integração com a demanda do mercado de trabalho e do sistema de pesquisa nacional — elementos que o CsF, ao privilegiar a graduação sanduíche sem contrapartidas, deixou de lado. O movimento Erasmus europeu, por outro lado, mostra que a mobilidade de graduação pode ser valiosa quando é recíproca e de baixo custo unitário.","future":"A internacionalização do ensino superior brasileiro deslocou-se para a pós-graduação (CAPES-PrInt, doutorado sanduíche) e para acordos institucionais, com volumes modestos. Propostas de retomada de um programa de mobilidade de graduação reaparecem periodicamente, e o governo discutiu em 2023–2024 uma nova edição com foco em áreas de missão (IA, semicondutores, bioeconomia), sem decisão de escala.\n\nO que observar: se um eventual sucessor incorporará as lições do CsF — seleção por mérito e proficiência, metas de retorno, acompanhamento de egressos e articulação com empregadores; se a internacionalização passará a incluir atração de estudantes e pesquisadores estrangeiros, em que o Brasil é marginal; e se a experiência acumulada pelos ex-bolsistas, uma rede de dezenas de milhares de pessoas, será mobilizada por políticas de diáspora e cooperação científica.","related_ids":[631,612,611,321,369,554,346],"sources":[{"title":"Decreto nº 7.642, de 13 de dezembro de 2011 — institui o Programa Ciência sem Fronteiras","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7642.htm"},{"title":"Wikipédia — Ciência sem Fronteiras","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_sem_Fronteiras"},{"title":"Pesquisa FAPESP — À procura de equilíbrio (orçamentos de CAPES e CNPq)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-procura-de-equilibrio/"}]},{"id":"laboratorio-nacional","term":"Laboratório nacional","aliases":["Laboratório nacional","laboratório nacional","laboratórios nacionais","infraestrutura de pesquisa aberta","laboratório multiusuário"],"sectors":["universities","policy","biotech","ai","quantum"],"definition":"Laboratório nacional é uma instalação de pesquisa de grande porte, financiada pelo governo federal e aberta à comunidade científica e a empresas de todo o país, que concentra equipamentos e competências que nenhuma universidade isolada teria condições de manter — um síncrotron, um supercomputador, um telescópio, um reator de pesquisa, uma planta-piloto de biorrefinaria, uma sala limpa de microfabricação. Diferentemente de um instituto de pesquisa tradicional, cuja missão é a agenda científica de seus próprios pesquisadores, o laboratório nacional tem como razão de ser o atendimento a usuários externos: ele recebe propostas, avalia-as por mérito, aloca tempo de uso gratuito (com compromisso de publicação) ou pago (uso proprietário), oferece suporte técnico e mantém a infraestrutura em operação contínua.\n\nO modelo tem três características. A primeira é a escala: investimentos de centenas de milhões ou bilhões de reais, equipes permanentes de engenheiros e técnicos e custos operacionais altos, que exigem orçamento estável e plurianual. A segunda é o acesso aberto e competitivo, que transforma o laboratório em bem público científico e multiplica o retorno do investimento para dezenas de áreas e instituições. A terceira é a governança própria, frequentemente por organização social ou contrato de gestão, que dá flexibilidade de contratação e compras incompatíveis com a administração direta.\n\nLaboratórios nacionais são também lugares de desenvolvimento tecnológico. Projetar e construir uma grande infraestrutura exige dominar instrumentação, eletrônica, vácuo, criogenia, software e automação, e esse conhecimento transborda para a indústria local por meio de encomendas, spin-offs e pessoal treinado. Nos países que os mantêm, eles são também ferramentas de política industrial — centros onde empresas testam materiais, baterias, fármacos e chips com equipamentos que não poderiam comprar.\n\nA importância da categoria está em concentrar recursos onde a escala é inevitável, evitando a dispersão em laboratórios pequenos e subutilizados, e em criar pontos de referência para a comunidade científica nacional e para a cooperação internacional.","brazil":"O exemplo mais completo é o CNPEM, em Campinas, organização social do MCTI que reúne quatro laboratórios nacionais: o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, criado em 1987, que operou o UVX de 1997 a 2019 e hoje opera o Sirius), o LNBio (biociências, 2009), o LNNano (nanotecnologia, 2011) e o LNBR (biorrenováveis, criado em 2010 como CTBE), além da escola Ilum de graduação em ciência e tecnologia e do complexo de biossegurança Orion, em construção. O LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica, Petrópolis, 1980), unidade de pesquisa do MCTI, opera o supercomputador Santos Dumont, maior máquina acadêmica da América Latina e base do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD); o LNA (Laboratório Nacional de Astrofísica, Itajubá, 1985) gerencia a participação brasileira nos telescópios Gemini e SOAR e o Observatório do Pico dos Dias. O CETEM (tecnologia mineral), o CTI Renato Archer (tecnologia da informação e microeletrônica, Campinas), o CBPF (física) e o INPA (Amazônia) são unidades de pesquisa do MCTI com laboratórios multiusuários, e o SisNano articula laboratórios de nanotecnologia abertos a empresas.\n\nA fragilidade comum é o custeio: Santos Dumont ficou meses parcialmente desligado em 2019–2020 por falta de recursos para energia e manutenção, e o CNPEM sofreu atrasos de repasse durante os anos de contingenciamento. A expansão recente — Orion, segunda fase de Sirius, o supercomputador do Plano Brasileiro de IA no Nordeste, centros de competência em quântica — indica que o país voltou a investir em grandes infraestruturas, mas a governança de cada uma segue definida caso a caso.","international":"Os Estados Unidos mantêm 17 laboratórios nacionais do Departamento de Energia (Argonne, Brookhaven, Lawrence Berkeley, Oak Ridge, Los Alamos, SLAC, Fermilab, entre outros), de propriedade federal e operados por universidades ou consórcios, com orçamento somado da ordem de dezenas de bilhões de dólares e dezenas de \"user facilities\" abertas por mérito — síncrotrons, lasers, supercomputadores, fontes de nêutrons, microscópios. A Alemanha organiza 18 centros Helmholtz com 45 mil funcionários (DESY, Jülich, KIT), financiados 90% pelo governo federal e 10% pelos estados; a França tem o CEA e as grandes infraestruturas do CNRS; o Reino Unido concentra as suas no campus de Harwell (Diamond, ISIS) sob o STFC.\n\nA China construiu, em vinte anos, uma rede de \"grandes infraestruturas científicas\" — síncrotrons em Xangai e Pequim, o radiotelescópio FAST, supercomputadores exaescala, o laboratório subterrâneo de Jinping — sob planejamento quinquenal da Academia Chinesa de Ciências; a Índia mantém o Indus-2, laboratórios do DAE e supercomputadores da Missão Nacional de Supercomputação; a Coreia do Sul e o Japão (RIKEN, SPring-8, KEK) seguem o modelo de institutos nacionais com facilidades abertas. A União Europeia coordena as infraestruturas pan-europeias pelo roteiro ESFRI (ESRF, CERN, European XFEL, EMBL).","future":"A questão para o Brasil é institucionalizar o modelo: definir em lei o que é um laboratório nacional, garantir custeio plurianual protegido (por exemplo, via FNDCT) e criar um roteiro nacional de grandes infraestruturas, como o ESFRI europeu, que ordene prioridades — próximo síncrotron ou XFEL, supercomputação para IA, biossegurança, fabricação de chips em escala-piloto, observatórios — em vez de decidir projeto a projeto.\n\nPontos a observar: a conclusão e o modelo de operação do Orion; o destino do CTI Renato Archer e da CEITEC como possíveis laboratórios nacionais de microeletrônica no âmbito do Brasil Semicon; a governança do supercomputador do PBIA e da \"fábrica de IA\" distribuída; e a capacidade de atrair usuários industriais, que em todos os países maduros respondem por parcela significativa do tempo de uso e da legitimidade política dessas instalações.","related_ids":[594,595,62,635,107,108,198,431,192,598],"sources":[{"title":"CNPEM — Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais","url":"https://cnpem.br/"},{"title":"LNLS/CNPEM — Sirius (infraestrutura aberta a usuários)","url":"https://lnls.cnpem.br/sirius/"},{"title":"Wikipedia — Sirius (synchrotron light source), histórico do LNLS e do UVX","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Sirius_(synchrotron_light_source)"},{"title":"Lei nº 9.637/1998 — Organizações Sociais (modelo de gestão do CNPEM)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9637.htm"}]},{"id":"fndct","term":"FNDCT","aliases":["FNDCT","Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico"],"sectors":["policy","universities"],"definition":"O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) é o principal fundo público federal de financiamento à ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Criado pelo Decreto-Lei nº 719, de 31 de julho de 1969, para dar suporte financeiro aos programas prioritários do então Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, é hoje um fundo especial de natureza contábil e financeira regido pela Lei nº 11.540/2007 e pela Lei Complementar nº 177/2021. A Finep é sua secretaria-executiva desde 1971 — função formalizada em 2007 — e o fundo é supervisionado pelo MCTI e governado por um Conselho Diretor com representantes de ministérios, agências (CNPq, CAPES, BNDES, Finep), comunidade científica, empresas e trabalhadores.\n\nAs receitas do FNDCT vêm, em sua maior parte, dos fundos setoriais criados a partir de 1999: parcelas de royalties do petróleo e do gás, de compensações financeiras pelo uso de recursos hídricos e minerais, de receitas de concessões de energia e telecomunicações, de uma fração do IPI de certos setores e da CIDE-Remessas (contribuição de 10% sobre pagamentos ao exterior por tecnologia e licenças), além de retornos de empréstimos e dotações do Tesouro. Essas fontes são, por lei, vinculadas — não podem ser usadas para outras finalidades — e é justamente essa vinculação que deu origem ao conflito recorrente com a política fiscal.\n\nO fundo opera em duas modalidades. A não reembolsável financia projetos de universidades e institutos (infraestrutura, INCTs, redes de pesquisa, laboratórios nacionais, bolsas) e a subvenção econômica a empresas; a reembolsável, executada pela Finep, concede crédito com juros abaixo do mercado a empresas inovadoras, e seu retorno realimenta o fundo. A LC 177/2021 fixou que até metade da dotação anual pode ir para operações reembolsáveis e limitou a 25% o que pode ser repassado a organizações sociais em modalidade não reembolsável.\n\nO FNDCT importa porque é a fonte de praticamente toda a infraestrutura de pesquisa construída no país desde os anos 2000 — de Sirius aos INCTs — e porque sua história condensa o dilema brasileiro: um fundo com receitas vinculadas robustas que, por quinze anos, foi tratado pelo Tesouro como reserva para cumprir metas fiscais.","brazil":"Entre 2000 e 2010, o FNDCT cresceu com a implantação dos fundos setoriais e financiou a expansão dos laboratórios universitários (CT-Infra), as redes de pesquisa e a subvenção a empresas. A partir de 2015, e sobretudo sob o teto de gastos, o governo passou a alocar a maior parte das receitas vinculadas em reserva de contingência: em 2021, o projeto de lei orçamentária destinava cerca de R$ 5 bilhões de um total de R$ 7,9 bilhões a essa reserva, e a execução efetiva do fundo chegou a ficar abaixo de R$ 3 bilhões anuais, com atraso de chamadas e paralisação de obras. A reação da comunidade científica e do Congresso produziu a Lei Complementar nº 177, de janeiro de 2021, que proibiu a limitação de empenho e a alocação do FNDCT em reserva de contingência, permitiu que saldos não executados passem ao exercício seguinte e exigiu que a lei orçamentária preveja a totalidade das receitas vinculadas; os vetos presidenciais aos dispositivos centrais foram derrubados pelo Congresso em março de 2021.\n\nDesde então, o orçamento do fundo subiu de forma acentuada: cerca de R$ 9,9 bilhões em 2023, R$ 12,7 bilhões em 2024 — o maior valor da série — e patamar igual ou superior previsto para 2025 e 2026, segundo o MCTI e a Finep. Esses recursos sustentam a chamada INCT de 2024 (R$ 1 bilhão), os centros de competência da Embrapii, o Plano Brasileiro de IA, a segunda fase de Sirius, o programa Mais Inovação (com o BNDES) e linhas de crédito da Finep em semicondutores, saúde e descarbonização. Permanecem, porém, tensões: o arcabouço fiscal de 2023 aplica limites à despesa primária que não excluem o FNDCT, e bloqueios por decreto de programação orçamentária voltaram a atingir o MCTI em 2024 e 2025.","international":"Poucos países financiam ciência por um fundo com receitas vinculadas; a norma é a dotação orçamentária anual a agências (NSF e NIH nos Estados Unidos, DFG na Alemanha, UKRI no Reino Unido). Fundos vinculados a recursos naturais existem na Noruega (cujo fundo soberano não financia ciência diretamente, mas garante estabilidade fiscal) e em países petroleiros do Golfo. Casos mais parecidos são o Fondo de Innovación para la Competitividad do Chile, alimentado por royalties da mineração desde 2006, e o Fondo Sectorial Conacyt–Sener do México, financiado por receitas do petróleo, ambos sujeitos a disputas fiscais semelhantes.\n\nA tendência em países da OCDE é garantir previsibilidade por orçamentos plurianuais — o Horizon Europe tem € 95,5 bilhões para 2021–2027 e a Alemanha assegurou às suas organizações de pesquisa aumentos anuais de 3% até 2030 pelo Pacto para Pesquisa e Inovação —, enquanto China e Coreia do Sul fixam metas de gasto público em P&D como proporção do PIB nos planos quinquenais. O que o FNDCT tenta obter por vinculação, esses países obtêm por compromisso político de longo prazo.","future":"O desafio do FNDCT passou de \"ter recursos\" para \"gastar bem\": a execução de um orçamento três vezes maior que o de 2020 exige capacidade de análise na Finep e no CNPq, chamadas desenhadas para resultados e avaliação de impacto, sob pena de reabrir a porta ao argumento fiscal de que o fundo acumula saldos. A relação com o arcabouço fiscal é o segundo ponto: enquanto a despesa do fundo contar integralmente no limite de gastos, haverá pressão por bloqueios, e propostas de excluí-la (como já ocorre com receitas próprias de universidades) ou de tratar parte do fundo como investimento voltarão ao debate.\n\nVale observar a composição entre reembolsável e não reembolsável — a Finep tende a ampliar o crédito, mais atraente fiscalmente, e a comunidade científica a defender a parcela não reembolsável —, a abertura do Conselho Diretor a prioridades de missão (IA, semicondutores, transição energética) e a eventual revisão das fontes, já que royalties do petróleo tendem a cair com a transição energética.","related_ids":[325,324,321,611,612,621,103,326,327,594],"sources":[{"title":"Lei Complementar nº 177, de 12 de janeiro de 2021 — FNDCT (veda contingenciamento)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp177.htm"},{"title":"Lei nº 11.540, de 12 de novembro de 2007 — dispõe sobre o FNDCT","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11540.htm"},{"title":"Wikipédia — Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Nacional_de_Desenvolvimento_Cient%C3%ADfico_e_Tecnol%C3%B3gico"},{"title":"CNPq — Chamada INCT 2024 financiada com R$ 1 bilhão do FNDCT","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos"}]},{"id":"fundos-setoriais","term":"Fundos setoriais","aliases":["Fundos setoriais","fundo setorial","fundos setoriais","fundos setoriais de C&T","CT-Petro","CT-Infra","CT-Info","Fundo Verde-Amarelo"],"sectors":["policy","energy","space","telecom","agtech","biotech"],"definition":"Fundos setoriais de ciência e tecnologia são as fontes de receita vinculada criadas pelo governo brasileiro entre 1999 e 2002 para financiar pesquisa e inovação em setores específicos da economia, depositadas no FNDCT e geridas por comitês gestores com participação de ministérios, agências, comunidade científica e empresas. A ideia central, formulada no contexto das privatizações e das novas agências reguladoras dos anos 1990, era carimbar uma fração das rendas geradas pela exploração de recursos naturais e pela prestação de serviços concedidos — petróleo, energia elétrica, água, mineração, telecomunicações, transportes — para que fosse reinvestida em conhecimento no mesmo setor, protegendo o financiamento à pesquisa das oscilações do orçamento geral.\n\nO primeiro foi o CT-Petro, criado pela Lei nº 9.478/1997 (a Lei do Petróleo) e operacional a partir de 1999, alimentado por parcela dos royalties sobre a produção de óleo e gás acima de determinado volume. Seguiram-se, em rápida sucessão, o CT-Energ (percentual da receita das concessionárias de energia, Lei nº 9.991/2000), o CT-Hidro (compensação pelo uso de recursos hídricos), o CT-Mineral (compensação financeira da mineração), o CT-Espacial, o CT-Transporte, o CT-Info (parcela da obrigação de P&D da Lei de Informática), o CT-Saúde, o CT-Agro, o CT-Biotec, o CT-Aero, o CT-Amazônia e o CT-Aquaviário, estes últimos financiados por frações do IPI e da CIDE. Dois fundos são transversais, isto é, não vinculados a um setor: o CT-Infra, criado pela Lei nº 10.197/2001 com 20% das receitas de todos os demais, destinado a infraestrutura de pesquisa em universidades e institutos, e o Fundo Verde-Amarelo (Lei nº 10.168/2000), financiado pela CIDE-Remessas de 10% sobre pagamentos ao exterior por tecnologia, voltado à interação universidade–empresa.\n\nAo todo são 16 fundos — 14 verticais e dois transversais —, cada um com seu comitê gestor, que define diretrizes e aprova planos de aplicação; desde 2004, parte dos recursos é aplicada por meio de \"ações transversais\", chamadas que combinam vários fundos em torno de prioridades da política industrial e tecnológica. O Funttel, fundo de telecomunicações criado em 2000 e gerido pelo Ministério das Comunicações, segue lógica semelhante, mas fora do FNDCT.\n\nOs fundos setoriais importam porque mudaram a escala e a lógica do financiamento à pesquisa no Brasil: trouxeram receitas crescentes e previsíveis em tese, aproximaram a agenda de pesquisa de problemas setoriais concretos e deram ao FNDCT o peso que tem hoje. Sua fraqueza foi a mesma do fundo: a vinculação legal não impediu o contingenciamento até 2021.","brazil":"Os fundos setoriais financiaram, nas duas primeiras décadas do século, a reconstrução da infraestrutura de pesquisa das universidades federais e estaduais (CT-Infra, por meio de chamadas da Finep), redes temáticas em petróleo e gás ligadas ao CENPES da Petrobras, pesquisa em energia em cooperação com o CEPEL e a Eletrobras, programas espaciais do INPE e da AEB (CT-Espacial), biotecnologia e saúde em articulação com a Fiocruz, além da subvenção econômica a empresas a partir de 2006. O CT-Petro, maior deles, tornou-se também o principal alvo de disputa, por sua receita volumosa e por ser, na visão da comunidade, menos vinculado a um setor do que a uma fonte fiscal; a Petrobras, por seu lado, cumpre uma obrigação separada de investir 1% da receita bruta dos campos de alta produtividade em P&D (cláusula de PD&I da ANP), que financia diretamente universidades e institutos.\n\nCom a Lei Complementar nº 177/2021, as receitas dos fundos deixaram de poder ser contingenciadas, e o volume disponível ao FNDCT quase triplicou entre 2020 e 2024. A governança por comitês gestores, no entanto, enfraqueceu ao longo dos anos — muitos comitês deixaram de se reunir regularmente e a alocação passou a ser definida pelo Conselho Diretor do FNDCT e pelo MCTI, com crítica de setores que vêm \"seus\" recursos aplicados em prioridades gerais. Um debate em curso é o da reforma do modelo: fundir fundos, atualizar as fontes (royalties do petróleo tendem a cair com a transição energética) e criar novos vinculados a economia digital, mineração de críticos e bioeconomia.","international":"O uso de rendas de recursos naturais para financiar ciência tem paralelos na Noruega (que financia a pesquisa em petróleo pelo programa PETROMAKS do Conselho de Pesquisa, com orçamento ordinário e não vinculação), no Chile (Fondo de Innovación para la Competitividad, alimentado por um imposto específico sobre a mineração desde 2006) e no México (fundos setoriais Conacyt, inclusive o Fondo Sectorial de Hidrocarburos, extintos em 2020 em uma controversa reforma). Nos Estados Unidos, as obrigações de P&D das concessionárias de energia são administradas por estados (como o California Energy Commission) e por programas federais do DOE, sem vinculação de royalties.\n\nA lógica de \"fundo por setor\" aproxima-se também dos fundos de P&D compulsórios da indústria: a Coreia do Sul exige das empresas de energia contribuições para P&D setorial, a Índia mantém o Clean Energy Cess (depois absorvido pelo GST) e a Austrália financia pesquisa agrícola por levies pagos por produtores e equiparados pelo governo (Rural Research and Development Corporations), modelo que inspira propostas para o agro brasileiro.","future":"A arquitetura dos fundos setoriais foi desenhada para uma economia de concessões e commodities dos anos 1990 e precisa de atualização. Três movimentos são prováveis: a consolidação administrativa dos 16 fundos em um número menor de linhas de missão; a revisão das fontes, com queda esperada dos royalties do petróleo e possível entrada de receitas de leilões de espectro, data centers, mineração de minerais críticos e mercado de carbono; e a recuperação da governança setorial, para que empresas e usuários voltem a influenciar a agenda, condição de legitimidade política para manter a vinculação.\n\nO risco central é político: receitas vinculadas robustas são alvo permanente de propostas de desvinculação em períodos de ajuste fiscal, e a proteção da LC 177 depende de maioria parlamentar disposta a mantê-la. Vale observar também se a aplicação dos fundos migrará das chamadas universais para encomendas e missões (IA, semicondutores, transição energética), e se a Finep conseguirá demonstrar resultados da subvenção e do crédito em escala compatível com o novo volume.","related_ids":[325,324,321,145,146,148,149,493,495,36],"sources":[{"title":"Lei nº 11.540/2007 — FNDCT e fundos setoriais","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11540.htm"},{"title":"Wikipédia — FNDCT (estrutura dos 16 fundos setoriais)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Nacional_de_Desenvolvimento_Cient%C3%ADfico_e_Tecnol%C3%B3gico"},{"title":"Lei Complementar nº 177/2021 — proíbe o contingenciamento das receitas do FNDCT","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp177.htm"},{"title":"Pesquisa FAPESP — À procura de equilíbrio (financiamento federal e estadual à pesquisa)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-procura-de-equilibrio/"}]},{"id":"lei-do-bem","term":"Lei do Bem","aliases":["Lei do Bem","Lei 11.196","Lei 11.196/2005","incentivos fiscais à inovação","capítulo III da Lei do Bem"],"sectors":["policy"],"definition":"\"Lei do Bem\" é o nome pelo qual ficou conhecida a Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, e, em particular, o seu Capítulo III (arts. 17 a 26), que instituiu os incentivos fiscais federais à pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica realizados por empresas no Brasil. É o principal instrumento horizontal de apoio à inovação empresarial do país — \"horizontal\" porque não escolhe setores nem exige aprovação prévia de projetos: qualquer empresa que faça P&D e cumpra os requisitos pode usá-lo automaticamente, informando as atividades ao MCTI no ano seguinte.\n\nO mecanismo central é a dedução adicional: a empresa já deduz os gastos com P&D como despesa operacional; a Lei do Bem permite excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL um valor extra equivalente a 60% desses gastos, que sobe para 70% ou 80% se a empresa aumentar o número de pesquisadores contratados (em até 5% ou acima de 5%) e recebe mais 20% sobre os dispêndios vinculados a patentes concedidas ou cultivares registradas, podendo chegar a 100%. Como as alíquotas combinadas de IRPJ e CSLL são de 34%, a economia efetiva fica entre 20% e 34% do gasto com P&D. Completam o pacote a redução de 50% do IPI na compra de máquinas e equipamentos destinados a P&D, a depreciação e amortização aceleradas desses bens e de intangíveis, a redução a zero do imposto de renda na fonte sobre remessas ao exterior para registro de patentes e marcas e a possibilidade de subvenção à remuneração de mestres e doutores contratados para pesquisa (dispositivo nunca regulamentado de forma plena).\n\nHá condições que limitam o alcance. A empresa precisa apurar o imposto pelo lucro real (o que exclui as optantes do Simples e do lucro presumido, isto é, quase todas as pequenas e médias), ter lucro fiscal no ano (a exclusão não gera prejuízo nem pode ser transportada para exercícios seguintes), estar em regularidade fiscal e enviar anualmente ao MCTI o formulário de atividades, que é analisado por comitê de especialistas e pode ser glosado. O conceito de inovação adotado é o do Manual de Frascati: pesquisa básica, aplicada e desenvolvimento experimental, incluindo projetos que não tenham dado certo.\n\nA Lei do Bem importa por ser o instrumento de maior alcance e menor custo administrativo para estimular P&D privado, e por sua lógica de confiança: o benefício é automático, o controle é posterior. Suas limitações — concentração em grandes empresas lucrativas e exclusão de startups e PMEs — definem o debate de reforma.","brazil":"Segundo os relatórios anuais do MCTI, cerca de três mil empresas utilizam a Lei do Bem por ano (número que cresceu de poucas centenas em 2006 para mais de 3 mil a partir de 2021), declarando investimentos em P&D da ordem de R$ 25 a 30 bilhões e gerando renúncia fiscal estimada entre R$ 3 e 4 bilhões anuais — uma das maiores entre os gastos tributários voltados à inovação, ao lado da Lei de Informática. Os setores mais representados são o de software e TIC, mecânica e transportes, químico, farmacêutico, eletroeletrônico e agroindústria, com forte concentração em São Paulo, Sul e Minas Gerais e em empresas de grande porte; multinacionais com centros de P&D no Brasil (automotivas, farmacêuticas, de bens de consumo) estão entre as principais usuárias. A ANPEI, associação das empresas inovadoras, informa que 85% de seus associados — majoritariamente grandes empresas — usam o incentivo.\n\nA agenda de mudanças é antiga e consensual entre empresas e MCTI: permitir o aproveitamento do benefício em anos de prejuízo (carregar a exclusão para exercícios posteriores), estender o alcance a empresas do lucro presumido ou converter o benefício em crédito tributário, simplificar o formulário e reduzir a insegurança gerada por glosas posteriores do MCTI e da Receita Federal. Projetos de lei nesse sentido avançaram na Câmara em 2023–2025, e a Nova Indústria Brasil cita a modernização da Lei do Bem entre seus instrumentos. A exclusão das pequenas empresas é parcialmente compensada por outros mecanismos — subvenção da Finep, Embrapii, PIPE da FAPESP —, mas o país continua sem um incentivo fiscal amplo para P&D em startups.","international":"Incentivos fiscais a P&D existem em quase todos os países da OCDE e são, em média, o instrumento de maior volume de apoio público à inovação empresarial. Os Estados Unidos mantêm o Research and Experimentation Tax Credit desde 1981 (permanente desde 2015), um crédito sobre o incremento de gastos, utilizável também por empresas sem lucro em determinadas condições; o Reino Unido oferece crédito reembolsável a PMEs (que recebem dinheiro mesmo em prejuízo) e um crédito de 20% para grandes empresas, com reforma em 2024; a França tem o Crédit d'Impôt Recherche, de 30% dos gastos até € 100 milhões, o mais generoso da Europa, com custo superior a € 7 bilhões anuais; o Canadá, o SR&ED, com crédito reembolsável para pequenas empresas.\n\nA China concede superdedução de 200% dos gastos de P&D (desde 2023, para todos os setores elegíveis) e alíquota reduzida de imposto para empresas de alta tecnologia; a Coreia do Sul combina créditos escalonados por porte e por \"tecnologias de crescimento\" com até 40–50% para PMEs; a Índia reduziu sua superdedução de 200% para 100% em 2020, deslocando o apoio para subsídios diretos. A tendência internacional é a de créditos reembolsáveis, acessíveis a empresas sem lucro e a PMEs — exatamente o que falta ao modelo brasileiro —, acompanhados de avaliação de adicionalidade (quanto P&D o incentivo gera além do que ocorreria sem ele).","future":"A reforma da Lei do Bem é uma das decisões de política de inovação mais prováveis dos próximos anos: a conversão em crédito utilizável em exercícios futuros e por empresas sem lucro ampliaria o alcance a startups e PMEs e alinharia o Brasil à prática internacional, ao custo de maior renúncia e de novos controles. A reforma tributária sobre o consumo (IBS e CBS), por sua vez, não altera o incentivo, que incide sobre o imposto de renda, mas a eventual reforma da tributação da renda corporativa pode redesenhá-lo.\n\nPontos a observar: a aprovação dos projetos de lei em tramitação; a capacidade do MCTI de analisar formulários em prazo razoável e com critérios estáveis, reduzindo a insegurança que leva muitas empresas a não usar o benefício; a produção de avaliações de adicionalidade, hoje escassas; e a articulação com a Nova Indústria Brasil, que pode direcionar bônus adicionais a missões (descarbonização, saúde, digitalização) sem perder o caráter horizontal que faz da lei um instrumento de baixo custo administrativo.","related_ids":[340,321,335,322,323,103,324,339],"sources":[{"title":"Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005 (Lei do Bem) — Planalto","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11196.htm"},{"title":"ANPEI — Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (propostas para a Lei do Bem)","url":"https://anpei.org.br/"},{"title":"Lei nº 10.973/2004 — Lei de Inovação (contexto dos instrumentos de apoio à P&D empresarial)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm"},{"title":"Wikipédia — Nova Indústria Brasil (modernização dos instrumentos de inovação)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Ind%C3%BAstria_Brasil"}]},{"id":"lei-de-informatica","term":"Lei de Informática","aliases":["Lei de Informática","Lei 8.248","Lei 8.248/1991","Lei de TICs","Lei 13.969/2019","PPB"],"sectors":["policy","semiconductors","telecom"],"definition":"Lei de Informática é a denominação usual da Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991, e do regime de incentivos que ela instituiu para a indústria de bens de informática, automação e telecomunicações fabricados no Brasil. Aprovada quando a reserva de mercado de 1984 chegava ao fim, a lei substituiu a proteção por um pacto: as empresas que produzissem no país, seguindo um Processo Produtivo Básico (PPB) — conjunto mínimo de etapas de fabricação definido pelo governo —, receberiam isenção ou redução de IPI sobre seus produtos, em troca da obrigação de investir anualmente uma fração de sua receita bruta em pesquisa e desenvolvimento realizados no Brasil.\n\nA obrigação de P&D, fixada em 4% da receita incentivada (originalmente 5%), deve ser cumprida em parte por projetos internos e em parte por convênios com universidades, institutos de pesquisa e programas prioritários credenciados — uma fração vai obrigatoriamente para instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e outra para o FNDCT (o fundo CT-Info). Esse desenho fez da lei, ao longo de três décadas, a principal fonte privada de recursos para institutos como o CPqD, o Eldorado, o CTI Renato Archer, o CESAR e dezenas de departamentos universitários, além de ter sustentado a montagem de computadores, celulares, servidores e equipamentos de rede no país por empresas nacionais e multinacionais.\n\nEm 2017 e 2018, painéis da Organização Mundial do Comércio, em disputas abertas pela União Europeia (DS472) e pelo Japão (DS497), consideraram que a isenção de IPI condicionada à produção local discriminava bens importados e constituía subsídio proibido. A resposta foi a Lei nº 13.969, de 2019, que manteve a obrigação de P&D e o PPB, mas trocou a redução de IPI por um crédito financeiro calculado sobre os gastos de P&D do trimestre anterior, multiplicados por fatores que variam conforme a região e o uso de tecnologia desenvolvida no país, com tetos em percentual da base de cálculo; a Lei nº 14.968/2024 (Brasil Semicon) reajustou esses fatores — 3,41 para tecnologia nacional e 2,73 nos demais casos — e prorrogou o regime até 31 de dezembro de 2029, com avaliação quinquenal a partir desse ano.\n\nA Lei de Informática importa por ser o maior programa de política industrial para eletrônica do país e o exemplo mais duradouro de vinculação entre incentivo fiscal e investimento em P&D — e também pelo debate que suscita: se gerou capacitação tecnológica real ou apenas montagem final com baixo valor agregado.","brazil":"Cerca de quinhentas empresas habilitadas usam o regime, com renúncia fiscal estimada em torno de R$ 5 a 6 bilhões anuais, uma das maiores do orçamento federal, e investimento declarado em P&D superior a R$ 1,5 bilhão por ano. Os principais beneficiários são fabricantes de computadores, celulares, servidores, equipamentos de telecomunicações e automação — Positivo, Multilaser, Dell, Lenovo, Samsung, Motorola, HP, Flex, Jabil, entre outros —, concentrados em São Paulo (Campinas, Jundiaí, Sorocaba), Minas Gerais (Extrema, Santa Rita do Sapucaí), Paraná, Rio Grande do Sul e, em regime próprio (Lei nº 8.387/1991), na Zona Franca de Manaus. Do lado dos receptores, a lei financiou historicamente boa parte do CPqD, do Instituto Eldorado, da Fundação CERTI, do CESAR e de laboratórios de UFPE, UFCG, UFSC, UFRGS e Unicamp, além dos programas prioritários em IoT, 5G, IA e microeletrônica definidos pelo MCTI.\n\nAvaliações do próprio governo, do IPEA e de acadêmicos divergem sobre os resultados: há consenso de que a lei manteve uma indústria de montagem e um ecossistema de institutos que não existiriam sem ela, e dúvida sobre a adicionalidade da P&D e sobre a capacidade de gerar produtos de tecnologia própria competitivos. A Lei nº 14.968/2024 tentou responder a isso premiando a tecnologia nacional com multiplicadores maiores e vinculando o regime ao programa Brasil Semicon, e a Nova Indústria Brasil incorporou a lei à sua Missão 4 (transformação digital). O relógio regulatório é 2029, quando o regime terá de ser reavaliado.","international":"Políticas de conteúdo local em eletrônica são comuns, mas poucas duraram tanto. A Índia é o paralelo mais próximo: o programa Production Linked Incentive (PLI) para eletrônicos, lançado em 2020, paga às empresas um percentual do incremento de vendas de bens fabricados no país e atraiu a montagem de iPhones e de celulares Samsung, sem exigir P&D; o Make in India combina tarifas de importação elevadas com incentivos — um desenho que lembra a reserva de mercado brasileira mais que a Lei de Informática. A China usou compras governamentais, joint ventures obrigatórias e, mais tarde, fundos de investimento para desenvolver sua eletrônica, e hoje enfrenta contestação na OMC e restrições de exportação dos Estados Unidos.\n\nOs países da OCDE, por sua vez, evitam incentivos condicionados à produção local (proibidos pelas regras da OMC) e usam instrumentos horizontais — créditos fiscais a P&D, subsídios a fábricas via CHIPS Act (Estados Unidos, 2022) e Chips Act europeu (2023) — ou compras públicas. A Coreia do Sul e Taiwan, nos anos 1980–90, exigiram P&D e transferência de tecnologia em troca de proteção, mas com metas de exportação que o regime brasileiro nunca teve.","future":"O regime da Lei de Informática enfrenta três provas até 2029. A primeira é a avaliação quinquenal exigida pela Lei nº 14.968/2024: se não demonstrar adicionalidade em P&D e geração de tecnologia nacional, a prorrogação será difícil num cenário fiscal apertado. A segunda é a reforma tributária sobre o consumo, que extingue o IPI e cria o IBS e a CBS a partir de 2027; embora o crédito financeiro já tenha substituído o IPI como instrumento, as regras de transição da Zona Franca e dos regimes especiais ainda dependem de legislação complementar. A terceira é a convergência com o Brasil Semicon: a prioridade política deslocou-se da montagem de produtos finais para o design e a fabricação de chips, e a lei pode tornar-se um canal de financiamento para esse objetivo ou perder relevância.\n\nVale observar o volume de recursos direcionado a programas prioritários do MCTI (IA, 5G/6G, IoT, microeletrônica), a evolução da participação de empresas de tecnologia nacional e a resposta de institutos como CPqD e Eldorado, cuja sustentabilidade depende em grande medida desse fluxo.","related_ids":[339,456,457,455,430,243,321,322,452,413],"sources":[{"title":"Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991 — Lei de Informática","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm"},{"title":"Lei nº 13.969, de 26 de dezembro de 2019 — crédito financeiro para TICs e semicondutores","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13969.htm"},{"title":"Lei nº 14.968, de 11 de setembro de 2024 — Programa Brasil Semicondutores (prorroga o regime até 2029)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"},{"title":"OMC — Disputa DS472: Brazil — Certain Measures Concerning Taxation and Charges","url":"https://www.wto.org/english/tratop_e/dispu_e/cases_e/ds472_e.htm"},{"title":"Lei nº 7.232/1984 — Política Nacional de Informática (regime anterior)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7232.htm"}]},{"id":"teto-de-gastos-ec95","term":"Teto de gastos (EC 95)","aliases":["Teto de gastos (EC 95)","teto de gastos","EC 95","Emenda Constitucional 95","Novo Regime Fiscal","arcabouço fiscal"],"sectors":["policy","universities"],"definition":"O teto de gastos foi a regra fiscal instituída pela Emenda Constitucional nº 95, de 15 de dezembro de 2016, que limitou o crescimento das despesas primárias da União — isto é, todos os gastos exceto o pagamento de juros da dívida — à inflação do ano anterior, medida pelo IPCA, por vinte exercícios. Formalmente chamado de Novo Regime Fiscal e inscrito nos arts. 106 a 114 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, o teto fixou para 2017 um limite igual à despesa paga em 2016 acrescida de 7,2% e, para os anos seguintes, o limite do ano anterior corrigido pelo IPCA acumulado em doze meses até junho. Havia limites separados para Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, e a emenda previa a possibilidade de alterar o critério de correção a partir do décimo ano, por lei complementar, uma vez por mandato presidencial.\n\nA lógica era congelar o gasto público em termos reais para estabilizar a dívida sem aumentar impostos, forçando o Congresso a escolher entre despesas em vez de ampliar todas. Como as despesas obrigatórias (previdência, pessoal, saúde e educação mínimas) crescem acima da inflação por razões demográficas e legais, o teto comprimiu progressivamente as despesas discricionárias — investimentos, custeio de órgãos e políticas não obrigatórias —, categoria em que se enquadram quase todo o orçamento de ciência e tecnologia, as bolsas de pesquisa, o custeio das universidades e a execução do FNDCT. O descumprimento acionava sanções automáticas: proibição de reajustes salariais, concursos, criação de cargos e novos benefícios.\n\nO teto vigorou de 2017 a 2023 e foi contornado diversas vezes por emendas constitucionais que excluíram despesas (precatórios, gastos da pandemia, auxílios), até que a Emenda Constitucional nº 126/2022, aprovada na transição de governo, determinou sua substituição por um novo regime, instituído pela Lei Complementar nº 200, de 30 de agosto de 2023 — o chamado arcabouço fiscal. Este substitui o congelamento real por uma regra em que a despesa pode crescer, acima da inflação, até 70% do crescimento real da receita (50% se a meta de resultado primário não tiver sido cumprida), com piso de 0,6% e teto de 2,5% ao ano, combinada com metas de resultado primário e bandas de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB; a exigência de estimativa de impacto para novas despesas (art. 113 do ADCT) foi mantida.\n\nO teto de gastos importa para a história da tecnologia brasileira porque coincidiu com, e em parte explica, a mais longa queda de financiamento público à ciência desde a redemocratização.","brazil":"Entre 2015 e 2022, o orçamento do MCTI caiu a cerca de metade em termos reais, as bolsas de CAPES e CNPq ficaram congeladas por dez anos, o FNDCT teve mais da metade de suas receitas vinculadas retidas em reserva de contingência e as universidades federais sofreram bloqueios de custeio em 2019 e 2022 que ameaçaram serviços básicos. O teto não foi a única causa — a recessão de 2015–2016 e escolhas de prioridade do Executivo pesaram —, mas foi o mecanismo que tornou a ciência a variável de ajuste: como despesa discricionária em um orçamento comprimido por gastos obrigatórios crescentes, cada real adicional para pesquisa competia com saúde, segurança e investimentos. A Lei Complementar nº 177/2021 protegeu o FNDCT do contingenciamento, mas não do teto, o que explica por que sua execução plena só ocorreu após a troca de regime fiscal.\n\nO arcabouço de 2023 trouxe alívio relativo — o orçamento do FNDCT ultrapassou R$ 12 bilhões em 2024, as bolsas foram reajustadas e o MCTI retomou grandes chamadas —, mas a nova regra também limita a despesa, e a LC 200 exclui do limite apenas as receitas próprias das universidades e instituições científicas (art. 3º, § 2º). Bloqueios por decreto voltaram a atingir CAPES, CNPq e MCTI em 2024 e 2025, e o debate sobre tratar investimento em ciência como gasto de capital protegido, à semelhança do piso de investimentos de 0,6% do PIB do arcabouço, continua aberto.","international":"Regras fiscais são universais, mas tetos nominais de despesa indexados à inflação por vinte anos são raros. A União Europeia opera com limites de déficit (3% do PIB) e dívida (60%), reformados em 2024 para trajetórias plurianuais de despesa negociadas país a país; a Alemanha adotou em 2009 um \"freio da dívida\" constitucional que limita o déficit estrutural a 0,35% do PIB, flexibilizado em 2025 para permitir investimentos em defesa e infraestrutura — e a pesquisa alemã foi protegida, ao longo de todo o período, por pactos plurianuais com crescimento real garantido. Os Estados Unidos não têm regra fiscal permanente, e sim tetos de dívida e acordos de sequestration (como o de 2011–2013), cujos cortes lineares atingiram a NSF e os NIH.\n\nO Chile usa uma meta de balanço estrutural; a Suécia, um teto plurianual de despesa fixado três anos à frente, com ampla margem; o Reino Unido alterna regras de dívida e déficit. Em nenhum desses casos o sistema de pesquisa foi submetido a congelamento real prolongado como o brasileiro; ao contrário, a tendência pós-pandemia nos países da OCDE foi tratar P&D como investimento estratégico com metas de crescimento (3% do PIB na Alemanha, 2,4% no Reino Unido, planos quinquenais na China e na Coreia).","future":"O arcabouço fiscal de 2023 está em teste: metas de resultado primário difíceis de cumprir, despesas obrigatórias crescentes e um piso de crescimento real de apenas 0,6% recolocam a pressão sobre as despesas discricionárias — e, portanto, sobre a ciência — já a partir de 2026–2027. Propostas em discussão incluem excluir do limite o FNDCT ou parte dele, criar fundos patrimoniais para universidades, tratar gastos com P&D como investimento e revisar as vinculações obrigatórias do orçamento.\n\nO que observar: as revisões anuais da regra, especialmente a possibilidade de alterar os parâmetros em 2027; o uso de bloqueios e contingenciamentos sobre MCTI, CAPES e CNPq; e a capacidade da comunidade científica de sustentar, no Congresso, a coalizão que aprovou a LC 177 e os orçamentos recentes. O risco de fundo é o retorno a um ciclo em que a ciência é cortada primeiro e recomposta por último — padrão que o teto de gastos cristalizou e que o novo regime, por si só, não elimina.","related_ids":[321,325,611,612,324,594,563,369],"sources":[{"title":"Emenda Constitucional nº 95, de 15 de dezembro de 2016 — Novo Regime Fiscal","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm"},{"title":"Lei Complementar nº 200, de 30 de agosto de 2023 — regime fiscal sustentável (arcabouço fiscal)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp200.htm"},{"title":"Lei Complementar nº 177/2021 — proteção do FNDCT contra contingenciamento","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp177.htm"},{"title":"Pesquisa FAPESP — À procura de equilíbrio (orçamentos de CAPES, CNPq e FAPs, 2018–2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-procura-de-equilibrio/"}]},{"id":"contingenciamento-orcamentario","term":"Contingenciamento orçamentário","aliases":["Contingenciamento orçamentário","contingenciamento","contingenciado","bloqueio orçamentário","limitação de empenho","reserva de contingência"],"sectors":["policy","universities"],"definition":"Contingenciamento orçamentário é o adiamento ou a retenção, pelo Poder Executivo, da execução de despesas autorizadas na lei orçamentária anual, para garantir o cumprimento da meta de resultado fiscal. O fundamento está no art. 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000): se, ao fim de cada bimestre, a arrecadação estiver abaixo do previsto e comprometer a meta, os Poderes devem \"limitar o empenho e a movimentação financeira\" segundo critérios da lei de diretrizes orçamentárias. Na prática, o governo publica decretos de programação orçamentária e financeira que fixam, para cada ministério, quanto do orçamento aprovado pode ser efetivamente empenhado e pago; a diferença fica \"contingenciada\" — pode ser liberada ao longo do ano, se a receita se recuperar, ou nunca.\n\nÉ preciso distinguir três operações próximas. O contingenciamento stricto sensu responde à frustração de receita e decorre da LRF. O bloqueio é a retenção motivada pelo limite de despesa (o antigo teto de gastos, hoje o arcabouço fiscal), que incide mesmo quando a receita cresce. A reserva de contingência é um artifício prévio: ainda na elaboração do orçamento, o governo aloca parte de receitas vinculadas em uma rubrica sem destinação, o que impede o empenho desde o início e dispensa decreto posterior — foi assim que a maior parte das receitas do FNDCT ficou indisponível entre 2016 e 2021. As três atingem apenas despesas discricionárias, já que as obrigatórias (pessoal, previdência, pisos constitucionais) não podem ser limitadas.\n\nPara a ciência e a tecnologia, o efeito é desproporcional. Quase todo o orçamento de pesquisa — bolsas, fomento a projetos, custeio de laboratórios, obras, repasses a organizações sociais — é despesa discricionária e, portanto, contingenciável, enquanto o cronograma dos projetos é rígido: experimentos interrompidos, bolsas suspensas e equipamentos sem manutenção geram perdas que a liberação tardia não repõe. A incerteza também tem custo: agências deixam de lançar chamadas, universidades deixam de contratar, empresas desistem de parcerias.\n\nO contingenciamento importa, portanto, não só como instrumento de gestão fiscal legítimo, mas como o mecanismo pelo qual decisões macroeconômicas se traduzem, no Brasil, em volatilidade crônica do financiamento à pesquisa — e cuja limitação, no caso do FNDCT, exigiu uma lei complementar específica.","brazil":"O caso emblemático é o do FNDCT: a partir de 2016, o governo passou a alocar a maior parte de suas receitas vinculadas em reserva de contingência — no projeto orçamentário de 2021, cerca de R$ 5 bilhões de R$ 7,9 bilhões —, de modo que a execução efetiva do fundo ficou em torno de um terço de sua receita por anos seguidos. A Lei Complementar nº 177, de janeiro de 2021, proibiu a limitação de empenho e a reserva de contingência sobre o FNDCT e permitiu o uso de saldos no exercício seguinte; os vetos presidenciais aos dispositivos centrais foram derrubados pelo Congresso em março de 2021, mas o Executivo ainda tentou, no orçamento de 2022, reter R$ 2,5 bilhões por meio da lei de diretrizes orçamentárias, o que gerou nova mobilização e a liberação parcial no fim daquele ano, que salvou a chamada INCT então em curso.\n\nOutros episódios marcaram a década: o contingenciamento de 2019, que levou o CNPq a anunciar a possibilidade de suspender o pagamento de bolsas em setembro e o MEC a bloquear 30% do custeio das universidades federais; o bloqueio de 2022 sobre universidades, CAPES e CNPq às vésperas da eleição; e, já sob o arcabouço fiscal, os bloqueios de 2024 e 2025 sobre o MCTI, a CAPES e o CNPq, de centenas de milhões de reais, parcialmente revertidos com créditos suplementares no fim do ano — como o de R$ 1,36 bilhão anunciado em janeiro de 2026 para MEC e MCTI. A diferença em relação ao período anterior é de grau: as receitas do FNDCT estão protegidas, mas o orçamento das agências e das universidades continua sujeito a decretos de programação.","international":"A maioria dos países tem mecanismos de ajuste intra-anual, mas raramente eles recaem com tanta intensidade sobre a pesquisa. Nos Estados Unidos, a execução depende de apropriações anuais do Congresso e os cortes ocorrem por sequestration (cortes lineares automáticos, como em 2013) ou por decisões políticas sobre agências específicas — em 2025, o Executivo reteve verbas já aprovadas para NIH e NSF, prática contestada judicialmente como violação da Impoundment Control Act de 1974, lei que limita exatamente o poder presidencial de não gastar o que o Congresso autorizou. Na Alemanha, as organizações de pesquisa têm orçamento garantido por pactos plurianuais e o governo federal aplica Haushaltssperren (bloqueios) a rubricas discricionárias em crises, mas a DFG e as sociedades científicas ficaram, em regra, fora deles.\n\nA França usa a \"reserva de precaução\" — percentual dos créditos de cada programa congelado no início do ano e liberado conforme a execução —, mecanismo similar à reserva de contingência brasileira, mas com percentuais baixos (3% a 5%) e previsíveis. O Reino Unido fixa orçamentos plurianuais para a UKRI em Spending Reviews; a Coreia do Sul cortou 15% do orçamento de P&D em 2024 — primeiro corte em 33 anos — e recuou em 2025 após protestos da comunidade científica, caso raro de contingenciamento explícito em um país asiático de alta intensidade tecnológica.","future":"A proteção legal do FNDCT é um avanço, mas a arquitetura orçamentária brasileira continua a tratar a ciência como gasto discricionário de curto prazo. As propostas em discussão — orçamento plurianual para agências e universidades, enquadramento do FNDCT como despesa de investimento fora do limite, autonomia financeira das federais, criação de fundos patrimoniais — buscam dar previsibilidade sem romper a disciplina fiscal; nenhuma foi aprovada.\n\nO que observar: o comportamento dos decretos de programação orçamentária sobre MCTI, CAPES e CNPq em anos de meta fiscal apertada; a eventual tentativa de reinterpretar a LC 177 em momentos de crise; o uso de créditos extraordinários e suplementares no fim do ano, que resolvem o caixa mas não o planejamento; e a capacidade das agências de executar os recursos liberados com atraso, já que saldos não gastos alimentam o argumento de que a ciência \"não precisa\" do dinheiro. O ciclo corte-recomposição é hoje o maior risco institucional ao sistema de pesquisa.","related_ids":[321,325,611,612,324,594,621,369,367],"sources":[{"title":"Lei Complementar nº 177/2021 — veda a limitação de empenho e a reserva de contingência sobre o FNDCT","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp177.htm"},{"title":"Lei Complementar nº 200/2023 — regime fiscal sustentável (limites de despesa e medidas de ajuste)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp200.htm"},{"title":"Emenda Constitucional nº 95/2016 — Novo Regime Fiscal","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm"},{"title":"Pesquisa FAPESP — À procura de equilíbrio (cortes de 2025 e crédito suplementar de 2026)","url":"https://revistapesquisa.fapesp.br/a-procura-de-equilibrio/"},{"title":"CNPq — Chamada INCT (programa preservado pela liberação do FNDCT no fim de 2022)","url":"https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/chamada-inct-resultado-preliminar-indica-aprovacao-de-121-institutos"}]},{"id":"nova-industria-brasil","term":"Nova Indústria Brasil (NIB)","aliases":["Nova Indústria Brasil (NIB)","NIB","Nova Indústria Brasil","política industrial","missões da NIB","CNDI"],"sectors":["policy","semiconductors","biotech","energy","defense","agtech"],"definition":"Nova Indústria Brasil (NIB) é a política industrial do governo federal lançada em 22 de janeiro de 2024, elaborada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) — colegiado presidido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com participação de vinte ministérios, empresários e trabalhadores — e organizada em torno de seis \"missões\" com metas para 2033. É a primeira política industrial abrangente desde o Plano Brasil Maior (2011–2014) e a primeira a adotar explicitamente a abordagem de missões: em vez de escolher setores a proteger, define problemas nacionais a resolver e mobiliza instrumentos de financiamento, compras públicas, regulação e P&D para alcançá-los.\n\nAs seis missões são: (1) cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, com meta de elevar de 18% para 70% a mecanização da agricultura familiar e ampliar a participação da agroindústria no PIB agrícola; (2) complexo econômico-industrial da saúde resiliente, elevando de 42% para 70% a produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos essenciais ao SUS; (3) infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis, com redução de 20% do tempo de deslocamento casa–trabalho; (4) transformação digital da indústria, digitalizando 90% das empresas industriais (contra 23,5%) e triplicando a participação da produção nacional em tecnologias digitais; (5) bioeconomia, descarbonização e segurança energética, com redução de 30% das emissões de CO2 por unidade de valor adicionado e aumento de 50% da participação dos biocombustíveis; e (6) tecnologias de interesse para a soberania e a defesa, com autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas de defesa.\n\nOs instrumentos combinam crédito e subvenção — R$ 300 bilhões anunciados para 2024–2026, depois ampliados, por meio de BNDES, Finep e Embrapii, incluindo o Mais Inovação, o Fundo Clima e linhas setoriais —, incentivos fiscais (Lei do Bem, depreciação acelerada, Mover para o setor automotivo, Brasil Semicon para chips, Redata para data centers), compras públicas com margem de preferência e encomendas tecnológicas, regulação e metas de conteúdo local. A governança prevê acompanhamento pelo CNDI, planos de ação por missão e indicadores públicos.\n\nA NIB importa porque recoloca o Estado como coordenador do investimento industrial, em sintonia com o retorno da política industrial nos Estados Unidos (IRA, CHIPS Act), na União Europeia (Green Deal Industrial Plan) e na Ásia, e porque sua credibilidade depende de resolver o que fracassou nas políticas anteriores: avaliação, condicionalidades e capacidade de encerrar programas que não funcionam.","brazil":"Em seus dois primeiros anos, a NIB operou principalmente por meio do crédito: o BNDES e a Finep anunciaram aprovações recorde, o Mais Inovação disponibilizou R$ 66 bilhões para projetos de P&D e inovação, o Mover substituiu o Rota 2030 com R$ 19 bilhões em créditos fiscais vinculados a P&D automotivo e descarbonização, e a Missão 4 ganhou leis estruturantes — Brasil Semicon (Lei nº 14.968/2024), Redata (regime para data centers) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com R$ 23 bilhões até 2028. Na saúde, as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo foram reformuladas e a Fiocruz, o Butantan e empresas farmacêuticas receberam encomendas e financiamento para vacinas e biológicos; na defesa, programas como o KC-390, o Gripen e o PROSUB foram enquadrados na Missão 6. A Embrapii tornou-se o braço de execução de projetos industriais, e o Sistema S foi incorporado via Brasil Mais Produtivo.\n\nAs críticas vêm de dois lados. Economistas liberais apontam o risco de repetir a experiência de 2011–2014 — subsídios sem contrapartidas de produtividade e exportação, escolha de campeões, custo fiscal elevado — e questionam a retomada de projetos como a refinaria Abreu e Lima; parte da comunidade científica e industrial critica a predominância do crédito sobre a subvenção, a lentidão dos planos de ação por missão e a fragmentação entre ministérios. O governo responde com indicadores públicos de acompanhamento e com a vinculação de incentivos a metas (conteúdo nacional, P&D, emissões), ainda em implantação. O teste decisivo é a continuidade além do ciclo eleitoral de 2026.","international":"O retorno da política industrial é global. Os Estados Unidos aprovaram em 2022 o CHIPS and Science Act (US$ 52,7 bilhões, dos quais US$ 39 bilhões em incentivos a fábricas e US$ 11 bilhões em P&D) e o Inflation Reduction Act (centenas de bilhões em créditos fiscais para energia limpa); em 2025, o governo Trump manteve o foco em semicondutores e minerais críticos, mas trocou subsídios por tarifas e participações acionárias (como no acordo Nippon Steel–U.S. Steel). A União Europeia estruturou o Green Deal Industrial Plan, o Chips Act (€ 43 bilhões) e, em 2024–2025, a Bússola da Competitividade inspirada no relatório Draghi, com ênfase em descarbonização, defesa e autonomia estratégica.\n\nA China segue os planos quinquenais e o Made in China 2025, com fundos estatais, compras públicas e metas de autossuficiência em chips, IA e veículos elétricos; a Coreia do Sul lançou o K-Chips Act e estratégias nacionais para baterias, biotecnologia e IA; a Índia aposta nos Production Linked Incentives (14 setores, cerca de US$ 26 bilhões) e na Semicon India Mission. Em comum, essas políticas usam missões ou metas explícitas, condicionam incentivos a investimento e produção local e aceitam custos fiscais elevados — em escala que o Brasil não tem.","future":"A NIB chega a 2026 com instrumentos legais e financeiros instalados e resultados ainda difíceis de medir; os indicadores de 2033 só terão leitura confiável no fim da década. As decisões a observar são: a continuidade da política após as eleições de 2026 e sua eventual despolitização por meio de uma lei de política industrial, como propõem entidades empresariais; a transição do crédito para instrumentos de demanda (compras públicas, encomendas) e para a subvenção em áreas sem mercado maduro (semicondutores, defesa, IA); e a construção de avaliação independente, com condicionalidades que permitam encerrar programas.\n\nOs riscos são conhecidos — captura setorial, custo fiscal em um orçamento restrito, dispersão entre seis missões e dezenas de programas — e as oportunidades também: a transição energética e a bioeconomia dão ao Brasil vantagens comparativas reais, e a reorganização das cadeias globais abre espaço para fornecedores confiáveis fora da China. A NIB será julgada menos pelo volume anunciado e mais por sua capacidade de converter crédito em produtividade, exportações de maior complexidade e empregos qualificados.","related_ids":[323,322,368,326,324,607,73,458,331,351],"sources":[{"title":"Wikipédia — Nova Indústria Brasil (missões, metas e financiamento)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Ind%C3%BAstria_Brasil"},{"title":"Lei nº 14.968/2024 — Programa Brasil Semicondutores (instrumento da Missão 4)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"},{"title":"Embrapii — braço de execução da política industrial","url":"https://embrapii.org.br/"},{"title":"BNDES — Quem somos (principal instrumento de financiamento da NIB)","url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/quem-somos"},{"title":"NIST — CHIPS for America (política industrial comparada, EUA)","url":"https://www.nist.gov/chips"}]},{"id":"politica-orientada-por-missoes","term":"Política orientada por missões","aliases":["Política orientada por missões","missão","missões","orientada por missões","mission-oriented","políticas de missão","inovação orientada por missões"],"sectors":["policy"],"definition":"Política orientada por missões é uma abordagem de política de inovação e de desenvolvimento em que o Estado define um objetivo concreto, ambicioso e mensurável — levar um ser humano à Lua, eliminar uma doença, descarbonizar o transporte urbano, digitalizar a indústria — e organiza em torno dele instrumentos de financiamento, regulação, compras públicas e pesquisa, mobilizando múltiplos setores e atores públicos e privados. Distingue-se tanto da política horizontal (que melhora condições gerais, como educação e crédito, sem escolher destinos) quanto da política setorial tradicional (que protege ou subsidia indústrias específicas): a missão escolhe problemas, não setores, e aceita que as soluções venham de qualquer tecnologia ou empresa.\n\nO conceito tem raízes nos grandes programas tecnológicos do século XX — o Projeto Manhattan, o programa Apollo, a DARPA — e foi reformulado nos anos 2010 pela economista Mariana Mazzucato, do University College London, cujos relatórios para a Comissão Europeia (2018) e o livro Mission Economy (2021) propõem que governos enfrentem \"grandes desafios\" sociais com missões que tenham prazo, meta quantificável, portfólio de projetos de baixo para cima e participação cidadã. Diferentemente das missões tecnológicas da Guerra Fria, com um único cliente estatal e um resultado técnico definido, as missões contemporâneas são sociotécnicas: envolvem mudança de comportamento, regulação e coordenação entre níveis de governo, e seus resultados dependem de mercados que o Estado ajuda a criar.\n\nNa prática, uma política de missões exige quatro elementos: uma direção clara, fixada politicamente e traduzida em metas intermediárias; um portfólio de instrumentos (subvenção, crédito, encomendas, regulação, compras públicas, formação) coordenados por uma estrutura de governança com autoridade sobre ministérios; capacidade estatal para selecionar, monitorar e encerrar projetos; e tolerância ao fracasso de experimentos individuais, compensada pela avaliação do conjunto. Sem esses elementos, a missão vira slogan — uma lista de desejos sem orçamento nem responsáveis.\n\nA abordagem importa porque dá resposta ao dilema da política industrial moderna: como justificar a intervenção estatal sem \"escolher vencedores\"? A missão desloca a escolha do setor para o problema e do campeão para o resultado, e oferece um critério público de avaliação que políticas setoriais não têm.","brazil":"O Brasil adotou a linguagem das missões na Nova Indústria Brasil (2024), cujas seis missões com metas para 2033 foram formuladas no CNDI com assessoria de economistas ligados à abordagem — a própria Mazzucato participou de debates com o governo e o BNDES — e estruturam hoje os programas de BNDES, Finep e Embrapii. A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Plano Brasileiro de IA também usam a lógica de missões, e o BNDES criou áreas organizadas por elas. Antes disso, o país teve experiências de fato orientadas por missão sem o nome: o programa de etanol (Proálcool, 1975), o desenvolvimento do pré-sal pela Petrobras e as redes de pesquisa do CENPES, a erradicação de doenças pelo SUS e a construção de Sirius pelo CNPEM — casos em que um objetivo definido e um cliente estatal exigente produziram capacitação tecnológica.\n\nAs dificuldades de implementação são as previstas pela literatura: ministérios setoriais resistem à coordenação transversal; os instrumentos continuam sendo majoritariamente crédito, que financia o que as empresas já querem fazer, em vez de encomendas e compras públicas, que criam demanda nova; os indicadores de 2033 ainda não têm marcos intermediários publicados para todas as missões; e a capacidade de avaliação e de encerramento de programas é frágil. Um teste concreto é a Missão 2 (saúde), que combina encomendas tecnológicas, Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo e compras do SUS — o único caso em que o Estado brasileiro é, simultaneamente, formulador, financiador e comprador em escala.","international":"A União Europeia institucionalizou as missões no Horizon Europe (2021–2027), com cinco missões — adaptação climática (150 regiões resilientes), câncer (melhorar a vida de 3 milhões de pessoas), 100 cidades climaticamente neutras até 2030, saúde dos solos (100 laboratórios vivos) e restauração dos oceanos —, cada uma com orçamento dedicado, conselho de missão e metas para 2030; a avaliação intermediária de 2023 reconheceu avanços de governança e dificuldades de mobilizar outros fundos além do de pesquisa. O Reino Unido adotou \"missões\" como eixo do governo trabalhista a partir de 2024 (crescimento, energia limpa, saúde, segurança, oportunidade), com conselhos de missão no gabinete. A Alemanha organizou sua Estratégia de Alta Tecnologia 2025 em missões, e os Países Baixos combinaram missões com \"tópicos-chave\" tecnológicos.\n\nOs Estados Unidos praticam a versão clássica: agências como a DARPA, a ARPA-E e a ARPA-H definem metas tecnológicas e financiam portfólios de alto risco, enquanto o CHIPS Act e o IRA fixam objetivos industriais; o Japão lançou o Moonshot R&D Program (2019) com metas para 2050; a China opera \"megaprojetos\" nacionais em planos quinquenais, com metas de autossuficiência. O debate acadêmico, por sua vez, acumula críticas: missões sociais são mais difíceis de medir que as tecnológicas, dependem de capacidade estatal rara e podem ser capturadas por grupos de interesse que vestem seus pedidos de \"missão\".","future":"A abordagem de missões tende a permanecer o vocabulário dominante da política industrial e de inovação nesta década, e o Brasil, tendo-a adotado, enfrenta a fase mais difícil: transformar metas em marcos anuais, orçamentos identificáveis e responsáveis nomeados. As decisões a observar são a publicação de planos de ação com indicadores intermediários para cada missão da NIB, a migração de instrumentos para o lado da demanda (encomendas, compras públicas, regulação) e a criação de uma instância de avaliação independente que possa recomendar o encerramento de programas.\n\nOs riscos são a diluição (missões demais, metas vagas), a captura setorial e a descontinuidade política em 2027. O que pode consolidar a abordagem é um ou dois sucessos visíveis — por exemplo, autossuficiência em vacinas e biológicos essenciais ou a digitalização comprovada da indústria — que demonstrem ao eleitorado e ao Congresso que a direção estatal produz resultados, como fizeram, em sua época, o Proálcool e o pré-sal.","related_ids":[323,322,321,348,346,73,458,326,324,607],"sources":[{"title":"Comissão Europeia — EU Missions in Horizon Europe","url":"https://research-and-innovation.ec.europa.eu/funding/funding-opportunities/funding-programmes-and-open-calls/horizon-europe/eu-missions-horizon-europe_en"},{"title":"Wikipédia — Nova Indústria Brasil (as seis missões)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Ind%C3%BAstria_Brasil"},{"title":"NIST — CHIPS for America (política de missão tecnológica nos EUA)","url":"https://www.nist.gov/chips"},{"title":"Decreto nº 9.283/2018 — encomenda tecnológica e instrumentos de demanda","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9283.htm"}]},{"id":"encomenda-tecnologica-compras-publicas","term":"Encomenda tecnológica e compras públicas de inovação","aliases":["Encomenda tecnológica e compras públicas de inovação","encomenda tecnológica","compras públicas","ETEC","compras públicas de inovação","poder de compra do Estado","margem de preferência"],"sectors":["policy","biotech","defense","space"],"definition":"Encomenda tecnológica (ETEC) é a contratação direta, pela administração pública, de atividades de pesquisa e desenvolvimento destinadas a resolver um problema técnico específico ou a obter um produto, serviço ou processo inovador que ainda não existe no mercado e cujo desenvolvimento envolve risco tecnológico — a possibilidade de insucesso decorrente de conhecimento insuficiente no momento da decisão. Prevista no art. 20 da Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004), ampliada pelo Marco Legal de CT&I (2016) e detalhada pelo Decreto nº 9.283/2018, a ETEC dispensa licitação: o órgão público descreve o problema e o desempenho mínimo desejado, negocia com um ou mais potenciais fornecedores (empresas, institutos, consórcios), escolhe aquele com maior probabilidade de alcançar o resultado — não necessariamente o menor preço — e contrata o desenvolvimento, podendo depois adquirir o produto em escala sem nova licitação.\n\nO desenho do contrato é a inovação jurídica central. O decreto admite remuneração por preço fixo, preço fixo com incentivo variável, reembolso de custos sem remuneração adicional, reembolso com incentivo variável ou fixo, conforme o grau de incerteza; permite encerrar o contrato se o projeto se mostrar inviável, pagando as despesas incorridas; autoriza contratar vários fornecedores em paralelo para a mesma encomenda (competição por desempenho, como nos programas da DARPA); e regula a propriedade intelectual do resultado, que pode ficar com o contratado em troca de licença ao Estado. Trata-se de um contrato de risco compartilhado, oposto à lógica da licitação comum, em que o objeto é definido com precisão e o fracasso é inadimplemento.\n\nCompras públicas de inovação é a categoria mais ampla em que a ETEC se insere: o uso do poder de compra do Estado — que no Brasil responde por cerca de 12% a 15% do PIB — para criar demanda por produtos inovadores. Além da encomenda, a Lei nº 14.133/2021 (nova Lei de Licitações) prevê a margem de preferência de até 20% para bens e serviços resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica no país (art. 26), o diálogo competitivo para contratações que envolvam inovação tecnológica (art. 32), a dispensa de licitação para os instrumentos da Lei de Inovação (art. 75) e a contratação de soluções inovadoras por meio do Marco Legal das Startups (LC nº 182/2021), que criou o Contrato Público para Solução Inovadora.\n\nA relevância está em que a demanda pública é, historicamente, o motor mais poderoso de inovação em setores como defesa, saúde, energia e tecnologias da informação — e o instrumento menos usado no Brasil, onde a cultura de controle privilegia o menor preço e pune o risco.","brazil":"O caso de maior escala foi a encomenda tecnológica da Fiocruz à AstraZeneca e à Universidade de Oxford em 2020, para a vacina contra a covid-19: um contrato de risco de cerca de R$ 1,9 bilhão, autorizado por medida provisória, que financiou a transferência da tecnologia a Bio-Manguinhos antes de a vacina estar aprovada — exatamente a situação para a qual o instrumento foi criado. Outras ETECs documentadas pelo IPEA e pelo MCTI incluem contratos do Exército para sistemas de defesa, encomendas da Marinha e do DCTA em áreas sensíveis, projetos de agências reguladoras e da Embrapa, e, mais recentemente, encomendas em saúde no âmbito da Missão 2 da Nova Indústria Brasil. As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), criadas em 2008 e reformuladas em 2024, usam o compromisso de compra do SUS para induzir a transferência de tecnologia de medicamentos e vacinas a laboratórios públicos (Butantan, Bio-Manguinhos, Farmanguinhos) e empresas nacionais — a mais duradoura política de compras públicas para inovação do país.\n\nApesar do arcabouço legal completo, o uso é escasso. Gestores temem a responsabilização pelos órgãos de controle em caso de fracasso do projeto, as áreas jurídicas resistem a contratos sem especificação fechada, e a capacidade de desenhar encomendas (definir problemas, estimar riscos, acompanhar marcos) é rara fora de Forças Armadas, Fiocruz, Petrobras e poucas agências. O TCU vem produzindo orientações para reduzir a insegurança, e a NIB prevê usar compras públicas como instrumento em saúde, defesa e transformação digital, mas a mudança de cultura administrativa é lenta.","international":"Os Estados Unidos são a referência: a DARPA (1958) e suas congêneres (ARPA-E, ARPA-H) contratam P&D de alto risco com portfólios concorrentes; o programa SBIR (1982) obriga as agências federais a destinar 3,2% de seus orçamentos extramuros de P&D a contratos com pequenas empresas, em fases de prova de conceito, desenvolvimento e comercialização, e gerou empresas como Qualcomm e iRobot; o Departamento de Defesa usa Other Transaction Authorities para contratar protótipos fora das regras ordinárias; e a NASA converteu-se em cliente âncora de empresas como a SpaceX por meio de contratos de serviço com marcos. A União Europeia regulou a pre-commercial procurement e a parceria para a inovação (Diretiva 2014/24) e financia compras públicas conjuntas de inovação pelo Horizon Europe; o Reino Unido mantém o SBRI e Coreia do Sul, Japão e Israel têm programas de compras de inovação com metas percentuais.\n\nA China usa as compras governamentais e das estatais como instrumento central de política industrial, com listas de produtos nacionais prioritários em semicondutores, software e equipamentos médicos — prática contestada pelos parceiros comerciais, mas eficaz em criar escala. A Índia adotou em 2017 regras de preferência a produtos nacionais em compras públicas (Make in India Order) e ampliou-as em defesa.","future":"A encomenda tecnológica tende a ganhar uso à medida que a NIB e as políticas de soberania (semicondutores, IA, defesa, saúde) exigirem produtos que o mercado não oferece. Para isso, três condições: orientação consolidada dos órgãos de controle que reconheça o risco tecnológico como legítimo; unidades especializadas em compras de inovação nos ministérios e nas estatais, com pessoal capaz de desenhar contratos por desempenho; e orçamento plurianual, já que encomendas duram anos.\n\nO que observar: a institucionalização de um programa tipo SBIR brasileiro (propostas existem na Finep e no MCTI); o uso do diálogo competitivo e do Contrato Público para Solução Inovadora por estados e municípios, que começam a experimentá-los; a evolução das PDPs reformuladas; e o papel das estatais — Petrobras, Correios, Dataprev, Serpro, Embrapa — como compradoras de inovação, hoje limitadas pela Lei das Estatais e por sua própria aversão ao risco. O risco oposto, o uso da dispensa de licitação como atalho para contratos sem inovação real, exige transparência e avaliação rigorosas.","related_ids":[341,321,322,323,39,36,37,73,520,538],"sources":[{"title":"Lei nº 10.973/2004 — Lei de Inovação (art. 20, encomenda tecnológica)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm"},{"title":"Decreto nº 9.283/2018 — regulamento da encomenda tecnológica (arts. 27 a 33)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9283.htm"},{"title":"Lei nº 14.133/2021 — Lei de Licitações (margem de preferência e diálogo competitivo)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm"},{"title":"Lei nº 13.243/2016 — Marco Legal de CT&I (alterações no art. 20 da Lei de Inovação)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm"}]},{"id":"empresa-estatal-economia-mista","term":"Empresa estatal e sociedade de economia mista","aliases":["Empresa estatal e sociedade de economia mista","estatal","estatais","empresa pública","economia mista","sociedade de economia mista","empresas estatais federais","Lei das Estatais"],"sectors":["policy","energy","telecom","nuclear","defense","fintech"],"definition":"Empresas estatais são as entidades da administração indireta constituídas sob a forma de direito privado para exercer atividade econômica ou prestar serviço público, controladas pela União, por estados ou por municípios. O direito brasileiro distingue duas espécies. A empresa pública tem capital integralmente público — pertencente à União, a estados, ao Distrito Federal, a municípios ou a outras entidades da administração indireta — e pode adotar qualquer forma societária (Correios, Caixa Econômica Federal, BNDES, Finep, Embrapa, Serpro, Dataprev, Infraero, Casa da Moeda, CEITEC). A sociedade de economia mista é obrigatoriamente uma sociedade anônima em que o Estado detém a maioria das ações com direito a voto e o restante do capital pertence a acionistas privados, frequentemente com ações negociadas em bolsa (Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras até 2022, Telebras, Sabesp até 2024, Cemig, Copel). Ambas são regidas pela Lei nº 13.303/2016, a Lei das Estatais, e sua criação depende de autorização legislativa que demonstre relevante interesse coletivo ou imperativo de segurança nacional, como exige o art. 173 da Constituição.\n\nA Lei das Estatais, aprovada após os escândalos de corrupção da década de 2010, impôs governança comparável à de companhias listadas: conselhos de administração de 7 a 11 membros, com no mínimo 25% de independentes e 30% de mulheres, comitês de auditoria estatutários, vedação à nomeação de ministros, dirigentes partidários e sindicais e de pessoas com conflito de interesse (art. 17), áreas de conformidade, carta anual de políticas públicas, política de transações com partes relacionadas e um regime próprio de licitações e contratos. A distinção prática mais importante é entre estatais dependentes (que recebem recursos do Tesouro para custeio e, por isso, integram o orçamento fiscal e estão sujeitas a seus limites) e não dependentes (que se financiam com receitas próprias).\n\nNo sistema de inovação, as estatais cumprem funções que o setor privado brasileiro não assume: são os maiores investidores em P&D do país (a Petrobras, por meio do CENPES e da cláusula de 1% da ANP, investe mais em pesquisa que qualquer outra empresa brasileira; a Embrapa é a espinha dorsal da pesquisa agropecuária; a Eletrobras mantinha o CEPEL), operam infraestruturas críticas (Telebras e o satélite SGDC, Serpro e Dataprev na nuvem de governo, Dataprev na infraestrutura do INSS), financiam a inovação (BNDES, Finep) e servem de compradoras-âncora para fornecedores nacionais (Petrobras na indústria naval e de óleo e gás, Marinha e Emgepron na defesa).\n\nO debate sobre as estatais oscila, há quatro décadas, entre a privatização (anos 1990, 2016–2022) e a reafirmação de seu papel estratégico, e a tecnologia está no centro dele: quando se privatizam, o Estado costuma reter uma golden share para proteger decisões consideradas de soberania.","brazil":"A União controla, direta ou indiretamente, cerca de 130 empresas estatais, entre matrizes e subsidiárias, segundo os boletins da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST); o número caiu a partir de 2016 com a extinção de subsidiárias e as privatizações da Eletrobras (2022), de distribuidoras e de participações, e voltou a crescer com a criação de subsidiárias em 2023–2025. As maiores — Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, BNDES, Correios — têm receitas que superam as de qualquer empresa privada nacional, e as estatais de pesquisa e tecnologia (Embrapa, CEITEC, Serpro, Dataprev, Telebras, Nuclep, Amazul, Emgepron, INB) concentram capacidades únicas em agricultura, semicondutores, software público, satélites e tecnologia nuclear e naval. A CEITEC, única fábrica de chips estatal, teve a liquidação iniciada em 2020 e revertida em 2023, e voltou a ser peça do Brasil Semicon; a Telebras, reativada em 2010, opera o SGDC com a Visiona e o programa de banda larga.\n\nEstados e municípios mantêm empresas de tecnologia da informação (Prodesp, Procergs, Celepar, Prodam, Prodabel) e de energia e saneamento (Cemig, Copel, Sabesp — privatizada em 2024 com o estado paulista como acionista de referência) que também investem em P&D por obrigação regulatória. As críticas recorrentes às estatais — ineficiência, uso político de nomeações e preços, custo fiscal das dependentes — convivem com a constatação de que, em setores como energia, saúde pública e pesquisa agropecuária, elas são as únicas instituições com escala para programas de longo prazo; a Lei das Estatais, parcialmente flexibilizada por decisões judiciais e tentativas legislativas em 2023, continua a ser o principal anteparo contra a captura política.","international":"O peso das estatais varia enormemente. A China é o caso extremo: empresas estatais centrais e provinciais respondem por cerca de um quarto do PIB e dominam energia, telecomunicações, finanças, aviação e, crescentemente, semicondutores e IA, sob a supervisão da SASAC e com comitês do Partido nas estruturas de governança. A Índia mantém grandes estatais em petróleo, energia, defesa (HAL, BEL) e bancos, com um programa de privatização lento. Na Europa, França (EDF, renacionalizada em 2023; participação em Renault, Thales, Orange), Itália (Eni, Enel, Leonardo), Alemanha (Deutsche Bahn, participação na Deutsche Telekom) e os países nórdicos (Equinor, Vattenfall) mantêm participações estratégicas, geridas por holdings ou agências de participações (APE na França, Solidium na Finlândia) e sujeitas às Diretrizes da OCDE sobre Governança de Empresas Estatais.\n\nOs Estados Unidos têm poucas estatais no sentido estrito (Amtrak, TVA, USPS), mas em 2025 o governo passou a adquirir participações acionárias em empresas consideradas estratégicas — como a Intel, em troca de subsídios do CHIPS Act — e a reter golden shares, aproximando-se de práticas antes vistas como europeias ou asiáticas. Singapura (Temasek) e a Coreia do Sul (KEPCO, KDB) usam estatais e fundos como instrumentos explícitos de política industrial.","future":"O debate brasileiro sobre estatais tende a deslocar-se da dicotomia privatizar-ou-não para a pergunta sobre o papel de cada empresa na política industrial e de soberania: Petrobras na transição energética e em refino, Eletrobras (agora privada com golden share) na expansão da rede, Telebras e Serpro na infraestrutura digital soberana, CEITEC no Brasil Semicon, Embrapa na bioeconomia, Nuclep e INB no programa nuclear. As decisões a observar são a eventual revisão da Lei das Estatais (pressões para flexibilizar vedações a nomeações políticas foram rejeitadas em 2023, mas retornam), o uso das estatais como compradoras de inovação e encomendas tecnológicas, e a capacidade de as empresas de tecnologia estatais competirem em salários e agilidade com o setor privado.\n\nOs riscos são conhecidos: captura política e uso das estatais para fins fiscais ou eleitorais (controle de preços, investimentos sem retorno), de um lado, e, de outro, a perda de capacidades estratégicas por privatizações sem salvaguardas. A experiência internacional recente — renacionalizações na Europa, participações estatais nos Estados Unidos, protagonismo das estatais chinesas em tecnologia — sugere que a questão não é se o Estado terá empresas, mas como as governará.","related_ids":[145,146,148,149,0,242,219,106,425,326],"sources":[{"title":"Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016 — Lei das Estatais","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm"},{"title":"BNDES — Quem somos (exemplo de empresa pública federal)","url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/quem-somos"},{"title":"Wikipedia — Golden share (retenção de controle em privatizações: Embraer, Eletrobras)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Golden_share"},{"title":"Lei nº 14.968/2024 — Brasil Semicon (papel de instituições públicas no setor)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"}]},{"id":"golden-share","term":"Golden share","aliases":["Golden share","golden share","ação de classe especial","ação preferencial de classe especial","ação de ouro","poder de veto do Estado"],"sectors":["policy","defense","space","energy","minerals"],"definition":"Golden share — em português, ação de classe especial ou ação preferencial de classe especial — é uma ação de propriedade exclusiva do Estado que confere a seu titular poder de veto sobre determinadas decisões societárias de uma empresa privatizada, independentemente da fração de capital que represente. O instrumento permite que o governo venda o controle de uma companhia considerada estratégica e, ao mesmo tempo, preserve a capacidade de impedir mudanças que afetem interesses nacionais: transferência do controle para determinados grupos ou para estrangeiros, mudança de objeto social ou de sede, encerramento de atividades essenciais, alteração de programas de defesa ou das próprias cláusulas estatutárias que protegem esses pontos.\n\nA figura nasceu nas privatizações britânicas dos anos 1980, quando o governo reteve \"ações especiais\" em empresas como British Aerospace, Rolls-Royce, British Telecom e BAA, e espalhou-se pela Europa continental e pela América Latina na onda de desestatizações dos anos 1990. No Brasil, a base legal está no art. 8º da Lei nº 9.491/1997 (Programa Nacional de Desestatização), que autorizou a criação de ação de classe especial nas empresas privatizadas, e no art. 17, § 7º, da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976, com a redação da Lei nº 10.303/2001), que permite ao estatuto conferir à ação de classe especial do ente desestatizante poder de veto sobre as matérias que especificar.\n\nJuridicamente, a golden share é uma exceção ao princípio de que o poder societário é proporcional ao capital votante. Por isso, seu uso é limitado às matérias expressamente previstas no estatuto, não pode ser ampliado por interpretação e, em geral, não dá ao Estado direito de indicar administradores nem de interferir na gestão cotidiana — apenas de dizer não a decisões excepcionais. Sua eficácia depende da clareza das hipóteses de veto e da credibilidade de que o governo o exercerá apenas em casos de interesse público, e não para fins políticos ou comerciais.\n\nA relevância do instrumento está em oferecer uma terceira via entre controle estatal e privatização pura: permite capturar ganhos de eficiência e capital privado sem renunciar à proteção de capacidades tecnológicas, industriais ou de segurança consideradas insubstituíveis.","brazil":"O caso mais conhecido é a Embraer, privatizada em dezembro de 1994: a União detém uma ação ordinária de classe especial que lhe dá veto sobre mudança de denominação e objeto social, alteração ou extinção de programas militares (com ou sem participação do governo brasileiro), capacitação de terceiros em tecnologia de programas militares, interrupção do fornecimento de peças para aeronaves militares, transferência do controle acionário e alterações estatutárias relativas a limites de participação de estrangeiros e ao direito de voto. Esse poder foi decisivo nas negociações com a Boeing (2018–2020), quando o governo condicionou a aprovação da joint venture da aviação comercial a garantias para a divisão de defesa; o negócio foi abandonado pela Boeing em 2020. A Vale, privatizada em 1997, tem doze ações preferenciais de classe especial da União que vetam mudança de denominação, de sede, do objeto social quanto à exploração mineral e a liquidação da empresa. A Eletrobras, desestatizada em 2022 pela Lei nº 14.182/2021, tem ação preferencial de classe especial que impede qualquer acionista ou grupo de exercer mais de 10% dos votos e veda acordos de acionistas acima desse limite — um desenho que dispersa o controle em vez de protegê-lo, e que a União tentou contestar judicialmente em 2023–2024, chegando a um acordo em 2025.\n\nOutras privatizações de infraestrutura (telecomunicações em 1998, distribuidoras de energia) não usaram golden shares, confiando na regulação setorial. O instrumento voltou ao debate com o Brasil Semicon e com as discussões sobre o futuro da CEITEC, dos Correios e de participações do BNDESPar: a lógica é que ativos de soberania tecnológica podem ser privatizados com retenção de veto sobre controle estrangeiro e descontinuidade de programas.","international":"Na União Europeia, o Tribunal de Justiça julgou ilegais, a partir de 2002, diversas golden shares nacionais — em Portugal (EDP, Portugal Telecom), Espanha (Telefónica, Repsol, Endesa), Reino Unido (BAA, em 2003), França (Elf) e Alemanha (a \"lei Volkswagen\", em 2007) — por violarem a livre circulação de capitais, admitindo-as apenas quando proporcionais e justificadas por segurança pública; sobraram casos como a NATS (controle de tráfego aéreo britânico) e participações estratégicas administradas por agências de participação, como a APE francesa. A tendência europeia deslocou-se para mecanismos de triagem de investimentos estrangeiros (regulamento FDI de 2019) e para a reaquisição de participações, como a renacionalização da EDF em 2023.\n\nFora da Europa, a China usa desde 2013 as \"ações de gestão especial\" (special management shares), participações de 1% em subsidiárias de empresas de tecnologia e mídia (ByteDance, Alibaba, Tencent) que dão ao Estado assento em conselho e poder sobre conteúdo e dados; a Rússia introduziu golden shares por decreto em 1992. Nos Estados Unidos, o instrumento era praticamente desconhecido até 2025, quando o governo condicionou a aquisição da U.S. Steel pela japonesa Nippon Steel a uma golden share que dá ao presidente poder sobre fechamento de fábricas, transferência de produção e mudanças de sede — um precedente que aproxima a prática norte-americana da brasileira e da europeia dos anos 1990.","future":"A golden share tende a reaparecer no Brasil sempre que privatizações ou aberturas de capital envolverem ativos de tecnologia ou infraestrutura crítica — Correios, CEITEC, participações em satélites, data centers governamentais, empresas de defesa — e como alternativa ao controle integral em estatais que precisam de capital privado. Seu valor depende de três condições: hipóteses de veto claras e restritas a interesses de soberania, previsibilidade de uso (o caso Eletrobras mostrou que a tentativa de rediscutir judicialmente os termos da privatização gera insegurança) e coerência com regimes de triagem de investimento estrangeiro, que o Brasil ainda não tem de forma sistemática.\n\nVale observar o desenho que o governo adotará em eventuais desestatizações no setor de tecnologia, a evolução do acordo com a Eletrobras, o uso do veto da Embraer em futuras parcerias internacionais e a difusão global do instrumento, que a decisão norte-americana de 2025 relegitimou após duas décadas de contestação europeia.","related_ids":[489,184,148,326,669,538,425,645,505],"sources":[{"title":"Lei nº 14.182/2021 — desestatização da Eletrobras (ação preferencial de classe especial da União)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14182.htm"},{"title":"Wikipedia — Golden share (Embraer, decisões do Tribunal de Justiça da UE, China, U.S. Steel 2025)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Golden_share"},{"title":"Wikipedia — Embraer (privatização de 1994 e golden share; negociações com a Boeing)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Embraer"},{"title":"Lei nº 13.303/2016 — Lei das Estatais (contexto das empresas de controle estatal)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm"}]},{"id":"sistema-s","term":"Sistema S","aliases":["Sistema S","Senai","Sebrae","Sesi","Senac","Senar","serviços sociais autônomos","Institutos SENAI de Inovação"],"sectors":["policy","universities","hubs","robotics"],"definition":"Sistema S é a denominação coletiva dos serviços sociais autônomos brasileiros — entidades privadas sem fins lucrativos, criadas por lei e administradas por confederações patronais, que recebem contribuições compulsórias cobradas sobre a folha de pagamento das empresas de cada setor para oferecer educação profissional, assistência social, apoio a pequenos negócios e serviços tecnológicos. O \"S\" vem das iniciais comuns: Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, 1942), Sesi (Serviço Social da Indústria, 1946), Senac e Sesc (comércio, 1946), Senar (rural, 1991), Sest e Senat (transporte, 1993), Sescoop (cooperativas, 1998) e Sebrae (micro e pequenas empresas, criado em 1972 como Cebrae e transformado em serviço social autônomo em 1990).\n\nO modelo nasceu do pacto corporativista da era Vargas: diante da falta de mão de obra qualificada para a industrialização, o Estado delegou à Confederação Nacional da Indústria a tarefa de formar operários, financiando-a com uma contribuição de 1% sobre a folha das empresas industriais (mais 0,2% adicional para as grandes), arrecadada pela Receita Federal e repassada diretamente às entidades. O arranjo foi replicado para comércio, agricultura, transporte e cooperativas, e a Constituição de 1988 preservou-o no art. 240, que exclui essas contribuições do regime geral da seguridade social. O Sebrae é financiado por um adicional de 0,3% a 0,6% sobre as mesmas contribuições.\n\nA natureza híbrida define o Sistema S: recursos públicos por origem (compulsórios, instituídos por lei) e gestão privada por destino, sem licitação, concurso ou teto salarial do serviço público, mas com fiscalização do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público. Em 2016, as transferências somaram cerca de R$ 16 bilhões; na década de 2020, com o crescimento da folha formal, as estimativas ultrapassam R$ 30 bilhões anuais, o que faz do sistema a maior rede de educação profissional do país e um ator de peso em inovação, por meio dos Institutos SENAI de Inovação e dos programas de inovação do Sebrae.\n\nO Sistema S importa para a tecnologia porque é a infraestrutura de formação técnica da indústria — eletricistas, mecatrônicos, soldadores, programadores de CNC —, porque passou a operar institutos de pesquisa aplicada com modelo Fraunhofer e porque é alvo recorrente de propostas de reforma fiscal que questionam a destinação de bilhões de reais compulsórios a entidades privadas.","brazil":"O Senai mantém centenas de escolas e unidades móveis em todo o país, forma mais de dois milhões de alunos por ano em cursos de aprendizagem, técnicos e de qualificação, lidera as delegações brasileiras na WorldSkills (campeã mundial em 2015, entre as cinco melhores desde 2011) e, a partir de 2013, construiu a rede de Institutos SENAI de Inovação (ISI) — cerca de 28 institutos em áreas como manufatura avançada, eletroquímica, biomassa, sistemas embarcados, inteligência artificial e laser —, credenciados como Unidades Embrapii e operando no modelo de contratos de P&D com empresas; o SENAI CIMATEC, em Salvador, tornou-se o maior deles, com supercomputador, centro de robótica e de computação quântica (QuIIN) e cursos de graduação e pós-graduação. Os Institutos SENAI de Tecnologia (IST) prestam serviços de ensaios, metrologia e consultoria.\n\nO Sebrae, por sua vez, é a maior agência de apoio a pequenas empresas do mundo em orçamento, atua em inovação por meio do Sebraetec (serviços tecnológicos subsidiados), do programa Agentes Locais de Inovação (ALI, com o CNPq), de incubadoras, aceleradoras e do Sebrae Startups, e participa da governança de parques tecnológicos e do programa Brasil Mais Produtivo, incorporado à Nova Indústria Brasil. As críticas são constantes: concentração de poder nas confederações patronais, salários e benefícios elevados, baixa transparência comparada à do setor público e a questão de princípio sobre a destinação compulsória de recursos. Propostas de cortar 30% a 50% das contribuições (2015, 2016, 2018–2019) e de desoneração da folha que afetaria a arrecadação foram repelidas pelo lobby empresarial, e a reforma tributária de 2023 manteve o sistema intocado.","international":"O modelo mais próximo é o alemão de formação dual, em que câmaras de indústria e comércio (IHK) e de ofícios (HWK), entidades de direito público com filiação obrigatória, organizam e certificam a aprendizagem profissional em parceria com empresas e escolas estaduais — mas sem contribuição compulsória de grande volume, já que as empresas pagam diretamente os aprendizes. A França financia a formação profissional por uma contribuição obrigatória sobre a folha (taxe d'apprentissage, cerca de 0,68%) gerida por operadores de competências (OPCO), reformados em 2018 para centralizar a arrecadação na agência pública France Compétences. O Reino Unido criou em 2017 a Apprenticeship Levy (0,5% da folha de grandes empresas), com os recursos geridos pelo governo.\n\nNa América Latina, o Senai inspirou o SENA colombiano (1957, financiado por 2% da folha, mas estatal), o SENATI peruano, o INA costarriquenho e o INFOTEP dominicano; a Coreia do Sul combina um fundo de seguro-desemprego que financia treinamento com politécnicos públicos e institutos de pesquisa aplicada; Singapura usa o SkillsFuture, financiado por um imposto sobre folha gerido pelo Estado. A particularidade brasileira é a combinação de contribuição compulsória alta, gestão privada patronal e, mais recentemente, atuação em pesquisa aplicada e inovação — que aproxima o Senai da Fraunhofer e o Sebrae das agências de pequenas empresas como a SBA norte-americana.","future":"O Sistema S entra na década de 2030 com duas pressões. A fiscal: qualquer reforma da tributação da folha, desoneração ampla ou revisão de vinculações recoloca a questão de redirecionar parte das contribuições ao Tesouro ou condicioná-las a metas públicas — e a resiliência política do sistema até agora não garante imunidade indefinida. A tecnológica: a indústria exige competências em automação, IA, eletrônica e energia que os currículos tradicionais não cobrem, e os ISI precisam demonstrar que convertem contratos de P&D em produtividade e produtos, e não apenas em volume Embrapii.\n\nVale observar a transparência e a governança (publicação de dados de execução, participação de trabalhadores e governo nos conselhos), a articulação entre Senai, Institutos Federais e universidades em formação técnica superior, a expansão do CIMATEC como modelo de instituto nordestino de pesquisa aplicada e o papel do Sebrae na política de startups e de digitalização de pequenas empresas prevista na Nova Indústria Brasil. Em um país com déficit crônico de técnicos, a questão não é se o Sistema S deve existir, mas a quem deve prestar contas.","related_ids":[605,604,391,336,111,200,607,323,338,413],"sources":[{"title":"Wikipédia — Sistema S","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_S"},{"title":"Wikipédia — Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_Nacional_de_Aprendizagem_Industrial"},{"title":"Embrapii — rede de Unidades (inclui Institutos SENAI de Inovação)","url":"https://embrapii.org.br/"},{"title":"Portal da Indústria — SENAI","url":"https://www.portaldaindustria.com.br/senai/"}]},{"id":"bndes-banco-de-desenvolvimento","term":"BNDES como banco de desenvolvimento","aliases":["BNDES como banco de desenvolvimento","banco de desenvolvimento","BNDES","Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social","crédito direcionado","BNDESPar"],"sectors":["policy","hubs","energy","semiconductors"],"definition":"Um banco de desenvolvimento é uma instituição financeira controlada pelo Estado cuja missão é financiar investimentos de longo prazo que o mercado privado não atende adequadamente — infraestrutura, indústria nascente, inovação, pequenas empresas, transição energética — usando recursos públicos ou parapúblicos de baixo custo e aceitando prazos, riscos e retornos que bancos comerciais evitam. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criado em 20 de junho de 1952 como autarquia e hoje empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, é o banco de desenvolvimento brasileiro e um dos maiores do mundo em ativos, ao lado do KfW alemão, do China Development Bank e do Banco Europeu de Investimento.\n\nO BNDES opera de três formas. Diretamente, financia grandes projetos (usinas, ferrovias, fábricas, aeronaves da Embraer para exportação); indiretamente, repassa recursos por meio de bancos comerciais e cooperativas, que assumem o risco de crédito de pequenas e médias empresas (modalidade que inclui a Finame, para máquinas e equipamentos, e o Cartão BNDES); e via mercado de capitais, pela subsidiária BNDESPar, que compra participações acionárias, debêntures e cotas de fundos de venture capital e private equity. Suas fontes históricas são o Fundo de Amparo ao Trabalhador (a Constituição destina ao banco 28% da arrecadação do PIS-Pasep, originalmente 40%), o retorno das operações, captações no exterior e, entre 2008 e 2014, empréstimos do Tesouro Nacional de cerca de R$ 440 bilhões, posteriormente devolvidos.\n\nO custo do crédito é a variável política central. Até 2017, o BNDES emprestava à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fixada pelo governo abaixo da taxa básica, o que implicava subsídio implícito pago pelo Tesouro; a Lei nº 13.483/2017 substituiu-a pela Taxa de Longo Prazo (TLP), vinculada aos títulos públicos indexados à inflação, reduzindo o subsídio e o tamanho do banco. Em inovação, o BNDES combina crédito com juros equalizados, subvenção não reembolsável (Funtec, hoje integrado ao Mais Inovação), participação acionária e fundos de investimento (Criatec, fundos de IA, de bioeconomia e de semicondutores), além de programas de apoio a startups como o BNDES Garagem.\n\nO banco importa porque é o maior instrumento financeiro do Estado brasileiro para política industrial e porque sua história condensa o debate sobre o papel do crédito público: motor de desenvolvimento ou fonte de subsídios a grandes grupos.","brazil":"Os desembolsos do BNDES atingiram o pico de R$ 168 bilhões em 2010, no auge da política anticíclica e da estratégia de \"campeões nacionais\" (JBS, Oi, Fibria e outras fusões apoiadas pelo BNDESPar), caíram para cerca de R$ 55 a 65 bilhões ao ano entre 2017 e 2022 — período de devolução antecipada de recursos ao Tesouro e de TLP — e voltaram a crescer a partir de 2023, superando R$ 100 bilhões em 2023 e 2024, com aprovações recorde impulsionadas pela Nova Indústria Brasil, pelo Novo PAC e pelo Fundo Clima. Em inovação, o banco lançou com a Finep o Mais Inovação Brasil (R$ 66 bilhões para 2023–2026), criou fundos e linhas para semicondutores previstos na Lei nº 14.968/2024, financia a transição energética (hidrogênio, eólicas offshore, baterias), participa de empresas estratégicas pelo BNDESPar (Embraer, Petrobras, Eletrobras, Vale, JBS, Copel, entre outras) e opera programas de capital para startups.\n\nAs críticas acumuladas são conhecidas: a concentração de crédito em grandes empresas e em poucos setores (cerca de 90% da carteira do BNDESPar estava em cinco indústrias em 2013), a opacidade de operações no exterior (Cuba, Venezuela, Angola), o custo fiscal dos subsídios da TJLP e a captura por grupos de interesse. Defensores apontam o papel anticíclico em 2009 e 2020, o financiamento de infraestrutura que o mercado não assume e a devolução integral dos recursos do Tesouro, concluída em 2023. O banco mantém também a Área de Desestatização, que estrutura concessões e privatizações para estados e municípios.","international":"O KfW alemão (1948) tem ativos superiores a € 500 bilhões, financia-se no mercado com garantia soberana, opera por repasse a bancos comerciais (Hausbankprinzip) e tornou-se o braço financeiro da transição energética e, em 2022, do resgate de empresas de energia. O China Development Bank, maior do mundo, com ativos acima de US$ 2,5 trilhões, financia infraestrutura doméstica e a Iniciativa do Cinturão e Rota e é instrumento direto da política industrial chinesa, inclusive em semicondutores e veículos elétricos. O Korea Development Bank foi central na industrialização coreana e hoje reestrutura empresas e financia startups; o Banco Europeu de Investimento (€ 550 bilhões em ativos) tornou-se o \"banco do clima\" da UE e, via Fundo Europeu de Investimento, o maior investidor em venture capital do continente; a Índia recriou em 2021 um banco de desenvolvimento de infraestrutura (NaBFID). Os Estados Unidos não têm um banco de desenvolvimento nacional, mas operam funções equivalentes pelo Loan Programs Office do Departamento de Energia, pela Small Business Administration e, a partir de 2022, pelas garantias do CHIPS Act e do IRA — e discutem criar um.\n\nA tendência global pós-2020 é de revalorização dos bancos públicos de desenvolvimento como instrumentos de política industrial, transição climática e segurança econômica, com ênfase em garantias, participação acionária e mobilização de capital privado em vez de crédito direto subsidiado.","future":"O BNDES enfrenta a tensão entre a demanda de financiar a Nova Indústria Brasil e a transição energética em escala e os limites fiscais: sem recursos subsidiados do Tesouro, o banco depende do FAT (cuja parcela foi reduzida e é disputada pelo seguro-desemprego), de captações de mercado e de retornos, e qualquer retomada de subsídio explícito terá de passar pelo orçamento. As decisões a observar são o desenho de instrumentos de garantia e de equity (fundos de semicondutores, IA, bioeconomia) que mobilizem capital privado; a governança do BNDESPar como investidor estratégico sem repetir a lógica dos campeões nacionais; a atuação no mercado de carbono e no Fundo Clima; e a relação com a Finep e a Embrapii, com quem divide a política de inovação.\n\nOs riscos são a volta da captura por grandes grupos e do uso político do crédito, de um lado, e, de outro, a irrelevância em um país de juros reais altos, onde o banco financia apenas o que o mercado já financiaria. A avaliação de impacto independente, hoje incipiente, será o que separa um banco de desenvolvimento de um banco estatal.","related_ids":[326,327,669,315,324,323,322,103,368,489],"sources":[{"title":"BNDES — Quem somos","url":"https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/quem-somos"},{"title":"Wikipedia — Brazilian Development Bank","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_Development_Bank"},{"title":"Lei nº 14.968/2024 — Brasil Semicon (linhas de BNDES e Finep para semicondutores)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"},{"title":"Wikipédia — Nova Indústria Brasil (BNDES como principal instrumento de financiamento)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Ind%C3%BAstria_Brasil"},{"title":"Lei nº 13.303/2016 — Lei das Estatais (regime jurídico do BNDES como empresa pública)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm"}]},{"id":"soberania-tecnologica","term":"Soberania tecnológica","aliases":["Soberania tecnológica","soberania tecnológica","autonomia tecnológica","soberania digital","autonomia estratégica","soberania de dados"],"sectors":["policy","ai","semiconductors","defense","telecom","space"],"definition":"Soberania tecnológica é a capacidade de um país de desenvolver, produzir, operar e regular as tecnologias de que depende seu funcionamento econômico, social e de segurança — ou, quando não as produz, de escolher fornecedores sem ficar exposto a coerção, interrupção de suprimento ou captura de dados por outros Estados e empresas. O conceito não exige autossuficiência em tudo, meta inviável para qualquer país; exige autonomia de decisão em áreas críticas (semicondutores, computação em nuvem, inteligência artificial, telecomunicações, satélites, energia, defesa, saúde) e capacidade de absorver, adaptar e, em alguns casos, substituir tecnologias estrangeiras. Termos correlatos são autonomia estratégica (preferido pela União Europeia), soberania digital (dados, nuvem e plataformas), autossuficiência tecnológica (China) e segurança econômica (Estados Unidos e Japão).\n\nA ideia tem longa história no Brasil e nos países em desenvolvimento, associada ao pensamento desenvolvimentista dos anos 1950–80 e à percepção de que a dependência tecnológica reproduz a dependência econômica. Ela ressurgiu globalmente a partir de 2018, com a guerra tecnológica entre Estados Unidos e China (restrições à Huawei, controles de exportação de chips avançados), a pandemia (ruptura das cadeias de vacinas, insumos farmacêuticos e semicondutores), a guerra na Ucrânia (energia, satélites, cibersegurança) e a concentração da inteligência artificial em poucas empresas e países. O que era discurso de esquerda ou de militares tornou-se consenso de política industrial no Norte e no Sul.\n\nNa prática, soberania tecnológica traduz-se em um portfólio de políticas: produção local ou regional de componentes críticos (chips, baterias, equipamentos de rede), infraestrutura própria de dados e computação (nuvens governamentais, supercomputadores, data centers em território nacional), controle de ativos de comunicação e posicionamento (satélites, cabos, espectro), normas de localização e proteção de dados, compras públicas preferenciais, pesquisa em tecnologias habilitadoras (IA, quântica, biotecnologia) e formação de pessoal. Ela envolve também a dimensão regulatória — a capacidade de impor regras a plataformas e fornecedores estrangeiros — e a diplomática — alianças e acordos que diversifiquem dependências.\n\nO conceito importa porque reorganizou as prioridades da política tecnológica mundial e porque sua ambiguidade — pode justificar tanto investimento em capacidade quanto protecionismo ineficiente — exige que cada país defina o que, concretamente, considera crítico.","brazil":"A trajetória brasileira é cíclica: a reserva de mercado de informática (1977–1992), a Embratel e a Telebras como monopólios tecnológicos, o programa nuclear da Marinha, o Centro de Lançamento de Alcântara e o programa de satélites CBERS com a China foram expressões de uma política de autonomia que a abertura dos anos 1990 abandonou ou reduziu. A agenda voltou a partir de 2010 com o SGDC (satélite geoestacionário de defesa e comunicações, lançado em 2017 e operado pela Telebras com a Visiona) e, de forma mais ampla, após 2023, com um conjunto de iniciativas que se autodenominam de soberania: o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (R$ 23 bilhões até 2028), que financia um supercomputador no Nordeste, a iniciativa SoberanIA e o desenvolvimento de modelos de linguagem em português; a Nuvem de Governo operada por Serpro e Dataprev; o programa Brasil Semicon (Lei nº 14.968/2024), que reposiciona a CEITEC e incentiva design e fabricação de chips; o Redata, regime fiscal para atrair data centers com exigência de processamento no país; a Missão 6 da Nova Indústria Brasil (soberania e defesa), com meta de 50% de autonomia em tecnologias críticas; e a Estratégia Nacional de Defesa, que lista tecnologias sensíveis (nuclear, cibernética, espacial).\n\nO Pix e a infraestrutura pública digital do gov.br são citados como exemplos de soberania alcançada por desenho institucional, e não por protecionismo: sistemas públicos abertos que reduziram a dependência de plataformas privadas estrangeiras. As tensões são evidentes — a dependência de nuvens de AWS, Microsoft e Google (inclusive para o próprio governo), de chips importados, de modelos de IA estrangeiros e de equipamentos de rede chineses —, e os debates sobre a Huawei no 5G, a Starlink na Amazônia e a regulação das plataformas mostram que soberania tecnológica, no Brasil, é também um tema de política externa entre Estados Unidos e China.","international":"Os Estados Unidos reorganizaram sua política em torno de \"segurança econômica\": CHIPS and Science Act (2022) para repatriar a fabricação de semicondutores, controles de exportação de chips e equipamentos avançados à China (2022–2025), triagem de investimentos (CFIUS, inclusive em saída), e, em 2025, participação acionária na Intel e golden share na U.S. Steel. A União Europeia fala em \"autonomia estratégica aberta\" e aprovou o Chips Act (€ 43 bilhões), o regulamento de dados (Data Act), o AI Act, a certificação de nuvens (EUCS) e, com o relatório Draghi (2024), uma agenda de competitividade e defesa; a França defende \"soberania digital\" com nuvens de confiança e a Alemanha investe em fábricas (TSMC em Dresden). A China persegue a \"autossuficiência e autofortalecimento\" em tecnologia desde o 14º Plano Quinquenal, com fundos estatais de semicondutores, substituição de software estrangeiro em órgãos públicos e metas de domínio em IA, quântica e biotecnologia.\n\nA Índia combina Make in India, a Semicon India Mission (US$ 10 bilhões), a infraestrutura pública digital (Aadhaar, UPI — modelo que o Brasil espelha com gov.br e Pix) e regras de localização de dados; a Coreia do Sul e o Japão protegem suas indústrias de chips e materiais e coordenam-se com os Estados Unidos; a Rússia, sob sanções, tenta a substituição de importações com resultados limitados. O denominador comum é a aceitação, por quase todos, de que a eficiência de cadeias globais deve ser ponderada pela vulnerabilidade — e a divergência está no que cada um considera crítico e em quanto está disposto a pagar.","future":"O Brasil terá de escolher onde quer soberania e onde aceita dependência diversificada, porque não tem recursos para tudo. As candidatas naturais são infraestrutura pública digital e dados (onde já há capacidade), biotecnologia e vacinas (Fiocruz, Butantan), energia e biocombustíveis (onde é líder), defesa e espaço (onde há base industrial), IA aplicada em português e computação (onde a janela está aberta) e, em semicondutores, nichos de design e encapsulamento, mais que fabricação de ponta. As decisões a observar são a implementação do PBIA e do Brasil Semicon, a política de nuvem governamental e de data centers (Redata), a regulação de plataformas e IA, a posição diante da disputa Estados Unidos–China (equipamentos de rede, chips, satélites) e a eventual criação de um mecanismo de triagem de investimentos estrangeiros em setores críticos.\n\nO risco é duplo: usar a soberania como pretexto para protecionismo que repita os erros da reserva de mercado, de um lado, e, de outro, subestimar vulnerabilidades reais — dependência de nuvens e de IA estrangeiras para serviços públicos essenciais, por exemplo. A medida de sucesso não será a autossuficiência, mas a capacidade de decidir, negociar e substituir quando necessário.","related_ids":[105,346,106,457,323,505,242,521,109,214],"sources":[{"title":"Lei nº 14.968/2024 — Programa Brasil Semicondutores (diretriz de soberania tecnológica)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"},{"title":"Wikipédia — Nova Indústria Brasil (Missão 6: tecnologias de interesse para a soberania e a defesa)","url":"https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Ind%C3%BAstria_Brasil"},{"title":"NIST — CHIPS for America (política de segurança econômica dos EUA)","url":"https://www.nist.gov/chips"},{"title":"Wikipedia — Golden share (participações estatais e controle de ativos estratégicos, 2025)","url":"https://en.wikipedia.org/wiki/Golden_share"},{"title":"Lei nº 7.232/1984 — Política Nacional de Informática (precedente histórico de autonomia tecnológica)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7232.htm"}]},{"id":"lgpd-protecao-de-dados","term":"LGPD e proteção de dados","aliases":["LGPD e proteção de dados","LGPD","proteção de dados","Lei Geral de Proteção de Dados","Lei 13.709/2018","ANPD","dados pessoais"],"sectors":["policy","ai","fintech","telecom"],"definition":"A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, é a norma que disciplina o tratamento de dados pessoais no Brasil por pessoas físicas e jurídicas, públicas e privadas, em meios físicos e digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade, privacidade e livre desenvolvimento da personalidade. Inspirada no Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR, 2016), a lei aplica-se a qualquer operação realizada no território nacional, a ofertas de bens e serviços a pessoas localizadas no Brasil e a dados coletados no país, e exclui tratamentos para fins exclusivamente pessoais, jornalísticos, artísticos e acadêmicos, e os de segurança pública e defesa, que aguardam lei específica.\n\nA arquitetura da LGPD repousa em princípios (finalidade, adequação, necessidade, transparência, segurança, não discriminação, prevenção, responsabilização) e em dez bases legais que autorizam o tratamento: consentimento, cumprimento de obrigação legal, execução de políticas públicas, estudos por órgão de pesquisa, execução de contrato, exercício de direitos em processos, proteção da vida, tutela da saúde, legítimo interesse do controlador e proteção do crédito. Os titulares têm direito a confirmação, acesso, correção, anonimização, portabilidade, eliminação, informação sobre compartilhamento e revogação do consentimento, além de revisão de decisões automatizadas. Dados sensíveis (origem racial, convicção religiosa, opinião política, saúde, vida sexual, genéticos e biométricos) e dados de crianças e adolescentes recebem proteção reforçada.\n\nA fiscalização cabe à ANPD, criada pela Lei nº 13.853/2019 como órgão da Presidência, transformada em autarquia de natureza especial pela Lei nº 14.460/2022 e renomeada Agência Nacional de Proteção de Dados em 2026, pela Lei nº 15.352. As sanções administrativas vão de advertência a multa de até 2% do faturamento no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por infração, além de publicização, bloqueio e eliminação de dados e suspensão de atividades; a lei entrou em vigor em setembro de 2020 e as sanções em agosto de 2021. A Emenda Constitucional nº 115/2022 incluiu a proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais (art. 5º, LXXIX) e fixou a competência privativa da União para legislar sobre o tema.\n\nA LGPD importa para a tecnologia porque define as regras do insumo central da economia digital — os dados — e porque, com a inteligência artificial, a proteção de dados tornou-se a principal fronteira regulatória antes de uma lei específica de IA.","brazil":"A ANPD construiu sua agenda regulatória de forma gradual: regulamentos de dosimetria de sanções (2023), de agentes de pequeno porte, de comunicação de incidentes, de transferência internacional (2024, com cláusulas-padrão) e de encarregado de dados; aplicou a primeira multa em 2023 (à Telekall Infoservice, por uso de dados sem base legal) e sanções a órgãos públicos; suspendeu em 2024 o uso de dados de brasileiros pela Meta para treinar modelos de IA, chegando depois a um acordo com condições; mantém um sandbox regulatório de IA, publica orientações sobre verificação de idade no âmbito do ECA Digital e tem na agenda a proteção de crianças, a biometria e a inteligência artificial. Sua capacidade de fiscalizar é, porém, limitada por um quadro reduzido de servidores diante de um universo de milhões de controladores.\n\nA proteção de dados conecta-se a outras infraestruturas regulatórias e tecnológicas brasileiras: o Marco Civil da Internet (2014) e os decretos de 2025 sobre deveres das plataformas; o Open Finance e o Pix, cujo compartilhamento de dados financeiros depende de consentimento regulado pelo Banco Central em diálogo com a ANPD; o gov.br e a Dataprev, que tratam dados de toda a população; e o PL 2.338/2023, o marco legal da IA, que atribui à ANPD papel de coordenação do sistema de governança de IA. A judicialização cresce — ações coletivas, decisões do STJ sobre dano moral por vazamentos — e organizações da sociedade civil (Data Privacy Brasil, InternetLab, IRIS) tornaram-se atores influentes. O reconhecimento de adequação pela União Europeia, que facilitaria transferências de dados, está em negociação há anos.","international":"O GDPR europeu, aplicável desde 25 de maio de 2018, segue como modelo global: multas de até 4% do faturamento mundial ou € 20 milhões, autoridades nacionais coordenadas pelo Comitê Europeu de Proteção de Dados e decisões bilionárias contra Meta, Amazon e TikTok; a UE complementou-o com o Digital Services Act, o Digital Markets Act, o Data Act e o AI Act (2024), e discute em 2025 simplificações para pequenas empresas. Os Estados Unidos não têm lei federal geral — a proteção é setorial (saúde, crianças, crédito) e estadual, liderada pela Califórnia (CCPA/CPRA) e seguida por cerca de vinte estados —, e o modelo de transferência com a Europa (Data Privacy Framework, 2023) é contestado judicialmente. A China aprovou a Personal Information Protection Law (2021), com fortes exigências de localização e de segurança nacional; a Índia, o Digital Personal Data Protection Act (2023), ainda em regulamentação; a Coreia do Sul tem uma das autoridades mais ativas da Ásia (PIPC), e Japão e Reino Unido obtiveram adequação europeia.\n\nCerca de 140 países têm leis de proteção de dados, a maioria convergindo para o modelo de princípios, bases legais e autoridade independente adotado pela LGPD. A fronteira comum em 2025–2026 é a inteligência artificial: treinamento de modelos com dados pessoais, decisões automatizadas, reconhecimento facial e proteção de crianças online.","future":"A proteção de dados no Brasil caminha para a consolidação institucional da ANPD como agência reguladora plena — com autonomia, quadro próprio e orçamento — e para a interseção com a regulação da inteligência artificial, seja pelo PL 2.338/2023, seja por regulamentos da própria agência. As decisões a observar são a aprovação e o desenho do marco legal de IA e o papel da ANPD nele; a regulação do tratamento de dados para segurança pública, lacuna que persiste desde 2018; o reconhecimento de adequação pela UE; a aplicação do ECA Digital e das regras de verificação de idade; e a coordenação com Banco Central, Anatel, Cade e Senacon sobre plataformas, Open Finance e publicidade digital.\n\nOs riscos são a fiscalização simbólica (poucas sanções, baixo cumprimento por pequenas empresas e órgãos públicos), a captura regulatória pelas grandes plataformas e a fragmentação em múltiplas leis setoriais. A oportunidade é usar a proteção de dados como vantagem competitiva — a infraestrutura pública digital brasileira (Pix, gov.br, Open Finance) já é referência internacional em desenho que combina interoperabilidade e consentimento, e a LGPD é parte dessa credibilidade.","related_ids":[344,333,343,135,99,213,215,217,219,106],"sources":[{"title":"Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (texto consolidado)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm"},{"title":"ANPD — Agência Nacional de Proteção de Dados (portal oficial)","url":"https://www.gov.br/anpd/pt-br"},{"title":"EUR-Lex — Regulation (EU) 2016/679 (GDPR)","url":"https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2016/679/oj"},{"title":"Lei nº 13.243/2016 — Marco Legal de CT&I (contexto do ecossistema regulatório de inovação)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm"}]},{"id":"marco-legal-cti","term":"Marco Legal de CT&I (Lei 13.243/2016)","aliases":["Marco Legal de CT&I (Lei 13.243/2016)","Marco Legal de CT&I","Lei 13.243","Lei 13.243/2016","Lei de Inovação","Lei 10.973/2004","EC 85/2015","Decreto 9.283/2018"],"sectors":["policy","universities","hubs"],"definition":"Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação é o nome dado ao conjunto formado pela Emenda Constitucional nº 85, de 26 de fevereiro de 2015, pela Lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016, e pelo Decreto nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018, que reformaram o regime jurídico das relações entre universidades e institutos públicos de pesquisa, empresas e governo no Brasil. O núcleo da reforma foi a reescrita da Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004), a primeira lei brasileira a autorizar expressamente a cooperação entre instituições científicas públicas e empresas privadas, a criação de Núcleos de Inovação Tecnológica, a licença de pesquisadores para fundar empresas e a subvenção econômica a projetos de P&D empresarial.\n\nA EC 85 inseriu a inovação na Constituição: ampliou o capítulo de ciência e tecnologia (arts. 218 e 219), criou o Sistema Nacional de CT&I (art. 219-B), autorizou instrumentos de cooperação com compartilhamento de pessoal e infraestrutura entre entes públicos e privados (art. 219-A) e permitiu ao Executivo transpor recursos entre categorias de programação em CT&I sem autorização legislativa prévia (art. 167, § 5º). A Lei nº 13.243 alterou nove leis — além da Lei de Inovação, o Estatuto do Estrangeiro (vistos para pesquisadores), a Lei de Licitações (dispensa para produtos de P&D), o Regime Diferenciado de Contratações, a lei das fundações de apoio, as leis de isenção para importação de insumos de pesquisa e a lei do magistério federal (permitindo a docentes em dedicação exclusiva receber bolsas e remuneração por projetos) — e introduziu ou consolidou instrumentos como a encomenda tecnológica com risco, o bônus tecnológico, o compartilhamento de laboratórios públicos com empresas, a participação de ICTs no capital de empresas, a cessão de uso de imóveis para parques e incubadoras e a possibilidade de os NITs assumirem personalidade jurídica própria.\n\nO Decreto nº 9.283/2018 regulamentou esses instrumentos em detalhe — definiu risco tecnológico, criou modelos de remuneração para encomendas, simplificou a prestação de contas de projetos de pesquisa (por resultados, não por notas fiscais), autorizou a importação simplificada e disciplinou a subvenção —, dando aos gestores a segurança que a lei sozinha não oferecia.\n\nO Marco Legal importa porque removeu os principais entraves jurídicos à inovação no setor público — a interpretação de que a cooperação com empresas violava a impessoalidade, que o uso de laboratórios públicos por privados era improbidade e que pesquisadores não podiam ser remunerados por projetos — e por ter sido construído por consenso entre comunidade científica, empresas e Congresso, em um raro exemplo de política de Estado.","brazil":"A implementação foi gradual e desigual. Universidades com estrutura de inovação consolidada (Unicamp, USP, UFMG, UFRGS, UFSC, UFPE) atualizaram seus regimentos, criaram políticas de inovação formais e passaram a usar a encomenda, o compartilhamento de laboratórios e a participação em startups; muitas instituições menores levaram anos para aprovar as normas internas exigidas pelo decreto. Estados aprovaram leis próprias de inovação (São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Paraná, entre outros), em geral espelhando a federal e adaptando-a a suas FAPs e parques tecnológicos. O Marco Legal das Startups (LC nº 182/2021) e a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) completaram o arcabouço, com o Contrato Público para Solução Inovadora, o diálogo competitivo e a dispensa de licitação para os instrumentos da Lei de Inovação.\n\nPersistem obstáculos de três tipos. Culturais: gestores públicos e procuradorias jurídicas seguem avessos ao risco e exigem formalidades que a lei dispensou. De controle: TCU e controladorias levaram tempo para incorporar a lógica de prestação de contas por resultado e ainda produzem decisões que geram insegurança, embora o TCU tenha publicado orientações sobre encomendas tecnológicas. Fiscais: muitos instrumentos dependem de orçamento — subvenção, bônus tecnológico, encomendas — que o contingenciamento de 2016–2022 inviabilizou. O MCTI e o Congresso discutem atualizações pontuais (propriedade intelectual de pesquisadores, participação acionária, fundos patrimoniais para universidades, aprovados em 2019 pela Lei nº 13.800), e o décimo aniversário da lei, em 2026, reabriu o balanço sobre o que falta.","international":"O Marco Legal brasileiro inspirou-se no Bayh-Dole Act (1980) e no Stevenson-Wydler Act (1980) norte-americanos, que atribuíram às universidades a titularidade de invenções financiadas com recursos federais e obrigaram laboratórios federais a transferir tecnologia, e nas reformas europeias dos anos 1990–2000 que aboliram o \"privilégio do professor\" (Alemanha, 2002) e criaram escritórios de transferência. A França aprovou em 1999 a Lei Allègre, que permitiu a pesquisadores públicos criar e participar de empresas — modelo direto do art. 15 da Lei de Inovação brasileira —, e consolidou os instrumentos na Lei PACTE (2019). O Reino Unido, a Coreia do Sul (Technology Transfer Promotion Act, 2000) e o Japão (lei de 1998 criando as TLOs) adotaram regimes semelhantes.\n\nA China reformou em 2015 sua Lei de Promoção da Transformação de Conquistas Científicas e Tecnológicas, dando autonomia às universidades para licenciar e distribuir ganhos aos inventores, e a Índia editou em 2023 diretrizes para institutos públicos criarem empresas de transferência. A tendência comum é a flexibilização de regimes administrativos para permitir risco, participação acionária e remuneração por desempenho — e, em todos os casos, a constatação de que a lei é condição necessária, mas não suficiente: a diferença é feita por financiamento, cultura institucional e demanda empresarial.","future":"Dez anos depois, o Marco Legal de CT&I entra em fase de ajuste fino. As questões em aberto são a consolidação da jurisprudência de controle, para que gestores usem os instrumentos sem medo; a regulamentação de temas que a lei deixou abertos (fundos patrimoniais e endowments em escala, participação de ICTs em startups, remuneração de pesquisadores por royalties e por serviços); a integração com a nova Lei de Licitações, o Marco Legal das Startups e a legislação de IA e de dados; e a extensão efetiva aos estados e municípios, cujas leis de inovação muitas vezes não saíram do papel.\n\nO que observar: a produção de dados sobre o uso dos instrumentos (quantas encomendas, quantos compartilhamentos de laboratório, quantas participações acionárias), hoje escassos; a criação de uma agência ou carreira de gestores de inovação pública; as propostas de \"Marco Legal de CT&I 2.0\" em discussão no Congresso; e a resposta dos órgãos de controle a casos de insucesso em projetos de risco — o teste real da lei. O risco é que a flexibilidade conquistada seja erodida por decisões de controle casuísticas ou por nova escassez orçamentária.","related_ids":[341,342,321,324,611,607,625,559,554,566],"sources":[{"title":"Lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016 — Marco Legal de CT&I","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm"},{"title":"Emenda Constitucional nº 85, de 26 de fevereiro de 2015 — CT&I na Constituição","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc85.htm"},{"title":"Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 — Lei de Inovação","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm"},{"title":"Decreto nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018 — regulamento do Marco Legal","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9283.htm"},{"title":"Lei nº 14.133/2021 — Lei de Licitações (instrumentos de inovação)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm"}]},{"id":"padis","term":"PADIS","aliases":["PADIS","Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores","Lei 11.484/2007","Brasil Semicon"],"sectors":["semiconductors","policy","energy"],"definition":"O PADIS — Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores — é o regime fiscal brasileiro específico para empresas que projetam ou fabricam semicondutores, displays e, desde 2024, células e módulos fotovoltaicos, instituído pela Lei nº 11.484, de 31 de maio de 2007, ao lado do PATVD (equipamentos para TV digital, hoje extinto). Criado no contexto da Política de Desenvolvimento Produtivo e do Programa CI-Brasil, o PADIS partiu do diagnóstico de que a Lei de Informática incentivava a montagem de produtos finais, mas não a cadeia de componentes, e de que atrair fábricas de chips exigiria desonerar integralmente investimentos e vendas em um setor de capital intensivo e margens apertadas.\n\nAs atividades elegíveis são a concepção, desenvolvimento e projeto (design) de circuitos integrados; a difusão ou processamento físico-químico de lâminas (front-end); o corte, encapsulamento e teste (back-end); a fabricação de componentes multichip; a produção de insumos e equipamentos dedicados; e, para displays, o projeto, a fabricação de elementos fotossensíveis ou eletroluminescentes e a montagem e teste de telas LCD, LED, OLED e similares. A Lei nº 15.503/2026 acrescentou os acumuladores elétricos (baterias). Os incentivos reduzem a zero PIS/Pasep, Cofins, IPI e imposto de importação sobre máquinas, equipamentos, insumos e software adquiridos para essas atividades, reduzem em 100% o imposto de renda sobre o lucro da exploração das vendas incentivadas e zeram a CIDE sobre remessas por tecnologia. Desde a Lei nº 13.969/2019, a empresa recebe também um crédito financeiro calculado sobre seus gastos de P&D no trimestre anterior, multiplicados por 2,62 e limitados a 13,10% da base de cálculo — mecanismo introduzido para substituir benefícios considerados incompatíveis com as regras da OMC.\n\nEm contrapartida, a empresa habilitada deve investir anualmente no mínimo 5% de sua receita bruta incentivada em pesquisa e desenvolvimento no país, em parte por convênios com institutos e universidades credenciados, e apresentar relatórios anuais ao MCTI. O regime foi prorrogado pela Lei nº 14.968/2024 — o programa Brasil Semicon — até 31 de dezembro de 2029, com avaliação quinquenal a partir desse ano e prazo mínimo de 24 meses de adaptação para qualquer mudança.\n\nO PADIS importa por ser o único instrumento fiscal brasileiro desenhado para a cadeia de semicondutores e por sua trajetória ilustrar os limites de incentivos tributários em um setor em que escala, ecossistema e demanda pesam mais que impostos.","brazil":"Os resultados em quase duas décadas foram modestos. O programa habilitou um número reduzido de empresas: a CEITEC, estatal de Porto Alegre que fabrica chips de identificação por radiofrequência e foi colocada em liquidação em 2020 e resgatada em 2023; a Smart Modular Technologies (Atibaia) e a HT Micron (São Leopoldo), que encapsulam e testam memórias; a Unitec Semicondutores (ex-Six), em Ribeirão das Neves, cujo projeto de fábrica de 300 mm com apoio do BNDES e do grupo EBX fracassou e foi redirecionado ao back-end e à energia solar; e algumas design houses e fabricantes de módulos fotovoltaicos. A renúncia fiscal anual ficou na casa das centenas de milhões de reais, fração da Lei de Informática, e o Brasil permaneceu sem fabricação de lâminas em escala comercial — enquanto o design de chips, estimulado pelo CI-Brasil e pelo PADIS, formou uma rede de cerca de duas dezenas de design houses (Chipus, SiliconReef, Idea!, DFChip, LSI-TEC, DHBH, entre outras) e grupos universitários em UFRGS, UFMG, UFPE, UFCG, UFSC, USP e Unicamp.\n\nA Lei nº 14.968/2024 (Brasil Semicon) reorganizou a política: criou um conselho gestor, autorizou BNDES e Finep a financiar e garantir projetos e a tomar participação acionária, com IOF zero; premiou a tecnologia desenvolvida no país com multiplicadores maiores no crédito da Lei de Informática; incluiu células solares no PADIS; e articulou o programa à Missão 4 da Nova Indústria Brasil e ao Plano Brasileiro de IA. A ABISEMI e a SBMicro defendem foco em nichos (encapsulamento avançado, chips de potência, sensores, fotônica, RISC-V) e em formação de engenheiros, mais do que em fábricas de ponta; a inclusão de baterias em 2026 indica a tendência de usar o PADIS como guarda-chuva para toda a eletrônica de potência e energia.","international":"Os incentivos brasileiros são pequenos diante da corrida global. O CHIPS and Science Act norte-americano (2022) destinou US$ 39 bilhões a subsídios diretos a fábricas (Intel, TSMC, Samsung, Micron) e US$ 11 bilhões a P&D, mais um crédito fiscal de 25% ao investimento, e em 2025 o governo converteu parte dos subsídios em participação acionária na Intel; a União Europeia aprovou o Chips Act (€ 43 bilhões, 2023) para atrair fábricas da TSMC, Intel e GlobalFoundries; o Japão subsidiou a Rapidus e a TSMC em Kumamoto; a Coreia do Sul aprovou o K-Chips Act com créditos de até 25%; Taiwan mantém créditos de P&D e um ecossistema construído desde os anos 1970 pelo ITRI. A China opera fundos estatais de semicondutores (Big Fund, três rodadas, mais de US$ 90 bilhões) e compras governamentais preferenciais, sob controles de exportação norte-americanos.\n\nA Índia é o comparador mais útil: a Semicon India Mission (2021, US$ 10 bilhões) oferece 50% do investimento em fábricas e unidades de encapsulamento e atraiu a Micron e a Tata, com a primeira fábrica de encapsulamento em operação em 2025 — um desenho de subsídio direto, não de desoneração, e com meta de escala que o PADIS nunca teve.","future":"O PADIS, ao lado do Brasil Semicon, tem até 2029 para mostrar resultados antes da avaliação legal obrigatória. As decisões a observar são a estratégia de nicho — encapsulamento avançado, chips de potência e sensores para agro, energia e automotivo, design em RISC-V, fotônica — versus a tentação de atrair uma fábrica de lâminas de grande porte, que exigiria subsídios diretos de bilhões de dólares; a operacionalização das linhas do BNDES e da Finep e de eventuais participações acionárias; o destino da CEITEC como possível laboratório nacional ou fábrica piloto; e a formação de engenheiros de microeletrônica, gargalo mais citado pelas empresas.\n\nOs riscos são a dispersão (o programa agora cobre chips, displays, solar e baterias), a dependência de renúncia fiscal em um orçamento restrito e a volatilidade da política ao longo de ciclos eleitorais. A oportunidade está na reconfiguração das cadeias globais (friendshoring) e na demanda doméstica em energia solar, veículos elétricos e agro, que podem dar escala a nichos onde o Brasil já tem competência.","related_ids":[455,457,425,426,427,428,452,456,458,321],"sources":[{"title":"Lei nº 11.484, de 31 de maio de 2007 — PADIS e PATVD (texto consolidado)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm"},{"title":"Lei nº 14.968, de 11 de setembro de 2024 — Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"},{"title":"Lei nº 13.969, de 26 de dezembro de 2019 — crédito financeiro para TICs e semicondutores","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13969.htm"},{"title":"NIST — CHIPS for America (política de semicondutores dos EUA)","url":"https://www.nist.gov/chips"},{"title":"Lei nº 8.248/1991 — Lei de Informática (regime complementar ao PADIS)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm"}]},{"id":"reserva-de-mercado-informatica","term":"Reserva de mercado de informática","aliases":["Reserva de mercado de informática","reserva de mercado","Política Nacional de Informática","Lei 7.232/1984","SEI","CAPRE","informática nacional"],"sectors":["policy","semiconductors","telecom"],"definition":"Reserva de mercado de informática foi a política pela qual o Estado brasileiro, entre 1977 e 1992, restringiu a produção, a importação e a venda de computadores, periféricos e componentes a empresas de capital nacional, com o objetivo de criar uma indústria de informática própria. Começou por decisões administrativas da CAPRE (Comissão de Coordenação das Atividades de Processamento Eletrônico), que em 1977 reservou o segmento de minicomputadores a fabricantes nacionais e rejeitou pedidos da IBM e de outras multinacionais para produzi-los no país; foi institucionalizada pela Secretaria Especial de Informática (SEI), criada em 1979 e subordinada ao Conselho de Segurança Nacional, que passou a controlar importações e aprovar projetos industriais; e ganhou força de lei com a Lei nº 7.232, de 29 de outubro de 1984, a Política Nacional de Informática, que previu restrições temporárias por oito anos, preferência a fornecedores nacionais nas compras públicas, controle de importações e a criação do Conselho Nacional de Informática e Automação (CONIN).\n\nA lógica era a da indústria nascente: proteger temporariamente um setor estratégico para que empresas nacionais acumulassem capacidade tecnológica, com apoio de centros de pesquisa públicos (o CPqD da Telebras, criado em 1976, e o CTI, em Campinas), de estatais compradoras (Serpro, bancos públicos, Embratel) e de instrumentos de financiamento. O modelo tinha raízes na Marinha e no projeto do computador Patinho Feio da USP (1972), na Cobra Computadores (1974), primeira fabricante nacional, e na Digibrás, holding estatal criada em 1973, e refletia a visão de autonomia tecnológica do regime militar e de parte da comunidade acadêmica.\n\nA reserva produziu um setor: no fim dos anos 1980, dezenas de empresas nacionais — Cobra, Itautec, SID, Scopus, Elebra, Edisa, Labo, Microtec — fabricavam minicomputadores, microcomputadores, terminais bancários e periféricos, e o país desenvolveu competências em software bancário e automação. Produziu também custos: preços muito acima dos internacionais, defasagem tecnológica (os micros nacionais eram cópias de modelos norte-americanos com anos de atraso), contrabando em escala, prejuízo aos usuários industriais e uma disputa comercial com os Estados Unidos, que em 1985 abriram investigação sob a Seção 301 e ameaçaram retaliação, chegando a um acordo em 1988–1989.\n\nA reserva de mercado importa como o experimento mais ambicioso e mais controverso de política tecnológica da história brasileira: referência obrigatória, positiva ou negativa, em todo debate sobre soberania tecnológica, Lei de Informática e política industrial para semicondutores e IA.","brazil":"O fim veio com a abertura comercial do governo Collor, que em 1990 comparou os carros nacionais a \"carroças\", abriu as importações e anunciou o encerramento da proteção à informática; a Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991, revogou os dispositivos de reserva da Lei nº 7.232, extinguiu as funções da SEI e substituiu a proteção por incentivos fiscais condicionados a produção local e investimento em P&D — a Lei de Informática —, com a reserva formalmente encerrada em outubro de 1992, ao fim do prazo de oito anos. A maioria das empresas nacionais de hardware fechou ou foi vendida nos anos seguintes; sobreviveram e prosperaram as que migraram para automação bancária e serviços (Itautec, depois absorvida pela Oki), para software (parte do que viria a ser a TOTVS e empresas de Campinas e do Recife) e os institutos de pesquisa (CPqD, CTI, Eldorado), que se tornaram receptores da obrigação de P&D da nova lei. A Cobra foi incorporada ao Banco do Brasil e virou a BB Tecnologia e Serviços.\n\nA avaliação histórica permanece dividida. Críticos apontam que a reserva encareceu a informatização da economia nos anos 1980, não gerou exportações nem tecnologia competitiva e serviu a interesses de grupos protegidos; defensores lembram que formou uma geração de engenheiros e empresas de software, criou a automação bancária que fez do Brasil pioneiro em serviços financeiros digitais e deixou institutos que ainda sustentam o setor, e que o problema não foi proteger, mas proteger sem metas de desempenho, exportação e prazo crível. O debate atual sobre soberania tecnológica, Brasil Semicon e IA retoma essas lições: as políticas de 2024 usam incentivos condicionados, encomendas e participação pública, mas evitam restrições de importação — a marca negativa da reserva.","international":"Políticas de proteção à informática nascente foram comuns nos anos 1960–80. A França lançou o Plan Calcul (1966) e criou a CII para competir com a IBM, com compras públicas e fusões dirigidas, com resultados fracos em hardware mas legado em software e pesquisa (Inria). O Japão protegeu seus fabricantes de computadores e semicondutores nos anos 1970 (projeto VLSI, do MITI), com metas de exportação e concorrência interna entre NEC, Fujitsu, Hitachi e Toshiba — o caso de proteção bem-sucedida mais citado. A Coreia do Sul e Taiwan combinaram proteção seletiva, institutos públicos (ETRI, ITRI), compras governamentais e, decisivamente, orientação exportadora que forçou as empresas a atingir padrões internacionais. A Índia manteve até 1991 um regime de licenças e restrições que expulsou a IBM em 1978 e produziu, como no Brasil, empresas de software (TCS, Infosys) mais que de hardware.\n\nA China é o caso contemporâneo: joint ventures obrigatórias, compras públicas preferenciais, fundos estatais e, a partir de 2015, metas de substituição de importações em chips e software — uma reserva de mercado de novo tipo, sustentada por um mercado interno gigante e por capacidade de exportação que o Brasil dos anos 1980 não tinha. A lição comparativa é consistente: a proteção funciona quando acompanhada de metas de desempenho, concorrência interna, orientação exportadora e prazo real de saída.","future":"A reserva de mercado não voltará na forma dos anos 1980 — as regras da OMC, a integração das cadeias globais e a memória do fracasso em hardware a tornam inviável —, mas suas questões de fundo permanecem no centro das políticas de 2024–2026: quanto proteger, por quanto tempo e com quais contrapartidas. O Brasil Semicon, o PBIA, o Redata e a Missão 6 da NIB optam por incentivos, compras públicas e participação estatal em vez de barreiras, e serão julgados pela capacidade de evitar os dois erros da reserva: proteger sem exigir desempenho e manter a proteção além do prazo.\n\nVale observar como a história é mobilizada no debate — como advertência contra protecionismo em IA e nuvem, ou como lembrança de que o país já teve capacidade de projetar computadores — e se as instituições herdadas (CPqD, CTI, Eldorado, grupos universitários de microeletrônica) serão a base da nova política ou peças de museu. A reserva ensinou que soberania tecnológica se constrói com clientes exigentes, engenheiros formados e metas públicas, não com fronteiras fechadas.","related_ids":[672,673,674,456,339,671,243,431,425,647],"sources":[{"title":"Lei nº 7.232, de 29 de outubro de 1984 — Política Nacional de Informática","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7232.htm"},{"title":"Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991 — Lei de Informática (revoga a reserva de mercado)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8248.htm"},{"title":"Lei nº 14.968/2024 — Brasil Semicon (política atual para semicondutores)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14968.htm"},{"title":"Lei nº 11.484/2007 — PADIS (incentivos à cadeia de semicondutores pós-reserva)","url":"https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11484.htm"}]}],"diagrams":{"pattern:ai:0":[{"layout":"causes","title":"Compute soberano como aposta central","causes":[{"label":"Santos Dumont","icon":"server","note":"infraestrutura própria do PBIA"},{"label":"Supercomputador do PAX","icon":"cpu","note":"infraestrutura própria do PBIA"},{"label":"Fábrica de IA Distribuída","icon":"network","note":"infraestrutura própria do PBIA"}],"effect":{"label":"Capacidade computacional pública","icon":"brain-circuit","note":"onde o PBIA concentra seus recursos"},"consequences":[{"label":"Modelos nacionais destravados","icon":"sparkles"},{"label":"Antes que o mercado o faça","icon":"timer"}],"caption":"A aposta do PBIA: compute público primeiro, modelos nacionais depois."}],"pattern:ai:1":[{"layout":"hub","title":"Eixo Campinas–São Paulo","center":{"label":"Unicamp e USP","icon":"map-pin"},"spokes":[{"label":"Sabiá","icon":"brain-circuit","note":"modelo em português"},{"label":"BERTimbau","icon":"languages","note":"modelo em português"},{"label":"C4AI","icon":"brain","note":"centro de IA"},{"label":"FAPESP","icon":"banknote","note":"financiadora"},{"label":"IBM","icon":"building-2","note":"financiadora"},{"label":"Laboratórios satélites","icon":"network","note":"o resto do país"}],"caption":"Os principais modelos em português saem de duas universidades paulistas; o resto do país orbita em volta."}],"pattern:ai:2":[{"layout":"balance","title":"Dependência de big techs e nuvem estrangeira","left":{"label":"Big techs estrangeiras","icon":"cloud","points":["Google, Microsoft, AWS e NVIDIA","dominam a nuvem","dominam as GPUs","dominam a distribuição"]},"right":{"label":"Regulação brasileira","icon":"gavel","points":["PL 2338","ANPD","REDATA","busca soberania de dados"]},"tilt":"left","verdict":"Negociar soberania de dados sem afastar o investimento."}],"pattern:ai:3":[{"layout":"compare","title":"Diplomacia tecnológica bifurcada","columns":[{"label":"Via China","icon":"handshake","note":"projetos via RNP","points":["Huawei","iFlytek","intermediação da RNP"]},{"label":"Via Estados Unidos","icon":"server","note":"infraestrutura privada","points":["data centers norte-americanos"]}],"caption":"Posição BRICS-aligned, mas não exclusiva: os dois eixos convivem."}],"pattern:semiconductors:0":[{"layout":"cycle","title":"Ciclo de reinício dos semicondutores","center":"Sem continuidade de política","items":[{"label":"Grande aposta estatal","icon":"rocket","note":"o Estado lança um programa"},{"label":"Esvaziamento","icon":"trending-down","note":"o programa perde apoio"},{"label":"Relançamento","icon":"refresh-cw","note":"um novo programa recomeça"}],"caption":"Da Cobra e da reserva de mercado à CEITEC e Six/Unitec, e agora PocketFab e Brasil Semicon."}],"pattern:semiconductors:1":[{"layout":"steps","title":"Design sem fab","items":[{"label":"Projeto (design)","icon":"pen-tool","note":"design houses do CI-Brasil: Chipus, Eldorado, LSI-TEC, Von Braun"},{"label":"Fabricação avançada","icon":"factory","note":"continua importada"},{"label":"Encapsulamento de memória","icon":"package","note":"onde a cadeia local termina"}],"caption":"Há projetistas e encapsulamento no país; a fab, elo central, fica fora."}],"pattern:semiconductors:2":[{"layout":"compare","title":"Dois clusters, um estado ativo","columns":[{"label":"Campinas (SP)","icon":"map-pin","note":"cluster paulista","points":["Eldorado","CTI","CPqD","Unicamp"]},{"label":"Porto Alegre–São Leopoldo (RS)","icon":"map-pinned","note":"único estado com programa próprio","points":["CEITEC","HT Micron","UFRGS","Tecnopuc"]}],"caption":"Dois clusters concentram quase tudo; só o Rio Grande do Sul tem programa estadual."}],"pattern:semiconductors:3":[{"layout":"balance","title":"Incentivo fiscal como política industrial","left":{"label":"Desoneração e P&D obrigatório","icon":"percent","points":["PADIS","Lei de Informática","renovados pelo Brasil Semicon"]},"right":{"label":"Demanda e capital","icon":"shopping-cart","points":["compras públicas","capital de risco"]},"tilt":"left","verdict":"O setor se sustenta por incentivo fiscal, não por compras ou risco."}],"pattern:robotics:0":[{"layout":"compare","title":"Agro e drones como porta de entrada","columns":[{"label":"Agrícola e aérea","icon":"tractor","note":"onde há escala comercial","points":["Solinftec","XMobots","Jacto","Speedbird","regulação ANAC/DECEA"]},{"label":"Robótica industrial","icon":"factory","note":"sem liderança nacional","points":["dominada por integradores estrangeiros"]}],"caption":"A robótica brasileira com escala comercial está no campo e no ar, não na fábrica."}],"pattern:robotics:1":[{"layout":"flow","title":"Petrobras e Vale como demandantes-âncora","colLabels":["Demandantes-âncora","Capacidade","Resultado"],"nodes":[{"id":"petro","col":0,"label":"Petrobras","icon":"fuel","note":"contratos-âncora"},{"id":"vale","col":0,"label":"Vale","icon":"pickaxe","note":"contratos-âncora"},{"id":"labs","col":1,"label":"Laboratórios","icon":"flask-conical","note":"COPPE, PUC-Rio, VeRLab"},{"id":"imp","col":1,"label":"Autonomia importada","icon":"package","note":"Oceaneering, Caterpillar"},{"id":"rob","col":2,"label":"Robótica offshore e de mineração","icon":"bot"}],"edges":[{"from":"petro","to":"labs","label":"financia"},{"from":"vale","to":"labs","label":"financia"},{"from":"petro","to":"imp","label":"importa"},{"from":"vale","to":"imp","label":"importa"},{"from":"labs","to":"rob"},{"from":"imp","to":"rob"}],"caption":"A robótica pesada nasce da demanda de duas gigantes, não de um mercado aberto."}],"pattern:robotics:2":[{"layout":"flow","title":"Competições como pipeline de formação","colLabels":["Competições","Laboratórios","Formação","Mercado"],"nodes":[{"id":"comp","col":0,"label":"RoboCup e OBR","icon":"trophy","note":"competições"},{"id":"labs","col":1,"label":"Laboratórios universitários","icon":"flask-conical","note":"LRM, RoboCIn, ITAndroids, LaRoCS, RoboFEI"},{"id":"eng","col":2,"label":"Engenheiros","icon":"graduation-cap","note":"a maior parte da formação"},{"id":"start","col":3,"label":"Startups de hardware","icon":"rocket","note":"pouca ponte"}],"edges":[{"from":"comp","to":"labs"},{"from":"labs","to":"eng","label":"formam"},{"from":"eng","to":"start","label":"pouca ponte"}],"caption":"O pipeline forma engenheiros, mas quase não gera startups de hardware."}],"pattern:robotics:3":[{"layout":"hub","title":"Embraer como plataforma de mobilidade autônoma","center":{"label":"Embraer","icon":"plane"},"spokes":[{"label":"Eve","icon":"navigation","note":"mobilidade autônoma"},{"label":"Nest","icon":"building-2","note":"ecossistema Embraer"},{"label":"São José dos Campos","icon":"map-pin","note":"ecossistema local"},{"label":"BNDES","icon":"banknote","note":"apoio financeiro"},{"label":"ITA","icon":"graduation-cap","note":"apoio acadêmico"},{"label":"Robótica avançada","icon":"bot","note":"resultado"}],"caption":"A aeronáutica como vetor de robótica avançada."}],"pattern:space:0":[{"layout":"compare","title":"Embraer e DCTA como eixo gêmeo","columns":[{"label":"Lado público","icon":"landmark","note":"São José dos Campos","points":["DCTA","ITA","IAE"]},{"label":"Lado industrial","icon":"factory","note":"São José dos Campos","points":["Embraer","Visiona","Akaer","Orbital","Cenic"]}],"caption":"Tudo na mesma cidade, com forte circulação de pessoas entre os dois lados."}],"pattern:space:1":[{"layout":"balance","title":"Alcântara como ativo subutilizado","left":{"label":"O que o CLA tem","icon":"map-pin","points":["principal trunfo geográfico do programa"]},"right":{"label":"Do que o CLA depende","icon":"triangle-alert","points":["operadores estrangeiros (Innospace)","lançadores nacionais ainda inexistentes"]},"tilt":"right","verdict":"O trunfo existe; a capacidade de usá-lo, ainda não."}],"pattern:space:2":[{"layout":"hub","title":"Observação da Terra como missão de Estado","center":{"label":"INPE","icon":"satellite"},"spokes":[{"label":"CBERS","icon":"satellite","note":"satélites com a China"},{"label":"Amazonia-1","icon":"orbit","note":"satélite de observação"},{"label":"PRODES/DETER","icon":"eye","note":"monitoramento"},{"label":"Política ambiental","icon":"trees","note":"uso público dos dados"},{"label":"Diplomacia com a China","icon":"handshake","note":"cooperação espacial"}],"caption":"A observação da Terra define a utilidade pública do INPE."}],"pattern:space:3":[{"layout":"hub","title":"Telecom militar e civil fundidas","center":{"label":"SGDC","icon":"satellite"},"spokes":[{"label":"Telebras","icon":"antenna","note":"conectividade"},{"label":"Ministério da Defesa","icon":"shield","note":"defesa"},{"label":"Visiona","icon":"building-2"},{"label":"Kryptus","icon":"lock"}],"caption":"O espaço brasileiro é também infraestrutura de defesa e de conectividade."}],"pattern:defense:0":[{"layout":"components","title":"Programas estratégicos com transferência de tecnologia","items":[{"label":"Gripen","icon":"plane","note":"Saab"},{"label":"PROSUB","icon":"anchor","note":"Naval Group"},{"label":"Tamandaré","icon":"ship","note":"TKMS"},{"label":"Guarani","icon":"truck","note":"Iveco"},{"label":"KC-390","icon":"plane","note":"programa estratégico"}],"caption":"A justificativa central dos contratos é a absorção tecnológica pela indústria local."}],"pattern:defense:1":[{"layout":"hub","title":"Marinha como polo nuclear-naval","center":{"label":"Marinha","icon":"anchor"},"spokes":[{"label":"PROSUB","icon":"ship","note":"programa de submarinos"},{"label":"Amazul","icon":"atom"},{"label":"NUCLEP","icon":"factory"},{"label":"CTMSP","icon":"flask-conical"},{"label":"Emgepron","icon":"briefcase"}],"caption":"Um complexo estatal que liga defesa e energia nuclear sob comando da Marinha."}],"pattern:defense:2":[{"layout":"causes","title":"Fragilidade das empresas privadas de defesa","causes":[{"label":"Poucos contratos","icon":"file-text","note":"dependência do Ministério da Defesa"},{"label":"Crises fiscais","icon":"trending-down","note":"reaparecem a cada ciclo"}],"effect":{"label":"Empresas fragilizadas","icon":"triangle-alert","note":"Avibras, Mectron/SIATT, Helibras"},"consequences":[{"label":"Recuperação judicial","icon":"gavel"},{"label":"Venda de controle","icon":"handshake"}],"caption":"A crise fiscal vira recuperação judicial e venda de controle, como a EDGE na SIATT."}],"pattern:defense:3":[{"layout":"steps","title":"Cibernética a partir da universidade","items":[{"label":"Universidade","icon":"graduation-cap","note":"Unicamp"},{"label":"Spin-off acadêmico","icon":"rocket","note":"Kryptus"},{"label":"Defesa cibernética","icon":"shield","note":"ComDCiber"}],"caption":"A defesa cibernética nasce da academia, não da indústria bélica tradicional."}],"pattern:nuclear:0":[{"layout":"flow","title":"Dualidade civil-militar do nuclear","colLabels":["Origem","Tecnologia","Usos"],"nodes":[{"id":"aramar","col":0,"label":"Programa naval em Aramar","icon":"anchor","note":"origem da tecnologia"},{"id":"abacc","col":0,"label":"ABACC","icon":"shield-check","note":"salvaguardas"},{"id":"enriq","col":1,"label":"Enriquecimento","icon":"atom","note":"tecnologia compartilhada"},{"id":"inb","col":2,"label":"Ciclo do combustível","icon":"zap","note":"INB, Caetité"},{"id":"sub","col":2,"label":"Submarino nuclear","icon":"ship","note":"uso militar"}],"edges":[{"from":"aramar","to":"enriq","label":"desenvolve"},{"from":"abacc","to":"enriq","label":"salvaguarda"},{"from":"enriq","to":"inb","label":"energia"},{"from":"enriq","to":"sub","label":"defesa"}],"caption":"Energia e submarino nuclear partem da mesma tecnologia de enriquecimento."}],"pattern:nuclear:1":[{"layout":"hub","title":"Angra 3 como obra inacabada","center":{"label":"Angra 3","icon":"construction"},"spokes":[{"label":"Início nos anos 1980","icon":"history","note":"obra iniciada há décadas"},{"label":"Ainda sem conclusão","icon":"hourglass","note":"obra inacabada"},{"label":"Dívidas da Eletronuclear","icon":"receipt","note":"concentradas na obra"},{"label":"Indecisão do CNPE","icon":"signpost","note":"sobre o futuro nuclear"}],"caption":"Uma obra concentra as dívidas da estatal e a indecisão sobre o futuro nuclear."}],"pattern:nuclear:2":[{"layout":"hub","title":"Institutos da CNEN como base científica","center":{"label":"IPEN, CDTN e IEN","icon":"atom"},"spokes":[{"label":"Radiofármacos","icon":"pill","note":"produção e pesquisa"},{"label":"Materiais","icon":"layers","note":"pesquisa aplicada"},{"label":"Formação","icon":"graduation-cap","note":"pessoas qualificadas"},{"label":"RMB em Iperó","icon":"radiation","note":"encerrar a importação de molibdênio-99"}],"caption":"Os institutos da CNEN sustentam a base científica do setor."}],"pattern:nuclear:3":[{"layout":"before-after","title":"Herança das estatais dos anos 1970","before":{"label":"Anos 1970","icon":"history","points":["Nuclebrás","Furnas"]},"after":{"label":"Hoje","icon":"building-2","points":["INB","NUCLEP","Eletronuclear"]},"change":"reorganizações sucessivas","caption":"Continuidade institucional sob novos nomes."}],"pattern:quantum:0":[{"layout":"compare","title":"Infraestrutura importada da China","columns":[{"label":"Semicondutores","icon":"cpu","note":"padrão já conhecido","points":["dependência de hardware estrangeiro"]},{"label":"Computação quântica","icon":"atom","note":"o padrão se repete","points":["CIQUANTA-PB","primeiros computadores quânticos operacionais","acordo com Suzhou (China)"]}],"caption":"Em quantum, como em semicondutores, o hardware chega pronto de fora."}],"pattern:quantum:1":[{"layout":"before-after","title":"Rede acadêmica anterior à política","before":{"label":"Décadas de rede acadêmica","icon":"network","points":["INCT-IQ","CBPF","grupos de USP, Unicamp, UFMG, UFPE e UFRJ"]},"after":{"label":"IBQuântica","icon":"flag","points":["tenta coordenar os grupos existentes"]},"change":"a política nacional chega depois da ciência","caption":"A base científica veio antes; a coordenação política tenta alcançá-la."}],"pattern:quantum:2":[{"layout":"flow","title":"Comunicação quântica como nicho aplicado","colLabels":["Desenvolvedores","Tecnologia","Clientes-piloto"],"nodes":[{"id":"rioq","col":0,"label":"Rio Quântica","icon":"atom"},{"id":"padtec","col":0,"label":"Padtec/CPqD","icon":"cable"},{"id":"quiin","col":0,"label":"QuIIN","icon":"flask-conical"},{"id":"qkd","col":1,"label":"QKD e redes seguras","icon":"lock","note":"primeiro caso de uso industrial"},{"id":"petro","col":2,"label":"Petrobras","icon":"fuel"},{"id":"bancos","col":2,"label":"Bancos","icon":"landmark"}],"edges":[{"from":"rioq","to":"qkd"},{"from":"padtec","to":"qkd"},{"from":"quiin","to":"qkd"},{"from":"qkd","to":"petro","label":"piloto"},{"from":"qkd","to":"bancos","label":"piloto"}],"caption":"Redes seguras são o primeiro uso industrial da tecnologia quântica no país."}],"pattern:quantum:3":[{"layout":"flow","title":"Embrapii como ponte indústria-academia","colLabels":["Academia","Ponte","Indústria"],"nodes":[{"id":"pesq","col":0,"label":"Pesquisa","icon":"microscope","note":"conhecimento acadêmico"},{"id":"quiin","col":1,"label":"QuIIN no Cimatec","icon":"git-merge","note":"centro de competência Embrapii usado pelo MCTI"},{"id":"proj","col":2,"label":"Projetos industriais","icon":"factory","note":"pesquisa transformada"},{"id":"start","col":2,"label":"Startups","icon":"rocket","note":"ainda poucas"}],"edges":[{"from":"pesq","to":"quiin"},{"from":"quiin","to":"proj","label":"transforma"},{"from":"quiin","to":"start","label":"ainda poucas"}],"caption":"O modelo gera projetos industriais, mas ainda poucas startups."}],"pattern:universities:0":[{"layout":"flow","title":"Concentração no Sudeste","colLabels":["Financiadores","Sudeste","Grande ciência"],"nodes":[{"id":"fapesp","col":0,"label":"FAPESP","icon":"banknote"},{"id":"capes","col":0,"label":"CAPES","icon":"banknote"},{"id":"finep","col":0,"label":"Finep","icon":"banknote"},{"id":"univ","col":1,"label":"USP, Unicamp, UFRJ","icon":"graduation-cap","note":"e seus institutos"},{"id":"sirius","col":2,"label":"Sirius","icon":"atom"},{"id":"lncc","col":2,"label":"LNCC","icon":"server"}],"edges":[{"from":"fapesp","to":"univ","label":"maior parte dos recursos"},{"from":"capes","to":"univ"},{"from":"finep","to":"univ"},{"from":"univ","to":"sirius","label":"abriga"},{"from":"univ","to":"lncc","label":"abriga"}],"caption":"A concentração de recursos reproduz a assimetria regional."}],"pattern:universities:1":[{"layout":"compare","title":"Fundações estaduais como diferencial","columns":[{"label":"FAPESP","icon":"coins","note":"1% da receita paulista","points":["domínio dos CEPIDs","centros como o C4AI"]},{"label":"Demais FAPs","icon":"piggy-bank","note":"escala muito menor","points":["operam em escala muito menor"]}],"caption":"A fundação estadual explica por que São Paulo domina os grandes centros."}],"take:ov:0":[{"layout":"compare","title":"O Estado é o desenvolvedor de longo prazo","columns":[{"label":"Estado: ciclo longo","icon":"landmark","note":"P&D de décadas","points":["Petrobras","Embrapa","Fiocruz e Butantan","INPE","Marinha","pilha BNDES–Finep–FNDCT"]},{"label":"Privado: ciclo curto","icon":"rocket","note":"lidera onde o retorno é rápido","points":["software","fintech","agtech"]}],"caption":"O Estado carrega a P&D de décadas; o privado lidera onde o ciclo é curto."}],"take:ov:1":[{"layout":"compare","title":"Forte em bits e biologia, fraco em silício","columns":[{"label":"Bits e biologia","icon":"dna","note":"liderança mundial","points":["Pix","bioinsumos","soja tropical","vacinas","etanol","pré-sal"]},{"label":"Silício","icon":"cpu","note":"pequeno e dependente de importação","points":["chips","robótica de hardware","foguetes","reinícios repetidos"]}],"caption":"Liderança mundial de um lado; dependência de importação do outro."}],"take:ov:2":[{"layout":"pictogram","title":"FNDCT: queda e retomada (R$ bilhões)","unit":" bi","of":1,"max":17.7,"icon":"coins","items":[{"label":"2013","value":10.3,"display":"R$ 10,3 bi"},{"label":"2017","value":4.8,"display":"R$ 4,8 bi"},{"label":"2021","value":2,"display":"≈ R$ 2 bi"},{"label":"2023","value":9.96,"display":"R$ 9,96 bi"},{"label":"2024","value":12.7,"display":"R$ 12,7 bi"},{"label":"2025","value":14.7,"display":"R$ 14,7 bi"},{"label":"2026","value":17.7,"display":"R$ 17,7 bi"}],"caption":"Programas como PBIA, Brasil Semicon e Nova Indústria Brasil nascem e morrem nesse ciclo orçamentário."}],"take:gov:0":[{"layout":"pictogram","title":"Instituições criadas por governo (de 193)","unit":" criações","of":2,"max":41,"icon":"landmark","items":[{"label":"Regime militar","value":41,"display":"41 de 193"},{"label":"Lula I–II","value":28,"display":"28 de 193"},{"label":"Lula III","value":22,"display":"22 de 193"}],"caption":"O regime militar fundou a espinha dorsal (Embraer, Embrapa, Finep, FNDCT, Telebras, Nuclebrás); os governos Lula criaram a camada de programas (Lei de Inovação, CEITEC, PROSUB, PBIA, Nova Indústria Brasil)."}],"take:gov:1":[{"layout":"timeline","title":"Cortes coincidem com ajustes fiscais","items":[{"year":"1990–92","label":"Collor–Itamar","icon":"trending-down","note":"11 cortes, privatizações e estagnações; ajuste fiscal"},{"year":"2016","label":"Temer","icon":"trending-down","note":"11 registros; teto de gastos"},{"year":"2019–22","label":"Bolsonaro","icon":"circle-x","note":"24 registros; contingenciamentos"}],"caption":"Bolsonaro concentra os cortes: 24, contra 11 de Collor–Itamar e 11 de Temer."}],"take:gov:2":[{"layout":"compare","title":"Privatizações em FHC e Bolsonaro; retomadas em Lula","columns":[{"label":"Privatizações","icon":"trending-down","note":"Bolsonaro 7 · FHC 6","points":["Embraer 1994","Vale 1997","Telebras 1998","Eletrobras 2022"]},{"label":"Retomadas","icon":"undo","note":"Lula III 14 · Collor–Itamar 4","points":["CEITEC, Serpro e Dataprev fora da lista de desestatização","FNDCT reconstituído","Angra 3 e Telebras reativados"]}],"caption":"Dois governos privatizam; Lula III concentra as retomadas."}],"take:state:0":[{"layout":"stats","title":"40% do atlas é público ou estatal","items":[{"value":"40","unit":"%","label":"do atlas é público ou estatal","icon":"landmark"},{"value":"84","label":"estatais e empresas com golden share","icon":"building-2"},{"value":"185","label":"instituições públicas e do Sistema S","icon":"school"},{"value":"4","unit":"setores","label":"com maioria privada","note":"fintech, hubs, criativa e robótica","icon":"briefcase"}],"caption":"O setor privado só é maioria em fintech, hubs, criativa e robótica."}],"take:state:1":[{"layout":"components","title":"Oito estatais carregam a P&D de longo prazo","items":[{"label":"Petrobras","icon":"fuel","note":"CENPES e pré-sal"},{"label":"Embrapa","icon":"wheat","note":"soja tropical"},{"label":"Fiocruz","icon":"syringe","note":"vacinas"},{"label":"Butantan","icon":"test-tube","note":"vacinas"},{"label":"INB","icon":"atom","note":"ciclo nuclear"},{"label":"Eletronuclear","icon":"radiation","note":"ciclo nuclear"},{"label":"Serpro","icon":"server","note":"gov.br e Pix do lado do Estado"},{"label":"Dataprev","icon":"database","note":"gov.br e Pix do lado do Estado"},{"label":"Finep e BNDES","icon":"banknote","note":"financiadores"}],"caption":"Oito estatais fazem a P&D; Finep e BNDES a financiam."}],"take:state:2":[{"layout":"timeline","title":"Privatizações recentes, reversões pontuais","items":[{"year":"2022","label":"Eletrobras","icon":"trending-down","note":"saiu do controle estatal"},{"year":"2023","label":"Copel","icon":"trending-down","note":"saiu do controle estatal"},{"year":"2023","label":"CEITEC","icon":"undo","note":"liquidação revertida"},{"year":"2024","label":"Sabesp","icon":"trending-down","note":"saiu do controle estatal"},{"year":"2024","label":"Petrobras Biocombustível","icon":"shield-check","note":"mantida"}],"caption":"Embraer e Vale seguem com golden share da União."}],"take:map:0":[{"layout":"pictogram","title":"Entidades por estado","unit":" entidades","of":10,"max":274,"icon":"map-pin","items":[{"label":"São Paulo","value":274,"display":"274 (cerca de 40%)"},{"label":"Distrito Federal","value":132},{"label":"Rio de Janeiro","value":98},{"label":"Minas Gerais","value":39},{"label":"Rio Grande do Sul","value":36},{"label":"Santa Catarina","value":22},{"label":"Pernambuco","value":17},{"label":"Bahia","value":12}],"caption":"Capital, Campinas, São José dos Campos e São Carlos formam o maior corredor de tecnologia do hemisfério sul."}],"pattern:universities:2":[{"layout":"flow","title":"Do laboratório à empresa pelo parque","colLabels":["Pesquisa","Parque tecnológico","Empresas"],"nodes":[{"id":"ita","col":0,"label":"ITA","icon":"graduation-cap"},{"id":"unicamp","col":0,"label":"Unicamp","icon":"graduation-cap"},{"id":"cesar","col":0,"label":"CESAR","icon":"flask-conical"},{"id":"sjc","col":1,"label":"Parque SJC","note":"ITA–Embraer","icon":"building-2"},{"id":"campinas","col":1,"label":"Campinas","note":"Unicamp","icon":"building-2"},{"id":"pd","col":1,"label":"Porto Digital","note":"CESAR","icon":"building-2"},{"id":"emp","col":2,"label":"Empresas e spin-offs","icon":"rocket"}],"edges":[{"from":"ita","to":"sjc","label":"pesquisa"},{"from":"unicamp","to":"campinas","label":"pesquisa"},{"from":"cesar","to":"pd","label":"pesquisa"},{"from":"sjc","to":"emp","label":"conversão"},{"from":"campinas","to":"emp","label":"conversão"},{"from":"pd","to":"emp","label":"conversão"}],"caption":"Em três polos, o parque tecnológico é o principal canal que converte pesquisa em empresas."}],"pattern:universities:3":[{"layout":"cycle","title":"O ciclo de expansão e corte","center":"Orçamento federal","items":[{"label":"Dependência","note":"CNPq, CAPES e FNDCT","icon":"landmark"},{"label":"Expansão","note":"Ciência sem Fronteiras","icon":"trending-up"},{"label":"Contingenciamento","note":"verbas retidas","icon":"lock"},{"label":"Retração","note":"Future-se","icon":"trending-down"}],"caption":"Dependentes de três fontes federais, universidades e institutos oscilam a cada ciclo de corte."}],"pattern:agtech:0":[{"layout":"hub","title":"Embrapa no centro da pesquisa agropecuária","center":{"label":"Embrapa","icon":"wheat"},"spokes":[{"label":"ESALQ","note":"parceria","icon":"graduation-cap"},{"label":"UFV","note":"parceria","icon":"graduation-cap"},{"label":"IAC","note":"parceria","icon":"flask-conical"},{"label":"Embrapa Agricultura Digital","note":"ponte com startups","icon":"cpu"},{"label":"Embrapa Instrumentação","note":"ponte com startups","icon":"gauge"},{"label":"Startups","note":"via unidades-ponte","icon":"rocket"},{"label":"Embrapii","note":"via unidades-ponte","icon":"handshake"}],"caption":"A Embrapa concentra a pesquisa pública e irradia parcerias para universidades, startups e a Embrapii."}],"pattern:agtech:1":[{"layout":"hub","title":"Piracicaba: um polo denso","center":{"label":"Piracicaba","icon":"map-pin"},"spokes":[{"label":"ESALQ","note":"pesquisa","icon":"graduation-cap"},{"label":"CTC","note":"pesquisa em cana","icon":"test-tube"},{"label":"AgTech Garage","note":"startups","icon":"rocket"},{"label":"Koppert","note":"bioinsumos","icon":"bug"},{"label":"Raízen","note":"corporação","icon":"fuel"},{"label":"Jacto","note":"corporação","icon":"tractor"},{"label":"Bayer","note":"corporação","icon":"flask-conical"}],"caption":"Pesquisa em cana, bioinsumos e startups se cruzam com grandes corporações em uma só cidade."}],"pattern:agtech:2":[{"layout":"compare","title":"Dois guichês para a mesma cadeia","columns":[{"label":"CTNBio","icon":"dna","note":"libera transgênicos","points":["cana Bt","eucalipto","sementes"]},{"label":"MAPA e Lei dos Bioinsumos","icon":"stamp","note":"registra produtos biológicos","points":["bioinsumos","registro de produtos"]}],"caption":"A mesma cadeia biológica passa por duas portas regulatórias distintas."}],"pattern:agtech:3":[{"layout":"flow","title":"Do satélite à política climática","colLabels":["Monitoramento","Startups","Política"],"nodes":[{"id":"inpe","col":0,"label":"INPE","note":"DETER / PRODES","icon":"satellite"},{"id":"agrotools","col":1,"label":"Agrotools","note":"rastreabilidade","icon":"scan-line"},{"id":"agrosat","col":1,"label":"Agrosatélite","note":"rastreabilidade","icon":"satellite-dish"},{"id":"moss","col":1,"label":"MOSS","note":"carbono","icon":"leaf"},{"id":"clima","col":2,"label":"Política climática","icon":"earth"}],"edges":[{"from":"inpe","to":"agrotools","label":"dados"},{"from":"inpe","to":"agrosat","label":"dados"},{"from":"inpe","to":"moss","label":"dados"},{"from":"agrotools","to":"clima","label":"rastreabilidade"},{"from":"agrosat","to":"clima","label":"rastreabilidade"},{"from":"moss","to":"clima","label":"carbono"}],"caption":"O monitoramento público do INPE é insumo direto das startups que ligam o agro à agenda climática."}],"pattern:biotech:0":[{"layout":"flow","title":"Quem produz as vacinas do PNI","colLabels":["Financiamento e regulação","Produção","Destino"],"nodes":[{"id":"bndes","col":0,"label":"BNDES","icon":"banknote"},{"id":"nib","col":0,"label":"Missão Saúde (NIB)","icon":"landmark"},{"id":"anvisa","col":0,"label":"ANVISA","note":"regula","icon":"shield-check"},{"id":"bio","col":1,"label":"Bio-Manguinhos","note":"Fiocruz","icon":"syringe"},{"id":"but","col":1,"label":"Butantan","icon":"syringe"},{"id":"pni","col":2,"label":"PNI","note":"quase a totalidade das vacinas","icon":"heart-pulse"}],"edges":[{"from":"bndes","to":"bio","label":"financia"},{"from":"bndes","to":"but","label":"financia"},{"from":"nib","to":"bio","label":"financia"},{"from":"nib","to":"but","label":"financia"},{"from":"anvisa","to":"bio","label":"regula"},{"from":"anvisa","to":"but","label":"regula"},{"from":"bio","to":"pni","label":"vacinas"},{"from":"but","to":"pni","label":"vacinas"}],"caption":"Dois laboratórios públicos produzem quase todas as vacinas do programa nacional."}],"pattern:biotech:1":[{"layout":"flow","title":"PDP: a ponte entre o privado e o SUS","colLabels":["Joint ventures","Mecanismo","Público","Destino"],"nodes":[{"id":"bionovis","col":0,"label":"Bionovis","icon":"building-2"},{"id":"orygen","col":0,"label":"Orygen","icon":"building-2"},{"id":"pdp","col":1,"label":"PDP","note":"Parceria para o Desenvolvimento Produtivo","icon":"handshake"},{"id":"labs","col":2,"label":"Laboratórios públicos","icon":"flask-conical"},{"id":"sus","col":3,"label":"SUS","icon":"hospital"}],"edges":[{"from":"bionovis","to":"pdp","label":"biossimilares"},{"from":"orygen","to":"pdp","label":"biossimilares"},{"from":"pdp","to":"labs","label":"transferência de tecnologia"},{"from":"labs","to":"sus","label":"fornecimento"}],"caption":"As joint ventures existem para transferir tecnologia de biossimilares ao SUS por meio das PDPs."}],"pattern:biotech:2":[{"layout":"taxonomy","title":"O que sai da USP em biotecnologia","root":{"label":"USP","icon":"graduation-cap"},"children":[{"label":"Tecnologia","note":"fator VIII para a Hemobrás","icon":"flask-conical","children":[{"label":"Hemocentro de Ribeirão Preto"},{"label":"HC / InovaHC"},{"label":"Projeto DNA do Brasil"}]},{"label":"Lideranças","note":"nomes que comandam o setor","icon":"users","children":[{"label":"Covas"},{"label":"Kallás"},{"label":"Lygia Pereira"}]}],"caption":"A USP é origem tanto de tecnologia quanto de lideranças da biotecnologia brasileira."}],"pattern:biotech:3":[{"layout":"hub","title":"Quem articula a bioeconomia amazônica","center":{"label":"Bioeconomia amazônica","icon":"trees"},"spokes":[{"label":"Carlos Nobre","note":"ciência","icon":"user"},{"label":"Natura","note":"empresa","icon":"leaf"},{"label":"INPA","note":"instituto","icon":"microscope"},{"label":"Hub de Belém","note":"articulação regional","icon":"map-pin"},{"label":"Lei de Acesso à Biodiversidade","note":"regula a agenda","icon":"gavel"},{"label":"Atores industriais","note":"ainda poucos","icon":"factory"}],"caption":"A agenda já tem ciência, empresa, instituto e lei, mas ainda poucos atores industriais."}],"pattern:energy:0":[{"layout":"flow","title":"Como a Petrobras financia a engenharia","colLabels":["Regra","Financiador","Destino"],"nodes":[{"id":"anp","col":0,"label":"ANP","note":"cláusula de P&D","icon":"gavel"},{"id":"petro","col":1,"label":"Petrobras e CENPES","note":"maior financiador de pesquisa em engenharia","icon":"fuel"},{"id":"coppe","col":2,"label":"COPPE / UFRJ","note":"principal destino","icon":"graduation-cap"},{"id":"super","col":2,"label":"Supercomputação própria","icon":"server"}],"edges":[{"from":"anp","to":"petro","label":"obriga a investir"},{"from":"petro","to":"coppe","label":"financia"},{"from":"petro","to":"super","label":"mantém"}],"caption":"Uma cláusula regulatória transforma a petroleira no maior financiador de pesquisa em engenharia do país."}],"pattern:energy:1":[{"layout":"causes","title":"Regulação cria a demanda por biocombustíveis","causes":[{"label":"RenovaBio","note":"metas de descarbonização","icon":"scroll-text"},{"label":"Lei do Combustível do Futuro","note":"marco legal","icon":"gavel"},{"label":"Crédito do BNDES","note":"financiamento","icon":"banknote"}],"effect":{"label":"Demanda garantida","note":"etanol, SAF e biometano","icon":"fuel"},"consequences":[{"label":"Raízen","icon":"factory"},{"label":"BP Bunge","icon":"factory"},{"label":"Acelen","icon":"flame"},{"label":"Embraer","icon":"plane"}],"caption":"A regulação puxa a cadeia: a demanda vem garantida por lei, e o crédito público financia quem a atende."}],"pattern:energy:2":[{"layout":"hub","title":"Pecém: hidrogênio, vento e nuvem no mesmo porto","center":{"label":"Pecém (CE)","icon":"anchor"},"spokes":[{"label":"Hidrogênio verde","note":"pré-contratos","icon":"zap"},{"label":"Casa dos Ventos","note":"cadeia eólica","icon":"wind"},{"label":"Aeris","note":"cadeia eólica","icon":"wind"},{"label":"Campus TikTok / Omnia","note":"data center","icon":"server"},{"label":"Marco do hidrogênio","note":"regulação","icon":"scroll-text"},{"label":"Redata","note":"incentivo a data centers","icon":"badge-percent"}],"caption":"Energia renovável, hidrogênio e data centers convergem no Nordeste sob dois marcos legais."}],"pattern:energy:3":[{"layout":"flow","title":"Quem ganha com a eletrificação","colLabels":["Política","Montadoras chinesas","Cadeia de componentes"],"nodes":[{"id":"mover","col":0,"label":"Programa Mover","note":"atrai investimento","icon":"flag"},{"id":"byd","col":1,"label":"BYD","icon":"car"},{"id":"gwm","col":1,"label":"GWM","icon":"car"},{"id":"weg","col":2,"label":"WEG","note":"disputa","icon":"zap"},{"id":"eletra","col":2,"label":"Eletra","note":"disputa","icon":"bus"},{"id":"moura","col":2,"label":"Moura","note":"disputa","icon":"battery-charging"}],"edges":[{"from":"mover","to":"byd","label":"atrai"},{"from":"mover","to":"gwm","label":"atrai"},{"from":"byd","to":"weg","label":"demanda"},{"from":"byd","to":"moura","label":"demanda"},{"from":"gwm","to":"eletra","label":"demanda"},{"from":"gwm","to":"weg","label":"demanda"}],"caption":"As montadoras chinesas reconfiguram a indústria; a disputa nacional é pela cadeia de componentes."}],"pattern:minerals:0":[{"layout":"hub","title":"A Vale como centro gravitacional","center":{"label":"Vale","icon":"pickaxe"},"spokes":[{"label":"BNDESPar","note":"acionista","icon":"coins"},{"label":"ITV","note":"braço de pesquisa","icon":"flask-conical"},{"label":"COPPE","note":"parceria","icon":"graduation-cap"},{"label":"UFMG","note":"parceria","icon":"graduation-cap"},{"label":"CETEM","note":"parceria","icon":"microscope"},{"label":"CNPEM","note":"parceria","icon":"atom"}],"caption":"Acionista público, instituto próprio e parcerias acadêmicas definem a agenda tecnológica da mineração em torno da Vale."}],"pattern:minerals:1":[{"layout":"taxonomy","title":"Minerais críticos em mãos estrangeiras","root":{"label":"Minerais críticos","icon":"gem"},"children":[{"label":"Lítio","note":"empresas estrangeiras no Vale do Lítio","icon":"battery","children":[{"label":"Sigma"},{"label":"AMG"},{"label":"Atlas"}]},{"label":"Terras raras","note":"empresas estrangeiras","icon":"magnet","children":[{"label":"Serra Verde"},{"label":"Aclara"}]}],"caption":"Lítio e terras raras são operados por empresas estrangeiras em polos regionais, sob licenças da ANM."}],"pattern:minerals:2":[{"layout":"flow","title":"Política industrial mira o refino","colLabels":["Instrumentos","Objetivo"],"nodes":[{"id":"nib","col":0,"label":"NIB","icon":"flag"},{"id":"chamada","col":0,"label":"Chamada BNDES-Finep","note":"minerais críticos","icon":"banknote"},{"id":"pl","col":0,"label":"PL de minerais estratégicos","icon":"gavel"},{"id":"conselho","col":0,"label":"Conselho do MDIC","icon":"users"},{"id":"refino","col":1,"label":"Refino e processamento no Brasil","note":"internalizar a cadeia","icon":"factory"}],"edges":[{"from":"nib","to":"refino","label":"direciona"},{"from":"chamada","to":"refino","label":"financia"},{"from":"pl","to":"refino","label":"legisla"},{"from":"conselho","to":"refino","label":"coordena"}],"caption":"Quatro instrumentos convergem para trazer refino e processamento de minerais ao país."}],"pattern:minerals:3":[{"layout":"flow","title":"Monopólio que financia a própria demanda","colLabels":["Monopólio","Pesquisa financiada","Novas aplicações"],"nodes":[{"id":"cbmm","col":0,"label":"CBMM","note":"domina o mercado global de nióbio","icon":"gem"},{"id":"univ","col":1,"label":"Universidades","icon":"graduation-cap"},{"id":"cnpem","col":1,"label":"CNPEM","icon":"atom"},{"id":"bat","col":2,"label":"Baterias","note":"nova aplicação do nióbio","icon":"battery"}],"edges":[{"from":"cbmm","to":"univ","label":"financia"},{"from":"cbmm","to":"cnpem","label":"financia"},{"from":"univ","to":"bat","label":"pesquisa"},{"from":"cnpem","to":"bat","label":"pesquisa"}],"caption":"Dona do mercado global de nióbio, a CBMM paga a pesquisa que abre novos usos para o próprio produto."}],"pattern:fintech:0":[{"layout":"hub","title":"O Banco Central como arquiteto de plataforma","center":{"label":"Banco Central (BCB)","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"Pix","note":"infraestrutura pública","icon":"zap"},{"label":"Open Finance","note":"infraestrutura pública","icon":"share-2"},{"label":"Drex","note":"infraestrutura pública","icon":"coins"},{"label":"Nubank","note":"entrante regulado","icon":"smartphone"},{"label":"Mercado Pago","note":"entrante regulado","icon":"smartphone"}],"caption":"O BCB abre a porta com infraestruturas públicas e, ao mesmo tempo, regula todos os que entram por ela."}],"pattern:fintech:1":[{"layout":"steps","title":"O modelo de VC global","items":[{"label":"Capital de VC global","note":"Kaszek, SoftBank e Valor","icon":"banknote"},{"label":"Unicórnios fintech","note":"Nubank, Creditas, Cloudwalk e Inter","icon":"rocket"},{"label":"Listagem em bolsas americanas","note":"saída dos investidores","icon":"chart-line"}],"caption":"Fundos globais financiam a geração de unicórnios, que depois listam fora do país."}],"pattern:fintech:2":[{"layout":"layers","title":"A camada estatal da economia digital","high":"Serviços","low":"Infraestrutura estatal","items":[{"label":"Caixa, Banco do Brasil e programas sociais","note":"dependem dos fluxos de dados","icon":"users"},{"label":"gov.br e fluxos de dados","note":"plataforma e dados públicos","icon":"globe"},{"label":"Serpro e Dataprev","note":"estatais de TI que operam a base","icon":"server"}],"caption":"Duas estatais de TI sustentam os bancos públicos e os programas sociais."}],"pattern:fintech:3":[{"layout":"hub","title":"A guerra pelo pequeno varejo","center":{"label":"Pequeno varejo","icon":"store"},"spokes":[{"label":"Stone","note":"maquininhas e crédito","icon":"credit-card"},{"label":"PagBank","note":"maquininhas e crédito","icon":"credit-card"},{"label":"Cloudwalk","note":"maquininhas e crédito","icon":"credit-card"},{"label":"Mercado Pago","note":"maquininhas e crédito","icon":"credit-card"},{"label":"Pix","note":"interoperabilidade pressiona todas","icon":"zap"}],"caption":"Quatro adquirentes disputam o mesmo cliente, todas pressionadas pela interoperabilidade do Pix."}],"pattern:telecom:0":[{"layout":"before-after","title":"O que restou do sistema Telebrás","before":{"label":"Sistema Telebrás","icon":"antenna","points":["capacidade concentrada no Estado","CPqD, Padtec e Embratel na mesma origem"]},"after":{"label":"Capacidade dispersa","icon":"split","points":["CPqD: um instituto","Padtec: uma fornecedora óptica","Embratel: operadoras estrangeiras"]},"change":"privatização de 1998","caption":"A privatização dispersou a herança estatal em um instituto, uma fornecedora e operadoras estrangeiras."}],"pattern:telecom:1":[{"layout":"flow","title":"Oi desmontada, V.tal nasce","colLabels":["Oi","Desmonte","Três operadoras"],"nodes":[{"id":"oi","col":0,"label":"Oi","note":"recuperação judicial","icon":"building-2"},{"id":"vtal","col":1,"label":"V.tal","note":"fibra neutra","icon":"cable"},{"id":"movel","col":1,"label":"Oi Móvel","note":"repartida","icon":"smartphone"},{"id":"vivo","col":2,"label":"Vivo","icon":"signal"},{"id":"claro","col":2,"label":"Claro","icon":"signal"},{"id":"tim","col":2,"label":"TIM","icon":"signal"}],"edges":[{"from":"oi","to":"vtal","label":"gera"},{"from":"oi","to":"movel","label":"separa"},{"from":"movel","to":"vivo","label":"fatia"},{"from":"movel","to":"claro","label":"fatia"},{"from":"movel","to":"tim","label":"fatia"}],"caption":"Da recuperação judicial saem uma rede neutra de fibra e um mercado móvel consolidado em três operadoras."}],"pattern:telecom:2":[{"layout":"flow","title":"Energia renovável vira nuvem","colLabels":["Insumo e incentivo","Data centers","Produto"],"nodes":[{"id":"energia","col":0,"label":"Energia renovável","icon":"wind"},{"id":"redata","col":0,"label":"Redata","note":"incentivo fiscal","icon":"badge-percent"},{"id":"dc","col":1,"label":"Data centers","note":"Scala, Ascenty, Equinix, campus TikTok / Casa dos Ventos","icon":"server"},{"id":"nuvem","col":2,"label":"Capacidade de nuvem e IA","icon":"cloud"}],"edges":[{"from":"energia","to":"dc","label":"alimenta"},{"from":"redata","to":"dc","label":"incentiva"},{"from":"dc","to":"nuvem","label":"transforma em"}],"caption":"Os data centers são a nova infraestrutura que converte energia renovável em capacidade de nuvem e IA."}],"pattern:telecom:3":[{"layout":"hub","title":"RNP: de rede a plataforma","center":{"label":"RNP","icon":"network"},"spokes":[{"label":"Universidades","note":"conecta","icon":"graduation-cap"},{"label":"LNCC","note":"conecta","icon":"server"},{"label":"Cabo EllaLink","note":"conecta","icon":"cable"},{"label":"LLM nacional","note":"lidera, com Huawei e iFlytek","icon":"brain-circuit"}],"caption":"A rede acadêmica que liga a infraestrutura agora lidera o projeto de um LLM nacional."}],"pattern:creative:0":[{"layout":"flow","title":"Como os estúdios conquistaram o Marco dos Games","colLabels":["Estúdios","Associação","Resultados"],"nodes":[{"id":"wildlife","col":0,"label":"Wildlife","icon":"gamepad-2"},{"id":"hoplon","col":0,"label":"Hoplon","icon":"gamepad-2"},{"id":"rogue","col":0,"label":"Rogue Snail","icon":"gamepad-2"},{"id":"abragames","col":1,"label":"Abragames","note":"organiza o setor","icon":"users"},{"id":"marco","col":2,"label":"Marco Legal dos Games","note":"aprovado","icon":"gavel"},{"id":"apex","col":2,"label":"Exportação via Apex-Brasil","icon":"globe"}],"edges":[{"from":"wildlife","to":"abragames","label":"integra"},{"from":"hoplon","to":"abragames","label":"integra"},{"from":"rogue","to":"abragames","label":"integra"},{"from":"abragames","to":"marco","label":"aprova"},{"from":"abragames","to":"apex","label":"exporta"}],"caption":"Organizados em associação, os estúdios aprovaram a lei do setor e abriram o canal de exportação."}],"pattern:creative:1":[{"layout":"taxonomy","title":"Sul: dois polos de estúdios","root":{"label":"Estúdios do Sul","icon":"gamepad-2"},"children":[{"label":"Porto Alegre","note":"ancorados no Tecnopuc","icon":"map-pin","children":[{"label":"Epic / Aquiris"},{"label":"Afterverse"}]},{"label":"Florianópolis","note":"ancorados na ACATE","icon":"map-pin","children":[{"label":"Hoplon"}]}],"caption":"Os estúdios do Sul se concentram em duas cidades, cada uma ancorada em um parque ou associação."}],"pattern:creative:2":[{"layout":"hub","title":"Produtoras em órbita da Globo","center":{"label":"Globo","icon":"tv"},"spokes":[{"label":"O2","note":"produtora","icon":"film"},{"label":"Conspiração","note":"produtora","icon":"film"},{"label":"Vetor Zero","note":"produtora de VFX","icon":"sparkles"}],"caption":"As produtoras orbitam a principal compradora de conteúdo e VFX do país."}],"pattern:creative:3":[{"layout":"flow","title":"Arte e tecnologia: formação e circulação","colLabels":["Formação","Artistas-pesquisadores","Circulação"],"nodes":[{"id":"nics","col":0,"label":"NICS-Unicamp","icon":"graduation-cap"},{"id":"eca","col":0,"label":"ECA-USP","icon":"graduation-cap"},{"id":"ufba","col":0,"label":"UFBA","icon":"graduation-cap"},{"id":"artistas","col":1,"label":"Artistas-pesquisadores","note":"Kac, Beiguelman, Bambozzi","icon":"palette"},{"id":"file","col":2,"label":"FILE","icon":"image"},{"id":"itau","col":2,"label":"Itaú Cultural","icon":"building"},{"id":"sesc","col":2,"label":"SESC","icon":"building"}],"edges":[{"from":"nics","to":"artistas","label":"forma"},{"from":"eca","to":"artistas","label":"forma"},{"from":"ufba","to":"artistas","label":"forma"},{"from":"artistas","to":"file","label":"circula"},{"from":"artistas","to":"itau","label":"circula"},{"from":"artistas","to":"sesc","label":"circula"}],"caption":"Universidades formam os artistas-pesquisadores; festivais e instituições culturais os fazem circular."}],"pattern:hubs:0":[{"layout":"hub","title":"O tripé do Porto Digital","center":{"label":"Silvio Meira","icon":"user"},"spokes":[{"label":"CIn-UFPE","note":"universidade","icon":"graduation-cap"},{"label":"CESAR","note":"instituto","icon":"flask-conical"},{"label":"Porto Digital","note":"parque","icon":"building-2"}],"caption":"Universidade, instituto e parque sob uma mesma liderança: o modelo de cluster público-privado mais citado do país."}],"pattern:hubs:1":[{"layout":"flow","title":"Quem financiou a safra de unicórnios","colLabels":["Fundos globais","Rodadas e apoio","Resultado"],"nodes":[{"id":"kaszek","col":0,"label":"Kaszek","icon":"briefcase"},{"id":"softbank","col":0,"label":"SoftBank","icon":"briefcase"},{"id":"monashees","col":0,"label":"Monashees","icon":"briefcase"},{"id":"valor","col":0,"label":"Valor","icon":"briefcase"},{"id":"rodadas","col":1,"label":"Rodadas concentradas","icon":"banknote"},{"id":"endeavor","col":1,"label":"Endeavor","note":"rede de apoio","icon":"handshake"},{"id":"unicornios","col":2,"label":"Unicórnios 2018–2023","icon":"rocket"}],"edges":[{"from":"kaszek","to":"rodadas","label":"investe"},{"from":"softbank","to":"rodadas","label":"investe"},{"from":"monashees","to":"rodadas","label":"investe"},{"from":"valor","to":"rodadas","label":"investe"},{"from":"rodadas","to":"unicornios","label":"forma"},{"from":"endeavor","to":"unicornios","label":"apoia"}],"caption":"Quatro fundos globais concentram as rodadas que formaram a safra de unicórnios, com a Endeavor como rede de apoio."}],"pattern:hubs:2":[{"layout":"flow","title":"Cada hub nasce ao lado de uma universidade","colLabels":["Universidade forte","Hub regional"],"nodes":[{"id":"pucrs","col":0,"label":"PUCRS","icon":"graduation-cap"},{"id":"ufsc","col":0,"label":"UFSC","icon":"graduation-cap"},{"id":"ufmg","col":0,"label":"UFMG","icon":"graduation-cap"},{"id":"tecnopuc","col":1,"label":"Tecnopuc","icon":"building-2"},{"id":"sapiens","col":1,"label":"Sapiens / ACATE","icon":"building-2"},{"id":"spv","col":1,"label":"San Pedro Valley","icon":"rocket"}],"edges":[{"from":"pucrs","to":"tecnopuc","label":"origina"},{"from":"ufsc","to":"sapiens","label":"origina"},{"from":"ufmg","to":"spv","label":"origina"}],"caption":"Os hubs regionais nascem ao lado de universidades fortes, não longe delas."}],"pattern:hubs:3":[{"layout":"components","title":"A camada pública de apoio ao empreendedorismo","items":[{"label":"BNDES Garagem","note":"programa do BNDES","icon":"banknote"},{"label":"Sebrae","note":"apoio a empreendedores","icon":"briefcase"},{"label":"FAPESC","note":"fomento estadual","icon":"flask-conical"},{"label":"Marco Legal das Startups","note":"base legal","icon":"gavel"}],"caption":"Banco público, agência de apoio, fomento estadual e lei compõem a camada estatal do empreendedorismo."}],"pattern:policy:0":[{"layout":"compare","title":"Dois eixos da política de tecnologia","columns":[{"label":"MCTI","icon":"flask-conical","note":"comanda a ciência","points":["Finep","CNPq","Embrapii","institutos de pesquisa"]},{"label":"MDIC","icon":"factory","note":"comanda a política industrial","points":["NIB","ABDI","Apex","Mover","Redata"]}],"caption":"Ciência de um lado, indústria do outro: a NIB é a tentativa de unir os dois eixos."}],"pattern:policy:1":[{"layout":"flow","title":"O trilho do dinheiro público","colLabels":["Política","Canais","Instrumentos"],"nodes":[{"id":"politica","col":0,"label":"Política industrial","icon":"flag"},{"id":"fndct","col":1,"label":"FNDCT","note":"operado pela Finep","icon":"piggy-bank"},{"id":"bndes","col":1,"label":"BNDES","note":"Mais Inovação, BNDESPar","icon":"landmark"},{"id":"credito","col":2,"label":"Crédito e subvenção","icon":"banknote"}],"edges":[{"from":"politica","to":"fndct","label":"aloca"},{"from":"politica","to":"bndes","label":"aloca"},{"from":"fndct","to":"credito","label":"vira"},{"from":"bndes","to":"credito","label":"vira"}],"caption":"FNDCT/Finep e BNDES são os canais pelos quais a política industrial se converte em crédito e subvenção."}],"pattern:policy:2":[{"layout":"flow","title":"Leis de incentivo no lugar do orçamento","colLabels":["Leis de incentivo","Beneficiários"],"nodes":[{"id":"informatica","col":0,"label":"Lei de Informática","icon":"cpu"},{"id":"bem","col":0,"label":"Lei do Bem","icon":"scroll-text"},{"id":"padis","col":0,"label":"PADIS","icon":"microchip"},{"id":"institutos","col":1,"label":"Institutos","note":"Eldorado, CPqD","icon":"flask-conical"},{"id":"empresas","col":1,"label":"Empresas","note":"Embraer, WEG","icon":"factory"}],"edges":[{"from":"informatica","to":"institutos","label":"financia"},{"from":"informatica","to":"empresas","label":"financia"},{"from":"bem","to":"institutos","label":"financia"},{"from":"bem","to":"empresas","label":"financia"},{"from":"padis","to":"institutos","label":"financia"},{"from":"padis","to":"empresas","label":"financia"}],"caption":"Três leis de incentivo substituem o orçamento direto no sustento de institutos e empresas."}],"pattern:policy:3":[{"layout":"layers","title":"A pilha regulatória do digital","high":"Mais recente","low":"Base","items":[{"label":"PL 2338","note":"IA: disputa sobre quem regulará","icon":"brain-circuit"},{"label":"LGPD","note":"dados pessoais, com a ANPD","icon":"lock"},{"label":"Marco Civil da Internet","note":"fundamento da regulação digital","icon":"globe"}],"caption":"A pilha incide sobre big techs e fintechs; no topo, o PL 2338 disputa quem regulará a IA."}],"take:map:1":[{"layout":"stats","title":"Brasília concentra as decisões","items":[{"value":"132","unit":"entidades","label":"sediadas no DF","note":"quase todas públicas","icon":"landmark"},{"value":"26","unit":"estados","label":"regidos pelo orçamento decidido no DF","note":"ministérios, agências, leis e programas","icon":"map"}],"caption":"É no Distrito Federal que se decide o orçamento que rege o resto do país."}],"take:map:2":[{"layout":"taxonomy","title":"O segundo anel: Rio, Minas e o Sul","root":{"label":"Segundo anel","icon":"map"},"children":[{"label":"Rio de Janeiro","note":"petróleo, engenharia, saúde, física","icon":"map-pin","children":[{"label":"Petrobras"},{"label":"COPPE"},{"label":"Fiocruz"},{"label":"CBPF"}]},{"label":"Minas Gerais","note":"mineração e universidade","icon":"map-pin","children":[{"label":"CBMM"},{"label":"BH-TEC"},{"label":"UFMG"}]},{"label":"Rio Grande do Sul","note":"semicondutores e universidade","icon":"map-pin","children":[{"label":"CEITEC"},{"label":"HT Micron"},{"label":"UFRGS"}]},{"label":"Santa Catarina","note":"Floripa e indústria","icon":"map-pin","children":[{"label":"Floripa"},{"label":"WEG"}]}],"caption":"Fora de Brasília, quatro estados formam o segundo anel de instituições e empresas."}],"take:map:3":[{"layout":"components","title":"O Nordeste cresce","items":[{"label":"Recife (PE)","note":"Porto Digital e CIn-UFPE","icon":"code"},{"label":"Bahia","note":"Senai Cimatec","icon":"hard-hat"},{"label":"Ceará","note":"hidrogênio e data centers","icon":"server"},{"label":"Paraíba","note":"centro quântico","icon":"atom"}],"caption":"Quatro estados nordestinos despontam, cada um com uma especialidade distinta."}],"take:tl:0":[{"layout":"timeline","title":"O Estado cria as instituições (1930–1985)","items":[{"year":"1950","label":"ITA","note":"engenharia aeronáutica","icon":"plane"},{"year":"1951","label":"CNPq e CAPES","note":"fomento à pesquisa","icon":"graduation-cap"},{"year":"1953","label":"Petrobras","note":"petróleo estatal","icon":"fuel"},{"year":"1969","label":"Embraer","note":"aviação","icon":"plane"},{"year":"1973","label":"Embrapa","note":"pesquisa agropecuária","icon":"wheat"},{"year":"1974","label":"Nuclebrás e Cobra","note":"nuclear e computação","icon":"radiation"}],"caption":"Quase toda a espinha dorsal nasce em quatro décadas de desenvolvimentismo."}],"take:tl:1":[{"layout":"timeline","title":"Abertura e privatizações (1985–2003)","items":[{"year":"1990–92","label":"Fim da reserva de informática","note":"mercado aberto","icon":"cpu"},{"year":"1991","label":"Lei de Informática","note":"incentivo substitui proteção","icon":"gavel"},{"year":"1997","label":"Privatização da Vale","note":"mineração","icon":"pickaxe"},{"year":"1998","label":"Privatização da Telebrás","note":"telecomunicações","icon":"antenna"}],"caption":"Sobrevivem os institutos; morrem os fabricantes."}],"take:tl:2":[{"layout":"timeline","title":"Expansão, colapso e retomada (2003–2026)","items":[{"year":"2004","label":"Lei de Inovação","note":"expansão","icon":"gavel"},{"year":"2008","label":"CEITEC","note":"semicondutores","icon":"microchip"},{"year":"2011","label":"Ciência sem Fronteiras","note":"auge da expansão","icon":"graduation-cap"},{"year":"2016","label":"Teto de gastos","note":"esvazia o FNDCT","icon":"trending-down"},{"year":"2023","label":"Retomada","note":"PBIA, Nova Indústria Brasil, Brasil Semicon","icon":"trending-up"}],"caption":"Duas décadas de expansão, um colapso fiscal e, a partir de 2023, a volta dos programas."}],"take:net:0":[{"layout":"pictogram","title":"Os nós mais conectados da rede","unit":" relações","of":5,"max":43,"icon":"link","items":[{"label":"MCTI","value":43,"display":"43 relações"},{"label":"USP","value":29,"display":"29 relações"},{"label":"Ministério da Defesa","value":27,"display":"27 relações"},{"label":"Unicamp","value":24,"display":"24 relações"},{"label":"BNDES","value":24,"display":"24 relações"}],"caption":"O MCTI controla CNPq, Finep, LNCC, INPE, CTI e CNPEM e financia quase todo programa setorial."}],"take:net:1":[{"layout":"balance","title":"Quem é o tecido conjuntivo","left":{"label":"Universidades públicas","icon":"graduation-cap","points":["USP, Unicamp, UFRJ, UFMG, UFRGS e UFPE","origem de spin-offs","sede de laboratórios","parceiras de quase todo setor"]},"right":{"label":"Empresas privadas","icon":"building-2","points":["nenhuma tem alcance parecido"]},"tilt":"left","verdict":"O tecido conjuntivo do sistema é público.","caption":"Seis universidades públicas conectam quase todos os setores; nenhuma empresa privada chega perto."}],"take:net:2":[{"layout":"hub","title":"Fintech: núcleo privado, centro público","center":{"label":"Banco Central","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"Nubank","note":"núcleo privado denso","icon":"smartphone"},{"label":"Stone","note":"núcleo privado denso","icon":"credit-card"},{"label":"Kaszek","note":"fundo","icon":"briefcase"},{"label":"Monashees","note":"fundo","icon":"briefcase"},{"label":"Pix","note":"operado pelo BCB","icon":"zap"}],"caption":"Mesmo no único setor com um centro privado forte, o nó mais conectado é o regulador que opera o Pix."}],"term:cabo-submarino":[{"layout":"steps","title":"O ciclo de vida de um cabo submarino","items":[{"label":"Estudo de rota","icon":"map","note":"evita falhas geológicas, pesca e ancoragem"},{"label":"Autorizações","icon":"file-check","note":"em cada jurisdição atravessada"},{"label":"Fabricação","icon":"factory","note":"poucos fornecedores: SubCom, ASN, NEC, HMN Tech"},{"label":"Lançamento","icon":"ship","note":"navios especializados"},{"label":"Aterramento","icon":"map-pin","note":"landing stations energizam repetidores a cada 60–100 km"},{"label":"Operação","icon":"activity","note":"20–25 anos"}],"caption":"Um sistema transatlântico moderno transporta centenas de terabits por segundo em poucos centímetros de diâmetro."},{"layout":"stats","title":"A espinha dorsal da internet em números","items":[{"value":"99","unit":"%","label":"do tráfego intercontinental","note":"passa por cabos, não por satélites","icon":"globe"},{"value":"600","unit":"cabos","label":"ativos ou planejados","note":"mais de 1,5 milhão de km","icon":"cable"},{"value":"150–200","unit":"/ano","label":"rupturas","note":"âncoras, pesca e terremotos","icon":"triangle-alert"},{"value":"8–24","unit":"pares","label":"de fibra por cabo","note":"protegidos por aço, cobre e polietileno","icon":"layers"}]},{"layout":"hub","title":"Fortaleza: o hub de cabos da América do Sul","center":{"label":"Fortaleza (Praia do Futuro)","icon":"map-pin"},"spokes":[{"label":"EllaLink","icon":"cable","note":"Fortaleza–Sines (Portugal), 2021; ramo para Guiana Francesa"},{"label":"Monet e SACS","icon":"cable","note":"Angola Cables, para EUA e África"},{"label":"Malbec","icon":"cable","note":"Meta/GlobeNet"},{"label":"Cabos Google e operadoras","icon":"cable","note":"Firmina liga EUA, Brasil, Uruguai e Argentina"},{"label":"Synapse (V.tal)","icon":"cable","note":"anunciado em 2026, Brasil–EUA, ramos para seis cidades"},{"label":"Data centers e IXPs","icon":"server","note":"estações de aterramento atraem infraestrutura"}],"caption":"Rio de Janeiro, Santos/Praia Grande e Salvador completam a costa; a concentração em Fortaleza é também um risco."},{"layout":"balance","title":"Big techs no comando e a resposta dos Estados","left":{"label":"Mercado","icon":"building-2","points":["Google, Meta, Microsoft e Amazon financiam a maioria dos novos cabos","Waterworth (Meta, 2025): 50 mil km, o mais longo do mundo","conectam seus próprios data centers"]},"right":{"label":"Segurança nacional","icon":"shield-alert","points":["sabotagem e espionagem no Báltico, Mar Vermelho e Taiwan","EUA vetam HMN Tech em rotas transpacíficas","UE lança plano de ação (2025); Brasil prepara política nacional"]},"tilt":"even","verdict":"Infraestrutura privada tratada como ativo estratégico"}],"term:rede-neutra-de-fibra":[{"layout":"layers","title":"Quem faz o quê na rede neutra","high":"Cliente final","low":"Infraestrutura","items":[{"label":"Provedores de serviço","icon":"store","note":"marca, vendas, atendimento e cobrança; competem pelo cliente"},{"label":"Acesso ativo","icon":"router","note":"porta de rede com capacidade"},{"label":"Acesso passivo","icon":"cable","note":"fibra apagada, dutos, postes"},{"label":"Operadora neutra (wholesale-only)","icon":"building-2","note":"constrói, opera e aluga; não vende ao consumidor"}],"caption":"Em vez de três operadoras passarem cabos pelos mesmos postes, uma constrói e todas usam."},{"layout":"before-after","title":"Da operadora integrada à rede neutra","before":{"label":"Operadora verticalmente integrada","icon":"building","points":["cada operadora constrói a própria fibra","redes duplicadas nos mesmos postes","cidades menores inviáveis"]},"after":{"label":"Rede neutra","icon":"share-2","points":["uma infraestrutura, múltiplos provedores","acesso não discriminatório","custo menor; cidades menores viáveis","ativo preferido de fundos de infraestrutura e pensão"]},"change":"separação entre infraestrutura regulada e serviço competitivo"},{"layout":"timeline","title":"Redes neutras no Brasil: criação e retomada","items":[{"year":"2021","label":"V.tal nasce da fibra da Oi","icon":"git-branch","note":"controlada por fundos do BTG; maior rede neutra do país"},{"year":"2021","label":"FiBrasil (Vivo + CDPQ)","icon":"handshake","note":"joint venture com fundo canadense"},{"year":"2025–26","label":"FiBrasil volta a ser 100% Vivo","icon":"undo","note":"limite do modelo puro"},{"year":"2026","label":"I-Systems volta à TIM","icon":"undo","note":"criada por TIM e IHS"},{"year":"2026","label":"Cade aprova V.tal + Um Telecom","icon":"gavel","note":"expansão por aquisições (Nio, Um Telecom)"}],"caption":"Quando o principal cliente da rede neutra é também seu sócio, a neutralidade é contestada."},{"layout":"stats","title":"Fibra no Brasil","items":[{"value":"60","unit":"%+","label":"dos acessos de banda larga fixa em FTTH","icon":"cable"},{"value":"milhares","unit":"","label":"de provedores regionais","note":"muitos constroem fibra própria","icon":"store"},{"value":"10","unit":"Gbps","label":"XGS-PON simétrico","note":"GPON (2,5 Gbps) coexiste; 25G/50G-PON em curso","icon":"zap"}]}],"term:internet-por-satelite-leo":[{"layout":"compare","title":"LEO versus GEO","columns":[{"label":"Satélite LEO","icon":"satellite","note":"300–1.200 km de altitude; constelação de centenas a milhares","points":["latência de 20–50 ms, comparável à fibra","dezenas a centenas de Mbps","antena pequena, phased array, instalada pelo usuário","vida curta: 5–7 anos"],"meters":{"latência":1,"escala exigida":5}},{"label":"Satélite GEO","icon":"satellite-dish","note":"36 mil km de altitude","points":["latência de cerca de 600 ms","um satélite cobre área fixa","ex.: SGDC da Telebras"],"meters":{"latência":5,"escala exigida":1}}],"caption":"A proximidade reduz a latência, mas obriga a uma 'fábrica' de satélites e lançamentos contínuos."},{"layout":"components","title":"O que uma constelação LEO exige","items":[{"label":"Constelação densa","icon":"satellite","note":"cada satélite cruza o céu em minutos"},{"label":"Enlaces a laser","icon":"link","note":"roteiam tráfego entre satélites"},{"label":"Gateways","icon":"satellite-dish","note":"estações terrestres ligadas à internet"},{"label":"Lançamentos frequentes","icon":"rocket","note":"por isso a SpaceX, dona dos foguetes, lidera"},{"label":"Antena phased array","icon":"antenna","note":"apontamento eletrônico, autoinstalada"},{"label":"Direct-to-cell","icon":"smartphone","note":"próxima fronteira: satélite fala com celular comum"}]},{"layout":"stats","title":"Starlink no mundo e no Brasil","items":[{"value":"8","unit":"mil+","label":"satélites Starlink em operação","icon":"satellite"},{"value":"12","unit":"mi","label":"assinantes em 2026","icon":"users"},{"value":"2022","unit":"","label":"autorização da Anatel","note":"maior provedor por satélite do país","icon":"file-check"},{"value":"15","unit":"mil","label":"satélites D2D autorizados nos EUA","icon":"smartphone"}],"caption":"Amazon Leo aproximava-se de 400 satélites; China lança Guowang e Qianfan."},{"layout":"balance","title":"O dilema brasileiro da Starlink","left":{"label":"Benefícios","icon":"circle-check","points":["conecta Amazônia, escolas e unidades de saúde","agronegócio e comunidades sem fibra","liderou adições de banda larga fixa em meses de 2026","redundância em desastres"]},"right":{"label":"Riscos","icon":"shield-alert","points":["uso por garimpo ilegal e crime organizado","bloqueio de contas em 2024 na disputa STF–X","dependência de empresa privada estrangeira","competição com provedores regionais; lixo orbital"]},"tilt":"even","verdict":"Complemento, não substituto, da fibra e do 5G"}],"term:espectro-de-radiofrequencia":[{"layout":"spectrum","title":"A física define o valor de cada faixa","low":"Longo alcance, pouca banda","high":"Alcance curto, banda enorme","items":[{"label":"Abaixo de 1 GHz","icon":"radio-tower","note":"cobertura rural e interna; atravessa paredes","pos":10},{"label":"700 MHz","icon":"signal","note":"leilão de 2014; limpeza da TV analógica","pos":18},{"label":"1–7 GHz (faixas médias)","icon":"antenna","note":"equilíbrio; 'coração' do 5G em 3,5 GHz","pos":50},{"label":"6 GHz","icon":"wifi","note":"1.200 MHz para Wi-Fi 6E/7 no Brasil (2021)","pos":62},{"label":"Acima de 24 GHz (mmWave)","icon":"zap","note":"capacidade enorme, alcance curto; 26 GHz no leilão do 5G","pos":92}],"caption":"O espectro vai de cerca de 3 kHz a 300 GHz; é finito e não consumível, mas escasso em cada lugar e momento."},{"layout":"compare","title":"Três formas de alocar espectro","columns":[{"label":"Leilão","icon":"gavel","note":"desde os anos 1990; rodadas múltiplas e combinatórios","points":["pode arrecadar ou expandir cobertura","valores altos encarecem redes","ex.: C-band nos EUA, US$ 80 bi (2021)"]},{"label":"Outorga direta com obrigações","icon":"file-text","note":"faixas destinadas a serviços","points":["China aloca administrativamente","Índia debate para satélites"]},{"label":"Compartilhamento","icon":"share-2","note":"não licenciado ou dinâmico","points":["Wi-Fi em 6 GHz","CBRS nos EUA","Anatel estuda compartilhamento dinâmico"]}]},{"layout":"timeline","title":"Leilões de espectro no Brasil","items":[{"year":"1997","label":"Lei Geral de Telecomunicações","icon":"scroll-text","note":"Anatel administra o espectro"},{"year":"2007","label":"Leilão do 3G","icon":"signal"},{"year":"2012","label":"4G em 2,5 GHz","icon":"signal"},{"year":"2014","label":"700 MHz","icon":"radio-tower","note":"R$ 5,85 bilhões; limpeza da TV analógica"},{"year":"2019","label":"Lei 13.879","icon":"gavel","note":"renovações sucessivas e mercado secundário"},{"year":"2021","label":"Leilão do 5G","icon":"zap","note":"R$ 47 bi em ofertas e compromissos; 700 MHz, 2,3, 3,5 e 26 GHz"},{"year":"2027","label":"WRC-27","icon":"globe","note":"pode identificar faixas para 6G (7–15 GHz)"}],"caption":"O leilão do 5G converteu arrecadação em cobertura, fibra e conectividade de escolas."},{"layout":"hub","title":"Quem disputa o mesmo espectro","center":{"label":"Espectro escasso","icon":"antenna"},"spokes":[{"label":"Operadoras móveis (5G/6G)","icon":"smartphone","note":"4,8 GHz e mmWave"},{"label":"Wi-Fi 6E/7","icon":"wifi","note":"6 GHz não licenciado"},{"label":"Satélites LEO","icon":"satellite","note":"banda S, Ku, Ka e Q/V"},{"label":"Direct-to-cell","icon":"share-2","note":"convergência terrestre–satelital"},{"label":"Defesa e aviação","icon":"shield","note":"radares"},{"label":"TV e radiodifusão","icon":"tv","note":"limpeza de faixas sem conflitos"}],"caption":"Decisões nacionais afetam ecossistemas industriais inteiros."}],"term:computacao-em-nuvem-soberana":[{"layout":"spectrum","title":"Graus de soberania na nuvem","low":"Escala, custo, inovação","high":"Controle nacional","items":[{"label":"Nuvem pública com região local","icon":"cloud","note":"dados no país, controle da matriz","pos":15},{"label":"'Nuvem soberana' de hyperscaler","icon":"cloud-cog","note":"entidade local, pessoal e sistemas separados","pos":40},{"label":"Nuvem de governo","icon":"landmark","note":"estatais ou empresas nacionais; OpenStack, Kubernetes","pos":70},{"label":"Nuvem privada do órgão","icon":"server","note":"data center próprio","pos":95}],"caption":"A escolha troca escala, custo e inovação por controle."},{"layout":"components","title":"Soberania vai além da residência de dados","items":[{"label":"Localização","icon":"map-pin","note":"infraestrutura no território"},{"label":"Chaves de criptografia","icon":"key","note":"quem as controla"},{"label":"Operação","icon":"users","note":"pessoal e empresas sob a lei local"},{"label":"Jurisdição","icon":"gavel","note":"que leis regem pedidos de acesso"},{"label":"Continuidade","icon":"shield-check","note":"operar se o fornecedor for sancionado ou sair"},{"label":"Certificações","icon":"badge-check","note":"EUCS, SecNumCloud, FedRAMP"}]},{"layout":"hub","title":"A nuvem de governo brasileira","center":{"label":"Serpro e Dataprev","icon":"server"},"spokes":[{"label":"gov.br","icon":"globe"},{"label":"Pix","icon":"banknote"},{"label":"Bases do INSS","icon":"users"},{"label":"Receita Federal","icon":"receipt"},{"label":"Multicloud","icon":"cloud","note":"intermedia AWS, Microsoft, Google e Oracle; Anatel contratou em 2026"},{"label":"Estatais estaduais","icon":"building-2","note":"Prodesp, Procergs, Celepar, Prodam"}],"caption":"LGPD e ANPD regulam transferências internacionais; GSI e Secretaria de Governo Digital classificam dados."},{"layout":"causes","title":"Por que o debate ganhou força","causes":[{"label":"CLOUD Act (2018)","icon":"gavel","note":"EUA requisitam dados de empresas americanas onde estiverem"},{"label":"Guerra na Ucrânia","icon":"swords"},{"label":"Sanções tecnológicas","icon":"ban"},{"label":"IA","icon":"brain-circuit","note":"concentra dados sensíveis para treinar modelos"}],"effect":{"label":"Nuvem como infraestrutura crítica","icon":"shield-alert","note":"equiparável a energia e telecom"},"consequences":[{"label":"Certificações nacionais","icon":"badge-check"},{"label":"Joint ventures soberanas na Europa","icon":"handshake"},{"label":"Pressão dos EUA contra localização (2026)","icon":"triangle-alert"}]}],"term:estudio-de-games-e-engine":[{"layout":"components","title":"O que uma engine faz","items":[{"label":"Renderização gráfica","icon":"image"},{"label":"Física","icon":"atom"},{"label":"Áudio","icon":"volume-2"},{"label":"Animação","icon":"play"},{"label":"IA de personagens","icon":"bot"},{"label":"Rede","icon":"network"},{"label":"Entrada do jogador","icon":"gamepad-2"},{"label":"Exportação multiplataforma","icon":"monitor","note":"PC, consoles, celulares, web, VR"}],"caption":"Antes cada estúdio escrevia sua engine; hoje a maioria usa engines comerciais ou abertas."},{"layout":"compare","title":"As três engines dominantes","columns":[{"label":"Unity","icon":"smartphone","note":"líder em mobile e indie","points":["assinatura e, após polêmica da 'taxa por instalação' (2023), por receita"]},{"label":"Unreal Engine (Epic)","icon":"film","note":"padrão AAA e produção virtual","points":["royalties de 5% acima de US$ 1 milhão","telas LED em The Mandalorian"]},{"label":"Godot","icon":"code","note":"código aberto","points":["em rápida expansão entre independentes"]}],"caption":"Grandes estúdios mantêm engines próprias: Frostbite, RE Engine, Decima."},{"layout":"hub","title":"Estúdios brasileiros em destaque","center":{"label":"+1.000 estúdios (Abragames)","icon":"gamepad-2"},"spokes":[{"label":"Wildlife Studios (SP)","icon":"trophy","note":"unicórnio em 2019; Tennis Clash, Zooba"},{"label":"Aquiris → Epic Games Brasil","icon":"handshake","note":"adquirida em 2023; trabalha em Fortnite"},{"label":"Hoplon (Florianópolis)","icon":"joystick","note":"Heavy Metal Machines"},{"label":"Behold Studios (Brasília)","icon":"joystick","note":"Knights of Pen & Paper, Chroma Squad"},{"label":"Afterverse","icon":"users","note":"PK XD, dezenas de milhões de jogadores"},{"label":"Recife e Curitiba","icon":"map-pin","note":"polos; Porto Digital"},{"label":"gamescom latam","icon":"megaphone","note":"maior evento do setor na América Latina"}],"caption":"Mercado consumidor entre os dez maiores do mundo, mas a maior parte da receita vai para jogos estrangeiros."},{"layout":"stats","title":"A indústria global de games","items":[{"value":"190","unit":"bi US$","label":"faturamento anual","note":"mais que cinema e música gravada juntos","icon":"dollar-sign"},{"value":"50","unit":"%","label":"em jogos móveis","icon":"smartphone"},{"value":"30","unit":"%","label":"retidos pelas lojas","note":"Steam, App Store, Google Play, consoles","icon":"store"},{"value":"30","unit":"mil+","label":"demissões 2023–2025","note":"após excesso de investimento na pandemia","icon":"trending-down"}]}],"term:marco-legal-dos-games":[{"layout":"taxonomy","title":"O que a Lei 14.852/2024 define como jogo eletrônico","root":{"label":"Jogo eletrônico","icon":"gamepad-2"},"children":[{"label":"Obra audiovisual interativa","icon":"film","note":"programa de computador; imagens mudam em tempo real com o jogador"},{"label":"Dispositivo e acessórios","icon":"joystick","note":"consoles dedicados"},{"label":"Software para dispositivos","icon":"smartphone","note":"móveis, consoles, VR/AR/MR/XR; download ou streaming"},{"label":"Excluídos","icon":"ban","note":"loterias, apostas e prêmios por resultado aleatório","children":[{"label":"Separa o setor das apostas online"}]}]},{"layout":"before-after","title":"O que o marco mudou","before":{"label":"Antes de 2024","icon":"file-x","points":["sem definição jurídica própria","ora software, ora brinquedo, ora jogo de azar","insegurança e tributação elevada sobre consoles"]},"after":{"label":"Com a Lei 14.852","icon":"file-check","points":["atividade livre, sujeita só à classificação indicativa","desenvolvimento = inovação, formação e cultura","até R$ 16 mi de receita: Rouanet, Lei do Audiovisual, fomento à inovação","proteção de crianças: compras restritas por padrão","marcas de jogos no INPI"]},"change":"identidade jurídica após uma década de tramitação (PL 2.796/2021)"},{"layout":"flow","title":"Regulamentação em andamento","colLabels":["Lei","Órgãos","Instrumentos"],"nodes":[{"id":"lei","col":0,"label":"Lei 14.852/2024","icon":"scroll-text","note":"sancionada com veto ao art. 19"},{"id":"minc","col":1,"label":"Ministério da Cultura","icon":"landmark"},{"id":"ancine","col":1,"label":"Ancine e FSA","icon":"film"},{"id":"abragames","col":1,"label":"Abragames","icon":"users","note":"articula agenda tributária"},{"id":"editais","col":2,"label":"Editais Aldir Blanc e Rouanet","icon":"coins"},{"id":"linhas","col":2,"label":"Linhas para games","icon":"banknote"},{"id":"consoles","col":2,"label":"Menos imposto sobre consoles","icon":"percent","note":"e desoneração de exportação"}],"edges":[{"from":"lei","to":"minc"},{"from":"lei","to":"ancine"},{"from":"lei","to":"abragames"},{"from":"minc","to":"editais"},{"from":"ancine","to":"linhas"},{"from":"abragames","to":"consoles","label":"pleito"}],"caption":"O risco é a lei permanecer declaratória, sem orçamento nem regulamentação."}],"term:lei-rouanet":[{"layout":"steps","title":"Como funciona o mecenato da Lei Rouanet","items":[{"label":"Proponente cadastra no Salic","icon":"file-text","note":"MinC analisa e autoriza captação até um teto"},{"label":"Busca de patrocinadores","icon":"handshake","note":"empresas no lucro real deduzem até 4% do IR; pessoas físicas, 6%"},{"label":"Aporte direto ao projeto","icon":"coins","note":"o dinheiro nunca passa pelo caixa do governo"},{"label":"Execução e prestação de contas","icon":"clipboard-check"}],"caption":"O Estado apenas abre mão do imposto; quem escolhe o que financiar é a empresa."},{"layout":"taxonomy","title":"Os três mecanismos do Pronac (Lei 8.313/1991)","root":{"label":"Pronac","icon":"palette"},"children":[{"label":"Fundo Nacional da Cultura (FNC)","icon":"landmark","note":"recursos orçamentários diretos"},{"label":"Ficart","icon":"briefcase","note":"fundos de investimento, nunca efetivamente usados"},{"label":"Incentivo fiscal (mecenato)","icon":"coins","note":"tornou-se sinônimo da lei","children":[{"label":"Art. 18: dedução integral (cênicas, música erudita, livros, museus, patrimônio)"},{"label":"Art. 26: dedução parcial, 30% a 40%"}]}]},{"layout":"timeline","title":"Ciclos políticos da Rouanet","items":[{"year":"1991","label":"Lei 8.313 cria o Pronac","icon":"scroll-text"},{"year":"2019–22","label":"Restrições","icon":"trending-down","note":"teto de R$ 1 milhão por projeto e corte de cachês"},{"year":"2023","label":"Regras ampliadas","icon":"trending-up","note":"teto de R$ 10 mi; cotas Norte, Nordeste, Centro-Oeste; culturas populares e tecnologia"},{"year":"2024","label":"Recorde: R$ 3,3 bilhões captados","icon":"coins","note":"jogos eletrônicos entram via Marco Legal dos Games"},{"year":"2025","label":"Patamar semelhante","icon":"coins","note":"milhares de projetos por ano"}]},{"layout":"balance","title":"Méritos e críticas do mecenato","left":{"label":"Méritos","icon":"circle-check","points":["descentraliza a decisão para fora do Estado","alavanca a marca do patrocinador","financia de grandes museus a festivais"]},"right":{"label":"Críticas","icon":"triangle-alert","points":["concentra no Sudeste e em artistas consolidados","favorece quem 'vende' projetos a marketing","contribuinte paga por decisões privadas"]},"tilt":"even","verdict":"Por isso há tetos, cotas regionais e contrapartidas de acesso"}],"term:vfx":[{"layout":"steps","title":"O pipeline de efeitos visuais","items":[{"label":"Previs e matchmove","icon":"camera","note":"pré-visualização e rastreamento de câmera"},{"label":"Modelagem e texturização 3D","icon":"box"},{"label":"Rigging e animação","icon":"move"},{"label":"Simulação","icon":"waves","note":"fluidos, tecidos, cabelo, destruição"},{"label":"Iluminação e renderização","icon":"sun","note":"fisicamente baseada; Arnold, RenderMan"},{"label":"Rotoscopia e chroma key","icon":"scan"},{"label":"Composição","icon":"layers","note":"integra as camadas com cor e grão coerentes; Nuke"}],"caption":"Ferramentas: Maya e Houdini (3D), Nuke (composição), Blender (aberto), Unreal (produção virtual)."},{"layout":"compare","title":"VFX versus SFX","columns":[{"label":"Efeitos visuais (VFX)","icon":"monitor","note":"criados ou manipulados digitalmente fora do set","points":["criaturas, destruição, cenários, multidões","extensões de cenário e remoção de elementos","rejuvenescimento de atores"]},{"label":"Efeitos especiais (SFX)","icon":"flame","note":"feitos fisicamente durante a filmagem","points":["explosões","chuva","maquiagem"]}],"caption":"Ambos se combinam no mesmo filme."},{"layout":"hub","title":"Quem faz VFX no Brasil","center":{"label":"VFX e pós-produção","icon":"film"},"spokes":[{"label":"Estúdios Globo","icon":"tv","note":"uma das maiores estruturas da América Latina, para novelas e séries"},{"label":"O2 Filmes e Conspiração","icon":"camera","note":"núcleos de pós-produção"},{"label":"Vetor Zero e Lobo","icon":"palette","note":"animação e VFX publicitários, clientes internacionais"},{"label":"Quanta Post, Trator, Mol Studio","icon":"monitor","note":"cinema"},{"label":"Talento exportado","icon":"plane","note":"brasileiros em ILM, Framestore, DNEG e Weta"}],"caption":"'Ainda Estou Aqui' (Oscar 2025) e séries de plataformas aumentaram a demanda por VFX invisível e de época."},{"layout":"balance","title":"Polo regional ou fornecedor de publicidade?","left":{"label":"Oportunidade","icon":"trending-up","points":["custo competitivo e fuso próximo aos EUA","talento de escolas de animação e games","demanda de plataformas globais"]},"right":{"label":"O que falta","icon":"triangle-alert","points":["sem crédito fiscal para serviços de VFX, como Canadá e Reino Unido","infraestrutura de renderização e dados","política de exportação; retenção de talentos"]},"tilt":"right","verdict":"Risco de ficar em publicidade e novela sem capturar produção internacional"}],"term:arte-digital-e-new-media":[{"layout":"timeline","title":"Seis décadas de arte e tecnologia","items":[{"year":"1950–60","label":"Arte cinética e computer art","icon":"cpu","note":"Frieder Nake, Vera Molnár, Nova Tendência; Palatnik no Brasil"},{"year":"1979","label":"Ars Electronica","icon":"sparkles","note":"Linz; videoarte e laboratórios (Bell Labs, MIT Media Lab, ZKM)"},{"year":"1990","label":"Net art","icon":"globe","note":"expansão com a internet"},{"year":"2000","label":"Cultura maker e software livre","icon":"wrench","note":"FILE criado em São Paulo"},{"year":"2020","label":"Blockchain e IA generativa","icon":"brain-circuit","note":"ciclo dos NFTs (2021–22) e colapso"}]},{"layout":"components","title":"A caixa de ferramentas do artista de new media","items":[{"label":"Programação criativa","icon":"code","note":"Processing, p5.js, openFrameworks, TouchDesigner, Max/MSP, Pure Data"},{"label":"Eletrônica","icon":"circuit-board","note":"Arduino, Raspberry Pi, sensores"},{"label":"Engines de jogo","icon":"gamepad-2"},{"label":"Aprendizado de máquina","icon":"brain"},{"label":"Fabricação digital","icon":"drill"},{"label":"Preservação","icon":"history","note":"emulação, documentação e migração contínuas"}],"caption":"O que une o campo não é o suporte, mas tratar a tecnologia como linguagem."},{"layout":"hub","title":"O circuito brasileiro de arte e tecnologia","center":{"label":"Arte digital no Brasil","icon":"palette"},"spokes":[{"label":"Pioneiros","icon":"star","note":"Palatnik, Cordeiro, Plaza, Kac (bioarte: 'Genesis', 'GFP Bunny')"},{"label":"FILE (2000)","icon":"sparkles","note":"principal festival do gênero na América Latina"},{"label":"Instituições","icon":"landmark","note":"Itaú Cultural, Sesc SP, Museu do Amanhã, Japan House, FAD (BH)"},{"label":"Universidades","icon":"graduation-cap","note":"NICS-Unicamp, Poéticas Digitais ECA-USP, IHAC-UFBA"},{"label":"Residências e maker","icon":"wrench","note":"Nuvem (Visconde de Mauá), Garoa Hacker Clube"},{"label":"Financiamento","icon":"coins","note":"Rouanet, editais do MinC, empresas (Oi Futuro encerrou em 2023)"}],"caption":"Desafio: poucos espaços dedicados, mercado reduzido e preservação precária de acervos."},{"layout":"balance","title":"Entre o mercado de arte e a indústria","left":{"label":"Mercado de arte","icon":"image","points":["ignora o campo","NFTs trouxeram recursos e depois colapsaram","museus incorporam lentamente"]},"right":{"label":"Indústria","icon":"factory","points":["absorve sem crítica","big techs financiam residências","usa obras para treinar modelos"]},"tilt":"even","verdict":"Integrar arte e tecnologia às políticas de inovação, não só de cultura"}],"term:realidade-estendida-xr":[{"layout":"spectrum","title":"De AR a VR: graus de imersão","low":"Mundo real","high":"Ambiente sintético","items":[{"label":"Realidade aumentada (AR)","icon":"smartphone","note":"sobrepõe objetos digitais; celular ou óculos transparentes","pos":25},{"label":"Realidade mista (MR)","icon":"camera","note":"ancora objetos com oclusão; passthrough","pos":55},{"label":"Realidade virtual (VR)","icon":"eye","note":"substitui o campo de visão; óculos fechados","pos":90}],"caption":"A indústria passou a chamar o conjunto de 'computação espacial'."},{"layout":"components","title":"O que há dentro de um headset","items":[{"label":"Displays","icon":"monitor","note":"OLED, micro-OLED"},{"label":"Óptica","icon":"eye","note":"lentes pancake, guias de onda"},{"label":"Rastreamento","icon":"scan","note":"posição, mãos e olhos; inside-out"},{"label":"Processador dedicado","icon":"cpu","note":"Snapdragon XR, Apple R1"},{"label":"Mapeamento espacial","icon":"map","note":"SLAM"},{"label":"Engines e padrões","icon":"code","note":"Unity, Unreal, Godot; OpenXR"}],"caption":"Latência abaixo de 20 ms e campo de visão amplo evitam desconforto; peso, bateria e preço travam a adoção."},{"layout":"hub","title":"XR no Brasil: conteúdo forte, hardware escasso","center":{"label":"Ecossistema XR brasileiro","icon":"eye"},"spokes":[{"label":"ARVORE (SP)","icon":"award","note":"Pixel Ripped; 'The Line', Emmy em 2020"},{"label":"Treinamento industrial","icon":"hard-hat","note":"Petrobras, Vale, Embraer; SENAI"},{"label":"Museus e festivais","icon":"landmark","note":"Museu do Amanhã, Japan House, Itaú Cultural, FILE"},{"label":"Pesquisa","icon":"graduation-cap","note":"USP, Unicamp, UFRGS, UFPE/CESAR, Tecgraf/PUC-Rio, UFBA"},{"label":"Marco Legal dos Games","icon":"scroll-text","note":"inclui software VR/AR/MR/XR"},{"label":"Barreira: dispositivos","icon":"triangle-alert","note":"impostos, câmbio e lançamentos tardios"}]},{"layout":"before-after","title":"Do metaverso aos óculos com IA","before":{"label":"Promessa de 2021","icon":"circle-x","points":["'metaverso' não se materializou","headsets fechados e pesados","Meta gasta dezenas de bilhões/ano com prejuízo"]},"after":{"label":"Reorientação","icon":"sparkles","points":["óculos leves com IA (Ray-Ban Meta, com display em 2025)","casos de uso específicos: trabalho, treinamento","AR gradual; Galaxy XR com Android XR (2025)"]},"change":"dispositivos mais leves e convergência com assistentes de IA"}],"term:cota-de-tela-e-regulacao-do-streaming":[{"layout":"compare","title":"Três instrumentos de política audiovisual","columns":[{"label":"Cota de tela (cinema)","icon":"film","note":"MP 2.228-1/2001; fixada por decreto","points":["dias mínimos por sala e teto por título","prorrogada até 31/12/2033 (Lei 14.814/2024)","multa de até 5% da receita diária média por sessão"]},{"label":"Cotas na TV paga","icon":"tv","note":"Lei 12.485/2011 (SeAC)","points":["conteúdo brasileiro independente em canais e pacotes","paga Condecine"]},{"label":"Regulação do streaming","icon":"play","note":"em tramitação","points":["Condecine-Streaming ou investimento direto","cotas de catálogo (referência: 10%)","proeminência e dados de audiência"]}],"caption":"O argumento é a assimetria: TV cumpre obrigações, plataformas globais operavam sem nenhuma."},{"layout":"timeline","title":"O caminho do PL do streaming","items":[{"year":"2017","label":"PL 8.889 apresentado","icon":"file-text","note":"quase uma década de tramitação"},{"year":"nov/2025","label":"Câmara aprova","icon":"vote","note":"relator Doutor Luizinho; cria Condecine-Streaming"},{"year":"2025","label":"Vai ao Senado","icon":"landmark","note":"substitutivo ao PL 2.331/2022"},{"year":"ago/2026","label":"Conselho de Comunicação Social recomenda apreciação","icon":"megaphone"},{"year":"2033","label":"Fim da cota de tela atual","icon":"calendar","note":"prorrogar ou revisar antes"}]},{"layout":"balance","title":"Quem defende e quem critica","left":{"label":"Produção independente","icon":"users","points":["O2, Conspiração, EBC, sindicatos","financiar o FSA e criadores digitais","países regularam sem perder mercado"]},"right":{"label":"Plataformas globais","icon":"play","points":["Netflix, Amazon, Disney (Strima)","alíquota 5x maior para assinatura é assimétrica","querem regras europeias, não o modelo da TV paga","EUA tratam cotas como barreira comercial"]},"tilt":"even","verdict":"Globo tem interesses dos dois lados"}],"term:economia-criativa":[{"layout":"taxonomy","title":"O que compõe a economia criativa","root":{"label":"Economia criativa","icon":"lightbulb"},"children":[{"label":"Bens criativos","icon":"package","note":"UNCTAD","children":[{"label":"Livros"},{"label":"Filmes"},{"label":"Artesanato"},{"label":"Design"}]},{"label":"Serviços criativos","icon":"monitor","note":"cresceram muito mais rápido","children":[{"label":"Software"},{"label":"P&D"},{"label":"Publicidade"},{"label":"Audiovisual"}]},{"label":"Núcleo cultural","icon":"palette","children":[{"label":"Artes, patrimônio, museus"},{"label":"Música, editorial"},{"label":"Moda, arquitetura, games"}]}],"caption":"Conforme o recorte, o setor chega a 3% ou mais do PIB."},{"layout":"stats","title":"Economia criativa no Brasil (Firjan)","items":[{"value":"3","unit":"%","label":"do PIB","note":"cerca de R$ 230 bilhões em 2020","icon":"chart-pie"},{"value":"1","unit":"mi","label":"trabalhadores formais","note":"remuneração média acima do mercado","icon":"users"},{"value":"1,4","unit":"tri US$","label":"exportações mundiais de serviços criativos (2022)","note":"mais que o dobro das de bens","icon":"globe"}],"caption":"Concentração em São Paulo e Rio; tecnologia (software, TI) e consumo (publicidade, design, moda)."},{"layout":"balance","title":"Grande em empregos, pequena em valor capturado","left":{"label":"Forças","icon":"trending-up","points":["empregos qualificados resistentes à automação","revitaliza territórios: Porto Digital, distritos criativos","exporta identidade: audiovisual, música, games mobile"]},"right":{"label":"Fragilidades","icon":"triangle-alert","points":["informalidade e renda irregular","valor capturado por plataformas globais","IA generativa usa obras como dados de treinamento"]},"tilt":"even","verdict":"Regulação do streaming e da IA definirá quem captura o valor"}],"term:unicornio":[{"layout":"pyramid","title":"Os rótulos de avaliação","items":[{"label":"Hectocórnio","icon":"crown","note":"US$ 100 bilhões"},{"label":"Decacórnio","icon":"star","note":"US$ 10 bilhões"},{"label":"Unicórnio","icon":"sparkles","note":"US$ 1 bilhão em rodada privada; termo de Aileen Lee (2013)"}],"caption":"De algumas dezenas em 2013 para mais de 1.200 no mundo."},{"layout":"causes","title":"Por que a avaliação pode enganar","causes":[{"label":"Preço da última rodada × total de ações","icon":"calculator","note":"não é valor de mercado líquido"},{"label":"Preferências de liquidação","icon":"scale","note":"investidores tardios recebem primeiro"}],"effect":{"label":"Avaliação nominal inflada","icon":"trending-up","note":"ações comuns valem menos que o título sugere"},"consequences":[{"label":"Down rounds após 2022","icon":"trending-down"},{"label":"IPOs abaixo da avaliação privada","icon":"chart-line"},{"label":"Valorização dos 'camelos' eficientes","icon":"circle-check"}]},{"layout":"timeline","title":"Unicórnios brasileiros","items":[{"year":"jan/2018","label":"99, o primeiro","icon":"car","note":"investimento da Didi"},{"year":"2018","label":"Nubank, PagSeguro, Stone, iFood","icon":"credit-card","note":"PagSeguro e Stone via IPO"},{"year":"2019–21","label":"Onda: Gympass, Loggi, QuintoAndar, Ebanx, Wildlife, VTEX, Creditas, C6...","icon":"rocket"},{"year":"2021","label":"Nubank na NYSE","icon":"landmark","note":"um dos bancos mais valiosos das Américas"},{"year":"2023","label":"Dock, Neon, QI Tech","icon":"banknote","note":"após o aperto de 2022; Pismo vendida à Visa por US$ 1 bi"},{"year":"2025","label":"Asaas","icon":"sparkles","note":"rodada liderada pela Bond"}],"caption":"Cerca de 25 empresas, mais da metade das da América Latina; Facily, Loft e Daki encolheram."},{"layout":"pictogram","title":"Onde estão os unicórnios do mundo","unit":"% dos unicórnios","of":10,"max":100,"icon":"sparkles","items":[{"label":"EUA","value":50,"display":"cerca de metade"},{"label":"China","value":20,"display":"cerca de um quinto"},{"label":"Resto do mundo","value":30,"display":"Índia, Reino Unido, Alemanha, Israel..."}],"caption":"Após 2023, a criação caiu e concentrou-se em IA (OpenAI, Anthropic, xAI)."}],"term:venture-capital":[{"layout":"flow","title":"Como o dinheiro circula no venture capital","colLabels":["Investidores (LPs)","Gestora (GP)","Startups","Saída"],"nodes":[{"id":"lp","col":0,"label":"Fundos de pensão, endowments, soberanos, famílias","icon":"piggy-bank"},{"id":"gp","col":1,"label":"Fundo de ~10 anos","icon":"briefcase","note":"taxa ~2%/ano + carry ~20%"},{"id":"seed","col":2,"label":"Pré-seed / seed","icon":"sprout"},{"id":"series","col":2,"label":"Séries A, B, C","icon":"trending-up"},{"id":"growth","col":2,"label":"Rodadas de crescimento","icon":"rocket"},{"id":"exit","col":3,"label":"IPO, aquisição ou venda a outro fundo","icon":"dollar-sign"}],"edges":[{"from":"lp","to":"gp","label":"capital"},{"from":"gp","to":"seed","label":"ações preferenciais"},{"from":"seed","to":"series"},{"from":"series","to":"growth"},{"from":"growth","to":"exit"},{"from":"exit","to":"lp","label":"retorno"}],"caption":"Lei de potência: a maioria perde ou retorna pouco; um ou dois em dez pagam o fundo inteiro."},{"layout":"compare","title":"Venture capital, private equity e crédito","columns":[{"label":"Venture capital","icon":"rocket","note":"participação minoritária em empresas jovens","points":["alto risco, alto potencial","direitos de governança: conselho, preferências, veto"],"meters":{"risco":5}},{"label":"Private equity","icon":"building-2","note":"compra empresas maduras","meters":{"risco":3}},{"label":"Crédito bancário","icon":"banknote","note":"não participa do capital","points":["exige garantias e lucro"],"meters":{"risco":1}}]},{"layout":"stats","title":"VC no Brasil: pico e ajuste","items":[{"value":"9","unit":"bi US$","label":"captados em 2021","note":"mais da metade da América Latina (Distrito, ABVCAP)","icon":"trending-up"},{"value":"2–3","unit":"bi US$/ano","label":"em 2023–2025","note":"menos rodadas tardias, foco em eficiência","icon":"trending-down"},{"value":"~50","unit":"%","label":"do volume em fintech","icon":"credit-card"},{"value":"300–400","unit":"bi US$/ano","label":"VC global 2024–25","note":"EUA com cerca de dois terços","icon":"globe"}]},{"layout":"causes","title":"Obstáculos estruturais no Brasil","causes":[{"label":"Juros reais altos","icon":"percent","note":"renda fixa concorrente imbatível"},{"label":"Poucos fundos de pensão em VC","icon":"piggy-bank"},{"label":"Falta de capital local de estágio avançado","icon":"wallet"}],"effect":{"label":"Dependência de fundos estrangeiros","icon":"globe","note":"sensíveis a câmbio e juros"},"consequences":[{"label":"Saídas no exterior","icon":"plane"},{"label":"Boas empresas vendidas a compradores estrangeiros","icon":"triangle-alert"},{"label":"Debate: fundos de fundos BNDES/Finep","icon":"landmark"}]}],"term:parque-tecnologico":[{"layout":"layers","title":"As três camadas de um parque tecnológico","high":"Rede","low":"Imobiliária","items":[{"label":"Rede","icon":"network","note":"eventos, pesquisadores, compras públicas, empresas-âncora"},{"label":"Serviços","icon":"briefcase","note":"incubação, aceleração, laboratórios, PI, financiamento"},{"label":"Imobiliária","icon":"building","note":"terrenos, edifícios, infraestrutura; aluguel ou cessão"}],"caption":"O sucesso depende menos dos prédios e mais de talentos, demanda por pesquisa e governança estável."},{"layout":"stats","title":"Porto Digital, o caso de referência","items":[{"value":"540","unit":"+","label":"empresas de TIC e economia criativa","icon":"building-2"},{"value":"24","unit":"mil","label":"empregos","icon":"users"},{"value":"7,4","unit":"bi R$","label":"faturamento","icon":"trending-up"},{"value":"2000","unit":"","label":"criado a partir do CIn-UFPE e CESAR","note":"centro histórico do Recife; polo em Caruaru","icon":"calendar"}],"caption":"Brasil: cerca de cem iniciativas, mais de 50 em operação (MCTI/Anprotec)."},{"layout":"hub","title":"Parques brasileiros e suas vocações","center":{"label":"Parques tecnológicos","icon":"map-pinned"},"spokes":[{"label":"Tecnopuc (Porto Alegre)","icon":"cpu","note":"P&D de multinacionais, 2003"},{"label":"São José dos Campos","icon":"plane","note":"aeroespacial; Embraer, ITA, Inpe"},{"label":"Parque da UFRJ","icon":"fuel","note":"petróleo e gás; Petrobras"},{"label":"Supera (Ribeirão Preto)","icon":"heart-pulse","note":"saúde"},{"label":"Itaipu Parquetec","icon":"zap","note":"energia"},{"label":"Sapiens Parque / ACATE","icon":"laptop","note":"Florianópolis"},{"label":"BH-TEC","icon":"building","note":"Belo Horizonte"}]},{"layout":"balance","title":"Distrito de inovação ou elefante branco?","left":{"label":"Funciona quando","icon":"circle-check","points":["massa crítica de pesquisa aplicada","empresas-âncora que demandam inovação","governança profissional e estável","integrado à cidade"]},"right":{"label":"Fracassa quando","icon":"circle-x","points":["vira projeto imobiliário","'condomínio de escritórios' sem interação","depende de verbas públicas e muda a cada governo","não mede resultados"]},"tilt":"even","verdict":"OCDE e IASP convergem: parques são rede, não prédios"}],"term:incubadora-e-aceleradora":[{"layout":"compare","title":"Incubadora versus aceleradora","columns":[{"label":"Incubadora","icon":"egg","note":"EUA, anos 1950; difundida nos 1980","points":["estágio muito inicial","2 a 4 anos","espaço, infraestrutura, consultoria, laboratórios","em geral sem participação acionária","ligada a universidades, parques, Sebrae"],"meters":{"duração":5,"participação":1}},{"label":"Aceleradora","icon":"rocket","note":"Y Combinator (2005), Techstars (2006)","points":["produto e tração existentes","3 a 6 meses, em turmas","investimento por 5% a 10%","mentoria intensiva e demo day"],"meters":{"duração":1,"participação":4}},{"label":"Híbridos","icon":"shuffle","note":"hubs, pré-aceleração, scale-up, venture builders","points":["Cubo, Station F","Endeavor (scale-ups)","inovação aberta corporativa"],"meters":{"duração":3,"participação":2}}]},{"layout":"hub","title":"A rede brasileira de apoio a startups","center":{"label":"+360 incubadoras (Anprotec/Sebrae)","icon":"egg"},"spokes":[{"label":"Incubadoras universitárias","icon":"graduation-cap","note":"Cietec/USP, Incamp, Coppe/UFRJ, Raiar/PUCRS, Midi Tecnológico"},{"label":"Modelo Cerne","icon":"badge-check","note":"padrão de gestão Anprotec–Sebrae"},{"label":"Cubo Itaú (2015)","icon":"building-2","note":"um dos maiores hubs da América Latina"},{"label":"BNDES Garagem (2019)","icon":"landmark"},{"label":"Endeavor Brasil","icon":"trending-up","note":"scale-ups"},{"label":"Corporativas","icon":"briefcase","note":"Wayra (Vivo), ACE Cortex, Darwin, Baita"},{"label":"Programas públicos","icon":"flag","note":"InovAtiva Brasil; Start-Up Brasil (2013–16)"}],"caption":"Turma brasileira da Y Combinator: Nubank, QuintoAndar, Loft, Brex."},{"layout":"balance","title":"Efeito real ou 'indústria do empreendedorismo'?","left":{"label":"Evidência a favor","icon":"circle-check","points":["aceleradoras de elite melhoram captação e sobrevivência","reduzem assimetria de informação","incubadoras transformam pesquisa em empresas"]},"right":{"label":"Limites","icon":"triangle-alert","points":["'efeito aceleradora' médio é pequeno","seleção explica parte do sucesso","programas corporativos sem compromisso de compra","incubadoras dependentes de verba pública"]},"tilt":"even","verdict":"Tendência: especialização (deep tech, clima, saúde, IA) e métricas de resultado"}],"term:marco-legal-das-startups":[{"layout":"components","title":"O que a LC 182/2021 trouxe","items":[{"label":"Definição de startup","icon":"file-text","note":"receita até R$ 16 mi, até 10 anos de CNPJ, modelo inovador"},{"label":"Instrumentos de investimento","icon":"coins","note":"opções, debêntures e mútuos conversíveis, SCP, contrato de anjo"},{"label":"Proteção ao investidor","icon":"shield-check","note":"não sócio não responde por dívidas, salvo dolo ou fraude"},{"label":"Sandbox regulatório","icon":"flask-conical","note":"art. 11; CVM, BC, Susep, ANPD, Anatel"},{"label":"Teste de solução e CPSI","icon":"landmark","note":"contratação pública de inovação"},{"label":"Obrigações de P&D via startups","icon":"git-merge","note":"energia, petróleo e telecom aplicam em fundos"},{"label":"Lei das S.A. simplificada","icon":"building-2","note":"conselho facultativo até R$ 78 mi de receita"}]},{"layout":"steps","title":"Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI)","items":[{"label":"Licitação por teste de solução","icon":"search","note":"critérios: potencial de resolver o problema e maturidade"},{"label":"CPSI","icon":"file-check","note":"até 12 meses + 12; máximo R$ 1,6 milhão"},{"label":"Contrato de fornecimento","icon":"handshake","note":"sem nova licitação; até 48 meses e 5x o valor"}],"caption":"Usado por São Paulo, Recife, Curitiba, estados e estatais, ainda em escala modesta."},{"layout":"balance","title":"Avanço incompleto","left":{"label":"O que a lei resolveu","icon":"circle-check","points":["medo do investidor pessoa física","respaldo a sandboxes de reguladores","mútuos conversíveis consolidados","custos menores para S.A. em crescimento"]},"right":{"label":"O que ficou de fora","icon":"circle-x","points":["tributação de stock options (disputa no Judiciário e Congresso)","tratamento tributário de anjos e fundos","'startup unipessoal'","incentivos tipo SEIS/EIS britânico"]},"tilt":"even","verdict":"Boa arquitetura jurídica sem os incentivos econômicos que deram tração a outros países"}],"term:investidor-anjo":[{"layout":"steps","title":"Onde o anjo entra no funil de capital","items":[{"label":"Fundadores, família e amigos","icon":"users","note":"capital próprio"},{"label":"Investidor-anjo","icon":"user-check","note":"preenche o 'vale da morte'; dezenas a centenas de mil reais"},{"label":"Seed (primeira rodada institucional)","icon":"sprout"},{"label":"Venture capital","icon":"rocket","note":"séries A, B, C"}],"caption":"O anjo traz capital, experiência de gestão e sinalização de qualidade para os investidores seguintes."},{"layout":"components","title":"Como o anjo investe","items":[{"label":"Carteira de 10 a 20 empresas","icon":"layout-grid","note":"dilui o risco; retorno em 5 a 10 anos"},{"label":"Redes e grupos de anjos","icon":"users-round","note":"due diligence compartilhada, coinvestimento"},{"label":"Mútuo conversível","icon":"repeat","note":"vira participação na próxima rodada, com desconto e teto"},{"label":"Contrato de participação","icon":"file-text","note":"LC 155/2016: até 7 anos, sem ser sócio, sem responder por dívidas"},{"label":"Equity crowdfunding","icon":"share-2","note":"CVM Res. 88/2022; ofertas até R$ 15 mi (Captable, Kria)"},{"label":"Retorno médio 2–3x","icon":"trending-up","note":"estudos EUA/Reino Unido; enorme dispersão"}]},{"layout":"compare","title":"Incentivo fiscal: Brasil versus Reino Unido","columns":[{"label":"Brasil","icon":"flag","note":"IN RFB 1.719/2017","points":["rendimentos tributados de 22,5% a 15% (regressivo)","~R$ 1 bilhão/ano; alguns milhares de anjos ativos","concentrado em SP e Sul"],"meters":{"incentivo":1}},{"label":"Reino Unido (SEIS/EIS)","icon":"award","note":"considerado o mais eficaz do mundo","points":["dedução de 30% a 50% do IR","isenção de ganho de capital","copiado por Portugal, Itália e Espanha"],"meters":{"incentivo":5}},{"label":"EUA","icon":"globe","note":"~300 mil anjos","points":["US$ 25–30 bilhões/ano","sindicatos online (AngelList)"],"meters":{"incentivo":3}}],"caption":"Projetos de lei no Brasil propõem dedução ou isenção nos moldes do SEIS/EIS."}],"term:corporate-venture-capital":[{"layout":"taxonomy","title":"Formatos de corporate venture capital","root":{"label":"CVC","icon":"building-2"},"children":[{"label":"Unidade interna","icon":"briefcase","note":"investe do balanço, caso a caso"},{"label":"Fundo cativo","icon":"wallet","note":"equipe própria, mandato e capital definidos","children":[{"label":"Google Ventures, Intel Capital, Salesforce Ventures"}]},{"label":"Gestora independente","icon":"handshake","note":"fundo de um só cotista; modelo comum no Brasil"},{"label":"Cotista de fundos de VC","icon":"layers","note":"fund of funds"}],"caption":"Aceleradoras corporativas e venture builders costumam anteceder o CVC."},{"layout":"balance","title":"O dilema do CVC","left":{"label":"Interesse estratégico","icon":"target","points":["acesso antecipado a tecnologias e mercados","exclusividade e parcerias comerciais","eventual aquisição"]},"right":{"label":"Retorno financeiro","icon":"dollar-sign","points":["startup não quer exclusividade","investidor é potencial comprador ou concorrente","ciclos de entusiasmo ligados ao resultado trimestral"]},"tilt":"even","verdict":"Funciona com mandato longo, equipe dedicada e autonomia"},{"layout":"hub","title":"Corporações brasileiras com veículos de CVC","center":{"label":"+100 corporações ativas (ABVCAP)","icon":"building-2"},"spokes":[{"label":"Indústria","icon":"factory","note":"Vale Ventures (US$ 100 mi), Braskem Oxygea (US$ 150 mi), Suzano, Gerdau Next, Embraer-X"},{"label":"Bancos","icon":"landmark","note":"Kinea/Cubo (Itaú), inovabra (Bradesco), BB Ventures, BTG"},{"label":"Mídia e telecom","icon":"tv","note":"Globo Ventures, Wayra (Vivo), TIM/Upload"},{"label":"Consumo e varejo","icon":"shopping-cart","note":"Ambev ZX, Natura, Magazine Luiza, Localiza"},{"label":"Energia e agro","icon":"zap","note":"Raízen (Pulse), Petrobras, Eletrobras com BNDES/Finep"},{"label":"Software","icon":"code","note":"Totvs Ventures"}],"caption":"Veículos de R$ 50 a 500 milhões; crítica: descontinuidade a cada troca de CEO e baixa conversão em contratos."}],"term:inct":[{"layout":"hub","title":"Um INCT é uma rede, não um prédio","center":{"label":"Instituição coordenadora","icon":"graduation-cap"},"spokes":[{"label":"Laboratórios associados","icon":"microscope","note":"em várias regiões do país"},{"label":"Parceiros internacionais","icon":"globe"},{"label":"Empresas","icon":"factory","note":"515 parcerias em 16 anos"},{"label":"Ciência de fronteira","icon":"atom","note":"missão 1"},{"label":"Formação","icon":"users","note":"missão 2: mestres, doutores, pós-docs"},{"label":"Transferência","icon":"share-2","note":"missão 3: sociedade, empresas, políticas públicas"}],"caption":"Criado em 2008 como sucessor dos Institutos do Milênio; ciclos de cinco anos renováveis."},{"layout":"pictogram","title":"Quem financiou a chamada INCT 2024 (R$ 1,45 bilhão)","unit":" mi R$","of":50,"max":1000,"icon":"coins","items":[{"label":"FNDCT (MCTI)","value":1000,"display":"R$ 1 bilhão"},{"label":"FAPESP","value":200,"display":"R$ 200 mi"},{"label":"FAPERJ","value":150,"display":"R$ 150 mi"},{"label":"Ministério da Saúde","value":100,"display":"R$ 100 mi"},{"label":"CAPES","value":50,"display":"R$ 50 mi"},{"label":"FAPEMIG","value":50,"display":"R$ 50 mi"},{"label":"FAPES","value":10,"display":"R$ 10 mi"}],"caption":"Raro exemplo de coordenação federativa em ciência: 39% dos recursos federais foram para Nordeste, Norte e Centro-Oeste."},{"layout":"stats","title":"A maior chamada da história do programa","items":[{"value":"651","unit":"","label":"propostas submetidas","note":"521 recomendadas","icon":"file-text"},{"value":"121","unit":"","label":"aprovadas","note":"teto de R$ 15 mi por proposta","icon":"circle-check"},{"value":"5","unit":"x","label":"o valor da chamada anterior","icon":"trending-up"},{"value":"220","unit":"+","label":"INCTs em operação","note":"somados aos ~100 da chamada de 2022","icon":"network"}],"caption":"USP coordena 26; seguem Unicamp, UFRJ, UFMG e UFRGS."},{"layout":"balance","title":"Desenho semelhante, previsibilidade diferente","left":{"label":"OCDE","icon":"globe","points":["ARC (Austrália), Clusters of Excellence (DFG, 7 anos), NSF STCs","orçamento plurianual protegido","avaliação de meio de ciclo com consequências"]},"right":{"label":"Brasil","icon":"flag","points":["FNDCT contingenciado 2016–2021: repasses parciais","LC 177/2021 proíbe contingenciar, mas bloqueios fiscais continuam possíveis","CNPq não divulga indicadores por instituto"]},"tilt":"left","verdict":"O gargalo é o fluxo de recursos, não o modelo"}],"term:cepid":[{"layout":"steps","title":"Onze anos com avaliações no caminho","items":[{"label":"Pré-proposta","icon":"file-text","note":"FAPESP convida parte a propor"},{"label":"Revisão e comitê internacional","icon":"users","note":"revisores nacionais e estrangeiros entrevistam coordenadores"},{"label":"Anos 1–5","icon":"coins","note":"até R$ 10 mi/ano; avaliações no 2º e 4º ano"},{"label":"Anos 6–11","icon":"hourglass","note":"continuidade condicionada; avaliação no 7º ano"}],"caption":"A instituição-sede paga salários, espaço e manutenção: o investimento total supera em muito o desembolso da Fundação."},{"layout":"components","title":"As três missões obrigatórias de um CEPID","items":[{"label":"Pesquisa","icon":"microscope","note":"fundamental ou aplicada; liberdade para redirecionar"},{"label":"Inovação","icon":"lightbulb","note":"patentes, licenciamento, spin-offs, assessoria a governo"},{"label":"Difusão","icon":"book-open","note":"material didático, cursos para professores, exposições"},{"label":"Avaliação nas três frentes","icon":"clipboard-check","note":"não apenas artigos"}]},{"layout":"timeline","title":"Quatro gerações de CEPIDs","items":[{"year":"1998","label":"Primeira chamada","icon":"flag","note":"11 centros, 2000–2012, R$ 260 milhões"},{"year":"2013","label":"Segunda geração","icon":"layers","note":"17 centros de 90 pré-propostas; US$ 680 mi em 11 anos"},{"year":"2019–21","label":"Terceira geração","icon":"atom","note":"CRISQUAM, Geometria, Estudos da Favela, Teranóstica"},{"year":"set/2026","label":"Cinco novos centros","icon":"sparkles","note":"doenças negligenciadas, vírus, emergências planetárias, envelhecimento, câncer"}],"caption":"Inspiração: Science and Technology Centers da NSF (1987). O CEPID inspirou os INCTs federais."},{"layout":"causes","title":"Por que só a FAPESP consegue prometer onze anos","causes":[{"label":"1% da receita tributária paulista","icon":"percent","note":"vinculação constitucional desde 1989"}],"effect":{"label":"Compromissos de uma década sem orçamento anual","icon":"calendar-range"},"consequences":[{"label":"Estabilidade para problemas longos","icon":"circle-check"},{"label":"Outras FAPs têm dificuldade de replicar","icon":"triangle-alert"},{"label":"Receita oscila com arrecadação e pressões políticas","icon":"trending-up-down"}]}],"term:fap":[{"layout":"pictogram","title":"Orçamento das FAPs em 2024 (R$ 4,9 bilhões no total)","unit":" mi R$","of":100,"max":2800,"icon":"coins","items":[{"label":"FAPESP","value":2800,"display":"R$ 2,8 bi (57%)"},{"label":"FAPERJ","value":647,"display":"R$ 647 mi"},{"label":"FAPEMIG","value":552,"display":"R$ 552 mi"},{"label":"FAPESC","value":306,"display":"R$ 306 mi"},{"label":"Acre e Amapá","value":7,"display":"~R$ 7 mi cada"}],"caption":"Uma única fundação concentra mais da metade; oito FAPs ainda não oferecem bolsas de mestrado e doutorado (SoU_Ciência/Unifesp)."},{"layout":"components","title":"O que uma FAP faz","items":[{"label":"Bolsas de formação","icon":"graduation-cap"},{"label":"Auxílios a projetos","icon":"flask-conical"},{"label":"Infraestrutura de laboratórios","icon":"microscope"},{"label":"Inovação em empresas","icon":"factory","note":"PIPE da FAPESP, inspirado no SBIR, desde 1997"},{"label":"Cofinanciamento nacional","icon":"handshake","note":"INCTs, Pronex, Pesquisa para o SUS"},{"label":"CONFAP (2006)","icon":"network","note":"negocia com governo federal, agências estrangeiras e empresas"}],"caption":"Segundo pilar do fomento público, ao lado de CNPq, CAPES e Finep."},{"layout":"spectrum","title":"Vinculação constitucional: prevista versus praticada","low":"0% da receita tributária","high":"2%","items":[{"label":"Média efetiva","icon":"trending-down","note":"~0,5%; poucos estados cumprem","pos":25},{"label":"Piso das constituições estaduais","icon":"scroll-text","note":"0,5%","pos":25},{"label":"FAPESP","icon":"award","note":"1%, respeitado desde 1989","pos":50},{"label":"Teto das constituições estaduais","icon":"scroll-text","note":"2%","pos":100}],"caption":"Onde a vinculação é respeitada, a FAP ganha previsibilidade plurianual; o risco recorrente é a desvinculação em crises fiscais."},{"layout":"timeline","title":"As FAPs mais antigas","items":[{"year":"1962","label":"FAPESP","icon":"star"},{"year":"1964","label":"FAPERGS","icon":"flag"},{"year":"1980","label":"FAPERJ","icon":"flag"},{"year":"1985","label":"FAPEMIG","icon":"flag"},{"year":"1988","label":"Constituição, art. 218 § 5º","icon":"scroll-text","note":"autoriza vinculação estadual"},{"year":"2006","label":"CONFAP","icon":"network"},{"year":"hoje","label":"27 FAPs","icon":"map","note":"todos os estados e o DF"}]}],"term:bolsa-de-pesquisa":[{"layout":"compare","title":"Como CAPES e CNPq concedem bolsas","columns":[{"label":"CAPES (MEC, 1951)","icon":"school","note":"~200 mil bolsistas em 2023","points":["cotas institucionais por nota do programa (Demanda Social, Proex)","inclui PIBID e Residência Pedagógica","PDSE e CAPES-PrInt para internacionalização"]},{"label":"CNPq (MCTI, 1951)","icon":"flask-conical","note":"~77 mil bolsistas em 2023","points":["PIBIC (iniciação científica, desde 1988)","bolsas vinculadas a projetos e chamadas","produtividade em pesquisa: selo de prestígio (níveis 2 a 1A e Sênior)"]},{"label":"FAPs estaduais","icon":"map-pin","note":"sobretudo FAPESP","points":["valores em geral superiores aos federais"]}],"caption":"A bolsa é doação com encargo: isenta de IR, sem vínculo, sem férias, 13º ou previdência automática."},{"layout":"before-after","title":"Dez anos de congelamento e o reajuste de 2023","before":{"label":"2013–2023","icon":"snowflake","points":["mestrado R$ 1.500; doutorado R$ 2.200","perda de cerca de metade do poder de compra","trabalho paralelo ou saída para o exterior"]},"after":{"label":"Fevereiro de 2023","icon":"trending-up","points":["mestrado R$ 2.100; doutorado R$ 3.100","pós-doutorado R$ 5.200; iniciação científica R$ 700","custo de ~R$ 1 bilhão/ano para ~258 mil bolsistas"]},"change":"primeiro reajuste em dez anos; política permanente de correção ainda não virou lei"},{"layout":"compare","title":"Doutorando: bolsista ou trabalhador?","columns":[{"label":"Brasil","icon":"flag","note":"bolsa como doação","points":["sem direitos trabalhistas","debate sobre previdência avança lentamente"],"meters":{"direitos sociais":1}},{"label":"EUA","icon":"globe","note":"assistantships de US$ 30–45 mil/ano","points":["pagos com grants NIH, NSF, DOE","cada vez mais sindicalizados"],"meters":{"direitos sociais":3}},{"label":"Alemanha e nórdicos","icon":"briefcase","note":"contrato de trabalho","points":["salário, férias e previdência","bolsas stricto sensu minoritárias"],"meters":{"direitos sociais":5}}],"caption":"Tendência internacional: tratar o doutorado como trabalho qualificado. A Índia vive atrasos e protestos análogos aos brasileiros."},{"layout":"causes","title":"Três tensões do sistema de bolsas","causes":[{"label":"Sem indexação","icon":"percent","note":"cada década de congelamento repete a erosão"},{"label":"Natureza jurídica de doação","icon":"scroll-text","note":"pressão por previdência tem custo fiscal"},{"label":"Cotas por desempenho institucional","icon":"layout-grid","note":"favorecem programas consolidados do Sudeste e Sul"}],"effect":{"label":"Quem permanece na ciência e por quanto tempo","icon":"users"},"consequences":[{"label":"Evasão e saída do país","icon":"plane"},{"label":"Doutores concentrados em universidades públicas","icon":"graduation-cap"},{"label":"Cortes de 2025: R$ 359 mi (CAPES) e R$ 92 mi (CNPq)","icon":"trending-down"}]}],"term:pos-graduacao-stricto-sensu":[{"layout":"flow","title":"Avaliação e financiamento acoplados","colLabels":["Programa (PPG)","Avaliação CAPES","Consequência"],"nodes":[{"id":"ppg","col":0,"label":"Programa de pós-graduação","icon":"graduation-cap","note":"docentes permanentes, linhas de pesquisa, mestrado e doutorado"},{"id":"quad","col":1,"label":"Avaliação quadrienal","icon":"clipboard-check","note":"notas 1 a 7: produção, formação, inserção social, internacionalização"},{"id":"excel","col":2,"label":"Notas 6 e 7: excelência","icon":"award","note":"mais bolsas e prestígio"},{"id":"ok","col":2,"label":"Notas 3 a 5: continua","icon":"circle-check"},{"id":"out","col":2,"label":"Notas 1 e 2: descredenciado","icon":"circle-x"}],"edges":[{"from":"ppg","to":"quad"},{"from":"quad","to":"excel"},{"from":"quad","to":"ok"},{"from":"quad","to":"out"}],"caption":"Acoplamento único no mundo em abrangência; origem no Parecer Sucupira (977/1965)."},{"layout":"stats","title":"Avaliação Quadrienal 2021–2024 (divulgada em fev/2026)","items":[{"value":"4.555","unit":"","label":"programas avaliados","note":"50 áreas, 1.980 avaliadores","icon":"list"},{"value":"808","unit":"","label":"programas de excelência (6 e 7)","note":"eram 667; alta de 21%","icon":"award"},{"value":"1.272","unit":"","label":"subiram de nota","note":"2.721 mantiveram; 382 caíram","icon":"trending-up"},{"value":"48","unit":"","label":"cursos descredenciados","note":"notas 1 e 2","icon":"circle-x"}],"caption":"USP lidera com 125 programas 6 e 7; a UFPA dobrou os seus, de 7 para 14."},{"layout":"before-after","title":"A desconcentração regional do doutorado","before":{"label":"1996","icon":"map-pin","points":["Sudeste: 79% dos cursos de doutorado","Nordeste: 6%"]},"after":{"label":"2021","icon":"map","points":["Sudeste: cerca de 50%","Nordeste: 16%","319 mil doutores titulados desde 1996","10,4 doutores por 100 mil habitantes (7,9 em 2013)"]},"change":"expansão pós-REUNI das universidades federais"},{"layout":"balance","title":"Formar doutores para quem?","left":{"label":"Capacidade formada","icon":"graduation-cap","points":["mais de um milhão de mestres (1996–2021)","mulheres: 55,6% dos novos doutores","novos critérios 2025–28: impacto social, casos de impacto (modelo REF)"]},"right":{"label":"Absorção limitada","icon":"triangle-alert","points":["três quartos dos doutores trabalham em educação superior","4,4 doutores por mil trabalhadores, bem abaixo da OCDE","indústria absorve fração pequena, ao contrário de Coreia, Alemanha e EUA"]},"tilt":"right","verdict":"Teste: conectar a pós-graduação à Nova Indústria Brasil, INCTs e Embrapii"}],"term:modelo-embrapii":[{"layout":"pictogram","title":"Quem paga um projeto Embrapii","unit":"terço","of":1,"max":1,"icon":"coins","items":[{"label":"Embrapii","value":1,"display":"até 1/3 não reembolsável"},{"label":"Empresa","value":1,"display":"pelo menos 1/3 em dinheiro"},{"label":"Unidade credenciada","value":1,"display":"restante em contrapartida econômica (horas, equipamentos, bolsas)"}],"caption":"Sem edital nem avaliação por pares caso a caso: a Unidade negocia direto com a empresa e assina em semanas."},{"layout":"steps","title":"O mecanismo em três partes","items":[{"label":"Credenciamento de Unidades","icon":"badge-check","note":"laboratórios de universidades, institutos, SENAI; área de competência delimitada"},{"label":"Meta plurianual e teto","icon":"target","note":"recursos não reembolsáveis para cofinanciar P&D encomendado"},{"label":"Projeto dividido em três","icon":"handshake","note":"Embrapii, empresa e Unidade"},{"label":"Metas agregadas","icon":"chart-bar","note":"volume contratado, nº de empresas, PMEs, propriedade intelectual"}],"caption":"Inspiração declarada: Fraunhofer, que vive de contratos mas recebe financiamento-base do Estado."},{"layout":"stats","title":"Painel Embrapii em 2026","items":[{"value":"96","unit":"","label":"Unidades ativas","note":"piloto 2011–13: IPT, INT, SENAI CIMATEC","icon":"microscope"},{"value":"4.547","unit":"","label":"projetos contratados","icon":"file-check"},{"value":"3.113","unit":"","label":"empresas","icon":"factory"},{"value":"9,23","unit":"bi R$","label":"investidos em P&D empresarial","note":"somadas as três fontes","icon":"coins"}],"caption":"Um dos três instrumentos financeiros da Nova Indústria Brasil, ao lado de BNDES e Finep."},{"layout":"compare","title":"Embrapii e seus modelos internacionais","columns":[{"label":"Fraunhofer (Alemanha)","icon":"factory","note":"~75 institutos, ~€ 3 bi/ano","points":["~30% financiamento-base federal e estadual","receita contratada define a base do ano seguinte"]},{"label":"Catapult (Reino Unido)","icon":"rocket","note":"9 centros desde 2011","points":["terços: público, contratos privados, projetos competitivos"]},{"label":"Manufacturing USA","icon":"flag","note":"17 institutos desde 2012","points":["cofinanciamento de Defesa, Energia e Comércio"]},{"label":"ITRI (Taiwan)","icon":"cpu","note":"instituto aplicado","points":["gerou TSMC e UMC"]}],"caption":"Questão central: a Embrapii passará de intermediária de projetos a construtora de capacidades?"}],"term:organizacao-social-ciencia":[{"layout":"components","title":"O contrato de gestão, coração do modelo","items":[{"label":"Programa de trabalho e metas","icon":"target","note":"quantitativas e qualitativas, prazos, indicadores"},{"label":"Repasses da União","icon":"coins","note":"pode captar de FAPs, empresas e agências internacionais"},{"label":"Conselho de administração","icon":"users","note":"poder público 20–40% + sociedade civil 20–30% = maioria; não remunerados"},{"label":"Flexibilidade privada","icon":"briefcase","note":"CLT, compras por regulamento próprio, orçamento plurianual"},{"label":"Controle por resultados","icon":"clipboard-check","note":"comissão de especialistas, TCU, publicidade"},{"label":"Desqualificação","icon":"ban","note":"em caso de descumprimento"}],"caption":"Lei 9.637/1998; constitucionalidade confirmada pelo STF em 2015 (ADI 1.923)."},{"layout":"hub","title":"As seis OSs supervisionadas pelo MCTI","center":{"label":"MCTI","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"CNPEM (1997–98)","icon":"atom","note":"síncrotron Sirius; biociências, nano, biorrenováveis"},{"label":"Mamirauá (1999)","icon":"trees","note":"desenvolvimento sustentável na Amazônia"},{"label":"IMPA (2000)","icon":"calculator","note":"matemática; Olimpíada Brasileira"},{"label":"RNP (2002)","icon":"network","note":"rede acadêmica nacional"},{"label":"CGEE (2002)","icon":"telescope","note":"estudos prospectivos"},{"label":"Embrapii (2013)","icon":"factory","note":"P&D empresa–instituto"}],"caption":"LC 177/2021 limita a 25% do FNDCT por ano o que pode ir, não reembolsável, para OSs."},{"layout":"before-after","title":"O problema que a OS resolveu","before":{"label":"Administração direta","icon":"lock","points":["não contrata pesquisadores rapidamente","salários pouco competitivos","importação lenta de equipamentos","não planeja além do exercício fiscal"]},"after":{"label":"Organização social","icon":"key","points":["Estado define o fim; a OS escolhe os meios","modelo GOCO dos laboratórios do DOE americano é o paralelo","restrita a poucas instituições de ponta"]},"change":"separar formulação e execução, com controle por resultados"},{"layout":"balance","title":"Expandir ou controlar?","left":{"label":"Pressão por expansão","icon":"expand","points":["novos laboratórios nacionais, centros de IA e HPC","institutos aplicados da Nova Indústria Brasil","administração direta não opera infraestruturas complexas"]},"right":{"label":"Pressão por controle","icon":"shield","points":["transparência em salários, compras e nomeações","metas dos contratos questionadas","resistência de sindicatos e órgãos de controle"]},"tilt":"even","verdict":"Repasses atrasados já geraram crises no CNPEM e na RNP; falta marco legal próprio para pesquisa"}],"term:sincrotron":[{"layout":"steps","title":"Como um síncrotron produz luz","items":[{"label":"Acelerador linear","icon":"zap","note":"gera e acelera os elétrons"},{"label":"Anel injetor (booster)","icon":"circle-dot","note":"leva à energia final: 3 GeV no Sirius"},{"label":"Anel de armazenamento","icon":"orbit","note":"elétrons circulam por horas quase à velocidade da luz"},{"label":"Ímãs desviam o feixe","icon":"magnet","note":"dipolos, onduladores, wigglers emitem radiação"},{"label":"Linhas de luz","icon":"sun","note":"do infravermelho aos raios X duros"},{"label":"Estações experimentais","icon":"microscope","note":"estrutura atômica de materiais, proteínas, solos, baterias"}],"caption":"Quanto menor a emitância, mais concentrado e coerente é o feixe; a quarta geração a reduziu em uma a duas ordens de grandeza."},{"layout":"stats","title":"Sirius em números","items":[{"value":"3","unit":"GeV","label":"energia","note":"518 m de circunferência; até 350 mA","icon":"zap"},{"value":"1,8","unit":"bi R$","label":"investimento do MCTI","note":"com apoio da FAPESP","icon":"coins"},{"value":"85","unit":"%","label":"conteúdo nacional","icon":"flag"},{"value":"14","unit":"linhas","label":"na primeira fase","note":"10 em operação em 2025; 6 abertas a usuários","icon":"sun"}],"caption":"Maior infraestrutura científica já construída no Brasil; linhas com nomes de plantas (Carnaúba, Manacá, Ipê...)."},{"layout":"timeline","title":"Do UVX ao Sirius","items":[{"year":"1997","label":"UVX entra em operação","icon":"circle-dot","note":"LNLS, Campinas; 1,37 GeV; primeiro do hemisfério sul"},{"year":"2015","label":"Obras do Sirius","icon":"construction"},{"year":"nov/2018","label":"Prédio e dois aceleradores inaugurados","icon":"building"},{"year":"2019","label":"UVX desligado; primeira volta no anel","icon":"orbit"},{"year":"2020","label":"Primeiros experimentos (Manacá)","icon":"microscope","note":"proteínas do SARS-CoV-2 na pandemia"},{"year":"2025","label":"Dez linhas em operação","icon":"sun","note":"segunda fase no Novo PAC; Orion (NB4) em construção"}]},{"layout":"hub","title":"Fontes de quarta geração no mundo","center":{"label":"~50 síncrotrons em operação","icon":"globe"},"spokes":[{"label":"MAX IV (Suécia, 2016)","icon":"star","note":"primeira de 4ª geração; referência do Sirius"},{"label":"ESRF-EBS (Grenoble, 2020)","icon":"atom","note":"6 GeV"},{"label":"APS-U (EUA, 2024)","icon":"atom"},{"label":"HEPS (Pequim, 2025)","icon":"atom","note":"6 GeV"},{"label":"Sirius (Brasil)","icon":"flag","note":"único da América Latina; hemisfério sul com a Austrália"},{"label":"Em planejamento","icon":"construction","note":"PETRA IV, Diamond-II, ALS-U; SLS 2.0 concluído"}],"caption":"Tendência: atualização em massa para quarta geração e convergência com XFEL e IA."}],"sector:ai":[{"layout":"flow","title":"IA soberana: de onde vem o dinheiro e para onde vai","colLabels":["Política","Computação","Modelos","Big techs & adoção"],"nodes":[{"id":"pbia","col":0,"label":"PBIA (2024)","note":"R$23 bi até 2028","icon":"scroll-text"},{"id":"redata","col":0,"label":"Redata (2026)","note":"alívio fiscal a data centers com energia renovável","icon":"receipt"},{"id":"sd","col":1,"label":"Santos Dumont (LNCC)","note":"~17 petaflops; 89º no TOP500 (nov. 2024)","icon":"server"},{"id":"ufrn","col":1,"label":"Supercomputador UFRN","note":"R$1 bi; ~7,2 exaflops; operação no fim de 2027","icon":"cpu"},{"id":"rnp","col":2,"label":"LLM nacional RNP–Huawei–iFlytek","note":"R$1,28 bi em cinco anos; início jul. 2027","icon":"brain-circuit"},{"id":"mar","col":2,"label":"Maritaca AI e WideLabs","note":"Sabiá e Amazônia IA, nativos em português","icon":"brain"},{"id":"hyper","col":3,"label":"Microsoft, AWS, Scala","note":"R$14,7 bi; R$10 bi; AI City no RS","icon":"cloud"},{"id":"acad","col":3,"label":"Google e IBM na academia","note":"400 engenheiros na USP; C4AI com a FAPESP","icon":"graduation-cap"}],"edges":[{"from":"pbia","to":"sd","label":"ampliação 4x"},{"from":"pbia","to":"ufrn","label":"R$1 bi"},{"from":"pbia","to":"rnp","label":"modelos em português"},{"from":"redata","to":"hyper","label":"incentivo fiscal"}],"caption":"O Estado paga a computação e os modelos em português; as big techs trazem data centers e laboratórios, enquanto Maritaca e WideLabs seguem pequenas pelos padrões globais."},{"layout":"stats","title":"Os números da aposta pública em IA","items":[{"value":"R$23","unit":"bi","label":"PBIA até 2028","note":"supercomputação, nuvem governamental, capacitação","icon":"scroll-text"},{"value":"17","unit":"petaflops","label":"Santos Dumont","note":"ampliado 4x; 89º no TOP500 (nov. 2024)","icon":"server"},{"value":"7,2","unit":"exaflops","label":"Supercomputador UFRN","note":"R$1 bi; operação até o fim de 2027","icon":"cpu"},{"value":"R$1,28","unit":"bi","label":"LLM nacional","note":"RNP–Huawei–iFlytek, cinco anos a partir de jul. 2027","icon":"brain-circuit"}],"caption":"O PL 2338/2023 passou por unanimidade no Senado em dez. 2024, mas não foi votado na Câmara até o fim de 2026."}],"sector:semiconductors":[{"layout":"flow","title":"A cadeia realista dos chips brasileiros","colLabels":["Política & financiamento","Formação & projeto","Fabricação & encapsulamento","Mercado"],"nodes":[{"id":"lei","col":0,"label":"Brasil Semicon (Lei 14.968/2024)","note":"PADIS até 2029; ~R$7 bi/ano; Decreto 13.065 (2026)","icon":"gavel"},{"id":"fin","col":0,"label":"BNDES / Finep / FNDCT","note":"R$220 mi ao CEITEC; chamadas de R$100 mi","icon":"banknote"},{"id":"usp","col":1,"label":"USP PocketFab, UFRGS, Unicamp","note":"minifábrica de R$89 mi; >1.000 projetistas formados","icon":"microscope"},{"id":"dh","col":1,"label":"Design houses","note":"Chipus, Eldorado, LSI-TEC, Von Braun","icon":"circuit-board"},{"id":"ceitec","col":2,"label":"CEITEC (Porto Alegre)","note":"reativado em 2023; conversão a chips de potência SiC","icon":"factory"},{"id":"osat","col":2,"label":"Encapsuladores (OSAT)","note":"Smart, HT Micron, Multilaser, QSiP Qualcomm/USI","icon":"package"},{"id":"sanan","col":2,"label":"Sanan / Global Power Technology","note":"memorandos 2025-2026 (China)","icon":"handshake"},{"id":"mkt","col":3,"label":"Positivo, Foxconn, Impinj","note":">85% dos chips importados (>US$5 bi/ano)","icon":"shopping-cart"}],"edges":[{"from":"lei","to":"osat","label":"incentivo por empresa, exportação"},{"from":"fin","to":"ceitec","label":"R$220 mi (FNDCT)"},{"from":"fin","to":"dh","label":"chamadas não reembolsáveis"},{"from":"usp","to":"dh","label":"projetistas"},{"from":"sanan","to":"ceitec","label":"tecnologia SiC"},{"from":"osat","to":"mkt","label":"módulos de memória"},{"from":"ceitec","to":"mkt","label":"chips de potência"}],"caption":"Sem fábrica front-end de ponta, a estratégia mira o alcançável: projeto fabless, encapsulamento e teste, chips de potência e parceiros asiáticos."},{"layout":"stats","title":"Os números que explicam o setor","items":[{"value":"85","unit":"%","label":"Chips importados","note":">US$5 bi/ano, ante ~US$1,2 bi duas décadas antes","icon":"ship"},{"value":"R$790","unit":"mi","label":"Gasto público no CEITEC","note":"vendeu apenas R$64 mi em chips (~8%) até 2023","icon":"factory"},{"value":"R$1","unit":"bi","label":"Six/Unitec sem um wafer","note":"R$245 mi do BNDES; ~R$600 mi em dívidas (2019)","icon":"circle-x"},{"value":"1→2","unit":"%","label":"Meta na cadeia global","note":"Missão 4 da Nova Indústria Brasil, até 2033","icon":"target"}],"caption":"Duas apostas estatais em fabricação falharam; a Lei 14.968/2024 desloca os incentivos (~R$7 bi/ano) para empresas exportadoras."}],"sector:robotics":[{"layout":"components","title":"Os polos da robótica brasileira","items":[{"label":"Agricultura","note":"Solinftec (Solix), Jacto (Arbus 4000), Stara, Arpac, Skydrones","icon":"tractor"},{"label":"Drones & defesa","note":"XMobots (Nauru 1000C), Santos Lab, Speedbird Aero, Eve (eVTOL)","icon":"radar"},{"label":"Indústria pesada & energia","note":"Vale (>70 autônomas), Petrobras/PUC-Rio, ROVs, WEG","icon":"truck"},{"label":"Academia & competições","note":"RoboCup 2025 em Salvador; ITA, UFPE, FEI, Unicamp, USP, UFMG","icon":"trophy"},{"label":"Humanoides","note":"Unitree G1 importados (UDESC, IME)","icon":"bot"},{"label":"Política & regulação","note":"RBAC 100 (ANAC), NIB 2024, R$12 bi BNDES/Finep, ABDI","icon":"landmark"}],"caption":"Campeões de nicho em agro, mineração, petróleo e defesa sobre uma das menores densidades de robôs industriais entre as grandes economias."},{"layout":"stats","title":"Drones, campo e mina em números","items":[{"value":"177","unit":"mil","label":"Drones registrados na ANAC","note":"de 133 mil (mar. 2026) a 177 mil (set. 2026) após o RBAC 100","icon":"radar"},{"value":"62","unit":"%","label":"Do mercado de drones da AL","note":"em valor","icon":"chart-pie"},{"value":"70+","unit":"máquinas","label":"Autônomas da Vale","note":"~90 caminhões em Carajás até 2028; +15% produtividade","icon":"truck"},{"value":"US$288,8","unit":"mi","label":"Captados pela Solinftec","note":"desde 2007; >100 Solix em fazendas dos EUA","icon":"tractor"}],"caption":"A escala brasileira aparece onde a fazenda e a mina são grandes e a mão de obra, escassa."}],"sector:space":[{"layout":"flow","title":"Quem faz o quê no espaço brasileiro","colLabels":["Política & agências","P&D","Indústria","Lançamento & operação"],"nodes":[{"id":"aeb","col":0,"label":"AEB","note":"programa espacial civil","icon":"orbit"},{"id":"defesa","col":0,"label":"Ministério da Defesa","note":"bases e foguetes ficam na Força Aérea","icon":"shield"},{"id":"inpe","col":1,"label":"INPE","note":"CBERS (com a China) e Amazonia-1","icon":"satellite"},{"id":"dcta","col":1,"label":"DCTA / ITA / IAE","note":"VLM-1, VS-50; São José dos Campos","icon":"flask-conical"},{"id":"embraer","col":2,"label":"Embraer","note":"3ª maior fabricante de aeronaves comerciais","icon":"plane"},{"id":"integ","col":2,"label":"Visiona, Akaer, Orbital","note":"integradores e NewSpace (CubeSats)","icon":"component"},{"id":"cla","col":3,"label":"Alcântara (CLA)","note":"2,3° S: até ~30% mais carga útil para GEO","icon":"map-pin"},{"id":"inno","col":3,"label":"Innospace","note":"HANBIT-Nano falhou em dez. 2025; nova tentativa em 2026","icon":"rocket"}],"edges":[{"from":"aeb","to":"inpe","label":"satélites civis"},{"from":"defesa","to":"dcta","label":"P&D aeroespacial"},{"from":"dcta","to":"cla","label":"opera a base"},{"from":"inno","to":"cla","label":"1ª tentativa orbital comercial"}],"caption":"Embraer domina a aeronáutica; o programa espacial constrói satélites próprios mas ainda depende de lançadores estrangeiros (PSLV, Vega-C)."},{"layout":"timeline","title":"Marcos do espaço brasileiro","items":[{"year":"1988","label":"Programa CBERS","note":"cooperação Brasil-China; seis satélites lançados","icon":"satellite"},{"year":"2019","label":"CBERS-4A e Acordo de Salvaguardas","note":"AST com os EUA libera uso comercial de Alcântara","icon":"file-check"},{"year":"2021","label":"Amazonia-1","note":"1º satélite de observação 100% brasileiro (PSLV, Índia)","icon":"earth"},{"year":"2025","label":"Recorde da Embraer","note":"244 aeronaves; carteira de US$31,6 bi","icon":"plane"},{"year":"2025","label":"Innospace em Alcântara","note":"1ª tentativa orbital comercial falha segundos após decolar","icon":"rocket"},{"year":"2026","label":"Retorno ao voo","note":"teste em agosto; missão orbital planejada para novembro","icon":"refresh-cw"},{"year":"2027","label":"Amazonia-1B","note":"contratado no Vega-C da Avio, a partir de Kourou","icon":"orbit"}],"caption":"Quase quatro décadas de satélites próprios; o primeiro lançamento orbital a partir do Brasil ainda está por vir."}],"sector:defense":[{"layout":"flow","title":"Da Estratégia Nacional de Defesa à exportação","colLabels":["Demanda","P&D","Indústria","Programas & exportação"],"nodes":[{"id":"md","col":0,"label":"Ministério da Defesa / END 2008","note":"~1,1-1,2% do PIB; ~R$130 bi em 2025","icon":"landmark"},{"id":"pd","col":1,"label":"CTEx, IME, ITA, DCTA","note":"P&D e formação das Forças","icon":"flask-conical"},{"id":"embraer","col":2,"label":"Embraer Defesa","note":"KC-390, A-29; Mectron","icon":"factory"},{"id":"mid","col":2,"label":"Avibras, Taurus, CBC, IMBEL, Atech, Akaer","note":"escalão intermediário; Kryptus e ComDCiber (ciber)","icon":"crosshair"},{"id":"gripen","col":3,"label":"Programa Gripen (FX-2)","note":"36 caças, R$28,5 bi; 15 montados em Gavião Peixoto","icon":"plane"},{"id":"prosub","col":3,"label":"PROSUB (Itaguaí)","note":"4 Riachuelo + Álvaro Alberto nuclear (~2034-35)","icon":"anchor"},{"id":"tam","col":3,"label":"Tamandaré, Guarani, SISFRON, ASTROS","note":"fragatas, blindados, fronteiras, foguetes","icon":"ship"},{"id":"exp","col":3,"label":"Exportações","note":"US$1,8 bi no 1S 2026 (+29%); ~150 países","icon":"globe"}],"edges":[{"from":"md","to":"pd","label":"centros das Forças"},{"from":"md","to":"gripen","label":"contrato Saab (2014)"},{"from":"md","to":"prosub","label":"Naval Group"},{"from":"md","to":"tam","label":"Marinha e Exército"},{"from":"embraer","to":"gripen","label":"montagem"},{"from":"embraer","to":"exp","label":"KC-390, A-29"},{"from":"mid","to":"exp","label":"munições, artilharia, armas leves"}],"caption":"Três programas estratégicos puxam a maior base industrial de defesa da América Latina; a Embraer domina e exporta."},{"layout":"stats","title":"Defesa em números","items":[{"value":"1,1-1,2","unit":"% do PIB","label":"Orçamento de defesa","note":"~R$130 bi em 2025; investimento abaixo de 10% do total","icon":"shield"},{"value":"US$1,8","unit":"bi","label":"Exportações no 1S 2026","note":"+29% a/a; ~130 empresas vendendo a ~150 países","icon":"globe"},{"value":"36","unit":"Gripen E/F","label":"Contrato FX-2 (R$28,5 bi)","note":"10 entregues da Suécia; 15 montados no Brasil até 2033","icon":"plane"},{"value":"20+","unit":"forças aéreas","label":"Compradores do A-29","note":"KC-390 em 8 países; Eslováquia e Lituânia em 2025","icon":"award"}],"caption":"Orçamento grande em termos absolutos, mas espremido por pessoal; a exportação cresce puxada pela aeronáutica."}],"sector:nuclear":[{"layout":"flow","title":"O ciclo completo do combustível nuclear","colLabels":["Insumos","Ciclo do combustível","Reatores","Aplicações"],"nodes":[{"id":"caetite","col":0,"label":"Urânio: Caetité (BA)","note":"~280 mil t de recursos; Santa Quitéria relançada (2025)","icon":"pickaxe"},{"id":"marinha","col":0,"label":"Marinha (CTMSP/Aramar)","note":"desenvolveu as ultracentrífugas","icon":"anchor"},{"id":"inb","col":1,"label":"INB – Resende","note":"conversão, enriquecimento, fabricação de combustível","icon":"atom"},{"id":"angra","col":2,"label":"Eletronuclear: Angra 1 e 2","note":"~2 GW; 14-15 TWh/ano; 2-3% da eletricidade","icon":"zap"},{"id":"angra3","col":2,"label":"Angra 3","note":"66% concluída; paralisada desde 2015","icon":"construction"},{"id":"labgene","col":2,"label":"LABGENE (Iperó)","note":"reator do submarino Álvaro Alberto; 2027-28","icon":"radiation"},{"id":"rmb","col":2,"label":"RMB (Iperó, 30 MW)","note":"pedra fundamental em fev. 2025","icon":"flask-conical"},{"id":"ipen","col":3,"label":"IPEN / CNEN","note":"radiofármacos: ~2 mi procedimentos/ano","icon":"pill"}],"edges":[{"from":"caetite","to":"inb","label":"U3O8"},{"from":"marinha","to":"inb","label":"ultracentrífugas"},{"from":"inb","to":"angra","label":"combustível de Angra 1"},{"from":"marinha","to":"labgene","label":"propulsão naval"},{"from":"angra","to":"angra3","label":"~R$1 bi/ano em hibernação"},{"from":"rmb","to":"ipen","label":"molibdênio-99 nacional"}],"caption":"Da mina à usina sob salvaguardas da ABACC; a tecnologia de enriquecimento veio do programa naval."},{"layout":"stats","title":"Nuclear em números","items":[{"value":"280","unit":"mil t","label":"Recursos de urânio (U3O8)","note":"entre os 6-8 maiores do mundo; 1/3 do território prospectado","icon":"pickaxe"},{"value":"~2","unit":"GW","label":"Angra 1 e 2","note":"14-15 TWh/ano, ~2-3% da eletricidade nacional","icon":"zap"},{"value":"66","unit":"%","label":"Angra 3 construída","note":"R$12 bi gastos; R$23,9 bi para concluir vs R$22-26 bi para abandonar","icon":"construction"},{"value":"2","unit":"mi/ano","label":"Procedimentos com radiofármacos","note":"IPEN; RMB (30 MW) para encerrar a importação de Mo-99","icon":"pill"}],"caption":"A decisão sobre Angra 3, ainda sem resposta do CNPE em set. 2026, é a controvérsia que define o setor."}],"sector:agtech":[{"layout":"flow","title":"Da pesquisa pública à fazenda","colLabels":["Política","Pesquisa pública","Indústria & bioinsumos","Campo & startups"],"nodes":[{"id":"mapa","col":0,"label":"MAPA / Lei de Bioinsumos","note":"Lei 15.070 sancionada em 24 dez. 2024","icon":"gavel"},{"id":"abc","col":0,"label":"RenovaBio / ABC+","note":"baixo carbono; ~100 mi ha de pastagens degradadas","icon":"leaf"},{"id":"embrapa","col":1,"label":"Embrapa (1973)","note":"~7.400 funcionários; >40 unidades","icon":"flask-conical"},{"id":"univ","col":1,"label":"ESALQ-USP, UFV, UFLA, IAC","note":"universidades agrícolas e institutos estaduais","icon":"graduation-cap"},{"id":"bio","col":2,"label":"Produtores de bioinsumos","note":">170 produtores; >1.000 produtos; R$6,2-7 bi (2025)","icon":"sprout"},{"id":"ind","col":2,"label":"CTC, Raízen, Suzano/FuturaGene, Jacto, Stara","note":"cana, etanol 2G, eucalipto, máquinas","icon":"factory"},{"id":"startups","col":3,"label":"Agtechs","note":"1.972 mapeadas; AgTech Garage, Solinftec, Agrosmart","icon":"lightbulb"},{"id":"farms","col":3,"label":"Fazendas","note":"plantio direto >30 mi ha; exportações ~US$165 bi/ano","icon":"tractor"}],"edges":[{"from":"embrapa","to":"farms","label":"soja tropical, Cerrado, plantio direto"},{"from":"embrapa","to":"bio","label":"inoculantes (Döbereiner, Hungria)"},{"from":"bio","to":"farms","label":"~85% da soja inoculada"},{"from":"mapa","to":"bio","label":"marco legal"},{"from":"abc","to":"ind","label":"etanol, biometano, SAF"},{"from":"ind","to":"farms","label":"máquinas e insumos"},{"from":"startups","to":"farms","label":"automação e gestão (~41,5%)"}],"caption":"A pesquisa pública da Embrapa tropicalizou a soja e abriu o Cerrado; os biológicos são hoje a especialidade brasileira."},{"layout":"stats","title":"Agro e bioeconomia em números","items":[{"value":"US$165","unit":"bi/ano","label":"Exportações do agro (2024)","note":"nº 1 em soja, carne bovina, frango, café, açúcar e suco de laranja","icon":"ship"},{"value":"US$28","unit":"bi/ano","label":"Fertilizantes evitados","note":"fixação biológica de nitrogênio; ~85% da soja inoculada","icon":"sprout"},{"value":">1/3","unit":"do mercado global","label":"Bioinsumos","note":"R$6,2-7 bi em 2025; >1.000 produtos registrados","icon":"chart-pie"},{"value":"1.972","unit":"agtechs","label":"Radar Agtech 2024","note":"+75% desde 2019; 451 ambientes de inovação","icon":"lightbulb"}],"caption":"O agro é cerca de um quarto do PIB; a Lei de Bioinsumos (2024) e o World Food Prize de 2025 coroam a aposta nos biológicos."}],"sector:biotech":[{"layout":"flow","title":"Do laboratório público ao SUS","colLabels":["Política & regulação","Pesquisa pública","Produção","SUS & mercado"],"nodes":[{"id":"nib","col":0,"label":"NIB – Missão Saúde (CEIS)","note":"insumos nacionais: 50% até 2026, 70% até 2033","icon":"target"},{"id":"anvisa","col":0,"label":"ANVISA","note":"aprovou a Butantan-DV em 26 nov. 2025","icon":"badge-check"},{"id":"fiocruz","col":1,"label":"Fiocruz (1900)","note":"plataforma própria de mRNA (OMS/MPP)","icon":"microscope"},{"id":"butantan","col":1,"label":"Instituto Butantan (1901)","note":"Butantan-DV: 1ª vacina de dose única contra dengue","icon":"syringe"},{"id":"biomang","col":2,"label":"Bio-Manguinhos","note":"vacinas da Fiocruz para o PNI","icon":"test-tube"},{"id":"pdp","col":2,"label":"Bionovis, Orygen, Hemobrás","note":"biológicos e plasma via PDPs","icon":"flask-conical"},{"id":"pharma","col":2,"label":"EMS, Eurofarma, Aché, Hypera","note":"farmacêutica nacional; Cristália, Biolab, Libbs","icon":"pill"},{"id":"sus","col":3,"label":"SUS (215 mi pessoas)","note":"PNI: >300 mi doses/ano; principal comprador","icon":"hospital"}],"edges":[{"from":"anvisa","to":"butantan","label":"registro"},{"from":"fiocruz","to":"biomang","label":"mRNA em fase I (set. 2026)"},{"from":"butantan","to":"sus","label":"~30 mi doses no 2S 2026 (WuXi)"},{"from":"biomang","to":"sus","label":"maior parte do PNI"},{"from":"nib","to":"pdp","label":"metas de fornecimento doméstico"},{"from":"pdp","to":"sus","label":"biológicos e hemoderivados"},{"from":"pharma","to":"sus","label":"medicamentos"}],"caption":"O SUS é ao mesmo tempo o maior comprador e a plataforma de inovação; dois institutos centenários ainda fazem a maioria das vacinas."},{"layout":"stats","title":"Saúde e biotecnologia em números","items":[{"value":"74,7","unit":"%","label":"Eficácia da Butantan-DV","note":"91,6% contra dengue grave; 100% contra hospitalização","icon":"syringe"},{"value":"300","unit":"mi doses/ano","label":"PNI nos anos de pico","note":"Bio-Manguinhos e Butantan abastecem a maior parte","icon":"hospital"},{"value":"8,7","unit":"mi","label":"Variantes genéticas inéditas","note":"DNA do Brasil: 2.700 genomas (Science, 2025)","icon":"dna"},{"value":"US$20","unit":"bi/ano","label":"Déficit comercial da saúde","note":"equipamentos: ~US$10,2 bi importados vs ~US$1 bi exportados","icon":"trending-down"}],"caption":"Primeiros mundiais em vacinas e um déficit comercial persistente convivem no mesmo complexo industrial."}],"sector:energy":[{"layout":"layers","title":"A pilha energética brasileira","high":"Fronteira 2024-2026","low":"Base histórica","items":[{"label":"Novos vetores","note":"H2 verde (Pecém, Açu, Unigel), SAF, biometano, CCS, eólicas offshore, SBCE","icon":"plug-zap"},{"label":"Eletromobilidade","note":"BYD em Camaçari; programa Mover; carros flex como padrão","icon":"car"},{"label":"Solar e eólica","note":">50 GW solar (60% GD); >30 GW eólica no Nordeste; WEG e Aeris","icon":"sun"},{"label":"Pré-sal (Petrobras/CENPES)","note":"águas ultraprofundas, FPSOs, engenharia submarina","icon":"fuel"},{"label":"Biocombustíveis","note":"Proálcool (1975); etanol nº 2 mundial; 2G da Raízen","icon":"leaf"},{"label":"Hidrelétrica","note":"~55% da capacidade; Eletrobras, CEPEL","icon":"dam"}],"caption":"Uma rede ~85-90% renovável, erguida sobre hidrelétricas e etanol, agora empilha solar, eólica, hidrogênio e combustíveis do futuro."},{"layout":"stats","title":"Energia em números","items":[{"value":"85-90","unit":"%","label":"Eletricidade renovável","note":"hidrelétrica ~55%, solar ~20%, eólica ~14% da capacidade (2025)","icon":"zap"},{"value":"50","unit":"GW","label":"Solar instalada (2025)","note":"entre os seis maiores do mundo; ~60% geração distribuída","icon":"sun"},{"value":"30","unit":"GW","label":"Eólica","note":"Bahia, RN, Piauí, Ceará; pás da Aeris, turbinas da WEG","icon":"wind"},{"value":"35","unit":"bi litros/ano","label":"Etanol","note":"nº 2 do mundo; etanol 2G comercial via Raízen","icon":"leaf"}],"caption":"A Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro) leva o SAF de 1% em 2027 a 10% em 2037 e o biodiesel a B20 até 2030."}],"sector:minerals":[{"layout":"flow","title":"Quem extrai e quem compra os minerais críticos","colLabels":["Estado","Mineradoras","Parceiros & compradores"],"nodes":[{"id":"estado","col":0,"label":"NIB, BNDES/Finep, MCTI","note":"chamada de R$5 bi: 56 projetos minerais (2025)","icon":"landmark"},{"id":"pl","col":0,"label":"PL 4.443/2025 (PNMCE)","note":"parado na CI do Senado (jul. 2026)","icon":"gavel"},{"id":"cbmm","col":1,"label":"CBMM (Araxá, MG)","note":"~150 mil t/ano de ferronióbio; ~80% do mundo","icon":"gem"},{"id":"serra","col":1,"label":"Serra Verde (Minaçu, GO)","note":"terras raras: ~6.400 t/ano de REO até 2027","icon":"mountain"},{"id":"sigma","col":1,"label":"Sigma Lithium (Jequitinhonha)","note":"240 mil t → 520 mil t de concentrado","icon":"battery"},{"id":"toshiba","col":2,"label":"Toshiba / VW Caminhões e Ônibus","note":"ânodos de óxido de nióbio: recarga em 10-15 min","icon":"battery-charging"},{"id":"usare","col":2,"label":"USA Rare Earth","note":"compra acertada em abr. 2026; fechamento no 3T 2026","icon":"flag"},{"id":"china","col":2,"label":"Grupos chineses","note":"cortejam ativos de lítio e nióbio","icon":"globe"}],"edges":[{"from":"cbmm","to":"toshiba","label":"óxido de nióbio"},{"from":"usare","to":"serra","label":"aquisição"},{"from":"china","to":"sigma","label":"interesse em lítio"},{"from":"china","to":"cbmm","label":"interesse em nióbio"}],"caption":"A resposta do Estado é institucional, não fiscal; enquanto o PL trava, a competição EUA-China define quem compra os ativos."},{"layout":"stats","title":"Minerais críticos em números","items":[{"value":"80","unit":"%","label":"Do nióbio mundial","note":"CBMM, Araxá: ~150 mil t/ano, acima da demanda global","icon":"gem"},{"value":"21","unit":"Mt","label":"Reservas de terras raras","note":"~23% do total global (2º lugar); só ~20 t produzidas em 2024","icon":"mountain"},{"value":"240","unit":"mil t","label":"Concentrado de lítio (2024)","note":"Sigma Lithium; expansão para 520 mil t","icon":"battery"},{"value":"R$5","unit":"bi","label":"Chamada BNDES/Finep","note":"56 projetos minerais selecionados em 2025","icon":"banknote"}],"caption":"Reservas de classe mundial, produção ainda pequena fora do nióbio: a China produziu 270.000 t de terras raras em 2024."}],"sector:quantum":[{"layout":"flow","title":"Como se monta a quântica brasileira","colLabels":["Financiamento","Pesquisa acadêmica","Centros & infraestrutura","Fornecedores & empresas"],"nodes":[{"id":"mcti","col":0,"label":"MCTI / IBQuântica","note":"GT em 2024; ~R$60 mi federais; residência de R$20 mi","icon":"landmark"},{"id":"fapesp","col":0,"label":"FAPESP – QuTIa","note":"R$150 mi","icon":"banknote"},{"id":"acad","col":1,"label":"CBPF, USP, Unicamp, UFMG, UFRJ, UFPE, UFF, UFABC","note":"INCT-IQ; ~25 anos; chip supercondutor CBPF/Unicamp","icon":"atom"},{"id":"ciq","col":2,"label":"CIQUANTA-PB (João Pessoa)","note":"R$200 mi; 5.100 m²; montagem em out. 2026","icon":"cpu"},{"id":"quiin","col":2,"label":"QuIIN – Senai Cimatec","note":"1º centro de competência em quântica (2023)","icon":"brain-circuit"},{"id":"rio","col":2,"label":"Rede Rio Quântica","note":"fibra PUC-Rio, CBPF, UFRJ, IME; laser até a UFF","icon":"network"},{"id":"yangtze","col":3,"label":"Centro quântico do Delta do Yangtzé (China)","note":"fornece os computadores de 20 e 100 qubits","icon":"globe"},{"id":"emp","col":3,"label":"Padtec, CPqD, Petrobras, startups","note":"Quantuloop, QuantumB, Qubit Engineering","icon":"building-2"}],"edges":[{"from":"mcti","to":"ciq","label":"R$60 mi (+R$140 mi da Paraíba)"},{"from":"mcti","to":"quiin","label":"com a Embrapii"},{"from":"fapesp","to":"acad","label":"QuTIa, R$150 mi"},{"from":"yangtze","to":"ciq","label":"20 e 100 qubits"},{"from":"acad","to":"rio","label":"nós da rede"}],"caption":"Pesquisa de 25 anos, camada aplicada jovem e hardware importado da China: o financiamento segue minúsculo frente ao gasto global."},{"layout":"stats","title":"Quântica em números","items":[{"value":"R$200","unit":"mi","label":"CIQUANTA-PB","note":"R$140 mi da Paraíba + R$60 mi do MCTI; 5.100 m²","icon":"cpu"},{"value":"100","unit":"qubits","label":"Maior computador quântico","note":"com outro de 20 qubits; fornecidos pela China (Suzhou)","icon":"atom"},{"value":"R$150","unit":"mi","label":"QuTIa (FAPESP)","note":"ante ~R$60 mi federais","icon":"banknote"},{"value":"156","unit":"bolsas","label":"Residência em Tecnologias Quânticas","note":"R$20 mi; ~500 pessoas em seis cidades (2026)","icon":"graduation-cap"}],"caption":"Os dois primeiros computadores quânticos supercondutores do país chegam em 2026 por parceria com a China."}],"sector:fintech":[{"layout":"flow","title":"Trilhos públicos, fintechs privadas","colLabels":["Estado","Trilhos públicos","Fintechs & bancos","Usuários"],"nodes":[{"id":"bcb","col":0,"label":"Banco Central (BCB)","note":"lançou Pix (2020) e Open Finance (2021); supervisiona cripto","icon":"landmark"},{"id":"gov","col":0,"label":"gov.br / Serpro / Dataprev","note":"identidade e dados federais; >160 mi contas","icon":"id-card"},{"id":"pix","col":1,"label":"Pix","note":"~79,8 bi transações; R$35,4 tri (2025)","icon":"zap"},{"id":"of","col":1,"label":"Open Finance Brasil","note":">60 mi consentimentos ativos","icon":"share-2"},{"id":"drex","col":1,"label":"Drex","note":"de blockchain a colateral tokenizado (2025)","icon":"coins"},{"id":"nubank","col":2,"label":"Nubank","note":"131 mi clientes; lucro de US$2,87 bi (2025)","icon":"credit-card"},{"id":"others","col":2,"label":"Stone, PagBank, Inter, C6, PicPay, Cloudwalk","note":"adquirentes e bancos digitais; Creditas, QI Tech","icon":"smartphone"},{"id":"users","col":3,"label":"~148 mi pessoas e 12,8 mi empresas","note":"~86% dos adultos usam Pix","icon":"users"}],"edges":[{"from":"bcb","to":"pix","label":"nov. 2020"},{"from":"bcb","to":"of","label":"2021"},{"from":"bcb","to":"drex","label":"CBDC"},{"from":"pix","to":"nubank","label":"trilho"},{"from":"pix","to":"others","label":"trilho"},{"from":"nubank","to":"users","label":"serviços"},{"from":"others","to":"users","label":"serviços"},{"from":"gov","to":"users","label":"identidade digital"}],"caption":"O Estado constrói os trilhos; um setor privado hipercompetitivo corre sobre eles."},{"layout":"stats","title":"Pix e Nubank em números (2025)","items":[{"value":"79,8","unit":"bi","label":"Transações Pix","note":"recorde de 313 mi em um dia (5 dez. 2025)","icon":"zap"},{"value":"R$35,4","unit":"tri","label":"Movimentados no Pix","note":"+33,8%; 926 instituições; >920 mi chaves","icon":"banknote"},{"value":"148","unit":"mi","label":"Pessoas usam o Pix","note":"~86% dos adultos; 12,8 mi empresas","icon":"users"},{"value":"131","unit":"mi","label":"Clientes do Nubank","note":"receita US$16,3 bi; lucro US$2,87 bi; licença nos EUA (2026)","icon":"credit-card"}],"caption":"Cinco anos após o lançamento, o Pix é o caso de referência mundial de infraestrutura pública digital."}],"sector:telecom":[{"layout":"flow","title":"Das operadoras aos data centers","colLabels":["Política & regulação","Pesquisa & estatais","Operadoras & redes","Data centers & demanda"],"nodes":[{"id":"anatel","col":0,"label":"Anatel / Ministério das Comunicações","note":"leilão 5G (2021): ~R$47 bi; Open RAN e rural","icon":"gavel"},{"id":"redata","col":0,"label":"Redata (MP 1.318/2025)","note":"suspende PIS/Cofins, IPI e importação","icon":"receipt"},{"id":"cpqd","col":1,"label":"CPqD / Padtec / RNP","note":"pesquisa e rede acadêmica","icon":"flask-conical"},{"id":"telebras","col":1,"label":"Telebras","note":"privatizada 1998; reativada 2010; satélite SGDC (2017)","icon":"satellite"},{"id":"ops","col":2,"label":"Vivo, Claro, TIM","note":"5G standalone em todas as capitais (2023)","icon":"smartphone"},{"id":"vtal","col":2,"label":"Oi → V.tal (BTG Pactual)","note":"maior rede neutra de fibra das Américas; >30 mi residências","icon":"cable"},{"id":"dcs","col":3,"label":"Scala, Ascenty, Equinix, Odata, Elea","note":">1 GW anunciado; AI City de 4,75 GW (RS)","icon":"server"},{"id":"demand","col":3,"label":"Nubank, Serpro, LNCC, LLM nacional","note":"demanda por nuvem e computação","icon":"cloud"}],"edges":[{"from":"anatel","to":"ops","label":"espectro 5G"},{"from":"redata","to":"dcs","label":"incentivo fiscal"},{"from":"vtal","to":"ops","label":"móvel da Oi vendido (2022)"},{"from":"dcs","to":"demand","label":"capacidade"},{"from":"cpqd","to":"demand","label":"RNP lidera o LLM nacional"}],"caption":"Três operadoras herdaram a Oi; desde 2023 o país virou a capital latino-americana dos data centers, com ambição de R$2 tri em dez anos."},{"layout":"timeline","title":"Da privatização ao Redata","items":[{"year":"1997","label":"Lei Geral de Telecomunicações","note":"cria a Anatel","icon":"gavel"},{"year":"1998","label":"Privatização da Telebras","note":"desmembramento do sistema estatal","icon":"split"},{"year":"2010","label":"Telebras reativada","note":"plano nacional de banda larga; satélite SGDC em 2017","icon":"satellite"},{"year":"2021","label":"Leilão do 5G","note":"~R$47 bi; obrigações de Open RAN e rural; nasce a V.tal","icon":"radio-tower"},{"year":"2022","label":"5G standalone em Brasília","note":"móvel da Oi vendido a Vivo, TIM e Claro","icon":"smartphone"},{"year":"2023","label":"5G em todas as capitais","note":"2ª recuperação judicial da Oi; boom de data centers","icon":"signal"},{"year":"2025","label":"Redata","note":"MP 1.318; ~1 GW de data centers em construção/anunciado","icon":"server"}],"caption":"Em menos de 30 anos, de monopólio estatal a três operadoras privadas e a um polo continental de data centers."}],"sector:creative":[{"layout":"components","title":"As cenas da tecnologia criativa","items":[{"label":"Games","note":">1.000 estúdios; Wildlife, Epic Games Brasil (Aquiris), Hoplon, Behold","icon":"gamepad-2"},{"label":"Cinema & VFX","note":"O2 Filmes, Conspiração, Vetor Zero, Estúdios Globo","icon":"film"},{"label":"Arte & tecnologia","note":"Itaú Cultural, FILE, Museu do Amanhã, SESC","icon":"palette"},{"label":"Laboratórios universitários","note":"USP, NICS-Unicamp, UFMG, IHAC-UFBA, TIDD PUC-SP","icon":"graduation-cap"},{"label":"Pioneiros","note":"Eduardo Kac (bioarte), Giselle Beiguelman, Lucas Bambozzi","icon":"brush"},{"label":"Plataformas digitais","note":"Nuuvem, Cifra Club/Studio Sol, Sua Música, Globo Ventures","icon":"music"},{"label":"Fora do eixo","note":"Nuvem (hub rural), Garoa (hackerspace)","icon":"map-pin"},{"label":"Política & fomento","note":"Marco Legal dos Games (2024), Apex-Brasil, FAPESP, Abragames","icon":"gavel"}],"caption":"A maior indústria de games da América Latina convive com cinema/VFX e uma cena de arte e tecnologia de peso desproporcional."},{"layout":"timeline","title":"Dos simpósios ao Marco Legal dos Games","items":[{"year":"2002","label":"SBGames","note":"simpósio brasileiro de games começa","icon":"book-open"},{"year":"2011","label":"Wildlife Studios fundada","note":"São Paulo","icon":"gamepad-2"},{"year":"2019","label":"Wildlife vira unicórnio","note":"avaliada em US$3 bi em 2020; cortes em 2022-24","icon":"trophy"},{"year":"2023","label":"Epic Games compra a Aquiris","note":"Porto Alegre; 1º estúdio da Epic na América Latina","icon":"joystick"},{"year":"2024","label":"Marco Legal dos Games","note":"Lei 14.852, 3 de maio: incentivos nos moldes da Rouanet","icon":"gavel"},{"year":"2024","label":"gamescom latam","note":"BIG Festival vira o maior evento de games da América Latina","icon":"party-popper"}],"caption":"Mais de 1.000 estúdios e ~70% dos adultos jogando: os games só ganharam marco legal em 2024."}],"sector:hubs":[{"layout":"flow","title":"De onde saem os unicórnios","colLabels":["Universidades","Hubs & parques","Capital","Resultado"],"nodes":[{"id":"univ","col":0,"label":"CIn-UFPE/CESAR, UFSC, UFMG","note":"Recife, Florianópolis, Belo Horizonte","icon":"graduation-cap"},{"id":"porto","col":1,"label":"Porto Digital (Recife, 2000)","note":">400 empresas; >17 mil empregos; >R$5 bi/ano","icon":"building-2"},{"id":"cubo","col":1,"label":"Cubo Itaú (SP, 2015)","note":">700 startups; maior hub corporativo da AL","icon":"building"},{"id":"regional","col":1,"label":"ACATE/Sapiens, San Pedro Valley, Tecnopuc, CIMATEC","note":"clusters regionais","icon":"map-pin"},{"id":"vc","col":2,"label":"Kaszek, Monashees, Canary, Valor, Astella, Igah","note":"Monashees desde 2005","icon":"banknote"},{"id":"softbank","col":2,"label":"SoftBank Latin America Fund (2019)","note":">US$5 bi aplicados","icon":"dollar-sign"},{"id":"publico","col":2,"label":"BNDES, BNDES Garagem, Finep, Sebrae","note":"fomento público","icon":"landmark"},{"id":"unicorns","col":3,"label":"Unicórnios (>20)","note":"Nubank, iFood, QuintoAndar, Loft, Creditas, Wildlife...","icon":"trophy"}],"edges":[{"from":"univ","to":"porto","label":"ancora o cluster do Recife"},{"from":"univ","to":"regional","label":"ancoram clusters"},{"from":"softbank","to":"unicorns","label":"QuintoAndar, Loggi, Creditas, Gympass, VTEX, Olist"},{"from":"vc","to":"unicorns","label":"rodadas"},{"from":"publico","to":"vc","label":"complementa"}],"caption":"Universidades ancoram hubs regionais; o capital do boom 2018-2021 criou mais de 20 unicórnios."},{"layout":"stats","title":"Venture capital: pico, vale e recuperação","items":[{"value":"2/3","unit":"dos unicórnios da AL","label":"Estão no Brasil","note":"Nubank, iFood, QuintoAndar, Loft, Creditas, Wildlife, Loggi...","icon":"trophy"},{"value":"US$9,4","unit":"bi","label":"VC no pico (2021)","note":"Distrito","icon":"trending-up"},{"value":"US$1,9","unit":"bi","label":"VC no vale (2023)","note":"US$2,1 bi em 2024; recuperação em 2025 com IA e fintech","icon":"trending-down"},{"value":"400+","unit":"empresas","label":"Porto Digital","note":">17 mil empregos; >R$5 bi/ano; modelo dos parques tecnológicos","icon":"building-2"}],"caption":"O capital caiu cerca de 80% entre 2021 e 2023; os hubs físicos seguiram crescendo."}],"sector:universities":[{"layout":"flow","title":"Como o dinheiro público vira ciência e empresas","colLabels":["Financiamento","Universidades","Laboratórios & institutos","Indústria & spin-offs"],"nodes":[{"id":"mcti","col":0,"label":"MCTI / FNDCT / Finep","note":"FNDCT: R$2 bi (2021) → R$14,7 bi (2025)","icon":"landmark"},{"id":"cnpq","col":0,"label":"CNPq / CAPES (1951)","note":"bolsas congeladas 2013-23; +40% em 2023","icon":"graduation-cap"},{"id":"fapesp","col":0,"label":"FAPESP (1962)","note":"1% da receita tributária de SP","icon":"banknote"},{"id":"sp","col":1,"label":"USP, Unicamp, UNESP","note":"~40% da ciência indexada do país","icon":"school"},{"id":"fed","col":1,"label":"UFRJ (COPPE), UFMG, UFRGS, UFPE, UFSC, PUC-Rio","note":"núcleo de computação e engenharia","icon":"book-open"},{"id":"big","col":2,"label":"CNPEM/Sirius, LNCC, INPE, IMPA","note":"grande ciência; Santos Dumont; Medalha Fields 2014","icon":"atom"},{"id":"aplic","col":2,"label":"CPqD, CTI, Eldorado, CESAR, CIMATEC","note":"institutos aplicados","icon":"wrench"},{"id":"ind","col":3,"label":"Embraer, Petrobras, Maritaca AI, Chipus","note":"indústria e spin-offs","icon":"factory"}],"edges":[{"from":"fapesp","to":"sp","label":"financia"},{"from":"mcti","to":"sp","label":"INCT: USP coordena 26"},{"from":"mcti","to":"big","label":"Sirius fase 2, Orion (Novo PAC)"},{"from":"cnpq","to":"fed","label":"bolsas"},{"from":"fed","to":"ind","label":"fundadores e engenheiros"},{"from":"aplic","to":"ind","label":"traduzem pesquisa em indústria"}],"caption":"Cerca de 95% da ciência brasileira vem de instituições públicas; São Paulo sozinho produz ~40%."},{"layout":"stats","title":"O sistema de pesquisa em números","items":[{"value":"1,19","unit":"% do PIB","label":"Gasto em P&D (2023)","note":"pico de 1,28% em 2015; China 2,58%, Coreia ~5%","icon":"flask-conical"},{"value":"73","unit":"mil artigos","label":"Produção científica (2024)","note":"13º-14º do mundo; eram 82.440 em 2021","icon":"file-text"},{"value":"R$14,7","unit":"bi","label":"FNDCT em 2025","note":"de ~R$2 bi em 2021; ~R$22 bi de superávit destravados","icon":"banknote"},{"value":"221","unit":"INCTs","label":"Institutos Nacionais de C&T","note":"121 novos com R$1,45 bi (2024); 26 coordenados pela USP","icon":"microscope"}],"caption":"Financiamento volátil: colapso de 2016-2022 e recuperação desde 2023, à prova do ciclo eleitoral de 2026."}],"sector:policy":[{"layout":"flow","title":"A pilha institucional da política tecnológica","colLabels":["Ministérios","Fundos & bancos","Programas","Execução"],"nodes":[{"id":"mcti","col":0,"label":"MCTI","note":"coordena a ciência e o FNDCT","icon":"landmark"},{"id":"mdic","col":0,"label":"MDIC","note":"conduz a política industrial","icon":"briefcase"},{"id":"fndct","col":1,"label":"FNDCT / Finep","note":"R$17,7 bi em 2026; +R$3,5 bi de capital à Finep","icon":"banknote"},{"id":"bndes","col":1,"label":"BNDES (1952)","note":"até R$30 bi em crédito à inovação até 2028","icon":"piggy-bank"},{"id":"nib","col":2,"label":"Nova Indústria Brasil (2024)","note":"6 missões até 2033; R$300 bi → >R$750 bi mobilizados","icon":"target"},{"id":"pbia","col":2,"label":"PBIA (2024)","note":"R$23 bi até 2028 em computação soberana","icon":"brain-circuit"},{"id":"exec","col":3,"label":"Embrapii, ABDI, Apex, Sebrae, Softex, 27 FAPs","note":"executam na ponta; FAPESP lidera as FAPs","icon":"users"},{"id":"serpro","col":3,"label":"Serpro / Dataprev","note":"nuvem soberana do governo","icon":"cloud"}],"edges":[{"from":"mcti","to":"fndct","label":"coordena"},{"from":"mdic","to":"nib","label":"conduz"},{"from":"fndct","to":"nib","label":"financia"},{"from":"bndes","to":"nib","label":"financia"},{"from":"mcti","to":"pbia","label":"plano de IA"},{"from":"pbia","to":"serpro","label":"nuvem soberana"},{"from":"nib","to":"exec","label":"execução"}],"caption":"Ministérios definem, fundos financiam, programas por missão organizam e agências executam: 2023-2026 foi o período mais ativo desde o início dos anos 2010."},{"layout":"timeline","title":"Sete décadas de Estado desenvolvimentista","items":[{"year":"1951","label":"CNPq e CAPES","note":"nasce a arquitetura de financiamento à ciência","icon":"graduation-cap"},{"year":"1952","label":"BNDES","note":"banco de desenvolvimento do Estado desenvolvimentista","icon":"landmark"},{"year":"1967-69","label":"Finep e FNDCT","note":"fundo nacional e sua operadora","icon":"banknote"},{"year":"1991","label":"Lei de Informática","note":"tradição de incentivos setoriais; Lei do Bem em 2005","icon":"cpu"},{"year":"2021","label":"LC 177 proíbe congelar o FNDCT","note":"o fundo chegou a ficar até 90% contingenciado","icon":"shield-check"},{"year":"2024","label":"Nova Indústria Brasil e PBIA","note":"NIB: R$300 bi até 2033; PBIA: R$23 bi até 2028","icon":"target"},{"year":"2026","label":"FNDCT em R$17,7 bi","note":"Finep +R$3,5 bi; Redata (Lei 15.504); PL 2338 adiado","icon":"trending-up"}],"caption":"O Brasil gasta ~1,1-1,3% do PIB em P&D, contra a meta de 2% e a média da OCDE de ~2,7%."}],"term:llm":[{"layout":"steps","title":"Ciclo de vida de um LLM","items":[{"label":"Pré-treinamento","note":"trilhões de tokens da web, livros e código","icon":"database"},{"label":"Ajuste fino supervisionado","note":"ensina o formato instrução–resposta","icon":"clipboard-list"},{"label":"Alinhamento por preferências","note":"RLHF molda o comportamento conversacional","icon":"user-check"},{"label":"Treinamento para raciocínio","note":"cadeias de pensamento antes da resposta final","icon":"brain"},{"label":"Inferência","note":"prompt na janela de contexto; um token por vez","icon":"message-square"}],"caption":"Cada etapa acrescenta uma capacidade; modelos de raciocínio gastam mais computação na inferência."},{"layout":"components","title":"O que há dentro de um LLM em uso","items":[{"label":"Transformer (2017)","note":"atenção relaciona todas as posições em paralelo","icon":"brain-circuit"},{"label":"Bilhões a trilhões de parâmetros","note":"ajustados no pré-treinamento","icon":"sliders-horizontal"},{"label":"Janela de contexto","note":"centenas de milhares de tokens em alguns modelos","icon":"scan-line"},{"label":"Geração autorregressiva","note":"um token (fragmento de palavra) por vez","icon":"type"},{"label":"Mistura de especialistas (MoE)","note":"ativa só parte dos parâmetros por token","icon":"split"},{"label":"Quantização e destilação","note":"versões menores para servidores modestos e dispositivos","icon":"shrink"},{"label":"RAG","note":"recuperação de documentos amplia o modelo","icon":"search"},{"label":"Ferramentas externas","note":"base dos agentes de IA","icon":"wrench"}],"caption":"Linguagem natural passou a ser uma forma de programar."},{"layout":"timeline","title":"LLMs em português: marcos brasileiros","items":[{"year":"2020","label":"BERTimbau","note":"NeuralMind publica o modelo em português","icon":"book-open"},{"year":"2022","label":"Maritaca AI fundada","note":"pesquisadores da Unicamp, liderança de Rodrigo Nogueira","icon":"sprout"},{"year":"2024","label":"PBIA e Amazônia IA","note":"R$ 23 bi até 2028; Santos Dumont a 18,85 petaflops; WideLabs lança LLM nativo em julho","icon":"banknote"},{"year":"2026","label":"Sabiá-4 Thinking","note":"raciocínio passo a passo em português brasileiro","icon":"brain"},{"year":"ago 2026","label":"Sistema de IA na UFRN e LLM nacional","note":"~R$ 1 bi; RNP com Huawei e iFlytek, R$ 1,276 bi em 5 anos","icon":"landmark"}],"caption":"O gargalo reconhecido pelos fundadores é computação."},{"layout":"balance","title":"Treinar do zero ou adaptar modelos abertos?","left":{"label":"Treinar modelos do zero","icon":"factory","points":["LLM nacional da RNP com Huawei e iFlytek (R$ 1,276 bi)","exige computação pública estável","levanta questões de dependência tecnológica"]},"right":{"label":"Adaptar e avaliar modelos abertos","icon":"refresh-cw","points":["dados nacionais de qualidade: jurídicos, saúde, agro","caminho de Jusbrasil, Blip, Zenvia, TOTVS e bancos","exige capacidade de avaliar e adaptar ao idioma"]},"tilt":"even","verdict":"O indicador mais concreto é a cobertura do português em dados e avaliações."}],"term:modelo-de-fundacao":[{"layout":"taxonomy","title":"A família dos modelos de fundação","root":{"label":"Modelos de fundação","icon":"layers"},"children":[{"label":"LLMs","note":"o caso mais visível","icon":"message-square"},{"label":"Modelos de visão","note":"segmentação e texto-imagem","icon":"eye","children":[{"label":"Segmentação"},{"label":"Texto-imagem"}]},{"label":"Multimodais","note":"texto, imagem, áudio e vídeo","icon":"layers-3"},{"label":"Modelos científicos","note":"proteínas e moléculas","icon":"dna"},{"label":"Séries temporais","icon":"chart-line"},{"label":"Robótica","note":"visão-linguagem-ação","icon":"bot"}],"caption":"O que os une: treinamento caro e concentrado, reutilização barata por milhares de aplicações."},{"layout":"causes","title":"Por que surge a homogeneização","causes":[{"label":"Custo de treinamento elevado e concentrado","icon":"coins"},{"label":"Reutilização barata","note":"milhares de aplicações derivam de um modelo","icon":"repeat"},{"label":"Mudança de paradigma","note":"um modelo geral em vez de um por problema","icon":"git-branch"}],"effect":{"label":"Homogeneização","note":"muitas aplicações dependem de poucos modelos","icon":"merge"},"consequences":[{"label":"Falhas e vieses se propagam","icon":"triangle-alert"},{"label":"Vulnerabilidades do modelo-base se espalham","icon":"shield-alert"},{"label":"Regulação GPAI no AI Act","icon":"gavel"}],"caption":"Stanford (2021) também descreve a emergência: capacidades que surgem com a escala sem terem sido programadas."},{"layout":"components","title":"Iniciativas brasileiras na camada de fundação","items":[{"label":"Santos Dumont (LNCC)","note":"ampliado pelo PBIA para modelos de fundação em português","icon":"server"},{"label":"Sistema de IA na UFRN","note":"~R$ 1 bi, somado em 2026","icon":"cpu"},{"label":"LLM nacional da RNP","note":"Huawei e iFlytek; pilha de software soberana","icon":"brain-circuit"},{"label":"Sabiá e Amazônia IA","note":"em português, sobre bases abertas estrangeiras","icon":"building-2"},{"label":"Tucano","note":"aberto, treinado em corpus próprio","icon":"book-open"},{"label":"C4AI, Recod.ai, CEIA, Embrapii","note":"pesquisa de adaptação e avaliação","icon":"microscope"},{"label":"PL 2338/2023","note":"obrigações para modelos de propósito geral","icon":"gavel"},{"label":"2 mil bases públicas","note":"mapeamento previsto pelo PBIA até 2027","icon":"database"}],"caption":"O Brasil não tem um modelo de fronteira treinado do zero, mas mira essa camada."},{"layout":"compare","title":"Três caminhos não excludentes para o Brasil","columns":[{"label":"Adaptar modelos abertos","icon":"refresh-cw","note":"com dados nacionais","points":["caminho de Sabiá e Amazônia IA","parte de bases abertas estrangeiras"]},{"label":"Consórcios internacionais","icon":"handshake","note":"participar de esforços conjuntos","points":["a fronteira exige clusters de dezenas ou centenas de milhares de GPUs"]},{"label":"Modelos próprios","icon":"sprout","note":"em domínios com dados únicos","points":["agropecuária","biodiversidade","saúde pública","direito"]}],"caption":"Todas exigem computação estável, corpora curados e avaliação independente."}],"term:treinamento-e-inferencia":[{"layout":"compare","title":"Treinamento vs. inferência","columns":[{"label":"Treinamento","icon":"factory","note":"ajusta os parâmetros por descida de gradiente","points":["milhares de aceleradores em paralelo por semanas ou meses","paralelismo de dados, tensores e pipeline","medido em FLOPs totais; os maiores passam de 10^25","clusters gigantes e concentrados"]},{"label":"Inferência","icon":"send","note":"executa o modelo treinado para atender pedidos","points":["prefill paralelo + decode token a token","limitada pela largura de banda de memória (KV cache)","quantização, batching, decodificação especulativa, MoE","capacidade distribuída, perto do usuário, baixa latência"]}],"caption":"Quem não treina modelos de fronteira ainda precisa de inferência sob sua jurisdição."},{"layout":"cycle","title":"O laço da descida de gradiente","center":"Trilhões de tokens","items":[{"label":"Prever","note":"sobre um lote de dados","icon":"play"},{"label":"Medir o erro","icon":"gauge"},{"label":"Corrigir os pesos","icon":"sliders-horizontal"},{"label":"Repetir","note":"por semanas ou meses","icon":"repeat"}],"caption":"Leis de escala (Kaplan 2020; Chinchilla 2022): para um orçamento fixo, equilibrar parâmetros e tokens."},{"layout":"stats","title":"Capacidade brasileira de computação","items":[{"value":"18,85","unit":"petaflops","label":"Santos Dumont (LNCC)","note":"ampliado em 2025 com H100, Grace Hopper e MI300A","icon":"server"},{"value":"21","unit":"petaflops","label":"Pégaso (Petrobras)","note":"2.016 GPUs A100, R$ 300 mi, imageamento sísmico","icon":"fuel"},{"value":"7,2","unit":"exaflops FP16","label":"Sistema de IA da UFRN","note":"~R$ 1 bi, operação prevista no fim de 2027","icon":"cpu"},{"value":"84,86","unit":"mi R$","label":"BNDES para a HT Micron","note":"encapsulamento de memórias LPDDR5X para IA","icon":"memory-stick"}],"caption":"Na inferência, o país depende das nuvens de AWS, Microsoft, Google e Oracle e de novos data centers."},{"layout":"balance","title":"O Brasil na era da inferência","left":{"label":"Vantagens","icon":"circle-check","points":["eletricidade renovável","mercado grande","regime tributário Redata atrai data centers"]},"right":{"label":"Desvantagens","icon":"circle-x","points":["tributação de hardware","latência para fora do país","condicionantes socioambientais: água, energia, empregos"]},"tilt":"even","verdict":"O valor se desloca para energia, memória e proximidade do usuário."}],"term:gpu-e-aceleradores-de-ia":[{"layout":"taxonomy","title":"Tipos de aceleradores de IA","root":{"label":"Aceleradores de IA","icon":"cpu"},"children":[{"label":"GPUs","note":"propósito geral; flexibilidade de software","icon":"microchip","children":[{"label":"NVIDIA"},{"label":"AMD"}]},{"label":"ASICs sob medida","note":"eficiência por watt","icon":"circuit-board","children":[{"label":"TPU (Google)"},{"label":"Trainium e Inferentia (Amazon)"},{"label":"MTIA (Meta)"}]},{"label":"Chips de startups","icon":"rocket","children":[{"label":"Cerebras"},{"label":"Groq"},{"label":"SambaNova"}]},{"label":"NPUs embarcadas","note":"celulares e notebooks","icon":"smartphone"},{"label":"Ascend (Huawei)","note":"China","icon":"flag"}],"caption":"GPU ou ASIC: equilíbrio entre flexibilidade de software e eficiência por watt."},{"layout":"layers","title":"O acelerador é só parte do sistema","high":"Software","low":"Fabricação","items":[{"label":"Software","note":"CUDA (quase duas décadas) vs. ROCm, Triton, PyTorch","icon":"code"},{"label":"Interconexões","note":"NVLink, InfiniBand, Ethernet para IA","icon":"cable"},{"label":"Refrigeração líquida","icon":"droplets"},{"label":"Memória HBM","note":"SK hynix, Samsung, Micron; o tráfego de memória limita o desempenho","icon":"memory-stick"},{"label":"Chip","note":"milhares de núcleos; unidades tensoriais em FP8 e FP4","icon":"cpu"},{"label":"Encapsulamento 2.5D (CoWoS)","icon":"layers-3"},{"label":"Nós avançados da TSMC","icon":"factory"}],"caption":"O ecossistema CUDA é a principal barreira à entrada de concorrentes."},{"layout":"components","title":"Aceleradores no Brasil","items":[{"label":"Santos Dumont (LNCC)","note":"H100, Grace Hopper e AMD MI300A após 2025","icon":"server"},{"label":"Pégaso (Petrobras)","note":"2.016 GPUs A100","icon":"fuel"},{"label":"Sistema da UFRN","note":"~R$ 1 bi; conteúdo local e transferência de tecnologia; fim de 2027","icon":"cpu"},{"label":"Programa RISC-V","note":"10 a 15 anos, com o ecossistema de Barcelona","icon":"microchip"},{"label":"Nuvens no país","note":"AWS, Microsoft, Google, Oracle; Amazônia IA roda na Oracle","icon":"cloud"},{"label":"Scala AI City","note":"Eldorado do Sul, concebido para cargas de IA","icon":"building-2"},{"label":"HT Micron","note":"encapsulamento de LPDDR5X com crédito do BNDES","icon":"memory-stick"},{"label":"Eldorado + BSC","note":"acelerador de multiplicação de matrizes para RISC-V","icon":"circuit-board"}],"caption":"O Brasil não projeta nem fabrica aceleradores; importa tudo com tributação elevada."},{"layout":"balance","title":"Fabricar GPUs de fronteira ou garantir acesso?","left":{"label":"Fabricar GPUs de fronteira","icon":"factory","points":["depende de nós avançados da TSMC, CoWoS e HBM de três fornecedores","fora da questão realista"]},"right":{"label":"Acesso previsível e nichos","icon":"shield-check","points":["compras públicas plurianuais, nuvem, parcerias","reduzir a tributação do hardware de pesquisa","encapsulamento de memória, blocos RISC-V, software de otimização","usar bem a capacidade instalada"]},"tilt":"right","verdict":"Riscos: fornecedor único, controles de exportação de terceiros, obsolescência rápida, energia."}],"term:supercomputador-e-petaflops":[{"layout":"compare","title":"Supercomputador vs. data center de nuvem","columns":[{"label":"Supercomputador (HPC)","icon":"server-cog","note":"uma única aplicação usa milhares de processadores coordenados","points":["milhares de nós com CPUs, GPUs e memória","interconexão de baixa latência e sistema de arquivos paralelo","simulação (clima, sísmica, moléculas, fusão), dados e IA","dezenas de MW; vida útil de 5 a 7 anos"]},{"label":"Nuvem","icon":"cloud","note":"atende muitos pedidos independentes","points":["cargas isoladas, sem coordenação entre si"]}],"caption":"Infraestrutura científica compartilhada: pesquisa que nenhuma universidade sustentaria sozinha."},{"layout":"pictogram","title":"Petaflops em precisão dupla","unit":" petaflops","of":1,"max":21,"icon":"zap","items":[{"label":"Santos Dumont (2015)","value":1.1,"display":"1,1 petaflops"},{"label":"Piso do TOP500 (jun 2026)","value":2.66,"display":"2,66 petaflops"},{"label":"Santos Dumont (2025)","value":18.85,"display":"18,85 petaflops"},{"label":"Pégaso, Petrobras (2022)","value":21,"display":"21 petaflops"}],"caption":"Não compare com os 7,2 exaflops em FP16 do sistema da UFRN: precisão diferente, número não comparável."},{"layout":"timeline","title":"HPC no Brasil","items":[{"year":"2015","label":"Santos Dumont inaugurado","note":"1,1 petaflops, LNCC, Petrópolis","icon":"server"},{"year":"2022","label":"Pégaso (Petrobras)","note":"21 petaflops, 2.016 GPUs A100, R$ 300 mi, 33º do mundo","icon":"fuel"},{"year":"2025","label":"Santos Dumont ampliado","note":"18,85 petaflops pela Eviden; primeiro passo do PBIA","icon":"trending-up"},{"year":"2026","label":"Licitação do sistema da UFRN","note":"~R$ 1 bi, FNDCT, exigência de conteúdo local","icon":"file-check"},{"year":"2027","label":"Operação prevista em Natal","note":"~7,2 exaflops em FP16, operado pelo LNCC","icon":"cpu"}],"caption":"O Brasil já teve oito sistemas simultâneos no TOP500, quase todos da Petrobras."},{"layout":"stats","title":"TOP500 de junho de 2026","items":[{"value":"2,198","unit":"exaflops","label":"LineShine (Shenzhen, China)","note":"1º lugar; primeiro chinês no topo desde 2017","icon":"trophy"},{"value":"1,809","unit":"exaflops","label":"El Capitan (EUA)","note":"seguido de Frontier (1,353) e Aurora (1,012)","icon":"medal"},{"value":"1,0","unit":"exaflops","label":"JUPITER Booster (Alemanha)","note":"primeiro sistema exaescala da Europa","icon":"flag"},{"value":"18,73","unit":"exaflops","label":"Desempenho agregado da lista","note":"cinco máquinas exaescala; piso de entrada de 2,66 petaflops","icon":"chart-bar"}],"caption":"Os maiores clusters privados de IA já superam, em precisão reduzida, qualquer sistema público."}],"term:processamento-de-linguagem-natural":[{"layout":"timeline","title":"Três paradigmas do PLN","items":[{"year":"até 1980","label":"Regras escritas por linguistas","icon":"scroll-text"},{"year":"décadas seguintes","label":"Métodos estatísticos","note":"HMM e CRF treinados em corpora anotados","icon":"calculator"},{"year":"2013","label":"Representações neurais","note":"word2vec, redes recorrentes","icon":"network"},{"year":"2017","label":"Transformer","icon":"brain-circuit"},{"year":"2018","label":"BERT e, depois, LLMs generativos","note":"um modelo adaptável por instrução unifica as tarefas","icon":"book-open"}],"caption":"O trabalho migrou da engenharia de atributos para curadoria de dados, avaliação e alinhamento."},{"layout":"components","title":"Tarefas clássicas do PLN","items":[{"label":"Segmentação","note":"em palavras e sentenças","icon":"split"},{"label":"Análise sintática","note":"e etiquetagem morfossintática","icon":"list-tree"},{"label":"Entidades nomeadas","icon":"scan-search"},{"label":"Correferência","icon":"link"},{"label":"Análise de sentimento","icon":"heart"},{"label":"Tradução automática","icon":"languages"},{"label":"Sumarização","icon":"file-text"},{"label":"Resposta a perguntas","icon":"message-square"},{"label":"Reconhecimento e síntese de fala","icon":"mic"}],"caption":"Todas exigem lidar com ambiguidade, variação dialetal, ironia e conhecimento de mundo implícito."},{"layout":"causes","title":"Por que o português exige esforço próprio","causes":[{"label":"Morfologia verbal rica e concordância","icon":"type"},{"label":"Clíticos","icon":"hash"},{"label":"Variação Brasil–Portugal","icon":"globe"},{"label":"Registros regionais e informais","note":"abundantes em redes sociais","icon":"message-square"},{"label":"Corpora especializados escassos","note":"jurídicos, clínicos, científicos restritos","icon":"database"}],"effect":{"label":"Cobertura desigual","note":"modelos multilíngues treinados majoritariamente em inglês","icon":"triangle-alert"},"consequences":[{"label":"Benchmarks em português","icon":"clipboard-check"},{"label":"Capacidade nacional de adaptar e auditar","icon":"shield-check"},{"label":"Risco de achatar a variação e excluir 150+ línguas indígenas","icon":"languages"}]},{"layout":"hub","title":"PLN no Brasil","center":{"label":"Comunidade de PLN","icon":"users"},"spokes":[{"label":"NILC (ICMC-USP)","note":"desde os anos 1990; grupos na Unicamp, UFMG, UFRGS, PUC-Rio, UFPE","icon":"school"},{"label":"PROPOR e STIL","note":"conferências da área","icon":"megaphone"},{"label":"BERTimbau (NeuralMind, 2020)","note":"referência em português brasileiro","icon":"book-open"},{"label":"Sabiá (Maritaca AI, 2023)","note":"modelos mais usados do segmento","icon":"brain-circuit"},{"label":"Tucano e GigaVerbo","note":"corpus de 200 bilhões de tokens","icon":"database"},{"label":"C4AI e Recod.ai","note":"PLN e multimodalidade","icon":"microscope"},{"label":"Aplicações","note":"Hand Talk (Libras), Jusbrasil, Blip, Zenvia, TOTVS","icon":"briefcase"},{"label":"Setor público","note":"triagem judicial e assistentes do gov.br","icon":"landmark"}],"caption":"O desafio estrutural continua sendo dados com licença clara e cobertura de domínios especializados."}],"term:visao-computacional":[{"layout":"components","title":"O que a visão computacional extrai","items":[{"label":"Classificação","note":"o que há na cena","icon":"scan-search"},{"label":"Detecção e segmentação","note":"onde está","icon":"crosshair"},{"label":"Rastreamento e fluxo óptico","note":"como se move","icon":"move"},{"label":"Geometria 3D","note":"estéreo, estrutura a partir de movimento","icon":"scale-3d"},{"label":"Descrição e perguntas visuais","note":"o que significa em contexto","icon":"message-square"},{"label":"Geração por difusão","note":"imagens e vídeo","icon":"image"}],"caption":"Entradas: fotos de celular, satélite, radar, lidar, microscopia e exames médicos."},{"layout":"flow","title":"Como um sistema de visão funciona","colLabels":["Captura","Preparação","Modelo","Inferência"],"nodes":[{"id":"cap","col":0,"label":"Câmeras e sensores","icon":"camera"},{"id":"pre","col":1,"label":"Pré-processamento","icon":"filter"},{"id":"dados","col":1,"label":"Dados anotados representativos","note":"um detector de pragas de um bioma falha em outro","icon":"database"},{"id":"mod","col":2,"label":"Modelo treinado","note":"muitas vezes ajustado de um modelo de fundação","icon":"brain-circuit"},{"id":"srv","col":3,"label":"Inferência em servidor","icon":"server"},{"id":"borda","col":3,"label":"Inferência na borda","note":"câmeras, drones, tratores, celulares: modelos compactos","icon":"smartphone"}],"edges":[{"from":"cap","to":"pre"},{"from":"pre","to":"mod"},{"from":"dados","to":"mod","label":"treina"},{"from":"mod","to":"srv"},{"from":"mod","to":"borda"}],"caption":"Na borda, latência e consumo impõem modelos compactos."},{"layout":"hub","title":"Visão computacional no Brasil","center":{"label":"Usos de escala continental","icon":"eye"},"spokes":[{"label":"INPE: PRODES e DETER","note":"desmatamento com CBERS, Amazonia-1 e parceiros","icon":"satellite"},{"label":"Agro","note":"Cromai (daninhas), Solinftec (robótica), Embrapa (fenotipagem)","icon":"tractor"},{"label":"Agrosatélite","note":"safras e cadeias produtivas","icon":"wheat"},{"label":"Pesquisa","note":"Recod.ai (forense, deepfakes), VeRLab e LRM (robótica), C4AI, CEIA","icon":"microscope"},{"label":"Saúde","note":"Einstein, Sírio-Libanês, Dasa e Fleury testam laudos","icon":"stethoscope"},{"label":"Segurança pública","note":"reconhecimento facial em estádios e transporte","icon":"scan-face"},{"label":"Debate regulatório","note":"PL 2338/2023; Data Privacy Brasil, Tarcízio Silva, Nina da Hora","icon":"gavel"}]},{"layout":"balance","title":"Oportunidades e riscos para o Brasil","left":{"label":"Oportunidades","icon":"target","points":["dados únicos: biomas, cultivares, pragas, saúde pública","soberania sobre imagens de satélite: CBERS, Amazonia, Sabiá-Mar","fusão de visão, linguagem e ação; inferência na borda"]},"right":{"label":"Riscos","icon":"shield-alert","points":["vigilância biométrica sem salvaguardas","vieses raciais em reconhecimento facial","deepfakes em eleições e fraude","dependência de modelos estrangeiros em infraestrutura crítica"]},"tilt":"even","verdict":"A definição do reconhecimento facial no marco legal e a auditoria dos sistemas do Estado são os pontos a acompanhar."}],"term:ia-soberana":[{"layout":"layers","title":"As seis camadas da soberania em IA","high":"Governança","low":"Infraestrutura física","items":[{"label":"Regulação","note":"proteção de dados, lei de IA, compras públicas","icon":"gavel"},{"label":"Talento e instituições","note":"pesquisadores, engenheiros, reguladores, tribunais","icon":"graduation-cap"},{"label":"Software e padrões","note":"pilhas abertas que evitem aprisionamento a um fornecedor","icon":"code"},{"label":"Modelos","note":"treinar, ajustar, avaliar e auditar; adequados à língua e ao direito local","icon":"brain-circuit"},{"label":"Dados","note":"bases públicas e privadas com regras de acesso e proteção","icon":"database"},{"label":"Computação","note":"aceleradores e data centers no território, com energia e conectividade","icon":"server"}],"caption":"Soberania não é autarquia: nenhum país controla toda a cadeia."},{"layout":"components","title":"A agenda brasileira de IA soberana","items":[{"label":"PBIA (2024)","note":"R$ 23 bi até 2028 em cinco eixos","icon":"banknote"},{"label":"Santos Dumont","note":"ampliação de R$ 1,8 bi até 2028","icon":"server"},{"label":"Sistema de IA na UFRN","note":"cerca de R$ 1 bi","icon":"cpu"},{"label":"Nuvem de Governo","note":"Serpro e Dataprev, R$ 1 bi","icon":"cloud"},{"label":"Nuvem Brasileira (ago 2026)","note":"PPP entre MGI, ABDI, Serpro e BNDES; poder de compra do Estado","icon":"cloud-cog"},{"label":"LLM nacional da RNP","note":"Huawei e iFlytek, R$ 1,276 bi em cinco anos","icon":"brain-circuit"},{"label":"Programa RISC-V","note":"10 a 15 anos, com Barcelona","icon":"microchip"},{"label":"Centro Nacional de Transparência Algorítmica","note":"UFMG","icon":"shield-check"},{"label":"Marco legal (PL 2338/2023)","note":"votação na Câmara prevista após 2026","icon":"gavel"}],"caption":"Completam o quadro SoberanIA, Redata, Scala AI City, LGPD/ANPD e a rede de IA do BRICS."},{"layout":"compare","title":"Como as potências praticam soberania","columns":[{"label":"Estados Unidos","icon":"flag","note":"liderança como segurança nacional","points":["controles de exportação de chips, inclusive sobre terceiros"]},{"label":"China","icon":"flag","note":"autossuficiência em chips e modelos","points":["principais modelos de pesos abertos de 2025"]},{"label":"União Europeia","icon":"landmark","note":"AI Act + investimento","points":["fábricas e gigafábricas de IA na rede EuroHPC","JUPITER, primeiro exaescala europeu"]},{"label":"Outros","icon":"globe","note":"compra de capacidade em larga escala","points":["Índia (IndiaAI Mission), Japão, Coreia, Arábia Saudita, Emirados","França apoia a Mistral como campeã nacional"]}],"caption":"A maioria das IAs nacionais roda em GPUs americanas fabricadas em Taiwan, com modelos de base estrangeiros."},{"layout":"balance","title":"Retórica ou soberania realista?","left":{"label":"Retórica da soberania","icon":"megaphone","points":["pode justificar gastos ineficientes","protecionismo","controle estatal da informação"]},"right":{"label":"Versão realista","icon":"shield-check","points":["reduzir dependências críticas","poder trocar de fornecedor","exigir que dados sensíveis fiquem no país","treinar modelos em domínios estratégicos","recusar sistemas que violem direitos"]},"tilt":"right","verdict":"A soberania se mede pela capacidade de trocar de fornecedor sem colapso de serviços."}],"term:modelo-de-pesos-abertos":[{"layout":"spectrum","title":"Graus de abertura de um modelo","low":"Fechado","high":"Código aberto pleno (OSAID 1.0)","items":[{"label":"Fechado via API","note":"Sabiá, Amazônia IA","icon":"lock","pos":5},{"label":"Pesos abertos com restrições","note":"Llama (Meta): limites de uso e escala comercial","icon":"key","pos":40},{"label":"Pesos abertos permissivos","note":"DeepSeek-R1 (MIT), gpt-oss (Apache 2.0)","icon":"hard-drive-download","pos":65},{"label":"Pesos + código + informação sobre dados","note":"OLMo (Allen Institute) e projetos acadêmicos","icon":"book-open","pos":95}],"caption":"Pela definição da OSI (out 2024), a maioria dos modelos chamados de abertos é apenas de pesos abertos."},{"layout":"balance","title":"O que pesos abertos permitem e arriscam","left":{"label":"Vantagens","icon":"circle-check","points":["ajuste fino com dados locais","quantização para hardware modesto","execução sem enviar dados a terceiros","pesquisa independente de segurança e interpretabilidade","piso competitivo de preço","difusão de capacidade para países sem laboratórios de fronteira"]},"right":{"label":"Riscos","icon":"shield-alert","points":["salvaguardas removíveis por ajuste fino","uso indevido não pode ser revogado","responsabilidade se dilui"]},"tilt":"even","verdict":"No fundo, um debate sobre quem controla a camada de fundação da IA."},{"layout":"components","title":"Pesos abertos no Brasil","items":[{"label":"Usuário e adaptador","note":"Llama, Qwen, Mistral, Gemma, DeepSeek ajustados em português","icon":"hard-drive-download"},{"label":"Sabiá (Maritaca AI)","note":"fechado, sobre bases abertas, via API","icon":"lock"},{"label":"Amazônia IA (WideLabs)","note":"proprietário","icon":"lock"},{"label":"Tucano","note":"modelos, corpus GigaVerbo e avaliações","icon":"book-open"},{"label":"BERTimbau (NeuralMind, 2020)","note":"por anos o modelo aberto em português mais baixado","icon":"award"},{"label":"TeenyTinyLlama e derivados","note":"UNESP, UFG, Unicamp","icon":"graduation-cap"},{"label":"Open PT LLM Leaderboard","note":"comparação no Hugging Face","icon":"chart-bar"},{"label":"LLM nacional da RNP","note":"grau de abertura de pesos e dados ainda indefinido","icon":"circle-dot"},{"label":"PL 2338/2023","note":"definirá regime para desenvolvedores de modelos abertos","icon":"gavel"}],"caption":"A disponibilidade de modelos abertos é tratada no país como questão de soberania."},{"layout":"timeline","title":"Quando os abertos passaram a vir da China","items":[{"year":"out 2024","label":"Open Source AI Definition 1.0","note":"OSI fixa a fronteira: pesos, código e informação sobre dados","icon":"scroll-text"},{"year":"jan 2025","label":"DeepSeek-R1","note":"licença MIT","icon":"rocket"},{"year":"2025","label":"Qwen, Moonshot, Zhipu","note":"os mais competitivos vêm da China; Llama, Mistral e Gemma seguem","icon":"globe"},{"year":"ago 2025","label":"gpt-oss (OpenAI)","note":"primeiros pesos abertos desde o GPT-2, Apache 2.0","icon":"hard-drive-download"}],"caption":"Governos americanos debatem difusão para adversários; a China usa pesos abertos para ganhar adoção."}],"term:regulacao-de-ia-baseada-em-risco":[{"layout":"pyramid","title":"A escala de risco","items":[{"label":"Risco inaceitável: proibido","note":"manipulação subliminar, pontuação social, biometria em massa","icon":"ban"},{"label":"Alto risco: obrigações fortes","note":"saúde, educação, emprego, crédito, segurança pública, justiça, infraestrutura","icon":"shield-alert"},{"label":"Risco limitado: transparência","note":"avisar que é IA; rotular conteúdo sintético","icon":"eye"},{"label":"Risco mínimo: livre","note":"sujeito às leis gerais","icon":"circle-check"}],"caption":"Alto risco exige avaliação de impacto, gestão de riscos, qualidade de dados, supervisão humana e registro."},{"layout":"components","title":"O que o PL 2338/2023 prevê","items":[{"label":"Proibição de risco excessivo","icon":"ban"},{"label":"Lista de alto risco","note":"avaliação de impacto algorítmico e governança","icon":"clipboard-list"},{"label":"Direitos das pessoas afetadas","note":"informação, explicação, contestação, revisão humana","icon":"users"},{"label":"SIA","note":"ANPD coordena; reguladores setoriais mantidos","icon":"landmark"},{"label":"Direitos autorais no treinamento","icon":"scroll-text"},{"label":"Multas","note":"até R$ 50 mi por infração ou 2% do faturamento","icon":"banknote"},{"label":"Pontos mais disputados","note":"reconhecimento facial em segurança pública e a lista de alto risco","icon":"scan-face"}],"caption":"Enquanto não há lei, aplicam-se LGPD, ANPD, Marco Civil, CDC e normas do BC, CVM, Anvisa e CFM."},{"layout":"timeline","title":"O caminho do marco legal brasileiro","items":[{"year":"2019–2021","label":"Início do debate","note":"EBIA (2021) e PL 21/2020 aprovado na Câmara","icon":"lightbulb"},{"year":"2023","label":"PL 2338/2023","note":"comissão de juristas do Senado","icon":"file-text"},{"year":"dez 2024","label":"Aprovado no Senado","icon":"circle-check"},{"year":"2025","label":"Comissão especial na Câmara","note":"Luisa Canziani preside; relator Aguinaldo Ribeiro defende lei viva","icon":"users"},{"year":"fev 2026","label":"Projetos alternativos","note":"PL 704/2026 e PL 762/2026","icon":"git-branch"},{"year":"mai 2026","label":"Aprovação adiada","note":"Eduardo Gomes: fica para 2027, pelo calendário eleitoral","icon":"hourglass"},{"year":"2027","label":"Decisão provável","note":"marco horizontal detalhado ou lei principiológica","icon":"signpost"}]},{"layout":"balance","title":"As críticas vêm de dois lados","left":{"label":"Frouxa demais","icon":"shield-off","points":["o próprio desenvolvedor classifica o risco","exceções para segurança pública esvaziam proibições","inação deixa biometria, crédito e saúde à autorregulação"]},"right":{"label":"Rígida demais","icon":"lock","points":["listas fixas de alto risco envelhecem depressa","obrigações ex ante oneram pequenas empresas","melhor apoiar-se em leis existentes","excesso afasta investimento"]},"tilt":"even","verdict":"Em qualquer formato, a efetividade depende da capacidade institucional da ANPD."}],"term:benchmark-de-ia":[{"layout":"taxonomy","title":"Famílias de benchmarks","root":{"label":"Benchmarks de IA","icon":"clipboard-check"},"children":[{"label":"Conhecimento","icon":"book-open","children":[{"label":"MMLU (57 disciplinas)"},{"label":"GPQA (pós-graduação)"},{"label":"Humanity's Last Exam"}]},{"label":"Matemática","icon":"calculator","children":[{"label":"GSM8K"},{"label":"MATH"}]},{"label":"Programação","icon":"code","children":[{"label":"HumanEval"},{"label":"SWE-bench (tarefas reais do GitHub)"}]},{"label":"Raciocínio fluido","note":"fácil para humanos, difícil para máquinas","icon":"puzzle","children":[{"label":"ARC-AGI (ARC Prize)"}]},{"label":"Preferência humana às cegas","icon":"users","children":[{"label":"LMArena"}]},{"label":"Holísticos","icon":"layout-grid","children":[{"label":"HELM (Stanford)"}]},{"label":"Superados","note":"já saturados","icon":"history","children":[{"label":"ImageNet"},{"label":"GLUE / SuperGLUE"}]}],"caption":"Em 2026, o ARC-AGI-3 era descrito como o único benchmark ainda não vencido, com mais de US$ 2 mi em prêmios."},{"layout":"causes","title":"Por que benchmarks falham","causes":[{"label":"Contaminação","note":"dados de teste vazam para o treinamento","icon":"droplets"},{"label":"Saturação","note":"modelos atingem o teto e o teste deixa de discriminar","icon":"gauge"},{"label":"Lei de Goodhart","note":"otimizar a métrica deteriora o que ela mede","icon":"target"},{"label":"Representatividade","note":"maioria em inglês, cultura e currículo norte-americanos","icon":"globe"}],"effect":{"label":"Pontuação diverge da utilidade real","note":"sem medição independente, capacidade vira marketing","icon":"triangle-alert"},"consequences":[{"label":"Avaliação em contextos reais: tarefas longas, agentes, custo","icon":"workflow"},{"label":"Avaliação de segurança: red teaming","icon":"shield-alert"},{"label":"Institutos públicos de avaliação","icon":"landmark"}]},{"layout":"hub","title":"Avaliação em português","center":{"label":"Benchmarks brasileiros","icon":"clipboard-check"},"spokes":[{"label":"ENEM como benchmark","note":"GPT-3.5 e GPT-4 avaliados em 2023 (Unicamp, Maritaca)","icon":"graduation-cap"},{"label":"Sabiá e conjunto de avaliações","note":"Maritaca AI","icon":"clipboard-list"},{"label":"OAB, residência médica, concursos","note":"exames usados como testes","icon":"file-check"},{"label":"Open PT LLM Leaderboard","note":"Hugging Face, mantido por brasileiros","icon":"chart-bar"},{"label":"Alerta do Tucano","note":"benchmarks em português correlacionam pouco com o treinamento","icon":"triangle-alert"},{"label":"C4AI, Recod.ai, CEIA, UFMG/DCC","note":"viés, segurança e desempenho local","icon":"microscope"},{"label":"BRACIS (SBC)","note":"fórum principal","icon":"users"},{"label":"Centro Nacional de Transparência Algorítmica","note":"UFMG; avaliação como função de Estado","icon":"shield-check"}],"caption":"Falta um organismo independente com capacidade computacional, nos moldes dos institutos de segurança de IA."},{"layout":"before-after","title":"De provas estáticas a avaliação contínua","before":{"label":"Provas estáticas","icon":"file-text","points":["conjuntos de teste fixos","quase sempre em inglês","sujeitas a contaminação e saturação"]},"after":{"label":"Avaliação dinâmica","icon":"activity","points":["tarefas dinâmicas e ambientes simulados","auditorias contínuas em produção","atenção a custo e segurança","dados novos, não públicos antes do teste"]},"change":"Para o Brasil: benchmarks em português mantidos por instituições independentes e usados em compras públicas."}],"term:agente-de-ia":[{"layout":"cycle","title":"O laço do agente","center":"Objetivo","items":[{"label":"Percebe","note":"texto, telas, APIs, sensores","icon":"eye"},{"label":"Decide","note":"decompõe o objetivo em etapas","icon":"brain"},{"label":"Executa","note":"ferramentas: web, bancos, código, formulários, navegador, robô","icon":"wrench"},{"label":"Observa o resultado","note":"repete até concluir ou pedir ajuda","icon":"scan-search"}],"caption":"O ReAct alterna pensamento e ação; a diferença para um chatbot é a capacidade de agir."},{"layout":"components","title":"Arquitetura típica de um agente","items":[{"label":"Modelo de raciocínio e planejamento","note":"quase sempre um LLM","icon":"brain"},{"label":"Ferramentas","note":"descritas ao modelo; invocadas por chamadas estruturadas","icon":"wrench"},{"label":"Memória de curto prazo","note":"contexto","icon":"history"},{"label":"Memória de longo prazo","note":"bancos vetoriais, arquivos","icon":"database"},{"label":"Orquestrador","note":"limites, confirmação humana, registro","icon":"shield-check"},{"label":"Multiagentes","note":"papéis distribuídos entre especialistas","icon":"users"},{"label":"MCP (Anthropic, nov 2024)","note":"USB-C para IA; adotado por OpenAI, Microsoft, Google","icon":"usb"},{"label":"A2A (Google, 2025)","note":"Linux Foundation; Agentic AI Foundation em 2026","icon":"share-2"}],"caption":"Agentes de programação e de uso de computador atingiram uso comercial amplo em 2024–2025."},{"layout":"hub","title":"Agentes de IA no Brasil","center":{"label":"Atendimento e operações","icon":"bot"},"spokes":[{"label":"Blip e Zenvia","note":"de chatbots a agentes que executam transações; WhatsApp dominante","icon":"message-square"},{"label":"TOTVS, Pipefy, CI&T, Stefanini","note":"software de gestão e consultoria","icon":"briefcase"},{"label":"iFood, Mercado Livre, Magalu","note":"logística, atendimento, desenvolvimento interno","icon":"shopping-cart"},{"label":"Nubank, Itaú, Banco do Brasil","note":"programação e suporte sob o Banco Central","icon":"banknote"},{"label":"Maritaca AI","note":"chamadas de ferramentas em português","icon":"brain-circuit"},{"label":"Serpro e Dataprev","note":"testes no gov.br","icon":"landmark"},{"label":"Regulação incipiente","note":"PL 2338, LGPD, Banco Central e CVM","icon":"gavel"},{"label":"Academia","note":"multiagentes em USP, UFRGS, PUC-Rio, UFPE","icon":"graduation-cap"}]},{"layout":"causes","title":"Por que agentes concentram riscos","causes":[{"label":"Agem, não só respondem","icon":"wrench"},{"label":"Encadeiam muitos passos com memória","icon":"workflow"},{"label":"Leem conteúdo externo","icon":"globe"},{"label":"Atravessam múltiplos sistemas","icon":"network"}],"effect":{"label":"Riscos concentrados","note":"de responder para fazer","icon":"shield-alert"},"consequences":[{"label":"Injeção de prompt: principal vulnerabilidade","icon":"bug"},{"label":"Ações irreversíveis por erro","icon":"triangle-alert"},{"label":"Acúmulo de permissões","icon":"key"},{"label":"Responsabilidade difusa em cadeias de agentes","icon":"git-branch"}],"caption":"Respostas: confirmação humana em ações sensíveis, identidades e permissões para agentes, registro e auditoria."}],"term:semicondutor":[{"layout":"taxonomy","title":"Famílias de produtos semicondutores","root":{"label":"Semicondutores","icon":"microchip"},"children":[{"label":"Lógica","icon":"cpu","children":[{"label":"Processadores"},{"label":"GPUs"},{"label":"Chips de celular"},{"label":"FPGAs"}]},{"label":"Memória","icon":"memory-stick","children":[{"label":"DRAM"},{"label":"NAND flash"},{"label":"HBM"}]},{"label":"Analógicos e sinal misto","icon":"radio","children":[{"label":"Conversores"},{"label":"Gerenciamento de energia"},{"label":"Rádio"}]},{"label":"Discretos e potência","note":"silício, SiC, GaN","icon":"zap","children":[{"label":"MOSFETs"},{"label":"IGBTs"}]},{"label":"Optoeletrônicos e sensores","icon":"camera","children":[{"label":"Câmeras"},{"label":"LEDs"},{"label":"Lasers"}]}],"caption":"Nós maduros (28 nm e acima) respondem pela maior parte do volume físico de chips."},{"layout":"flow","title":"A cadeia de valor dos chips","colLabels":["Insumos","Projeto","Fabricação","Back-end"],"nodes":[{"id":"equip","col":0,"label":"Equipamentos","note":"litografia, deposição, metrologia","icon":"settings"},{"id":"mat","col":0,"label":"Materiais","note":"wafers, gases, fotorresistes, químicos ultrapuros","icon":"flask-conical"},{"id":"proj","col":1,"label":"Projeto","note":"fabless e design houses; EDA e blocos de IP","icon":"pen-tool"},{"id":"fab","col":2,"label":"Fabricação de wafers","note":"foundries e fabricantes integrados","icon":"factory"},{"id":"osat","col":3,"label":"Encapsulamento e teste","note":"OSATs","icon":"package"}],"edges":[{"from":"equip","to":"fab"},{"from":"mat","to":"fab"},{"from":"proj","to":"fab","label":"tape-out"},{"from":"fab","to":"osat"}],"caption":"Geografia concentrada: Taiwan (fabricação avançada), Coreia (memória), Países Baixos e Japão (equipamentos), EUA (projeto e EDA)."},{"layout":"components","title":"O que o Brasil tem em semicondutores","items":[{"label":"CEITEC (Porto Alegre, 2008)","note":"RFID; liquidação em 2020 revertida em 2023; rota de potência e SiC; R$ 60 mi em 2025","icon":"factory"},{"label":"HT Micron (São Leopoldo)","note":"Hana Micron; linha LPDDR5X com BNDES em 2026","icon":"package"},{"label":"Smart Modular e Multilaser","note":"memória em Atibaia e Extrema","icon":"memory-stick"},{"label":"QSiP (Qualcomm/USI)","note":"Campinas","icon":"box"},{"label":"Cerca de 20 design houses","note":"Chipus, SiliconReef, DFChip, Idea!, Eldorado, CTI, LSI-TEC, Von Braun, NSCAD","icon":"pen-tool"},{"label":"PADIS e Brasil Semicondutores","note":"Lei 11.484/2007 e Lei 14.968/2024; incentivos até 2029","icon":"gavel"},{"label":"Membro premier da RISC-V International","note":"desde 2024","icon":"badge-check"},{"label":"Polos","note":"Campinas, Porto Alegre/São Leopoldo, Florianópolis, Recife","icon":"map-pin"}],"caption":"O país importa quase a totalidade dos chips que consome; a indústria concentra-se em encapsulamento, teste e projeto."},{"layout":"stats","title":"O ciclo puxado pela IA (WSTS, maio 2026)","items":[{"value":"1,5","unit":"tri US$","label":"Mercado global em 2026","note":"alta de cerca de 90% sobre 2025","icon":"trending-up"},{"value":"250","unit":"%","label":"Crescimento da memória","note":"HBM e computação acelerada; lógica cresce ~37%","icon":"memory-stick"},{"value":"1,9","unit":"tri US$","label":"Projeção para 2027","icon":"chart-line"},{"value":"65","unit":"%","label":"Participação da TSMC em foundry","note":"produção em massa de 2 nm desde o 4º tri de 2025","icon":"factory"}],"caption":"Uma fábrica de nó avançado custa mais de US$ 20 bi; só TSMC, Samsung e Intel disputam a ponta."}],"term:wafer-e-no-de-processo":[{"layout":"steps","title":"Do lingote ao chip","items":[{"label":"Silício purificado","note":"99,9999999%","icon":"atom"},{"label":"Lingote cilíndrico","note":"método Czochralski","icon":"flask-round"},{"label":"Corte e polimento","note":"planicidade de poucos nanômetros; 300 mm padrão","icon":"ruler"},{"label":"Centenas de etapas","note":"transistores e interconexões, camada a camada","icon":"layers"},{"label":"Corte em dies","note":"dezenas a milhares de chips por lâmina","icon":"grid-3x3"},{"label":"Rendimento (yield)","note":"percentual de dies funcionais define a economia da fab","icon":"percent"}],"caption":"Quanto maior o wafer e menor o die, mais chips por lâmina."},{"layout":"timeline","title":"Cada salto de nó mudou o transistor","items":[{"year":"até 2000","label":"Planar","note":"180, 90, 45 nm: o número ainda era o comprimento do canal","icon":"minus"},{"year":"2011","label":"FinFET","note":"a partir de 22 nm; canal vertical em barbatana","icon":"triangle"},{"year":"2022","label":"GAA com nanofolhas","note":"Samsung em 3 nm","icon":"layers"},{"year":"2025","label":"TSMC N2","note":"porta envolvente; produção em massa no 4º trimestre","icon":"cpu"},{"year":"em seguida","label":"Alimentação pela face traseira","note":"A16 da TSMC","icon":"plug-zap"},{"year":"mais adiante","label":"CFET","note":"transistores complementares empilhados","icon":"layers-3"}],"caption":"Nenhuma dimensão física mede 2 nm: o nome do nó virou rótulo comercial."},{"layout":"spectrum","title":"Quem fabrica em qual nó","low":"Nós maduros (centenas de nm)","high":"Fronteira (2 nm)","items":[{"label":"CEITEC","note":"200 mm, centenas de nm; RFID e potência","icon":"factory","pos":5},{"label":"Salas limpas universitárias","note":"wafers de 100 e 150 mm; MEMS, sensores, fotônica","icon":"microscope","pos":8},{"label":"Maior parte do volume mundial","note":"28 nm e acima: automóveis, indústria, energia","icon":"car","pos":25},{"label":"Unitec/Six (não concluída)","note":"planejava 90 a 130 nm em MG","icon":"circle-x","pos":20},{"label":"SMIC","note":"7 e 5 nm com DUV e multipadronização","icon":"flag","pos":70},{"label":"Samsung SF2 e Intel 18A","note":"rendimento inicial inferior ao da TSMC","icon":"cpu","pos":88},{"label":"TSMC N2","note":"2 nm; N2P no 2º semestre de 2026","icon":"trophy","pos":97}],"caption":"Transistores por mm² são uma comparação mais honesta do que o nome do nó."},{"layout":"components","title":"Wafers e nós no Brasil","items":[{"label":"CEITEC","note":"única linha front-end: 200 mm, centenas de nm; novos equipamentos em 2026","icon":"factory"},{"label":"Unitec/Six","note":"fábrica de 90 a 130 nm planejada em MG, não concluída","icon":"circle-x"},{"label":"HT Micron e Smart Modular","note":"recebem wafers do exterior; LPDDR5X a partir de 2026","icon":"package"},{"label":"Salas limpas de pesquisa","note":"CCS Unicamp, LSI e LME da Poli-USP, PocketFab, LNNano/CNPEM","icon":"microscope"},{"label":"Grupos universitários","note":"UFRGS, UFMG, UFPE, UFSC, UFCG; INCT NAMITEC e SBMicro","icon":"graduation-cap"},{"label":"Não fabrica wafers de silício","note":"mercado de Shin-Etsu, SUMCO, GlobalWafers, Siltronic, SK Siltron","icon":"ban"}],"caption":"Aposta realista: nós maduros e nichos (potência, sensores, RFID, fotônica) com mercado âncora."}],"term:foundry":[{"layout":"compare","title":"Três modelos de negócio em chips","columns":[{"label":"Pure-play foundry","icon":"factory","note":"fabrica para terceiros, sem produtos próprios","points":["inaugurado pela TSMC em 1987","vende capacidade de produção","investe dezenas de bilhões em fábricas"]},{"label":"Fabless","icon":"pen-tool","note":"projeta e vende, sem fábrica","points":["entrega o projeto à foundry","depende de poucas fábricas"]},{"label":"IDM (integrado)","icon":"building-2","note":"projeta e fabrica","points":["Intel, Samsung, Texas Instruments, produtores de memória","Intel Foundry e Samsung Foundry abrem processos a clientes externos"]}],"caption":"O modelo pure-play separou a indústria em duas metades."},{"layout":"pyramid","title":"A pirâmide das foundries","items":[{"label":"3 nm ou abaixo","note":"só TSMC, Samsung e Intel","icon":"crown"},{"label":"Nós intermediários e maduros","note":"GlobalFoundries, UMC, SMIC, Tower, Hua Hong","icon":"factory"},{"label":"Dezenas de fábricas especializadas","note":"analógico, potência, MEMS, compostos","icon":"layout-grid"}],"caption":"Serviços de multi-project wafer (MPW) deixam universidades e pequenas empresas compartilhar uma lâmina."},{"layout":"components","title":"O que uma fab oferece","items":[{"label":"Sala limpa","note":"dezenas de milhares de m²","icon":"building"},{"label":"Centenas de etapas","note":"litografia, deposição, gravação, implantação, polimento, metrologia","icon":"settings"},{"label":"Ciclo de 2 a 3 meses","icon":"clock"},{"label":"PDK","note":"regras, modelos e bibliotecas para projetar naquele nó","icon":"book-open"},{"label":"Tape-out","note":"serviço de entrega do projeto","icon":"file-check"},{"label":"Encapsulamento avançado","note":"CoWoS da TSMC, usado em GPUs de IA","icon":"layers-3"},{"label":"Custo acima de US$ 20 bi","note":"fábrica de nó avançado, depreciada em poucos anos","icon":"banknote"},{"label":"Utilização alta e constante","note":"condição da economia da fab","icon":"gauge"}]},{"layout":"timeline","title":"CEITEC, a única fab de silício do país","items":[{"year":"2008","label":"Criada em Porto Alegre","note":"linha de 200 mm, centenas de nm; chips de RFID","icon":"factory"},{"year":"2020","label":"Colocada em liquidação","icon":"circle-x"},{"year":"2023","label":"Resgatada","note":"reestruturação sob Augusto Gadelha","icon":"refresh-cw"},{"year":"jun–jul 2026","label":"Novos equipamentos","note":"retoma venda de chips de geração anterior","icon":"package"},{"year":"em 3 a 4 anos","label":"Rota de potência","note":"semicondutores de potência, incluindo carbeto de silício","icon":"zap"}],"caption":"Gadelha: a força realista está no encapsulamento avançado, não em wafers em larga escala. A Unitec/Six (MG) nunca concluiu sua fab."}],"term:fabless-e-design-house":[{"layout":"compare","title":"Fabless vs. design house","columns":[{"label":"Fabless","icon":"briefcase","note":"projeta e vende chips sob a própria marca","points":["NVIDIA, Qualcomm, AMD, Broadcom, MediaTek, Apple","entrega à foundry; contrata OSATs","valor no projeto e no software","depende de poucas foundries"]},{"label":"Design house","icon":"pen-tool","note":"serviços de projeto sob encomenda","points":["circuitos, blocos de IP ou partes de um chip","clientes: fabricantes de equipamentos, fabless, governos, institutos","do nível de sistema ao layout físico","exige talento e licenças, não fábricas"]}],"caption":"Em países sem fabricação, design houses são a forma mais acessível de participar da cadeia."},{"layout":"steps","title":"O fluxo de projeto de um chip","items":[{"label":"Especificação","icon":"file-text"},{"label":"Descrição em linguagem de hardware","note":"Verilog, VHDL, linguagens de alto nível","icon":"code"},{"label":"Verificação funcional","icon":"clipboard-check"},{"label":"Síntese lógica","icon":"binary"},{"label":"Posicionamento e roteamento","icon":"route"},{"label":"Análise de temporização e consumo","icon":"timer"},{"label":"Tape-out","note":"entrega dos arquivos de máscara à foundry","icon":"file-check"}],"caption":"Insumos caros e concentrados: EDA (Synopsys, Cadence, Siemens EDA), blocos de IP e PDKs."},{"layout":"hub","title":"A rede brasileira de design houses","center":{"label":"Programa CI-Brasil","icon":"network"},"spokes":[{"label":"Chipus","note":"Florianópolis; sinal misto e IP analógica","icon":"pen-tool"},{"label":"SiliconReef","note":"Recife (Porto Digital)","icon":"pen-tool"},{"label":"DFChip","note":"Brasília","icon":"pen-tool"},{"label":"Idea! Electronic Systems","note":"Campinas","icon":"pen-tool"},{"label":"Eldorado, CTI, LSI-TEC, Von Braun, NSCAD","note":"institutos e centros","icon":"landmark"},{"label":"Inatel e DHBH (UFMG)","note":"design houses acadêmicas","icon":"graduation-cap"},{"label":"EnSilica","note":"filial da britânica","icon":"globe"},{"label":"Qualcomm QSiP com USI","note":"Campinas; Impinj com presença comercial","icon":"building-2"}],"caption":"Nichos: sinal misto, RFID, sensores, potência e IP; a maior parte da receita vem de clientes estrangeiros."},{"layout":"balance","title":"Projeto: onde o Brasil pode crescer","left":{"label":"Alavancas","icon":"trending-up","points":["formar milhares de projetistas (CI Innovator)","financiar tape-outs em MPW","IP em RISC-V com demanda pública: identificação, defesa, energia, agro","inserir design houses em cadeias de exportação"]},"right":{"label":"Riscos","icon":"triangle-alert","points":["fuga de talentos para o exterior e para software","licenças de EDA caras e sob controles de exportação","fragmentação em muitos centros pequenos"]},"tilt":"left","verdict":"Indicadores: tape-outs nacionais por ano e sobrevivência das design houses independentes."}],"term:osat":[{"layout":"steps","title":"O back-end de um chip","items":[{"label":"Wafer processado chega da foundry","icon":"layers"},{"label":"Corte em dies","icon":"grid-3x3"},{"label":"Montagem","note":"em substrato ou moldura","icon":"box"},{"label":"Conexão elétrica","note":"wire bonding (fios de ouro ou cobre) ou flip-chip (microesferas de solda)","icon":"cable"},{"label":"Encapsulamento","note":"resina ou tampa","icon":"package"},{"label":"Teste final","note":"descarta os defeituosos","icon":"clipboard-check"}],"caption":"O resultado é o chip tal como aparece numa placa: um invólucro com pinos ou esferas."},{"layout":"components","title":"Encapsulamento avançado","items":[{"label":"System-in-package (SiP)","icon":"box"},{"label":"Fan-out","note":"encapsulamento em leque","icon":"expand"},{"label":"2.5D sobre interpositor","note":"CoWoS da TSMC une GPU e pilhas de HBM","icon":"layers-3"},{"label":"3D com TSV","note":"vias através do silício","icon":"layers"},{"label":"Chiplets (UCIe)","note":"interconexões de alta densidade","icon":"blocks"},{"label":"HBM","note":"8 a 16 dies de DRAM empilhados por milhares de TSVs","icon":"memory-stick"},{"label":"Teste","note":"de wafer, burn-in e em nível de sistema; Advantest, Teradyne","icon":"clipboard-check"}],"caption":"Com a Lei de Moore mais lenta, o desempenho passou a vir de integrar vários chips num só pacote."},{"layout":"hub","title":"O back-end brasileiro","center":{"label":"Onde o Brasil produz","icon":"package"},"spokes":[{"label":"HT Micron (São Leopoldo)","note":"Hana Micron; receita > R$ 1 bi em 2024; LPDDR5X com R$ 84,86 mi do BNDES","icon":"memory-stick"},{"label":"Smart Modular (Atibaia)","note":"memórias e módulos","icon":"memory-stick"},{"label":"Multilaser (Extrema)","note":"linha de memória","icon":"memory-stick"},{"label":"Unitec (ex-Six)","note":"atuou em encapsulamento de memória","icon":"history"},{"label":"QSiP (Qualcomm/USI, Campinas)","note":"system-in-package para dispositivos conectados","icon":"box"},{"label":"TERA e Tellescom","note":"módulos e componentes de potência","icon":"zap"},{"label":"CEITEC","note":"encapsulamento avançado como força realista","icon":"factory"},{"label":"Incentivos","note":"PADIS, Lei de Informática, Brasil Semicondutores","icon":"gavel"}],"caption":"Um dos poucos mercados fora da Ásia com back-end de memória em escala."},{"layout":"before-after","title":"De etapa barata a gargalo estratégico","before":{"label":"Back-end histórico","icon":"hammer","points":["baixo valor agregado","intensivo em mão de obra","migrou para a Ásia a partir dos anos 1960"]},"after":{"label":"Back-end estratégico","icon":"layers-3","points":["ganhos vêm de integrar chips no pacote","CoWoS foi o gargalo dos aceleradores de IA em 2024–2025","memória deve crescer ~250% em 2026 (WSTS), puxada por HBM"]},"change":"desaceleração da Lei de Moore"}],"term:risc-v":[{"layout":"compare","title":"Três arquiteturas de conjunto de instruções","columns":[{"label":"x86","icon":"cpu","note":"Intel e AMD","points":["proprietária"]},{"label":"Arm","icon":"key","note":"licenciada mediante pagamento","points":["ecossistema de software mais maduro para usuário final"]},{"label":"RISC-V","icon":"badge-check","note":"aberta e livre de royalties","points":["criada em Berkeley em 2010","qualquer um projeta e vende sem permissão","RISC-V International, na Suíça desde 2020"]}],"caption":"A ISA é o contrato entre hardware e software."},{"layout":"layers","title":"Arquitetura modular do RISC-V","high":"Aplicação completa","low":"Núcleo mínimo","items":[{"label":"Perfis (ex.: RVA23)","note":"fixam quais extensões um processador deve implementar","icon":"clipboard-check"},{"label":"Extensões personalizadas","note":"risco de fragmentação","icon":"puzzle"},{"label":"Extensões padronizadas","note":"multiplicação, ponto flutuante, atômicas, vetores, criptografia, hipervisor","icon":"blocks"},{"label":"Conjunto-base","note":"inteiros de 32 ou 64 bits","icon":"binary"}],"caption":"ISA aberta não é implementação aberta: núcleos podem ser abertos ou proprietários (SiFive, T-Head)."},{"layout":"timeline","title":"O Brasil adere ao RISC-V","items":[{"year":"fev 2024","label":"Membro premier da RISC-V International","note":"iniciativa do MCTI e da Softex (CI Innovator)","icon":"badge-check"},{"year":"mar 2024","label":"Eldorado + Barcelona Supercomputing Center","note":"acelerador de multiplicação de matrizes para HPC e IA","icon":"handshake"},{"year":"em curso","label":"Comunidade RISC-V Brasil","note":"u32BR, chips na USP, Von Braun Labs, ensino e livros traduzidos","icon":"users"},{"year":"ago 2026","label":"Programa de 10 a 15 anos no PBIA","note":"chips RISC-V para HPC e IA; orçamento ainda não detalhado","icon":"microchip"}],"caption":"Aposta: supercomputadores e nuvem soberana com componentes projetados no país, no longo prazo."},{"layout":"causes","title":"Por que uma ISA aberta importa","causes":[{"label":"ISAs dominantes são proprietárias","note":"x86 e Arm","icon":"lock"},{"label":"Licenças e royalties","icon":"coins"},{"label":"Controles de exportação e sanções","icon":"ban"}],"effect":{"label":"RISC-V remove barreira e dependência","note":"projetar processadores sem licenciar ISA estrangeira","icon":"key"},"consequences":[{"label":"Estratégia chinesa de autossuficiência (Alibaba T-Head)","icon":"flag"},{"label":"Autonomia europeia (BSC, EuroHPC)","icon":"landmark"},{"label":"Debate brasileiro sobre soberania","icon":"shield"}],"caption":"O valor está na implementação, na verificação e no software, não na ISA."}],"term:fpga-e-asic":[{"layout":"compare","title":"FPGA vs. ASIC","columns":[{"label":"FPGA","icon":"grid-3x3","note":"lógica configurável depois da fabricação","points":["blocos lógicos, memória, DSP e interconexão programáveis","reversível: corrige e atualiza em campo","vence em volumes baixos, protótipos e padrões em mudança","latência determinística: finanças, controle industrial"],"meters":{"custo inicial":1,"risco":1}},{"label":"ASIC","icon":"circuit-board","note":"lógica fixa gravada em silício","points":["mais rápido, mais eficiente e mais barato por unidade em volume","NRE de milhões a centenas de milhões de dólares","1 a 2 anos de desenvolvimento; sem correção após o tape-out","TPUs, Trainium, mineração de cripto, celulares, automóveis"],"meters":{"custo inicial":5,"risco":5}}],"caption":"A escolha é econômica e de risco: o volume paga o NRE?"},{"layout":"spectrum","title":"Do programável ao fixo","low":"Programável (FPGA)","high":"Fixo (ASIC)","items":[{"label":"FPGA","note":"satélites, defesa, instrumentação: atualização em campo","icon":"grid-3x3","pos":5},{"label":"SoC adaptativo","note":"FPGA com núcleos de processador fixos","icon":"cpu","pos":30},{"label":"Chiplets mistos","note":"partes fixas e programáveis","icon":"blocks","pos":50},{"label":"ASIC estruturado","icon":"layout-grid","pos":72},{"label":"ASIC","note":"aceleradores de IA dos hiperescaladores","icon":"circuit-board","pos":95}],"caption":"FPGAs são a ferramenta de aprendizado e nicho; ASICs, a forma final de produtos de volume."},{"layout":"components","title":"FPGAs e ASICs no Brasil","items":[{"label":"Telecomunicações","note":"Padtec e CPqD","icon":"antenna"},{"label":"Defesa e aviônicos","note":"AEL Sistemas, Mectron/Embraer, Atech, Kryptus (criptografia)","icon":"shield"},{"label":"Satélites","note":"INPE e Visiona; FPGAs tolerantes a radiação (UFRGS, INPE)","icon":"satellite"},{"label":"Sirius (CNPEM)","note":"instrumentação","icon":"atom"},{"label":"Formação","note":"UFRGS, Unicamp, USP, UFMG, UFPE, UFSC, UFCG (Virtus), ITA","icon":"graduation-cap"},{"label":"ASICs das design houses","note":"sinal misto, RFID, sensores, energia via MPW","icon":"pen-tool"},{"label":"CEITEC","note":"chips de identificação","icon":"factory"},{"label":"Longo prazo","note":"aceleradores RISC-V com o BSC; programa de chips de IA (2026)","icon":"microchip"},{"label":"Não fabrica FPGAs","note":"duopólio de dois fornecedores americanos","icon":"ban"}]},{"layout":"hub","title":"ASICs de IA sob medida","center":{"label":"Reduzir a dependência da NVIDIA","icon":"target"},"spokes":[{"label":"Google TPU","note":"sétima geração","icon":"cpu"},{"label":"Amazon Trainium","icon":"cpu"},{"label":"Meta MTIA","icon":"cpu"},{"label":"Microsoft Maia","icon":"cpu"},{"label":"OpenAI","note":"projeto contratado à Broadcom e Marvell","icon":"pen-tool"},{"label":"TSMC","note":"fabrica quase todos","icon":"factory"}],"caption":"Um dos segmentos de crescimento mais rápido da indústria. FPGAs: duopólio AMD (Xilinx) e Altera."}],"term:carbeto-de-silicio":[{"layout":"compare","title":"Silício, SiC e GaN em potência","columns":[{"label":"Silício","icon":"circle","note":"banda proibida de 1,1 eV","points":["IGBTs em inversores","mais perdas e mais refrigeração"]},{"label":"Carbeto de silício (SiC)","icon":"zap","note":"banda de ~3,3 eV","points":["campo de ruptura quase 10x maior","condutividade térmica ~3x superior","650 V a 1.700 V e além; comuta mais rápido","cristais crescidos a mais de 2.000 °C"]},{"label":"Nitreto de gálio (GaN)","icon":"radio","note":"banda larga","points":["tensões mais baixas, frequências mais altas","carregadores, data centers, rádio"]}],"caption":"No inversor de um veículo elétrico, trocar IGBTs por MOSFETs de SiC aumenta a autonomia em alguns pontos percentuais."},{"layout":"causes","title":"Por que a demanda por SiC explodiu","causes":[{"label":"Veículos elétricos","note":"Tesla popularizou o SiC no Model 3 (2017)","icon":"car"},{"label":"Inversores solares e eólicos","icon":"sun"},{"label":"Armazenamento em baterias","icon":"battery"},{"label":"Trens e redes elétricas","icon":"train-front"},{"label":"Fontes de data centers","icon":"server"}],"effect":{"label":"De nicho a bilhões em menos de uma década","icon":"trending-up"},"consequences":[{"label":"Cadeia própria: substratos, epitaxia, dispositivos, módulos","icon":"layers"},{"label":"Guerra de preços ocidente vs. China","icon":"swords"},{"label":"Transição de 150 mm para 200 mm","icon":"expand"}]},{"layout":"hub","title":"Potência no Brasil: demanda alta, produção incipiente","center":{"label":"Semicondutores de potência","icon":"zap"},"spokes":[{"label":"Eletrificação da frota","note":"BYD em Camaçari, GWM em Iracemápolis, ônibus Eletra e Marcopolo","icon":"car"},{"label":"Energia","note":"solar, eólica, hidrogênio verde, data centers","icon":"sun"},{"label":"WEG","note":"motores, inversores e carregadores com chips importados","icon":"cog"},{"label":"Semikron, TERA, Tellescom","note":"módulos e componentes","icon":"box"},{"label":"Moura","note":"baterias","icon":"battery"},{"label":"CEITEC","note":"rota de potência e SiC em 3 a 4 anos","icon":"factory"},{"label":"Pesquisa","note":"Unicamp, USP, UFRGS, UFMG, CNPEM; CEPEL e Itaipu Parquetec","icon":"microscope"},{"label":"Não produz substratos nem epitaxia","icon":"ban"}]},{"layout":"before-after","title":"A pressão chinesa sobre o SiC","before":{"label":"2021","icon":"flag","points":["fornecedores chineses com ~10% dos substratos","Wolfspeed, maior fornecedora, em expansão agressiva (200 mm em Mohawk Valley)"]},"after":{"label":"2025","icon":"trending-down","points":["SICC e TanKeBlue com quase 40% do mercado","preço de wafers de SiC caiu ~30% em 2024 (Yole)","Wolfspeed em recuperação judicial (Chapter 11)"]},"change":"maior indústria de veículos elétricos do mundo como mercado interno chinês"}],"term:litografia":[{"layout":"steps","title":"Como a litografia transfere o padrão","items":[{"label":"Fotorresiste","note":"cobre o wafer com material sensível à luz","icon":"droplet"},{"label":"Projeção da máscara","note":"óptica reduz a imagem do retículo","icon":"scan"},{"label":"Exposição","note":"a luz altera a solubilidade do resiste","icon":"sun-medium"},{"label":"Revelação","note":"remove parte do resiste e deixa o padrão","icon":"filter"},{"label":"Gravação, deposição ou implantação","note":"guiadas pelo padrão","icon":"layers"},{"label":"Repetir","note":"dezenas de camadas alinhadas a poucos nanômetros","icon":"repeat"}],"caption":"Resolução depende do comprimento de onda, da abertura numérica (NA) e de truques de processo."},{"layout":"spectrum","title":"Ondas cada vez mais curtas","low":"Detalhes maiores","high":"Detalhes menores","items":[{"label":"365 nm e 248 nm","icon":"sun","pos":10},{"label":"193 nm (DUV, ArF)","note":"imersão em água e multipadronização; nós maduros por décadas","icon":"droplets","pos":35},{"label":"13,5 nm (EUV, NA 0,33)","note":"plasma de estanho, espelhos em vácuo; ~13 nm; nós de 7 a 2 nm","icon":"sparkles","pos":70},{"label":"High-NA EUV (NA 0,55)","note":"EXE:5200B, 2025; ~8 nm; > US$ 350 mi por máquina","icon":"zoom-in","pos":88},{"label":"Hyper-NA (0,75)","note":"em discussão para os anos 2030","icon":"telescope","pos":98}],"caption":"Nenhum material é transparente ao EUV: tudo é refletido por espelhos multicamada."},{"layout":"hub","title":"Um monopólio e seu ecossistema","center":{"label":"ASML (Países Baixos)","icon":"building-2"},"spokes":[{"label":"Zeiss, TRUMPF e consórcios de clientes","note":"duas décadas de desenvolvimento do EUV","icon":"handshake"},{"label":"Nikon e Canon","note":"DUV em segundo plano; Canon em nanoimpressão","icon":"camera"},{"label":"Japão","note":"Gigaphoton (lasers), Lasertec (inspeção), Tokyo Electron, JSR (fotorresistes)","icon":"flag"},{"label":"Controles de exportação","note":"EUV à China proibido desde 2019; DUV de imersão restrito desde 2023","icon":"ban"},{"label":"China","note":"SMEE em DUV, relatos de protótipos EUV, multipadronização para 7 e 5 nm","icon":"flag"},{"label":"Clientes High-NA","note":"Intel (14A) primeiro; TSMC e Samsung avaliam o custo","icon":"cpu"}],"caption":"Uma única empresa de um único país controla a ferramenta sem a qual não há chips avançados."},{"layout":"components","title":"Litografia no Brasil: dependência total e indireta","items":[{"label":"CEITEC","note":"litografia óptica convencional; centenas de nm em 200 mm","icon":"factory"},{"label":"Salas limpas","note":"CCS Unicamp, LSI e LME da Poli-USP: alinhadoras, escritores de máscara, feixe de elétrons","icon":"microscope"},{"label":"LNNano/CNPEM e Sirius","note":"caracterização de materiais litográficos","icon":"atom"},{"label":"CTI Renato Archer, UFRGS, UFMG, UFPE","note":"protótipos de sensores, MEMS e fotônica","icon":"graduation-cap"},{"label":"Chips importados","note":"litografados em Taiwan, Coreia, EUA, China ou Europa","icon":"globe"},{"label":"Equipamentos maduros","note":"mercado secundário, menos sujeito a controles","icon":"shopping-cart"},{"label":"Sem EUV ou DUV de produção","icon":"ban"}],"caption":"Tema de dependência a gerir, não de desenvolvimento: formar engenheiros de processo e metrologia."}],"term:rfid":[{"layout":"steps","title":"Como uma etiqueta passiva responde","items":[{"label":"Leitor emite sinal de rádio","icon":"radio-tower"},{"label":"Etiqueta capta energia do campo","note":"sem bateria: chip minúsculo + antena","icon":"zap"},{"label":"Chip responde por backscatter","note":"modula o sinal refletido","icon":"antenna"},{"label":"Leitor decodifica","note":"centenas de etiquetas por segundo em UHF","icon":"scan-line"},{"label":"Software associa o identificador","note":"a informações sobre o item","icon":"database"}],"caption":"Etiquetas ativas e semipassivas carregam bateria: mais alcance, mais custo."},{"layout":"compare","title":"Três faixas de frequência","columns":[{"label":"Baixa frequência","icon":"paw-print","note":"125–134 kHz","points":["alcance de centímetros","funciona perto de água e metal","microchips de animais, controle de acesso"]},{"label":"Alta frequência","icon":"nfc","note":"13,56 MHz","points":["inclui o NFC","cartões de pagamento, passaportes, celulares"]},{"label":"Ultra-alta frequência","icon":"package","note":"860–960 MHz, EPC Gen2 (ISO/IEC 18000-63)","points":["centenas de etiquetas por segundo a até 10 m","varejo, logística, identificação industrial","chip custa centavos; Impinj e NXP dominam"]}]},{"layout":"hub","title":"RFID no Brasil","center":{"label":"Onde o país chegou a fabricar chips completos","icon":"microchip"},"spokes":[{"label":"CEITEC: chips nacionais","note":"chip do boi (2012, LF), UHF EPC, SINIAV veicular, documentos","icon":"factory"},{"label":"Retomada em 2024","note":"venda a fabricante de etiquetas e ao Grupo Hospitalar Conceição","icon":"refresh-cw"},{"label":"Impinj e Acura Global","note":"chips importados; leitores e etiquetas nacionais","icon":"antenna"},{"label":"Varejo de moda e atacado","note":"Brascol e Memove pioneiros; HP Brasil em impressoras","icon":"store"},{"label":"Indústria e defesa","note":"Petrobras, Vale e Forças Armadas","icon":"shield"},{"label":"Agro","note":"brincos em bovinos exigidos por importadores","icon":"wheat"},{"label":"Saúde e rodovias","note":"ativos hospitalares; pedágios eletrônicos","icon":"hospital"},{"label":"GS1 Brasil","note":"coordena padrões EPC","icon":"barcode"}]},{"layout":"before-after","title":"O que a RFID resolve","before":{"label":"Código de barras","icon":"barcode","points":["exige linha de visada","leitura item a item","intervenção humana"]},"after":{"label":"RFID","icon":"radio","points":["lê sem linha de visada, em massa","identificador único por item","inventário em segundos; rastreabilidade ponta a ponta","caixas sem atendentes, pedágio sem parada, rebanhos rastreados"]},"change":"chip + antena respondendo por rádio"}],"term:amr-e-agv":[{"layout":"compare","title":"AGV vs. AMR","columns":[{"label":"AGV","icon":"route","note":"veículo guiado, desde os anos 1950","points":["trajetos fixos: fios, fitas magnéticas, refletores a laser, QR no piso","para diante de obstáculo","mudar de rota exige alterar o layout","confiável e previsível, mas rígido"]},{"label":"AMR","icon":"bot","note":"robô autônomo, a partir dos anos 2010","points":["mapa com lidar e câmeras (SLAM)","planeja a própria rota e contorna pessoas","realocado por software, sem obras"]}],"caption":"A mesma tecnologia dos carros autônomos, em ambientes controlados: por isso amadureceu antes."},{"layout":"components","title":"Formatos e sistema de frota","items":[{"label":"Plataformas que carregam estantes","note":"modelo da Kiva, comprada pela Amazon em 2012","icon":"boxes"},{"label":"Carrinhos de picking","note":"seguem operadores","icon":"shopping-cart"},{"label":"Empilhadeiras autônomas","icon":"truck"},{"label":"Robôs de classificação em grades","icon":"grid-3x3"},{"label":"Goods-to-person","note":"o estoque vai até o trabalhador","icon":"user"},{"label":"Gestão de frota","note":"tarefas, congestionamentos, baterias; integra ao WMS","icon":"workflow"},{"label":"VDA 5050","note":"robôs de fabricantes diferentes no mesmo controlador","icon":"link"},{"label":"ISO 3691-4","note":"sensores, velocidades e zonas de proteção entre pessoas","icon":"shield-check"}],"caption":"Robôs por assinatura (RaaS) tornaram-se comuns."},{"layout":"hub","title":"Intralogística automatizada no Brasil","center":{"label":"Robôs importados, integração nacional","icon":"warehouse"},"spokes":[{"label":"Usuários","note":"Mercado Livre, Magalu, Amazon, montadoras, bens de consumo","icon":"store"},{"label":"Pollux Automation (Joinville)","note":"integra MiR, Omron, UR; Nestlé, Unilever, VW, BMW; opera no México","icon":"wrench"},{"label":"Instor e integradoras","icon":"settings"},{"label":"WEG","note":"acionamentos, motores, automação","icon":"cog"},{"label":"SENAI, ABII, ABINEE","note":"ISI de Joinville difunde entre médias empresas","icon":"school"},{"label":"Pesquisa","note":"LRM ICMC-USP, VeRLab UFMG, LaRoCS Unicamp, LARA UnB, Phi Robotics UFRGS","icon":"microscope"},{"label":"RoboCup Brasil e CBR","note":"competições formam estudantes","icon":"trophy"},{"label":"Porto de Santos e Correios","note":"pátios e centros de triagem","icon":"anchor"}],"caption":"Sem fabricante nacional em escala; a oportunidade está em integração, software de frota, agro e mineração."},{"layout":"stats","title":"Robótica de serviço em 2025 (IFR)","items":[{"value":"117,5","unit":"mil","label":"Robôs de transporte e logística vendidos","note":"maior categoria de robôs de serviço","icon":"truck"},{"value":"250","unit":"mil","label":"Robôs de serviço profissionais","note":"alta de 24%; logística é 47% do total","icon":"bot"},{"value":"1","unit":"mi+","label":"Robôs da Amazon","note":"maior operador do mundo, com modelo de fundação para coordená-los","icon":"warehouse"},{"value":"34,2","unit":"mi","label":"Robôs de serviço para consumidores","icon":"users"}],"caption":"China domina a fabricação (Geek+, Hikrobot, Quicktron, Hai Robotics)."}],"term:drone-rpas-bvlos":[{"layout":"taxonomy","title":"Nomes para aeronaves sem tripulação","root":{"label":"Aeronave sem tripulação a bordo","icon":"plane"},"children":[{"label":"VANT","note":"termo genérico","icon":"plane","children":[{"label":"Multirrotores (centenas de gramas)"},{"label":"Asas fixas e híbridos VTOL (horas, dezenas de kg)"}]},{"label":"RPA","note":"pilotada remotamente por humano","icon":"user"},{"label":"RPAS","note":"sistema completo: aeronave, estação e enlace","icon":"radio-tower"},{"label":"UAS","note":"OACI e EUA; inclui autônomas","icon":"globe"},{"label":"Aeromodelos","note":"recreativos, tratados à parte","icon":"gamepad-2"}],"caption":"Usos: mapeamento, inspeção, pulverização, entrega, segurança pública e defesa."},{"layout":"compare","title":"VLOS vs. BVLOS","columns":[{"label":"VLOS","icon":"eye","note":"piloto mantém contato visual","points":["uso local; ferramenta ou brinquedo"]},{"label":"BVLOS","icon":"radar","note":"além do alcance visual","points":["inspeções longas, entregas, grandes áreas, agro em escala","exige enlace C2 confiável, detectar e evitar, geocercas","procedimentos de perda de enlace; UTM","autorizado caso a caso por risco (SORA/JARUS)"]}],"caption":"O BVLOS separa uma ferramenta local de uma infraestrutura de serviços aéreos."},{"layout":"stats","title":"A frota brasileira (ANAC)","items":[{"value":"177","unit":"mil","label":"Drones registrados em set 2026","note":"133 mil em março; cadastro quase total obrigatório","icon":"plane"},{"value":"33","unit":"%","label":"Crescimento em seis meses","note":"cerca de 10 mil unidades por mês","icon":"trending-up"},{"value":"62","unit":"%","label":"Do mercado latino-americano","icon":"map"},{"value":"3,29","unit":"mi","label":"Drones civis na China","note":"18 vezes a frota brasileira; América do Norte > 855 mil","icon":"globe"}]},{"layout":"timeline","title":"Regras e indústria nacional","items":[{"year":"2017","label":"RBAC-E 94","note":"classificação por peso","icon":"scroll-text"},{"year":"2020","label":"Speedbird Aero certificada para BVLOS","icon":"badge-check"},{"year":"2022–2024","label":"DLV-1 e DLV-2","note":"certificados de aeronavegabilidade para entrega","icon":"package"},{"year":"2025","label":"Speedbird autorizada na União Europeia","icon":"globe"},{"year":"jun 2026","label":"RBAC-E 100","note":"categorias Aberta, Específica e Certificada, por risco da operação","icon":"gavel"},{"year":"2026","label":"Entregas com iFood","note":"rota de Alphaville","icon":"send"},{"year":"set 2026","label":"Programa Nacional de Drones no Senado","note":"menos tributos sobre componentes, mais P&D","icon":"landmark"}],"caption":"XMobots, Santos Lab, Skydrones, Horus, Arpac e Nest completam o quadro; o agro é dominado por aeronaves chinesas."}],"term:evtol":[{"layout":"compare","title":"Três arquiteturas de eVTOL","columns":[{"label":"Multirrotor","icon":"circle-dot","note":"EH216-S (EHang)","points":["só rotores verticais","simples e lento","alcance limitado"],"meters":{"complexidade":1,"eficiência em cruzeiro":1}},{"label":"Lift + cruise","icon":"plane","note":"Eve (Embraer)","points":["rotores para subir, propulsor e asa para cruzar","eficiente e mecanicamente simples","carrega o peso dos rotores inativos"],"meters":{"complexidade":3,"eficiência em cruzeiro":3}},{"label":"Rotores basculantes","icon":"rotate-cw","note":"Joby, Archer","points":["as mesmas hélices inclinam entre fases","máxima eficiência","complexidade mecânica e de certificação"],"meters":{"complexidade":5,"eficiência em cruzeiro":5}}],"caption":"A densidade energética das baterias é a restrição física central."},{"layout":"components","title":"O ecossistema além da aeronave","items":[{"label":"Propulsão elétrica distribuída","note":"muitos motores pequenos e redundantes","icon":"zap"},{"label":"Baterias de íons de lítio","note":"transição vertical–horizontal consome muita potência","icon":"battery"},{"label":"Controle de voo digital","icon":"cpu"},{"label":"Vertiportos","icon":"map-pin"},{"label":"Carregadores de alta potência","icon":"plug-zap"},{"label":"UATM","note":"gestão de tráfego aéreo urbano","icon":"radar"},{"label":"Certificação","note":"FAA powered-lift (2024), EASA SC-VTOL, ANAC em conjunto","icon":"file-check"},{"label":"Aceitação pública","note":"ruído e segurança","icon":"users"}],"caption":"Até 100 km, a partir de pontos compactos, com menos ruído e emissões que um helicóptero."},{"layout":"timeline","title":"A Eve, aposta brasileira","items":[{"year":"2022","label":"Listada em Nova York","note":"controlada pela Embraer; nasceu na Embraer-X","icon":"trending-up"},{"year":"dez 2025","label":"Primeiro voo pairado","note":"protótipo em escala real, não tripulado, em Gavião Peixoto","icon":"plane"},{"year":"mar 2026","label":"Demonstração ao presidente","icon":"flag"},{"year":"ago 2026","label":"Primeiro voo de transição","note":"rumo ao voo sustentado pela asa","icon":"arrow-up-right"},{"year":"2027","label":"Operação comercial prevista","note":"certificação pela ANAC com FAA e EASA; fábrica em Taubaté","icon":"badge-check"}],"caption":"Quatro passageiros e piloto; seis protótipos; carteira de milhares de cartas de intenção."},{"layout":"compare","title":"Três polos da corrida","columns":[{"label":"Estados Unidos","icon":"flag","note":"Joby e Archer lideram na FAA","points":["operações iniciais em Dubai e Abu Dhabi","Beta Technologies foca carga"]},{"label":"China","icon":"flag","note":"EHang","points":["primeiro certificado de tipo do mundo (2023), sem piloto","operações turísticas; economia de baixa altitude"]},{"label":"Europa","icon":"landmark","note":"sobreviventes raros","points":["Volocopter e Lilium insolventes em 2024–2025","Vertical Aerospace prossegue"]}],"caption":"Custo de certificação e escassez de capital eliminam concorrentes; retornos ainda distantes."}],"term:cobot":[{"layout":"compare","title":"Robô industrial tradicional vs. cobot","columns":[{"label":"Robô industrial","icon":"factory","note":"isolado por grades de proteção","points":["ritmo industrial","FANUC, KUKA, ABB, Yaskawa"]},{"label":"Cobot","icon":"bot","note":"trabalha no mesmo espaço que pessoas","points":["carga de 3 a 30 kg; alcance de até ~1,5 m","sensores de torque em cada junta; para ao detectar contato","superfícies arredondadas, velocidade limitada","programação por demonstração; interfaces em tablet","viável para PMEs e tarefas de baixo volume"]}],"caption":"Conceito de 1996 (Northwestern); comercializado em escala pela Universal Robots a partir de 2008."},{"layout":"components","title":"Quatro modos de colaboração (ISO 10218 / ISO/TS 15066)","items":[{"label":"Parada monitorada de segurança","icon":"pause"},{"label":"Condução manual","note":"o operador move o braço","icon":"move"},{"label":"Velocidade e separação","note":"o robô desacelera quando a pessoa se aproxima","icon":"gauge"},{"label":"Limitação de potência e força","note":"contato admitido dentro de limites biomecânicos","icon":"shield-check"}],"caption":"Na prática, muitos cobots trabalham em ritmo industrial atrás de barreiras virtuais."},{"layout":"stats","title":"Robôs industriais no Brasil em 2025 (IFR)","items":[{"value":"4.300","unit":"robôs","label":"Instalados no ano","note":"alta de 38%","icon":"bot"},{"value":"2.100","unit":"robôs","label":"No setor automotivo","note":"alta de 212%: novas fábricas e eletrificação","icon":"car"},{"value":"600","unit":"mil+","label":"Instalações no mundo","note":"recorde; China com 354 mil (59%)","icon":"globe"},{"value":"5","unit":"mi","label":"Estoque operacional mundial","note":"cobots são ~1/10 das instalações, mas crescem acima da média","icon":"factory"}]},{"layout":"hub","title":"Cobots no Brasil","center":{"label":"Difusão por integradores","icon":"wrench"},"spokes":[{"label":"Pollux Automation (Joinville)","note":"Universal Robots, FANUC, KUKA com visão e intralogística","icon":"bot"},{"label":"Instor e Indústrias Romi","note":"células robotizadas em máquinas-ferramenta","icon":"cog"},{"label":"WEG","note":"automação e acionamentos","icon":"zap"},{"label":"SENAI","note":"ISI de Joinville e CIMATEC testam células colaborativas","icon":"school"},{"label":"ABINEE e ABII","note":"fornecedores e usuários","icon":"users"},{"label":"Laboratórios","note":"RoboCIn (UFPE), RoboFEI, LaRoCS, LARA, SBA","icon":"microscope"},{"label":"OBR e CBR","note":"funil de talentos","icon":"trophy"}],"caption":"Sem fabricante nacional em escala; oportunidade em integração, garras, software e serviços. NR-12 precisa se adaptar."}],"term:rov-e-robotica-submarina":[{"layout":"compare","title":"ROV, AUV e veículos residentes","columns":[{"label":"ROV","icon":"cable","note":"ligado por cabo umbilical ao navio","points":["recebe energia e comandos; envia vídeo e dados","observação: pequenos, câmeras e sonar","trabalho: toneladas, > 3.000 m, braços hidráulicos","piloto em sala de controle"]},{"label":"AUV","icon":"navigation","note":"sem cabo, autônomo","points":["baterias, sensores inerciais e acústicos","missões de horas ou dias sem comunicação contínua","levantamentos de fundo, inspeção de dutos, pesquisa"]},{"label":"Residentes e híbridos","icon":"anchor","note":"o meio-termo","points":["meses no fundo em estações de acoplamento","pilotados de terra por satélite ou fibra","híbridos: autonomia com cabo fino"]}],"caption":"A água bloqueia rádio: comunicação submarina depende de acústica lenta ou de cabos."},{"layout":"components","title":"Onde a robótica submarina é indispensável","items":[{"label":"Petróleo e gás em águas profundas","note":"árvores de natal, manifolds, dutos","icon":"fuel"},{"label":"Parques eólicos marítimos","icon":"wind"},{"label":"Cabos submarinos de dados","icon":"cable"},{"label":"Defesa","note":"minas e vigilância","icon":"shield"},{"label":"Pesquisa oceanográfica","icon":"microscope"},{"label":"Mineração em águas profundas","note":"controversa; aguarda regulação","icon":"pickaxe"}],"caption":"Abaixo de 300 metros, mergulhadores não chegam."},{"layout":"hub","title":"Pré-sal: um dos maiores mercados do mundo","center":{"label":"Petrobras","icon":"fuel"},"spokes":[{"label":"Campos a mais de 2.000 m","note":"milhares de km de dutos; inspeção contínua por ROVs de trabalho","icon":"waves"},{"label":"Oceaneering","note":"maior do mundo; bases em Macaé e no Rio","icon":"anchor"},{"label":"Fugro, Subsea 7, TechnipFMC, DOF","note":"frotas sob contrato; Bacia de Campos e Santos","icon":"ship"},{"label":"CENPES com PUC-Rio e COPPE/UFRJ","note":"inspeção autônoma, veículos residentes, manipulação","icon":"microscope"},{"label":"Marinha do Brasil","note":"hidrografia, salvamento, Amazônia Azul; CTMSP e Amazul","icon":"shield"},{"label":"Nova demanda","note":"eólicas marítimas (Lei 15.097/2025) e cabos em Fortaleza e Santos","icon":"wind"}],"caption":"Sem fabricante nacional de ROV de trabalho; há ROVs de observação, sensores, software e engenharia submarina."},{"layout":"before-after","title":"Rumo a operações sem navio","before":{"label":"Hoje","icon":"ship","points":["ROV embarcado em navio de apoio","piloto a bordo","tripulações e navios caros"]},"after":{"label":"Amanhã","icon":"radio-tower","points":["veículos residentes no fundo do mar","pilotagem de terra por satélite ou fibra","fusão de ROV e AUV em híbridos","inspeções automatizadas com IA"]},"change":"operação remota, residência e autonomia crescente"}],"term:industria-4-0-e-gemeo-digital":[{"layout":"steps","title":"Quatro etapas da industrialização","items":[{"label":"1ª: mecanização a vapor","icon":"flame"},{"label":"2ª: eletricidade e produção em massa","icon":"zap"},{"label":"3ª: automação por eletrônica e computadores","icon":"cpu"},{"label":"4ª: sistemas ciberfísicos","note":"Hannover 2011; dados em tempo real, decisões descentralizadas","icon":"network"}],"caption":"Fábricas que se reconfiguram para lotes pequenos, preveem falhas e rastreiam cada peça."},{"layout":"components","title":"Componentes da Indústria 4.0","items":[{"label":"IoT industrial","note":"sensores e controladores em rede","icon":"wifi"},{"label":"Nuvem e borda","icon":"cloud"},{"label":"Análise de dados e IA","icon":"brain-circuit"},{"label":"Robótica colaborativa e móvel","icon":"bot"},{"label":"Manufatura aditiva","icon":"layers"},{"label":"Realidade aumentada","note":"para operadores","icon":"scan"},{"label":"Segurança cibernética","icon":"lock"}],"caption":"Integração vertical (chão de fábrica ao ERP) e horizontal (fornecedores e clientes)."},{"layout":"hub","title":"Gêmeo digital","center":{"label":"Réplica virtual alimentada por dados reais","icon":"git-compare"},"spokes":[{"label":"Gêmeo de produto","note":"acompanha uma turbina pela vida útil","icon":"cog"},{"label":"Gêmeo de processo","note":"simula a linha antes de alterá-la","icon":"workflow"},{"label":"Gêmeo de planta ou cidade","note":"integra milhares de ativos","icon":"building-2"},{"label":"Fidelidade crescente","note":"geométrica, física, preditiva com IA","icon":"scaling"},{"label":"ISO 23247","note":"estrutura para manufatura","icon":"scroll-text"},{"label":"OPC UA e Asset Administration Shell","note":"interoperabilidade entre fornecedores","icon":"link"}],"caption":"Formulado por Michael Grieves em 2002 e aplicado pela NASA a veículos espaciais."},{"layout":"components","title":"Indústria 4.0 no Brasil","items":[{"label":"Brasil Mais Produtivo","note":"ABDI e MDIC; relançado em 2023 com SENAI, Sebrae e bancos públicos","icon":"trending-up"},{"label":"Nova Indústria Brasil e Mover","note":"Missão 4: transformação digital; incentivos automotivos","icon":"landmark"},{"label":"SENAI, Embrapii, ABII","note":"infraestrutura de apoio; CNI e ABINEE representam o setor","icon":"school"},{"label":"WEG e Embraer","note":"IoT industrial; gêmeos em projeto e produção aeronáutica","icon":"plane"},{"label":"Petrobras e Vale","note":"gêmeos de plataformas e refinarias; barragens e minas autônomas","icon":"fuel"},{"label":"Setor elétrico","note":"Itaipu, Eletrobras e distribuidoras: gêmeos de ativos","icon":"zap"},{"label":"Universidades","note":"USP, Unicamp, UFSC, UFRGS, UFMG e SENAI CIMATEC: laboratórios-fábrica","icon":"graduation-cap"},{"label":"Conectividade","note":"5G privativo e Open RAN como apostas","icon":"wifi"}],"caption":"Adoção concentrada: a maioria das indústrias ainda está em estágios iniciais (CNI, ABDI)."}],"term:robo-humanoide":[{"layout":"components","title":"O que compõe um robô humanoide","items":[{"label":"Atuadores elétricos","icon":"cog","note":"alta densidade de torque; a geração atual abandonou a hidráulica"},{"label":"Baterias","icon":"battery","note":"autonomia de poucas horas"},{"label":"Sensores","icon":"scan","note":"câmeras, lidar, sensores táteis e de força"},{"label":"Controle de corpo inteiro","icon":"gauge","note":"equilíbrio dinâmico bípede"},{"label":"Modelos visão-linguagem-ação","icon":"brain-circuit","note":"aprendem tarefas por imitação, não por programação"},{"label":"Dados de manipulação","icon":"users","note":"escassos; coletados por teleoperação em larga escala"}],"caption":"A virada recente veio da IA: demonstrações humanas, teleoperação e simulação em massa substituem a programação explícita."},{"layout":"balance","title":"Versatilidade contra complexidade","left":{"label":"Argumento a favor","icon":"circle-check","points":["usa portas, escadas, ferramentas e postos feitos para pessoas","adapta-se o robô ao mundo, não o mundo ao robô","ponto de encontro entre IA generativa e mundo físico"]},"right":{"label":"Argumento contra","icon":"triangle-alert","points":["equilíbrio bípede e manipulação destra são muito mais difíceis que um braço fixo","percepção em ambientes não estruturados","bateria de poucas horas e segurança ao lado de pessoas","custo total frente a robôs especializados"]},"tilt":"even","verdict":"A promessa só se cumpre se os modelos de fundação para robótica vencerem a complexidade."},{"layout":"hub","title":"Humanoides no Brasil: base acadêmica e competitiva","center":{"label":"RoboCup e competições","icon":"trophy"},"spokes":[{"label":"RoboCIn (UFPE)","icon":"bot","note":"entre as equipes mais premiadas"},{"label":"ITAndroids (ITA)","icon":"bot","note":"ligas de humanoides da RoboCup"},{"label":"RoboFEI (FEI)","icon":"bot","note":"com Reinaldo Bianchi"},{"label":"LaRoCS (Unicamp)","icon":"bot","note":"com Esther Colombini"},{"label":"USP, UFMG, UFRGS","icon":"brain","note":"controle e aprendizado por reforço para locomoção e manipulação"},{"label":"Walk Again Project","icon":"accessibility","note":"exoesqueletos com interface cérebro-máquina (Nicolelis)"},{"label":"OBR","icon":"graduation-cap","note":"Olimpíada Brasileira de Robótica forma a base"}],"caption":"O Brasil não fabrica humanoides comerciais; os importados (sobretudo chineses) aparecem em eventos, varejo e demonstrações."},{"layout":"compare","title":"Uma corrida americana e chinesa","columns":[{"label":"Estados Unidos","icon":"flag","note":"Tesla (Optimus), Figure, Agility (Digit), Boston Dynamics (Atlas), Apptronik","points":["bilhões captados","metas de produção em fábricas de automóveis e armazéns","Digit já em piloto logístico","NVIDIA fornece computação, simulação e modelos de fundação"]},{"label":"China","icon":"factory","note":"Unitree (G1, H1), UBTech, AgiBot, Fourier e dezenas de startups","points":["apoio estatal e cadeia de componentes barata","preços caíram de centenas de milhares para dezenas de milhares de dólares","maior parte das unidades vendidas","meia maratona de humanoides em Pequim (2025)"]}],"caption":"Cerca de 7 mil humanoides de porte completo (acima de 1,40 m) vendidos no mundo em 2025, segundo a IFR."}],"term:qubit-e-computacao-quantica":[{"layout":"compare","title":"Bit clássico e qubit","columns":[{"label":"Bit clássico","icon":"binary","note":"vale 0 ou 1","points":["um estado definido por vez"]},{"label":"Qubit","icon":"atom","note":"sistema físico de dois níveis: spin, íon, circuito supercondutor, fóton","points":["superposição de 0 e 1 com amplitudes complexas","só se resolve em 0 ou 1 quando medido","emaranhamento: o conjunto não se descreve pelas partes","n qubits: espaço de 2^n dimensões"]}],"caption":"Portas lógicas manipulam amplitudes e a interferência amplifica as respostas corretas antes da medição."},{"layout":"taxonomy","title":"Plataformas de qubits em competição","root":{"label":"Qubits físicos","icon":"atom"},"children":[{"label":"Supercondutores","icon":"cpu","note":"Google, IBM, Rigetti"},{"label":"Íons aprisionados","icon":"magnet","note":"Quantinuum, IonQ; fidelidades altas"},{"label":"Átomos neutros","icon":"circle-dot","note":"QuEra, Pasqal, Atom Computing; centenas a milhares de qubits físicos"},{"label":"Fótons","icon":"sparkles","note":"PsiQuantum, Xanadu"},{"label":"Spins em silício","icon":"microchip"},{"label":"Topológicos","icon":"infinity","note":"Microsoft Majorana 1 (2025), contestado pela comunidade"}]},{"layout":"steps","title":"Como se vence o ruído: correção de erros","items":[{"label":"Qubits perdem coerência","icon":"hourglass","note":"em microssegundos a segundos; cada porta introduz erro"},{"label":"Codificar um qubit lógico","icon":"layers","note":"em muitos qubits físicos (código de superfície, qLDPC)"},{"label":"Medir síndromes de erro","icon":"scan","note":"continuamente, sem destruir a informação"},{"label":"Operar abaixo do limiar","icon":"trending-down","note":"Google Willow (105 qubits, dez 2024): código maior, erro menor"},{"label":"Tolerância a falhas","icon":"shield-check","note":"IBM Starling (2029): 200 qubits lógicos, 100 milhões de portas"}],"caption":"Códigos qLDPC exigem cerca de dez vezes menos qubits físicos que o código de superfície."},{"layout":"stats","title":"Computação quântica no Brasil em números","items":[{"value":"200","unit":"mi R$","label":"CIQUANTA-PB (João Pessoa, jun 2026)","note":"R$ 140 mi do governo estadual + R$ 60 mi do MCTI","icon":"landmark"},{"value":"20 e 100","unit":"qubits","label":"primeiros computadores quânticos do país","note":"operacionais, abrigados no CIQUANTA-PB","icon":"atom"},{"value":"500","unit":"pessoas","label":"programa de residência","note":"156 bolsas em seis cidades, R$ 20 mi","icon":"graduation-cap"},{"value":"dezenas","unit":"mi R$","label":"financiamento nacional estimado antes","note":"contra dezenas de bilhões de dólares nos programas estrangeiros","icon":"scale"}],"caption":"O país não fabrica qubits em escala e depende de acesso remoto a máquinas de IBM, Google, Amazon e outras."}],"term:criptografia-pos-quantica":[{"layout":"taxonomy","title":"Os padrões pós-quânticos do NIST","root":{"label":"Padrões PQC (ago 2024)","icon":"shield-check"},"children":[{"label":"FIPS 203 ML-KEM","icon":"key","note":"estabelecimento de chaves; antes Kyber","children":[{"label":"reticulados"}]},{"label":"FIPS 204 ML-DSA","icon":"file-check","note":"assinaturas; antes Dilithium","children":[{"label":"reticulados"}]},{"label":"FIPS 205 SLH-DSA","icon":"hash","note":"assinaturas; antes SPHINCS+","children":[{"label":"apenas funções de hash"}]},{"label":"FIPS 206 FALCON","icon":"file-badge","note":"assinaturas; ainda a publicar"},{"label":"HQC","icon":"shield","note":"selecionado em mar 2025 como alternativa ao ML-KEM; padrão previsto para 2027","children":[{"label":"códigos corretores de erros"}]}],"caption":"Fundamentos matemáticos distintos servem de reserva caso a confiança nos reticulados falhe."},{"layout":"causes","title":"Colher agora, decifrar depois","causes":[{"label":"Algoritmo de Shor","icon":"atom","note":"quebraria em horas RSA, Diffie-Hellman e curvas elípticas"},{"label":"Dados interceptados hoje","icon":"database","note":"armazenados até a máquina existir"},{"label":"Informação de longa vida","icon":"file-text","note":"segredos de Estado, saúde, propriedade intelectual, identidades"}],"effect":{"label":"Ameaça presente, não futura","icon":"triangle-alert","note":"HTTPS, VPNs, certificados, atualizações, blockchains e cartões expostos"},"consequences":[{"label":"Modos híbridos (clássico + PQC)","icon":"git-merge"},{"label":"Agilidade criptográfica","icon":"refresh-cw"},{"label":"Chaves e assinaturas maiores","icon":"expand"}],"caption":"AES e funções de hash são menos afetados e exigem apenas chaves maiores."},{"layout":"timeline","title":"Do padrão à proibição dos algoritmos antigos","items":[{"year":"2016","label":"NIST abre competição pública","icon":"flag"},{"year":"2024","label":"FIPS 203, 204 e 205","icon":"file-check","note":"ML-KEM, ML-DSA, SLH-DSA (agosto)"},{"year":"2025","label":"HQC selecionado","icon":"shield","note":"alternativa ao ML-KEM (março)"},{"year":"2026","label":"IN 35 do ITI","icon":"landmark","note":"ICP-Brasil adota PQC (30 jan); 1as assinaturas no 1º semestre"},{"year":"2027","label":"Padrão HQC previsto","icon":"file-badge"},{"year":"2030","label":"RSA e curvas elípticas descontinuados","icon":"triangle-alert","note":"proposta do NIST para 112 bits de segurança"},{"year":"2035","label":"Proibição","icon":"ban","note":"agências federais dos EUA migram até meados da década de 2030"}]},{"layout":"hub","title":"Quem migra no Brasil","center":{"label":"ICP-Brasil pós-quântica","icon":"shield-check"},"spokes":[{"label":"ITI","icon":"landmark","note":"IN 35/2026: da AC-Raiz às autoridades certificadoras"},{"label":"Assinatura gov.br","icon":"file-check","note":"mais de 1 milhão de assinaturas por dia; Serpro e Dataprev"},{"label":"Kryptus","icon":"lock","note":"HSMs nacionais implementam os novos padrões"},{"label":"Banco Central e B3","icon":"banknote","note":"Pix, Open Finance, Drex acompanham recomendações"},{"label":"ComDCiber e CTEx","icon":"shield","note":"criptografia de Estado"},{"label":"Pesquisa","icon":"graduation-cap","note":"UnB, UFSC, Unicamp, USP, UFMG, IMPA; SBSeg"},{"label":"Lacuna","icon":"triangle-alert","note":"sem plano nacional com prazos e inventário"}]}],"term:comunicacao-quantica-e-qkd":[{"layout":"steps","title":"Como a QKD gera uma chave secreta","items":[{"label":"Emissor codifica bits","icon":"sparkles","note":"em polarizações de fótons únicos (BB84) ou pares emaranhados (E91)"},{"label":"Fótons viajam","icon":"cable","note":"por fibra ou pelo ar; perdas limitam a 100–200 km por enlace"},{"label":"Receptor mede","icon":"scan","note":"medir perturba o estado; não clonagem"},{"label":"Comparação em canal clássico","icon":"message-square","note":"autenticado; interceptação altera as estatísticas e é detectada"},{"label":"Chave compartilhada","icon":"key","note":"usada por cifragem clássica; a QKD não transmite mensagens"}],"caption":"Sem repetidores quânticos (sinais não podem ser amplificados), redes longas usam nós confiáveis ou satélites, como o Micius (2016)."},{"layout":"compare","title":"Três famílias de implementação","columns":[{"label":"Variáveis discretas (DV-QKD)","icon":"circle-dot","note":"detectores de fótons únicos","points":["protocolo original BB84"]},{"label":"Variáveis contínuas (CV-QKD)","icon":"waves","note":"detecção coerente","points":["componentes de telecomunicações convencionais","mais barata e integrável","usada no teste do QuIIN (LuxQuanta)"]},{"label":"Independente do detector (MDI-QKD)","icon":"shield-check","note":"elimina ataques contra os detectores","points":["detectores são o elo mais vulnerável","usada na Rede Rio Quântica"]}]},{"layout":"balance","title":"QKD ou criptografia pós-quântica?","left":{"label":"QKD","icon":"atom","points":["segurança baseada em física, não em hipóteses matemáticas","detecta a interceptação","custo, alcance e hardware dedicado","vulnerabilidades de implementação"]},"right":{"label":"PQC","icon":"lock","points":["software em computadores clássicos","preferida por NSA e NCSC para segurança nacional","Europa e Ásia: QKD como camada adicional"]},"tilt":"right","verdict":"Agências ocidentais tratam a QKD como complemento, não substituto, da PQC."},{"layout":"components","title":"Comunicação quântica no Brasil (2026)","items":[{"label":"Rede Rio Quântica","icon":"network","note":"UFF, PUC-Rio, UFRJ, CBPF; MDI-QKD sobre fibras da Rede Rio/FAPERJ"},{"label":"QuIIN / SENAI CIMATEC","icon":"building","note":"1ª videochamada protegida por QKD (jul 2026); CV-QKD, ~50 km"},{"label":"Pesquisa de base","icon":"graduation-cap","note":"USP, UFPE, UFMG, UFRJ, UFF, UFABC, CBPF; INCT e IBQuântica"},{"label":"Padtec e CPqD","icon":"cable","note":"fornecedores naturais de componentes e enlaces"},{"label":"RNP","icon":"globe","note":"candidata a hospedar enlaces de longa distância"},{"label":"Rede comercial","icon":"circle-x","note":"nenhuma em operação no país"}]}],"term:fotonica-integrada":[{"layout":"components","title":"O que há em um circuito fotônico integrado (PIC)","items":[{"label":"Guias de onda","icon":"route","note":"trilhas transparentes que confinam a luz por índice de refração"},{"label":"Divisores e acopladores","icon":"split"},{"label":"Moduladores","icon":"sliders-horizontal","note":"imprimem dados variando fase ou amplitude"},{"label":"Filtros e multiplexadores","icon":"filter","note":"separam comprimentos de onda"},{"label":"Fotodetectores","icon":"eye","note":"convertem luz em sinal elétrico"},{"label":"Laser","icon":"sun-medium","note":"fabricado à parte; integrado por montagem híbrida ou heterogênea"}],"caption":"Tudo em escala de micrômetros, como a microeletrônica faz com elétrons."},{"layout":"compare","title":"Quatro plataformas materiais","columns":[{"label":"Silício sobre isolante","icon":"cpu","note":"fotônica de silício","points":["aproveita fábricas CMOS existentes","não emite luz eficientemente"]},{"label":"Fosfeto de índio","icon":"sun-medium","points":["único capaz de integrar lasers de forma nativa"]},{"label":"Nitreto de silício","icon":"waves","points":["baixas perdas"]},{"label":"Niobato de lítio em filme fino","icon":"zap","points":["moduladores rápidos"]}]},{"layout":"before-after","title":"Da óptica conectável à co-empacotada","before":{"label":"Transceptores ópticos","icon":"plug","points":["400 Gb/s, 800 Gb/s e 1,6 Tb/s entre servidores e comutadores","conversões elétricas longas até o chip"]},"after":{"label":"Óptica co-empacotada (CPO)","icon":"cpu","points":["motor óptico no mesmo encapsulamento que o comutador ou a GPU","NVIDIA Spectrum-X e Quantum-X (mar 2025), com TSMC, Coherent, Lumentum e Corning","3,5 vezes mais eficiência energética; 4 vezes menos lasers","próximo passo: interligação óptica direta entre chips"]},"change":"eliminar as conversões elétricas longas"},{"layout":"hub","title":"O polo de fotônica de Campinas","center":{"label":"CPqD (1976)","icon":"building-2"},"spokes":[{"label":"Padtec","icon":"cable","note":"sistemas DWDM; exporta para América Latina e África"},{"label":"BrPhotonics","icon":"circuit-board","note":"criada em 2014; projeta PICs e moduladores para transceptores coerentes"},{"label":"Unicamp (IFGW, FEEC)","icon":"graduation-cap","note":"forma a maior parte dos pesquisadores"},{"label":"LNNano / CNPEM","icon":"microscope","note":"sala limpa para dispositivos em escala de pesquisa"},{"label":"Demanda local","icon":"server","note":"data centers de IA, cabos submarinos em Fortaleza, fibra da V.tal"},{"label":"Lacuna","icon":"triangle-alert","note":"transceptores quase todos importados; sem fabricação de PICs em volume"}]}],"term:satelite-observacao-da-terra":[{"layout":"taxonomy","title":"Sensores passivos e ativos","root":{"label":"Sensores de observação da Terra","icon":"satellite"},"children":[{"label":"Passivos","icon":"sun","note":"registram luz solar refletida ou calor emitido","children":[{"label":"câmeras ópticas e multiespectrais"},{"label":"radiômetros no infravermelho térmico"},{"label":"radiômetros em micro-ondas"}]},{"label":"Ativos","icon":"radar","note":"emitem o próprio sinal; operam à noite e através de nuvens","children":[{"label":"radar de abertura sintética (SAR)"},{"label":"altímetros"},{"label":"lidares"}]}]},{"layout":"components","title":"Quatro resoluções em compromisso","items":[{"label":"Resolução espacial","icon":"zoom-in","note":"menor detalhe: dezenas de cm a centenas de m"},{"label":"Resolução espectral","icon":"palette","note":"de poucas bandas visíveis a centenas (hiperespectral)"},{"label":"Resolução temporal","icon":"clock","note":"intervalo de revisita a um mesmo ponto"},{"label":"Faixa imageada","icon":"ruler","note":"largura de terreno coberta a cada passagem"}],"caption":"A WFI do Amazonia-1 (830 km de faixa, 64 m) revisita o país em poucos dias; alta resolução exige constelações."},{"layout":"timeline","title":"Meio século de sensoriamento remoto no INPE","items":[{"year":"1973","label":"Imagens Landsat","icon":"satellite-dish","note":"INPE começa a recebê-las"},{"year":"1988","label":"Programa CBERS","icon":"handshake","note":"com a China; CBERS-1 em 1999, CBERS-4 em 2014, CBERS-4A em 2019"},{"year":"2021","label":"Amazonia-1","icon":"satellite","note":"1º satélite projetado, integrado e testado no país (28 fev)"},{"year":"2023","label":"VCUB1 (Visiona)","icon":"box","note":"1º satélite de observação projetado pela indústria nacional"},{"year":"2027","label":"Amazonia-1B","icon":"rocket","note":"lançamento contratado em um Vega C"},{"year":"2028","label":"CBERS-6","icon":"radar","note":"1º da série com radar SAR em banda X"}],"caption":"Os dados alimentam PRODES e DETER, referência mundial em alerta de desmatamento."},{"layout":"stats","title":"Amazonia-1 e o programa brasileiro","items":[{"value":"380","unit":"mi R$","label":"custo do Amazonia-1","note":"70% contratados em dez empresas nacionais","icon":"coins"},{"value":"64","unit":"m","label":"resolução da câmera WFI","note":"~640 kg, órbita de 752 km, faixa de 830 km","icon":"camera"},{"value":"199,4","unit":"mi R$","label":"FNDCT/Finep para lançamentos","note":"Amazonia-1B e Sabiá-Mar (com a Argentina)","icon":"rocket"},{"value":"167,9","unit":"mi R$","label":"Carcará I e II (FAB)","note":"satélites radar da ICEYE, em operação desde 2022","icon":"radar"}]}],"term:satelite-geoestacionario":[{"layout":"stats","title":"A órbita geoestacionária em números","items":[{"value":"35.786","unit":"km","label":"altitude","note":"órbita circular sobre o equador","icon":"orbit"},{"value":"23 h 56 min","unit":"","label":"período orbital","note":"coincide com a rotação da Terra: o satélite parece fixo","icon":"clock"},{"value":"500–600","unit":"ms","label":"latência de ida e volta","note":"perdas elevadas exigem antenas de alto ganho e kW de potência","icon":"timer"},{"value":"15+","unit":"anos","label":"vida útil típica","note":"limitada pelo combustível de manutenção de posição","icon":"hourglass"}],"caption":"Três satélites espaçados de 120° cobrem quase todo o planeta, exceto os polos."},{"layout":"steps","title":"Do lançamento à posição fixa","items":[{"label":"Lançamento","icon":"rocket","note":"para uma órbita de transferência elíptica (GTO)"},{"label":"Circularização","icon":"orbit","note":"propulsão de bordo zera a inclinação; elétrica é mais lenta, mas mais leve e barata"},{"label":"Operação","icon":"satellite-dish","note":"bandas C, Ku, Ka e Q/V; feixes pontuais de alta vazão (HTS)"},{"label":"Manutenção de posição","icon":"settings","note":"perturbações do Sol, da Lua e do campo terrestre exigem manobras"},{"label":"Fim de vida","icon":"circle-x","note":"descarte responsável em órbita-cemitério"}],"caption":"Posições orbitais e espectro são coordenados pela UIT; cada país notifica e defende suas posições."},{"layout":"before-after","title":"Do SGDC-1 ao SGDC-2","before":{"label":"SGDC-1 (maio 2017)","icon":"satellite","points":["Thales Alenia Space, lançado por Ariane 5; ~R$ 3 bi com transferência à Visiona","~60 Gbps em banda Ka civil + banda X militar (COPE, Brasília)","banda-base terceirizada à Viasat por falta de recursos","em 2027 entra no último terço da vida de 15 anos"]},"after":{"label":"SGDC-2 (RFI jul 2026)","icon":"satellite-dish","points":["até 100 Gbps","controle operacional e de banda-base totalmente brasileiros","integração com redes LEO e MEO para serviços não críticos","contratação prevista para 2027, condicionada ao orçamento"]},"change":"evitar lacuna de cobertura e recuperar o controle soberano"},{"layout":"balance","title":"Soberania ou mercado?","left":{"label":"Controle soberano","icon":"shield","points":["canais militares e governamentais","banda-base nacional","participação de Visiona e Embraer"]},"right":{"label":"Delegar ao mercado","icon":"coins","points":["conectividade de massa por redes multiórbita comerciais","Telebras admite não ter recursos para replicar sozinha","conteúdo nacional pode inflar custos"]},"tilt":"even","verdict":"Soberania nos canais críticos, mercado na conectividade de massa."}],"term:cubesat-nanossatelite":[{"layout":"components","title":"Arquitetura típica de um CubeSat","items":[{"label":"Computador de bordo","icon":"cpu"},{"label":"Rádio","icon":"radio","note":"UHF/VHF, banda S ou X"},{"label":"Painéis solares e baterias","icon":"battery-charging","note":"íons de lítio; dezenas de watts"},{"label":"Controle de atitude","icon":"compass","note":"magnetômetros, sensores solares, rodas de reação ou bobinas"},{"label":"Carga útil","icon":"camera","note":"câmera, coleta de dados, experimento, demonstração"},{"label":"Componentes COTS","icon":"box","note":"de prateleira; redundância e vida curta compensam a radiação"}],"caption":"Unidade 1U: cubo de 10 cm e ~1,3 kg, combinável em 2U, 3U, 6U, 12U e 16U (padrão Cal Poly/Stanford, 1999)."},{"layout":"stats","title":"Nanossatélites no mundo","items":[{"value":"3.417","unit":"","label":"nanossatélites lançados","note":"até 31 de julho de 2026 (Nanosats.eu)","icon":"satellite"},{"value":"3.165","unit":"","label":"deles são CubeSats","icon":"box"},{"value":"94","unit":"países","label":"com entidades lançadoras","icon":"globe"},{"value":"~1.900","unit":"","label":"previstos entre 2024 e 2029","note":"mais unidades 12U e 16U, cargas SAR e de telecom","icon":"trending-up"}],"caption":"Planet opera ~200 Doves de 3U; a Transporter da SpaceX leva até 120 nanossatélites por voo."},{"layout":"timeline","title":"Trajetória brasileira","items":[{"year":"2014","label":"NanosatC-BR1","icon":"box","note":"1U da UFSM e do INPE"},{"year":"2015","label":"SERPENS","icon":"box","note":"3U, consórcio liderado pela UnB com apoio da AEB"},{"year":"2019","label":"FloripaSat-1","icon":"box","note":"1U do SpaceLab da UFSC (dezembro)"},{"year":"2021","label":"Constelação Catarina","icon":"layers","note":"portaria da AEB (maio): 13 nanossatélites feitos em SC; NanosatC-BR2 sobe"},{"year":"2023","label":"VCUB1 (Visiona)","icon":"satellite","note":"1º da indústria nacional; câmera OPTO 3UCAM; Falcon 9 (abril)"},{"year":"2025","label":"Perda no Hanbit-Nano","icon":"triangle-alert","note":"dois satélites da UFSC e um da UFMA, falha de 22 dez em Alcântara"}],"caption":"Também voaram o AESP-14 (ITA) e o Tancredo-1 (escola pública de Ubatuba)."},{"layout":"balance","title":"Barato e rápido, mas limitado","left":{"label":"Vantagens","icon":"coins","points":["missão de dezenas de milhares a poucos milhões de dólares","universidades formam engenheiros em projetos reais","startups testam tecnologia em órbita em meses","constelações com centenas de unidades (Planet, Swarm, Lacuna, Spire)"]},"right":{"label":"Limites","icon":"triangle-alert","points":["pouca potência (dezenas de watts)","aberturas ópticas pequenas","propulsão limitada","vida útil curta"]},"tilt":"even","verdict":"Complementam, mas não substituem, satélites de porte médio e grande."}],"term:veiculo-lancador":[{"layout":"taxonomy","title":"Três tipos de propulsão","root":{"label":"Propulsão de lançadores","icon":"rocket"},"children":[{"label":"Sólida","icon":"flame","note":"perclorato de amônio, alumínio e ligante; simples e armazenável, mas não desliga","children":[{"label":"VLS-1, VLM-1, MLBR"}]},{"label":"Líquida","icon":"fuel","note":"querosene, metano ou hidrogênio com oxigênio líquido; eficiente e controlável, com turbobombas","children":[{"label":"motor L75 brasileiro; metano nas chinesas"}]},{"label":"Híbrida","icon":"git-merge","note":"combustível sólido e oxidante líquido","children":[{"label":"Hanbit-Nano"}]}],"caption":"Lançar 1 kg em órbita (7,8 km/s) exige 50 a 100 kg de veículo na decolagem; por isso os estágios descartáveis."},{"layout":"spectrum","title":"Classes por carga útil em órbita baixa","low":"menor carga","high":"maior carga","items":[{"label":"Microlançador","icon":"rocket","note":"até ~300 kg (VLM-1, MLBR)","pos":10},{"label":"Pequeno","icon":"rocket","note":"até 2 t","pos":35},{"label":"Médio e pesado","icon":"rocket","note":"2 a mais de 20 t","pos":65},{"label":"Superpesado","icon":"rocket","note":"acima de 50 t (Starship)","pos":92}],"caption":"A reutilização do primeiro estágio, consolidada pelo Falcon 9, reduziu drasticamente o custo por quilograma."},{"layout":"compare","title":"Dois microlançadores brasileiros","columns":[{"label":"VLM-1 (estatal)","icon":"landmark","note":"IAE em parceria com o DLR desde 2010","points":["motor S50 da Avibras em dois de três estágios","paralisado pela crise da Avibras, em recuperação judicial desde 2022","S50 testado em voo no VS-50 (2023)","FAB estima sistemas prontos em julho de 2027"]},{"label":"MLBR (privado)","icon":"briefcase","note":"consórcio Cenic, PlasmaHub, Delsis, Etsys e Concert Space, desde 2024","points":["R$ 189 mi da Finep, apoio da AEB","12 m, três estágios sólidos, 40 kg a 450 km","revisão crítica (mai 2025); teste hidrostático do 1º estágio (jan 2026)","primeiro voo mirado em 2027"]}],"caption":"Dilema: manter dois concorrentes com orçamentos modestos ou concentrar esforços na propulsão sólida nacional."},{"layout":"timeline","title":"Seis décadas em busca do lançador próprio","items":[{"year":"1960s","label":"Foguetes Sonda","icon":"rocket","note":"família Sonda 1 a 4 do IAE"},{"year":"1995","label":"Brasil entra no MTCR","icon":"file-text","note":"presidiu o regime a partir de nov 2023"},{"year":"1997–99","label":"VLS-1 falha em voo","icon":"circle-x","note":"dois primeiros protótipos"},{"year":"2003","label":"Explosão em Alcântara","icon":"siren","note":"22 de agosto: 21 técnicos e engenheiros mortos; programa encerrado"},{"year":"2010","label":"VLM-1 com o DLR","icon":"handshake","note":"VSB-30 suborbital vira o produto espacial mais bem-sucedido"},{"year":"2024","label":"MLBR privado","icon":"briefcase","note":"consórcio com R$ 189 mi da Finep"},{"year":"2027","label":"Primeiros voos previstos","icon":"flag","note":"VLM-1 e MLBR; exigirá tolerância a falhas"}]}],"term:centro-de-lancamento-alcantara":[{"layout":"components","title":"O que forma um porto espacial","items":[{"label":"Plataformas e torres","icon":"construction"},{"label":"Integração e abastecimento","icon":"warehouse","note":"prédios para montar e abastecer o foguete"},{"label":"Bunkers de controle","icon":"shield"},{"label":"Radares e telemetria","icon":"radar","note":"antenas de rastreio; CLBI em Natal como redundância"},{"label":"Meteorologia","icon":"cloud-rain"},{"label":"Segurança de voo","icon":"siren","note":"destrói o foguete fora de rota"},{"label":"Áreas de exclusão","icon":"ban","note":"em terra e no mar, sob as trajetórias"}],"caption":"Centros como Canaveral, Kourou e Wenchang só se sustentam com cadência regular de lançamentos."},{"layout":"stats","title":"A vantagem da latitude","items":[{"value":"2°18'","unit":"S","label":"latitude de Alcântara","note":"lançamentos equatoriais e polares sobre o Atlântico","icon":"map-pin"},{"value":"465","unit":"m/s","label":"rotação da Terra no equador","note":"aproveitada no lançamento para o leste","icon":"earth"},{"value":"dezenas","unit":"%","label":"ganho de desempenho","note":"em relação a bases de latitudes médias","icon":"trending-up"},{"value":"1990","unit":"","label":"primeiro lançamento","note":"foguete de sondagem Sonda 2, em 21 de fevereiro","icon":"rocket"}]},{"layout":"timeline","title":"Alcântara, de 1982 à fase comercial","items":[{"year":"1982","label":"Início da construção","icon":"construction","note":"deslocou comunidades quilombolas; pedido de desculpas federal em 2023"},{"year":"1990","label":"Sonda 2","icon":"rocket","note":"primeiro lançamento (21 fev)"},{"year":"2003","label":"Acidente do VLS-1","icon":"siren","note":"22 de agosto, 21 mortos"},{"year":"2019","label":"AST com os EUA","icon":"file-text","note":"em vigor desde dezembro"},{"year":"2021","label":"Licenciamento e 14-X S","icon":"gavel","note":"Portaria 698 da AEB; voo do demonstrador hipersônico"},{"year":"2023","label":"Hanbit-TLV","icon":"flag","note":"1º lançamento comercial no país (Innospace, 19 mar)"},{"year":"2025","label":"Hanbit-Nano falha","icon":"triangle-alert","note":"22 dez: anomalia aos ~30 s; base funcionou integralmente"}],"caption":"Hyperion, Orion AST e C6 Launch assinaram acordos de uso do Centro Espacial de Alcântara."},{"layout":"balance","title":"Geografia rara, consolidação pendente","left":{"label":"Vantagens","icon":"map-pin","points":["latitude 2°18' S","azimutes abertos sobre o oceano","AST e licenciamento já em vigor","Innospace mantém ~cinco janelas reservadas"]},"right":{"label":"Condições a cumprir","icon":"triangle-alert","points":["cadência regular de lançamentos","plataformas, abastecimento e logística do porto de Itaqui","órgão licenciador ágil","disputa fundiária com quilombolas","limites do AST: países fora do MTCR e receita para Categoria I"]},"tilt":"even","verdict":"Só lançamentos regulares transformam a promessa em porto espacial."}],"term:acordo-de-salvaguardas-tecnologicas-ast":[{"layout":"compare","title":"Dois regimes dentro da base","columns":[{"label":"Áreas restritas","icon":"lock","note":"designadas em conjunto","points":["acesso só a pessoas autorizadas pelo governo americano","monitoramento e inspeção contínuos, inclusive CFTV e sem aviso prévio"]},{"label":"Áreas controladas","icon":"key","note":"designadas pelo país anfitrião","points":["admitem pessoal autorizado por qualquer dos governos"]},{"label":"Deveres do anfitrião","icon":"clipboard-check","note":"em toda a base","points":["impedir acesso não escoltado; crachás","respeitar lacres e embalagens","devolver equipamentos, dados e destroços após acidente","limitar divulgação técnica"]}],"caption":"Polícia e emergência locais mantêm acesso em situações legais, por arranjos acordados."},{"layout":"balance","title":"Acesso ao mercado contra soberania","left":{"label":"Por que assinar","icon":"globe","points":["sem AST, nenhum foguete ou satélite com componentes americanos usa a base","componentes americanos estão em quase toda a indústria ocidental","viabilizou Innospace (2023 e 2025) e contratos com aliados"]},"right":{"label":"Por que é controverso","icon":"shield-alert","points":["transfere ao parceiro poderes de controle no território nacional","veda entrada significativa de países fora do MTCR, como a China (CBERS)","receita não pode financiar sistemas de Categoria I (500 kg a 300 km)"]},"tilt":"even","verdict":"Condição necessária, mas não suficiente, para Alcântara virar porto espacial."},{"layout":"timeline","title":"Duas décadas até a vigência","items":[{"year":"2000","label":"Primeiro AST negociado","icon":"file-text"},{"year":"2001–02","label":"Rejeitado pelo Congresso","icon":"circle-x","note":"acusação de ferir a soberania; travou Alcântara e a parceria Cyclone-4"},{"year":"2019","label":"Assinatura em Washington","icon":"handshake","note":"18 de março"},{"year":"2019","label":"Aprovação e vigência","icon":"gavel","note":"Decreto Legislativo 523 (out–nov); em vigor em 16 dez"},{"year":"2020","label":"Decreto 10.220","icon":"stamp","note":"promulgação em 5 fev; vigência indeterminada, denúncia com aviso de um ano"},{"year":"2021","label":"Portaria 698 da AEB","icon":"clipboard-check","note":"licenciamento inspirado no 14 CFR Part 450"},{"year":"2023","label":"Primeiro lançamento comercial","icon":"rocket","note":"Innospace; segundo em 2025"}]},{"layout":"hub","title":"ASTs como peça padrão da economia espacial","center":{"label":"Acordos de salvaguardas dos EUA","icon":"file-text"},"spokes":[{"label":"Nova Zelândia","icon":"map-pin","note":"permitiu a Rocket Lab em Mahia"},{"label":"Reino Unido","icon":"map-pin","note":"bases escocesas"},{"label":"Austrália","icon":"map-pin","note":"2024"},{"label":"Índia","icon":"map-pin","note":"2024"},{"label":"Brasil","icon":"map-pin","note":"2019"},{"label":"Kourou","icon":"map-pin","note":"arranjos específicos"}],"caption":"O MTCR (1987, 35 membros) fornece o vocabulário de Categoria I e II; China e Rússia impõem restrições simétricas."}],"term:orbita-baixa-leo-e-constelacoes":[{"layout":"stats","title":"A órbita baixa em números","items":[{"value":"180–2.000","unit":"km","label":"faixa da LEO","note":"abaixo, o arrasto derruba; acima, os cinturões de Van Allen","icon":"orbit"},{"value":"7,8","unit":"km/s","label":"velocidade orbital","note":"uma volta a cada ~90 minutos","icon":"rocket"},{"value":"20–40","unit":"ms","label":"latência","note":"proximidade também permite alta resolução com óticas pequenas","icon":"timer"},{"value":"5–7","unit":"anos","label":"vida útil nas megaconstelações","note":"substituição frequente e produção em série","icon":"hourglass"}]},{"layout":"components","title":"Como uma megaconstelação funciona","items":[{"label":"Planos orbitais e fases","icon":"orbit","note":"ao menos um satélite sempre visível de qualquer ponto"},{"label":"Antenas de arranjo de fase","icon":"antenna","note":"formam feixes eletronicamente"},{"label":"Enlaces ópticos a laser","icon":"zap","note":"roteiam tráfego entre satélites sem passar pelo solo"},{"label":"Terminais de usuário planos","icon":"satellite-dish","note":"rastreiam satélites em movimento"},{"label":"Produção em série","icon":"factory","note":"lançamento em lotes de dezenas"},{"label":"Gateways em terra","icon":"radio-tower","note":"Anatel exige estação no país"}],"caption":"Entre 500 e 1.200 km, com centenas a milhares de unidades."},{"layout":"pictogram","title":"Satélites em órbita por operador (2026)","unit":" satélites","of":500,"max":11000,"icon":"satellite","items":[{"label":"Starlink (SpaceX)","value":11000,"display":"~11 mil (ago 2026); ~12 mi assinantes"},{"label":"OneWeb (Eutelsat)","value":650,"display":"~650"},{"label":"Amazon Leo (Kuiper)","value":400,"display":"quase 400; prazo da FCC até 2028"}],"caption":"Guowang e Qianfan (China) têm centenas de unidades e planos de mais de 13 mil cada; a IRIS² europeia está prevista para 2030."},{"layout":"causes","title":"Problemas sistêmicos do crescimento acelerado","causes":[{"label":"Milhares de satélites novos","icon":"satellite","note":"Starlink superou 10 mil em março de 2026"},{"label":"Substituição a cada 5–7 anos","icon":"refresh-cw"},{"label":"Operadores privados gigantes","icon":"briefcase","note":"assimetria frente a reguladores nacionais"}],"effect":{"label":"Congestão da órbita baixa","icon":"triangle-alert","note":"dezenas de milhares de objetos ativos nesta década"},"consequences":[{"label":"Risco de colisão e detritos (Kessler)","icon":"octagon-alert"},{"label":"Interferência na astronomia","icon":"telescope"},{"label":"Disputa de espectro na UIT (WRC-27)","icon":"radio"},{"label":"Dependência de poucos fornecedores","icon":"lock"}],"caption":"Respostas em construção: desorbitação em cinco anos, evitação automatizada de colisão, compartilhamento de dados de posição."}],"term:voo-hipersonico":[{"layout":"compare","title":"Duas famílias de veículos hipersônicos","columns":[{"label":"Planadores (HGV)","icon":"plane","note":"lançados por foguete, planam a dezenas de km de altitude","points":["manobram durante o voo","dificultam a previsão de trajetória pelas defesas","Avangard (Rússia), DF-ZF (China), LRHW (EUA)"]},{"label":"Propulsão aspirada (scramjet)","icon":"wind","note":"motor sem partes móveis: a geometria da entrada comprime o ar","points":["combustão em escoamento supersônico; sem compressor nem turbina","não carrega oxidante: mais alcance e carga útil","só funciona acima de Mach 4–5; precisa de acelerador","com fuselagem waverider é o conceito de referência (14-X)"]}],"caption":"Hipersônico é acima de Mach 5; a fronteira atual é o voo sustentado e manobrável dentro da atmosfera."},{"layout":"causes","title":"Por que cada voo de teste é caro e raro","causes":[{"label":"Ondas de choque coladas ao corpo","icon":"triangle"},{"label":"Aquecimento extremo","icon":"thermometer-sun","note":"superfícies a milhares de graus"},{"label":"Plasma","icon":"zap","note":"dissociação e ionização do ar interferem nas comunicações"},{"label":"Acoplamento aerodinâmica-propulsão-estrutura","icon":"link"}],"effect":{"label":"Desafios tecnológicos extremos","icon":"flame","note":"materiais, térmica, controle, ensaios"},"consequences":[{"label":"Compósitos carbono-carbono e cerâmicas UHT","icon":"shield"},{"label":"Túneis de vento e simulação de alta fidelidade","icon":"wind"},{"label":"Campanhas de demonstradores raras","icon":"hourglass"}]},{"layout":"timeline","title":"Projeto 14-X: o scramjet brasileiro","items":[{"year":"1990s","label":"IEAv inicia a pesquisa","icon":"flask-conical","note":"túneis de choque hipersônicos em São José dos Campos"},{"year":"2008","label":"Projeto 14-X (PropHiper)","icon":"flag","note":"quatro etapas com demonstradores em voo"},{"year":"2021","label":"Voo do 14-X S","icon":"rocket","note":"14 dez, Alcântara; ~Mach 6 a ~30 km, apogeu ~160 km; acelerador derivado do VSB-30"},{"year":"2026","label":"FAB: projeto experimental","icon":"file-text","note":"sem plano de produção ou integração a armas"},{"year":"2030","label":"14-X W previsto","icon":"target","note":"scramjet-waverider a ~Mach 10 (12.000 km/h) a 30 km; acelerador RATO-14X"}],"caption":"Dados completos sobre a ignição do motor no 14-X S não foram divulgados em detalhe."},{"layout":"hub","title":"A corrida hipersônica","center":{"label":"Programas em curso","icon":"crosshair"},"spokes":[{"label":"Rússia","icon":"flag","note":"Avangard, Kinzhal, Zircon; uso em combate na Ucrânia desde 2022"},{"label":"China","icon":"flag","note":"DF-17 com DF-ZF, DF-27; mísseis de cruzeiro scramjet"},{"label":"Estados Unidos","icon":"flag","note":"LRHW Dark Eagle, Conventional Prompt Strike, HACM (com a Austrália), HAWC (DARPA)"},{"label":"Índia","icon":"flag","note":"teste de longo alcance em nov 2024"},{"label":"França, Japão, Coreia do Sul, Austrália","icon":"flag","note":"programas próprios (ASN4G na França)"},{"label":"Brasil","icon":"flag","note":"14-X, um dos poucos scramjets fora das grandes potências"}],"caption":"O tema reorganiza a defesa antimísseis e borra fronteiras entre mísseis balísticos e de cruzeiro nos tratados."}],"term:submarino-de-propulsao-nuclear":[{"layout":"flow","title":"Do reator à hélice","colLabels":["Reator","Circuito primário","Geração de vapor","Uso da energia"],"nodes":[{"id":"r","col":0,"label":"Reator PWR","icon":"atom","note":"fissão não consome oxigênio"},{"id":"p","col":1,"label":"Água a alta pressão","icon":"droplets","note":"transporta o calor do núcleo"},{"id":"g","col":2,"label":"Geradores de vapor","icon":"thermometer","note":"transferem calor ao circuito secundário"},{"id":"t","col":3,"label":"Turbinas e hélice","icon":"ship-wheel","note":"ou geradores elétricos (turboelétrica)"},{"id":"e","col":3,"label":"Turbogeradores","icon":"zap","note":"alimentam todos os sistemas de bordo"}],"edges":[{"from":"r","to":"p","label":"calor"},{"from":"p","to":"g"},{"from":"g","to":"t","label":"vapor"},{"from":"g","to":"e","label":"vapor"}],"caption":"Sem precisar emergir ou usar snorkel para recarregar baterias, elimina-se a vulnerabilidade central do submarino convencional."},{"layout":"balance","title":"Nuclear contra convencional","left":{"label":"Propulsão nuclear","icon":"atom","points":["autonomia submersa de semanas ou meses","velocidade sustentada acima de 25 nós","oculto em grandes profundidades","~US$ 3,8 bi por unidade; blindagem e infraestrutura nuclear em terra"]},"right":{"label":"Diesel-elétrico / AIP","icon":"battery","points":["precisa emergir ou usar snorkel","menor e mais barato (~US$ 1 bi)","os melhores AIP são mais silenciosos em baixa velocidade"]},"tilt":"even","verdict":"Negação de área em um oceano inteiro, a quase quatro vezes o custo."},{"layout":"timeline","title":"Do PNM ao Álvaro Alberto","items":[{"year":"1979","label":"Programa Nuclear da Marinha","icon":"atom","note":"enriquecimento dominado em 1982; LABGENE em Iperó"},{"year":"2008","label":"PROSUB com a DCNS","icon":"handshake","note":"estaleiro e base em Itaguaí; transferência de projeto"},{"year":"2022","label":"Riachuelo (S40)","icon":"anchor","note":"1º Scorpène brasileiro comissionado (setembro)"},{"year":"2024","label":"Humaitá e 1ª chapa do SN-10","icon":"hammer","note":"S41 em janeiro; corte da chapa do Álvaro Alberto em junho"},{"year":"2025","label":"Tonelero e Almirante Karam","icon":"anchor","note":"S42 comissionado, S43 lançado (novembro); ~€600 mi em contratos com a Naval Group"},{"year":"2027","label":"Batimento de quilha","icon":"construction","note":"reprogramado pela Marinha"},{"year":"2037","label":"Lançamento do SN-10","icon":"ship","note":"orçamento, testes do reator e salvaguardas com a AIEA"}]},{"layout":"stats","title":"O submarino Álvaro Alberto (SN-10)","items":[{"value":"6.000","unit":"t","label":"deslocamento","note":"cerca de 100 m de comprimento","icon":"ship"},{"value":"48","unit":"MW","label":"reator PWR","note":"urânio enriquecido a 20%, sem reabastecimento","icon":"atom"},{"value":"3,8","unit":"bi US$","label":"custo estimado por unidade","note":"contra ~US$ 1 bi de um convencional","icon":"coins"},{"value":"6","unit":"países","label":"operam submarinos nucleares","note":"EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia; Austrália via AUKUS","icon":"globe"}]}],"term:offset-e-transferencia-de-tecnologia":[{"layout":"taxonomy","title":"Tipos de compensação (offset)","root":{"label":"Offset","icon":"handshake"},"children":[{"label":"Direto","icon":"link","note":"ligado ao próprio produto","children":[{"label":"coprodução e montagem local"},{"label":"fabricação de componentes"},{"label":"transferência de tecnologia"},{"label":"treinamento e manutenção no país"}]},{"label":"Indireto","icon":"unlink","note":"sem relação com o produto","children":[{"label":"investimentos"},{"label":"compras de outros bens"},{"label":"cooperação em pesquisa"}]}],"caption":"Valor expresso como percentual do contrato, muitas vezes 100% ou mais, com multiplicadores para maior conteúdo tecnológico."},{"layout":"balance","title":"O offset funciona?","left":{"label":"Defensores","icon":"circle-check","points":["criou indústrias competitivas: aeronáutica sul-coreana e turca","converte gasto militar em política industrial","Gripen e PROSUB geraram engenharia real no Brasil"]},"right":{"label":"Críticos","icon":"circle-x","points":["encarece contratos: o custo é embutido no preço","compromissos cumpridos no papel","sem engenheiros, laboratórios e demanda continuada não há autonomia","compensações indiretas com pouco efeito duradouro"]},"tilt":"even","verdict":"Depende da capacidade de absorção do receptor."},{"layout":"stats","title":"O pacote do Gripen (F-X2)","items":[{"value":"39,3","unit":"bi SEK","label":"contrato de 2014 com a Saab","note":"36 caças Gripen E/F","icon":"plane"},{"value":"9","unit":"bi US$","label":"compensação avaliada","note":"1,7 vez o valor do pedido; transferência integral de tecnologia","icon":"handshake"},{"value":"36 → 45","unit":"aeronaves","label":"pedido ampliado","note":"40 em 2022, 45 em 2024; memorando para +20 produzidas no Brasil (jun 2026)","icon":"trending-up"},{"value":"2023","unit":"","label":"linha de montagem em Gavião Peixoto","note":"inaugurada em maio; 1ª unidade brasileira apresentada em mar 2026","icon":"factory"}],"caption":"Engenheiros brasileiros em Linköping, aeroestruturas da Saab em São Bernardo e fornecedores Akaer, AEL Sistemas e Atech."},{"layout":"hub","title":"Programas brasileiros com offset","center":{"label":"Lei 12.598/2012: offset obrigatório na importação","icon":"gavel"},"spokes":[{"label":"Gripen (F-X2)","icon":"plane","note":"Saab; montagem na Embraer em Gavião Peixoto"},{"label":"H-XBR","icon":"plane","note":"50 helicópteros H225M montados pela Helibras em Itajubá"},{"label":"PROSUB","icon":"ship","note":"Naval Group; projeto de submarinos e estaleiro de Itaguaí"},{"label":"Fragatas Tamandaré","icon":"anchor","note":"projeto MEKO da TKMS; consórcio Águas Azuis com Embraer e Atech"},{"label":"Blindado Guarani","icon":"truck","note":"Iveco, com projeto conjunto do Exército"}],"caption":"Portaria 764/MD/2002 formalizou a política; Decreto 7.970/2013 deu a análise à Comissão Mista da Indústria de Defesa."}],"term:base-industrial-de-defesa-bid":[{"layout":"pyramid","title":"Níveis de capacidade de uma BID","items":[{"label":"Concepção integral de sistemas complexos","icon":"crown","note":"caças, submarinos, mísseis, satélites, com domínio das tecnologias críticas"},{"label":"Desenvolvimento autônomo de subsistemas","icon":"component"},{"label":"Fabricação licenciada","icon":"file-check"},{"label":"Montagem e manutenção local","icon":"wrench"}],"caption":"O acesso a mercados externos é vital para a escala, mas depende de política externa, financiamento e autorizações dos países de origem."},{"layout":"components","title":"O que torna a defesa um setor diferente","items":[{"label":"Monopsônio","icon":"landmark","note":"o Estado é o comprador quase exclusivo"},{"label":"Séries curtas, ciclos longos","icon":"hourglass"},{"label":"Controle de exportação","icon":"lock","note":"tecnologias sob regimes internacionais"},{"label":"Demanda oscilante","icon":"trending-up-down","note":"orçamentos e prioridades políticas"},{"label":"Dualidade tecnológica","icon":"git-merge","note":"aviônica, sensores, software e comunicações civis e militares"},{"label":"Regimes especiais","icon":"receipt","note":"EED e RETID em troca de continuidade e conteúdo nacional"}]},{"layout":"timeline","title":"Auge, colapso e reconstrução","items":[{"year":"1970–80","label":"Auge exportador","icon":"trending-up","note":"Embraer, Engesa e Avibras entre os grandes do Sul Global"},{"year":"1990s","label":"Colapso","icon":"trending-down","note":"falência da Engesa, crise da Avibras"},{"year":"2008","label":"Estratégia Nacional de Defesa","icon":"file-text","note":"início da reconstrução"},{"year":"2012","label":"Lei 12.598","icon":"gavel","note":"cria a Empresa Estratégica de Defesa e o RETID"},{"year":"2022","label":"Avibras em recuperação judicial","icon":"triangle-alert"},{"year":"2023","label":"EDGE compra 50% da SIATT","icon":"handshake","note":"grupo emiradense"},{"year":"2025","label":"Avibras vira Avibras Aeroco","icon":"refresh-cw","note":"adquirida por investidores privados"}]},{"layout":"hub","title":"O núcleo da BID brasileira","center":{"label":"BID brasileira","icon":"shield"},"spokes":[{"label":"Embraer Defesa & Segurança","icon":"plane","note":"KC-390 (exportado a 8+ países), A-29 Super Tucano, Gripen"},{"label":"Avibras Aeroco","icon":"rocket","note":"ASTROS; única fabricante de grandes motores-foguete"},{"label":"SIATT","icon":"crosshair","note":"mísseis; 50% do grupo EDGE"},{"label":"Atech","icon":"monitor","note":"comando e controle"},{"label":"Akaer, Helibras, Iveco","icon":"cog","note":"aeroestruturas, helicópteros, blindado Guarani"},{"label":"Taurus e CBC","icon":"target","note":"armas e munições, grandes exportadoras"},{"label":"IMBEL, Condor, Kryptus","icon":"lock","note":"material bélico estatal, não letais, criptografia"},{"label":"Estaleiros","icon":"ship","note":"PROSUB e fragatas Tamandaré"}],"caption":"Dezenas de milhares de empregos, faturamento de dezenas de bilhões de reais e menos de 1% do comércio mundial de armas."}],"term:produto-estrategico-de-defesa-ped-prode":[{"layout":"taxonomy","title":"As categorias da Lei 12.598/2012","root":{"label":"Lei 12.598 (21 mar 2012)","icon":"gavel"},"children":[{"label":"PRODE","icon":"package","note":"bem, serviço, obra ou informação de uso finalístico em defesa","children":[{"label":"armamentos e munições"},{"label":"transporte e comunicações"},{"label":"fardamentos e material individual"}]},{"label":"PED","icon":"shield-check","note":"PRODE de interesse estratégico: conteúdo tecnológico, dificuldade de obtenção ou imprescindibilidade","children":[{"label":"material bélico naval, terrestre e aeroespacial"},{"label":"P&D especializado"},{"label":"inteligência"}]},{"label":"Sistema de Defesa (SD)","icon":"network","note":"conjunto inter-relacionado de PRODEs com finalidade específica"},{"label":"EED","icon":"building","note":"empresa credenciada: sede e indústria no Brasil, controle de voto nacional, continuidade produtiva"}],"caption":"Excluídos os bens de uso administrativo."},{"layout":"components","title":"O que a classificação como PED permite","items":[{"label":"Licitação restrita a EEDs","icon":"filter"},{"label":"Exigir transferência de tecnologia","icon":"share-2"},{"label":"Conteúdo nacional mínimo","icon":"flag","note":"e participação na cadeia produtiva"},{"label":"Cessão de PI e poderes do Estado","icon":"file-check","note":"sobre alterações e treinamento de terceiros; continuidade de produção"},{"label":"Offset obrigatório na importação","icon":"handshake","note":"salvo dispensa do Ministério da Defesa"},{"label":"RETID","icon":"badge-percent","note":"suspende ou zera PIS/Cofins e IPI para EEDs e fornecedores dedicados"},{"label":"CMID classifica e credencia","icon":"clipboard-check","note":"Decreto 7.970/2013; catálogo SISMICAT"}],"caption":"O poder de compra do Estado como política industrial em um setor de comprador único."},{"layout":"hub","title":"Produtos classificados como PED","center":{"label":"PED no Brasil","icon":"shield-check"},"spokes":[{"label":"KC-390 e Gripen montado no Brasil","icon":"plane"},{"label":"Blindado Guarani","icon":"truck"},{"label":"Mísseis MANSUP e A-Darter","icon":"crosshair"},{"label":"ASTROS e míssil tático de cruzeiro","icon":"rocket"},{"label":"Radares e comando e controle","icon":"radar"},{"label":"Criptografia","icon":"lock"},{"label":"Satélites de defesa","icon":"satellite"}],"caption":"Centenas de Empresas de Defesa e algumas dezenas de EEDs credenciadas desde 2012."},{"layout":"balance","title":"Lei adequada, execução falha","left":{"label":"Marco legal","icon":"file-check","points":["considerado adequado","RETID, licitação restrita e offset","BNDES e Finep com linhas para EEDs (Nova Indústria Brasil)"]},"right":{"label":"Execução","icon":"triangle-alert","points":["orçamento irregular: contratos de anos executados em décadas","disputas sobre a definição de conteúdo nacional","listas de PED sem cibernética, espaço, drones e IA","renúncia fiscal do RETID sem avaliação pública"]},"tilt":"right","verdict":"A lacuna não é a lei, é a previsibilidade orçamentária."}],"term:defesa-cibernetica":[{"layout":"compare","title":"Três conceitos que se confundem","columns":[{"label":"Defesa cibernética","icon":"shield","note":"Forças Armadas; nível estratégico e operacional","points":["ações ofensivas, defensivas e exploratórias","assegurar o uso próprio e negar o do adversário","guerra cibernética é o nível tático"]},{"label":"Segurança cibernética nacional","icon":"landmark","note":"infraestruturas críticas civis","points":["energia, telecomunicações, finanças, saúde","agências civis, reguladores e setor privado"]},{"label":"Segurança da informação","icon":"lock","note":"organizações em geral","points":["proteção de sistemas e dados contra crimes e falhas"]}]},{"layout":"components","title":"Capacidades de uma defesa cibernética","items":[{"label":"Monitoramento e detecção de intrusões","icon":"radar"},{"label":"Inteligência de ameaças","icon":"search"},{"label":"Resposta a incidentes e forense","icon":"siren"},{"label":"Testes de penetração","icon":"swords","note":"exercícios de equipes vermelhas e azuis"},{"label":"Criptografia e identidades","icon":"key"},{"label":"Capacidades ofensivas","icon":"crosshair","note":"exploração de vulnerabilidades para inteligência ou efeito"},{"label":"Inteligência artificial","icon":"brain-circuit","note":"amplia ataques (phishing, deepfakes) e defesas"}],"caption":"Baixo custo de entrada, atribuição difícil e fronteira tênue entre espionagem, crime e guerra."},{"layout":"timeline","title":"A construção do sistema militar brasileiro","items":[{"year":"2008","label":"END elege o setor cibernético","icon":"file-text","note":"um dos três estratégicos, com nuclear e espacial; coordenação do Exército"},{"year":"2010","label":"CDCiber definido","icon":"shield","note":"inaugurado em 2012; estreia na Rio+20"},{"year":"2014","label":"Núcleo do ComDCiber","icon":"users","note":"atuação na Copa do Mundo; origem do Comando conjunto das três Forças"},{"year":"2023","label":"PNCiber e CNCiber","icon":"landmark","note":"Decreto 11.856 (dez): comitê presidido pelo GSI, 19 cadeiras federais e 9 da sociedade"},{"year":"em debate","label":"Agência nacional de cibersegurança","icon":"circle-dot","note":"projeto no Congresso"}],"caption":"O país está entre os mais atacados por ransomware; incidentes de alto impacto no STJ e no Ministério da Saúde."},{"layout":"hub","title":"Quem cuida do ciberespaço no Brasil","center":{"label":"Governança fragmentada","icon":"network"},"spokes":[{"label":"ComDCiber","icon":"shield","note":"conjunto das três Forças, Brasília; eleições, eventos, Guardião Cibernético"},{"label":"ENaDCiber","icon":"graduation-cap","note":"formação com universidades"},{"label":"CTEx e IME","icon":"flask-conical","note":"pesquisa e desenvolvimento"},{"label":"GSI e CTIR Gov","icon":"landmark","note":"segurança da informação do governo; resposta a incidentes"},{"label":"CNCiber","icon":"users","note":"comitê nacional presidido pelo GSI"},{"label":"Kryptus","icon":"lock","note":"criptografia e módulos de segurança nacionais"},{"label":"ANPD, Anatel, Banco Central, PF","icon":"split","note":"competências dispersas"}],"caption":"Prioridades: infraestruturas críticas privatizadas, eleições e formação de especialistas."}],"term:missil-e-sistema-de-armas-guiadas":[{"layout":"hub","title":"A indústria nacional de mísseis","center":{"label":"Programas brasileiros","icon":"flag"},"spokes":[{"label":"Avibras Aeroco","icon":"rocket","note":"ASTROS (exportado desde os anos 1980); AV-TM 300 em desenvolvimento; SS-40G"},{"label":"SIATT","icon":"briefcase","note":"MANSUP, MANSUP-ER e MARSUP; A-Darter com a Denel; 50% do grupo EDGE"},{"label":"Omnisys e Atech","icon":"cog","note":"seekers e gerenciamento de projeto"},{"label":"Marinha","icon":"anchor","note":"torpedos; defesa de curto alcance em desenvolvimento"},{"label":"Exército","icon":"shield","note":"opera o ASTROS 2020"},{"label":"FAB","icon":"plane","note":"integra Meteor e Iris-T ao Gripen"},{"label":"Gargalo","icon":"triangle-alert","note":"única fabricante de grandes motores sólidos em crise (RJ desde 2022, vendida em 2025)"}],"caption":"Da Mectron (MAR-1, exportado ao Paquistão) à SIATT: uma indústria pequena, mas com produtos operacionais."},{"layout":"timeline","title":"MANSUP: oito disparos de teste","items":[{"year":"2018","label":"Primeiro disparo","icon":"flag","note":"novembro; míssil antinavio da Marinha, 70 km"},{"year":"2023","label":"EDGE entra na SIATT","icon":"handshake","note":"50% do capital (setembro)"},{"year":"2024","label":"Afundamento de alvo","icon":"circle-check","note":"setembro; em dezembro, lançamento de bateria costeira a partir de lançador ASTROS"},{"year":"2026","label":"MARSUP contratado","icon":"file-check","note":"variante ar-superfície (fevereiro)"},{"year":"2026","label":"Oitavo disparo","icon":"target","note":"junho; MANSUP-ER (200 km, turbojato) encomendado pelas marinhas brasileira e emiradense"}],"caption":"Falta a declaração de operacionalidade plena."},{"layout":"causes","title":"Por que desenvolver é caro e demorado","causes":[{"label":"Campanhas de testes em voo","icon":"calendar-range"},{"label":"Campos de prova instrumentados","icon":"radar"},{"label":"Qualificação em ambiente severo","icon":"thermometer","note":"motores e eletrônica"},{"label":"Integração com plataformas de fabricantes diferentes","icon":"puzzle","note":"navios, aviões, veículos"}],"effect":{"label":"Ciclos longos e orçamento contínuo","icon":"hourglass"},"consequences":[{"label":"Dependência de séries de produção","icon":"factory"},{"label":"Controle pelo MTCR acima de 300 km e 500 kg","icon":"lock"},{"label":"Autonomia como indicador de maturidade da BID","icon":"award"}],"caption":"O MTCR tem 35 membros e é presidido pelo Brasil desde novembro de 2023."},{"layout":"balance","title":"Oportunidade e riscos para o Brasil","left":{"label":"Oportunidade","icon":"trending-up","points":["consolidar uma família nacional: MANSUP e derivados, A-Darter, AV-TM 300","exportação via parceria com os Emirados","integração nacional em navios, blindados e aeronaves com software e enlaces próprios"]},"right":{"label":"Riscos","icon":"triangle-alert","points":["controle estrangeiro de empresas-chave","restrições de reexportação de componentes","competição com fornecedores estabelecidos","propulsão sólida dependente da Avibras Aeroco"]},"tilt":"even","verdict":"A defesa antiaérea de média altura segue a maior lacuna histórica de capacidade."}],"term:monitoramento-de-fronteiras-sisfron":[{"layout":"components","title":"O SISFRON como sistema C4ISR","items":[{"label":"Radares fixos e móveis","icon":"radar","note":"vigilância terrestre"},{"label":"Sensores eletro-ópticos","icon":"camera","note":"câmeras de longo alcance em torres; visão noturna"},{"label":"Guerra eletrônica","icon":"antenna","note":"medidas de apoio eletrônico"},{"label":"Aeronaves remotamente pilotadas","icon":"plane"},{"label":"Rádios definidos por software","icon":"radio"},{"label":"Enlaces","icon":"satellite-dish","note":"fibra, rádio e satélite (SGDC)"},{"label":"Centros de operações","icon":"monitor","note":"brigadas e comandos de área fundem dados em imagem comum"},{"label":"Interagências","icon":"users","note":"PF, Receita, Ibama e Funai (Decreto 8.903/2016)"}],"caption":"Comando, controle, comunicações, computação, inteligência, vigilância e reconhecimento."},{"layout":"stats","title":"A escala do desafio","items":[{"value":"16.886","unit":"km","label":"fronteira terrestre","note":"faixa de 150 km; dez países e onze estados","icon":"map"},{"value":"11,9","unit":"bi R$","label":"custo estimado em 2012","note":"ao longo de dez anos","icon":"calculator"},{"value":"2","unit":"bi R$","label":"desembolsados até 2022","note":"piloto de ~660 km em Dourados (MS), com Paraguai e Bolívia","icon":"coins"},{"value":"2035","unit":"","label":"nova previsão de conclusão","note":"originalmente 2022; no ritmo atual, décadas adicionais","icon":"calendar-clock"}]},{"layout":"causes","title":"Por que a execução ficou aquém","causes":[{"label":"Escala geográfica e ambiental","icon":"trees","note":"floresta, pantanal, cerrado, rios encarecem sensores e manutenção"},{"label":"Energia, conectividade e pessoal remotos","icon":"plug"},{"label":"Orçamento irregular","icon":"trending-down","note":"R$ 2 bi de R$ 11,9 bi em dez anos"},{"label":"Falta de coordenação interagências","icon":"unlink","note":"apontada pelo TCU"}],"effect":{"label":"Sistema inacabado","icon":"triangle-alert","note":"conclusão adiada de 2022 para 2035"},"consequences":[{"label":"Torres quase inoperantes no piloto (2025)","icon":"circle-x"},{"label":"Tecnologia envelhece antes de concluir","icon":"hourglass"},{"label":"Detecção sem ação","icon":"ban"}],"caption":"Ainda assim, apoiou apreensões recordes de drogas e armas em Mato Grosso do Sul."},{"layout":"before-after","title":"Uma revisão possível","before":{"label":"Modelo atual","icon":"radio-tower","points":["torres fixas de sensores e radares Saber","consórcio Tepro (Savis e Bradar); rádios Harris e nacionais","segunda fase (2022) no Paraná, Santa Catarina e Amazonas","Escritório de Projetos do Exército (EPEx)"]},"after":{"label":"Revisão proposta","icon":"satellite","points":["satélites radar nacionais (Lessonia)","constelações de pequenos satélites","drones e inteligência artificial","integração com Marinha (Amazônia Azul) e FAB"]},"change":"menos dependência de torres fixas; Amazônia coberta mais barato"}],"term:ciclo-do-combustivel-nuclear":[{"layout":"steps","title":"Da mina ao reator e depois","items":[{"label":"Mineração e beneficiamento","icon":"pickaxe","note":"lixiviação produz o concentrado (yellowcake, U3O8)"},{"label":"Conversão","icon":"flask-conical","note":"purifica e transforma em hexafluoreto de urânio (UF6)"},{"label":"Enriquecimento","icon":"atom","note":"U-235 de 0,7% para 3% a 5%"},{"label":"Reconversão","icon":"box","note":"UF6 enriquecido em pó de dióxido de urânio (UO2)"},{"label":"Fabricação","icon":"package","note":"pastilhas sinterizadas, varetas de zircônio, elementos de até 5 m"},{"label":"Reator","icon":"zap","note":"um terço dos elementos trocado a cada 12 a 18 meses"},{"label":"Back end","icon":"recycle","note":"piscinas, armazenamento a seco, repositório geológico ou reprocessamento (MOX)"}],"caption":"Ciclo aberto: disposição final. Ciclo fechado (França, Rússia, Japão): separar urânio e plutônio para combustível MOX."},{"layout":"pictogram","title":"O que há no combustível usado","unit":"%","of":5,"max":100,"icon":"atom","items":[{"label":"U-238","value":95,"display":"~95%"},{"label":"Produtos de fissão","value":3,"display":"~3%"},{"label":"U-235","value":1,"display":"~1%"},{"label":"Plutônio","value":1,"display":"~1%"}],"caption":"Enriquecimento e reprocessamento são as etapas sensíveis para a não proliferação e ficam sob salvaguardas."},{"layout":"flow","title":"O ciclo brasileiro e sua lacuna","colLabels":["Mina","Conversão","Resende (INB)","Usinas"],"nodes":[{"id":"cae","col":0,"label":"Caetité (BA)","icon":"pickaxe","note":"340 tU/ano nominais; céu aberto encerrado em 2012, novas frentes depois"},{"id":"sq","col":0,"label":"Santa Quitéria (CE)","icon":"hourglass","note":"970–1.270 tU/ano com a Galvani; aguarda Ibama há mais de dez anos"},{"id":"ext","col":1,"label":"Conversão no exterior","icon":"globe","note":"Canadá e França; só a Marinha tem planta pequena em Aramar"},{"id":"enr","col":2,"label":"Enriquecimento","icon":"atom","note":"ultracentrífugas da Marinha; meta de 100% das usinas até 2037"},{"id":"fab","col":2,"label":"Reconversão e fabricação","icon":"package","note":"160 t UO2, 120 t pastilhas, 280 t elementos por ano"},{"id":"ang","col":3,"label":"Angra 1 e 2","icon":"zap"},{"id":"sec","col":3,"label":"Armazenamento a seco","icon":"warehouse","note":"desde 2021; licença estendida por 40 anos (2025)"}],"edges":[{"from":"cae","to":"ext","label":"concentrado"},{"from":"sq","to":"ext"},{"from":"ext","to":"enr","label":"UF6"},{"from":"enr","to":"fab"},{"from":"fab","to":"ang","label":"elementos"},{"from":"ang","to":"sec","label":"combustível usado"}],"caption":"A Constituição reserva à União o monopólio do ciclo, para uso exclusivamente pacífico."},{"layout":"stats","title":"Urânio e enriquecimento em números","items":[{"value":"210","unit":"mil t","label":"reservas brasileiras asseguradas","note":"entre as maiores do mundo, com um terço do território prospectado","icon":"mountain"},{"value":"99+","unit":"%","label":"da capacidade mundial de enriquecimento","note":"em quatro operadores: Rosatom, Urenco, CNNC, Orano","icon":"chart-pie"},{"value":"43","unit":"%","label":"parcela da Rússia","note":"29 milhões de SWU/ano em 2025; EUA proibiram importação em ago 2024","icon":"flag"},{"value":"2037","unit":"","label":"meta de 100% de enriquecimento nacional","note":"para as usinas de Angra","icon":"target"}],"caption":"Urenco (+4,6 mi SWU/ano) e Orano (+2,5 mi) expandem para substituir o fornecimento russo."}],"term:enriquecimento-de-uranio-e-ultracentrifuga":[{"layout":"spectrum","title":"Níveis de enriquecimento e seus usos","low":"0,71% (natural)","high":"acima de 90%","items":[{"label":"Urânio natural","icon":"mountain","note":"0,71% de U-235","pos":3},{"label":"Reatores a água leve","icon":"zap","note":"3% a 5% (Angra)","pos":15},{"label":"Pesquisa e naval","icon":"ship","note":"até 20%, limite do baixo enriquecimento; submarino brasileiro a 20%","pos":40},{"label":"Armas e reatores militares","icon":"triangle-alert","note":"acima de 90%","pos":95}],"caption":"A mesma cascata, reconfigurada, pode chegar a qualquer nível: daí o peso do tema na não proliferação."},{"layout":"steps","title":"Como a ultracentrífuga separa isótopos","items":[{"label":"UF6 gasoso no rotor","icon":"flask-conical","note":"cilindro vertical em vácuo"},{"label":"Rotação a 50–70 mil rpm","icon":"rotate-cw","note":"velocidade periférica de 500 a 700 m/s"},{"label":"Força centrífuga separa","icon":"split","note":"U-238, mais pesado, junto à parede; U-235 perto do eixo"},{"label":"Contrafluxo térmico axial","icon":"arrow-up-down","note":"amplifica a pequena separação"},{"label":"Cascatas","icon":"network","note":"centenas ou milhares de máquinas; produto alimenta o estágio seguinte, rejeito retorna"}],"caption":"1 kg a 5% consome ~8 SWU e 10 kg de urânio natural; 40–50 kWh por SWU, cinquenta vezes menos que a difusão gasosa."},{"layout":"pictogram","title":"Quem enriquece urânio no mundo (2025)","unit":"%","of":5,"max":50,"icon":"atom","items":[{"label":"Rosatom (Rússia)","value":43,"display":"43%"},{"label":"Urenco (Alemanha, Holanda, Reino Unido, EUA)","value":25,"display":"25%"},{"label":"CNNC (China)","value":20,"display":"20%"},{"label":"Orano (França)","value":11,"display":"11%"}],"caption":"Capacidade mundial de ~68 milhões de SWU/ano; plantas pequenas no Brasil, Japão, Irã, Índia, Paquistão, Argentina e Coreia do Norte."},{"layout":"timeline","title":"A ultracentrífuga brasileira","items":[{"year":"1975","label":"Acordo com a Alemanha","icon":"handshake","note":"transferência do jato centrífugo (jet nozzle) fracassa"},{"year":"1979","label":"Programa da Marinha","icon":"anchor","note":"desenvolvimento autônomo no CTMSP"},{"year":"1982","label":"Primeiro enriquecimento em laboratório","icon":"atom","note":"equipe de Othon Pinheiro da Silva; cascatas de demonstração em Aramar (~5%)"},{"year":"2004","label":"Protocolo com a AIEA","icon":"eye-off","note":"verifica o material sem expor o desenho das centrífugas"},{"year":"2009","label":"INB produz em Resende","icon":"factory","note":"centrífugas arrendadas da Marinha"},{"year":"2023","label":"Fase 1 concluída","icon":"circle-check","note":"~70% da demanda de Angra 1"},{"year":"2037","label":"Fase 2: 100% de Angra","icon":"target","note":"dezenas de cascatas; ~R$ 3 bi, dependente do orçamento federal"}],"caption":"Rotor de fibra de carbono e mancal magnético; tecnologia sob sigilo industrial."}],"term:reator-pwr":[{"layout":"flow","title":"Dois circuitos, um só calor","colLabels":["Núcleo","Circuito primário","Gerador de vapor","Circuito secundário"],"nodes":[{"id":"nuc","col":0,"label":"Núcleo","icon":"atom","note":"UO2 a 3–5%; barras absorvedoras e ácido bórico controlam a reação"},{"id":"pri","col":1,"label":"Água a 155 bar","icon":"thermometer","note":"sai do núcleo a ~315 °C sem ferver"},{"id":"prs","col":1,"label":"Pressurizador","icon":"gauge","note":"aquecedores e aspersores controlam a pressão"},{"id":"gv","col":2,"label":"Gerador de vapor","icon":"layers","note":"milhares de tubos finos; separa os circuitos"},{"id":"tur","col":3,"label":"Turbina e gerador","icon":"zap","note":"vapor saturado a 60–70 bar"},{"id":"con","col":3,"label":"Condensador","icon":"droplets","note":"retorna como água de alimentação"}],"edges":[{"from":"nuc","to":"pri","label":"calor"},{"from":"prs","to":"pri"},{"from":"pri","to":"gv"},{"from":"gv","to":"tur","label":"vapor"},{"from":"tur","to":"con"},{"from":"con","to":"gv"}],"caption":"Água modera nêutrons e retira calor; coeficiente de temperatura negativo torna o reator autorregulável. Eficiência de 33% a 37%."},{"layout":"layers","title":"Barreiras que confinam a radioatividade","high":"Exterior","low":"Combustível","items":[{"label":"Edifício de contenção","icon":"building","note":"concreto e aço"},{"label":"Vaso de pressão","icon":"shield","note":"aço forjado de 20 a 25 cm; poucas forjarias no mundo"},{"label":"Circuito primário isolado","icon":"lock","note":"radioatividade não passa ao secundário"},{"label":"Varetas de liga de zircônio","icon":"cable"},{"label":"Pastilhas de UO2","icon":"circle-dot"}],"caption":"Geração III+ (AP1000, EPR, VVER-1200, Hualong One, APR-1400) adiciona segurança passiva e proteção contra fusão do núcleo."},{"layout":"compare","title":"As três usinas brasileiras","columns":[{"label":"Angra 1","icon":"zap","note":"Westinghouse, dois circuitos; comprada pronta nos anos 1970","points":["640 MW brutos, 609 MW líquidos","criticalidade em 1982; comercial desde 1985","licença estendida em 2024 até 2044 (~R$ 3,2 bi)"]},{"label":"Angra 2","icon":"zap","note":"Siemens/KWU; acordo com a Alemanha de 1975","points":["1.350 MW brutos, 1.275 MW líquidos","operação em 2000–2001","extensão de vida a decidir nesta década"]},{"label":"Angra 3","icon":"construction","note":"Siemens pré-Konvoi; obras desde 1984, paradas em 1986 e 2015","points":["1.405 MW; ~65% das obras civis","~R$ 20 bi para concluir; R$ 8 a 12 bi já investidos","operação em 2031 se retomada; sem decisão em 2026"]}],"caption":"Juntas geram 2% a 3% da eletricidade do país; Eletronuclear é controlada pela ENBPar desde 2022."},{"layout":"balance","title":"Angra 3: concluir ou abandonar?","left":{"label":"Concluir","icon":"circle-check","points":["1,4 GW firmes e de baixo carbono","mantém viva a cadeia: Nuclep, INB, engenharia","exige ~R$ 20 bi, tarifa compatível e nova governança"]},"right":{"label":"Abandonar","icon":"circle-x","points":["~R$ 21 bi em perdas, segundo o BNDES","fim prático do PWR de grande porte no país"]},"tilt":"even","verdict":"O CNPE adiou a decisão em 2025; o PNE 2050 prevê 8 a 10 GW nucleares sem decisão que os sustente."}],"term:reator-multiproposito-de-pesquisa":[{"layout":"hub","title":"Para que serve um reator multipropósito","center":{"label":"Alto fluxo de nêutrons","icon":"atom"},"spokes":[{"label":"Radioisótopos","icon":"pill","note":"Mo-99 (Tc-99m em ~85% dos exames), I-131, Lu-177, Ir-192, Co-60"},{"label":"Teste de combustíveis e materiais","icon":"flask-conical","note":"qualifica componentes de usinas e reatores navais"},{"label":"Dopagem de silício","icon":"microchip","note":"transmutação neutrônica para semicondutores de potência"},{"label":"Análise por ativação","icon":"microscope","note":"geologia, arqueologia, meio ambiente"},{"label":"Feixes de nêutrons","icon":"sparkles","note":"difração, espalhamento, imageamento; complementar ao síncrotron"}],"caption":"Acima de 10^14 nêutrons por cm² por segundo."},{"layout":"compare","title":"Reator de pesquisa e usina de potência","columns":[{"label":"Reator de pesquisa","icon":"flask-conical","note":"produz nêutrons, não eletricidade","points":["alguns kW a dezenas de MW térmicos","núcleo compacto de baixo enriquecimento em piscina aberta","água leve como blindagem e refrigerante","refletores de berílio ou água pesada; canais de feixes"]},{"label":"Usina de potência","icon":"zap","note":"gera eletricidade","points":["3.000 a 4.000 MW térmicos"]}],"caption":"Referências: OPAL (Austrália, 20 MW, INVAP, 2006), RA-10 (Argentina), JHR (França), HANARO (Coreia), PALLAS (Holanda)."},{"layout":"timeline","title":"O Reator Multipropósito Brasileiro (RMB)","items":[{"year":"2008","label":"Projeto concebido pela CNEN","icon":"lightbulb","note":"30 MW térmicos, piscina aberta, OPAL como referência; sítio de ~2 mi m² em Iperó (SP)"},{"year":"2015","label":"Licenças","icon":"file-check","note":"ambiental prévia e de local nuclear"},{"year":"2019","label":"Licença de instalação","icon":"file-check"},{"year":"2020","label":"Combustível validado","icon":"atom","note":"19 elementos do IPEN; criticalidade no IPEN/MB-01 (março)"},{"year":"2021","label":"Conclusão prevista originalmente","icon":"circle-x","note":"adiada por falta de orçamento"},{"year":"2025","label":"Licença de construção em análise","icon":"hourglass","note":"ANSN; obras de infraestrutura avançam; recursos do Novo PAC"},{"year":"~2030","label":"Operação","icon":"target","note":"fim desta década ou início da próxima"}],"caption":"Projeto básico: Intertechne e INVAP; detalhamento Amazul (convencional) e INVAP (nuclear); financiamento FNDCT/Finep."},{"layout":"stats","title":"Os reatores de pesquisa do Brasil","items":[{"value":"4","unit":"reatores","label":"pequenos e antigos em operação","note":"IEA-R1 (IPEN), Argonauta (IEN), TRIGA IPR-R1 (CDTN), IPEN/MB-01","icon":"atom"},{"value":"5","unit":"MW","label":"IEA-R1, São Paulo","note":"inaugurado em 1957; o mais antigo do hemisfério sul em operação","icon":"history"},{"value":"100","unit":"%","label":"do Mo-99 importado","note":"nenhum reator atual tem fluxo para produzi-lo em escala","icon":"triangle-alert"},{"value":"30","unit":"MW","label":"RMB","note":"laboratórios de radioisótopos, feixes de nêutrons e pós-irradiação","icon":"target"}]}],"term:radiofarmaco":[{"layout":"taxonomy","title":"De onde vêm os radionuclídeos","root":{"label":"Fontes de radionuclídeos","icon":"radiation"},"children":[{"label":"Reatores de pesquisa","icon":"atom","note":"fissão ou ativação neutrônica","children":[{"label":"Mo-99"},{"label":"I-131"},{"label":"Lu-177"},{"label":"Sm-153"}]},{"label":"Cíclotrons","icon":"orbit","note":"bombardeio de alvos com prótons","children":[{"label":"F-18"},{"label":"Ga-68"},{"label":"I-123"},{"label":"Cu-64"}]},{"label":"Geradores","icon":"box","note":"isótopo-pai de meia-vida longa decai no filho de uso clínico","children":[{"label":"Mo-99 → Tc-99m (66 h → 6 h)"},{"label":"Ge-68 → Ga-68"}]}]},{"layout":"compare","title":"Diagnóstico e terapia","columns":[{"label":"Diagnóstico (dose traçadora)","icon":"scan","note":"mapeia metabolismo, perfusão e receptores","points":["emissores gama: Tc-99m, detectado por cintilação e SPECT","emissores de pósitrons: F-18 (FDG), por PET","Tc-99m em ~85% dos procedimentos do mundo"]},{"label":"Terapia","icon":"target","note":"destrói seletivamente células-alvo","points":["emissores beta ou alfa: I-131, Lu-177, Ra-223, Ac-225","Lu-177 PSMA (próstata) e DOTATATE (neuroendócrinos)","segmento de crescimento mais rápido da indústria"]}],"caption":"Mesmo vetor para diagnosticar e tratar: teranóstica."},{"layout":"spectrum","title":"A meia-vida dita a logística","low":"horas","high":"estocável","items":[{"label":"FDG (F-18)","icon":"hospital","note":"produzido em cíclotrons perto dos hospitais; usado em horas","pos":5},{"label":"Tc-99m","icon":"pill","note":"6 h; obtido de geradores de Mo-99","pos":20},{"label":"Mo-99","icon":"plane","note":"66 h; transportado entre continentes em dias","pos":50},{"label":"Meia-vida longa","icon":"warehouse","note":"podem ser estocados","pos":92}],"caption":"Fabricação regulada ao mesmo tempo por autoridades nucleares (CNEN, ANSN) e sanitárias (Anvisa)."},{"layout":"stats","title":"Medicina nuclear no Brasil","items":[{"value":"38","unit":"radiofármacos","label":"portfólio do IPEN","note":"maior produtor da América Latina; único fabricante nacional de geradores de Tc-99m","icon":"flask-conical"},{"value":"1,5","unit":"mi","label":"procedimentos por ano","note":"em 432 serviços; ~30% pelo SUS","icon":"heart-pulse"},{"value":"100","unit":"%","label":"do Mo-99 importado","note":"Holanda, Bélgica, África do Sul, Argentina e Rússia","icon":"triangle-alert"},{"value":"2006","unit":"","label":"Emenda 49 abre o FDG","note":"fim do monopólio para meia-vida de até duas horas; dezenas de cíclotrons privados","icon":"gavel"}],"caption":"Eletronuclear assinou em 2025 acordo para produzir Lu-177 em Angra 2; o IPEN pesquisa Ac-225."}],"term:reator-modular-pequeno-smr":[{"layout":"taxonomy","title":"Famílias de reatores modulares pequenos","root":{"label":"SMR: até 300 MWe por módulo (AIEA)","icon":"atom"},"children":[{"label":"Água leve","icon":"droplets","note":"versões compactas de PWR/BWR, muitas integrais, com resfriamento passivo","children":[{"label":"NuScale VOYGR, BWRX-300, Rolls-Royce SMR, Holtec SMR-300"},{"label":"Linglong One (China), RITM-200 (Rússia), Nuward (França)"}]},{"label":"Avançados","icon":"flame","note":"outros refrigerantes; temperaturas altas para calor industrial e hidrogênio; muitos exigem HALEU","children":[{"label":"gás a alta temperatura, combustível TRISO: Xe-100, HTR-PM"},{"label":"sódio: TerraPower Natrium"},{"label":"sais fundidos: Kairos, Terrestrial"},{"label":"chumbo: newcleo"}]},{"label":"Microrreatores","icon":"box","note":"até 10 a 20 MW; instalações remotas, minas e bases militares"}],"caption":"Fabricados em série na fábrica e transportados ao local, instalados módulo a módulo conforme a demanda."},{"layout":"balance","title":"Promessas e dúvidas","left":{"label":"Promessas","icon":"circle-check","points":["segurança passiva e sistemas simplificados","prazos curtos e menor capital por projeto","fabricação em série","substituir carvão, alimentar data centers, dessalinização, calor de processo"]},"right":{"label":"Dúvidas","icon":"triangle-alert","points":["sem série, custo por kW maior que o das grandes usinas","NuScale em Utah (cancelado em 2023): de US$ 58 para US$ 89 por MWh","muitos projetos acima de renováveis com armazenamento","licenciamento inédito e HALEU escasso"]},"tilt":"even","verdict":"Mais de 80 projetos em 18 países, mas até 2026 só China e Rússia operam unidades."},{"layout":"timeline","title":"Do papel à operação","items":[{"year":"2020","label":"Akademik Lomonosov","icon":"ship","note":"usina flutuante no Ártico russo"},{"year":"2021","label":"HTR-PM","icon":"flame","note":"China; leito de esferas, alta temperatura"},{"year":"2023","label":"NuScale cancela Utah","icon":"circle-x","note":"custo estimado sobe para US$ 89/MWh"},{"year":"2025","label":"Darlington e Wylfa","icon":"file-check","note":"Canadá decide o 1º BWRX-300 (CA$ 7,7 bi); Reino Unido escolhe Rolls-Royce SMR"},{"year":"2026","label":"Linglong One","icon":"zap","note":"ACP100 de 125 MW em Hainan; operação prevista para o fim do ano"}],"caption":"Google, Amazon, Microsoft e Meta assinaram contratos de compra de energia nuclear para centros de dados."},{"layout":"components","title":"O tema SMR no Brasil","items":[{"label":"PNE 2050","icon":"file-text","note":"8 a 10 GW nucleares adicionais; SMR para regiões isoladas e indústria"},{"label":"Eletronuclear","icon":"building","note":"área de novos negócios (2023); memorandos com Rolls-Royce SMR e Westinghouse"},{"label":"CNEN","icon":"atom","note":"mar 2025: projeto de microrreator nacional de 3 a 5 MW, dez anos sem reabastecer"},{"label":"MME e Rosatom","icon":"handshake","note":"mai 2025: intenção de cooperar, sem contratos"},{"label":"Marinha e Nuclep","icon":"factory","note":"reator naval do LABGENE; vasos e componentes pesados"},{"label":"ANSN","icon":"gavel","note":"criada em 2021; precisa de capacidade para licenciar projetos novos"},{"label":"Frente Parlamentar","icon":"landmark","note":"2023; defende marco regulatório específico"},{"label":"Barreira","icon":"trending-down","note":"custo frente a renováveis baratas; Constituição limita investimento privado"}],"caption":"Nichos a estudar: Amazônia isolada (térmicas a óleo), polos industriais e centros de dados."}],"term:salvaguardas-nucleares-aiea-abacc-tnp":[{"layout":"steps","title":"Como se verifica o uso pacífico","items":[{"label":"Operador declara","icon":"clipboard-list","note":"inventários e fluxos de material nuclear"},{"label":"Inspetores medem","icon":"ruler","note":"medições independentes e amostragem"},{"label":"Registros analisados","icon":"file-check"},{"label":"Lacres, câmeras e monitoramento remoto","icon":"camera"},{"label":"Detectar desvio em tempo oportuno","icon":"triangle-alert","note":"quantidade significativa: 8 kg de plutônio ou 25 kg de U-235 em urânio altamente enriquecido"}],"caption":"A AIEA atua em mais de 180 países com cerca de 300 inspetores e orçamento regular limitado."},{"layout":"taxonomy","title":"O arcabouço global","root":{"label":"TNP (1968, em vigor desde 1970)","icon":"scroll-text"},"children":[{"label":"Acordo de Salvaguardas Abrangentes","icon":"file-text","note":"INFCIRC/153; todo material nuclear no território; 182 Estados","children":[{"label":"parágrafo 14: material em uso militar não proibido (propulsão naval)"}]},{"label":"Protocolo Adicional","icon":"search","note":"INFCIRC/540 (1997), após o programa clandestino iraquiano; ~140 países; acesso a locais não declarados"},{"label":"Acordos de oferta voluntária","icon":"crown","note":"potências nucleares"},{"label":"Acordos por instalação","icon":"map-pin","note":"Índia, Paquistão e Israel"},{"label":"Zonas livres de armas","icon":"globe","note":"Tlatelolco (1967) para a América Latina"}],"caption":"O Grupo de Supridores Nucleares condiciona o acesso a tecnologia e combustível."},{"layout":"timeline","title":"O caminho brasileiro","items":[{"year":"1988","label":"Constituição","icon":"scroll-text","note":"atividade nuclear só para fins pacíficos"},{"year":"1991","label":"ABACC","icon":"handshake","note":"Acordo de Guadalajara (18 jul) com a Argentina; inspeções cruzadas"},{"year":"1994","label":"Acordo Quadripartite e Tlatelolco","icon":"file-text","note":"Brasil, Argentina, ABACC e AIEA (INFCIRC/435)"},{"year":"1996–98","label":"Supridores Nucleares e TNP","icon":"globe","note":"NSG em 1996; adesão ao TNP em 1998"},{"year":"2004","label":"Inspeções em Resende","icon":"eye-off","note":"verificam o material sem expor o desenho das ultracentrífugas"},{"year":"2017","label":"TPAN assinado","icon":"ban","note":"ratificação ainda tramita"},{"year":"2026","label":"ABACC faz 35 anos","icon":"award","note":"em 2025: 75 instalações, ~4.780 quantidades significativas, 119 inspeções, 98 inspetores"}],"caption":"O Brasil não assinou o Protocolo Adicional, alegando que as potências não cumprem o desarmamento do artigo VI."},{"layout":"balance","title":"Salvaguardas navais: o teste de credibilidade","left":{"label":"Arranjo robusto","icon":"shield-check","points":["procedimento especial com AIEA e ABACC antes de fabricar o combustível","garante não desvio sem revelar o reator","referência para outros Estados sem armas nucleares"]},"right":{"label":"Opacidade ou atrasos","icon":"shield-alert","points":["alimentam suspeitas","dificultam acesso a tecnologia","já pesam no adiamento do submarino para 2037"]},"tilt":"left","verdict":"Primeiro Estado sem armas nucleares a retirar material de salvaguardas para propulsão naval sob o parágrafo 14."}],"term:rejeitos-radioativos":[{"layout":"pyramid","title":"Classes de rejeitos radioativos","items":[{"label":"Alta atividade","icon":"radiation","note":"~3% do volume, ~95% da radioatividade; combustível usado; calor e blindagem por séculos"},{"label":"Média atividade","icon":"shield","note":"componentes, resinas e lodos; blindagem, sem refrigeração"},{"label":"Baixa atividade","icon":"box","note":"~90% do volume, ~1% da radioatividade; luvas, filtros, roupas, resinas"},{"label":"Muito baixa atividade","icon":"construction","note":"entulho de descomissionamento, quase inofensivo"}],"caption":"Meia-vida curta decai em décadas; meia-vida longa (césio-137, estrôncio-90, plutônio, amerício) exige milhares de anos de isolamento."},{"layout":"steps","title":"Etapas da gestão","items":[{"label":"Segregação na origem","icon":"filter"},{"label":"Tratamento","icon":"shrink","note":"compactação, incineração, evaporação reduzem volume"},{"label":"Condicionamento","icon":"package","note":"cimento, betume ou vidro borossilicato (alta atividade)"},{"label":"Depósito inicial","icon":"warehouse","note":"no gerador"},{"label":"Depósito intermediário","icon":"building","note":"centralizado, por décadas"},{"label":"Disposição final","icon":"mountain","note":"superfície (300 anos) para baixa e média; geológico a 400–500 m para alta"}],"caption":"O gerador paga: fundos provisionados na tarifa, cerca de 5% do preço da eletricidade nuclear."},{"layout":"components","title":"A situação brasileira","items":[{"label":"Lei 10.308/2001","icon":"gavel","note":"CNEN responsável pelo destino final; proíbe importar rejeitos; compensa municípios-sede"},{"label":"ANSN (Lei 14.222/2021)","icon":"shield-check","note":"separa regulador e operador"},{"label":"Abadia de Goiás","icon":"map-pin","note":"único depósito final: ~3.500 m³ do césio-137 de Goiânia (1987, quatro mortos)"},{"label":"Depósitos intermediários","icon":"warehouse","note":"IPEN, CDTN, IEN e CRCN-NE (autorizado em set 2026)"},{"label":"Angra","icon":"atom","note":"baixa e média no sítio; combustível usado em piscinas e a seco desde 2021 (+40 anos em abr 2025)"},{"label":"RBMN / Projeto Centenário","icon":"search","note":"desde 2008 busca sítio em MG, GO e outros; resistência local"},{"label":"Combustível usado","icon":"hourglass","note":"sem decisão; tratado como reserva energética a definir"}]},{"layout":"stats","title":"Combustível usado no mundo","items":[{"value":"430","unit":"mil t","label":"descarregadas até hoje","icon":"radiation"},{"value":"30","unit":"%","label":"reprocessadas","note":"França e Rússia mantêm o reprocessamento","icon":"recycle"},{"value":"263","unit":"mil t","label":"em armazenamento","note":"EUA: cerca de 70 sítios após abandonar Yucca Mountain","icon":"warehouse"},{"value":"1º","unit":"","label":"repositório geológico: Onkalo","note":"Finlândia, operação em 2025–2026; Suécia (Forsmark), França (Cigéo), Canadá e Suíça seguem","icon":"mountain"}],"caption":"Tendência: seleção de sítios por consentimento voluntário das comunidades."}],"term:pre-sal":[{"layout":"layers","title":"Da plataforma ao reservatório","high":"Superfície do mar","low":"Rocha reservatório","items":[{"label":"FPSO flutuante","icon":"ship","note":"150 mil a 225 mil barris por dia, a 200 a 300 km da costa"},{"label":"Lâmina d'água","icon":"waves","note":"2.000 a 2.400 m de profundidade"},{"label":"Camada de sal","icon":"layers","note":"até 2.000 m; impermeável e plástica, sela o óleo e distorce a sísmica"},{"label":"Carbonatos microbiais","icon":"droplet","note":"óleo leve de 28 a 30° API, com gás e CO2; 5.000 a 7.000 m de profundidade total"}],"caption":"O sal que preservou o óleo é o mesmo que dificultou vê-lo e perfurá-lo."},{"layout":"steps","title":"Como funciona a partilha de produção","items":[{"label":"Leilão da ANP","icon":"gavel","note":"vence quem oferece o maior percentual de excedente à União"},{"label":"Petrobras com preferência","icon":"building-2","note":"pode operar com participação mínima de 30%"},{"label":"Recuperação de custos","icon":"coins","note":"o consórcio recupera custos em óleo"},{"label":"Divisão do excedente","icon":"split","note":"o óleo restante é dividido com a União"},{"label":"PPSA comercializa","icon":"landmark","note":"representa a União e vende dezenas de milhões de barris por ano"},{"label":"Fundo Social","icon":"graduation-cap","note":"parte das receitas vai para educação e saúde"}],"caption":"Regime da Lei 12.351/2010 para o polígono do pré-sal e áreas estratégicas."},{"layout":"stats","title":"O pré-sal em julho de 2026 (ANP)","items":[{"value":"82,4","unit":"%","label":"do óleo equivalente nacional","note":"4,82 de 5,85 milhões de boe/dia vieram do pré-sal","icon":"fuel"},{"value":"4,50","unit":"mi bbl/d","label":"petróleo produzido no Brasil","note":"mais 215 milhões de m³ de gás por dia","icon":"droplet"},{"value":"1,40","unit":"mi boe/d","label":"Búzios, o maior campo","note":"Tupi vem em seguida, com 1,04 milhão","icon":"ship"},{"value":"86,5","unit":"%","label":"do óleo nacional é da Petrobras","note":"Shell, TotalEnergies, Equinor e chinesas são parceiras","icon":"building-2"}]},{"layout":"balance","title":"Renda petroleira ou transição energética?","left":{"label":"Seguir produzindo","icon":"fuel","points":["custo de extração abaixo de US$ 10/barril nos melhores campos","receitas de dezenas de bilhões de reais por ano","maior programa de CCUS do mundo por reinjeção de CO2","nova fronteira: Margem Equatorial"]},"right":{"label":"Descarbonizar","icon":"leaf","points":["AIE projeta excesso de oferta e preços pressionados","pico de produção no início dos anos 2030, depois declínio","Fundo Social pode financiar biocombustíveis, hidrogênio e eólica offshore","pressão ambiental e competição com óleo mais barato do Oriente Médio"]},"tilt":"even","verdict":"O dilema é usar a renda do pico para financiar o que vem depois dele."}],"term:fpso":[{"layout":"components","title":"O que há em um FPSO","items":[{"label":"Casco","icon":"ship","note":"petroleiro convertido ou casco novo padronizado; tanques para 1,4 a 2 mi barris"},{"label":"Separação","icon":"filter","note":"óleo, gás e água produzida"},{"label":"Compressão de gás","icon":"wind","note":"tratamento e exportação por gasoduto"},{"label":"Remoção de CO2","icon":"recycle","note":"separação e reinjeção no reservatório"},{"label":"Tratamento de água","icon":"droplets","note":"água produzida"},{"label":"Geração elétrica","icon":"zap","note":"turbinas a gás"},{"label":"Acomodação","icon":"users","note":"tripulação a bordo por 25 a 30 anos sem docagem"},{"label":"Risers e umbilicais","icon":"cable","note":"flexíveis ou rígidos; ligam manifolds e árvores de natal molhadas"},{"label":"Ancoragem","icon":"anchor","note":"turret giratório ou spread mooring (mais comum no Brasil)"}],"caption":"Produção, armazenamento e transferência em um só navio, sem oleoduto até a costa."},{"layout":"flow","title":"Do poço ao navio aliviador","colLabels":["Fundo do mar","Subida","A bordo","Destino"],"nodes":[{"id":"anm","col":0,"label":"Árvores de natal molhadas","icon":"circle-dot","note":"sobre os poços"},{"id":"man","col":0,"label":"Manifolds","icon":"git-merge","note":"reúnem a produção"},{"id":"ris","col":1,"label":"Risers e umbilicais","icon":"cable","note":"fluidos e controle"},{"id":"sep","col":2,"label":"Separação e processo","icon":"filter","note":"óleo, gás, água, CO2"},{"id":"tan","col":2,"label":"Tanques no casco","icon":"container","note":"1,4 a 2 mi barris"},{"id":"ali","col":3,"label":"Navio aliviador","icon":"ship","note":"transferência periódica"},{"id":"gas","col":3,"label":"Gás","icon":"flame","note":"gasoduto, uso a bordo ou reinjeção"},{"id":"co2","col":3,"label":"CO2 reinjetado","icon":"recycle","note":"núcleo do CCUS do pré-sal"}],"edges":[{"from":"anm","to":"man"},{"from":"man","to":"ris"},{"from":"ris","to":"sep"},{"from":"sep","to":"tan","label":"óleo"},{"from":"tan","to":"ali"},{"from":"sep","to":"gas","label":"gás"},{"from":"sep","to":"co2","label":"CO2"}]},{"layout":"compare","title":"Dois modelos de negócio","columns":[{"label":"Unidade própria","icon":"building-2","note":"operadora é a dona; série P da Petrobras, construída sob encomenda","points":["P-78 e P-79 (180 mil bbl/d) em Búzios","P-80 zarpou da Ásia em setembro de 2026","integração final no BrasFELS, em Angra dos Reis"]},{"label":"Afretamento","icon":"handshake","note":"empresa especializada projeta, financia e opera","points":["SBM Offshore, MODEC, Yinson, BW Offshore, Altera, MISC","contratos de 20 a 25 anos","US$ 2 a 4 bilhões por unidade","cascos padronizados de 225 mil bbl/d (Fast4Ward)"]}],"caption":"Cascos vêm da China e de Singapura; os módulos, de várias origens."},{"layout":"stats","title":"O Brasil é o maior mercado de FPSOs","items":[{"value":"+50","unit":"unidades","label":"operando no Brasil","note":"quase todas da Petrobras ou afretadas por ela","icon":"ship"},{"value":"+270","unit":"unidades","label":"operando no mundo","note":"cerca de dez novas contratadas por ano","icon":"globe"},{"value":"+80","unit":"%","label":"da produção nacional","note":"unidades de Búzios, Tupi, Mero, Sépia, Atapu e Itapu","icon":"fuel"},{"value":"11","unit":"unidades","label":"em Búzios até 2028","note":"P-80, P-82 e P-83 completam o campo","icon":"anchor"}]}],"term:hidrogenio-verde":[{"layout":"compare","title":"Três tipos de eletrolisador","columns":[{"label":"Alcalino","icon":"battery","note":"tecnologia madura","points":["mais barato","o mais difundido"],"meters":{"custo":2,"maturidade":5}},{"label":"PEM","icon":"layers","note":"membrana de troca de prótons","points":["compacto e flexível","depende de irídio e platina"],"meters":{"custo":4,"maturidade":4}},{"label":"Óxido sólido","icon":"flame","note":"opera em alta temperatura","points":["maior eficiência","menos maduro"],"meters":{"custo":4,"maturidade":2}}],"caption":"Todos consomem cerca de 50 a 55 kWh por kg de H2; a eletricidade é 60% a 80% do custo."},{"layout":"spectrum","title":"Das cores à intensidade de carbono","low":"Zero emissões","high":"Alta emissão","items":[{"label":"Verde","icon":"leaf","pos":2,"note":"eletrólise com renováveis, sem emissões diretas"},{"label":"Limite UE","icon":"flag","pos":30,"note":"cerca de 3,4 kgCO2e/kgH2 (70% abaixo do fóssil)"},{"label":"Crédito EUA","icon":"dollar-sign","pos":36,"note":"benefício escalonado abaixo de 4 kg"},{"label":"Limite Brasil","icon":"gavel","pos":60,"note":"até 7 kgCO2e/kgH2 até 2030 (Lei 14.948)"},{"label":"Cinza","icon":"factory","pos":98,"note":"gás natural sem captura; quase toda a produção atual"}],"caption":"Azul, rosa, turquesa e branco também existem, mas o critério passa a ser o kg de CO2e por kg de H2."},{"layout":"hub","title":"O marco legal brasileiro","center":{"label":"Lei 14.948/2024","icon":"gavel"},"spokes":[{"label":"Definição","icon":"gauge","note":"baixa emissão: até 7 kgCO2e/kgH2 até 2030"},{"label":"PNH2","icon":"landmark","note":"Política Nacional, programa e comitê gestor"},{"label":"SBCH2","icon":"badge-check","note":"Sistema Brasileiro de Certificação"},{"label":"Rehidro","icon":"percent","note":"suspensão de PIS/Cofins até 2026; conteúdo local e P&D"},{"label":"PHBC","icon":"coins","note":"Lei 14.990: créditos fiscais de até R$ 18,3 bi em 5 anos"},{"label":"Decreto 13.096/2026","icon":"stamp","note":"ANP regula, Inmetro acredita, CCEE registra certificados"}]},{"layout":"stats","title":"O custo que frustrou as metas","items":[{"value":"US$ 4–8","unit":"/kg","label":"hidrogênio verde","note":"contra US$ 1 a 2 do cinza","icon":"dollar-sign"},{"value":"100","unit":"mi t/ano","label":"produção mundial de hidrogênio","note":"quase todo cinza, para refinarias, amônia e metanol","icon":"factory"},{"value":"<1","unit":"mi t/ano","label":"baixa emissão em operação (AIE, 2025)","note":"mais de 200 projetos com investimento comprometido","icon":"sprout"},{"value":"+60","unit":"%","label":"da capacidade de fabricar eletrolisadores está na China","note":"a planta de 60 MW da Unigel em Camaçari parou em 2023","icon":"globe"}]}],"term:combustivel-sustentavel-de-aviacao-saf":[{"layout":"taxonomy","title":"Rotas aprovadas para produzir SAF","root":{"label":"SAF (ASTM D7566)","icon":"plane"},"children":[{"label":"HEFA","icon":"droplet","note":"óleos vegetais, gorduras e óleo de cozinha usado; única em escala comercial, menor custo"},{"label":"Fischer-Tropsch","icon":"flame","note":"gaseificação de biomassa ou resíduos e síntese"},{"label":"ATJ (alcohol-to-jet)","icon":"wheat","note":"etanol ou isobutanol","children":[{"label":"desidratação"},{"label":"oligomerização"},{"label":"hidrogenação"}]},{"label":"HFS-SIP","icon":"flask-conical","note":"açúcares fermentados"},{"label":"e-SAF (PtL)","icon":"zap","note":"hidrogênio verde + CO2 capturado; ainda caro"}],"caption":"Mistura de até 50% com querosene fóssil; blends de 100% em teste."},{"layout":"timeline","title":"Metas do ProBioQAV","items":[{"year":"2024","label":"Lei 14.993","icon":"gavel","note":"Combustível do Futuro cria o ProBioQAV"},{"year":"2027","label":"1% de redução","icon":"plane","note":"emissões em voos domésticos; fiscalização da ANAC"},{"year":"2029","label":"2%","icon":"trending-up"},{"year":"2030","label":"3%","icon":"trending-up","note":"depois +1 ponto percentual ao ano"},{"year":"2037","label":"10%","icon":"target","note":"metas ajustáveis pelo CNPE; isenção sem acesso ao combustível"}],"caption":"A meta é de redução de emissões, não de volume: premia SAF de baixo carbono, como o de etanol de cana."},{"layout":"compare","title":"Como cada bloco empurra o SAF","columns":[{"label":"Brasil","icon":"flag","note":"meta de redução de emissões","points":["1% em 2027 até 10% em 2037","sem preço de carbono na aviação doméstica"]},{"label":"União Europeia","icon":"landmark","note":"ReFuelEU: mandato de mistura","points":["2% em 2025, 6% em 2030","20% em 2035, 70% em 2050","sintéticos: 1,2% em 2030, 35% em 2050"]},{"label":"Reino Unido","icon":"signpost","note":"mandato de mistura","points":["2% em 2025","10% em 2030"]},{"label":"Estados Unidos","icon":"dollar-sign","note":"créditos fiscais (45Z)","points":["meta voluntária de 3 bi galões em 2030","LanzaJet: primeira planta ATJ comercial (2024)"]}]},{"layout":"stats","title":"O gargalo é econômico","items":[{"value":"1","unit":"mi t","label":"produzidas no mundo em 2024","note":"0,3% do querosene consumido; abaixo de 1% em 2025","icon":"plane"},{"value":"2–5x","unit":"","label":"o preço do querosene fóssil","note":"gorduras e óleos residuais do HEFA são limitados","icon":"dollar-sign"},{"value":"50–90","unit":"%","label":"de redução de emissões","note":"conforme matéria-prima e uso da terra","icon":"leaf"},{"value":"2–3","unit":"%","label":"das emissões globais de CO2","note":"aviação; meta líquida zero em 2050 (ICAO, IATA)","icon":"globe"}]}],"term:etanol-de-segunda-geracao-2g":[{"layout":"steps","title":"A rota bioquímica do etanol celulósico","items":[{"label":"Pré-tratamento","icon":"flame","note":"explosão a vapor, ácido diluído, hidrotérmico ou organosolv expõem a celulose"},{"label":"Hidrólise enzimática","icon":"flask-conical","note":"celulases e hemicelulases liberam glicose e xilose; 20% a 40% do custo"},{"label":"Fermentação","icon":"test-tube","note":"leveduras modificadas convertem também açúcares de 5 carbonos"},{"label":"Destilação","icon":"factory","note":"destilação e desidratação iguais ao 1G"},{"label":"Lignina na caldeira","icon":"zap","note":"gera vapor e eletricidade e fecha o balanço energético"}],"caption":"A rota termoquímica alternativa gaseifica a biomassa e converte o gás de síntese por catálise ou fermentação."},{"layout":"timeline","title":"Pioneiras que fecharam, brasileiras que ficaram","items":[{"year":"2014","label":"GranBio Bioflex 1","icon":"factory","note":"São Miguel dos Campos (AL), 82 mi L; operação intermitente"},{"year":"2015","label":"Raízen Costa Pinto","icon":"factory","note":"Piracicaba (SP), 40 mi L; quase uma década para estabilizar"},{"year":"2017–2020","label":"Fechamentos","icon":"circle-x","note":"DuPont, Abengoa, POET-DSM nos EUA; Beta Renewables falida"},{"year":"2021","label":"Meta de 20 plantas","icon":"target","note":"Raízen até 2030-31, contratos com Shell e Ferrari"},{"year":"2024","label":"Raízen Bonfim","icon":"factory","note":"Guariba (SP), 82 mi L"},{"year":"2025–2026","label":"Cronograma desacelera","icon":"hourglass","note":"endividamento e revisão de portfólio"}]},{"layout":"balance","title":"Por que vale a pena e por que é difícil","left":{"label":"Vantagens","icon":"sprout","points":["até 50% mais etanol por hectare sem nova área","emissões 80% ou mais abaixo da gasolina","resíduos já disponíveis na usina","mais CBIOs por litro no RenovaBio; contagem dupla na RED III"]},"right":{"label":"Dificuldades","icon":"triangle-alert","points":["recalcitrância da biomassa","custo das enzimas","reatores com sólidos abrasivos","acima de R$ 1 bi por planta de 80 mi L"]},"tilt":"even","verdict":"O mercado interno não paga o prêmio; o 2G depende de contratos longos com prêmio verde."},{"layout":"stats","title":"Por que o Brasil é o lugar do 2G","items":[{"value":"600","unit":"mi t","label":"de cana processadas por ano","note":"bagaço e palha concentrados nas usinas","icon":"wheat"},{"value":"+50","unit":"%","label":"de etanol por hectare","note":"sem expandir a área plantada","icon":"trending-up"},{"value":"80","unit":"%","label":"menos emissões que a gasolina","note":"ou mais, no ciclo de vida","icon":"leaf"},{"value":"82","unit":"mi L","label":"capacidade de Bonfim e de Bioflex 1","note":"únicas plantas comerciais contínuas do mundo estão no Brasil","icon":"factory"}]}],"term:biometano":[{"layout":"flow","title":"Do resíduo ao gasoduto","colLabels":["Matéria-prima","Digestão anaeróbia","Purificação","Usos"],"nodes":[{"id":"agro","col":0,"label":"Resíduos do agro","icon":"tractor","note":"vinhaça, torta de filtro, dejetos, laticínios, frigoríficos"},{"id":"urb","col":0,"label":"Resíduos urbanos","icon":"building-2","note":"aterros e lodo de esgoto"},{"id":"bio","col":1,"label":"Biogás","icon":"flame","note":"50% a 70% de metano, 30% a 45% de CO2, H2S e siloxanos"},{"id":"dig","col":1,"label":"Digestato","icon":"sprout","note":"vira biofertilizante"},{"id":"upg","col":2,"label":"Upgrading","icon":"filter","note":"lavagem com água, PSA, membranas, aminas ou criogenia"},{"id":"co2","col":2,"label":"CO2 separado","icon":"recycle","note":"uso industrial ou armazenamento"},{"id":"bm","col":3,"label":"Biometano","icon":"fuel","note":"mais de 90% a 96% de metano"},{"id":"uso","col":3,"label":"Rede, veículos, indústria","icon":"truck","note":"sem adaptar equipamentos"}],"edges":[{"from":"agro","to":"bio"},{"from":"urb","to":"bio"},{"from":"bio","to":"dig"},{"from":"bio","to":"upg"},{"from":"upg","to":"co2"},{"from":"upg","to":"bm"},{"from":"bm","to":"uso"}],"caption":"Metano evitado (28 vezes o CO2 em cem anos) mais fóssil substituído: balanço duplamente favorável."},{"layout":"hub","title":"A política brasileira do biometano","center":{"label":"Lei 14.993/2024","icon":"gavel"},"spokes":[{"label":"Mandato do gás","icon":"trending-down","note":"desde 1º de janeiro de 2026: redução de 1%, até o limite de 10%"},{"label":"CGOB","icon":"badge-check","note":"Certificados de Garantia de Origem de Biometano"},{"label":"Multas","icon":"triangle-alert","note":"de R$ 100 mil a R$ 50 milhões"},{"label":"RenovaBio","icon":"coins","note":"remunera com CBIOs"},{"label":"ANP 886/2022","icon":"stamp","note":"qualidade e autorização das plantas"},{"label":"Metano Zero","icon":"landmark","note":"e incentivos em SP, PR e RJ"}]},{"layout":"stats","title":"Potencial enorme, produção mínima","items":[{"value":"+120","unit":"mi m³/dia","label":"potencial estimado pela ABiogás","note":"mais da metade da demanda nacional de gás natural","icon":"flame"},{"value":"+20","unit":"plantas","label":"autorizadas pela ANP","note":"capacidade na ordem de centenas de milhares de m³/dia","icon":"factory"},{"value":"5x","unit":"","label":"crescimento do mercado desde 2020","note":"Gás Verde (RJ), Cocal (SP), Raízen, Orizon","icon":"trending-up"},{"value":"+40","unit":"%","label":"do gás da Dinamarca já é biometano","note":"meta REPowerEU: 35 bi m³/ano em 2030","icon":"globe"}]}],"term:geracao-distribuida":[{"layout":"taxonomy","title":"O que é micro e minigeração distribuída","root":{"label":"MMGD","icon":"sun"},"children":[{"label":"Por porte","icon":"gauge","note":"renováveis ou cogeração qualificada","children":[{"label":"Micro: até 75 kW"},{"label":"Mini: 75 kW a 3 MW (5 MW em casos específicos)"}]},{"label":"Por fonte","icon":"zap","note":"fotovoltaica em telhados e pequenas usinas de solo domina","children":[{"label":"Solar fotovoltaica"},{"label":"Biogás"},{"label":"Pequenas hidrelétricas"},{"label":"Eólica de pequena escala"}]},{"label":"Por modalidade","icon":"receipt","note":"créditos em kWh válidos por 60 meses","children":[{"label":"Autoconsumo local"},{"label":"Autoconsumo remoto"},{"label":"Geração compartilhada (consórcios e cooperativas)"},{"label":"Múltiplas unidades consumidoras"}]}],"caption":"Net metering: a energia injetada na rede vira crédito que abate o consumo."},{"layout":"timeline","title":"Da REN 482 à regra geral de 2029","items":[{"year":"2012","label":"REN 482 da ANEEL","icon":"sun","note":"nasce a GD brasileira"},{"year":"2015","label":"REN 687","icon":"trending-up","note":"acelera a adoção; módulos ficam mais baratos"},{"year":"2022","label":"Lei 14.300","icon":"gavel","note":"Marco Legal da MMGD; regras antigas até 2045 para sistemas existentes"},{"year":"2023","label":"15% dos custos de rede","icon":"percent","note":"início da transição para novos sistemas (REN 1.059)"},{"year":"2026","label":"60%","icon":"percent","note":"45% em 2025, 75% em 2027"},{"year":"2028","label":"90%","icon":"percent"},{"year":"2029","label":"Regra geral","icon":"flag","note":"valoração de custos e benefícios pela ANEEL e CNPE"}]},{"layout":"causes","title":"O que a GD faz com a rede","causes":[{"label":"Milhões de telhados","icon":"sun","note":"injeção concentrada ao meio-dia"},{"label":"Fluxos bidirecionais","icon":"arrow-left-right","note":"a rede foi desenhada para um sentido só"},{"label":"Elevação de tensão","icon":"zap","note":"em alimentadores com muita injeção"},{"label":"Subsídio cruzado","icon":"coins","note":"quem tem GD deixa de pagar parte dos custos fixos (debate do Fio B)"}],"effect":{"label":"Curva do pato","icon":"chart-line","note":"rampas acentuadas ao fim da tarde"},"consequences":[{"label":"Cortes em usinas centralizadas","icon":"circle-x"},{"label":"Baterias atrás do medidor","icon":"battery"},{"label":"Tarifas horárias e resposta da demanda","icon":"clock"},{"label":"Inversores inteligentes e medição bidirecional","icon":"cpu"}]},{"layout":"stats","title":"A GD brasileira em números","items":[{"value":"+40","unit":"GW","label":"instalados em micro e minigeração","note":"2025-2026, segundo ABSOLAR e ANEEL","icon":"sun"},{"value":"+5","unit":"mi","label":"unidades consumidoras atendidas","note":"residências, comércio e agro de SP, MG, RS, PR e MT","icon":"users"},{"value":"2ª","unit":"fonte","label":"solar na matriz elétrica","note":"atrás apenas da hidráulica, somando GD e centralizada","icon":"zap"},{"value":"-80","unit":"%","label":"preço das baterias LFP em dez anos","note":"GD vira sistema híbrido com armazenamento","icon":"battery-charging"}]}],"term:eolica-offshore":[{"layout":"compare","title":"Onshore, offshore fixa e flutuante","columns":[{"label":"Eólica terrestre","icon":"wind","note":"referência de custo","points":["fator de capacidade de 30% a 45%"],"meters":{"custo":2,"maturidade":5}},{"label":"Offshore fixa","icon":"anchor","note":"monopilares, jaquetas ou gravidade","points":["fator de capacidade de 45% a 60%","até 50 a 60 m de profundidade","US$ 3 a 5 mi por MW, 2 a 3 vezes o terrestre","turbinas de 10 a 15 MW, rotores acima de 220 m"],"meters":{"custo":4,"maturidade":4}},{"label":"Offshore flutuante","icon":"waves","note":"plataformas ancoradas em águas profundas","points":["pré-comercial e mais cara","pilotos na Noruega, Escócia, Portugal e França"],"meters":{"custo":5,"maturidade":2}}],"caption":"Mais vento e geração complementar à solar, perto dos centros de carga costeiros."},{"layout":"components","title":"O que um parque offshore exige","items":[{"label":"Fabricação pesada","icon":"factory","note":"pás, naceles, torres e fundações; Aeris Energy (CE) já exporta pás"},{"label":"Portos","icon":"anchor","note":"cais reforçados e áreas de montagem; Pecém e Açu"},{"label":"Navios especiais","icon":"ship","note":"jack-up de instalação e lançadores de cabos"},{"label":"Subestações marítimas","icon":"plug-zap"},{"label":"Cabos submarinos","icon":"cable","note":"alta tensão em corrente alternada ou contínua"},{"label":"Operação e manutenção","icon":"wrench","note":"em ambiente marinho"},{"label":"Planejamento espacial marinho","icon":"map","note":"pesca, navegação, petróleo, áreas protegidas, aves, defesa"},{"label":"Cessão de uso e licença","icon":"gavel","note":"o mar pertence ao Estado; licenciamento ambiental e conexão"}]},{"layout":"stats","title":"Muito potencial, nenhuma turbina","items":[{"value":"700","unit":"GW","label":"potencial técnico até 50 m (EPE)","note":"Nordeste, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul","icon":"wind"},{"value":"+230","unit":"GW","label":"em cerca de 100 projetos no Ibama (2025)","note":"Petrobras/Equinor, Shell, TotalEnergies, Iberdrola, Casa dos Ventos","icon":"file-text"},{"value":"0","unit":"turbinas","label":"instaladas no mar brasileiro","note":"primeiro certame sinalizado para o fim da década","icon":"circle-x"},{"value":"92,5","unit":"GW","label":"no mundo no fim de 2025 (GWEC)","note":"China líder pelo 8º ano, com 6,6 GW em 2025","icon":"globe"}]},{"layout":"hub","title":"O que a Lei 15.097/2025 estabelece","center":{"label":"Cessão de uso do mar","icon":"gavel"},"spokes":[{"label":"Oferta permanente","icon":"file-check","note":"autorização mediante chamamento público"},{"label":"Oferta planejada","icon":"calendar","note":"licitação de áreas definidas pelo governo"},{"label":"Pagamentos","icon":"coins","note":"bônus de assinatura e taxa anual por área"},{"label":"Receita dividida","icon":"split","note":"União, estados, municípios e fundo para comunidades afetadas"},{"label":"Conteúdo local","icon":"factory","note":"exigência a calibrar para não repetir custos excessivos"},{"label":"Jabutis","icon":"triangle-alert","note":"PCHs, eólicas, hidrogênio de etanol: vetados e parcialmente restabelecidos em julho de 2025"}]}],"term:captura-e-armazenamento-de-carbono-ccus":[{"layout":"flow","title":"Da fonte ao subsolo","colLabels":["Fonte","Captura","Transporte","Destino"],"nodes":[{"id":"conc","col":0,"label":"Fontes concentradas","icon":"factory","note":"termelétricas, refinarias, aço, cimento, fertilizantes, gás, etanol"},{"id":"ar","col":0,"label":"Ar ambiente","icon":"wind","note":"captura direta (DAC), centenas de dólares por t"},{"id":"cap","col":1,"label":"Separação do CO2","icon":"filter","note":"aminas (madura), adsorção, membranas, criogenia, oxicombustão"},{"id":"tr","col":2,"label":"Compressão e duto ou navio","icon":"truck"},{"id":"uso","col":3,"label":"Uso (CCU)","icon":"package","note":"bebidas, estufas, combustíveis sintéticos, materiais"},{"id":"geo","col":3,"label":"Armazenamento geológico","icon":"layers","note":"reservatórios depletados, aquíferos salinos abaixo de 800 m, carvão"},{"id":"eor","col":3,"label":"EOR","icon":"fuel","note":"recuperação avançada de petróleo; contabilizado à parte"}],"edges":[{"from":"conc","to":"cap"},{"from":"ar","to":"cap"},{"from":"cap","to":"tr"},{"from":"tr","to":"uso"},{"from":"tr","to":"geo"},{"from":"tr","to":"eor"}],"caption":"Monitoramento sísmico e de poços por décadas sob rochas selantes."},{"layout":"taxonomy","title":"CCS, CCU, BECCS, DACCS","root":{"label":"CCUS","icon":"recycle"},"children":[{"label":"CCS","icon":"layers","note":"só captura e armazenamento"},{"label":"CCU","icon":"package","note":"uso do CO2 em processos industriais"},{"label":"BECCS","icon":"sprout","note":"captura em processos de biomassa: remoção líquida da atmosfera"},{"label":"DACCS","icon":"wind","note":"captura direta do ar: remoção líquida, mas cara (Climeworks, 1PointFive)"}],"caption":"Só BECCS e DACCS retiram carbono da atmosfera; o resto evita emitir."},{"layout":"spectrum","title":"Quanto custa capturar uma tonelada","low":"US$ 15/t","high":"Centenas de US$/t","items":[{"label":"Etanol e gás natural","icon":"wheat","pos":8,"note":"correntes quase puras: US$ 15 a 30"},{"label":"Cimento e termelétricas","icon":"factory","pos":36,"note":"US$ 50 a 120"},{"label":"Crédito 45Q (EUA)","icon":"dollar-sign","pos":44,"note":"US$ 85 por tonelada"},{"label":"Captura direta do ar","icon":"wind","pos":95,"note":"escala de dezenas de milhares de toneladas"}],"caption":"Poucos projetos fecham sem subsídio ou preço de carbono acima de US$ 80."},{"layout":"stats","title":"O Brasil já reinjeta mais do que todos","items":[{"value":"14","unit":"mi t","label":"de CO2 reinjetadas no pré-sal em 2024","note":"recorde; mais de 10 mi t/ano, dezenas acumuladas desde 2008","icon":"recycle"},{"value":"50","unit":"mi t/ano","label":"capacidade mundial em operação","note":"menos de 0,15% das emissões globais","icon":"globe"},{"value":"77","unit":"instalações","label":"em operação no mundo (2025)","note":"47 em construção; Global CCS Institute","icon":"factory"},{"value":"1º","unit":"","label":"BECCS do país: FS Bioenergia (MT)","note":"CO2 da fermentação em aquífero salino; piloto São Tomé (RJ) em 2026","icon":"sprout"}]}],"term:mercado-regulado-de-carbono-sbce":[{"layout":"compare","title":"Três formas de precificar carbono","columns":[{"label":"Mercado regulado","icon":"scale","note":"cap-and-trade","points":["Estado fixa teto decrescente","distribui ou leiloa permissões","quem reduz vende, quem emite compra","o preço emerge do mercado"]},{"label":"Imposto sobre carbono","icon":"receipt","note":"preço fixo","points":["o Estado fixa o preço","a quantidade emitida varia"]},{"label":"Mercado voluntário","icon":"handshake","note":"sem obrigação legal","points":["créditos de projetos florestais, energia, metano","qualidade heterogênea","Verra e Gold Standard dominam"]}],"caption":"Mais de 80 instrumentos cobrem cerca de um quarto das emissões globais e arrecadam mais de US$ 100 bi por ano."},{"layout":"pyramid","title":"Quem entra no SBCE","items":[{"label":"Acima de 25 mil tCO2e/ano","icon":"factory","note":"relata e concilia entregando CBE (1 t cada) ou CRVE"},{"label":"De 10 mil a 25 mil tCO2e/ano","icon":"clipboard-list","note":"plano de monitoramento e relato de emissões"},{"label":"Agropecuária primária","icon":"tractor","note":"excluída por pressão da bancada ruralista; participa só vendendo CRVE"}],"caption":"A agropecuária é o segundo maior emissor do país, depois do desmatamento."},{"layout":"steps","title":"A implantação gradual do SBCE","items":[{"label":"Lei 15.042","icon":"gavel","note":"11 de dezembro de 2024"},{"label":"Regulamentação","icon":"file-text","note":"até dois anos; órgão gestor disputado entre Fazenda e Meio Ambiente"},{"label":"Sistemas de relato","icon":"clipboard-check","note":"um ano para os operadores se equiparem"},{"label":"Relato sem conciliação","icon":"calendar","note":"dois anos de aprendizado"},{"label":"Plano Nacional de Alocação","icon":"scale","note":"define teto, cotas e proporção gratuita ou leiloada; mercado abre"},{"label":"Operação plena","icon":"trending-up","note":"negociação efetiva projetada para o fim da década"}]},{"layout":"stats","title":"A referência europeia e o CBAM","items":[{"value":"60–90","unit":"€/t","label":"preço no EU ETS em 2024-2026","note":"cobre cerca de 40% das emissões europeias","icon":"coins"},{"value":"½","unit":"","label":"redução das emissões cobertas pelo EU ETS","note":"criado em 2005, é a referência mundial","icon":"trending-down"},{"value":"2026","unit":"","label":"CBAM em fase definitiva","note":"cobra aço, cimento, alumínio, fertilizantes, hidrogênio e eletricidade importados","icon":"ship"},{"value":"2020","unit":"","label":"RenovaBio: a experiência brasileira","note":"créditos de descarbonização (CBIOs) de combustíveis","icon":"fuel"}]}],"term:motor-flex-e-hibrido-flex":[{"layout":"flow","title":"Como o motor descobre o que está no tanque","colLabels":["Sinais","Software","Ajustes"],"nodes":[{"id":"lam","col":0,"label":"Sonda lambda","icon":"gauge","note":"oxigênio no escapamento"},{"id":"inj","col":0,"label":"Combustível injetado","icon":"droplet","note":"quantidade medida"},{"id":"out","col":0,"label":"Outros sinais","icon":"activity"},{"id":"ecu","col":1,"label":"Unidade de controle","icon":"cpu","note":"infere a proporção etanol/gasolina sem sensor físico (Bosch, 1994)"},{"id":"a1","col":2,"label":"Injeção","icon":"sliders-horizontal"},{"id":"a2","col":2,"label":"Ponto de ignição","icon":"zap"},{"id":"a3","col":2,"label":"Partida a frio","icon":"thermometer","note":"aquecimento do combustível ou da admissão"}],"edges":[{"from":"lam","to":"ecu"},{"from":"inj","to":"ecu"},{"from":"out","to":"ecu"},{"from":"ecu","to":"a1"},{"from":"ecu","to":"a2"},{"from":"ecu","to":"a3"}],"caption":"Etanol tem 30% menos energia por litro, mais octanagem e mais calor de vaporização."},{"layout":"taxonomy","title":"Três graus de híbrido flex","root":{"label":"Híbrido flex","icon":"car"},"children":[{"label":"Leve (mild)","icon":"battery","note":"12 ou 48 V; assiste o motor a combustão","children":[{"label":"Stellantis Bio-Hybrid (Fiat, Jeep)"}]},{"label":"Completo (full)","icon":"battery-charging","note":"move o carro só com eletricidade em baixa velocidade; recupera energia na frenagem","children":[{"label":"Toyota Corolla (2019, Indaiatuba)"},{"label":"Corolla Cross (2021, Sorocaba)"}]},{"label":"Plug-in","icon":"plug-zap","note":"bateria maior, recarga na rede, dezenas de km elétricos","children":[{"label":"BYD (Camaçari)"},{"label":"GWM (Iracemápolis)"}]}],"caption":"Com etanol de cana (70% a 90% menos emissões), o híbrido flex se aproxima de um elétrico em redes de média intensidade de carbono."},{"layout":"timeline","title":"Do Gol Total Flex ao híbrido plug-in flex","items":[{"year":"1994","label":"Bosch no Brasil","icon":"lightbulb","note":"software infere a proporção de etanol"},{"year":"2003","label":"VW Gol 1.6 Total Flex","icon":"car","note":"primeiro carro flex, em março; Magneti Marelli comercializa a tecnologia"},{"year":"2005","label":"73% das vendas","icon":"trending-up","note":"desde então 80% a 90%; mais de 40 mi unidades acumuladas"},{"year":"2009","label":"Moto flex","icon":"circle-dot","note":"Honda CG 150 Titan Mix"},{"year":"2019","label":"Corolla híbrido flex","icon":"battery-charging","note":"primeiro do mundo, Toyota em Indaiatuba"},{"year":"2024","label":"Programa Mover","icon":"gavel","note":"R$ 19,3 bi em incentivos até 2028 por metas do poço à roda"},{"year":"2025","label":"Gasolina com 30% de etanol","icon":"fuel","note":"Lei 14.993 permite até 35%"}]},{"layout":"balance","title":"Híbrido flex contra o elétrico puro","left":{"label":"Híbrido flex","icon":"fuel","points":["usa a distribuição de etanol e a frota existentes","baterias pequenas: menos lítio, níquel e cobalto","não depende da rede elétrica","diferencia a produção local; Índia copia o modelo"]},"right":{"label":"Elétrico a bateria","icon":"battery-charging","points":["elétricos e plug-ins acima de 20% das vendas globais; China acima de 50%","custo das baterias cai continuamente","chineses produzem elétricos no Brasil","UE mantém proibição da combustão em 2035"]},"tilt":"even","verdict":"A vantagem só vale se o motorista abastecer com etanol e as montadoras seguirem investindo em motores eficientes."}],"term:tropicalizacao-da-soja":[{"layout":"before-after","title":"O gene que levou a soja ao Equador","before":{"label":"Soja temperada no trópico","icon":"wheat-off","points":["planta de dias curtos: floresce cedo demais perto do Equador","fica baixa e produz pouco","fracasso de Gustavo D'Utra na Bahia em 1882","só prosperava no Rio Grande do Sul (1920-1940)"]},"after":{"label":"Soja tropical","icon":"wheat","points":["porte e área foliar adequados antes de florescer","ciclo de 100 a 140 dias, 0,70 a 1,00 m de altura","baixa sensibilidade à época de semeadura","apta ao Cerrado, Matopiba e Amazônia Legal"]},"change":"período juvenil longo: poucos genes recessivos de acessos como 'Santa Maria', PI 240664, PI 159925 e PI 274454"},{"layout":"components","title":"O pacote da tropicalização","items":[{"label":"Período juvenil longo","icon":"dna","note":"a planta não floresce mesmo sob dias curtos"},{"label":"Calagem e gessagem","icon":"mountain","note":"solos ácidos, pobres em fósforo, com alumínio tóxico"},{"label":"Adubação regional","icon":"sprout","note":"recomendações por região e produtividade"},{"label":"Inoculantes","icon":"microscope","note":"Bradyrhizobium tropical dispensa o adubo nitrogenado"},{"label":"Plantio direto","icon":"tractor","note":"arado e grade erodiam o solo; hoje em cerca de 90% da área"},{"label":"Sementes de qualidade","icon":"package","note":"produção e conservação sob calor e chuva irregular"},{"label":"Resistências","icon":"shield-check","note":"nematoides, vírus, bactérias e fungos"},{"label":"Pesquisa pública","icon":"graduation-cap","note":"Embrapa Soja (Londrina, 1975), institutos estaduais, universidades"}],"caption":"Até os anos 1970 não se cultivava soja com sucesso em regiões tropicais."},{"layout":"stats","title":"A soja brasileira hoje","items":[{"value":"169,7","unit":"mi t","label":"colhidas na safra 2024/25 (Conab)","note":"dentro de 345,2 mi t de grãos em 81,9 mi ha","icon":"wheat"},{"value":"99","unit":"%","label":"da área é transgênica","note":"GDM, Bayer, Corteva, Syngenta, TMG, Nidera licenciam","icon":"dna"},{"value":"85","unit":"%","label":"da área é inoculada","note":"World Food Prize 2025 para Mariangela Hungria","icon":"microscope"},{"value":"80","unit":"%","label":"da produção mundial: EUA, Brasil e Argentina","note":"China importa mais de 100 mi t por ano","icon":"globe"}]},{"layout":"timeline","title":"Um século de adaptação","items":[{"year":"1882","label":"Fracasso na Bahia","icon":"circle-x","note":"plantio de Gustavo D'Utra"},{"year":"1920–1940","label":"Rio Grande do Sul","icon":"wheat","note":"regime de luz próximo ao de origem"},{"year":"1972","label":"Plantio direto","icon":"tractor","note":"nasce no Paraná"},{"year":"1975","label":"Embrapa Soja","icon":"graduation-cap","note":"Londrina; Romeu Kiihl e Leones de Almeida"},{"year":"2023","label":"Soja editada","icon":"dna","note":"tolerante à seca, aprovada pela CTNBio como não transgênica"},{"year":"2025","label":"World Food Prize","icon":"award","note":"Mariangela Hungria, pela fixação biológica de nitrogênio"},{"year":"2026","label":"EUDR","icon":"flag","note":"rastreabilidade livre de desmatamento para grandes operadores a partir de 30 de dezembro"}]}],"term:plantio-direto":[{"layout":"hub","title":"Os três princípios do plantio direto","center":{"label":"Sistema plantio direto","icon":"sprout"},"spokes":[{"label":"Mobilização mínima","icon":"minus","note":"só o sulco de semeadura, sem aração nem gradagem"},{"label":"Cobertura permanente","icon":"leaf","note":"palha ou plantas vivas o ano todo"},{"label":"Rotação de culturas","icon":"repeat","note":"sucessão ou consorciação, com plantas de cobertura"},{"label":"Semeadora-adubadora","icon":"tractor","note":"corta a palha, abre o sulco, deposita semente e adubo e fecha, em uma passada"}]},{"layout":"causes","title":"O que a palhada faz pelo solo","causes":[{"label":"Amortece a chuva","icon":"cloud-rain","note":"menos impacto das gotas e enxurrada mais lenta"},{"label":"Solo frio e úmido","icon":"thermometer","note":"favorece microrganismos e fauna do solo"},{"label":"Decomposição lenta","icon":"leaf","note":"acumula matéria orgânica e carbono na superfície"},{"label":"Sem revolvimento","icon":"layers","note":"preserva agregados, canais radiculares e minhocas"}],"effect":{"label":"Erosão dez vezes menor","icon":"shield-check","note":"o solo volta a se comportar como não perturbado"},"consequences":[{"label":"Fixação de nitrogênio até 30% maior","icon":"microscope"},{"label":"Sequestro de carbono (ABC+)","icon":"recycle"},{"label":"Exige herbicidas e manejo de pragas na palha","icon":"triangle-alert"},{"label":"Calcário fica na superfície","icon":"mountain"}]},{"layout":"timeline","title":"De 200 hectares a dezenas de milhões","items":[{"year":"1968","label":"IPEAME","icon":"graduation-cap","note":"instituto em Colombo (PR) apresenta a técnica"},{"year":"1972","label":"Herbert Bartz semeia 200 ha","icon":"tractor","note":"Rolândia (PR), outubro, após visitar EUA e Inglaterra"},{"year":"1979","label":"Clube da Minhoca","icon":"users","note":"produtores difundem a prática"},{"year":"1992","label":"Febrapdp","icon":"flag","note":"fundada em Cruz Alta (RS); cerca de 1 mi ha no país"},{"year":"2018","label":"32 mi ha","icon":"trending-up","note":"levantamento da Febrapdp"},{"year":"2024/25","label":"33 a 39 mi ha","icon":"sprout","note":"estimativa da Embrapa Solos; cerca de 90% da soja"},{"year":"2030","label":"Meta ABC+","icon":"target","note":"cerca de 75% da área plantada do país"}]},{"layout":"stats","title":"Brasil, a maior área contínua do mundo","items":[{"value":"33–39","unit":"mi ha","label":"sob plantio direto no Brasil","note":"de cerca de 1 mi ha em 1992","icon":"sprout"},{"value":"200","unit":"mi ha","label":"no mundo (FAO)","note":"EUA, Brasil, Argentina, Canadá, Austrália, Paraguai","icon":"globe"},{"value":"90","unit":"%","label":"da soja brasileira","note":"muitas áreas ainda sem rotação diversificada","icon":"wheat"},{"value":"75","unit":"%","label":"da área plantada: meta do ABC+ para 2030","note":"expandir para pecuária e agricultura familiar","icon":"target"}]}],"term:fixacao-biologica-de-nitrogenio":[{"layout":"cycle","title":"A troca dentro do nódulo","center":"Simbiose leguminosa-bactéria","items":[{"label":"Inoculação","icon":"package","note":"estirpes selecionadas na semente ou no sulco"},{"label":"Nódulos nas raízes","icon":"sprout","note":"Bradyrhizobium ou Rhizobium colonizam a planta"},{"label":"Planta alimenta","icon":"sun","note":"carboidratos e ambiente de baixo oxigênio"},{"label":"Nitrogenase fixa N2","icon":"atom","note":"nitrogênio do ar vira amônia assimilável"},{"label":"Nitrogênio para os grãos","icon":"wheat","note":"uma tonelada de soja exporta cerca de 80 kg de N"}],"caption":"A única alternativa natural ao Haber-Bosch, que consome gás natural."},{"layout":"compare","title":"Simbiótica, associativa e coinoculação","columns":[{"label":"Simbiótica","icon":"sprout","note":"leguminosas: soja, feijão, amendoim, alfafa","points":["Bradyrhizobium e Rhizobium formam nódulos","dispensa adubo nitrogenado na soja","estirpes registradas pela Relare (1985)"]},{"label":"Associativa","icon":"wheat","note":"gramíneas: milho, trigo, arroz, braquiárias","points":["Azospirillum brasilense Ab-V5 e Ab-V6","fixa menos, mas produz fitormônios","reduz até 25% do nitrogênio de cobertura"]},{"label":"Coinoculação","icon":"git-merge","note":"Bradyrhizobium + Azospirillum na soja","points":["fronteira comercial mais recente","mais de 40 mi doses/ano para gramíneas"]}]},{"layout":"stats","title":"O maior caso de substituição de fertilizante do mundo","items":[{"value":"85","unit":"%","label":"da soja brasileira é inoculada","note":"maior taxa do mundo (Embrapa)","icon":"wheat"},{"value":"US$ 25–28","unit":"bi","label":"economizados em nitrogênio na última safra","icon":"coins"},{"value":"230–280","unit":"mi t CO2e","label":"evitadas","note":"amônia sintética usa 1% a 2% da energia mundial","icon":"leaf"},{"value":"2025","unit":"","label":"World Food Prize para Mariangela Hungria","note":"Embrapa Soja; linhagem de Johanna Döbereiner","icon":"award"}]},{"layout":"components","title":"O que faz um inoculante funcionar","items":[{"label":"Estirpe","icon":"dna","note":"capacidade de fixar, competitividade e tolerância a estresse"},{"label":"Formulação","icon":"flask-conical","note":"líquida ou turfosa, em alta concentração"},{"label":"Compatibilidade","icon":"shield-check","note":"com fungicidas e inseticidas do tratamento de sementes"},{"label":"Manejo do solo","icon":"tractor","note":"FBN até 30% maior sob plantio direto"},{"label":"Registro Relare","icon":"stamp","note":"rede de laboratórios ligada ao MAPA desde 1985"},{"label":"Lei 15.070/2024","icon":"gavel","note":"regulado como bioinsumo, inclusive produção na fazenda; decreto pendente em 2026"}],"caption":"Biotrop, Vittia, Total Biotecnologia, Koppert, Novonesis, Corteva e Bayer disputam o mercado."}],"term:bioinsumo":[{"layout":"taxonomy","title":"O que a Lei 15.070 chama de bioinsumo","root":{"label":"Bioinsumos","icon":"sprout"},"children":[{"label":"Inoculantes","icon":"microscope","note":"bactérias fixadoras de nitrogênio e fungos micorrízicos"},{"label":"Biocontrole","icon":"bug-off","note":"organismos contra pragas e doenças","children":[{"label":"Bacillus thuringiensis"},{"label":"Trichoderma, Beauveria, Metarhizium"},{"label":"vírus e nematoides entomopatogênicos"},{"label":"parasitoides Trichogramma e Cotesia"}]},{"label":"Bioestimulantes","icon":"trending-up","note":"fitormônios e mitigação de estresses"},{"label":"Biofertilizantes","icon":"leaf","note":"solubilização de fósforo e potássio"},{"label":"Semioquímicos","icon":"radio","note":"feromônios"},{"label":"Extratos vegetais","icon":"flower"}],"caption":"Origem vegetal, animal ou microbiana, inclusive biotecnológica."},{"layout":"compare","title":"Biológicos e químicos de síntese","columns":[{"label":"Bioinsumos","icon":"sprout","note":"organismos vivos ou seus metabólitos","points":["validade curta; sensíveis a temperatura, UV e pH","janelas de aplicação estreitas","baixa toxicidade e carência reduzida","menor risco de resistência em programas integrados","exigem compatibilidade com defensivos"]},{"label":"Agroquímicos de síntese","icon":"flask-conical","note":"referência que os biológicos complementam","points":["fertilizantes e defensivos em grande parte importados","pragas como Helicoverpa e nematoides desenvolveram resistência","pressão de compradores e reguladores por sustentabilidade"]}],"caption":"O cenário mais provável é a integração dos dois em programas de manejo."},{"layout":"steps","title":"A cadeia industrial de um biológico","items":[{"label":"Prospecção","icon":"search","note":"coleções de microrganismos; IA acelera a busca de estirpes"},{"label":"Fermentação","icon":"flask-conical","note":"biorreatores, submersa ou em estado sólido"},{"label":"Formulação","icon":"package","note":"líquida, pó molhável, granulado ou encapsulado"},{"label":"Controle de qualidade","icon":"clipboard-check","note":"concentração, pureza e viabilidade"},{"label":"Cadeia de frio","icon":"snowflake","note":"distribuição até a fazenda"}],"caption":"Produção on-farm é permitida sem comercialização, com rastreabilidade e registro simplificado."},{"layout":"stats","title":"O insumo que mais cresce no agro brasileiro","items":[{"value":"R$ 7","unit":"bi","label":"em vendas na safra 2024/25 (Anpii Bio)","note":"projeção de R$ 10 bi em 2030","icon":"coins"},{"value":"+200","unit":"indústrias","label":"registradas","note":"crescimento acima de 50% entre 2022 e 2025","icon":"factory"},{"value":"85","unit":"%","label":"da soja recebe biológicos","note":"ganhos de produtividade de 8% a 16%","icon":"wheat"},{"value":"US$ 15","unit":"bi","label":"mercado global de biológicos","note":"projeção de US$ 45 bi até 2032; Brasil entre os três maiores","icon":"globe"}]}],"term:agricultura-de-precisao":[{"layout":"cycle","title":"O ciclo da agricultura de precisão","center":"Variabilidade da lavoura","items":[{"label":"Coleta de dados","icon":"satellite","note":"amostragem em grade, mapas de produtividade com GNSS, sensores, satélites, drones"},{"label":"Mapas de prescrição","icon":"map","note":"análise da variabilidade espacial e temporal"},{"label":"Aplicação a taxa variável","icon":"tractor","note":"calcário, fertilizantes, sementes e defensivos no lugar, dose e momento certos"},{"label":"Avaliação","icon":"chart-line","note":"resultados medidos na safra seguinte"}],"caption":"O talhão deixa de ser tratado como unidade homogênea."},{"layout":"components","title":"A base tecnológica","items":[{"label":"GNSS com RTK","icon":"satellite","note":"precisão centimétrica"},{"label":"Piloto automático","icon":"navigation","note":"e controle de seções em pulverizadores e semeadoras"},{"label":"ISOBUS","icon":"cable","note":"trator e implemento conversam"},{"label":"Telemetria de frota","icon":"radio"},{"label":"Sensores NDVI","icon":"scan","note":"adubação nitrogenada em tempo real"},{"label":"Visão computacional e IA","icon":"brain-circuit","note":"pulverização planta a planta reduz herbicidas em mais de 50%"},{"label":"Robôs de campo","icon":"bot","note":"Solinftec opera em milhões de hectares"},{"label":"Drones","icon":"plane","note":"pulverização (XMobots, DJI) sob regras da ANAC e do DECEA"},{"label":"Plataformas de gestão","icon":"database","note":"dados agronômicos, financeiros e de rastreabilidade"}]},{"layout":"pictogram","title":"Adoção digital no campo brasileiro (2020)","unit":"%","of":10,"max":100,"icon":"user","items":[{"label":"Usam alguma ferramenta digital","value":84,"display":"84% (sobretudo internet e mensagens)"},{"label":"Imagens de drone ou satélite","value":17,"display":"17%"},{"label":"Sensores de campo","value":16,"display":"16%"},{"label":"Sistemas automatizados ou robôs","value":7,"display":"7%"}],"caption":"Pesquisa Embrapa/Sebrae/Inpe: muita conexão, pouca tecnologia especializada."},{"layout":"stats","title":"Os obstáculos: custo e sinal","items":[{"value":"67","unit":"%","label":"citam o custo como obstáculo","icon":"coins"},{"value":"48","unit":"%","label":"citam a conectividade","note":"Starlink mudou o quadro em fazendas remotas","icon":"wifi"},{"value":"5","unit":"%","label":"da área agricultável tinha conexão (ESALQ-USP)","note":"leilão do 5G (2021) obrigou cobertura rural","icon":"signal"},{"value":"16","unit":"mil","label":"antenas para cobrir 90% da área (MAPA)","icon":"antenna"}]}],"term:cultivar-e-melhoramento-genetico":[{"layout":"taxonomy","title":"Quatro tipos de cultivar","root":{"label":"Cultivar (DHE)","icon":"sprout"},"children":[{"label":"Linhagem pura","icon":"wheat","note":"soja, trigo, arroz"},{"label":"Híbrido","icon":"git-merge","note":"milho, sorgo, hortaliças; explora a heterose"},{"label":"Clone","icon":"trees","note":"cana, eucalipto, batata, café conilon"},{"label":"População melhorada","icon":"users"}],"caption":"Distinguível, homogênea e estável: a unidade comercial do melhoramento."},{"layout":"before-after","title":"De dez anos para poucos anos por cultivar","before":{"label":"Melhoramento clássico","icon":"hourglass","points":["seleção massal e genealógica","retrocruzamento","hibridação para heterose","ciclos de cerca de dez anos"]},"after":{"label":"Melhoramento acelerado","icon":"dna","points":["marcadores de DNA e seleção genômica","duplo-haploides e speed breeding","fenotipagem com sensores e drones","edição gênica (CTNBio desde 2018)"]},"change":"genômica, sensores, inteligência artificial e edição"},{"layout":"compare","title":"Registrar não é proteger","columns":[{"label":"Registro Nacional de Cultivares","icon":"clipboard-check","note":"Lei de Sementes 10.711/2003","points":["habilita produzir e vender sementes e mudas"]},{"label":"Proteção de cultivares","icon":"lock","note":"Lei 9.456/1997; SNPC do MAPA","points":["exclusividade de 15 anos (18 para videiras e árvores)","modelo UPOV 1978","privilégio do agricultor: guardar semente para uso próprio","isenção do melhorista para pesquisa","cerca de 200 pedidos por ano no fim dos anos 2000"]}],"caption":"Com a proteção de 1997, o setor privado passou a dominar soja, milho e algodão."},{"layout":"hub","title":"Melhoramento público de classe mundial","center":{"label":"Programas brasileiros","icon":"graduation-cap"},"spokes":[{"label":"IAC (1887)","icon":"coffee","note":"café, cana e algodão"},{"label":"Embrapa (1973)","icon":"wheat","note":"soja, feijão, arroz, milho, trigo, mandioca, frutas; mais de 65 mil acessos de soja no Cenargen"},{"label":"Ridesa e CTC","icon":"factory","note":"cultivares RB de cana, herdeiras do Planalsucar"},{"label":"UFV, UFLA, ESALQ","icon":"school","note":"diversas culturas"},{"label":"Suzano e Klabin","icon":"trees","note":"clones de eucalipto e pinus; FuturaGene aprovou o primeiro eucalipto transgênico (2015)"},{"label":"Setor privado","icon":"briefcase","note":"GDM, Bayer, Corteva, Syngenta, TMG licenciam e cobram royalties"}],"caption":"Mercado global de sementes de US$ 60 bi, concentrado após as fusões de 2016-2018."}],"term:edicao-genica-crispr":[{"layout":"steps","title":"Como o CRISPR edita um gene","items":[{"label":"RNA-guia","icon":"navigation","note":"leva a nuclease até a sequência-alvo"},{"label":"Cas9 corta","icon":"split","note":"ou Cas12, Cas13 e variantes; rompe a dupla hélice"},{"label":"Reparo sem molde","icon":"circle-x","note":"junção de extremidades gera deleções ou inserções que inativam o gene"},{"label":"Reparo com molde","icon":"git-merge","note":"homologia dirigida substitui a sequência"},{"label":"Novas gerações","icon":"pen-tool","note":"edição de bases e prime editing trocam letras sem cortar as duas fitas"}],"caption":"Mecanismo imune de bactérias adaptado em 2012 por Doudna e Charpentier (Nobel 2020)."},{"layout":"spectrum","title":"SDN-1, SDN-2, SDN-3: onde começa o OGM","low":"Sem DNA externo","high":"Insere transgene","items":[{"label":"SDN-1","icon":"minus","pos":8,"note":"mutação sem molde externo"},{"label":"SDN-2","icon":"pen-tool","pos":45,"note":"molde curto troca poucos nucleotídeos"},{"label":"SDN-3","icon":"dna","pos":92,"note":"insere sequências longas, inclusive transgenes"}],"caption":"SDN-1 e SDN-2 costumam não conter DNA recombinante e, em muitos países, não são tratados como OGM."},{"layout":"timeline","title":"Regras e produtos, do laboratório à CTNBio","items":[{"year":"2012","label":"CRISPR-Cas adaptado","icon":"lightbulb","note":"Doudna e Charpentier"},{"year":"2015","label":"Argentina","icon":"flag","note":"pioneira na análise produto a produto"},{"year":"2018","label":"RN 16 da CTNBio","icon":"gavel","note":"consulta caso a caso em até 90 dias; sem DNA recombinante não é OGM"},{"year":"2020","label":"Regra SECURE (EUA)","icon":"file-check","note":"e Nobel de Química para o CRISPR"},{"year":"2022","label":"Soja sem lectina","icon":"wheat","note":"Embrapa Soja, classificada como não transgênica em setembro"},{"year":"2023","label":"Soja tolerante à seca","icon":"sun","note":"Embrapa com licença da Corteva (março); Casgevy aprovada na saúde"},{"year":"2025","label":"Acordo na UE","icon":"landmark","note":"novas técnicas genômicas equivalentes à convencional"}]},{"layout":"hub","title":"Onde a edição já chega","center":{"label":"CRISPR-Cas","icon":"dna"},"spokes":[{"label":"Agricultura","icon":"wheat","note":"tolerância à seca, menos antinutricionais, resistência, vida de prateleira, óleo e amido"},{"label":"Saúde","icon":"heart-pulse","note":"Casgevy (2023) para anemia falciforme e betatalassemia; PCSK9 e ATTR em fase avançada"},{"label":"Microrganismos","icon":"microscope","note":"leveduras e bactérias industriais redesenhadas"},{"label":"Limites técnicos","icon":"triangle-alert","note":"edições fora do alvo, mosaicismo, entrega às células, regeneração in vitro"},{"label":"Patentes","icon":"lock","note":"Universidade da Califórnia vs Broad; licenças da Corteva; nucleases alternativas"}],"caption":"Desloca a fronteira regulatória da técnica para o produto e abre espaço a instituições públicas."}],"term:organismo-geneticamente-modificado":[{"layout":"steps","title":"Como nasce uma planta transgênica","items":[{"label":"DNA recombinante","icon":"dna","note":"gene que não viria por cruzamento; de outra espécie, é transgênico"},{"label":"Transformação","icon":"syringe","note":"Agrobacterium tumefaciens ou biobalística"},{"label":"Regeneração","icon":"sprout","note":"plantas inteiras a partir de células transformadas"},{"label":"Seleção do evento","icon":"scan-search","note":"cada inserção recebe identificador único"},{"label":"Biossegurança","icon":"clipboard-check","note":"caso a caso pela CTNBio: molecular, alergenicidade, toxicidade, fluxo gênico, não-alvo, resistência"},{"label":"Rotulagem","icon":"stamp","note":"símbolo T acima de 1% de ingrediente transgênico (Decreto 4.680/2003)"}]},{"layout":"taxonomy","title":"O que os eventos fazem","root":{"label":"Características transgênicas","icon":"dna"},"children":[{"label":"Tolerância a herbicidas","icon":"shield","note":"cp4-epsps (glifosato); glufosinato, dicamba, 2,4-D"},{"label":"Resistência a insetos","icon":"bug-off","note":"proteínas Cry e Vip do Bacillus thuringiensis; eventos piramidados"},{"label":"Outras em plantas","icon":"sprout","note":"vírus (mamão, feijão), seca, óleo, arroz dourado"},{"label":"Outros organismos","icon":"microscope","note":"Aedes modificados, salmão de crescimento rápido, microrganismos, animais para fármacos"}]},{"layout":"stats","title":"Segundo maior produtor de transgênicos","items":[{"value":"56,9","unit":"mi ha","label":"no Brasil na safra 2022/23","note":"atrás só dos EUA (71,5 mi ha em 2019)","icon":"wheat"},{"value":"99","unit":"%","label":"da soja e do algodão","note":"98% do milho verão, 97% do safrinha","icon":"percent"},{"value":"190,4","unit":"mi ha","label":"no mundo em 2019 (ISAAA)","note":"29 países cultivam, 43 importam","icon":"globe"},{"value":"27","unit":"membros","label":"na CTNBio","note":"criada pela Lei de Biossegurança 11.105/2005","icon":"landmark"}]},{"layout":"balance","title":"Trinta anos de transgênicos: saldo e contestação","left":{"label":"Benefícios estimados","icon":"trending-up","points":["R$ 143,5 bi de renda agrícola adicional em 25 anos (Agroconsult)","21,4 mi ha de expansão evitada","1,6 mi t a menos de agrotóxicos","70,4 mi t de CO2 não emitidas"]},"right":{"label":"Contestações","icon":"triangle-alert","points":["concentração: Bayer, Corteva, Syngenta, BASF","dependência de herbicidas e royalties crescentes","coexistência com orgânicos e soberania alimentar","daninhas resistentes ao glifosato e lagartas resistentes ao Bt"]},"tilt":"even","verdict":"Sem dano à saúde reconhecido pelas academias de ciências; a resistência de pragas é o problema agronômico central."}],"term:rastreabilidade-e-mrv-de-carbono":[{"layout":"steps","title":"As três letras do MRV","items":[{"label":"Monitorar","icon":"gauge","note":"quantificar emissões e remoções: diretrizes do IPCC (tiers), GHG Protocol, ISO 14064"},{"label":"Relatar","icon":"file-text","note":"inventário padronizado e auditável"},{"label":"Verificar","icon":"badge-check","note":"avaliação independente por organismo acreditado"},{"label":"Compensar ou creditar","icon":"coins","note":"no regulado define a obrigação; no voluntário exige adicionalidade, permanência e linha de base"}],"caption":"A espinha dorsal de qualquer sistema de carbono."},{"layout":"components","title":"A infraestrutura da rastreabilidade","items":[{"label":"Identificação","icon":"id-card","note":"brincos eletrônicos, lotes de grãos, polígonos de talhões, CAR"},{"label":"Documentos de trânsito","icon":"file-text","note":"Guia de Trânsito Animal"},{"label":"Modelos de custódia","icon":"boxes","note":"segregação física, balanço de massa ou identidade preservada"},{"label":"Satélites","icon":"satellite","note":"Landsat, Sentinel, CBERS, Amazônia-1; alertas DETER e PRODES; MapBiomas"},{"label":"Integridade digital","icon":"lock","note":"blockchain e assinaturas digitais"},{"label":"Plataformas","icon":"database","note":"Embrapa Trace, BovTrace, Agrotools, Agrosatélite"}],"caption":"Quem controla os dados controla o acesso aos mercados premium."},{"layout":"timeline","title":"Da Moratória da Soja ao rebanho identificado","items":[{"year":"2006","label":"Moratória da Soja","icon":"wheat","note":"auditada por satélite; Sisbov atende exigências europeias"},{"year":"2024","label":"SBCE e PNIB","icon":"gavel","note":"Lei 15.042 (11/12) exclui a agropecuária; plano de identificação de bovinos (17/12)"},{"year":"2025","label":"Sistema eletrônico nacional","icon":"database","note":"integrado aos sistemas estaduais; Pará antecipa programa próprio"},{"year":"2026","label":"EUDR para grandes operadores","icon":"flag","note":"30 de dezembro: geolocalização de soja, carne, café, madeira, cacau, borracha"},{"year":"2027","label":"Brincos obrigatórios","icon":"id-card","note":"animais vacinados contra brucelose; EUDR para pequenos em 30 de junho"},{"year":"2032","label":"Todo o rebanho","icon":"paw-print","note":"mais de 200 milhões de cabeças identificadas, fim da marcação a fogo"}]},{"layout":"causes","title":"Por que medir carbono no campo é difícil","causes":[{"label":"Carbono no solo","icon":"layers","note":"varia no espaço e muda lentamente"},{"label":"Metano e N2O","icon":"flame","note":"emissões entéricas e de óxido nitroso dependem de modelos"},{"label":"Reversão","icon":"undo","note":"carbono de pastagens, florestas plantadas e sistemas integrados pode voltar ao ar"}],"effect":{"label":"Incerteza nas remoções","icon":"triangle-alert","note":"créditos de baixa integridade desacreditam o mercado"},"consequences":[{"label":"Abordagens híbridas: amostragem, satélite, modelagem, manejo","icon":"git-merge"},{"label":"Protocolos de pecuária de baixo carbono","icon":"paw-print"},{"label":"Selos ICVCM e VCMI após a crise do REDD (2023)","icon":"badge-check"}]}],"term:integracao-lavoura-pecuaria-floresta":[{"layout":"taxonomy","title":"As modalidades da integração","root":{"label":"ILPF","icon":"trees"},"children":[{"label":"Lavoura-pecuária","icon":"wheat","note":"agropastoril: grãos e pasto se alternam no tempo"},{"label":"Pecuária-floresta","icon":"paw-print","note":"silvipastoril: renques de árvores em pastagens"},{"label":"Lavoura-floresta","icon":"sprout","note":"silviagrícola"},{"label":"Agrossilvipastoril","icon":"trees","note":"os três componentes na mesma área"}],"caption":"Consórcio, sucessão ou rotação: uma atividade beneficia a outra."},{"layout":"cycle","title":"O arranjo típico brasileiro","center":"Mesma área","items":[{"label":"Soja ou milho com braquiária","icon":"wheat","note":"lavoura consorciada paga a correção do solo"},{"label":"Pastagem para o gado","icon":"paw-print","note":"após a colheita, a braquiária vira pasto"},{"label":"Eucalipto em renques","icon":"trees","note":"colhido para madeira, energia ou celulose"},{"label":"Palha e pasto renovado","icon":"sprout","note":"plantio direto e nova lavoura"}],"caption":"O boi dilui riscos climáticos e de preço; a lavoura renova o pasto degradado."},{"layout":"hub","title":"Por que uma atividade ajuda a outra","center":{"label":"Sinergias da ILPF","icon":"git-merge"},"spokes":[{"label":"Ciclagem de nutrientes","icon":"recycle","note":"pasto usa o residual da adubação; lavoura ganha matéria orgânica"},{"label":"Quebra de ciclos","icon":"bug-off","note":"pragas, doenças e daninhas"},{"label":"Solo melhor","icon":"layers","note":"raízes profundas das forrageiras"},{"label":"Sombra","icon":"sun","note":"menos estresse térmico, mais ganho de peso"},{"label":"Palha","icon":"leaf","note":"para o plantio direto"},{"label":"Carbono nas árvores","icon":"trees","note":"compensa o metano do rebanho; Carne Carbono Neutro"}]},{"layout":"stats","title":"A integração em números","items":[{"value":"17,4","unit":"mi ha","label":"com algum sistema integrado (2020)","note":"MS 3,1; MT 2,3; RS 2,2 mi ha; +52% entre 2015/16 e 2020/21","icon":"trees"},{"value":"5,96","unit":"mi ha","label":"de crescimento no Plano ABC (2010-2015)","note":"meta era 4 mi; 21,8 mi t de CO2 sequestradas","icon":"trending-up"},{"value":"40","unit":"mi ha","label":"de pastagens degradadas a converter em dez anos","note":"programa nacional de 2023","icon":"target"},{"value":"3","unit":"atividades","label":"para dominar ao mesmo tempo","note":"exige assistência técnica e crédito (RenovAgro)","icon":"users"}]}],"term:bioeconomia":[{"layout":"compare","title":"Três vertentes que disputam o termo","columns":[{"label":"Biotecnológica","icon":"microscope","note":"biologia sintética, enzimas, fermentação de precisão, biofábricas","points":["startups dos EUA e Europa travaram na escala após 2021","CNPEM/LNBR, Embrapa Agroenergia, CTC no Brasil"]},{"label":"Biorrecursos","icon":"wheat","note":"biomassa agrícola e florestal convertida","points":["biocombustíveis, bioplásticos, celulose, químicos renováveis","etanol, biodiesel, biometano, 2G, SAF; Suzano e Klabin"]},{"label":"Bioecológica","icon":"trees","note":"no Brasil, sociobioeconomia","points":["floresta em pé: açaí, castanha, cacau nativo, babaçu, óleos, resinas, pescado, turismo","renda de extrativistas, indígenas e agricultores familiares é o objetivo","Natura compra da Amazônia desde 2000"]}],"caption":"O Decreto 12.044/2024 define bioeconomia com justiça, inclusão, regeneração e conhecimento tradicional."},{"layout":"hub","title":"A governança brasileira da bioeconomia","center":{"label":"Estratégia Nacional (2024)","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"Comissão Nacional","icon":"users","note":"MMA, MDIC e Fazenda"},{"label":"Plano Nacional","icon":"clipboard-list","note":"de Desenvolvimento da Bioeconomia e sistema de informações"},{"label":"Nova Indústria Brasil","icon":"factory","note":"missão dedicada a bioeconomia e descarbonização"},{"label":"Lei 13.123/2015 e SisGen","icon":"lock","note":"acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios"},{"label":"G20 (2024)","icon":"globe","note":"Iniciativa de Bioeconomia com dez princípios de alto nível"},{"label":"COP30 (2025)","icon":"trees","note":"Tropical Forest Forever Facility financia a floresta em pé"},{"label":"Amazônia 4.0","icon":"lightbulb","note":"laboratórios criativos de Carlos Nobre; Hub ITP, Inpa, FAS"}],"caption":"Mais de 60 países têm estratégias; UE desde 2012, EUA desde 2022."},{"layout":"balance","title":"Dois caminhos a conciliar","left":{"label":"Industrial","icon":"factory","points":["exige capital, escala, propriedade intelectual e energia barata","biorrefinarias fracionam biomassa em açúcares, lignina, óleos e proteínas","risco: licenciar enzimas e microrganismos estrangeiros","risco: virar rótulo para etanol, celulose e soja"]},"right":{"label":"Socioambiental","icon":"trees","points":["exige infraestrutura, assistência técnica, logística e mercados","beneficiamento local, padronização e rastreabilidade de origem","a floresta em pé precisa pagar mais que a pastagem","risco: ficar em escala de projeto-piloto"]},"tilt":"even","verdict":"Fornecedor de produtos de valor, e não de commodities, só se controlar a tecnologia de conversão."}],"term:plataforma-vacinal":[{"layout":"taxonomy","title":"As plataformas e suas vacinas","root":{"label":"Plataformas vacinais","icon":"syringe"},"children":[{"label":"Vírus inativados","icon":"shield","note":"influenza, raiva, pólio injetável, CoronaVac"},{"label":"Vivos atenuados","icon":"activity","note":"febre amarela, tríplice viral, dengue de dose única"},{"label":"Proteínas recombinantes","icon":"flask-conical","note":"leveduras, células de inseto ou mamífero: hepatite B, HPV, Novavax"},{"label":"Polissacarídeos conjugados","icon":"link","note":"pneumocócicas, meningocócicas, Hib"},{"label":"Vetores virais","icon":"send","note":"adenovírus não replicantes: Oxford-AstraZeneca, Janssen; Ebola da Merck"},{"label":"Ácidos nucleicos","icon":"dna","note":"mRNA em nanopartículas lipídicas (Pfizer-BioNTech, Moderna) e DNA plasmidial"},{"label":"VLP","icon":"hexagon","note":"partículas semelhantes a vírus"}],"caption":"Trocar o alvo sem trocar o processo: foi isso que levou a covid-19 da sequência ao uso em menos de um ano."},{"layout":"steps","title":"A cadeia produtiva de uma vacina","items":[{"label":"IFA","icon":"flask-conical","note":"ingrediente ativo em biorreatores ou ovos embrionados"},{"label":"Purificação","icon":"filter"},{"label":"Formulação","icon":"beaker","note":"adjuvantes e estabilizantes"},{"label":"Fill-finish","icon":"package","note":"envase e liofilização"},{"label":"Liberação de lotes","icon":"clipboard-check","note":"controle de qualidade por laboratório oficial"},{"label":"Cadeia de frio","icon":"snowflake","note":"distribuição ao PNI"}],"caption":"Soberania vacinal é dominar as etapas de cima, não apenas envasar o importado."},{"layout":"compare","title":"Os dois produtores públicos brasileiros","columns":[{"label":"Bio-Manguinhos (Fiocruz)","icon":"hospital","note":"Rio de Janeiro","points":["maior fornecedor mundial de febre amarela","tríplice viral, pneumocócica, pólio","Oxford-AstraZeneca com IFA nacional","PDPs com GSK (tríplice viral) e Pfizer (pneumocócica)","plataforma de mRNA em fase I (2026)","Complexo de Biotecnologia em Santa Cruz"]},{"label":"Instituto Butantan","icon":"hospital","note":"São Paulo","points":["dezenas de milhões de doses de influenza por ano","hepatite A e B, DTP, raiva","dengue de dose única registrada no fim de 2025, no PNI em 2026","PDPs com MSD (HPV) e Sinovac"]}],"caption":"Ambos entre os 15 maiores fornecedores da OMS (relatório de 2022); PNI criado em 1973."},{"layout":"stats","title":"Um mercado global concentrado","items":[{"value":"71","unit":"%","label":"das doses da OMS vêm de dez fabricantes","icon":"factory"},{"value":"20","unit":"%","label":"só do Serum Institute of India","note":"mais de um bilhão de doses por ano","icon":"globe"},{"value":"31","unit":"%","label":"das 94 fábricas estão na China (23) e Índia (7)","icon":"building-2"},{"value":"100","unit":"dias","label":"meta da CEPI entre patógeno e vacina","note":"exige plataformas pré-validadas","icon":"timer"}]}],"term:vacina-de-mrna":[{"layout":"steps","title":"O que acontece no corpo","items":[{"label":"mRNA em LNP","icon":"hexagon","note":"nanopartícula lipídica protege o RNA e entra na célula"},{"label":"Célula traduz","icon":"cpu","note":"produz a proteína codificada, como a espícula do SARS-CoV-2"},{"label":"Resposta imune","icon":"shield-check","note":"anticorpos e células T contra a proteína"},{"label":"mRNA degradado","icon":"hourglass","note":"em dias; não entra no núcleo nem se integra ao genoma"}],"caption":"A modificação de nucleosídeos de Karikó e Weissman (Nobel 2023) evitou a inflamação excessiva."},{"layout":"steps","title":"Como se fabrica, sem células nem vírus","items":[{"label":"Molde de DNA","icon":"dna","note":"plasmídeo linearizado"},{"label":"Transcrição in vitro","icon":"flask-conical","note":"RNA polimerase"},{"label":"Cap e cauda","icon":"link","note":"cap na extremidade 5' e cauda poli-A"},{"label":"Purificação","icon":"filter","note":"cromatografia e remoção de RNA de fita dupla"},{"label":"Encapsulamento","icon":"package","note":"lipídio ionizável, colesterol, fosfolipídio e lipídio-PEG"}],"caption":"Processo químico e enzimático: trocar o antígeno é trocar a sequência."},{"layout":"timeline","title":"O mRNA brasileiro chega à clínica","items":[{"year":"2021","label":"OMS escolhe a Fiocruz","icon":"globe","note":"centro de mRNA para a América Latina; hub Afrigen, África do Sul"},{"year":"2022","label":"Projeto começa","icon":"play","note":"janeiro, com financiamento do BNDES"},{"year":"2023","label":"Nobel de Medicina","icon":"award","note":"Karikó e Weissman; China aprova mRNA doméstico"},{"year":"2024","label":"Salas adaptadas","icon":"building-2","note":"primeira vacina de mRNA contra RSV aprovada no mundo"},{"year":"2025","label":"EUA recuam","icon":"trending-down","note":"BARDA cancela cerca de meio bilhão de dólares em mRNA"},{"year":"2026","label":"Fase I autorizada","icon":"syringe","note":"setembro: Anvisa libera a primeira vacina de mRNA da América Latina e Caribe em ensaio clínico"}]},{"layout":"balance","title":"Velocidade contra fragilidade","left":{"label":"Virtudes","icon":"zap","points":["velocidade e modularidade","sem cultivo de células ou vírus","candidata a influenza, RSV, CMV, HIV, malária, tuberculose","vacinas personalizadas contra o câncer"]},"right":{"label":"Desvantagens","icon":"triangle-alert","points":["instabilidade térmica: exige congelamento","custo de lipídeos e enzimas","patentes concentradas e em litígio","reatogenicidade local","no Brasil, insumos quase todos importados"]},"tilt":"even","verdict":"Teste de soberania: quem domina síntese, lipídeos e LNP responde a surtos em semanas."}],"term:parceria-para-o-desenvolvimento-produtivo":[{"layout":"steps","title":"As quatro fases de uma PDP","items":[{"label":"Fase I: proposta","icon":"file-text","note":"avaliada por comissão técnica e comitê deliberativo; termo de compromisso"},{"label":"Fase II: implementação","icon":"construction","note":"projeto começa e é monitorado"},{"label":"Fase III: transferência","icon":"arrow-right-left","note":"desenvolvimento e absorção da tecnologia; contrato de aquisição com o Ministério"},{"label":"Fase IV: internalização","icon":"badge-check","note":"verificação da capacidade de produzir no Brasil"}],"caption":"Elegível se o produto está na Matriz de Desafios Produtivos e Tecnológicos em Saúde."},{"layout":"flow","title":"Trocar preço por tecnologia","colLabels":["Ministério da Saúde","Laboratório público","Empresa parceira"],"nodes":[{"id":"ms","col":0,"label":"Compra do SUS","icon":"landmark","note":"por até dez anos, acima do preço spot no início"},{"id":"lab","col":1,"label":"Laboratório público","icon":"hospital","note":"Bio-Manguinhos, Farmanguinhos, Butantan, Funed, Hemobrás..."},{"id":"abs","col":1,"label":"Absorção por etapas","icon":"layers","note":"do envase à síntese do IFA"},{"id":"nac","col":1,"label":"Produto nacional","icon":"badge-check","note":"autonomia e preço decrescente"},{"id":"emp","col":2,"label":"Detentora da tecnologia","icon":"briefcase","note":"nacional ou estrangeira; desde 2024 pode ser nacional receptora e transferidora"}],"edges":[{"from":"ms","to":"lab","label":"compra"},{"from":"lab","to":"emp","label":"adquire o produto"},{"from":"emp","to":"abs","label":"transfere tecnologia"},{"from":"abs","to":"nac"}],"caption":"Mais de 90% dos ingredientes farmacêuticos ativos são importados."},{"layout":"timeline","title":"Paralisia e retomada","items":[{"year":"2008–2009","label":"Nascem as PDPs","icon":"lightbulb"},{"year":"2012","label":"Portaria 837","icon":"file-text"},{"year":"2014","label":"Portaria 2.531","icon":"file-text"},{"year":"Anos 2010","label":"TCU aponta falhas","icon":"triangle-alert","note":"monitoramento frágil e irregularidades; novas PDPs suspensas"},{"year":"2024","label":"Novo marco","icon":"gavel","note":"Portarias 4.472 (PDPs) e 4.473 (PDIL, inovação local com ICTs e startups)"},{"year":"2026","label":"R$ 23 bi projetados","icon":"coins","note":"investimentos privados via PDPs na estratégia do CEIS"}]},{"layout":"balance","title":"O que o SUS paga e o que recebe","left":{"label":"Custos e riscos","icon":"triangle-alert","points":["preço inicial acima do mercado spot","poucos laboratórios públicos, alguns com gestão frágil","preços de transferência altos por tempo excessivo","judicialização e trocas de governo em parcerias de dez anos"]},"right":{"label":"Retornos","icon":"shield-check","points":["redução gradual de preço","segurança de abastecimento","capacidade industrial nacional","vacinas HPV, pneumocócica, tríplice viral; biossimilares; fator VIII recombinante"]},"tilt":"even","verdict":"Só funciona com governança: seleção transparente, metas verificáveis e sanções."}],"term:biossimilar":[{"layout":"steps","title":"O exercício de comparabilidade","items":[{"label":"Caracterização analítica","icon":"microscope","note":"estrutura, modificações pós-traducionais, agregados, atividade, contra vários lotes do referência"},{"label":"Estudos não clínicos","icon":"flask-conical"},{"label":"Farmacocinética","icon":"activity","note":"e farmacodinâmica em humanos"},{"label":"Eficácia e segurança","icon":"heart-pulse","note":"quando necessário, em indicação sensível, com imunogenicidade"},{"label":"Extrapolação","icon":"expand","note":"outras indicações com o mesmo mecanismo"},{"label":"Intercambialidade","icon":"arrow-right-left","note":"troca na farmácia ou pelo prescritor, por regra nacional"}],"caption":"RDC 55/2010 criou duas vias: comparabilidade e desenvolvimento individual; RDC 875/2024 atualizou."},{"layout":"compare","title":"Genérico não é biossimilar","columns":[{"label":"Genérico","icon":"pill","note":"molécula sintética pequena","points":["cópia idêntica do original"]},{"label":"Biossimilar","icon":"dna","note":"molécula grande feita em células vivas","points":["variações naturais de glicosilação e dobramento","nunca idêntico: altamente semelhante, sem diferença clínica","linhagens CHO, biorreatores, cromatografia","plantas custam centenas de milhões de dólares","reduz preços de biológicos em 30% a 70%"]}],"caption":"Anticorpos monoclonais, insulinas, hormônios, fatores de coagulação, enzimas e proteínas de fusão."},{"layout":"stats","title":"Biossimilares no Brasil","items":[{"value":"67","unit":"produtos","label":"biológicos não novos aprovados até setembro de 2025","note":"primeiro em 2015","icon":"badge-check"},{"value":"21","unit":"substâncias","label":"adalimumabe, trastuzumabe, rituximabe, insulinas...","icon":"pill"},{"value":"7","unit":"cada","label":"aprovações de Amgen, Samsung Bioepis e Sandoz","note":"oferta majoritariamente importada","icon":"globe"},{"value":"+100","unit":"","label":"autorizados na UE desde 2006","note":"economias de dezenas de bilhões de euros","icon":"landmark"}]},{"layout":"hub","title":"A indústria nacional de biossimilares","center":{"label":"SUS, maior comprador","icon":"hospital"},"spokes":[{"label":"Bionovis","icon":"factory","note":"EMS, Aché, Hypera e União Química (2012)"},{"label":"Orygen","icon":"factory","note":"Eurofarma e Biolab"},{"label":"Libbs e Cristália","icon":"building-2"},{"label":"Biomm","icon":"syringe","note":"insulinas"},{"label":"Bio-Manguinhos","icon":"landmark","note":"PDPs para fornecer ao SUS"},{"label":"Anvisa","icon":"stamp","note":"RDC 55/2010 e RDC 875/2024"},{"label":"Gargalos","icon":"triangle-alert","note":"IFA biológico local limitado, intercambialidade no mercado privado, CDMOs asiáticas"}],"caption":"Próxima onda: pembrolizumabe (2028) e outros oncológicos de altíssimo valor."}],"term:terapia-car-t":[{"layout":"steps","title":"Como se fabrica um medicamento vivo","items":[{"label":"Leucaférese","icon":"droplets","note":"coleta de leucócitos do paciente"},{"label":"Ativação","icon":"zap","note":"dos linfócitos T"},{"label":"Transdução","icon":"dna","note":"vetor lentiviral ou retroviral insere o gene do CAR; ou transposons e CRISPR"},{"label":"Expansão","icon":"flask-conical","note":"biorreatores por uma a duas semanas"},{"label":"Controle de qualidade","icon":"clipboard-check","note":"esterilidade, potência, cópias do vetor"},{"label":"Criopreservação","icon":"snowflake","note":"logística criogênica"},{"label":"Infusão","icon":"syringe","note":"após quimioterapia linfodepletora"}],"caption":"Processo autólogo de duas a quatro semanas, em salas limpas: US$ 370 mil a 500 mil nos EUA."},{"layout":"components","title":"A anatomia do receptor quimérico","items":[{"label":"Fragmento de anticorpo","icon":"target","note":"reconhece o alvo na superfície do tumor"},{"label":"Alvo CD19","icon":"crosshair","note":"leucemias e linfomas B"},{"label":"Alvo BCMA","icon":"crosshair","note":"mieloma múltiplo"},{"label":"CD3-zeta","icon":"zap","note":"domínio de sinalização intracelular"},{"label":"Coestimulador","icon":"plus","note":"4-1BB ou CD28 ativam a célula T ao contato"},{"label":"Toxicidades","icon":"triangle-alert","note":"liberação de citocinas e neurotoxicidade; tocilizumabe e corticoides"}],"caption":"Células que patrulham, destroem o tumor sem depender da apresentação de antígenos e persistem por anos."},{"layout":"timeline","title":"O CAR-T brasileiro, de Ribeirão Preto ao SUS","items":[{"year":"2017","label":"FDA aprova tisagenlecleucel","icon":"badge-check","note":"primeira terapia CAR-T"},{"year":"2019","label":"Primeiro paciente latino-americano","icon":"user","note":"CTC da USP em Ribeirão Preto, uso compassivo com células locais"},{"year":"2022","label":"Nutera inaugurado","icon":"factory","note":"13 pacientes a cada 34 dias, meta de 150/ano; Anvisa registra importados (~R$ 2 mi)"},{"year":"2023","label":"CARTHEDRALL autorizado","icon":"clipboard-check","note":"setembro: fases 1 e 2, R$ 100 mi, 81 pacientes, cinco centros; Índia aprova NexCAR19"},{"year":"2026","label":"25 pacientes do SUS","icon":"heart-pulse","note":"junho: 87,5% de resposta; via de registro em discussão com a Anvisa"}]},{"layout":"compare","title":"Quanto custa um tratamento","columns":[{"label":"Comercial (EUA)","icon":"dollar-sign","note":"preço de lista","points":["US$ 370 mil a 500 mil"],"meters":{"custo":5}},{"label":"Importado (Brasil)","icon":"ship","note":"hospitais privados: Einstein, Sírio-Libanês, Oncoclínicas","points":["cerca de R$ 2 milhões por paciente"],"meters":{"custo":5}},{"label":"Índia (NexCAR19)","icon":"flag","note":"aprovado em 2023","points":["cerca de US$ 40 mil"],"meters":{"custo":1}},{"label":"Acadêmico público","icon":"hospital","note":"Brasil (Nutera) e Espanha (ARI-0001)","points":["fração do preço comercial, se houver escala e via regulatória","modelo de hospital-fabricante"],"meters":{"custo":2}}],"caption":"O risco é consolidar excelência científica sem transformá-la em acesso."}],"term:hemoderivados":[{"layout":"compare","title":"Hemocomponente não é hemoderivado","columns":[{"label":"Hemocomponentes","icon":"droplet","note":"preparados em hemocentros por centrifugação","points":["concentrado de hemácias, plaquetas, plasma fresco","para transfusão"]},{"label":"Hemoderivados","icon":"pill-bottle","note":"fracionamento industrial do plasma","points":["albumina, imunoglobulinas, fatores VIII e IX, von Willebrand","complexo protrombínico, fibrinogênio, antitrombina, alfa-1 antitripsina, inibidor de C1","padronizados, purificados, com inativação viral","plantas processam centenas de milhares de litros por ano"]}],"caption":"Desde os anos 1990, recombinantes substituem os fatores de coagulação; imunoglobulinas seguem dependendo de plasma."},{"layout":"steps","title":"Do doador ao frasco","items":[{"label":"Triagem","icon":"scan","note":"sorológica e molecular dos doadores"},{"label":"Coleta","icon":"droplets","note":"plasma recuperado de sangue total ou plasmaférese (plasma de origem)"},{"label":"Quarentena","icon":"hourglass"},{"label":"Fracionamento de Cohn","icon":"flask-conical","note":"precipitação com etanol frio por pH e temperatura, mais cromatografia"},{"label":"Inativação viral","icon":"shield-check","note":"solvente-detergente, pasteurização, nanofiltração"},{"label":"Medicamento","icon":"pill-bottle","note":"produto farmacêutico padronizado"}],"caption":"Nos EUA doadores de plasma são remunerados; Brasil e muitos países europeus vedam."},{"layout":"timeline","title":"Hemobrás: 21 anos até a fábrica","items":[{"year":"2004","label":"Lei 10.972 cria a Hemobrás","icon":"gavel","note":"a Constituição veda comercializar sangue e derivados"},{"year":"2025","label":"Fábrica de Goiana (PE)","icon":"factory","note":"inaugurada em 14 de agosto; recorde de 217,7 mil litros de plasma coletados no ano"},{"year":"2026","label":"Plano de expansão","icon":"trending-up","note":"outubro: R$ 850 mi do Novo PAC, imunoglobulina líquida 10%, laboratório de P&D"},{"year":"2027","label":"Seis produtos 100% nacionais","icon":"badge-check","note":"albumina, imunoglobulina, fatores VIII e IX, complexo protrombínico, von Willebrand"},{"year":"2033","label":"700 mil litros/ano","icon":"target","note":"70% da demanda do SUS"}]},{"layout":"stats","title":"Plasma: a matéria-prima escassa","items":[{"value":"US$ 30","unit":"bi","label":"mercado global","note":"CSL Behring, Grifols, Takeda, Octapharma","icon":"globe"},{"value":"6–8","unit":"%/ano","label":"crescimento da demanda por imunoglobulinas","note":"escassez após a pandemia","icon":"trending-up"},{"value":"+30","unit":"mil","label":"pessoas com coagulopatias atendidas","note":"mais milhões que usam albumina e imunoglobulina","icon":"users"},{"value":"217,7","unit":"mil L","label":"de plasma coletados em 2025","note":"meta de 700 mil em 2033","icon":"droplets"}]}],"term:complexo-economico-industrial-da-saude":[{"layout":"taxonomy","title":"Os três subsistemas do CEIS","root":{"label":"CEIS","icon":"heart-pulse"},"children":[{"label":"Base química e biotecnológica","icon":"flask-conical","note":"fármacos, vacinas, hemoderivados, reagentes","children":[{"label":"Fármacos e medicamentos"},{"label":"Vacinas"},{"label":"Hemoderivados"},{"label":"Reagentes e kits diagnósticos"}]},{"label":"Base mecânica, eletrônica e de materiais","icon":"cpu","note":"equipamentos e dispositivos","children":[{"label":"Equipamentos médicos"},{"label":"Implantes e dispositivos"},{"label":"Órteses e próteses"}]},{"label":"Serviços","icon":"hospital","note":"consumidores e locais de inovação","children":[{"label":"Hospitais"},{"label":"Laboratórios"},{"label":"Atenção primária"},{"label":"Saúde digital"}]}],"caption":"Os três subsistemas são interligados pela demanda do sistema de saúde."},{"layout":"hub","title":"O poder de compra do Estado como alavanca","center":{"label":"Estado comprador","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"Margens de preferência","icon":"percent","note":"em licitações"},{"label":"PDPs","icon":"handshake","note":"parcerias de transferência de tecnologia"},{"label":"Encomendas tecnológicas","icon":"clipboard-list","note":"compra dirigida a desenvolvimento"},{"label":"Crédito e subvenção","icon":"coins","note":"à pesquisa"},{"label":"Regulação","icon":"gavel","note":"Anvisa"},{"label":"Articulação entre ministérios","icon":"network","note":"Saúde, Indústria e Ciência"}],"caption":"Em sistemas universais, o Estado é o maior comprador de produtos de saúde e pode direcionar a estrutura produtiva."},{"layout":"timeline","title":"Do conceito à política","items":[{"year":"Anos 2000","label":"Conceito formulado","icon":"lightbulb","note":"Carlos Gadelha e colegas da Fiocruz"},{"year":"Fim dos 2000","label":"GECIS e PDPs","icon":"handshake","note":"primeiro ciclo de política"},{"year":"Abr 2023","label":"GECEIS recriado","icon":"users","note":"Grupo Executivo do CEIS"},{"year":"Set 2023","label":"Decreto 11.715","icon":"scroll-text","note":"Estratégia Nacional do CEIS; R$ 42 bi até 2026"},{"year":"2024","label":"Nova Indústria Brasil","icon":"factory","note":"CEIS vira Missão 2; Portarias 4.472 e 4.473 (novas PDPs)"},{"year":"Fim da década","label":"Meta de 70% nacional","icon":"target","note":"média dos produtos consumidos pelo SUS"}],"caption":"O conceito virou política em ciclos, com reorganização em 2023."},{"layout":"stats","title":"Dependência externa em números","items":[{"value":"42","unit":"bi R$","label":"Investimento previsto até 2026","icon":"coins","note":"9 bi Novo PAC, 6 bi BNDES, 4 bi Finep, ~23 bi privados"},{"value":"70","unit":"%","label":"Meta de produção nacional para o SUS","icon":"target","note":"hoje ~50% equipamentos, 60% medicamentos"},{"value":">90","unit":"%","label":"Ingredientes ativos importados","icon":"triangle-alert","note":"a maior vulnerabilidade"},{"value":"20","unit":"bi US$","label":"Déficit comercial em saúde (2023)","icon":"trending-down","note":"contra US$ 11 bi em 2013"}],"caption":"O déficit crônico indica que o SUS financia, indiretamente, a indústria de outros países."}],"term:genomica-e-sequenciamento":[{"layout":"steps","title":"Da amostra ao laudo: o fluxo genômico","items":[{"label":"Extração de DNA","icon":"pipette","note":"parte molhada"},{"label":"Preparo de bibliotecas","icon":"test-tubes","note":"parte molhada"},{"label":"Sequenciamento","icon":"scan-line","note":"leitura da ordem das bases"},{"label":"Alinhamento e variantes","icon":"binary","note":"bioinformática: referência, variantes, anotação"},{"label":"Interpretação","icon":"brain","note":"patogênica ou benigna; escores poligênicos; farmacogenômica"}],"caption":"Três partes: molhada, bioinformática e interpretação clínica."},{"layout":"compare","title":"Três gerações de sequenciamento","columns":[{"label":"1ª geração: Sanger","icon":"history","note":"genoma humano de referência em 2003","points":["custo de bilhões de dólares","base da referência de 2003"]},{"label":"2ª geração: leituras curtas","icon":"layers","note":"massivo em paralelo por fragmentos curtos","points":["Illumina, MGI, Ultima","genoma completo por algumas centenas de dólares"]},{"label":"3ª geração: leituras longas","icon":"spline","note":"PacBio e Oxford Nanopore","points":["resolve regiões repetitivas e variantes estruturais","genoma telômero a telômero (2022)"]}],"caption":"O custo caiu de bilhões para centenas de dólares em duas décadas."},{"layout":"stats","title":"DNA do Brasil: primeiro grande resultado (Science, maio 2025)","items":[{"value":"2,7","unit":"mil","label":"Genomas completos analisados","icon":"dna","note":"todas as regiões, inclusive ribeirinhos e indígenas"},{"value":"8,7","unit":"mi","label":"Variantes não catalogadas","icon":"sparkles","note":"mais de 36 mil potencialmente danosas"},{"value":"100","unit":"mil","label":"Meta de genomas até 2030","icon":"target","note":"Genomas Brasil e DNA do Brasil"},{"value":"2000","unit":"","label":"Genoma da Xylella fastidiosa","icon":"leaf","note":"Projeto Genoma FAPESP, na Nature"}],"caption":"O viés europeu dos bancos globais degrada testes em populações miscigenadas; daí a referência nacional."},{"layout":"pictogram","title":"Ancestralidade média dos brasileiros sequenciados","unit":"%","of":5,"max":60,"icon":"user","items":[{"label":"Europeia","value":60},{"label":"Africana","value":27},{"label":"Indígena","value":13}],"caption":"Forte assimetria: linhagens paternas europeias e maternas africanas e indígenas."}],"term:soro-antiofidico-e-antivenenos":[{"layout":"steps","title":"Como se produz um soro antiofídico","items":[{"label":"Extração do veneno","icon":"droplet","note":"serpentes mantidas em serpentários"},{"label":"Imunização de cavalos","icon":"syringe","note":"doses crescentes de veneno"},{"label":"Plasmaférese","icon":"heart-pulse","note":"coleta do plasma hiperimune"},{"label":"Purificação e digestão","icon":"flask-conical","note":"pepsina gera fragmentos F(ab')2"},{"label":"Teste de potência","icon":"gauge","note":"neutralização de veneno em modelo animal"},{"label":"Envase em ampolas","icon":"snowflake","note":"exige cadeia de frio"}],"caption":"Método estabelecido há mais de um século; nenhuma alternativa substituiu ainda o soro equino."},{"layout":"taxonomy","title":"Os soros heterólogos brasileiros","root":{"label":"Soros heterólogos","icon":"shield"},"children":[{"label":"Antiofídicos","icon":"spline","note":"específicos por gênero de serpente","children":[{"label":"Antibotrópico (jararacas)"},{"label":"Anticrotálico (cascavéis)"},{"label":"Antilaquético (surucucu)"},{"label":"Antielapídico (corais)"}]},{"label":"Outros antivenenos","icon":"bug","note":"artrópodes","children":[{"label":"Antiescorpiônico"},{"label":"Antiaracnídico"},{"label":"Antilonômico (Lonomia)"}]},{"label":"Antitoxinas","icon":"biohazard","note":"também heterólogos","children":[{"label":"Antitetânico"},{"label":"Antirrábico"},{"label":"Antibotulínico"}]}],"caption":"Jararacas causam a grande maioria dos acidentes; a dose depende da gravidade clínica, não do peso."},{"layout":"hub","title":"Quatro produtores públicos, um comprador","center":{"label":"Ministério da Saúde / SUS","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"Instituto Butantan (SP)","icon":"building-2","note":"maior da América Latina; plasma automatizado desde 2018"},{"label":"Funed (MG)","icon":"building","note":"Fundação Ezequiel Dias"},{"label":"Instituto Vital Brazil (RJ)","icon":"building","note":"Niterói, desde 1919"},{"label":"CPPI (PR)","icon":"building","note":"Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos"}],"caption":"Todos os soros vão exclusivamente ao Ministério, que distribui gratuitamente; ~30 mil acidentes ofídicos por ano, mais na Amazônia."},{"layout":"stats","title":"O peso global do envenenamento ofídico (OMS)","items":[{"value":"5,4","unit":"mi","label":"Picadas por ano","icon":"activity","note":"1,8 a 2,7 mi envenenamentos"},{"value":"81–138","unit":"mil","label":"Mortes por ano","icon":"skull","note":"África subsaariana e sul da Ásia"},{"value":"3x","unit":"","label":"Amputações e incapacidades","icon":"bandage","note":"em relação às mortes"},{"value":"50","unit":"%","label":"Meta de redução até 2030","icon":"target","note":"doença negligenciada desde 2017"}],"caption":"Mercado frágil: poucos produtores, demanda mal estimada, preços crescentes."}],"term:bioprospeccao-e-acesso-a-biodiversidade":[{"layout":"steps","title":"Da coleta à molécula","items":[{"label":"Coleta e taxonomia","icon":"leaf","note":"identificação do organismo"},{"label":"Triagem de extratos","icon":"test-tubes","note":"busca de atividade"},{"label":"Isolamento de compostos","icon":"flask-conical","note":"quinina, taxol, artemisinina, captopril"},{"label":"Caracterização genética","icon":"dna","note":"genes e processos"},{"label":"Mineração de sequências","icon":"database","note":"DSI: acesso sem o organismo"},{"label":"Biologia sintética","icon":"atom","note":"produz a molécula sem o organismo de origem"}],"caption":"A desmaterialização do acesso é o que o Fundo de Cali tenta alcançar."},{"layout":"flow","title":"O regime da Lei 13.123/2015","colLabels":["Acesso","Cadastro","Produto","Repartição"],"nodes":[{"id":"pg","col":0,"label":"Patrimônio genético","icon":"leaf","note":"informação de origem genética"},{"id":"cta","col":0,"label":"Conhecimento tradicional","icon":"users","note":"consentimento prévio informado"},{"id":"sis","col":1,"label":"SisGen","icon":"clipboard-list","note":"cadastro autodeclaratório; Decreto 8.772/2016"},{"id":"prod","col":2,"label":"Produto acabado","icon":"box","note":"biodiversidade como elemento principal de valor"},{"id":"fnrb","col":3,"label":"FNRB: 1% da receita líquida","icon":"coins","note":"redutível a 0,1% por acordo setorial"},{"id":"nm","col":3,"label":"Não monetária: 75% do valor","icon":"handshake","note":"projetos, tecnologia, capacitação"}],"edges":[{"from":"pg","to":"sis","label":"antes de remessa, patente ou venda"},{"from":"cta","to":"sis","label":""},{"from":"sis","to":"prod","label":""},{"from":"prod","to":"fnrb","label":"monetária"},{"from":"prod","to":"nm","label":"ou"}],"caption":"Micro e pequenas empresas e agricultores tradicionais são isentos; o CGen delibera."},{"layout":"timeline","title":"Marcos do acesso à biodiversidade","items":[{"year":"1992","label":"Convenção sobre Diversidade Biológica","icon":"globe","note":"soberania sobre recursos genéticos"},{"year":"2001","label":"MP 2.186-16","icon":"file-x","note":"criminalizava pesquisa básica e paralisou coleções"},{"year":"2010","label":"Protocolo de Nagoya","icon":"scroll-text","note":"em vigor em 2014; Brasil ratifica em 2021"},{"year":"2015","label":"Lei 13.123","icon":"gavel","note":"20 de maio; novo regime de acesso"},{"year":"2017","label":"SisGen em operação","icon":"clipboard-list","note":"dezenas de milhares de cadastros"},{"year":"2024","label":"COP16: Fundo de Cali","icon":"coins","note":"1% dos lucros ou 0,1% das receitas de usuários de DSI"},{"year":"2024","label":"Tratado da OMPI","icon":"file-check","note":"divulgação de origem em pedidos de patente"}],"caption":"A lei de 2015 foi vista como desburocratização frente à MP anterior."},{"layout":"balance","title":"Objetivos em tensão","left":{"label":"Pesquisa e inovação","icon":"lightbulb","points":["simplificar o SisGen para pesquisa básica","segurança jurídica a quem investe","evitar que a complexidade afaste pesquisadores"]},"right":{"label":"Retorno ao país e às comunidades","icon":"users","points":["repartição via FNRB, ainda modesta","consentimento de povos indígenas","evitar biopirataria (caso cupuaçu)"]},"tilt":"even","verdict":"O regime deve funcionar como motor, não como barreira."}],"term:telessaude-e-saude-digital":[{"layout":"taxonomy","title":"Telessaúde dentro da saúde digital","root":{"label":"Saúde digital","icon":"heart-pulse"},"children":[{"label":"Telessaúde","icon":"monitor","note":"serviços a distância","children":[{"label":"Teleconsulta"},{"label":"Teleinterconsulta e teleconsultoria"},{"label":"Telediagnóstico"},{"label":"Telemonitoramento"},{"label":"Telecirurgia"},{"label":"Tele-educação"}]},{"label":"Registros e processos","icon":"file-text","note":"digitalização","children":[{"label":"Prontuário eletrônico"},{"label":"Prescrição e atestados digitais"},{"label":"Interoperabilidade (HL7 FHIR)"},{"label":"Identificação do cidadão"}]},{"label":"Dados e IA","icon":"brain-circuit","note":"decisão e gestão","children":[{"label":"Análise de dados"},{"label":"IA para diagnóstico e gestão"},{"label":"Aplicativos para o paciente"}]}],"caption":"Telessaúde Brasil Redes (2007) nasceu como apoio entre profissionais da atenção primária."},{"layout":"flow","title":"A RNDS como barramento de interoperabilidade","colLabels":["Origem dos dados","Barramento","Acesso"],"nodes":[{"id":"h","col":0,"label":"Hospitais","icon":"hospital","note":""},{"id":"l","col":0,"label":"Laboratórios","icon":"microscope","note":""},{"id":"f","col":0,"label":"Farmácias","icon":"pill","note":""},{"id":"u","col":0,"label":"Unidades básicas","icon":"building","note":"Programa SUS Digital (2024)"},{"id":"r","col":1,"label":"RNDS","icon":"database","note":"lançada em 2020; documentos em HL7 FHIR; controle de acesso"},{"id":"c","col":2,"label":"Cidadão","icon":"smartphone","note":"app Meu SUS Digital"},{"id":"p","col":2,"label":"Profissionais","icon":"stethoscope","note":"SUS Digital Profissional"}],"edges":[{"from":"h","to":"r","label":"documentos clínicos"},{"from":"l","to":"r","label":""},{"from":"f","to":"r","label":""},{"from":"u","to":"r","label":""},{"from":"r","to":"c","label":"vacinas, exames, atendimentos"},{"from":"r","to":"p","label":"em qualquer ponto do país"}],"caption":"Dataprev e Serpro operam parte da infraestrutura; o gov.br é a chave de acesso."},{"layout":"components","title":"O que a Lei 14.510/2022 exige","items":[{"label":"Autonomia do profissional","icon":"user-check","note":"pode indicar atendimento presencial"},{"label":"Consentimento livre e esclarecido","icon":"file-check","note":"do paciente"},{"label":"Direito de recusa","icon":"ban","note":"atendimento presencial sob demanda"},{"label":"Sigilo","icon":"lock","note":"dados sensíveis"},{"label":"LGPD e Marco Civil","icon":"shield-check","note":"e Código de Defesa do Consumidor"},{"label":"Ética pelos conselhos","icon":"gavel","note":"CFM, Resolução 2.314/2022"}],"caption":"A lei de 27 de dezembro de 2022 tornou permanente o que a pandemia fez emergencial."},{"layout":"balance","title":"Benefícios e riscos do cuidado a distância","left":{"label":"Benefícios","icon":"circle-check","points":["acesso em regiões remotas","menos deslocamentos e filas","continuidade do cuidado","vigilância em tempo real"]},"right":{"label":"Riscos","icon":"triangle-alert","points":["exclusão digital","qualidade variável","vazamento de dados e viés algorítmico","captura de dados públicos por plataformas"]},"tilt":"even","verdict":"O sucesso se mede em desfechos de cuidado, não em número de aplicativos."}],"term:niobio":[{"layout":"steps","title":"Do pirocloro ao ferronióbio","items":[{"label":"Lavra do pirocloro","icon":"pickaxe","note":"carbonatitos de Araxá e Catalão"},{"label":"Concentração","icon":"filter","note":"flotação e separação magnética"},{"label":"Redução aluminotérmica","icon":"flame","note":"conversão do concentrado"},{"label":"Ferronióbio (~65% Nb)","icon":"box","note":"mais de 90% do metal chega assim ao mercado"},{"label":"Produtos de maior valor","icon":"gem","note":"grau vácuo, metal, óxido Nb2O5, ligas Nb-Ti e Nb-Sn"}],"caption":"Ponto de fusão de 2.477 °C e supercondutividade abaixo de 9,2 K."},{"layout":"hub","title":"Onde o nióbio entra","center":{"label":"Nióbio (Nb, 41)","icon":"atom"},"spokes":[{"label":"Aços microligados (HSLA)","icon":"construction","note":"0,02%–0,1%; ~3/4 do consumo; dutos, carros, pontes, torres eólicas"},{"label":"Superligas de níquel","icon":"plane","note":"Inconel 718: turbinas de aviões e foguetes"},{"label":"Supercondutores Nb-Ti e Nb3Sn","icon":"magnet","note":"ressonância magnética, LHC, ITER"},{"label":"Óxidos","icon":"hexagon","note":"lentes, capacitores, catalisadores"},{"label":"Anodos de baterias","icon":"battery-charging","note":"carga ultrarrápida; fronteira"}],"caption":"Alguns gramas por tonelada de aço reduzem peso e energia ao longo da vida do produto."},{"layout":"pictogram","title":"Reservas de nióbio (USGS)","unit":" mi t","of":1,"max":14,"icon":"mountain","items":[{"label":"Brasil","value":14,"display":"14 mi t"},{"label":"China","value":6.5,"display":"6,5 mi t"},{"label":"Canadá","value":0.64,"display":"640 mil t"}],"caption":"O Brasil também produz ~93% do nióbio do mundo: 104 mil de 112 mil t em 2024 e 2025."},{"layout":"compare","title":"Três empresas produzem todo o nióbio brasileiro","columns":[{"label":"CBMM","icon":"building-2","note":"Araxá (MG), fundada em 1955; família Moreira Salles","points":["~3/4 do mercado mundial","cadeia completa: mina a metal e óxidos","sócios minoritários japonês-coreano e chinês (2011)","P&D: baterias com Toshiba e VW Caminhões"]},{"label":"CMOC Brasil","icon":"building","note":"Catalão e Ouvidor (GO)","points":["controlada pela China Molybdenum desde 2016"]},{"label":"Mineração Taboca","icon":"mountain","note":"Pitinga (AM)","points":["liga Fe-Nb-Ta como subproduto do estanho"]}],"caption":"Preço estável (~US$ 26/kg de ferronióbio) por estratégia de previsibilidade e novas aplicações, não de restrição de oferta."}],"term:terras-raras":[{"layout":"steps","title":"As seis etapas da cadeia de terras raras","items":[{"label":"Mineração e concentração","icon":"pickaxe","note":"bastnäsita, monazita, xenotima, argilas iônicas"},{"label":"Craqueamento químico","icon":"flask-conical","note":"do concentrado"},{"label":"Separação dos elementos","icon":"filter","note":"centenas de estágios; a etapa mais difícil e poluente"},{"label":"Óxidos de alta pureza","icon":"hexagon","note":""},{"label":"Metais e ligas","icon":"flame","note":"redução"},{"label":"Ímãs e componentes","icon":"magnet","note":"NdFeB com Pr, Dy e Tb"}],"caption":"O Brasil exporta concentrado: o elo faltante é a separação, que a China controla em ~90%."},{"layout":"pictogram","title":"Produção de óxidos de terras raras, 2025 (USGS)","unit":" mil t","of":10,"max":270,"icon":"pickaxe","items":[{"label":"China","value":270,"display":"270 mil t"},{"label":"Estados Unidos","value":51,"display":"51 mil t"},{"label":"Austrália","value":29,"display":"29 mil t"},{"label":"Mianmar","value":22,"display":"22 mil t"},{"label":"Brasil","value":2,"display":"~2 mil t (560 t em 2024)"}],"caption":"Total mundial de 380 a 390 mil t; em 2025 Pequim impôs controles de exportação a sete terras raras pesadas."},{"layout":"stats","title":"Brasil: reserva gigante, produção incipiente","items":[{"value":"21","unit":"mi t","label":"Reservas (2ª do mundo)","icon":"mountain","note":"China: 44 mi t; mundo: >85 mi t"},{"value":"6.400","unit":"t/ano","label":"Meta da Serra Verde até fim de 2027","icon":"target","note":"Pela Ema, Minaçu (GO); argilas iônicas; vida útil de 25 anos"},{"value":"4","unit":"","label":"Elementos magnéticos na Serra Verde","icon":"magnet","note":"neodímio, praseodímio, disprósio e térbio"},{"value":"1ª","unit":"","label":"Operação em argilas iônicas fora da Ásia","icon":"award","note":"início em 2024"}],"caption":"MagBras (Lagoa Santa, MG) produz os primeiros ímãs de neodímio nacionais em planta-piloto."},{"layout":"hub","title":"Para que servem os ímãs de terras raras","center":{"label":"Ímãs NdFeB","icon":"magnet"},"spokes":[{"label":"Veículos elétricos","icon":"car","note":"motores"},{"label":"Geradores eólicos","icon":"wind","note":"acionamento direto"},{"label":"Discos rígidos","icon":"hard-drive","note":""},{"label":"Robôs e drones","icon":"bot","note":""},{"label":"Mísseis e caças","icon":"crosshair","note":"defesa"},{"label":"Alto-falantes","icon":"volume-2","note":""}],"caption":"Sem substitutos de igual eficiência; transição energética, eletrônica e defesa dependem deles."}],"term:litio":[{"layout":"compare","title":"Três tipos de fonte de lítio","columns":[{"label":"Pegmatitos de rocha dura","icon":"mountain","note":"espodumênio e petalita; Austrália, Brasil, Zimbábue","points":["lavra a céu aberto, britagem, flotação","concentrado com 5,5%–6% de óxido de lítio","conversão em carbonato ou hidróxido em refinarias"]},{"label":"Salmouras de salares","icon":"waves","note":"Chile, Argentina, Bolívia","points":["evaporação por 12 a 18 meses","baixo custo, alto uso de água em regiões áridas","extração direta (DLE) em ascensão"]},{"label":"Argilas e salmouras geotérmicas","icon":"droplets","note":"terceira fronteira","points":["também salmouras de campos de petróleo"]}],"caption":"O produto de grau bateria (>99,5% de pureza) é fabricado majoritariamente na China."},{"layout":"timeline","title":"O ciclo de preços do carbonato de lítio","items":[{"year":"2021","label":"US$ 11.700/t","icon":"dollar-sign","note":"grau bateria"},{"year":"2022","label":"US$ 63.700/t","icon":"trending-up","note":"pico"},{"year":"2025","label":"~US$ 9.000/t","icon":"trending-down","note":"colapso inviabilizou projetos e consolidou produtores"}],"caption":"Produção mundial subiu de 222 mil t (2024) para 290 mil t (2025) mesmo com preços em queda."},{"layout":"stats","title":"Lítio no Brasil","items":[{"value":"12","unit":"mil t","label":"Produção em 2025 (lítio contido)","icon":"pickaxe","note":"10.200 t em 2024"},{"value":"540","unit":"mil t","label":"Reservas (USGS)","icon":"mountain","note":"quase todas no Vale do Jequitinhonha (MG)"},{"value":"270","unit":"mil t/ano","label":"Concentrado: Sigma fase 1","icon":"factory","note":"Grota do Cirilo; expansão para 520 e 770 mil"},{"value":"88","unit":"%","label":"Do consumo mundial vai para baterias","icon":"battery","note":"resto: cerâmicas, vidros, graxas, fármacos"}],"caption":"Até 2022 o lítio era mineral de interesse nuclear; o Decreto 11.120 liberou o comércio."},{"layout":"before-after","title":"Jequitinhonha: mina ou polo industrial?","before":{"label":"Hoje","icon":"pickaxe","points":["concentrado de espodumênio exportado","refino químico sem escala","CBL: carbonato e hidróxido em pequena escala"]},"after":{"label":"Ambição","icon":"factory","points":["carbonato e hidróxido de grau bateria","integração com células e reciclagem (Moura, BYD)","rastreabilidade como exigência de mercado"]},"change":"energia e reagentes competitivos, escala e compradores âncora"}],"term:grafite-e-grafeno":[{"layout":"compare","title":"Grafite natural, grafite sintético e grafeno","columns":[{"label":"Grafite natural","icon":"mountain","note":"flocos, amorfo ou de veio; flotação","points":["refratários, lubrificantes, lonas de freio, lápis","anodo: esferoidizado e purificado a 99,95%"]},{"label":"Grafite sintético","icon":"flame","note":"coque grafitizado acima de 2.800 °C","points":["processo eletrointensivo","eletrodos para fornos elétricos a arco","anodos de bateria"]},{"label":"Grafeno","icon":"hexagon","note":"uma lâmina de um átomo; isolado em 2004 (Nobel 2010)","points":["mais fino e resistente conhecido","aditivos, tintas, revestimentos, pneus, eletrodos","sensores e eletrônica ainda em desenvolvimento"]}],"caption":"Muitos 'grafenos' vendidos são nanoplaquetas de várias camadas, daí a norma ISO/TS 80004-13."},{"layout":"pictogram","title":"Produção de grafite natural em 2025 (USGS)","unit":" mil t","of":50,"max":1400,"icon":"pickaxe","items":[{"label":"China","value":1400,"display":"1,4 mi t (1,27 mi em 2024)"},{"label":"Madagascar","value":85,"display":"80–85 mil t"},{"label":"Brasil","value":65,"display":"58–65 mil t"},{"label":"Moçambique","value":60,"display":"39–60 mil t"}],"caption":"A China controla a quase totalidade dos anodos e, desde dezembro de 2023, licencia exportações de grafite."},{"layout":"stats","title":"O anodo mudou o mercado","items":[{"value":"50–100","unit":"kg","label":"Grafite por veículo elétrico","icon":"car","note":"natural esferoidizado ou sintético"},{"value":"74","unit":"mi t","label":"Reservas brasileiras (2ª do mundo)","icon":"mountain","note":"China: 100 mi t"},{"value":"99,95","unit":"%","label":"Pureza para grau bateria","icon":"badge-check","note":"ainda sem escala no Brasil"},{"value":"46","unit":"%","label":"Das importações dos EUA vêm da China","icon":"globe","note":"os EUA não mineram grafite"}],"caption":"O valor está no processamento e na propriedade intelectual, não na rocha."},{"layout":"hub","title":"Quem faz grafite e grafeno no Brasil","center":{"label":"Grafite e grafeno","icon":"hexagon"},"spokes":[{"label":"Nacional de Grafite","icon":"pickaxe","note":"Itapecerica, Salto da Divisa, Pedra Azul (MG)"},{"label":"South Star","icon":"pickaxe","note":"Santa Cruz (BA): nova mina voltada a anodos"},{"label":"MackGraphe","icon":"graduation-cap","note":"Mackenzie, 2016, parceria com Singapura"},{"label":"UCSGraphene","icon":"factory","note":"Caxias do Sul; 1ª planta industrial da América Latina"},{"label":"CTNano / UFMG","icon":"microscope","note":"apoio da Codemge; planta em Minas"},{"label":"Gerdau Graphene","icon":"building-2","note":"2020; aditivos para plásticos, tintas, lubrificantes"}],"caption":"Um dos poucos ecossistemas de grafeno do hemisfério sul, ainda de dezenas de milhões de reais."}],"term:minerais-criticos-e-estrategicos":[{"layout":"matrix","title":"O que torna um mineral crítico","x":{"label":"Risco de suprimento","low":"baixo","high":"alto"},"y":{"label":"Importância econômica","low":"baixa","high":"alta"},"quadrants":{"tl":"Importante, suprimento seguro","tr":"Crítico","bl":"Pouco relevante","br":"Risco sem peso econômico"},"items":[{"label":"Cobre (gargalo por volume, AIE)","icon":"zap","x":0.7,"y":0.9},{"label":"Potássio e fosfato (para o Brasil)","icon":"wheat","x":0.85,"y":0.8},{"label":"Lítio e terras raras (para importadores)","icon":"battery","x":0.9,"y":0.85}],"caption":"Criticidade é relação entre um país e uma cadeia num momento dado, não propriedade do mineral."},{"layout":"compare","title":"Crítico × estratégico, na terminologia brasileira","columns":[{"label":"Crítico","icon":"shield-alert","note":"o que o país depende e pode faltar","points":["alta importância econômica e risco de suprimento","potássio e fosfato (fertilizantes), enxofre","alguns metais de alta tecnologia"]},{"label":"Estratégico","icon":"gem","note":"o que o país tem em abundância","points":["reservas significativas","essencial ao superávit, à tecnologia, à região ou às emissões","lítio, terras raras, nióbio"]}],"caption":"Para um importador, lítio e terras raras são críticos; para o Brasil, são fonte de valor."},{"layout":"taxonomy","title":"O núcleo das listas internacionais","root":{"label":"Minerais críticos","icon":"gem"},"children":[{"label":"Baterias e ímãs","icon":"battery","note":"","children":[{"label":"Lítio"},{"label":"Cobalto"},{"label":"Níquel"},{"label":"Grafite"},{"label":"Manganês"},{"label":"Terras raras"}]},{"label":"Redes elétricas","icon":"zap","note":"","children":[{"label":"Cobre"},{"label":"Alumínio"}]},{"label":"Semicondutores e defesa","icon":"cpu","note":"","children":[{"label":"Silício"},{"label":"Gálio"},{"label":"Germânio"},{"label":"Terras raras"}]},{"label":"Ligas e catalisadores","icon":"flame","note":"","children":[{"label":"Nióbio"},{"label":"Tântalo"},{"label":"Tungstênio"},{"label":"Titânio"},{"label":"Vanádio"},{"label":"Metais do grupo da platina"}]},{"label":"Energia nuclear","icon":"radiation","note":"","children":[{"label":"Urânio"}]}],"caption":"A AIE projeta multiplicação da demanda por lítio, grafite, cobalto e níquel até 2040."},{"layout":"components","title":"Instrumentos da Lei 15.506/2026 (PNMCE)","items":[{"label":"CIMCE","icon":"users","note":"conselho na Presidência; lista revista a cada 4 anos"},{"label":"FGAM","icon":"shield","note":"fundo garantidor; cotas federais até R$ 2 bi"},{"label":"PFMCE","icon":"percent","note":"crédito de até 20% do processamento; R$ 1 bi/ano, 2030–2034"},{"label":"Reidi e debêntures","icon":"coins","note":"estendidos à mineração e ao beneficiamento"},{"label":"Certificado de baixo carbono","icon":"leaf","note":"mineral de baixo carbono"},{"label":"Cadastro nacional de projetos","icon":"clipboard-list","note":""},{"label":"Leilões de áreas prioritárias","icon":"gavel","note":"pela ANM"},{"label":"Streaming e royalties registrados","icon":"receipt","note":"contratos privados"},{"label":"Rede nacional de pesquisa","icon":"microscope","note":""}],"caption":"Sancionada em 16 de setembro de 2026; em paralelo, chamada BNDES-Finep de R$ 5 bi (2025)."}],"term:beneficiamento-e-refino-mineral":[{"layout":"steps","title":"Do minério bruto ao concentrado","items":[{"label":"Cominuição","icon":"hammer","note":"britagem e moagem liberam as partículas"},{"label":"Classificação","icon":"filter","note":"peneiras, hidrociclones"},{"label":"Concentração","icon":"sliders-horizontal","note":"densidade, magnetismo, eletrostática ou flotação"},{"label":"Desaguamento","icon":"droplets","note":"espessadores e filtros"},{"label":"Concentrado e rejeitos","icon":"boxes","note":"rejeitos para barragens, pilhas filtradas ou cavas"}],"caption":"O beneficiamento separa sem alterar a identidade química das substâncias."},{"layout":"compare","title":"Três rotas de refino e metalurgia extrativa","columns":[{"label":"Pirometalurgia","icon":"flame","note":"calor","points":["ustulação, calcinação, fusão redutora","ferro e ferroligas (ferronióbio por aluminotermia)","conversão e refino a fogo"]},{"label":"Hidrometalurgia","icon":"beaker","note":"soluções","points":["lixiviação com ácidos, cianeto ou amônia (HPAL para níquel)","extração por solventes, troca iônica, precipitação","cobre, ouro, urânio, lítio, terras raras, alumina (Bayer)"]},{"label":"Eletrometalurgia","icon":"zap","note":"eletrólise","points":["alumínio (Hall-Héroult)","zinco","cobre eletrorefinado a 99,99%"]}],"caption":"Grau bateria, ímãs e semicondutores só são alcançados pelo refino avançado."},{"layout":"layers","title":"O valor cresce ao longo da cadeia","high":"Mais valor, capital, energia e conhecimento","low":"Fornecedor de rocha","items":[{"label":"Componentes","icon":"component","note":"ímãs, baterias, semicondutores"},{"label":"Metais e compostos puros","icon":"hexagon","note":"refino"},{"label":"Concentrado","icon":"boxes","note":"beneficiamento"},{"label":"Minério bruto","icon":"mountain","note":"lavra"}],"caption":"Quem refina captura a renda e controla a oferta: a Indonésia proibiu exportar níquel bruto em 2020."},{"layout":"compare","title":"Onde o Brasil já refina, e onde não","columns":[{"label":"Cadeia integrada","icon":"circle-check","note":"exceções que mostram o possível","points":["CBMM: nióbio do pirocloro ao metal e óxidos","Hydro Alunorte: maior refinaria de alumina fora da China","CBA: bauxita, alumina e alumínio","Brazilian Nickel: hidróxido de Ni e Co (PI)","Anglo American: ferroníquel em Barro Alto (GO)"]},{"label":"Só concentrado","icon":"circle-x","note":"minerais da transição energética","points":["terras raras","lítio (CBL em pequena escala)","grafite"]}],"caption":"Lei 15.506/2026: crédito de até 20% ao processamento e certificado de baixo carbono apostam na matriz renovável."}],"term:barragem-de-rejeitos":[{"layout":"compare","title":"Métodos de alteamento","columns":[{"label":"A jusante","icon":"shield-check","note":"etapas sobre solo compactado, afastando-se do reservatório","points":["mais seguro","mais caro"],"meters":{"custo":5,"risco":1}},{"label":"Linha de centro","icon":"git-merge","note":"intermediário","points":["eixo fixo"],"meters":{"custo":3,"risco":3}},{"label":"A montante","icon":"triangle-alert","note":"diques sobre o próprio rejeito depositado","points":["mais barato","mais suscetível à liquefação","proibido no Brasil desde 2020; descaracterização obrigatória"],"meters":{"custo":1,"risco":5}}],"caption":"Barragens de rejeitos crescem por décadas, ao contrário das de água, projetadas de uma vez."},{"layout":"causes","title":"Como uma barragem rompe","causes":[{"label":"Liquefação","icon":"waves","note":"estática ou sísmica; o rejeito saturado escoa"},{"label":"Galgamento","icon":"cloud-rain","note":"chuva ou falha de drenagem"},{"label":"Erosão interna (piping)","icon":"droplets","note":"água abre canais no maciço"},{"label":"Ruptura da fundação","icon":"mountain","note":"o solo sob a barragem cede"},{"label":"Instabilidade de taludes","icon":"triangle","note":"deslizamento das faces"}],"effect":{"label":"Ruptura","icon":"siren","note":"fluido denso a dezenas de km/h"},"consequences":[{"label":"Mortes na zona de autossalvamento","icon":"users"},{"label":"Rejeito nas bacias","icon":"fish"},{"label":"Multas, caducidade do título, reparação","icon":"gavel"}],"caption":"Brumadinho revelou que estruturas a montante inativas podem liquefazer sem aviso."},{"layout":"stats","title":"Boletim da ANM, setembro de 2026","items":[{"value":"909","unit":"","label":"Barragens de mineração cadastradas","icon":"dam","note":"467 sob a política nacional"},{"value":"69","unit":"","label":"Em nível de emergência","icon":"siren","note":"62 nível 1, 6 nível 2, 1 nível 3 (Serra Azul, MG); 13 em alerta"},{"value":"42","unit":"","label":"A montante ainda no cadastro","icon":"triangle-alert","note":"de 74 em 2019; 25 descaracterizadas"},{"value":"2035","unit":"","label":"Prazo dos casos mais complexos","icon":"calendar","note":"Xingu, Forquilha III; demais até 2027 e 2029"}],"caption":"Multas de R$ 2 mil a R$ 1 bi e caducidade do título em ruptura com dano grave (Lei 14.066/2020)."},{"layout":"timeline","title":"De Mariana à repactuação","items":[{"year":"2010","label":"Lei 12.334","icon":"scroll-text","note":"Política Nacional de Segurança de Barragens"},{"year":"2015","label":"Fundão, Mariana (MG)","icon":"triangle-alert","note":"5 de novembro; Samarco; 19 mortos; 40 mi m³ até o mar"},{"year":"2019","label":"B1, Brumadinho (MG)","icon":"siren","note":"25 de janeiro; Vale; 270 mortos; lei estadual em MG"},{"year":"2020","label":"Lei 14.066 e GISTM","icon":"gavel","note":"proíbe a montante; padrão global ICMM/PNUMA em agosto"},{"year":"2021","label":"Acordo de Brumadinho","icon":"handshake","note":"Vale e Minas Gerais: R$ 37,7 bi"},{"year":"2024","label":"Repactuação de Mariana","icon":"coins","note":"outubro; R$ 170 bi; ações seguem no Reino Unido e na Holanda"}],"caption":"Novos projetos, como a Sigma Lithium, anunciam operação sem barragens, com empilhamento a seco."}],"term:cfem-e-royalties-minerais":[{"layout":"compare","title":"Três desenhos de royalty mineral","columns":[{"label":"Específico","icon":"ruler","note":"sobre o volume produzido","points":["independe do preço"]},{"label":"Ad valorem","icon":"percent","note":"sobre valor da venda ou da produção","points":["simples e estável","insensível a custos","modelo da CFEM e da Austrália"]},{"label":"Baseado em renda","icon":"trending-up","note":"sobre lucros e margens","points":["captura mais em ciclos de alta","volátil e sujeito a planejamento tributário","Canadá; Chile combina com ad valorem (2023)"]}],"caption":"Os recursos do subsolo pertencem à União (art. 20, IX); o royalty remunera o esgotamento de um ativo finito."},{"layout":"pictogram","title":"Para onde vai a CFEM","unit":"%","of":5,"max":60,"icon":"coins","items":[{"label":"Municípios produtores","value":60,"display":"60%"},{"label":"Estados","value":15,"display":"15%"},{"label":"Municípios afetados","value":15,"display":"15% (ferrovias, portos, barragens, plantas)"},{"label":"Esfera federal","value":10,"display":"10% (ANM 7%, CETEM 1,8%, FNDCT 1%, Ibama 0,2%)"}],"caption":"Não pode pagar dívidas nem pessoal permanente; ao menos 20% devem, preferencialmente, ir a diversificação e C&T."},{"layout":"pictogram","title":"Alíquotas da CFEM por substância","unit":"%","of":0.5,"max":3.5,"icon":"percent","items":[{"label":"Minério de ferro","value":3.5,"display":"3,5% (redutível a 2%)"},{"label":"Bauxita, manganês, nióbio, sal-gema","value":3,"display":"3%"},{"label":"Diamante e demais","value":2,"display":"2%"},{"label":"Ouro","value":1.5,"display":"1,5%"},{"label":"Rochas, areias, águas minerais","value":1,"display":"1%"}],"caption":"Base: receita bruta menos tributos sobre a venda, ou valor de referência (Lei 13.540/2017)."},{"layout":"stats","title":"Arrecadação e concentração","items":[{"value":"~10","unit":"bi R$","label":"Recorde em 2021","icon":"trending-up","note":"auge do minério de ferro"},{"value":"~7","unit":"bi R$","label":"Média anual desde então","icon":"coins","note":"segue o preço do ferro"},{"value":">80","unit":"%","label":"Concentrado em MG e PA","icon":"map-pin","note":"Parauapebas, Canaã, Itabira, Nova Lima, Mariana"},{"value":"1,8","unit":"%","label":"Da CFEM vai ao CETEM","icon":"microscope","note":"e 1% ao FNDCT: renda mineral financia pesquisa"}],"caption":"Dependência fiscal de uma única fonte virou caso de estudo nos municípios mineradores."}],"term:pix":[{"layout":"flow","title":"Como um Pix acontece","colLabels":["Início","Diretório e envio","Liquidação (BCB)","Recebimento"],"nodes":[{"id":"pag","col":0,"label":"Pagador","icon":"smartphone","note":"chave, QR Code, copia e cola ou NFC"},{"id":"ip","col":1,"label":"Instituição do pagador","icon":"building","note":"participante direto ou indireto"},{"id":"dict","col":1,"label":"DICT","icon":"database","note":"chave → conta: CPF/CNPJ, e-mail, telefone, aleatória"},{"id":"spi","col":2,"label":"SPI","icon":"server","note":"Conta PI por participante; mensagens ISO 20022"},{"id":"ir","col":3,"label":"Instituição do recebedor","icon":"building-2","note":""},{"id":"rec","col":3,"label":"Recebedor","icon":"user-check","note":"liquidação em poucos segundos"}],"edges":[{"from":"pag","to":"ip","label":"inicia"},{"from":"ip","to":"dict","label":"consulta a chave"},{"from":"ip","to":"spi","label":"envia"},{"from":"spi","to":"ir","label":"liquida"},{"from":"ir","to":"rec","label":"credita"}],"caption":"Sem rede privada intermediária: 24 horas por dia, todos os dias, no trilho do Banco Central."},{"layout":"timeline","title":"Evolução do Pix","items":[{"year":"Nov 2020","label":"Lançamento","icon":"rocket","note":"16 de novembro"},{"year":"2021","label":"Pix Saque e Pix Troco","icon":"banknote","note":""},{"year":"2024","label":"DOC extinto","icon":"file-x","note":"volume migrou do dinheiro, boleto, TED e DOC"},{"year":"Fev 2025","label":"Pix por Aproximação","icon":"nfc","note":"via NFC"},{"year":"Jun 2025","label":"Pix Automático","icon":"repeat","note":"débitos recorrentes"},{"year":"2025","label":"Seção 301 dos EUA","icon":"triangle-alert","note":"investigação comercial; regras mais duras para IPs"},{"year":"Em estudo","label":"Pix Parcelado e internacional","icon":"globe","note":"acordos bilaterais e projeto Nexus (BIS)"}],"caption":"Sobre a base técnica, novos produtos foram adicionados a cada ano."},{"layout":"stats","title":"Pix em números","items":[{"value":"79,8","unit":"bi","label":"Transações em 2025","icon":"activity","note":"63,4 bi em 2024"},{"value":"35,4","unit":"tri R$","label":"Movimentados em 2025","icon":"banknote","note":"R$ 26,4 tri em 2024"},{"value":"165","unit":"mi","label":"Pessoas físicas cadastradas","icon":"users","note":"fev 2025; mais 19 mi de empresas"},{"value":">250","unit":"mi","label":"Transações em dias de pico","icon":"trending-up","note":"à frente de débito e crédito"}],"caption":"Meio de pagamento mais usado do país em número de transações."},{"layout":"components","title":"Decisões de desenho","items":[{"label":"Gratuito para pessoas físicas","icon":"gift","note":"tarifação livre, mas baixa, para empresas"},{"label":"Adesão obrigatória","icon":"gavel","note":"instituições com mais de 500 mil contas"},{"label":"Limites por horário","icon":"clock","note":"mitigar fraudes"},{"label":"MED","icon":"undo","note":"devolução em golpe ou falha; MED 2.0 em implantação"},{"label":"Participantes diretos e indiretos","icon":"git-branch","note":"centenas de instituições, competição mais simétrica"},{"label":"Padrão ISO 20022","icon":"code","note":"mensagens interoperáveis"}],"caption":"Riscos a observar: fraudes por engenharia social, contas laranja, vazamentos do DICT e concentração."}],"term:open-finance":[{"layout":"flow","title":"Como funciona o compartilhamento","colLabels":["Cliente","Consentimento","Dados e pagamentos","Novos serviços"],"nodes":[{"id":"cli","col":0,"label":"Cliente","icon":"user","note":"os dados pertencem a ele, não ao banco"},{"id":"con","col":1,"label":"Consentimento","icon":"file-check","note":"prazo e escopo definidos; FAPI/OAuth 2.0"},{"id":"ban","col":2,"label":"Banco detentor","icon":"landmark","note":"APIs REST padronizadas; diretório central"},{"id":"itp","col":2,"label":"Iniciador (ITP)","icon":"send","note":"dispara um Pix a partir de app de terceiro"},{"id":"agg","col":3,"label":"Agregadores e comparadores","icon":"layout-grid","note":"conta única, finanças pessoais"},{"id":"cre","col":3,"label":"Crédito com dados transacionais","icon":"coins","note":"fluxo de caixa; conciliação para empresas"},{"id":"eco","col":3,"label":"Pagamento no comércio","icon":"shopping-cart","note":"trilho alternativo a cartões"}],"edges":[{"from":"cli","to":"con","label":"autoriza"},{"from":"con","to":"ban","label":"dados"},{"from":"con","to":"itp","label":"pagamentos"},{"from":"ban","to":"agg","label":""},{"from":"ban","to":"cre","label":""},{"from":"itp","to":"eco","label":"Pix"}],"caption":"Ataca a assimetria de informação que favorece bancos incumbentes."},{"layout":"timeline","title":"Open Finance Brasil em fases","items":[{"year":"2020","label":"Resolução Conjunta CMN/BCB 1","icon":"scroll-text","note":"institui o Open Banking"},{"year":"Fev 2021","label":"Fase 1","icon":"building","note":"dados públicos das instituições"},{"year":"2021","label":"Dados de clientes e pagamentos","icon":"share-2","note":"depois seguros, investimentos e câmbio"},{"year":"Fev 2025","label":"62 mi consentimentos","icon":"users","note":"4 anos; 2,3 bi comunicações semanais"},{"year":"2025–2026","label":"JSR e portabilidade","icon":"route","note":"Jornada Sem Redirecionamento; Open Insurance"},{"year":"2026","label":"~128 mi consentimentos ativos","icon":"trending-up","note":"mais de 4 bi chamadas por semana"}],"caption":"Maior ecossistema regulado do gênero no mundo em escopo e volume; obrigatório para os grandes bancos."},{"layout":"compare","title":"Modelos pelo mundo","columns":[{"label":"Reino Unido","icon":"landmark","note":"pioneiro, 2018","points":["mandatório para os nove maiores bancos (CMA9)","~15 mi usuários"]},{"label":"União Europeia","icon":"globe","note":"PSD2 (2018)","points":["discute PSD3 e FIDA","estende a seguros, pensões, investimentos"]},{"label":"Austrália","icon":"layers","note":"Consumer Data Right (2020)","points":["transversal: bancos, energia, telecom"]},{"label":"Estados Unidos","icon":"flag","note":"regra 1033 do CFPB (out 2024)","points":["acesso obrigatório a dados","em revisão desde 2025 sob pressão dos bancos"]}],"caption":"Mais de 70 jurisdições têm algum marco; a Índia usa o Account Aggregator."},{"layout":"balance","title":"Grande em números, pequeno em valor?","left":{"label":"Escala","icon":"trending-up","points":["128 mi consentimentos","4 bi chamadas por semana","agregação, crédito e Pix iniciado por terceiros"]},"right":{"label":"Valor percebido","icon":"user","points":["qualidade desigual das APIs","baixa adesão de empresas","quem paga a infraestrutura","responsabilidade por fraudes"]},"tilt":"even","verdict":"O teste é se os dados viram crédito mais barato."}],"term:cbdc-drex":[{"layout":"compare","title":"Três formas de dinheiro digital","columns":[{"label":"CBDC","icon":"landmark","note":"passivo do banco central","points":["varejo: pessoas e empresas","atacado: só instituições financeiras","e-CNY chinês; euro digital não antes de 2027–2029"]},{"label":"Depósito tokenizado","icon":"building","note":"passivo de bancos","points":["versão em token do depósito bancário","modelo escolhido pelo Drex para o público","Projeto Agorá (BIS)"]},{"label":"Stablecoin","icon":"coins","note":"passivo de empresas privadas","points":["GENIUS Act (EUA, jul 2025)","dinheiro digital mais usado por brasileiros em cripto"]}],"caption":"A disputa de fundo é qual delas será o 'dinheiro programável'."},{"layout":"timeline","title":"A trajetória do Drex","items":[{"year":"2021","label":"Anunciado como 'real digital'","icon":"lightbulb","note":"desenhado como CBDC de atacado"},{"year":"2023","label":"Rebatizado Drex; piloto fase 1","icon":"test-tube","note":"16 consórcios; Hyperledger Besu; DvP com títulos públicos"},{"year":"2024–2025","label":"Piloto fase 2","icon":"test-tubes","note":"13 casos: crédito com garantia, carbono, comércio exterior"},{"year":"Ago 2025","label":"Privacidade insuficiente","icon":"shield-alert","note":"BCB reduz blockchain; duas trilhas"},{"year":"Nov 2025","label":"Piloto desligado","icon":"power-off","note":"casos de uso primeiro, infraestrutura depois"},{"year":"2026","label":"Lançamentos parciais sinalizados","icon":"hourglass","note":"sem compromisso tecnológico"}],"caption":"O objetivo nunca foi substituir o Pix, mas criar plataforma para ativos tokenizados e crédito com garantias."},{"layout":"hub","title":"O trilema das CBDCs","center":{"label":"CBDC","icon":"coins"},"spokes":[{"label":"Privacidade","icon":"eye-off","note":"das transações"},{"label":"Conformidade","icon":"shield-check","note":"supervisão e prevenção à lavagem"},{"label":"Escala e resiliência","icon":"server","note":"operação nacional"}],"caption":"No Drex, provas de conhecimento zero e afins não bastaram para conciliar os três."},{"layout":"before-after","title":"O que o Drex virou","before":{"label":"Projeto original","icon":"coins","points":["CBDC de atacado em DLT","depósitos tokenizados para o público","plataforma para ativos tokenizados e crédito com garantias"]},"after":{"label":"Direção atual","icon":"database","points":["infraestrutura própria para gravames e garantias","integração com Pix e Open Finance","trilha DLT de longo prazo; bancos tokenizam em paralelo"]},"change":"privacidade insuficiente levou a inverter a lógica: casos de uso antes da infraestrutura"}],"term:arranjo-de-pagamento":[{"layout":"components","title":"Os atores de um arranjo","items":[{"label":"Instituidor","icon":"crown","note":"cria e governa as regras: Visa, Mastercard, Elo, BCB (Pix)"},{"label":"Emissores","icon":"credit-card","note":"oferecem o instrumento ao usuário"},{"label":"Credenciadores (adquirentes)","icon":"store","note":"afiliam lojistas e capturam transações"},{"label":"Subcredenciadores e facilitadores","icon":"layout-grid","note":"marketplaces e gateways"},{"label":"Câmaras e liquidação","icon":"landmark","note":"compensam e liquidam"},{"label":"Instituição de pagamento (IP)","icon":"wallet","note":"contas, moeda eletrônica, credenciamento, iniciação; não é banco"}],"caption":"Lei 12.865/2013: separa a infraestrutura de regras da prestação do serviço."},{"layout":"timeline","title":"Marcos regulatórios no Brasil","items":[{"year":"2010","label":"Fim da exclusividade adquirente–bandeira","icon":"unlink","note":"abre a adquirência"},{"year":"2013","label":"Lei 12.865","icon":"gavel","note":"arranjos no SPB; BCB regula; define IP"},{"year":"2020","label":"Pix como arranjo público","icon":"zap","note":"instituído pelo próprio BCB"},{"year":"2021","label":"Resoluções BCB 80 e 150","icon":"scroll-text","note":"IPs com capital proporcional; registro de recebíveis"},{"year":"Set 2025","label":"Resoluções 494 e 495","icon":"shield-alert","note":"após Operação Carbono Oculto: autorização prévia para toda IP"},{"year":"Mai 2026","label":"Janela única de pedidos","icon":"calendar","note":"deve consolidar o setor"}],"caption":"Stone, PagBank, Cloudwalk, PicPay, Mercado Pago, Celcoin, Asaas e Dock nasceram nesse marco."},{"layout":"compare","title":"Tarifas e regras pelo mundo","columns":[{"label":"União Europeia","icon":"globe","note":"PSD2/PSD3","points":["intercâmbio: 0,2% débito, 0,3% crédito","não bancos acessam liquidação do BC desde 2025"]},{"label":"Estados Unidos","icon":"flag","note":"Durbin","points":["regula intercâmbio de débito","discute crédito; acordos antitruste bilionários"]},{"label":"Índia","icon":"smartphone","note":"UPI","points":["MDR proibido para pequenos lojistas"]},{"label":"Brasil","icon":"landmark","note":"BCB","points":["limites para intercâmbio de débito e pré-pago","Pix pressiona margens de cartões"]}],"caption":"Stablecoins surgem como novo arranjo, com Visa e Mastercard integrando-as."},{"layout":"balance","title":"O dilema regulatório","left":{"label":"Mais exigências","icon":"lock","points":["menos fraudes e lavagem","supervisão unificada","risco: afastar inovação"]},"right":{"label":"Menos exigências","icon":"shield-off","points":["licença leve para empresas de tecnologia","centenas de IPs sem autorização prévia","risco: fraudes sistêmicas"]},"tilt":"left","verdict":"O Brasil caminha para consolidação: menos IPs, mais compliance."}],"term:sandbox-regulatorio":[{"layout":"steps","title":"Como funciona um sandbox","items":[{"label":"Edital","icon":"megaphone","note":"temas prioritários; inovação real, benefício, necessidade de teste"},{"label":"Seleção","icon":"filter","note":"projetos elegíveis"},{"label":"Autorização temporária","icon":"stamp","note":"limites de clientes e volume; plano de saída"},{"label":"Testes acompanhados","icon":"eye","note":"regulador dispensa ou adapta normas"},{"label":"Saída","icon":"signpost","note":"licença regular, encerramento ou regra muda para todos"},{"label":"Avaliação ex post","icon":"clipboard-check","note":"publicação de resultados"}],"caption":"Da 'caixa de areia' da computação: popularizado pela FCA britânica em 2016, em mais de 70 jurisdições."},{"layout":"components","title":"Sandboxes no Brasil","items":[{"label":"Susep","icon":"umbrella","note":"Resolução CNSP 381/2020; insurtechs; a primeira a operar"},{"label":"CVM","icon":"chart-line","note":"Instrução 626/2020 → Resolução 29/2021; tokenização"},{"label":"BCB e CMN","icon":"landmark","note":"Resoluções 4.865 e 29/2020; 52 propostas, 7 projetos (nov 2021)"},{"label":"ANPD","icon":"shield-check","note":"2025; proteção de dados e IA"},{"label":"Anatel","icon":"antenna","note":"redes e espectro experimentais"},{"label":"Estados e municípios","icon":"building","note":"mobilidade e cidades inteligentes; art. 11 da LC 182/2021"}],"caption":"A LC 182/2021 (Marco Legal das Startups) permite a qualquer regulador suspender suas normas em programas assim."},{"layout":"timeline","title":"Difusão do instrumento","items":[{"year":"2016","label":"FCA britânica","icon":"lightbulb","note":"mais de mil empresas já passaram; digital sandbox"},{"year":"2020","label":"Susep, CVM e BCB","icon":"flag","note":"três reguladores brasileiros"},{"year":"2021","label":"LC 182 e 1º ciclo do BCB","icon":"gavel","note":"base legal geral; sete projetos selecionados"},{"year":"2023","label":"Regime-piloto de DLT (UE)","icon":"blocks","note":"infraestruturas de mercado em blockchain"},{"year":"2024","label":"AI Act (UE)","icon":"brain-circuit","note":"um sandbox de IA por Estado-membro até 2026"},{"year":"2025","label":"Sandbox da ANPD","icon":"shield-check","note":"dados e IA; PL 2338/2023 prevê ambientes de teste"}],"caption":"Banco Mundial e CGAP recomendam sandboxes quando há capacidade de supervisão."},{"layout":"balance","title":"Para que serve, e o que pode dar errado","left":{"label":"Benefícios","icon":"lightbulb","points":["menos custo e tempo para chegar ao mercado","regulador aprende fazendo","sinaliza temas prioritários"]},"right":{"label":"Críticas","icon":"triangle-alert","points":["vitrine com poucos participantes","vantagem duradoura para selecionados (captura)","pretexto para afrouxar proteção"]},"tilt":"even","verdict":"Avaliação ex post e publicação de resultados são parte essencial do instrumento."}],"term:fintech-de-credito-scd-sep":[{"layout":"compare","title":"SCD, SEP e banco múltiplo","columns":[{"label":"SCD","icon":"coins","note":"empresta com capital próprio","points":["empréstimos, financiamentos, direitos creditórios","cede carteiras a FIDCs e bancos","emite cartões, distribui seguros","desde 2024: capta via CCCB"]},{"label":"SEP","icon":"users","note":"peer-to-peer","points":["credores financiam tomadores pela plataforma","não assume risco de crédito","R$ 15 mil por credor e devedor (salvo qualificados)","desde 2024: financia fornecedores"]},{"label":"Banco múltiplo","icon":"landmark","note":"referência","points":["capta depósitos do público","capital e governança mais exigentes"]}],"caption":"Resolução CMN 4.656/2018, consolidada na 5.050/2022; só por plataforma eletrônica."},{"layout":"before-after","title":"A desverticalização do crédito","before":{"label":"Correspondente bancário","icon":"building","points":["fintech 'aluga' a licença de um banco parceiro","banco controla produto e dados"]},"after":{"label":"SCD própria","icon":"rocket","points":["a fintech é a credora","controla produto, precificação e dados","funding de FIDCs, securitizadoras ou capital próprio","crédito de nicho: PMEs, recebíveis, consignado, rural"]},"change":"licença específica, mais leve que a bancária, porque não capta depósitos"},{"layout":"hub","title":"Com o que uma fintech de crédito se conecta","center":{"label":"SCD / SEP","icon":"coins"},"spokes":[{"label":"Open Finance","icon":"share-2","note":"dados para análise de crédito"},{"label":"Registro de recebíveis","icon":"receipt","note":"garantias"},{"label":"Pix","icon":"zap","note":"desembolso e cobrança"},{"label":"Drex","icon":"database","note":"garantias tokenizadas"},{"label":"FIDCs","icon":"briefcase","note":"funding e cotas subordinadas"}],"caption":"Mais de cem SCDs autorizadas; Creditas, QI Tech, Celcoin e Asaas operam com licença própria."},{"layout":"causes","title":"Onde o modelo pode quebrar","causes":[{"label":"Carteiras jovens","icon":"hourglass","note":"pouco testadas em alta de juros"},{"label":"Dependência de FIDCs","icon":"briefcase","note":"cotas subordinadas"},{"label":"Licença de prateleira","icon":"badge-alert","note":"grupos que só querem uma instituição financeira"}],"effect":{"label":"Ciclo de inadimplência","icon":"triangle-alert","note":"o teste brasileiro"},"consequences":[{"label":"Crises de liquidez","icon":"trending-down"},{"label":"Pequenos credores frágeis","icon":"heart-crack"},{"label":"Endurecimento regulatório","icon":"gavel"}],"caption":"Cenário positivo: crédito mais competitivo; negativo: credores frágeis que o regulador precisa limpar."}],"term:infraestrutura-publica-digital":[{"layout":"layers","title":"As camadas da infraestrutura pública digital","high":"Inovação pública e privada","low":"Bens públicos de rede","items":[{"label":"Serviços de terceiros","icon":"blocks","note":"bancos, fintechs, startups, órgãos 'plugam'"},{"label":"Troca de dados com consentimento","icon":"share-2","note":"Open Finance, Account Aggregator"},{"label":"Pagamentos","icon":"zap","note":"Pix, UPI"},{"label":"Identidade digital","icon":"id-card","note":"gov.br, Aadhaar"}],"caption":"Definição do G20 e da ONU: como estradas e redes elétricas, ninguém constrói sozinho."},{"layout":"components","title":"O que distingue uma DPI de um e-gov comum","items":[{"label":"Padrões abertos e APIs","icon":"code","note":"MOSIP, Mojaloop como bens públicos digitais"},{"label":"Acesso não discriminatório","icon":"users","note":"garantido pela governança"},{"label":"Escala nacional","icon":"map","note":""},{"label":"Uso obrigatório ou quase","icon":"gavel","note":"em certas funções"},{"label":"Terceiros plugam serviços","icon":"plug","note":"bancos, fintechs, startups, órgãos"},{"label":"Governança pública","icon":"landmark","note":"o traço definidor, não a licença do código"}],"caption":"Salvaguardas (privacidade por design, inclusão, participação) são parte da definição."},{"layout":"stats","title":"A DPI brasileira em números","items":[{"value":"172","unit":"mi","label":"Contas gov.br","icon":"id-card","note":"mais de 4.600 serviços federais"},{"value":"~80","unit":"bi","label":"Transações Pix em 2025","icon":"zap","note":""},{"value":">100","unit":"mi","label":"Consentimentos Open Finance","icon":"share-2","note":""},{"value":"2024","unit":"","label":"Declaração de Maceió (G20)","icon":"globe","note":"DPI, conectividade, integridade da informação e IA"}],"caption":"Bases CPF, CNPJ, CadÚnico, Dataprev e Serpro sustentam o conjunto; CIN e Drex são extensões."},{"layout":"compare","title":"Dois caminhos: Índia e Brasil","columns":[{"label":"Índia","icon":"landmark","note":"Estado construiu tudo a partir do Aadhaar","points":["India Stack: Aadhaar, UPI, DigiLocker, Account Aggregator","definição oficial no G20 de Nova Délhi (2023)","DPI como política externa"]},{"label":"Brasil","icon":"flag","note":"emergiu de instituições distintas, integrada depois","points":["Banco Central, Ministério da Gestão, Receita, TSE","Pix, gov.br, Open Finance","coopera com América Latina e África"]}],"caption":"A ONU e o Banco Mundial querem 50 países com DPI até 2028 ('50 in 5')."}],"term:identidade-digital-govbr":[{"layout":"steps","title":"Três funções de uma identidade digital","items":[{"label":"Cadastro","icon":"user-plus","note":"vincular credencial a pessoa real: documento ou biometria"},{"label":"Autenticação","icon":"fingerprint","note":"senha, biometria, token ou certificado"},{"label":"Autorização","icon":"file-check","note":"compartilhar atributos ou assinar documentos"}],"caption":"Como login único para serviços públicos e privados, vira infraestrutura pública digital."},{"layout":"pyramid","title":"Os selos de confiabilidade do gov.br","items":[{"label":"Ouro","icon":"crown","note":"biometria da Justiça Eleitoral, QR Code da CIN ou ICP-Brasil; 77,8 mi"},{"label":"Prata","icon":"medal","note":"bancos credenciados ou biometria da habilitação; INSS, Receita, assinatura"},{"label":"Bronze","icon":"award","note":"cadastro básico; consultas simples"}],"caption":"O nível de confiança determina o que a pessoa pode fazer."},{"layout":"stats","title":"gov.br em dezembro de 2025","items":[{"value":"172","unit":"mi","label":"Contas","icon":"id-card","note":"maior identidade digital da América Latina"},{"value":"77,8","unit":"mi","label":"No nível ouro","icon":"crown","note":"alta de 142% desde 2022"},{"value":"4.600","unit":"","label":"Serviços federais","icon":"layout-grid","note":"e 8.300 estaduais e municipais"},{"value":"~50","unit":"%","label":"Usuários ouro com duas etapas","icon":"shield-check","note":"biometria exigida após ondas de golpes"}],"caption":"Criado em 2019 unificando Cidadão.br e Brasil Cidadão; operado por Serpro e Dataprev."},{"layout":"hub","title":"O que foi construído sobre o login","center":{"label":"Login gov.br","icon":"key"},"spokes":[{"label":"Assinatura eletrônica","icon":"pen-tool","note":"validade jurídica pela Lei 14.063/2020"},{"label":"Carteira de Documentos","icon":"wallet","note":"CNH, CIN, título, cartão SUS"},{"label":"Login com gov.br","icon":"link","note":"para sites privados"},{"label":"APIs para estados e municípios","icon":"code","note":""},{"label":"Carteira de Identidade Nacional","icon":"id-card","note":"CPF como número único; QR Code; Decreto 10.977/2022"},{"label":"Notificações","icon":"bell","note":""}],"caption":"Risco central: uma credencial para tudo é conveniente e, ao mesmo tempo, ponto único de falha e vigilância."}],"term:tokenizacao-de-ativos":[{"layout":"steps","title":"Decisões para tokenizar um ativo","items":[{"label":"Escolher a rede","icon":"network","note":"pública (Ethereum, Solana) ou permissionada (Besu, Corda)"},{"label":"Escolher o padrão","icon":"code","note":"ERC-20 fungível; ERC-721/1155 não fungível; ERC-3643 valores mobiliários"},{"label":"Definir o vínculo legal","icon":"gavel","note":"quem custodia o lastro; falência; lei de valores mobiliários"},{"label":"Liquidar atomicamente","icon":"zap","note":"entrega e pagamento na mesma transação"}],"caption":"Tokenizar não cria o ativo nem muda sua natureza jurídica; muda registro, custódia e liquidação."},{"layout":"taxonomy","title":"O que pode ser tokenizado","root":{"label":"Token","icon":"hexagon"},"children":[{"label":"Títulos e cotas","icon":"file-text","note":"","children":[{"label":"Título de dívida"},{"label":"Cota de fundo"},{"label":"Título público"}]},{"label":"Recebíveis e crédito","icon":"receipt","note":"foco no Brasil","children":[{"label":"Recebível do agro"},{"label":"Duplicata"},{"label":"Precatório"},{"label":"Consórcio"}]},{"label":"Ativos reais","icon":"building","note":"","children":[{"label":"Imóvel"},{"label":"Crédito de carbono"},{"label":"Obra de arte"}]},{"label":"Moeda","icon":"coins","note":"","children":[{"label":"Stablecoin"},{"label":"Depósito tokenizado"}]}],"caption":"Mercado Bitcoin, Liqi, Vórtx QR e BTG (Mynt) tokenizam; B3 e Núclea registram."},{"layout":"timeline","title":"O marco brasileiro","items":[{"year":"2022","label":"CVM: Parecer 40 e Resolução 88","icon":"gavel","note":"tokens podem ser valores mobiliários; ofertas via crowdfunding"},{"year":"2022","label":"Lei 14.478","icon":"scroll-text","note":"marco dos ativos virtuais"},{"year":"2023","label":"Decreto 11.563","icon":"landmark","note":"BCB regula as prestadoras (VASPs)"},{"year":"2024","label":"R$ 1,3 bi em ofertas","icon":"coins","note":"tokens de recebíveis e dívida via crowdfunding"},{"year":"Fim 2025","label":"Normas finais das VASPs","icon":"file-check","note":"stablecoins tratadas como câmbio"},{"year":"2026","label":"Entrada em vigor","icon":"calendar","note":"profissionaliza custódia e distribuição"}],"caption":"Stablecoins em dólar (USDT, USDC) respondem pela maior parte do volume cripto no país."},{"layout":"balance","title":"Promessa e risco","left":{"label":"Promessa","icon":"sparkles","points":["menos custo de emissão e distribuição","fracionamento para pequenos investidores","operação 24/7 e eventos automatizados","liquidação atômica sem risco de contraparte"]},"right":{"label":"Riscos","icon":"triangle-alert","points":["jurídico: o token confere mesmo o direito?","operacional: chaves, oráculos, bugs","liquidez ilusória","quando o token é valor mobiliário?"]},"tilt":"even","verdict":"Tokenizar não torna um mau recebível bom."}],"term:banco-digital":[{"layout":"compare","title":"Banco digital × banco tradicional","columns":[{"label":"Banco digital","icon":"smartphone","note":"só canais digitais, sem agências","points":["core em microsserviços e nuvem pública","onboarding com biometria","crédito com aprendizado de máquina","atendimento por chat","isenção de tarifas"],"meters":{"custo":1}},{"label":"Banco tradicional","icon":"landmark","note":"rede de agências","points":["mainframes","custo de servir muito maior","teve de zerar tarifas e refazer apps"],"meters":{"custo":5}}],"caption":"Abrange bancos com licença plena e fintechs que combinam IP, SCD e distribuição sob uma marca."},{"layout":"components","title":"Como um banco digital ganha dinheiro","items":[{"label":"Intercâmbio de cartões","icon":"credit-card","note":""},{"label":"Crédito","icon":"coins","note":"rotativo, pessoal, consignado"},{"label":"Tesouraria sobre depósitos","icon":"piggy-bank","note":""},{"label":"Investimentos","icon":"chart-line","note":""},{"label":"Seguros","icon":"umbrella","note":""},{"label":"Serviços para empresas","icon":"briefcase","note":"PMEs, folha, cobrança"}],"caption":"Desafio: converter uma base enorme de baixa renda em rentabilidade e atravessar ciclos de inadimplência."},{"layout":"stats","title":"Nubank, o maior do mundo","items":[{"value":"135","unit":"mi","label":"Clientes na América Latina (2026)","icon":"users","note":"México e Colômbia"},{"value":"115","unit":"mi","label":"Clientes no Brasil","icon":"flag","note":"mais de 60% da população adulta"},{"value":"2013","unit":"","label":"Fundação","icon":"calendar","note":"David Vélez, Cristina Junqueira, Edward Wible"},{"value":"Jan 2026","unit":"","label":"Licença bancária nos EUA","icon":"badge-check","note":"aprovação condicional"}],"caption":"Inter, C6, PicPay, Mercado Pago, Neon, Will, Next e Iti completam o maior mercado de bancos digitais do mundo."},{"layout":"hub","title":"O que o Banco Central viabilizou","center":{"label":"Agenda de competição do BCB","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"Licenças proporcionais","icon":"file-badge","note":"IP, SCD, banco múltiplo"},{"label":"Pix","icon":"zap","note":"eliminou a vantagem da TED/DOC dos grandes"},{"label":"Open Finance","icon":"share-2","note":"portabilidade de dados e clientes"},{"label":"Portabilidade de salário","icon":"arrow-left-right","note":""}],"caption":"A fase de licença leve está terminando; um banco com 100 mi+ clientes é risco sistêmico novo."}],"term:5g":[{"layout":"taxonomy","title":"Três famílias de capacidade do 5G","root":{"label":"5G (IMT-2020, 3GPP Rel. 15)","icon":"signal"},"children":[{"label":"eMBB","icon":"smartphone","note":"banda larga móvel aprimorada","children":[{"label":"Pico de vários Gbps"},{"label":"Acesso fixo sem fio (FWA)"}]},{"label":"URLLC","icon":"timer","note":"ultraconfiável, poucos milissegundos","children":[{"label":"Automação industrial"},{"label":"Veículos conectados"},{"label":"Cirurgia remota"}]},{"label":"mMTC","icon":"radio-tower","note":"internet das coisas massiva","children":[{"label":"Milhões de sensores por km²"},{"label":"Baixo consumo"}]}],"caption":"Só o modo standalone (núcleo 5G próprio) entrega baixa latência, fatiamento de rede e redes privadas."},{"layout":"spectrum","title":"As faixas de espectro do 5G","low":"Cobertura","high":"Capacidade localizada","items":[{"label":"700 MHz","icon":"radio-tower","note":"abaixo de 1 GHz: alcance","pos":10},{"label":"2,3 GHz","icon":"antenna","note":"faixa média","pos":40},{"label":"3,5 GHz","icon":"antenna","note":"faixa média: capacidade","pos":60},{"label":"26 GHz","icon":"zap","note":"ondas milimétricas: altíssima velocidade local","pos":92}],"caption":"As quatro faixas foram leiloadas pela Anatel em novembro de 2021; Massive MIMO forma feixes."},{"layout":"components","title":"O leilão de 2021 convertido em obrigações","items":[{"label":"R$ 47 bi","icon":"coins","note":"ofertas e compromissos; modelo não arrecadatório"},{"label":"Capitais até jul 2022","icon":"building-2","note":"cobertura 5G"},{"label":"Cidades >30 mil hab. até 2029","icon":"map-pin","note":""},{"label":"Fibra para backhaul","icon":"cable","note":"localidades sem conexão"},{"label":"Escolas públicas","icon":"school","note":"via EACE"},{"label":"Norte Conectado","icon":"trees","note":"redes na Amazônia"},{"label":"Siga Antenado","icon":"tv","note":"limpeza da faixa de 3,5 GHz; kits de TV digital"},{"label":"Vencedores","icon":"trophy","note":"Vivo, Claro, TIM, Brisanet, Algar, Sercomtel, Winity"}],"caption":"O maior leilão da história das telecomunicações brasileiras."},{"layout":"stats","title":"5G no Brasil","items":[{"value":"57,8","unit":"mi","label":"Acessos 5G no fim de 2025","icon":"smartphone","note":"alta de mais de 33% no ano"},{"value":"905","unit":"","label":"Cidades cobertas pela Vivo","icon":"map","note":"maio de 2026"},{"value":"~50","unit":"%","label":"Do tráfego de dados móveis","icon":"activity","note":"nas grandes operadoras"},{"value":"Jul 2022","unit":"","label":"5G SA estreia em Brasília","icon":"rocket","note":"dia 6"}],"caption":"Entraves: licenciamento municipal de antenas (Lei Geral de Antenas) e monetização lenta."}],"term:open-ran":[{"layout":"before-after","title":"Da rede integrada à rede desagregada","before":{"label":"RAN tradicional","icon":"lock","points":["antena, rádio e banda base de um só fabricante","interfaces proprietárias","Ericsson, Nokia, Huawei, ZTE, Samsung"]},"after":{"label":"Open RAN","icon":"unlink","points":["O-RU, O-DU e O-CU de fornecedores distintos","Open Fronthaul (7.2x)","software em servidores de uso geral, virtualizado"]},"change":"interfaces abertas especificadas pela O-RAN Alliance (2018)"},{"layout":"components","title":"Peças do Open RAN","items":[{"label":"O-RU","icon":"antenna","note":"unidade de rádio"},{"label":"O-DU","icon":"server","note":"unidade distribuída"},{"label":"O-CU","icon":"cloud","note":"unidade centralizada"},{"label":"Open Fronthaul 7.2x","icon":"cable","note":"interface aberta entre rádio e processamento"},{"label":"RIC","icon":"brain-circuit","note":"controlador inteligente: xApps e rApps de terceiros"},{"label":"Servidores genéricos","icon":"cpu","note":"virtualizado ou em contêineres"}],"caption":"vRAN pode existir sem interfaces abertas; 'single-vendor Open RAN' é um fabricante com interfaces compatíveis."},{"layout":"hub","title":"OpenRAN@Brasil","center":{"label":"OpenRAN@Brasil","icon":"flag"},"spokes":[{"label":"RNP, CPqD, Inatel","icon":"graduation-cap","note":"execução; recursos da Lei de Informática (MCTI)"},{"label":"Testbed em ilhas","icon":"network","note":"distribuído; inclui UFRN"},{"label":"Protótipo nacional de O-RU","icon":"antenna","note":"2026; mais de 1,5 Gbps; exibido na Futurecom"},{"label":"Cursos sobre xApps","icon":"book-open","note":""},{"label":"Brasil 6G","icon":"rocket","note":"pesquisa de longo prazo"},{"label":"Cooperação Japão e Índia","icon":"handshake","note":"2026"}],"caption":"Comercialmente, adoção ainda limitada a testes e redes privadas; Ericsson, Nokia e Huawei dominam."},{"layout":"balance","title":"Promessa × crítica","left":{"label":"Motivações","icon":"lightbulb","points":["menos dependência do oligopólio","entrantes: Mavenir, Rakuten, NEC, Dell, Intel","IA na gestão do rádio","chance para países sem fabricantes"]},"right":{"label":"Críticas","icon":"triangle-alert","points":["complexidade de integração","energia de servidores genéricos","Massive MIMO menos maduro","quem responde quando falha?"]},"tilt":"even","verdict":"Deve consolidar-se primeiro em redes privadas, entrantes e áreas rurais."}],"term:data-center":[{"layout":"components","title":"Indicadores de um data center","items":[{"label":"Potência (MW)","icon":"zap","note":"porte medido em capacidade elétrica de TI"},{"label":"PUE","icon":"gauge","note":"energia total / energia de TI; os melhores ~1,1"},{"label":"WUE","icon":"droplets","note":"consumo de água"},{"label":"Densidade por rack","icon":"layers","note":"IA: 50 a 150 kW, refrigeração líquida"},{"label":"Latência","icon":"timer","note":"até usuários e redes"},{"label":"Tier I a IV","icon":"shield-check","note":"redundância; Uptime Institute"}],"caption":"Tipos: corporativo, colocation (espaço alugado a vários clientes) e hyperscale."},{"layout":"hub","title":"Três fatores de localização","center":{"label":"Onde fica um data center","icon":"map-pin"},"spokes":[{"label":"Energia","icon":"plug-zap","note":"abundante, barata, renovável; a principal restrição na era da IA"},{"label":"Conectividade","icon":"cable","note":"pontos de troca de tráfego e cabos submarinos"},{"label":"Demanda","icon":"users","note":"usuários e empresas"}],"caption":"Polos: Virgínia do Norte, Frankfurt, Singapura; no Brasil, Grande São Paulo, Ceará e Rio Grande do Sul."},{"layout":"hub","title":"Polos brasileiros","center":{"label":"Brasil","icon":"map"},"spokes":[{"label":"São Paulo","icon":"building-2","note":"Barueri, Santana de Parnaíba, Tamboré, Campinas, Vinhedo"},{"label":"Fortaleza","icon":"anchor","note":"porta dos cabos submarinos; Omnia (TikTok e Casa dos Ventos); Centro Nacional de Dados do Ceará"},{"label":"Eldorado do Sul (RS)","icon":"zap","note":"campus de IA da Scala; planos de gigawatts"},{"label":"Rio de Janeiro","icon":"building","note":""},{"label":"Brasília","icon":"landmark","note":""},{"label":"Belém","icon":"trees","note":"Elea, data center para IA (2026)"}],"caption":"Operadores: Scala, Ascenty, Equinix, Odata, Elea, Takoda, Tecto, mais regiões de AWS, Microsoft, Google e Oracle."},{"layout":"balance","title":"Redata (Lei 15.504/2026)","left":{"label":"Incentivos","icon":"gift","points":["suspensão de PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação sobre equipamentos"]},"right":{"label":"Contrapartidas","icon":"clipboard-check","points":["energia renovável","eficiência hídrica","investimento em P&D","reserva de capacidade para o mercado interno"]},"tilt":"even","verdict":"Próximos passos: regulamentação, ICMS no Confaz e Política Nacional de Data Centers."}],"term:hyperscaler":[{"layout":"taxonomy","title":"Quem é hyperscaler","root":{"label":"Hyperscalers","icon":"cloud"},"children":[{"label":"Núcleo","icon":"crown","note":"~2/3 do mercado global","children":[{"label":"AWS"},{"label":"Microsoft Azure"},{"label":"Google Cloud"}]},{"label":"Seguidores","icon":"cloud-cog","note":"","children":[{"label":"Alibaba Cloud"},{"label":"Oracle Cloud"},{"label":"Huawei Cloud"},{"label":"Tencent Cloud"},{"label":"IBM"}]},{"label":"Infraestrutura própria","icon":"lock","note":"não vendem nuvem pública","children":[{"label":"Meta"},{"label":"Apple"}]},{"label":"Neoclouds","icon":"sparkles","note":"escala de GPUs","children":[{"label":"CoreWeave"}]}],"caption":"Mercado de infraestrutura de nuvem bem acima de US$ 300 bi por ano, puxado por IA."},{"layout":"layers","title":"A pilha de um hyperscaler","high":"Serviços cobrados por uso","low":"Infraestrutura física","items":[{"label":"Modelos de IA como serviço","icon":"brain-circuit","note":""},{"label":"Computação, armazenamento, dados","icon":"database","note":"rede, bancos de dados, análise"},{"label":"Orquestração","icon":"workflow","note":"milhões de máquinas como um só computador"},{"label":"Chips próprios","icon":"cpu","note":"Graviton, Trainium, TPU, Maia, Cobalt"},{"label":"Data centers e servidores próprios","icon":"server","note":"regiões com zonas de disponibilidade"},{"label":"Fibra e cabos submarinos próprios","icon":"cable","note":"redes privadas globais"}],"caption":"Capex das big techs americanas superou US$ 400 bi anuais em 2025–2026."},{"layout":"timeline","title":"Hyperscalers no Brasil","items":[{"year":"2011","label":"AWS: região sa-east-1","icon":"cloud","note":"São Paulo"},{"year":"2014","label":"Microsoft: Brazil South","icon":"cloud","note":"região secundária no Rio"},{"year":"2017","label":"Google Cloud","icon":"cloud","note":""},{"year":"2019","label":"Oracle e Huawei Cloud","icon":"cloud","note":"Oracle Vinhedo em 2020"},{"year":"2024","label":"Microsoft: R$ 14,7 bi","icon":"coins","note":"em três anos, infraestrutura e capacitação"},{"year":"Até 2030","label":"Google dobra capacidade","icon":"trending-up","note":""},{"year":"Até 2034","label":"AWS: R$ 10,1 bi","icon":"coins","note":"apoiados em colocation e no Redata"}],"caption":"Impacto estimado de nuvem e IA no Brasil: US$ 92 bi, 38% do total latino-americano."},{"layout":"balance","title":"Termos de troca","left":{"label":"Atrair","icon":"magnet","points":["capacidade de IA no país","investimentos bilionários","Redata (Lei 15.504/2026)"]},"right":{"label":"Proteger","icon":"shield","points":["contrapartidas: capacidade local, P&D, energia limpa","dados públicos e nuvem soberana (Serpro, Dataprev)","alternativas: provedores nacionais, software livre"]},"tilt":"even","verdict":"Risco: virar só energia barata para processar dados de terceiros."}],"term:ixp":[{"layout":"before-after","title":"Sem e com ponto de troca de tráfego","before":{"label":"Via trânsito pago","icon":"dollar-sign","points":["tráfego vai a outro estado ou país","paga provedor de trânsito","depende de poucos backbones"]},"after":{"label":"Peering no IXP","icon":"network","points":["centenas de redes e grandes conteúdos no mesmo local","paga só porta e circuito","menos latência; tráfego doméstico continua se o trânsito cai"]},"change":"conectar o roteador à rede Ethernet neutra e anunciar rotas via BGP"},{"layout":"compare","title":"Modelos de governança de IXP","columns":[{"label":"Associativo","icon":"users","note":"sem fins lucrativos","points":["AMS-IX (Amsterdã)","LINX (Londres)"]},{"label":"Comercial","icon":"briefcase","note":"empresas","points":["DE-CIX (Frankfurt)","Equinix"]},{"label":"Público / semipúblico","icon":"landmark","note":"IX.br","points":["NIC.br sob diretrizes do CGI.br","gratuito para participantes","financiado pelo registro de domínios .br"]}],"caption":"O modelo gratuito e neutro é citado como exemplo de governança multissetorial."},{"layout":"stats","title":"IX.br, o maior conjunto de IXPs do mundo","items":[{"value":">2.400","unit":"","label":"Sistemas autônomos em São Paulo","icon":"network","note":"maior IXP do planeta em participantes"},{"value":">20","unit":"Tbps","label":"Picos em São Paulo","icon":"activity","note":"Rio e Fortaleza ~4 Tbps cada"},{"value":">31","unit":"Tbps","label":"Agregado nacional em 2023","icon":"trending-up","note":"e seguiu crescendo"},{"value":"40","unit":"","label":"Pontos, em todos os estados","icon":"map-pin","note":"40º no Amapá, 2026; criado como PTTMetro em 2004"}],"caption":"Explica, em parte, os milhares de pequenos provedores competitivos no Brasil."},{"layout":"components","title":"Desafios para escalar","items":[{"label":"Portas de 400 e 800 Gbps","icon":"cable","note":""},{"label":"Mais pontos no interior","icon":"map-pin","note":"manter o tráfego local"},{"label":"Interligação entre PTTs","icon":"link","note":"regionais"},{"label":"Segurança de roteamento","icon":"shield-check","note":"RPKI, MANRS"},{"label":"Resiliência física","icon":"building","note":"data centers que abrigam o IX.br"},{"label":"Tráfego de IA fora de SP","icon":"server","note":"Nordeste e Sul"}],"caption":"Risco: concentração em poucos data centers de São Paulo e pressão para comercializar um bem público."}],"term:nit":[{"layout":"flow","title":"Do laboratório ao mercado: o fluxo do NIT","colLabels":["Pesquisa","Avaliação","Proteção","Mercado"],"nodes":[{"id":"inv","col":0,"label":"Pesquisador comunica invenção","note":"resultado de pesquisa com potencial de aplicação","icon":"lightbulb"},{"id":"aval","col":1,"label":"NIT avalia","note":"patenteabilidade e mercado","icon":"scan-search"},{"id":"inpi","col":2,"label":"Depósito no INPI","note":"e no exterior via PCT, se houver recursos","icon":"file-badge"},{"id":"lic","col":3,"label":"Licenciamento","note":"royalties: inventor recebe de 5% a um terço","icon":"handshake"},{"id":"spin","col":3,"label":"Spin-off","note":"ICT pode participar do capital","icon":"rocket"},{"id":"colab","col":3,"label":"Pesquisa colaborativa","note":"empresa financia; contrato define a PI","icon":"users"}],"edges":[{"from":"inv","to":"aval"},{"from":"aval","to":"inpi","label":"patenteável"},{"from":"inpi","to":"lic","label":"tecnologia madura"},{"from":"aval","to":"spin","label":"tecnologia imatura"},{"from":"aval","to":"colab","label":"parceria"}],"caption":"O NIT converte produção científica em tecnologia apropriável — a dimensão em que o Brasil é fraco."},{"layout":"components","title":"Competências legais do NIT","items":[{"label":"Avaliar resultados de pesquisa","note":"classificar o que tem potencial de aplicação","icon":"clipboard-check"},{"label":"Divulgar ou proteger?","note":"opinar sobre a conveniência de cada criação","icon":"scale"},{"label":"Acompanhar patentes","note":"patentes, software, cultivares, marcas","icon":"file-badge"},{"label":"Negociar transferência","note":"licenciamentos e contratos com empresas","icon":"handshake"},{"label":"Prospecção tecnológica","note":"estudos e inteligência competitiva","icon":"telescope"},{"label":"Cultura de inovação","note":"promovê-la dentro da instituição","icon":"megaphone"}],"caption":"Obrigatório em toda ICT pública desde o art. 16 da Lei de Inovação (Lei 10.973/2004)."},{"layout":"timeline","title":"Marcos dos NITs no Brasil","items":[{"year":"2003","label":"Inova Unicamp","note":"caso de maior sucesso: mais patentes depositadas e licenciadas","icon":"rocket"},{"year":"2004","label":"Lei de Inovação","note":"art. 16 obriga toda ICT pública a ter NIT","icon":"gavel"},{"year":"2006","label":"FORTEC","note":"fórum de gestores; mestrado em rede PROFNIT","icon":"users"},{"year":"2016","label":"Marco Legal de CT&I","note":"NIT pode virar entidade privada sem fins lucrativos","icon":"scroll-text"},{"year":"2018","label":"Decreto 9.283","note":"reduz insegurança na partilha de PI com empresas","icon":"file-text"}],"caption":"A obrigação veio em 2004; a profissionalização e a flexibilidade jurídica, depois."},{"layout":"before-after","title":"Da proteção à comercialização","before":{"label":"NIT como cartório de patentes","icon":"file-badge","points":["medir por depósitos","patentear muito, licenciar pouco","receita de royalties marginal","administração pública direta"]},"after":{"label":"NIT como agência de inovação","icon":"rocket","points":["licenciar mais, patentear menos","spin-offs com participação da universidade","medir por empresas, empregos e receita","personalidade jurídica própria e carreira de gestores"]},"change":"reforma de 2016 + carreiras + integração com parques, incubadoras e venture capital","caption":"Risco: a captura por arrecadação de curto prazo pode restringir a publicação aberta."}],"term:fuga-de-cerebros":[{"layout":"causes","title":"Por que os cérebros saem","causes":[{"label":"Financiamento insuficiente e instável","note":"pesquisa sem previsibilidade","icon":"trending-down"},{"label":"Faltam posições permanentes","note":"doutores recém-formados sem vaga","icon":"briefcase"},{"label":"Salários não competitivos","note":"destino paga em moeda forte","icon":"wallet"},{"label":"Burocracia de importação","note":"equipamentos de pesquisa","icon":"file-x"},{"label":"Violência e instabilidade política","icon":"triangle-alert"}],"effect":{"label":"Emigração qualificada","note":"canal principal: o pós-doutorado sem posição de volta","icon":"plane"},"consequences":[{"label":"Perda do investimento em formação","icon":"coins"},{"label":"Saem redes, projetos e PI em gestação","icon":"network"},{"label":"Grupos de fronteira esvaziados (IA, biotec, quântica)","icon":"brain-circuit"}],"caption":"Um doutor exige vinte anos de escolarização e cerca de uma década de financiamento público."},{"layout":"taxonomy","title":"Quatro conceitos do debate","root":{"label":"Mobilidade de talentos","icon":"globe"},"children":[{"label":"Brain drain","note":"o país de origem perde","icon":"plane"},{"label":"Brain gain","note":"o país de destino ganha","icon":"trending-up"},{"label":"Brain circulation","note":"retorno, colaboração, investimento","icon":"refresh-cw"},{"label":"Brain waste","note":"trabalha abaixo da qualificação","icon":"user-minus"}],"caption":"A expressão nasceu na Grã-Bretanha dos anos 1960; hoje a análise é mais matizada."},{"layout":"timeline","title":"Ondas brasileiras de emigração científica","items":[{"year":"1960–70","label":"Ditadura","note":"cientistas perseguidos emigram","icon":"shield-alert"},{"year":"1980–90","label":"Crise econômica","note":"nova saída","icon":"trending-down"},{"year":"2011–2016","label":"Ciência sem Fronteiras","note":"dezenas de milhares no exterior, sem política de retorno","icon":"graduation-cap"},{"year":"2015–2022","label":"Cortes em CT&I","note":"bolsas congeladas por dez anos; concursos despencam","icon":"circle-x"},{"year":"2024","label":"Conhecimento Brasil","note":"MCTI/CNPq financia colaboração com a diáspora","icon":"handshake"},{"year":"2025","label":"Janela global","note":"crise científica nos EUA; UE lança Choose Europe (€ 500 mi)","icon":"earth"}],"caption":"O país não tem programa estruturado de repatriação nem dados sobre doutores no exterior."},{"layout":"balance","title":"Formar ou reter?","left":{"label":"Política de formação","icon":"graduation-cap","points":["bolsas no exterior","Ciência sem Fronteiras sem retorno","forma-se com recursos públicos, perde-se para economias avançadas"]},"right":{"label":"Política de retenção e circulação","icon":"anchor","points":["posições permanentes para jovens doutores","financiamento previsível","repatriação com escala","diáspora como ativo"]},"tilt":"right","verdict":"Diferente do capital físico, o capital humano decide onde ficar.","caption":"Risco inverso: brain waste interno, com doutores subempregados."}],"term:producao-cientifica-indexacao":[{"layout":"layers","title":"A infraestrutura invisível da avaliação","high":"Decisões","low":"Registros","items":[{"label":"Rankings e avaliação","note":"ARWU, THE, QS, Leiden; CAPES, Qualis, CNPq","icon":"trophy"},{"label":"Indicadores","note":"citações, fator de impacto, índice h, FWCI, top 10%","icon":"chart-bar"},{"label":"Bases de dados","note":"Web of Science, Scopus, Google Scholar, OpenAlex, SciELO","icon":"database"},{"label":"Revistas indexadas","note":"revisão por pares, periodicidade, ética editorial","icon":"book-open"},{"label":"Produção científica","note":"artigos, livros, teses, patentes","icon":"file-text"}],"caption":"Só o que está indexado conta nas estatísticas nacionais e nos rankings."},{"layout":"stats","title":"Brasil na Scopus","items":[{"value":"14ª","label":"posição mundial","note":"em 2024 e no acumulado 1996–2025","icon":"medal"},{"value":"94,9","unit":"mil","label":"documentos em 2024","note":"2% a 2,5% da produção mundial","icon":"file-text"},{"value":"1,63","unit":"mi","label":"documentos 1996–2025","note":"28,9 mi de citações; índice h 910","icon":"library"},{"value":"1/3","label":"artigos com colaboração internacional","note":"impacto normalizado abaixo da média mundial","icon":"globe"}],"caption":"Chegou ao 13º lugar em 2016–2021; perdeu uma posição para Irã, Turquia e outros."},{"layout":"pictogram","title":"Documentos indexados em 2024 (Scopus)","unit":" mil","of":50,"max":1230,"icon":"file-text","items":[{"label":"China","value":1230,"display":"1,23 milhão"},{"label":"Estados Unidos","value":754,"display":"754 mil"},{"label":"Índia","value":367,"display":"367 mil"},{"label":"Brasil","value":94.9,"display":"94,9 mil"}],"caption":"A China ultrapassou os EUA em volume; o Brasil é o 14º."},{"layout":"before-after","title":"A reforma da avaliação","before":{"label":"Contagem e métricas de revista","icon":"calculator","points":["fator de impacto para avaliar indivíduos","Qualis de periódicos","corrida por quantidade","vieses: inglês, ciências naturais e biomédicas"]},"after":{"label":"Qualidade e abertura","icon":"badge-check","points":["impacto por artigo e casos de impacto (CAPES 2025–2028)","DORA (2012), Leiden (2015), CoARA (2022)","bases abertas: OpenAlex","preprints: SciELO Preprints (2020)"]},"change":"do volume ao impacto","caption":"Mal implementada, a mudança pode trazer subjetividade; nenhuma métrica liga artigos a patentes e produtos."}],"term:universidade-federal-reuni":[{"layout":"components","title":"O que define uma universidade federal","items":[{"label":"Mantida pela União","note":"autarquia ou fundação vinculada ao MEC","icon":"landmark"},{"label":"Gratuita","note":"art. 206 da Constituição","icon":"badge-check"},{"label":"Autônoma","note":"didático-científica, administrativa e financeira (art. 207)","icon":"shield"},{"label":"Servidores federais","note":"concurso; carreira e remuneração em lei","icon":"users"},{"label":"Matriz OCC","note":"orçamento por alunos equivalentes, ponderado por área e pós","icon":"calculator"},{"label":"Ensino, pesquisa e extensão","note":"hospitais, museus, rádios, fazendas experimentais","icon":"graduation-cap"}],"caption":"Respondem pela maior parte da pesquisa científica do país."},{"layout":"before-after","title":"Expansão e REUNI (2003–2014)","before":{"label":"Rede federal em 2003","icon":"school","points":["54 universidades federais","cerca de 130 mil vagas de ingresso por ano","concentrada e socialmente menos diversa"]},"after":{"label":"Rede federal em 2014","icon":"building-2","points":["18 novas universidades e 173 campi","mais de 240 mil vagas por ano","Lei de Cotas (2012): metade das vagas a escola pública","mais interiorana e socialmente diversa"]},"change":"REUNI (Decreto 6.096/2007): até 20% a mais de orçamento em troca de metas — conclusão de 90%, 18 alunos por professor, vagas noturnas","caption":"Todas as 54 federais então existentes aderiram; o Sisu unificou o acesso pelo Enem."},{"layout":"stats","title":"As federais hoje","items":[{"value":"69","label":"universidades federais","note":"presentes em todos os estados","icon":"school"},{"value":"1,3","unit":"mi","label":"alunos de graduação","icon":"users"},{"value":"173","label":"campi criados em 2003–2014","note":"mais 18 novas universidades","icon":"map-pin"},{"value":"2x","label":"vagas de ingresso","note":"de cerca de 130 mil para mais de 240 mil por ano","icon":"trending-up"}],"caption":"Maior parte dos programas de pós nota 6 e 7 fora de São Paulo está nelas."},{"layout":"timeline","title":"Expansão sem financiamento estável","items":[{"year":"2007","label":"REUNI","note":"Decreto 6.096; metas de conclusão e aluno/professor","icon":"scroll-text"},{"year":"2012","label":"Lei de Cotas","note":"Lei 12.711: metade das vagas a egressos de escola pública","icon":"users"},{"year":"2015","label":"Início dos cortes","note":"orçamentos discricionários caem em termos reais","icon":"trending-down"},{"year":"2017","label":"Teto de gastos","note":"compressão até 2023","icon":"lock"},{"year":"2019","label":"Future-se e bloqueios","note":"proposta rejeitada; custeio bloqueado em 2019 e 2022","icon":"circle-x"}],"caption":"A autonomia financeira prometida pela Constituição nunca foi regulamentada."}],"term:ciencia-sem-fronteiras":[{"layout":"stats","title":"CsF em números (2011–2016)","items":[{"value":"93","unit":"mil","label":"bolsas concedidas","note":"a meta era 101 mil até 2015","icon":"graduation-cap"},{"value":"79","unit":"%","label":"graduação sanduíche","note":"modalidade dominante","icon":"plane"},{"value":"R$ 13","unit":"bi","label":"custo total estimado","icon":"coins"},{"value":"27","unit":"mil","label":"bolsistas nos EUA","note":"principal destino; depois Reino Unido, Canadá, França","icon":"flag"}],"caption":"O maior experimento de internacionalização do ensino superior brasileiro."},{"layout":"taxonomy","title":"Modalidades e áreas do programa","root":{"label":"Ciência sem Fronteiras","icon":"globe"},"children":[{"label":"Brasileiros no exterior","note":"perto de 80% em graduação sanduíche","icon":"plane","children":[{"label":"Graduação sanduíche"},{"label":"Doutorado sanduíche"},{"label":"Doutorado pleno"},{"label":"Pós-doutorado"},{"label":"Desenvolvimento tecnológico"}]},{"label":"Estrangeiros no Brasil","note":"sentido inverso","icon":"arrow-left","children":[{"label":"Pesquisador visitante especial"},{"label":"Jovem talento"}]},{"label":"Áreas prioritárias","note":"humanidades e ciências sociais excluídas","icon":"target","children":[{"label":"Engenharias"},{"label":"Exatas e da terra"},{"label":"Computação"},{"label":"Biotecnologia e saúde"},{"label":"Energia e aeroespacial"}]}],"caption":"Executado por CAPES (MEC) e CNPq (MCTI) com parceiros como Fulbright, DAAD e Campus France."},{"layout":"timeline","title":"Ascensão e fim","items":[{"year":"2011","label":"Lançamento","note":"julho; Decreto 7.642; meta de 101 mil bolsas","icon":"rocket"},{"year":"2013","label":"Portugal excluído","note":"evitar concentração em língua portuguesa; nasce o Inglês sem Fronteiras","icon":"ban"},{"year":"2014","label":"Segunda fase anunciada","note":"mais 100 mil bolsas, nunca concretizadas","icon":"megaphone"},{"year":"2016","label":"Suspensão","note":"MEC suspende bolsas de graduação na recessão","icon":"pause"},{"year":"2017","label":"Encerramento","note":"governo Temer; ficam ~5 mil bolsas de pós; CAPES-PrInt assume","icon":"circle-x"},{"year":"2019","label":"Decreto 9.784","note":"revoga a estrutura de comitês","icon":"file-x"}],"caption":"A internacionalização migrou para a pós-graduação, em escala muito menor."},{"layout":"balance","title":"O balanço do CsF","left":{"label":"Ganhos","icon":"circle-check","points":["proficiência linguística","autonomia e empregabilidade","redes de cooperação","uma geração com experiência internacional"]},"right":{"label":"Problemas","icon":"triangle-alert","points":["sem indicadores nem acompanhamento de egressos","custo por bolsista alto frente à pós-graduação","baixa seletividade em alguns anos","sem mecanismo de retorno","pressionou outras linhas da CAPES e do CNPq"]},"tilt":"even","verdict":"Ambicioso, caro, popular — e encerrado sem avaliação à altura do seu tamanho.","caption":"Programas duráveis (China, Cazaquistão, Arábia Saudita) combinam seletividade, pós-graduação e compromisso de retorno."}],"term:laboratorio-nacional":[{"layout":"compare","title":"Instituto de pesquisa vs. laboratório nacional","columns":[{"label":"Instituto tradicional","icon":"building","note":"missão: a agenda científica dos próprios pesquisadores","points":["equipamentos para uso interno","escala de uma instituição"]},{"label":"Laboratório nacional","icon":"atom","note":"razão de ser: atender usuários externos de todo o país","points":["propostas avaliadas por mérito","tempo gratuito (com publicação) ou pago (proprietário)","suporte técnico e operação contínua","síncrotron, supercomputador, telescópio, sala limpa"]}],"caption":"Concentra o que nenhuma universidade isolada conseguiria manter."},{"layout":"components","title":"Anatomia de um laboratório nacional","items":[{"label":"Escala","note":"centenas de milhões a bilhões de reais; equipes permanentes","icon":"building-2"},{"label":"Acesso aberto e competitivo","note":"bem público científico para dezenas de áreas","icon":"users"},{"label":"Governança própria","note":"organização social ou contrato de gestão","icon":"settings"},{"label":"Orçamento plurianual","note":"custos operacionais altos e contínuos","icon":"calendar-range"},{"label":"Transbordamento tecnológico","note":"instrumentação, vácuo, criogenia, software → encomendas e spin-offs","icon":"sparkles"},{"label":"Política industrial","note":"empresas testam materiais, baterias, fármacos e chips","icon":"factory"}],"caption":"Evita a dispersão em laboratórios pequenos e subutilizados."},{"layout":"hub","title":"A rede brasileira","center":{"label":"MCTI","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"CNPEM (Campinas)","note":"LNLS/Sirius, LNBio, LNNano, LNBR; escola Ilum; Orion em construção","icon":"atom"},{"label":"LNCC (Petrópolis)","note":"supercomputador Santos Dumont; SINAPAD","icon":"server"},{"label":"LNA (Itajubá)","note":"Gemini, SOAR e Pico dos Dias","icon":"telescope"},{"label":"CTI Renato Archer","note":"TI e microeletrônica, Campinas","icon":"cpu"},{"label":"CETEM","note":"tecnologia mineral","icon":"pickaxe"},{"label":"CBPF","note":"física","icon":"orbit"},{"label":"INPA","note":"Amazônia","icon":"trees"},{"label":"SisNano","note":"laboratórios de nanotecnologia abertos a empresas","icon":"network"}],"caption":"A governança de cada infraestrutura segue definida caso a caso."},{"layout":"timeline","title":"Grandes infraestruturas: marcos e fragilidades","items":[{"year":"1980","label":"LNCC","note":"Petrópolis","icon":"server"},{"year":"1985","label":"LNA","note":"Itajubá","icon":"telescope"},{"year":"1987","label":"LNLS","note":"UVX operou de 1997 a 2019; hoje opera o Sirius","icon":"atom"},{"year":"2009–2011","label":"LNBio, LNBR, LNNano","note":"biociências, biorrenováveis (ex-CTBE), nanotecnologia","icon":"flask-conical"},{"year":"2019–2020","label":"Santos Dumont parcialmente desligado","note":"meses sem recursos para energia e manutenção","icon":"power-off"},{"year":"Hoje","label":"Nova onda","note":"Orion, Sirius fase 2, supercomputador do PBIA no Nordeste, centros de quântica","icon":"trending-up"}],"caption":"Falta definir em lei o que é um laboratório nacional e um roteiro como o ESFRI europeu."}],"term:fndct":[{"layout":"flow","title":"De onde vem e para onde vai o dinheiro","colLabels":["Fontes vinculadas","Fundo","Modalidades","Destinos"],"nodes":[{"id":"roy","col":0,"label":"Royalties de petróleo e gás","icon":"fuel"},{"id":"hid","col":0,"label":"Compensações hídricas e minerais","icon":"droplets"},{"id":"con","col":0,"label":"Concessões de energia e telecom","icon":"zap"},{"id":"cide","col":0,"label":"CIDE-Remessas (10%) e IPI","icon":"percent"},{"id":"fundo","col":1,"label":"FNDCT","note":"Finep é secretaria-executiva; Conselho Diretor plural","icon":"piggy-bank"},{"id":"nr","col":2,"label":"Não reembolsável","note":"universidades, INCTs, laboratórios, bolsas, subvenção","icon":"gift"},{"id":"re","col":2,"label":"Reembolsável","note":"crédito Finep a empresas; até 50% da dotação; retorno realimenta o fundo","icon":"banknote"},{"id":"dest","col":3,"label":"Infraestrutura e inovação","note":"Sirius, INCTs, PBIA, Embrapii, Mais Inovação","icon":"atom"}],"edges":[{"from":"roy","to":"fundo"},{"from":"hid","to":"fundo"},{"from":"con","to":"fundo"},{"from":"cide","to":"fundo"},{"from":"fundo","to":"nr"},{"from":"fundo","to":"re"},{"from":"nr","to":"dest"},{"from":"re","to":"dest"}],"caption":"Receitas vinculadas por lei — a vinculação que gerou o conflito com a política fiscal."},{"layout":"timeline","title":"Meio século de FNDCT","items":[{"year":"1969","label":"Criação","note":"Decreto-Lei 719, 31 de julho","icon":"scroll-text"},{"year":"1971","label":"Finep assume","note":"secretaria-executiva, formalizada em 2007","icon":"briefcase"},{"year":"1999","label":"Fundos setoriais","note":"receitas vinculadas passam a crescer","icon":"fuel"},{"year":"2007","label":"Lei 11.540","note":"regime atual do fundo","icon":"gavel"},{"year":"2016–2020","label":"Reserva de contingência","note":"2021: R$ 5 bi de R$ 7,9 bi retidos; execução abaixo de R$ 3 bi","icon":"lock"},{"year":"2021","label":"LC 177","note":"proíbe contingenciar; vetos derrubados em março","icon":"shield-check"},{"year":"2024","label":"Recorde","note":"R$ 12,7 bi; patamar igual ou maior previsto para 2025–2026","icon":"trending-up"}],"caption":"Por quinze anos o Tesouro tratou o fundo como reserva para metas fiscais."},{"layout":"pictogram","title":"Orçamento do FNDCT","unit":" bi","of":1,"max":13,"icon":"coins","items":[{"label":"Execução ~2016–2020","value":3,"display":"abaixo de R$ 3 bi por ano"},{"label":"2023","value":9.9,"display":"R$ 9,9 bi"},{"label":"2024","value":12.7,"display":"R$ 12,7 bi (recorde)"}],"caption":"Três vezes o orçamento de 2020 — o desafio passou de ter recursos para gastar bem."},{"layout":"balance","title":"Reembolsável vs. não reembolsável","left":{"label":"Crédito (Finep)","icon":"banknote","points":["mais atraente fiscalmente","retorno realimenta o fundo","até metade da dotação anual"]},"right":{"label":"Não reembolsável","icon":"gift","points":["infraestrutura, INCTs, laboratórios, bolsas","subvenção a empresas","defendido pela comunidade científica","máximo de 25% a organizações sociais"]},"tilt":"even","verdict":"Enquanto a despesa contar no limite do arcabouço, haverá pressão por bloqueios.","caption":"Royalties do petróleo tendem a cair com a transição energética — revisão das fontes à vista."}],"term:fundos-setoriais":[{"layout":"taxonomy","title":"16 fundos: 14 verticais e 2 transversais","root":{"label":"Fundos setoriais (no FNDCT)","icon":"piggy-bank"},"children":[{"label":"Verticais (14)","note":"um setor, um comitê gestor","icon":"layers-3","children":[{"label":"CT-Petro (1999)"},{"label":"CT-Energ"},{"label":"CT-Hidro"},{"label":"CT-Mineral"},{"label":"CT-Espacial"},{"label":"CT-Transporte"},{"label":"CT-Info"},{"label":"CT-Saúde"},{"label":"CT-Agro"},{"label":"CT-Biotec"},{"label":"CT-Aero"},{"label":"CT-Amazônia"},{"label":"CT-Aquaviário"}]},{"label":"Transversais (2)","note":"não vinculados a um setor","icon":"layout-grid","children":[{"label":"CT-Infra: 20% dos demais"},{"label":"Verde-Amarelo: CIDE-Remessas"}]},{"label":"Fora do FNDCT","note":"lógica semelhante","icon":"antenna","children":[{"label":"Funttel (2000, Min. Comunicações)"}]}],"caption":"Desde 2004, ações transversais combinam vários fundos em prioridades da política industrial."},{"layout":"cycle","title":"A lógica do carimbo","center":"Reinvestir no mesmo setor","items":[{"label":"Exploração ou concessão","note":"petróleo, energia, água, mineração, telecom","icon":"fuel"},{"label":"Fração da renda carimbada","note":"royalties, compensações, IPI, CIDE","icon":"percent"},{"label":"Depósito no FNDCT","note":"receita vinculada por lei","icon":"piggy-bank"},{"label":"Comitê gestor decide","note":"ministérios, agências, cientistas, empresas","icon":"users"},{"label":"Pesquisa no setor","note":"redes, infraestrutura, subvenção","icon":"flask-conical"},{"label":"Mais conhecimento, mais produção","note":"a renda volta a gerar receita","icon":"trending-up"}],"caption":"Desenhado nas privatizações dos anos 1990 para proteger a pesquisa do orçamento geral."},{"layout":"timeline","title":"Da criação à proteção legal","items":[{"year":"1997","label":"Lei do Petróleo","note":"cria o CT-Petro, operacional em 1999","icon":"fuel"},{"year":"2000","label":"CT-Energ e Verde-Amarelo","note":"Leis 9.991 e 10.168; Funttel","icon":"zap"},{"year":"2001","label":"CT-Infra","note":"Lei 10.197: 20% das receitas dos demais","icon":"building-2"},{"year":"2004","label":"Ações transversais","note":"chamadas combinam vários fundos","icon":"shuffle"},{"year":"2006","label":"Subvenção a empresas","note":"fundos passam a financiar P&D empresarial","icon":"factory"},{"year":"2021","label":"LC 177","note":"receitas não podem mais ser contingenciadas; volume quase triplica 2020–2024","icon":"shield-check"}],"caption":"A vinculação legal não impediu o contingenciamento até 2021."},{"layout":"before-after","title":"Arquitetura dos anos 1990 → reforma em debate","before":{"label":"Desenho de 1999–2002","icon":"history","points":["16 fundos, 16 comitês","fontes: royalties, concessões, IPI, CIDE","comitês pararam de se reunir; MCTI e Conselho Diretor decidem","royalties do petróleo tendem a cair"]},"after":{"label":"Modelo proposto","icon":"lightbulb","points":["consolidar em menos linhas de missão","novas fontes: espectro, data centers, minerais críticos, carbono","recuperar governança setorial","de chamadas universais a encomendas e missões"]},"change":"transição energética e economia digital","caption":"Risco político: receitas vinculadas são alvo permanente de propostas de desvinculação."}],"term:lei-do-bem":[{"layout":"steps","title":"Como a dedução adicional cresce","items":[{"label":"Gasto com P&D","note":"já deduzido como despesa operacional","icon":"flask-conical"},{"label":"+60% de exclusão","note":"da base de cálculo do IRPJ e da CSLL","icon":"percent"},{"label":"+70% ou +80%","note":"se contratar mais pesquisadores (até 5% / acima de 5%)","icon":"user-plus"},{"label":"+20%","note":"gastos ligados a patentes concedidas ou cultivares registradas","icon":"file-badge"},{"label":"Até 100%","note":"economia efetiva de 20% a 34% do gasto (alíquota combinada de 34%)","icon":"trophy"}],"caption":"Benefício automático, controle posterior: a empresa informa ao MCTI no ano seguinte."},{"layout":"components","title":"O pacote completo e suas condições","items":[{"label":"Dedução adicional 60–100%","note":"mecanismo central","icon":"percent"},{"label":"IPI −50%","note":"máquinas e equipamentos para P&D","icon":"factory"},{"label":"Depreciação e amortização aceleradas","note":"bens e intangíveis","icon":"timer"},{"label":"IR zero em remessas","note":"registro de patentes e marcas no exterior","icon":"globe"},{"label":"Subvenção a mestres e doutores","note":"nunca regulamentada de forma plena","icon":"graduation-cap"},{"label":"Só lucro real e com lucro","note":"exclui Simples e lucro presumido; não transporta prejuízo","icon":"triangle-alert"},{"label":"Conceito Frascati","note":"básica, aplicada e experimental — inclusive projetos que falharam","icon":"book-open"}],"caption":"Horizontal: não escolhe setores nem exige aprovação prévia de projetos."},{"layout":"stats","title":"Quem usa a Lei do Bem","items":[{"value":"3","unit":"mil","label":"empresas por ano","note":"de poucas centenas em 2006 a mais de 3 mil desde 2021","icon":"building-2"},{"value":"R$ 25–30","unit":"bi","label":"P&D declarado por ano","icon":"flask-conical"},{"value":"R$ 3–4","unit":"bi","label":"renúncia fiscal anual","note":"uma das maiores em inovação, ao lado da Lei de Informática","icon":"receipt"},{"value":"85","unit":"%","label":"dos associados da ANPEI usam","note":"majoritariamente grandes empresas","icon":"users"}],"caption":"Concentração em software/TIC, mecânica, químico, farmacêutico; São Paulo, Sul e Minas."},{"layout":"compare","title":"Brasil vs. prática internacional","columns":[{"label":"Lei do Bem (Brasil)","icon":"flag","note":"dedução; só lucro real e com lucro fiscal","points":["exclui PMEs do Simples e do presumido","não transporta prejuízo","sem crédito reembolsável","projetos de reforma na Câmara (2023–2025)"]},{"label":"Crédito reembolsável","icon":"banknote","note":"Reino Unido, Canadá (SR&ED)","points":["PMEs recebem dinheiro mesmo em prejuízo","Reino Unido: 20% para grandes; reforma em 2024"]},{"label":"Superdedução","icon":"trending-up","note":"China","points":["200% dos gastos desde 2023","alíquota reduzida para alta tecnologia"]},{"label":"Crédito incremental","icon":"chart-line","note":"EUA, desde 1981","points":["permanente desde 2015","utilizável por empresas sem lucro em certas condições"]}],"caption":"A tendência mundial é o crédito reembolsável, acessível a quem não tem lucro — o que falta ao modelo brasileiro."}],"term:lei-de-informatica":[{"layout":"cycle","title":"O pacto da Lei de Informática","center":"Produzir no país","items":[{"label":"Empresa segue o PPB","note":"etapas mínimas de fabricação definidas pelo governo","icon":"factory"},{"label":"Recebe o incentivo","note":"IPI reduzido (1991) → crédito financeiro (2019)","icon":"badge-percent"},{"label":"Investe 4% da receita em P&D","note":"originalmente 5%; P&D feito no Brasil","icon":"flask-conical"},{"label":"Parte vai a institutos e universidades","note":"cota para Norte, Nordeste e Centro-Oeste; CT-Info no FNDCT","icon":"school"},{"label":"Ecossistema de P&D","note":"CPqD, Eldorado, CTI Renato Archer, CESAR","icon":"network"}],"caption":"Substituiu a reserva de mercado de 1984 por um pacto: incentivo em troca de produção local e P&D."},{"layout":"timeline","title":"Da reserva ao Brasil Semicon","items":[{"year":"1984","label":"Reserva de mercado","note":"proteção chega ao fim em 1992","icon":"lock"},{"year":"1991","label":"Lei 8.248","note":"23 de outubro: IPI em troca de PPB e P&D","icon":"gavel"},{"year":"2017–2018","label":"Painéis da OMC","note":"UE (DS472) e Japão (DS497): subsídio proibido","icon":"scale"},{"year":"2019","label":"Lei 13.969","note":"crédito financeiro substitui a redução de IPI","icon":"refresh-cw"},{"year":"2024","label":"Lei 14.968 (Brasil Semicon)","note":"fatores 3,41 (tecnologia nacional) e 2,73; prorroga até 2029","icon":"cpu"},{"year":"2029","label":"Avaliação quinquenal","note":"prova de adicionalidade em P&D e tecnologia nacional","icon":"clipboard-check"}],"caption":"A reforma tributária extingue o IPI a partir de 2027; a Zona Franca ainda depende de lei complementar."},{"layout":"stats","title":"O regime em números","items":[{"value":"~500","label":"empresas habilitadas","note":"Positivo, Multilaser, Dell, Lenovo, Samsung, Motorola, HP","icon":"building-2"},{"value":"R$ 5–6","unit":"bi","label":"renúncia fiscal anual","note":"uma das maiores do orçamento federal","icon":"receipt"},{"value":"R$ 1,5","unit":"bi","label":"P&D declarado por ano","note":"mais de","icon":"flask-conical"},{"value":"4","unit":"%","label":"da receita incentivada em P&D","note":"obrigação legal; originalmente 5%","icon":"percent"}],"caption":"Polos: Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Extrema, Santa Rita do Sapucaí; Manaus tem regime próprio."},{"layout":"balance","title":"Capacitação real ou montagem final?","left":{"label":"O que a lei sustentou","icon":"circle-check","points":["indústria de montagem: computadores, celulares, servidores, redes","institutos: CPqD, Eldorado, CERTI, CESAR","laboratórios em UFPE, UFCG, UFSC, UFRGS, Unicamp","programas prioritários: IoT, 5G, IA, microeletrônica"]},"right":{"label":"O que se questiona","icon":"triangle-alert","points":["adicionalidade da P&D","baixo valor agregado","poucos produtos de tecnologia própria competitivos","sem metas de exportação, ao contrário de Coreia e Taiwan"]},"tilt":"even","verdict":"Consenso: a indústria não existiria sem a lei. Dúvida: se gerou tecnologia própria.","caption":"A prioridade política migrou da montagem de produtos finais para o design e a fabricação de chips."}],"term:teto-de-gastos-ec95":[{"layout":"causes","title":"Como o teto comprimiu a ciência","causes":[{"label":"Despesa primária congelada","note":"corrigida só pelo IPCA, por vinte anos","icon":"lock"},{"label":"Obrigatórias crescem acima da inflação","note":"previdência, pessoal, pisos de saúde e educação","icon":"trending-up"},{"label":"Ciência é discricionária","note":"bolsas, custeio das universidades, FNDCT","icon":"flask-conical"}],"effect":{"label":"Ciência vira variável de ajuste","note":"cada real para pesquisa compete com saúde e segurança","icon":"trending-down"},"consequences":[{"label":"Orçamento do MCTI cai à metade (2015–2022)","icon":"circle-x"},{"label":"Bolsas congeladas por dez anos","icon":"snowflake"},{"label":"FNDCT: mais da metade retido","icon":"lock-keyhole"},{"label":"Bloqueios nas federais (2019, 2022)","icon":"school"}],"caption":"O teto não foi a única causa — recessão e prioridades do Executivo pesaram —, mas foi o mecanismo."},{"layout":"compare","title":"Teto (EC 95) vs. arcabouço (LC 200)","columns":[{"label":"Teto de gastos (2017–2023)","icon":"lock","note":"Novo Regime Fiscal, ADCT arts. 106–114","points":["despesa cresce só pelo IPCA","2017: despesa de 2016 + 7,2%","limites separados por Poder","sanções: sem reajustes, concursos ou cargos","contornado por emendas (precatórios, pandemia, auxílios)"]},{"label":"Arcabouço fiscal (2023–)","icon":"sliders-horizontal","note":"LC 200, de 30 de agosto de 2023","points":["despesa cresce até 70% do aumento real da receita (50% se a meta falhar)","piso de 0,6% e teto de 2,5% ao ano","metas de primário com banda de 0,25 p.p. do PIB","só receitas próprias de universidades e ICTs ficam fora do limite"]}],"caption":"Alívio relativo: FNDCT acima de R$ 12 bi em 2024, mas bloqueios voltaram em 2024 e 2025."},{"layout":"timeline","title":"Linha do tempo fiscal da ciência","items":[{"year":"2016","label":"EC 95","note":"15 de dezembro; vinte exercícios","icon":"gavel"},{"year":"2017","label":"Teto em vigor","note":"ciência comprimida como despesa discricionária","icon":"lock"},{"year":"2019","label":"Bloqueios","note":"universidades federais; repetem-se em 2022","icon":"circle-x"},{"year":"2021","label":"LC 177","note":"protege o FNDCT do contingenciamento, não do teto","icon":"shield-check"},{"year":"2022","label":"EC 126","note":"transição de governo determina substituir o teto","icon":"file-text"},{"year":"2023","label":"LC 200","note":"arcabouço fiscal; bolsas reajustadas","icon":"sliders-horizontal"},{"year":"2024–2025","label":"Novos bloqueios","note":"CAPES, CNPq e MCTI por decreto","icon":"triangle-alert"}],"caption":"A execução plena do FNDCT só veio após a troca de regime fiscal."},{"layout":"spectrum","title":"Quanto a pesquisa fica exposta ao ajuste fiscal","low":"Pesquisa exposta","high":"Pesquisa protegida","items":[{"label":"Brasil (teto 2017–2023)","note":"congelamento real prolongado","icon":"flag","pos":5},{"label":"Estados Unidos","note":"sem regra permanente; sequestration 2011–2013 atingiu NSF e NIH","icon":"map","pos":35},{"label":"União Europeia","note":"déficit 3%, dívida 60%; trajetórias plurianuais desde 2024","icon":"globe","pos":55},{"label":"Suécia","note":"teto plurianual fixado três anos à frente, com margem","icon":"calendar-range","pos":65},{"label":"Alemanha","note":"freio da dívida, mas pactos plurianuais com crescimento real garantido","icon":"shield-check","pos":90}],"caption":"Na OCDE pós-pandemia, P&D é investimento estratégico com metas: 3% do PIB na Alemanha, 2,4% no Reino Unido."}],"term:contingenciamento-orcamentario":[{"layout":"compare","title":"Três operações parecidas","columns":[{"label":"Contingenciamento","icon":"hourglass","note":"LRF, art. 9º: receita abaixo do previsto","points":["decreto bimestral de programação","pode ser liberado se a receita voltar — ou nunca"]},{"label":"Bloqueio","icon":"lock","note":"limite de despesa (teto, hoje arcabouço)","points":["incide mesmo com receita em alta"]},{"label":"Reserva de contingência","icon":"ban","note":"artifício prévio, na elaboração do orçamento","points":["receitas vinculadas sem destinação","impede o empenho desde o início","FNDCT, 2016–2021"]}],"caption":"As três atingem só despesas discricionárias — onde está quase toda a ciência."},{"layout":"causes","title":"Por que o efeito na ciência é desproporcional","causes":[{"label":"Quase tudo é discricionário","note":"bolsas, fomento, custeio, obras, repasses a OS","icon":"flask-conical"},{"label":"Cronograma rígido","note":"experimentos não esperam a liberação","icon":"calendar-clock"},{"label":"Incerteza","note":"agências não lançam chamadas; universidades não contratam","icon":"triangle-alert"}],"effect":{"label":"Volatilidade crônica do financiamento","note":"decisões macro viram cortes na pesquisa","icon":"activity"},"consequences":[{"label":"Experimentos interrompidos","icon":"circle-x"},{"label":"Bolsas suspensas","icon":"user-minus"},{"label":"Equipamentos sem manutenção","icon":"wrench"},{"label":"Empresas desistem de parcerias","icon":"unlink"}],"caption":"A liberação tardia não repõe o que se perdeu."},{"layout":"timeline","title":"Uma década de cortes e reações","items":[{"year":"2016","label":"Reserva de contingência","note":"maior parte das receitas do FNDCT retida","icon":"ban"},{"year":"2019","label":"Contingenciamento","note":"CNPq ameaça suspender bolsas em setembro; MEC bloqueia 30% do custeio","icon":"triangle-alert"},{"year":"2021","label":"LC 177","note":"janeiro; vetos derrubados em março; orçamento previa R$ 5 bi de R$ 7,9 bi em reserva","icon":"shield-check"},{"year":"2022","label":"Tentativa via LDO","note":"R$ 2,5 bi retidos; liberação parcial salvou a chamada INCT","icon":"lock"},{"year":"2024–2025","label":"Bloqueios sob o arcabouço","note":"centenas de milhões sobre MCTI, CAPES e CNPq","icon":"circle-x"},{"year":"2026","label":"Crédito suplementar","note":"R$ 1,36 bi anunciado em janeiro para MEC e MCTI","icon":"plus"}],"caption":"As receitas do FNDCT estão protegidas; agências e universidades, não."},{"layout":"cycle","title":"O ciclo corte–recomposição","center":"Ciência como gasto de curto prazo","items":[{"label":"Meta fiscal apertada","note":"receita frustrada ou limite de despesa","icon":"target"},{"label":"Decreto bloqueia MCTI, CAPES, CNPq","note":"programação orçamentária e financeira","icon":"lock"},{"label":"Chamadas e bolsas param","note":"obras e repasses atrasam","icon":"pause"},{"label":"Mobilização da comunidade","note":"e do Congresso","icon":"megaphone"},{"label":"Crédito suplementar no fim do ano","note":"resolve o caixa, não o planejamento","icon":"plus"},{"label":"Saldo não gasto vira argumento","note":"para cortar de novo","icon":"repeat"}],"caption":"Hoje o maior risco institucional ao sistema de pesquisa."}],"term:nova-industria-brasil":[{"layout":"components","title":"Seis missões com metas para 2033","items":[{"label":"1. Agroindústria sustentável e digital","note":"mecanização da agricultura familiar: de 18% para 70%","icon":"tractor"},{"label":"2. Saúde resiliente","note":"produção nacional para o SUS: de 42% para 70%","icon":"heart-pulse"},{"label":"3. Infraestrutura, saneamento, moradia, mobilidade","note":"−20% no tempo casa–trabalho","icon":"building"},{"label":"4. Transformação digital","note":"digitalizar 90% da indústria (hoje 23,5%); triplicar produção digital nacional","icon":"cpu"},{"label":"5. Bioeconomia e descarbonização","note":"−30% de CO2 por valor adicionado; +50% de biocombustíveis","icon":"leaf"},{"label":"6. Soberania e defesa","note":"autonomia em 50% das tecnologias críticas de defesa","icon":"shield"}],"caption":"Lançada em 22 de janeiro de 2024 pelo CNDI; primeira política industrial abrangente desde o Plano Brasil Maior."},{"layout":"hub","title":"A caixa de ferramentas da NIB","center":{"label":"NIB (CNDI, 2024)","icon":"factory"},"spokes":[{"label":"Crédito e subvenção","note":"R$ 300 bi para 2024–2026 via BNDES, Finep, Embrapii; Mais Inovação R$ 66 bi","icon":"banknote"},{"label":"Incentivos fiscais","note":"Lei do Bem, Mover (R$ 19 bi), Brasil Semicon, Redata","icon":"badge-percent"},{"label":"Compras públicas","note":"margem de preferência e encomendas tecnológicas","icon":"shopping-cart"},{"label":"Regulação e conteúdo local","note":"metas vinculadas a incentivos","icon":"gavel"},{"label":"Plano Brasileiro de IA","note":"R$ 23 bi até 2028","icon":"brain-circuit"},{"label":"Governança","note":"CNDI, planos de ação por missão, indicadores públicos","icon":"clipboard-list"}],"caption":"Nos dois primeiros anos, operou principalmente pelo crédito."},{"layout":"balance","title":"O debate sobre a NIB","left":{"label":"Críticas","icon":"triangle-alert","points":["repetir 2011–2014: subsídios sem contrapartidas","escolha de campeões; custo fiscal elevado","predomínio do crédito sobre a subvenção","lentidão dos planos por missão; fragmentação entre ministérios"]},"right":{"label":"Respostas e apostas","icon":"circle-check","points":["indicadores públicos de acompanhamento","incentivos vinculados a metas: conteúdo nacional, P&D, emissões","vantagens reais em transição energética e bioeconomia","cadeias globais buscam fornecedores fora da China"]},"tilt":"even","verdict":"O teste decisivo é a continuidade além do ciclo eleitoral de 2026.","caption":"Será julgada pela conversão de crédito em produtividade, exportações complexas e empregos qualificados."},{"layout":"compare","title":"O retorno global da política industrial","columns":[{"label":"Estados Unidos","icon":"flag","note":"CHIPS Act (US$ 52,7 bi) e IRA, 2022","points":["2025: tarifas e participações acionárias no lugar de subsídios"]},{"label":"União Europeia","icon":"globe","note":"Green Deal Industrial Plan; Chips Act € 43 bi","points":["Bússola da Competitividade (relatório Draghi)"]},{"label":"China","icon":"factory","note":"Made in China 2025; planos quinquenais","points":["fundos estatais, compras públicas, autossuficiência em chips, IA, elétricos"]},{"label":"Índia","icon":"coins","note":"PLI: 14 setores, cerca de US$ 26 bi","points":["Semicon India Mission"]}],"caption":"Em comum: metas explícitas, condicionalidades e custo fiscal alto — em escala que o Brasil não tem."}],"term:politica-orientada-por-missoes":[{"layout":"compare","title":"Três lógicas de política de inovação","columns":[{"label":"Horizontal","icon":"layout-grid","note":"melhora condições gerais","points":["educação, crédito","não escolhe destinos"]},{"label":"Setorial","icon":"factory","note":"protege ou subsidia indústrias específicas","points":["escolhe setores e campeões"]},{"label":"Por missões","icon":"target","note":"escolhe problemas, não setores","points":["meta concreta, mensurável, com prazo","solução pode vir de qualquer tecnologia ou empresa","critério público de avaliação"]}],"caption":"A missão desloca a escolha do setor para o problema e do campeão para o resultado."},{"layout":"components","title":"Quatro elementos — sem eles, a missão vira slogan","items":[{"label":"Direção clara","note":"fixada politicamente, com metas intermediárias","icon":"compass"},{"label":"Portfólio coordenado","note":"subvenção, crédito, encomendas, regulação, compras, formação — sob governança com autoridade sobre ministérios","icon":"briefcase"},{"label":"Capacidade estatal","note":"selecionar, monitorar e encerrar projetos","icon":"settings"},{"label":"Tolerância ao fracasso","note":"avaliar o conjunto, não cada experimento","icon":"dice-5"}],"caption":"Missões contemporâneas são sociotécnicas: envolvem comportamento, regulação e mercados que o Estado ajuda a criar."},{"layout":"timeline","title":"Da Guerra Fria a Mazzucato","items":[{"year":"Séc. XX","label":"Manhattan, Apollo, DARPA","note":"cliente único estatal e resultado técnico definido","icon":"rocket"},{"year":"1975","label":"Proálcool","note":"missão brasileira sem o nome; depois pré-sal, SUS, Sirius","icon":"fuel"},{"year":"2018","label":"Relatório à Comissão Europeia","note":"Mariana Mazzucato (UCL) reformula o conceito","icon":"file-text"},{"year":"2021","label":"Mission Economy e Horizon Europe","note":"5 missões: clima, câncer, 100 cidades neutras, solos, oceanos","icon":"globe"},{"year":"2024","label":"Nova Indústria Brasil","note":"6 missões para 2033; Reino Unido adota missões de governo","icon":"factory"}],"caption":"Alemanha (Alta Tecnologia 2025), Japão (Moonshot 2050) e China (megaprojetos) usam a mesma gramática."},{"layout":"before-after","title":"O Brasil na fase mais difícil","before":{"label":"Missão como vocabulário","icon":"megaphone","points":["seis metas para 2033","sem marcos intermediários para todas as missões","instrumentos quase só de crédito — financia o que as empresas já fariam","ministérios setoriais resistem à coordenação"]},"after":{"label":"Missão como prática","icon":"target","points":["marcos anuais, orçamentos identificáveis, responsáveis nomeados","encomendas, compras públicas, regulação","avaliação independente que pode encerrar programas","um ou dois sucessos visíveis: vacinas, digitalização"]},"change":"do slogan ao plano de ação","caption":"Teste concreto: a Missão 2 (saúde), onde o Estado formula, financia e compra em escala."}],"term:encomenda-tecnologica-compras-publicas":[{"layout":"compare","title":"Licitação comum vs. encomenda tecnológica","columns":[{"label":"Licitação comum","icon":"clipboard-list","note":"objeto definido com precisão","points":["menor preço","fracasso = inadimplemento","risco punido"]},{"label":"Encomenda tecnológica (ETEC)","icon":"flask-conical","note":"art. 20 da Lei de Inovação; Decreto 9.283/2018","points":["descreve o problema e o desempenho mínimo","escolhe quem tem maior chance de sucesso, não o menor preço","dispensa licitação","pode encerrar se inviável, pagando o incorrido","vários fornecedores em paralelo, como na DARPA","PI pode ficar com o contratado, com licença ao Estado"]}],"caption":"Contrato de risco compartilhado: o fracasso técnico é possibilidade prevista, não descumprimento."},{"layout":"steps","title":"Como funciona uma ETEC","items":[{"label":"Descrever o problema","note":"e o desempenho mínimo desejado","icon":"search"},{"label":"Negociar com fornecedores","note":"empresas, institutos, consórcios","icon":"handshake"},{"label":"Escolher por probabilidade de sucesso","note":"não necessariamente o menor preço","icon":"target"},{"label":"Contratar com risco compartilhado","note":"preço fixo, reembolso de custos, incentivos variáveis","icon":"file-text"},{"label":"Desenvolver por marcos","note":"encerrar se inviável","icon":"flask-conical"},{"label":"Comprar em escala","note":"sem nova licitação","icon":"shopping-cart"}],"caption":"Maior caso: Fiocruz–AstraZeneca/Oxford, 2020, cerca de R$ 1,9 bi antes de a vacina ser aprovada."},{"layout":"taxonomy","title":"Compras públicas de inovação no Brasil","root":{"label":"Poder de compra do Estado","icon":"shopping-cart"},"children":[{"label":"Encomenda tecnológica","note":"Lei de Inovação, art. 20","icon":"flask-conical","children":[{"label":"Fiocruz–AstraZeneca (2020)"},{"label":"Exército, Marinha, DCTA"},{"label":"Embrapa e agências reguladoras"},{"label":"Missão 2 da NIB (saúde)"}]},{"label":"Lei 14.133/2021","note":"nova Lei de Licitações","icon":"gavel","children":[{"label":"Margem de preferência até 20% (art. 26)"},{"label":"Diálogo competitivo (art. 32)"},{"label":"Dispensa para a Lei de Inovação (art. 75)"}]},{"label":"Marco Legal das Startups","note":"LC 182/2021","icon":"rocket","children":[{"label":"Contrato Público para Solução Inovadora"}]},{"label":"PDPs","note":"2008, reformuladas em 2024","icon":"pill","children":[{"label":"compromisso de compra do SUS"},{"label":"Butantan, Bio-Manguinhos, Farmanguinhos"}]}],"caption":"A demanda pública responde por 12% a 15% do PIB — e é o instrumento menos usado."},{"layout":"causes","title":"Por que o uso é escasso","causes":[{"label":"Medo dos órgãos de controle","note":"responsabilização se o projeto fracassar","icon":"gavel"},{"label":"Jurídicos resistem","note":"contratos sem especificação fechada","icon":"file-x"},{"label":"Falta capacidade de desenho","note":"rara fora de Forças Armadas, Fiocruz, Petrobras","icon":"puzzle"},{"label":"Cultura do menor preço","note":"que pune o risco","icon":"dollar-sign"}],"effect":{"label":"Arcabouço completo, uso escasso","note":"mudança de cultura administrativa lenta","icon":"hourglass"},"consequences":[{"label":"TCU publica orientações","icon":"clipboard-check"},{"label":"NIB prevê compras em saúde, defesa e digital","icon":"target"},{"label":"Propostas de um SBIR brasileiro (Finep, MCTI)","icon":"lightbulb"}],"caption":"Condições: controle que reconheça o risco, unidades especializadas e orçamento plurianual."}],"term:empresa-estatal-economia-mista":[{"layout":"compare","title":"Empresa pública vs. sociedade de economia mista","columns":[{"label":"Empresa pública","icon":"landmark","note":"capital 100% público","points":["qualquer forma societária","Correios, Caixa, BNDES, Finep, Embrapa, Serpro, Dataprev, CEITEC"]},{"label":"Sociedade de economia mista","icon":"chart-pie","note":"Estado tem a maioria das ações com voto","points":["obrigatoriamente sociedade anônima","acionistas privados, muitas vezes em bolsa","Petrobras, Banco do Brasil, Telebras, Cemig, Copel"]}],"caption":"Ambas sob a Lei das Estatais (13.303/2016); criação exige lei e interesse coletivo ou segurança nacional (art. 173)."},{"layout":"components","title":"O que a Lei das Estatais exige","items":[{"label":"Conselho de 7 a 11 membros","note":"mínimo de 25% independentes e 30% mulheres","icon":"users"},{"label":"Comitê de auditoria estatutário","note":"governança de companhia listada","icon":"clipboard-check"},{"label":"Vedações a nomeações","note":"ministros, dirigentes partidários e sindicais, conflito de interesse (art. 17)","icon":"ban"},{"label":"Área de conformidade","note":"e política de partes relacionadas","icon":"shield-check"},{"label":"Carta anual de políticas públicas","note":"transparência sobre objetivos","icon":"file-text"},{"label":"Regime próprio de licitações","note":"e contratos","icon":"scroll-text"},{"label":"Dependentes vs. não dependentes","note":"quem recebe custeio do Tesouro entra no orçamento fiscal","icon":"split"}],"caption":"Aprovada após os escândalos da década de 2010; principal anteparo contra a captura política."},{"layout":"hub","title":"Estatais no sistema de inovação","center":{"label":"~130 estatais federais","icon":"landmark"},"spokes":[{"label":"Maiores investidoras em P&D","note":"Petrobras (CENPES, cláusula de 1% da ANP); Embrapa; CEPEL","icon":"flask-conical"},{"label":"Infraestruturas críticas","note":"Telebras e SGDC; Serpro e Dataprev na nuvem de governo","icon":"satellite"},{"label":"Financiadoras","note":"BNDES, Finep","icon":"banknote"},{"label":"Compradoras-âncora","note":"Petrobras na indústria naval; Marinha e Emgepron na defesa","icon":"shopping-cart"},{"label":"Capacidades únicas","note":"CEITEC (chips), Nuclep, INB, Amazul","icon":"cpu"},{"label":"Estaduais de TI","note":"Prodesp, Procergs, Celepar, Prodam, Prodabel","icon":"monitor"}],"caption":"Cumprem funções que o setor privado brasileiro não assume."},{"layout":"balance","title":"Privatizar ou reafirmar o papel estratégico?","left":{"label":"Críticas","icon":"triangle-alert","points":["ineficiência","uso político de nomeações e preços","custo fiscal das dependentes"]},"right":{"label":"Papel estratégico","icon":"shield","points":["escala para programas de longo prazo em energia, saúde e agro","CEITEC resgatada em 2023 para o Brasil Semicon","Telebras reativada em 2010 (SGDC)","Europa renacionaliza (EDF); EUA compram participação na Intel (2025)"]},"tilt":"even","verdict":"A questão não é se o Estado terá empresas, mas como as governará.","caption":"Quando privatiza, o Estado costuma reter uma golden share."}],"term:golden-share":[{"layout":"spectrum","title":"Entre o controle estatal e a privatização pura","low":"Controle estatal integral","high":"Privatização pura","items":[{"label":"Empresa estatal","note":"capital e gestão públicos","icon":"landmark","pos":5},{"label":"Economia mista","note":"Estado com maioria do voto","icon":"chart-pie","pos":30},{"label":"Golden share","note":"controle privado; veto estatal só nas matérias listadas","icon":"key","pos":70},{"label":"Privatização com regulação setorial","note":"telecom em 1998, distribuidoras de energia","icon":"gavel","pos":92}],"caption":"Terceira via: capital privado sem renunciar à proteção de capacidades críticas."},{"layout":"components","title":"Sobre o que a golden share pode vetar","items":[{"label":"Transferência de controle","note":"a determinados grupos ou estrangeiros","icon":"arrow-right-left"},{"label":"Mudança de objeto social ou sede","icon":"building"},{"label":"Encerramento de atividades essenciais","icon":"power-off"},{"label":"Alteração de programas de defesa","icon":"shield"},{"label":"Capacitação de terceiros em tecnologia militar","icon":"lock"},{"label":"Cláusulas estatutárias protetoras","note":"não dá direito de indicar administradores nem de gerir o dia a dia","icon":"scroll-text"}],"caption":"Exceção ao princípio do poder proporcional ao capital: vale só para o que o estatuto especifica."},{"layout":"compare","title":"Três golden shares brasileiras","columns":[{"label":"Embraer (1994)","icon":"plane","note":"uma ação ordinária de classe especial","points":["veta: programas militares, controle, limite a estrangeiros, peças militares","decisiva na negociação com a Boeing (2018–2020), abandonada em 2020"]},{"label":"Vale (1997)","icon":"pickaxe","note":"doze ações preferenciais de classe especial","points":["veta: nome, sede, objeto mineral, liquidação"]},{"label":"Eletrobras (2022)","icon":"zap","note":"Lei 14.182/2021","points":["nenhum acionista vota mais de 10%","dispersa o controle em vez de protegê-lo","disputa judicial 2023–2024; acordo em 2025"]}],"caption":"Base legal: art. 8º da Lei 9.491/1997 e art. 17, § 7º, da Lei das S.A."},{"layout":"timeline","title":"Do Reino Unido ao U.S. Steel","items":[{"year":"Anos 1980","label":"Privatizações britânicas","note":"British Aerospace, Rolls-Royce, British Telecom, BAA","icon":"flag"},{"year":"1992","label":"Rússia","note":"golden shares por decreto","icon":"scroll-text"},{"year":"1997","label":"Lei 9.491","note":"PND autoriza a ação de classe especial no Brasil","icon":"gavel"},{"year":"2002–2007","label":"Tribunal da UE","note":"derruba golden shares em Portugal, Espanha, França, Alemanha (lei Volkswagen)","icon":"scale"},{"year":"2013","label":"China","note":"ações de gestão especial (1%) em ByteDance, Alibaba, Tencent","icon":"eye"},{"year":"2025","label":"Estados Unidos","note":"golden share na U.S. Steel (Nippon Steel) relegitima o instrumento","icon":"factory"}],"caption":"A Europa migrou para a triagem de investimentos estrangeiros (regulamento FDI, 2019)."}],"term:sistema-s":[{"layout":"flow","title":"Como o dinheiro do Sistema S circula","colLabels":["Empresas","Arrecadação","Entidades","Serviços"],"nodes":[{"id":"emp","col":0,"label":"Folha de pagamento","note":"indústria: 1% (+0,2% nas grandes)","icon":"factory"},{"id":"rf","col":1,"label":"Receita Federal","note":"arrecada e repassa diretamente","icon":"landmark"},{"id":"ent","col":2,"label":"Senai, Sesi, Senac, Sesc, Senar, Sest/Senat, Sescoop","note":"gestão por confederações patronais","icon":"building-2"},{"id":"seb","col":2,"label":"Sebrae","note":"adicional de 0,3% a 0,6%","icon":"store"},{"id":"edu","col":3,"label":"Educação profissional","note":"aprendizagem, cursos técnicos","icon":"graduation-cap"},{"id":"inov","col":3,"label":"Inovação","note":"Institutos SENAI de Inovação; Sebraetec, ALI","icon":"lightbulb"},{"id":"soc","col":3,"label":"Assistência social e pequenos negócios","icon":"heart"}],"edges":[{"from":"emp","to":"rf","label":"contribuição compulsória"},{"from":"rf","to":"ent"},{"from":"rf","to":"seb"},{"from":"ent","to":"edu"},{"from":"ent","to":"inov"},{"from":"ent","to":"soc"},{"from":"seb","to":"inov"},{"from":"seb","to":"soc"}],"caption":"Recursos públicos por origem, gestão privada por destino; fiscalização do TCU e do Ministério Público."},{"layout":"timeline","title":"Uma entidade por década","items":[{"year":"1942","label":"Senai","note":"pacto da era Vargas: a CNI forma operários","icon":"hammer"},{"year":"1946","label":"Sesi, Senac, Sesc","note":"indústria e comércio","icon":"users"},{"year":"1972","label":"Cebrae","note":"vira Sebrae em 1990","icon":"store"},{"year":"1988","label":"Art. 240 da Constituição","note":"preserva as contribuições fora da seguridade","icon":"scroll-text"},{"year":"1991–1998","label":"Senar, Sest/Senat, Sescoop","note":"rural, transporte, cooperativas","icon":"tractor"},{"year":"2013","label":"Institutos SENAI de Inovação","note":"cerca de 28 ISIs; CIMATEC em Salvador","icon":"flask-conical"},{"year":"2015","label":"WorldSkills","note":"Brasil campeão mundial; top 5 desde 2011","icon":"trophy"}],"caption":"Propostas de corte de 30% a 50% (2015–2019) foram repelidas; a reforma de 2023 não tocou no sistema."},{"layout":"stats","title":"Escala do Sistema S","items":[{"value":"R$ 30+","unit":"bi","label":"por ano na década de 2020","note":"cerca de R$ 16 bi em 2016","icon":"coins"},{"value":"2","unit":"mi","label":"alunos por ano no Senai","note":"mais de","icon":"graduation-cap"},{"value":"28","label":"Institutos SENAI de Inovação","note":"Unidades Embrapii; modelo Fraunhofer","icon":"flask-conical"},{"value":"1","unit":"%","label":"da folha industrial","note":"+0,2% nas grandes; Sebrae +0,3% a 0,6%","icon":"percent"}],"caption":"A maior rede de educação profissional do país."},{"layout":"balance","title":"A quem o Sistema S deve prestar contas?","left":{"label":"Críticas","icon":"triangle-alert","points":["poder concentrado nas confederações patronais","salários e benefícios elevados","baixa transparência frente ao setor público","recursos compulsórios para entidades privadas"]},"right":{"label":"Defesa","icon":"shield-check","points":["maior rede de educação profissional do país","ISIs e CIMATEC: pesquisa aplicada com empresas","Sebrae: maior agência de pequenas empresas do mundo em orçamento","sem licitação, concurso ou teto salarial — agilidade"]},"tilt":"even","verdict":"Em um país com déficit de técnicos, a questão não é se deve existir, mas a quem presta contas.","caption":"Pressões para a década de 2030: fiscal (reforma da folha) e tecnológica (automação, IA, eletrônica)."}],"term:bndes-banco-de-desenvolvimento":[{"layout":"components","title":"Como o BNDES opera e de onde vem o dinheiro","items":[{"label":"Operação direta","note":"usinas, ferrovias, fábricas, aeronaves da Embraer","icon":"building-2"},{"label":"Operação indireta","note":"repasse a bancos e cooperativas; Finame; Cartão BNDES","icon":"share-2"},{"label":"BNDESPar","note":"ações, debêntures, fundos de venture capital e private equity","icon":"chart-pie"},{"label":"Fonte: FAT","note":"28% do PIS-Pasep (originalmente 40%)","icon":"piggy-bank"},{"label":"Fonte: retornos e captações","note":"inclusive no exterior","icon":"globe"},{"label":"Tesouro 2008–2014","note":"cerca de R$ 440 bi, devolvidos integralmente até 2023","icon":"landmark"}],"caption":"Criado em 20 de junho de 1952; hoje empresa pública vinculada ao MDIC."},{"layout":"pictogram","title":"Desembolsos anuais do BNDES","unit":" bi","of":10,"max":170,"icon":"banknote","items":[{"label":"2010 (pico)","value":168,"display":"R$ 168 bi"},{"label":"2017–2022","value":60,"display":"R$ 55–65 bi por ano"},{"label":"2023–2024","value":100,"display":"acima de R$ 100 bi"}],"caption":"Pico na era dos campeões nacionais; retomada com a Nova Indústria Brasil, Novo PAC e Fundo Clima."},{"layout":"before-after","title":"TJLP → TLP: o custo do crédito","before":{"label":"Até 2017: TJLP","icon":"trending-down","points":["taxa fixada pelo governo abaixo da básica","subsídio implícito pago pelo Tesouro","banco grande; campeões nacionais (JBS, Oi, Fibria)"]},"after":{"label":"Desde 2017: TLP","icon":"chart-line","points":["vinculada a títulos públicos indexados à inflação","menos subsídio, banco menor","devolução antecipada ao Tesouro"]},"change":"Lei 13.483/2017","caption":"Qualquer retomada de subsídio explícito terá de passar pelo orçamento."},{"layout":"balance","title":"Motor de desenvolvimento ou subsídio a grandes grupos?","left":{"label":"Críticas","icon":"triangle-alert","points":["90% da carteira do BNDESPar em cinco indústrias (2013)","opacidade no exterior: Cuba, Venezuela, Angola","custo fiscal da TJLP","captura por grupos de interesse"]},"right":{"label":"Defesa","icon":"shield-check","points":["papel anticíclico em 2009 e 2020","infraestrutura que o mercado não financia","devolveu integralmente o Tesouro (2023)","Mais Inovação R$ 66 bi; fundos de semicondutores, IA, bioeconomia"]},"tilt":"even","verdict":"A avaliação de impacto independente separa um banco de desenvolvimento de um banco estatal.","caption":"Pares: KfW (> € 500 bi), China Development Bank (> US$ 2,5 tri), BEI (€ 550 bi)."}],"term:soberania-tecnologica":[{"layout":"components","title":"O portfólio da soberania tecnológica","items":[{"label":"Componentes críticos","note":"chips, baterias, equipamentos de rede","icon":"cpu"},{"label":"Dados e computação","note":"nuvens governamentais, supercomputadores, data centers no país","icon":"server"},{"label":"Comunicação e posicionamento","note":"satélites, cabos, espectro","icon":"satellite"},{"label":"Normas de dados","note":"localização e proteção","icon":"lock"},{"label":"Compras públicas preferenciais","note":"demanda para fornecedores nacionais","icon":"shopping-cart"},{"label":"Pesquisa habilitadora","note":"IA, quântica, biotecnologia; formação de pessoal","icon":"brain-circuit"},{"label":"Capacidade regulatória","note":"impor regras a plataformas e fornecedores estrangeiros","icon":"gavel"},{"label":"Diplomacia","note":"alianças que diversificam dependências","icon":"handshake"}],"caption":"Não exige autossuficiência em tudo — exige autonomia de decisão em áreas críticas."},{"layout":"hub","title":"Iniciativas brasileiras que se dizem de soberania","center":{"label":"Soberania tecnológica","icon":"flag"},"spokes":[{"label":"Plano Brasileiro de IA","note":"R$ 23 bi até 2028; supercomputador no Nordeste; SoberanIA; modelos em português","icon":"brain-circuit"},{"label":"Nuvem de Governo","note":"Serpro e Dataprev","icon":"cloud"},{"label":"Brasil Semicon","note":"Lei 14.968/2024; CEITEC; design e fabricação de chips","icon":"cpu"},{"label":"Redata","note":"data centers com processamento no país","icon":"server"},{"label":"Missão 6 da NIB","note":"50% de autonomia em tecnologias críticas de defesa","icon":"shield"},{"label":"SGDC","note":"satélite lançado em 2017; Telebras e Visiona","icon":"satellite"},{"label":"Pix e gov.br","note":"soberania por desenho institucional, não por protecionismo","icon":"badge-check"}],"caption":"Tensões: nuvens de AWS, Microsoft e Google no próprio governo; Huawei no 5G; Starlink na Amazônia."},{"layout":"matrix","title":"Onde buscar soberania?","x":{"label":"Capacidade nacional","low":"incipiente","high":"consolidada"},"y":{"label":"Aposta","low":"dependência diversificada","high":"soberania"},"quadrants":{"tl":"Janela aberta","tr":"Consolidar","bl":"Aceitar dependência","br":"Manter"},"items":[{"label":"Infraestrutura pública digital e dados","icon":"badge-check","x":0.9,"y":0.9},{"label":"Energia e biocombustíveis","icon":"leaf","x":0.95,"y":0.82},{"label":"Biotecnologia e vacinas","icon":"syringe","x":0.75,"y":0.8},{"label":"Defesa e espaço","icon":"satellite","x":0.65,"y":0.72},{"label":"IA em português e computação","icon":"brain-circuit","x":0.4,"y":0.8},{"label":"Design e encapsulamento de chips","icon":"cpu","x":0.45,"y":0.6},{"label":"Fabricação de chips de ponta","icon":"factory","x":0.1,"y":0.2}],"caption":"O Brasil não tem recursos para tudo: escolher onde quer soberania e onde aceita dependência diversificada."},{"layout":"balance","title":"O risco duplo","left":{"label":"Protecionismo ineficiente","icon":"lock","points":["repetir os erros da reserva de mercado","autossuficiência em tudo é inviável","soberania como pretexto"]},"right":{"label":"Subestimar vulnerabilidades","icon":"shield-off","points":["nuvens estrangeiras para serviços públicos essenciais","chips importados e IA estrangeira","equipamentos de rede chineses"]},"tilt":"even","verdict":"Sucesso não é autossuficiência: é poder decidir, negociar e substituir quando necessário.","caption":"Falta um mecanismo sistemático de triagem de investimentos estrangeiros em setores críticos."}],"term:lgpd-protecao-de-dados":[{"layout":"taxonomy","title":"Arquitetura da LGPD","root":{"label":"LGPD — Lei 13.709/2018","icon":"shield"},"children":[{"label":"Princípios","note":"oito","icon":"compass","children":[{"label":"finalidade, adequação, necessidade"},{"label":"transparência, segurança"},{"label":"não discriminação, prevenção, responsabilização"}]},{"label":"Bases legais","note":"dez hipóteses que autorizam o tratamento","icon":"key","children":[{"label":"consentimento"},{"label":"obrigação legal; políticas públicas"},{"label":"pesquisa; contrato; processos"},{"label":"proteção da vida; tutela da saúde"},{"label":"legítimo interesse; proteção do crédito"}]},{"label":"Direitos do titular","icon":"user-check","children":[{"label":"confirmação, acesso, correção"},{"label":"anonimização, portabilidade, eliminação"},{"label":"revogar consentimento"},{"label":"revisão de decisões automatizadas"}]},{"label":"Proteção reforçada","icon":"shield-alert","children":[{"label":"dados sensíveis: raça, religião, política, saúde, sexo, genéticos, biométricos"},{"label":"crianças e adolescentes"}]},{"label":"Fiscalização: ANPD","note":"agência desde 2026 (Lei 15.352)","icon":"gavel","children":[{"label":"multa até 2% do faturamento, máx. R$ 50 mi"},{"label":"publicização, bloqueio, eliminação, suspensão"}]}],"caption":"Fora do alcance: fins pessoais, jornalísticos, artísticos, acadêmicos; segurança pública e defesa aguardam lei própria."},{"layout":"timeline","title":"Da lei à agência","items":[{"year":"2018","label":"Lei 13.709","note":"14 de agosto; inspirada no GDPR (2016)","icon":"scroll-text"},{"year":"2019","label":"ANPD criada","note":"Lei 13.853; órgão da Presidência","icon":"landmark"},{"year":"2020–2021","label":"Vigência e sanções","note":"lei em setembro de 2020; sanções em agosto de 2021","icon":"play"},{"year":"2022","label":"Direito fundamental","note":"EC 115 (art. 5º, LXXIX); ANPD vira autarquia (Lei 14.460)","icon":"shield-check"},{"year":"2023","label":"Primeira multa","note":"Telekall Infoservice; regulamento de dosimetria","icon":"receipt"},{"year":"2024","label":"Meta e IA","note":"suspensão do treino com dados de brasileiros; depois acordo","icon":"brain-circuit"},{"year":"2026","label":"Agência Nacional","note":"Lei 15.352 renomeia a ANPD","icon":"badge-check"}],"caption":"Quadro reduzido de servidores diante de milhões de controladores."},{"layout":"compare","title":"LGPD, GDPR e o modelo norte-americano","columns":[{"label":"LGPD (Brasil)","icon":"flag","note":"2018; vigência em 2020","points":["multa até 2% do faturamento no Brasil, máximo R$ 50 mi","ANPD, agência desde 2026","segurança pública sem lei específica","adequação pela UE em negociação"]},{"label":"GDPR (UE)","icon":"globe","note":"aplicável desde 25 de maio de 2018","points":["até 4% do faturamento mundial ou € 20 mi","Comitê Europeu coordena autoridades nacionais","complementado por DSA, DMA, Data Act e AI Act (2024)"]},{"label":"Estados Unidos","icon":"map","note":"sem lei federal geral","points":["setorial: saúde, crianças, crédito","estadual: Califórnia (CCPA/CPRA) e cerca de vinte estados","Data Privacy Framework (2023) contestado"]}],"caption":"Cerca de 140 países têm leis de proteção de dados, a maioria convergindo para o modelo da LGPD."},{"layout":"hub","title":"Com o que a proteção de dados se conecta","center":{"label":"ANPD","icon":"shield"},"spokes":[{"label":"Marco Civil da Internet","note":"2014; decretos de 2025 sobre plataformas","icon":"globe"},{"label":"Open Finance e Pix","note":"consentimento regulado pelo Banco Central","icon":"credit-card"},{"label":"gov.br e Dataprev","note":"dados de toda a população","icon":"id-card"},{"label":"PL 2.338/2023","note":"marco legal da IA; ANPD coordena a governança","icon":"brain-circuit"},{"label":"ECA Digital","note":"verificação de idade; proteção de crianças","icon":"baby"},{"label":"Sociedade civil","note":"Data Privacy Brasil, InternetLab, IRIS","icon":"users"},{"label":"Judicialização","note":"ações coletivas; STJ sobre dano moral por vazamentos","icon":"gavel"}],"caption":"Com a IA, a proteção de dados virou a principal fronteira regulatória antes de uma lei específica."}],"term:marco-legal-cti":[{"layout":"layers","title":"Três camadas do Marco Legal de CT&I","high":"Constituição","low":"Regulamento","items":[{"label":"EC 85/2015","note":"inovação na Constituição; Sistema Nacional de CT&I (art. 219-B); cooperação público-privada (art. 219-A)","icon":"scroll-text"},{"label":"Lei 13.243/2016","note":"reescreve a Lei de Inovação (10.973/2004) e altera nove leis","icon":"gavel"},{"label":"Decreto 9.283/2018","note":"define risco tecnológico, remuneração de encomendas, contas por resultado","icon":"file-text"}],"caption":"Construído por consenso entre cientistas, empresas e Congresso — um raro exemplo de política de Estado."},{"layout":"components","title":"Instrumentos criados ou consolidados","items":[{"label":"Encomenda tecnológica com risco","icon":"flask-conical"},{"label":"Bônus tecnológico","icon":"gift"},{"label":"Compartilhamento de laboratórios públicos","note":"com empresas","icon":"microscope"},{"label":"ICT no capital de empresas","note":"participação acionária","icon":"chart-pie"},{"label":"Imóveis para parques e incubadoras","note":"cessão de uso","icon":"building"},{"label":"NIT com personalidade jurídica","note":"própria","icon":"briefcase"},{"label":"Vistos para pesquisadores","note":"Estatuto do Estrangeiro","icon":"plane"},{"label":"Docentes remunerados por projetos","note":"bolsas mesmo em dedicação exclusiva","icon":"graduation-cap"},{"label":"Importação simplificada e dispensa de licitação","note":"insumos e produtos de P&D","icon":"package"}],"caption":"Completado pelo Marco Legal das Startups (LC 182/2021) e pela nova Lei de Licitações (14.133/2021)."},{"layout":"before-after","title":"O que a reforma removeu","before":{"label":"Entraves jurídicos","icon":"lock","points":["cooperar com empresas violava a impessoalidade","laboratório público usado por privado era improbidade","pesquisador não podia ser remunerado por projeto","prestação de contas por notas fiscais"]},"after":{"label":"Regime pós-2016/2018","icon":"key","points":["cooperação autorizada na Constituição","compartilhamento de infraestrutura e pessoal","remuneração e bolsas por projeto","prestação de contas por resultados"]},"change":"EC 85 + Lei 13.243 + Decreto 9.283","caption":"A lei é condição necessária, não suficiente: financiamento, cultura e demanda fazem a diferença."},{"layout":"causes","title":"Por que a implementação foi desigual","causes":[{"label":"Cultura","note":"gestores e procuradorias avessos ao risco","icon":"users"},{"label":"Controle","note":"TCU e controladorias demoraram a aceitar contas por resultado","icon":"gavel"},{"label":"Fiscal","note":"contingenciamento 2016–2022 inviabilizou subvenção, bônus e encomendas","icon":"trending-down"}],"effect":{"label":"Uso concentrado","note":"Unicamp, USP, UFMG, UFRGS, UFSC, UFPE","icon":"building-2"},"consequences":[{"label":"Instituições menores levaram anos","icon":"hourglass"},{"label":"Dados escassos sobre o uso","icon":"chart-bar"},{"label":"Debate do Marco Legal 2.0 em 2026","icon":"lightbulb"}],"caption":"Risco: flexibilidade erodida por decisões de controle casuísticas ou nova escassez orçamentária."}],"term:padis":[{"layout":"components","title":"Atividades elegíveis ao PADIS","items":[{"label":"Design de circuitos integrados","note":"concepção, desenvolvimento e projeto","icon":"pen-tool"},{"label":"Front-end","note":"difusão e processamento de lâminas","icon":"cpu"},{"label":"Back-end","note":"corte, encapsulamento e teste","icon":"package"},{"label":"Multichip, insumos e equipamentos","note":"dedicados à cadeia","icon":"boxes"},{"label":"Displays","note":"LCD, LED, OLED: projeto, fabricação, montagem","icon":"monitor"},{"label":"Fotovoltaico","note":"células e módulos, desde 2024","icon":"sun"},{"label":"Baterias","note":"acumuladores, Lei 15.503/2026","icon":"battery"}],"caption":"Lei 11.484/2007: diagnóstico de que a Lei de Informática incentivava a montagem, não os componentes."},{"layout":"balance","title":"Incentivo e contrapartida","left":{"label":"Incentivos","icon":"badge-percent","points":["PIS/Cofins, IPI e imposto de importação zero em máquinas, insumos e software","IR zero sobre o lucro das vendas incentivadas","CIDE zero em remessas por tecnologia","crédito financeiro: P&D × 2,62, até 13,10% da base (desde 2019)"]},"right":{"label":"Contrapartidas","icon":"clipboard-check","points":["ao menos 5% da receita incentivada em P&D no país","parte em convênios com institutos e universidades","relatórios anuais ao MCTI","avaliação quinquenal a partir de 2029"]},"tilt":"even","verdict":"Prorrogado até 31/12/2029 pelo Brasil Semicon (Lei 14.968/2024), com 24 meses mínimos de adaptação.","caption":"O crédito financeiro substituiu benefícios incompatíveis com as regras da OMC."},{"layout":"hub","title":"Quem o PADIS habilitou","center":{"label":"PADIS (2007)","icon":"cpu"},"spokes":[{"label":"CEITEC (Porto Alegre)","note":"chips RFID; liquidação em 2020, resgate em 2023","icon":"microchip"},{"label":"Smart Modular (Atibaia)","note":"encapsula e testa memórias","icon":"memory-stick"},{"label":"HT Micron (São Leopoldo)","note":"back-end de memórias","icon":"memory-stick"},{"label":"Unitec (ex-Six)","note":"fábrica de 300 mm fracassou; redirecionada a back-end e solar","icon":"factory"},{"label":"Design houses (~20)","note":"Chipus, SiliconReef, Idea!, DFChip, LSI-TEC, DHBH","icon":"pen-tool"},{"label":"Grupos universitários","note":"UFRGS, UFMG, UFPE, UFCG, UFSC, USP, Unicamp","icon":"school"}],"caption":"Renúncia de centenas de milhões por ano; o país segue sem fabricação de lâminas em escala comercial."},{"layout":"compare","title":"Desoneração vs. subsídio direto","columns":[{"label":"PADIS (Brasil)","icon":"flag","note":"desoneração + crédito sobre P&D","points":["renúncia: centenas de milhões de reais por ano","sem meta de escala","resultados modestos em quase duas décadas"]},{"label":"Semicon India Mission (2021)","icon":"coins","note":"US$ 10 bi","points":["paga 50% do investimento em fábricas e encapsulamento","Micron e Tata; primeira fábrica de encapsulamento em 2025"]},{"label":"CHIPS Act (EUA, 2022)","icon":"factory","note":"US$ 39 bi para fábricas + US$ 11 bi em P&D","points":["crédito fiscal de 25%","2025: participação acionária na Intel"]},{"label":"Chips Act (UE, 2023)","icon":"globe","note":"€ 43 bi","points":["atrair TSMC, Intel, GlobalFoundries"]}],"caption":"Em semicondutores, escala, ecossistema e demanda pesam mais que impostos."}],"term:reserva-de-mercado-informatica":[{"layout":"timeline","title":"Reserva de mercado, 1977–1992","items":[{"year":"1972","label":"Patinho Feio (USP)","note":"raízes: Marinha, Digibrás (1973), Cobra (1974)","icon":"cpu"},{"year":"1977","label":"CAPRE reserva minicomputadores","note":"rejeita pedidos da IBM e de multinacionais","icon":"lock"},{"year":"1979","label":"SEI","note":"subordinada ao Conselho de Segurança Nacional; controla importações","icon":"shield"},{"year":"1984","label":"Lei 7.232","note":"Política Nacional de Informática: oito anos; CONIN; preferência em compras públicas","icon":"gavel"},{"year":"1985","label":"Seção 301 (EUA)","note":"ameaça de retaliação; acordo em 1988–1989","icon":"swords"},{"year":"1991","label":"Lei 8.248","note":"abertura Collor; Lei de Informática substitui a proteção","icon":"refresh-cw"},{"year":"1992","label":"Fim formal","note":"outubro, ao término dos oito anos","icon":"circle-x"}],"caption":"O experimento mais ambicioso e controverso da política tecnológica brasileira."},{"layout":"balance","title":"O que a reserva produziu","left":{"label":"Ganhos","icon":"circle-check","points":["dezenas de empresas: Cobra, Itautec, SID, Scopus, Elebra, Edisa","software bancário e automação — pioneirismo em finanças digitais","uma geração de engenheiros","institutos: CPqD, CTI, Eldorado"]},"right":{"label":"Custos","icon":"triangle-alert","points":["preços muito acima dos internacionais","cópias com anos de atraso","contrabando em escala","prejuízo aos usuários industriais","disputa comercial com os EUA"]},"tilt":"even","verdict":"O problema não foi proteger, mas proteger sem metas de desempenho, exportação e prazo crível.","caption":"A maioria das empresas de hardware fechou nos anos 1990; sobreviveram software, automação bancária e institutos."},{"layout":"compare","title":"Proteção que deu certo e que não deu","columns":[{"label":"Japão (MITI, projeto VLSI)","icon":"circle-check","note":"anos 1970","points":["metas de exportação","concorrência interna: NEC, Fujitsu, Hitachi, Toshiba"]},{"label":"Coreia do Sul e Taiwan","icon":"trending-up","note":"ETRI, ITRI","points":["proteção seletiva e compras governamentais","orientação exportadora forçou padrão internacional"]},{"label":"Brasil, França, Índia","icon":"triangle-alert","note":"Plan Calcul (1966); licenças indianas até 1991","points":["hardware fraco","legado em software e pesquisa: Inria; TCS, Infosys; TOTVS"]}],"caption":"Lição: proteção funciona com metas de desempenho, concorrência interna, exportação e prazo real de saída."},{"layout":"before-after","title":"Da reserva ao Brasil Semicon","before":{"label":"Reserva (1977–1992)","icon":"lock","points":["restrição a importações","só empresas de capital nacional","preferência em compras públicas","sem metas de exportação nem prazo crível"]},"after":{"label":"Políticas de 2024–2026","icon":"cpu","points":["incentivos condicionados: Brasil Semicon, PBIA, Redata, Missão 6","encomendas e compras públicas","participação estatal","sem barreiras à importação"]},"change":"regras da OMC, cadeias globais e a memória do fracasso em hardware","caption":"Soberania se constrói com clientes exigentes, engenheiros formados e metas públicas — não com fronteiras fechadas."}]},"icons":{"boxes":"<path d=\"M2.97 12.92A2 2 0 0 0 2 14.63v3.24a2 2 0 0 0 .97 1.71l3 1.8a2 2 0 0 0 2.06 0L12 19v-5.5l-5-3-4.03 2.42Z\" /><path d=\"m7 16.5-4.74-2.85\" /><path d=\"m7 16.5 5-3\" /><path d=\"M7 16.5v5.17\" /><path d=\"M12 13.5V19l3.97 2.38a2 2 0 0 0 2.06 0l3-1.8a2 2 0 0 0 .97-1.71v-3.24a2 2 0 0 0-.97-1.71L17 10.5l-5 3Z\" /><path d=\"m17 16.5-5-3\" /><path d=\"m17 16.5 4.74-2.85\" /><path d=\"M17 16.5v5.17\" /><path d=\"M7.97 4.42A2 2 0 0 0 7 6.13v4.37l5 3 5-3V6.13a2 2 0 0 0-.97-1.71l-3-1.8a2 2 0 0 0-2.06 0l-3 1.8Z\" /><path d=\"M12 8 7.26 5.15\" /><path d=\"m12 8 4.74-2.85\" /><path d=\"M12 13.5V8\" />","ruler":"<path d=\"M21.3 15.3a2.4 2.4 0 0 1 0 3.4l-2.6 2.6a2.4 2.4 0 0 1-3.4 0L2.7 8.7a2.41 2.41 0 0 1 0-3.4l2.6-2.6a2.41 2.41 0 0 1 3.4 0Z\" /><path d=\"m14.5 12.5 2-2\" /><path d=\"m11.5 9.5 2-2\" /><path d=\"m8.5 6.5 2-2\" /><path d=\"m17.5 15.5 2-2\" />","gauge":"<path d=\"m12 14 4-4\" /><path d=\"M3.34 19a10 10 0 1 1 17.32 0\" />","coins":"<circle cx=\"8\" cy=\"8\" r=\"6\" /><path d=\"M18.09 10.37A6 6 0 1 1 10.34 18\" /><path d=\"M7 6h1v4\" /><path d=\"m16.71 13.88.7.71-2.82 2.82\" />","shrink":"<path d=\"m15 15 6 6m-6-6v4.8m0-4.8h4.8\" /><path d=\"M9 19.8V15m0 0H4.2M9 15l-6 6\" /><path d=\"M15 4.2V9m0 0h4.8M15 9l6-6\" /><path d=\"M9 4.2V9m0 0H4.2M9 9 3 3\" />","globe":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><path d=\"M12 2a14.5 14.5 0 0 0 0 20 14.5 14.5 0 0 0 0-20\" /><path d=\"M2 12h20\" />","arrow-right":"<path d=\"M5 12h14\" /><path d=\"m12 5 7 7-7 7\" />","trending-down":"<polyline points=\"22 17 13.5 8.5 8.5 13.5 2 7\" /><polyline points=\"16 17 22 17 22 11\" />","layers-3":"<path d=\"m12.83 2.18a2 2 0 0 0-1.66 0L2.6 6.08a1 1 0 0 0 0 1.83l8.58 3.91a2 2 0 0 0 1.66 0l8.58-3.9a1 1 0 0 0 0-1.83Z\" /><path d=\"m6.08 9.5-3.5 1.6a1 1 0 0 0 0 1.81l8.6 3.91a2 2 0 0 0 1.65 0l8.58-3.9a1 1 0 0 0 0-1.83l-3.5-1.59\" /><path d=\"m6.08 14.5-3.5 1.6a1 1 0 0 0 0 1.81l8.6 3.91a2 2 0 0 0 1.65 0l8.58-3.9a1 1 0 0 0 0-1.83l-3.5-1.59\" />","scan-search":"<path d=\"M3 7V5a2 2 0 0 1 2-2h2\" /><path d=\"M17 3h2a2 2 0 0 1 2 2v2\" /><path d=\"M21 17v2a2 2 0 0 1-2 2h-2\" /><path d=\"M7 21H5a2 2 0 0 1-2-2v-2\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"3\" /><path d=\"m16 16-1.9-1.9\" />","cog":"<path d=\"M12 20a8 8 0 1 0 0-16 8 8 0 0 0 0 16Z\" /><path d=\"M12 14a2 2 0 1 0 0-4 2 2 0 0 0 0 4Z\" /><path d=\"M12 2v2\" /><path d=\"M12 22v-2\" /><path d=\"m17 20.66-1-1.73\" /><path d=\"M11 10.27 7 3.34\" /><path d=\"m20.66 17-1.73-1\" /><path d=\"m3.34 7 1.73 1\" /><path d=\"M14 12h8\" /><path d=\"M2 12h2\" /><path d=\"m20.66 7-1.73 1\" /><path d=\"m3.34 17 1.73-1\" /><path d=\"m17 3.34-1 1.73\" /><path d=\"m11 13.73-4 6.93\" />","shield-check":"<path d=\"M20 13c0 5-3.5 7.5-7.66 8.95a1 1 0 0 1-.67-.01C7.5 20.5 4 18 4 13V6a1 1 0 0 1 1-1c2 0 4.5-1.2 6.24-2.72a1.17 1.17 0 0 1 1.52 0C14.51 3.81 17 5 19 5a1 1 0 0 1 1 1z\" /><path d=\"m9 12 2 2 4-4\" />","chart-line":"<path d=\"M3 3v16a2 2 0 0 0 2 2h16\" /><path d=\"m19 9-5 5-4-4-3 3\" />","megaphone":"<path d=\"m3 11 18-5v12L3 14v-3z\" /><path d=\"M11.6 16.8a3 3 0 1 1-5.8-1.6\" />","fish":"<path d=\"M6.5 12c.94-3.46 4.94-6 8.5-6 3.56 0 6.06 2.54 7 6-.94 3.47-3.44 6-7 6s-7.56-2.53-8.5-6Z\" /><path d=\"M18 12v.5\" /><path d=\"M16 17.93a9.77 9.77 0 0 1 0-11.86\" /><path d=\"M7 10.67C7 8 5.58 5.97 2.73 5.5c-1 1.5-1 5 .23 6.5-1.24 1.5-1.24 5-.23 6.5C5.58 18.03 7 16 7 13.33\" /><path d=\"M10.46 7.26C10.2 5.88 9.17 4.24 8 3h5.8a2 2 0 0 1 1.98 1.67l.23 1.4\" /><path d=\"m16.01 17.93-.23 1.4A2 2 0 0 1 13.8 21H9.5a5.96 5.96 0 0 0 1.49-3.98\" />","map-pinned":"<path d=\"M18 8c0 3.613-3.869 7.429-5.393 8.795a1 1 0 0 1-1.214 0C9.87 15.429 6 11.613 6 8a6 6 0 0 1 12 0\" /><circle cx=\"12\" cy=\"8\" r=\"2\" /><path d=\"M8.714 14h-3.71a1 1 0 0 0-.948.683l-2.004 6A1 1 0 0 0 3 22h18a1 1 0 0 0 .948-1.316l-2-6a1 1 0 0 0-.949-.684h-3.712\" />","paw-print":"<circle cx=\"11\" cy=\"4\" r=\"2\" /><circle cx=\"18\" cy=\"8\" r=\"2\" /><circle cx=\"20\" cy=\"16\" r=\"2\" /><path d=\"M9 10a5 5 0 0 1 5 5v3.5a3.5 3.5 0 0 1-6.84 1.045Q6.52 17.48 4.46 16.84A3.5 3.5 0 0 1 5.5 10Z\" />","router":"<rect width=\"20\" height=\"8\" x=\"2\" y=\"14\" rx=\"2\" /><path d=\"M6.01 18H6\" /><path d=\"M10.01 18H10\" /><path d=\"M15 10v4\" /><path d=\"M17.84 7.17a4 4 0 0 0-5.66 0\" /><path d=\"M20.66 4.34a8 8 0 0 0-11.31 0\" />","barcode":"<path d=\"M3 5v14\" /><path d=\"M8 5v14\" /><path d=\"M12 5v14\" /><path d=\"M17 5v14\" /><path d=\"M21 5v14\" />","map-pin":"<path d=\"M20 10c0 4.993-5.539 10.193-7.399 11.799a1 1 0 0 1-1.202 0C9.539 20.193 4 14.993 4 10a8 8 0 0 1 16 0\" /><circle cx=\"12\" cy=\"10\" r=\"3\" />","biohazard":"<circle cx=\"12\" cy=\"11.9\" r=\"2\" /><path d=\"M6.7 3.4c-.9 2.5 0 5.2 2.2 6.7C6.5 9 3.7 9.6 2 11.6\" /><path d=\"m8.9 10.1 1.4.8\" /><path d=\"M17.3 3.4c.9 2.5 0 5.2-2.2 6.7 2.4-1.2 5.2-.6 6.9 1.5\" /><path d=\"m15.1 10.1-1.4.8\" /><path d=\"M16.7 20.8c-2.6-.4-4.6-2.6-4.7-5.3-.2 2.6-2.1 4.8-4.7 5.2\" /><path d=\"M12 13.9v1.6\" /><path d=\"M13.5 5.4c-1-.2-2-.2-3 0\" /><path d=\"M17 16.4c.7-.7 1.2-1.6 1.5-2.5\" /><path d=\"M5.5 13.9c.3.9.8 1.8 1.5 2.5\" />","receipt":"<path d=\"M4 2v20l2-1 2 1 2-1 2 1 2-1 2 1 2-1 2 1V2l-2 1-2-1-2 1-2-1-2 1-2-1-2 1Z\" /><path d=\"M16 8h-6a2 2 0 1 0 0 4h4a2 2 0 1 1 0 4H8\" /><path d=\"M12 17.5v-11\" />","dam":"<path d=\"M11 11.31c1.17.56 1.54 1.69 3.5 1.69 2.5 0 2.5-2 5-2 1.3 0 1.9.5 2.5 1\" /><path d=\"M11.75 18c.35.5 1.45 1 2.75 1 2.5 0 2.5-2 5-2 1.3 0 1.9.5 2.5 1\" /><path d=\"M2 10h4\" /><path d=\"M2 14h4\" /><path d=\"M2 18h4\" /><path d=\"M2 6h4\" /><path d=\"M7 3a1 1 0 0 0-1 1v16a1 1 0 0 0 1 1h4a1 1 0 0 0 1-1L10 4a1 1 0 0 0-1-1z\" />","badge-check":"<path d=\"M3.85 8.62a4 4 0 0 1 4.78-4.77 4 4 0 0 1 6.74 0 4 4 0 0 1 4.78 4.78 4 4 0 0 1 0 6.74 4 4 0 0 1-4.77 4.78 4 4 0 0 1-6.75 0 4 4 0 0 1-4.78-4.77 4 4 0 0 1 0-6.76Z\" /><path d=\"m9 12 2 2 4-4\" />","user-check":"<path d=\"M16 21v-2a4 4 0 0 0-4-4H6a4 4 0 0 0-4 4v2\" /><circle cx=\"9\" cy=\"7\" r=\"4\" /><polyline points=\"16 11 18 13 22 9\" />","infinity":"<path d=\"M12 12c-2-2.67-4-4-6-4a4 4 0 1 0 0 8c2 0 4-1.33 6-4Zm0 0c2 2.67 4 4 6 4a4 4 0 0 0 0-8c-2 0-4 1.33-6 4Z\" />","list-tree":"<path d=\"M21 12h-8\" /><path d=\"M21 6H8\" /><path d=\"M21 18h-8\" /><path d=\"M3 6v4c0 1.1.9 2 2 2h3\" /><path d=\"M3 10v6c0 1.1.9 2 2 2h3\" />","orbit":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"3\" /><circle cx=\"19\" cy=\"5\" r=\"2\" /><circle cx=\"5\" cy=\"19\" r=\"2\" /><path d=\"M10.4 21.9a10 10 0 0 0 9.941-15.416\" /><path d=\"M13.5 2.1a10 10 0 0 0-9.841 15.416\" />","sun-medium":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"4\" /><path d=\"M12 3v1\" /><path d=\"M12 20v1\" /><path d=\"M3 12h1\" /><path d=\"M20 12h1\" /><path d=\"m18.364 5.636-.707.707\" /><path d=\"m6.343 17.657-.707.707\" /><path d=\"m5.636 5.636.707.707\" /><path d=\"m17.657 17.657.707.707\" />","hammer":"<path d=\"m15 12-8.373 8.373a1 1 0 1 1-3-3L12 9\" /><path d=\"m18 15 4-4\" /><path d=\"m21.5 11.5-1.914-1.914A2 2 0 0 1 19 8.172V7l-2.26-2.26a6 6 0 0 0-4.202-1.756L9 2.96l.92.82A6.18 6.18 0 0 1 12 8.4V10l2 2h1.172a2 2 0 0 1 1.414.586L18.5 14.5\" />","pipette":"<path d=\"m2 22 1-1h3l9-9\" /><path d=\"M3 21v-3l9-9\" /><path d=\"m15 6 3.4-3.4a2.1 2.1 0 1 1 3 3L18 9l.4.4a2.1 2.1 0 1 1-3 3l-3.8-3.8a2.1 2.1 0 1 1 3-3l.4.4Z\" />","rocket":"<path d=\"M4.5 16.5c-1.5 1.26-2 5-2 5s3.74-.5 5-2c.71-.84.7-2.13-.09-2.91a2.18 2.18 0 0 0-2.91-.09z\" /><path d=\"m12 15-3-3a22 22 0 0 1 2-3.95A12.88 12.88 0 0 1 22 2c0 2.72-.78 7.5-6 11a22.35 22.35 0 0 1-4 2z\" /><path d=\"M9 12H4s.55-3.03 2-4c1.62-1.08 5 0 5 0\" /><path d=\"M12 15v5s3.03-.55 4-2c1.08-1.62 0-5 0-5\" />","sun":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"4\" /><path d=\"M12 2v2\" /><path d=\"M12 20v2\" /><path d=\"m4.93 4.93 1.41 1.41\" /><path d=\"m17.66 17.66 1.41 1.41\" /><path d=\"M2 12h2\" /><path d=\"M20 12h2\" /><path d=\"m6.34 17.66-1.41 1.41\" /><path d=\"m19.07 4.93-1.41 1.41\" />","test-tubes":"<path d=\"M9 2v17.5A2.5 2.5 0 0 1 6.5 22A2.5 2.5 0 0 1 4 19.5V2\" /><path d=\"M20 2v17.5a2.5 2.5 0 0 1-2.5 2.5a2.5 2.5 0 0 1-2.5-2.5V2\" /><path d=\"M3 2h7\" /><path d=\"M14 2h7\" /><path d=\"M9 16H4\" /><path d=\"M20 16h-5\" />","usb":"<circle cx=\"10\" cy=\"7\" r=\"1\" /><circle cx=\"4\" cy=\"20\" r=\"1\" /><path d=\"M4.7 19.3 19 5\" /><path d=\"m21 3-3 1 2 2Z\" /><path d=\"M9.26 7.68 5 12l2 5\" /><path d=\"m10 14 5 2 3.5-3.5\" /><path d=\"m18 12 1-1 1 1-1 1Z\" />","crosshair":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><line x1=\"22\" x2=\"18\" y1=\"12\" y2=\"12\" /><line x1=\"6\" x2=\"2\" y1=\"12\" y2=\"12\" /><line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"6\" y2=\"2\" /><line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"22\" y2=\"18\" />","scan-line":"<path d=\"M3 7V5a2 2 0 0 1 2-2h2\" /><path d=\"M17 3h2a2 2 0 0 1 2 2v2\" /><path d=\"M21 17v2a2 2 0 0 1-2 2h-2\" /><path d=\"M7 21H5a2 2 0 0 1-2-2v-2\" /><path d=\"M7 12h10\" />","cloud":"<path d=\"M17.5 19H9a7 7 0 1 1 6.71-9h1.79a4.5 4.5 0 1 1 0 9Z\" />","brush":"<path d=\"m9.06 11.9 8.07-8.06a2.85 2.85 0 1 1 4.03 4.03l-8.06 8.08\" /><path d=\"M7.07 14.94c-1.66 0-3 1.35-3 3.02 0 1.33-2.5 1.52-2 2.02 1.08 1.1 2.49 2.02 4 2.02 2.2 0 4-1.8 4-4.04a3.01 3.01 0 0 0-3-3.02z\" />","image":"<rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><circle cx=\"9\" cy=\"9\" r=\"2\" /><path d=\"m21 15-3.086-3.086a2 2 0 0 0-2.828 0L6 21\" />","square":"<rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"2\" />","battery":"<rect width=\"16\" height=\"10\" x=\"2\" y=\"7\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><line x1=\"22\" x2=\"22\" y1=\"11\" y2=\"13\" />","user-minus":"<path d=\"M16 21v-2a4 4 0 0 0-4-4H6a4 4 0 0 0-4 4v2\" /><circle cx=\"9\" cy=\"7\" r=\"4\" /><line x1=\"22\" x2=\"16\" y1=\"11\" y2=\"11\" />","circle-check":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><path d=\"m9 12 2 2 4-4\" />","flag":"<path d=\"M4 15s1-1 4-1 5 2 8 2 4-1 4-1V3s-1 1-4 1-5-2-8-2-4 1-4 1z\" /><line x1=\"4\" x2=\"4\" y1=\"22\" y2=\"15\" />","pause":"<rect x=\"14\" y=\"4\" width=\"4\" height=\"16\" rx=\"1\" /><rect x=\"6\" y=\"4\" width=\"4\" height=\"16\" rx=\"1\" />","file-x":"<path d=\"M15 2H6a2 2 0 0 0-2 2v16a2 2 0 0 0 2 2h12a2 2 0 0 0 2-2V7Z\" /><path d=\"M14 2v4a2 2 0 0 0 2 2h4\" /><path d=\"m14.5 12.5-5 5\" /><path d=\"m9.5 12.5 5 5\" />","stethoscope":"<path d=\"M11 2v2\" /><path d=\"M5 2v2\" /><path d=\"M5 3H4a2 2 0 0 0-2 2v4a6 6 0 0 0 12 0V5a2 2 0 0 0-2-2h-1\" /><path d=\"M8 15a6 6 0 0 0 12 0v-3\" /><circle cx=\"20\" cy=\"10\" r=\"2\" />","crown":"<path d=\"M11.562 3.266a.5.5 0 0 1 .876 0L15.39 8.87a1 1 0 0 0 1.516.294L21.183 5.5a.5.5 0 0 1 .798.519l-2.834 10.246a1 1 0 0 1-.956.734H5.81a1 1 0 0 1-.957-.734L2.02 6.02a.5.5 0 0 1 .798-.519l4.276 3.664a1 1 0 0 0 1.516-.294z\" /><path d=\"M5 21h14\" />","train-front":"<path d=\"M8 3.1V7a4 4 0 0 0 8 0V3.1\" /><path d=\"m9 15-1-1\" /><path d=\"m15 15 1-1\" /><path d=\"M9 19c-2.8 0-5-2.2-5-5v-4a8 8 0 0 1 16 0v4c0 2.8-2.2 5-5 5Z\" /><path d=\"m8 19-2 3\" /><path d=\"m16 19 2 3\" />","siren":"<path d=\"M7 18v-6a5 5 0 1 1 10 0v6\" /><path d=\"M5 21a1 1 0 0 0 1 1h12a1 1 0 0 0 1-1v-1a2 2 0 0 0-2-2H7a2 2 0 0 0-2 2z\" /><path d=\"M21 12h1\" /><path d=\"M18.5 4.5 18 5\" /><path d=\"M2 12h1\" /><path d=\"M12 2v1\" /><path d=\"m4.929 4.929.707.707\" /><path d=\"M12 12v6\" />","bandage":"<path d=\"M10 10.01h.01\" /><path d=\"M10 14.01h.01\" /><path d=\"M14 10.01h.01\" /><path d=\"M14 14.01h.01\" /><path d=\"M18 6v11.5\" /><path d=\"M6 6v12\" /><rect x=\"2\" y=\"6\" width=\"20\" height=\"12\" rx=\"2\" />","filter":"<polygon points=\"22 3 2 3 10 12.46 10 19 14 21 14 12.46 22 3\" />","palette":"<circle cx=\"13.5\" cy=\"6.5\" r=\".5\" fill=\"currentColor\" /><circle cx=\"17.5\" cy=\"10.5\" r=\".5\" fill=\"currentColor\" /><circle cx=\"8.5\" cy=\"7.5\" r=\".5\" fill=\"currentColor\" /><circle cx=\"6.5\" cy=\"12.5\" r=\".5\" fill=\"currentColor\" /><path d=\"M12 2C6.5 2 2 6.5 2 12s4.5 10 10 10c.926 0 1.648-.746 1.648-1.688 0-.437-.18-.835-.437-1.125-.29-.289-.438-.652-.438-1.125a1.64 1.64 0 0 1 1.668-1.668h1.996c3.051 0 5.555-2.503 5.555-5.554C21.965 6.012 17.461 2 12 2z\" />","package":"<path d=\"M11 21.73a2 2 0 0 0 2 0l7-4A2 2 0 0 0 21 16V8a2 2 0 0 0-1-1.73l-7-4a2 2 0 0 0-2 0l-7 4A2 2 0 0 0 3 8v8a2 2 0 0 0 1 1.73z\" /><path d=\"M12 22V12\" /><path d=\"m3.3 7 7.703 4.734a2 2 0 0 0 1.994 0L20.7 7\" /><path d=\"m7.5 4.27 9 5.15\" />","school":"<path d=\"M14 22v-4a2 2 0 1 0-4 0v4\" /><path d=\"m18 10 3.447 1.724a1 1 0 0 1 .553.894V20a2 2 0 0 1-2 2H4a2 2 0 0 1-2-2v-7.382a1 1 0 0 1 .553-.894L6 10\" /><path d=\"M18 5v17\" /><path d=\"m4 6 7.106-3.553a2 2 0 0 1 1.788 0L20 6\" /><path d=\"M6 5v17\" /><circle cx=\"12\" cy=\"9\" r=\"2\" />","calculator":"<rect width=\"16\" height=\"20\" x=\"4\" y=\"2\" rx=\"2\" /><line x1=\"8\" x2=\"16\" y1=\"6\" y2=\"6\" /><line x1=\"16\" x2=\"16\" y1=\"14\" y2=\"18\" /><path d=\"M16 10h.01\" /><path d=\"M12 10h.01\" /><path d=\"M8 10h.01\" /><path d=\"M12 14h.01\" /><path d=\"M8 14h.01\" /><path d=\"M12 18h.01\" /><path d=\"M8 18h.01\" />","earth":"<path d=\"M21.54 15H17a2 2 0 0 0-2 2v4.54\" /><path d=\"M7 3.34V5a3 3 0 0 0 3 3a2 2 0 0 1 2 2c0 1.1.9 2 2 2a2 2 0 0 0 2-2c0-1.1.9-2 2-2h3.17\" /><path d=\"M11 21.95V18a2 2 0 0 0-2-2a2 2 0 0 1-2-2v-1a2 2 0 0 0-2-2H2.05\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" />","circuit-board":"<rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"2\" /><path d=\"M11 9h4a2 2 0 0 0 2-2V3\" /><circle cx=\"9\" cy=\"9\" r=\"2\" /><path d=\"M7 21v-4a2 2 0 0 1 2-2h4\" /><circle cx=\"15\" cy=\"15\" r=\"2\" />","tv":"<rect width=\"20\" height=\"15\" x=\"2\" y=\"7\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><polyline points=\"17 2 12 7 7 2\" />","signpost":"<path d=\"M12 13v8\" /><path d=\"M12 3v3\" /><path d=\"M18 6a2 2 0 0 1 1.387.56l2.307 2.22a1 1 0 0 1 0 1.44l-2.307 2.22A2 2 0 0 1 18 13H6a2 2 0 0 1-1.387-.56l-2.306-2.22a1 1 0 0 1 0-1.44l2.306-2.22A2 2 0 0 1 6 6z\" />","plus":"<path d=\"M5 12h14\" /><path d=\"M12 5v14\" />","film":"<rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"2\" /><path d=\"M7 3v18\" /><path d=\"M3 7.5h4\" /><path d=\"M3 12h18\" /><path d=\"M3 16.5h4\" /><path d=\"M17 3v18\" /><path d=\"M17 7.5h4\" /><path d=\"M17 16.5h4\" />","shuffle":"<path d=\"M2 18h1.4c1.3 0 2.5-.6 3.3-1.7l6.1-8.6c.7-1.1 2-1.7 3.3-1.7H22\" /><path d=\"m18 2 4 4-4 4\" /><path d=\"M2 6h1.9c1.5 0 2.9.9 3.6 2.2\" /><path d=\"M22 18h-5.9c-1.3 0-2.6-.7-3.3-1.8l-.5-.8\" /><path d=\"m18 14 4 4-4 4\" />","network":"<rect x=\"16\" y=\"16\" width=\"6\" height=\"6\" rx=\"1\" /><rect x=\"2\" y=\"16\" width=\"6\" height=\"6\" rx=\"1\" /><rect x=\"9\" y=\"2\" width=\"6\" height=\"6\" rx=\"1\" /><path d=\"M5 16v-3a1 1 0 0 1 1-1h12a1 1 0 0 1 1 1v3\" /><path d=\"M12 12V8\" />","scroll-text":"<path d=\"M15 12h-5\" /><path d=\"M15 8h-5\" /><path d=\"M19 17V5a2 2 0 0 0-2-2H4\" /><path d=\"M8 21h12a2 2 0 0 0 2-2v-1a1 1 0 0 0-1-1H11a1 1 0 0 0-1 1v1a2 2 0 1 1-4 0V5a2 2 0 1 0-4 0v2a1 1 0 0 0 1 1h3\" />","magnet":"<path d=\"m6 15-4-4 6.75-6.77a7.79 7.79 0 0 1 11 11L13 22l-4-4 6.39-6.36a2.14 2.14 0 0 0-3-3L6 15\" /><path d=\"m5 8 4 4\" /><path d=\"m12 15 4 4\" />","banknote":"<rect width=\"20\" height=\"12\" x=\"2\" y=\"6\" rx=\"2\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"2\" /><path d=\"M6 12h.01M18 12h.01\" />","play":"<polygon points=\"6 3 20 12 6 21 6 3\" />","leaf":"<path d=\"M11 20A7 7 0 0 1 9.8 6.1C15.5 5 17 4.48 19 2c1 2 2 4.18 2 8 0 5.5-4.78 10-10 10Z\" /><path d=\"M2 21c0-3 1.85-5.36 5.08-6C9.5 14.52 12 13 13 12\" />","ban":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><path d=\"m4.9 4.9 14.2 14.2\" />","circle-dot":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"1\" />","tractor":"<path d=\"m10 11 11 .9a1 1 0 0 1 .8 1.1l-.665 4.158a1 1 0 0 1-.988.842H20\" /><path d=\"M16 18h-5\" /><path d=\"M18 5a1 1 0 0 0-1 1v5.573\" /><path d=\"M3 4h8.129a1 1 0 0 1 .99.863L13 11.246\" /><path d=\"M4 11V4\" /><path d=\"M7 15h.01\" /><path d=\"M8 10.1V4\" /><circle cx=\"18\" cy=\"18\" r=\"2\" /><circle cx=\"7\" cy=\"15\" r=\"5\" />","link":"<path d=\"M10 13a5 5 0 0 0 7.54.54l3-3a5 5 0 0 0-7.07-7.07l-1.72 1.71\" /><path d=\"M14 11a5 5 0 0 0-7.54-.54l-3 3a5 5 0 0 0 7.07 7.07l1.71-1.71\" />","bus":"<path d=\"M8 6v6\" /><path d=\"M15 6v6\" /><path d=\"M2 12h19.6\" /><path d=\"M18 18h3s.5-1.7.8-2.8c.1-.4.2-.8.2-1.2 0-.4-.1-.8-.2-1.2l-1.4-5C20.1 6.8 19.1 6 18 6H4a2 2 0 0 0-2 2v10h3\" /><circle cx=\"7\" cy=\"18\" r=\"2\" /><path d=\"M9 18h5\" /><circle cx=\"16\" cy=\"18\" r=\"2\" />","wrench":"<path d=\"M14.7 6.3a1 1 0 0 0 0 1.4l1.6 1.6a1 1 0 0 0 1.4 0l3.77-3.77a6 6 0 0 1-7.94 7.94l-6.91 6.91a2.12 2.12 0 0 1-3-3l6.91-6.91a6 6 0 0 1 7.94-7.94l-3.76 3.76z\" />","git-merge":"<circle cx=\"18\" cy=\"18\" r=\"3\" /><circle cx=\"6\" cy=\"6\" r=\"3\" /><path d=\"M6 21V9a9 9 0 0 0 9 9\" />","settings":"<path d=\"M12.22 2h-.44a2 2 0 0 0-2 2v.18a2 2 0 0 1-1 1.73l-.43.25a2 2 0 0 1-2 0l-.15-.08a2 2 0 0 0-2.73.73l-.22.38a2 2 0 0 0 .73 2.73l.15.1a2 2 0 0 1 1 1.72v.51a2 2 0 0 1-1 1.74l-.15.09a2 2 0 0 0-.73 2.73l.22.38a2 2 0 0 0 2.73.73l.15-.08a2 2 0 0 1 2 0l.43.25a2 2 0 0 1 1 1.73V20a2 2 0 0 0 2 2h.44a2 2 0 0 0 2-2v-.18a2 2 0 0 1 1-1.73l.43-.25a2 2 0 0 1 2 0l.15.08a2 2 0 0 0 2.73-.73l.22-.39a2 2 0 0 0-.73-2.73l-.15-.08a2 2 0 0 1-1-1.74v-.5a2 2 0 0 1 1-1.74l.15-.09a2 2 0 0 0 .73-2.73l-.22-.38a2 2 0 0 0-2.73-.73l-.15.08a2 2 0 0 1-2 0l-.43-.25a2 2 0 0 1-1-1.73V4a2 2 0 0 0-2-2z\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"3\" />","clock":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><polyline points=\"12 6 12 12 16 14\" />","medal":"<path d=\"M7.21 15 2.66 7.14a2 2 0 0 1 .13-2.2L4.4 2.8A2 2 0 0 1 6 2h12a2 2 0 0 1 1.6.8l1.6 2.14a2 2 0 0 1 .14 2.2L16.79 15\" /><path d=\"M11 12 5.12 2.2\" /><path d=\"m13 12 5.88-9.8\" /><path d=\"M8 7h8\" /><circle cx=\"12\" cy=\"17\" r=\"5\" /><path d=\"M12 18v-2h-.5\" />","handshake":"<path d=\"m11 17 2 2a1 1 0 1 0 3-3\" /><path d=\"m14 14 2.5 2.5a1 1 0 1 0 3-3l-3.88-3.88a3 3 0 0 0-4.24 0l-.88.88a1 1 0 1 1-3-3l2.81-2.81a5.79 5.79 0 0 1 7.06-.87l.47.28a2 2 0 0 0 1.42.25L21 4\" /><path d=\"m21 3 1 11h-2\" /><path d=\"M3 3 2 14l6.5 6.5a1 1 0 1 0 3-3\" /><path d=\"M3 4h8\" />","thermometer-sun":"<path d=\"M12 9a4 4 0 0 0-2 7.5\" /><path d=\"M12 3v2\" /><path d=\"m6.6 18.4-1.4 1.4\" /><path d=\"M20 4v10.54a4 4 0 1 1-4 0V4a2 2 0 0 1 4 0Z\" /><path d=\"M4 13H2\" /><path d=\"M6.34 7.34 4.93 5.93\" />","lock":"<rect width=\"18\" height=\"11\" x=\"3\" y=\"11\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><path d=\"M7 11V7a5 5 0 0 1 10 0v4\" />","gavel":"<path d=\"m14.5 12.5-8 8a2.119 2.119 0 1 1-3-3l8-8\" /><path d=\"m16 16 6-6\" /><path d=\"m8 8 6-6\" /><path d=\"m9 7 8 8\" /><path d=\"m21 11-8-8\" />","scale":"<path d=\"m16 16 3-8 3 8c-.87.65-1.92 1-3 1s-2.13-.35-3-1Z\" /><path d=\"m2 16 3-8 3 8c-.87.65-1.92 1-3 1s-2.13-.35-3-1Z\" /><path d=\"M7 21h10\" /><path d=\"M12 3v18\" /><path d=\"M3 7h2c2 0 5-1 7-2 2 1 5 2 7 2h2\" />","wind":"<path d=\"M12.8 19.6A2 2 0 1 0 14 16H2\" /><path d=\"M17.5 8a2.5 2.5 0 1 1 2 4H2\" /><path d=\"M9.8 4.4A2 2 0 1 1 11 8H2\" />","server":"<rect width=\"20\" height=\"8\" x=\"2\" y=\"2\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><rect width=\"20\" height=\"8\" x=\"2\" y=\"14\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><line x1=\"6\" x2=\"6.01\" y1=\"6\" y2=\"6\" /><line x1=\"6\" x2=\"6.01\" y1=\"18\" y2=\"18\" />","id-card":"<path d=\"M16 10h2\" /><path d=\"M16 14h2\" /><path d=\"M6.17 15a3 3 0 0 1 5.66 0\" /><circle cx=\"9\" cy=\"11\" r=\"2\" /><rect x=\"2\" y=\"5\" width=\"20\" height=\"14\" rx=\"2\" />","grid-3x3":"<rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"2\" /><path d=\"M3 9h18\" /><path d=\"M3 15h18\" /><path d=\"M9 3v18\" /><path d=\"M15 3v18\" />","lock-keyhole":"<circle cx=\"12\" cy=\"16\" r=\"1\" /><rect x=\"3\" y=\"10\" width=\"18\" height=\"12\" rx=\"2\" /><path d=\"M7 10V7a5 5 0 0 1 10 0v3\" />","piggy-bank":"<path d=\"M19 5c-1.5 0-2.8 1.4-3 2-3.5-1.5-11-.3-11 5 0 1.8 0 3 2 4.5V20h4v-2h3v2h4v-4c1-.5 1.7-1 2-2h2v-4h-2c0-1-.5-1.5-1-2V5z\" /><path d=\"M2 9v1c0 1.1.9 2 2 2h1\" /><path d=\"M16 11h.01\" />","hard-hat":"<path d=\"M10 10V5a1 1 0 0 1 1-1h2a1 1 0 0 1 1 1v5\" /><path d=\"M14 6a6 6 0 0 1 6 6v3\" /><path d=\"M4 15v-3a6 6 0 0 1 6-6\" /><rect x=\"2\" y=\"15\" width=\"20\" height=\"4\" rx=\"1\" />","search":"<circle cx=\"11\" cy=\"11\" r=\"8\" /><path d=\"m21 21-4.3-4.3\" />","shield-alert":"<path d=\"M20 13c0 5-3.5 7.5-7.66 8.95a1 1 0 0 1-.67-.01C7.5 20.5 4 18 4 13V6a1 1 0 0 1 1-1c2 0 4.5-1.2 6.24-2.72a1.17 1.17 0 0 1 1.52 0C14.51 3.81 17 5 19 5a1 1 0 0 1 1 1z\" /><path d=\"M12 8v4\" /><path d=\"M12 16h.01\" />","chart-pie":"<path d=\"M21 12c.552 0 1.005-.449.95-.998a10 10 0 0 0-8.953-8.951c-.55-.055-.998.398-.998.95v8a1 1 0 0 0 1 1z\" /><path d=\"M21.21 15.89A10 10 0 1 1 8 2.83\" />","key":"<path d=\"m15.5 7.5 2.3 2.3a1 1 0 0 0 1.4 0l2.1-2.1a1 1 0 0 0 0-1.4L19 4\" /><path d=\"m21 2-9.6 9.6\" /><circle cx=\"7.5\" cy=\"15.5\" r=\"5.5\" />","pen-tool":"<path d=\"M15.707 21.293a1 1 0 0 1-1.414 0l-1.586-1.586a1 1 0 0 1 0-1.414l5.586-5.586a1 1 0 0 1 1.414 0l1.586 1.586a1 1 0 0 1 0 1.414z\" /><path d=\"m18 13-1.375-6.874a1 1 0 0 0-.746-.776L3.235 2.028a1 1 0 0 0-1.207 1.207L5.35 15.879a1 1 0 0 0 .776.746L13 18\" /><path d=\"m2.3 2.3 7.286 7.286\" /><circle cx=\"11\" cy=\"11\" r=\"2\" />","gift":"<rect x=\"3\" y=\"8\" width=\"18\" height=\"4\" rx=\"1\" /><path d=\"M12 8v13\" /><path d=\"M19 12v7a2 2 0 0 1-2 2H7a2 2 0 0 1-2-2v-7\" /><path d=\"M7.5 8a2.5 2.5 0 0 1 0-5A4.8 8 0 0 1 12 8a4.8 8 0 0 1 4.5-5 2.5 2.5 0 0 1 0 5\" />","mic":"<path d=\"M12 2a3 3 0 0 0-3 3v7a3 3 0 0 0 6 0V5a3 3 0 0 0-3-3Z\" /><path d=\"M19 10v2a7 7 0 0 1-14 0v-2\" /><line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"19\" y2=\"22\" />","zap":"<path d=\"M4 14a1 1 0 0 1-.78-1.63l9.9-10.2a.5.5 0 0 1 .86.46l-1.92 6.02A1 1 0 0 0 13 10h7a1 1 0 0 1 .78 1.63l-9.9 10.2a.5.5 0 0 1-.86-.46l1.92-6.02A1 1 0 0 0 11 14z\" />","workflow":"<rect width=\"8\" height=\"8\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"2\" /><path d=\"M7 11v4a2 2 0 0 0 2 2h4\" /><rect width=\"8\" height=\"8\" x=\"13\" y=\"13\" rx=\"2\" />","antenna":"<path d=\"M2 12 7 2\" /><path d=\"m7 12 5-10\" /><path d=\"m12 12 5-10\" /><path d=\"m17 12 5-10\" /><path d=\"M4.5 7h15\" /><path d=\"M12 16v6\" />","radio-tower":"<path d=\"M4.9 16.1C1 12.2 1 5.8 4.9 1.9\" /><path d=\"M7.8 4.7a6.14 6.14 0 0 0-.8 7.5\" /><circle cx=\"12\" cy=\"9\" r=\"2\" /><path d=\"M16.2 4.8c2 2 2.26 5.11.8 7.47\" /><path d=\"M19.1 1.9a9.96 9.96 0 0 1 0 14.1\" /><path d=\"M9.5 18h5\" /><path d=\"m8 22 4-11 4 11\" />","wifi":"<path d=\"M12 20h.01\" /><path d=\"M2 8.82a15 15 0 0 1 20 0\" /><path d=\"M5 12.859a10 10 0 0 1 14 0\" /><path d=\"M8.5 16.429a5 5 0 0 1 7 0\" />","construction":"<rect x=\"2\" y=\"6\" width=\"20\" height=\"8\" rx=\"1\" /><path d=\"M17 14v7\" /><path d=\"M7 14v7\" /><path d=\"M17 3v3\" /><path d=\"M7 3v3\" /><path d=\"M10 14 2.3 6.3\" /><path d=\"m14 6 7.7 7.7\" /><path d=\"m8 6 8 8\" />","box":"<path d=\"M21 8a2 2 0 0 0-1-1.73l-7-4a2 2 0 0 0-2 0l-7 4A2 2 0 0 0 3 8v8a2 2 0 0 0 1 1.73l7 4a2 2 0 0 0 2 0l7-4A2 2 0 0 0 21 16Z\" /><path d=\"m3.3 7 8.7 5 8.7-5\" /><path d=\"M12 22V12\" />","merge":"<path d=\"m8 6 4-4 4 4\" /><path d=\"M12 2v10.3a4 4 0 0 1-1.172 2.872L4 22\" /><path d=\"m20 22-5-5\" />","monitor":"<rect width=\"20\" height=\"14\" x=\"2\" y=\"3\" rx=\"2\" /><line x1=\"8\" x2=\"16\" y1=\"21\" y2=\"21\" /><line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"17\" y2=\"21\" />","plane":"<path d=\"M17.8 19.2 16 11l3.5-3.5C21 6 21.5 4 21 3c-1-.5-3 0-4.5 1.5L13 8 4.8 6.2c-.5-.1-.9.1-1.1.5l-.3.5c-.2.5-.1 1 .3 1.3L9 12l-2 3H4l-1 1 3 2 2 3 1-1v-3l3-2 3.5 5.3c.3.4.8.5 1.3.3l.5-.2c.4-.3.6-.7.5-1.2z\" />","flame":"<path d=\"M8.5 14.5A2.5 2.5 0 0 0 11 12c0-1.38-.5-2-1-3-1.072-2.143-.224-4.054 2-6 .5 2.5 2 4.9 4 6.5 2 1.6 3 3.5 3 5.5a7 7 0 1 1-14 0c0-1.153.433-2.294 1-3a2.5 2.5 0 0 0 2.5 2.5z\" />","drill":"<path d=\"M10 18a1 1 0 0 1 1 1v2a1 1 0 0 1-1 1H5a3 3 0 0 1-3-3 1 1 0 0 1 1-1z\" /><path d=\"M13 10H4a2 2 0 0 1-2-2V4a2 2 0 0 1 2-2h9a1 1 0 0 1 1 1v6a1 1 0 0 1-1 1l-.81 3.242a1 1 0 0 1-.97.758H8\" /><path d=\"M14 4h3a1 1 0 0 1 1 1v2a1 1 0 0 1-1 1h-3\" /><path d=\"M18 6h4\" /><path d=\"m5 10-2 8\" /><path d=\"m7 18 2-8\" />","target":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"6\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"2\" />","spline":"<circle cx=\"19\" cy=\"5\" r=\"2\" /><circle cx=\"5\" cy=\"19\" r=\"2\" /><path d=\"M5 17A12 12 0 0 1 17 5\" />","vote":"<path d=\"m9 12 2 2 4-4\" /><path d=\"M5 7c0-1.1.9-2 2-2h10a2 2 0 0 1 2 2v12H5V7Z\" /><path d=\"M22 19H2\" />","compass":"<path d=\"m16.24 7.76-1.804 5.411a2 2 0 0 1-1.265 1.265L7.76 16.24l1.804-5.411a2 2 0 0 1 1.265-1.265z\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" />","music":"<path d=\"M9 18V5l12-2v13\" /><circle cx=\"6\" cy=\"18\" r=\"3\" /><circle cx=\"18\" cy=\"16\" r=\"3\" />","satellite-dish":"<path d=\"M4 10a7.31 7.31 0 0 0 10 10Z\" /><path d=\"m9 15 3-3\" /><path d=\"M17 13a6 6 0 0 0-6-6\" /><path d=\"M21 13A10 10 0 0 0 11 3\" />","cpu":"<rect width=\"16\" height=\"16\" x=\"4\" y=\"4\" rx=\"2\" /><rect width=\"6\" height=\"6\" x=\"9\" y=\"9\" rx=\"1\" /><path d=\"M15 2v2\" /><path d=\"M15 20v2\" /><path d=\"M2 15h2\" /><path d=\"M2 9h2\" /><path d=\"M20 15h2\" /><path d=\"M20 9h2\" /><path d=\"M9 2v2\" /><path d=\"M9 20v2\" />","file-text":"<path d=\"M15 2H6a2 2 0 0 0-2 2v16a2 2 0 0 0 2 2h12a2 2 0 0 0 2-2V7Z\" /><path d=\"M14 2v4a2 2 0 0 0 2 2h4\" /><path d=\"M10 9H8\" /><path d=\"M16 13H8\" /><path d=\"M16 17H8\" />","star":"<path d=\"M11.525 2.295a.53.53 0 0 1 .95 0l2.31 4.679a2.123 2.123 0 0 0 1.595 1.16l5.166.756a.53.53 0 0 1 .294.904l-3.736 3.638a2.123 2.123 0 0 0-.611 1.878l.882 5.14a.53.53 0 0 1-.771.56l-4.618-2.428a2.122 2.122 0 0 0-1.973 0L6.396 21.01a.53.53 0 0 1-.77-.56l.881-5.139a2.122 2.122 0 0 0-.611-1.879L2.16 9.795a.53.53 0 0 1 .294-.906l5.165-.755a2.122 2.122 0 0 0 1.597-1.16z\" />","hash":"<line x1=\"4\" x2=\"20\" y1=\"9\" y2=\"9\" /><line x1=\"4\" x2=\"20\" y1=\"15\" y2=\"15\" /><line x1=\"10\" x2=\"8\" y1=\"3\" y2=\"21\" /><line x1=\"16\" x2=\"14\" y1=\"3\" y2=\"21\" />","wheat-off":"<path d=\"m2 22 10-10\" /><path d=\"m16 8-1.17 1.17\" /><path d=\"M3.47 12.53 5 11l1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1 0 4.94L5 19l-1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 0-4.94Z\" /><path d=\"m8 8-.53.53a3.5 3.5 0 0 0 0 4.94L9 15l1.53-1.53c.55-.55.88-1.25.98-1.97\" /><path d=\"M10.91 5.26c.15-.26.34-.51.56-.73L13 3l1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1 .28 4.62\" /><path d=\"M20 2h2v2a4 4 0 0 1-4 4h-2V6a4 4 0 0 1 4-4Z\" /><path d=\"M11.47 17.47 13 19l-1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1-4.94 0L5 19l1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 4.94 0Z\" /><path d=\"m16 16-.53.53a3.5 3.5 0 0 1-4.94 0L9 15l1.53-1.53a3.49 3.49 0 0 1 1.97-.98\" /><path d=\"M18.74 13.09c.26-.15.51-.34.73-.56L21 11l-1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 0-4.62-.28\" /><line x1=\"2\" x2=\"22\" y1=\"2\" y2=\"22\" />","chart-bar":"<path d=\"M3 3v16a2 2 0 0 0 2 2h16\" /><path d=\"M7 16h8\" /><path d=\"M7 11h12\" /><path d=\"M7 6h3\" />","flask-round":"<path d=\"M10 2v7.31\" /><path d=\"M14 9.3V1.99\" /><path d=\"M8.5 2h7\" /><path d=\"M14 9.3a6.5 6.5 0 1 1-4 0\" /><path d=\"M5.52 16h12.96\" />","dna":"<path d=\"m10 16 1.5 1.5\" /><path d=\"m14 8-1.5-1.5\" /><path d=\"M15 2c-1.798 1.998-2.518 3.995-2.807 5.993\" /><path d=\"m16.5 10.5 1 1\" /><path d=\"m17 6-2.891-2.891\" /><path d=\"M2 15c6.667-6 13.333 0 20-6\" /><path d=\"m20 9 .891.891\" /><path d=\"M3.109 14.109 4 15\" /><path d=\"m6.5 12.5 1 1\" /><path d=\"m7 18 2.891 2.891\" /><path d=\"M9 22c1.798-1.998 2.518-3.995 2.807-5.993\" />","power-off":"<path d=\"M18.36 6.64A9 9 0 0 1 20.77 15\" /><path d=\"M6.16 6.16a9 9 0 1 0 12.68 12.68\" /><path d=\"M12 2v4\" /><path d=\"m2 2 20 20\" />","bug-off":"<path d=\"M15 7.13V6a3 3 0 0 0-5.14-2.1L8 2\" /><path d=\"M14.12 3.88 16 2\" /><path d=\"M22 13h-4v-2a4 4 0 0 0-4-4h-1.3\" /><path d=\"M20.97 5c0 2.1-1.6 3.8-3.5 4\" /><path d=\"m2 2 20 20\" /><path d=\"M7.7 7.7A4 4 0 0 0 6 11v3a6 6 0 0 0 11.13 3.13\" /><path d=\"M12 20v-8\" /><path d=\"M6 13H2\" /><path d=\"M3 21c0-2.1 1.7-3.9 3.8-4\" />","send":"<path d=\"M14.536 21.686a.5.5 0 0 0 .937-.024l6.5-19a.496.496 0 0 0-.635-.635l-19 6.5a.5.5 0 0 0-.024.937l7.93 3.18a2 2 0 0 1 1.112 1.11z\" /><path d=\"m21.854 2.147-10.94 10.939\" />","pill":"<path d=\"m10.5 20.5 10-10a4.95 4.95 0 1 0-7-7l-10 10a4.95 4.95 0 1 0 7 7Z\" /><path d=\"m8.5 8.5 7 7\" />","badge-alert":"<path d=\"M3.85 8.62a4 4 0 0 1 4.78-4.77 4 4 0 0 1 6.74 0 4 4 0 0 1 4.78 4.78 4 4 0 0 1 0 6.74 4 4 0 0 1-4.77 4.78 4 4 0 0 1-6.75 0 4 4 0 0 1-4.78-4.77 4 4 0 0 1 0-6.76Z\" /><line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"8\" y2=\"12\" /><line x1=\"12\" x2=\"12.01\" y1=\"16\" y2=\"16\" />","activity":"<path d=\"M22 12h-2.48a2 2 0 0 0-1.93 1.46l-2.35 8.36a.25.25 0 0 1-.48 0L9.24 2.18a.25.25 0 0 0-.48 0l-2.35 8.36A2 2 0 0 1 4.49 12H2\" />","store":"<path d=\"m2 7 4.41-4.41A2 2 0 0 1 7.83 2h8.34a2 2 0 0 1 1.42.59L22 7\" /><path d=\"M4 12v8a2 2 0 0 0 2 2h12a2 2 0 0 0 2-2v-8\" /><path d=\"M15 22v-4a2 2 0 0 0-2-2h-2a2 2 0 0 0-2 2v4\" /><path d=\"M2 7h20\" /><path d=\"M22 7v3a2 2 0 0 1-2 2a2.7 2.7 0 0 1-1.59-.63.7.7 0 0 0-.82 0A2.7 2.7 0 0 1 16 12a2.7 2.7 0 0 1-1.59-.63.7.7 0 0 0-.82 0A2.7 2.7 0 0 1 12 12a2.7 2.7 0 0 1-1.59-.63.7.7 0 0 0-.82 0A2.7 2.7 0 0 1 8 12a2.7 2.7 0 0 1-1.59-.63.7.7 0 0 0-.82 0A2.7 2.7 0 0 1 4 12a2 2 0 0 1-2-2V7\" />","radio":"<path d=\"M4.9 19.1C1 15.2 1 8.8 4.9 4.9\" /><path d=\"M7.8 16.2c-2.3-2.3-2.3-6.1 0-8.5\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"2\" /><path d=\"M16.2 7.8c2.3 2.3 2.3 6.1 0 8.5\" /><path d=\"M19.1 4.9C23 8.8 23 15.1 19.1 19\" />","stamp":"<path d=\"M5 22h14\" /><path d=\"M19.27 13.73A2.5 2.5 0 0 0 17.5 13h-11A2.5 2.5 0 0 0 4 15.5V17a1 1 0 0 0 1 1h14a1 1 0 0 0 1-1v-1.5c0-.66-.26-1.3-.73-1.77Z\" /><path d=\"M14 13V8.5C14 7 15 7 15 5a3 3 0 0 0-3-3c-1.66 0-3 1-3 3s1 2 1 3.5V13\" />","hospital":"<path d=\"M12 6v4\" /><path d=\"M14 14h-4\" /><path d=\"M14 18h-4\" /><path d=\"M14 8h-4\" /><path d=\"M18 12h2a2 2 0 0 1 2 2v6a2 2 0 0 1-2 2H4a2 2 0 0 1-2-2v-9a2 2 0 0 1 2-2h2\" /><path d=\"M18 22V4a2 2 0 0 0-2-2H8a2 2 0 0 0-2 2v18\" />","radar":"<path d=\"M19.07 4.93A10 10 0 0 0 6.99 3.34\" /><path d=\"M4 6h.01\" /><path d=\"M2.29 9.62A10 10 0 1 0 21.31 8.35\" /><path d=\"M16.24 7.76A6 6 0 1 0 8.23 16.67\" /><path d=\"M12 18h.01\" /><path d=\"M17.99 11.66A6 6 0 0 1 15.77 16.67\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"2\" /><path d=\"m13.41 10.59 5.66-5.66\" />","cable":"<path d=\"M17 21v-2a1 1 0 0 1-1-1v-1a2 2 0 0 1 2-2h2a2 2 0 0 1 2 2v1a1 1 0 0 1-1 1\" /><path d=\"M19 15V6.5a1 1 0 0 0-7 0v11a1 1 0 0 1-7 0V9\" /><path d=\"M21 21v-2h-4\" /><path d=\"M3 5h4V3\" /><path d=\"M7 5a1 1 0 0 1 1 1v1a2 2 0 0 1-2 2H4a2 2 0 0 1-2-2V6a1 1 0 0 1 1-1V3\" />","nfc":"<path d=\"M6 8.32a7.43 7.43 0 0 1 0 7.36\" /><path d=\"M9.46 6.21a11.76 11.76 0 0 1 0 11.58\" /><path d=\"M12.91 4.1a15.91 15.91 0 0 1 .01 15.8\" /><path d=\"M16.37 2a20.16 20.16 0 0 1 0 20\" />","unlink":"<path d=\"m18.84 12.25 1.72-1.71h-.02a5.004 5.004 0 0 0-.12-7.07 5.006 5.006 0 0 0-6.95 0l-1.72 1.71\" /><path d=\"m5.17 11.75-1.71 1.71a5.004 5.004 0 0 0 .12 7.07 5.006 5.006 0 0 0 6.95 0l1.71-1.71\" /><line x1=\"8\" x2=\"8\" y1=\"2\" y2=\"5\" /><line x1=\"2\" x2=\"5\" y1=\"8\" y2=\"8\" /><line x1=\"16\" x2=\"16\" y1=\"19\" y2=\"22\" /><line x1=\"19\" x2=\"22\" y1=\"16\" y2=\"16\" />","git-compare":"<circle cx=\"18\" cy=\"18\" r=\"3\" /><circle cx=\"6\" cy=\"6\" r=\"3\" /><path d=\"M13 6h3a2 2 0 0 1 2 2v7\" /><path d=\"M11 18H8a2 2 0 0 1-2-2V9\" />","radiation":"<path d=\"M12 12h.01\" /><path d=\"M7.5 4.2c-.3-.5-.9-.7-1.3-.4C3.9 5.5 2.3 8.1 2 11c-.1.5.4 1 1 1h5c0-1.5.8-2.8 2-3.4-1.1-1.9-2-3.5-2.5-4.4z\" /><path d=\"M21 12c.6 0 1-.4 1-1-.3-2.9-1.8-5.5-4.1-7.1-.4-.3-1.1-.2-1.3.3-.6.9-1.5 2.5-2.6 4.3 1.2.7 2 2 2 3.5h5z\" /><path d=\"M7.5 19.8c-.3.5-.1 1.1.4 1.3 2.6 1.2 5.6 1.2 8.2 0 .5-.2.7-.8.4-1.3-.5-.9-1.4-2.5-2.5-4.3-1.2.7-2.8.7-4 0-1.1 1.8-2 3.4-2.5 4.3z\" />","waves":"<path d=\"M2 6c.6.5 1.2 1 2.5 1C7 7 7 5 9.5 5c2.6 0 2.4 2 5 2 2.5 0 2.5-2 5-2 1.3 0 1.9.5 2.5 1\" /><path d=\"M2 12c.6.5 1.2 1 2.5 1 2.5 0 2.5-2 5-2 2.6 0 2.4 2 5 2 2.5 0 2.5-2 5-2 1.3 0 1.9.5 2.5 1\" /><path d=\"M2 18c.6.5 1.2 1 2.5 1 2.5 0 2.5-2 5-2 2.6 0 2.4 2 5 2 2.5 0 2.5-2 5-2 1.3 0 1.9.5 2.5 1\" />","badge-percent":"<path d=\"M3.85 8.62a4 4 0 0 1 4.78-4.77 4 4 0 0 1 6.74 0 4 4 0 0 1 4.78 4.78 4 4 0 0 1 0 6.74 4 4 0 0 1-4.77 4.78 4 4 0 0 1-6.75 0 4 4 0 0 1-4.78-4.77 4 4 0 0 1 0-6.76Z\" /><path d=\"m15 9-6 6\" /><path d=\"M9 9h.01\" /><path d=\"M15 15h.01\" />","microchip":"<path d=\"M18 12h2\" /><path d=\"M18 16h2\" /><path d=\"M18 20h2\" /><path d=\"M18 4h2\" /><path d=\"M18 8h2\" /><path d=\"M4 12h2\" /><path d=\"M4 16h2\" /><path d=\"M4 20h2\" /><path d=\"M4 4h2\" /><path d=\"M4 8h2\" /><path d=\"M8 2a2 2 0 0 0-2 2v16a2 2 0 0 0 2 2h8a2 2 0 0 0 2-2V4a2 2 0 0 0-2-2h-1.5c-.276 0-.494.227-.562.495a2 2 0 0 1-3.876 0C9.994 2.227 9.776 2 9.5 2z\" />","arrow-right-left":"<path d=\"m16 3 4 4-4 4\" /><path d=\"M20 7H4\" /><path d=\"m8 21-4-4 4-4\" /><path d=\"M4 17h16\" />","bell":"<path d=\"M6 8a6 6 0 0 1 12 0c0 7 3 9 3 9H3s3-2 3-9\" /><path d=\"M10.3 21a1.94 1.94 0 0 0 3.4 0\" />","trending-up":"<polyline points=\"22 7 13.5 15.5 8.5 10.5 2 17\" /><polyline points=\"16 7 22 7 22 13\" />","shield-off":"<path d=\"m2 2 20 20\" /><path d=\"M5 5a1 1 0 0 0-1 1v7c0 5 3.5 7.5 7.67 8.94a1 1 0 0 0 .67.01c2.35-.82 4.48-1.97 5.9-3.71\" /><path d=\"M9.309 3.652A12.252 12.252 0 0 0 11.24 2.28a1.17 1.17 0 0 1 1.52 0C14.51 3.81 17 5 19 5a1 1 0 0 1 1 1v7a9.784 9.784 0 0 1-.08 1.264\" />","message-square":"<path d=\"M21 15a2 2 0 0 1-2 2H7l-4 4V5a2 2 0 0 1 2-2h14a2 2 0 0 1 2 2z\" />","map":"<path d=\"M14.106 5.553a2 2 0 0 0 1.788 0l3.659-1.83A1 1 0 0 1 21 4.619v12.764a1 1 0 0 1-.553.894l-4.553 2.277a2 2 0 0 1-1.788 0l-4.212-2.106a2 2 0 0 0-1.788 0l-3.659 1.83A1 1 0 0 1 3 19.381V6.618a1 1 0 0 1 .553-.894l4.553-2.277a2 2 0 0 1 1.788 0z\" /><path d=\"M15 5.764v15\" /><path d=\"M9 3.236v15\" />","scan":"<path d=\"M3 7V5a2 2 0 0 1 2-2h2\" /><path d=\"M17 3h2a2 2 0 0 1 2 2v2\" /><path d=\"M21 17v2a2 2 0 0 1-2 2h-2\" /><path d=\"M7 21H5a2 2 0 0 1-2-2v-2\" />","sparkles":"<path d=\"M9.937 15.5A2 2 0 0 0 8.5 14.063l-6.135-1.582a.5.5 0 0 1 0-.962L8.5 9.936A2 2 0 0 0 9.937 8.5l1.582-6.135a.5.5 0 0 1 .963 0L14.063 8.5A2 2 0 0 0 15.5 9.937l6.135 1.581a.5.5 0 0 1 0 .964L15.5 14.063a2 2 0 0 0-1.437 1.437l-1.582 6.135a.5.5 0 0 1-.963 0z\" /><path d=\"M20 3v4\" /><path d=\"M22 5h-4\" /><path d=\"M4 17v2\" /><path d=\"M5 18H3\" />","code":"<polyline points=\"16 18 22 12 16 6\" /><polyline points=\"8 6 2 12 8 18\" />","lightbulb":"<path d=\"M15 14c.2-1 .7-1.7 1.5-2.5 1-.9 1.5-2.2 1.5-3.5A6 6 0 0 0 6 8c0 1 .2 2.2 1.5 3.5.7.7 1.3 1.5 1.5 2.5\" /><path d=\"M9 18h6\" /><path d=\"M10 22h4\" />","sprout":"<path d=\"M7 20h10\" /><path d=\"M10 20c5.5-2.5.8-6.4 3-10\" /><path d=\"M9.5 9.4c1.1.8 1.8 2.2 2.3 3.7-2 .4-3.5.4-4.8-.3-1.2-.6-2.3-1.9-3-4.2 2.8-.5 4.4 0 5.5.8z\" /><path d=\"M14.1 6a7 7 0 0 0-1.1 4c1.9-.1 3.3-.6 4.3-1.4 1-1 1.6-2.3 1.7-4.6-2.7.1-4 1-4.9 2z\" />","route":"<circle cx=\"6\" cy=\"19\" r=\"3\" /><path d=\"M9 19h8.5a3.5 3.5 0 0 0 0-7h-11a3.5 3.5 0 0 1 0-7H15\" /><circle cx=\"18\" cy=\"5\" r=\"3\" />","droplet":"<path d=\"M12 22a7 7 0 0 0 7-7c0-2-1-3.9-3-5.5s-3.5-4-4-6.5c-.5 2.5-2 4.9-4 6.5C6 11.1 5 13 5 15a7 7 0 0 0 7 7z\" />","gem":"<path d=\"M6 3h12l4 6-10 13L2 9Z\" /><path d=\"M11 3 8 9l4 13 4-13-3-6\" /><path d=\"M2 9h20\" />","gamepad-2":"<line x1=\"6\" x2=\"10\" y1=\"11\" y2=\"11\" /><line x1=\"8\" x2=\"8\" y1=\"9\" y2=\"13\" /><line x1=\"15\" x2=\"15.01\" y1=\"12\" y2=\"12\" /><line x1=\"18\" x2=\"18.01\" y1=\"10\" y2=\"10\" /><path d=\"M17.32 5H6.68a4 4 0 0 0-3.978 3.59c-.006.052-.01.101-.017.152C2.604 9.416 2 14.456 2 16a3 3 0 0 0 3 3c1 0 1.5-.5 2-1l1.414-1.414A2 2 0 0 1 9.828 16h4.344a2 2 0 0 1 1.414.586L17 18c.5.5 1 1 2 1a3 3 0 0 0 3-3c0-1.545-.604-6.584-.685-7.258-.007-.05-.011-.1-.017-.151A4 4 0 0 0 17.32 5z\" />","recycle":"<path d=\"M7 19H4.815a1.83 1.83 0 0 1-1.57-.881 1.785 1.785 0 0 1-.004-1.784L7.196 9.5\" /><path d=\"M11 19h8.203a1.83 1.83 0 0 0 1.556-.89 1.784 1.784 0 0 0 0-1.775l-1.226-2.12\" /><path d=\"m14 16-3 3 3 3\" /><path d=\"M8.293 13.596 7.196 9.5 3.1 10.598\" /><path d=\"m9.344 5.811 1.093-1.892A1.83 1.83 0 0 1 11.985 3a1.784 1.784 0 0 1 1.546.888l3.943 6.843\" /><path d=\"m13.378 9.633 4.096 1.098 1.097-4.096\" />","camera":"<path d=\"M14.5 4h-5L7 7H4a2 2 0 0 0-2 2v9a2 2 0 0 0 2 2h16a2 2 0 0 0 2-2V9a2 2 0 0 0-2-2h-3l-2.5-3z\" /><circle cx=\"12\" cy=\"13\" r=\"3\" />","eye-off":"<path d=\"M10.733 5.076a10.744 10.744 0 0 1 11.205 6.575 1 1 0 0 1 0 .696 10.747 10.747 0 0 1-1.444 2.49\" /><path d=\"M14.084 14.158a3 3 0 0 1-4.242-4.242\" /><path d=\"M17.479 17.499a10.75 10.75 0 0 1-15.417-5.151 1 1 0 0 1 0-.696 10.75 10.75 0 0 1 4.446-5.143\" /><path d=\"m2 2 20 20\" />","timer":"<line x1=\"10\" x2=\"14\" y1=\"2\" y2=\"2\" /><line x1=\"12\" x2=\"15\" y1=\"14\" y2=\"11\" /><circle cx=\"12\" cy=\"14\" r=\"8\" />","flower":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"3\" /><path d=\"M12 16.5A4.5 4.5 0 1 1 7.5 12 4.5 4.5 0 1 1 12 7.5a4.5 4.5 0 1 1 4.5 4.5 4.5 4.5 0 1 1-4.5 4.5\" /><path d=\"M12 7.5V9\" /><path d=\"M7.5 12H9\" /><path d=\"M16.5 12H15\" /><path d=\"M12 16.5V15\" /><path d=\"m8 8 1.88 1.88\" /><path d=\"M14.12 9.88 16 8\" /><path d=\"m8 16 1.88-1.88\" /><path d=\"M14.12 14.12 16 16\" />","heart-crack":"<path d=\"M19 14c1.49-1.46 3-3.21 3-5.5A5.5 5.5 0 0 0 16.5 3c-1.76 0-3 .5-4.5 2-1.5-1.5-2.74-2-4.5-2A5.5 5.5 0 0 0 2 8.5c0 2.3 1.5 4.05 3 5.5l7 7Z\" /><path d=\"m12 13-1-1 2-2-3-3 2-2\" />","library":"<path d=\"m16 6 4 14\" /><path d=\"M12 6v14\" /><path d=\"M8 8v12\" /><path d=\"M4 4v16\" />","arrow-left":"<path d=\"m12 19-7-7 7-7\" /><path d=\"M19 12H5\" />","swords":"<polyline points=\"14.5 17.5 3 6 3 3 6 3 17.5 14.5\" /><line x1=\"13\" x2=\"19\" y1=\"19\" y2=\"13\" /><line x1=\"16\" x2=\"20\" y1=\"16\" y2=\"20\" /><line x1=\"19\" x2=\"21\" y1=\"21\" y2=\"19\" /><polyline points=\"14.5 6.5 18 3 21 3 21 6 17.5 9.5\" /><line x1=\"5\" x2=\"9\" y1=\"14\" y2=\"18\" /><line x1=\"7\" x2=\"4\" y1=\"17\" y2=\"20\" /><line x1=\"3\" x2=\"5\" y1=\"19\" y2=\"21\" />","scaling":"<path d=\"M12 3H5a2 2 0 0 0-2 2v14a2 2 0 0 0 2 2h14a2 2 0 0 0 2-2v-7\" /><path d=\"M14 15H9v-5\" /><path d=\"M16 3h5v5\" /><path d=\"M21 3 9 15\" />","laptop":"<path d=\"M20 16V7a2 2 0 0 0-2-2H6a2 2 0 0 0-2 2v9m16 0H4m16 0 1.28 2.55a1 1 0 0 1-.9 1.45H3.62a1 1 0 0 1-.9-1.45L4 16\" />","party-popper":"<path d=\"M5.8 11.3 2 22l10.7-3.79\" /><path d=\"M4 3h.01\" /><path d=\"M22 8h.01\" /><path d=\"M15 2h.01\" /><path d=\"M22 20h.01\" /><path d=\"m22 2-2.24.75a2.9 2.9 0 0 0-1.96 3.12c.1.86-.57 1.63-1.45 1.63h-.38c-.86 0-1.6.6-1.76 1.44L14 10\" /><path d=\"m22 13-.82-.33c-.86-.34-1.82.2-1.98 1.11c-.11.7-.72 1.22-1.43 1.22H17\" /><path d=\"m11 2 .33.82c.34.86-.2 1.82-1.11 1.98C9.52 4.9 9 5.52 9 6.23V7\" /><path d=\"M11 13c1.93 1.93 2.83 4.17 2 5-.83.83-3.07-.07-5-2-1.93-1.93-2.83-4.17-2-5 .83-.83 3.07.07 5 2Z\" />","cloud-rain":"<path d=\"M4 14.899A7 7 0 1 1 15.71 8h1.79a4.5 4.5 0 0 1 2.5 8.242\" /><path d=\"M16 14v6\" /><path d=\"M8 14v6\" /><path d=\"M12 16v6\" />","share-2":"<circle cx=\"18\" cy=\"5\" r=\"3\" /><circle cx=\"6\" cy=\"12\" r=\"3\" /><circle cx=\"18\" cy=\"19\" r=\"3\" /><line x1=\"8.59\" x2=\"15.42\" y1=\"13.51\" y2=\"17.49\" /><line x1=\"15.41\" x2=\"8.59\" y1=\"6.51\" y2=\"10.49\" />","split":"<path d=\"M16 3h5v5\" /><path d=\"M8 3H3v5\" /><path d=\"M12 22v-8.3a4 4 0 0 0-1.172-2.872L3 3\" /><path d=\"m15 9 6-6\" />","signal":"<path d=\"M2 20h.01\" /><path d=\"M7 20v-4\" /><path d=\"M12 20v-8\" /><path d=\"M17 20V8\" /><path d=\"M22 4v16\" />","dollar-sign":"<line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"2\" y2=\"22\" /><path d=\"M17 5H9.5a3.5 3.5 0 0 0 0 7h5a3.5 3.5 0 0 1 0 7H6\" />","wallet":"<path d=\"M19 7V4a1 1 0 0 0-1-1H5a2 2 0 0 0 0 4h15a1 1 0 0 1 1 1v4h-3a2 2 0 0 0 0 4h3a1 1 0 0 0 1-1v-2a1 1 0 0 0-1-1\" /><path d=\"M3 5v14a2 2 0 0 0 2 2h15a1 1 0 0 0 1-1v-4\" />","cloud-cog":"<circle cx=\"12\" cy=\"17\" r=\"3\" /><path d=\"M4.2 15.1A7 7 0 1 1 15.71 8h1.79a4.5 4.5 0 0 1 2.5 8.2\" /><path d=\"m15.7 18.4-.9-.3\" /><path d=\"m9.2 15.9-.9-.3\" /><path d=\"m10.6 20.7.3-.9\" /><path d=\"m13.1 14.2.3-.9\" /><path d=\"m13.6 20.7-.4-1\" /><path d=\"m10.8 14.3-.4-1\" /><path d=\"m8.3 18.6 1-.4\" /><path d=\"m14.7 15.8 1-.4\" />","telescope":"<path d=\"m10.065 12.493-6.18 1.318a.934.934 0 0 1-1.108-.702l-.537-2.15a1.07 1.07 0 0 1 .691-1.265l13.504-4.44\" /><path d=\"m13.56 11.747 4.332-.924\" /><path d=\"m16 21-3.105-6.21\" /><path d=\"M16.485 5.94a2 2 0 0 1 1.455-2.425l1.09-.272a1 1 0 0 1 1.212.727l1.515 6.06a1 1 0 0 1-.727 1.213l-1.09.272a2 2 0 0 1-2.425-1.455z\" /><path d=\"m6.158 8.633 1.114 4.456\" /><path d=\"m8 21 3.105-6.21\" /><circle cx=\"12\" cy=\"13\" r=\"2\" />","thermometer":"<path d=\"M14 4v10.54a4 4 0 1 1-4 0V4a2 2 0 0 1 4 0Z\" />","brain":"<path d=\"M12 5a3 3 0 1 0-5.997.125 4 4 0 0 0-2.526 5.77 4 4 0 0 0 .556 6.588A4 4 0 1 0 12 18Z\" /><path d=\"M12 5a3 3 0 1 1 5.997.125 4 4 0 0 1 2.526 5.77 4 4 0 0 1-.556 6.588A4 4 0 1 1 12 18Z\" /><path d=\"M15 13a4.5 4.5 0 0 1-3-4 4.5 4.5 0 0 1-3 4\" /><path d=\"M17.599 6.5a3 3 0 0 0 .399-1.375\" /><path d=\"M6.003 5.125A3 3 0 0 0 6.401 6.5\" /><path d=\"M3.477 10.896a4 4 0 0 1 .585-.396\" /><path d=\"M19.938 10.5a4 4 0 0 1 .585.396\" /><path d=\"M6 18a4 4 0 0 1-1.967-.516\" /><path d=\"M19.967 17.484A4 4 0 0 1 18 18\" />","percent":"<line x1=\"19\" x2=\"5\" y1=\"5\" y2=\"19\" /><circle cx=\"6.5\" cy=\"6.5\" r=\"2.5\" /><circle cx=\"17.5\" cy=\"17.5\" r=\"2.5\" />","syringe":"<path d=\"m18 2 4 4\" /><path d=\"m17 7 3-3\" /><path d=\"M19 9 8.7 19.3c-1 1-2.5 1-3.4 0l-.6-.6c-1-1-1-2.5 0-3.4L15 5\" /><path d=\"m9 11 4 4\" /><path d=\"m5 19-3 3\" /><path d=\"m14 4 6 6\" />","move":"<path d=\"M12 2v20\" /><path d=\"m15 19-3 3-3-3\" /><path d=\"m19 9 3 3-3 3\" /><path d=\"M2 12h20\" /><path d=\"m5 9-3 3 3 3\" /><path d=\"m9 5 3-3 3 3\" />","repeat":"<path d=\"m17 2 4 4-4 4\" /><path d=\"M3 11v-1a4 4 0 0 1 4-4h14\" /><path d=\"m7 22-4-4 4-4\" /><path d=\"M21 13v1a4 4 0 0 1-4 4H3\" />","navigation":"<polygon points=\"3 11 22 2 13 21 11 13 3 11\" />","circle":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" />","atom":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"1\" /><path d=\"M20.2 20.2c2.04-2.03.02-7.36-4.5-11.9-4.54-4.52-9.87-6.54-11.9-4.5-2.04 2.03-.02 7.36 4.5 11.9 4.54 4.52 9.87 6.54 11.9 4.5Z\" /><path d=\"M15.7 15.7c4.52-4.54 6.54-9.87 4.5-11.9-2.03-2.04-7.36-.02-11.9 4.5-4.52 4.54-6.54 9.87-4.5 11.9 2.03 2.04 7.36.02 11.9-4.5Z\" />","battery-charging":"<path d=\"M15 7h1a2 2 0 0 1 2 2v6a2 2 0 0 1-2 2h-2\" /><path d=\"M6 7H4a2 2 0 0 0-2 2v6a2 2 0 0 0 2 2h1\" /><path d=\"m11 7-3 5h4l-3 5\" /><line x1=\"22\" x2=\"22\" y1=\"11\" y2=\"13\" />","bug":"<path d=\"m8 2 1.88 1.88\" /><path d=\"M14.12 3.88 16 2\" /><path d=\"M9 7.13v-1a3.003 3.003 0 1 1 6 0v1\" /><path d=\"M12 20c-3.3 0-6-2.7-6-6v-3a4 4 0 0 1 4-4h4a4 4 0 0 1 4 4v3c0 3.3-2.7 6-6 6\" /><path d=\"M12 20v-9\" /><path d=\"M6.53 9C4.6 8.8 3 7.1 3 5\" /><path d=\"M6 13H2\" /><path d=\"M3 21c0-2.1 1.7-3.9 3.8-4\" /><path d=\"M20.97 5c0 2.1-1.6 3.8-3.5 4\" /><path d=\"M22 13h-4\" /><path d=\"M17.2 17c2.1.1 3.8 1.9 3.8 4\" />","smartphone":"<rect width=\"14\" height=\"20\" x=\"5\" y=\"2\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><path d=\"M12 18h.01\" />","pill-bottle":"<path d=\"M18 11h-4a1 1 0 0 0-1 1v5a1 1 0 0 0 1 1h4\" /><path d=\"M6 7v13a2 2 0 0 0 2 2h8a2 2 0 0 0 2-2V7\" /><rect width=\"16\" height=\"5\" x=\"4\" y=\"2\" rx=\"1\" />","server-cog":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"3\" /><path d=\"M4.5 10H4a2 2 0 0 1-2-2V4a2 2 0 0 1 2-2h16a2 2 0 0 1 2 2v4a2 2 0 0 1-2 2h-.5\" /><path d=\"M4.5 14H4a2 2 0 0 0-2 2v4a2 2 0 0 0 2 2h16a2 2 0 0 0 2-2v-4a2 2 0 0 0-2-2h-.5\" /><path d=\"M6 6h.01\" /><path d=\"M6 18h.01\" /><path d=\"m15.7 13.4-.9-.3\" /><path d=\"m9.2 10.9-.9-.3\" /><path d=\"m10.6 15.7.3-.9\" /><path d=\"m13.6 15.7-.4-1\" /><path d=\"m10.8 9.3-.4-1\" /><path d=\"m8.3 13.6 1-.4\" /><path d=\"m14.7 10.8 1-.4\" /><path d=\"m13.4 8.3-.3.9\" />","plug":"<path d=\"M12 22v-5\" /><path d=\"M9 8V2\" /><path d=\"M15 8V2\" /><path d=\"M18 8v5a4 4 0 0 1-4 4h-4a4 4 0 0 1-4-4V8Z\" />","skull":"<path d=\"m12.5 17-.5-1-.5 1h1z\" /><path d=\"M15 22a1 1 0 0 0 1-1v-1a2 2 0 0 0 1.56-3.25 8 8 0 1 0-11.12 0A2 2 0 0 0 8 20v1a1 1 0 0 0 1 1z\" /><circle cx=\"15\" cy=\"12\" r=\"1\" /><circle cx=\"9\" cy=\"12\" r=\"1\" />","hourglass":"<path d=\"M5 22h14\" /><path d=\"M5 2h14\" /><path d=\"M17 22v-4.172a2 2 0 0 0-.586-1.414L12 12l-4.414 4.414A2 2 0 0 0 7 17.828V22\" /><path d=\"M7 2v4.172a2 2 0 0 0 .586 1.414L12 12l4.414-4.414A2 2 0 0 0 17 6.172V2\" />","graduation-cap":"<path d=\"M21.42 10.922a1 1 0 0 0-.019-1.838L12.83 5.18a2 2 0 0 0-1.66 0L2.6 9.08a1 1 0 0 0 0 1.832l8.57 3.908a2 2 0 0 0 1.66 0z\" /><path d=\"M22 10v6\" /><path d=\"M6 12.5V16a6 3 0 0 0 12 0v-3.5\" />","refresh-cw":"<path d=\"M3 12a9 9 0 0 1 9-9 9.75 9.75 0 0 1 6.74 2.74L21 8\" /><path d=\"M21 3v5h-5\" /><path d=\"M21 12a9 9 0 0 1-9 9 9.75 9.75 0 0 1-6.74-2.74L3 16\" /><path d=\"M8 16H3v5\" />","anchor":"<path d=\"M12 22V8\" /><path d=\"M5 12H2a10 10 0 0 0 20 0h-3\" /><circle cx=\"12\" cy=\"5\" r=\"3\" />","circle-x":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\" /><path d=\"m15 9-6 6\" /><path d=\"m9 9 6 6\" />","book-open":"<path d=\"M12 7v14\" /><path d=\"M3 18a1 1 0 0 1-1-1V4a1 1 0 0 1 1-1h5a4 4 0 0 1 4 4 4 4 0 0 1 4-4h5a1 1 0 0 1 1 1v13a1 1 0 0 1-1 1h-6a3 3 0 0 0-3 3 3 3 0 0 0-3-3z\" />","component":"<path d=\"M15.536 11.293a1 1 0 0 0 0 1.414l2.376 2.377a1 1 0 0 0 1.414 0l2.377-2.377a1 1 0 0 0 0-1.414l-2.377-2.377a1 1 0 0 0-1.414 0z\" /><path d=\"M2.297 11.293a1 1 0 0 0 0 1.414l2.377 2.377a1 1 0 0 0 1.414 0l2.377-2.377a1 1 0 0 0 0-1.414L6.088 8.916a1 1 0 0 0-1.414 0z\" /><path d=\"M8.916 17.912a1 1 0 0 0 0 1.415l2.377 2.376a1 1 0 0 0 1.414 0l2.377-2.376a1 1 0 0 0 0-1.415l-2.377-2.376a1 1 0 0 0-1.414 0z\" /><path d=\"M8.916 4.674a1 1 0 0 0 0 1.414l2.377 2.376a1 1 0 0 0 1.414 0l2.377-2.376a1 1 0 0 0 0-1.414l-2.377-2.377a1 1 0 0 0-1.414 0z\" />","mountain":"<path d=\"m8 3 4 8 5-5 5 15H2L8 3z\" />","droplets":"<path d=\"M7 16.3c2.2 0 4-1.83 4-4.05 0-1.16-.57-2.26-1.71-3.19S7.29 6.75 7 5.3c-.29 1.45-1.14 2.84-2.29 3.76S3 11.1 3 12.25c0 2.22 1.8 4.05 4 4.05z\" /><path d=\"M12.56 6.6A10.97 10.97 0 0 0 14 3.02c.5 2.5 2 4.9 4 6.5s3 3.5 3 5.5a6.98 6.98 0 0 1-11.91 4.97\" />","fuel":"<line x1=\"3\" x2=\"15\" y1=\"22\" y2=\"22\" /><line x1=\"4\" x2=\"14\" y1=\"9\" y2=\"9\" /><path d=\"M14 22V4a2 2 0 0 0-2-2H6a2 2 0 0 0-2 2v18\" /><path d=\"M14 13h2a2 2 0 0 1 2 2v2a2 2 0 0 0 2 2a2 2 0 0 0 2-2V9.83a2 2 0 0 0-.59-1.42L18 5\" />","trending-up-down":"<path d=\"M14.828 14.828 21 21\" /><path d=\"M21 16v5h-5\" /><path d=\"m21 3-9 9-4-4-6 6\" /><path d=\"M21 8V3h-5\" />","list":"<path d=\"M3 12h.01\" /><path d=\"M3 18h.01\" /><path d=\"M3 6h.01\" /><path d=\"M8 12h13\" /><path d=\"M8 18h13\" /><path d=\"M8 6h13\" />","factory":"<path d=\"M2 20a2 2 0 0 0 2 2h16a2 2 0 0 0 2-2V8l-7 5V8l-7 5V4a2 2 0 0 0-2-2H4a2 2 0 0 0-2 2Z\" /><path d=\"M17 18h1\" /><path d=\"M12 18h1\" /><path d=\"M7 18h1\" />","shield":"<path d=\"M20 13c0 5-3.5 7.5-7.66 8.95a1 1 0 0 1-.67-.01C7.5 20.5 4 18 4 13V6a1 1 0 0 1 1-1c2 0 4.5-1.2 6.24-2.72a1.17 1.17 0 0 1 1.52 0C14.51 3.81 17 5 19 5a1 1 0 0 1 1 1z\" />","eye":"<path d=\"M2.062 12.348a1 1 0 0 1 0-.696 10.75 10.75 0 0 1 19.876 0 1 1 0 0 1 0 .696 10.75 10.75 0 0 1-19.876 0\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"3\" />","sliders-horizontal":"<line x1=\"21\" x2=\"14\" y1=\"4\" y2=\"4\" /><line x1=\"10\" x2=\"3\" y1=\"4\" y2=\"4\" /><line x1=\"21\" x2=\"12\" y1=\"12\" y2=\"12\" /><line x1=\"8\" x2=\"3\" y1=\"12\" y2=\"12\" /><line x1=\"21\" x2=\"16\" y1=\"20\" y2=\"20\" /><line x1=\"12\" x2=\"3\" y1=\"20\" y2=\"20\" /><line x1=\"14\" x2=\"14\" y1=\"2\" y2=\"6\" /><line x1=\"8\" x2=\"8\" y1=\"10\" y2=\"14\" /><line x1=\"16\" x2=\"16\" y1=\"18\" y2=\"22\" />","clipboard-check":"<rect width=\"8\" height=\"4\" x=\"8\" y=\"2\" rx=\"1\" ry=\"1\" /><path d=\"M16 4h2a2 2 0 0 1 2 2v14a2 2 0 0 1-2 2H6a2 2 0 0 1-2-2V6a2 2 0 0 1 2-2h2\" /><path d=\"m9 14 2 2 4-4\" />","scale-3d":"<circle cx=\"19\" cy=\"19\" r=\"2\" /><circle cx=\"5\" cy=\"5\" r=\"2\" /><path d=\"M5 7v12h12\" /><path d=\"m5 19 6-6\" />","warehouse":"<path d=\"M22 8.35V20a2 2 0 0 1-2 2H4a2 2 0 0 1-2-2V8.35A2 2 0 0 1 3.26 6.5l8-3.2a2 2 0 0 1 1.48 0l8 3.2A2 2 0 0 1 22 8.35Z\" /><path d=\"M6 18h12\" /><path d=\"M6 14h12\" /><rect width=\"12\" height=\"12\" x=\"6\" y=\"10\" />","ship":"<path d=\"M2 21c.6.5 1.2 1 2.5 1 2.5 0 2.5-2 5-2 1.3 0 1.9.5 2.5 1 .6.5 1.2 1 2.5 1 2.5 0 2.5-2 5-2 1.3 0 1.9.5 2.5 1\" /><path d=\"M19.38 20A11.6 11.6 0 0 0 21 14l-9-4-9 4c0 2.9.94 5.34 2.81 7.76\" /><path d=\"M19 13V7a2 2 0 0 0-2-2H7a2 2 0 0 0-2 2v6\" /><path d=\"M12 10v4\" /><path d=\"M12 2v3\" />","file-badge":"<path d=\"M12 22h6a2 2 0 0 0 2-2V7l-5-5H6a2 2 0 0 0-2 2v3\" /><path d=\"M14 2v4a2 2 0 0 0 2 2h4\" /><path d=\"M5 17a3 3 0 1 0 0-6 3 3 0 0 0 0 6Z\" /><path d=\"M7 16.5 8 22l-3-1-3 1 1-5.5\" />","triangle-alert":"<path d=\"m21.73 18-8-14a2 2 0 0 0-3.48 0l-8 14A2 2 0 0 0 4 21h16a2 2 0 0 0 1.73-3\" /><path d=\"M12 9v4\" /><path d=\"M12 17h.01\" />","trees":"<path d=\"M10 10v.2A3 3 0 0 1 8.9 16H5a3 3 0 0 1-1-5.8V10a3 3 0 0 1 6 0Z\" /><path d=\"M7 16v6\" /><path d=\"M13 19v3\" /><path d=\"M12 19h8.3a1 1 0 0 0 .7-1.7L18 14h.3a1 1 0 0 0 .7-1.7L16 9h.2a1 1 0 0 0 .8-1.7L13 3l-1.4 1.5\" />","joystick":"<path d=\"M21 17a2 2 0 0 0-2-2H5a2 2 0 0 0-2 2v2a2 2 0 0 0 2 2h14a2 2 0 0 0 2-2v-2Z\" /><path d=\"M6 15v-2\" /><path d=\"M12 15V9\" /><circle cx=\"12\" cy=\"6\" r=\"3\" />","file-check":"<path d=\"M15 2H6a2 2 0 0 0-2 2v16a2 2 0 0 0 2 2h12a2 2 0 0 0 2-2V7Z\" /><path d=\"M14 2v4a2 2 0 0 0 2 2h4\" /><path d=\"m9 15 2 2 4-4\" />","wheat":"<path d=\"M2 22 16 8\" /><path d=\"M3.47 12.53 5 11l1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1 0 4.94L5 19l-1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 0-4.94Z\" /><path d=\"M7.47 8.53 9 7l1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1 0 4.94L9 15l-1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 0-4.94Z\" /><path d=\"M11.47 4.53 13 3l1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1 0 4.94L13 11l-1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 0-4.94Z\" /><path d=\"M20 2h2v2a4 4 0 0 1-4 4h-2V6a4 4 0 0 1 4-4Z\" /><path d=\"M11.47 17.47 13 19l-1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1-4.94 0L5 19l1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 4.94 0Z\" /><path d=\"M15.47 13.47 17 15l-1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1-4.94 0L9 15l1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 4.94 0Z\" /><path d=\"M19.47 9.47 21 11l-1.53 1.53a3.5 3.5 0 0 1-4.94 0L13 11l1.53-1.53a3.5 3.5 0 0 1 4.94 0Z\" />","plug-zap":"<path d=\"M6.3 20.3a2.4 2.4 0 0 0 3.4 0L12 18l-6-6-2.3 2.3a2.4 2.4 0 0 0 0 3.4Z\" /><path d=\"m2 22 3-3\" /><path d=\"M7.5 13.5 10 11\" /><path d=\"M10.5 16.5 13 14\" /><path d=\"m18 3-4 4h6l-4 4\" />","container":"<path d=\"M22 7.7c0-.6-.4-1.2-.8-1.5l-6.3-3.9a1.72 1.72 0 0 0-1.7 0l-10.3 6c-.5.2-.9.8-.9 1.4v6.6c0 .5.4 1.2.8 1.5l6.3 3.9a1.72 1.72 0 0 0 1.7 0l10.3-6c.5-.3.9-1 .9-1.5Z\" /><path d=\"M10 21.9V14L2.1 9.1\" /><path d=\"m10 14 11.9-6.9\" /><path d=\"M14 19.8v-8.1\" /><path d=\"M18 17.5V9.4\" />","egg":"<path d=\"M12 22c6.23-.05 7.87-5.57 7.5-10-.36-4.34-3.95-9.96-7.5-10-3.55.04-7.14 5.66-7.5 10-.37 4.43 1.27 9.95 7.5 10z\" />","zoom-in":"<circle cx=\"11\" cy=\"11\" r=\"8\" /><line x1=\"21\" x2=\"16.65\" y1=\"21\" y2=\"16.65\" /><line x1=\"11\" x2=\"11\" y1=\"8\" y2=\"14\" /><line x1=\"8\" x2=\"14\" y1=\"11\" y2=\"11\" />","snowflake":"<line x1=\"2\" x2=\"22\" y1=\"12\" y2=\"12\" /><line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"2\" y2=\"22\" /><path d=\"m20 16-4-4 4-4\" /><path d=\"m4 8 4 4-4 4\" /><path d=\"m16 4-4 4-4-4\" /><path d=\"m8 20 4-4 4 4\" />","credit-card":"<rect width=\"20\" height=\"14\" x=\"2\" y=\"5\" rx=\"2\" /><line x1=\"2\" x2=\"22\" y1=\"10\" y2=\"10\" />","arrow-up-right":"<path d=\"M7 7h10v10\" /><path d=\"M7 17 17 7\" />","satellite":"<path d=\"M13 7 9 3 5 7l4 4\" /><path d=\"m17 11 4 4-4 4-4-4\" /><path d=\"m8 12 4 4 6-6-4-4Z\" /><path d=\"m16 8 3-3\" /><path d=\"M9 21a6 6 0 0 0-6-6\" />","briefcase":"<path d=\"M16 20V4a2 2 0 0 0-2-2h-4a2 2 0 0 0-2 2v16\" /><rect width=\"20\" height=\"14\" x=\"2\" y=\"6\" rx=\"2\" />","calendar-clock":"<path d=\"M21 7.5V6a2 2 0 0 0-2-2H5a2 2 0 0 0-2 2v14a2 2 0 0 0 2 2h3.5\" /><path d=\"M16 2v4\" /><path d=\"M8 2v4\" /><path d=\"M3 10h5\" /><path d=\"M17.5 17.5 16 16.3V14\" /><circle cx=\"16\" cy=\"16\" r=\"6\" />","arrow-left-right":"<path d=\"M8 3 4 7l4 4\" /><path d=\"M4 7h16\" /><path d=\"m16 21 4-4-4-4\" /><path d=\"M20 17H4\" />","scan-face":"<path d=\"M3 7V5a2 2 0 0 1 2-2h2\" /><path d=\"M17 3h2a2 2 0 0 1 2 2v2\" /><path d=\"M21 17v2a2 2 0 0 1-2 2h-2\" /><path d=\"M7 21H5a2 2 0 0 1-2-2v-2\" /><path d=\"M8 14s1.5 2 4 2 4-2 4-2\" /><path d=\"M9 9h.01\" /><path d=\"M15 9h.01\" />","calendar-range":"<rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"4\" rx=\"2\" /><path d=\"M16 2v4\" /><path d=\"M3 10h18\" /><path d=\"M8 2v4\" /><path d=\"M17 14h-6\" /><path d=\"M13 18H7\" /><path d=\"M7 14h.01\" /><path d=\"M17 18h.01\" />","heart-pulse":"<path d=\"M19 14c1.49-1.46 3-3.21 3-5.5A5.5 5.5 0 0 0 16.5 3c-1.76 0-3 .5-4.5 2-1.5-1.5-2.74-2-4.5-2A5.5 5.5 0 0 0 2 8.5c0 2.3 1.5 4.05 3 5.5l7 7Z\" /><path d=\"M3.22 12H9.5l.5-1 2 4.5 2-7 1.5 3.5h5.27\" />","ship-wheel":"<circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"8\" /><path d=\"M12 2v7.5\" /><path d=\"m19 5-5.23 5.23\" /><path d=\"M22 12h-7.5\" /><path d=\"m19 19-5.23-5.23\" /><path d=\"M12 14.5V22\" /><path d=\"M10.23 13.77 5 19\" /><path d=\"M9.5 12H2\" /><path d=\"M10.23 10.23 5 5\" /><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"2.5\" />","languages":"<path d=\"m5 8 6 6\" /><path d=\"m4 14 6-6 2-3\" /><path d=\"M2 5h12\" /><path d=\"M7 2h1\" /><path d=\"m22 22-5-10-5 10\" /><path d=\"M14 18h6\" />","memory-stick":"<path d=\"M6 19v-3\" /><path d=\"M10 19v-3\" /><path d=\"M14 19v-3\" /><path d=\"M18 19v-3\" /><path d=\"M8 11V9\" /><path d=\"M16 11V9\" /><path d=\"M12 11V9\" /><path d=\"M2 15h20\" /><path d=\"M2 7a2 2 0 0 1 2-2h16a2 2 0 0 1 2 2v1.1a2 2 0 0 0 0 3.837V17a2 2 0 0 1-2 2H4a2 2 0 0 1-2-2v-5.1a2 2 0 0 0 0-3.837Z\" />","award":"<path d=\"m15.477 12.89 1.515 8.526a.5.5 0 0 1-.81.47l-3.58-2.687a1 1 0 0 0-1.197 0l-3.586 2.686a.5.5 0 0 1-.81-.469l1.514-8.526\" /><circle cx=\"12\" cy=\"8\" r=\"6\" />","landmark":"<line x1=\"3\" x2=\"21\" y1=\"22\" y2=\"22\" /><line x1=\"6\" x2=\"6\" y1=\"18\" y2=\"11\" /><line x1=\"10\" x2=\"10\" y1=\"18\" y2=\"11\" /><line x1=\"14\" x2=\"14\" y1=\"18\" y2=\"11\" /><line x1=\"18\" x2=\"18\" y1=\"18\" y2=\"11\" /><polygon points=\"12 2 20 7 4 7\" />","trophy":"<path d=\"M6 9H4.5a2.5 2.5 0 0 1 0-5H6\" /><path d=\"M18 9h1.5a2.5 2.5 0 0 0 0-5H18\" /><path d=\"M4 22h16\" /><path d=\"M10 14.66V17c0 .55-.47.98-.97 1.21C7.85 18.75 7 20.24 7 22\" /><path d=\"M14 14.66V17c0 .55.47.98.97 1.21C16.15 18.75 17 20.24 17 22\" /><path d=\"M18 2H6v7a6 6 0 0 0 12 0V2Z\" />","hard-drive-download":"<path d=\"M12 2v8\" /><path d=\"m16 6-4 4-4-4\" /><rect width=\"20\" height=\"8\" x=\"2\" y=\"14\" rx=\"2\" /><path d=\"M6 18h.01\" /><path d=\"M10 18h.01\" />","binary":"<rect x=\"14\" y=\"14\" width=\"4\" height=\"6\" rx=\"2\" /><rect x=\"6\" y=\"4\" width=\"4\" height=\"6\" rx=\"2\" /><path d=\"M6 20h4\" /><path d=\"M14 10h4\" /><path d=\"M6 14h2v6\" /><path d=\"M14 4h2v6\" />","accessibility":"<circle cx=\"16\" cy=\"4\" r=\"1\" /><path d=\"m18 19 1-7-6 1\" /><path d=\"m5 8 3-3 5.5 3-2.36 3.5\" /><path d=\"M4.24 14.5a5 5 0 0 0 6.88 6\" /><path d=\"M13.76 17.5a5 5 0 0 0-6.88-6\" />","rotate-cw":"<path d=\"M21 12a9 9 0 1 1-9-9c2.52 0 4.93 1 6.74 2.74L21 8\" /><path d=\"M21 3v5h-5\" />","history":"<path d=\"M3 12a9 9 0 1 0 9-9 9.75 9.75 0 0 0-6.74 2.74L3 8\" /><path d=\"M3 3v5h5\" /><path d=\"M12 7v5l4 2\" />","heart":"<path d=\"M19 14c1.49-1.46 3-3.21 3-5.5A5.5 5.5 0 0 0 16.5 3c-1.76 0-3 .5-4.5 2-1.5-1.5-2.74-2-4.5-2A5.5 5.5 0 0 0 2 8.5c0 2.3 1.5 4.05 3 5.5l7 7Z\" />","coffee":"<path d=\"M10 2v2\" /><path d=\"M14 2v2\" /><path d=\"M16 8a1 1 0 0 1 1 1v8a4 4 0 0 1-4 4H7a4 4 0 0 1-4-4V9a1 1 0 0 1 1-1h14a4 4 0 1 1 0 8h-1\" /><path d=\"M6 2v2\" />","user":"<path d=\"M19 21v-2a4 4 0 0 0-4-4H9a4 4 0 0 0-4 4v2\" /><circle cx=\"12\" cy=\"7\" r=\"4\" />","layers":"<path d=\"m12.83 2.18a2 2 0 0 0-1.66 0L2.6 6.08a1 1 0 0 0 0 1.83l8.58 3.91a2 2 0 0 0 1.66 0l8.58-3.9a1 1 0 0 0 0-1.83Z\" /><path d=\"m22 17.65-9.17 4.16a2 2 0 0 1-1.66 0L2 17.65\" /><path d=\"m22 12.65-9.17 4.16a2 2 0 0 1-1.66 0L2 12.65\" />","type":"<polyline points=\"4 7 4 4 20 4 20 7\" /><line x1=\"9\" x2=\"15\" y1=\"20\" y2=\"20\" /><line x1=\"12\" x2=\"12\" y1=\"4\" y2=\"20\" />","truck":"<path d=\"M14 18V6a2 2 0 0 0-2-2H4a2 2 0 0 0-2 2v11a1 1 0 0 0 1 1h2\" /><path d=\"M15 18H9\" /><path d=\"M19 18h2a1 1 0 0 0 1-1v-3.65a1 1 0 0 0-.22-.624l-3.48-4.35A1 1 0 0 0 17.52 8H14\" /><circle cx=\"17\" cy=\"18\" r=\"2\" /><circle cx=\"7\" cy=\"18\" r=\"2\" />","microscope":"<path d=\"M6 18h8\" /><path d=\"M3 22h18\" /><path d=\"M14 22a7 7 0 1 0 0-14h-1\" /><path d=\"M9 14h2\" /><path d=\"M9 12a2 2 0 0 1-2-2V6h6v4a2 2 0 0 1-2 2Z\" /><path d=\"M12 6V3a1 1 0 0 0-1-1H9a1 1 0 0 0-1 1v3\" />","umbrella":"<path d=\"M22 12a10.06 10.06 1 0 0-20 0Z\" /><path d=\"M12 12v8a2 2 0 0 0 4 0\" /><path d=\"M12 2v1\" />","database":"<ellipse cx=\"12\" cy=\"5\" rx=\"9\" ry=\"3\" /><path d=\"M3 5V19A9 3 0 0 0 21 19V5\" /><path d=\"M3 12A9 3 0 0 0 21 12\" />","building-2":"<path d=\"M6 22V4a2 2 0 0 1 2-2h8a2 2 0 0 1 2 2v18Z\" /><path d=\"M6 12H4a2 2 0 0 0-2 2v6a2 2 0 0 0 2 2h2\" /><path d=\"M18 9h2a2 2 0 0 1 2 2v9a2 2 0 0 1-2 2h-2\" /><path d=\"M10 6h4\" /><path d=\"M10 10h4\" /><path d=\"M10 14h4\" /><path d=\"M10 18h4\" />","bot":"<path d=\"M12 8V4H8\" /><rect width=\"16\" height=\"12\" x=\"4\" y=\"8\" rx=\"2\" /><path d=\"M2 14h2\" /><path d=\"M20 14h2\" /><path d=\"M15 13v2\" /><path d=\"M9 13v2\" />","brain-circuit":"<path d=\"M12 5a3 3 0 1 0-5.997.125 4 4 0 0 0-2.526 5.77 4 4 0 0 0 .556 6.588A4 4 0 1 0 12 18Z\" /><path d=\"M9 13a4.5 4.5 0 0 0 3-4\" /><path d=\"M6.003 5.125A3 3 0 0 0 6.401 6.5\" /><path d=\"M3.477 10.896a4 4 0 0 1 .585-.396\" /><path d=\"M6 18a4 4 0 0 1-1.967-.516\" /><path d=\"M12 13h4\" /><path d=\"M12 18h6a2 2 0 0 1 2 2v1\" /><path d=\"M12 8h8\" /><path d=\"M16 8V5a2 2 0 0 1 2-2\" /><circle cx=\"16\" cy=\"13\" r=\".5\" /><circle cx=\"18\" cy=\"3\" r=\".5\" /><circle cx=\"20\" cy=\"21\" r=\".5\" /><circle cx=\"20\" cy=\"8\" r=\".5\" />","fingerprint":"<path d=\"M12 10a2 2 0 0 0-2 2c0 1.02-.1 2.51-.26 4\" /><path d=\"M14 13.12c0 2.38 0 6.38-1 8.88\" /><path d=\"M17.29 21.02c.12-.6.43-2.3.5-3.02\" /><path d=\"M2 12a10 10 0 0 1 18-6\" /><path d=\"M2 16h.01\" /><path d=\"M21.8 16c.2-2 .131-5.354 0-6\" /><path d=\"M5 19.5C5.5 18 6 15 6 12a6 6 0 0 1 .34-2\" /><path d=\"M8.65 22c.21-.66.45-1.32.57-2\" /><path d=\"M9 6.8a6 6 0 0 1 9 5.2v2\" />","shopping-cart":"<circle cx=\"8\" cy=\"21\" r=\"1\" /><circle cx=\"19\" cy=\"21\" r=\"1\" /><path d=\"M2.05 2.05h2l2.66 12.42a2 2 0 0 0 2 1.58h9.78a2 2 0 0 0 1.95-1.57l1.65-7.43H5.12\" />","car":"<path d=\"M19 17h2c.6 0 1-.4 1-1v-3c0-.9-.7-1.7-1.5-1.9C18.7 10.6 16 10 16 10s-1.3-1.4-2.2-2.3c-.5-.4-1.1-.7-1.8-.7H5c-.6 0-1.1.4-1.4.9l-1.4 2.9A3.7 3.7 0 0 0 2 12v4c0 .6.4 1 1 1h2\" /><circle cx=\"7\" cy=\"17\" r=\"2\" /><path d=\"M9 17h6\" /><circle cx=\"17\" cy=\"17\" r=\"2\" />","flask-conical":"<path d=\"M10 2v7.527a2 2 0 0 1-.211.896L4.72 20.55a1 1 0 0 0 .9 1.45h12.76a1 1 0 0 0 .9-1.45l-5.069-10.127A2 2 0 0 1 14 9.527V2\" /><path d=\"M8.5 2h7\" /><path d=\"M7 16h10\" />","octagon-alert":"<path d=\"M12 16h.01\" /><path d=\"M12 8v4\" /><path d=\"M15.312 2a2 2 0 0 1 1.414.586l4.688 4.688A2 2 0 0 1 22 8.688v6.624a2 2 0 0 1-.586 1.414l-4.688 4.688a2 2 0 0 1-1.414.586H8.688a2 2 0 0 1-1.414-.586l-4.688-4.688A2 2 0 0 1 2 15.312V8.688a2 2 0 0 1 .586-1.414l4.688-4.688A2 2 0 0 1 8.688 2z\" />","baby":"<path d=\"M9 12h.01\" /><path d=\"M15 12h.01\" /><path d=\"M10 16c.5.3 1.2.5 2 .5s1.5-.2 2-.5\" /><path d=\"M19 6.3a9 9 0 0 1 1.8 3.9 2 2 0 0 1 0 3.6 9 9 0 0 1-17.6 0 2 2 0 0 1 0-3.6A9 9 0 0 1 12 3c2 0 3.5 1.1 3.5 2.5s-.9 2.5-2 2.5c-.8 0-1.5-.4-1.5-1\" />","users-round":"<path d=\"M18 21a8 8 0 0 0-16 0\" /><circle cx=\"10\" cy=\"8\" r=\"5\" /><path d=\"M22 20c0-3.37-2-6.5-4-8a5 5 0 0 0-.45-8.3\" />","clipboard-list":"<rect width=\"8\" height=\"4\" x=\"8\" y=\"2\" rx=\"1\" ry=\"1\" /><path d=\"M16 4h2a2 2 0 0 1 2 2v14a2 2 0 0 1-2 2H6a2 2 0 0 1-2-2V6a2 2 0 0 1 2-2h2\" /><path d=\"M12 11h4\" /><path d=\"M12 16h4\" /><path d=\"M8 11h.01\" /><path d=\"M8 16h.01\" />","volume-2":"<path d=\"M11 4.702a.705.705 0 0 0-1.203-.498L6.413 7.587A1.4 1.4 0 0 1 5.416 8H3a1 1 0 0 0-1 1v6a1 1 0 0 0 1 1h2.416a1.4 1.4 0 0 1 .997.413l3.383 3.384A.705.705 0 0 0 11 19.298z\" /><path d=\"M16 9a5 5 0 0 1 0 6\" /><path d=\"M19.364 18.364a9 9 0 0 0 0-12.728\" />","minus":"<path d=\"M5 12h14\" />","puzzle":"<path d=\"M15.39 4.39a1 1 0 0 0 1.68-.474 2.5 2.5 0 1 1 3.014 3.015 1 1 0 0 0-.474 1.68l1.683 1.682a2.414 2.414 0 0 1 0 3.414L19.61 15.39a1 1 0 0 1-1.68-.474 2.5 2.5 0 1 0-3.014 3.015 1 1 0 0 1 .474 1.68l-1.683 1.682a2.414 2.414 0 0 1-3.414 0L8.61 19.61a1 1 0 0 0-1.68.474 2.5 2.5 0 1 1-3.014-3.015 1 1 0 0 0 .474-1.68l-1.683-1.682a2.414 2.414 0 0 1 0-3.414L4.39 8.61a1 1 0 0 1 1.68.474 2.5 2.5 0 1 0 3.014-3.015 1 1 0 0 1-.474-1.68l1.683-1.682a2.414 2.414 0 0 1 3.414 0z\" />","users":"<path d=\"M16 21v-2a4 4 0 0 0-4-4H6a4 4 0 0 0-4 4v2\" /><circle cx=\"9\" cy=\"7\" r=\"4\" /><path d=\"M22 21v-2a4 4 0 0 0-3-3.87\" /><path d=\"M16 3.13a4 4 0 0 1 0 7.75\" />","pickaxe":"<path d=\"M14.531 12.469 6.619 20.38a1 1 0 1 1-3-3l7.912-7.912\" /><path d=\"M15.686 4.314A12.5 12.5 0 0 0 5.461 2.958 1 1 0 0 0 5.58 4.71a22 22 0 0 1 6.318 3.393\" /><path d=\"M17.7 3.7a1 1 0 0 0-1.4 0l-4.6 4.6a1 1 0 0 0 0 1.4l2.6 2.6a1 1 0 0 0 1.4 0l4.6-4.6a1 1 0 0 0 0-1.4z\" /><path d=\"M19.686 8.314a12.501 12.501 0 0 1 1.356 10.225 1 1 0 0 1-1.751-.119 22 22 0 0 0-3.393-6.319\" />","expand":"<path d=\"m21 21-6-6m6 6v-4.8m0 4.8h-4.8\" /><path d=\"M3 16.2V21m0 0h4.8M3 21l6-6\" /><path d=\"M21 7.8V3m0 0h-4.8M21 3l-6 6\" /><path d=\"M3 7.8V3m0 0h4.8M3 3l6 6\" />","arrow-up-down":"<path d=\"m21 16-4 4-4-4\" /><path d=\"M17 20V4\" /><path d=\"m3 8 4-4 4 4\" /><path d=\"M7 4v16\" />","beaker":"<path d=\"M4.5 3h15\" /><path d=\"M6 3v16a2 2 0 0 0 2 2h8a2 2 0 0 0 2-2V3\" /><path d=\"M6 14h12\" />","dice-5":"<rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><path d=\"M16 8h.01\" /><path d=\"M8 8h.01\" /><path d=\"M8 16h.01\" /><path d=\"M16 16h.01\" /><path d=\"M12 12h.01\" />","user-plus":"<path d=\"M16 21v-2a4 4 0 0 0-4-4H6a4 4 0 0 0-4 4v2\" /><circle cx=\"9\" cy=\"7\" r=\"4\" /><line x1=\"19\" x2=\"19\" y1=\"8\" y2=\"14\" /><line x1=\"22\" x2=\"16\" y1=\"11\" y2=\"11\" />","test-tube":"<path d=\"M14.5 2v17.5c0 1.4-1.1 2.5-2.5 2.5c-1.4 0-2.5-1.1-2.5-2.5V2\" /><path d=\"M8.5 2h7\" /><path d=\"M14.5 16h-5\" />","blocks":"<rect width=\"7\" height=\"7\" x=\"14\" y=\"3\" rx=\"1\" /><path d=\"M10 21V8a1 1 0 0 0-1-1H4a1 1 0 0 0-1 1v12a1 1 0 0 0 1 1h12a1 1 0 0 0 1-1v-5a1 1 0 0 0-1-1H3\" />","hard-drive":"<line x1=\"22\" x2=\"2\" y1=\"12\" y2=\"12\" /><path d=\"M5.45 5.11 2 12v6a2 2 0 0 0 2 2h16a2 2 0 0 0 2-2v-6l-3.45-6.89A2 2 0 0 0 16.76 4H7.24a2 2 0 0 0-1.79 1.11z\" /><line x1=\"6\" x2=\"6.01\" y1=\"16\" y2=\"16\" /><line x1=\"10\" x2=\"10.01\" y1=\"16\" y2=\"16\" />","layout-grid":"<rect width=\"7\" height=\"7\" x=\"3\" y=\"3\" rx=\"1\" /><rect width=\"7\" height=\"7\" x=\"14\" y=\"3\" rx=\"1\" /><rect width=\"7\" height=\"7\" x=\"14\" y=\"14\" rx=\"1\" /><rect width=\"7\" height=\"7\" x=\"3\" y=\"14\" rx=\"1\" />","hexagon":"<path d=\"M21 16V8a2 2 0 0 0-1-1.73l-7-4a2 2 0 0 0-2 0l-7 4A2 2 0 0 0 3 8v8a2 2 0 0 0 1 1.73l7 4a2 2 0 0 0 2 0l7-4A2 2 0 0 0 21 16z\" />","git-branch":"<line x1=\"6\" x2=\"6\" y1=\"3\" y2=\"15\" /><circle cx=\"18\" cy=\"6\" r=\"3\" /><circle cx=\"6\" cy=\"18\" r=\"3\" /><path d=\"M18 9a9 9 0 0 1-9 9\" />","triangle":"<path d=\"M13.73 4a2 2 0 0 0-3.46 0l-8 14A2 2 0 0 0 4 21h16a2 2 0 0 0 1.73-3Z\" />","building":"<rect width=\"16\" height=\"20\" x=\"4\" y=\"2\" rx=\"2\" ry=\"2\" /><path d=\"M9 22v-4h6v4\" /><path d=\"M8 6h.01\" /><path d=\"M16 6h.01\" /><path d=\"M12 6h.01\" /><path d=\"M12 10h.01\" /><path d=\"M12 14h.01\" /><path d=\"M16 10h.01\" /><path d=\"M16 14h.01\" /><path d=\"M8 10h.01\" /><path d=\"M8 14h.01\" />","calendar":"<path d=\"M8 2v4\" /><path d=\"M16 2v4\" /><rect width=\"18\" height=\"18\" x=\"3\" y=\"4\" rx=\"2\" /><path d=\"M3 10h18\" />","undo":"<path d=\"M3 7v6h6\" /><path d=\"M21 17a9 9 0 0 0-9-9 9 9 0 0 0-6 2.3L3 13\" />"}}